Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BRAGA E LAUSANNE (SUIÇA) DE MÃOS DADAS NA INOVAÇÃO E NO DESPORTO

“Foram fatores pessoais, institucionais, científicos, económicos e desportivos que impulsionaram o estabelecimento de um novo patamar de cooperação entre as cidades de Braga e Lausanne, para o qual auguramos um enorme sucesso no futuro próximo” – Foi assim que o Presidente da Câmara Municipal de Braga explicou a abertura das duas importantes cidades de Portugal e da Suíça para a implementação de projetos futuros conjuntos, tendentes a afirmar ambos os territórios entre os espaços mais inovadores no contexto europeu.

69765721_1398715093618429_7574068813818232832_n.jpg

As declarações de Ricardo Rio foram produzidas após um encontro com o seu homólogo de Lausanne, Grégoire Junod, na qual participaram também a Presidente da Câmara de Comércio de Indústria e Serviços Suíça-Portugal, Marina-Prévost Mürier, e o Diretor Executivo para a Inovação do INL – Laboratório Internacional de Nanotecnologia, Gary Heath.

No Cantão de Vaud, que integra a cidade de Lausanne, a comunidade portuguesa representa quase 13% da população, entre os quais muitos cidadãos com fortes ligações a Braga e a esta Região. 

Por sua vez, o INL tem em curso diversos projetos de parceria com a prestigiada EPFL – Escola Politécnica Federal de Lausanne, uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas à escala global nas áreas das ciências e da tecnologia, com uma comunidade académica que agrega mais de 120 nacionalidades.

Um exemplo destas parcerias foi o acordo recentemente celebrado entre o INL e a empresa suíça IPROVA que passou a juntar Braga (e o INL) às suas anteriores localizações em Londres, Cambridge, Califórnia e Tóquio, desde o passado mês de Julho, com visto ao desenvolvimento de projetos na área da inteligência artificial e “machine-learning”.

O objetivo do INL e da Câmara Municipal de Braga é alargar este tipo de parcerias a outras empresas e startups suíças, trazendo também fundos de capital de risco para investir em startups de Braga ou do ecossistema da Startup Braga.

Na conversa entre Rio e Junod ficou também assumido o empenho de ambos em estabelecer ligações entre o polo de inovação de Lausanne na área do desporto, para que muito contribui o seu estatuto de cidade-sede do Comité Olímpico Internacional e de diversas Federações, com projetos de empreendedorismo na área do deporto e saúde a desenvolver na cidade de Braga.

Nesta deslocação a Lausanne, Ricardo Rio teve também oportunidade de contatar com diversos membros da comunidade portuguesa, entre os quais os luso-eleitos Sandra Pernet e José Martinho. 

A breve trecho, a visita será retribuída por diversos responsáveis do Município de Lausanne e da EPFL a Braga.

UMA EUROPA SEM DINHEIRO DENTRO DE 10 ANOS?

Transações eletrónicas substituem a utilização de moedas e notas físicas

De acordo com o novo EPR – European Payment Report de 2019, os dias com notas e moedas estão contados, consideram muitas empresas em toda a Europa.

Metade das empresas europeias acredita que o seu país deixará de ter dinheiro em dez anos adotando dinheiro virtual. O Relatório da Intrum, principal empresa de serviços de gestão de créditos da Europa, mostra que 25% de todas as empresas inquiridas acredita que o seu país abandonará o dinheiro físico dentro de cinco anos, enquanto outros 25% acreditam que isso acontecerá no prazo dez anos.

Das 11.856 empresas inquiridas, 48% diz que seu país ficará sem dinheiro em dez anos. Enquanto 52%, diz que vai acontecer mais tarde ou nunca.

Questionadas sobre as consequências de uma economia sem dinheiro, mais de metade das empresas temem uma maior exposição a ataques cibernáuticos, enquanto um terço pensa que tornaria as rotinas de pagamento e a contabilidade mais eficientes.

País por país, a Grécia é o local onde a maioria das empresas (66%) acredita que uma sociedade sem dinheiro vai acontecer dentro de dez anos. Na Irlanda, Roménia, Suécia e Bélgica, seis em cada dez empresas acredita que isso acontecerá em breve. Na República Checa, Eslováquia, Hungria, Polónia, Estónia e Lituânia, duas em cada três empresas dizem que isso acontecerá mais tarde ou nunca. A Sérvia é o país com menos crentes, onde apenas 18% considera que o seu país vai ficar sem dinheiro em dez anos.

Em Portugal, quando inquiridos sobre a possibilidade de uma sociedade sem dinheiro físico nos próximos dois anos, os gestores portugueses estão muito alinhados com os seus homólogos europeus. Apenas 6% afirma que nos próximos dois anos o dinheiro físico vai deixar de ser utilizado, enquanto a média europeia sobe para 7%. Quando esta reflexão tem uma perspetiva temporal mais alargada (5 anos), Portugal e a Europa divergem substancialmente, ficando Portugal nos 10% e a Europa nos 17%.

Para Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal, “Uma sociedade sem dinheiro implica que todas as transações são digitais, com novas possibilidades de comprar a crédito como uma consequência provável. Numa economia em que o crédito está a tornar-se cada vez mais essencial, será necessário que as empresas façam uma avaliação mais criteriosa na concessão de crédito a fim de evitar a perda de receitas.

Sobre a Intrum

A Intrum é a empresa líder na indústria de Serviços de Gestão de Crédito, com presença em 25 mercados na Europa. A Intrum oferece um vasto leque de serviços, incluindo a compra de créditos, tendo como missão melhorar o cash-flow e a rentabilidade a longo prazo dos clientes e garantir que pessoas e empresas recebem o apoio que necessitam para não terem dívidas. A Intrum tem mais de 8.000 profissionais experientes que atendem cerca de 80.000 empresas em toda a Europa. Em 2018, a empresa gerou receitas estimadas no valor de 1.258 milhões de euros. A Intrum tem a sua sede em Estocolmo, Suécia, e está cotada na bolsa Nasdaq de Estocolmo. Em Portugal desde 1997, a Intrum tem mais de 245 colaboradores.

Para mais informações, por favor visite www.intrum.com

Sobre o EPR 2019

O European Payment Report 2019 é baseado numa pesquisa realizada simultaneamente em 29 países europeus entre 31 de janeiro e 5 de abril de 2019. Neste relatório, a Intrum reúne dados de um total de 11.856 empresas na Europa, incluindo 418 em Portugal, para obter conhecer e compreender o comportamento de pagamento e a saúde financeira das empresas europeias. A pesquisa foi realizada entre pessoas que têm funções de CFO, Diretor Financeiro, supervisor de crédito, ou similar.

RICARDO RIO APRESENTA RESULTADOS DE 5 ANOS DE ACTIVIDADE DA INVESTBRAGA

InvestBraga - 5 anos a atrair investimento, a apoiar o empreendedorismo e a dinamizar a economia de Braga

Integrado na Semana da Economia, o Fórum Económico, que se realiza hoje, às 15h00, no Grande Auditório do Altice Forum Braga, será o momento para apresentar os resultados dos cinco anos de actividade da InvestBraga. Na sessão, será ainda entregue o Prémio ‘European Best Destiantion 2019’, iniciativa na qual a Cidade de Braga ficou classificada em segundo lugar.

Junto segue, em anexo, o documento que será apresentado pelo presidente da InvestBraga, Ricardo Rio, durante a iniciativa.

A um ano do objectivo, a InvestBraga já atingiu as metas para 2020 e ultrapassou os 359 milhões de investimento previstos no Concelho, assim como a criação de 2500 novos postos de trabalho.

FÓRUM ECONÓMICO ASSINALA 5 ANOS DA INVESTBRAGA

Talento, Inovação e Investigação assumem-se como motores do crescimento económico de Braga

A InvestBraga assinalou cinco anos de actividade e, durante o Fórum Económico, que se realizou esta Quarta-feira, 5 de Junho, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e da InvestBraga, destacou o papel determinante desta agência municipal na atracção de investimento, no apoio ao empreendedorismo e na dinamização económica de Braga.

CMB05062019SERGIOFREITAS00000019418.jpg

Neste evento, a InvestBraga apresentou a actualização do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico para o período compreendido entre 2014-2026. Demonstrando as vantagens competitivas de Braga, Ricardo Rio apontou o talento e a criatividade, a inovação e a investigação, assim como o empreendedorismo e as infra-estruturas, como “elementos essenciais ao desenvolvimento sustentado, assumindo-se nos últimos anos, como motores do crescimento económico de Braga”.

Ao nível das exportações, e segundo dados do INE referentes a 2018, Braga manteve o crescimento, subindo um lugar no ranking das exportações, passando agora a ser o sexto Concelho mais exportador com um volume de exportações a atingir os 1.600 milhões de euros. Este valor representa um crescimento de 105% face ao ano 2013.

Nos mesmos dados do INE, e considerando os valores reais das exportações apenas a partir de Braga, o Concelho ocupa o terceiro lugar, apenas superada por Lisboa e Palmela. “Há uma empresa localizada no Concelho de Braga que exporta mais de 500 milhões de euros, e que tem sede em Lisboa. Portanto, em termos do impacto real na economia, Braga exporta mais de dois mil milhões de euros e consolida a sua posição como o terceiro maior município exportador do país”, explicou Ricardo Rio, atribuindo o mérito destes “resultados extraordinários” ao dinamismo dos empresários e empresas instaladas no Concelho.

Ricardo Rio lembrou que a InvestBraga já atingiu as metas que estavam estabelecidas para 2020, tendo já ultrapassado os 359 milhões de investimento previstos no Concelho, assim como a criação de 2500 novos postos de trabalho. Indicadores como o reconhecimento internacional de Braga, com a distinção de segundo melhor destino europeu atribuído pelo ‘European Best Destiantion 2019’, e a terceira posição nacional nas dimensões Negócios e Viver, no City Brand Ranking, pela Bloom Consulting, mostram que Braga é um Concelho “com uma dinâmica extraordinária”.

Ricardo Rio destacou a importância do renovado Altice Forum Braga, que “com as suas valências permitiu a realização de diversos eventos diferenciadores no contexto nacional e internacional”. Também o Espaço do Investidor mereceu destaque do Autarca, com Ricardo Rio a avançar que, desde 2015, este serviço prestou apoio a 490 novos investimentos no Concelho, 116 de origem internacional e 374 de origem local e nacional.

No que diz respeito ao empreendedorismo, a InvestBraga, através da Startup Braga, apoiou, desde 2014, 135 startups na sua comunidade, que geraram mais de 600 postos de trabalho. No total, foram apoiados mais de 390 empreendedores. As Startups que fazem parte da comunidade da InvestBraga captaram um total de 40.2 milhões de euros de financiamento em capital de risco e business angels.

CMB05062019SERGIOFREITAS00000019420.jpg

Requalificação do Altice Forum Braga foi aposta ganha

O Altice Forum Braga tem sido o equipamento que mais tem contribuído para a dinâmica que actualmente se vive no Concelho. Após a requalificação do espaço, agora adequado às novas exigências e com novas valências que permite a capacidade para atrair eventos de excelência, o Altice Forum Braga já acolheu mais de 200 eventos apenas entre Maio de 2018 e o mesmo mês deste ano.

A segunda maior sala de espectáculos do País já recebeu mais de 400 mil visitantes e atingiu um crescimento notável no volume de negócios. Em 2018 o Altice Forum Braga registou um valor superior a 1,5 milhões de euros e a perspectiva é que em 2019 esse número ultrapasse os 2.5 milhões.

“Estes dados provam que estávamos certos ao assumirmos a requalificação do antigo Parque de Exposições como uma prioridade na actuação do Executivo Municipal. Agora, temos capacidade para atrair eventos que no passado não eram possíveis de serem realizados em Braga”, salientou Ricardo Rio, durante o balanço dos cinco anos de actividade da Agência para a Dinamização Económica do Concelho.

As perspectivas de crescimento continuam “a ser as mais animadoras”, com Ricardo Rio a adiantar que até ao final de 2019, a InvestBraga espera duplicar estes números. Desde feiras e exposições, congressos, concertos, a eventos desportivos, o Altice Forum Braga assume-se cada vez mais como um espaço de referência na Península Ibérica.

CMB05062019SERGIOFREITAS00000019422.jpg

Prémio ‘Best European Destination’ é prova da afirmação internacional de Braga

Durante este evento, a Cidade de Braga recebeu o prémio de segundo Melhor Destino Europeu para visitar em 2019, cuja votação teve lugar no passado mês de Fevereiro. O prémio foi entregue por Maximilien Lejeune, CEO do European Best Destinations.

Segundo Ricardo Rio, este prémio constitui a “prova inquestionável da afirmação internacional da marca Braga” e um resultado que “enche todos os Bracarenses e que terá reflexos positivos no Turismo e na economia local durante os próximos anos”.

A distinção de segundo ‘Best European Destination’ faz com que Braga esteja presente nas mais reputadas publicações na área do Turismo de todo o mundo, fazendo da Cidade um destino cada vez mais obrigatório para milhões de viajantes.

Recorde-se que Braga era o único destino nacional nomeado para receber esta distinção em 2019, um dado que acaba por confirmar o crescimento da marca Braga e a qualificação da oferta turística disponibilizada pela Cidade.

CMB05062019SERGIOFREITAS00000019410.jpg

CMB05062019SERGIOFREITAS00000019415.jpg

CMB05062019SERGIOFREITAS00000019416.jpg

BRAGA ACOLHE FÓRUM ECONÓMICO

Fórum Económico. Amanhã, Quarta-feira, dia 5 de Junho, às 15h00, no Altice Forum Braga

Braga acolhe o Fórum Económico, que terá lugar amanhã, Quarta-feira, 5 de Junho, pelas 15h00, no Altice Forum Braga.

semana da economia.jpg

A iniciativa irá contar com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal e da InvestBraga, e do Ministro do Planeamento, Nelson Souza.

Integrado na Semana da Economia, o Fórum Económico será o momento para apresentar os resultados dos cinco anos de actividade da InvestBraga. Na sessão, será ainda entregue o Prémio ‘European Best Destiantion 2019’, iniciativa na qual a Cidade de Braga ficou classificada em segundo lugar.

BRAGA DEBATE ECONOMIA E TALENTO

Economia e Talento em debate na Semana da Economia. Evento assinala cinco anos de actividade da InvestBraga

A InvestBraga organiza de 3 a 7 de Junho, no Altice Forum Braga, a quarta edição da Semana da Economia, uma iniciativa que conta com o envolvimento do tecido empresarial e industrial de Braga, da comunidade de startups, das instituições formativas e dos vários parceiros estratégicos.

CMB29052019SERGIOFREITAS00000019184.jpg

Na apresentação do evento, que decorreu esta Quarta-feira, 29 de Maio, Ricardo Rio, Presidente da InvestBraga e da Câmara Municipal de Braga, afirmou que “a Semana da Economia é uma iniciativa que mostra ao país e ao mundo a aposta que Braga faz no empreendedorismo, no conhecimento e na inovação, sectores onde se destaca, constituindo também uma homenagem às empresas e a todo o ecossistema empresarial e industrial da região, que ano após ano consolidam Braga como uma referência económica nacional”.

Por seu turno, o Administrador Executivo da InvestBraga, Carlos Silva, destacou que esta iniciativa é “uma oportunidade para a InvestBraga juntar o ecossistema empresarial de Braga e reforçar as bases para continuar a sua missão de atrair empresas e talento para Braga, de forma a fortalecer o tecido empresarial da região e a promover o seu crescimento económico”.

O programa inclui vários eventos durante toda a semana, destacando-se o Fórum Económico que contará com a presença do Ministro do Planeamento, Nelson Souza. Outro ponto alto da semana é a realização de uma Mostra Empresarial, nos dias 6 e 7 de Junho, no pavilhão do Altice Forum Braga, que contará com a participação de mais de 70 empresas, parceiros, universidades, escolas secundárias e profissionais e outras entidades locais que vão dar a conhecer aquilo que de melhor se faz de Braga para o mundo.

O ponto alto da Semana da Economia é o Fórum Económico, que vai realizar-se no dia 5, no Grande Auditório do Altice Forum Braga, a partir das 15h00. Carlos Silva fará a abertura e Ricardo Rio um balanço de toda a actividade da InvestBraga. A sessão será encerrada pelo Ministro do Planeamento, Nelson Souza.

O programa da Semana da Economia pode ser consultado em https://semanaeconomiabraga.wordpress.com/.

CMB29052019SERGIOFREITAS00000019185.jpg

CMB29052019SERGIOFREITAS00000019187.jpg

BRAVA VAI TER SEMANA DA ECONOMIA

A InvestBraga – Agência para a Dinamização Económica do Concelho organiza, de 3 a 7 de Junho, a 4ª edição da Semana da Economia. O evento deste ano, que se dedica aos mais diversos assuntos da realidade económica, é subordinado ao tema “Economia e o Talento” e pretende dar a conhecer o potencial económico de Braga. A Semana da Economia conta com o envolvimento do tecido empresarial e industrial de Braga, da comunidade de startups e dos vários parceiros estratégicos.

Todas as informações em: https://semanaeconomiabraga.wordpress.com

ALUNOS DE AMARES CONQUISTAM 1º PRÉMIO DAS OLIMPÍADAS DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Agrupamento de Escolas de Amares vence 1.º prémio das Olimpíadas de Educação Financeira na categoria de 1.º ciclo

O Município de Amares congratula-se pelo 1.º prémio obtido pela turma do 4.º I do Centro Escolar D. Gualdim Pais, acompanhada pela Senhora Prof.ª Graça Sousa, no âmbito Programa “No Poupar Está o Ganho!”, desenvolvido pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda.

Olimpiadas.jpg

Nesta 3.ª edição das Olimpíadas de Educação Financeira, o Agrupamento de Escolas de Amares participou com seis turmas do 1.º ciclo, uma por cada centro escolar. Este é um projeto financiado pela CIM – Cávado e pelo Município de Amares, com a parceria do AEA, que tem por objetivo de informar e capacitar as crianças e jovens para o uso do dinheiro, nomeadamente para a necessidade de controlarem os seus recursos e de respeitarem um determinado orçamento. Entende-se que só assim será possível mudar comportamentos e criar uma nova geração, mais preparada para, no futuro enfrentar riscos financeiros cada vez mais complexos.

O Presidente da Câmara Municipal de Amares agradeceu “o trabalho e empenho que professores, pais e alunos colocaram neste projeto e principalmente por terem acreditado e nunca do mesmo terem desistido. Um agradecimento especial à Senhora Prof.ª Graça Sousa pela entrega profissional e pessoal a este projeto de promoção da literacia financeira. O ensino amarense passou a ser uma referência nacional e essa marca está indelevelmente relacionada com a competência e conhecimento elevados do corpo de professores do Agrupamento de Escolas de Amares. Às restantes turmas e professores envolvidos deixo uma palavra de grande apreço pela dedicação e tempo despendido na formação dos nossos alunos no domínio da capacitação para o uso adequado do dinheiro. Todos são vencedores.”

FAMALICÃO: NA SASIA A ECONOMIA CIRCULAR COMEÇOU EM 1952

Na Sasia a economia circular é uma prática industrial com quase sete décadas. A empresa dedica-se desde a sua fundação, em 1952, à reciclagem de desperdícios da indústria têxtil, que transforma em ramas nas cinco linhas de reciclagem automatizadas da sua fábrica em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão.

image59963.jpeg

Mensalmente, a Sasia transforma 900 toneladas de resíduos têxteis em matérias-primas para aplicação em diferentes setores e subsetores industriais: têxtil, hidrofilia, fiação, colchoaria, horticultura, automóvel e geotêxtil, entre outros.

“Importamos de vários países de diferentes continentes, América Latina e Ásia incluídas, resíduos pré-consumo de algodão ou fibras artificiais que desfibramos e reciclamos em ramas destinadas a segmentos de mercado muito diferentes. Tanto podem ser usadas na construção de pisos de autoestradas, no fabrico de algodão hidrófilo e colchões, ou como matéria-prima pelas fiações”, explicou Miguel Ribeiro da Silva, o administrador, durante uma visita à empresa por parte do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, na passada sexta-feira, 15 de fevereiro, a pretexto do Roteiro pela Inovação.

image59969.jpeg

Cerca de metade do volume da nova matéria-prima é absorvida pela indústria nacional; os restantes 50% têm como destino a Europa.

A Sasia acabou de realizar um investimento de dois milhões de euros numa nova e moderna linha de reciclagem, que aumentou em 20% a sua capacidade produtiva e melhorou a eficiência energética da empresa. “Esta nova linha de reciclagem entrou em funcionamento em dezembro de 2018 e com ela conseguimos fazer o que não conseguíamos até então”, apontou Miguel Ribeiro da Silva, destacando assim o seu caráter diferenciador.

Paulo Cunha enalteceu o pioneirismo da Sasia com as questões da sustentabilidade e sublinhou o facto de a empresa contribuir para a afirmação de Famalicão como Cidade Têxtil. “Quando em Famalicão se fala do têxtil não se fala só da qualidade do produto acabado. No têxtil há uma enorme dependência de matérias-primas e muitas delas estão fora de Portugal. Com a Sasia, conseguimos também mostrar ao país e ao exterior como é possível ser o mais autónomos possível”, explicou.

Ao mesmo tempo, para o edil, “apostar na Sasia significa um contributo muito relevante para que Famalicão continue a crescer enquanto Cidade Têxtil que é, atingindo novos patamares e novos produtos, muito ligados aos reciclados”.

A unidade fabril, que ocupa 15 mil metros quadrados, acolhe 30 trabalhadores em três turnos.

A empresa foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018, atribuído pela COTEC. “Temos sido muito solicitados a colaborar com o nosso know-how em projetos sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a escassez de recursos e as empresas procuram corresponder a essa preocupação”, disse.

A Sasia fechou o exercício de 2018 com um volume de negócios de cinco milhões de euros, dos quais cerca de 50% feito na exportação, prevendo crescer entre 15 a 20% em 2019.

image59972.jpeg

VIZELA: SECRETÁRIO DE ESTADO DA ECONOMIA VISITOU RILER

O Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, deslocou-se a Vizela no passado dia 13 de fevereiro, para uma visita à empresa Riler – Indústria Têxtil, S.A., no âmbito de uma visita a empresas do sector têxtil e de vestuário do Vale do Ave, nomeadamente dos concelhos de Fafe, Guimarães e Vizela.

Visita Riler 2.JPG

A empresa Riler nasceu em 1974 como uma empresa do sector têxtil, mais especificamente na área de estamparia. Na década de 80, inicia-se a participação da família Vale com a entrada na sociedade de Amaro Vale. E também pela sua mão, através da própria construção e aquisição de máquinas de tinturaria em felpos e colchas que se abandona a estamparia e nos direcionámos para o nosso posicionamento atual: a prestação de serviços de tinturaria.

Ao longo destas quatro décadas especializou-se na prestação de serviços Desencolagem, Branqueação, Tingimento, Ramulagem e Laminagem para felpos e colchas. Na lista dos clientes encontram-se alguns dos fornecedores das melhores marcas internacionais de têxteis lar. A empresa conta com 86 colaboradores e baseia a nossa atividade em três valores fundamentais RIGOR, QUALIDADE e INOVAÇÃO.

O Presidente da Câmara Municipal aproveitou a visita do Secretário de Estado da Economia para relembrar a importância da construção da obra de acesso à autoestrada para o desenvolvimento de Vizela, em especial, para a dinâmica industrial e turística do Concelho.

João Correia Neves mostrou abertura para interceder junto do Ministério do Planeamento e Infraestruturas, lembrando que o Plano de Investimentos de Infraestruturas para os próximos anos está em discussão e apreciação na Assembleia da República.

De realçar que esta visita vem no seguimento da estratégia que tem vindo a ser adotada pelo Executivo Municipal para o desenvolvimento económico e empresarial do Concelho.

SECRETÁRIO DE ESTADO DA ECONOMIA VISITA FAFE

Governante ouve as preocupações das empresas têxteis da região do Vale do Ave

O Secretário de Estado da Economia, João Neves, esteve, esta manhã, em Fafe para visitar a empresa Gravotêxtil, no âmbito de uma ação de contacto com o setor têxtil e vestuário da região do Vale do Ave.

500_2320A.jpg

O Governante explicou no momento que “Estas visitas servem para ver os aspetos positivos das empresas, bem como conhecer as dificuldades. Na nossa história da indústria têxtil já muitos vaticinaram que ela iria desaparecer e, hoje, percebemos que as empresas conseguiram encontrar soluções, mudar o que era preciso mudar, ser competitivos. E aquilo que desejamos é também isso: encontrar novas soluções agora que os mercados estão a mudar. Conversar sobre os problemas é também conversar sobre as soluções que podemos ter, o que é fundamental.”

Sobre o que viu em Fafe, João Neves, revelou que a Gravotêxtil “é uma empresa bem organizada, com capacidade de construir as soluções que o mercado exige. Presta um bom serviço, de qualidade, faz bons investimentos e acompanha aquilo que são as tendências da evolução industrial tornando-se, por isso, competitiva.

Num mundo globalizado como o que vivemos, não é simples manter a qualidade de serviço e responder às necessidades do mercado, valorizando aquilo que é feito. Esta empresa é um bom exemplo do que é necessário fazer. As empresas que têm mais dificuldades devem fazer um percurso assim, que as permita ser mais sólidas, ter capitais próprios mais fortes, encontrar os clientes mais ajustados e encontra soluções.”

500_2344A.jpg

O Governante falou ainda a propósito do decréscimo com o Grupo Inditex.

A Inditex tem feito um percurso da diminuição das compras em Portugal que já não é de agora. Desde 2016, que vimos sentindo esse decréscimo.

Apesar destas diminuições, as empresas têm conseguido encontrar soluções, o que é muito importante. Temos que ter consciência que sempre que estamos dependentes de apenas um cliente, os problemas aparecerão algum dia. É fundamental que as empresas encontrarem soluções noutros clientes de dimensão e que isso se faça com alguma tranquilidade.”

Ramiro Ferreira, representante do Grupo Gravotêxtil, empresa sediada no concelho há 30 anos e com cerca de 180 colaboradores, revelou que “Estas visitas são muito boas, porque, apesar de os municípios terem departamentos que estão em contacto com as empresas do concelho, é importante que a tutela venha ao terreno perceber o que se passa.

E esta visita foi interessante porque tentamos fazer ver ao Secretário de Estado a preocupação que sentimos relativamente à produção para o Grupo Inditex. Estamos a ficar pouco competitivos e, por isso, apelamos ao Governo que nos ajude neste sentido, tentando diminuir alguns custos de produção, como a energia ou a água.”

Esta zona vive essencialmente do têxtil e é importante rever esta situação. A maior parte dos nossos funcionários são de Fafe e, por isso, é outra preocupação e questão que temos que assegurar.”, alertou.

Parcidio Summavielle, Vice Presidente da Câmara Municipal de Fafe, começou por “agradecer ao Secretário de Estado esta visita e à Gravotêxtil por tão amavelmente nos ter recebido. Tudo o que podemos fazer para ajudar os nossos empresários é pouco. Nós precisamos que o tecido  produtivo seja forte. Como sabem, estamos a fazer grandes investimentos nesta área, com o Nó de Arões e Zona Industrial de Regadas.

Claro que há alguns constrangimentos que não podemos ser nós a resolver, mas há coisas que podemos ajudar. Foi bom termos ouvido algumas destas questões para perceber o que também a Câmara pode fazer para ajudar estes empresários, pois sabemos que apoiando as empresas, estamos também a ajudar Fafe e a população de Fafe.

É fundamental que o Governo faça este caminho que hoje se fez aqui, de contacto com as empresas, no terreno.”

810_8027A.jpg

810_8038A.jpg

810_8054A.jpg

810_8076A.jpg

810_8103A.jpg

810_8116A.jpg

810_8118A.jpg

810_8153A.jpg

PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS SETORES PRODUTIVOS TRADICIONAIS REALIZA WORKSHOPS SOBRE A PENEDA-GERÊS

Workshops sobre Empresas Familiares nas freguesias do Parque Nacional Peneda-Gerês

O Projeto de Revitalização dos Setores Produtivos Tradicionais do Parque Nacional Peneda-Gerês - RevitAGRI-PNPG, no mês de Outubro, realizará três Workshops subordinados ao tema Empresas Familiares nas freguesias de Soajo, Lindoso e Castro Laboreiro.

O objetivo do Projeto RevitAGRI é a revitalização e a promoção da atividade agroalimentar do Parque Nacional Peneda-Gerês, focando-se ainda num contexto de empresas familiares.

Os workshops contarão com palestras da responsabilidade de António Nogueira Costa, especialista em Empresas Familiares e terão lugar nos próximos dias nas seguintes freguesias:

12 de Outubro pelas 15:00 horas na Junta de Freguesia do Soajo em Arcos de Valdevez, com o tema “A gestão da família empresária”.

13 de Outubro pelas 14:30 no Castelo de Lindoso em Ponte da Barca, com o tema “A sucessão na propriedade da empresa”.

27 de Outubro pelas 11:00 horas no Centro Cívico do Castro Laboreiro em Melgaço, com o tema “A família e a gestão de familiares na empresa”. Adicionalmente a sessão trará ainda o caso de sucesso “Prados De Melgaço” representado por Verónica Solheiro.

Capturar1

Capturar2

Capturar3

Capturar4

FAMALICÃO DEBATE ECONOMIA CIRCULAR PARA ABRIR NOVOS HORIZONTES PARA A INDÚSTRIA

Conferência Famalicão Circular, dia 16 de outubro, com a Secretária de Estado da Indústria e especialistas nacionais e internacionais

A economia circular está na ordem do dia como o grande e necessário desafio para um futuro mais sustentável do planeta e Vila Nova de Famalicão, enquanto uma das referência industriais de Portugal, quer falar sobre o assunto para ajudar a traçar as novas fronteiras para a indústria.  É isso que vai acontecer na Conferência Famalicão Circular que se realiza no próximo dia 16 de outubro, na Fundação Cupertino de Miranda, organizada pela Câmara Municipal no âmbito do projeto Famalicão Made IN e no enquadramento da realização do Festival Famalicão Visão 25.

O exemplo da Tenowa da Riopele é destaque na conferência sobre economia ... (1)

De participação gratuita, sujeita a inscrição obrigatória a partir do sítio do município na internet (www.vilanovadefamalicao.org), a iniciativa conta com um painel de conferencistas nacionais e internacionais que têm vindo a trabalhar e a desenvolver novas sinergias industriais e a redesenhar ciclos de produção alternativos que perspetivam uma mudança de paradigma para a indústria com benefícios para a economia, o ambiente e a sociedade.  

A conferência está particularmente centrada em três dos temas basilares para as indústrias famalicenses: o têxtil; a água; e os novos modelos de negócio e novos empregos, e abre com uma comunicação da Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, sobre inovação e financiamento. Confirmada está também a presença da investigadora e designer internacional  Anne Prahl, que tem gerado novos e inovadores conceitos para a indústria têxtil e do vestuário, sobretudo no âmbito do design e da sustentabilidade, trabalhando para grandes marcas internacionais como a Nike, Speedo, WGSN, Ellesse, Puma, Marks & Spencer, Animal, Topshop e Esprit.

O exemplo da Riopele que criou a marca TENOWA, resultante da metamorfose de resíduos têxteis e as simbioses industriais, e a experiência de António Lorena, Managing Partner da 3drivers  que tem desenvolvido projetos de avaliação técnica, ambiental e socio-económica e de natureza estratégica de sistemas de gestão de resíduos, fazem ainda parte do painel da manhã do evento. À tarde, depois das sessões de trabalho, ainda haverá espaço para a apresentação de exemplos práticos desenvolvidos em Vila Nova de Famalicão à volta da economia circular e para a apresentação das conclusões.

O exemplo da Tenowa da Riopele é destaque na conferência sobre economia ...

FAMALICÃO: BRUFE E UNIÃO DAS FREGUESIAS DE SEIDE VÃO DESENVOLVER PROJETOS COMUNITÁRIOS DE ECONOMIA CIRCULAR

Freguesias de Famalicão com candidaturas aprovadas ao Fundo Ambiental, JUNTAr

As comunidades das freguesias de Brufe e da União de Freguesias de Seide acabam de ver aprovados pelo Governo de Portugal, no âmbito do programa "JUNTAr - Economia Circular em Freguesias", os seus projetos  de “Reciclagem e reutilização de produtos de apoio – Sem Fim” e de “Aldeia Circular”, respetivamente, que vale uma comparticipação estatal fixa de 25 mil euros a cada candidatura para desenvolvimento das mesmas, o que corresponde a um cofinanciamento de 85 por cento pelo Fundo Ambiental.

Freguesia de Brufe

As propostas foram geradas no seio da comunidade e encabeçadas pelas Juntas de Freguesia com apoio técnico do Município de Vila Nova de Famalicão no contexto da Estratégia Concelhia de Desenvolvimento Territorial Integrado que o município está a prosseguir e que distribui responsabilidades concretas pelo território através das Comissões Sociais Interfreguesias.  

Os dois projetos têm em vista o desenvolvimento de soluções locais amigas do ambiente que valorizam a poupança de recursos materiais, através do uso partilhado e colaborativo, da reparação e da reciclagem com valor acrescentado.

No caso de Brufe, o projeto “Sem Fim – reciclagem e reutilização de produtos de apoio” pretende ser uma resposta que promova uma solução local de economia circular para a reparação e reutilização comunitária de produtos como camas articuladas, cadeiras de rodas e equipamentos eletrónicos. Para isso, será criada uma oficina para reparação e armazenamento dos produtos, paralelamente será desenvolvida uma plataforma eletrónica de gestão dos materiais e serão desenvolvidas campanhas de sensibilização da população para a doação e recolha dos materiais.

Para a sua execução, ao projeto conta com um conjunto diversificado de parceiros locais que trabalham em rede e que integram a Comissão Social Interfreguesias da área urbana de Famalicão.

Por sua vez, a União das Freguesias de Seide apresentou o projeto “Aldeia Circular”, que tem por objetivos a concretização de um Espaço de Compostagem comunitário, a instalar num terreno público sem utilização, e a criação de um Mercado de Troca por Troca, que visa promover a troca de composto por livros usados, fomentando o envolvimento da comunidade local na dinamização de um modelo de economia colaborativa e de partilha. No Espaço de Compostagem será produzido composto a partir de resíduos orgânicos recolhidos em estabelecimentos locais da pequena distribuição alimentar e restauração. Do composto produzido, uma parte será utilizada numa horta biológica, a outra parte será integrada no Mercado de Troca por Troca, através do qual os cidadão poderão trocar produtos de interesse comunitário, como por exemplo livros usados, pelo  composto que necessitam.

De acordo com a candidatura, o projeto tem como objetivo estratégico a implementação de um modelo local de economia circular contribuindo para a diminuição da ocorrência e valorização de resíduos orgânicos da restauração e comércio alimentar, para aumentar o tempo de vida útil de bens, para fomentar a leitura e o desenvolvimento social. Também neste caso, para a concretização do projeto foi constituída uma rede de parceiros diversificada, inserida na Comissão Social Interfreguesias (CSIF) de Avidos, Lagoa, Landim e Seide.

A notícia da aprovação das candidaturas deixou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, “muito satisfeito”, ainda mais porque “os projetos nasceram no seio de duas Comissões Sociais Interfreguesias do concelho, o que demonstra bem o potencial destas estruturas que queremos cada vez mais ativas e comprometidas com os seus territórios numa teia de cumplicidades que tende a dar maior eficácia à gestão da coisa pública.”

Recorde-se que no atual mandato, Paulo Cunha criou um pelouro para o Desenvolvimento Territorial Integrado, com o objetivo precisamente de “aproveitar o trabalho desenvolvido pelas Comissões Sociais InterFreguesias, atribuindo-lhes um novo protagonismo e novas competências de forma a conseguir um desenvolvimento harmonioso de todo o concelho, respeitando a diversidade”.

Freguesia de Seide

QUEM FOI O COMENDADOR ARTHUR CUPERTINO DE MIRANDA, UM ILUSTRE MINHOTO QUE TAMBÉM ERA BENEMÉRITO DA CASA DO MINHO EM LISBOA?

Para responder a esta questão, socorremo-nos do texto publicado no site oficial da Junta de Freguesia de Louro, terra natal do Comendador Arthur Cupertino de Miranda, ilustre personalidade que tivémos oportunidade de conhecer em 1986, no almoço de aniversário da Casa do Minho em Lisboa, carinhosamente amparado pela sua enfermeira. Lamentavelmente viria a falecer dois anos depois.

arthurcupertinomuitogrande_1280x720_acf_cropped

“Para iniciar esta rubrica não podíamos deixar de nos lembrar logo do seu filho mais querido e distinto Comendador ARTHUR CUPERTINO DE MIRANDA.

Relendo o Livro ARTHUR CUPERTINO DE MIRANDA Homenagem Nacional – 1988, editado pelo "VILA NOVA", sentimo-nos tentados a citar algumas frases do testemunho nele inserido e da autoria do Dr. Agostinho Fernandes, Ex - Presidente da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão:

"Arthur Cupertino de Miranda, ilustre famalicense e cidadão de Portugal e do Mundo, é (foi) uma personalidade histórica, que no seu tempo e espaço existencial, soube indicar e desbravar o caminho a seguir, soube criar obras com lugar na história, e levá-las irresistivelmente até ao fim.

Arthur Cupertino de Miranda é (foi) uma personalidade que ficaria na história só por ter fundado e lançado aquele que se tornou, sob a sua orientação e com o seu trabalho persistente e inteligência inovadora, no maior Banco Comercial Português (BPA). Ficaria na história por criar outras empresas, nomeadamente na área do turismo, contribuindo desse modo para o desenvolvimento e progresso do País. Mas o que faz de Arthur Cupertino de Miranda uma personalidade é algo de mais belo, nobre e profundo, porque foi mais longe, viu mais largo e, para além de criar riqueza, ele quis e soube intervir nos campos da cultura, da poesia, das artes e letras e da solidariedade social. V. N. de Famalicão deve-lhe o exemplo ímpar de homem criador e inovador espelhado na obra do Louro e na Fundação que tem o seu nome e que ele determinou que seja "Templo de Arte, de Cultura e de Bondade" e ainda "Louvor ao trabalho, Honra ao saber, Hino ao Amor, Testemunho (do seu devotamento) ao Povo Famalicense".

Homenagear (e recordar com muita saudade) Arthur Cupertino de Miranda é um dever e uma honra dos seus contemporâneos e concidadãos, é, de modo simples, mas solene, dizer em voz alta:

- Bem haja, Senhor Comendador, pelo exemplo de trabalho, de persistência, de inteligência aberta às novas ideias e tecnologias, de amor à sua terra natal... e ao seu País!

cupert_esposa

  • Bem haja, Senhor Comendador, pela Fundação Cupertino de Miranda e pelo que ela representa em termos de espaço e património cultural..."

E agora, neste último ano do Século, e ao elaborar esta página sobre o Louro e as suas gentes para, em nome de Junta de Freguesia, pôr a circular, via Internet, em todo Mundo, desejamos acrescentar mais um

- Bem haja, Senhor Comendador e sua esposa D. Elzira, lá onde o Esplendor da Luz Perpétua os ilumina, pelo bem que fizeram enquanto peregrinos desta terra, e dum modo especial nesta freguesia do Louro. A Igreja paroquial e o Centro Pastoral, para além de outras grandes obras que ofereceram a esta terra, documentam a sua grande generosidade e espirito de fé e perpetuam a sua memória para sempre.

cupert_grande

APONTAMENTOS BIOGRÁFICOS

ARTHUR CUPERTINO DE MIRANDA nasceu a 15 de Setembro de 1892, na freguesia de Santa Lucrécia do Louro, concelho de Vila Nova de Famalicão.

Era o mais novo de quatro irmãos: José (n. 5 Fevereiro de 1875), Augusto (n. 18 Abril de 1876) e António (n. 21 Janeiro de 1886).

Arthur Cupertino de Miranda viu a luz do dia na casa paterna da Quinta de Felgueiras, à margem da estrada nacional Famalicão-Barcelos adquirida por seu pai, na altura do casamento.

Seus pais, que tinham casado cerca de 1867, eram ambos naturais do Concelho de Vila Nova de Famalicão. O pai, Francisco Cupertino de Miranda (n. 24 Setembro 1825) na casa da Torre, freguesia de S. Salvador de Joane. A mãe, Joaquina Nunes de Oliveira (n. 18 Maio de 1850), da casa do Galante do Penedo, na referida freguesia de Santa Lucrécia do Louro.

Como muitos outros portugueses e, nomeadamente, como muitos outros famalicenses, Francisco Cupertino de Miranda emigrou para o Brasil. É certo que não parece ter sido muito bafejado pela fortuna, mas também não regressou com as marcas dolorosas que os sertões brasileiros imprimiam em muitos dos emigrados.

De António Luís Machado de Guimarães a Joaquim José de Sousa Fernandes, muitas foram as gerações de famalicenses a experimentarem a aventura da emigração. Aliás, com resultados bem diversos. Por cada português emigrado no Brasil que regressava com maior ou menor fortuna e que conhecemos o nome, eram centenas os que no Brasil ficavam, incógnitos e derrotados.

Depois das primeiras letras na escola de Linhares, na sua freguesia natal, Arthur Cupertino de Miranda rumou para o Porto. Aí frequentou o Liceu Rodrigues de Freitas, transitando depois para o velho Instituto Industrial e Comercial, que ocupava então uma ala da Academia Politécnica.

Dedicado à poesia, nesta época da sua vida, viria a fundar, com os amigos Nuno Simões e Veiga Pires, o quinzenário de letras "A Lyra" que se publicou durante o ano lectivo de 1910 e onde colaboraram alguns futuros nomes conhecidos da intelectualidade portuguesa.

Jovem Socialista, viria a participar no Congresso do Partido Socialista Português, que se realizou na cidade de Guimarães, em 1913.

A esse congresso partidário, apresentaria uma comunicação sobre "O Problema da Lavoura Nacional" que, depois de discutido, seria aprovado por aclamação.

O discurso inaugural que proferiu nesse congresso socialista de Guimarães, dada a ausência do respectivo chefe partidário, viria a levar o congresso a elegê-lo para o Conselho Directivo do Partido, cargo que não aceitou.

Entretanto, Arthur Cupertino de Miranda entrava para os quadros da Casa Bancária Fernandes Guimarães, no Porto, de onde transitaria, algum tempo depois, para o Banco Popular Português. Era o início de uma vida de trabalho dedicada à banca.

Pela escritura de 14 de Maio de 1919, fundava-se a Casa Bancária Cupertino de Miranda & Irmão, Lda., com sede na Rua de Sá da Bandeira, nº 9, na cidade do Porto.

Constituíram esta sociedade, com um capital de 100 contos, Arthur Cupertino de Miranda (com uma quota de trinta contos), seu irmão Augusto Cupertino de Miranda e o Banco Popular Português.

Destacando-se logo de início, concentrando em si os poderes de gerência, por deliberação dos sócios de 15 de Fevereiro de 1921, Arthur Cupertino de Miranda viria logo a seguir a concentrar igualmente todo o capital, adquirindo primeiro, em 4 de Fevereiro de 1921, a quota do Banco Popular Português e depois, em 28 de Agosto de 1922, a de seu irmão Augusto Cupertino de Miranda.

Ainda nesse ano de 1922, por escritura de 14 de Outubro, é o capital social da Casa Cupertino de Miranda e Irmão, Lda., elevado para 2.000 contos.

Já no final dos anos 20, concretamente em 10 de Outubro de 1928, esta Casa Cupertino de Miranda & Irmão, Lda., transformava-se no Banco Comercio e Ultramar, com 17.000 contos de capital.

No início dos anos trinta, o Banco Comercio e Ultramar trespassa o seu estabelecimento no nº 9 da Rua de Sá da Bandeira, para a sociedade Cupertino de Miranda & Cª, constituída por Arthur Cupertino de Miranda e João Ildefonso Bordello, com o capital de 5.500 contos. Aqui se manteve a sede desta sociedade desde 30 de Abril de 1931 até 6 de Novembro de 1933, data em que se mudou para o nº 56 dessa mesma rua portuense.

Entretanto, com a crise internacional dos anos trinta, sucediam-se as falências de casas bancárias. Como muitas outras congéneres, as casas famalicenses Brandão & Cª. abrem falência. Na sequência dos pedidos dos órgãos económicos famalicenses, Arthur Cupertino de Miranda acede abrir em Vila Nova de Famalicão a sua primeira agência, que viria a ser inaugurada em 14 de Maio de 1932.

Em 1931 o Brasil, fortemente atingido pela crise internacional, suspende o pagamento, por três anos, de juros e amortizações dos títulos da sua dívida externa.

O pânico originado em Portugal por esta medida do Governo Brasileiro leva à constituição de uma "Comissão de Defesa dos Portadores de Títulos de Crédito". Nesta conjuntura difícil, Arthur Cupertino de Miranda vê o seu nome indicado pelo presidente do centro Comercial do Porto, António Domingues de Freitas, para representar os interesses portugueses junto do Governo Brasileiro.

Em 1934 desloca-se ao Brasil tentando, pelo menos, atenuar a dureza das posições governamentais brasileiras. Depois de várias conversações com o ministro brasileiro da Fazenda, Osvaldo Aranha, consegue que os portugueses portadores de títulos vejam a sua situação razoavelmente melhorada.

Publica então "O Brasil – as suas Dívidas Internas e os Interesses Portugueses".

Dado o êxito da sua missão em terras brasileiras, o Governo Português condecorou-o com o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo.

Igualmente a "Association Nationale des Porteurs de Valeurs Mobilières de Paris" e o "Council of Foreign Bound Holders", de Londres, fazem chegar a Arthur Cupertino de Miranda a expressão do seu reconhecimento pelos resultados obtidos nas negociações com o Governo Brasileiro.

Em 10 de Novembro de 1937, novamente o Governo Brasileiro se vê forçado a suspender o serviço da dívida externa. Na sequência dos acontecimentos Arthur Cupertino de Miranda desloca-se novamente ao Brasil em 1939, tentando defender, mais uma vez, os interesses portugueses.

Como corolário da actividade desenvolvida em torno dos problemas da dívida externa brasileira publica, em 1938, "O Plano Quadrienal das dívidas Externas do Brasil – União, Estados e Municípios".

Mesmo durante a grave crise mundial desta década de trinta, Arthur Cupertino de Miranda conseguiu, com o seu trabalho e o seu talento, fazer prosperar a Casa Bancária Cupertino de Miranda & C.ª. E assim, em 31 de Dezembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, esta sociedade é transformada em sociedade anónima com um capital de 15.000 contos. Nasce o Banco Português do Atlântico.

Presidente do Conselho de Administração do BPA desde 1943, e a partir de 1972 do seu Conselho Geral, Cupertino de Miranda dedica-se desde esse momento à implantação e alargamento das actividades deste novo banco comercial, com resultados que falam por si.

Em Março de 1950 procede-se à incorporação do Banco Português do Continente e Ilhas, que proporciona a abertura da Sede Central do Banco Português do Atlântico na Rua do Ouro, em Lisboa. Punha-se, assim, termo a um processo que se arrastava desde Maio de 1943 e que visava a presença do banco na capital.

Ainda nos anos cinquenta, nova incorporação se concretiza. Desta vez foi a casa Raposo de Magalhães que traz ao Banco Português do Atlântico uma sede de agências no centro do país.

Uma das linhas de desenvolvimento da sua actividade bancária, dirigiu-a Arthur Cupertino de Miranda para a então África Portuguesa. Dentro desta linha de rumo, o Banco Português do Atlântico participa com 50% do capital na fundação do Banco Comercial de Angola, em Junho de 1955. Banco que veria inaugurada a sua sede, em Luanda, em 28 de Janeiro de 1967.

Como símbolo do desenvolvimento que Arthur Cupertino de Miranda conseguia imprimir ao Banco Português do Atlântico, é inaugurada a nova sede, o Palácio Atlântico, em Janeiro de 1951, na Praça de D. João I, no Porto.

Mas a carreira bancária de Cupertino de Miranda não se limitou à gestão do banco por si fundado. E é assim que é eleito para o Conselho Nacional de Crédito em representação dos bancos comerciais. É igualmente eleito Vice-Presidente da Assembleia Geral da Sociedade Financeira Portuguesa.

Em 1969, comemoraram-se as Bodas de Ouro do Banco Português do Atlântico. Mais precisamente, talvez, comemoraram-se os cinquenta anos da actividade bancária de Arthur Cupertino de Miranda. Nesta ocasião, na sessão solene realizada na Sociedade de Geografia, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Benemerência.

Na mesma ocasião, foi também homenageado pela Câmara Municipal do Porto, e ainda pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, numa Sessão Solene presidida pelo Embaixador Augusto de Castro. A prestigiosa Associação quis ilustrar então o acto com a cunhagem de uma medalha comemorativa da efeméride.

Alargando os seus interesses ao âmbito das actividades económicas, Arthur Cupertino de Miranda esteve presente na fundação da "Covina – Companhia Nacional Vidreira, SARL"; na "Covibra – Companhia Vidreira do Brasil"; na Lusotur – Sociedade Financeira de Turismo, SARL".

Sai da sua iniciativa, igualmente, o primeiro Fundo de Investimento Português: o "Fundo Investimento Atlântico".

Nos anos 60, foi hora do regresso ao conselho e à freguesia natal. Regresso bem marcado por uma série de obras com que Arthur Cupertino de Miranda quis testemunhar o seu afecto às gentes de Famalicão.

De todas elas destaca-se, sem dúvida, a Fundação Cupertino de Miranda. Criada em 1964, com estatutos aprovados em 12 de Novembro desse ano, a Fundação seria solenemente inaugurada em 8 de Dezembro de 1972.

Perguntaram uma vez a Alexandre Herculano qual era a sua divisa. O mestre respondeu: "Querer é poder. Todos desejam, mas só os grandes caracteres querem".

Durante toda a sua vida, Arthur Cupertino de Miranda tem mostrado que é um homem que quer.

QUERIAM QUE ELE FOSSE MINISTRO!...

MAS FICOU... SALAZAR

Após o golpe de 28 de Maio de 1926, os generais prevaleciam nos ministérios do Terreiro do Paço. Cupertino de Miranda tinha já nessa altura, uma grande fama como financeiro: possuía uma casa bancária no Porto e escrevia artigos sobre finanças no «Primeiro de Janeiro».

O general Ciril de Cordes mandou um emissário a convidá-lo para Ministro das Finanças. Cupertino de Miranda recusou o convite, mas indicou um homem «todo vosso» e doutor em Coimbra: Salazar.

Salazar aceitou o cargo, mas passados três dias foi-se embora, pois não aceitaram as suas condições.

Os generais diziam, na altura, que Cupertino de Miranda não era «dos deles». Foi sempre um «contraditor» de Salazar, embora reconheça que o ditador sempre teve uma grande consideração por ele.

10 DIAS NA CASA DE RECLUSÃO

CUPERTINO DE MIRANDA passou 10 dias na Casa de Reclusão! O motivo foi a Revolta da Batalha. Camilo Cortesão ia com frequência à casa que Cupertino de Miranda possuía na Maia, passando lá largo tempo a preparar a revolta. Um dia, a Pide chamou-o, dizendo-lhe que ia preso 10 dias para a Reclusão. Cupertino de Miranda fez-lhes ver os enormes prejuízos que tal facto acarretava. Quem iria dirigir a Casa Bancária?

O Director da Pide logo arranjou solução: Cupertino de Miranda ia para o Banco, durante o dia, acompanhado pelo agente Faro e, à noite, ia dormir à cadeia.

O agente Faro era mesmo um homem com faro! Prometeu fuga ao banqueiro se ele lhe arranjasse emprego no banco!

Cupertino de Miranda contraiu uma grande constipação na Reclusão: a casa era húmida e a água escorria pelas paredes...

Num desses dias de doença, disse ao Faro:

  • Hoje não vou para a Reclusão!

Se bem o disse, melhor o fez: deitou-se na cama, junto da mulher.

Às três horas da manhã, bateram, com estrondo, na porta da casa da Boavista. Era o director da Pide acompanhado por outros agentes.

  • Então, não foi para a reclusão? – perguntou.
  • Não vou, nem irei! – respondeu Cupertino de Miranda.
  • Então fica em liberdade! – respondeu o director.

Assim escapou Cupertino de Miranda a mais uns dias de prisão...

CONDECORAÇÕES

Pela sua obra, pela relevância com que se evidenciou em sectores tão dispares como a economia, as finanças, as artes e as letras, Arthur Cupertino de Miranda foi agraciado com múltiplas condecorações.

Desde 1934 até aos nossos dias, nações inteiras, pequenas vilas e grandes cidades, reis e sociedades científicas não se cansaram de reconhecer a obra duradoira edificada por Arthur Cupertino de Miranda canadian-pharmacy24-7.com .

  • A Comenda da Ordem Militar de Cristo – 1934;
  • Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil, de Espanha – 1964;
  • Medalha de Oiro da Municipalidade de Vila Nova de Famalicão – sua Terra Natal – 1964;
  • Comenda da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, do Brasil – 1965;
  • Medalha Laúrea da Imperatriz Leopoldina, do Instituto Histórico-Geográfico de São Paulo, Brasil – 1967;
  • Grã-Cruz da Ordem de Benemerência, de Portugal – 1969;
  • Medalha de Oiro da Cidade do Porto – 1969;
  • Grande Colar da Sociedade de Geografia.
  • Medalha de Oiro de Mérito Turístico – 1981;
  • Grã-Cruz de Mérito Industrial – 1983;
  • Medalha de Mérito Leonístico – Lions V. N. Famalicão – 1984

Compilado do livro "ARTHUR CUPERTINO DE MIRANDA Homenagem Nacional – 1988"”

Fonte: http://www.freguesiadolouro.com/

funcupmir

BRAGA ULTRAPASSA OBJECTIVOS DE CRESCIMENTO ECONÓMICO ESTABELECIDOS NO DO PLANO ESTRATÉGICO

Inovação, capital humano e conhecimento são motores do crescimento económico de Braga. Concelho superou objectivos inicialmente traçados no Plano Estratégico

Face ao superar dos objectivos inicialmente traçados e à necessidade de reajustar orientações devido a alterações conjunturais e estruturais, a InvestBraga actualizou o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico para o período compreendido entre 2014-2026. Os dados e as actualizações ao documento foram apresentados hoje, dia 23 de Maio, por Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, durante o Fórum Económico, evento realizado no âmbito da 3ª semana de Economia de Braga.

Semana Económica 18 - IB FORUM-23

Como referiu Carlos Oliveira, Braga possui agora uma economia de futuro, assente na inovação, no capital humano e no conhecimento enquanto motores deste crescimento económico que gera riqueza e bem-estar. “Ancorados nos centros de desenvolvimento e investigação, essenciais para o desenvolvimento sustentado, estamos a passar de uma economia do ´made in´ para o ´inventado em Braga´”, realçou, salientando a qualidade das infra-estruturas disponíveis no Concelho para suportar a actividade económica, com realce para as valências do Forum Braga.

Ao nível das exportações, e segundo dados do INE referentes a 2017, Braga registou um aumento muito significativo, subindo para o sétimo lugar a nível nacional com 1.500 milhões de euros de exportações. Este valor representa um crescimento de 101% face ao ano 2013 e de 35% face a 2016.

“Felizmente para Braga, a realidade é ainda melhor do que esta estatística. Há uma empresa localizada no Concelho de Braga que exporta 510 milhões de euros, mas que tem sede em Lisboa, não entrando por esse motivo nesta estatística. Portanto, em termos do impacto real na economia, Braga exporta mais de dois mil milhões de euros e assume-se como o terceiro maior município exportador do país”, referiu Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, atribuindo o mérito destes ´resultados extraordinários´ ao dinamismo dos empresários e empresas instaladas no Concelho.

No que se refere ao emprego, Carlos Oliveira sublinhou que desde 2014 foram criados 2000 postos de trabalho por ano, o que representa um total de 8000 empregos criados. “Este é um número que ultrapassa largamente o nosso objectivo inicial de criar 500 postos de trabalho por ano. Ainda assim, e porque sabemos que é pouco realista pensar que este ritmo de crescimento se manterá até 2026, mantemos este objectivo inalterado”, disse.

Quanto ao PIB, Braga está a crescer 1% acima da média da Península Ibérica, de acordo com o projectado pelo Plano. “Neste período, em termos de média acumulada, Portugal cresceu 2,8%, a Península Ibérica 2,9% e Braga 3,9%”, assinalou.

No que diz respeito ao empreendedorismo, a InvestBraga, através da Startup Braga, acolheu 115 startups na sua comunidade, que geraram mais de 400 postos de trabalho. No total, foram apoiados mais de 270 empreendedores. As Startups que fazem parte da comunidade da InvestBraga captaram um total de 27 milhões de euros de financiamento em capital de risco e business angels, ao qual acresce mais 2 milhões do Horizonte 2020 da União Europeia.

Semana Económica 18 - IB FORUM-21

Visão sustentada baseada num trabalho em parceria com diversos agentes

Na sessão de encerramento do Fórum Económico, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, afirmou que o trabalho de parceria e de auscultação dos diversos agentes, com vista à persecução destes objectivos comuns, tem sido determinante para a afirmação da capacidade económica do Concelho. “Com base numa visão sustentada e com consciência dos passos a dar, percebemos as aspirações e objectivos dos agentes do território e temos conseguido articulá-los num ambiente propício para que os resultados positivos surjam”, referiu.

O Edil adiantou ainda que as perspectivas de crescimento são ´muito optimistas´. “No próximo ano esperamos ter o mesmo ritmo de crescimento do emprego e um volume mais acelerado dos negócios e exportações, com os cidadãos a beneficiarem de oportunidades económicas reforçadas e de um mais fácil acesso ao mercado de trabalho”, garantiu, adiantando que o principal indicador do sucesso do trabalho desenvolvido continuará a ser a melhoria da qualidade de vida das populações nas suas mais diversas vertentes.

Semana Económica 18 - IB FORUM-1

Semana Económica 18 - IB FORUM-5

Semana Económica 18 - IB FORUM-9

Semana Económica 18 - IB FORUM-14

ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL VAI POTENCIAR POSSIBILIDADES ECONÓMICAS DE FAMALICÃO

 

 

Paulo Cunha e Paulo Nunes de Almeida assinam protocolo amanhã, 24 de maio, pelas 17h00, na Casa do Território, no Parque da Devesa

Alargar a base exportadora e diversificar mercados dos agentes económicos do terceiro concelho mais exportador do país é um dos principais objetivos do protocolo que o Município de Vila Nova de Famalicão e a Associação Empresarial de Portugal – AEP vão assinara amanhã, 24 de maio, pelas 17h00, na Casa do Território de Vila Nova de Famalicão, no Parque da Devesa.

O acordo será firmado entre o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e o Presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida.

BRAGA DEBATE INOVAÇÃO E INVESTIMENTO

Ministro da Economia participa no Fórum Económico

Data: 23 de maio (4ª feira)

Horário: 14H30

Local: Forum Braga

O Fórum Económico realiza-se no dia 23 de maio (4ª feira), pelas 14H30, no Fórum Braga , este ano sob o tema “Inovação e Investimento”.

Forum Económico_Programa

O Fórum Económico contará com as presenças do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral; do “keynote speaker” Douglas Hart do MIT; do comentador político Luís Marques Mendes; de Luís Castro Henriques, presidente da AICEP Portugal; de Carlos Ribas, administrador da Bosch em Portugal; de António Cunha, antigo reitor da Universidade do Minho; de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e de Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga.

Nesta ocasião será também apresentada a atualização do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico de Braga 2014-2026, bem como o balanço da atividade da InvestBraga nos últimos quatros anos.

BRAGA REALIZA SEMANA DA ECONOMIA

Semana da Economia vai mostrar o potencial de Inovação de Braga. Evento assinala quatro anos de atividade da InvestBraga

A InvestBraga organiza de 21 a 25 de maio a terceira edição da Semana da Economia, para assinalar quatro anos de atividade e apresentar o trabalho realizado nas suas diversas áreas de atuação – Dinamização Económica, Startup Braga e Forum Braga. O evento, que vai envolver o tecido empresarial e industrial de Braga, startups e várias entidades parceiras, será uma mostra do potencial económico e de inovação de Braga.

Semana da Economia (2)

Com esta edição, dedicada à Inovação e Investimento, a InvestBraga pretende afirmar a sua visão para o modelo económico da região:Passar do conceito “made in Braga”, para o “invented/designed in Braga”.

O programa, que foi desenhado para mostrar os principais fatores atrativos da região para a captação de investimento, contará com as presenças do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral; do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes e da Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, entre muitas outras individualidades.

A InvestBraga preparou um programa diversificado, que integra vários “Open Days” em empresas de referência na região (com o objetivo de dar a conhecer os bons exemplos empresariais do concelho), mas também diversas talks, conferências, jornadas e o Fórum Económico. A maior parte dos eventos estão abertos ao público mediante o pré-registo.

O ponto alto da Semana da Economia é o Forum Económico, que vai realizar-se no dia 23, no Forum Braga, a partir das 14h30. Sob o tema “Inovação e Investimento”, o Forum contará com a presença do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral na abertura da sessão. Nesta ocasião, além de um balanço de toda a atividade da InvestBraga e da apresentação da atualização do Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico de Braga 2014-2026, haverá um painel dedicado ao tema Inovação e Investimento, que conta com a participação do keynote speaker, Doug Hart do MIT, e no debate Luis Castro Henriques (Presidente da AICEP), Carlos Ribas (Administrador da Bosch em Portugal) e António Cunha (Universidade do Minho). Haverá também espaço para a discussão de temas macro do presente e futuro do país, numa conversa com o comentador político, Luís Marques Mendes.

Outro grande destaque da Semana da Economia é a conferência “Supercomputação e Data Science… de Braga para o Mundo”. Num altura em que Universidade recebe o maior supercomputador nacional, Braga quer afirmar-se como o centro de competências e excelência para a Supercomputação e Data Sciense. O evento terá três momentos: “O futuro da supercomputação e da data science”, um segundo momento dedicado à “Supercomputação e data science na economia” e um último momento, onde algumas empresas nacionais apresentarão o seu testemunho sobre o “advanced computing”.

Prevista para o dia 23 de maio está também a inauguração do novo Centro de Engenharia da APTIV, um investimento que marcará uma nova fase da multinacional, com a contratação de 150 engenheiros nos próximos dois anos. Esta inauguração é mais um sinal da capacidade de Braga para atrair investimento em centros de engenharia e inovação e é uma prova do dinamismo económico que se vive na cidade.

De salientar ainda outros quatro eventos que decorrerão na Semana da Economia: No dia 24 de maio (5ª feira) de manhã vai realizar-se no Forum Braga uma conferência intitulada “Turismo de Negócios: Uma aposta no Futuro”, que pretende mostrar como Braga está a posicionar-se, após a abertura do Forum Braga, para ser uma cidade de referência no país e na Galiza para a realização de grandes eventos. Ainda da parte da manhã, as grandes questões sobre o mundo dos impostos serão debatidas nas Jornadas da Fiscalidade, que contarão com a presença de Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas, de vários responsáveis da consultora PWC, bem como de diversos especialistas na área do direito fiscal.

No mesmo dia, mas da parte da tarde, será realizado o Demo Day da Startup Braga, onde as startups que fazem parte da 5ª edição do programa de aceleração da Startup Braga irão fazer os seus pitch’s.

Já no dia seguinte, dia 25, a conferência “Evolução Digital na Construção e nas Cidades”, que se realizará no Forum Braga entre as 9h00 e as 17h30, vai trazer a Braga um painel de prestigiados convidados nacionais e internacionais que irá abordar os temas relacionados com a construção na era do digital, a economia circular e as smart cities. Este evento contará com a presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que falará sobre o tema da Economia Circular.

Recorde-se que as atividades da Semana da Economia são gratuitas, no entanto, os interessados em participar nestes eventos terão de fazer obrigatoriamente a sua inscrição devido ao limite de capacidade das salas onde os eventos se irão realizar. As inscrições podem ser feitas online através dos seguintes links:

  • Conferência: SuperComputação e Data Science… De Braga para o Mundo, dia 22 de maio

https://supercomputacaoedatascience.eventbrite.pt

  • Forum Económico, dia 23 de maio

https://forumeconomico2018.eventbrite.pt

  • Conferência: O aumento da produtividade e da capacidade instalada na fileira da construção, dia 23 de maio

https://aumentoprodutividadeecapacidadeinstaladaconstrucao.eventbrite.pt/

  • Jornadas da Fiscalidade, dia 24 de maio

https://jornadasdafiscalidade.eventbrite.pt

  • Conferência: Turismo de Negócios, uma aposta de futuro, dia 24 de maio

https://turismodenegociosumaapostadefuturo.eventbrite.pt

  • Demo Day da Sartup Braga, dia 24 de maio

https://www.eventbrite.com/e/5th-acceleration-program-demo-day-tickets-44832478149

  • A Evolução Digital na Construção e nas Cidades, dia 25 de maio

https://aevolucaodigitalnaconstrucaoenascidades.eventbrite.pt

Programa