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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO APRESENTA MÚSICA, BAILADO, TEATRO E CINEMA A ENCERRAR A PROGRAMAÇÃO DE 2020 DA CASA DAS ARTES

A Casa das Artes de Famalicão encerra 2020 com uma programação variada ao nível das artes e dos públicos-alvo. Música, bailado, teatro e cinema fazem parte do menu final de dezembro.

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No dia 09, às 20h30, David Fonseca traz a Vila Nova de Famalicão o seu recente espetáculo “RADIO GEMINI_CLOSER”: o cruzamento do cinema e das imagens com a sua música num espetáculo único que se propõe a levar o público numa viagem intimista através do seu imaginário peculiar. Uma oportunidade única de descobrir muitos dos caminhos secretos que este artista percorre através das suas composições e dos seus olhos, um filme interativo em tempo real para acompanhar em conjunto com a sua performance ao vivo.

A 11 de dezembro, às 20h30, é a vez do bailado subir ao palco da Casa das Artes com “O PRIMO BASÍLIO”, um bailado em II atos a partir da obra homónima de Eça de Queirós. Direção artística de Solange Melo e Fernando Duarte. Elenco: Luísa_Solange Melo, Basílio_Fernando Duarte, Juliana_Cristina Maciel, Jorge_Filipe Portugal, Leopoldina_Carlota Rodrigues, Sebastião_Pedro António Carvalho.

No dia 18, às 20h45, após uma remarcação da anunciada estreia que estava prevista acontecer em novembro e integrando o 3.º capítulo da Poética da Palavra | Encontros de Teatro, é exibida a peça de teatro "AIRBNB E NUVENS - uma radionovela", numa encenação de Manuel Tur e interpretação de Diana Sá, Eduardo Breda, João Castro, Pedro Almendra e Teresa Arcanjo. Em "AIRBNB E NUVENS - uma radionovela", Manuel Tur entrega-se a uma íntima reflexão sobre o processo de comunicação e expõe em palco a mecânica da comunicação radiofónica, os seus artifícios, recursos e métodos. Mais importante do que a exposição que se queira levar a cena, de tudo quanto aí venha a acontecer, interessa, acima do mais, dar a ouvir, simples e ludicamente, por puro prazer. Transmitir esse gozo que é, na verdade, a génese da rádio. Uma “radionovela” sobre um país falido, alugado e com a mania das grandezas (sim, Portugal),

No mês do Natal, a pensar no público mais jovem, no dia 19, às 11h00, é exibido o filme de animação “O SEGREDO DAS BOLACHAS” (versão portuguesa). É uma comédia de animação inspirada em bolachas em forma de animais. A história gira à volta de uma família que tem de usar uma embalagem dessas bolachas para impedir que o tio malévolo tome conta de um circo antigo caído em desgraça. É corealizado pelo veterano Tony Bancroft, animador com vasta carreira e corealizador de "Mulan", e Scott Christian Sava, que trabalhou nos "Power Rangers" americanos e também é co-autor do guião. Um filme para toda a família.

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SINAIS DE PAUSA | COMPANHIA PAULO RIBEIRO: JOSÉ SARAMAGO DANÇA NO TEATRO DIOGO BERNARDES EM PONTE DE LIMA – A DANÇA CONTEMPORÂNEA NO SEU APOGEU

4 de Dezembro – 20h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira, 4 de Dezembro, às 20h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, espectáculo de dança contemporânea Sinais de Pausa, pela Companhia Paulo Ribeiro, com conceito, coreografia e interpretação de São Castro e António M Cabrita, numa coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira.

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Sinais de Pausa

São Castro e António M Cabrita

Sinais de Pausa marca o regresso dos coreógrafos/bailarinos São Castro e António M Cabrita à interpretação. Um dueto, coreografado pelos próprios, que procura questionar como o corpo reage ao tempo e como a memória física de que somos feitos se torna matéria visível em palco.

Para esta criação, os coreógrafos deixam-se inspirar pelo universo da escrita de José Saramago. As fragilidades e contradições do ser humano, a invocação do passado com um olhar no presente, o diálogo que é presença constante no interior da instância narrativa, o tempo comparado a um harmónio, a desordem revolucionária do uso da pontuação – ponto final e vírgula – como o próprio gosta de chamar: sinais de pausa.

O corpo em ação, veículo de escrita coreográfica traduzida em movimento atlético e perspicaz, poético e de gesto simples. O corpo como o mundo. Como Saramago o vê: “O mundo tem muito mais para me dizer do que aquilo que sou capaz de entender. Daí que me tenha de abrir a um entendimento sem baías, de forma a que tudo caiba nele”.

Ponto final.

Em entrevista ao Observador, António M Cabrita esclareceu que o objetivo não foi “que o espectador esteja a fazer esse exercício exaustivo de estar a tentar compreender” e identificar as várias obras e personagens em que se inspiraram.

“Mas, quem for conhecedor de alguma das obras, provavelmente vai reconhecer, em várias partes da peça, essas âncoras, que são âncoras criativas para nós”, referiu, dando como exemplo a luz branca que permanece em palco durante boa parte do espetáculo, remetendo para a obra “Ensaio sobre a Cegueira”.

“Objeto Quase”, “Memorial do Convento”, “A Viagem do Elefante”, “As Intermitências da Morte” e alguns textos dos “Cadernos de Lanzarote” foram algumas das obras que serviram de inspiração.

São Castro frisou que “Saramago faz belissimamente a ponte entre ele próprio como escritor e o leitor”.

“Ele convida o leitor a entrar nas suas obras, ele desafia o leitor, por isso, acho que é a nossa peça que mais tem contacto com o público no sentido do olhar, de entrarmos na plateia e querermos que o público suba até onde nós estamos e que consigamos viver aquele momento juntos”, realçou.

Trata-se de mais uma co-produção do Teatro Diogo Bernardes, desta feita com uma das mais conceituadas estruturas, em contextos nacionais e internacionais, na área da dança contemporânea.

Conceito, coreografia e interpretação São Castro e António M Cabrita

Desenho de luz Nuno Meira

Cenografia Fernando Ribeiro

Produção Companhia Paulo Ribeiro

Coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa Cultura/Direção-Geral das Artes

Bilhetes à venda (4,00€) no Teatro Diogo Bernardes e em www.teatrodiogobernardes.bol.pt

Mais informações pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

O TEATRO DIOGO BERNARDES, EM PONTE DE LIMA, ESPAÇO DE REFERÊNCIA NA APRESENTAÇÃO DE ESPECTÁCULOS DE TEATRO E DE DANÇA NO ALTO MINHO, CONTINUA A GARANTIR A PROGRAMAÇÃO ANUNCIADA PARA NOVEMBRO E DEZEMBRO

A VERDADEIRA TRAGÉDIA DE PEDRO E INÊS | JANGADA TEATRO | ESTREIA NACIONAL – 13 DE NOVEMBRO – 20h00

ALMA | A TURMA – 20 DE NOVEMBRO – 20h00

NED KELLY | teatromosca – 27 DE NOVEMBRO – 20h00

SINAIS DE PAUSA | COMPANHIA PAULO RIBEIRO – 4 DE DEZEMBRO – 20h00

AMADO MONSTRO, COM MARCANTONIO DEL CARLO E JOÃO DIDELET | 5 DE DEZEMBRO – 20h00

Independentemente de todas as adaptações a que está obrigado, no cumprimento da legislação em vigor para a prevenção da Covid-19, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, o equipamento de referência no Alto Minho para as áreas do Teatro e da Dança, continua a apresentar todos os espetáculos que estão previstos na respetiva programação, com toda a segurança e certo que a solidariedade do público para com o sector da Cultura, mais do que nunca, é e continuará a ser uma garantia.

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A 13 de Novembro, às 20h00, em Estreia Nacional, A Verdadeira Tragédia de Pedro e Inês, pela Jangada Teatro, com dramaturgia de criação colectiva e encenação de John Mowat.

A peça começa com o nascimento do Infante Dom Pedro, filho do Rei Dom Afonso IV e da Rainha Dona Beatriz. Quando Pedro era ainda um menino já tinha o seu casamento arranjado com Dona Branca. Falhado o arranjo político, o Rei Dom Afonso encontra nova mulher para o seu filho e, desta vez, a eleita foi Dona Constança Manuel. Junto com Dona Constança veio também a sua fiel dama de companhia, Inês de Castro. Quando o Infante Dom Pedro viu esta última, estava iniciado o mote para a mais bela e trágica história de amor de Portugal.

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Alma, pela A Turma, sobe à cena no dia 20 de Novembro, também às 20h00, com texto e encenação de Tiago Correia.

Alma é uma peça sobre a juventude, a solidão e a possibilidade de confiança na amizade e no amor. A importância de que se revestem os laços familiares e a transmissão de valores entre gerações são alguns dos temas abordados.

É retratado um episódio de viragem na vida conturbada de um adolescente. Impossibilitado de se mover após um acidente, um rapaz passa os dias no sótão da casa dos avós, a olhar pela janela. As visitas do amigo, da namorada e de uma desconhecida vão precipitar a revelação do que verdadeiramente aconteceu.

Foi distinguida com o Grande Prémio de Teatro Português SPA 2018. O júri realçou a qualidade da obra: as personagens apresentam-se com uma autenticidade surpreendente, num texto que dirige um olhar lúcido e questionador sobre a futilidade do mundo contemporâneo.

No dia 27 de Novembro, igualmente às 20h00, uma co-produção internacional para apresentar Ned Kelly, pelo teatromosca, uma criação de Pedro Alves, Paulo Castro e Paulo Furtado/The Legendary Tigerman, numa coprodução do teatromosca com a companhia australiana Stone/Castro e São Luiz Teatro Municipal, com estreia marcada para 17 de Novembro, no AMAS – Auditório Municipal António Silva.

Edward “Ned” Kelly foi um dos mais famosos fora-da-lei australianos e a sua vida inspirou aquela que é reconhecida como a primeira longa-metragem ficcional da História do Cinema, de que hoje só resta uma cópia restaurada de 17 minutos. Já muito se escreveu sobre Ned e o seu gangue, ora retratado como o mais influente ícone cultural australiano, capaz de inspirar inúmeros trabalhos artísticos, ora como um assassino desmerecedor do estatuto de herói. O espetáculo que o teatromosca apresenta baseia-se tanto na história de Ned Kelly como nas histórias produzidas a partir da lenda que rodeia ainda a sua vida, assente num dispositivo vídeo-cenográfico que privilegia a simultaneidade da captação e transmissão de imagens em cena, realizadas e editadas em direto, complexificando a textura espaço-temporal do evento teatral.

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Muito provavelmente, em 1854, terá nascido Edward “Ned” Kelly, um dos mais reconhecidos "fora-da-lei" australianos, que ganhou um certo estatuto lendário por ter desafiado as autoridades coloniais. Em junho de 1880, entrincheirado num hotel, Ned e o seu gangue improvisaram armaduras de ferro que lhes cobriam o peito e a cabeça e enfrentaram a polícia num tiroteio que durou 12 horas e só acabou com a morte de todos os outros membros do grupo de marginais, exceto Ned Kelly, que foi preso depois de ter sido atingido com 28 tiros nas pernas e de ter enfrentado sozinho cerca de 50 agentes. Em 1906, foi realizada aquela que é reconhecida como a primeira longa-metragem ficcional da História do Cinema, “The Story of the Ned Kelly Gang”, inspirada na vida desta mítica personagem.

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A Dança Contemporânea será apresentada a 4 de Dezembro, às 20h00, pela Companhia Paulo Ribeiro, com o espetáculo Sinais de Pausa, com conceito, coreografia e interpretação de São Castro e António M Cabrita, numa coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira, que estreará esta sexta-feira, 13 de Novembro, no Teatro Viriato, em Viseu.

Sinais de Pausa marca o regresso dos coreógrafos/bailarinos São Castro e António M Cabrita à interpretação. Um dueto, coreografado pelos próprios, que procura questionar como o corpo reage ao tempo e como a memória física de que somos feitos se torna matéria visível em palco.

Para esta criação, os coreógrafos deixam-se inspirar pelo universo da escrita de José Saramago. As fragilidades e contradições do ser humano, a invocação do passado com um olhar no presente, o diálogo que é presença constante no interior da instância narrativa, o tempo comparado a um harmónio, a desordem revolucionária do uso da pontuação – ponto final e vírgula – como o próprio gosta de chamar: sinais de pausa.

O corpo em ação, veículo de escrita coreográfica traduzida em movimento atlético e perspicaz, poético e de gesto simples. O corpo como o mundo. Como Saramago o vê: “O mundo tem muito mais para me dizer do que aquilo que sou capaz de entender. Daí que me tenha de abrir a um entendimento sem baías, de forma a que tudo caiba nele”.

Ponto final.

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Voltando ao teatro, no dia seguinte, 5 de Dezembro, de novo às 20h00,João Didelet e Marcantonio Del Carlo, responsáveis pela tradução, adaptação, encenação e interpretação, trazem-nos Amado Monstro, de Javier Tomeo.

Esta peça é a adaptação da obra com o mesmo nome, do reconhecido romancista espanhol Javier Tomeo.

Retrata a vivência de um homem que, subjugado pela mãe, só aos quarenta e sete anos se candidata ao seu primeiro emprego, guarda noturno da garagem de um banco. Durante a entrevista, liderada pelo diretor de recursos humanos, os dois homens descobrem que ambas as mães são possessivas, criando uma empatia pouco esperada neste tipo de situações. Porém, ambos têm algo a esconder, seja no seu passado, seja no presente.

Contudo, a programação do Teatro Diogo Bernardes não se fica por aqui e trará espetáculos de teatro infantil e juvenil e de música, de que daremos informação detalhada oportunamente, mas que aproveitamos para divulgar.

O teatro para a infância e a juventude contará com o espetáculo para bebés Branco – Teatro para Bebés e Não Só, pela Estação das Letras, a 1 de Dezembro; Flautista de Hamelin – O Musical, pelo Teatro Bocage, a 12 de Dezembro; e Pinóquio, pela Jangada Teatro, a 19 de Dezembro.

Na música, serão muitos os concertos: André Henriques, dos Linda Martini, apresenta Cajarana, a 16 de Novembro; Afonso Cabral, dos You Can’t Win, Charlie Brown, traz-nos Morada, a 23 de Novembro; Cati Freitas, na voz e piano, a 28 de Novembro; Rui David, com Contraluz, a 30 de Novembro; e Tiago Bettencourt, a 11 de Dezembro, todos às 20h00.

O Há… Jazz no TDB – Teatro Diogo Bernardes, em parceria com a Escola de Jazz do Porto, tem espetáculos marcados a 25 de Novembro, 9 e 23 de Dezembro, às 20h00 e o Concerto de Natal, na Igreja Matriz de Ponte de Lima, a 18 de Dezembro, em horário a anunciar, na sequência da residência artística anual Encontro de Música Medieval de Ponte de Lima | Caminho Português de Santiago, na quarta edição, apresentará Judicii signum | Profecias, canções e danças do Natal medieval, a cargo do Ensemble na Rota do Peregrino.

Conforme as alterações que vierem a ser impostas pelas autoridades governamentais e sanitárias, as datas e horários referidos poderão sofrer as necessárias adaptações.

Bilhetes à venda no Teatro Diogo Bernardes e em teatrodiogobernardes.bol.pt e mais informações pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

PONTE DE LIMA APRESENTA DANÇA CONTEMPORÂNEA

A 4 de Dezembro, pelas 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, espectáculo de dança contemporânea Sinais de Pausa, pela Companhia Paulo Ribeiro, com conceito, coreografia e interpretação de São Castro e António M Cabrita, numa coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira.

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Brevemente informações sobre venda de bilhetes.

Maiores de 6 anos.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

Sinais de Pausa

São Castro e António M Cabrita

Sinais de Pausa marca o regresso dos coreógrafos/bailarinos São Castro e António M Cabrita à interpretação. Um dueto, coreografado pelos próprios, que procura questionar como o corpo reage ao tempo e como a memória física de que somos feitos se torna matéria visível em palco.

Para esta criação, os coreógrafos deixam-se inspirar pelo universo da escrita de José Saramago. As fragilidades e contradições do ser humano, a invocação do passado com um olhar no presente, o diálogo que é presença constante no interior da instância narrativa, o tempo comparado a um harmónio, a desordem revolucionária do uso da pontuação - ponto final e vírgula - como o próprio gosta de chamar: sinais de pausa.

O corpo em ação, veículo de escrita coreográfica traduzida em movimento atlético e perspicaz, poético e de gesto simples. O corpo como o mundo. Como Saramago o vê: “O mundo tem muito mais para me dizer do que aquilo que sou capaz de entender. Daí que me tenha de abrir a um entendimento sem baías, de forma a que tudo caiba nele”.

Ponto final.

Conceito, coreografia e interpretação São Castro e António M Cabrita

Desenho de luz Nuno Meira

Cenografia Fernando Ribeiro

Produção Companhia Paulo Ribeiro

Coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa Cultura/Direção-Geral das Artes

MUITO IMPORTANTE:

- As portas abrirão, pelo menos, uma hora antes do início dos espectáculos e pede-se aos espectadores que compareçam mais cedo, com, pelo menos, meia-hora de antecedência para se efectuarem todos os procedimentos de segurança.

- Os espectáculos terão início à hora marcada.

- Não será permitida a entrada após o início dos espectáculos.

- Os espectadores devem cumprir rigorosamente todas as instruções dos assistentes de sala, devidamente identificados e em nenhum caso poderão trocar de lugares ou deslocar-se pelo recinto sem motivo justificado.

- No final de cada espectáculo, os espectadores deverão, obrigatoriamente, permanecer sentados nos seus lugares até serem instruídos pelos assistentes de sala para abandonar o recinto, por local diferente da entrada, de forma disciplinada e respeitando o distanciamento físico.

POR FAVOR, NÃO ESQUEÇA:

- É obrigatório o distanciamento físico de 2 metros no acesso ao recinto e às bilheteiras (a lotação da bilheteira do Teatro Diogo Bernardes é de 1 pessoa).

- É obrigatória a medição de temperatura de todos os presentes, sem registo escrito, à entrada do recinto.

- É obrigatória a higienização das mãos à entrada no recinto.

- É obrigatório o uso de máscara por parte do público durante todo o tempo dos espectáculos.

- A abertura do teatro será antecipada para assegurar o acesso atempado ao mesmo, devendo os espectadores dirigir-se de imediato aos lugares indicados pelos assistentes de sala, cumprindo rigorosamente as instruções dos mesmos.

- A permanência nos locais de atendimento deve ser limitada ao tempo estritamente necessário à realização do atendimento.

- O bar do Teatro Diogo Bernardes encontra-se encerrado.

- Nas instalações sanitárias, feminina e masculina, apenas serão permitidas duas pessoas em simultâneo, situação que será sempre controlada por um assistente de sala à entrada das mesmas.

- Não será permitida a permanência de espectadores no interior do Teatro Diogo Bernardes após o final dos espectáculos.

Agradecemos a colaboração de todos para continuarmos a oferecer Serviço Público de Cultura.

MUNICÍPIO ARCUENSE APOIA CONSERVATÓRIO DE MÚSICA E DANÇA

Município de Arcos de Valdevez apoia Conservatório de Música e Dança de Arcos de Valdevez com 14,5 mil euros

O Município de Arcos de Valdevez celebrou um protocolo com o Conservatório de Música e Dança de Arcos de Valdevez, no valor de 14.500,00 euros, para apoiar o Ensino Articulado de Música e a realização de obras de adaptação das instalações ao Ensino Artístico e Vocacional.

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Salienta-se que, neste ano letivo está a investir cerca de 1,5 milhões de euros em várias ações ao nível da educação no concelho, nomeadamente realização de obras e aquisição de mobiliário e equipamento.

Todo este investimento resulta da ambição do Município de Arcos de Valdevez em garantir boas condições de aprendizagem, dotando o concelho com instalações aptas para responder às necessidades dos alunos de Arcos de Valdevez, nas diversas áreas educativas. Para além disso, com a celebração deste protocolo, pretende-se contribuir para a promoção de atividades recreativas e culturais em Arcos de Valdevez.

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ENCONTRO | KALE COMPANHIA DE DANÇA - ESTREIA NACIONAL MARCA A ABERTURA DA TEMPORADA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA NO TEATRO DIOGO BERNARDES

16 de Outubro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira, 16 de Outubro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, estreia nacional do espectáculo de dança contemporânea "Encontro", pela KALE Companhia de Dança, cuja estreia ocorreu no Theatre Colysée em Biarritz (França), no âmbito do projecto de cooperação coreográfica transfronteiriço “Regards Croisés | Begirada Gurutzatuak | Miradas Cruzadas”, em formato triplo com criações de Christine Hassid (França), Osa+Mujica (Espanha) e Hélder Seabra (Portugal).

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ENCONTRO é um “espaço” onde três coreógrafos compartilham as suas ideias sobre a sociedade e a cultura de hoje, que parece tender para o uníssono. Mas e se não for assim tão profundo? Quais são as diferentes perspectivas e possibilidades? Como alguém passa a ser único dentro de uma sociedade massiva? Como pode um bailarino desenvolver e ser fiel à sua identidade? Como podemos todos nós?

PRODUTO

Vivemos numa sociedade de indivíduos em série; as mesmas roupas, mesmo penteado, mesmo comportamento. Queremos destacar-nos e ser especiais, mas aqueles que são diferentes assustam-nos. Queremos ser únicos, sendo idênticos.

Coreografia: Osa + Mujika

Interpretação: Ana Margarida Tasso, Joana Couto, Leonor Barbosa, Marlett Araújo

IN UTERO

A vida pode parecer um jogo involuntário. Desde o momento em que nascemos, herdamos a possibilidade da oportunidade e da restrição em instâncias ilimitadas.

Embora exista um sentimento de sofrimento e falta de objectivo, há também um sentimento mais profundo de cura progressiva, redenção, perdão e apoio mútuo. “Diz-se que nenhuma árvore pode crescer para o céu sem que suas raízes cheguem ao inferno".

Conceito, Direcção e Coreografia: Hélder Seabra

Interpretação: Joana Couto, José Meireles, Emily Mcdaniel, Márton Glaser, Charlie Brittain

DÉFILÉ DES POSTURES

O que ajuda a definir-nos profissionalmente, onde e como nos encaixamos? Como somos construídos como profissionais? E como ajudar os pré-profissionais em treino a construir? ... O que as noções de postura, posição e lugar podem dar-nos? E o gesto? E o desfile (défilé)? O desfile é sinónimo de passagem. A passagem é, para a coreógrafa, a transposição de um estado para outro na dança e na vida. Dança é vida, vida é dança...

Coreografia: Christine Hassid

Interpretação: Joana Couto, José Meireles, Leonor Barbosa, Márton Glaser, Charlie Brittain, Margarida Tasso, Marlett Araújo.

Ficha Artística e Técnica

ENCONTRO

Kale Companhia De Dança

Direcção Artística: Joana Castro

Gestão de Projecto: Daniela Tomaz

Designer de Luz: Joaquim Madaíl

Directora de Ensaios: Sara Moreira

Parceiros: Malandain Ballet Biarritz; Fundicion Bilbao; Sead; Ginasiano Escola De Dança

Classificação etária: maiores de 6 anos

A KALE Companhia de Dança foi criada em 2001 em prol da criação e dinamização cultural da Dança, como espaço de experimentação para coreógrafos e intérpretes em início da sua carreira profissional. Em 2016, sob Direcção Artística de Joana Castro, a KALE Companhia de Dança iniciou um novo ciclo de criação de peças originais e contemporâneas encomendadas a coreógrafos convidados, integrando bailarinos de várias nacionalidades e formações, escolhidos por audição e contratados por programa, contribuindo assim para a evolução cultural Portuguesa.

Durante o seu percurso trabalhou com coreógrafos como Gilles Baron, Olatz de Andrés, Paula Moreno, Eldad Ben-Sasson, Isabel Ariel, Elisabeth Lambeck, Marcelo Ferreira, Giselle Rodrigues, Paula Águas, Joclécio Azevedo, Osa+Mujica, Christine Hassid e Hélder Seabra.

A KALE é uma estrutura financiada pelo Apoio Sustentado às Artes do Espectáculo para 2020/2021, programa gerido pela Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura. Do seu projecto de internacionalização, a KALE integra desde 2018 a rede Danse qui Danse, juntamente com os parceiros Korzo / Países Baixos, Malandain Ballet Biarritz / França, Ginasiano Escola de Dança / Portugal, Dansk Danse Teater / Dinamarca e Scenario Pubblico / Compagnia Zappalà Danza / Itália.

OSA+MUJICA

É o resultado do encontro entre Jaiotz Osa and Xabier Mujika. É a soma de dois mundos criativos: o mundo da dança e o mundo da cenografia e dos figurinos. Entre os dois criam uma equipa que tem como objectivo narrar historias visuais. Têm como propósito transportar para o palco todas aquelas imagens à solta nas suas cabeças, dando-lhes forma e significado, formatando-as através do movimento e do audiovisual. A união Osa+Mujika é resultado da necessidade, dos artistas satisfazerem as suas os seus desejos através da dança e das artes visuais. Inesperadamente, a sua primeira peça de dança, com duração de 13 minutos (desenhada para espaços não convencionais), foi seleccionada pela rede AcieloAbierto 2017. Essa foi a origem de Suddenly III (50 minutos), seleccionada para a Danza Escena 2019.

HÉLDER SEABRA

Nasceu em 1982, em Vila Nova de Gaia (Portugal). Começou a dançar em 2000 no Ginasiano Escola de Dança e na P.A.R.T.S. Foi bailarino da Ultima Vez/Wim Vandekeybus, sendo depois seu assistente. Entre 2000 e 2003 desenvolveu projectos com Pedro Carvalho, Ronit Ziv/Companhia Instável e Javier de Frutos/Companhia Instável. Em 2004 fez parte de Última Vez / Wim Vandekeybus e manteve-se como membro da companhia até 2008. Dançou nas produções Puur, Spiegel, Menske e no filme Here After. Em 2009 criou Imago (para a Cia. Instável) e assistiu Sidi

Larbi Cherkaoui em Dunas. Em 2010 cocriou e interpretou Rendez-Vous com Victor Hugo Pontes. De 2010 a 2016 foi membro da companhia Eastman|Sidi Larbi Cherkaoui como intérprete, assistente e professor nos projectos educativos da companhia. Desde então desenvolve o seu próprio trabalho coreográfico e lecciona regularmente a nível internacional.

CHRISTINE HASSID

Inicia a sua formação em clássico na Academia de Dança de Bordeaux com Claude Paoli, tendo também frequentado oncurso do CNR Bordeaux e completado a sua formação no "Young Ballet of Aquitaine". Ingressa na unidade de integração profissional Coline (direcção artística de Sandrine Chaoulli), onde estuda as técnicas Limon, Cunningham, Graham e é apresentada ao trabalho e ensinamentos de Preljocaj, Galotta, Maguy Marin, Ramon Oller, Peter Goss, Serge Ricci. Junta-se à "Companhia de Dança Batsheva Junior", dirigida por Ohad Naharin em Tel Aviv. Regressa a França e trabalha para várias companhias de dança contemporânea (sendo estagiária da CCN, Claude Brumachon) e volta para a Compagnie Rédha. É solista e assistente de Rédha em todos os projectos da companhia ao longo dos anos. Como resultado, trabalha para Rédha na Alvin Ailey Dance Company (Nova York), Jeune Ballet de France (Paris), Pretoria Opera House (África do Sul), Het National Ballet Amsterdam (direcção Wayne Eagling).

Christine inicia o seu próprio trabalho coreográfico e de encenação em 2010 e em 2012 cria a companhia Christine Hassid Project, tendo ao longo destes anos desenvolvido, em França e no estrangeiro, projectos como: Beldurra, trio masculin (2014/2015)); Momentum entre au répertoire de la compagnie Dantza (2014); Un solo issu du projet http://xn--orphe-esa.com/ (2016); La relecture #2 du Spectre de la Rose (2017); Spectacle ВИДЕНИЕ РОЗЫ ET CETERA, compagnie Танц Театр (2017), entre outros.

Bilhetes à venda (4,00€) no Teatro Diogo Bernardes e em www.teatrodiogobernardes.bol.pt

Mais informações pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

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FAMALICÃO: CIIES ACOLHE ENSINO ARTÍSTICO E ESPECIALIZADO DA DANÇA EM REGIME ARTICULADO

Paulo Cunha visitou instalações

O ensino artístico e especializado da dança, em regime articulado, já é uma realidade em Vila Nova de Famalicão. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, assistiu, esta terça-feira, a uma aula lecionada através do Conservatório de Dança de Famalicão, nas instalações do Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior, em Vale S. Cosme, e mostrou-se muito satisfeito com os passos dados pelo município neste setor do ensino artístico.

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“Famalicão é, desde há muitos anos, reconhecido pelos estímulos e pelas boas práticas no âmbito do ensino articulado. Primeiro foi a música, onde nos distinguimos como um dos concelhos do país com mais alunos inscritos. Agora temos a dança, um projeto que está a ser muito bem-sucedido e que surge fruto desta interação que mantemos com as associações. Em breve, teremos o teatro no ensino articulado, neste momento temos o projeto de acreditação em curso”, anunciou o autarca. E acrescentou: “O próprio conceito de ensino articulado é na sua essência benéfico do ponto de vista da formação. Famalicão tem pergaminhos na educação de que não abdica, não abdicamos da qualidade e da exigência, mas abrimos portas à diversidade.”

Para Marta Soares do Conservatório de Dança de Famalicão “este ensino articulado da dança, com a certificação por parte do ministério da educação, era uma ambição desde há algum tempo. Trata-se de uma medida importante para os alunos que vêm somar à formação académica, a formação artística da dança”.

Também o presidente da Junta de Freguesia de Vale S. Cosme, Bernardino Martins se mostrou satisfeito com as mais valias que o ensino articulado da dança traz para a freguesia.

Ao todo, vinte e cinco alunos do 5.º e do 7.º ano do concelho de Vila Nova de Famalicão estão, neste ano letivo de 2020/2021, a frequentar o  ensino artístico e especializado da dança, em regime articulado.

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FAMALICÃO: COMPANHIA DE DANÇA OLGA RORIZ COMEMORA 25 ANOS NA CASA DAS ARTES

"Seis Meses Depois", em Famalicão, a 03 de outubro

A mais destacada companhia de dança portuguesa, com um trabalho de criação regular, traz à Casa das Artes de Famalicão, dia 03 de outubro, às 21h30, a sua mais recente coreografia: “Seis Meses Depois”. Trata-se de um espetáculo em que o teatro municipal famalicense é coprodutor e um dos parceiros nacionais da companhia que está a comemorar 25 anos de atividade.

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Depois da sua estreia, em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II, a criação de Olga Roriz ruma até Vila Nova de Famalicão, espetáculo único a norte do rio Douro agendado até à data.

Depois da reflexão expressa em “Autópsia”, coreografia estreada em novembro de 2019, sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, “Seis meses depois” parte para a essência da Humanidade que perdura em cada um de nós, apesar de a sociedade nos consumir, formatar e massificar.

A coreografia procurar vivenciar um imaginário emocional num futuro datado: 2307; e num planeta identificado como “Terra 3”. Neste contexto, algo humanos, semideuses ou heróis, imaginamos a nossa existência em sete personagens ao acaso.

As personagens da nova coreografia – Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat – habitam a cidade de Tannhauser.

"Caminhamos de intemporalidade em intemporalidade, num espaço celestial entre telas de cinema. A resiliência dos corpos de mãos dadas recupera os lugares ao longe, num presente que se escapa por entre os pés. Seis meses depois, uma entropia paira em todas as partículas. Tudo congelado! Já morremos, ou iremos morrer. Seremos breves como o primeiro sopro que engolimos à nascença", descreve Olga Roriz, num texto sobre a peça.

Esta criação tem direção de Olga Roriz e, como intérpretes, André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria, Yonel Serrano. A banda sonora e o vídeo são de João Rapozo, a seleção musical, de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos são de Olga Roriz e Ana Vaz, o desenho de luz, de Cristina Piedade, a assistência de cenografia, de Daniela Cardante e, a assistência de figurinos e adereços, de Ana Sales.

FAMALICÃO JÁ OFERECE ENSINO ARTÍSTICO E ESPECIALIZADO DA DANÇA EM REGIME ARTICULADO

Oferta formativa está disponivel na Escola Dr. Nuno Simões, para o 5.º e 7.º ano

Vinte e cinco alunos do 5.º e do 7.º ano do concelho de Vila Nova de Famalicão estão, neste ano letivo de 2020/2021, a frequentar o  ensino artístico e especializado da dança, em regime articulado. Tal realidade é possível fruto de uma colaboração estreita entre o Conservatório de Dança de Vila Nova de Famalicão, o município e o Agrupamento de Escolas D. Sancho I, que vai partilhar com o Conservatório as suas instalações, na Escola Dr. Nuno Simões, em Calendário.

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Este objetivo, há muito ambicionado pelo Conservatório de Dança de Vila Nova de Famalicão, e desejado pelo município, é finalmente possível após o reconhecimento oficial pelo Ministério de Educação – através da DGEstE.

Reconhecendo a importância do ensino artístico e especializado da dança, o munícipio está a financiar parcialmente em 50 por cento o valor da propina, reforçando depois o apoio conforme o escalão do aluno A ou B, tendo em conta que neste ano letivo ainda não foi atribuído financiamento do Estado.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “este projeto corresponde a uma ambição da comunidade famalicense, pois são cada vez mais aqueles que se formam na dança e que gostariam de fazer parte do projeto educativo”, referiu, salientando que se trata de “trazer para a educação formal aquilo que é a sua escolha formativa. É a junção dos dois mundos”.

AUTOMÓVEIS DÃO LUGAR À MÚSICA E À DANÇA NAS RUAS DE FAMALICÃO

Semana Europeia da Mobilidade assinalada entre 16 e 22 de setembro

No próximo sábado, 19 de setembro, os automóveis vão dar lugar às danças, à música, à ginástica e às atividades lúdicas e educativas que vão invadir as ruas do centro da cidade de Vila Nova de Famalicão. O município associa-se mais uma vez às comemorações da Semana Europeia da Mobilidade que se assinala entre 16 e 22 de setembro e cujo tema central é "Emissões Zero, Mobilidade para todos".

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As atividades decorrem no sábado entre as 10h00 e as 18h30, com inúmeras iniciativas de animação da rua. Para isso, o município irá proceder ao corte do trânsito automóvel no Topo Norte da Praça D. Maria II, desde as 17h00, de sexta-feira, 18 de setembro, até às 21h00 de sábado.

A rua será invadida pela música através de instrumentos musicais portugueses e jazz, pelo Crossfit, pelas danças desportiva, zumba, salsa, dança contemporânea e danças de salão latinas. Haverá ainda espaço para a demonstração de atividades lúdicas e educativas, para a experimentação de bicicletas elétricas e para a educação rodoviária.

Refira-se que o Dia Europeu Sem Carros se assinala a 22 de setembro e foi adotado pela União Europeia em 2000 para consciencializar as populações para a mobilidade e qualidade de vida urbana.

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CERVEIRA PROMOVE MARATONA DE WORKSHOPS DE DANÇA

DANCERVEIRA 2020 abre inscrições para Maratona de Workshops online e Concurso a Solos

Vinte e oito professores de dança de seis países vão promover, nos fins-de-semana de 18/19 e 25/26 de julho, um conjunto de workshops online de intercâmbio e de aprendizagem dirigido aos escalões Júnior (entre os 8 e 12 anos) e os Teens (acima dos 13 anos) dos quatro cantos do mundo. Trata-se do DANCERVEIRA 2020 que a Associação de dança do Eixo Ibero-Atlântico readaptou ao atual contexto da Covid-19.

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A pandemia provocada pelo novo coronavírus tem levado as entidades socioculturais a reinventar-se e a enveredar por soluções no meio digital, de forma a prosseguir com alguma atividade de interação com o seu público. Neste sentido, e pelo sucesso do evento que, todos os anos, atrai cerca de cinco mil pessoas durante quatro dias a Vila Nova de Cerveira, a edição 2020 deste festival de dança vai apostar em aulas online e na organização de uma competição audiovisual.

Assim, com uma inscrição de 10 euros, os interessados podem usufruir de aulas dinamizadas por 28 professores de dança de Portugal, Espanha, França, Itália, Polónia e Brasil, com o intuito de aprofundar conceitos e técnicas do Ballet Clássico (repertório e técnica), Jazz Dance (Musical, Lírico, Comercial, Street Jazz e Stiletto), Dança Contemporânea e Danças Urbanas. As inscrições devem ser realizadas através do correio eletrónico geral.adeixa@gmail.com

Complementarmente à presença nos Workshops online, os participantes podem ainda inscrever-se no Concurso de Solos (com um valor de 15 euros). Com coreografia de criação livre, este desafio exige a realização de um vídeo que realce uma das técnicas de dança lecionadas nas aulas online, assim como a seleção de uma das músicas igualmente utilizadas nesse processo. O vídeo para o escalão Júnior tem uma duração máxima de 1 minuto e 30 segundos e para o escalão Teens de 2 minutos e 30 segundos, e devem ser enviados para o correio eletrónico danceminho@gmail.com até ao dia 31 de agosto. Os trabalhos serão avaliados pelos professores dos workshops que integram o júri e que, a 20 de setembro revelarão os vencedores, aos quais serão atribuídas bolsas de formação online ou presenciais.

Para obter mais informação ou esclarecimento de dúvidas, a Associação de dança do Eixo Ibero-Atlântico disponibiliza o seguinte endereço de correio eletrónico geral.adeixa@gmail.com ou consulte todos os pormenores no evento criado na rede social Facebook, com o nome Dancerveira Online 2020.

FOLCLORE: O QUE É O VIRA?

O Vira é um gênero músico-coreográfico do folclore português. Mais conhecido como característico do Minho, o Vira é todavia também dançado em muitas outras províncias, entre as quais a Estremadura. São vários os tipos de viras conhecidos: Vira Antigo (Reguengo Grande, Lourinhã e Casais Gaiola, Cadaval), Vira das Sortes (Olho Marinho, Óbidos), Vira Valseado (Outeiro da Pedra, Leiria), Vira de Costas (Colaria, Torres Vedras), Vira das Desgarradas (Reguengo Grande, Lourinhã), Vira Batido (Casais Gaiola, Caldas da Rainha), Vira de Três Pulos (Assafora, Sintra) e Vira de Dois Pulos (Lagoa, Mafra).

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Se o nome da maior parte deriva de particularidades coreográficas, há também os que resultam da função que exercem, como é o caso do vira das sortes, que era especialmente tocado, pelas ruas e no baile respectivo, quando os rapazes iam às sortes; e o vira das desgarradas, que se tocava no princípio do baile enquanto não se reunia toda a juventude e também por vezes nos intervalos, tendo como característica o ser cantado ao desafio entre as moças e os rapazes. A forma coreográfica é sucedânea da dança de roda: os pares, formam uma grande roda, que evolui no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Em certo ponto, os rapazes abandonam os pares na roda e dirigem-se ao centro, onde batem com o pé direito e regressam, voltando até os respectivos pares. A roda recomeça a girar e, da próxima vez, são as moças que vão ao centro e assim sucessivamente.

Já em Casais Gaiola, Painho e Cadaval, o vira batido nunca era dançado com os pares juntos. Ao início, após a formação da roda, vão os rapazes ao meio onde batem os pés por três vezes, logo retomando o seu lugar na roda. Depois, é a vez das moças fazerem os mesmos passos, estas regressam à roda justamente quando a música ganha um andamento mais rápido, altura em que os pares passam até atingir o seguinte, após o que regressam, sempre ao ritmo valseado, ao par inicial. Andam sempre separados.

As origens do vira, que alguns situam no ternário da valsa oitocentista e outros buscam mais atrás, no fandango, parecem ser de remota idade, como defendeu Gonçalo Sampaio e também Sampayo Ribeiro, que as coloca antes do século XVI e levanta mesmo a hipótese de filiação na canção que acompanhava o bailado ou tordião.

Tomaz Ribas considera o vira uma das mais antigas danças populares portuguesas, salientando que já Gil Vicente a ele fazia referência na peça Nau d’Amores, onde o dava como uma dança do Minho. Note-se, a respeito de filiações e semelhanças, a proximidade do Vira de Dois Pulos de Lagoa e Mafra com o fandango.

Fonte: Wikipédia

BAILARINA BRACARENSE DÁ "BAILE" EM NOVA IORQUE

Bailarina portuguesa fica em segundo lugar em concurso de dança internacional. A jovem é natural de Braga

Ana Margarida Costeira, uma adolescente portuguesa de 14 anos, natural de Braga, ficou em segundo lugar,  na fase final do concurso mundial SóDança, que é organizado em Nova Iorque.

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Devido à crise mundial que o país enfrenta devido ao aparecimento do novo coronavírus a competição realizou-se através do YouTube. O vídeo da bailarina portuguesa acabou por ser um dos quatro escolhidos, entre 600, para ir à final. Dos quatro finalistas, Ana Margarida Costeira ficou em segundo lugar, com mais de 1000 votos por parte do público.

A jovem deveria partir em julho para a Holanda, onde iria fazer um estágio de verão na National Ballet Academie, mas este acabou ser cancelado devido à covid-19. Ana Margarida Costeira garante, em declarações ao Jornal de Notícias, que o seu sonho é ser bailarina profissional mas que vai "continuar os estudos, incluindo universitários, porque esta é uma profissão de desgaste rápido".

Fonte: https://ionline.sapo.pt/

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O MITO ESTÁ DESFEITO: EM PONTE DE LIMA TAMBÉM SE DANÇAVA A TIRANA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

O “Cancioneiro de Músicas Populares” constitui uma obra rara e de elevado interesse sobretudo para os estudiosos da nossa etnografia. Publicada em três volumes, compilando uma colecção de fascículos editados entre os anos 1893 e 1899 e impressos na Typografia Occidental, da cidade do Porto, contém “letra e musica de canções, serenatas, chulas, danças, descantes, cantigas dos campos e das ruas, fados, romances, hymnos nacionaes, cantos patrioticos, canticos religiosos de origem popular, canticos liturgicos popularisados, canções políticas, cantilenas, cantos maritimos, etc. e cançonetas estrangeiras vulgarizadas em Portugal”, recolhida por César A. Das Neves, coordenada a parte poética por Gualdino de Campos e prefaciada pelo Dr. Teophilo Braga.

Uma Tyrana recolhida em Ponte de Lima constitui uma das preciosidades do “Cancioneiro de Músicas Populares”. Esta obra pode ser consultada na Biblioteca Nacional de Portugal.

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CÂMARA DE CAMINHA CANDIDATA ROMARIA DE S. JOÃO D’ARGA AO CONCURSO 7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR

Autarquia minhota apresenta também candidaturas da Festa de Nossa Senhora da Bonança em Vila Praia de Âncora e a Góta da Serra d’Arga em diferentes categorias

A Câmara Municipal de Caminha apresentou a candidatura da romaria de S. João d’Arga ao concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular, projeto de caráter privado e de interesse público que vem na sequência de outros lançados nos últimos anos e que conta com a parceria da Rádio Televisão Portuguesa. Neste concurso está em causa a valorização do património cultural material e imaterial e a divulgação do que de melhor há em Portugal em categorias tão diferentes como o artesanato, as lendas e mitos, as festas e feiras, músicas e danças, rituais e costumes, procissões e romarias e artefactos.

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A candidatura de São João d’Arga está enquadrada na categoria procissões e romarias e pretende valorizar não só o património imaterial associado às tradições, às manifestações de fé, à música e às danças e à ligação das festividades com o profano mas também dar a conhecer o património do local, nomeadamente o Mosteiro de São João d’Arga cuja data de fundação é imprecisa e varia consoante as fontes mas cujas primeiras referências provém de 1252 através do testemunho dos frades beneditinos que restauraram e ocuparam o edificado.

Para Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, “esta candidatura tem dois objetivos que são complementares entre si. O primeiro é dar a conhecer a mais singular romaria do Alto Minho, a sua história, as suas tradições, o que significa para as populações de toda a região e o que vale em termos históricos pelo património que alberga e pela natureza que marca todo o local. O segundo objetivo é ganhar: esta candidatura quer que Portugal conheça melhor a Serra d’Arga, perceba os tesouros que ainda esconde, mas também quer ser escolhida como uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular”. O autarca de Caminha não tem, por isso, ilusões quanto ao que irá acontecer. “Preparamos a candidatura com todo o rigor e contamos passar os primeiros níveis de avaliação que são feitos por especialistas mas a romaria de S. João d’Arga só vencerá se o povo do concelho de Caminha todo se mobilizar na votação popular que se seguirá e se conseguirmos atrair também os votos das gentes do Alto Minho, de todos os concelhos que partilham connosco a Serra d’Arga e de todos os outros que tem esta festa, a sua fé e o som das concertinas no coração”, remata Miguel Alves.

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A Câmara Municipal de Caminha avançou também com as candidaturas da Festa de Nossa Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora, na categoria festas e feiras e da Góta da Serra d’Arga na categoria de música e danças. A ideia desta candidatura é não afunilar a valia do património popular do concelho em apenas uma candidatura de modo a que possam existir mais possibilidades de passar os projetos a fases mais adiantadas dos concursos. De acordo com o regulamento das 7 Maravilhas da Cultura Popular, haverá um painel de especialistas que irá eliminar candidaturas nas duas primeiras fases de modo a que se possa chegar a 7 patrimónios finalistas em cada um dos distritos do país e regiões autónomas. Só depois haverá votação pública de candidaturas, processo que será acompanhado pela RTP como tem vindo a acontecer nos últimos anos.

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