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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BARCELOS LEVA OLARIA ÀS CALDAS DA RAINHA

Encontro com ceramistas assinala comemoração na Caldas da Rainha. Barcelos marca presença no 1º aniversário das Cidades e Vilas Cerâmicas

O Município de Barcelos estará representado hoje pela Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro, nas Caldas da Rainha, no âmbito do 1º aniversário de existência da APTCVC (Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica). Na comemoração, estarão os catorze municípios cerâmicos portugueses que irão aproveitar para divulgar os seus objetivos junto de outros municípios candidatos à Associação.

Museu de Olaria (1).jpg

A representar Barcelos estarão também os oleiros Paulo César Silva (olaria vidrada) e Armando Braz (olaria fosca ) e o ceramista Joaquim Esteves ( figurado/ cerâmica contemporânea).

A APTCVC tem como membros fundadores os municípios de Alcobaça, Aveiro, Barcelos, Batalha, Caldas da Rainha, Ílhavo, Mafra, Montemor-o-Novo, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Tondela, Viana do Alentejo, Viana do Castelo e Vila Nova de Poiares, todos com fortes tradições ou importância económica no campo da cerâmica artesanal, patrimonial ou industrial.

Bom Dia Cerâmica!

O programa “Bom Dia Cerâmica” será também apresentado, no âmbito desta comemoração. Este ano terá lugar a 18 e 19 de maio em toda a Europa, para chamar a atenção do público e das autoridades nacionais para este produto e material ligado aos primórdios da civilização e que até hoje constitui um testemunho da criação humana e da criação de valor e de emprego.

O Município de Barcelos, através do pelouro da Cultura, tem preparado um programa conjunto com o “Bom dia Cerâmica” e as comemorações do “Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus. Para o dia 18 de maio, no Museu há visitas guiadas (manhã e tarde) e oficina de conto para famílias (tarde). À noite, na Noite Europeia dos Museus, há lugar para o concerto "perhaps only as a memory” - Barcelos Cidade Criativa, Projeto de Criação Artística de Frederico Dinis.

No dia 19 de maio, o “Bom dia Cerâmica” proporciona visitas guiadas - cerâmica nos espaços públicos de Barcelos; ”Olaria e Gastronomia” com uma mostra da gastronomia local tradicional, confecionada em objetos cerâmicos (campo 5 de Outubro); uma peça de teatro "Argila", pelo Teatro da Didascália, às 15h00,  no Teatro Gil Vicente; visitas guiadas ao Museu de Olaria; visita à exposição ABORDAGENS, da autoria do ceramista barcelense Joaquim Esteves; e oficinas de modelagem para o público em geral.

No início de maio, com a comemoração do Dia Nacional do Azulejo (6 maio), há visitas para grupos, com marcação prévia, para conhecer a rota do azulejos, em Barcelos.

CAMPEONATO NACIONAL DA 1ª DIVISÃO: CRAV JOGA MEIA-FINAL EM CASA

CRAV e Guimarães Discutem um Lugar na Final a 21 de Abril

O CRAV deslocou-se às Caldas da Rainha, no dia 24 de março, para cumprir a 18ª e última jornada da fase de apuramento do campeonato nacional da 1ª divisão. O CRAV perdeu com o Caldas por 25-21, mas manteve a liderança do campeonato com um ponto de vantagem.

caldas vs crav(1)

Nos primeiros 40 minutos do encontro, o CRAV teve a dificuldade acrescida de jogar contra o vento forte que se fazia sentir. Já o Caldas entrou muito bem em campo, com uma boa tática ao explorar convenientemente o jogo ao pé e penetrante, a favor do vento, para furar a defesa arcuense e assim ganhar terreno. Paralelamente, sucessivas falhas defensivas do CRAV permitiram que os da casa chegassem facilmente à vantagem. O CRAV não conseguiu manter a posse de bola e só nos minutos finais é que conseguiu construir fases de ataque e chegar ao ensaio convertido, reduzindo assim o marcador para 22-7.

No início da segunda parte, o CRAV marcou mais um ensaio e teve a possibilidade de reduzir ainda mais o marcador, mas falhou um pontapé de penalidade. O Caldas foi uma equipa sólida, cometendo poucos erros e dificultando as investidas dos arcuenses. A equipa da casa ainda transformou uma penalidade, distanciando-se ainda mais no marcador, e o CRAV só nos minutos finais marcou mais um ensaio.

O treinador do CRAV, Renato Rodrigues, menciona que na fase de apuramento “apesar de algumas derrotas inesperadas o balanço foi positivo porque ficamos em primeiro na fase regular e garantimos a meia-final em casa”. É de destacar ainda que o CRAV foi a equipa com o melhor ataque e a melhor defesa.

No próximo dia 21 de abril, o Estádio Municipal de Rugby de Arcos de Valdevez vai ser palco de um emocionante duelo minhoto entre CRAV e Guimarães. O jogo em que se discute um lugar na final terá início por volta das 15h30.

caldas vs crav(2)

ARCUENSES VENCERAM À EQUIPA DAS CALDAS

Sub-18 do CRAV Carimbam Passaporte para a Final

Na deslocação até às Caldas da Rainha, no passado dia 18 de março,  para defrontar a equipa local, o CRAV levava na bagagem a responsabilidade da vitória deste jogo, pois somente assim seria possível o apuramento para o jogo da final.

sub-18 caldas vs crav(1)

Havia muita expectativa e bastante nervosismo espelhados no rosto dos jovens do CRAV, que entraram em jogo muito tensos, com a preocupação de não sofrer pontos. Do lado oposto, a equipa adversária nada receava e encarava o encontro livre de qualquer tensão, pois para eles não havia qualquer hipótese de alcançar um lugar na final.

Tudo isto se refletiu essencialmente na parte inicial do encontro, com a equipa do Caldas a entrar mais forte em campo, a pressionar bastante a equipa arcuense e consequentemente a marcar dois ensaios. No entanto, o CRAV não desmoralizou e respondeu logo de imediato, também com a marcação de um ensaio. O CRAV saiu para o intervalo a perder por 12-8.

A segunda parte trouxe um CRAV mais determinado, com a moral levantada, fruto do incentivo da equipa técnica e do próprio espírito do grupo. O CRAV estava agora mais concentrado, atacava mais, criando várias oportunidades de reverter o resultado e, de facto, isso viria a acontecer com a marcação de um ensaio numa grande jogada coletiva e de grande persistência.

O CRAV acabaria por vencer o encontro com um resultado favorável de 12-15.

sub-18 caldas vs crav(2)

CRAV CONVIVE NAS CALDAS DA RAINHA

Sub-14 do CRAV em Franca Progressão

A nova temporada para o escalão sub-14 arrancou no dia 16 de outubro nas Caldas da Rainha com o Convívio Nacional de Abertura. O CRAV participou e os jovens arcuenses tiveram a oportunidade de disputar os primeiros jogos da temporada com o Direito, Belenenses e Santarém. A presença neste convívio foi importante para o grupo, pois consistiu na primeira experiência em contexto real para alguns dos jogadores.

sub-14 nas Caldas da Rainha.jpg

Já no passado dia 23, o mesmo grupo viajou até à Moita da Anadia para participar na 1ª jornada do Torneio Inter-regional de Inverno. Os treinadores do escalão consideram que a equipa se apresentou em ascendente, uma vez que há nos jogadores progressos evidentes. “Além disso, têm uma margem de crescimento enorme, uma vez que são quase todos jogadores de primeiro ano”, acrescentam.

O próximo torneio vai ter lugar em Arcos de Valdevez, no dia 6 de novembro.

Resultados da 1ª jornada do Torneio Inter-regional de Inverno:

  • CRAV 2-1 Guimarães
  • CRAV 7-1 CDUP
  • CRAV 3-2 Be U Rugby
  • CRAV 2-2 Tondela (vitória por 3-2 após prolongamento).

As Vindimas na Pintura de Malhoa

A pintura “As Vindimas” constitui uma obra do pintor José Malhoa que se insere num conjunto de duas telas encomendadas nos finais do século XIX por um abastado emigrante oriundo da região de Aveiro, o Comendador Seabra, destinadas a ornamentar o cimo de uma escadaria do seu faustoso palacete, situado no Bairro Flamengo, na área sul do Rio de Janeiro. Este prédio viria a ser demolido nos anos oitenta do século XX para dar lugar a modernas construções, mais ao gosto das novas metrópoles. A outra tela que integra o conjunto titula-se “A Caminho da Romaria”, possuindo ambas a particularidade de retratarem os modos de vida característicos dos finais de oitocentos na região de Entre-o-Douro-e-Minho.

Malhoa-Vindimas

Possuindo cerca de seis metros de altura, ambas as telas se apresentam recortadas em diagonal na parte inferior uma vez que se destinaram a ser expostas no cimo de uma escadaria a ladear a entrada de um salão nobre. Quando o palacete foi demolido, o seu recheio foi a leilão e, apesar de ter contado com a presença de um representante do Estado português, aquelas telas viriam a ser adquiridas juntamente com correspondência trocada pelo pintor José Malhoa, por um conceituado antiquário de Lisboa, o Sr. Jaime Afra, que as transportou para Portugal e durante vários anos as manteve expostas no seu estabelecimento situado nas proximidades da Praça do Príncipe Real.

Com o seu falecimento, ficámos a desconhecer o paradeiro destas duas obras-primas do mestre José Malhoa. Aliás, apesar da sua importância, as mesmas não se encontram no Museu José Malhoa, em Caldas da Rainha, nem em Figueiró dos Vinhos onde o artista viveu, nem as mesmas são referidas nas publicações acerca da obra do pintor. Recentemente, viemos a saber através da srª D. Isabel Afra, viúvia do antiquário Jaime Afra, que os referidos quadros foram vendidos para a colecção do antigo Banco BCP, actual Millenium, acreditando-se que ainda lá se encontrem.

O quadro “As Vindimas” constitui uma pintura a óleo sobre tela, produzida nos finais do século XIX e que, à semelhança de outras obras de arte que produziu, procurou retratar motivos populares, repletos de vida e cor, envolta numa atmosfera luminosa e plena de sensualidade. Esta obra retrata-nos a alegria esfusiante e singela do povo simples que se desloca em ambiente festivo para a festa no cumprimento de uma promessa, na devoção de algum santo milagreiro, levando consigo as suas alfaias, envergando os seus trajes característicos, exibindo o colorido garrido e a robustez das gentes simples do povo.

Influenciado por Silva Porto, o pintor José Malhoa é considerado o pioneiro do naturalismo em Portugal, tendo integrado o chamado “Grupo do Leão” e vindo a aproximar-se do impressionismo. Tal como na pintura de Silva Porto, também o paisagismo na obra de José Malhoa incide particularmente nos costumes mais pitorescos, valorizando desse modo a natureza como única realidade existente e, em consequência, rejeitando qualquer ideia de sobrenatural. No quadro “As Vindimas”, o pintor descreve o que viu, sem qualquer preconceito de ordem moral ou estética nem idealizações como o faziam os românticos, retratando apenas a natureza e as pessoas tal como elas se lhe apresentam. Aqui, a natureza adquire um carácter absoluto e permanente, por oposição ao idealismo, retratando cenas da vida rural, combinando uma luminosidade intensa e dramática com a técnica impressionista de representação da luz solar. Com efeito, a obra pictórica de José Malhoa insere-se nas correntes estéticas predominantes nos finais do século XIX, mormente o naturalismo, o realismo e o impressionismo.

Os finais do século XIX foram marcados por um verdadeiro fervilhar de novas ideias e correntes estéticas a reflectir as grandes mudanças sociais da época, a industrialização das sociedades modernas, a maior rapidez dos meios de transporte e melhoria das formas de comunicação a facilitar nomeadamente a circulação da cultura e do pensamento e, finalmente, a prenunciar grandes convulsões sociais. De toda a Europa, e principalmente de Paris, chegavam de comboio novas ideias políticas e filosóficas, a moda e novas correntes estéticas, à semelhança das mercadorias que eram importadas para consumo de uma burguesia que sobretudo no meio lisboeta se revelava cada vez mais exigente. Não obstante, são os motivos populares e genuínos que mais cativam José Malhoa na sua obra, incluindo os retratos produzidos em ambiente urbano.

Naturalmente, a pintura “As Vindimas” de José Malhoa, bem assim como grande parte da sua obra, sofreu as influências da pintura de Silva Porto mas, ao invés deste, utiliza recorrentemente uma paleta de cores vivas, audaciosas, plenas de sensualidade e beleza, através das quais inunda a luz solar. Aqui retrata a alegria do povo nos seus afazeres da lavoura, mostrando raparigas robustas e enérgicas, de peitos fartos e rostos saudáveis. Toda esta abundância de luz e cor mais não parece do que uma forma de celebrar a natureza e com ela o próprio sol, numa manifestação de fé quase panteísta com a qual o próprio naturalismo se chega a confundir na crença de que a razão humana pode atingir o entendimento do divino.

Malhoa-Romaria