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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA NOMEIA FIRMINO MARQUES PARA PRESIDIR ÀS FESTAS DE S. JOÃO

Firmino Marques assume presidência da Associação de Festas de S. João

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, irá submeter à próxima reunião de executivo municipal a proposta de nomeação do vice-presidente de Câmara, Firmino Marques, para a liderança da Associação de Festas S. João, entidade a quem cabe a organização das festas da Cidade.

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Nessa ocasião, cessa funções o actual presidente da Associação de Festas, Rui Ferreira, que exerce o cargo desde finais de 2013.

“Numa altura em que razões do foro pessoal conduziram à cessação de funções do Dr. Rui Ferreira, é meu dever expressar, em nome da maioria do Executivo Municipal e, seguramente, de todos os Bracarenses, uma palavra de enorme gratidão pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos”, refere Ricardo Rio.

Para o Edil, “com a dedicação, competência e paixão pela cidade que se lhe reconhece, o Dr. Rui Ferreira e a sua equipa guindaram o S. João de Braga e as festas da Cidade a um patamar de excelência enquanto festividade popular e promoveram o reencontro dos Bracarenses com um dos mais relevantes eventos do calendário Municipal”.

Ainda segundo o Autarca, “importa de igual modo englobar neste agradecimento os demais membros dos órgãos sociais da Associação, os voluntários e todas as instituições que nestes últimos anos (como no futuro) dão corpo à mais autêntica festa popular de Portugal”.

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RANCHO DE SÃO PAIO ANIMA FESTA EM ARCOS DE VALDEVEZ DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE)

Conforme o programado e anunciado pelos responsáveis da Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, o próximo convívio dos antigos associados daquela associação regionalista ocorrerá em Arcos de Valdevez no próximo dia 6 de Abril.

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Esta festa irá servir também de Homenagem a todos aqueles que sendo Arcuenses também militaram no Rancho de S. Paio e também no Rancho da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, Moçambique.

A Missa na Freguesia de S. Paio e a Festa na quinta de Fijó na freguesia de Vila Fonche, não foram escolhidas por um acaso, será apenas um reconhecimento e agradecimento aqueles que partindo destas duas freguesias ainda em numero considerável deram uma mais valia Folclórica ao Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques.

O almoço irá decorrer numa Quinta de Turismo Rural, Quinta de Fijó onde e para quem pretender pernoitar nos quartos que nela existem. Também possui um centro Equestre com bastantes cavalos com uma escola de Equitação e quem pretender poderá obter mais uma nova experiência de montar a cavalo.

Vamos haver música para dançar durante toda a tarde e noite, mas também uma exibição da Tocata do Rancho de S. Paio que se pretende que todos os presentes tenham de dar ao pé, mesmo para quem não souber, vai ter que se esforçar a dançar a típica música daquele cantinho.

Portanto razões bem fortes para que todos venham a festa e podem trazer os Amigos e Familiares pelo menos para se respirar um pouco de ar puro e observarem as bonitas paisagens da Linda Vila dos Arcos de Valdevez, que foi onde Portugal se fez.

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CABECEIRAS DE BASTO REALIZA FESTA DAS PAPAS

Samão celebra Festa das Papas em honra de S. Sebastião

A aldeia de Samão, freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas, prepara-se para celebrar a ‘Festa das Papas’ em honra de S. Sebastião ‘padroeiro da fome, da peste e da guerra’. É já no domingo, dia 20 de janeiro, que o povo do Samão oferece papas, pão benzido, carne e vinho, a todos quantos se desloquem à aldeia para honrar o santo.

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A ‘Festa das Papas’ realiza-se no dia 20 de janeiro de forma alternada, ora no lugar do Samão, em ano ímpar, ora no lugar de Gondiães, em ano par.

Trata-se de uma romaria antiga, cuja origem se perde na memória do tempo. Reza a lenda local que na Idade Média os povos que habitavam aquelas serras foram assolados por uma grande peste que atingiu humanos e animais. Para se verem livres da doença, os habitantes daquelas aldeias sertanejas recorreram a S. Sebastião de quem eram devotos e que os terá libertado de tal ‘maldição’. Então, como forma de gratidão, as pessoas prometeram que daí em diante fariam uma festa e ofereceriam o que de melhor o povo tinha, ou seja, o pão, o vinho e a carne, a todos quantos ali se deslocassem para honrar o santo. Desde então, todos os anos no dia 20 de janeiro (dia de S. Sebastião), a promessa renova-se e a festa repete-se, honrando assim um compromisso antigo assumido pelos seus antepassados.

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A festa realiza-se no dia 20 de janeiro mas os preparativos começam uma semana antes. O pão é confecionado e cozido pelas mulheres da aldeia e armazenado na ‘casa do Santo’ para que no dia de S. Sebastião, seja benzido, assim como a carne, as tradicionais papas e o vinho para que depois sejam oferecidos a todos os que se desloquem à aldeia para honrar o padroeiro.

Com as tarefas dividas, cabe aos homens fazer as papas – iguaria confecionada com farinha de milho e água de cozer as carnes – que podem comer-se quentes ou frias. Do repasto faz igualmente parte a carne de porco que, uma vez cozida, é servida em pratos de barro acompanhada pelo vinho verde da região.

A jornada começa cedo com a bênção dos alimentos, a celebração de uma missa em honra de S. Sebastião e a realização de uma procissão. Os alimentos são transportados para o campo junto à sede do Grupo Associativo do Samão onde é estendida um toalha de linho com dezenas de metros, ao longo da qual se colocam, no próprio momento, os alimentos. A distribuição das papas, do pão, da carne e do vinho é feita com uma vara de madeira, que vai marcando o espaço nesta ‘mesa’ improvisada.

Terminada a refeição, algumas das pessoas levam consigo os pedaços de broa que lhes coube para guardarem durante alguns dias porque acreditam na afamada ‘mezinha’ que existe no pão que foi benzido. Até há quem acredite que a broa nunca ganhará bolor e que serve de remédio para as doenças que afetam as pessoas e os animais.

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VILA DE PRADO ESTÁ EM FESTA!

Três dias de festa na Vila de Prado para a centenária Feira dos Vinte

O passar dos séculos não desgastou a centenária Feira dos Vinte que continua de pedra e cal na Vila de Prado. O certame remonta ao longínquo século XIV, em que o rei D. Dinis era o soberano da nação e, desde então, realiza-se sempre do dia 20 de janeiro de cada ano.

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A feira tem na venda e troca de gado (principalmente bovino e cavalar) o seu ex-líbris, apesar de manter a presença de comerciantes dos mais variados produtos. Adaptou-se ao virar dos tempos e apresenta-se em 2019 acompanhada por um programa alargado que se estende durante três dias, 18 a 20 de janeiro. À semelhança do que aconteceu no ano passado, a programação inclui uma série de atividades que visam reforçar o setor pecuário e manter bem viva a chama da tradição, como o espetáculo equestre, o concurso pecuário, o encontro de reis e o festival de folclore.

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Este ano, a festa começa ao serão de sexta-feira (dia 18), com a música do DJ Tostas na tenda colocada no Largo de S. Sebastião (vulgo Campo da feira), que será palco de várias das atividades do programa e espaço de convívio durante os três dias do certame.

Com ou sem programação alargada, manda a tradição que a festa comece de véspera, a 19 de janeiro, com a ‘Noite das Provas’, em que se degustam as papas de sarrabulho com rojões e se prova o vinho novo nas diversas tasquinhas e restaurantes pradenses. No entanto, a Junta de Freguesia da Vila de Prado adicionou vários atrativos que vão ajudar a dar novo fulgor ao evento e reforçar o setor da pecuária, que, durante séculos, tornou a Feira dos Vinte tão conhecida e requisitada.

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Depois de alimentar o corpo é tempo de nutrir o espírito e o programa continua no Largo de S. Sebastião com o encontro de reis, que traz à Vila de Prado vários grupos para cantar a boa nova. Depois, tempo para os sempre divertidos cantares ao desafio que prometem deixar um rasto de alegria e boa-disposição à sua passagem. O público mais jovem não foi esquecido e a animação continua noite dentro com o After-Party do DJ Serafim.

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Uma feira com séculos de história

No dia seguinte, 20 de janeiro, as primeiras cabeças de gado chegam logo ao raiar da aurora. As tendas dos feirantes começam a ganhar forma e ultimam-se os preparativos para um dia de grande azáfama e movimento. A feira tem na venda e troca de gado (principalmente bovino e cavalar) o seu ex-líbris, apesar de manter a presença de comerciantes dos mais variados produtos. Remonta ao longínquo século XIV, em que o rei D. Dinis era o soberano da nação e, desde então, realiza-se sempre do dia 20 de janeiro de cada ano. A sua importância histórica é incontestada, já que, em tempos idos, era na Vila de Prado que se fixava o preço do gado para o resto do ano. Hoje, comercializa os mais diversificados produtos, apesar de manter uma forte ligação ao setor da pecuária.

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Além da feira, que decorre durante todo o dia, a manhã de domingo traz também o imponente desfile dos animais e o concurso pecuário, para apoiar e premiar os criadores de gado. De tarde, espera-nos um espetáculo equestre que vai fazer as delícias dos apreciadores dos equídeos e um festival de folclore que promete animação do primeiro ao último minuto. Em pleno Dia de S. Sebastião, muitos fiéis têm por hábito aproveitar o evento para passar na Capela de S. Sebastião, situada nas imediações do recinto, e prestar a sua devoção.

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