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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAFE REALIZA CONCURSO PECUÁRIO NAS FEIRAS FRANCAS

Durante o dia de ontem, 17 de maio, o Município de Fafe promoveu, em conjunto com a COFAFE – Cooperativa Agrícola, o Concurso Pecuário das Raças Minhota e Barrosã, com a avaliação do júri feita nas explorações.

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A entrega de prémios decorreu na Câmara Municipal. Foram entregues os troféus aos vencedores, nas diferentes raças e classes, bem como os prémios de participação. Nesta edição, forma vários os produtores que participaram pela primeira vez.

Esta é uma forma de apoio aos produtores de gado do nosso concelho que têm demonstrado, ao longo do tempo, preserverança neste setor da atividade.

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MENINA E MOÇA ME LEVARAM

  • Crónica de Daniel Bastos

Os últimos anos têm sido pródigos na conceção e realização de obras de autoras nacionais ou lusodescendentes residentes no estrangeiro dedicadas às mundividências femininas no contexto migratório, umas das dimensões da emigração portuguesa que por via destes contributos literários começa a ser mais conhecida e estudada.

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Um desses contributos literários, intitulado Menina e Moça me Levaram, acabou recentemente de dar à estampa através do trabalho proficiente da professora Aida Baptista, que nos últimos anos de docência desempenhou o cargo de Leitora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, ao serviço do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (ICALP) e do Instituto Camões (IC).

Colaboradora da imprensa de língua portuguesa no mundo, onde publica regularmente artigos ligados ao fenómeno migratório, e autora dos livros Passaporte Inconformado e Chão da Renúncia, Aida Baptista é a responsável pela organização de uma obra que demanda o seu título no evocativo de saudade que dá início ao prólogo do livro Saudades, mais conhecido por História de Menina e Moça de Bernardim Ribeiro.

Assente num conjunto de histórias, contadas na primeira pessoa, de mulheres das mais diversas origens, profissões e faixas etárias, que, levadas por escolhas alheias (salvo raras exceções), passaram por processos migratórios em diferentes contextos geográficos, a obra  Menina e Moça me Levaram, com chancela da Editora Alma Letra, conta ainda com prefácio de Manuela Aguiar, antiga secretária de Estado da Emigração.

O lançamento da coletânea, que nas palavras da prefaciadora encontra-se “cheia de ensinamentos, e experiências, comovente, intimista poética, pitoresca, factual, escrita a muitas mãos, muitos destinos. Com elas viajamos pelas memórias, por paisagens de alma e sentimentos, por roteiros que cruzaram todos os continentes e mares”, integra-se nas comemorações dos 25 anos de vida ativa da Associação Mulher Migrante (AMM).

Uma associação de estudo, cooperação e solidariedade cuja principal missão passa pela análise da problemática das migrações femininas; pela cooperação com as mulheres profissionais e dirigentes de associações das comunidades portugueses no mundo e com imigrantes que vivem em território nacional; pelo combate ativo contra ideias e movimentos xenófobos; e pelo apoio à integração das mulheres na sociedade de acolhimento e defesa dos seus direitos de participação social, económica e política.

Nesse sentido, a coletânea Menina e Moça me Levaram, enquanto repositório de um conjunto diverso de experiências e narrativas vivenciadas por mulheres assume-se como um relevante contributo no alumiamento da componente feminina no fenómeno migratório, que vai ao encontro do anelo da “dama da literatura brasileira” Lygia Fagundes Telles: “Sempre fomos o que os homens disseram que nós éramos. Agora somos nós que vamos dizer o que somos”.

QUEM É ARTUR COIMBRA – UM HISTORIADOR A QUEM FAFE DEVE OS MAIORES CONTRIBUTOS NA INVESTIGAÇÃO DA SUA HISTÓRIA?

Artur Coimbra é uma personalidade por demais conhecida e respeitada em Fafe para que ousemos colocar a questão a saber de quem realmente se trata. Mas, perdoem-nos os leitores pois não resistimos de com humildade apresentálo através do BLOGUE DO MINHO. Faltam-nos as palavras para irmos além da sua própria biografia.

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Artur Ferreira Coimbra nasceu em 10 de Maio de 1956, no lugar da Borralha, freguesia de Salto (Montalegre), filho de pai fafense que foi trabalhar para as minas, nos anos de 1950 e de mãe natural daquele lugar, que também aí laborava.

Com apenas dois anos de idade, a família rumou à freguesia de Serafão, no município de Fafe, onde fez a escola primária. Cursou depois a Telescola, em Garfe (Póvoa de Lanhoso), seguindo-se o Colégio Municipal de Fafe e o então Liceu Sá de Miranda, em Braga, onde concluiu o ensino secundário.

Em 1980, instalou-se em Fafe, onde integrou o executivo da Câmara Municipal de Fafe, em regime de permanência, com acção na área da cultura, no mandato 1980-1982, numa altura em que frequentava a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cuja licenciatura em História concluiu em 1982.

Mais tarde, concluiria o Curso de Especialização em Assuntos Culturais no Âmbito das Autarquias, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1995) e o Mestrado em História das Instituições e Cultura Moderna e Contemporânea na Universidade do Minho (2000), com a dissertação sobre o tema Paiva Couceiro e a Contra-Revolução Monárquica (1910-1919), que publicou em 2000, na editora fafense Labirinto.

A partir de 1983, ingressou na carreira de Técnico Superior no Município de Fafe. Dois anos depois, seria nomeado chefe de Divisão da Cultura e Desporto da autarquia. Mantém cargos dirigentes até hoje (actualmente é Chefe de Divisão da Cultura e Turismo), com acção funcional da informação à política cultural, programação cultural nos espaços municipais, gestão das bibliotecas e arquivos, gestão da Casa Municipal de Cultura (fundada em 1984), coordenação das publicações, organização de eventos históricos e literários, entre muitas outras. Em 2016, foi nomeado director dos Museus Municipais de Fafe.

Fundou (1981, enquanto vereador) e coordenou durante mais de três décadas o Boletim Municipal de Fafe. É o responsável-coordenador desde o início da revista cultural Dom Fafes, fundada em 1994 e da qual foram publicados até agora 22 números.

Foi um dos fundadores, em 1990, e é presidente até à actualidade do Núcleo de Artes e Letras de Fafe e coordenador de todas as suas actividades, eventos e publicações.

Começou a escrever bem cedo e publicou o seu primeiro livro de poesia, O Prisma do Poeta, em 1978, quando tinha apenas 22 anos.

A partir daí editou mais meia dúzia de obras na área da poesia, a última das quais Palavras à procura de voz (2018).

Dada a sua formação académica e por paixão, dedicou-se à investigação no âmbito da História Local, tendo publicado até agora mais de duas dezenas de livros, maioritariamente sobre a história e a memória de Fafe e das suas gentes, valores e instituições, freguesias e património, entre as quais várias biografias, e as obras Dicionário dos Fafenses; Desafectos ao Estado NovoEpisódios da Resistência ao Fascismo em Fafe (com 3 edições); Fafe – Apontamentos de História Local; O Associativismo em Fafe; António Marques Mendes – Íntimo e Universal; Fafe – 30 Anos de Poder Local (1976-2006) – Alguns Aspectos; Associação Desportiva de Fafe – 50 Anos de História; Teatro-Cinema de Fafe – Memória para o Futuro; Escola Industrial e Comercial de Fafe – Memória e Testemunhos e Fafe, Meu Amor. Textos e imagens sobre o concelho.

É autor da monumental e mais actualizada monografia sobre o concelho, com o título Fafe – a Terra e a Memória (2ª edição, 2016), obra inteiramente a cores e com mais de 600 páginas.

Em 2019, foi o vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira, para o género "Estudos Histórico-sociais de Âmbito Local ou Regional", promovido pelo município de Fafe, com a sua obra Bombeiros Voluntários de Fafe – Uma História de Heroísmo desde 1890, publicada em 2017.

Contam-se pelas dezenas os prefácios, posfácios e colaborações em obras colectivas das áreas da poesia, conto e historiografia.

Apaixonado pelo jornalismo, foi correspondente durante décadas de jornais nacionais (Jornal de Notícias e Diário de Notícias), das agências nacionais de notícias (ANOP e depois a Lusa) e colaborador da imprensa local e regional (jornais de Guimarães, Felgueiras, Cabeceiras e Póvoa de Lanhoso, entre outros).

É colaborador do diário Correio do Minho (Braga), há mais de 45 anos e é Director Adjunto e colaborador há anos do jornal Povo de Fafe.

Recebeu diversos prémios jornalísticos pelo seu trabalho literário e foi galardoado com as mais altas condecorações do Município de Fafe (Medalha de Ouro de Mérito Concelhio) e da Junta de Freguesia de Fafe (Medalha de Ouro), ambas em 2003.

Foi fundador de diversas associações e integra os órgãos sociais de instituições locais: além do Núcleo de Artes e Letras de Fafe (presidente da Direcção), da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe (vice-Presidente da Direcção), Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe (vice-Presidente da Direcção), Academia de Música José Atalaya e Academia de Letras de Trás-os-Montes (presidente do Conselho Fiscal, em ambos os casos).

QUEM É O FAFENSE DANIEL BASTOS – INVESTIGADOR DA DIÁSPORA PORTUGUESA E COLABORADOR DO BLOGUE DO MINHO?

Daniel Bastos é um nome com que desde há muito tempo os leitores do BLOGUE DO MINHO se encontram familiarizados. Ele tem a amabilidade de partilhar regularmente connosco as suas crónicas interessantes acerca das nossas comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo. Ou não fosse ele natural de Fafe – terra de forte emigração – que dedica especial atenção à diáspora portuguesa e possui inclusivé um Museu das Migrações e das Comunidades.

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Daniel Bastos nasceu a 18 de Janeiro de 1980 em Fafe. Licenciado em História (ensino de) pela Universidade de Évora em 2003, concluiu no mesmo ano o Curso de Cultura Teológica promovido pelo Instituto Superior de Teologia de Évora, e em 2013 pós-graduou-se em Ética e Filosofia Política, pela Universidade Católica em Braga.

Com uma formação eclética, e vários prémios e participações em conferências nacionais e internacionais, assim como livros publicados no domínio da História e Emigração, cujas sessões de apresentação o têm colocado em contacto estreito com as Comunidades Portuguesas, o percurso pessoal e literário do escritor, historiador e professor tem sido alicerçado no seio da Diáspora e da Lusofonia.

No decurso dos últimos anos, o investigador tem colaborado regularmente com a imprensa local, regional, nacional e da diáspora, através da publicação de crónicas dedicadas à temática das Comunidades, Emigração e Lusofonia.

Principais obras:

Fafe – Estudos de História Contemporânea, Labirinto, 2010. [pref. Iva Delgado]

Santa Casa da Misericórdia de Fafe - 150 anos ao Serviço da Comunidade (1962-2012), SCMF, 2012. [pref. Maria Beatriz Rocha-Trindade]

Fafe – História, Memória e Património, Converso, 2013. [fot. José Pedro Fernandes, pref. Gérald Bloncourt - ed. trilingue, trad. Paulo Teixeira]

Terra, Converso, 2014. [pref. Gérald Bloncourt - ed. bilingue com desenhos de Orlando Pompeu, trad. Paulo Teixeira]

Gérald Bloncourt - O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores (1954-1974), Converso, 2015. [pref. Eduardo Lourenço - ed. bilingue, trad. Paulo Teixeira]

José de Andrade – Terras de Monte Longo, 2017. [pref. Gérald Bloncourt - ed. trilingue com o apoio do Centro Português de Fotografia (CPF), trad. Paulo Teixeira]

Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal, 2019. [pref. Vasco Lourenço - ed. trilingue com o apoio da Associação 25 de Abril (A25A), trad. Paulo Teixeira]

OBRA COLETIVA QUE DESTACA O HOSPITAL DA MISERICÓRDIA DE FAFE DISTINGUIDA NO BRASIL

No passado dia 2 de fevereiro, o livro Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal, uma obra coletiva na área da História e Saúde que é resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, foi distinguido no âmbito do VI Encontro da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ENANPARQ).

O VI ENANPARQ, um congresso internacional que se assume como um dos principais eventos da área de arquitetura e urbanismo do Brasil, que este ano se realizou de forma virtual, devido à pandemia, entre os dias 1 e 5 de março em Brasília, atribuiu à obra luso-brasileira uma menção honrosa na categoria coletânea. Segundo o júri do evento, o livro “contribui para o conhecimento e para o reconhecimento da arquitetura hospitalar no Brasil e em Portugal, durante o neoclassicismo, trazendo conteúdos novos sobre o tema”.

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O historiador Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação em junho de 2019 da obra coletiva luso-brasileira, no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, acompanhado do arquiteto brasileiro Renato Gama-Rosa, da Fundação Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará

 

O livro, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, localizada no Rio de Janeiro, é constituído por sete capítulos onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época.

Refira-se que um dos capítulos da obra é assinado pelo historiador fafense Daniel Bastos, com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”. O investigador, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das comunidades portuguesas, aborda no seu trabalho a contribuição dos “brasileiros” de torna-viagem no concelho e as suas marcas na construção contemporânea de Fafe, com destaque para o Hospital da Misericórdia de Fafe, inaugurado em 1863 por ação de beneméritos “brasileiros” e delineado no modelo arquitetónico do Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro.

CENTENÁRIO DO PCP COMEMORADO NO DISTRITO DE BRAGA E NO PAÍS

No próximo sábado, 6 de Março, dia do seu centenário, o Partido Comunista Português promove às 15h um conjunto alargado de iniciativas por todo o país sob o lema  “100 anos – 100 ações – Liberdade, Democracia, Socialismo. Pelos direitos, a melhoria das condições de vida e o progresso social. Contra a exploração e o empobrecimento” , procurando trazer para a rua a denúncia dos problemas com que o país está confrontado e a exigência de uma política que responda aos problemas, aos anseios e reivindicações dos trabalhadores e do povo português, da alternativa patriótica e de esquerda, pela Democracia Avançada, pelo Socialismo. No distrito de Braga, terão lugar as 5 acções, distribuídas por vários concelhos.

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Mais se informa dos seguintes elementos de cada acção:

Em BRAGA terão lugar intervenções políticas de:

  • Alexandre Carvalho, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Jorge Matos, da DORBraga
  • Belmiro Magalhães, membro da Comissão Politica do Comité Central e responsável pela Organização Regional de Braga

Em  GUIMARÃES estão previstas intervenções políticas de:

  • Jéssica Valente, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Torcato Ribeiro, da Comissão Concelhia de Guimarães e da DORBraga do PCP
  • Simão Fernandes, do Comité Central

Em FAMALICÃO terão lugar intervenções políticas de:

  • Jéssica Valente, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Daniel Sampaio, da Comissão Concelhia de Famalicão e da Assembleia Municipal de Famalicão
  • Daniela Ferreira, do Comité Central

Em FAFE terão lugar intervenções políticas de:

  • Lucas Barros, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Carmo Cunha, da Comissão Concelhia de Fafe e da DORBraga
  • Alexandre Leite,  da Comissão Concelhia de Fafe e da DORBraga  

Em ESPOSENDE terão lugar intervenções políticas de:

  • Pedro Rodrigues, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Isabel Novais, da Comissão Concelhia de Esposende e da DORBraga
  • António Gonçalves, da DORBraga

FAFE: DILIGÊNCIA DE HABILITAÇÃO DE ANTÓNIO DA COSTA PARA FAMILIAR DO SANTO OFÍCIO EM 1707

Pretendente a familiar do Santo Ofício, ourives, natural e morador em Lisboa, filho de João da Costa, Carpinteiro, e de Luísa Rodrigues, naturais de Lisboa; neto paterno de Francisco da Costa, natural de Carnaxide e morador em Belém, e de Bárbara Freire, natural de São João das Lampas; e neto materno de Estêvão Rodrigues, natural e morador em Lisboa, e de Brásia Rodrigues, natural de Cadafais, termo de Alenquer.

Casado com Mariana Teresa, natural de Lisboa, filha de Francisco Pinheiro, ourives, e de Teresa Maria, naturais de Lisboa; neta paterna de Amaro Pinheiro, atafoneiro, natural de Fafe, e de Páscoa de Abreu, natural de Lisboa; e neta materna de Manuel Cardoso, natural de Cantanhede, e de Olaia da Silva, natural do Carvalhal, termo de Mafra.

Obteve carta de familiar a 16 de Julho de 1711.

Inclui as diligências da sua 2ª mulher, Maria dos Santos Barbosa, natural e moradora em Lisboa, filha de Agostinho dos Santos, oficial de cordoeiro, e de Antónia Maria Barbosa, naturais e moradores em Lisboa; neta paterna de Estêvão Gil, oficial de cordoeiro, natural de Santo Estêvão das Galés, concelho de Mafra , e de Maria do Ó, natural de Lisboa; e neta materna de Manuel Garcia, oficial de espingardeiro e de Luísa Barbosa, naturais e moradores em Lisboa. Aprovadas a 7 de Dezembro de 1718.

Inclui as diligências da sua 3ª mulher, Josefa Maria, natural, filha de Pascoal Gomes, pedreiro, natural de Almada, e de Tomásia Gomes, natural de Lisboa; neta paterna de Manuel Gomes e de Catarina Antunes, naturais e moradores em Almada; e neta materna de Manuel Gomes, e Maria da Costa, naturais e moradores em Lisboa. Aprovadas a 14 de Fevereiro de 1719.

Na impossibilidade de publicar todo o extenso processo de habilitação, deixamos aqui as páginas iniciais do mesmo.

A pertença à família do Santo Ofício representava um privilégio uma vez que conferia estatuto social aos seus membros. Para ingressar na família do Santo Ofício ou na vida religiosa os candidatos eram submetidos a um processo de habilitação através do qual tinham de justificar a sua pureza de sangue. Os seus antepassados não podiam ser negros, judeus, mouros ou ciganos e a sua conduta cívica, moral e religiosa deveria ser irrepreensível.

As principais funções dos Familiares do Santo Ofício encontravam-se ligadas à sua máquina, cabendo-lhes executar as prisões de suspeitos de heresia, sequestrar os bens dos condenados, nos crimes em que coubesse confisco, e efetuar diligências a mando dos inquisidores. Havia ainda Familiares médicos, que examinavam os presos e avaliavam sua resistência à tortura. Exerciam, também, função precípua nos célebres Autos-de-fé, trajados com pompa, ladeando os penitentes em procissão e os condenados até o cadafalso.

Fonte: ANTT / Wikipédia

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FAFENSE JOAQUIM LEMOS DE OLIVEIRA MORREU NAS INSTALAÇÕES DA PIDE NA CIDADE DO PORTO

(Fafe, 21-05-1908 – Porto, 14-02-1957)

Joaquim Lemos de Oliveira, barbeiro de profissão, conhecido como o “Repas”, nasceu em Fafe em 1908 e era filho de Emília de Lemos e de Joaquim de Oliveira. Terá aderido às Juventudes Comunistas em 1922, com 14 ou 15 anos. A militância no Partido Comunista Português (PCP) levou-o a ser preso por cinco vezes entre 1936 e 1957.

Em outubro de 1936 é, pela primeira vez, preso para averiguações e transferido para a Prisão de Peniche em agosto de 1937, sendo julgado e condenado a vinte meses de prisão, dos quais havia já cumprido duzentos e noventa e três dias quando foi restituído à liberdade, a 14 de junho de 1938. Durante esta prisão terá sido agredido pelo agente da polícia política Roquete, famoso ex-futebolista.

Será novamente preso em novembro de 1949 pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por “crimes contra a segurança do Estado”. Restituído à liberdade em maio de 1950, é detido dias depois, em Fafe, pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) para averiguações.

Julgado pelo 2º Juízo Criminal do Porto, em 10 de fevereiro de 1950, foi condenado a dois anos de prisão maior celular ou em alternativa a três anos de degredo e suspensão de todos os direitos políticos por quinze anos, sentença confirmada por acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 26 de outubro de 1950.

É preso, pela quarta vez, em 15 de agosto de 1951, e terá ficado dois anos nos calabouços da PIDE no Porto, seguindo, depois, em 16 de junho de 1953, para a Prisão de Peniche, para cumprir um ano de medidas de segurança, sendo restituído à liberdade em junho de 1954.

Preso pela quinta e última vez em janeiro de 1957 em Fafe, para averiguações por crimes contra a segurança do Estado, recolhe à delegação da PIDE no Porto.

Viria a morrer a 14 de fevereiro de 1957 numa das celas da Subdiretoria da PIDE no Porto após bárbaras torturas, infligidas, entre outros, pelo próprio subdiretor Costa Pereira, e vários dias estátua e de privação do sono. O cadáver terá sido autopsiado secretamente e os resultados ocultados, tendo a PIDE procurado proibir o funeral que acabou por se realizar apesar do aparato policial, constituindo-se como um momento de grande indignação.

A morte, aos 48 anos, de Joaquim Lemos de Oliveira, que deixara quatro filhos, suscitou diversos protestos, tendo a mobilização e a campanha de denúncia do assassinato levado, em Viana do Castelo, à prisão e, depois, à morte de Manuel Fiúza Júnior, menos de um mês depois.

Fonte: Museu do Aljube, Resistência e Liberdade

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FALECEU O MAESTRO JOSÉ ATALAYA - ERA CASADO COM UMA FAFENSE!

Faleceu o Maestro José Atalaya aos 93 anos

Faleceu durante o fim-de-semana o Maestro José Atalaya, aos 93 anos. Com uma vida dedicada à música, o maestro acabou por se ligar a Fafe por força do casamento com uma fafense, oriunda de Fareja, e foi por esta ligação a Fafe que foi criada a academia com o seu nome, em 1998, com o apoio da Câmara Municipal de Fafe.

Os últimos anos de vida foram passados entre Lisboa e Fafe. Uma perda enorme para a cultura portuguesa.

Fonte: Notícias de Fafe

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Foto: Wikipédia

FAFE: PCP PROTESTOU EM 1975 CONTRA O CONFISCO DE ARMAS AOS SEUS MILITANTES

Em 9 de Agosto de 1975, a Direcção da Organização Regional Norte do Partido Comunista Português endereçou ao Vice-Primeiro Ministro do Governo Provisório, Major António Arnão Metello, um telegrama em protesto contra o confisco de armas a militantes do Partido Comunista Português do Centro de Trabalho de Fafe, alegando legítima defesa contra “bandos fascistas armados”.

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Fonte: Fundação Mário Soares

EROSÃO, UM PROJETO DE VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL DA EMIGRAÇÃO

  • Crónica de Daniel Bastos

Na freguesia de Cepães, uma freguesia do concelho de Fafe, situada no distrito de Braga, com intensa atividade industrial e aptidão agrícola, ao longo dos últimos três anos tem sido dinamizado um original projecto comunitário em rede que e envolve toda a comunidade local em torno da história e memória da emigração. 

Partindo dos percursos migratórios do final do século XIX e do século XX para o Brasil e França, assim como das expressões materiais e simbólicas do ciclo de retorno dos emigrantes que marcam indelevelmente a região do Vale do Ave. E em particular o concelho de Fafe, contexto que impeliu o município minhoto a instituir no alvorecer do séc. XXI o Museu das Migrações e Comunidades, o grupo local EnfimTeatro, núcleo dramático da Sociedade de Recreio Cepanense, está a desenvolver desde o primeiro trimestre de 2017 o projeto comunitário Erosão, tendo em vista a dinamização de atividades culturais nas áreas do teatro e cinema.

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O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2018 dos responsáveis do projeto comunitário Erosão, José Rui Rocha e Nuno Pacheco, na Sociedade de Recreio Cepanense, no âmbito de uma conferência sobre a Emigração Portuguesa

 

Tendo como objetivos capitais o desenvolvimento, formação, divulgação, produção e ação artística, cultural e educativa, através de um amplo, exigente e democrático acesso à cultura. O EnfimTeatro tinha projetado para o final deste ano em que se assinalam os 25 anos da morte de Miguel Torga, um dos mais influentes escritores portugueses do século XX, cujo percurso de vida e literário foi marcado pela sua experiência nos anos 20 como emigrante no Brasil, o lançamento do filme Erosão.

Esta dinâmica de trabalho, que não é imune aos efeitos da pandemia de coronavírus que um pouco por todo o lado tem contribuído para o cancelamento ou adiamento de eventos e iniciativas que integram os planos anuais de muitas associações, assenta no pressuposto basilar que a comunidade é protagonista. Pelo que, os termos viagem, emigração, esperança, utopia, tradições, memória, identidade e património são os pilares fundamentais da estrutura do argumento do filme que funciona simultaneamente como catalisador de uma rede cultural, tanto que a iniciativa conta com a colaboração de diversas instituições, associações e grupos comunitários.

Como sustentam os seus responsáveis, o projeto Erosão embrenha-se na comunidade, nas suas metamorfoses, linguagens, hábitos e tradições, comprometendo-se com as suas virtudes e dificuldades, ou seja, está vinculado com a paisagem, o património material e imaterial, as pessoas, enfim, o território.

Foi nessa esteira, que em meados de setembro a comunidade local assistiu à realização do evento ambulante “A Arte do Jogo do Pau”, composto por teatro de rua e representações de jogo do pau, uma das artes marciais portuguesas mais antigas com tradição no Norte de Portugal, principalmente no Minho, e que era praticado com varapau ou cajado, um instrumento de trabalho e simultaneamente uma arma do dia-a-dia das pessoas.

Mais que uma abordagem singular ao fenómeno migratório, o projeto Erosão dinamizado pelo grupo comunitário EnfimTeatro, constitui uma relevante valorização das tradições, usos, costumes e da emigração, partes integrantes da história e da identidade portuguesa.

BRAGA: PARTIDO "CHEGA" APRESENTA CANDIDATURA À DISTRITAL DE BRAGA EM FAFE

O CHEGA tem valores. Não se vende por lugares! – afirma o Partido CHEGA

Neste último fim de semana, enquanto o Partido CHEGA se firmava nos Açores elegendo dois deputados, ocorreu também a apresentação oficial da candidatura “Mobilizar com Valores” para as eleições da Distrital de Braga em Fafe, Concelho escolhido por simbolizar a Justiça.

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No jantar realizado na sexta-feira dia 23 foram apresentados os candidatos e propostas do Programa “Mobilizar com Valores” para os militantes do partido. O cabeça de lista, Ruben Milhão, começa o discurso com uma pergunta: “vocês sabem quanto dinheiro é que está destinado a vir dos fundos europeus para Portugal? Eu vou pedir de forma honesta e sincera que respondam – quem acreditar que este dinheiro vai ser colocado nos sítios certos, para benefício do povo, levante a mão! Isto é sintomático daquilo que se passa na nação portuguesa.” E ainda afirma: “O problema da governação em Portugal não está na capacidade intelectual e na capacidade técnica das pessoas que nos tem governado há 46 anos, o problema está na corrupção governativa que tem dominado a política.” Com isto pretendeu ele enfatizar que o problema tem como raiz os valores dos governantes. É neste sentido que este grupo de militantes decidiu apresentar uma lista candidata ao Distrito de Braga, por entender que será através do CHEGA que finalmente poderão combater a corrupção que tem minado a nação portuguesa nos últimos anos.

Ruben Milhão destaca, ainda, que não será a continuidade daquilo que tem sido feito até o momento não apenas no Distrito de Braga, mas em todo país. Ao ser apresentado pela ex-vogal da Comissão Política da Distrital de Braga, Cristina Azevedo, candidata à vice-presidência, reforçou este posicionamento “Ruben Milhão é a pessoa certa para o cargo certo, e é com ele que nós vamos devolver Braga ao CHEGA e o CHEGA a Braga… E começamos em Fafe por algum motivo, porque a nossa luta é pela justiça e Fafe é a cidade da justiça.”

Ao mesmo tempo que Ruben Milhão reforça no seu discurso a questão dos valores, ao afirmar que pretende mobilizar pessoas com valor e colocá-las nos lugares de decisão do partido, o presidente do CHEGA, André Ventura, defende também no seu discurso pós-eleição nos Açores esta mesma ideia, quando diz “Porque nós temos valores e convicções, ou aceitam ceder e juntar-se a nós nestas convicções ou nós não os aceitamos vender por lugares.” Foi baseado nesta convicção que os militantes do partido se apresentaram para o Distrito de Braga.

O candidato à Presidência da Comissão Política da Distrital de Braga, Ruben Milhão, encerrou o seu discurso ao convocar todos os militantes a assumirem a sua responsabilidade civil “…aqueles que nos governam saem das nossas famílias, saem das nossas escolas, saem das nossas empresas, portanto, é necessário cada um de nós assumir a nossa responsabilidade civil, esta é uma responsabilidade para com os nossos filhos”. Finaliza com o tema da Imigração, por entender que o CHEGA recebe inúmeros rótulos como racista, xenófobo e outros. A sua preocupação neste assunto, portanto, parece não se resumir apenas ao controlo da imigração de pessoas, mas sim a imigração de ideias, de ideologias que querem trazer dos países ditos “progressistas”. Para ele, “não podemos vender os nossos princípios…Temos que ter orgulho daquilo que somos, dos nossos valores. Não aceitamos que venham nos ensinar a ser povo! Estamos aqui a lutar pelos nossos valores!”. Para isso, “queremos trazer mais pessoas com valor como o nosso líder André Ventura, mobilizar sim, trazer militantes, mas pessoas com valor!”

FAMALICÃO EXPÕE SOBRE A INDÚSTRIA TÊXTIL DO VALE DO AVE

Indústria Têxtil de Guimarães: do Sistema Antigo ao Advento das Máquinas

Entrada gratuita | Terça a sexta: 10h00 - 17h30 | Fim-de-semana 14h30-17h30. Encerra às segundas e feriados | Sábado 24, às 17H00 - inauguração.

A Exposição Indústria Têxtil de Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas tem como ponto de partida a coleção documental da Fábrica do Castanheiro (1885-2013) e desenvolve uma leitura em torno dos principais acontecimentos, personalidades e fábricas têxteis que estiveram no centro de um movimento industrial transformador do século XIX - Fábrica dos Castanheiro, Fábrica do Moinho do Buraco, Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães. Documentos, objetos e imagens compõem a narrativa de uma industrialização tardia que despertou com a mecanização e a eletrificação, definindo o perfil industrial de Guimarães.

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COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS DE FAFE

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designada por fábrica do Ferro, por se encontrar instalada numa queda de água do rio Ferro, resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objetivos da Companhia Industrial de Fafe, que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil. Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe. Em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche, escolas infantil e primária com professores pagos pela empresa. A empresa cresce que nos anos 50/60 tinha 2000 trabalhadores, que tinham além da cantina, do lactário com 200 leitos, apoios sociais com subsídios de reforma por doença, velhice e invalidez.Em 1994 sofre um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda.

Fonte: Centro Português de Fotografia

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FAFE: BAIRRO OPERÁRIO DA COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS DE FAFE

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designada por fábrica do Ferro, por se encontrar instalada numa queda de água do rio Ferro, resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objetivos da Companhia Industrial de Fafe, que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil. Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe. Em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche, escolas infantil e primária com professores pagos pela empresa. A empresa cresce que nos anos 50/60 tinha 2000 trabalhadores, que tinham além da cantina, do lactário com 200 leitos, apoios sociais com subsídios de reforma por doença, velhice e invalidez.Em 1994 sofre um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda.

Fonte: Centro Português de Fotografia

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