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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MAPA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES: NÃO HÁ PINGUINS NO PÓLO NORTE!

Mapa dos Descobrimentos Portugueses possui versão corrigida

Circula com frequência em diversos sites e nas redes sociais um “Mapa dos Descobrimentos Portugueses” que desde há vários anos foi retirado de circulação.

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O referido mapa, aliás de grande qualidade artística, foi em tempos produzido por profissionais ligados ao Museu de Marinha, procurando reproduzir o conjunto de navegações e domínios portugueses espalhados pelo mundo. Não constitui, pois, uma carta original de algum navegador ou cartógrafo ligado às navegações quinhentistas.

Porém, como na melhor das obras cai a nódoa, um imprevisto e quase insignificante salpico condenou o trabalho efectuado, sem contudo desmerecer o talento artístico e o conhecimento histórico de quem o realizou. Tratou-se da apresentação no Pólo Norte de um pinguim, sugerindo a existência deste espécie numa região do globo onde na realidade não existe.

Ciente do erro, o Museu de Marinha retirou já há muitos anos de circulação este mapa, substituindo-o por uma versão corrigida.

PORTUGAL EXPÕE CARTOGRAFIA NO URUGUAI

Exposição Cartográfica Portuguesa em Rivera, no Uruguai

No âmbito do estreitamento dos laços culturais entre o departamento de Rivera e a Embaixada de Portugal, foi inaugurada em 21 de julho no museu do património de Rivera, a amostra cartográfica " Portugal na região platina, séculos XVIII e XIX ", contando com o apoio da Câmara do comércio uruguaio portuguesa.

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A amostra, organizada pelo exército português, contém 24 mapas, considerados os mais significativos da coleção da Direção dos Serviços de Engenharia do Exército Português.

Além de proporcionar o conhecimento de alguns aspetos da Cartografia Militar Portuguesa dos séculos XVIII e XIX, a exposição pretende homenagear uma etapa esquecida da história da ciência em Portugal.

"Portugal na região platina, séculos XVIII e XIX" estará em exibição até 31 de agosto.

MUNICÍPIO DE BRAGA DISPONIBILIZA MAPA DA CIDADE DE BRAGA PRIMAZ

No âmbito da exposição "Bracara Cartographica", que decorre até ao próximo dia 25 de Novembro na Casa dos Crivos, o Município de Braga disponibiliza aos Bracarenses e visitantes o Mapa da Cidade de Braga Primaz, que André Soares concebeu entre 1756 e 1757.

Os exemplares impressos podem ser adquiridos por 2,5 euros no local da exposição e, a partir do próximo mês de Dezembro, junto do Balcão Único da Câmara Municipal de Braga por 5 euros. Esta passa a ser a segunda representação histórica da cidade de Braga a ser disponibilizada pelo Município, depois do Mapa de 1594 que se encontra à venda no posto de Turismo, sendo a mais conhecida planta da urbe bracarense.

Esta iniciativa conta com a colaboração e especial cedência da Biblioteca Nacional da Ajuda, instituição que detém no seu acervo a versão original do Mapa que terá pertencido ao espólio de D. José de Bragança, que foi Arcebispo e Senhor de Braga entre 1741 e 1756. Esta e outras urbivisões de Braga podem ser admiradas na exposição "Bracara Cartographica".

Esta exposição, integrada no VI Simpósio Luso-Brasileiro de Cartografia Histórica, reúne um significativo conjunto de mapas, plantas e vistas gerais de Braga provenientes dos acervos do Arquivo Municipal de Braga, Biblioteca Pública de Braga e Biblioteca Nacional da Ajuda, contando ainda com a colaboração da Confraria do Bom Jesus do Monte e dos Museus dos Biscainhos e Nogueira da Silva.

PRESIDENTE DO MUNICÍPIO BRACARENSE INAUGURA EXPOSIÇÃO CARTOGRÁFICA PATENTE NA REITORIA

Unidades Culturais da UMinho aproximam População do Património Histórico de Braga

Até ao final do mês de Novembro, será possível conhecer as obras de cartografia pertencentes ao acervo da Biblioteca Pública e do Arquivo Distrital de Braga, desde o final do século XV até ao início do século XX. A exposição, patente ao público na Reitoria da Universidade do Minho (UM), intitula-se ‘A Universal Pintura’ e foi inaugurada esta Quarta-feira, 04 de Novembro, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.

Assinalando a “pró actividade” das unidades culturais da UM que continuamente “se colocam não só ao serviço da comunidade científica, mas também da Cidade”, o Autarca referiu que esta exposição permite “aproximar toda a população do valioso património arquivístico e documental da Biblioteca Pública e do arquivo Distrital”.

A mostra, desenvolvida no âmbito do VI Simpósio Luso-Brasileiro de Cartografia Histórica, encontra-se organizada em torno de 12 núcleos temáticos que abrangem as áreas da Cartografia Simbólica, Histórica, Hidrográfica, Regional, Local, de Viagens, Colonial, de Divulgação, Escolar e Processo de construção cartográfica.

“Esta é mais uma forma de abertura à sociedade e de promoção de um espólio que deve ser visto e reconhecido por todos”, referiu Ricardo Rio, destacando que o Município acompanha com muita expectativa a evolução dos projectos das unidades culturais da UM, que têm dado um “valiosíssimo contributo na reposição histórica de diversas iniciativas desenvolvidas pelo Município de Braga.

Além de Ricardo Rio, a inauguração da exposição contou com a presença de Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, de Lídia Dias, vereadora da Cultura e de diversas personalidades que estão a participar no VI Simpósio Luso-brasileiro de Cartografia Histórica, que decorre em Braga até ao próximo Sábado.

A mostra, com entrada livre, está patente ao público até dia 30 de Novembro na galeria do salão medieval da Reitoria da Universidade do Minho, e pode ser visitada todos os dias úteis, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

BRAGA INAUGURA EXPOSIÇÃO CARTOGRÁFICA

Inauguração da Exposição ‘Bracara Cartographica’, amanhã, Quinta-feira, dia 5 de Novembro, pelas 18h00, na Casa dos Crivos, Braga

O Município de Braga inaugura a Exposição ‘Bracara Cartographica’ que terá lugar, amanhã, Quinta-feira, dia 5 de Novembro, pelas 18h00, na Casa dos Crivos, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e de Lídia Dias, vereadora da Cultura.

Esta exposição, integrada no VI Simpósio Luso-Brasileiro de Cartografia Histórica, reúne um significativo conjunto de mapas, plantas e vistas gerais de Braga provenientes dos acervos do Arquivo Municipal de Braga, Biblioteca Pública de Braga e Biblioteca Nacional da Ajuda, contando ainda com a colaboração da Confraria do Bom Jesus do Monte e dos Museus dos Biscainhos e Nogueira da Silva.

“CARTOGRAFIA NÁUTICA PORTUGUESA DOS SÉCULOS XV A XVII”: UMA OBRA INDISPENSÁVEL PARA O CONHECIMENTO DA CARTOGRAFIA NA HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

“Cartografia Náutica Portuguesa dos Séculos XV a XVII” é uma obra da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro, editada pelo Instituto Hidrográfico, que reputamos fundamental para a compreensão da importância que tiveram as ciências náuticas nos Descobrimentos e Navegações dos Portugueses.

Desde a génese da carta náutica às inovações cartográficas com a introdução das escalas de latitudes, o emprego da flor-de-lis para indicar o Norte nas rosas-dos-ventos e a graduação das longitudes, passando pela agulha magnética e a carta-portulano, a navegação astronómica, a introdução das sondas hidrográficas e a importância da cartografia náutica na expansão marítima dos portugueses, este livro descreve-nos os contributos dos portugueses no avanço das ciências e técnicas do mar, mormente na representação do mundo através da cartografia, na senda do que outrora fizeram os geógrafos gregos, romanos e árabes e, num tempo ainda mais remoto, babilónios e assírios há mais de seis mil anos.

Pese embora seja frequentemente qualificado de “aventura”, a epopeia dos Descobrimentos marítimos foi porventura o projeto melhor concebido e planeado alguma vez realizado pelos portugueses. E, a atenção que foi dada à cartografia náutica e ciências com ela relacionadas, associados ao processo de recolha e preservação da informação, são bem demonstrativas da sua elevada importância na política de expansão que Portugal então empreendeu.

Com excelente aspeto gráfico, o livro inclui bastantes ilustrações que completam a informação e enriquecem a publicação também do ponto de vista artístico, fazendo dele uma obra indispensável para todos quantos se interessam pela História dos Descobrimentos Portugueses e a sua relação com as ciências e técnicas do mar.

Vice-almirante António Silva Ribeiro, o autor da obra

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CARTOGRAFIA DO MINHO E GALIZA NO SÉCULO XVII

A imagem apresenta uma “Carta particolare che comincia con il capo Mogera in Portogallo è Finisce con il capo di Coriano in Ispagna”, da autoria de Dudley Robert e Lucini Antonio Francesco, produzida em Itália entre 1646 e 1647.

Orientada a Norte, inclui rosa-dos-ventos com flor-de-lis, margens graduadas à escala, sondas hidrográficas e indicação de fundeadouros, abrangendo a costa continental entre o Cabo Vilano, na Corunha, até à desembocadura do rio Cávado, junto a Esposende. Na cartela menciona “Século XX”.

A carta encontra-se na Biblioteca da Galiza, em Santiago de Compostela.

A COSTA DE PORTUGAL ENTRE OS RIOS MINHO E DOURO NA CARTOGRAFIA DO SÉCULO XVII

A imagem reproduz um mapa datado de 1607, existente na Direção Geral de Arquivos, vulgo Torre do Tombo, o qual representa a costa de Portugal desde o rio Minho ao rio Douro, vendo-se assinaladas diversas povoações da nossa região. Este mapa insere-se numa série cartográfica de 5 mapas que fazem a descrição da costa de Portugal, desde o rio Minho ao rio Guadiana.

Os mapas desta série encontram-se “deitados” ou seja, o Este ocupa a posição geralmente atribuída ao Norte na representação cartográfica.

O RIO MINHO NA CARTOGRAFIA DE ESPANHA

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As imagens reproduzem o Plano Hidrográfico do Rio Minho, desde a Foz até Monção, de 1892 a 1894, tendo como base os levantamentos hidrográficos realizados pela Direcção de Hidrografia de Espanha, em 1885 e 1886 e publicado à escala 1:10.000, em quatro folhas.

A Primeira Folha descreve o curso do Rio Minho desde a Foz até Tobagón. A Segunda Folha desde Tobagón até Forcadela. A Terceira Folha de Casa de Pontes até Valença do Minho e a Quarta Folha desde Tuy até Monção.

Estes documentos encontram-se na Biblioteca Nacional de Espanha.

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O MINHO NA CARTOGRAFIA FRANCESA DO SÉCULO XVII

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Esta carta data de 1654 e tem por título “Parte Septentrional do Reyno de Portugal”. É da autoria de Nicolas Sanson d'Abbeville e foi editada em Paris, na casa do autor. Faz parte de uma série de cartas que respeitam às divisões políticas e administrativas de Portugal e encontra-se depositada no Departamento de Cartas e Planos da Biblioteca Nacional de França.

Nicolas Sanson foi um célebre geógrafo e cartógrafo francês ao tempo do rei Luis XIII e do Cardeal Richelieu, tendo inclusive dado aulas de geografia a Luis XIII e a Luis XIV. Nasceu em Abbeville em 1600 e faleceu em Paris em 1667.

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Nicolas Sanson d'Abbeville

 

PLANO HYDROGRAPHICO DA BARRA E PORTO DO RIO LIMA E COSTA ADJACENTE PUBLICADO EM 1865

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A gravura mostra um exemplar do “Plano hydrographico da barra e porto do rio Lima e costa adjacente”, editado à escala 1:5000 noano de 1865, da Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos. Este documento cartográfico foi produzido com base com levantamento hidrográfico realizado por Carlos de Vasconcellos e Noronha, sob a direcção do Engº Filipe Folque e encontra-se na Biblioteca Nacional de Portugal.

A propósito deste tema, recomenda-se a leitura do artigo “Cartas Hidrográficas do Rio Lima”, de Carlos Gomes, publicado na revista “O Anunciador das Feiras Novas”, nº 27, de 2010. Trata-se de uma “publicação anual de informação, cultura, turismo e artes limianas”, editada pela Associação Empresarial de Ponte de Lima.