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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA: GOVERNO "NACIONALIZOU" EM 1920 O PRESBITÉRIO DA CORRELHÃ

O Ministério da Justiça e dos Cultos - Direcção Geral da Justiça e dos Cultos - 4.ª Repartição, através do Decreto nº. 6396, publicado em Diário do Govêrno n.º 35/1920, Série I de 18 de Fevereiro de 1920, anulou o decreto n.º 139, de 13 de Junho de 1913, que cedeu à Direcção Geral de Instrução Primária, a título de arrendamento, o presbitério da freguesia de Correlhã, concelho de Ponte do Lima, e encorporou o referido presbitério no Património Nacional.

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PONTE DE LIMA: O "SIMPÁTICO" LOURENÇO -EXÍMIO TOCADOR DE FLAUTA - FOI O DIRECTOR DA MÚSICA DO MAIS ANTIGO GRUPO FOLCLÓRICO DE QUE EXISTE REGISTO!

O jornal humorístico “O Sorvete” que se publicou no Porto sob a orientação do caricaturista limiano Sebastião Sousa Sanhudo, dava a conhecer na sua edição nº. 123 de 4 de Setembro de 1892 a deslocação àquela cidade do “grupo de lavradeiras de Ponte de Lima”, até ao momento o mais antigo grupo folclórico de que existe registo, embora há muito tempo não existente. E, nele regista precisamente a participação de um componente de origem africana como "director da música" do referido rancho folclórico.

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Colecção particular de Ovídio de Sousa Vieira

Em 14 de janeiro de 1966, o jornal limiano “Cardeal Saraiva” transcrevia uma crónica produzida pelo jornalista Severino Costa no “Comércio do Porto” na qual asseverava ser o “grupo de lavradeiras de Ponte do Lima” originário da freguesia da Correlhã, dizendo a dado passo: “Lembrava-me muito bem do simpático Lourenço. Era um exímio tocador de flauta que na minha infância ouvi diversas vezes, não podendo porém, dizer como nem onde. Mas da pessoa lembro-me muito bem. Era um homem de fala muito suave, muito educado, alegre, e tinha uma prosóide curiosa… Nada sei da sua família e de como veio para Ponte de Lima”. De resto, não sabemos o que levou o autor a concluir a proveniência daquele “grupo de lavradeiras”, a não ser porque ainda deverá ter conhecido ou obtido informações a respeito de algumas pessoas mencionadas na notícia publicada em “O Sorvete”. E conclui: “Mas do que parece não ficarem dúvidas, depois do aparecimento deste documento autêntico, é que Correlhã tinha, em 1892, um rancho folclórico. Não se concebe que alguém se tenha lembrado, por acaso, da freguesia de Correlhã.

Se dali foi levado ao Porto, pelos Bombeiros Voluntários, tal grupo, é porque ele existia constituído, com suas danças próprias, com nome firmado, com indumentária”.

Convém referir que o facto de ser sido o grupo folclórico mais antigo de que existe registo não significa que seja actualmente o mais antigo uma vez que já não existe!...

Com o título “O grupo de lavradeiras de Ponte de Lima no Porto”, refere o seguinte: “Graças à iniciativa dos generosos Bombeiros Voluntarios tiveram os portuenses occasião de vêr com os seus proprios olhos o que é uma esturdia no Minho. Lavradores e lavradeiras de puro sangue. Musica genuina da aldeia, cantadores e cantadeiras de fina raça; danças e cantares, tudo, enfim que o Minho tem.

Lourenço, o director da musica, tornou-se a figura mais saliente entre o seu grupo, pois que, ás primeiras gaitadas adquiriu logo as simpatias do publico que o chamou repetidas vezes e o cobriu de aplausos delirantes.

O sympathico Lourenço, quer na flauta, que toca bem – quer no sanguinho de Nosso Senhor Jesus Christo – mostrou-se um bom beiço. Das raparigas: a Thereza, a Rita e a Maria, muito alegres e folgazonas, as outras tambem muito pandegas. E p’ra que viva Ponte do Lima!

A notícia vem acompanhada de uma ilustração que constitui um desenho assinado pelo próprio responsável da publicação, o conceituado caricaturista Sebastião de Sousa Sanhudo, também ele natural de Ponte de Lima. A gravura mostra as lavradeiras com o seu traje característico incluindo os lenços de franjas, os aventais de quadros e as chinelas enquanto os homens com seus coletes e casacas de botões negros e, como não podia deixar de suceder, o inconfundível chapéu braguês por vezes bastante esquecido entre os grupos folclóricos minhotos da actualidade. Uma particularidade que nos salta à vista é o facto do sympathico Lourenço que aparece com a sua flauta e era o director da música ser um negro cuja origem se desconhece, aparecendo aqui integrado naquele que se julga ter sido o primeiro grupo folclórico português.

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ARTUR AGOSTINHO NASCEU HÁ 100 ANOS – EM 28 DE SETEMBRO DE 1974 FOI PRESO POR ALEGADAMENTE TER SERVIDO COMO REPÓRTER NO ANTIGO REGIME – MAS JAMAIS ESQUECEU PONTE DE LIMA ONDE TINHA AS SUAS RAÍZES!

Artur Agostinho - o "Leão da Estrela" - tinha raízes limianas, na freguesia de Correlhã - Os Limianos jamais o esquecerão!

Passam no próximo dia 25 de Dezembro precisamente 100 anos sobre a data do nascimento do famoso jornalista, escritor e radialista Artur Agostinho. Lisboeta de nascimento, as suas raízes eram porém limianas, mais precisamente da Correlhã, onde ainda possui familiares.

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A contar da esquerda, o então Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, engº Daniel Campelo, Artur Lopes (primo) e Artur Agostinho, na apresentação da Festa de Portugal em 1994, organizada pela Casa do Concelho de Ponte de Lima, em Lisboa.

 

A sua carreira jornalística começou no longínquo ano de 1938, aos microfones da Rádio Luz. Seguiu-se o Clube Radiofónico de Portugal, a Voz de Lisboa, Rádio Peninsular e o Rádio Clube Português, até ingressar na então Emissora Nacional em 1945. Na década de 80 passou para a Rádio Renascença onde fez parte do Departamento Desportivo, área em que desde sempre se destacou como relator desportivo.

Dirigiu o jornal desportivo “Record” entre 1963 e 1974, foi director do jornal do Sporting Clube de Portugal e proprietário da agência de publicidade Sonarte.

Participou em numerosos filmes e telenovelas, de entre os quais destacamos o célebre “O Leão da Estrela” que a maior parte dos portugueses recordam, muito ao jeito das suas simpatias clubísticas.

Lisboeta de nacimento, Artur Fernandes Agostinho possuía raízes em Ponte de Lima, mais propriamente na Correlhã, terra que visitava frequentemente. E sempre que podia disponibilizava-se para relatar os jogos locais para a Rádio Ondas do Lima. Tal como sucedia com eventos que a comunidade limiana em Lisboa levava a efeito como, a título de exemplo, a apresentação da edição de 1994 da Festa de Portugal. Veio a falecer em 22 de Março de 2011.

Artur Agostinho era uma pessoa muito gentil e de fino trato que os limianos guardam no seu coração. No ano em que celebra o centenário do seu nascimento, Ponte de Lima certamente não o esquecerá!

Foto: https://www.cinema7arte.com/

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FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES - EX-PRESIDENTE DO BRASIL - DESCENDIA DE NATURAIS DA CORRELHÃ (PONTE DE LIMA)

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Domingos Rodrigues Alves, pai de Francisco de Paula Rodrigues Alves, era natural da Correlhã, em Ponte de Lima

 

Francisco de Paula Rodrigues Alves nasceu em 7 de julho de 1848 na Fazenda do Pinheiro Velho, bairro do Machadinho, em Guaratinguetá, terceiro filho de Isabel Perpétua de Marins e Domingos Rodrigues Alves. Sobre seu pai, Rodrigues Alves dedicou a seguinte nota em seus escritos:

“Meu pai. Veio para o Brasil em 1832, no brigue Rio Lima partindo de Viana e chegando com quarenta e seis dias de viagem. Trouxe a fortuna de 12 vinténs em prata. Depois de uma permanência de cinco anos no Rio, empregado no comércio, enfermou (disseram os médicos que estava sofrendo do coração) e aconselharam-no a seguir para o interior. Foi para Guaratinguetá, onde se dedicou ao comércio e lavoura, constituindo família. Faleceu em 5 de maio de 1912. Eu acabava de tomar posse do governo do Estado.”

ARTUR AGOSTINHO – “O LEÃO DA ESTRELA” – NASCEU HÁ 100 ANOS!

Artur Agostinho tinha raízes limianas, na freguesia de Correlhã

Passam no próximo dia 25 de Dezembro precisamente 100 anos sobre a data do nascimento do famoso jornalista, escritor e radialista Artur Agostinho. Lisboeta de nascimento, as suas raízes eram porém limianas, mais precisamente da Correlhã, onde ainda possui familiares.

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A sua carreira jornalística começou no longínquo ano de 1938, aos microfones da Rádio Luz. Seguiu-se o Clube Radiofónico de Portugal, a Voz de Lisboa, Rádio Peninsular e o Rádio Clube Português, até ingressar na então Emissora Nacional em 1945. Na década de 80 passou para a Rádio Renascença onde fez parte do Departamento Desportivo, área em que desde sempre se destacou como relator desportivo.

Dirigiu o jornal desportivo “Record” entre 1963 e 1974, foi director do jornal do Sporting Clube de Portugal e proprietário da agência de publicidade Sonarte.

Participou em numerosos filmes e telenovelas, de entre os quais destacamos o célebre “O Leão da Estrela” que a maior parte dos portugueses recordam, muito ao jeito das suas simpatias clubísticas.

Lisboeta de nacimento, Artur Fernandes Agostinho possuía raízes em Ponte de Lima, mais propriamente na Correlhã, terra que visitava frequentemente. E sempre que podia disponibilizava-se para relatar os jogos locais para a Rádio Ondas do Lima. Tal como sucedia com eventos que a comunidade limiana em Lisboa levava a efeito como, a título de exemplo, a apresentação da edição de 1994 da Festa de Portugal. Veio a falecer em 22 de Março de 2011.

Artur Agostinho era uma pessoa muito gentil e de fino trato que os limianos guardam no seu coração. No ano em que celebra o centenário do seu nascimento, Ponte de Lima certamente não o esquecerá!

Foto: https://www.cinema7arte.com/

PONTE DE LIMA: BLOCO DE ESQUERDA QUESTIONA GOVERNO SOBRE DEPOSIÇÃO ILEGAL DE RESÍDUOS NA CORRELHÃ

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tomou conhecimento da deposição ilegal de resíduos junto à via pública na rua da Calçada, pertencente à freguesia da Correlhã no concelho de Ponte de Lima. Segundo a população local, os resíduos serão provenientes de obras de construção civil, havendo também resíduos orgânicos ali depositados. A situação terá já sido reportado às entidades competentes, designadamente o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana (GNR).

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O  Bloco de Esquerda considera urgente identificar a proveniência exata dos resíduos depositados na via pública da freguesia da Correlhã, apurar responsabilidades e atuar nos termos da lei. Acresce ainda a necessidade de proceder à despoluição do local de forma a possibilitar a plena fruição de um ambiente sadio à população da Correlhã. 

É com preocupação que se percebe que este local, que foi durante anos local de deposição de resíduos, mas que já tinha sido recuperado, foi de novo alvo de descarga, pelo que é essencial agir para que esta situação não volte a ocorrer. 

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, através dos deputados Maria Manuel Rola e José Maria Cardoso, dirigiu ao Governo,  as seguintes perguntas:

1 – O Governo tem conhecimento da deposição ilegal de resíduos junto à via pública na freguesia da Correlhã? 

2 – As entidades competentes, incluindo o SEPNA da GNR, foram notificadas desta deposição ilegal de resíduos?

2.1 – Em caso afirmativo, foram realizadas ações inspetivas?

2.2 – Quais foram as consequências e as conclusões das ações inspetivas? 

3 – Que medidas prevê o Governo adotar para evitar que se repitam este tipo de ocorrências?

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PRESIDENTE DO BRASIL, DR. RODRIGUES ALVES, EM 1908 VISITOU OS SEUS FAMILIARES EM PONTE DE LIMA E PASSEOU EM LISBOA

Francisco de Paula Rodrigues Alves – Filho de Limianos foi Presidente do Brasil

Francisco de Paula Rodrigues Alves, notável figura, de ascendência limiana, foi por duas vezes Presidente da República do Brasil. É vasta a sua biografia para a qual remetemos para a revista “O Anunciador das Feiras Novas”, em artigo de nossa autoria.

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Em Novembro de 1908 – pouco tempo decorrido desde o regicídio – visitou o nosso país que também era o seu. Deslocou-se a Ponte de Lima tendo-se instalado no Palacete e Villa Moraes. Visitou o seu pai e demais familiares na Correlhã.

Rodrigues Alves também se passeou por Lisboa, tendo a sua passagem pela capital sido registada pela objectiva de Joshua Benoliel cujas fotos ilustraram uma reportagem do jornal O Século, insuspeito periódico republicano dirigido por Magalhães Lima que foi Grão-Mestre da Maçonaria. Afinal de contas, sempre se tratava de um presidente da república irmã do Brasil e por cá os republicanos não desperdiçavam uma oportunidade de promover a sua causa…

Fotos: ANTT

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