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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VILA PRAIA DE ÂNCORA HASTEIA BANDEIRA DA COMISSÃO DE FESTAS DE NOSSA SENHORA DA BONANÇA

Foi hasteada hoje, em Vila Praia de Âncora, a bandeira da Comissão de Festas em honra da Nossa Senhora da Bonança. Se fossem tempos normais esta freguesia do concelho de Caminha começaria a fervilhar para as festas que se realizam entre o dia 10 e 13 de Setembro.

Hoje recordamos um pedido, de 1973, para que, apesar da mobilização e esforços feitos por toda a comunidade, o Estado “auxiliasse” na “conservação e alargamento” da capela Nossa Senhora da Bonança.

[CÓDIGO DE REFERÊNCIA - PT/ADVCT/DURBVCT/001/00098 - https://digitarq.advct.arquivos.pt ]

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Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

CAMINHA: SÃO JOÃO D'ARGA JÁ NOS CHAMA À ROMARIA DO PRÓXIMO ANO

Este ano, a serra d’Arga conserva a sua pacatez por ocasião da festa a S. João. As rusgas e os romeiros não sobem a serra com os seus cantares característicos. Não há bailaricos, cantadores ao desafio nem aguardente com mel para aquecer o corpo e a alma. Mas, a romaria concorre a uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular. E, quem sabe, não irá ganhar? Resta-nos a lembrança de outros anos e a esperança em dias melhores!

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A Romaria de S. João d’Arga, no concelho de Caminha, é provavelmente a mais genuína de todas as romarias do Minho e, quiçá, de Portugal inteiro. Quem nunca subiu a penedia daquele maciço montanhoso jamais esteve tão próximo de Deus e respirou tamanha beleza da criação divina.

A mais de oitocentos metros de altitude, em pleno santuário da natureza, situa-se a capelinha do S. João d’Arga, rodeada de quarteis onde se alojam os peregrinos. E, em redor, num sublime hino ao Criador, a vida selvagem revela-se em todo o seu esplendor. Os garranos apascentam livremente nos planaltos agrestes da serrania e a vegetação respira o ar livre das impurezas da civilização humana.

A quebrar a tranquilidade e pacatez das gentes serranas, o S. João d’Arga chama os peregrinos que, de terras distantes, ali acorrem em devoção ou por simples atração pela folia. E, com eles, misturados nos ranchos de romeiros, lá vêm os tocadores de concertina que, durante a noite inteira, vão animar a festa com os seus cantares brejeiros a lembrar as cantigas medievais de escárnio e maldizer.

Aqueles que por fé sincera ali vão no cumprimento de uma promessa dão três voltas em redor da capela, findas as quais se dirigem ao seu interior para depositar uma esmola ao santo… e outra ao diabo! Assim convém para que este, ao longo do ano, não faça tantas diabruras…

Em regra, as promessas a S. João d’Arga têm a ver com pedidos de cura de verrugas, quistos, doenças de pele e infertilidade ou ainda ajuda para arranjarem casamento. De resto, como veremos, a devoção a S. João d’Arga revela cultos ancestrais ligados a ritos de fertilidade.

Pelo caminho, os romeiros passam junto ao “penedo do casamento” onde têm o costume de lançar uma pedra para que esta ali fique, no cimo dele, dependendo das tentativas feitas para o conseguir com êxito o tempo de espera para a concretização do desejo.

Não estão fáceis os tempos que correm. Apesar disso, o penedo “arranja testo para qualquer panela”. E, imbuídos de fé, os solteiros não desistem:

Ó meu Senhor S. João

Casai-me que bem podeis

Já tenho teias de aranha

Naquilo que bem sabeis

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ROMARIA DE NOSSA SENHORA D’AGONIA: QUEM NÃO SENTE NÃO É VIANENSE!

Se o meu sangue não me engana

Como engana a fantasia

Havemos de ir a Viana

Ó meu amor de algum dia

Ó meu amor de algum dia

Havemos de ir a Viana

Se o meu sangue não me engana

Havemos de ir a Viana

 

Composição: Pedro Home De Mello / Alain Oulman

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Olhai como vão belas as mordomas da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia! Vê-de a chieira com que desfilam pelas ruas da cidade Princesa do Lima. O garbo com que envergam os trajes tradicionais que fazem a nossa identidade. O seu porte altivo e a alegria estampada nos rostos. E o povo, deslumbrado, a vê-las passar!

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Os fotógrafos santamartenses – o mesmo é dizer vianenses! - Sérgio Moreira & Sílvia Moreira – não perdem pitada para através da sua objectiva captar a sua beleza inigualável, a expressão dos seus rostos, a profundidade dos seus olhares e mostrar o encanto das nossas gentes. Crianças, avós, moças casadoiras… em todas as pessoas existe uma dignidade que a todos nos orgulha!

Como disse o poeta limiano Teófilo Carneiro:

Pintores de Portugal, ajoelhai!

Isto é um milagre, não é cor nem tinta!...

Mas não pinteis, pintores! Orai, rezai!

Uma beleza destas não se pinta!...

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A minha terra é Viana

Sou do monte e sou do mar

Só dou o nome de terra

Onde o da minha chegar

Ó minha terra vestida

De cor de folha de rosa

Ó brancos saios de Perre

Vermelhinhos de Areosa

 

Virei costas à Galiza

Voltei-me antes para o mar

Santa Marta saias negras

Tem vidrilhos de luar

 

Dancei a gota em Carreço

O Verde Gaio em Afife

Dancei-o devagarinho

Como a lei manda bailar

Como a lei manda bailar

Dancei em a Tirana

E dancei em todo o Minho

E quem diz Minho diz Viana

 

Virei costas à Galiza

Voltei-me então para o sol

Santa Marta saias verdes

Deram-lhe o nome de azul

 

A minha terra é Viana

São estas ruas estreitas

São os navios que partem

E são as pedras que ficam

É este sol que me abrasa

Este amor que não engana

Estas sombras que me assustam

A minha terra é Viana

 

Virei costas à Galiza

Pus-me a remar contra o vento

Santa Marta saias rubras

Da cor do meu pensamento

 

Composição: Pedro Home De Mello / Alain Oulman

Fotos: Sérgio Moreira & Sílvia Moreira

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