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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BARCELOS: PARQUE DE APOIO AO PEREGRINO VAI NASCER EM MACIEIRA DE RATES

Foi aprovada a candidatura elaborada pelo Município de Barcelos de “Qualificação das experiências de touring cultural no Minho – De Passagem / Barcelos” e que integra a Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE MINHO INOVAÇÃO, no âmbito do Programa Operacional Norte 2020.

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O investimento total é de 57.061,74€, sendo comparticipado em 46.374,46€ por aquele programa.

Trata-se de um projeto de promoção e valorização dos recursos e de apoio a infraestruturas turísticas voltados para o Caminho de S. Tiago no concelho de Barcelos, e consiste na criação de uma infrestrutura de apoio ao peregrino, com parque de repouso, lazer e relação do peregrino de S. Tiago/turista com o território, a construir na freguesia de Macieira de Rates.

Na base deste projeto está a relevância e a diversidade dos recursos patrimoniais do concelho, materiais e imateriais, valorizando itinerários já existentes e estruturantes como é o Caminho de S. Tiago, dada a sua relevância para o turismo de Barcelos e para a divulgação da cultural local.

Está a decorrer o procedimento de contratação pública para a realização dos trabalhos.

ESPOSENDE LANÇA "ARTE NO CAMINHO" PARA HOMENAGEAR TODOS OS PEREGRINOS

O Município de Esposende assinala o Dia Nacional do Peregrino, apresentando o projeto “Arte no Caminho” que pretende criar espaços criativos com arte, no percurso do Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela que atravessa o território do concelho de Esposende.

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As produções artísticas, cuja temática assentará na questão das peregrinações, estarão expostas ao ar livre em locais devidamente identificados. Estas criações poderão ser pinturas, esculturas, gravuras, de diferentes tipos e tamanhos, cores e formato, sempre numa lógica de cocriação.

Para o efeito, em algumas destas criações, a comunidade será convidada a participar deixando, desta forma, a sua marca individual e sendo parte ativa da do projeto.

Na calha encontra-se, por exemplo, uma escultura em granito de “São Tiago” da autoria de Cláudio Alves, ou ainda o “Caminhante” - uma peça concebida em aço corten, da autoria do escultor Jorge Braga. Este projeto contará entre outras parcerias, com a da Via Veteris, uma associação jacobeia local que se dedica à temática dos Caminhos de Santiago e muito têm contribuído para a promoção deste itinerário de peregrinação.

Ao assinalar o Dia Nacional do Peregrino, pretende-se dignificar o papel do peregrino na construção da sociedade portuguesa e se existe uma forte tradição na realização de peregrinações cristãs direcionadas para os mais variados locais de culto, o ato de peregrinar abrange já uma amplitude que vai muito para além da condição de crente de quem o pratica, abrangendo uma dimensão social, cultural e económica que se deve também valorizar.

ENCONTRO TRANSFRONTEIRIÇO PROMOVE CAMINHO QUE LIGA BRAGA A SANTIAGO DE COMPOSTELA

A recém-criada Plataforma Berán no Caminho, que defende o “traçado original” do itinerário jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, anunciou esta quarta-feira, dia 5 de agosto, a realização de um encontro de “caráter internacional e transfronteiriço” dedicado aos peregrinos.

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“Uma comissão permanente está a organizar um evento anual chamado 'O Caminho em nós', que promoverá o encontro internacional de peregrinos do Caminho da Geira e dos Arrieiros (ou Minhoto Ribeiro)”, explica Abdón Fernández, porta-voz da plataforma e presidente da Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro (ACJMR).

“O evento, ainda sem data marcada, consistirá num programa cultural, assente num projeto de caráter transfronteiriço com Portugal e pondo em relevo a situação privilegiada de Berán como um ponto de partida, pois está a 102 quilómetros de Santiago”, a distância mínima para os peregrinos a pé obterem a Compostela, adianta Abdón Fernández.

Esta é uma das principais iniciativas da plataforma, constituída no sábado, dia 1 de agosto, com o “objetivo de defender o itinerário que a ACJMR apresentou em 1 de abril de 2017 em Braga”. Está aberta à participação de todas as associações ou pessoas individuais, e pretende ainda “defender e divulgar o Caminho da Geira desde Beade pelo caminho real até Lebosende”

Neste sentido, “estão a desenhar-se diversas iniciativas, como abaixo-assinados, caminhadas e uma campanha de divulgação nas redes sociais com t-shirts alusivas ao caminho”, refere o porta-voz.

A plataforma “convida todas organizações, associações e grupos de peregrinos a passarem por Berán como gesto de apoio à manutenção do itinerário pela localidade, como está reconhecido pelo arcebispado de Santiago de Compostela” desde 28 de março de 2019.

“Este traçado já é uma realidade, após o aval de suma importância dado pelo arcebispado, e está perto de conseguir a oficialização pelas entidades civis”, pelo que “é importante valorizar e consolidar a passagem de peregrinos por Berán”, salienta Abdón Fernández.

A Plataforma Berán no Caminho, promovida pela ACJMR, que defende um traçado semelhante ao proposto pela Associação Codeseda Viva, já recolheu 225 assinaturas físicas e 190 digitais em defesa do “traçado original” do caminho que liga Braga a Santiago, na distância de 240 quilómetros. A primeira edição de 100 t-shirts alusiva à passagem por Berán está praticamente esgotada. Esta campanha contará, em breve, com outro tipo de artigos.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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CONSTRUÇÃO DE ALBERGUE DE PEREGRINOS DE PONTE DA BARCA ESTÁ EM FASE DE CONCLUSÃO

Está quase concluída a obra de beneficiação do edifício propriedade da Fábrica da Igreja, para a criação de um Albergue de Peregrinos.

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Face à constante preocupação de bem acolher quem nos visita, a Câmara Municipal de Ponte da Barca formalizou um protocolo com a Fábrica da Igreja Paroquial de Salvador de Touvedo, num valor de cerca de 32.000,00 euros.

Nesta obra foi realizado um projeto que visa tornar aquele edifício, que estava devoluto, num sitio com todas as condições para acolher os peregrinos da Via Mariana.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, foi verificar o andamento das obras, acompanhado pelo Vereador José Alfredo Oliveira, e constatou que o prédio está quase pronto.

“É com muito gosto que vejo esta obra quase terminada. Este projeto vem melhorar as condições de acolhimento de peregrinos de todo o Mundo, otimizando os espaços que estavam inutilizados, disponibilizando-os aos peregrinos e comunidade”, afirma o Presidente da Câmara Municipal.

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ESPOSENDE REQUALIFICA ALBERGUE DE S. MIGUEL

Município de Esposende requalifica Albergue de S. Miguel para receber peregrinos a partir de 15 de julho

O Albergue de S. Miguel, em Marinhas, vai reabrir no próximo dia 15 de julho, com imagem renovada e garantindo todas as condições de segurança aos peregrinos, em consonância com as diretivas emanadas pelas autoridades de saúde.

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Aproveitando a circunstância do encerramento forçado, motivado pela pandemia da Covid-19, o Município de Esposende, através de meios e recursos humanos internos, executou uma intervenção de requalificação neste equipamento, com o intuito de garantir as necessárias condições para a reabertura, num investimento que rondou os 10 000 euros.

A intervenção traduziu-se num conjunto de reparações e manutenções, tanto no interior como no exterior do edifício, e na implementação de melhorias ao nível dos equipamentos. Foi efetuada também a reparação e pintura de todo o gradeamento exterior do edifício, a pintura exterior do Albergue e a lavagem das paredes e escadas em granito, conferindo, deste modo, um novo visual a este equipamento de alojamento de peregrinos dos Caminhos de Santiago, que vem registando uma procura crescente, ao longo dos anos.

Este aumento resulta, em grande parte, do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, desde 2011, no âmbito do acordo de cooperação institucional, entre os municípios do Esposende, Porto, Maia, Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, para a investigação, promoção e dinamização do Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela.

As muitas ações de valorização e promoção do Caminho Português da Costa, levadas a efeito pelo Município, em articulação com a associação esposendense Via Veteris e com outros parceiros locais, têm constituído também um motor de crescimento e desenvolvimento da procura por este itinerário rumo a Santiago de Compostela.

Recorde-se que o Albergue de S. Miguel resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Esposende, a Junta de Freguesia da União das Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra, a Delegação da Cruz Vermelha de Marinhas e a Associação Via Veteris. O espaço dispõe de dormitório, cozinha equipada, sala de refeições/convívio com espaço de lazer, balneários, sanitários, lavandaria e Internet.

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POLÉMICA EM ESPANHA DEVIDO A TROÇO DO CAMINHO QUE LIGA BRAGA A SANTIAGO DE COMPOSTELA

A Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro (ACJMR) enviou ao conselheiro da Cultura e Turismo do governo regional da Galiza um documento em que pede o reconhecimento de Berán como parte integrante do Caminho da Geira, que liga Braga a Santiago de Compostela.

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A iniciativa surge na sequência de uma petição e de um encontro marcado para sábado, 4 de julho, com o objetivo de reivindicar o “respeito pela história” e pelo “traçado original” do projeto desenvolvido pela ACJMR, explica o presidente da associação, Abdón Fernández.

Na missiva enviada ao conselheiro da Cultura e Turismo da Junta da Galiza, Román Rodríguez González, a ACJMR “pede que considere a passagem por Berán, de acordo com os dados históricos, ao contrário do que faz a proposta apresentada pela associação de concelhos”, que pretende desviar o itinerário da terra onde nasceu o projeto em 2009.

Na argumentação que enviou ao conselheiro, no dia 15 de junho, a ACJMR explica que o traçado do Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido a 28 de março de 2019 pela Igreja, sendo desde então atribuída a Compostela a quem cumpre o itinerário.

“Este traçado, apresentado à Igreja pela Associação Codeseda Viva e praticamente coincidente com o nosso – Caminho da Geira Minhoto Ribeiro -, contempla e bem a passagem por Berán, que fica a 100 quilómetros de Santiago, a distância mínima para a atribuição da Compostela aos peregrinos a pé”, explica Abdón Fernández.

Em defesa do caminho por Berán, os autores da missiva enviada a Román Rodríguez González apresentam documentação histórica e apontam o facto de “alguns dos autores da proposta da associação de concelhos terem reconhecido há anos a passagem por aquela localidade, mudando agora de opinião”.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, passando por quatro municípios portugueses e 15 galegos, tem também uma componente de termalismo. E este é mais um argumento usado por Berán, que possui termas, tendo sido investidos três milhões de euros num novo balneário, em 2003, mas que continua encerrado.

Quanto à petição publicada na plataforma online Petição Pública, intitulada “Caminho de Santiago desde Braga e por Berán”, já foi subscrita por 185 pessoas (dia 28 de junho), o equivalente a metade dos peregrinos que no ano passado receberam a Compostela por terem cumprido o trajeto.

Entretanto, com o objetivo de dar a conhecer o projeto da AJCMR, está marcado para sábado, 4 de julho, o encontro “Berán no Caminho. Somos Caminho - O Caminho da Geira Minhoto Ribeiro”.

No encontro será apresentado o projeto e o “traçado original”, com a sua passagem por Berán, e feita a descrição e comparação com outras propostas sujeitas a oficialização. O impacto sócio-económico do caminho na população local é outro aspeto em análise.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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LANÇADA PETIÇÃO EM DEFESA DO “TRAÇADO ORIGINAL” DO CAMINHO BRAGA-SANTIAGO

Uma petição em defesa do “traçado original” do caminho jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, apresentado há três anos pela Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro (AJCMR), regista este sábado 140 assinaturas, apenas dois dias após ter sido lançada.

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O texto publicado na plataforma online Petição Pública, intitulado “Caminho de Santiago desde Braga e por Berán”, explica que o traçado, na distância de 240 quilómetros, foi apresentado em Braga, a 1 de abril de 2017 pela AJCMR, com sede na Galiza.

O itinerário, certificado pela Igreja a 28 de março de 2019, com o nome Caminho da Geira e dos Arrieiros, por ação de outra organização, a Associação Codeseda Viva (Galiza), prevê a passagem por Berán,  a “terra natal do projeto”.

“Acontece agora que uma terceira entidade pretende a homologação pelas autoridades espanholas de um traçado diferente que, entre outros aspetos, não prevê a passagem por Berán”, lamenta a AJCMR, que lançou a petição para “recolher a solidariedade da opinião pública, em particular dos peregrinos e das autoridades ligadas ao Minho e ao Caminho de Santiago”.

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O objetivo “é sensibilizar as entidades espanholas para o facto de ser desprovido de sentido o Caminho da Geira Minhoto Ribeiro/Caminho da Geira e dos Arrieiros não passar por Berán, por razões históricas documentadas e outros aspetos relevantes”, lê-se na petição.

A petição, dirigida às “autoridades civis e religiosas da Galiza”, está disponível através do link https://bit.ly/3fmhlhA. Nela, o presidente da AJCMR, Abdón Fernández Torres, apresenta o projeto que arrancou em outubro de 2009.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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PONTE DE LIMA VALORIZA CAMINHO PORTUGUÊS PARA SANTIAGO DE COMPOSTELA

Município de Ponte de Lima aposta na valorização do Caminho Português para Santiago com candidatura aprovada de valor superior a 800.000,00€

A Autarquia Limiana viu aprovada uma candidatura apresentada ao Norte2020, onde incluiu vários projetos de restauro e qualificação de espaços associados ao Caminho Português para Santiago de Compostela. O investimento, no valor total de 812.609,51€, tem uma taxa de comparticipação de 85%.

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Estão previstas várias ações para este ano, tendo já avançado a requalificação do Caminho e Ponte do Arquinho. Prevê-se também o restauro integral, e abertura ao público, de uma das poucas capelas dedicada a Santiago de Compostela, outrora pertencente à Casa de Bragança e, antes desta, à Igreja Compostelana, em pleno Caminho Português de Santiago, na freguesia da Correlhã.

Acresce a esta capela a intervenção no atual Museu dos Terceiros, extinto convento franciscano do século XV, que teria uma das mais antigas hospedarias onde pernoitavam peregrinos. Durante 2021 estão programadas várias atividades de animação e promoção do Caminho, como são exemplo as work meetings, promovidas em parceria com a Associação dos Amigos do Caminho Português de Santiago, exposições e dinamizações alusivas ao tema.

Por último, foi integrada nesta candidatura a conservação e restauro da Capela-Abrigo do Anjo da Guarda, classificada como Monumento Nacional, de importância singular dado tratar-se de um exemplar medieval, de traça arquitetónica invulgar.

O Município de Ponte de Lima, que integra os órgãos da Associação do Caminho Português de Santiago, tem apoiado várias iniciativas, entre elas a candidatura da Associação à Bolsa American Pilgrims on the Camino Association, reforçando agora o empenho na promoção do caminho de peregrinação, com ações estruturais, fundamentais para divulgar um dos itinerários culturais mais importantes do nosso país.

CAMINHO BRAGA-SANTIAGO DE COMPOSTELA JÁ TEM GUIA ILUSTRADO

Lançado guia ilustrado do caminho Braga-Santiago de Compostela

Os peregrinos que no pós-pandemia queiram percorrer o Caminho da Geira e dos Arreiros têm agora ao seu dispor um guia ilustrado sobre o património deste itinerário jacobeu, que liga Braga a Santiago de Compostela na distância de 240 quilómetros.

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O livro de bolso “Caminho de Santiago da Geira e dos Arrieiros - Guia visual comentado do património cultural e natural” é composto por 88 páginas, com 117 fotografias acompanhadas de textos sobre o património histórico-cultural e natural do caminho.

“O principal objetivo é que os peregrinos tenham informação sobre os elementos que encontram enquanto caminham. Era uma necessidade apontada por muitos caminhantes, já que sobre a grande maioria (igrejas, pontes, alminhas e outros) existe informação na Internet, mas não há em cartazes informativos nos próprios lugares”, explica Carlos de Barreira, co-autor do guia e presidente da associação espanhola Codeseda Viva.

A obra inclui informação sobre 50 igrejas, 12 pontes, igual número de cruzeiros e alminhas, sete rios e outros elementos, como paços senhoriais ou cruzeiros. “São também abordados os miliários da Geira Romana e outros aspetos muito relacionados com o caminho, como o vinho de O Ribeiro, os arrieiros ou o culto a São Roque”, adianta.

O “Caminho de Santiago da Geira e dos Arrieiros - Guia visual comentado do património cultural e natural” é uma edição em co-autoria de Carlos de Barreira e Jorge Fernández, coordenador da investigação sobre este itinerário jacobeu e também membro da associação Codeseda Viva.

O projeto começou a ganhar forma em outubro de 2019, foi publicado na Amazon (onde pode ser adquirido por 14,14 euros) a 26 de janeiro e os primeiros exemplares impressos datam de dia 3 de maio. “Já tínhamos esta ideia há muito tempo, mas demos-lhe forma quando terminou a temporada de chegada de peregrinos, em finais de outubro passado”, conta Carlos de Barreira.

O guia está escrito em galego e, pelo menos para já, não é objetivo dos autores traduzi-lo para outras línguas. “Devido ao trabalho que pressupõe e o tempo que leva a paginar um livro com tantas fotografias, não pensamos publicá-lo noutros idiomas. Fizemo-lo em galego com a intenção de poder ser entendido pelos portugueses e espanhóis”, explica o presidente da associação Codeseda Viva.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de março de 2019, data em que o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada). Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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O CAMINHO DE SANTIAGO... POR PONTE DE LIMA!

O Camiño de Santiago en Tui (V): peregrinos no século XVI

No ano 1532 Frei Claude de Bronseval e o seu señor o abade don Edme de Salieu culminan en Tui o seu periplo de dificultades por atopar aloxamento como peregrinos: “Tivemos graves problemas para aloxarnos. Os habitantes ríanse de nós, como se fosemos bárbaros ou sarracenos. Ao ver isto dous irmáns da Orde de predicadores levaronnos ante unha anciá a quen lle suplicaron que nos dera aloxamento. Foi o noso último aloxamento en Galicia e dicían que era moi bo, pero en realidade era moi malo”.

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En 1537 o viaxeiro italiano Nicolás Cleonardo, preceptor dos infantes portugueses, narra a súa viaxe dende Evora ata Compostela; na ida realizou o camiño por Ponte de Lima e Tui, namentras que ao regreso tras cruzar o rio Miño na barca de Tui, voltou a Ponte de Lima pero dende alí visitou Viana do Castelo para retornar ao interior por Barcelos.

Entre 1567 e 1568 Sexismundo Cavalli percorre este roteiro entrando en Portugal por Elvas e dende Braga polo trazado da antiga via romana foi a Ponte de Lima e Valença.

A viaxe que en 1581 realizou Erich Lassota de Stevolovo, un militar polaco de Silesia que serviu a Filipe II de España, “é tamén interesante, porque unha parte fíxose en barco e o resto a través dun itinerario terrestre moi ben documentado” que chegaba a Braga, Ponte de Lima e despois Valença do Minho. No regreso fixo o mesmo itinerario.

Deste mesmo ano se conserva o relato da viaxe realizada por Bartolomé Bourdelot, da República de Venecia enviado por esta onde Filipe II. En 1581 atópase en Lisboa e peregrina a Compostela pola vía clásica que percorrian todos os peregrinos e viaxeiros e que pasaba por Valença – Tui.

Giovanni Battista Confalonieri era un presbítero de Italia que acompañou ao Patriarca de Xerusalen, monseñor Fabio Biondo de Montalto, na sua peregrinación xacobea. Desta viaxe realizada en 1594 deixou un afamado relato con abondosas descricións. Na xornada décimo primeira refire a súa chegada a Valença que erguiase nun outeiro amurallado sobre o río Miño, que tiña de atravesar en barca para chegar a Tui:

Valença en el confin de Portugal; villa situada en una colina, amurallada, en ella se hace el registro del dinero, plata y cabalgaduras. Calle larga, casa pequeñas, a la entrada, un pequeño arrabal, y delante de la puerta un porche monumental. Se sigue bajando y se atraviesa el rio Miño, y, al igual que en Vila do Conde, de la otra parte del río Miño se encuentra inmediatamente Tui, ciudad y principado de Galicia. Es pequeña, amurallada, pobre en gente y en dinero. La Catedral es grande y en ella está el cuerpo de San Telmo, abogado de los marineros, sobre el cual hay una capilla en que se celebra, aunque no está canonizado.

Fonte: https://tudensia.blogspot.com/

ABDÓN FERNANDEZ, PRESIDENTE DA AJCMR: BRAGA É DE VITAL IMPORTÂNCIA NO CAMINHO DA GEIRA

Há três anos a Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro (AJCMR) apresentou em Braga o traçado do Caminho da Geira, coincidente, na sua quase totalidade, com o que foi oficializado em março de 2019 pela Igreja. Abdón Fernández, presidente, realça nesta entrevista o papel da componente portuguesa e das associações envolvidas neste projeto.

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O caminho Braga-Santiago tem duas propostas de traçado (Geira e dos Arrieiros e o dos concelhos). Qual  defende a AJCMR?

A nossa intenção não é diabolizar, nem prejudicar o projeto ou o objetivo global. As diferenças resultam da forma como se interpretam os dados históricos que abarcam os traçados dos caminhos de peregrinos. As duas propostas são fruto do trabalho iniciado com a fundação da AJCMR, em 2009, ainda que chegando a conclusões muito diferentes. No entanto, não devendo haver dúvidas sobre a história, quem detém o poder possui, muitas vezes, os meios para impor a sua versão.

 

Mas o Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja.

O Caminho da Geira oficializado pela Igreja é o resultado do trabalho voluntário e desinteressado da AJCMR e, posteriormente, da Associação Codeseda Viva; com o objetivo de valorizar a história, o património e impulsionar a economia ao longo do seu traçado. No caso do outro traçado [proposto pela associação de concelhos], os políticos usaram o seu poder, incluindo económico, para custear a sua elaboração, feito à medida dos seus interesses, nalguns casos em desrespeito pela história, e esta é uma das diferenças fundamentais entre os dois projetos.

 

O traçado da Associação Codeseda Viva e da AJCMR coincidem?

Perante as propostas apresentadas e os interesses dos peregrinos, que são quem faz viver o caminho, sem duvida que a proposta revelada em Braga a 1 de abril de 2017 (e em fevereiro anterior em Ribadavia) pela AJCMR é genericamente coincidente com a da Associação Codeseda Viva, reunindo na sua passagem por O Ribeiro elementos singulares que caracterizam este caminho – o património cultural e edificado, as termas e o vinho. É uma realidade muito próxima à época das peregrinações. Já a proposta dos concelhos mescla distintas variantes, não é tão rica naqueles aspetos e passa até por locais que não existiam na Idade Média, como Leiro.

 

Qual a importância que atribui à parte portuguesa deste caminho?

A importância da parte portuguesa é vital. É a mais importante, não vou escamotear esta questão. Basta o facto do caminho começar na Sé de Braga. Realço a importância histórica de Braga em relação à peregrinação  a Santiago de Compostela, a capitalidade espiritual ibérica em que Braga desempenhou um dos papéis mais importantes e as relações históricas e religiosas entre Braga e Santiago de Compostela. Além da importância ao nível do romano, mais antigo que o próprio fenómeno jacobeu. Mais que não fosse pela existência da geira romana, é de vital importância neste projeto. É o que faz dele único, seja a nível nacional ou internacional. É uma singularidade se o compararmos com todos os caminhos de peregrinação. É um fenómeno transfronteiriço, que enriquece as duas regiões.

 

A geira e as termas são símbolos deste caminho?

Os vínculos deste caminho com Portugal são fundamentais para a nossa associação, nomeadamente no que se refere à geira romana, que é um património romano fundamental, essencial para que seja um traçado único devido a esta referência tão antiga. Por outro lado, de facto, abundam as termas, comuns a ambos os países, daí que não haja explicação para haver quem queira que não passe em Berán. Para além, claro, do comércio do vinho e das peregrinações religiosas. E constitui-se também como uma linha de ligação entre Portugal e a Galiza, muito interessante a diferentes níveis, por exemplo termais, o que também evidencia a a sua singularidade.

 

As autoridades e associações portuguesas têm colaborado?

Eu não tenho razões de queixa. Por exemplo, a Associação Espaço Jacobeus tem-nos dado um apoio incondicional e estou muito orgulhoso em ter conhecido muitos dos seus elementos. É um grande exemplo para mim e a seguir. Em relação às autoridades políticas também tenho boas referências, nomeadamente em relação às câmaras de Braga ou Amares - aqui através de Caldelas, onde já há um albergue, uma iniciativa que louvamos e apoiamos.

 

Como analisa o facto do concelho de Leiro não ter aprovado a proposta de abertura de negociações de geminação de Berán com Caldelas, concelho de Amares?

Os interesses que prevaleceram não foram os da promoção dos interesses das populações e deste itinerário. Seria uma forma de promover as termas de Berán e aproximar as relações com Portugal, através de Caldelas e Amares. Haverá razões políticas e de incapacidade pessoal que levaram à decisão de não haver esta geminação, que seria muito importante dos pontos de vista social, cultural e económico.

 

A Igreja certificou proposta da Associação Codeseda Viva. É a que defende?

A proposta da Associação Codeseda Viva é praticamente coincidente com a que apresentamos em 2017 em Ribadavia [Galiza] e Braga e concordamos com ela, embora admitamos uma variante na zona de O Ribeiro pela margem esquerda do rio Avia, ligando à Via da Prata. No entanto, a associação dos concelhos tem um poder político muito grande para pressionar e fazer valer a sua proposta, independentemente da fundamentação histórica. Tenho algum receio em relação ao que possa acontecer. A minha esperança é que se mantenha um traçado próximo do atual Caminho da Geira, mesmo que depois sejam aprovadas variantes que não desvirtuem o projeto.

 

Concorda que haja uma variante em A Estrada?

A proposta da Associação Codeseda Viva está suficientemente documentada e não impede que se possa estabelecer uma variante [pela Via da Prata ou por Pontevedra/Ramalhosa]. Esta solução é perfeitamente viável em minha opinião.

 

Por que é que é fundamental que o caminho passe por Berán (Galiza)?

Como Leiro não existia na Idade Média, a nossa proposta é que o traçado depois de Beade siga por Berán, junto às termas, seguindo por Caldas até Lebosende e Pazos de Arenteiro. As razões para que o caminho passe por Berán assentam fundamentalmente na história. Além disso, se este caminho é singular pela sua riqueza termal, não faz sentido ser de outra maneira. Por outro lado, Berán era um enclave pelo qual entrava em O Ribeiro quem vinha de Santiago de Compostela para negociar o vinho. Hoje, por estar a 103 quilómetros de Santiago, é um ponto de partida a pé a considerar na atribuição da Compostela.

 

E que pensa a AJCMR fazer para garantir a passagem por Berán?

O que continuaremos a fazer é procurar mais documentos que sejam irrefutáveis e provem a passagem por Berán de peregrinos e caminhos de comércio. Estamos a tentar promover a cultura jacobeia e demonstrar que Berán era um ponto de referência na época medieval. E também estamos a tentar fazer um albergue de peregrinos. No sábado, dia 14, promovemos o encontro “O Caminho da Geira Minhoto Ribeiro”, em Berán, pelas 19 horas, para apresentar o traçado, descrever as diferenças entre a nossa e outras propostas, e analisar a repercussão sócio-económica do caminho para Berán.

 

Será possível haver também em Leiro uma variante (por Berán ou por Leiro)?

A nossa associação tentou reunir com as associações e entidades no sentido de estabelecer um traçado comum ou com uma variante no núcleo central da comarca de O Ribeiro, com base em razões históricas fundamentadas. Tal não foi possível, daí cada um [associações e grupo de concelhos] ter apresentado a sua proposta, o que de alguma forma está a confundir os peregrinos.

 

Ao fim destes 11 anos a lutar por este caminho, valeu a pena o trabalho da AJCMR?

Sim, valeu a pena. O papel da AJCMR neste projeto é indesmentível. Basta analisar a história destes anos. E além disso, não haverá marcha-atrás, o caminho é uma realidade e muito próxima do traçado que apresentámos em 2017. Por um lado, receio que o pior dia esteja para vir, se não for reconhecido o nosso trabalho, mas, ao mesmo tempo, espero a chegada de um momento de alegria. Até agora, a maior alegria foi ver os primeiros peregrinos a chegar a Berán [em maio de 2017], bem como o dia de apresentação em Braga no dia 1 de abril de 2017. A maior esperança que mantenho é que os peregrinos continuem a fazer o caminho atual, porque o caminho é deles e são eles quem o faz. É um caminho que inevitavelmente será reconhecido pelas autoridades.

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NÚMERO DE PEREGRINOS A SANTIAGO DE COMPOSTELA CRESCE A PARTIR DE BRAGA

Número de peregrinos que parte de Braga cresce 32% devido ao Caminho da Geira

O número de peregrinos que partiu de Braga com destino a Santiago de Compostela aumentou 32,3% no ano passado, em relação a 2018, em resultado do sucesso do Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga as duas cidades na distância de 240 quilómetros.

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O Gabinete de Imprensa da Catedral de Santiago revelou esta quinta-feira, dia 23 de janeiro, que 786 pessoas iniciaram em Braga diferentes caminhos, mais 192 (32,3%) do que no ano anterior. No entanto, excluindo os que percorreram o novo itinerário, regista-se um decréscimo de 594 peregrinos em 2018 para 559 no ano passado (-35 ou -5,9%).

Estes dados estatísticos, referentes aos peregrinos que receberam a Compostela (documento comprovativo do cumprimento da jornada), significam que o Caminho da Geira e dos Arrieiros contribuiu de forma decisiva para a subida registada, ao ser percorrido por 367 peregrinos em 10 meses.

A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada). Há ainda registo de peregrinos que começaram em Berán, Lóbios, Terras do Bouro, Gerês e Cortegada. Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação espanhola Codeseda Viva – uma das organizações que trabalha no sentido de promover e valorizar este caminho – considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de março do ano passado, data em que o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer.

A Compostela é emitida a quem complete o Caminho de Santiago, percorrendo no mínimo os últimos 100 quilómetros a pé ou a cavalo, ou 200 quilómetros em bicicleta, e que declarem tê-lo feito por motivos religiosos ou religiosos/espirituais.

A validação dos quilómetros faz-se através da Credencial do Peregrino, que deve ostentar no mínimo dois selos por dia, nos últimos 100 ou 200 quilómetros, conforme o método utilizado, obtidos de preferência em estabelecimentos ou instituições ligados à Igreja e ao Caminho de Santiago.

O Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela emite, em iguais condições, o Certificado de Distância, um documento que valida o número de quilómetros feitos.

A Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva, bem como outras organizações envolvidas no projeto – como a que congrega as autarquias espanholas da região - pretendem a sua oficialização até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

Estas organizações, que investigam a história, património e o traçado necessários à validação do caminho alertam que não possui rede de albergues, nem está marcado na totalidade com setas amarelas, pelo que  os peregrinos devem usar GPS e ter redobrados cuidados no planeamento e preparação.

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CAMINHA REGISTA CRESCIMENTO DE 38,2% NO NÚMERO DE PEREGRINOS DO CAMINHO DE SANTIAGO

O ano de 2019 volta a marcar novo máximo no número de peregrinos registados nos Postos de Turismo

Foram 8.176 os peregrinos do Caminho de Santiago que se registaram nos Postos de Turismo de Caminha e Vila Praia de Âncora no curso de 2019, tendo sido atingido um novo máximo com um crescimento de 38,2% relativamente ao ano anterior. A constância do crescimento dos últimos anos foi mantida e aprofundada, tendo-se registado peregrinos de dezenas de nacionalidades, com destaque para os alemães, que representam 32% de todos os peregrinos, os portugueses, que correspondem a 12,1% do número total e os espanhóis que foram 9,5% do conjunto de peregrinos registados.

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 Fecham o top 5 das nacionalidades dos peregrinos os cidadãos de Itália e dos Estados Unidos. Para Miguel Alves, “a notícia tem correspondência com o que vemos nas nossas ruas e nas nossas praças durante todos os meses do ano. Para além da projeção internacional que o Caminho de Santiago está a ter, nos últimos anos, a autarquia e diversas empresas e instituições da região, fizeram um investimento muito forte na divulgação, sinalética e valorização do Caminho Português da Costa numa aposta que está a dar os seus frutos”. Para o presidente da Câmara Municipal de Caminha, “o que impressiona é o crescimento anual, sempre na casa dos 20% ou 30%. Nos últimos 4 anos, o número de peregrinos registados no nosso concelho cresceu 153% e só estamos a falar daqueles que se deslocam aos nossos Postos de Turismo para carimbarem a sua credencial. O trabalho é para continuar e reforçar já em 2021, ano Xacobeo!”

De acordo com os dados recolhidos no concelho de Caminha, o mês com mais peregrinos foi setembro, seguido de maio e de agosto e o mês com menos registados foi o de janeiro. Entre dezenas de nacionalidades que passaram por Caminha destaca-se o crescimento dos cidadãos oriundos do continente americano e a passagem de pessoas oriundas de locais tão remotos ou exóticos como seja o Cazaquistão, a Namíbia, o Líbano ou a Guatemala.

PEREGRINOS DE TODO O MUNDO PASSAM POR VALENÇA

Novo recorde de peregrinos em Valença: 89 Mil Peregrinos de todos os cantos do mundo passaram pela Eurocidade Valença Tui

A Eurocidade Tui Valença reforça a liderança como centro das grandes rotas dos Caminhos de Santiago. Em 2019 foram 88310 os peregrinos que passaram ou começaram a sua peregrinação na Eurocidade.

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O número de peregrinos pela Eurocidade tem crescido sempre. Se no ano passado foram 88310, os que chegaram a Santiago e pediram a Bula Compostelana em em 2014 eram 35494 mil oriundos de todos os cantos do mundo.

Percurso Lendário com Autenticidade

A história e simbologia jacobeia que Valença e Tui aportam, há séculos, com autenticidade, às peregrinações para Santiago muito tem contribuído para alcançar estes números. Associada à história, às marcas patrimoniais, o aspeto lendário e de cultura popular fazem parte indissociável de Valença e Tui.

Próximo Ano Jacobeu

O Município de Valença tem objetivos ambiciosos para o próximo Ano Jacobeu, considerando os Caminhos de Santiago um dos grandes nichos de fluxo turístico com mais potencial de crescimento no território. Preparam-se ações culturais e promocionais de impato para os próximos tempos.

Caminho Português do Interior Mantém a Liderança

Em 2019 foram 72361 os peregrinos a percorrer o Caminho Português do Interior, quando em em 20'18 foram 67816 e em 2014 34715 peregrinos. O Caminho Português do Interior é o segundo percurso que mais peregrinos leva a Santiago de Compostela depois do Caminho Francês.

O Caminho Português da Costa atrai, cada vez, mais peregrinos até Valença. Em 2019 foram 15949 quando no ano passado eram 13836 e em 2014 apenas 779.

O que Valença Oferece Mais Hoje

Os grandes fluxos de peregrinos tem permitido, capacitar alojamentos, cada vez mais diversos e qualificados, uma restauração mais versátil e diversificada e a readaptação de parte do comércio para o nicho de peregrinos com uma ampla oferta de souvenirs e produtos locais. Apostas que apresentam um grande potencial de crescimento e oportunidade para quem quer investir no turismo religioso.

Peregrinos Projetam Marca Valença

Os peregrinos tem sido verdadeiros embaixadores de Valença por esse mundo fora, mostrando os pontos mais “instagram” do concelho, as suas singularidades culturais, naturais, patrimoniais e gastronómicas. Uma projeção que se nota no dia a dia. A nenhum escapa, por exemplo, o fato de Valença proporciona uma experiência única aos peregrinos: a meio da ponte internacional, em pleno Caminho, é possível estar com um pé em Portugal e outro em Espanha, sobre o rio Minho, com a Catedral de Tui em frente a a Fortaleza de Valença atrás.

CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA DESDE BRAGA TEM CADA VEZ MAIS PEREGRINOS

Caminho Braga-Santiago já vale mais de uma Compostela por dia

O Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago entregou até outubro, em média, mais de uma Compostela por dia a peregrinos que completaram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga à capital da Galiza, na distância de 240 quilómetros.

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Segundo os dados estatísticos fornecidos esta terça-feira, 19, pelo Gabinete de Imprensa da Catedral de Santiago, “receberam a Compostela 341 peregrinos que completaram o Caminho da Geira e dos Arrieiros” no espaço de sete meses (de abril a outubro).

A maioria partiu de Braga (216), Castro Laboreiro (103) e Ribadavia (8). Os restantes começaram o percurso em Berán, Entrimo e Lóbios (três em cada localidade); Gerês e Terras do Bouro (dois em cada) e Cortegada (um peregrino). Trata-se de uma média estatística de 1,56 peregrinos/dia.

Este caminho, percorrido sobretudo por portugueses, espanhóis e italianos, passou a integrar as estatísticas oficiais de atribuição da Compostela a 28 de março deste ano, data em que a igreja o reconheceu como itinerário de peregrinação jacobeia.

O delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou na altura um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer.

As associações ligadas à sua valorização referem, no entanto, que já foi concluído por mais de 700 pessoas, justificando a diferença com o facto de muitas não solicitarem a Compostela e as estatísticas não incluírem os primeiros três meses do ano.

Para constar no relatório anual do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela é necessário que o documento seja entregue a 500 pessoas por ano.

A Compostela foi atribuída ainda a outros 536 peregrinos, entre janeiro e outubro, que começaram em Braga, mas seguiram percursos diferentes do Caminho da Geira e dos Arrieiros.

A Compostela é emitida a quem complete o Caminho de Santiago, percorrendo no mínimo os últimos 100 quilómetros a pé ou a cavalo, ou 200 quilómetros em bicicleta, e que declarem tê-lo feito por motivos religiosos ou religiosos/espirituais.

A validação dos quilómetros faz-se através da Credencial do Peregrino, que deve ostentar no mínimo dois selos por dia, nos últimos 100 ou 200 quilómetros, conforme o método utilizado, obtidos de preferência em estabelecimentos ou instituições ligados à Igreja e ao Caminho de Santiago.

O Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela emite, em iguais condições, o Certificado de Distância, um documento que valida o número de quilómetros feitos.

A Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva, bem como outras organizações envolvidas no projeto – como a que congrega as autarquias espanholas da região -, que investigam a história, património e o traçado necessários à validação do caminho [não possui rede de albergues, nem está marcado na totalidade, pelo que deve usar-se GPS], pretendem a sua oficialização até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

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ASSOCIAÇÃO PROPÕE GEMINAÇÃO DE CALDELAS E FREGUESIA ESPANHOLA

A Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro propõe a geminação de Santiago de Caldelas (Amares) e Berán (Leiro, Espanha), assente no facto de ambas as freguesias possuírem termas e estarem no caminho da Geira, que liga Braga a Santiago de Compostela.

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No sentido de promover e garantir a passagem oficial do itinerário por Berán, a associação divulgou este domingo, 27, um comunicado em que “pede um compromisso firme da Entidade Local Menor de Berán (equivalente a junta de freguesia) e peça uma reunião ao presidente do município de Leiró, Francisco José Fernandez, para discutir e analisar as distintas propostas e alternativas apresentadas” sobre o traçado do caminho da Geira na região.

Como forma de complementar o itinerário (certificado para emissão da Compostela com o nome Caminho da Geira e dos Arrieiros), a Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro, presidida por Abdón Fernández, propõe a geminação de Santiago de Caldelas e Berán, para “estabelecerem parcerias socioeconómicas e culturais de interesse comum”, explica o comunicado.

Este objetivo assenta no facto de ambas as freguesias possuírem termas, um elemento característico do caminho da Geira, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, passando pelas duas localidades.

Neste contexto, destaca Abdón Fernández, “Berán tem a oportunidade de promover as suas termas, paradas mais de uma década, e o facto de estar estrategicamente colocada num ponto intermédio do caminho, a 100 quilómetros de Santiago de Compostela, distância mínima para obter a Compostela. Ou seja, é uma localidade ideal para impulsionar o desenvolvimento socioeconómico vital para combater o despovoamento da região”.

Sobre a intenção de geminação, o comunicado refere que, num primeiro contacto com o presidente da Junta de Freguesia da União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, José Manuel Almeida, este autarca salientou que “um eventual processo de geminação não dependia dele, mas exclusivamente dos órgãos eleitos da freguesia”, mas “mostrou-se interessado em fazer uma visita à localidade de Berán” para conhecer a freguesia e o município de Leiro.

O traçado do caminho da Geira, como foi apresentado em 2017, em Braga, pela Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro, prevê a passagem por Caldelas e Berán. O mesmo sucede com a proposta da outra associação privada envolvida neste projeto, a Codeseda Viva, que foi certificada para efeitos de emissão da Compostela pela Igreja de Santiago de Compostela.

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