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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PROF. DOUTORA TERESA SOEIRO VAI A LOURES FALAR SOBRE “O CORPO DE DEUS EM PENAFIEL E A SINGULARIDADE DOS SEUS BAILES”

A conferência insere-se no programa do FolkLoures’19, numa organização do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures

“O Corpo de Deus em Penafiel e a singularidade dos seus bailes” é o tema da conferência que a Prof. Doutora Teresa Soeiro vai proferir em Loures no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde habitualmente reúne a Assembleia Municipal de Loures.

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Por sua vez, o Município de Penafiel far-se-á representar pela Dra. Rosário Marques, Coordenadora do Serviço Educativo e de Gestão de Colecções do Museu Municipal de Penafiel, que há vários anos tem acompanhado o processo de recuperação dos Bailes do Corpo de Deus.

Entretanto, para além das suas danças e cantares tradicionais, o Grupo Folclórico de Penafiel traz no dia 6 de Julho, ao FolkLoures uma das tradições mais genuínas e pouco conhecidas da sua região – o Baile dos Pedreiros!

Natural do Porto, Prof. Doutora Teresa Soeiro é Licenciada em História e Doutorada em Pré-História e Arqueologia, com Pós-Graduação em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde exerce a sua actividade docente desde 1981, leccionando diversas disciplinas nos cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento em Arqueologia e Estudos do Património.

Professora Associada do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da FLUP, é actualmente investigadora integrada do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória”.

Foi Directora do Museu Municipal de Penafiel entre 1985 e 2007, e Chefe de Projecto requisitada pelo Ministério da Cultura para a Estrutura de Projecto do Museu do Douro de 2001 a 2004.

Ao longo do seu percurso profissional e académico tem-se dedicado às áreas temáticas do Património relacionadas com a Arqueologia, a Etnografia e o Património Imaterial, sendo autora de livros e artigos científicos publicados em Portugal e no estrangeiro, tendo igualmente comissariado diversas exposições permanentes e temporárias em vários espaços museológicos.

Dirigiu e participou ainda de escavações arqueológicas no Norte de Portugal e na Galiza, com particular destaque para o Castro de Monte Mozinho, das quais foi Directora Científica entre 1981 e 1999, e Coordenadora do Projecto de Valorização e Dinamização do Parque Arqueológico de Monte Mozinho

Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, nomeadamente o Prémio de Valor e Mérito, atribuído pela Associação de Amigos do Museu Municipal de Penafiel em 2015, o Prémio Pedrón de Honra 2014, atribuído pela Fundación Pedrón de Ouro (Galiza), a Medalha de Honra da Freguesia de Eja e título de Cidadã Honorária atribuído pela Junta de Freguesia de Eja em 2014,e a Medalha de Ouro do Concelho de Penafiel, proposta pela Câmara Municipal e aprovada por unanimidade e aclamação na Assembleia Municipal de Penafiel, em 2000.

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Perdem-se nos tempos as origens do “Baile dos Pedreiros”, aliás à semelhança de outras tradições do concelho de Penafiel como o “Baile dos Ferreiros” e o “Baile dos Pretos”. Estes bailes devem a sua existência ao Tombo das festas de Corpo de Deus em que cada corporação de artes e ofícios teria de apresentar, nas referidas festas, um baile bem constituído, bem trajado e com uma dança bem conseguida.

Descreve o escritor valenciano José Augusto Vieira, na sua obra “O Minho Pitoresco”, que no ano 1887, os Pedreiros vestiam de branco com faixa vermelha na cinta, barrete encarnado na cabeça, e traziam a tiracolo uma cabaça com bebida e a merenda. Sustentavam ainda numa das mãos um pico.

O mestre vestia de igual modo com excepção da casaca preta e de uma régua e de um esquadro que trazia nas mãos. A mestra vestia de lavradeira, o rapaz dos picos, do mesmo modo que os pedreiros. O meirinho, que era a figura da justiça naquela altura, vestia uma levita, cartola na cabeça, trazia uma bengala e empunhava uma arma…

Desfilavam pela cidade ao som de uma marcha, tocada por uma rebeca, instrumento pouco habitual hoje em dia, quando paravam encenavam uma dança em que o Mestre cumprimentava as entidades e relatava as obras que tinha realizado, desafiando os Pedreiros a dizer também.

A certa altura entre o Meirinho, o mestre e a mestra, desenrola-se uma pequena discussão, em que tudo acaba em paz.

Estes bailes correram o risco de se perderem. Porém, graças à Câmara Municipal de Penafiel e ao Grupo Folclórico de Penafiel, foram os mesmos reavivados, constituindo o FolkLoures’19 o palco privilegiado para destacar uma das tradições mais genuínas do povo português.

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MUSEU DE ARTE POPULAR ESTÁ DE VOLTA!

Ministra da Cultura quer reabrir o Museu de Arte Popular

Reabertura do museu integra-se num plano nacional para recuperar as artes e ofícios portugueses dando-lhe um potencial económico. Primeira iniciativa dedicada à cestaria realiza-se em julho.

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O artesão do bunho Manuel Ferreira

© Gustavo Bom/ Global Imagens

Manuel Ferreira estende as mãos para mostrar a pele gretada, os dedos grossos, as articulações salientes. As mãos são, há 31 anos, o seu principal instrumento de trabalho. É com elas que mede a "macheia" de bunho com que começa cada peça, que ata os caules num molho, que molda a primeira curva, que puxa com força a agulha e entrelaça as meadas até formar uma espécie de um tecido grosso e resistente. Dali há de nascer um banco, uma cadeira, um sofá, uma cesta ou outra coisa qualquer que a imaginação queira e a técnica permita. "É um trabalho muito pesado para o corpo", diz Manuel Ferreira, de 64 anos, que já não consegue passar um dia inteiro sentado no seu banquinho nem tem a força que costumava ter. "Antes fazia dois bancos por dia, agora demoro dois dias para fazer um banco."

Sob o olhar atento da cadela Linda, o senhor Manuel trabalha todos os dias na oficina que fica na antiga Escola Prática de Infantaria de Santarém, ao lado da cesteira Maria das Neves. "Há 30 anos, éramos dez no curso do bunho e outros dez no curso de cestaria, agora só restamos nós. Os outros desistiram todos", explica. Por um lado porque o trabalho é pesado, por outro porque não rende assim tanto. "Para começar é preciso aprender, ter um espaço, ter os materiais, e depois trabalhar algum tempo até começar a ganhar algum dinheiro. E não é assim tão fácil. Os jovens preferem outros trabalhos." Na região, só há mais um artesão que trabalha o bunho.

É para tentar alterar um pouco esta situação que, em julho, Manuel Ferreira vai ser um dos mestres artesões a participar no "summer camp" sobre tecnologias de cestaria portuguesa que vai acontecer no Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa. O "summer camp" é uma iniciativa do Ministério da Cultura que tem planos não só para programar mais atividades naquele espaço em Belém como também para reabrir o museu de forma permanente, revela ao DN Graça Fonseca. "O MAP tem um espólio extraordinário. Neste momento o museu está fechado e todo o seu acervo está no Museu de Etnologia, mas temos planos para reabri-lo." Claro que os planos estão sujeitos ao resultado das eleições legislativas em outubro próximo mas a ministra quer "deixar tudo pronto para o Governo seguinte poder reabrir o museu até 2020", explica.

Recuperar o "saber fazer português"

"Hoje em dia, felizmente, as artes e ofícios deixaram de ser uma coisa rejeitada pelas novas gerações, já não têm problemas em trabalhar com as mãos", diz Graça Fonseca, sublinhando que os jovens estão a redescobrir esse tipo de trabalho manual que além de ter uma componente de sustentabilidade (ligada à ecologia) pode também abrir possibilidades de negócio. "Há aqui uma oportunidade, julgamos nós, de regressar às artes e ofícios e de recuperar o saber fazer português, quer de uma perspetiva cultural, ou seja, o património imaterial, quer numa perspetiva de ativo económico."

Para isso, o Ministério da Cultura, em parceria com a Fundação Michelangelo e com a colaboração da Fundação Ricardo Espírito Santo, começou por programar uma iniciativa ligada à cestaria, "uma das técnicas mais antigas humanidade". "Hoje em dia, em Portugal estima-se que a idade média dos cesteiros ande à volta dos 70 anos, estamos com um saber fazer bastante envelhecido e existem evidentes problemas para os que ainda têm oficinas em conseguir atrair aprendizes, novos a quem passar o conhecimento, e também têm dificuldade de acesso ao mercado internacional e no fundo na valorização da sua arte e do seu produto", explica a ministra.

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Ministra da Cultura Graça Fonseca visitou a coleção de cestaria que está no Museu de Etnologia

© Reinaldo Rodrigues

O "summer camp" que decorre de 15 de agosto a 2 de julho será, antes de mais, uma ação de formação em que participam cinco mestres artesãos, de regiões diferentes do país e que trazem consigo diferentes técnicas, e 10 aprendizes (cinco nacionais e cinco estrangeiros). A ação de formação decorre no MAP e, simultaneamente, haverá uma exposição com algumas das peças da coleção de cestaria do MAP e outras atividades abertas ao público. "A nossa ideia é que durante 15 dias o museu esteja aberto e vivo e as pessoas possam vir cá conhecer a coleção de cestaria, contactar com os artesãos, perceber como é que se faz." Para setembro está prevista uma exposição maior, em que além da coleção de cestaria vão estar também as peças que foram criadas pelos aprendizes, resultado do "summer camp".

Depois de se avaliar o sucesso deste "summer camp", o passo seguinte é tornar este tipo de iniciativas mais regulares. Para isso, a ministra da Cultura pretende criar o Plano Nacional do Saber Fazer Português, assente em quatro pilares: preservação, educação, capacitação e promoção.

Primeiro, há que conhecer artes e ofícios de Portugal, diz Graça Fonseca. "Não há um conhecimento estruturado do país, de onde é que estão as unidades produtivas, onde estão os diferentes artesãos, qual o nível de risco. Há um trabalho a fazer de identificação e avaliação." No caso da cestaria, esse mapeamento está já a ser feito pelas curadoras da coleção de cestaria, que trabalham no Museu de Etnologia.

Depois, há a educação - o passar o conhecimento. "Temos de ter programas de aprendizado, transformar este summer camp em algo estruturado e recorrente. Para isso, teremos de trabalhar com o Ministério da Educação, as escolas e os centros profissionais", explica.

A capacitação passa por "trabalhar junto das unidades de produção que existam e dos indivíduos que têm o saber", o que será feito em colaboração com o Ministério do Trabalho e o Instituto de Formação Profissional. "A ideia é capacitar as pessoas para terem um plano de negócios, a forma de comunicar o seu produto e de chegar ao mercado. Sabemos que muitos dos artesãos têm problemas nesta fase."

E depois "um último eixo que é importante, que é a promoção", explica Graça Fonseca. "É preciso chegar ao mercado nacional e internacional - isso é fundamental." Para isso, conta com as parcerias do Turismo e AICEP. "Estes produtos são gourmet e estão muito bem posicionados para o mercado do luxo mas também para um mercado ligado à sustentabilidade", em ambos os casos podem ter um papel importante não só para a economia como para a promoção da imagem do país e para o turismo.

Qual o papel do Museu de Arte Popular?

O Museu de Arte Popular foi inaugurado em 1948 e nasceu da reformulação do antigo pavilhão criado para a Exposição do Mundo Português (1940). O MAP teve uma vida atribulada, sobretudo, após o 25 de Abril. Em 2000 iniciaram-se obras de requalificação do museu que tinha entrado em decadência e que levariam ao encerramento do espaço em 2003. Em 2006, a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que o MAP iria ser transformado em Museu da Língua Portuguesa. Mas nem todos gostaram das notícias.

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António Ferro na inauguração do Museu de Arte Popular em julho de 1948

© Arquivo DN

O movimento pela reabertura do MAP incluiu a criação de um blogue e de uma petição online que reuniu mais de três mil assinaturas. Em Dezembro desse ano, a nova ministra, Gabriela Canavilhas, anunciou que o museu "é para se manter tal como estava (...), dedicado à arte popular portuguesa". A reabertura aconteceu em 2010, sob a direção de Andreia Galvão, mas o projeto acabaria por fracassar.

Nos últimos anos, o MAP tem recebido exposições avulsas e nem sempre relacionadas com o tema do museu. O seu espólio encontra-se no Museu de Etnologia, que é na verdade quem tutela o espaço. Paulo Costa, diretor de Etnologia, é, por inerência, também o diretor do MAP.

"O museu tem uma história complicada", admite a ministra da Cultura. "Mas temos de ultrapassar isso." "Muitas destas técnicas de que estamos a falar estão representadas no museu", explica. Além da cestaria, a coleção integra cerâmica, azulejo, tapeçaria e muitas outras artes tradicionais. "Este museu foi constituído para mostrar o que é a arte popular portuguesa, não só temos as peças como temos toda a documentação, é um repositório de conhecimento que é muito importante quando pensamos em pegar neste saber para o reinventar", explica Graça Fonseca.

"O que nos queremos é reinstalar o museu na sua vocação original, de mostrar o que é a arte popular portuguesa, mas que seja um museu virado para o futuro. Não é num sentido saudosista. Para nos conseguirmos projetar o futuro convém conhecer o passado e perceber o presente. E portanto temos que conhecer bem a arte popular portuguesa, que é distinta das outras, temos que identificar o nosso ADN porque é isso que faz a diferença no mercado. E é a partir daqui que nós podemos projetar o futuro."

Para pensar a melhor maneira de concretizar esta ideia, o Ministério da Cultura está a criar um grupo informal de trabalho, de que farão partes personalidades como a artista Joana Vasconcelos, a historiadora e especialista em museologia Raquel Henriques da Silva e o jurista Gomes de Pinho que, além de administrador da Fundação Vieira da Silva, é também um grande colecionador de arte popular. Ter exposições permanentes e temporárias, abrir um espaço de oficinas, pensar em ligações com as escolas e com o mercado, programar atividades para o público mas também com a comunidade dos artesãos - são muitos os pormenores a debater. "Vamos discutir o que deve ser o museu de arte popular no século XXI e como pode funcionar", garante Graça Fonseca. "O potencial é enorme."

A ministra da Cultura espera, assim, ter tudo pronto antes das eleições para que o museu abra de novo as portas de forma permanente em 2020: "As verbas vão estar previstas no orçamento do próximo ano vamos e deixar para o próximo Governo tudo preparado quer para avançar para o plano nacional quer para organizar a reabertura do museu."

Fonte: https://www.dn.pt/

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Interior do museu em 2010

© Arquivo DN

NO MÊS DE MAIO A MAGIA DA MÁSCARA ESTÁ EM BELÉM! A XIV EDIÇÃO DO FIMI CONTARÁ COM A PARTICIPAÇÃO DE VÁRIOS GRUPOS INTERNACIONAIS

De 16 a 19 de Maio o Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) irá apresentar, no Jardim da Praça do Império em Belém, quatro dias de verdadeira animação! Entre caretos, foliões e mascarados, está garantido um dos maiores eventos envolvendo a ancestral tradição dos rituais da máscara.

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A 14ª edição do FIMI, irá apresentar uma forte programação, estando previstos workshops, exposições, danças tradicionais, debates, espetáculos de música, mostra de produtos regionais, ateliers de artesanato, animação infantil e ainda vários momentos de animação de rua com grupos de máscaras vindos de Portugal, Espanha, Colômbia, Hungria, Macau e Sardenha.

O ponto alto do festival, o Grande Desfile da Máscara Ibérica, acontecerá dia 18 de Maio, sábado, e contará com a participação de 42 grupos de máscaras e centenas de participantes.

Venha descobrir a magia da máscara, de 16 a 19 de Maio, em Belém! Todos os dias a partir das 10h30, com entrada livre!

Saiba mais sobre a programação em www.fimi.pt ou em @festivaldamascara.

MONÇÃO DEBATE "DEVOÇÕES DE FRONTEIRA, PEREGRINAÇÕES, FESTAS E ROMARIAS NO MUNDO IBÉRICO"

Divulgação do Seminário Internacional Devoções de Fronteira. Peregrinações, Festas e Romarias no Mundo Ibérico

Decorrerá nos próximos dias 11 e 12 de abril, na Casa Museu de Monção, Unidade Cultural da Universidade do Minho sita na vila de Monção, um Seminário Internacional sob a temática Devoções de Fronteira. Peregrinações, Festas e Romarias no Mundo Ibérico.

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Este Seminário conta com a participação de reputados investigadores portugueses e espanhóis especialistas nestas matérias provenientes das Universidades de Saragoça, Huelva e Santiago de Compostela em Espanha e do lado português da Universidade do Minho e Fernando Pessoa.

Destacam-se as comunicações do Prof. Doutor Eliseo Serrano Martín (Universidade de Saragoça) “Devociones en la Contrarreforma: santos nuevos, santos en discusión”, do Prof. Doutor David González Cruz (Universidade de Huelva) “Modelos religiosos y devocionales en la frontera suroccidental de Europa” e da Prof. Doutora Ofélia Rey Castelao (Universidade de Santiago de Compostela) “Santos patronos dos dous lados da fronteira: unha cuestión de identidade".

Para as temáticas mais locais e nacionais destacam-se as conferências que vão ser proferidas pela Prof. Doutora Marta Lobo (Lab 2-PT/Univ. do Minho) “Devoções numa Misericórdia de fronteira: o caso de Monção na Idade Moderna”, pelo Prof. Doutor José Viriato Capela (Lab 2-PT/Univ. do Minho) “Devocionário de fronteira”; Prof. Doutor Álvaro Campelo (Universidade Fernando Pessoa) "A fronteira e as rotas de Peregrinação entre a Galiza e o Minho. Uma antropologia do espaço fronteiriço"; Dr. Ernesto Português “Devoções de Monção que cruzam a fronteira: Nossa Senhora dos Milagres e São Vicente Ferrer” e Prof. Doutora Elisa Lessa (ILCH/Universidade do Minho) “Devoções de Fronteira no feminino: o gosto das monjas músicas pelos vilancicos e chançonetas dos séculos XVII e XVIII”.

Na 6ª feira, dia 12, da parte da tarde o Seminário decorrerá em Paredes de Coura para uma conferência e visita guiada à Confraria do Espírito Santo efetuada pelo Dr. Victor Paulo (Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura).

A Organização deste Seminário Internacional é da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e do Lab 2PT/Universidade do Minho e conta com o apoio do Município de Paredes de Coura, do Lab 2PT/Universidade do Minho e do Departamento de História/Universidade do Minho.

A Comissão Científica deste evento está assegurada pela Professora Doutora Ofélia Rey Castelao da Universidade de Santiago de Compostela e pelos Professores José Viriato Capela Professora e Doutora Maria Marta Lobo de Araújo da Universidade do Minho.

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EM TEMPO DE QUARESMA AS JORNADAS CULTURAIS | “PORQUE SE FAZEM AS FESTAS?” DEBATEM A IMPORTÂNCIA DOS RITUAIS RELIGIOSOS

A 3ª SESSÃO DE DEBATES TERÁ LUGAR EM CASTELO DE VIDE

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Aproveitando o período de reflexão da Quaresma e a celebração da Páscoa este mês, a 3ª sessão de debates das Jornadas Culturais | “Porque Se Fazem As Festas?”  convida-o/a para uma conversa sobre "Os Rituais Religiosos".

A região anfitriã desta iniciativa será Castelo de Vide, um município conhecido pelas suas tradicionais celebrações da Semana Santa. A sessão decorrerá dia 6 de Abril, às 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Tendo como principal objetivo a divulgação e valorização do património cultural de Portugal, estas Jornadas Culturais proporcionam um amplo debate e a reflexão sobre a importância cultural, identitária e socioeconómica de tradições portuguesas na comunidade de hoje, utilizando uma abordagem de carácter multidisciplinar.

A 3ª sessão de debates, organizada pela Progestur e Fundação Inatel, tem como parceira a Universidade Lusófona e conta também com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Vide.

PONTE DA BARCA: NUMISMÁTICA DIVULGA ETNOGRAFIA

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca e o Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda apresentam a moeda alusiva aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, da série Etnografia Portuguesa, da autoria de Isabel Carriço e Fernando Branco, e do Livro Caretos e Coretos, com texto de Vera Marques Alves e ilustração de Carolina Celas.

A sessão terá lugar no dia 2 de março, às 15 horas, nas Portas do Parque de Lindoso, Ponte da Barca.

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GALIZA DEBATE TRAJE VIGUÊS

Polémica en las redes por el traje atribuido a Vigo

El desconocimiento de la cultura gallega del programa de TVE “Maestros de la costura” indignó a especialistas vigueses del folklore

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“Quedamos escandalizados, parece mentira que un programa con esos medios non se esforzase máis, xa que no mesmo Museo del Traje de Madrid, aparecen varios modelos típicos de Galicia”. Así, Patricia González, costurera e investigadora de la indumentaria tradicional de Galicia asegura que “nunca houbo un traxe de Vigo, como moito pódese falar dun da área de Pontevedra, para nós é como ridiculizarnos”. El programa “Maestros de la Costura”, de TVE, consiste en que los candidatos a diseñadores elaboren un modelo inspirado en una propuesta del jurado, en este caso fue presentado por Lorenzo Caprile como un supuesto traje de Vigo que en realidad se correspondía al traje regional gallego "creado" por el franquismo.

A lo largo de todo el día las redes sociales se inundaron de comentarios, ya que el colectivo implicado en la recuperado del traje no se explican de dónde sacaron esa denominación. “O único que se nos ocorreu que é que fora consecuencia das ‘luces de Abel”, bromeó González en referencia a la mediática iluminación navideña de la ciudad.

Un traje de la zona de Pontevedra, recuperado por Patricia González y mostrado en  una Exposición do Traxe, en la Festa da Reconquista.

Al margen de la anécdota, la indignación se centra en el modelo escogido, una clara referencia al traje  creado por la Sección Femenina: “Franco quixo unificar o folclore co que creou unha indumentaria que correspondería á ‘galeguiña’ da época, para nós non pasa de ser un disfraz”, afirmou Patricia González, responsable de las exposiciones alrededor del traje gallego que cada año se inauguran con la Festa da Reconquista. Apunta como único acierto el dengue, una de las piezas más antiguas de la indumentaria gallega que se encontraba en rojo o negro en las cuatro provincias. En cuanto a la falda, señala que éstas siempre eran más largas, a la altura del tobillo y el mantelo, sí bien se utilizaba, se llevaba de otra forma.

“Deixei de ver o programa porque é imposible facer con cariño nada en tan pouco tempo”, afirmó la costurera, que tiene su propia línea de diseños inspirados en la indumentaria tradicional y que comercializa a través de la páginas de Facebook Obradoiro Costura Saiáns.n

Ana Baena / http://www.atlantico.net/

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FOLCLORE: SERÁ QUE O TRAJE EVOLUI SEMPRE?

Existe uma certa ideia segundo a qual o traje classificado por tradicional evolui sempre pelo que, em consequência, defender as tradições seria preservá-las no nosso tempo tal como elas existiam antigamente. Sucede que essa maneira de pensar constitui um absurdo, a não ser que pretendamos confinar o povo de uma determinada região a uma espécie de “reserva” onde poderiam ser contemplados por curiosos turistas visitantes desses parques, como sucede nalguns locais dos Estados Unidos da América.

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As transformações sociais como a revolução industrial é exemplo, ditam frequentemente o desaparecimento de alguns costumes, incluindo o trajar, porque o trabalho artesanal e doméstico foi substituído pelos teares industriais e a criatividade do povo pela influência das nações mais industrializadas que exportam as suas modas e formas de viver. E o capitalismo enriquece com a produção padronizada e a massificação de hábitos e costumes, sendo por conseguinte avesso à preservação da diferença, incluindo a identidade dos povos!

Não raramente, certos costumes ficam lá atrás, cristalizados no tempo. É o que sucede, a título de exemplo, com a forma de trajar e o traje propriamente dito. Não mais se vêem lavradeiras no Minho com o seu trajar garrido como outrora a não ser nas festas e romarias como elemento folclórico. Mas, a função do rancho folclórico é o de preservar a memória de uma forma viva e atraente, de uma peça museológica que pertence ao passado, sem pretender alterar a marcha da História trazendo para o presente aquilo que não faz parte do seu quotidiano.

- Defender as tradições não é jamais pretender regressar à Pré-História!

Foto: Sérgio Moreira

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS EXPÕE FOTOGRAFIA SOBRE ETNOGRAFIA DO BARROSO

A sombra do tempo: Exposição de fotografia etnográfica organizada pelo Centro de Estudos Regionais

Entre os dias 7 e 15 de fevereiro estará patente na Galeria da Santa Casa de Misericórdia de Viana do Castelo a exposição “A sombra do tempo – Itinerários narrativos de memórias de lugares. Covas do Barroso (Boticas)”, de Pedro Pereira e Mário João Braga, organizada pelo Centro de Estudos Regionais.

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De acordo com os autores, A sombra do tempo é uma exposição de fotografia etnográfica que se arquiteta numa sequência de quadros etnográficos que se constituem como uma proposta de itinerário narrativo patrimonial de Covas do Barroso (Boticas). Sugere-se partir de um quadro inicial, expresso numa singela marca primeva (a sombra do tempo) que, por contágio etnográfico, dialogará com outros quadros, compostos por outras marcas culturais, procurando desenhar uma geografia narrativa do património cultural de Covas do Barroso (Boticas).

A exposição, cuja abertura da exposição ocorrerá no dia 7 de fevereiro, às 17.00 horas, é organizada pelo Centro de Estudos Regionais, associação cultural com sede em Viana do Castelo, correspondendo aos seus propósitos de divulgação do património e de projetos que contribuam para a reflexão em torno da sua relevância para o desenvolvimento e sustentabilidade dos territórios e das comunidades.

A entrada é livre.

A direção do Centro de Estudos Regionais

JORNADAS CULTURAIS | “PORQUE SE FAZEM AS FESTAS?” VOLTAM A DEBATER A IMPORTÂNCIA DE FESTAS E RITUAIS ANCESTRAIS

A 2ª SESSÃO DE DEBATES TERÁ LUGAR NA CASA DO CARETO, EM MACEDO DE CAVALEIROS

As Jornadas Culturais | “Porque Se Fazem As Festas?” estão de volta ao norte do país, desta vez para abordar o tema das “Festividades do Entrudo”.  Após o sucesso da 1ª sessão, esta iniciativa dá início à 2ª sessão de debates que se realizará no próximo dia 2 de fevereiro, pelas 15h00, na Casa do Careto em Podence, Macedo de Cavaleiros.

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Aproveitando o facto de estarmos perto do período de Entrudo e em terra dos (re)conhecidos Caretos de Podence, nada melhor do que refletir sobre as tradições desta altura do ano e sobre os vários aspetos multidisciplinares que as envolvem.

Tendo como principal objetivo a divulgação e valorização do património cultural de Portugal, estas Jornadas Culturais proporcionam um amplo debate e a reflexão sobre a importância cultural, identitária e socioeconómica de tradições portuguesas na comunidade de hoje, utilizando uma abordagem de carácter multidisciplinar.

A 2ª sessão de debates, organizada pela Progestur e Fundação Inatel, tem como parceira a Universidade Lusófona e conta também com o apoio da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Centro de Música Tradicional Sons da Terra e Casa do Careto | Caretos de Podence.

VILA DE SALTO (MONTALEGRE) É TERRA MINHOTA E DEVERIA SER DEVOLVIDA A CABECEIRAS DE BASTO

Em 1 de Setembro de 1915, foi pelo deputado Augusto José Vieira apresentado ao Senado, em nome da Junta de Paróquia da freguesia de Salto, uma proposta solicitando que fosse colocado à discussão o projecto de lei que anexava aquela freguesia ao concelho de Cabeceiras de Basto em relação à qual, aliás, já havia pertencido. Também o governador civil de Braga apresentou idêntica proposta em nome dos paroquianos da freguesia de Salto.

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Sucede que, numa perspectiva histórica e etnográfica, os habitantes da vila de Salto – actualmente a maior freguesia do concelho de Montalegre – preservam a sua identidade e costumes minhotos, mau grado por razões políticas terem sido "transferidos" para um concelho transmontano.

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Rezava assim a proposta então apresentada:

“O Sr. Presidente :—Consulto a Câmara sobre a admissão à discussão do seguinte projecto de lei publicado no Diário do Governo de 8 do corrente:

Senhores Deputados – Vem de longos anos o desejo dos habitantes da freguesia de Salto, concelho e comarca de Montalegre e distrito de Vila Rial, a desanexação da sua freguesia desse concelho e comarca, para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto.

E esse desejo não é "por política, nem por capricho, mas tam somente por motivos de ordem económica para a freguesia de Salto c comodidade dos seus habitantes.

Com efeito, quási todo o comércio da freguesia é feito com a região de Cabeceiras de Basto, e muito principalmente com a sede do concelho, devido a haver mais facilidade de comunicação com esta vila, por virtude de serem melhores.

Mas, outros motivos há, e esses também muito de atender, quais sejam as distancias a que fica a freguesia dos dois concelhos.

Da freguesia de Salto à sede do concelho de Montalegre, a distância é de cerca de 35 quilómetros, cujos caminhos são de difícil passagem e de grande aspereza as regiões a percorrer, quase sempre cobertas de neve devido à vila do Montalegre ser situada nas serranias de Trás-os-Montes, ao passo que a distancia da sede do concelho de Cabeceiras de Basto, é apenas de 15 quilómetros cujo caminho, como se disse, é de fácil percurso.

E pelo que respeita às cabeças de distrito, a distância da de Vila Ilial é do 125 quilómetros e da de Braga de 65 quilómetros.

De notar é também que a freguesia de Salto fica muito mais perto da sede do concelho de Cabeceiras de Basto do que algumas freguesias que a este concelho pertencem, tais como: Gondiàes, Vilar, Samão e outras.

Pertenceu já a freguesia de Salto ao concelho de Cabeceiras de Basto, até o ano de 1834, tendo sido deste concelho desanexada para ser anexada ao do Montalegre, para satisfação de interesses políticos com absoluto desprêzo dos interesses e comodidades dos povos das duas regiões.

Pelo exposto, e ainda pelo desejo manifestado por 277 cidadãos naturais c residentes na freguesia do Salto, que assinam a representação dirigida à Câmara dos Deputados, no número dos quais se compreendem os representantes da junta de paroquia da mesma freguesia, pedindo a sua anexação ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto, pedido corroborado pela Câmara Municipal desse concelho em representação dirigida à mesma Câmara, tenho a honra de propor o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.° E desanexada a freguesia do Salto do concelho o comarca de Montalegre para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras do Basto.

Art. 2.° Para a Câmara Municipal do concelho de Cabeceiras de Basto passam quaisquer encargos respeitantes à freguesia, de Salto e que sejam da responsabilidade da. Câmara Municipal de Montalcgre.

Art. 3." Fica a mesma freguesia de Salto pertencendo ao distrito do Braga, sendo desanexada do de Vila Rial de Trás--os-Montes.

Art. 4.° Fica revogada a legislação em contrário.

Sala das Sessões, em 7 de Maio de 1914. =0 Deputado, Augusto José Vieira.”

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O deputado Augusto José Vieira nasceu no Funchal em 19861, tendo militado no Partido Republicano Português. Foi ainda presidente da Associação do Registo Civil e secretário da Federação do Livre Pensamento, tendo exercido a carreira docente que escolheu em detrimento da carreira militar que inicialmente se propunha seguir.

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Como espaço habitado e evangelizado, Salto é já referido no Paroquial Suévico como uma das trinta paróquias já existentes, no último terço do século VI e pertencentes à catedral de Braga. As suas raízes históricas ligam-na ao Minho desde tempos muito remotos!

Fotos: Wikipédia e Junta de Freguesia de Salto

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GALIZA / LUGO. O DRAMA DOS ANCARES: O ABANDONO DO PATRIMÓNIO ETNOGRAFICO

Manuel Rodríguez, veciño de Cervantes, leva quince anos divulgando os tesouros etnolóxicos dos Ancares, e aspira a mudar a comarca en Parque Nacional ou Natural

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Palloza en Cervantes | Miguel Núñez

Manuel Rodríguez Blasco, Antonio Álvarez e a Asociación Castaño y Nogal

A comarca dos Ancares integra a serra do mesmo nome, que se estende dende o pico Miravales, na triple fronteira entre Galicia, León e Asturias, ata o porto do Portelo, nas inmediacións dos Montes do Cebreiro. Este espazo natural comprende os Ancares lucenses e os Ancares leoneses. No ámbito ten refuxio preto do 93 por cento da flora de Galicia, proba obxectiva do interese ambiental.

A zona fora declarada no seu día Reserva da Biosfera, Reserva Nacional de Caza, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Zona de Especial Protección para as Aves (ZEPA) ou Lugar de Interese Comunitario; mais o certo é que ningunha destas declaracións administrativas aporta protección real e efectiva ao patrimonio cultural, natural, flora e fauna ancaresa, ao non incluír plans de actuación sobre o territorio nin aportar fondos, co efecto negativo de percibilas a poboación local como negativas, ao ter a sensación de vivir baixo restriccións proteccionistas sen alcance nin efecto.

Os Ancares é un espazo xeográfico de montaña único en Europa, que irmanda parte dos últimos bosques primixenios da cordilleira cantábrica, con algún dos patrimonios etnográficos máis importantes do continente. Isto débese a unha ortografía senlleira, que propiciou a conservación deses bosques e dos usos milenarios de habitantes, que quedaron conxelados no tempo, mentres desaparecían en moitos outros lugares de Europa, feito pouco coñecido e divulgado.

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Pallozas de Piornedo | Turismo de Galicia

Entre os elementos máis importantes de carácter etnográfico e cultural dos Ancares, achamos construccións de teito vexetal, de arquitectura redonda; algunhas datan da Idade de Bronce, polo que falamos dun legado de máis de dous mil anos. As pallozas son a súa máxima expresión: vivenda redonda, de teitume vexetal, onde habitaban persoas e animais, que compartían estancia e calor, sen compartimentos de saída para o fume, que se filtraba entre as varas de centeo do teito.

Vencellado a isto atopamos adheridos, tanto nas vellas pallozas coma nas casas máis modernas, os hórreos, de colmazo vexetal. Trátase dun celeiro aéreo, de herdo celta, de planta cadrada ou de tipo asturiano, a catro augas. Ademais da arquitectura vexetal, observamos outra de corte tradicional, un pouco menos arcaica, como é a arquitectura da lousa, da que se conservan bastantes exemplos.

Desgraciadamente, todas as administracións, a Xunta de Galicia –máximo responsable do patrimonio galego– o Estado español e a Unión Europea, fixeron ouvidos xordos ás peticións de rescate do patrimonio único ancarés. Hogano estímase que quedan apenas un cento de pallozas do lado galego da serra, das que tan só unha ducia atópase nun estado medianamente aceptable. O resto, ou ben atópanse baixo protexcores metálicos coma a uralita ou o fibrocemento, ou ben perderon total ou parcialmente a teitura vexetal, en estado de ruína total ou parcial, o que resulta incomprensible en pleno século XXI e nun dos estados da Unión Europea, por falta dun plan de rehabilitación e conservación.

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Restos en Cervantes dun rexio pombal de planta circular | Patrimonio dos Ancares

No caso dos hórreos, apenas poderían contabilizarse entre cincuenta e cen hórreos con teito de palla, pouquísimos tendo en conta que hai apenas cincuenta anos a totalidade das casas contaban cun destes celeiros aéreos para a súa subsistencia. Canda a iso, cómpre engadir a perda de centos de vivendas de lousa tradicional, debido á enorme despoboación da comarca, máis dun 73 por cento no último século.

O caso ancarés é un extremadamente grave para a realidade etnográfica en Europa, pois algúns dos seus conxuntos son dos máis numerosos do continente. O Piornedo, Vilarello de Donís, Pando, Robledo, Moreira, Deva, Degrada… son algúns dos exemplos máis importantes e que contan cuns poucos anos de esperanza para evitar esta enorme perda, da que todos somos herdeiros e propietarios. Os Ancares urxen a que as administracións fagan algo xa, é unha loita contrarreloxo.

Non é abondo dotar a devandita comarca histórica de títulos chamativos e merecidos –Reserva da Biosfera, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Lugar de Interese Comunitario, etcétera–, senón que hai que aplicar as medidas axeitadas, actuando con eficacia e responsabilidade, para frear o lapidario deterioro de dito patrimonio. Menos distincións, e máis accións e subvencións.

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Pallozas en A Pedriña, parte do patrimonio en forma de itinerarios que propón o Instituto de Estudos do Territorio | As Nogais

Suxiro que o mellor xeito de sensibilizar aos responsábeis políticos comprometidos coa tarefa é que deixen de pisar a moqueta dos despachos, e acodan ao escenario natural dos Ancares, a sentir a suavidade do céspede verde e centenario, a respirar aire puro, non contaminado pola toxicidade burocrática, a escoitar o rumor do vento e recollerse nas sombras das árbores. É posible que unhas horas de acougo e soidade en tan solemne e cautivador escenario estimulasen a súa sensibilidade e xenerosidade durmidas.
Non só as persoas son titulares de dereitos, como proclama a doutrina oficial, tamén o son os territorios cando reúnen determinadas características sociais e culturais, e cando constitúen un espazo histórico e patrimonial acreditado. No caso dos Ancares, é obriga das administracións públicas o conservar e preservar dito ancestral patrimonio.

Fonte: Óscar Bernárdez / http://lugoxornal.gal/

PRESIDENTE DO MUNICÍPIO ARCUENSE APRESENTA NA CASA DO POVO DO SOAJO A MOEDA ALUSIVA AOS ESPIGUEIROS DO SOAJO

Apresentada a moeda com os Espigueiros de Soajo

“A Eira dos Espigueiros é o símbolo da nossa cultura tradicional (...)Esta moeda reforça o orgulho que temos na nossa História, na nossa gente e na nossa terra” – afirmou João Esteves Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

No âmbito das moedas Comemorativas 2018, a Casa da Moeda procedeu à cunhagem de um exemplar alusivo aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, integrado na série “Etnografia Portuguesa”, com a imagem da Eira Comunitária dos Espigueiros de Soajo, um dos ex-libris do concelho, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983.

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A apresentação pública deste exemplar foi feita no passado sábado, dia 1 de Dezembro, na Casa do Povo de Soajo, numa sessão que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, João Esteves, do Presidente da Junta de Soajo, Manuel Barreira, dos escultores da mesma, Fernando Branco e Isabel Carriço, do Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Gonçalo Caseiro e muitos populares.

A moeda "Espigueiros do Noroeste Peninsular" conta com um valor facial de 2,5 euros e tem edição limitada a 60.000 moedas.

Foi com grande satisfação que o Presidente da Câmara assistiu à apresentação desta moeda, “mais um reconhecimento a Soajo que, ao integrar esta série de 6 moedas comprova que a Eira dos Espigueiros é um dos elementos que compõem a identidade portuguesa. (…) Esta moeda também contribui para a valorização do nosso património cultural e para a promoção e divulgação da nossa terra”.

Destacando o valor que o Município atribui ao Património Cultural na estratégia de desenvolvimento cultural, social e económico de Arcos de Valdevez, a Câmara Municipal tem realizado várias ações de valorização do mesmo, sendo disso exemplo a inauguração da escultura comemorativa dos 500 anos do Foral de Soajo, a inauguração, no próximo dia 15 de Dezembro, do Centro Interpretativo do Barroco, na Igreja do Espirito Santo, a publicação de livros sobre o concelho, o apoio à musica tradicional e ao teatro como foi o caso da teatralização da peça “O juiz de Soajo”, a valorização da área arqueológica do Gião e dos Fortins do Extremo, entre outras.

João Esteves agradeceu à Casa da Moeda e finalizou dizendo que  “Quando valorizamos o Património valorizamos a nossa terra. (…) e fazemos avançar o concelho de Arcos de Valdevez.

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CASA DA MOEDA LEVA OS ESPIGUEIROS DO SOAJO À NUMISMÁTICA PORTUGUESA

ESPIGUEIROS DO NOROESTE (OURO PROOF)

Com o intuito de colocar em evidência alguns elementos da cultura tradicional que compõem a nossa identidade, a INCM, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, criou a série de moedas de coleção intitulada «Etnografia Portuguesa».

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A sexta e última moeda desta série, da autoria dos escultores Isabel Carriço e Fernando Branco, é alusiva aos Espigueiros do Noroeste da Península Ibérica, engenhosas construções populares em pedra e madeira ligadas à cultura do milho, destinadas a armazenar e proteger os cereais das pragas animais e das intempéries.

O conjunto de 24 espigueiros em pedra do Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983, constitui um magnífico exemplo destas obras da arte popular.

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POSTAL ILUSTRADO MOSTRA "GRUPO DE BANHEIROS” EM VILA PRAIA DE ÂNCORA

Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, é porventura a mais afamada e concorrida estância baldenar do Minho.

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Um postal centenário dá-nos conta de um "grupo de banheiros” junto à lage da Praia Norte, a qual ainda lá existe. O postal deverá ter sido editado antes de 1911 em virtude de ainda utilizar a grafia em vigor antes da Convenção Ortográfica imposta pelos republicanos naquele ano ou seja, pouco tempo após a implantação do novo regime.

Por outro lado, a gravura mostra um grupo de banhistas e não de “banheiros” – estes vestiam-se de forma diferente e encontravam-se ao serviço do Real Instituto de Socorros a Náufragos - o qual, apesar do Alto Patrocínio da Rainha D. Amélia, após a mudança de regime passou a designar-se simplesmente por Instituto de Socorros a Náufragos, assim se mantendo na actualidade.

Trata-se, pois, de pessoas da região que porventura resolveram ir a banhos, transportando eventualmente um delas o merendeiro numa cesta de vime coberta com um pano. Os fatos são os que à época se usavam pelos banhistas e a boina muito usual das gentes minhotas e galegas.

Com vista a despertar um maior interesse comercial e recorrendo a um expediente muito comun nesta profissão, o editor do postal muito provavelmente juntou pessoas de diferentes estatutos sociais e profissionais que ocasionalmente se encontravam na praia sem nenhuma relação familiar entre si, nomeadamente um pescador e uma família de banhistas de origem citadina...

Não esquecer as origens galegas dos pescadores de Vila Praia de Âncora… e, finalmente, convém não correr atrás do primeiro “boneco” que aparece quando pretendemos identificar o traje tradicional!

RIO CÁVADO UNE GENTES DA REGIÃO

Projeto “AQUA Cávado: o rio que nos une” com balanço positivo da quarta edição.  “Segredos do Cávado” em exposição no Centro de Informação Turística 

No dia 1 de outubro, Dia Nacional da Água, decorreu, no Centro de Informação Turística de Esposende, a sessão de encerramento da quarta edição do projeto “AQUA Cávado: o rio que nos une”.

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A Vice-presidente da Camara Municipal de Esposende, Alexandra Roeger, abriu a sessão, seguindo-se a apresentação dos resultados desta edição do Programa de Ação para Valorização do Rio Cávado, pelo primeiro secretário executivo da CIM Cávado, Luís Macedo, que traçou um balanço positivo do trabalho realizado, salientando o envolvimento dos vários parceiros.

Posteriormente, foi feita a avaliação dos resultados do projeto e perspetivas para a quinta edição, num painel onde participaram a Vice-presidente da Camara Municipal de Esposende, Alexandra Roeger, o Presidente do Conselho de Administração da Esposende Ambiente, Paulo Marques, e Maria de Lurdes Rufino, do Mosteiro de Tibães.

Ivone Magalhães, do Museu Municipal de Esposende, abordou “O Património do Cávado: a história de um território” e, a encerrar a sessão, procedeu-se à abertura da exposição fotográfica: “Segredos do Cávado”, que percorrerá os seis municípios que compõem a CIM Cávado. Tendo como mote o Ano Europeu do Património Cultural, esta mostra, uma das ações do programa de ação do AQUA Cávado, visa dar a conhecer o vasto património construído de natureza cultural e infraestrutural, de natureza hidráulica e de obras de arte sobre os Rios Cávado e Homem. A exposição estará patente até ao próximo dia 11 de outubro, no Centro de Informação Turística de Esposende, podendo ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 9h00h e as 12h30 e das 14h00 às 17h30.

O Programa de Ação para Valorização do Rio Cávado é promovido pela CIM Cávado - Comunidade Intermunicipal do Cávado, em estreita colaboração com os seis municípios que a integram (Esposende, Barcelos, Braga, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro). Assenta na promoção da utilização responsável e conservação do Rio Cávado e seus afluentes, atendendo ao valor crescente do seu património ambiental e natural, assim como à importância da preservação do equilíbrio dos seus ecossistemas naturais. Como membro da CIM Cávado - Comunidade Intermunicipal do Cávado, o Município de Esposende tem vindo a promover a realização de um conjunto de iniciativas a nível local, dedicadas particularmente ao Rio Cávado e ao recurso água de um modo geral.

O AQUA Cávado surgiu em 2014, sob tutela da CIM Cávado e da Agência de Energia do Cávado, constituindo um projeto de caráter supramunicipal orientado para a sensibilização, conservação e valorização do património natural contido nas faixas ribeirinhas dos Rios Cávado e Homem. Os parceiros estratégicos são os Municípios que integram a CIM Cávado, bem como como a Esposende Ambiente, o Mosteiro de Tibães, a Esposende 2000, a Katavus e o Diário do Minho. Decorre anualmente entre o dia 22 de março, Dia Mundial da Água, e o dia 1 de outubro, Dia Nacional da Água.

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