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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA: LER CINEMA COM VALTER HUGO MÃE

quinta | 12 jan | 21h30 | CENTRO CULTURAL

O Ler Cinema está de volta esta quinta-feira para a primeira sessão do ano, desta vez com a presença do escritor Valter Hugo Mãe, que nos vai ler o filme ‘Manhã submersa’, dirigido em 1980 por Lauro António. Antes da projeção desta ‘longa’, o Ler Cinema também nos traz a curta-metragem ‘O nosso reino’, assinada por Luís Costa.

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Recorde-se que o Ler Cinema é uma iniciativa promovida pelo Município de Paredes de Coura com curadoria de Paulo Pinto, e que mensalmente procura trazer ao Centro Cultural nomes da música, literatura, artes plásticas, política e cultura para falar sobre os filmes que os marcaram.

Assim, este encontro mensal com a presença do cinema e da palavra, contará com a projeção de ‘O nosso reino’ e ‘Manhã submersa’.

O NOSSO REINO

Sinopse

Numa aldeia onde o espaço e o tempo se esgotam, uma criança habita o vórtice da morte que freme.

Realizador: Luís Costa

Produtor: Rodrigo Areias, Bando à parte

Argumento: Luís Costa

Fotografia: Miguel da Santa, Tiago Carvalho

Montagem: André Guiomar, Ricardo Freitas

Música: João Pedro Silva, Rolando Babo

Som: Pedro Marinho

Atores Principais: Afonso Lobo, António Júlio Duarte

Duração: 15 min

MANHÃ SUBMERSA

Sinopse

Anos 40. A experiência desencantada de um jovem seminarista, vindo da aldeia e de modestas origens, sob a proteção de uma senhora austera que, assim, se propõe arrancá-lo a um ambiente de miséria e ignorância. Sem vocação, António cederá à subtil prepotência de D. Estefânia, sacrificando-se pela promoção social da família.

Adaptação do romance de Vergílio Ferreira, “Manhã Submersa” o filme realizado por Lauro António descreve o despertar para a vida de uma criança, entre a austeridade da casa senhorial de D. Estefânia, a neve e a sensualidade da sua aldeia natal e o silêncio das paredes do seminário. Um jovem seminarista de doze anos, António Lopes, é pressionado a frequentar o seminário. O filme desenrola-se depois ao redor das vivência e sentimentos que o jovem seminarista vai experimentando. Naquele ambiente negro, triste, ríspido e severo do seminário, o jovem descobre-se e descobre o mundo que o rodeia: a repressão na educação, a pobreza da sua terra, as desigualdades sociais, o desejo do seu corpo em formação, a camaradagem, a amizade, o amor. É uma obra poderosa oscilando entre a luz e as sombras, uma luta entre o corpo e o espírito em que o corpo acaba por ser mutilado em nome da libertação do espírito. 

Realizador: Lauro António

Produtor: Lauro António

Actor(es): Eunice Muñoz, Vergílio Ferreira, Canto e Castro

Editor: Academia Portuguesa de Cinema

Duração: 127 Minutos

entrada 3,5€

FAFE: CANTARES DOS REIS, MÚSICA, TEATRO E CINEMA MARCAM O PRIMEIRO MÊS DO ANO

Agenda cultural de janeiro é marcada por programação diversa, destacando-se a revista à portuguesa "Olha que duas" protagonizada por Florbela Queiroz e Natalina José.

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Depois de um início de ano marcado pelos eventos inseridos na programação de "Fafe Cidade Natal", nomeadamente o Encontro de Reis das Escolas e o 36º Encontro de Cantadores dos Reis e um Concerto de Reis apresentado pela Orquestra do Norte, o mês de Janeiro segue com uma programação diversa, com propostas que vão desde a exibição de um documentário, uma revista à portuguesa, um concerto de música erudita e uma peça de teatro.

No dia 13 de janeiro, sexta-feira, a Sala Manoel de Oliveira acolhe, às 21h00, a exibição do filme “A Carta”, um documentário realizado por Nicolas Brown, que se baseia na encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre a ecologia integral e o cuidado da casa comum. Trata-se de uma iniciativa das paróquias de Fafe e de Fornelos, em articulação com o Município de Fafe, e que se se insere num processo paroquial que assume como compromisso pastoral a consciencialização dos paroquianos para a ecologia integral segundo o ensinamento da Igreja, em particular condensado na ainda recente encíclica ‘verde’ do Papa Francisco. A entrada é livre e sujeita à capacidade da sala.

No dia seguinte, sábado, dia 14 de janeiro, a Academia de Música José Atalaya oferece à comunidade fafense um Concerto de Ano Novo protagonizado pelos seus professores. Os docentes, que geralmente trabalham nos bastidores dos espetáculos da Academia, apresentarão obras de Strauss, Skoryk, Piazzolla, Schumann, entre outros grandes nomes da música erudita. A entrada é livre.

A 20 de janeiro, sexta-feira, o Teatro-Cinema recebe a revista “Olha que Duas” protagonizada pelas populares e talentosas atrizes Florbela Queiroz e Natalina José. Ao longo de quase duas horas, o público assiste a um verdadeiro espetáculo de revista à portuguesa, onde as rábulas divertidas, a crítica social e atual, as músicas orelhudas e um guarda-roupa de luxo marcam a diferença. As atrizes estarão em palco acompanhadas por Ricardo Miguel (produtor e ator), Sara Inês (atriz), Gonçalo Brandão (ator e cantor) e Raquel Caneca (atriz e cantora). A peça terá inicío às 21h30. Os bilhetes estão à venda na Ticketline (https://ticketline.sapo.pt/evento/revista-a-portuguesa-olha-que-duas-70543).

O Grupo Desportivo e Recreativo Os Leões do Ferro leva à cena, no Teatro-Cinema de Fafe, no próximo dia 28 de janeiro, às 21h30, uma adaptação do célebre e intemporal conto de Oscar Wilde, «O Príncipe Feliz», uma história de perfeita amizade, solidariedade e desprendimento, num espetáculo de teatro e dança, interpretado por crianças, jovens e adultos da mesma coletividade. Os bilhetes têm o custo de 3,5 euros e serão disponibilizados na Loja Interativa de Turismo e à hora do espetáculo no Teatro Cinema.

ARCOS DE VALDEVEZ EXIBE NOVOS FILMES A 360º NO CENTRO DE CIÊNCIA VIVA

Novos filmes a 360º no Cinema Imersivo das Oficinas de Criatividade Himalaya

Já estão disponíveis novos filmes a 360º nas Oficinas de Criatividade Himalaya-Centro Ciência Viva dos Arcos

SEXTAS ÀS 16H00 - DA TERRA AO UNIVERSO

Uma viagem deslumbrante através do espaço e do tempo que transmite, por meio de imagens e sons, o Universo revelado pela ciência. Os espetadores podem encantar-se com o esplendor do Sistema Solar, o nascimento e morte de estrelas, e vai além da Via Láctea para a imensidão inimaginável de uma miríade de galáxias.

SÁBADOS ÀS 11H30 - A AVENTURA DE HIMALAYA

Este filme conta-nos a extraordinária vida do cientista arcuense, o Padre Himalaya, uma personalidade multifacetada e um visionário que se dedicou a temáticas como a ecologia, energias renováveis, naturopatia, fitoterapia, medicina e vegetarianismo. Uma vida repleta de viagens pelo país e pelo mundo, invenções e conhecimento.

SÁBADOS ÀS 16H00 - ARCOS DE VALDEVEZ: UMA VIAGEM AO PARQUE NACIONAL DA PENEDA-GERÊS

Uma viagem guiada pela impressionante paisagem do Parque Nacional da Peneda-Gerês, um rico Património natural e histórico-cultural. Pelas montanhas e vales profundos, viajar-se-á por trilhos, lagoas naturais e miradouros, envolta numa notável diversidade botânica.

SÁBADOS ÀS 17H00 - O SOL

O Sol iluminou a Terra nos últimos quatro mil e seiscentos milhões de anos e o seu calor, que hoje nos aquece a pele, foi igualmente sentido por todos os seres humanos que alguma vez viveram.

É a estrela que nos é mais próxima, a fonte de energia que gera os ventos, as condições meteorológicas e sustenta a vida tal como a conhecemos.

As Oficinas de Criatividade Himalaya – Centro Ciência Viva dos Arcos espera por si para uma viagem a 360°!

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ALUNOS VÃO AO CINEMA EM FAMALICÃO PARA COMPLEMENTAR CONTEÚDOS

“Viagem ao Sol” retrata o acolhimento de crianças em tempo de guerra

A Casa das Artes de Famalicão programou a exibição do documentário Viagem ao Sol, dos realizadores Susana Sousa Dias e Ansgar Schaefer, no dia 2 de dezembro. São aguardadas, nesse mesmo dia, várias turmas de diversas escolas da região nas três sessões (10h00, 14h30 e 19h00) previstas. Os alunos vão ao cinema para complementarem conteúdos desenvolvidos nos domínios de autonomia curricular (DAC) dos seus agrupamentos de escolas. Aliás, a temática de Viagem ao Sol reflete-se nos conteúdos programáticos relacionados com o “Estado Novo” e/ou “II Guerra Mundial” dos níveis de ensino do 6.º, 9.º e 12.º anos.

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As inscrições para escolas decorrem até ao dia 28 de novembro.

A programação do documentário integra a primeira réplica do sétimo episódio (7.1) do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão. Viagem ao Sol é uma reflexão sobre crianças em situação de conflito e pós-conflito, e a potência do seu olhar em revelar realidades ofuscadas pelas narrativas oficiais. O filme parte de testemunhos de antigas crianças austríacas, enviadas no pós-guerra para Portugal, país poupado à Segunda Guerra Mundial. Usando só imagens de arquivo, Viagem ao Sol estabelece múltiplas ressonâncias com a Europa atual, onde o espaço para o Outro se tem vindo a reduzir drasticamente.

Este documentário surge programado em paralelo com a exposição itinerante “Crianças Cáritas – do Mundo para Famalicão”, promovida no programa educativo e cultural “De Famalicão para o Mundo” do Município de Vila Nova de Famalicão, que tem estado patente em diversas escolas e prosseguirá por diversos espaços públicos.

As sessões são dirigidas para alunos do 3.º ciclo e secundário, sendo que a sessão das 19h00 está aberta ao público geral. Para além de poderem ver o documentário, os presentes vão poder contar com a presença de Ansgar Schaefer, um dos realizadores.

O episódio 7.1 do CLOSE-UP divide-se pelos meses de dezembro e janeiro.

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TEATRO, CINEMA E LEGOS CONVIDAM PARA FIM-DE-SEMANA EM PAREDES DE COURA

O teatro, ou se preferirem de uma outra forma, as histórias contadas que passam de geração em geração e são partilhadas entre amigos com ‘Uma roda: entre histórias’, mas também o cinema com o filme sobre o herói de poderes ilimitados ‘Black Adam’, bem como as construções Lego preenchem a animação deste fim de semana em Paredes de Coura.

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Uma Roda: entre histórias

Os contos divertem, encantam e ensinam gerações desde o alvorecer da humanidade. Histórias que nos parecem inventadas ontem são, afinal, companheiras centenárias de serões passados em redor do fogo. Partindo de uma recolha de relatos, crenças e cantigas realizada em territórios do Alto Minho, este espetáculo propõe revisitar essa prática antiquíssima de contar histórias. Tem a forma de uma roda, um círculo de pessoas, na qual os contadores de histórias entretecem as suas narrativas, num diálogo informal entre si e o público. Um espetáculo que restaura assim um espaço ancestral de partilha de afetos, saberes e esperanças, de um património que, enraizado numa paisagem singular, fala dos laços que nos unem a todos.
O património oral recolhido nos concelhos de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, além de revisitado neste espetáculo, está registado em vídeo, num processo de criação de que resulta ainda um documentário.

Ficha Artística
Direção artística: José Barbieri
Encenação: Luís Correia Carmelo
Narração: Cheila Pereira, Luís Filipe Silva, Rui Mendonça, Sara Costa
Participação especial: Ana Sofia Paiva, António Fontinha, Cristina Taquelim, Luís Correia Carmelo, Paula Carballeira
Formação: Ana Sofia Paiva
Recolha e registo: Memória Imaterial CRL
Documentário: João Gigante
Apoio científico e catalogação: Paulo Correia
Coprodução: Comédias do Minho e Memória Imaterial CRL

Paredes de Coura

18 de novembro – Centro Cultural de Paredes de Coura / 21h30
19 de novembro – Sede da Junta de Freguesia de Formariz / 20h30
20 de novembro – Escola Primária de Cunha / 16h00

Entrada livre

Black Adam

O mundo precisa de um herói e só tem Black Adam. Quase 5 mil anos depois de lhe terem sido concedidos os poderes ilimitados dos antigos Deuses – e de ter sido aprisionado –, Black Adam é libertado do seu túmulo na Terra, e prepara-se para usar a sua forma única de justiça no mundo moderno.

Título original: Black Adam
Género: Aventura, Drama
Realização:  Jaume Collet-Serra
Atores: Dwayne Johnson, Sarah Shahi, Pierce Brosnan
Duração (minutos): 120
Classificação: m/12

Horário:
Dia 19 - 15h00 e 21h30
Dia 20 - 15h00 e 21h30

Workshop LEGO: decorações de Natal

Neste workshop serão dadas ideias para várias decorações de Natal construídas com peças LEGO. Modelos simples e alegres para decorar a casa.

Limitado a 7 famílias. Indicado para crianças dos 7 aos 12 anos de idade.

Inscrição obrigatória através de email: caixadebrinquedos@paredesdecoura.pt

Data: 20 de novembro às 15h00

Duração: 1h

Entrada Gratuita

FAMALICÃO: LUZ, CÂMARA, YMOTION!

Semana principal da 8.º edição do festival arranca na próxima segunda-feira, 21 de novembro

De 21 a 26 de novembro, Famalicão é a tela do cinema jovem e a ‘casa-mãe’ do talento nacional. O Ymotion – Festival de Cinema Jovem de Famalicão arranca já na próxima segunda-feira, com várias iniciativas em torno da sétima arte, com especial destaque para a competição de curtas-metragens realizadas por jovens cineastas e a homenagem à talentosa atriz portuguesa, Soraia Chaves na sessão de encerramento do festival.

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A semana começa com a projeção das 40 curta-metragens que estão a competir pelos prémios de ‘Melhor Documentário’, ‘Melhor Animação’, ‘Escolas Secundárias’, ‘Prémio do Público’, ‘Melhor Interpretação’, Melhor Argumento’, ‘Melhor Direção de Fotografia’ e, o ex libris do festival, ‘Grande Prémio Joaquim de Almeida’. As exibições acontecem de 21 a 24 de novembro na Casa da Juventude.

O festival, organizado pelo Município de Vila Nova de Famalicão através do pelouro da Juventude, vai na 8.ª edição e este ano conta com a presença de um conjunto de estrelas nacionais com destaque para David Fonseca, Soraia Chaves, Tiago Bettencourt, Joaquim de Almeida e Beatriz Godinho.

No dia 25 de novembro, no Centro de Estudos Camilianos, pelas 15h00, o comissário do festival, Rui Tendinha, vai conversar com a atriz Beatriz Godinho e a agente do departamento de atores da Elite, Carla Quelhas, no âmbito da rúbrica ‘Novíssimo Cinema Português’.

Neste mesmo dia, também terá lugar a antestreia de ‘O Último Animal’ (2022), a nova longa-metragem do realizador Leonel Vieira, que tem como protagonista o renomado ator, Joaquim de Almeida, que regressa ao Ymotion seis anos depois da sua última visita no âmbito do festival. A projeção acontece na Casa das Artes de Famalicão, pela 21h30, com entrada gratuita.

A noite de sexta-feira termina no Café-Concerto da Casa das Artes ao som de jovens músicos famalicenses, numa intervenção musical com enfoque no cinema de animação, a partir das 22h30.

O último dia do festival arranca com uma sessão especial fora da competição, com a projeção de ‘A Corrida Mais Difícil do Mundo’, de João Sá, às 16h00, na Fundação Castro Alves, em Bairro.

Outra das estrelas que marca presença no Ymotion é o artista Tiago Bettencourt, que vai apresentar, em primeira mão, imagens do seu primeiro trabalho de cinema documental: ‘Tiago Bettencourt - O Outro Lado do Eclipse’. A apresentação acontece no sábado, 26 de novembro, pelas 17h00, na Fundação Castro Alves.

O principal momento do Ymotion será a noite de encerramento no sábado, que arranca com a atuação ao vivo de David Fonseca, que vai apresentar algumas músicas do seu mais recente álbum, ‘Living Room Bohemian Apocalypse’ (2022), seguido da entrega dos prémios aos vencedores da competição de curtas-metragens, terminando com uma homenagem à talentosa atriz Soraia Chaves. Tudo isto, no auditório do Centro de Estudos Camiliano, em Seide, pelas 21h30.

Todos os eventos inseridos na semana principal do Ymotion têm entrada gratuita, limitada à lotação de cada espaço, sendo possível reservar lugar através do link http://www.ymotion.org/reservas .

Mais informações em www.ymotion.org.

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THEATRO CLUB DA PÓVOA DE LANHOSO RECEBE DOCUMENTÁRIO “O MEU CAMINHO”

No próximo dia 18 de novembro, o Theatro Club da Póvoa de Lanhoso recebe Pedro Gil de Vasconcelos, realizador do filme "O meu Caminho", que vai estar à conversa sobre os Caminhos de Santiago, partilhando as suas experiências e vivências, bem como todo o processo de realização do seu premiado documentário.

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O encontro está marcado para as 21h00 e engloba a exibição do referido trabalho. O Caminho que Pedro Gil de Vasconcelos percorreu no ano de 2021 transformou-se e deu origem a este documentário sobre o troço da Geira e dos Arrieiros, o qual tem arrecadado diversos prémios, nomeadamente o de melhor documentário na secção Fé e Religião no Munich New Wave Short Film Festival.

"O meu Caminho" tem vencido outros prémios internacionais, como o Toronto Independent Film Festival of Cift; o Seoul International Short Film Festival e o Druk International Film Festival. Quanto a menções honrosas, destaca-se o Tokyo Internacional Short Film Festival e o Japan Internacional Film Festival. Esta produção está ainda selecionada para o Festival de Cinema do Butão.

Apesar de a Póvoa de Lanhoso não estar ligada à rede de Caminhos de Santiago, existem referências históricas que nos dão conta de que nomes como D. Henrique e D. Teresa (Condes do Condado Portucalense com ligação ao Castelo de Lanhoso) deslocaram-se em peregrinação para orar em frente ao túmulo do Apóstolo. Também Leon de Rosmithal, um peregrino que, no Séc. XV, percorreu vários países da Europa (“acompanhado por 40 pessoas e 52 cavalos”), descrevendo nas suas crónicas a sua peregrinação, passou pelo território hoje conhecido como Póvoa de Lanhoso em trânsito para Santiago de Compostela.

Os lugares são limitados. As reservas devem ser efetuadas para bilheteira.theatroclub@mun-planhoso.pt.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONDECOROU O CINEASTA BRACARENSE ABI FEIJÓ COM AS INSÍGNIAS DE COMENDADOR DA ORDEM DO INFANTE D. HENRIQUE

O Presidente da República ofereceu um jantar, no Palácio de Belém, aos laureados dos Prémios Sophia 2022, da Academia Portuguesa de Cinema.

No final do jantar, o Presidente da República condecorou o cineasta e produtor cinematográfico português, Abi Feijó, com as Insígnias de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Fonte: Presidência da República / Foto: Miguel Figueiredo Lopes / Presidência da República

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CAMINHA: VEM AÍ CINEMA, TEATRO, MÚSICA, DANÇA, ARTES CIRCENSES E INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS, NUMA AUTÊNTICA FESTA DA CULTURA

Festival Tempos Cruzados chega a 5 de novembro, com nove grandes espetáculos de acesso livre

O Festival Tempos Cruzados está a chegar ao concelho de Caminha, com vários espetáculos e múltiplos géneros artísticos. O Valadares, Teatro Municipal de Caminha e o Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora são os palcos principais, mas poderá haver ainda uma surpresa e um terceiro espaço, mais improvável. O festival, multidisciplinar, começa a 5 de novembro, com cinema vocacionado para os mais pequenos, mas conta com uma grande abrangência de áreas artísticas, pensadas para os mais variados gostos. Todos os espetáculos são gratuitos.

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São dois meses de espetáculos, numa iniciativa organizada em parceria por várias entidades: a Direcção-Geral do Património Cultural, o Museu Nacional Soares dos Reis e os Municípios de Caminha, Chaves e Vila Nova de Gaia. Oito espetáculos já têm data marcada, quatro em cada uma das salas, e um nono, agendado para 26 de novembro, uma Performance Artística de João Fiadeiro, deverá acontecer num terceiro espaço.

A organização assume com a realização deste festival, objetivos muito concretos: “desenvolver um projeto turístico cultural em rede, com uma narrativa comum e agregadora, que incentive os fluxos e as ligações entre diversos lugares com interesse patrimonial; oferecer uma programação descentralizada, que desenvolva novas dinâmicas ao nível do turismo cultural, fomentando os movimentos de visitantes e espectadores por entre diferentes territórios na região Noroeste do país; constituir uma base para a criação de uma estrutura em rede de produção cultural e artística que assegurará a continuidade e a consolidação do projeto nos próximos anos, permitindo a adesão de novos parceiros”.

Em Caminha, como nos demais concelhos, os locais foram criteriosamente avaliados, já que a intenção era optar por espaços “com relevante valor patrimonial, arquitetónico e simbólico”. Além disso, considera a organização, “ao privilegiar espaços interiores e espaços públicos agregadores e com notório significado histórico pretende-se promover uma relação renovada, abrangente e espontânea com os temas e os lugares do património, potenciando deste modo um cruzamento profícuo entre vários tempos históricos e estéticos”.

Há cinema, teatro, música, dança, artes circenses e instalações artísticas, numa autêntica festa da cultura que vai marcar o outono da melhor forma. 

Os mais novos são o primeiro público-alvo. “Lightyear” é o filme de animação que será apresentado dia 5 de novembro, em duas sessões. O filme da Disney e da Pixar é uma longa-metragem original, que combina aventura e ficção científica.

No dia seguinte, 6 de novembro, são ainda os mais novos a faixa privilegiada e poderão conhecer “Os sonhos do Tom”, num espetáculo infantil inspirado na obra de Mark Twain.

Sendo a multidisciplinariedade a grande marca deste festival, os géneros representados na programação permitem uma visão alargada e atualizada das práticas artísticas e culturais, permitindo corresponder a diferentes tipos de público, como sublinha a organização. 

No dia 12 de novembro é a vez da música, com o concerto Frankie Chavez e Peixe (Miramar). O projeto Miramar, dos guitarristas Frankie Chavez e Peixe, está de regresso com o seu segundo longa-duração, Miramar II é descrito como “um conjunto de temas – mais luminosos, aventureiros e esvoaçantes – que tanto nos remete para ecos da melhor música popular portuguesa do século passado, como nos faz viajar, on the road, pelas desérticas paisagens do Texas”.

Ainda em novembro, a 19, a dança entra em cena com Inner Calling - espetáculo de dança contemporânea pela Intranzit Cia.

O Festival Tempos Cruzados fecha o cartaz deste mês de novembro a 26, agora com uma Performance Artística de João Fiadeiro, em local a designar.

A programação do festival recomeça em dezembro, no dia 10, com música, pela voz de Tatanka, que se tornou conhecido como o vocalista de uma das mais bem-sucedidas bandas portuguesas da atualidade – The Black Mamba.

A carreira a solo, a partir de 2016, trouxe num registo mais pessoal e “de regresso às suas raízes”. “Em 2021, participa no Festival da Canção como compositor convidado, com o tema “Love Is On My Side”, interpretado pelos seus The Black Mamba, com o qual venceram o Festival e ganhando assim o acesso à Eurovisão. Em 2022, Tatanka integra a equipa de jurados do programa Ídolos e é ainda distinguido com a sua banda “The Black Mamba” com o prémio melhor grupo nos Prémios Play, que distinguem o que de melhor se faz em Portugal”, recorda a organização e Tempos Cruzados.

A dança/performance regressa a 16 com o Baile dos Candeeiros. A sinopse remete para a época da ditadura, em Portugal, quando organizar convívios e encontros era um ato suspeito e perigoso, por isso, tudo devia ser feito de uma forma subtil e camuflada. Originalmente criado na Foz do Douro, no Porto, o Baile dos Cinco Candeeiros original seguia esta dinâmica.

O Festival Tempos Cruzados termina com música e com Gisela João em concerto intimista. “Com uma voz e um timbre absolutamente singulares, Gisela João é uma figura central e uma das mais importantes intérpretes da história da música portuguesa. Na primavera de 2021, editou o seu terceiro álbum “AuRora”, o seu registo mais pessoal e intimista, onde pela primeira vez revelou os seus dotes de letrista e compositora. Com quatro remisturas de temas de “AuRora”, Gisela João continua a declarar o seu amor às pistas de dança, uma paixão antiga e diversas vezes mencionada em entrevistas, em que assume ter crescido entre as festas de música eletrónica e o fado tradicional”.

TEMPOS CRUZADOS - PROGRAMAÇÃO

Sáb, 05 novembro | 16H00 e 21H00

LIGHTYEAR

Sessão de Cinema - Animação

Angus MacLane, EUA, 2022, M/6

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local: Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora

Entrada gratuita

Dom, 06 novembro | 16H00

OS SONHOS DO TOM

Espetáculo Infantil a partir da obra de Mark Twain

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local: Valadares, Teatro Municipal de Caminha

Entrada gratuita

Sáb, 12 novembro | 21H30

FRANKIE CHAVEZ E PEIXE (MIRAMAR)

Concerto

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local: Valadares, Teatro Municipal de Caminha

Entrada gratuita

Sáb, 19 novembro | 21H30

INNER CALLING

ESPETÁCULO DE DANÇA CONTEMPORÂNEA pela INTRANZIT Cia.

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local: Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora

Entrada gratuita

Sáb, 26 novembro | 18H00

I AM SITTING

Performance Artística de João Fiadeiro

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local a designar

Sáb, 10 dezembro | 21H30

TATANKA

Concerto

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local: Valadares, Teatro Municipal de Caminha

Entrada gratuita

Sáb, 16 dezembro | 21H30

BAILE DOS CANDEEIROS

Dança/Performance

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local: Valadares, Teatro Municipal de Caminha

Entrada gratuita

Sáb, 17 dezembro | 21H30

GISELA JOÃO 

Concerto

Festival Tempos Cruzados (NORTE 2020)

Local: Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora

Entrada gratuita

FILME “MONÇÃO DEIXA MARCA” CONQUISTA TRÊS PRÉMIOS NO FINISTERRA ARRÁBIDA FILM ART & TOURISM FESTIVAL

Distinguido na categoria Documentário Curto (1º lugar), na categoria Hospitalidade (2º lugar) e na categoria Lugares na História (3º lugar), o filme foi lançado há seis meses, contando com cerca de 3 milhões de visualizações no Youtube.

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O filme de promoção turística “Monção Deixa Marca”, produzido pelo cineasta Leonel Vieira, no âmbito da nova identidade do Município de Monção, da autoria da agência de comunicação Marka Branka, conquistou três prémios na 10ª edição do Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival, realizado, entre 3 e 7 de outubro, em Sesimbra.

A cerimónia de entrega de prémios, que decorreu na passada quinta-feira, 6 de outubro, no Cine Teatro Municipal João Mota, distinguiu “Monção Deixa Marca” na categoria Documentário Curto (1º lugar), na categoria Hospitalidade (2º lugar), e na categoria Lugares na História (3º lugar). Lançado há seis meses, o filme conta com cerca de 3 milhões de visualizações no Youtube.

As distinções, recebidas com orgulho pela autarquia local, refletem a extraordinária recetividade da nova identidade municipal junto do público e dos especialistas em comunicação. Assinalam, também, a atratividade crescente de Monção como um destino de excelência, onde os visitantes levam memórias que perduram no tempo.

No Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival foram exibidos 130 filmes de 57 países, sendo o programa de 5 dias constituído por conferências, debates e visitas a espaços culturais e patrimoniais. Participaram mais de 80 realizadores de cinema de vários países, ficando a conhecer melhor o que Portugal tem para oferecer.

Os prémios dão continuidade à extraordinária aceitação da nova identidade corporativa do Município de Monção que, em finais de abril, foi premiada na categoria Design-Rebranding (prata) e na categoria Digital – Filme para Web (bronze), nos Prémios Lusófonos da Criatividade.

“Monção não é personagem, é palco! Quando não é visto no seu conjunto, sente-se, através das suas tradições, dos seus costumes, dos seus lugares, das suas paisagens e do seu povo, que lhe dão vida e o tornam belo e fascinante”.

FAMÍLIA É O MOTE DO 7º EPISÓDIO DO OBSERVATÓRIO DE CINEMA DE FAMALICÃO

CLOSE-UP oferece mais de 30 sessões de cinema em oito dias

De 15 a 22 de outubro, Vila Nova de Famalicão volta a centrar atenções no cinema com a realização do 7.º episódio do CLOSE-UP, o Observatório de Cinema que, desta feita toma a Família como temática. A par das mais de 30 sessões em oito dias, destaque para o cruzamento da música com os Glockenwise entre outros artistas, para a obra integral de 25 anos de Catarina Mourão, para as sessões para as Famílias e para a relação do CLOSE-UP com as Escolas. Todas as informações em www.casadasartes.org e www.closeup.pt

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Filmes-Concerto

Nas sessões de abertura e encerramento do CLOSE-UP – com uma passagem pelo Teatro Narciso Ferreira – estão programados três filmes-concerto (ao vivo). Dia 15, às 21h45, em estreia absoluta e numa encomenda da Casa das Artes, os Glockenwise atuam no Grande Auditório em diálogo musical com a sinfonia das imagens de Walter Ruthmann no filme Melodia do Mundo.

O segundo filme-concerto é exibido, no dia 19, às 21h45, no Teatro Narciso Ferreira, em Riba de Ave, com os Haarvöl a darem a sua perspetiva musical ao expressionismo do filme O Gabinete do Dr. Caligar de Robert Wiene.

No encerramento do 7.º episódio do CLOSE-UP, de novo na Casa das Artes, MIRAMAR (Frankie Chavez e Peixe) ao vivo apresentam-se com imagens manipuladas em tempo real - Memorabilia - uma seleção de filmes de arquivo em 8mm, feita pelo realizador Jorge Quintela.

Famílias no Cinema

As Paisagens Temáticas do CLOSE-UP são orientadas pelo conceito amplo de família, de famílias no Cinema, dentro e fora do ecrã e que não se esgotam na produção do presente: a família de cúmplices de um dos nossos grandes cineastas em A Távola de Rocha; um olhar que aponta a tecnologia, em A Vida Depois de Yang; uma família de atores e músicos em Jane por Charlotte; várias gerações de Itália em As Irmãs Macaluso. Há também espaço para o reencontro com famílias que participam da nossa memória de espectadores: os ciganos de Kusturica na nova cópia de Gato Preto Gato Branco; o quinto episódio de Gritos, homenagem à herança da América de Wes Craven.

Catarina Mourão: 25 anos de curtas e longas

A Fantasia Lusitana deste 7.º episódio fica entregue à obra integral de Catarina Mourão: 25 anos de curtas e longas, um percurso que participou da transformação do nosso documentário. Uma obra tão filtradora de viagens por Portugal - pela História que precedeu o 25 de Abril e pela nossa contemporaneidade -, como de histórias de intimidade e de família, que será exibida, comentada e alvo de uma edição de textos, a enquadrar cada uma das sessões.

Pier Paolo Pasolini e Michelangelo Antonioi

As Histórias do Cinema serão alimentadas pelo diálogo entre dois dos seus protagonistas: o moderno Antonioini e o profano Pasolini. Uma retrospetiva repartida por este episódio e pelas réplicas que se realizarão na primeira metade de 2023, um convite para encontrar ou reencontrar um conjunto de filmes em novas cópias digitais e que constituíram, na órbita da década de 60, um grito das mudanças no mundo a que o Cinema daria paisagem.

CLOSE-UP nas ESCOLAS

O Observatório estabeleceu com a comunidade escolar uma relação dedicada. Ficção, animação e documentário são algumas das propostas, mas também uma oficina com Tânia Dinis e uma masterclasse com Catarina Mourão, em sessões divididas pelos nossos auditórios e por visitas às escolas do território.

Sessões para Famílias

Dos estúdios Illumination e Pixar, duas animações capazes de associar a criatividade à projecção popular, protagonizadas por ícones da animação do nosso tempo: os tresloucados mínimos em MÍNIMOS 2: A ASCENSÃO DE GRU e o herói astronauta saído da paleta Toy Story em BUZZ LIGHTYEAR.  Depois da sessão de Mínimos 2, haverá uma oficina para as famílias com os amarelos amalucados como referência para a construção de Brinquedos Ópticos, do pré-cinema.

Sessões comentadas

A cantora Ana Deus olhará connosco para Jane Birkin e para a sua filha Charlotte Gainsbourg, o dramaturgo Jorge Palinhos encontrará um palco do tamanho das vidas de cinco irmãs de Palermo: as sessões comentadas são um trunfo renovado em encontros singulares do cinema com o público.

Exposição

O CLOSE-UP também convida o espetador a encontrar no foyer da Casa das Artes uma exposição de desenhos, fotografia e cartazes de Il Maestro Federico Fellini, numa parceria com Museu de Cinema de Melgaço – Jean-Loup-Passek.

ANEXOS

Catarina Mourão – Estudou Música, Direito e Cinema (Mestrado na Universidade de Bristol e Doutoramento pela Universidade de Edimburgo, bolseira da FCT em ambos). Fundadora da AporDOC (Associação pelo Documentário Português). Dá aulas de Cinema e Documentário desde 1998 em diferentes Licenciaturas e Mestrados. Em 2000 cria com Catarina Alves Costa a Laranja Azul, produtora independente de cinema. É neste contexto que realiza os seus filmes que têm sido sempre premiados e exibidos em festivais internacionais. As suas áreas principais de investigação são o documentário, a memória, o sonho, o arquivo e a autobiografia.

GLOCKENWISE – filme-concerto – MELODIA DO MUNDO de Walther Ruttmann

– 15 de Outubro (21h45, GA) _ ESTREIA

Título original: Melodie der Welt (Alemanha, 1929, 50 min) Classificação: M/6

Melodia do Mundo, estruturado como uma sinfonia, é uma impressão do estado do mundo no final dos anos 20, com contrastes e justaposições de imagens documentais. Uma série de atividades humanas representativas de diferentes culturas, com ocasionais cenas encenadas com atores, onde se exibem semelhanças e diferenças no quotidiano do trabalho, religião, costumes, arte e entretenimento. O filme será exibido em cópia digital restaurada com banda sonora executada ao vivo e em estreia pelos Glockenwise.

Nuno Rodrigues, Rafael Ferreira e Rui Fiúsa são os Glockenwise, um dos projetos mais interessantes da música portuguesa. Com um rock despretensioso, estreiam-se com o disco “Building Waves” (2011) e tornam as ideias mais densas em “Leeches” (2011) e “Heats” (2015). Mas a maturidade chegou, a urgência punk abrandou e, em 2018, surgem uns Glockenwise diferentes. Resultado dessa transformação, a língua portuguesa passa a assumir o protagonismo na banda e editam “Plástico” (Valentim de Carvalho), no qual há espaço para qualquer assunto nas suas canções, desde os gestos mais prosaicos do quotidiano até aos temas mais profundos.

HAARVÖL – filme-concerto – O GABINETE DO DR. CALIGARI de Robert Wiene

– 19 de Outubro (21h45, Teatro Narciso Ferreira)

Título original: Das Kabinett des Doktor Caligari (Alemanha, 1920, 75 min) Classificação: M/12

Um dos maiores acontecimentos cinematográficos da História. Foi com O Gabinete do dr. Caligari que o expressionismo alemão nasceu. O filme decorre no manicómio do Dr. Caligari que com os seus poderes hipnóticos comanda os seus doentes a seu bel-prazer. Um retrato desvirtuado e delirante que pretende refletir sobre uma Alemanha destroçada pela primeira Grande Guerra. Os seus cenários deformados, são um marco na história do cinema e pretenderam refletir o olhar louco de Caligari sobre o mundo real.

A música de Haarvöl (desde 2012) é conceptualmente desenvolvida na exploração das propriedades dos sons, a fim de alcançar ambientes cinemáticos e de imagem. Os sons não estão restritos às suas origens mediais: tanto fontes digitais quanto analógicas são usadas e misturadas em composições complexas com atenção especial aos detalhes.

MIRAMAR – filme-concerto – MEMORABILIA – 22 de Outubro (21h45, GA)

Título original: Memorabilia (Portugal, 2021, 60 min) Classificação: M/6

Embora venham de diferentes latitudes e tenham experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a Guitarra. Juntos já gravaram dois discos, o último, Miramar II foi editado em janeiro deste ano.

Ao vivo apresentam-se com imagens manipuladas em tempo real - Memorabilia - uma seleção de filmes de arquivo em 8mm, feita pelo realizador Jorge Quintela, destacando-se este “concerto-filme” na mútua inspiração a que ambos os universos (musica- imagem) se proporcionam e que o público facilmente absorve.

Peixe começou a dar nas vistas há mais de vinte anos, ao assinar o som musculado e inconfundível dos míticos Ornatos Violeta, mas isso foi só o princípio de uma longa e rica viagem. Seguiram-se os Pluto, as experiências delirantes dos Zelig, as mais do que muitas colaborações e o resultado de todo o estudo e exploração das possibilidades do seu instrumento de eleição em dois grandes discos a solo – “Apneia” e “Motor”.

Frankie Chavez tem-se afirmado, desde que se estreou em 2010, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado pelo Folk, pelos Blues e pelo mais clássico Rock tem levado – quer sozinho, quer acompanhado – a sua música cada vez mais longe, tudo muito à custa da relação singular que desenvolveu com aquilo que foi sempre o princípio de tudo: a Guitarra.

A sua música é uma estrada que se percorre de forma contemplativa e que ora serpenteia até ao cume da mais alta montanha, ora se deixa ir planante, pelo calor preguiçoso do deserto, mas sempre a levar mais longe o som daquelas cordas que ressoam em diferentes caixas, com ou sem eletricidade, e sempre como se os dois aqui fossem apenas um.

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PAREDES DE COURA: LER CINEMA

Quinta | 29 set | 21h00 | CENTRO CULTURAL

Arranca esta quinta-feira, dia 29 de setembro, pelas 21h00, o LER CINEMA, em Paredes de Coura, pretendendo reunir uma vez por mês no Centro Cultural, nomes da música, literatura, artes plásticas, política e cultura para falar sobre os filmes que lhes marcaram.

Valter Hugo Mãe, Capicua, Maria João e Isabel Lhano, entre outros, são alguns dos nomes já agendados para o LER CINEMA, em cuja primeira sessão deste encontro mensal com a presença do cinema e da palavra, contará com a projeção do documentário “Volta à terra”, de João Pedro Plácido, e também da curta-metragem “Bustarenga”, de Ana Maria Gomes.

Nesta primeira sessão, o LER CINEMA arranca com a presença do curador da programação, Paulo Pinto, e de Nuno Rodrigues, diretor da "AGÊNCIA – PORTUGUESE SHORT FILM AGENCY”, parceira nesta iniciativa.

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BUSTARENGA

Como acontece em todos os verões desde que nasceu, Ana vai a Bustarenga, uma pequena aldeia situada na montanha, no interior de Portugal. Aos 36 anos, esta parisiense de origem portuguesa ainda é solteira. Os habitantes da aldeia, preocupados com o seu futuro, fazem-na compreender que o tempo urge. Ana vai ouvir os conselhos e os avisos dos moradores para encontrar o príncipe encantado segundo os preceitos da aldeia. 

Título Original BUSTARENGA
Realizador Ana Maria Gomes
Produtor Miguel Dias, Curtas Metragens C.R.L / Emmanuel Chaumet, ECCE FILMS
Argumento Ana Maria Gomes
Fotografia Ana Maria Gomes
Montagem Suzana Pedro
Som Diana Meireles
Língua Original Francês, Português
Duração 30 minutos
Classificação etária m/12

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VOLTA À TERRA

Volta à Terra conta a história de uma comunidade em extinção: camponeses que praticam agricultura de subsistência numa aldeia das montanhas do norte de Portugal, esvaziada pela imigração.
Entre a evocação do passado e um futuro incerto, seguimos os 49 habitantes da Uz pelas quatro estações do ano.
Entre os habitantes encontramos António, antigo emigrante que realizou o sonho de regressar ao país e prepara a festa da aldeia para o Verão, e Daniel, jovem pastor que sonha com o amor ao anoitecer.

Título Original Volta à terra
Realização e imagem João Pedro Plácido
Argumento Laurence Ferreira Barbosa, João Pedro Plácido
Montagem Pedro Marques
Correção de cor Paulo Américo
Consultor de som Vasco Pimentel
Montagem de som Hugo Leitão
Mistura de som Denis Séchaud
Produção Luís Urbano, Sandro Aguilar
Co-produção Joëlle Bertossa, Nora Philippe
Duração 78 minutos

VILA DO GERÊS ACOLHEU 2ª EDIÇÃO DO IRIS – FESTIVAL DE IMAGEM DA NATUREZA DO GERÊS

Durante dois dias, 24 e 25 de setembro, a vila do Gerês encheu-se de entusiastas da natureza para assistirem à IIª Edição do IRIS – Festival de Imagem de Natureza do Gerês.

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Sendo o Parque Nacional da Peneda-Gerês um local de eleição para os amantes da natureza, o Município de Terras de Bouro levou a cabo a 2ª edição deste festival, com o objetivo de divulgar a região e promover um produto turístico com enorme potencialidade, em particular, em épocas com taxas de ocupação turística mais baixas, ajudando, desta forma, ao combate da sazonalidade.

Na sessão de abertura, o vereador, António Cunha, lançou o desafio a todos os presentes, para que visitem o concelho de Terras de Bouro e partam à descoberta deste território; à descoberta das suas paisagens deslumbrantes; das suas aldeias; da sua cultura; das suas tradições; da sua gastronomia e das suas gentes.

Concluiu, dizendo que esta é a região ideal para que, por momentos, abrandemos o nosso ritmo de vida e consigamos tempo para observar, apreciar e sentir.

Esta edição do Festival contou com um passeio fotográfico, orientado por dois embaixadores da marca de material fotográfico OM System, o português Mário Cunha e a espanhola Naia Pascual. Os participantes puderam testar equipamentos em pleno coração do PNPG.

No auditório Professor Doutor Emídio Ribeiro, no Centro de Animação Turística do Gerês, decorreram, no sábado e domingo, oito palestras divididas em três painéis temáticos: Parque Nacional da Peneda-Gerês; Vida Selvagem e Paisagem Natural.

No primeiro painel, PNPG, foi possível ouvir Júlio Marquez abordar a temática da segurança e da ética para quem pretende visitar e fotografar dentro do PNPG, uma área que esconde muito perigos e que requer enorme sensibilidade ambiental. Depois, foi a vez do João Ferreira mostrar a enorme diversidade de fauna existente nesse Parque, em particular, na Serra da Peneda. Este painel terminou com Ângelo Jesus apresentado o seu portefólio intimista com árvores e bosques fotografados na serra do Gerês.

A manhã de domingo foi preenchida com o painel: Vida Selvagem. Naia Pascual, fotógrafa de vida selvagem e dirigente da Aefona – Associação Espanhola de Fotógrafos de Natureza, veio mostrar a paixão pela fotografia animal, apresentado três dos seus projetos: Proyecto hubara canaria; 11 meses en el Ártico e Proyecto gato montés. Depois, Carlos Rio fez uma apresentação centrada na biodiversidade da mata de folhosas entre Fão e Apúlia, no Parque Natural do Litoral Norte. Carlos Rio definiu-se como um fotografo ambientalista, afirmando que a sua fotografia tem como papel principal mostrar e, deste modo, sensibilizar a comunidade para os riscos que correm alguns habitats e a necessidade da sua preservação.

O último painel: Paisagem Natural emocionou, verdadeiramente, a plateia. Tiago Mateus apresentou os seus projetos “Office”; “Brume” e “Pinus Pinea” numa abordagem muito intimista e poética, diluindo a fronteira entre a fotografia e o cinema. Seguiu-se o António Luís Campos, que veio apresentar o seu livro “Atlântida: 20 anos de fotografia”, resultante de duas décadas a fotografar as 9 ilhas dos Açores, numa jornada visual que espelha a evolução da carreira do fotojornalista da National Geographic.

Com o título de “Natureza informal”, Ricardo Salvo terminou a sessão de palestras, exibindo um conjunto de trabalhos com conceitos visuais que só podem existir através da fotografia, contrariando em absoluto os princípios da fotografia documental.

Depois de dois dias tão intensos, não haveria melhor fora de terminar o festival do que com a entrega dos prémios do II Concurso de Fotografia Iris. Este ano com mais de 800 imagens submetidas a concurso.

Com uma fotografia de Vilarinho da Furna, Luís Afonso, arrecadou o primeiro prémio da categoria principal: PNPG. Na categoria Vida Selvagem, João Ferreira foi o vencedor e Cândido Moisés venceu a categoria “Paisagem Natural”. Poderá visualizar todas as fotografias premidas em https://www.iris.cm-terrasdebouro.pt/edicao2022

O Presidente do Município de Terras de Bouro, Manuel Tibo, encerrou o festival, agradecendo a todos os que ajudaram a que este evento fosse possível, mostrando a sua satisfação pelo sucesso do evento e convidando todos a estarem presentes no próximo ano, na IIIª Edição deste festival.

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BRAGA: PALCOS IRREQUIETOS DESAFIAM FAMÍLIAS A EMBARCAR NO MUNDO MÁGICO DA SÉTIMA ARTE

Dia 16 de Outubro, no Teatro Sá de Miranda

Os “Palcos Irrequietos” regressam em Outubro, a Braga, com uma sessão de curtas metragens de Abi Feijó e Regina Pessoa & Oficinas de cinema de animação com Abi Feijó, no dia 16, no Teatro Sá de Miranda.

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A nova proposta cultural de Braga para a infância, juventude e famílias, desafia, desta vez os mais novos a embarcarem uma viagem mágica ao mundo da sétima arte – o cinema. O programa cultural pelo cinema arranca pelas 10h00 com uma manhã inteiramente dedicada à exibição de seis curtas metragens.

Pelas 14h30 irá realizar-se uma mini-oficina com demonstração das técnicas do Cinema de Animação, onde os participantes poderão interagir com aparelhos que tiram partido da ilusão das imagens em movimento, compreender o seu funcionamento e a sua história.

A oficina é destinada a famílias, com crianças maiores de 6 anos de idade é de entrada livre, mas com inscrição obrigatória através do email correio@fertilcultural.org. As informações podem ser obtidas através do mail inscricoes.cultura@cm-braga.pt.

“Fado Lusitano” de Abi Feijó; “Clandestino” de Abi Feijó; “A Noite” de Regina Pessoa;

“História Trágica com Final Feliz” de Regina Pessoa; “Kali O Pequeno Vampiro“ de Regina Pessoa e  “Tio Tomás A Contabilidade dos Dias” de Regina Pessoa são as curtas que estarão em exibição.

Palcos Irrequietos é uma iniciativa promovida pelo município de Braga e levada a cabo pela Fértil - Associação Cultural. Até Dezembro, decorrem mais dois espetáculos, “A Caminhada dos Elefantes” da Formiga Atómica, no auditório da Escola Secundária Alberto Sampaio e “O Cordão”, no Salão Nobre do Museu dos Biscainhos.

A programação completa do Festival Palcos Irrequietos está disponível no portal do município em www.cm-braga.pt

 

PALCOS IRREQUIETOS | Programa - OUTUBRO

Sessão de curtas metragens de Abi Feijó e Regina Pessoa & Oficinas de cinema de animação com Abi Feijó

16 outubro de 2022 | Teatro Sá de Miranda

Entrada Livre

10h00

Exibição das curtas metragens:

“Fado Lusitano” de Abi Feijó

Dentro de um carro, numa viajem à noite ao longo da costa portuguesa, nos anos 50, ouve-se uma discussão sobre a identidade de um grupo de homens, capturados e mortos há alguns anos no decorrer do guerra civil espanhola. Três perspectivas são confrontadas num discurso que revela a face e as sensibilidades ideológicas do regime fascista português. Como se a História pudesse ser inventada ou esquecida…

M12 | 1995 | 5’30

“Clandestino” de Abi Feijó

Na manhã do dia 24 de Dezembro, um cargueiro entra no porto. A bordo, traz um clandestino, que tenta, durante a noite, alcançar terra firme. Ao longo da corda, o caminho que o levará à liberdade é longo e penoso. Desesperado e nos limites das suas forças, é salvo por um polícia que o deixa ir. Confuso, corre cegamente, convencido de que o polícia queria atingi-lo pelas costas... e então ouve um grito à distância: “Feliz Natal!!”

M12 | 2000 | 7’

“A Noite” de  Regina Pessoa

É a história de uma criança e da sua mãe, duas vidas solitárias que não comunicam entre si. Essa solidão por vezes atinge a dimensão da noite. Escura é a noite. Escura é a mãe. E escuro se torna todo o universo quando se está só e desamparado.

M6 | 1999 | 6’35

“História Trágica com Final Feliz” de Regina Pessoa

Há pessoas que, contra a sua vontade, são diferentes. Tudo o que desejam é serem iguais aos outros, misturarem-se deliciosamente na multidão. Há quem passe o resto da sua vida lutando para conseguir isso, negando ou tentando abafar essa diferença. Outros assumem-na e dessa forma elevam-se, conseguindo assim um lugar junto dos outros... no coração.

M12 | 2005 | 7’46

“Kali O Pequeno Vampiro“ de Regina Pessoa

Esta é a história de um rapaz diferente dos outros, que sonha em encontrar o seu lugar ao sol. Tal como a lua passa por diferentes fases, também o Kali tem de enfrentar os seus medos e demónios interiores para, no final, encontrar a passagem para a luz. Um dia ele vai desaparecer... ou talvez seja apenas mais uma fase de mudança.

M12 | 2012 | 9’20

“Tio Tomás A Contabilidade dos Dias” de Regina Pessoa

M12 | 2019 | 13’

A partir das memórias afectivas e visuais da minha infância, este filme pretende ser uma homenagem ao meu tio Tomás, um homem humilde e um pouco excêntrico que teve uma vida simples e anónima. Com este filme eu gostaria de testemunhar como não é preciso ser-se alguém. para se ser excepcional na nossa vida.

14h30

Mini-oficina com demonstração das técnicas do Cinema de Animação

Interação com aparelhos que tiram partido da ilusão das imagens em movimento, compreender o seu funcionamento e a sua história. Juntos vamos descobrir a magia das imagens em movimento.

Público-alvo: Famílias, M/6 |Duração: 90’ | inscrições: correio@fertilcultural.org

Mais informações: inscricoes.cultura@cm-braga.pt

FAMALICÃO: CASA DA JUVENTUDE ACOLHE OFICINA DE FILME PROMOCIONAL NO ÂMBITO DO PROJETO emerGENTE

Através do projeto «emerGENTE», Laboratório de Experimentação em Media Artes, a Casa da Juventude de Famalicão vai acolher a formação «MOSTRA-ME - Oficina de Filme Promocional» de 24 de setembro a 8 de outubro. A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e poderá ser feita até ao próximo dia 24 de setembro, através do site www.juventudefamalicao.org .

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Destinada a jovens entre os 12 e os 35 anos, a oficina decorre nos dias 24 de setembro e 1 de outubro, das 10h às 13h, e no dia 8 de outubro, das 10h às 17h, no espaço auditório e sala multimédia da Casa da Juventude. Orientada por Sara Santos, a formação tem como objetivos a aquisição de ferramentas básicas de comunicação audiovisual através da realização de exercícios práticos e o desenvolvimento de capacidades técnicas e artísticas de captação de som e imagem e de competências básicas na edição inventiva de imagem.

Refira-se que o projeto «emerGENTE», surgiu em 2020, como um catalisador de novas abordagens audiovisuais que valorizam a experimentação como o principal motor de transformação critica e artística. Explora a literacia visual, debruçando-se sobre o papel e complexidade da imagem numa sociedade altamente mediatizada, procurando criar imagens reflexivas sobre as diferentes possibilidades e discursos da fotografia e do Cinema quer na sua produção quer na sua distribuição/ exibição.

Destinada a jovens que queiram aprofundar a sua aprendizagem e produção artística, todas as oficinas inseridas no Laboratório de Experimentação em Media Artes acontecem em estreita colaboração com o festival de Cinema Jovem YMOTION, não só na exibição dos trabalhos dos participantes, mas também, através de uma programação assente em filmes motivadores de novas perspetivas e discursos.

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FAMALICÃO: YMOTION QUER AS CURTAS DE JOVENS CINEASTAS

Candidaturas à 8.ª edição da competição do festival podem ser submetidas até ao dia 14 de outubro

O Ymotion quer curtas! Mais precisamente, as curtas-metragens produzidas por jovens cineastas dos 12 aos 35 anos a residir em Portugal. As inscrições e candidaturas à competição da 8.ª edição do Festival de Cinema Jovem de Famalicão, decorrem até ao próximo dia 14 de outubro e inclui prémios pecuniários que vão até aos 2500 euros. Até ao momento já foram recebidas mais de uma centena de trabalhos.

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Em disputa, estão os prémios: «Grande Prémio Joaquim de Almeida» no valor de 2500 euros, «Prémio Escolas Secundárias» no valor de 750 euros, «Prémio Melhor Documentário» no valor de 750 euros, «Prémio Melhor Animação» no valor de 600 euros, «Prémio do Público» no valor de 350 euros, «Prémio Melhor Interpretação» no valor de 250 euros, «Prémio Melhor Argumento» no valor de 250 euros e «Prémio Melhor Direção de Fotografia» também no valor de 250 euros. As candidaturas ao Ymotion podem ser submetidas em http://www.ymotion.org/submissatildeo-de-filmes1.html .

A preceito das outras edições, o argumentista e crítico de cinema, Tiago R. Santos, mantém-se como presidente do júri da competição de curtas-metragens, que estará acompanhado por um painel de jurados composto por nomes célebres do atual panorama do cinema, das artes, da música e da fotografia, entre eles: Paulo Trancoso (presidente da Academia Portuguesa de Cinema), Cláudia Clemente (escritora, realizadora e fotografa), Paulo Pires (ator), Fernando Vasquez (jornalista, critico de cinema e diretor de programação cinematográfica), Lúcia Pires (realizadora, argumentista, produtora e atriz) e Bruno Carnide (realizador, professor universitário, programador cinematográfico e curador).

A 8ª edição do Ymotion realiza-se de 21 a 26 de novembro de 2022 na Casa da Juventude, no Centro de Estudos Camilianos e na Fundação Castro Alves, em Vila Nova de Famalicão.

Recorde-se que o pontapé de saída da edição deste ano do Ymotion aconteceu no passado dia 7 de maio, com o arranque do período de inscrição de curtas-metragens na competição e consagração de Vila Nova de Famalicão como Capital do Cinema Jovem. Esta edição já tinha feito um ‘aquecimento’ com o ciclo de «Projeções e Conversas com Jovens Cineastas», que decorreu de 27 de janeiro a 10 de março, em escolas secundárias e instituições de ensino superior de Famalicão, Porto e Santo Tirso. O festival Ymotion é promovido desde 2015 pelo pelouro da Juventude do Município de Vila Nova de Famalicão.

Para mais informações, consulte www.ymotion.org

DOCUMENTÁRIO SOBRE O CAMINHO DA GEIRA VENCE FESTIVAL DE CINEMA NA ALEMANHA

Um documentário filmado no Caminho da Geira e dos Arrieiros, intitulado “O Meu Caminho”, do realizador Pedro Gil Vasconcelos, venceu a edição de agosto do New Wave Short Film Festival, na categoria de Melhor Documentário de Fé & Religião, em Munique, na Alemanha.

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Para o realizador, natural do Porto, “este é um prémio muito especial, pois espelha o reconhecimento internacional da obra” e constitui “a confirmação de que para se ter um filme, mais do que tudo, temos de ter uma boa história e imaginação para a contar da forma certa”.

O filme foi rodado no ano passado e culminou um projeto que o realizador acalentava há algum tempo. “Tinha planeado um documentário sobre o Caminho de Santiago, mas não estava a conseguir reunir as condições para o produzir”, refere, destacando o papel de Adriano Carneiro, seu “companheiro de viagem e protagonista do documentário”.

“Em 2021 decidi retomar o projeto e redimensioná-lo, adaptá-lo a novas formas de produção. A evolução que os telemóveis trouxeram permitiu-me abordar o filme numa perspetiva atual, de baixo impacto e com custos extremamente controlados”, explica o realizador, licenciado em cinema e audiovisuais pela Escola Superior Artística do Porto.

Assim, “O Meu Caminho” (ver apresentação) resulta da vontade de fazer a pé os 240 quilómetros do caminho jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, grande parte pela Via Romana XVIII (a Geira), atravessando o Parque Nacional da Peneda Gerês e as regiões galegas do Xurés e do Ribeiro.

“Entendi que este teria de ser um projeto com um orçamento muito limitado. Optei pelo baixo impacto de emissões de carbono na produção e daí ter usado transportes públicos e toda a fase de rodagem ter sido a pé. E também por usar o meu telemóvel de todos os dias. Depois foi, mais do que tudo, um exercício de escrita e de imaginação”, explica Pedro Gil de Vasconcelos, que já percorreu doze caminhos de Santiago.

Neste contexto, este festival na Alemanha, que mensalmente destaca as melhores curtas metragens, foi o destino natural para “O Meu Caminho”, pois pretende criar uma oportunidade para cineastas emergentes. O seu objetivo é apoiar filmes de baixo orçamento que criam novas experiências e narram histórias únicas com recursos limitados. Além disso, pretende “entender como os cineastas de todo o mundo trabalham, como os jovens cineastas são criativos para superar os obstáculos da produção e como as suas tentativas podem levar a uma nova forma de cinema”.

“O Meu Caminho” foi produzido pela Completa Mente, com edição de Marcos Nunes (Cia Films) e apoio de Jorge Medeiros (VideoContacto).

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, reconhecido pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020 e é um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

Este percurso de 240 quilómetros destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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CAMINHA: FILMES PREMIADOS NO FESTIVAL DE CANS E FECHO DO VILAS PEOPLE, COM NOBLE, MARCAM ESTE FIM DE SEMANA

Setembro começa com várias propostas culturais e de lazer

Com a entrada do mês de setembro o concelho de Caminha continua a apresentar propostas culturais variadas e de qualidade. Hoje, sexta-feira, a sétima arte está na “primeira fila”, quer no Valadares, Teatro Municipal de Caminha; quer no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora. Mas o fim de semana traz música e “sabores do campo”, para levar para casa.

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Os registos são diferentes. Para os mais “corajosos” ou simplesmente apreciadores de um bom thriller a rondar o “terror”, a proposta é o recém-estreado “Nope”, de Jordan Peele, com interpretações de Daniel Kaluuya, Keke Palmer e Steven Yeun, entre outros. Para ver o filme basta ir ao Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora. A sessão está marcada para as 21h45 e amanhã repete-se, à mesma hora.

São pouco mais de duas horas intensas. A sinopse descreve assim “Nope”: “O que é um mau milagre? O vencedor de um Óscar® Jordan Peele causou disrupção e redefiniu o género do terror moderno com ‘Foge’ e ‘Nós’. Agora, Peele reimagina o filme de verão com um novo pesadelo pop: o épico expansivo de terror ‘Nope’. O filme volta a reunir Peele e o vencedor de um Óscar® Daniel Kaluuya (‘Foge’), juntando Keke Palmer (‘Ousadas e Golpistas’) e Steven Yeun (‘Minari’), no papel de residentes de uma localidade solitária no interior da Califórnia, que testemunham uma espantosa e arrepiante descoberta”.

Mas hoje há também para ver filmes premiados do Festival de Cans. É no Valadares, Teatro Municipal de Caminha e começa também às 21h45. A iniciativa é da Locus Cinemae, com o apoio da Câmara Municipal.  Serão exibidos “18 Cans, maioría de idade”, de Isaura Docampo (ano 2022, duração 22 min.). Trata-se de um documentário sobre a edição anterior do Festival de Cans, com todas as singularidades deste evento galego, que resistiu com dignidade os dois anos de pandemia. Com a presença de Alfonso Pato, diretor do Festival de Cans.

A seguir passa “Sycorax”, de Matías Piñeiro e Lois Patiño (ano 2021, duração 20 minutos). Venceu o Prémio de Melhor Realização e Prémio RC de Melhor Fotografia para Mauro Herce no último Festival de Cans. Com a presença de Beli Martínez, produtora do filme.

A noite termina com “Rompente”, de Eloy Domínguez (ano 2022, duração: 25 minutos). Este é o Grande Prémio do Jurado no Festival de Cans 2022. Uma das “curtas” com melhores críticas do ano, vencedora igualmente do prémio do jurado no Festival de Málaga de Cinema.

A manhã de sábado pode ser aproveitada para levar para casa sabores genuínos e produtos locais, porque, a partir das 9h00, “abre” o Feirão de Tradições – “Os Sabores do Campo”, na Praça da República, em Vila Praia de Âncora.

A noite de sábado também tem o foco em Vila Praia de Âncora, com o encerramento do Festival Vilas People, que terá em palco Noble, autor de sucessos como Honey ou Beautiful. O espetáculo está marcado para as 22h00, na Praça da República.

Vilas People é um festival de música criado no primeiro ano da pandemia, que se realiza nas duas vilas do concelho (Caminha e Vila Praia de Âncora). Esta é a terceira edição e começou com Rita Guerra, seguindo-se Sara Correia, a Orquestra Filarmónica de Braga, Tiago Garrinhas - artista com raízes na vila e que acabou por dar um segundo concerto. O maestro e pianista Rui Massena, autor de algumas das composições mais bonitas escritas nos últimos tempos, foi outro dos protagonistas do Vilas People e Noble encerra a edição 2022.

O fim de semana traz ainda romarias e festas populares em algumas freguesias, como Seixas, com mais uma edição da Festa das Solhas; a Senhora da Peneda (Vilar de Mouros) e a Senhora dos Remédios (Orbacém).