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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DA BARCA: NUMISMÁTICA DIVULGA ETNOGRAFIA

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca e o Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda apresentam a moeda alusiva aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, da série Etnografia Portuguesa, da autoria de Isabel Carriço e Fernando Branco, e do Livro Caretos e Coretos, com texto de Vera Marques Alves e ilustração de Carolina Celas.

A sessão terá lugar no dia 2 de março, às 15 horas, nas Portas do Parque de Lindoso, Ponte da Barca.

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GALIZA DEBATE TRAJE VIGUÊS

Polémica en las redes por el traje atribuido a Vigo

El desconocimiento de la cultura gallega del programa de TVE “Maestros de la costura” indignó a especialistas vigueses del folklore

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“Quedamos escandalizados, parece mentira que un programa con esos medios non se esforzase máis, xa que no mesmo Museo del Traje de Madrid, aparecen varios modelos típicos de Galicia”. Así, Patricia González, costurera e investigadora de la indumentaria tradicional de Galicia asegura que “nunca houbo un traxe de Vigo, como moito pódese falar dun da área de Pontevedra, para nós é como ridiculizarnos”. El programa “Maestros de la Costura”, de TVE, consiste en que los candidatos a diseñadores elaboren un modelo inspirado en una propuesta del jurado, en este caso fue presentado por Lorenzo Caprile como un supuesto traje de Vigo que en realidad se correspondía al traje regional gallego "creado" por el franquismo.

A lo largo de todo el día las redes sociales se inundaron de comentarios, ya que el colectivo implicado en la recuperado del traje no se explican de dónde sacaron esa denominación. “O único que se nos ocorreu que é que fora consecuencia das ‘luces de Abel”, bromeó González en referencia a la mediática iluminación navideña de la ciudad.

Un traje de la zona de Pontevedra, recuperado por Patricia González y mostrado en  una Exposición do Traxe, en la Festa da Reconquista.

Al margen de la anécdota, la indignación se centra en el modelo escogido, una clara referencia al traje  creado por la Sección Femenina: “Franco quixo unificar o folclore co que creou unha indumentaria que correspondería á ‘galeguiña’ da época, para nós non pasa de ser un disfraz”, afirmou Patricia González, responsable de las exposiciones alrededor del traje gallego que cada año se inauguran con la Festa da Reconquista. Apunta como único acierto el dengue, una de las piezas más antiguas de la indumentaria gallega que se encontraba en rojo o negro en las cuatro provincias. En cuanto a la falda, señala que éstas siempre eran más largas, a la altura del tobillo y el mantelo, sí bien se utilizaba, se llevaba de otra forma.

“Deixei de ver o programa porque é imposible facer con cariño nada en tan pouco tempo”, afirmó la costurera, que tiene su propia línea de diseños inspirados en la indumentaria tradicional y que comercializa a través de la páginas de Facebook Obradoiro Costura Saiáns.n

Ana Baena / http://www.atlantico.net/

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FOLCLORE: SERÁ QUE O TRAJE EVOLUI SEMPRE?

Existe uma certa ideia segundo a qual o traje classificado por tradicional evolui sempre pelo que, em consequência, defender as tradições seria preservá-las no nosso tempo tal como elas existiam antigamente. Sucede que essa maneira de pensar constitui um absurdo, a não ser que pretendamos confinar o povo de uma determinada região a uma espécie de “reserva” onde poderiam ser contemplados por curiosos turistas visitantes desses parques, como sucede nalguns locais dos Estados Unidos da América.

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As transformações sociais como a revolução industrial é exemplo, ditam frequentemente o desaparecimento de alguns costumes, incluindo o trajar, porque o trabalho artesanal e doméstico foi substituído pelos teares industriais e a criatividade do povo pela influência das nações mais industrializadas que exportam as suas modas e formas de viver. E o capitalismo enriquece com a produção padronizada e a massificação de hábitos e costumes, sendo por conseguinte avesso à preservação da diferença, incluindo a identidade dos povos!

Não raramente, certos costumes ficam lá atrás, cristalizados no tempo. É o que sucede, a título de exemplo, com a forma de trajar e o traje propriamente dito. Não mais se vêem lavradeiras no Minho com o seu trajar garrido como outrora a não ser nas festas e romarias como elemento folclórico. Mas, a função do rancho folclórico é o de preservar a memória de uma forma viva e atraente, de uma peça museológica que pertence ao passado, sem pretender alterar a marcha da História trazendo para o presente aquilo que não faz parte do seu quotidiano.

- Defender as tradições não é jamais pretender regressar à Pré-História!

Foto: Sérgio Moreira

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS EXPÕE FOTOGRAFIA SOBRE ETNOGRAFIA DO BARROSO

A sombra do tempo: Exposição de fotografia etnográfica organizada pelo Centro de Estudos Regionais

Entre os dias 7 e 15 de fevereiro estará patente na Galeria da Santa Casa de Misericórdia de Viana do Castelo a exposição “A sombra do tempo – Itinerários narrativos de memórias de lugares. Covas do Barroso (Boticas)”, de Pedro Pereira e Mário João Braga, organizada pelo Centro de Estudos Regionais.

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De acordo com os autores, A sombra do tempo é uma exposição de fotografia etnográfica que se arquiteta numa sequência de quadros etnográficos que se constituem como uma proposta de itinerário narrativo patrimonial de Covas do Barroso (Boticas). Sugere-se partir de um quadro inicial, expresso numa singela marca primeva (a sombra do tempo) que, por contágio etnográfico, dialogará com outros quadros, compostos por outras marcas culturais, procurando desenhar uma geografia narrativa do património cultural de Covas do Barroso (Boticas).

A exposição, cuja abertura da exposição ocorrerá no dia 7 de fevereiro, às 17.00 horas, é organizada pelo Centro de Estudos Regionais, associação cultural com sede em Viana do Castelo, correspondendo aos seus propósitos de divulgação do património e de projetos que contribuam para a reflexão em torno da sua relevância para o desenvolvimento e sustentabilidade dos territórios e das comunidades.

A entrada é livre.

A direção do Centro de Estudos Regionais

JORNADAS CULTURAIS | “PORQUE SE FAZEM AS FESTAS?” VOLTAM A DEBATER A IMPORTÂNCIA DE FESTAS E RITUAIS ANCESTRAIS

A 2ª SESSÃO DE DEBATES TERÁ LUGAR NA CASA DO CARETO, EM MACEDO DE CAVALEIROS

As Jornadas Culturais | “Porque Se Fazem As Festas?” estão de volta ao norte do país, desta vez para abordar o tema das “Festividades do Entrudo”.  Após o sucesso da 1ª sessão, esta iniciativa dá início à 2ª sessão de debates que se realizará no próximo dia 2 de fevereiro, pelas 15h00, na Casa do Careto em Podence, Macedo de Cavaleiros.

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Aproveitando o facto de estarmos perto do período de Entrudo e em terra dos (re)conhecidos Caretos de Podence, nada melhor do que refletir sobre as tradições desta altura do ano e sobre os vários aspetos multidisciplinares que as envolvem.

Tendo como principal objetivo a divulgação e valorização do património cultural de Portugal, estas Jornadas Culturais proporcionam um amplo debate e a reflexão sobre a importância cultural, identitária e socioeconómica de tradições portuguesas na comunidade de hoje, utilizando uma abordagem de carácter multidisciplinar.

A 2ª sessão de debates, organizada pela Progestur e Fundação Inatel, tem como parceira a Universidade Lusófona e conta também com o apoio da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Centro de Música Tradicional Sons da Terra e Casa do Careto | Caretos de Podence.

VILA DE SALTO (MONTALEGRE) É TERRA MINHOTA E DEVERIA SER DEVOLVIDA A CABECEIRAS DE BASTO

Em 1 de Setembro de 1915, foi pelo deputado Augusto José Vieira apresentado ao Senado, em nome da Junta de Paróquia da freguesia de Salto, uma proposta solicitando que fosse colocado à discussão o projecto de lei que anexava aquela freguesia ao concelho de Cabeceiras de Basto em relação à qual, aliás, já havia pertencido. Também o governador civil de Braga apresentou idêntica proposta em nome dos paroquianos da freguesia de Salto.

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Sucede que, numa perspectiva histórica e etnográfica, os habitantes da vila de Salto – actualmente a maior freguesia do concelho de Montalegre – preservam a sua identidade e costumes minhotos, mau grado por razões políticas terem sido "transferidos" para um concelho transmontano.

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Rezava assim a proposta então apresentada:

“O Sr. Presidente :—Consulto a Câmara sobre a admissão à discussão do seguinte projecto de lei publicado no Diário do Governo de 8 do corrente:

Senhores Deputados – Vem de longos anos o desejo dos habitantes da freguesia de Salto, concelho e comarca de Montalegre e distrito de Vila Rial, a desanexação da sua freguesia desse concelho e comarca, para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto.

E esse desejo não é "por política, nem por capricho, mas tam somente por motivos de ordem económica para a freguesia de Salto c comodidade dos seus habitantes.

Com efeito, quási todo o comércio da freguesia é feito com a região de Cabeceiras de Basto, e muito principalmente com a sede do concelho, devido a haver mais facilidade de comunicação com esta vila, por virtude de serem melhores.

Mas, outros motivos há, e esses também muito de atender, quais sejam as distancias a que fica a freguesia dos dois concelhos.

Da freguesia de Salto à sede do concelho de Montalegre, a distância é de cerca de 35 quilómetros, cujos caminhos são de difícil passagem e de grande aspereza as regiões a percorrer, quase sempre cobertas de neve devido à vila do Montalegre ser situada nas serranias de Trás-os-Montes, ao passo que a distancia da sede do concelho de Cabeceiras de Basto, é apenas de 15 quilómetros cujo caminho, como se disse, é de fácil percurso.

E pelo que respeita às cabeças de distrito, a distância da de Vila Ilial é do 125 quilómetros e da de Braga de 65 quilómetros.

De notar é também que a freguesia de Salto fica muito mais perto da sede do concelho de Cabeceiras de Basto do que algumas freguesias que a este concelho pertencem, tais como: Gondiàes, Vilar, Samão e outras.

Pertenceu já a freguesia de Salto ao concelho de Cabeceiras de Basto, até o ano de 1834, tendo sido deste concelho desanexada para ser anexada ao do Montalegre, para satisfação de interesses políticos com absoluto desprêzo dos interesses e comodidades dos povos das duas regiões.

Pelo exposto, e ainda pelo desejo manifestado por 277 cidadãos naturais c residentes na freguesia do Salto, que assinam a representação dirigida à Câmara dos Deputados, no número dos quais se compreendem os representantes da junta de paroquia da mesma freguesia, pedindo a sua anexação ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto, pedido corroborado pela Câmara Municipal desse concelho em representação dirigida à mesma Câmara, tenho a honra de propor o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.° E desanexada a freguesia do Salto do concelho o comarca de Montalegre para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras do Basto.

Art. 2.° Para a Câmara Municipal do concelho de Cabeceiras de Basto passam quaisquer encargos respeitantes à freguesia, de Salto e que sejam da responsabilidade da. Câmara Municipal de Montalcgre.

Art. 3." Fica a mesma freguesia de Salto pertencendo ao distrito do Braga, sendo desanexada do de Vila Rial de Trás--os-Montes.

Art. 4.° Fica revogada a legislação em contrário.

Sala das Sessões, em 7 de Maio de 1914. =0 Deputado, Augusto José Vieira.”

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O deputado Augusto José Vieira nasceu no Funchal em 19861, tendo militado no Partido Republicano Português. Foi ainda presidente da Associação do Registo Civil e secretário da Federação do Livre Pensamento, tendo exercido a carreira docente que escolheu em detrimento da carreira militar que inicialmente se propunha seguir.

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Como espaço habitado e evangelizado, Salto é já referido no Paroquial Suévico como uma das trinta paróquias já existentes, no último terço do século VI e pertencentes à catedral de Braga. As suas raízes históricas ligam-na ao Minho desde tempos muito remotos!

Fotos: Wikipédia e Junta de Freguesia de Salto

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GALIZA / LUGO. O DRAMA DOS ANCARES: O ABANDONO DO PATRIMÓNIO ETNOGRAFICO

Manuel Rodríguez, veciño de Cervantes, leva quince anos divulgando os tesouros etnolóxicos dos Ancares, e aspira a mudar a comarca en Parque Nacional ou Natural

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Palloza en Cervantes | Miguel Núñez

Manuel Rodríguez Blasco, Antonio Álvarez e a Asociación Castaño y Nogal

A comarca dos Ancares integra a serra do mesmo nome, que se estende dende o pico Miravales, na triple fronteira entre Galicia, León e Asturias, ata o porto do Portelo, nas inmediacións dos Montes do Cebreiro. Este espazo natural comprende os Ancares lucenses e os Ancares leoneses. No ámbito ten refuxio preto do 93 por cento da flora de Galicia, proba obxectiva do interese ambiental.

A zona fora declarada no seu día Reserva da Biosfera, Reserva Nacional de Caza, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Zona de Especial Protección para as Aves (ZEPA) ou Lugar de Interese Comunitario; mais o certo é que ningunha destas declaracións administrativas aporta protección real e efectiva ao patrimonio cultural, natural, flora e fauna ancaresa, ao non incluír plans de actuación sobre o territorio nin aportar fondos, co efecto negativo de percibilas a poboación local como negativas, ao ter a sensación de vivir baixo restriccións proteccionistas sen alcance nin efecto.

Os Ancares é un espazo xeográfico de montaña único en Europa, que irmanda parte dos últimos bosques primixenios da cordilleira cantábrica, con algún dos patrimonios etnográficos máis importantes do continente. Isto débese a unha ortografía senlleira, que propiciou a conservación deses bosques e dos usos milenarios de habitantes, que quedaron conxelados no tempo, mentres desaparecían en moitos outros lugares de Europa, feito pouco coñecido e divulgado.

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Pallozas de Piornedo | Turismo de Galicia

Entre os elementos máis importantes de carácter etnográfico e cultural dos Ancares, achamos construccións de teito vexetal, de arquitectura redonda; algunhas datan da Idade de Bronce, polo que falamos dun legado de máis de dous mil anos. As pallozas son a súa máxima expresión: vivenda redonda, de teitume vexetal, onde habitaban persoas e animais, que compartían estancia e calor, sen compartimentos de saída para o fume, que se filtraba entre as varas de centeo do teito.

Vencellado a isto atopamos adheridos, tanto nas vellas pallozas coma nas casas máis modernas, os hórreos, de colmazo vexetal. Trátase dun celeiro aéreo, de herdo celta, de planta cadrada ou de tipo asturiano, a catro augas. Ademais da arquitectura vexetal, observamos outra de corte tradicional, un pouco menos arcaica, como é a arquitectura da lousa, da que se conservan bastantes exemplos.

Desgraciadamente, todas as administracións, a Xunta de Galicia –máximo responsable do patrimonio galego– o Estado español e a Unión Europea, fixeron ouvidos xordos ás peticións de rescate do patrimonio único ancarés. Hogano estímase que quedan apenas un cento de pallozas do lado galego da serra, das que tan só unha ducia atópase nun estado medianamente aceptable. O resto, ou ben atópanse baixo protexcores metálicos coma a uralita ou o fibrocemento, ou ben perderon total ou parcialmente a teitura vexetal, en estado de ruína total ou parcial, o que resulta incomprensible en pleno século XXI e nun dos estados da Unión Europea, por falta dun plan de rehabilitación e conservación.

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Restos en Cervantes dun rexio pombal de planta circular | Patrimonio dos Ancares

No caso dos hórreos, apenas poderían contabilizarse entre cincuenta e cen hórreos con teito de palla, pouquísimos tendo en conta que hai apenas cincuenta anos a totalidade das casas contaban cun destes celeiros aéreos para a súa subsistencia. Canda a iso, cómpre engadir a perda de centos de vivendas de lousa tradicional, debido á enorme despoboación da comarca, máis dun 73 por cento no último século.

O caso ancarés é un extremadamente grave para a realidade etnográfica en Europa, pois algúns dos seus conxuntos son dos máis numerosos do continente. O Piornedo, Vilarello de Donís, Pando, Robledo, Moreira, Deva, Degrada… son algúns dos exemplos máis importantes e que contan cuns poucos anos de esperanza para evitar esta enorme perda, da que todos somos herdeiros e propietarios. Os Ancares urxen a que as administracións fagan algo xa, é unha loita contrarreloxo.

Non é abondo dotar a devandita comarca histórica de títulos chamativos e merecidos –Reserva da Biosfera, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Lugar de Interese Comunitario, etcétera–, senón que hai que aplicar as medidas axeitadas, actuando con eficacia e responsabilidade, para frear o lapidario deterioro de dito patrimonio. Menos distincións, e máis accións e subvencións.

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Pallozas en A Pedriña, parte do patrimonio en forma de itinerarios que propón o Instituto de Estudos do Territorio | As Nogais

Suxiro que o mellor xeito de sensibilizar aos responsábeis políticos comprometidos coa tarefa é que deixen de pisar a moqueta dos despachos, e acodan ao escenario natural dos Ancares, a sentir a suavidade do céspede verde e centenario, a respirar aire puro, non contaminado pola toxicidade burocrática, a escoitar o rumor do vento e recollerse nas sombras das árbores. É posible que unhas horas de acougo e soidade en tan solemne e cautivador escenario estimulasen a súa sensibilidade e xenerosidade durmidas.
Non só as persoas son titulares de dereitos, como proclama a doutrina oficial, tamén o son os territorios cando reúnen determinadas características sociais e culturais, e cando constitúen un espazo histórico e patrimonial acreditado. No caso dos Ancares, é obriga das administracións públicas o conservar e preservar dito ancestral patrimonio.

Fonte: Óscar Bernárdez / http://lugoxornal.gal/

PRESIDENTE DO MUNICÍPIO ARCUENSE APRESENTA NA CASA DO POVO DO SOAJO A MOEDA ALUSIVA AOS ESPIGUEIROS DO SOAJO

Apresentada a moeda com os Espigueiros de Soajo

“A Eira dos Espigueiros é o símbolo da nossa cultura tradicional (...)Esta moeda reforça o orgulho que temos na nossa História, na nossa gente e na nossa terra” – afirmou João Esteves Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

No âmbito das moedas Comemorativas 2018, a Casa da Moeda procedeu à cunhagem de um exemplar alusivo aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, integrado na série “Etnografia Portuguesa”, com a imagem da Eira Comunitária dos Espigueiros de Soajo, um dos ex-libris do concelho, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983.

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A apresentação pública deste exemplar foi feita no passado sábado, dia 1 de Dezembro, na Casa do Povo de Soajo, numa sessão que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, João Esteves, do Presidente da Junta de Soajo, Manuel Barreira, dos escultores da mesma, Fernando Branco e Isabel Carriço, do Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Gonçalo Caseiro e muitos populares.

A moeda "Espigueiros do Noroeste Peninsular" conta com um valor facial de 2,5 euros e tem edição limitada a 60.000 moedas.

Foi com grande satisfação que o Presidente da Câmara assistiu à apresentação desta moeda, “mais um reconhecimento a Soajo que, ao integrar esta série de 6 moedas comprova que a Eira dos Espigueiros é um dos elementos que compõem a identidade portuguesa. (…) Esta moeda também contribui para a valorização do nosso património cultural e para a promoção e divulgação da nossa terra”.

Destacando o valor que o Município atribui ao Património Cultural na estratégia de desenvolvimento cultural, social e económico de Arcos de Valdevez, a Câmara Municipal tem realizado várias ações de valorização do mesmo, sendo disso exemplo a inauguração da escultura comemorativa dos 500 anos do Foral de Soajo, a inauguração, no próximo dia 15 de Dezembro, do Centro Interpretativo do Barroco, na Igreja do Espirito Santo, a publicação de livros sobre o concelho, o apoio à musica tradicional e ao teatro como foi o caso da teatralização da peça “O juiz de Soajo”, a valorização da área arqueológica do Gião e dos Fortins do Extremo, entre outras.

João Esteves agradeceu à Casa da Moeda e finalizou dizendo que  “Quando valorizamos o Património valorizamos a nossa terra. (…) e fazemos avançar o concelho de Arcos de Valdevez.

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CASA DA MOEDA LEVA OS ESPIGUEIROS DO SOAJO À NUMISMÁTICA PORTUGUESA

ESPIGUEIROS DO NOROESTE (OURO PROOF)

Com o intuito de colocar em evidência alguns elementos da cultura tradicional que compõem a nossa identidade, a INCM, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, criou a série de moedas de coleção intitulada «Etnografia Portuguesa».

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A sexta e última moeda desta série, da autoria dos escultores Isabel Carriço e Fernando Branco, é alusiva aos Espigueiros do Noroeste da Península Ibérica, engenhosas construções populares em pedra e madeira ligadas à cultura do milho, destinadas a armazenar e proteger os cereais das pragas animais e das intempéries.

O conjunto de 24 espigueiros em pedra do Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983, constitui um magnífico exemplo destas obras da arte popular.

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POSTAL ILUSTRADO MOSTRA "GRUPO DE BANHEIROS” EM VILA PRAIA DE ÂNCORA

Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, é porventura a mais afamada e concorrida estância baldenar do Minho.

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Um postal centenário dá-nos conta de um "grupo de banheiros” junto à lage da Praia Norte, a qual ainda lá existe. O postal deverá ter sido editado antes de 1911 em virtude de ainda utilizar a grafia em vigor antes da Convenção Ortográfica imposta pelos republicanos naquele ano ou seja, pouco tempo após a implantação do novo regime.

Por outro lado, a gravura mostra um grupo de banhistas e não de “banheiros” – estes vestiam-se de forma diferente e encontravam-se ao serviço do Real Instituto de Socorros a Náufragos - o qual, apesar do Alto Patrocínio da Rainha D. Amélia, após a mudança de regime passou a designar-se simplesmente por Instituto de Socorros a Náufragos, assim se mantendo na actualidade.

Trata-se, pois, de pessoas da região que porventura resolveram ir a banhos, transportando eventualmente um delas o merendeiro numa cesta de vime coberta com um pano. Os fatos são os que à época se usavam pelos banhistas e a boina muito usual das gentes minhotas e galegas.

Com vista a despertar um maior interesse comercial e recorrendo a um expediente muito comun nesta profissão, o editor do postal muito provavelmente juntou pessoas de diferentes estatutos sociais e profissionais que ocasionalmente se encontravam na praia sem nenhuma relação familiar entre si, nomeadamente um pescador e uma família de banhistas de origem citadina...

Não esquecer as origens galegas dos pescadores de Vila Praia de Âncora… e, finalmente, convém não correr atrás do primeiro “boneco” que aparece quando pretendemos identificar o traje tradicional!

RIO CÁVADO UNE GENTES DA REGIÃO

Projeto “AQUA Cávado: o rio que nos une” com balanço positivo da quarta edição.  “Segredos do Cávado” em exposição no Centro de Informação Turística 

No dia 1 de outubro, Dia Nacional da Água, decorreu, no Centro de Informação Turística de Esposende, a sessão de encerramento da quarta edição do projeto “AQUA Cávado: o rio que nos une”.

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A Vice-presidente da Camara Municipal de Esposende, Alexandra Roeger, abriu a sessão, seguindo-se a apresentação dos resultados desta edição do Programa de Ação para Valorização do Rio Cávado, pelo primeiro secretário executivo da CIM Cávado, Luís Macedo, que traçou um balanço positivo do trabalho realizado, salientando o envolvimento dos vários parceiros.

Posteriormente, foi feita a avaliação dos resultados do projeto e perspetivas para a quinta edição, num painel onde participaram a Vice-presidente da Camara Municipal de Esposende, Alexandra Roeger, o Presidente do Conselho de Administração da Esposende Ambiente, Paulo Marques, e Maria de Lurdes Rufino, do Mosteiro de Tibães.

Ivone Magalhães, do Museu Municipal de Esposende, abordou “O Património do Cávado: a história de um território” e, a encerrar a sessão, procedeu-se à abertura da exposição fotográfica: “Segredos do Cávado”, que percorrerá os seis municípios que compõem a CIM Cávado. Tendo como mote o Ano Europeu do Património Cultural, esta mostra, uma das ações do programa de ação do AQUA Cávado, visa dar a conhecer o vasto património construído de natureza cultural e infraestrutural, de natureza hidráulica e de obras de arte sobre os Rios Cávado e Homem. A exposição estará patente até ao próximo dia 11 de outubro, no Centro de Informação Turística de Esposende, podendo ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 9h00h e as 12h30 e das 14h00 às 17h30.

O Programa de Ação para Valorização do Rio Cávado é promovido pela CIM Cávado - Comunidade Intermunicipal do Cávado, em estreita colaboração com os seis municípios que a integram (Esposende, Barcelos, Braga, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro). Assenta na promoção da utilização responsável e conservação do Rio Cávado e seus afluentes, atendendo ao valor crescente do seu património ambiental e natural, assim como à importância da preservação do equilíbrio dos seus ecossistemas naturais. Como membro da CIM Cávado - Comunidade Intermunicipal do Cávado, o Município de Esposende tem vindo a promover a realização de um conjunto de iniciativas a nível local, dedicadas particularmente ao Rio Cávado e ao recurso água de um modo geral.

O AQUA Cávado surgiu em 2014, sob tutela da CIM Cávado e da Agência de Energia do Cávado, constituindo um projeto de caráter supramunicipal orientado para a sensibilização, conservação e valorização do património natural contido nas faixas ribeirinhas dos Rios Cávado e Homem. Os parceiros estratégicos são os Municípios que integram a CIM Cávado, bem como como a Esposende Ambiente, o Mosteiro de Tibães, a Esposende 2000, a Katavus e o Diário do Minho. Decorre anualmente entre o dia 22 de março, Dia Mundial da Água, e o dia 1 de outubro, Dia Nacional da Água.

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CABECEIRAS DE BASTO DESFILA AS TRADIÇÕES DAS SUAS GENTES

Milhares de pessoas aplaudiram Cortejo Etnográfico que trouxe à rua ‘A música da minha Terra’

Milhares de pessoas assistiram ontem, dia 23 de setembro, ao magnífico cortejo etnográfico que percorreu as principais ruas da vila, promovendo e divulgando a cultura popular e etnográfica de Cabeceiras de Basto.

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Este cortejo reflete o trabalho de uma equipa - constituída pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, pelas Juntas de Freguesia, responsáveis pela Comissão de Festas, associações e coletividades, entre outros - que nos últimos meses trabalharam, envolvendo as diferentes faixas etárias da população na produção e concretização deste desfile dos usos e costumes mais genuínos desta terra de Basto.

Centenas de pessoas foram, assim, mobilizadas para construir e ornamentar os carros alegóricos, bem como participar nos mesmos, dando corpo a um magnífico cortejo que surpreendeu o numeroso público que se posicionou ao longo do trajeto.

O Cortejo Etnográfico, que integrou o programa das Festas do Concelho, trouxe este ano à rua o tema ‘A música da minha Terra’. A freguesia de Abadim apresentou ‘As cantigas da desfolhada’; a União de Freguesias de Alvite e Passos os ‘Altifalantes Salsinha’, a União de Freguesias do Arco de Baúlhe e Vila Nune as ‘Novenas da Sra. dos Remédios’; Bucos integrou o cortejo com o ‘Grupo das Capuchas’; Cabeceiras de Basto apresentou o ‘Bailarico na Aldeia’; a Faia trouxe a ‘Música e vinho nas encostas da Faia’; a União de Freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas o ‘Serrar a velha’; Pedraça as ‘Cantigas da Segada’; a União de Freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela o ‘Rancho da Cambada’; e Riodouro apresentou ‘As serenatas’ e ‘ Os cantares da levada da aldeia’, este último carro dinamizado pela Associação Vilela com Vida.

Na tribuna assistiram ao Cortejo Etnográfico o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, e os vereadores Dr. Mário Machado, Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa.

Não participou neste cortejo a freguesia de Basto por motivo que justificou com a realização de um evento social naquela freguesia que mobilizou os seus habitantes.

Também a Junta de Freguesia de Cavez não participou, desconhecendo-se, neste caso, qualquer justificação.

A Câmara Municipal louva e enaltece todo trabalho desenvolvido pelas Juntas de Freguesia participantes neste cortejo que primou pela qualidade das representações etnográficas que mostraram de uma forma muito criativa, bela, cuidada e realista as tradições, os usos e costumes de cada uma das freguesias.

A Câmara Municipal lamenta que o povo de Cavez não pudesse estar representado, por decisão da sua Junta de Freguesia, que se recusou a participar, lamento ainda mais sentido, uma vez que o tema ‘A música da minha Terra’ é muito querido às gentes de Cavez. Com efeito, nesta freguesia existem três ranchos folclóricos que têm levado longe o nome de Cavez e de Cabeceiras de Basto.

De salientar que, no final, foram entregues lembranças a todas as freguesias participantes na edição 2018 do Cortejo Etnográfico.

A Feira que também é Festa de S. Miguel continua até ao próximo dia 30 de setembro, domingo, emprestando a esta vila um cenário de grande beleza e animação.

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Cortejo Etnográfico 2018

BRAGA VIU DESFILAR TRADIÇÕES DO MUNDO RURAL

O “Cortejo etnográfico foi o ponto alto de uma semana dedicada às tradições das Freguesias do Concelho” de Braga.

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Braga deu destaque às tradições rurais e ao melhor do que o Concelho tem para oferecer a nível etnográfico, gastronómico e cultural.

A Semana do Mundo Rural e das Freguesias teve como palco central o Parque de São João da Ponte e apresentou um programa rico e diversificado, que teve como ponto alto o Cortejo Etnográfico, para além de concertos, desfile de moda, feira de artesanato, entre outras atracções representativas do mundo rural.

Fotos: Município de Braga

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BRAGA REALIZA CORTEJO ETNOGRÁFICO

Cortejo Etnográfico da Semana do Mundo Rural e das Freguesias. Domingo, 16 de Setembro, às 14h30, com saída e chegada no Estádio 1.º de Maio, em Braga

O Município de Braga promove o Cortejo Etnográfico da Semana do Mundo Rural e das Freguesias, que se realiza Domingo, 16 de Setembro, às 14h30.

O cortejo tem saída do Estádio 1.º de Maio, percorre a Avenida da Liberdade até ao cruzamento da Avenida João XXI, fazendo depois o percurso inverso.

Recordamos que, entre as 14h30 e as 18h30 de Domingo, 16 de Setembro, é proibido o trânsito automóvel no acesso da Avenida Imaculada Conceição à Avenida da Liberdade;

Pelo mesmo motivo e no período mencionado, o trânsito é especialmente condicionado em todas as artérias que conflituem com o trajecto do cortejo, nomeadamente:

  • Acesso da Avenida João XXI à Avenida da Liberdade;
  • Praça e Rua Araújo Carandá;
  • Rua Américo Ferreira Carvalho e Largo Sr. Dos Aflitos; Rua dos Barbosas;
  • Rua e Largo da Devesa;
  • Rua de Santo Adrião;
  • Acesso da Rua Conselheiro Lobato à Avenida da Liberdade

HISTÓRIA E TRADIÇÕES DESFILAM NAS FEIRAS NOVAS EM PONTE DE LIMA

O Cortejo Histórico e Etnográfico que se realiza na Feiras Novas em Ponte de Lima é porventura o mais grandioso dos desfiles do género que se realizam em Portugal. Ele convida a uma autêntica viagem no tempo pelos acontecimentos que constituíram marcos históricos relevantes na vida de Ponte de Lima e do país. E, a par, uma mostra dos usos e costumes que dizem bem da nossa identidade – como minhotos e portugueses!

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Quem nunca foi às Feiras Novas de Ponte de Lima não conhece o que de mais alegre e exuberante existe no nosso país, a jovialidade das nossas gentes, o seu sentir e a sua paixão por tudo quanto é genuinamente português e minhoto.

As Feiras Novas são uma festa ímpar, certamente inigualável em todo o Minho. É festa! É feira! É estúrdia! É araial! É uma volúpia de cores e sensações – uma autêntica embriaguez de alegria, deslumbramento da paisagem, de paladares do sarrabulho e do vinho verde! É um autêntico festival dos sentidos.

- É o Minho!

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.com/

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CORTEJO ETNOGRÁFICO DAS FEIRAS NOVAS EM PONTE DE LIMA É O MAIS GRANDIOSO DE PORTUGAL

Cortejo etnográfico das Feiras Novas mostrou a magia, paixão e alegria de ser limiano

As Feiras Novas de Ponte Lima viveram este sábado um dos momentos mais marcantes da festa com o cortejo etnográfico, no qual participaram 28 das 39 freguesias do concelho.

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Durante mais de três horas, milhares de pessoas puderam assistir ao desfile das mais típicas tradições de Ponte de Lima num momento que se assume como a exaltação do orgulho limiano.

A pesca da lampreia no rio Lima, o Samiguel de Cabaços, a Romaria de Santa Justa, os ferreiros, as furnas de carvão, o linho, a recolha do leite e a matança do porco foram alguns dos 28 quadros temáticos que compuseram o cortejo.

Várias horas antes do início do desfile já havia festa rija pelas ruas da vila. Na central de camionagem, um grupo com 30 pessoas de Cucujães abancou para almoçar e começou a tocar concertina e a dançar. "Representamos uma escola de concertinas fundada há doze anos e há sete que vimos às Feiras Novas. O ponto de encontro é na central de camionagem, começamos aqui a festa e daqui seguimos para a romaria", explicou António Neves, porta-voz do grupo.

E a festa já pulsava junto às escolas onde se começa a formar o cortejo. Trajados a rigor, centenas de figurantes organizavam-se junto aos carros para cumprir o epílogo de várias semanas de trabalho, a maior parte do qual feito por carolice de quem espera um ano inteiro por esta festa. De Arcozelo veio uma comitiva com 24 pessoas representar a pesca da lampreia e o trabalho artístico na pedra. "Esperamos um ano para esta explosão de alegria e cor", assegurou Susana Luciano, uma das figurantes de Arcozelo.

Ana Machado, presidente da Associação Concelhia das Feiras Novas, salientou o envolvimento das freguesias no cortejo e considerou-o como "a maior manifestação de cultura popular e tradição" da festa.

As Feiras Novas começaram na quarta-feira prolongam-se até à próxima segunda-feira e, para a responsável, o feedback até agora está a ser "muito positivo". "Este está a ser mais um ano de sucesso e achamos que foi conservado o mais importante em termos de limianismo, tradição e de bem-receber", afirmou Ana Machado.

O cortejo etnográfico das Feiras Novas foi presidido pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que evidenciou as tradições limianas no contexto da diversidade cultural do país. "O turismo da Ribeira Lima sempre foi de grande qualidade que se afirma com manifestações como esta", considerou o ministro, admitindo que também tem raízes minhotas. "Vim várias vezes às Feiras Novas quando era novo, não como ministro e não à tarde. Era mais à noite, quando andava na faculdade", acrescentou, entre risos.

O presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, considerou que a "valorização do mundo rural é fundamental para o desenvolvimento sustentável do concelho", designadamente do ponto de vista turístico.

Ao longo do desfile não faltou o que comer e beber e foram muitas as gargalhadas que se ouviram à passagem de determinadas encenações. "As Feiras Novas são magia, paixão, amor e alegria. Viva esta romaria", disse Laurinda Cunha, uma limiana do rancho de S. Martinho da Gandra antes do início do cortejo, vincando um sentimento que é comum à população de Ponte de Lima durante estes dias.

No domingo, a programação tem como pontos altos o cortejo histórico e a tourada. A segunda-feira é dedicada às cerimónias religiosas dedicadas à Senhora das Dores.

Fonte: Idalina Casal / https://www.jn.pt/

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HISTÓRIA E TRADIÇÃO DESFILAM EM VIANA DO CASTELO NOS FESTEJOS DE NOSSA SENHORA DA AGONIA

As gentes de Viana do Castelo sairam à rua para contar a História da sua cidade e dar a conhecer as suas tradições mais genuínas. Os períodos mais marcantes do seu passado foram apresentados em quadros alegóricos que mostraram nomeadamente a construção da ponte Eiffel e a chegada do comboio.

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E, como não podia deixar de suceder, a sua participação na grande saga dos Descobrimentos Portugueses e das navegações marítimas que se seguiram, incluindo a pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova.

Ao desfile não faltaram os cabeçudos e gigantones, os grupos de zés pereiras e as bandas filarmónicas, as peixeiras da ribeira de Viana e as lavradeiras das aldeias rurais em redor daquela que outrora era denominada por Viana da Foz do Minho – consagrada como a Princesa do Lima!

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Mas, sobretudo, não faltou o povo, o verdadeiro obreiro da festa que é sua – e da Senhora d’Agonia! E não foi a ausência dos grandiosos espectáculos pirotecnicos tão apreciados pelas nossas gentes que deitaram a festa a perder porque a sua grandiosidade e brilho é suficiente para manter o seu prestígio como a maior romaria de Portugal.

Fotos: José Carlos Vieira

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