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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO: COMPANHIA DE DANÇA OLGA RORIZ COMEMORA 25 ANOS NA CASA DAS ARTES

"Seis Meses Depois", em Famalicão, a 03 de outubro

A mais destacada companhia de dança portuguesa, com um trabalho de criação regular, traz à Casa das Artes de Famalicão, dia 03 de outubro, às 21h30, a sua mais recente coreografia: “Seis Meses Depois”. Trata-se de um espetáculo em que o teatro municipal famalicense é coprodutor e um dos parceiros nacionais da companhia que está a comemorar 25 anos de atividade.

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Depois da sua estreia, em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II, a criação de Olga Roriz ruma até Vila Nova de Famalicão, espetáculo único a norte do rio Douro agendado até à data.

Depois da reflexão expressa em “Autópsia”, coreografia estreada em novembro de 2019, sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, “Seis meses depois” parte para a essência da Humanidade que perdura em cada um de nós, apesar de a sociedade nos consumir, formatar e massificar.

A coreografia procurar vivenciar um imaginário emocional num futuro datado: 2307; e num planeta identificado como “Terra 3”. Neste contexto, algo humanos, semideuses ou heróis, imaginamos a nossa existência em sete personagens ao acaso.

As personagens da nova coreografia – Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat – habitam a cidade de Tannhauser.

"Caminhamos de intemporalidade em intemporalidade, num espaço celestial entre telas de cinema. A resiliência dos corpos de mãos dadas recupera os lugares ao longe, num presente que se escapa por entre os pés. Seis meses depois, uma entropia paira em todas as partículas. Tudo congelado! Já morremos, ou iremos morrer. Seremos breves como o primeiro sopro que engolimos à nascença", descreve Olga Roriz, num texto sobre a peça.

Esta criação tem direção de Olga Roriz e, como intérpretes, André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria, Yonel Serrano. A banda sonora e o vídeo são de João Rapozo, a seleção musical, de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos são de Olga Roriz e Ana Vaz, o desenho de luz, de Cristina Piedade, a assistência de cenografia, de Daniela Cardante e, a assistência de figurinos e adereços, de Ana Sales.

FAMALICÃO JÁ OFERECE ENSINO ARTÍSTICO E ESPECIALIZADO DA DANÇA EM REGIME ARTICULADO

Oferta formativa está disponivel na Escola Dr. Nuno Simões, para o 5.º e 7.º ano

Vinte e cinco alunos do 5.º e do 7.º ano do concelho de Vila Nova de Famalicão estão, neste ano letivo de 2020/2021, a frequentar o  ensino artístico e especializado da dança, em regime articulado. Tal realidade é possível fruto de uma colaboração estreita entre o Conservatório de Dança de Vila Nova de Famalicão, o município e o Agrupamento de Escolas D. Sancho I, que vai partilhar com o Conservatório as suas instalações, na Escola Dr. Nuno Simões, em Calendário.

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Este objetivo, há muito ambicionado pelo Conservatório de Dança de Vila Nova de Famalicão, e desejado pelo município, é finalmente possível após o reconhecimento oficial pelo Ministério de Educação – através da DGEstE.

Reconhecendo a importância do ensino artístico e especializado da dança, o munícipio está a financiar parcialmente em 50 por cento o valor da propina, reforçando depois o apoio conforme o escalão do aluno A ou B, tendo em conta que neste ano letivo ainda não foi atribuído financiamento do Estado.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “este projeto corresponde a uma ambição da comunidade famalicense, pois são cada vez mais aqueles que se formam na dança e que gostariam de fazer parte do projeto educativo”, referiu, salientando que se trata de “trazer para a educação formal aquilo que é a sua escolha formativa. É a junção dos dois mundos”.

AUTOMÓVEIS DÃO LUGAR À MÚSICA E À DANÇA NAS RUAS DE FAMALICÃO

Semana Europeia da Mobilidade assinalada entre 16 e 22 de setembro

No próximo sábado, 19 de setembro, os automóveis vão dar lugar às danças, à música, à ginástica e às atividades lúdicas e educativas que vão invadir as ruas do centro da cidade de Vila Nova de Famalicão. O município associa-se mais uma vez às comemorações da Semana Europeia da Mobilidade que se assinala entre 16 e 22 de setembro e cujo tema central é "Emissões Zero, Mobilidade para todos".

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As atividades decorrem no sábado entre as 10h00 e as 18h30, com inúmeras iniciativas de animação da rua. Para isso, o município irá proceder ao corte do trânsito automóvel no Topo Norte da Praça D. Maria II, desde as 17h00, de sexta-feira, 18 de setembro, até às 21h00 de sábado.

A rua será invadida pela música através de instrumentos musicais portugueses e jazz, pelo Crossfit, pelas danças desportiva, zumba, salsa, dança contemporânea e danças de salão latinas. Haverá ainda espaço para a demonstração de atividades lúdicas e educativas, para a experimentação de bicicletas elétricas e para a educação rodoviária.

Refira-se que o Dia Europeu Sem Carros se assinala a 22 de setembro e foi adotado pela União Europeia em 2000 para consciencializar as populações para a mobilidade e qualidade de vida urbana.

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CERVEIRA PROMOVE MARATONA DE WORKSHOPS DE DANÇA

DANCERVEIRA 2020 abre inscrições para Maratona de Workshops online e Concurso a Solos

Vinte e oito professores de dança de seis países vão promover, nos fins-de-semana de 18/19 e 25/26 de julho, um conjunto de workshops online de intercâmbio e de aprendizagem dirigido aos escalões Júnior (entre os 8 e 12 anos) e os Teens (acima dos 13 anos) dos quatro cantos do mundo. Trata-se do DANCERVEIRA 2020 que a Associação de dança do Eixo Ibero-Atlântico readaptou ao atual contexto da Covid-19.

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A pandemia provocada pelo novo coronavírus tem levado as entidades socioculturais a reinventar-se e a enveredar por soluções no meio digital, de forma a prosseguir com alguma atividade de interação com o seu público. Neste sentido, e pelo sucesso do evento que, todos os anos, atrai cerca de cinco mil pessoas durante quatro dias a Vila Nova de Cerveira, a edição 2020 deste festival de dança vai apostar em aulas online e na organização de uma competição audiovisual.

Assim, com uma inscrição de 10 euros, os interessados podem usufruir de aulas dinamizadas por 28 professores de dança de Portugal, Espanha, França, Itália, Polónia e Brasil, com o intuito de aprofundar conceitos e técnicas do Ballet Clássico (repertório e técnica), Jazz Dance (Musical, Lírico, Comercial, Street Jazz e Stiletto), Dança Contemporânea e Danças Urbanas. As inscrições devem ser realizadas através do correio eletrónico geral.adeixa@gmail.com

Complementarmente à presença nos Workshops online, os participantes podem ainda inscrever-se no Concurso de Solos (com um valor de 15 euros). Com coreografia de criação livre, este desafio exige a realização de um vídeo que realce uma das técnicas de dança lecionadas nas aulas online, assim como a seleção de uma das músicas igualmente utilizadas nesse processo. O vídeo para o escalão Júnior tem uma duração máxima de 1 minuto e 30 segundos e para o escalão Teens de 2 minutos e 30 segundos, e devem ser enviados para o correio eletrónico danceminho@gmail.com até ao dia 31 de agosto. Os trabalhos serão avaliados pelos professores dos workshops que integram o júri e que, a 20 de setembro revelarão os vencedores, aos quais serão atribuídas bolsas de formação online ou presenciais.

Para obter mais informação ou esclarecimento de dúvidas, a Associação de dança do Eixo Ibero-Atlântico disponibiliza o seguinte endereço de correio eletrónico geral.adeixa@gmail.com ou consulte todos os pormenores no evento criado na rede social Facebook, com o nome Dancerveira Online 2020.

FOLCLORE: O QUE É O VIRA?

O Vira é um gênero músico-coreográfico do folclore português. Mais conhecido como característico do Minho, o Vira é todavia também dançado em muitas outras províncias, entre as quais a Estremadura. São vários os tipos de viras conhecidos: Vira Antigo (Reguengo Grande, Lourinhã e Casais Gaiola, Cadaval), Vira das Sortes (Olho Marinho, Óbidos), Vira Valseado (Outeiro da Pedra, Leiria), Vira de Costas (Colaria, Torres Vedras), Vira das Desgarradas (Reguengo Grande, Lourinhã), Vira Batido (Casais Gaiola, Caldas da Rainha), Vira de Três Pulos (Assafora, Sintra) e Vira de Dois Pulos (Lagoa, Mafra).

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Se o nome da maior parte deriva de particularidades coreográficas, há também os que resultam da função que exercem, como é o caso do vira das sortes, que era especialmente tocado, pelas ruas e no baile respectivo, quando os rapazes iam às sortes; e o vira das desgarradas, que se tocava no princípio do baile enquanto não se reunia toda a juventude e também por vezes nos intervalos, tendo como característica o ser cantado ao desafio entre as moças e os rapazes. A forma coreográfica é sucedânea da dança de roda: os pares, formam uma grande roda, que evolui no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Em certo ponto, os rapazes abandonam os pares na roda e dirigem-se ao centro, onde batem com o pé direito e regressam, voltando até os respectivos pares. A roda recomeça a girar e, da próxima vez, são as moças que vão ao centro e assim sucessivamente.

Já em Casais Gaiola, Painho e Cadaval, o vira batido nunca era dançado com os pares juntos. Ao início, após a formação da roda, vão os rapazes ao meio onde batem os pés por três vezes, logo retomando o seu lugar na roda. Depois, é a vez das moças fazerem os mesmos passos, estas regressam à roda justamente quando a música ganha um andamento mais rápido, altura em que os pares passam até atingir o seguinte, após o que regressam, sempre ao ritmo valseado, ao par inicial. Andam sempre separados.

As origens do vira, que alguns situam no ternário da valsa oitocentista e outros buscam mais atrás, no fandango, parecem ser de remota idade, como defendeu Gonçalo Sampaio e também Sampayo Ribeiro, que as coloca antes do século XVI e levanta mesmo a hipótese de filiação na canção que acompanhava o bailado ou tordião.

Tomaz Ribas considera o vira uma das mais antigas danças populares portuguesas, salientando que já Gil Vicente a ele fazia referência na peça Nau d’Amores, onde o dava como uma dança do Minho. Note-se, a respeito de filiações e semelhanças, a proximidade do Vira de Dois Pulos de Lagoa e Mafra com o fandango.

Fonte: Wikipédia

BAILARINA BRACARENSE DÁ "BAILE" EM NOVA IORQUE

Bailarina portuguesa fica em segundo lugar em concurso de dança internacional. A jovem é natural de Braga

Ana Margarida Costeira, uma adolescente portuguesa de 14 anos, natural de Braga, ficou em segundo lugar,  na fase final do concurso mundial SóDança, que é organizado em Nova Iorque.

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Devido à crise mundial que o país enfrenta devido ao aparecimento do novo coronavírus a competição realizou-se através do YouTube. O vídeo da bailarina portuguesa acabou por ser um dos quatro escolhidos, entre 600, para ir à final. Dos quatro finalistas, Ana Margarida Costeira ficou em segundo lugar, com mais de 1000 votos por parte do público.

A jovem deveria partir em julho para a Holanda, onde iria fazer um estágio de verão na National Ballet Academie, mas este acabou ser cancelado devido à covid-19. Ana Margarida Costeira garante, em declarações ao Jornal de Notícias, que o seu sonho é ser bailarina profissional mas que vai "continuar os estudos, incluindo universitários, porque esta é uma profissão de desgaste rápido".

Fonte: https://ionline.sapo.pt/

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O MITO ESTÁ DESFEITO: EM PONTE DE LIMA TAMBÉM SE DANÇAVA A TIRANA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

O “Cancioneiro de Músicas Populares” constitui uma obra rara e de elevado interesse sobretudo para os estudiosos da nossa etnografia. Publicada em três volumes, compilando uma colecção de fascículos editados entre os anos 1893 e 1899 e impressos na Typografia Occidental, da cidade do Porto, contém “letra e musica de canções, serenatas, chulas, danças, descantes, cantigas dos campos e das ruas, fados, romances, hymnos nacionaes, cantos patrioticos, canticos religiosos de origem popular, canticos liturgicos popularisados, canções políticas, cantilenas, cantos maritimos, etc. e cançonetas estrangeiras vulgarizadas em Portugal”, recolhida por César A. Das Neves, coordenada a parte poética por Gualdino de Campos e prefaciada pelo Dr. Teophilo Braga.

Uma Tyrana recolhida em Ponte de Lima constitui uma das preciosidades do “Cancioneiro de Músicas Populares”. Esta obra pode ser consultada na Biblioteca Nacional de Portugal.

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CÂMARA DE CAMINHA CANDIDATA ROMARIA DE S. JOÃO D’ARGA AO CONCURSO 7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR

Autarquia minhota apresenta também candidaturas da Festa de Nossa Senhora da Bonança em Vila Praia de Âncora e a Góta da Serra d’Arga em diferentes categorias

A Câmara Municipal de Caminha apresentou a candidatura da romaria de S. João d’Arga ao concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular, projeto de caráter privado e de interesse público que vem na sequência de outros lançados nos últimos anos e que conta com a parceria da Rádio Televisão Portuguesa. Neste concurso está em causa a valorização do património cultural material e imaterial e a divulgação do que de melhor há em Portugal em categorias tão diferentes como o artesanato, as lendas e mitos, as festas e feiras, músicas e danças, rituais e costumes, procissões e romarias e artefactos.

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A candidatura de São João d’Arga está enquadrada na categoria procissões e romarias e pretende valorizar não só o património imaterial associado às tradições, às manifestações de fé, à música e às danças e à ligação das festividades com o profano mas também dar a conhecer o património do local, nomeadamente o Mosteiro de São João d’Arga cuja data de fundação é imprecisa e varia consoante as fontes mas cujas primeiras referências provém de 1252 através do testemunho dos frades beneditinos que restauraram e ocuparam o edificado.

Para Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, “esta candidatura tem dois objetivos que são complementares entre si. O primeiro é dar a conhecer a mais singular romaria do Alto Minho, a sua história, as suas tradições, o que significa para as populações de toda a região e o que vale em termos históricos pelo património que alberga e pela natureza que marca todo o local. O segundo objetivo é ganhar: esta candidatura quer que Portugal conheça melhor a Serra d’Arga, perceba os tesouros que ainda esconde, mas também quer ser escolhida como uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular”. O autarca de Caminha não tem, por isso, ilusões quanto ao que irá acontecer. “Preparamos a candidatura com todo o rigor e contamos passar os primeiros níveis de avaliação que são feitos por especialistas mas a romaria de S. João d’Arga só vencerá se o povo do concelho de Caminha todo se mobilizar na votação popular que se seguirá e se conseguirmos atrair também os votos das gentes do Alto Minho, de todos os concelhos que partilham connosco a Serra d’Arga e de todos os outros que tem esta festa, a sua fé e o som das concertinas no coração”, remata Miguel Alves.

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A Câmara Municipal de Caminha avançou também com as candidaturas da Festa de Nossa Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora, na categoria festas e feiras e da Góta da Serra d’Arga na categoria de música e danças. A ideia desta candidatura é não afunilar a valia do património popular do concelho em apenas uma candidatura de modo a que possam existir mais possibilidades de passar os projetos a fases mais adiantadas dos concursos. De acordo com o regulamento das 7 Maravilhas da Cultura Popular, haverá um painel de especialistas que irá eliminar candidaturas nas duas primeiras fases de modo a que se possa chegar a 7 patrimónios finalistas em cada um dos distritos do país e regiões autónomas. Só depois haverá votação pública de candidaturas, processo que será acompanhado pela RTP como tem vindo a acontecer nos últimos anos.

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"SONHOS NOS PÉS" PREMEIA JOVENS BRACARENSES COM TALENTO PARA A DANÇA

Candidaturas decorrem até 5 de Abril

O Município de Braga volta a desafiar os jovens Bracarenses a demonstrar o seu talento com a realização do Concurso de Dança ‘Sonhos nos Pés’. Este concurso destina-se a todos os jovens naturais ou residentes no Concelho de Braga, com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos, com talento na área da dança, que actuem individualmente ou em grupo.

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As inscrições decorrem até 5 de Abril através de correio electrónico juventude@cm-braga.pt. Os interessados devem proceder à entrega de uma maquete da sua coreografia em formato vídeo, ficha de inscrição e da declaração do encarregado dos pais ou representante legal. Todos os documentos estão disponíveis para download no site do Município em http://bit.ly/2PKqeHC

A selecção dos candidatos será comunicada até 10 de Abril, estando a apresentação final do concurso ‘Sonhos nos Pés’ agendada para 3 de Maio, no Theatro Circo. As apresentações serão divididas em dois escalões: 1.º escalão – 6 aos 10 anos; 2.º escalão – 11 aos 16 anos.

Os prémios do 1.º Escalão são de 750€ para o primeiro prémio, 500€ para o segundo prémio e 250€ para o terceiro prémio. Os prémios para o 2.º escalão são de 1.000€ para o primeiro prémio, 750€ para o segundo prémio e 500€ para o terceiro prémio.

AS ORIGENS DO BAILE DA PINHA OU PINHATA

Este baile, também conhecido por Baile da Pinhata, vem de épocas antigas e realizava-se num espírito cristão litúrgico do domingo "Laetare", domingo em que sensivelmente ao meio da Quaresma a Igreja convidava os fiéis a porem de parte a penitência e celebrarem a alegria da antevisão da Ressurreição de Jesus na Páscoa que se aproximava. Enquadrava-se, portanto, no mesmo sentido em que se insere o "Demi-Carême" francês.

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(…) O baile realiza-se normalmente na véspera da Páscoa, quadra em que as famílias que residem fora aqui se reencontram. Com a sala esplendorosamente decorada e repleta de gente, chega o momento solene da abertura do baile, com a chegada da corte real, Rei e Rainha do baile, acompanhados pelos respectivos vassalos e aias ou damas de honra. A fantasia e riqueza dos trajes dependem muito da imaginação, do brio e da bolsa dos pais dos eleitos do baile do ano anterior. Esta festa assemelha-se nalguns aspectos a um casamento.

O fotógrafo contratado desloca-se às casas do rei e da rainha fotografar estes com os seus pares de honra e familiares. O rei e a rainha depois de instalados no trono e de pousar para as objectivas, inauguram a pinhata, dançando só os dois, ao som de aplausos da multidão, a primeira peça do baile, enquanto o séquito faz círculo à sua volta.

A dança seguinte é executada pelas aias e pelos vassalos. Seguidamente dançam os vassalos com as respectivas aias e os reis. Só depois começa o baile para toda a gente. Dois grandes bolos oferecidos pelo par real são servidos com vinho do porto ou espumoso. Fazem-se leilões como em todos os bailes e dança-se alegremente até altas horas da noite.

Por volta das 4 horas da manhã, é chegado o momento de maior expectativa, de grande emoção. Trata-se da "dança da pinha" ou "dança da fita". Só os pares (solteiros) que compraram as fitas, que previamente foram numeradas por sorteio, é que podem dançar. (Noutros bailes as fitas são leiloadas). A enorme pinha de madeira encontra-se pendurada ao tecto no meio da sala, envolvida por dezenas de fitas que pendem. A dança da pinha pode durar uma hora e tem por finalidade abrir a pinha.

Os vassalos e aias também podem participar nesta dança, se para tal tiverem adquirido as respectivas fitas. Ao longo da dança, o animador do baile vai anunciando, por ordem, o número do par, a pinha é descida à altura de se puxar uma fita. A dança dura até que " a fita premiada" acciona um mecanismo de abertura da pinha, e nessa altura as luzes da sala apagam-se e acendem-se as luzes multicoloridas que se encontram no interior da pinha

É o momento de maior emoção, em que há gritos de alegria e se aplaude o novo rei e nova rainha, que abriram a pinha. É o fim de um reinado e o começo de outro. Depois os novos eleitos dão início a outra série de danças. Estes escolherão novos vassalos e novas aias e recebem a coroa que lhes dá “poderes reais" para a "pinhata" do ano seguinte.

Fonte: http://www.jf-aljustrel.pt/ Foto: http://bandadosamouco.blogspot.pt/

TANGO MAESTRO | QUINTETO NUESTRO TIEMPO: A MÚSICA DE ASTOR PIAZZOLLA – O TANGO NOS SEUS LIMITES, PARA APRECIAR NO TEATRO DIOGO BERNARDES

15 de Fevereiro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Amanhã, sábado, 15 de Fevereiro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, concerto pela formação internacional Quinteto Nuestro Tiempo, composta por músicos residentes em Berlim, Paris, Madrid e Corunha, que apresentará Tango Maestro, um concerto instrumental de homenagem à figura do compositor Astor Piazzolla.

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Quinteto Nuestro Tiempo

Especializado em música contemporânea de tango, principalmente no trabalho de sua grande referência: Astor Piazzolla.

Começaram a sua jornada em 2008 e desde então apresentaram-se em vários palcos e festivais na Espanha, Alemanha e Portugal.

Fizeram parte de algumas das formações mais importantes do tango, como o Prefeito de Sexteto, La Orquestas de Leopoldo Federico, Osvaldo Berlinguieri, Ruben Juarez ou Gotan Project.

Interpretam a tradição do género com um estilo particular, onde são percebidas influências do jazz ou da música clássica contemporânea.

O Quinteto Nuestro Tiempo é formado à imagem e semelhança do mítico Quinteto Nuevo Tango de Astor Piazzolla:

Matías González – bandoneón

Pablo Woizinski – piano

Gabriel Bussi – violino

Risto Vuolanne – contrabaixo

Guillermo Bazzola – guitarra eléctrica

Tango Maestro: A Música de Astor Piazzolla

Astor Piazzolla não é só o músico de tango mais famoso do mundo, mas também um compositor cultivado por notáveis artistas internacionais, conjuntos de câmara e orquestras sinfónicas de todo o planeta.

É possível que ele tenha levado o tango aos seus limites, até agora – esteticamente falando –, que muitos tanguistas não conseguiram acompanhá-lo ou compreendê-lo.

Aqueles que o seguiram e os que vieram depois tiveram o difícil problema de roubar, mesmo em parte, a sua influência e encontrar uma nova direcção após seu trabalho.

Bilhetes à venda (6,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

WHITNEY HOUSTON HOMENAGEADA EM CERVEIRA NO INTERCÂMBIO DE DANÇA CULTURAL 2020

Desde 2015 que a folia carnavalesca em Vila Nova de Cerveira é celebrada com dois espetáculos musicais singulares, protagonizados por cerca de 60 jovens bailarinos de escolas do Norte de Portugal e da Galiza, em homenagem a um artista pop de renome. A edição 2020 do Intercâmbio de Dança Cultural relembra Whitney Houston, a cantora conhecida como “A Voz”, com entrada livre nos dias 22 e 25 de fevereiro, no Espaço Factory.

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Promovido pela ADEIXA – Associação de Dança do Eixo Atlântico, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, esta iniciativa arranca com uma Residência Artística, onde ao longo de quatro dias, as escolas participantes trocam experiências e partilham ateliers coreográficos, aulas técnicas, workshops de formação, promovendo o convívio social e cultural. A programação intensa culmina com a realização de dois espetáculos temáticos, com componentes teatrais e musicais, articulados entre vários profissionais de dança e os cerca de 60 jovens bailarinos.

Considerada por muitos a melhor vocalista de todos os tempos pela sua poderosa voz, alcançando notas muito altas, aliada ao seu talento artístico na composição de letras e melodias, este ano, a artista homenageada é Whitney Houston, falecida a 11 de fevereiro de 2012.

A edição 2020 do Intercâmbio Cultural de Dança decorre de 22 a 25 de fevereiro, no Espaço Factory de Vila Nova de Cerveira, com os espetáculos abertos ao público geral agendados para as noites de sábado (22) e de terça-feira (25), às 21h00. Entrada livre.

INVERNO | COMPANHIA DE DANÇA DE ALMADA: UM ESPECTÁCULO TOTALMENTE IMPERDÍVEL PARA OS APRECIADORES DE DANÇA CONTEMPORÂNEA, DA CULTURA POPULAR, DA ETNOGRAFIA E DO FOLCLORE

17 de Janeiro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira à noite, dia 17 de Janeiro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, a Companhia de Dança de Almada apresenta Inverno, a sua mais recente produção, com criação de Bruno Duarte e que estreou muito recentemente, a 28 de Novembro, em Bragança.

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Um espectáculo que faz a simbiose entre a ancestralidade e o vanguardismo, o sagrado e o profano em terras de Trás-os-Montes, no qual podemos beber imensas semelhanças com o viver do nosso Alto Minho e compreendermos as mudanças e adaptações a que muitas das nossas tradições são obrigadas, devido à nossa contemporaneidade.

Podemos mesmo afirmar que se trata de um espectáculo obrigatório para todos aqueles que se dedicam ao folclore e à etnografia, bem como, todas as pessoas que se encontrem ligadas a associações de lazer e cultura, numa altura em que se prevê para breve o arranque da execução de uma candidatura no âmbito do Aviso Cultura Para todos.

O criador, Bruno Duarte, sobre o presente espectáculo, afirmou o seguinte:

"Desde criança tenho muito presentes as imagens a que, fascinado, assistia na televisão e que me davam a conhecer um pouco do que são os costumes de inverno transmontanos – caretos, chocalheiros, diabos, figuras que sempre exerceram sobre mim um magnetismo especial. Vi na criação deste espectáculo, uma oportunidade para explorar cenicamente o cruzamento da sacralidade ritual destas celebrações ancestrais, com uma linguagem de dança contemporânea. Situado entre o sagrado e pagão, ancestral e contemporâneo, humano e sobrenatural, “Inverno” procura transmitir a magia que se vive por estes lugares na altura do solstício de inverno, retratando o pulsar da terra, a emancipação dos jovens, as arruadas, a postura de transgressão – mas tão regrada por práticas fixas – e o forte misticismo cultural. Este é um trabalho sobre o que está vivo, mas também sobre a memória. Sobre aquilo e aqueles que já viveram os locais que hoje experimentamos."

Bruno Duarte

Segundo Amadeu Ferreira, in “O Diabo e as Cinzas” (2013):

“Estes são rituais de juventude, cheios de vida e de futuro, por onde perpassam todas as actividades dos povos (…), rituais que a cada ano renovam a confiança na continuidade da vida, bem simbolizada no fogo e outros deuses pagãos.

Nunca realçaremos suficientemente o papel que os rituais (…) tiveram na evolução das nossas sociedades e lhes transmitiram um carácter de sanidade ética que consegue manter a dignidade no meio da maior pobreza e de dificuldades sem fim.”

Criação: Bruno Duarte | Cocriação e Interpretação: Bruno Duarte, Carlota Sela, Francisco Ferreira, Joana Puntel, Luís Malaquias, Mariana Romão e Raquel Tavares | Coprodução do Teatro Municipal de Bragança e Companhia de Dança de Almada

Bilhetes à venda (5,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

PONTE DE LIMA HOMENAGEIA SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

TUDO QUANTO VI - UM POEMA COREOGRÁFICO PARA SOPHIA | DANÇA EM DIÁLOGOS – A HOMENAGEM DO TEATRO DIOGO BERNARDES A SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

6 de Dezembro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Exactamente um mês depois do início das Comemorações do Nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, apresenta, hoje, 6 de Dezembro, às 22h00, o espectáculo de dança e bailado Tudo Quanto Vi – Um Poema Coreográfico para Sophia, pela Dança em Diálogos.

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Uma performance poética que celebra a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, revelando que a sua poesia poderá ser absorvida e partilhada através de diversas perspectivas. Num subtil entrelaçar entre poema e música, as palavras de Sophia são metamorfoseadas em imagens em movimento, por vezes fragmentadas, sobrepostas ou até silenciosas, procurando uma fusão entre a linguagem neo-clássica e contemporânea. Um diálogo entre dança e sonoridade poética, corporificando uma dupla antologia rítmica da escrita e da escritora.

Ficha técnica |

Direcção Artística | Solange Melo . Fernando Duarte

Coreografia | Fernando Duarte

Poemas | Sophia de Mello Breyner Andresen

Selecção de Poemas | Nicolau Santos

Música | Fernando Lopes-Graça . J. S. Bach . Luís de Freitas Branco . Luís Tinoco

Figurinos | Solange Melo

Desenho de luz | VP

Elenco | Solange Melo . Fernando Duarte . Carlota Rodrigues .PatriciaKeleher

Produção | Dança em Diálogos

Assistente de Produção | Margarida Garcez

Apoio aos Ensaios | Fátima Brito

Apoio à Língua Gestual | Cidália de Jesus

A criação do bailado teve o apoio à criação através de residências artísticas na Escola Superior de Dança - IPL, Estúdios Victor Córdon, Estúdio CAB e Estúdio Pro.Dança.

Bilhetes à venda (5,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo emailteatrodb@cm-pontedelima.pt.

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