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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FESTIVAL DE CINEMA JOVEM DE FAMALICÃO RECEBE MAIS DE 250 CURTAS-METRAGENS

7.ª edição do YMotion decorre de 8 a 13 de novembro em vários espaços do concelho

Foram 255 as curtas-metragens recebidas na edição deste ano do YMotion – Festival de Cinema Jovem de Famalicão, desenvolvidas por jovens realizadores, entre os 12 e os 35 anos, de 52 cidades portuguesas. Trata-se de um número recorde de inscrições no festival, que já vai na sua sétima edição, e que decorre de 8 a 13 de novembro na Casa da Juventude, em Famalicão, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide, e na Fundação Castro Alves, em Bairro.

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Destas quase três centenas de participações, houve a seleção de cerca de 40 obras que se encontram a competir em oito categorias: «Grande Prémio Joaquim de Almeida», «Escolas Secundárias», «Melhor Documentário», «Melhor Curta de Animação», «Melhor Representação», «Melhor Argumento», «Melhor Direção de Fotografia» e «Prémio do Público». Todos os prémios envolvem um valor pecuniário que varia entre os 250€ e os 750€, à exceção do «Grande Prémio Joaquim de Almeida», no valor de 2.500€.

O júri da competição, presidido pelo argumentista Tiago Santos, é composto pela realizadora Leonor Teles, a atriz Benedita Pereira, o jornalista Tiago Alves, o jornalista Pedro Oliveira, a jornalista Ana Markl e o realizador Filipe Rufatto, vencedor da última edição do YMotion.

No «Grande Prémio Joaquim de Almeida» encontram-se 19 candidatos em competição, entre eles, «Noite Perpétua» (2020) de Pedro Peralta, «A Rainha» (2020) de Lúcia Pires, «Hunting Day» (2020) de Alberto Seixas e «Beco do Imaginário» (2021) de Romano Casselis.

Para além das curtas-metragens abrangidas neste prémio, refira-se que se encontram outras 21 obras a concurso, divididas pela categoria «Documentário», onde foram selecionados cinco filmes, maioritariamente de realizadores a concretizar o seu percurso académico, «Animação», em que a seleção é composta por 10 curtas-metragens, e, por último, «Escolas Secundárias», onde se encontram seis projetos de alunos a concurso.

Refira-se que, a par da componente competitiva, esta edição do festival inclui um ciclo formativo, uma exposição dedicada aos filmes em competição, uma sessão especial com foco no trabalho da produtora cinematográfica portuguesa Ukbar Filmes, na secção «Novíssimo Cinema Português», comissariada por Rui Tendinha, uma homenagem à atriz portuguesa Maria João Bastos, um tributo aos compositores Bernardo Sassetti e Ennio Morricone, e um «Talk & Showcase» com a presença da banda Capitão Fausto.

Recorde-se que o YMotion é um festival organizado pelo Município de Vila Nova de Famalicão desde 2015, que se tem vindo a afirmar no circuito de mostras e festivais de cinema do país, servindo de alavanca para o trabalho de jovens cineastas dos 12 aos 35 anos de idade. Na edição de 2020, foram recebidas quase duas centenas de curtas-metragens na competição e o realizador Filipe Rufatto recebeu o «Grande Prémio Joaquim de Almeida» pelo seu filme «Sofia» (2019).

Para mais informações sobre a programação do festival e a lista completa de nomeados, consulte: www.ymotion.org

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OPERÁRIO AMADOR: O FILME MAIS FAMALICENSE DO 6º CLOSE-UP

Dia 19 de outubro, 18h30, na Casa das Artes de Famalicão

Uma comunidade rural ainda a adaptar-se à transformação ditada pela industrialização. Um grupo de operários fabris que não se resigna à sua condição proletária e que procura no teatro um estímulo intelectual. A tragédia de uma morte de um jovem em contexto laboral. Assim se conjugaram as vontades para fazer nascer a companhia de teatro amador de Joane, no concelho de Vila Nova de Famalicão: o Teatro Construção.

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Um filho da terra (Sérgio Agostinho) que também aí nasceu para o teatro, assume a responsabilidade de deixar um registo da memória dos fundadores e entrega a realização a Ramon de los Santos. Assim nasce o documentário OPERÁRIO AMADOR que é exibido, em antestreia, no próximo dia 19 de outubro, na Casa das Artes de Famalicão, no âmbito da programação do 6.º episódio do CLOSE-UP - Observatório de Cinema.

Sérgio Agostinho, diretor da Peripécia Teatro, refere que OPERÁRIO AMADOR é um filme que parte de uma "vontade muito íntima", já que é natural de Joane e filho de um dos fundadores do Teatro Construção. Seguindo as pisadas do pai, Sérgio Agostinho indica que, partir dos 10 anos de idade, também começou a fazer teatro. "Aos meus 17 anos saí e nunca mais voltei a Joane. Mas, quando saí já foi para fazer teatro e estudar teatro em Lisboa", afirma.

"Em 2017, ocorreu-me esta vontade de primeiro, voltar a conversar com calma com aquela gente, de estar com eles, de perceber como foi a história deles, como é que eles decidiram fazer teatro e, depois, preservar a sua memória. E, do meu ponto de vista, a forma mais natural para conseguir isso seria fazer um filme. Assim nasceu este documentário", conta Sérgio Agostinho.

O diretor da companhia Peripécia Teatro refere ser importante que todos possam ver este documentário "porque retrata uma época muito precisa do concelho de Vila Nova de Famalicão e do país", mas com foco em Joane, uma localidade à altura profundamente industrializada, numa transformação repentina de um mundo rural para um mundo industrial, com todas as problemáticas associadas. "E no meio deste caldo surge um grupo de teatro. Essa é a história que quisemos contar neste filme", explica.

Sem que tivesse conseguido uma "resposta clara" sobre o facto de aquele grupo de operários ter decidido avançar para a criação do Teatro Construção, Sérgio Agostinho crê que "foi quase por um acaso. Foi o teatro que nasceu como poderia ter sido, porventura, um jornal - porque também houve movimentos jornalísticos". E mergulha do documentário para falar que aqueles protagonistas "estavam a formar a sua consciência enquanto operários; muitos dos elementos pertenciam à Juventude Operária Católica e que tinham uma atitude de observação, crítica e ação na sociedade. Nesse grupo de jovens havia uma pessoa que tinha alguma experiência e conhecimento na escrita de teatro. Numa ocasião em que morreu um trabalhador jovem, de 17 anos, numa explosão na fábrica da 'Carides', esse grupo de jovens da JOC escreve um espetáculo original e estreia esse espetáculo no centro paroquial de Joane com o título 'A morte de Valentim' que foi de uma explosão tal na vida daqueles operários e nas pessoas que assistiram a essa representação que marca o início do movimento teatral em Joane. Esta é a minha interpretação e é aquilo que transparece no filme".

Depois disto, por força da intervenção artística, mas também política, o documentário dá nota que o Teatro Construção acabou por contribuir para o crescimento e afirmação da até então incógnita localidade de Joane como "o epicentro cultural" da região. "Um dos fundadores do Teatro Construção disse-me que o sonho deles era realmente tornar Joane num farol da cultura teatral a nível nacional e creio que na altura eles conseguiram isso mesmo", sublinha Sérgio Agostinho. Pelo envolvimento político de vários dos elementos do Teatro Construção, também foi gerada uma nova afirmação da localidade a nível municipal.

A realização entregue a Ramon de los Santos é adjetivada como "natural" por Sérgio Agostinho, já que se trata de alguém com quem tem trabalhado e com o qual não esconde "uma grande afinidade pessoal e artística".

Sérgio Agostinho adverte o espetador que OPERÁRIO AMADOR é "uma versão da história. É a versão da história vista pelos olhos e pelas memórias destes operários" e, por isso, "não é uma história definitiva do Teatro Construção nem muito menos é a história da Associação Teatro Construção, porque esta associação é, hoje em dia, um mundo de valências e este documentário não reflete essa história associativa. Este documentário tenta refletir a memória destas pessoas, a sua força na medida em que decidiram fazer teatro como uma via de transformação social".

Para o futuro, Sérgio Agostinho aponta que "a porta a novos filmes/documentários está aberta para a Peripécia Teatro".

OPERÁRIO AMADOR de Ramon De Los Santos_19. Out (18h30, GA)

Título original: Operário Amador (Portugal, documentário, 2021, 60 min)

Classificação: M/12

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CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO RECEBE CINEMA DE COMUNIDADE DE 16 A 23 DE OUTUBRO

6.ª edição do CLOSE-UP - Observatório de Cinema com dezenas de atividades dedicadas ao cinema

A comunidade é o mote da sexta edição do Observatório de Cinema de Famalicão, CLOSE-UP, que decorre de 16 a 23 de outubro na Casa das Artes. O teatro municipal irá receber dezenas de atividades ligadas ao cinema, que incluem filmes-concerto, um panorama pela obra do cineasta Basil da Cunha que inclui uma masterclass, uma exposição da Casa do Cinema Manoel de Oliveira (Fundação de Serralves), entre outros.

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O tema deste ano surge como uma ode a todos os que, seja como espetador, seja como técnico ou criador, se reúnem em torno de um propósito comum: o cinema. O «episódio» deste ano arranca no próximo sábado, 16, pelas 15h00, com «66 CINEMAS» (2016) de Philipp Hartmann, com a presença de Gonçalo Oliveira e Carlos Natálio, um documentário que resulta do diálogo do realizador com operadores de cinema e diretores de programação, numa reflexão conjunta sobre as dificuldades e lutas diárias das pequenas salas independentes, num contexto de grande massificação da indústria cinematográfica.

Neste mesmo dia, o destaque vai para o já esgotado filme-concerto no grande auditório, protagonizado pelos Sensible Soccers, com o nome «Manoel», uma dupla abordagem a Manoel de Oliveira e à cidade do Porto que inclui a projeção das películas «Douro Faina Fluvial», de 1931, e «O Pintor e a Cidade», de 1956.

A programação do Close-Up encontra-se dividida em rubricas, entre elas, «Paisagem Temática: cinema Comunidade», «Histórias do Cinema: In the Mood for Kar-Way, e Sang-Soo», «Fantasia Lusitana: Basil da Cunha», «Café Kiarostami: Conversas, Música e Poesia através do Cinema», cinema para escolas, sessões para famílias, exposição e filmes-concertos.

No «Paisagens Temáticas», onde estão previstas sessões de ficção e documentários, o destaque vai para «O Céu por Cima de Cá» da Companhia de Música Teatral (CMT), no dia 17, pelas 17h30, uma proposta artística concebida em parceria com a Casa das Artes, que inclui imagens recolhidas em processos de interação das personagens com o território, num registo de performance no espaço público, e que se encontra, atualmente, nomeado para um Young Audiences Music Awards (YAMawards).

De salientar, de igual forma, a estreia de «Operário Amador», de Ramon de los Santos, que explora as origens de uma companhia de teatro, fundada por um grupo de operários têxteis, na agora vila de Joane. Esta sessão decorre no dia 19 de outubro, pelas 18h30, e conta com a presença do cineasta e de Sérgio Agostinho, filho de um dos fundadores da Associação Teatro Construção.

É de realçar que o trabalho de mais de uma década junto da comunidade da Reboleira, Amadora, do cineasta suíço de origem portuguesa Basil da Cunha, também estará em destaque no CLOSE-UP, nos dias 21, 22 e 23 de outubro, com a apresentação de filmes como «Nuvem» (2011), «Até Ver a Luz» (2013), «A Côte» (2009) e «O Fim do Mundo» (2019). Para além destas projeções, é de realçar que o cineasta também irá ministrar, no dia 22, uma oficina técnica dirigida a alunos de audiovisual e multimédia das escolas locais.

Para além das referidas sessões, está previsto na programação do CLOSE-UP, um ciclo de histórias do cinema, que cruza as filmografias de Wong Kar-way e Hong Sang-Soo, um panorama de projeções em volta do mote Comunidade, com sessões comentadas, cinema para escolas, apresentações de livros no Café Kiarostami e sessões para famílias.

A edição deste ano do CLOSE-UP encerra com o filme-concerto protagonizado por Filipe Raposo e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Cesário Costa, que farão o acompanhamento sonoro do filme «Metropolis» (1927) de Fritz Lang, no dia 23 de outubro, pelas 21h45.

Refira-se que no foyer da Casa das Artes encontra-se a exposição «Manoel de Oliveira, A Comunidade», inaugurada no passado dia 7 de outubro, e patente até dia 26 de janeiro de 2022, uma proposta da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, que serve de prólogo para a programação do episódio seis do CLOSE-UP.

Para mais informações sobre o evento, consulte: www.closeup.pt e www.casadasartes.org

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FILME "EROSÃO" ESTREIA EM FAFE E RETRATA A MEMÓRIA DA EMIGRAÇÃO

O filme Erosão, rodado em Fafe, desde 2018, retrata a história e memória da emigração

Um filme feito a partir da obra de Miguel Torga, ‘Terra Firme’, que envolveu 12 instituições, 4 freguesias e 2 paróquias de Fafe, cuja história se embrenha na comunidade. Ou seja, uma longa-metragem, com cerca de duas horas, que fala de hábitos e tradições deste povo, virtudes e dificuldades, e regista a paisagem local, o património natural, e a sua ruralidade.

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Participaram mais de 200 pessoas no projecto desenvolvido em rede, com várias entidades e comunidades locais.

Erosão está pronto e passa em antestreia a 12 de Novembro, pelas 21h30, no Teatro-Cinema. A estreia está agendada para o dia 13 de Novembro.

ARCOS DE VALDEVEZ RECEBE CICLO DE CINEMA GALEGO-PORTUGUÊS

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Casa das Artes recebe Ciclo de Cinema Galego-Português, 3ª Edição

MULHERES, PATRIMÓNIO, SOCIEDADE

Auditório da Casa das Artes

14 a 16 de outubro

O ciclo de cinema galego-português visa promover o intercâmbio cultural entre a Galiza e Portugal. Para a edição de 2021, propõe-se um ciclo durante o qual serão exibidos uma curta-metragem e um filme, seguindo-se um debate-colóquio com a participação dos respetivos realizadores e/ou de outros intervenientes e do representante das instituições organizadoras. Os objetivos da terceira edição são dar visibilidade à realidade portuguesa e galega, oferecendo uma visão positiva e vanguardista dos produtos culturais que se estão a desenvolver no panorama atual, a partir de uma seleção de produções com impacto na sociedade portuguesa e galega. E tornar visível e promover a reflexão sobre temas sociais de grande interesse na Galiza e em Portugal, tomando como referência a mulher e, em particular, o seu papel nas crises e no património, sendo este entendido como instrumento de coesão social e até de apoio emocional e de desenvolvimento económico em áreas demograficamente deprimidas.

Entidades organizadoras:

Consello da Cultura Galega; Universidade do Minho: Vice-reitoria da Cultura e Sociedade e do Centro de Estudos Galegos; Município de Arcos de Valdevez ; Secretaría Xeral de Política Lingüística da Xunta de Galicia; Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP; Museo do Pobo Galego

PROGRAMA

14 de outubro, 21h30

- Inauguração da exposição “ONS SOA”

- Filme "Nación" (2020, 92min), de Margarita Ledo

- Curta "Mulheres em quarentena" (2020, 20min), de Bárbara Tavares

- Mediadores do debate: José Gabriel Andrade e Sara Traba

15 de outubro, 21h30

- Filme "Das arquiteturas tradicionais" (2020, 50min), de Carlos Eduardo Viana

- Curta "Ganas" (2020, 16min), de Maria da Fonseca & Rafaela Gomes

- Mediadores do debate: Rebeca Blanco-Rotea e Fernanda Magalhães

16 de outubro, 21h30

- Filme "Ons" (2020, 87min), de Alfonso Zarauza

- Curta "Lume na auga" (2015, 39 min), de Ana Lois

- Mediadores do debate: Alexandra Esteves e Noemí Basanta

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO ACOLHE A COMUNIDADE DE MANOEL DE OLIVEIRA

Exposição «Manoel de Oliveira, a Comunidade» patente no foyer do espaço até dia 26 de janeiro de 2022

A Casa das Artes de Famalicão acolhe, a partir de hoje, 7 de outubro, até 26 de janeiro de 2022, a exposição «Manoel de Oliveira, A Comunidade». Organizada pela Casa do Cinema Manoel de Oliveira - Fundação de Serralves, com curadoria de António Preto, a exposição integra a programação da 6ª edição do «CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão», dedicada ao tema «Comunidade», e as comemorações do 20º aniversário do teatro municipal.

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Partindo do acervo documental do realizador português, integralmente depositado em Serralves, a exposição patente na Casa das Artes coloca em diálogo diversos materiais de trabalho, entre eles, guiões, correspondência, fotografias de repérage e de rodagem, recortes de jornal, entre outros documentos, e excertos de filmes representativos do modo como Manoel de Oliveira retratou diferentes comunidades.

O material exposto assegura três perspetivas da comunidade ligadas ao realizador, nomeadamente, o «círculo» de atores que privilegiava, a equipa de rodagem com quem possuía laços estreitos, e sete filmes da sua carreira, onde a temática comunitária se evidencia na película.

Refira-se que a Casa do Cinema Manoel de Oliveira, projeto do arquiteto Álvaro Siza Vieira, é um polo de referência no domínio do cinema, integrado nos espaços da Fundação de Serralves. Além de um centro de documentação e de sessões de cinema que permitem um acesso regular à obra de Manoel de Oliveira, promove exposições temporárias, ciclos de cinema temáticos e monográficos, retrospetivas e conferências, promovendo, através destes, diferentes possibilidades de aproximação ao cinema contemporâneo.

A exposição «Manoel de Oliveira, A Comunidade» está patente no foyer da Casa das Artes e funciona como um prólogo para o episódio seis do CLOSE-UP, que decorre de 16 a 23 de outubro em vários espaços do teatro municipal.

A edição deste ano do CLOSE-UP conta com cerca de 30 sessões de cinema contemporâneo cruzadas com a história do cinema nas obras de Wong Kar-Way e Hong Sang-soo, sob o mote do Cinema Comunidade, incluindo filmes-concerto pelos Sensible Soccers («Douro Faina Fluvial», 1931, e «O Pintor e a Cidade», 1956) e por Filipe Raposo com a Orquestra Sinfónica Portuguesa («Metropolis», de Fritz Lang), assim como filmes comentados por realizadores, jornalistas e académicos, um panorama pela obra de Basil da Cunha, uma masterclasse, sessões especiais, conversas e sessões para famílias e para escolas.

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TERMINARAM AS GRAVAÇÕES DA TELENOVELA TVI "PARA SEMPRE" EM ARCOS DE VALDEVEZ

Terminaram esta semana, em Arcos de Valdevez, as gravações da nova telenovela da TVI, “Para Sempre”.

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O concelho foi, novamente, a escolha da produtora TVI/Plural para cenário de destaque da próxima novela, que conta com o apoio do Município arcuense.

A nova novela da TVI tem como cenário a localidade de Soajo, bem como outros locais do concelho de Arcos de Arcos de Valdevez, nomeadamente o Paço de Giela, o Centro Histórico, o Santuário de Nossa Senhora da Peneda e as várias paisagens naturais do Parque Nacional. Também foram feitas referências a outras áreas de promoção turística, como a gastronomia, cultura e património.

O Município de Arcos de Valdevez assegurou um apoio à Plural Entertainment Portugal S.A na produção dos trechos da nova telenovela rodados no concelho. Esta nova aposta da ficção nacional surge em prol da promoção do território português, nomeadamente do norte do país, ao ser exibida em horário nobre, gerando imediato retorno mediático.

O Município de Arcos de Valdevez acredita que esta nova aposta nacional contribuirá ainda mais para a promoção do concelho, principalmente ao nível do mercado interno e, em simultâneo, para a dinamização da economia de Arcos de Valdevez.

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OBSERVATÓRIO DE CINEMA DE FAMALICÃO VOLTA DE 16 A 23 DE OUTUBRO

CLOSE-UP convida comunidade a abandonar a solidão dos pequenos écrans

De 16 a 23 de outubro, a Casa das Artes de Famalicão avança com o 6.º episódio de Close-Up - Observatório de Cinema, uma oportunidade para que a comunidade abandone a solidão dos pequenos écrans ditada pela pandemia e se volte a reunir em torno da magia da grande tela do cinema.

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Comunidade – é este o tema da presente edição e o Observatório de Cinema faz o elogio da comunidade de espectadores, de amigos, conhecidos e desconhecidos em redor da sala de Cinema, trespassados por uma luz sagrada.

São seis as linhas de força da presente edição: dois filmes-concerto pelos Sensible Soccers (Manoel) e por Filipe Raposo e Orquestra Sinfónica Portuguesa (Metropolis); exposição que relaciona o mote desta edição -  Comunidade – e a obra de Manoel de Oliveira, numa proposta da Casa do Cinema Manoel de Oliveira; um panorama dedicado a Basil da Cunha, que junta longas e curtas, e que inclui uma masterclasse com o realizador; um ciclo de histórias do cinema, que cruza as filmografias de Wong Kar-way e Hong Sang-soo; um panorama de projeções em volta do mote Comunidade, com sessões comentadas; cinema para escolas, apresentações de livros no Café Kiarostami e sessões para famílias.

Comunidade é um mote que será projetado em filmes que discutem e alargam a comunidade, comunidades que se expandem do grande ecrã para fora da sala, em diálogos que hão de constituir memórias, com um programa que arranca com 66 Cinemas de Philipp Hartmann, ronda pela topografia de salas da Alemanha, de lugares e de relatos que são revisitações de pedaços da História.

A abrir e a fechar o programa, momentos altos de cruzamento da música com o cinema, filmes-concerto que ficarão no património do Teatro Municipal: Manoel, as texturas e os ritmos dos Sensible Soccers, devotos da cidade de Manoel de Oliveira, de Douro Faina Fluvial (a completar 90 anos) e o O Pintor e a Cidade (1956); a Metropolis de Fritz Lang revista pela partitura de Filipe Raposo, um piano e uma orquestra de câmara de 15 elementos, com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

São de comunidades que se preencherão as Paisagens Temáticas, ficção e documentário, olhares sobre Portugal nas primeiras vivências em democracia: Manuela Serra e a comunidade de Lanheses em O Movimento das Coisas, as cooperativas do Ribatejo em Prazer, Camaradas, ou a estreia de Operário Amador, as origens de uma companhia de teatro, fundada por um grupo de operários têxteis, na agora vila de Joane. Mas são também olhares do presente, no quotidiano do centro histórico de Guimarães em Surdina ou a suspensão das vidas no Bairro do Aleixo em A Nossa Terra, o Nosso Altar. As comunidades são plurais, mesmo na clandestinidade do encontro da máquina com o humano no Crash de Ballard e Cronenberg, ou na convivência de uma família da Coreia com as paisagens da América e do seu cinema, em Minari.

As Histórias do Cinema são contadas por dois protagonistas: pela Hong-Kong de Wong Kar-wai e a Coreia do Sul de Hong Sang-soo. Cinematografias a descobrir, como a de Sang-soo que nos chegou tardiamente, ou de reencontro, com a comunidade de espectadores que fomos antes do virar do milénio, quando pela primeira vez encontramos os pares e a velocidade da cidade de Kar-Wai. O trabalho de mais de dez anos de Basil da Cunha, junto da comunidade da Reboleira (Amadora), é a nossa Fantasia Lusitana e um dos destaques do programa, com a presença nas sessões do cineasta suíço de origem portuguesa, que também ministrará uma masterclasse.

É um dos eixos do programa, na relação privilegiada com a comunidade escolar, com sessões preenchidas por animação, ficções, oficinas e concertos, em diálogo com o mote desta edição, com propostas divididas pela Casa das Artes, pelas escolas, por parcerias com os vários Agrupamentos de Escolas do concelho, incluindo a participação das escolas artísticas. No Café Kiarostami, falaremos de livros, de televisão e de Cinema e para Famílias juntaremos a mais recente criação dos Studio Ghibli ao centenário The Kid de Charlie Chaplin.

O encenador Luís Mestre a partilhar o fascínio pelo experienciar ballardiano, o encontro da investigadora Maria do Carmo Piçarra com os personagens reais da comunidade da Reboleira, no diálogo com Basil da Cunha: as sessões comentadas singularizaram e intensificam um programa de mais de 30 sessões em oito dias, orientadas pelas comunidades que preenchem os filmes, num diálogo com o espectador que se estende pelo foyer do Teatro Municipal com uma exposição proposta pela Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

Todas as informações disponíveis em http://closeup.pt/

TERRAS DE BOURO: I FESTIVAL IRIS FOI UM ENORME SUCESSO

Durante o fim de semana de 18 e 19 de setembro, realizou-se a primeira edição do IRIS - Festival de Imagem do Gerês, evento que contou com o apoio do Município de Terras de Bouro. O auditório do Centro de Animação Termal do Gerês encheu-se para ouvir nove palestras de fotógrafos/videografos portugueses em quatro sessões temáticas.

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No sábado, no painel “Paisagens do Mundo”, Gonçalo Duarte Pacheco numa palestra com o título “Ártico l 78º 13´N15ª392”, abordou a sua viagem por países que coabitam em torno do Círculo Polar Ártico, da qual resultou o livro “Weightless – Tracing Landmarks”. A manhã de sábado terminou com Fábio Dilima que apresentou o trabalho desenvolvido pelo mundo, na área da fotografia de paisagem e vida selvagem, utilizando-a como um meio de consciencialização para a preservação da natureza.

A parte da tarde de sábado foi inteiramente dedicada ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, com três apresentações com diferentes abordagens e olhares sobre o PNPG.

O Lobo Ibérico no PNPG foi a apresentação que iniciou este painel e que deixou maravilhados todos os que tiveram o prazer de ouvir Carlos Pontes, um estudioso com um trabalho de referência sobre esta espécie. De seguida, Tânia Araújo, falou sobre a sua experiência na (Re)descoberta do PNPG com enfoque na fauna e na flora desta região. A tarde terminou com a intervenção do Mário Cunha, que nos falou sobre a sua paixão pelo Gerês e no trabalho fotográfico que daí tem resultado.

O domingo iniciou-se com um passeio fotográfico, patrocinado pela Olympus, na Mata da Albergaria, a que se seguiu o regresso ao auditório para ouvir os oradores dos restantes painéis.

O painel Vídeo de Natureza contou com a participação do Pedro Rego - Do Ártico à Antártida – Histórias de biodiversidade e do Paulo Ferreira - O Vídeo da divulgação e promoção da natureza, que nos contaram as suas experiências registadas em vídeo de uma forma arrebatadora.

Finalmente, o último painel foi sobre a temática “Projetos Fotográficos” e contou com a presença de dois dos mais conceituados fotógrafos de natureza portugueses: Luís Afonso e Jacinto Policarpo. O primeiro, com uma apresentação denominada “Projetos Fotográficos: Uma Questão de Porquês”, abordou o conceito de projetos e como estes diferem dos registos isolados ou das coleções de forma que possamos juntar às nossas fotografias de ocasião um registo pensado de narrativa pessoal. Finalmente, Jacinto Policarpo apresentou-se o seu projeto relacionado com a Costa Vicentina.

Terminadas as palestras, tinha chegado a hora de anunciar as imagens vencedoras do concurso fotográfico, promovido no âmbito deste festival.  Foram mais 1600 fotografias nas três categorias: PNPG; Fotografia do Mundo e Portefólio, resultado de 327 participações.

A escolha coube a um júri internacional composto pelos fotógrafos, Alexandre Deschaumes (França); Dorin Bofan (Roménia) e Sven Zacek (Estónia) com prémios de valor monetário superiores a 2500 euros e fins de semana em estabelecimentos hoteleiros do concelho de Terras de Bouro. Os vencedores foram Marco Marque (Paisagens do Mundo); Ângelo Jesus (Portefólio) e Francisco Machado (PNPG).

Pela reação dos oradores e público, este festival foi um enorme sucesso, pelo que se adivinham novas edições para, por um lado, divulgar as paisagens únicas desta região e sensibilizar, simultaneamente, para a necessidade de um comportamento responsável tão necessário à sua preservação e, por outro, como um encontro de partilha e divulgação do trabalho de todos aqueles que gostam de fotografia e videografia de natureza, contribuindo, também, para dinamizar a economia local.

https://www.facebook.com/festivaldeimagemdogeres/

AMARES: SOLAR DAS BOUÇAS SERVE DE PALCO A FILMAGENS DA NOVA NOVELA DA TVI

“Para Sempre”, a futura telenovela portuguesa transmitida pela TVI, vai contar com imagens no Solar das Bouças, em Amares. A nova produção, que tem como pano de fundo as cidades de Braga, Lisboa e a vila do Soajo, será pautada pela imensa portugalidade e genuinidade minhota, da qual faz parte o concelho de Amares.

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A história protagonizada por Diogo Morgado, Inês Castel-Branco e Pedro Sousa é produzida pela Plural Entertainment e escrita por André Ramalho.

"Para Sempre" conta a história de Pedro Valente (Diogo Morgado), um homem enigmático com um único objetivo: reconquistar Clara (Inês Castel-Branco), o seu amor de juventude.

As magníficas paisagens envolventes permitirão a Pedro não só descobrir-se e reencontrar o seu grande amor, como também deixarão o espectador maravilhar-se com estes locais em pleno coração do Minho. Ontem foi o último dia de filmagens no Solar das Bouças que despertarão certamente o desejo a uma visita ao concelho de Amares.

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CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO PREPARA EXPOSIÇÃO "MANOEL DE OLIVEIRA, A COMUNIDADE"

Prólogo do episódio 6 do CLOSE-UP – Observatório de Cinema

A Casa das Artes de Famalicão acolhe, de 7 de outubro a 26 de janeiro de 2022, a exposição MANOEL DE OLIVEIRA, A COMUNIDADE.

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Esta exposição propõe um percurso pelo cinema de Manoel de Oliveira, tendo por foco o modo como os seus filmes interrogam, de diferentes maneiras, a amplitude e os contornos da noção de comunidade. Declinando a questão a partir de distintos pontos de vista, a meio caminho entre a etnografia, a história, a sociologia, ou, ainda, a própria prática do fazer cinema (uma arte coletiva) e sondando os alicerces identitários, simbólicos, culturais que, ao longo de mais de oitenta anos, foram dando forma à comunidade nacional e moldando o seu imaginário, a obra do realizador foi sendo também um perspicaz barómetro crítico com o seu tempo.

Organizada pela Casa do Cinema Manoel de Oliveira – Fundação de Serralves, com curadoria de António Preto, a exposição apresenta excertos de filmes e documentação pertencente ao acervo do realizador, integralmente depositado em Serralves.

A exposição, que estará patente no foyer da Casa das Artes de Famalicão, de 7 de outubro de 2021 (inauguração às 17h00) a 26 de janeiro de 2022, funciona como um prólogo para o episódio 6 do CLOSE-UP – Observatório de Cinema, dedicado ao mote da Comunidade, que decorrerá em vários espaços do Teatro Municipal, de 16 a 23 de outubro.

Em breve será anunciado um programa educativo que incluirá: visita orientada à exposição; oficina para famílias ou outro público a designar; ação de formação para técnicos municipais e professores.

FAMALICÃO DESTACA FILMES-CONCERTO NA CASA DAS ARTES

A Casa das Artes de Famalicão anuncia os filmes-concerto de abertura e fecho do CLOSEUP 6.0, com Sensible Soccers e Filipe Raposo com a Orquestra Sinfónica Portuguesa

O sexto episódio do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão, que decorrerá de 16 a 23 de Outubro em vários espaços da Casa das Artes, terá nas sessões de abertura e encerramento, dois filmes-concerto, um cruzamento de linguagens com que procuramos singularizar o programa desde a primeira edição em 2016:

MANOEL, dupla abordagem a Manoel de Oliveira e à cidade do Porto pelos Sensible Soccers, que passaram pelo segundo Close-up na resposta a uma encomenda de filme-concerto de O Homem da Câmara de Filmar: Douro Faina Fluvial (que completou por estes dias 90 anos) e O Pintor e a Cidade (1956);

METROPOLIS, de Fritz Lang, obra máxima do Cinema e do expressionismo, numa composição de Filipe Raposo (pianista residente da Cinemateca Portuguesa), uma nova partitura para orquestra de câmara com 15 elementos, com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo Maestro Cesário Costa.

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A programação completa do CLOSE-UP 6.0 será anunciada durante o mês de Setembro, em www.closeup.pt e em www.casadasartes.org

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SENSIBLE SOCCERS – filme-concerto – MANOEL: Douro Faina Fluvial + Pintor e a Cidade de Manoel de Oliveira – 16 de Outubro (21h45, GA)

A ideia nasce da vontade de compor uma banda sonora para "Douro, Faina Fluvial" (1931), primeiro filme de Manoel de Oliveira (à data com 22 anos de idade). A banda havia feito o mesmo para "Homem da Câmara de Filmar" de Dziga Vertov (uma encomenda da Casa das Artes de Famalicão, com estreia na segunda edição do CLOSE-UP), as similaridades entre as obras são evidentes e a vontade de continuar a explorar este filão era grande. O projeto torna-se mais ambicioso quando se confrontam com a relação especial entre "Douro Faina Fluvial" e "O Pintor e a Cidade" (1956), filmes completamente antagónicos - o segundo funciona como uma negação do primeiro - separados por vinte e cinco anos e unidos pela cidade do Porto neles impressa. Ver os dois filmes de seguida fez desenhar uma viagem a dois passados distintos, um exercício de memória impactante e emocionante, um convite à reflexão sobre a identidade e desenvolvimento da cidade até aos nossos dias. A ideia passou assim a ser musicar ambos os filmes, irmanandoos num trabalho que resultasse, por um lado, num LP, onde a música teria que funcionar e viver sem as imagens e por outro, num espetáculo ao vivo, em formato cine-concerto, onde os filmes seriam projetados e os Sensible Soccers executariam a banda sonora em direto, a apresentar na sessão de abertura da sexta edição do CLOSE-UP, a 16 de Outubro.

Título original: Douro, Faina Fluvial (Portugal, documentário, 1931, 21 min) Classificação: M/12

Título original: O Pintor e a Cidade (Portugal, documentário, 1956, 26 min) Classificação: M/12 CLOSE-UP: sexto episódio, 16 a 23 de Outubro 2 de 3

Os Sensible Soccers são André Simão, Hugo Gomes e Manuel Justo. Editaram o seu primeiro EP em 2011, ano em que também se estrearam nas atuações ao vivo. Desde então a banda deu inúmeros concertos em palcos de todos os tipos, desde clubes, auditórios e associações culturais a eventos de projeção internacional, como o Primavera Club, Festival Vodafone Paredes de Coura, Boom Festival, Vodafone Mexefest, NOS Primavera Sound, Rock in Rio Lisboa ou a primeira edição portuguesa do Boiler Room, tendo conquistado um público variado e em número sempre crescente. A sonoridade dos Sensible Soccers não é fácil de compartimentar. Sem esconderem o gosto pelas melodias pop, na construção dos seus temas fazem conviver a eletrónica com instrumentos orgânicos, fugindo ao formato tradicional de canção e optando maioritariamente por estruturas e arranjos em progressão. A pandemia da Covid 19 interrompe as apresentações de “Aurora” e lança a banda num novo projeto: o seu quarto álbum de originais que resulta da composição de uma banda sonora para dois filmes ("Douro Faina Fluvial" e "O Pintor e a Cidade") do aclamado realizador Manoel de Oliveira. Este projeto, que se desenrola ao longo de um ano e com o apoio do Criatório da C.M. do Porto, culmina com a edição de “Manoel”, a 1 de outubro de 2021.

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FILIPE RAPOSO E ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA – filme-concerto – METROPOLIS de Fritz Lang – 23 de Outubro (21h45, GA)

Título original: Metropolis (Alamanha, ficção, 1927, 115 min) Classificação: M/12

Um dos filmes mais célebres de sempre, Metropolis é uma parábola sobre as relações sociais numa cidade do futuro. Os privilegiados vivem nas alturas, enquanto a massa de trabalhadores oprimidos vive nos subterrâneos. No entanto, no desenlace, haverá uma reconciliação artificial entre as classes. Porém, o que faz de Metropolis uma obra-prima é a realização de Fritz Lang, os impressionantes e excepcionais cenários futuristas, o domínio absoluto das massas de figurantes, a oposição entre homens e máquinas.

Filipe Raposo é pianista, compositor e orquestrador. Iniciou os seus estudos pianísticos no Conservatório Nacional de Lisboa. Tem o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Estocolmo) e foi bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa. Tem colaborações em concerto e em disco com alguns dos principais nomes da música portuguesa: Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, Vitorino, Amélia Muge, Camané, Rita Maria. Desde 2004 tem colaborado com a Cinemateca Portuguesa como pianista, para a qual gravou a banda sonora para as edições em DVD de “Lisboa, Crónica Anedótica” de Leitão de Barros (2017) e “O Táxi no 9297” de Reinaldo Ferreira (2018). Filipe Raposo compõe habitualmente bandas sonoras para cinema e teatro. Em parceria com António Jorge Gonçalves tem desenvolvido uma investigação artística sobre o nascimento da arte. Em nome próprio já editou os discos: First Falls (2011); A Hundred Silent Ways (2013); Inquiétude (2015); Rita Maria & Filipe Raposo Live in Oslo (2018); Øcre (2019).

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direcção de notáveis maestros, tais como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD’s para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.º 1 e n.º 5, e n.º 3 e n.º 6, de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direcção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e «Crossing Borders» (obras de Wagner, CLOSE-UP: sexto episódio, 16 a 23 de Outubro 3 de 3 Gershwin, Mendelssohn), sob a direcção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999/2001), Zoltán Peskó (2001/2004) e Julia Jones (2008/2011); Donato Renzetti desempenhou funções de Primeiro Maestro Convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.

Cesário Costa concluiu, em Paris, o Curso Superior de Piano, estudou Direção de Orquestra, completando a Licenciatura e o Mestrado na Escola Superior de Música de Würzburg (Alemanha). Doutorou-se pela Universidade Nova de Lisboa, com a tese “Noble et Sentimental: Pedro de Freitas Branco e a problemática da interpretação na música de Maurice Ravel”. O seu repertório estende-se do barroco ao contemporâneo, incluindo mais de 130 obras em estreia absoluta. Para além da direção de orquestras, tem exercido funções de docência e de programação musical em várias instituições, tendo sido Presidente da Metropolitana/Associação Música, Educação e Cultura, instituição que gere a Orquestra Metropolitana de Lisboa (da qual foi também Diretor Artístico), a Academia Nacional Superior de Orquestra, a Escola Profissional Metropolitana e o Conservatório da Metropolitana.

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA REGRESSA HOJE A MELGAÇO PARA CERIMÓNIA DE ENTREGA DOS PRÉMIOS JEAN-LOUP PASSEK

19h15 na Casa da Cultura

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, regressa hoje a Melgaço para a cerimónia de entrega dos Prémios Jean-Loup Passek que terá lugar pelas 19h15, na Casa da Cultura, cumprindo a promessa que havia feito na sua última visita (11 de maio) de voltar para  o MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço que decorre desde 2 de agosto.

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Este ano o Prémio Jean Loup Passek conta com 31 documentários a concurso: 19 longas-metragens e 12 curtas e médias metragens, sendo que nove dos documentários selecionados concorrem também na categoria de melhor documentário português. Todos os filmes concorrem também ao Prémio D. Quixote, atribuído pela FICC – Federação Internacional de Cineclubes. O MDOC - Festival Internacional de Documentário de Melgaço é organizado pela AO NORTE – Associação de Produção e Animação Audiovisual, em parceria com a Câmara Municipal de Melgaço. Desde 2014 que o festival pretende promover e divulgar o cinema etnográfico e social, refletir sobre identidade, memória e fronteira e contribuir para um arquivo audiovisual sobre a região.

Recorde-se que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou em maio o Museu de Cinema Jean Loup Passek, onde teve oportunidade de apreciar o espólio e prometeu regressar.

APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS VENCEDORES DO II CONCURSO DE CURTAS-METRAGENS: VIZELA, SEGREDOS DE UM VALE

Realiza-se esta noite, pelas 21.00h, a apresentação dos trabalhos vencedores do II Concurso de Curtas-Metragens: Vizela, segredos de um vale, na Casa da Cultura.

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De relembrar que foram avaliados 6 trabalhos do II Concurso de Curtas-Metragens de Vizela, Segredos de um Vale, a saber:

  • A Ilha dos Amores - Ricardo Silva
  • O Quinto Elemento -Pedro Peixoto e Inês Rocha
  • Por favor, volta -Ana Margarida Costa
  • Sobre os tempos da escola - Ana Lima
  • Sons do Vale - João Lages
  • Vizela Ad Aeternum -Turma 10º D da Escola básica e secundária de Infias, Vizela

Na edição deste ano, encontramos várias temáticas, que vão desde narrativas históricas de Vizela, até narrativas mais íntimas e individuais que nos convidam a olhar para Vizela através do olhar e da sensibilidade dos seus autores.

As três melhores curtas-metragens irão receber os seguintes prémios: 1º prémio – 500 euros; 2º prémio- 300 euros; 3º prémio – 150 euros, havendo também lugar à atribuição de prémios de menção honrosa, caso os elementos do júri assim o decidam.

De destacar que o júri deste concurso é constituído por três elementos: uma pessoa nomeada pelo Conselho Municipal de Juventude de Vizela – António Magalhães, um jovem vizelense Mestre na área audiovisual e amante da 7ª arte; uma pessoa da sociedade civil convidada pela organização – Diogo Lopes, ator profissional com uma carreira diversificada na televisão e no teatro; e em representação do Município de Vizela, Jorge Coelho, professor e consultor na área do Turismo.

A realização do II Concurso de Curtas-Metragens: Vizela, segredos de um vale é mais uma atividade que vai ao encontro da estratégia definida no Plano Estratégico de Juventude de Vizela – Juventude em Ação, e tem como objetivo promover a expressão artística e cinematográfica do/as jovens, bem como promover a valorização da identidade e do território de Vizela através de uma linguagem artística e criativa. Ou seja, independentemente dos vencedores deste concurso, é importante valorizar a participação e o empenho de todos os envolvidos nos trabalhos apresentados.

Todas as curtas-metragens podem ser vistas em cm-vizela.pt/curtas-metragens.

II CONCURSO DE CURTAS METRAGENS DE VIZELA COM 6 FINALISTAS

Depois de terminadas as inscrições e da análise dos 8 trabalhos do 2º Concurso de Curtas-Metragens de Vizela, Segredos de um Vale, o júri deliberou que 6 curtas-metragens cumprem os critérios nas normas regulamentares do Concurso, passando assim à fase final da competição.

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Assim, serão agora submetidas a avaliação do júri as seguintes curtas metragens:

  • A Ilha dos Amores - Ricardo Silva
  • O Quinto Elemento -Pedro Peixoto e Inês Rocha
  • Por favor, volta -Ana Margarida Costa
  • Sobre os tempos da escola - Ana Lima
  • Sons do Vale - João Lages
  • Vizela Ad Aeternum -Turma 10º D da Escola básica e secundária de Infias, Vizela

Na edição do ano passado, a curta vencedora foi atribuída a Carolina Rocha, com a obra “Vizela Revisitada”, onde a autora nos trouxe um olhar poético e saudoso sobre a sua cidade.

Na edição deste ano, encontramos várias temáticas, que vão desde narrativas históricas de Vizela, até narrativas mais íntimas e individuais que nos convidam a olhar para Vizela através do olhar e da sensibilidade dos seus autores.

A partir de hoje, as curtas-metragens finalistas estão disponíveis para visualização através do link: https://www.cm-vizela.pt/curtas-metragens.

Brevemente serão divulgadas as três melhores curtas-metragens com os seguintes prémios: 1º prémio – 500 euros; 2º prémio- 300 euros; 3º prémio – 150 euros, havendo também lugar à atribuição de prémios de menção honrosa, caso os elementos do júri assim o decidam.

De destacar que o júri deste concurso é constituído por três elementos: uma pessoa nomeada pelo Conselho Municipal de Juventude de Vizela – António Magalhães, um jovem vizelense Mestre na área audiovisual e amante da 7ª arte; uma pessoa da sociedade civil convidada pela organização – Diogo Lopes, ator profissional com uma carreira diversificada na televisão e no teatro; e em representação do Município de Vizela, Jorge Coelho, professor e consultor na área do Turismo.

A realização do II Concurso de Curtas-Metragens: Vizela, segredos de um vale é mais uma atividade que vai ao encontro da estratégia definida no Plano Estratégico de Juventude de Vizela – Juventude em Ação, onde se objetiva a promoção de atividades que desenvolvam as competências dos jovens, e que lhes possibilite participar e interagir com a comunidade de forma criativa e contemporânea. Por outro lado, vai ao encontro da estratégia municipal de desenvolvimento de um sentido de identidade no território de Vizela, com impacto para além das fronteiras do Município.