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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL ACONTECEU HÁ 385 ANOS!

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Passam 385 anos desde a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio dos reis de Espanha. Um punhado de portugueses tomou de assalto o Paço da Ribeira, aprisionaram a Duquesa de Mântua e defenestraram o traidor Miguel de Vasconcelos. Estava proclamada a restauração da independência.

Seguiu-se a aclamação de D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal e dava-se início a uma sucessão de batalhas militares que duraram 28 anos, com vista a consolidar a independência, as quais culminaram com a assinatura do Tratado de Lisboa de 1668. Este tratado, celebrado entre Afonso VI, de Portugal e Carlos II, de Espanha, pôs fim à Guerra da Restauração, dando lugar nomeadamente à devolução de Olivença que esteve durante 11 anos sob ocupação espanhola. Apenas a praça de Ceuta ficou na posse de Espanha.

Para o sucesso do golpe palaciano contribuíram diversos fatores internos como o descontentamento dos nobres que haviam perdido os seus privilégios e eram preteridos relativamente à nobreza castelhana; a burguesia que via o seu negócio prejudicado pela concorrência dos comerciantes ingleses, holandeses e franceses e também os constantes ataques aos navios que transportavam os seus produtos e, finalmente, o povo sobre quem recaíam cada vez mais pesados impostos.

Mas, puderam os conjurados de 1640 também contar com diversos fatores externos que se revelaram favoráveis, de entre os quais se salienta a revolta que eclodira na Catalunha em 7 de junho daquele ano, contra o centralismo imposto pelo Conde-Duque de Olivares e a presença de tropas castelhanas em território catalão. Tratou-se da “Guerra dos Segadores”, assim denominada por ter tido origem imediata na morte de um ceifeiro, a qual teve lugar entre 1640 e 1652.

Os catalães proclamam a República Catalã em 26 de janeiro de 1641. Porém, o falecimento do seu principal chefe Pau Claris, leva a um desenvolvimento do conflito do qual resulta na incorporação de parte da Catalunha no território da França.

Tanto a revolta da Catalunha como a Restauração da Independência de Portugal contaram com o apoio do Cardeal Richelieu, o que aliás explica a defenestração – termo originado de fenêtre – de Miguel de Vasconcelos, prática muito em voga à época em todas as revoltas que ocorreram noutros países europeus. Deste modo, conseguia a França alargar as suas fronteiras políticas, fazendo-as coincidir com acidentes naturais como os Pirinéus a ocidente, o rio Reno e os Alpes a oriente, de maneira a melhor defender-se do poderio da Casa de Áustria de onde descendiam os reis de Espanha cujos domínios, no continente europeu, incluía Portugal, Nápoles, Sicília, Milão, Sardenha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Ilhas Canárias, Maiorca, Rossilhão, Franco-Condado, para além dos reinos de Castela, Leão, Valência, Aragão e a Catalunha propriamente dita.

Com o casamento em 1469, do rei Fernando II de Aragão com Isabel I de Castela, a Catalunha vinha perdendo as suas liberdades enquanto nação soberana e jogava agora a sua oportunidade de recuperar a independência política.

Dando prioridade ao esmagamento da revolta catalã, o rei Filipe IV, de Espanha, ordena ao Duque de Bragança e a muitos nobres portugueses que o acompanhem na repressão à Catalunha, tendo-se a maior parte deles recusado a obedecer.

Enquanto a Catalunha sucumbiu perante o poderio castelhano, Portugal conseguiu sair vitorioso da guerra travada contra a Espanha que durou 28 anos e veio a confirmar a nossa independência como nação soberana, em grande medida graças à revolta catalã. Por conseguinte, possuem os portugueses uma dívida histórica aos catalães na medida em que a sua sublevação foi bem-sucedida em grande medida devido à revolta dos segadores da Catalunha.

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ESPOSENDE: CORO ARS VOCALIS ATUA NO PALAU DE LA MÚSICA CATALANA A 23 DE NOVEMBRO

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O Coro Ars Vocalis, projeto da Escola de Música de Esposende, atua no Palau de la Música Catalana, em Barcelona, no próximo dia 23 de novembro, integrado num concerto com a Jove Orquestra Simfònica de Barcelona (JOSB) e o Cor Jove Orfeó Català.

A viagem inclui ainda uma apresentação no Teatre Auditori de Granollers, no dia 22 de novembro.

O destaque natural recai sobre o Palau, uma das salas mais emblemáticas da Europa. A presença de um coro português neste palco é de uma enorme importância artística não só para o Coro Ars Vocalis, mas, também, para Portugal. 

Esta sala, conhecida pela sua arquitetura e pelas qualidades acústicas excecionais, recebe com regularidade alguns dos melhores agrupamentos e artistas internacionais. A programação segue critérios exigentes de seleção e o facto de um coro português se apresentar neste espaço confirma a elevada qualidade do Coro Ars Vocalis. O Palau tem, além disso, uma forte tradição coral desde a sua origem: foi projetado como casa do Orfeó Català e mantém até hoje uma presença muito ativa na formação, programação e intervenção comunitária ligadas ao canto coral.

O Coro Ars Vocalis integra a Escola Coral de Esposende, estrutura de orientação mais profissional da Escola de Música de Esposende. Esta escola reúne ainda o Coro de Pequenos Cantores de Esposende e o Coro Sonus Aura, num trabalho contínuo que acompanha os coralistas desde a infância até à idade adulta. Os três agrupamentos envolvem cerca de 150 elementos e constituem, hoje, uma das referências mais sólidas na formação coral do país e na prática artística e cultural desta área. A coerência pedagógica, a continuidade artística e a ligação estreita à comunidade distinguem este projeto no panorama nacional.

Isto pode abrir um conjunto de questões que podem interessar às vossas equipas: que tipo de trabalho artístico e pedagógico conduz jovens de um concelho de 35 mil habitantes a esta visibilidade? Como se constrói um coro juvenil com continuidade ao longo de quinze anos? Que impacto tem esta experiência na formação dos jovens cantores? O que diz esta participação sobre o trabalho coral desenvolvido no nosso país, em particular, em Esposende? Que escola é esta que desenvolve um projeto artístico capaz de se apresentar numa sala de espetáculo tão icónica da Europa?

Convido-vos a acompanhar esta viagem, presencialmente ou à distância. Podem fazê-lo em reportagem ou através de uma peça sobre esta oportunidade. Envio imagem, caso desejem ilustrar a notícia e, também, alguns vídeos do Coro Ars Vocalis:

Coro Ars Vocalis trabalha em formação de coro júnior, reunindo jovens dos 15 aos 23 anos, todos do concelho de Esposende. Nasceu em 2009 dentro da estratégia pedagógica da Escola de Música de Esposende (EME), em estreita relação com o Coro de Pequenos Cantores de Esposende e com o apoio do Município de Esposende, através da Escola Coral de Esposende.

Ao longo do seu percurso:

– participou no Festival Internacional de Música de Cantonigrós (2013)

– realizou masterclasses com Jo McNally, Magna Ferreira e Josep Vila Jover

– apresentou-se no CCB no Dia Mundial da Música (2023)

– estreou obras de Telmo Marques, Rui Paulo Teixeira e António Capitão Ribeiro

– editou o disco AETERNUM (2019)

– desenvolveu o projeto Mare Nostrum – Cantigas & Poemas, com livro e CD

– realizou, em 2024, uma digressão a Bilbau e Bordéus

MONÇÃO PROMOVE-SE NA FEIRA DE TURISMO DE BARCELONA B-TRAVEL

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Visitantes encantados com os nossos vinhos, gastronomia e tradições.

O Município de Monção marcou presença na B-Travel, prestigiada Feira Internacional de Turismo de Barcelona, que decorreu entre 28 e 30 de março. Foram três dias de promoção do nosso concelho, que deixaram uma impressão muito forte, junto dos 27 mil visitantes do evento.

A participação de Monção na B-Travel representou uma excelente oportunidade para darmos a conhecer a diversidade e a autenticidade da nossa oferta turística, com especial destaque para os vinhos Alvarinho e para a gastronomia local, dois verdadeiros embaixadores da nossa terra.

Durante a feira, o Município de Monção promoveu “aquilo que nos identifica e distingue” enquanto povo, desde as tradições aos costumes, passando pelo património e natureza, através da distribuição de material promocional e contacto direto com o público.

Destacamos Monção como um destino atrativo e sustentável, com motivos variados para uma visita demorada ou uma fugidinha em qualquer período do ano. No convite aos visitantes, realçamos a Feira de Alvarinho de Monção, a Maior Wine Party de Portugal, este ano com mais um dia, entre 3 e 6 de julho.

Com agrado, verificamos a curiosidade e interesse do público que, registe-se, teve a deliciosa oportunidade de degustar o nosso doce mais típico, as premiadas e carismáticas Roscas de Monção, acompanhadas pelo toque elegante e aromático do Alvarinho.

Com afeto e simpatia, criou-se um círculo de empatia e proximidade. A conquista do público foi imediata, tendo ficado encantado com os nossos vinhos, gastronomia e tradições. Nas conversas, sentimos a vontade de muitos em conhecer Monção.

A nossa participação tornou-se mais especial com o sorteio de uma noite para duas pessoas no The Vinea Collection Hotel, uma oferta única para disfrutar do novo empreendimento turístico do concelho de Monção, localizado na freguesia de Badim.

A B-Travel resultou em mais uma oportunidade para Monção se apresentar como um destino turístico de excelência, com forte identidade cultural e uma hospitalidade ímpar. O empenho colocado na realização de cada evento e a dedicação como recebemos quem nos visita, fazem de Monção um local único, que deixa marca no coração de todos.

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VIANA DO CASTELO PARTICIPA NA B-TRAVEL EM BARCELONA NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA

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Viana do Castelo volta a marcar presença, entre os dias 28 e 30 de março, na B-Travel – El Salón del Turismo, a maior feira de Espanha direcionada para um público-alvo abrangente, com elevada propensão para a realização de viagens turísticas e com elevado poder de compra, que acontece em Barcelona.

Dando seguimento à aposta que tem vindo a ser realizada de divulgação do potencial da região, com o objetivo de captar cada vez mais visitantes e, simultaneamente, fomentar o crescimento e investimento externo, Viana do Castelo volta a integrar um evento de referência do setor, integrada no stand do Turismo do Porto e Norte de Portugal, num espaço onde estarão representados vários municípios da região Norte de Portugal.

Na Feira Internacional de Barcelona, essencialmente dedicada ao turismo de experiências, estarão presentes as principais agências de viagens, operadores de cruzeiros, hotelaria, entre outras, pelo que o Município de Viana do Castelo repete a sua participação.

Esta presença reveste-se de enorme importância para dar a conhecer a oferta turística diversificada e de qualidade que existe no nosso território e a variedade de experiências que os visitantes e turistas aqui podem usufruir, ofertas que dão resposta a diferentes tipos de motivação durante todo o ano.

Esta participação será ainda aproveitada para divulgar o facto de Viana do Castelo ser em 2025 Capital da Cultura do Eixo Atlântico e integrar o Galardão “Vale do Lima - Região Europeia da Gastronomia e Vinho 2025”.

Em 2024, a B-Travel contou com mais de 26.000 visitantes, 129 expositores de mais de 35 países, afirmando-se, indiscutivelmente, como uma imperdível oportunidade na promoção turística a nível ibérico, europeu e mundial, e como um dos eventos mais marcantes da promoção turística em Espanha.

VIANA DO CASTELO APROVA GEMINAÇÃO COM ESTEBAN ECHEVERRIA, ARGENTINA, E AJUNTAMENT DE TIVENYS, CATALUNHA

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, esta segunda-feira, em reunião ordinária de executivo, acordos de geminação a serem estabelecidos com Esteban Echeverría, Argentina, e Ajuntament de Tivenys, Catalunha.

As geminações entre cidades e municípios têm proporcionado a possibilidade de trocas nos mais diversos campos da atividade humana. Viana do Castelo tem adquirido uma experiência muito rica e diversificada neste âmbito, pois foi por várias vezes reconhecida por organismos internacionais de referência, tais como a Comissão Europeia e a União das Cidades Unidas.

Fruto da sua relação institucionalizada, quer com as dezoito cidades geminadas, quer com as organizações intermunicipais transnacionais, está atenta a novos acordos para desenvolver formas de cooperação e entendimento com outros parceiros autárquicos.

Assim, nas propostas, apresentadas pelo Vereador da Cultura, Manuel Vitorino, é referido que Esteban Echeverría pertence à Área Metropolitana de Buenos Aires, Argentina, afirmando-se como centro de desenvolvimento da região; existe uma valorosa comunidade portuguesa que está inserida na sociedade de Esteban Echeverría, que importa reconhecer e valorizar; a grande importância da contribuição cultural de Viana do Castelo como Capital da Região do Alto Minho e o seu papel estratégico em relação ao fluxo migratório histórico entre Portugal e a Argentina; as afinidades entre Esteban Echeverría e Viana do Castelo constituem oportunidades de desenvolvimento futuro, em múltiplas áreas de cooperação; a vontade manifestada pelo Município de Esteban Echeverría em formalizar uma relação de cooperação e amizade entre as duas cidades, fomentando formas de colaboração nos mais diversos domínios de interesse comum.

Já Ajuntament de Tivenys é um município localizado na província de Tarragona, na comunidade autónoma da Catalunha, Espanha. Considerando que a 3ª edição da Firarrels Tivenys 2024 foi dedicada a Portugal, tendo Viana do Castelo estado em destaque com a participação de uma comitiva cultural que enriqueceu a programação do evento, com variadas atividades como a música, o folclore, a gastronomia, conferências, ateliers, artesanato e tradições culturais, esta participação permitiu uma troca de experiências muito enriquecedora e uma maior divulgação do nosso território, num município localizado a meio caminho entre Barcelona e Valencia, com uma situação geográfica que permite uma grande exposição aos habitantes de duas comunidades autónomas e a grandes cidades com ligações aéreas diárias para Lisboa e o Porto.

Em reconhecimento do empenho e da qualidade desta participação, nasceu a vontade manifestada pelo Ajuntament de Tivenys em formalizar uma relação de cooperação e amizade entre as duas cidades, fomentando formas de colaboração nos mais diversos domínios de interesse comum.

O programa de geminação visa, genericamente, o desenvolvimento de projetos de intercâmbio nos domínios de interesse partilhado (ambiente, cultura, ciência, desporto, economia, educação, indústria, tecnologia, entre outras áreas de cooperação), com vista à difusão recíproca da cultura dos dois municípios e ao aproveitamento das oportunidades de cooperação; o envolvimento de parceiros associativos das duas autarquias, dos mais diversos setores, em função do tipo de projeto; a associação de organismos nacionais e internacionais que concorram para o cofinanciamento e partilha de melhores práticas na implementação e desenvolvimento dos projetos.

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL FOI HÁ 384 ANOS!

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Passam 384 anos desde a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio dos reis de Espanha. Um punhado de portugueses tomou de assalto o Paço da Ribeira, aprisionaram a Duquesa de Mântua e defenestraram o traidor Miguel de Vasconcelos. Estava proclamada a restauração da independência.

Seguiu-se a aclamação de D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal e dava-se início a uma sucessão de batalhas militares que duraram 28 anos, com vista a consolidar a independência, as quais culminaram com a assinatura do Tratado de Lisboa de 1668. Este tratado, celebrado entre Afonso VI, de Portugal e Carlos II, de Espanha, pôs fim à Guerra da Restauração, dando lugar nomeadamente à devolução de Olivença que esteve durante 11 anos sob ocupação espanhola. Apenas a praça de Ceuta ficou na posse de Espanha.

Para o sucesso do golpe palaciano contribuíram diversos fatores internos como o descontentamento dos nobres que haviam perdido os seus privilégios e eram preteridos relativamente à nobreza castelhana; a burguesia que via o seu negócio prejudicado pela concorrência dos comerciantes ingleses, holandeses e franceses e também os constantes ataques aos navios que transportavam os seus produtos e, finalmente, o povo sobre quem recaíam cada vez mais pesados impostos.

Mas, puderam os conjurados de 1640 também contar com diversos fatores externos que se revelaram favoráveis, de entre os quais se salienta a revolta que eclodira na Catalunha em 7 de junho daquele ano, contra o centralismo imposto pelo Conde-Duque de Olivares e a presença de tropas castelhanas em território catalão. Tratou-se da “Guerra dos Segadores”, assim denominada por ter tido origem imediata na morte de um ceifeiro, a qual teve lugar entre 1640 e 1652.

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Os catalães proclamam a República Catalã em 26 de janeiro de 1641. Porém, o falecimento do seu principal chefe Pau Claris, leva a um desenvolvimento do conflito do qual resulta na incorporação de parte da Catalunha no território da França.

Tanto a revolta da Catalunha como a Restauração da Independência de Portugal contaram com o apoio do Cardeal Richelieu, o que aliás explica a defenestração – termo originado de fenêtre – de Miguel de Vasconcelos, prática muito em voga à época em todas as revoltas que ocorreram noutros países europeus. Deste modo, conseguia a França alargar as suas fronteiras políticas, fazendo-as coincidir com acidentes naturais como os Pirinéus a ocidente, o rio Reno e os Alpes a oriente, de maneira a melhor defender-se do poderio da Casa de Áustria de onde descendiam os reis de Espanha cujos domínios, no continente europeu, incluía Portugal, Nápoles, Sicília, Milão, Sardenha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Ilhas Canárias, Maiorca, Rossilhão, Franco-Condado, para além dos reinos de Castela, Leão, Valência, Aragão e a Catalunha propriamente dita.

Com o casamento em 1469, do rei Fernando II de Aragão com Isabel I de Castela, a Catalunha vinha perdendo as suas liberdades enquanto nação soberana e jogava agora a sua oportunidade de recuperar a independência política.

Dando prioridade ao esmagamento da revolta catalã, o rei Filipe IV, de Espanha, ordena ao Duque de Bragança e a muitos nobres portugueses que o acompanhem na repressão à Catalunha, tendo-se a maior parte deles recusado a obedecer.

Enquanto a Catalunha sucumbiu perante o poderio castelhano, Portugal conseguiu sair vitorioso da guerra travada contra a Espanha que durou 28 anos e veio a confirmar a nossa independência como nação soberana, em grande medida graças à revolta catalã. Por conseguinte, possuem os portugueses uma dívida histórica aos catalães na medida em que a sua sublevação foi bem-sucedida em grande medida devido à revolta dos segadores da Catalunha.

É a privação da liberdade nacional que nos leva a atribuir-lhe maior valor, parecendo por vezes que a desprezamos sempre que a damos como garantida!

Decorridos que são 375 anos sobre tais acontecimentos históricos, eis que a Catalunha volta a aspirar à sua própria independência política. Em coerência, não podemos nós, portugueses, deixarmos de reconhecer à Catalunha e ao povo catalão o direito à liberdade que em 1 de dezembro de 1640 lográmos alcançar. Portugal e a Catalunha estão unidas por laços históricos!

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MUNICÍPIO DE GUIMARÃES RECEBE REPRESENTAÇÃO DA CATALUNHA

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Receção Oficial à Associação Catalã de Municípios em Guimarães para Promover a Economia Circular.

Hoje, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, e a Vereadora do Ambiente, Sofia Ferreira, receberam a delegação da Associação Catalã de Municípios, numa visita dedicada à Economia Circular.

A tarde incluiu uma apresentação sobre a “Jornada Climática Guimarães 2030“, seguida de uma visita ao Laboratório da Paisagem, onde foram discutidas estratégias inovadoras em sustentabilidade e gestão de resíduos, como o projeto RRRCICLO e o sistema PAYT.

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CATALUNHA VISITA VIANA DO CASTELO

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Viana do Castelo recebeu, hoje, a visita de uma comitiva da Associação Catalã de Municípios e da Delegação do Governo da Catalunha em Portugal, que se deslocou à capital do Alto Minho para conhecer as boas práticas promovidas pelo município vianense.

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e o executivo municipal, receberam a comitiva, constituída por cerca de uma dezena de autarcas e por Rui Reis, Delegado do Governo da Catalunha em Portugal, que teve como focos de interesse a economia circular, a gestão de resíduos e do ciclo da água, as infraestruturas eficientes com aproveitamento de recursos, a construção circular e ainda a implementação de sistemas circulares de alimentação.

BARCELOS ASSINA ACORDO DE GEMINAÇÃO COM MANISES (ESPANHA)

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Cerâmica une os dois municípios

Uma comitiva de cerca de 30 autarcas de Barcelos liderada pelo Presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, esteve no fim de semana em Manises, na região da Catalunha, Espanha, para participar na cerimónia de assinatura da Carta de Geminação entre ambas as cidades.

Na cerimónia, o Presidente da Câmara de Barcelos disse que “é uma honra e orgulho fazer a geminação com Manises, uma cidade tão criativa, tão acolhedora e com um povo tão hospitaleiro”. Mário Constantino Lopes sublinhou que “esta geminação vai permitir aprofundar os laços de cooperação entre os nossos concelhos, as nossas cidades, que integram ambas a Rede das Cidades Criativas da UNESCO, e têm com elemento comum a forte tradição da cerâmica e do artesanato. Não é por acaso que Manises tem o Museu de Cerâmica e Barcelos tem um Museu de Olaria”, salientou o Presidente da Câmara.

Estamos muito gratos e satisfeitos com a receção que Manises proporcionou à delegação de Barcelos e fazemos votos para que todos os pressupostos desta geminação venham a ser cumpridos no sentido do desenvolvimento de projetos e atividades que permitam a aproximação dos nossos povos”, rematou o autarca barcelense.

Também o Presidente de Manises, Javier Mansilla Bermejo, mostrou-se satisfeito pelo acordo de geminação assinado: “é um marco muito importante para o nosso Município, aliado ao reconhecimento da UNESCO em 2021, como Cidade Criativa, no âmbito do artesanato e arte popular, porque assim aumentamos as oportunidades para levar a cerâmica de Manises a mais cantos do mundo”. “Com a geminação com Barcelos, tornamos a nossa cidade mais forte e os nossos artesãos, assim como expandimos a rede do cluster cerâmico de Manises com novas sinergias, neste caso, com uma cidade portuguesa tão importante”, acrescentou.

Após a cerimónia da assinatura da Carta de Geminação, o Presidente da Câmara de Barcelos foi convidado a presidir à abertura oficial da “Fiesta Internacional de la Cerámica de Manises”.

Carta de Geminação

No texto da Carta de Geminação, é considerada a vontade de partilha de objetivos e ações no contexto da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO, no cluster do Artesanato e Arte Popular, dada a existência de um contexto cultural identitário dos dois territórios, no que respeita à tradição e à grande importância das artes cerâmicas e oláricas nos dois concelhos.

Esta geminação dá continuidade às ações desenvolvidas entre os Municípios de Barcelos e de Manises nos últimos anos, e tem como objetivo promover de forma regular relações de proximidade e colaboração institucional, associativa, empresarial, cultural, turística e desportiva.

No texto que o Presidente do Município de Manises e de Barcelos subscreveram, lê-se que esta Carta de Geminação tem “o intuito de dinamizar, fortalecer, preservar, partilhar e valorizar a herança cerâmica dos territórios, no contexto das redes internacionais, mas também o intuito de criar sinergias de promoção dos argumentos diferenciadores de cada um dos territórios”. Assim, futuramente, irão ser estruturados programas de cooperação nas mais diversas áreas da competência dos Municípios, entre as quais, cultura, turismo, educação, desporto, empreendedorismo, economia, artes e ofícios e juventude.

Estão ainda previstas ações conjuntas que potenciem a valorização de ambas as Cidades no contexto da Rede Mundial das Cidades Criativas, bem como a apresentação de candidaturas conjuntas no contexto dos programas disponibilizados pela União Europeia.

Recorde-se que as geminações constituem parcerias formalizadas por municípios que decidem tornar pública a sua união e numa perspetiva transnacional, promovem a troca de conhecimentos e experiências.

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VIANA DO CASTELO DANÇOU NA CATALUNHA – GRUPO DE FOLCLORE CASA DE PORTUGAL EM ANDORRA E GRUPO FOLCLÓRICO DE ALVARÃES REPRESENTARAM A NOSSA REGIÃO

Consulado-Geral de Portugal em Barcelona agradeceu a participação

“Portugal, país convidado de Firarrels!

Assim se forjam amizades, se criam cumplicidades e se estreitam laços entre povos e países. A cultura ao serviço da Diplomacia.

Um enorme agradecimento a Viana do Castelo pelo vosso compromisso e empenho neste projeto desde a primeira hora; e uma saudação muito calorosa ao povo amigo de Tivenys pela organização extraordinária desta bonita homenagem a Portugal e pela infinita hospitalidade com que nos receberam.”

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IMPRENSA DA CATALUNHA DESTACA PARTICIPAÇÃO DE VIANA DO CASTELO NO FESTIVAL DE TIVENYS EM TARRAGONA

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La ciutat portuguesa Viana do Castelo, convidada a FirArrels de Tivenys

Hi haurà mostres del Grup de Danses i Cançons de Alvarães, de vestuari tradicional i la confecció d’una catifa de sal al·lusiva a la tradicional celebració de la Romaria d’Agonia

FirArrels, la fira gastro cultural de les Terres de l’Ebre que té lloc a Tivenys (Baix Ebre) tindrà Portugal com a país protagonista. Així, els dies 19, 20 i 21 d’abril, Tivenys mostrarà la cultura i la gastronomia portuguesa i regional amb el suport del Consulado Geral de Portugal em Barcelona i la Cámara Municipal Viana Do Castelo.

Viana do Castelo, una localitat situada al nord de Portugal, és la convidada a participar en la tercera edició del FirArrels. Entre les diferents activitats i expressions culturals que Viana do Castelo portarà a Tivenys, destaquen les exposicions del Grup de Danses i Cançons de Alvarães, una mostra de vestuari tradicional, la confecció d’una catifa de sal al·lusiva a la tradicional celebració de la Romaria d’Agonia, així com diversos showcookings i proves de vins verds. A més, els visitants de la fira també podran visitar un estand de promoció turística de Viana do Castelo.

La Delegació del Govern a Portugal ha promogut la iniciativa des de l’inici donant suport a la interlocució i la gestió entre els dos ajuntaments per a la realització de l’esdeveniment. “Recomano a tothom que visiti Tivenys per conèixer de prop les tradicions portugueses, que, a més, són ben properes a les catalanes”, afirma el delegat Rui Reis. “Des de la Delegació, és una gran satisfacció poder contribuir a l’apropament entre les cultures catalana i portuguesa amb iniciatives com aquesta”, afegeix Reis.

Els ajuntaments de Tivenys i Viana do Castelo organitzen l’esdeveniment amb la col·laboració de la Delegació del Govern a Portugal.

VIANA DO CASTELO: GRUPO FOLCLÓRICO DE ALVARÃES DANÇA NA CATALUNHA – FOTOS DE SÉRGIO MOREIRA & SÍLVIA MOREIRA

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No próximo fim-de-semana, de 19 a 21 de abril, Viana do Castelo é a cidade escolhida para representar Portugal na Firarrels, cidade de Tivenys - Tarragona. E, o Grupo de Folclore de Alvarães será responsável pela mostra de etnografia e folclore Vianense, com arruadas, desfiles, espetáculo de dança e música e ainda uma exposição de trajes!

Nesta participação, além das exibições do nosso Grupo, o programa deste evento, contará também com a confeção de um Tapete de Sal alusivo à Romaria d’Agonia, showcookings pela Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, Provas de Vinhos Verdes comentadas pelo Solar do Louredo e ainda haverá espaço para um stand de promoção do Município de Viana do Castelo, onde serão dadas a conhecer as principais potencialidades turísticas do território.

Em Outubro de 1968, por iniciativa do seu primeiro fundador, Sr. Adelino Lário, e com o principal propósito da preservação e divulgação da etnografia de Alvarães, surgiu o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Alvarães. Quase sempre com a colaboração do Sindicato dos Cerâmicos de Alvarães, com a cedência de espaço para ensaios e reuniões, foi este Grupo dando os seus primeiros passos. Passados que são 39 anos, muita coisa tem acontecido de bom neste Grupo Folclórico.

Quase meio milhar de componentes, de alguma maneira, já estiveram ligados a este Grupo e quase todos eles hoje continuam a ser nossos amigos. Cerca de 1.200 actuações foram efectuadas, das quais umas 150 em diversos países por onde fomos passando.

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VIANA DO CASTELO APRESENTA NA CATALUNHA FOLCLORE, TRAJES, ROMARIA D’AGONIA, GASTRONOMIA E VINHOS

Entre os dias 19 e 21 de abril, a Câmara Municipal de Viana irá representar Portugal na Firarrels Tivenys 2024, em Espanha. Serão três dias dedicados a Portugal, onde Viana do Castelo estará em destaque num evento que terá uma programação muito completa e diversificada, com atividades que variam entre a música, o folclore, a gastronomia, conferências, ateliers, artesanato, tradições culturais.

Entre as diversas atividades e expressões culturais que Viana do Castelo levará a Tivenys, destacam-se as exibições do Grupo de Danças e Cantares de Alvarães, a Mostra de Trajes Tradicionais, a Confeção de um Tapete de Sal alusivo à Romaria d’Agonia, showcookings pela Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, Provas de Vinhos Verdes comentadas pelo Solar do Louredo e ainda haverá espaço para um stand de promoção do Município de Viana do Castelo, onde serão dadas a conhecer as principais potencialidades turísticas do território.

Tivenys é um município localizado na província de Tarragona, na comunidade autónoma da Catalunha. Esta participação permitirá uma troca de experiências muito enriquecedora e uma maior divulgação do nosso território, num município localizado a meio caminho entre Barcelona e Valencia, com uma situação geográfica que permite uma grande exposição aos habitantes de duas comunidades autónomas e a grandes cidades com ligações aéreas diretas diárias para Lisboa e o Porto.

A Delegação do Governo da Catalunha em Portugal promove a iniciativa desde o início com o apoio à interlocução e à gestão entre as Câmaras Municipais de Viana do Castelo e de Tivenys para a realização do evento. O festival conta também com o apoio do Consulado-Geral de Portugal em Barcelona.

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VIANENSES NO CAMPEONATO DE KARATE KYOKUSHIN DA CATALUNHA

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Decorreu no dia 7 de abril em Cerdanyola del Vallés, Barcelona, o Copa de Kyokushin da Catalunha. Participaram 5 atletas, dois treinadores, um deles árbitro também.

Foram obtidos 3 primeiros lugares e 2 segundos lugares. 

Mais do que a excelência dos resultados obtidos, continuamos apostados na formação integral dos nossos jovens, transmitindo-lhes os valores e princípios da disciplina, do respeito e dum esforço perseverante, omnipresentes na prática do Karate Kyokushin autêntico.

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CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO PRESENTE NA B-TRAVEL EM BARCELONA

A Câmara Municipal de Viana do Castelo volta a marcar presença na B-Travel – El Salón del Turismo, que acontece em Barcelona, entre os dias 15 e 17 de março, e que se apresenta como a maior feira de Espanha direcionada para um público-alvo abrangente, com elevada propensão para a realização de viagens turísticas e elevado poder de compra.

Na Feira Internacional de Barcelona, essencialmente dedicada ao turismo de experiências, estarão presentes as principais agências de viagens, operadores de cruzeiros, hotelaria, entre outras.

Assim, dando seguimento à aposta que tem vindo a ser realizada de divulgação do potencial da região, com o objetivo de captar cada vez mais visitantes e fomentar o crescimento e investimento externo, o Município de Viana do Castelo volta a integrar um evento de referência do setor, integrado no stand do Turismo do Porto e Norte de Portugal, num espaço onde estarão representados vários municípios da região Norte de Portugal.

Esta participação reveste-se de enorme importância para dar a conhecer a oferta turística diversificada e de qualidade que existe no território vianense e a variedade de experiências que os visitantes e turistas podem usufruir, ofertas que dão resposta a diferentes tipos de motivação durante todo o ano.

Em 2023, a B-Travel contou com mais de 25.400 visitantes, 118 expositores de mais de 35 países, afirmando-se como uma imperdível oportunidade na promoção turística a nível ibérico, europeu e mundial, e como um dos eventos mais marcantes da promoção turística em Espanha.

Para além de participar em diversas feiras de turismo, a autarquia, dando sequência ao trabalho de dinamização turística que tem vindo a desenvolver no âmbito da Rede Municipal de Turismo, e que envolve o Turismo de Portugal (através da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo), a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a Associação Empresarial de Viana do Castelo e a Associação Fórum Turismo, pretende, ao longo do ano, continuar a dinamizar ações destinadas aos profissionais do setor, como ações de formação integradas no Plano de Capacitação / Formação + Próxima, Programa de Valorização dos Recursos Humanos e MEETUPs – Encontros de partilha de Boas Práticas e de network intersectorial para estruturação da oferta turística, mas também promover Fam e Press Trips, visitas organizadas para dar a conhecer o território e os seus empresários, dando maior visibilidade e notoriedade ao Município.

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RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL FOI HÁ 383 ANOS!

Passam 383 anos desde a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio dos reis de Espanha. Um punhado de portugueses tomou de assalto o Paço da Ribeira, aprisionaram a Duquesa de Mântua e defenestraram o traidor Miguel de Vasconcelos. Estava proclamada a restauração da independência.

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Seguiu-se a aclamação de D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal e dava-se início a uma sucessão de batalhas militares que duraram 28 anos, com vista a consolidar a independência, as quais culminaram com a assinatura do Tratado de Lisboa de 1668. Este tratado, celebrado entre Afonso VI, de Portugal e Carlos II, de Espanha, pôs fim à Guerra da Restauração, dando lugar nomeadamente à devolução de Olivença que esteve durante 11 anos sob ocupação espanhola. Apenas a praça de Ceuta ficou na posse de Espanha.

Para o sucesso do golpe palaciano contribuíram diversos fatores internos como o descontentamento dos nobres que haviam perdido os seus privilégios e eram preteridos relativamente à nobreza castelhana; a burguesia que via o seu negócio prejudicado pela concorrência dos comerciantes ingleses, holandeses e franceses e também os constantes ataques aos navios que transportavam os seus produtos e, finalmente, o povo sobre quem recaíam cada vez mais pesados impostos.

Mas, puderam os conjurados de 1640 também contar com diversos fatores externos que se revelaram favoráveis, de entre os quais se salienta a revolta que eclodira na Catalunha em 7 de junho daquele ano, contra o centralismo imposto pelo Conde-Duque de Olivares e a presença de tropas castelhanas em território catalão. Tratou-se da “Guerra dos Segadores”, assim denominada por ter tido origem imediata na morte de um ceifeiro, a qual teve lugar entre 1640 e 1652.

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Os catalães proclamam a República Catalã em 26 de janeiro de 1641. Porém, o falecimento do seu principal chefe Pau Claris, leva a um desenvolvimento do conflito do qual resulta na incorporação de parte da Catalunha no território da França.

Tanto a revolta da Catalunha como a Restauração da Independência de Portugal contaram com o apoio do Cardeal Richelieu, o que aliás explica a defenestração – termo originado de fenêtre – de Miguel de Vasconcelos, prática muito em voga à época em todas as revoltas que ocorreram noutros países europeus. Deste modo, conseguia a França alargar as suas fronteiras políticas, fazendo-as coincidir com acidentes naturais como os Pirinéus a ocidente, o rio Reno e os Alpes a oriente, de maneira a melhor defender-se do poderio da Casa de Áustria de onde descendiam os reis de Espanha cujos domínios, no continente europeu, incluía Portugal, Nápoles, Sicília, Milão, Sardenha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Ilhas Canárias, Maiorca, Rossilhão, Franco-Condado, para além dos reinos de Castela, Leão, Valência, Aragão e a Catalunha propriamente dita.

Com o casamento em 1469, do rei Fernando II de Aragão com Isabel I de Castela, a Catalunha vinha perdendo as suas liberdades enquanto nação soberana e jogava agora a sua oportunidade de recuperar a independência política.

Dando prioridade ao esmagamento da revolta catalã, o rei Filipe IV, de Espanha, ordena ao Duque de Bragança e a muitos nobres portugueses que o acompanhem na repressão à Catalunha, tendo-se a maior parte deles recusado a obedecer.

Enquanto a Catalunha sucumbiu perante o poderio castelhano, Portugal conseguiu sair vitorioso da guerra travada contra a Espanha que durou 28 anos e veio a confirmar a nossa independência como nação soberana, em grande medida graças à revolta catalã. Por conseguinte, possuem os portugueses uma dívida histórica aos catalães na medida em que a sua sublevação foi bem-sucedida em grande medida devido à revolta dos segadores da Catalunha.

É a privação da liberdade nacional que nos leva a atribuir-lhe maior valor, parecendo por vezes que a desprezamos sempre que a damos como garantida!

Decorridos que são 383 anos sobre tais acontecimentos históricos, eis que a Catalunha volta a aspirar à sua própria independência política. Em coerência, não podemos nós, portugueses, deixarmos de reconhecer à Catalunha e ao povo catalão o direito à liberdade que em 1 de dezembro de 1640 lográmos alcançar. Portugal e a Catalunha estão unidas por laços históricos!

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RIBEIRA DE VIANA CONFECIONA TAPETE DE SAL JUNTO À PRAÇA DE ESPANHA EM BARCELONA

Esta quarta-feira, um representante da Ribeira de Viana vai confecionar um tapete de sal junto à Praça de Espanha, na cidade de Barcelona, no âmbito do Congresso Internacional de Arte Efémera, que acontece até 31 de agosto. O evento conta com a presença de 28 grupos de todo o mundo, integrando cerca de 300 pessoas que pretendem candidatar a arte efémera a Património Imaterial da UNESCO, sendo Viana do Castelo a única cidade portuguesa presente.

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Neste contexto, esta quarta-feira, na Plaza Puig i Cadafalch, João Chavarria, morador na Rua Monsenhor Daniel Machado, representante de Viana do Castelo na conferência, participará no II Encontro Internacional de Tapetes e confecionará o tapete de sal com 1,5 metros de diâmetro, com a marca de Viana e pormenores do bordado regional certificado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Nesse dia, cada um dos grupos presentes no congresso vai preparar um pedaço do seu tapete, simbolizando o conceito de uma árvore genealógica.

A história da Romaria em Honra de Nossa Senhora da Agonia, nomeadamente os tapetes de sal preparados pelas gentes da Ribeira de Viana, estão no mapa da arte efémera, tendo sido reconhecidos pelos outros países e bastante elogiados.

“Nesta conferência percebemos como também lá fora valorizam a nossa arte popular da confeção dos Tapetes de Sal, integrada na Romaria d’ Agonia. Surpreendentemente, já muitos dos presentes conheciam os nossos tapetes de sal”, desvenda João Chavarria.

“Sentimos que Viana do Castelo e a ribeira estão no mapa da arte popular. Aqui defendem o que também nós sempre defendemos, que esta arte deve ser mantida pelas pessoas de forma voluntária e por amor à camisola, pois só assim fará sentido e só assim se poderá garantir a continuidade da tradição. Estamos orgulhosos em nome de Viana do Castelo por sermos reconhecidos num local onde estão representadas artes dos quatro cantos do mundo”, conclui.

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