Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

ESPECIALISTA BRASILEIRO DEFENDE SEREM “URGENTÍSSIMOS” NOVOS GASODUTOS E OLEODUTOS ESTRATÉGICOS DE CONEXÕES ENTRE PAÍSES

  • Crónica de Ígor Lopes

O atual cenário internacional, pós pandemia e com conflitos armados ativos entre nações, chama a atenção para as dependências entre países e regiões em termos de abastecimento energético e de alternativas para combater essa escassez que pode ser provocada por uma crise pontual ou de infraestrutura ou, mesmo, por uma guerra, como a que acompanhamos entre a Rússia e a Ucrânia.

WhatsApp Image 2022-11-13 at 18.08.44 (1) (4).jpeg

Neste sentido, as questões que envolvem estratégias geopolíticas em torno da existência ou construção de gasodutos e oleodutos dominam o cotidiano dos especialistas que afirmam ser importante encontrar formas de se contornar estes obstáculos que possam prejudicar populações inteiras a nível mundial.

O engenheiro Paulo Roberto Gomes Fernandes, presidente da empresa brasileira Liderroll Indústria e Comércio LTDA, uma das líderes neste segmento na América do Sul, desenvolvedora de soluções de dutos especiais em projetos nos EUA, Jordânia, Chile, Peru, Rússia, Turquemenistão e vencedora do maior prémio na área de dutos, concedido pela ASME - EUA, como a melhor empresa de soluções especiais do mundo em 2011 para a construção de dutos em ambientes confinados, disse à nossa reportagem acreditar que é preciso serem reeditadas e repensadas as maneiras e filosofias conservadoras que eram utilizadas no passado, as quais estão hoje servindo de tábua de salvação para muitos países e, com isso, ultrapassar esta dependência.

Na sua visão, “não há mais tempo para se tentar reinventar a roda ou se buscarem soluções de consolidação para dez anos, como é o caso do hidrogénio, muito pelo contrário, a necessidade agora é de se trocar o pneu com o carro andando”.

“Infelizmente, tivemos que estar passando por uma operação especial coordenada de intervenção militar de um país sobre um outro país para que as autoridades que compõem alguns governos pudessem enxergar o que muitos ainda não se deram conta que é a necessidade de ser ter um planeamento para uma boa malha de dutos, tanto interna nos seus países, como em parceria com os seus países vizinhos ou grandes polos produtores”, defendeu Paulo Fernandes, que sublinhou ainda que “esta rede de gasodutos, oleodutos ou aquedutos, ou o que seja necessário transportar a granel, deve ter o objetivo de subsistência, pois é isso que define a geopolítica mandataria para a segurança e manutenção da vida de qualquer povo e raça”.

Este engenheiro, ex-professor federal e antigo funcionário da Petrobras é reconhecido pela experiência no ramo e por ser um dos principais especialistas no mundo em construção de gasodutos e oleodutos no interior de túneis de longas distâncias em ambientes confinados. Possui mais de oito patentes exclusivas registadas e concedidas em mais de 53 países, inclusive na comunidade europeia e na Índia.

Este responsável acredita que é “importante ter outras portas de entradas deste graneis, insumos e produtos a base de hidrocarbonetos utilizando como portas alternativas os píeres existentes ou a serem construídos, portos e terminais marítimos, sobretudo no continente europeu” e em outras partes do mundo que possam passar por este mesmo cenário.

“Jamais deve-se ficar unicamente focado no modismo do politicamente correto, pois, isto ainda vai demorar a acontecer e a prova disto é que algumas outras alternativas aos hidrocarbonetos já avançaram bastante, porém, estão recuando em alta velocidade também e com certa dose de vexame”, disse Paulo Fernandes.

“Não vejo que estaremos livres dos hidrocarbonetos tão facilmente como querem alguns pseudos iluminados de gel no cabelo e fatos ou ternos alinhados, mas que se quer já pisaram o chão de uma fábrica. É um politicamente correto que está fazendo o mundo oscilar sem objetividade e até mesmo está atrasando a obtenção de uma alternativa correta e sustentável. Há muita gente em diversos países tentando reinventar a pólvora numa corrida individual, cada um para um lado e da sua maneira. Isto não traz resultado consistente”, comentou.

A questão tem ganhado espaço no cenário internacional a cada dia com mais força, uma vez que as temperaturas já começaram a descer na Europa e o frio acaba sendo uma arma silenciosa a custo zero. Como contra golpear ou minimamente se manter vivos sem os hidrocarbonetos? (gás e petróleo), explica Paulo Fernandes.

“As eólicas não conseguem atender, os carros da tesla, do que servem? Os satélites do Elon Musk aquecem de que forma? O Windows esquenta as panelas de comida? Data para esperar a vinda do tão almejado Hidrogénio Verde? A que custo? É uma questão simples de ser constatar que não há como se descartar os hidrocarbonetos (gás e petróleo) da noite para o dia como querem os influencers de plantão. Todos sabem que é só manter os dutos vindos da Rússia fechados ou sabotados em pleno inverno que, com as temperaturas negativas, o pior poderá acontecer”, destacou Paulo Fernandes, que foi mais além:

“Na minha opinião, está claro que a matriz energética que está em funcionamento deve ser mantida pelo tempo que for necessário, porém, deve ser criado um grupo centralizado que pode ser o BRICS com a contribuição de mais alguns outros países que detenham tecnologias em energia, grupo que, em paralelo, criará, definirá e escolherá, esgotando todas as teses do que será adotado mundialmente como a filosofia e metodologia para se ter uma energia menos poluente, para, aos poucos, irmos nos desconectando da base de hidrocarbonetos. Assim, teríamos uma ação centralizada, bem diferente da corrida maluca que vemos hoje. A cada três meses vemos um novo midas pelo mundo gritando eureca. Está feio e está desestimulando os pensadores sérios”, frisou Paulo Roberto Gomes Fernandes.

“Desta forma, eu vejo como inevitável e urgentíssimo o imediato recomeço de se traçar novos projetos e a construção de gasodutos e oleodutos estratégicos de conexões entre países e continentes. O que é de domínio público, simples e rápido de se construir. Temos tudo a mão. Isto, inclusive, irá acalmar os ânimos e remover algumas vantagens logísticas e bélicas de uma nação sobre a outra”, finalizou este responsável.

WhatsApp Image 2022-11-14 at 20.30.15 (11) (1).jpeg

Capturarig2 (1).JPG

Capturarig3.JPG

PAULO PORTO FERNANDES RECEBE HOMENAGEM NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL

  • Crónica de Ígor Lopes

O Conselho Estadual Parlamentar das Comunidades de Raízes Estrangeiras (CONSCRE), órgão criado pela Mesa da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Brasil, decidiu homenagear Paulo Porto Fernandes, advogado luso-brasileiro e ex-deputado da Assembleia da República Portuguesa, como “Personalidade da Comunidade”, numa cerimónia no último dia 7 de novembro.

paulo porto2 (5).jpg

Segundo Gabriel Sayegh, presidente do CONSCRE, esta iniciativa visa “homenagear as personalidades que mais se tenham destacado dentro das suas comunidades no ano anterior”, tendo o nome de Paulo Porto sido indicado pela comunidade portuguesa para receber a referida homenagem em 2022.

“Foi uma honrosa homenagem, a qual dediquei à nossa valorosa comunidade luso-brasileira. Infelizmente, não pude receber pessoalmente esta grande distinção, pois encontrava-me em Portugal por motivos profissionais, mas muito me honrou ser representado no ato pelo Dr. Renato Gonçalves, segundo vice-presidente da Casa de Portugal de São Paulo, ilustre advogado luso-brasileiro e meu grande amigo”, afirmou Paulo Porto à nossa reportagem, que comentou ainda que “na ocasião, na pessoa do nobre Deputado Delegado Olim, pude manifestar a minha gratidão e grande admiração pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, saudando a todos e a todas parlamentares e a todas as comunidades representadas no CONSCRE”.

“Na última legislatura na Assembleia da República de Portugal, tive a grande felicidade e o privilégio de ser eleito para representar os milhões de emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, os quais formam esta nossa maravilhosa Diáspora Portuguesa e, apesar de um mandato limitado pela pandemia, pude dar o meu contributo para minimizar desigualdades e propiciar justiça aos cidadãos que um dia tiveram que emigrar em busca de uma vida melhor para si e para os seus”, explicou este responsável.

“Ainda através do Dr. Renato, pude enviar a minha mensagem aos presentes e citar um pensamento do escritor brasileiro Fernando Teixeira de Andrade, que muitas vezes é equivocadamente atribuído a Fernando Pessoa, que retrata a alma do emigrante: ‘Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos’”, finalizou Paulo Porto.

Ações que viraram lei em Portugal

Paulo Porto Fernandes foi o primeiro deputado luso-brasileiro eleito para atuar no parlamento português, com atividades voltadas para o círculo de fora da Europa pelo Partido Socialista (PS) português, cargo que tem como objetivo tratar das políticas públicas voltadas para as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Nos últimos dias, foi anunciado que os emigrantes portugueses vão pagar impostos somente sobre 50 por cento das mais-valias imobiliárias, alteração que foi proposta pelo PS, idealizada e trabalhada desde o início da última legislatura por Paulo Porto Fernandes e os seus colegas de Grupo Parlamentar.

Por outro lado, há cerca de dois anos está em vigor a nona alteração à Lei da Nacionalidade (Lei 37/81 de 3 de outubro), fruto, segundo o ex-deputado, de “um incansável trabalho do Grupo Parlamentar do PS, o qual tive a honra de participar ativamente, coroado com o resgate da dignidade dos lusodescendentes e um grande avanço na legislação portuguesa”.

ESPECIALISTA LUSO-BRASILEIRO CRITICA “GENERALIZAÇÃO” NOS ESTUDOS SOBRE JOGOS DIGITAIS E O AUMENTO DO “QI”

  • Crónica de Ígor Lopes

O cientista luso-brasileiro, Fabiano de Abreu Agrela, sublinhou, no dia 13 de novembro, durante palestra na Campus Party Brasil, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, que reuniu, em São Paulo, diversos palestrantes internacionais, que existem estudos que abordam “a relação entre o uso de videogames ou consolas e o aumento do QI (quociente de inteligência)”, no entanto, referiu este responsável, “os resultados positivos da pesquisa não devem ser generalizados”.

Capturarigo1 (7).JPG

Este pós-PhD em neurociências e membro de quatro sociedades internacionais de alto QI questionou a generalização de resultados de estudos que alegam que o aumento de QI está relacionado ao uso de videogames.

“A forma como os resultados do estudo foram divulgados passaram a impressão de que o uso de videogames é exclusivamente benéfico, sem considerar que existem as outras variáveis, como o tempo gasto com os jogos, os tipos de jogos em relação à faixa etária do jogador, e vários outros”, declarou Fabiano de Abreu, que comentou que “um benefício não apaga os seus malefícios, todos os aspetos devem ser considerados, é importante saber utilizar os jogos para estimular os benefícios e não apenas ignorar o lado negativo”.

Este neurocientista foi mais além e afirmou que “as pessoas criam as ideias que convém”.

“As pessoas criam as lógicas que as convém, uma lógica da incoerência onde se confortam e a tomam como verdade absoluta, é perigoso analisar resultados de pesquisas isoladamente”, contestou Fabiano de Abreu, que destacou os perigos da manipulação dos resultados de estudos científicos.

Toda esta discussão, segundo Fabiano de Abreu, tem ganhado relevância no campo científico uma vez que “a relação entre videogame e cérebro sempre despertou curiosidade e medo, devido a isso, diversas pesquisas foram realizadas para identificar os benefícios ou malefícios que os jogos eletrónicos trazem à mente”.

Capturarigo2 (5).JPG

FLITABIRA, QUE CONTOU COM ESCRITORA PORTUGUESA, TERMINOU COM “EXCELENTES RESULTADOS”

  • Crónica de Ígor Lopes

A comemoração dos 120 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade formou o conceito da segunda edição do Festival Literário Internacional de Itabira – Flitabira -, que aconteceu, no Brasil, entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro de 2022, mostrando, segundo os seus organizadores, “um crescimento de público presente em 40%, ou seja, 14 mil pessoas presentes”.  O acesso às redes sociais e de informação do evento alcançou mais de 1 milhão de impressões. A programação do Flitabira vai estender-se por mais um tempo, nas atividades do “Pós-Flitabira”, por força das “exposições e outras ações em curso na cidade”.

1elkMc10 (4).jpeg

“Inovador, o festival se realizou no formato Figital, que interliga as dimensões possíveis da experiência: ao vivo e on-line, com quatro convidados em palcos de cidades diferentes (Itabira e São Paulo), transmitidos em duas páginas distintas do Youtube  – @cpfsesc e @flitabira) – e, em ambos, público presente e participante. Assim foi a abertura, no dia 3/11:  https://bit.ly/3UJRLI1”, disseram os organizadores.

O Festival reuniu 115 autores e autoras, incluindo locais (62), nacionais (51) e internacionais (2) em mais de 60 mesas de debate, além de exposições,  shows de jazz e atrações para crianças e jovens. Do elenco de convidados, 51 são mulheres, 43 são negros e 14 se reconhecem como LGBTQIAPN+. Além disso, 42 afro-empreendedores da cidade foram retratados na composição da exposição “Muros Invisíveis”, em cartaz na principal praça de Itabira até o final do ano. Some-se a isso também os mais de 30 slamers que participaram na “Batalha de Slam”.

Portuguesa, presente!

A escritora Rute Simões Ribeiro, uma das revelações da nova prosa portuguesa, realizou o lançamento do livro “A breve história da menina eterna” (Editora Nós), no dia 5 de novembro. “A breve história da menina eterna” tem como protagonista uma menina que se apresenta como “M”, nascida em um lugar onde ninguém fala sobre a morte por não saber lidar com ela. Com cerca de 100 páginas, o livro trata deste tema a partir de uma narradora que tece um texto poético, cuidadoso e repleto de sensíveis reflexões.

Como destaca a jornalista e escritora cearense Socorro Acioli na introdução do livro “A morte existe, mas estamos vivos”, depois de encerrarmos nosso convívio com M, a menina eterna, paira uma pergunta: o que pensa fazer nas vidas que lhe hão de vir? A certeza da Morte é, sobretudo, a confirmação diária do quanto precisamos cuidar da Vida que pulsa hoje. Agora. Este romance é sobre a compreensão da Vida.”

Rute Ribeiro nasceu em 17 de novembro de 1977 em Coimbra e vive em Lisboa. Licenciou-se, “por convicção”, em direito e doutorou-se, “por acidente”, em política e gestão da saúde. Entre estes dois pontos, registou uma série de eventos pessoais e profissionais “irrelacionáveis”, a não ser pela lição de conjunto, ainda em estudo. Entre eles, “gosto de saber que, antes de me ter distraído, ajudei a fundar a secção de direitos humanos da Associação Académica de Coimbra e de ter podido trabalhar com jovens privados de crescimento em liberdade ao abrigo de uma tutela educativa”.

“Escrevo. Comecei a fazê-lo poucos meses depois de saber usar a palavra escrita. Não tenho como explicar o que terá acontecido, entretanto, mas só quase 30 anos passados soube reconhecer o que acontece quando escrevo. Sou plena, nada mais em falta. Até então, tinha-me deixado afinal distrair pelo que nunca teria sido suficiente. Estive possivelmente suspensa. Permanecia em transição. Julgo estar prestes a chegar onde só agora poderia ter chegado”, sublinhou Rute Simões Ribeiro.

Outros planos

No campo da economia local, o Flitabira reuniu 335 pessoas em suas diversas categorias de trabalho, contratados direta ou indiretamente, nas mais diversas áreas de atuação: montagem de estrutura, produção, comunicação, fotografia, transmissão on-line, segurança, limpeza, carregadores, gastronomia, somando somam 840 horas trabalhadas. A estrutura do evento contou com 1.300m2 de área coberta, somando 86 toneladas de estruturas e equipamentos.

Também em formato Figital, mais de três mil pessoas alternaram-se durante dia e noite em leituras ao vivo e pré-gravadas nos palcos do CPF Sesc, na capital paulista, e da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, em Itabira, simultaneamente. Estudantes, artistas, professores e voluntários fizeram leituras de poemas, crônicas e artigos do Poeta Maior em 24 horas ininterruptas de programação exibidas pelo canal do YouTube do Flitabira e do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (CPF Sesc).

Idealizado pelo jornalista e empreendedor cultural Afonso Borges, o Flitabira teve como curadores locais a professora e mestre em Literatura Sandra Duarte e o gestor cultural Rafael de Sá. A curadoria nacional ficou por conta dos escritores Antônio Carlos Secchin e Tom Farias.

Mais de 60 mesas de debates foram montadas, sendo que 48 aconteceram presencialmente em Itabira e 12 on-line, gravadas previamente. Trata-se do “12 x 120” – um ciclo de debates virtuais em homenagem aos 120 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade. A série consistiu em 12 painéis com dois convidados cada, abordando tanto os aspetos genéricos quanto académicos da obra do poeta itabirano. Participaram 24 convidados: Adriano Espínola, Antônio Torres, Arnaldo Saraiva, Catita, Edmilson Caminha, Éle Semog, Elisa Lucinda, Elisa Pereira, Emmanuel Santiago, Eucanaã Ferraz, Felipe Fortuna, Flávia Amparo, Gilberto Araújo, Gilberto Mendonça Teles, José Miguel Wisnik, Lilian Almeida, Marcelo Torres, Miguel Sanches Neto, Míriam Alves, Paulo Scott, Paulo Vicente Cruz, Ricardo Vieira Lima, Salgado Maranhão, Sérgio Alcides. Os mediadores foram Afonso Borges, Antônio Carlos Secchin e Tom Farias.

Das 48 mesas presencias que aconteceram em Itabira, 24 contou com a presença de autores nacionais e internacional. Dentre os convidados que estiveram presencialmente em Itabira estão Ricardo Aleixo, Carla Madeira, Tom Farias, Rute Simões Ribeiro -Portugal-, Simone Paulino, Suely Machado, Adriano Fagundes, Thiago Lacerda e Pedro Drummond, artista visual, neto e curador da obra de Drummond. Todas os debates ficam disponíveis no canal do Flitabira no Youtube.

Para o curador e escritor Tom Farias estar em Itabira é se reconectar de alguma maneira com o poeta Drummond.

“O público – jovens, crianças, homens e mulheres – se sente representado quando a gente traz esse assunto da poesia, do Drummond, e joga luz nessa cidade ‘de ferro’. Com o festival, a gente reverencia Drummond e, ao mesmo tempo, Itabira”, afirmou Tom Farias, destacando que “a cultura pode ser um elemento fundador de novas mentalidades, pode curar doenças psíquicas, promover a união. A literatura salva as pessoas”.

A música também esteve presente no festival, por meio da parceria do Flitabira com o ViJazz, que apresentou nove shows, incluindo nomes renomados nacionais e internacionais ao palco do evento, como Camillle Bertault, James Boogaloo Bolden e Tia Carroll.

O Flitabira é viabilizado com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e parceria do SescSP e Prefeitura de Itabira.

tByf4kNY (3).jpeg

CCRB E CÂMARA DE COMÉRCIO BRASIL PORTUGAL – SANTA CATARINA JUNTAS PARA PROMOVER A FINBRASIL 2023

  • Crónica de Ígor Lopes

Durante dez dias, a Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRB) acompanhou, entre outubro e novembro, uma missão da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil – Portugal que esteve em território luso para cumprir uma extensa agenda de trabalho com o intuito de “apresentar o estado de Santa Catarina, no Brasil, e promover a Feira Internacional de Negócios (FIN)”, que terá lugar em março 2023 em Florianópolis, Sul do Brasil.

860dd5aa-62ea-4371-b91e-c0acca3bf5cf (4).jpg

O programa incluiu visitas aos representantes e presidentes das Comunidades Intermunicipais Viseu Dão Lafões, Beira Serra da Estrela, Oeste, Médio Tejo, Beira Baixa, além da Mais Boticas, InovCluster e CATAA - Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar. Nestas oportunidades, foram apresentadas as potencialidades da região das Beiras, como a tecnologia, inovação, infraestruturas, turismo, saúde, bem receber e produtos endógenos de excelência.

“Cerca de 128 municípios nacionais foram contactados onde o acolhimento foi excecional, além de 20 de Moçambique. (…) A CCRB foi o fio condutor para que a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil – Portugal pudesse promover a FINBRASIL 2023”, disse Ana Correia, presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras.

“Poderemos ajudar com assessoria contabilística, apoio logístico e jurídico nos locais à FINBRASIL, além de estarmos a preparar uma candidatura conjunta à Internacionalização”, reforçou Ana.

Segundo os seus responsáveis, “a CCRB está convicta de que este evento, FINBRASIL, é uma grande oportunidade para que, tanto os municípios, como as empresas possam divulgar a sua região, mostrar as suas oportunidades relevantes para atrair investimentos, comercializar produtos, bem como atrair novos residentes e turismo”.

“A grande vantagem desta missão é conseguir atingir uma coletividade de pessoas do Brasil, bem como de outros países e, em especial, o povo de Santa Catarina. E a missão inversa é o culminar de tão ambiciosa missão”, afirmou Ana Correia.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil – Portugal, Jatyr Ranzolin, afirma que esta missão “foi de suma importância para permitir que os brasileiros possam conhecer outras regiões extremamente fortes de Portugal e com uma gama de possibilidades, tanto para empreender, como para fazer turismo”.

“Tenho a certeza de que os portugueses da região das Beiras terão muito sucesso nesta missão rumo ao Estado de Santa Catarina para apresentar essa maravilhosa região a todos os presentes na FINBRASIL 2023”, destacou Jatyr Ranzolin.

011e2911-24ad-4f54-a189-421b7df35df2.jpg

571274a4-3db1-4448-99a4-c43c05b1d5a3.jpg

98acfb9f-0590-46d9-ac29-a92fc3d683ea (1).jpg

05721f6f-2a42-41d9-b022-08cd74f60ace (1).jpg

781892c5-d9f1-435a-a1e6-94b2a2ddf6d4 (1).jpg

0b9da368-43fe-4b4b-b1be-3d36762a9d82 (3).jpg

8ebe15bd-9330-489a-978b-95b13f7ce2c6 (3).jpg

5f6bb76a-b257-4267-bbf0-b214dc565da0 (7).jpg

LUSO-BRASILEIRO FABIANO DE ABREU É O MAIS NOVO MEMBRO DA SIGMA XI, SOCIEDADE INTERNACIONAL DE HONRA E CIÊNCIA

  • Crónica de Ígor Lopes

Fabiano de Abreu Rodrigues, cientista luso-brasileiro, Pós-PhD em neurociências, chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International e membro de sociedades internacionais de alto QI como Mensa, Intertel e TNS, também membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, maior sociedade de neurociências do mundo, foi eleito o mais novo membro da sociedade de honra, Sigma Xi.

Capturarfabiano (8).JPG

“Eu faço pesquisas o tempo inteiro, por alguns motivos, entre eles, a curiosidade excessiva e a vontade de fazer a minha parte em prol da sociedade. Desde criança eu quero entender as coisas, saber o real motivo, vou em busca até encontrar a raiz da questão. Por exemplo, ao estudar neurociências, eu não me contentava em conhecer os neurotransmissores, eu tinha que chegar às partículas elementares que formam a substância”, contou Fabiano de Abreu sobre seu trabalho como cientista.

“Eu pensei em algumas coisas e me debrucei para comprovar o meu pensamento, não apenas para mim, mas para alertar as pessoas. E eles foram se comprovando. É uma percepção lógica que precisa tomar a decisão de decifrar com argumentos que comprovem e que beneficie a todos”, complementou este responsável.

Segundo apurámos, a Sigma XI é uma das mais importantes sociedades de honra em ciência e engenharia no mundo, com sede na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Esta sociedade não tem fins lucrativos e possui atualmente cerca de 100 mil membros, sendo 200 prémios Nobel.

Durante os seus mais de 120 anos, a sociedade dedica-se a integrar pesquisas e descobertas de diversas áreas do conhecimento, além de reunir recursos para patrocinar programas de apoio à ciência e incentivar jovens pesquisadores.

IN MEMORIAM MIGUEL MONTEIRO

  • Crónica de Daniel Bastos

No passado dia 3 de novembro, assinalaram-se treze anos do falecimento do saudoso historiador e professor, Miguel Monteiro (1955-2009), um dos mais reputados investigadores no campo do estudo dos “brasileiros de torna-viagem” na região noroeste do continente português. E, em particular, no concelho de Fafe, uma cidade situada no distrito de Braga, cuja história e identidade está intrinsecamente ligada ao fluxo migratório para o Brasil no alvorecer do séc. XX.

Natural da freguesia do Rego, município de Celorico de Basto, onde concluiu a instrução primária, Miguel Monteiro, finalizou os estudos liceais na capital do Minho, tendo, no início dos anos 80, obtido a Licenciatura em História na Faculdade de Letras do Porto. Com uma profícua carreira no campo do ensino básico, secundário e superior, foi no entanto, no campo da investigação histórica, que o Mestre em História das Populações pela Universidade do Minho (1996), instituição onde foi doutorando em Sociologia e investigador do Núcleo de Estudos da População e Sociedade, deixou a suas principais marcas.

Capturarmimonte.JPG

O investigador Miguel Monteiro (ao centro), no âmbito da coordenação do seminário internacional “Memórias e Migrações” que decorreu em 2007 na Sala de Visitas do Minho

Mormente, ao nível da contribuição dos “brasileiros” de torna-viagem no noroeste de Portugal, e principalmente, as suas marcas na Sala de Visitas do Minho. Como asseverou apaixonadamente, recuando localmente à segunda metade do séc. XIX, encontramos nos “brasileiros” de Fafe aqueles que alcançando fortuna no Brasil, “construíram residências, compraram quintas, criaram as primeiras indústrias, contribuíram para a construção de obras filantrópicas e participaram na vida pública e municipal, dinamizando a vida económica, social e cultural”.

Especialista na área da emigração portuguesa para o Brasil no decurso do séc. XIX para o séc. XX, contexto que levou a que em meados de 2000 tenha integrado o Comissariado Científico da exposição “Os Brasileiros de Torna-Viagem no Noroeste de Portugal”, da iniciativa da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, o investigador é autor, entre outras, das obras Fafe dos Brasileiros (1860-1930) – Perspectiva histórica e patrimonial, e Migrantes, Emigrantes e Brasileiros (1834-1926) – Territórios, itinerários e trajectórias.

O seu trabalho original em torno da figura do “brasileiro de torna-viagem”, e sobretudo, o contributo relevante que infundiu para a preservação e conhecimento do património que os “brasileiros” de Fafe deixaram no concelho, contribuiu decisivamente para que, em 12 de julho de 2001, por deliberação da Câmara Municipal de Fafe, fosse criado o Museu das Migrações e das Comunidades.

Percursor no seu género em Portugal, o espaço museológico assenta a sua missão no estudo, preservação e comunicação das expressões materiais e simbólicas da emigração portuguesa, detendo-se particularmente na emigração para o Brasil do século XIX e primeiras décadas do XX, e na emigração para os países europeus da segunda metade do século XX.

Agraciado pela edilidade fafense com a Medalha de Prata de Mérito Concelhio, no âmbito da sessão solene comemorativa do 5 de outubro de 2008, o trabalho e percurso de vida do alma mater do Museu das Migrações e das Comunidades, encontra-se sintetizado nas palavras abalizadas do bibliotecário Henrique Barreto Nunes, no prefácio que então escreveu no livro Fafe dos Brasileiros (1860-1930) – Perspectiva histórica e patrimonial: “Miguel Monteiro, é um dos elementos que mais se tem dedicado ao conhecimento, ao estudo, à preservação e à divulgação do património cultural e natural de Fafe”.

SALÁRIOS CONSULADOS DE PORTUGAL NO BRASIL

  • Crónica de Ígor Lopes

“Reitero a necessidade de medidas urgentes”, aponta Flávio Martins, do CCP, sobre ordenados dos trabalhadores consulares de Portugal no Brasil

Em carta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João G. Cravinho, ao Secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo, e ao responsável pela Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, Luís Ferraz, o conselheiro eleito pelo Rio de Janeiro e presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesa (CP-CCP), Flávio Martins, voltou a cobrar do estado português o cumprimento do acordo de resolução assinado em setembro deste ano que visa solucionar a questão da defasagem dos ordenados dos funcionários da rede consular lusa no Brasil.

CapturarCONSULADO (2).JPG

“Reitero a necessidade de medidas urgentes quanto à situação experimentada pela maioria dos trabalhadores do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo de Portugal no Brasil, cujos salários foram fixados pelo Decreto-lei número 47/2013 ao câmbio euro-real daquela época”.

Segundo este conselheiro, “desde então, quem trabalha nos Postos Consulares no Brasil ficou cada vez mais prejudicado se comparado a seus homónimos em outros países, haja vista o câmbio atual ultrapassar 5 (cinco) reais, o que corresponde receber menos da metade do que em 2013”.

“Em que pese o acordo de resolução aceite em 06 de setembro pelo Governo e pelos funcionários representados pelo Sindicato, nada ocorreu até agora e dessa notória, angustiante e degradante situação arrastada há anos e Governos, chegou-se ao inacreditável apelo de um funcionário do Consulado-Geral no Rio de Janeiro e que li nas redes sociais esta semana, no qual “vem humildemente implorar” que o acordo seja cumprido”, sublinhou Flávio Martins, que questionou ainda “onde está a proteção à dignidade humana desses trabalhadores?”.

“Com escrevi em maio passado, acompanho de perto o calvário experimentado por funcionários/as no Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, recebi relatos de outros Postos e manifestei-me individualmente ou com os meus companheiros/as de Conselho das Comunidades (CCP) diversas vezes. Se em 06 de setembro (todos) fomos (positivamente) surpreendidos pelo acordo de “ajuda emergencial” que seria implementado semanas depois, passaram-se quase dois meses desde então e eles (trabalhadores/as) ainda aguardam, céticos e desesperados, a publicação de Portaria do Sr. Ministro das Finanças a ratificar o acordo”, mencionou Martins, que destacou, porém, que “não se trata mais de uma situação de calamidade salarial somente, mas de saber-se o que é credível nas relações do Estado e do Governo com os seus trabalhadores fora de Portugal”.

“Por isso, em solidariedade e em defesa desses trabalhadores, sentimentos que V.Exas. também comungam, eu peço: tomem todas as urgentes providências junto ao Sr. Ministro das Finanças para que a Portaria seja imediatamente publicada, dando-se prosseguimento ao Acordo estabelecido”, finalizou Flávio Martins.

“nos sentimos renegados, castigados”

A nossa reportagem conversou com funcionários consulares que atuam pela diplomacia portuguesa no Brasil. Por receio de retaliação, os entrevistados não autorizaram a divulgação das suas identidades, porém, não esconderam o desafio que enfrentam hoje em dia.

“Nós, funcionários da embaixada e consulados do Brasil, temos um sentimento generalizado de abandono e nos sentimos renegados, castigados, quando a nossa única atitude foi reclamar pelos nossos direitos. Desde 2013, manifestamos que não poderíamos ter salários simplesmente fixados em Reais e passarmos a ter a questão salarial de acordo com a lei Loca. Só que se esqueceram de entender, de estudar, e nos aplicaram uma lei totalmente desconhecida aos trabalhadores do Brasil.  É uma ilegalidade ter os salários congelados”, disse uma das fontes entrevistadas.

“Estamos no fundo do poço”

“Estamos no fundo do poço”, alegou outro membro dos serviços consulares, que sublinho explicou que “temos rendas atrasadas, nomes sujos (sem acesso a crédito), filhos em colégios bastante inferiores, com alimentação reduzida, sem acesso à assistência médica, enfim, vivemos um verdadeiro caos nas nossas vidas”.

“Estamos muito doentes física e mentalmente, desenvolvemos inúmeras doenças, depressão, síndromes, tensão alta, diabetes, etc. O ministério dos Negócios Estrangeiros teve conhecimento que estava errado em congelar salários, porque ter salários regidos pela lei local implica reajustes anuais, um país com inflação, com o custo de vida altíssimo, jamais poderia ter salários congelados. Já nos dispomos a lutar através de uma greve para termos os nossos salários dignos em Euros de volta, mas não temos apoio do Sindicato, que nos incentiva, nos mobiliza e recuam sem que o acordo com os desejados salários fixados em euros esteja efetivamente sacramentado. Nós estamos extremamente desapontados, nem este auxílio emergencial, negociado em julho/agosto, até hoje foi publicado. Não entendemos qual o sentido da palavra urgência para o MNE. Já estamos em novembro e a nossa frustração, a nossa angústia e ansiedade toma conta dos nossos corações, das nossas cabeças, constantemente. Esperamos sinceramente que em 2023 tenhamos os nossos salários em Euros de volta, como os demais trabalhadores do mundo. Não aguentamos mais sermos tratados de forma desigual, com descriminação. As únicas certezas que temos neste momento são que continuamos servindo à nossa comunidade portuguesa com profissionalismo, respeito, dedicação e que as receitas fruto do nosso trabalho, do nosso suor, são enviadas mensalmente para Portugal”, destacou esta mesma fonte.

Segundo apurámos, está prevista uma reunião entre os conselheiros das comunidades portuguesas e o governo central português em Lisboa.

Tentamos obter uma reação do governo português, o que não foi possível até ao encerramento desta edição.

ESCRITOR PORTUGUÊS JOÃO MORGADO DEFENDEU A LÍNGUA PORTUGUESA NA INDONÉSIA

  • Crónica de Ígor Lopes

João Morgado, escritor e presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral, participou no Ubud Writers & Readears Festival, que decorreu de 27 a 31 de outubro, em Bali, na Indonésia. Durante o evento, Morgado defendeu que “a história não é fixa, vai mudando. O nosso trabalho é mudar as perguntas para que a história nos mude as respostas”.

Prema Ananda UWRF22_ (4) (5).jpg

No painel “Looking to the Past: Writing about History”, Morgado ressaltou a necessidade de ir além da “história oficial dos povos” e “humanizar o passado” para além do elencar de datas e acontecimentos. Neste que foi o último dia deste evento internacional, João Morgado contou com a presença da embaixadora de Portugal em Jacarta, Maria João Lopes Cardoso.

A presença do autor português neste que é considerado o maior festival literário da Ásia teve o apoio da embaixada de Portugal e do Instituto Camões. João Morgado lançou o seu livro “Surga Laut”, versão em bahasa indonésio da obra “O Céu do Mar”, editado pela Amazon australiana. O livro serviu de mote para a sua participação numa tertúlia no bar Boliche, em Ubud, que contou com outros autores internacionais para falarem de viagens não exploradas — The Uncharted Voyage.

“A morte ainda é uma viagem desconhecida, que por isso fascina a literatura. Ainda inventamos céus para pacificar as almas dos que permanecem vivos!”, defendeu o autor.

No painel “O Poder da Poesia” houve ainda tempo para ler poesia em português. Para compreensão de todos os que estavam no auditório, os poemas foram traduzidos para inglês por uma portuguesa que vive em Bali, Sílvia Barros, mas João Morgado fez questão de os ler em Português.

“Por si só, a nossa língua já é carregada de poesia, mas que não entendam o que se diz. É como ouvir fado, há um sentimento que vai para além das palavras. A reação das pessoas foi excelente! Estava presente uma portuguesa, da Madeira, que foi aos dois anos de idade para a Austrália. Não falava português, mas emocionou-se com a leitura. Por vezes andamos quilómetros para sentir um pedaço da nossa casa — disse ela”.

Prema Ananda UWRF22_ (3) (2).jpg

52469209146_362b027422_o (3).jpg

embaixadora (3).jpg

ESCRITORA PORTUGUESA É DESTAQUE EM FESTIVAL LITERÁRIO NO BRASIL QUE PRESTA HOMENAGEM A CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

  • Crónica de Ígor Lopes

Entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro, acontece, no formato presencial e digital, a segunda edição do Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira), município localizado no interior do estado brasileiro de Minas Gerais. Este evento, que conta com uma programação extensa com debates, concertos e shows, gastronomia, lançamentos de livros e exposições, terá a participação da escritora portuguesa Rute Simões Ribeiro.

Capturarescr.JPG

O segundo Flitabira, que tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale e o apoio da prefeitura de Itabira e da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), vai celebrar, em 2022, os 120 anos de Carlos Drummond de Andrade, um dos mais importantes nomes da literatura brasileira. Toda a programação acontecerá em formato presencial, numa imensa montagem na Praça do Centenário, e digital, podendo ser acompanhada pelas redes sociais: YouTube, Instagram e Facebook do Flitabira, bem como pelo site: https://flitabira.com.br/

Segundo Afonso Borges, ativista cultural e presidente do Flitabira, “a festa da leitura do Flitabira vai se materializar em diversos campos da arte e do conhecimento, em diversos formatos e camadas, em lives ou diretos – em direto e pré-gravadas – em debates presenciais, nas salas de aula, nas praças, nos parques, nas escolas – da educação básica às universidades –, em museus, galerias e na periferia da cidade. Tudo em busca da inovação e tendo a criatividade como inspiração, fatores que caracterizam os festivais e eventos promovidos pela Associação Cultural Sempre um Papo, gestora também do Fliaraxá, que entra, em 2023, na sua 11ª edição, e do próprio “Sempre um Papo” no seu 36.º ano de vida”.

O Festival teve início, segundo apurámos, “justamente na data em que nasceu o poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade – 31 de outubro, segunda-feira – e segue até o dia 6 de novembro, domingo, na rua da “Casa de Drummond”, onde será montada uma imensa livraria, uma área de gastronomia e um palco onde vão se alternar atrações do Vijazz Blues Festival, que vai acontecer paralelamente ao Festival”. Além disso, haverá exposições, lançamentos de livros, autógrafos, debates, apresentações teatrais e musicais, contação de histórias, entre muitas outras atividades. O segundo Flitabira conta com a curadoria do também jornalista Afonso Borges, dos escritores Antônio Carlos Secchin, Tom Farias e do artista visual Pedro Drummond. A curadoria local foi feita por Sandra Duarte e Rafael de Sá.

20643566_289510498124688_313010272959972829_o (1).jpg

Inovação em prol da cultura

A programação do Flitabira, que vai acontecer em diversas camadas, tem como palco principal a Arena Newton Baiandeira, uma forma de homenagear o cantor e compositor itabirano, falecido em 2011.

A escritora Rute Simões Ribeiro, uma das revelações da nova prosa portuguesa, realiza o lançamento nacional do seu livro “A breve história da menina eterna” (Editora Nós), no dia 5 de novembro, às 21 horas.

Rute Ribeiro nasceu em 17 de novembro de 1977 em Coimbra e vive em Lisboa. Licenciou-se, “por convicção”, em direito e doutorou-se, “por acidente”, em política e gestão da saúde. Entre estes dois pontos, registou uma série de eventos pessoais e profissionais “irrelacionáveis”, a não ser pela lição de conjunto, ainda em estudo. Entre eles, “gosto de saber que, antes de me ter distraído, ajudei a fundar a secção de direitos humanos da Associação Académica de Coimbra e de ter podido trabalhar com jovens privados de crescimento em liberdade ao abrigo de uma tutela educativa”.

“Escrevo. Comecei a fazê-lo poucos meses depois de saber usar a palavra escrita. Não tenho como explicar o que terá acontecido, entretanto, mas só quase 30 anos passados soube reconhecer o que acontece quando escrevo. Sou plena, nada mais em falta. Até então, tinha-me deixado afinal distrair pelo que nunca teria sido suficiente. Estive possivelmente suspensa. Permanecia em transição. Julgo estar prestes a chegar onde só agora poderia ter chegado”, sublinhou Rute Simões Ribeiro.

De Portugal virá também o fotógrafo Adriano Fagundes, brasileiro radicado em Lisboa, para a inauguração da exposição baseada no livro “Vasto mundo”.

Na camada Digital do Festival, os curadores Tom Farias e Antônio Carlos Secchin montaram 12 painéis com dois convidados cada um, abordando tanto os aspetos genéricos quanto académicos da obra do Poeta. É o Ciclo de Debates “12 x 120”, com exibição de três lives por dia, entre 3 e 6 de novembro, em transmissão pelo Youtube do Flitabira e do CPF Sesc.

Foram convidados para este conjunto de lives os escritores Adriano Espínola, Antônio Torres, Arnaldo Saraiva, Catita, Edimilson de Almeida Pereira, Edmilson Caminha, Elisa Lucinda, Elisa Pereira, Emmanuel Santiago, Eucanaã Ferraz, Felipe Fortuna, Flávia Amparo, Gilberto Araújo, Gilberto Mendonça Teles, José Miguel Wisnik, Marcelo Torres, Miguel Sanches Neto, Míriam Alves, Paulo Scott, Paulo Vicente Cruz, Pedro Drummond, Ricardo Vieira Lima, Salgado Maranhão e Sérgio Alcides.

310756142_508513514615365_1764979478542180096_n (2).jpg

Segunda edição recheada de novidades

De acordo com fontes ligadas à organização, em 2022, o Flitabira conta ainda com algumas novidades em relação à edição anterior, que visam “deixar um legado significativo na educação da cidade”. Uma delas é a parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – Campus Itabira –, que realiza para os seus alunos uma oficina gratuita de produção e gestão cultural de cinco dias, na semana que antecede o Festival.

Os participantes da Oficina poderão estagiar na produção do 2.° Flitabira durante os dias em que ocorre o evento. Também como fruto desta parceria, o Sempre um Papo Itabira realiza, no campus da universidade, uma conversa de acesso gratuito com o ator Thiago Lacerda, no dia 4 de novembro.

Outro destaque da programação do Festival é o 2.º Prémio de Redação e Desenho Carlos Drummond de Andrade, que contempla crianças e jovens das redes pública e privada de Itabira. Neste ano, o concurso, que tem como tema “120 Anos de Drummond – Chão de Poesia”, inova ao incluir crianças do ensino infantil, que podem participar com desenhos. Além disso, os professores dos alunos vencedores também serão premiados.

Festival de renome

O Flitabira foi criado pelo jornalista Afonso Borges, que é também o idealizador do Festival Literário de Araxá (Fliaraxá) e do Sempre um Papo. Na sua primeira edição, que ocorreu entre 27 e 31 de outubro de 2021, o Festival alcançou um público presencial de cerca dez 10 mil pessoas e teve mais de 580 mil impressões nas suas redes sociais.

311214689_510899894376727_1979826343435669234_n.jpg

ENTIDADE BRASILEIRA VISITA PORTUGAL PARA ATRAIR PARTICIPANTES PARA A FEIRA INTERNACIONAL DE NEGÓCIOS DE FLORIANÓPOLIS

  • Crónica de Ígor Lopes

A Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRB) vai acompanhar uma missão da Câmara do Comércio, Indústria e Turismo Brasil - Portugal que está em Portugal a cumprir uma extensa agenda de trabalho entre os dias 25 de outubro e 4 de novembro com o intuito de apresentar o estado de Santa Catarina, no Brasil, e promover a Feira Internacional de Negócios (FIN)”, que terá lugar em março 2023 em Florianópolis, Sul do Brasil.

336f890c-dc2b-4b3f-b438-bff0dc32c997 (3).jpg

Segundo fontes ligadas à esta iniciativa, “o objetivo é sensibilizar as empresas portuguesas a participarem neste certame que possibilita trocas comerciais e relações institucionais que valorizam a dinâmica de aproximação entre Brasil e Portugal”.

A comitiva brasileira e portuguesa irá manter contato com empresários e autarcas em diversas localidades deste país europeu, como na Mealhada, Viseu, Leiria, Castelo Branco, Coimbra, Fundão, Nazaré, entre outras.

Segundo Ana Correia, presidente da CCRB, “esta é uma excelente oportunidade de aproximação entre os dois países em vários domínios, com foco na promoção de produtos com potencial de exportação e importação”.

Por sua vez, Jatyr Ranzolin Junior, presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo Brasil - Portugal no Estado de Santa Catarina, Brasil, a missão para aproximação e divulgação do Estado de Santa Catarina e Portugal através da CCRB está a ter uma excelente repercussão.

“O resultado das reuniões é um sucesso, sendo que a divulgação da FINBRASIL 2022 está sendo muito proveitosa e muito bem aceite pela comunidade portuguesa, especialmente pelos empresários, produtores, Comunidades Intermunicipais (CIM's) e Câmaras Municipais. Através da CCRBEIRAS, está feita também a ponte com Moçambique. O município de Quelimane bem, como com a Associação de Empresários de Pequenas e Médias Empresas e outros grupos, já garantiram a sua presença”, disse Jatyr Junior, que frisou ainda que, “com toda a certeza, teremos uma FINBRASIL realizada com muita participação de Portugal, sobretudo da região das Beiras, do centro de Portugal e da Europa, com os mais de 300 empresários que estarão expondo as suas oportunidades de negócios e investimentos”.

A FINBRASIL 2022, Feira Internacional de Negócios, vai decorrer durante os dias 27, 28 e 29 de março de 2023 em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, Brasil.

95acccdb-7539-4d6d-8187-86e0fe2f91b6 (1).jpg

03bdd232-a071-4af7-a140-6ba7b37607ad (1).jpg

EMPRESÁRIOS BRASILEIROS “DESCOBREM” POTENCIAIS VIAS DE INVESTIMENTO EM PORTUGAL DURANTE MISSÃO LIDERADA POR ADVOGADOS LUSO-BRASILEIROS

  • Crónica de Ígor Lopes

Um grupo de empresários brasileiros visitou Portugal entre os dias 8 e 15 de outubro para conhecerem as oportunidades de investimento neste país europeu. Os participantes integraram uma missão empresarial organizada pela Sociedade de Advogados Pinto Machado, com sede no Brasil e em Portugal.

20221011_101844 (4).jpg

O roteiro contemplou passagens por Lisboa, Oeiras, Estoril e Cascais, privilegiando espaços do ecossistema empresarial português, abrangendo as áreas da tecnologia, estado de defesa, inovação, sustentabilidade, imobiliária e investimentos em geral.

Houve visitas ao Oeiras Valley, a Tagus Park, ao World Trade Center, às instalações dos bancos BTG Pactual e Edmond de Rothschild, além de um encontro com o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais. Os empresários conheceram o Museu da Cerveja e as instalações fabris da Riberalves. O programa terminou com um almoço no restaurante Mandarim, no Casino Estoril, onde o grupo pode também assistir a um conjunto de palestras com informações sobre oportunidades de investimento na Europa.

Na capital portuguesa, e arredores, os empresários e investidores provenientes do Brasil tiveram a oportunidade de contatar empresas portuguesas em vários ramos de atuação. Muitos empresários residentes em Portugal também participaram.

Segundo Adriano Machado e Ana Sofia Pinto, sócios no escritório Pinto Machado, a avaliação da missão foi “extremamente positiva, pois os participantes alcançaram os seus objetivos e aumentaram as possibilidades de conexões profissionais entre os dois países”.

“O feedback que tivemos dos participantes foi muito positivo. Foi muito gratificante sentir que as pessoas desenvolveram importantes sinergias de negócio na nossa missão e simultaneamente fizeram novas amizades. Foi um grande desafio ter organizado esta missão pela primeira vez e, felizmente, o saldo final foi muito positivo”, disse Ana Sofia, que ressaltou ainda que “esta missão trouxe vários desafios e um caminho muito próspero para percorrer. Seguramente faremos mais edições de missões empresariais em Portugal, no Brasil e, quem sabe, noutros países que estejam abertos a receber investimento no tecido empresarial”.

Por sua vez, Adriano Machado mencionou que a ideia central da missão foi “apresentar o mercado português aos brasileiros, uma vez que muitos empresários estão carentes de informações concretas sobre o atual estado do mercado português e faltam referências sobre quem procurar para concretizar negócios em Portugal e no continente europeu”.

Presente no último dia da programação desta missão, Carlos Páscoa, ex-deputado na Assembleia da República de Portugal, eleito pela imigração pelo círculo de Fora da Europa, confirmou que esta iniciativa é “fundamental porque possibilita uma maior interação entre Brasil e Portugal em vários domínios”.

“Esta iniciativa em solo português contou com uma programação voltada para quem procura, na Europa, tranquilidade financeira, aumentar o património pessoal e familiar e realizar sonhos. Muitos empresários estão já a investir em Portugal, seja em empresas ou em aplicações que rendam juros ou outra forma de remuneração”, referiram os membros da Sociedade de Advogados Pinto Machado.

Segundo apurámos, está prevista uma nova missão, desta vez no Brasil, provavelmente em março de 2023.

Profissionais “experientes” no mercado luso-brasileiro

Adriano Pinto Machado é advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil e de Portugal, filiado à comunidade luso-brasileira. Conta com ampla experiência na obtenção de nacionalidade portuguesa, vistos, revalidação de diplomas em Portugal e reconhecimento de sentenças estrangeiras.

Já Ana Sofia L. Pires Pinto é advogada inscrita na Ordem dos Advogados de Portugal, Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, com pós-graduação em Direito do Urbanismo e Contencioso Administrativo e Fiscal, ambas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Durante o seu percurso profissional, tem participado ativamente na constituição de sociedades comerciais, operações de M & A, assessoria jurídica, e acumula, ainda, experiência em matérias de comercial e societário, nacionalidade portuguesa, golden visa, prestando assessoria a clientes nacionais e internacionais.

20221011_101858 (2).jpg

20221011_151620 (1).jpg

20221013_162410.jpg

dji_export_1665520123967(1).jpg

FABIANO DE ABREU – NEUROCIENTISTA LUSO-BRASILEIRO – LANÇA LIVRO COM ACESSO GRATUITO PARA ESTUDANTES

  • Crónica de Ígor Lopes

O neurocientista luso-brasileiro, Fabiano de Abreu, lançou o livro “Razão da vida: As células do sistema nervoso”, que será distribuído gratuitamente a todos os estudantes interessados. Para isso, basta contacta o autor pelas suas redes sociais.

46F0E7E3306D438C8E6D79123C48070B (1).jpg

“O que é ser um neurocientista? Segundo regras internacionais é necessário que haja uma graduação equivalente, mestrado e/ou doutorado em neurociências e ter pesquisas e artigos publicados. No entanto, atualmente essas regras têm sido deixadas de lado à medida que pessoas concluem a sua pós-graduação e se autodenominam neurocientistas”, explicou Fabiano de Abreu, Pós PhD em neurociências e membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, que destacou ainda que o livro serve para “chamar a atenção para a importância dos estudos do cérebro humano e a necessidade de avançar nos estudos em neurociência”.

Estímulo ao surgimento e especialização de neurocientistas

Ao acreditarem que a pós-graduação é o ‘patamar necessário’ para se tornar um neurocientista, avança Fabiano de Abreu, “perdem-se diversas oportunidades de uma maior especialização na área e desestimulam os estudantes que se querem aprofundar em neurociências”.

“O livro está à venda, mas os universitários na área da saúde que me solicitarem através das minhas redes sociais forneço o livro gratuitamente. Uma das minhas metas na vida é levar conhecimento, procuro meios de incentivar a formatação desta cultura curiosa”, elucidou Fabiano de Abreu, que disse também a obra é interessante para quem “nutrem curiosidades sobre o cérebro humano e têm interesse em seguir na área”.

“O livro é uma excelente oportunidade para se conhecer um pouco mais sobre o estudo e o funcionamento desse órgão tão importante. A obra é destinada a biólogos, biomédicos, médicos, psicólogos e profissionais da saúde que podem basear-se neste conteúdo para aprimorar o conhecimento, no entanto, ele também é importante para curiosos com sede de conhecimento que querem aprender mais sobre o cérebro humano”, reforçou este especialista.

O desafio de trazer conteúdos profundos de forma didática

A neurociência contempla diversos estudos acerca do cérebro humano, o seu desenvolvimento e funcionamento, o que faz com que alguns conteúdos sejam muito complexos para serem explicados em poucas páginas, no entanto, é este desafio que Fabiano de Abreu está dedicado a superar.

“É um livro didático. Tentei colocá-lo de forma resumida, mas profunda, chamo de profundo o conteúdo completo, que se desenvolve a partir da origem. O livro é sobre a neuroanatomia dos neurónios e das células de suporte, assim como as substâncias relacionadas à vida como um todo, já que controlam o nosso humor, fome, emoções, sentimentos e também descrevo a relação dessas substâncias com as doenças e distúrbios mentais”, finalizou Fabiano de Abreu.

O livro “Razão da vida: As células do sistema nervoso” está disponível mundialmente na Amazon e Google Books, além de ser disponibilizado gratuitamente para estudantes da área da saúde.

ED28472D4AAF44F4A17C800BE5E0879F.jpg

LUCIANE SERIFOVIC - RENOMADA PROFISSIONAL BRASILEIRA DA ÁREA IMOBILIÁRIA – ESTEVE NO MINHO E PALESTROU NO ESTORIL

  • Crónica de Ígor Lopes

Nos últimos dias, passou por Braga a brasileira Luciane Serifovic, considerada a corretora mais importante de Nova Iorque, nos EUA. Esta profissional é responsável por vender imóveis de luxo de vários artistas e milionários norte-americanos e estrangeiros.

af794ca5-3672-4395-a856-9d370de61813 (11).jpg

A visita a esta cidade na região do Minho, em Portugal, contemplou passagens pelo Hotel Bracara Augusta, além de conhecer pontos turísticos de Braga, num tour que contou com a presença de António Costa, dono do Hotel Bracara Augusta, do engenheiro César Gaspar e do neurocientista luso-brasileiro Fabiano de Abreu.

Luciane Serifovic esteve em solo português em virtude de ser uma das convidadas para palestrar no maior evento global da mediação imobiliária, que teve organização da UCI e se realizou nas instalações do Centro de Congressos do Estoril no último dia 20. Nesse local participaram os maiores especialistas do mercado imobiliário norte-americano.

Radicada nos EUA, esta cidadã brasileira é fundadora e CEO da imobiliária de luxo Luxian.

Com destaque entre os profissionais pelo seu sucesso internacional, Luciane foi a primeira brasileira a participar neste evento.

Outra marca da corretora de luxo é os 20 anos de carreira nos EUA. Nesse período, Luciane consolidou-se com diversas transações milionárias para clientes de todo o mundo. Para além disso, ela tem atuação como treinadora de milhares de agentes imobiliários e é autora do livro “Handle It: Get it Together and Finally Have It All”.

“Sou das que defendem o ‘ter tudo’. Ou seja, das que garantem casas e investimento de sonho, enquanto se aproveita a família e amigos e se tem um estilo de vida saudável e sustentável”, disse Luciane Serifovic.

“Fiquei muito empolgada com esse evento que reuniu diversos nomes importantes desse nicho”, finalizou.

RESPONSÁVEL PELO PROJETO BRASILEIRO “SEMPRE UM PAPO”, AFONSO BORGES PARTICIPA EM FESTIVAL LITERÁRIO EM PORTUGAL

  • Crónica de Ígor Lopes

O brasileiro Afonso Borges, responsável pela Associação Cultural “Sempre Um Papo”, vai estar presente no Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos 2022, que acontece nesta cidade portuguesa de 6 a 16 de outubro, tendo o “Poder”, como tema desta edição.

afonso borges (4).jpg

A programação do projeto “Sempre Um Papo” no festival acontece dentro do Folio Mais, espaço dedicado às iniciativas locais e às propostas dos parceiros internacionais que contribuem e engrandecem o programa do evento.

Diretor deste projeto brasileiro, Afonso Borges vai estar no centro de alguns debates, assim como terá o papel de mediar mesas.

Programação cultural

A programação do “Sempre Um Papo” vai ser realizada em parceria com a Editora Nós, de Simone Paulino, começando no dia 6 de outubro, às 20h, quando Afonso Borges, Simone Paulino e Antônio Carlos de Almeida Castro participam do debate “Livro é Poder”, na Livraria de Santiago. Nesse mesmo local, no dia 7, às 17h, Afonso Borges modera a mesa “A construção do romance”, com participação de Lucrecia Zappi e Rute Simões Ribeiro. No dia 8 de outubro, às 12h, Simone Paulino faz a mediação da mesa “Catálogo de perdas”, com os autores Mariana Carrara, Luiza Romão e Helena Machado, na Livraria do Mercado.

Afonso Borges segue na programação do Folio mediando uma conversa com Marcela Dantés, no lançamento do seu livro “João Maria Matilde”, no dia 13 de outubro, às 17h, na Livraria Santiago, numa iniciativa da Livraria Ler Devagar e Câmara Municipal de Óbidos. No dia seguinte, 14 de outubro, às 17h, na Livraria do Mercado, numa iniciativa do “Sempre um Papo” e Livraria Ler Devagar, Afonso Borges modera a conversa com o tema “Como nascem os romances: uma perspectiva decolonial da criação nas narrativas longas”, com participação de Jeferson Tenório e Ondjaki.

Trabalho reconhecido

A Associação Cultural Sempre Um Papo é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter cultural. A sua missão é contribuir para o desenvolvimento de políticas de incentivo ao hábito da leitura a fim de formar cidadãos mais críticos.

Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o “Sempre Um Papo” é reconhecido como um dos programas culturais de maior credibilidade do País. Na sua história, já ultrapassou os limites de Belo Horizonte e chegou a 30 cidades, em oito estados do Brasil, além do Distrito Federal, tendo sido realizado também em Madri, na Espanha. Com o tempo, vieram outros projetos e iniciativas que visam ao incentivo da leitura e possibilitam, conjuntamente, a associação entre cultura, educação e responsabilidade social.

Afonso Borges é responsável também pelo tradicional Festival Literário de Araxá – Fliaraxá, no Brasil, que, este ano, no mês de maio, realizou a sua décima edição com a presença de um grande público nos ambientes físico e on-line.

CCRB CONVIDA JOSÉ CESÁRIO PARA NOVA EDIÇÃO DA INICIATIVA “DOIS PRATOS DE CONVERSA…” EM AMARANTE

  • Crónica de Ígor Lopes

A Câmara do Comércio da Região das Beiras (CCRB) vai promover no dia 8 de outubro, às 12h, na Quinta do Outeiro de Baixo, em Amarante, uma nova edição da iniciativa “Dois Pratos de Conversa com…”, que visa promover iguarias regionais e as potencialidades das Beiras.

O convidado de honra deste encontro será José Cesário, Coordenador do Secretariado Nacional do PSD para as Comunidades Portuguesas, “um nome bastante conhecido no seio da diáspora lusa”, uma vez que já foi Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e deputado à Assembleia da República, tendo sido eleito, por diversas vezes, pelo círculo de Fora da Europa. O prato que irá acompanhar a conversa é a “Vitela Assada” e os doces conventuais de Amarante.

A ideia desta nova edição do projeto “Dois Pratos de Conversa com…”, que é já reconhecido a nível nacional, segundo Ana Correia, presidente da CCRB, é “abordar o atual cenário das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, as dificuldades pelas quais passam esses cidadãos, as políticas públicas necessárias e em destaque, bem como a internacionalização de empresas atuantes em vários setores”.

Estarão presentes autarcas, empresários e membros de entidades comerciais, turísticas, culturais e associativas.

Sobre a CCRB

A CCRB, cuja sede está localizada na região das Beiras, tem protocolos institucionais assinados com entidades nacionais, mas também internacionais, incluindo as que atuam nas comunidades portuguesas dentro e fora da Europa.

No âmbito da iniciativa “Dois Pratos de Conversa com…”, a Câmara do Comércio da Região das Beiras pretende promover o que de melhor a terra das Beiras tem e que gera riqueza para os concelhos, sendo potenciador de um turismo identitário e autêntico. Nas edições passadas de “Dois pratos de conversa com…”, foram intervenientes principais José Maria Costa, Secretário de Estado do Mar de Portugal, e a escritora portuguesa Deana Barroqueiro.

Informações sobre inscrições podem ser obtidas através do e-mail ccrbeiras@gmail.com

dois pratos de conversa com José Cesário (3).jpg

ELEIÇÕES PARA A FEDERAÇÃO DAS CÂMARAS PORTUGUESAS DE COMÉRCIO NO BRASIL

  • Crónica de Ígor Lopes

No último dia 20 de setembro, a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (FCPCB) reuniu os representantes das Câmaras Portuguesas para a realização da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária. O encontro foi realizado na Embaixada de Portugal no Brasil, localizada no Distrito Federal, e foi palco para a eleição da nova chapa para a gestão 2022-2024. Os novos representantes da Federação são: o presidente Armando Abreu, candidato reeleito, e os vice-presidentes Nuno Rebelo de Sousa (presidente da Câmara Portuguesa de São Paulo), António Fiúza (presidente da Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro), Jatyr Ranzolin (presidente da Câmara Portuguesa de Santa Catarina) e Ivan Marques (presidente da Câmara Portuguesa de Goiás).

CapturarFEDBRAS (1).JPG

Os assuntos abordados no encontro foram as aprovações de contas, balanços e demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2021, a apresentação das ações da gestão 2020-2022, além de parcerias e outros temas de interesses das Câmaras.

“Esse momento de prestação de contas é muito importante para todos nós que fazemos parte desse grande grupo de relacionamento e de negócios composto atualmente por 18 Câmaras. A presença dos representantes foi de vital importância para que, cada vez mais, a nossa Federação possa contribuir com os investimentos feitos no Brasil e em Portugal. Fico orgulhoso com essa reeleição e comprometido em continuar fomentando relacionamentos e negócios bilaterais com esses importantes países”, destacou Armando Abreu, presidente da Federação.

Sobre a Federação

A Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (FCPCB) foi criada em 1999, mas foi constituída em 2001. A instituição surgiu a partir da necessidade de ampliar a ação das Câmaras de Comércio Brasil -- Portugal que têm por objetivo desenvolver nos estados de atuação as relações bilaterais entre os dois países. A FCPCB possui o papel de apoiar as 18 Câmaras de Comércio Portuguesas existentes no Brasil nas relações luso-brasileiras, auxiliando as Câmaras na afirmação do seu papel na diplomacia econômica.

A sede da Federação está localizada em Fortaleza, no Ceará, e desde setembro de 2020 é presidida por Armando Abreu. Com o propósito de fomentar negócios, realiza constantemente eventos e reuniões com a finalidade de incentivar empresários, empreendedores e investidores brasileiros a conhecerem todos os ecossistemas portugueses e suas inovações. É responsável também por organizar o calendário de missões empresariais que tem como público-alvo os sócios das Câmaras de Comércio Brasil-Portugal, além de empresários, executivos, estudantes, instituições parceiras governamentais e não governamentais.

SECÇÃO BRASIL DO CONSELHO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS SINALIZA GOVERNO PORTUGUÊS SOBRE SOLUÇÕES PARA O MOVIMENTO ASSOCIATIVO

  • Crónica de Ígor Lopes

Após reunião, Secção Brasil do CCP sinaliza o governo português sobre soluções necessárias.

93c3ffa2-0c8e-4eb7-b040-b457ba394cfe (1).jpeg

Nos dias 16 e 17 de setembro, a Secção Brasil do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) reuniu nas instalações do Centro Cultural Português em Santos, no Estado de São Paulo, quando estiveram em pauta temas que envolvem a diplomacia e o movimento associativo português no Brasil.

A abertura dos trabalhos foi acompanhada por Paulo Jorge Nascimento, cônsul-geral de Portugal em São Paulo, por Rogério Santos, prefeito de Santos, e por Kayo Felype Nachtajler Amado, prefeito de São Vicente. Compareceram também dirigentes associativos de São Paulo e de Santos.

Após a reunião, foi formulada uma carta com diversos temas abordados e sugestões que será remetida a João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e a Paulo Cafôfo, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Pontos sensíveis

No que toca ao movimento associativo, os conselheiros mencionaram que “as mais de 100 associações de raízes portuguesas no Brasil, nas suas várias vertentes (social, beneficente, cultural, desportiva), são verdadeiras “embaixadas” que, historicamente, sem qualquer (ou pouca) ajuda dos governos do Brasil ou de Portugal, desenvolveram um incrível e digno património material e imaterial. Entretanto, por causa da diminuição do fluxo migratório nas últimas décadas e da falta de interesse de Portugal em desenvolver os laços afetivos, culturais e políticos com as comunidades, há, infelizmente, uma crescente crise no movimento associativo luso-brasileiro. O envelhecimento e a falta de renovação dos corpos dirigentes; a diminuição das atividades, especialmente impactadas pela Covid-19, e a ausência da renovação dos corpos sociais, são fatores que indicam a necessidade de uma profunda e serena reflexão pelas associações e por Portugal”. Em virtude deste cenário apontado pelo grupo, a secção Brasil do CCP recomenda ações como “capacitar as jovens lideranças, no âmbito do Brasil, sugerindo um trabalho em conjunto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e a Secretaria da Juventude e do Desporto de Portugal; e Implementar urgentemente a divulgação do curso de capacitação on-line dos dirigentes associativos previsto para o dia 29/09/2022, pois verificamos que o mesmo não foi divulgado a contento, visto que a absoluta maioria dos conselheiros informaram que nas suas áreas da atuação não houve divulgação suficiente”.

Sobre a eleição do CCP e a alteração da Lei 66-A, os conselheiros referiram que, “conforme informado em julho passado, o governo e os grupos parlamentares concordaram que a alteração à Lei do CCP deve preceder a eleição ao futuro mandato. Deliberou-se, portanto, reiterar este entendimento e acompanhar atentamente as propostas de alteração da Lei de acordo com as nossas propostas já apresentadas”.

Inconstitucionalidade

Tendo em vista a simplificação da Lei da Nacionalidade, mais concretamente a alteração do artigo 14, que trata do acesso à cidadania portuguesa na maioridade, os conselheiros no Brasil consideraram ser “incontornável a conclusão de que o art.º 14.º da Lei n.º 37/81, de 03 de Outubro, é inconstitucional por violar os art.ºs 18.º, n.º 2, e 36.º, n.º 4, ambos da Constituição da República Portuguesa, ao limitar o direito à nacionalidade portuguesa para os filhos havidos na constância do matrimónio e impedir o acesso ao Direito fundamental à nacionalidade para os filhos nascidos fora do casamento, e reconhecidos após a maior idade. Assim, apoiamos e recomendamos, na mesma linha de Grupos Parlamentares, Ordem dos Advogados e Ministério Público, a revogação do referido artigo 14, suscitando uma maior conformidade da lei ordinária à Constituição”.

Brasil com a maior rede consular portuguesa no mundo e vários problemas

Os postos consulares foram também alvo de discussão durante o encontro sob vários aspetos. A secção Brasil do CCP reitera que “a rede consular no Brasil é a maior que Portugal possui, desta forma, os problemas são mais impactantes do que nos demais países”.

Quanto às instalações e equipamentos, já há algum tempo (desde 2017) recomendamos que haja novas instalações e equipamentos para o vice-consulado de Porto Alegre – mas que, até ao momento, não foi implementado. Em relação às Presenças Consulares, foi relatado que no vice-consulado em Porto Alegre e consulado em Belo Horizonte não estão sendo realizadas, em descumprimento ao artigo 28 do Decreto Lei 51/2021”, mencionou o CCP no Brasil.

Já sobre os salários dos funcionários dos Postos Consulares neste país sul-americano, “mais uma vez, o CCP apoia que seja dada uma solução justa e, principalmente, urgente sobre a situação de alguns trabalhadores dos postos consulares do Brasil”.

“Esta Secção recomenda que o acordo entre o MNE, Ministério das Finanças e o Sindicato dos Trabalhadores dos Postos Consulares, amplamente divulgado, seja o início desta solução”, defenderam os conselheiros.

Quanto aos Conselhos Consultivos, a carta reitera que “os conselheiros de São Paulo nem todos fazem parte do referido Conselho e, em Belém do Pará e Porto Alegre, as reuniões não ocorrem com a periodicidade prevista”.

“Qual a responsabilidade das chefias dos Postos Consulares que descumprem o artº 13 do Decreto Lei 51/2021?”, questiona a secção Brasil do CCP no documento enviado ao governo português e que foi assinado por Vasco de Frias Monteiro, Flávio Alves Martins, António Davide Santos da Graça, José Duarte de Almeida Alves, Luiz Paulo Figueiredo Pina, Marco António Borges, Maria Alzira de Sousa Leal da Silva, Teresa de Jesus Pires Morgado, Ângelo Leite Horto e David Augusto da Fonte.

“importantes instrumentos”

Em entrevista à nossa reportagem, o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, que participou na sessão de abertura da reunião do CCP em Santos, considerou que os temas que foram tratados pelos conselheiros “são da maior relevância, quer para as comunidades portuguesas no Brasil, algumas especificamente, e outras até no contexto geral daquilo que são as comunidades portuguesas no estrangeiro” e que “essas reuniões são importantes instrumentos para que nós, funcionários diplomáticos, tenhamos uma perceção ainda mais correta daquilo que se passa junto das nossas comunidades, as suas preocupações e anseios, mas, também, (…) é uma forma de veicular junto das autoridades aquelas que são as preocupações e os anseios das comunidades portuguesas”.

Este diplomata comentou ainda que foi “naturalmente um enorme gosto participar nesta iniciativa” e que “já havia participado numa reunião na cidade de São Paulo, mais concretamente na Casa de Portugal de São Paulo”.

“Este tipo de encontros é sem dúvida um instrumento útil à persecução dos objetivos das comunidades, também pela afirmação dessas comunidades nos seus países de acolhimento, e persecução de objetivos estratégicos para o Estado português e absolutamente fundamentais naquele que é o quadro do relacionamento entre Portugal, as nossas comunidades emigradas e os países de acolhimento. Este tipo de evento pode ajudar a fortalecer o movimento associativo, pois partilham-se experiências e soluções”, atestou Paulo Jorge Nascimento, que disse ver com naturalidade a presença de autoridades brasileiras no encontro, como os prefeitos de Santos e de São Vicente.

“A comunidade portuguesa em São Paulo tem uma relação muito próxima e de grande solidariedade e de grande entreajuda com os poderes autárquicos e municipais da baixada santista”, frisou Paulo Jorge Nascimento.

“Honra” em ser palco do encontro

José Duarte de Almeida Alves, presidente do Centro Cultural Português em Santos, reforçou, em entrevista, que a reunião “correu bem, que existe uma equipa boa, uma família, e que tudo aconteceu no horário previsto”.

“Para nós, do Centro Português, foi uma honra receber pela terceira vez esta reunião, duas vezes pelo Conselho Regional e uma vez pela Secção Brasil. Ficamos gratos com esta iniciativa que decorreu nas nossas instalações e na qual demos todo o apoio”, comentou José Alves, que defendeu que “o nosso Centro Cultural é um lugar muito acolhedor e muito bonito”.

O encontro ficou marcado também por um almoço de confraternização baseado no cozido à portuguesa e pela apresentação do Rancho Folclórico Verde Gaio, que promove as tradições lusitanas no Brasil e em outros países.

Tentamos obter uma reação da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, mas não nos foi possível até ao fecho da nossa edição.

CASA DO BRASIL – TERRAS DE CABRAL CELEBROU BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA NO FUNDÃO

  • Crónica de Ígor Lopes

Dezenas de pessoas celebraram o bicentenário da independência brasileira no Fundão e discutiram as relações entre Brasil e Portugal

casa do Brasil4 (1).jpg

A comunidade luso-brasileira assinalou o bicentenário da independência do Brasil, no dia 7 de setembro, num jantar informal, no Alambique de Ouro Hotel, organizado pela Casa do Brasil – Terras de Cabral, com sede na região Centro de Portugal.

Estiveram presentes membros dessa entidade, personalidades, ativistas culturais e cidadãos interessados na conexão entre os dois países. Dentre os convidados especiais, destacam-se Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal, que falou sobre as insuficiências dos mercados de trabalho e defendeu uma nova política de captação e integração da migração, mais apoiada e menos burocratizada, e analisou os diferentes perfis de emigrantes que estão a chegar a Portugal; e Aristides Santos, primeiro-ministro da Guiné-Bissau por três mandatos, como reforço da mensagem da lusofonia. Paulo Porto, antigo deputado eleito pela imigração pelo círculo de Fora da Europa e que foi o primeiro luso-brasileiro a assumir funções políticas na Assembleia da República portuguesa, também havia confirmado presença, mas uma agenda profissional de última hora fez este responsável estar ausente, apesar de enviar uma mensagem de solidariedade para todo o grupo na qual conclamou que brasileiros e portugueses devem andar unidos.

João Morgado, presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral, referiu que existem “dois séculos de independência política, mas de caminho conjunto” e que a Associação existe para “auxiliar os brasileiros, sobretudo, aqueles que chegam à região da Cova da Beira”.

“Há quem goste de olhar para as feridas do passado e alimentar um discurso de ódio que não engrandece ninguém. E há quem olha para as cicatrizes e acredite que o futuro depende do que fizermos agora. É para isso que aqui estamos”, frisou Morgado, que ressaltou ainda que a entidade é composta, nos seus quadros sociais, por cidadãos do Brasil e de Portugal, o que possibilita uma melhor interação e integração dessa comunidade estrangeira, mas irmã, em Portugal”.

A Casa do Brasil – Terras de Cabral reuniu recentemente, em Lisboa, com o novo embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, que disponibilizou a diplomacia brasileira em solo luso para auxiliar nas ações desta entidade na Cova da Beira.

Novas ações estão previstas para o mês de novembro deste ano, quando o Brasil celebra outra importante data nacional, que assinala a Proclamação da República.

Capturarcb1.JPG

Capturarcb2.JPG

Capturarcb3.JPG