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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE BARCELOS VAI REABILITAR EDIFÍCIO PARA APOIO AOS PEREGRINOS

A Câmara Municipal vai reabilitar um edifício para apoio aos peregrinos, uma obra que tem como objetivo valorizar o Caminho de Santiago na sua passagem pela cidade de Barcelos.

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A empreitada, já adjudicada, representa um investimento total de 285.140,38€, sendo comparticipada com 178.075,00€ e tendo dez meses como prazo de execução.

O edifício situa-se no centro histórico da cidade e a sua construção data do início do século XIX. Reflete um inegável valor patrimonial, devido à sua natureza arquitetónica e, sobretudo, pelo enquadramento com diversos monumentos nacionais, designadamente o edifício do Solar dos Pinheiros, as ruínas do Paço dos Duques de Bragança, a Igreja Matriz de Barcelos e o Pelourinho, todos monumentos nacionais.

Este “Help Point” será um espaço onde os caminheiros e peregrinos poderão recolher informações sobre a cidade de Barcelos e a região, ao mesmo tempo que será feita a monotorização do Caminho de Santiago.

O edifício será dotado de uma sala de receção e estar, zona de informação multimédia/internet, minibar de apoio com bebidas quentes e frias, montra de lembranças e de artesanato local, sala de exposições, bem como, instalações sanitárias. De forma a tirar partido do logradouro e dos vãos existentes, será construído um passadiço, que permitirá usufruir de um pequeno jardim localizado nas traseiras do edifício e, em simultâneo, ter acesso direto para o jardim público situado sobre o parque de estacionamento subterrâneo.

Sendo Barcelos uma cidade de referência na salvaguarda da identidade do Caminho de Santiago e na aplicação de boas práticas de acolhimento e de apoio ao peregrino, o surgimento desta estrutura pretenderá dinamizar e valorizar a ligação da cidade com o peregrino e com o próprio Caminho.

O edifício, que se encontra atualmente em ruínas, está inserido num terreno com cerca de 163 metros quadrados. Tem dois pisos acima da cota de soleira, uma área de implantação de 123 metros quadrados e uma área bruta de construção de aproximadamente 246 metros quadrados. Conta, ainda, com um logradouro, com cerca de 40 metros quadrados

BARCELOS VAI TER PARQUE DE APOIO AO PEREGRINO EM MACIEIRA DE RATES

Câmara Municipal adjudica obra do parque de apoio ao peregrino em Macieira de Rates

A Câmara Municipal de Barcelos adjudicou a obra do parque de apoio ao peregrino, designada “Qualificação das experiências de touring cultural no Minho – De Passagem / Barcelos” e que integra a Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE MINHO INOVAÇÃO, no âmbito do Programa Operacional Norte 2020.

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A obra representa um investimento de 57.061,74€, sendo comparticipado em 46.374,46€ por aquele programa.

Trata-se de um projeto de promoção e valorização dos recursos e de apoio a infraestruturas turísticas voltados para o Caminho de S. Tiago no concelho de Barcelos, e consiste na criação de uma infraestrutura de apoio ao peregrino com uma área de 436 metros quadrados, com zona de estar e descanso, área para refeições e parque para bicicletas e relação do peregrino de S. Tiago/turista com o território, a construir na freguesia de Macieira de Rates.

Na base deste projeto está a relevância e a diversidade dos recursos patrimoniais do concelho, materiais e imateriais, valorizando itinerários já existentes e estruturantes como é o Caminho de S. Tiago, dada a sua relevância para o turismo de Barcelos e para a divulgação da cultural local.

Neste sentido, e complementando outras ações de valorização turística que o Município de Barcelos tem em curso, designadamente no âmbito da Cidade Criativa da UNESCO, a obra será fundamental para atrair mais visitantes e incentivar o surgimento e crescimento de negócios relacionados com o turismo, nomeadamente empresas de animação turística e estabelecimentos de hotelaria, restauração e afins.

BRAGA É A ÚNICA CIDADE ONDE COMEÇAM DOIS CAMINHOS DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

O Caminho de Santiago desperta um crescente interesse em Portugal e Braga é a única cidade portuguesa e uma das raras da Península Ibérica ponto de partida de dois itinerários certificados pelo Arcebispado de Santiago de Compostela: o Caminho da Geira e dos Arrieiros e o Caminho Minhoto Ribeiro.

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O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, reconhecido pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020 e é um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

Este percurso é investigado e promovido por associações e coletividades privadas e destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a geira romana e a Reserva da Biosfera do Gerês/Xurés. Além disso, o seu traçado liga diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

CAMINHO DA GEIRA Carlos de Barreira (esq) na cerim

Já o Caminho Minhoto Ribeiro resulta do trabalho de uma associação que íntegra 16 concelhos galegos e portugueses, começou a ganhar visibilidade há dois anos e em 2020 foi reconhecido pela Igreja.

O Caminho Minhoto Ribeiro liga à Via da Prata na parte final, logo não chega diretamente a Santiago de Compostela e o seu traçado principal em Portugal segue por municípios diferentes do Caminho da Geira e dos Arrieiros.

O facto de ambos os traçados serem coincidentes nalguns municípios, sobretudo na Galiza, resulta de pessoas que integram a associação de concelhos serem dissidentes da associação fundadora do Caminho da Geira e dos Arrieiros (originalmente conhecido precisamente por Caminho Minhoto Ribeiro) e terem levado consigo informação histórica até então recolhida e publicada.

Para o presidente da Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro (ACJMR) e da Plataforma Berán no Caminho, Abdón Fernández, autora do “traçado original” do Caminho da Geira e dos Arrieiros, este itinerário “reflete a peregrinação e o comércio desde Portugal, pela Geira e O Ribeiro, uma região muito importante para a economia na época medieval”.

“Este caminho possui um património muito importante em relação à passagem de peregrinos, ao comércio do vinho, às termas, ao património construído e cultural, à riqueza natural, todos em respeito pela filosofia do peregrino que busca descobrir o mundo rural, o respeito pela natureza, o meio ambiente e a sustentabilidade”, adianta Abdón Fernández.

Na sua perspetiva, “se a estes aspetos juntarmos a Geira, é sem dúvida um caminho único. O património ao longo do seu percurso merece o mesmo destaque que zonas como as de O Cebreiro, no caso do Caminho Francês, e possui referências patrimoniais e etnográficas muito importantes”.

Para o presidente da Associação Codeseda Viva, Carlos de Barreira, responsável pela a apresentação do  traçado do Caminho da Geira e dos Arrieiros ao Arcebispado de Santiago de Compostela, “nota-se um grande interesse dos peregrinos que agora estão a planear percorrer caminhos menos procurados e o nosso itinerário encaixa perfeitamente neste requisito e nos próximos meses terá uma aceitação muito positiva”.

O desafio seguinte, destaca Carlos de Barreira, é que seja oficializado pelos governos português e galego e “se invista no melhoramento das suas infraestruturas de apoio aos peregrinos e sinalização”. “Quanto à divulgação, temos a sorte dos peregrinos que o percorrem se converterem em seus embaixadores, recomendando-o aos seus amigos e conhecidos, o que gerou unha enorme divulgação, sobre tudo entre os peregrinos que já percorreram diversos caminhos”.

Quanto ao Caminho Minhoto Ribeiro, o presidente da Associação Codeseda Viva destaca apenas as diferenças mais óbvias: “São caminhos distintos e certificados em anos diferentes. O nosso dá ênfase à Geira, tem 240 Km e chega diretamente a Santiago de Compostela. O Minhoto Ribeiro sai de Braga por Vilaverde e segue depois por Monção, tem 270 km e desemboca na Via da Prata”.

O presidente da Plataforma Berán no Caminho também não tece muitos comentários sobre esta questão: “São dois caminhos diferentes e da responsabilidade de diferentes entidades”. “A associação dos concelhos tem fundamentos mais ligados à política e a nossa é uma organização particular, amadora, cujo único objetivo é promover o caminho e ajudar os peregrinos e as populações locais abrangidas pelo traçado”, conclui.

CAMINHO DA GEIRA  pioneiros deste camiho Maria Jo

História: dois caminhos, um destino

Em 2009 foi fundada em Berán, no Concelho de O Ribeiro (província de Ourense, na Galiza) a Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro (ACJMR), cujo objetivo é estudar e promover o caminho jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, pela estrada da Geira (um troço da via XVIII do Itinerário de Antonino, ligando Bracara Augusta à Asturica Augusta, atual Astorga).

A determinada altura da sua existência, alguns elementos abandonaram a associação e vieram mais tarde, em 2014, a integrar a Associação dos Concelhos do Caminho Minhoto Ribeiro (associação dos concelhos). Esta associação é constituída pelos municípios portugueses e galegos por onde passa o caminho.

Um momento decisivo para o Caminho da Geira e dos Arrieiros aconteceu em fevereiro e abril de 2017, quando Abdón Fernández, presidente da ACJMR apresentou em Ribadavia (Galiza) e em Braga (1 de abril de 2017), uma proposta de traçado do caminho, quase de imediato adotada pelos peregrinos.

Em Braga assistiram à apresentação elementos da Associação Codeseda Viva (ACV), do Concelho de A Estrada (província de Pontevedra, na Galiza), incluindo o seu presidente, Carlos de Barreira, que viria a assumir importância decisiva neste projeto.

Nestes últimos quatro anos, a ACJMR e a ACV uniram-se na defesa do Caminho da Geira e dos Arrieiros, que em 28 de março de 2019 foi reconhecido pela Igreja como itinerário oficial de peregrinação jacobeia. Neste caso concreto, a ACV teve um papel decisivo, ao reunir e entregar à Igreja a documentação necessária para o reconhecimento do caminho (até então conhecido como Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro). Foi também reconhecido pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico a 16 de novembro de 2020.

Passou a chamar-se Caminho da Geira, para salientar o património único da estrada romana, e dos Arrieiros, para evidenciar a vertente económica histórica deste caminho; que é a reposição de uma rota de peregrinação e de comércio entre Braga e Santiago de Compostela.

Em relação à associação dos concelhos, ao integrar elementos dissidentes da ACJMR, ficou na posse da documentação que lhe permitiu desenvolver uma nova proposta de um caminho que liga Braga a Santiago de Compostela, recentemente também reconhecido pela Igreja de Santiago de Compostela.

Este caminho difere do da Geira e dos Arrieiros nos primeiros troços, em Portugal (propõe três entradas em Espanha), e nos últimos, à chegada a Santiago de Compostela, sendo semelhantes na região de O Ribeiro.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros é hoje reconhecido como o “caminho original” (por respeitar o traçado apresentado a 1 de abril de 2017) e único no mundo por incluir a estrada da Geira (a maior e mais bem conservada via romana do mundo) e atravessar o Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés.

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CAMINHO DA GEIRA Cruz da Grela Carlos Ferreira pio

MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ EM PARCERIA PARA CERTIFICAR "CAMINHO MINHOTO RIBEIRO"

O Caminho Minhoto Ribeiro é um dos caminhos mais antigos, que liga o norte de Portugal à cidade do apóstolo Santiago, sendo agora recuperado no âmbito do projeto de certificação desta rota.

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No mês de dezembro, foi assinado o protocolo entre o Município de Arcos de Valdevez, Melgaço, Monção, Ponte da Barca, Vila Verde e Braga, com vista à reativação e promoção desta rota.

Um percurso que remete para uma viagem histórica e de elevada importância para o Norte de Portugal, tendo por isso sido desenvolvido um projeto de certificação do ‘Caminho Minhoto Ribeiro’, com o apoio dos vários municípios.

Uma rota histórica, que segue na maior parte através de caminhos medievais e calçadas romanas, tendo início na cidade de Braga e unindo seis municípios minhotos.

A certificação e consequente recuperação deste caminho ancestral, para o concelho de Arcos de Valdevez e para a região, representa um produto de elevado valor a nível turístico, religioso, cultural e económico em prol do desenvolvimento do território.

Em simultâneo, a recuperação desta rota vem contribuir para criação de relações transfronteiriças, promover o encontro com a natureza, com o património histórico, com as tradições e a cultura das comunidades.

CAMINHOS DE SANTIAGO: UM TERÇO DOS PEREGRINOS QUE PARTE DE BRAGA SEGUE O CAMINHO DA GEIRA

Pandemia reduz saídas de Braga em 75,4%

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi o itinerário escolhido por mais de um terço dos peregrinos que partiram de Braga no ano passado com destino a Santiago de Compostela.

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O grande impacto da pandemia no fluxo de pessoas, que caiu 75,4% na capital do Minho em relação a 2019, está bem patente nos dados revelados esta terça-feira, dia 05, pelo gabinete de imprensa da Catedral de Santiago.

A Compostela foi entregue a 193 peregrinos que iniciaram a jornada em Braga, nos dez meses com registos (suspensos em abril e maio), 72 dos quais percorreram o Caminho da Geira e dos Arrieiros (37,3%).

Este itinerário, que liga Braga a Santiago de Compostela na distância de 240 quilómetros, foi percorrido por 99 peregrinos, uma descida de 73% em comparação com 2019. Além da capital do Minho, as estatísticas registam como pontos de partida Cortegada (6), Ribadavia (5), Lóbios (3), Terras do Bouro (1) e “outros locais de Portugal” (12).

O gabinete de imprensa da Catedral de Santiago revelou ainda que “desde Braga, por outros caminhos”, chegaram 94 peregrinos à capital da Galiza.

Apesar da grande diminuição verificada na frequência dos percursos iniciados em Braga, ela é, mesmo assim, inferior à média geral, que caiu de 347.578 Compostelas emitidas em 2019 para 53.799 no ano passado (-84,5%).

Em 2019 iniciaram em Braga os diferentes caminhos 786 pessoas, mais 192 (32,3%) do que no ano anterior. O Caminho da Geira e dos Arrieiros contribuiu de forma decisiva para a subida então registada, com a atribuição de Compostelas (documento comprovativo do cumprimento da jornada) a 367 peregrinos em 10 meses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), as associações que promovem e valorizam este caminho estimam que muitos outros o percorreram, num total de mil pessoas desde 1 de abril de 2017, data em que foi apresentado em Braga.

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de março de 2019, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre “as condições de outros caminhos de peregrinação e por isso concede a Compostela a quem o percorrer”.

O itinerário foi também reconhecido a 16 de novembro de 2020, pela associação Eixo Atlântico. “Os nossos especialistas e peritos indicaram que os itinerários do guia ‘Um Caminho de Futuro’ que publicámos estão reconhecidos e certificados. Por isso estão presentes”, explicou o secretário geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, referindo que “a publicação tem por base elementos rigorosos aportados por peritos”.

A Compostela é emitida a quem complete o Caminho de Santiago, percorrendo no mínimo os últimos 100 quilómetros a pé ou a cavalo, ou 200 quilómetros em bicicleta, e que declarem tê-lo feito por motivos religiosos ou religiosos/espirituais.

A validação dos quilómetros faz-se através da Credencial do Peregrino, que deve ostentar no mínimo dois selos por dia, nos últimos 100 ou 200 quilómetros, conforme o método utilizado, obtidos de preferência em estabelecimentos ou instituições ligados à Igreja e ao Caminho de Santiago.

O serviço de peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela emite, em iguais condições, o Certificado de Distância, um documento que valida o número de quilómetros feitos.

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CAMINHO MINHOTO RIBEIRO RECEBE "A COMPOSTELA”

𝗖𝗲𝗿𝘁𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗶𝗿𝗺𝗮 𝗮 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼𝘁𝗿𝗮𝗱𝘂𝘇 𝗼 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗼𝗳𝗶𝗰𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗶𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗰𝗮𝘁𝗼́𝗹𝗶𝗰𝗮.

A Associação do Caminho Minhoto Ribeiro recebeu "A Compostela”, documento que certifica o fim da peregrinação a Santiago de Compostela, confirmando a passagem do peregrino pelo referido caminho, cujas etapas constam, através de carimbo, na credencial do peregrino.

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Este reconhecimento oficial da Igreja católica aconteceu na passada terça-feira, 29 de dezembro, a três dias do Ano Santo Compostelano (Xacobeo 2021), iniciado no dia 1 de janeiro, numa reunião realizada com o Deán da Catedral de Santiago de Compostela, Segundo Pérez López, onde foi apresentada toda a documentação científica e histórica sobre o percurso.

Neste encontro, participaram o Vice-Presidente da Associação do Caminho Minhoto Ribeiro e Presidente do Concello de Vedra, Carlos Martínez, o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Monção, João Oliveira, em representação dos municípios portugueses, o historiador Castor Perez Casal, e os investigadores José Ramón Estevez e Candido Pazos.

A Associação do Caminho Minhoto Ribeiro, fundada em 2014 por 16 concelhos galegos, tem como objetivo recuperar, divulgar e valorizar este trajeto até Santiago de Compostela. Percurso em território galego, devidamente sinalizado, numa extensão de 173,70 quilómetros.

Mais recentemente, no dia 14 de dezembro, numa cerimónia realizada em Melgaço, com a presença Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, juntaram-se mais 6 municípios portugueses. Assinado o protocolo de colaboração e concluído o levantamento, segue-se agora a marcação do caminho no terreno, cujo itinerário principal tem uma extensão de 75,3 quilómetros entre os concelhos de Braga e Melgaço.

O Caminho Minhoto Ribeiro está repleto de histórias e de um património riquíssimo, entre, hospitais, mosteiros, igrejas, capelas, cruzeiros, pontes medievais e romanas, adegas históricas, achados arqueológicos, nascentes termais e muito mais. Desde o dia 29 de dezembro, o peregrino que realizar este percurso ancestral já pode solicitar "A Compostela”, atestando a sua passagem.

𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶́𝗽𝗶𝗼𝘀 𝗴𝗮𝗹𝗲𝗴𝗼𝘀

Lobios, Entrimo, Padrenda, Pontedeva, Cortegada, Arnoia, Castrelo de Miño, Ribadavia, Leiro, Carballiño, Boborás, Beariz, Forcarei, A Estrada, Boqueixón e Vedra.

𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶́𝗽𝗶𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗲𝘀

Braga, Vila Verde, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Monção e Melgaço.

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CAMINHO BRAGA A SANTIAGO DECLARADO TRAÇADO OFICIAL DA PEREGRINAÇÃO EUROPEIA DE JOVENS

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi incluído pela Igreja no conjunto de nove “itinerários oficiais” da Peregrinação Europeia de Jovens a Santiago de Compostela, que decorre em agosto de 2021 no âmbito das celebrações do Ano Santo Jacobeu.

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A inclusão do traçado, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, foi confirmada esta quarta-feira, dia 16, pelo presidente da Associação Codeseda Viva: “O arcebispado de Compostela convidou-nos em novembro para colaborarmos na preparação da peregrinação”, explica o presidente da associação, Carlos de Barreira.

“Esta decisão é importante porque dá visibilidade europeia a este caminho, ao participar num encontro que tem muita repercussão internacional; e confirma a intenção da Igreja, com a qual temos uma muito boa relação, de continuar a potenciar este itinerário jacobeu”, adianta Carlos de Barreira.

A associação estudou as condições disponíveis no Caminho da Geira e dos Arrieiros e concluiu que o grupo terá o máximo de 200 peregrinos. Neste momento, está a delinear as etapas e a encontrar locais para  pernoitarem e tomarem as refeições, em colaboração com os municípios e a organização da Peregrinação Europeia de Jovens 2021.

O plano da peregrinação, ainda sujeito a ajustes, tem cinco etapas, na distância total de 100 quilómetros, e prevê partidas e chegadas em Ribadavia ou Berán, Feás, Soutelo de Montes, Codeseda, Pontevea e Santiago de Compostela. Naturalmente, o caminho poderá ser percorrido desde Braga por outros peregrinos, com objetivos similares ou diferentes, que não estejam integrados neste projeto.

Segundo a organização da Peregrinação Europeia de Jovens a Santiago 2021, “para chegar até ao túmulo do Apóstolo Santiago existem nove caminhos oficiais preparados para peregrinos”: Inglês, Francês, Norte, Primitivo, Via da Prata, Português, Variante Espiritual, Costa da Morte e o Caminho da Geira e dos Arrieiros. “Com o objetivo de não sobrecarregar os trajetos”, a organização “vai gerir todos os grupos participantes na peregrinação”.

"Jovem, levanta-te e sê testemunha. O Apóstolo Santiago espera-te” é o lema deste encontro, que  decorre de 4 a 8 de agosto, convocado por ocasião do Ano Santo Jacobeu 2021. Os peregrinos percorrem os caminhos de Santiago nos finais de julho e início de agosto, prevendo-se a chegada de milhares de jovens entre os dias 3 e 5.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja, em março de 2019, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer.

O itinerário foi também foi reconhecido, a 16 de novembro de 2020, pela associação Eixo Atlântico. “Os nossos especialistas e peritos indicaram que os itinerários do guia “Um Caminho de Futuro” estão reconhecidos e certificados. Por isso estão presentes”, explicou o secretário geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, referindo que “a publicação tem por base elementos rigorosos aportados por peritos”.

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PROJETO SOBRE CAMINHOS IBÉRICOS INCLUI TRAÇADO DA GEIRA E DOS ARRIEIROS

Uma empresa portuguesa de consultadoria na área do turismo acaba de lançar o projeto “Caminhos Ibéricos de Santiago (CIS)”, que inclui nove itinerários jacobeus, entre os quais o Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros.

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“O projeto investiga, divulga e promove os caminhos de Santiago transfronteiriços, que se desenvolvem na raia ibérica, com ênfase para os menos percorridos e que atravessam as regiões do interior”, explica em comunicado a Upstream – Valorização do Território.
O CIS “arranca com nove itinerários, em diferentes fases de desenvolvimento e consolidação”: Central, Geira e dos Arrieiros, Interior, Português da Via da Prata, de Torres, Santiago Via da Estrela, Via Badajoz – Estremoz (Via da Prata-Caminho Nascente Alentejo), Via Aracena – Serpa (Caminho do Sul/Via da Prata – Caminho da Raia Alentejo) e Via Huelva – Castro Marim/Tavira (Caminho do Sul/Via da Prata – Caminho Nascente Algarve).
Esta iniciativa “pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável e a promoção turística das regiões do interior transfronteiriço ibérico, associando os itinerários que ligam Espanha e Portugal”, adianta a Upstream, com sede no Fundão, explicando que o projeto CIS “promoverá a coexistência entre o sagrado e o secular, a peregrinação, o turismo religioso e turismo cultural, entre a espiritualidade, o turismo e desenvolvimento local”.
O projeto “é uma forma a potenciar os recursos patrimoniais e naturais associados aos caminhos de Santiago e os seus efeitos na sustentabilidade das regiões, e no bem-estar das populações dos territórios mais desfavorecidos do interior transfronteiriço”, adianta a consultora, que está “aberta a promover e a colaborar em intervenções, de natureza privada e pública, alinhadas com estes objetivos”.
O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido, a 16 de novembro, pela associação Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, uma entidade luso-galaica que reúne 35 municípios da região transfronteiriça e a província de Lugo. “Os nossos especialistas e peritos indicaram que estes caminhos estão reconhecidos e certificados. Por isso estão presentes no guia Um Caminho de Futuro”, explicou o secretário geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, referindo que “a publicação tem por base elementos rigorosos aportados por peritos”.
Este itinerário que liga Braga a Santiago de Compostela também já foi reconhecido pela Igreja, em março de 2019, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer.

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MUNICÍPIOS TRANSFRONTEIRIÇOS RECONHECEM CAMINHO QUE LIGA BRAGA A SANTIAGO DE COMPOSTELA

A associação Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular acaba de reconhecer o Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, num guia com os principais itinerários jacobeus.

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Esta entidade luso-galaica, que reúne 36 municípios da região transfronteiriça, divulgou este fim de semana um guia que, ao longo de 184 páginas, descreve 14 caminhos de Santiago, entre os quais o da Geira e dos Arrieiros, incluindo o seu troço por Berán, seguindo o traçado apresentado pela Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro, em Braga, em 2017.

O guia "Um Caminho de Futuro" [link para download: https://bit.ly/2IH1BLx] descreve o traçado que começa na Sé de Braga ao longo de 13 páginas, ilustradas com desenhos dos principais locais de passagem dos peregrinos.

A associação Eixo Atlântico, atualmente liderada pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, dedica-se a apoiar “as iniciativas que fomentem a cooperação transfronteiriça, constituída pelos municípios do Norte de Portugal e da Galiza” e não tem fins lucrativos.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja em março de 2019, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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POSTO DE TURISMO DE MOIMENTA E NÚCLEO MUSEOLÓGICO DE CAMPO DO GERÊS CERTIFICAM PEREGRINOS DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

Os peregrinos que efectuem o Caminho Jacobeu da Geira e dos Arrieiros, entre Braga e Santiago de Compostela, têm a partir de agora a possibilidade de carimbar o seus passaportes com as respetivas credenciais. Este percurso, que  percorre uma distância total de 240kms,  é constituído por quatro áreas diferentes. O trajeto entre Braga e Lóbios, cerca de 68 kms, permite percorrer a Geira que atravessa o concelho de Terras de Bouro.

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Significando uma importante atracção turística, já que percorre o Parque Nacional da Peneda-Gerês, entrando em Espanha pela fronteira da Portela do Homem,  a viagem proporciona um natural relacionamento entre os residentes e os viajantes, originado um  aconchego físico e espiritual essencial para quem passa, isto para além da comunhão perfeita com a Natureza, criando assim um cenário idílico.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de março de 2019, data em que o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre “as condições de outros caminhos de peregrinação” e por isso “concede a Compostela” a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada). Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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BARCELOS: PARQUE DE APOIO AO PEREGRINO VAI NASCER EM MACIEIRA DE RATES

Foi aprovada a candidatura elaborada pelo Município de Barcelos de “Qualificação das experiências de touring cultural no Minho – De Passagem / Barcelos” e que integra a Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE MINHO INOVAÇÃO, no âmbito do Programa Operacional Norte 2020.

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O investimento total é de 57.061,74€, sendo comparticipado em 46.374,46€ por aquele programa.

Trata-se de um projeto de promoção e valorização dos recursos e de apoio a infraestruturas turísticas voltados para o Caminho de S. Tiago no concelho de Barcelos, e consiste na criação de uma infrestrutura de apoio ao peregrino, com parque de repouso, lazer e relação do peregrino de S. Tiago/turista com o território, a construir na freguesia de Macieira de Rates.

Na base deste projeto está a relevância e a diversidade dos recursos patrimoniais do concelho, materiais e imateriais, valorizando itinerários já existentes e estruturantes como é o Caminho de S. Tiago, dada a sua relevância para o turismo de Barcelos e para a divulgação da cultural local.

Está a decorrer o procedimento de contratação pública para a realização dos trabalhos.

ESPOSENDE LANÇA "ARTE NO CAMINHO" PARA HOMENAGEAR TODOS OS PEREGRINOS

O Município de Esposende assinala o Dia Nacional do Peregrino, apresentando o projeto “Arte no Caminho” que pretende criar espaços criativos com arte, no percurso do Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela que atravessa o território do concelho de Esposende.

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As produções artísticas, cuja temática assentará na questão das peregrinações, estarão expostas ao ar livre em locais devidamente identificados. Estas criações poderão ser pinturas, esculturas, gravuras, de diferentes tipos e tamanhos, cores e formato, sempre numa lógica de cocriação.

Para o efeito, em algumas destas criações, a comunidade será convidada a participar deixando, desta forma, a sua marca individual e sendo parte ativa da do projeto.

Na calha encontra-se, por exemplo, uma escultura em granito de “São Tiago” da autoria de Cláudio Alves, ou ainda o “Caminhante” - uma peça concebida em aço corten, da autoria do escultor Jorge Braga. Este projeto contará entre outras parcerias, com a da Via Veteris, uma associação jacobeia local que se dedica à temática dos Caminhos de Santiago e muito têm contribuído para a promoção deste itinerário de peregrinação.

Ao assinalar o Dia Nacional do Peregrino, pretende-se dignificar o papel do peregrino na construção da sociedade portuguesa e se existe uma forte tradição na realização de peregrinações cristãs direcionadas para os mais variados locais de culto, o ato de peregrinar abrange já uma amplitude que vai muito para além da condição de crente de quem o pratica, abrangendo uma dimensão social, cultural e económica que se deve também valorizar.

ENCONTRO TRANSFRONTEIRIÇO PROMOVE CAMINHO QUE LIGA BRAGA A SANTIAGO DE COMPOSTELA

A recém-criada Plataforma Berán no Caminho, que defende o “traçado original” do itinerário jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, anunciou esta quarta-feira, dia 5 de agosto, a realização de um encontro de “caráter internacional e transfronteiriço” dedicado aos peregrinos.

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“Uma comissão permanente está a organizar um evento anual chamado 'O Caminho em nós', que promoverá o encontro internacional de peregrinos do Caminho da Geira e dos Arrieiros (ou Minhoto Ribeiro)”, explica Abdón Fernández, porta-voz da plataforma e presidente da Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro (ACJMR).

“O evento, ainda sem data marcada, consistirá num programa cultural, assente num projeto de caráter transfronteiriço com Portugal e pondo em relevo a situação privilegiada de Berán como um ponto de partida, pois está a 102 quilómetros de Santiago”, a distância mínima para os peregrinos a pé obterem a Compostela, adianta Abdón Fernández.

Esta é uma das principais iniciativas da plataforma, constituída no sábado, dia 1 de agosto, com o “objetivo de defender o itinerário que a ACJMR apresentou em 1 de abril de 2017 em Braga”. Está aberta à participação de todas as associações ou pessoas individuais, e pretende ainda “defender e divulgar o Caminho da Geira desde Beade pelo caminho real até Lebosende”

Neste sentido, “estão a desenhar-se diversas iniciativas, como abaixo-assinados, caminhadas e uma campanha de divulgação nas redes sociais com t-shirts alusivas ao caminho”, refere o porta-voz.

A plataforma “convida todas organizações, associações e grupos de peregrinos a passarem por Berán como gesto de apoio à manutenção do itinerário pela localidade, como está reconhecido pelo arcebispado de Santiago de Compostela” desde 28 de março de 2019.

“Este traçado já é uma realidade, após o aval de suma importância dado pelo arcebispado, e está perto de conseguir a oficialização pelas entidades civis”, pelo que “é importante valorizar e consolidar a passagem de peregrinos por Berán”, salienta Abdón Fernández.

A Plataforma Berán no Caminho, promovida pela ACJMR, que defende um traçado semelhante ao proposto pela Associação Codeseda Viva, já recolheu 225 assinaturas físicas e 190 digitais em defesa do “traçado original” do caminho que liga Braga a Santiago, na distância de 240 quilómetros. A primeira edição de 100 t-shirts alusiva à passagem por Berán está praticamente esgotada. Esta campanha contará, em breve, com outro tipo de artigos.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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CONSTRUÇÃO DE ALBERGUE DE PEREGRINOS DE PONTE DA BARCA ESTÁ EM FASE DE CONCLUSÃO

Está quase concluída a obra de beneficiação do edifício propriedade da Fábrica da Igreja, para a criação de um Albergue de Peregrinos.

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Face à constante preocupação de bem acolher quem nos visita, a Câmara Municipal de Ponte da Barca formalizou um protocolo com a Fábrica da Igreja Paroquial de Salvador de Touvedo, num valor de cerca de 32.000,00 euros.

Nesta obra foi realizado um projeto que visa tornar aquele edifício, que estava devoluto, num sitio com todas as condições para acolher os peregrinos da Via Mariana.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, foi verificar o andamento das obras, acompanhado pelo Vereador José Alfredo Oliveira, e constatou que o prédio está quase pronto.

“É com muito gosto que vejo esta obra quase terminada. Este projeto vem melhorar as condições de acolhimento de peregrinos de todo o Mundo, otimizando os espaços que estavam inutilizados, disponibilizando-os aos peregrinos e comunidade”, afirma o Presidente da Câmara Municipal.

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ESPOSENDE REQUALIFICA ALBERGUE DE S. MIGUEL

Município de Esposende requalifica Albergue de S. Miguel para receber peregrinos a partir de 15 de julho

O Albergue de S. Miguel, em Marinhas, vai reabrir no próximo dia 15 de julho, com imagem renovada e garantindo todas as condições de segurança aos peregrinos, em consonância com as diretivas emanadas pelas autoridades de saúde.

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Aproveitando a circunstância do encerramento forçado, motivado pela pandemia da Covid-19, o Município de Esposende, através de meios e recursos humanos internos, executou uma intervenção de requalificação neste equipamento, com o intuito de garantir as necessárias condições para a reabertura, num investimento que rondou os 10 000 euros.

A intervenção traduziu-se num conjunto de reparações e manutenções, tanto no interior como no exterior do edifício, e na implementação de melhorias ao nível dos equipamentos. Foi efetuada também a reparação e pintura de todo o gradeamento exterior do edifício, a pintura exterior do Albergue e a lavagem das paredes e escadas em granito, conferindo, deste modo, um novo visual a este equipamento de alojamento de peregrinos dos Caminhos de Santiago, que vem registando uma procura crescente, ao longo dos anos.

Este aumento resulta, em grande parte, do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, desde 2011, no âmbito do acordo de cooperação institucional, entre os municípios do Esposende, Porto, Maia, Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, para a investigação, promoção e dinamização do Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela.

As muitas ações de valorização e promoção do Caminho Português da Costa, levadas a efeito pelo Município, em articulação com a associação esposendense Via Veteris e com outros parceiros locais, têm constituído também um motor de crescimento e desenvolvimento da procura por este itinerário rumo a Santiago de Compostela.

Recorde-se que o Albergue de S. Miguel resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Esposende, a Junta de Freguesia da União das Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra, a Delegação da Cruz Vermelha de Marinhas e a Associação Via Veteris. O espaço dispõe de dormitório, cozinha equipada, sala de refeições/convívio com espaço de lazer, balneários, sanitários, lavandaria e Internet.

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POLÉMICA EM ESPANHA DEVIDO A TROÇO DO CAMINHO QUE LIGA BRAGA A SANTIAGO DE COMPOSTELA

A Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro (ACJMR) enviou ao conselheiro da Cultura e Turismo do governo regional da Galiza um documento em que pede o reconhecimento de Berán como parte integrante do Caminho da Geira, que liga Braga a Santiago de Compostela.

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A iniciativa surge na sequência de uma petição e de um encontro marcado para sábado, 4 de julho, com o objetivo de reivindicar o “respeito pela história” e pelo “traçado original” do projeto desenvolvido pela ACJMR, explica o presidente da associação, Abdón Fernández.

Na missiva enviada ao conselheiro da Cultura e Turismo da Junta da Galiza, Román Rodríguez González, a ACJMR “pede que considere a passagem por Berán, de acordo com os dados históricos, ao contrário do que faz a proposta apresentada pela associação de concelhos”, que pretende desviar o itinerário da terra onde nasceu o projeto em 2009.

Na argumentação que enviou ao conselheiro, no dia 15 de junho, a ACJMR explica que o traçado do Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido a 28 de março de 2019 pela Igreja, sendo desde então atribuída a Compostela a quem cumpre o itinerário.

“Este traçado, apresentado à Igreja pela Associação Codeseda Viva e praticamente coincidente com o nosso – Caminho da Geira Minhoto Ribeiro -, contempla e bem a passagem por Berán, que fica a 100 quilómetros de Santiago, a distância mínima para a atribuição da Compostela aos peregrinos a pé”, explica Abdón Fernández.

Em defesa do caminho por Berán, os autores da missiva enviada a Román Rodríguez González apresentam documentação histórica e apontam o facto de “alguns dos autores da proposta da associação de concelhos terem reconhecido há anos a passagem por aquela localidade, mudando agora de opinião”.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, passando por quatro municípios portugueses e 15 galegos, tem também uma componente de termalismo. E este é mais um argumento usado por Berán, que possui termas, tendo sido investidos três milhões de euros num novo balneário, em 2003, mas que continua encerrado.

Quanto à petição publicada na plataforma online Petição Pública, intitulada “Caminho de Santiago desde Braga e por Berán”, já foi subscrita por 185 pessoas (dia 28 de junho), o equivalente a metade dos peregrinos que no ano passado receberam a Compostela por terem cumprido o trajeto.

Entretanto, com o objetivo de dar a conhecer o projeto da AJCMR, está marcado para sábado, 4 de julho, o encontro “Berán no Caminho. Somos Caminho - O Caminho da Geira Minhoto Ribeiro”.

No encontro será apresentado o projeto e o “traçado original”, com a sua passagem por Berán, e feita a descrição e comparação com outras propostas sujeitas a oficialização. O impacto sócio-económico do caminho na população local é outro aspeto em análise.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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LANÇADA PETIÇÃO EM DEFESA DO “TRAÇADO ORIGINAL” DO CAMINHO BRAGA-SANTIAGO

Uma petição em defesa do “traçado original” do caminho jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, apresentado há três anos pela Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro (AJCMR), regista este sábado 140 assinaturas, apenas dois dias após ter sido lançada.

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O texto publicado na plataforma online Petição Pública, intitulado “Caminho de Santiago desde Braga e por Berán”, explica que o traçado, na distância de 240 quilómetros, foi apresentado em Braga, a 1 de abril de 2017 pela AJCMR, com sede na Galiza.

O itinerário, certificado pela Igreja a 28 de março de 2019, com o nome Caminho da Geira e dos Arrieiros, por ação de outra organização, a Associação Codeseda Viva (Galiza), prevê a passagem por Berán,  a “terra natal do projeto”.

“Acontece agora que uma terceira entidade pretende a homologação pelas autoridades espanholas de um traçado diferente que, entre outros aspetos, não prevê a passagem por Berán”, lamenta a AJCMR, que lançou a petição para “recolher a solidariedade da opinião pública, em particular dos peregrinos e das autoridades ligadas ao Minho e ao Caminho de Santiago”.

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O objetivo “é sensibilizar as entidades espanholas para o facto de ser desprovido de sentido o Caminho da Geira Minhoto Ribeiro/Caminho da Geira e dos Arrieiros não passar por Berán, por razões históricas documentadas e outros aspetos relevantes”, lê-se na petição.

A petição, dirigida às “autoridades civis e religiosas da Galiza”, está disponível através do link https://bit.ly/3fmhlhA. Nela, o presidente da AJCMR, Abdón Fernández Torres, apresenta o projeto que arrancou em outubro de 2009.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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PONTE DE LIMA VALORIZA CAMINHO PORTUGUÊS PARA SANTIAGO DE COMPOSTELA

Município de Ponte de Lima aposta na valorização do Caminho Português para Santiago com candidatura aprovada de valor superior a 800.000,00€

A Autarquia Limiana viu aprovada uma candidatura apresentada ao Norte2020, onde incluiu vários projetos de restauro e qualificação de espaços associados ao Caminho Português para Santiago de Compostela. O investimento, no valor total de 812.609,51€, tem uma taxa de comparticipação de 85%.

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Estão previstas várias ações para este ano, tendo já avançado a requalificação do Caminho e Ponte do Arquinho. Prevê-se também o restauro integral, e abertura ao público, de uma das poucas capelas dedicada a Santiago de Compostela, outrora pertencente à Casa de Bragança e, antes desta, à Igreja Compostelana, em pleno Caminho Português de Santiago, na freguesia da Correlhã.

Acresce a esta capela a intervenção no atual Museu dos Terceiros, extinto convento franciscano do século XV, que teria uma das mais antigas hospedarias onde pernoitavam peregrinos. Durante 2021 estão programadas várias atividades de animação e promoção do Caminho, como são exemplo as work meetings, promovidas em parceria com a Associação dos Amigos do Caminho Português de Santiago, exposições e dinamizações alusivas ao tema.

Por último, foi integrada nesta candidatura a conservação e restauro da Capela-Abrigo do Anjo da Guarda, classificada como Monumento Nacional, de importância singular dado tratar-se de um exemplar medieval, de traça arquitetónica invulgar.

O Município de Ponte de Lima, que integra os órgãos da Associação do Caminho Português de Santiago, tem apoiado várias iniciativas, entre elas a candidatura da Associação à Bolsa American Pilgrims on the Camino Association, reforçando agora o empenho na promoção do caminho de peregrinação, com ações estruturais, fundamentais para divulgar um dos itinerários culturais mais importantes do nosso país.

CAMINHO BRAGA-SANTIAGO DE COMPOSTELA JÁ TEM GUIA ILUSTRADO

Lançado guia ilustrado do caminho Braga-Santiago de Compostela

Os peregrinos que no pós-pandemia queiram percorrer o Caminho da Geira e dos Arreiros têm agora ao seu dispor um guia ilustrado sobre o património deste itinerário jacobeu, que liga Braga a Santiago de Compostela na distância de 240 quilómetros.

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O livro de bolso “Caminho de Santiago da Geira e dos Arrieiros - Guia visual comentado do património cultural e natural” é composto por 88 páginas, com 117 fotografias acompanhadas de textos sobre o património histórico-cultural e natural do caminho.

“O principal objetivo é que os peregrinos tenham informação sobre os elementos que encontram enquanto caminham. Era uma necessidade apontada por muitos caminhantes, já que sobre a grande maioria (igrejas, pontes, alminhas e outros) existe informação na Internet, mas não há em cartazes informativos nos próprios lugares”, explica Carlos de Barreira, co-autor do guia e presidente da associação espanhola Codeseda Viva.

A obra inclui informação sobre 50 igrejas, 12 pontes, igual número de cruzeiros e alminhas, sete rios e outros elementos, como paços senhoriais ou cruzeiros. “São também abordados os miliários da Geira Romana e outros aspetos muito relacionados com o caminho, como o vinho de O Ribeiro, os arrieiros ou o culto a São Roque”, adianta.

O “Caminho de Santiago da Geira e dos Arrieiros - Guia visual comentado do património cultural e natural” é uma edição em co-autoria de Carlos de Barreira e Jorge Fernández, coordenador da investigação sobre este itinerário jacobeu e também membro da associação Codeseda Viva.

O projeto começou a ganhar forma em outubro de 2019, foi publicado na Amazon (onde pode ser adquirido por 14,14 euros) a 26 de janeiro e os primeiros exemplares impressos datam de dia 3 de maio. “Já tínhamos esta ideia há muito tempo, mas demos-lhe forma quando terminou a temporada de chegada de peregrinos, em finais de outubro passado”, conta Carlos de Barreira.

O guia está escrito em galego e, pelo menos para já, não é objetivo dos autores traduzi-lo para outras línguas. “Devido ao trabalho que pressupõe e o tempo que leva a paginar um livro com tantas fotografias, não pensamos publicá-lo noutros idiomas. Fizemo-lo em galego com a intenção de poder ser entendido pelos portugueses e espanhóis”, explica o presidente da associação Codeseda Viva.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de março de 2019, data em que o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada). Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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