As marcas do porto da Guarda son moito máis ca simples símbolos: son unha tradición herdada, un sistema de identidade familiar transmitido durante xeracións entre as xentes do mar. Cada marca representa unha casa, un apelido popular ou un apodo polo que se coñece unha familia mariñeira.
Servían —e aínda serven nalgúns casos— para identificar aparellos de pesca, redes, bouzas, gamelas e demais útiles. Nun porto onde moitos traballan xuntos e comparten espazos, estas marcas permitían recoñecer facilmente a quen pertencía cada cousa, evitando confusións e garantindo unha convivencia ordenada.
A forza do seu deseño non é casual: liñas rectas, cruces, círculos, frechas, combinacións xeométricas que poden lembrarnos alfabetos antigos ou signos rúnicos. Son sinxelas para gravar na madeira, no ferro ou na pintura, e ao mesmo tempo únicas, sendo imposibles de confundir entre si.
Detrás de cada signo hai unha historia: a dun alcume familiar, dun carácter, dun suceso ou dunha anécdota mariñeira que acabou converténdose en nome. Estas marcas son, en realidade, unha memoria visual da comunidade, un arquivo silencioso do porto e da súa cultura.
Hoxe, recollidas e exhibidas con orgullo, lembran que a identidade tamén se debuxa, que o mar non só leva e trae peixe, senón tamén símbolos que contan quen somos.
As marcas deste tipo existen en moitos portos atlánticos: Galicia, Portugal, Bretaña, Irlanda, Escocia, Escandinavia…
A súa función era eminentemente práctica: identificar embarcacións, artes, aparellos ou propiedades familiares.
Por iso adoitan ser símbolos:
moi sinxelos,
fáciles de gravar,
xeométricos,
e pensados para non confundirse entre si.
Isto fai que se parezan, ás veces, a alfabetos ou signos de culturas moi distintas, como a bereber, pero normalmente é unha coincidencia funcional, non unha relación cultural ou lingüística.
Fonte: Asociación para a defensa do Patrimonio Cultural Galego
Espetáculo etnográfico no palco principal da 'Cidade das Tradições'
No passado domingo, no âmbito do programa 'Cidade das Tradições', levado a efeito em Lisboa pela Fundação Inatel, a Rusga representou a etnografia minhota através de um espetáculo temático, intitulado, "Trechos da Romaria do Mártir S. Vicente de Braga", levado à cena no palco principal do evento. O guião do espetáculo, passou em revista alguns dos momentos mais emblemáticos e caracterizadores da segunda maior Romaria do casco urbano bracarense, imediatamente a seguir às Sanjoaninas bracarenses, Festas da Cidade. Foi de forma entusiástica (com um constante bater de palmas), que o público presente acolheu os diferentes momentos em palco. Desde os pregoeiros, aos preparativos da festa, passando pela procissão em honra do Santo Mártir, pelos espécimes cantados pelas devotas romeiras, até a animação do adro da igreja - após as cerimónias religiosas -, com danças e cantares em jeito de fim das festividades vicentinas.
Tal como previa o programa, findo o espetáculo em palco, a segunda prestação da Rusga consistiu numa Oficina de Dança, sob a designação, 'E, siga a Rusga!'. Esta oficina - bastante concorrida, com jovens e menos jovens, nacionais e estrangeiros -, proporcionou momentos de maior proximidade entre o público presente e o Grupo. Foi um grande momento de partilha e de aprendizagens para quem nunca tinha experienciado as danças e respetivos ritmos minhotos, através dos malhões, chulas e viras.
A "Cidade das Tradições", é uma iniciativa da Fundação INATEL, que este ano contou com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO e da Região de Turismo Porto e Norte, para uma grande celebração do património cultural imaterial português, na sua riqueza e diversidade do país, com especial enfoque na 'Pronúncia do Norte'.
Vila Praia de Âncora realizou ontem o tradicional cortejo etnográfico das Festas em Honra de Nossa Senhora da Bonança. Tratou-se de uma verdadeira mostra de quadros etnográficos a retratar os usos e costumes das suas gentes.
A vetusta Gontinhães que há um século passou a chamar-se Vila Praia de Âncora fez desfilar gente do mar e da serra, pescadores e lavradeiras, as tradições piscatórias do portinho e os costumes rurais das aldeias da serra d’Arga.
As festas da Senhora da Bonança constituem uma das romarias que encerra a época das grandes romarias do Alto Minho. E, depois da festa, é tempo de regressar às lides da lavoura e à faina da pesca. Para o ano, cá estaremos se a padroeira quiser!
O grande dia da romaria das Feiras Novas é marcado pelo Cortejo Etnográfico, que reúne 28 freguesias numa celebração de usos, costumes e tradições. Concertinas, bombos e gigantones completam este autêntico museu vivo da cultura limiana, expressão maior do esplendor da etnografia alto-minhota.
Milhares de pessoas afluem hoje à tarde a Ponte de Lima para assistir e participar no Cortejo Histórico das Feiras Novas, um autêntico museu vivo das atividades, costumes e tradições das freguesias limianas. O esplendor da etnografia do Alto Minho.
O Cortejo Etnográfico contará com a participação de 26 juntas de Freguesia numa mostra de usos, costumes e tradições das nossas gentes onde não faltaram as concertinas, bombos e gigantones, num autêntico congresso vivo da cultura popular.
O Cortejo Histórico das Feiras Novas é a melhor manifestação popular a evocar o folclore e a etnografia minhota.
Sob o título “A Mulher do Minho”, o etnógrafo vianense Cláudio Basto publicou um interessante artigo, na edição nº 13/15, de Jan/Mar de 1924, da revista “Alma Nova”, o qual seguidamente se reproduz. O artigo é ilustrado com desenhos de Couto Viana.
“A denominação provincial de “Minho” não corresponde, em boa verdade,a uma região distintamente definida, diferenciada, - nem a ideia vulgar a respeito deste Minho corresponde com exactidão á realidade.
Em regra, associa-se a Minho a ideia de campos, milharais, cortados ou emmoldurados de videiras, e ao longe manchas de pinhais que alastram pela ondulação dos montes.
O Minho, porém, não oferece um aspecto uniforme. Quem o quiser conhecer, ter dele uma rigorosa noção de conjunto, dever-lhe há percorrer as margens dos rios, a beira-mar e as montanhas. Verá como a província é de aspecto vário, de vário pinturesco. Verá o contraste entre as margens harmoniosas, luminosas, de um Lima sereníssimo, e as margens ásperas de um Coura, a saltar por meio de alcantis, espécie de Corgo que vai, não rugindo espumas – é certo –, mas gargalhando, contente do verdume que lhe adorna e adoça as asperezas do vale… Verá a estrada de Viana até Caminha, a correr perto do mar, numa veiga plana, fértil até à babugem das ondas, – e a estrada corcovada que de Monção leva aos Arcos-de-Valdevez, aberta na ilharga de um vale fundo, majestoso, amparado por montanhas íngremes, mas em que os barrancos são emplumados de vegetação e em que os próprios penedos, enormes, de formas curiosas, parece havê-los Posto ali a natureza num poético jeito de arte… Verá as paisagens das serranias: lugares ermos, lugares povoados, terras de cultivo… Verá, enfim, espectáculos diferentes, bravezas e jardins, – mas por toda a parte dominará a cor verde, em tons inúmeros, desde o verde tam verde dos Linhares até ao verde-amarelo das vinhas e ao verde-negro dos pinheiros…
O verde – o riso da terra – é a característica, para assim dizer, da região minhota, – porque sempre a linda cor, em mil gradações, nos altos e nos baixos, por montes e vales, surge como promessa de alegria e fertilidade.
Olhando, porém, para fora dos limites políticos do Minho, alongando a vista por terras durienses, terras irmãs se divisam, – dando razão aos que, noutros tempos, se casavam a todas num lógico Entre-Douro-e-Minho, a região Verde de Portugal! (Sem falar, claro é, nas terras de além do Rio Minho, – por onde a nossa província afigura prolongar-se…)
A ideia vulgar a respeito do “Minho” não corresponde, pois, com rigor à verdade, – nem tal denominação corresponde, por maneira alguma, a uma região nitidamente diferenciada.
Abstraiamos, no entanto, do artifício dos limites minhotos, – pois que esta província é, no território interamnense, a porção de terra predominante e que afinal o caracteriza.
Assim, como não há um Minho de aspecto uniforme, também não há um tipo de minhoto, – um tipo de mulher minhota, no caso restrito de que neste momento se trata.
Os elementos raciais, primitivos e supervenientes misturaram-se em diversas proporções: confundiram-se aqui, além; prevaleceram uns ou outros, salientes, ali, acolá; – não há um tipo humano definido, normal, em última análise. Nuns pontos, como em Castro-Laboreiro, – freguesia insulada lá longe, entre serras, – há representantes da raça pequena dolicocefálica que forma o núcleo autóctone da gente portuguesa; noutros pontos do Alto-Minho há representantes da raça braquicefálica de Grenelle; noutros lugares, como em Afife, em Ponte-de-Lima, notam-se representantes da raça nórdica… Sítios há, como em Perre, nos quais, – por se efectuarem os casamentos quási só entre a sua população, obediência a um velho uso tradicional, – a população adquiriu e mantém caracteres especiais, locais, inconfundíveis.
A antropologia minhota, a não ser em poucas e limitadas regiões, está sem estudar. O estudo antropológico da província, completo e metódico, ratificará por certo largamente o que deixo dito, mal fincado na minha superficial observação e nos parcos elementos que Fonseca Cardoso nos ministra respeitantes ao caso.
Á luz da sciência não há, pois, um tipo de mulher minhota, – e não o há comàticamente, como o não há nas maneiras, na cultura, nem sequer no vestuário…
Desde a castreja rude, com a sua escura saia de fuloado, o seu singuidalho, a sua capela na cabeça e as suas chancas de pau atadas aos pés por correias, até à afifana, branca e bonita, esbelta e flexuosa, perfeitamente senhoril no seu vistoso traje aldeão e na sua breve chinelinha, há um sem-número de tipos femininos.
Mas se, em tais condições, não podemos conseguir um tipo, podemos criá-lo psicologicamente, à custa do interior, do íntimo das mulheres minhotas: pela sua actividade intensa e tenaz, pela sua resistência a fadigas sem conto, pela sua alegria tantas vezes ruidosa, – pelo seu trabalho contente, enfim.
Se o verde é a cor característica da terra minhota, o trabalho – o trabalho contente – é a qualidade característica da mulher do Minho.
(Vamos supondo que realmente existe um Minho…)
No perfil da minhota, ainda podereis achar típico o seu amor ao “ouro” – com que se enfeita exuberantemente e onde entesoura os seus capitais, o seu dote de noiva, as suas economias de esposa e mãe – o seu apego aos arraiais, onde namora, canta e baila por tempo esquecido; a sua predilecção por cores vivas, “berrantes”, com que, sobretudo no concelho de Viana, garridamente se veste – mas o que na Mulher minhota achareis acima de tudo, como verdadeiramente típico, é o seu amor ao trabalho, que executa satisfeita, alegre.
É vê-la em casa: cozinhando, fiando, tecendo o linho, a estopa ou a lã; compondo a roupa; preparando o cesto para ir feirar e “armar” o dinheiro preciso para os “arranjos”… É vê-la fora de casa: nos moutes, à caruma, à carqueja, às pinhas, ao mato; no desabrigado dos campos, amanhando a terra ou apascentando o gado; no mar, entre os penedos, toda molhada, apanhando o argaço para estrumar as terras; pelas estradas, guiando o carro-de-bois e às vezes fiando simultaneamente para melhor “aproveitar o tempo”; e até em serviços de carga e descarga de navios e vapores, de comboios e carros, entregue a labutas pesadas, pesadíssimas…
E sempre cantando, sempre satisfeita e alegre!
Canta durante o trabalho; canta ao ir par ao trabalho; canta à tardinha, leve e ligeira, recolhe a casa!
Não é, todavia, apenas assim que a minhota ajuda o homem – ou, equivalente, o substitui.
Pode o homem ir para longe, para a Espanha, para a França, para o Brasil, para a Califórnia, para o inferno – que a mulher ficará em casa não só dirigindo oss serviços domésticos, tratando dos velhos e das crianças, mas ainda olhando pelos bens, cuidando das terras, atendendo solícita, de mótu-próprio, sozinha, a tudo, a tudo, sem sacrifício, com prazer, cantando – e só por vezes, ao clarão vermelho do sol morrente, nesse canto que evola do seu coração a saudade de Aqueles que longe, lá muito longe, em terras estranhas, também moirejam por ela e para ela…
Quase toda a gente já ouviu falar nos “três vinténs” – moeda que foi mandada cunhar pelo rei D. Pedro II – e que passou a ser utilizada para identificar a moça enquanto solteira, exibindo-a ao pescoço, um uso que foi com o tempo dando origem a expressões jocosas. Os três vinténs era uma pequena moeda de prata que valia 60 reis, que neste caso servia de amuleto e significava pureza e virgindade. Era feito um furo por onde se introduzia um cordão para a moeda ficar apensa.
Com o tempo, este costume foi sendo substituído pelo anel de aliança, neste caso para identificar uma situação de compromisso já assumida ou seja, o casamento. Em qualquer dos casos, prevenia situações desagradáveis que, um atrevimento por desconhecimento poderia redundar numa situação de pancadaria entre famílias.
No Minho, a moça casadoira exibia 3 libras do lado esquerdo do peito – o lado do coração. Está bem de ver que, sendo moça jovem e solteira – à época o casamento entre pessoas idosas não era bem-visto pela sociedade e dava origem a frequentes assuadas – trajava o seu melhor fato domingueiro, em regra de cores vivas e alegres.
Sucede que assistimos com certa frequência grupos folclóricos nos quais velhas matriarcas trajam com as cores mais garridas como se de moçoilas tratassem e, para cúmulo do ridículo, chegam a exibir as 3 libras – por vezes até 6 mais libras, 3 de cada lado do peito! Alguém porventura sabe o motivo?
Milhares de pessoas vão afluir a Ponte de Lima para assistir e participar no Cortejo Histórico das Feiras Novas, um autêntico museu vivo das atividades, costumes e tradições das freguesias limianas. O esplendor da etnografia do Alto Minho.
O Cortejo Etnográfico contará com a participação de 26 juntas de Freguesia numa mostra de usos, costumes e tradições das nossas gentes onde não faltam as concertinas, bombos e gigantones, num autêntico congresso vivo da cultura popular.
O Cortejo Histórico das Feiras Novas é a melhor manifestação popular a evocar o folclore e a etnografia minhota.
Um autêntico mar de gente encheu ontem as ruas do centro histórico de Viana do Castelo para ver desfilar a nossa História e tradições. Tratou-se do Cortejo Histórico e Etnográfico que constitui um dos momentos mais relevantes das Festas em Honra de Nossa Senhora d’Agonia.
De Afife ao Castelo do Neiva e à serra d’Arga, da terra ao mar, do vale à serra, uma variedade imensa de usos e costumes marcam a vida das gentes vianenses e definem os seus trajes caraterísticos. Os diferentes ciclos agrícolas, a pesca e a apanha do sargaço, o pão e o vinho, a sementeira e a colheita, o trabalho e a festa. São as lavradeiras, as peixeiras e os sargaceiros. E, na sua soberana altivez, as mordomas que são as rainhas da festa.
E, por entre estes quadros magníficos a retratar os nossos usos e costumes, uma verdadeira sinfonia entoa nos céus de forma insistente: Havemos de ir a Viana! Nós já cá estamos…
Viana do Castelo viu ontem desfilar em palco as suas tradições mais genuínas, o seu traje, os usos e costumes das suas gentes. Tudo muito bem explicadinho. Tratou-se de uma autêntica aula de etnografia num espetáculo magnífico de luz e cor, tudo muito bem sincronizado, a recordar memórias de antanho.
Iniciada em 1919, a Festa do Traje surgiu com o propósito de promover entre as vianesas o gosto pelo trajar e enaltecer os trajes das freguesias de Viana do Castelo. Uma festa que interpreta a arte de bem trajar e “ourar”, e explica as mais importantes tradições ligadas à etnografia e ao folclore Vianense.
Na busca pelas nossas tradições, pelos usos e costumes, pelos trajes que usavam antigamente e baseando a sua pesquisa nomeadamente no livro "O Minho Pitoresco" da autoria de "José Augusto Vieira", e ilustração de "João de Almeida", cujo I Tomo, publicado em 1886, o Grupo Etnográfico da Casa do Povo de Melgaço mandou um artesão executar uma réplica dos tamancos que então se usavam naquela região.
Eis um excelente exemplo de recolha etnográfica, no caso vertente da forma de vestir e calçar de outrora.
A eventual produção dos tamancos tradicionais de Castro Laboreiro pode ainda ajudar a impulsionar o artesanato e a economia local, contribuindo nomeadamente para o emprego e divulgação turística. Nas permutas de atuações com outros grupos folclóricos, podem ser usadas como lembranças, bem mais apropriadas do que as costumeiras bugigangas de acrílico sem qualquer significado.
Bem-haja o Grupo Etnográfico da Casa do Povo de Melgaço pela sua brilhante iniciativa!
Festas do Concelho em honra de S. Tiago levaram milhares de pessoas à vila de Celorico de Basto para ver, viver e participar numa das maiores manifestações culturais da região.
Cortejo etnográfico foi o mais participado dos últimos anos, com grande representatividade cultural, com as freguesias e coletividades a valorizar e a celebrar as tradições populares, usos e costumes, com variadas manifestações artísticas e muita elevação em tudo o que foi apresentado.
Orgulhoso do trabalho da comunidade local, o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima enalteceu a “ dedicação, a entrega, o orgulho das nossas gentes nas nossas tradições, usos e costumes bem patentes nestas manifestações culturais. Somos um povo extraordinário, carregamos ao peito a nossa história e a nossa memória com elevação, e demonstramos à comunidade que nos visita e às novas gerações, de forma educativa e lúdica, a importância de continuar a manter a etnografia viva”. Um cortejo que atrai cada vez mais visitantes à vila de Celorico de Basto oriundos de vários pontos do país, “encantados com a grandiosidade desta celebração”.
As Festas do Concelho e honra de S. Tiago arrancaram na sexta feira, com o despique de bombos a juntar, na praça Albino Alves Pereira, os grupos locais que se arem-se numa competição sonora que atrai muitos apaixonados. Na mesma noite, os milhares de visitantes puderam usufruir do concerto dos Santamaria, banda musical reconhecida a nível nacional e internacional, com vários discos de platina e com músicas sobejamente conhecidas pelo público.
A grande noite de S. Tiago prometia ser no sábado e cumpriu.
Primeiro com a atuação do reconhecido cantor Clemente que interpretou muitos seus maiores êxitos, grandes clássicos da música portuguesa a arrebatar o público.
Os Quatro e Meia foi uma banda muito aguardada e não desiludiu, grandes músicas foram interpretadas, com os milhares de fãs a encherem a praça Cardeal D. António Ribeiro e a contribuem para um concerto memorável. Um espetáculo que culminou com uma extraordinária sessão de fogo de artificio, piromusical e multimédia, que iluminou os céus de cor e esplendor, e que arrancou uma efusiva ovação das milhares de pessoas presentes.
“Foram noites extraordinárias, tivemos grandes concertos, orientados para vários públicos, com milhares de pessoas a passar pelo concelho para aplaudir as suas bandas de eleição, tivemos uma extraordinária sessão de fogo de artificio, com características inovadoras incrementado maior espetacularidade para quem vê e ouve e tivemos a valorização das nossas coletividades artísticas, os ranchos, os bombos, a banda filarmónica. Tivemos tudo para que esta festa seja cada vez mais atrativa, e que continue a contribuir para fortalecer o nosso comércio local, a encher as unidades de alojamento e restauração, e a transformar este concelho num destino de eleição pelas suas características naturais tão únicas e representativas. Mas tivemos principalmente, as nossas gentes que acorreram em grande número à sede do concelho para viver cada momento das nossas festas do concelho. Foram três dias de grande entusiasmo, entrega e participação de toda a comunidade” ressalvou o autarca celoricense.
As festas do concelho em honra de S. Tiago terminaram com a Merenda de S. Tiago, um momento que juntou toda a comunidade que participou no cortejo etnográfico e todos aqueles que se quiseram associar, proporcionando momentos de convívio e confraternização animados pelas desgarradas de Borguinha de Braga e Naty e muitas atuações pontuais promovidas pelas muitas coletividades artísticas presentes.
Na última Assembleia de Freguesia, no período destinado ao público, foi manifestada a vontade de ver criado na nossa freguesia, um espaço destinado a "Museu Etnográfico" , no sentido preservar e expor ao público o que resta do nosso rico património etnográfico histórico, que ao longo de décadas e décadas esteve presente na vida dos nossos pais, dos nossos avós e das gerações que os antecederam.
A cada dia que passa, assistimos, impávidos e serenos, à sua destruição! Para "desocupar", mobiliário, alfaias agrícolas, objectos, utensílios, documentos, fotografias e um sem número de pedaços da nossa história, são depositados nos caixotes do lixo, no contentor de Fontela ou queimados!
Pretendemos criar uma comissão para que se possa, ainda, recolher o pouco que ainda existe, o pouco que ainda resta desse nosso património histórico.
Oportunamente será dada informação com os nomes que integrarão essa comissão. Até lá, tentai ver aquilo que no sótão da vossa casa; na adega do vinho; na tarimba ou na esquina do barraco; no fundo de uma mala; pendurado numa parede ou colocado numa prateleira de um armário, podereis disponibilizar para dar vida ao que pretendemos fazer.
(As fotos que agora publico, são referentes às exposições que nos inícios da década de 2010 fiz na sede da Junta de Freguesia de Covas).
O Cortejo Etnográfico celebrou os usos e costumes do Minho com cor e tradição!
Todos os grupos folclóricos do concelho desfilaram acompanhados por carros alegóricos, contribuindo para a preservação do património imaterial bracarense. Foi um momento vibrante que enalteceu a identidade, a memória coletiva e a riqueza da cultura popular local.
O Cortejo Etnográfico das Freguesias, realizado no âmbito do Corpo de Deus-Coca de Monção, reflete a identidade cultural e patrimonial das freguesias do concelho, num percurso realizado no centro histórico da vila e marcado por muita animação e alegria.
Além da sonoridade característica das nossas aldeias (folclore, bombos e concertinas), desfilam, pelas ruas do casco urbano, algumas vivências de ruralidade como a prática da pastorícia, o trabalho do granito, as vindimas, a malhada do centeio, a fiada e a desfolhada.
A riqueza vinícola e gastronómica do concelho também marca presença com o nobre e elegante vinho Alvarinho, o fumeiro, os enchidos, o mel, a broa de milho, os papudos e as roscas, doce tradicional distinguido como uma das 7 maravilhas da doçaria nacional.
Todos os anos, os responsáveis pela decoração dos carros dão “corda” à imaginação e criatividade, mostrando aos munícipes e visitantes as tradições mais castiças e emblemáticas dos aglomerados rurais, oferecendo, um misto de genuinidade e voluntarismo nas respetivas recriações.
O local de maior presença de público situa-se na Praça Deu-la-Deu Martins, local onde está instalada uma bancada e os carros alegóricos param alguns minutos, “produzindo” alguns quadros humorísticos do quotidiano das suas freguesias.