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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GOVERNO RESTITUI EM 1931 OS BENS CULTUAIS E PATRIMONIAIS DA PARÓQUIA DA CABRAÇÃO

Em 17 de Janeiro de 1931, o Governo, através do Ministro da Justiça e dos Cultos, mandou proceder à entrega de bens nos termos do Decreto n.º 11887, e 6 de Julho de 1926, na freguesia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, nomeadamente a igreja paroquial, dependências e objectos de culto, e passal composto de casa de habitação, lojas, terreiro, terra de cultivo, vinha e árvores de fruto.

Refira-se que esta decisão situa-se numa fase de transição da Ditadura Militar instaurada em 1926 para o Estado Novo que se estabelece definitivamente com a aprovação da Constituição de 1933.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

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PONTE DE LIMA: CABRAÇÃO RECLAMOU DO ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS EFECTUADOS EM 1911

Em 21 de Março de 1916, a Junta de Paróquia de Cabração, do concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, apresentou reclamação sobre o arrolamento considerado indevido de 11 inscrições do valor nominal de 100$00 cada, bem como títulos particulares no valor de 131$59.

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Refira-se que desde a reforma administrativa de 18 de Julho de 1835 foram criadas as juntas de paróquia para se destacarem da estrutura eclesiástica que remonta à Idade Média, muito embora os seus limites geográficos fossem coincidentes com esta. Com a Lei nº 621, de 23 de Junho de 1916, a estrutura civil das juntas de paróquia passaram a designar-se por juntas de freguesia – de filius ecclesiae – que, ironicamente, quer dizer “filho da Igreja”.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

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CABRAÇÃO: DILIGÊNCIAS DE HABILITAÇÃO PARA O CARGO DE FAMILIAR DO SANTO OFÍCIO DE JOÃO AFONSO ESTEVES E DILIGÊNCIAS PARA CASAR DE INÁCIA MARIA DE JESUS

Cargos, funções, actividades: mercador Naturalidade: freguesia de Santa Maria de Cabração, termo de Ponte de Lima, arcebispado de Braga Morada: cidade de São Paulo, bispado do Rio de Janeiro, Brasil.

Por impossibilidade prática de publicar-se o documento na íntegra devido à sua extensão, publicam-se as primeiras páginas.

Fonte: ANTT

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PONTE DE LIMA: O MEL DA CABRAÇÃO É A SUA MAIOR RESERVA DE OURO!

“O mel desta terra merece ser tam celebrado de nós como he de Horacio o do monte Hymeto” – P. António Carvalho da Costa

Qual monte Hymeto, a Cabração é desde tempos imemoriais uma magnífica colmeia de onde sempre se praticou a apicultura e produziu o melhor mel de toda a região – porventura um dos melhores de todo o país!

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São numerosas as referências à qualidade do mel da Cabração, porventura o produto que lhe dá mais fama. Na “Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal...”, P. Antonio Carvalho da Costa narra o seguinte:

“Nossa Senhora da Natividade de Cabração, parece que foi toda, ou parte Couto do Mosteiro de Vitorino, que devia ali ter quinta de criação de gados, o que se infere de uma escritura, que dele se conserva no do Salvador de Braga, para onde se mudou, na qual se diz, que indo El Rei Dom Afonso Henriques à caça de porcos-bravos a esta Freguesia, que é parte da Terra de Arga, acompanhando-o Nuno Velho, Sancho Nunes, Gonçalo Rodrigues, Lourenço Viegas, e outros fidalgos, o Abade de Vitorino lhe deu um jantar junto da Ermida de Azevedo posta no dito monte de Cabração, no fim do qual El Rei lhe demarcou ali um Couto; mas arruinando-se a Capela, Dom Pascoal, Celeireiro em Ponte de Lima d’El Rei Dom Sancho o Primeiro, quis no ano de 1187 devassa-lo com lhe pagarem certos direitos, a que se opôs Dona Sancha Abadessa de Vitorino, e a Justiça mandou se entremeter-se entre o Celeireiro no Couto: hoje o não é, mais que Paróquia com Vigário, que apresentam as freiras do Salvador de Braga: tem oitenta vizinhos. O mel desta terra merece ser tão celebrado de nós, como é de Horácio o do monte Himeto.”

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Localiza-se o monte Hymeto na Ática, a sul de Atenas, na Grécia. Reza a mitologia clássica que estava povoado de abelhas que produziam o mel mais rico e saboroso e a cera mais suave de toda a Grécia, encntrando-se na sua origem a fragância das suas magníficas flores, a tal ponto que os répteis que ali habitavam deixaram de ser venenosos.

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Isolalada em relação aos grandes aglomerados urbanos e vias de comunicação, a Cabração beneficia de extraordinárias condições ambientais que lhe permitem implementar nomeadamente os melhores projectos turísticos, desportivos e outros cuja actividade humana não coloque em causa a natureza. E, nos tempos que correm, tal desiderato é cada vez mais difícil de alcançar. Não admira, pois, que o mel constitua uma autêntica reserva de ouro, adquirindo uma importância de tal ordem que explica a presença das abelhas no seu próprio brasão.

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LIMIANA ALEXANDRA RODRIGUES: A CULINÁRIA É UMA ARTE!

Como recentemente referimos, acaba de ser editado o livro da 6ª edição do concurso “A Mesa dos Portugueses” ( 2017) onde Alexandra Rodrigues – descendente de limianos da Cabração – participou com duas receitas bem minhotas: Bacalhau à Minhota e Torta de Viana.

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Mas o reconhecimento dos seus talentos culinários não se ficam por aí e certamente fariam a delícia dos seus conterrâneos. Em 2016, foi com um doce alentejano que se evidenciou no concurso e, em 2017 ficou entre as 48 melhores receitas.

Em 2018, na 7ª edição do concurso ficou em 2º lugar na categoria de doçaria, cujo livro o livro sairá do prelo em 2020. Nessa ocasião, apresentou uma receita de um bolo de amêndoa, o bolo real, também conhecido como “bolo das festas”, porque usualmente era por ocasião das festas em honra de Nossa Senhora d’Agonia, da Senhora da Bonança em Vila Praia de Âncora e das Feiras Novas de Ponte de Lima que era confeccionado.

Alexandra Rodrigues

Certamente inspirada nos mais requintados sabores da gastronomia minhota, a Chef Alexandra Rodrigues – permitam-nos que ousemos reconhecê-la como tal! – compõe a melhor iguaria culinária como um poeta constrói um poema, o escultor extrai da pedra a mais magnífica escultura, o ourives burila a filigrana – faz dos sabores e paladares da nossa cozinha tradicional a mais requintada obra de arte. Celebremo-la, pois, com o melhor e mais apreciado dos vinhos verdes da nossa região!

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O ANTIGO “CAFÉ GUERRA” EM PONTE DE LIMA ERA O PONTO DE ENCONTRO DAS GENTES DA CABRAÇÃO EM DIA DE FEIRA

O estabelecimento nas vilas de um local de encontro das gentes de uma determinada aldeia ou freguesia em dia de feirar constituiu desde sempre uma das características das feiras e mercados medievais, as quais chegaram até aos nossos dias pela força do costume e tradição.

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Ainda antes do surgimento da viação mecanizada, vulgo “camionetas” de carreira, apinhadas até ao tejadilho com bagagens e mercadorias, as gentes saíam manhã cêdo das aldeias em ranchos e, uma vez chegadas à bila, lá íam elas à sua vida, cada um para seu lado, tratar dos seus negócios… os mais novos tinham geralmente encontro marcado com os conversados!

Ao longo do dia vendiam e que tinham a vender, contratavam os jornaleiros para os trabalhos domésticos ou da lavoura, procediam ao pagamento quando era o caso e, de tempos a tempos, acorriam ao local de reunião do seu povo para ali deixar as alfaias compradas à guarda de um familiar ou vizinho enquanto de novo regressava à confusão do mercado por entre as tendas dos feirantes. E, chegada a altura do regresso a casa, lá íam todos juntos, tornando mais suave o sacrifício da caminhada.

Entretanto vieram as camionetas de carreira. Quem na feira de Ponte de Lima não se recorda ainda dos velhinhos autocarros do “Cura” aguardando os passageiros junto ao mercado municipal? Seguiu-se a generalização do uso da viatura particular e as gentes da aldeia deixaram de fazer a caminhada a pé… da Cabração a Ponte de Lima distam cerca de treze quilómetros e havia que contar com outros tantos na viagem de regresso!

Mas, o antigo costume manteve-se atá aos nossos dias. Cada localidade possuem o seu ponto de encontro em diferentes sítios da bila.

A título de exemplo, as gentes da Cabração tinham por local de encontro a Torre de S. Paulo, a qual curiosamente exibe um magnífico painel de azulejos da autoria de Jorge Colaço, alusivo à lenda que deu origem ao seu nome – Cabras são, Senhor!

Com o passar do tempo e por razões de comodidade, passaram também a frequentar um café existente nas proximidades, aproveitando para descansar da correria da feira até chegada a hora do regresso a casa. Era o velhinho e já desaparecido Café Guerra que as pessoas da Cabração guardam na memória com saudade dos tempos idos.

FADISTA LIMIANA DEOLINDA LEONES FALA NA PRIMEIRA PESSOA PARA O BLOGUE DO MINHO

Deolinda Leones é uma popular fadista natural de Cabração, concelho de Ponte de Lima, que acaba de editar um CD em cuja capa não podia faltar a vista panorâmica da vila limiana e a sua ponte românica sobre o rio Lima. A convite do BLOGUE DO MINHO, dá-se a conhecer aos nossos leitores na primeira pessoa, falando sobretudo da sua experiência como artista do fado, apesar de ter nascido numa terra profundamente marcada pelo folclore alegre e esplendoroso que caracteriza o Minho.

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São, pois, suas as palavras que se seguem:

“Além do meu trabalho, cantar é o que mais gosto de fazer. Era ainda muito pequena e cantava com uns vizinhos que também cantavam e tocavam viola. E assim passava os meus dias quando não tinha escola.

Perto da minha casa, em Lisboa, havia então uma casa típica chamada Arcadas do Rego, onde havia fados aos fins-de-semana. Então, refugiava-me lá para ouvir os fadistas e pedia para cantar... e, tanto pedi que certo dia lá me deixaram cantar. Recordo que cantei à capela, como se diz quando não se tem música. Interpretei então o fado “Povo que lavas no rio” cujo pema é, como se sabe, do grande poeta Pedro Homem de Mello.

Fui então muito ovacionada. E o êxito foi tão surpreendente que, no meio de tantas palmas, dois senhores vieram ter comigo e perguntaram-me:

- Como te chamas miúda?

E, depois de ter-lhes dito o meu nome, questionaram-me de novo:

- Gostas de cantar?

Foi então que confessei: disse-lhes que adoro cantat mas o meu pai não deixa porque diz que as artistas se portam mal.

Foi então que eles prometeram: Vamos falar com o teu pai e tu vai cantar!

E assim sucedeu…

Eu era então uma moça humilde e envergonhada mas, após terem conversado com o meu pai, ele lá me deixou, não sem me presentear com vários ralhetes na presença deles. Vim posteriormente a saber para minha enorme surpresa que, os referidos cavalheiros eram, nem mais nem menos, que Raul Solnado e Raul Indipo!

E assim iniciei a minha carreira artista como cantadeira de fados. A primeira casa onde passei a actuar situava-se no Bairro Alto – bairro que é um verdadeiro alfobre dos maiores fadistas! – mais precisamente O “Viela” na rua das Taipas e era gerida pelo sr. Sérgio. Concluí o meu curso mas, até hoje, não parei jamais de cantar o fado!”

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Convidamos o leitor a visionar o vídeo https://www.facebook.com/radio.sim/videos/1914369461927832/ a partir de 6:29, numa sua actuação nos estúdios da Rádio Sim

Entretanto, se alguém estiver interessado no seu CD pode mandar mensagem privada através da sua página de facebook em https://www.facebook.com/deoleones?lst=100002115675968%3A1634930443%3A1523008927

O CD é enviado em correio registado logo que o dinheiro esteja na sua conta que indicará através de mensagem.

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FADISTA LIMIANA DEOLINDA LEONES GRAVA CD COM NOVOS FADOS

Deolinda Leones é uma popular fadista natural de Cabração, concelho de Ponte de Lima. Acaba de editar um CD em cuja capa não podia faltar a vista panorâmica da vila limiana e a sua ponte românica sobre o rio Lima.

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Se alguém estiver interessado no seu CD pode mandar mensagem privada através da sua página de facebook em https://www.facebook.com/deoleones?lst=100002115675968%3A1634930443%3A1523008927

O CD é enviado em correio registado logo que o dinheiro esteja na sua conta que indicará através de mensagem.

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