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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GUIMARÃES REALIZA FEIRA DA CIÊNCIA

Uma semana para Curtir (ainda mais) Ciência & Tecnologia em Guimarães

Feira de Ciência, Mostra de Robótica e Jogos Matemáticos são algumas das atividades que o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães promove de 25 a 30 de novembro.

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O programa deste ano da Semana da Ciência & Tecnologia volta a juntar atividades dentro e fora do Curtir Ciência, instalado na Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, na Zona de Couros.

A Mostra de Robótica (dias 26 e 27) assume-se cada vez mais como um palco de promoção dos projetos concebidos pelos vários clubes de robótica das escolas de Guimarães.

Este ano o programa integra uma jornada dedicada aos Jogos Matemáticos, na tarde do dia 28 e na manhã do dia 29. Destinados a alunos dos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, os Jogos Matemáticos visam promover o raciocínio matemático e a resolução de problemas, desenvolver a vertente lúdica da matemática e o gosto por esta disciplina. Nos dois dias, os participantes poderão experimentar vários jogos, como o “Cubo Soma”, “Torres de Hanói”, “Solitaire Chess”, “Trilha”, “Tangram” e “Right Spot”.

A Feira de Ciência (dia 29, à tarde) inclui atividades experimentais ligadas a várias áreas científicas.

Tal como aconteceu nas edições anteriores, o programa da Semana da Ciência e Tecnologia deste ano também inclui uma sessão interativa no exterior para crianças residentes numa das urbanizações geridas pela CASFIG, entidade municipal responsável pela gestão dos imóveis sociais.

A Semana da Ciência e Tecnologia realiza-se a nível nacional, com coordenação da Ciência Viva – Agência Nacional para a Promoção da Cultura Científica e Tecnológica, envolvendo os vários centros de ciência do país, assim como universidades e museus, entre outras instituições.

PONTE DE LIMA CELEBRA DIA MUNDIAL DA CIÊNCIA

Área Protegida do Município de Ponte de Lima celebra Dia Mundial da Ciência

O Serviço Área Protegida do Município de Ponte de Lima pretende celebrar o Dia Mundial da Ciência - 24 de novembro, com a dinamização de atividades experimentais, ligadas às Ciências, no Espaço Ciência Divertida do Centro Educativo das Lagoas.

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Com esta iniciativa pretende-se promover a difusão da cultura científica e tecnológica através da observação, contribuir para a aprendizagem dos vários temas a abordar, desenvolver competências, envolver a comunidade e estreitar laços socio-afetivos e envolver vários intervenientes no processo de ensino e aprendizagem de cada participante.

As atividades serão realizadas no dia 22 de novembro, sexta-feira, e destinam-se a todos os alunos de Jardim de Infância, 1, 2 e 3º ciclos do ensino básico, secundário, universitário/politécnico e utentes de IPSS’s do concelho de Ponte de Lima.Serão dinamizadas atividades que estejam relacionadas com pelo menos um dos temas abordados nos Espaços Ciência Divertida de Ponte de Lima - Água, Biodiversidade, Corpo Humano, Geologia e Sistema Solar.

Os técnicos do Serviço Área Protegida dinamizarão atividades experimentais junto dos alunos do 2º e 3º ciclo e dos utentes de IPSS’s, que se inscreverem e forem admitidos.

Os alunos/grupos de alunos do ensino secundário e universitário/politécnico poderão inscrever-se para dinamizar atividades para os grupos de alunos de Jardim de Infância e 1º ciclo do ensino básico. Serão realizadas várias sessões, com a duração de uma hora, entre as 09h00 e as 12h00 e entre as 14h00 e as 17h00.

As inscrições devem ser formalizadas via e-mail, até ao dia 08 de novembro.

INVESTIGADORES DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO DESCOBREM PAPEL ESSENCIAL DOS MUSGOS NA GESTÃO DE SOLOS QUEIMADOS

Investigação da Universidade de Aveiro. Musgos: descoberto papel essencial na gestão de solos queimados

Os musgos têm um papel fundamental na conservação do solo afetado por um incêndio florestal e, por isso, o seu crescimento deve ser estimulado. A descoberta da Universidade de Aveiro (UA) prova que os musgos não só previnem a erosão dos solos como retêm a humidade e conservam a fertilidade da terra.

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A investigação do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) e do grupo de Planeamento e Gestão do Zonas Costeiras (CZPM) do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA quantificou, pela primeira vez em Portugal, o papel ecológico dos musgos na conservação do solo após incêndios florestais.

Realizado no âmbito do projeto RECARE, o estudo demonstrou que os musgos previnem a erosão em áreas ardidas, ajudando a consolidar a estrutura dos solos, a reter a sua humidade e a conservar a sua fertilidade.

Na investigação, os cientistas da UA monitorizaram, durante um ano, uma encosta de uma plantação florestal ardida, na qual ocorreu uma colonização espontânea de musgos nas primeiras semanas após o incêndio florestal.

Foi quantificada a escorrência superficial induzida pela chuva, assim como a perda de sedimentos e de matéria orgânica, em parcelas de solo com diferentes frações de musgo na sua cobertura. Estes parâmetros foram correlacionados com a evolução do coberto vegetal ao longo do primeiro ano após incêndio e mostraram que o desenvolvimento de uma cobertura anual média com 67 por cento de musgos permitiu reduzir a erosão anual em 65 por cento (de 1150 para 400 quilogramas de solo por hectare).

Enquanto recurso não renovável, aponta o investigador Flávio Silva, “o solo é um compartimento ecológico estratégico que está nas prioridades da agenda de políticas europeias, sendo a sua conservação fortemente encorajada”.

O investigador, autor do trabalho a par com os investigadores do CESAM Diana Vieira e Jacob Keizer, e de Els van der Spek, da Universidade de Wageningen (Holanda), garante que “os musgos podem ser encarados como ‘engenheiros’ de ecossistema naturais que constituem o primeiro passo para a preservação da fertilidade dos solos, proporcionando todas as condições para o desenvolvimento da biodiversidade subsequente”.

Trabalho destacado pela Comissão Europeia

“Os musgos são espécies pioneiras em solos recentemente ardidos, embora a sua proliferação dependa de condições ambientais específicas”, refere Flávio Silva. No entanto, o estudo sugere que estimular o desenvolvimento de musgos em áreas ardidas pode ser um importante instrumento de gestão de solos após incêndios florestais.

“Os musgos são espécies vegetais cosmopolitas e desenvolvem-se muito bem em solos pobres, e por isso a sua proliferação é fácil e rápida, requerendo apenas alguma humidade e luz solar baixa ou moderada”, explica o investigador que acrescenta: “Como são tolerantes a contextos de seca extrema, embora pareçam mortos quando sujeitos ao calor, basta alguma humidade para que se reabilitem, e os esporos também continuam viáveis”.

À venda no mercado, podem ser encontrados esporos de várias espécies de musgos. A abordagem indicada para utilização de musgos para prevenção da erosão pós-incêndio passa por incluir esses esporos ou fragmentos triturados de musgo seco, a baixo custo adicional, nos lotes de misturas de sementes já habitualmente utilizados em medidas de estabilização de emergência pós-incêndio. Normalmente esta técnica de sementeira, lembra Flávio Silva, “é aplicada por hidrossementeira [mistura de água com as sementes e outros componentes que promovem a estabilização do solo] ou por helicóptero como se tem feito nos Estados Unidos”.

No entanto, para diminuir os custos operacionais, e tal como deve acontecer com todas as medidas de estabilização de emergência pós-incêndio, os investigadores aconselham que se devem identificar previamente as áreas mais críticas sujeitas a erosão e fazer a aplicação da sementeira apenas nessas áreas. Como os musgos se desenvolvem rapidamente, eles retêm o solo e a humidade necessários para o desenvolvimento posterior de plantas vasculares.

O estudo, publicado na revista Ecological Engineering, foi destacado pela Comissão Europeia na importante newsletter Science for Environment Policy.

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VIMARANENSES CELEBRAM NOITE DAS BRUXAS

Ciência e animação na Noite das Bruxas

A oficina “Catapultas Aterradoras”; o desafio “Fuga da Casa das Guloseimas”, que recria a história “Hänsel e Gretel”; a criação de “pega-monstros” (slimes) fluorescentes; uma “História com Ciência” para crianças e um espetáculo cénico - são bons motivos para não perder, a 31 de outubro, a “Noite das Bruxas - Halloween” do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães.

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A oficina “Catapultas Aterradoras”, com duração de 30 minutos, é um desafio à imaginação e destreza das crianças. Cada participante, usando pauzinhos de gelado e elásticos, tem de construir pequenas catapultas que, depois, podem ser experimentadas com o lançamento de “olhos” (bolas de ping-pong decoradas pelos participantes). Trata-se de uma atividade que aborda, de forma divertida, as áreas da física e da construção. Os adultos acompanhantes também podem participar (um por cada criança).

No desafio “Fuga da Casa das Guloseimas”, disponível entre as 20:30 e as 22:30, os grupos têm que resolver, em menos de 20 minutos, os oito enigmas que surgem pelo caminho para poderem receber um brinde 3D. Nesta adaptação da história infantil “Hänsel e Gretel”, o Curtir Ciência recria a floresta e a casa de guloseimas da bruxa.

Outra novidade da edição deste ano é a sessão especial de “História com Ciência”, destinada a crianças dos 3 aos 6 anos. “Luzia, o escuro temia” é uma história infantil escrita e ilustrada pelo Curtir Ciência e inclui experiências científicas interativas. 

Tal como na edição do ano passado, este ano o programa volta a incluir um espetáculo cénico em torno do imaginário das bruxas e bruxarias. Ao longo da noite, as crianças podem ainda fazer pinturas faciais fluorescentes e criar um “slime” fluorescente.

INSCRIÇÕES

No Curtir Ciência | 253510830 | geral@ccvguimaraes.pt

INFORMAÇÕES

OFICINA “CATAPULTAS ATERRADORAS”

20:30 e 21:30 | 4€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE. OBRIGATÓRIO)

SLIMES FLUORESCENTES

TODA A NOITE | 1,5€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE)

DESAFIO “FUGA DA CASA DAS GULOSEIMAS”

20:30 – 22:30 | 4€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE)

HISTÓRIA COM CIÊNCIA “LUZIA O ESCURO TEMIA!”

20:30 | 3€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE)

CURTIR CIÊNCIA RECEBE TRÊS EXPOSIÇÕES DO FESTIVAL "GUIMARÃES NOC NOC"

Edição de 2019 decorre no fim-de-semana de 5 e 6 de outubro

Tal como em anos anteriores, este ano o Curtir Ciência abre o seu espaço (na Antiga Fábrica de Curtumes Âncora) para três projetos artísticos. Com o n.º 135 no roteiro do festival, a instalação “O Estendal de Papel” de ana maria pintora dá um novo cenário ao pátio central do Curtir Ciência (antiga Fábrica de Curtumes Âncora). Esta instalação já esteve nos Jardins do Museu do Papel, no Museu da Cidade de Espinho e em Vila Nova de Cerveira. A partir de blusas e toalhas de algodão e linho a artista fez papel segundo processos artesanais. O estendal inspirado na tradição (as varas, as cordas e as molas) suporta as peças de papel que também contam histórias e pequenas ilustrações. “O processo mostra como as diferentes matérias (aparentemente) se cruzam na sua essência. Na memória do estendal está a relação que estabelecemos com o fazer, o toque, o cheiro e a sedução da brancura e pureza da roupa e do papel”, descreve a autora.

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As duas outras propostas disponíveis no Curtir Ciência são a exposição “Papel Azul” (n.º 123) de Rodjord, que reúne alguns trabalhos feitos com a técnica de Cianotipia (fotografia) e que, segundo o autor, constitui “uma viagem no tempo, com imagens digitais impressas num processo pioneiro e alternativo de 1840”; e “Ptera | Asa” (n.º 169), exposição de fotografia sobre vida selvagem da autoria de Daniel Ferreira, monitor científico do Centro Ciência Viva de Guimarães e dinamizador do Grupo de Fotografia de Aves de Guimarães.

As três exposições podem ser visitadas nos dias 5 e 6 de outubro, no horário das 11:00 às 19:00 horas. A entrada é livre.

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INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: DESCOBERTOS NAS SALINAS ESTIMULADORES DO SISTEMA IMUNITÁRIO

A salmoura tem compostos que beneficiam o sistema imunitário. A descoberta é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) e abre as portas à utilização desta água das salinas pela indústria alimentar e farmacêutica. Para além do sal, o aproveitamento da salmoura pode dar um importante impulso à sobrevivência das salinas nacionais.

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“Para além dos sais, a salmoura é rica em outros compostos, nomeadamente fibras, que têm potencial atividade imunoestimuladora”, aponta Cláudia Nunes, investigadora do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro. Este é um dos resultados do trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos em colaboração com Manuel A. Coimbra, investigador do Laboratório Associado para a Química Verde/Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares, também da UA.

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“Os compostos com esta propriedade podem ser usados em diferentes produtos alimentares como ingredientes ou como suplementos alimentares, potenciando a nossa resposta imune, podendo também ser utilizados pela indústria farmacêutica”, explica a coordenadora do trabalho que utilizou salmoura da Marinha de Santiago da Fonte da Academia de Aveiro.

Facilmente extraídos da salmoura – a água saturada de sal da qual, por evaporação, surgem os cristais de cloreto de sódio – os compostos podem ser retirados por uma simples filtração e evaporação da água.

Para além dos benefícios para as indústrias alimentares e farmacêuticas e, naturalmente, para os consumidores, a comercialização destes compostos imunoestimuladores, descreve Cláudia Nunes, “poderia ser uma forma de ajudar a reativação da atividade de produção de sal através de um outro produto, a água da salmoura, que podia ser rentabilizado”.

Neste momento, os investigadores estão a preparar a candidatura a um projeto com uma empresa Portuguesa produtora de sal para o desenvolvimento de novos produtos com base nestes compostos.

Envolvidos na investigação, para além de Cláudia Nunes e de Manuel A. Coimbra, estiveram os estudantes do mestrado em Bioquímica Ana Rocha, Pedro Quitério e Sónia Ferreira. O trabalho contou ainda com a colaboração dos investigadores Manuel Vilanova e Alexandra Correia da Unidade de Investigação i3S do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

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BRAGA E LAUSANNE (SUIÇA) DE MÃOS DADAS NA INOVAÇÃO E NO DESPORTO

“Foram fatores pessoais, institucionais, científicos, económicos e desportivos que impulsionaram o estabelecimento de um novo patamar de cooperação entre as cidades de Braga e Lausanne, para o qual auguramos um enorme sucesso no futuro próximo” – Foi assim que o Presidente da Câmara Municipal de Braga explicou a abertura das duas importantes cidades de Portugal e da Suíça para a implementação de projetos futuros conjuntos, tendentes a afirmar ambos os territórios entre os espaços mais inovadores no contexto europeu.

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As declarações de Ricardo Rio foram produzidas após um encontro com o seu homólogo de Lausanne, Grégoire Junod, na qual participaram também a Presidente da Câmara de Comércio de Indústria e Serviços Suíça-Portugal, Marina-Prévost Mürier, e o Diretor Executivo para a Inovação do INL – Laboratório Internacional de Nanotecnologia, Gary Heath.

No Cantão de Vaud, que integra a cidade de Lausanne, a comunidade portuguesa representa quase 13% da população, entre os quais muitos cidadãos com fortes ligações a Braga e a esta Região. 

Por sua vez, o INL tem em curso diversos projetos de parceria com a prestigiada EPFL – Escola Politécnica Federal de Lausanne, uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas à escala global nas áreas das ciências e da tecnologia, com uma comunidade académica que agrega mais de 120 nacionalidades.

Um exemplo destas parcerias foi o acordo recentemente celebrado entre o INL e a empresa suíça IPROVA que passou a juntar Braga (e o INL) às suas anteriores localizações em Londres, Cambridge, Califórnia e Tóquio, desde o passado mês de Julho, com visto ao desenvolvimento de projetos na área da inteligência artificial e “machine-learning”.

O objetivo do INL e da Câmara Municipal de Braga é alargar este tipo de parcerias a outras empresas e startups suíças, trazendo também fundos de capital de risco para investir em startups de Braga ou do ecossistema da Startup Braga.

Na conversa entre Rio e Junod ficou também assumido o empenho de ambos em estabelecer ligações entre o polo de inovação de Lausanne na área do desporto, para que muito contribui o seu estatuto de cidade-sede do Comité Olímpico Internacional e de diversas Federações, com projetos de empreendedorismo na área do deporto e saúde a desenvolver na cidade de Braga.

Nesta deslocação a Lausanne, Ricardo Rio teve também oportunidade de contatar com diversos membros da comunidade portuguesa, entre os quais os luso-eleitos Sandra Pernet e José Martinho. 

A breve trecho, a visita será retribuída por diversos responsáveis do Município de Lausanne e da EPFL a Braga.

VIMARANENSES VÃO À DESCOBERTA DO UNIVERSO

O Curtir Ciência recebe a sessão inaugural do ciclo “À Descoberta do Universo”, coordenado pelo Astrónomo Tiago Campante e apoiado pela União Europeia, a ter lugar no dia 27 de setembro (sexta-feira), às 16:30 horas.

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O arranque deste Ciclo de Conversas que vai percorrer 15 centros Ciência Viva de Portugal Continental, acontece em Guimarães, com coordenação do Curtir Ciência, no dia 27 de setembro (sexta-feira), às 16:30 horas. O encontro conta com intervenções de Tiago Campante, mentor e coordenador deste ciclo, e de Jarle Brinchmann, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade do Porto, seguindo-se a conversa com o público.

Esta atividade é aberta ao público em geral e a alunos e professores do ensino secundário.

O Ciclo de Conversas é organizado pelo astrónomo Tiago Campante em parceria com a Agência Ciência Viva / ESERO. Os temas em discussão prendem-se com Astronomia, Astrofísica e Ciências do Espaço. As estrelas e os planetas extrassolares funcionam como elo de ligação a outros temas da Astrofísica moderna, como a Astrobiologia, a exploração do Sistema Solar, instrumentação e robótica, buracos negros e ondas gravitacionais.

TIAGO CAMPANTE é Astrofísico. Licenciou-se em 2007 na Universidade do Porto (UP) em Física e Matemática Aplicada. Concluiu Doutoramento em 2012 (Universidade de Aarhus (Dinamarca) e UP) e fez pós-doutoramento na Universidade de Birmingham (Reino Unido). Em 2017 regressou à Faculdade de Ciências da UP como Professor Auxiliar Convidado, desenvolvendo também investigação no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. É especialista em física estelar e ciência exoplanetária; contando com mais de 100 publicações em revistas científicas da especialidade e tendo um papel de liderança em missões da NASA e da Agência Espacial Europeia. Foi premiado pela Comissão Europeia, em 2018, com uma ação Marie Sklodowska-Curie.

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JOVENS DE GUIMARÃES CURTEM A CIÊNCIA

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AGENDA CURTIR CIÊNCIA

SESSÕES “CIÊNCIA NA PRAÇA”  | LARGO DA OLIVEIRA

- VISCOSIDADE E BOLAS DE SABÃO | 08 AGOSTO

- MINI-ROBÔS | 01 E 29 AGOSTO

- ROBÓTICA | 22 AGOSTO E 12 SETEMBRO

- INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÂO | 05 SETEMBRO

ASTRONOMIA NO CASTELO

02 AGOSTO, 21:30

13 SETEMBRO, 20:30

GEOLOGIA NA CIDADE

07 AGOSTO, 10:30.

HÁ MORCEGOS NA CIDADE

09 AGOSTO, 20:15

HÁ MORCEGOS NO CASTELO

06 SETEMBRO, 19:45

HISTÓRIAS COM CIÊNCIA NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

14 AGOSTO, 15:00

04 SETEMBRO, 15:00

PEQUENOS EXPLORADORES

10 AGOSTO, 10:30 | PARQUE DA CIDADE

RADIOAMADORISMO

14 SETEMBRO, 10:00-17:00

VIMARANENSES CURTEM A CIÊNCIA

Curtir Ciência Viva no verão (em rede)

Até 15 de setembro, o Centro Ciência Viva de Guimarães promove atividades gratuitas em diferentes pontos do concelho de Guimarães.

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Observação de morcegos no Castelo de Guimarães, sessões de Ciência no Centro Histórico e histórias para crianças misturadas com muitas experiências, no jardim da Biblioteca Municipal Raul Brandão – são algumas das atividades que o Curtir Ciência promove entre 15 de julho e 15 de setembro, em vários pontos do concelho de Guimarães, no âmbito do “Ciência Viva no verão (Em Rede)”.

Incontornáveis são as sessões de “Ciência na Praça”, todas as quintas-feiras a partir de 18 de julho e até 12 de setembro (com exceção de 15 de agosto, feriado nacional), a partir das 16:00 horas, dedicadas a temas distintos: viscosidade, bolas de sabão, canetas 3D, robótica e instrumentos de navegação.

Estão programados dois percursos de observação de morcegos - um pela cidade e outro no Castelo de Guimarães - guiados por Daniel Ferreira, monitor científico do Curtir Ciência com trabalho académico sobre este grupo de seres vivos tão importante para o equilíbrio dos ecossistemas.

O programa não esquece as sessões de Astronomia, uma em agosto, outra em setembro, no cenário singular do Castelo de Guimarães, assim como “Geologia na Cidade”, dois percursos pelo Centro Histórico de Guimarães para explorar a sua história e os seus recursos geológicos.

As atividades são gratuitas mediante inscrição prévia:

https://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2019/actividadeshoje.asp

PROGRAMA

Astronomia no Castelo

2 AGOSTO, 21:30 | 13 SETEMBRO, 20:30

Sessões de Ciência na Praça | 16:00

-Viscosidade e Bolas de Sabão | 18 JULHO E 8 AGOSTO

-Canetas 3D | 25 JULHO

-Mini-robôs | 1 E 29 AGOSTO

-Robótica | 22 AGOSTO E 12 SETEMBRO

-Instrumentos de Navegação | 5 SETEMBRO

Geologia na Cidade

27 JULHO E 7 SETEMBRO | 10:30

Há Morcegos na Cidade

9 AGOSTO | 20:15

Há Morcegos no Castelo

6 SETEMBRO | 19:45

Histórias com Ciência | Jardim da Biblioteca Municipal Raul Brandão

14 AGOSTO E 4 SETEMBRO | 15:00

Pequenos Exploradores no Parque da Cidade

10 AGOSTO | 10:30

Radioamadorismo

27 JULHO E 14 SETEMRBO | 11:00

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO E DO INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO CONTRARIA TESTES DE PRECISÃO DA TEORIA DE EINSTEIN

A recente imagem de um buraco negro confirma, com precisão, a teoria de Einstein? Estudo diz que não

Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) e do Instituto Superior Técnico diz que a primeira imagem de um buraco negro, contrariamente ao que foi publicitado, não é suficiente para confirmar, com precisão, a teoria da relatividade de Einstein.

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Em abril de 2019 foi anunciada a primeira imagem de um buraco negro. A sua fronteira virtual, chamada horizonte de eventos, não se vê, pois aprisiona a luz. Pode apenas visualizar-se a silhueta da zona de atracão fatal para a luz, chamada de "sombra" do buraco negro.

A equipa internacional que obteve este resultado, chamada Event Horizon Telescope (EHT), anunciou-o como confirmando a teoria da relatividade geral de Einstein. Esta teoria prevê a existência de buracos negros e, de acordo com o EHT, a sombra do buraco negro observado na longínqua galáxia M87 está de acordo com o previsto pela teoria de Einstein, dentro do erro observacional.

O recente trabalho dos investigadores Pedro Cunha e Eugen Radu, do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA) e do Departamento de Física da UA, e Carlos Herdeiro do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA) e Departamento de Física do Instituto Superior Técnico, publicado este mês de julho na prestigiada Physical Review Letters e com honras de aparecer na capa, mostra, no entanto, que a interpretação do EHT tem de ser feita com cuidado.

Ao estudar buracos negros diferentes daqueles que surgem na teoria de Einstein, os investigadores mostraram que a sombra destes é muito sensível à maneira como o buraco negro roda.

Se o buraco negro rodar lentamente, a sombra poderá ser muito diferente. Mas se o buraco negro rodar rapidamente será praticamente idêntica ao que acontece na teoria de Einstein. Neste caso, as observações do EHT não conseguem eliminar o modelo alternativo.

Este resultado mostra como a primeira imagem de um buraco negro, apesar de ser um fantástico sucesso científico, ainda está longe de poder ser usada para testes de precisão da teoria de Einstein.

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JOVENS DE GUIMARÃES CURTEM A CIÊNCIA

Lama LAB: brincar e descobrir em família no Parque da Cidade. Curtir Ciência assinala Dia Mundial da Lama em parceria com o projeto BioAventuras

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O Curtir Ciência - Centro Ciência Viva de Guimarães, em parceria com o projeto BioAventuras, assinala o Dia Mundial da Lama, a 29 de junho, com três sessões para miúdos e graúdos no Lama LAB, a instalar no Parque da Cidade.

Este é o desafio: mexer, misturar, escavar, sujar, criar, investigar e, de forma divertida, comemorar o Dia Mundial da Lama, uma data que pretende celebrar a natureza.

O público-alvo desta atividade são famílias com bebés e crianças dos 0 aos 12 anos que, em conjunto, poderão passar pela Lama Lab no Parque da Cidade nas três sessões previstas, cada uma com a duração de 45 minutos: 9:00-9:45; 10:00-10:45 e 11:00-11:45.

O Projeto BioAventuras promove momentos de descoberta, de encantamento e de respeito pelo Planeta Terra. O “Lama LAB” funciona como um “convite para brincar e aprender” em formato de grupo de brincadeira, valorizando-se a liberdade criativa de cada participante e a ligação emocional com a Natureza.

Os participantes devem trazer roupa e calçado apropriado para sujar/molhar.

Para mais informações e inscrição (obrigatória): 253510830; geral@ccvguimaraes.pt.

PÚBLICO-ALVO | Famílias com bebés e crianças dos 0 aos 12 anos.

DURAÇÃO | 3 x sessões de 45 minutos | 9:00 – 9:45; 10:00 – 10:45 e 11:00 – 11:45.

PREÇO | 5€ participante

INSCRIÇÕES | 253510830; Através do CCVG

BERLENGAS: LIMITE DE 550 VISITAS DIÁRIO É ELEVADO FACE ÀS INFRAESTRUTURAS

Investigação da Universidade de Aveiro

Aconselhado por um estudo da Universidade de Aveiro (UA), o Ministério do Ambiente estabeleceu um limite de 550 visitantes por dia à Reserva Natural das Berlengas. O limite, apontam os biólogos da UA responsáveis pelo estudo, representa apenas um progresso “moderado” para atenuar os danos causados pelo número descontrolado de visitantes que aportaram na ilha nos últimos anos.

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 “Perturbação da avifauna nidificante, pisoteamento da flora, risco de disseminação da flora exótica por transporte de sementes, pólen e fragmentos vegetativos agarrados ao calçado e roupa, lixo atirado sem cuidado, poluição orgânica na praia e águas circundantes, destruição e vandalização dos equipamentos de acolhimento aos visitantes e pressão sobre os sistemas de abastecimento de água doce e de recolha do lixo”, são, segundo os autores do estudo, alguns dos danos que o elevado número de visitantes na ilha tem infligido quer à biodiversidade das Berlengas quer às próprias condições de acolhimento.

A decisão do Ministério, cuja portaria foi publicada em Diário da República a 22 de maio, foi baseada num estudo encomendado em 2010 pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e desenvolvido por Henrique Queiroga e João Serôdio, biólogos do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA.

O estudo da UA propôs quatro valores (entre 240 e 1290) para o número máximo de visitantes diários da ilha principal (incluindo turistas, pessoal de apoio ao turismo, residentes temporários e representantes das autoridades), baseados na combinação de dois cenários de proteção ambiental (alta e baixa) e satisfação dos visitantes (alta e baixa).

Número da UA condicionado a melhorias

Todos os cenários respeitaram as limitações impostas do Plano de Ordenamento da Reserva Natural das Berlengas. No entanto, em linha com as recomendações para a implementação e disseminação de boas práticas ambientais, o estudo recomendou um número máximo de 500 visitantes diários, condicionado à requalificação do sistema de tratamento de águas residuais para uma capacidade de 500 equivalentes populacionais.

“Considerando a rotatividade média dos diferentes perfis de visitantes, o valor de 550 visitantes em simultâneo pode provavelmente corresponder a mais de 700 pessoas a visitar a Ilha da Berlenga diariamente, número a que se deve adicionar o pessoal de apoio ao turismo, residentes temporários e representantes das autoridades”, explica Henrique Queiroga.

“Isto pode facilmente elevar o número máximo de pessoas na ilha a mais de 900 quando as medidas de controlo da visitação estejam devidamente implementadas. Este número está claramente acima da capacidade do atual sistema de tratamento de águas residuais, que nunca foi requalificado para o valor de 500 equivalentes-populacionais”, explica o biólogo.

Ainda assim, aponta Henrique Queiroga, “este valor representa um progresso moderado relativamente à visitação descontrolada verificada nas últimas duas décadas”.

Os programas de monitorização da visitação do ICNF atualmente em curso registaram 19 dias com mais de 1000 visitantes por dia durante a estação alta de 2018, e um total de 82 mil visitantes durante todo o ano.

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ESTAÇÃO VIANA SHOPPING RECEBE EXPOSIÇÃO "REDE ESCOLAR DA CIÊNCIA"

De 31 de maio a 30 de junho no Piso 2 do Centro

É já dia 31 de maio, às 11h00, que o Estação Viana Shopping inaugura a exposição “Rede Escolar da Ciência”. Até dia 30 de junho, todos os visitantes do Centro vão poder assistir ao trabalho de alunos e professores em prol da Ciência.

No âmbito da iniciativa Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação, a Mostra visa expor os trabalhos realizados pelos alunos. Este ano letivo, foram cerca de 3000 alunos e 100 professores os que saíram à rua para explorar o vasto património cultural e natural do concelho de Viana do Castelo.

Desde o pré-escolar ao ensino secundário, os participantes produziram conteúdos nas categorias de vídeo, cartaz, fotografia ou maquete. Numa ótica multidisciplinar, os trabalhos revelam o contacto dos alunos com as experiências, jogos e diversões com a Ciência.

A exposição tem como objetivo dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, sensibilizar a população vianense para o desenvolvimento do conhecimento científico e ainda revelar aos visitantes as atividades que o Geoparque irá proporcionar aos mais pequenos todos os domingos do mês de junho, entre as 15h00 e as 19h00

A Mostra “Rede Escolar da Ciência”, patente no Piso 2 do Estação Viana Shopping, conta com o apoio de diversos parceiros que se associaram ao projeto: DSSmith, Aromaticas Vivas, Kartontek e a Geoflash

Entre os dias 31 de maio 30 de junho, os visitantes do Estação Viana Shopping podem aprender e viver uma verdadeira experiência científica com a exposição “Rede Escolar da Ciência”, patente no Piso 2 do Centro

JOVENS DE GUIMARÃES CURTEM A CIÊNCIA

CURTIR CIÊNCIA NO VERÃO 2019: dez oficinas para crianças dos 6 aos 12 anos

O programa de atividades do Curtir Ciência para as férias de verão decorre nas duas primeiras semanas de julho – de 1 a 5 e de 7 a 12, durante a tarde.

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Dirigido a crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, o Curtir Ciência no verão 2019 inclui um conjunto de oficinas interativas: construir máquinas que fazem desenhos; criar “super slimes”, ser um mini-chef são algumas das atividades agendadas.

Outra das propostas é uma oficina que alia ciência e literatura, através da apresentação encenada do conto inédito “A Cidade dos Elementos”, intercalada com várias atividades experimentais ligadas à química.

A edição deste ano arranca no dia 1 de julho com a oficina “A Ciência do Jogo” dedicada às regras e estratégias dos Jogos matemáticos e que inclui a oferta aos participantes de um pequeno jogo produzido nas impressoras 3D do Curtir Ciência. A segunda semana abre com a apresentação do conto inédito “A Cidade dos Elementos”, cujas personagens são os Elementos Químicos da Tabela Periódica, sendo a leitura intercalada por várias atividades experimentais executadas pelos participantes.

O programa encerra com o “Quiz de Ciência”, que põe à prova os conhecimentos dos participantes através da realização de experiências práticas.

As inscrições podem ser feitas pelos meios habituais: 253510830; geral@ccvguimaraes.pt

PREÇO | 6€/dia; 25€/semana

PÚBLICO-ALVO | Crianças dos 6 aos 12 anos

LOTAÇÃO | Mínimo de 3; máximo de 15 crianças.

PROGRAMA

1 JULHO | A Ciência do Jogo

Uma oficina dedicada a explorar as regras e estratégias dos jogos matemáticos que inclui a oferta aos participantes de um pequeno jogo produzido nas impressoras 3D do Curtir Ciência.

2 JULHO | Máquinas de Rabiscos

Oficina que explora conceitos relacionados com circuitos elétricos necessários para a idealização e montagem de máquinas de rabiscos movidas a motor que os participantes podem levar para casa.

3 JULHO | Mini-chefs

Uma oficina que transforma um laboratório em cozinha e que explora o universo da gastronomia molecular através da confeção de diversas receitas. A oficina termina com a prova dos diversos pratos confecionados.

4 JULHO | Curtir Geologia

Uma viagem ao passado através do estudo dos fósseis e dos seus processos de formação. Dos dinossauros às trilobites, uma jornada de exploração em torno da paleontologia com jogos de identificação de rochas e minerais.

5 JULHO | Super Slime

Uma oficina que explora o conceito científico da viscosidade e tem como destaque a criação e manuseamento de diferentes tipos de “slime” que os participantes podem levar para casa.

8 JULHO | A Cidade dos Elementos

A leitura desta história é intercalada por várias atividades experimentais da área da Química. As personagens saídas da Tabela Periódica ganham vida e vivem uma aventura repleta de experiências científicas.

9 JULHO | Curtir Robótica

Uma oficina de construção e experimentação de robots em Lego complementada com a visita e experimentação dos robôs que fazem parte da área de robótica do Curtir Ciência.

10 JULHO | Brincar com as Moléculas

Uma oficina em contexto laboratorial dedicada à Bioquímica, através da exploração de modelos para a criação de moléculas.

11 JULHO | Curtir Física

Qual é a importância da Física no dia-a-dia de cada um de nós? Esta oficina responde a várias questões e inclui a construção de pequenos brinquedos que obrigam à aplicação de algumas leis da Física.

12 JULHO | Quiz de Ciência

Oficina que põe à prova os conhecimentos dos participantes em diversas áreas da Ciência, através da realização de experiências práticas, e que termina com um teste com respostas dadas através de computadores e tablets.

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: MATÉRIA ESCURA PODERÁ SER UMA RELÍQUIA DA INFLACÇÃO

O inflatão, a partícula que poderá ter sido responsável por um período de expansão extremamente rápido no princípio do Universo designado por inflação, poderá também constituir a matéria escura, cuja origem permanece desconhecida. A teoria é assinada por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) que mostra, em particular, que esse cenário é uma consequência natural dos cenários de inflação quente, em que o Universo não arrefece drasticamente durante a inflação.

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O trabalho, assinado por João Rosa e Luís Ventura, cientistas do Departamento de Física e do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações da UA, foi publicado este mês na prestigiada Physical Review Letters.

A teoria da inflação foi proposta em 1981 pelo físico americano Alan Guth, postulando a existência de uma nova partícula – o inflatão – que nas primeiras frações de segundo da sua existência levou a que o Universo se expandisse muito rapidamente, acabando por ficar extremamente uniforme, como o observamos hoje.

Nos modelos convencionais de inflação fria, a expansão rápida leva a que a temperatura do Universo decresça muito rapidamente durante a inflação (tal como um gás arrefece quando expande). No final deste período, os inflatões transformam-se nas partículas que conhecemos, como o eletrão e o fotão (partículas de luz), num processo semelhante ao decaimento radioativo, e a energia assim libertada é usada para “reaquecer” o Universo.

Nos modelos de inflação quente, pelo contrário, os inflatões transferem energia para o plasma cósmico sob a forma de calor, mantendo o Universo a uma temperatura elevada, sem haver necessidade de o “reaquecer” no final. Apesar de esta ideia ter mais de duas décadas, só em 2016 foi possível desenvolver um modelo teórico apelativo para a inflação quente, num artigo da coautoria do investigador João Rosa e também publicado na prestigiada revista americana Physical Review Letters.

Modelo da UA abre novos caminhos

No contexto deste modelo, a equipa da UA mostrou pela primeira vez que os inflatões não se transformam noutras partículas após o final da inflação, apenas interagindo significativamente com outras partículas, incluindo os fotões, a temperaturas suficientemente elevadas que o Universo só atingiu durante a inflação. Isto significa que os inflatões não desapareceram, apesar de não os conseguirmos ver visto a sua interação com a luz ser hoje extremamente débil.

Desde 1933, através das observações do enxame de galáxias Coma realizadas pelo astrónomo suíço Fritz Zwicky, sabe-se que mais de 80 por cento da matéria no Universo é escura, isto é, não emite luz, e apenas conseguimos inferir a sua presença através da força gravitacional que esta exerce sobre a matéria luminosa e que altera, por exemplo, a velocidade com que as estrelas rodam em torno do centro das galáxias.

Sabe-se também que esta matéria escura é também relativamente fria, pois caso contrário teria impedido a formação das galáxias e outras estruturas cósmicas como os enxames e super-enxames de galáxias que hoje pintalgam o Universo observável.

Os inflatões que, segundo o modelo desenvolvido na UA, sobreviveram desde o período de inflação até aos dias de hoje têm exatamente estas propriedades. Além de praticamente não emitirem luz, são extremamente frios, essencialmente por terem perdido energia sob a forma de calor durante a inflação para manter o Universo quente e depois deixado de interagir com o plasma cósmico. Assim, se a hipótese dos investigadores da UA estiver correta, a inflação e a matéria escura poderão ser explicadas por uma só nova partícula.

No contexto da inflação fria, é bastante difícil que os inflatões se transformem noutras partículas (libertando energia suficiente para reaquecer o Universo) e que simultaneamente alguns sobrevivam até aos dias de hoje. No cenário de inflação quente, a unificação da inflação e da matéria escura é natural, porque os inflatões não só não se terão convertido em matéria luminosa como também ter-se-ão mantido frios durante os milhares de milhões de anos de expansão do Universo após a inflação.

Além disso, este modelo pode ser testado de diversas formas, e com tecnologia que deverá estar disponível nos próximos anos. Por sobreviverem até aos dias de hoje, os inflatões terão provocado ligeiras alterações na abundância cósmica dos elementos químicos mais leves como o Hidrogénio ou o Hélio. Terão também deixado a sua marca nas pequenas flutuações na temperatura da Radiação Cósmica de Fundo, uma relíquia do plasma cósmico primordial.

A forma como a temperatura desta radiação de micro-ondas varia no céu poderá dizer-nos inequivocamente se o Universo se manteve ou não quente durante a inflação e se os inflatões são ou não a matéria escura. Resta esperar por observações astronómicas mais precisas para perceber se uma só partícula chega para resolver estes dois importantes mistérios do cosmos.

GUIMARÃES ASSINALA DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Dia Mundial da Criança assinalado com sessão especial de “Histórias com Ciência”

No dia 1 de Junho, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães vai contar uma história infantil com muitas experiências científicas. Atividade destina-se a crianças dos 4 aos 7 anos.

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Para assinalar o Dia Mundial da Criança, a 1 de Junho, sábado, às 15:00 horas, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães promove uma sessão especial da sua atividade “Histórias com Ciência”.

“Era uma vez um circo onde os leões mecânicos, os trapezistas flutuantes e os cuspidores de fogo faziam, por assim dizer, um espectáculo de outro mundo! Ficava no planeta Bateria, onde todos funcionavam a pilhas exceto o palhaço Avaria. Certo dia, as luzes apagaram-se, a música parou e o circo acabou! O que terá acontecido?”

A leitura desta história de Pedro Soromenho (“O Palhaço Avaria e o Planeta Bateria”) é intercalada com a realização de várias experiências de base científica, resultando numa atividade lúdica e recreativa para crianças a partir dos quatro anos de idade. São vários os conceitos científicos a explorar nas experiências: as diferentes fontes de energia, com ênfase nas renováveis; reciclagem das pilhas; magnetismo; equilíbrio e viscosidade.

As inscrições podem ser feitas pelos meios habituais: 253510830; geral@ccvguimaraes.pt.

HISTÓRIAS COM CIÊNCIA

1 JUNHO | 15:00

PÚBLICO | 4-7 anos

PREÇO | 2,00€

Endereço do evento: Curtir Ciência – Rua da Ramada, 166

Coordenadas GPS: 41.439416794027814 N, -8.291705846786499 O

GUIMARÃES: ALUNO DA ESCOLA ABEL SALAZAR DE RONFE VENCE CONCURSO SOLETRAR CIÊNCIA

Final foi disputada por nove alunos representantes dos Agrupamentos de Escolas de Guimarães

André Campos Gomes, aluno do 8.º ano do Agrupamento de Escolas Abel Salazar, de Ronfe, venceu a quarta edição do Concurso Soletrar Ciência. A final realizou-se esta terça-feira, 14 de maio, no Auditório da Fraterna, e foi disputada por nove alunos em representação dos vários agrupamentos escolares do Concelho de Guimarães.

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O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães é um dos organizadores deste concurso que visa aumentar o vocabulário, melhorar a pronúncia e a ortografia e aprofundar o conhecimento de conceitos científicos. O diretor do Centro, Sérgio Silva, integrou o júri responsável pela avaliação das prestações dos concorrentes e, no final, fez a entrega do prémio ao aluno vencedor.  

Antes da prova final, os finalistas e cerca de duas centenas de alunos e professores passaram pelo Curtir Ciência e assistiram a demonstrações de experiências científicas asseguradas pelos vários Agrupamentos de Escolas.

Na prova final cada um dos finalistas teve de soletrar um conjunto de palavras cabendo a avaliação a um júri composto por representantes do Município de Guimarães, Curtir Ciência e Biblioteca Municipal Raul Brandão. O concurso é organizado pelo grupo de trabalho de professores bibliotecários de Guimarães, Rede de Bibliotecas Escolares e Centro Ciência Viva, com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, docentes de Ciências Naturais e Ciências Físico-Químicas dos agrupamentos participantes e Biblioteca Municipal Raul Brandão.

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PONTE DA BARCA - TERRA NATAL DE FERNÃO DE MAGALHÃES - PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE O NAVEGADOR

Ponte da Barca acolhe Seminário "Viagem de Circum-navegação e Ciência - Diálogos à volta do Mundo"

É já no próximo Sábado, dia 27 de abril, dia em que se assinala o 498º aniversário do falecimento do navegador Fernão de Magalhães, que Ponte da Barca recebe um painel de oradores que demonstrarão o contributo da viagem de circum-navegação para o conhecimento cientifico global naquele que é o Seminário "Viagem de Circum-navegação e Ciência - Diálogos à volta do Mundo".

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Ao longo de todo o dia (09h30 às 18h), no auditório da Casa da Cultura,será discutido o contributo da viagem de circum-navegação para o conhecimento científico global, pelas vozes dos investigadores José Manuel Garcia, Joaquim Alves Gaspar, Carlos Fiolhais e Nuno Ferrand e com a moderação de Manuel de Magalhães Sant'Ana.

Ficha de inscrição e programa detalhado em www.cmpb.pt

ATAQUE DE CORAÇÃO: RECUPERAÇÃO FEITA EM CASA TEM EXCELENTES RESULTADOS

Investigação com assinatura da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro

Depois da alta hospitalar, o processo de reabilitação cardíaca, incluindo a componente de exercício físico, após um enfarte agudo do miocárdio pode ser feita em casa e com excelentes resultados. As conclusões de uma investigação com participação da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) confirma isso mesmo e corrobora os resultados de vários estudos internacionais. O trabalho quer dar uma resposta domiciliária à maioria dos doentes que depois da alta se afastam dos programas de reabilitação dos centros hospitalares.

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A Sociedade Europeia de Cardiologia, a American Heart Association e o American College of Cardiology, classificam a reabilitação cardíaca (RC) como uma intervenção terapêutica com indicação de classe I (mandatória), fundamentada nos níveis de evidência científica mais elevados.

Mas em Portugal, a percentagem de doentes que participaram nos últimos anos em programas de reabilitação cardíaca de fase III foi de cerca de 4 por cento. A distância entre a residência e os centros hospitalares e a falta de horários e de transportes são algumas das causas apontadas pelos doentes para participarem nos programas.

Por outro lado, a falta de resposta adequada do Sistema Nacional de Saúde na reabilitação cardíaca, a falta de investimento em recursos humanos e materiais e a escassez de centros e a sua localização concentrada nas grandes cidades contribuem decisivamente para a baixa referenciação e adesão aos programas de reabilitação cardíaca.

“Contrariamente ao conceito generalizado de que a reabilitação cardíaca tem de ser feita sob vigilância direta há, nos casos de baixo risco cardiovascular, a possibilidade de efetuar reabilitação supervisionada à distância”, aponta Mesquita Bastos, professor na ESSUA e cardiologista no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, em Aveiro.

“Esta é uma área de forte interesse na ESSUA, na qual temos vários projetos financiados e colaborações a decorrer com elevado impacto social,” refere Fernando Ribeiro, professor na ESSUA e investigador no Instituto de Biomedicina (iBiMED) da UA.

O estudo que envolveu a ESSUA no âmbito do Doutoramento em Ciências e Tecnologia da Saúde de Andreia Noites, onde participaram também o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e a Escola Superior de Saúde do Porto, envolveu um grupo de pessoas em recuperação de um enfarte do miocárdio, que realizou um programa de exercícios, três vezes por semana, em casa, durante oito semanas.

Depois das informações e aconselhamentos ministrados presencialmente pelos investigadores, a atividade física e os sinais vitais dos doentes, com recurso a dispositivos eletrónicos, foram monitorizados continuamente à distância pela equipa de investigação.

Sem desculpas, doentes dizem presente

 Sem os entraves dos quilómetros até aos hospitais centrais ou centros clínicos e a restrição dos horários das sessões, os doentes não só aderiram ao programa de exercício físico e educação para hábitos de vida saudáveis proposto como obtiveram excelentes resultados na melhoria da saúde cardiovascular.

“O estudo permitiu demonstrar que na fase IV de reabilitação cardíaca, o exercício no domicílio melhora a capacidade cardiorrespiratória, a frequência cardíaca no pico de esforço e a de recuperação num grupo de doentes que já tinha parado a fase III de reabilitação cardíaca há 9 meses atrás”, assegura Mesquita Bastos.

Ou seja, aponta o cardiologista, “o estudo demonstrou que um programa de exercício efetuado em casa e supervisionado à distância foi capaz de aumentar a tolerância ao exercício ao fim de apenas 8 semanas”. Um ganho que está, naturalmente, associado a um menor risco de mortalidade e a um melhor prognóstico.

Com as fases III / IV da reabilitação cardíaca a serem realizadas em casa de cada um dos doentes, antevê Mesquita Bastos, “é possível abranger uma maior população, incluindo a que se encontra impedida de o fazer pela distância até aos locais dos programas (hospitais, clinicas) e, desta forma, criar uma rede de reabilitação com todo o suporte tecnológico que hoje existe”.

Por outro lado, os custos para o Sistema Nacional de Saúde, diz o cardiologista, serão proporcionalmente menores. De realçar, alerta o especialista, que este tipo de reabilitação “não substitui a reabilitação feita no internamento [fase I] nem na maioria dos doentes a feita logo após a alta [fase II]”.