Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

FALECEU O MAESTRO JOSÉ ATALAYA - ERA CASADO COM UMA FAFENSE!

Faleceu o Maestro José Atalaya aos 93 anos

Faleceu durante o fim-de-semana o Maestro José Atalaya, aos 93 anos. Com uma vida dedicada à música, o maestro acabou por se ligar a Fafe por força do casamento com uma fafense, oriunda de Fareja, e foi por esta ligação a Fafe que foi criada a academia com o seu nome, em 1998, com o apoio da Câmara Municipal de Fafe.

Os últimos anos de vida foram passados entre Lisboa e Fafe. Uma perda enorme para a cultura portuguesa.

Fonte: Notícias de Fafe

Maestro_Jose_Atalaya.jpg

Foto: Wikipédia

FAFE: PCP PROTESTOU EM 1975 CONTRA O CONFISCO DE ARMAS AOS SEUS MILITANTES

Em 9 de Agosto de 1975, a Direcção da Organização Regional Norte do Partido Comunista Português endereçou ao Vice-Primeiro Ministro do Governo Provisório, Major António Arnão Metello, um telegrama em protesto contra o confisco de armas a militantes do Partido Comunista Português do Centro de Trabalho de Fafe, alegando legítima defesa contra “bandos fascistas armados”.

transferirarmaspcp.png

Fonte: Fundação Mário Soares

EROSÃO, UM PROJETO DE VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL DA EMIGRAÇÃO

  • Crónica de Daniel Bastos

Na freguesia de Cepães, uma freguesia do concelho de Fafe, situada no distrito de Braga, com intensa atividade industrial e aptidão agrícola, ao longo dos últimos três anos tem sido dinamizado um original projecto comunitário em rede que e envolve toda a comunidade local em torno da história e memória da emigração. 

Partindo dos percursos migratórios do final do século XIX e do século XX para o Brasil e França, assim como das expressões materiais e simbólicas do ciclo de retorno dos emigrantes que marcam indelevelmente a região do Vale do Ave. E em particular o concelho de Fafe, contexto que impeliu o município minhoto a instituir no alvorecer do séc. XXI o Museu das Migrações e Comunidades, o grupo local EnfimTeatro, núcleo dramático da Sociedade de Recreio Cepanense, está a desenvolver desde o primeiro trimestre de 2017 o projeto comunitário Erosão, tendo em vista a dinamização de atividades culturais nas áreas do teatro e cinema.

Fotografiadbast.jpg

O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2018 dos responsáveis do projeto comunitário Erosão, José Rui Rocha e Nuno Pacheco, na Sociedade de Recreio Cepanense, no âmbito de uma conferência sobre a Emigração Portuguesa

 

Tendo como objetivos capitais o desenvolvimento, formação, divulgação, produção e ação artística, cultural e educativa, através de um amplo, exigente e democrático acesso à cultura. O EnfimTeatro tinha projetado para o final deste ano em que se assinalam os 25 anos da morte de Miguel Torga, um dos mais influentes escritores portugueses do século XX, cujo percurso de vida e literário foi marcado pela sua experiência nos anos 20 como emigrante no Brasil, o lançamento do filme Erosão.

Esta dinâmica de trabalho, que não é imune aos efeitos da pandemia de coronavírus que um pouco por todo o lado tem contribuído para o cancelamento ou adiamento de eventos e iniciativas que integram os planos anuais de muitas associações, assenta no pressuposto basilar que a comunidade é protagonista. Pelo que, os termos viagem, emigração, esperança, utopia, tradições, memória, identidade e património são os pilares fundamentais da estrutura do argumento do filme que funciona simultaneamente como catalisador de uma rede cultural, tanto que a iniciativa conta com a colaboração de diversas instituições, associações e grupos comunitários.

Como sustentam os seus responsáveis, o projeto Erosão embrenha-se na comunidade, nas suas metamorfoses, linguagens, hábitos e tradições, comprometendo-se com as suas virtudes e dificuldades, ou seja, está vinculado com a paisagem, o património material e imaterial, as pessoas, enfim, o território.

Foi nessa esteira, que em meados de setembro a comunidade local assistiu à realização do evento ambulante “A Arte do Jogo do Pau”, composto por teatro de rua e representações de jogo do pau, uma das artes marciais portuguesas mais antigas com tradição no Norte de Portugal, principalmente no Minho, e que era praticado com varapau ou cajado, um instrumento de trabalho e simultaneamente uma arma do dia-a-dia das pessoas.

Mais que uma abordagem singular ao fenómeno migratório, o projeto Erosão dinamizado pelo grupo comunitário EnfimTeatro, constitui uma relevante valorização das tradições, usos, costumes e da emigração, partes integrantes da história e da identidade portuguesa.

BRAGA: PARTIDO "CHEGA" APRESENTA CANDIDATURA À DISTRITAL DE BRAGA EM FAFE

O CHEGA tem valores. Não se vende por lugares! – afirma o Partido CHEGA

Neste último fim de semana, enquanto o Partido CHEGA se firmava nos Açores elegendo dois deputados, ocorreu também a apresentação oficial da candidatura “Mobilizar com Valores” para as eleições da Distrital de Braga em Fafe, Concelho escolhido por simbolizar a Justiça.

Capturarchegabraga.PNG

No jantar realizado na sexta-feira dia 23 foram apresentados os candidatos e propostas do Programa “Mobilizar com Valores” para os militantes do partido. O cabeça de lista, Ruben Milhão, começa o discurso com uma pergunta: “vocês sabem quanto dinheiro é que está destinado a vir dos fundos europeus para Portugal? Eu vou pedir de forma honesta e sincera que respondam – quem acreditar que este dinheiro vai ser colocado nos sítios certos, para benefício do povo, levante a mão! Isto é sintomático daquilo que se passa na nação portuguesa.” E ainda afirma: “O problema da governação em Portugal não está na capacidade intelectual e na capacidade técnica das pessoas que nos tem governado há 46 anos, o problema está na corrupção governativa que tem dominado a política.” Com isto pretendeu ele enfatizar que o problema tem como raiz os valores dos governantes. É neste sentido que este grupo de militantes decidiu apresentar uma lista candidata ao Distrito de Braga, por entender que será através do CHEGA que finalmente poderão combater a corrupção que tem minado a nação portuguesa nos últimos anos.

Ruben Milhão destaca, ainda, que não será a continuidade daquilo que tem sido feito até o momento não apenas no Distrito de Braga, mas em todo país. Ao ser apresentado pela ex-vogal da Comissão Política da Distrital de Braga, Cristina Azevedo, candidata à vice-presidência, reforçou este posicionamento “Ruben Milhão é a pessoa certa para o cargo certo, e é com ele que nós vamos devolver Braga ao CHEGA e o CHEGA a Braga… E começamos em Fafe por algum motivo, porque a nossa luta é pela justiça e Fafe é a cidade da justiça.”

Ao mesmo tempo que Ruben Milhão reforça no seu discurso a questão dos valores, ao afirmar que pretende mobilizar pessoas com valor e colocá-las nos lugares de decisão do partido, o presidente do CHEGA, André Ventura, defende também no seu discurso pós-eleição nos Açores esta mesma ideia, quando diz “Porque nós temos valores e convicções, ou aceitam ceder e juntar-se a nós nestas convicções ou nós não os aceitamos vender por lugares.” Foi baseado nesta convicção que os militantes do partido se apresentaram para o Distrito de Braga.

O candidato à Presidência da Comissão Política da Distrital de Braga, Ruben Milhão, encerrou o seu discurso ao convocar todos os militantes a assumirem a sua responsabilidade civil “…aqueles que nos governam saem das nossas famílias, saem das nossas escolas, saem das nossas empresas, portanto, é necessário cada um de nós assumir a nossa responsabilidade civil, esta é uma responsabilidade para com os nossos filhos”. Finaliza com o tema da Imigração, por entender que o CHEGA recebe inúmeros rótulos como racista, xenófobo e outros. A sua preocupação neste assunto, portanto, parece não se resumir apenas ao controlo da imigração de pessoas, mas sim a imigração de ideias, de ideologias que querem trazer dos países ditos “progressistas”. Para ele, “não podemos vender os nossos princípios…Temos que ter orgulho daquilo que somos, dos nossos valores. Não aceitamos que venham nos ensinar a ser povo! Estamos aqui a lutar pelos nossos valores!”. Para isso, “queremos trazer mais pessoas com valor como o nosso líder André Ventura, mobilizar sim, trazer militantes, mas pessoas com valor!”

FAMALICÃO EXPÕE SOBRE A INDÚSTRIA TÊXTIL DO VALE DO AVE

Indústria Têxtil de Guimarães: do Sistema Antigo ao Advento das Máquinas

Entrada gratuita | Terça a sexta: 10h00 - 17h30 | Fim-de-semana 14h30-17h30. Encerra às segundas e feriados | Sábado 24, às 17H00 - inauguração.

A Exposição Indústria Têxtil de Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas tem como ponto de partida a coleção documental da Fábrica do Castanheiro (1885-2013) e desenvolve uma leitura em torno dos principais acontecimentos, personalidades e fábricas têxteis que estiveram no centro de um movimento industrial transformador do século XIX - Fábrica dos Castanheiro, Fábrica do Moinho do Buraco, Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães. Documentos, objetos e imagens compõem a narrativa de uma industrialização tardia que despertou com a mecanização e a eletrificação, definindo o perfil industrial de Guimarães.

PT-CPF-ALV-015047_m0001_derivada.jpg

COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS DE FAFE

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designada por fábrica do Ferro, por se encontrar instalada numa queda de água do rio Ferro, resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objetivos da Companhia Industrial de Fafe, que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil. Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe. Em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche, escolas infantil e primária com professores pagos pela empresa. A empresa cresce que nos anos 50/60 tinha 2000 trabalhadores, que tinham além da cantina, do lactário com 200 leitos, apoios sociais com subsídios de reforma por doença, velhice e invalidez.Em 1994 sofre um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda.

Fonte: Centro Português de Fotografia

PT-CPF-ALV-015006_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015007_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015008_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015012_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015013_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015014_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015015_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015034_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015035_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015037_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015038_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015039_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015040_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015042_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015043_m0001_derivada.jpg

FAFE: BAIRRO OPERÁRIO DA COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS DE FAFE

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designada por fábrica do Ferro, por se encontrar instalada numa queda de água do rio Ferro, resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objetivos da Companhia Industrial de Fafe, que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil. Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe. Em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche, escolas infantil e primária com professores pagos pela empresa. A empresa cresce que nos anos 50/60 tinha 2000 trabalhadores, que tinham além da cantina, do lactário com 200 leitos, apoios sociais com subsídios de reforma por doença, velhice e invalidez.Em 1994 sofre um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda.

Fonte: Centro Português de Fotografia

PT-CPF-ALV-015009_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015010_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015011_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015017_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015018_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015021_m0001_derivada.jpg

PT-CPF-ALV-015068_m0001.jpg

FAFE: IGREJA MATRIZ DE SÃO ROMÃO DE ARÕES EM 1940

Aspeto geral da fachada meridional da nave e cabeceira da Igreja Românica de Arões, em 1940, vendo-se uma mulher e ao fundo um automóvel. Igreja restaurada e aberta ao culto em 1935, situada num adro à Rua do Assento, em São Romão de Arões.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

Capturarfafearoes1.PNG

Pormenor do tímpano do portal lateral meridional, da Igreja de São Romão de Arões, concelho de Fafe. Apresenta uma inscrição onde se diz que a igreja foi consagrada pelo arcebispo de Braga, D. Silvestre, sendo abade D. Gomes, no ano de 1237.

Leitura ABBAS, DÕN. GOMS. E. M. CC. L. XX. V. MENSE MARCIO, XX. II DIE MENSIS. DE C. ARCHIEPO. DÑO. SILVESTRO.

Capturartimpanoaroes.PNG

Pormenor da cornija besantada, sobre modilhões historiados, da capela-mor da Igreja Românica de Arões. Cachorrada da Capela-mor.

Capturarcachorrada.PNG

Aspeto parcial do interior da Igreja Românica de Arões, vendo-se mulheres e crianças a rezar em frente aos altares laterais.

Capturararoesinterior.PNG

FAFE VAI TER BRICOMARCHÉ

O Bricomarché, insígnia do Grupo Os Mosqueteiros, abre no próximo dia 10 de junho uma nova loja em Fafe, criando assim 16 novos postos de trabalho e um investimento de 500 000 euros.

Com uma superfície comercial de 1.500 m2 esta é a segunda loja do Bricomarché no distrito de Braga e espelha o novo conceito que otimiza a organização do espaço e ajuda o cliente a encontrar, mais facilmente, o que precisa, dentro dos cinco universos: decoração, construção, bricolage, jardim e pet-shop.