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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA: ASSOCIAÇÃO CONCELHIA DAS FEIRAS NOVAS LANÇA CONCURSO PARA CARTAZ OFICIAL DAS FEIRAS NOVAS 2026

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A Associação Concelhia das Feiras Novas anuncia o lançamento de um concurso para a criação do cartaz oficial das Feiras Novas 2026.

De com o acordo com o regulamento, este concurso realiza-se anualmente e visa promover a criatividade e o envolvimento da comunidade na divulgação de um dos maiores eventos da região.

O concurso está aberto a todos os interessados, que podem participar a título individual ou em equipa, sendo permitida apenas uma proposta por concorrente. Os trabalhos apresentados devem ser originais e inéditos, da autoria do participante, e criados exclusivamente para este concurso, não podendo ter sido anteriormente publicados ou expostos.

As propostas passam a pertencer à Associação Concelhia das Feiras Novas até à data da exposição pública dedicada ao concurso, não sendo permitida a sua divulgação pelos autores antes dessa data.

O cartaz deverá ter o formato 50x70 cm, com orientação vertical, e conter obrigatoriamente as menções “Feiras Novas”, o ano da edição e as respetivas datas. Cada proposta deve ainda ser acompanhada de um texto descritivo do trabalho desenvolvido.

As candidaturas poderão ser submetidas até ao último dia do mês de fevereiro de 2026.

As propostas serão avaliadas por um júri composto por cinco elementos, que analisará a eficácia da mensagem, a originalidade e criatividade, bem como a qualidade técnica e estética de cada cartaz. Serão selecionadas até 10 propostas finalistas, que posteriormente ficarão sujeitas a votação pública pelos cidadãos limianos.

A votação decorrerá através de uma plataforma digital criada para o efeito, mediante registo prévio dos participantes, ou por mensagem SMS. Cada cidadão limiano poderá votar uma única vez.

A proposta mais votada será proclamada cartaz oficial das Feiras Novas 2026, tornando-se a imagem representativa desta edição do evento.

Com esta iniciativa, a Associação Concelhia das Feiras Novas procura valorizar a criatividade artística local e nacional, envolvendo a comunidade na construção da identidade visual das Feiras Novas, expressão viva da cultura popular minhota e símbolo maior da tradição e cultura do concelho, que está prestes a completar dois séculos de existência.

Regulamento disponível em https://www.feirasnovas.pt/

PONTE DE LIMA: ORGANIZADORES DAS FEIRAS NOVAS COM LOUVOR DO MUNICÍPIO – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Na sua reunião ordinária, o município de Ponte de Lima aprovou por unanimidade um voto de louvor à Comissão de Festas Feiras Novas 2025, extensivo ao pessoal que procede à limpeza de todo o espaço festivo, pelas equipas de recolha dos resíduos, salientando essa congratulação o areal, a montante e a jusante da ponte medieval.

A proposta de reconhecimento do empenho e dedicação do grupo no concretizar de mais uma edição das Festas do Concelho foi do líder da edilidade, Vasco Ferraz, também Presidente da Assembleia Geral da Associação Concelhia das Feiras Novas, entidade que gere, organiza e elabora o programa do megaevento, presidida, neste mandato ora a terminar, pelo vereador Gonçalo Rodrigues, com a tutela de obras particulares, desporto e espaços verdes.

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PONTE DE LIMA EVOCOU NOVE SÉCULOS DE HISTÓRIA – CONDESSA D. TERESA DE LEÃO FEZ VILA O LUGAR DE PONTE!

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Ponte de Lima comemora este ano sobre a data da atribuição do Foral pela Condessa D. Teresa. Hoje, teve lugar na vila limiana o imponente Cortejo Histórico das Feiras Novas alusivo àquela efeméride. Mas ainda aos quadros mais relevantes da sua História que é, afinal, a nossa História Pátria.

Para trás ficou a presença humana na região que remonta à Pré-História ha mais de três mil anos, a cultura castreja, a ocupação romana e o fórum limicorum, a crença no mítico rio Lethes e o caminho dos peregrinos a Santiago de Compostela que por aqui passavam a pé enxuto, aproveitando a ponte antes contruída pelos romanos, à época a única existente sobre o rio Lima.

O imponente cortejo – qual livro de História aberto aos milhares de visitantes que tiveram oportunidade de assistir ao evento – percorreu nove séculos de História até aos nossos dias. Os figurantes, magnificamente vestidos à época, desfilaram pelas ruas do centro histórico, transportando-nos para outros tempos e outros costumes que fazem a nossa identidade.

E, assim se fez vila o lugar de Ponte! Uma das vilas mais antigas de Portugal.

Fotos: frames de vídeo | Vagueando por aí

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PONTE DE LIMA: FEIRAS NOVAS ENCERRARAM EM APOTEOSE – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Em vésperas do bicentenário, pois foram fundadas no reinado de D. Pedro IV pela Provisão de 5 de Maio de 1826, as Festas de Nª Sª das Dores, Festas de Setembro, Festas do Concelho de Ponte de Lima, as populares, garridas e folgadas Feiras Novas terminaram esta madrugada. Depois do sucesso na véspera, do outrora designado de – Fogo do Meio – pois era o ponto alto das festividades na segunda de três dias e noites que as Feiras Novas então integravam, este ano com um espectáculo jamais visto nos céus das margens do Lima, onde a informática e os drones permitiram assinalar de forma magnífica e inesperada os 900 anos da Carta de Foral a Ponte de Lima (1125-2025), chegou o último dia de folguedo e negócios.

A verbena na Praça de Camões encerrou todo o programa, mas os ápices do mesmo, com as cerimónias à sua padroeira, terminaram ao Pôr do Sol desta Segunda 15 de Setembro, com a solene eucaristia da parte da manhã e a procissão de tarde, presidida pelo Bispo diocesano, D. João Lavrador. O prelado, no uso da palavra, agradeceu o convite, parabenizou o município e a comissão organizadora das Feiras Novas pelo “magnífico programa de Feiras Novas em louvor da Virgem padroeira, a dedicação do grupo responsável pelo seu êxito” e mais entidades, como os sacerdotes do concelho e demais colaboradores da Procissão.

Já a meio da noite, os festeiros reuniam para encontro final de Festa, com o Presidente Gonçalo Rodrigues a agradecer o trabalho desta “família maravilhosa, grupo fantástico que proporcionou o êxito das Feiras Novas “, assim como o responsável do pelouro da Fé e das Bandas de Música (foto 4) a sublinhar mais um ano de Feiras Novas a salientar “ o empenho e a dedicação de todo o grupo ao grande projecto que foi realizar as Festas”.

E, o arraial minhoto prosseguiu pelo espaço da romaria, com as Rusgas da vila e freguesias, nomeadamente de Arcozelo (Além da Ponte) e parte do Rancho de Gondufe (Rebenta a Romaria), a maior de todas com dez dúzias de elementos, cuja tocata se salientou com dois artistas do concelho e região: Daniel, de Arcozelo, com sua concertina e cantigas ao desafio, e Mikael acompanhado de seu acordéon que veio de Freixo animar os descantes na última noite de Feiras Novas.

Fechamos umas Feiras Novas, prepara-se a abertura de outras, especiais, pois celebrar-se-ão 200 anos da sua fundação…

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DRONES SOBREVOAM PONTE DE LIMA

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O espetáculo pirotécnico entre pontes nas Feiras Novas de Ponte de Lima apresentou este ano uma novidade: uma “esquadrilha” de drones sobrevoou os céus junto ao rio Lima projetando símbolos e mensagens alusivas aos 900 anos da atribuição do foral. Uma sessão de fogo-de-artifício que este ano impressionou os o numeroso público já de si habituado aos grandes espetáculos de pirotecnia que se realizam na nossa região.

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PONTE DE LIMA: TOURADA DAS FEIRAS NOVAS TEVE PRAÇA CHEIA

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O público encheu ontem por completo a praça de touros improvisada na Expolima para assistir à corrida de touros das Feiras Novas.

Como vem sendo hábito todos os anos por esta ocasião, cumpriu-se a tradição com fortes raízes em Ponte de Lima. Refira-se que há mais de um século já era montada em S. Gonçalo, na margem direita do rio Lima, uma praça de touros para nela se realizarem espetáculos tauromáquicos.

Recorde-se também aquela figura lendária do Alto Minho e da tauromaquia portuguesa, o Morgado de Covas, de seu verdadeiro nome Francisco de Lima da Costa Barreira, nasceu em 1876 no concelho de Vila Nova de Cerveira. Era filho de Manuel Domingos da Costa Barreira e de D. Rosa Franco Lima, ele oriundo da Casa do Cruzeiro, em Sopo, e ela da Casa do Engenho. Em 1904, casou com Maria das Dores de Barros Mimoso de Alpuim, da Casa da Seara, de Ponte de Lima.

Pese embora a arte tauromáquica haver tido muita popularidade em toda a região minhota, Ponte de Lima deve atualmente ser o único sítio do Minho onde se realizam corridas de touros com forte adesão do público.

Fotos: Armando Carriça | Jornal "O Vilaverdense" (DR)

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PONTE DE LIMA: ORAI, REZAI! UMA BELEZA DESTAS NÃO SE PINTA! – FOTOS DE CARLOS VIEIRA

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Pintores de Portugal, ajoelhai!

Isto é um milagre, não é cor nem tinta!...

Mas não pinteis, pintores! Orai, rezai!

Uma beleza destas não se pinta!...

Teófilo Carneiro

Ponte de Lima. Feiras Novas. Vêm as moças que das suas aldeias descem à bila para desfilar nas Feiras Novas. Elas são magníficas e belas no seu trajar. São minhotas e isso diz tudo!

Ponte de Lima não é apenas paisagem, História e monumentos. São sobretudo as pessoas, o melhor que a terra tem. São as mais lindas moças do Minho, o que equivale a dizer de Portugal.

Lindas e esbeltas, com seu porte altivo sem perder a humildade da sua essência, com doçura e chieira. Soberanas e vaidosas. São elas o modelo mais perfeito da mulher portuguesa, aquelas que nos acompanham desde os alvores da nacionalidade, fazendo jus àquela que em 1125 atribuiu foral a Ponte de Lima – Condessa D. Teresa de Leão, mãe de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.

Tal como descreveu o insigne escritor Ramalho Ortigão “A aldeã do distrito de Viana é, por via de regra, tecedeira. É preciso não se confundir o que no Minho se chama tecedeira com o que geralmente se entende por teceloa. A tecedeira de Viana não se emprega numa fábrica nem tem propriamente uma oficina. Sabe simplesmente tecer como a menina de Lisboa sabe fazer crochet; e junto da janela engrinaldada por um pé de videira o seu pequenino tear caseiro, como o da casta Penépole, tem o aspecto decorativo de um puro atributo familiar, como um cavalete de pintura ou um órgão de pedais no recanto de um salão. A tecedeira trabalha mais para si do que para os outros nesse velho tear herdado e transmitido de geração em geração, e não tece servilmente e automaticamente, como nas fábricas, sobre um padrão imposto pelo mestre da oficina, mas livremente, como artista, ao solto capricho da sua fantasia e do seu gosto, combinando as cores segundo os retalhos da lã de que dispõe, contrastando os tons e variando os desenhos ao seu arbítrio. Tecer em tais condições é educar a vista e o gosto para a selecção das formas num exercício infinitamente mais útil que o de todas as prendas de mãos com que nos colégios se atrofia a inteligência e se perverte a imaginação das meninas de estimação, ensinando-lhes ao mesmo tempo como se abastarda o trabalho e como se desonra a arte.

(…) O marido minhoto, por mais boçal e mais grosseiro que seja, tem pela mulher assim produtiva um respeito de subalterno para superior, e não a explora tão rudemente aqui como em outras regiões onde a fêmea do campónio se embrutece de espírito e proporcionalmente se desforma de corpo acompanhando o homem na lavra, na sacha e na escava, acarretando o estrume, rachando a lenha, matando o porco, pegando à soga dos bois ou à rabiça do arado, e fazendo zoar o mangual nas eiras, sob o sol a pino, à malha ciclópica da espiga zaburra."

Fonte: Ramalho Ortigão in As Farpas

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PONTE DE LIMA: AS FEIRAS NOVAS EM 1972

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As Feiras Novas de Ponte de Lima constituem uma verdadeira obra de arte total. Não existe pintor, por mais talentoso e inspirado que consiga reproduzir as cores e transmitir as emoções que se vivem naquelas festas.

A tela teria de reproduzir a profusão das cores intensas e as alegres rapsódias dos tocadores de concertina, o festival pirotécnico reflectindo nas águas espelhadas do rio Lima, o aroma do sarrabulho pairando no ar, os toques de campainha dos carrosséis, o bulício da feira e sobretudo o ambiente de paixão que ali se vivem durante vários dias consecutivos.

Quem pela primeira vez vai às Feiras Novas, experimenta uma sensação inesquecível que apenas a festa minhota é capaz de proporcionar. E, então, jamais se desprenderá de uma tão intensa paixão e recordará, para sempre, os inesquecíveis momentos vividos no ambiente de uma das mais características romarias minhotas.

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Estas fotos de péssima qualidade foram tiradas no dia 16 de Setembro de 1972, primeiro dia das das Feiras Novas de Ponte de Lima. Valem simplesmente pelo registo. (Fotos: Carlos Gomes)

PONTE DE LIMA: TRADIÇÃO DESFILOU NAS FEIRAS NOVAS – LIMIANOS TÊM CHIEIRA!

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O grande dia da romaria das Feiras Novas é marcado pelo Cortejo Etnográfico, que reúne 28 freguesias numa celebração de usos, costumes e tradições. Concertinas, bombos e gigantones completam este autêntico museu vivo da cultura limiana, expressão maior do esplendor da etnografia alto-minhota.

Texto e fotos: Município de Ponte de Lima

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PONTE DE LIMA REALIZOU CONCURSO PECUÁRIO PROMOVENDO AS QUALIDADES DO GADO BARROSÃO – A RAÇA BOVINA AUTÓTONE MAIS EMBLEMÁTICA DO MINHO

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Milhares de pessoas viram hoje desfilar na Expolima os mais belos exemplares da raça barrosã, consistindo este certame que se realiza por ocasião das Feiras Novas um dos melhores concursos pecuários do país.

A vaca de raça barrosã – no Minho vulgarmente conhecida por “pisca” – constitui uma espécie de bovinos que se tornou emblemática da nossa região, muito embora também exista a minhota ou galega como espécie autóctone.

Dócil, mas robusta e corpulenta, com a sua grande barbela e os enormes chifres que a distinguem de outras raças, tem na região da Peneda, do Gerês e do planalto do Barroso o seu habitat de origem, tendo-se disseminado pelo Minho inteiro a partir das feiras de Cabeceiras de Basto e outros concelhos em redor.

A ela deve o agricultor a produção do leite e, após o abate, a carne e o couro. E, ainda, graças à sua imensa força e pujança, a possibilidade de conduzir o carro de bois por leiras e veredas em encostas íngremes onde jamais se atreveria com o tractor, algo inimaginável para aqueles que, a partir dos gabinetes do poder, tentam decidir acerca do país real os mais ínfimos pormenores baseados nas suas crenças ideológicas.

A sua domesticação – do gado bovino, bem entendido! – remonta há mais de 6 mil anos com origem na Europa e Ásia, acreditando-se que as raças existentes entre nós tenham origem no auroque ou “Bos primigenius”, uma espécie extinta em meados do século XVII.

A região do planalto do Barroso tem vindo a reduzir-se drasticamente. Atualmente, a sua zona de criação restringe-se quase exclusivamente às regiões mais montanhosas de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Melgaço, Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto. Caso não venham a ser tomadas medidas para aumentar o interesse por esta raça bovina, em breve ficará restringida ao planalto barrosão se não entrar em risco de extinção.

Corpulento e robusto, o boi barrosão entusiasma o povo nas tradicionais chegas de bois que se envolve em apostas para saber qual é o que se sagra campeão. Um dos seus traços mais caraterísticos é o acentuado tamanho dos seus chifres que nas feiras e concursos parecem exibir com garbo, fazendo o orgulho dos seus proprietários.

Apesar de originária do planalto barrosão de onde lhe provém o nome, o gado barrosão rápido de disseminou no Minho a partir das feiras de Cabeceiras de Basto e outras localidades onde era comercializado. De resto, a Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Barrosã encontra-se sediada na freguesia de Salto, localidade de tradições minhotas, atualmente pertencente ao concelho de Montalegre, mas tendo no passado pertencido a Cabeceiras de Basto.

Segundo o Registo Zootécnico, o número de exemplares desta espécie deve rondar atualmente os dez mil exemplares. A sua carne tem “denominação de origem controlada”.

Este animal faz parte da paisagem rural do Minho e é emblemática da nossa região.

Fotos: Município de Ponte de Lima

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PONTE DE LIMA: AMANHÃ HÁ TOURADA NAS FEIRAS NOVAS – UMA TRADIÇÃO QUE FEZ PARTE DAS ORIGENS DE PORTUGAL – FOTOS DE CARLOS VIEIRA

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Aspeto da tourada realizada em 2022, em Ponte de Lima, por ocasião das Feiras Novas

Amanhã, dia 14 de setembro, Ponte de Lima vai receber uma corrida de touros na Expolima, à semelhança de anos anteriores desde os tempos em que a mesma tinha lugar numa praça improvizada em Arcozelo.

Na cultura da Península Ibérica, o Circo de Termes parece ter sido um local sagrado onde os celtiberos praticavam o sacrifício ritual dos touros. A estela de Clunia é a mais antiga representação do confronto de um guerreiro com um touro. As representações taurinas de variadas fontes arqueológicas encontradas na Península Ibérica, tais como os vasos de Líria, as esculturas dos Berrões, a bicha de Balazote ou o touro de Mourão estão, quase sempre, relacionadas com as noções de força, bravura, poder, fecundidade e vida, que simbolizam o sentido ritual e sagrado que o touro ibérico teve na Península.

A palavra "tauromaquia" é oriunda do grego ταυρομαχία – tauromachia (combate com touros). O registo pictórico mais antigo da realização de espectáculos com touros remete à ilha de Creta (Knossos). Esta arte está presente em diferentes vestígios desde a antiguidade clássica, sendo conhecido o afresco da tourada no palácio de Cnossos, em Creta.

Júlio César, durante a exibição do venatio, introduziu uma espécie de "tourada" onde cavaleiros da Tessália perseguiam diversos touros dentro de uma arena, até os touros ficarem cansados o suficiente para serem seguros pelos cornos e depois executados. O uso de uma capa num confronto de capa e espada com um animal numa arena está registado pela primeira vez na época do imperador Cláudio.

A tourada fez parte das origens de Portugal. De entre a realeza, aqueles que foram reais toureiros foram D. Sancho II, D. Sebastião, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. Miguel e D. Carlos. Todos toureavam a cavalo, mas D. Pedro II chegou a enfrentar o touro a pé. O que mais contribuiu para o desenvolvimento das touradas terá sido D. Sebastião, que pediu ao Papa Gregório que revogasse a Bula Pontifícia de Pio V que proibia as touradas.

As touradas como as conhecemos hoje nasceram no Iluminismo, entre o século XVII e XVIII, e realizavam-se nas praças públicas das cidades. Em Lisboa, a Praça do Comércio e o Rossio eram os locais usados para as touradas. Em Braga, as touradas eram realizadas na Praça dos Arcebispos que ficou tão famosa pela suas touradas que foi renomeada a Campo dos Touros (atual Praça do Município) sob os auspícios de vários Arcebispos da cidade até à sua proibição. Desde o século XVIII, as touradas começaram a realizar-se em recintos fechados criados para correr os toiros, as atuais praças de toiros.

A maior praça de touros do mundo é a "Plaza México", localizada na Cidade do México e desativada em 2022. A maior praça europeia é a "Las Ventas", em Madrid. Numa tourada, todos os touros têm, pelo menos, quatro anos de idade. Quando os touros lidados ainda não fizeram os 4 anos, diz-se que é uma novilhada.

A lide varia de país para país. Em Portugal, tem duas fases: a chamada lide a cavalo (ou, menos correntemente, lide a pé) e, posteriormente, a pega. A primeira é levada a cabo por um cavaleiro lidando o touro. A lide consiste na colocação de bandarilhas, ditas farpas, de tamanhos variáveis, começando com bandarilhas longas e culminando frequentemente com bandarilhas muito curtas, ditas "de palmo".

Em Portugal as touradas foram proibidas em 1836, durante o reinado de D. Maria II, mas tal proibição durou somente 9 meses, pois a população revoltou-se contra a mesma. Voltaram assim a ser permitidas, mas sendo proibidos os chamados touros de morte, onde o touro é morto em praça pública, embora tal prática tenha continuado a acontecer em diversas corridas. Em 1928, os touros de morte foram proibidos em Portugal. Em 2002, a lei foi alterada, voltando a permitir os toiros de morte em locais justificados pela tradição, como na vila de Barrancos. Em Monsaraz o touro continuou a ser morto entre 2002 e 2013 (seguindo uma tradição centenária), mesmo sem autorização administrativa, defendendo os locais que esta vila cumpria os requisitos legais para ter toiros de morte, tendo o Tribunal Administrativo para que recorreram lhes dado razão e, em consequência, os espectáculos com toiros de morte na vila medieval de Monsaraz passaram a ser autorizados pela autoridade administrativa competente (Inspecção-Geral das Actividades Culturais) desde 2014

Fonte: Wikipédia

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Aspeto da tourada realizada em 2022, em Ponte de Lima, por ocasião das Feiras Novas

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PONTE DE LIMA VAI ESTA NOITE REALIZAR UMA IMPONENTE SESSÃO DE FOGO DE ARTIFÍCIO A ILUMINAR OS CÉUS SOBRE O RIO LIMA E A PONTE MEDIEVAL

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Ponte de Lima vai iluminar-se esta noite com um espetáculo inolvidável de fogo-de-artifício, digno dos antigos deuses pagãos que também os limianos celebraram antes de se converterem ao Cristianismo.

Filho de Júpiter e de Juno, Vulcano – Hefesto na mitologia grega – era o deus romano do fogo. Na mitologia grega, seu culto era centralizado em Lemnos, mas outras cidades, como Atenas, possuíam templos e realizavam importantes rituais para esse deus, que era o patrono dos ferreiros.

Com efeito, remonta a milhares de anos Antes de Cristo a descoberta na China do fogo-de-artifício. Foram, porém, os gregos e os árabes que trouxeram para a Europa e, nomeadamente para a Península Ibérica, o conhecimento desta arte. Inicialmente ligada nas culturas orientais à celebração de rituais de exorcização dos maus espíritos e, entre os povos árabes e islamizados, a práticas alquimistas, a pirotecnia encontra-se presentemente associada a ocasiões festivas e outras manifestações caraterizadas por momentos de alegria e felicidade dos povos ou das comunidades.

Constituindo o Minho uma região particularmente festiva e marcada pela exuberância das suas festas e romarias, bem definidoras do carácter alegre e jovial das suas gentes, o espetáculo do fogo-de-artifício tornou-se bastante apreciado ao ponto de não haver cidade ou aldeia, por mais recôndita e insignificante que seja, que não possua a sua demonstração por ocasião da festa à padroeira e ainda, no período pascal, a acompanhar o compasso ou visita pascal.

Este fascínio do minhoto pelo espetáculo de luz e cor que o fogo-de-artifício proporciona e que, aliás, se manifesta de igual modo no traje, no artesanato, nas decorações das romarias, enfim, em muitas formas na maneira de viver do minhoto, levou-o ainda a tornar-se um exímio pirotécnico e dominar as suas técnicas de produção, ao ponto de se encontrarem aqui os melhores artistas e industriais de fogo-de-artifício – e a pirotecnia do Minho encontrar-se atualmente entre as mais reconhecidas do mundo!

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PONTE DE LIMA: HOMENAGEM A ZÉ CACHADINHA FEITA PELOS CANTADORES AO DESAFIO TROUXERAM MILHARES DE AMIGOS ÀS FEIRAS NOVAS

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Teve ontem à noite lugar nas Feiras Novas os tradicionais Cantares ao Desafio com “Os Amigos do Cachadinha”.

Com humor e brejeirice como convém nesta tradição cujas origens remontam às cantigas de escárnio e maldizer, do cancioneiro medieval galaico-minhoto, os cantadores ao desafio acompanhados pelos melhores tocadores de concertina não deixaram o mérito por mãos alheias. E o público, imenso, rejubilou com alegria a uma das tradições mais apreciadas pelas nossas gentes e mostrou que não esquece aquele que durante muitos anos foi um dos grandes animadores das Feiras Novas – o limiano Zé Cachadinha!

Fotos: Município de Ponte de Lima

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