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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESCOLAS DE VILA VERDE PARTICIPAM NO 1º FÓRUM NACIONAL DO CENTRO DE EXPOSIÇÕES DOS CLUBES DE CIÊNCIA VIVA NA ESCOLA

Escolas do Concelho de Vila Verde marcam presença online no 1º Fórum Nacional do Centro de Exposições dos Clubes de Ciência Viva na Escola

Vereadora da Educação, Cultura e Ação Social, Dra. Júlia Fernandes, dá testemunho sobre esta participação a nível nacional.

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Se não teve oportunidade de assistir em direto à apresentação do 1º Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola, tem agora a oportunidade de fazê-lo a qualquer momento, numa visita virtual que estará disponível pelo período de um ano.

Nestas visitas poderá inteirar-se do trabalho desenvolvido pelo Clube nº 17, "Ciência(s) Bora Lá(b)! do Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva e pelo Clube nº 24, “No Pico da Ciência”, do Agrupamento de Escolas de Vila Verde.

Ao visitar estes dois Clubes pode perceber o trabalho neles desenvolvido, assim como os parceiros que com eles colaboraram.

São inúmeras as iniciativas disponíveis neste Fórum!

Comece pelo átrio e escolha a direção que quer tomar! Nos diferentes espaços encontrará uma diversificada oferta.

Se tomar a direção “Centros de Exposições” encontrará os Clubes de Ciência Viva na Escola e seguindo a orientação “norte”, encontrará o Clube nº 17, "Ciência(s) Bora Lá(b)! do Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva, em https://clubescienciaviva.virtualarena.pt/space/atrio/centro-de-exposicoes/clubes/norte/ciencias-bora-lab/

e o Clube nº 24, “No Pico da Ciência”, do Agrupamento de Escolas de Vila Verde em https://clubescienciaviva.virtualarena.pt/space/atrio/centro-de-exposicoes/clubes/norte/no-pico-da-ciencia/ , ambos parceiros da Casa do Conhecimento de Vila Verde, nomeadamente para a concretização das duas edições da Feira de Ciência & Tecnologia.

Destacamos o testemunho da Sra Vereadora da Educação, Cultura e Ação Social do Município de Vila Verde, Dra. Júlia Fernandes na mais valia da parceria entre a Casa do Conhecimento de Vila Verde e os os Clubes de Ciência Viva destes dois Agrupamentos de Escolas do concelho.

No seu testemunho, a autarca referiu «A Casa do Conhecimento de Vila Verde tem uma parceria muito ativa com os Clubes Ciência Viva do Agrupamento de Escola de Moure e da Ribeira e do Agrupamento de Escola do Vila Verde. Estas parcerias tem levado à realização de múltiplas atividades sendo que as mais expressivas é a realização das Feiras de Ciência e Tecnologia, sendo que este ano, devido à situação pandémica, transformamos esta ediçãonum formato online e teve um público aderente de cerca de 2500 pessoas, que participaram de norte a sul do país. Foi de facto interessantíssimo ver como as nossas escolas e os nossos agrupamentos se envolveram neste projeto. Parabéns às nossas escolas, parabéns aos nossos alunos e parabéns aos Clubes Ciência Viva, vamos continuar com estas parcerias, pois assim chegamos sempre mais longe.»

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GUIMARÃES PROMOVE CIÊNCIA VIVA

Conversas Fora da Caixa: Ciência (e não só) ao longo de um ano

O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães organiza, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, um ciclo de conversas em torno dos mais diversos temas – da religião ao cinema, passando pela poesia e pela política. Temas que não estão, à primeira vista, ligados com a vertente científica. É nesta aparente desconexão que está a razão de ser do título geral deste ciclo.

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De facto, “Conversas Fora da Caixa” quer ser mais do que um ciclo de debates ou palestras, seguindo antes um modelo em que pontifica, além do convidado de cada encontro, um “facilitador” de conversa, dando igualmente espaço a intervenção do público (nos casos em que ele existir).

Este ciclo, esclarece Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência, começou a ser preparado no final de 2019 para arrancar no início deste ano, mas “a nossa intenção esbarrou no obstáculo chamado Covid-19”. Por outro lado, adianta, como persiste o contexto pandémico, os encontros seguirão um figurino misto: uns terão realização no palco digital, sem público; outros decorrerão “ao vivo” e com público, sempre que as condições o permitirem e especialmente se as restrições por motivos de saúde forem entretanto levantadas. 

O ciclo, com periodicidade mensal, começa a 17 de dezembro, data do quinto aniversário do Centro Ciência Viva de Guimarães. Para o encontro inaugural a conversa será protagonizada por Paulino Carvalho, responsável pela paróquia de Nª Srª da Oliveira, no Centro Histórico vimaranense, subordinada ao tema geral “Natal em tempo de pandemia”. A conversa será emitida em vídeo através das plataformas digitais do Curtir Ciência.

“A intenção deste ciclo”, conclui Sérgio Silva, “passa por incentivar a troca de ideias. Queremos recuperar o hábito dos chamados “café com ciência”, mas acima de tudo explorar as ligações que podem existir entre a Ciência e outras áreas do nosso quotidiano”.

GUIMARÃES: DA ROBÓTICA AO 3D - DICAS PARA CURTIR CIÊNCIA NO NATAL

O programa para a quadra natalícia do Centro Ciência Viva de Guimar tem por base um conjunto de oficinas científicas a pensar nas famílias. A novidade deste ano é a inauguração do Espaço Criativo, um “cinco em um” que oferece propostas ligadas à robótica, 3D e eletricidade, entre outras.

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O programa Curtir Ciência no Natal segue à risca as orientações das autoridades de saúde e propõe atividades que vão fazer as delícias de todos! Decorre de 17 de dezembro a 2 de janeiro e inclui um conjunto de oficinas para famílias e grupos (ATL), sempre sem descurar as normas de segurança em vigor neste contexto de pandemia. Construir globos de neve alusivos ao Natal com uso de frascos usados e produzir velas aromáticas a partir de óleo alimentar usado são duas das oficinas dirigidas a grupos.

Apostado em seguir as indicações das autoridades de saúde com vista a combater a pandemia, o Curtir Ciência definiu um programa de aniversário (dia 17 de dezembro) que pretende evitar ajuntamentos, assente em iniciativas nas plataformas digitais, aproveitando para inaugurar uma nova oferta. Trata-se do Espaço Criativo, um novo módulo concebido a pensar nas famílias. Um espaço “cinco em um” que oferece cinco postos ligados a várias áreas da Ciência que os visitantes podem experimentar durante 45 minutos.

As atividades disponíveis no Espaço Criativo são:

1 | Impressão 3D | Os participantes podem fazer os seus próprios ornamentos de Natal com recurso a canetas 3D.

2 | Robótica | Quem passar pelo Espaço Criativo pode construir e experimentar robôs em Lego (Lego Mindstorm NXT) e explorar o conceito de código através de mini-robôs que respondem a sequências de cor (Ozobots).

3 | K´NEX | Exploração de kits de construção, de dificuldade média e elevada, como forma de desenvolver a imaginação de crianças e adultos.

4 | Desafios Elétricos | Neste posto os participantes podem construir circuitos elétricos, avaliar a capacidade condutora dos materiais e efetuar um pequeno desafio elétrico.

4 | Legos | Uma oferta mais direcionada para crianças com idades inferiores a 5 anos, que consiste na construção com Legos permitindo dar asas à imaginação.

Como Funciona? O Espaço Criativo pode ser alugado por períodos de 45 minutos. Durante este tempo, as famílias podem explorar livremente os diferentes postos.

Oficinas de Natal

A pensar em famílias e em pequenos grupos (ATL), o Curtir Ciência disponibiliza as habituais oficinas de Natal. Os participantes podem construir globos de neve com motivos natalícios usando frascos de vidro e produzir velas aromáticas a partir de óleo alimentar usado, como forma de sensibilização para a importância da reciclagem dos óleos.

As oficinas têm uma duração aproximada de uma hora e lotação limitada.

É ainda possível escolher outras propostas de entre a oferta habitual do Curtir Ciência: confecionar gomas de gelatina, explorando a sua constituição e propriedades, bem como o processo de gelificação e produzir sabonetes “duplos” - um sabonete mais pequeno incluído num sabonete maior.

UNIVERSIDADE DE AVEIRO: INVESTIGADORAS PORTUGUESAS NA FRONTEIRA DA EXPLORAÇÃO DO MAR PROFUNDO

Depois de Marte, é, provavelmente, o mais enigmático local que a Humanidade não pisou: o mar profundo. Simbolicamente batizado de Challenger 150, em alusão ao ponto mais profundo do planeta (o Challenger Deep), um novo programa com cientistas de todo o mundo propõe-se trazer à superfície o conhecimento que ainda se esconde nas profundezas dos oceanos.

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Ao leme, a bióloga portuguesa Ana Hilário, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA), quer dar um grande mergulho para a Humanidade e fazer com que o Challenger 150 seja uma referência da Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável.

“O mar profundo [vastas extensões de água e fundos marinhos entre os 200 e os 11000 metros abaixo da superfície do oceano] é reconhecido globalmente como uma importante fronteira da ciência e da descoberta”, aponta a bióloga marinha Ana Hilário, coordenadora da Challenger 150 a par com Kerry Howell, investigadora na Universidade de Plymouth (Reino Unido) e especialista em Ecologia do Mar Profundo.

Apesar de o mar profundo representar cerca de 60 por cento da superfície da Terra, aponta a investigadora da UA, “uma grande parte permanece completamente inexplorada e a Humanidade conhece muito pouco sobre os seus habitats e como estes contribuem para a saúde de todo o planeta”.

Para colmatar esta lacuna, Ana Hilário e Kerry Howell juntaram à sua volta uma equipa de cientistas de 45 instituições de 17 países que propõe um programa de investigação, com a duração de 10 anos, dedicado ao estudo do mar profundo. De Portugal, para além da equipa da UA, contribuíram para o desenho do programa também cientistas do CIIMAR (Universidade do Porto), do Okeanos (Universidade dos Açores) e do CIMA (Universidade do Algarve).

O Challenger 150 - o ano 2022 marca o 150º aniversário da expedição do navio HMS Challenger que circum-navegou o globo, mapeando o fundo do mar, registando a temperatura global do oceano, e proporcionando a primeira perspetiva da vida no mar profundo - irá coincidir com a Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, que decorre de 2021 a 2030.

“Um dos grandes objetivos do Challenger 150 é a capacitação e aumento da diversidade no seio da comunidade científica, uma vez que atualmente a investigação no oceano profundo é conduzida principalmente por nações desenvolvidas com recursos financeiros suficientes e acesso a infraestruturas oceanográficas”, explica a bióloga portuguesa.

Este programa, esperam os cientistas, irá também gerar mais dados geológicos, físicos, biogeoquímicos e biológicos através da inovação e da aplicação de novas tecnologias, e utilizar estes dados para compreender como as mudanças no mar profundo afetam todo o meio marinho e a vida no planeta. Este novo conhecimento será usado para apoiar a tomada de decisões a nível regional, nacional e internacional sobre questões como a exploração mineira nos fundos oceânicos, a pesca e a conservação da biodiversidade, bem como a política climática.

Mais e melhor colaboração e conhecimento

Mas o mergulho no mar profundo do Challenger 150 só será possível através da cooperação internacional. Por isso, os investigadores do programa publicam hoje um apelo na revista Nature Ecology and Evolution enquanto, simultaneamente, publicam um esquema detalhado do Challenger 150 na revista Frontiers in Marine Science.

Liderada por membros das redes internacionais Deep-Ocean Stewardship Initiative (DOSI) e Scientific Committee on Oceanic Research (SCOR), a lista de autores dos dois artigos inclui cientistas de países desenvolvidos, emergentes e em desenvolvimento de seis dos sete continentes. Os cientistas alegam que a Década anunciada pela ONU proporciona uma oportunidade ímpar de unir a comunidade científica internacional para dar um salto gigantesco no nosso conhecimento das profundezas do oceano.

“A nossa visão é a de que, dentro de 10 anos, qualquer decisão que possa ter impacto no mar profundo, seja de que forma for, será tomada com base num conhecimento científico sólido dos oceanos”, aponta Kerry Howell. Para que isso seja alcançado, sublinha a investigadora britânica, “é necessário que haja consenso e colaboração internacional”.

Ana Hilário antevê que “a Década proporciona a oportunidade de construir um programa a longo prazo de formação e capacitação de recursos humanos em ciências do oceano”. Com o Challenger 150, “pretendemos formar a próxima geração de biólogos do mar profundo. Vamos concentrar-nos na formação de cientistas de países em desenvolvimento, mas também de jovens cientistas de todas as nações, incluindo Portugal”.

Tal formação, acredita, “irá criar uma rede reforçada que permitirá aos países exercer plenamente o seu papel nos debates internacionais sobre a utilização dos recursos marinhos dentro e fora das suas fronteiras nacionais”.

A cold water coral reef from _700m deep - these re

A fish (Lepidion eques) swims among bright purple

An outcrop of rock makes a perfect home for many d

Ana Hilário a bordo do navio de investigação Kr

Bubblegum, stoney, soft corals and sponges photogr

Large bubblegum corals on a cold water coral reef

A close-up image of a bamboo coral called Acanella

ESTUDO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO INDICA QUE AUMENTOS DAS TEMPERATURAS VÃO "ASSAR" A PENÍNSULA IBÉRICA

As temperaturas da Península Ibérica vão aumentar de forma “muito preocupante” durante este século. O alerta é de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que prevê até 2100 aumentos da temperatura média de 2 a 3 graus ao longo de todo o ano, o suficiente para causar graves impactos no meio ambiente e, por consequência, na saúde pública. Em Portugal há mesmo regiões que poderão registar aumentos de 4 a 5 graus centígrados nas máximas diárias.

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“As implicações poderão ser enormes”, alerta o investigador David Carvalho. Com base nos aumentos de temperatura detetados no estudo que coordenou, o cientista do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA antevê que “o número de dias por ano com temperaturas máximas acima dos 40 graus centígrados poderão aumentar até cerca de 50 dias por ano no final deste século”.

Ou seja, sublinha, “daqui a algumas décadas poderemos ter 3 meses por ano onde as temperaturas máximas diárias são acima de 40 ºC, se bem que esta tendência é mais predominante no centro-sul de Espanha e não tanto para Portugal”.  Aumentos que, a acontecerem, “trarão de certeza consequências significativas para a saúde humana, mas principalmente para o meio ambiente e em áreas como a agricultura, os fogos florestais, a desertificação ou a seca”.

Subida dos termómetros em todas as linhas

Publicado na revista Climate Dynamics, o estudo assinado pelos investigadores do CESAM David Carvalho, Susana Cardoso Pereira e Alfredo Rocha projetou e analisou as temperaturas de superfície na Península Ibérica para dois períodos futuros, o primeiro de 2046 a 2065 e o outro de 2081 a 2100.

Os resultados apontam para aumentos da temperatura diária, não só da média como também da máxima e da mínima, para praticamente todo o território da Península Ibérica. As temperaturas máximas diárias aumentarão mais do que as médias e as mínimas serão as que aumentarão menos.

No entanto, existe uma grande variação espacial nestes aumentos de temperatura: para Portugal os aumentos andarão à volta dos 1,5-2 graus centígrados para o período 2046-2065 e de 2-3 graus centígrados para 2081-2100 em termos de temperatura média diária. No caso da temperatura máxima, o aumento poderá chegar aos 4-5 graus centígrados no final do século.

As zonas projetadas para terem maiores aumentos de temperatura são as zonas centro e sul de Espanha, onde poderão ultrapassar os 5 graus centígrados em termos de temperaturas médias diárias.

Os resultados das projeções “são, sem dúvida, muito preocupantes”, alerta David Carvalho, coordenador do estudo e investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA. O cientista explica a preocupação com os resultados: “Aumentos de cerca de 2-3 graus centígrados em termos de temperaturas médias, máximas e mínimas são suficientes para causar impactos em áreas vitais como agricultura, fogos florestais, seca, desertificação e respetivos impactos na saúde e bem-estar das pessoas”.

“Quando os dados mostram aumentos de 5-6 graus centígrados em algumas zonas de Espanha e entre 1.5-3 graus centígrados para a maioria das zonas da Península Ibérica, isso é sem dúvida motivo de preocupação”, refere o investigador.

E como se já não bastasse, David Carvalho sublinha ainda a “unanimidade quase total nos dados de clima futuro no que diz respeito ao aumento generalizado de temperatura na Península Ibérica, em todas as estações do ano, zonas geográficas e tipo de temperaturas”, sejam elas médias, máximas e mínimas.

É urgente reduzir a emissão de gases

A emissão para a atmosfera de grandes quantidades de gases com efeito de estufa, como é o caso do dióxido de carbono e do metano, refere o cientista do CESAM, “são as principais causas para o aumento de temperatura que estamos já a assistir, e que serão amplificadas nas próximas décadas”.

As soluções para contrariar as subidas do termómetro são já conhecidas, mas David Carvalho sublinha-as mais uma vez: “apostar fortemente numa descarbonização do modelo socioeconómico em que vivemos, ou seja, usar meios de produção de energia que não impliquem a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera, apostar também num uso mais eficiente dos nossos recursos energéticos e evitar a necessidade de produção de tantos bens de consumo”.

“O único caminho a seguir será gastar menos energia e recursos e ao mesmo tempo gerar a energia de que necessitámos sem emissão de gases com efeito de estufa”, resume David Carvalho.

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ANIMAIS NO ÁRTICO ALTERAM COMPORTAMENTOS EM RESPOSTA ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Biólogo José Alves da Universidade de Aveiro participa na investigação

Depois de 30 anos a monitorizar os movimentos de animais que habitam a zona polar ártica, cerca de 150 investigadores de mais de 100 instituições, entre os quais o biólogo José Alves, da Universidade de Aveiro (UA), não têm dúvidas: as alterações climáticas que levaram o ártico a entrar num novo estado ecológico, provocaram alterações na dinâmica espácio-temporal dos animais que habitam a região. O artigo foi publicado hoje na revista Science.

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O biólogo José Alves segura um Moleiro-parasítico (Stercorarius parasiticus), ave predadora do ecossistema ártico, marcado no sopé do glaciar Eyjafjallajökull, na Islândia, onde à semelhança de todo o ártico os efeitos do aquecimento global são muito notórios. (Créditos: Verónica Méndez)

 

O trabalho demonstra como aves migradoras alteraram os seus padrões migratórios e várias populações de renas mudaram a sua fenologia reprodutora em resposta às alterações climáticas no ártico. Por outro lado, ursos, alces e lobos não modificaram as suas taxas de deslocação em resposta à precipitação, embora os alces se movimentem mais com as temperaturas mais altas no verão, sugerindo diferenças nestas respostas em diferentes níveis tróficos do ecossistema ártico.

José Alves, investigador no Departamento de Biologia e no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), um dos laboratórios Associados da UA, e coautor do artigo, indica que “no ártico, o aquecimento global tem-se manifestado de forma muito notória, pois as temperaturas têm aumentado nos polos de forma mais acentuada do que no resto do globo, um fenómeno denominado por amplificação polar ártica”. O fenómeno, aponta o biólogo, “coloca os animais que habitam esta região na linha da frente dos efeitos das alterações climáticas”.

“A investigação de excelência desenvolvida pelo investigador José Alves no âmbito do estudo com animais que habitam na zona polar ártica foi aceite numa das revistas mais prestigiadas do mundo, a Science”, congratula-se Artur Silva. O Vice-reitor da UA para a Investigação aponta que “este estudo, e outros desenvolvidos pelo Investigador e sua equipa, mostram a relação que existe entre comportamentos e alterações fisiológicas dos referidos animais e as alterações climáticas do planeta”. Por isso, o responsável não tem dúvidas: “O investigador José Alves, um dos bons representantes da comunidade científica da Universidade de Aveiro, contribui com os seus estudos para alertar o Mundo para as consequências do aquecimento global”.

Seguimento cada vez mais detalhado

Desde mamíferos marinhos, como baleias e focas, a aves terrestres, como são exemplo as águias e os passeriformes, passando pelas aves marinhas, como a andorinha-do-mar ou o airo, e mamíferos terrestres, como ursos e renas, até às aves limícolas, como o ostraceiro ou o maçarico-de-bico-direito, todos estes animais têm cada vez mais sido alvos de programas de monitorização remota, com recurso a aparelhos electrónicos de seguimento, como é o caso dos transmissores GPS.

Inicialmente, apenas animais de maior porte tinham capacidade para transportar este tipo de aparelhos, mas a rápida inovação tecnológica das últimas décadas, possibilitou a existência de equipamentos com precisão GPS pesando apenas 1 grama. Esta miniaturização permitiu aos investigadores que se dedicam ao estudo da ecologia destas espécies no árctico, colocar estes aparelhos num número cada vez mais diversificado de espécies (201 e a aumentar) transformando esses indivíduos em autênticos bio-sensores.

Em suma, os cientistas conseguem registar os seus movimentos com muita precisão e quantificar alterações nas suas deslocações, monitorizando estes padrões em grande detalhe. Seguindo alguns indivíduos é, assim, possível perceber como estas espécies respondem (ou não) às alterações que ocorrem nos seus habitats. E os padrões de movimento de todos estes grupos não enganam: o ártico está a mudar, e a forma como estas espécies usam estes habitats também.

Respostas comportamentais nem sempre favoráveis

À primeira vista até pode parecer que estes animais estão a responder a estas alterações no clima, contudo nem sempre estas respostas são suficientes ou se traduzem em resultados favoráveis para estas populações. José Alves, que estuda as aves limícolas na Islândia desde 2006, indica, por exemplo, o caso do ostraceiro, uma ave migradora que tem uma proporção cada vez maior de aves residentes, ou seja, que passam o inverno na Islândia, enquanto as restantes migram para o Reino Unido, Irlanda e continente europeu durante os meses mais frios do ano.

Esta alteração de comportamento não é alheia aos invernos cada vez mais amenos que se têm vindo a fazer sentir no país. Contudo, explica José Alves, “quando há um inverno mais rigoroso, como no ano passado, várias destas aves acabam por morrer! E esse é um preço muito alto a pagar”. Esta alteração no comportamento e movimentos migratórios dos indivíduos desta espécie que se reproduzem na Islândia faz com que esta seja a latitude mais a norte onde passam o inverno.

Existem também alterações na fenologia destas espécies. É o caso, por exemplo, do maçarico-de-bico-direito, que tira partido da antecipação da primavera chegando às zonas de reprodução na Islândia cada vez mais cedo no ano. Contudo, a janela mais larga de temperaturas favoráveis durante esta época do ano tem feito também com que os agricultores expandam a área agrícola, pois têm mais tempo para tirar partido de épocas mais longas para crescimento de feno (uma das poucas culturas viáveis nestas latitudes). Ao perderem habitat natural, os maçaricos colocam cada vez mais os seus ninhos nas zonas agrícolas.

Mas o crescimento rápido destas plantas não permite que haja tempo suficiente para incubar os ovos e fazer com que as crias sejam grandes o suficiente para escapar às máquinas quando se inicia a ceifa. “O tempo de incubação e crescimento das crias é praticamente o mesmo independente da temperatura. Estes ritmos não se alteram muito devido a factores extrínsecos”, explica José Alves. O investigador adianta que “são processos que estão ajustados aos habitats naturais no ártico e sub-ártico, mas desadequados para feno de crescimento rápido plantado nestes habitats artificiais, que se têm expandindo devido às alterações climáticas que aí se fazem sentir”.

Evitar a 6ªvaga de extinção

A concluir, o investigador sugere que, num momento em que se planeia o relançamento da economia na Europa, se promovam esforços para reduzir as emissões de carbono, limitando assim o aquecimento global que se faz sentir de forma muito prevalente no ártico. “É preciso dar tempo a estas espécies de responder às alterações que enfrentam, para que se evite a cada vez mais evidente 6ª vaga de extinção, que é consequência da ação humana”, apela.

Este artigo tem por base uma grande base de dados que permitiu a criação do Arctic Animal Movement Archive – AAMA. Os autores apelam à contribuição de mais investigadores para que essa informação origine novas descobertas.

A equipa de José Alves encontra-se neste momento num período de intensa atividade de monitorização e seguimento de aves limícolas no estuário do Tejo. Muitas destas espécies migram para o ártico e sub-ártico na primavera e a maior e mais importante zona húmida de Portugal para as aves limícolas desempenha um papel fundamental nesta fase do ano, permitindo que estas aves cheguem nas melhores condições aos seus locais de nidificação nessa região.

O conhecimento adquirido pelos investigadores ao longo da rota migratória do Atlântico Leste nas últimas décadas tem sido crucial para a implementação de medidas de conservação para estas aves.

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Bando de ostraceiros em voo em Hvalfjörður na costa oeste da Islândia, uma espécie que têm vindo a alterar os seus comportamentos migratórios com um número cada vez maior de indivíduos a permanecer todo o ano na Islândia, tirando partido dos invernos mais amenos que se tem vindo a fazer sentir nestas latitudes. (Créditos: Sölvi Vignisson)

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Os ostraceiros que invernam na Islândia e que, apesar de invernos amenos serem cada vez mais frequentes, podem em anos mais rigorosos enfrentar vários dias com temperaturas abaixo de zero. A alteração no seu comportamento migrador, passando a residentes na Islândia tem subjacente risco de enfrentar condições de tal forma adversas que nem todos conseguirão persistir. (Créditos: Sölvi Vignisson)

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José Alves desenvolve investigação no ártico e sub-ártico desde 2006, estudando as aves limícolas migradoras que se reproduzem no interface entre a tundra e zonas agrícolas a altas latitudes e que durante o inverno migram para locais mais amenos, nomeadamente os estuários portugueses.

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Macarico-de-bico-direito (Limosa limosa) capturado no seu território de reprodução em Floi í Fridland, que recebeu um transmissor para seguimento detalhado dos seus movimentos. Esta espécie migradora tem adiantado as datas de chegada à Islândia, reproduzindo-se mais cedo em anos mais quentes. (Créditos: Verónica Méndez)

PANDEMIA TEVE IMPACTO NEGATIVO NOS DOENTES RENAIS EM DIÁLISE

Os doentes renais em diálise foram particularmente afetados pela pandemia de COVID-19 e pelas medidas implementadas para prevenir o contágio, quer a nível psicológico, quer a nível do próprio tratamento e controlo da doença. A conclusão é de um estudo de Daniela Figueiredo, investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) da Universidade de Aveiro (UA).

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A investigadora da Universidade de Aveiro Daniela Figueiredo

 

No estudo - o primeiro a avaliar a experiência de doentes em diálise, no contexto da pandemia, em Portugal – foram analisados dados de doentes relativos a fevereiro de 2020 (antes da pandemia) e a abril deste mesmo ano (em pleno confinamento obrigatório imposto pelo estado de emergência).

Os resultados, publicados no jornal científico Seminars in Dialysis, mostram um impacto negativo da pandemia em marcadores de doença renal, o que poderá ser atribuído a uma diminuição ligeira do tempo de diálise, que se enquadra nos planos de contingência adotados.

Tratamentos menos eficazes

“Durante o confinamento, verificou-se uma redução da eficácia da diálise e de marcadores de controlo da doença, embora estes se mantenham dentro dos valores recomendados internacionalmente”, afirma Daniela Figueiredo, coordenadora do estudo também assinado pelos investigadores do CINTESIS e/ou da UA Helena Sousa, Óscar Ribeiro, Roberta Frontini, Fernando Ribeiro e Constança Paúl, da Universidade do Porto.

“Estes doentes não podem viver sem terapia de substituição renal, sendo que a diálise realizada em unidades especializadas continua a ser o tratamento mais comum”, sublinha Daniela Figueiredo. No entanto, aponta a investigadora, “este tratamento exige que os doentes tenham de se deslocar pelo menos três vezes por semana a unidades que, durante a pandemia, têm mais dificuldade em seguir as recomendações para pessoas de elevado risco de infeção por COVID-19, como a distância física”.

Outro problema encontrado pelo estudo foi a alteração das rotinas diárias destes doentes, que passaram a fazer menos atividade física, a ter uma alimentação menos adequada às suas necessidades e a evidenciar dificuldades acrescidas na restrição de líquidos. Estes fatores têm um papel determinante no próprio tratamento e controlo da doença renal.

“Alguns doentes consumiram mais alimentos ‘proibidos’ no seu regime alimentar, como pão e laticínios (ricos em fósforo), porque não podiam ou não queriam sair de casa para fazer compras, com medo de serem contaminados. Além disso, sintomas de ansiedade, como boca e garganta seca, tornavam os doentes propensos a beber mais água do que é recomendado”, indica a coordenadora do estudo.

Ansiedade, tristeza e solidão

Em relação aos efeitos psicológicos, o estudo registou um aumento do sofrimento emocional, associado a sentimentos de ansiedade, tristeza e solidão, ao medo de ser infetado e a uma diminuição da autonomia e da autoestima.

“Estes resultados são congruentes com os resultados de um estudo similar realizado na China, que também sugere um aumento do sofrimento emocional no período do confinamento em doentes renais a fazer tratamento em centros de diálise”, acrescenta.

Daniela Figueiredo recorda que os doentes com doença renal terminal são particularmente suscetíveis à infeção por COVID-19, numa combinação explosiva com uma série de fatores de risco, como a idade avançada, a diabetes, a hipertensão e um sistema imunitário mais vulnerável.

Em sentido oposto, a pandemia trouxe alguns impactos positivos para os doentes renais crónicos. O aumento do suporte social e familiar, do desenvolvimento pessoal e do uso das redes sociais para comunicar foram alguns dos aspetos positivos registados pelo estudo.

No estudo, a equipa de investigação faz uma série de recomendações que visam ajudar os doentes renais em diálise a lidar com os desafios que possam surgir. “A equipa de diálise pode ter um papel importante na desconstrução de alguns medos dos doentes. Outra possibilidade é a criação de grupos de apoio online, de forma a mitigar as necessidades emocionais, relacionais e educacionais”, aconselham.

Este trabalho insere-se no projeto Together We Stand – Promoting adherence in end-stage renal disease through a family-based self-management intervention, financiado pelo POCH – Portugal 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

PADRE HIMALAYA NA NATIONAL GEOGRAPHIC

A revista National Geographic, do mês de outubro, apresenta, em grande destaque, um dos maiores cientistas e visionários portugueses da viragem do século XIX, o Padre Manuel Himalaya, nascido em Cendufe, Arcos de Valdevez.

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O Pirelióforo, a fantástica máquina solar, como protagonista deste artigo, representa uma das invenções do percurso excecional deste cientista, tendo-lhe garantido, em 1904, o Grande Prémio da Exposição Internacional de St. Louis, nos EUA. Este engenho “tinha como objetivo o aproveitamento industrial e agrícola do calor do Sol, uma visão revolucionária das energias renováveis no início do século XX”, realça a publicação.

Neste artigo são ainda referidas algumas curiosidades biográficas deste notável cientista arcuense, falecido em 1933.

Na revista também é dado conta que, para homenagear Padre Manuel Himalaya, o Município de Arcos de Valdevez, no âmbito de uma candidatura, criou a “Oficina de Criatividade Himalaya”, um espaço que será brevemente inaugurado, dedicado à ciência educativa, com várias áreas de exposição e de experimentação, baseados na vida, na filosofia e no pensamento de Manuel Himalaya, em diversas áreas como a Ciência, a Educação, a Ecologia e a Filosofia, e irá operar como um equipamento de descoberta e fruição, tendo nas crianças, jovens e famílias o seu principal público-alvo.

A operação “Oficinas de Criatividade Himalaya/Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional Norte2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4-Qualidade Ambiental, com um Investimento Elegível de 1 398 357,53€ e Comparticipação Comunitária de 1 188 603,90 €.

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COVID-19: CIENTISTAS DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO ALERTAM PARA O LIXO DA PANDEMIA

É urgente encontrar alternativas ao uso de máscaras e luvas descartáveis. O apelo é de uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro (UA), que nos últimos meses têm estudado o aumento de lixo e o recuo generalizado na gestão sustentável de resíduos de plástico, dois enormes efeitos colaterais derivados do combate à pandemia.

As investigadoras Ana Luísa Silva e Joana Prata.j

Se numa primeira fase o confinamento que alastrou um pouco por todo o globo trouxe ganhos para o meio ambiente, com a redução da poluição atmosférica, numa segunda fase cedo se percebeu que o ambiente iria sofrer.  A quantidade de plásticos não reutilizáveis, entre máscaras, luvas e outros materiais de proteção, que foi preciso passar a usar na proteção diária para prevenir o contágio pelo coronavírus, aumentou exponencialmente à medida do aumento de casos. E muitos desses materiais já estão espalhados no ambiente.

Alertados para o problema, depois de verem os espaços públicos inundados por máscaras e luvas abandonadas, Joana Prata, Ana Luísa Silva, Armando Duarte e Teresa Rocha-Santos, investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), uma das unidades de investigação da UA, publicaram três artigos científicos.

No primeiro estudo, elaboraram uma série de recomendações de gestão coletiva, mas também individual, deste novo lixo que ameaça inundar rios e mares. No segundo estudo, alertam para a necessidade de encontrarem alternativas para o uso e gestão final adequados de equipamentos de proteção.  Na terceira publicação, que contou ainda com a participação de Amadeu Soares e Diana Campos, também do CESAM, os cientistas abordam os impactos a curto prazo da produção e utilização deste lixo e resumem uma série de recomendações políticas para a sua correta gestão.

Os artigos foram realizados em parceria com a Universidade de Dalhousie (Canadá), o Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água (Espanha) e a Beijing Normal University (China).

Espaços públicos inundados por plástico

“Fomos motivados a alertar para este assunto devido à quantidade de material de proteção pessoal descartável que encontramos em espaços públicos. O descarte correto das máscaras e luvas descartáveis foi negligenciado e estes resíduos passaram a ser encontrados nas ruas e passeios”, diz a investigadora Joana Prata.

Ana Luísa e Joana Prata, primeiras autoras destes estudos, estimaram, com base em estratégias de saúde pública, que a nível mundial são necessárias mensalmente 129 mil milhões de máscaras e 65 mil milhões de luvas. Números imensos nos quais não estão contabilizadas as batas descartáveis e outros materiais de proteção, cuja "gestão desadequada tem como resultado uma contaminação ambiental generalizada".

Para contornar o problema ambiental, a dupla do CESAM diz que é urgente encontrar alternativas sustentáveis para as máscaras, luvas e plásticos de utilização única. Que dentro do possível, esses materiais sejam reciclados depois da sua desinfeção ou quarentena, que se use preferencialmente máscaras feitas com materiais reutilizáveis e que se regresse ao caminho da economia circular que estava a ser traçado para os materiais plásticos antes de surgir a pandemia, são apenas algumas das principais recomendações avançadas pelas cientistas nos 3 estudos publicados.

Recuos na economia circular

Em muitas áreas do mundo, apontam, existiu uma reversão de leis e regulamentos que visavam a redução do uso de plásticos de utilização única, como é o caso das taxas sobre sacos de plástico finos. “Os próprios consumidores passaram a procurar alimentos embalados em plástico devido à preocupação com a possível transmissão do vírus através de objetos e maior prazo de validade”, dizem as investigadoras.

A gestão dos resíduos de plástico também sofreu grandes alterações com a escalada da pandemia: “em muitas áreas do mundo a reciclagem dos plásticos parou, noutras as entidades debatiam-se com o tratamento adequado dos crescentes resíduos hospitalares potencialmente infeciosos”.

A pandemia trouxe alterações na utilização do plástico, com aumentos e decréscimos no seu uso dependendo das aplicações. O aumento de consumo de plásticos “foi observado em embalagens alimentares, como de takeaway, e no material de proteção pessoal”.

A pandemia trouxe a urgência de se preservar a saúde no imediato e deixar para mais tarde as consequências ambientais. “Não deveríamos descontinuar uma estratégia ambiental a longo-prazo quando é compatível com as atuais medidas de combate à pandemia e contribui para a futura preservação da saúde humana. Por exemplo, não há evidencias que a utilização de luvas descartáveis seja mais eficaz do que a correta higienização das mãos”, exemplificam.

As cientistas recomendam por isso que o uso dos plásticos seja feito de uma forma responsável. Isto incluí otimização da sua produção, utilização ponderada, substituição do descartável pelo reutilizável, e gestão de resíduos eficaz e sustentável como refere a investigadora Ana Luísa.

“Situações de emergência, pelos mais variados motivos, irão repetir-se no futuro”, anteveem. Por isso, “teremos de delinear estratégias para uma produção e utilização sustentáveis dos materiais plásticos em situação de emergência. Os plásticos podem ser bons ou maus, tudo depende da forma como são utilizados e descartados”.

CERVEIRENSE RICARDO CONDE NOMEADO PRESIDENTE DA AGÊNCIA ESPACIAL PORTUGUESA

Município congratula cerveirense Ricardo Conde, nomeado presidente da Agência Espacial Portuguesa

O cerveirense Ricardo Conde é o novo presidente interino da Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space. O Município de Vila Nova de Cerveira congratula publicamente o engenheiro eletrotécnico e de computadores por esta nomeação de prestígio.

Ricardo Conde, Portugal Space - Agência Espacial

A Assembleia-Geral da Agência Espacial Portuguesa escolheu esta semana Ricardo Conde como presidente interino da Portugal Space. A designação acontece após a renúncia ao cargo por parte de Chiara Manfletti, a primeira presidente da Portugal Space que antecipou, a pedido da Agência Espacial Europeia, o seu regresso àquele organismo europeu.

Nas palavras do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira: “É com grande orgulho que recebemos a notícia de um cerveirense a ocupar um cargo de tamanho prestígio, sendo que não poderíamos deixar de felicitar publicamente Ricardo Conde por esta nomeação. Desejamos votos de sucesso no exercício das suas novas funções”.

Ricardo Conde, de 54 anos, é Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e tem uma pós-graduação em tecnologias espaciais. Está ligado ao setor aeronáutico e espacial desde 1993, tendo participado em vários programas nacionais e internacionais nesta área, em particular nos segmentos Espaço e Terra. Foi responsável pelo desenvolvimento de negócios de “Ground Segment” da Edisoft, SA (Grupo Thales) e integra a direção da Agência Espacial Portuguesa desde 2019.

Segundo comunicado da Agência Espacial Portuguesa, o novo presidente “pretende reforçar as linhas de orientação traçadas na estratégia nacional Portugal Espaço 2030, promovendo na próxima década a criação de mil postos de trabalho qualificados no sector espacial em Portugal, juntamente com a multiplicação por pelo menos dez vezes do atual volume de negócios do setor espacial, de forma a atingir cerca de 500 milhões de euros em 2030”.

De referir que a Agência Espacial Portuguesa é uma organização privada sem fins lucrativos, criada pelo Governo português. Tem como principal objetivo promover e fortalecer o espaço em Portugal, atuando como uma unidade de negócio e desenvolvimento para universidades, entidades de investigação e empresas.

GUIMARÃES: "CURTIR CIÊNCIA" CONSTRÓI HOTEL DE INSECTOS

Um Hotel de Insetos com a marca Curtir Ciência

O Ecology Day (14 de setembro) é um dia dedicado à relação entre Ecologia e Sociedade. Respondendo ao desafio da Sociedade Portuguesa de Ecologia, o Curtir Ciência decidiu marcar a efeméride com a construção de um Hotel para Insetos, que constitui um aliciante extra da visita à sua exposição permanente.

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Daniel Ferreira, monitor científico do Curtir Ciência e coordenador deste projeto, lembra que “os insetos são o grupo de seres vivos mais abundante à face da Terra” e que muitos deles, como as joaninhas, crisopas e vespas parasitas, são “verdadeiros auxiliares da agricultura, ao contribuírem para o controlo das populações de pragas agrícolas e florestais”. Apesar de tudo, a sua diversidade está a diminuir e 40% das espécies estão ameaçadas de extinção. Uma das estratégias para minimizar esta diminuição passa por instalar os chamados hotéis de insetos em áreas urbanas. Estas estruturas ajudam a aumentar a diversidade de insetos e permitem observar de perto abelhas solitárias, joaninhas, borboletas, crisopas, moscas-das-flores, entre outras espécies.

Nos próximos dias, o Hotel de Insetos do Curtir Ciência receberá os primeiros “hóspedes”, permitindo uma observação de proximidade das espécies.

GUIMARÃES PROMOVE CIÊNCIA AO AR LIVRE

Curtir Ciência Agosto: oficinas ao ar livre em diferentes espaços de Guimarães

Há quem lhe chame “querido mês de agosto”. Mês de férias para muitos, de praia e de atividades ao ar livre. O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães propõe várias oficinas em agosto para públicos de diferentes faixas etárias e em diferentes locais de Guimarães. Uma forma de conciliar a descoberta da cidade com a prática experimental.

Estas oficinas dinamizadas pelo Curtir Ciência integram o programa Ciência Viva no Verão que decorre até 15 de setembro.

Ser um explorador da natureza, descobrir o centro histórico de Guimarães através da Ciência e da Geologia, observar e detetar morcegos no Castelo de Guimarães e observar as constelações com telescópio – são algumas propostas agendadas para o mês de agosto.

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DIAS 01, 15, 22 E 29 | 10H00 | À DESCOBERTA DE GUIMARÃES – PEDDY-PAPER CIENTÍFICO

Eis o desafio: seguir as perguntas e enigmas e partir à descoberta do Centro Histórico de Guimarães através da Ciência. Cada participante recebe, no ponto de partida, um mapa com o percurso e com a lista de locais que fazem parte do percurso. O objetivo é realizar as tarefas de forma correta e no mais curto espaço de tempo.

ENCONTRO: Entrada do CCVG | GPS: 41.439581 N, -8.291976 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 01 | 10H00 | PEQUENOS EXPLORADORES

O Curtir Ciência promove uma “missão” de exploração e identificação de insetos no Parque da Cidade de Guimarães. A identificação dos insetos é feita com recurso a chaves dicotómicas apresentadas em forma de “jogo” com fotos ilustrativas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446251 N, -8.281689 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIAS 05 E 26 | 16H00 E 16:30 | CIÊNCIA NO JARDIM – VISCOSIDADE E BOLAS DE SABÃO

Duas das atividades que mais cati9vam as crianças: fazer “pega-monstros” (ou “slimes”) e bolas de sabão XXL. Pelo caminho os participantes exploram os princípios químicos que estão presentes nestas duas atividades.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 07 | 20H15 | HÁ MORCEGOS NO CASTELO

Os morcegos são muito vulneráveis às alterações do meio ambiente e por isso muitas das suas espécies encontram-se ameaçadas. Este percurso de observação visa dar a conhecer melhor os morcegos e descobrir algumas das características deste grupo de seres vivos tão importante para o equilíbrio dos ecossistemas.

ENCONTRO: Junto à estátua de D. Afonso Henriques | GPS: 41.44671936873445 N, -8.29144299030304 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos DURAÇÃO: 1H00

DIA 08 | 10H00 | GEOLOGIA NA CIDADE

Um percurso pelo Centro Histórico de Guimarães, classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, com objetivo de explorar a sua história e os diferentes recursos geológicos usados na paisagem urbana.

ENCONTRO Entrada do CCVG | GPS: 41.43944092283038 N, -8.29169511795044 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 12 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – JOVENS PALEONTÓLOGOS

Uma viagem ao passado. Uma viagem divertida para explorar a paleontologia. Como se formam os fósseis? Como desapareceram os dinossauros? No final cada participante pode levar para casa um modelo de fóssil criado durante a atividade.

ENCONTRO: Largo da Oliveira | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 19 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – ARTPLANTS

Fazer impressões solares é uma atividade de arte ao ar livre perfeita para o verão. Há muito a aprender sobre como funciona a fotografia e como podemos replicar isso com a luz do sol. A constituição, morfologia e funcionamento das plantas são outros dos tópicos desta oficina.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 29 | 15H00 | PONTOS BRILHANTES NO CÉU

As constelações são grupos de estrelas que aparecem na esfera celeste ligados por traços imaginários que formam uma imagem. A estes grupos de estrelas é dado o nome de animais, objetos e figuras mitológicas ou religiosas. Nesta atividade, os participantes são convidados a explorar as constelações e a elaborar pequenos modelos ilustrativos das mesmas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446990 N, -8.280255 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

Como reservar? | Todas as atividades implicam marcação prévia no Portal Ciência Viva. https://www.cienciaviva.pt/veraocv/2020/

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GUIMARÃES PARTICIPA EM INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL

Curtir Ciência participa em investigação internacional sobre sons na cidade em tempo de pandemia

De que forma a pandemia afetou os sons da cidade? O que acontece quando o ruído produzido pelo homem é reduzido? Estas são algumas das principais perguntas às quais pretende responder o projeto internacional Silent Cities que conta com a participação de Daniel Ferreira, Monitor Científico do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães.

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O projeto internacional Silent Cities teve início quando um grupo de investigadores do projeto RENOIR (um coletivo que desenvolve trabalhos em torno de ambiente e territórios) apelou à comunidade internacional de eco-acústica para participar na documentação de ambientes sonoros urbanos. Investigadores do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto) e do CEF-ISA (Centro de Estudos Florestais – Instituto Superior de Agronomia) uniram esforços para coordenar o projeto em Portugal, aproveitando o equipamento disponível e uma rede de voluntários, de que faz parte Daniel Ferreira, Monitor Científico do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães. Desta forma foi possível obter uma cobertura geográfica com 55 dispositivos de gravação.

A pandemia do COVID-19 e as restrições associadas à atividade humana reduziram os níveis de ruído. Isso criou uma oportunidade única de ouvir os sons das cidades que parecem completamente diferentes daqueles que se conseguem identificar no bulício normal sem restrições e confinamentos. O seu objetivo do projeto é criar uma base de gravações de diferentes partes do mundo para aprender sobre os sons do nosso ambiente, que normalmente são abafados pelo ruído urbano.

Participar neste projeto, refere Daniel Ferreira, “é sempre algo aliciante, não só pela oportunidade de participar num projeto internacional muito interessante que irá criar uma vasta base de dados, mas também por constituir uma oportunidade de viver de perto as transformações operadas nas cidades em resultado de um facto singular como é a pandemia”.

A análise das gravações permitirá determinar as mudanças na relação entre os sons dos animais (por exemplo, o canto dos pássaros) e os antropogénicos (por exemplo, o ruído do transporte), bem como a relação entre o funcionamento do espaço social e económico e nível de ruído antropogénico. Posteriormente será realizada uma análise das gravações com vista a determinar as mudanças na relação entre os sons dos animais e os sons resultantes da ação humana.

Projeto: https://renoir.hypotheses.org/files/2020/03/Silent%C2%B7Cities-Project.pdf

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"CURTIR CIÊNCIA" PROMOVE OFICINAS PARA ANIMAR O VERÃO EM GUIMARÃES

DE 15 JULHO A 15 SETEMBRO

A 24.ª edição da Ciência Viva no Verão é uma edição especial que destaca o projecto Circuitos Ciência Viva, cujo lema é “Deixe-se guiar pela curiosidade!”. São mais de 200 acções por todo o país, organizadas por Centros Ciência Viva, associações científicas, autarquias e empresas.

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O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães não podia faltar a este grande projeto de dinamização científica. E preparou um conjunto de oficinas para miúdos e graúdos. Brincar aos paleontólogos, fazer sabão artesanal, descobrir o centro histórico de Guimarães através da Ciência em dois “peddy-papers” desafiantes e observar os planetas e as estrelas com telescópio no magnífico cenário da montanha da Penha – são propostas para o que falta do mês de julho.

OFICINAS DE JULHO

DIAS 18 E 25 | 10H00

À DESCOBERTA DE GUIMARÃES – PEDDY-PAPER CIENTÍFICO

Eis o desafio: seguir as perguntas e enigmas e partir à descoberta do Centro Histórico de Guimarães através da Ciência. Cada participante recebe, no ponto de partida, um mapa com o percurso e com a lista de locais que fazem parte do percurso. O objetivo é realizar as tarefas de forma correcta e no mais curto espaço de tempo.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Centro Ciência Viva de Guimarães. COORDENADAS GPS: 41.439581 N, -8.291976 O

DURAÇÃO: 2H00

IDADE MÍNIMA: 6 anos

DIA 18 | 16H00

A QUÍMICA DAS CORES

Desde a pré-história que os pigmentos naturais são usados para dar cor a diversas atividades humanas. Esta atividade explora a química das cores através da extração dos pigmentos de produtos naturais que serão usados em pinturas. São também exploradas técnicas de cromatografia.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Centro Ciência Viva de Guimarães.

COORDENADAS GPS: 41.439581 N, -8.291976 O

IDADE MÍNIMA: 3 anos

DURAÇÃO: 1H00

DIA 22 | 16H00

CIÊNCIA NO JARDIM – SHOW DE CIÊNCIA

O nome diz tudo: uma oficina que parece um espetáculo e que desperta nas crianças a curiosidade científica e pela descoberta. Este “show” decorre no magnífico Jardim do Museu de Alberto Sampaio e inclui várias experiências divertidas: um secador que dispara bolas de pingue-pongue, uma garrafa que parece mágica e muitas outras. 

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Museu de Alberto Sampaio

COORDENADAS GPS: 41.442637 N, -8.292419 O

IDADE MÍNIMA: 3 anos

DURAÇÃO: 1H00

DIA 25 | 10H00

MEMÓRIAS DA ILHA DO SABÃO – PRODUÇÃO DE SABÃO ARTESANAL

O sabão não existe na natureza, mas pode resultar de uma reação química envolvendo substâncias naturais. Na Ilha do Sabão, no centro da cidade de Guimarães, produzia-se sabão a partir das gorduras obtidas no processo de produção do couro. Esse processo está na base desta oficina que inclui a classificação de amostras de sabão quanto ao seu pH.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Centro Ciência Viva de Guimarães.

COORDENADAS GPS: 41.439581 N, -8.291976 O

IDADE MÍNIMA: 10 anos

DURAÇÃO:1H00

DIA 29 | 16H00

CIÊNCIA NO JARDIM – JOVENS PALEONTÓLOGOS

Uma viagem ao passado. Uma viagem divertida para explorar a paleontologia. Como se formam os fósseis? Como desapareceram os dinossauros? No final cada participante pode levar para casa um modelo de fóssil criado durante a atividade.

PONTO DE ENCONTRO: Largo da Oliveira | Centro Histórico de Guimarães)

COORDENADAS GPS: 41.442637 N, -8.292419 O

IDADE MÍNIMA: 6 anos

DURAÇÃO: 1H00

DIA 31 | 22H00, 22H30, 23H00

LUAR SOBRE A MONTANHA – ASTRONOMIA

Três curtas sessões de observação da Lua, Júpiter e Saturno com recurso a telescópio, no magnífico espaço da Montanha da Penha.

PONTO DE ENCONTRO: Entrada do Penha - Centro Escutista de Guimarães.

COORDENADAS GPS: 41.427259 N, -8.268452 O

IDADE MÍNIMA: 6 anos

DURAÇÃO: 30m cada sessão

Todas as atividades implicam marcação prévia no Portal Ciência Viva. https://www.cienciaviva.pt/veraocv/2020/

VIMARANENSES OCUPAM VERÃO A CURTIR CIÊNCIA

DE 1 A 17 JULHO

Treze oficinas científicas para Curtir Ciência no verão

O programa de verão de ocupação de tempos livres do Curtir Ciência arranca a 1 de julho. Até ao dia 17 do mesmo mês realizam-se 13 oficinas destinadas a crianças com idades entre os 6 e os 12 anos.

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Jogos de estratégia, cozinha molecular, instrumentos de navegação, robótica, confeção de gomas, sabonetes e slimes – são algumas das propostas do Curtir Ciência no verão. As oficinas decorrem entre as 14:00 e as 15:00 horas, sendo a lotação de cada uma delas limitada a 10 participantes.

ATIVIDADES

1 JUL | CIÊNCIA DO JOGO

Os jogos de estratégia têm uma componente científica. Esta oficina pretende que os participantes explorem a base científica que podemos encontrar nos mais diversificados jogos. Garante-se muita competição e animação!

2 JUL | MINI-CHEFES

O que é a Cozinha Molecular? Que receitas podem ser feitas de forma simples? Uma oficina para Curtir Ciência e gastronomia qb, com confeção e degustação de várias receitas.

3 JUL | AQUI VAI OVO!

Atividade com forte componente de imaginação em torno da Física. O desafio é construir uma cápsula para preservar um ovo que será lançado do varandim do Curtir Ciência, explorando as leis de Newton.

6 JUL | BRINCAR COM AS MOLÉCULAS

Uma oficina que decorre em contexto laboratorial dedicada à Bioquímica. Inclui várias atividades de exploração de modelos para a criação de moléculas.

7 JUL | HISTÓRIA COM CIÊNCIA

Uma história infantil com várias experiências científicas de permeio. Uma abordagem singular ao universo da literatura para crianças através das «lentes da ciência». A leitura da história faz a associação entre os conteúdos e os conceitos e processos científicos, de forma lúdica e interativa.

8 JUL | GOMAS

Nesta oficina, as crianças aprendem a lidar com objetos de laboratório e a seguir indicações. No final cada participante leva para casa um pacote com gomas.

9 JUL | SABONETES PERFUMADOS

A lavagem das mãos é uma das medidas mais recomendadas nestes tempos para evitar a transmissão de microrganismos. Esta atividade ensina a produzir sabonetes perfumados que podem ser os aliados ideais na missão de higienização das mãos.

10 JUL | CURTIR ROBÓTICA

Os robôs são cada vez mais utilizados: na indústria, na saúde e como entretenimento. Nesta oficina os participantes vão poder aprender experimentar vários robôs e explorar as suas potencialidades.

13 JUL | DESAFIO MATEMÀTICA DIVERTIDA

Para provar que a matemática não é um “bicho-de-sete-cabeças”, uma oficina repleta de animação e desafios. Sempre com a matemática por base.

14 JUL | INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO

O que é e para que serve um quadrante? Este instrumento permitia a orientação dos navegadores pelos astros. Também permite medir alturas. Cada participante vai poder criar (e experimentar) o seu quadrante em cartão.

15 JUL | CABEÇUDOS ECOLÓGICOS

Bonecos feitos com material reciclável e que têm relva a fazer de cabeleira. Esta oficina tem um cunho ambientalista, já que as crianças participantes assumem a missão de regar as sementes de relva colocadas na cabeça do boneco, assistindo assim ao seu crescimento.

16 JUL | ATIVIDADES VISCOSAS

Viscosidade é a resistência ao movimento ou fluxo. Nesta oficina a teoria surge lado a lado com a prática. Uma Corrida de Líquidos e a criação de um "Pega-monstro" são algumas das atividades incluídas.

17 JUL | SHOW DE CIÊNCIA

O nome diz tudo. Esta oficina é um espetáculo que desperta o gosto pela prática laboratorial. Um secador que dispara bolas de pingue-pongue e uma garrafa com água que parece mágica são algumas das experiências.

NOTAS

Todas as atividades implicam marcação prévia: 253510830; geral@ccvguimaraes.pt.

Cada oficina tem o custo de 5,00€, devendo o pagamento ser feito antecipadamente.

O uso de máscara é obrigatório.

VIMARANENSES VOLTAM A CURTIR CIÊNCIA VIVA

Curtir Ciência reabre ao público a 15 de junho

Depois da pausa motivada pela pandemia, o Centro Ciência Viva de Guimarães reabre as portas e oferece, além das visitas, atividades Fora de Portas

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Encerrado ao público desde 17 de março devido à pandemia, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães volta a abrir as suas portas ao público já na próxima segunda-feira, dia 15 de Junho. A reabertura traz consigo algumas limitações no que toca ao número de visitantes e as regras necessárias para que as visitas e as atividades decorram em segurança.

Durante o período de encerramento ao público a equipa do Curtir Ciência não esteve parada. Além de ter dinamizado centenas de atividades online, que contaram com uma assinalável adesão por parte do público, esteve empenhada na preparação das atividades que vão marcar este regresso. Um regresso em condições diferentes por força das diretrizes da Direção-Geral de Saúde e que visam o propósito de garantir que visitantes e profissionais estarão em segurança.

Para este regresso o Curtir Ciência assegurou as medidas exigidas no tocante a limpeza e higiene. O uso de máscara é obrigatório para profissionais e visitantes, assim como o distanciamento social – tudo isto devidamente expresso na sinalética espalhada pelo Centro.

Como forma de assinalar a reabertura e contornar algumas das limitações impostas pela pandemia, o Curtir Ciência vai dinamizar, em junho e julho, atividades “Fora de Portas” abertas a famílias. A oferta inclui observação de morcegos no Castelo de Guimarães, um “peddy-paper científico”, uma História com Ciência e um percurso pedestre em torno da Geologia na Cidade. 

Nesta fase de reabertura, as visitas à Exposição Permanente e a participação nas atividades implicam agendamento: telefone (253510830) ou email (geral@ccvguimaraes.pt).

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ESPOSENDE LEVA A BIODIVERSIDADE ÀS ESCOLAS

Comunidade escolar desafiada a testar conhecimentos sobre Biodiversidade

Como forma de assinalar o Dia Internacional da Biodiversidade, que se comemora hoje, 22 de maio, o Município de Esposende e a Esposende Ambiente lançaram um jogo interativo, denominado BIO QUIZ.

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Esta iniciativa tem como público-alvo toda a comunidade educativa concelhia, contudo pode ser realizada em família. Para tal, os interessados devem aceder ao site da Esposende Ambiente ou ao Blogue do Centro de Educação Ambiental - CEA em Blogue (www.esposendeambiente.pt/cea), e no separador Desafios do Dia a Dia Pense Verde Todo o Ano, encontram o desafio#3, onde figura o BIO QUIZ. Após jogarem cada um dos níveis, podem tirar um printscreen (fotografia do ecrã) e partilhar os resultados que obtiveram através do e-mail cea@esposendeambiente.pt.

Numa altura em que, por força da pandemia por Covid-19, os mais novos ainda vão estando muito por casa, este é um desafio divertido e aliciante, que põe à prova os seus conhecimentos.

Esta ação está alinhada com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas e visa alertar a comunidade, particularmente os mais novos, para a necessidade e importância da conservação da diversidade biológica.

A biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade de organismos no mundo e às relações complexas entre os seres vivos e entre eles e o ambiente. A rápida destruição dos habitats e a ameaça ou o efetivo desaparecimento de algumas espécies criaram a necessidade urgente de se proteger o meio natural. A biodiversidade é um bem precioso para o equilíbrio dos ecossistemas naturais e reveste-se de grande importância económica para a humanidade, particularmente ao nível das exigentes necessidades na produção alimentar e no controlo e tratamento de doenças. Em suma, é a base da vida no planeta terra. A riqueza e variedade de vida tornam possível o “fornecimento de serviços” dos quais a população depende, como por exemplo a água potável, o ar e o alimento, entre muitos outros.

Num ano em que o Dia Mundial do Ambiente também será dedicado à biodiversidade, “Esposende diz sim à Biodiversidade!!!”.

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GUIMARÃES: FESTIVAL DE CIÊNCIA ONLINE (TAMBÉM) TEM A MARCA DO CURTIR CIÊNCIA

Dos vários contributos para este Festival (16 de maio, das 16:00 às 19:00 horas), destaca-se a participação de Mohan Munasinghe, Prémio Nobel da Paz e elemento de relevo da Comissão de Acompanhamento de Guimarães Capital Verde Europeia

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Nada melhor do que celebrar o Dia Nacional dos Cientistas (16 de maio) do que com um Festival de Ciência Online. Uma celebração da ciência e dos cientistas como motor para o progresso social.

O festival tem, também, a marca do Curtir Ciência. De facto, o Centro Ciência Viva de Guimarães participou de forma ativa, ao longo de várias semanas, nas reuniões de trabalho com vista à definição da grelha final das três horas de emissão deste festival. Entre outras propostas apresentadas pelo Curtir Ciência, surge, com destaque, a participação de Mohan Munasinghe, Prémio Nobel da Paz em 2007 (ao lado do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore).

Munasinghe, uma das vozes mais autorizadas do mundo em matéria de alterações climáticas, integra a comissão de acompanhamento da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. De resto, o Prémio Nobel faz sempre questão de referir a sua ligação a Guimarães. Na curta entrevista concedida especificamente para este Festival de Ciência Online, Munasinghe começa por falar em Português e por saudar de forma particular a cidade de Guimarães.

“A nossa preocupação passou sempre por participar neste festival que celebra o papel da ciência e dos cientistas com alguém de renome. Mohan Munasinghe foi a primeira escolha, por ser um cientista renomado, distinguido com o Nobel da Paz e por se dedicar à cada vez mais fulcral questão das alterações climáticas. Em contexto de pandemia faz todo o sentido este olhar para o futuro do ponto de vista ambiental, discutindo o tipo de desenvolvimento que queremos para o nosso planeta”, refere Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência.

O Festival de Ciência Online é a homenagem da Rede Nacional de Centros Ciência Viva ao trabalho dos investigadores que, através das suas conquistas, possibilitam avanços imprescindíveis para melhorar a qualidade de vida das populações em áreas como a saúde, a educação, o ambiente, a tecnologia, entre muitas outras. Do programa fazem parte sprintalks, visitas virtuais, atividades, desafios, e outras surpresas.

Contando com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o festival pode ser acompanhado, das 16.00 às 19.00, em www.cienciaviva.pt/festival/ ou bit.ly/YouTube_FestivalCienciaOnline.