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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CAMINHA: “À CONVERSA COM A CIÊNCIA” NA INCUBADORA DE ARGELA REVELOU INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA E RIQUEZA FLORÍSTICA DA SERRA D’ARGA

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Conversas com habitantes da Serra, observação e análise em laboratório são base de tese de Mestrado

A Incubadora Verde, em Argela, é parte há quase dois anos de um trabalho de investigação no âmbito do NUTRIR - Núcleo Tecnológico para a Sustentabilidade Agroalimentar, em colaboração com o IPVC - Instituto Politécnico de Viana do Castelo. No Dia Internacional da Biodiversidade, foi o local escolhido para a primeira iniciativa “À conversa com a ciência”, sob o tema “Urdir a Teia: tradição e ciência na valorização dos recursos locais da Serra d’Arga”. Foi a oportunidade escolhida para dar a conhecer o trabalho científico ali desenvolvido pelo biólogo Alexandre Sá, mestrando na Universidade do Minho e bolseiro de investigação no IPVC.

Recorde-se que, em outubro 2022, aquando da inauguração da Incubadora Verde pela então Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, foi anunciado que no âmbito do NUTRIR tinham sido definidas para a estrutura de Argela três grandes áreas de estudo, uma delas precisamente a exploração de recursos florísticos da Serra d’Arga para fundamentar soluções de valorização da indústria fitofarmacêutica ou alimentar. Ficou assente, na altura, que nesta área iria trabalhar o primeiro ocupante da Incubadora, Alexandre Sá, um jovem bolseiro.

O Presidente da Câmara, Rui Lages, recordou então que o Município de Caminha resolveu criar a Incubadora Verde para Apoio ao Empreendedorismo Rural e Sustentável, anunciando que contaria com um núcleo de incubação de empresas e um espaço de trabalho partilhado, mas também incluiria a domiciliação do projeto NUTRIR.

Quase dois anos depois, Alexandre Sá tem a sua investigação concluída e em breve irá defender o trabalho realizado na Serra d’Arga, agora convertido em tese de Mestrado. Depois de muitas conversas com os habitantes da Serra d’Arga e da observação e análise em laboratório de múltiplas espécies florísticas, sabe-se bastante mais sobre o território, numa investigação que concilia tradição e biodiversidade, valoriza e testa o conhecimento tradicional (protegido pela UNESCO).

O investigador destacou a enorme riqueza e variedade das espécies florísticas que encontrou na Serra d’Arga, em número superior às já identificadas, por exemplo, no Parque da Peneda Gerês, com uma área muito mais vasta. A investigação de Alexandre Sá equaciona o impacto local do estudo etnobotânico, dividido em áreas como o conhecimento cultural, uso tradicional de plantas e análise fitoquímica. Daqui surgem as possíveis ligações/aplicações ao Turismo, Gastronomia, Indústria farmacêutica e Indústria Alimentar e consequentemente à Cultura e Comércio de plantas aromáticas/medicinais.   

A sessão foi iniciada com uma intervenção da também bióloga Ângela Ribeiro, investigadora do NUTRIR-CISAS-IPVC. A bióloga falou de biodiversidade e dos perigos associados, sublinhando que a globalização e a mudança dos estilos de vida são poderosas ameaças dessa realidade, registando-se uma perda progressiva da relação das pessoas com a natureza.

Para reverter o que classificou como ”erosão” do património biocultural, Ângela Ribeiro defendeu a aposta na etnobiologia (investigação multidisciplinar dedicada ao estudo da relação das pessoas com o ambiente/natureza vida), “inventariando o conhecimento, os saberes, as práticas, os valores e as crenças tradicionais sobre os recursos biológicos locais”, assim como o desenvolvimento de “novos produtos ou serviços (inovar) com base no conhecimento local e com isso valorizar as comunidades e a biodiversidade”.

Como referimos na apresentação da iniciativa “Urdir a Teia”, no Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de maio, quisemos demonstrar como a cooperação entre governança local (Câmara Municipal de Caminha) e instituições de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (NUTRIR-IPVC) podem contribuir para a missão do Quadro para a Biodiversidade Global de Kunming-Montreal, designadamente na fundamentação científica de atividades, produtos e serviços baseados na biodiversidade.

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CAMINHA: A VESPA ASIÁTICA VEIO PARA FICAR MAS O SEU CONTROLO É FÁCIL, EFICAZ E BARATO

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Presidente da APIMIL explicou perigos da proliferação da espécie e métodos de combate

A vespa velutina ou asiática veio para ficar e as alterações climáticas vão alargar as áreas onde a espécie está presente. São perigosas, têm enorme impacto nos apiários, na economia, no ambiente e até na saúde pública, mas a boa notícia é que são controláveis e com relativa facilidade, através de “armadilhas” que todos temos em casa. A ideia poderia de alguma forma sintetizar a comunicação do presidente da APIMIL - Associação dos Apicultores de Entre-Minho e Lima, Alberto Dias, ontem, na sessão que assinalou o Dia Mundial da Abelha e que teve lugar na Incubadora Verde, em Argela.

Casa cheia, maioritariamente de apicultores, preocupados com a proliferação de uma espécie exótica invasora na Europa, onde terá chegado por volta de 2004, acidentalmente, num contentor proveniente da China. Da França, onde abandonou o “transporte”, rapidamente se reproduziu e foi invadindo outros países, e Portugal não foi exceção. Aqui, terá encontrado condições naturais bastante favoráveis para progredir e constituiu uma fortíssima dor de cabeça durante os primeiros anos em que foi identificada, designadamente para os apicultores, que viam as suas colmeias destruídas por uma espécie em que um indivíduo é capaz de matar e comer 25 a 50 abelhas por dia.

Conforme explicou Alberto Dias, mostrando gráficos bem claros, desde 2015, com uma ou outra oscilação, a presença de vespas asiáticas não para de crescer em Portugal, mas é também verdade que o controlo acompanha esse crescimento.

O presidente da APIMIL mostrou as armadilhas eficazes e que todos podemos improvisar. Com uma simples garrafa de água, de plástico, de 1,5 litros, pode construir-se uma armadilha que atrai de forma fatal a vespa. É preciso fazer um ou dois pequenos buracos, por onde possa entrar a vespa, tendo cuidado com as cores à volta dessa entrada. Depois de entrarem já não conseguem sair e, disse Alberto Dias, às vezes num dia enche-se uma garrafa. Não basta, porém, colocar a garrafa em locais estratégicos, como as imediações dos apiários. É preciso que contenha algo que atraia a espécie, mas não as abelhas. E aqui a “receita” ainda é mais simples: para uma boa quantidade de armadilhas, bastará misturar um quilograma de açúcar com dois litros de água, e juntar 70 gramas de fermento de padeiro fresco. O “segredo” para que as abelhas não caiam também na armadilha é deixar fermentar a mistura durante dois dias e só depois colocar as armadilhas. Uma vez fermentada a mistura, as abelhas não são atraídas, mas as vespas sim.

Entre os vários assuntos abordados por Alberto Dias, destaque também para a realidade dos ninhos de vespa asiática, que muitas vezes estão localizados nas árvores, como todos sabemos. Mas nem sempre é assim e o perigo pode ser grande por encontros súbitos em locais inesperados, onde também existem, como debaixo de vãos de escada, galinheiros ou celeiros abandonados e no chão, “enterrados”, onde são especialmente perigosos.

A Câmara Municipal de Caminha está, entretanto, a distribuir armadilhas, para colocar no topo da garrafa de plástico, e que servem sobretudo para ajudar a fazer o controlo da captura das vespas, conseguindo-se também saber mais sobre a espécie e sobre os locais onde mais abunda.  Podem ser solicitadas através do email: ambiente@cm-caminha.pt ou pelo telefone: 258 721 708 / 914 476 461.  

“Vespa asiática e métodos de controlo” foi assim o tema desta sessão, com organização do Município de Caminha e realizada em parceria da APIMIL e CIM Alto Minho. Recorde-se que a Câmara Municipal de Caminha dedica o mês de maio ao tema biodiversidade e esta sessão enquadrou-se também no conjunto de iniciativas que estão a ser levadas a cabo.

A sessão incluiu a entrega de armadilhas, sobretudo aos apicultores e às Juntas de Freguesia (que posteriormente farão a sua gestão), e a demonstração do seu funcionamento.

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CAMINHA COBRE AS RUAS COM TAPETES DE FLORES PARA CELEBRAR O CORPO DE DEUS – DIA 30 DE MAIO

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No concelho de Caminha, a tradição continua “viva”. Os tapetes floridos continuam a marcar a Solenidade do Corpo de Deus. No dia 8 de junho, Dia do Corpo de Deus, Caminha e Vilarelho vão “acordar” engalanadas de tapetes floridos realizados pelos caminhenses.

No próximo dia 30 de Maio – Corpo de Deus – as ruas da vila de Caminha e algumas aldeias em redor acordam cobertas por magníficos tapetes de flores por onde irá passar a procissão reliliosa de Corpus Christi.

Tais celebrações, mormente a arte efémera que constitui a elaboração dos tapetes floridos, atrai todos os anos milhares de visitantes e marca o regresso temporário de muitos minhotos ao seu rincão natal. Eles vêm de Lisboa, Porto e até de paragens mais distantes para onde emigraram. E, daqui tão perto, não faltam os nossos irmãos galegos que se sentem entre nós como na sua própria terra. Este ano aguarda-se uma afluência ainda superior à registada em anos anteriores.

Para além da religiosidade que lhe está associada, a Festa do Corpo de Deus continua a ser um cartão-de-visita da vila. Todos os anos, milhares de pessoas visitam Caminha e Vilarelho para admirarem as verdadeiras obras de arte elaboradas pelos caminhenses. Há várias semanas que as diferentes comissões de rua trabalham arduamente nos preparativos dos tapetes. De facto, na noite que antecede a festividade, passam a noite acordados a enfeitarem as ruas, com criatividade e empenho, motivos do quotidiano ou da sua fé, para que de manhã as ruas estejam prontas para serem admiradas. Este ano, os jovens do concelho que vão participar na Jornadas Mundiais da Juventude vão também contribuir para que os tapetes floridos continuem a ser um postal ilustrado do nosso concelho.

A Solenidade do Corpo de Deus é uma iniciativa do Arciprestado de Caminha, que conta com o apoio da Câmara Municipal. Para além de atribuir um subsídio à Paróquia de Caminha para apoio à festividade, o Município através dos seus trabalhadores está a dar o seu contributo para que os tapetes de flores continuem a ser uma referência. De facto, há várias semanas que os funcionários trabalham afincadamente: preparam os moldes para os desenhos, cortam os verdes, tingem as fitas de madeira e o serrim, que as diferentes comissões utilizam para engalanarem as ruas. No dia da elaboração dos tapetes também prestam todo o apoio necessário para que tudo corra dentro daquilo que é expectável. No final das celebrações, ainda fica a cargo do Município a limpeza das ruas.

Os tapetes floridos podem ser admirados a partir das primeiras horas da manhã. O dia termina com o Ofício Solene de Vésperas, na Igreja Matriz de Caminha, seguido da Procissão do Corpo de Deus e que conta com a participação de todas as paróquias do Arciprestado de Caminha e que percorrerá as ruas de Caminha e Vilarelho.

CAMINHA, A GUARDA E O ROSAL REDIGIRAM DECLARAÇÃO DE INTERESSE PARA A CRIAÇÃO DA FUTURA EUROCIDADE

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Responsáveis dos três municípios reuniram hoje na Câmara de Caminha

Os autarcas de Caminha, A Guara e O Rosal definiram hoje os pontos essenciais da Declaração de Interesse para a criação da futura Eurocidade, que reunirá os três municípios das duas margens do Rio Minho. O Presidente da Câmara, Rui Lages, recebeu os responsáveis de A Guarda - o Vereador Isidro Lomba Lorenzo, e a Presidente da Câmara do Rosal, Ánxela Fernández Callís, tendo sido elaborado um primeiro documento, cuja redação definitiva terá ainda de ser aprovada pelos órgãos municipais de cada um dos signatários e ainda pela Junta da Galiza e pela CCDR N - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. A sintonia é total e a vontade de levar mais longe a cooperação, de modo mais formal, também.

Os responsáveis pelos três municípios acreditam na importância da cooperação transfronteiriça e no reforço dos laços de amizade e colaboração e veem na “Eurocidade” o formato ideal para reforçar essas relações. O documento exprime, aliás, a natureza das Eurocidades enquanto organismos que têm por objetivo a promoção da convergência institucional, económica, social, cultural e ambiental, impulsionando mesmo a utilização de serviços comuns enquanto instrumentos dinamizadores da convivência entre as populações dos diferentes territórios.      

Este documento, embora bastante claro e firme em termos de convicções, é ainda uma espécie de esboço do que será a declaração de interesses definitiva. Dividido em quatro pontos, começa por definir o objeto da futura Eurocidade e a sua finalidade. No segundo ponto são elencados os objetivos da Declaração, dele constando 16 pontos bastante abrangentes e que deixam ainda em aberto a possibilidade de se virem a incluir outros aspetos que possam ser considerados necessários.

No terceiro ponto especificam-se as áreas de intervenção, que abrangem a Cultura, Desporto, Turismo, Desenvolvimento Municipal, Recursos Humanos, Educação, Política Social, Meio Ambiente e Gastronomia, entre outros que venham a revelar-se oportunos.

O quarto ponto estabelece as finalidades da futura Eurocidade, desde logo a análise de assuntos de interesse comum; intercâmbio de missões empresariais; intercâmbio de informação, documentação e materiais; organização de feiras, seminários e congressos; intercâmbio de técnicos, especialistas e profissionais; formação e capacitação de recursos humanos; intercâmbio cultural, desportivo e artístico, promoção conjunta e fomento de formas de relação entre agentes, estruturas e entidades públicas e privadas, suscetíveis de contribuir para o desenvolvimento dos respetivos territórios transfronteiriços.    

Este foi o terceiro encontro entre responsáveis dos municípios, tendo como ponto de agenda a criação de uma Eurocidade. O segundo aconteceu no passado dia 10 deste mês, no Rosal, juntando a Presidente Ánxela Fernández Callís e o Presidente Rui Lages, além políticos e técnicos, tendo sido classificado como “histórico” e determinante para o início de uma grande aliança transfronteiriça na região do Minho. Na altura ficou agendado o segundo, que hoje aconteceu, e que o Presidente da Câmara de Caminha, Rui Lages, vê como muitíssimo positivo. O clima foi de entusiasmo e “todos os envolvidos estão unidos num espírito de diálogo e na criação de um projeto comum”, sublinha.

Antes, também na Câmara de Caminha, Rui Lages, tinha reunido com o Presidente de A Guarda, Roberto Carrero, tendo sido igualmente abordada, nessa oportunidade, a vontade de criação de uma Eurocidade.

VILA PRAIA DE ÂNCORA: QUAL A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DOS BANHOS TERAPÊUTICOS NA PRAIA DE ÂNCORA?

No dia 25 de maio, às 18 h00, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, vamos assistir à conversa numa perspetiva histórica sobre os banhos terapêuticos na praia de Âncora e as experiências pessoais e geracionais que ligam famílias e amigos de Monção a Vila Praia de Âncora.

Participe! A entrada é gratuita.

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VILA PRAIA DE ÂNCORA: PRAIA DO FORTE DO CÃO VOLTA A RECEBER GALARDÃO DE EXCLUSIVIDADE E EXCELÊNCIA AO SER CLASSIFICADA COMO PRAIA ZERO POLUIÇÃO

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Época balnear 2024 no concelho de Caminha vai arrancar com mais três bandeiras Qualidade de Ouro e cinco Bandeiras Azuis

A Praia do Forte do Cão, em Âncora, junta mais um galardão aos dois já conseguidos este ano. Acaba de ser classificada como Praia ZERO Poluição, uma distinção de excelência, para uma praia belíssima que, nesta época balnear, voltará também a exibir a Bandeira Azul da Europa e Qualidade de Ouro. A época balnear 2024 no concelho de Caminha vai arrancar num patamar de elevada qualidade, com mais três bandeiras Qualidade de Ouro e cinco Bandeiras Azuis.

A análise da Associação ZERO é bastante restritiva, mas a Praia do Forte do Cão respondeu positivamente às exigências, sendo uma das 59 Praias ZERO Poluição em Portugal. A ZERO considera que os parâmetros que correspondem aos objetivos e consequentemente à classificação são “verdadeiramente aquilo que à escala europeia se deseja no quadro do Pacto Ecológico Europeu, em particular no âmbito do Plano de Ação para a Poluição Zero”.

Esclarece ainda a associação, que uma Praia ZERO Poluição é aquela em que não foi detetada qualquer contaminação microbiológica nas análises efetuadas às águas balneares ao longo das três últimas épocas balneares. De referir que, em 2024, as Praias ZERO Poluição “representam apenas nove por cento do total das 664 águas balneares existentes, um aumento de um por cento, mais cinco praias em relação às 54 classificadas no ano passado”.

Ainda este mês, ficámos a saber também que a Praia do Forte do Cão, juntamente com a Praia de Moledo e a Praia Fluvial das Azenhas, em Vilar de Mouros, foram classificadas com Qualidade de Ouro. A Quercus divulgou as 420 Praias classificadas com Qualidade de Ouro, um galardão atribuído há quase 15 anos e que distingue a qualidade da água balnear das praias de portuguesas com base na informação pública oficial, tendo exclusivamente em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das Administrações Regionais Hidrográficas.

São critérios do galardão para receber a classificação de “Praia com Qualidade de Ouro, que a água balnear tem de respeitar os seguintes critérios: “Qualidade da água “excelente” na classificação anual das cinco épocas balneares anteriores à última (neste caso, entre 2018 e 2022); Todas as análises realizadas na última época balnear (2023) deverão ter apresentado resultados melhores para os seguintes indicadores bacterianos face aos valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares: Águas costeiras e de transição: todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100ufc/100ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 250ufc/100ml para a Escherichia coli; Águas interiores: todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 200ufc/100ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 500ufc/100ml para a Escherichia coli. Na última época balnear (2023), não poderá ter ocorrido qualquer tipo de ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia”.

Como oportunamente também informámos, todas as praias marítimas do concelho de Caminha, assim como a Praia Fluvial das Azenhas, em Vilar de Mouros, apresentam-se de novo, na próxima época balnear, “vestidas” de Azul. Vão hastear a Bandeira Azul em 2024 a Praia de Caminha - Foz do Minho, Praia de Moledo, Praia de Vila Praia de Âncora e a Praia do Forte do Cão, tal como a emblemática Praia Fluvial das Azenhas, em Vilar de Mouros.

CÂMARA DE CAMINHA PROMOVE SESSÃO SOBRE VESPA ASIÁTICA E DISPONIBILIZA ARMADILHAS A APICULTORES E JUNTAS DE FREGUESIA

Segunda-feira, Dia Mundial da Abelha, na Incubadora Verde, em Argela

“Vespa asiática e métodos de controlo” vai ser o tema de uma sessão a realizar no concelho de Caminha, na próxima segunda-feira, dia 20 de maio, dia em que se assinala o Dia Mundial da Abelha. O encontro com apicultores, autarcas, mas também com o público em geral, está marcado para as 18h00, na Incubadora Verde, em Argela. A organização é do Município de Caminha e a iniciativa conta com a parceria da APIMIL e CIM Alto Minho.

No âmbito dos “meses temáticos” a Câmara Municipal de Caminha dedica maio ao tema biodiversidade e esta sessão enquadra-se também no conjunto de iniciativas que estão a ser levadas a cabo.

Caberá à APIMIL - Associação dos Apicultores de Entre-Minho e Lima a parte técnica da sessão, em que irão ser abordados temas ligados à evolução da vespa asiática ao longo dos anos, sistemas de armadilhagem utilizados, recentes estudos sobre evolução da vespa asiática e metodologias de combate, importância da armadilhagem no combate à vespa asiática, armadilha tradicional e isco.

Esta sessão incluirá a entrega de armadilhas, sobretudo aos apicultores e às Juntas de Freguesia (que posteriormente farão a sua gestão), e a demonstração do seu funcionamento.

O Dia Mundial da Abelha é assinalado a 20 de maio, tendo sido instituído por iniciativa da ONU. Teve início em 2018 e tem por objetivo “sensibilizar a população sobre o papel essencial das abelhas e dos outros polinizadores para a saúde humana e do Planeta, assim como sobre os muitos desafios e ameaças que estas espécies enfrentam”, conforme explica a DGAV - Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. Esclarece ainda que a manutenção dos sistemas agrícolas e o abastecimento global de alimentos, e em consequência, a eliminação da fome nos países em desenvolvimento, depende em grande parte do papel dos polinizadores, grupo do qual as abelhas fazem parte. Segundo aquele organismo, cerca de 90% das espécies de plantas e flores silvestres dependem total ou parcialmente da polinização. Além disso, “os polinizadores também desempenham um papel crucial na manutenção e melhoria da biodiversidade, beneficiando assim a resiliência das plantas às mudanças climáticas e outras ameaças ambientais”.

MINHOTOS QUE VIVEM NA REGIÃO DE LISBOA E FORA DO PAÍS VÃO REGRESSAR EM FORÇA NA ÉPOCA FESTIVA DO CORPO DE DEUS – VACA DAS CORDAS E COCA DE MONÇÃO ENCONTRAM-SE ENTRE AS PRINCIPAIS ATRAÇÕES!

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O período das celebrações do Corpo de Deus que ocorre no próximo dia 30 de Maio – o qual se estende de 26 de Maio a 2 de Junho – está repleto de festividades em todos os concelhos do Minho com as manifestações tradicionais mais variadas.

Para além das celebrações religiosas, são muitas as localidades que enfeitam as suas ruas de tapetes floridos para receber a procissão de Corpus Christi, conferindo um momento de rara beleza que constitui um momento de atração de muitos forasteiros nomeadamente da nossa vizinha Galiza.

Porém, entre as maiores atrações há a registar a Corrida da Vaca das Cordas que tem lugar em Ponte de Lima no próximo dia 29 de Maio, enchendo o extenso areal do rio Lima e as ruas do velho burgo medieval de uma imensa multidão entusiamada com tal tradições. E, mais a norte, no próprio dia de Corpo de Deus, a vila de Monção assiste ao desafio entre S. Jorge e o Dragão – a Coca de Monção!

Espera-se uma verdadeira enchente de visitantes, muitos dos quais minhotos que trabalham nos grandes centros urbanos do Porto e Lisboa e que não vão querer perder esta época festiva.

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MINHO PREPARA-SE PARA RECEBER MILHARES DE VISITANTES – MINHOTOS QUE VIVEM FORA DA REGIÃO, GALEGOS E OUTROS FORASTEIROS – NA ÉPOCA FESTIVA DO CORPO DE DEUS!

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O período das celebrações do Corpo de Deus que se celebra no próximo dia 30 de Maio – a qual se estende de 26 de Maio a 2 de Junho – está repleto de festividades em todos os concelhos do Minho com as manifestações tradicionais mais variadas.

Para além das celebrações religiosas, são muitas as localidades que enfeitam as suas ruas de tapetes floridos para receber a procissão de Corpus Christi, conferindo um momento de rara beleza que constitui um momento de atração de muitos forasteiros nomeadamente da nossa vizinha Galiza.

Porém, entre as maiores atrações há a registar a Corrida da Vaca das Cordas que tem lugar em Ponte de Lima no próximo dia 29 de Maio, enchendo o extenso areal do rio Lima e as ruas do velho burgo medieval de uma imensa multidão entusiamada com tal tradições. E, mais a norte, no próprio dia de Corpo de Deus, a vila de Monção assiste ao desafio entre S. Jorge e o Dragão – a Coca de Monção!

Espera-se uma verdadeira enchente de visitantes, muitos dos quais minhotos que trabalham nos grandes centros urbanos do Porto e Lisboa e que não vão querer perder esta época festiva.

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CAMINHA ACOLHE DEBATE SOBRE TRABALHO TRANSFRONTEIRIÇO

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Trabalho Transfronteiriço - Diferenças Regulamentares em Matéria e Segurança Social entre Portugal e Espanha” debatido em Caminha

Caminha acolheu, esta manhã, uma sessão de capacitação “Trabalho transfronteiriço - Diferenças regulamentares em matéria e segurança social entre Portugal e Espanha”, promovida pela Mercatus – Agrupamento Europeu de Interesse Económico, e a AECT Rio Minho, em colaboração com a CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho e a Câmara de Comércio de Tui. Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal, Rui Lages, parabenizou a CEVAL por organizar este tipo de iniciativa, bem como saudou todos os presentes referindo-se aos participantes como “o motor económico desta região de Portugal e Galiza”, salientando que Caminha está sempre disponível para receber este tipo de iniciativa.

O Presidente realçou que o concelho tem vários desafios transfronteiriços, dando como exemplo o assoreamento do Rio Minho: “Caminha tem uma situação hoje em dia complicada nesta relação transfronteiriça com a Guarda e o Rosal, com um rio literalmente assoreado”, sublinhando: “temos encontrado soluções para que para que a população possa circular de uma forma livre, sem grandes obstáculos e de uma forma permanente”.

Para além da situação acima identificada, o autarca de Caminha referiu mais desafios, nomeadamente a criação de uma Eurocidade entre Caminha, A Guarda e o Rosal: “são vários desafios que temos em cima da mesa e que estamos a trabalhar. Já tenho reunido com os alcaides de A Guarda e do Rosal. Vamos potenciar e criar uma Eurocidade entre estes três municípios, para ganharmos força, para ganharmos escala, para termos uma voz única a falar na relação transfronteiriça destes três povos”.

O objetivo deste encontro foi criar um ambiente de networking empresarial propício ao intercâmbio de ideias, experiências e oportunidades de negócios. A prioridade da sessão será apresentar as diferenças da Segurança Social nos dois países vizinhos, Portugal e Espanha, no âmbito de aplicação aos trabalhadores transfronteiriços, bem como abordar os desafios e vantagens daí provenientes. A sessão conta ainda com uma componente prática de partilha de experiências por parte de empresas transfronteiriças, que ao lidarem com as normas regularmente, nos dão uma perspetiva informada.

Do programa fizeram parte várias apresentações. Apresentação do Serviço EURES (EURopean Employment Services) Transfronteiriço Norte de Portugal-Galicia - Obstáculos no recrutamento transfronteiriço, por Sónia Trancoso.

Agostinho Boalhosa abordou a temática “Segurança Social: Diferenças no âmbito de aplicação a trabalhadores transfronteiriços”.

Depois destas apresentações, seguiu-se uma mesa redonda que contou com a participação de Sandra Gonçalves, CEO do Grupo Optiworld; Ilda Alexandre, Diretora de Recursos da MA Automotive Portugal, SA (MAAP) e, ainda Lucía Castro, Responsável de Recursos Humanos da empresa PLAINTEC OBRAS Y SERVICIOS, S.L.

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