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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CHEGA DE BOIS ANIMOU FESTAS DE SÃO MIGUEL EM CABECEIRAS DE BASTO

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Cabeceiras de Basto não dispensa as chegas de bois tão caraterísticas da região. As festas de São Miguel contemplaram ontem a realização dessa tradição que está relacionada com costumes ancestrais e práticas de vida comunitária das gentes da região.

Em tempos idos, o povo partilhava o forno onde cozia o pão da mesma forma que todos os habitantes concorriam para a lavra de cada um. Por mais árduo que fosse, o trabalho era vivido num ambiente de intensa alegria, desde a época das sementeiras até ao malhar do centeio. E depois vinha a festa e o divertimento que a vida não era só feita de sacrifícios.

Entre os vestígios dessa vivência comunitária salientamos o boi do povo, assim designado por cada aldeia possuir o seu animal que alimentava e preparava para o combate com o da aldeia vizinha em dia aprazado com a finalidade de saber qual era o mais possante e corajoso, até chegar a altura em que deveria ser abatido.

A expressão empregue justifica-se pelo facto dos seus promotores se limitarem a chegarem os animais um ao outro, não possuindo outra interferência na luta que travam.

O boi barrosão é um animal possante que facilmente se distingue pela sua enorme barbela e grandes hastes, chegando a pesar com frequência mais de quatrocentos quilos. Em virtude de ter sido durante muito tempo empregue nos trabalhos da lavoura, veio a tornar-se num dos cartazes emblemáticos da região de Entre-o-Douro-e-Minho, sendo a sua carne muito apreciada por se alimentar sobretudo dos pastos nos lameiros do Soajo e do vale do Lima.

Sucedia com frequência que, antes do dia combinado para o combate, havia quem pela calada da noite vinha raptar o animal para medir forças com o boi da sua aldeia a fim de saber as probabilidades de este sair vencedor. Atualmente, são os criadores que os levam para o terreiro e os chegam com outro de idêntica compleição física que esteja destinado à chega.

O povo acorre, entusiasma-se e até se fazem apostas para saber qual deles vai ser o campeão. Ao avistarem-se a reduzida distância, os animais enfrentam-se com denodada bravura até que um deles desiste e afasta-se dando-se por vencido. O boi vencedor, vulgarmente designado por campeão, é o orgulho do criador tal como noutros tempos o era de igual modo da aldeia que representava.

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CABECEIRAS DE BASTO: CDU ENTREGOU LISTAS AUTÁRQUICAS COM CONFIANÇA NUMA MUDANÇA NO CONCELHO

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A CDU – Coligação Democrática Unitária, esta manhã entregou as suas listas no tribunal em Cabeceiras de Basto para para as próximas eleições autárquicas.

Manuel Vasconcelos, Mandatário Concelhio, afirmou que “a CDU e os seus candidatos, são a única força comprometida com o os valores do Trabalho, Honestidade e Competência, a alternativa segura e coerente para todos os que almejam a mudança para Cabeceiras de Bastos”.

Para Miguel Coelho, candidato à presidência da Câmara, "Estas listas, com pessoas da nossa terra que acreditam que Cabeceiras de Basto tem muitas potencialidades com as políticas ao serviço das populações podem tirar Cabeceiras de Basto da situação de marasmo que actualmente se encontra. Por isso é extremamente necessário que a CDU nas próximas eleições saia reforçada, em votos e mandatos, para, desta forma devolver a voz ao Concelho e aos Cabeceirenses".