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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CELORICENSE AIDA ARAÚJO DUARTE LANÇA LIVRO "VILLA DE BASTO ESTUDO LINGUÍSTICO E ETNOGRÁFICO"

O Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, em Celorico de Basto, vai receber este fim de semana, dia 9 de novembro, pelas 15h30, a apresentação do livro “Villa de Basto Estudo Linguístico e Etnográfico” da autora Celoricense Aida Araújo Duarte.

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O livro, segundo a autora, é “um contributo para a divulgação de aspectos da Etnografia e do modo de falar das gentes do lugar do Castelo, concelho de Celorico de Basto, nos anos 70”. Um retrato de um pedaço de território rural profundo apresentado em livro pela autora celoricense residente no Porto, autora de outras obras amplamente conhecidas como a “Filha da Montanha e do Vento”, a “Limpidez Ausente” e as “Sandálias da Lucinda”.

Uma autora versátil na forma de escrita passando pelos contos, pela poesia, pelo romance e agora, “numa paixão imensurável à tua terra” como salienta o Vereador da cultura da Câmara Municipal de Celorico de Basto, pela história e memória “numa obra voltada para a histórias das gentes que povoaram a Villa de Basto até aos anos 70, onde se evidencia o rigor e a excelência, como é apanágio desta autora”.

A apresentação do livro da autora Aida Araújo Duarte, em Celorico de Basto, direciona-se a todos os interessados em conhecer um pouco mais da história e memória da Villa de Basto e do Concelho, e terá lugar no Centro Cultural, no próximo dia 9 de novembro, pelas 15h30. 

AS BRUXAS SÃO AS SACERDOTISAS DO PAGANISMO

Quais sacerdotisas dos ritos próprios do culto pagão, as chamadas bruxas desde sempre povoam o nosso imaginário, associado ao mal e representando figuras demoníacas que ao longo dos séculos foram inculcadas nas nossas mentes pela religião Cristã que entre nós viria a impor-se ao paganismo. Tal como a figura de Pã, deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores veio ao longo da Idade Média a ficar associada à do Diabo transfigurado na dama pé-de-cabra.

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Proveniente do latim paganus que significa literalmente camponês ou rústico, o paganismo constitui uma forma de expressão religiosa em íntima comunhão com os fenómenos da natureza e profundamente ligado às necessidades espirituais do indivíduo inserido no mundo rural. Prova evidente dessa realidade constitui as tradições que respeitam aos ritos do inverno e ao culto dos mortos, desde os peditórios de “Pão Por Deus” até à “Serração da Velha”, passando pela celebração do solstício de Inverno e o Entrudos, celebrações quase todas convertidas em celebrações cristãs como o Natal, como se de festividades pagãs não se tratassem a sua origem. O mesmo sucede com outras festividades como o Solstício de Verão, com os seus ritos associados ao fogo e transformados em festividades são-joaninas.

Existem entre nós vestígios de antigos santuários pagãos como a do deus Endovélico na região do Alandroal, registando a própria toponímia a sua ancestral influência como sucede com a serra do Larouco, proveniente do deus Laraucus.

Porém, no ano 312 deu-se a alegada conversão do Imperador Constantino ao Cristianismo e, a partir do ano 392, passou o paganismo a ser proibido no Império Romano e consequentemente reprimido e perseguido, sendo essas medidas agravadas com a pena de morte a partir de 435 para quem praticasse ritos envolvendo o sacrifício de animais. Não obstante, o paganismo continuou a praticar-se, de forma mais ou menos discreta, sobretudo entre as gentes que viviam no campo. E a conversão à nova religião trazida pelos invasores romanos não foi tarefa fácil, deparando-se com maiores dificuldades entre os povos de regiões com maior apego às mais ancestrais tradições como se verificou no Minho e em Trás-os-Montes.

Os antigos templos e santuários pagãos foram destruídos para em seu lugar serem erguidas igrejas, o mesmo sucedendo com as encruzilhadas dos caminhos rurais e outros locais de culto nas aldeias que deram lugar a cruzeiros e a pequenos nichos contendo retábulos com as “alminhas” do Purgatório que passaram espiritualmente a aterrorizar as mentes dos humildes camponeses, até então habituados a uma relação mais sadia com a natureza que os rodeavam. Os sacerdotes pagãos conferiram uma nova roupagem às festas pagãs, procurando por esse meio conferir-lhes um novo sentido.

Mas, ainda assim, a religiosidade pagã sobrevive ao lado da nova fé, traduzida na manutenção de velhas tradições como as máscaras transmontanas e as festas dos caretos, o entrudo e as fogueiras de S. João. E, mesmo no Minho onde aparentemente existe forte religiosidade cristã, o que se verifica realmente é uma verdadeira manifestação de exuberância que caracteriza o minhoto, mais não constituindo a festa cristã do que um pretexto para exteriorizar a sua alegria como uma forma de profunda comunhão com a vida e o meio que o rodeia, iluminada por magníficas girândolas de fogo-de-vistas que revelam o seu apego embora inconsciente a antigas práticas religiosas.

Devemos a tais práticas religiosas pagãs os nossos mais profundos conhecimentos de medicina popular no uso das mais variadas espécies botânicas, o saber da meteorologia baseado na observação constante dos fenómenos naturais e da própria astronomia transmitido de geração em geração através de axiomas, a riqueza da nossa gastronomia e um infinito universo de conhecimentos que fazem parte do rico património do nosso folclore.

Com o decorrer do tempo, as perseguições acentuaram-se, tornando-se mais implacáveis durante a Idade Média e sobretudo no período da Inquisição. As sacerdotisas do paganismo eram perseguidas sob a acusação de bruxaria, sempre associada a práticas identificadas com ritos satânicos e talentos que lhes permitiam voar sentadas em rudimentares vassouras…

Nos tempos que correm, tais feitos mais não passam de fantasias literárias e até antigos rituais ligados ao culto dos mortos foram pela sociedade de consumo transformados em motivos de diversão, tal como no passado foram associados ao mal. Mas, o certo é que as bruxas jamais deixaram de existir e o paganismo parece estar de volta!

ESPOSENDE: FOLCLORE ANIMA FESTA DO PÃO EM MARINHAS

Mais uma vez, a Festa do Pão que anualmente se realiza em Marinhas, no concelho de Esposende, saldou-se por um grandioso êxito. A juntar-se às centenas de esposendenses que afluíram à iniciativa, é cada vez maior o número de pessoas que aproveitam a ocasião para visitar o concelho. E, como não podai deixar de acontecer em terra minhota, a festa foi coroada com a atuação de vários grupos folclóricos da região.

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Entre as diversas atividades, a Festa do Pão contou com a recriação de uma desfolhada e malhada na eira, cantares ao desafio e o festival de folclore propriamente dito no qual participaram o Rancho Folclórico de Fonte Boa, o Rancho Folclórico de Nossa Senhora da Abadia e o Grupo de Danças e Cantares de Aldreu.

Com a realização desta iniciativa, a Câmara Municipal de Esposende visou preservar os usos e costumes, a cultura popular associada à vida do campo e o espírito de salutar convivência entre os elementos dos ranchos concelhios.

Refira-se, para além do seu enorme simbolismo em termos etnográficos, o cultivo do milho é uma tradição enraizada nas terras do Minho, sendo uma das atividades coletivas, gratuitas e recíprocas que, outrora, detinham um importante papel social como forma de entreajuda entre famílias.

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.com/

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CABECEIRAS DE BASTO VIU DESFILAR AS TRADIÇÕES

Cortejo Etnográfico apresentou ‘Da Terra para a Mesa’. Milhares de pessoas assistiram ao desfile

O Cortejo Etnográfico saiu ontem, dia 22 de setembro, à rua, edição 2019 dedicada à temática ‘Da Terra para a Mesa’. Milhares de pessoas assistiram ao magnífico cortejo que percorreu as principais ruas da vila, promovendo e divulgando a cultura popular e etnográfica de Cabeceiras de Basto.

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Centenas de pessoas das várias freguesias foram mobilizadas para construir e ornamentar os carros, bem como para participar nos mesmos, emprestando colorido especial ao emblemático desfile que surpreendeu o numeroso público ao longo de todo o trajeto.

A freguesia de Abadim apresentou neste cortejo a ‘Matança do Porco’; a freguesia de Basto o ‘Pica no Chão; Bucos trouxe à rua o ‘Fumeiro’; Cabeceiras de Basto apresentou o ‘Mel’; Cavez mostrou o ‘Fazer o Vinho’; a Faia trouxe a ‘Feira Semanal’; a freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas exibiu o ‘Cozer o Pão’; Pedraça apresentou as ‘Couves com Feijões’; a freguesia de Refojos, Outeiro e Painzela ‘A Tasca’; e a freguesia de Riodouro ‘a Vitela Barrosã e o Caldo Verde’ mas também a ‘Marmelada’. 

A freguesia de Alvite e Passos e a freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune não integraram, este ano, o Cortejo Etnográfico.

Na tribuna assistiram ao desfile os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, respetivamente, e os vereadores Dr. Mário Machado, Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa.

Este cortejo etnográfico é o resultado do empenhado e abnegado trabalho de uma equipa - constituída pelas Juntas de Freguesia, responsáveis pela Comissão de Festas, associações e coletividades, entre outros, coordenados pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto - que nos últimos meses envolveu as diferentes faixas etárias da população na produção e concretização deste desfile dos usos e costumes mais genuínos desta terra de Basto.

A Câmara Municipal regozija-se por todo o trabalho desenvolvido pelas Juntas de Freguesia participantes neste cortejo que, uma vez mais, se evidenciou pela qualidade, originalidade e autenticidade das representações etnográficas.

No final do cortejo, foram entregues lembranças a todas as freguesias participantes.

A tarde de domingo ficou igualmente marcada pela realização do Encontro de Bombos e Gigantones que juntou neste animado evento os Zés Pereiras de Basto, o Grupo de Bombos Jovens de Basto, o Grupo de Bombos Nuno Álvares de Pedraça, o Grupo de Bombos ‘As Lavradeiras de Chacim’, o Grupo de Bombos de Arnoia (Celorico de Basto) e o Grupo de Bombos e Gigantones de Balteiro (Ribeira de Pena).

Em jeito de balanço podemos dizer que se tratou de um fim de semana de grande festa em Cabeceiras de Basto. Apesar das adversas condições climatéricas que provocaram algumas alterações no programa do passado sábado, foram milhares os Cabeceirenses e visitantes que assistiram às iniciativas propostas pela organização.

O artista Quim Barreiros, cujo espetáculo estava anunciado para o Parque do Mosteiro, atuou no Pavilhão Gimnodesportivo de Refojos, local onde decorreu a ‘Noite de S. Miguel’ muito dedicada à juventude com Hip-Hop e Dj’s.

A Feira e Festas de S. Miguel continuam até ao próximo dia 30 de setembro, segunda-feira, emprestando a esta vila um cenário de grande beleza e animação.

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INVESTIGADORA MARIA BARTHEZ APRESENTA EM LISBOA O LIVRO “FRANCISCO LAGE: DA PRÁTICA À TEORIA”

Francisco Lage (1888-1957) foi dramaturgo e etnógrafo, além de grande responsável pelo Museu de Arte Popular.

Maria Barthez vai apresentar a obra “Francisco Lage: Da Prática à Teoria”, em cerimónia que vai ter lugar na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, no próximo dia 12 de setembro, pelas 18 horas, com entrada livre.

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O livro versa a “ação de homem que sempre se preocupou em salvaguardar a autênticidade das nossas tradições populares”.

Do site da BragaTV trasncrevemos a seguinte nota biográfica: “Francisco Lage, natural da freguesia de São José de São Lázaro, revelou-se como um homem de ação, multifacetado, de pensamento eclético, susceptível de visionar o seu interesse pela história, pela arte, pela etnografia, que marcam e aprofundam a sua evolução profissional, enquanto colaborador do Secretariado Nacional da Informação Cultura Popular e Turismo. Personagem responsável pelas atividades folcloristas do SPN/SNI, Francisco Lage foi ainda o autor do programa funcional do Museu de Arte Popular, inaugurado em 1948. Amante de teatro, tendo inclusive sido autor de diversas peças, Francisco Lage dedicou-se também à indústria e teve uma breve passagem pela política local. A si se deve também o interesse pela divulgação do Abade de Priscos, esforço que promoveu nos anos imediatos à morte deste gastrónomo.”

http://www.bragatv.pt/

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TERRAS DE BOURO REALIZA CORTEJO ETNOGRÁFICO

Cortejo Etnográfico de Terras de Bouro Abrilhantou Festas Concelhias em Honra de S. Brás

O Cortejo Etnográfico das Freguesias e Coletividades de Terras de Bouro, realizado no âmbito das Festas Concelhias em Honra de S. Brás, retratou a identidade cultural e patrimonial das freguesias do concelho num percurso realizado no centro da vila de Terras de Bouro e marcado por muita animação e alegria, ondemuitas pessoas provindas de praticamente todas as freguesias apresentaram os usos e os costumes mais genuínos desta terra, promovendo e divulgando a cultura popular e a etnografia local.

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Além da sonoridade característica das nossas aldeias a cargo da Charanga de Vilar da Veiga, desfilaram pelas ruas episódios da ruralidade como a prática da pastorícia, o ciclo do pão, do linho e do vinho, a agricultura tradicional, o gado, para além da componente desportiva local e o património religioso, histórico e cultural das freguesias, entre outros. A riqueza gastronómica do concelho também marcou presença com a oferta aos participantes de iguarias antigamente confecionadas aquando das atividades agrícolas.

A avaliação da melhor representação ficou a cargo de um júri composto por três elementos que avaliaram a originalidade, identidade cultural, interação com o público, criatividade, sátira, decoração da viatura e número de elementos. A Junta de Freguesia de Gondoriz com o tema “O Vinho” ficou em 1º lugar, tendo a Associação “SANIGAV” / Junta de Freguesia da Balança ficado em 2º lugar com o tema “O Casamento” e a Junta de Freguesia de Carvalheira com o 3º lugar com a representação do “Transporte do Bom Jesus da Mós”.

Todos os responsáveis por cada manifestação alegórica deram azo à imaginação e criatividade, mostrando aos locais e visitantes as tradições emblemáticas dos aglomerados rurais, oferecendo um misto de genuinidade e voluntarismo nas respetivas recriações.

Centenas de pessoas foram ao longo dos últimos meses mobilizadas para construir e ornamentar os carros alegóricos, bem como a participar nos mesmos, dando corpo a um cortejo onde a criatividade e a inovação no tratamento dos temas apresentados surpreenderam o numeroso público que marcou presença.

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SANTA MARTA DE PORTUZELO DESFILA EM VIANA DO CASTELO

Santa Marta de Portuzelo leva no próximo dia 9 de Agosto a Viana do Castelo. Desfile tem lugar às 10 horas da manhã a partir do Largo de São Domingos

As mordomas da Romaria de Santa Marta de Portuzelo vão desfilar em Viana do Castelo, levando consigo a beleza e tradição dos seus trajes característicos.

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O desfile tem lugar às 10 horas da manhã, pelas artérias da cidade, após a concentração, no Largo de São Domingos, para a visita de cortesia e apresentação de cumprimentos às entidades civis e religiosas. Às 8 horas, tem lugar a alvorada com salva de morteiros. Segue-se às 8h30 a entrada da Banda Marcial Ribeiradiense e do Grupo de Bombos de Santa Marta de Portuzelo.

Da parte de tarde, às 16 horas, a Banda de Música realiza um concerto no Centro Cívico e, às 18 horas, segue-se o desfile da Mordomia, da cascata para a igreja de Santa Marta, terminando o dia com a celebração de missa cantada em louvor a São Lázaro e pela intenção dos emigrantes.

Esplêndidas nos seus trajes característicos que testemunham a arte exímia das nossas bordadeiras, as mordomas deslumbraram com as suas arrecadas reluzentes, as arrecadas e os brincos à rainha e a grande variedade e riqueza de peças da nossa ourivesaria tradicional cobrindo-lhes o peito.

Fotos: Sérgio Moreira & Sílvia Moreira

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PROF. DOUTORA TERESA SOEIRO VAI A LOURES FALAR SOBRE “O CORPO DE DEUS EM PENAFIEL E A SINGULARIDADE DOS SEUS BAILES”

A conferência insere-se no programa do FolkLoures’19, numa organização do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures

“O Corpo de Deus em Penafiel e a singularidade dos seus bailes” é o tema da conferência que a Prof. Doutora Teresa Soeiro vai proferir em Loures no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde habitualmente reúne a Assembleia Municipal de Loures.

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Por sua vez, o Município de Penafiel far-se-á representar pela Dra. Rosário Marques, Coordenadora do Serviço Educativo e de Gestão de Colecções do Museu Municipal de Penafiel, que há vários anos tem acompanhado o processo de recuperação dos Bailes do Corpo de Deus.

Entretanto, para além das suas danças e cantares tradicionais, o Grupo Folclórico de Penafiel traz no dia 6 de Julho, ao FolkLoures uma das tradições mais genuínas e pouco conhecidas da sua região – o Baile dos Pedreiros!

Natural do Porto, Prof. Doutora Teresa Soeiro é Licenciada em História e Doutorada em Pré-História e Arqueologia, com Pós-Graduação em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde exerce a sua actividade docente desde 1981, leccionando diversas disciplinas nos cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento em Arqueologia e Estudos do Património.

Professora Associada do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da FLUP, é actualmente investigadora integrada do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória”.

Foi Directora do Museu Municipal de Penafiel entre 1985 e 2007, e Chefe de Projecto requisitada pelo Ministério da Cultura para a Estrutura de Projecto do Museu do Douro de 2001 a 2004.

Ao longo do seu percurso profissional e académico tem-se dedicado às áreas temáticas do Património relacionadas com a Arqueologia, a Etnografia e o Património Imaterial, sendo autora de livros e artigos científicos publicados em Portugal e no estrangeiro, tendo igualmente comissariado diversas exposições permanentes e temporárias em vários espaços museológicos.

Dirigiu e participou ainda de escavações arqueológicas no Norte de Portugal e na Galiza, com particular destaque para o Castro de Monte Mozinho, das quais foi Directora Científica entre 1981 e 1999, e Coordenadora do Projecto de Valorização e Dinamização do Parque Arqueológico de Monte Mozinho

Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, nomeadamente o Prémio de Valor e Mérito, atribuído pela Associação de Amigos do Museu Municipal de Penafiel em 2015, o Prémio Pedrón de Honra 2014, atribuído pela Fundación Pedrón de Ouro (Galiza), a Medalha de Honra da Freguesia de Eja e título de Cidadã Honorária atribuído pela Junta de Freguesia de Eja em 2014,e a Medalha de Ouro do Concelho de Penafiel, proposta pela Câmara Municipal e aprovada por unanimidade e aclamação na Assembleia Municipal de Penafiel, em 2000.

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Perdem-se nos tempos as origens do “Baile dos Pedreiros”, aliás à semelhança de outras tradições do concelho de Penafiel como o “Baile dos Ferreiros” e o “Baile dos Pretos”. Estes bailes devem a sua existência ao Tombo das festas de Corpo de Deus em que cada corporação de artes e ofícios teria de apresentar, nas referidas festas, um baile bem constituído, bem trajado e com uma dança bem conseguida.

Descreve o escritor valenciano José Augusto Vieira, na sua obra “O Minho Pitoresco”, que no ano 1887, os Pedreiros vestiam de branco com faixa vermelha na cinta, barrete encarnado na cabeça, e traziam a tiracolo uma cabaça com bebida e a merenda. Sustentavam ainda numa das mãos um pico.

O mestre vestia de igual modo com excepção da casaca preta e de uma régua e de um esquadro que trazia nas mãos. A mestra vestia de lavradeira, o rapaz dos picos, do mesmo modo que os pedreiros. O meirinho, que era a figura da justiça naquela altura, vestia uma levita, cartola na cabeça, trazia uma bengala e empunhava uma arma…

Desfilavam pela cidade ao som de uma marcha, tocada por uma rebeca, instrumento pouco habitual hoje em dia, quando paravam encenavam uma dança em que o Mestre cumprimentava as entidades e relatava as obras que tinha realizado, desafiando os Pedreiros a dizer também.

A certa altura entre o Meirinho, o mestre e a mestra, desenrola-se uma pequena discussão, em que tudo acaba em paz.

Estes bailes correram o risco de se perderem. Porém, graças à Câmara Municipal de Penafiel e ao Grupo Folclórico de Penafiel, foram os mesmos reavivados, constituindo o FolkLoures’19 o palco privilegiado para destacar uma das tradições mais genuínas do povo português.

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MUSEU DE ARTE POPULAR ESTÁ DE VOLTA!

Ministra da Cultura quer reabrir o Museu de Arte Popular

Reabertura do museu integra-se num plano nacional para recuperar as artes e ofícios portugueses dando-lhe um potencial económico. Primeira iniciativa dedicada à cestaria realiza-se em julho.

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O artesão do bunho Manuel Ferreira

© Gustavo Bom/ Global Imagens

Manuel Ferreira estende as mãos para mostrar a pele gretada, os dedos grossos, as articulações salientes. As mãos são, há 31 anos, o seu principal instrumento de trabalho. É com elas que mede a "macheia" de bunho com que começa cada peça, que ata os caules num molho, que molda a primeira curva, que puxa com força a agulha e entrelaça as meadas até formar uma espécie de um tecido grosso e resistente. Dali há de nascer um banco, uma cadeira, um sofá, uma cesta ou outra coisa qualquer que a imaginação queira e a técnica permita. "É um trabalho muito pesado para o corpo", diz Manuel Ferreira, de 64 anos, que já não consegue passar um dia inteiro sentado no seu banquinho nem tem a força que costumava ter. "Antes fazia dois bancos por dia, agora demoro dois dias para fazer um banco."

Sob o olhar atento da cadela Linda, o senhor Manuel trabalha todos os dias na oficina que fica na antiga Escola Prática de Infantaria de Santarém, ao lado da cesteira Maria das Neves. "Há 30 anos, éramos dez no curso do bunho e outros dez no curso de cestaria, agora só restamos nós. Os outros desistiram todos", explica. Por um lado porque o trabalho é pesado, por outro porque não rende assim tanto. "Para começar é preciso aprender, ter um espaço, ter os materiais, e depois trabalhar algum tempo até começar a ganhar algum dinheiro. E não é assim tão fácil. Os jovens preferem outros trabalhos." Na região, só há mais um artesão que trabalha o bunho.

É para tentar alterar um pouco esta situação que, em julho, Manuel Ferreira vai ser um dos mestres artesões a participar no "summer camp" sobre tecnologias de cestaria portuguesa que vai acontecer no Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa. O "summer camp" é uma iniciativa do Ministério da Cultura que tem planos não só para programar mais atividades naquele espaço em Belém como também para reabrir o museu de forma permanente, revela ao DN Graça Fonseca. "O MAP tem um espólio extraordinário. Neste momento o museu está fechado e todo o seu acervo está no Museu de Etnologia, mas temos planos para reabri-lo." Claro que os planos estão sujeitos ao resultado das eleições legislativas em outubro próximo mas a ministra quer "deixar tudo pronto para o Governo seguinte poder reabrir o museu até 2020", explica.

Recuperar o "saber fazer português"

"Hoje em dia, felizmente, as artes e ofícios deixaram de ser uma coisa rejeitada pelas novas gerações, já não têm problemas em trabalhar com as mãos", diz Graça Fonseca, sublinhando que os jovens estão a redescobrir esse tipo de trabalho manual que além de ter uma componente de sustentabilidade (ligada à ecologia) pode também abrir possibilidades de negócio. "Há aqui uma oportunidade, julgamos nós, de regressar às artes e ofícios e de recuperar o saber fazer português, quer de uma perspetiva cultural, ou seja, o património imaterial, quer numa perspetiva de ativo económico."

Para isso, o Ministério da Cultura, em parceria com a Fundação Michelangelo e com a colaboração da Fundação Ricardo Espírito Santo, começou por programar uma iniciativa ligada à cestaria, "uma das técnicas mais antigas humanidade". "Hoje em dia, em Portugal estima-se que a idade média dos cesteiros ande à volta dos 70 anos, estamos com um saber fazer bastante envelhecido e existem evidentes problemas para os que ainda têm oficinas em conseguir atrair aprendizes, novos a quem passar o conhecimento, e também têm dificuldade de acesso ao mercado internacional e no fundo na valorização da sua arte e do seu produto", explica a ministra.

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Ministra da Cultura Graça Fonseca visitou a coleção de cestaria que está no Museu de Etnologia

© Reinaldo Rodrigues

O "summer camp" que decorre de 15 de agosto a 2 de julho será, antes de mais, uma ação de formação em que participam cinco mestres artesãos, de regiões diferentes do país e que trazem consigo diferentes técnicas, e 10 aprendizes (cinco nacionais e cinco estrangeiros). A ação de formação decorre no MAP e, simultaneamente, haverá uma exposição com algumas das peças da coleção de cestaria do MAP e outras atividades abertas ao público. "A nossa ideia é que durante 15 dias o museu esteja aberto e vivo e as pessoas possam vir cá conhecer a coleção de cestaria, contactar com os artesãos, perceber como é que se faz." Para setembro está prevista uma exposição maior, em que além da coleção de cestaria vão estar também as peças que foram criadas pelos aprendizes, resultado do "summer camp".

Depois de se avaliar o sucesso deste "summer camp", o passo seguinte é tornar este tipo de iniciativas mais regulares. Para isso, a ministra da Cultura pretende criar o Plano Nacional do Saber Fazer Português, assente em quatro pilares: preservação, educação, capacitação e promoção.

Primeiro, há que conhecer artes e ofícios de Portugal, diz Graça Fonseca. "Não há um conhecimento estruturado do país, de onde é que estão as unidades produtivas, onde estão os diferentes artesãos, qual o nível de risco. Há um trabalho a fazer de identificação e avaliação." No caso da cestaria, esse mapeamento está já a ser feito pelas curadoras da coleção de cestaria, que trabalham no Museu de Etnologia.

Depois, há a educação - o passar o conhecimento. "Temos de ter programas de aprendizado, transformar este summer camp em algo estruturado e recorrente. Para isso, teremos de trabalhar com o Ministério da Educação, as escolas e os centros profissionais", explica.

A capacitação passa por "trabalhar junto das unidades de produção que existam e dos indivíduos que têm o saber", o que será feito em colaboração com o Ministério do Trabalho e o Instituto de Formação Profissional. "A ideia é capacitar as pessoas para terem um plano de negócios, a forma de comunicar o seu produto e de chegar ao mercado. Sabemos que muitos dos artesãos têm problemas nesta fase."

E depois "um último eixo que é importante, que é a promoção", explica Graça Fonseca. "É preciso chegar ao mercado nacional e internacional - isso é fundamental." Para isso, conta com as parcerias do Turismo e AICEP. "Estes produtos são gourmet e estão muito bem posicionados para o mercado do luxo mas também para um mercado ligado à sustentabilidade", em ambos os casos podem ter um papel importante não só para a economia como para a promoção da imagem do país e para o turismo.

Qual o papel do Museu de Arte Popular?

O Museu de Arte Popular foi inaugurado em 1948 e nasceu da reformulação do antigo pavilhão criado para a Exposição do Mundo Português (1940). O MAP teve uma vida atribulada, sobretudo, após o 25 de Abril. Em 2000 iniciaram-se obras de requalificação do museu que tinha entrado em decadência e que levariam ao encerramento do espaço em 2003. Em 2006, a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que o MAP iria ser transformado em Museu da Língua Portuguesa. Mas nem todos gostaram das notícias.

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António Ferro na inauguração do Museu de Arte Popular em julho de 1948

© Arquivo DN

O movimento pela reabertura do MAP incluiu a criação de um blogue e de uma petição online que reuniu mais de três mil assinaturas. Em Dezembro desse ano, a nova ministra, Gabriela Canavilhas, anunciou que o museu "é para se manter tal como estava (...), dedicado à arte popular portuguesa". A reabertura aconteceu em 2010, sob a direção de Andreia Galvão, mas o projeto acabaria por fracassar.

Nos últimos anos, o MAP tem recebido exposições avulsas e nem sempre relacionadas com o tema do museu. O seu espólio encontra-se no Museu de Etnologia, que é na verdade quem tutela o espaço. Paulo Costa, diretor de Etnologia, é, por inerência, também o diretor do MAP.

"O museu tem uma história complicada", admite a ministra da Cultura. "Mas temos de ultrapassar isso." "Muitas destas técnicas de que estamos a falar estão representadas no museu", explica. Além da cestaria, a coleção integra cerâmica, azulejo, tapeçaria e muitas outras artes tradicionais. "Este museu foi constituído para mostrar o que é a arte popular portuguesa, não só temos as peças como temos toda a documentação, é um repositório de conhecimento que é muito importante quando pensamos em pegar neste saber para o reinventar", explica Graça Fonseca.

"O que nos queremos é reinstalar o museu na sua vocação original, de mostrar o que é a arte popular portuguesa, mas que seja um museu virado para o futuro. Não é num sentido saudosista. Para nos conseguirmos projetar o futuro convém conhecer o passado e perceber o presente. E portanto temos que conhecer bem a arte popular portuguesa, que é distinta das outras, temos que identificar o nosso ADN porque é isso que faz a diferença no mercado. E é a partir daqui que nós podemos projetar o futuro."

Para pensar a melhor maneira de concretizar esta ideia, o Ministério da Cultura está a criar um grupo informal de trabalho, de que farão partes personalidades como a artista Joana Vasconcelos, a historiadora e especialista em museologia Raquel Henriques da Silva e o jurista Gomes de Pinho que, além de administrador da Fundação Vieira da Silva, é também um grande colecionador de arte popular. Ter exposições permanentes e temporárias, abrir um espaço de oficinas, pensar em ligações com as escolas e com o mercado, programar atividades para o público mas também com a comunidade dos artesãos - são muitos os pormenores a debater. "Vamos discutir o que deve ser o museu de arte popular no século XXI e como pode funcionar", garante Graça Fonseca. "O potencial é enorme."

A ministra da Cultura espera, assim, ter tudo pronto antes das eleições para que o museu abra de novo as portas de forma permanente em 2020: "As verbas vão estar previstas no orçamento do próximo ano vamos e deixar para o próximo Governo tudo preparado quer para avançar para o plano nacional quer para organizar a reabertura do museu."

Fonte: https://www.dn.pt/

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Interior do museu em 2010

© Arquivo DN

NO MÊS DE MAIO A MAGIA DA MÁSCARA ESTÁ EM BELÉM! A XIV EDIÇÃO DO FIMI CONTARÁ COM A PARTICIPAÇÃO DE VÁRIOS GRUPOS INTERNACIONAIS

De 16 a 19 de Maio o Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) irá apresentar, no Jardim da Praça do Império em Belém, quatro dias de verdadeira animação! Entre caretos, foliões e mascarados, está garantido um dos maiores eventos envolvendo a ancestral tradição dos rituais da máscara.

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A 14ª edição do FIMI, irá apresentar uma forte programação, estando previstos workshops, exposições, danças tradicionais, debates, espetáculos de música, mostra de produtos regionais, ateliers de artesanato, animação infantil e ainda vários momentos de animação de rua com grupos de máscaras vindos de Portugal, Espanha, Colômbia, Hungria, Macau e Sardenha.

O ponto alto do festival, o Grande Desfile da Máscara Ibérica, acontecerá dia 18 de Maio, sábado, e contará com a participação de 42 grupos de máscaras e centenas de participantes.

Venha descobrir a magia da máscara, de 16 a 19 de Maio, em Belém! Todos os dias a partir das 10h30, com entrada livre!

Saiba mais sobre a programação em www.fimi.pt ou em @festivaldamascara.

MONÇÃO DEBATE "DEVOÇÕES DE FRONTEIRA, PEREGRINAÇÕES, FESTAS E ROMARIAS NO MUNDO IBÉRICO"

Divulgação do Seminário Internacional Devoções de Fronteira. Peregrinações, Festas e Romarias no Mundo Ibérico

Decorrerá nos próximos dias 11 e 12 de abril, na Casa Museu de Monção, Unidade Cultural da Universidade do Minho sita na vila de Monção, um Seminário Internacional sob a temática Devoções de Fronteira. Peregrinações, Festas e Romarias no Mundo Ibérico.

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Este Seminário conta com a participação de reputados investigadores portugueses e espanhóis especialistas nestas matérias provenientes das Universidades de Saragoça, Huelva e Santiago de Compostela em Espanha e do lado português da Universidade do Minho e Fernando Pessoa.

Destacam-se as comunicações do Prof. Doutor Eliseo Serrano Martín (Universidade de Saragoça) “Devociones en la Contrarreforma: santos nuevos, santos en discusión”, do Prof. Doutor David González Cruz (Universidade de Huelva) “Modelos religiosos y devocionales en la frontera suroccidental de Europa” e da Prof. Doutora Ofélia Rey Castelao (Universidade de Santiago de Compostela) “Santos patronos dos dous lados da fronteira: unha cuestión de identidade".

Para as temáticas mais locais e nacionais destacam-se as conferências que vão ser proferidas pela Prof. Doutora Marta Lobo (Lab 2-PT/Univ. do Minho) “Devoções numa Misericórdia de fronteira: o caso de Monção na Idade Moderna”, pelo Prof. Doutor José Viriato Capela (Lab 2-PT/Univ. do Minho) “Devocionário de fronteira”; Prof. Doutor Álvaro Campelo (Universidade Fernando Pessoa) "A fronteira e as rotas de Peregrinação entre a Galiza e o Minho. Uma antropologia do espaço fronteiriço"; Dr. Ernesto Português “Devoções de Monção que cruzam a fronteira: Nossa Senhora dos Milagres e São Vicente Ferrer” e Prof. Doutora Elisa Lessa (ILCH/Universidade do Minho) “Devoções de Fronteira no feminino: o gosto das monjas músicas pelos vilancicos e chançonetas dos séculos XVII e XVIII”.

Na 6ª feira, dia 12, da parte da tarde o Seminário decorrerá em Paredes de Coura para uma conferência e visita guiada à Confraria do Espírito Santo efetuada pelo Dr. Victor Paulo (Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura).

A Organização deste Seminário Internacional é da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e do Lab 2PT/Universidade do Minho e conta com o apoio do Município de Paredes de Coura, do Lab 2PT/Universidade do Minho e do Departamento de História/Universidade do Minho.

A Comissão Científica deste evento está assegurada pela Professora Doutora Ofélia Rey Castelao da Universidade de Santiago de Compostela e pelos Professores José Viriato Capela Professora e Doutora Maria Marta Lobo de Araújo da Universidade do Minho.

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EM TEMPO DE QUARESMA AS JORNADAS CULTURAIS | “PORQUE SE FAZEM AS FESTAS?” DEBATEM A IMPORTÂNCIA DOS RITUAIS RELIGIOSOS

A 3ª SESSÃO DE DEBATES TERÁ LUGAR EM CASTELO DE VIDE

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Aproveitando o período de reflexão da Quaresma e a celebração da Páscoa este mês, a 3ª sessão de debates das Jornadas Culturais | “Porque Se Fazem As Festas?”  convida-o/a para uma conversa sobre "Os Rituais Religiosos".

A região anfitriã desta iniciativa será Castelo de Vide, um município conhecido pelas suas tradicionais celebrações da Semana Santa. A sessão decorrerá dia 6 de Abril, às 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Tendo como principal objetivo a divulgação e valorização do património cultural de Portugal, estas Jornadas Culturais proporcionam um amplo debate e a reflexão sobre a importância cultural, identitária e socioeconómica de tradições portuguesas na comunidade de hoje, utilizando uma abordagem de carácter multidisciplinar.

A 3ª sessão de debates, organizada pela Progestur e Fundação Inatel, tem como parceira a Universidade Lusófona e conta também com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Vide.

PONTE DA BARCA: NUMISMÁTICA DIVULGA ETNOGRAFIA

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca e o Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda apresentam a moeda alusiva aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, da série Etnografia Portuguesa, da autoria de Isabel Carriço e Fernando Branco, e do Livro Caretos e Coretos, com texto de Vera Marques Alves e ilustração de Carolina Celas.

A sessão terá lugar no dia 2 de março, às 15 horas, nas Portas do Parque de Lindoso, Ponte da Barca.

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GALIZA DEBATE TRAJE VIGUÊS

Polémica en las redes por el traje atribuido a Vigo

El desconocimiento de la cultura gallega del programa de TVE “Maestros de la costura” indignó a especialistas vigueses del folklore

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“Quedamos escandalizados, parece mentira que un programa con esos medios non se esforzase máis, xa que no mesmo Museo del Traje de Madrid, aparecen varios modelos típicos de Galicia”. Así, Patricia González, costurera e investigadora de la indumentaria tradicional de Galicia asegura que “nunca houbo un traxe de Vigo, como moito pódese falar dun da área de Pontevedra, para nós é como ridiculizarnos”. El programa “Maestros de la Costura”, de TVE, consiste en que los candidatos a diseñadores elaboren un modelo inspirado en una propuesta del jurado, en este caso fue presentado por Lorenzo Caprile como un supuesto traje de Vigo que en realidad se correspondía al traje regional gallego "creado" por el franquismo.

A lo largo de todo el día las redes sociales se inundaron de comentarios, ya que el colectivo implicado en la recuperado del traje no se explican de dónde sacaron esa denominación. “O único que se nos ocorreu que é que fora consecuencia das ‘luces de Abel”, bromeó González en referencia a la mediática iluminación navideña de la ciudad.

Un traje de la zona de Pontevedra, recuperado por Patricia González y mostrado en  una Exposición do Traxe, en la Festa da Reconquista.

Al margen de la anécdota, la indignación se centra en el modelo escogido, una clara referencia al traje  creado por la Sección Femenina: “Franco quixo unificar o folclore co que creou unha indumentaria que correspondería á ‘galeguiña’ da época, para nós non pasa de ser un disfraz”, afirmou Patricia González, responsable de las exposiciones alrededor del traje gallego que cada año se inauguran con la Festa da Reconquista. Apunta como único acierto el dengue, una de las piezas más antiguas de la indumentaria gallega que se encontraba en rojo o negro en las cuatro provincias. En cuanto a la falda, señala que éstas siempre eran más largas, a la altura del tobillo y el mantelo, sí bien se utilizaba, se llevaba de otra forma.

“Deixei de ver o programa porque é imposible facer con cariño nada en tan pouco tempo”, afirmó la costurera, que tiene su propia línea de diseños inspirados en la indumentaria tradicional y que comercializa a través de la páginas de Facebook Obradoiro Costura Saiáns.n

Ana Baena / http://www.atlantico.net/

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FOLCLORE: SERÁ QUE O TRAJE EVOLUI SEMPRE?

Existe uma certa ideia segundo a qual o traje classificado por tradicional evolui sempre pelo que, em consequência, defender as tradições seria preservá-las no nosso tempo tal como elas existiam antigamente. Sucede que essa maneira de pensar constitui um absurdo, a não ser que pretendamos confinar o povo de uma determinada região a uma espécie de “reserva” onde poderiam ser contemplados por curiosos turistas visitantes desses parques, como sucede nalguns locais dos Estados Unidos da América.

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As transformações sociais como a revolução industrial é exemplo, ditam frequentemente o desaparecimento de alguns costumes, incluindo o trajar, porque o trabalho artesanal e doméstico foi substituído pelos teares industriais e a criatividade do povo pela influência das nações mais industrializadas que exportam as suas modas e formas de viver. E o capitalismo enriquece com a produção padronizada e a massificação de hábitos e costumes, sendo por conseguinte avesso à preservação da diferença, incluindo a identidade dos povos!

Não raramente, certos costumes ficam lá atrás, cristalizados no tempo. É o que sucede, a título de exemplo, com a forma de trajar e o traje propriamente dito. Não mais se vêem lavradeiras no Minho com o seu trajar garrido como outrora a não ser nas festas e romarias como elemento folclórico. Mas, a função do rancho folclórico é o de preservar a memória de uma forma viva e atraente, de uma peça museológica que pertence ao passado, sem pretender alterar a marcha da História trazendo para o presente aquilo que não faz parte do seu quotidiano.

- Defender as tradições não é jamais pretender regressar à Pré-História!

Foto: Sérgio Moreira

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS EXPÕE FOTOGRAFIA SOBRE ETNOGRAFIA DO BARROSO

A sombra do tempo: Exposição de fotografia etnográfica organizada pelo Centro de Estudos Regionais

Entre os dias 7 e 15 de fevereiro estará patente na Galeria da Santa Casa de Misericórdia de Viana do Castelo a exposição “A sombra do tempo – Itinerários narrativos de memórias de lugares. Covas do Barroso (Boticas)”, de Pedro Pereira e Mário João Braga, organizada pelo Centro de Estudos Regionais.

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De acordo com os autores, A sombra do tempo é uma exposição de fotografia etnográfica que se arquiteta numa sequência de quadros etnográficos que se constituem como uma proposta de itinerário narrativo patrimonial de Covas do Barroso (Boticas). Sugere-se partir de um quadro inicial, expresso numa singela marca primeva (a sombra do tempo) que, por contágio etnográfico, dialogará com outros quadros, compostos por outras marcas culturais, procurando desenhar uma geografia narrativa do património cultural de Covas do Barroso (Boticas).

A exposição, cuja abertura da exposição ocorrerá no dia 7 de fevereiro, às 17.00 horas, é organizada pelo Centro de Estudos Regionais, associação cultural com sede em Viana do Castelo, correspondendo aos seus propósitos de divulgação do património e de projetos que contribuam para a reflexão em torno da sua relevância para o desenvolvimento e sustentabilidade dos territórios e das comunidades.

A entrada é livre.

A direção do Centro de Estudos Regionais

JORNADAS CULTURAIS | “PORQUE SE FAZEM AS FESTAS?” VOLTAM A DEBATER A IMPORTÂNCIA DE FESTAS E RITUAIS ANCESTRAIS

A 2ª SESSÃO DE DEBATES TERÁ LUGAR NA CASA DO CARETO, EM MACEDO DE CAVALEIROS

As Jornadas Culturais | “Porque Se Fazem As Festas?” estão de volta ao norte do país, desta vez para abordar o tema das “Festividades do Entrudo”.  Após o sucesso da 1ª sessão, esta iniciativa dá início à 2ª sessão de debates que se realizará no próximo dia 2 de fevereiro, pelas 15h00, na Casa do Careto em Podence, Macedo de Cavaleiros.

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Aproveitando o facto de estarmos perto do período de Entrudo e em terra dos (re)conhecidos Caretos de Podence, nada melhor do que refletir sobre as tradições desta altura do ano e sobre os vários aspetos multidisciplinares que as envolvem.

Tendo como principal objetivo a divulgação e valorização do património cultural de Portugal, estas Jornadas Culturais proporcionam um amplo debate e a reflexão sobre a importância cultural, identitária e socioeconómica de tradições portuguesas na comunidade de hoje, utilizando uma abordagem de carácter multidisciplinar.

A 2ª sessão de debates, organizada pela Progestur e Fundação Inatel, tem como parceira a Universidade Lusófona e conta também com o apoio da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Centro de Música Tradicional Sons da Terra e Casa do Careto | Caretos de Podence.