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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA E LAUSANNE (SUIÇA) DE MÃOS DADAS NA INOVAÇÃO E NO DESPORTO

“Foram fatores pessoais, institucionais, científicos, económicos e desportivos que impulsionaram o estabelecimento de um novo patamar de cooperação entre as cidades de Braga e Lausanne, para o qual auguramos um enorme sucesso no futuro próximo” – Foi assim que o Presidente da Câmara Municipal de Braga explicou a abertura das duas importantes cidades de Portugal e da Suíça para a implementação de projetos futuros conjuntos, tendentes a afirmar ambos os territórios entre os espaços mais inovadores no contexto europeu.

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As declarações de Ricardo Rio foram produzidas após um encontro com o seu homólogo de Lausanne, Grégoire Junod, na qual participaram também a Presidente da Câmara de Comércio de Indústria e Serviços Suíça-Portugal, Marina-Prévost Mürier, e o Diretor Executivo para a Inovação do INL – Laboratório Internacional de Nanotecnologia, Gary Heath.

No Cantão de Vaud, que integra a cidade de Lausanne, a comunidade portuguesa representa quase 13% da população, entre os quais muitos cidadãos com fortes ligações a Braga e a esta Região. 

Por sua vez, o INL tem em curso diversos projetos de parceria com a prestigiada EPFL – Escola Politécnica Federal de Lausanne, uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas à escala global nas áreas das ciências e da tecnologia, com uma comunidade académica que agrega mais de 120 nacionalidades.

Um exemplo destas parcerias foi o acordo recentemente celebrado entre o INL e a empresa suíça IPROVA que passou a juntar Braga (e o INL) às suas anteriores localizações em Londres, Cambridge, Califórnia e Tóquio, desde o passado mês de Julho, com visto ao desenvolvimento de projetos na área da inteligência artificial e “machine-learning”.

O objetivo do INL e da Câmara Municipal de Braga é alargar este tipo de parcerias a outras empresas e startups suíças, trazendo também fundos de capital de risco para investir em startups de Braga ou do ecossistema da Startup Braga.

Na conversa entre Rio e Junod ficou também assumido o empenho de ambos em estabelecer ligações entre o polo de inovação de Lausanne na área do desporto, para que muito contribui o seu estatuto de cidade-sede do Comité Olímpico Internacional e de diversas Federações, com projetos de empreendedorismo na área do deporto e saúde a desenvolver na cidade de Braga.

Nesta deslocação a Lausanne, Ricardo Rio teve também oportunidade de contatar com diversos membros da comunidade portuguesa, entre os quais os luso-eleitos Sandra Pernet e José Martinho. 

A breve trecho, a visita será retribuída por diversos responsáveis do Município de Lausanne e da EPFL a Braga.

VIMARANENSES VÃO À DESCOBERTA DO UNIVERSO

O Curtir Ciência recebe a sessão inaugural do ciclo “À Descoberta do Universo”, coordenado pelo Astrónomo Tiago Campante e apoiado pela União Europeia, a ter lugar no dia 27 de setembro (sexta-feira), às 16:30 horas.

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O arranque deste Ciclo de Conversas que vai percorrer 15 centros Ciência Viva de Portugal Continental, acontece em Guimarães, com coordenação do Curtir Ciência, no dia 27 de setembro (sexta-feira), às 16:30 horas. O encontro conta com intervenções de Tiago Campante, mentor e coordenador deste ciclo, e de Jarle Brinchmann, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade do Porto, seguindo-se a conversa com o público.

Esta atividade é aberta ao público em geral e a alunos e professores do ensino secundário.

O Ciclo de Conversas é organizado pelo astrónomo Tiago Campante em parceria com a Agência Ciência Viva / ESERO. Os temas em discussão prendem-se com Astronomia, Astrofísica e Ciências do Espaço. As estrelas e os planetas extrassolares funcionam como elo de ligação a outros temas da Astrofísica moderna, como a Astrobiologia, a exploração do Sistema Solar, instrumentação e robótica, buracos negros e ondas gravitacionais.

TIAGO CAMPANTE é Astrofísico. Licenciou-se em 2007 na Universidade do Porto (UP) em Física e Matemática Aplicada. Concluiu Doutoramento em 2012 (Universidade de Aarhus (Dinamarca) e UP) e fez pós-doutoramento na Universidade de Birmingham (Reino Unido). Em 2017 regressou à Faculdade de Ciências da UP como Professor Auxiliar Convidado, desenvolvendo também investigação no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. É especialista em física estelar e ciência exoplanetária; contando com mais de 100 publicações em revistas científicas da especialidade e tendo um papel de liderança em missões da NASA e da Agência Espacial Europeia. Foi premiado pela Comissão Europeia, em 2018, com uma ação Marie Sklodowska-Curie.

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JOVENS DE GUIMARÃES CURTEM A CIÊNCIA

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AGENDA CURTIR CIÊNCIA

SESSÕES “CIÊNCIA NA PRAÇA”  | LARGO DA OLIVEIRA

- VISCOSIDADE E BOLAS DE SABÃO | 08 AGOSTO

- MINI-ROBÔS | 01 E 29 AGOSTO

- ROBÓTICA | 22 AGOSTO E 12 SETEMBRO

- INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÂO | 05 SETEMBRO

ASTRONOMIA NO CASTELO

02 AGOSTO, 21:30

13 SETEMBRO, 20:30

GEOLOGIA NA CIDADE

07 AGOSTO, 10:30.

HÁ MORCEGOS NA CIDADE

09 AGOSTO, 20:15

HÁ MORCEGOS NO CASTELO

06 SETEMBRO, 19:45

HISTÓRIAS COM CIÊNCIA NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

14 AGOSTO, 15:00

04 SETEMBRO, 15:00

PEQUENOS EXPLORADORES

10 AGOSTO, 10:30 | PARQUE DA CIDADE

RADIOAMADORISMO

14 SETEMBRO, 10:00-17:00

VIMARANENSES CURTEM A CIÊNCIA

Curtir Ciência Viva no verão (em rede)

Até 15 de setembro, o Centro Ciência Viva de Guimarães promove atividades gratuitas em diferentes pontos do concelho de Guimarães.

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Observação de morcegos no Castelo de Guimarães, sessões de Ciência no Centro Histórico e histórias para crianças misturadas com muitas experiências, no jardim da Biblioteca Municipal Raul Brandão – são algumas das atividades que o Curtir Ciência promove entre 15 de julho e 15 de setembro, em vários pontos do concelho de Guimarães, no âmbito do “Ciência Viva no verão (Em Rede)”.

Incontornáveis são as sessões de “Ciência na Praça”, todas as quintas-feiras a partir de 18 de julho e até 12 de setembro (com exceção de 15 de agosto, feriado nacional), a partir das 16:00 horas, dedicadas a temas distintos: viscosidade, bolas de sabão, canetas 3D, robótica e instrumentos de navegação.

Estão programados dois percursos de observação de morcegos - um pela cidade e outro no Castelo de Guimarães - guiados por Daniel Ferreira, monitor científico do Curtir Ciência com trabalho académico sobre este grupo de seres vivos tão importante para o equilíbrio dos ecossistemas.

O programa não esquece as sessões de Astronomia, uma em agosto, outra em setembro, no cenário singular do Castelo de Guimarães, assim como “Geologia na Cidade”, dois percursos pelo Centro Histórico de Guimarães para explorar a sua história e os seus recursos geológicos.

As atividades são gratuitas mediante inscrição prévia:

https://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2019/actividadeshoje.asp

PROGRAMA

Astronomia no Castelo

2 AGOSTO, 21:30 | 13 SETEMBRO, 20:30

Sessões de Ciência na Praça | 16:00

-Viscosidade e Bolas de Sabão | 18 JULHO E 8 AGOSTO

-Canetas 3D | 25 JULHO

-Mini-robôs | 1 E 29 AGOSTO

-Robótica | 22 AGOSTO E 12 SETEMBRO

-Instrumentos de Navegação | 5 SETEMBRO

Geologia na Cidade

27 JULHO E 7 SETEMBRO | 10:30

Há Morcegos na Cidade

9 AGOSTO | 20:15

Há Morcegos no Castelo

6 SETEMBRO | 19:45

Histórias com Ciência | Jardim da Biblioteca Municipal Raul Brandão

14 AGOSTO E 4 SETEMBRO | 15:00

Pequenos Exploradores no Parque da Cidade

10 AGOSTO | 10:30

Radioamadorismo

27 JULHO E 14 SETEMRBO | 11:00

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO E DO INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO CONTRARIA TESTES DE PRECISÃO DA TEORIA DE EINSTEIN

A recente imagem de um buraco negro confirma, com precisão, a teoria de Einstein? Estudo diz que não

Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) e do Instituto Superior Técnico diz que a primeira imagem de um buraco negro, contrariamente ao que foi publicitado, não é suficiente para confirmar, com precisão, a teoria da relatividade de Einstein.

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Em abril de 2019 foi anunciada a primeira imagem de um buraco negro. A sua fronteira virtual, chamada horizonte de eventos, não se vê, pois aprisiona a luz. Pode apenas visualizar-se a silhueta da zona de atracão fatal para a luz, chamada de "sombra" do buraco negro.

A equipa internacional que obteve este resultado, chamada Event Horizon Telescope (EHT), anunciou-o como confirmando a teoria da relatividade geral de Einstein. Esta teoria prevê a existência de buracos negros e, de acordo com o EHT, a sombra do buraco negro observado na longínqua galáxia M87 está de acordo com o previsto pela teoria de Einstein, dentro do erro observacional.

O recente trabalho dos investigadores Pedro Cunha e Eugen Radu, do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA) e do Departamento de Física da UA, e Carlos Herdeiro do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA) e Departamento de Física do Instituto Superior Técnico, publicado este mês de julho na prestigiada Physical Review Letters e com honras de aparecer na capa, mostra, no entanto, que a interpretação do EHT tem de ser feita com cuidado.

Ao estudar buracos negros diferentes daqueles que surgem na teoria de Einstein, os investigadores mostraram que a sombra destes é muito sensível à maneira como o buraco negro roda.

Se o buraco negro rodar lentamente, a sombra poderá ser muito diferente. Mas se o buraco negro rodar rapidamente será praticamente idêntica ao que acontece na teoria de Einstein. Neste caso, as observações do EHT não conseguem eliminar o modelo alternativo.

Este resultado mostra como a primeira imagem de um buraco negro, apesar de ser um fantástico sucesso científico, ainda está longe de poder ser usada para testes de precisão da teoria de Einstein.

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JOVENS DE GUIMARÃES CURTEM A CIÊNCIA

Lama LAB: brincar e descobrir em família no Parque da Cidade. Curtir Ciência assinala Dia Mundial da Lama em parceria com o projeto BioAventuras

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O Curtir Ciência - Centro Ciência Viva de Guimarães, em parceria com o projeto BioAventuras, assinala o Dia Mundial da Lama, a 29 de junho, com três sessões para miúdos e graúdos no Lama LAB, a instalar no Parque da Cidade.

Este é o desafio: mexer, misturar, escavar, sujar, criar, investigar e, de forma divertida, comemorar o Dia Mundial da Lama, uma data que pretende celebrar a natureza.

O público-alvo desta atividade são famílias com bebés e crianças dos 0 aos 12 anos que, em conjunto, poderão passar pela Lama Lab no Parque da Cidade nas três sessões previstas, cada uma com a duração de 45 minutos: 9:00-9:45; 10:00-10:45 e 11:00-11:45.

O Projeto BioAventuras promove momentos de descoberta, de encantamento e de respeito pelo Planeta Terra. O “Lama LAB” funciona como um “convite para brincar e aprender” em formato de grupo de brincadeira, valorizando-se a liberdade criativa de cada participante e a ligação emocional com a Natureza.

Os participantes devem trazer roupa e calçado apropriado para sujar/molhar.

Para mais informações e inscrição (obrigatória): 253510830; geral@ccvguimaraes.pt.

PÚBLICO-ALVO | Famílias com bebés e crianças dos 0 aos 12 anos.

DURAÇÃO | 3 x sessões de 45 minutos | 9:00 – 9:45; 10:00 – 10:45 e 11:00 – 11:45.

PREÇO | 5€ participante

INSCRIÇÕES | 253510830; Através do CCVG

BERLENGAS: LIMITE DE 550 VISITAS DIÁRIO É ELEVADO FACE ÀS INFRAESTRUTURAS

Investigação da Universidade de Aveiro

Aconselhado por um estudo da Universidade de Aveiro (UA), o Ministério do Ambiente estabeleceu um limite de 550 visitantes por dia à Reserva Natural das Berlengas. O limite, apontam os biólogos da UA responsáveis pelo estudo, representa apenas um progresso “moderado” para atenuar os danos causados pelo número descontrolado de visitantes que aportaram na ilha nos últimos anos.

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 “Perturbação da avifauna nidificante, pisoteamento da flora, risco de disseminação da flora exótica por transporte de sementes, pólen e fragmentos vegetativos agarrados ao calçado e roupa, lixo atirado sem cuidado, poluição orgânica na praia e águas circundantes, destruição e vandalização dos equipamentos de acolhimento aos visitantes e pressão sobre os sistemas de abastecimento de água doce e de recolha do lixo”, são, segundo os autores do estudo, alguns dos danos que o elevado número de visitantes na ilha tem infligido quer à biodiversidade das Berlengas quer às próprias condições de acolhimento.

A decisão do Ministério, cuja portaria foi publicada em Diário da República a 22 de maio, foi baseada num estudo encomendado em 2010 pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e desenvolvido por Henrique Queiroga e João Serôdio, biólogos do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA.

O estudo da UA propôs quatro valores (entre 240 e 1290) para o número máximo de visitantes diários da ilha principal (incluindo turistas, pessoal de apoio ao turismo, residentes temporários e representantes das autoridades), baseados na combinação de dois cenários de proteção ambiental (alta e baixa) e satisfação dos visitantes (alta e baixa).

Número da UA condicionado a melhorias

Todos os cenários respeitaram as limitações impostas do Plano de Ordenamento da Reserva Natural das Berlengas. No entanto, em linha com as recomendações para a implementação e disseminação de boas práticas ambientais, o estudo recomendou um número máximo de 500 visitantes diários, condicionado à requalificação do sistema de tratamento de águas residuais para uma capacidade de 500 equivalentes populacionais.

“Considerando a rotatividade média dos diferentes perfis de visitantes, o valor de 550 visitantes em simultâneo pode provavelmente corresponder a mais de 700 pessoas a visitar a Ilha da Berlenga diariamente, número a que se deve adicionar o pessoal de apoio ao turismo, residentes temporários e representantes das autoridades”, explica Henrique Queiroga.

“Isto pode facilmente elevar o número máximo de pessoas na ilha a mais de 900 quando as medidas de controlo da visitação estejam devidamente implementadas. Este número está claramente acima da capacidade do atual sistema de tratamento de águas residuais, que nunca foi requalificado para o valor de 500 equivalentes-populacionais”, explica o biólogo.

Ainda assim, aponta Henrique Queiroga, “este valor representa um progresso moderado relativamente à visitação descontrolada verificada nas últimas duas décadas”.

Os programas de monitorização da visitação do ICNF atualmente em curso registaram 19 dias com mais de 1000 visitantes por dia durante a estação alta de 2018, e um total de 82 mil visitantes durante todo o ano.

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ESTAÇÃO VIANA SHOPPING RECEBE EXPOSIÇÃO "REDE ESCOLAR DA CIÊNCIA"

De 31 de maio a 30 de junho no Piso 2 do Centro

É já dia 31 de maio, às 11h00, que o Estação Viana Shopping inaugura a exposição “Rede Escolar da Ciência”. Até dia 30 de junho, todos os visitantes do Centro vão poder assistir ao trabalho de alunos e professores em prol da Ciência.

No âmbito da iniciativa Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação, a Mostra visa expor os trabalhos realizados pelos alunos. Este ano letivo, foram cerca de 3000 alunos e 100 professores os que saíram à rua para explorar o vasto património cultural e natural do concelho de Viana do Castelo.

Desde o pré-escolar ao ensino secundário, os participantes produziram conteúdos nas categorias de vídeo, cartaz, fotografia ou maquete. Numa ótica multidisciplinar, os trabalhos revelam o contacto dos alunos com as experiências, jogos e diversões com a Ciência.

A exposição tem como objetivo dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, sensibilizar a população vianense para o desenvolvimento do conhecimento científico e ainda revelar aos visitantes as atividades que o Geoparque irá proporcionar aos mais pequenos todos os domingos do mês de junho, entre as 15h00 e as 19h00

A Mostra “Rede Escolar da Ciência”, patente no Piso 2 do Estação Viana Shopping, conta com o apoio de diversos parceiros que se associaram ao projeto: DSSmith, Aromaticas Vivas, Kartontek e a Geoflash

Entre os dias 31 de maio 30 de junho, os visitantes do Estação Viana Shopping podem aprender e viver uma verdadeira experiência científica com a exposição “Rede Escolar da Ciência”, patente no Piso 2 do Centro

JOVENS DE GUIMARÃES CURTEM A CIÊNCIA

CURTIR CIÊNCIA NO VERÃO 2019: dez oficinas para crianças dos 6 aos 12 anos

O programa de atividades do Curtir Ciência para as férias de verão decorre nas duas primeiras semanas de julho – de 1 a 5 e de 7 a 12, durante a tarde.

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Dirigido a crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, o Curtir Ciência no verão 2019 inclui um conjunto de oficinas interativas: construir máquinas que fazem desenhos; criar “super slimes”, ser um mini-chef são algumas das atividades agendadas.

Outra das propostas é uma oficina que alia ciência e literatura, através da apresentação encenada do conto inédito “A Cidade dos Elementos”, intercalada com várias atividades experimentais ligadas à química.

A edição deste ano arranca no dia 1 de julho com a oficina “A Ciência do Jogo” dedicada às regras e estratégias dos Jogos matemáticos e que inclui a oferta aos participantes de um pequeno jogo produzido nas impressoras 3D do Curtir Ciência. A segunda semana abre com a apresentação do conto inédito “A Cidade dos Elementos”, cujas personagens são os Elementos Químicos da Tabela Periódica, sendo a leitura intercalada por várias atividades experimentais executadas pelos participantes.

O programa encerra com o “Quiz de Ciência”, que põe à prova os conhecimentos dos participantes através da realização de experiências práticas.

As inscrições podem ser feitas pelos meios habituais: 253510830; geral@ccvguimaraes.pt

PREÇO | 6€/dia; 25€/semana

PÚBLICO-ALVO | Crianças dos 6 aos 12 anos

LOTAÇÃO | Mínimo de 3; máximo de 15 crianças.

PROGRAMA

1 JULHO | A Ciência do Jogo

Uma oficina dedicada a explorar as regras e estratégias dos jogos matemáticos que inclui a oferta aos participantes de um pequeno jogo produzido nas impressoras 3D do Curtir Ciência.

2 JULHO | Máquinas de Rabiscos

Oficina que explora conceitos relacionados com circuitos elétricos necessários para a idealização e montagem de máquinas de rabiscos movidas a motor que os participantes podem levar para casa.

3 JULHO | Mini-chefs

Uma oficina que transforma um laboratório em cozinha e que explora o universo da gastronomia molecular através da confeção de diversas receitas. A oficina termina com a prova dos diversos pratos confecionados.

4 JULHO | Curtir Geologia

Uma viagem ao passado através do estudo dos fósseis e dos seus processos de formação. Dos dinossauros às trilobites, uma jornada de exploração em torno da paleontologia com jogos de identificação de rochas e minerais.

5 JULHO | Super Slime

Uma oficina que explora o conceito científico da viscosidade e tem como destaque a criação e manuseamento de diferentes tipos de “slime” que os participantes podem levar para casa.

8 JULHO | A Cidade dos Elementos

A leitura desta história é intercalada por várias atividades experimentais da área da Química. As personagens saídas da Tabela Periódica ganham vida e vivem uma aventura repleta de experiências científicas.

9 JULHO | Curtir Robótica

Uma oficina de construção e experimentação de robots em Lego complementada com a visita e experimentação dos robôs que fazem parte da área de robótica do Curtir Ciência.

10 JULHO | Brincar com as Moléculas

Uma oficina em contexto laboratorial dedicada à Bioquímica, através da exploração de modelos para a criação de moléculas.

11 JULHO | Curtir Física

Qual é a importância da Física no dia-a-dia de cada um de nós? Esta oficina responde a várias questões e inclui a construção de pequenos brinquedos que obrigam à aplicação de algumas leis da Física.

12 JULHO | Quiz de Ciência

Oficina que põe à prova os conhecimentos dos participantes em diversas áreas da Ciência, através da realização de experiências práticas, e que termina com um teste com respostas dadas através de computadores e tablets.

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: MATÉRIA ESCURA PODERÁ SER UMA RELÍQUIA DA INFLACÇÃO

O inflatão, a partícula que poderá ter sido responsável por um período de expansão extremamente rápido no princípio do Universo designado por inflação, poderá também constituir a matéria escura, cuja origem permanece desconhecida. A teoria é assinada por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) que mostra, em particular, que esse cenário é uma consequência natural dos cenários de inflação quente, em que o Universo não arrefece drasticamente durante a inflação.

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O trabalho, assinado por João Rosa e Luís Ventura, cientistas do Departamento de Física e do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações da UA, foi publicado este mês na prestigiada Physical Review Letters.

A teoria da inflação foi proposta em 1981 pelo físico americano Alan Guth, postulando a existência de uma nova partícula – o inflatão – que nas primeiras frações de segundo da sua existência levou a que o Universo se expandisse muito rapidamente, acabando por ficar extremamente uniforme, como o observamos hoje.

Nos modelos convencionais de inflação fria, a expansão rápida leva a que a temperatura do Universo decresça muito rapidamente durante a inflação (tal como um gás arrefece quando expande). No final deste período, os inflatões transformam-se nas partículas que conhecemos, como o eletrão e o fotão (partículas de luz), num processo semelhante ao decaimento radioativo, e a energia assim libertada é usada para “reaquecer” o Universo.

Nos modelos de inflação quente, pelo contrário, os inflatões transferem energia para o plasma cósmico sob a forma de calor, mantendo o Universo a uma temperatura elevada, sem haver necessidade de o “reaquecer” no final. Apesar de esta ideia ter mais de duas décadas, só em 2016 foi possível desenvolver um modelo teórico apelativo para a inflação quente, num artigo da coautoria do investigador João Rosa e também publicado na prestigiada revista americana Physical Review Letters.

Modelo da UA abre novos caminhos

No contexto deste modelo, a equipa da UA mostrou pela primeira vez que os inflatões não se transformam noutras partículas após o final da inflação, apenas interagindo significativamente com outras partículas, incluindo os fotões, a temperaturas suficientemente elevadas que o Universo só atingiu durante a inflação. Isto significa que os inflatões não desapareceram, apesar de não os conseguirmos ver visto a sua interação com a luz ser hoje extremamente débil.

Desde 1933, através das observações do enxame de galáxias Coma realizadas pelo astrónomo suíço Fritz Zwicky, sabe-se que mais de 80 por cento da matéria no Universo é escura, isto é, não emite luz, e apenas conseguimos inferir a sua presença através da força gravitacional que esta exerce sobre a matéria luminosa e que altera, por exemplo, a velocidade com que as estrelas rodam em torno do centro das galáxias.

Sabe-se também que esta matéria escura é também relativamente fria, pois caso contrário teria impedido a formação das galáxias e outras estruturas cósmicas como os enxames e super-enxames de galáxias que hoje pintalgam o Universo observável.

Os inflatões que, segundo o modelo desenvolvido na UA, sobreviveram desde o período de inflação até aos dias de hoje têm exatamente estas propriedades. Além de praticamente não emitirem luz, são extremamente frios, essencialmente por terem perdido energia sob a forma de calor durante a inflação para manter o Universo quente e depois deixado de interagir com o plasma cósmico. Assim, se a hipótese dos investigadores da UA estiver correta, a inflação e a matéria escura poderão ser explicadas por uma só nova partícula.

No contexto da inflação fria, é bastante difícil que os inflatões se transformem noutras partículas (libertando energia suficiente para reaquecer o Universo) e que simultaneamente alguns sobrevivam até aos dias de hoje. No cenário de inflação quente, a unificação da inflação e da matéria escura é natural, porque os inflatões não só não se terão convertido em matéria luminosa como também ter-se-ão mantido frios durante os milhares de milhões de anos de expansão do Universo após a inflação.

Além disso, este modelo pode ser testado de diversas formas, e com tecnologia que deverá estar disponível nos próximos anos. Por sobreviverem até aos dias de hoje, os inflatões terão provocado ligeiras alterações na abundância cósmica dos elementos químicos mais leves como o Hidrogénio ou o Hélio. Terão também deixado a sua marca nas pequenas flutuações na temperatura da Radiação Cósmica de Fundo, uma relíquia do plasma cósmico primordial.

A forma como a temperatura desta radiação de micro-ondas varia no céu poderá dizer-nos inequivocamente se o Universo se manteve ou não quente durante a inflação e se os inflatões são ou não a matéria escura. Resta esperar por observações astronómicas mais precisas para perceber se uma só partícula chega para resolver estes dois importantes mistérios do cosmos.

GUIMARÃES ASSINALA DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Dia Mundial da Criança assinalado com sessão especial de “Histórias com Ciência”

No dia 1 de Junho, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães vai contar uma história infantil com muitas experiências científicas. Atividade destina-se a crianças dos 4 aos 7 anos.

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Para assinalar o Dia Mundial da Criança, a 1 de Junho, sábado, às 15:00 horas, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães promove uma sessão especial da sua atividade “Histórias com Ciência”.

“Era uma vez um circo onde os leões mecânicos, os trapezistas flutuantes e os cuspidores de fogo faziam, por assim dizer, um espectáculo de outro mundo! Ficava no planeta Bateria, onde todos funcionavam a pilhas exceto o palhaço Avaria. Certo dia, as luzes apagaram-se, a música parou e o circo acabou! O que terá acontecido?”

A leitura desta história de Pedro Soromenho (“O Palhaço Avaria e o Planeta Bateria”) é intercalada com a realização de várias experiências de base científica, resultando numa atividade lúdica e recreativa para crianças a partir dos quatro anos de idade. São vários os conceitos científicos a explorar nas experiências: as diferentes fontes de energia, com ênfase nas renováveis; reciclagem das pilhas; magnetismo; equilíbrio e viscosidade.

As inscrições podem ser feitas pelos meios habituais: 253510830; geral@ccvguimaraes.pt.

HISTÓRIAS COM CIÊNCIA

1 JUNHO | 15:00

PÚBLICO | 4-7 anos

PREÇO | 2,00€

Endereço do evento: Curtir Ciência – Rua da Ramada, 166

Coordenadas GPS: 41.439416794027814 N, -8.291705846786499 O

GUIMARÃES: ALUNO DA ESCOLA ABEL SALAZAR DE RONFE VENCE CONCURSO SOLETRAR CIÊNCIA

Final foi disputada por nove alunos representantes dos Agrupamentos de Escolas de Guimarães

André Campos Gomes, aluno do 8.º ano do Agrupamento de Escolas Abel Salazar, de Ronfe, venceu a quarta edição do Concurso Soletrar Ciência. A final realizou-se esta terça-feira, 14 de maio, no Auditório da Fraterna, e foi disputada por nove alunos em representação dos vários agrupamentos escolares do Concelho de Guimarães.

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O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães é um dos organizadores deste concurso que visa aumentar o vocabulário, melhorar a pronúncia e a ortografia e aprofundar o conhecimento de conceitos científicos. O diretor do Centro, Sérgio Silva, integrou o júri responsável pela avaliação das prestações dos concorrentes e, no final, fez a entrega do prémio ao aluno vencedor.  

Antes da prova final, os finalistas e cerca de duas centenas de alunos e professores passaram pelo Curtir Ciência e assistiram a demonstrações de experiências científicas asseguradas pelos vários Agrupamentos de Escolas.

Na prova final cada um dos finalistas teve de soletrar um conjunto de palavras cabendo a avaliação a um júri composto por representantes do Município de Guimarães, Curtir Ciência e Biblioteca Municipal Raul Brandão. O concurso é organizado pelo grupo de trabalho de professores bibliotecários de Guimarães, Rede de Bibliotecas Escolares e Centro Ciência Viva, com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, docentes de Ciências Naturais e Ciências Físico-Químicas dos agrupamentos participantes e Biblioteca Municipal Raul Brandão.

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PONTE DA BARCA - TERRA NATAL DE FERNÃO DE MAGALHÃES - PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE O NAVEGADOR

Ponte da Barca acolhe Seminário "Viagem de Circum-navegação e Ciência - Diálogos à volta do Mundo"

É já no próximo Sábado, dia 27 de abril, dia em que se assinala o 498º aniversário do falecimento do navegador Fernão de Magalhães, que Ponte da Barca recebe um painel de oradores que demonstrarão o contributo da viagem de circum-navegação para o conhecimento cientifico global naquele que é o Seminário "Viagem de Circum-navegação e Ciência - Diálogos à volta do Mundo".

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Ao longo de todo o dia (09h30 às 18h), no auditório da Casa da Cultura,será discutido o contributo da viagem de circum-navegação para o conhecimento científico global, pelas vozes dos investigadores José Manuel Garcia, Joaquim Alves Gaspar, Carlos Fiolhais e Nuno Ferrand e com a moderação de Manuel de Magalhães Sant'Ana.

Ficha de inscrição e programa detalhado em www.cmpb.pt

ATAQUE DE CORAÇÃO: RECUPERAÇÃO FEITA EM CASA TEM EXCELENTES RESULTADOS

Investigação com assinatura da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro

Depois da alta hospitalar, o processo de reabilitação cardíaca, incluindo a componente de exercício físico, após um enfarte agudo do miocárdio pode ser feita em casa e com excelentes resultados. As conclusões de uma investigação com participação da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) confirma isso mesmo e corrobora os resultados de vários estudos internacionais. O trabalho quer dar uma resposta domiciliária à maioria dos doentes que depois da alta se afastam dos programas de reabilitação dos centros hospitalares.

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A Sociedade Europeia de Cardiologia, a American Heart Association e o American College of Cardiology, classificam a reabilitação cardíaca (RC) como uma intervenção terapêutica com indicação de classe I (mandatória), fundamentada nos níveis de evidência científica mais elevados.

Mas em Portugal, a percentagem de doentes que participaram nos últimos anos em programas de reabilitação cardíaca de fase III foi de cerca de 4 por cento. A distância entre a residência e os centros hospitalares e a falta de horários e de transportes são algumas das causas apontadas pelos doentes para participarem nos programas.

Por outro lado, a falta de resposta adequada do Sistema Nacional de Saúde na reabilitação cardíaca, a falta de investimento em recursos humanos e materiais e a escassez de centros e a sua localização concentrada nas grandes cidades contribuem decisivamente para a baixa referenciação e adesão aos programas de reabilitação cardíaca.

“Contrariamente ao conceito generalizado de que a reabilitação cardíaca tem de ser feita sob vigilância direta há, nos casos de baixo risco cardiovascular, a possibilidade de efetuar reabilitação supervisionada à distância”, aponta Mesquita Bastos, professor na ESSUA e cardiologista no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, em Aveiro.

“Esta é uma área de forte interesse na ESSUA, na qual temos vários projetos financiados e colaborações a decorrer com elevado impacto social,” refere Fernando Ribeiro, professor na ESSUA e investigador no Instituto de Biomedicina (iBiMED) da UA.

O estudo que envolveu a ESSUA no âmbito do Doutoramento em Ciências e Tecnologia da Saúde de Andreia Noites, onde participaram também o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e a Escola Superior de Saúde do Porto, envolveu um grupo de pessoas em recuperação de um enfarte do miocárdio, que realizou um programa de exercícios, três vezes por semana, em casa, durante oito semanas.

Depois das informações e aconselhamentos ministrados presencialmente pelos investigadores, a atividade física e os sinais vitais dos doentes, com recurso a dispositivos eletrónicos, foram monitorizados continuamente à distância pela equipa de investigação.

Sem desculpas, doentes dizem presente

 Sem os entraves dos quilómetros até aos hospitais centrais ou centros clínicos e a restrição dos horários das sessões, os doentes não só aderiram ao programa de exercício físico e educação para hábitos de vida saudáveis proposto como obtiveram excelentes resultados na melhoria da saúde cardiovascular.

“O estudo permitiu demonstrar que na fase IV de reabilitação cardíaca, o exercício no domicílio melhora a capacidade cardiorrespiratória, a frequência cardíaca no pico de esforço e a de recuperação num grupo de doentes que já tinha parado a fase III de reabilitação cardíaca há 9 meses atrás”, assegura Mesquita Bastos.

Ou seja, aponta o cardiologista, “o estudo demonstrou que um programa de exercício efetuado em casa e supervisionado à distância foi capaz de aumentar a tolerância ao exercício ao fim de apenas 8 semanas”. Um ganho que está, naturalmente, associado a um menor risco de mortalidade e a um melhor prognóstico.

Com as fases III / IV da reabilitação cardíaca a serem realizadas em casa de cada um dos doentes, antevê Mesquita Bastos, “é possível abranger uma maior população, incluindo a que se encontra impedida de o fazer pela distância até aos locais dos programas (hospitais, clinicas) e, desta forma, criar uma rede de reabilitação com todo o suporte tecnológico que hoje existe”.

Por outro lado, os custos para o Sistema Nacional de Saúde, diz o cardiologista, serão proporcionalmente menores. De realçar, alerta o especialista, que este tipo de reabilitação “não substitui a reabilitação feita no internamento [fase I] nem na maioria dos doentes a feita logo após a alta [fase II]”.

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: ANTICORPOS DA GEMA DO OVO EM PASTILHAS CONTRA A GRIPE

E se a vacina da gripe fosse substituída por pastilhas efervescentes? A ideia nasceu na Universidade de Aveiro (UA). À base de vitamina C e de uma mão cheia de minerais, o ingrediente secreto das super-pastilhas está nos anticorpos retirados das gemas dos ovos das galinhas. Sem as contraindicações das vacinas que todos os anos têm de ser reformuladas e sem a agulha invasiva, as pastilhas querem revolucionar o combate à gripe. Assim haja financiamento.

Os investigadores Marguerita Rosa, Emanuel Capela e Mariam Kholany .jpg

Os anticorpos IgY – assim se chamam os ingredientes chave das pastilhas efervescentes - são produzidos exclusivamente por aves, estando concentrados nas gemas dos ovos. Proteínas que atuam no sistema imunológico como defensoras do organismo, apontam os investigadores do Departamento de Química (DQ) da UA, é possível manipulá-los de forma a torná-los armas eficazes no combate ao Influenza, o vírus causador da gripe.

A ideia de incorporar os anticorpos IgY em pastilhas efervescentes foi desenvolvida por Marguerita Rosa, Emanuel Capela e Mariam Kholany, estudantes do Doutoramento em Engenharia Química do DQ e do CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro da UA.

“Espera-se que estes anticorpos não espoletem reações inflamatórias no sistema imunitário humano, diminuindo passivamente a carga viral da pessoa afetada”, explicam os investigadores que deixam uma garantia: “Uma pastilha por dia é o que desejamos alcançar para manter a proteção ao longo do tempo de maior incidência do vírus da gripe”.

Com a tecnologia e os conhecimentos científicos necessários para acabarem com o Influenza, os jovens investigadores querem criar um produto nutracêutico revolucionário e inovador para combater o vírus da gripe. “A nossa ideia passa por desenvolver pastilhas efervescentes contendo anticorpos da gema do ovo específicos para as proteínas membranares constantes do vírus, e suplementadas com vitamina C e outros minerais para reforçarem o sistema imunitário”, explicam.

“Trata-se de um método passível de ser utilizado por toda a população e não apenas por doentes de risco, tendo a vantagem de ser não-invasivo quando comparado com a vacinação tradicional”, garantem.

O projeto dos estudantes da UA foi mesmo um dos doze finalistas selecionados para apresentação de um pitch no decorrer da V IMFAHE's International Conference 2019 - Innovation Camp, que decorreu em março na Universidade de La Laguna em Tenerife (Ilhas Canárias). No final, venceram o segundo prémio no concurso, arrecadando 2 mil euros para trabalharem na proposta ao longo do próximo ano.

LAMAS VERMELHAS PODEM, AFINAL, DESPOLUIR ÁGUAS TÓXICAS

Investigação da Universidade de Aveiro

Constituem um resíduo industrial altamente nocivo para o ambiente e, consequentemente, para a saúde humana. Chamam-se lamas vermelhas, resultam da produção de alumina, a matéria-prima principal na produção de alumínio, e, ao longo dos últimos anos, têm provocado inúmeros acidentes ambientais. Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipa de investigadores conseguiu transformar as perigosas lamas em esferas porosas capazes de limpar metais tóxicos de águas poluídas.

Os investigadores João Labrincha, João Carvalheiras e Rui Novais.jpg

Capa deste mês da Materials Today, uma das mais importantes revistas científicas dedicadas à área dos Materiais, o trabalho é assinado por Rui Novais, João Carvalheiras, Maria Seabra, Robert Pullar e João Labrincha, todos investigadores da UA do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica e da Unidade de Investigação CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro.

Com 3 milímetros de diâmetro, as esferas podem ajudar a reutilizar as ce....jpg

Nesta investigação, e pela primeira vez, explica Rui Novais, “as lamas vermelhas foram utilizadas como precursor para a produção de esferas geopoliméricas altamente porosas utilizando um método simples e sustentável o que pode permitir uma fácil transição para um contexto industrial”.

Estas esferas, com cerca de 3 milímetros de diâmetro, “poderão ser utilizadas em aplicações industriais de elevado valor acrescentado”. Tratamento de águas residuais e produção de biogás, devido à respetiva capacidade adsorvente de metais pesados ou corantes e regulação do pH da água, são algumas das aplicações ambientais em que as perigosas lamas poderão agora ter. “Esta estratégia inovadora poderá permitir a valorização de quantidades significativas de lamas vermelhas, mitigando assim o impacto ambiental associado à produção de alumínio”, congratula-se Rui Novais.

Geradas durante a produção de alumina, que é depois parcialmente transformada em alumínio, a reciclagem ou a reutilização das lamas vermelhas sempre foi uma tarefa problemática já que, por todo o mundo, a indústria já produziu cerca de 4000 milhões de toneladas de lamas vermelhas.

Neste momento, aponta Rui Novais, “apenas cerca de 2,7 por cento da produção anual de lamas vermelhas é reutilizada, o que considerando a sua produção anual, estimada em cerca de 150 milhões de toneladas, levará inevitavelmente a um aumento do total acumulado em cerca de 146 milhões de toneladas por ano”.

Imagem captada no microscópio electrónico onde se pode observar a estrut....jpg

DETETOR DE RADIOATIVIDADE DESENVOLVIDO EM PORTUGAL E INSTALADO EM ALMARAZ

Investigação da Universidade de Aveiro

A Universidade de Aveiro (UA) tornou possível medir em tempo real os níveis de radioatividade da água dos rios utilizada pelos sistemas de refrigeração das centrais nucleares. É o caso da central espanhola de Almaraz, que utiliza a água do Tejo para arrefecimento, e onde a UA acaba de instalar o recém desenvolvido detetor de trítio, um elemento radioativo cuja presença na água em elevadas quantidades fará disparar os alarmes.

Os investigadores João Veloso e Carlos Azevedo e o detector de trítio.jpg

Até hoje as análises aos níveis de trítio das águas libertadas no arrefecimento dos reatores nucleares eram realizadas em laboratório, com os tempos de demora, entre a recolha das amostras de água, o envio, a análise e a divulgação dos resultados, a poderem atingir 3 a 4 dias. Agora, com a elevada sensibilidade conseguida com o detetor da UA os níveis de trítio já podem ser acompanhados em tempo real. E se houver um súbito aumento da radiação na água, com a monitorização em tempo real, o alarme é imediato e as medidas de contenção poderão ser rapidamente aplicadas.

Desenvolvido no laboratório do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (I3N) do Departamento de Física da UA, o detetor centra-se no trítio, um material indicador da presença de outras partículas radioativas. Isótopo do hidrogénio, o trítio é produzido na água de arrefecimento dos reatores nucleares quando os neutrões interagem com o núcleo do hidrogénio presente nas moléculas de água.

Selo de garantia da qualidade da água

“A medição de trítio em tempo-real, para além de monitorizar o nível de radioatividade na água que retorna ao rio depois de passar pela central nuclear, pode ser usado como um alerta de eventuais problemas na própria central nuclear”, explica o investigador Carlos Azevedo que, a par com o investigador João Veloso e coordenador do projeto na UA, desenvolveu o detetor.

Foi com este desígnio que o projeto TRITIUM foi aprovado e desenvolvido no âmbito do financiamento obtido através do programa Europeu INTERREG-SUDOE onde, para além da UA, participam a Junta de Extremadura (Espanha), as universidades da Extremadura e de Valência (Espanha) e a Universidade de Bordéus (França).

A norma europeia 2013/51/EURATOM estabelece a concentração máxima de trítio em água para que esta possa ser considerada para consumo humano. “Esta norma europeia obriga a que sejam feitos outros testes de isótopos na água sempre que o trítio atinge um nível elevado, pois geralmente quando há excesso daquele material há também outros radioisótopos”, aponta o investigador.

Instalado na última semana para testes na estação de monitorizarão de Arrocampo, junto à central nuclear de Almaraz, o protótipo já está em funcionamento. Mas o futuro do detetor em tempo real de radioatividade pode passar também por outras centrais nucleares já que este novo dispositivo garante a qualidade da água consumida e o respetivo abastecimento às populações nos limites de radioatividade impostos pela norma Europeia da EURATOM.

O detector de trítio em tempo real já está instalado em Almaraz (1).jpg

GUIMARÃES: CURTIR CIÊNCIA E ASSOCIAÇÃO BAIRRO AFONSINO ASSINALAM OS 150 ANOS DA TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS QUÍMICOS COM UM CONTO INÉDITO DESTINADO A CRIANÇAS

Era uma vez… “A Cidade dos Elementos”

A estreia desta co-produção está agendada para o dia 30 de março (sábado), às 15:00 horas, no Curtir Ciência. O modelo é semelhante ao de “Histórias com Ciência”, uma das várias atividades da Oferta Educativa do Centro Ciência Viva de Guimarães: ou seja, a leitura do conto é intercalada com várias experiências científicas executadas pelas crianças participantes.

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No enredo de “A Cidade dos Elementos” as personagens saídas da Tabela Periódica ganham vida e vivem uma aventura repleta de experiências científicas. Trata-se de um conto inédito da autoria de Álvaro Nunes, escritor e investigador de Guimarães, resultado de uma parceria entre o Curtir Ciência e a Associação Bairro Afonsino.

Com esta atividade, o Curtir Ciência associa-se aos 150 anos da Tabela Periódica dos Elementos Químicos, que se assinalam este ano por resolução das Nações Unidas e da UNESCO. De facto, em 1869 Dmitry Mendeleev criou o Sistema Periódico dos Elementos Químicos. Passados 150 anos celebramos a criação da ferramenta que permite prever as propriedades da matéria – na terra ou em qualquer parte do universo.

O Curtir Ciência considera que este é um excelente modelo para assinalar a efeméride junto das crianças (6-12 anos), por ser uma atividade que é simultaneamente lúdica e prática e, também, uma forma de incentivo à leitura.

30 MARÇO | 15:00

A CIDADE DOS ELEMENTOS

PÚBLICO-ALVO: Crianças e jovens dos 6 aos 12 anos;

LOTAÇÃO: Máximo de 20 participantes;

PREÇO: 3,00€/individual (Oferta de Revista Bairro Afonsino)

RESERVAS: geral@ccvguimaraes.pt ou 253 510 830

ALTRAN PORTUGAL APRESENTA CENTRO COLABORATIVO VORTEX PARA ACELERAÇÃO DE SISTEMAS CIBER-FÍSICOS E CIBERSEGURANÇA

MULTINACIONAL PROMOVE CENTRO TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA ENTRE LABORATÓRIOS DE INVESTIGAÇÃO E LÍDERES DA INDÚSTRIA EUROPEIA

A Altran, líder global em Engenharia e Serviços de Investigação e Desenvolvimento, acaba de apresentar o VORTEX, um Centro de aceleração e transferência de tecnologia de sistemas ciber-físicos e cibersegurança em Portugal, que pretende afirmar-se como uma referência europeia no mercado dos serviços de conceção de novos dispositivos.

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Liderado pela Altran Portugal, em associação com a Universidade Nova de Lisboa (UNL), através do NOVALincs, com o Intituto Politécnico do Porto/Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP/IPP) através do CISTER, com Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores- Tecnologia e Ciência (INESC TEC) através do HASLab e a plataforma de inovação Beta-i, o VORTEX pretende criar um ecossistema colaborativo entre centros de investigação, startups e líderes industriais que explorem as tendências tecnológicas emergentes e as apliquem no desenvolvimento de novos produtos que respondam aos novos desafios dos mercados.

No evento de lançamento estiveram presentes o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, Cyril Roger, Vice-Presidente do Grupo Altran, Célia Reis, CEO da Altran Portugal e Rodrigo Maia, CTO da Altran Portugal e Director Executivo do VORTEX, que salientaram os benefícios deste iniciativa, pela cocriação e transferência de tecnologias de laboratórios de investigação para parceiros da indústria.

Rodrigo Maia, CTO da Altran Portugal e Director Executivo do VORTEX, refere: O Vortex permitirá antecipar tendências das tecnologias do futuro, trazendo para o mesmo centro as unidades de investigação e os fabricantes europeus, impulsionando assim uma efetiva transferência de conhecimento e cocriação de novos produtos nos setores de Automóvel, Aeroespacial, Telecomunicações, Dispositivos Médicos e Energia. A iniciativa irá arrancar nas instalações da Altran Portugal e, ao longo de 2019, terá um espaço próprio perto do nosso pólo tecnológico em Gaia. Para já, o projeto arranca com uma equipa de 10 colaboradores que saem dos diferentes parceiros e iremos contratar até 2022, mais 35 recursos altamente qualificados, maioritariamente Mestres de Doutorados.”

Para o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, o VORTEX “representa criar emprego com transformação digital, através de um novo tipo de instituições que vêm estimular a partilha de risco entre os sectores público e privado em investir no conhecimento e na co criação de emprego.”

Antecipar as tecnologias do futuro

VORTEX, irá investir em programas anuais de aceleração, focados em elevar o nível de maturidade tecnológica de novos resultados de investigação que saem dos parceiros científicos, e que demonstrem a sua aplicabilidade em novos produtos industriais. A Altran, por seu lado, fará a aproximação inicial dos seus clientes a esta nova, e disruptiva capacidade de cocriação industrial, fomentando e promovendo a venda de serviços de cocriação e coconcepção no domínio dos sistemas cíber-físicos e da cibersegurança aos seus clientes.

Sobre a Altran

Com a aquisição da Aricent, a Altran posiciona-se como líder global em consultoria de engenharia e R&D (ER&D) e uma empresa inovadora no desenvolvimento de produtos e serviços à medida das necessidades dos clientes. Neste sentido, a Altran acompanha os clientes em cada etapa do projeto, desde o planeamento estratégico à fase de produção. Há mais de 35 anos no mercado global, a Altran capitaliza a experiência e know-how em setores chave, como Aerospace, Automotive, Defence, Energy, Finance, Life Sciences, Railway e Telecom. A aquisição da Aricent alarga essa liderança para semiconductors, digital experience e design innovation.

Com 47 mil colaboradores e presente em mais de 30 países, o grupo Altran e Aricent gerou, em 2018, receitas de 2,9 mil milhões de euros. No mercado português desde 1998, a Altran Portugal conta mais de 1.800 colaboradores e com três escritórios, no Porto, Lisboa e Fundão.

CURTIR CIÊNCIA E ASSOCIAÇÃO BAIRRO AFONSINO ASSINALAM OS 150 ANOS DA TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS QUÍMICOS COM UM CONTO INÉDITO DESTINADO A CRIANÇAS

Era uma vez… “A Cidade dos Elementos”

A estreia desta co-produção está agendada para o dia 30 de março (sábado), às 15:00 horas, no Curtir Ciência. O modelo é semelhante ao de “Histórias com Ciência”, uma das várias atividades da Oferta Educativa do Centro Ciência Viva de Guimarães: ou seja, a leitura do conto é intercalada com várias experiências científicas executadas pelas crianças participantes.

image001cicicici.jpg

No enredo de “A Cidade dos Elementos” as personagens saídas da Tabela Periódica ganham vida e vivem uma aventura repleta de experiências científicas. Trata-se de um conto inédito da autoria de Álvaro Nunes, escritor e investigador de Guimarães, resultado de uma parceria entre o Curtir Ciência e a Associação Bairro Afonsino.

Com esta atividade, o Curtir Ciência associa-se aos 150 anos da Tabela Periódica dos Elementos Químicos, que se assinalam este ano por resolução das Nações Unidas e da UNESCO. De facto, em 1869 Dmitry Mendeleev criou o Sistema Periódico dos Elementos Químicos. Passados 150 anos celebramos a criação da ferramenta que permite prever as propriedades da matéria – na terra ou em qualquer parte do universo.

O Curtir Ciência considera que este é um excelente modelo para assinalar a efeméride junto das crianças (6-12 anos), por ser uma atividade que é simultaneamente lúdica e prática e, também, uma forma de incentivo à leitura.

30 MARÇO | 15:00

A CIDADE DOS ELEMENTOS

PÚBLICO-ALVO: Crianças e jovens dos 6 aos 12 anos;

LOTAÇÃO: Máximo de 20 participantes;

PREÇO: 3,00€/individual (Oferta de Revista Bairro Afonsino)

RESERVAS: geral@ccvguimaraes.pt ou 253 510 830