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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JOSÉ RIBEIRO BARBOSA: UM FAMALICENSE QUE FOI UM DOS HERÓIS DA FLANDRES

O combatente José Ribeiro Barbosa e a bravura da 2ª Companhia do Grupo de Ciclistas a 9 de Abril de 1918

José Ribeiro Barbosa nasceu em Joane, Vila Nova de Famalicão, em 29 de Janeiro de 1880. Era oriundo de uma família de industriais, que sempre se dedicaram ao sector têxtil. Assim mesmo a vida militar lançaria sobre ele o seu apelo. Alistou-se como voluntário e foi acolhido no Regimento de Infantaria nº 8 de Braga, em 1906, onde fez o curso da Escola do Exército. Foi promovido a alferes em 1911, a tenente em 1913 e a capitão em 1917. Foi com essa patente que fez uma comissão de serviço na Guiné, em Cacheu, entre 1914 e 1916, quando foi transferido e incorporado no 1º Batalhão de Infantaria nº 29 de Braga, que partiria depois para França a 22 de Abril de 1917.

Em França, como bem refere Dino Ramalhete, seu neto, esteve em diversos locais e tomou parte dos intensos combates do C.E.P. Foi Director da Escola de Esgrima de Baioneta e cursou ainda na Escola de Granadeiros e Metralhadoras Ligeiras. Na 3ª Companhia de Infantaria nº29 guarneceu a 1ª linha e tomou parte na defesa do sector de Boutillerie (Fleurbaix). Num ataque alemão o Batalhão repeliu o inimigo e fez diversos prisioneiros. Foi então colocado no Estado-maior da Arma, tendo ainda comandado a 1ª Companhia de Infantaria que se encontrava a combater do sector de Ferme de Bois (Richebourg).

Foi ao comando da Companhia que dirigiu a defesa do sector de Ferme de Bois II, sendo o inimigo repelido então com grandes perdas. O 9 de Abril de 1918 apanhá-lo-ia no Front, como tantos outros seus compatriotas. Nesse fatídico dia comandou a 2ª Companhia do Grupo de Ciclistas naquela que ficou conhecida como Batalha de La Lys ou Batalha do Lys. Só retornaria a Portugal, já finda a guerra, a 5 de Junho de 1919. O embarque e viagem para a pátria ocorreram no navio inglês Northwestern Miller que, à época, era um dos navios utilizados para o retorno a casa de tropas portuguesas.

José Ribeiro Barbosa recebeu diversos louvores pelo seu valor e comando dos seus homens. Foi louvado pelo desempenho das suas funções de Director da Escola de Baioneta, onde demonstrou notável aptidão e conseguiu os melhores resultados na instrução da sua especialidade. Foi igualmente louvado pela muita competência, zelo e sangue frio demonstrado durante um ataque inimigo, assim como pela forma como dirigiu, na 1ª linha, os seus subordinados, dando-lhes belos exemplos do que era bravura e coragem, e incutindo-lhes a serenidade necessária, pois ele mesmo estava imbuído da mesma. Nada pedia aos seus que não praticasse e fizesse na frente de combate.

Por estas razões, foi condecorado com a Cruz de Guerra, Medalha da Vitória, Medalha Comemorativa da Campanha de França “Legenda 1917-1918”, Cruz Vermelha de Dedicação, Medalha de Agradecimento da Cruz Vermelha Portuguesa, Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar, e com a possibilidade de usar um Distintivo, a que se refere o Regulamento das Ordens Militares Portuguesas, com as cores azul e branco.

Depois de regressado à Pátria, foi colocado no Batalhão de Caçadores nº9 de Braga. Ali recebeu, como conseguiu apurar Dino Ramalhete, um louvor pela lealdade de que sempre deu provas e pela inteligência que sempre revelou no desempenho das funções a seu cargo, sendo-lhe atribuído o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis

José Ribeiro Barbosa foi apoiante do Movimento de 28 de Maio de 1926. Pela defesa e apoio do mesmo foi nomeado Governador Civil de Braga, cargo que desempenhou durante 3 anos. Foi-lhe então atribuído o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo. Contudo, não venceria uma última batalha. A morte procurou-o muito cedo, tendo apenas 43 anos de idade. Tinha chegado a sua última viagem… Desta vez não contemplaria batalhas, em África ou em França. José Ribeiro Barbosa faleceu em Braga, entre os seus, em 1930.

Hoje, o seu espólio e a sua história são trazidos até nós por Dino Ramalhete, seu neto. A história do avô, neste contexto da Primeira Guerra Mundial, é para ele motivo de grande orgulho, preservando-a junto com fotografias e até cartuchos de balas, que connosco partilha, para arrancar ao esquecimento mais um dos homens que combateu nessa guerra, já distante… A Primeira Guerra Mundial.

Autor / Relator: Margarida Portela

Testemunha / Contador: Dino Ramalhete

Fonte: http://www.portugal1914.org/

COMBATENTES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA FESTEJAM O 14 DE JULHO EM FRANÇA AO SOM DA CONCERTINA

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Tal como antes sucedeu com o cavaquinho, o minhoto leva consigo a concertina seja para onde for. O seu toque alegre denuncia de imediato a presença de gente minhota que, mesmo nas ocasiões particularmente difíceis da vida, encontra sempre um momento para recobrar o ânimo e divertir-se, tal como um raio de luz irrompendo por entre escuras e pesadas nuvens.

A imagem, pertencente à Liga dos Combatentes, sugere-nos um momento de confraternização dos nossos soldados com a população francesa por ocasião dos festejos do 14 de julho, não faltando sequer o S. João a lembrar as festas bracarenses.

Foto: https://www.facebook.com/centenariogg.oficial

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ FALECIDOS EM FRANÇA

Trincheira em Franca na Grande Guerra A

Alberto Machado Teixeira, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 1 de Abril de 1895 no lugar da Igreja, freguesia de Tabaçô e Santar, filho António Teixeira e de Maria da Silva Machado; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 25 de Agosto de 1917.

José António Lopes, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 20 de Agosto de 1893 no lugar de Mozelos, freguesia de Ázere, filho de Manuel António Lopes e de Maria Fernandes; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 19 de Novembro de 1917.

José Maria Pereira da Cunha, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 29 de Novembro de 1892 na freguesia de Santa Eulália de Gondoriz, filho de António João da Cunha e de Emília Pereira; embarcou para França a 11 de Julho de 1917; faleceu em combate a 24 de Fevereiro de 1918.

Augusto de Barros Fernandes, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 9 de Outubro de 1895 no lugar de Choças, freguesia de Santo Estêvão de Aboim das Choças, filho de Francisco José Fernandes e de Maria Rosa de Barros; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 18 de Março de 1918.

António Gonçalves Martins, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 27 de Março de 1895 no lugar do Reguengo, freguesia de São Paio de Jolda, filho de Bento José Martins e de Maria Gonçalves; morador na freguesia de Correlhã, Ponte de Lima; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 18 de Março de 1918.

José Dias Rodrigues, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 23 de Dezembro de 1894 na Rua da Ponte, freguesia de São Paio de Arcos de Valdevez, filho de António Bento Rodrigues e de Luísa de Araújo; embarcou para França a 11 de Julho de 1917; faleceu em combate a 18 de Março de 1918.

Manuel da Costa, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 10 de Agosto de 1893 no lugar da Riba Nogueira, freguesia de Santa Eulália de Rio de Moinhos, filho de Domingos da Costa e de Maria da Costa; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 19 de Março de 1918.

José Barbosa, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 1 de Abril de 1892 no lugar de Aveleiras, freguesia de São João Baptista de Rio Frio, filho de José Barbosa e de Custódia Angélica; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel de Sousa Barros, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 15 de Janeiro de 1895 no lugar de Redondelo, freguesia de Vale, filho de Rosa de Sousa Barros; morador na freguesia de São Vicente de Giela; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel de Amorim, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 25 de Dezembro de 1895 no lugar da Tavarela, freguesia de Santa Maria de Távora, filho de Domingos António de Amorim e de Avelina da Conceição; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

José Caldas de Amorim, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 14 de Setembro de 1895 no lugar de Soalheiras, freguesia de São João Baptista de Parada, filho de José de Amorim e de Vitória Joaquina de Caldas; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

António Pereira de Barros, soldado servente do 6.º Grupo de Batarias de Artilharia; nascido a 18 de Abril de 1895 no lugar da Vinha Nova, freguesia de Santa Eulália de Rio de Moinhos, filho de João de Barros e de Maria Teresa Pereira; embarcou para França a 15 de Agosto de 1917; faleceu em combate a 1 de Maio de 1918.

Francisco António de Barros, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 9 de Agosto de 1894 no lugar de Quintães, freguesia de Santa Maria de Távora, filho de António Luís de Barros e de Carolina Rosa; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 15 de Maio de 1918.

Silvério Fernandes, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 4 de Agosto de 1895 no lugar de São Miguel, freguesia de São Miguel de Loureda, filho de José Joaquim Fernandes e de Rosa Pedreira; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 23 de Junho de 1918.

João Ferreira, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 21 de Maio de 1893 no lugar de Estanque, freguesia de Santa Marinha de Proselo, filho de Rosa Ferreira; morador na freguesia de São Cosme de São Damião; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 12 de Julho de 1918.

António José de Barros Cerqueira, alferes miliciano da 1.ª Companhia de Sapadores Mineiros; nascido a 18 de Julho de 1891 no lugar do Casal, freguesia de Vale, filho de José Maria Cerqueira e de Esperança de Barros; embarcou para França a 8 de Julho de 1918; faleceu em combate a 14 de Setembro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

LUÍZ GONZAGA DO CARMO RIBEIRO: UM VIANENSE QUE FOI UM DOS BRAVOS COMBATENTES DA HERÓICA “BRIGADA DO MINHO” QUE TOMBARAM NA FLANDRES

Um combatente da «Brigada do Minho» - em memória de Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro

Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro, filho de Duarte Pereira Dias Ribeiro e Deolinda Rosa da Silva Pereira Ribeiro nasceu a 21 de Junho de 1885 na rua de Santa Clara à rua de S. Sebastião, na freguesia de Nª Sra.ª de Monserrate, concelho e distrito de Viana do Castelo.

Última fotografia conhecida do capitão Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro, tirada pouco tempo antes de 9 de Abril de 1918. Foto: Carlos Ribeiro

Seu pai era farmacêutico e detinha a farmácia Áurea, estabelecimento que se encontrava no rés-do-chão da casa de habitação. Era um de cinco irmãos. Os outros cinco eram: o mais velho António Manuel Pereira Ribeiro, sagrado Bispo na Igreja de S. Domingos em 1915, tendo permanecido à frente da Diocese do Funchal até à sua morte em 1957; Joaquim da Apresentação Pereira Ribeiro, que herdou a profissão do pai e posteriormente foi gerente do Sanatório de Coura; Maria da Conceição e Maria das Dores, solteiras, residentes em casa do pai até à data do seu falecimento, na década de 1960.

Conforme pesquisa do seu sobrinho-neto, que honra a memória do seu familiar e sempre quis saber mais sobre o mesmo, Luiz Gonzaga assentou praça como voluntário no Regimento de Cavalaria n.2, Lanceiros d’El Rei, em 23 de Maio de 1905. Ali permanece até 15 de Novembro de 1909, altura em que foi promovido a Alferes e passou para o Regimento de Infantaria n.º 3 de Viana do Castelo, com o n.º 181 de matrícula e pertença do 25.º batalhão. Teve licença para matrimónio assinada em 10 de Janeiro de 1910.

Casou em 31 de Janeiro de 1910 com Maria Isabel da Cunha Palhares, que foi mãe de seus três filhos: Maria Amália, nascida a 26 de Dezembro de 1910; Margarida Maria nascida a 18 de Outubro de 1913; António Manuel, nascido a 19 de Novembro de 1915.  Em 13 de Julho de 1912 era já tenente e encontrava-se no Quartel de Infantaria 3 em Viana do Castelo. Embarcou para França em Lisboa em 15 de Abril de 1917 integrando o 1.º Batalhão da 4.ª Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português (CEP). Por decreto de 29 de Setembro de 1917, inserto na O.E. n.º 14 (2.ª série) de 30 do mesmo mês, foi promovido a capitão e colocado no Estado-maior de Infantaria. Foi proposta a sua condecoração com a medalha de Prata de comportamento exemplar em 17 de Novembro de 1917 e por Ordem de Serviço n.º 146 de 10-12 da 4.ª Brigada passou a exercer interinamente o cargo de ajudante de Brigada, que acumulava com o seu.

Da sua ficha conta ainda outros dados. Teve licença de campanha por 30 dias a partir de 12 do mês de Dezembro de 1917. Por Ordem de Serviço n.º 214 de 28 de Dezembro da 4.ª Brigada foi “Louvado por, durante a permanência da Brigada na frente ter desempenhado com toda a proficiência, cuidado e zelo todos os serviços de que estava encarregado”. E em 10 de Janeiro de 1918 deixou de exercer as funções de ajudante de Brigada (O.S. da 4.ª B.I. n.º 1 de 11).

Gozou a sua licença, da qual retornou a 6 de Março de 1918. As memórias familiares fizeram chegar a Carlos Ribeiro o itinerário da sua Licença de Campanha. Esteve em Portugal, tendo visitado os seus, como era de esperar de um homem com arreigado sentido familiar. Antes de retornar, já em Março, terá estado em Viana. Ali se despediu-se do irmão e dos sobrinhos, que já estavam na cama. Regressou a França.

Desta época, logo após o seu regresso ao campo de batalha, datará a sua última fotografia. Em 9 de Abril foi inicialmente dado como desaparecido em combate, tendo aparecido morto em Lavantie, “recolhido no posto de Nouveau-monde não tendo sido possível fazer o seu enterramento por bombardeamento do posto”. Foi inicialmente sepultado no Cemitério de Le Touret e posteriormente reenumado no Cemitério Militar Português de Richebourg l’Avoué, talhão 7, fila G, coval 17. Ali se encontra um bravo minhoto, um membro da famosa Brigada do Minho, um homem, um soldado, e um combatente mais que Portugal viu cair naquele dia fatídico de 9 de Abril de 1918.

Autor-relator: Margarida Portela

Testemunha-contador: Carlos Ribeiro (sobrinho-neto de Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro)

Fonte: http://portugal1914.org/portal/pt/

Da fotografia constam ainda o Capitão-ajudante N. Franco e o Tenente Alpedrinha (ao meio e à direita). Ambos gaseados a 9 de Abril, segundo fonte do mesmo jornal). A fotografia teria sido tirada algum tempo antes, no quartel general da «Brigada do Minho», como já era conhecida esta valorosa unidade do C.E.P.

Foto: Ilustração Portuguesa, 1918

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE CAMINHA FALECIDOS EM FRANÇA

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Manuel Gonçalves Cerqueira, soldado do Regimento de Infantaria n.º 5; nascido a 24 de Dezembro de 1894 na freguesia de São Paio de Moledo, filho de António Cerqueira e de Rosa da Conceição Lagar; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 25 de Julho de 1917; falecido em combate a 4 de Fevereiro de 1918.

Tomás Francisco Alves Escusa, primeiro-cabo do 5.º Grupo de Metralhadoras de Infantaria; nascido a 14 de Novembro de 1894 na freguesia de Nossa Senhora da Encarnação de Vilarelho, filho de Tomás Alves Escusa e de Francisca Rosa Lourenço Ribas; embarcou para França integrado no CEP a 25 de Julho de 1917; falecido em combate a 1 de Março de 1918.

Francisco António da Cruz Ribeiro, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 8 de Junho de 1894 na freguesia de Santa Maria de Riba de Âncora, filho de Alexandre da Cruz Ribeiro e de Gertrudes Afonso; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em combate na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918.

João Alves da Devesa, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 1 de Abril de 1892 no lugar de Santo, freguesia de Santa Marinha de Gontinhães, hoje denominada Vila Praia de Âncora, filho de António Alves da Devesa e de Francisca Ferreira; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em combate na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918.

António Lourenço Dantas Ribas, segundo-sargento do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 9 de Dezembro de 1894 na Penacova, lugar da freguesia de Nossa Senhora da Encarnação de Vilarelho, filho de Manuel Lourenço Ribas e de Domingas Dantas; embarcou para França integrado no CEP a 22 de Abril de 1917; falecido em combate a 25 de Abril de 1918, era primo do primeiro-cabo Tomás Francisco Alves Escusa, também falecido em França.

Manuel José Crisóstomo, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 18 de Agosto de 1892 na freguesia de Santa Marinha de Argela, filho de João Crisóstomo e de Libânia de Jesus; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em combate a 8 de Setembro de 1918.

José Pires Moreira“o Zé Plácido”, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 1 de Janeiro de 1894 na freguesia de Santa Maria de Âncora, filho de Plácido Pires Moreira e de Cristina Afonso da Ponte; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em 20 de Dezembro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE PAREDES DE COURA FALECIDOS EM FRANÇA

António Pereira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Setembro de 1893 no lugar de Antas, freguesia de São Pedro de Rubiães, filho de Olivana Rosa Pereira; solteiro e morador em Rubiães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué.

Gaspar da Cunha, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 18 de Abril de 1893 em Pecene, lugar da freguesia de Santa Maria de Cossourado, filho de António Bento da Cunha e de Florinda Joaquina Gonçalves; solteiro e morador em Cossourado; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 11 de Julho de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 7 de Agosto de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué.

António de Sousa, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Julho de 1893 em Penim, lugar da freguesia de Santa Maria da Colina de Cunha, filho de Joaquim de Sousa e de Joaquina da Cunha; solteiro e morador na freguesia e vila de Paredes de Coura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 28 de Agosto de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué.

Albano José de Castro, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 15 de Fevereiro de 1895 na Portelinha, lugar da freguesia de São Pedro de Formariz, filho de Ana Aurora de Castro; solteiro e morador na freguesia e vila de Paredes de Coura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 5 de Novembro de 1918.

Amadeu José de Lima, soldado da 2.ª Bateria do Regimento de Artilharia n.º 5, nascido a 29 de Abril de 1891 no Sobreiro, lugar da freguesia de Santa Marinha de Padornelo, filho de José Maria de Lima e de Severina Maria Barbosa; neto pela via paterna de Manuel António de Lima e de Ana Maria da Rocha e Sousa; neto materno de Manuel José Barbosa de Brito e de Clara Rosa Barbosa; casado e morador na freguesia de Padornelo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu à 2.ª Bateria de Artilharia de Montanha do CEP; faleceu a 7 de Novembro de 1918, vítima de uma «bronco-pneumonia» causada por gases de guerra; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué, talhão C, Fila 8, coval n.º 7

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA FALECIDOS EM FRANÇA

Distribuicao do rancho nas trincheiras do CEP 1917

Francisco da Silva, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 7 de Agosto de 1891 na Igreja, lugar da freguesia de Santiago de Sampriz, filho de Rosa da Silva; casado e morador em Sampriz; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria, “a Brigada do Minho”; falecido em combate a 24 de Fevereiro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Domingos Cerqueira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 13 de Agosto de 1893 na Fonte Coberta, lugar da freguesia de São Miguel de Lavradas, filho de Joaquina Cerqueira; solteiro e morador na vila de Ponte da Barca; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Maria Fernandes Júnior, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 16 de Julho de 1893 em Santo António, lugar da freguesia de São João Baptista de Ponte da Barca, filho de José Maria Fernandes e de Joana Amélia das Dores; solteiro e morador na vila de Ponte da Barca; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

João de Sousa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 8 de Agosto de 1892 nos Casais, lugar da freguesia de São João Evangelista de Grovelas, filho de António Joaquim de Sousa e de Rosa Angélica; solteiro e morador em Grovelas; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; desaparecido em combate a 9 de Abril de 1918 e foi declarado morto alguns anos depois.

José Maria Cerqueira, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 2 de Julho de 1895 no Carvalhal, lugar da freguesia de Santa Maria de Vila Nova de Muia, filho de Luís Maria Cerqueira da Rocha e de Ana Teresa; solteiro e morador em Vila Nova de Muía; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 12 de Abril de 1918.

António Rodrigues, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 18 de Março de 1893 na Milhara, lugar da freguesia de São Tomé de Vade, filho de Manuel Rodrigues e de Maria Fernandes; solteiro e morador em São Tomé de Vade; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 5 de Junho de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Francisco Gonçalves, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 18 de Setembro de 1893 na Mouta, lugar da freguesia de São Tomé de Vade, filho de Maria Adriana; solteiro e morador em São Tomé de Vade; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a23 de Outubro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

António José Ribeiro, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 16; nascido a 9 de Julho de 1894 no Castelo, lugar da freguesia de São Mamede de Lindoso, filho de José Ribeiro e de Clotilde Adelaide Gaeito; solteiro e morador no Lindoso; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 17 de Novembro de 1917, onde pertenceu à Divisão de Infantaria do CEP; falecido em combate a 25 de Outubro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE MELGAÇO FALECIDOS EM FRANÇA

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António Alberto Dias, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 17 de Janeiro de 1892 na Verdelha, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de José Bernardino Dias e de Maria do Carmo Alves; casado e morador na freguesia de São Paio de Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho); falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

Raul Gomes, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Agosto de 1894 no Queirão, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Manuel Joaquim Gomes e de Luciana Rosa Rodrigues; solteiro e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

José Maria da Cunha, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 11 de Março de 1893 na Portela, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Aníbal dos Anjos da Cunha e de Felisbela Cândida Alves; casado e morador em Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 22 de Novembro de 1917.

Tito Arsénio Alves Gonçalves, segundo-sargento do 2.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 11; nascido a 5 de Junho de 1895 na Bouça Nova, lugar da freguesia de São Lourenço do Prado, filho de Manuel Luís Gonçalves e de Albina Rosa Alves; solteiro e morador no Prado; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Fevereiro de 1917; falecido em combate a 5 de Dezembro de 1917.

António José Lourenço, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Abril de 1892 no Louridal, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena deChaviães, filho de Augusto Cândido Lourenço e de Ana Marinho; solteiro e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 12 de Março de 1918.

João José Pires, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Abril de 1893 no Outeiro, lugar da freguesia de Santa Maria de Paços, filho de José Joaquim Pires e de Alexandrina Pires; solteiro e morador em Paços; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Narciso Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Março de 1893 na Igreja, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Manuel António Pinto e de Cândida Maria Alves; casado e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

António José Cardoso Ferreira Pinto da Cunha, segundo-sargento do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 28 de Julho de 1892 na Rua Direita, vila e freguesia Santa Maria da Porta de Melgaço, filho de António José Ferreira Pinto da Cunha e de Carlota Amália Cardoso; solteiro e morador na vila de Arcos de Valdevez; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Metralhadoras; falecido em combate a9 de Abril de 1918.

José Cerqueira Afonso, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Março de 1892 nas Fontes, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Inácio José Afonso e de Maria Cerqueira; casado e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Simplício de Lima, soldado do 1.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 4; nascido a 18 de Junho de 1893 em Paranhão, lugar da freguesia de Santiago de Penso, filho de Maria Teresa de Lima; solteiro e morador no Penso; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917; falecido vítima de ferimentos em combate a 18 de Dezembro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE MONÇÃO FALECIDOS EM FRANÇA

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Justino Cândido Pereira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Sapadores Mineiros; nascido a 20 de Agosto de 1895 na Veiga, lugar da freguesia de São João Baptista de Sá, filho de Adriano das Dores Pereira e de Rosália Palhares; solteiro, morador no lugar da Quinta, freguesia de Sá; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao Batalhão de Sapadores Mineiros; falecido em combate a 6 de Julho de 1917.

Agostinho Rodrigues Barroso, primeiro-cabo da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 4 de Setembro de 1895 no lugar das Velhas, freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de Manuel Rodrigues Barroso e de Delfina do Carmo Soares; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho); falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

Manuel Pereira Pinto, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 29 de Março de 1893 nas Cortes, lugar da freguesia de São Salvador de Mazedo, filho de Manuel Pereira Pinto e Rosa da Costa; morador em Mazedo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

José Félix Gonçalves Basto, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Setembro de 1895 nas Poldras, lugar da freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de António Gonçalves Basto e de Clementina Afonso; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 17 de Novembro de 1917.

Bento Manuel Alves Vieira de Sá, primeiro-cabo da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Fevereiro de 1899 na Chão, lugar da freguesia de São Miguel de Messegães, filho de António José Alves Júnior e de Eugénia Carlota Gonçalves; morador na vila de Monção; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 13 de Março de 1918.

Joaquim Rodrigues, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 9 de Dezembro de 1893 no Paço, lugar da freguesia de São Veríssimo de Luzio, filho de Manuel Rodrigues e Maria Fernandes; casado e morador no Luzio; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 18 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 15 de Março de 1918.

Manuel António Pereira de Sá, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Novembro de 1892 em Santo Antão, lugar da freguesia de São Miguel de Messegães, filho de Manuel Cândido Pereira de Sá e de Maria Joaquina Esteves; casado e morador em Messegães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 5 de Abril de 1918.

Lino Pedreira Trancoso, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 17 de Março de 1893 nas Terças, lugar da freguesia de Nossa Senhora da Expectação de Lordelo, filho de Francisco José Trancoso e de Rosa Pedreira; morador em Lordelo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 22 de Setembro de 1895 na Catelinha, lugar da freguesia de Santa Maria de Moreira, filho de Maria da Conceição; casado e morador em Moreira; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Amadeu Soares, primeiro-cabo enfermeiro da 8.ª Companhia do 3.º Grupo de Companhias de Saúde; nascido a 10 de Fevereiro de 1895 no Alho, lugar da freguesia de Santa Maria de Troporiz, filho de Manuel Luís Soares e de Maria Alves dos Santos; morador em Troporiz; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 5.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel da Silva, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1895 no Riobom, lugar da freguesia de São João Baptista da Portela, filho de Maria da Silva; morador na freguesia da Portela; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Covas, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 16 de Janeiro de 1892 no Viso, lugar da freguesia de Salvador de Cambeses, filho de Joaquim Covas; casado e morador na freguesia de Parada; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Cesário Barbeitos Alves de Brito, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Maio de 1892 na Ponte de Mouro, lugar da freguesia de São Salvador de Barbeita, filho de António Luís Alves de Brito e de Francisca Barbeitos; morador na Barbeita; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Benjamim Calvinho de Araújo, segundo-sargento da 1.ª Companhia do Regimento de Artilharia n.º 1; nascido a 9 de Maio de 1895 no Cruzeiro, lugar da freguesia de São Salvador de Mazedo, filho de Manuel José Calvinho e de Matilde de Araújo; morador em Mazedo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao 5.º Grupo de Baterias de Metralhadoras; falecido em combate a 26 de Julho de 1918.

Joaquim Fernandes, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 21 de Novembro de 1893 no Cesto, lugar da freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de Manuel Luís Fernandes e de Maria da Conceição Afonso; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 1 de Agosto de 1918.

Fernando Monteiro de Sousa, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 6 de Maio de 1893 na freguesia de Santa Maria dos Anjos, vila de Monção, filho de António Monteiro de Sousa e de Ana Teresa Esteves; morador na vila de Monção; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 19 de Agosto de 1918.

Manuel da Rocha, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 26 de Setembro de 1894 nas Pereiras, lugar da freguesia de Nossa Senhora das Neves de Bela, filho de Manuel Joaquim da Rocha e de Feliciana da Rocha; morador na freguesia de Bela; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 18 de Outubro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE VALENÇA FALECIDOS EM FRANÇA

António Baptista de Araújo, primeiro-cabo da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 11 de Setembro de 1895 na Cancelada, lugar da freguesia de São Julião da Silva, filho de Manuel de Araújo e de Maria Benta de Araújo Amorim; casado e morador em São Julião da Silva; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 3.ª Bateria de Morteiros Médios; falecido em combate em 11 de Julho de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António da Cunha, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 18 de Julho de 1893 na Lavandeira, lugar da freguesia de São Mamede deFriestas, filho de João da Cunha e de Rosa Vaz de Sousa; casado e morador na freguesia de Verdoejo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel José Gomes, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 10 de Agosto de 1892 no lugar do Pardo, freguesia de São Miguel de Fontoura, filho natural de Antónia Maria Gomes; solteiro e morador na freguesia de Cerdal; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português em 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 30 de Outubro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António Luís da Costa, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Maio de 1892 na Urgeira, lugar da freguesia e vila de Valença, filho de José Luís da Costa e de Rosa Maria da Silva; casado e morador no lugar da Urgeira; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em 15 de Novembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Francisco Luís Pereira, segundo-cabo da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 1 de Abril de 1893 na Cachada, lugar da freguesia de São Salvador de Ganfei, filho de Lourenço Clementino Pereira da Silva e de Luísa Gonçalves; solteiro e morador na freguesia de Ganfei; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 24 de Novembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António de Sousa, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 14 de Julho de 1895 na Pedreira, lugar da freguesia de Santiago deBoivão, filho de José de Sousa e de Claudina Esteves; solteiro e morador na freguesia de Boivão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em 10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Aniceto Domingues, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 28 de Fevereiro de 1893 no Reguengo, lugar da freguesia de São Miguel de Fontoura, filho de Joaquim José Domingues e de Angelina Rosa da Cunha; casado e morador em São Miguel de Fontoura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em 10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

José Rodrigues, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 30 de Maio de 1893 na freguesia de São Miguel de Fontoura, filho de António Rodrigues e Maria Vaz; casado e morador em Fontoura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em12 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

António Joaquim Álvarez, soldado servente da 3.ª Bateria do Batalhão de Artilharia de Guarnição; nascido em 20 de Fevereiro de 1894 em Soutilho, lugar da freguesia de São Salvador de Ganfei, filho de Manuel Joaquim Álvarez e de Cândida Joaquina Fernandes; solteiro e morador em Ganfei; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 27 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao Corpo de Artilharia Pesada; falecido em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Manuel Gonçalves Vila Boa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 18 de Fevereiro de 1892 na Pedreira, lugar da freguesia de Santiago de Boivão, filho de João Gonçalves Vila Boa e de Rosa Pedreira; solteiro e morador em Boivão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a9 de Abril de 1918.

José Vaz Brito, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 13 de Julho de 1895 na Riba, lugar da freguesia de São Mamede de Friestas, filho natural de Rosa Vaz de Brito, solteiro e morador em Friestas; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Alfredo Francisco Guia da Silva Branco, primeiro-sargento da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 26 de Dezembro de 1875 na freguesia de Valença do Minho, filho natural de Rosa Maria da Guia da Silva; casado e morador em Valença; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a18 de Setembro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Floriano Augusto Ferreira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 27 de Janeiro de 1895 no lugar de Lamas, freguesia de São Salvador de Arão, filho de João Pires Ferreira e de Ana Felgueiras; solteiro e morador em Arão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a3 de Outubro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Telmo Esteves, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 6 de Dezembro de 1893 na freguesia de Santiago de Boivão, filho de António Esteves e de Ana de Sousa; solteiro e morador em Boivão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 6 de Novembro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FALECIDOS EM FRANÇA

João Pereira da Rocha, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 26 de Maio de 1891 no Paço, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de António Pereira da Rocha e de Rosa Pereira; solteiro e morador em São Julião de Freixo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido a 19 de Abril de 1918 em consequência dos ferimentos recebidos em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

José Carlos Ferreira, 1.º cabo da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 10 de Fevereiro de 1893 na freguesia de Santiago de Poiares, filho de António Ferreira e de Josefa Afonso; solteiro e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido a 19 de Abril de 1918 em consequência dos ferimentos recebidos em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

José Barbosa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1895 no Souto, lugar da freguesia de São Miguel de Gondufe, filho natural de Maria Josefa Barbosa; solteiro e morador na freguesia de Gonfufe; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 27 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Manuel Fernandes, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 2 de Novembro de 1893 na Quinta, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de José Fernandes e de Teresa Lopes; casado e morador em São Julião de Freixo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 3 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

António de Sá Leones, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Setembro de 1894 na Guarda, lugar da freguesia de São Julião deMoreira do Lima, filho de Sebastião de Sottomayor Abreu Leones e de D. Isabel Clara Barbosa; solteiro e morador em Moreira do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Adelino de Sousa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 6 de Março de 1895 na Armada, lugar da freguesia de Santa Maria deBeiral do Lima, filho natural de Maria de Sousa; solteiro e morador em Beiral do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Francisco Alves Gonçalves, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 30 de Junho de 1893 na Rebeca, lugar da freguesia de Santa Maria de Beiral do Lima, filho de António Gonçalves e de Maria Alves; casado e morador em Beiral do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Manuel Fernandes, soldado condutor da 6.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 15 de Setembro de 1893 no sítio dos Quartéis, freguesia de Santa Maria dos Anjos dePonte de Lima, filho de Domingos José Fernandes e de Maria Lama; casado e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

João Luís Fiúza, primeiro-cabo da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Agosto de 1895 no Sobral, lugar da freguesia do Divino Salvador de Estorãos, filho de José António Fiúza e de Antónia Lourenço; solteiro e morador em Estorãos; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria, “a Brigada do Minho”; falecido em combate a 24 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Abílio Fagundes, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Março de 1892 na freguesia de Santo Estêvão de Vilar das Almas, filho de José Maria Gonçalves Rato e de Francisca Rosa Fagundes; solteiro e morador em Vilar das Almas; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 25 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

José Rodrigues Barbosa de Castro, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Dezembro de 1893 nos Carvalhos, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de António Barbosa de Castro e de Rosa Rodrigues; solteiro e morador na freguesia de Santa Eulália de Panque, concelho de Barcelos; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 28 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel de Lima, soldado da 5.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 14 de Outubro de 1893 na Posa, lugar de Santa Maria de Rebordões, filho de Delfina de Lima; solteiro e morador em Rebordões; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 21 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 4.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 1 de Outubro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António Lima Coelho, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 18 de Agosto de 1893 no Cercal, lugar da freguesia de São Salvador do Souto de Rebordões, filho António Coelho e de Rosa Lima; solteiro e morador na freguesia do Souto de Rebordões; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 3 de Fevereiro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

João António Gomes, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1892, no Brichal, lugar da freguesia de Santo André de Santa Cruz do Lima, filho de Domingos José Gomes e de Antónia Maria; solteiro e morador na freguesia de Santa Cruz do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

João do Nascimento Rodrigues, soldado da 5.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 1 de Janeiro de 1893 em Linhares, lugar da freguesia do Divino Salvador deBertiandos, filho de José António Rodrigues e de Maria de Jesus; casado e morador na freguesia de São Silvestre de Santa Comba; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 5.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel Gonçalves Gomes, soldado clarim da 7.ª Companhia do Regimento de Sapadores Mineiros; nascido a 2 de Outubro de 1895 em Faldejães, lugar da freguesia de Santa Marinha deArcozelo, filho de João Gomes e de Maria Josefa Gonçalves; solteiro e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao Batalhão de Sapadores Mineiros; falecido em combate a 18 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Porfírio Manuel Alves, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 7 de Julho de 1893 na Balouca, lugar da freguesia de Santa Maria deCabração, filho de Manuel José Alves e de Agostinha Maria Afonso; solteiro e morador na freguesia de Cabração; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a25 de Maio de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

João Amaralou João Amaral Andrade de Melo, soldado do 2.º Grupo de Baterias de Artilharia de Guarnição; nascido a 13 de Julho de 1896 na Fonte Quente, lugar da freguesia de Santo André de Vitorino de Piães, filho de Francisco de Andrade e de Ana de Melo; solteiro e morador na freguesia de Vitorino de Piães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 27 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao Corpo de Artilharia Pesada; falecido em combate a 31 de Maio de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

António Rodrigues, soldado corneteiro da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Maio de 1894 em Tourão, lugar da freguesia de Santa Maria deRefóios do Lima, filho natural de Rosa Teresa Rodrigues Neto; casado e morador em Vila Verde; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 16 de Novembro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

António de Sá Leones, soldado de Infantaria da Brigada do Minho, falecido em combate na Batalha de La Lys, em França.

A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES

A imagem mostra a capa de um exemplar do livro “A Brigada do Minho na Flandres: o 9 de Abril. Relatório da Batalha e sua Documentação”, da autoria do Coronel Eugénio Mardel, atualmente pertencente atualmente à Biblioteca do Exército.

O livro foi publicado em 1923 pelo Ministério da Guerra e impresso nos Serviços Gráficos do Exército.

O RELATÓRIO “A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES” DO CORONEL CARLOS MARDEL INSPIRA O ESCRITOR JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS NA CRIAÇÃO DO ROMANCE “A FILHA DO CAPITÃO”

O relatório “A Brigada do Minho na Flandres”, da autoria do Coronel Eugénio Mardel, constitui uma das principais fontes na qual o escritor e jornalista José Rodrigues dos Santos se baseou para produzir o seu romance ”A filha do Capitão”. Publicamos seguidamente uma sinopse do referido romance.

A história de uma grande paixão em tempo de guerra. Quem sabe se a vida do capitão Afonso Brandão teria sido totalmente diferente se, naquela noite fria e húmida de 1917, não se tivesse apaixonado por uma bela francesa de olhos verdes e palavras meigas. O oficial do exército português estava nas trincheiras da Flandres, em plena carnificina da Primeira Guerra Mundial, quando viu o seu amor testado pela mais dura das provas. Em segredo, o Alto Comando alemão preparava um ataque decisivo, uma ofensiva tão devastadora que lhe permitiria vencer a guerra num só golpe, e tencionava quebrar a linha de defesa dos aliados num pequeno sector do vale do Lys. O sítio onde estavam os portugueses. O Capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível. Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra, e escolheu o vale do Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, estava o Corpo Expedicionário Português.

A BRIGADA DO MINHO NA "ILUSTRAÇÃO PORTUGUEZA"

A Briga do Minho! Ninguém, que o conheça, fala hoje d’esse galhardo núcleo de tropas portuguezas, que se não sinta estremecer à evocação das famosas legiões d’outros tempos, que no mais aceso da ação tinham o que quer que fosse de aparições lendarias, ás quaes só estava reservado o extremo glorioso de vencerem ou morrerem.

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Porque morrer não é ser vencido, como também o acentuou há quinze dias n’estas mesmas paginas esse valente e ilustre cabo de guerra, o General Gomes da Costa, descrevendo a celebre batalha de Lys, e prestando também homenagem á Brigada do Minho. Nem um só dos seus oficiaes e dos seus soldados vacilou quando viu tudo perdido. O inimigo não deitou mão a nenhum, que já não estivesse inutilizado, pelas feridas ou pelos gazes, para se defender. Os que ele não levou e que conseguiram tornar a ver os seus camaradas da retaguarda e as suas famílias, é porque, estendidos no campo, os julgaram mortos ou incapazes de resistirem á perda ou á intoxicação de sangue.

Mas o que é a Brigada do Minho? perguntará o leitor possuído sem dúvida do maior interesse.

Eis a sua história singela contada por um dos seus oficiaes mais distintos:

“Em abril e maio de 1917 tinha sido organizado no C.E.P. o 5º regimento de infantaria, constituído pelos batalhões do 3, 8 e 29. Porque estas tres unidades recrutavam no Minho, e porque o batalhão do 20 tinha a mesma proveniencia, o coronel Adolfo Almeida Barbosa, comandante do regimento e depois investido do comando da 4ª brigada d’infantaria, conseguiu que este ultimo batalhão fosse integrado na brigada, que, desde então, ficou conhecida pela “Do Minho”.

Todos os batalhões da brigada tirocinaram junto de unidades inglesas e todos foram louvados, especialmente o 29, que suportou um violento ataque inimigo em 23 e 24 de agosto, tendo feito alguns prisioneiros.

Conhecida em Portugal a ação das tropas do Minho, foi-lhes oferecida uma bandeira pelas senhoras d’aquela província, e especialmente bordada pela filha do coronel Barbosa e pela esposa do capitão do 3, Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro, hoje desaparecido em combate.

Muitos mezes passaram e varias praxes burocraticas foi preciso vencer, para que a bandeira chegasse a França e fosse entrega á Brigada, então guarnecendo o sector de Fauquissart (Laventie), onde estava ainda no memoravel combate de 9 de abril, na batalha de Lys.

Faltava a consagração oficial, e, para isso, em 28 de maio ultimo, formaram as tropas restantes da Brigada e as disponíveis da 2ª Divisão, que prestaram todas as honras á heroica bandeira, que foi coberta de flores pelas senhoras da Cruz Vermelha.

Fonte: Ilustração Portugueza, nº 650, de 5 de agosto de 1918

OS SOLDADOS MELGACENSES NA BRIGADA DO MINHO

Homenagem aos melgacenses caídos em combate na Flandres (1917 e 1918)

Para que nunca esqueçamos, deixo uma referência aos mortos em combate, oriundos do concelho de Melgaço, durante a 1ª Guerra Mundial. Uma boa parte deles pertencia à chamada Brigada do Minho (4ª Brigada de Infantaria do C.E.P. - Corpo Expedicionário Português). Esta Brigada teve um papel muito ativo na batalha de La Lys (9 de Abril de 1918) onde foi dizimada pela ofensiva alemã apesar de ter aguentado durante 24 horas.

Bandeira da "Brigda do Minho"

Para o leitor ter uma ideia do heroísmo desta Brigada do Minho, deixo aqui uma nota para o desequilíbrio quanto ao número de soldados entre portugueses e alemães neste setor. No dia anterior, os alemães alteram o seu dispositivo militar. Colocam quatro divisões com quase 50 mil homens, reforçadas nesse dia com mais 30 mil soldados. Os portugueses são só 20 mil.

A 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho) que desde 7 de Fevereiro do ano de 1918 guarnecia e tinha a seu cargo a responsabilidade do sector de "Fauquissart" (França), tendo a cooperar com ela tacticamente o 6º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados, tinha as suas forças distribuídas no referido sector no dia 8 de Abril da seguinte forma:

- Batalhão Infantaria 20: com sede do comando em Temple-Bar, ocupava o S.S.1. (Fauquissart I) com 3 companhias na 1ª linha e uma em apoio;

- Batalhão Infantaria 8: com a sede do comando em Hyde-Park, ocupava o S.S.2. (Fauquissart II) com 3 companhias em 1ª linha e uma em apoio;

- Batalhão Infantaria 29: com sede do comando em Red-House, constituia o apoio dos batalhões em primeira linha, tendo as suas companhias distribuídas pelos postos de apoio da 2ª linha;

- Batalhão Infantaria 3: com sede do comando em "Laventie" constituia a Reserva tendo todas as companhias acantonadas nesta posição;

- Morteiros médios e pesados, 4ª B.M.L., grupo de metralhadoras pesadas, achavam-se distribuídos pelas respectivas dos dois sub-sectores.

A 4ª Brigada de Infantaria ligava-se no seu flanco direito com a 6ª Brigada de Infantaria e no flanco esquerdo com uma Brigada Escocesa (119ª Brigada da 40ª Divisão Britânica) que havia dias ocupava o sector de "Fleurbaix", vinda da ofensiva do "Somme" de 21 de Março. O efectivo da brigada do Minho achava-se extremamente reduzido, pois em principio de Abril faltavam-lhe em pessoal e animal, para o seu completo, aproximadamente 51 oficiais, 1300 praças e 85 solípedes, o que era devido não só ás baixas que dia a dia a brigada vinha sofrendo nas operações com o inimigo nas ainda ao rigor do clima a que os Portugueses não estavam habituados e ao violentos e árduos trabalhos que sem descanso eram exigidos ás tropas da Brigada, desde que seguiu da zona da retaguarda para a frente em 21 de Julho de 1917, primeiro para instrução em 1ª linha por enquadramento sucessivo de companhias, e depois de batalhões sem e com responsabilidade, nos sectores ocupados por tropas inglesas desde "Fleurbaix" a "Armentiére" e em "Beuvry" depois nas reparações do sector "Neuv-Chapelle", ocupado pela 2ª Brigada, durante o período intensivo de instrução no mês de Agosto e parte de Setembro de 1917.»

Desde 7 de Fevereiro a Brigada do Minho ocupa o sector de "Fauquissart", onde rendeu a 6ª Brigada de Infantaria, ficando neste até ao dia 9 de Abril em que se deu a ofensiva alemã contra a frente Portuguesa.

Durante todo este período de tempo, comportaram-se as tropas da Brigada sempre de molde a merecer o elogio e louvor das instâncias superiores, quer Portuguesas quer Inglesas, repelindo com energia todos os "raids" e ataques inimigos e tendo evidenciado sempre uma alto espírito ofensivo. No entanto as poucas horas de descanso, o tardar da rendição e os fortes e constantes ataques do inimigo levou a um evidente cansaço e fadiga física das tropas.

9 de Abril

«Foi sem dúvida na esquerda da linha, no sector de Fouquissart, guarnecido pela Brigada do Minho, que mais incarniçada foi a luta. Ao mesmo tempo que, na batalha, morreram 22officiaes das tropas d'este sector, sendo 15 de Infantaria, 4 de metralhadoras, 2 de morteiros e 1 d'artilharia (...)»  (1)

«Tendo um efectivo reduzidíssimo e ocupando uma área de entrincheiramentos excessivamente grande, sem abrigos suficientes para pessoal, quer pelo seu restrito número, quer pela sua resistência, sob a acção do mais terrível e mortífero fogo de metralha, vomitado por centenas e centenas de canhões e morteiros, a Brigada sacrificou-se no seu pôsto de honra, segundo as ordens recebidas.» (2)

«No lado esquerdo da 1ª linha portuguesa, guarnecido pela "Brigada do Minho", a luta foi mais violenta e, por isso, com maior numero de baixas: os alemães atacaram o lado esquerdo da "Brigada do Minho", zona fronteiriça com uma Brigada Inglesa, aproveitando as dificuldades de ligação e de comunicação aliada, inerentes a uma zona de junção de Brigadas de nacionalidades diferentes.

Os actos heróicos de resistência foram múltiplos na Brigada portuguesa que assistiu á morte e ao aprisionamento dos seus camaradas, num ritmo altamente destruidor e desmoralizador. Graças aos Minhotos, os alemães não cumpriram o seu objectivo: romper a linha aliada, através dos portugueses para atravessar o rio Lys.

Segundo António Rosas Leitão, a Infantaria 20 (originária de Guimarães), a Infantaria 8 (originária de Braga) e a Infantaria 3 (originária de Viana do Castelo) sofreram 60% das baixas, entre mortos, feridos e prisioneiros, dos seus efectivos, justificando a atribuição, após o final da I Guerra Mundial, de medalhas de valor militar e cruzes de guerra quer às unidades da "Brigada do Minho" quer individualmente.»

IV Brigada, o Minho em nós confia

Seu nome honrado entrega em nossas mãos

E seu nome, que soou, de sempre, a valentia

Aos quatro batalhões, - unidos como irmãos

Tudo a mesma Família - há-de servir de guia

............................................................................

Canção da «Brigada do Minho»

França - Julho de 1917.

“Brigada do Minho” em Ambleteuse, 1918

MELGACENSES CAÍDOS EM COMBATE NA 1ª GUERRA MUNDIAL EM FRANÇA

António Alberto Dias, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 17 de Janeiro de 1892 na Verdelha, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de José Bernardino Dias e de Maria do Carmo Alves; casado e morador na freguesia de São Paio de Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho); falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

Raul Gomes, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Agosto de 1894 no Queirão, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Manuel Joaquim Gomes e de Luciana Rosa Rodrigues; solteiro e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

José Maria da Cunha, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 11 de Março de 1893 na Portela, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Aníbal dos Anjos da Cunha e de Felisbela Cândida Alves; casado e morador em Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 22 de Novembro de 1917.

Tito Arsénio Alves Gonçalves, segundo-sargento do 2.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 11; nascido a 5 de Junho de 1895 na Bouça Nova, lugar da freguesia de São Lourenço do Prado, filho de Manuel Luís Gonçalves e de Albina Rosa Alves; solteiro e morador no Prado; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Fevereiro de 1917; falecido em combate a 5 de Dezembro de 1917.

António José Lourenço, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Abril de 1892 no Louridal, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Augusto Cândido Lourenço e de Ana Marinho; solteiro e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 12 de Março de 1918.

João José Pires, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Abril de 1893 no Outeiro, lugar da freguesia de Santa Maria de Paços, filho de José Joaquim Pires e de Alexandrina Pires; solteiro e morador em Paços; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Narciso Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Março de 1893 na Igreja, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Manuel António Pinto e de Cândida Maria Alves; casado e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

António José Cardoso Ferreira Pinto da Cunha, segundo-sargento do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 28 de Julho de 1892 na Rua Direita, vila e freguesia Santa Maria da Porta de Melgaço, filho de António José Ferreira Pinto da Cunha e de Carlota Amália Cardoso; solteiro e morador na vila de Arcos de Valdevez; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Metralhadoras; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Cerqueira Afonso, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Março de 1892 nas Fontes, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Inácio José Afonso e de Maria Cerqueira; casado e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Simplício de Lima, soldado do 1.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 4; nascido a 18 de Junho de 1893 em Paranhão, lugar da freguesia de Santiago de Penso, filho de Maria Teresa de Lima; solteiro e morador no Penso; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917; falecido vítima de ferimentos em combate a 18 de Dezembro de 1918.

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Unidade do Corpo Expedicionário Português em coluna de marcha.

Informações recolhidas de:

1. General Fernando Tamagnini, "Os meus três comandos", Isabel Pestana Marques, Memórias do General 1915-1919

2.Eugénio Carlos Mardel Ferreira, Tenente-Coronel, 2º Comandante da 4ª Brigada de Infantaria

Memórias do General 1915-1919, Marques, Isabel Pestana, SACRE Fundação Mariana Seixas

Das Trincheiras, com Saudade, Marques, Isabel Pestana, A Esfera dos Livros

A Brigada do Minho na Flandres, Mardel, Eugénio, o 9 de Abril.

Listagem de baixas recolhida em http://historia-dos-tempos.blogspot.pt/2009/05/brigada-do-minho.html

Fonte: Valter Alves / http://entreominhoeaserra.blogspot.pt/

A BRIGADA DO MINHO NA GRANDE GUERRA

O Tenente-coronel Henrique Pires Monteiro proferiu no dia 3 de maio de 1922, no Teatro Sá da Bandeira, em Viana do Castelo, um discurso subordinado ao tema “A Brigada do Minho na Grande Guerra”.

Conforme é referido na capa, “O produto líquido reverte para a Subscrição nacional dos Padrões da Grande Guerra, Consagração do Esforço Nacional da Nação portuguesa e Glorificação dos nossos Mortos”.

A imagem mostra um exemplar do discurso, impresso na Tipografia Militar, em 1922, pertencente atualmente à Biblioteca do Exército.

NOS INTERVALOS DA GUERRA, MINHOTOS CANTAM E DANÇAM O VIRA NAS TRINCHEIRAS DA FLANDRES

As imagens registam momentos breves de distração ocorridos nos intervalos dos confrontos durante a primeira grande guerra, retirados das primeiras linhas de combate nos campos entrincheirados da Flandres ou em trânsito para os antigos territórios ultramarinos a fim de garantir a soberania portuguesa.

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Sem alegria a vida não faz o menor sentido para o minhoto. No trabalho da lavoura ou em dia de romaria, quando a colheita é abundante ou mesmo quando o pão escasseia na mesa, é com Fé e um sorriso largo no rosto que enfrenta os bons e maus momentos da vida e os supera, por vezes sabe Deus com que dificuldades.

Uma vez chamado a cumprir o seu dever – aquele que os políticos ditaram como sendo do interesse nacional! – o minhoto troca a enxada pela espingarda que leva ao ombro ou à bandoleira e, juntamente com ela, a concertina, o bombo e o cavaquinho. É que, nas breves pausas ocorridas entre os combates, o espírito jovial do minhoto constitui um tónico a levantar o moral dos soldados, fazendo-os reviver a alegria das romarias da sua aldeia, lembrando-os da família e das namoradas que ansiosamente os aguardam e despertando em todos que os rodeiam uma enorme vontade de lutar e vencer para poderem, enfim, regressar.

Fotos: Liga dos Combatentes

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JOSÉ JOAQUIM MACHADO GUIMARÃES: UM VIMARANENSE QUE FOI MÉDICO MILITAR, PRISIONEIRO DE GUERRA E SOBREVIVENTE DA BATALHA DE LA LYS

José Joaquim Machado Guimarães Júnior nasceu a 17 de Fevereiro de 1890 no lugar da Igreja, freguesia de Ronfe, Guimarães, descendente de uma família com antiga tradição na área dos têxteis do vale do Ave. Contudo, a sua vocação era a Medicina. Tendo ido estudar para o Porto, quando se licenciou na Escola Médico-cirúgica do Porto o país já estava envolvido na conflagração europeia. José Joaquim decidiu então alistar-se como voluntário no exército. Foi integrado no 3º Grupo da Companhia de Saúde, cujos elementos provinham da região do Porto, fazendo parte do Serviço Médico do Corpo Expedicionário Português, enviado para terras de França, a combater na Frente Ocidental. Embarcou a 15 de Fevereiro de 1917 rumo a Brest. Em França ficou adstrito ao Batalhão de Infantaria nº 15 e foi promovido a Tenente-médico miliciano em 24 de Setembro do mesmo ano.

Como nos relata seu neto, Nuno Borges de Araújo, a família recordava-se da passagem deste médico pela frente de batalha portuguesa, onde tratou de feridos e doentes. Não obstante, consta que, em horas de pausa, pegava na sua arma e fazia bom uso da mesma. Numa das ocasiões em que tal efectuou, terá ido para a torre de uma igreja semi-arruinada com uma metralhadora, e desse ponto favorável terá morto muitos alemães, não deixando que os mesmos passassem em direcção à linha portuguesa.

José Joaquim era médico mas era também soldado, lutador, que não podia ver os seus compatriotas em perigo. Da sua folha ou de outros registos não fazem parte menções directas a estas refregas em que se terá envolvido, até porque tal não faria parte da sua competência na frente e nem deveria ser autorizado a tal, como refere seu neto. Assim mesmo, foi louvado em 24 de Outubro de 1917 pelo cumprimento das suas funções e por «serviços que não são da sua profissão», mas que não são descriminados no boletim de alterações nº 5 ou na sua ficha. Pode vir este boletim e a passagem respectiva na sua folha, corroborar a versão do combatente? Não conseguimos precisar com exactidão, mas poderão apontar para tal. Permanecendo a dúvida, na memória familiar perduram igualmente estes episódios, que ele mencionaria e que ficaram registados nas mentes dos que com ele conviveram nos anos posteriores à guerra.

José Joaquim esteve na batalha de La Lys. Foi primeiramente dado como desaparecido e depois soube-se do seu cativeiro, tendo sido feito prisioneiro em La Couture, a 9 de Abril de 1918. Segundo foi contado a seu neto, e assim, segundo o que o próprio tenente-médico relatou aos seus familiares, quando se viu aprisionado desfez-se logo dos seus galões e de qualquer tipo de identificação que levassem os alemães a julga-lo oficial. Possivelmente poderá te-lo feito para evitar interrogatórios ou uma eventual execução. Era prisioneiro. Nunca se sabia o que poderia acontecer. José Joaquim poderá ter pensado ser esta a melhor forma de evitar que se soubesse a sua patente.

Neste caso, igualmente interessante é a sua presença numa coluna de prisioneiros portugueses, visionada num postal germânico quando se procuravam dados sobre o combatente. Naquele, o tenente-médico surge à cabeça da coluna, mas a sua roupa não apresenta distintivos alguns. Nada demonstra que se trata de um oficial médico e confundir-se-ia com os demais, a massa anónima de prisioneiros ingleses e portugueses fotografada, não fosse o facto da sua fisionomia ser inconfundivel e automaticamente identificável, no topo da coluna, entre os primeiros a caminhar, e totalmente similar a outros retratos que aqui apresentamos. Contudo, o postal em questão não pode ser aqui utilizado, pois encontrava-se na internet, numa página de um leiloeiro, pronto a ser arrematado. E assim foi, no final do ano de 2013, sendo actualmente desconhecido o seu paradeiro. Assim mesmo, pensamos corroborar o incidente relatado de que teria removido da sua roupa tudo o que o pudesse identificar como oficial.

José Joaquim referia ter estado em dois campos de prisioneiros alemães. Como havia pouca comida, trocava as agulhas que trouxera por ovos, para se alimentar um pouco melhor. Assim mesmo referia ter perdido 30 quilos. As condições eram deploráveis, tendo sempre referido que chegou a lavar a roupa em charcos, para poder manter algumas condições de asseio.

Terminada a Guerra, com o Armistício, regressou ao C.E.P a 16 de Janeiro de 1919, vindo da Holanda, como tantos outros prisioneiros que, aos poucos, foram enviados da Alemanha para a França e depois para Portugal. Passou alguns dias em Paris e partiu rumo a Lisboa bordo do navio inglês Hellenus. Desembarca na capital portuguesa a 29 de Janeiro de 1919. Vinha debilitado, refere Nuno Borges de Araújo. Como resultado dos gaseamentos no Front, a que foi sujeito durante o conflito, e em particular no 9 de Abril, ficou com a voz alterada, tudo por causa das inalações gasosas.

Foi condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe porque mostrou grande coragem, valor e zelo durante o combate de 9 de Abril de 1918. Como o seu registo militar referencia, acompanhou espontaneamente, sob um intenso bombardeamento, uma companhia que se dirigia para um posto a ocupar, fazendo pensos aos feridos durante todo o trajecto que efectuou. Teve a Medalha da Vitória, a Medalha de prata comemorativa das campanhas do Exército Português com a legenda “França 1914-1918”, foi agraciado com a Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito «por ter prestado com a maior dedicação e zelo serviços da sua especialidade debaixo de fogo inimigo por ocasião da batalha de 9 de Abril de 1918, sendo aprisionado no mesmo dia em Lacouture no posto de socorros onde estava pensando feridos, serviço que nesse dia lhe não pertencia e para o que se ofereceu».

Agraciado e louvado pelas suas atitudes decididas e suas boas práticas, pela lealdade aos combatentes, pelo voluntarismo, pelo bom trabalho, pela instrução de maqueiros, pelo percurso impoluto e pela coragem, ironicamente recusaria pagar para obter mais do que o papel que lhe concedia o mérito de ser condecorado pela Ordem de Torre e Espada, visto que, como dizia, se lhe tinham atribuído a mesma, uma vez ganha lhe devia ser dada e não paga.

Nunca deixou a medicina, sendo promovido a Capitão-médico a 23 de Novembro de 1921 e deixando o serviço no exército apenas em 1941.

Conta-se que, nos turbulentos anos de 1926 apoiou o movimento do General Gomes da Costa, sendo referido pelo seu filho que teria sido seu guarda-costas. Outra história transmitida pelo seu filho foi que quando Gomes da Costa o enviou a inspeccionar alguns quartéis, para identificar a oposição ao movimento, em Chaves, ele colocou o revolver em cima da mesa do comandante do respectivo quartel, dando-lhe a escolher entre aquele ou a rendição.

Nuno Borges de Araújo refere que o tenente-médico José Joaquim Machado Guimarães Júnior continuou a exercer a profissão de médico nas Caldas das Taipas, na região envolvente e no quartel de Braga, onde fazia as inspecções militares, primeiro no antigo Convento do Pópulo (Praça Conde de Agrolongo, vulgo Campo da Vinha) e depois nas instalações militares da rua de Camões. Tendo chegado a Capitão – médico, não mais conseguiu progredir na carreira militar. Segundo seu filho, tal sucedia por ser monárquico. De acordo com outra versão, devido a uma agressão que sofrera e da qual se defendera, acabou por ver acabada a carreira, pelo que decidiu deixar o exército.

Nos últimos anos da sua vida, já viúvo da sua 2.ª mulher, viveu a maior parte do tempo na sua Quinta de S. Miguel, em S. Clemente de Sande (Guimarães). Vítima de um derrame cerebral que lhe roubou a saúde e lhe deixou apenas uns dias de vida, faleceu a 14 de Novembro de 1952. Deixou um filho do primeiro casamento com Maria Ludovina dos Prazeres Monteiro Borges de Araújo, que era José Borges de Araújo Machado Guimarães, falecido em 2005 e relator de muitas histórias a seu filho, o qual nos deu acesso ao espólio paterno e às memórias desses tempos longínquos e conturbados de guerra, onde portugueses combatera, médicos salvaram vidas, e muitos foram desprovidos da sua dignidade e liberdade, retornando à pátria marcados por uma guerra como nenhuma outra fora vivida até então.

O seu espólio fotográfico e documental, assim como a farda e acessórios diversos, soberbamente conservados, continuam, ainda hoje, na posse da família e chegam até nós pela mão de seu neto, ecoando o passado e contando-nos um pouco da sua história.

Fonte: http://www.portugal1914.org/

PINTOR ADRIANO DE SOUSA LOPES RETRATOU A “BRIGADA DO MINHO” NA FLANDRES

A imagem reproduz o quadro “A Brigada do Minho na “Ferme du Bois”, do pintor Adriano de Sousa Lopes, atualmente no Centro de Arte Moderna da Fundação Caloust Gulbenkian.

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Adriano de Sousa Lopes foi um pintor e desenhador português que participou na Primeira Grande Guerra como oficial encarregado de retratar através da pintura os momentos mais relevantes dos combates travados pelas tropas portuguesas. Nasceu em Leiria, na Freguesia de Pousos, tendo desde muito cedo revelado talento para o desenho e a pintura. Encorajado por Afonso Lopes Vieira e outros beneméritos da cidade de Leiria, vem para Lisboa estudar na Academia de Belas Artes que frequenta a partir de 1898, sendo aluno de Veloso Salgado (pintura) e Luciano Freire (desenho).