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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE FAFE PROMOVE PRÉMIO LITERÁRIO A. LOPES DE OLIVEIRA | CÂMARA MUNICIPAL DE FAFE

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O Município de Fafe relança o Prémio Literário A. Lopes de Oliveira / Câmara Municipal de Fafe, destinado a distinguir estudos histórico-sociais de âmbito local ou regional.

O prémio tem como objetivo incentivar a publicação de obras que aprofundem o conhecimento das realidades de localidades e regiões portuguesas, reforçando a valorização da identidade regional e local.

Estrutura do prémio

O valor total do prémio é de 2.000 euros, dividido em duas categorias:

  • Estudos dedicados a Fafe;
  • Estudos dedicados a outras localidades ou regiões do país.

Podem concorrer autores portugueses ou estrangeiros, com obras publicadas durante 2025 e 2026 em livro e enquadradas no género definido pelo regulamento.

Cada concorrente deve enviar cinco exemplares da obra, dirigidos à vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Fafe.

O prazo de receção das candidaturas termina em 31 de dezembro de 2026.

O regulamento está disponível no site do Município de Fafe.

MUNICÍPIO DE FAFE PROMOVE O PRÉMIO DE HISTÓRIA LOCAL “CÂMARA MUNICIPAL DE FAFE”

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O Município de Fafe volta a promover o Prémio de História Local “Câmara Municipal de Fafe”, que distingue o melhor trabalho original sobre aspetos da história do concelho. As candidaturas decorrem até 31 de maio de 2026 e o prémio será entregue na sessão solene de 5 de outubro do próximo ano.

O galardão visa estimular a investigação histórica e contribuir para o aprofundamento da identidade de Fafe nas suas dimensões administrativa, política, económica, social, cultural, artística, religiosa, entre outras.

Condições de participação

O prémio é aberto a todos os interessados, independentemente da residência, com trabalhos originais e inéditos. Não são admitidos trabalhos de funcionários do Município de Fafe.

Critérios de avaliação

Serão valorizados:

  • Utilização de fontes primárias;
  • Originalidade e atualidade dos temas;
  • Clareza e correção linguística;
  • Coerência global e qualidade da apresentação.

Os trabalhos devem ser escritos em português, ter um mínimo de 30 páginas e ser enviados em quatro exemplares, em formato A4, letra Times New Roman 12 e espaçamento 1,5, para:

Vereadora da Cultura – Prémio História Local
Município de Fafe
Avenida 5 de Outubro
4824-501 Fafe

Cada concorrente pode submeter apenas um trabalho.

O prémio tem o valor de 1.000 euros, podendo ainda ser atribuídas menções honrosas. A obra vencedora será publicada na revista cultural Dom Fafes.

O regulamento pode ser consultado em: PRÉMIOS CULTURAIS (cm-fafe.pt)

QUEM FOI O ILUSTRE MÉDICO FAFENSE DR. MAXIMINO DE MATOS? – CRÓNICA DE ARTUR COIMBRA

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Maximino de Matos e a esposa, Laura Summavielle

Notável clínico, o “Médico dos Pobres”, Homem Bom, nasceu na freguesia de Serafão no dia 14 de Outubro de 1887 e faleceu em 28 de Janeiro de 1958.

Licenciou-se, com elevadas classificações, em Filosofia (1908) e Medicina, na especialidade de olhos e vias urinárias (1913), pela Universidade de Coimbra, foi professor da Escola Primária Superior de Fafe.

Foi deputado ao Parlamento, durante a I República, entre 1922 e 1926, pelo Partido Republicano. Pela sua intervenção, foi possível trazer o telefone para a então Vila de Fafe.

Em 1927, Maximino de Matos foi nomeado médico do Hospital da Vila. Exerceu desde 1931 e durante mais de um quarto de século, as funções de director clínico do Hospital. Para o seu engrandecimento e apetrechamento, promoveu dois imponentes cortejos de oferendas em 11 de Novembro de 1944 (rendeu 631 131$89) e 06 de Janeiro de 1955 (“rendeu para cima de 750 000$00”).

Médico e cirurgião marcado por um profundo humanismo em favor dos mais desfavorecidos, era o autêntico “João Semana” do seu tempo, a muitos tendo acorrido em horas de aflição.

Em 03 de Junho de 1974, a Câmara deliberou atribuir o nome de Maximino de Matos à anteriormente designada Rua da Seara, ao lado do Hospital.

Por ocasião do centenário do nascimento de Maximino de Matos, a 17 de Outubro de 1987, foi-lhe prestada uma significativa homenagem póstuma, em Serafão e na cidade, por iniciativa da Câmara e da Junta de Freguesia da sua terra natal. Na altura, foi anunciado o lançamento do Prémio Dr. Maximino de Matos, para distinguir anualmente o melhor finalista de um curso de medicina, natural ou residente do concelho e que ainda se mantém em vigor.

Em 1989, tive a honra de publicar o livro "Maximino de Matos – Vida e Obra", há muitos anos esgotado e que oportunamente será reeditado.

Fonte: Memória e História de Fafe e dos Fafenses

MUNICÍPIO DE FAFE ABRE CANDIDATURAS AO PRÉMIO DR. MAXIMINO DE MATOS

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O Município de Fafe abriu o período de candidaturas ao Prémio Dr. Maximino de Matos, destinado a distinguir o aluno do concelho que obtenha a melhor classificação no mestrado em Medicina.

Aprovado em reunião de Câmara, o regulamento estabelece que as candidaturas decorrem até 31 de dezembro de 2025.

Criado em cumprimento do legado de D. Laura Summavielle Soares de Matos, este prémio, no valor de 1.000 euros líquidos, pretende reconhecer anualmente o mérito académico dos recém-mestres em Medicina nascidos em Fafe ou com residência no concelho há, pelo menos, um ano.

Condições de candidatura

Podem concorrer recém-mestres de qualquer ramo das Faculdades e Institutos de Medicina do país. Os candidatos devem apresentar:

  • Certificado de habilitações, com indicação da média aritmética final ponderada calculada às milésimas;
  • Comprovativo de residência no concelho de Fafe.

A documentação deve ser enviada para a Câmara Municipal de Fafe até 31 de dezembro de 2025.

O prémio será entregue durante as comemorações do 25 de Abril de 2026.

O regulamento pode ser consultado em: PRÉMIOS CULTURAIS (cm-fafe.pt)

“BICHA DAS 7 CABEÇAS” REGRESSA A FAFE

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𝐍𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐬𝐞𝐱𝐭𝐚-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚 "𝐀 𝐁𝐢𝐜𝐡𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝟕 𝐂𝐚𝐛𝐞𝐜̧𝐚𝐬" 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐝𝐞 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐚 𝐅𝐚𝐟𝐞

Na próxima noite de 21 de novembro, às 22h00, Fafe volta a mergulhar no mistério e na tradição com o regresso da lendária “Bicha das 7 Cabeças”. O evento, promovido pelo Município de Fafe, vai trazer até ao anfiteatro da Casa da Cultura um ambiente repleto de fantasia e misticismo, recebendo a performance “Peeira dos Lobos”, da Companhia Malazartes, inspirada na versão fafense da lenda.

Recordamos que este espetáculo faz parte da programação geral da “Bicha das 7 Cabeças”, tendo sido adiado devido às condições meteorológicas adversas existentes nas últimas semanas.

Trata-se de um evento que celebra o património lendário de Fafe, valoriza as tradições locais e envolve toda a comunidade numa experiência única de cultura e imaginação. Visite-nos!

NÚCLEO DE ARTES E LETRAS DE FAFE INAUGURA EXPOSIÇÃO E APRESENTA COLETÂNEA DE AUTORES LOCAIS

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Esta sexta-feira, na Biblioteca Municipal

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe leva a efeito uma sessão cultural esta sexta-feira, 21 de novembro, a partir das 21h00, na Biblioteca Municipal, no âmbito das comemorações do 35º aniversário da sua fundação e que terá dois momentos fundamentais, com entrada livre.

Em primeiro lugar, regista-se a abertura da Exposição de Pintura de artistas locais intitulada “Cores de Liberdade”.

Nesta mostra participam os artistas fafenses Ana Stingl, Arlete Gonçalves, Carlos Santana, Cloé, Dulce Barata-Feyo, Fernanda Aguiar, João Bastos, José Freitas Pereira, Luís Gonzaga, Orlando Pompeu, Patrick Fernandes e Xuca de Oliveira.

A exposição vai ficar patente até 31 de dezembro, no horário de funcionamento da Biblioteca Municipal.

Num segundo momento, tem lugar a apresentação da coletânea “Tempos de Coral”, com textos e ilustrações de autores do NALF. 

Com organização e introdução de Artur Ferreira Coimbra, presidente do Núcleo de Artes e Letras de Fafe desde a sua fundação em 1990, a coletânea inscreve os nomes, na poesia ou na prosa, de Acácio Almeida, Alberto Alves, Ângelo Santos, Arlete Gonçalves, Artur Coimbra, Augusto Lemos, Carlos Afonso, Felisberto Machado, Francisca Mendes, João Carlos Lopes, José Emídio Lopes, José Maria Ramada, José Salgado Leite, Pompeu Miguel Martins e Tiago Gonçalves.

Na ilustração, evidenciam-se as contribuições dos artistas Ana Stingl, Carlos Santana, João Artur Pinto (fotografia) e Luís Gonzaga.

O evento tem o apoio do Município de Fafe.

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FAFE FESTEJA NATAL 2025

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Iluminações, música, mercado, animação e tradições regressam ao centro da cidade

O Município de Fafe apresenta o programa do FAFE NATAL 2025, uma edição que volta a transformar o centro da cidade num palco de luz, música, animação e espírito festivo, prometendo atrair milhares de visitantes entre 28 de novembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026.

A abertura oficial está marcada para 28 de novembro, às 21h00, momento em que serão inauguradas as iluminações de Natal, simbolizando o arranque de mais de um mês de programação cultural, familiar e comunitária.

Este ano, o espetáculo de luz volta a ser um dos grandes atrativos da quadra. A Praça 25 de Abril contará com apresentações de luz diariamente às 18h00, 19h00, 20h00, 21h00 e 22h00, com uma sessão adicional às 23h00 às sextas, sábados e vésperas de feriado. Já na Praça da Justiça, os espetáculos decorrerão às 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30, com sessão extra às 22h30 às sextas, sábados e vésperas de feriado.

O Mercado de Natal, ponto central da animação, vai funcionar com horários alargados e distintos entre dias úteis, fins de semana e feriados, oferecendo gastronomia, artesanato, produtos locais e momentos de animação permanente. A Casa do Pai Natal e o Comboio Itinerante regressam também como atrações muito procuradas por famílias e crianças.

Destaques Musicais e Culturais

A programação musical volta a juntar dezenas de artistas, coros e grupos locais e nacionais. Entre os destaques encontram-se:

  • Coro da Academia de Música José Atalaya e “Natal à Guitarra” (29 novembro);
  • Orquestra de Música de Fafe (1 dezembro);
  • Orfeão Universitário do Porto (7 dezembro, Teatro Cinema);
  • Orquestra do Norte (8 dezembro e 4 de janeiro, Teatro Cinema);
  • XXXII Encontro de Coros de Natal (12 e 13 dezembro, Igreja Nova);
  • Gala de Natal ADN – Grupo Nun’Álvares (21 dezembro, Pavilhão Multiusos).

A par da música, o FAFE NATAL 2025 integra também teatro e atividades infantis, com espetáculos no Mercado de Natal ao longo de dezembro, e animação de rua, onde se destacam a Parada de Natal e a chegada do Pai Natal, no dia 7 de dezembro, pelas 16h00.

Leitura, Comunidade e Tradição

A iniciativa “Hora Mágica de Natal” volta a valorizar o livro e a leitura, com sessões temáticas nos dias 15, 17, 19, 22 e 23 de dezembro. A dimensão comunitária reforça-se com os tradicionais passeios de Pais Natais e, já em janeiro, com os Cantares de Reis, que mobilizam escolas e associações culturais, encerrando simbolicamente a quadra.

Horário do Mercado de Natal

O Mercado funcionará:

  • Sextas-feiras: 17h30–23h00
  • Sábados: 10h00–23h00
  • Domingos (30 nov e 7 dez): 10h00–23h00
  • Feriados (1 e 8 dez): 10h00–20h00
  • Dias úteis: 17h30–20h00
  • 14 e 21 dezembro: 10h00–20h00
  • 24 de dezembro: 10h00–13h00

A Casa do Pai Natal estará aberta de 7 a 21 de dezembro, em dias selecionados, e o Comboio Itinerante circulará entre 29 de novembro e 23 de dezembro, das 16h00 às 22h00, em datas específicas.

Iniciativas de Solidariedade e Dinamização Local

A par da programação cultural, o Município reforça em 2025 o eixo social e comunitário da quadra natalícia. Ao longo das próximas semanas, decorrerão várias iniciativas de caráter solidário, como a ação intergeracional “Hoje por Ti, Amanhã por Mim”, e o Cabaz Solidário, já em curso.

Será ainda lançada uma campanha centrada no apoio e incentivo ao comércio de proximidade, com o objetivo de promover os agentes económicos do concelho e reforçar a dinamização do centro urbano durante este período.

O Município de Fafe convida toda a comunidade local, visitantes da região e turistas a viverem esta quadra no coração da cidade. Com um programa diversificado, pensado para todas as idades e pautado pelo ambiente acolhedor que caracteriza o concelho, o FAFE NATAL 2025 pretende reforçar a dinâmica económica do comércio tradicional, promover a cultura e criar memórias partilhadas em família.

Fafe volta, assim, a afirmar-se como um destino de Natal de referência no Norte do país, reunindo tradição, criatividade e espírito comunitário num mês de celebração.

FAFE ACOLHE ENCONTRO NACIONAL DE INFRAESTRUTURAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA

Novos paradigmas para as Infraestruturas de Dados GeoEspaciais

O Encontro Nacional de Infraestruturas de Informação Geográfica (ENIIG) é um evento anual organizado pela Direção-Geral do Território (DGT) com o objetivo de divulgar, debater e promover uma utilização cada vez mais generalizada da informação geográfica nacional. A edição de 2025 desta conferência será realizada em colaboração com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e terá lugar no Teatro Cinema de Fafe, na tarde do dia 20 de novembro.

A sessão conta com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, e de vários representantes da CCDR NORTE, nomeadamente Célia Ramos, Vice-Presidente da CCDR NORTE, na sessão de abertura, e Alexandra Cabral e Rui Cavaco como oradores do painel intitulado “Estruturação da informação geográfica: o limbo da mesoescala”.

A DGT tem vindo a produzir informação geográfica do território de Portugal continental com características inovadoras e que apresenta um elevado e diversificado potencial de utilização. A cobertura LIDAR (Light Detection And Ranging), recentemente realizada e disponível para descarregamento a partir do Centro de Dados da DGT, e a Carta de Uso e Ocupação do Solo (COS), nas suas variantes estrutural e conjuntural, assim como vários produtos derivados desta cartografia, como os Mapas Intra-Anuais do Estado da Vegetação (MIAEV) e as Cartas de Interfaces de Áreas Edificadas (CIAE), disponíveis através do visualizador viSMOS, constituem alguns dos exemplos da informação geográfica que esta entidade produz com o objetivo de dotar o País de instrumentos que contribuam para um planeamento, gestão e monitorização mais eficazes e baseados em evidências territoriais. No domínio da informação cadastral a DGT tem também vindo a inovar com a criação da carta cadastral digital, que integra e disponibiliza informação sobre os prédios em regime de cadastro predial e permite a sua atualização sistemática.

Considerando que a capacitação dos utilizadores é fundamental para uma utilização cada mais vez eficiente e adequada da informação geográfica existente, neste evento teremos também a apresentação do Centro de Competências Regional do Norte, o primeiro do país e criado no seio da CCDR NORTE, que desempenhará um papel determinante no reforço da utilização da informação geográfica através da formação e da cooperação com os agentes regionais.

Como a colaboração entre as diversas entidades da Administração Pública, através da partilha de conhecimentos técnicos, da promoção conjunta da informação geográfica nacional e na dinamização da utilização das novas tecnologias, é fundamental para assegurar a prestação de um serviço público de qualidade a todos os cidadãos, no ENIIG 2025 será igualmente apresentado um Protocolo de Cooperação celebrado entre a DGT e as cinco CCDR, que visa criar as condições para o desenvolvimento ou adaptação das Infraestruturas de Dados Espaciais (IDE) das CCDR e a sua articulação com o Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG), constituindo-se como nós regionais desta infraestrutura.

Tal como as edições anteriores, o ENIIG 2025 pretende promover a partilha de conhecimento e o debate de ideias por parte de todos os que em Portugal, no âmbito das suas atividades profissionais, utilizam e gerem infraestruturas de informação geográfica.

A participação neste encontro é gratuita para todos os interessados, mas sujeita a uma inscrição prévia limitada à capacidade máxima da sala onde decorrerá o evento, a partir do seguinte link: https://eniig.dgterritorio.gov.pt/node/add/inscricao

CÂMARA DE FAFE REFORÇA POLÍTICA FISCAL AMIGÁVEL PARA FAMILIARES E EMPRESAS

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Município mantém derrama reduzida, taxa mínima de IMI e benefícios para agregados familiares

A Câmara Municipal de Fafe aprovou, por unanimidade, na reunião de 6 de novembro, a manutenção das atuais medidas de política fiscal para o ano de 2026, nomeadamente a taxa de derrama, a taxa de IMI, a participação no IRS e a taxa municipal de direito de passagem.

O presidente da Câmara Municipal de Fafe, Antero Barbosa, sublinhou que “a aposta numa política fiscal amigável centra-se no bem-estar das pessoas. Com estas medidas procuramos aliviar a carga fiscal das famílias e, simultaneamente, criar condições mais favoráveis à fixação de pessoas e empresas no concelho.”

Entre as medidas aprovadas, destacam-se:

  • Derrama definida em 1,2% para sujeitos passivos de IRC com volume de negócios superior a 150.000€;
  • Isenção de derrama para empresas com volume de negócios inferior a 150.000€;
  • Participação de 3% no IRS relativo aos rendimentos de 2025;
  • Taxa municipal de direito de passagem fixada em 0,25% para 2026.

No que respeita ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), mantém-se a aplicação da taxa mínima de 0,3% para prédios urbanos e 0,8% para prédios rústicos, a cobrar em 2026. Mantém-se igualmente a dedução fixa ao IMI para agregados familiares residentes:

  • 30€ para agregados com 1 dependente
  • 70€ para agregados com 2 dependentes
  • 140€ para agregados com 3 ou mais dependentes

Foi ainda aprovada a prorrogação da isenção de IMI de três para cinco anos, nos termos previstos pela lei.

𝐎𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐚𝐬𝐬𝐮𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐝𝐨𝐬

Foram aprovados, por unanimidade, votos de pesar pelo falecimento de Francisco Pinto Balsemão e Laborinho Lúcio, figuras de referência na vida pública nacional, reconhecidas pelo seu contributo para o desenvolvimento do país.

Foi também aprovada, por maioria, a adjudicação e minutas dos contratos de aquisição de energia elétrica, em regime de mercado liberalizado, para instalações municipais em baixa tensão especial, média tensão e BTN, para os anos de 2026 e 2027, no valor aproximado de 4,5 milhões de euros.

A Câmara deliberou igualmente:

  • A definição das regras de participação no XXXII Encontro de Coros de Música de Natal, integrado na programação Fafe Natal 2026, a realizar-se a 12 e 13 de dezembro;
  • A aprovação da alteração ao Regulamento Municipal de concessão de apoio financeiro ao fomento da produção pecuária.

Foram ainda apresentadas as contas semestrais das Águas de Fafe e emitido parecer favorável ao turno das farmácias para 2026.

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OBRA LITERÁRIA DE EUCLIDES SOTTO-MAYOR APRESENTADA ESTE SÁBADO EM RIBEIROS (FAFE)

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A Junta de Freguesia de Ribeiros promove a edição e apresentação da obra Euclides Sotto Mayor - Poesia e Prosa, no próximo dia 8 de novembro, pelas 21h00, no edifício sede da autarquia presidida por José Castro Novais.

A obra será apresentada pelo escritor Artur Ferreira Coimbra, autor da recolha, introdução e notas àquela extensa publicação, com mais de 600 páginas.

Um momento musical animará a sessão, que tem entrada livre.

Euclides Sotto Mayor é o autor da letra do conhecido Hino de Fafe, musicada por José Maciel, mas pouco mais se conhecia da sua extensa obra, até agora.

Euclides José Sotto Mayor, um poeta e escritor praticamente desconhecido para os fafenses, nasceu em Manaus, no estado do Amazonas, no Brasil, Brasil, em 18 de março de 1906 e faleceu a 8 de dezembro de 1952, aos 46 anos de idade, em Lisboa.

Com apenas 4 anos, veio para junto dos seus padrinhos José Ferreira de Melo e Lusitana Augusta Ferreira de Melo, residentes na Quinta da Felgueira, em Ribeiros (Fafe).

Autodidata, dedicou-se desde muito cedo às letras e ao jornalismo, que foram pela vida fora a sua vocação maior.

Euclides colaborou assiduamente na imprensa fafense entre 1923 e 1936 (O DesforçoA Democracia, O Fafense e Notícias de Fafe, de que foi redator-principal durante oito anos), bem como no semanário Notícias de Guimarães.

Como poeta e prosador, publicou onze obras literárias, em poesia e em prosa, em Fafe e em Lisboa, entre 1927 e 1946. Designadamente, Orações (Sonetos, Porto, 1927), Pétalas (Quadras, Fafe, 1928 ), Saudades ( Fafe, 1930), Mar de Angústia – Auto dos Búzios (Poemeto, Fafe, 1933), Rústicos (Musa Aldeã, Fafe, 1935), O Cântico da Vida (Poemas, Lisboa, 1940), Alentejo do Pão (novela, Lisboa, 1943) e Mandamentos de Amor (Poemas, Lisboa, 1946).

Além dos livros, deixou inúmeros poemas e alguns contos nos jornais em que colaborou, tendo escrito cinco peças de teatro, duas delas representadas no Teatro-Cinema de Fafe.

“Oito livros que foi possível encontrar e largas dezenas de poemas e uma dúzia de contos publicados na imprensa da época são transcritos nesta obra de homenagem a um poeta e escritor de enorme qualidade, que importa descobrir e revelar aos nossos contemporâneos”! – sublinha o organizador da edição, Artur Coimbra.

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