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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ORDEM DOS ENGENHEIROS PROMOVE EVENTO EM VIANA DO CASTELO: O TEMA SÃO AS MULHERES NA ENGENHARIA

No âmbito da Política de Promoção da Diversidade de Género da Ordem dos Engenheiros (OE), a Delegação Distrital de Viana do Castelo organiza, no próximo dia 15 de julho, pelas 18h30, uma palestra alusiva ao Dia Internacional da Mulher na Engenharia, decretado pela UNESCO para o dia 23 de junho.

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Na palestra serão abordadas diversas temáticas acerca da importância das mulheres na engenharia e uma perspetiva desta atividade profissional na Austrália.

O evento contará com a presença de duas Engenheiras de diferentes gerações e perfis: Lídia Santiago e Carla Boehl.

Lídia Santiago é Vice-Presidente da Ordem dos Engenheiros, professora do ISEL desde 1989 e professora adjunta desde 2013. Detém o título profissional de Especialista em Engenharia Alimentar da Ordem dos Engenheiros, é mestre em Ciência Tecnologia dos Alimentos pela Universidade Técnica de Lisboa e é licenciada em Engenharia Química pelo Instituto Superior Técnico.

Carla Boehl é licenciada em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e concluiu o mestrado e o doutoramento na Universidade de Estugarda, na Alemanha. Nasceu em Viana do Castelo, trabalhou para a Comissão Europeia, fez investigação na Alemanha e nos Estados Unidos, trabalhou na McKinsey.

Gonçalo Fagundes Meira

PONTE DE PARADA FOI CLASSIFICADA COMO MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO

A Ponte de Parada, também conhecida como Ponte do Bôco, foi classificada como Monumento de Interesse Público (MIP).

Construída entre 1908 e 1909, esta ponte faz a ligação entre o Lugar de Aldeia, freguesia de Parada do Bouro, concelho de Vieira do Minho, e o lugar de Dornas, freguesia de Bouro (Santa Maria), concelho de Amares, e é atualmente a mais antiga ponte de betão armado portuguesa.

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PAN QUER PROIBIR PRODUÇÃO E CULTIVO DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS

PAN apresenta Projeto de Lei pela proibição de produção e cultivo de OGM

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza apresenta esta sexta-feira, na Assembleia da República, juntamente com outros partidos políticos, um Projeto de Lei com o objetivo de proibir a produção e cultivo de OGM.

Os organismos geneticamente modificados (OGM) patenteados por multinacionais da engenharia genética são apresentados como a solução para males como a fome no mundo, as alterações climáticas, a agricultura química, as doenças ou a subnutrição. Porém, o seu cultivo e consumo acarretam riscos para a agricultura, para a economia, para o ambiente, para a saúde humana e para a saúde dos animais não humanos.

Se, durante muitos anos, a legislação comunitária foi usada para justificar a não aprovação de projetos que visavam impedir o cultivo de OGM em Portugal, esse argumento caiu por terra quando, em Janeiro de 2015, a União Europeia passou para os Estados-membros a decisão de proibir ou não os cultivos de organismos geneticamente modificados. Rapidamente, vários Estados aproveitaram a ocasião para tomar medidas que asseguram uma maior segurança alimentar aos seus cidadãos e um ambiente mais saudável.

No que diz respeito aos vinte e oito Estados-Membros que compõem a União Europeia, dezanove já proibiram totalmente o cultivo de OGM’s ou aprovaram algum tipo de limitação ao seu cultivo. Posto isto, mais de 50% dos Países da União Europeia mostram resistências ao cultivo de OGM.

No nosso país, a nível regional e local também têm havido declarações de intenções claras face aos OGM. A Região Autónoma da Madeira declarou-se livre de cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados a partir de Janeiro de 2008, um passo seguido pelos Açores em Maio de 2012. No continente, o Algarve e pelo menos 27 municípios de norte a sul do país também se declararam livres de OGM.

Com a produção de OGM, um agricultor dito “tradicional” está claramente em desvantagem e a situação será ainda mais evidente se se tratar de uma produção biológica (a qual se encontra em expansão). Isto acontece porque o produtor OGM consegue reduzir os seus custos de produção e assim ter maior rentabilidade, o problema é que que os seus custos não incorporam as externalidades, por esse motivo o preço dos alimentos que colocam no mercado estão abaixo do preço que na verdade deveriam estar.

De considerar ainda a extrema riqueza genética vegetal de Portugal, cujo valor científico e económico incontornável, aconselha, tendo por base o princípio da precaução, a não introdução de material com OGM, uma vez que, atendendo às dúvidas ainda existentes sobre a matéria, essas substâncias podem criar um risco negativo, atendo à probabilidade de poderem vir a alterar alguns aspetos ambientais, como também pela possibilidade, não desprezável, de existirem intromissões no nosso valioso património genético.

“Até que seja cabal e inequivocamente comprovado pela comunidade científica que estes organismos não têm impactos negativos no ambiente, na saúde, na agricultura, na economia e no desenvolvimento sustentável, o PAN defende a sua proibição. Parece-me muito sensato que, quando esteja em causa a saúde das pessoas, dos animais e a potencial degradação ambiental, vigore o princípio da precaução. E ao proibir o cultivo comercial de OGM, a Assembleia da República estará, sensatamente, a aplicar este princípio da precaução,”, recorda André Silva, Deputado do PAN.

BRAGA COMEMORA DA NACIONAL DO ENGENHEIRO

Dia Nacional do Engenheiro assinalado no Theatro Circo. Universidade e empresas fazem de Braga uma das cidades mais dinâmicas do país

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, participou hoje, 28 de Novembro, nas comemorações do Dia Nacional dos Engenheiros que teve como palco principal o centenário Theatro Circo.

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Numa cerimónia marcada pelas homenagens a Belmiro de Azevedo e António Reis, personalidades a quem a Ordem dos Engenheiros atribuiu a sua Medalha de Ouro, Ricardo Rio sublinhou a forma como a Engenharia está representada na Cidade, não apenas pela “excelência da formação” que é feita na Universidade do Minho (UMinho), que possui uma das melhores escolas de engenharia do país, como também pela “existência de um tecido económico diversificado e inovador”, que atraiu investimentos nacionais e internacionais e transformou “Braga numa das Cidades mais dinâmicas do país do ponto de vista económico”.

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O Autarca destacou a importância do Dia Nacional do Engenheiro em termos de valorização e integração dos novos profissionais, dando testemunho do trabalho que Braga tem feito ao nível do reforço da empregabilidade e da reconversão profissional de técnicos, de que é exemplo o programa Qualifica IT.

“Este é um programa desenvolvido em parceria com a UMinho e com o IEFP e que visa apoiar a empregabilidade e o investimento em Braga, por parte de empresas do sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), através de um aumento significativo dos recursos humanos qualificados disponíveis”, afirmou, lembrando que o objectivo é que no decurso de 2016 Braga conte com mais 200 novos quadros qualificados.

Ricardo Rio aproveitou ainda para saudar, de forma especial, Belmiro de Azevedo e António Reis. “É um enorme orgulho para Braga ficar associada a esta homenagem a duas pessoas que em muito contribuíram para o desenvolvimento do País”, disse.

Além das homenagens e da atribuição de medalhas e insígnias, o Dia Nacional do Engenheiro, organizado pela Ordem dos Engenheiros, teve o propósito de divulgar as principais actividades e iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas por esta associação profissional tendo em vista a “defesa de uma Engenharia de qualidade, ao serviço do bem-estar e da segurança de pessoas e bens”, como explicou o bastonário Carlos Matias Ramos.

Para este responsável, “a Engenharia tem de ser percebida como um recurso estratégico nacional e persistir na rota de afirmação que tem vindo a prosseguir, junto de órgãos oficiais, agentes sociais e cidadão”.

As comemorações do Dia Nacional do Engenheiro terminam amanhã, 29 de Novembro, com uma visita ao Estádio Municipal de Braga.

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ORDEM DOS ENGENHEIROS COMEMORA DIA DO ENGENHEIRO EM ARCOS DE VALDEVEZ

Ordem dos Engenheiros da Região Norte assinalou Dia Regional do Engenheiro em Arcos de Valdevez

Engenheiro Gerardo José Sampaio Silva Saraiva de Menezes, natural deste concelho, foi alvo de homenagem neste dia.

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No passado sábado, dia 26 de setembro, decorreu na Casa das Artes concelhia a celebração do Dia Regional do Engenheiro. Uma iniciativa organizada pela Ordem dos Engenheiros que pretende aproximar a Ordem dos seus membros e potenciais membros, assim como da sociedade em geral.

Neste dia houve lugar ainda para homenagear algumas das figuras mais marcantes da engenharia portuguesa, nomeadamente, Gerardo José Sampaio Silva Saraiva de Menezes, natural de Arcos de Valdevez, bem como Luís Garcia Braga da Cruz e António Carlos Andrade Figueiredo Vasconcelos.

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Foram dadas as boas vindas aos novos membros, a outorga aos membros sénior e distinguidos os Engenheiros com 10 e 25 anos de inscrição.

Para o Presidente da Câmara Municipal esta foi uma iniciativa que deu um grande reconhecimento ao concelho e que trouxe até Arcos de Valdevez uma parte importante dos engenheiros portugueses. O autarca realçou ainda o facto do engenheiro arcuense Gerardo José Sampaio Silva Saraiva de Menezes ter sido homenageado neste Dia. Motivo de orgulho para a população do concelho.

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SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE COMEMORA DUZENTOS ANOS DA MORTE DO ARQUITETO BRACARENSE CARLOS AMARANTE

Passam precisamente duzentos anos sobre a data da morte do arquiteto bracarense Carlos Amarante. Para assinalar a efeméride, o Coro e orquestra Sinfónica do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga realiza no próximo dia 24 de janeiro, um concerto no Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga.

Carlos Luís Ferreira da Cruz Amarante de seu nome completo, Carlos Amarante foi um notável engenheiro e arquiteto que deixou obras notáveis na nossa região, como o Palácio da Brejoeira em Monção, as igrejas do Pópulo e do Hospital em Braga, a Escola Secundária Carlos Amarante, a reconstrução das muralhas de Valença e ainda o Santuário do Bom Jesus.

O Arquiteto Carlos Amarante nasceu em Braga, em 1748, tendo vindo a falecer no Porto, em 22 de janeiro de 1815, encontrando-se sepultado na Igreja da Trindade, nessa cidade, curiosamente também obra sua.

BRAGA: ELEVADOR DO BOM JESUS DO MONTE CLASSIFICADO MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO

A Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura acaba de classificar como monumento de interesse público o Elevador do Bom Jesus do Monte, no lugar do Bom Jesus, freguesia de Tenões, concelho e distrito de Braga. A Portaria nº. 305/2013 vem publicada no Diário da República, 2.ª série — N.º 99, de 23 de maio de 2013.

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Portaria n.º 305/2013

O Elevador do Bom Jesus do Monte, inaugurado em 1882, foi o primeiro funicular construído na Península Ibérica, permanecendo ainda hoje como o mais antigo em serviço no mundo a utilizar o sistema de contrapesos de água. O projeto, da autoria do suíço Nikolaus Riggenbach, foi realizado sob supervisão de Raul Mesnier de Ponsard, engenheiro português de ascendência francesa posteriormente envolvido na construção

dos elevadores lisboetas do Lavra, da Glória e de Santa Justa.

Trata-se de um ascensor de sistema funicular ou de corda, composto por duas cabinas independentes montadas sobre carris, assentes no plano inclinado da colina, e ligadas por cabo de aço, servindo de contrapeso uma à outra através de um depósito de água. Operado pela Confraria do Bom Jesus do Monte, o elevador liga a parte alta da cidade de Braga ao Santuário da mesma invocação, vencendo um desnível de mais de cem metros de altura e seguindo um percurso paralelo ao Escadório do Bom Jesus.

Esta estrutura, quase única na Europa, bem como a colina na qual se insere, faz parte integrante do conjunto de exceção do Santuário doBom Jesus do Monte. Ao seu valor tecnológico vem assim juntar-se o seu notável enquadramento paisagístico, bem como a sua íntima ligação ao Santuário, em cuja zona de proteção o imóvel se encontra.

A classificação do Elevador do Bom Jesus do Monte reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva e à sua importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica.

A zona especial de proteção do monumento agora classificado será fixada por portaria, nos termos do disposto no artigo 43.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro.

Procedeu-se à audiência escrita dos interessados, nos termos gerais do artigo 101.º do Código do Procedimento Administrativo e de acordo com o previsto no artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos Decretos-Lei n.º 115/2011, de 5 de dezembro, e n.º 265/2012, de 28 de dezembro.

Foi também promovida a audiência prévia da Câmara Municipal de Braga.

Assim:

Sob proposta dos serviços competentes, nos termos do disposto no artigo 15.º, no n.º 1 do artigo 18.º e no n.º 2 do artigo 28.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, conjugado com o disposto no n.º 2 do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, e no uso das competências conferidas pelo n.º 11 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 86-A/2011, de 12 de julho, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Cultura, o seguinte:

Artigo único

Classificação

É classificado como monumento de interesse público o Elevador do Bom Jesus do Monte, no lugar do Bom Jesus, freguesia de Tenões, concelho e distrito de Braga, conforme planta constante do anexo à presente portaria, da qual é parte integrante.

14 de maio de 2013. — O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier

PONTE DE LIMA: QUEM ACODE À PONTE DE ESTORÃOS?

In jornal “NOVO PANORAMA”, nº 86, de 10 de janeiro de 2013

As recentes chuvadas fizeram subir drasticamente o caudal dos cursos de água na nossa região, destruindo um talha-mar da ponte romana de Estorãos e colocando em risco a sua própria preservação. Parafraseando o poeta, “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento./Mas ninguém diz violentas/As margens que o comprimem”. Por outras palavras, importa saber se as principais causas dos danos causados a esta obra de arte não resultarão de erros provocados pelo homem na sua relação com o rio, mormente a regularização do seu leito e das suas margens.

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Os engenheiros romanos revelaram-se verdadeiros sábios nas técnicas de construção de pontes, a comprovar pela utilização que delas ainda é feita nos nossos dias, inclusive para a circulação automóvel. Ao procederem à sua construção, os romanos calcularam com precisão o caudal do rio de modo a dotarem-na de uma estrutura capaz de resistir à força das correntes, incluindo a dimensão dos arcos e talha-mares quando as águas atingissem as cotas mais elevadas.

Com três arcos de volta perfeita, a ponte dispõe encostados aos pegões de três talha-mares triangulares bastante salientes, denunciando intervenções arquitetónicas posteriores à fase inicial da sua construção, como aliás confirmam os estudiosos. Não obstante, a ponte de Estorãos atingiu o estado de ruínas na década de quarenta do século passado, tendo em 1949 sido objeto de intervenção por parte da Câmara Municipal de Ponte de Lima que procedeu à substituição do pavimento, consolidação das juntas e renovação das guardas.

A situação atual da ponte de Estorãos exige uma rápida intervenção que consolide a sua estrutura sem colocar em causa as suas caraterísticas arquitetónicas. Sem prejuízo de melhor opinião, será muito provavelmente necessário proceder a um estudo prévio dos níveis e caudais de cheia e a um estudo geotécnico por forma a avaliar as condições das fundações resultantes dos efeitos do escoamento da água, agravado quando em situação de cheia, e ainda a possível deterioração da alvenaria ao longo do tempo. A intervenção propriamente dita poderá eventualmente contemplar o restabelecimento do leito do rio a montante e a jusante da ponte, a consolidação das fundações através de injeção da alvenaria e enrocamento das fundações atuais, a consolidação e reforço da estrutura de alvenaria e, naturalmente, a reconstrução do talha-mar destruído.

Classificada como de Interesse Municipal ao abrigo do Decreto n.º 129/77, publicado em Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro de 1977, a ponte romana na freguesia de Estorãos, no concelho de Ponte de Lima, é um exemplar da arquitetura civil que na época romana ligava Braga ao noroeste da Península Ibérica através de Ponte de Lima. Merece, pois, os maiores cuidados por parte das entidades oficiais, atenção que deverá estender-se ao rio e área envolvente em que aquela obra de arte se integra.

Foto: https://www.facebook.com/serra.dearga.7

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Rua Agostinho José Taveira * 4990-072 * Ponte de Lima * http://novopanorama.pontedelima.com

BRAGA: ELEVADOR DO BOM JESUS DO MONTE É O FUNICULAR MAIS ANTIGO DO MUNDO!

O elevador do Bom Jesus do Monte, em Braga, encontra-se em funcionamento desde 25 de Março de 1883, sendo atualmente o funicular mais antigo do mundo em funcionamento utilizando contrapesos de água. O depósito da cabine que se encontra na parte superior do percurso é atestado de água para, através da diferença de peso, fazer a outra cabine subir a encosta, sendo a água esvaziada quando chega ao sopé.

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O elevador veio substituir a carreira dos “americanos” de Braga que consistia em veículos que circulavam sobre carris puxados por cavalos e que foram os antecessores dos atuais carros elétricos existentes em várias cidades. Porém, devido à subida íngreme para o Santuário do Bom Jesus, a tração dos veículos tinha aqui de ser também efetuada com a ajuda de bois.

Coube ao engenheiro suíço Niklaus Riggenbach a autoria do projeto que, a partir do seu país, deu todas as indicações para a sua execução, no local orientada pelo engenheiro Raul Mesnier du Ponsard. O êxito obtido levou à construção de vários ascensores em Lisboa, entre os quais o da Bica, Lavra, Glória e Santa Justa que ainda se mantêm em funcionamento.

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EM 1981, DEPUTADO ROLEIRA MARINHO DEFENDEU NO PARLAMENTO A CONTRUÇÃO DE UM PORTO DE MAR EM VIANA DO CASTELO

Na reunião plenária da Assembleia da República ocorrida em 26 de fevereiro de 1981, António Roleira Marinho, deputado pelo PSD, teceu considerações sobre a necessidade de construção de um porto de mar em Viana do Castelo. Transcrevemos a sua intervenção.

O Sr. Roleira Marinho (PSD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Viana do Castelo, quando pensada em termos nacionais, não deixa de ter ligado a si o folclore, as festas populares, encimadas pela internacionalizada Festa de Nossa Senhora da Agonia, a beleza da sua paisagem, que emoldura a ternura e franqueza das suas gentes... enfim, uma cidade, capital de um distrito, para quem os Portugueses olham como se de uma criança se tratasse!...

Uma voz do PSD: - Muito bem!

O Orador - Mas cãs crianças crescem, as suas ambições evoluem e, como tal, Viana do Castelo, cidade e distrito, embora pretendendo manter vivas as suas tradições, manter o seu encanto e beleza, não pode parar, tem de projectar-se no futuro e garantir para os seus habitantes melhores condições de vida e bem-estar social, precisando para tal das infra-estruturas indispensáveis que, necessariamente, hão-de emanar das suas vocações próprias.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: Viana do Castelo é uma cidade marinheira. Dela rumaram frotas na época dos descobrimentos e aí existiu assinalável frota de pesca do bacalhau que a conjuntura nacional e internacional, e as condições do porto, reduziram a quase nada, mantendo-se, contudo, uma ainda significativa frota de pesca costeira!...

Nestas circunstâncias, e pesados os diversos factores - sobretudo turístico-paisagísticos -, houve que pensar na reestruturação e dinamização das actividades ligadas ao mar, lançando-se a reconstrução ou, melhor dizendo, a autêntica construção de um novo porto de mar em Viana do Castelo, com despacho inicial do Governo datado de 2 de Setembro de 1976.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: O Governo da Aliança Democrática, atento ao problema do desenvolvimento regional, tem dado a melhor atenção a esta obra e, por despacho do Sr. Primeiro-Ministro de 14 de Março de 1980, foi dotada a verba de 1280000 contos, como reforço da verba inicial, que era de 440 000 contos, não só correspondendo ao inerente agravamento dos preços da empreitada por alteração das circunstâncias económicas e sua revisão nos termos contratuais, mas também do aumento do volume dos trabalhos previstos na primeira fase, tais como o prolongamento da regularização da margem norte para montante, em cerca de 1000 m, a construção de uma pequena doca para embarcações de recreio e a ampliação do cais comercial na margem sul em cerca de 240 m.

Prosseguem em bom ritmo as obras do Porto de Viana do Castelo e, será caso para dizê-lo, podem constituir exemplo de como deveriam ser geridas e processadas as obras públicas em Portugal, tudo levando a crer que os prazos previstos para a sua conclusão, o terceiro trimestre de 1982, serão cumpridos. São inumeráveis os benefícios que as novas condições do porto trarão à cidade de Viana do Castelo, ao distrito, à província do Minho e à economia do País, desde a possibilidade de expansão das actividades piscatória e comercial do porto, ao alargamento dos horizontes da construção naval, com o peso que aí têm os estaleiros navais de Viana do Castelo - hoje perfeitamente lançados na exportação-, bastando dizer que, nos últimos seis anos, os estaleiros cobraram do estrangeiro qualquer coisa parecida com 106 milhões de dólares.

Os próprios Estaleiros de Viana passam por uma fase de modernização, mas a sua projecção como unidade rentável está intimamente ligada à existência de um porto de mar capaz, o que decerto também é ambição dos 2000 trabalhadores aí em serviço. Outro tanto se poderá dizer da zona industrial que está a nascer nos arredores da cidade e que, por certo, será tanto mais desenvolvida quanto melhores forem as condições do porto, não esquecendo as indústrias e as actividades que existem no interior da província do Minho, nomeadamente em Braga e Guimarães, que muito poderão aproveitar deste pólo de ligação à Europa e ao mundo.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: Os órgãos autárquicos locais têm noção do valor que esta obra representa para a região, a qual tem sido analisada nos seus mais variados aspectos, e a conclusão a que se chegou é a de que os benefícios que se colham ultra» passam em muito os pequenos prejuízos circunstanciais, bastando para tanto debruçarmo-nos um pouco sobre os números.

O porto de Viana do Castelo verá, previsivelmente, a sua capacidade de tráfego comercial triplicar - de 200 000 t/ano para 600 000 t/ano e o movimento do seu porto de pesca poderá quadruplicar, passando de 3800 t/ano para 15 000 t/ano. O porto disporá, na primeira fase, de uma área de apoio da ordem dos 15 ha, zona onde se instalarão parques de contentores e camiões TIR, parque de mercadorias, armazéns de separação, armazéns de carga geral, edifícios de apoio e outros.

Todo o investimento referente a esta primeira fase alargada tem sido suportado pelo Orçamento Geral do Estado.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: Importa ter em conta que as verbas em causa representam um grande esforço, impedindo outras acções que são também urgentes e que as populações reclamam. Mas a verdade é que a Região do Alto Minho merece que o governo da Aliança Democrática contribua para o arranque sócio-económico daquelas populações e, por isso, o investimento é perfeitamente justificável e merece o apoio do Partido Social-Democrata, porque vai ao encontro da vontade generalizada da população. E a minha intervenção nesta Assembleia tem por fim justificar o alcance e valor desta obra, mas também alertar o Governo para o interesse que há em prever, desde já, a segunda fase que compreenderia a dragagem geral do porto, o cais de turismo, as infra-estruturas terrestres, as redes de abastecimento e esgotos, os acessos rodoviário e ferroviário e o equipamento de exploração portuário, tanto mais que parece existir a hipótese de um financiamento alemão a aplicar na conclusão deste empreendimento, que não poderá deixar de dispor das condições desejáveis.

Srs. Presidente, Srs. Deputados: Aqui deixamos, perante a Assembleia da República, perante os Portugueses, o testemunho público do empenhamento político do Partido Social-Democrata em ver concretizado, a curto prazo, sonho de séculos das gentes de Viana na certeza de que estamos a lutar peio engrandecimento de uma região e do País e pela melhoria das condições de vida de gente simples e trabalhadora que da cruz do dia-a-dia faz a sua bandeira - os pescadores, os trabalhadores da construção naval, os homens do campo, que também se preparam para competir na exportação, os trabalhadores das mais diversas indústrias, todos, enfim, irmanados no mesmo desejo, de verem finalmente a sua cidade e o seu distrito tidos no conceito que merecem no conjunto das cidades e dos distritos de Portugal. Todos, dizia, esperam que o porto de mar de Viana do Castelo seja a nova porta que há-de relançar a região para os grandes desafios que o futuro nos reserva.