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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CRIANÇAS DE GUIMARÃES CURTEM A CIÊNCIA

ATL Curtir Ciência: cinco dias, cinco atividades

O Curtir Ciência tem novidades para o verão! Além das oficinas destinadas a grupos de crianças, entre julho e setembro, este ano o Centro Ciência Viva de Guimarães vai mais longe, respondendo aos anseios de pais e encarregados de educação no que toca a atividades de ocupação de tempos livres nas férias de verão. O ATL Curtir Ciência decorre de quatro a oito de julho, das 10:30 às 16:30, com cinco atividades que conciliam diversão, exploração científica e muitos desafios para crianças dos 6 aos 12 anos.

O programa abre com “Geólogo por um dia”, um percurso de exploração da geologia na cidade de Guimarães marcado por algumas dificuldades e desafios. Prossegue (dia cinco) com “Física em Construção”, uma forma divertida de explorar as áreas dos brinquedos óticos e da robótica através da construção de modelos de zootrópios e robôs Lego. “A Vida no Charco” (dia seis) tem por base a biodiversidade e inclui observação de anfíbios e macroinvertebrados. No dia sete os participantes são convidados a explorar o fantástico mundo “Da Célula ao ADN” através de atividades laboratoriais e culinárias. A fechar o Curtir Ciência propõe uma jornada “À Procura dos Insetos” por entre os ramos, as folhas e os troncos caídos.

PROGRAMA

DIA 4 | GEÓLOGOS POR UM DIA: Um dia inteiramente dedicado à geologia na cidade de Guimarães, através de um percurso que é, ao mesmo tempo, de exploração turística por ruas da cidade. Um itinerário marcado por algumas dificuldades e desafios que os paleontólogos podem enfrentar no seu quotidiano.

DIA 5 | FÍSICA EM CONSTRUÇÂO: uma forma divertida de explorar as áreas dos brinquedos óticos e da robótica através da construção de modelos zootrópicos e de robôs Lego (Lego Mindstorms NXT).

DIA 6 | A VIDA NO CHARCO: os charcos podem apresentar níveis de biodiversidade consideráveis, podendo mesmo funcionar como “hotspots” de biodiversidade em termos locais. Esta atividade explora a biodiversidade presente no “Tanque com Vida” através da observação de anfíbios e macroinvertebrados, bem como um identificar um conjunto de características essências para a sua preservação.

DIA 7 | DA CÉLULA AO ADN: A célula constitui a unidade básica da vida. O seu conhecimento e análise permitem adquirir uma visão mais abrangente dos processos biológicos e da dinâmica da biosfera. Nesta atividade os participantes são convidados a explorar o fantástico mundo da célula, através de atividades laboratoriais e culinárias.

DIA 8 | À PROCURA DOS INSETOS: Nesta atividade os participantes são convidados a explorar a natureza que os rodeia através de uma saída de campo, durante a qual poderão observar, por entre os ramos, as folhas e os troncos caídos, insetos incríveis e muito importantes para o ecossistema. A fechar a atividade, os participantes vão ainda ter a oportunidade de criarem um inseto fluorescente.

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PAREDES DE COURA MARCA ENCONTRO COM CIÊNCIA

“A Terra no Universo e nós na Terra”

sex e sáb | 27 e 28 maio | PAREDES DE COURA

“As alterações climáticas à luz da Física”, “Hidrogénio o vetor energético do futuro”, “A Evolução do Espaço em Portugal” e “O Conhecimento como base da Democracia” são algumas das comunicações que vão ser apresentadas no primeiro ‘Encontro com Ciência’, que na próxima sexta-feira e sábado, 27 e 28 de maio, vai ter lugar no Centro Cultural de Paredes de Coura sob o tema “A Terra no Universo e nós na Terra”. 

Reconhecidos nomes da Universidade e da investigação, como Alexandre Quintanilha, Carlos Fiolhais, Ricardo Conde, Daniela Falcão, Paulo Maurício, Rui Moura e Joana Moscoso, são os convidados deste ‘Encontro com Ciência’ promovido pelo Município de Paredes de Coura e pelo Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura, através do grupo de Física e Química, e do Clube Ciência Viva na Escola – SOS Terra.

Nesta iniciativa dedicada a estudantes e professores, para além das comunicações o primeiro ‘Encontro com Ciência’ também contempla exposições temáticas, workshops, visitas a espaços tecnológicos e de proximidade com a natureza existentes no concelho de Paredes de Coura, bem como a observação noturna de astros.

Todas as atividades são gratuitas, mas carecem de inscrição através das seguintes ligações: https://forms.office.com/r/sBkQ4yp3NU (professores e público em geral) e https://forms.office.com/r/LPMMQ4gZda (escolas).

As palestras de dia 28 de maio, sábado, são consideradas para certificação como Ação de Curta Duração (ACD), nos termos do artº 3º e 5º do Despacho no 5741/2015 de 29 de maio, e tidas como relevantes para os efeitos previstos no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente (ADD) e progressão na carreira.

As palestras e exposições temáticas decorrerão no Centro Cultural de Paredes de Coura.  As restantes atividades têm lugar na Caixa do Brinquedo e Elevadora.

O primeiro ‘Encontro com Ciência’ também pode ser acompanhado em https://fb.me/e/3cfyghupt   

Plano de atividades: 

27 maio (sexta-feira) 

10h30 ‘Hidrogénio o vetor energético do futuro’, Daniela Falcão, FEUP 

12h00 ‘Da Idade da Magia a Galileu’, Paulo Maurício, FCUP 

14h00 ‘A Evolução do Espaço em Portugal’, Ricardo Conde, Portugal Space 

15h30 ‘Geologia: Uma Ciência da Terra e do Espaço, Rui Moura, FCUP

21h00 ‘Geofísica da Lua e outras Ciências Espaciais, Rui Moura, FCUP 

 ‘Observação noturna’, pelo Centro de Ciência Viva de Braga. 

28 de maio (sábado) 

9h30min ‘O Conhecimento como base da Democracia (Desafios atuais climáticos, de saúde e trabalho)’, Alexandre Quintanilha, Presidente da CPEC 

11h00 ‘As alterações climáticas à luz da Física’, Carlos Fiolhais, UC 

12h00 ‘Divulgar ciência’, Joana Moscoso, Native Scientis  

Atividades destinadas a crianças

28 de maio (sábado)

(todas as atividades são gratuitas, com acompanhamento de um adulto)

9h00 - Caixa do Brinquedo (Espaço LEGO): Histórias da Lego 

11h00 - Caixa do Brinquedo (Espaço LEGO): Episódios de Ciência 

9h00 - Espaço Maker: Plásticos - uma nova perspetiva 

11h00 - Espaço Maker: Carrinho Solar STEAM

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PAREDES DE COURA PROMOVE ENCONTRO COM A CIÊNCIA

“A Terra no Universo e nós na Terra”

27 e 28 maio | sex e sáb | Centro Cultural

Alexandre Quintanilha, Carlos Fiolhais, Ricardo Conde, Daniela Falcão, Paulo Maurício, Rui Moura e Joana Moscoso são os convidados do primeiro ‘Encontro com Ciência’, que a 27 e 28 de maio, sexta e sábado, reúne no Centro Cultural de Paredes de Coura sob o tema “A Terra no Universo e nós na Terra”. 

“Esta iniciativa do agrupamento de escolas conta com um relevante apoio da Câmara Municipal porque acreditamos que ao promovermos as investigações e os estudos das nossas instituições e dos nossos cientistas estamos a fomentar a cultura científica que é determinante para progresso, para o bem-estar e a para a riqueza do nosso país”, explicou Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, defendendo que “não devemos esquecer que o investimento no conhecimento dos últimos anos muito tem contribuído para o nosso   desenvolvimento científico e tecnológico, que tem sido determinante na captação de investimento e criação de emprego”.

Vitor Paulo Pereira sustenta que “esta iniciativa, aberta também ao público em geral, é também uma forma eficaz de aprofundar a democracia, através da apologia da ciência que é uma boa forma de combater a ignorância, os mitos e as superstições que continuam a perturbar a nossa sociedade, como aconteceu no contexto da pandemia”, deixando o convite à participação neste do primeiro ‘Encontro com Ciência’: “Participem, estão todos convidados”.  

“O Conhecimento como base da Democracia (Desafios atuais climáticos, de saúde e trabalho)”, por Alexandre Quintanilha, “As alterações climáticas à luz da Física”, por Carlos Fiolhais, “A Evolução do Espaço em Portugal”, por Ricardo Conde, “Hidrogénio o vetor energético do futuro”, por Daniela Falcão, “Da Idade da Magia a Galileu”, por Paulo Maurício, “Geologia: Uma Ciência da Terra e do Espaço”, por Rui Moura, e “Divulgar ciência”, por Joana Moscoso, são as comunicações ao longo de dois dias desta iniciativa dedicada a estudantes e professores e promovida pelo Município de Paredes de Coura e Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura, através do grupo de Física e Química, e do Clube Ciência Viva na Escola – SOS Terra.

Para além das comunicações, este primeiro ‘Encontro com Ciência’ também contempla exposições temáticas, workshops, visitas a espaços tecnológicos e de proximidade com a natureza existentes no concelho, e observação noturna de astros. As palestras e exposições temáticas decorrerão no Centro Cultural de Paredes de Coura.  As restantes atividades têm lugar na Caixa do Brinquedo e Elevadora.

No caso de se fazer acompanhar de crianças (dos 6 aos 12), que não pretendam participar nas palestras, pode inscrevê-las em várias atividades desde que acompanhadas de um adulto. 

Todas as atividades são gratuitas, mas carecem de inscrição através das seguintes ligações: https://forms.office.com/r/sBkQ4yp3NU (professores e público em geral) e https://forms.office.com/r/LPMMQ4gZda (escolas).

As palestras de dia 28 de maio, sábado, são consideradas para certificação como Ação de Curta Duração (ACD), nos termos do artº 3º e 5º do Despacho nº 5741/2015 de 29 de maio, e tidas como relevantes para os efeitos previstos no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente (ADD) e progressão na carreira.

Plano de atividades:

27 maio (sexta-feira)

10h30 ‘Hidrogénio o vetor energético do futuro’, Daniela Falcão, FEUP 

12h00 ‘Da Idade da Magia a Galileu’, Paulo Maurício, FCUP

14h00 ‘A Evolução do Espaço em Portugal’, Ricardo Conde, Portugal Space

15h30 ‘Geologia: Uma Ciência da Terra e do Espaço, Rui Moura, FCUP

21h00 ‘Geofísica da Lua e outras Ciências Espaciais, Rui Moura, FCUP

Observação noturna’, pelo Centro de Ciência Viva de Braga.

28 de maio (sábado)

9h30min ‘O Conhecimento como base da Democracia (Desafios atuais climáticos, de saúde e trabalho)’, Alexandre Quintanilha, Presidente da CPEC

11h00 ‘As alterações climáticas à luz da Física’, Carlos Fiolhais, UC

12h00 ‘Divulgar ciência’, Joana Moscoso, Native Scientis

O primeiro ‘Encontro com Ciência’ pode ser acompanhado em https://fb.me/e/3cfyghupt

28 de maio (sábado) - Atividades destinadas a crianças

(todas as atividades são gratuitas, com acompanhamento de um adulto)

9h00 - Caixa do Brinquedo (Espaço LEGO): Histórias da Lego

11h00 - Caixa do Brinquedo (Espaço LEGO): Episódios de Ciência

9h00 - Espaço Maker: Plásticos - uma nova perspetiva

11h00 - Espaço Maker: Carrinho Solar STEAM. 

ARCOS DE VALDEVEZ ASSINALA DIA NACIONAL DOS CIENTISTAS

Arcuenses com Ciência: A Comunidade como Laboratório de Investigação nas Oficinas de Criatividade Himalaya

De forma a assinalar o Dia Nacional dos Cientistas, a Ciência vai estar novamente em destaque nas Oficinas de Criatividade Himalaya. Esta será uma sessão integrada na iniciativa do município arcuense “Arcuenses com Ciência”, a qual pretende divulgar e reconhecer o trabalho da comunidade científica com raízes em Arcos de Valdevez.

A comunidade como laboratório de Investigação.p

O Dia Nacional dos Cientistas comemora-se no dia 16 de maio e foi instituído em 2016 com o objetivo de celebrar e reconhecer a contribuição histórica, relevante e inovadora da comunidade científica para o avanço do conhecimento.

Esta iniciativa conta com uma palestra intitulada “A comunidade como laboratório de Investigação” com o arcuense António Teixeira Rodrigues, Professor Auxiliar Convidado da Escola de Medicina da Universidade do Minho e Diretor Executivo do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde, da Associação Nacional de Farmácias.

𝐎 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨 é 𝐠𝐫𝐚𝐭𝐮𝐢𝐭𝐨, 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çã𝐨 𝐨𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐯𝐚𝐠𝐚𝐬 𝐥𝐢𝐦𝐢𝐭𝐚𝐝𝐚𝐬, 𝐬𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐧𝐞𝐜𝐞𝐬𝐬á𝐫𝐢𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çã𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐧𝐭𝐞. 𝐏𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çã𝐨 𝐛𝐚𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐜𝐡𝐞𝐫 𝐨 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐮𝐥á𝐫𝐢𝐨: https://forms.gle/6e3pva7e6k7Vjo9Z6, até ao dia 12 de maio. Dúvidas e/ou esclarecimentos: Telf. 258 247 326 / E-mail: oficinashimalaya@cmav.pt

*Nota Biográfica do palestrante:

António Teixeira Rodrigues, natural de Arcos de Valdevez, é Farmacêutico (PharmD) e doutorado (PhD) pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. É Professor Auxiliar Convidado da Escola de Medicina da Universidade do Minho, e Membro da Direção do P5 – Centro de Medicina Digital da Universidade do Minho. Exerce funções no Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR-Infosaude/ANF) desde 2016, sendo atualmente seu Diretor Executivo. No CEFAR, desenvolve atividade em três eixos: Economia e Políticas de Saúde; Real World Evidence, sobre geração de evidência científica em contexto de vida real; e Farmácia Prática, focado na geração de conhecimento sobre a farmácia comunitária. No âmbito da carreira académica, colaborou em vários centros de investigação, nomeadamente a Health Economics Unit, University of Birmingham (UK), o IBIMED - Institute for Biomedicine/ University of Aveiro e o Instituto de Saúde Ambiental/ Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. É autor de inúmeras publicações científicas e revisor convidado de revistas e congressos nacionais e internacionais. É orador convidado em seminários de áreas como Economia da Saúde, Saúde Pública e Farmacoepidemiologia. Ex-Deputado da Assembleia da República (XIII Legislatura, 2015). Foi Membro do Health Parliament Portugal – Presidente da Comissão de Barreiras aos Cuidados de Saúde (2017- 2019). Foi Membro da Direção da Associação Académica de Coimbra (AAC), Presidente do Núcleo de Estudantes de Farmácias da Associação Académica de Coimbra (NEF/AAC), e Presidente da Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia. Foi dirigente político-partidário.

ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE PALESTRA SOBRE AS POTENCIALIDADES DO HIDROGÉNIO

"Hidrogénio: o vetor energético do futuro". Oficinas de Criatividade Himalaya

No próximo dia 12 de fevereiro, pelas 10 horas, realiza-se, nas Oficinas de Criatividade Himalaya, a palestra intitulada “𝐇𝐢𝐝𝐫𝐨𝐠é𝐧𝐢𝐨: 𝐨 𝐯𝐞𝐭𝐨𝐫 𝐞𝐧𝐞𝐫𝐠é𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨” com a arcuense Daniela Falcão, investigadora no Departamento de Engenharia Química da Universidade do Porto.

O Hidrogénio tem ganho uma relevância acrescida no panorama energético mundial. A criação de um sistema de salvaguarda com armazenamento de energia é uma questão crucial para o paradigma da energia sustentável. O Hidrogénio produzido por eletrólise da água, em momentos de excesso de produção de energia por parte de fontes renováveis, armazenado e convertido novamente em eletricidade através da reação inversa é uma solução promissora de energia sustentável.

Nesta palestra pretendemos conhecer melhor esta molécula tão pequena, mas com tanto potencial, bem como as tecnologias associadas e suas aplicações.

𝐎 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨 é 𝐠𝐫𝐚𝐭𝐮𝐢𝐭𝐨, 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çã𝐨 𝐨𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐯𝐚𝐠𝐚𝐬 𝐥𝐢𝐦𝐢𝐭𝐚𝐝𝐚𝐬, 𝐬𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐧𝐞𝐜𝐞𝐬𝐬á𝐫𝐢𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çã𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐧𝐭𝐞, 𝐛𝐚𝐬𝐭𝐚ndo 𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐜𝐡𝐞𝐫 𝐨 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐮𝐥á𝐫𝐢𝐨: https://forms.gle/px5anDLdVuFMmVo7A, até ao dia 09 de fevereiro.

Dúvidas e/ou esclarecimentos: Telf. 258 247 326 / E-mail: oficinashimalaya@cmav.pt

A arcuense Daniela Falcão é Investigadora do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Doutorada em Engenharia Química e Biológica, em 2010, tem-se dedicado à investigação na área das células de combustível (transformam o hidrogénio em eletricidade) e dos eletrolisadores (produzem hidrogénio).

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SEMANA CONCELHIA DA CIÊNCIA EM BARCELOS

A Rede de Bibliotecas de Barcelos (RBEB) promove, de 22 a 26 de novembro, a Semana Concelhia da Ciência associada, este ano, à temática dos “Matemáticos, Físicos e Cientistas Portugueses”. A programação inclui encontros com escritores, oficinas, experiências científicas, leituras, exposições, palestras e filmes, que decorrem na Biblioteca Municipal, nas Bibliotecas Escolares e nas escolas do concelho.

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Da programação, destaca-se a presença do físico e cientista Carlos Fiolhais que, no dia 22 de novembro (segunda-feira), estará na Biblioteca Municipal, às 15h00, para proferir uma conferência para alunos do concelho.

Toda a programação poderá ser consultada na página da Rede de Bibliotecas de Barcelos, em redebibliotecas.cm-barcelos.pt, na Agenda Barcelos, em agenda.barcelos.pt, ou nas páginas e redes sociais de cada agrupamento de escolas.

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Carlos Manuel Batista Fiolhais é um físico, professor universitário jubilado e ensaísta português.

É um dos cientistas e divulgadores de ciência mais conhecidos em Portugal. Licenciado em Física na Universidade de Coimbra e doutorado em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt, Alemanha, em 1982; foi professor catedrático de Física na Universidade de Coimbra, até 2021. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos.

Publicou mais de 30 livros. É autor de cerca de 100 artigos científicos em revistas internacionais e de mais de 300 artigos pedagógicos e de divulgação. Participou em inúmeros encontros, conferências e ações promovendo a ciência e a cultura científica.

Criou o portal de ciência ‘www.mocho.pt’. Ganhou em 1994 o Prémio União Latina/JNICT de tradução científica. Ganhou o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência de 2004 atribuído pela televisão SIC e pela revista Caras em 2005.

Investiga Física da Matéria Condensada e História das Ciências. Foi fundador e diretor do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, onde instalou o maior computador português para cálculo científico (Centopeia).

Dirige a revista Gazeta de Física da Sociedade Portuguesa de Física e é membro da comissão editorial das revistas Europhysics News, da Sociedade Europeia de Física, e Física na Escola e Revista Brasileira do Ensino da Física, da Sociedade Brasileira de Física. Foi diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

VIANA APOSTA NA LITERACIA CIENTÍFICA COM OBSERVATÓRIO COMO CENTRO DE RECURSOS DA LITERACIA MARÍTIMA

Entrou ontem em funcionamento o Observatório do Litoral Norte (OLN) - Laboratório Colaborativo Municipal para o Conhecimento do Mar de Viana do Castelo, o primeiro CoLab municipal do país. A abertura do novo equipamento municipal corresponde a uma aposta do Município na literacia científica, sendo que o Observatório se assume como centro de recursos da literacia marítima.

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Este projeto começou a ser desenvolvido em 2017 e constitui-se como a primeira estrutura do país com este modelo funcional. No Conselho Científico do Observatório estará representada a autarquia, bem como o consórcio científico que colabora ativamente na conceção daquele espaço, nomeadamente o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o Instituto para a Biossustentabilidade da Universidade do Minho e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto. Este órgão pretende incorporar, a médio prazo, empresas de referência na área das Ciências do Mar, dando corpo ao BlueLivingLab de Viana do Castelo.

O Observatório do Litoral Norte é um equipamento de valorização turística e educativa dos valores naturais e culturais patrimoniais do Mar de Viana do Castelo (ambiente marinho – infralitoral ao intertidal; e de transição – praia e duna), mas também de promoção e aprofundamento do conhecimento científico no domínio científico e/ou temático do Mar. Para além da promoção da Literacia do Mar, pretende reforçar o esforço de investigação no concelho e contribuir para a aproximação dos cientistas às comunidades escolares e à população.

A produção científica que se espera reforçar por via do Observatório do Litoral Norte permitirá a contínua atualização dos conteúdos disponibilizados, dotando esta infraestrutura de um caracter dinâmico.

O Observatório do Litoral Norte está dotado de uma área de acolhimento aos visitantes, uma zona de consulta de publicações sobre os domínios do Mar, uma galeria de exposição temporária, uma zona expositiva de carácter interativo e uma área de trabalho apetrechada com equipamentos científicos de ponta, nomeadamente microscópios e câmaras de microscopia, e veículos e equipamentos submarinos fundamentais para a aquisição de novos dados com potencial para o desenvolvimento de novos conhecimentos e aplicações. Estes equipamentos serão operados pelos cientistas no desenvolvimento das suas atividades de investigação, mas também em atividades de contacto e interação direta com a população e as comunidades educativas.

O Observatório do Litoral Norte funciona para apoio às comunidades educativas, presencialmente, através de e-mail (rmn.oln@cm-viana-castelo.pt) ou telefone (258 809 325), com oferta educativa nos temas do mar, na plena resposta aos projetos educativos e na interação com os cientistas das instituições do consórcio que compõem o conselho científico do observatório. O Observatório do Litoral Norte está aberto de terça-feira a domingo (à segunda-feira encerra para manutenção ao aquário central e tanque de ensaios). O horário de inverno, em vigor dentro de algumas semanas, é das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.

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CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO PROMOVE CIÊNCIA NAS ESCOLAS

Abriu ontem à comunidade escolar o núcleo museológico dedicado aos mineiros e minérios – Porta da Arga –, numa sessão que contou com a presença do professor Carlos Fiolhais, que proferiu uma apresentação sobre “Viver a Ciência nas Escolas”. A iniciativa, que assinalou também a abertura do ano letivo, integra a política de aposta da autarquia de Viana do Castelo na Ciência nas escolas.

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Assim, a Porta de Arga pode ser visitada no recinto da escola sede do Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, em Lanheses. Este equipamento, conjuntamente com a Porta do Atlântico (localizada na costa - Praia Norte) e a Porta de Neiva (localizada na margem esquerda do Lima – Vila de Punhe), constitui a rede de portas do Aspirante UNESCO Geoparque Viana do Castelo.

Dedicado ao tema dos Mineiros e Minérios, quem visita este espaço pode experienciar uma reprodução do ambiente interior de uma mina e apreciar os testemunhos da atividade de mineração que decorreu nesta área do território durante a Idade dos Metais, o período Romano e na contemporaneidade, entre 1876 (Mina de Sr. do Socorro – Torre) e 1968.

Dos registos preservados nesta Porta, destaca-se o enquadramento histórico da atividade, os minérios explorados e as suas caraterísticas, os utensílios e ferramentas usados na lavra, bem como o testemunho documental direto, em vídeo e fotografia, dos e das mineiras.

Adicionalmente, e por se tratar da porta do Geoparque da margem direita do rio Lima, os visitantes poderão planear a visita àquela área do território de Viana do Castelo, utilizando a mesa interativa ou os óculos de realidade virtual, bem como o planeador, podendo imergir nos monumentos naturais, nas zonas especiais de conservação, nos arqueossítios e nas centenas de elementos culturais patrimoniais inventariados nas freguesias da margem direita, como os fontanários, os pelourinhos, as igrejas e as capelas ou alminhas, e nas propostas gastronómicas.

A Porta de Arga está aberta de segunda-feira a Sábado, das 9h00 às 17h00 e Domingos entre as 10h00 e as 13h00.

Em junho passado já tinha sido inaugurada a Porta do Neiva, situada em Vila de Punhe, tendo como tema “Do Mel ao Caulino”. Esta porta permite aos visitantes conhecer os sítios da geodiversidade do Vale do Neiva, como os troncos fósseis de Juniperoxylon pachyderma e as áreas classificadas locais, nomeadamente os monumentos naturais, a Zona Especial de Conservação da Rede NATURA2000 Litoral Norte e os arqueossítios, como o Castro de Roques.

Para além da promoção do património identitário da margem esquerda da Ribeira Lima, a Porta pretende ainda incentivar à visitação do restante território – Geoparque, reforçando ao turismo sustentável, e sensibilizar à importância na proteção e conservação dos elementos naturais, e culturais classificados.

Na Porta do Neiva está patente o tema do Mel ao Caulino, suportado numa área de exposição interativa com cerca de 70 m2 e um programa educativo articulado com os agrupamentos escolares através das Equipas Promotoras para a Diferenciação e a Flexibilidade Curricular, um projeto pioneiro da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

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PAREDES DE COURA PREPARA-SE PARA CRIAR CURSO DE BIOTECNOLOGIA PARA FORMAR TÉCNICOS PARA A FÁBRICA DE VACINAS

Criar um curso novo na área da biotecnologia, bem como a necessária certificação junto da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional são os propósitos da EPRAMI-Escola Profissional Alto Minho Interior tendo em vista a formação de futuros técnicos para a primeira fábrica de vacinas do país que está a nascer em Paredes de Coura: “a EPRAMI tem o nosso compromisso, por esta escola estar ligada ao mundo do trabalho”, garantiu Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, acreditando que este novo passo trará “maior competitividade” para a única escola profissional, e uma das três a nível nacional, distinguida pela Microsoft como ‘Showcase School’.

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Na visita do Ministro da Educação à EPRAMI, onde participou na iniciativa Transição Digital do Ensino Profissional, Tiago Brandão Rodrigues também reconheceu que “o ensino digital é muito importante para o Ensino Profissional”, acrescentando que esta escola “é um exemplo de bem fazer e com forte ligação à indústria e às empresas”.

O Ministro da Educação não escondeu também o orgulho por Paredes de Coura acolher a fábrica de vacinas da Zendal – “é um dos líderes europeus da indústria de vacinas” --, sublinhando neste contexto o papel da EPRAMI que “sempre soube antecipar e identificar as necessidades das indústrias e das empresas”. Com isto, Tiago Brandão Rodrigues também lançou o desafio “para que a Escola Profissional continue a melhorar e se reinvente todos os dias”.

A iniciativa Transição Digital do Ensino Profissional promovida pela Escola Profissional Alto Minho Interior, com sede em Paredes de Coura, contou com vários oradores convidados como José Vítor Pedroso, da Direção-Geral da Educação, Filipa Henriques de Jesus, da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, Joaquim Bernardo, do Programa Operacional Capital Humano, e Rui Grilo, da Microsoft.

A Transição Digital do Ensino Profissional abordou o percurso digital da EPRAMI – “a EPRAMI é um ciclo virtuoso de criação de valor”, como reconheceu Vânia Neto, da Microsoft --, numa iniciativa em que participaram também representantes de várias empresas de referência da região, como a ZENDAL (biotecnologia), Doureca Automotive Solutions (sector automóvel) e a parceria transfronteiriça ISQ&CTAG Automotive Technologies.

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DESCENDENTE DE LIMIANOS LEVA-NOS ATÉ MARTE

Tem origens limianas a portuguesa, engenheira aeronáutica, que participou no desenvolvimento do helicóptero Ingenuity que se encontra em Marte.

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De origem de mãe limiana, da freguesia de Anais, Ponte de Lima, Florbela Costa, filha de Maria Fernandes Coroas e de Miguel Costa, diplomada em Engenharia Aeronáutica pela Universidade da Beira Interior (UBI), é a portuguesa que participou no desenvolvimento do helicóptero Ingenuity, um dos equipamentos que acompanha o robô da NASA Perseverance, que já se encontra em Marte.

A portuguesa trabalha na empresa Maxon Group (na Suíça) e foi a gestora técnica do projecto para o desenvolvimento e produção de seis motores que controlam o movimento das pás do rotor (parte giratória que faz a propulsão) do helicóptero. “Será a primeira vez que um helicóptero irá descolar da superfície de Marte, o que irá ajudar a entender melhor e estudar o ambiente do planeta.”

“Foi óptimo participar neste projecto. Foi muito específico e com muitos detalhes técnicos”, conta a engenheira de 32 anos. “Tínhamos de analisar todos os possíveis riscos e tomar acções através de testes ou análises para que nada falhe.”, sublinhou ao PÙBLICO Florbela Costa.

Fonte: PÚBLICO / Ponte de Lima Notícias Foto: Jornal da Bairrada

ESPOSENDE: AGÊNCIA NACIONAL DE INOVAÇÃO COLOCA NO MAPA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DA ESTAÇÃO RADIONAVAL DA APÚLIA

O Centro de Valorização de Tecnologia baseada em Recursos Marinhos (CVTMar), que ficará instalado na Estação Radionaval de Apúlia, foi incluído no mapeamento das infraestruturas tecnológicas, definidas pela Agência Nacional de Inovação (ANI), em resultado da sinalização efetuada em julho de 2019.

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“A inclusão do CVTMar no mapeamento da ANI espelha a importância que o projeto representa para a comunidade científica e o reconhecimento do Estado Português nesta área de investigação. A crescente importância das infraestruturas de base tecnológica, pelas dinâmicas de inovação que desencadeiam, mas pela valorização da qualidade de vida e pela criação de conhecimento, levam o Município de Esposende a manter forte aposta na captação de ensino e investigação de ponta”, destaca Benjamim Pereira, presidente da Câmara Municipal de Esposende.

Em março de 2015 a Câmara Municipal de Esposende e a Universidade do Minho formalizaram um Protocolo de Cooperação, com vista à instalação, no concelho de Esposende, de duas unidades dedicadas à investigação e tecnologia marinhas. O Instituto Multidisciplinar de Ciência e Tecnologia Marinha, a instalar na antiga Estação Rádio Naval de Apúlia e o Centro de Divulgação Científica de Atividades Marinhas, que ficará sediado no Forte de S. João Baptista.

Desde setembro de 2018 que o Município de Esposende é proprietário de mais de 3,5 hectares de terreno, dos 14 que formam a Estação Radionaval Almirante Ramos Pereira.

Com este mapeamento, agora publicado pela Agência Nacional de Inovação, estão criadas as condições para o lançamento definitivo do projeto.

O CVTMar vai dedicar-se à investigação básica e aplicada, com um forte enfoque na criação, proteção e valorização de conhecimento, em diversas áreas científicas que se enquadram no domínio da ciência e tecnologias marinhas.

O CVTMar assenta nas tecnologias desenvolvidas pelo Grupo de Investigação 3B’s da Universidade do Minho e seus parceiros, centradas na valorização de recursos marinhos, seus subprodutos e desenvolvimento de novos produtos e aplicações de alto valor acrescentado baseados nesses recursos, tendo como objetivo a sua transferência eficaz para contexto industrial.

O CVTMar corresponde a um Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia, especialmente focado na temática da valorização de recursos marinhos e seus subprodutos, tendo como principais domínios científicos e tecnológicos a Biotecnologia Industrial e a Engenharia Médica e como principais setores clientes, a economia circular, a indústria agroalimentar e a Saúde e Bem Estar.

Esta investigação terá impacto significativo a nível do desenvolvimento do tecido empresarial e empreendedor de toda a região do Norte de Portugal e Galiza. Permitirá, assim, valorizar as tecnologias de extração e isolamento de compostos de recursos marinhos e seus subprodutos, que apresentam elevado valor e potencial de aplicação em diversos setores, proporcionará, também, a valorização das tecnologias de criação de produtos de alto valor acrescentado, utilizando compostos ou extratos de origem marinha, como sejam novos adsorventes para remediação ambiental, compostos com atividade anti-fouling, extratos bioativos para incorporação em alimentos funcionais ou cosméticos, novas moléculas com atividade farmacológica, matrizes poliméricas, cerâmicas ou compósitas com relevância biomédica, nomeadamente como dispositivos médicos e sistemas avançados para medicina regenerativa. Estas atividades serão fundamentais para suportar a assinalável força empreendedora da região que procura concretizar o potencial da bioeconomia azul reconhecido internacionalmente.

Com a integração deste projeto no mapeamento agora publicado e na posse do terreno, o município está em condições de avançar com a elaboração do projeto, o que se prevê para breve.

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ESCOLAS DE VILA VERDE PARTICIPAM NO 1º FÓRUM NACIONAL DO CENTRO DE EXPOSIÇÕES DOS CLUBES DE CIÊNCIA VIVA NA ESCOLA

Escolas do Concelho de Vila Verde marcam presença online no 1º Fórum Nacional do Centro de Exposições dos Clubes de Ciência Viva na Escola

Vereadora da Educação, Cultura e Ação Social, Dra. Júlia Fernandes, dá testemunho sobre esta participação a nível nacional.

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Se não teve oportunidade de assistir em direto à apresentação do 1º Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola, tem agora a oportunidade de fazê-lo a qualquer momento, numa visita virtual que estará disponível pelo período de um ano.

Nestas visitas poderá inteirar-se do trabalho desenvolvido pelo Clube nº 17, "Ciência(s) Bora Lá(b)! do Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva e pelo Clube nº 24, “No Pico da Ciência”, do Agrupamento de Escolas de Vila Verde.

Ao visitar estes dois Clubes pode perceber o trabalho neles desenvolvido, assim como os parceiros que com eles colaboraram.

São inúmeras as iniciativas disponíveis neste Fórum!

Comece pelo átrio e escolha a direção que quer tomar! Nos diferentes espaços encontrará uma diversificada oferta.

Se tomar a direção “Centros de Exposições” encontrará os Clubes de Ciência Viva na Escola e seguindo a orientação “norte”, encontrará o Clube nº 17, "Ciência(s) Bora Lá(b)! do Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva, em https://clubescienciaviva.virtualarena.pt/space/atrio/centro-de-exposicoes/clubes/norte/ciencias-bora-lab/

e o Clube nº 24, “No Pico da Ciência”, do Agrupamento de Escolas de Vila Verde em https://clubescienciaviva.virtualarena.pt/space/atrio/centro-de-exposicoes/clubes/norte/no-pico-da-ciencia/ , ambos parceiros da Casa do Conhecimento de Vila Verde, nomeadamente para a concretização das duas edições da Feira de Ciência & Tecnologia.

Destacamos o testemunho da Sra Vereadora da Educação, Cultura e Ação Social do Município de Vila Verde, Dra. Júlia Fernandes na mais valia da parceria entre a Casa do Conhecimento de Vila Verde e os os Clubes de Ciência Viva destes dois Agrupamentos de Escolas do concelho.

No seu testemunho, a autarca referiu «A Casa do Conhecimento de Vila Verde tem uma parceria muito ativa com os Clubes Ciência Viva do Agrupamento de Escola de Moure e da Ribeira e do Agrupamento de Escola do Vila Verde. Estas parcerias tem levado à realização de múltiplas atividades sendo que as mais expressivas é a realização das Feiras de Ciência e Tecnologia, sendo que este ano, devido à situação pandémica, transformamos esta ediçãonum formato online e teve um público aderente de cerca de 2500 pessoas, que participaram de norte a sul do país. Foi de facto interessantíssimo ver como as nossas escolas e os nossos agrupamentos se envolveram neste projeto. Parabéns às nossas escolas, parabéns aos nossos alunos e parabéns aos Clubes Ciência Viva, vamos continuar com estas parcerias, pois assim chegamos sempre mais longe.»

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GUIMARÃES PROMOVE CIÊNCIA VIVA

Conversas Fora da Caixa: Ciência (e não só) ao longo de um ano

O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães organiza, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, um ciclo de conversas em torno dos mais diversos temas – da religião ao cinema, passando pela poesia e pela política. Temas que não estão, à primeira vista, ligados com a vertente científica. É nesta aparente desconexão que está a razão de ser do título geral deste ciclo.

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De facto, “Conversas Fora da Caixa” quer ser mais do que um ciclo de debates ou palestras, seguindo antes um modelo em que pontifica, além do convidado de cada encontro, um “facilitador” de conversa, dando igualmente espaço a intervenção do público (nos casos em que ele existir).

Este ciclo, esclarece Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência, começou a ser preparado no final de 2019 para arrancar no início deste ano, mas “a nossa intenção esbarrou no obstáculo chamado Covid-19”. Por outro lado, adianta, como persiste o contexto pandémico, os encontros seguirão um figurino misto: uns terão realização no palco digital, sem público; outros decorrerão “ao vivo” e com público, sempre que as condições o permitirem e especialmente se as restrições por motivos de saúde forem entretanto levantadas. 

O ciclo, com periodicidade mensal, começa a 17 de dezembro, data do quinto aniversário do Centro Ciência Viva de Guimarães. Para o encontro inaugural a conversa será protagonizada por Paulino Carvalho, responsável pela paróquia de Nª Srª da Oliveira, no Centro Histórico vimaranense, subordinada ao tema geral “Natal em tempo de pandemia”. A conversa será emitida em vídeo através das plataformas digitais do Curtir Ciência.

“A intenção deste ciclo”, conclui Sérgio Silva, “passa por incentivar a troca de ideias. Queremos recuperar o hábito dos chamados “café com ciência”, mas acima de tudo explorar as ligações que podem existir entre a Ciência e outras áreas do nosso quotidiano”.

GUIMARÃES: DA ROBÓTICA AO 3D - DICAS PARA CURTIR CIÊNCIA NO NATAL

O programa para a quadra natalícia do Centro Ciência Viva de Guimar tem por base um conjunto de oficinas científicas a pensar nas famílias. A novidade deste ano é a inauguração do Espaço Criativo, um “cinco em um” que oferece propostas ligadas à robótica, 3D e eletricidade, entre outras.

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O programa Curtir Ciência no Natal segue à risca as orientações das autoridades de saúde e propõe atividades que vão fazer as delícias de todos! Decorre de 17 de dezembro a 2 de janeiro e inclui um conjunto de oficinas para famílias e grupos (ATL), sempre sem descurar as normas de segurança em vigor neste contexto de pandemia. Construir globos de neve alusivos ao Natal com uso de frascos usados e produzir velas aromáticas a partir de óleo alimentar usado são duas das oficinas dirigidas a grupos.

Apostado em seguir as indicações das autoridades de saúde com vista a combater a pandemia, o Curtir Ciência definiu um programa de aniversário (dia 17 de dezembro) que pretende evitar ajuntamentos, assente em iniciativas nas plataformas digitais, aproveitando para inaugurar uma nova oferta. Trata-se do Espaço Criativo, um novo módulo concebido a pensar nas famílias. Um espaço “cinco em um” que oferece cinco postos ligados a várias áreas da Ciência que os visitantes podem experimentar durante 45 minutos.

As atividades disponíveis no Espaço Criativo são:

1 | Impressão 3D | Os participantes podem fazer os seus próprios ornamentos de Natal com recurso a canetas 3D.

2 | Robótica | Quem passar pelo Espaço Criativo pode construir e experimentar robôs em Lego (Lego Mindstorm NXT) e explorar o conceito de código através de mini-robôs que respondem a sequências de cor (Ozobots).

3 | K´NEX | Exploração de kits de construção, de dificuldade média e elevada, como forma de desenvolver a imaginação de crianças e adultos.

4 | Desafios Elétricos | Neste posto os participantes podem construir circuitos elétricos, avaliar a capacidade condutora dos materiais e efetuar um pequeno desafio elétrico.

4 | Legos | Uma oferta mais direcionada para crianças com idades inferiores a 5 anos, que consiste na construção com Legos permitindo dar asas à imaginação.

Como Funciona? O Espaço Criativo pode ser alugado por períodos de 45 minutos. Durante este tempo, as famílias podem explorar livremente os diferentes postos.

Oficinas de Natal

A pensar em famílias e em pequenos grupos (ATL), o Curtir Ciência disponibiliza as habituais oficinas de Natal. Os participantes podem construir globos de neve com motivos natalícios usando frascos de vidro e produzir velas aromáticas a partir de óleo alimentar usado, como forma de sensibilização para a importância da reciclagem dos óleos.

As oficinas têm uma duração aproximada de uma hora e lotação limitada.

É ainda possível escolher outras propostas de entre a oferta habitual do Curtir Ciência: confecionar gomas de gelatina, explorando a sua constituição e propriedades, bem como o processo de gelificação e produzir sabonetes “duplos” - um sabonete mais pequeno incluído num sabonete maior.

UNIVERSIDADE DE AVEIRO: INVESTIGADORAS PORTUGUESAS NA FRONTEIRA DA EXPLORAÇÃO DO MAR PROFUNDO

Depois de Marte, é, provavelmente, o mais enigmático local que a Humanidade não pisou: o mar profundo. Simbolicamente batizado de Challenger 150, em alusão ao ponto mais profundo do planeta (o Challenger Deep), um novo programa com cientistas de todo o mundo propõe-se trazer à superfície o conhecimento que ainda se esconde nas profundezas dos oceanos.

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Ao leme, a bióloga portuguesa Ana Hilário, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA), quer dar um grande mergulho para a Humanidade e fazer com que o Challenger 150 seja uma referência da Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável.

“O mar profundo [vastas extensões de água e fundos marinhos entre os 200 e os 11000 metros abaixo da superfície do oceano] é reconhecido globalmente como uma importante fronteira da ciência e da descoberta”, aponta a bióloga marinha Ana Hilário, coordenadora da Challenger 150 a par com Kerry Howell, investigadora na Universidade de Plymouth (Reino Unido) e especialista em Ecologia do Mar Profundo.

Apesar de o mar profundo representar cerca de 60 por cento da superfície da Terra, aponta a investigadora da UA, “uma grande parte permanece completamente inexplorada e a Humanidade conhece muito pouco sobre os seus habitats e como estes contribuem para a saúde de todo o planeta”.

Para colmatar esta lacuna, Ana Hilário e Kerry Howell juntaram à sua volta uma equipa de cientistas de 45 instituições de 17 países que propõe um programa de investigação, com a duração de 10 anos, dedicado ao estudo do mar profundo. De Portugal, para além da equipa da UA, contribuíram para o desenho do programa também cientistas do CIIMAR (Universidade do Porto), do Okeanos (Universidade dos Açores) e do CIMA (Universidade do Algarve).

O Challenger 150 - o ano 2022 marca o 150º aniversário da expedição do navio HMS Challenger que circum-navegou o globo, mapeando o fundo do mar, registando a temperatura global do oceano, e proporcionando a primeira perspetiva da vida no mar profundo - irá coincidir com a Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, que decorre de 2021 a 2030.

“Um dos grandes objetivos do Challenger 150 é a capacitação e aumento da diversidade no seio da comunidade científica, uma vez que atualmente a investigação no oceano profundo é conduzida principalmente por nações desenvolvidas com recursos financeiros suficientes e acesso a infraestruturas oceanográficas”, explica a bióloga portuguesa.

Este programa, esperam os cientistas, irá também gerar mais dados geológicos, físicos, biogeoquímicos e biológicos através da inovação e da aplicação de novas tecnologias, e utilizar estes dados para compreender como as mudanças no mar profundo afetam todo o meio marinho e a vida no planeta. Este novo conhecimento será usado para apoiar a tomada de decisões a nível regional, nacional e internacional sobre questões como a exploração mineira nos fundos oceânicos, a pesca e a conservação da biodiversidade, bem como a política climática.

Mais e melhor colaboração e conhecimento

Mas o mergulho no mar profundo do Challenger 150 só será possível através da cooperação internacional. Por isso, os investigadores do programa publicam hoje um apelo na revista Nature Ecology and Evolution enquanto, simultaneamente, publicam um esquema detalhado do Challenger 150 na revista Frontiers in Marine Science.

Liderada por membros das redes internacionais Deep-Ocean Stewardship Initiative (DOSI) e Scientific Committee on Oceanic Research (SCOR), a lista de autores dos dois artigos inclui cientistas de países desenvolvidos, emergentes e em desenvolvimento de seis dos sete continentes. Os cientistas alegam que a Década anunciada pela ONU proporciona uma oportunidade ímpar de unir a comunidade científica internacional para dar um salto gigantesco no nosso conhecimento das profundezas do oceano.

“A nossa visão é a de que, dentro de 10 anos, qualquer decisão que possa ter impacto no mar profundo, seja de que forma for, será tomada com base num conhecimento científico sólido dos oceanos”, aponta Kerry Howell. Para que isso seja alcançado, sublinha a investigadora britânica, “é necessário que haja consenso e colaboração internacional”.

Ana Hilário antevê que “a Década proporciona a oportunidade de construir um programa a longo prazo de formação e capacitação de recursos humanos em ciências do oceano”. Com o Challenger 150, “pretendemos formar a próxima geração de biólogos do mar profundo. Vamos concentrar-nos na formação de cientistas de países em desenvolvimento, mas também de jovens cientistas de todas as nações, incluindo Portugal”.

Tal formação, acredita, “irá criar uma rede reforçada que permitirá aos países exercer plenamente o seu papel nos debates internacionais sobre a utilização dos recursos marinhos dentro e fora das suas fronteiras nacionais”.

A cold water coral reef from _700m deep - these re

A fish (Lepidion eques) swims among bright purple

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Ana Hilário a bordo do navio de investigação Kr

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Large bubblegum corals on a cold water coral reef

A close-up image of a bamboo coral called Acanella

ESTUDO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO INDICA QUE AUMENTOS DAS TEMPERATURAS VÃO "ASSAR" A PENÍNSULA IBÉRICA

As temperaturas da Península Ibérica vão aumentar de forma “muito preocupante” durante este século. O alerta é de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que prevê até 2100 aumentos da temperatura média de 2 a 3 graus ao longo de todo o ano, o suficiente para causar graves impactos no meio ambiente e, por consequência, na saúde pública. Em Portugal há mesmo regiões que poderão registar aumentos de 4 a 5 graus centígrados nas máximas diárias.

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“As implicações poderão ser enormes”, alerta o investigador David Carvalho. Com base nos aumentos de temperatura detetados no estudo que coordenou, o cientista do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA antevê que “o número de dias por ano com temperaturas máximas acima dos 40 graus centígrados poderão aumentar até cerca de 50 dias por ano no final deste século”.

Ou seja, sublinha, “daqui a algumas décadas poderemos ter 3 meses por ano onde as temperaturas máximas diárias são acima de 40 ºC, se bem que esta tendência é mais predominante no centro-sul de Espanha e não tanto para Portugal”.  Aumentos que, a acontecerem, “trarão de certeza consequências significativas para a saúde humana, mas principalmente para o meio ambiente e em áreas como a agricultura, os fogos florestais, a desertificação ou a seca”.

Subida dos termómetros em todas as linhas

Publicado na revista Climate Dynamics, o estudo assinado pelos investigadores do CESAM David Carvalho, Susana Cardoso Pereira e Alfredo Rocha projetou e analisou as temperaturas de superfície na Península Ibérica para dois períodos futuros, o primeiro de 2046 a 2065 e o outro de 2081 a 2100.

Os resultados apontam para aumentos da temperatura diária, não só da média como também da máxima e da mínima, para praticamente todo o território da Península Ibérica. As temperaturas máximas diárias aumentarão mais do que as médias e as mínimas serão as que aumentarão menos.

No entanto, existe uma grande variação espacial nestes aumentos de temperatura: para Portugal os aumentos andarão à volta dos 1,5-2 graus centígrados para o período 2046-2065 e de 2-3 graus centígrados para 2081-2100 em termos de temperatura média diária. No caso da temperatura máxima, o aumento poderá chegar aos 4-5 graus centígrados no final do século.

As zonas projetadas para terem maiores aumentos de temperatura são as zonas centro e sul de Espanha, onde poderão ultrapassar os 5 graus centígrados em termos de temperaturas médias diárias.

Os resultados das projeções “são, sem dúvida, muito preocupantes”, alerta David Carvalho, coordenador do estudo e investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA. O cientista explica a preocupação com os resultados: “Aumentos de cerca de 2-3 graus centígrados em termos de temperaturas médias, máximas e mínimas são suficientes para causar impactos em áreas vitais como agricultura, fogos florestais, seca, desertificação e respetivos impactos na saúde e bem-estar das pessoas”.

“Quando os dados mostram aumentos de 5-6 graus centígrados em algumas zonas de Espanha e entre 1.5-3 graus centígrados para a maioria das zonas da Península Ibérica, isso é sem dúvida motivo de preocupação”, refere o investigador.

E como se já não bastasse, David Carvalho sublinha ainda a “unanimidade quase total nos dados de clima futuro no que diz respeito ao aumento generalizado de temperatura na Península Ibérica, em todas as estações do ano, zonas geográficas e tipo de temperaturas”, sejam elas médias, máximas e mínimas.

É urgente reduzir a emissão de gases

A emissão para a atmosfera de grandes quantidades de gases com efeito de estufa, como é o caso do dióxido de carbono e do metano, refere o cientista do CESAM, “são as principais causas para o aumento de temperatura que estamos já a assistir, e que serão amplificadas nas próximas décadas”.

As soluções para contrariar as subidas do termómetro são já conhecidas, mas David Carvalho sublinha-as mais uma vez: “apostar fortemente numa descarbonização do modelo socioeconómico em que vivemos, ou seja, usar meios de produção de energia que não impliquem a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera, apostar também num uso mais eficiente dos nossos recursos energéticos e evitar a necessidade de produção de tantos bens de consumo”.

“O único caminho a seguir será gastar menos energia e recursos e ao mesmo tempo gerar a energia de que necessitámos sem emissão de gases com efeito de estufa”, resume David Carvalho.

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ANIMAIS NO ÁRTICO ALTERAM COMPORTAMENTOS EM RESPOSTA ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Biólogo José Alves da Universidade de Aveiro participa na investigação

Depois de 30 anos a monitorizar os movimentos de animais que habitam a zona polar ártica, cerca de 150 investigadores de mais de 100 instituições, entre os quais o biólogo José Alves, da Universidade de Aveiro (UA), não têm dúvidas: as alterações climáticas que levaram o ártico a entrar num novo estado ecológico, provocaram alterações na dinâmica espácio-temporal dos animais que habitam a região. O artigo foi publicado hoje na revista Science.

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O biólogo José Alves segura um Moleiro-parasítico (Stercorarius parasiticus), ave predadora do ecossistema ártico, marcado no sopé do glaciar Eyjafjallajökull, na Islândia, onde à semelhança de todo o ártico os efeitos do aquecimento global são muito notórios. (Créditos: Verónica Méndez)

 

O trabalho demonstra como aves migradoras alteraram os seus padrões migratórios e várias populações de renas mudaram a sua fenologia reprodutora em resposta às alterações climáticas no ártico. Por outro lado, ursos, alces e lobos não modificaram as suas taxas de deslocação em resposta à precipitação, embora os alces se movimentem mais com as temperaturas mais altas no verão, sugerindo diferenças nestas respostas em diferentes níveis tróficos do ecossistema ártico.

José Alves, investigador no Departamento de Biologia e no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), um dos laboratórios Associados da UA, e coautor do artigo, indica que “no ártico, o aquecimento global tem-se manifestado de forma muito notória, pois as temperaturas têm aumentado nos polos de forma mais acentuada do que no resto do globo, um fenómeno denominado por amplificação polar ártica”. O fenómeno, aponta o biólogo, “coloca os animais que habitam esta região na linha da frente dos efeitos das alterações climáticas”.

“A investigação de excelência desenvolvida pelo investigador José Alves no âmbito do estudo com animais que habitam na zona polar ártica foi aceite numa das revistas mais prestigiadas do mundo, a Science”, congratula-se Artur Silva. O Vice-reitor da UA para a Investigação aponta que “este estudo, e outros desenvolvidos pelo Investigador e sua equipa, mostram a relação que existe entre comportamentos e alterações fisiológicas dos referidos animais e as alterações climáticas do planeta”. Por isso, o responsável não tem dúvidas: “O investigador José Alves, um dos bons representantes da comunidade científica da Universidade de Aveiro, contribui com os seus estudos para alertar o Mundo para as consequências do aquecimento global”.

Seguimento cada vez mais detalhado

Desde mamíferos marinhos, como baleias e focas, a aves terrestres, como são exemplo as águias e os passeriformes, passando pelas aves marinhas, como a andorinha-do-mar ou o airo, e mamíferos terrestres, como ursos e renas, até às aves limícolas, como o ostraceiro ou o maçarico-de-bico-direito, todos estes animais têm cada vez mais sido alvos de programas de monitorização remota, com recurso a aparelhos electrónicos de seguimento, como é o caso dos transmissores GPS.

Inicialmente, apenas animais de maior porte tinham capacidade para transportar este tipo de aparelhos, mas a rápida inovação tecnológica das últimas décadas, possibilitou a existência de equipamentos com precisão GPS pesando apenas 1 grama. Esta miniaturização permitiu aos investigadores que se dedicam ao estudo da ecologia destas espécies no árctico, colocar estes aparelhos num número cada vez mais diversificado de espécies (201 e a aumentar) transformando esses indivíduos em autênticos bio-sensores.

Em suma, os cientistas conseguem registar os seus movimentos com muita precisão e quantificar alterações nas suas deslocações, monitorizando estes padrões em grande detalhe. Seguindo alguns indivíduos é, assim, possível perceber como estas espécies respondem (ou não) às alterações que ocorrem nos seus habitats. E os padrões de movimento de todos estes grupos não enganam: o ártico está a mudar, e a forma como estas espécies usam estes habitats também.

Respostas comportamentais nem sempre favoráveis

À primeira vista até pode parecer que estes animais estão a responder a estas alterações no clima, contudo nem sempre estas respostas são suficientes ou se traduzem em resultados favoráveis para estas populações. José Alves, que estuda as aves limícolas na Islândia desde 2006, indica, por exemplo, o caso do ostraceiro, uma ave migradora que tem uma proporção cada vez maior de aves residentes, ou seja, que passam o inverno na Islândia, enquanto as restantes migram para o Reino Unido, Irlanda e continente europeu durante os meses mais frios do ano.

Esta alteração de comportamento não é alheia aos invernos cada vez mais amenos que se têm vindo a fazer sentir no país. Contudo, explica José Alves, “quando há um inverno mais rigoroso, como no ano passado, várias destas aves acabam por morrer! E esse é um preço muito alto a pagar”. Esta alteração no comportamento e movimentos migratórios dos indivíduos desta espécie que se reproduzem na Islândia faz com que esta seja a latitude mais a norte onde passam o inverno.

Existem também alterações na fenologia destas espécies. É o caso, por exemplo, do maçarico-de-bico-direito, que tira partido da antecipação da primavera chegando às zonas de reprodução na Islândia cada vez mais cedo no ano. Contudo, a janela mais larga de temperaturas favoráveis durante esta época do ano tem feito também com que os agricultores expandam a área agrícola, pois têm mais tempo para tirar partido de épocas mais longas para crescimento de feno (uma das poucas culturas viáveis nestas latitudes). Ao perderem habitat natural, os maçaricos colocam cada vez mais os seus ninhos nas zonas agrícolas.

Mas o crescimento rápido destas plantas não permite que haja tempo suficiente para incubar os ovos e fazer com que as crias sejam grandes o suficiente para escapar às máquinas quando se inicia a ceifa. “O tempo de incubação e crescimento das crias é praticamente o mesmo independente da temperatura. Estes ritmos não se alteram muito devido a factores extrínsecos”, explica José Alves. O investigador adianta que “são processos que estão ajustados aos habitats naturais no ártico e sub-ártico, mas desadequados para feno de crescimento rápido plantado nestes habitats artificiais, que se têm expandindo devido às alterações climáticas que aí se fazem sentir”.

Evitar a 6ªvaga de extinção

A concluir, o investigador sugere que, num momento em que se planeia o relançamento da economia na Europa, se promovam esforços para reduzir as emissões de carbono, limitando assim o aquecimento global que se faz sentir de forma muito prevalente no ártico. “É preciso dar tempo a estas espécies de responder às alterações que enfrentam, para que se evite a cada vez mais evidente 6ª vaga de extinção, que é consequência da ação humana”, apela.

Este artigo tem por base uma grande base de dados que permitiu a criação do Arctic Animal Movement Archive – AAMA. Os autores apelam à contribuição de mais investigadores para que essa informação origine novas descobertas.

A equipa de José Alves encontra-se neste momento num período de intensa atividade de monitorização e seguimento de aves limícolas no estuário do Tejo. Muitas destas espécies migram para o ártico e sub-ártico na primavera e a maior e mais importante zona húmida de Portugal para as aves limícolas desempenha um papel fundamental nesta fase do ano, permitindo que estas aves cheguem nas melhores condições aos seus locais de nidificação nessa região.

O conhecimento adquirido pelos investigadores ao longo da rota migratória do Atlântico Leste nas últimas décadas tem sido crucial para a implementação de medidas de conservação para estas aves.

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Bando de ostraceiros em voo em Hvalfjörður na costa oeste da Islândia, uma espécie que têm vindo a alterar os seus comportamentos migratórios com um número cada vez maior de indivíduos a permanecer todo o ano na Islândia, tirando partido dos invernos mais amenos que se tem vindo a fazer sentir nestas latitudes. (Créditos: Sölvi Vignisson)

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Os ostraceiros que invernam na Islândia e que, apesar de invernos amenos serem cada vez mais frequentes, podem em anos mais rigorosos enfrentar vários dias com temperaturas abaixo de zero. A alteração no seu comportamento migrador, passando a residentes na Islândia tem subjacente risco de enfrentar condições de tal forma adversas que nem todos conseguirão persistir. (Créditos: Sölvi Vignisson)

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José Alves desenvolve investigação no ártico e sub-ártico desde 2006, estudando as aves limícolas migradoras que se reproduzem no interface entre a tundra e zonas agrícolas a altas latitudes e que durante o inverno migram para locais mais amenos, nomeadamente os estuários portugueses.

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Macarico-de-bico-direito (Limosa limosa) capturado no seu território de reprodução em Floi í Fridland, que recebeu um transmissor para seguimento detalhado dos seus movimentos. Esta espécie migradora tem adiantado as datas de chegada à Islândia, reproduzindo-se mais cedo em anos mais quentes. (Créditos: Verónica Méndez)

PANDEMIA TEVE IMPACTO NEGATIVO NOS DOENTES RENAIS EM DIÁLISE

Os doentes renais em diálise foram particularmente afetados pela pandemia de COVID-19 e pelas medidas implementadas para prevenir o contágio, quer a nível psicológico, quer a nível do próprio tratamento e controlo da doença. A conclusão é de um estudo de Daniela Figueiredo, investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) da Universidade de Aveiro (UA).

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A investigadora da Universidade de Aveiro Daniela Figueiredo

 

No estudo - o primeiro a avaliar a experiência de doentes em diálise, no contexto da pandemia, em Portugal – foram analisados dados de doentes relativos a fevereiro de 2020 (antes da pandemia) e a abril deste mesmo ano (em pleno confinamento obrigatório imposto pelo estado de emergência).

Os resultados, publicados no jornal científico Seminars in Dialysis, mostram um impacto negativo da pandemia em marcadores de doença renal, o que poderá ser atribuído a uma diminuição ligeira do tempo de diálise, que se enquadra nos planos de contingência adotados.

Tratamentos menos eficazes

“Durante o confinamento, verificou-se uma redução da eficácia da diálise e de marcadores de controlo da doença, embora estes se mantenham dentro dos valores recomendados internacionalmente”, afirma Daniela Figueiredo, coordenadora do estudo também assinado pelos investigadores do CINTESIS e/ou da UA Helena Sousa, Óscar Ribeiro, Roberta Frontini, Fernando Ribeiro e Constança Paúl, da Universidade do Porto.

“Estes doentes não podem viver sem terapia de substituição renal, sendo que a diálise realizada em unidades especializadas continua a ser o tratamento mais comum”, sublinha Daniela Figueiredo. No entanto, aponta a investigadora, “este tratamento exige que os doentes tenham de se deslocar pelo menos três vezes por semana a unidades que, durante a pandemia, têm mais dificuldade em seguir as recomendações para pessoas de elevado risco de infeção por COVID-19, como a distância física”.

Outro problema encontrado pelo estudo foi a alteração das rotinas diárias destes doentes, que passaram a fazer menos atividade física, a ter uma alimentação menos adequada às suas necessidades e a evidenciar dificuldades acrescidas na restrição de líquidos. Estes fatores têm um papel determinante no próprio tratamento e controlo da doença renal.

“Alguns doentes consumiram mais alimentos ‘proibidos’ no seu regime alimentar, como pão e laticínios (ricos em fósforo), porque não podiam ou não queriam sair de casa para fazer compras, com medo de serem contaminados. Além disso, sintomas de ansiedade, como boca e garganta seca, tornavam os doentes propensos a beber mais água do que é recomendado”, indica a coordenadora do estudo.

Ansiedade, tristeza e solidão

Em relação aos efeitos psicológicos, o estudo registou um aumento do sofrimento emocional, associado a sentimentos de ansiedade, tristeza e solidão, ao medo de ser infetado e a uma diminuição da autonomia e da autoestima.

“Estes resultados são congruentes com os resultados de um estudo similar realizado na China, que também sugere um aumento do sofrimento emocional no período do confinamento em doentes renais a fazer tratamento em centros de diálise”, acrescenta.

Daniela Figueiredo recorda que os doentes com doença renal terminal são particularmente suscetíveis à infeção por COVID-19, numa combinação explosiva com uma série de fatores de risco, como a idade avançada, a diabetes, a hipertensão e um sistema imunitário mais vulnerável.

Em sentido oposto, a pandemia trouxe alguns impactos positivos para os doentes renais crónicos. O aumento do suporte social e familiar, do desenvolvimento pessoal e do uso das redes sociais para comunicar foram alguns dos aspetos positivos registados pelo estudo.

No estudo, a equipa de investigação faz uma série de recomendações que visam ajudar os doentes renais em diálise a lidar com os desafios que possam surgir. “A equipa de diálise pode ter um papel importante na desconstrução de alguns medos dos doentes. Outra possibilidade é a criação de grupos de apoio online, de forma a mitigar as necessidades emocionais, relacionais e educacionais”, aconselham.

Este trabalho insere-se no projeto Together We Stand – Promoting adherence in end-stage renal disease through a family-based self-management intervention, financiado pelo POCH – Portugal 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).