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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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A ASSOCIAÇÃO DE APOIO À COMUNIDADE PORTUGUESA NA SUÍÇA

  • Crónica de Daniel Bastos

Dentro do espaço europeu, a Suíça, oficialmente Confederação Suíça, uma república federal composta por vinte e seis estados, chamados de cantões, perdura como um dos principais destinos da emigração portuguesa, como comprovam os mais de 200 mil lusos que vivem e trabalham no território helvético, essencialmente na hotelaria, restauração, construção civil, indústria manufaturada, serviços de limpeza e agricultura.

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A dinâmica da emigração portuguesa na Suíça, que se desenvolveu, sobretudo, a partir de meados dos anos 80, está patente na existência de mais de duas centenas de associações lusas disseminadas pelo território helvético. Como listou há poucos anos o investigador Eduardo Araújo na sua tese de mestrado "Transnacionalismo e Etnicidade. O Movimento Associativo Português na Suíça".

Na última década, no seio do numeroso movimento associativo luso-suíço, tem-se destacado o papel ativo da Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça (AACP). Uma associação sem fins lucrativos, fundada em 2011, que tem como principais objetivos defender os interesses dos emigrantes portugueses na Suíça, favorecer, informar e orientar a integração dos emigrantes, divulgar a língua e a cultura portuguesa, e criar iniciativas para reforçar a compreensão e a colaboração intercultural.

Presidida atualmente pelo diligente dirigente associativo luso-suíço Nuno Domingos, e com instalações e várias valências recentemente inauguradas em Vevey, uma cidade localizada no Cantão de Vaud, a Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça tem prestado um valioso auxílio a compatriotas que vivem com dificuldades no território helvético. O inestimável apoio social, jurídico, psicológico e alimentar que a AACP presta a vários portugueses na Suíça, como por exemplo, a compatriotas que se encontram detidos em prisões helvéticas, revela a existência de vários casos de dificuldades e insucesso da emigração portuguesa.

Situações de insucesso, que no caso helvético muitas das vezes são olvidadas pela imagem de Eldorado da Suíça, designadamente de país onde as oportunidades de emprego são grandes e os salários são altos. No entanto, a realidade quotidiana luso-suíça é também marcada pela precariedade, desemprego e elevado custo de vida, contexto que demanda um reforço do apoio das autoridades portuguesa e helvéticas às estruturas associativas que como a AACP lidam diariamente com as dificuldades reais.

VIDAS COM SENTIDO – 225 HSTÓRIAS DE EMIGRAÇÃO

  • Crónica de Daniel Bastos

No início do presente mês, foi apresentada na capital portuguesa a obra “Vidas Com Sentido - 225 histórias de emigração”, um livro que retrata mais de duas centenas de histórias de emigrantes portugueses nos Estados Unidos, uma por cada um dos anos do consulado luso em Nova Iorque, e que é coordenado pela antiga cônsul-geral de Portugal do estado americano, Manuela Bairos.

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A conceção e realização da obra provieram da comemoração do 225.º aniversário do Consulado-Geral de Portugal em Nova Iorque, uma avoenga estrutura consular lusa cujo percurso histórico e diplomático é revelador da presença portuguesa nos Estados Unidos.

Estima-se, que desde o primeiro quartel do séc. XIX, até ao último quartel do séc. XX, tenham emigrado para a América cerca de meio milhão de portugueses, a maior parte deles oriundos dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, e que ao nível socioeconómico se inseriram em atividades ligadas à pesca, indústria têxtil, pecuária e pequena indústria. Atualmente, a população luso-americana ultrapassará já um milhão de pessoas, estando a maioria concentrada na Califórnia, Massachusetts, Rhode Island e Nova Jérsia.

O recente projeto editorial, que foi desenvolvido durante dois anos, e contou com a colaboração do coordenador-adjunto do ensino de Português nos Estados Unidos da América, de professores e alunos de três escolas comunitárias portuguesas (Farmingville, Brentwood e Mineola), assim como de vários membros de clubes portugueses, assentou na recolha de testemunhos de emigrantes lusos, em particular das mais antigas gerações de emigrantes portugueses em Nova Iorque. Segundo a diplomata, atualmente embaixadora de Portugal no Chipre, o foco principal deste trabalho foi concentrado na primeira geração de emigrantes portugueses em Nova Iorque, porque “era muito importante fixar estas histórias” de compatriotas que “estão a acabar”.

Um trabalho que a mesma caracterizou como “comovente”, dado que permitiu aos filhos e netos conhecer melhor os percursos migratórios e de vida dos seus pais e avós, e que simultaneamente demonstra como as representações diplomáticas e consulares são fundamentais para a dinamização da história, cultura e língua portuguesa no mundo.

DANIEL BASTOS APRESENTOU EM PARIS NOVO LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

Na passada quinta-feira (2 de maio), foi apresentada na capital francesa o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

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O historiador Daniel Bastos (ao centro.), na sessão de apresentação do livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, no Consulado Geral de Portugal em Paris, ladeado da jornalista Isabelle Bloncourt, do livreiro e editor João Heitor, do empresário natural de Fafe, Manuel Pinto Lopes, e do tradutor fafense Paulo Teixeira

 

A obra, concebida e realizada pelo historiador fafense Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada no Consulado Geral de Portugal em Paris.

No decurso da sessão muito concorrida, que contou com a presença da viúva do perecido fotógrafo franco-haitiano, a jornalista francesa Isabelle Bloncourt, e de representantes da comunidade e diplomacia portuguesa em terras gaulesas, como o Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, e o Cônsul-Geral de Portugal em Paris, António Albuquerque Moniz, assim como do Vereador da Cultura do Município de Fafe, Pompeu Martins, concelho onde se encontra sediado o Museu das Migrações e das Comunidades, que alberga mais de uma centena de fotografias do fotógrafo franco-haitiano sobre a emigração lusa, todos foram unânimes em considerar que este novo livro sobre Gérald Bloncourt revela que o mesmo “foi um espetador privilegiado dos primeiros dias de liberdade em Portugal”, considerando que o trabalho do fotógrafo sobre este período é “uma pequena cápsula do tempo da história portuguesa preservada”.

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Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

Refira-se que o lançamento da obra na capital francesa incluiu uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector. E que o mesmo abrangeu ainda na tarde de 4 de maio (sábado), através de uma parceria com a Associação Memória das Migrações, presidida pelo dirigente associativo fafense Parcídio Peixoto, uma sessão de apresentação do livro na Livraria Portuguesa & Brasileira de Paris.

Uma livraria de referência, junto ao Panteão de Paris, não só sobre Portugal e o Brasil, mas também sobre todo o mundo lusófono, onde pode ser adquirida a obra, assim como outros livros assinados pelo investigador da nova geração de historiadores lusos.

Refira-se que a edição da obra deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas da diáspora que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura. E que no dia 31 de maio, às 18h30, o livro será apresentado em Bruxelas, na livraria portuguesa “La petite portugaise”, um espaço cultural de referência da comunidade luso-belga na capital da Europa.

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AS CELEBRAÇÕES DE ABRIL NAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

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  • Crónica de Daniel Bastos

A Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos, uma data estruturante na história contemporânea portuguesa, porquanto norteou o país na senda da liberdade e da democracia, é uma das principais datas comemorativas de Portugal.

Ainda este ano, no decurso das recentes celebrações evocativas do 45.º aniversário do 25 de Abril foram várias as iniciativas que desde o meio associativo, ao poder local até à sessão solene na Assembleia da República, deram corpo à comemoração desta efeméride por todo o território nacional.

A preservação da memória da Revolução de 25 de Abril de 1974 tem tido igualmente uma considerável dinâmica e impulso no seio das comunidades portuguesas, como manifestam ao longo das últimas décadas as muitas iniciativas que são realizadas nesta época pelos quatro cantos do mundo.

Ainda este ano, um coletivo de músicos de Portugal e do Luxemburgo assinalaram o 25 de Abril com concertos nos dois países, homenageando os "cantautores" da Revolução dos Cravos. No espetáculo "Abri'Lux", que incluiu Fado e jazz, participaram a cantora de jazz Luísa Vieira e músicos do Luxemburgo, que trouxeram ao palco temas de Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Fausto, Mário Laginha e Carlos Paredes.

Em Londres, outro dos principais destinos da emigração portuguesa, desde há alguns anos que um coletivo de juventude conhecido por Migrantes Unidos, e um grupo de portugueses a residir em Londres por várias décadas, festejam simbolicamente o 25 de Abril.

A divulgação e defesa dos valores da Revolução dos Cravos estiveram inclusivamente, por exemplo, na base da formação na Suíça da Associação 25 de Abril em Genebra, no passado dia 27 de abril em colaboração com o Atlier-Histoire en mouvement organizaram uma sessão dedicada ao “Balanço das modificações em Portugal 45 anos depois da queda da ditadura e o papel das mulheres no processo revolucionário”.

Na esteira dos valores democráticos e da liberdade, desde 1994 que subsiste em Toronto, onde reside e trabalha uma das maiores comunidades lusas na América do Norte, a Associação Cultural 25 de Abril, que tem como principal missão preservar a memória da revolução portuguesa de Abril de 1974.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS VAI A FRANÇA APRESENTAR LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT

Paris vai ser palco de apresentação de livro sobre Gérald Bloncourt e o nascimento da democracia portuguesa

No próximo dia 2 de maio (quinta-feira), é apresentado em Paris o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

A obra, concebida pelo historiador português Daniel Bastos a partir do espólio de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido na capital francesa, é apresentada às 18h30 no Consulado Geral de Portugal em Paris.

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O historiador Daniel Bastos (ao centro) foi em 2015 o responsável pela realização do livro de Gérald Bloncourt (dir.) “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que retrata a emigração portuguesa para França nos anos 60 e 70, e que contou com prefácio de Eduardo Lourenço e tradução de Paulo Teixeira (esq.)

A apresentação da obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, e prefácio do coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, estará a cargo do livreiro e editor João Heitor.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa em França nos anos 60 e 70, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

A publicação do livro, que contou com a colaboração de Isabelle Repiton, viúva de Gérald Bloncourt, e é enriquecida com memórias e testemunhos do fotojornalista franco-haitiano, representa cerca de meio século após a Revolução de Abril um novo contributo e oportunidade para revisitar a génese da democracia portuguesa.

Segundo Vasco Lourenço, esta obra ilustrada pela lente humanista de Bloncourt, fotógrafo que em 2016 foi agraciado pelo Presidente República Portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal factor congregador”.

Refira-se que a apresentação do livro realiza-se simbolicamente 45 anos depois do regresso, a 2 de maio de 1974, de Bloncourt da capital portuguesa a Paris, após fotografar os primeiros dias de liberdade em Portugal. E que, em função disso, a sessão, que conta com o apoio da Associação Memória das Migrações, constitui a título póstumo, uma homenagem a Gérald Bloncourt, um homem que amou e honrou os portugueses.

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O I CONGRESSO MUNDIAL DAS REDES DA DIÁSPORA PORTUGUESA

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  • Crónica de Daniel Bastos

Nos dias 13 e 14 de julho realiza-se, na cidade do Porto, o I Congresso Mundial das Redes da Diáspora Portuguesa, uma relevante iniciativa que tem como objetivo reunir e colocar em interação os protagonistas das Redes dos Portugueses da Diáspora, enquanto agentes particularmente ativos e reconhecidos, quer na comunidade portuguesa em que se inserem, quer na sociedade do respetivo país de acolhimento, para proceder a uma reflexão alargada sobre o trabalho realizado até ao presente com as comunidades portuguesas e, sobretudo, debater perspetivas de colaboração futura, com formulação de sugestões e recomendações.

O congresso, que é organizado pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, e conta com o apoio Câmara Municipal do Porto e da Ordem dos Contabilistas Certificados, computa sessões de trabalho temáticas dedicadas às redes de Associativismo da Diáspora, Ciência e Conhecimento – Investigadores e Académicos da Diáspora; Economia e Desenvolvimento – Empreendedores da Diáspora; Cidadania – Luso Eleitos e Conselheiros das Comunidades Portuguesas; Apoio Local - Gabinetes de Apoio ao Emigrante; e Órgãos de Comunicação Social da Diáspora.

Aquando da sessão de apresentação da iniciativa, que decorreu no início do presente ano, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, sustentou a realização da iniciativa com o contributo incontornável da diáspora portuguesa no desenvolvimento e afirmação do país por todo o mundo.

Segundo o governante o contributo da diáspora portuguesa é "um dos mais importantes alicerces de afirmação linguística, cultural, económica e empresarial, política e institucional" nacional à escala global. Pelo que “reunir todas estas redes na cidade do Porto, avaliar o trabalho que tem sido desenvolvido com cada uma e termos uma leitura prospetiva para o futuro, ou seja, como poderemos dar outra eficácia de inserção de Portugal na vida internacional", é indubitavelmente um mais-valia para o esforço contínuo de desenvolvimento e afirmação do país por todo o mundo.

Subscrevendo as palavras do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, acrescentaria que num mundo altamente interligado e em incessante interconexão global, o contributo da diáspora portuguesa é primordial para o provir nacional.

MONÇÃO PROMOVE COLÓQUIO “EMIGRAÇÃO PARA FRANÇA NA DÉCADA DE 60”

5 de abril - Casa Museu de Monção/UM

Conferências abordam os motivos desta debandada do país, o papel da mulher em contexto migratório, a integração dos “nossos” no país de acolhimento e a ligação umbilical ao local de origem. Referencia ainda para testemunhos de monçanenses que viveram a emigração na primeira pessoa.

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O colóquio “Emigração para França na Década de 60”, promovido pela Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade “Mulher Migrante”, realiza-se no dia 5 de abril, sexta-feira, a partir das 10h00, na sala de conferências da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

Com a colaboração da Câmara Municipal de Monção e diversas entidades educativas e culturais do concelho, o colóquio apresenta dois painéis, um de manhã e outro à tarde, testemunhos de pessoas que viveram a emigração na primeira pessoa, período de debate, e duas exposições, uma de fotografia e outra de pintura.

Ao longo do dia, estão previstas várias comunicações sobre a realidade da emigração para França na década de 60, nomeadamente, os motivos desta debandada do país, o papel da mulher em contexto migratório, a integração dos “nossos” no país de acolhimento e a ligação umbilical ao local de origem.

O programa compreende ainda “Ateliês da Memória” com “Uma outra forma de partir”, da autoria do Doutor Henrique Barreto Nunes, testemunhos de monçanenses que vão abordar a viagem “a salto” para França, e dramatizações encenadas pelos elementos da Universidade Sénior de Monção e alunos da Escola Básica Deu-la-Deu Martins, coordenados pela professora Rosa Lima.

Além das conferências e dramatizações, o programa do colóquio compreende ainda a abertura da exposição fotográfica “O Principio”, da autoria de Marcos Rodrigues, e da exposição de pintura “Fragmentos de um Tempo”, da autoria de Lourdes Magalhães.

“Neste colóquio, podemos saber mais sobre a emigração para França nos anos 60, juntando a procura de melhores condições de vida, a travessia a salto, a fuga ao serviço militar obrigatório ou a morte encontrada em pleno rio Minho, com outros momentos que “encadernam” as múltiplas páginas de uma realidade vivida por milhares de monçanenses”

António Barbosa,

Presidente da Câmara Municipal de Monção

MONÇÃO DEBATE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA EM FRANÇA

A emigração para França na década de 60, amanhã na Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

Realiza-se amanhã, dia 5 de abril, a partir das 10h00, na Sala de Conferências da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho o Colóquio A emigração para França na década de 60.

Trata-se de uma parceria entre a Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, com a Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade Mulher Migrante, a Câmara Municipal de Monção, o Jornal As artes entre as Letras, o Jornal A Terra Minhota, a Universidade Sénior de Monção, o Agrupamento de Escolas de Monção e o Centro de Formação Vale do Minho e com o Alto Patrocínio da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

A Comissão Científica é da responsabilidade dos Professores da Universidade do Minho Professor Doutor Albertino Gonçalves, Professor Doutor José Viriato Capela, Professora Doutora Maria Engrácia Leandro e da Professora Doutora Graça Guedes da Universidade do Porto.

A Comissão organizadora é composta Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, pela Mulher Migrante - Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade e conta com o apoio da Câmara Municipal de Monção.

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EMPREENDEDORISMO NA DIÁSPORA PORTUGUESA

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  • Crónica de Daniel Bastos

Cada vez mais encarado como a chave para o futuro, o empreendedorismo é a palavra de ordem em Portugal e no Mundo, e veio para ficar. Dos estudantes aos empresários, dos jovens desempregados aos de longa duração, da escola è empresa, dos docentes aos decisores económicos, políticos e sociais, a ideia chave é a mesma: é fundamental fortalecer e disseminar uma cultura empreendedora.

Este novo olhar universal, alicerçado no conhecimento e na inovação, na promoção e construção de ideias, na avaliação de oportunidades, na mobilização de recursos, na assunção de riscos e na concretização de iniciativas diferenciadas e de sucesso, tem implementado novos negócios, empresas e projetos que têm dinamizado e impulsionado as economias dos países.  

Portugal não foge à regra. O nosso país apresenta na atualidade, ao nível do empreendedorismo, muitos e bons exemplos de casos de sucesso que através da sua capacidade de iniciativa, risco e novas tecnologias, criam os seus próprios projetos que vão dando cartas inclusive além-fronteiras. Um desses mercados, que pelas suas inúmeras potencialidades começam a captar a atenção dos empreendedores lusos, é o da Diáspora Portuguesa, o chamado “mercado da saudade”, formado por milhões de portugueses a viver no estrangeiro. 

Um desses exemplos e potencialidades está a ser dinamizado nos últimos anos através do Acervo do Café, um projeto singular ligado ao café, um produto que faz parte indelevelmente da cultura portuguesa, e que foi fundado em 2016 pelo emigrante colecionador e empreendedor luso-suíço Manuel Guedes.

Projetado inicialmente como um acervo museológico de enorme relevância para a história do café português, motivado pelo espirito de colecionador, propensão que esteve na base da compra ou doação de documentos e objetos que estabelecem a relação entre Portugal e o café ao longo do tempo. Encontra-se já no horizonte próximo do Acervo do Café a comercialização de um "Blend" e a efetivação da marca numa perspetiva comercial, em estreita ligação com as comunidades portuguesas, através da elaboração de um produto assente nas características únicas e diferenciadoras do café expresso luso, um produto de eleição dos portugueses espalhados pelo mundo.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA OBRA DE GÉRALD BLONCOURT

Livro sobre Gérald Bloncourt e o nascimento da democracia portuguesa apresentado em Lisboa

No próximo dia 16 de abril (terça-feira), é apresentada em Lisboa a obra Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

O livro, concebido pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio singular de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, é apresentado às 18h00 na Associação 25 de Abril.

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O historiador Daniel Bastos (ao centro) foi em 2015 o responsável pela realização do livro de Gérald Bloncourt (dir.) “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que retrata a emigração portuguesa para França nos anos 60 e 70, e que contou com prefácio de Eduardo Lourenço e tradução de Paulo Teixeira (esq.)

A apresentação da obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, e prefácio do coronel Vasco Lourenço, estará a cargo do militar de abril e presidente da Direção da Associação 25 de Abril.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa em França nos anos 60 e 70, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

A publicação da obra, que contou com a colaboração de Isabelle Bloncourt, e é ainda enriquecida com memórias e testemunhos do fotojornalista franco-haitiano, representa cerca de meio século após a Revolução de Abril um novo contributo e oportunidade para revisitar a génese da democracia portuguesa. Assim como, um dever de memória e um contributo cívico que procura dar vida à democracia através da importância da história na compreensão do presente e na construção do futuro.

Segundo Vasco Lourenço, este livro ilustrado pela lente humanista de Bloncourt, fotógrafo que em 2016 foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal factor congregador”.

Refira-se que a edição da obra deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas da diáspora, que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura, e que ao longo do ano estão agendadas várias sessões de apresentação do livro no território nacional e junto das comunidades portuguesas no mundo.

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MONÇÃO PROMOVE COLÓQUIO “EMIGRAÇÃO PARA FRANÇA NA DÉCADA DE 60”

5 de abril - Casa Museu de Monção/UM

Conferências abordam os motivos desta debandada do país, o papel da mulher em contexto migratório, a integração dos “nossos” no país de acolhimento e a ligação umbilical ao local de origem. Referencia ainda para testemunhos de monçanenses que viveram a emigração na primeira pessoa.

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O colóquio “Emigração para França na Década de 60”, promovido pela Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade “Mulher Migrante”, realiza-se no dia 5 de abril, sexta-feira, a partir das 10h00, na sala de conferências da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

Com a colaboração da Câmara Municipal de Monção e diversas entidades educativas e culturais do concelho, o colóquio apresenta dois painéis, um de manhã e outro à tarde, testemunhos de pessoas que viveram a emigração na primeira pessoa, período de debate, e duas exposições, uma de fotografia e outra de pintura.

Ao longo do dia, estão previstas várias comunicações sobre a realidade da emigração para França na década de 60, nomeadamente, os motivos desta debandada do país, o papel da mulher em contexto migratório, a integração dos “nossos” no país de acolhimento e a ligação umbilical ao local de origem.

O programa compreende ainda “Ateliês da Memória” com “Uma outra forma de partir”, da autoria do Doutor Henrique Barreto Nunes, testemunhos de monçanenses que vão abordar a viagem “a salto” para França, e dramatizações encenadas pelos elementos da Universidade Sénior de Monção e alunos da Escola Básica Deu-la-Deu Martins, coordenados pela professora Rosa Lima.

Além das conferências e dramatizações, o programa do colóquio compreende ainda a abertura da exposição fotográfica “O Principio”, da autoria de Marcos Rodrigues, e da exposição de pintura “Fragmentos de um Tempo”, da autoria de Lourdes Magalhães.

“Neste colóquio, podemos saber mais sobre a emigração para França nos anos 60, juntando a procura de melhores condições de vida, a travessia a salto, a fuga ao serviço militar obrigatório ou a morte encontrada em pleno rio Minho, com outros momentos que “encadernam” as múltiplas páginas de uma realidade vivida por milhares de monçanenses”.

António Barbosa,

Presidente da Câmara Municipal de Monção

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A COMUNIDADE PORTUGUESA NA AUSTRÁLIA

  • Crónica de Daniel Bastos

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No decurso do presente mês de março, o operador de serviço público de Rádio e Televisão de Portugal dedicou uma especial atenção à comunidade portuguesa na Austrália, através da realização de uma emissão, a partir do bairro mais de português de Sidney, o bairro de Petersham, onde se realiza anualmente o Festival do Bairro Português, ponto de reunião para milhares de portugueses e de outras comunidades desejosas de conviver com a cultura e tradições lusas.

Desde logo, é de enaltecer por parte do canal de televisão público, a realização de uma emissão dirigida às comunidades portuguesas. Porque, embora se enquadre no âmbito da missão da estação pública ao nível do reforço da coesão e identidade nacionais, a realização destas emissões são fundamentais para o esforço de aproximação às comunidades portuguesas, um dos mais importantes ativos estratégicos da política externa lusa. Sendo, nesse sentido, fundamental que as mesmas continuem a cobrir outras relevantes iniciativas socioculturais dinamizadas pelas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. 

No caso concreto do maior festival português realizado no continente-ilha, situado no hemisfério sul, na Oceânia, o programa televisivo teve o condão de desvendar uma comunidade luso-australiana, cujas raízes remontam à segunda metade do séc. XX com a chegada de um grupo de emigrantes da Ilha da Madeira à cidade portuária de Freemantle, perfeitamente estabilizada, integrada e organizada.

De facto, apesar de pequena, dados oficiais apontam para que vivam atualmente pouco mais de 55 mil portugueses na Austrália, a comunidade lusa encontra-se disseminada por metrópoles como Perth, Melbourne ou Sydney, onde é possível encontrar centros culturais e recreativos, restaurantes e bairros onde se pode falar exclusivamente a língua de Camões.

A abertura em 1997 do Museu Etnográfico Português em Sydney, e a realização desde 2002 do maior festival português, o Bairro Português Petersham Food & Wine Fair organizado anualmente pela câmara de Marrickville, evidenciam o orgulho na herança e raízes da comunidade luso-australiana. Assim como, a influência que a mesma tem exercido na Austrália, uma das economias mais desenvolvidas do mundo, ao longo das últimas décadas em áreas de atividade como a gastronomia e a restauração.

O QUE SENTE QUEM VIVE EMIGRADO

  • Crónica de Daniel Bastos

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O imperioso processo sociocultural de reconhecimento, valorização e dignificação da emigração que se tem encetado na sociedade portuguesa ao longo das últimas décadas, aliado ao peso estruturante que o fenómeno ocupa no provir nacional, tem concorrido para o surgimento de um conjunto significativo de teses de doutoramento e dissertações de mestrado sobre a emigração lusa.

Este relevante conjunto de trabalhos académicos, sustentados ainda com a realização de seminários, congressos e artigos científicos, representam um novo conhecimento para a área de estudo da emigração, tanto que os mesmos perpassam várias áreas de investigação e de conhecimento, como é o caso, da História, da Sociologia, da Linguística ou da Psicologia.

É no campo desta última ciência que estuda o comportamento e os processos mentais dos indivíduos, que decorre neste momento um original estudo / projeto, no âmbito do Doutoramento em Psicologia Social do académico Carlos Barros. O investigador do Centro de Investigação em Ciência Psicológica da Universidade de Lisboa pretende com a sua tese de especialização, saber como é que as pessoas (emigrantes e família em Portugal) se sentem integradas e “conectadas”, como se veem em família e como cidadãos.

Para atingir estes objetivos, o jovem investigador criou um inquérito com questões cuidadosamente elaboradas e adaptadas de autores de referência, que pretendem ir ao encontro dos temas mais importantes de se conhecer nestas realidades. No caso concreto dos emigrantes, procura também, através da construção e desenvolvimento dos dados abonados pelo inquérito, saber como estes se sentem nos países onde vivem.

Não sendo ainda conhecidas as conclusões deste original trabalho académico, compartilho o excerto vivencial do fotógrafo e contador de histórias, Marco Gil, que aventa que "O coração de um emigrante tem residência fixa, conhece o cheiro do país pelo detalhe e, se olharmos para o lado, vive sempre um perto de nós. E ainda que não lhe conheçamos a presença nunca na verdade lhes sentimos a ausência. Sei que nós, os que ficamos, sentimos a amargura daquela gente mas a dimensão da tristeza de quem tem que partir e ficar para trás é de um sentimento avassalador."

MUSEU DA EMIGRAÇÃO AÇORIANA: UM ESPAÇO DE MEMÓRIAS DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

  • Crónica de Daniel Bastos

O historiador Daniel Bastos (esq.) no MEA-Museu da Emigração Açoriana, acompanhado de Rui Faria, coordenador do espaço museológico e presidente da AEA-Associação dos Emigrantes Açorianos, estabeleceu no início do presente mês de março uma parceria de cooperação com o MEA e tornou-se sócio da AEA.

Museu da Emigração Açoriana - Daniel Bastos e Rui Faria.JPG

A emigração tem sido ao longo do tempo um fenómeno constante no modo de vida de milhares de açorianos. Embora as suas origens remontem aos primórdios do povoamento do arquipélago português situado no Atlântico nordeste, o seu carácter sistemático consubstanciou-se entre os séculos XIX e XX com o surgimento dos cinco grandes destinos da emigração açoriana: Brasil, Estados Unidos da América, Bermudas, Havai e Canadá.

Atualmente estima-se que cerca de 1,5 milhões de açorianos e seus descendentes residam no estrangeiro, números reveladores da grandeza da diáspora açoriana, muito mais se considerarmos que residem no arquipélago cerca de 250 mil pessoas, e que ajudam a compreender a razão destas numerosas comunidades serem denominadas “a 10.ª ilha dos Açores”.

Como sustenta António Machado Pires, acerca da “Emigração, Cultura e Modo de Ser Açoriano”, os “açorianos da emigração são hoje, pelo seu número e pela sua diversidade, um vasto prolongamento da unidade e da diversidade dos Açores. São continuadores, descendentes, representantes de um conjunto de tradições, de uma língua e de uma cultura”.

A mundividência e relevância da diáspora açoriana encontram-se plasmadas na missão e objetivos do Museu da Emigração Açoriana. Inaugurado em 2005, no antigo Mercado de Peixe da Ribeira Grande, o espaço museológico, aberto à união de esforços e trabalhos em parceria no âmbito da história da emigração portuguesa, preserva através de fotografias, documentos, roupas e memórias de diversos tipos, as trajetórias de milhares de açorianos que ao longo do devir histórico saíram do arquipélago para o estrangeiro em busca de melhores condições de vida.

O Museu da Emigração Açoriana, ao estruturar uma visão geral sobre as razões e destinos da diáspora açoriana, constitui não só, um elemento-chave na história da emigração açoriana, como valida a sua considerável base de dados com fichas de emigrantes e os requerimentos para emigração realizados no século XIX. Como também representa um elemento-chave para a compreensão e identidade do arquipélago, e do demais território nacional, ou não fosse a emigração um fenómeno constante da vida portuguesa.

FAMALICÃO QUER DIÁSPORA EM REDE DE PARTILHA E DE CUMPLICIDADE

Projeto apresentado no lançamento da segunda geração do Gabinete de Apoio ao Emigrante com a presença do Secretário de Estado

Os famalicenses que estão espalhados pelo mundo têm a partir de agora um novo lugar onde se podem encontrar diariamente, partilhar experiências e apoiar mutuamente. Trata-se de uma nova plataforma digital lançada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e que pretende aproximar cidadãos famalicenses que se encontrem a residir e trabalhar fora do país.

“Queremos encurtar distâncias em todos os sentidos. Aproximando os famalicenses da sua terra através da partilha de informações e de notícias, fortalecendo os laços de pertença, mas também aproximá-los uns dos outros, porque na realidade estão muitas vezes perto, mas sem terem conhecimento, e assim criar condições para que possam ajudar-se reciprocamente, integrando uma rede de partilha de experiências e de promoção de relações de cooperação profissional e empresarial com parceiros do município”, explicou o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

O novo projeto “Famalicenses pelo Mundo” foi apresentado pelo autarca à margem da cerimónia de assinatura do protocolo com a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, para a criação do Gabinete de Apoio ao Emigrante de segunda geração, que contou a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

A nova plataforma já está disponível a partir do portal oficial do município emwww.vilanovadefamalicao.org, dando a possibilidade aos emigrantes de se registarem e se associarem a este projeto comunitário. Para facilitar o contacto e a partilha de experiências e de informações está já também disponível uma página na rede social Facebook com o nome Famalicenses no Mundo.

Este é um projeto que vai de encontro também às novas funções e tarefas do Gabinete de Apoio ao Emigrante de 2.ª geração lançado nesta sexta-feira e que funciona no Balcão Único de Atendimento, do município.

De acordo com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, esta nova geração de Gabinetes de Apoio ao Emigrante pretende acrescentar novas funções no âmbito do investimento e da economia. “Até agora estes gabinetes tinham uma função essencialmente social, apoiando nomeadamente no que diz respeito à recuperação de pensões e subsídios, também na formação, reconhecimento e validação de competências educativas, assim como na importação de bens pessoais. A partir de agora, os gabinetes vão inserir uma unidade de apoio ao investidor da diáspora, assumindo funções económicas e apoiando e promovendo o investimento”.

O governante destacou a “força da diáspora na internacionalização económica e na atração de investimento estrangeiro”, fazendo a ligação com as exportações e com o turismo. “As exportações crescem mais para os países onde existem comunidades portuguesas, sendo um motor de internacionalização do país”, por outro lado “os portugueses no estrangeiro são uma força motriz de atração de investimento que se verifica também no setor do turismo, com cerca de 25 por cento dos que visitam Portugal com ascendentes portugueses”.

José Luís Carneiro adiantou ainda que “o contributo da diáspora para a capitalização do país faz-se também com as remessas financeiras que todos os anos atingem números muitos impressionantes, e que este ano ultrapassaram os 3 mil e oitocentos milhões de euros”, e que “nos últimos dez anos a diáspora transferiu perto de 35 mil milhões de euros para Portugal”.

Refira-se que o Gabinete de Apoio ao Emigrante (GAE) de Vila Nova de Famalicão foi criado em 2009 mediante um protocolo entre o município de Vila Nova de Famalicão e a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

FAMALICÃO TEM MAIS RESPOSTAS PARA OS NOVOS EMIGRANTES E DIÁSPORA

Assinatura de protocolo com a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, realiza-se esta sexta-feira, pelas 10h00, no Salão Nobre, com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social para a assinatura do protocolo com a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, para a criação do Gabinete de Apoio ao Emigrante de segunda geração. A cerimónia realiza-se esta sexta-feira, dia 8 de março, pelas 10h00, no Salão Nobre do município e conta com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

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Refira-se que Gabinete de Apoio ao Emigrante (GAE) de Vila Nova de Famalicão foi criado em 2009 e com este salto para a segunda geração  passará a dispor de outras valências, nomeadamente de aconselhamento aos utentes sobre matérias relacionadas com investimento em Portugal, em articulação com o Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora (GAID), integrado na Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, que está vocacionado para identificar, apoiar e facilitar o micro e pequeno investimento com origem nas Comunidades Portuguesas em Portugal.

Os GAE têm por missão apoiar cidadãos portugueses que tenham estado emigrados, pretendendo responder às questões inerentes ao seu regresso e reintegração em todas as suas vertentes: social, jurídica, profissional e educativa, entre outras, mas também apoiam os cidadãos que continuam a viver no estrangeiro. Os GAE prestam ainda apoio aos cidadãos que pretendem iniciar um processo migratório, para que possam sair do país na posse de mais informação útil sobre o país de destino.

Esta aproximação, apoio e interação com  diáspora famalicense é mesmo uma das principais apostas do município de Vila Nova de Famalicão, como o município a avançar inclusivamente com o projeto Famalicenses no mundo que vai amanhã ser explicado pelo Presidente da Câmara Municipal no decurso da cerimónia.

Foto: Expresso