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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE PROMOVE INCLUSÃO

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Programa “Desporto para Todos” integra 95 crianças e jovens

O Município de Esposende inicia, esta semana, o programa “Desporto para Todos”, um projeto que tem como principal objetivo promover a prática desportiva inclusiva no concelho, dirigido especialmente a crianças e jovens com necessidades educativas especiais.

O programa abrange 95 participantes, provenientes de vários estabelecimentos de ensino do concelho, desde a Educação Pré-Escolar até ao Ensino Secundário, incluindo ainda utentes do núcleo de Marinhas da APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental.

O “Desporto para Todos” assume-se como um instrumento estruturante de inclusão social, igualdade de oportunidades e promoção do bem-estar físico e emocional, através da adaptação das atividades desportivas às capacidades, ritmos e necessidades individuais de cada participante. Segundo a Vereadora da Educação, Paula Cepa, “o programa “Desporto para Todos” reforça o objetivo estratégico do Município de Esposende de se afirmar como um território mais inclusivo, ativo e saudável, garantindo a todos o acesso à prática desportiva em condições de equidade”.

O projeto integra um conjunto diversificado de modalidades desportivas adaptadas, nomeadamente canoagem adaptada, enquanto intervenção terapêutica e educacional em meio aquático; equitação terapêutica, que utiliza o cavalo como coterapeuta, promovendo o equilíbrio, a coordenação psicomotora, a autonomia, a autoconfiança e o desenvolvimento de competências emocionais. O Futebol Inclusivo, direcionado a alunos com perturbações do espetro do autismo, sob o lema “No Futebol Não Há Barreiras, Há Balizas” é outra das novidades. As modalidades de Natação e Hidroterapia integram igualmente este projeto, contudo o seu início está condicionado à conclusão das obras nas Piscinas Foz do Cávado.

O programa “Desporto para Todos” resulta de um trabalho em rede desenvolvido pelo Município de Esposende em articulação com diversas entidades parceiras, designadamente os Estabelecimentos de ensino do concelho, a APPACDM, a Associação Rio Neiva e Clubes desportivos locais, nomeadamente o Forjães Sport Clube, o Clube Hípico do Norte, o Centro Hípico Equivau e a Esposende 2000, E.M.

Enquadrado na estratégia municipal de promoção de estilos de vida ativos, inclusão social e educação para a cidadania, o projeto complementa outras ações desenvolvidas nas áreas do desporto e da educação, com especial enfoque no bem-estar, na participação e na integração plena de toda a comunidade.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE REFORÇA APOIO AOS BOMBEIROS VOLUNTÁOS DO CONCELHO

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A Câmara Municipal de Esposende aprovou, em reunião do executivo e por unanimidade, a atribuição de apoios financeiros às corporações de Bombeiros Voluntários do concelho, no montante global de 107.372.00 euros. Em causa está o apoio à aquisição de viaturas e à melhoria da sua capacidade operacional, nomeadamente da Benemérita Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fão e da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Esposende.

No que respeita à Benemérita Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fão, foi aprovado um apoio financeiro no valor de 47.372.00 euros, correspondente à comparticipação de 50% dos custos de aquisição de uma viatura.

Relativamente à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Esposende, o executivo municipal aprovou a concessão de um apoio financeiro global no montante de 60.000.00 euros, sendo que 42.500.00 euros são destinados à comparticipação de 50% do valor de aquisição de uma viatura e 17.500.00 euros destinam-se a comparticipar 75% das despesas de conservação e manutenção de equipamentos.

Estes apoios inserem-se na política municipal de valorização e fortalecimento dos agentes de Proteção Civil do concelho, reconhecendo o papel fundamental desempenhado pelas corporações de bombeiros voluntários na defesa de pessoas e bens, na prevenção de riscos e no socorro às populações em situações de emergência, acidente grave ou catástrofe.

O Município de Esposende reafirma, assim, o seu compromisso de continuar a apoiar, dentro da sua disponibilidade financeira, as corporações concelhias, nomeadamente através da comparticipação na aquisição de viaturas, equipamentos e na melhoria das condições operacionais e de trabalho dos seus elementos, por considerar tratar-se de um investimento de relevante interesse público em prol da segurança e bem-estar da comunidade.

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ESPOSENDE: ARTE DO JUNCO DE FORJÃES É FINALISTA DO PRÉMIO NACIONAL DO ARTESANATO 2025

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A Arte do Junco de Forjães está entre os finalistas da edição de 2025 do Prémio Nacional do Artesanato, na categoria Prémio Promoção para Entidades Públicas, uma distinção promovida pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no âmbito do Programa de Promoção das Artes e Ofícios, que visa valorizar e promover a produção artesanal portuguesa, tanto na vertente tradicional como contemporânea.

O Prémio Nacional do Artesanato distingue projetos, percursos e iniciativas que se destacam no universo artesanal português, integrando seis categorias, entre as quais o Grande Prémio Carreira, o Prémio Investigação e os prémios de promoção dirigidos a entidades públicas e privadas.

A fase de votação pública teve início no passado dia 19 de dezembro de 2025 e prolonga-se até às 18h00 do dia 11 de janeiro de 2026. Durante este período, o público pode votar online nas candidaturas finalistas, sendo possível escolher uma candidatura por categoria. A votação encontra-se disponível, através da plataforma Votação PNA 2025 (https://formularios.iefp.pt/index.php/574439?lang=pt), permitindo a participação ativa do público na atribuição de um dos mais relevantes reconhecimentos nacionais no setor do artesanato.

Os tapetes e as cestas de junco de Forjães constituem um testemunho vivo de uma arte ancestral, transmitida ao longo de gerações no seio das famílias locais. O trabalho do junco era, tradicionalmente, uma atividade de carácter familiar, desenvolvida por homens e mulheres como complemento às suas ocupações profissionais. Em meados do século XX, foram precisamente as cestas de junco que deram projeção e notoriedade à freguesia de Forjães. Produzidas de forma totalmente manual e a partir de matérias-primas 100% naturais, as cestas de junco de Forjães integram o património cultural da freguesia e do concelho de Esposende. Ao longo das décadas, este objeto assumiu um papel preponderante no quotidiano da comunidade rural, conferindo-lhe hoje uma forte dimensão etnográfica, intimamente ligada à identidade da ruralidade portuguesa.

A salvaguarda e proteção desta arte tradicional assumem-se como fundamentais para garantir a sua continuidade no tempo, promovendo benefícios sociais, culturais e económicos para a comunidade local. O desenvolvimento desta tipologia de artesanato visa preservar uma atividade intrinsecamente ligada à população de Forjães, conciliando os valores do passado com os desafios do presente e as perspetivas de futuro, sendo um fator de relevo para o desenvolvimento sustentável do território.

Os resultados finais e a entrega dos prémios serão anunciados em cerimónia pública e solene, em data e local a divulgar oportunamente pelo IEFP.

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CURIOSIDADES DO FALAR MINHOTO: O QUE É A CATRAIA?

A catraia, também conhecida por catraio, é uma pequena embarcação de pesca artesanal movida a remos e de vela triangular, muito usual na costa minhota, mormente nas zonas de Esposende e Vila Praia de Âncora. Nesta localidade, a catraia faz parte do património marítimo local, como a “catraia fanequeira” ou a “catraia piladeira”, assim designada pelo seu uso na apanha do pilado.

O pilado, também designado por patelo, é o caranguejo pequeno apanhado em cardume e empregado geralmente na adubação das terras misturado com o sargaço. Em Esposende, este tipo de embarcação era usual na pesca da sardinha, tendo a introdução da traineira a motor levado ao desaparecimento progressivo da catraia a partir de meados do século passado.

Nalgumas regiões, um pequeno bote que também designam por catraio é não raras vezes rebocado por uma embarcação de maior porte como sucede com as fragatas no rio Tejo, surgindo daí a associação com a criança que é levada pela mão dos adultos.

ESPOSENDE: JÁ PROVOU AS CLARINHAS DE FÃO?

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O Minho possui as mais requintadas iguarias da doçaria tradicional portuguesa. As clarinhas de Fão, também conhecidas por pastéis da clarinha ou simplesmente clarinhas, encontram-se entre uma das mais apreciadas guloseimas minhotas.

Trata-se de um doce conventual que consiste num pastel de massa fina em forma de meia-lua, recheado com doce de gila, envolvido em gemas de ovo frito e polvilhados com açúcar.

Acredita-se que as clarinhas tiveram a sua origem no mosteiro de Santa Clara, este situado em Vila do Conde, daí advindo a sua designação. Mas, foi em Fão, no concelho de Esposende, que elas adquiriram notoriedade e apreço.

Segundo a receita fornecida pelo site Visite Esposende, as clarinhas são confecionadas do seguinte modo:

Doce de Chila: Coze-se a chila depois de descascada e tirada a “tripa”. Esfia-se e deixa-se de molho 2 dias. Em seguida espreme-se, pesa-se e põe-se igual porção de açúcar. Vai ao lume o açúcar até ganhar ponto de rebuçado, seguidamente deita-se chila e depois de estar em ponto leve, retira-se do lume e mistura-se as gemas necessárias (6 gemas aproximadamente).
Massa Tenra: Põe-se uma porção de farinha num alguidar, abre-se uma cova ao meio e deita-se nela um pouco de manteiga. Vai-se amassando, colocando uns golos de água tépida temperada com sal. Amassa-se bem e depois de repousar um pouco, estendem-se os pastéis e recheiam-se com a chila. Vão a fritar em pingue e rilada e, finalmente, polvilham-se com açúcar moído ou “icing sugar”.

QUAL O FUTURO DA “TERRA DAS SERPENTES”?

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Representação medieval de um dragão na  História de São Jorge e o dragão, de Paolo Uccello. Atualmente esta figura é geralmente chamada "Serpe"

Conta uma velha lenda que o território que corresponde ao Minho e Galiza foi pelos gregos denominado por Ofiúsa ou Ophiussa e os seus habitantes por Ofis, o que ajuda a explicar o topónimo Ofir, em Esposende, pese embora as suas referrências no Antigo Testamento.

O termo Ofiúsa deriva do grego e significa “Terra das Serpentes”, a que não é alheia a lenda da fundação da mítica Ulisseia, fundada por Ulisses, antes da chegada dos lusitanos e dos Sefes. A cidade de Lisboa também designada por Olisipo. Apesar de se tratar de uma lenda, o topónimo foi utilizado pelos antigos geógrafos e historiadores gregos para se referir à costa portuguesa em geral e à região do Minho e Galiza em particular.

Acredita-se que este povo adorava serpentes, nome que deriva de Serpes e cuja tradição chega até aos nossos dias através do combate entre São Jorge e o Dragão (a Coca de Monção), costume que também se mantém em terras galegas.

Para além da lenda, a ocupação humana da nossa região remonta a mais de duzentos mil anos por comunidades nómadas e recolectoras na Pré-História, a que se seguiram os povoados os povoados castrejos por tribos celtas e iberas que se miscigenaram formando os celtiberos.

Mais tarde vieram os romanos que fundaram Bracara Augusta (Braga) e que encontraram nos brácaros – a principal tribo pré-romana da região – forte resistência à ocupação romana.

À queda do Império Romano seguiram-se os Suevos e Visigodos que deixaram marcas indeléveis na nossa toponímia e, posteriormente, com menor influência na nossa região, a chegada dos mouros que levou ao processo de Reconquista Cristã e à formação do Condado Portucalense que deu origem a Portugal.

Com quase nove séculos de História, o futuro dos portugueses encontra-se ameaçado perante o declínio demográfico e a chegada de novos povos que dentro de escassos anos se tornarão maioritários naquela que outrora foi a Terra das Serpentes e por enquanto continua a ser o lar dos portugueses. As nações não são eternas, sobretudo quando os seus guias não enxergam o destino dos seus povos.

ESPOSENDE: CLAP APRESENTA “CAOS MENTAL NO NATAL” DE FREDERICO FERREIRA

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A CLAP apresenta Caos Mental no Natal de Frederico Ferreira no Auditório Municipal de Esposende a 13 de dezembro pelas 21h30.

Frederico Ferreira é apaixonado pela arte do ilusionismo desde a tenra idade. Tudo começou quando o seu avô lhe ofereceu um lenço mágico, fazendo despertar o interesse pelo puro encanto que a magia pode trazer.

O seu estilo distingue-se por uma combinação entre suspense, mistério e humor subtil, em que cada espetáculo é uma viagem: não se trata apenas de mostrar truques, mas de contar uma história, de envolver plateias, de deixar marcas.

Neste Natal, Frederico Ferreira apresenta um espetáculo onde magia, mentalismo e humor se unem numa experiência interativa e inesquecível.

As prendas de Natal da vida do mentalista ganham vida e constroem a narrativa do espetáculo, transformando cada momento em surpresa e encantamento.

As escolhas do público são o coração desta viagem natalícia, onde o impossível se revela diante dos seus olhos e da sua mente.

Venha rir, emocionar-se, ficar boquiaberto e viver a magia do impossível numa noite única, cheia de mistério, encanto e espírito natalício.

Os bilhetes estão disponíveis por 10€ na bilheteira online da Esposende 2000 e no balcão das Piscinas Foz do Cávado.

https://esposende2000.scl.pt/bilheteira.php?act=comprar&idsel=2019

Para mais informações e novidades sobre os espetáculos, segue as redes sociais da CLAP.

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PCP PROPÕE CONSTRUÇÃO DO NOVO HOSPITAL BARCELOS-ESPOSENDE

Proposta do PCP no Orçamento de Estado: Construção do novo Hospital Barcelos - Esposende

Desde 2006, pese embora as promessas do então Governo, dos responsáveis da saúde e dos partidos PSD e CDS-PP de manutenção de todas as restantes valências e serviços do Hospital de Santa Maria Maior, e designadamente a construção de um novo Hospital, o que se registou foi um processo de esvaziamento e enfraquecimento da resposta assegurada por esta unidade hospitalar. Apesar dos investimentos já realizados, o Hospital de Barcelos apresenta inúmeras debilidades que impedem a unidade hospitalar de dar uma resposta cabal e atempada à população, bem como o obrigam a encaminhar os doentes para outros hospitais.

 O serviço de urgência do Hospital de Barcelos apresenta enormes carências, designadamente, de espaço e condições condignas para acolher os doentes que ali ocorrem. Recorrentemente, assiste-se a internamento de doentes em macas durante vários dias até que sejam libertadas vagas nos pisos de internamento. O bloco operatório tem apenas duas salas cirúrgicas e existem problemas no cumprimento das orientações e normas relativas à circulação de doentes e de produtos contaminados. O arquivo dos processos clínicos mais antigos (arquivo morto) está localizado no estádio do clube do concelho, localização que é questionável, pois deveria estar nas instalações do Hospital. Estes problemas decorrem, em grande parte, do facto do Hospital estar localizado em instalações que estão há muitos anos subdimensionadas e desadequadas para a prestação de cuidados de saúde.

Importa, ainda, recordar que as atuais instalações são da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, pelo que o Estado paga uma renda mensal acima de 11 mil euros.

Tendo em conta esta situação que se arrasta há anos, o PCP apresentou, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento de Estado uma proposta, que será votada nos próximos dias, de construção de um novo edifício para o Hospital de Barcelos - Esposende.

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