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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIEIRA DO MINHO PREPARA FESTAS DO CONCELHO

As centenárias Festas Concelhias, conhecidas por Feira da Ladra, são o maior cartaz cultural da região. Elas enchem as ruas locais sempre no primeiro fim-de-semana de outubro.

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Diz-se que a sua denominação remonta aos tempos em que os habitantes das aldeias se deslocavam a pé até à feira, com recurso a um pau em forma de forquilha que aproveitavam para, ao longo do trajeto, ir “roubando” as uvas das latadas.

Esse pau foi depressa batizado de “ladra”, o que depois deu origem ao nome da feira.

Com uma longa tradição, são milhares os visitantes que procuram participar no seu vasto programa de atividades onde não faltam, entre muitas manifestações, os espectáculos musicais e de pirotecnia, folclore, diversões, provas equestres, exposições e concursos pecuários, vendedores ambulantes, comes e bebes, sem esquecer a tradicional Feira de Produtos Locais.

A Feira da Ladra é uma festa de todos e para todos, porque nela cabem todas as faixas etárias e sociais do concelho onde se exibem as mais puras tradições populares, os usos e costumes do concelho, a dinâmica do mundo rural, as manifestações ancestrais e o pulsar de um povo que encontra nas suas raízes expressões de saberes e sabores.

É, ainda uma excelente oportunidade de negócio e de transação de bens e produtos predominantemente regionais, quer para agricultores, criadores de gado, artesãos, operários, comerciantes e industriais.

A Feira da Ladra é também momento de diversão, convívio, entretenimento e, sobretudo, um excelente veículo de promoção regional, fator de chamamento e atratividade de forasteiros e turistas ao concelho de Vieira do Minho.

De 1 a 5 de outubro, a sede do concelho veste o fato de gala para exibir um cartaz de grande significado popular, cultural, social e de convívio e recreio para a população de Vieira e concelhos limítrofe.

VIANA DO CASTELO: FESTA DAS ROSAS DE VILA FRANCA CLASSIFICADA COMO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

A Câmara Municipal de Viana do Castelo congratula-se com o facto de a Festa das Rosas de Vila Franca ter sido classificada como Património Cultural Imaterial, como consta do anúncio hoje publicado em Diário da República.

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“A inscrição da Festa das Rosas de Vila Franca no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial responde aos critérios […] relativos à importância da manifestação […] enquanto reflexo da identidade da comunidade em que esta tradição se originou e se pratica”, é referido no anúncio publicado, num despacho assinado pela subdiretora-geral do Património Cultural, Rita Jerónimo, sustentado numa proposta do Departamento dos Bens Culturais da Direção-geral do Património Cultural (DGPC).

Recorde-se que a inscrição agora formalizada surge na sequência de um pedido formulado pela Junta de Freguesia de Vila Franca, apoiado pela Câmara Municipal. Em março passado, o executivo camarário aprovara, por unanimidade, um parecer positivo, "manifestando a total concordância" a este registo por "visar a proteção legal de todo o simbolismo e expressão cultural que as festas representam no plano local e nacional".

O documento sobre a Festa das Rosas destacava ainda “a sua longa história, documentada, pelo menos desde 1622” e o seu “caráter único na continuação dos festivais milenares de invocação da primavera e do renascer do ciclo anual da vida”.

No documento de classificação agora formalizada realça-se “a produção e reprodução que caracterizam esta manifestação do património cultural na atualidade” e que se traduz “em práticas transmitidas intergeracionalmente no âmbito da comunidade, com recurso privilegiado à oralidade e à observação e participação direta”.

A Festa das Rosas é a primeira grande romaria do ciclo anual de romarias alto minhotas e constitui um dos últimos testemunhos vivos do culto à Senhora do Rosário e à oferenda de flores às várias invocações da Senhora, outrora fulgurante na Ribeira Lima. Realiza-se há 399 anos na freguesia de Vila Franca, na margem esquerda do rio Lima, e é conhecida pelos cestos floridos, confecionados com milhares de pétalas de flores. Os cestos, que chegam a pesar mais de 50 quilogramas, são transportados na cabeça por jovens mordomas batizadas em Vila Franca, e que completem 19 anos em maio, numa demonstração de orgulho e fé.

ARCOS DE ROMARIA SÃO TRADIÇÃO POPULAR DO MINHO E PEÇA DE ARTESANATO TRADICIONAL

Não há no Minho romaria que se preze que não exiba os seus arcos de romaria. Quando a mesma tem lugar na sede do concelho, concorrem para a mesma as diferentes paróquias, a competir qual delas revela maior criatividade e imponência.

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O arco de romaria apresenta-se como uma porta triunfal a assinalar o local de entrada na festa. Constituem autênticas maravilhas do nosso artesanato tradiciaonal, com um rendilhado que não raras as vezes lembra a filigrana.

Com o decorrer do tempo, foram surgindo uns arcos toscos pintados com o recurso de um molde, sem qualquer valor artístico. Centenas de lâmpadas eléctricas realçam este tipo de decoração que acompanhou a febre dos altifalantes pendurados nos campanários a cuspir música gravada, frequentemente cançonetas brejeiras de fraca qualidade intercaladas de publicidade.

Mas, nada jamais se consegue equiparar ao valor artístico dos arcos de romaria que bem merecem regressar aos terreiros das festas do Minho!

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