MINHOTOS NO CANADÁ PREPARAM-SE PARA A FESTA

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O artesanato de Barcelos, reconhecido pela UNESCO como referência mundial nas artes populares, esteve em destaque em Toronto, Canadá, numa exposição que contou com 30 peças originais de cerâmica artesanal criadas por artistas do concelho minhoto.
A mostra, intitulada “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade”, esteve patente no átrio da Câmara Municipal de Toronto e assinalou o início de uma digressão nacional que tem como objetivo levar este património artístico a várias cidades canadianas, promovendo o contacto direto com comunidades luso-canadianas e o público em geral.
No dia 17 de outubro, uma comitiva barcelense, liderada pelo presidente da Assembleia Municipal de Barcelos, Fernando Santos Pereira, esteve presente numa cerimónia oficial que coincidiu com as comemorações do 27.º aniversário da Associação Migrante de Barcelos, que reúne atualmente cerca de 300 sócios.
Fernando Pereira começou por agradecer à Associação Migrante de Barcelos pelo trabalho de promoção da identidade do espírito barcelense. Realçou, também, o apoio dado pela Câmara de Toronto – na pessoa da vereadora Alexandra Bravo – a esta iniciativa que se insere numa relação de parceria e colaboração entre os dois municípios.
“Não posso deixar de agradecer, igualmente, aos vinte artistas barcelenses que criaram as magníficas obras em torno do galo de Barcelos e da minhota, desenvolvidas propositadamente para esta exposição”, disse.
A exposição na Câmara de Toronto assinalou o arranque de um projeto de itinerância, consensualizado com a Associação Migrante de Barcelos. Seguem-se as cidades canadianas de Montreal e Ottawa, onde serão realizados workshops e atividades interativas com o envolvimento de escolas e da população em experiências de pintura e modelagem em barro. O primeiro passo para essa itinerância vai ter lugar no Museu de Cerâmica de Toronto.
Este projeto é promovido pela Associação Migrante de Barcelos e conta com o apoio da Câmara Municipal de Barcelos, da Câmara de Toronto, da Associação Comercial do Little Portugal de Toronto, da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) e do Conselho da Diáspora Portuguesa.




O artista arcuense César de Barros Amorim, mais conhecido como MUTES, foi convidado a participar no VIVID Art Fest Sault Ste. Marie 2025, no Canadá, onde está a pintar um mural no beco da Rua Brock, que leva à Praça do Centro.
Este será o seu 13º mural, mas o primeiro internacional. Segundo o artista arcuense o mural que irá apresentar “será uma explosão de cores e movimentos, onde as formas são distorcidas e reorganizadas, criando um universo onírico e pessoal, uma fusão do cubismo com identidade própria, onde as figuras parecem dançar e interagem num mundo de cores vibrantes. A desconstrução das formas, inspiradas no cubismo, para criar figuras imaginárias e mutantes, contornando-as através de linhas expressivas para dar ritmo, movimento e uma sensação de fluidez e dança à obra.”
O festival, que teve início a 21 de setembro, celebra a arte pública em grande escala, combinando-a com performances musicais e programação comunitária, transformando este espaço num verdadeiro ponto de encontro cultural.
MUTES é um pintor autodidata, reconhecido pelo seu estilo único de DesCubismo Contornismo. Expõe com regularidade desde 2004, contando já com mais de 250 exposições coletivas e individuais em Portugal e no estrangeiro.
A presença de MUTES no VIVID Art Fest reforça o reconhecimento internacional do talento arcuense e valoriza a projeção cultural de Arcos de Valdevez além-fronteiras.







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O artista arcuense Mutes foi convidado para este ano estar presente num festival no Canadá (VIVID Art Fest Sault Ste. Marie) neste ano de 2025.
Através de Adrian Vilaça e Marnie Stone donos da editora /label Borderline, e da Queenstown Association, Mutes foi convidado a produzir um mural no festival VIVID Art Fest Sault Ste. Marie no Canadá, neste ano de 2025.
Mutes estará presente de 29 de Setembro a 10 de Outubro. Será um mural executado na sua linguagem pictórica Des-cubismo Contornismo com as dimensões de cerca de 10 a 15 metros quadrados. A pintura será executada na Rua Brock, que leva à Praça do Centro. Este é o seu 13º mural, mas o primeiro internacional.
O mural que apresentará será uma explosão de cores e movimentos, onde as formas são distorcidas e reorganizadas, criando um universo onírico e pessoal, uma fusão do cubismo com identidade própria, onde as figuras parecem dançar e interagem num mundo de cores vibrantes. A desconstrução das formas, inspiradas no cubismo, para criar figuras imaginárias e mutantes, contornando-as através de linhas expressivas para dar ritmo, movimento e uma sensação de fluidez e dança à sua obra.
MUTES, (César de Barros Amorim) nasceu em França, (Margny Les Compiegne), em 1976. Mudou-se para Portugal (Arcos de Valdevez) em 1986, onde ainda reside atualmente.
É pintor autodidata, Cubista, conhecido pelo seu DesCubismo Contornismo. Expõe com regularidade desde 2004 e encontra-se representado em diversas coleções nacionais e estrangeiras.
Já ultrapassou as 250 exposições, colectivas e individuais, nacionais e internacionais. Colabora desde 2018 com o Movimento Dadaísta “Maintenant” nos EUA, em Nova Iorque. É detentor de uma linha de copos através da Other Worlds Brewing na Flórida, em Miami.
Criou uma linha de sapatilhas com a All Star, em 2016, para o Brasil. É o autor dos designs de várias capas de álbuns, de livros, e de alguns instrumentos musicais. Tem 12 Murais executados em Portugal e brevemente um no Canadá. É, ainda, o responsável pela exposição quadrienal Arcoz`Arte e faz curadoria em variadas exposições, desde 2012.
Em 2016, ganha o prémio Art Prize Picasso no Carrousel du Louvre, em Paris. Em 2017, recebe uma Menção Honrosa na Brick Lane Gallery, em Londres. Em 2021, é reconhecido com uma medalha de criatividade na Von Zeidler Art Gallery, em Berlim, entre muitos e muitos outros feitos no mundo da Arte.
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Dia 24 de julho tivemos a honra de participar na celebração do centésimo aniversário do nosso querido Sr. Rodrigues, um homem meigo e afável, cuja generosidade e dedicação deixaram uma marca profunda na comunidade portuguesa no Canadá, onde foi emigrante. Durante toda a vida, fez muito pela nossa cultura e pelos nossos compatriotas, sempre de coração aberto e com um sorriso no rosto.
Na sua terra natal, e para celebrar o seu centésimo aniversário, reuniu amigos e familiares que o estimam e admiram pela sua bondade e exemplo de vida. Foi uma festa repleta de momentos de alegria, carinho e gratidão, onde tivemos a oportunidade de homenagear uma pessoa que é uma verdadeira inspiração.
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O historiador Daniel Bastos (ao centro), ladeado do comendador Manuel DaCosta (esq.) e do fotógrafo Luís Carvalhido (dir.), na sessão de apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante”, na Peach Gallery em Toronto
No passado sábado (28 de junho), a comunidade luso-canadiana em Toronto, recebeu a apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante, existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi apresentada na Peach Gallery, localizada na College Street, em Toronto.
A sessão de apresentação que encheu um dos espaços culturais de referência da comunidade luso-canadiana de emigrantes, lusodescendentes, líderes comunitários, dirigentes associativos, órgãos de comunicação social da diáspora e contou com a presença do deputado federal canadiano, Peter Fonseca, da Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, e da Vice-Cônsul do Consulado-Geral de Angola em Toronto, Albertina Cassule. Esteve a cargo do presidente da MDC Media Group, comendador Manuel DaCosta, que enalteceu “um livro que preserva a história dos emigrantes portugueses”. Segundo o mesmo, a apresentação desta história ilustrada da diáspora, no decurso “do Mês do Património Português em Toronto, constitui um tributo à comunidade portuguesa no Canadá”.
Este novo livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, e realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, assume-se como um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal.
Uma viagem através de um itinerário delineado pelo historiador Daniel Bastos, profusamente ilustrada pelo fotógrafo Luís Carvalhido, que percorre todas as regiões de Portugal continental e insular, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora, como é o caso da emigração portuguesa para o Canadá.
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Intervenção da Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, no âmbito da sessão de apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante”, na Peach Gallery
Refira-se que no decurso da sessão, ambos os representantes diplomáticos e políticos presentes na sessão, destacaram publicamente a importância da cultura, língua portuguesa e da lusofonia. Tendo o deputado federal Peter Fonseca, em nome do Governo e do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, distinguido com um certificado da Câmara dos Comuns do Canadá, o comendador Manuel DaCosta, o historiador Daniel Bastos e o fotógrafo Luís Carvalhido, em reconhecimento do contributo da sessão e do livro em prol da dinamização da história da comunidade luso-canadiana, uma das mais relevantes comunidades lusas na América do Norte.
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O deputado federal Peter Fonseca (esq.), no decurso da entrega do que entregou ao comendador Manuel DaCosta, ao historiador Daniel Bastos e ao fotógrafo Luís Carvalhido, na Peach Gallery em Toronto
Assim como, que a totalidade das receitas da venda dos livros reverteram a favor da Magellan Community Foundation, uma instituição responsável pela construção em Toronto, do primeiro lar de cuidados a longo termo para seniores de expressão portuguesa. E que, ao longo do ano estão previstas mais sessões de apresentação da obra nas comunidades portuguesas e no território nacional.
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O livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, que percorre todos os distritos de Portugal continental, e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi concebido pelo historiador da diáspora Daniel Bastos (dir.), em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido (esq.).
No próximo dia 28 de junho (sábado), é apresentado na comunidade luso-canadiana em Toronto, o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é apresentada às 10h00, na Peach Gallery, localizada na 722 College Street, Toronto.
A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, estará a cargo do presidente da MDC Media Group, comendador Manuel DaCosta.
A obra pioneira, realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, é um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário delineado pelo historiador Daniel Bastos, profusamente ilustrada pelo talento fotográfico de Luís Carvalhido, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, e que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora lusa espalhada pelos quatro cantos do mundo.
Um roteiro que dos monumentos mais singelos, situados nas pequenas aldeias do interior, aos mais grandiosos das aglomerações urbanas, essencialmente erigidos ao longo do último meio século, desvenda as motivações subjacentes à partida e aos destinos, celebra figuras gradas das comunidades, evidencia objetos simbólicos e aspetos inerentes à memória coletiva da diáspora, como é o caso da emigração portuguesa para o Canadá.
A sessão de apresentação desta história concisa e ilustrada da diáspora, que é aberta à comunidade, e se integra nos eventos comemorativos do Mês do Património Português em Toronto, celebrado ao longo de junho, constitui assim um tributo à comunidade portuguesa no Canadá, uma das mais relevantes comunidades lusas na América do Norte.
No prefácio do livro, Onésimo Teotónio Almeida, Professor Emérito da Universidade Brown, que dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade e sobre o que é ser português, assegura “Se uma imagem vale mil palavras, temos aqui duas centenas e meia de milhar de belas palavras saltando-nos à vista com gritante eloquência”. Na mesma linha, Maria Beatriz Rocha-Trindade, autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações, sustenta no posfácio que “Este livro, constitui uma valiosa contribuição para o conhecimento da História de Portugal”.
Refira-se, que a totalidade das receitas da venda dos livros na sessão reverte a favor da Magellan Community Foundation, uma instituição responsável pela construção em Toronto, do primeiro lar de cuidados a longo termo para idosos de expressão portuguesa.
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Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua dimensão empreendedora, como corroboram as trajetórias de diversos compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo a nível cultural, social, económico e político.
Nos vários exemplos de empresários da diáspora, cada vez mais reconhecidos como uma mais-valia estratégica na promoção do país, destaca-se o percurso inspirador e de sucesso do comendador Manuel DaCosta, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto.
Natural de Castelo do Neiva, concelho de Viana do Castelo, Manuel DaCosta emigrou para o Canadá em 1970, com 14 anos de idade, na companhia da mãe e dos irmãos, ao encontro da figura paterna que emigrara três anos antes em demanda de melhores condições de vida para uma família humilde e numerosa de pescadores-lavradores, marcada pelo espectro de grandes carências, na esteira da larga maioria da população que durante a ditadura portuguesa vivia na pobreza, quando não na miséria.
A chegada a Toronto, a maior cidade do Canadá, numa fase de crescimento da emigração lusa para o território da América do Norte, marca o início de um percurso de vida de um verdadeiro “self-made man”. O trabalho, o esforço e a resiliência, valores coligidos no exemplo diário da mãe, transformaram o jovem castelense, que começou a trabalhar na colheita do tomate em Wallaceburg e anos mais tarde frequentou a Ryerson Polytechnical Institute, universidade onde se formou em arquitetura e aprendeu muitos dos alicerces que lhe permitiram progredir profissionalmente, num dos mais proeminentes empresários portugueses na área da engenharia de construção na província do Ontário.
Empresário multifacetado, com uma trajetória marcada pelo mérito e pela inovação, premissas que estão na base das insígnias do grau de comendador que lhe foram atribuídas pelas autoridades portuguesas, Manuel DaCosta dirige presentemente uma das mais importantes empresas de comunicação social luso-canadianas. Designadamente, a MDC Media Group, que incorpora órgãos de informação como a Camões Radio & TV, o jornal Milénio Stadium, as revistas Amar e Luso Life, e que desde a sua génese se tem posicionado como uma plataforma de inovação e informação ao serviço da comunidade lusófona no Canadá.
O sucesso que alcançou ao longo das últimas décadas no mundo dos negócios, tem sido constantemente acompanhado de um generoso apoio a projetos emblemáticos da comunidade portuguesa em Toronto, a quem devota uma forte preocupação com o conhecimento do seu passado, os desafios do seu presente e a sua futura matriz cultural e identitária. Como é o caso atualmente, da Magellen Community Charities, instituição responsável pela construção em Toronto, do primeiro lar de cuidados a longo termo para idosos de expressão portuguesa.
Ainda em 2019, no âmbito das comemorações do 171.º aniversário de elevação de Viana do Castelo a cidade, o município alto-minhoto distinguiu Manuel DaCosta com o título de “Cidadão de Honra de Viana do Castelo” pelos notáveis serviços de cidadania e relevantes serviços na diáspora e no torrão natal, enquanto empresário e promotor da cultura portuguesa.
Nunca abdicando da coragem, frontalidade e audácia de pensar, dizer e fazer, o comendador Manuel DaCosta, é entre muitas outras iniciativas, fautor da Galeria dos Pioneiros Portugueses, um espaço museológico singular em Toronto que se dedica à perpetuação da memória e das histórias dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá.
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“Esta ponte entre Barcelos e Toronto não é apenas simbólica – é um compromisso de coração com a nossa diáspora e um contributo singelo para a paz mundial”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, durante a receção oficial na Câmara de Toronto, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A visita sublinhou a importância dos laços transatlânticos e a força cultural da comunidade barcelense radicada no Canadá.
A cerimónia foi acolhida pela presidente da Câmara de Toronto, Olívia Chow, com a presença da vereadora, Alexandra Bravo, da cônsul-geral, Ana Luísa Riquito, dos conselheiros das comunidades, do presidente da ACAPO, Joe Eustáquio, bem como de Anabela Taborda, Marlene Araújo e representantes de diversas associações portuguesas.
Em tom emocionado, o autarca barcelense, que estava acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal, Fernando dos Santos Pereira, e pelo vereador, Carlos Eduardo Reis, agradeceu a receção “pelo simbolismo que encerra” e sublinhou que “é um sinal de consideração e respeito pela comunidade portuguesa e, em particular, pela comunidade barcelense”.
Mário Constantino Lopes destacou também o papel crucial da Associação Migrante de Barcelos em Toronto, que tem sido um pilar na promoção e preservação da identidade cultural barcelense, reconhecida por instituições locais canadianas.
Durante a visita, a delegação participou na parada do 10 de Junho, experienciando de perto o orgulho e a ligação profunda dos emigrantes às raízes portuguesas. “É gratificante perceber que a comunidade portuguesa está bem integrada e assume um papel relevante na sociedade canadiana”, disse o presidente.
No encerramento, o autarca de Barcelos deixou o convite à presidente, Olívia Chow, para visitar Barcelos durante as tradicionais Festas das Cruzes. “Queremos aproximar as nossas comunidades, estreitar laços e colaborar em áreas diversas, valorizando esta amizade luso-canadiana”, concluiu.
Figurado de Barcelos leva tradição e identidade portuguesa à comunidade emigrante em Toronto
O artesanato barcelense ganhou mais um palco internacional com a inauguração de uma exposição dedicada ao Figurado de Barcelos, integrada na visita oficial da Câmara Municipal de Barcelos a Toronto, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A mostra, enviada especialmente para esta ocasião, foi montada com o objetivo de celebrar e reforçar os laços culturais com a comunidade migrante. A exposição dá destaque a duas das mais emblemáticas expressões do artesanato de Barcelos: o Galo de Barcelos, símbolo nacional e imagem de marca do concelho, reconhecido internacionalmente como ícone do artesanato português; e as Minhotas, representações artísticas das mulheres barcelenses em trajes típicos, que evocam o quotidiano, os rituais e a alegria das tradições minhotas.
Nesta exposição, estão patentes obras de mais de 20 artesãos do concelho para ilustrar o melhor do património imaterial de Barcelos. Cada peça carrega a criatividade, a autenticidade e o saber-fazer acumulado ao longo de gerações, constituindo um testemunho vivo da cultura popular portuguesa.
Esta iniciativa representa mais do que uma simples exposição artística: é um gesto de proximidade, reconhecimento e valorização da comunidade barcelense no estrangeiro, reforçando a identidade cultural partilhada e promovendo o orgulho nas raízes lusas.
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Completou-se ontem um ano da nossa deslocação ao Canadá, convidado juntamente com o Chef Paulo Santos, para celebrar os 50 anos da Casa do Minho, fundada a 5 de Maio de 1974 na cidade de Winnipeg, centro desse grande e desenvolvido país.
No âmbito da cerimónia e intervenções oficiais, entregamos a um dos fundadores daquele prestigiada instituição regionalista lusíada, uma estatueta do Beato Francisco Pacheco, na promoção de seu culto, no seguimento da reabertura do processo de canonização aberto pela Vaticano. A escultura foi entregue a Manuel Rodrigues Sousa, um Limiano de São Martinho da Gândara, (foto) casado com a conterrânea Maria da Conceição, da sede do concelho. Os pais do actual Presidente, Samuel Sousa, emocionaram-se então com a lembrança do santo mártir da sua terra distante sete mil quilómetros e treze horas de voo, com duas paragens até ao destino final.
O momento, de alto significado para as mais de três centenas de participantes num Sarrabulho á Moda de Ponte de Lima confecionado por uma dúzia de gente de cozinha, liderados pelo Chef Paulo, reuniu então alguns convidados especiais como a governadora da província, Maritoba, Anita Neville; o cônsul de Portugal, Paulo Cabral; Presidente da Câmara de Winnipeg, Scott Gillingham e o vice da de Viana do Castelo, Manuel Vitorino.
A representação iconográfica do missionário Francisco Pacheco (1565? 1626) foi também distribuída por outras representações lusas no mundo, como a Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma, as embaixadas de Portugal na Bélgica e na Santa Sé, Itália e na NATO, Bruxelas.
Para um balanço da actividade do último ano, aguardamos um novo encontro com o Postulador da causa para a canonização do ilustre Pontelimense, o Padre João Caniço, ex-pároco da freguesia do Lumiar, em Lisboa.
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