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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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DESCENDENTE DE LIMIANOS EVOCA IMIGRAÇÃO NO BRASIL

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António Sérgio Lourenço é descendente de limianos, da Cabração. E não só. Nasceu e vive em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. Em singelas palavras evoca as suas origens europeias que transcrevemos. A foto é de radioamador mas na época do acontecimento era PX (faixa do cidadão).

"Navios de imigrantes parecidos com este trouxeram nossos parentes de outros paises para o Brasil.

Devemos lembrar que temos um casal que são nossos pais.

Dois casais que são nossos avós.

Quatro casais que são nossos bisavós. Cada geração que sobe, dobra o número de pessoas.

Quatro casais, que são compostos por 8 bisavós é a base de nossa árvore genealógica que, à medida que vai crescendo, vai criando galhos e o número de pessoas ligadas a esta base é muito grande.

No meu caso, do lado paterno tenho bisavós italianos e portuguêses.

Do lado materno tenho bisavós italianos e austríacos.

A medida que vamos descobrindo ancestrais mais antigos vamos acrescentando outras procedências, a não ser que vc fique em apenas um galho familiar.

A maioria de nossos ancestrais são oriundos de famílias simples e descontentes dos locais onde nasceram!"

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GÉRALD BLONCLOURT E A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA “A SALTO”

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Gérald Bloncourt (1926-2018)

No ocaso deste mês assinalam-se sete anos do falecimento do saudoso fotógrafo franco-haitiano Gérald Bloncourt (1926-2018), um dos grandes nomes da fotografia humanista, cujas amplamente conhecidas imagens que imortalizam a história da emigração portuguesa para França, representam um contributo fundamental para uma melhor compreensão e representação do nosso passado recente.

Colaborador de jornais de referência no campo social e sindical, o antigo fotojornalista que esteve radicado em Paris mais de meio século, teve o condão de retratar a chegada das primeiras levas massivas de emigrantes portugueses a França nos anos 60. A lente humanista do fotógrafo com dotes poéticos captou com particular singularidade as duras condições de vida dos nossos compatriotas nos bairros de lata nos arredores de Paris, conhecidos como bidonvilles, como os de Saint-Denis ou Champigny, com condições de habitabilidade deploráveis, sem eletricidade, sem saneamento nem água potável, construídos junto das obras de construção civil.

Igualmente relevantes são as imagens que Bloncourt captou durante a sua primeira viagem a Portugal nos anos 60, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves. Assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes além Pirenéus, e as dos primeiros dias de liberdade em Portugal, como as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa, acontecimento que permanece ainda hoje como a maior manifestação popular da história portuguesa.

O trabalho e percurso de vida do fotógrafo francês de origem haitiana, que durante mais de vinte anos escreveu com luz a vida dos portugueses em França e Portugal, foram em 2016 distinguidos pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. No âmbito das Comemorações do 10 de Junho em Paris, Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, cujas comemorações oficiais nesse ano aconteceram pela primeira vez numa cidade fora do país, o aclamado fotógrafo foi condecorado na cidade simbólica de Champigny, com a ordem de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Recentemente, no decurso do mês de setembro e no âmbito da 35.ª edição dos Encontros da Imagem - Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, um dos eventos culturais, com epicentro em Braga, mais importantes de Portugal. O programa, que procura refletir a contemporaneidade, o mundo e a sociedade que nos rodeiam, incluiu nas suas várias mostras, a exposição “A emigração portuguesa a salto”, com imagens de Gérald Bloncourt, e curadoria do historiador da diáspora Daniel Bastos.

Inaugurada no espaço exterior do Arquivo Municipal de Braga, a exposição, patente ao público até ao início de novembro, exibe cerca de duas dezenas de fotografias de grande formato. Oferecendo um testemunho visual impactante sobre a pobreza a todos os níveis da ditadura salazarista, a viagem “a salto”, isto é, de forma ilegal, dos emigrantes além-Pirenéus, e as condições miseráveis de alojamento dos “filhos dos grandes descobridores” nos bairros de lata, conhecidos como “bidonvilles”, nos arredores de Paris.

No texto de curadoria, o historiador Daniel Bastos, autor de obras de referência sobre o espólio do fotojornalista franco-haitiano, sustenta que “numa época em que Portugal, tradicionalmente país de emigração, tem assistido a um incremento de fluxos de imigrantes, a expressividade das imagens a preto-branco de Gérald Bloncourt, ao evocarem a miséria rural e a ausência de liberdade, que impeliram nos anos 60 e 70, a saída maioritariamente clandestina, de mais de um milhão de portugueses em direção a França, sussurram um dever de memória para com todos que demandam além-fronteiras o direito a uma vida melhor”.

HISTORIADOR DA DIÁSPORA DANIEL BASTOS REUNIU COM A CÔNSUL-GERAL DE PORTUGAL EM PARIS

Reunião com a Cônsul-Geral de Portugal em Paris.

O historiador da diáspora Daniel Bastos (ao centro), no Consulado Geral de Portugal em Paris, ladeado da Cônsul-Geral, Mónica Lisboa (esq.), da Cônsul Geral Adjunta, Mafalda Paiva de Oliveira (dir.) e do empresário luso-francês João Pina.

No passado dia 10 de outubro (sexta-feira), o historiador da diáspora Daniel Bastos, a convite da Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Mónica Lisboa, reuniu na capital francesa com a diplomata de um dos maiores consulados de Portugal no estrangeiro.

No decurso da reunião, foi abordado o percurso do professor, historiador e escritor, colaborador regular da imprensa de língua portuguesa no mundo, que ao longo dos últimos tem concebido vários trabalhos no campo da história da emigração portuguesa.

Assim como, a dinâmica da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas na Europa e uma das principais comunidades estrangeiras estabelecidas no território gaulês, rondando um milhão de pessoas. Nomeadamente, o empreendedorismo, o movimento associativo e a solidariedade, como é o caso da Fundação Nova Era Jean Pina, da qual o historiador é embaixador junto da diáspora, e cujo presidente, o empresário português radicado na região parisiense, João Pina, marcou presença na reunião de trabalho.

Refira-se ainda, que no dia 15 de novembro (sábado), o historiador da diáspora Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, apresenta às 17h30 na Casa de Portugal André de Gouveia, na Cidade Internacional Universitária de Paris, o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”. A sessão de apresentação da obra em Paris, aberta á comunidade luso-francesa, constituirá um reconhecimento ao contributo fundamental dos emigrantes portugueses no desenvolvimento da França e de Portugal.

VIGO ACOLHEU APRESENTAÇÃO DO LIVRO “MONUMENTOS AO EMIGRANTE”

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O historiador da diáspora Daniel Bastos (esq.), com o artista plástico Orlando Pompeu (centro) e o tradutor Paulo Teixeira (dir.), no decurso da apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante” em Vigo

Na passada sexta-feira (26 de setembro), a cidade de Vigo, na Galiza, comunidade autónoma de Espanha, acolheu a apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.

A obra, concebida pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi apresentada no Camões - Centro Cultural Português em Vigo.

A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, esteve a cargo de Orlando Pompeu, um dos mais consagrados artistas plásticos portugueses da atualidade. No decurso da sessão, o mestre-pintor salientou a “admiração e respeito pelos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo”, e a acuidade da obra como “um testemunho de homenagem à história da emigração”.

Refira-se que o livro, realizado com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, assume-se como um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário profusamente ilustrado, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, e que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora lusa.

Neste sentido, a apresentação desta história concisa e ilustrada da emigração, constituiu um reconhecimento da importância das migrações entre a Galiza e Portugal, um fenómeno marcante do passado e do presente de dois territórios que estão ligados por laços históricos, culturais, geopolíticos e económicos.

A sessão de apresentação no Camões - Centro Cultural Português em Vigo, organismo que tem como objetivo central levar a cultura lusa a toda a Galiza, incluiu uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.

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EMIGRANTES PORTUGUESES RECEIAM VER AS SUAS CASAS OCUPADAS QUANDO REGRESSAM ÀS SUAS TERRAS

Face à vaga de ocupação ilegal de casas de habitação e outro património que se está a verificar em todo o país, os emigrantes portugueses receiam ser atingidos por tal situação quando regressam às suas terras de origem nomeadamente no período de férias. Trata-se de uma situação algo semelhante à que ocorreu num passado não muito distante e parece voltar a ocorrer com o apoio de algumas forças políticas.

Não obstante grande parte de os jovens terem vindo a emigrar nos anos mais recentes, assegurando a sua descendência nos países de destino e contribuindo para a crise demográfica, eis que a crise de habitação foi paradoxalmente eleita como um dos problemas sociais mais relevantes no nosso país.

Em consequência, tolera-se a sobrelotação dos imóveis dos centros urbanos e a ocupação selvagem da propriedade privada. E, por fim, estranha-se que os nossos compatriotas emigrados não acolham esta situação com um sorriso nos lábios…

BRAGA: EMIGRAÇÃO PORTUGUESA “A SALTO” EM DESTAQUE NOS ENCONTROS DA IMAGEM

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O historiador da diáspora Daniel Bastos no decurso da inauguração da exposição “A emigração portuguesa a salto” na 35.ª edição dos Encontros da Imagem

No decurso do mês de setembro arrancou a 35.ª edição dos Encontros da Imagem - Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, um dos eventos culturais, com epicentro em Braga, mais importantes de Portugal.

Sob o mote “Manifestação de Interesse” e com direção artística de Vítor Nieves, a 35.ª edição dos Encontros da Imagem, que ao longo de três décadas e meia junta autores clássicos, consolidados e emergentes, do panorama local ao nacional e internacional, num programa que procura refletir a contemporaneidade, o mundo e a sociedade que nos rodeiam, mostra este ano trabalhos de mais de 350 artistas.

Entre as exposições, destaca-se “A emigração portuguesa a salto”, com imagens de Gérald Bloncourt, saudoso fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa em França nos anos 60 e 70, e curadoria do historiador da diáspora Daniel Bastos.

Inaugurada no passado dia 19 de setembro, no espaço exterior do Arquivo Municipal de Braga, a exposição, patente ao público até ao início de novembro, exibe cerca de duas dezenas de fotografias de grande formato. Oferecendo um testemunho visual impactante sobre a pobreza a todos os níveis da ditadura salazarista, a viagem “a salto”, isto é, de forma ilegal, dos emigrantes além-Pirenéus, e as condições miseráveis de alojamento dos “filhos dos grandes descobridores” nos bairros de lata, conhecidos como “bidonvilles”, nos arredores de Paris.

No texto de curadoria, o historiador Daniel Bastos, autor de obras de referência sobre o espólio do fotojornalista franco-haitiano, sustenta que “numa época em que Portugal, tradicionalmente país de emigração, tem assistido a um incremento de fluxos de imigrantes, a expressividade das imagens a preto-branco de Gérald Bloncourt, ao evocarem a miséria rural e a ausência de liberdade, que impeliram nos anos 60 e 70, a saída maioritariamente clandestina, de mais de um milhão de portugueses em direção a França, sussurram um dever de memória para com todos que demandam além-fronteiras o direito a uma vida melhor”.

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GALIZA: VIGO ACOLHE APRESENTAÇÃO DO LIVRO “MONUMENTOS AO EMIGRANTE”

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O historiador da diáspora Daniel Bastos (à direita), acompanhado do tradutor Paulo Teixeira

No próximo dia 26 de setembro (sexta-feira), é apresentado em Vigo, a maior cidade da região espanhola da Galiza, o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.

A obra, concebida pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é apresentada às 18h00, no Camões - Centro Cultural Português em Vigo.

A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, estará a cargo de Orlando Pompeu, um dos mais consagrados artistas plásticos portugueses da atualidade.

A obra pioneira, realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, é um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário profusamente ilustrado, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, e que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora lusa espalhada pelos quatro cantos do mundo.

A sessão de apresentação desta história concisa e ilustrada da emigração portuguesa, aberta à comunidade, constitui um reconhecimento da importância das migrações entre a Galiza e Portugal, um fenómeno marcante do passado e do presente de dois territórios que estão ligados por laços históricos, culturais, geopolíticos e económicos.

Refira-se que a sessão de apresentação no Camões - Centro Cultural Português em Vigo, organismo que tem como objetivo central levar a cultura lusa a toda a Galiza, inclui uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.

No prefácio do livro, Onésimo Teotónio Almeida, Professor Emérito da Universidade Brown, que dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade, assegura “Se uma imagem vale mil palavras, temos aqui duas centenas e meia de milhar de belas palavras saltando-nos à vista com gritante eloquência”. Na mesma linha, Maria Beatriz Rocha-Trindade, autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações, sustenta no posfácio que “Este livro, constitui uma valiosa contribuição para o conhecimento da História de Portugal”.

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FAFE: MESTRE ORLANDO POMPEU EXPÕE “ODISSEIA MIGRATÓRIA”

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A Exposição «Odisseia Migratória», do Mestre Orlando Pompeu, que reúne 12 pinturas do artista que homenageiam os nossos emigrantes e as sucessivas gerações que saíram de Portugal em buscar de uma vida melhor, foi prolongada até ao próximo dia 31 de outubro.

𝐇𝐨𝐫á𝐫𝐢𝐨 𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢çã𝐨 «𝐎𝐝𝐢𝐬𝐬𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐢𝐠𝐫𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐚»
• Terça a sexta-feira - 10h00-12h00 / 14h30-17h30
• Sábados, domingos e feriados - 14h30-18h00
Encerra às segundas-feiras e nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.

A entrada é livre, visite-nos!

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Com uma carreira de quase quarenta anos, bem como um currículo nacional e internacional ímpar, ainda em 2022 o mestre Orlando Pompeu foi distinguido em Paris com a Medalha de Bronze da Academia Francesa das Artes, Ciências e Letras.

FESTIVAL DE MÚSICA DAS GEMINAÇÕES ANIMA PONTE DE LIMA A 16 DE AGOSTO

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Integrado nas comemorações dos 900 anos do Foral de Ponte de Lima, o Município de Ponte de Lima promove no dia 16 de agosto, às 22h00, na Expolima, o Festival de Música das Geminações.

O evento celebra a amizade e o intercâmbio cultural entre os territórios geminados com Ponte de Lima, reunindo grupos musicais da França e do Brasil. Participam "Os Amigos das Cordas – os Lusitanos", de Saint-Cyr-L'École (França), a "OHV – Orchestre d'Harmonie de Chambre", de Vandoeuvre (França), e o "Rancho Folclórico Maria da Fonte – Casa do Minho", do Rio de Janeiro (Brasil).

Com entrada livre, esta noite promete uma viagem sonora pelas tradições e diversidade cultural dos países irmãos.

CÂMARA MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ REÚNE DIÁSPORA ARCUENSE EM ENCONTRO ANUAL

A Câmara Municipal voltou a promover o Encontro Anual com a Diáspora, iniciativa destinada a arcuenses que integram órgãos sociais de associações sediadas nos países onde residem.

Na edição deste ano, participaram representantes de 19 associações, oriundos de oito países: França, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Suíça, Andorra, Portugal e Venezuela.

A receção da comitiva decorreu na Casa das Artes, local onde foi também agraciado com a Medalha de Honra o anterior Presidente da Câmara e atual secretário de Estado do Ambiente, Dr. João Manuel do Amaral Esteves.

Olegário Gonçalves, Presidente da Autarquia, enalteceu a importância do papel autárquico de João Esteves ao longo de 28 anos e, “em particular, a excelência da sua liderança enquanto Presidente da Câmara Municipal ao longo dos últimos 12 anos”.

De igual modo enalteceu o papel da comunidade emigrante no desenvolvimento do concelho, pelo seu trabalho, dedicação e empenho na promoção da nossa cultura, identidade e potencialidades sociais, económicas e ambientais. “O seu contributo tem sido determinante para reforçar a competitividade e atratividade de Arcos de Valdevez”, atestou.

Para o autarca, “a relação próxima com a Diáspora tem permitido estreitar laços, promover encontros e congregar esforços, unindo o dinamismo, a dedicação e o espirito de fidelidade às raízes que caracterizam as nossas comunidades”.

Este encontro anual mantém como objetivo reforçar os laços culturais, sociais, turísticos e empresariais entre a vasta comunidade emigrante e a sua terra natal. A iniciativa permite a partilha de contactos e experiências, fomentando um diálogo mais próximo e produtivo entre a Autarquia e os arcuenses no estrangeiro.

A Câmara Municipal sublinha que a “proximidade com a diáspora é uma prioridade contínua, marcada por visitas às comunidades no exterior, participação em eventos culturais, recreativos e económicos promovidos por emigrantes e celebração de protocolos de cooperação com autarquias estrangeiras”.

Neste dia, a comitiva teve ainda a oportunidade de ficar a conhecer a Porta de Santa Cruz, no Monte do Castelo – um espaço que funciona como porta de entrada no “Território de Santa Cruz”, acolhendo visitantes e funcionando como centro interpretativo e de receção.

ARCOS DE VALDEVEZ RECEBEU EM FESTA OS SEUS EMIGRANTES ESPALHADOS PELO MUNDO

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Festas de Nossa Senhora da Lapa 2025

Ontem celebrámos o Dia do Emigrante!

Foi uma noite mágica, cheia de emoção, cultura e alegria, com o incrível Festival Folclórico da Diáspora, que contou com a participação especial de:

Rancho Folclórico de Eiras

Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho no Rio de Janeiro-Brasil

Rancho Folclórico da Casa dos Arcos de Bordéus – França

Um verdadeiro encontro de tradições que uniu Portugal à nossa diáspora espalhada pelo mundo!

E a festa não parou por aí...

A Festa do Emigrante fez vibrar o público ao som contagiante do grupo YMPÉRIO SHOW, que pôs todos a dançar até à última música!

Celebrámos juntos os que estão longe, mas sempre presentes no coração.

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PONTE DA BARCA REALIZA FESTIVAL DA DIÁSPORA

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II Festival da Diáspora celebra a comunidade emigrante a 14 de agosto, na Praça da República, em Ponte da Barca

No próximo dia 14 de agosto, às 21h30, a Praça da República, em Ponte da Barca, será palco do II Festival da Diáspora, um evento promovido pelo Município que pretende homenagear a comunidade emigrante barquense.

Esta iniciativa, já na sua segunda edição, tem como objetivo fortalecer os laços entre os emigrantes e a comunidade local, proporcionando um momento de celebração, convívio e reencontro entre familiares, amigos e conterrâneos que, por diversos motivos, vivem longe da sua terra natal.

Este ano o evento contará com a presença de grupos da diáspora portuguesa em França, entre eles a Casa da Barca de Lyon, o grupo Juventude e Raízes de Portugal de Châtenay-Malabry (Paris), o Rancho Amigos Unidos de Bois-d’Arcy (Paris) e o Rancho Rio Lima Alto Minho de Caluire (Lyon). Através da música, da dança e da tradição, estes grupos trazem até Ponte da Barca um pouco da alma portuguesa vivida além-fronteiras.

PAREDES DE COURA REALIZA AMANHÃ A FESTA DO EMIGRANTE

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6 ago_ 19H00 | Museu Regional

O concerto de arpa por Obed Parra, mas também a Rusga Sons de Coura e a Rusga Courense de Paris dão as boas-vindas aos nossos courenses da diáspora, em mais uma tradicional Festa do Emigrante, que tem lugar esta quarta-feira, 6 de agosto, a partir das 19h00, no Museu Regional de Paredes de Coura.

A Festa do Emigrante promete voltar a encher de alegria e afetos o Museu Regional, permitindo o reencontro de amigos e familiares neste regresso à sua terra para a confraternização entre as suas gentes. Uma iniciativa dedicada aos nossos conterrâneos que um dia deixaram as suas raízes na procura de uma vida melhor, mas que mantêm laços inquebrantáveis com a Paredes de Coura que os viu nascer.

Entre petiscos tradicionais, abraços e muitos sorrisos, esta Festa do Emigrante é ilustrada pela música e as canções tipicamente alto-minhotas trazidas pelas rusgas Sons de Coura e Courense de Paris, mas também pelos interessantes medley executados pelo concerto de arpa por Obed Parra.

Já quinta-feira, 7 de agosto, traz às Festas do Concelho o Festival de Folclore. Pelo Largo Hintze Ribeiro, a partir das 21h30, vão desfilar o Rancho Folclórico de Santa Maria de Moreira (Monção) e Grupo Folclórico de Ganfei (Valença) e o Grupo Etnográfico da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura.

O muito aguardado concerto de João Pedro Pais está agendado para sexta-feira, numa noite completada também pelo grupo Hugo Band e o dj Pedro Pagodes no Largo Hintze Ribeiro. O sábado traz-nos o ribombar dos bombos, o Cortejo Etnográfico, o concerto do Grupo Kalhambeke e o set do dj Pedro Maia, enquanto o domingo, Dia do Concelho, com que se encerram as festividades, há os sempre muito aguardados concertos das bandas musicais, a procissão em honra da Nossa Senhora das Dores, e a noite completa-se no adro da belíssima Capela do Espírito Santo, com a voz inconfundível e das mais marcantes fadistas da sua geração, Carminho.

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ARCOS DE VALDEVEZ MARCA ENCONTRO COM A DIÁSPORA ARCUENSE

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez vai organizar o Encontro da Diáspora Arcuense no dia 12 de agosto de 2025, dirigido a arcuenses que integram os órgãos sociais de associações sediadas nos países de acolhimento.

Com este Encontro pretende-se reforçar os laços entre a vasta comunidade de emigrantes arcuenses e a sua Terra Natal, em termos culturais, sociais, turísticos e empresariais.

O Encontro da Diáspora Arcuense realiza-se com o seguinte programa:

11H00 – Receção dos convidados no Auditório da Casa das Artes

11h30 – Intervenções

12h00 – Atribuição da Medalha de Honra ao Senhor Dr. João Manuel do Amaral Esteves

13h00 – Almoço com os convidados no Monte do Castelo

JOSÉ LUÍS CARVALHO: UM PALADINO DA CULTURA PORTUGUESA EM ANDORRA – CRÓNICA DE DANIEL BASTOS

Em 2024, o dirigente associativo luso-andorrenho José Luís Carvalho (esq.), recebeu de Marcelo A. Ponce (dir.), Presidente da Associação de Argentinos em Andorra, um Diploma de Reconhecimento pela grande tarefa de.jpg

Em 2024, o dirigente associativo luso-andorrenho José Luís Carvalho (esq.), recebeu de Marcelo A. Ponce (dir.), Presidente da Associação de Argentinos em Andorra, um Diploma de Reconhecimento "pela grande tarefa de difusão, integração cultural e social através do Grupo de Folclore Casa de Portugal”

Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é indubitavelmente a sua dimensão empreendedora e associativa, como corroboram as trajetórias de diversos compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo a nível cultural, social, económico, político e associativo.

Nos vários exemplos de dirigentes associativos e fautores da cultura portuguesa na diáspora, cada vez mais percecionados como um ativo estratégico na promoção e reconhecimento do país, tem-se destacado, ao longo dos últimos anos, o percurso singular de José Luís Carvalho em prol da portugalidade em Andorra.

Natural de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, José Luís Carvalho emigrou, no alvorecer da década de 1990, para Andorra, um pequeno principado independente situado entre a França e a Espanha, nas montanhas dos Pirenéus, com pouco mais de 80 mil habitantes, dos quais atualmente, cerca de 14% são portugueses.

Almejando melhores condições de vida e dotado de um espírito audaz, o emigrante ancorense, que tinha alguns familiares em Andorra, o que facilitou a integração no principado, começou a trilhar um percurso socioprofissional de sucesso como agente comercial de seguros. E, concomitantemente, como um dirigente associativo de referência no seio do Grupo de Folclore Casa de Portugal, em Andorra, uma das mais dinâmicas agremiações luso-andorrenhas, do qual é também membro fundador desde os anos 90, e atualmente, diretor artístico e presidente da Casa de Portugal de Andorra.

No decurso das últimas décadas, o Grupo de Folclore Casa de Portugal, muito por causa da participação inspiradora e da direção comprometida de José Luís Caralho, tem-se assumido no principado como uma genuína vitrina da cultura lusa, através da dinamização e preservação de tradições, danças e músicas, que têm fortalecido decisivamente os laços entre Portugal e Andorra.

Entre as várias atividades dinamizadas pelo Grupo de Folclore Casa de Portugal, no âmbito da preservação e divulgação da cultura popular lusa no principado andorrenho, destaca-se o Festival de Folclore Ibérico – Principado de Andorra. Uma relevante iniciativa cultural, que ainda no passado mês de maio, por ocasião do 29.º aniversário da coletividade, congregou na 9.ª mostra deste evento ibérico, na cidade de Escaldes-Engordany, 150 folcloristas em Andorra. Na mesma esteira, evidencia-se o emblemático mercado tradicional, “O Feirão”, uma recriação tradicional dos antigos mercados minhotos, que no aclarar de julho, celebrou na Plaça Guillemó, no coração da capital andorrana, a sua 10.ª edição.

Paralelamente, à dinâmica associativa que muito tem incutido no Grupo de Folclore Casa de Portugal, em Andorra, igualmente manifesta na nova sede da coletividade, inaugurada no ano passado, no centro cultural La Llanterna na cidade de Escaldes-Engordany. O emigrante minhoto, que também é colaborador assíduo da imprensa de língua portuguesa na diáspora, foi entre 1997 e 2004, Membro do Conselho das Comunidades; entre 2004 e 2008, Conselheiro das Comunidades Portuguesas em Andorra; tendo em 2012, sido distinguido com medalha de mérito prateada pelo Município de Caminha.

O trabalho meritório e o contributo estruturante de José Luís Carvalho no fortalecimento dos laços culturais entre Portugal e Andorra, impulsionaram o jornal “Periódic d`Andorra”, a distinguir o emigrante ancorense, na categoria Social, com o prémio "Andorranos 2006". Sendo que, no ano seguinte, o então Conselheiro das Comunidades Portuguesas em Andorra, lançou o livro "Portugueses em Andorra - Uma Visão Global", que computou inclusive a presença do Secretário de Estado das Comunidades, António Braga.

Uma das figuras mais conhecidas da comunidade portuguesa em Andorra, sexta menor nação da Europa onde vivem e trabalham à volta de 10 mil emigrantes portugueses, sobretudo nas áreas da construção, hotelaria e serviços, o exemplo de vida inspirador do emigrante e dirigente associativo José Luís Carvalho, genuíno paladino da cultura portuguesa em Andorra, relembra-nos a máxima do filósofo e ensaísta José Ortega y Gasset: “A cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida, é uma dimensão constitutiva da existência humana, como as mãos são um atributo do homem”.