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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CARNAVAL EM ESPOSENDE FOI UM DESFILE DE BELEZA DA SUA JUVENTUDE

O corso carnavalesco em esposende realizou-se ontem em virtude do seu adiamento devido às más condições atmosféricas previstas para o dia do Entrudo propriamente dito. Mas, apesar da alteração, a festa em nada ficou a perder… antes pelo contrário!

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A participação foi elevada e muito animada. A sátira e a brincadeira marcaram a sua presença. E, a participação da juventude foi relevante.

Neste carnaval minhoto, uma característica se destacou e está a despertar a curiosidade de muita gente em toda a nossa região: a singular beleza das jovens esposendenses, a tal ponto que o BLOGUE DO MINHO sente algumas dificuldades em escolher as fotos entre aquelas a que o nosso colega Luís Eiras, do blogue http://esposendealtruista.blogspot.com/ gentilmente nos disponibiliza. Foi uma autêntica explosão de beleza feminina, mais própria de um desfile de moda do que propriamente um corso carnavalesco.

Para o próximo ano, ninguém vai faltar ao Carnaval de Esposende, nem que seja simplesmente para apresiar a singela beleza das moças esposendenses!

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S. PEDRO ABENÇOOU CARNAVAL DA VILA DE PRADO

Vila de Prado 2019. Carnaval molhado, Carnaval abençoado!

O dia nasceu cinzento e a tarde arrancou com aguaceiros, mas nem a chuva parou o Carnaval da Vila de Prado 2019.

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Houve cor, alegria, diversão e até coreografias ensaiadas pelos grupos que participaram no corso carnavalesco. Pouco depois das 15h30, o cortejo que arrancou dos Carvalhinhos encontrava-se com o grupo que veio da Ramalha nas imediações da sede da Junta de Freguesia da Vila de Prado.

Depois, seguiram em conjunto para a Avenida do Cávado, onde eram esperados por alguns milhares de pessoas que se muniram de guarda-chuvas e enfrentaram a chuva (que ia caindo de forma intermitente) para receber os foliões. Aos dois grupos juntaram-se ainda muitos participantes individuais, já que o desfile é aberto a todos.

Houve lugar a recriações históricas, sátira da atualidade, coreografias ensaiadas, fantasias diversas e muita animação.

O carnaval da Vila de Prado surge de iniciativa espontânea dos populares e encontra nos Lugares da Ramalha e dos Carvalhinhos os seus maiores bastiões.

A Junta de Freguesia da Vila de Prado apoiou a iniciativa garantindo que as forças de segurança regulavam o trânsito durante o desfile.

Uma boa ocasião de esquecer os problemas do quotidiano, soltar a criatividade e encarnar uma nova personagem, além de contribuir para o fortalecimento de laços entre a comunidade e a divulgação da Vila de Prado.

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CELORICENSES RENDEM-SE À FOLIA CARNAVALESCA

Vila de Celorico de Basto rendida à folia do Carnaval

Centenas de pessoas deslocaram-se, no dia 01 de março, à vila de Celorico de Basto para ver de perto os foliões oriundos do Centro Escolar de Celorico de Basto, da Creche e do CAO da Associação de Solidariedade Social de Basto e do Infantário da Santa Casa da Misericórdia de Arnoia.

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Um momento de folia para participantes e plateia como referiu o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, presente na iniciativa e colaborante com a iniciativa. “Estas tradições devem ser preservadas sobretudo pela alegria que os participantes emanam durante o cortejo”. Um cortejo que atraiu centenas de pessoas à vila de Celorico de Basto e que, como referiu o autarca, “demonstra o trabalho das diferentes entidades na organização do mesmo, com trajes bem conseguidos, arrojados e que deixaram o público certamente agradado”.

Do Centro Escolar da Vila participaram 14 turmas que tiveram como tema as mais belas histórias infantis desde a gata borralheira, a Cinderela, a Alice no País das maravilhas, o Aladino, os 101Dalmatas, a bela adormecida, entre outras. Segundo a Coordenadora do Centro Escolar da vila, Maria José Carvalho, vestida de fada madrinha, “vale muito a pena participar nesta iniciativa basta olhar para a cara dos pais”. Uma iniciativa que demorou cerca de um mês a ser preparada, “desde reuniões à preparação mas que contou com uma intensa colaboração dos pais e encarregados de educação”, referiu.

O CAO – Centro de Atividades Ocupacionais e a creche da Associação de Solidariedade Social de Basto mascaram-se de “Anos 50”. “Neste desfile procuramos retratar os Anos 50, um tema simples que demorou cerca de 2 meses a ser preparados para conseguirmos apoiar os nossos utentes e ao mesmo tempo preparar o carnaval” referiu Natália Lage, coordenadora técnica do CAO. Segundo a técnica, os adereços irão sofrer algumas alterações para participarem no desfile das camélias agendado, para dia 17 de março.

Já o infantário da Santa Casa da Misericórdia, que abriu o cortejo, inspirou-se no filme infantil Frozen e mascarou os foliões de Olaf, uma personagem do filme.

Há mesma hora decorreu o cortejo de Carnaval em Fermil de Basto, à tarde decorreram os cortejos na Mota e na Gandarela, com centenas de pessoas a assistir ao carnaval das escolas.

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ASSOCIAÇÃO RIO DE MOINHOS LEVA O CARNAVAL ÀS RUAS DE ESPOSENDE

Os esposendenses não se deixaram intimidar com o anúncio de meteorologia menos favorável e sairam à rua com as suas máscaras e o burlesco próprio dos festejos carnavalescos.

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A iniciativa coube à Associação Cultural e Recreativa de Rio de Moinhos e a imaginação pertenceu às gentes de Esposende que desta forma cumpriram a tradição: o entrudus para a Primavera está assegurado e lá vamos a caminho da Serração da Velha que irá celebrar-se na quarta-feira da terceira semana da Quaresma…

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.com/

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VIZELA FESTEJA O CARNAVAL

"O Carnaval, também conhecido como Entrudo, é uma festa de origem pagã que se comemora sempre numa terça-feira, 47 dias antes do domingo de Páscoa.

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História do Carnaval

ORIGEM DO CARNAVAL

Começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pela boas colheitas do ano.

No ano 590 d.C, o Carnaval começou a ser festejado pela Igreja Católica. O período de Carnaval era apelidado como o "adeus à carne", marcando a véspera de um período de jejum e privações antes de se iniciar a quaresma. As populações festejavam e degustavam manjares para preparar o período de privações a começar no dia seguinte.

Hoje, o Carnaval assume-se como uma festa onde reinam fantasias e disfarces, na qual miúdos e graúdos festejam usando máscaras e trajes coloridos que não têm possibilidade de usar durante o resto do ano. É uma época de diversão e onde são permitidas brincadeiras, pois seguindo o provérbio popular "No Carnaval ninguém leva a mal".

A MAGIA DO CARNAVAL NA CELEBRAÇÃO DA AÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

“Muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.”

Um pouco por todo o país, festeja-se um carnaval que na maioria dos casos nada tem a ver com a nossa cultura e costumes tradicionais. Trata-se de modelos importados, sobretudo do Brasil, apesar do ridículo da transposição, ou de acordo com os padrões que a burguesia lisboeta impôs desde os finais do século XIX, fazendo então dos próprios trajes tradicionais uma máscara de carnaval para as crianças. Sobrevive, porém, a tradição do “Pai Velho” no Lindoso

e os “caretos” em Macedo de Cavaleiros. Também neste domínio, muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.

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O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudusou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que, dessa forma, esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é das saturnais romanas que provêm os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e a garotada percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a proteção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento pode ser encontrada na filosofia platónica e em civilizações mais recentes, ainda que sob formas diferenciadas. A tradição trouxe-nos até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram.

Fotos: Arquivo CML e Café Portugal

A MAGIA DO CARNAVAL NA CELEBRAÇÃO DA AÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

“Muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.”

Um pouco por todo o país, festeja-se um carnaval que na maioria dos casos nada tem a ver com a nossa cultura e costumes tradicionais. Trata-se de modelos importados, sobretudo do Brasil, apesar do ridículo da transposição, ou de acordo com os padrões que a burguesia lisboeta impôs desde os finais do século XIX, fazendo então dos próprios trajes tradicionais uma máscara de carnaval para as crianças. Sobrevive, porém, a tradição do “Pai Velho” no Lindoso e os “caretos” em Macedo de Cavaleiros. Também neste domínio, muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.

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O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudusou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que, dessa forma, esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é das saturnais romanas que provêm os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e a garotada percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a proteção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento pode ser encontrada na filosofia platónica e em civilizações mais recentes, ainda que sob formas diferenciadas. A tradição trouxe-nos até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram.

Fotos: Arquivo CML e Café Portugal

SENIORES DE FAMALICÃO MOSTRAM QUE FOLIA NÃO TEM IDADE

Carnaval Sénior com cerca de um milhar de participantes

No Carnaval de Famalicão, a folia não tem idade e a imaginação não tem limites. Isso mesmo ficou provado esta tarde, no Carnaval Sénior que decorreu no Pavilhão Municipal, com cerca de um milhar de participantes.

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Em grupo ou individual, todos participam com os seus disfarces carregados de criatividade, cor e muita alegria. É o caso de Jacinta Alves de 63 anos de idade, que costurou o seu próprio vestido de Branca de Neve. “Gosto muito desta festa e não podia faltar” assegurou, referindo que “este ambiente de alegria e convívio dá saúde e anos de vida”. “Desde há seis anos que não perco um Carnaval Sénior”, salientou.

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Também para Maria José Machado “esta é uma das tardes mais divertidas do ano”. Desta vez, decidiu colar uma mensagem muita séria à folia carnavalesca, utilizando o seu disfarce para chamar a atenção para a violência doméstica. “Todos os dias vejo notícias sobre a violência doméstica e achei que podia fazer alguma coisa para sensibilizar as pessoas”.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, não quis ficar de fora e juntou-se à festa deixando uma mensagem aos seniores para que “vivam a vida sempre com este espírito de alegria e convívio”. “Participem nas atividades do município, saiam de casa e divirtam-se!”

O Carnaval Sénior contou com a presença de cerca de 16 instituições famalicenses e muitos seniores da comunidade. Depois do desfile sempre muito divertido, começou o baile com animação de um DJ. No final foram anunciados os prémios de Melhor Fantasia, Melhor Grupo e Melhor Folião.

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GALO DE BARCELOS CANTA NO CARNAVAL DE TORRES VEDRAS E AS MATRAFONAS “MASCARAM-SE” COM TRAJES DO MINHO

A edição deste ano do Carnaval de Torres Vedras contempla as mais diversas tradições de todo o país. E, como não podia deixar de suceder, sairam ontem à rua matrafonas com trajes minhotos a dançar ao som da concertina e o imponente galo de Barcelos, os cabeçudos e os grupos de zés pereiras. Mas, para amanhã aguarda-se o melhor!

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De acordo com a própria organização do evento, “Com "Made in Portugal" a dar o mote a esta edição dos festejos carnavalescos, não houve tradição associada à história do país que ficasse esquecida: dos Corações de Viana ao Vinho do Porto, passando pelos carros de cesto da Madeira e pelo Galo de Barcelos, até aos Caretos de Podence e aos Pauliteiros de Miranda (esta noite em versão "Mauliteiros de Piranda").”

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TERRAS DE BOURO: TODOS SOMOS PROTECÇÃO CIVIL!

Terras de Bouro assinalou Dia Internacional da Proteção Civil  sob o lema “todos somos protecção civil”

O Município de Terras de Bouro comemorou o Dia Internacional da Proteção Civil a 1 de março com uma exposição de meios dos vários agentes concelhios de proteção civil na Praça do Município.

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Este momento teve por objetivo chamar a atenção para a importância da proteção civil, nomeadamente para a prevenção e para a coordenação de esforços em caso de emergência e calamidade e contou com a presença dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, Cruz Vermelha Portuguesa (Delegação de Terras de Bouro), GNR e Equipa de Sapadores Florestais.

O Dia Mundial da Proteção Civil, ou Dia Internacional da Proteção Civil, é uma data global instituída pela Organização Internacional de Proteção Civil (OIPC). Foi escolhido o dia 1 de março já que foi neste dia que entrou em vigor a Constituição desta organização. Trata-se de uma data global, instituída pela Organização Internacional de Proteção Civil (OIPC). O objetivo do dia é chamar a atenção dos vários países do mundo para a importância da proteção civil, nomeadamente para a prevenção e para a coordenação de esforços em casos de emergência e catástrofe.

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CARNAVAL EM ESPOSENDE É FESTIVAL DE FANTASIA

Desfile de Carnaval Fantasia Ambiente sensibilizou para a importância dos oceanos

O Carnaval chegou esta sexta-feira a Esposende! Foi num clima de grande animação, com bom tempo à mistura, que decorreu a XX edição do Desfile de Carnaval Fantasia Ambiente, este ano com o tema “Oceanos”. A iniciativa é promovida pelo Município de Esposende, através da empresa municipal Esposende Ambiente, no âmbito do Programa de Educação para a Sustentabilidade.

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Mais de 630 figurantes, entre crianças, idosos, professores, auxiliares e utentes de 14 estabelecimentos de educação e ensino e instituições concelhias, proporcionaram um espetáculo bastante animado e colorido pelas principais ruas da cidade. O cortejo partiu do Largo dos Bombeiros, percorreu a Rua Santa Maria dos Anjos até à Rua 1.º de Dezembro, seguiu depois até à Praça do Município, prosseguindo pelo Largo Dr. Fonseca Lima e Rua Conde Castro em direção ao Largo Rodrigues Sampaio e terminou no parque em frente às Piscinas Foz do Cávado.

Nesta XX edição, a Esposende Ambiente desafiou os estabelecimentos de educação e ensino e instituições do concelho a associarem os seus disfarces ao tema “oceanos”, uma área que tem vindo a ser trabalhada no âmbito de várias das iniciativas que fazem parte do Plano de Atividades do Centro de Educação Ambiental e do Programa de Educação para a Sustentabilidade. Desta forma pretendeu-se sensibilizar a comunidade educativa e a população em geral para a importância dos oceanos, a proteção da biodiversidade marinha, a valorização das atividades ligadas ao mar e para os impactes decorrentes da presença do lixo marinho, nomeadamente ao nível dos ecossistemas marinhos.

Para além do tema anual, o Desfile Fantasia Ambiente pretendeu também sensibilizar os participantes e todos quanto assistiram ao evento para a importância duma gestão adequada dos resíduos urbanos, enfatizando as mais-valias ambientais, económicas e artísticas associadas à reutilização de materiais e resíduos.

Uma vez que aborda o tema do lixo marinho, esta iniciativa integra a Campanha Bandeira Azul 2019, contribuindo também para a concretização das metas inerentes aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, designadamente no que se refere ao ODS 12 - Produção e Consumo Sustentáveis e ODS 14 - Vida na Água.

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BRAGA ENCERRA SERVIÇOS MUNICIPAIS NO CARNAVAL

INFORMAÇÃO

Encerramento dos Serviços Municipais

O Município de Braga informa que os serviços municipais se encontrarão encerrados no dia 5 de Março, por motivo de tolerância de ponto, inerente ao Carnaval.

Tal decisão teve em consideração a longa tradição do Município de Braga na participação dos festejos carnavalescos que se realizam na cidade de Braga e por todo o país. A previsibilidade de um diminuto afluxo de utentes aos serviços municipais, assim como a dinamização económica inerente à data foram, também, factores tido em conta, uma vez que o dia de Carnaval constitui uma oportunidade de negócio para os agentes económicos do Concelho.

Mais se informa que, não obstante a estes factos, e por motivos de interesse público, se encontram abertos serviços essenciais, nomeadamente: Cemitério; Parque Desportivo da Rodovia; Parque de Estacionamento do Rechicho; Parque de Campismo; Bombeiros Municipais; Polícia Municipal e Aeródromo.

O espaço museológico da Casa dos Crivos mantém a abertura ao público entre as 14h30 e as 18h30.

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