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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO PARTICIPA NAS FEIRAS DE TURISMO DE PAMPLONA E LISBOA

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai participar, de 23 a 25 de fevereiro, na NAVARTUR, em Pamplona, e de 28 de fevereiro a 3 de março na BTL, em Lisboa.

A NAVARTUR – 18ª Feira Internacional de Turismo de Navarra, onde o Município integrará o stand da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, é uma importante Feira de Turismo direcionada para um mercado potencial com elevado poder de compra como Navarra e País Basco, que recebeu, no ano passado, 46.400 visitantes.

Na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, reconhecida no setor como o evento mais importante na área do turismo em Portugal e que em 2023 contou com 63.000 visitantes, o Município vianense integrará o stand Amar o Minho do Consórcio Minho Inovação (que integra as três Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Cávado e Ave).

Nestas participações, onde o Município promove o que de melhor tem para oferecer e dá a conhecer a diversidade e qualidade dos seus agentes locais ao nível do alojamento, restauração, agentes de animação turística e enoturismo, tal como é habitual, são organizados diferentes momentos de animação com provas de vinho e degustação gastronómica, mostra de artesanato certificado com trabalho de artesã ao vivo, e apresentações em que Viana do Castelo estará em destaque, como será o caso do “Destino Equestre” e do “Navio Gil Eannes”.

Este ano, na BTL, Viana do Castelo também estará presente no stand dedicado ao Turismo Religioso, através da Associação Promotora das Festas da Cidade - Vianafestas, com destaque para a promoção da Romaria d'Agonia.

Como associados da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago, também teremos em destaque o Caminho Português da Costa, que passa em Viana do Castelo e constitui atualmente um forte atrativo para o território, tendo no último ano registado um crescimento de 53% em relação a 2022.

A presença do Município nas principais Feiras de Turismo da Península Ibérica integra a estratégia política de dinamização turística que tem vindo a ser desenvolvida no âmbito da Rede Municipal de Turismo, com o objetivo de melhorar a visibilidade e a notoriedade de Viana do Castelo enquanto destino turístico de qualidade.

Estas duas participações acontecem após a presença estratégica do Município de Viana do Castelo na Feira Internacional de Turismo de Madrid - FITUR, no passado mês de janeiro, que foi um sucesso dada a grande afluência de profissionais e público em geral ao stand de promoção turística do concelho.

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SABIA QUE MELGAÇO TEM A PONTE INTERNACIONAL MAIS PEQUENA DO MUNDO?

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O lugar a que hoje chamamos de S. Gregório na freguesia melgacense de S. Martinho de Cristoval é de origem bastante antiga. Contudo só conhecemos referências em documentos históricos a partir do século XVII. Até aí, em termos de lugares desta freguesia, apenas aparecem citadas com alguma regularidade o sítio da Ponte das Várzeas ou a vila de Doma.

A origem para o nome do lugar “S. Gregório” merece do Padre Bernardo Pintor um apontamento. Segundo o mesmo, a razão para o seu nome deve derivar do facto de “em tempos remotos que não sei definir edificou-se ali uma capela dedicada a S. Gregório. Tal era a devoção que o lugar tomou o nome do Santo. A sua imagem está lá ainda na capela. Mais tarde, para ali se levou uma imagem de Santa Bárbara mais da devoção popular por ser evocada contra os trovões. De tal modo se desenvolveu o seu culto que se lhe faz uma grande festa e talvez não haja quem se lembre de rezar a São Gregório.” Sabemos que em meados do século XIX, a festa realizada nesta capela era já a de Santa Bárbara e já não há qualquer referência à veneração a São Gregório.

O Padre Bernardo Pintor expressa ainda o receio que “é possível que no decorrer dos tempos a imagem de São Gregório se arruíne e seja arrumada daqui para fora e os vindoiros não saibam qual a razão do nome do lugar. Tem havido muitos casos desses.”

Não temos informação precisa acerca da época de construção da capela. Contudo, NOÉ, P. (2014), considera que a mesma terá sido edificada no século XVII ou XVIII, ainda que a segunda possibilidade seja pouco provável. O pároco, nas Memórias Paroquiais em 1758, escreve que a capela já é antiga nessa época. Ao longo dos tempos, a capela recebeu obras, particularmente no século XX.

A capela de S. Gregório apresenta uma planta retangular simples, tendo adossado à fachada posterior corpo retangular, mais baixo e estreito. Possui volumes escalonados, com coberturas em telhados de duas águas, rematadas em beirada simples. As fachadas são rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixa em cimento, pintada de cinzento, com cunhais apilastrados, coroados por pináculos piramidais sobre acrotério, e terminadas em cornija. A fachada principal apresenta-se virada a sul, terminada em empena truncada por sineira, sobrelevada, em arco de volta perfeita sobre pilares, albergando sino, e rematada em empena com cornija, coroada por cruz latina de cantaria, biselada. É rasgada por portal de verga reta, de moldura simples, e óculo circular, com moldura pintada de branco, existindo entre os dois vãos três lápides inscritas. A fachada lateral esquerda com a capela é rasgada por porta travessa, de verga reta e moldura simples, e janela retangular, sem moldura, e o corpo adossado por janela retangular, maior e também sem moldura, e porta de verga reta, moldurada. Na fachada lateral direita a nave é cega e o anexo rasgado por duas frestas de molduras pintadas de branco. A fachada posterior com a capela e o corpo é adossado terminados em empena, coroadas por cruz latina biselada, sobre acrotério, rasgando-se no anexo janela retangular, de moldura pintada de branco.

A importância do lugar de S. Gregório ao longo dos tempos teve que ver com a importância que a Ponte das Várzeas foi adquirindo, especialmente em época de conflito armado com o país vizinho, nos séculos XVII ou épocas de tensão no século XVIII e XIX.  Não podemos esquecer também que este lugar se situa no muito antigo caminho que vem desde o litoral ao longo de todo o vale do Minho, mais tarde Estrada Real e que se prolongava até à dita ponte e continua pela Galiza. Em finais do século XIX, era já conhecida também como Ponte Internacional de S. Gregório.

Neste sentido, é bom salientar que a existência desta ponte é muito antiga dando inclusivamente nome ao próprio lugar que tinha uma designação comum de ambos os lados do rio: Ponte das Várzeas/Ponte Barxas. Todavia, do lado português, o nome entrou em desuso algures no início do século XX, enquanto que do lado galego, a localidade conserva o nome antigo (Ponte Barxas).

Claro que São Gregório foi desde sempre um local onde o comércio prosperou, quer as trocas legais, quer o contrabando, tão antigo como a própria fronteira ainda que muito mais falado durante o Estado Novo. Deixo-vos contudo um extrato de uma notícia do jornal de Melgaço “A Espada do Norte”, da sua edição de 29 de Dezembro de 1892 que diz o seguinte: "Eis aqui as apprehensões realisadas nos diferentes postos d’esta secção durante o mez corrente: (…) Pelas praças do posto fiscal de S. Gregório, differentes géneros alimentícios, algumas fazendas de lã e algodão, no valor de 3130 réis." Os bens transacionados vão variando ao longo dos tempos mas em nenhuma época os valores envolvidos são tão elevados como durante a segunda guerra mundial.

Há ainda a ter em conta que a antiga Ponte das Várzeas (Ponte Velha) era tão rudimentar como estratégica em termos militares. Historicamente, daquilo que se conhece, era a principal passagem de Melgaço para a Galiza através do vale do rio Trancoso e por isso, um ponto fronteiriço sempre sensível em tempos de guerra. Sabendo que em tempos antigos, o rio Minho era intransponível em praticamente todo o troço que passa por Melgaço, restavam as outras linhas de fronteira natural, entre as quais o traçado do rio Trancoso. Nesta linha fronteiriça, a importância da Ponte das Várzeas é destacada por MOREIRA, L. (2008) que refere que “Desde Castro Laboreiro, à entrada do rio Minho, a fronteira era estabelecida pelo vale do rio Trancoso - também designado por “rio das Várzeas” - cujo vale de margens abruptas era considerado impenetrável. Os únicos pontos de passagem seriam duas pontes: a Ponte de Pouzafolles, ainda em área de montanha, e a Ponte das Várzeas, construída em madeira no lugar de S. Gregório”, relativamente próximo do rio Minho.

Em todos os registos históricos que conhecemos, a Ponte das Várzeas é descrita como sendo construída em madeira. Nas Memórias Paroquiais de 1758, o pároco escreve que a paróquia “tem mais o lugar de Sam Gregório com uma capela antiga do mesmo santo e com vinte vizinhos (fogos), por onde é a estrada deste Reino de Portugal para a Galiza passando-se o regato por uma ponte de táboa que chamam a Ponte das Varges”. Por este registo, se vê que o lugar de São Gregório era o mais extenso da freguesia sendo que o lugar da Porta era, a seguir a São Gregório, o que tinha mais fogos, mas com apenas doze. No lugar da Porta, havia em tempos muito antigos, uma portagem de passagem que as pessoas pagavam pela circulação das próprias e pelas mercadorias.

O facto de uma ponte tão importante como esta ser em madeira durante vários séculos leva-nos a pensar em qual seria a razão para tal. Talvez por ser um ponto de passagem muito sensível no vale do rio Trancoso.

A importância estratégica da velhinha Ponte das Várzeas na perspetiva militar durante a Guerra da Restauração (século XVII) é comprovada pela frequência com que é utilizada por portugueses e espanhóis nas suas incursões em território inimigo. Para comprovar tal ideia, podemos citar um trecho do livro “História do Portugal Restaurado” que nos fala das manobras militares nas fronteiras desta região: “D. Gastão, com outro troço, ficou alojado na Ponte das Várzeas (Cristóval) e para que o inimigo divertisse o poder que tinha junto, mandou entrar na Galiza pela Portela do Homem a Vasco de Azevedo Coutinho e por Lindoso a Manuel de Sousa de Abreu, ordenando-lhes, que segunda feira, nove de Setembro, entrassem na Galiza. No mesmo dia ao amanhecer, dividiu D. Gastão a infantaria em três troços e levantando uma plataforma, fez jogar as duas peças de artilharia que levava, contra o reduto da Ponte da Várzeas (junto a Ponte Barxas) e foram de grande efeito, recebendo o inimigo considerável dano”.

Temos notícia da Ponte das Várzeas no livro “Corografia Portugueza” do padre Carvalho da Costa, publicado em 1706, que refere a propósito de Cristóval que “aqui está a Ponte das Várzeas, que divide este Reyno do da Galliza”.  

No século XVIII, além das Memórias Paroquiais, temos ainda informações sobre São Gregório e a Ponte das Várzeas. Existe um estudo de engenharia militar da autoria de Custódio Villas Boas onde este delineia um plano de defesa em caso de ataque nesta região em finais do século XVIII em época de tensão com Espanha e França, anos antes das invasões napoleónicas. No que toca à defesa de Melgaço, o autor refere que “a defesa da entrada do rio Minho deveria ser feita no rio Trancoso, onde seria necessário construir alguns entrincheiramentos, equipados com os canhões de Melgaço, ao mesmo tempo que se demoliria a Ponte das Várzeas a fim de dificultar o movimento inimigo”. Para a zona entre Melgaço e a Ponte das Várzeas, previu-se a construção de uma linha de baterias "feitas com parapeito em terra, próprias para receber soldados armados com armas ligeiras, mas também onde se poderiam colocar peças de artilharia" (ALMEIDA, C. 2002). Tais estruturas de defesa, foram efetivamente construídas, mas nunca houve uma incursão neste setor durante as invasões e, portanto, não chegaram a ser usadas.

Durante as lutas liberais, S. Gregório teve aqui estacionada uma quantidade significativa de soldados, tendo chegado a existir um Quartel General. Socorremo-nos da publicação “O Imparcial” de 23 de Novembro de 1826 que nos conta que “em S. Gregório, estão 150 homens de infantaria 9, e 30 de Caçadores 12” e acrescenta que “na Ponte das Barges, junto a Melgaço, guarnece este ponto importante, 180 homens do Regimento 9, e Caçadores 12.

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Ainda no século XIX, o lugar de São Gregório é descrito com algum pormenor. De facto, no livro “O Minho Pittoresco”, de 1886, o autor descreve-nos o lugar e a velhinha Ponte das Várzeas: “Chegámos enfim a S. Gregório, o mais importante lugar da freguesia de Cristóval, cuja igreja oculta por detrás da encosta, onde assenta S. Gregório, é o templo que fica mais ao norte em território português.

  1. Gregório apresenta o aspecto duma pequena vila inclinada sobre o rio Trancoso, que ali voltámos a cumprimentar, como a nossa primeira artéria internacional, artéria que junto a Cevide, último lugar de Cristóval, vai desaguar no Minho e cuja confluência marca igualmente o ponto em que este formoso rio se interna em plena Galiza, ou melhor, em que ele, ao vir de lá, beija pela primeira vez a terra portuguesa.
  2. Gregório é, por assim dizer, uma rua única, uma rua verde, em ladeira íngreme até à ponte da Várzea, essa ponte que o nosso desenho representa, e que é a primeira ponte internacional lançada entre os dois países, se não quisermos falar nas poldras de Pousafoles, mais ao nascente, no curso do Trancoso.

Mas, enfim, a ponte da Várzea tem já os seus 4 metros de altura, 6 de comprimento e 2 de largo! É quase a ponte de um lagosinho!

Não se riam dela, contudo, que ali onde a vêem, com os seus dois troncos de castanheiro, lançados de margem a margem, e os seus torrões como pavimento macio, é um símbolo de fraternidade entre dois países que vivem em plena paz, e seria um baluarte de independência a conquistar, quando o clarim de guerra ressoasse desoladoramente por aquelas quebradas fora.   

Ponte Várzea é o lugar espanhol, donde o pontilhão tira o nome e que pertence à alcaidaria de Padrenda, com quem S. Gregório faz o seu comércio meio lícito, meio... de contrabando!

Que diabo queriam, porém, que fizesse S. Gregório, se no inverno é a margem de Ponte Várzea que lhe dá por empréstimo um bocadito de sol, a cujos raios vão aquecer-se aqueles pobres friorentos gelados das suas sombras de meses!

Na pequena vila, — chamemos-lhe assim, que não seja senão por patriotismo, — há uma capela onde se festeja Santa Bárbara!

Uns anos mais tarde, mais concretamente em 1894, São Gregório e a sua área envolvente que envolve o lugar foram alvo de um estudo por parte do investigador Adolpho Moller onde nos deixa uma descrição do lugar “S. Gregório é uma pequena povoação que fica situada na fronteira e dista de Melgaço oito kilometros. Outrora esta povoação teve um commercio importante, mas depois decahiu muito; actualmente porém tende outra vez a animar-se. A estrada que a liga com Melgaço tem já 7 kilometros concluídos, falta-lhe o oitavo e último, que anda em construcção.

  1. Gregório não é sede de freguezia, a igreja matriz está n'uma pequena povoação a cerca de um kilometro de distância. Este facto, de povoações importantes não serem sedes de freguezia, dá-se em vários pontos do paiz, como por exemplo na Mealhada e no Cargal do Sal que são cabeças de concelho e têm a matriz em aldeias próximas. A parte alta de S. Gregório está a cerca de 250 metros acima do nível do mar e o rio Minho fica-lhe ao norte à distância aproximada de 1,500 metros.

Do nascente, banha a parte baixa d'esta povoação o pequeno rio ou ribeira de Trancoso, affluente do Minho, que limita Portugal da Galiza e tem a sua origem próxima a Alcobaça, Há uma pequena ponte internacional sobre a ribeira de Trancoso, que liga S. Gregório com uma pequena aldeia hespanhola e onde existe um posto de fiscalização aduaneira(…). 

Dos lados sul e poente de S. Gregório está a serra que tem por ponto culminante o castello de Castro Laboreiro o qual fica a cerca de 1,250 metros de altitude. Para se ir a esta povoação passa-se pela aldeia denominada Alcobaça, situada na fronteira e que fica perto de 2 horas e meia de caminho de S. Gregório.

A poente de Alcobaça há um monte que tem a mesma altitude de Castro Laboreiro (…)

O solo em volta de S. Gregório ó todo de origem granítica. Esta povoação é abundante em água e de boa qualidade. S. Gregório é saudável e o seu clima é temperado na estação invernosa e quente durante a calmosa. Para exemplo diremos que, no dia 26 de Junho ás 2 horas da tarde estando a atmosphera bastante carregada de electricidade, dentro de casa marcava o thermometro 30° C. O quarto onde fiz esta observação thermometrica tinha duas janellas voltadas para o norte e estavam com as vidraças abertas. Na mesma occasião fiz a leitura do meu aneróide o qual marcava 738 mm. 

A cultura principal de S. Gregório e povoações limítrofes é a vinha, milho, batata, algum centeio e os prados. A videira é toda cultivada em parreiras ou ramadas, mas estabelecidas a pouca distancia do solo, isto é, em média a cerca de 1 metro e meio d'altura.

O vinho é magnifico e achamo-lo muito mais agradável ao paladar do que o affamado de Monsão. Árvores fructíferas observamos a cerejeira, em grande quantidade, pereiras, macieiras, ameixoeiras, pessegueiros, laranjeiras, etc. N'outro tempo cultivava-se ali a oliveira, mas como a producão era muito incerta os lavradores foram-nas arrancando, de sorte que hoje esta árvore é ali rara. Talvez valesse a pena introduzir as variedades hespanholas de maturação precoce e próprias dos climas septentrionaes do paiz.

Enquanto árvores florestaes encontram-se: o carvalho, castanheiro, pinheiro, vidoeiro, amieiro e alguns salgueiros.

Próximo a uma azenha que fica junto à ribeira de Trancoso e não muito distante de S. Gregório, vimos um lindo exemplar de vidoeiro com o tronco muito direito. Teria uns 20 metros de altura por 60 centímetros de diâmetro na base. As essências florestaes abundam principalmente na parte inferior da serra, próximo aos ribeiros e corgas. A parte elevada tem pouco ou nenhum arvoredo e só matto rasteiro, e este mesmo não apparece em todas as localidades.

Em 1894, a velha Ponte Internacional de S. Gregório foi reconstruída em madeira ainda que apresentasse algumas peças da estrutura em ferro. Esta ponte foi destruída ainda na década de 1930.

Em final de Abril de 1935, foi inaugurada a nova Ponte Internacional de S. Gregório, não muito longe da antiga ponte.

O lugar é descrito na época pelo escritor Júlio Dantas que parece ter visitado S. Gregório mais do que uma vez. Sobre o lugar, escreve: “Dez minutos ainda de caminho, e avistamos as primeiras casas de São Gregório, cabrejando na rocha, escoando-se por dois córregos estreitos gorgolejantes de água, íngremes como calejas de velho burgo medieval, que vão dar abaixo, ao rio, conduzindo à ponte internacional de madeira que nos separa da vizinha povoação galega de Puente de Bárzia. É curioso o contraste entre as duas povoações, que testam uma com a outra, de cá e de lá da fronteira. Puente de Bárzia limita-se a um punhado apenas de casebres, de proporções humildes e de nenhum interesse. São Gregório, pelo contrário, é relativamente grande, tem alguns bons edifícios e certo aspecto de prosperidade, expressão de uma actividade comercial que, sobretudo na primeira metade do século passado, parece ter sido considerável. Há nove anos, quando pela primeira vez visitei estas paragens, ainda se encontravam de pé as ruínas de umas casas antigas, com muralhas de fortaleza, refúgio outrora de contrabandistas que, por vezes, se defendiam a tiro. Esta diferença no desenvolvimento das duas povoações fronteiriças é facilmente explicável. O comércio local de São Gregório enriqueceu, noutro tempo, com o que vinha de Espanha, mais do que o de Puente de Bárzia prosperou com o que ia de Portugal.

Há pouco tempo ainda, a estrada de rodagem parava no cimo da povoação. Quem queria descer até ao rio e pisar os últimos palmos de terra portuguesa era obrigado a meter por um quebra-costas de lajedo que estreitava em congosta enfiando até à ponte, entre pocilgas de porcos e jorros de água cachoantes. Não pode afirmar-se que seja propícia a descida, e, muito menos, a subida. Mas a natureza tem, neste rincão minhoto, belezas compensadoras. Muitas vezes me lembrei do grande e saudoso Malhoa, ao transpor alguns recantos viçosos de parreirais em que o sol projectava sombras violetas, e alguns hortejos onde, na polpa das couves galegas, faiscava em gotas a água viva das nascentes. Agora, alcança-se o extremo de São Gregório pela estrada, prolongada há três anos até Espanha, no intuito de estabelecer ligação com a estrada espanhola começada a abrir, nas lombas dos montes galegos vizinhos, por iniciativa de Primo de Rivera. O troço português está pronto. O espanhol parou a pouca distancia da fronteira. Em todo o caso, já pude, de automóvel, atingir o extremo nordeste de Portugal, até ao rio Trancoso, que no verão leva pouca água e que os garotos transpõem de um salto. Parei, durante alguns momentos, nessa «terra última» em que se apoia um dos pilares da nova ponte internacional acabada de construir. De um lado e de outro, as culturas são as mesmas: campos de milho e vinhedos, dispostos em latada, à portuguesa. Ouvia-se, em terras de Espanha, uma voz alegre de mulher cantar em português. Os pardais revoavam, de uma para outra banda, sem respeito pelas determinações da polícia de emigração, e sem pensar que, num simples bater de asas, mudavam de país.

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Fonte: Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada. Nº 302. 16 de Agosto de 1911

PONTE DE SÃO GREGÓRIO EM “O MINHO PITTORESCO” DE JOSÉ AUGUSTO VIEIRA

No livro "O Minho Pittoresco", de 1886, José Augusto Vieira dá-nos uma rara descrição do lugar e S. Gregório, na freguesia raiana de Cristóval nessa época:

"Chegámos enfim a S. Gregório, o mais importante lugar da freguesia de Cristóval, cuja igreja oculta por detrás da encosta, onde assenta S. Gregório, é o templo que fica mais ao norte em território português.

Gregório apresenta o aspecto duma pequena vila inclinada sobre o rio Trancoso, que ali voltámos a cumprimentar, como a nossa primeira artéria internacional, artéria que junto a Cevide, último lugar de Cristóval, vai desaguar no Minho e cuja confluência marca igualmente o ponto em que este formoso rio se interna em plena Galiza, ou melhor, em que ele, ao vir de lá, beija pela primeira vez a terra portuguesa.

Gregório é, por assim dizer, uma rua única, uma rua verde, em ladeira íngreme até à ponte da Várzea, essa ponte que o nosso desenho representa, e que é a primeira ponte internacional lançada entre os dois países, se não quisermos falar nas poldras de Pousafoles, mais ao nascente, no curso do Trancoso.

Mas, enfim, a ponte da Várzea tem já os seus 4 metros de altura, 6 de comprimento e 2 de largo! É quase a ponte de um lagosinho!

Não se riam dela, contudo, que ali onde a vêem, com os seus dois troncos de castanheiro, lançados de margem a margem, e os seus torrões como pavimento macio, é um símbolo de fraternidade entre dois países que vivem em plena paz, e seria um baluarte de independência a conquistar, quando o clarim de guerra ressoasse desoladoramente por aquelas quebradas fora.

Ponte Várzea é o lugar espanhol, donde o pontilhão tira o nome e que pertence à alcaidaria de Padrenda, com quem S. Gregório faz o seu comércio meio lícito, meio... de contrabando!

Que diabo queriam, porém, que fizesse S. Gregório, se no inverno é a margem de Ponte Várzea que lhe dá por empréstimo um bocadito de sol, a cujos raios vão aquecer-se aqueles pobres friorentos gelados das suas sombras de meses!

Na pequena vila, — chamemos-lhe assim, que não seja senão por patriotismo, — há uma capela onde se festeja Santa Bárbara! Há também... uma aspiração legítima e justa, que os governos só lembram por ocasião de eleições — é a duma estrada que os ligue com Melgaço!

- VIEIRA, José Augusto (1886) - O Minho Pittoresco, tomo I, edição da livraria de António Maria Pereira- Editor, Lisboa.

Fonte: Entre o Minho e a Serra

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Inauguração da Nova ponte Internacional de São Gregório (26 de Abril de 1935)

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LUÍS NOBRE – PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO – FOI ESTA MANHÃ ELEITO PRESIDENTE DO EIXO ATLÂNTICO

Luís Nobre, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, novo Presidente do Eixo Atlântico, Foi eleito esta manhã na XXXII Assembleia Geral do Eixo Atlântico, celebrada em Vila Nova de Famalicão. Durante a reunião oficializou-se a adesão do município de Fafe. A entidade passa a ser constituída por 40 cidades e 2 deputações.

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A XXXII Assembleia Geral do Eixo Atlântico aprovou a adesão do município de Fafe.

A entidade passa agora a ser constituída por 40 cidades e duas deputações. Alfredo García, presidente de O Barco de Valdeorras, assumirá a Vice-presidência Maia, 1 de fevereiro de 2024.- Luís Nobre, Presidente de Viana do Castelo, foi eleito Presidente do Eixo Atlântico na XXXII Assembleia Geral realizada em Vila Nova de Famalicão. Alfredo García, presidente de O Barco de Valdeorras, assumirá a Vice[1]presidência.

A Assembleia Geral aprovou o programa para 2024 estruturado em quatro áreas temáticas e que mantêm o objetivo da competitividade para o desenvolvimento económico e o estímulo do emprego, a redução das desigualdades sociais e a melhoria da qualidade de vida do sistema urbano do Eixo Atlântico com a cooperação como instrumento de desenvolvimento conjunto.

Os representantes dos 40 municípios e 2 deputações que integram o Eixo Atlântico aprovaram também um orçamento de 4.800.000 milhões de euros. Durante a reunião foi apresentado o relatório de gestão política dos últimos quatro anos de presidência de Ricardo Rio, presidente de Braga, e Lara Méndez, ex-presidente de Lugo.

O relatório, apresentado por Ricardo Rio, resume a gestão do período mais difícil da história do Eixo Atlântico condicionado pela pandemia e a crise provocada, num momento em que as cidades estavam a recuperar da crise económica de 2008, pela Guerra de Ucrânia e de Gaza, posteriormente.

O duplo processo eleitoral em Espanha, tanto o que estava previsto das eleições municipais como o previsto pela antecipação das eleições gerais em Espanha e em Portugal pela demissão de António Costa, condicionou o quadro político em que se movem as ações do Eixo Atlântico. Apesar disso, cumpriram-se todos os objetivos do programa de 2023 e o Eixo Atlântico continua a crescer com novas adesões.

O Eixo Atlântico promoveu o segundo Relatório Socioeconómico do Eixo Atlântico dirigido pelo codirector do Relatório Socioeconómico da Galiza, Fernando González Laxe, e apresentou o primeiro Mapa de Coesão Social de um sistema urbano transfronteiriço, assim como uma agenda de medidas para travar o despovoamento no interior da Eurorregião.

O segundo grande eixo foi a internacionalização do Eixo Atlântico com o projeto Fronteira da Paz na fronteira do Brasil com o Uruguai e o início das relações institucionais com o Gabinete do Historiador de Havana e as cidades de Avellaneda, na Argentina, e Rivera, no Uruguai.

No terceiro pilar continuaram a desenvolver-se as ações de maior envolvimento dos cidadãos no âmbito da cultura, da educação e do turismo com a organização da Feira de Expocidades, em Valongo ou os Intercâmbios Escolares.

Na área desportiva, realizou-se a primeira edição do Torneio de Boccia DI (desporto adaptado) e o XI Torneio de Hóquei. Outra das ações com mais participação foi a Capital da Cultura do Eixo Atlântico, que durante 2023 foi Lugo, cidade que acolheu 30 atividades de diferentes disciplinas artísticas. Em novembro inaugurou-se a XVI Bienal de Pintura que continuará a sua itinerância ao longo deste ano. No que diz respeito às infraestruturas, continuou a pressão a ambos os governos relativamente à linha Ferrol – Coruña – Lisboa. Neste âmbito, a boa notícia foi o compromisso materializado do governo Português, assim como a contratação do estudo informativo prévio do primeiro troço da Saída Sul de Vigo (um dos troços pendentes na fronteira portuguesa que estava há mais de uma década paralisado), que realizou o Governo de Espanha.

Atualmente continuam os trabalhos na gestão da linha norte Ferrol- Coruña / Lugo[1]Monforte, tanto em relação às variantes Rubián y Os Peares-Canabal, como a sua inclusão, já comprometida do Governo de Espanha, no Corredor Europeu do Atlântico. Luís Nobre, novo Presidente do Eixo Atlântico: “É, naturalmente, para mim uma honra passar a liderar uma associação que representa uma das euro-regiões mais dinâmicas e com maior fluxo de pessoas e bens de toda a Península Ibérica e uma das maiores da Europa. Dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo destes anos e que permitiu transformar este espaço num exemplo único é também uma responsabilidade muito grande.

A afinidade em áreas distintas como a língua, as transações e ainda a dinâmica existente entre entidades, instituições e empresas entre as duas regiões tem-lhe permitido afirmar-se, mas existem ainda muitos desafios pelo caminho.

As disparidades económicas (a Galiza é mais rica e exporta mais 460 milhões de euros do que o Norte de Portugal), as assimetrias territoriais, a diferença entre a distribuição de fundos europeus e uma economia mais pujante do lado galego obrigam a uma estratégia de governança que permita a aproximação entre os dois lados da fronteira”. “Acredito que, com políticas comuns que não descuram estas disparidades, poderemos contribuir para uma maior coesão deste território, tornando-se mais resiliente, mais reivindicativo, mais coeso e mais próximo das pessoas, das empresas, das instituições, do turismo e da mobilidad”. Xoán Vázquez Mao, secretario-geral do Eixo Atlântico: “Foi aprovado um orçamento de mais de 4 milhões e meio de euros e com a incorporação de Fafe somos já 42 membros. Só este ano temos já 7 candidaturas aprovadas a fundos europeus, o que garante, não só uma boa gestão do programa e um bom nível de saúde financeira. A conclusão é que o Eixo Atlântico se fortalece a cada dia, algo que vamos utilizar ao serviço daquelas questões que a nova Comissão Executiva, presidida pelo presidente de Viana do Castelo e vice presidida pelo presidente de O Barco de Valdeorras, fixou como objetivos principais com base nos 3 grandes eixos: economia, social e sustentabilidade urbana. Além disso, também centramos como objetivo continuar a internacionalização. Especialmente, com os países da América Latina, do Caribe e Canadá, um tema que está a funcionar muito bem”.

“Depois das eleições na Galiza e em Portugal, retomaremos, com a nova direção política, as questões que estão pendentes. Em Portugal temos que verificar todas as garantias que temos do desenvolvimento do comboio Lisboa- A Coruña e, no que respeita ao lado espanhol, reforçar o eixo A Coruña-Ferrol-Lugo-Monforte, que é o que está mais atrasado”, acrescentou Mao. Mário Passos, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão: “Tenho a certeza que a Assembleia-Geral do Eixo Atlântico que Vila Nova de Famalicão acolhe nesta quinta-feira irá traduzir-se no reforço da cooperação entre as várias cidades desta Eurorregião, promovendo o desenvolvimento coordenado da Galiza-Norte de Portugal, território tão importante no contexto internacional. É, por isso, com enorme satisfação que a Região Empreendedora Europeia recebe este encontro, que ficará marcado pela eleição do novo presidente e da nova Comissão Executiva desta associação transfronteiriça a quem aproveito para desejar o maior sucesso no desempenhar das suas funções”

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BARCELOS EXPÕE OS SEUS ATRATIVOS TURÍSTICOS NA FITUR 2024 – FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO DE MADRID

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O Município de Barcelos voltou, mais uma vez, a apresentar-se na FITUR 2024 – Feira Internacional de Turismo de Madrid, a decorrer entre os dias 24 e 28 de janeiro, certame no qual vai mostrar todos os seus atrativos turísticos, não só aos visitantes do país vizinho, como a todo o mercado global.

Sendo considerada a principal feira de turismo em Espanha e uma das mais importantes da Europa, funcionando como a porta de abertura ao setor turístico mundial deste ano de 2024, a delegação barcelense, representada em stand próprio, inserido bem no coração do espaço “Visit Portugal”, vai promover uma série de ações, que irão, certamente, deliciar os visitantes do certame.

Durante essas ações, serão feitas, ao longo dos cinco dias de feira, degustações de doçaria tradicional, de queijos, de enchidos locais e de provas de vinhos de Barcelos. Para além disto, a FITUR será também o palco ideal para potenciar ainda mais a distinção de Cidade Criativa da UNESCO no Artesanato e Arte Popular, promovendo o símbolo máximo do concelho – o Galo de Barcelos, bem como as 7 rotas de artesanato.

Também o turismo de natureza será promovido com o programa Touring 2024 e os 8 percursos de Pequena Rota já sinalizados, o Caminho Português de Santiago, a Festa das Cruzes e o rico património histórico e cultural do concelho.

Este certame visa também apoiar os stakeholders locais, promovendo a restauração, o alojamento, o artesanato, o enoturismo e o turismo industrial, pois são fatores extremamente importantes para a dinamização turística e para a marca “Barcelos”.

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KARATECA VIANENSE É CAMPEÃO DE ESPANHA!

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Mais uma brilhante participação do Dojo Seishin Kyokushin de Viana do Castelo (polo de Vila Mou) no Spanish Championship Kyokushin-Kan OPEN NINTAI CUP, organizado em Barcelona, nos passados dias 1 e 2 de Dezembro de 2023.

Neste campeonato, o maior da atualidade realizado no país vizinho, participaram cerca de 800 atletas oriundos de toda a península ibérica e de outros países europeus, nas categorias de Kata e Kumite.

Os nossos dois atletas participaram na categoria de Kumite (combate de contato pleno) acompanhados do seu treinador, Sensei Luis Pinto.

O Diego Maradey, sagrou-se Campeão de Espanha na categoria sub 21 -75Kg, já o Martim Rodrigues na categoria 16/17 -60Kg ficou-se pelas eliminatórias.

O Karate Kyokushin de Viana do Castelo, membro da Associação de Karate do Porto e Federação Nacional de Karate-Portugal, vai-se afirmando cada vez mais, pela qualidade e resultados de excelência dos seus atletas, em eventos de nível nacional e internacional, colocando a nossa região no mapa mundial da modalidade, praticada por mais de 20 milhões de atletas.

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VALENÇA: A FORTALEZA QUE ADOÇA PORTUGAL E ESPANHA

Neste fim de semana, prolongado, devido ao feriado do dia 1 de dezembro, a Fortaleza de Valença recebeu cerca de 42.500 visitantes, no arranque da programação de Natal, com a Fortaleza de Chocolate a conquistar portugueses e espanhóis.

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Os primeiros três dias da Fortaleza de Chocolate bateram recordes de visitantes que percorreram a Fortaleza do Chocolate, bem como desfrutaram, com a pequenada, da Duendelândia e do Mercado de Natal, do presépio de troncos, da árvore multimédia e demais iluminação artística de Natal. E tiveram, ainda, a oportunidade de percorrer e comprar no comércio tradicional e apreciar a restauração e hotelaria valenciana.

Se na sexta a grande maioria dos visitantes foi portuguesa, já no sábado e domingo foram muitos os espanhóis que vieram até Valença. No total, foram mais de 42.500 visitantes, registados pelos sensores de entrada da Fortaleza. O sistema de contagem de entrada de pessoas na Fortaleza registou o maior pico de afluência no sábado, 2 de dezembro, entre as 16h00 e as 17h00. Esperam-se muitos visitantes ao longo de toda a semana, sobretudo, quarta-feira, feriado em Espanha e no fim de semana prolongado de 8 a 10 de dezembro, com o feriado de 8 de dezembro em Portugal e Espanha.

Para o Presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, "a Fortaleza de Chocolate e demais animação de Natal estão a encantar os valencianos e os visitantes portugueses e espanhóis que animam a cidade e dinamizam a atividade económica, sobretudo os setores da restauração e hotelaria".

Cascatas, fondues, crepes, waffles, farturas, brigadeiros, trufas, bombons, torrões, espetadas de fruta, bombocas, ginjinhas e tantos outros produtos encantam na Fortaleza de Chocolate e convidam a deliciar-se e perder de amores em Valença, sempre com a marca Chocolate.

Até domingo, 10 de dezembro, podem apreciar a Fortaleza de Chocolate dez horas por dia, das 10h00 às 20h00 e deliciar-se nesta feira mostra dedicada, em exclusivo, à degustação e compra de uma infinidade de produtos à base de chocolate e com muita animação de rua itinerante complementar. O evento desenvolve-se no interior da Fortaleza.

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ESTARÁ O URSO PARDO A REGRESSAR AO MINHO?

O último urso pardo que habitava em Portugal foi abatido no Gerês em meados do século XIX. Entretanto, a espécie parece estar a regressar ao Minho através da Galiza, tendo recentemente sido avistados a escassa distância de Melgaço.

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O urso-pardo-cantábrico ou urso-pardo-ibérico, ou apenas urso-ibérico anteriormente Ursus arctos pyrenaicus é uma população de ursos pardos da Eurásia  Ursus arctos arctos que vive nas montanhas cantábricas da Espanha . Em média, as fêmeas pesam 85 kg mas podem chegar a 150 kg

Um grupo de estudantes espanhóis do colégio Poeta Uxío Novoneyra registou imagens da presença de um urso-pardo na Serra de Courel, na Galiza, a 150 km de Melgaço.

As imagens foram registadas no âmbito de um trabalho sobre a fauna local, onde podemos ver outros animais que vivem na serra, como o lobo-ibérico, o javali, a raposa ou o texugo.

A conclusão foi que existem cerca de 370 ursos pardos na cordilheira cantábrica, que se estende por mais de 400 quilómetros pelo norte de Espanha, entre a Galiza e o País Basco.

Fonte: Portugal de Norte a Sul

O urso pardo, provavelmente extinguiu-se entre o século XVII e XIX embora no século XX alguns foram vistos temporariamente, vindos das serras de Espanha. O último urso foi abatido, numa montaria de populares a 2 de dezembro de 1843, na Serra da Mourela, no Gerês; o corpo do animal foi depois levado para Montalegre, para ser exibido. Esse urso seria já um animal errante, que se aventurou para o lado de cá da fronteira (ainda hoje há uma população considerável no norte de Espanha). Enquanto espécie com uma população reprodutora no nosso país, ter-se-á extinguido no século XVII.

Em 2005 foram encontradas pegadas de urso-pardo em Peña Trevinca a apenas cerca de 20 km de Portugal (Parque Natural de Montesinho). Acredita-se que durante os últimos anos, o êxodo rural, o aumento da área de carvalhal e do número de ungulados selvagens, foi favorável à expansão do urso-pardo, nesta região da Península Ibérica.

Ramón Grande Del Brio refere-se a Portugal, na sua obra (1994-2000) «Informe sobre el oso pardo y las montañas Galaico-Leonesas» : «Parece inegável o perigo que representa para os ditos plantígrados uma dispersão excessiva em áreas boscosas nas províncias de León, Ourense, Zamora e possivelmente também, de alguns pontos do Norte de Portugal.»

Parece então plausível colocar a possibilidade de o urso-pardo por vezes, entrar em Portugal, uma vez que um urso-pardo pode percorrer em um só dia mais de 20 km.

Fonte: Wikipédia

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL FOI HÁ 383 ANOS!

Passam 383 anos desde a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio dos reis de Espanha. Um punhado de portugueses tomou de assalto o Paço da Ribeira, aprisionaram a Duquesa de Mântua e defenestraram o traidor Miguel de Vasconcelos. Estava proclamada a restauração da independência.

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Seguiu-se a aclamação de D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal e dava-se início a uma sucessão de batalhas militares que duraram 28 anos, com vista a consolidar a independência, as quais culminaram com a assinatura do Tratado de Lisboa de 1668. Este tratado, celebrado entre Afonso VI, de Portugal e Carlos II, de Espanha, pôs fim à Guerra da Restauração, dando lugar nomeadamente à devolução de Olivença que esteve durante 11 anos sob ocupação espanhola. Apenas a praça de Ceuta ficou na posse de Espanha.

Para o sucesso do golpe palaciano contribuíram diversos fatores internos como o descontentamento dos nobres que haviam perdido os seus privilégios e eram preteridos relativamente à nobreza castelhana; a burguesia que via o seu negócio prejudicado pela concorrência dos comerciantes ingleses, holandeses e franceses e também os constantes ataques aos navios que transportavam os seus produtos e, finalmente, o povo sobre quem recaíam cada vez mais pesados impostos.

Mas, puderam os conjurados de 1640 também contar com diversos fatores externos que se revelaram favoráveis, de entre os quais se salienta a revolta que eclodira na Catalunha em 7 de junho daquele ano, contra o centralismo imposto pelo Conde-Duque de Olivares e a presença de tropas castelhanas em território catalão. Tratou-se da “Guerra dos Segadores”, assim denominada por ter tido origem imediata na morte de um ceifeiro, a qual teve lugar entre 1640 e 1652.

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Os catalães proclamam a República Catalã em 26 de janeiro de 1641. Porém, o falecimento do seu principal chefe Pau Claris, leva a um desenvolvimento do conflito do qual resulta na incorporação de parte da Catalunha no território da França.

Tanto a revolta da Catalunha como a Restauração da Independência de Portugal contaram com o apoio do Cardeal Richelieu, o que aliás explica a defenestração – termo originado de fenêtre – de Miguel de Vasconcelos, prática muito em voga à época em todas as revoltas que ocorreram noutros países europeus. Deste modo, conseguia a França alargar as suas fronteiras políticas, fazendo-as coincidir com acidentes naturais como os Pirinéus a ocidente, o rio Reno e os Alpes a oriente, de maneira a melhor defender-se do poderio da Casa de Áustria de onde descendiam os reis de Espanha cujos domínios, no continente europeu, incluía Portugal, Nápoles, Sicília, Milão, Sardenha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Ilhas Canárias, Maiorca, Rossilhão, Franco-Condado, para além dos reinos de Castela, Leão, Valência, Aragão e a Catalunha propriamente dita.

Com o casamento em 1469, do rei Fernando II de Aragão com Isabel I de Castela, a Catalunha vinha perdendo as suas liberdades enquanto nação soberana e jogava agora a sua oportunidade de recuperar a independência política.

Dando prioridade ao esmagamento da revolta catalã, o rei Filipe IV, de Espanha, ordena ao Duque de Bragança e a muitos nobres portugueses que o acompanhem na repressão à Catalunha, tendo-se a maior parte deles recusado a obedecer.

Enquanto a Catalunha sucumbiu perante o poderio castelhano, Portugal conseguiu sair vitorioso da guerra travada contra a Espanha que durou 28 anos e veio a confirmar a nossa independência como nação soberana, em grande medida graças à revolta catalã. Por conseguinte, possuem os portugueses uma dívida histórica aos catalães na medida em que a sua sublevação foi bem-sucedida em grande medida devido à revolta dos segadores da Catalunha.

É a privação da liberdade nacional que nos leva a atribuir-lhe maior valor, parecendo por vezes que a desprezamos sempre que a damos como garantida!

Decorridos que são 383 anos sobre tais acontecimentos históricos, eis que a Catalunha volta a aspirar à sua própria independência política. Em coerência, não podemos nós, portugueses, deixarmos de reconhecer à Catalunha e ao povo catalão o direito à liberdade que em 1 de dezembro de 1640 lográmos alcançar. Portugal e a Catalunha estão unidas por laços históricos!

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MUNICÍPIO DE PONTE DA BARCA PRESENTE NO MERCADO XURÉS NA GALIZA

No último fim de semana, o Município de Ponte da Barca esteve presente no Mercado Xurés, um evento gastronómico em Bande, na Galiza, que se realiza uma vez por mês.

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Além da vertente gastronómica, com a promoção do mel, dos doces, do vinho e de produtos agrícolas, o stand de Ponte da Barca apresentou também um verdadeiro espetáculo de cores e texturas através do artesanato local, peças produzidas pelos artesãos da região.

A presença de Ponte da Barca no Mercado Xurés não só fortaleceu os laços entre as duas regiões, mas também amplificou a visibilidade da riqueza artesanal e gastronómica de Ponte da Barca, impulsionando o turismo e reforçando o orgulho local.

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BARCELOS EXPÕE EM VALÊNCIA “O MUNDO FANTÁSTICO DO FIGURADO DE BARRO DE BARCELOS”

Figurado de Barcelos em destaque em Manises, Província de Valência, Espanha

A cidade de Manises, em Espanha, acolhe até ao próximo dia 25 de janeiro de 2024, a exposição "O mundo fantástico do figurado de barro de Barcelos". A mostra, que está patente na sala de exposições do MUMAF, foi inaugurada sexta-feira, contando com presença do presidente da Câmara de Manises, Javier Mansilla, e da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, Elisa Braga, que, na ocasião, teve a honra de assinar o “Livro de Ouro de Manises”.

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Esta exposição acontece por ocasião do segundo aniversário de adesão de Manisses à Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria de artesanato e arte popular, galardão que Barcelos também ostenta.

Nas palavras do presidente da Câmara de Manises, Javier Mansilla, este evento representa “uma magnífica oportunidade para valorizar a tradição cerâmica e o valor do património artístico de ambas as regiões peninsulares - o artesanato de Barcelos e o de Manises - através da troca de experiências cultural, comercial e diplomática".

A delegação de Barcelos foi recebida oficialmente no edifício da Câmara Municipal de Manises, tendo os representantes dos dois municípios trocado presentes típicos de artesanato das duas cidades.

Os dirigentes portugueses aproveitaram a visita a Manises para conhecer os seus principais atrativos turísticos, o seu património cultural e os elementos mais simbólicos da cerâmica de Manises, bem como parte da gastronomia valenciana.

"O mundo fantástico do figurado de barro de Barcelos"

"O mundo fantástico do figurado de barro de Barcelos" apresenta figuras de barro feitas à mão que refletem as tradições orais, a memória coletiva e o património cultural dos habitantes desta vila situada no distrito de Braga. Em 2008 tornou-se um produto artesanal certificado e em 2021 obteve o registo de marca da União Europeia.

A cidade portuguesa de Barcelos, que também faz parte da Rede de Cidades Criativas da UNESCO no domínio do artesanato e das artes populares, tem uma grande história em torno da prática da cerâmica, daí a geminação de ambas as cidades.

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BRAGA APRESENTA POTENCIALIDADE TURÍSTICAS AO MERCADO ESPANHOL

Salão Internacional de Turismo Gastronómico decorre até Domingo

Braga marca presença na 24.ª edição do XANTAR - Salão Internacional de Turismo Gastronómico que decorre até ao próximo dia 5 de Novembro, em Ourense, na Galiza. Esta é mais uma forma de promover Braga e a região no panorama internacional, dando especial atenção à gastronomia Bracarense e aos eventos e iniciativas do Concelho.

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Neste certame, Braga afirma a sua presença enquanto destino patrimonial, cultural e gastronómico, naquela que é considerada a maior Feira Internacional de Turismo Gastronómico da Península Ibérica, divulgando os produtos e serviços dos operadores turísticos que actuam no nosso território.

“Braga está aqui para mostrar muito do que tem para oferecer. Desde a promoção dos eventos culturais e dos espaços como o Theatro Circo ou o Altice Forum Braga, passando pela gastronomia, com a degustação de doces tradicionais, queremos cativar os visitantes e fomentar o turismo de proximidade com a Galiza, nomeadamente em época baixa dando continuidade aos excelentes resultados que o sector do turismo apresenta em Braga”, explicou António Barroso, da Câmara Municipal de Braga, durante a abertura do certame que se realizou esta Quinta-feira, e que contou com a presença de Luís Pedro Martins presidente da Associação do Turismo do Porto e Norte.

Braga apresenta aos visitantes o melhor da gastronomia do Concelho. No stand do Município não falta a doçaria tradicional, como os Fidalguinhos ou o Pudim Abade de Priscos. O património merece também especial destaque com o Bom Jesus e os eventos como o festival Utopia, a Semana Santa, o São João, a Noite Branca, o Presépio ao Vivo de Priscos ou o Braga é Natal.

“Não posso deixar de destacar o trabalho conjunto que desenvolvemos com a Expourense. Existe um protocolo de colaboração com a InvestBraga que é activado nestes certames. Aqui no XANTAR estamos a promover também o Salão da Mobilidade e a Expo Animal, eventos que brevemente vão decorrer no Altice Forum Braga”, explicou António Barroso, salientando ainda a promoção de toda a agenda cultural de Braga para o ano de 2024 e “todo o património natural e patrimonial de Braga como atractivo turístico da região”.

Um dos produtos em destaque são os Fidalguinhos, com o novo projecto de promoção turística elaborado em parceria com a Associação Empresarial de Braga, que inclui o lançamento de diversos materiais, nomeadamente de um Guia de Apoio ao Turista, um Guia de Serviços aos Bracarenses, um Guia das Lojas com Histórica, um Guia Gastronómico e um Guia de Enoturismo.

Durante quatro dias, XANTAR oferece um completo programa com mais de 140 actividades onde se apresentam mais de 200 experiências gastronómicas, para além de incluir o Encontro Internacional sobre Gastronomia Sustentável e Saudável. Com uma centena de expositores, o certame conta com a representação de cinco países nomeadamente Espanha, Portugal, Colômbia, Peru e Costa Rica.

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“DRAGÃO EUROPEU” GANHA FORÇA

Beesel (Países Baixos) Furth im Wald (Alemanha) Grez-Doiceau (Bélgica), Montblanc (Espanha) e Monção (Portugal), unem-se na certificação da Rota Cultural Europeia do S. Jorge e do Dragão.

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Cinco municípios europeus com a temática do S. Jorge e do Dragão presentes na cultura e tradição locais, assinaram, recentemente, um memorando de entendimento para a certificação da Rota Cultural Europeia do S. Jorge e do Dragão.

A cerimónia teve lugar em Beesel, nos Países Baixos, com a participação das localidades de Furth im Wald, na Alemanha, Grez-Doiceau, na Bélgica, Montblanc, na Espanha, e Monção, em Portugal. O nosso Município esteve representado pelo Vice-Presidente da CMM, João Oliveira. 

O documento tem como finalidade promover o intercâmbio e o conhecimento entre os municípios signatários, através da materialização de um processo colaborativo de partilha de experiências, de forma a potenciar esta herança cultural no campo educacional e turístico.

A certificação da Rota Cultural Europeia do S. Jorge e do Dragão será feita pelo Conselho da Europa. Além da assinatura do documento, o programa englobou a realização de várias conferências, com a presença de oradores especializados na temática, bem como a inauguração dos brasões dos municípios, no BillyBird Park Drakenrijk, em Beesel, castelo para as crianças brincarem.

“O memorando de entendimento resultará numa colaboração efetiva e frutuosa entre os municípios, contribuindo para fortalecer o reconhecimento da Rota Cultural Europeia do S. Jorge e do Dragão e, também, para despertar o interesse dos europeus nesta tradição que une e apaixona os cinco municípios”.

João Oliveira

Vice-Presidente da Câmara Municipal de Monção

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ARCOS DE VALDEVEZ E LOBIOS E ENTRIMO RECONHECEM FRONTEIRA ENTRE PORTUGAL E ESPANHA

Celebrado reconhecimento das Fronteiras nas partes correspondentes aos termos municipais de Lobios e Entrimo (ESPANHA) e Arcos de Valdevez (PORTUGAL)

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Nos termos do Tratado de Limites celebrado a 29 de setembro de 1864, todos os anos em agosto é feito um reconhecimento da fronteira entre Portugal e Espanha, pelos municípios raianos.

Assim, os Municípios de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, e de Lobios e Entrimo, na província de Ourense, na Galiza, no âmbito do presente Tratado, procederam renovação das assinaturas das atas de vistoria de fronteira.

A ata de vistoria de fronteira é assinada anualmente por determinação do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Ministério de Relaciones Exteriores.

Este é, igualmente um momento de confraternização e de discussão de temas relevantes para os dois lados da fronteira, o que tem contribuído para o desenvolvimento de projetos de promoção e divulgação da região e para a reivindicação de investimentos para esta região transfronteiriça.

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RIBEIRA DE VIANA CONFECIONA TAPETE DE SAL JUNTO À PRAÇA DE ESPANHA EM BARCELONA

Esta quarta-feira, um representante da Ribeira de Viana vai confecionar um tapete de sal junto à Praça de Espanha, na cidade de Barcelona, no âmbito do Congresso Internacional de Arte Efémera, que acontece até 31 de agosto. O evento conta com a presença de 28 grupos de todo o mundo, integrando cerca de 300 pessoas que pretendem candidatar a arte efémera a Património Imaterial da UNESCO, sendo Viana do Castelo a única cidade portuguesa presente.

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Neste contexto, esta quarta-feira, na Plaza Puig i Cadafalch, João Chavarria, morador na Rua Monsenhor Daniel Machado, representante de Viana do Castelo na conferência, participará no II Encontro Internacional de Tapetes e confecionará o tapete de sal com 1,5 metros de diâmetro, com a marca de Viana e pormenores do bordado regional certificado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Nesse dia, cada um dos grupos presentes no congresso vai preparar um pedaço do seu tapete, simbolizando o conceito de uma árvore genealógica.

A história da Romaria em Honra de Nossa Senhora da Agonia, nomeadamente os tapetes de sal preparados pelas gentes da Ribeira de Viana, estão no mapa da arte efémera, tendo sido reconhecidos pelos outros países e bastante elogiados.

“Nesta conferência percebemos como também lá fora valorizam a nossa arte popular da confeção dos Tapetes de Sal, integrada na Romaria d’ Agonia. Surpreendentemente, já muitos dos presentes conheciam os nossos tapetes de sal”, desvenda João Chavarria.

“Sentimos que Viana do Castelo e a ribeira estão no mapa da arte popular. Aqui defendem o que também nós sempre defendemos, que esta arte deve ser mantida pelas pessoas de forma voluntária e por amor à camisola, pois só assim fará sentido e só assim se poderá garantir a continuidade da tradição. Estamos orgulhosos em nome de Viana do Castelo por sermos reconhecidos num local onde estão representadas artes dos quatro cantos do mundo”, conclui.

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BRAGA: GRUPO FOLCLÓRICO DA UNIVERSIDADE DO MINHO REPRESENTA PORTUGAL NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE SALAMANCA

O GFUM irá marcar presença no Festival Internacional de Folclore da cidade de Salamanca, juntamente com 5 países

O Grupo Folclórico da Universidade do Minho iniciará no próximo dia 30 de agosto a sua digressão pelo Festival Internacional de Folclore de Salamanca, em Espanha.

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Esta viagem, que ocorrerá de 30 de agosto a 2 de setembro, contará com a presença deste grupo em vários palcos integrados na 2ª edição deste evento.

A Plaza Mayor, na cidade de Salamanca acolhe o palco de um dos mais importantes festivais de folclore espanhóis reunindo, este ano, grupos representativos de várias regiões da Espanha, bem como representantes internacionais oriundos de Itália, Israel e Sérvia, além do GFUM que representará Portugal.

Fundado em 1993, o GFUM comemora este ano o seu 30º aniversário com o projeto “Voltas da Tradição” no qual tem levado a efeito inúmeras iniciativas como exposições, concertos e atividades de promoção do ‘Canto a Vozes’. Neste ano de comemoração, «a participação neste encontro internacional de folclore será, acima de tudo, uma oportunidade de cumprir o principal objetivo do Grupo Folclórico da Universidade do Minho: preservar e divulgar os usos e costumes das gentes do Baixo Minho» diz-nos André Marcos, diretor do grupo.

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CAMINHA E VILA PRAIA DE ÂNCORA FORAM PALCO DE UM GRANDIOSO FESTIVAL DE FOLCLORE – O ÂNCORA FOLK’23

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Caminha e Vila Praia de Âncora foram palco de dois magníficos espetáculos Âncora Folk’23. Os grupos foram recebidos pelo Executivo, na tarde de sábado, no Largo Calouste Gulbenkian, em Caminha.

No Sábado, a Praça Conselheiro Silva Torres, em Caminha, encheu-se de cor, de alegria e de muita gente; tudo para assistir ao Âncora Folk’23, que trouxe folclore de Portugal, Espanha, Costa do Marfim e Colômbia.

No Domingo, o Âncora Folk’23 terminou em apoteose em Vila Praia de Âncora.

Fotos: Município de Caminha

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VILA PRAIA DE ÂNCORA: RECORDAMOS O FESTIVAL DE FOLCLORE REALIZADO HÁ 12 ANOS ORGANIZADO PELO ETNOGRÁFICO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

No dia em que o Etnográfico de Vila Praia de Âncora leva a efeito mais uma edição do ÂNCORAFOLK’23, recordamos o festival realizado precisamente há 12 anos, precisamente quando o BLOGUE DO MINHO estava a iniciar a sua publicação.

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Com efeito, Vila Praia de Âncora foi palco há precisamente 12 anos, no mês de Agosto, de mais uma edição do Festival Internacional de Folclore que habitualmente ali se realiza. Nele participaram, para além do anfitrião, o Etnográfico de Vila Praia de Âncora, também o Grupo de Musica y Danza Airs Castellanos – Valladolid (Espanha) e o grupo Besiktas Belediyesi Oyun Youth and Sport Club – Istambul (Turquia).

A Igreja de Nossa Senhora da Bonança, padroeira dos pescadores de Vila Praia de Âncora, foi o cenário deste festival a que assistiram alguns milhares de pessoas numa altura em que aquela localidade regista a afluência de elevado número de turistas e emigrantes.

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CERVEIRA ANALISA GEMINAÇÃO CULTURAL COM MUNICÍPIO CATALÃO DE CERVERA

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, e as vereadoras Carla Segadães e Sónia Guerreiro, receberam, na sexta-feira, uma comitiva oriunda do município espanhol de Cervera (província de Lérida), com o intuito de avançar com uma parceria institucional. A dinâmica cultural é, desde já, o elemento mais convergente entre ambos os municípios, com a Bienal Internacional de Arte de Cerveira a ser o evento mais referenciado.

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Ramon Font, antigo correspondente da RTVE em Portugal, acompanhado por Joan Puig i Torres e Xavier Sanz i Pereta, foram os mensageiros de uma carta do Alcalde Joan Santacana endereçada a Rui Teixeira, na qual realça as várias semelhanças entre Cervera e Cerveira, desde logo a partilha do mesmo nome, mas também o facto do número de habitantes ser muito similar (cerca de 9 mil) e os brasões coincidirem na ostentação da figura do cervo. Não obstante, Cerveira e Cervera têm origem medieval, são terras de fronteira e orgulham-se de ter um Castelo, elemento de defesa do território.

Para o Presidente da Câmara Municipal da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, “este primeiro contacto presencial permitiu aferir mais detalhadamente quais as áreas mais coincidentes entre os municípios, concluindo-se que há muita matéria propícia à criação de sinergias profícuas para o futuro”. A primeira abordagem incide na possibilidade de se estabelecer relações culturais e uma efetiva troca de experiências, “sendo a Bienal Internacional de Arte de Cerveira encarada como a oportunidade para uma aproximação inicial entre os dois municípios, não descurando boas perspetivas comerciais e industriais”.

Rui Teixeira explica que o homólogo de Cervera expressou vontade em ter a participação de Vila Nova de Cerveira na comemoração dos mil anos da atribuição da Carta de Población a Cervera (1026), na qual a condessa de Barcelona, Ermessenda, entregara as terras a três famílias de colonos, promovendo a fixação de pessoas em Cervera. “Trata-se de um acontecimento histórico muito importante e seria uma honra marcar presença e partilhar algumas das nossas semelhanças”, sublinha.

Além da Universidade e do seu núcleo histórico, Cervera é conhecida pelo forte impulso cultural e artístico, consubstanciado em diversas atividades com destaque para o AQUELARRE e o Festival Internacional de Música, e na Casa Museu Duran i Sanpere.

Cervera é a capital da comarca de Segarra, localizando-se entre a colina de Les Savines e a ribeira de Ondara, na província de Lérida, comunidade autónoma da Catalunha. Tem 55,2 km² de área e em 2021 tinha 9 328 habitantes.

De relembrar que Vila Nova de Cerveira tem formalizada uma geminação com o concelho vizinho de Tomiño, da Galiza, cuja Eurocidade foi formalmente constituída em 2016.

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