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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO DEBATE ACESSO À CULTURA

Acesso Cultura promove novo debate em Famalicão

No próximo dia 19 de fevereiro, Vila Nova de Famalicão recebe mais um debate promovido pela associação Acesso Cultura.

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“O politicamente correto: uma forma de incluir ou uma nova barreira?” foi o tema escolhido pela associação para esta nova sessão do ciclo de debates, que decorre em simultâneo em mais seis cidades portuguesas: Lisboa, Porto, Funchal, Faro, Évora e Castelo Branco.

A iniciativa decorrerá a partir das 18h30, na Galeria Municipal Ala da Frente, com as intervenções de António Gonçalves, artista plástico, Paula Guerra, do Departamento de Sociologia da Universidade do Porto, Regina Bezerra, Educadora Social do Departamento de Acção Social do Município de Famalicão, e com a moderação de Rosa Moreira, Provedora do Aluno da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão.

“Para algumas pessoas, o politicamente correto é sinónimo de consciência, sensibilidade, respeito, boa educação. Para outras, é uma espécie de polícia da linguagem que, em vez de promover a inclusão e a tolerância, torna indivíduos tolerantes em suspeitos, cria um espaço fértil para a libertação de ódios e novas barreiras no relacionamento entre pessoas. O politicamente correto é a favor ou contra a liberdade individual? Ou estaremos a perder o foco?”, escreve a associação sobre o tema deste novo debate.

Recorde-se que a Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos de profissionais da cultura e de pessoas interessadas em promover a melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural, em Portugal e no estrangeiro.

A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DO ALTO MINHO PROMOVE CICLO DE ESTUDOS "GASTRONOMIA E CULTURA"

Conferência num restaurante abre ciclo de estudos

No próximo dia24de janeiro, noRestaurante Scalla (Praia Norte, Viana do Castelo), às 17.00 horas, tem lugar a primeira conferência do Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”, iniciativa do Centro de Estudos Regionais.

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Pedro Pereira, doutor em Antropologia e docente no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, apresenta uma comunicação intitulada “Alimentos, comidas e culturas”. Esta apresentação inaugura o conjunto de conferências do ciclo de estudos, cujo programa foi apresentado no passado dia 17 de janeiro, que prevê a intervenção de diversos investigadores. A iniciativa integra ainda visitas de estudo, percursos urbanos e outras iniciativas paralelas. A participação no evento é livre.     

Revista Estudos Regionais

Chamada de artigos para edição de 2019

O Centro de Estudos Regionais publicará, no segundo semestre de 2019, o décimo terceiro volume, da segunda série, da revista Estudos Regionais. Até ao dia 25 de janeiro, o CERaceita a receção de resumos de artigos ou propostas de recensão para apreciação pelo Conselho Editorial. O resumo dos artigos deve ter no máximo 15 linhas (150 palavras), incluir referência ao objeto de estudo, ao enfoque teórico, às fontes ou à sustentação empírica e três palavras-chave.As normas completas para os colaboradores podem ser consultadas na edição nº 12 (2018), nas páginas 258 e 259, ou no sítio www.cer.pt.

A direção do Centro de Estudos Regionais

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DO ALTO MINHO APRESENTA CICLO DE ESTUDOS SOBRE GASTRONOMIA E CULTURA

Apresentação do Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”

No próximo dia 17 de janeiro, noMuseu de Artes Decorativas, no Largo de S. Domingos, em Viana do Castelo, pelas 17.00 horas, tem lugar aapresentação pública do programa do Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”, iniciativa do Centro de Estudos Regionais, que decorrerá entre janeiro e junho de 2019

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O Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”, integrado no plano de atividades da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais, é umfórum de partilha de conhecimento e de reflexão, aberto a toda a comunidade. Organizado em torno de um conjunto de conferências e de visitas de estudo, sob a coordenação de José Carlos Loureiro e Pedro Pereira, o ciclo de estudos procura evidenciar a importância patrimonial da gastronomia, analisar os modos de produção e de circulação dos hábitos alimentares e evidenciar especificidades sociais e culturais de diferentes formas de alimentação. 

Na sessão pública, José Carlos Loureiroapresentaráos objetivos do projeto e divulgará o programa integral. O ciclo de estudos de 2019 constitui a décima edição consecutiva desta iniciativa, que tem oferecido à cidade a oportunidade de ouvir investigadores e diferentes atores sociais e culturaissobre as mais diversas temáticas, num fórum de descoberta e partilha de saber, em que a participação é livre. 

A direção do Centro de Estudos Regionais

MONÇÃO DIVULGA ACTIVIDADES CULTURAIS

AGENDA JANEIRO E FEVEREIRO`19

No ano que agora findou, introduzimos algumas novidades na programação cultural do Município e melhoramos algumas iniciativas vindas de anos anteriores. O resultado não podia ser melhor. Promoção da nossa terra no exterior, presença de muito público nos eventos e dinamização económica em todos os setores.

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Um ano de grande intensidade que serviu para constatar o forte envolvimento da sociedade monçanense na divulgação dos nossos valores patrimoniais e gastronómicos, bem como a paixão e apego das associações locais pela nossa identidade cultural. Obrigado pelo apoio.

Uma palavra de enorme gratidão também para os empresários e comerciantes que sempre disseram “podem contar connosco” nesta caminhada coletiva de fazermos de Monção um concelho responsivo aos anseios da população local e atrativo aos olhos dos visitantes.

Olhamos para o passado com orgulho, contudo, o nosso objetivo já está focado no presente e futuro. Com mais um ano, carregado de experiência e conhecimento, acreditamos que vamos conseguir melhores resultados.

Como sempre, contamos com os monçanenses para superarmos os desafios emergentes. Este ano, vão ser muitos. Vários investimentos em curso para, em conjunto, cimentarmos a centralidade de Monção no contexto da Euroregião Norte de Portugal – Galiza. Agradecemos a vossa paciência, compreensão e tolerância durante os trabalhos.

A todos os monçanenses, expresso um forte e sentido desejo que 2019 traga felicidade, saúde e trabalho. Que seja um ano extraordinário tanto a nível pessoal como profissional.

Vereador da Ação Social, Cultura e Turismo,

João Rafael de Sousa Oliveira

BRAGA APRESENTA ESTRATÉGIA CULTURAL PARA A PRÓXIMA DÉCADA

Apresentação da Estratégia Cultural de Braga 2020-2030 realiza-se amanhã, Sexta-feira, dia 7 de Dezembro, pelas 11h00, n´A Fundição De Sinos De Braga

O Município de Braga procede à apresentação pública do processo de desenvolvimento da Estratégia Cultural de Braga para o horizonte de 2020-2030, em sessão que terá lugar amanhã, Sexta-feira, dia 7 de Dezembro, pelas 11h00, na ´A Fundição De Sinos De Braga - Serafim Da Silva Jerónimo & Filhos, Lda. (Av. Cidade do Porto nº 154, 4705-084 Braga).

A sessão contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias, da Administradora Executiva do Theatro Circo, Cláudia Leite, e da Coordenadora do projecto Braga Cultura 2030, Joana Meneses Fernandes

Esta Estratégia Cultural de Braga pretende reflectir as necessidades actuais e futuras da Cidade e dos seus agentes e responder aos desafios e ambições de uma Cidade que quer fazer da cultura um dos seus pilares de desenvolvimento. Será um primeiro passo para a apresentação da candidatura a Capital Europeia da Cultural 2027.

FAMALICÃO DESPEDE-SE DE 2018 COM MUITA ACTIVIDADE CULTURAL

Casa das Artes arranca a despedida de 2018 com propostas para todos os públicos. Programação de dezembro com ementa bem calórica

A magia dos pássaros de papel, envolvidos pela imensidão literária de Pessoa colados às sonoridades ritmadas de Manel Cruz são os ingredientes que compõem as entradas do menu da programação que a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão vai servir em dezembro.

Manel Cruz

Nem tudo doces! A ementa do último mês de 2018 na Casa das Artes não está condicionada apenas a iguarias natalinas. Todavia, a programação do maior palco cultural do Município de Vila Nova de Famalicão não deixa de ser bem calórica como ordena uma tradicional dieta para os dias frios.

No dia 1, «Fernando Pessoa em Vila Nova de Famalicão» é o título da exposição de cerâmica, ilustração, pintura e fotografia que vai estar patente no foyer até 31 de janeiro de 2019. Trata-se de uma organização conjunta da Casa das Artes e da Editora Centro Atlântico, que colocará à vista de todos uma coleção de obras de arte concebidas por escultores, pintores, ilustradores e fotógrafos, sobre a obra de Fernando Pessoa.

Pessoa

No total, «Fernando Pessoa em Vila Nova de Famalicão» conta com 20 peças de cerâmica da autoria de Margarida Costa; duas ilustrações de Paulo Buchinho; mais três ilustrações de Mário Linhares; duas pinturas de Cristina Troufa; uma fotografia de André Boto; e mais duas fotografias de Libório Manuel Silva.

A inauguração está marcada para as 16h30.

A estreia de Orizuro traz ao outono tardio de Vila Nova de Famalicão a alegria e leveza dos pássaros primaveris. Esta é uma coprodução da Companhia de Música Teatral e da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

O espetáculo sobe a palco nos dias 1 e 2, às 11h00 e 17h00, num Pequeno Auditório transfigurado em ninho.

“Orizuro” é uma viagem ao mundo dos pássaros. De todos os pássaros, os reais e os imaginários, os das histórias, da poesia, da música, os que nos convidam a voar, os que cantam connosco. Três intérpretes levam bebés e crianças (e com elas os adultos) aos ninhos onde a música nasce com o movimento e traçam caminhos inesperados povoados de sons e imagens.

O orizuru na cultura tradicional japonesa é um símbolo de felicidade e na segunda metade do século vinte, após a bomba de Hiroshima, tornou-se num ícone do desejo de paz. A ideia de "afinação" tem estado presente em grande parte dos trabalhos da CMT, que tem usado a expressão "tuning people, birds and flowers" para se referir à procura, através da experiência artística, da afinação das pessoas com o que as rodeia. São esses os "pássaros" que Orizuro procurará revelar. Ou construir. Vivemos num tempo que precisa da nossa atenção urgente para a necessidade de preservarmos o mundo em que vivemos. Há muitas formas de o fazer. Ensinar a olhar e escutar de forma poética é certamente uma das que faz falta e deve ser promovida desde que nascemos.

Entrada: 4 euros. Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2 euros.

A noite deste primeiro dia de dezembro conta com o desfile musical de Manel Cruz que surgirá acompanhado no palco do Grande Auditório com Nico Tricot (voz, flauta transversal, teclados, guitarra), Edú Silva (voz, baixo, teclados) e António Serginho (percussão, teclados).

O espetáculo tem início agendado para as 21h30. 

Entrada: 12 euros. Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 6 euros

Manel Cruz tem um percurso artístico que o fez passar pelos Ornatos Violeta, Pluto, SuperNada e, finalmente, no projeto enigmático que foi Foge Foge Bandido. Agora, surge a mostrar recortes, vozes e memórias dessa viagem de 10 anos, desta vez a solo.

Assim são servidas as entradas de uma longa ementa que aguarda ser saboreada sem receios de indisposições de sobredosagens.

Orizuro

A GALIZA, O GALEGO-PORTUGUÊS E A BUSCA POR INDEPENDÊNCIA

Semana passada, entrevistei a professora moçambicana Marisa Mendonça - que assumiu em Outubro a diretoria executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (ILLP), vinculado à Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) - sobre o novo acordo ortográfico. Mas foi inevitável a pergunta sobre como integrar a Galiza na CPLP. Ela me respondeu que o IILP-CPLP vem acompanhando o processo em curso na Galiza, de recuperação e reconhecimento do galego-português.

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Diplomática e cautelosa, a professora Marisa disse que aguarda o posicionamento do governo espanhol, uma vez que a CPLP trabalha com Estados e não pode ferir a soberania nacional. E acrescentou: “Sabemos que há uma série de conversações sobre como conduzir esse processo. É necessário dar-se o tempo que a complexidade do processo exige.”

Quase ao mesmo tempo, recebi mensagem de Camilo Nogueira, engenheiro industrial, licenciado em ciências econômicas, deputado três vezes (1981-93 e 1997-99) no Parlamento da Galiza e um mandato no Parlamento Europeu (1999-2004). Segundo Camilo, os nacionalistas galegos reivindicam a identidade entre o galego e o português, o galego-português, e trabalham por esse reconhecimento oficial.

No Parlamento Europeu, Camilo falava em galego “sem qualquer problema, aproveitando a oficialidade do português”. Já, no Congresso espanhol, suas colegas deputadas são proibidas de fazer pronunciamento em galego. “O Estado espanhol nem sequer reconhece o galego-português, negando uma riqueza evidente. (…) Esquece que, através do Brasil, também se fala o galego-português nascido na Galiza histórica.”

Por isso, Camilo não parece muito otimista. Acha que a Galiza deve inspirar-se na Catalunha, no País Basco e na Escócia, e lutar pela independência. “A Galiza quer separar-se de um império europeu.”

Tanto que, quando o encontrei na Galiza, Camilo acabava de voltar de um evento em Barcelona - era uma manifestação dos independentistas catalães, que reunira dois milhões de pessoas para reivindicar o direito de decidir sobre o futuro da Catalunha; o seu direito de autodeterminação para configurar-se como Estado na União Europeia. Recentemente, Camilo esteve de novo em Barcelona, a convite do “partido amigo” Esquerra Republicana de Catalunya, ou Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que poderá governar a província (estado, para nós brasileiros) a partir das próximas eleições.

Seja o movimento social pela regeneração do galego-português, seja a luta pela independência da Galiza, o fato é que entidades como a Associaçom Galega da Língua (AGAL)*, a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP)** e o Parlamento de Galicia*** terão papel cada vez mais importante neste processo.

Um pouco de história

O movimento nacional galego surgiu no século XIX (1846), como os da maioria dos atuais Estados europeus, ao fio da soberania popular e frente à monarquia Borbon, relata Camilo Nogueira. Apesar do caráter diferenciado da Galiza, as monarquias ou ditaduras espanholas negaram a sua personalidade e o auto-governo.

A língua própria foi proibida na Galiza desde 1500, prossegue Camilo. No entanto, conservava-se em Portugal e se expandia por outros continentes, mantendo-se inequivocamente nas classes populares. Igualmente, evoluía-se o galego-português do Brasil.

A Galiza foi assim marginada, de tal maneira que, se em 1800 tinha cinco vezes mais população que a atual província de Madrid, podendo chegar a ter sete milhões de habitantes, hoje ficou reduzida a três milhões. Entre 1860 e 1920, forçadas pelo poder espanhol, três milhões de pessoas tiveram que emigrar para a América e outro um milhão para países europeus. Apesar de tudo, a Galiza resistiu como nação e hoje tem um perfil econômico relativamente avançado...

Apesar da imposição do castelhano para eliminar a língua galega, esta é conhecida pela quase totalidade da população e falada habitualmente pela maioria, assegura Camilo. O castelhano é conhecido por todos, mas não pode fazer desaparecer o galego, o galego-português.

Durante a Segunda República (1931-1936), os nacionalistas galegos, com o apoio da esquerda republicana estatal, conseguiram um Estatuto de Autonomia, lembra Camilo. “Depois de 40 anos de Ditadura, conseguimos de novo o Estatuto de Autonomia, com uma certa autonomia política e econômica, com o galego como língua oficial, sendo o castelhano co-oficial. Agora, os nacionalistas galegos reivindicam a soberania como Estado na União Europeia.”****

*Associaçom Galega da Língua ( http://www.agal-gz.org/corporativo/ )

**Academia Galega da Língua Portuguesa ( http://academiagalega.org/ )

***Parlamento de Galicia ( http://www.parlamentodegalicia.es/sitios/web/default.aspx )

****Veja mais sobre a Galiza em  http://www.jornaldaslajes.com.br/integra.php?i=1479

Fonte: José Venâncio de Resende / https://www.jornaldaslajes.com.br/

NACIONALISTAS GALEGOS DEFENDEM A LÍNGUA PORTUGUESA QUE É TAMBÉM O SEU IDIOMA – O GALEGO!

Os nacionalistas gelagos estão a optar por escrever sob a ortografia portuguesa e, desse modo, deixarem de fazê-lo através das regras ortográficas do castelhano que é a língua oficial de Espanha. A iniciativa não é inética uma vez que o deputado nacionalista no Parlamento Europeu, Camilo Nogueira Román, o fazia como uma forma de se exprimir em liberdade no seu próprio idioma – o galego reintegrado ou seja, o galego-português – algo que estava impedido de fazê-lo nas cortes de Madride.

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Contudo, a generalização desta prática que está agora a verificar-se contribui para a afirmação da Galiza no contexto internacional uma vez que o galego – ou português – constitui o idioma oficial de 9 países independentes, para além de numerosos territórios e comunidades espalhadas pelo mundo de que Macau, Malásia e a antiga Índia Portuguesa serão as mais relevantes! – abrangendo quase 300 milhões de falantes. Refira-se ainda que se trata de uma língua e franca expansão em virtude de alguns dos países de expressão portuguesa serem actualmente países economicamente emergentes.

Para além desta opção que rompe com o “isolacionismo” imposto pelo castelhano que o remete o galego a um dialecto insignificante quando, desde os cancioneiros trovadorescos da Idade Média já consituía uma língua nacional – ainda a Espanha estava muito longe de se concretizar como um país! – esta iniciativa constitui uma afirmação de identidade da Galiza onde também o insígne poeta autor de Os Lusíadas teve as suas raízes.

Para além das suas afinidades linguísticas, históricas e culturais, a Galiza deveria formar com Portugal um único corpo, sob a forma confederal ou outra qualquer. Sob as muralhas do castelo – Castela! – escondem-se sempre as masmorras onde se mantêm aprisionadas as nacionalidades da Galiza, Catalunha, Euskadi, Canárias, Ceuta e até o território português de Olivença.

FORTES COMA UNHA MIÑOCA

O español, ou castelán, que tanto me ten, é o quinto idioma máis falado na Unión Europea. Non é gran cousa. Por enriba están o alemán, o inglés, o francés e o italiano, nesta orde. Así que se Europa segue a coller folgos, Deus non o queira, o español collerá categoría de lingua máis minoritaria do que xa o é. Os máis patriotas dirán que o español sempre será importante porque o falan máis de 500 millóns de persoas. Non se fíen, queridos e queridas. Na lingua materna dos galegos expresámonos 230 millóns e xa ven de que nos serve, cando vostedes en lugar de vir a aprendela veñen a queixarse de que nós a falemos. Saiban que para un alemán, un inglés, un francés ou un luxemburgués, o español é un idioma inútil. Tarde ou cedo impoñeranse en Europa o inglés, a pesares do Brexit, e o alemán, e farano en detrimento de todas as demais linguas, entre elas o español. Dirán os da plataforma "Wir sprechen deutsch", que o lóxico é que todos os europeos falemos na lingua que nos une e non nas que nos separan, como o español ou o polaco. Achtung.

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Virán de fóra a queixarse de que en Burgos os sinais de tráfico ou os rótulos dos comercios non estean escritos en alemán e si "nese dialecto que non serve para nada e só entenden os nativos". Sucederá. Será dentro de 15 anos ou dentro de dous séculos, pero acontecerá. Non teñan a menor dúbida. Virán de toda Europa a recoller firmas para que os nenos madrileños poidan aprender soamente o inglés ou o alemán. Diranlles como teñen que pronunciar os nomes das súas cidades, pobos e aldeas. Vostedes cren que o seu idioma é poderoso en Europa porque o é en España, como o galego o é na Galiza, pero trabúcanse. O español fálano en Europa 46 millóns entre unha poboación de 512. Un 9%. Iso é case nada.

Vostedes dirán entón que o español hai que protexelo fronte ás imposicións externas dun imperialismo lingüístico que vén acabar co seu idioma e coa súa cultura. Ninguén lles fará caso fora do Estado español, créanme. E terano ben merecido, por pinflois. A Galiza viñeron ultimamente vostedes a recoller firmas para esixir o dereito a falar español, coma se ese dereito non existise desde o principio dos tempos. Vimos queixas airadas porque Mercadona ou Carrefour poñen carteis en galego ou en valenciano; á Xunta de Galicia reprocháronlle que escriba os seus chíos en galego. En Catalunya, o pasado venres, insultaron a Gemma Nierga, catalá, por falar catalán. O pianista James Rhodes, inglés afincado en Madrid, perdeu seguidores furiosos nas redes sociais porque cando vén a Galiza escribe en galego e cando vai a Catalunya en catalán: "Deixo de seguirche por escribir unha mensaxe nun idioma que non é o común de todos os españois". E dinllo vostedes a un inglés! Van vostedes pasados de licorca barato feito con alcol metílico, ou que?

Pois saiban isto: que falar español en Europa é cada día menos importante. Un idioma pequerrechiño, coma o galego, que máis aló dos Pireneos pinta menos que o euskera. Non se suban á parra; non pensen que o español vai ser máis importante en Berlín por impoñelo en Catalunya ou na Galiza. A pesares de vostedes, todos os habitantes do Estado español respectámolo e falámolo tan ben como vostedes ou mellor. O que lles molesta é que ademais teñamos unha lingua propia e lla ensinemos aos nosos fillos. Din que o español é marxinado en Catalunya, en Euskadi ou na Galiza. Iso, meus reises, é unha soberana falcatruada. Son vostedes os que veñen aos nosos países a marxinarnos o idioma, coma se o seu fose mellor que o noso ou que calquera outro que se fale en algures.

Saiban que cando a súa lingua, a de Cervantes e a de El Prenda sexa marxinada en Europa, contarán coa comprensión de galegos, vascos, navarros, valencianos, baleares ou asturianos, porque sabemos o que é aturar a xente crispada que nos menospreza por manter vivo un idioma e sentirnos orgullosos del. Saiban que teñen vostedes o mesmo dereito a dicir Sangenjo que nós a rirnos de quen o fai. Saiban que o seu idioma, que non pinta nada en Europa, merece para un galego ou un catalán o mesmo respecto que merece o noso, o chinés mandarín ou o taushiro, que por desgraza xa só o fala unha persoa, o peruano Amadeo García, porque outros como vostedes acabaron con el. Saiban que se cadra soben un día a un metro en Londres e poden atoparse con imbéciles que insultan a quen fala español, como fixeron vostedes con Gemma Nierga. Non crean que por impoñelo na Galiza gañan vostedes o respecto dun holandés ou dun alemán. Non sexan parvos. Non sexan inorantes máis aló das súas posibilidades.

Acabarán un día como eses matóns da escola que se meten co máis débil da clase ata que chegan ao recreo e atopan outras bestas que están catro cursos por riba. Será entón cando se decaten do débiles que son vostedes, fortes coma unha miñoca.

Fonte: Rodrigo Cota / https://www.diariodepontevedra.es/

A LÍNGUA PORTUGUESA É O IDIOMA DA GALIZA

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"Por eso no nos cansaremos de aconsejar a nuestro literatos que adopten la ortografía portuguesa, que es con ligerísimas, casi imperceptibles variantes, la que usaban nuestros antepasados, que nosotros hemos abandonado sin motivo y debemos recuperar. […]

Hay, sin embargo, quien ha hecho la afirmación de que una vez adoptada la ortografía portuguesa, el gallego se refunde en el portugués y por tanto desaparece, y que por eso debe darse al gallego, para que adquiera fisionomía propia y exclusiva, algo que lo separe del portugués para que este no lo absorba.

A este argumento debemos objetar que si ambos idiomas fueron uno mismo hasta que tomaron o iniciar tomar distinto rumbo merced al capricho de un monarca enemigo de Galicia, no vemos la razón de que continúen separados porque no debieron separarse jamás.

Como quiera que sea, necesitamos adoptar una buena ortografía, y una vez adoptada, que se respete y se use, porque de lo contrario tendremos tantos lenguajes como escritores, yendo a parar muy pronto el gallego a manos del enterrador."

DELEGADO REGIONAL DE CULTURA VISITA VIZELA

A Câmara Municipal de Vizela recebeu a visita do Delegado Regional de Cultura, António Ponte, na passada sexta–feira.

Visita Del. Reg. Cultura

A visita teve como objetivo três pontos fundamentais:

1.º as obras de requalificação da Praça da República, no sentido de emissão do parecer sobre os vestígios arqueológicos dos tempos romanos naquele local;

2.º análise da possibilidade de financiamento da requalificação do Cine Parque, um edifício com relevo histórico, dando-lhe a dignidade que merece e passando novamente para a fruição de todos os vizelenses;

3.º visita ao Museu da Mota para avaliação das condições para a criação de um museu de relevância nacional em Vizela.

Esta visita insere-se na implementação de uma política cultural municipal, através da demonstração da importância e do papel fundamental que a cultura tem no desenvolvimento de Vizela.

NOVO SERVIÇO DOS TRANSPORTES URBANOS DE BRAGA (TUB) REFORÇA APOSTA NO TURISMO CULTURAL

Ligação ao Mosteiro de Tibães passa a funcionar aos Sábados, Domingos e Feriados

A partir do próximo Sábado, a linha 50 dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), que faz a ligação entre centro da Cidade e o Mosteiro de Tibães, passa a funcionar aos fins-de-semana e feriados. Este novo serviço terá quatro ligações diárias, coordenadas com os horários de visita do Mosteiro, e estará em funcionamento até ao final de Setembro.

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Durante a apresentação deste serviço, que decorreu hoje, no Mosteiro de Tibães, o presidente da Câmara Municipal de Braga enalteceu a postura pró-activa dos TUB em responder às necessidades da população, mas, também, ao aumento do número de turistas que a Cidade tem vindo a registar.

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“Esta medida não só traduz a forte aposta dos TUB na promoção cultural, patrimonial e turística do Concelho, como demonstra a constante procura por parte da empresa em se ajustar às reais necessidades dos Bracarenses”, referiu o Autarca, lembrando as medidas já tomadas como a criação de novas linhas, o reforço das frequências ou aumento de circulação em determinados eixos estruturantes da mobilidade no Concelho.

Como referiu Ricardo Rio, os TUB procuram soluções para corresponder a novos desafios e novas dinâmicas que o Concelho vem enfrentando. “Este novo serviço vem valorizar ainda mais o Mosteiro de Tibães, um activo que durante muito tempo pareceu à margem daquilo que era o radar dos focos de atracção da nossa Cidade. Agora o Mosteiro está mais perto não apenas dos Bracarenses mas, também, dos milhares de turistas que chegam a Braga e querem conhecer este espaço”, concluiu o Autarca.

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FÉRIAS EM FAFE... É NA DESPORTIVA!

Férias desportivas e culturais arrancam em Junho. Inscrições abertas na Casa da Cultura

A Câmara Municipal de Fafe volta a promover, por mais um ano, as férias desportivas e culturais no concelho.

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A iniciativa, que se tem revelado um sucesso, arranca dia 25 de Junho e prolonga-se até dia 3 de Agosto.

Este ano, o âmbito cultural volta a fazer parte das actividades. Para além da prática de modalidades desportivas, como Andebol, Basquetebol, Futsal, estão também previstas disciplinas artísticas, teatro, música, cinema, jogos tradicionais e diversas oficinas.

A Cidadania, o Ambiente e a Saúde são outras das temáticas programadas, com percursos pedestres, segurança rodoviária, visitas a instituições do concelho, PicNics, entre tantas outras.

As férias desportivas e culturais destinam-se a crianças e jovens, que frequentam o ensino básico, residentes no concelho de Fafe.

As inscrições devem ser feitas até dia 20 de Junho, na Casa da Cultura.

CAFÉ CULTURAL REGRESSA A FAFE

Hip-Hop, Pop-Rock e Graffiti em destaque

O projecto Café Cultural está de regresso a Fafe este mês, com a Música e o Graffiti a tomarem o lugar central de mais uma edição, que conta, desta vez, com artistas nacionais e brasileiros.

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Em Maio, as Residências Artísticas começam já amanhã e terminal no final do mês. No dia 18, Andy Scoth promove um Workshop de Música Hip Hop na Escola Profissional de Fafe. No dia 22, o mesmo Workshop acontece na Escola Professor Carlos Teixeira.

A 24 de Maio, é a vez de apresentarmos o Graffiti no Parque da Cidade. Um dia depois, no Club Fafense, tem lugar a Sinergia Artística, com um concerto de Rivando Gois e Andy Scoth, no Club Fafense, às 21h30.

Este ciclo de Residências Artísticas termina dia 28, com o Workshop de Graffiti na Cercifaf.

Todas as actividades são abertas ao público e de entrada livre.

O Café Cultural Residências Artísticas é um projecto, criado numa parceria entre o Município de Fafe e a organização Café Cultural do artista plástico e produtor brasileiro, Vicente Coda, que estimula as mais variadas linguagens artísticas através do acolhimento e de interacção.