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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SEMANA CONCELHIA DA CIÊNCIA EM BARCELOS

A Rede de Bibliotecas de Barcelos (RBEB) promove, de 22 a 26 de novembro, a Semana Concelhia da Ciência associada, este ano, à temática dos “Matemáticos, Físicos e Cientistas Portugueses”. A programação inclui encontros com escritores, oficinas, experiências científicas, leituras, exposições, palestras e filmes, que decorrem na Biblioteca Municipal, nas Bibliotecas Escolares e nas escolas do concelho.

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Da programação, destaca-se a presença do físico e cientista Carlos Fiolhais que, no dia 22 de novembro (segunda-feira), estará na Biblioteca Municipal, às 15h00, para proferir uma conferência para alunos do concelho.

Toda a programação poderá ser consultada na página da Rede de Bibliotecas de Barcelos, em redebibliotecas.cm-barcelos.pt, na Agenda Barcelos, em agenda.barcelos.pt, ou nas páginas e redes sociais de cada agrupamento de escolas.

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Carlos Manuel Batista Fiolhais é um físico, professor universitário jubilado e ensaísta português.

É um dos cientistas e divulgadores de ciência mais conhecidos em Portugal. Licenciado em Física na Universidade de Coimbra e doutorado em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt, Alemanha, em 1982; foi professor catedrático de Física na Universidade de Coimbra, até 2021. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos.

Publicou mais de 30 livros. É autor de cerca de 100 artigos científicos em revistas internacionais e de mais de 300 artigos pedagógicos e de divulgação. Participou em inúmeros encontros, conferências e ações promovendo a ciência e a cultura científica.

Criou o portal de ciência ‘www.mocho.pt’. Ganhou em 1994 o Prémio União Latina/JNICT de tradução científica. Ganhou o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência de 2004 atribuído pela televisão SIC e pela revista Caras em 2005.

Investiga Física da Matéria Condensada e História das Ciências. Foi fundador e diretor do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, onde instalou o maior computador português para cálculo científico (Centopeia).

Dirige a revista Gazeta de Física da Sociedade Portuguesa de Física e é membro da comissão editorial das revistas Europhysics News, da Sociedade Europeia de Física, e Física na Escola e Revista Brasileira do Ensino da Física, da Sociedade Brasileira de Física. Foi diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

VIANA APOSTA NA LITERACIA CIENTÍFICA COM OBSERVATÓRIO COMO CENTRO DE RECURSOS DA LITERACIA MARÍTIMA

Entrou ontem em funcionamento o Observatório do Litoral Norte (OLN) - Laboratório Colaborativo Municipal para o Conhecimento do Mar de Viana do Castelo, o primeiro CoLab municipal do país. A abertura do novo equipamento municipal corresponde a uma aposta do Município na literacia científica, sendo que o Observatório se assume como centro de recursos da literacia marítima.

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Este projeto começou a ser desenvolvido em 2017 e constitui-se como a primeira estrutura do país com este modelo funcional. No Conselho Científico do Observatório estará representada a autarquia, bem como o consórcio científico que colabora ativamente na conceção daquele espaço, nomeadamente o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o Instituto para a Biossustentabilidade da Universidade do Minho e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto. Este órgão pretende incorporar, a médio prazo, empresas de referência na área das Ciências do Mar, dando corpo ao BlueLivingLab de Viana do Castelo.

O Observatório do Litoral Norte é um equipamento de valorização turística e educativa dos valores naturais e culturais patrimoniais do Mar de Viana do Castelo (ambiente marinho – infralitoral ao intertidal; e de transição – praia e duna), mas também de promoção e aprofundamento do conhecimento científico no domínio científico e/ou temático do Mar. Para além da promoção da Literacia do Mar, pretende reforçar o esforço de investigação no concelho e contribuir para a aproximação dos cientistas às comunidades escolares e à população.

A produção científica que se espera reforçar por via do Observatório do Litoral Norte permitirá a contínua atualização dos conteúdos disponibilizados, dotando esta infraestrutura de um caracter dinâmico.

O Observatório do Litoral Norte está dotado de uma área de acolhimento aos visitantes, uma zona de consulta de publicações sobre os domínios do Mar, uma galeria de exposição temporária, uma zona expositiva de carácter interativo e uma área de trabalho apetrechada com equipamentos científicos de ponta, nomeadamente microscópios e câmaras de microscopia, e veículos e equipamentos submarinos fundamentais para a aquisição de novos dados com potencial para o desenvolvimento de novos conhecimentos e aplicações. Estes equipamentos serão operados pelos cientistas no desenvolvimento das suas atividades de investigação, mas também em atividades de contacto e interação direta com a população e as comunidades educativas.

O Observatório do Litoral Norte funciona para apoio às comunidades educativas, presencialmente, através de e-mail (rmn.oln@cm-viana-castelo.pt) ou telefone (258 809 325), com oferta educativa nos temas do mar, na plena resposta aos projetos educativos e na interação com os cientistas das instituições do consórcio que compõem o conselho científico do observatório. O Observatório do Litoral Norte está aberto de terça-feira a domingo (à segunda-feira encerra para manutenção ao aquário central e tanque de ensaios). O horário de inverno, em vigor dentro de algumas semanas, é das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.

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CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO PROMOVE CIÊNCIA NAS ESCOLAS

Abriu ontem à comunidade escolar o núcleo museológico dedicado aos mineiros e minérios – Porta da Arga –, numa sessão que contou com a presença do professor Carlos Fiolhais, que proferiu uma apresentação sobre “Viver a Ciência nas Escolas”. A iniciativa, que assinalou também a abertura do ano letivo, integra a política de aposta da autarquia de Viana do Castelo na Ciência nas escolas.

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Assim, a Porta de Arga pode ser visitada no recinto da escola sede do Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, em Lanheses. Este equipamento, conjuntamente com a Porta do Atlântico (localizada na costa - Praia Norte) e a Porta de Neiva (localizada na margem esquerda do Lima – Vila de Punhe), constitui a rede de portas do Aspirante UNESCO Geoparque Viana do Castelo.

Dedicado ao tema dos Mineiros e Minérios, quem visita este espaço pode experienciar uma reprodução do ambiente interior de uma mina e apreciar os testemunhos da atividade de mineração que decorreu nesta área do território durante a Idade dos Metais, o período Romano e na contemporaneidade, entre 1876 (Mina de Sr. do Socorro – Torre) e 1968.

Dos registos preservados nesta Porta, destaca-se o enquadramento histórico da atividade, os minérios explorados e as suas caraterísticas, os utensílios e ferramentas usados na lavra, bem como o testemunho documental direto, em vídeo e fotografia, dos e das mineiras.

Adicionalmente, e por se tratar da porta do Geoparque da margem direita do rio Lima, os visitantes poderão planear a visita àquela área do território de Viana do Castelo, utilizando a mesa interativa ou os óculos de realidade virtual, bem como o planeador, podendo imergir nos monumentos naturais, nas zonas especiais de conservação, nos arqueossítios e nas centenas de elementos culturais patrimoniais inventariados nas freguesias da margem direita, como os fontanários, os pelourinhos, as igrejas e as capelas ou alminhas, e nas propostas gastronómicas.

A Porta de Arga está aberta de segunda-feira a Sábado, das 9h00 às 17h00 e Domingos entre as 10h00 e as 13h00.

Em junho passado já tinha sido inaugurada a Porta do Neiva, situada em Vila de Punhe, tendo como tema “Do Mel ao Caulino”. Esta porta permite aos visitantes conhecer os sítios da geodiversidade do Vale do Neiva, como os troncos fósseis de Juniperoxylon pachyderma e as áreas classificadas locais, nomeadamente os monumentos naturais, a Zona Especial de Conservação da Rede NATURA2000 Litoral Norte e os arqueossítios, como o Castro de Roques.

Para além da promoção do património identitário da margem esquerda da Ribeira Lima, a Porta pretende ainda incentivar à visitação do restante território – Geoparque, reforçando ao turismo sustentável, e sensibilizar à importância na proteção e conservação dos elementos naturais, e culturais classificados.

Na Porta do Neiva está patente o tema do Mel ao Caulino, suportado numa área de exposição interativa com cerca de 70 m2 e um programa educativo articulado com os agrupamentos escolares através das Equipas Promotoras para a Diferenciação e a Flexibilidade Curricular, um projeto pioneiro da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

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PAREDES DE COURA PREPARA-SE PARA CRIAR CURSO DE BIOTECNOLOGIA PARA FORMAR TÉCNICOS PARA A FÁBRICA DE VACINAS

Criar um curso novo na área da biotecnologia, bem como a necessária certificação junto da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional são os propósitos da EPRAMI-Escola Profissional Alto Minho Interior tendo em vista a formação de futuros técnicos para a primeira fábrica de vacinas do país que está a nascer em Paredes de Coura: “a EPRAMI tem o nosso compromisso, por esta escola estar ligada ao mundo do trabalho”, garantiu Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, acreditando que este novo passo trará “maior competitividade” para a única escola profissional, e uma das três a nível nacional, distinguida pela Microsoft como ‘Showcase School’.

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Na visita do Ministro da Educação à EPRAMI, onde participou na iniciativa Transição Digital do Ensino Profissional, Tiago Brandão Rodrigues também reconheceu que “o ensino digital é muito importante para o Ensino Profissional”, acrescentando que esta escola “é um exemplo de bem fazer e com forte ligação à indústria e às empresas”.

O Ministro da Educação não escondeu também o orgulho por Paredes de Coura acolher a fábrica de vacinas da Zendal – “é um dos líderes europeus da indústria de vacinas” --, sublinhando neste contexto o papel da EPRAMI que “sempre soube antecipar e identificar as necessidades das indústrias e das empresas”. Com isto, Tiago Brandão Rodrigues também lançou o desafio “para que a Escola Profissional continue a melhorar e se reinvente todos os dias”.

A iniciativa Transição Digital do Ensino Profissional promovida pela Escola Profissional Alto Minho Interior, com sede em Paredes de Coura, contou com vários oradores convidados como José Vítor Pedroso, da Direção-Geral da Educação, Filipa Henriques de Jesus, da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, Joaquim Bernardo, do Programa Operacional Capital Humano, e Rui Grilo, da Microsoft.

A Transição Digital do Ensino Profissional abordou o percurso digital da EPRAMI – “a EPRAMI é um ciclo virtuoso de criação de valor”, como reconheceu Vânia Neto, da Microsoft --, numa iniciativa em que participaram também representantes de várias empresas de referência da região, como a ZENDAL (biotecnologia), Doureca Automotive Solutions (sector automóvel) e a parceria transfronteiriça ISQ&CTAG Automotive Technologies.

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DESCENDENTE DE LIMIANOS LEVA-NOS ATÉ MARTE

Tem origens limianas a portuguesa, engenheira aeronáutica, que participou no desenvolvimento do helicóptero Ingenuity que se encontra em Marte.

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De origem de mãe limiana, da freguesia de Anais, Ponte de Lima, Florbela Costa, filha de Maria Fernandes Coroas e de Miguel Costa, diplomada em Engenharia Aeronáutica pela Universidade da Beira Interior (UBI), é a portuguesa que participou no desenvolvimento do helicóptero Ingenuity, um dos equipamentos que acompanha o robô da NASA Perseverance, que já se encontra em Marte.

A portuguesa trabalha na empresa Maxon Group (na Suíça) e foi a gestora técnica do projecto para o desenvolvimento e produção de seis motores que controlam o movimento das pás do rotor (parte giratória que faz a propulsão) do helicóptero. “Será a primeira vez que um helicóptero irá descolar da superfície de Marte, o que irá ajudar a entender melhor e estudar o ambiente do planeta.”

“Foi óptimo participar neste projecto. Foi muito específico e com muitos detalhes técnicos”, conta a engenheira de 32 anos. “Tínhamos de analisar todos os possíveis riscos e tomar acções através de testes ou análises para que nada falhe.”, sublinhou ao PÙBLICO Florbela Costa.

Fonte: PÚBLICO / Ponte de Lima Notícias Foto: Jornal da Bairrada

ESPOSENDE: AGÊNCIA NACIONAL DE INOVAÇÃO COLOCA NO MAPA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DA ESTAÇÃO RADIONAVAL DA APÚLIA

O Centro de Valorização de Tecnologia baseada em Recursos Marinhos (CVTMar), que ficará instalado na Estação Radionaval de Apúlia, foi incluído no mapeamento das infraestruturas tecnológicas, definidas pela Agência Nacional de Inovação (ANI), em resultado da sinalização efetuada em julho de 2019.

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“A inclusão do CVTMar no mapeamento da ANI espelha a importância que o projeto representa para a comunidade científica e o reconhecimento do Estado Português nesta área de investigação. A crescente importância das infraestruturas de base tecnológica, pelas dinâmicas de inovação que desencadeiam, mas pela valorização da qualidade de vida e pela criação de conhecimento, levam o Município de Esposende a manter forte aposta na captação de ensino e investigação de ponta”, destaca Benjamim Pereira, presidente da Câmara Municipal de Esposende.

Em março de 2015 a Câmara Municipal de Esposende e a Universidade do Minho formalizaram um Protocolo de Cooperação, com vista à instalação, no concelho de Esposende, de duas unidades dedicadas à investigação e tecnologia marinhas. O Instituto Multidisciplinar de Ciência e Tecnologia Marinha, a instalar na antiga Estação Rádio Naval de Apúlia e o Centro de Divulgação Científica de Atividades Marinhas, que ficará sediado no Forte de S. João Baptista.

Desde setembro de 2018 que o Município de Esposende é proprietário de mais de 3,5 hectares de terreno, dos 14 que formam a Estação Radionaval Almirante Ramos Pereira.

Com este mapeamento, agora publicado pela Agência Nacional de Inovação, estão criadas as condições para o lançamento definitivo do projeto.

O CVTMar vai dedicar-se à investigação básica e aplicada, com um forte enfoque na criação, proteção e valorização de conhecimento, em diversas áreas científicas que se enquadram no domínio da ciência e tecnologias marinhas.

O CVTMar assenta nas tecnologias desenvolvidas pelo Grupo de Investigação 3B’s da Universidade do Minho e seus parceiros, centradas na valorização de recursos marinhos, seus subprodutos e desenvolvimento de novos produtos e aplicações de alto valor acrescentado baseados nesses recursos, tendo como objetivo a sua transferência eficaz para contexto industrial.

O CVTMar corresponde a um Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia, especialmente focado na temática da valorização de recursos marinhos e seus subprodutos, tendo como principais domínios científicos e tecnológicos a Biotecnologia Industrial e a Engenharia Médica e como principais setores clientes, a economia circular, a indústria agroalimentar e a Saúde e Bem Estar.

Esta investigação terá impacto significativo a nível do desenvolvimento do tecido empresarial e empreendedor de toda a região do Norte de Portugal e Galiza. Permitirá, assim, valorizar as tecnologias de extração e isolamento de compostos de recursos marinhos e seus subprodutos, que apresentam elevado valor e potencial de aplicação em diversos setores, proporcionará, também, a valorização das tecnologias de criação de produtos de alto valor acrescentado, utilizando compostos ou extratos de origem marinha, como sejam novos adsorventes para remediação ambiental, compostos com atividade anti-fouling, extratos bioativos para incorporação em alimentos funcionais ou cosméticos, novas moléculas com atividade farmacológica, matrizes poliméricas, cerâmicas ou compósitas com relevância biomédica, nomeadamente como dispositivos médicos e sistemas avançados para medicina regenerativa. Estas atividades serão fundamentais para suportar a assinalável força empreendedora da região que procura concretizar o potencial da bioeconomia azul reconhecido internacionalmente.

Com a integração deste projeto no mapeamento agora publicado e na posse do terreno, o município está em condições de avançar com a elaboração do projeto, o que se prevê para breve.

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ESCOLAS DE VILA VERDE PARTICIPAM NO 1º FÓRUM NACIONAL DO CENTRO DE EXPOSIÇÕES DOS CLUBES DE CIÊNCIA VIVA NA ESCOLA

Escolas do Concelho de Vila Verde marcam presença online no 1º Fórum Nacional do Centro de Exposições dos Clubes de Ciência Viva na Escola

Vereadora da Educação, Cultura e Ação Social, Dra. Júlia Fernandes, dá testemunho sobre esta participação a nível nacional.

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Se não teve oportunidade de assistir em direto à apresentação do 1º Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola, tem agora a oportunidade de fazê-lo a qualquer momento, numa visita virtual que estará disponível pelo período de um ano.

Nestas visitas poderá inteirar-se do trabalho desenvolvido pelo Clube nº 17, "Ciência(s) Bora Lá(b)! do Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva e pelo Clube nº 24, “No Pico da Ciência”, do Agrupamento de Escolas de Vila Verde.

Ao visitar estes dois Clubes pode perceber o trabalho neles desenvolvido, assim como os parceiros que com eles colaboraram.

São inúmeras as iniciativas disponíveis neste Fórum!

Comece pelo átrio e escolha a direção que quer tomar! Nos diferentes espaços encontrará uma diversificada oferta.

Se tomar a direção “Centros de Exposições” encontrará os Clubes de Ciência Viva na Escola e seguindo a orientação “norte”, encontrará o Clube nº 17, "Ciência(s) Bora Lá(b)! do Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva, em https://clubescienciaviva.virtualarena.pt/space/atrio/centro-de-exposicoes/clubes/norte/ciencias-bora-lab/

e o Clube nº 24, “No Pico da Ciência”, do Agrupamento de Escolas de Vila Verde em https://clubescienciaviva.virtualarena.pt/space/atrio/centro-de-exposicoes/clubes/norte/no-pico-da-ciencia/ , ambos parceiros da Casa do Conhecimento de Vila Verde, nomeadamente para a concretização das duas edições da Feira de Ciência & Tecnologia.

Destacamos o testemunho da Sra Vereadora da Educação, Cultura e Ação Social do Município de Vila Verde, Dra. Júlia Fernandes na mais valia da parceria entre a Casa do Conhecimento de Vila Verde e os os Clubes de Ciência Viva destes dois Agrupamentos de Escolas do concelho.

No seu testemunho, a autarca referiu «A Casa do Conhecimento de Vila Verde tem uma parceria muito ativa com os Clubes Ciência Viva do Agrupamento de Escola de Moure e da Ribeira e do Agrupamento de Escola do Vila Verde. Estas parcerias tem levado à realização de múltiplas atividades sendo que as mais expressivas é a realização das Feiras de Ciência e Tecnologia, sendo que este ano, devido à situação pandémica, transformamos esta ediçãonum formato online e teve um público aderente de cerca de 2500 pessoas, que participaram de norte a sul do país. Foi de facto interessantíssimo ver como as nossas escolas e os nossos agrupamentos se envolveram neste projeto. Parabéns às nossas escolas, parabéns aos nossos alunos e parabéns aos Clubes Ciência Viva, vamos continuar com estas parcerias, pois assim chegamos sempre mais longe.»

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GUIMARÃES PROMOVE CIÊNCIA VIVA

Conversas Fora da Caixa: Ciência (e não só) ao longo de um ano

O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães organiza, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, um ciclo de conversas em torno dos mais diversos temas – da religião ao cinema, passando pela poesia e pela política. Temas que não estão, à primeira vista, ligados com a vertente científica. É nesta aparente desconexão que está a razão de ser do título geral deste ciclo.

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De facto, “Conversas Fora da Caixa” quer ser mais do que um ciclo de debates ou palestras, seguindo antes um modelo em que pontifica, além do convidado de cada encontro, um “facilitador” de conversa, dando igualmente espaço a intervenção do público (nos casos em que ele existir).

Este ciclo, esclarece Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência, começou a ser preparado no final de 2019 para arrancar no início deste ano, mas “a nossa intenção esbarrou no obstáculo chamado Covid-19”. Por outro lado, adianta, como persiste o contexto pandémico, os encontros seguirão um figurino misto: uns terão realização no palco digital, sem público; outros decorrerão “ao vivo” e com público, sempre que as condições o permitirem e especialmente se as restrições por motivos de saúde forem entretanto levantadas. 

O ciclo, com periodicidade mensal, começa a 17 de dezembro, data do quinto aniversário do Centro Ciência Viva de Guimarães. Para o encontro inaugural a conversa será protagonizada por Paulino Carvalho, responsável pela paróquia de Nª Srª da Oliveira, no Centro Histórico vimaranense, subordinada ao tema geral “Natal em tempo de pandemia”. A conversa será emitida em vídeo através das plataformas digitais do Curtir Ciência.

“A intenção deste ciclo”, conclui Sérgio Silva, “passa por incentivar a troca de ideias. Queremos recuperar o hábito dos chamados “café com ciência”, mas acima de tudo explorar as ligações que podem existir entre a Ciência e outras áreas do nosso quotidiano”.

GUIMARÃES: DA ROBÓTICA AO 3D - DICAS PARA CURTIR CIÊNCIA NO NATAL

O programa para a quadra natalícia do Centro Ciência Viva de Guimar tem por base um conjunto de oficinas científicas a pensar nas famílias. A novidade deste ano é a inauguração do Espaço Criativo, um “cinco em um” que oferece propostas ligadas à robótica, 3D e eletricidade, entre outras.

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O programa Curtir Ciência no Natal segue à risca as orientações das autoridades de saúde e propõe atividades que vão fazer as delícias de todos! Decorre de 17 de dezembro a 2 de janeiro e inclui um conjunto de oficinas para famílias e grupos (ATL), sempre sem descurar as normas de segurança em vigor neste contexto de pandemia. Construir globos de neve alusivos ao Natal com uso de frascos usados e produzir velas aromáticas a partir de óleo alimentar usado são duas das oficinas dirigidas a grupos.

Apostado em seguir as indicações das autoridades de saúde com vista a combater a pandemia, o Curtir Ciência definiu um programa de aniversário (dia 17 de dezembro) que pretende evitar ajuntamentos, assente em iniciativas nas plataformas digitais, aproveitando para inaugurar uma nova oferta. Trata-se do Espaço Criativo, um novo módulo concebido a pensar nas famílias. Um espaço “cinco em um” que oferece cinco postos ligados a várias áreas da Ciência que os visitantes podem experimentar durante 45 minutos.

As atividades disponíveis no Espaço Criativo são:

1 | Impressão 3D | Os participantes podem fazer os seus próprios ornamentos de Natal com recurso a canetas 3D.

2 | Robótica | Quem passar pelo Espaço Criativo pode construir e experimentar robôs em Lego (Lego Mindstorm NXT) e explorar o conceito de código através de mini-robôs que respondem a sequências de cor (Ozobots).

3 | K´NEX | Exploração de kits de construção, de dificuldade média e elevada, como forma de desenvolver a imaginação de crianças e adultos.

4 | Desafios Elétricos | Neste posto os participantes podem construir circuitos elétricos, avaliar a capacidade condutora dos materiais e efetuar um pequeno desafio elétrico.

4 | Legos | Uma oferta mais direcionada para crianças com idades inferiores a 5 anos, que consiste na construção com Legos permitindo dar asas à imaginação.

Como Funciona? O Espaço Criativo pode ser alugado por períodos de 45 minutos. Durante este tempo, as famílias podem explorar livremente os diferentes postos.

Oficinas de Natal

A pensar em famílias e em pequenos grupos (ATL), o Curtir Ciência disponibiliza as habituais oficinas de Natal. Os participantes podem construir globos de neve com motivos natalícios usando frascos de vidro e produzir velas aromáticas a partir de óleo alimentar usado, como forma de sensibilização para a importância da reciclagem dos óleos.

As oficinas têm uma duração aproximada de uma hora e lotação limitada.

É ainda possível escolher outras propostas de entre a oferta habitual do Curtir Ciência: confecionar gomas de gelatina, explorando a sua constituição e propriedades, bem como o processo de gelificação e produzir sabonetes “duplos” - um sabonete mais pequeno incluído num sabonete maior.

UNIVERSIDADE DE AVEIRO: INVESTIGADORAS PORTUGUESAS NA FRONTEIRA DA EXPLORAÇÃO DO MAR PROFUNDO

Depois de Marte, é, provavelmente, o mais enigmático local que a Humanidade não pisou: o mar profundo. Simbolicamente batizado de Challenger 150, em alusão ao ponto mais profundo do planeta (o Challenger Deep), um novo programa com cientistas de todo o mundo propõe-se trazer à superfície o conhecimento que ainda se esconde nas profundezas dos oceanos.

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Ao leme, a bióloga portuguesa Ana Hilário, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA), quer dar um grande mergulho para a Humanidade e fazer com que o Challenger 150 seja uma referência da Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável.

“O mar profundo [vastas extensões de água e fundos marinhos entre os 200 e os 11000 metros abaixo da superfície do oceano] é reconhecido globalmente como uma importante fronteira da ciência e da descoberta”, aponta a bióloga marinha Ana Hilário, coordenadora da Challenger 150 a par com Kerry Howell, investigadora na Universidade de Plymouth (Reino Unido) e especialista em Ecologia do Mar Profundo.

Apesar de o mar profundo representar cerca de 60 por cento da superfície da Terra, aponta a investigadora da UA, “uma grande parte permanece completamente inexplorada e a Humanidade conhece muito pouco sobre os seus habitats e como estes contribuem para a saúde de todo o planeta”.

Para colmatar esta lacuna, Ana Hilário e Kerry Howell juntaram à sua volta uma equipa de cientistas de 45 instituições de 17 países que propõe um programa de investigação, com a duração de 10 anos, dedicado ao estudo do mar profundo. De Portugal, para além da equipa da UA, contribuíram para o desenho do programa também cientistas do CIIMAR (Universidade do Porto), do Okeanos (Universidade dos Açores) e do CIMA (Universidade do Algarve).

O Challenger 150 - o ano 2022 marca o 150º aniversário da expedição do navio HMS Challenger que circum-navegou o globo, mapeando o fundo do mar, registando a temperatura global do oceano, e proporcionando a primeira perspetiva da vida no mar profundo - irá coincidir com a Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, que decorre de 2021 a 2030.

“Um dos grandes objetivos do Challenger 150 é a capacitação e aumento da diversidade no seio da comunidade científica, uma vez que atualmente a investigação no oceano profundo é conduzida principalmente por nações desenvolvidas com recursos financeiros suficientes e acesso a infraestruturas oceanográficas”, explica a bióloga portuguesa.

Este programa, esperam os cientistas, irá também gerar mais dados geológicos, físicos, biogeoquímicos e biológicos através da inovação e da aplicação de novas tecnologias, e utilizar estes dados para compreender como as mudanças no mar profundo afetam todo o meio marinho e a vida no planeta. Este novo conhecimento será usado para apoiar a tomada de decisões a nível regional, nacional e internacional sobre questões como a exploração mineira nos fundos oceânicos, a pesca e a conservação da biodiversidade, bem como a política climática.

Mais e melhor colaboração e conhecimento

Mas o mergulho no mar profundo do Challenger 150 só será possível através da cooperação internacional. Por isso, os investigadores do programa publicam hoje um apelo na revista Nature Ecology and Evolution enquanto, simultaneamente, publicam um esquema detalhado do Challenger 150 na revista Frontiers in Marine Science.

Liderada por membros das redes internacionais Deep-Ocean Stewardship Initiative (DOSI) e Scientific Committee on Oceanic Research (SCOR), a lista de autores dos dois artigos inclui cientistas de países desenvolvidos, emergentes e em desenvolvimento de seis dos sete continentes. Os cientistas alegam que a Década anunciada pela ONU proporciona uma oportunidade ímpar de unir a comunidade científica internacional para dar um salto gigantesco no nosso conhecimento das profundezas do oceano.

“A nossa visão é a de que, dentro de 10 anos, qualquer decisão que possa ter impacto no mar profundo, seja de que forma for, será tomada com base num conhecimento científico sólido dos oceanos”, aponta Kerry Howell. Para que isso seja alcançado, sublinha a investigadora britânica, “é necessário que haja consenso e colaboração internacional”.

Ana Hilário antevê que “a Década proporciona a oportunidade de construir um programa a longo prazo de formação e capacitação de recursos humanos em ciências do oceano”. Com o Challenger 150, “pretendemos formar a próxima geração de biólogos do mar profundo. Vamos concentrar-nos na formação de cientistas de países em desenvolvimento, mas também de jovens cientistas de todas as nações, incluindo Portugal”.

Tal formação, acredita, “irá criar uma rede reforçada que permitirá aos países exercer plenamente o seu papel nos debates internacionais sobre a utilização dos recursos marinhos dentro e fora das suas fronteiras nacionais”.

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A fish (Lepidion eques) swims among bright purple

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ESTUDO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO INDICA QUE AUMENTOS DAS TEMPERATURAS VÃO "ASSAR" A PENÍNSULA IBÉRICA

As temperaturas da Península Ibérica vão aumentar de forma “muito preocupante” durante este século. O alerta é de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que prevê até 2100 aumentos da temperatura média de 2 a 3 graus ao longo de todo o ano, o suficiente para causar graves impactos no meio ambiente e, por consequência, na saúde pública. Em Portugal há mesmo regiões que poderão registar aumentos de 4 a 5 graus centígrados nas máximas diárias.

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“As implicações poderão ser enormes”, alerta o investigador David Carvalho. Com base nos aumentos de temperatura detetados no estudo que coordenou, o cientista do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA antevê que “o número de dias por ano com temperaturas máximas acima dos 40 graus centígrados poderão aumentar até cerca de 50 dias por ano no final deste século”.

Ou seja, sublinha, “daqui a algumas décadas poderemos ter 3 meses por ano onde as temperaturas máximas diárias são acima de 40 ºC, se bem que esta tendência é mais predominante no centro-sul de Espanha e não tanto para Portugal”.  Aumentos que, a acontecerem, “trarão de certeza consequências significativas para a saúde humana, mas principalmente para o meio ambiente e em áreas como a agricultura, os fogos florestais, a desertificação ou a seca”.

Subida dos termómetros em todas as linhas

Publicado na revista Climate Dynamics, o estudo assinado pelos investigadores do CESAM David Carvalho, Susana Cardoso Pereira e Alfredo Rocha projetou e analisou as temperaturas de superfície na Península Ibérica para dois períodos futuros, o primeiro de 2046 a 2065 e o outro de 2081 a 2100.

Os resultados apontam para aumentos da temperatura diária, não só da média como também da máxima e da mínima, para praticamente todo o território da Península Ibérica. As temperaturas máximas diárias aumentarão mais do que as médias e as mínimas serão as que aumentarão menos.

No entanto, existe uma grande variação espacial nestes aumentos de temperatura: para Portugal os aumentos andarão à volta dos 1,5-2 graus centígrados para o período 2046-2065 e de 2-3 graus centígrados para 2081-2100 em termos de temperatura média diária. No caso da temperatura máxima, o aumento poderá chegar aos 4-5 graus centígrados no final do século.

As zonas projetadas para terem maiores aumentos de temperatura são as zonas centro e sul de Espanha, onde poderão ultrapassar os 5 graus centígrados em termos de temperaturas médias diárias.

Os resultados das projeções “são, sem dúvida, muito preocupantes”, alerta David Carvalho, coordenador do estudo e investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA. O cientista explica a preocupação com os resultados: “Aumentos de cerca de 2-3 graus centígrados em termos de temperaturas médias, máximas e mínimas são suficientes para causar impactos em áreas vitais como agricultura, fogos florestais, seca, desertificação e respetivos impactos na saúde e bem-estar das pessoas”.

“Quando os dados mostram aumentos de 5-6 graus centígrados em algumas zonas de Espanha e entre 1.5-3 graus centígrados para a maioria das zonas da Península Ibérica, isso é sem dúvida motivo de preocupação”, refere o investigador.

E como se já não bastasse, David Carvalho sublinha ainda a “unanimidade quase total nos dados de clima futuro no que diz respeito ao aumento generalizado de temperatura na Península Ibérica, em todas as estações do ano, zonas geográficas e tipo de temperaturas”, sejam elas médias, máximas e mínimas.

É urgente reduzir a emissão de gases

A emissão para a atmosfera de grandes quantidades de gases com efeito de estufa, como é o caso do dióxido de carbono e do metano, refere o cientista do CESAM, “são as principais causas para o aumento de temperatura que estamos já a assistir, e que serão amplificadas nas próximas décadas”.

As soluções para contrariar as subidas do termómetro são já conhecidas, mas David Carvalho sublinha-as mais uma vez: “apostar fortemente numa descarbonização do modelo socioeconómico em que vivemos, ou seja, usar meios de produção de energia que não impliquem a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera, apostar também num uso mais eficiente dos nossos recursos energéticos e evitar a necessidade de produção de tantos bens de consumo”.

“O único caminho a seguir será gastar menos energia e recursos e ao mesmo tempo gerar a energia de que necessitámos sem emissão de gases com efeito de estufa”, resume David Carvalho.

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ANIMAIS NO ÁRTICO ALTERAM COMPORTAMENTOS EM RESPOSTA ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Biólogo José Alves da Universidade de Aveiro participa na investigação

Depois de 30 anos a monitorizar os movimentos de animais que habitam a zona polar ártica, cerca de 150 investigadores de mais de 100 instituições, entre os quais o biólogo José Alves, da Universidade de Aveiro (UA), não têm dúvidas: as alterações climáticas que levaram o ártico a entrar num novo estado ecológico, provocaram alterações na dinâmica espácio-temporal dos animais que habitam a região. O artigo foi publicado hoje na revista Science.

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O biólogo José Alves segura um Moleiro-parasítico (Stercorarius parasiticus), ave predadora do ecossistema ártico, marcado no sopé do glaciar Eyjafjallajökull, na Islândia, onde à semelhança de todo o ártico os efeitos do aquecimento global são muito notórios. (Créditos: Verónica Méndez)

 

O trabalho demonstra como aves migradoras alteraram os seus padrões migratórios e várias populações de renas mudaram a sua fenologia reprodutora em resposta às alterações climáticas no ártico. Por outro lado, ursos, alces e lobos não modificaram as suas taxas de deslocação em resposta à precipitação, embora os alces se movimentem mais com as temperaturas mais altas no verão, sugerindo diferenças nestas respostas em diferentes níveis tróficos do ecossistema ártico.

José Alves, investigador no Departamento de Biologia e no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), um dos laboratórios Associados da UA, e coautor do artigo, indica que “no ártico, o aquecimento global tem-se manifestado de forma muito notória, pois as temperaturas têm aumentado nos polos de forma mais acentuada do que no resto do globo, um fenómeno denominado por amplificação polar ártica”. O fenómeno, aponta o biólogo, “coloca os animais que habitam esta região na linha da frente dos efeitos das alterações climáticas”.

“A investigação de excelência desenvolvida pelo investigador José Alves no âmbito do estudo com animais que habitam na zona polar ártica foi aceite numa das revistas mais prestigiadas do mundo, a Science”, congratula-se Artur Silva. O Vice-reitor da UA para a Investigação aponta que “este estudo, e outros desenvolvidos pelo Investigador e sua equipa, mostram a relação que existe entre comportamentos e alterações fisiológicas dos referidos animais e as alterações climáticas do planeta”. Por isso, o responsável não tem dúvidas: “O investigador José Alves, um dos bons representantes da comunidade científica da Universidade de Aveiro, contribui com os seus estudos para alertar o Mundo para as consequências do aquecimento global”.

Seguimento cada vez mais detalhado

Desde mamíferos marinhos, como baleias e focas, a aves terrestres, como são exemplo as águias e os passeriformes, passando pelas aves marinhas, como a andorinha-do-mar ou o airo, e mamíferos terrestres, como ursos e renas, até às aves limícolas, como o ostraceiro ou o maçarico-de-bico-direito, todos estes animais têm cada vez mais sido alvos de programas de monitorização remota, com recurso a aparelhos electrónicos de seguimento, como é o caso dos transmissores GPS.

Inicialmente, apenas animais de maior porte tinham capacidade para transportar este tipo de aparelhos, mas a rápida inovação tecnológica das últimas décadas, possibilitou a existência de equipamentos com precisão GPS pesando apenas 1 grama. Esta miniaturização permitiu aos investigadores que se dedicam ao estudo da ecologia destas espécies no árctico, colocar estes aparelhos num número cada vez mais diversificado de espécies (201 e a aumentar) transformando esses indivíduos em autênticos bio-sensores.

Em suma, os cientistas conseguem registar os seus movimentos com muita precisão e quantificar alterações nas suas deslocações, monitorizando estes padrões em grande detalhe. Seguindo alguns indivíduos é, assim, possível perceber como estas espécies respondem (ou não) às alterações que ocorrem nos seus habitats. E os padrões de movimento de todos estes grupos não enganam: o ártico está a mudar, e a forma como estas espécies usam estes habitats também.

Respostas comportamentais nem sempre favoráveis

À primeira vista até pode parecer que estes animais estão a responder a estas alterações no clima, contudo nem sempre estas respostas são suficientes ou se traduzem em resultados favoráveis para estas populações. José Alves, que estuda as aves limícolas na Islândia desde 2006, indica, por exemplo, o caso do ostraceiro, uma ave migradora que tem uma proporção cada vez maior de aves residentes, ou seja, que passam o inverno na Islândia, enquanto as restantes migram para o Reino Unido, Irlanda e continente europeu durante os meses mais frios do ano.

Esta alteração de comportamento não é alheia aos invernos cada vez mais amenos que se têm vindo a fazer sentir no país. Contudo, explica José Alves, “quando há um inverno mais rigoroso, como no ano passado, várias destas aves acabam por morrer! E esse é um preço muito alto a pagar”. Esta alteração no comportamento e movimentos migratórios dos indivíduos desta espécie que se reproduzem na Islândia faz com que esta seja a latitude mais a norte onde passam o inverno.

Existem também alterações na fenologia destas espécies. É o caso, por exemplo, do maçarico-de-bico-direito, que tira partido da antecipação da primavera chegando às zonas de reprodução na Islândia cada vez mais cedo no ano. Contudo, a janela mais larga de temperaturas favoráveis durante esta época do ano tem feito também com que os agricultores expandam a área agrícola, pois têm mais tempo para tirar partido de épocas mais longas para crescimento de feno (uma das poucas culturas viáveis nestas latitudes). Ao perderem habitat natural, os maçaricos colocam cada vez mais os seus ninhos nas zonas agrícolas.

Mas o crescimento rápido destas plantas não permite que haja tempo suficiente para incubar os ovos e fazer com que as crias sejam grandes o suficiente para escapar às máquinas quando se inicia a ceifa. “O tempo de incubação e crescimento das crias é praticamente o mesmo independente da temperatura. Estes ritmos não se alteram muito devido a factores extrínsecos”, explica José Alves. O investigador adianta que “são processos que estão ajustados aos habitats naturais no ártico e sub-ártico, mas desadequados para feno de crescimento rápido plantado nestes habitats artificiais, que se têm expandindo devido às alterações climáticas que aí se fazem sentir”.

Evitar a 6ªvaga de extinção

A concluir, o investigador sugere que, num momento em que se planeia o relançamento da economia na Europa, se promovam esforços para reduzir as emissões de carbono, limitando assim o aquecimento global que se faz sentir de forma muito prevalente no ártico. “É preciso dar tempo a estas espécies de responder às alterações que enfrentam, para que se evite a cada vez mais evidente 6ª vaga de extinção, que é consequência da ação humana”, apela.

Este artigo tem por base uma grande base de dados que permitiu a criação do Arctic Animal Movement Archive – AAMA. Os autores apelam à contribuição de mais investigadores para que essa informação origine novas descobertas.

A equipa de José Alves encontra-se neste momento num período de intensa atividade de monitorização e seguimento de aves limícolas no estuário do Tejo. Muitas destas espécies migram para o ártico e sub-ártico na primavera e a maior e mais importante zona húmida de Portugal para as aves limícolas desempenha um papel fundamental nesta fase do ano, permitindo que estas aves cheguem nas melhores condições aos seus locais de nidificação nessa região.

O conhecimento adquirido pelos investigadores ao longo da rota migratória do Atlântico Leste nas últimas décadas tem sido crucial para a implementação de medidas de conservação para estas aves.

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Bando de ostraceiros em voo em Hvalfjörður na costa oeste da Islândia, uma espécie que têm vindo a alterar os seus comportamentos migratórios com um número cada vez maior de indivíduos a permanecer todo o ano na Islândia, tirando partido dos invernos mais amenos que se tem vindo a fazer sentir nestas latitudes. (Créditos: Sölvi Vignisson)

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Os ostraceiros que invernam na Islândia e que, apesar de invernos amenos serem cada vez mais frequentes, podem em anos mais rigorosos enfrentar vários dias com temperaturas abaixo de zero. A alteração no seu comportamento migrador, passando a residentes na Islândia tem subjacente risco de enfrentar condições de tal forma adversas que nem todos conseguirão persistir. (Créditos: Sölvi Vignisson)

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José Alves desenvolve investigação no ártico e sub-ártico desde 2006, estudando as aves limícolas migradoras que se reproduzem no interface entre a tundra e zonas agrícolas a altas latitudes e que durante o inverno migram para locais mais amenos, nomeadamente os estuários portugueses.

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Macarico-de-bico-direito (Limosa limosa) capturado no seu território de reprodução em Floi í Fridland, que recebeu um transmissor para seguimento detalhado dos seus movimentos. Esta espécie migradora tem adiantado as datas de chegada à Islândia, reproduzindo-se mais cedo em anos mais quentes. (Créditos: Verónica Méndez)

PANDEMIA TEVE IMPACTO NEGATIVO NOS DOENTES RENAIS EM DIÁLISE

Os doentes renais em diálise foram particularmente afetados pela pandemia de COVID-19 e pelas medidas implementadas para prevenir o contágio, quer a nível psicológico, quer a nível do próprio tratamento e controlo da doença. A conclusão é de um estudo de Daniela Figueiredo, investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) da Universidade de Aveiro (UA).

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A investigadora da Universidade de Aveiro Daniela Figueiredo

 

No estudo - o primeiro a avaliar a experiência de doentes em diálise, no contexto da pandemia, em Portugal – foram analisados dados de doentes relativos a fevereiro de 2020 (antes da pandemia) e a abril deste mesmo ano (em pleno confinamento obrigatório imposto pelo estado de emergência).

Os resultados, publicados no jornal científico Seminars in Dialysis, mostram um impacto negativo da pandemia em marcadores de doença renal, o que poderá ser atribuído a uma diminuição ligeira do tempo de diálise, que se enquadra nos planos de contingência adotados.

Tratamentos menos eficazes

“Durante o confinamento, verificou-se uma redução da eficácia da diálise e de marcadores de controlo da doença, embora estes se mantenham dentro dos valores recomendados internacionalmente”, afirma Daniela Figueiredo, coordenadora do estudo também assinado pelos investigadores do CINTESIS e/ou da UA Helena Sousa, Óscar Ribeiro, Roberta Frontini, Fernando Ribeiro e Constança Paúl, da Universidade do Porto.

“Estes doentes não podem viver sem terapia de substituição renal, sendo que a diálise realizada em unidades especializadas continua a ser o tratamento mais comum”, sublinha Daniela Figueiredo. No entanto, aponta a investigadora, “este tratamento exige que os doentes tenham de se deslocar pelo menos três vezes por semana a unidades que, durante a pandemia, têm mais dificuldade em seguir as recomendações para pessoas de elevado risco de infeção por COVID-19, como a distância física”.

Outro problema encontrado pelo estudo foi a alteração das rotinas diárias destes doentes, que passaram a fazer menos atividade física, a ter uma alimentação menos adequada às suas necessidades e a evidenciar dificuldades acrescidas na restrição de líquidos. Estes fatores têm um papel determinante no próprio tratamento e controlo da doença renal.

“Alguns doentes consumiram mais alimentos ‘proibidos’ no seu regime alimentar, como pão e laticínios (ricos em fósforo), porque não podiam ou não queriam sair de casa para fazer compras, com medo de serem contaminados. Além disso, sintomas de ansiedade, como boca e garganta seca, tornavam os doentes propensos a beber mais água do que é recomendado”, indica a coordenadora do estudo.

Ansiedade, tristeza e solidão

Em relação aos efeitos psicológicos, o estudo registou um aumento do sofrimento emocional, associado a sentimentos de ansiedade, tristeza e solidão, ao medo de ser infetado e a uma diminuição da autonomia e da autoestima.

“Estes resultados são congruentes com os resultados de um estudo similar realizado na China, que também sugere um aumento do sofrimento emocional no período do confinamento em doentes renais a fazer tratamento em centros de diálise”, acrescenta.

Daniela Figueiredo recorda que os doentes com doença renal terminal são particularmente suscetíveis à infeção por COVID-19, numa combinação explosiva com uma série de fatores de risco, como a idade avançada, a diabetes, a hipertensão e um sistema imunitário mais vulnerável.

Em sentido oposto, a pandemia trouxe alguns impactos positivos para os doentes renais crónicos. O aumento do suporte social e familiar, do desenvolvimento pessoal e do uso das redes sociais para comunicar foram alguns dos aspetos positivos registados pelo estudo.

No estudo, a equipa de investigação faz uma série de recomendações que visam ajudar os doentes renais em diálise a lidar com os desafios que possam surgir. “A equipa de diálise pode ter um papel importante na desconstrução de alguns medos dos doentes. Outra possibilidade é a criação de grupos de apoio online, de forma a mitigar as necessidades emocionais, relacionais e educacionais”, aconselham.

Este trabalho insere-se no projeto Together We Stand – Promoting adherence in end-stage renal disease through a family-based self-management intervention, financiado pelo POCH – Portugal 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

PADRE HIMALAYA NA NATIONAL GEOGRAPHIC

A revista National Geographic, do mês de outubro, apresenta, em grande destaque, um dos maiores cientistas e visionários portugueses da viragem do século XIX, o Padre Manuel Himalaya, nascido em Cendufe, Arcos de Valdevez.

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O Pirelióforo, a fantástica máquina solar, como protagonista deste artigo, representa uma das invenções do percurso excecional deste cientista, tendo-lhe garantido, em 1904, o Grande Prémio da Exposição Internacional de St. Louis, nos EUA. Este engenho “tinha como objetivo o aproveitamento industrial e agrícola do calor do Sol, uma visão revolucionária das energias renováveis no início do século XX”, realça a publicação.

Neste artigo são ainda referidas algumas curiosidades biográficas deste notável cientista arcuense, falecido em 1933.

Na revista também é dado conta que, para homenagear Padre Manuel Himalaya, o Município de Arcos de Valdevez, no âmbito de uma candidatura, criou a “Oficina de Criatividade Himalaya”, um espaço que será brevemente inaugurado, dedicado à ciência educativa, com várias áreas de exposição e de experimentação, baseados na vida, na filosofia e no pensamento de Manuel Himalaya, em diversas áreas como a Ciência, a Educação, a Ecologia e a Filosofia, e irá operar como um equipamento de descoberta e fruição, tendo nas crianças, jovens e famílias o seu principal público-alvo.

A operação “Oficinas de Criatividade Himalaya/Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional Norte2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4-Qualidade Ambiental, com um Investimento Elegível de 1 398 357,53€ e Comparticipação Comunitária de 1 188 603,90 €.

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COVID-19: CIENTISTAS DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO ALERTAM PARA O LIXO DA PANDEMIA

É urgente encontrar alternativas ao uso de máscaras e luvas descartáveis. O apelo é de uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro (UA), que nos últimos meses têm estudado o aumento de lixo e o recuo generalizado na gestão sustentável de resíduos de plástico, dois enormes efeitos colaterais derivados do combate à pandemia.

As investigadoras Ana Luísa Silva e Joana Prata.j

Se numa primeira fase o confinamento que alastrou um pouco por todo o globo trouxe ganhos para o meio ambiente, com a redução da poluição atmosférica, numa segunda fase cedo se percebeu que o ambiente iria sofrer.  A quantidade de plásticos não reutilizáveis, entre máscaras, luvas e outros materiais de proteção, que foi preciso passar a usar na proteção diária para prevenir o contágio pelo coronavírus, aumentou exponencialmente à medida do aumento de casos. E muitos desses materiais já estão espalhados no ambiente.

Alertados para o problema, depois de verem os espaços públicos inundados por máscaras e luvas abandonadas, Joana Prata, Ana Luísa Silva, Armando Duarte e Teresa Rocha-Santos, investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), uma das unidades de investigação da UA, publicaram três artigos científicos.

No primeiro estudo, elaboraram uma série de recomendações de gestão coletiva, mas também individual, deste novo lixo que ameaça inundar rios e mares. No segundo estudo, alertam para a necessidade de encontrarem alternativas para o uso e gestão final adequados de equipamentos de proteção.  Na terceira publicação, que contou ainda com a participação de Amadeu Soares e Diana Campos, também do CESAM, os cientistas abordam os impactos a curto prazo da produção e utilização deste lixo e resumem uma série de recomendações políticas para a sua correta gestão.

Os artigos foram realizados em parceria com a Universidade de Dalhousie (Canadá), o Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água (Espanha) e a Beijing Normal University (China).

Espaços públicos inundados por plástico

“Fomos motivados a alertar para este assunto devido à quantidade de material de proteção pessoal descartável que encontramos em espaços públicos. O descarte correto das máscaras e luvas descartáveis foi negligenciado e estes resíduos passaram a ser encontrados nas ruas e passeios”, diz a investigadora Joana Prata.

Ana Luísa e Joana Prata, primeiras autoras destes estudos, estimaram, com base em estratégias de saúde pública, que a nível mundial são necessárias mensalmente 129 mil milhões de máscaras e 65 mil milhões de luvas. Números imensos nos quais não estão contabilizadas as batas descartáveis e outros materiais de proteção, cuja "gestão desadequada tem como resultado uma contaminação ambiental generalizada".

Para contornar o problema ambiental, a dupla do CESAM diz que é urgente encontrar alternativas sustentáveis para as máscaras, luvas e plásticos de utilização única. Que dentro do possível, esses materiais sejam reciclados depois da sua desinfeção ou quarentena, que se use preferencialmente máscaras feitas com materiais reutilizáveis e que se regresse ao caminho da economia circular que estava a ser traçado para os materiais plásticos antes de surgir a pandemia, são apenas algumas das principais recomendações avançadas pelas cientistas nos 3 estudos publicados.

Recuos na economia circular

Em muitas áreas do mundo, apontam, existiu uma reversão de leis e regulamentos que visavam a redução do uso de plásticos de utilização única, como é o caso das taxas sobre sacos de plástico finos. “Os próprios consumidores passaram a procurar alimentos embalados em plástico devido à preocupação com a possível transmissão do vírus através de objetos e maior prazo de validade”, dizem as investigadoras.

A gestão dos resíduos de plástico também sofreu grandes alterações com a escalada da pandemia: “em muitas áreas do mundo a reciclagem dos plásticos parou, noutras as entidades debatiam-se com o tratamento adequado dos crescentes resíduos hospitalares potencialmente infeciosos”.

A pandemia trouxe alterações na utilização do plástico, com aumentos e decréscimos no seu uso dependendo das aplicações. O aumento de consumo de plásticos “foi observado em embalagens alimentares, como de takeaway, e no material de proteção pessoal”.

A pandemia trouxe a urgência de se preservar a saúde no imediato e deixar para mais tarde as consequências ambientais. “Não deveríamos descontinuar uma estratégia ambiental a longo-prazo quando é compatível com as atuais medidas de combate à pandemia e contribui para a futura preservação da saúde humana. Por exemplo, não há evidencias que a utilização de luvas descartáveis seja mais eficaz do que a correta higienização das mãos”, exemplificam.

As cientistas recomendam por isso que o uso dos plásticos seja feito de uma forma responsável. Isto incluí otimização da sua produção, utilização ponderada, substituição do descartável pelo reutilizável, e gestão de resíduos eficaz e sustentável como refere a investigadora Ana Luísa.

“Situações de emergência, pelos mais variados motivos, irão repetir-se no futuro”, anteveem. Por isso, “teremos de delinear estratégias para uma produção e utilização sustentáveis dos materiais plásticos em situação de emergência. Os plásticos podem ser bons ou maus, tudo depende da forma como são utilizados e descartados”.

CERVEIRENSE RICARDO CONDE NOMEADO PRESIDENTE DA AGÊNCIA ESPACIAL PORTUGUESA

Município congratula cerveirense Ricardo Conde, nomeado presidente da Agência Espacial Portuguesa

O cerveirense Ricardo Conde é o novo presidente interino da Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space. O Município de Vila Nova de Cerveira congratula publicamente o engenheiro eletrotécnico e de computadores por esta nomeação de prestígio.

Ricardo Conde, Portugal Space - Agência Espacial

A Assembleia-Geral da Agência Espacial Portuguesa escolheu esta semana Ricardo Conde como presidente interino da Portugal Space. A designação acontece após a renúncia ao cargo por parte de Chiara Manfletti, a primeira presidente da Portugal Space que antecipou, a pedido da Agência Espacial Europeia, o seu regresso àquele organismo europeu.

Nas palavras do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira: “É com grande orgulho que recebemos a notícia de um cerveirense a ocupar um cargo de tamanho prestígio, sendo que não poderíamos deixar de felicitar publicamente Ricardo Conde por esta nomeação. Desejamos votos de sucesso no exercício das suas novas funções”.

Ricardo Conde, de 54 anos, é Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e tem uma pós-graduação em tecnologias espaciais. Está ligado ao setor aeronáutico e espacial desde 1993, tendo participado em vários programas nacionais e internacionais nesta área, em particular nos segmentos Espaço e Terra. Foi responsável pelo desenvolvimento de negócios de “Ground Segment” da Edisoft, SA (Grupo Thales) e integra a direção da Agência Espacial Portuguesa desde 2019.

Segundo comunicado da Agência Espacial Portuguesa, o novo presidente “pretende reforçar as linhas de orientação traçadas na estratégia nacional Portugal Espaço 2030, promovendo na próxima década a criação de mil postos de trabalho qualificados no sector espacial em Portugal, juntamente com a multiplicação por pelo menos dez vezes do atual volume de negócios do setor espacial, de forma a atingir cerca de 500 milhões de euros em 2030”.

De referir que a Agência Espacial Portuguesa é uma organização privada sem fins lucrativos, criada pelo Governo português. Tem como principal objetivo promover e fortalecer o espaço em Portugal, atuando como uma unidade de negócio e desenvolvimento para universidades, entidades de investigação e empresas.

GUIMARÃES: "CURTIR CIÊNCIA" CONSTRÓI HOTEL DE INSECTOS

Um Hotel de Insetos com a marca Curtir Ciência

O Ecology Day (14 de setembro) é um dia dedicado à relação entre Ecologia e Sociedade. Respondendo ao desafio da Sociedade Portuguesa de Ecologia, o Curtir Ciência decidiu marcar a efeméride com a construção de um Hotel para Insetos, que constitui um aliciante extra da visita à sua exposição permanente.

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Daniel Ferreira, monitor científico do Curtir Ciência e coordenador deste projeto, lembra que “os insetos são o grupo de seres vivos mais abundante à face da Terra” e que muitos deles, como as joaninhas, crisopas e vespas parasitas, são “verdadeiros auxiliares da agricultura, ao contribuírem para o controlo das populações de pragas agrícolas e florestais”. Apesar de tudo, a sua diversidade está a diminuir e 40% das espécies estão ameaçadas de extinção. Uma das estratégias para minimizar esta diminuição passa por instalar os chamados hotéis de insetos em áreas urbanas. Estas estruturas ajudam a aumentar a diversidade de insetos e permitem observar de perto abelhas solitárias, joaninhas, borboletas, crisopas, moscas-das-flores, entre outras espécies.

Nos próximos dias, o Hotel de Insetos do Curtir Ciência receberá os primeiros “hóspedes”, permitindo uma observação de proximidade das espécies.

GUIMARÃES PROMOVE CIÊNCIA AO AR LIVRE

Curtir Ciência Agosto: oficinas ao ar livre em diferentes espaços de Guimarães

Há quem lhe chame “querido mês de agosto”. Mês de férias para muitos, de praia e de atividades ao ar livre. O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães propõe várias oficinas em agosto para públicos de diferentes faixas etárias e em diferentes locais de Guimarães. Uma forma de conciliar a descoberta da cidade com a prática experimental.

Estas oficinas dinamizadas pelo Curtir Ciência integram o programa Ciência Viva no Verão que decorre até 15 de setembro.

Ser um explorador da natureza, descobrir o centro histórico de Guimarães através da Ciência e da Geologia, observar e detetar morcegos no Castelo de Guimarães e observar as constelações com telescópio – são algumas propostas agendadas para o mês de agosto.

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DIAS 01, 15, 22 E 29 | 10H00 | À DESCOBERTA DE GUIMARÃES – PEDDY-PAPER CIENTÍFICO

Eis o desafio: seguir as perguntas e enigmas e partir à descoberta do Centro Histórico de Guimarães através da Ciência. Cada participante recebe, no ponto de partida, um mapa com o percurso e com a lista de locais que fazem parte do percurso. O objetivo é realizar as tarefas de forma correta e no mais curto espaço de tempo.

ENCONTRO: Entrada do CCVG | GPS: 41.439581 N, -8.291976 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 01 | 10H00 | PEQUENOS EXPLORADORES

O Curtir Ciência promove uma “missão” de exploração e identificação de insetos no Parque da Cidade de Guimarães. A identificação dos insetos é feita com recurso a chaves dicotómicas apresentadas em forma de “jogo” com fotos ilustrativas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446251 N, -8.281689 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIAS 05 E 26 | 16H00 E 16:30 | CIÊNCIA NO JARDIM – VISCOSIDADE E BOLAS DE SABÃO

Duas das atividades que mais cati9vam as crianças: fazer “pega-monstros” (ou “slimes”) e bolas de sabão XXL. Pelo caminho os participantes exploram os princípios químicos que estão presentes nestas duas atividades.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 07 | 20H15 | HÁ MORCEGOS NO CASTELO

Os morcegos são muito vulneráveis às alterações do meio ambiente e por isso muitas das suas espécies encontram-se ameaçadas. Este percurso de observação visa dar a conhecer melhor os morcegos e descobrir algumas das características deste grupo de seres vivos tão importante para o equilíbrio dos ecossistemas.

ENCONTRO: Junto à estátua de D. Afonso Henriques | GPS: 41.44671936873445 N, -8.29144299030304 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos DURAÇÃO: 1H00

DIA 08 | 10H00 | GEOLOGIA NA CIDADE

Um percurso pelo Centro Histórico de Guimarães, classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, com objetivo de explorar a sua história e os diferentes recursos geológicos usados na paisagem urbana.

ENCONTRO Entrada do CCVG | GPS: 41.43944092283038 N, -8.29169511795044 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 12 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – JOVENS PALEONTÓLOGOS

Uma viagem ao passado. Uma viagem divertida para explorar a paleontologia. Como se formam os fósseis? Como desapareceram os dinossauros? No final cada participante pode levar para casa um modelo de fóssil criado durante a atividade.

ENCONTRO: Largo da Oliveira | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 19 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – ARTPLANTS

Fazer impressões solares é uma atividade de arte ao ar livre perfeita para o verão. Há muito a aprender sobre como funciona a fotografia e como podemos replicar isso com a luz do sol. A constituição, morfologia e funcionamento das plantas são outros dos tópicos desta oficina.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 29 | 15H00 | PONTOS BRILHANTES NO CÉU

As constelações são grupos de estrelas que aparecem na esfera celeste ligados por traços imaginários que formam uma imagem. A estes grupos de estrelas é dado o nome de animais, objetos e figuras mitológicas ou religiosas. Nesta atividade, os participantes são convidados a explorar as constelações e a elaborar pequenos modelos ilustrativos das mesmas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446990 N, -8.280255 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

Como reservar? | Todas as atividades implicam marcação prévia no Portal Ciência Viva. https://www.cienciaviva.pt/veraocv/2020/

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