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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA DO CONCELHO DE TOMAR EM LISBOA DISCUTIU EM TRÊS SESSÕES O TEMA DAS “MIGRAÇÕES”

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No último sábado, dia 6 de julho, realizou-se a terceira e última sessão do seminário “Efeitos do Movimento Migratório das Gentes Rurais do Séc. XX e Retorno às Origens no Séc. XXI”, promovido pela Casa do Concelho de Tomar de Lisboa. O assunto em destaque foi a “Imigração”, procurando discutir o que leva Portugal a ser tão procurado por diversos cidadãos do mundo como destino para viver, estudar e investir. Foram discutidos também os principais desafios enfrentados por esses imigrantes, do ponto de vista da integração, bem como as oportunidades e os planos de ação existentes.

A mesa de honra contou com a presença do diretor do Jornal “Cidade de Tomar”, António Madureira; da presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Madalena Natividade; de Carlos Galinha, presidente da Direção da Casa do Concelho de Tomar de Lisboa; de César Afonso, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Concelho de Vinhais; e do jornalista luso-brasileiro Ígor Lopes, CEO da Agência Incomparáveis e colaborador da RDP Internacional, que também moderou o debate final. Por vídeo, participou Rosário Farmhouse, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa.

Na plateia, diversas personalidades e nomes interessados no tema das migrações, como o Embaixador José Arsénio; José Amaral Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade; João Bernardino, presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades Cultura e Recreio e Desporto – CPCCRD; Ana Correia, presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras; João Costa, membro do executivo da Junta de Freguesia de Arroios; Rui Gonçalves, presidente da Direção da Casa do Concelho de Vinhais, além de associados, amigos e elementos da Direção da Casa de Tomar de Lisboa.

Na opinião de Madalena Natividade, presidente da Junta de Freguesia de Arroios, o certame foi “um momento de reflexão e partilha que reforçou o nosso compromisso com a fomentação de uma comunidade cada vez mais inclusiva e solidária”.

Segundo Carlos Galinha, presidente da entidade que recebeu esta iniciativa, o seminário ficou marcado por ser uma excelente oportunidade de “apresentação dos temas por partes dos palestrantes convidados e da interatividade do público, mostrando que o tema das migrações está intrinsecamente ligado à cultura portuguesa”.

“O Povo Português foi sempre um Povo que recebe bem e em todos os locais onde os Portugueses estão presentes conseguiram relacionar-se com outras povos, daí que o Público se interessasse por estes temas”, frisou Carlos Galinha, que sublinhou o empenho do Grupo de Trabalho deste seminário, composto pelo Embaixador José Arsénio, José Amaral Lopes, António Madureira, Pinho Neno, Ernesto Jana, Jaime Ferreira de Carvalho, César Afonso e o próprio Carlos Galinha.

Para Ígor Lopes, “eventos como este auxiliam na promoção de ações e políticas públicas de integração da comunidade estrangeira residente em Portugal, uma vez que é possível discutir oportunidades, mas também abordar os desafios europeus nesta matéria”.

Recorde-se que o seminário “Efeitos do Movimento Migratório das Gentes Rurais do Séc. XX e Retorno às Origens no Séc. XXI” decorreu em três sessões: 18 de maio, voltado para quem deixou as terras tomarenses rumo a Lisboa; 15 de junho, dedicado aos emigrantes, em que, em meio aos presentes, estava José Albano, diretor executivo do Programa Regressar do governo português; e 6 de julho, com foco no tema da imigração.

Fontes consultadas pela nossa reportagem disseram apoiar a realização do evento por parte da Casa do Concelho de Tomar de Lisboa, já que o tema das migrações continua na agenda política e social de Portugal-

Fonte: Agência Incomparáveis

Comentário de Carlos Gomes:

Quem tinha a regressar às origens já regressou se ainda foi a tempo. Salvo poucas excepções, os filhos e netos daqueles já não nasceram na terra dos seus ancestrais, até porque já ninguém nasce em casa e as maternidades ficam longe das aldeias que foi de onde saíram os mais velhos sobretudo para Lisboa, principalmente dos concelhos mais empobrecidos e com dificuldade de fixação da população. Os mais novos estudam e seguem novas profissões na sua maioria. O “retorno” à terra dos seus pais dá-se ocasionalmente em período de férias. Muitos jovens qualificados emigram para outros países e, como sempre acontece, já não regressam definitivamente. E isto vai brevemente criar um grave problema demográfico. Julgo que a construção civil de que Tomar se destacou em Lisboa não terá muitos jovens para recrutar na Aldeia da Serra… agora vêm do Bangladesh! E as casas regionais, a meu ver, terão de se adaptar às novas realidades: as gerações mais recentes que, apesar de tudo, não esquecem as suas raízes. Serão eles os futuros sócios efectivos das casas regionais se estas quiserem sobreviver.

EPATV ORGANIZOU CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PRÁTICAS INOVADORAS NA EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL E CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DE SEIS PAÍSES EUROPEUS

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No âmbito do projeto Erasmus+ "No One Stays Behind" (nº 2021-1-PT01-KA220-VET-000034845), o auditório da Escola Profissional Amar Terra Verde recebeu, a 16 de julho, a conferência/ multiplier event, “NSB - No One Stays Behind – Innovative Vocational Education and Training Practices”.

Numa organização da EPATV, teve a participação de escolas parceiras de seis países europeus.

A sessão de abertura contou com as intervenções da diretora pedagógica, Sandra Monteiro, do vice-presidente do Município de Vila Verde, Manuel Lopes, e da representante da Agência Erasmus +, Eugénia Inácio, que participou via online.

Na sua intervenção, Sandra Monteiro manifestou a convicção de que os projetos apresentados não deixarão de fazer a diferença nas aprendizagens dos alunos, prestando um valioso contributo para a educação.

Manuel Lopes parabenizou a EPATV e salientou a importância da iniciativa para a construção de uma cidadania europeia.

Eugénia Inácio destacou que projetos deste tipo podem apresentar soluções inovadoras para formadores e formandos do ensino profissional.

A iniciativa arrancou com um momento musical interpretado por Maria Dias, da Academia de Música de Vila Verde.

Seguiu-se uma conferência online por Sara Cruz (PDH), diretora do Mestrado em Tecnologias de Apoio à Educação STEAM do IPCA que, na sua intervenção, sublinhou a importância desta metodologia  na educação dos jovens, sobretudo na perspetiva de os preparar para os desafios complexos que se avizinham no século XXI, o que vai exigir uma adaptação por parte das escolas.

No segundo painel, foram divulgados os resultados e a metodologia de gestão do projeto Erasmus NSB - “No One Stays Behind”, apresentados pelos parceiros do projeto da Eslovénia, Chipre, Itália, Turquia, Bélgica e Portugal.

A sessão terminou com a partilha de uma mostra de boas práticas na metodologia de educação STEAM, apresentada por um grupo de docentes da EPATV mestrandos no IPCA.

Na intervenção final, a coordenadora do projeto NSB, Paula Fernandes, agradeceu aos parceiros, aos presentes, à direção e colaboradores da EPATV, à Agência Nacional Erasmus e aos intervenientes. Sublinhou, ainda, o papel importante dos stakeholders e empresas parceiras intervenientes no projeto.

O NSB- “No One Stays Behind” é um projeto financiado pelo Programa Erasmus+, do qual a EPATV é coordenadora, cujos resultados pretendidos são os de diminuir as taxas de abandono escolar precoce; prestar apoio a jovens NEET; promover uma mentalidade empreendedora entre todos os alunos do Ensino e Formação Profissional (EFP); criar abordagens pedagógicas inovadoras baseadas na metodologia STEAM e em ferramentas digitais, permitindo que o processo se torne mais atrativo, tanto para estudantes como para docentes/formadores.

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ABANCA CIRCLE DISCUTE O NOVO CICLO DA POLÍTICA MONETÁRIA EM BRAGA – 19 DE JUNHO

  • ABANCA Circle “O Novo Ciclo da Política Monetária & as suas Implicações” realiza-se em Braga no próximo dia 19 de junho
  • Evento será organizado em parceria com a Schroders e a PIMCO

O ABANCA irá realizar uma nova sessão do ABANCA Circle sob o tema “O Novo Ciclo de Política Monetária & as suas Implicações”, no próximo dia 19 de junho, no Vila Galé Collection Braga. Este evento será organizado em parceria com a Schroders e a PIMCO, duas das mais prestigiadas gestoras de ativos a nível global.

Em março de 2022, a Reserva Federal norte-americana (Fed) subiu as taxas de juro pela primeira vez desde 2018, seguindo o Banco Central Europeu (BCE) em julho do mesmo ano. Agora, aproximam-se os primeiros cortes, com o BCE a liderar esta mudança, seguido pela Fed. Este novo ciclo de política monetária trará implicações significativas para os investidores, e é neste contexto que o ABANCA organiza esta sessão de debate, proporcionando uma plataforma para partilhar conhecimentos e opiniões.

Pedro Pimenta, Country Head do ABANCA Portugal, destaca a importância desta iniciativa, afirmando que “num momento em que a política monetária global enfrenta transformações significativas, é crucial que os investidores tenham acesso a informação relevante e atualizada para tomar decisões informadas. Esta sessão do ABANCA Circle representa uma oportunidade única para partilhar conhecimentos e perspetivas sobre o mercado financeiro, num ambiente de excelência proporcionado pela colaboração com a Schroders e a PIMCO”.

O evento terá início às 17h30 com um welcome coffee, seguido da abertura da sessão às 18h00 por Pedro Pimenta, Country Head do ABANCA Portugal. Às 18h20, terá lugar a mesa-redonda “O Novo Ciclo da Política Monetária & as suas Implicações”, contando com a participação de João Robalo Martins, Account Manager Iberia da PIMCO, Mário Pires, Head of Portugal da Schroders e João Pina Gomes, Responsável de Fundos de Investimento do ABANCA Portugal. A mesa-redonda será moderada por Hugo Freitas, Responsável de Produtos de Investimento do ABANCA Portugal.

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BRAGA PROMOVE “ENCONTROS COM O PATRIMÓNIO” PARA DEBATER TRADIÇÕES SINEIRAS

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𝗢 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺ó𝗻𝗶𝗼 𝘀𝗶𝗻𝗲𝗶𝗿𝗼 𝘀𝗲𝗿á 𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗮 𝗱𝗼 𝗽𝗿ó𝘅𝗶𝗺𝗼 “𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗣𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺ó𝗻𝗶𝗼” 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗼𝘃𝗶𝗱𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗙𝘂𝗻𝗱𝗮çã𝗼 𝗕𝗿𝗮𝗰𝗮𝗿𝗮 𝗔𝘂𝗴𝘂𝘀𝘁𝗮

A Fundação Bracara Augusta, em parceria com a Universidade do Minho - (CEHUM); a Confraria do Bom Jesus do Monte e a ASPA e com o apoio do Município de Braga e da Jerónimo - Fundição de Sinos de Braga, promove no dia 6 de julho pelas 15 horas no Hotel do Parque - Santuário do Bom Jesus do Monte, mais uma iniciativa dos "Encontros com o Património", sobre o tema "𝗧𝗿𝗮𝗱𝗶çõ𝗲𝘀 𝗲 𝗽𝗿á𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝘀𝗶𝗻𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗮𝘀 𝗲 𝗮𝗰𝘁𝘂𝗮𝗶𝘀. 𝗖𝗼𝗻𝘀𝗲𝗿𝘃𝗮çã𝗼, 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗿𝘃𝗮çã𝗼 𝗲 𝘀𝗮𝗹𝘃𝗮𝗴𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮 𝗱𝗼 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺ó𝗻𝗶𝗼 𝗺𝗮𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮𝗹 𝗲 𝗶𝗺𝗮𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮𝗹".

Com esta iniciativa a Fundação Bracara Augusta pretende suscitar a reflexão, a divulgação e o debate sobre o património cultural do município de Braga e as suas diversas implicações, designadamente, aproximando a investigação e a produção de conhecimento.

Esta edição dos “Encontros com o Património” integram o 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚çõ𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐢𝐧𝐭𝐨 𝐚𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬á𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çã𝐨 𝐝𝐨 𝐁𝐨𝐦 𝐉𝐞𝐬𝐮𝐬 𝐧𝐚 𝐋𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦ó𝐧𝐢𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐔𝐍𝐄𝐒𝐂𝐎 𝐞 𝐨 𝐧𝐨𝐧𝐨 𝐚𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬á𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐞𝐥𝐞𝐯𝐚çã𝐨 𝐚 𝐁𝐚𝐬í𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐌𝐞𝐧𝐨𝐫. Associando-se, assim, a FBA, à Confraria do Bom Jesus do Monte numa data memorável para o património bracarense.

As torres sineiras e os sinos do Bom Jesus, foram e continuam a ser marca identitária da paisagem sonora do Sacro – Monte. Manter viva a tradição do toque manual, como acontece com os sinos da torre sul da basílica que conservam o toque manual, é valorizar o impacto que os sinos tiveram, historicamente, na paisagem sonora e etnográfica. Num diálogo entre a natureza e a mão do homem, perdura o traço estético sonoro que integra o seu património e que constitui um elemento relevante da sua herança cultural. Os sinos são também um importante elemento cultural e patrimonial de Braga e que muito importa valorizar e, em partilha com várias entidades, o salvaguardar.

Numa sessão que reúne vários intervenientes e entidades imprescindíveis para o debate que se entende como necessário, e que contará com a presença e abertura de Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga; do Presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, o Cónego Mário Martins, e de Miguel Bandeira, Presidente da Fundação Bracara Augusta, associa-se Elisa Lessa (Universidade do Minho - CEHUM), responsável por uma intervenção sobre os Sinos do Santuário do Bom Jesus do Monte, com contextualização histórica, e Rodrigo Teodoro de Paula (CESEM- Pólo Universidade Évora) que irá refletir sobre o património sineiro em Portugal e a experiência recente em Évora. A esta mesa e ao debate associa-se João Dias, da Universidade do Minho e Carlos Jerónimo, da empresa Fundição de Sinos de Braga.

O encerramento da sessão será a oportunidade para um evento musical e uma visita à torre sineira.

O encontro realiza-se no Hotel do Parque e é gratuito, mas sujeito a inscrição para fba@cm-braga.pt

FAMALICÃO: (RE)PENSAR A EDUCAÇÃO – DIREITO A SER CRIANÇA

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Ciclo de Conferências em Educação no auditório da CESPU a 20 de junho

 (Re)Pensar a Educação, tendo em vista o direito a ser criança, é tema para a reflexão em mais uma das Conferências em Educação, promovidas pelo Município de Famalicão e a realizar na quinta-feira, 20 de junho, às 21H00, com a participação de Luís Ribeiro, Presidente da Associação dos Profissionais de Educação de Infância e de Américo Poças, docente.

Há estudos que apontam o Brincar como atividade essencial para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. Que é neste processo que desenvolvem competências para resolver problemas, habilidades motoras, e a adquirir competências sociais, pelo que a aprendizagem informal é tão importante quanto a aprendizagem formal.

O debate vai promover ainda a reflexão sobre a importância de repensar a educação, colocando a criança no centro do processo, para garantir que as próximas gerações cresçam num ambiente que promova não apenas a aprendizagem formal, mas também o desenvolvimento integral na sua plenitude.

A iniciativa tem a colaboração da Associação dos Profissionais de Educação de Infância, que tem contribuído para a discussão com alguns trabalhos publicados sobre a temática.

As Conferências em Educação são uma iniciativa promovida em parceria entre o Município, a FECAPAF- Federação Concelhia das Associações de Pais de Famalicão, a CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário e o Centro de Formação da Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão.

O debate tem lugar no Auditório da CESPU às 21H00 no dia 20 de junho.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas em www.famalicaoeducativo.pt

VILA VERDE RECEBEU JOSÉ PACHECO PEREIRA PARA FALAR DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

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“Aqui Há Cultura!”: Casa cheia recebeu José Pacheco Pereira em mais uma sessão de excelência

A sala de exposições da Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela recebeu, a 31 de maio, José Pacheco Pereira para uma conferência intitulada “Do 28 de maio ao 25 de abril: movimentos de resistência ao Estado Novo”. Esta iniciativa do “Aqui Há Cultura!”, projeto conjunto da EPATV e do Município de Vila Verde, serviu para aprofundar e valorizar a história dos movimentos de resistência ao Estado Novo.

Numa sala completamente lotada, o serão começou com a “Grândola Vila Morena” de José Afonso, recitada e cantada por alunas da Academia de Música de Vila Verde.

Depois, Arnaldo Varela de Sousa procedeu a uma contextualização histórica do tema a abordar e dos motivos que levaram a que fosse incluído na programação.

Na sua intervenção, Pacheco Pereira começou por lembrar como viveu em clandestinidade o 25 de Abril de 1974 no Porto, sublinhando o quão difícil foi o recomeço da memória histórica, quase destruída pela censura. “A grande maioria das pessoas da minha geração não sabia rigorosamente nada. A censura tinha sido eficaz a criar uma rutura da memória”, referiu.

Com brilhantismo, o palestrante fez uma descrição rigorosa sobre a evolução dos movimentos de resistência ao Estado Novo: quais foram, que ideais defendiam, como se organizavam e como lhes respondiam as autoridades do regime, particularmente a PIDE, sempre enquadrado no contexto histórico global em que se vivia.

Ao longo da história, a resistência portuguesa teve vários protagonistas e Pacheco Pereira dividiu este longo período em quatro fases: desde o golpe militar de 28 de maio até ao início da 2ª Guerra Mundial, entre a 2ª Guerra Mundial e o início da Guerra Fria (em 1949), do início da década de 50 até ao final da década de 60 e depois entre 1968 (início do governo de Marcelo Caetano) e o 25 de Abril.

Em todas estas fases, não obstante a repressão e torturas pelas mãos dos agentes da PIDE, e apesar das grandes diferenças entre os próprios resistentes, há um aspeto que lhes é comum e que José Pacheco Pereira salientou: a longevidade da luta e resistência portuguesa contra um regime que durou 48 anos. “É mais longa que a resistência à Alemanha nazi, mais longa que o fascismo italiano, mais longa que o franquismo e não tem paralelo na história da Europa”, sintetizou.

No final, houve espaço para uma conversa com o público, em que se abordaram várias questões como o papel da educação na preservação dos valores democráticos, o papel das mulheres na resistência à ditadura e os levantamentos militares contra o Estado Novo.

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AQUI HÁ CULTURA! – PACHECO PEREIRA PROFERE EM VILA VERDE CONFERÊNCIA SOBRE OS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA AO ESTADO NOVO

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Iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Verde e pela Escola Profissional Amar Terra Verde, o projeto AQUI HÁ CULTURA! tem brindado Vila Verde com uma programação cultural de elevada qualidade contemplando conferências, debates, exposições, apresentações de livros e concertos, numa dinâmica que tem suscitado larga adesão por parte de um público que começa a tornar-se fiel.

A Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela será palco, no próximo dia 31, sexta-feira, a partir das 21h30, de mais um desses momentos.

Figura bem conhecida da vida pública portuguesa, José Pacheco Pereira irá proferir uma conferência subordinada ao tema “Do 28 de maio ao 25 de abril: movimentos de resistência ao Estado Novo”.

Historiador e investigador da História Contemporânea nacional, político, antigo deputado na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, professor universitário, embaixador na UNESCO, opositor ao regime de Salazar e Marcelo Caetano, tendo vivido na clandestinidade, jornalista, cronista do jornal Público e da revista Sábado e um dos mais prestigiados comentadores políticos pontificando atualmente no programa “O Princípio da Incerteza”, na CNN Portugal, Pacheco Pereira tem uma vida marcada pela intervenção cívica, pelo pensamento independente e pelo serviço a Portugal de que é ilustrativo exemplo o arquivo “Ephemera”, constituído a partir da sua biblioteca pessoal e que contempla cerca de 200 mil exemplares, sendo a maior biblioteca particular portuguesa e, pelo número de consultas que suscita, o arquivo privado mais público do nosso país.

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AMARES PROMOVE PALESTRA “DUAS REFERÊNCIAS TARDO-MEDIEVAIS DE COMIGO SE DASAVIM” DE MARCIA ARRUDA FRANCO

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31 de maio I 21h00 I Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda

moderação: Sérgio Guimarães de Sousa

A palestra “Duas referências tardo-medievais de Comigo me desavim", proferida por Marcia Arruda Franco, tem por base a análise de um poema de referência do poeta Francisco de Sá de Miranda.

 Marcia Arruda Franco é Professora da Universidade de São Paulo, onde defendeu em 2017 tese de livre-docência. Publicou livros de ensaios em Portugal, com apoio de agências de fomento do governo português, sobre autores do século XVI, como Sá de Miranda, um poeta no século XX. Braga, Angelus-Novus-IPLB, 2001; Poesias de Francisco de Sá de Miranda. Coimbra, Angelus-Novus-CLP, 2011. É investigadora do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, sediado na Universidade de Coimbra (CIEC), desde 2005, onde, em 2019, teve publicada a monografia Garcia da Orta e Camões, em Goa e em Portugal. Em 2022 é-lhe atribuído o Prémio de Mérito Científico pelo Centro de Estudos Mirandinos/Município de Amares, criado com o objetivo de valorizar o estudo da obra de Sá de Miranda, premiando individualidades que se tenham destacado, de modo particularmente relevante, no conhecimento aprofundado e na divulgação ampla da obra do poeta do Neiva nas suas diversas modalidades estético-expressivas.

ENTRADA LIVRE

RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA: DOIS “SERÕES/TERTÚLIAS” NUMA SEMANA ARRANCAM COM AS COMEMORAÇÕES DOS 20 ANOS DE EDIÇÕES

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No espaço de uma semana, com a realização da 103ª e 104ª edições dos "Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras" a Rusga de S. Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho deu início ao programa comemorativo dos 20 anos de edições regulares das 'Tertúlia Rusgueiras'. A 103ª edição dos 'S/Ts' teve por tema; 'Vamos falar de fotografia?!'. Para o efeito, foram convidados seis fotógrafos; Abel Cunha, António Tedim, Armando Florêncio, José Maria Barroso, Luís Carvalhido e Manuel Correia. Os convidados e respetivo tema, fizeram lotar o salão. Cada convidado falou do seu percurso na área da fotografia, Só dois dos convidados, José Maria Barroso e o bracarense, Manuel correia, fizeram da fotografia profissão, os restantes convidados tiveram diferentes ocupações profissionais, chegando à fotografia por oby, ou para ocupar os tempos livres resultantes das sua aposentações. Abel Cunha e José Maria Barroso têm no folclore e etnografia, a sua principal área de intervenção, com destaque para as romarias, festas populares, festivais folclóricos nacionais e internacionais, reconstituição de tradições ou trechos regionais, entre outras reportagens. Para dar a conhecer e partilhar os seus trabalhos, criaram sítios específicos nas redes sociais, tendo milhares de seguidores ligados ao movimento folclórico. António Tedim, Luís Carvalhido e Manuel Correia, já viram os seus trabalhos a serem reconhecidos nacional e internacionalmente, com prémios e distinções. Armando Florêncio, enquanto 'bracarense por empréstimo', gosta de fotografar o quotidiano bracarense e de outras cidades e vilas. Ruas e espaços com vida e, consequente agitação. A par desta paixão, o seu outro amor é, fotografar a 'sua Rusga Vicentina', nos seus mais variados contextos e atividades. Um amor, que já leva mais de década e meia.   

Após a intervenção de cada convidado, dita o alinhamento que se abra a discussão do tema com o público presente. Foram colocadas diversas questões aos convidados, já que do lado do público, também se encontravam vários fotógrafos, resultando daí, uma interação interessante, na partilha de outros pontos de vista relativamente à fotografia e importância da mesma, enquanto registo para 'memória futura'.

Dom José Cordeiro, Arcebispo de Braga, foi o convidado da 104ª edição dos 'Serões/Tertúlias'

A 104ª edição dos 'Serões/Tertúlias Rusgueiras', teve por convidado, Dom José Cordeiro, Arcebispo de Braga, para abordar, "Será que a fé faz sentido nos dias de hoje?" Este 'Serão/Tertúlia', fez parte do programa da Visita Pastoral à paróquia de S. Vicente.

Novamente de casa lotada e num ambiente bastante informal, Dom José Cordeiro começou por agradecer a presença de todos e saudar a Rusga, pela iniciativa que já leva duas dezenas de anos. José Cordeiro, tentou desconstruir a complexidade do tema da seranzada, fazendo uma abordagem de forma muito simples e pragmática, socorrendo-se sempre que possível, de exemplos concretos e citações de teólogos e escritores, crentes e não crentes. Quanto à Fé, dúvidas e interrogações todos nós temos. Sejamos nós pessoas com responsabilidades nos diferentes cargos ou instituições da igreja, ou simplesmente leigos. Questionar, problematizar e indagar, é uma característica inerente ao ser humano, enquanto seres pensantes que somos.

Quer no período de debate com o público, quer nas 'Questões curtas de resposta rápida', que o alinhamento dos Serões contempla, José Cordeiro, não se refutou a qualquer tipo de questão colocada, respondendo com exemplos e números concretos. Foram ainda algumas as questões suscitadas, versando temas sensíveis e de muita atualidade, no seio da igreja Católica, Apostólica e Romana, como: Que respostas concretas tem a igreja local para os sem abrigo; que tipo de relação estabelece com o movimento LGBT; a questão da pedófilia e respetiva indeminização às vítimas; como é que a igreja encara a crise vocacional e o celibato; que estratégias a implementar para reganhar os fiéis. A estas e outras questões, José Cordeiro, respondeu de forma direta, sem subterfúgios, com exemplos e números concretos. Os momentos artísticos das duas seranzadas foram da responsabilidade da Rusga de S. Vicente.

De permeio, o 'Rusgus Vicentinus' visitou o Museu de Cordofones

Conforme previsto e previamente anunciado, a última visita do 'Rusgus Vicentinus' foi dedicada ao Museu dos Cordofones, do artesão violeiro Domingos Machado, na freguesia de Tebosa, Braga. Na sua maioria, os elementos que compunham a comitiva não conheciam o museu, daí o espanto ao serem confrontados por tão grande acervo instrumental, nomeadamente, a área dedicada às doações de cordofones provenientes de outros países. A condução da visita foi da responsabilidade, como não poderia deixar de ser, do próprio fundador do museu, o Sr. Domingos Machado. Começou a visita com uma breve síntese dos fundamentos que estiveram na génese do museu. Foi um sonho que se tornou uma realidade com o incentivo e ajuda de alguns dos seus amigos que frequentavam a sua oficina. Depois, foi ouvir com todo interesse a explicação dos diferentes tipos de cordofones que compõe a coleção do museu, desde os diferentes modelos de cavaquinhos e suas derivações, aos vários tipos de violas; braguesa, amarantina, beiroa, campaniça, entre outras, passando pela guitarra portuguesa, violões e outros espécimes de cordofones não tão conhecidos do público. Depois do museu, visitamos a oficina, onde Alfredo Machado, seu filho e herdeiro na profissão, dava os últimos retoques numa viola que viera para restaurar. No final da visita, Domingos Machado, informou os presentes que o primeiro reconhecimento público que recebeu em Braga foi da Rusga, quando foi convidado para participar na exposição comemorativa do 25º aniversário da associação, levada a efeito no âmbito das comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, no ano de 1990.

'Rusgus visita' e 'Festim Rusgueiro/2024', são as próximas atividades

Este domingo, dia 26, o 'Rusgus Vicentinus visita', vai até às terras da Póvoa de Lanhoso. De manhã, a visita é ao Santuário de Nª Sª de Porto de Ave, com início no escadório e respetivas capelas da via sacra, terminando no santuário. Da parte da tarde, subiremos ao Castelo de Lanhoso. A condução da visita, será uma vez mais, da responsabilidade do historiador de arte, Eduardo Pires de Oliveira.

No próximo dia um de junho, sábado, pelas 21:30h, no Mercado Municipal de Braga, a Rusga de S. Vicente leva a efeito a 2ª edição do 'Festim Rusgueiro'. Um espetáculo que se pretende que seja de celebração à cultura, através do entrecruzar de diferentes manifestações artísticas.

P'la Direção

O Presidente 

José Pinto

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AQUI HÁ CULTURA! – PACHECO PEREIRA PROFERE EM VILA VERDE CONFERÊNCIA SOBRE OS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA AO ESTADO NOVO

Iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Verde e pela Escola Profissional Amar Terra Verde, o projeto AQUI HÁ CULTURA! tem brindado Vila Verde com uma programação cultural de elevada qualidade contemplando conferências, debates, exposições, apresentações de livros e concertos, numa dinâmica que tem suscitado larga adesão por parte de um público que começa a tornar-se fiel.

A Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela será palco, no próximo dia 31, sexta-feira, a partir das 21h30, de mais um desses momentos.

Figura bem conhecida da vida pública portuguesa, José Pacheco Pereira irá proferir uma conferência subordinada ao tema “Do 28 de maio ao 25 de abril: movimentos de resistência ao Estado Novo”.

Historiador e investigador da História Contemporânea nacional, político, antigo deputado na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, professor universitário, embaixador na UNESCO, opositor ao regime de Salazar e Marcelo Caetano, tendo vivido na clandestinidade, jornalista, cronista do jornal Público e da revista Sábado e um dos mais prestigiados comentadores políticos pontificando atualmente no programa “O Princípio da Incerteza”, na CNN Portugal, Pacheco Pereira tem uma vida marcada pela intervenção cívica, pelo pensamento independente e pelo serviço a Portugal de que é ilustrativo exemplo o arquivo “Ephemera”, constituído a partir da sua biblioteca pessoal e que contempla cerca de 200 mil exemplares, sendo a maior biblioteca particular portuguesa e, pelo número de consultas que suscita, o arquivo privado mais público do nosso país.

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FAMALICÃO: CICLO DE CONFERÊNCIAS EM EDUCAÇÃO DEBATE A INFÂNCIA E A FELICIDADE

A infância e a felicidade é tema para debate e reflexão em mais uma sessão do VI Ciclo de Conferências em Educação, a decorrer esta quinta-feira, 23 de maio, no auditório da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, às 21h00.

A iniciativa tem como ponto de partida o ‘Brincar: criança feliz, adulto feliz’ e o debate é feito em torno da importância do desenvolvimento da criança nos primeiros anos e da valorização dos estímulos a que são expostas para o seu desenvolvimento.  A investigação aponta num sentido muito concreto, de que as crianças precisam de mais tempo livre, mais tempo para brincar, mais contacto com a natureza, uma escola interessante, espaços mais desafiantes, com o envolvimento dos pais e a sensibilidade para este tema, são alguns dos exemplos a explorar no debate.

Raquel Corval, Psicóloga Coordenadora do Eixo Desenvolvimento e Educação é a convidada da iniciativa.

As inscrições podem ser feitas em www.famalicaoeducativo.pt

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VIANA DO CASTELO DEBATE CAMINHOS DE SANTIAGO

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Significado e relevância dos Caminhos de Santiago em debate no II Fórum Peregrino

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou esta sexta-feira presença no II Fórum Peregrino, organizado em parceria com a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago e que decorreu ao longo de dois dias em Viana do Castelo. Na sessão, foram apresentados números sobre o número de peregrinos e assinado um protocolo para contribuir para o conhecimento do fenómeno, que está em crescendo.

A sessão de abertura começou com uma intervenção por parte da Presidente da Federação Portuguesa, Ana Rita Dias, que sublinhou a importância da reflexão sobre o caminho secular que “está cada vez mais ativo”.

“Os peregrinos são a alma do Caminho e os Caminhos de Santiago não são um trilho ou um percurso, mas uma marca com alma que deve ser respeitada como tal”, vincou, lembrando que foram criadas normas de regulação dos albergues e dísticos de hospitalidade para dar resposta a um “movimento que é um património vivo”. Já Vasco Gonçalves, pároco em representação da Diocese, frisou que a Igreja tem o “desejo de integrar o renascer da peregrinação a Santiago” e que “cresce a consciência da necessidade de estruturar uma Pastoral dos Caminhos de Santiago porque a Igreja precisa estar presente para acolher, aconselhar e acompanhar os peregrinos”.

Já Ildefonso de La Campa Montenegro, Presidente da Federação Ibérica do Caminho de Santiago, lembrou que a Galiza e Portugal vão defender junto do Conselho Europeu a certificação do Caminho de Santiago como Primeira Rota Cultural Europeia, numa “estreita relação na defesa desta rota que molda a História” com os seus mais de 80 mil itinerários, por ser “um elemento patrimonial vivo” e uma “realidade cultural” defendida por mais de 330 associações em todo o mundo.

“O Caminho Português da Costa é o que mais tem crescido e dos cerca de 600 mil peregrinos que chegam a Santiago, trinta por cento fazem este Caminho”, anunciou ainda. Por isso mesmo, o Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, enfatizou que este é um produto de relevância para os territórios que atravessa e que momentos de partilha são fundamentais. “Há um profundo simbolismo no Caminho e uma relação próxima dos peregrinos com a identidade cultural dos territórios que atravessa”, reiterou ainda, lembrando que é em Viana do Castelo que está o primeiro templo dedicado a Santiago fora de Espanha, em Castelo do Neiva.

Durante a sessão, foi assinado o protocolo de colaboração com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo para aquilo que o seu presidente, Carlos Rodrigues, classificou como “um contributo para o conhecimento do Caminho e dos caminhantes nas suas diversas dimensões”.

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BRAGA: D. JOSÉ CORDEIRO É O CONVIDADO DA PRÓXIMA TERTÚLIA RUSGUEIRA

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho leva a efeito a 104ª edição dos "Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras", a ter  lugar no próximo dia 15, quarta-feira, pelas 21h30, na sede social desta associação, sita na Av. Artur Soares  (Palhotas), nº 73, Braga, que terá por convidado, Dom José Cordeiro, Arcebispo de Braga, com moderação de José Pinto, Presidente da RSVB-GEBM.

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PADRE JESUÍTA ÁLVARO BALSAS TROUXE A PONTE DA BARCA REFLEXÕES SOBRE A CONVERGÊNCIA ENTRE FÉ E CIÊNCIA À CASA DO CONHECIMENTO

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"Não há razão sem fé nem fé sem razão", quem o disse foi o Professor Álvaro Balsas durante a sessão que decorreu ontem à noite, na Casa do Conhecimento de Ponte da Barca. Partindo desta premissa, o encontro explorou a fé e a ciência, como estas duas esferas do conhecimento podem dialogar e se complementar, contando para isso com a sabedoria do Padre Jesuita e Professor, Álvaro Balsas, especialista em mecânica quântica, filosofia da natureza e filosofia da ciência.

Um dos pontos centrais da conversa foi o questionamento sobre a natureza de Deus, abordando o paradoxo de Epicuro e os desafios lógicos que uma conceção divina enfrenta diante das questões existenciais. Álvaro Balsas analisou as interações entre as características divinas e como essas se relacionam com os dilemas filosóficos mais profundos.

"A ciência sem a religião é manca e a religião sem a ciência fica cega", citou Padre Álvaro, ecoando as palavras de Einstein e enfatizando a importância de uma abordagem integrada na procura por respostas fundamentais. Questões como o papel de Deus no universo, a compatibilidade entre o Big Bang e as narrativas religiosas, além de temas como livre-arbítrio e existência após a morte, também foram exploradas.

Para o jesuíta Álvaro Balsas, “a teologia usa o mesmo conceito da ciência que é a criação a partir do nada”, sugerindo que tanto a teologia quanto a ciência lidam com a origem e o fundamento do universo, embora de perspetivas diferentes: a teologia aborda questões sobre a criação do universo a partir da perspetiva de uma entidade divina ou transcendente, enquanto a ciência procura compreender a origem do universo a partir de processos naturais, como os descritos pela física, química e cosmologia.

Segundo este sacerdote e docente “a ciência tenta explicar a matéria sem poder avaliar a matéria”, destacando aqui uma limitação da ciência. “Embora a ciência seja poderosa em explicar muitos aspetos do mundo material e físico, ela tem os seus limites”, explicou Álvaro Bolsas, referindo que “a ciência pode descrever as propriedades físicas de um objeto, mas não lhe pode dar um significado intrínseco”.

Referiu ainda que “aquilo que a física não consegue explicar temos que recorrer à filosofia e à teologia”, destacando a importância de outras disciplinas além da física para abordar questões mais amplas e profundas sobre a existência e a natureza do universo: “a filosofia, por exemplo, lida com questões metafísicas, éticas e epistemológicas que vão além do escopo da ciência. A teologia, por sua vez, investiga questões relacionadas à fé, espiritualidade e significado último da existência. É importante recorrer a outras disciplinas para uma compreensão mais completa e abrangente”.

Na questão da vida após a morte, uma das indagações mais antigas da humanidade, Álvaro Balsas destacou que “a crença na vida além da morte está intimamente ligada a um princípio de esperança”. Explicou que essa esperança é “fundamental para muitos, pois oferece um sentido maior à existência e à procura de um propósito significativo”.

No final da sessão, ficou a ideia que intersecção entre fé e ciência não é apenas um campo de questionamentos, mas também um terreno fértil para a construção de entendimentos mais amplos sobre a natureza da realidade e o papel do ser humano nesse contexto.

O evento na Casa do Conhecimento de Ponte da Barca reafirmou a importância de diálogos interdisciplinares e da procura por conhecimento que transcende fronteiras tradicionais, estimulando mentes curiosas a explorar novos horizontes de compreensão.

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VIANA DO CASTELO: CONVERSA AO “EntardeCER” SOBRE ALVARINHO, FOTOGRAFIA E CULTURA

No próximo dia 16 de maio (quinta-feira), o Centro de Estudos Regionais leva a efeito mais uma conversa no âmbito do EntardeCER, no AP Dona Aninhas, Boutique Hotel, em Viana do Castelo, pelas 17.30 horas. Nesta edição contamos com a presença de João Bernardino e Luís Octávio Costa e a conversa terá como fulcro o livro “Manta de Retalhos”, que retrata a produção do vinho Alvarinho, em Monção e Melgaço.  

“Manta de Retalhos” é um retrato fotográfico de um território singular, Monção e Melgaço, e da cultura única e familiar do Alvarinho. Durante um ciclo da vinha, João Bernardino e Kitato fotografaram o Clube de Viticultores do Soalheiro, as pessoas que o fazem, a terra que trabalham e o que os une. O Clube de Viticultores do Soalheiro é composto por cerca de 180 famílias que se dedicam ao Alvarinho ao final do dia e aos fins de semana. Na vinha obtêm um rendimento complementar, cuidando das suas pequenas parcelas como jardins.

João Bernardino nasceu em Lisboa, em 1972, e vive no Porto, desde 2000. Designer, professor e fundador do Antsmedia Design Studio. Desde 2018 dedica-se exclusivamente ao seu trabalho fotográfico e à criação de conteúdos para inúmeras organizações nacionais e internacionais (@joao.bernardino).

Vianense, Luís Octávio Costa é jornalista do Público, explora Portugal e o mundo ao serviço da Fugas. No Instagram assina @kitato, tem-se dedicado a contar histórias ligadas à natureza e à terra, ao território e às pessoas que o marcam. Para fotografar vai ao fim da rua e vai ao fim do mundo. (@kitato).

As conversas do projeto EntardeCER são moderadas por José Carlos Loureiro. A iniciativa é aberta ao público em geral, estando limitada à lotação da sala.   

A direção do Centro de Estudos Regionais