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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PANDEMIA TEVE IMPACTO NEGATIVO NOS DOENTES RENAIS EM DIÁLISE

Os doentes renais em diálise foram particularmente afetados pela pandemia de COVID-19 e pelas medidas implementadas para prevenir o contágio, quer a nível psicológico, quer a nível do próprio tratamento e controlo da doença. A conclusão é de um estudo de Daniela Figueiredo, investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) da Universidade de Aveiro (UA).

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A investigadora da Universidade de Aveiro Daniela Figueiredo

 

No estudo - o primeiro a avaliar a experiência de doentes em diálise, no contexto da pandemia, em Portugal – foram analisados dados de doentes relativos a fevereiro de 2020 (antes da pandemia) e a abril deste mesmo ano (em pleno confinamento obrigatório imposto pelo estado de emergência).

Os resultados, publicados no jornal científico Seminars in Dialysis, mostram um impacto negativo da pandemia em marcadores de doença renal, o que poderá ser atribuído a uma diminuição ligeira do tempo de diálise, que se enquadra nos planos de contingência adotados.

Tratamentos menos eficazes

“Durante o confinamento, verificou-se uma redução da eficácia da diálise e de marcadores de controlo da doença, embora estes se mantenham dentro dos valores recomendados internacionalmente”, afirma Daniela Figueiredo, coordenadora do estudo também assinado pelos investigadores do CINTESIS e/ou da UA Helena Sousa, Óscar Ribeiro, Roberta Frontini, Fernando Ribeiro e Constança Paúl, da Universidade do Porto.

“Estes doentes não podem viver sem terapia de substituição renal, sendo que a diálise realizada em unidades especializadas continua a ser o tratamento mais comum”, sublinha Daniela Figueiredo. No entanto, aponta a investigadora, “este tratamento exige que os doentes tenham de se deslocar pelo menos três vezes por semana a unidades que, durante a pandemia, têm mais dificuldade em seguir as recomendações para pessoas de elevado risco de infeção por COVID-19, como a distância física”.

Outro problema encontrado pelo estudo foi a alteração das rotinas diárias destes doentes, que passaram a fazer menos atividade física, a ter uma alimentação menos adequada às suas necessidades e a evidenciar dificuldades acrescidas na restrição de líquidos. Estes fatores têm um papel determinante no próprio tratamento e controlo da doença renal.

“Alguns doentes consumiram mais alimentos ‘proibidos’ no seu regime alimentar, como pão e laticínios (ricos em fósforo), porque não podiam ou não queriam sair de casa para fazer compras, com medo de serem contaminados. Além disso, sintomas de ansiedade, como boca e garganta seca, tornavam os doentes propensos a beber mais água do que é recomendado”, indica a coordenadora do estudo.

Ansiedade, tristeza e solidão

Em relação aos efeitos psicológicos, o estudo registou um aumento do sofrimento emocional, associado a sentimentos de ansiedade, tristeza e solidão, ao medo de ser infetado e a uma diminuição da autonomia e da autoestima.

“Estes resultados são congruentes com os resultados de um estudo similar realizado na China, que também sugere um aumento do sofrimento emocional no período do confinamento em doentes renais a fazer tratamento em centros de diálise”, acrescenta.

Daniela Figueiredo recorda que os doentes com doença renal terminal são particularmente suscetíveis à infeção por COVID-19, numa combinação explosiva com uma série de fatores de risco, como a idade avançada, a diabetes, a hipertensão e um sistema imunitário mais vulnerável.

Em sentido oposto, a pandemia trouxe alguns impactos positivos para os doentes renais crónicos. O aumento do suporte social e familiar, do desenvolvimento pessoal e do uso das redes sociais para comunicar foram alguns dos aspetos positivos registados pelo estudo.

No estudo, a equipa de investigação faz uma série de recomendações que visam ajudar os doentes renais em diálise a lidar com os desafios que possam surgir. “A equipa de diálise pode ter um papel importante na desconstrução de alguns medos dos doentes. Outra possibilidade é a criação de grupos de apoio online, de forma a mitigar as necessidades emocionais, relacionais e educacionais”, aconselham.

Este trabalho insere-se no projeto Together We Stand – Promoting adherence in end-stage renal disease through a family-based self-management intervention, financiado pelo POCH – Portugal 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

PADRE HIMALAYA NA NATIONAL GEOGRAPHIC

A revista National Geographic, do mês de outubro, apresenta, em grande destaque, um dos maiores cientistas e visionários portugueses da viragem do século XIX, o Padre Manuel Himalaya, nascido em Cendufe, Arcos de Valdevez.

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O Pirelióforo, a fantástica máquina solar, como protagonista deste artigo, representa uma das invenções do percurso excecional deste cientista, tendo-lhe garantido, em 1904, o Grande Prémio da Exposição Internacional de St. Louis, nos EUA. Este engenho “tinha como objetivo o aproveitamento industrial e agrícola do calor do Sol, uma visão revolucionária das energias renováveis no início do século XX”, realça a publicação.

Neste artigo são ainda referidas algumas curiosidades biográficas deste notável cientista arcuense, falecido em 1933.

Na revista também é dado conta que, para homenagear Padre Manuel Himalaya, o Município de Arcos de Valdevez, no âmbito de uma candidatura, criou a “Oficina de Criatividade Himalaya”, um espaço que será brevemente inaugurado, dedicado à ciência educativa, com várias áreas de exposição e de experimentação, baseados na vida, na filosofia e no pensamento de Manuel Himalaya, em diversas áreas como a Ciência, a Educação, a Ecologia e a Filosofia, e irá operar como um equipamento de descoberta e fruição, tendo nas crianças, jovens e famílias o seu principal público-alvo.

A operação “Oficinas de Criatividade Himalaya/Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional Norte2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4-Qualidade Ambiental, com um Investimento Elegível de 1 398 357,53€ e Comparticipação Comunitária de 1 188 603,90 €.

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COVID-19: CIENTISTAS DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO ALERTAM PARA O LIXO DA PANDEMIA

É urgente encontrar alternativas ao uso de máscaras e luvas descartáveis. O apelo é de uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro (UA), que nos últimos meses têm estudado o aumento de lixo e o recuo generalizado na gestão sustentável de resíduos de plástico, dois enormes efeitos colaterais derivados do combate à pandemia.

As investigadoras Ana Luísa Silva e Joana Prata.j

Se numa primeira fase o confinamento que alastrou um pouco por todo o globo trouxe ganhos para o meio ambiente, com a redução da poluição atmosférica, numa segunda fase cedo se percebeu que o ambiente iria sofrer.  A quantidade de plásticos não reutilizáveis, entre máscaras, luvas e outros materiais de proteção, que foi preciso passar a usar na proteção diária para prevenir o contágio pelo coronavírus, aumentou exponencialmente à medida do aumento de casos. E muitos desses materiais já estão espalhados no ambiente.

Alertados para o problema, depois de verem os espaços públicos inundados por máscaras e luvas abandonadas, Joana Prata, Ana Luísa Silva, Armando Duarte e Teresa Rocha-Santos, investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), uma das unidades de investigação da UA, publicaram três artigos científicos.

No primeiro estudo, elaboraram uma série de recomendações de gestão coletiva, mas também individual, deste novo lixo que ameaça inundar rios e mares. No segundo estudo, alertam para a necessidade de encontrarem alternativas para o uso e gestão final adequados de equipamentos de proteção.  Na terceira publicação, que contou ainda com a participação de Amadeu Soares e Diana Campos, também do CESAM, os cientistas abordam os impactos a curto prazo da produção e utilização deste lixo e resumem uma série de recomendações políticas para a sua correta gestão.

Os artigos foram realizados em parceria com a Universidade de Dalhousie (Canadá), o Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água (Espanha) e a Beijing Normal University (China).

Espaços públicos inundados por plástico

“Fomos motivados a alertar para este assunto devido à quantidade de material de proteção pessoal descartável que encontramos em espaços públicos. O descarte correto das máscaras e luvas descartáveis foi negligenciado e estes resíduos passaram a ser encontrados nas ruas e passeios”, diz a investigadora Joana Prata.

Ana Luísa e Joana Prata, primeiras autoras destes estudos, estimaram, com base em estratégias de saúde pública, que a nível mundial são necessárias mensalmente 129 mil milhões de máscaras e 65 mil milhões de luvas. Números imensos nos quais não estão contabilizadas as batas descartáveis e outros materiais de proteção, cuja "gestão desadequada tem como resultado uma contaminação ambiental generalizada".

Para contornar o problema ambiental, a dupla do CESAM diz que é urgente encontrar alternativas sustentáveis para as máscaras, luvas e plásticos de utilização única. Que dentro do possível, esses materiais sejam reciclados depois da sua desinfeção ou quarentena, que se use preferencialmente máscaras feitas com materiais reutilizáveis e que se regresse ao caminho da economia circular que estava a ser traçado para os materiais plásticos antes de surgir a pandemia, são apenas algumas das principais recomendações avançadas pelas cientistas nos 3 estudos publicados.

Recuos na economia circular

Em muitas áreas do mundo, apontam, existiu uma reversão de leis e regulamentos que visavam a redução do uso de plásticos de utilização única, como é o caso das taxas sobre sacos de plástico finos. “Os próprios consumidores passaram a procurar alimentos embalados em plástico devido à preocupação com a possível transmissão do vírus através de objetos e maior prazo de validade”, dizem as investigadoras.

A gestão dos resíduos de plástico também sofreu grandes alterações com a escalada da pandemia: “em muitas áreas do mundo a reciclagem dos plásticos parou, noutras as entidades debatiam-se com o tratamento adequado dos crescentes resíduos hospitalares potencialmente infeciosos”.

A pandemia trouxe alterações na utilização do plástico, com aumentos e decréscimos no seu uso dependendo das aplicações. O aumento de consumo de plásticos “foi observado em embalagens alimentares, como de takeaway, e no material de proteção pessoal”.

A pandemia trouxe a urgência de se preservar a saúde no imediato e deixar para mais tarde as consequências ambientais. “Não deveríamos descontinuar uma estratégia ambiental a longo-prazo quando é compatível com as atuais medidas de combate à pandemia e contribui para a futura preservação da saúde humana. Por exemplo, não há evidencias que a utilização de luvas descartáveis seja mais eficaz do que a correta higienização das mãos”, exemplificam.

As cientistas recomendam por isso que o uso dos plásticos seja feito de uma forma responsável. Isto incluí otimização da sua produção, utilização ponderada, substituição do descartável pelo reutilizável, e gestão de resíduos eficaz e sustentável como refere a investigadora Ana Luísa.

“Situações de emergência, pelos mais variados motivos, irão repetir-se no futuro”, anteveem. Por isso, “teremos de delinear estratégias para uma produção e utilização sustentáveis dos materiais plásticos em situação de emergência. Os plásticos podem ser bons ou maus, tudo depende da forma como são utilizados e descartados”.

CERVEIRENSE RICARDO CONDE NOMEADO PRESIDENTE DA AGÊNCIA ESPACIAL PORTUGUESA

Município congratula cerveirense Ricardo Conde, nomeado presidente da Agência Espacial Portuguesa

O cerveirense Ricardo Conde é o novo presidente interino da Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space. O Município de Vila Nova de Cerveira congratula publicamente o engenheiro eletrotécnico e de computadores por esta nomeação de prestígio.

Ricardo Conde, Portugal Space - Agência Espacial

A Assembleia-Geral da Agência Espacial Portuguesa escolheu esta semana Ricardo Conde como presidente interino da Portugal Space. A designação acontece após a renúncia ao cargo por parte de Chiara Manfletti, a primeira presidente da Portugal Space que antecipou, a pedido da Agência Espacial Europeia, o seu regresso àquele organismo europeu.

Nas palavras do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira: “É com grande orgulho que recebemos a notícia de um cerveirense a ocupar um cargo de tamanho prestígio, sendo que não poderíamos deixar de felicitar publicamente Ricardo Conde por esta nomeação. Desejamos votos de sucesso no exercício das suas novas funções”.

Ricardo Conde, de 54 anos, é Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e tem uma pós-graduação em tecnologias espaciais. Está ligado ao setor aeronáutico e espacial desde 1993, tendo participado em vários programas nacionais e internacionais nesta área, em particular nos segmentos Espaço e Terra. Foi responsável pelo desenvolvimento de negócios de “Ground Segment” da Edisoft, SA (Grupo Thales) e integra a direção da Agência Espacial Portuguesa desde 2019.

Segundo comunicado da Agência Espacial Portuguesa, o novo presidente “pretende reforçar as linhas de orientação traçadas na estratégia nacional Portugal Espaço 2030, promovendo na próxima década a criação de mil postos de trabalho qualificados no sector espacial em Portugal, juntamente com a multiplicação por pelo menos dez vezes do atual volume de negócios do setor espacial, de forma a atingir cerca de 500 milhões de euros em 2030”.

De referir que a Agência Espacial Portuguesa é uma organização privada sem fins lucrativos, criada pelo Governo português. Tem como principal objetivo promover e fortalecer o espaço em Portugal, atuando como uma unidade de negócio e desenvolvimento para universidades, entidades de investigação e empresas.

GUIMARÃES: "CURTIR CIÊNCIA" CONSTRÓI HOTEL DE INSECTOS

Um Hotel de Insetos com a marca Curtir Ciência

O Ecology Day (14 de setembro) é um dia dedicado à relação entre Ecologia e Sociedade. Respondendo ao desafio da Sociedade Portuguesa de Ecologia, o Curtir Ciência decidiu marcar a efeméride com a construção de um Hotel para Insetos, que constitui um aliciante extra da visita à sua exposição permanente.

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Daniel Ferreira, monitor científico do Curtir Ciência e coordenador deste projeto, lembra que “os insetos são o grupo de seres vivos mais abundante à face da Terra” e que muitos deles, como as joaninhas, crisopas e vespas parasitas, são “verdadeiros auxiliares da agricultura, ao contribuírem para o controlo das populações de pragas agrícolas e florestais”. Apesar de tudo, a sua diversidade está a diminuir e 40% das espécies estão ameaçadas de extinção. Uma das estratégias para minimizar esta diminuição passa por instalar os chamados hotéis de insetos em áreas urbanas. Estas estruturas ajudam a aumentar a diversidade de insetos e permitem observar de perto abelhas solitárias, joaninhas, borboletas, crisopas, moscas-das-flores, entre outras espécies.

Nos próximos dias, o Hotel de Insetos do Curtir Ciência receberá os primeiros “hóspedes”, permitindo uma observação de proximidade das espécies.

GUIMARÃES PROMOVE CIÊNCIA AO AR LIVRE

Curtir Ciência Agosto: oficinas ao ar livre em diferentes espaços de Guimarães

Há quem lhe chame “querido mês de agosto”. Mês de férias para muitos, de praia e de atividades ao ar livre. O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães propõe várias oficinas em agosto para públicos de diferentes faixas etárias e em diferentes locais de Guimarães. Uma forma de conciliar a descoberta da cidade com a prática experimental.

Estas oficinas dinamizadas pelo Curtir Ciência integram o programa Ciência Viva no Verão que decorre até 15 de setembro.

Ser um explorador da natureza, descobrir o centro histórico de Guimarães através da Ciência e da Geologia, observar e detetar morcegos no Castelo de Guimarães e observar as constelações com telescópio – são algumas propostas agendadas para o mês de agosto.

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DIAS 01, 15, 22 E 29 | 10H00 | À DESCOBERTA DE GUIMARÃES – PEDDY-PAPER CIENTÍFICO

Eis o desafio: seguir as perguntas e enigmas e partir à descoberta do Centro Histórico de Guimarães através da Ciência. Cada participante recebe, no ponto de partida, um mapa com o percurso e com a lista de locais que fazem parte do percurso. O objetivo é realizar as tarefas de forma correta e no mais curto espaço de tempo.

ENCONTRO: Entrada do CCVG | GPS: 41.439581 N, -8.291976 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 01 | 10H00 | PEQUENOS EXPLORADORES

O Curtir Ciência promove uma “missão” de exploração e identificação de insetos no Parque da Cidade de Guimarães. A identificação dos insetos é feita com recurso a chaves dicotómicas apresentadas em forma de “jogo” com fotos ilustrativas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446251 N, -8.281689 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIAS 05 E 26 | 16H00 E 16:30 | CIÊNCIA NO JARDIM – VISCOSIDADE E BOLAS DE SABÃO

Duas das atividades que mais cati9vam as crianças: fazer “pega-monstros” (ou “slimes”) e bolas de sabão XXL. Pelo caminho os participantes exploram os princípios químicos que estão presentes nestas duas atividades.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 07 | 20H15 | HÁ MORCEGOS NO CASTELO

Os morcegos são muito vulneráveis às alterações do meio ambiente e por isso muitas das suas espécies encontram-se ameaçadas. Este percurso de observação visa dar a conhecer melhor os morcegos e descobrir algumas das características deste grupo de seres vivos tão importante para o equilíbrio dos ecossistemas.

ENCONTRO: Junto à estátua de D. Afonso Henriques | GPS: 41.44671936873445 N, -8.29144299030304 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos DURAÇÃO: 1H00

DIA 08 | 10H00 | GEOLOGIA NA CIDADE

Um percurso pelo Centro Histórico de Guimarães, classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, com objetivo de explorar a sua história e os diferentes recursos geológicos usados na paisagem urbana.

ENCONTRO Entrada do CCVG | GPS: 41.43944092283038 N, -8.29169511795044 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 12 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – JOVENS PALEONTÓLOGOS

Uma viagem ao passado. Uma viagem divertida para explorar a paleontologia. Como se formam os fósseis? Como desapareceram os dinossauros? No final cada participante pode levar para casa um modelo de fóssil criado durante a atividade.

ENCONTRO: Largo da Oliveira | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 19 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – ARTPLANTS

Fazer impressões solares é uma atividade de arte ao ar livre perfeita para o verão. Há muito a aprender sobre como funciona a fotografia e como podemos replicar isso com a luz do sol. A constituição, morfologia e funcionamento das plantas são outros dos tópicos desta oficina.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 29 | 15H00 | PONTOS BRILHANTES NO CÉU

As constelações são grupos de estrelas que aparecem na esfera celeste ligados por traços imaginários que formam uma imagem. A estes grupos de estrelas é dado o nome de animais, objetos e figuras mitológicas ou religiosas. Nesta atividade, os participantes são convidados a explorar as constelações e a elaborar pequenos modelos ilustrativos das mesmas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446990 N, -8.280255 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

Como reservar? | Todas as atividades implicam marcação prévia no Portal Ciência Viva. https://www.cienciaviva.pt/veraocv/2020/

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GUIMARÃES PARTICIPA EM INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL

Curtir Ciência participa em investigação internacional sobre sons na cidade em tempo de pandemia

De que forma a pandemia afetou os sons da cidade? O que acontece quando o ruído produzido pelo homem é reduzido? Estas são algumas das principais perguntas às quais pretende responder o projeto internacional Silent Cities que conta com a participação de Daniel Ferreira, Monitor Científico do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães.

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O projeto internacional Silent Cities teve início quando um grupo de investigadores do projeto RENOIR (um coletivo que desenvolve trabalhos em torno de ambiente e territórios) apelou à comunidade internacional de eco-acústica para participar na documentação de ambientes sonoros urbanos. Investigadores do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto) e do CEF-ISA (Centro de Estudos Florestais – Instituto Superior de Agronomia) uniram esforços para coordenar o projeto em Portugal, aproveitando o equipamento disponível e uma rede de voluntários, de que faz parte Daniel Ferreira, Monitor Científico do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães. Desta forma foi possível obter uma cobertura geográfica com 55 dispositivos de gravação.

A pandemia do COVID-19 e as restrições associadas à atividade humana reduziram os níveis de ruído. Isso criou uma oportunidade única de ouvir os sons das cidades que parecem completamente diferentes daqueles que se conseguem identificar no bulício normal sem restrições e confinamentos. O seu objetivo do projeto é criar uma base de gravações de diferentes partes do mundo para aprender sobre os sons do nosso ambiente, que normalmente são abafados pelo ruído urbano.

Participar neste projeto, refere Daniel Ferreira, “é sempre algo aliciante, não só pela oportunidade de participar num projeto internacional muito interessante que irá criar uma vasta base de dados, mas também por constituir uma oportunidade de viver de perto as transformações operadas nas cidades em resultado de um facto singular como é a pandemia”.

A análise das gravações permitirá determinar as mudanças na relação entre os sons dos animais (por exemplo, o canto dos pássaros) e os antropogénicos (por exemplo, o ruído do transporte), bem como a relação entre o funcionamento do espaço social e económico e nível de ruído antropogénico. Posteriormente será realizada uma análise das gravações com vista a determinar as mudanças na relação entre os sons dos animais e os sons resultantes da ação humana.

Projeto: https://renoir.hypotheses.org/files/2020/03/Silent%C2%B7Cities-Project.pdf

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"CURTIR CIÊNCIA" PROMOVE OFICINAS PARA ANIMAR O VERÃO EM GUIMARÃES

DE 15 JULHO A 15 SETEMBRO

A 24.ª edição da Ciência Viva no Verão é uma edição especial que destaca o projecto Circuitos Ciência Viva, cujo lema é “Deixe-se guiar pela curiosidade!”. São mais de 200 acções por todo o país, organizadas por Centros Ciência Viva, associações científicas, autarquias e empresas.

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O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães não podia faltar a este grande projeto de dinamização científica. E preparou um conjunto de oficinas para miúdos e graúdos. Brincar aos paleontólogos, fazer sabão artesanal, descobrir o centro histórico de Guimarães através da Ciência em dois “peddy-papers” desafiantes e observar os planetas e as estrelas com telescópio no magnífico cenário da montanha da Penha – são propostas para o que falta do mês de julho.

OFICINAS DE JULHO

DIAS 18 E 25 | 10H00

À DESCOBERTA DE GUIMARÃES – PEDDY-PAPER CIENTÍFICO

Eis o desafio: seguir as perguntas e enigmas e partir à descoberta do Centro Histórico de Guimarães através da Ciência. Cada participante recebe, no ponto de partida, um mapa com o percurso e com a lista de locais que fazem parte do percurso. O objetivo é realizar as tarefas de forma correcta e no mais curto espaço de tempo.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Centro Ciência Viva de Guimarães. COORDENADAS GPS: 41.439581 N, -8.291976 O

DURAÇÃO: 2H00

IDADE MÍNIMA: 6 anos

DIA 18 | 16H00

A QUÍMICA DAS CORES

Desde a pré-história que os pigmentos naturais são usados para dar cor a diversas atividades humanas. Esta atividade explora a química das cores através da extração dos pigmentos de produtos naturais que serão usados em pinturas. São também exploradas técnicas de cromatografia.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Centro Ciência Viva de Guimarães.

COORDENADAS GPS: 41.439581 N, -8.291976 O

IDADE MÍNIMA: 3 anos

DURAÇÃO: 1H00

DIA 22 | 16H00

CIÊNCIA NO JARDIM – SHOW DE CIÊNCIA

O nome diz tudo: uma oficina que parece um espetáculo e que desperta nas crianças a curiosidade científica e pela descoberta. Este “show” decorre no magnífico Jardim do Museu de Alberto Sampaio e inclui várias experiências divertidas: um secador que dispara bolas de pingue-pongue, uma garrafa que parece mágica e muitas outras. 

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Museu de Alberto Sampaio

COORDENADAS GPS: 41.442637 N, -8.292419 O

IDADE MÍNIMA: 3 anos

DURAÇÃO: 1H00

DIA 25 | 10H00

MEMÓRIAS DA ILHA DO SABÃO – PRODUÇÃO DE SABÃO ARTESANAL

O sabão não existe na natureza, mas pode resultar de uma reação química envolvendo substâncias naturais. Na Ilha do Sabão, no centro da cidade de Guimarães, produzia-se sabão a partir das gorduras obtidas no processo de produção do couro. Esse processo está na base desta oficina que inclui a classificação de amostras de sabão quanto ao seu pH.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Centro Ciência Viva de Guimarães.

COORDENADAS GPS: 41.439581 N, -8.291976 O

IDADE MÍNIMA: 10 anos

DURAÇÃO:1H00

DIA 29 | 16H00

CIÊNCIA NO JARDIM – JOVENS PALEONTÓLOGOS

Uma viagem ao passado. Uma viagem divertida para explorar a paleontologia. Como se formam os fósseis? Como desapareceram os dinossauros? No final cada participante pode levar para casa um modelo de fóssil criado durante a atividade.

PONTO DE ENCONTRO: Largo da Oliveira | Centro Histórico de Guimarães)

COORDENADAS GPS: 41.442637 N, -8.292419 O

IDADE MÍNIMA: 6 anos

DURAÇÃO: 1H00

DIA 31 | 22H00, 22H30, 23H00

LUAR SOBRE A MONTANHA – ASTRONOMIA

Três curtas sessões de observação da Lua, Júpiter e Saturno com recurso a telescópio, no magnífico espaço da Montanha da Penha.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Penha - Centro Escutista de Guimarães.

COORDENADAS GPS: 41.427259 N, -8.268452 O

IDADE MÍNIMA: 6 anos

DURAÇÃO: 30m cada sessão

Todas as atividades implicam marcação prévia no Portal Ciência Viva. https://www.cienciaviva.pt/veraocv/2020/

VIMARANENSES OCUPAM VERÃO A CURTIR CIÊNCIA

DE 1 A 17 JULHO

Treze oficinas científicas para Curtir Ciência no verão

O programa de verão de ocupação de tempos livres do Curtir Ciência arranca a 1 de julho. Até ao dia 17 do mesmo mês realizam-se 13 oficinas destinadas a crianças com idades entre os 6 e os 12 anos.

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Jogos de estratégia, cozinha molecular, instrumentos de navegação, robótica, confeção de gomas, sabonetes e slimes – são algumas das propostas do Curtir Ciência no verão. As oficinas decorrem entre as 14:00 e as 15:00 horas, sendo a lotação de cada uma delas limitada a 10 participantes.

ATIVIDADES

1 JUL | CIÊNCIA DO JOGO

Os jogos de estratégia têm uma componente científica. Esta oficina pretende que os participantes explorem a base científica que podemos encontrar nos mais diversificados jogos. Garante-se muita competição e animação!

2 JUL | MINI-CHEFES

O que é a Cozinha Molecular? Que receitas podem ser feitas de forma simples? Uma oficina para Curtir Ciência e gastronomia qb, com confeção e degustação de várias receitas.

3 JUL | AQUI VAI OVO!

Atividade com forte componente de imaginação em torno da Física. O desafio é construir uma cápsula para preservar um ovo que será lançado do varandim do Curtir Ciência, explorando as leis de Newton.

6 JUL | BRINCAR COM AS MOLÉCULAS

Uma oficina que decorre em contexto laboratorial dedicada à Bioquímica. Inclui várias atividades de exploração de modelos para a criação de moléculas.

7 JUL | HISTÓRIA COM CIÊNCIA

Uma história infantil com várias experiências científicas de permeio. Uma abordagem singular ao universo da literatura para crianças através das «lentes da ciência». A leitura da história faz a associação entre os conteúdos e os conceitos e processos científicos, de forma lúdica e interativa.

8 JUL | GOMAS

Nesta oficina, as crianças aprendem a lidar com objetos de laboratório e a seguir indicações. No final cada participante leva para casa um pacote com gomas.

9 JUL | SABONETES PERFUMADOS

A lavagem das mãos é uma das medidas mais recomendadas nestes tempos para evitar a transmissão de microrganismos. Esta atividade ensina a produzir sabonetes perfumados que podem ser os aliados ideais na missão de higienização das mãos.

10 JUL | CURTIR ROBÓTICA

Os robôs são cada vez mais utilizados: na indústria, na saúde e como entretenimento. Nesta oficina os participantes vão poder aprender experimentar vários robôs e explorar as suas potencialidades.

13 JUL | DESAFIO MATEMÀTICA DIVERTIDA

Para provar que a matemática não é um “bicho-de-sete-cabeças”, uma oficina repleta de animação e desafios. Sempre com a matemática por base.

14 JUL | INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO

O que é e para que serve um quadrante? Este instrumento permitia a orientação dos navegadores pelos astros. Também permite medir alturas. Cada participante vai poder criar (e experimentar) o seu quadrante em cartão.

15 JUL | CABEÇUDOS ECOLÓGICOS

Bonecos feitos com material reciclável e que têm relva a fazer de cabeleira. Esta oficina tem um cunho ambientalista, já que as crianças participantes assumem a missão de regar as sementes de relva colocadas na cabeça do boneco, assistindo assim ao seu crescimento.

16 JUL | ATIVIDADES VISCOSAS

Viscosidade é a resistência ao movimento ou fluxo. Nesta oficina a teoria surge lado a lado com a prática. Uma Corrida de Líquidos e a criação de um "Pega-monstro" são algumas das atividades incluídas.

17 JUL | SHOW DE CIÊNCIA

O nome diz tudo. Esta oficina é um espetáculo que desperta o gosto pela prática laboratorial. Um secador que dispara bolas de pingue-pongue e uma garrafa com água que parece mágica são algumas das experiências.

NOTAS

Todas as atividades implicam marcação prévia: 253510830; geral@ccvguimaraes.pt.

Cada oficina tem o custo de 5,00€, devendo o pagamento ser feito antecipadamente.

O uso de máscara é obrigatório.

VIMARANENSES VOLTAM A CURTIR CIÊNCIA VIVA

Curtir Ciência reabre ao público a 15 de junho

Depois da pausa motivada pela pandemia, o Centro Ciência Viva de Guimarães reabre as portas e oferece, além das visitas, atividades Fora de Portas

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Encerrado ao público desde 17 de março devido à pandemia, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães volta a abrir as suas portas ao público já na próxima segunda-feira, dia 15 de Junho. A reabertura traz consigo algumas limitações no que toca ao número de visitantes e as regras necessárias para que as visitas e as atividades decorram em segurança.

Durante o período de encerramento ao público a equipa do Curtir Ciência não esteve parada. Além de ter dinamizado centenas de atividades online, que contaram com uma assinalável adesão por parte do público, esteve empenhada na preparação das atividades que vão marcar este regresso. Um regresso em condições diferentes por força das diretrizes da Direção-Geral de Saúde e que visam o propósito de garantir que visitantes e profissionais estarão em segurança.

Para este regresso o Curtir Ciência assegurou as medidas exigidas no tocante a limpeza e higiene. O uso de máscara é obrigatório para profissionais e visitantes, assim como o distanciamento social – tudo isto devidamente expresso na sinalética espalhada pelo Centro.

Como forma de assinalar a reabertura e contornar algumas das limitações impostas pela pandemia, o Curtir Ciência vai dinamizar, em junho e julho, atividades “Fora de Portas” abertas a famílias. A oferta inclui observação de morcegos no Castelo de Guimarães, um “peddy-paper científico”, uma História com Ciência e um percurso pedestre em torno da Geologia na Cidade. 

Nesta fase de reabertura, as visitas à Exposição Permanente e a participação nas atividades implicam agendamento: telefone (253510830) ou email (geral@ccvguimaraes.pt).

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ESPOSENDE LEVA A BIODIVERSIDADE ÀS ESCOLAS

Comunidade escolar desafiada a testar conhecimentos sobre Biodiversidade

Como forma de assinalar o Dia Internacional da Biodiversidade, que se comemora hoje, 22 de maio, o Município de Esposende e a Esposende Ambiente lançaram um jogo interativo, denominado BIO QUIZ.

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Esta iniciativa tem como público-alvo toda a comunidade educativa concelhia, contudo pode ser realizada em família. Para tal, os interessados devem aceder ao site da Esposende Ambiente ou ao Blogue do Centro de Educação Ambiental - CEA em Blogue (www.esposendeambiente.pt/cea), e no separador Desafios do Dia a Dia Pense Verde Todo o Ano, encontram o desafio#3, onde figura o BIO QUIZ. Após jogarem cada um dos níveis, podem tirar um printscreen (fotografia do ecrã) e partilhar os resultados que obtiveram através do e-mail cea@esposendeambiente.pt.

Numa altura em que, por força da pandemia por Covid-19, os mais novos ainda vão estando muito por casa, este é um desafio divertido e aliciante, que põe à prova os seus conhecimentos.

Esta ação está alinhada com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas e visa alertar a comunidade, particularmente os mais novos, para a necessidade e importância da conservação da diversidade biológica.

A biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade de organismos no mundo e às relações complexas entre os seres vivos e entre eles e o ambiente. A rápida destruição dos habitats e a ameaça ou o efetivo desaparecimento de algumas espécies criaram a necessidade urgente de se proteger o meio natural. A biodiversidade é um bem precioso para o equilíbrio dos ecossistemas naturais e reveste-se de grande importância económica para a humanidade, particularmente ao nível das exigentes necessidades na produção alimentar e no controlo e tratamento de doenças. Em suma, é a base da vida no planeta terra. A riqueza e variedade de vida tornam possível o “fornecimento de serviços” dos quais a população depende, como por exemplo a água potável, o ar e o alimento, entre muitos outros.

Num ano em que o Dia Mundial do Ambiente também será dedicado à biodiversidade, “Esposende diz sim à Biodiversidade!!!”.

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GUIMARÃES: FESTIVAL DE CIÊNCIA ONLINE (TAMBÉM) TEM A MARCA DO CURTIR CIÊNCIA

Dos vários contributos para este Festival (16 de maio, das 16:00 às 19:00 horas), destaca-se a participação de Mohan Munasinghe, Prémio Nobel da Paz e elemento de relevo da Comissão de Acompanhamento de Guimarães Capital Verde Europeia

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Nada melhor do que celebrar o Dia Nacional dos Cientistas (16 de maio) do que com um Festival de Ciência Online. Uma celebração da ciência e dos cientistas como motor para o progresso social.

O festival tem, também, a marca do Curtir Ciência. De facto, o Centro Ciência Viva de Guimarães participou de forma ativa, ao longo de várias semanas, nas reuniões de trabalho com vista à definição da grelha final das três horas de emissão deste festival. Entre outras propostas apresentadas pelo Curtir Ciência, surge, com destaque, a participação de Mohan Munasinghe, Prémio Nobel da Paz em 2007 (ao lado do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore).

Munasinghe, uma das vozes mais autorizadas do mundo em matéria de alterações climáticas, integra a comissão de acompanhamento da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. De resto, o Prémio Nobel faz sempre questão de referir a sua ligação a Guimarães. Na curta entrevista concedida especificamente para este Festival de Ciência Online, Munasinghe começa por falar em Português e por saudar de forma particular a cidade de Guimarães.

“A nossa preocupação passou sempre por participar neste festival que celebra o papel da ciência e dos cientistas com alguém de renome. Mohan Munasinghe foi a primeira escolha, por ser um cientista renomado, distinguido com o Nobel da Paz e por se dedicar à cada vez mais fulcral questão das alterações climáticas. Em contexto de pandemia faz todo o sentido este olhar para o futuro do ponto de vista ambiental, discutindo o tipo de desenvolvimento que queremos para o nosso planeta”, refere Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência.

O Festival de Ciência Online é a homenagem da Rede Nacional de Centros Ciência Viva ao trabalho dos investigadores que, através das suas conquistas, possibilitam avanços imprescindíveis para melhorar a qualidade de vida das populações em áreas como a saúde, a educação, o ambiente, a tecnologia, entre muitas outras. Do programa fazem parte sprintalks, visitas virtuais, atividades, desafios, e outras surpresas.

Contando com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o festival pode ser acompanhado, das 16.00 às 19.00, em www.cienciaviva.pt/festival/ ou bit.ly/YouTube_FestivalCienciaOnline.

CENTRO CIÊNCIA VIVA DE GUIMARÃES PROMOVE ATIVIDADES À DISTÂNCIA PARA FAZER EM CASA

Jogos, experiências científicas, desafios e concursos a pensar nas famílias em isolamento social neste tempo de pandemia. Programa arranca segunda-feira, dia 13 de abril

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O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães, que está encerrado ao público em virtude da pandemia, vai iniciar uma nova fase de atividades à distância. A partir de segunda-feira, 13 de abril, a Ciência vai ter com as pessoas, através de um programa que inclui desafios, passatempos, curiosidades, histórias, experiências científicas e muito mais! Tudo para Curtir Ciência em Casa!

“É uma forma de colocarmos os nossos recursos, técnicos e humanos, ao serviço da comunidade neste momento extremamente complexo que estamos a viver”, explica Sérgio Silva, diretor do Centro Ciência Viva de Guimarães.

Numa primeira fase após o encerramento ao público, esclarece Sérgio Silva, “a equipa do Curtir Ciência esteve envolvida na preparação de novas atividades para desenvolver no pós-pandemia. Agora, numa segunda fase, e em articulação com o Município de Guimarães, optou-se por delinear um programa de atividades a pensar nas pessoas que se encontram em recolhimento preventivo, em casa”.

O programa Curtir Ciência em Casa arranca na segunda-feira, 13 de abril, com desafios diários lançados através das plataformas digitais e que tocam diferentes áreas científicas. 

Geólogos de Trazer por Casa

Um desafio para que miúdos e graúdos fotografem os elementos geológicos existentes em suas casas: o tampo do balcão da cozinha, as escadas, os pavimentos, os terraços… Depois é só enviar as fotos para que a equipa do Curtir Ciência identifique as rochas ou minerais (ou até fósseis). As fotografias serão publicadas nas redes sociais com referência aos seus autores.

Biodiversidade à Janela

Que sinais de vida (animais, plantas) conseguem observar a partir das janelas ou terraços lá de casa? Um desafio à partilha de fotografias por parte de quem está em casa.

Ilustradores em Casa

Um concurso que é um desafio à criatividade de cada um na área da ilustração. Podem ser sobre a natureza, a Ciência, pormenores de casa, ou sobre as experiências sugeridas pelo Curtir Ciência. Os trabalhos serão publicados nas redes sociais do Curtir Ciência e premiados.

Cientistas de Trazer por Casa

Conjunto de curtas e divertidas experiências científicas para fazer em casa.

Laboratório na Cozinha

Atividades ligadas à gastronomia molecular, e a outras temáticas, que podem ser feitas em grupo, em casa.

Quebra-cabeças

Jogos e desafios tendo sempre a Ciência por base.

Sabia Que?

Um espaço com curiosidades do universo científico.

Além deste programa de atividades à distância, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães está envolvido na produção de viseiras de proteção, com uso das suas impressoras 3D. O material de proteção será oferecido a instituições de Guimarães que estão envolvidos nos grandes esforços de contenção da Covid-19.

Além disso, o Curtir Ciência assegura neste período o atendimento pelos meios habituais: telefone 253510830  email geral@ccvguimaraes.pt.

REGENERAÇÃO DE OSSOS VALE BOLSA DE 2,5 MILHÕES DE EUROS PARA CIENTISTA DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

O cientista João Mano, da Universidade de Aveiro (UA), acaba de vencer uma bolsa de 2,5 milhões de euros atribuída pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês) para trabalhar na regeneração de tecidos ósseos. Esta é já a segunda vez que João Mano, especialista em biomateriais, é galardoado com a ERC Advanced Grant, uma das mais importantes bolsas europeias. Neste concurso, o cientista de Aveiro foi o único em Portugal a receber este tipo de bolsa.

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A bolsa permitirá, durante 5 anos, desenvolver trabalho na área da bioengenharia de tecidos humanos e biomateriais avançados, nomeadamente na criação de estratégias para a regeneração de tecido ósseo, que poderá ter impacto em casos de perda massiva ou fraturas extensas de osso.

“Sinto-me extremamente honrado com este reconhecimento extraordinário, e pelo apoio de todos os membros do grupo”, congratula-se João Mano, professor catedrático no Departamento de Química e investigador no CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, uma das unidades de investigação da UA.

“Com esta bolsa, vemos assim reforçada a oportunidade de combinar investigação de base de elevado nível com soluções terapêuticas radicalmente inovadoras que poderão vir a ter impacto na qualidade de vida de pacientes”, aponta.

Artur Silva, Vice-reitor da UA para a área da Investigação, sublinha que esta bolsa é “mais um reconhecimento europeu da investigação de ponta” que se realiza na Academia de Aveiro. Esta ERC Advanced Grant, aponta o responsável, “reconhece a qualidade do nosso docente e investigador João Mano e da investigação que realiza e é também uma prova da aposta que tanto a Reitoria como o Laboratório Associado CICECO têm colocado nestes concursos a estas importantes e milionárias bolsas europeias”.

Uma das grandes inovações do projeto “REBORN: Full human-based multi-scale constructs with jammed regenerative pockets for bone engineering” liderado por João Mano prende-se com a utilização de proteínas obtidas a partir de tecidos recolhidos durante o parto, e normalmente descartáveis, como a membrana amniótica e o cordão umbilical. Estas servirão de base para a construção de dispositivos altamente hierarquizados, desde a nano à macro-escala, com uma grande capacidade de gerar tecido ósseo mineralizado e promover a sua vascularização.

Desses tecidos perinatais também será possível retirar células que desempenharão um papel fundamental na construção dos tecidos em laboratório. As células serão introduzidas dentro de pequenas “placentas” artificiais que, ao fornecerem sinais bioquímicos e mecânicos adequados, fomentarão a formação de micro-tecidos de forma completamente autónoma. A aglomeração dessas “bolsas regenerativas” de forma controlada no espaço permitirá o desenvolvimento de tecidos tridimensionais à escala dos defeitos ósseos reais, com grande precisão geométrica.

Para além das aplicações in vivo prevê-se que estes dispositivos inovadores possam também servir como modelos de doenças de dimensões e especificações semelhantes aos dos tecidos reais, a fim de testar novos fármacos e terapias, podendo assim ser vistos como alternativa aos ensaios com animais ou aos testes clínicos.

João Mano possui trabalho reconhecido internacionalmente no domínio do desenvolvimento de biomateriais e propostas de novos conceitos para aplicações biomédicas, em particular na área da Medicina Regenerativa, e dirige um dos grupos de investigação mais ativos na europa na área dos biomateriais e bioengenharia de tecidos humanos, o COMPASS Research Group (http://compass.web.ua.pt/).

Critérios muito apertados

Estas bolsas individuais são conseguidas após a participação em concursos extremamente competitivos, em que os critérios de avaliação se baseiam unicamente na excelência científica. A avaliação inclui a análise do currículo científico do investigador, que deve estar no topo dos investigadores a trabalhar na Europa, e também na excelência do projeto a executar, o seu grau de risco e a abordagem radicalmente inovadora nas fronteiras da ciência adotada no plano de trabalhos proposto.

Mesmo recebendo candidaturas dos mais eminentes cientistas de europa, a taxa de sucesso de bolsas financiadas este ano foi inferior a 10 por cento. Esta bolsa avançada foi a única, de entre as 185 aprovadas, atribuída a um investigador português ou a trabalhar em Portugal.

Um feito notável e raro foi o desta bolsa avançada ser a segunda que João Mano conseguiu ver financiada, sendo que a primeira ainda está em execução. Adicionalmente, uma bolsa do ERC para prova de conceito (ERC-PoC) já havia sido atribuída em 2018. As bolsas ERC-PoC, apoiam atividades no estágio inicial de transformação de resultados obtidos por investigadores possuidores de bolsas ERC em propostas com potencial comercial, capazes de alcançar benefícios económicos ou sociais.

Para além desta bolsa avançada, em 2019 também já haviam sido atribuídas 3 bolsas para investigadores do CICECO da UA: duas bolsas de consolidação (Consolidator Grants, ERC-CoG) e outra bolsa de prova de conceito (ERC-PoC).

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: CASCAS DE BANANA LIMPAM ÁGUAS COM METAIS PESADOS

Pequenas ou grandes, da Madeira ou da América do Sul, tanto faz. As cascas da banana são altamente eficientes na remoção de metais pesados de águas contaminadas, nomeadamente do mercúrio, um metal muito tóxico para a saúde e para o ambiente. A descoberta é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA).

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Formadas por celulose, lenhina e hemicelulose, materiais com grupos funcionais que captam o mercúrio da água, o grupo de investigação descobriu igualmente que as cascas da banana são eficazes na remoção de outros metais tóxicos como o chumbo ou o cádmio.

No caso específico do mercúrio, onde as cascas são as campeãs da limpeza, explica a investigadora Elaine Fabre, “o que as diferencia dos outros materiais biológicos [que também são formados por celulose, lenhina e hemicelulose] é que as mesmas são mais ricas em grupos de enxofre e o mercúrio tem elevada afinidade por esse elemento”. Por isso, desvenda a responsável pela investigação, “estas cascas são tão eficientes na remoção de mercúrio da água”.

Publicado na revista Science of the Total Environment, o trabalho mostra que, para tratar 100 litros de água contaminada com 0,05 miligramas de mercúrio, e de forma a atingir-se a concentração permitida para águas de consumo humano, que é de 0,001 miligramas de mercúrio por litro, seriam necessários apenas 291 gramas de cascas.

A aplicação de cascas de banana para remoção de mercúrio através de processos de sorção - processos que envolvem a retenção de um composto de uma fase fluida na superfície de um sólido - pode ser realizada em estações de tratamento de águas residuais, em efluentes industriais, ou mesmo em qualquer outro sistema que contenha águas contaminadas. Para tal, asseguram os cientistas de Aveiro, basta colocar as cascas em contacto com a água contaminada por um determinado período de tempo.

As cascas foram já testadas em diversos sistemas reais. Com água da torneira, água do mar ou água de efluentes industriais, e na presença de muitos outros elementos para além de metais pesados, em todos os casos as cascas mostraram-se eficazes. “Os resultados mostram um potencial muito promissor na aplicação das cascas em sistemas reais”, aponta a investigadora.

O trabalho com as cascas de banana envolveu, além de Elaine Fabre, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e LAQV-REQUIMTE, os cientistas Cláudia Lopes, Eduarda Pereira, Carlos Silva, Carlos Vale, Paula Figueira e Bruno Henriques.

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"HIMALAYA - O ECO-CIDADÃO"

No período em que se preparam as comemorações dos 150 anos do nascimento do Padre Himalaya e inspirado no seu carácter inovador e abordagem holística do mundo, surge o projeto o “Himalaya – O Eco-Cidadão”, inserido numa estratégia de desenvolvimento e valorização integrada do território, assente no reconhecimento do legado cultural, científico e ecológico de importantes figuras históricas relacionadas com o concelho de Arcos de Valdevez e o PNPG.

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Este projeto visa a criação do Núcleo Interpretativo Himalaya, integrado na futura Oficina de Criatividade Himalaya, com o objetivo de divulgar o legado do Padre Himalaya, abrangendo as áreas em que terá sido pioneiro, sobretudo no pensamento ecológico, e o impacto da sua investigação no conhecimento científico da contemporaneidade.

Deste modo, este projeto consiste no fornecimento de uma das salas que integra o Núcleo Interpretativo Himalaya, mais especificamente a Sala 4, com a finalidade de evidenciar os traços marcantes da vida deste notável cientista.

Composta por três módulos, o Sol, a Cidade do Futuro e a Botânica, a sala 4, destaca as principais linhas de estudo deste notável cientista, Manuel António Gomes, mais conhecido por Padre Himalaya.

O elemento central desta sala trata-se de um painel interpretativo que representa o Sol, remetendo para o seu carácter de fonte de energia e expondo um dos temas mais relevantes nas investigações do Padre Himalaya.

O módulo que destaca a ecologia e o pensamento ecológico, designa-se como Cidade do Futuro. Neste sentido, será criada uma cidade composta por luzes LED verde, que representa o concelho de Arcos de Valdevez e o PNPG, e que permite ao público interagir através de um painel interpretativo.

Por fim, o terceiro módulo, que explora a área da botânica e da naturoterapia, alertando para a importância da biodiversidade e da utilização das plantas em tratamentos naturais.

Este fornecimento foi alvo de candidatura cofinanciada pelo FC, programa operacional PO SEUR, Portugal 2020, Eixo Prioritário 3 – Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos, com um Investimento Elegível de 87.499,74€ e Comparticipação Comunitária de 74.374,78€.

AMÊIJOA ASIÁTICA LIMPA ÁGUAS CONTAMINADAS

- Segundo estudo de investigadores da Universidade de Aveiro

São invasoras, estão a destruir gradualmente os ecossistemas ribeirinhos nacionais, mas podem ser muito úteis na hora de despoluir águas contaminadas. Chamam-se amêijoas asiáticas e conseguem limpar as águas poluídas por uma das mais poluentes indústrias do sul da Europa: a da produção de azeite. A descoberta é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA).

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A investigadora Joana Pereira e as “suas” amêijoas asiáticas

 

“Sabemos que as amêijoas asiáticas conseguem remover metais e compostos orgânicos recalcitrantes, ou seja, não biodegradáveis ou de difícil biodegradação, como os que se encontram nos efluentes da indústria de produção do azeite”, refere Joana Pereira, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mara (CESAM), uma das unidades de investigação da UA.

A cientista responsável pelo estudo sublinha também a capacidade destes bivalves em “remover matéria orgânica no geral, bem como de remover bactérias e vírus potencialmente patogénicos se integradas em determinadas fases dos processos de tratamento de água”.

“Estes efluentes deverão ser tratados, mas os sistemas de tratamento mais eficazes são ainda bastante dispendiosos e difíceis de manter dada a sazonalidade da produção, pelo que a procura de novas soluções de tratamento é um assunto relevante”, aponta a investigadora.

No que à indústria do azeite diz respeito, “sabe-se que, todos os anos, a quantidade média de efluentes provenientes da indústria do azeite pelos países mediterrâneos [Espanha, Itália, Portugal e Grécia] equivale a cerca de 30 milhões de toneladas” e que “o impacto ambiental de 1 metro cúbico desses efluentes equivale ao impacto de 200 metros cúbicos de efluentes domésticos”.

Ainda que o encaminhamento destas águas para tratamento seja feito de forma correta, “como felizmente acontece em muitas unidades”, confirma Joana Pereira, “é fundamental continuar a desenvolver soluções de tratamento eficazes e economicamente e ambientalmente sustentáveis”.

Organismo multifacetado

Organismos filtradores – os bivalves alimentam-se por filtração de material orgânico em suspensão na água –, as amêijoas asiáticas são uma espécie capaz não só de taxas de filtração elevada como também são tolerantes a condições ambientais adversas, como as que decorrem da contaminação.

“A tolerância a contaminantes problemáticos pode relacionar-se com as capacidades de acumulação deste tipo de compostos que as amêijoas têm e com a possibilidade de concentrarem os contaminantes nas pseudofezes que libertam para o exterior sob a forma de massas mais densas que a água, que por isso ficam depositadas nos fundos”, explica.

Ainda em fase experimental nos laboratórios do Departamento de Biologia, a utilização das amêijoas asiáticas adivinha-se como um apoio aos métodos de tratamento de água já existentes, podendo ser integradas em etapas do processo de tratamento de águas residuais em ETAR’s.

Teoricamente, aponta Joana Pereira, a amêijoa asiática pode ser utilizada “em todos os cenários em que haja uma matriz aquática a tratar, em que seja necessário remover contaminantes compatíveis com a tolerância e capacidade de processamento da amêijoa”.

Hipoteticamente, “poderá adaptar-se esta ideia a estações de tratamento de águas residuais e de águas para consumo humano, mas também, entre muitos outros locais, a piscinas naturais e praias fluviais, desde que sejam sistemas já invadidos pela amêijoa asiática (ou seja, que esta não seja mais uma via de introdução do invasor) e desde que sejam tomadas todas as precauções para evitar a dispersão da espécie em habitats ainda não invadidos”.

Estas amêijoas têm duas vantagens essenciais em relação a produtos convencionais. Primeiro, aponta Joana Pereira, são uma solução biológica que poderá substituir a utilização de um ou mais químicos no sistema de tratamento, ou pelo menos diminuir as dosagens de utilização desses químicos, com vantagens óbvias sob o ponto de vista económico e ambiental. Segundo, “é dado um uso a uma espécie invasora que precisa de ser removida dos nossos ecossistemas aquáticos em iniciativas de controlo, o que pode compensar os gastos efetuados para essa remoção beneficiando, de uma forma geral, a sustentabilidade (incluindo a económica) dos programas de gestão desta espécie invasora”.

Para além de Joana Pereira, o trabalho publicado no Journal of Cleaner Production é assinado por Ana Domingues, Inês Correia Rosa, João Pinto da Costa, Teresa Rocha-Santos, Fernando Gonçalves e Ruth Pereira numa pareceria entre o CESAM, os departamentos de Biologia e de Química da UA e a Universidade do Porto.

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ARCOS DE VALDEVEZ REABILITA OFICINA DE CRIATIVIDADE HIMALAYA

Oficina de Criatividade Himalaya - Requalificação do Edifício na reta final. Projeto apoiado por fundos da União Europeia

A Oficina de Criatividade Himalaya surge do projeto de reabilitação integral de uma antiga escola secundária, localizada em pleno centro urbano de Arcos de Valdevez. A obra encontra-se em fase de acabamento. A presente empreitada tem como objetivo criar um novo equipamento cultural, científico e pedagógico, dedicado à figura de Padre Manuel Himalaya.

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A operação “Oficina de Criatividade Himalaya”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional Norte2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4-Qualidade Ambiental, com um Investimento Elegível de 1 334 474,95€ e Comparticipação Comunitária de 1 134 303,71 €.

Financiada por fundos comunitários, esta operação visa promover a atratividade económica, o desenvolvimento sustentável do território, através da melhoria da estrutura ecológica urbana com a redução de consumos de energia e emissões de CO2. Também se pretende contribuir para a criação de empregos, e para o fomento da captação de residentes, visitantes e turistas através de atividades culturais e de lazer.

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X JORNADAS DE FISIOTERAPIA ESTIMULAM NOVA REVISTA CIENTÍFICA DO ISAVE

O ISAVE acolheu nas suas instalações, em Amares, as X Jornadas de Fisioterapia que se saldaram pela análise crítica e prática de doze casos por estudantes, cuja qualidade e diversidade de temas é o melhor impulso à criação de uma revista científica a lançar por esta Escola Superior de Saúde, no segundo semestre deste ano.

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Os estudos de “casos com patologias diversas” elevou o patamar científico das X Jornadas de Fisioterapia, protagonizadas por doze finalistas da Licenciatura de Fisioterapia do ISAVE — comentou o professor Gilvan Pacheco. Os seus trabalhos vão agora ser sintetizados com vista à sua publicação.

De acordo com o coordenador desta Licenciatura do ISAVE, a diversidade temática “foi mais interessante para os estudantes que demonstraram um nível muito bom e temos a esperança de que, no futuro, sejam publicados na nova revista científica que o ISAVE vai editar com trabalhos dos seus docentes e dos seus alunos”.

Embora ainda esteja a ser estudada a sua periodicidade e layout, o prof. Gilvan Pacheco espera que a “nova revista científica seja lançada no segundo semestre” e a “publicação dos trabalhos destes estudantes enriqueça o curriculum de cada um”.

Emocionado, Gilvan Pacheco pediu aos finalistas que “abram outras portas, com humildade, e saibam, sempre, ouvir os doentes. Ides muito longe se mantiverdes o nível de dedicação, de trabalho e de saber que vós conseguistes aqui, durante quatro anos”.

Face à emoção que envolveu alguns, como foi o caso de Stéphanie Pereira — que vivenciou a dificílima vida de uma mulher com cancro de mama — o director do Curso afirmou a necessidade de um “curso de psicologia para os fisioterapeutas” para que “estes possam ajudar o doente e protegerem-se da emoção. Devemos tratar com humanidade, carinho e respeito mas evitar colocar o nosso lado emocional. Por isso, devemos encaminhar os nossos familiares para outros colegas. Um trabalho mais racional é mais eficaz. A emoção prende, trava a clareza de opções e esconde a vossa competência”.

Gilvan Pacheco falava ao fim de uma jornada de dois dias, 10 e 11 de fevereiro, durante os quais foram apresentados os trabalhos práticos — com fundamentação teórica — elaborados pelos finalistas da Licenciatura de Fisioterapia, na disciplina de Educação Clínica II.

Participam no primeiro dia destas jornadas os finalistas Amara Rito, Ana Raquel Freitas, André Filipe Ribeiro, Diana Rosa Barbosa, Fábio Joel Cunha e Flávia Manuela Costa que apresentaram o resultado dos seus estágios em casos concretos”.

No segundo dia das jornadas — dinamizadas pela Licenciatura de Fisioterapia — foi a vez de Frederico Silva, Hugo José Rocha, João Pedro Ramalho, Maria Adriana Ribeiro, Stéphanie Pereira e Ana Catarina Machado apresentarem os resultados dos seus estágios em clínicas e unidades de saúde pública.

Cada um é desafiado a mostrar as etapas da sua investigação realizado em clínicas privadas e hospitais públicos, os fundamentos científicos e fazer um balanço do estágio e dos seus resultados positivos no paciente, perante um júri constituído pelos professores Gilvan Pacheco, Sílvia Xavier Sousa e Liliana Costa.

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PONTE DA BARCA DEBATE CONTRIBUTO DA FÍSICA NA CIÊNCIA

"Viagem pelos Tempos e o Tempo das Viagens" trouxe debate à Casa da Cultura por Orfeu Bertolami

Foi na passada quinta-feira, 6 de Fevereiro, que a Casa da Cultura recebeu o Professor Doutor Orfeu Bertolami, Professor Catedrático da Faculdade de Ciência da Universidade do Porto, que abordou inúmeras temáticas relacionadas com o contributo da Física na Ciência.

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Sob o mote "Viagem pelos Tempos e o Tempo das Viagens", o prestigiado investigador relatou as inovações científicas mais relevantes na evolução da descoberta marítima e do Planeta, terminando com o impacto e as consequências das alterações climáticas no Mundo actual.

A conferência decorreu com o patrocínio da Reitoria da Universidade do Porto, numa estratégia de aproximação da ciência à comunidade civil, como referiu o Presidente da Câmara, Augusto Marinho.

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