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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA MUSEU DE MONÇÃO EXPÕE ESCULTURA DE EMÍLIO FILGUEIRA E PINTURA DE PUSKAS

Está patente ao público na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, a exposição de escultura do escultor galego Emílio Filgueira e de pintura do pintor monçanense Puskas.

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A exposição estará patente ao público nos meses de agosto e setembro.

Sinopse segundo os artistas:

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Emílio Filgueira, Vigo 1965.

«Mis obras están muy vinculadas a la superviviencia y cuidado del medio ambiente ya que los materiales que utilizo, la piedra y el hierro, son reciclados, mi objetivo es darle una segunda oportunidad.

Mis obras son un grito de alerta al planeta, reflejan una llamada a la superviviencia de la naturaleza y en todas ellas la piedra siendo materia inerte tiene vida propia y expresa su sentimiento.

Socio de " EspaçoQ /QuadraSoltas" entidad sin animo de lucro cuyo objetivo es divulgar el arte y la cultura.

Socio de la Fundacion Atlas Violeta».

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José de Barros, Puskas, Monção, 1954.

«Autodidata convicto, no sentido absoluto do termo, sem ter frequentado escolas de arte oficiais, públicas ou privadas, Puskas fez uma aprendizagem gradual num curto espaço de tempo, através de muito trabalho de pesquisa e uma forma natural e intuitiva para aplicação de regras de ouro desta modalidade.

Os seus temas preferidos fixam-se em panoramas diurnos, prefigurados nos mistérios das sombras iluminadas, nos espaços urbanos e rurais, onde emprega uma linguagem plástica plena de referências humanas. Retrata com frequência cenas históricas e lendas, realiza obras de caráter abstracionista com mestria e mistura com destreza as várias correntes artísticas nas suas criações, dotando-as de um cunho muito pessoal de rara singularidade. Um dos raros pioneiros da arte em Monção e não só, referindo que a sua primeira exposição data de 1973, passando pelo alto Minho, península Ibérica, da Galiza ao Sudoeste Francês».

Não perca esta exposição!

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

De terça a sexta feira: das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00;

sábado das 14h00 às 19h00;

domingo e segunda feira: encerrada

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MIGUEL VENTURA TERRA E OS PROJETOS PARA A CONSTRUÇÃO DO MONUMENTO AO INFANTE D. HENRIQUE NO PORTO

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1394-1894, por Ventura Terra

Folha do semanário ilustrado Pontos e Vírgulas, com gravura representando maqueta para o concurso do monumento ao Infante Dom Henrique, da autoria do arquiteto Ventura Terra.

Responsabilidade: Santos (fotogr.); António de Sousa Nogueira (grav.)

Local de edição: Porto

Editor: Pontos e Vírgulas

Impressor: Litografia União

Preto e branco

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Projeto para o monumento ao Infante Dom Henrique

Documento/Processo, 1997 – 1997

PT-CMP-AM/COL/PST/D.PST:2204(12)

Local de edição: Porto

Editor: Câmara Municipal do Porto

Colorido

Estampilha: não

(Coleção: Comemorações Henriquinas no Porto, em 1894, nº 12)

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Projeto para o monumento ao Infante Dom Henrique apresentado depois do concurso, conjugando dois dos projetos anteriores

Documento/Processo, 1997 – 1997

PT-CMP-AM/COL/PST/D.PST:2204(17)

Local de edição: Porto

Editor: Câmara Municipal do Porto

Colorido

Estampilha: não

(Coleção: Comemorações Henriquinas no Porto, em 1894, nº 17)

PÓVOA DE LANHOSO INSTALOU A ESTÁTUA DA MARIA DA FONTE EM FONTARCADA

O dia 29 de maio de 2022 será para sempre lembrado como a data em que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, honrando as raízes do Concelho, instalou a primitiva estátua da Maria da Fonte na freguesia de Fontarcada, devolvendo-a à fruição da comunidade. Um momento muito esperado pela população e seus representantes, que há muito reivindicavam este desfecho.

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“Decidiu este Executivo dar a esta estátua a dignidade que ela merece e dar a dignidade merecida a esta estátua é ter três atos de respeito. O primeiro é ter respeito por quem a idealizou e por quem trabalhou por ela. Aqui poderia referir muitas pessoas, mas quero referir o falecido Joaquim Cruz, que fez um trabalho fantástico, nesse tempo, na recolha de contributos de todos aqueles que quiseram ajudar esta causa”, referiu o Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, na sua intervenção, após uma extensa lista de cumprimentos.

“Mas é também um ato de respeito pela população de Fontarcada, porque esta estátua esteve – e sei que essa é uma opinião consensual - demasiados anos escondida e ‘arrumada’. Não é responsabilidade de ninguém, nem é culpa de ninguém. Tem a ver com as circunstâncias e com os factos. Com o passar do tempo, foi ficando cada vez mais apurada, nos responsáveis políticos deste mandato e do mandato anterior, a necessidade de darmos a esta estátua a visibilidade e a dignidade que ela de facto merece”, explicou ainda o autarca.

Para Frederico Castro, o terceiro ato de respeito “é o respeito pela nossa memória coletiva, porque honrar a história da Maria da Fonte, honrar aquilo que simbolicamente a Maria da Fonte representa na nossa comunidade é honrar as nossas raízes e nada melhor que honrar as nossas raízes instalando a estátua da Maria da Fonte aqui em Fontarcada, e aqui neste espaço, porque foi neste espaço que tudo aconteceu”, considerou.

Destacando o trabalho realizado pela anterior e pela atual Junta de Freguesia, Frederico Castro concluiu, de entre outras considerações, que “é com gestos como estes que honramos a nossa terra e que defendemos o adn dos Povoenses – adn, de resistência, de força, de coragem e de determinação”.

Ao som do hino da Maria da Fonte, o Presidente da Autarquia, Frederico Castro, e a Presidente de Junta, Clarisse Vieira, descerraram as placas evocativas. O momento contou ainda com as presenças, de entre outras, dos Vereadores Paulo Gago e Ricardo Alves e do Presidente da Assembleia Municipal, António Queirós. Referência ainda para as presenças da D. Isméria e da D. Arminda, símbolos de determinação e dedicação. 

A estátua, da autoria de Jorge Ulisses, está agora colocada na avenida de acesso à Igreja Românica de Fontarcada.

A cerimónia contou ainda com as atuações da Banda Musical de Calvos e do Rancho Folclórico Maria da Fonte. O programa para este dia ficou completo com a exibição, no Salão Paroquial, da curta-metragem “Inquietação”, resultado final do projeto Cultura.In, que relata um dos episódios da Revolta da Maria da Fonte, tão estreitamente ligada a Fontarcada.

PÓVOA DE LANHOSO INSTALA ESTÁTUA DA MARIA DA FONTE EM FONTARCADA

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso procede, no próximo domingo, 29 de maio, à instalação da antiga estátua da Maria da Fonte na freguesia de Fontarcada. O momento está marcado para as 16h00, junto à Igreja Românica de Fontarcada.

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Da autoria de Jorge Ulisses, esta estátua, que resulta da mobilização da população, esteve inicialmente colocada no centro da Vila da Póvoa de Lanhoso, tendo a inauguração ocorrido a 15 de agosto de 1978. Contudo, em 1996, viria a ser substituída pela que atualmente reproduz a imagem de Augusto Távora.

O ano 2022 ficará marcado pela instalação desta representação da heroína da Póvoa de Lanhoso na freguesia de Fontarcada, uma aldeia estreitamente relacionada com a Revolta da Maria da Fonte. Um desejo manifestado, no passado, pela própria Junta de Freguesia.

A exibição final da curta-metragem “Inquietação” (29 de maio, às 17h00, no Salão Paroquial) assinala a conclusão do POVOAR.TE – Maria da Fonte, iniciativa dinamizada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, entre os dias 21 e 29 de maio.

O programa compreende ainda, no sábado, dia 28 de maio, a atribuição do Prémio Maria da Fonte. A cerimónia está marcada para as 21h30, no Theatro Club.

Na ocasião, serão distinguidas sete personalidades Povoenses, do género feminino, com destaque em diferentes áreas de atuação de foro local, nacional e internacional e que, por essa forma, honram, prestigiam e promovem as gentes e as terras da Póvoa de Lanhoso. Estas mulheres serão galardoadas nas seguintes categorias: Desporto, Saúde, Educação, Cultura, Ambiente, Desenvolvimento Económico e Prestígio.

A iniciativa POVOAR.TE – Maria da Fonte evocou esta figura identitária da Póvoa de Lanhoso. O programa compreendeu a antestreia, estreia e exibições descentralizadas, em estabelecimentos escolares e em quatro freguesias do concelho, da curta-metragem “Inquietação”, produto final do projeto CULTURA.IN.

VIANA DO CASTELO INAUGURA ESCULTURA COMEMORATIVA DA CLASSIFICAÇÃO DA FESTA DAS ROSAS COMO PATRIMÓNIO CULTURAL E IMATERIAL NACIONAL

O executivo municipal marcou presença na inauguração da escultura comemorativa da classificação da Festa das Rosas como Património Cultural e Imaterial Nacional. O Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, marcou presença na cerimónia para inaugurar a escultura que presta homenagem aos cestos floridos como ex-libris da freguesia.

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A festividade de Vila Franca do Lima assinalou os 400 anos da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1622 por frades dominicanos, e voltou a ser promovida com a grandiosidade habitual no passado fim-de-semana, tendo como mote “Unidas na tradição e pela tradição”.

Desde setembro de 2021, a Festa das Rosas de Vila Franca está classificada como Património Cultural e Imaterial Nacional. Esta inscrição surgiu na sequência de um pedido formulado pela Junta de Freguesia de Vila Franca, apoiado pela Câmara Municipal.

Em março do ano passado, o executivo camarário aprovara, por unanimidade, um parecer positivo, "manifestando a total concordância" a este registo por "visar a proteção legal de todo o simbolismo e expressão cultural que as festas representam no plano local e nacional".

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O documento sobre a Festa das Rosas destacava “a sua longa história, documentada, pelo menos desde 1622” e o seu “caráter único na continuação dos festivais milenares de invocação da primavera e do renascer do ciclo anual da vida”.

A Festa das Rosas é a primeira grande romaria do ciclo anual de romarias alto minhotas e constitui um dos últimos testemunhos vivos do culto à Senhora do Rosário e à oferenda de flores às várias invocações da Senhora, outrora fulgurante na Ribeira Lima. Realiza-se há 400 anos na freguesia de Vila Franca, na margem esquerda do rio Lima, e é conhecida pelos cestos floridos, confecionados com milhares de pétalas de flores.

Os cestos, que chegam a pesar mais de 50 quilogramas, são transportados na cabeça por jovens mordomas batizadas em Vila Franca, e que completem 19 anos em maio, numa demonstração de orgulho e fé.

No documento de classificação realça-se “a produção e reprodução que caracterizam esta manifestação do património cultural na atualidade” e que se traduz “em práticas transmitidas intergeracionalmente no âmbito da comunidade, com recurso privilegiado à oralidade e à observação e participação direta”.

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AMARES INAUGURA ESCULTURA DA AUTORIA DE ALBERTO VIEIRA EM HOMENAGEM AOS TRABALHADORES DO VINHO E DA VINHA

Escultura foi inaugurada em Lago, instalada no Largo do Paço

A porta de entrada no concelho, em Lago, tem agora uma nova escultura para ser apreciada por quem mora no concelho de Amares e por quem o visita.

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Foto: Hugo Delgado

O Município de Amares inaugurou hoje uma bela peça de arte em homenagem ao vinho e aos produtores do vinho, elaborada por Alberto Vieira, no âmbito do Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade “No Minho não há aldeia melhor do que a minha!”, do Consórcio Minho In.

A obra que teve a coordenação artística da zet gallery, representada por Helena Mendes Pereira, foi inaugurada na presença do Presidente da Câmara, Manuel Moreira, do Vereador, Delfim Rodrigues, da Presidente da Junta, Lurdes Arantes e do próprio escultor, Alberto Vieira.

Felicitando o autor pela conceção e resultado da obra, o Presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, sublinhou que “o vinho tem um grande peso nesta região e esta obra é uma homenagem a todos aqueles que fazem desta área o seu trabalho, que tanto engrandece o nosso território”.

O cacho de uvas “é o princípio de todo o trabalho, o requisito essencial para haver vinho” e, neste caso, está traduzido “num trabalho muito bonito e dinâmico”.

Lurdes Arantes, Presidente de Junta da Freguesia de Lago, reconheceu que é “uma honra” receber a obra na freguesia, dizendo que esta só poderia ser colocada naquele local, “na porta de entrada do Concelho”.

“Cacho de uva é o ponto de partida para tudo”

Para Alberto Vieira, artista que deu corpo à escultura, a obra pretende ser uma “homenagem aos trabalhadores do vinho e da vinha” e explica que o cacho de uvas significa “o ponto de partida para tudo”. “Temos aqui tudo o que dá origem ao processo que envolve a produção do vinho”. “Serve, acima de tudo, para valorizar este espaço, a cultura do vinho e todo o trabalho que este envolve”, salienta.

“Objetos artísticos que promovam os concelhos na sua ruralidade”

Para concluir, Helena Mendes Pereira, em representação da Zet Gallery, apontou que o projeto pretende que sejam criados um “conjunto de objetos artísticos que promovam os concelhos na sua ruralidade”, justificando, ainda, a escolha de Alberto Vieira para a concretização da obra. “É um artista que trabalha com qualquer tipo de material, com uma mensagem clara e objetiva. Não podia haver artista mais indicado para realizar esta obra”, acrescentou.

MONÇÃO INAUGURA ESCULTURA EM HOMENAGEM AO FOLCLORE

O autor “mergulhou” nas danças e cantares dos grupos locais

Monção inaugurou no feriado municipal, celebrado sábado, a escultura “Corpo de Dança”, da autoria de Pedro Figueiredo, que presta homenagem aos grupos folclóricos do concelho.

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A peça encontra-se junto ao Baluarte de São Bento, na Avenida das Caldas.

Para a sua conceção, Pedro Figueiredo esteve em residência artística pelas aldeias de Monção, onde “mergulhou” nas danças e cantares dos agrupamentos folclóricos locais, visando captar “um movimento de par identificativo da essência desta tradição secular e dos seus guardadores de memória”.

O processo criativo desta peça escultórica pode ser visualizado no Museu Monção & Memória, “constituindo-se como o ponto de partida para uma visita à escultura e às aldeias de Monção, absorvendo a vivência comunitária e a sonoridade folclórica, que inspirou o autor”.

A escultura foi criada no âmbito do Programa de intervenções Artísticas e Comunidade, denominado “No Minho não há aldeia melhor do que a minha”, projeto promovido pelo Consórcio Minho IN, que integra os 24 municípios do Minho, tendo a curadoria de Helena Mendes Pereira.

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS REALIZA CONFERÊNCIA SOBRE ESCULTURA NO CICLO DE ESTUDOS “OUTROS MUNDOS”

No próximo dia 10 de março (quinta-feira), na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, pelas 17.00 horas, Alexandre A. R. Costa apresenta a comunicação “Escultura e Entropia: Do Atelier. Da experiência e intervenção em contexto”, onde abordará a sua experiência como artista plástico, remetendo-nos para o mundo do atelier e da relação social com a arte.

A iniciativa integra-se do XI Ciclo de Estudos “Outros Mundos”, organizada pelo Centro de Estudos Regionais, sendo a entrada no evento livre.

Alexandre A. R. Costa nasceu em Braga, em 1973. É doutorado em Belas Artes e professor no ensino público e ensino superior artístico. Os seus trabalhos em escultura, desenho, instalação ou performance, foram expostos desde 1996 em mais de uma centena de exposições, individualmente ou com outros artistas em diversos países: Portugal, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Espanha, Lituânia, Bali, Brasil, Canadá e Estados Unidos da América. Em 2012 é nomeado para o International Award for Excellence in Public Art. Enquanto curador ou diretor artístico, organiza exposições e funda projetos e espaços culturais independentes no norte de Portugal: Espaço Artes Múltiplas – Intervenção Artística e Cultural; Projeto programático ARTEMOSFERAS; ArtemosferasDesign e Projeto IN`Side`OUT (2000–2003), no Porto, estabelecendo-se parceria com a FBAUP. Posteriormente, o PROJECTO IMAN – Arte Contemporânea (2005-2011) e CAV – Ciclo de Artes Visuais, Famalicão (desde 2018), projetos apoiados com programas nacionais e internacionais.

A direção do Centro de Estudos Regionais

MONÇÃO: ESCULTORES GALEGOS CONSTRÓEM PRESÉPIO DE NATAL

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No âmbito da iniciativa “Arte à Solta”, enquadrada na programação de Natal, realiza-se, no próximo fim de semana, 11 e 12 de dezembro, na Praça da República, a construção ao vivo de um presépio de Natal. A peça artística será executada por três escultores galegos, Juan Coruxo, Remigio Davila e Rosendo Gonzalez, tendo como base de trabalho a madeira.

Desta forma, naquele local do centro histórico de Monção, onde estão patentes diversos motivos natalícios e meia centena de árvores de Natal decoradas pelas associações locais, os munícipes e visitantes podem apreciar a evolução dos trabalhos, interagindo com os artistas.

BARCELOS APRESENTA NA GALERIA MUNICIPAL DE ARTE DESENHOS DE ÂNGELO DE SOUSA

A Fundação Serralves apresenta na Galeria Municipal de Arte, em Barcelos, a exposição “Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz”, uma mostra que vai estar patente ao público a partir do dia 5 de novembro.

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Este projeto reúne uma seleção de desenhos, pinturas e esculturas (obras da Coleção Serralves) que sublinham a importância da contaminação entre disciplinas para a evolução da sua prática artística ao longo da sua carreira. Nesta exposição, refuta-se “a imagem dominante de Ângelo de Sousa como pintor, demonstrando que o desenho e a escultura são não apenas facetas fundamentais da sua obra, como também onde porventura é mais evidente o espírito experimentalista”.

Os trabalhos do artista são caraterizados por uma aparente simplicidade: Ângelo de Sousa tenta obter, nas suas palavras, "o máximo de efeitos com o mínimo de recursos, o máximo de eficácia com o mínimo de esforço, e o máximo de presença com o mínimo de gritos (…). A exposição sublinha esta vontade de trabalhar com elementos simples, ao apresentar algumas das primeiras obras de Ângelo de Sousa, ainda figurativas, mas apontando já para a depuração que viria a caraterizar o artista, lado a lado com os exercícios abstrato-geométricos que o impuseram como um dos maiores estudiosos da cor e da luz”.

Esta iniciativa integra-se no programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves, especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

A exposição fica patente ao público na Galeria Municipal de Arte até ao dia 30 de janeiro de 2022 e pode visitar de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h00 e sábados, das 10h00 às12h30 e das 14h00 às 17h30.

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Ângelo de Sousa

O artista nasceu em Lourenço Marques a 2 de fevereiro de 1938 e fixou-se no Porto em 1955. Matriculou-se em Belas-Artes, licenciando-se em Pintura com nota máxima de 20 valores.

Viveu e trabalhou na cidade do Porto, onde deu aulas na Escola Superior de Belas-Artes, entre 1962 e 2000, ano em que se jubilou como professor catedrático.

Participou na fundação da Cooperativa Árvore, bem como em inúmeras exposições individuais e coletivas.

Morreu em 29 de março de 2011.

ESPOSENDE: ESCULTOR ASCÂNCIO MMM DOA AO MUNICÍPIO OBRA DE ARTE PARA ALAMEDA DO BOM JESUS EM FÃO

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, reuniu, recentemente, com o escultor Ascânio MMM, que ofereceu ao Município uma obra de arte, que se encontra já instalada, na envolvente do Templo do Bom Jesus, em Fão.

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Natural de Fão, mas a residir no Brasil, o reconhecido escultor havia assumindo o compromisso com o Município de Esposende de oferta de uma peça escultórica para embelezar a Alameda do Bom Jesus, que está a ser intervencionada, numa empreitada de requalificação orçada em 610 mil euros.

Trata-se da segunda obra oferecida à sua terra natal, sendo que a outra é a “Piramidal”, que se encontra instalada no Largo do Cortinhal, desde 1999.

A operação de montagem da obra de alumínio lacado, que foi construída no concelho, numa empresa da freguesia de Antas, decorreu na semana passada. Cumpre-se, assim, a vontade expressa pelo escultor fangueiro ao Município, que, no âmbito da intervenção que está em curso, preparou o local para a instalação da obra de arte.

O Presidente Benjamim Pereira enaltece “o gesto grandioso de escultor Ascânio MMM, reflexo do forte sentimento que o liga ao concelho e à terra que o viu nascer”. Elogia a obra de arte, considerando que vem embelezar Fão e a Alameda do Bom Jesus, que, fruto da intervenção de requalificação em curso, apresentará uma imagem totalmente renovada. O autarca refere, ainda, que ficou acordado com o escultor proceder à inauguração daquela obra, aquando do regresso de Ascânio Monteiro a Fão, no verão de 2022.

A empreitada da requalificação da Alameda do Bom Jesus, que se integra no Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), corresponde a uma antiga aspiração das gentes de Fão, pelo que representa para a comunidade, sendo que o espaço é também palco privilegiado de eventos, como a Festa do Bom Jesus, a feira semanal e a Festa da Cerveja e do Marisco, razões que levaram o Município a assumir a intervenção.

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GUIMARÃES: ESTÁTUA DE D. AFONSO HENRIQUES FOI VANDALIZADA - É PRECISO PUNIR OS RESPONSÁVEIS!

Lamentavelmente, a escultura de D. Afonso Henriques, da autoria de Soares dos Reis, foi no passado fim de semana alvo de um ato de vandalismo.

Mais uma vez, a espada foi quebrada tendo sido encontrado o fragmento no jardim junto à estatua.

Informamos que foi retirada a parte integral da espada, sendo agora encaminhada para restauro.

Assim sendo, sem a sua espada, o Primeiro Rei encontra-se cada vez mais vulnerável.

Compete a cada um de nós a sua proteção!

Para que futuramente estes atos não se repitam, pedimos a colaboração a todos na salvaguarda do Património!

Fonte: https://www.facebook.com/PacodosDuques

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ESPOSENDE – TERRA DE PESCADORES – INAUGUROU ONTEM ESTÁTUA A S. PEDRO, O APÓSTOLO QUE TAMBÉM FOI PESCADOR

Inaugurada em Esposende estátua a S. Pedro no Bairro da Central

Foi ontem inaugurada em Esposende a escultura de S. Pedro, no bairro da Central, na zona sul da cidade de Esposende. Venerado por pescadores, há muitos anos que a comunidade reclamava a colocação do ícone. Mercê do trabalho de colaboração entre a Associação Cultural Recriativa dos Amigos dos Idosos de Esposende (ACRAIE), da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Esposende foi possível cumprir o sonho. E a comunidade compareceu em peso, respeitando distanciamento, mas demonstrando a importância que S. Pedro tem para a população.

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Eduardo Costa, presidente da ACRAIE, recordou a veneração da comunidade da zona sul da cidade de Esposende a S. Pedro, “apesar de não existir uma capela, será agora possível exteriorizar a nossa devoção pelo padroeiro dos pescadores”.

Recordando as tormentas de quem desafia as vagas e a agitação marítima, Eduardo Costa encontrou na “fé inabalável” a justificação para persistir nos projetos de vida. Seja na faina, seja na construção de uma estátua a S. Pedro.

Benjamim Pereira, presidente da Câmara Municipal de Esposende reconheceu as dificuldades do processo de construção da estátua a S. Pedro, “com longas décadas” e destacou o trabalho desenvolvido pela ACRAIE, na área social, lembrando “o tanto que tem feito pelas pessoas”.

“Estou feliz por cumprir uma promessa e ver a comunidade com um sonho concretizado, porque a comunidade piscatória é a fiel representante de Esposende”, disse Benjamim Pereira.

Tiago Miranda, secretário da Junta da União de Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra disse que esta “concretização de uma aspiração da população do sul de Esposende, permite criar um espaço que deve ser determinante no reforço da tradição”.

A estátua a S. Pedro foi esculpida pelo escultor Américo Abreu.

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CAMINHA HOMENAGEIA ESCULTOR ANTÓNIO PEDRO

O escultor Pedro Figueiredo apresentou ontem, no Auditório António Pedro, em Moledo, as obras resultantes da sua residência artística em Caminha, no âmbito do projeto AMAR O MINHO, promovido pelo consórcio MINHO IN,  com coordenação artística e de comunicação da Zet Gallery. Duas esculturas "Mulher-Cão" e "A Ilha do Anjo" homenageiam agora António Pedro, personalidade de Moledo, onde viveu a partir dos 4 anos, e figura maior do teatro, literatura e artes plásticas, que integrou a primeira geração de surrealistas portugueses.

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Completaram-se ontem 55 anos da morte de António Pedro, dia escolhido para a homenagem, que foi iniciada com poesia. A Krisálida interpretou "Poema da Serra d'Arga", da autoria de António Pedro. Coube depois à curadora, Helena Mendes Pereira, falar sobre o artista e sobre a inspiração das obras, que buscaram motivos no Forte do Cão, em Moledo e no próprio vento.

Coube depois ao artista apresentar os seus trabalhos. Pedro Figueiredo revelou que tentou "entrar" no mundo de António Pedro, que, disse, "foi criança aqui" e dai o Anjo, colocado no lugar mais alto, um anjo cujas asas forma um coração perfeito. Sublinhou que o lugar - Moledo - é perfeito e de grande beleza. Agradeceu também o acolhimento da Câmara de Caminha e destacou a colaboração dos profissionais do Município com os quais contactou ao longo da residência artística, que decorreu entre 9 e 16 de agosto, período em que trabalhou ao vivo no próprio Auditório António Pedro, produzindo uma peça em gesso direto, que ficará no Museu Municipal de Caminha.

O Presidente da Câmara agradeceu a todos os intervenientes e destacou a solução feliz encontrada para homenagear António Pedro: "queríamos algo que permitisse escrever novos capítulos e fomos felizes" O conjunto escultórico produzido agora, sublinhou Miguel Alves, junta três realidades importantes: pedra, mar/céu e gentes.

A própria Praia de Moledo é também uma espécie de galeria, disse ainda Miguel Alves, recordando que está presente na obra de vários autores. Além de António Pedro, entre outros, nomeou, Mário Césariny, Sara Afonso e Almada Negreiros. Miguel Alves lembrou também que a cultura e as artes estão sempre presentes na vivência do concelho e, neste momento, estão patentes por exemplo vários eventos e exposições, entre elas Arte na Leira, exposições sobre circunavegação, fotografia e história da Maçonaria, estando também a decorrer vários concertos que integram o programa cultural de verão do Município.     

"Somos um concelho que é capaz de questionar a cultura. Acho que António Pedro gostaria do que a obra é e do que vai ser e estou particularmente satisfeito pela forma como conseguimos homenageá-lo".

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Uma placa assinala a obra com o seguinte texto:

MULHER-CÃO E A ILHA DO ANJO, 2021

Pedro Figueiredo (PT, 1974)

António Pedro nasceu na Cidade da Praia, Cabo Verde, a 9 de Dezembro de 1909 e terminou os seus dias em Moledo, Caminha, Portugal, a 17 de Agosto de 1966. 55 anos depois do seu desaparecimento, o Município de Caminha homenageia esta enorme personalidade do teatro, da literatura, das artes plásticas e da cultura, de uma forma geral, um dos que fez parte da primeira geração de surrealistas portugueses.

Para o Auditório António Pedro, o escultor Pedro Figueiredo desenvolveu um conjunto escultório, em bronze, constituído por dois elementos: a mulher inspira-se no óleo sobre tela “Ilha do Cão”, que António Pedro pintou em 1941 e que parte do referencial paisagístico deste lugar e, em particular, da Ínsua. O querubim, segundo elemento escultórico, encima o muro de suporte, observando a cena e trazendo o surrealismo idílico à proposta de Pedro Figueiredo, cujo vocabulário plástico é perfeitamente reconhecível nesta obra.

Esta obra insere-se no programa de residências artísticas do AMAR O MINHO, promovido pelo consórcio MINHO IN que integra os 24 municípios do Minho. A curadoria é de Helena Mendes Pereira.

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