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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

CARLOS GOMES – ADMINISTRADOR DO “BLOGUE DO MINHO” – PRESTOU DEPOIMENTO AO JORNALISTA AMADEU ARAÚJO DO JORNAL “EXPRESSO” ACERCA DOS MOINHOS

O caderno “Economia” da edição desta semana do jornal “Expresso” publica uma reportagem da autoria do jornalista Amadeu Araújo acerca da crescente procura de moinhos desactivados para habitação de férias. É o caso da localidade da Apúlia, no concelho de Esposende, tirando partido da sua excelente localização com vista para o mar.

Porém, a necessidade de obter espaço no seu interior para o efeito – ao invés dos moinhos de maré, o interior dos moinhos de vento é geralmente exíguo – leva a que seja frequentemente desmontado o engenho ou seja, o moinho propriamente dito, o capelo e até os mastros e velas, ficando a restar apenas a torre, o que vai contra a ideia de preservação.

Situados geralmente nas cumeadas e tirando partido dos “canais de vento”, as tradições ligadas aos moinhos revelam-nos conhecimentos importantes acerca da nossa História e cultura, como é o caso de alguns rituais praticados pelos moleiros, o uso de um vocabulário que se assemelha surpreendentemente ao praticado pelos marinheiros e ainda a sua localização a indicar nomeadamente os trajectos dos caminhos de Santiago. Além, naturalmente, do estudo dos ventos e dos ciclos das marés.

Nesta edição, Carlos Gomes, Administrador do “Blogue do Minho” prestou depoimento ao autor da referida reportagem.

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GOVERNO REQUISITOU EM 1941 O MILHO AOS PRODUTORES

O Ministério da Economia - Gabinete do Ministro, através da Portaria nº. 9958, publicada em Diário do Govêrno n.º 289/1941, Série I de 12 de Dezembro de 1941, determinou que se considerassem requisitadas as quantidades de milho existentes na posse dos produtores dos concelhos de Caminha, Vila Nova da Cerveira, Valença do Minho, Monção, Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras do Bouro, Montalegre e Chaves.

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MUNICÍPIO ARCUENSE APOIA ECONOMIA LOCAL

"InvestArcos": Aprovado Projeto de Regulamento do Programa de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego de Arcos de Valdevez

O Município pretende continuar a apoiar e promover a economia local e a revitalização do tecido social e económico do concelho.

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A dinamização da atividade empresarial potencia o desenvolvimento integrado do concelho. A criação, expansão e modernização de micro e pequenas empresas estimula a fixação e a atração de investimento, novos clientes e novos mercados e promove a criação de emprego e geração de rendimento.

Foi nesta senda, que em Reunião de Câmara aprovou a proposta de Regulamento do Programa de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez criou este Programa, designado por "InvestArcos", que se destina a apoiar a promoção ao emprego e empreendedorismo de micro e pequenas empresas do concelho e que tem como objetivo prioritário a dinamização e revitalização sustentada da atividade comercial no concelho, através do reforço da sua competitividade, inovação e diferenciação.

O incentivo financeiro a conceder assume a natureza de incentivo não reembolsável (a fundo perdido), correspondente a 50 % das despesas elegíveis, não podendo ultrapassar o valor de 10.000 euros por projeto.

Adicionalmente, o projeto pode beneficiar de uma majoração de 10 % do valor do incentivo, face ao valor apurado com as despesas apresentadas aquando da conclusão do projeto, se pelo menos 50% do investimento for realizado através de fornecedores com sede fiscal em Arcos de Valdevez. Esta majoração será deliberada após aprovação do saldo final do projeto.

O projeto deve ter uma Pontuação Final (PF) igual ou superior a 10 pontos para ser apoiado.

Podem beneficiar dos incentivos as micro e pequenas empresas, independentemente da sua forma jurídica, constantes da Classificação Portuguesa das Atividades Económicas Rev.3, do INE e os Empresários em Nome Individual (ENI) sem contabilidade organizada.

A proposta de regulamento irá agora ser submetida à apreciação da Assembleia Municipal.

ARCOS DE VALDEVEZ RENOVA MEDIDAS DE APOIO À ECONOMIA

Em virtude da evolução da situação pandémica da COVID-19 e da renovação do Estado de Emergência, a Câmara Municipal, atenta a esta situação, e no sentido de minorar o impacto da pandemia junto das empresas, aprovou a criação e a renovação de medidas de apoio à economia.

Uma delas é a segunda edição do PROCOM - Programa de Apoio ao Comércio de Arcos de Valdevez 2021, implementado em parceria com a ACIAB, e cujo período para a apresentação das candidaturas será 01 de maio a 30 de junho.

O PROCOM foi lançado em 2020, com uma participação considerável, tendo sido aprovados 14 projetos, num investimento total de 300 000,00 euros e um apoio da Câmara Municipal de 144 000,00 euros. Estes projetos já estão em fase de execução.

MUNICÍPIO ARCUENSE ESTIMULA ECONOMIA LOCAL

Apoio à Economia: Vale de Compras Recontro para Empresários

A Câmara Municipal, preocupada e atenta às situações de crise empresarial no âmbito da Pandemia Covid-19, adotou várias medidas excecionais de apoio à economia, através de apoios a conceder aos Empresários, nomeadamente o relançamento do Vale de Compras Recontro.

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O Vale Recontro é uma medida de apoio do Município para pessoas em situação de vulnerabilidade, famílias e micro e pequenos empresários. Esta medida aplica-se a empresários dos setores afetados pelas medidas excecionais aprovadas no contexto da pandemia da doença COVID-19 e pode ser solicitada nas várias situações que originaram quebra de rendimentos. O apoio pode variar entre os 100 euros e os 250 euros.

Toda a informação está disponível no sitio do Município (www.cmav.pt) e nos Serviços de Atendimento da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez.

Poderá também contatar o Serviço de Ação Social do Município, através do telefone 258 520 504 ou do correio eletrónico social@cmav.pt

TAXA DE SOBREVIVÊNCIA DAS EMPRESAS EM PONTE DE LIMA É SUPERIOR ÀS TAXAS REGISTADAS PARA O ALTO MINHO E PARA O PAÍS

Da análise dos últimos dados disponibilizados pelo INE, reportados a 2018 e no contexto dos indicadores da atividade económica, em Ponte de Lima a Taxa de sobrevivência das empresas (sociedades) nascidas 2 anos antes foi de 62,6%. A nível nacional esta taxa foi de 56,1%, tendo sido de 59% para a Região Norte e de 59,9% para o Alto Minho.

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As empresas recém-criadas são um fator fundamental para a dinâmica económica e a criação de emprego, sendo a sua sobrevivência nos primeiros anos, enquanto período crítico no seu percurso de vida, um indicador de maior sustentabilidade e perspetiva de uma maior durabilidade e expansão desse projetos e investimentos, mesmo num contexto de crise pelo qual atravessamos.

Para além das questões internas relacionadas com a gestão empresarial e o sucesso das suas estratégias, existe um conjunto de fatores externos, não menos importantes, que condicionam a tomada de decisão do empreendedor e a posterior sobrevivência das empresas. A estabilidade social, as boas condições infraestruturais e de serviços, a facilidade de acesso a mercados e potenciais clientes, a disponibilidade de mão-de-obra e os benefícios fiscais podem efetivamente ser elementos diferenciadores que contribuem para o sucesso daquelas estratégias.

O QUE FOI O BANCO DO MINHO?

O Banco do Minho foi fundado há 157 anos

O Banco do Minho foi instituído por carta de lei de 14 de Abril de 1864, com sede em Braga, e iniciou a sua atividade em Junho de 1865. O capital inicial foi de 600 contos de réis, elevado a 1200 contos de réis em 1918. O Banco do Minho nasceu na época do boom das remessas financeiras dos emigrantes no Brasil.

Sediado inicialmente na R. de S. João, 15, em Braga, passou a ter sede própria, construída entre 1873 e 1877, na Rua do Teatro São Geraldo daquela cidade. Possuiu uma agência em Guimarães e filiais no Porto e em Lisboa.

O ‘Banco do Minho’ viria a ter filiais também no Brasil, nos estados de S. Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará e Manaus, sendo a mais importante a de S. Paulo.

Sobreviveu às crises do sector ocorridas no final do séc. XIX, aceitou à priori uma proposta de fusão com o ‘Banco Comercial de Braga’, do qual era credor, negócio que não se viria a concretizar, tendo aquele banco falido pouco depois.

A partir de 1918, desenvolve uma estratégia de participação em empresas industriais, comerciais e financeiras. Entre as empresas não financeiras contam-se a ‘Companhia Fabril do Minho’, a ‘Companhia das Águas do Gerês’, a ‘Companhia Metalúrgica do Norte’ e a ‘Perfumaria Confiança’. Foi acionista maioritário da Sociedade Bancária do Minho, criada em 24 de Maio de 1924, em S. Paulo, no Brasil, destinada a servir de agência local do banco e a ter atividade própria. Apesar de um início de actividade promissor, a situação financeira desta sociedade derrapou e acabou por ser liquidada em 1927.

Podia-se ler num artigo de 1925: «(...) dedicando-se a operações bancárias de todo o género, cambiais e de ordens de Bolsa, possuindo na sede e nas filiais óptimas instalações de cofres fortes para alugar. O seu agente geral no Brasil a "Sociedade Bancária do Minho", na Rua da Quitanda, 117, e seus correspondentes em S. Paulo, os nossos prezados amigos Srs. Garcia da Silva & Cª., proprietários da "Loja do Japão", à Rua de S. Bento, tendo naquele grande país montado um serviço especial de cobrança de juros e dividendos, administração de propriedades, liquidação de heranças, etc

O ‘Banco do Minho’ juntamente com o ‘Banco Comercial do Porto’, ‘Banco Aliança’, ‘Banco Comercial de Braga’ e o ‘Banco União do Porto’, consegue autorização para emitir notas bancárias.

Em 1926, algumas das empresas em que o ‘Banco do Minho’ tinha participação apresentam prejuízos e em 1927 os dividendos desta instituição são bastante reduzidos. A situação económica e financeira agravou-se nos anos seguintes. O ‘Banco do Minho’ não resiste à Grande Depressão de 1929 nos EUA, a par do ‘Banco Comercial do Porto’, ambos vítimas de uma corrida aos depósitos e da sua incapacidade de cobertura.

Em 21 de Outubro de 1930 é nomeada uma Comissão Administrativa para gerir o ‘Banco do Minho’. Na sequência do relatório desta comissão, datado de 14 de Abril de 1931, é decretada a liquidação do banco. A Comissão Liquidatária nomeada pelo Estado encerrou atividades em 31 de Dezembro de 1939. O ‘Banco do Minho’, durante a sua vida de 64 anos, que chegou a ser dos bancos mais importantes do país, contribuiu para fomentar e desenvolver o comércio, a indústria e a região. O seu encerramento, por colapso financeiro, acarretou prejuízos cuja dimensão verdadeira continua por estudar.

Fonte: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/

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Delegação do Banco do Minho na rua do Ouro, em Lisboa

Com sede em Braga, na Praça da República, a autorização para a fundação do Banco do Minho remonta a 15 de junho de 1864, onde uma Carta de Lei desta data estabelece a sua criação, concedendo-lhe o privilégio de emitir notas. Este privilégio manteve-se até 1891 quando o Decreto de 9 de julho estabelece a cessão da faculdade de emissão de notas para os bancos do Norte.

Os estatutos datam de 27 de junho de 1864, realizados através de escritura no cartório de Agostinho Monteiro da Silva, de Braga, tendo sido publicados em Decreto régio de 31 de agosto desse ano.

A criação desta instituição está intimamente ligada com a tendência empreendedora do País à época, com o aumento da circulação monetária e, principalmente, com os proventos da emigração minhota que afluíam com maior intensidade ao norte do País. Como forma de dar resposta aos desejos expressos de um grupo de pessoas notáveis da região que viam na criação da instituição largos benefícios para a economia local e regional, o Banco do Minho viria a revelar-se num valioso instrumento de crédito no auxílio à agricultura e indústria da região.

Os diplomas da sua criação determinavam que o banco teria que respeitar o capital inicial de 600 contos de réis, capital que foi gradualmente realizado até 1867. No dia 04 de junho de 1865, após a receção das prestações mínimas obrigatórias das ações subscritas e a consequente fiscalização oficial, o Banco do Minho recebe o Alvará de licença para iniciar as suas operações.

Devido à natureza das operações realizadas e à necessidade constante de aproximação da instituição ao cliente, o Banco do Minho vai estender a sua presença ao território nacional com a abertura de filiais no Porto (01 de julho de 1874) e Lisboa (15 de setembro de 1919), e duas agências, uma na Covilhã (1920) e outra em Guimarães (1923). Também a rede de correspondentes no país e estrangeiro vai acompanhar o expansionismo do banco. No ano de 1924 é criada uma casa bancária na cidade do Rio de Janeiro denominada “Sociedade Bancária do Minho, Braga e Companhia, Limitada”, em tudo semelhante a um banco, mas que terá uma duração efémera, encerrando dois anos depois, devido aos avultados prejuízos obtidos.

Procurando dar resposta às crescentes necessidades de crédito na região e ao desenvolvimento da instituição, em 1917 foi aprovada a elevação do capital para 1.200 contos; em 1918, foi elevado para 2.000 contos; em 1920, passou a ser de 4.000 contos; em 1922, de 6.000 contos e, em 1924, o capital social do banco era já de 10.000 contos.

Em 1925 começam os primeiros problemas: algum ambiente de crise nos mercados interno e externo, a falta de numerário, a diminuição da velocidade de circulação monetária e a consequente estagnação dos negócios. A pesada estrutura, fruto do expansionismo dos anos anteriores, os pesados juros a pagar por conta dos depósitos em carteira, a concorrência crescente de outros estabelecimentos bancários bem como o aumento da fiscalidade e dos dividendos a distribuir pelos acionistas, eram motivos de constantes preocupações.

Em 1928, em Assembleia Geral Extraordinária, é deliberado reduzir o capital do banco para 8.000 contos, para assim diminuir o volume de impostos e de dividendos a pagar. O ano de 1929, com o estalar da crise económica e financeira mundial, foi fulminante para o Banco do Minho, assistindo-se à desenfreada corrida dos populares à instituição para levantamento dos seus depósitos. A somar ao facto, corriam boatos pondo em causa a solidez financeira e credibilidade da instituição.

Face à situação criada - o decréscimo anómalo de depósitos e a saída rápida de dinheiro dos cofres do banco -, em 1930 é solicitado apoio ao Ministério das Finanças, que encaminha o pedido de auxílio para os institutos oficiais adequados: o Banco de Portugal e a Caixa Geral de Depósitos. Após uma auditoria e parecer negativo às contas da instituição, por parte do Banco de Portugal, em 21 de outubro de 1930 é publicado no Diário do Governo nº 245, o Decreto nº 18946 que manda substituir a direção do banco por uma comissão administrativa, com poderes acumulados de todos os órgãos administrativos do Banco do Minho. Esta comissão era composta por três elementos representando as três entidades oficiais - o Estado, o Banco de Portugal e a Caixa Geral de Depósitos – e tinha por objetivo evitar o agravamento da crise no País e maiores danos para os credores do banco.

Já com o Banco do Minho em regime de falência, o Decreto nº 19583, de 13 de abril de 1931, dissolve-o e ordena a sua liquidação. Tratou-se de um processo moroso e complexo, que se arrastou até 27 de fevereiro de 1940 (data da entrega do relatório final da liquidação).

Fonte: Arquivo Histórico do Banco de Portugal

Cédula fiduciária emitida pelo Banco do Minho

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Agência do Banco do Minho em São Paulo, no Brasil (Fonte: Illustração Portugueza, 2ª Série, nº. 407, 8 Dezembro 1913 / Hemeroteca Municipal de Lisboa)

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Delegação do Banco do Minho na rua do Ouro, em Lisboa

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Em Dezembro de 1908, aquando da sua visita ao norte do país, o Rei D. Manuel II ficou hospedado em Braga no edifício do Banco do Minho. (Foto: Joshua Benoliel / ANTT)

ENCERRAMENTO DE FRONTEIRAS PREJUDICA ECONOMIA DO ALTO MINHO E DA GALIZA

Alto Minho/Galiza: Primeiro confinamento e encerramento de fronteiras provocou uma perda de faturação superior a 92ME

O primeiro confinamento como medida de contenção à Covid-19, e o consequente encerramento de fronteiras entre o Alto Minho e a Galiza, ocorrido entre 17 de março e 30 de junho de 2020, provocou uma perda de faturação superior a 92 milhões de euros nos 26 concelhos do território transfronteiriço do Minho. Esta é a principal conclusão do estudo solicitado pelo AECT Rio Minho ao doutorado em Economia da Universidade de Vigo, Xavier Covas, e que, mesmo ainda sem dados oficiais, perspetiva que o prejuízo económico do atual encerramento seja ainda maior.

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O presente estudo do impacto socioeconómico no Alto Minho/Galiza foi apresentado, esta manhã, aos autarcas dos 26 municípios que constituem o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho que, há já um mês, têm persistido na reivindicação pela abertura de todos os pontos de passagem fronteiriços nesta região, numa primeira fase, para flexibilizar a circulação de trabalhadores transfronteiriços e de transportes de mercadoria. O trabalho agora conhecido vem corroborar a urgência destes pedidos, considerando uma decisão injusta para os trabalhadores e para a economia do território minhoto, e inútil para o controlo da pandemia.

O documento apresenta vários dados relativos ao enorme e indiscutível impacto na dinâmica socioeconómica desta região transfronteiriça, com o comércio e a hotelaria a serem os setores mais afetados, com um prejuízo de faturação de 92 milhões de euros – equivalente a 23 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto -, segundo os dados oficiais disponibilizados pelos governos centrais. Também se detetaram valores importantes de impacto no transporte e no sector imobiliário, assim como nas unidades fabris.

O estudo liderado pelo Professor Xabier Cobas realça que, além da diminuta faturação devido à pandemia, todos estes setores sofreram o efeito fronteira, aumentando as perdas em 12% no comércio e em 19% na hotelaria e restauração, e ao que acresce ainda a quebra dos negócios pela simples razão dos consumidores de ambas as margens não puderem cruzar a fronteira, já que o acesso apenas estava permitido a trabalhadores.

Outra das temáticas colocadas em cima da mesa foi o número de horas de trabalho perdidas devido à espera na Ponte Internacional de Valença-Tui. Atendendo a um tempo médio de espera de 15 minutos na ida e outros 15 na volta (valor considerado muito conservador devido às longas filas detetadas), e sabendo que no primeiro encerramento passaram pelo controlo 356 mil pessoas, a economia desta região transfronteiriça perdeu 180 mil horas efetivas. A estas, ainda tinha de ser contabilizado o tempo que os trabalhadores também perderam nos quilómetros a mais por não existirem passagens autorizadas em todas as pontes.

Ainda de acordo com os cálculos de Xabier Cobas, o encerramento de fronteiras afetou cerca de  25 mil pessoas em toda a euroregião Norte de Portugal-Galiza e 10 mil nos distritos de Pontevedra-Viana do Castelo, especificamente casos de pessoas que vivem e trabalham em ambos os lados da fronteira, ou porque vivem num lado e trabalham na outra margem, ou ainda porque as empresas operam em todo o território e obrigam ao movimento.

Relativamente à repercussão do encerramento de fronteiras decretado no início de 2021, o professor universitário já adiantou que o impacto será muito mais negativo para a economia transfronteiriça pois, se no primeiro confinamento a atividade económica estava praticamente parada, atualmente há um maior índice de atividade. Desta forma, Xabier Cobas reiterou que o atual encerramento das pontes “é redundante e inútil” porque as pessoas que passam a fronteira são as que se encontram autorizadas, deixando um exemplo para reflexão: “E se fechassem a Ponte 25 de Abril, não haveria movimento de pessoas autorizadas?”

AECT Rio Minho reivindica compensações económicas para trabalhadores e empresas

Os autarcas dos 26 municípios do território minhoto afeto ao AECT Rio Minho vão solicitar aos governos de Portugal e de Espanha as devidas e merecidas compensações económicas para os trabalhadores transfronteiriços e as pessoas afetadas pela decisão do encerramento de fronteiras.

O AECT Rio Minho apresentará os seus contributos para o programa operativo POCTEP 2021-2027, em fase de consulta pública e que, embora tenha como prioridade injetar fundos europeus nas fronteiras, a sua distribuição também contempla zonas não fronteiriças. A reivindicação é a de que se garanta que os fundos se destinam às zonas de raia e se criem medidas específicas para a zona do Minho.

Não obstante, será ainda criado um registo de pessoas afetadas pelo encerramento de fronteiras, gerido pelo AECT e por todos os concelhos implicados, com o intuito de proceder à fundamentação para as possíveis indemnizações, assim como os municípios fronteiriços vão insistir na premência da criação do cartão do trabalhador transfronteiriço, de forma a proporcionar uma maior agilização nos pontos de controlo, evitando os comprovativos de vários documentos.

ARCOS DE VALDEVEZ: 3 PROGRAMAS DE RETOMA DA ECONOMIA ARCUENSE ESTÃO EM CONSULTA PÚBLICA

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez colocou em consulta pública 3 Programas de Apoio ao Emprego, Investimento Empresarial e de Valorização de Produtos Locais.

Poderá aceder a esta consulta pública no site do Município em www.cmav.pt.

Estes programas inserem-se nas medidas de apoio às pessoas, instituições e economia, que a Autarquia Arcuense lançou.

Com estes apoios pretende-se contribuir para a fixação e atração de novos clientes e de novos mercados, promover a criação de emprego e rendimento.

  • Programa de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego destina-se a apoiar micro e pequenas empresas de vários ramos de atividade a realizarem investimentos em instalações, equipamentos e novas tecnologias.
  • Programa de Apoio aos Produtores Locais, Comércio e Turismo tem por objetivo o apoio à modernização e promoção dos produtores locais, do comércio, da restauração e da hotelaria arcuense, através do incentivo ao consumo de produtos genuínos e de qualidade superior, à sua utilização na gastronomia arcuense, incrementar a valorização e a comercialização dos produtos e dinamizar a restauração e o comércio,
  • Programa de Valorização dos Produtos e Produtores Locais, pretende promover os produtores e os produtos locais com a marca “Terras do Vez – Sabores e Tradições”. Com esta marca pretende-se impulsionar a valorização e promoção dos produtos arcuenses, de qualidade superior, genuínos e certificados, contribuindo para a sua divulgação e valorização, bem como para a valorização dos seus produtores e para o fomento da agricultura, comércio e do turismo

Com mais esta aposta do Município Arcuense na dinamização económica, na valorização da Biodiversidade e Paisagem e na qualidade alimentar, procura-se reforçar o posicionamento de Arcos de Valdevez como um Território para viver, trabalhar investir e visitar.

Dê os seus contributos!

Participe em www.cmav.pt

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CÂMARA DE FAMALICÃO CHEGA-SE À FRENTE PARA APOIAR ECONOMIA E "RETOMAR FAMALICÃO"

Autarquia lançou hoje o “Retomar Famalicão - Programa Extraordinário de Apoio Direto à Economia Local”, num esforço municipal que pode chegar aos dois milhões de euros.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai assumir, ao longo deste ano, metade dos encargos mensais com as faturas de energia (gás e eletricidade) e ambiente (água, saneamento e resíduos sólidos) dos empresários individuais e das empresas sediadas e com estabelecimento no concelho que viram a sua atividade encerrada e/ou suspensa em virtude da pandemia.

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A medida, cujo regulamento será alvo de discussão na próxima reunião do executivo municipal e estará em breve disponível para consulta no site do município e do Famalicão Made IN, irá abranger perto de 1000 empresas da área do comércio a retalho não alimentar, pastelarias, bares e cafés, operadores turísticos, ginásios, cabeleireiros, entre outras atividades económicas, desde que o valor das faturas apresentadas seja inferior ao valor homólogo do respetivo mês de 2019, sinal da redução/suspensão da atividade.  

Este é um dos vários apoios que compõem o “Retomar Famalicão”, um programa extraordinário de apoio direto à economia local lançado hoje pela autarquia famalicense em parceira com a ACIF - Associação Comercial e Industrial de Famalicão e que reúne um conjunto de medidas para mitigar os efeitos da crise pandémica da Covid-19 na atividade dos operadores económicos do concelho.

O “Retomar Famalicão”, cuja apresentação contou com presença do presidente da Câmara, Paulo Cunha, do presidente da ACIF, Fernando Xavier, e do vereador para a Economia, Empreendedorismo e Inovação, Augusto Lima, vai implicar um esforço financeiro municipal que pode chegar aos 2 milhões de euros.

Paulo Cunha fala em medidas, sobretudo, direcionadas “para as micro e pequenas empresas do concelho que têm dificuldades em aceder a outros apoios que se têm mostrado muito burocráticos e distantes”.

“Estes são apoios de fácil acesso que queremos que cheguem a todos quantos precisem e não só aos que estão melhor preparados para lá chegar”, acrescentou o autarca, lembrando ainda que os problemas não acabam com o fim do confinamento. “Os primeiros meses após a reabertura serão muito difíceis e com estas medidas queremos ajudar as empresas a recuperarem as suas posições no mercado. É a ajuda que nesta fase é necessária”, disse.

É neste contexto que o “Comércio da Vila”, a loja virtual de promoção e venda dos produtos e serviços dos comerciantes do concelho, vai evoluir no início do segundo trimestre para uma plataforma de e-Commerce/marketplace. Será gerida pela ACIF e posicionar-se-á como um verdadeiro centro comercial digital ao serviço do comércio tradicional de Famalicão. Até agora, o projeto funcionava apenas através das redes sociais e com esta alteração qualitativa e ambiciosa espera-se que o número de estabelecimentos aderentes aumente, numa primeira fase, para os 100/150 comerciantes inscritos.

A estas novas medidas, juntam-se outras três que entraram em vigor no ano passado e que em 2021 vão continuar à disposição dos empresários famalicenses. É o caso da suspensão, mediante apresentação de requerimento, do pagamento de taxas pela ocupação do espaço público com esplanadas, publicidade ou outros, bem como da publicidade colocada nos estabelecimentos comerciais durante este ano.

É também neste ano que se começará a refletir a decisão tomada no ano passado de alargamento da isenção da derrama a todas as empresas com volume de negócios igual ou inferior a 250 mil euros. Até agora, a Câmara Municipal promovia, todos os anos, a isenção da derrama até ao limite legal de 150 mil euros. Com esta medida, a autarquia estima prescindir de arrecadar cerca de 400 mil euros em receita.

Nota ainda para o serviço diário e gratuito de entrega de refeições ao domicílio, promovido pela Câmara Municipal em parceria com a Associação de Restaurantes de Famalicão, que vai continuar em vigor durante o período de confinamento obrigatório. O serviço conta atualmente com cerca de 80 restaurantes aderentes e desde que entrou em funcionamento, em novembro do ano passado, já foram entregues mais de 18 mil refeições, num volume de negócios estimado de quase 370 mil euros.  

O presidente da ACIF, Fernando Xavier, mostrou-se agradado com os termos deste programa, resultado “de muitas horas de conversações entre a autarquia e a ACIF”, e espera que estas medidas venham “reanimar a economia local” e trazer “mais esperança” aos empresários do concelho.

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LÍDERES DA EURO-REGIÃO VÃO APRESENTAR PLANO ESTRATÉGICO PARA RECUPERAÇÃO PÓS-COVID-19 AOS GOVERNOS DE PORTUGAL E ESPANHA

Líderes da euro-região apresentam amanhã,  no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga, plano estratégico para recuperação pós-Covid-19 aos governos de Portugal e Espanha

O Município de Braga apresenta um documento, que será enviado aos Governos de Portugal e Espanha, com as conclusões estratégicas dos líderes da euro-região para a recuperação pós-Covid 19. A iniciativa irá decorrer amanhã, Quinta-feira, 17 de Dezembro, às 10h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga.

Na ocasião estarão presentes o presidente do Eixo Atlântico e da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Mao.

Este plano estratégico resulta da Conferência de Líderes, que decorreu Setembro em Pontevedra, na Galiza, e juntou um grupo de especialistas e autarcas de 31 municípios da associação transfronteiriça do Eixo Atlântico para debaterem a recuperação económica e social em toda a Euro-região no pós-pandemia Covid-19.  Tendo em conta os interesses da Euro-região do Norte de Portugal e da Galiza, o documento apresenta políticas a desenvolver, no quadro do processo de reconstrução, para superar a crise causada pela pandemia, bem como para fortalecer a resiliência das cidades e prevenir os efeitos de futuras crises que possam ocorrer. 

O Eixo Atlântico irá apresentar o documento aos governos de Portugal e Espanha, bem como à Xunta de Galicia, para serem incluídos nas políticas de recuperação, tanto a nível de gestão política como a nível de financiamento. Ao mesmo tempo, servirá de guia para matérias da competência dos municípios para serem delineadas soluções conjuntas e complementares, evitando a dispersão, a duplicação e promovendo a cooperação.

TERRAS DE BOURO PROCURA MITIGAR EFEITOS DA PANDEMIA

Medidas mitigadoras dos efeitos da pandemia no tecido empresarial de Terras de Bouro

O Município de Terras de Bouro vai implementar medidas que mitiguem os efeitos da pandemia no tecido empresarial de Terras de Bouro. Assim,  entre o dia 1 de dezembro de 2020 e 31 de março de 2021 ocorrerão as seguintes decisões:

  1. Isentar todas as tarifas da faturação de águas, saneamento e/ou RSU’s, dos consumidores não domésticos;
  2. Isentar, totalmente, as rendas de espaços e estabelecimentos comerciais celebrados com o Município de Terras de Bouro;
  3. Isentar todas as taxas relativas aos feirantes;
  4. Isentar todas as taxas de ocupação de via pública, por motivos comerciais.

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MUNICÍPIO DE BRAGA E AGERE LANÇAM MEDIDAS ADICIONAIS DE APOIO AO TECIDO ECONÓMICO

Medidas implicam uma poupança de cerca de 1,8 milhões aos agentes económicos 

Face ao agravamento da actual situação de pandemia de COVID-19, com diversas actividades económicas a verem a sua situação afectada pelas medidas restritivas impostas, o Município de Braga e a Agere irão implementar um conjunto adicional de medidas que visam minorar os impactos nos seus clientes e apoiar o tecido económico.

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Ness sentido, o Município irá estender, durante todo o ano de 2021, a isenção de taxas e licenças que se encontra em vigor este ano, com vista a apoiar os sectores da restauração e do comércio 

Já a AGERE, em acordo com os parceiros públicos e privados, irá implementar as seguintes medidas nos meses de Novembro e Dezembro: 

− Isenção das tarifas de disponibilidade de água e saneamento e isenção da tarifa fixa de resíduos aos clientes não domésticos cuja quebra de facturação no período de Abril a Outubro de 2020, em comparação ao período homologo de 2019, seja superior a 25%; 

− Redução em 50% do valor das tarifas de disponibilidade de água e saneamento e redução em 50% da tarifa fixa de resíduos aos clientes não domésticos cuja quebra de facturação no período de Abril a Outubro de 2020, em comparação ao período homologo de 2019, seja até 25%; 

− Isenção da componente de disponibilidade de água e saneamento aos consumidores sociais não domésticos. 

A isenção de taxas e licenças municipais representa uma poupança de aproximadamente um milhão de euros aos agentes económicos, sendo que as medidas implementadas pela AGERE durante estes dois meses irão representar um abdicar de receita por parte da empresa municipal de cerca de 800 mil euros. 

Assim, as empresas beneficiam de uma poupança total na casa dos 1,8 milhões de euros, valor que irá ajudar a enfrentar este período de dificuldades e a salvaguardar o desenvolvimento das suas actividades económicas.

CÂMARA ARCUENSE LANÇA MEDIDAS DE APOIO ÀS PESSOAS, INSTITUIÇÕES E ECONOMIA

Dada a atual situação pandémica que se vive, muitas são as famílias, empresas e Instituições que estão a viver dificuldades. Atenta a esta situação, e no sentido de minorar o impacto da COVID-19, na sua última reunião, a Câmara Municipal aprovou uma série de medidas de apoio social e económico.

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No âmbito dos apoios às pessoas foi reforçada a linha e a rede municipal de parceiros de apoio às pessoas com necessidades sociais; aprovado apoiar as famílias desfavorecidas com crianças na escola, pessoas vulneráveis e o comércio com a entrega de um “Vale de Natal”, para realizar compras no comércio tradicional arcuense; apoiar as pessoas com perda de rendimentos através da reedição do “Vale de Compras Recontro”; bem como oferecer máscaras a pessoas vulneráveis através da aquisição das mesmas a empresas do concelho que as produzam;

Naquilo que toca às Instituições, a Câmara Municipal pretende apoiar financeiramente os lares, centros de dia e serviços de apoio domiciliário arcuenses, para fazer face às despesas resultantes do Covid-19; oferecer equipamentos de proteção individual e testes às instituições; e antecipar os pagamentos dos protocolos aprovados pela Câmara Municipal com as Juntas de Freguesia, Instituições Sociais, Bombeiros Voluntários, associações e outras entidades, reforçando a tesouraria dessas instituições para fazerem face à atual situação de crise;

No âmbito do apoio à Economia pretende reforçar a liquidez das empresas, procedendo ao pagamento de todas as faturas validadas dos fornecedores do Município, num prazo inferior a um mês; aprovou 14 candidaturas ao Programa de Apoio ao Comércio de Arcos Valdevez (PROCOM); relançar o Programa de Apoio ao Turismo de Arcos de Valdevez, oferecendo um Vale Oferta (alojamento, refeições e atividades de animação turística) aos arcuenses que estiveram na linha da frente no combate à pandemia da COVID-19 e a entidades ligadas a promoção turística; apoiar os produtores/engarrafadores de vinho e a restauração arcuense, através da promoção dos vinhos do concelho e da gastronomia; apoiar os produtores de gado da raça cachena, através da promoção da carne cachena junto de públicos escolares; reduzir em 75% as licenças municipais relativas às operações urbanísticas; isentar o pagamento da taxa de terrado na Feira Quinzenal e Mercado Municipal até ao final de fevereiro de 2021;apoiar e lançar programas de apoio ao investimento das empresas arcuenses.

Ao CUIDAR DE SI, está a CUIDAR DE TODOS!

ARCOS DE VALDEVEZ RETORMA ATIVIDADE ECONÓMICA

A Câmara Municipal e a ACIAB unem-se para retomar a economia

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, no âmbito das medidas adotadas para minimizar o impacto da pandemia de Covid-19, aprovou a celebração de um protocolo de colaboração com a ACIAB - Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, no valor de 17.000,00€.

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De modo a prestar apoio aos empresários que viram a sua atividade afetada pela pandemia de Covid-19, bem como na retoma da economia, surgiu mais esta parceria, com o objetivo de apoiar a Dinamização e Promoção do Comércio Tradicional de Arcos de Valdevez.

Assim, criaram e estão a dinamizar a campanha “Compre no Comércio Tradicional - Comércio Seguro”, a qual apela às compras no comércio local e cumprindo as regras da DGS.

Para além disso, com o objetivo de promover o comércio tradicional, procederam à distribuição de equipamentos de proteção individual, apoiando os atores locais na retoma da economia. Esta iniciativa surgiu com a finalidade de transmitir segurança aos trabalhadores, assim como aos consumidores.

Também articularam o lançamento do programa “Vale de Compras Recontro”, que apoia famílias, que tiveram quebra de rendimento, e o comércio, através do apoio às compras com o vale.

Com a criação destas medidas a Câmara Municipal pretende contornar o impacto económico que a pandemia de Covid-19 provocou no tecido empresarial do concelho, mas também aproximar e reforçar as ligações entre os arcuenses e o seu comércio.

VERDES/ALE LANÇAM PLANO DE RECUPERAÇÃO ECONÓMICA SUSTENTÁVEL PÓS-COVID-19

No decorrer da crise económica e social da COVID-19, os Verdes/Aliança Livre Europeia (Verdes/ALE) no Parlamento Europeu lançaram hoje um plano de desenvolvimento e de recuperação sustentável no valor de 5 biliões de euros[1] para os próximos 12 anos na União Europeia (UE).

Apelando à construção de um futuro mais resiliente, sustentável, solidário e justo, o Grupo dos Verdes/ALE, grupo político no qual se insere o eurodeputado do PAN, Francisco Guerreiro, quer que o Pacto Ecológico Europeu seja o centro da estratégia de recuperação económica e social para que se inicie uma transformação realmente revolucionadora, que garanta que todos os setores estão a caminho do cumprimento da neutralidade climática.

Este plano de recuperação baseia-se em três eixos estratégicos:

  1. Resiliência: é necessário um plano de investimento massivo, mas sustentável.

Juntando a forte ação do Banco Central Europeu à mobilização de todas as possibilidades orçamentais (orçamento europeu, orçamentos regionais e locais) e financeiras (principalmente do Banco Europeu de Investimento) conseguiremos um pacote de estímulos que, com o Pacto Ecológico Europeu no seu centro, possa recuperar e robustecer a economia europeia. Este plano tem de ser financiado por todos os países, de acordo com a sua força económica, e pela economia privada que durante muitos anos beneficiou do modelo económico vigente.  O financiamento do plano deve centrar-se:

  1. a) num orçamento europeu robusto (Quadro Financeiro Plurianual de 1.3% do RNB dos Estados-Membros).
  2. b) na emissão conjunta de Eurobonds no valor de 1 bilião de euros.
  3. c) em novas fontes de receitas para a União Europeia, como taxas ambientais sob a emissão de carbono, pesticidas, plástico ou querosene (taxa da aviação), ou contribuições de multinacionais dos sectores digital e financeiro.
  4. Sustentabilidade: fortalecer a sociedade de acordo com os limites ambientais do planeta.

Para tal, os Verdes defendem uma série de medidas a serem implementadas para as diversas áreas: 

  1. a) A UE deve incluir na Lei Climática o objetivo de reduzir as emissões em -65% até 2030 e atingir a neutralidade carbónica até 2040, no mínimo.
  2. b) Adequar a estratégia da UE para proteger e restaurar a biodiversidade, definindo metas comuns de restauração de pelo menos 30% dos ecossistemas Europeus.
  3. c) Definir critérios harmonizados para especificar as atividades económicas que devem ser eliminadas gradualmente devido aos seus impactos ambientais negativos.
  4. d) Promover uma produção alimentar compatível com os limites dos ecossistemas da UE, fornecendo mais apoios à produção sustentável, local e orgânica e definir metas de redução do consumo de carne estimulando, paralelamente, o consumo de proteínas vegetais.
  5. f) Reduzir a dependência de pesticidas, apoiando o uso de menos 50% de pesticidas até 2025 (menos 80% até 2030 e 100% em 2035) e menos 50% de fertilizantes sintéticos até 2030.
  6. g) Assegurar total transparência na distribuição de fundos da Política Agrícola Comum e do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas, de forma a garantir o fim dos subsídios perversos e que os pequenos produtores beneficiam largamente destes fundos e daqueles decorrentes do plano de investimento pós Covid-19.
  7. h) Descarbonizar o modo como nos deslocamos, melhorando a mobilidade dentro das cidades e promovendo os meios de transporte não poluentes.
  8. Mundo mais justo e solidário: responsabilidade comum de ajudar as pessoas mais afetadas pela crise e a necessidade urgente de lidar com as desigualdades na UE.

Precisamos de sistemas universais de segurança social como um direito humano e como estabilizador para crises futuras. Isto significa proteger todos os indivíduos e garantir que estes podem subsistir e viver condignamente.

  1. a) Criação de empregos sustentáveis e de qualidade. Além do robustecimento dos sistemas de segurança social e dos mecanismos de subsídio de desemprego, ação legislativa é necessária para acabar com contratos de zero horas, estágios profissionais não remunerados e garantir o estatuto a trabalhadores não convencionais, como por exemplo o das plataformas de entregas ou de transporte.
  2. b) Justiça social, ambiental e de saúde tem de estar no amago da nossa sociedade. Exemplos de ações prioritárias são o melhorar das condições dos cuidadores formais, o reconhecimento do estatuto dos cuidadores informais, a revisão das nossas regras no equilíbrio trabalho-vida pessoal e investimentos substanciais na promoção da saúde mental nos serviços sociais.
  3. c) Uma das dramáticas consequências da pandemia COVID-19 é o aumento registado no número de casos de violência de género e familiar. É urgente aumentarmos o financiamento de apoio às vítimas, ratificarmos a Convenção de Istambul e a Comissão Europeia apresentar uma proposta legislativa de combate à violência de género.
  4. d) Vários problemas de cooperação internacional e multilateral foram salientados com o vírus. É necessária uma cooperação mais profunda e respostas Europeias mais rápidas, tal como uma UE que demonstre uma verdadeira solidariedade, compaixão e ação comum, colocando os direitos humanos no cerne.

“Sairemos desta crise, mas precisamos de saber para que mundo queremos regressar. Este é o momento de redesenharmos o nosso futuro”, afirma Francisco Guerreiro.

“O próximo Quadro Financeiro Plurianual será fundamental para garantirmos os financiamentos adequados ao Pacto Ecológico Europeu e à transição para uma economia realmente circular e descentralizada” conclui o eurodeputado.

Dia 6, quarta-feira, a Comissão Europeia anunciará os seus planos para uma recuperação pós-crise e uma nova proposta para um Quadro Financeiro Plurianual.

Veja a proposta de recuperação sustentável dos Verdes/ALE aqui:

https://extranet.greens-efa.eu/public/media/file/1/6494

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA DEFENDE RETOMA CONTROLADA DA ECONOMIA NACIONAL

Ricardo Rio defende criação de manual de procedimentos sanitários para o tecido económico

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, defende a elaboração de um manual de procedimentos com orientações sanitárias claras para que seja possível às empresas retomarem a sua actividade.

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Em declarações ao programa ‘Negócios da Semana’, emitido esta Quarta-feira, 15 de Abril, na SIC Notícias, Ricardo Rio considerou que “a retoma da actividade económica será tanto mais rápida e alargada, quanto mais as medidas profilácticas e sanitárias forem transpostas para o tecido económico”. “Neste momento, não existem orientações sobre os cuidados a ter na reorganização e reabertura dos estabelecimentos comerciais. E esta deveria ser uma prioridade”, alertou o Autarca.

Por outro lado, Ricardo Rio defende que o Governo deveria mobilizar entidades públicas como a ACT, ASAE ou o IAPMEI, em articulação com as Associações Empresariais, para “dar formação e directrizes aos agentes económicos sobre as medidas sanitárias a adoptar para que seja possível proceder à abertura progressiva das empresas, evitando os riscos de contágio pela COVID-19”.

Para o Autarca Bracarense é preciso “aprender com os erros” cometidos, relativamente a orientações e medidas profilácticas que deveriam ter sido assumidas há mais tempo. “Durante semanas, faltaram orientações precisas para os procedimentos de gestão e organização dos lares residenciais, no sentido de evitar o risco de contaminação dentro dessas instituições, com as consequências hoje conhecidas”, salientou Ricardo Rio.

“Sendo hoje importante acautelar o regresso da normalidade à actividade económica, é impensável que não se tenha em conta que os moldes em que tal irá ocorrer exigem processos profundos de reestruturação interna das organizações, que não se cingem à utilização de máscaras de protecção por profissionais e cidadãos em geral. A retoma económica nunca pode pôr em causa os ganhos de saúde pública que tivemos até hoje”, explicou.

Sobre os incentivos às empresas, Ricardo Rio considerou que “o compromisso dos poderes públicos deve ser maior”, defendendo o reforço dos mecanismos de apoio ao tecido económico. “As medidas anunciadas são importantes e bem-vindas para garantir alguma tesouraria, mas é preciso que haja uma injecção de capital a fundo perdido, quer da parte do Governo, quer da União Europeia”, sustenta.

Segundo o Autarca, as micro e pequenas empresas de base comercial estão a enfrentar problemas graves, nomeadamente as da área da restauração. “Em Braga, gerou-se um movimento de operadores de mais de 100 empresas (URBAC) que reivindica a criação de medidas mais concretas, nomeadamente para os sócio-gerentes, por forma a garantir a sua efectiva sustentabilidade financeira”, enumerou. Apesar da criação de plataformas de vendas online para as pequenas unidades comerciais por iniciativa da InvestBraga, Ricardo Rio frisa que o nível de actividade está muito aquém do que seria normal no Concelho de Braga.

O Autarca Bracarense reconhece que o actual cenário é “trágico e angustiante”, num Concelho que arrisca voltar seis anos atrás. “Arriscamos perder o nível de emprego criado a um ritmo de dois mil postos por ano; perder boa parte da capacidade exportadora que nos levou a ser o quarto Concelho mais exportador do País; e arriscamos perder todas as outras dinâmicas comerciais e turísticas que fomos sustentando ao longo dos últimos anos”, disse.

BRAGA E LAUSANNE (SUIÇA) DE MÃOS DADAS NA INOVAÇÃO E NO DESPORTO

“Foram fatores pessoais, institucionais, científicos, económicos e desportivos que impulsionaram o estabelecimento de um novo patamar de cooperação entre as cidades de Braga e Lausanne, para o qual auguramos um enorme sucesso no futuro próximo” – Foi assim que o Presidente da Câmara Municipal de Braga explicou a abertura das duas importantes cidades de Portugal e da Suíça para a implementação de projetos futuros conjuntos, tendentes a afirmar ambos os territórios entre os espaços mais inovadores no contexto europeu.

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As declarações de Ricardo Rio foram produzidas após um encontro com o seu homólogo de Lausanne, Grégoire Junod, na qual participaram também a Presidente da Câmara de Comércio de Indústria e Serviços Suíça-Portugal, Marina-Prévost Mürier, e o Diretor Executivo para a Inovação do INL – Laboratório Internacional de Nanotecnologia, Gary Heath.

No Cantão de Vaud, que integra a cidade de Lausanne, a comunidade portuguesa representa quase 13% da população, entre os quais muitos cidadãos com fortes ligações a Braga e a esta Região. 

Por sua vez, o INL tem em curso diversos projetos de parceria com a prestigiada EPFL – Escola Politécnica Federal de Lausanne, uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas à escala global nas áreas das ciências e da tecnologia, com uma comunidade académica que agrega mais de 120 nacionalidades.

Um exemplo destas parcerias foi o acordo recentemente celebrado entre o INL e a empresa suíça IPROVA que passou a juntar Braga (e o INL) às suas anteriores localizações em Londres, Cambridge, Califórnia e Tóquio, desde o passado mês de Julho, com visto ao desenvolvimento de projetos na área da inteligência artificial e “machine-learning”.

O objetivo do INL e da Câmara Municipal de Braga é alargar este tipo de parcerias a outras empresas e startups suíças, trazendo também fundos de capital de risco para investir em startups de Braga ou do ecossistema da Startup Braga.

Na conversa entre Rio e Junod ficou também assumido o empenho de ambos em estabelecer ligações entre o polo de inovação de Lausanne na área do desporto, para que muito contribui o seu estatuto de cidade-sede do Comité Olímpico Internacional e de diversas Federações, com projetos de empreendedorismo na área do deporto e saúde a desenvolver na cidade de Braga.

Nesta deslocação a Lausanne, Ricardo Rio teve também oportunidade de contatar com diversos membros da comunidade portuguesa, entre os quais os luso-eleitos Sandra Pernet e José Martinho. 

A breve trecho, a visita será retribuída por diversos responsáveis do Município de Lausanne e da EPFL a Braga.

UMA EUROPA SEM DINHEIRO DENTRO DE 10 ANOS?

Transações eletrónicas substituem a utilização de moedas e notas físicas

De acordo com o novo EPR – European Payment Report de 2019, os dias com notas e moedas estão contados, consideram muitas empresas em toda a Europa.

Metade das empresas europeias acredita que o seu país deixará de ter dinheiro em dez anos adotando dinheiro virtual. O Relatório da Intrum, principal empresa de serviços de gestão de créditos da Europa, mostra que 25% de todas as empresas inquiridas acredita que o seu país abandonará o dinheiro físico dentro de cinco anos, enquanto outros 25% acreditam que isso acontecerá no prazo dez anos.

Das 11.856 empresas inquiridas, 48% diz que seu país ficará sem dinheiro em dez anos. Enquanto 52%, diz que vai acontecer mais tarde ou nunca.

Questionadas sobre as consequências de uma economia sem dinheiro, mais de metade das empresas temem uma maior exposição a ataques cibernáuticos, enquanto um terço pensa que tornaria as rotinas de pagamento e a contabilidade mais eficientes.

País por país, a Grécia é o local onde a maioria das empresas (66%) acredita que uma sociedade sem dinheiro vai acontecer dentro de dez anos. Na Irlanda, Roménia, Suécia e Bélgica, seis em cada dez empresas acredita que isso acontecerá em breve. Na República Checa, Eslováquia, Hungria, Polónia, Estónia e Lituânia, duas em cada três empresas dizem que isso acontecerá mais tarde ou nunca. A Sérvia é o país com menos crentes, onde apenas 18% considera que o seu país vai ficar sem dinheiro em dez anos.

Em Portugal, quando inquiridos sobre a possibilidade de uma sociedade sem dinheiro físico nos próximos dois anos, os gestores portugueses estão muito alinhados com os seus homólogos europeus. Apenas 6% afirma que nos próximos dois anos o dinheiro físico vai deixar de ser utilizado, enquanto a média europeia sobe para 7%. Quando esta reflexão tem uma perspetiva temporal mais alargada (5 anos), Portugal e a Europa divergem substancialmente, ficando Portugal nos 10% e a Europa nos 17%.

Para Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal, “Uma sociedade sem dinheiro implica que todas as transações são digitais, com novas possibilidades de comprar a crédito como uma consequência provável. Numa economia em que o crédito está a tornar-se cada vez mais essencial, será necessário que as empresas façam uma avaliação mais criteriosa na concessão de crédito a fim de evitar a perda de receitas.

Sobre a Intrum

A Intrum é a empresa líder na indústria de Serviços de Gestão de Crédito, com presença em 25 mercados na Europa. A Intrum oferece um vasto leque de serviços, incluindo a compra de créditos, tendo como missão melhorar o cash-flow e a rentabilidade a longo prazo dos clientes e garantir que pessoas e empresas recebem o apoio que necessitam para não terem dívidas. A Intrum tem mais de 8.000 profissionais experientes que atendem cerca de 80.000 empresas em toda a Europa. Em 2018, a empresa gerou receitas estimadas no valor de 1.258 milhões de euros. A Intrum tem a sua sede em Estocolmo, Suécia, e está cotada na bolsa Nasdaq de Estocolmo. Em Portugal desde 1997, a Intrum tem mais de 245 colaboradores.

Para mais informações, por favor visite www.intrum.com

Sobre o EPR 2019

O European Payment Report 2019 é baseado numa pesquisa realizada simultaneamente em 29 países europeus entre 31 de janeiro e 5 de abril de 2019. Neste relatório, a Intrum reúne dados de um total de 11.856 empresas na Europa, incluindo 418 em Portugal, para obter conhecer e compreender o comportamento de pagamento e a saúde financeira das empresas europeias. A pesquisa foi realizada entre pessoas que têm funções de CFO, Diretor Financeiro, supervisor de crédito, ou similar.