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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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A PROMOÇÃO DA LÍNGUA E CULTURA PORTUGUESA NA ESLOVÉNIA

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  • Crónica de Daniel Bastos

A conjugação de esforços e sinergias na promoção da língua e cultura lusa no estrangeiro tem permitido ao longo dos últimos anos ampliar a projeção do país no concerto mundial, inclusivamente em nações onde os portugueses não são das principais nacionalidades residentes.

Um desses exemplos encontra-se presentemente na Eslovénia, um estado situado na Europa Central, que faz fronteira com a Áustria, a Hungria, a Itália e a Croácia, onde na última década o altruísmo cultural e o amor pátrio de João Pita Costa têm sido fundamentais para a difusão da língua e cultura portuguesa nesta pequena nação de 2 milhões de habitantes.

Natural da Costa da Caparica e matemático de profissão, João Pita Costa que vive na capital eslovena, Liubliana, há mais de uma dezena de anos, é desse 2014 o editor da revista bilingue luso-eslovena “Sardinha”, uma revista cultural online que tem tido desde o seu aparecimento o apoio da Associação de Amizade Luso-Eslovena,

Através da cooperação com o Instituto Camões, e da articulação com estruturas diplomáticas e associativas lusas, a “Revista Sardinha” tem celebrado o dia de Portugal e das Comunidades em Liubliana, sendo que na primeira edição em 2017 juntou mais de 100 luso-falantes num convívio feito por portugueses para todos.

No ano passado, a prossecução cultural da revista luso-eslovena esteve na base da dinamização de um ciclo de cinema português, onde foi exibido o filme “Alentejo, Alentejo”, de Sérgio Tréfaut. Uma relevante iniciativa que decorreu no espaço Ziferblat, em Liubliana, e que foi antecedida de uma interveção, do professor Alcides Murtinheira, sobre o cante alentejano, género musical classificado há cinco anos como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Já no início deste ano, a contínua promoção da língua e cultura portuguesa na Eslovénia, contribuiu para que se tenha ouvido fado, um dos maiores símbolos da cultura nacional, em Liubliana, na sala de espetáculos Poket Teater Studio, estreitando-se ainda mais os laços luso-eslovenos que tem em João Pita Costa um dos seus mais afincados e genuínos ativistas culturais.

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA: A CASA COMUM DA LUSOFONIA

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  • Crónica de Daniel Bastos

O Museu da Língua Portuguesa, inaugurado em 2006 na megametrópole brasileira de São Paulo, a maior cidade lusófona do mundo, assume-se desde a primeira década do séc. XXI, como a casa comum da vasta comunidade formada por todos os povos e nações que compartilham a cultura e a língua de Camões.

Desde a sua origem, o único Museu de Língua Portuguesa do mundo tem como missão e objetivos valorizar a diversidade da língua portuguesa, celebrá-la como elemento fundamental e fundador da cultura, e aproximá-la dos falantes do idioma em todo o mundo.

Um idioma que é atualmente dos mais falados à escala planetária, abrangendo a língua oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, e que desde 2010 foi sancionado como a terceira língua oficial da Guiné Equatorial. Como destacam os organizadores da obra “A Língua Portuguesa no Mundo - Passado, Presente e Futuro”, a língua de Camões ocupa hodiernamente um dos lugares cimeiros na lista dos idiomas que ostentam uma dimensão mundial, assim como um incomensurável potencial de expansão.

As singulares características linguístico-culturais e a diversidade dos públicos-alvo do Museu de Língua Portuguesa, que praticamente numa década recebeu cerca de quatro milhões visitantes, sofreram um duro revés no ocaso do ano de 2015, quando um incêndio de grandes proporções atingiu o edifício do espaço museológico situado no complexo da Estação da Luz.

No entanto, a enorme onda de solidariedade que se gerou a nível mundial, e em particular lusófona, tem permitido desde a fatídica data encetar um processo sustentado de reconstrução, que está a procurar contribuir decisivamente para o alargamento do estudo, preservação, valorização e divulgação da cultura e língua portuguesa.

Estimando a reabertura do Museu de Língua Portuguesa no próximo ano, os responsáveis da sua reconstrução, de acordo com recentes declarações públicas, asseguram que o espaço museológico será modernizado com várias novidades tecnológicas e interativas, mantendo simultaneamente a sala de exposições temporárias, e a icónica Praça da Língua e o Auditório.

VIZELA VAI TER CASA DA CULTURA

Câmara lança primeira pedra da obra da Casa da Cultura

A Câmara Municipal vai proceder ao lançamento da primeira pedra da obra da Casa da Cultura, no próximo dia 11 de setembro, pelas 17.00h.

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A Casa da Cultura será instalada no edifício do antigo matadouro de Vizela na União de Freguesias de Caldas de Vizela (S. Miguel e S. João), nos limites do aglomerado urbano da própria Cidade.

Esta obra vem no seguimento da política de requalificação do centro urbano de Vizela implementado por este Executivo Municipal através do Plano de Ação - Regeneração Urbana Sustentável - RUS, que integra um conjunto de intervenções integradas nos espaços públicos, potenciando a sua atratividade e reforçando a identidade do centro, para que esta não se perca ou sofra descaracterizações, dando uma nova vida a esta área, ao mesmo tempo que potencia a intervenção dos privados.

Neste Plano de Ação destaca-se a obra de requalificação da Praça da República e Jardim Manuel Faria, mas também de todas as artérias adjacentes, tal como a Rua Doutor Abílio Torres, a Av. dos Bombeiros Voluntários, a Rua Doutor Pereira Caldas (Rua da Rainha), a Rua Joaquim Pinto, a Rua Ferreira Caldas, a Av. Eng. Sá e Melo, o parque de estacionamento no Fórum Vizela e ainda a Casa da Cultura.

Na vertente mais sustentável, este Plano integra ainda a requalificação do Parque das Termas, um projeto de fundo para a maior revitalização do Parque das Termas de Vizela das últimas décadas; a requalificação das margens e leito do Rio Vizela; e a criação de uma ciclovia, que fará a ligação da Freguesia de Infias à Marginal Ribeirinha.

Este Plano de Ação - Regeneração Urbana Sustentável - RUS integra um conjunto de intervenções integradas nos espaços públicos, num investimento de cerca e 3,5M€, sendo investimento próprio de 1M€, e que irá tornar irreconhecível o centro urbano de Vizela.

Com a obra da Casa da Cultura, a Câmara Municipal pretende recuperar um edifício centenário, de matriz tradicional construtiva, transformando-o numa Casa da Cultura de Vizela, recuperando o imóvel nas suas características físicas tradicionais e transformando e adaptando o seu interior para atividades culturais a desenvolver em Vizela.

REAL ACADEMIA GALEGA RECLAMA MAIS PORTUGUÊS

A Real Academia reclama máis portugués nas escolas de Galicia "para potenciar a proxección exterior" do galego

O seu presidente, Víctor Freixanes, lamenta a escasa implantación do portugués nos centros educativos galegos.

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A RAG reivindica o portugués nas escolas galegas, nun seminario internacional da Universidade Federal Fluminense, en Brasil | Fonte: Europa Press

 

A Real Academia Galega lamentou a escasa implantación do portugués nos centros educativos galegos e o seu presidente, Víctor Freixanes, reclamou unha maior presenza deste idioma nas escolas "como lingua irmá" para así "potenciar a proxección exterior" do galego.

Freixanes, xunto a outros académicos como Rosario Álvarez ou Henrique Monteagudo, atópase en Brasil nunha visita institucional para estreitar lazos coa comunidade do ámbito da lusofonía.

O presidente da Academia interveu este xoves nun seminario internacional da Universidade Federal Fluminense onde, ademais de explicar as funcións da institución, abordou a situación do galego ante o espazo de comunicación en lingua portuguesa e nun contexto marcado da globalización.

Alí, advertiu da importancia de apoiarse "na creatividade e na capacidade de comunicación" para aumentar a proxección do idioma, e reiterou que a proximidade do galego e o portugués "debe ser aproveitada".

"O galego non é un idioma local", sinalou, senón que ofrece "un sitio no mundo" e permitirá que os novos creadores poidan "porse en comunicación con centos de millóns de persoas" da man "da gran familia galego-portuguesa". "Temos que reivindicar o portugués nas escolas como lingua irmá. Non para substituír ao galego, senón para apoiarnos nel de cara á proxección exterior".

É por iso que lamentou a "escasa" implantación do idioma luso nos centros galegos, a pesar da aprobación "por unanimidade" da denominada 'Lei Paz Andrade' no Parlamento de Galicia, polo que solicitou unha "estratexia ambiciosa" por parte dos responsables políticos, culturais e institucionais.

"Neste punto é onde temos a obriga de profundar para non perder as oportunidades, incluso facendo pedagoxía social entre nós, porque non todos os galegos e galegas son conscientes desta riqueza", insistiu Freixanes, quen apostou por desenvolver "maiores e mellores comunicacións" cos territorios de fala portuguesa.

Fonte: http://www.galiciaconfidencial.com/

QUEREMOS GALEGO!

Miles de persoas saen á rúa en toda Galicia para gritar 'Máis que nunca, Queremos Galego!'

Unhas 14 localidades de dentro e fóra da comunidade acollen protestas e actos en defensa do idioma 

Miles de persoas percorreron as rúas de toda Galicia con motivo deste 17 de maio para defender a lingua propia e advertir ás administracións públicas que 'Máis que nunca, Queremos galego!'. A pesar do mal tempo, a plataforma en defensa do idioma conseguiu congregar a centenares de persoas nas 14 marchas convocadas para a xornada deste venres, Día das Letras Galegas, co obxectivo de estender aos diferentes municipios a tradicional manifestación que cada ano acolle a cidade de Compostela.

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Precisamente, Santiago acolleu unha das mobilizacións principais do día, que estivo apoiada por numerosos representantes do panorama social e político, como a portavoz nacional do BNG, Ana Pontón, o secretario xeral do PSdeG, Gonzalo Caballero, Lidia Senra de En Marea ou Antón Sánchez de Anova, entre outros.  A comitiva saíu da Alameda pasadas as 12.00 horas ao berro de 'Na Galiza, en galego', tras unha pancarta na que se lía 'Máis que nunca, Queremos galego!'.

Sobre a mesma hora, a imaxe repetíase na Coruña, Ferrol, Carballo, Lugo, Burela, Monforte, Ourense, Pontevedra, Vigo, A Estrada, Cangas e Lalín. 

A convocatoria da plataforma Queremos Galego, buscando estender a forza da mobilización a nivel comarcal e achegar os seus consignas aos municipios con motivo das próximas eleccións municipais, chega mesmo máis aló das fronteiras da comunidade, ao celebrarse unha protesta de apoio no Ateneu Roig de Barcelona. 

Na capital galega, centos de persoas percorreron as rúas nun ambiente lúdico e festivo e acompañadas dunha breve tregua das condicións climáticas, coreando consignas e portando pancartas de todo tipo para reivindicar o seu dereito a usar a lingua con normalidade no seu día a día. 

A marcha percorreu a rúa Senra e bordeou a Praza de Galicia antes de introducirse no Casco Antigo compostelán. A pesar de que estaba prevista a súa finalización no Toural, a organización decidiu trasladar o acto final á Praza de Praterías, ante a sede do Museo das Peregrinacións, debido á gran afluencia de simpatizantes que acudiron a apoiar a convocatoria e que superaron as expectativas da plataforma. Alí, representantes de diversas entidades, como 'Defende a Galega', a CIG ou a asociación cultural 'O Galo', entre outras, deron lectura ao manifesto da protesta, que concluíu coa intervención do portavoz da plataforma, Marcos Maceira, e co canto do himno galego por parte de todos os manifestantes.

Estamos ao lado do galego, a democracia e os dereitos humanos. Sen liberdade, igualdade, e xustiza para o galego, a democracia neste país estará moi limitada

10 ANOS DE REIVINDICACIÓN. En declaracións ao comezo da marcha, o portavoz da Mesa e de Queremos Galego, Marcos Maceira, lembrou que se cumpren 10 anos de acción desta entidade na que a cidadanía demostrou coa súa "vontade" que se pode "manter un galego vivo" e "rehabilitar a lingua", en contraposición a unha administración "que está a ser absolutamente contraria" a estes intereses. 

"Vímolo na campaña electoral", denunciou, na que "regresou a agresividade manifesta" cara á lingua coa esixencia da súa "prohibición para o acceso á función pública", o que iría en contra do Estatuto de Autonomía ao representar "o mesmo" que a "eliminación do dereito a ser atendidos en galego". 

"Hoxe o galego é a única lingua de todo o Estado español que perde falantes", criticou Pontón

Nun contexto de eleccións municipais, Maceira lembrou as dificultades para levar unha vida con normalidade usando a lingua galega, en casos como o pago de taxas "porque os bancos non o permiten nas súas xestións", cun 1 por cento de seguros que se poden tramitar neste idioma, ou no ámbito da infancia, estando presente nun 0,6 por cento de xogos e xoguetes, ademais de na xustiza, na sanidade ou a educación.  "O problema é que temos que estar permanentemente mobilizándonos para que os éxitos conseguidos se manteñan", lamentou Maceira, quen advertiu ao presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijóo, que ten "dúas opcións: ou é leal a Galicia e por tanto ao galego, como factor de desenvolvemento económico e de cohesión social, ou é leal a Casado e a súa campaña de odio", sinalou. 

"Nós estamos ao lado de Galicia, do galego, a democracia e os dereitos humanos. Sen liberdade, igualdade, e xustiza para o galego, a democracia neste país estará moi limitada".

Lidia Senra (En Marea) esixiu á Xunta "que deixe de poñer paus nas rodas" e poña en marcha "políticas activas"

"ESCRACHE" DO PP. A portavoz nacional do BNG, Ana Pontón, denunciou o "escrache que o PP de Feijóo" mantivo "nos últimos anos á lingua galega", e que impide á sociedade poder usala "con normalidade" e con consecuencias "evidentes".  "Hoxe o galego é a única lingua de todo o Estado español que perde falantes", criticou Pontón, insistindo na ausencia deste idioma nos diarios escritos, nas matemáticas, a redución da edición ou a súa exclusión no 90% das escolas de infantil das cidades. 

Por iso, esixiu "cambios a favor do idioma", pasando por derrogar "o decreto da vergoña" e avanzar "para ter galego nos medios públicos, en xustiza, nas escolas" e, en definitiva, cara a un futuro construído "sobre o orgullo de ter unha identidade". 

Gonzalo Caballero defendeu que Galicia conta cunha "riqueza" e unha "lingua hermosísima" que necesita que a defendan

Nesta liña, Lidia Senra (En Marea) esixiu á Xunta "que deixe de poñer paus nas rodas" e poña en marcha "políticas activas" para protexer os dereitos lingüísticos.  "Porque queremos desenvolver a nosa vida con total normalidade en galego todos os días do ano", insistiu, para reivindicar ademais ao Goberno central que "dun paso adiante" e expoña ás institucións europeas que o galego "sexa lingua oficial tamén no Parlamento europeo".

DEFENDER A "RIQUEZA". Tamén presente na marcha, o secretario do PSdeG, Gonzalo Caballero, defendeu que Galicia conta cunha "riqueza" e unha "lingua hermosísima" que necesita que a defendan e promovan "todos os días", sobre todo nun momento "no que a extrema dereita supón un risco de recentralización" e un "ataque á diversidade".  "Hai moitas formas de celebrar o Día das Letras Galegas e hoxe estamos nas rúas de Santiago de Compostela dicindo que 'Queremos galego'". 

Xunto a el, o deputado socialista Xaquín Fernández Leiceaga celebrou a "vitalidade" da cultura galega e animou a traballar para que "siga sendo vehículo de expresión para centos de miles de persoas no mundo". 

Fonte: https://www.galiciae.com/

Foto: Manifestación en Compostela. LAVANDEIRA JR.

28 DE ABRIL NA ESPANHA: UM PROGRAMA ELEITORAL

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* Crónica de Isabel Rei Samartim

Que galego e português são a mesma língua é uma evidência filológica historicamente enunciada por eruditos galegos e portugueses, mais tarde estudada pela Linguística Românica e, finalmente, formulada com clareza pelos filólogos Celso Cunha e Lindley Cintra em 1984 na sua Nova Gramática do português contemporâneo[1]. A atual divisão concetual em duas “línguas” é um fenómeno político moderno que responde a interesses diferentes do estudo da realidade linguística. O movimento reintegracionista tem lutado, especialmente desde a década de 70 até ao momento atual, pelo direito da população galega a que a nossa língua e cultura sejam respeitadas e promovidas como parte do mundo lusófono.

Esse fenómeno que concetualmente divide galego e português é produto da política peninsular: Primeiro, a criação unilateral do Estado espanhol em 1812, depois o centralismo canovista e a corrupção borbónica que dominou esse Estado e, nos últimos tempos, a longa noite de pedra franquista, onde o galego foi proibido, o progressivo afastamento de um Portugal independente e uma Transição espanhola antigaleguista. O galego-português é uma língua atrapada entre vários Estados. Na parte galega, o distanciamento político de Portugal favoreceu a máfia do localismo isolacionista que hoje vigora nas instituições e couta os nossos direitos, a nossa educação e o nosso desenvolvimento nacional.

Visto que este é um problema político, a solução terá de ser política. Agora que conhecemos, graças à bravura catalã, aonde é que levam os confrontos jurídicos sobre direitos fundamentais no Estado espanhol, a via política revela-se como a única frutífera para a mudança de paradigma linguístico. Neste sentido, em abril de 2019 produz-se um caso inédito na nossa história: Um partido político de âmbito estatal, na sua rama galega, En Común-Podemos, propõe no seu programa eleitoral a identidade galego-portuguesa e toma em consideração uma entidade que vem do movimento popular reintegracionista, a Academia Galega da Língua Portuguesa. Assim pode ler-se nos seus artigos 141 e 145, que reproduzimos a seguir:

  1. 141 Recoñecemento da lingua galega como lingua internacional. Declaración e definición da lingua galega como lingua internacional pola súa conexión co mundo da lusofonía e por compartir a mesma linguacunha comunidade de falantes de máis de 200 millóns de persoas, permitindo a comunicación e interconexión sen necesidade de que exista mediación.
  2. 145 Creación dunha Casa da Lusofonía. Crear a casa da Lusofonía con sede en Galicia como forma de estimular as relacións de Galicia e o Estado español co conxunto de países que integran a lusofonía. Establecer contacto coas institucións precisas para a súa posta en marcha, ademais do Ministerio de Asuntos Exteriores e a AECID, a Xunta de Galicia e o ámbito municipal galego onde se determine a sede para constituir o consorcio para a súa posta en funcionamento. Implicar as institucións relevantes para garantir o desenvolvemento deste proxecto: Consello da Cultura Galega, Real Academia Galega, Academia Galega da Língua Portuguesa, Instituto Galego de Análise e Desenvolvemento Internacional (AGADI).

Naturalmente, depois de quase cinquenta anos de reintegracionismo ativo, estas medidas podem parecer insuficientes e mesmo mal formuladas. Por exemplo, uma voz distante adverte que a marca “Casa da Lusofonia” está atualmente registada, em prevenção da possível usurpação que noutra altura aconteceu com as Galescolas. Falta uma referência explícita à Lei Paz-Andrade. Outros pontos desse mesmo programa empregam a expressão “cooficial”, conceito fantasma que serve para ocultar a verdadeira situação subordinada das línguas do Estado diferentes do castelhano, e, por cima, nomeiam o Instituto Cervantes como referência para o galego sem ter em conta o Instituto Camões.

O programa do Podemos não é perfeito, possivelmente nem seja aproximado, de facto o partido não leva na prática a teoria que expressa no ponto 141. Mas, é um documento acordado, público e comprometedor para o partido. Seria bom que a necessidade não nos deixasse incapazes de perceber o que ele representa: 1) O reconhecimento político, a nível estatal, de todo o movimento reintegracionista, 2) O sucesso da via lusista, que hoje sofre o apartheid linguístico brutal por parte do governo da Xunta e do âmbito editorial e 3) A vontade política, partilhada por boa parte da população, de formar e desenvolver a cidadania galega dentro do espaço internacional lusófono.

Lembremos que este paulatino crescimento das propostas reintegracionistas nos programas eleitorais galegos tem começado nas eleições municipais de 2015, onde os grupos Compostela Aberta e Ourense en Común propuseram claramente a implementação nos seus concelhos da Lei Paz-Andrade, lei autonómica para o aproveitamento dos vínculos com a Lusofonia. Agora, quatro anos mais tarde, vemos que um partido de âmbito estatal propõe também claramente vários pontos nessa mesma linha. O que estão a fazer estes novos partidos é o lógico e o normal, o qual num país como o nosso pode chegar a ser insólito.

Um amigo insiste-me: “Isabel, pode ser oportunismo, não confies”. Só o facto de pensarmos o reintegracionismo como alvo de oportunismos já diz muito do valor político do nosso movimento. Ninguém vê oportunidade num fracasso. Portanto, se for oportunismo, será porque estamos a ter sucesso. Aqui entra no jogo o medo à traição tantas vezes experimentada. O pessoal não quer ser traído, não quer decepcionar-se e tira importância ao facto de ver reconhecido o alvo principal de todo o seu trabalho diário e vital, a identificação linguística de galego e português. Nesse sentido decepcionar-se antes de tempo é como uma vacina, assim as pessoas ficam tranquilas, sem esperar Ítacas, nessa estranha zona de conforto onde domina o apartheid.

Um outro sintoma do valor do reintegracionismo é a sua presença em todas as formações políticas galeguistas. É preciso esperar as Ítacas! O surpreendente é que nenhum dos outros partidos reflete no seu programa eleitoral os objetivos reintegracionistas. Eu, como defensora da língua comum, fico atónita do pouco caso que nos fazem essas formações, algumas delas nada novas e que arrastam uma longa história, mesmo académica, de desencontros com a Lusofonia. Solidarizo-me com as companheiras e companheiros que trabalham nesses âmbitos e veem as suas demandas sistematicamente ignoradas nos objetivos programáticos. É paradoxal que sejam aqueles considerados “afins à Espanha” os que reconheçam abertamente a identidade linguística galego-portuguesa. Mas, o que nos deve espantar de verdade é a falta de reconhecimento dos ditos partidos “soberanistas”.

O programa é um contrato social. Não temos que confiar nos partidos. Aliás, eles dão-nos numerosas provas de não podermos confiar neles. Temos é de trabalhar socialmente sempre. Depois, votar num programa. E, finalmente, exigir e vigiar o cumprimento desse contrato social. O incumprimento do programa é motivo de revogação fulminante, de crítica dura e perda de apoios. Se EC-P somente lançou essas propostas para pescar votos sem intenção de as cumprir, a réplica terá de ser contundente e o fracasso será deles. O que nós podemos fazer é estarmos aí, como sociedade civil, primeiro pressionando para que estas iniciativas existam em todos os partidos, depois exigindo o seu cumprimento uma vez no governo. Assim é como se avançou na aquisição de direitos humanos, sexuais e reprodutivos, assim é como funcionam as manifestações de pensionistas, e assim terá de ser com os direitos ambientais, nacionais e linguísticos. Perdemos os direitos se não os defendemos, e os direitos que ainda não conseguimos há que os reclamar com paciência, constância e inteligência. As Ítacas nunca chegam porque é preciso caminhar. E já sabemos que vamos devagar e sem atalhos.

A cada dia mais gente fora do âmbito reintegracionista sabe da potencialidade da língua portuguesa, os benefícios económicos, culturais e humanos que o seu conhecimento e emprego traz para as gentes galegas. Boa amostra disso foi a aprovação por unanimidade, em março de 2014, da vigorante Lei Paz-Andrade. Agora é preciso que esse reconhecimento tenha o espaço que merece nas instituições galegas, portuguesas e espanholas. Leiamos e comparemos os programas dos partidos para estas eleições estatais e que cada quem tire as próprias conclusões.

[1]A formulação inicial desta evidência linguística foi em 1971 pelo filólogo português Lindley Cintra no seu artigo “Nova proposta de classificação dos dialectos galego-portugueses”, publicado no Boletim de Filologia, 22, p. 81-116, disponível em http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/biblioteca/novaproposta.pdf.

Anexo. Programas para as eleições estatais de 2019:

Fonte: https://pgl.gal/

ACADEMIA DE MÚSICA FERNANDES FÃO DISTINGUE MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA COM CONDECORAÇÃO DE "MÉRITO CULTURAL"

Mérito Cultural para o Município de Ponte de Lima: Proposta da Academia de Música Fernandes Fão

O Município de Ponte de Lima vai ser galardoado pela Academia de Música Fernandes Fão (AMFF) com a atribuição de Mérito Cultural, em reconhecimento do papel ativo que a autarquia assume, no despertar de uma nova consciência quanto à relevância da salvaguarda do património cultural da região.

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Segundo a Academia de Música Fernandes Fão, é dada a conhecer a intenção de atribuição «do Mérito Cultural, em sessão pública a realizar no próximo dia 3 de maio de 2019, data do 30° aniversário» da AMFF.

A atribuição do diploma justificativo do reconhecimento e ainda da Condecoração de Mérito respetiva, é efetuada, «em resultado da avaliação feita pela Direção em funções», admite a AMFF.

A autarquia limiana é já conhecida pelo seu empenho em ações desenvolvidas em prol do património regional, em ações de reabilitação e valorização do património urbano, assim como pela aposta no seu núcleo museológico, e ainda pela atribuição de subsídios ordinários a associações culturais do concelho.

Consciente da importância de impulsionar projetos promovidos pelos diversos atores locais que atuam no concelho de Ponte de Lima, o Município tem vindo a reforçar o apoio técnico e financeiro concedido, dinamizando o leque associativo, e tornando tangível a produção cultural, criando de autênticas dinâmicas conducentes a uma real participação cívica.

ESPOSENDE DESCENTRALIZA EVENTOS CULTURAIS

Município de Esposende mantém descentralização de eventos culturais

O Município de Esposende, no âmbito da política de descentralização cultural, vai realizar, ao longo do ano em curso, um conjunto de eventos culturais, de acesso gratuito, nas freguesias do concelho.

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O programa inclui espetáculos de teatro, música, dança e etnografia, a desenvolver por grupos e entidades locais, iniciando-se já no próximo sábado, dia 6 de abril, com a atividade “O Teatro vai a… Palmeira de Faro”. A partir das 21h30, no Auditório do Centro Paroquial, o grupo de teatro da Juventude Unida de Marinhas (JUM) leva à cena a peça de teatro “Círculo da Caça”, de Eduardo de Filippo. Este espetáculo decorre do projeto municipal CREARTE (Crescimento da Arte Teatral em Esposende) e integra as comemorações do Dia Mundial do Teatro, que se celebrou a 27 de março.

Em maio, no dia 12, às 21h30, “A Música vai a… Belinho”, no dia 18, às 21h30, “O Teatro vai a… Apúlia” e, no dia 19, às 16h00, “A Dança vai a… Rio Tinto”.

Para junho, estão previstas mais três atividades, nomeadamente no dia 8, às 21h30, “O Teatro vai a… Antas”, no dia 15, às 21h30, “O Teatro vai a… Gandra” e, no dia 16, às 11h00, “A Música vai a… Gandra”. Posteriormente, “A Música vai a… Belinho”, no dia 10 de agosto, às 22h00; no dia 15 de setembro, às 16h00, “A Etnografia vai a… Apúlia”; no dia 12 de outubro, às 21h30, “O Teatro vai a… Curvos” e, por fim, no dia 17 de novembro, às 16h00, “A Etnografia vai a… Gemeses”.

Através do desenvolvimento deste programa descentralizado de atividades, o Município proporcionará à comunidade o acesso a eventos culturais nas suas próprias localidades e a possibilidade de apreciar o trabalho que é desenvolvido a este nível no concelho. De resto, tendo o Município vertido para o seu plano de ação os Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, está também a contribuir para as metas Educação de Qualidade (ODS 4), Reduzir as desigualdades (ODS 10) e Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade (ODS 17).

Refira-se que, também no âmbito do plano de descentralização cultural, o Município, em parceria com as Juntas de Freguesia, desenvolveu, em 2018, o programa “À Descoberta de…”, através da realização de um conjunto de eventos culturais em todas as freguesias do concelho.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DO ALTO MINHO PROMOVE GASTRONOMIA E CULTURA

X Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”: Carlos Fernandes apresenta os restaurantes onde comem os Confrades do Minho

No próximo dia28de março (quinta-feira), Carlos Fernandes apresenta a comunicação “Onde Comem os Confrades do Minho -Guia de restaurantes preferidos para comer bem”, integrada no Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”.A conferência tem lugar na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas.

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Carlos Fernandesédoutorado em Turismo pela Bournemouth University (Reino Unido). É Professor na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, onde coordenou a Licenciatura em Turismo.Tem participado em diversos projetos internacionais, sendo membro da InternationalInstituteofGastronomy, Culture, ArtsandTourism, da Association for TourismandLeisureEducation e da Confraria dos Gastrónomos do Minho, entre outras associações e instituições. Investigador do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), tem uma ampla obra publicada, nomeadamente artigos em revistas científicas nacionais e internacionais e livros. 

O Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura” é organizado pelo Centro de Estudos Regionais, no âmbito das atividades da sua Academia Sénior, e decorre até junho do presente ano. A participação na iniciativa não carece de inscrição, estando aberta a todos os interessados.   

A direção do Centro de Estudos Regionais

Viana do Castelo, 25de março de 2019

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS: GASTRONOMIA É CULTURA

X Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”: Pintura e sabores é o tema da próxima conferência do Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”

No próximo dia 14 de março (quinta-feira), Antonieta Morais apresenta a comunicação “Sabores na pintura: um breve roteiro”, integrada no Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”, iniciativa do Centro de Estudos Regionais. A conferência tem lugar na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas.

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Antonieta Morais é mestre e doutorada em História da Arte em Portugal. Docente no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, desde 1998, tem lecionado em diversos Cursos de Licenciatura e de Mestrado. Como áreas de interesse da sua investigação tem se dedicado a temáticas dentro da história da pintura, da gravura, do traje civil e das artes decorativas.

O Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura” é organizado pelo Centro de Estudos Regionais, no âmbito das atividades da sua Academia Sénior, decorrendo até junho do presente ano. A entrada é livre.

A direção do Centro de Estudos Regionais

Viana do Castelo, 11 de março de 2019

FAMALICÃO DEBATE ACESSO À CULTURA

Acesso Cultura promove novo debate em Famalicão

No próximo dia 19 de fevereiro, Vila Nova de Famalicão recebe mais um debate promovido pela associação Acesso Cultura.

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“O politicamente correto: uma forma de incluir ou uma nova barreira?” foi o tema escolhido pela associação para esta nova sessão do ciclo de debates, que decorre em simultâneo em mais seis cidades portuguesas: Lisboa, Porto, Funchal, Faro, Évora e Castelo Branco.

A iniciativa decorrerá a partir das 18h30, na Galeria Municipal Ala da Frente, com as intervenções de António Gonçalves, artista plástico, Paula Guerra, do Departamento de Sociologia da Universidade do Porto, Regina Bezerra, Educadora Social do Departamento de Acção Social do Município de Famalicão, e com a moderação de Rosa Moreira, Provedora do Aluno da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão.

“Para algumas pessoas, o politicamente correto é sinónimo de consciência, sensibilidade, respeito, boa educação. Para outras, é uma espécie de polícia da linguagem que, em vez de promover a inclusão e a tolerância, torna indivíduos tolerantes em suspeitos, cria um espaço fértil para a libertação de ódios e novas barreiras no relacionamento entre pessoas. O politicamente correto é a favor ou contra a liberdade individual? Ou estaremos a perder o foco?”, escreve a associação sobre o tema deste novo debate.

Recorde-se que a Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos de profissionais da cultura e de pessoas interessadas em promover a melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural, em Portugal e no estrangeiro.

A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DO ALTO MINHO PROMOVE CICLO DE ESTUDOS "GASTRONOMIA E CULTURA"

Conferência num restaurante abre ciclo de estudos

No próximo dia24de janeiro, noRestaurante Scalla (Praia Norte, Viana do Castelo), às 17.00 horas, tem lugar a primeira conferência do Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”, iniciativa do Centro de Estudos Regionais.

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Pedro Pereira, doutor em Antropologia e docente no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, apresenta uma comunicação intitulada “Alimentos, comidas e culturas”. Esta apresentação inaugura o conjunto de conferências do ciclo de estudos, cujo programa foi apresentado no passado dia 17 de janeiro, que prevê a intervenção de diversos investigadores. A iniciativa integra ainda visitas de estudo, percursos urbanos e outras iniciativas paralelas. A participação no evento é livre.     

Revista Estudos Regionais

Chamada de artigos para edição de 2019

O Centro de Estudos Regionais publicará, no segundo semestre de 2019, o décimo terceiro volume, da segunda série, da revista Estudos Regionais. Até ao dia 25 de janeiro, o CERaceita a receção de resumos de artigos ou propostas de recensão para apreciação pelo Conselho Editorial. O resumo dos artigos deve ter no máximo 15 linhas (150 palavras), incluir referência ao objeto de estudo, ao enfoque teórico, às fontes ou à sustentação empírica e três palavras-chave.As normas completas para os colaboradores podem ser consultadas na edição nº 12 (2018), nas páginas 258 e 259, ou no sítio www.cer.pt.

A direção do Centro de Estudos Regionais

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DO ALTO MINHO APRESENTA CICLO DE ESTUDOS SOBRE GASTRONOMIA E CULTURA

Apresentação do Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”

No próximo dia 17 de janeiro, noMuseu de Artes Decorativas, no Largo de S. Domingos, em Viana do Castelo, pelas 17.00 horas, tem lugar aapresentação pública do programa do Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”, iniciativa do Centro de Estudos Regionais, que decorrerá entre janeiro e junho de 2019

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O Ciclo de Estudos “Gastronomia e Cultura”, integrado no plano de atividades da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais, é umfórum de partilha de conhecimento e de reflexão, aberto a toda a comunidade. Organizado em torno de um conjunto de conferências e de visitas de estudo, sob a coordenação de José Carlos Loureiro e Pedro Pereira, o ciclo de estudos procura evidenciar a importância patrimonial da gastronomia, analisar os modos de produção e de circulação dos hábitos alimentares e evidenciar especificidades sociais e culturais de diferentes formas de alimentação. 

Na sessão pública, José Carlos Loureiroapresentaráos objetivos do projeto e divulgará o programa integral. O ciclo de estudos de 2019 constitui a décima edição consecutiva desta iniciativa, que tem oferecido à cidade a oportunidade de ouvir investigadores e diferentes atores sociais e culturaissobre as mais diversas temáticas, num fórum de descoberta e partilha de saber, em que a participação é livre. 

A direção do Centro de Estudos Regionais

MONÇÃO DIVULGA ACTIVIDADES CULTURAIS

AGENDA JANEIRO E FEVEREIRO`19

No ano que agora findou, introduzimos algumas novidades na programação cultural do Município e melhoramos algumas iniciativas vindas de anos anteriores. O resultado não podia ser melhor. Promoção da nossa terra no exterior, presença de muito público nos eventos e dinamização económica em todos os setores.

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Um ano de grande intensidade que serviu para constatar o forte envolvimento da sociedade monçanense na divulgação dos nossos valores patrimoniais e gastronómicos, bem como a paixão e apego das associações locais pela nossa identidade cultural. Obrigado pelo apoio.

Uma palavra de enorme gratidão também para os empresários e comerciantes que sempre disseram “podem contar connosco” nesta caminhada coletiva de fazermos de Monção um concelho responsivo aos anseios da população local e atrativo aos olhos dos visitantes.

Olhamos para o passado com orgulho, contudo, o nosso objetivo já está focado no presente e futuro. Com mais um ano, carregado de experiência e conhecimento, acreditamos que vamos conseguir melhores resultados.

Como sempre, contamos com os monçanenses para superarmos os desafios emergentes. Este ano, vão ser muitos. Vários investimentos em curso para, em conjunto, cimentarmos a centralidade de Monção no contexto da Euroregião Norte de Portugal – Galiza. Agradecemos a vossa paciência, compreensão e tolerância durante os trabalhos.

A todos os monçanenses, expresso um forte e sentido desejo que 2019 traga felicidade, saúde e trabalho. Que seja um ano extraordinário tanto a nível pessoal como profissional.

Vereador da Ação Social, Cultura e Turismo,

João Rafael de Sousa Oliveira

BRAGA APRESENTA ESTRATÉGIA CULTURAL PARA A PRÓXIMA DÉCADA

Apresentação da Estratégia Cultural de Braga 2020-2030 realiza-se amanhã, Sexta-feira, dia 7 de Dezembro, pelas 11h00, n´A Fundição De Sinos De Braga

O Município de Braga procede à apresentação pública do processo de desenvolvimento da Estratégia Cultural de Braga para o horizonte de 2020-2030, em sessão que terá lugar amanhã, Sexta-feira, dia 7 de Dezembro, pelas 11h00, na ´A Fundição De Sinos De Braga - Serafim Da Silva Jerónimo & Filhos, Lda. (Av. Cidade do Porto nº 154, 4705-084 Braga).

A sessão contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias, da Administradora Executiva do Theatro Circo, Cláudia Leite, e da Coordenadora do projecto Braga Cultura 2030, Joana Meneses Fernandes

Esta Estratégia Cultural de Braga pretende reflectir as necessidades actuais e futuras da Cidade e dos seus agentes e responder aos desafios e ambições de uma Cidade que quer fazer da cultura um dos seus pilares de desenvolvimento. Será um primeiro passo para a apresentação da candidatura a Capital Europeia da Cultural 2027.