ANIKI BÓBÓ VAI A VIANA DO CASTELO – UM FILME DE MANOEL DE OLIVEIRA

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O início do novo ano traz-nos o Encontro de Janeiras, numa das tradições mais ricas e bonitas do cancioneiro popular courense, mas também nos traz o concerto dos Átoa ou a peça de teatro “Era uma vez uma linha de fronteira, aqueles que a atravessaram e o porquê de o terem feito”, pela companhia Mochos no Telhado, e ainda muito cinema, como que prolongando o período natalício que convida sempre aos filmes e não faltam blockbuster apelativos.
Assim, já este fim de semana, 3 e 4 de janeiro, pelo grande écran do Centro Cultural passa a sequela realizada por James Cameron, ‘Avatar: fogo e cinzas’, que nos remete para as aventuras em torno da nativa tribo dos na’vi, com atores como Kate Winslet, Edie Falco, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver.
Mas é o Encontro de Janeiras, a 11 de janeiro, que se vive um dos momentos mais acarinhados pelos courenses. A tenda instalada no Largo Hintze Ribeiro recebe mais de uma dezena de associações do concelho para mais um Encontro de Janeiras, precedido como habitualmente pelo desfile pelas ruas centrais de Paredes de Coura, num total de cerca de 300 elementos, entre cantadores e músicos, proporcionando um bonito colorido nestas tardes mais cinzentas de inverno e depois de terem percorrido as aldeias do concelho a cantar os Reis e as Janeiras.
Já a peça de teatro “Era uma vez uma linha de fronteira, aqueles que a atravessaram e o porquê de o terem feito” é levada à cena no Centro Cultural a 23 de janeiro, pelas 21h30. Com este trabalho, a companhia Mochos do Telhado chama-nos a atenção para uma realidade tão presente, em que “assistimos a tempos em que a imigração é o bode expiatório para justificar todos os problemas de um país”, esquecendo que “em tempos fomos a pé, escondidos em camiões, invisíveis nos comboios, a subir montanhas, a atravessar rios. Hoje vamos de avião”.
Para encerrar este primeiro mês do Novo Ano, o Centro Cultural recebe a 30 de janeiro o concerto dos Átoa. Uma banda de Évora, que tem as suas maiores referências e influências na pop cantada em português. "Já Não Saio" com um forte air play nas rádios., streams do Spotify e views no YouTube já é o maior lançamento do grupo, traduzido também com o momento mais aguardados dos seus últimos espetáculos.

As eleições autárquicas que ditaram que Melgaço passaria a ter um executivo liderado pelo PSD, foram há pouco mais de dois meses, e começa já a tornar-se evidente a relação problemática da direita com a cultura.
Hoje, foi noticiado que o Festival Internacional de Documentário de Melgaço – MDOC, evento cultural estruturante para o concelho, está em risco de não se realizar em 2026 devido à falta de apoio da autarquia.
O MDOC que iria para a 12ªedição, trazia, anualmente, a Melgaço milhares de visitantes, tendo na última edição contado com 5.946 participantes. Para além do impacto económico direto, o festival envolveu ativamente a população local, promoveu o debate em torno de temas sociais urgentes e colocou Melgaço no circuito cinematográfico internacional. A sua possível interrupção representa um retrocesso grave e inaceitável.
Este não é apenas um ataque à cultura: é um ataque direto à população de Melgaço e à sustentabilidade do concelho. Melgaço enfrenta há décadas um problema estrutural de despovoamento. Segundo dados do INE, em 2023, o concelho contava com 7.599 habitantes. As projeções apontam que, nos próximos 20 anos, este concelho terá uma redução de cerca de 4.556 habitantes, passando para aproximadamente 3.043 habitantes em 2043. Perante este cenário alarmante, seria expectável que o executivo municipal apostasse em todas as ferramentas capazes de atrair pessoas, dinamizar a economia local e reforçar o sentimento de pertença. A cultura é uma dessas ferramentas centrais. Um concelho sem oferta cultural é um concelho condenado ao abandono.
O Bloco de Esquerda condena firmemente a decisão do executivo autárquico do PSD e denuncia este ataque à cultura enquanto motor de transformação social, coesão territorial e desenvolvimento. Esta opção política revela uma direita incapaz de reconhecer o valor da cultura do povo e o seu papel na construção de comunidades vivas e sustentáveis. Solidarizamo-nos com a equipa organizadora do MDOC, a AO NORTE, bem como a população de Melgaço, e comprometemo-nos a reunir com a AO NORTE para avaliar todas as formas possíveis de apoiar esta luta pela cultura e pela dignidade do interior. A cultura não é um luxo: é um direito e uma necessidade.


O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, enviou esta quinta-feira um ofício à Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, a pedir a inclusão de Viana do Castelo no Grupo de Trabalho sobre Cinema a criar pelo Ministério da Cultura.
No ofício, enviado ao ministério, o autarca vianense refere que, recentemente, a Câmara Municipal de Viana do Castelo “foi confrontada com notícias da intenção da administração do Estação Viana Shopping proceder à desafetação das quatro salas de cinema do centro comercial, que são atualmente exploradas pela Cineplace”. Luís Nobre indica que “estas notícias deixaram os vianenses, os agentes culturais e o executivo que lidero apreensivos, uma vez que se trata de um equipamento que serve uma atividade cultural de relevante interesse para Viana do Castelo”.
Nesse sentido, foi contactada a empresa que detém as salas de cinema e, paralelamente, a Ao Norte – Associação de Produção e Animação Audiovisual, associação responsável pela divulgação do cinema e audiovisual no concelho e no distrito.
No ofício, Luís Nobre referiu que esta associação, com a colaboração da Câmara Municipal de Viana do Castelo e do ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, “tem vindo a desenvolver junto das crianças e jovens o projeto ‘Escolas Em Grande Plano’, que contempla atividades originais e diversificadas de literacia cinematográfica”, em ações realizadas ao longo do ano letivo, que atravessam todos os níveis de ensino.
Por isso, o autarca acolheu “com agrado” o anúncio da Ministra, durante a audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2026, sobre criar um grupo de trabalho dedicado à exibição de cinema, depois do encerramento de várias salas em todo o país, grupo esse que junta o Instituto do Cinema e do Audiovisual e a Inspeção-Geral das Atividades Culturais, e que deverá “avaliar a melhor forma de responder ao aumento dos pedidos de desafetação de salas”.
Assim, e “considerando que esta atividade cultural é de relevante interesse para o concelho e para a região”, o Presidente da Câmara demonstra “o agrado pela iniciativa” e mostra toda a disponibilidade da Câmara Municipal de Viana do Castelo e mesmo da associação Ao Norte “para contribuir de forma positiva para este Grupo e possíveis ações de mitigação”.

O Teatro Municipal de Viana do Castelo acolheu, esta quinta-feira, um evento de apresentação do teaser do filme de animação "Viana – A Lenda dos Corações de Ouro", momento que contou com apresentação de Pêpê Rapazote e Ana Guedes Rodrigues, e com a presença de Diogo Piçarra, Cuca Roseta, Contraponto, entre muitos mais.
No evento de apresentação, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, garantiu que “esta é uma iniciativa que assenta muito no que é a nossa matriz cultural, a nossa identidade, que pega numa história de Viana e em elementos fundamentais, nomeadamente as nossas mordomas e, através dessas personagens, que têm uma dimensão e um significado absolutamente histórico e coletivo, constrói uma lenda”.
O autarca refere que esta é uma iniciativa “à escala global”, “que não é para ficar entre muros, mas sim para projetar a nossa cidade, o nosso património, a nossa identidade, os nossos valores culturais”, pelo que o Município apoia “de forma convicta e consistente” este projeto para que o mesmo “tenha sucesso”.
“Estou expectante, acredito mesmo nesta iniciativa como uma ação de marketing territorial, de promoção da nossa identidade, do nosso património material e imaterial, nomeadamente o nosso património edificado. É uma história que incorpora as nossas tradições, mas também incorpora os nossos ícones, as nossas praças, os nossos monumentos, as nossas praças”, assumiu Luís Nobre.
Rui Miranda, produtor e cofundador da Watermelon Productions, revelou que “o amor por Viana” inspirou este projeto que iniciou há 5 anos, envolvendo cerca de 200 pessoas e culminando com 68 cenários que têm a capital do Alto Minho como fonte de inspiração.
O responsável indicou que o filme conta com 850 páginas escritas, 2.250 sequências e que será lançado em português e inglês, estando a ser preparados eventos de lançamento não só em Viana do Castelo, mas também em Londres e Nova Iorque. A produção deverá estar concluída em março de 2026, com antestreia prevista para o verão do próximo ano, também no Teatro Municipal Sá de Miranda.
Já Rodrigo Carvalho, realizador, destacou a “generosidade” e a “tradição” do povo português como caraterísticas que serviram de base a esta grandiosa produção. “O Coração de Ouro, símbolo português, motivou esta história” que conta com argumento de João Ramos e Henrique Silva.
Recorde-se que a Câmara Municipal de Viana do Castelo garantiu a estreia mundial do filme de animação "Viana – A Lenda dos Corações de Ouro" na cidade. Com vozes de Daniela Melchior (Ana), Luke Newton (Thomas) e Pêpê Rapazote (Don Florentin, General), o filme de animação português mistura aventura, comédia, romance e música é inspirado na lenda de amor de Viana do Castelo.
O filme é produzido por Rui Lima Miranda, com produção executiva de André Picado e direção de Rodrigo Carvalho. O ator inglês Luke Newton, conhecido pela participação na série "Bridgerton", da Netflix, foi o escolhido para dar voz a Thomas, um artesão de guitarras portuguesas que se apaixona pela princesa Ana, personagem interpretada por Daniela Melchior.
O Protocolo de Cooperação e Apoio Financeiro entre o Município de Viana do Castelo e a Watermelon Productions Lda., aprovado em janeiro de 2024, refere que a empresa é “a maior produtora de animação portuguesa” e que está a produzir “um filme de animação 3D inspirado nas tradições, arquitetura e costumes de Viana do Castelo, para crianças e famílias”, contando “com um elenco internacional de atores premiados e com enorme popularidade”.
“A história remete para o norte de um Portugal medieval, onde a bela Ana apaixona-se pelo pobre artesão Thomas. A história de um amor impossível, por causa do pai dela que exige que os pretendentes da sua filha apresentem uma joia como prova de nobreza. Mas o jovem casal recusa-se a desistir. Com a ajuda dos fiéis companheiros, da generosidade das mulheres da cidade e do talento de um misterioso joalheiro, Ana e Thomas enfrentarão muitos desafios por amor, incluindo o poderoso e malvado duque de Aragão”, refere a sinopse.




























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O Encontro de Comédias Lino Gravia, organizado pelo Grupo Cénico Povoense, vai realizar-se durante o mês de outubro no Theatro Club, a principal sala de visitas da cultura povoense que este ano assinala o seu centenário.
Serão cinco as peças que vão subir ao palco desta emblemática sala numa iniciativa cultural que pretende prestar homenagem a Lino Gravia, um homem da terra, conhecido pela sua carismática capacidade para contar histórias, cativando a atenção dos que ficavam presos no enredo das suas piadas e trocadilhos.
Assim, já no dia 4 de outubro, pelas 21h45, será apresentada a comédia "Canção de Lisboa" pelo Grupo de Teatro da Associação Clube Jazz de Baltar. As reservas podem ser feitas através de bilheteira.theatroclub@mun-planhoso.pt ou dos números 964 091 458/ 253 639 706.
Os restantes espetáculos agendados são, no dia 11, “O Aniversário do Casamento III” da Nova Comédia Bracarense; dia 18, “Melhor só, que 3”do Teatro Coelima; no dia 25 “Vilma” do Grupo de Teatro Casca de nós” e, no dia 26, “História de uma Taberna” do Grupo Cénico Povoense.
O ator Povoense Lino Gravia, nome artístico de António Adelino de Barros, foi homenageado a título póstumo no Dia do Concelho de 2022, tendo o seu nome ficado gravado no Pátio dos Artistas, localizado no exterior da Casa da Botica, no Largo Barbosa e Castro. O momento, que esteve a cargo do Grupo Cénico Povoense, incluiu uma performance teatral, evocando uma vida inteira dedicada ao teatro amador.
Ainda nesse ano, este Grupo deu início ao Encontro de Teatro “Lino Gravia”, iniciativa que visa celebrar a arte teatral e honrar a memória de uma personalidade marcante da comunidade cultural povoense. O referido encontro, que tem vindo a afirmar-se no panorama cultural local e regional, celebra já a sua 4.ª edição, reforçando o papel do teatro como expressão artística e como elo de união entre gerações.
Este certame distingue-se, este ano, pela particularidade de se dedicar apenas ao género de comédia, uma justa homenagem a este Povoense, a principal figura do teatro amador da Póvoa de Lanhoso.
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sex_26 set_22h00 | Centro Cultural
‘Resgate – Da dança extinta do Fado’ é a proposta para esta sexta-feira, 26 de setembro, pelas 22h00, no Centro Cultural de Paredes de Coura.
Com direção artística dos coreógrafos Jonas & Lander, este espetáculo propõe recuperar o ato de se bater (sapatear) o fado, que à semelhança da maioria das correntes musicais urbanas, como o samba ou o flamenco, também o fado teve danças próprias.
Em Lisboa, a que conheceu maior expressão foi o Fado Batido, uma dança baseada num sapateado energético e virtuoso, recuperado pelos coreógrafos Jonas & Lander na criação Bate Fundo. Na sequência deste processo criativo começou a consolidar-se nos coreógrafos o desejo de iniciar uma companhia de batedores para que a proposta da formação de uma dança de Fado Batido se continue a expandir e enraizar.
Após Bate Fundo, o segundo passo deste plano que propõe a devolução da dança ao fado tem como título ‘Resgate’, recuperando o ato de se bater (sapatear) o fado e onde a dança surge assim como instrumento de percussão, em diálogo com a voz e as guitarras.
Direção Artística: Jonas&Lander
Coreografia: Lander Patrick, em colaboração com Catarina Campos, Fábio Krayze, João Lara, Jonas e Melissa Sousa
Voz: Jonas
Músicos: Bernardo Romão (guitarra portuguesa) e Mauro Resende (viola)
Bailarinos: Beatriz Valentim, Fernando Queiroz e Maria Abrantes
Casa de Produção: Associação Cultural Sinistra
Direção de Produção e Difusão: Inês Le Gué
Gestão Administrativa e Financeira: Patrícia Duarte
Produção Executiva: Margarida Zeferino
Parcerias: Maria da Mouraria, Museu do Fado
Apoio à criação: Escola de Dança do Conservatório Nacional, Pro.dança
Apoio institucional: República Portuguesa - Ministério da Cultura | Direção Geral das Artes
‘A Quinta’
Para além da dança, o fim de semana no Centro Cultural também nos propõe ‘A Quinta’, um drama dirigido por Avelina Prat, com projeções no sábado e domingo, às 15h00 e 22h00.
Depois de “Vasil”, de 2022, a espanhola Avelina Prat, natural de Valência, que se formou e chegou a trabalhar em arquitetura, lança-se à história de Fernando (Manolo Solo), um professor de geografia de Barcelona que fica desnorteado após a sua esposa búlgara desaparecer sem deixar rasto. Não querendo ir atrás de alguém que não quer ser encontrado, aceita, depois de conhecer um jardineiro, fazer-se passar por ele e ir trabalhar para uma quinta portuguesa (o filme foi rodado na Quinta da Aldeia, em Ponte de Lima). Lá, torna-se amigo da dona, Amália (Maria de Medeiros), que percebe que ele não é quem finge ser.
Título original: Una Quinta Portuguesa
Género: Drama
Realização: Avelina Prat
Atores: Manolo Solo, Rita Cabaço, Xavi Mira, Branka Katic, Maria de Medeiros
Duração (minutos): 114
Classificação: 12 anos
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O Theatro Gil Vicente apresenta uma programação vibrante e multifacetada para o mês de outubro, com propostas que vão da comédia ao teatro e dança contemporânea, passando pela música nacional e internacional, sessões de cinema, atividades em família e concertos “fora de portas”. A diversidade de linguagens e públicos confirma o papel do Theatro como polo cultural incontornável da cidade de Barcelos.
Guilherme Duarte inaugura outubro com “Matrioska”
No dia 1 de outubro, às 21h30, o humorista Guilherme Duarte sobe ao palco com Matrioska, o seu quarto espetáculo a solo de stand-up comedy. Uma viagem por camadas de humor que vão do leve ao sombrio, prometendo muitas gargalhadas e reflexão.
Ana Lua Caiano une tradição e eletrónica
No dia 4, às 22h00, Ana Lua Caiano apresenta ao vivo o seu aclamado álbum de estreia “Vou ficar neste quadrado”. A artista tem conquistado os palcos internacionais com uma fusão única entre a música tradicional portuguesa e a modernidade da eletrónica.
Cinema de autor com o Cineclube ZOOM
A programação de cinema traz dois filmes a não perder: “Verdades Difíceis”, de Mike Leigh (7 de outubro, 21h30), e “Ossos e Nomes”, de Fabian Stumm (28 de outubro, 21h30), ambos em parceria com o Cineclube ZOOM.
Dança contemporânea com São Castro
No dia 17 de outubro, às 21h30, sobe ao palco “The Process of Burning in Reverse”, uma criação de São Castro interpretada pela Companhia de Dança de Almada. Um espetáculo de dança contemporânea que explora a desconstrução e reinvenção do movimento, propondo um olhar poético sobre o corpo e o tempo.
Espetáculos para toda a família
O mês também oferece propostas para os mais novos e para toda a família. A peça “O Menino que às vezes era careca” (12 de outubro, 16h00), pela Companhia de Teatro de Santo Tirso, traz uma história comovente sobre amizade e descobertas. Já “O Valor das Pequenas Coisas”, pela LAMA Teatro (26 de outubro, 16h00), destaca a importância de gestos simples no quotidiano.
Música para futuras mamãs
A 26 de outubro, às 10h00, decorre uma sessão de musicoterapia para grávidas com Ana Matos (“Em relaSom”), promovendo o bem-estar através da música e da ligação mãe-bebé.
Teatro contemporâneo encerra o mês com “Cantar de Galo”
No dia 31 de outubro, às 21h30, o Theatro Gil Vicente apresenta “Cantar de Galo”, da companhia Mala Voadora, uma peça escrita por Robert Schenkkan (Prémio Pulitzer) que dá vida ao icónico Galo de Barcelos.
Fora de Portas – Triciclo leva a cultura além do palco
O triciclo apresenta a programação para o último trimestre do ano, iniciando com “Cuntroaches + Santa Muerte” (3 de outubro, 22h00). Uma noite intensa com sonoridades noise-punk e rave eletrónica.
Depois, segue-se «Homem em Catarse revisita “Guarda-Rios”» (11 de outubro, 08h30 – margens do Rio Cávado). Um concerto especial integrado no programa “tricircular”, que alia música e património natural. O evento faz parte da caminhada “Trilho do galo assado à moda de Barcelos”, inserido no Fim de Semana do Galo Assado, promovido pelo Município de Barcelos.
Encerramento musical com jazz europeu
A 29 de outubro, às 22h00, o trio “Blaser + Courtois + Chevillon” traz ao Theatro um concerto de jazz de excelência, inserido na rubrica Jazz ao Largo, com músicos de referência do circuito europeu.
A programação completa e informações sobre bilheteira estão disponíveis em: www.cm-barcelos.pt ou em agenda.barcelos.pt
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O documentário “Soajo, uma comunidade multicultural” foi distinguido com quatro prémios no ART&TUR – International Tourism Film Festival 2025, realizado este ano no Fundão. A obra destacou-se tanto na competição internacional como na nacional, reforçando a visibilidade do património cultural português no panorama mundial.
Na vertente internacional, o filme arrecadou os prémios de Best Documentary, 1.º Prémio Environment & Ecology e 1.º Prémio Culture & Heritage (ex-aequo). Já a nível nacional, conquistou o 1.º Lugar Cultura & Património.
Realizado por Tiago Cerveira, com produção de Luísa Pinto e Filipe Morato Gomes, e banda sonora de Daniel Pereira Cristo, o documentário valoriza a diversidade cultural e a identidade do Soajo, em Arcos de Valdevez. O reconhecimento conquistado no festival é também interpretado como um incentivo à missão do projeto Rostos da Aldeia, que procura dar voz e visibilidade às comunidades rurais portuguesas.
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𝗨𝗺 𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗲́𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗮̀ 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗶𝘀𝗰𝗮𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮, 𝗮̀𝘀 𝘀𝘂𝗮𝘀 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗲 𝗮𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮.
𝗘𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗥𝗲𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝗠𝗮𝗿𝗲́𝘀 – 𝗛𝗮𝘃𝗲𝗿𝗮́ 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗕𝗼𝗻𝗮𝗻𝗰̧𝗮
“𝗝𝘂𝗻𝘁𝗼 𝗮𝗼 𝗳𝗮𝗿𝗼𝗹, 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗮𝗺𝗮𝗻𝗵𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗲́ 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗲 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰̧𝗼.” Assim começa o poema de 𝗖𝗲𝗹𝗶𝗻𝗮 𝗣𝗮𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲, transformado em vídeo, e assim começa também a vida de cada pescador que parte do nosso porto. É o ciclo eterno de esperança e luta que define Vila Praia de Âncora.
As palavras ganham corpo nas imagens:“𝗮𝘀 𝗺𝗮̃𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 𝘁𝗲𝗰𝗲𝗺 𝗿𝗲𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗺 𝗱𝗶𝗮” São mãos calejadas, marcadas pela luta, pelo sal e pelo tempo. Mãos que carregam a nossa história e a nossa fé, mãos que nos lembram que a 𝗦𝗲𝗻𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗕𝗼𝗻𝗮𝗻𝗰̧𝗮 continua a ser o farol de todos os regressos.
Neste poema, como na vida, "𝗻𝗼 𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗺𝗼𝗿𝗮 𝗮 𝘀𝗮𝘂𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗺𝗮𝗿 𝗹𝗲𝘃𝗼𝘂, 𝗲 𝗻𝗼 𝗼𝗹𝗵𝗮𝗿, 𝘂𝗺𝗮 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝗮𝗽𝗮𝗴𝗮.” São as famílias que esperam, as mulheres que rezam, as avós que sussurram preces com o terço entre os dedos, e as crianças que crescem no som das marés.
O poema lembra-nos ainda que “𝗼 𝘀𝗮𝗹 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲́ 𝘀𝗼́ 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗲𝗿𝗼… 𝗲́ 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗼𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮𝗺, 𝗱𝗮𝘀 𝗹𝗮́𝗴𝗿𝗶𝗺𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗮𝗲𝗺.” É a marca de um povo feito de coragem e de fé, que transforma dor em identidade, ausência em memória e silêncio em oração.
Antes já tinha a certeza, mas hoje sinto-a renovada: os meus 𝟭𝟰 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝗺𝗽𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗻𝗮 𝗔𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗲 𝗮𝘀 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝘀 𝗰𝗶𝗻𝗰𝗼 𝗱𝗲́𝗰𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗲𝘁𝗶𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝘃𝗶𝗹𝗮 valem a pena. Porque esta luta é pela 𝗰𝗼𝗲𝘀𝗮̃𝗼 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗹, 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮, 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮𝘀 𝗿𝗮𝗶́𝘇𝗲𝘀 que nos definem. Vale a pena lutar pela modernização do porto, vale a pena preservar a romaria e vale a pena manter viva a chama desta identidade piscatória.
E quando o poema invoca:“𝗧𝘂, 𝗦𝗲𝗻𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗕𝗼𝗻𝗮𝗻𝗰̧𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗲𝘀 𝗼 𝗽𝗲𝘀𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘂𝘀𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀, 𝗮𝗯𝗲𝗻𝗰̧𝗼𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗽𝗼𝘃𝗼 𝗱𝗼 𝗺𝗮𝗿”,sentimos que esta homenagem não é apenas um tributo artístico. É uma voz coletiva que tem de correr os quatro cantos do mundo, para que todos saibam quem somos e de onde vimos.
Este vídeo é poesia em movimento. É identidade transformada em arte. É memória erguida em homenagem.
𝗘𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗥𝗘𝗗𝗘𝗦 𝗲 𝗠𝗔𝗥𝗘́𝗦, 𝗖𝗲𝗹𝗶𝗻𝗮 𝗣𝗮𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲
𝗨𝗺 𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗲́𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗮̀ 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗶𝘀𝗰𝗮𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮, 𝗮̀𝘀 𝘀𝘂𝗮𝘀 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗲 𝗮𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮.
Carlos Sampaio
Poema
Entre Redes e Marés
Junto ao farol, cada amanhecer
é promessa e recomeço.
Nas primeiras luzes do dia,
as mãos do povo tecem redes e preparam o caminho para mais um dia.
São mãos marcadas pela luta, pelo tempo, pelo sal.
Guardam histórias, dores e uma fé inabalável na Senhora da Bonança.
No peito, mora a saudade dos que o mar levou.
E no olhar, uma esperança que não se apaga.
Ali ficam as mulheres, firmes,
esperando os que partem para o mar em busca do pão.
Elas sabem que o mar é traiçoeiro,
mas ainda assim confiam.
Porque aqui, o amor é feito de espera e força.
O povo do mar é feito de coragem e oração.
Os filhos dormem, e as avós, com o terço entre os dedos,
sussurram preces que se misturam ao som das marés e dos dias.
Erguem os olhos à imagem da Senhora
ela que escuta os segredos guardados nas ondas e nos olhares.
O sal…
O sal não é só tempero.
É silêncio, é cicatriz.
É o riso que foi embora,
é a dor que nunca se diz.
É o gosto amargo de um barco que não voltou.
Não… o sal não é só do mar
ele é também dos olhos que esperam,
das lágrimas que caem.
Porque o mar ensina.
Ensina a amar de longe,
a manter a fé acesa,
mesmo quando tudo à volta é água.
Mesmo quando o medo vai e vem com a maré.
E por entre os dias feitos de espera, dor e esperança,
há um riso de criança que resiste,
há uma prece que se ouve.
Tu, Senhora da Bonança, que conheces o peso das redes e das ausências,
abençoa este povo do mar
feito de sal, de fé, e de amor que nasce do lado de dentro.
Ali, junto ao farol,
há um barco que chega e outro que parte,
um dia que termina e outro que começa.
Celina Parente
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BIOGRAF’25 é a 1.ª edição do Festival Internacional de Cinema e Arte em Movimento, que ocupa o Palco das Artes e a Bienal de Cerveira entre 27 a 31 de agosto. Esta edição explora “Movimentos”: artísticos e cinematográficos; políticos e sociais, num projeto cultural que propõe uma reintrodução à Sétima Arte na vila através de diálogos que não se sustentam apenas no cinema, mas nas artes que o constroem.
Com mais de 50 obras oriundas de mais de 20 países, o festival conta com uma Mostra Ibero-Americana em parceria com a OEI Portugal, com foco no Brasil e obras de Walter Salles e Glauber Rocha, sobre o testemunho do cinema à história socio-económica do país; com uma mostra nacional que se desdobra num ciclo com a distribuidora Terratreme e os realizadores João Salaviza, Vasco Saltão e Pedro Peralta; na realização de Miguel Gomes, premiado em 2024 no Festival de Cannes, e do jurado Sérgio Tréfaut; e com uma mostra académica que convida as instituições de ensino ESTC, NOVA, ETIC, ESMAD, IPVC e UBI a mostrarem representantes académicos do cinema nacional.
Em Fotogramas, secção fora-de-competição, incute-se ao melhor do cinema internacional, norte-americano e de animação: por ela passam nomes como Akira Kurosawa, Andrei Tarkovsky, Francis Ford Coppola, Bong Joon-hoo, entre outros; Mutantes conversa com narrativas transgressivas, em sessões realizadas após a meia-noite que reúnem os mestres David Lynch, Wong Kar-wai, Gaspar Noé e Park Chan-wook.
A Secção Competitiva traz-nos 7 longas-metragens de Boris Lojkine (FR), Margarida Cardoso (PT), Bálint Szimler (HU), Marianna Brennand Fortes (BR), Roser Corella & Stefano Obino (DE, ES), Jen Debauche (BE) e Inadelso Cossa (MOZ); e 12 curtas-metragens de Gonçalo Almeida (PT), Stefan Koutzev (DE), Miguel de Jesus (PT), Gabriel Abrantes (PT), Andrea Sbarbaro e Riccardo Copreni (IT), Francisco Moura Relvas e Rita Senra (PT), Gala Hernández López (ES), Valentina Knežević (DE), Pedro Vinícius (PT), Mano Cappu (BR), Pablo Delgado (MEX) e Maryam Khodabakhsh (IRAN).
O júri de longas-metragens é presidido pelos realizadores Sandro Aguilar e Sérgio Tréfaut, em conjunto com o artista visual Zadok Ben-David; no júri de curtas-metragens contamos com a presença dos cineastas Takashi Sugimoto, Inês Oliveira e Mário Macedo. Em colaboração com o Canal180, o evento ocupa a Bienal de Cerveira para introduzir o programa paralelo Novas Narrativas, exploratório do cinema que existe na música e decorrente ao longo do festival (entre 28 e 31). O programa rotativo, que tem como foco os “movimentos digitais” da indústria musical, conta com obras e entrevistas exclusivas de Vincent Moon, Brook Linder, Saman Kesh, Tom Haines e Yoonha Park traduzidas em trabalho com Bon Iver, Grizzly Bear, Deerhoof, Beach House, White Denim, Ok GO, Tame Impala e outros. O programa ainda introduz a mostra de três (3) curtas-metragens em seleção especial: Sensible Soccers — Manoel (David Matias e Vasco Gil), Moderat – Last Days (Elisa Mishto e Alexandre Powelz) e Im Dickicht (Katharina Pichler).
Gerações colidem numa conversa entre os jurados Sandro Aguilar e Mário Macedo sobre a evolução do cinema em Portugal e, apoiando a rubrica da secção “Novas Narrativas”, o festival promove uma roundtable entre os vencedores do EMMY Nuno Bento e Renato Marques, que se juntam a André Constantino, correspondente português da ZA/UM, vencedora de três BAFTAs pelo videojogo Disco Elysium, sobre a influência do cinema na cultura e no mundo.
As categorias competitivas competem por um prémio conceptualizado pelo artista Henrique Silva, co-fundador da Bienal de Cerveira, e produzido pelo escultor Marco Fidalgo, como parte das intervenções convidadas ao festival. Entre os artistas comissionados estão Magna Araújo Amorim e João Marques, em residência pelo festival, que representam dois olhares distintos à paisagem de Cerveira; Henrique do Vale, Catarina Camargo, entre outros, num compromisso de comunicar o evento através da arte.
É uma iniciativa conjunta com a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira organizada pela ADVERSA, tendo Tiago Bastos Nunes, António Bernardes de Sá e Magna Araújo Amorim ao comando da direção artística e produção.
Bilhetes para sessões selecionadas à venda na Ticketline (BIOGRAF’25) e disponíveis na bilheteira do Palco das Artes a partir de dia 27. Entrada livre às sessões competitivas,
conversas e exposição, mediante ordem de chegada e lotação da sala.
Barcelos acolhe na próxima segunda-feira à noite, 11 de agosto, no Largo Dr. José Novais, a iniciativa ‘Cinema na Praça’, promovida pelo Continente Modelo.
Nesta sessão, com entrada livre e início às 21h30, vai ser exibido o filme “Mundo Jurássico - Renascimento”, película selecionada pelo público em votação online. Contamos consigo.
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Ver cinema ao ar livre nos meses de verão é uma tradição que já conta com 26 edições em Vila Nova de Famalicão. Trata-se da iniciativa Cinema Paraíso, uma coprodução do Cineclube de Joane e da Casa das Artes de Famalicão, que decorre no anfiteatro do Parque da Devesa e, rotativamente, em duas freguesias do concelho.
A grande adesão popular às sessões de cinema programadas reflete um hábito já enraizado e que permite momentos de convívio e partilha que vão muito além do assistir à exibição do filme.
A última sessão do Cinema Paraíso exibiu a animação “Flow - À Deriva”, num anfiteatro preenchido de espetadores, de públicos de todas as idades, como as imagens atestam.
Com financiamento do Município de Famalicão e do Instituto do Cinema e do Audiovisual, a próxima paragem da edição 26 do Cinema Paraíso é a freguesia de Lagoa, no próximo domingo, dia 13 de julho, às 22h00, no Campo de Jogos, onde será exibido o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles.
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No próximo dia 30 de junho, pelas 18h00, o Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira, acolhe a apresentação pública do Biograf - Festival Internacional de Cinema e Artes em Movimento, um novo evento dedicado à interseção entre o cinema e as artes visuais contemporâneas, cuja primeira edição acontece entre 27 e 31 de agosto.
Promovido pela Adversa, Studio, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, o BIOGRAF nasce com a ambição de se afirmar como uma plataforma de encontro e diálogo entre artistas, cineastas e o público, celebrando o cruzamento de linguagens artísticas, a experimentação e a criatividade no audiovisual.
A sessão de apresentação conta com a presença da direção do festival, por forma a partilhar as primeiras impressões, objetivos e linhas curatoriais desta nova iniciativa cultural da ‘Vila das Artes’. Como momento especial, no dia 30 de junho vai ser exibida a curta-metragem “Percebes” (2024), de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, uma obra multipremiada, exibida em parceria com o Curtas de Vila do Conde, parceiro de programação do BIOGRAF.
A primeira edição do Biograf - Festival Internacional de Cinema e Artes em Movimento inclui várias categorias competitivas e um programa de exibição diversificado, com filmes e curtas-metragens de origem nacional e internacional, dando particular destaque a obras que exploram a fusão entre cinema, arte e território.
Entrada livre e sujeita à lotação do espaço.
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Sessões do “Cinema Paraíso” arrancam dia 2 de julho
Em Vila Nova de Famalicão chegaram as noites de verão passadas em frente à grande tela.
Este é o convite do Cineclube de Joane, da Casa das Artes e do Município de Famalicão: puxe da manta e traga as pipocas, o Cinema Paraíso está de volta com sete sessões gratuitas de cinema ao ar livre, já a partir do próximo dia 2 de julho.
A 26.ª edição da iniciativa, dinamizada pelo Cineclube de Joane, a Casa das Artes de Famalicão e a autarquia, tem passagem pelo espaço público famalicense de 2 de julho a 20 de agosto, com cinco sessões no Parque da Devesa e duas descentralizadas, nas freguesias de Lagoa e Requião, como parte da habitual itinerância do projeto.
A viagem pela sétima arte começa a 2 de julho no Parque da Devesa, espaço por excelência das sessões de cinema ao ar livre do Cinema Paraíso, com a projeção do filme “Bettlejuice Bettlejuice” (2024), de Tim Burton.
Segue-se o filme que arrebatou a estatueta de “Melhor Filme de Animação” na última edição dos Óscares. “Flow – À Deriva” (2024), de Gints Zilbalodis, será exibido no dia 9 de julho, no mesmo local.
Já no dia 13 de julho, será a vez de dar um ‘salto’ à Lagoa, mais concretamente ao Campo de Jogos da freguesia, para assistir a um dos filmes mais aclamados do ano e vencedor do Óscar de ‘Melhor Filme Estrangeiro’: “Ainda Estou Aqui” (2024) é uma película que explora a década de 1970 no Brasil, período crítico da ditadura militar, e tem como protagonista a atriz Fernanda Torres, aclamada pela crítica pela sua performance neste filme.
Regressando ao Parque da Devesa, a 16 de julho, será possível assistir à longa-metragem “Conclave” (2024), de Edward Berger, um filme que conta com um elenco constituído por Ralph Fiennes, Stanley Tucci, Isabella Rossellini e John Lithgow, que teve cinco nomeações aos Óscares 2025, vencendo na categoria ‘Melhor Argumento Adaptado’.
As sessões de cinema ao ar livre, no mês de julho, encerram com o filme de animação “Robot Selvagem” (2024), um encontro feliz da natureza com a tecnologia realizado por Chris Sanders, que será projetado a 20 de julho, no Polidesportivo de Requião.
As noites quentes de agosto dão o mote para as últimas duas sessões da 26.ª edição do Cinema Paraíso, com o filme protagonizado por Robert Pattinson, “Mickey 17” (2025), de Bong Joon Ho, a 13 de agosto, no parque da cidade, local onde também será exibida a longa-metragem francesa “Siga a Banda!” (2024), realizada por Emmanuel Courcol, no dia 20, fechando assim a programação deste ano.
Todas as sessões do Cinema Paraíso têm início pelas 22h00 e entrada livre.
Recorde-se que o Cinema Paraíso é uma iniciativa dinamizada desde 1999 em Vila Nova de Famalicão, que já levou a magia do cinema a mais de 40 lugares do concelho famalicense. Resulta de uma co-produção do Cineclube de Joane e da Casa das Artes de Famalicão, com o apoio institucional do Município de Vila Nova de Famalicão e do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).
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