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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

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AS ORIGENS DO BAILE DA PINHA OU PINHATA

Este baile, também conhecido por Baile da Pinhata, vem de épocas antigas e realizava-se num espírito cristão litúrgico do domingo "Laetare", domingo em que sensivelmente ao meio da Quaresma a Igreja convidava os fiéis a porem de parte a penitência e celebrarem a alegria da antevisão da Ressurreição de Jesus na Páscoa que se aproximava. Enquadrava-se, portanto, no mesmo sentido em que se insere o "Demi-Carême" francês.

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(…) O baile realiza-se normalmente na véspera da Páscoa, quadra em que as famílias que residem fora aqui se reencontram. Com a sala esplendorosamente decorada e repleta de gente, chega o momento solene da abertura do baile, com a chegada da corte real, Rei e Rainha do baile, acompanhados pelos respectivos vassalos e aias ou damas de honra. A fantasia e riqueza dos trajes dependem muito da imaginação, do brio e da bolsa dos pais dos eleitos do baile do ano anterior. Esta festa assemelha-se nalguns aspectos a um casamento.

O fotógrafo contratado desloca-se às casas do rei e da rainha fotografar estes com os seus pares de honra e familiares. O rei e a rainha depois de instalados no trono e de pousar para as objectivas, inauguram a pinhata, dançando só os dois, ao som de aplausos da multidão, a primeira peça do baile, enquanto o séquito faz círculo à sua volta.

A dança seguinte é executada pelas aias e pelos vassalos. Seguidamente dançam os vassalos com as respectivas aias e os reis. Só depois começa o baile para toda a gente. Dois grandes bolos oferecidos pelo par real são servidos com vinho do porto ou espumoso. Fazem-se leilões como em todos os bailes e dança-se alegremente até altas horas da noite.

Por volta das 4 horas da manhã, é chegado o momento de maior expectativa, de grande emoção. Trata-se da "dança da pinha" ou "dança da fita". Só os pares (solteiros) que compraram as fitas, que previamente foram numeradas por sorteio, é que podem dançar. (Noutros bailes as fitas são leiloadas). A enorme pinha de madeira encontra-se pendurada ao tecto no meio da sala, envolvida por dezenas de fitas que pendem. A dança da pinha pode durar uma hora e tem por finalidade abrir a pinha.

Os vassalos e aias também podem participar nesta dança, se para tal tiverem adquirido as respectivas fitas. Ao longo da dança, o animador do baile vai anunciando, por ordem, o número do par, a pinha é descida à altura de se puxar uma fita. A dança dura até que " a fita premiada" acciona um mecanismo de abertura da pinha, e nessa altura as luzes da sala apagam-se e acendem-se as luzes multicoloridas que se encontram no interior da pinha

É o momento de maior emoção, em que há gritos de alegria e se aplaude o novo rei e nova rainha, que abriram a pinha. É o fim de um reinado e o começo de outro. Depois os novos eleitos dão início a outra série de danças. Estes escolherão novos vassalos e novas aias e recebem a coroa que lhes dá “poderes reais" para a "pinhata" do ano seguinte.

Fonte: http://www.jf-aljustrel.pt/ Foto: http://bandadosamouco.blogspot.pt/

ARCOS DE VALDEVEZ TEVE O MAIOR CORSO CARNAVALESCO DO NORTE

Maior Corso de Carnaval do Norte reuniu cerca de 1700 participantes. Cor, fantasia e muita animação no Carnaval de Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez viveu em pleno o Carnaval. No arranque dos festejos carnavalescos, na passada sexta-feira, a Praça do Município encheu-se de crianças do Agrupamento de Escolas de Valdevez e dos Jardins de Infância do concelho que usaram os mais variados temas como inspiração para as suas máscaras. Acompanhados pelos familiares, amigos e professores, proporcionaram um desfile repleto de cor, criatividade e muita animação.

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Não ficando por aqui, a tarde de domingo reuniu a população, mas também os visitantes, num baile de fantasiados, com a presença do Grupo ShowBand. Para além disso, para satisfazer os amantes do folclore, o Campo do Trasladário contou com mais uma Roda do Vira dos Arcos. A alegria que o convívio proporciona, junta pessoas de todas as idades ao som das concertinas, reproduzindo as mais antigas danças populares das aldeias do Alto Minho.

Na véspera de Carnaval, esteve presente o conjunto Microsom para animar o baile de máscaras, realizado no Campo do Trasladário. Uma noite repleta de fantasia, muita criatividade e acima de tudo, muita música.

Na terça-feira, a chuva da manhã não assustou os foliões que entusiasmados se prepararam para o Maior Carnaval do Norte do País.

A associação Folia – Associação de Festas de Arcos de Valdevez organizou, em parceria com a Autarquia Arcuense, o grande corso que chamou à rua cerca de 1700 mascarados. Este desfile contou com o envolvimento e participação de muitas associações concelhias, bem como com 600 elementos de sete “Comparsas”, vindos de várias localidades galegas e que ajudaram a compor o quadro festivo.

O corso carnavalesco, que atraiu milhares de pessoas para assistir ao desfile, começou na rotunda da Família e percorreu a Avenida Marginal. No fim do mesmo teve lugar o baile de Carnaval, com a participação do conjunto “Curtisom”.

O Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez também esteve presente e enalteceu o empenho de todos na organização e participação nas várias iniciativas, nomeadamente do maior corso de Carnaval do Norte, que trouxe uma multidão de pessoas a Arcos de Valdevez, contribuindo para a promoção do concelho e das suas potencialidades. O autarca fez questão de cumprimentar todos os grupos do concelho e registar o momento com cada um dos grupos.

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CELORICO DE BASTO LEVA FOLIA AO REINADO DE D. MANUEL I

Cortejos de Carnaval percorrem as ruas do concelho de Celorico de Basto. Fatos de Carnaval à época de D. Manuel I

Cortejos carnavalescos tiveram lugar nos quatro polos urbanos do Concelho, no dia 21 de fevereiro, e pautaram pelo divertimento de quem estava a assistir e dos foliões. Cortejos de Carnaval inspirados nos 500 anos do Foral celebrado em Celorico de Basto no próximo dia 29 de março.

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Parte dos foliões desfilaram, durante a manhã de hoje, pelas ruas da vila de Celorico de Basto mascarados de D. Manuel I, de elementos do Povo, da nobreza, de guerreiros, de bobos, de princesas, de rainhas, de jardineiros do Rei e outros à época quinhentista.

A participar no cortejo carnavalesco estiveram as crianças do Centro Escolar da Vila, da Creche e infantário da Associação de Solidariedade de Basto e o Centro de Atividades Ocupacionais, e creche e infantário da Santa Casa da Misericórdia de Arnoia.

Felizes, as crianças brincaram ao Carnaval com as dezenas de pessoas que assistiam ao corso carnavalesco. Diogo Meireles, aluno do Centro Escolar de Celorico de Basto, do 3º ano, disse-nos que é muito giro “brincar ao carnaval, eu vou mascarado de guerreiro, um guerreiro muito forte e resistente”.

A assistir ao Corso, o Presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva, mostrou-se muito agradado com a beleza inerente ao cortejo. “Vejo, neste cortejo, muita dedicação dos alunos, dos professores e auxiliares que desfilaram com trajes muito bonitos e colorido. Um desfile que voltará a replicar-se na festa das camélias, mas com uma dimensão muito maior”.

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VILA DE PRADO VÊ DESFILAR O CORSO DE CARNAVAL

Cor, ritmo e muita animação no desfile de Carnaval da Vila de Prado

A Vila de Prado vestiu-se a rigor para celebrar mais um Carnaval, no passado dia 25 de fevereiro, com milhares de pessoas a encherem as principais ruas da freguesia, entre mascarados e público a assistir ao cortejo. A tarde foi repleta de cor, ritmo e muita animação e até o S. Pedro deu tréguas, já que depois de uma manhã chuvosa o sol apareceu para abrilhantar a festa.

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Coronavírus, o caso Isabel dos Santos e a prisão de Rui Pinto foram alguns dos temas da atualidade que não passaram ao lado dos grandes grupos de foliões, num desfile que trouxe a habitual sátira com muita criatividade à mistura. Também se recuou no tempo para prestar um tributo aos Abba, viveram-se os Loucos Anos 20 e chegámos à idade da pedra com os Flinstones.

Estes são apenas alguns exemplos de um vasto leque de fantasias que coloriram o centro urbano da Vila de Prado e deixaram um rasto contagiante de confetis, alegria e boa-disposição por onde passaram.

A iniciativa, que surgiu de forma espontânea por populares, é cada vez mais uma tradição enraizada na vila, contando com os lugares da Ramalha e Carvalhinhos como grandes impulsionadores do evento. Todos os anos, os grupos dedicam-se à preparação de fantasias originais, repletas de imaginação e humor, que arrancam sorrisos e gargalhadas à plateia.

A Junta de Freguesia da Vila de Prado demonstrou novamente o seu apoio, assegurando a regulação do trânsito pelas forças de segurança durante todo o cortejo.

O desfile de Carnaval é um dos grandes eventos do ano na freguesia, uma oportunidade de fortalecer laços na comunidade e criar momentos de lazer e diversão, contribuindo também para promover e divulgar o nome da Vila de Prado.

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CORTEJO NOTURNO DE CARNAVAL ENCHE CAMINHA DE ALEGRIA E FANTASIA

Que enorme festa de fantasia e boa disposição. O cortejo noturno do Carnaval de Caminha bateu todos os recordes, quer em número de participantes quer no imenso bom gosto e alegria que encheram as ruas até à madrugada.

Foram quase quatro horas de desfile, num extraordinário espetáculo. “Show de Espuma” (Caminha) foi o primeiro classificado na categoria de grupos e “A Magia do Inverno” (Tominho) venceu na categoria de Comparsas.

Fotos: Município de Caminha

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VIANA DO CASTELO: SOUTELO VIVE MUNDO DA FANTASIA

Um mar de cor e alegria ‘inundou’ as ruas de Soutelo

O mundo das fantasias tomou conta das ruas de Soutelo para mais um cortejo de Carnaval, no passado dia 23 de fevereiro, com centenas de foliões a deixarem um rasto de animação à sua passagem. O desfile contou com vários participantes individuais e diversas associações soutelenses que assinalaram a data festiva disfarçados a rigor e munidos de muita alegria e boa-disposição. A iniciativa foi impulsionada pelo Movimento Soutelo Ativo e contou com o apoio da Junta de Freguesia de Soutelo e da Pastelaria Paladars.

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Num dia de céu azul e sol radioso, já a saber a primavera, as preocupações do quotidiano ficam em casa e os participantes aderiram em força. Miúdos e graúdos, com disfarces dos mais simples aos mais originais e criativos, todos quiseram participar e fazer parte da festa.

Os foliões reuniram-se às 14h30, no Moinho Verde. Seguiram o percurso habitual pela Junta de Freguesia, IEMINHO e Santuário do Alívio, local onde deram a volta e regressaram ao ponto de partida. A animação continuou pela tarde dentro com muita música num convívio em que a organização ofereceu bifanas a todos os presentes.

Ana Fernandes, do Movimento Soutelo Activo, fez um balanço muito positivo de um evento que tem crescido de ano para ano e que “superou as expectativas”. “Apareceram mais pessoas que o que estávamos à espera. Foi muito bom, muito divertido. A resposta que temos das pessoas, tanto de quem participou como de quem assistiu, é que gostaram imenso”, afirmou.

Diversão foi mesmo a palavra de ordem, mas Ana Fernandes não esqueceu a equipa de voluntários que, de forma totalmente gratuita e abnegada, trabalhou para dar corpo ao desfile. “Há uma logística grande, é preciso decorar os tratores e camiões, preparar o cortejo… A preparação dá muito trabalho e no próprio dia é preciso ‘desmontar’ tudo, mas a equipa foi fantástica e quero desde já agradecer a todos pelo empenho e disponibilidade”, concluiu.

Viveram-se momentos de pura diversão e brincadeira, numa tarde que foi também uma excelente forma de “promover a união e fortalecer laços entre a comunidade”, como lembrou o presidente da Junta de Freguesia de Soutelo. Filipe Silva é participante assíduo e voltou a marcar presença. “É muito bom vermos o número de participantes sempre a aumentar. Este ano, tivemos a ajuda de S. Pedro, que nos presenteou com um belo dia de sol, o que também ajudou à festa”, disse.

Para o autarca, esta iniciativa é de grande importância na dinamização da freguesia e tem a particularidade de “aguçar a criatividade dos participantes, bem como reunir diferentes faixas etárias que se juntam em ambiente de alegria para celebrar o Carnaval”.

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A MAGIA DO CARNAVAL NA CELEBRAÇÃO DA AÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

“Muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.”

Um pouco por todo o país, festeja-se um carnaval que na maioria dos casos nada tem a ver com a nossa cultura e costumes tradicionais. Trata-se de modelos importados, sobretudo do Brasil, apesar do ridículo da transposição, ou de acordo com os padrões que a burguesia lisboeta impôs desde os finais do século XIX, fazendo então dos próprios trajes tradicionais uma máscara de carnaval para as crianças. Sobrevive, porém, a tradição do “Pai Velho” no Lindoso ou os “caretos” em Macedo de Cavaleiros. Também neste domínio, muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.

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O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudus ou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que, dessa forma, esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é das saturnais romanas que provêm os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e a garotada percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a proteção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento pode ser encontrada na filosofia platónica e em civilizações mais recentes, ainda que sob formas diferenciadas. A tradição trouxe-nos até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/ (Adaptado)

CARNAVAL EM FAMALICÃO NÃO ESCOLHE IDADES!

Em Famalicão o Carnaval não tem idade

Apesar de ter participado “por carolice”, a fatiota de Cruella de Vil valeu à famalicense Flor Araújo o prémio de “Melhor Fantasia” do Carnaval Sénior, iniciativa que todos os anos antecipa a grande noite de Carnaval que se vive em Vila Nova de Famalicão.

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A professora aposentada esteve entre as cerca de 800 pessoas que esta segunda-feira à tarde participaram no desfile promovido pela autarquia famalicense.

Criatividade, convívio e animação não faltaram, numa tarde de muita festa onde mais uma vez ficou comprovado que em Famalicão o Carnaval é vivido dos 8 aos 80 e sempre com muita folia.  

Quem nunca perde esta festa é o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. “É bom ver os nossos maiores tão contagiados pelo espírito carnavalesco e é bom perceber que aqui em Famalicão todos se envolvem nesta festa tão transversal e espontânea. Quando se olha para eles ninguém adivinha as suas idades”, disse o edil.

De resto, refira-se ainda que o prémio “O Mais Folião” foi para o grupo das Piscinas de Oliveira São Mateus. Os seniores do Centro de Convívio de Famalicão arrecadaram o prémio de “Melhor Grupo”, enquanto que o grupo do Lar S. João de Deus/Jorge Reis foi galardoado com o prémio de “Melhor Tema”.

Recorde-se que os festejos carnavalescos em Famalicão arrancaram na passada sexta-feira, dia 21, com o desfile de quase 3500 crianças pelas ruas da cidade. Depois da grande festa desta segunda-feira à noite, o Carnaval de Famalicão encerra esta terça-feira com a tradição ancestral da “Queima do Galheiro”, na freguesia de Fradelos.

Fotorreportagem das várias iniciativas do Carnaval de Famalicão em http://bancodeimagens.famalicao.pt/.

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A ALEGRIA DO CARNAVAL VAI INVADIR A VILA DE PRADO

Miúdos e graúdos, preparem-se! O mundo dos disfarces e das fantasias está prestes a invadir as principais ruas da Vila de Prado e contagiar todos os que por lá passarem, com o já tradicional desfile de Carnaval, na terça-feira, dia 25 de fevereiro.

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Boa disposição, música e brincadeiras são alguns dos ingredientes que vão dar um colorido ainda mais especial à vila. O cortejo atrai todos os anos centenas de participantes e milhares de espectadores, que não resistem ao ritmo e se deixam entrar na folia.

Os grandes grupos dos lugares da Ramalha e dos Carvalhinhos, vestidos a rigor com a criatividade e sátira a que já nos habituaram, reúnem-se por volta das 15h30, na Avenida do Cávado, e seguem depois em ambiente de festa em direção ao Largo de S. Sebastião. Todos os mascarados que quiserem aparecer e juntar-se ao longo do percurso são sempre bem-vindos.

Não é preciso muito mais para fazer parte da festa, o dia é feito de alegria, descontração e pura diversão. Vivem-se momentos felizes, pregam-se partidas e soltam-se gargalhadas, até porque é Carnaval e ninguém leva a mal…

As preocupações e azáfama do quotidiano dão lugar à celebração. Dos mais velhos aos mais novos, estão todos convidados a viver a fantasia, não há idade limite para dar asas à imaginação e sentir a magia do Carnaval.

A iniciativa surgiu de forma espontânea pelos populares e tem na Ramalha e nos Carvalhinhos os seus maiores impulsionadores. Os grupos dedicam anualmente bastante tempo aos preparativos para fazer deste um evento ainda mais espetacular.

A Junta de Freguesia da Vila de Prado demonstra também o seu apoio, garantindo que as forças de segurança regulam o trânsito durante o desfile, e vê no Carnaval da Vila de Prado um dos grandes eventos do ano, bem como uma oportunidade capaz de criar laços na comunidade e divulgar a freguesia.

Tragam a vossa melhor máscara e juntem-se à festa!

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CRIANÇAS DE CABECEIRAS DE BASTO QUEREM "SALVAR O PLANETA"

Carnaval das Escolas desafiou Cabeceirenses a ‘Salvar o Planeta’

Os desfiles de Carnaval invadiram esta manhã e também esta tarde, dia 21 fevereiro de 2020 do Carnaval das Escolas que contou também com a participação da creche da ARCA - Associação Recreativa e Cultural do Arco de Baúlhe e do Centro Social de Cabeceiras de Basto.

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Sob o tema ‘Salvemos o Planeta’, os foliões encheram as ruas de cor e muita alegria e brincadeira.

Organizados pelo Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal, os cortejos contaram com a presença de mais de um milhar de crianças e jovens, professores, educadores e auxiliares.

Sob o tema ‘Salvemos o Planeta’, o desfile de Carnaval trouxe à rua palavras de ordem, com alertas para o delego, o flagelo dos incêndios, a poluição dos mares, a proteção da floresta e da vida animal, entre outros, num desfile muito divertido.

Do oceano à floresta foram vários os temas representados neste desfile que sensibilizou a comunidade para os perigos da poluição e ameaças à vida no planeta.

A música e a dança deu ritmo aos foliões do concelho de Cabeceiras de Basto que proporcionaram, assim, uma grande festa a todos os presentes.

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, vereadores, presidentes de Juntas de Freguesia, outros autarcas e população em geral, assistiram aos animados desfiles desta manhã no Arco de Baúlhe e desta tarde em Cabeceiras de Basto.

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ESPOSENDE DESFILA NO CARNAVAL A SENSIBILIZAR PARA O AMBIENTE

Desfile de Carnaval promove sensibilização ambiental sob o tema do cinema

As ruas da cidade de Esposende encheram-se, esta manhã, de cor e animação, com o Desfile de Carnaval Fantasia Ambiente, do Município de Esposende, que se realiza há 21 anos consecutivos.

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Este ano, a temática era o cinema, que proporcionou várias abordagens, como a recriação de figuras, filmes ou motivos relacionados com a sétima arte. Como habitualmente, a temática ambiental está sempre presente neste evento, pelo que também houve lugar à sensibilização neste desfile marcado pela criatividade e no qual participaram cerca de 800 figurantes, entre crianças, idosos, professores, auxiliares da ação educativa e utentes de 17 escolas e IPSS’s do concelho.

A forte adesão reflete o acolhimento positivo que esta atividade, desenvolvida pela empresa municipal Esposende Ambiente, tem vindo a manter, ano após ano, e que visa sensibilizar a comunidade em geral para as inúmeras possibilidades de reutilização e reciclagem dos resíduos domésticos, incentivando à separação seletiva e à deposição voluntária dos resíduos nos ecopontos. Associadas a esta iniciativa estão igualmente as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, que o Município e a empresa municipal se propuseram cumprir.

O cortejo partiu do Largo dos Bombeiros e terminou no parque em frente às Piscinas Foz do Cávado, depois de percorrer as ruas centrais da cidade, num clima de grande animação, sob o olhar atento de centenas de pessoas.

Durante o período de interrupção letiva do Carnaval, nos dias 24 e 26 de fevereiro, a Esposende Ambiente leva a efeito as Oficinas de Férias do Carnaval, no Centro de Educação Ambiental, onde serão realizadas diversas atividades de natureza ambiental e lúdica, destinadas a crianças dos 4 aos 12 anos e aos utentes das IPSS’s.

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CRIANÇAS DE VIEIRA DO MINHO DESFILAM NO CARNAVAL A PENSAR NO PLANETA

Desfile de Carnaval alertou para a sustentabilidade do Planeta.

Mais de 500 crianças do pré-escolar, escolas do 1º ciclo do concelho e Creche Santa Cecília desfilaram, hoje, pelas principais artérias da vila de Vieira do Minho, no tradicional Cortejo de Carnaval.

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Sob a temática “ Vieira Sustentável”, os mais pequenos exibiram as mais variadas fantasias alusivas às questões ambientais.

Um desfile pautado por muita cor e alegria, mas todo ele orientado para um único objetivo, o de salvar o planeta.

Entre o entusiasmo , as serpentinas e a folia dos mais pequenos também se podiam ler em cartazes  frases fortes, nomeadamente “ Crianças Sustentáveis, Um Futuro Mais Feliz”, no sentido de sensibilizar para a temática, as centenas de pessoas que assistiam ao cortejo.

Quem também  assistiu a esta grande manifestação de sustentabilidade ambiental foi o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, que ficou rendido à criatividade dos mais pequenos.

De salientar, ainda que o Desfile de Carnaval foi organizado pela  Câmara Municipal de Vieira do Minho, em parceria com o Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo.

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SÉNIORES DE VIEIRA DO MINHO FESTEJAM O CARNAVAL

No âmbito dos Festejos Carnavalescos, os Centros de Convívio e Lazer de Vieira do Minho realizaram almoços convívio para os seus utentes no decorrer desta semana.

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Entre serpentinas, fantasias, música e muita animação o espírito de Carnaval cumpriu-se com os idosos a reviver tempos de juventude, em que o Carnaval era comemorado com muita alegria e folia.

Estes festejos, que aconteceram um pouco por todo o concelho contaram com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso.

Segundo António Cardoso “é muito gratificante ver os idosos num ambiente de alegria e de grande descontração e sentir que estamos a contribuir para que eles tenham esses momentos de convivência salutar “.

Os festejos dos seniores culminaram, ontem, com um Baile de Carnaval das IPSS’s do Concelho na Discoteca, Luma.

Animação, folia e muita pândega são as palavras que melhor definem o espírito dos seniores que participaram neste convívio que a Autarquia organizou em colaboração com as IPSS'S , e cujo objetivo era assinalar o Carnaval.

A festa encerrou com um lanche convívio.

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DESFILE DE CARNAVAL REGRESSA ÀS RUAS DE CAMINHA NA NOITE DE SEGUNDA-FEIRA

A partir de hoje, Caminha prepara-se para viver mais um grande Carnaval. Desfile de Carnaval Noturno "A Famosa Cegada é o Carnaval em Caminha", Baile do Assalto e Desfile de Carnaval das Escolas e JIS dão o mote a esta edição. O ponto alto será no dia 24, segunda-feira, com o Desfile de Carnaval Noturno, que juntará no centro histórico da vila milhares de foliões e visitantes. As inscrições já são muitas e os prémios são aliciantes.

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No concelho, o Carnaval arranca hoje com os corsos carnavalescos das escolas nas ruas de Vila Praia de Âncora e de Caminha.

Amanhã, 22, a partir das 22H00, terá lugar mais um Baile do Assalto, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha, este ano com muitas novidades, com destaque para o desfile infantil. Este baile que marcou gerações continua a ser uma das grandes atrações do nosso Carnaval.Há prémios para as melhores fantasias e lembranças para os melhores disfarces infantis.O Baile do ano é organizado pelo Grupo de Jovens de Seixas e conta com o apoio do Município de Caminha, Freguesia de Caminha e Vilarelho e Comerciantes do Concelho de Caminha.

O ponto alto é a noite de segunda-feira, dia 24, com a realização de mais um Desfile de Carnaval 2020 “A Famosa Cegada é o Carnaval em Caminha". Aliás, a organização acredita que, este ano, o número de participantes e visitantes, nomeadamente o número de grupos, comparsas e figurantes galegos, aumente ainda mais.

Os prémios são aliciantes. Há cerca de seis mil euros para distribuir pelas várias categorias. Na categoria de comparsas os prémios variam entre os 1500 e 100€; na categoria de grupo entre os 750 e 75€ e, na categoria individual os prémios variam entre os 120 e os 25€.

Os interessados em participar nesta “famosa cegada” podem-no fazer em grupo (composto por um mínimo de quatro indivíduos, até 30, inclusive); comparsa (composto por mais de 30 indivíduos) ou individualmente (um único indivíduo disfarçado, ou até ao máximo de três elementos). As inscrições já estão a decorrer, mas também podem ser efetuadas no próprio dia, na Praça Conselheiro Silva Torres, até às 21H00. Até lá, os interessados podem inscrever-se em www.cm-caminha.pt; na receção do Município de Caminha ou nos Postos de Turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora. Depois do desfile, a ‘cegada’ continua pela noite fora nos bares do Rua Direita.

O concurso Desfile de Carnaval 2020 "A Famosa Cegada é o Carnaval em Caminha" é uma organização da Câmara Municipal de Caminha, União de Freguesias de Caminha (Matriz) e Vilarelho e Comerciantes do Concelho.

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SENIORES ANTECIPAM A GRANDE NOITE DO CARNAVAL EM FAMALICÃO

Carnaval Sénior realiza-se na próxima segunda-feira, dia 24, a partir das 14h00, no Pavilhão Municipal de Famalicão

Na próxima segunda-feira, dia 24 de fevereiro, enquanto a grande noite de Carnaval não chega, os seniores famalicenses vão fazendo a festa no já tradicional “Carnaval Sénior”.

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A iniciativa está marcada para as 14h00, no Pavilhão Municipal de Famalicão, e vai contar com a folia e criatividade de cerca de 800 seniores provenientes de várias instituições sociais do concelho de Vila Nova de Famalicão.

O presidente da autarquia, Paulo Cunha, é presença confirmada na iniciativa a partir das 15h30.

Refira-se ainda que aos participantes serão depois entregues os prémios de “Melhor Fantasia”, “O Mais Folião”, “Melhor Grupo” e “Melhor Tema”.