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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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NÚCLEO DE ARTES E LETRAS DE FAFE PROMOVE EM NOVEMBRO O IV CURSO LIVRE DE HISTÓRIA LOCAL

Entre os dias 7 e 28 de Novembro, o Núcleo de Artes e Letras de Fafe promove a quarta edição do Curso Livre de História Local, sempre com temas referentes a Fafe, à sua memória, à sua história, ao impacto de eventos nacionais no viver colectivo local. Este ano, as temáticas versadas estendem-se por um período de mais de meio século, desde a Monarquia do Norte (1919) à desagregação do Estado Novo e ao surgimento do 25 de Abril de 1974.

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As sessões realizam-se às quintas-feiras, a partir das 18h00, na Biblioteca Municipal de Fafe, com entrada livre.

A primeira sessão acontece no dia 7 de Novembro, com o tema “A contra-revolução monárquica na I República: a Monarquia do Norte (1919). Os reflexos em Fafe”, apresentado pelo presidente do Núcleo de Artes e Letras, Artur Coimbra, comunicação em que se abordam as alterações provocadas na administração camarária e nas instituições locais durante os 25 dias em que durou a chamada “monarquia do quarteirão”, entre 19 de Janeiro e 13 de Fevereiro de 1919, há exactamente um século.

Oito dias depois, a 14 de Novembro, é a vez do historiador Daniel Bastos abordar a problemática das “Eleições presidenciais no Estado Autoritário (1949 e 1958): o impacto em Fafe”, aludindo às repercussões que as eleições para a Presidência da República tiveram em momentos chaves da luta contra o Estado Novo, concretamente com as candidaturas de Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado-O General sem Medo (1958).

O terceiro módulo está agendado para o dia 21 de Novembro, sendo abordado o tema “O ensino profissional no Estado Novo e a criação da Escola Industrial e Comercial de Fafe (1959-1974)”, pelo investigador Artur Magalhães Leite, com a colaboração da Associação dos Antigos Professores, Funcionários e Alunos da Escola Industrial e Comercial de Fafe (APPAEIF).

Finalmente, a sessão de 28 de Novembro, abordará “a desagregação do Estado Novo (1969-1974): as eleições de 1969, a guerra colonial e a emigração”, entre outros temas, a desenvolver pelo historiador Artur Coimbra.

De recordar que o Núcleo de Artes e Letras de Fafe levou a efeito em 2010 o primeiro Curso Livre de História Local sobre a história de Fafe na I República, e o segundo em 2013 sobre o impacto da guerra colonial em Fafe, dos quais resultaram duas publicações.

A terceira edição do curso ocorreu em 2016, em torno da temática do Poder Local Democrático, a propósito das primeiras eleições para as autarquias locais, realizadas em 12 de Dezembro de 1976 e do qual sairá uma publicação no decorrer do próximo ano.

Colabora na iniciativa a Câmara Municipal de Fafe.

DANIEL BASTOS APRESENTOU EM FAFE NOVO LIBRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

Foi ontem apresentado no concelho minhoto de Fafe o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

A obra, concebida e realizada pelo historiador fafense Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista, e que é traduzida por Paulo Teixeira e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe.

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O historiador Daniel Bastos (ao centro.), na sessão de apresentação do livro “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, ladeado do advogado e comentador, Luís Marques Mendes (esq.), e do tradutor Paulo Teixeira

 

A sessão de apresentação, que encheu por completo o auditório, e que foi abrilhantada com canções de abril interpretadas pelo artista musical Carlos Miguel, esteve a cargo do advogado e comentador, Luís Marques Mendes, natural de Fafe, que caraterizou o livro como um verdadeiro serviço público que procura passar, em particular, às novas gerações a importância do 25 de Abril, a conquista da liberdade e da democracia. Um momento histórico que marcou a vida coletiva nacional, singularmente captado por Gérald Bloncourt, e que tem sido profusamente divulgado pelo historiador Daniel Bastos junto das comunidades portuguesas, embaixadoras da cultura e história do país, como também sublinhou Albino Costa, em representação do Município de Fafe.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, a obra aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

Refira-se que esta sessão de apresentação antecede a cerimónia de homenagem pública que a comunidade portuguesa em França vai realizar no próximo dia 26 de outubro, no Museu Nacional da História da Imigração em Paris, no âmbito do primeiro aniversário do falecimento de Gérald Bloncourt.

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FAFE APRESENTA REVISTA "CINTILAÇÕES"

Revista Cintilações 3 apresentada em 4 de Outubro na Sala Manoel de Oliveira,  em Fafe

Depois do lançamento do terceiro número da Cintilações, Revista de Poesia, Ensaio e Crítica, na Feira do Livro de Braga e das apresentações em Lisboa, chegou a vez desta publicação brilhar na noite de Fafe, o berço da Editora Labirinto e o reduto maior do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, seu parceiro nesta viagem.

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A apresentação em Fafe está agendada para sexta-feira, 4 de Outubro, às 21h30, na Sala Manoel de Oliveira, no âmbito de um evento que inclui o diálogo de diferentes linguagens artísticas, designadamente, a música, a fotografia, o teatro e obviamente a poesia.

Na música, realce para a colaboração dos músicos Ana Silva (voz) e Paulo Rodrigues (viola e voz) e de alunos da Academia de Música José Atalaya.

O Teatro Vitrine também empresta a sua colaboração à iniciativa, bem como o fotógrafo Tiago Miró.

A apresentação formal da revista está a cargo de Cândido de Oliveira Martins, Professor da Universidade Católica.

A coordenação do evento é da responsabilidade da poetisa e ensaísta Leonor Castro.

A iniciativa tem ainda a colaboração dos Vinhos Norte, que proporcionarão uma degustação dos seus produtos no final da sessão.

Coordenada por Victor Oliveira Mateus e Maria João Cabrita, a revista “Cintilações” inclui, na poesia, textos de 75 poetas, a grande maioria de Portugal, mas também de Cuba, Espanha, Brasil, Colômbia, Alemanha, Roménia, Moçambique, Nicarágua, Costa Rica, Equador e Itália.

De Portugal, salientam-se os nomes de A. M. Pires Cabral, Adalberto Alves, Amadeu Baptista, Ana Luísa Amaral, António Carlos Cortez, António Manuel Ribeiro, António Salvado, Isabel Cristina Pires, João de Mancelos, João Rasteiro, Maria do Rosário Pedreira, Rui Rocha e Sara F. Costa, entre outros.

Da região minhota, referem-se os poetas Cláudio Lima, Isabel Cristina Mateus e Teresa Macedo.

De Fafe, estão antologiados seis poetas, concretamente, António de Almeida Mattos, Artur Ferreira Coimbra, João Ricardo Lopes, José Rui Rocha, Leonor Castro e Pompeu Miguel Martins.

No ensaio, há uma dezena de autores, sendo de evidenciar os nomes de Isabel Cristina Mateus, José Cândido de Oliveira Martins, Maria João Cabrita e Victor Oliveira Mateus.

Destaque ainda para as rubricas “Caderno”, “Crítica Literária”, “Prosa” e “Ensaio gráfico”.

Um número suculento, com mais de 250 páginas, com capa de Daniel Gonçalves e apoio à edição do Município de Fafe, Junta de Freguesia de Fafe, Direcção Regional da Cultura do Norte e Etapas Saúde.

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CANDIDATOS DO CDS ESTIVERAM EM FAFE

Canil Municipal está lotado e é necessário complementar nova lei.
O candidato do CDS PP Telmo Correia visitou o canil municipal em Fafe onde constatou os reflexos da legislação em vigor no que respeita aos animais de companhia, com uma sobrelotação do espaço. “Falamos muito em direitos dos animais, nós entendemos a questão numa perspetiva humanista e numa obrigação das pessoas de tratarem bem os animais.

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A lei está a trazer problemas de lotação nos espaços e, já que antes não foi tido esta questão em conta, agora é necessário tomar novas medidas”. Telmo Correia diz que “Há necessidade de complementar a legislação, educar para a cidadania, evitando o abandono dos animais, a sobrelotação dos espaços, garantindo que os animais possam ser guardados e recolhidos em condições”. O candidato a deputado apontou soluções “que passam por sensibilizar para o não abandono dos animais, fomentar campanhas de esterilização e incentivar a adoção”.
Na passagem por Fafe a caravana do CDS PP visitou a as valências da ACR – Colégio de Fornelos, instituição exemplar na perspetiva de Telmo Correia no que pode ser a ligação entre as instituições de educação e setor social com o Estado. “O Estado pode e deve ter uma parceria com privados que estão no terreno e conhecem as necessidades, quer na infância quer na terceira idade. Este é um bom exemplo de um projeto aberto à comunidade, que pode ser trabalhado em articulação com o Estado e com ganhos para esta população, como defendemos no nosso programa eleitoral”.
Acompanhado pelos restantes candidatos da lista no distrito Telmo Correia esteve ainda na feira de Fafe, fazendo um balanço positivo do que tem sido a campanha do partido. “Estamos na rua e a falar com as pessoas, que já perceberam a mensagem do CDS PP e que vão de encontro ao que é a nossa primeira proposta de baixa de impostos”.
A campanha do CDS PP prossegue no distrito esta quinta-feira, com passagem por Vizela onde Telmo Correia tem agendada reunião com o presidente do município.

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TEATRO DE BALUGAS SOBE AO PALCO EM FAFE

O espetáculo “Pão Nosso” do Teatro de Balugas sobe ao palco do Teatro Cinema de Fafe, no dia 28 de setembro, às 21h30, integrando o programa do FAFENCENA - Festival de Teatro Amador de Fafe.

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A última produção do Teatro de Balugas resulta de uma residência artística de teatro comunitário que foi uma das premiadas pelo Programa de Apoio ao Associativismo da Fundação INATEL, tendo a peça arrecadado o prémio de Melhor Espetáculo no Festival de Teatro de Barcelos, bem como os prémios de Melhor Cenário, Melhor Sonoplastia, Melhor Iluminação Cénica e Melhor Guarda-Roupa. Este ano, a peça de teatro foi selecionada para apresentação no Festival Transfronteiriço de Teatro Amador PLATTA, em Espanha.

O texto fala-nos da aldeia de Balugães, situada entre o Alto e o Baixo Minho, que foi terra onde já se amassou muito pão e onde se talharam muitas gamelas de pinho. O pão era o sustento, as gamelas também. Uma relação de pequenas histórias que contam mais do que o artefacto, o alimento, o labor. Uma recolha de memórias, ladainhas, cantigas e ofícios, recuperando utensílios e ligando artisticamente com a comunidade a criação do espetáculo. A partir daqui, o Teatro de Balugas aborda de uma forma teatral e poética o ciclo do pão na aldeia, reconstruindo-o a partir de princípios diferentes não tradicionais e quase oníricos.

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CDU DEFENDE ARTES E OFÍCIOS TRADICIONAIS

A candidatura da CDU do distrito dedicou o dia de ontem à valorização do artesanato regional. Carla Cruz, primeira candidata da CDU, visitou, de manhã, artesãs do concelho de Fafe e, à tarde, artesãos do figurado de Barcelos.

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A candidata, acompanhada por outros candidatos e ativistas da CDU, valorizou o trabalho destes artesãos, o qual permite dar continuidade às artes e ofícios tradicionais e contribuir para a preservação da identidade cultural da região.

Carla Cruz sublinhou que “embora existam sucessivas promessas dos diferentes governos, incluindo do atual, sobre políticas de valorização das artes e ofícios tradicionais, as medidas tendem a ser sucessivamente adiadas”, garantindo que a CDU tem propostas e soluções para concretizar esta aspiração.

A candidatura da CDU entende que este sector tem que ser valorizado, protegido e conservado, pelo que importa preservá-lo e defendê-lo. Neste sentido, propõe que devem ser mobilizados os meios necessários para a sua concretização e avança que é necessário também promover e intensificar a formação profissional das artes e ofícios tradicionais, como a palha, a olaria e a cerâmica, mas também a ourivesaria, a talha ou a arte sacra.

A deputada do PCP e candidata às eleições de seis de Outubro à Assembleia da República comprometeu-se, inclusive, a apoiar iniciativas destinadas a preservar estas artes e ofícios e a melhoras as condições de trabalho dos artesãos, única forma de garantir a continuidade de muitas das oficinas que hoje ainda existem no distrito e incentivar a aposta em novos projectos.

O Gabinete de Imprensa da CDU distrito de Braga

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O ENTRECRUZAMENTO DA GUERRA COLONIAL COM A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

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  • Crónica de Daniel Bastos

A Guerra Colonial (1961-1974), época de confrontos bélicos entre as Forças Armadas Portuguesas e os Movimentos de Libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, representa um dos acontecimentos mais marcantes da história nacional e africana de expressão portuguesa do séc. XX.

Conflito bélico dramático, trágico e traumatizante para mais de um milhão de portugueses, que prestaram serviço militar nas três frentes de combate, onde tombaram cerca de 8.300 soldados, assim como para as populações angolanas, guineenses e moçambicanas, cujo número total de vítimas, entre guerrilheiros e civis, terá sido superior a 100 mil mortos, a Guerra do Ultramar ou Guerra da Libertação desencadeou profundas alterações demográficas, económicas, sociais, culturais e politicas.

Em Portugal, o desgaste provocado pela Guerra Colonial, que esteve na base do derrube do regime ditatorial salazarista que imperou entre 1933 e 1974, entrecruzou-se com o fenómeno da emigração. Nas décadas de 1960-70, a miséria, a pobreza e a fuga ao serviço militar de milhares de jovens como forma de escapar à incorporação na Guerra do Ultramar, impeliram a saída legal ou clandestina, de mais de um milhão de portugueses em direção ao centro da Europa, em particular para França.  

O fim da Guerra Colonial e a descolonização recrudesceriam o fenómeno migratório, não só por via da chegada ao território nacional de mais de meio milhão de portugueses de África, conhecidos como “retornados”. Mas também, pelo facto da independência das antigas colónias portuguesas de Angola e Moçambique, terem tornado no final dos anos 70, a África do Sul como o principal destino dos portugueses em África.

No entanto, no campo historiográfico do entrecruzamento da Guerra Colonial com a emigração portuguesa, existe ainda uma dimensão de conhecimento pouco ou nada estudada, designadamente a emigração nos anos 70 e 80 de milhares de antigos combatentes da Guerra do Ultramar. O impacto da emigração, ainda pouco conhecido, de milhares de homens que estiveram na Guerra Colonial, pode ser aferido pelo papel de assistência e preservação de memória dinamizado pela Liga dos Combatentes do Núcleo de Ontário, a segunda maior província do Canadá onde vivem cerca de meio milhão de portugueses, entre eles, mais de 20 mil antigos combatentes da Guerra do Ultramar, segundo dados veiculados pelo Núcleo de Ontário.

CONFRARIA DA VITELA ASSADA À MODA DE FAFE FESTEJA ESTE SÁBADO O SEU VI CAPÍTULO

A Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe vai estar em festa este sábado, dia 6 de Julho, com a realização do seu VI Capítulo, que movimentará largas dezenas de pessoas e trará a Fafe diversos convidados de outras confrarias, em número de dezena e meia, nunca antes atingido.

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O Capítulo é a festa anual de confraternização dos membros de uma confraria, momento aproveitado para a entronização de novos confrades, como vai suceder este ano.

O programa do evento é o seguinte:

10h00 – Concentração no Jardim do Calvário dos convivas e confrarias convidadas, durante a qual será servido um “porto de honra” e será também a forma de dar a conhecer aquele centenário e aprazível espaço romântico aos confrades das confrarias convidadas.

11h30 – Cerimónia religiosa na Igreja Nova, com a celebração da palavra e a bênção dos escapulários, seguida do desfile pela cidade, em direcção à Câmara Municipal, acompanhado pelo grupo de bombos “Só Dava Assim”.

12h30 – Recepção e sessão solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que inclui a entronização de 14 novos confrades, entre os quais um cidadão chinês.

13h30 – Almoço festivo na Quinta do Labaçoso, em Vinhós.

A Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe foi fundada oficialmente em 2013. No dia 6 de Julho desse ano corporizava-se um projecto que vinha de há mais de uma década, com a tomada de posse de duas dezenas de confrades, que se comprometeram a defender, valorizar e divulgar, na sua autenticidade, o prato mais típico de Fafe. A vitela assada em forno de lenha, em assadeira ou pingadeira de barro, com a necessária gestão de um tempo lento, para um aspecto tostado, de fazer crescer água na boca.

Dois anos depois, no dia 27 de Janeiro de 2015, foi constituída notarialmente num cartório da cidade.

A Confraria tem como objectivos gerais a promoção, a defesa e divulgação dos valores e tradições culturais da gastronomia nacional, com especial incidência para a Gastronomia de Fafe, do Minho, da Região Norte e de Portugal.

E, como nem só de carne vive o simbólico prato, há também lugar para o saboroso pão de ló e os doces de gema, bem como para o vinho verde que acompanha na perfeição a degustação do suculento prato, irmanando-se para tornar a refeição num momento de prazer.

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A COMUNIDADE PORTUGUESA NA ÁFRICA DO SUL

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  • Crónica de Daniel Bastos

No decurso das últimas Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o primeiro-ministro António Costa confirmou que as comemorações do 10 de Junho em 2020, além de se celebrarem oficialmente na Madeira, decorrerão igualmente junto da comunidade portuguesa na África do Sul, possibilidade que tinha sido já aludida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A confirmação da decisão pelas mais altas instâncias da Nação tem desde logo o condão de destacar o papel e a importância da numerosa comunidade portuguesa que vive e trabalha no país mais meridional do continente africano. Segundo a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, estima-se que atualmente a comunidade portuguesa e de luso-descendentes na África do Sul, ronde o meio milhão de pessoas, na sua maioria com raízes madeirenses e estabelecida em Joanesburgo, a maior cidade sul-africana.

Ainda que como revele o investigador Paulo Bessa na obra “A Comunidade Lusíada em Joanesburgo”, a presença portuguesa na Nação Arco-Íris remonte “aos Descobrimentos, existindo contactos há mais de meio milénio, materializados nas viagens transoceânicas e na proximidade das colónias lusas”, o primeiro grande momento da emigração lusa, particularmente madeirense, para a África do Sul iniciou-se durante a década de 1940, durante a II Guerra Mundial, devido ao acentuar de privações geradas pelo conflito militar.

Foi neste contexto, que os pioneiros madeirenses se instalaram no alvorecer da segunda metade do séc. XX na África do Sul, passando a dedicarem-se à agricultura, em grandes quintas, e ao comércio, abrindo, mais tarde, lojas para venda dos produtos cultivados e supermercados. Sendo que, o segundo grande momento de emigração lusa para a África do Sul, ocorreu no início do quarto quartel do séc. XX, com a independência das antigas colónias portuguesas de Angola e Moçambique, período em que a África do Sul se tornou o principal destino dos portugueses em África.

As comemorações oficiais do Dia de Portugal em 2020 na Madeira e na África do Sul, são assim um momento simbólico de valorização da língua e cultura lusa no continente africano, elos antigos, atuais e vindouros da ligação umbilical portuguesa a África.

DANIEL BASTOS APRESENTOU EM TORONTO NOVO LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

No passado sábado foi apresentado em Toronto, no Canadá, o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

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O historiador Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, na Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto, acompanhado do comendador luso-canadiano Manuel da Costa

A obra, concebida e realizada pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada na Galeria dos Pioneiros Portugueses, um museu que se dedica à perpetuação da memória e das histórias dos pioneiros da emigração lusa para o Canadá.

A sessão muito concorrida, que contou com a presença de vários representantes da comunidade luso-canadiana e órgãos de comunicação social da diáspora, esteve a cargo do comendador Manuel da Costa, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto, que enalteceu o trabalho que o investigador da nova geração de historiadores nacionais tem realizado em prol das Comunidades Portuguesas.

Segundo Manuel da Costa, a iniciativa promovida pela Galeria dos Pioneiros Portugueses, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal no Canadá, visou enriquecer a história, cultura e cidadania da comunidade luso-canadiana, incentivando nessa esteira Daniel Bastos, a conceber novos trabalhos junto da comunidade portuguesa, porquanto uma comunidade sem memória é uma comunidade sem história.

Refira-se que no decurso da tertúlia, ocorreram várias intervenções por parte de representantes da comunidade luso-canadiana, como foi o caso de Armando Branco, presidente da Liga dos Combatentes do Núcleo de Ontário, e de Artur Jesus, representante da Associação Cultural 25 de Abril de Toronto, que explanaram a missão destas relevantes coletividades e destacaram as conquistas de Abril no desenvolvimento de Portugal.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

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O ACERVO BIBLIOGRÁFICO SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

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  • Crónica de Daniel Bastos

No decurso dos últimos anos o acervo bibliográfico sobre o fenómeno emigratório nacional tem sido profusamente enriquecido com o lançamento de um conjunto diversificado de documentos que ampliam o estudo e conhecimento sobre a relevância da emigração portuguesa.

Neste conjunto diversificado de trabalhos, onde se cruzam os olhares interdisciplinares das ciências sociais, encontram-se livros, capítulos de livros, artigos em revistas científicas, artigos em atas de congressos, conferências e outros tipos de encontros científicos, relatórios, assim como dissertações de licenciatura, mestrado e doutoramento. 

Como sustentam os vários investigadores sociais responsáveis pelo levantamento bibliográfico “Emigração portuguesa: bibliografia comentada (1980-2013)”, este relevante acervo documental “constitui um contributo importante para o conhecimento da emigração”.

Dentro da categoria temática dos livros, que na linha de pensamento do ensaísta Jorge Luis Borges, são “a grande memória dos séculos... se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem”, são vários os exemplos que asseveram a importância que muitas publicações têm tido na compreensão e enriquecimento do fenómeno emigratório nacional.

É o caso, por exemplo, da obra “Portugal Querido”, um livro da autoria do argentino Mario dos Santos Lopes, filho de um português emigrante, que foi lançado em 2014 na Argentina. Uma edição que tem o condão de retratar as vivências dos portugueses no segundo maior país da América do Sul, através de testemunhos reais, e que recupera a memória de milhares de compatriotas provenientes na sua maioria dos distritos do Algarve e da Guarda, que durante a primeira metade do séc. XX se estabeleceram na Argentina, à época dos países mais ricos do mundo, em busca de uma vida melhor.

Ainda nesta esteira, enquadram-se dois livros lançados em 2015, designadamente, “A Vida numa Mala – Armando Rodrigues de Sá e Outras Histórias”, e “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que resgatam da penumbra do esquecimento, respetivamente, a epopeia da emigração portuguesa para a Alemanha e França nos anos 60.

FAFE FOI PALCO DE APRESENTAÇÃO DE OBRA COLETIVA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE ENTRE BRASIL E PORTUGAL

No passado dia 4 de junho (terça-feira), foi apresentada na cidade de Fafe, o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”.

A sessão de apresentação da obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, decorreu no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

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O historiador fafense Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”, na Santa Casa da Misericórdia de Fafe, acompanhado da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, e do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa

 

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, esteve a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso da sessão, que contou com a presença de vários membros da instituição social e da sociedade local, entre eles, da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, em representação do provedor Vítor Ferreira Leite, dada a sua presença numa reunião da trabalho na capital portuguesa, e do vereador da Cultura do Município de Fafe, Pompeu Martins, todos foram unânimes em considerar que este novo livro é mais um contributo para o estreitar dos laços históricos e culturais luso-brasileiros. E em particular, no caso da Misericórdia de Fafe, sublinha a herança dos “brasileiros de torna-viagem” na instituição, assim como no concelho onde ainda hoje se encontram as suas marcas na cidade.

Refira-se que esta foi a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

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DANIEL BASTOS APRESENTA EM BRAGA NOVO LIVRO SOBRE GERÁLD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

No dia 7 de junho (sexta-feira), é apresentado na capital do Minho o livro “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

A obra, concebida pelo historiador minhoto Daniel Bastos a partir do espólio de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes mundiais da fotografia humanista, recentemente falecido na capital francesa, é apresentada às 21h00 na FNAC-Braga.

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O historiador Daniel Bastos (dir.) foi em 2015 o responsável pela realização do livro de Gérald Bloncourt (esq.) “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que retrata a emigração portuguesa nos anos 60, e que contou com prefácio do ensaísta e pensador Eduardo Lourenço.

A apresentação da obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) traduzida por Paulo Teixeira, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, estará a cargo da Professora de Ciência Política da Universidade do Minho, Isabel Estrada Carvalhais.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa nos anos 60, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

A publicação do livro, que contou com a colaboração de Isabelle Repiton, viúva de Gérald Bloncourt, e é enriquecida com memórias e testemunhos do fotojornalista franco-haitiano, representa cerca de meio século após a Revolução de Abril um novo contributo e oportunidade para revisitar a génese da democracia portuguesa.

Segundo Vasco Lourenço, esta obra ilustrada pela lente humanista de Bloncourt, fotógrafo que em 2016 foi agraciado pelo Presidente República Portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal factor congregador”.

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SOCIALISTAS FAZEM CAMPANHA EM FAFE

No âmbito da campanha das Eleições Europeias para o Parlamento Europeu, o PS-Fafe promoveu ontem, no Café Arcada, em Braga, um café-tertúlia “Café Europa”, aberto à comunidade local, que se encheu de militantes, simpatizantes, antigos e atuais autarcas socialistas, e que contou com a presença da candidatada do PS ao Parlamento Europeu pelo distrito de Braga, Isabel Estrada Carvalhais.

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Ladeada pelo Presidente da Comissão Política do PS-Fafe, Daniel Bastos, do Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raúl Cunha, e do Presidente da Federação Distrital do PS-Braga, Joaquim Barreto, a candidatada do PS ao Parlamento Europeu pelo abordou o passado, presente e futuro da Europa e o projeto europeu do PS, defendendo que “temos de ter voz forte no Parlamento Europeu.

O Presidente da Comissão Política do PS-Fafe

Daniel Bastos

A União Europeia não tem de se reinventar. Tem de se reencontrar com os seus valores essenciais, da sua génese. Reencontrar-se com a solidariedade”.

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HISTORIADOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM FAFE OBRA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE NO BRASIL E PORTUGAL

Obra coletiva sobre Hospitais e Saúde entre Brasil e Portugal apresentada em Fafe

No dia 4 de junho (terça-feira), vai ser apresentado em Fafe o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”. 

A obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, é apresentada às 17h30 no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

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O historiador Daniel Bastos (esq), que em conjunto com a docente Cybelle Salvador Miranda (centro) e o arquiteto Renato Gama-Rosa (dir.) integra uma rede luso-brasileira de estudo dos Hospitais de Beneficência Portuguesa, é o autor do livro “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade, obra que foi apresentada em 2012 no evento comemorativo do Ano de Portugal no Brasil da Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, estará a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso do seu contributo historiográfico, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia destaca o concelho de Fafe como uma construção contemporânea dos “brasileiros de torna-viagem”, enquadrando o Hospital da Misericórdia de Fafe, que desempenha um papel estruturante no campo social local, como uma obra paradigmática da benemerência brasileira oitocentista, gizada a partir do modelo arquitetónico da “Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro”. 

Esta é a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

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