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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PRAIAS DE MOLEDO (CAMINHA), APÚLIA (ESPOSENDE) E PAÇÔ, EM CARREÇO (VIANA DO CASTELO) ENCONTRAM-SE ENTRE AS QUE POSSUEM MAIS IODO – AFIRMA O JORNAL EKONOMISTA

Sabe quais são as praias portuguesas com mais iodo?

Ir à praia faz bem. Ir a uma praia com iodo, faz ainda melhor. Fomos por isso à procura das praias portuguesas com mais iodo, um pouco por todo o país.

Desde crianças que ouvimos falar na importância de fazer praia num local com bastante iodo. Mas, sabe quais as praias portuguesas com mais iodo? E por que é que este mineral é tão importante para o nosso organismo?

O iodo é um micronutriente vital para o equilíbrio do nosso metabolismo, nomeadamente no que diz respeito ao funcionamento da tiróide. Mas, o nosso organismo não o sintetiza, assim, é sobretudo à alimentação que o temos de ir buscar.

Algumas das fontes deste micronutriente essencial são as algas, os peixes, os mariscos e a própria água do mar. Assim, a inalação da brisa marítima e da água do mar de praias com elevados índices de iodo, contribuem igualmente para o aporte deste mineral.

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E se é verdade que é na costa norte de Portugal que há mais concentração de algas e sargaço, há outras praias do país com interessantes índices deste micronutriente. Venha daí conhecer as praias portuguesas com mais iodo.

Ainda que a fama da praia de Moledo não se prenda, pelo menos nos tempos que correm, com o elevado nível de iodo, a verdade é que esta é uma ótima praia para quem quiser obter o máximo de benefícios para a saúde, até porque corre sempre um pouco de vento, potenciando a inalação da saudável brisa atlântica.

Situada no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, apresenta um enquadramento natural privilegiado, avistando-se, ao largo, a pequena ilha que acolhe o Forte da Ínsua. A paisagem é ainda marcada pelo monte galego de Santa Tecla e pela densa Mata do Camarido.

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No norte do país, os méritos da praia da Apúlia, no que toca aos benefícios para a saúde são sobejamente conhecidos. Esta é, sem dúvida, uma das praias portuguesas com mais iodo. A elevada quantidade de algas e sargaço que regularmente dá a costa não faz bem apenas a quem frequenta a praia, mas também a quem consome os afamados produtos agrícolas da região.

As propriedades da água do mar infiltram-se nos terrenos próximos e o sargaço é usado como fertilizante. De uma maneira geral, todas as praias dos concelhos da Póvoa de Varzim e de Esposende são ricas em iodo, ainda que a praia da Apúlia se destaque. Aqui, não faltam ótimos restaurantes para comer peixe e mariscos frescos.

Fonte: http://www.e-konomista.pt/

FAROL DE MONTEDOR ABRE AO PÚBLICO PARA COMEMORAR DIA DA MARINHA

O Farol de Montedor, em Carreço, vai abrir ao público entre os dias 12 e 20 de Maio, no âmbito das comemorações do Dia da Marinha, anunciou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

“Os faróis abrem as portas de forma gratuita para que todos os visitantes tenham a oportunidade de viver esta experiência e conhecer a sua importância na salvaguarda da navegação”, refere o comunicado.

O Farol de Montedor encontra-se em funcionamento desde 20 de Março de 1910 e situa-se no lugar de Montedor, em Carreço, a 4 milhas náuticas a Norte da foz do rio Lima e a 7 milhas a Sul do rio Minho, a uma altitude de 103 metros em relação ao nível do mar.

Farol Montedor

Farol Montedor (11)

As gentes da região dedicam-lhe uma graciosa cantiga que faz parte do cancioneiro popular cuja letra se transcreve.

                   FAROL DE MONTEDOR

                   O farol de Montedor, ó ai ó ai

                   O farol de Montedor

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

                  

                   É noite e o sol já está posto, ó ai ó ai

                   É noite e o sol já está posto

                   E o meu Amor que não vem, ó ai ó ai

                   E o meu Amor que não vem, ó ai ó ai

                   Ou o mataram a ele, ó ai ó ai

                   Ou o mataram a ele

                   Ou ele matou alguém, ó ai ó ai

                   Ou ele matou alguém, ó ai ó ai

                  

                   Ó luar da meia noite, ó ai ó ai

                   Ó luar da meia noite

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

Farol Montedor (29)

Farol Montedor (8)

Farol Montedor (12)

Farol Montedor (15)

Farol Montedor (16)

Farol Montedor (23)

Farol Montedor (24)

Farol Montedor (25)

Farol Montedor (26)

FAROL DE MONTEDOR É SENTINELA DO MAR EM CARREÇO

Localizado no promontório de Montedor, na freguesia de Carreço, a cerca de quatro milhas a norte da foz do rio Lima e a sete da foz do rio Minho, o Farol de Montedor é uma sentinela vigilante para todos quantos navegam ao longo da costa minhota.

Farol Montedor

No cimo de uma torre quadrangular com 28 metros de altitude e a 103 metros acima do nível médio das águas do mar, o Farol de Montedor projeta atualmente dois grupos de relâmpagos brancos, num período de 9,5 segundos, com um raio de alcance de 22 milhas náuticas.

O Farol de Montedor foi um dos oitos faróis mandados construir por Júlio Zeferino Schultz Xavier, tendo entrado em funcionamento em 20 de março de 1910. Inicialmente alimentado a azeite, em 1936 passou a funcionar a petróleo e, com a sua ligação à rede pública de distribuição de energia efetuada em 1947, passou a trabalhar a eletricidade.

Sendo o mais setentrional do país, a luz do Farol de Montedor cruza com a do farol das Ilhas Cies, situado à entrada da Ria de Vigo e ainda com o Farol da barra do Rio Douro, no Porto.

Para além do seu interesse museológico, o Farol de Montedor proporciona uma vista soberba sobre toda a região envolvente, vendo-se toda a zona costeira desde a Areosa até Vila Praia de Âncora e as veigas em redor. O Farol de Montedor encontra-se aberto ao público para visitas todas as quartas-feiras, às 14h, 15h e 16 h.

Farol Montedor (11)

As gentes da região dedicam-lhe uma graciosa cantiga que faz parte do cancioneiro popular cuja letra se transcreve.

                   FAROL DE MONTEDOR

                   O farol de Montedor, ó ai ó ai

                   O farol de Montedor

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

                  

                   É noite e o sol já está posto, ó ai ó ai

                   É noite e o sol já está posto

                   E o meu Amor que não vem, ó ai ó ai

                   E o meu Amor que não vem, ó ai ó ai

                   Ou o mataram a ele, ó ai ó ai

                   Ou o mataram a ele

                   Ou ele matou alguém, ó ai ó ai

                   Ou ele matou alguém, ó ai ó ai

                  

                   Ó luar da meia noite, ó ai ó ai

                   Ó luar da meia noite

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Alumia cá p'ra baixo, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor, ó ai ó ai

                   Qu'eu perdi o meu Amor

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

                   E às escuras não o acho, ó ai ó ai

Farol Montedor (29)

Farol Montedor (8)

Farol Montedor (12)

Farol Montedor (34)

Farol Montedor (15)

Farol Montedor (16)

Farol Montedor (23)

Farol Montedor (24)

Farol Montedor (25)

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ESPANHÓIS "AMIGOS DE PORTUGAL" EXALTAM BELEZAS NATURAIS DE CARREÇO

“AMIGOS DE PORTUGAL” é um blogue produzido por espanhóis, no endereço http://amigos-de-portugal.blogspot.com/, que acaba de publicou um interessante artigo sobre a localidade de Carreço, no Concelho de Viana do Castelo. O artigo é da autoria de Joaquín Duarte, um cidadão espanhol radicado em Valência mas de naturalidade portuguesa.

Com a devida vénia, transcrevemos o referido artigo, agradecendo o destaque dispensado ao Concelho de Viana do Castelo.

CARREÇO

VCT-carreco

Carr casa avos Ma

Carr rua Gandra

Parafraseando o escritor Ruben A., que foi um apaixonado por Carreço, na década de 40 do século XX escrevia assim – “Ai esta palavra Montedor, lugar maravilhoso da freguesia de Carrêço, típica aldeia alto-minhota, entre o mar e a serra; o farol a alumiar cá pra baixo, os moinhos de vento a girar, a estepe milenar persistente da Gandra, a par de uma beleza panorâmica sem limites.”

Carreço, estende-se entre o mar e a serra, divide-se em quatro lugares: Carrêço, Montedor, Paço e Troviscoso. Entre areia dourada e grandes pinheirais, campos verdejantes alimentados pela humidade da brisa marinha, que os seus lavradores cultivam desde sempre, maioritariamente, o milho. Com a cultura do milho nasceu a necessidade da sua transformação e o aparecimento dos moinhos.

Carr casas antig passad

Carr castillo

Carr praia

Carr praia e dunas

Carr flores praia

Carr praia pedras

Nos lugares de Carreço, Pacô e Troviscoso, os lavradores construíram moinhos movidos por água. 

Os moinhos de água têm uma roda horizontal, a qual está ligada ao eixo que movimentava a mó. Outros, não nesta comarca, eram movidos por uma roda vertical, as azenhas.

Carr faro y monte

Entretanto os lavradores do Lugar de Montedor, construíram moinhos movidos pelo vento: moinhos do Petisco, do Marinheiro e de Cima, situados no promontório de Montedor, hoje conhecido pelo monte do Farol.

Carr molino pintado

Carr moinho de cima T

Quanto aos moinhos de vento, um tem velas de pano (moinho do Petisco) e os outros dois tem velas trapezoidais de madeira (moinhos de Cima e do Marinheiro), considerados uma raridade em Portugal.

Carr molino detalle

No século XX, ao finalizar a década dos 40, surge em Carrêço a moagem electromecânica. Dos anos 50 aos 60 a utilização dos moinhos de água, e de vento, vai diminuindo gradualmente. Con esta transformação vai-se perdendo a imagem tradicional da ida ao moinho; do burro, ou cavalo, carregado de sacos de farinha; acompanhado pelo lavrador, ou pela lavradeira. Mas os Moinhos de vento de Montedor seguem vivos, o seu cata-vento, sempre a indicar a direcção e o sentido do vento. O entrono, convida-nos a relembrar a força dos lavradores de Carrêço e o seu engenho na utilização da energia eólica.

Um grande poeta da nossa terra, que ademais foi um dos meus professores de língua portuguesa, Pedro Homem de Melo, escreveu assim sobre estes belos lugares...

MOINHO DAS QUATRO VELAS

 

Moinho das quatro velas

- Moinho de Montedor –

Quatro velas de madeira 

Decepadas pelo ar, 

Enquanto há braços que alongam 

E refrescam e baptizam 

Os nossos olhos cansados... 

Braços nus. Braços de gente. 

E o Floriano dança o Velho, 

Dança o António a Cana Verde 

E dança o Góta o Vicente! 

 

Altas velas de madeira 

- Moinho de Montedor – 

recordam círios de altar. 

Fogem sombras de fogueira 

Ou braços de bailadores? 

Floriano, António, Vicente 

Lembram as ondas do mar... 

Mas sem barcos, mar de “argaço”. 

 

À transparência das águas, 

Quase até que adivinhamos 

Firmes as pernas e os pés 

De quem baila mas vivendo 

A fazer frente às marés. 

 

Por detrás desse moinho 

- Moinho de Montedor – 

Domingos Enes Pereira 

Nasceu. E foi junto dele 

Que se tornou bailador... 

 

Marés de música cheias! 

Floriano, António, Vicente, 

Como o azul das suas veias 

Com certeza que não mente.

 A par daquele moinho 

– Moinho de Montedor - 

(O das velas de madeira!) 

Dança o António a Cana Verde 

E o Floriano dança o Velho 

E dança a Góta o Vicente.  

 

(Helénico, intacto, inteiro) 

Surge, ainda em nossa frente, 

O perfil do Fandangueiro!) 

 

Floriano, António, Vicente, 

Como, o azul das suas veias 

Com certeza que não mente, 

Vêm de perto o vêm de longe 

Marés de música cheias? 

 

Moinho de quatro velas 

Decepadas pelo ar! 

Bailam três moços com elas, 

Depondo círios no altar 

Da minha saudade, à beira 

Do farol de Montedor, 

Dando luz – luz traiçoeira... 

A luz que me há-de queimar! 

 PEDRO HOMEM DE MELO

Carr por do sol e ref

Estes dados foram-me facilitados pelo amigo Manuel, filho da terra que, acompanhado da sua esposa, levaram-me por todos os recantos, por eles conhecidos, fazendo prazenteira a minha estadia nesta linda terra.

carr atardecer

Que boas aquelas amoras, e que doces, quando o dia chegava ao seu fim... mas ainda deu para saborear as artes culinárias da mi amiga Augusta: com tão excelente companhia quem quer ir-se embora... foi o dia... foi o dia... por isso fui feliz em Carreço!