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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ REALIZA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

Exposição do Concurso de Fotografia “Arcos pela Lente” no Campo do Trasladário

Mostra ao ar livre “Arcos pela Lente” estará disponível para visita até ao final de fevereiro no Campo do Trasladário, para possa seja vista após este período de confinamento, com toda a segurança.

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“Arcos pela Lente” foi o tema do concurso de fotografia promovido pelo Município de Arcos de Valdevez.

Esta iniciativa, que decorreu ao longo do mês de novembro de 2020, surgiu com o objetivo de apresentar as paisagens naturais do concelho em diversas perspetivas e de estimular a descoberta e a curiosidade pelo património paisagístico de Arcos de Valdevez.

Aberto ao público em geral a partir dos 18 anos de idade e com residência em qualquer município do país, contou com 117 participantes e um total de mais de 300 fotografias submetidas a concurso, realizadas nos mais de 450 Km2 de extensão do território arcuense, um dos maiores do país e integrando o único Parque Nacional de Portugal, a Peneda-Gerês, igualmente Reserva Mundial da Biosfera.

Para apreciação e conhecimento geral da população, o Municipio disponibilizou no Campo do Trasladário os registos que estiveram a concurso, os quais estarão disponíveis até fins de fevereiro.

Na abertura desta mostra esteve presente o grande vencedor, Romano Alves, a quem foi entregue pelo Presidente da Câmara Municipal o respetivo prémio.

De referir, que a exposição devido ao corrente confinamento, chegará até si ao longo deste mês através das redes sociais “Visit Arcos de Valdevez”, onde serão partilhados alguns dos registos expostos!

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FERNANDO HILÁRIO EXPÕE EM PONTE DE LIMA

Exposição do artista Fernando Hilário na Torre da Cadeia Velha em Ponte de Lima de 8 a 31 de Janeiro

O Município de Ponte de Lima, em colaboração com o Centro Local de Aprendizagem da Universidade Aberta em Ponte de Lima, apresenta, na Torre da Cadeia Velha, uma exposição de obras do artista contemporâneo Fernando Hilário, com o título “40 anos de Sonho e Arte”.

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A mostra vai estar patente entre 8 e 31 de janeiro 2021, sendo inaugurada no dia 8 de janeiro de 2021, às 18h00.

O nome de Fernando Hilário representa um manancial de criação artística que, desde os anos 80, ergueu um legado indiscutivelmente ditoso e verdadeiramente marcante, por um lado, na figuração de espaços físicos, como a cidade invicta, num chamamento contínuo, por outro, na configuração de realidades e paisagens fortuitas traduzidas em polissemias, plenas de linhas, cores e rasgos enérgicos.

No seu percurso, onde abunda a criação pictórica, através da pintura e do desenho, também explora a escultura e a transformação de objetos remanescentes, que adquirem um valor estético e conceptual devido à intervenção da criatividade do autor.

Esta exposição assume-se como uma retrospetiva do seu trabalho artístico, fruto de um labor de 40 anos, cruzando as geografias do sonho na matéria da arte com a originalidade conceptual do seu autor.

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JUAN CORUXO MOSTRA-SE NA GALERIA DE ARTE DO CTJV EM MONÇÃO

Exposição, denominada “Espaço Sonhado”, apresenta um conjunto de trabalhos artísticos, criados a partir dos incêndios florestais que deflagraram na região do Norte de Portugal e da Galiza, nos dias 15 e 16 de outubro de 2017.

A Galeria de Arte do Cine Teatro João Verde tem patente ao público, desde 5 de dezembro de 2020 até 8 de janeiro de 2021, a exposição “Espaço Sonhado”, do artista galego, natural de Ponteareas, Juan Coruxo. A inauguração está marcada para esta sexta-feira, 11 de dezembro, pelas 18h00, podendo ser visitada, de segunda a sábado, entre as 14h00 e as 18h00.

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Com estudos em história da arte, vertente escultura, Juan Coruxo, nascido em 1962, combina a tradição com o vanguardismo, tendo como base de trabalho o ferro e a madeira. A obra artística de Juan Coruxo cria um “diálogo” entre o espaço, o vazio e a luz, entre a presença e a ausência.

Nesta exposição, a primeira do artista galego em terras lusas, a título individual, Juan Coruxo apresenta um conjunto de trabalhos artísticos, criados a partir dos incêndios florestais que deflagraram na região do Norte de Portugal e da Galiza, nos dias 15 e 16 de outubro de 2017.

PINTORA BRACARENSE PATRÍCIA FERREIRA EXPÕE EM PONTE DE LIMA

Exposição “33” de Patrícia Ferreira na Galeria da Torre da Cadeia em Ponte de Lima

Está patente na Torre da Cadeia Velha em Ponte de Lima, até 27 de dezembro, uma mostra de pintura, denominada a exposição “33”, da autoria de Patricia Ferreira, natural de Braga, cidade onde vive e desenvolve o seu projeto artístico.

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A exposição composta por 33 desenhos, um por cada cela do Recolhimento das Convertidas serve para refletir sobre as perspetivas de vida daquelas mulheres no primeiro período da instituição (de clausura), bem como para lembrar e homenagear mulheres que viveram/sobreviveram sem opções, e excluídas da sociedade, privadas de vida e pensamento livres. São imagens de reclusão, confinamento, obediência, sombra e de um certo retrato da mulher, infelizmente, em algumas geografias, atual.

Os recolhimentos para mulheres na época moderna nasceram da preocupação por parte da igreja e da sociedade com a proteção e reabilitação da honra feminina.

Muitas das obras da autora são de natureza autobiográfica, mas também gosta de criar nos campos da poesia visual, do humor sarcástico, da história e de capturar instantâneos do quotidiano. Entre riscos, mancha, cor e algum verbo, assume-se, acima de tudo, como uma contadora de histórias.

Ao longo dos últimos anos, tem participado amiúde em exposições de desenho, pintura, ilustração e cartoon, coletivas e individuais, das quais se destacam: “Micro-Nouvelles: 13 Histórias Trágicas + 2 Breves”, “Mar_é”, “O Circo da Vida”, “33” e “Mostra em Três Atos”.

Visite a exposição “33” na Torre da Cadeia Velha em Ponte de Lima até 27 de dezembro.

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ARTISTA BRACARENSE TERESA RICCA PARTICIPA EM EXPOSIÇÃO COLECTIVA QUE SE REALIZA EM BRAGA NA CASA DOS CRIVOS

Uma exposição coletiva de artes plásticas e visuais, com um conjunto de 23 artistas, na Casa dos Crivos, em Braga de 05 de dezembro a 24 de janeiro de 2021.

Teresa Ricca, artista plástica, natural e residente de Braga, participa no projeto ACTUM da iniciativa do Município de Braga, com apoio curatorial da Zet Gallery, através da iniciativa ACTUM – Convocatória Aberta de projetos artísticos 2020.

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Nesta exposição apresenta a escultura “RESILIÊNCIA”, em ferro e latão, com um corte irregular, como que a representar o corte súbito que sofremos com a pandemia.

No centro, paira uma forma geométrica brilhante, a simbolizar a resiliência, a vontade de vencer a adversidade, quer coletiva, quer individual, que simboliza a “atitude positiva neste momento em que os nossos hábitos se fenderam”.

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BRAGA APRESENTA EXPOSIÇÃO COLECTIVA NO ÂMBITO DO PROGRAMA ACTUM

Encontra-se patente na Casa dos Crivos uma exposição colectiva no âmbito do programa ACTUM.

A exposição, patente na Casa dos Crivos desde dia 5 de Dezembro, traduz o processo de criação artística individual das vinte e três propostas multidisciplinares seleccionadas da ´Medida 2 – Artes Plásticas e Visuais’ do ACTUM, que tiveram como intuito principal a reflexão e a concepção sobre o estado do mundo e o momento que experienciamos individualmente e como sociedade.

As obras produzidas abarcam diferentes domínios (pintura, escultura, instalação, desenho, vídeo e fotografia) e serão integradas nesta exposição e numa plataforma de arte online. Durante a sua exibição, as obras poderão ser vendidas sem qualquer contrapartida monetária para o Município de Braga ou para a zet gallery.

“SÓ JUNTOS VENCEREMOS” – EXPOSIÇÃO DE ARTE DO SPORT CLUBE VIANENSE

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

A mostra reúne trabalhos de quatro dezenas de artistas particularmente vianenses, mas também de outras latitudes, e está disponível para visita no rés-do-chão dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República, onde permanecerá até ao dia 5 de dezembro, com propostas de pintura, desenho, escultura, entre outras variantes. Trata-se de um evento que patenteia a disponibilidade, empenhamento e generosidade dos artistas para com o clube da sua terra ou da terra da sua simpatia. Mas esta boa vontade das gentes das artes manifesta-se em todas as atividades solidárias como é o caso da presente exposição. E tanto o SCV precisa da solidariedade, especialmente dos vianenses, para voltar a ser o grande clube que foi ao longo de décadas (fundado em 1898) e que tanto tem honrado Viana. E se os artistas não regatearam as suas obras, chegou agora também a ocasião dos amantes da arte, e não só, as adquirir; até porque muitos dos preços são bem acessíveis a todas as bolsas.

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Cientes da importância do evento, o Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, e o Vereador do Desporto, Vítor Lemos, fizeram questão de marcar presença na abertura desta exposição organizada pelo mais antigo e emblemático clube da cidade, em parceria com o Município e com o apoio da União de Freguesias de Viana do Castelo e Meadela.

Estão expostas, para venda, 50 obras da autoria de Araújo Soares, Edmar Oliveira, Elder de Carvalho, Américo Carneiro, António Lima Viana, Arménio Belo, Arnaldo, Carlos Calheiros, Carlos Costa, Carlos da Torre, Cassilda Rodrigues, Cipriano Oquiniame, Dinis Rego Costa, Fernanda Vilas Boas, Fernando Meireles, Filipe Araújo, Francisco Trabulo, Helena Cabral, Hernâni Montes, Humberto Lima, Isabel Lima, João Silva Dias, José Filgueiras, José Lourenço, Júlio Capela, Manuel José Almeida, Manuel Lima, Manuel Rocha, Marco Rooth, Mário Rocha, Meira Gomes, Mendanha, Né Basto, Paula Branco Pereira, Pinto Meira, Puskas, Rego Meira, Ricardo Campos, Rui Alpuim, Rui Carvalho, Sameiro Pinheiro, Simões, Victor Alves e Victor da Silva Barros. Uma plêiade de artistas praticamente todos eles bem conhecidos em Viana e além-fronteiras, sendo mais um motivo para que ninguém deixe de “dar uma saltada” ao rés-do-chão dos Antigos Paços do Concelho da nossa Praça de Visitas.

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PAÇOS DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA ACOLHE EXPOSIÇÃO "OLHARES SOBRE FERNÃO DE MAGALHÃES"

Exposição dos trabalhos elaborados no ano letivo 2019/2020 pelos alunos do 7º ano da disciplina de Educação Visual do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, no âmbito das comemorações dos 500 anos da viagem de Circum-navegação de Fernão de Magalhães.

A mostra vai estar patente no átrio dos Paços do Concelho até ao final do mês de novembro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30.

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CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO EXPÕE JORGE PINHEIRO ATÉ 24 DE FEVEREIRO

Até 24 de fevereiro de 2021, está patente, na Casa das Artes, a exposição “Jorge Pinheiro – da coleção de Serralves em Famalicão”. A inauguração ocorreu ontem, dia 04 de novembro, com a presença do vereador da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Leonel Rocha, do diretor da Casa das Artes, Álvaro Santos, da presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, de Manuel Sobrinho Simões, também membro da administração de Serralves, do curador francês Philippe Vergne, da curadora desta exposição, Joana Valsassina, e de técnicos da Fundação de Serralves e da Casa das Artes.

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Trata-se da segunda exposição que a Fundação de Serralves traz à Casa das Artes em menos de um ano e que pode ser visitada, com entrada livre, durante o horário de funcionamento do teatro municipal. O acesso à Casa das Artes, dada a pandemia Covid-19, está condicionado ao cumprimento da lei e das regras impostas pelas autoridades de saúde.

Jorge Pinheiro é reconhecido como um dos nomes mais influentes do contexto artístico português da segunda metade do século XX, é o sobrevivente do célebre Grupo dos Quatro Vintes, formado com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues, já falecidos.

Ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, Jorge Pinheiro tem vindo a desenvolver uma obra de uma profunda coerência teórica e intelectual traduzida num corpo de trabalho visualmente diverso, no qual coexistem a pintura figurativa e a abstração concreta e conceptual.

A sua obra baseia-se em princípios de matemática e semiótica, sendo particularmente inspirada na célebre sequência de Fibonacci, matemático italiano do século XII, segundo a qual cada número sucessivo resulta da soma dos dois números anteriores. À presença de modulações geométricas e padrões de alto contraste cromático junta-se uma muito aturada exploração das noções de ritmo e de serialidade, cuja formalização evidencia o interesse do artista pela área da música.

Sob a curadoria de Joana Valsassina, a exposição presente na Casa das Artes centra-se na obra Babel, a maior peça tridimensional do artista, produzida propositadamente para a exposição monográfica Jorge Pinheiro: D'après Fibonacci e as coisas lá fora, desenvolvida em diálogo com o artista Pedro Cabrita Reis e realizada no Museu de Serralves em 2017.

Mantendo uma ligação à referida sequência numérica, a escultura configura-se em quatro módulos que se desenvolvem em torno de um eixo, no seio do qual dois espelhos cruzados multiplicam o espaço e absorvem perceptualmente a estrutura de ferro que os sustenta. Para além desta obra escultórica de grandes dimensões, a exposição inclui um conjunto de obras sobre tela e sobre papel que evidenciam as investigações do artista em torno de arranjos musicais, combinações cromáticas e formulações geométricas.

Durante este período e até 24 de fevereiro próximo, a obra de Jorge Pinheiro compartilha o espaço com a permanente obra do seu colega Ângelo de Sousa que cobre as paredes da Casa das Artes de Famalicão.

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CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO ACOLHE NOVA EXPOSIÇÃO DE SERRALVES

Obra de Jorge Pinheiro em destaque durante 112 dias

A Casa das Artes de Famalicão inaugura no dia 04 de novembro a exposição “Jorge Pinheiro – da coleção de Serralves em Famalicão”. Esta exposição vai estar patente no foyer do teatro municipal até 24 de fevereiro de 2021 e é a segunda exposição que Serralves traz à Casa das Artes em menos de um ano. A inauguração da exposição está agendada para as 17h30, do dia 04 de novembro, e a entrada é livre. O acesso à Casa das Artes é atualmente condicionado ao cumprimento da lei e das regras impostas pelas autoridades de saúde.

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Jorge Pinheiro é reconhecido como um dos nomes mais influentes do contexto artístico português da segunda metade do século XX, é o único sobrevivente do célebre Grupo dos Quatro Vintes, formado com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues.

Ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, Pinheiro tem vindo a desenvolver uma obra de uma profunda coerência teórica e intelectual traduzida num corpo de trabalho visualmente diverso, no qual coexistem a pintura figurativa e a abstração concreta e conceptual.

A sua obra baseia-se em princípios de matemática e semiótica, sendo particularmente inspirada na célebre sequência de Fibonacci, matemático italiano do século XII, segundo a qual cada número sucessivo resulta da soma dos dois números anteriores. À presença de modulações geométricas e padrões de alto contraste cromático junta-se uma muito aturada exploração das noções de ritmo e de serialidade, cuja formalização evidencia o interesse do artista pela área da música.

A proposta expositiva para a Casa da Artes, sob a curadoria de Joana Valsassina, centra-se na obra Babel, a maior peça tridimensional do artista, produzida propositadamente para a exposição monográfica Jorge Pinheiro: D'après Fibonacci e as coisas lá fora, desenvolvida em diálogo com o artista Pedro Cabrita Reis e realizada no Museu de Serralves em 2017.

Mantendo uma ligação à referida sequência numérica, a escultura configura-se em quatro módulos que se desenvolvem em torno de um eixo, no seio do qual dois espelhos cruzados multiplicam o espaço e absorvem perceptualmente a estrutura de ferro que os sustenta. Para além desta obra escultórica de grandes dimensões, a exposição inclui um conjunto de obras sobre tela e sobre papel que evidenciam as investigações do artista em torno de arranjos musicais, combinações cromáticas e formulações geométricas.

A obra de Jorge Pinheiro vai conviver 112 dias com a permanente obra do seu colega Ângelo de Sousa que solenemente cobre as paredes da Casa das Artes de Famalicão. Uma oportunidade para testar o convívio de dois grandes nomes da criação artística nacional do século XX nesta inusitada coabitação artística.

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MONÇÃO EXPÕE ARTE TÊXTIL

A artista monçanense Carolina Mendes realiza em Monção a exposição de arte têxtil da intitulada "Entre Folhos", que estará patente ao público a partir de 3 de novembro até ao próximo dia 19 de dezembro, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

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Sinopse da exposição, segundo a artista: «Hoje peguei num espelho, coloquei-o no meio das pernas e nos folhos existe um mundo que pouca gente fala, em que tudo tem um código muito próprio. Mas por que é que não se fala? Porque é que ainda se tem vergonha? Será só um mundo das mulheres? Não! É um mundo de todos, pois nós somos filhas, somos mães, somos companheiras de alguém. É no meio destes folhos que se contam mitos, histórias e é onde podemos aprender mais sobre nós.».

A entrada é livre!

NORMAS A RESPEITAR NO ÂMBITO DA PANDEMIA:

A permanência nas instalações da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho está condicionada ao respeito pelas medidas implementadas para proteção de todos, nomeadamente:

  • Manter o distanciamento físico.
  • Seguir as indicações existentes.
  • Usar máscara de proteção durante todo o tempo que permanecer no edifício (a CMM não disponibiliza máscaras para os utilizadores).
  • Lavar e/ou higienizar as mãos.

Capacidade máxima de 5 pessoas na Sala de Exposições Temporárias 

A colaboração de todos é fundamental.

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00 

sábado: das 14h00 às 19h00

domingo e segunda feira: encerrada 

MONÇÃO EXPÕE “DE CASA PARA UM MUNDO…”

Exposição coletiva, patente na Galeria de Arte do Cine Teatro João Verde, pode ser visitada até ao dia 28 de novembro. Segundo a curadora, Maria de Fátima Lambert, a exposição visou “incentivar a criatividade no isolamento”, mostrando que “a cultura e a vida são cúmplices felizes”.

Manuel Novaes Cabral + Sobral Centeno + Luís Sold

Patente na Galeria de Arte do Cine Teatro João Verde, a exposição coletiva “De Casa para um Mundo…” pode ser visitada, até ao dia 28 de novembro, de segunda a sábado, entre as 14h00 e as 18h00, e durante os espetáculos e sessões cinematográficas. 

Com curadoria de Maria de Fátima Lambert, a exposição “De Casa para um Mundo…”, reúne trabalhos de 50 autores de diferentes áreas artísticas, tendo sido apresentada na Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira. Monção estreia o percurso de itinerância deste projeto artístico.

De acordo com Maria de Fátima Lambert, a exposição visou “incentivar a criatividade no isolamento que afeta(va) todos”, através da “ativação de um conjunto de criadores que, não podendo encontrar-se fisicamente, comunicariam entre si”.

Em pormenor, assinalou: “Os artistas concretizaram as suas peças bidimensionais, a partir de 15 palavras enviadas pelos escritores, surgindo, perante nós, gradualmente, 15 mundos de 15 escritores concentrados nas 15 palavras enviadas aos artistas. Das palavras, dos pensamentos e dos atos, resultaram 15 obras imprevistas e sublimes, fruto de técnicas várias”.

E, acrescentou Maria de Fátima Lambert, “por sugestão de Paula Freire, a música associou-se ao projeto, tendo sido endeçado convite a 15 compositores que, por sua vez, desenvolveram breves peças musicais, tomando como estímulo as obras dos escritores e artistas”.

Assim, quem visitar esta exposição pode, com recurso ao QR Code junto a cada obra, ouvir a peça musical associada. Maria de Fátima Lambert aconselha: “para usufruir desta exposição, posicione-se próximo de cada uma das obras (e longe das pessoas). Leia a legenda, aprecie a trabalho artístico e ouça a peça musical. Tudo isto é a arte feliz”.

Neste projeto coletivo, que emergiu do diálogo entre a música, a literatura e as artes plásticas, referência ainda para a participação de 5 designers que criaram imagens para a divulgação da iniciativa, contribuindo para “o cumprimento da movimentação e liberdade condicionadas pelas circunstâncias ainda vividas”.

Convidámo-lo(a) a visitar a exposição.

Com curadoria de Maria de Fátima Lambert, este projeto reuniu o seguinte conjunto de artistas: 

- CAPICUA + Albuquerque Mendes + Ana Seara

- Afonso Reis Cabral + Ana Fonseca + Pedro Pinto Figueiredo

- Daniel Maia-Pinto Rodrigues + Ana Pérez-Queiroga + Sara Carvalho

- Bernardo Pinto de Almeida + António Olaio + Nuno Peixoto de Pinho

- Pedro Eiras + Avelino Sá + Jaime Reis

- João Gesta + Cristina Ataíde + Ângela da Ponte

- Paulo José Miranda + Francisco Laranjo + Inês Badalo

- Francisco Duarte Mangas + Graça Pereira Coutinho + António Pinho Vargas

- Maria do Rosário Pedreira + Isaque Pinheiro + Carlos Marecos

- Nuno Higino + Jorge Abade + Carlos Caires

- Gonçalo M. Tavares + Pedro Calapez + Sérgio Azevedo

- Hugo Mezena + Pedro Tudela + Isabel Pires

- Manuel Novaes Cabral + Sobral Centeno + Luís Soldado

- Rosa Alice Branco + Susana Piteira + Francisco Monteiro

- Filipa Leal + Zulmiro de Carvalho + António Victorino d’Almeida

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Gonçalo M. Tavares + Pedro Calapez + Sérgio Azev

Filipa Leal + Zulmiro de Carvalho + António Victo

MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO APRESENTA HISTÓRIA DE 200 ANOS DO TRAJE À VIANESA

O Museu do Traje de Viana do Castelo apresenta uma nova imagem, tendo inaugurado a exposição permanente “Trajar – Memórias no Tempo”, que percorre a história de 200 anos dos trajes típicos do concelho, numa verdadeira viagem no tempo.

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Foi, assim, renovado todo o espaço expositivo permanente, apresentando uma nova imagem museológica mais informativa, graficamente mais enriquecida e legendada em bilingue, atendendo ao elevado número de turistas que visitam a cidade e o museu. A nova exposição permanente apresenta uma cronologia dos trajes típicos do concelho, desde o século XIX até ao século XXI, e inclui uma instalação artística que corresponde a um tear manual a ligar o piso 0 ao piso 1.

Nesta nova exposição está presente a história do Museu do Traje, que ocupa o edifício correspondente ao antigo Banco de Portugal, sendo igualmente apresentado o traje à vianesa através da descrição minuciosa, em português e inglês, das diversas peças que o constituem.

O Museu do Traje está integrado na Rede Portuguesa de Museus desde 2004 e localiza-se no centro histórico da cidade, na Praça da República, estando instalado num edifício construído entre 1954 e 1958, com características arquitetónicas do “Estado Novo”, onde funcionou até 1996 a delegação nesta cidade do Banco de Portugal.

A criação de um Museu dedicado à etnografia vianense - e muito particularmente ao Traje – onde se pudesse mostrar o arrojo e a criatividade das raparigas da região foi, desde muito cedo, uma aspiração dos vianenses e por ele lutaram nomes como Cláudio Basto, Abel Viana, o Tenente-coronel Afonso do Paço, Manuel Couto Viana, Amadeu Costa, Benjamim Pereira, entre muitos outros.

Criado em 1997, o espaço assume a missão de estudar e divulgar a identidade e o património etnográfico vianense através do seu expoente máximo: o Traje à Vianesa.

O Museu iniciou em 2002 o processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus, tendo sido certificado em 2004, o que lhe confere grandes responsabilidades no estudo, conservação e divulgação dos bens culturais. Foi em 2004 que o Museu apresentou a sua primeira exposição permanente, intitulada “A Lã e o Linho no traje do Alto Minho”, comissariada por Benjamim Pereira.

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EPATV DIVULGA ARTE POPULAR COM TRABALHOS DE OITO ARTESÃOS

A Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) acolhe, nas suas instalações em Vila Verde, uma Exposição de arte com peças de oito artesãos que podem ser apreciadas entre 26 e 30 deste mês de Outubro — anunciou hoje o Director geral. A mostra é inaugurada segunda-feira, dia 26, às 14 horas, com a presença do colecionador e proprietário das obras de arte.

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De acordo com João Luís Nogueira, esta exposição comprova que a EPATV está a “cumprir o seu papel enquanto escola, dignificar a cultura popular, uma vez que, ao longo destes cinco dias, são efetuadas visitas guiadas para as turmas da Escola. Promover a cultura popular é tarefa que o Grupo Amar Terra Verde, a que me orgulho de presidir, sempre assumiu com gosto e dignifica a nossa missão”.

Durante cinco dias, os 700 alunos da EPATV são convidados pelo vimaranense Miguel Sul a apreciar peças que “pertencem ao imaginário popular e foram concebidas ou herdadas por diferentes artesãos”. Algumas resultam de concepções e posterior encomenda de Miguel do Sul que totalizam 66 obras.

Nesta exposição estão representados os artesãos António Ramalho, Irmãos Mistério, Irmãos Baraça, João Ferreira, Júlia Côta, Helena Silva, Conceição Sapateiro e Milena de Salsas.

A coleção e exposição só foram possíveis com o apoio e mecenato de pessoas como António Moura, Manuel Sampaio da Veiga, João Luís Nogueira e Arnaldo Sousa. 

João Luís Nogueira destaca que, “nos planos de atividades anuais, nas publicações que editamos, no apoio que prestamos às iniciativas culturais de outras entidades está sempre presente a convicção de que este é um fator constituinte da nossa própria identidade e do projeto que corporizamos”.

“Nunca o fizemos por pose, por moda, por oportunismo de circunstância, mas por acreditarmos que é na dimensão cultural que se revela o verdadeiro rosto de um povo e de uma comunidade e por não poderem as escolas – sob pena de desvirtuarem o seu papel educativo de transmissão dos laços que cimentam a vida coletiva – demitir-se de tão nobre como necessária responsabilidade” — acrescenta o Director Geral do Grupo Amar Terra Verde.

De facto, sublinha, “a cultura popular – tantas vezes quase pueril na sua simplicidade e singularidade – espelha formas de ver e interpretar o mundo guardadas com carinho ao longo de sucessivas gerações num papel de resistência ao genocídio cultural da massificação que não pode deixar de ser enaltecido”.

Além disso, a cultura popular “espelha a dignidade de um povo, a sua originalidade, os traços profundos que definem a sua forma de ser e estar perante a vida”.

Para o Diretor Geral da EPATV, esta exposição traduz a necessidade de “fazermos a parte que nos cabe e de valorizarmos perante a nossa comunidade educativa uma forma de expressão artística tantas vezes injustamente desvalorizada”.

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO ACOLHE NOVA EXPOSIÇÃO DE SERRALVES

Obra de Jorge Pinheiro em destaque durante 112 dias

A Casa das Artes de Famalicão inaugura no dia 04 de novembro a exposição “Jorge Pinheiro – da coleção de Serralves em Famalicão”. Esta exposição vai estar patente no foyer do teatro municipal até 24 de fevereiro de 2021 e é a segunda exposição que Serralves traz à Casa das Artes em menos de um ano. A inauguração da exposição está agendada para as 17h30, do dia 04 de novembro, e a entrada é livre. O acesso à Casa das Artes é atualmente condicionado ao cumprimento da lei e das regras impostas pelas autoridades de saúde.

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Jorge Pinheiro é reconhecido como um dos nomes mais influentes do contexto artístico português da segunda metade do século XX, é o único sobrevivente do célebre Grupo dos Quatro Vintes, formado com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues.

Ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, Pinheiro tem vindo a desenvolver uma obra de uma profunda coerência teórica e intelectual traduzida num corpo de trabalho visualmente diverso, no qual coexistem a pintura figurativa e a abstração concreta e conceptual.

A sua obra baseia-se em princípios de matemática e semiótica, sendo particularmente inspirada na célebre sequência de Fibonacci, matemático italiano do século XII, segundo a qual cada número sucessivo resulta da soma dos dois números anteriores. À presença de modulações geométricas e padrões de alto contraste cromático junta-se uma muito aturada exploração das noções de ritmo e de serialidade, cuja formalização evidencia o interesse do artista pela área da música.

A proposta expositiva para a Casa da Artes, sob a curadoria de Joana Valsassina, centra-se na obra Babel, a maior peça tridimensional do artista, produzida propositadamente para a exposição monográfica Jorge Pinheiro: D'après Fibonacci e as coisas lá fora, desenvolvida em diálogo com o artista Pedro Cabrita Reis e realizada no Museu de Serralves em 2017.

Mantendo uma ligação à referida sequência numérica, a escultura configura-se em quatro módulos que se desenvolvem em torno de um eixo, no seio do qual dois espelhos cruzados multiplicam o espaço e absorvem perceptualmente a estrutura de ferro que os sustenta. Para além desta obra escultórica de grandes dimensões, a exposição inclui um conjunto de obras sobre tela e sobre papel que evidenciam as investigações do artista em torno de arranjos musicais, combinações cromáticas e formulações geométricas.

A obra de Jorge Pinheiro vai conviver 112 dias com a permanente obra do seu colega Ângelo de Sousa que solenemente cobre as paredes da Casa das Artes de Famalicão. Uma oportunidade para testar o convívio de dois grandes nomes da criação artística nacional do século XX nesta inusitada coabitação artística.

Jorge Pinheiro_À memória do Ângelo, 2014_foto F