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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO DEBATE CAMINHOS DE SANTIAGO

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Significado e relevância dos Caminhos de Santiago em debate no II Fórum Peregrino

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou esta sexta-feira presença no II Fórum Peregrino, organizado em parceria com a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago e que decorreu ao longo de dois dias em Viana do Castelo. Na sessão, foram apresentados números sobre o número de peregrinos e assinado um protocolo para contribuir para o conhecimento do fenómeno, que está em crescendo.

A sessão de abertura começou com uma intervenção por parte da Presidente da Federação Portuguesa, Ana Rita Dias, que sublinhou a importância da reflexão sobre o caminho secular que “está cada vez mais ativo”.

“Os peregrinos são a alma do Caminho e os Caminhos de Santiago não são um trilho ou um percurso, mas uma marca com alma que deve ser respeitada como tal”, vincou, lembrando que foram criadas normas de regulação dos albergues e dísticos de hospitalidade para dar resposta a um “movimento que é um património vivo”. Já Vasco Gonçalves, pároco em representação da Diocese, frisou que a Igreja tem o “desejo de integrar o renascer da peregrinação a Santiago” e que “cresce a consciência da necessidade de estruturar uma Pastoral dos Caminhos de Santiago porque a Igreja precisa estar presente para acolher, aconselhar e acompanhar os peregrinos”.

Já Ildefonso de La Campa Montenegro, Presidente da Federação Ibérica do Caminho de Santiago, lembrou que a Galiza e Portugal vão defender junto do Conselho Europeu a certificação do Caminho de Santiago como Primeira Rota Cultural Europeia, numa “estreita relação na defesa desta rota que molda a História” com os seus mais de 80 mil itinerários, por ser “um elemento patrimonial vivo” e uma “realidade cultural” defendida por mais de 330 associações em todo o mundo.

“O Caminho Português da Costa é o que mais tem crescido e dos cerca de 600 mil peregrinos que chegam a Santiago, trinta por cento fazem este Caminho”, anunciou ainda. Por isso mesmo, o Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, enfatizou que este é um produto de relevância para os territórios que atravessa e que momentos de partilha são fundamentais. “Há um profundo simbolismo no Caminho e uma relação próxima dos peregrinos com a identidade cultural dos territórios que atravessa”, reiterou ainda, lembrando que é em Viana do Castelo que está o primeiro templo dedicado a Santiago fora de Espanha, em Castelo do Neiva.

Durante a sessão, foi assinado o protocolo de colaboração com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo para aquilo que o seu presidente, Carlos Rodrigues, classificou como “um contributo para o conhecimento do Caminho e dos caminhantes nas suas diversas dimensões”.

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PÓVOA DE LANHOSO APRESENTA CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove a apresentação do Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal, em sessão que vai decorrer na próxima sexta-feira, 17 de maio de 2024, no Theatro Club, com os seguintes momentos:

21h30 – Apresentação do Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal

22h30 – Apresentação do livro “282 - O último caminho será sempre o primeiro” de Luís Ferreira

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PÓVOA DE LANHOSO VAI APRESENTAR PROJETO DO CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO DE LEON DE ROSMANINHAL

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Na próxima sexta-feira, dia 17 de maio, no Theatro Club, pelas 21h30, será apresentado publicamente o projeto Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal.

A este momento seguir-se-á a apresentação do livro “282 O último caminho será sempre o primeiro”, de Luís Ferreira. Este autor é considerado um dos melhores autores portugueses que escreve sobre as suas peregrinações a Santiago de Compostela.

A criação do Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal é um projeto liderado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que une os outros 11 Municípios por onde o trajeto deste Caminho está delineado.

Em cerimónia que decorreu no passado dia 20 de Março, os Presidentes da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro; de Vieira do Minho, António Cardoso; de Vila Flor, Pedro Lima; de Murça, Mário Artur Lopes; de Alijó, José Rodrigues Paredes; e ainda representantes dos Municípios de Braga, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Alijó, Murça, Mirandela, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, do Turismo do Porto e Norte de Portugal e da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago formalizaram o Protocolo para a criação deste Caminho.

Este novo Caminho de Santiago terá uma extensão aproximada de 230 quilómetros e vai ligar os concelhos do Minho e de Trás-os-Montes, tendo sido o itinerário privilegiado das populações destas regiões e o utilizado pela Comitiva de Leon de Rosmithal.

Através deste novo produto turístico e cultural, pretende-se contribuir para o desenvolvimento económico dos territórios abrangidos pelo Caminho, que atravessa toda a região Norte e, tal como o Presidente da autarquia povoense, Frederico Castro, sublinhou na referida sessão “este é o primeiro Caminho de Santiago e é para nós uma referência que é decisiva também para a estratégia turística que temos para a promoção do nosso território”.

As atividades estão agendadas para a noite de sexta-feira na principal sala de visitas povoense e contam com o apoio do Rotary Club da Póvoa de Lanhoso e da Universidade Sénior do Rotary da Póvoa de Lanhoso.

JACOBEUS QUEREM UNIR ASSOCIAÇÕES EM DEFESA DO CAMINHO DE SANTIAGO

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A Associação Espaço Jacobeus (AEJ) defende o “estreitamento das relações com todas as entidades” comprometidas com o Caminho de Santiago, "especialmente com as restantes associações", trabalhando em conjunto para potenciar a peregrinação a Compostela.

O presidente reeleito da AEJ, António Devesa, afirmou na cerimónia de tomada de posse, no sábado, dia 11, que a associação “é uma instituição que existe com um único propósito: estar disponível e trabalhar para dentro do Caminho, no Caminho e para o Caminho, e para os peregrinos”. E, como tal, “só pode ser local para quem queira” respeitar este princípio.

O dirigente, que se “orgulha” da reeleição e reconhece a “responsabilidade” do cargo, destacou que a AEJ, “a maior associação jacobeia portuguesa, tem tido possibilidade de crescer de forma sustentável”, dando como exemplo o facto da sessão de tomada de posse decorrer na sua sede social, propriedade de “todos os sócios”.
“Mas este crescimento deve ser, primeiro, sinal de responsabilidade: ao nível de organização, comunicação e discussão de ideias entre todos, e na gestão das expectativas dos peregrinos, que veem na AEJ a entidade que deve defender, intransigentemente, o superior interesse do peregrino e do Caminho Português de Santiago”, alertou António Devesa.

Por outro lado, desejou que “a AEJ possa, continuamente, fomentar o culto e a peregrinação jacobeia, estreitando relações com a Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago e com todas as entidades relacionadas com o Caminho, especialmente as restantes associações, trabalhando em conjunto para potenciar a devoção a Santiago, o culto, a formação jacobeia, e a respetiva peregrinação”.

A direção da AEJ ficou assim composta, depois das eleições intercalares para o tempo restante do biénio 2023-2024, realizadas a 4 de maio: António Devesa (presidente), Nuno Rodrigues, Leonel Pereira e Albino Marques (vice-presidentes); Manuel Fernandes (tesoureiro), Carina Frazão e Paulo Silva (secretários), Arlindo Parra, Francisco Grilo e Avelino Ribeiro (suplentes).

A AEJ conta com 800 associados, tem sede em Braga e quase 30 delegações em Portugal e no estrangeiro. Fundada há 20 anos, os seus objetivos consistem em fomentar o culto e a peregrinação a Santiago de Compostela, preparar e informar peregrinos, e promover os diversos itinerários do Caminho Português de Santiago.

É uma organização católica que “preserva, na sua essência, o espírito ecuménico de aceitação de todas as pessoas, de todas as raças e credos, congregando nas atividades pessoas de diferente fé e fundamentação humanística”. Em 2006 foi oficialmente reconhecida pela Arquidiocese de Braga e agregada à Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago, com sede em Santiago de Compostela.

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ESPOSENDE: ALBERGUE DE S. MIGUEL DE MARINHAS CELEBRA 12 ANOS E REGISTA AUMENTO DE PEREGRINOS

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13 de maio

O Município de Esposende, em parceria com a Associação Via Veteris, União das Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra e Delegação de Marinhas da Cruz Vermelha Portuguesa, vai assinalar, no dia 13 de maio, o 12.º aniversário do Albergue de S. Miguel de Marinhas.

O programa comemorativo, especialmente dirigido aos peregrinos, mas aberto a toda a comunidade, inicia às 18h00, com uma missa na Igreja de Paroquial de Marinhas, seguido de um lanche convívio com animação no Albergue de São Miguel, onde se realizará, pelas 20h00, uma queimada. A organização disponibiliza transporte para os peregrinos que, estando noutras unidades de alojamento do concelho, pretendam participar na atividade.

Desde a sua abertura em maio de 2011, o Albergue de S. Miguel de Marinhas tem registado uma procura crescente, ao longo dos anos. Até ao final do 2023, acolheu um total de 41.432 peregrinos, maioritariamente estrangeiros e oriundos, sobretudo, de países como Alemanha, Itália, Espanha, Chéquia, França e Portugal, entre outros. No ano transato registou-se um novo crescimento nas dormidas com um total de 6.290, mais 16% de pernoitas em relação ao ano anterior.

Na mesma linha, também o Centro de Informação Turística de Esposende tem registado um aumento de procura, com um registo de 5.837 peregrinos em 2023, que se traduz num crescimento positivo de 49% face ao ano anterior.

Os Caminhos de Santiago são cada vez mais procurados, tendo batido todos os recordes no ano passado. Em 2003, acorreram à Oficina do Peregrino, na cidade de Santiago de Compostela, 74.324 mil peregrinos, e, vinte anos mais tarde, em 2023, o registo é de 446.035 peregrinos, na sua maioria espanhóis (cerca de 200.000), seguidos de norte-americanos (cerca de 32.000), italianos (quase 29.000), alemães (24.000) e portugueses (20.968). O Caminho Português da Costa, qua atravessa o concelho de Esposende, é o terceiro mais percorrido (mais de 52.000 peregrinos) e, em pouco mais de cinco anos, superou os Caminhos Inglês, Primitivo e do Norte.

A grande dinâmica em torno dos Caminhos de Santiago, e no caso específico do Caminho Português da Costa, alavancou toda uma série de negócios locais ligados principalmente ao alojamento e restauração.

O aumento significativo de peregrinos resulta, em grande parte, do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito do acordo de cooperação institucional, assinado em julho de 2011, entre os municípios do Esposende, Porto, Maia, Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, para a investigação, promoção e dinamização do Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela. Estes dez municípios têm vindo a unir esforços com vista à valorização e posterior reconhecimento oficial do Caminho Português da Costa como itinerário de peregrinação, assim como a dinamizar o potencial cultural e turístico das peregrinações a Santiago de Compostela fomentando o desenvolvimento económico, social e ambiental nos territórios atravessados por este traçado.

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CAMINHO DA GEIRA RECORDISTA DE PEREGRINOS ENTRE CANDIDATOS À HOMOLOGAÇÃO

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O Caminho da Geira e dos Arrieiros (CGA) possui “características únicas”, uma das quais é o crescente número de peregrinos, que o posicionam como favorito à oficialização pelo governo regional da Galiza, entre os oito “neocaminhos” em estudo.

“O processo para a oficialização do CGA está em curso, integrado no grupo dos neocaminhos, que inclui também outras sete rotas, algumas próximas e outras dispersas pela Galiza”, explicou Carlos de Barreira, presidente da Associação Codeseda Viva, durante a entrega dos Prémios Abadesa Mariana.

Na sua perspetiva, “o caminho, que atravessa o centro de A Estrada [e parte de Braga], além de robusta documentação histórica, apresenta duas características distintas e decisivas: não converge com nenhum dos caminhos oficiais, pois tem um acesso próprio e direto a Compostela e, desde 2017, foi percorrido por milhares de peregrinos”.

A Associação Codeseda Viva e outras entidades promotoras do CGA “registaram 4.236 peregrinos, número que excede o de qualquer outra rota candidata à oficialização e, de facto, supera a soma das outras sete rotas”, salientou Carlos de Barreira na cerimónia de sábado, dia 27, em A Estrada, Galiza.

Por isso, a associação “acredita que o CGA será brevemente oficializado pelo governo da Galiza”. Além deste, outros dois itinerários em análise começam em Portugal: o Caminho Minhoto Ribeiro e o Caminho de São Rosendo.

Os Prémios Abadesa Mariana foram atribuídos ao escritor, filósofo e Cavaleiro da Ordem de Santiago, José Balboa Rodríguez, e à jornalista Silvia Pampín Otero, pelo seu empenho na promoção do CGA. A Associação Peregrinus Dezae, de Lalín, Galiza, foi reconhecida pelo apoio aos peregrinos, especialmente os que percorrem os Caminhos de Inverno e Sanabrés.

José Balboa Rodríguez foi homenageado por ser “um homem dedicado aos caminhos jacobeus e, em particular, ao CGA, pelo qual tem trabalhado incansavelmente, participando em várias reuniões, conferências e encontros em Portugal. Em Beariz, abriu com sua mulher o albergue de donativo 'O Repouso do Caminhante'”, explica a Associação Codeseda Viva, que entrega estes prémios anualmente pela quinta vez.

Quanto a Silvia Pampín Otero, foi distinguida por “mais de duas décadas dedicadas ao jornalismo local, durante as quais acompanhou de perto e reportou os progressos na investigação e no reconhecimento do CGA, contribuindo significativamente para a sua divulgação”.

Após a entrega dos prémios, realizou-se um debate sobre o Caminho de Santiago, com destaque para o CGA, moderado pelo jornalista galego Pablo Chichas, que contou com a participação de Gonzalo Louzão, presidente do Concelho de A Estrada, José Manuel Almeida, presidente da União de Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos (Amares), Carlos de Barreira e os premiados.

O Caminho da Geira estende-se por 239 quilómetros, inicia-se na Sé de Braga e atravessa os municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela do Homem.

Nos últimos sete anos, foi percorrido por mais de 4.200 peregrinos, principalmente de Portugal e Espanha, mas também de outros 13 países europeus, e de nações tão diversas como Afeganistão, Aruba, Austrália, Azerbaijão, Bahamas, Belize, Brasil, China, Colômbia, EUA, Japão, México, Palestina e Uruguai.

Apresentado em 2017 na Galiza e em Braga, foi reconhecido pela Igreja em 2019 e em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021).

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, a via mais bem preservada do antigo império romano ocidental, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos raros cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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FILME DO CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO GANHA PRÉMIO NO JAPÃO

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O filme “Caminho Português de Santiago Este é o Caminho” voltou a ser galardoado, desta vez com a distinção prata na categoria de “produtos turísticos”, no Festival Mundial de Cinema de Turismo do Japão, primeira etapa do Circuito CIFFT 2024.

Valença, Paredes de Coura, Ponte de Lima e Barcelos são os municípios do Caminho Português de Santiago. Este é o Caminho.

Veja o filme completo em https://www.youtube.com/watch?v=ODW9-FZNbnQ

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PÓVOA DE LANHOSO: DOZE MUNICÍPIOS FORMALIZAM PROTOCOLO PARA CRIAÇÃO DO CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO DE LEON DE ROSMITHAL

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A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, juntamente com outros 11 Municípios, o Turismo do Porto e Norte de Portugal e a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago formalizaram um Protocolo de Cooperação com vista à criação do Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal, que ligará concelhos do Minho e de Trás-os-Montes. O momento aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 20 de março, na Igreja Românica de Fontarcada.

“É uma grande oportunidade de valorização do território e de conjugação do trabalho destes Municípios. Sou defensor de tudo o que é trabalho supramunicipal. As Comunidades Intermunicipais e as Comunidades Metropolitanas já o fazem, mas isso não nos impede de fazermos um trabalho que é transversal a outros territórios, que permite que estes concelhos estejam interligados entre si. Aliás, conseguimos, em cinco meses, fazer todo o trabalho de definição do traçado e isso só foi possível, porque os 12 Municípios estiveram envolvidos e comprometidos”, afirmou, de entre outras considerações, o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, anfitrião da sessão, dado que a autarquia Povoense foi a impulsionadora do projeto. “É importante do ponto de vista cultural, histórico, também pelo contributo que damos aos agentes económicos destes concelhos, que, a partir deste momento e que, com o passar do tempo e a consolidação deste projeto, podem beneficiar os nossos munícipes que são o objetivo último do nosso trabalho”, considerou ainda o Presidente da Autarquia da Póvoa de Lanhoso, para quem “é verdade que não podemos ser exagerados relativamente à nossa ambição de querermos qualificar o nosso território, mas, para a Póvoa de Lanhoso e para grande parte destes Municípios, é o primeiro Caminho de Santiago e é para nós uma referência que é decisiva também para a estratégia turística que temos de promoção do nosso território”.

O Presidente do Turismo Porto e Norte, Luís Pedro Martins, destacou a transversalidade territorial do projeto, assim como o trabalho conjunto para a criação desse novo produto, mas notou que “o caminho da certificação será longo e obriga a requisitos muito exigentes”. Para Luís Pedro Martins, “este projeto tem potencial e atrativo para ser já, no presente, antes de esperar pela certificação, ser já um itinerário cultural. Como itinerário cultural, pode já avançar e, no futuro, conseguir a certificação”, salientou, de entre outros aspetos. Destacando o crescimento do mercado norte-americano nos Caminhos de Santiago em solo nacional, este responsável deu conta de que, em 2023, os números apontam para 450 mil peregrinos, 142 mil nos caminhos que percorrem o território Português.

Na oportunidade, também estiveram presentes os Presidentes da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, de Vila Flor, Pedro Lima, de Murça, Mário Artur Lopes, de Alijó, José Rodrigues Paredes, e ainda representantes dos Municípios de Braga, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Alijó, Murça, Mirandela, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta. Marcou ainda presença a presidente da Federação Portuguesa dos Caminhos de Santiago, Ana Rita Dias, assim como os Vereadores da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, Paulo Gago e Ricardo Alves, bem como representantes da Junta da União de Freguesias de Fontarcada e Oliveira e do arciprestado. 

Na sessão, intervieram ainda dois técnicos do Município Povoense, Orlando Fernandes e Francisco Machado, mentores do projeto, que realizaram uma apresentação detalhada de todo o trabalho subjacente à criação deste itinerário, que ainda não se encontra sinalizado, mas que já pode ser percorrido com recurso ao mapa GPS disponibilizado em GPX e KMZ. Toda a informação sobre o projeto e os recursos turísticos dos Municípios encontra-se acessível através de povoadelanhoso.pt.

No final da assinatura dos protocolos, as pessoas presentes foram envolvidas numa encenação ilustrativa da peregrinação de Leon de Rosmithal e sua comitiva. Através deste novo produto turístico e cultural, pretende-se contribuir para o desenvolvimento económico do território abrangido pelo Caminho, que atravessa toda a região Norte, desde Freixo de Espada à Cinta até Braga, tendo por base o registo da peregrinação que Leon de Rosmithal, Barão de Blatna, iniciou, a 26 de novembro de 1465, até ao túmulo do apóstolo Santiago Maior, em Santiago de Compostela, com passagem por Portugal.

Com uma extensão aproximada de 230 quilómetros, este terá sido o itinerário privilegiado das populações entre o Minho e Trás-os-Montes e utilizado pela Comitiva de Leon de Rosmithal.

A apresentação pública e assinatura de protocolos inseriu-se no âmbito do programa das Festas Concelhias da Póvoa de Lanhoso, em Honra de S. José.

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MUNICÍPIOS DO MINHO E TRÁS-OS-MONTES CELEBRAM PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO DO CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO DE LEON DE ROSMITHAL

Vai ter lugar na Póvoa de Lanhoso a assinatura do Protocolo de Cooperação do Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal, em cerimónia a realizar-se no próximo dia 20 de março, quarta-feira, pelas 11h00, na Igreja Românica de Fontarcada, na Póvoa de Lanhoso.

Na oportunidade, será também apresentado publicamente este projeto que envolve 12 municípios: Póvoa de Lanhoso, Braga, Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Alijó, Murça, Mirandela, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta.

Através deste novo produto turístico e cultural, pretende-se contribuir para o desenvolvimento económico do território abrangido pelo Caminho, que atravessa toda a região Norte, desde Freixo de Espada à Cinta até Braga, tendo por base o registo da peregrinação que Leon de Rosmithal, Barão de Blatna, iniciou, a 26 de novembro de 1465, até ao túmulo do apóstolo Santiago Maior, em Santiago de Compostela, com passagem por Portugal.

CAMINHO DA GEIRA ABRE TERCEIRO ALBERGUE E HÁ MAIS PROJETADOS

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O albergue de acolhimento tradicional “Repouso do Caminhante”, localizado em Beariz, na província galega de Ourense, é o terceiro a abrir no Caminho da Geira e dos Arrieiros. Existem outros três projetos semelhantes em desenvolvimento.

A reabilitação da casa começou no final do ano passado, durou quatro meses e tem capacidade para receber seis pessoas, em três beliches. Contudo, em caso de necessidade, o número pode duplicar com recurso a colchões e sacos-cama.

“Encantei-me pela casa e pensei que seria ideal para montar uma biblioteca, com cerca de quatro mil livros meus, onde eu e outras pessoas pudéssemos passar tempo com tranquilidade. No entanto, mudei de ideias e embarquei nesta aventura”, explica José Balboa Rodríguez, escritor, filósofo e Cavaleiro da Ordem de Santiago.

O edifício de dois pisos – composto por uma casa de habitação e um curral – tem 200 anos e estava em ruínas quando foi adquirido por José Balboa Rodríguez que, aos 87 anos, teve a “ousadia de se lançar num projeto como este, por muito pequeno que seja”, com o apoio da sua esposa, Lorena.

Ainda existem “pormenores por concluir e o telhado será substituído mais tarde”, mas o “Repouso do Caminhante” está pronto para receber os primeiros peregrinos, no dia 20 de março.

Além do espaço ocupado pelos beliches, o albergue possui instalações sanitárias com duche, uma cozinha equipada com o essencial, incluindo fogão, frigorífico, louça e talheres, e uma área para estender roupa.

O albergue funciona com base em donativos. “Não tenho qualquer interesse económico. O que desejo é que seja um lugar onde os peregrinos possam descansar com toda a tranquilidade. E que seja um estímulo, que contagie outros a fazer o mesmo. Se deixarem um donativo para pagar a eletricidade e outras despesas, bendito seja Deus. E se não deixarem, bom caminho de qualquer maneira”, afirma o escritor.

A espiritualidade do Caminho e a luta contra a desertificação são duas razões que o motivam: “Acredito que o Caminho é um autêntico cordão umbilical para que as aldeias e o mundo rural por onde passa possam progredir ou renascer”, explica.

Nas proximidades do albergue, a menos de 200 metros, existem uma farmácia, banco, lavandaria, talho, mercearia e um restaurante. José Balboa Rodríguez apenas pede aos peregrinos que, sempre que possível, reservem a estadia com dois ou três dias de antecedência para que se possa atender a qualquer necessidade.

Além do “Repouso do Caminhante”, os peregrinos do Caminho da Geira e dos Arrieiros já podem usufruir dos albergues público de Santiago de Caldelas, no concelho de Amares, e privado de Couso-Pontevea (donativo). No verão, está previsto iniciar a reabilitação da aldeia de Varziela, em Castro Laboreiro, que incluirá um albergue. Está em desenvolvimento outro projeto, na zona da fronteira, que também prevê prestar apoio a peregrinos. A localidade de Béran, onde se encontra o Km 100 deste caminho, deverá igualmente dispor de um albergue a curto prazo.

O Caminho da Geira tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela Homem.

Nos últimos seis anos foi percorrido por quase quatro mil peregrinos, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de outros 13 países europeus, e do Afeganistão, Aruba, Austrália, Azerbeijão, Bahamas, Belize, Brasil, China, Colômbia, EUA, Japão, México, Palestina ou Uruguai.

Foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019 e em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021).

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, via do género mais bem conservada do antigo império ocidental romano, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DEFENDE QUE CAMINHO DE SANTIAGO NÃO É UMA ROTA DE TURISMO

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A presidente da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago (FPCS), Ana Rita Dias, defende que o itinerário jacobeu “é uma rota de cultura e não de turismo”, pelo que é “preciso salvaguardar valores culturais” e realçar o que marca a peregrinação.

Falando nas comemorações do 20º aniversário da Associação Espaço Jacobeus, no sábado, dia 2, Ana Rita Dias disse aos participantes, “com muita clareza”, que a FPCS “pretende deixar a marca daquilo que é a peregrinação, um trabalho fraterno, de colaboração e de respeito na promoção” do itinerário, tal como fazem as associações jacobeias.

“O projeto da FPCS foi essencialmente pensado para levarmos a essência do caminho ao caminho. Ou seja, a essência partilhada nestas comemorações, as experiências, o apoio ao peregrino, esta rede de ajuda entre todos”, adiantou Ana Rita Dias.

“A visão da FPCS é que, efetivamente, o caminho de Santiago é um caminho de cultura, não é um caminho de turismo. E, portanto, é preciso salvaguardar os valores culturais; os valores da paz, fraternidade, direitos humanos, união, e é isso que nós também queremos salvaguardar”, explicou.

No entanto, afirmando não querer “enganar” os peregrinos, referiu que também há “uma estratégia política. Há uma estratégia política para o território, queremos dar a conhecer e levar peregrinos para o caminho, mas queremos uma peregrinação equilibrada, não um caminho de massas”.

“O caminho para ser sentido não pode ser feito à pressa para garantir lugar no albergue, tem de ser com  tranquilidade, desfrutando da natureza, da paisagem”, adiantou Ana Rita Dias que, “puxando um pouco a brasa à sua sardinha”, afirmou ser esta a intenção em Vila Pouca de Aguiar (onde é vice-presidente da câmara municipal) em relação ao Caminho do Interior.

A presidente da FPCS considerou a Associação Espaço jacobeus “uma referência a nível nacional”, à qual deu os “parabéns pelo trabalho de excelência que tem feito”, com “associados ativos, dinâmicos e sempre interessados a fazer projetos novos e vencedores”.

“Independentemente das diferenças ou posições que possa haver, está no seu papel de associação de peregrinos defender os seus valores, interesses e de dizer quando não concorda com alguma coisa”, concluiu Ana Rita Dias.

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CAMINHO DA GEIRA “VAI SER MUITO IMPORTANTE” NO PANORAMA DOS ITINERÁRIOS DE SANTIAGO

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O Caminho da Geira e dos Arrieiros (CGA) “tem um potencial enorme e vai ser muito importante” entre as duas dezenas de itinerários jacobeus referenciadas nas estatísticas do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, considera Manuel Rocha, Irmão Maior da Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago.

Numa intervenção nas comemorações do 20º aniversário da Associação Espaço Jacobeus, no sábado, dia 2, em Guimarães, Manuel Rocha, um dos pioneiros do Caminho Português da Costa, afirmou que o CGA “tem um potencial enorme de crescimento”.

“Provavelmente, será o sétimo caminho, dentro de pouco tempo, em número de peregrinos a receberem a Compostela em Santiago. Vai ser muito importante”, destacou o membro da Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago, que também se considera “um pioneiro do CGA na forma de estar e de ser”.

O CGA foi principal responsável pelo crescimento de 5,7% no número de peregrinos que partiram de Braga e receberam em 2023 a Compostela à chegada à Catedral de Santiago.

O Caminho Central Português registou 674 peregrinos no ano passado, seguindo-se o CGA com 403 e o Minhoto Ribeiro com 21. No total do percurso, o CGA motivou a emissão de 547 compostelas – entre as 851 pessoas que cumpriram o itinerário, segundo as associações.

Entre elas, 516 (94,3%) partiram de localidades portuguesas, 408 (74,6%) são de nacionalidade lusa e 66 espanhola (12%). A Compostela foi entregue a peregrinos de 27 nacionalidades que cumpriram este itinerário jacobeu.

O Caminho da Geira tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela Homem.

Nos últimos seis anos foi percorrido por quase quatro mil peregrinos, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de outros 13 países europeus, e do Afeganistão, Aruba, Austrália, Azerbeijão, Bahamas, Belize, Brasil, China, Colômbia, EUA, Japão, México, Palestina ou Uruguai.

Foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019 e em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021).

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, via do género mais bem conservada do antigo império ocidental romano, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

Associação Transfronteiriça do Caminho da Geira e dos Arrieiros (em instalação)

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AEJ ASSINALA 20º ANIVERSÁRIO: ESPAÇO JACOBEUS DEFENDE PARCERIAS PARA VALORIZAR CAMINHO DE SANTIAGO

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A “dimensão” da Associação Espaço Jacobeus (AEJ) “orgulha os associados”, mas esta “posição acarreta muita responsabilidade”, alertou o presidente da “maior organização jacobeia portuguesa” na sessão solene comemorativa do 20º aniversário.

“Defender e promover o Caminho de Santiago não é apenas colocar o maior número de pessoas a caminhar”, disse António Devesa durante a cerimónia, no sábado, dia 2, em Guimarães, destacando que “é, sim, fazer com que o façam preparados e envolvidos pelos reais valores associados ao culto e à peregrinação jacobeia”.

Por isso, “desconhecer e desvalorizar as organizações que preparam, informam e acolhem peregrinos, é simplesmente desvalorizar o Caminho Português de Santiago”, adiantou o presidente da AEJ, considerando que “só trabalhando em conjunto, aprendendo com o seu testemunho e valorizando o trabalho desenvolvido” pelas entidades jacobeias “é possível potenciar a defesa do peregrino e do caminho”.

Nesse sentido, “trabalhar em parceria com as entidades públicas para valorizá-lo em todas as iniciativas, nomeadamente na verificação e validação de itinerários, promovendo a correta sinalização, a conservação e a limpeza dos itinerários, é uma forma de promover a defesa” de ambos.

No que respeita ao percurso de duas décadas da AEJ, que conta meio milhar de associados, o dirigente reconheceu: “por vezes as etapas não são percorridas da melhor forma, noutras perdemo-nos no caminho ou não comunicamos da melhor maneira com os companheiros de jornada, mas sabemos que deve ser sempre um caminho de verdade, honestidade e altruísmo”.

A AEJ, uma instituição com quase 30 delegações em Portugal e no estrangeiro, “existe com o único propósito de trabalhar para o Caminho de Santiago e para os peregrinos” e, por isso, “só deve estar na associação quem esteja para servir, e não para ser servido; quem queira dar um pouco de si próprio aos outros, e não quem pretenda usar a associação como degrau para alguma coisa”, salientou António Devesa. “O crescimento e a atual dimensão da AEJ é algo que orgulha, obviamente, os associados. Contudo, esta posição acarreta muita responsabilidade, ao nível de organização, comunicação e discussão de ideias entre todos os que nela veem a entidade que deve defender, intransigentemente, o superior interesse do peregrino e do caminho”, pelo que “nunca poderá esquecer-se, nem divergir, dos seus objetivos base: fomentar o culto e a peregrinação ao apóstolo Santiago, preparar e informar peregrinos e promover os itinerários do Caminho Português de Santiago”.

A sessão solene comemorativa do 20º aniversário da AEJ incluiu intervenções de João Freitas (sócio nº2 da AEJ), Carina Frazão (delegada da AEJ em Fátima), Lúcio Lourenço (hospitaleiro e ex-presidente da AEJ) e Nuno Pontes da Costa (ex-presidente da AEJ), focadas, sobretudo, na história da associação.

Num segundo painel, intervieram Manuel Rocha (Irmão Maior da Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago), Artur Filipe dos Santos (professor, investigador, especialista em comunicação e património; protocolista e vexiloligo, jornalista) e Ana Rita Dias, presidente da Federação do Portuguesa do Caminho de Santiago, que abordaram diferentes temas relacionados com o itinerário. O presidente da mesa da assembleia geral da AEJ, Adelino de Oliveira Martins, encerrou os trabalhos, com uma apresentação sobre percursos jacobeus.

Antes da sessão solene, decorreu o 1º Congresso de Delegados da AEJ, uma visita a museus e locais relacionados com a peregrinação jacobeia, em Guimarães, uma missa e um almoço de convívio, no decurso de um programa organizado pelos representantes da associação em Vila de Prado/Vila Verde, Nuno Pimenta e em Guimarães, Leonel Pereira.

A Associação Espaço Jacobeus – Confraria de São Tiago foi fundada em 2004, é uma organização católica com sede em Braga, que “preserva, na sua essência, o espírito ecuménico de aceitação de todas as pessoas, de todas as raças e credos, congregando nas atividades pessoas de diferente fé e fundamentação humanística”.

Em 2006 foi oficialmente reconhecida pela Arquidiocese de Braga e agregada à Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago, com sede em Santiago de Compostela.

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EXPOSIÇÃO CAMINHOS: 'VILAS E CIDADES DO CAMINHO PORTUGUÊS: PONTE DE LIMA” | TORRE DA CADEIA VELHA

No âmbito das comemorações do 4 de Março, inaugura na Galeria da Torre da Cadeia Velha, a exposição Caminhos: "Vilas e Cidades do Caminho Português: Ponte de Lima”, promovida pela Asociación de Amigos e Amigas do Camiño Portugués a Santiago em parceria com o Município de Ponte de LimaA inauguração está agendada para as 11h00.

O Caminho Português de Santiago atravessa o concelho de Ponte de Lima, rico em Património Cultural e Natural, e pintado de uma beleza inigualável como descreve o poeta António Feijó:

"É que nas terras que tenho visto,

Por toda a parte por onde andei,

Nunca achei nada mais imprevisto,

Terra mais linda nunca encontrei."

A exposição é composta por fotografias de Xulio Gil e pinturas de J. Maria Barreiro, Rafael Úbeda, Alex Vazquez, Puri del Palacio, Xaime Falcon, Eduardo Dios, Amelia Palacios, Antón Sobral e da artista limiana Ana Rego.

A exposição estará patente na Galeria da Torre da Cadeia Velha até 24 de março, podendo ser visitada todos os dias, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

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AVANÇADA MAIS UMA ETAPA NA CRIAÇÃO DO CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO DE LEON DE ROSMITHAL

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A Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e Vereadora da Cultura, Fátima Moreira, e o Vereador do Turismo, Ricardo Alves, estiveram presentes numa reunião de trabalhos que decorreu ontem, no Museu Municipal Padre José Rafael Rodrigues, em Vila Pouca de Aguiar. Esta reunião, na qual também participaram os técnicos do Município Francisco Machado e Orlando Fernandes, teve como objetivo avançar com a definição dos percursos dentro de cada concelho, visando, num momento posterior, a implementação do Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal. 

O trajeto deste Caminho irá atravessar 12 Municípios, que são, além Município da Póvoa de Lanhoso, Alijó, Braga, Cabeceiras de Basto, Freixo de Espada à Cinta, Mirandela, Murça, Ribeira de Pena, Torre de Moncorvo, Vieira do Minho, Vila Flor e Vila Pouca de Aguiar, tendo estado todos eles representados.

Nesta reunião de trabalhos, da qual também a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal fez parte, o principal destaque foi a análise das contrapropostas ao percurso sugeridas por cada Município e a apresentação dos indicadores que favorecem a instalação de um caminho de Santiago com base na peregrinação de Leon de Rosmithal que atravessou, em 1466, os referidos territórios.

Todos os Municípios mostraram interesse em trabalhar uma rota jacobeia reconhecendo que os Caminhos de Santiago têm uma forte tradição, espiritualidade e reconhecimento internacional que podem aportar um grande valor turístico aos territórios atravessados.

Foi ainda da maior importância a parte final desta reunião, com a análise, recolha de contributos para a constituição de um Consórcio, que será liderado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e que se destina à instalação do Caminho Português de Santiago - Leon de Rosmithal.

Em breve, todos os municípios regressarão à Povoa de Lanhoso para assinarem o referido Contrato de Consórcio.

De referir que o momento que marca o início da criação deste Caminho decorreu no passado dia 26 de Setembro de 2023, nos Paços do Concelho, onde foi partilhado o trabalho já realizado pelos técnicos do Município, de reconhecimento no terreno do percurso que abrange os referidos Municípios. Com uma extensão aproximada de 230 quilómetros, este terá sido o itinerário privilegiado das populações entre o Minho e Trás-os-Montes e utilizado pela Comitiva de León de Rosmithal.

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CERVEIRA APROVA FINANCIAMENTO PARA PRIMEIRO ALBERGUE DE PEREGRINOS DE GESTÃO MUNICIPAL

Em 2025, Vila Nova de Cerveira terá a funcionar o primeiro albergue de peregrinos de gestão municipal no concelho. O Presidente da Câmara Municipal, Rui Teixeira, assinou, esta sexta-feira, em Vila Velha de Rodão, o contrato de financiamento de 70% com o Turismo de Portugal, para um investimento total de 383.644,00 euros. A abertura de concurso público para a execução da obra pode avançar ainda este mês de janeiro.

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Com uma capacidade de alojamento para 32 pessoas, o Albergue de Peregrinos de Vila Nova de Cerveira resultará da profunda requalificação do edifício da antiga Escola Primária Luís Maria Costa Pereira, datado de 1937, e cuja cedência à Câmara Municipal foi protocolada, em 2022, pela Junta de Freguesia de Loivo, a título gratuito, por um período de 30 anos. Por ser um momento marcante para a concretização do projeto, a autarca daquela freguesia, Elisabete Pereira, também marcou presença na cerimónia de assinatura do contrato de financiamento, a convite do Presidente da Câmara Municipal.

Manifestamente satisfeito com a formalização do contrato de financiamento, o edil cerveirense sublinha que o futuro albergue vai “dar mais vida aos caminhos de santiago, potenciando o seu valor turístico, proporcionando experiências inolvidáveis aos peregrinos, que os convença a ficar mais tempo em Cerveira e lhes dê a vontade de regressar, incentivando a criação de alojamento específico e fomentando o desenvolvimento económico, social e ambiental do concelho”. Rui Teixeira explica que a opção por edifícios históricos sem utilização “está alinhada com a estratégia do Município em recuperar em detrimento da construção nova, atribuindo novas funcionalidades a esses espaços singulares que outrora tiveram uma grande presença e impacto nas comunidades locais”.

A localização privilegiada em pleno Caminho Português da Costa, a escassos quilómetros do centro da vila, foi uma das principais caraterísticas para a autarquia cerveirense identificar este espaço, de forma a colmatar uma carência de albergues públicos no concelho. Neste momento, ao longo dos 14,4 Km do Caminho Português da Costa que atravessa o território, Vila Nova de Cerveira apenas dispõe de um albergue – Casa da Mota – com gestão assegurada por uma coletividade.

Por se tratar de um edifício histórico, ambas as partes assumiram o compromisso de manter a traça original, bem como de outros elementos passíveis de recuperação, de forma a preservar a memória coletiva da antiga utilização do espaço. Além da particularidade de ter uma gestão totalmente municipal, configurando-se como o primeiro no concelho, uma das especificidades do futuro Albergue de peregrinos e Vila Nova de Cerveira é a existência de um quarto reservado para hospitaleiros, pessoas que voluntariamente se disponibilizam, durante um período temporal, a prestar o serviço de receção e manutenção do espaço; disponibilizar quatro bicicletas elétricas para a deslocação ao centro histórico; e a colocação em braille e em áudio-guias, bem como a disponibilização de dois monitores tácteis, com toda a informação e sinalização do Caminho e da oferta turística do concelho.

De sublinhar que a certificação do Caminho de Santiago - Caminho Português da Costa pelo Governo de Portugal apresentou-se como mais uma alavanca para a concretização deste albergue de peregrinos, uma vez que a candidatura em causa apenas financia obras que estejam em caminhos certificados. Dados da Loja Interativa de Turismo de Vila Nova de Cerveira, referentes a 2022, indicam a passagem de 4957 peregrinos de 51 nacionalidades no concelho, sendo que há uma grande maioria de peregrinos que não acede a este serviço municipal, ficando sem registos.

O investimento total subjacente ao futuro Albergue de Peregrinos de Vila Nova de Cerveira é de 383.644,00 euros, com um financiamento do Turismo de Portugal - Linha + Interior Turismo de 268.550,80 euros, tendo a Câmara Municipal que despender de 115.093,20 euros de capitais próprios.

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CAMINHO DA GEIRA DECISIVO PARA BRAGA GARANTIR MIL PEREGRINOS DE SANTIAGO

O Caminho da Geira e dos Arrieiros é o principal responsável pelo crescimento de 5,7% no número de peregrinos que partiram de Braga e receberam em 2023 a Compostela à chegada à Catedral de Santiago, superando os mil pelo segundo ano consecutivo.

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As estatísticas do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, reveladas esta semana, indicam que o documento que comprova a realização do itinerário jacobeu foi entregue a 1.098 pessoas que começaram na Sé de Braga, mais 59 do que as registadas em 2022.

O Caminho Central Português registou 674 peregrinos no ano passado (-0,3%), seguindo-se o Caminho da Geira e dos Arrieiros com 403 (+13,8%) e o Caminho Minhoto Ribeiro com 21 (+133,3%). Em termos absolutos, o acréscimo de Compostelas atribuídas a quem partiu de Braga deve-se, sobretudo, ao Caminho da Geira (+49), pois o Central perdeu duas e o Minhoto Ribeiro subiu apenas doze.

O Caminho Central continua a ser o preferido dos peregrinos que partem de Braga (61,4%), à frente do traçado da Geira e Arrieiros (36,7%) e do Minhoto Ribeiro (1,9%). As estatísticas do Serviço de Peregrinos não registam partidas de Braga pelos caminhos de São Rosendo e de Torres.

No total, o Caminho da Geira e dos Arrieiros motivou a emissão de 547 Compostelas – entre as 851 pessoas que cumpriram o itinerário, segundo as associações -, sendo que 516 (94,3%) partiram de localidades portuguesas, 408 (74,6%) são de nacionalidade lusa e 66 espanhola (12%). A Compostela foi entregue a peregrinos de 27 nacionalidades que cumpriram este itinerário jacobeu, encontrando-se a Chéquia na terceira posição, logo a seguir aos países ibéricos.

Além de Braga, os peregrinos que palmilharam o Caminho da Geira partiram de Rendufe, Campo do Gerês, Terras de Bouro, Castro Laboreiro, Ameixoeira, Azoreira e Portela do Homem, na parte portuguesa. Na Galiza, começaram em Ribadavia, Lóbios, Cortegada, Berán e Arnóia.

A maior parte dos peregrinos cumpriu este itinerário a pé (77%) e de bicicleta (19,2%), com os meses de outubro, maio e julho a serem os mais procurados. Fizeram-no por “motivos religiosos e outros” 69%, têm entre 46 e 65 anos (55,7%) e 18 e 45 anos (30%), com predominância dos homens (64,2%).

As estatísticas publicadas pela Catedral de Santiago indicam que o número de peregrinos no Caminho da Geira e dos Arrieiros cresceu 31% (foram 418 em 2022), apresentando-se como o preferido entre os oito novos itinerários em estudo para homologação pelo governo da Galiza. No caso do Minhoto Ribeiro diminuiu 60% (396 no ano 2022) e do Central 5% (93.195).

O Caminho da Geira tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela Homem.

Nos últimos seis anos foi percorrido por quase 4.000 peregrinos, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de outros 13 países europeus, e do Afeganistão, Aruba, Austrália, Azerbeijão, Bahamas, Belize, Brasil, China, Colômbia, EUA, Japão, México, Palestina ou Uruguai.

Foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019 e em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021).

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, via do género mais bem conservada do antigo império ocidental romano, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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VALENÇA: CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO CENTRAL CERTIFICADO

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O Caminho Português de Santiago Central – Porto e Norte, com 177,8 Km, está oficialmente certificado, em Portugal, atravessando 13 municípios entre Oliveira de Azeméis e Valença.

A certificação foi ontem, 19 de dezembro publicada em Diário da República e assinada pelo Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda e pela Secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.

A candidatura foi coordenada pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal e contou com a colaboração dos municípios envolvidos.

Para o Presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, “este é o reconhecimento de um caminho de elevado valor patrimonial. Para Valença esta é uma excelente notícia que reforça, ainda mais, este caminho histórico e emblemático das peregrinações a Santiago”

Com esta certificação Valença fica com os dois percursos, que chegam até ao nosso concelho, certificados; o Caminho Português de Santiago Central e o Caminho Português da Costa.

A Câmara Municipal de Valença tem investido, nos últimos tempos, sobretudo no reforço da segurança da sinalética e na manutenção do percurso. Em perspetiva está o reforço das áreas de descanso para peregrinos e da sinalética interpretativa de monumentos e sítios com interesse, assim como a requalificação do Albergue de São Teotónio.

A Eurocidade Valença.Tui é a porta de entrada do Caminho Português para Santiago de Compostela na Galiza. Um traçado onde confluem os peregrinos do Caminho Português Central, do Caminho das Torres e do Caminho da Costa. A meio da ponte internacional, em pleno Caminho, é possível estar com um pé em Portugal e outro em Espanha, sobre o rio Minho, com a Catedral de Tui de um lado e a Fortaleza de Valença do outro.