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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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REGENERAÇÃO DE OSSOS VALE BOLSA DE 2,5 MILHÕES DE EUROS PARA CIENTISTA DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

O cientista João Mano, da Universidade de Aveiro (UA), acaba de vencer uma bolsa de 2,5 milhões de euros atribuída pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês) para trabalhar na regeneração de tecidos ósseos. Esta é já a segunda vez que João Mano, especialista em biomateriais, é galardoado com a ERC Advanced Grant, uma das mais importantes bolsas europeias. Neste concurso, o cientista de Aveiro foi o único em Portugal a receber este tipo de bolsa.

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A bolsa permitirá, durante 5 anos, desenvolver trabalho na área da bioengenharia de tecidos humanos e biomateriais avançados, nomeadamente na criação de estratégias para a regeneração de tecido ósseo, que poderá ter impacto em casos de perda massiva ou fraturas extensas de osso.

“Sinto-me extremamente honrado com este reconhecimento extraordinário, e pelo apoio de todos os membros do grupo”, congratula-se João Mano, professor catedrático no Departamento de Química e investigador no CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, uma das unidades de investigação da UA.

“Com esta bolsa, vemos assim reforçada a oportunidade de combinar investigação de base de elevado nível com soluções terapêuticas radicalmente inovadoras que poderão vir a ter impacto na qualidade de vida de pacientes”, aponta.

Artur Silva, Vice-reitor da UA para a área da Investigação, sublinha que esta bolsa é “mais um reconhecimento europeu da investigação de ponta” que se realiza na Academia de Aveiro. Esta ERC Advanced Grant, aponta o responsável, “reconhece a qualidade do nosso docente e investigador João Mano e da investigação que realiza e é também uma prova da aposta que tanto a Reitoria como o Laboratório Associado CICECO têm colocado nestes concursos a estas importantes e milionárias bolsas europeias”.

Uma das grandes inovações do projeto “REBORN: Full human-based multi-scale constructs with jammed regenerative pockets for bone engineering” liderado por João Mano prende-se com a utilização de proteínas obtidas a partir de tecidos recolhidos durante o parto, e normalmente descartáveis, como a membrana amniótica e o cordão umbilical. Estas servirão de base para a construção de dispositivos altamente hierarquizados, desde a nano à macro-escala, com uma grande capacidade de gerar tecido ósseo mineralizado e promover a sua vascularização.

Desses tecidos perinatais também será possível retirar células que desempenharão um papel fundamental na construção dos tecidos em laboratório. As células serão introduzidas dentro de pequenas “placentas” artificiais que, ao fornecerem sinais bioquímicos e mecânicos adequados, fomentarão a formação de micro-tecidos de forma completamente autónoma. A aglomeração dessas “bolsas regenerativas” de forma controlada no espaço permitirá o desenvolvimento de tecidos tridimensionais à escala dos defeitos ósseos reais, com grande precisão geométrica.

Para além das aplicações in vivo prevê-se que estes dispositivos inovadores possam também servir como modelos de doenças de dimensões e especificações semelhantes aos dos tecidos reais, a fim de testar novos fármacos e terapias, podendo assim ser vistos como alternativa aos ensaios com animais ou aos testes clínicos.

João Mano possui trabalho reconhecido internacionalmente no domínio do desenvolvimento de biomateriais e propostas de novos conceitos para aplicações biomédicas, em particular na área da Medicina Regenerativa, e dirige um dos grupos de investigação mais ativos na europa na área dos biomateriais e bioengenharia de tecidos humanos, o COMPASS Research Group (http://compass.web.ua.pt/).

Critérios muito apertados

Estas bolsas individuais são conseguidas após a participação em concursos extremamente competitivos, em que os critérios de avaliação se baseiam unicamente na excelência científica. A avaliação inclui a análise do currículo científico do investigador, que deve estar no topo dos investigadores a trabalhar na Europa, e também na excelência do projeto a executar, o seu grau de risco e a abordagem radicalmente inovadora nas fronteiras da ciência adotada no plano de trabalhos proposto.

Mesmo recebendo candidaturas dos mais eminentes cientistas de europa, a taxa de sucesso de bolsas financiadas este ano foi inferior a 10 por cento. Esta bolsa avançada foi a única, de entre as 185 aprovadas, atribuída a um investigador português ou a trabalhar em Portugal.

Um feito notável e raro foi o desta bolsa avançada ser a segunda que João Mano conseguiu ver financiada, sendo que a primeira ainda está em execução. Adicionalmente, uma bolsa do ERC para prova de conceito (ERC-PoC) já havia sido atribuída em 2018. As bolsas ERC-PoC, apoiam atividades no estágio inicial de transformação de resultados obtidos por investigadores possuidores de bolsas ERC em propostas com potencial comercial, capazes de alcançar benefícios económicos ou sociais.

Para além desta bolsa avançada, em 2019 também já haviam sido atribuídas 3 bolsas para investigadores do CICECO da UA: duas bolsas de consolidação (Consolidator Grants, ERC-CoG) e outra bolsa de prova de conceito (ERC-PoC).

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: CASCAS DE BANANA LIMPAM ÁGUAS COM METAIS PESADOS

Pequenas ou grandes, da Madeira ou da América do Sul, tanto faz. As cascas da banana são altamente eficientes na remoção de metais pesados de águas contaminadas, nomeadamente do mercúrio, um metal muito tóxico para a saúde e para o ambiente. A descoberta é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA).

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Formadas por celulose, lenhina e hemicelulose, materiais com grupos funcionais que captam o mercúrio da água, o grupo de investigação descobriu igualmente que as cascas da banana são eficazes na remoção de outros metais tóxicos como o chumbo ou o cádmio.

No caso específico do mercúrio, onde as cascas são as campeãs da limpeza, explica a investigadora Elaine Fabre, “o que as diferencia dos outros materiais biológicos [que também são formados por celulose, lenhina e hemicelulose] é que as mesmas são mais ricas em grupos de enxofre e o mercúrio tem elevada afinidade por esse elemento”. Por isso, desvenda a responsável pela investigação, “estas cascas são tão eficientes na remoção de mercúrio da água”.

Publicado na revista Science of the Total Environment, o trabalho mostra que, para tratar 100 litros de água contaminada com 0,05 miligramas de mercúrio, e de forma a atingir-se a concentração permitida para águas de consumo humano, que é de 0,001 miligramas de mercúrio por litro, seriam necessários apenas 291 gramas de cascas.

A aplicação de cascas de banana para remoção de mercúrio através de processos de sorção - processos que envolvem a retenção de um composto de uma fase fluida na superfície de um sólido - pode ser realizada em estações de tratamento de águas residuais, em efluentes industriais, ou mesmo em qualquer outro sistema que contenha águas contaminadas. Para tal, asseguram os cientistas de Aveiro, basta colocar as cascas em contacto com a água contaminada por um determinado período de tempo.

As cascas foram já testadas em diversos sistemas reais. Com água da torneira, água do mar ou água de efluentes industriais, e na presença de muitos outros elementos para além de metais pesados, em todos os casos as cascas mostraram-se eficazes. “Os resultados mostram um potencial muito promissor na aplicação das cascas em sistemas reais”, aponta a investigadora.

O trabalho com as cascas de banana envolveu, além de Elaine Fabre, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e LAQV-REQUIMTE, os cientistas Cláudia Lopes, Eduarda Pereira, Carlos Silva, Carlos Vale, Paula Figueira e Bruno Henriques.

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Os investigadores Bruno Henriques, Cláudia Lopes, Elaine Fabre, Paula Fi... (1).jpg

"HIMALAYA - O ECO-CIDADÃO"

No período em que se preparam as comemorações dos 150 anos do nascimento do Padre Himalaya e inspirado no seu carácter inovador e abordagem holística do mundo, surge o projeto o “Himalaya – O Eco-Cidadão”, inserido numa estratégia de desenvolvimento e valorização integrada do território, assente no reconhecimento do legado cultural, científico e ecológico de importantes figuras históricas relacionadas com o concelho de Arcos de Valdevez e o PNPG.

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Este projeto visa a criação do Núcleo Interpretativo Himalaya, integrado na futura Oficina de Criatividade Himalaya, com o objetivo de divulgar o legado do Padre Himalaya, abrangendo as áreas em que terá sido pioneiro, sobretudo no pensamento ecológico, e o impacto da sua investigação no conhecimento científico da contemporaneidade.

Deste modo, este projeto consiste no fornecimento de uma das salas que integra o Núcleo Interpretativo Himalaya, mais especificamente a Sala 4, com a finalidade de evidenciar os traços marcantes da vida deste notável cientista.

Composta por três módulos, o Sol, a Cidade do Futuro e a Botânica, a sala 4, destaca as principais linhas de estudo deste notável cientista, Manuel António Gomes, mais conhecido por Padre Himalaya.

O elemento central desta sala trata-se de um painel interpretativo que representa o Sol, remetendo para o seu carácter de fonte de energia e expondo um dos temas mais relevantes nas investigações do Padre Himalaya.

O módulo que destaca a ecologia e o pensamento ecológico, designa-se como Cidade do Futuro. Neste sentido, será criada uma cidade composta por luzes LED verde, que representa o concelho de Arcos de Valdevez e o PNPG, e que permite ao público interagir através de um painel interpretativo.

Por fim, o terceiro módulo, que explora a área da botânica e da naturoterapia, alertando para a importância da biodiversidade e da utilização das plantas em tratamentos naturais.

Este fornecimento foi alvo de candidatura cofinanciada pelo FC, programa operacional PO SEUR, Portugal 2020, Eixo Prioritário 3 – Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos, com um Investimento Elegível de 87.499,74€ e Comparticipação Comunitária de 74.374,78€.

AMÊIJOA ASIÁTICA LIMPA ÁGUAS CONTAMINADAS

- Segundo estudo de investigadores da Universidade de Aveiro

São invasoras, estão a destruir gradualmente os ecossistemas ribeirinhos nacionais, mas podem ser muito úteis na hora de despoluir águas contaminadas. Chamam-se amêijoas asiáticas e conseguem limpar as águas poluídas por uma das mais poluentes indústrias do sul da Europa: a da produção de azeite. A descoberta é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA).

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A investigadora Joana Pereira e as “suas” amêijoas asiáticas

 

“Sabemos que as amêijoas asiáticas conseguem remover metais e compostos orgânicos recalcitrantes, ou seja, não biodegradáveis ou de difícil biodegradação, como os que se encontram nos efluentes da indústria de produção do azeite”, refere Joana Pereira, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mara (CESAM), uma das unidades de investigação da UA.

A cientista responsável pelo estudo sublinha também a capacidade destes bivalves em “remover matéria orgânica no geral, bem como de remover bactérias e vírus potencialmente patogénicos se integradas em determinadas fases dos processos de tratamento de água”.

“Estes efluentes deverão ser tratados, mas os sistemas de tratamento mais eficazes são ainda bastante dispendiosos e difíceis de manter dada a sazonalidade da produção, pelo que a procura de novas soluções de tratamento é um assunto relevante”, aponta a investigadora.

No que à indústria do azeite diz respeito, “sabe-se que, todos os anos, a quantidade média de efluentes provenientes da indústria do azeite pelos países mediterrâneos [Espanha, Itália, Portugal e Grécia] equivale a cerca de 30 milhões de toneladas” e que “o impacto ambiental de 1 metro cúbico desses efluentes equivale ao impacto de 200 metros cúbicos de efluentes domésticos”.

Ainda que o encaminhamento destas águas para tratamento seja feito de forma correta, “como felizmente acontece em muitas unidades”, confirma Joana Pereira, “é fundamental continuar a desenvolver soluções de tratamento eficazes e economicamente e ambientalmente sustentáveis”.

Organismo multifacetado

Organismos filtradores – os bivalves alimentam-se por filtração de material orgânico em suspensão na água –, as amêijoas asiáticas são uma espécie capaz não só de taxas de filtração elevada como também são tolerantes a condições ambientais adversas, como as que decorrem da contaminação.

“A tolerância a contaminantes problemáticos pode relacionar-se com as capacidades de acumulação deste tipo de compostos que as amêijoas têm e com a possibilidade de concentrarem os contaminantes nas pseudofezes que libertam para o exterior sob a forma de massas mais densas que a água, que por isso ficam depositadas nos fundos”, explica.

Ainda em fase experimental nos laboratórios do Departamento de Biologia, a utilização das amêijoas asiáticas adivinha-se como um apoio aos métodos de tratamento de água já existentes, podendo ser integradas em etapas do processo de tratamento de águas residuais em ETAR’s.

Teoricamente, aponta Joana Pereira, a amêijoa asiática pode ser utilizada “em todos os cenários em que haja uma matriz aquática a tratar, em que seja necessário remover contaminantes compatíveis com a tolerância e capacidade de processamento da amêijoa”.

Hipoteticamente, “poderá adaptar-se esta ideia a estações de tratamento de águas residuais e de águas para consumo humano, mas também, entre muitos outros locais, a piscinas naturais e praias fluviais, desde que sejam sistemas já invadidos pela amêijoa asiática (ou seja, que esta não seja mais uma via de introdução do invasor) e desde que sejam tomadas todas as precauções para evitar a dispersão da espécie em habitats ainda não invadidos”.

Estas amêijoas têm duas vantagens essenciais em relação a produtos convencionais. Primeiro, aponta Joana Pereira, são uma solução biológica que poderá substituir a utilização de um ou mais químicos no sistema de tratamento, ou pelo menos diminuir as dosagens de utilização desses químicos, com vantagens óbvias sob o ponto de vista económico e ambiental. Segundo, “é dado um uso a uma espécie invasora que precisa de ser removida dos nossos ecossistemas aquáticos em iniciativas de controlo, o que pode compensar os gastos efetuados para essa remoção beneficiando, de uma forma geral, a sustentabilidade (incluindo a económica) dos programas de gestão desta espécie invasora”.

Para além de Joana Pereira, o trabalho publicado no Journal of Cleaner Production é assinado por Ana Domingues, Inês Correia Rosa, João Pinto da Costa, Teresa Rocha-Santos, Fernando Gonçalves e Ruth Pereira numa pareceria entre o CESAM, os departamentos de Biologia e de Química da UA e a Universidade do Porto.

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ARCOS DE VALDEVEZ REABILITA OFICINA DE CRIATIVIDADE HIMALAYA

Oficina de Criatividade Himalaya - Requalificação do Edifício na reta final. Projeto apoiado por fundos da União Europeia

A Oficina de Criatividade Himalaya surge do projeto de reabilitação integral de uma antiga escola secundária, localizada em pleno centro urbano de Arcos de Valdevez. A obra encontra-se em fase de acabamento. A presente empreitada tem como objetivo criar um novo equipamento cultural, científico e pedagógico, dedicado à figura de Padre Manuel Himalaya.

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A operação “Oficina de Criatividade Himalaya”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional Norte2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4-Qualidade Ambiental, com um Investimento Elegível de 1 334 474,95€ e Comparticipação Comunitária de 1 134 303,71 €.

Financiada por fundos comunitários, esta operação visa promover a atratividade económica, o desenvolvimento sustentável do território, através da melhoria da estrutura ecológica urbana com a redução de consumos de energia e emissões de CO2. Também se pretende contribuir para a criação de empregos, e para o fomento da captação de residentes, visitantes e turistas através de atividades culturais e de lazer.

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X JORNADAS DE FISIOTERAPIA ESTIMULAM NOVA REVISTA CIENTÍFICA DO ISAVE

O ISAVE acolheu nas suas instalações, em Amares, as X Jornadas de Fisioterapia que se saldaram pela análise crítica e prática de doze casos por estudantes, cuja qualidade e diversidade de temas é o melhor impulso à criação de uma revista científica a lançar por esta Escola Superior de Saúde, no segundo semestre deste ano.

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Os estudos de “casos com patologias diversas” elevou o patamar científico das X Jornadas de Fisioterapia, protagonizadas por doze finalistas da Licenciatura de Fisioterapia do ISAVE — comentou o professor Gilvan Pacheco. Os seus trabalhos vão agora ser sintetizados com vista à sua publicação.

De acordo com o coordenador desta Licenciatura do ISAVE, a diversidade temática “foi mais interessante para os estudantes que demonstraram um nível muito bom e temos a esperança de que, no futuro, sejam publicados na nova revista científica que o ISAVE vai editar com trabalhos dos seus docentes e dos seus alunos”.

Embora ainda esteja a ser estudada a sua periodicidade e layout, o prof. Gilvan Pacheco espera que a “nova revista científica seja lançada no segundo semestre” e a “publicação dos trabalhos destes estudantes enriqueça o curriculum de cada um”.

Emocionado, Gilvan Pacheco pediu aos finalistas que “abram outras portas, com humildade, e saibam, sempre, ouvir os doentes. Ides muito longe se mantiverdes o nível de dedicação, de trabalho e de saber que vós conseguistes aqui, durante quatro anos”.

Face à emoção que envolveu alguns, como foi o caso de Stéphanie Pereira — que vivenciou a dificílima vida de uma mulher com cancro de mama — o director do Curso afirmou a necessidade de um “curso de psicologia para os fisioterapeutas” para que “estes possam ajudar o doente e protegerem-se da emoção. Devemos tratar com humanidade, carinho e respeito mas evitar colocar o nosso lado emocional. Por isso, devemos encaminhar os nossos familiares para outros colegas. Um trabalho mais racional é mais eficaz. A emoção prende, trava a clareza de opções e esconde a vossa competência”.

Gilvan Pacheco falava ao fim de uma jornada de dois dias, 10 e 11 de fevereiro, durante os quais foram apresentados os trabalhos práticos — com fundamentação teórica — elaborados pelos finalistas da Licenciatura de Fisioterapia, na disciplina de Educação Clínica II.

Participam no primeiro dia destas jornadas os finalistas Amara Rito, Ana Raquel Freitas, André Filipe Ribeiro, Diana Rosa Barbosa, Fábio Joel Cunha e Flávia Manuela Costa que apresentaram o resultado dos seus estágios em casos concretos”.

No segundo dia das jornadas — dinamizadas pela Licenciatura de Fisioterapia — foi a vez de Frederico Silva, Hugo José Rocha, João Pedro Ramalho, Maria Adriana Ribeiro, Stéphanie Pereira e Ana Catarina Machado apresentarem os resultados dos seus estágios em clínicas e unidades de saúde pública.

Cada um é desafiado a mostrar as etapas da sua investigação realizado em clínicas privadas e hospitais públicos, os fundamentos científicos e fazer um balanço do estágio e dos seus resultados positivos no paciente, perante um júri constituído pelos professores Gilvan Pacheco, Sílvia Xavier Sousa e Liliana Costa.

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PONTE DA BARCA DEBATE CONTRIBUTO DA FÍSICA NA CIÊNCIA

"Viagem pelos Tempos e o Tempo das Viagens" trouxe debate à Casa da Cultura por Orfeu Bertolami

Foi na passada quinta-feira, 6 de Fevereiro, que a Casa da Cultura recebeu o Professor Doutor Orfeu Bertolami, Professor Catedrático da Faculdade de Ciência da Universidade do Porto, que abordou inúmeras temáticas relacionadas com o contributo da Física na Ciência.

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Sob o mote "Viagem pelos Tempos e o Tempo das Viagens", o prestigiado investigador relatou as inovações científicas mais relevantes na evolução da descoberta marítima e do Planeta, terminando com o impacto e as consequências das alterações climáticas no Mundo actual.

A conferência decorreu com o patrocínio da Reitoria da Universidade do Porto, numa estratégia de aproximação da ciência à comunidade civil, como referiu o Presidente da Câmara, Augusto Marinho.

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TANQUE COM VIDA: UM NOVO PROJETO DO CURTIR CIÊNCIA EM GUIMARÃES

Antes um tanque degradado, agora um reservatório de biodiversidade: é assim o Tanque com Vida do Curtir Ciência

O Tanque com Vida do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães foi apresentado a 2 de fevereiro, Dia Mundial das Zonas Húmidas. A ideia passa agora por apresentar a recuperação do tanque como exemplo de boas práticas ambientais aos milhares de visitantes que passam pelo Curtir Ciência.

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As ações de limpeza com vista a criar um reservatório de biodiversidade num dos tanques da Antiga Fábrica de Curtumes Âncora (casa do Curtir Ciência) começaram a 13 de janeiro. O primeiro passo consistiu na realização de um diagnóstico das condições do tanque, durante a qual foram detetados vários problemas. Daniel Ferreira, coordenador do projeto, aponta os principais: “cobertura completa da superfície por lentilha-de-água (Lemna sp.) que impedia a penetração de luz solar e o crescimento de outra vegetação; a presença de plásticos e outros sólidos no fundo do tanque e paredes verticais sem rampa para saída do tanque, o que representava uma armadilha para a fauna”.

A intervenção no tanque passou pela remoção superficial de grande parte da lentilha-de-água, com o cuidado de evitar a remoção de outras plantas; remoção de todo o plástico do fundo do tanque e, finalmente, pela colocação de uma rampa para permitir a saída do tanque, especialmente a pensar nos anfíbios. “Esta rampa, ressalva Daniel Ferreira, é temporária, já que, a breve trecho, será colocada uma em pedra, mais adequada a este propósito”.

Nos trabalhos de limpeza e monitorização foi identificada a presença de uma fêmea de Tritão-marmoreado (Triturus marmoratus), bem como um tritão-de-ventre-laranja. No futuro, prevê Daniel Ferreira, “com o crescimento de mais vegetação, o tanque irá atrair mais fauna, passando a ser incluído nas visitas e nas atividades do Centro, como exemplo de boas práticas ambientais”.

O edifício que alberga o Curtir Ciência está fortemente ligado a cursos de água, uma vez que é atravessado pela ribeira de Couros, cuja água era usada no processo de curtir e tratar peles. Sérgio Silva, diretor do Curtir Ciência, aponta a “pertinência deste simbólico projeto que recupera um tanque associado à curtimenta, dando-lhe, por outro lado, uma função ligada à defesa da biodiversidade”.

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UNIVERSIDADE DE AVEIRO DESENVOLVE RADAR DAS EMOÇÕES

É um radar, mas não serve para monitorizar a velocidade dos automóveis nem o espaço aéreo. Monitoriza, isso sim, emoções. Desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA) o inédito radar, qual filme de ficção científica, consegue identificar o estado emocional de um indivíduo usando apenas sinais vitais detetados à distância.

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O radar das emoções funciona através do envio de uma onda rádio que é refletida pelo tórax da pessoa monitorizada. Este eco recebido de volta pelo aparelho permite monitorizar o ritmo respiratório. Através deles, e com recurso a algoritmos de classificação, o radar consegue identificar três emoções: o medo, a alegria e um estado neutro, onde nenhuma emoção em particular está a ser sentida.

“Num futuro próximo pretende-se detetar também com o radar o sinal cardíaco”, explica Carolina Gouveia, investigadora do Instituto de Telecomunicações (IT), uma das unidades de investigação da UA. Com o auxílio deste sinal vital, antevê a cientista, “para além de termos mais informação que permita classificar ainda com mais precisão as emoções mencionadas, pretendemos avaliar também a possibilidade de identificar outras emoções como o nojo e a tristeza”.

Desenvolvido em conjunto com o IT e a UA, por uma equipa multidisciplinar proveniente não só do IT, mas também do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática, do Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro, do Departamento de Educação e Psicologia, do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, do William James Center for Research e do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), o trabalho foi publicado pela revista Biomedical Signal Processing and Control da Elsevier.

Esta investigação é assinada por Carolina Gouveia, e também por outros investigadores da UA e dos demais centros de investigação, entre eles Ana Tomé, Filipa Barros, Sandra Soares, José Vieira e Pedro Pinho.

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Ajuda importante na saúde mental

O radar da UA pretende ser um instrumento privilegiado, dada a sua natureza informativa e não-invasiva, para avaliar estados emocionais associados a determinados padrões de ativação fisiológica, quer em contexto de investigação, quer em contextos mais práticos.

Em contexto clínico, exemplifica Filipa Barros, “poderá constituir um meio complementar de avaliação, diagnóstico e monitorização de algumas perturbações que têm associadas alterações fisiológicas” e “poderá ser especialmente relevante quando nos referimos a populações em que a avaliação destas alterações seria dificultada, como é o caso da hipersensibilidade ao toque ou da Perturbação do Espetro do Autismo”.

Para além disso, o radar das emoções poderá ser utilizado em muitos outros contextos, como no da investigação criminal ou no ramo automóvel (de forma a evitar acidentes derivados da automaticidade associada à condução).

A principal vantagem desta nova tecnologia é o facto de possibilitar a recolha de sinal sem ser necessário contacto direto com as pessoas, o que facilita a obtenção de medidas objetivas. Sobretudo, sublinha Filipa Barros, “nos contextos de saúde mental, onde este tipo de medida é frequentemente difícil de obter e em muito enriqueceria a avaliação, diagnóstico e controlo da eficácia da intervenção”.

Para além disso, o radar pode ser utilizado de forma discreta, permitindo a avaliação da atividade fisiológica de uma forma mais autêntica e fiel à realidade. Estas características são particularmente vantajosas em determinados cenários, nomeadamente quando a avaliação envolve crianças ou populações clínicas com dificuldades de comunicação ou comportamentais.

Saliente-se que o radar das emoções nasce de novas aplicações desenvolvidas e instaladas no Bio-Radar, um radar nascido em 2017 na UA e que, através de ondas rádio, permite registar à distância a frequência respiratória humana.

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VIMARANENSES VÃO VER MORCEGOS ÀS CLARAS!

Curtir Ciência recebe exposição sobre o mundo dos morcegos

A partir de terça-feira, 28 de janeiro, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães tem patente a exposição “Morcegos às Claras”.

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Trata-se de uma exposição interactiva produzida pelo Carsoscópio – Centro Ciência Viva do Alviela, que explora o curioso mundo dos morcegos, mostrando a sua importância, as ameaças que enfrentam e de que forma podem ser protegidos.

Existem cerca de 1200 espécies de morcegos no mundo. Portugal tem 27 espécies que representam 40% dos mamíferos do nosso país. Onze dessas espécies estão ameaçadas e a actividade humana é a causa principal. Os morcegos são importantes porque ajudam a manter a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas em todo o mundo. A exposição foi desenvolvida no âmbito do projeto “Quiroptário Fora de Portas”, financiado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e tem como parceiros a Câmara Municipal de Alcanena, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

A exposição está dividida em quatro áreas: Todos ao molho; Morcegos à séria; Eu, morcego e Assim não dá! Ideal para crianças e jovens, a exposição promete encantar. O acesso à exposição é livre durante o horário de funcionamento do Curtir Ciência: de segunda a sexta das 10:00 às 18:00 horas; sábados das 11:00 às 19:00 horas.

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VIMARANENSES CURTEM A CIÊNCIA

Quatro anos a Curtir Ciência: mais de 110 mil já o fizeram!

Quarto aniversário do Centro Ciência Viva de Guimarães assinalado esta terça-feira, 17 de dezembro, com entradas gratuitas e com a abertura do programa Curtir Ciência no Natal, que decorre até 4 de janeiro.

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O Curtir Ciência - Centro Ciência Viva de Guimarães registou mais de 110 mil visitas desde que foi inaugurado, a 17 de dezembro de 2015. Ao fim de quatro anos, este Centro dedicado à promoção da Ciência e do Conhecimento, instalado na Antiga Fábrica de Curtumes Âncora (um edifício que foi exemplarmente reabilitado pelo Município de Guimarães), considera que tem cumprido a sua missão de divulgador da Ciência junto da comunidade escolar e do público em geral, seguindo o princípio de que a Ciência ajuda a formar melhores cidadãos.

“A adesão prova que existe da parte do público apetência por estes espaços apostados em promover a Ciência e a Tecnologia. Ao longo de quatro anos o Centro Ciência Viva de Guimarães registou mais de 110 mil visitas. Não são tudo, os números, mas contam muito. E representam uma base sólida para o futuro e para concretizar o projeto do novo edifício – Curtir Inovação – a implantar nos terrenos adjacentes ao atual espaço, na Zona de Couros, estabelecendo uma ligação arquitetónica com o Instituto de Design de Guimarães”, sublinha Sérgio Silva, Diretor Executivo.

O programa de aniversário inclui visitas gratuitas à Exposição Permanente do Curtir Ciência, ao longo do dia, uma sessão informal, às 17:30 horas, com a presença de representantes das três entidades que fazem parte deste projeto - Município de Guimarães, Universidade do Minho e Ciência Viva – e a abertura do programa especial da quadra natalícia. O “Curtir Ciência no Natal” decorre até 4 de janeiro (exceto domingos, dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro) e inclui várias oficinas para públicos de todas as idades. A pensar nas famílias (crianças com adultos), o Curtir Ciência preparou a “Oficina dos Duendes”, um espaço onde é possível participar, em simultâneo, em três atividades: “Globos de Neve”, “Impressão 3D Natal” e “Brinquedos Voadores Natalícios”. Programa completo em www.ccvguimaraes.pt

A equipa do Curtir Ciência aproveita a oportunidade para expressar votos de Boas Festas!

VIMARANENSES DIVERTEM-SE NA "OFICINA DOS DUENDES"

Na “Oficina dos Duendes” não faltam motivos para Curtir Ciência no Natal

Cumprindo a tradição, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães preparou um programa especial para a quadra natalícia. Decorre de 17 de dezembro a 4 de Janeiro (exceto domingos, dias 24, 25 e 31 de dezembro e dia 1 de janeiro) e inclui várias oficinas científicas para grupos e famílias.

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O programa de Natal arranca a 17 de dezembro, dia do quarto aniversário do Centro Ciência Viva de Guimarães, com a abertura da “Oficina dos Duendes”, uma atividade “três em um”: um único espaço acolhe três oficinas do tipo “faça você mesmo”. Os participantes podem fazer “Globos de Neve” usando frascos de vidro; fazer ornamentos natalícios em “Impressão 3D” com recurso a canetas tridimensionais e produzir “Brinquedos Voadores Natalícios” que incorporam iluminação LED.

As atividades da “Oficina dos Duendes” destinam-se a famílias (crianças com adultos) e podem funcionar como complemento das visitas à Exposição Permanente do Curtir Ciência. É aconselhável, mas não obrigatório, fazer marcação prévia.

O programa de Natal contempla ainda oficinas para grupos, de segunda a sexta-feira. Neste caso a oferta inclui “Bolachas de Gengibre”, “Bolo-Rei” e “Bombons Natalícios”, oficinas com duração aproximada de hora e meia e lotação máxima de 20 participantes cada uma. A oferta inclui ainda as oficinas “Gomas de Gelatina” e “Sabonetes Duplos”, com duração de uma hora e lotação máxima de 20 participantes.

Informações e reservas de grupos: 253510830; geral@ccvguimaraes.pt;

ATIVIDADES PARA O PÚBLICO EM GERAL

GLOBOS DE NEVE

PREÇO 5,00€ por globo | DURAÇÃO 30m.

IMPRESSÃO 3D NATAL

PREÇO 3,00€ por ornamento | DURAÇÃO 30m.

BRINQUEDOS VOADORES NATALÍCIOS

PREÇO 3,00€ por brinquedo voador | DURAÇÃO 10m

OFICINAS  DE GRUPOS

BOLACHAS DE GENGIBRE

PREÇO 3,00 € pp | DURAÇÃO 1h30 | LOTAÇÃO Min 10, Max 20

BOLO-REI

PREÇO 5,00 € pp | DURAÇÃO 1h30 | LOTAÇÃO Min 10, Max 20

BOMBONS NATALÍCIOS

PREÇO 3,00 € pp | DURAÇÃO 1h30 | LOTAÇÃO Min 10, Max 20

GOMAS NATALÍCIAS

PREÇO 3,00 € pp | DURAÇÃO 1h00 | LOTAÇÃO Min 10, Max 20

SABONETES NATALÍCIOS

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GUIMARÃES REALIZA FEIRA DA CIÊNCIA

Uma semana para Curtir (ainda mais) Ciência & Tecnologia em Guimarães

Feira de Ciência, Mostra de Robótica e Jogos Matemáticos são algumas das atividades que o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães promove de 25 a 30 de novembro.

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O programa deste ano da Semana da Ciência & Tecnologia volta a juntar atividades dentro e fora do Curtir Ciência, instalado na Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, na Zona de Couros.

A Mostra de Robótica (dias 26 e 27) assume-se cada vez mais como um palco de promoção dos projetos concebidos pelos vários clubes de robótica das escolas de Guimarães.

Este ano o programa integra uma jornada dedicada aos Jogos Matemáticos, na tarde do dia 28 e na manhã do dia 29. Destinados a alunos dos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, os Jogos Matemáticos visam promover o raciocínio matemático e a resolução de problemas, desenvolver a vertente lúdica da matemática e o gosto por esta disciplina. Nos dois dias, os participantes poderão experimentar vários jogos, como o “Cubo Soma”, “Torres de Hanói”, “Solitaire Chess”, “Trilha”, “Tangram” e “Right Spot”.

A Feira de Ciência (dia 29, à tarde) inclui atividades experimentais ligadas a várias áreas científicas.

Tal como aconteceu nas edições anteriores, o programa da Semana da Ciência e Tecnologia deste ano também inclui uma sessão interativa no exterior para crianças residentes numa das urbanizações geridas pela CASFIG, entidade municipal responsável pela gestão dos imóveis sociais.

A Semana da Ciência e Tecnologia realiza-se a nível nacional, com coordenação da Ciência Viva – Agência Nacional para a Promoção da Cultura Científica e Tecnológica, envolvendo os vários centros de ciência do país, assim como universidades e museus, entre outras instituições.

PONTE DE LIMA CELEBRA DIA MUNDIAL DA CIÊNCIA

Área Protegida do Município de Ponte de Lima celebra Dia Mundial da Ciência

O Serviço Área Protegida do Município de Ponte de Lima pretende celebrar o Dia Mundial da Ciência - 24 de novembro, com a dinamização de atividades experimentais, ligadas às Ciências, no Espaço Ciência Divertida do Centro Educativo das Lagoas.

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Com esta iniciativa pretende-se promover a difusão da cultura científica e tecnológica através da observação, contribuir para a aprendizagem dos vários temas a abordar, desenvolver competências, envolver a comunidade e estreitar laços socio-afetivos e envolver vários intervenientes no processo de ensino e aprendizagem de cada participante.

As atividades serão realizadas no dia 22 de novembro, sexta-feira, e destinam-se a todos os alunos de Jardim de Infância, 1, 2 e 3º ciclos do ensino básico, secundário, universitário/politécnico e utentes de IPSS’s do concelho de Ponte de Lima.Serão dinamizadas atividades que estejam relacionadas com pelo menos um dos temas abordados nos Espaços Ciência Divertida de Ponte de Lima - Água, Biodiversidade, Corpo Humano, Geologia e Sistema Solar.

Os técnicos do Serviço Área Protegida dinamizarão atividades experimentais junto dos alunos do 2º e 3º ciclo e dos utentes de IPSS’s, que se inscreverem e forem admitidos.

Os alunos/grupos de alunos do ensino secundário e universitário/politécnico poderão inscrever-se para dinamizar atividades para os grupos de alunos de Jardim de Infância e 1º ciclo do ensino básico. Serão realizadas várias sessões, com a duração de uma hora, entre as 09h00 e as 12h00 e entre as 14h00 e as 17h00.

As inscrições devem ser formalizadas via e-mail, até ao dia 08 de novembro.

INVESTIGADORES DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO DESCOBREM PAPEL ESSENCIAL DOS MUSGOS NA GESTÃO DE SOLOS QUEIMADOS

Investigação da Universidade de Aveiro. Musgos: descoberto papel essencial na gestão de solos queimados

Os musgos têm um papel fundamental na conservação do solo afetado por um incêndio florestal e, por isso, o seu crescimento deve ser estimulado. A descoberta da Universidade de Aveiro (UA) prova que os musgos não só previnem a erosão dos solos como retêm a humidade e conservam a fertilidade da terra.

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A investigação do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) e do grupo de Planeamento e Gestão do Zonas Costeiras (CZPM) do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA quantificou, pela primeira vez em Portugal, o papel ecológico dos musgos na conservação do solo após incêndios florestais.

Realizado no âmbito do projeto RECARE, o estudo demonstrou que os musgos previnem a erosão em áreas ardidas, ajudando a consolidar a estrutura dos solos, a reter a sua humidade e a conservar a sua fertilidade.

Na investigação, os cientistas da UA monitorizaram, durante um ano, uma encosta de uma plantação florestal ardida, na qual ocorreu uma colonização espontânea de musgos nas primeiras semanas após o incêndio florestal.

Foi quantificada a escorrência superficial induzida pela chuva, assim como a perda de sedimentos e de matéria orgânica, em parcelas de solo com diferentes frações de musgo na sua cobertura. Estes parâmetros foram correlacionados com a evolução do coberto vegetal ao longo do primeiro ano após incêndio e mostraram que o desenvolvimento de uma cobertura anual média com 67 por cento de musgos permitiu reduzir a erosão anual em 65 por cento (de 1150 para 400 quilogramas de solo por hectare).

Enquanto recurso não renovável, aponta o investigador Flávio Silva, “o solo é um compartimento ecológico estratégico que está nas prioridades da agenda de políticas europeias, sendo a sua conservação fortemente encorajada”.

O investigador, autor do trabalho a par com os investigadores do CESAM Diana Vieira e Jacob Keizer, e de Els van der Spek, da Universidade de Wageningen (Holanda), garante que “os musgos podem ser encarados como ‘engenheiros’ de ecossistema naturais que constituem o primeiro passo para a preservação da fertilidade dos solos, proporcionando todas as condições para o desenvolvimento da biodiversidade subsequente”.

Trabalho destacado pela Comissão Europeia

“Os musgos são espécies pioneiras em solos recentemente ardidos, embora a sua proliferação dependa de condições ambientais específicas”, refere Flávio Silva. No entanto, o estudo sugere que estimular o desenvolvimento de musgos em áreas ardidas pode ser um importante instrumento de gestão de solos após incêndios florestais.

“Os musgos são espécies vegetais cosmopolitas e desenvolvem-se muito bem em solos pobres, e por isso a sua proliferação é fácil e rápida, requerendo apenas alguma humidade e luz solar baixa ou moderada”, explica o investigador que acrescenta: “Como são tolerantes a contextos de seca extrema, embora pareçam mortos quando sujeitos ao calor, basta alguma humidade para que se reabilitem, e os esporos também continuam viáveis”.

À venda no mercado, podem ser encontrados esporos de várias espécies de musgos. A abordagem indicada para utilização de musgos para prevenção da erosão pós-incêndio passa por incluir esses esporos ou fragmentos triturados de musgo seco, a baixo custo adicional, nos lotes de misturas de sementes já habitualmente utilizados em medidas de estabilização de emergência pós-incêndio. Normalmente esta técnica de sementeira, lembra Flávio Silva, “é aplicada por hidrossementeira [mistura de água com as sementes e outros componentes que promovem a estabilização do solo] ou por helicóptero como se tem feito nos Estados Unidos”.

No entanto, para diminuir os custos operacionais, e tal como deve acontecer com todas as medidas de estabilização de emergência pós-incêndio, os investigadores aconselham que se devem identificar previamente as áreas mais críticas sujeitas a erosão e fazer a aplicação da sementeira apenas nessas áreas. Como os musgos se desenvolvem rapidamente, eles retêm o solo e a humidade necessários para o desenvolvimento posterior de plantas vasculares.

O estudo, publicado na revista Ecological Engineering, foi destacado pela Comissão Europeia na importante newsletter Science for Environment Policy.

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VIMARANENSES CELEBRAM NOITE DAS BRUXAS

Ciência e animação na Noite das Bruxas

A oficina “Catapultas Aterradoras”; o desafio “Fuga da Casa das Guloseimas”, que recria a história “Hänsel e Gretel”; a criação de “pega-monstros” (slimes) fluorescentes; uma “História com Ciência” para crianças e um espetáculo cénico - são bons motivos para não perder, a 31 de outubro, a “Noite das Bruxas - Halloween” do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães.

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A oficina “Catapultas Aterradoras”, com duração de 30 minutos, é um desafio à imaginação e destreza das crianças. Cada participante, usando pauzinhos de gelado e elásticos, tem de construir pequenas catapultas que, depois, podem ser experimentadas com o lançamento de “olhos” (bolas de ping-pong decoradas pelos participantes). Trata-se de uma atividade que aborda, de forma divertida, as áreas da física e da construção. Os adultos acompanhantes também podem participar (um por cada criança).

No desafio “Fuga da Casa das Guloseimas”, disponível entre as 20:30 e as 22:30, os grupos têm que resolver, em menos de 20 minutos, os oito enigmas que surgem pelo caminho para poderem receber um brinde 3D. Nesta adaptação da história infantil “Hänsel e Gretel”, o Curtir Ciência recria a floresta e a casa de guloseimas da bruxa.

Outra novidade da edição deste ano é a sessão especial de “História com Ciência”, destinada a crianças dos 3 aos 6 anos. “Luzia, o escuro temia” é uma história infantil escrita e ilustrada pelo Curtir Ciência e inclui experiências científicas interativas. 

Tal como na edição do ano passado, este ano o programa volta a incluir um espetáculo cénico em torno do imaginário das bruxas e bruxarias. Ao longo da noite, as crianças podem ainda fazer pinturas faciais fluorescentes e criar um “slime” fluorescente.

INSCRIÇÕES

No Curtir Ciência | 253510830 | geral@ccvguimaraes.pt

INFORMAÇÕES

OFICINA “CATAPULTAS ATERRADORAS”

20:30 e 21:30 | 4€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE. OBRIGATÓRIO)

SLIMES FLUORESCENTES

TODA A NOITE | 1,5€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE)

DESAFIO “FUGA DA CASA DAS GULOSEIMAS”

20:30 – 22:30 | 4€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE)

HISTÓRIA COM CIÊNCIA “LUZIA O ESCURO TEMIA!”

20:30 | 3€ (INCLUI 1 ADULTO ACOMPANHANTE)

CURTIR CIÊNCIA RECEBE TRÊS EXPOSIÇÕES DO FESTIVAL "GUIMARÃES NOC NOC"

Edição de 2019 decorre no fim-de-semana de 5 e 6 de outubro

Tal como em anos anteriores, este ano o Curtir Ciência abre o seu espaço (na Antiga Fábrica de Curtumes Âncora) para três projetos artísticos. Com o n.º 135 no roteiro do festival, a instalação “O Estendal de Papel” de ana maria pintora dá um novo cenário ao pátio central do Curtir Ciência (antiga Fábrica de Curtumes Âncora). Esta instalação já esteve nos Jardins do Museu do Papel, no Museu da Cidade de Espinho e em Vila Nova de Cerveira. A partir de blusas e toalhas de algodão e linho a artista fez papel segundo processos artesanais. O estendal inspirado na tradição (as varas, as cordas e as molas) suporta as peças de papel que também contam histórias e pequenas ilustrações. “O processo mostra como as diferentes matérias (aparentemente) se cruzam na sua essência. Na memória do estendal está a relação que estabelecemos com o fazer, o toque, o cheiro e a sedução da brancura e pureza da roupa e do papel”, descreve a autora.

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As duas outras propostas disponíveis no Curtir Ciência são a exposição “Papel Azul” (n.º 123) de Rodjord, que reúne alguns trabalhos feitos com a técnica de Cianotipia (fotografia) e que, segundo o autor, constitui “uma viagem no tempo, com imagens digitais impressas num processo pioneiro e alternativo de 1840”; e “Ptera | Asa” (n.º 169), exposição de fotografia sobre vida selvagem da autoria de Daniel Ferreira, monitor científico do Centro Ciência Viva de Guimarães e dinamizador do Grupo de Fotografia de Aves de Guimarães.

As três exposições podem ser visitadas nos dias 5 e 6 de outubro, no horário das 11:00 às 19:00 horas. A entrada é livre.

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INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: DESCOBERTOS NAS SALINAS ESTIMULADORES DO SISTEMA IMUNITÁRIO

A salmoura tem compostos que beneficiam o sistema imunitário. A descoberta é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) e abre as portas à utilização desta água das salinas pela indústria alimentar e farmacêutica. Para além do sal, o aproveitamento da salmoura pode dar um importante impulso à sobrevivência das salinas nacionais.

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“Para além dos sais, a salmoura é rica em outros compostos, nomeadamente fibras, que têm potencial atividade imunoestimuladora”, aponta Cláudia Nunes, investigadora do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro. Este é um dos resultados do trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos em colaboração com Manuel A. Coimbra, investigador do Laboratório Associado para a Química Verde/Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares, também da UA.

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“Os compostos com esta propriedade podem ser usados em diferentes produtos alimentares como ingredientes ou como suplementos alimentares, potenciando a nossa resposta imune, podendo também ser utilizados pela indústria farmacêutica”, explica a coordenadora do trabalho que utilizou salmoura da Marinha de Santiago da Fonte da Academia de Aveiro.

Facilmente extraídos da salmoura – a água saturada de sal da qual, por evaporação, surgem os cristais de cloreto de sódio – os compostos podem ser retirados por uma simples filtração e evaporação da água.

Para além dos benefícios para as indústrias alimentares e farmacêuticas e, naturalmente, para os consumidores, a comercialização destes compostos imunoestimuladores, descreve Cláudia Nunes, “poderia ser uma forma de ajudar a reativação da atividade de produção de sal através de um outro produto, a água da salmoura, que podia ser rentabilizado”.

Neste momento, os investigadores estão a preparar a candidatura a um projeto com uma empresa Portuguesa produtora de sal para o desenvolvimento de novos produtos com base nestes compostos.

Envolvidos na investigação, para além de Cláudia Nunes e de Manuel A. Coimbra, estiveram os estudantes do mestrado em Bioquímica Ana Rocha, Pedro Quitério e Sónia Ferreira. O trabalho contou ainda com a colaboração dos investigadores Manuel Vilanova e Alexandra Correia da Unidade de Investigação i3S do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

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BRAGA E LAUSANNE (SUIÇA) DE MÃOS DADAS NA INOVAÇÃO E NO DESPORTO

“Foram fatores pessoais, institucionais, científicos, económicos e desportivos que impulsionaram o estabelecimento de um novo patamar de cooperação entre as cidades de Braga e Lausanne, para o qual auguramos um enorme sucesso no futuro próximo” – Foi assim que o Presidente da Câmara Municipal de Braga explicou a abertura das duas importantes cidades de Portugal e da Suíça para a implementação de projetos futuros conjuntos, tendentes a afirmar ambos os territórios entre os espaços mais inovadores no contexto europeu.

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As declarações de Ricardo Rio foram produzidas após um encontro com o seu homólogo de Lausanne, Grégoire Junod, na qual participaram também a Presidente da Câmara de Comércio de Indústria e Serviços Suíça-Portugal, Marina-Prévost Mürier, e o Diretor Executivo para a Inovação do INL – Laboratório Internacional de Nanotecnologia, Gary Heath.

No Cantão de Vaud, que integra a cidade de Lausanne, a comunidade portuguesa representa quase 13% da população, entre os quais muitos cidadãos com fortes ligações a Braga e a esta Região. 

Por sua vez, o INL tem em curso diversos projetos de parceria com a prestigiada EPFL – Escola Politécnica Federal de Lausanne, uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas à escala global nas áreas das ciências e da tecnologia, com uma comunidade académica que agrega mais de 120 nacionalidades.

Um exemplo destas parcerias foi o acordo recentemente celebrado entre o INL e a empresa suíça IPROVA que passou a juntar Braga (e o INL) às suas anteriores localizações em Londres, Cambridge, Califórnia e Tóquio, desde o passado mês de Julho, com visto ao desenvolvimento de projetos na área da inteligência artificial e “machine-learning”.

O objetivo do INL e da Câmara Municipal de Braga é alargar este tipo de parcerias a outras empresas e startups suíças, trazendo também fundos de capital de risco para investir em startups de Braga ou do ecossistema da Startup Braga.

Na conversa entre Rio e Junod ficou também assumido o empenho de ambos em estabelecer ligações entre o polo de inovação de Lausanne na área do desporto, para que muito contribui o seu estatuto de cidade-sede do Comité Olímpico Internacional e de diversas Federações, com projetos de empreendedorismo na área do deporto e saúde a desenvolver na cidade de Braga.

Nesta deslocação a Lausanne, Ricardo Rio teve também oportunidade de contatar com diversos membros da comunidade portuguesa, entre os quais os luso-eleitos Sandra Pernet e José Martinho. 

A breve trecho, a visita será retribuída por diversos responsáveis do Município de Lausanne e da EPFL a Braga.

VIMARANENSES VÃO À DESCOBERTA DO UNIVERSO

O Curtir Ciência recebe a sessão inaugural do ciclo “À Descoberta do Universo”, coordenado pelo Astrónomo Tiago Campante e apoiado pela União Europeia, a ter lugar no dia 27 de setembro (sexta-feira), às 16:30 horas.

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O arranque deste Ciclo de Conversas que vai percorrer 15 centros Ciência Viva de Portugal Continental, acontece em Guimarães, com coordenação do Curtir Ciência, no dia 27 de setembro (sexta-feira), às 16:30 horas. O encontro conta com intervenções de Tiago Campante, mentor e coordenador deste ciclo, e de Jarle Brinchmann, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade do Porto, seguindo-se a conversa com o público.

Esta atividade é aberta ao público em geral e a alunos e professores do ensino secundário.

O Ciclo de Conversas é organizado pelo astrónomo Tiago Campante em parceria com a Agência Ciência Viva / ESERO. Os temas em discussão prendem-se com Astronomia, Astrofísica e Ciências do Espaço. As estrelas e os planetas extrassolares funcionam como elo de ligação a outros temas da Astrofísica moderna, como a Astrobiologia, a exploração do Sistema Solar, instrumentação e robótica, buracos negros e ondas gravitacionais.

TIAGO CAMPANTE é Astrofísico. Licenciou-se em 2007 na Universidade do Porto (UP) em Física e Matemática Aplicada. Concluiu Doutoramento em 2012 (Universidade de Aarhus (Dinamarca) e UP) e fez pós-doutoramento na Universidade de Birmingham (Reino Unido). Em 2017 regressou à Faculdade de Ciências da UP como Professor Auxiliar Convidado, desenvolvendo também investigação no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. É especialista em física estelar e ciência exoplanetária; contando com mais de 100 publicações em revistas científicas da especialidade e tendo um papel de liderança em missões da NASA e da Agência Espacial Europeia. Foi premiado pela Comissão Europeia, em 2018, com uma ação Marie Sklodowska-Curie.

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