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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESTARÁ A CABRA GERESÃ DE REGRESSO AO MINHO?

Considerada extinta no nosso país desde os finais do século XIX, a cabra geresã – também conhecida com cabra montês – sobreviveu noutras regiões montanhosas de difícil acesso na Península Ibérica como as Astúrias. Não obstante o turismo e os caçadores de troféus, esta espécie tem vindo a regressar à nossa região, partularmente à área protegida do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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Fonte: Vieira, José Augusto. Ilustração: Almeida, João de. O Minho Pittoresco. Livraria António Maria Pereira. 1886

De acordo com o site oficial do Parque Nacional da Peneda-Gerês, “Durante muitos anos, a cabra montês estava presente em todas as regiões montanhosas da Península Ibérica. Com o decorrer dos anos as suas populações sofreram um forte decréscimo. Em meados do século XIX, a cabra montês desapareceu na vertente francesa dos Pirinéus e, nos finais deste mesmo século, extinguiu-se em Portugal a última população que ocupava a Serra do Gerês, onde ocorria, como nalgumas montanhas galegas, a subespécie Capra pyrenaica lusitanica. Já no início do século XXI, terá também desaparecido nos Pirinéus, ficando a área de distribuição reduzida às regiões montanhosas no Centro e Sul de Espanha. Com o objectivo de uma acção de reintrodução da espécie na Serra do Xurês, em 1997, as entidades espanholas colocaram num cercado de aclimatação, situado junto à fronteira portuguesa, indivíduos da subespécie C. p. victoriae (provenientes de um outro cercado no Parque Nacional do Invernadero). Foi ainda colocado noutro cercado, também junto à fronteira, mais um casal. Em resultado de fugas e libertações de animais destes cercados, em 1999 registou-se a presença da espécie na Serra Amarela e na Serra do Gerês. Apesar desta espécie ter habitado num passado recente a área que agora se encontra a recolonizar, o curto período

da reocupação não permite ainda garantir o futuro da presente situação.

Os animais observados em Portugal pertencem a uma população transfronteiriça de cabra-montês, que em território nacional não ultrapassa os 50 indivíduos. Identificam-se duas subpopulações: a da Serra do Gerês, constituída por dois núcleos, e a da Serra Amarela. O aumento do número de indivíduos e a presença de crias confirmam a reprodução na Natureza dos exemplares reintroduzidos.

A espécie ocorre em zonas montanhosas rochosas, florestas e matos temperados, pastagens naturais e artificiais, terrenos agrícolas e plantações envolventes. A presença humana pode condicionar o uso de áreas preferenciais de alimentação.”

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A imagem mostra o único exemplar vivo fotografado de um bode no Gerês. Este exemplar foi capturado em 20 de Setembro de 1890 e fotografado pelo famoso clínico Dr. Ricardo Jorge. A fotografia foi publicada, dezoito anos mais tarde, na revista “Ilustração Portugueza”. Lamentavelmente, a cabra geresiana é uma das espécies animais da nossa região que o homem levou à extinção.

ESTARÁ O URSO PARDO A REGRESSAR AO MINHO?

O último urso pardo que habitava em Portugal foi abatido no Gerês em meados do século XIX. Entretanto, a espécie parece estar a regressar ao Minho através da Galiza, tendo recentemente sido avistados a escassa distância de Melgaço.

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O urso-pardo-cantábrico ou urso-pardo-ibérico, ou apenas urso-ibérico anteriormente Ursus arctos pyrenaicus é uma população de ursos pardos da Eurásia  Ursus arctos arctos que vive nas montanhas cantábricas da Espanha . Em média, as fêmeas pesam 85 kg mas podem chegar a 150 kg

Um grupo de estudantes espanhóis do colégio Poeta Uxío Novoneyra registou imagens da presença de um urso-pardo na Serra de Courel, na Galiza, a 150 km de Melgaço.

As imagens foram registadas no âmbito de um trabalho sobre a fauna local, onde podemos ver outros animais que vivem na serra, como o lobo-ibérico, o javali, a raposa ou o texugo.

A conclusão foi que existem cerca de 370 ursos pardos na cordilheira cantábrica, que se estende por mais de 400 quilómetros pelo norte de Espanha, entre a Galiza e o País Basco.

Fonte: Portugal de Norte a Sul

O urso pardo, provavelmente extinguiu-se entre o século XVII e XIX embora no século XX alguns foram vistos temporariamente, vindos das serras de Espanha. O último urso foi abatido, numa montaria de populares a 2 de dezembro de 1843, na Serra da Mourela, no Gerês; o corpo do animal foi depois levado para Montalegre, para ser exibido. Esse urso seria já um animal errante, que se aventurou para o lado de cá da fronteira (ainda hoje há uma população considerável no norte de Espanha). Enquanto espécie com uma população reprodutora no nosso país, ter-se-á extinguido no século XVII.

Em 2005 foram encontradas pegadas de urso-pardo em Peña Trevinca a apenas cerca de 20 km de Portugal (Parque Natural de Montesinho). Acredita-se que durante os últimos anos, o êxodo rural, o aumento da área de carvalhal e do número de ungulados selvagens, foi favorável à expansão do urso-pardo, nesta região da Península Ibérica.

Ramón Grande Del Brio refere-se a Portugal, na sua obra (1994-2000) «Informe sobre el oso pardo y las montañas Galaico-Leonesas» : «Parece inegável o perigo que representa para os ditos plantígrados uma dispersão excessiva em áreas boscosas nas províncias de León, Ourense, Zamora e possivelmente também, de alguns pontos do Norte de Portugal.»

Parece então plausível colocar a possibilidade de o urso-pardo por vezes, entrar em Portugal, uma vez que um urso-pardo pode percorrer em um só dia mais de 20 km.

Fonte: Wikipédia

ARCOS DE VALDEVEZ: ARDAL REALIZA ATIVIDADES COM ALUNOS DO 12º ANO SOBRE O LOBO IBÉRICO

A ARDAL está a desenvolver o projeto “Lobo e Homem – Plano de Pedagogia e Interpretação Ambiental sobre o Lobo Ibérico”, tendo a Porta do Mezio recebido os alunos do 12º ano do ensino secundário e profissional do concelho de Arcos de Valdevez.

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Com estes alunos foram promovidas visitas à Porta do Mezio onde foi promovido o debate e reflexão sobre o Lobo Ibérico.

Este projeto tem por objetivo promover o conhecimento e a sensibilização para a preservação da natureza, nomeadamente o Lobo Ibérico, seus habitats e relações com a comunidade, e os habitats de conservação prioritária e as espécies animais endémicas, raras ou de distribuição limitada em geral.

Este projeto é cofinanciado pela União Europeia, no âmbito do Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos – POSEUR.

VIANA DO CASTELO: APP BioRegisto JÁ REGISTOU 2.058 OBSERVAÇÕES CORRESPONDENTES A 560 ESPÉCIES

No Dia Internacional da Vida Selvagem, a APP BioRegisto já registou cerca de 2.058 observações correspondentes a 560 espécies registadas e validadas. Com um fim científico, mas destinado a todos os públicos, esta é uma plataforma de ciência cidadã lançada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo para registo de observações da biodiversidade.

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A APP BioRegisto constitui a primeira plataforma de Ciência Cidadã que o município coloca à disposição de todos os públicos, permitindo a identificação de espécies de todo o território nacional. Permite, assim, a qualquer cidadão, inserir registos fotográficos de espécies animais, vegetais, rastos e vestígios de qualquer localização.

A Câmara Municipal pretende reforçar a participação do público naquilo que são atividades integradas em projetos de ciência cidadã e diretamente ligadas à fotografia no meio natural, que fomentem observações da natureza, o menos intrusivo possível, e que respeitem não só a integridade física das espécies, mas também a sua forma de viver.

Este processo visa contribuir para a divulgação do património biológico da região, mas também zelar pela sua conservação, através do conhecimento. Neste sentido, lançou-se em 2021 três desafios de ciência-cidadã: “Desafio BioRegisto - FLORESTA”, “Desafio BioRegisto - MAR” e “Desafio BioRegisto - RIO”. Os Desafios contaram com um total de 66 participantes e 466 observações submetidas. Ao vencedor de cada Desafio foram oferecidos um conjunto de guias de identificação e livros de natureza.

O “Desafio BioRegisto-FLORESTA” incidiu em zonas florestais e montanhosas e decorreu entre os meses de março e maio de 2021 e contou com um total de 20 observações submetidas.

O “Desafio BioRegisto-MAR” incidiu em zonas marinhas costeiras e não costeiras e decorreu entre os meses de junho e agosto de 2021 e contou com um total de 133 observações submetidas.

Já o “Desafio BioRegisto-RIO” incidiu em zonas ribeirinhas e estuarinas e decorreu entre os meses de setembro e novembro de 2021 e contou com um total de 313 observações submetidas.

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PONTOS DE OBSERVAÇÃO DA FAUNA E FLORA VALORIZAM PERCURSO DA ECOVIA DO RIO LIMA

Na sequência da candidatura “Viver a Natureza em Ponte da Barca” (NORTE-04-2114-FEDER-000230), foram colocados dois observatórios de avifauna no Troço dos Açudes da Ecovia do Rio Lima. Trata-se de um investimento da Câmara Municipal de Ponte da Barca de cerca de cinco mil euros, que permite aos utilizadores da zona ribeirinha a observação de espécies de avifauna, mas também da flora envolvente aos observatórios.

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No âmbito desta candidatura foi feito um estudo pormenorizado da fauna, flora e Geologia da Ecovia do Rio Lima em Ponte da Barca, atestando a excelente qualidade da zona ribeirinha e das galerias ripícolas nele presentes.

De entre as espécies de fauna é possível observar guarda-rios, corvo-marinho, garça-real, lontra, enguia, entre outras…  Quanto à flora, amial, freixial, borrazeiral-branco são apenas algumas das muitas espécies que podemos encontrar.

Para além destes pontos de observação, está previsto a colocação de painéis informativos junto aos mesmos, com informação das inúmeras espécies que ali podem ser observadas  bem como as suas características.

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MUNICÍPIO DE BRAGA INAUGURA EXPOSIÇÃO "FILATELIA DO MUNDO. ENTRE A FAUNA E A FLORA"

Colecção estará patente de 5 a 20 de Novembro no Palácio do Raio

O Município de Braga, em parceria com o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia, inaugura na próxima Sexta-feira, dia 5 de Novembro, exposição de Filatelia com mostra de selos de todo o mundo.

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“Filatelia do Mundo. Entre a Fauna e Flora”, resulta da genialidade de um bracarense que nasce uma das mais belas colecções de Filatelia na esfera da fauna e flora. João Rogério Gaspar Lemos de Medeiros fez uma “viagem” pelo mundo sem sair de Braga e conseguiu reunir alguns dos mais belos selos postais sobre a vida natural. Apaixonado por filatelia, a partir da correspondência por carta, comunicou com conhecidos e amigos em todos os cantos do mundo conseguindo reunir uma imensa colecção de selos que são hoje uma verdadeira relíquia para todos quantos apreciam a filatelia. Assinalam-se cem anos do nascimento do coleccionador que, de forma tão minuciosa, compilou um pouco da esfera natural em pequenos álbuns, deixando um espólio magnífico e único.

Altino Bessa, vereador da Câmara Municipal de Braga refere que “é impossível ficar indiferente a uma colecção desta qualidade, principalmente quando remete para uma temática tão particular. Impressiona a destreza e capacidade organizacional de compilar todos estes selos, mas também a selecção rigorosa e as temáticas escolhidas pelo coleccionador”.

O vereador explica que estamos perante um manancial raro de selos e revelador das relações interculturais já existentes à época. “Chegaram por correspondência, estiveram anos guardados e agora é tempo de os mostrar à cidade. De Macau à Suíça, somos convidados a conhecer a fauna e flora do mundo através da Filatelia. Do mundo para Braga e agora de Braga para o mundo, esta colecção pode ser apreciada por todos e, com esta colecção, pretendemos mostrar a beleza e a magnitude da biodiversidade a partir dos selos postais”.

Braga é “Melhor Destino Europeu”, mas é também melhor destino natural com uma opulenta fauna e flora que convivem entre os meios urbano e rural. Cidade de simbioses e contrastes, foi também morada para a partilha de conhecimento através da troca de saberes entre filatelistas que nutriam especial afecto pelo património natural. Esta colecção mostra a diversidade da fauna e flora. Analisando as várias séries de selos é perceptível a sensibilidade e dedicação à prática da Filatelia. Um processo de recolha e partilha que se pode chamar de interculturalidade ambiental, pela multiplicidade de espécies e correspondência entre diferentes nacionalidades.

Um espólio que muito honra e orgulha a sociedade bracarense e, particularmente, todos os que se dedicam à Filatelia. A partir desta exposição pretende-se também sensibilizar para a preservação da biodiversidade e valorização dos ecossistemas naturais que nunca, como hoje, foi tão premente.

A exposição será inaugurada na próxima Sexta-feira, pelas 17h00, no Palácio do Raio e estará patente até dia 20 de Novembro.

FAUNA E FLORA DE TERRAS DE BOURO ILUSTRAM PUZZLES ESCOLARES

No âmbito do projecto de combate ao insucesso escolar e depois de uma visita escolar ao Rio Homem, no seguimento da exploração da obra “O segredo do rio” de Miguel Sousa Tavares, surgiu a ideia de fazer puzzles com imagens da fauna e flora de Terras de Bouro, para os meninos de uma forma lúdica aprenderem mais sobre este tema. A ação de entrega dos puzzles ao Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro contou com a presença da Vereadora Municipal da Educação, Dr.ª Ana Genoveva Araújo. As imagens dos puzzles foram gentilmente cedidas pelo Sr. Professor Luís Borges, a quem a Sra. Vereadora, em nome do Município, agradeceu.

Tal como a Sra. Vereadora referiu “os puzzles são mais uma ferramenta didática e pedagógica que estarão à disposição da Sra. professora bibliotecária para o desenvolvimento de atividades e são uma bela forma de aprender a brincar”.

Os puzzles foram entregues no AE de TB, mas serão distribuídos em todos os Jardins de Infância, assim como ao 1º e 2 º ciclos de ensino básico.

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AQUAMUSEU DO RIO MINHO DINAMIZA EXPOSIÇÕES NAS REDES SOCIAIS

Devido ao confinamento parcial decretado pelo Governo, a partir desta quarta-feira, 4 de novembro, para 121 concelhos portugueses, entre os quais consta o de Vila Nova de Cerveira, o Aquamuseu do rio Minho vai estar temporariamente encerrado ao público, mantendo-se ativo na vertente digital, disponibilizando informação sobre duas exposições em curso: o linguado e o meixão.

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Através da rede social Facebook, com periodicidade semanal vai ser colocada informação relativa à espécie em causa, complementada com registo fotográfico. Objetivo é que este conhecimento mais em detalhe possa ser absorvido e partilhado, seja em contexto escolar seja em ambiente familiar.

Assim, até final de novembro, os ‘amigos’ do Facebook do Aquamuseu do rio Minho vão conhecer um pouco mais em detalhe a vida do linguado ou solea solea. O linguado é uma espécie demersal que se pode encontrar a viver em substratos arenosos no mar e pode chegar a atingir os 70cm de comprimento e ultrapassar os 2Kg de peso. Camufla-se facilmente com o substrato onde costumam habitar, sendo uma capacidade muito importante quer para conseguir alimento quer para eles próprios não serem detetados por possíveis predadores.

Já mais prolongada no espaço temporal, até dezembro, é possível obter mais informação relativa mente ao meixão. O rio Minho é o único rio, em Portugal, onde é permitida a pesca de meixão, graças a um acordo entre as autoridades portuguesas e espanholas. No passado, o meixão era consumido pelas gentes ribeirinhas, sendo vendido à malga, porta a porta. Quando o seu valor económico aumentou, passou a ser vendido, quase na totalidade, para Espanha onde há uma forte tradição no seu consumo.

Para aceder a esta informação, faça like na página do Facebook Aquamuseu Rio Minho.

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