Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

AS RELAÇÕES ENTRE PORTUGAL E O BRASIL VÃO ESTAR EM DEBATE NOS ENCONTROS DE OUTONO DE FAMALICÃO

A Iniciativa promovida pelo Museu Bernardino Machado decorre nos dias 22 e 23 de novembro na Fundação Cupertino de Miranda

“As Relações entre Portugal e o Brasil: da I república à Democracia Pós Abrilista” é o tema que vai reunir, em Vila Nova de Famalicão, mais de uma dezena de investigadores e historiadores especialistas em relações internacionais. Trata-se de mais uma edição dos Encontros de Outono, que vão decorrer entre 22 e 23 de novembro, na Fundação Cupertino de Miranda, no centro da cidade.

AFS_9970.jpg

As conferências que se realizam já há mais de 20 anos são uma iniciativa do Museu Bernardino Machado e têm no seu patrono a principal inspiração para o debate.

Numa época em que as correntes migratórias entre Portugal e o Brasil estão particularmente intensas, o debate da temática ganhou um especial relevo conjugando-se com o facto de Bernardino Machado ter nascido no Rio de Janeiro, sendo filho de mãe brasileira, e pai português. Com nove anos veio com a família viver para Portugal e mais tarde acabou por adotar a nacionalidade do pai como sua. Apesar disso, o homem que foi Presidente da República Portuguesa por duas vezes e uma das principais figuras da I República, manteve sempre uma relação de grande proximidade com as suas origens e isso refletiu-se a nível profissional.

AFS_9971.jpg

Isso mesmo realça o coordenador cientifico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, referindo que “o arco temporal do Colóquio inclui, em grande parte, o acume do percurso político de Bernardino Machado que, além de ter nascido no Brasil, foi ministro de Portugal neste país, de 1912 até ao fim de 1913, fez nele um excelente trabalho diplomático e económico junto da comunidade portuguesa e, ao longo da sua vida política sempre lhe mereceram especial atenção as relações e problemas entre as duas “Pátrias irmãs.”

Quanto à pertinência do tema, o responsável afirma ainda que “há muito que sabemos que a “identidade” do nosso país se fez de fora para dentro” e que neste processo “o Brasil foi fundamental não apenas por via dos milhares de emigrantes que o “aportuguesaram”, mas pelas riquezas imensas que fluíram para Portugal e aqui vicejaram”.  Por outro lado, “num tempo de grandes migrações, afluem a Portugal, milhares de brasileiros com a intenção de se fixar e trabalhar entre nós”, realça ainda.

Por tudo isto, Famalicão irá reunir as condições necessárias e a atmosfera ideal para o debate e para o conhecimento da temática.

Ao todo, serão realizadas dez conferências com outros tantos oradores convidados. Em cima da mesa estarão os temas: “Confederação Luso-Brasileira: uma utopia na I República”; “A contemporaneidade Luso-Brasileira de Silvestre Pinheiro Ferreira”; “As Relações Portugal / Brasil no 1.º quartel do século XX”; “Um olhar sobre as ditaduras de Getúlio Vargas e Oliveira Salazar”; “Brasil na Grande Exposição do Mundo Português (1940); “O Lusotropicalismo de Gilberto Freyre”; “A Dívida externa do Brasil na era Vargas e os seus reflexos em Portugal”; “Portinari e o neo-realismo portugês” e “Henrique Galvão, a operação Dulcineria e o seu exílio e oposição, no Brasil, ao Salazarismo”.

A relevância da iniciativa é realçada pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que destaca que os Encontros de Outono promovidos anualmente pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através do Museu Bernardino Machado, “têm conquistado ao longo dos anos um justificado prestígio por uma razão muito simples: além de produzir e debater saber e conhecimento, souberam criar em seu torno uma cultura académica muito própria, numa atmosfera de partilha única e original.” E acrescenta: “Não é por acaso que esta iniciativa se mantém há mais de vinte anos, decorrendo de forma interrupta reunindo anualmente académicos, historiadores e investigadores nacionais e internacionais.”

Refira-se que, entretanto, está patente até 15 de dezembro, no Museu Bernardino Machado a exposição documental “Bernardino Machado e o Brasil”.

A participação nos Encontros de Outono é livre e gratuita, mas sujeita a inscrição até 20 de novembro, no site do museu em www.bernardinomachado.org

As inscrições e a participação nas conferências dão direito a um Certificado de Participação, acreditado pelo Centro de Formação Científica.

AFS_9976.jpg

ESTAÇÃO VIANA SHOPPING RECEBE FESTIVAL INTERNACIONAL DE CAPOEIRA

3º edição acontece de 25 a 27 de outubro

O Festival Internacional de Capoeira está de volta a Viana do Castelo para mais uma edição. Depois do sucesso dos dois últimos anos, o Estação Viana Shopping volta a acolher esta atividade desportiva. Entre os dias 25 e 27 de outubro, a vibe brasileira invade o Centro, celebrando a Arte Marcial reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

original-c1436463bc41a40aba46263a94bca443.png

Com a organização do Centro Cultural Capoeira Batuqueiro, a terceira edição deste festival divide-se entre o Pavilhão Mestre Luís de Braga e o Estação Viana Shopping, que pelo segundo ano acolhe e apoia esta iniciativa.

A terceira edição do Festival Internacional de Capoeira tem início no dia 25 de outubro, onde os visitantes se juntam para a roda de abertura, no Pavilhão Mestre Luís Braga. No sábado, dia 26 de outubro, o dia começa com aulas no mesmo pavilhão, e é durante a tarde que chega ao Estação Viana Shopping. Às 18h00 os visitantes poderão assistir ao Batizado e à Graduação de todos os alunos envolvidos neste festival, uma cerimónia solene que condecora novos e antigos alunos.

A festa termina no dia 27 de outubro, com mais aulas de capoeira e a roda de encerramento, que têm lugar no Pavilhão Mestre Luís de Braga, a partir das 10h00.O Festival Internacional de Capoeira tem como objetivo apresentar a capoeira nas suas diversas vertentes, sejam elas luta, dança, arte, musicalidade, tradição, educação e filosofia de vida. Para além disso, esta ação introduz novos alunos à modalidade, promove o intercâmbio entre diferentes grupos de capoeira e, por fim, proporciona aos alunos a possibilidade de verem reconhecidos os seus talentos nesta arte.

O Centro Cultural Capoeira Batuqueiro surgiu em 2012 pelo Mestre Marcha Lenta que conta com uma representação em 4 nações: Brasil, Espanha, Alemanha e Portugal. Em Portugal existem dois pólos – em Viana do Castelo e em Monção – orientados pelos Graduados Scooby-Doo (Bruno Cerqueira) e Lubreu.

Entre os dias 25 e 27 de outubro, o Estação Viana Shopping convida todos os visitantes a fazerem parte do 3º Festival Internacional de Capoeira.

original-4f6fc3f1064facd58461a9c31cf41934.png

MUSEU BERNARDINO MACHADO PROMOVE NOVA CONFERÊNCIA QUE RECORDA OS INTERESSES DE PORTUGAL NA AMAZÓNIA

Museu Bernardino Machado promove nova conferência esta sexta-feira

A docente Lina Madeira é a convidada da próxima sessão do ciclo de conferências “As Relações Portugal e Brasil na I República (1910-1926)”, dedicada à temática “Veiga Simões e os interesses de Portugal na Amazónia”, que vai decorrer esta sexta-feira, dia 18, a partir das 21h30, no Museu Bernardino Machado.

Museu Bernardino Machado 043.jpg

“Numa altura em que a floresta amazónica é notícia de primeira página pelas razões mais preocupantes”, o museu famalicense propõe uma conversa sobre Alberto de Veiga Simões, nomeado Cônsul de 3.ª classe de Portugal em Manaus, em 1915, e autor das obras “Daquém & Dalém Mar. Portugal & a Amazónia. Estudo de Política Económica” e “Interesses Portugueses na Amazónia”.

Refira-se que Lina Madeira é professora de História do 3.º Ciclo do Ensino Básico e Secundário. Natural de Viana do Castelo, licenciou-se em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1991. Dez anos depois, concluiu o Mestrado em História Contemporânea, pela mesma Faculdade. No ano seguinte, a sua tese, “Alberto da Veiga Simões. Esboço de uma biografia política”, recebeu o Prémio Fundação Mário Soares. Doze anos depois, terminou o Doutoramento em Letras (pré-Bolonha), na área de História, na especialidade de História Contemporânea, pela Faculdade na qual sempre estudou. É colaboradora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra (CEIS20).

VIZELA CELEBRA PROTOCOLOS DE COLABORAÇÃO COM ASSOCIAÇÕES DE PAIS

Câmara Municipal e associações de pais do Concelho assinaram protocolos

A Câmara Municipal e as associações de pais do Concelho assinaram ontem os protocolos de colaboração aprovados em reunião de Câmara.

Reunião AP.JPG

Foram assim assinados os protocolos de colaboração para partilha da gestão dos refeitórios escolares e para o fornecimento de lanches escolares dos estabelecimentos de ensino do 1º ciclo do ensino básico e para a partilha da gestão da componente de animação e apoio à família nos jardins-de-infância.

De realçar que a Câmara Municipal tem revelado uma preocupação com as associações de pais do Concelho, estando atenta às suas necessidades, sendo que estas associações, após auscultação, manifestaram a vontade de manter a parceria para o ano letivo de 2018/2019.

Na reunião, o Presidente da Câmara destacou o papel das associações de pais na promoção e desenvolvimento da Educação, sendo que a Autarquia vê estas associações como parceiras nas iniciativas que promovem a melhoria da qualidade e da humanização dos espaços escolares, ações motivadoras de aprendizagens dos alunos.

Assim, e cumprindo a premissa deste Executivo de que a Educação é o Futuro, a Câmara Municipal irá privilegiar esta vertente, promovendo e operacionalizando medidas de desenvolvimento da educação, tomando este aspeto como determinante na qualificação e competitividade futura das gerações vindouras no Concelho.

GAÚCHOS VISITAM VIZELA

Câmara de Vizela recebeu comitiva da Cidade Gaúcha do Paraná

O Presidente da Câmara Municipal, acompanhado pelo restante executivo municipal, recebeu hoje no edifício sede do Município, uma comitiva da Cidade Gaúcha / Paraná, no Brasil.

rececção gaucha.jpg

A Cidade Gaúcha é um município brasileiro do estado do Paraná com uma população total de aproximadamente 12 500 habitantes. A Cidade Gaúcha tem o rio Ivaí como um grande diferencial, além do Bosque do Leão, que proporciona contacto com a natureza. A cultura gaúcha está muito presente, tanto na gastronomia, como nos costumes. É um município com comércio e serviços fortes, com um Campus da Universidade de Maringá na cidade.

A comitiva, composta pelo Prefeito Municipal de Cidade Gaúcha, Alexandre Lucena, pela Secretária de Assistência Social de Cidade Gaúcha, Marcela Antea, e pelo Vice-prefeito de Cidade Gaúcha, Juvenir Agnelo, efetuou uma visita à cidade de Vizela para aferir da possibilidade de posterior assinatura de protocolo de cidades irmãs pelas respetivas cidades.

TELEVISÃO BRASILEIRA VISITA VIZELA

Programa brasileiro de tv “Assim é Portugal” em Vizela

A equipa do programa “Assim é Portugal”, já com 11 anos de existência e exibido no canal de televisão brasileiro TV MAX, esteve em Vizela para a realização de uma reportagem sobre a cidade e o Concelho.

IMG_0325 (1).jpg

A divulgação da oferta turística é o principal objetivo do programa. Mas para além do turismo, em cada reportagem é também dedicada atenção à cultura, à sociedade e à economia de cada localidade portuguesa por onde passam.

Em Vizela foram visitados vários locais de interesse turístico e também diferentes entidades. A gastronomia, os vinhos, o termalismo, o património e a cultura vizelense foram alvo de recolha de imagens que serão difundidas no último trimestre de 2019 e que depois estarão disponíveis online.

Uma ação que resulta da estreita e reforçada relação existente entre a Câmara Municipal de Vizela e a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, devidamente enquadrada na estratégia do Executivo Municipal para o Turismo e que prevê o desenvolvimento turístico.      

De destacar que o objetivo destas visitas enquadra-se numa das medidas do Plano Municipal de Turismo que visa desenvolver esforços no sentido de criar parcerias com novas entidades, públicas ou privadas, que permitam exponenciar o potencial turístico de Vizela, através da divulgação eficaz, em todo o território nacional e, sempre que possível, internacionalmente, do potencial turístico de Vizela.

PAN INSTA GOVERNO A INTERVIR NA CALAMIDADE QUE AFECTA A AMAZÓNIA

Carta aberta do PAN insta Marcelo e Costa a intervir na calamidade que afeta a Amazónia

Garantir a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta Amazónica

Garantir que na próxima reunião do Conselho Europeu, se inclua na ordem de trabalhos o congelamento da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul

Apresentar uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça caso não se verifique nenhum compromisso tangível por parte do Brasil, do Paraguai e da Bolívia

Embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal devem ser convocados com carácter de urgência

Destruição da Amazónia, perseguição de ativistas e desrespeito pelos povos indígenas devem ser temas prioritários na agenda da visita oficial de Jair Bolsonaro a Portugal, agendada para o início de 2020

O PAN, Pessoas – Animais – Natureza, enviou hoje duas cartas abertas, uma ao Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e outra ao Primeiro-Ministro António Costa, que defendem a intervenção e posicionamento inequívocos de Portugal na calamidade que afeta a floresta Amazónica e as comunidades indígenas, comprometendo as metas climáticas do acordo de Paris.

“Como cidadãos e como nação, não podemos ficar indiferentes à destruição acelerada da floresta Amazónica, à perseguição das comunidades indígenas, à usurpação de terras ancestrais e à morte de milhares de espécies vegetais e animais nesta região equatorial, pelo que o Governo português deve utilizar todas as ferramentas e mecanismos disponíveis a nível diplomático, económico, financeiro e mesmo legais para travar as causas da expansão de buracos no ozono e intervir na proteção e regeneração da floresta Amazónica”, pode ler-se nos documentos assinados pelo Eurodeputado do PAN, Francisco Guerreiro.

https://pan.com.pt/carta-aberta-ao-presidente-da-republica-solicitando-a-intervencao-de-portugal-na-defesa-da-floresta-amazonia/

https://pan.com.pt/carta-aberta-ao-primeiro-ministro-solicitando-a-intervencao-de-portugal-na-defesa-da-floresta-amazonia/

Os documentos instam por um lado o Presidente da República a:

a) Esclarecer, junto dos representantes diplomáticos, qual a posição oficial da República Federal Brasileira relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris e ao princípio do desmatamento zero;

b) Garantir que na próxima visita oficial do Presidente Brasileiro Jair Bolsonaro a Portugal, agendada para o início de 2020, os tópicos do desmatamento, da destruição da biodiversidade e da selva amazónica, da perseguição a ativistas ambientais, tal como a tentativa de usurpação de terras demarcadas indígenas, sejam prioritários na agenda bilateral;

c) Solicitar junto do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, os meios científicos, diplomáticos e financeiros que garantam a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta Amazónica e que proactivamente incluam o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa no centro deste roteiro;

d) Garantir junto das instituições Europeias e dos países da CPLP o apoio a este roteiro internacional.

E, por outro lado, o Primeiro-Ministro a:

a) Convocar, com carácter de urgência, os embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal para tomar conhecimento e discutir as ações que estão a ser tomadas pelos seus governos em relação aos atuais incêndios, ao desmatamento decorrente e à destruição generalizada da floresta Amazónica;

b) Garantir que na próxima reunião do Conselho Europeu, a 10 e 11 de Outubro, se inclua na ordem de trabalhos o congelamento, por tempo indeterminado, da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul;

c) Reforçar os esforços diplomáticos bilaterais entre o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa para garantir os compromissos climáticos vinculados pelo Acordo de Paris e o princípio do desmatamento zero na Amazónia;

d) Propor a possibilidade de alargar a intervenção do Fundo Mundial do Ambiente (Global Environment Facility) à proteção de áreas de especial interesse ambiental, como a floresta Amazónia, como meio de compensação dos países pela sua não desmatação;

e) Apresentar uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça caso não se verifique nenhum compromisso tangível e substancial pela República Federal do Brasil, pela República do Paraguai e pelo Estado Plurinacional da Bolívia para travar o desmatamento na floresta Amazónica, para combater os incêndios florestais e para assegurar a demarcação de terras indígenas;

f) Priorizar a proteção, conservação e regeneração da floresta Amazónica nas próximas reuniões da CPLP.

“Temos de agir como nação para proteger um dos pulmões mais importantes do planeta. A nossa própria sobrevivência está em jogo. Haja coragem e ação política e ainda vamos a tempo de regenerar a floresta da Amazónia”, reforça o Eurodeputado, Francisco Guerreiro.  

OS “BRASILEIROS DE TORNA-VIAGEM”

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

Na senda das vagas contemporâneas de emigrantes portugueses para vários países do mundo, evidencia-se o ciclo transoceânico que se prolongou de meados do século XIX até ao primeiro quartel do século XX, e que teve como principal destino o Brasil.

Pressionados pela carestia de vida e baixos salários agrícolas, mais de um milhão de portugueses entre 1855 e 1914 atravessaram o oceano Atlântico, essencialmente seduzidos pelo crescimento económico da antiga colónia portuguesa. Procedente do mundo rural e eminentemente masculino, o fluxo migratório foi particularmente incisivo no Minho, um dos principais torrões de origem da emigração portuguesa para o Brasil.

Enobrecidos pelo trabalho, maioritariamente centrado na atividade comercial, e após uma vintena de anos geradores de um processo de interação social que os colocou em contacto com novas realidades, hábitos, costumes e posses, o regresso de “brasileiros de torna-viagem” a Portugal, trouxe consigo um espírito burguês empreendedor e filantrópico marcado pela fortuna, pelo gosto de viajar, e pelo fascínio cosmopolita da cultura e língua francesa.

Ainda que sintomática das debilidades estruturais do país, a emigração portuguesa para o Brasil entre o séc. XIX e XX, facultou através do retorno dos “brasileiros de torna-viagem”, os meios e recursos necessários para a transformação contemporânea do território nacional, com particular incidência no Noroeste de Portugal.

Como menciona Miguel Monteiro, no artigo “O Museu da Emigração e os “Brasileiros” do Rio: o público e o privado na construção de modernidade em Portugal”, recuando à segunda metade do séc. XIX, encontramos nos “brasileiros” aqueles que alcançando fortuna no Brasil, “construíram residências, compraram quintas, criaram as primeiras indústrias, contribuíram para a construção de obras filantrópicas e participaram na vida pública e municipal, dinamizando a vida económica, social e cultural”.

Numa época, em que a nova geração de emigrantes que deixa Portugal não tem como principal propósito o regresso vindouro, mas antes a procura de melhor qualidade de vida e emprego na sua área, a feição benemérita e empreendedora dos “brasileiros de torna-viagem”, que permitiu mitigar os parcos recursos financeiros do país no aclarar do séc. XX, é um exemplo inspirador que não pode deixar de ser recordado e enaltecido.

JORNALISTA BRASILEIRO ÍGOR LOPES PUBLICA LIVRO SOBRE O RANCHO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO

Livro editado no Brasil narra trajetória do “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro”, ao longo dos últimos sessenta e cinco anos!

Obra apresentada no Brasil e em Portugal

No próximo dia 5 de julho, sexta-feira, nas instalações da Casa do Minho do Rio de Janeiro, vai ser feito o lançamento do livro-reportagem “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954”, da autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro, Ígor Lopes. No próximo mês de agosto, o livro será lançado em Portugal, na cidade de Viana do Castelo.

Capa_livro_RF-Maria_da_Fonte_Igor_Lopes_destaque.jpg

Além de celebrar os 65 anos de fundação do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”, o mais antigo dos quatro grupos da Casa do Minho do Rio de Janeiro, a proposta dessa obra literária é realçar os momentos mais importantes do percurso do rancho. Ao longo das 226 páginas da obra, o leitor poderá conhecer os nomes que fizeram o grupo ganhar a dimensão que tem hoje, além de entender as ligações da Casa do Minho do Rio de Janeiro com as autoridades portuguesas, brasileiras e luso-brasileiras, bem como desvendar os detalhes das atividades do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”.

A narrativa procura também apontar a importância e a dimensão do protagonismo nacional e internacional do grupo, que ocupa hoje um lugar de grande notoriedade na Diáspora portuguesa, promovendo a língua de Camões, a cultura lusitana e as tradiçõesdanças e cantares da região do Alto Minho. Em pauta estão ainda os pontos mais sensíveis dessa história de relevo, as motivações, o que pensam os seus responsáveis e a crítica no país do samba. O trabalho, fruto de pesquisas e de entrevistas jornalísticas no Brasil e em Portugal, convoca personagens dos dois países para que expressem os seus sentimentos sobre o trabalho desenvolvido pela Casa do Minho na cidade maravilhosa, com destaque para o legado que será deixado para as novas gerações em termos de folclore no Brasil. O valor total obtido com a venda do livro será utilizado para as ações e atividades do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”.

Segundo o autor, a ideia do livro passa ainda por apresentar uma qualitativa pluralidade de opiniões, mostrando que nada se faz de forma isolada. “É preciso construir parcerias e mantê-las vivas e ativas”.

Foi um enorme prazer e um orgulho ter sido convidado para contar os detalhes da história recente do Rancho Folclórico Maria da Fonte, além de poder “desfiar” parte do passado da entidade e da sua atividade folclórica. Foi emocionante ter tido contato com fotografias de época, com arquivos da Casa e com nomes fundamentais nesse percurso de sucesso. Espero que o trabalho dessa instituição minhota e dos seus ranchos folclóricos prossiga, valorizando os seus diretores, componentes, colaboradores e a cultura portuguesa no Brasil”, afirmou o jornalista Ígor Lopes.

Por sua vez, a diretoria da Casa do Minho do Rio  de Janeiro enalteceu a importância do folclore português no Brasil.

A Casa do Minho tem uma história riquíssima. E o seu mais antigo rancho é prova disso. A cultura do Alto Minho está preservada no Brasil. Os nossos folcloristas demonstram sempre muito amor pela cultura minhota quando o grupo se apresenta no Brasil ou em Portugal”, defendeu Agostinho dos Santos, presidente da Casa do Minho carioca.

Cultura de Portugal ganha destaque no Brasil

folclore português é responsável por grande parte da promoção da cultura lusitana no seio da sua Diáspora espalhada pelo mundo. E, no Brasil, não é diferente. Prova disso é a lei assinada recentemente pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que declara o folclore português como Património Histórico e Cultural, de natureza Imaterial, do Estado fluminense.

Como é do conhecimento do público lusodescendente, a Casa do Minho do Rio de Janeiro trabalha de forma respeitosa e ostensiva a promoção do folclore português, mais concretamente da região do Alto Minho, no Brasil”, consideraram as autoridades luso-brasileiras.

Ígor Pereira Lopes é jornalista e escritor. Aos 38 anos, é Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra (Portugal); Especialista em Gestão de Comunidades e Redes Sociais pela Universidade de Guadalajara (México), possui Extensão Universitária em Princípios da Comunicação Mediática Contemporânea pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e Graduação em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Brasil).

É responsável por projetos jornalísticos, de comunicação e literários entre Brasil e Portugal. Atua para agências de notícias brasileiras e portuguesas. Tem experiência nas áreas de consultoria literária, assessoria de imprensa e de comunicação, comunicação estratégica empresarial e institucional, jornalismo digital, jornalismo cultural, relações públicas, social media, marketing digital e cultura digital.

É autor dos livros-reportagem “Maria Alcina, a força infinita do Fado” (2016); “Casa do Distrito de Viseu: cinquenta anos de dedicação à cultura portuguesa no Rio de Janeiro” (2016) e responsável editorial pelos livros “A Voz da Mulher” (2018), da jornalista e radialista Wylma Guimarães, e “Values, Motivation and Leadership – Fany Tchaicovsky and colleagues” (2015), organizado por Marcelo Fernandes.

É detentor de prémios, títulos e distinções no meio profissional e acadêmico. É ainda membro da Academia de Letras e Artes Paranapuã (ALAP), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) e da Eco Academia de Letras, Ciências e Artes de Terezópolis de Goiás (E-ALCAT).

Natural do Rio de Janeiro, Ígor Lopes tem nacionalidade portuguesa. As suas raízes em Portugal estão em Armamar, no distrito de Viseu, e em Constantim, no distrito de Vila Real.

MART'NÁLIA CANTA VINICIUS DE MORAIS EM PONTE DA BARCA

Filha do rei do samba Martinho da Vila, Mart’nália traz a Ponte da Barca a apresentação do seu último álbum dedicado à obra de Vinícius de Morais

CapturarMartinhoDaVila.PNG

É já no dia 22 de junho que Ponte da Barca recebe Mart’nália, num concerto imperdível inserido na sua digressão europeia em que a cantora brasileira apresentará o seu último trabalho dedicado a Vinicius de Morais, um álbum que deixa transparecer a alma do Rio de Janeiro com a fusão da eterna poesia de Vinicius de Moraes e o ritmo contagiante da música de Mart’nália. O espetáculo acontece no Jardim dos Poetas, às 22h, com entrada gratuita.

Martinália Mendonça Ferreira, conhecida como Mart'nália é uma atriz, cantora, compositora, percussionista

e instrumentista brasileira. Filha do sambista Martinho da Vila e da cantora Anália Mendonça (seu nome é

uma mistura dos nomes dos pais), desde criança que esteve rodeada pela música.

Iniciou a carreira profissional aos 16 anos, fazendo vocais de apoio para o pai ao lado dos irmãos. Em meados da década de 1990, passou a realizar apresentações em circuitos de bares, pequenas casas noturnas e até teatros do Rio de Janeiro, o que culminou no lançamento de seu CD Minha Cara, mais voltado para o samba-canção.

A partir de 1994, passou a integrar o grupo Batacotô, com quem lançou o Samba dos Ancestrais. A artista também foi percussionista da banda de Ivan Lins. Trabalhou ainda ao lado de grande nomes da música brasileira, como Caetano Veloso que foi o diretor artístico de seu álbum, Pé do meu Samba, além de compor a faixa-título, e de Maria Bethânia que produziu o seu álbum Menino do Rio, álbuns que lhe abriram as portas para espetáculos internacionais na Europa e Ásia.

FAFE FOI PALCO DE APRESENTAÇÃO DE OBRA COLETIVA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE ENTRE BRASIL E PORTUGAL

No passado dia 4 de junho (terça-feira), foi apresentada na cidade de Fafe, o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”.

A sessão de apresentação da obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, decorreu no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

dbdbdbdb (1) (1).JPG

O historiador fafense Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”, na Santa Casa da Misericórdia de Fafe, acompanhado da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, e do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa

 

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, esteve a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso da sessão, que contou com a presença de vários membros da instituição social e da sociedade local, entre eles, da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, em representação do provedor Vítor Ferreira Leite, dada a sua presença numa reunião da trabalho na capital portuguesa, e do vereador da Cultura do Município de Fafe, Pompeu Martins, todos foram unânimes em considerar que este novo livro é mais um contributo para o estreitar dos laços históricos e culturais luso-brasileiros. E em particular, no caso da Misericórdia de Fafe, sublinha a herança dos “brasileiros de torna-viagem” na instituição, assim como no concelho onde ainda hoje se encontram as suas marcas na cidade.

Refira-se que esta foi a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

dbdbdbdb (2).JPG

dbdbdbdb (3).JPG

dbdbdbdb (4).JPG

dbdbdbdb (5).JPG

dbdbdbdb (6).JPG

dbdbdbdb (7).JPG

dbdbdbdb (8).JPG

dbdbdbdb (9).JPG

dbdbdbdb (10).JPG

dbdbdbdb (11).JPG

dbdbdbdb (12).JPG

dbdbdbdb (13).JPG

dbdbdbdb (14).JPG

dbdbdbdb (15).JPG

dbdbdbdb (16).JPG

HISTORIADOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM FAFE OBRA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE NO BRASIL E PORTUGAL

Obra coletiva sobre Hospitais e Saúde entre Brasil e Portugal apresentada em Fafe

No dia 4 de junho (terça-feira), vai ser apresentado em Fafe o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”. 

A obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, é apresentada às 17h30 no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

Autores.jpg

O historiador Daniel Bastos (esq), que em conjunto com a docente Cybelle Salvador Miranda (centro) e o arquiteto Renato Gama-Rosa (dir.) integra uma rede luso-brasileira de estudo dos Hospitais de Beneficência Portuguesa, é o autor do livro “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade, obra que foi apresentada em 2012 no evento comemorativo do Ano de Portugal no Brasil da Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, estará a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso do seu contributo historiográfico, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia destaca o concelho de Fafe como uma construção contemporânea dos “brasileiros de torna-viagem”, enquadrando o Hospital da Misericórdia de Fafe, que desempenha um papel estruturante no campo social local, como uma obra paradigmática da benemerência brasileira oitocentista, gizada a partir do modelo arquitetónico da “Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro”. 

Esta é a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

Capa do livrosaudehosp.jpg

FALECEU NO BRASIL O ARTISTA MANUEL FÉLIX IGREJAS A QUEM O MINHO MUITO DEVE

Faleceu esta madrugada no Brasil o artista Manuel Félix Igrejas a quem os portugueses em geral e o Minho em particular muito devem pela dedicação e talento que dedicou à sua divulgação. A Casa do Minho no Rio de Janeiro é uma verdadeira galeria de arte do artista.

Manuel Igrejas vinha desde há cerca de um mês lutando contra uma pneumonia. O velório realiza-se em Campinas.

60332509_2178913975520513_3873712136194621440_n.jpg

Um Museu para Manoel Félix Igrejas: A Casa do Minho

Assim como o Bar Arco Teles poderia ser informalmente considerado um verdadeiro museu da obra de Nilton Bravo, pelo fato de posssuir nove paineis do mestre, proclamo hoje que a Casa do Minho, aquela casa portuguesa muito recuada no Cosme Velho poderia, com sobras, ser um Museu Manoel Félix Igrejas, dada a generosa quantidade de suas obras ali.

São sete obras: seis paineis azulejares e uma tela (!). Simplesmente fantástico, inda mais se consideramos que seu trabalho ali se estende por quatro décadas.

Esta que provavelmente é uma das obras mais importantes do Manoel em nossa cidade -- um lindo painel de 140 azulejos com sua típica moldura colocada no restaurante Costa Verde -- é de 1971. Neste mesmo ambiente uma pintura sua a óleo (!) retratando moinhos minhotos, de 1983. Nota-se que a pintura já sofreu cortes. Antes de se chegar ao restaurante, um belo painel dedicado à Nossa Senhora da Conceição do Sameiro, de 2010, onde Manoel, ao retratar os anjos, pode dar voz à sua veia naïf.

Colocado no alto de uma escadaria, só sendo possível a visualização para quem desce, outro grande painel quadrado de 121 azulejos de 2009 em que o pintor português homenageaia sua mulher Margarida, que o ajudava com as tintas.

Subindo um pouco mais, descobrimos um fonte com outro painel do Manoel, desta feita de 2005. Novamente motivos minhotos, a pudica minhota ounvindo os flertes de um Santos Dumont. Em local a que não tive acesso, outro pequeno painel com poema tecendo loas ao Minho.

E só na saída nos deparamos com outra pequena, notável, obra do Igrejas, de 2012. Na entrada, porém perceptível apenas para quem sai : um Afonso Henriques de espada na mão, incomum em Igrejas por ser no tradicionalíssmo azul e branco português.

Não por acaso Manoel Félix Igrejas foi homenageado com uma sala de cultura.

Fonte: http://avidanumagoa.blogspot.com/

008campi (1).JPG

008campi (2).JPG

008campi (3).JPG

008campi (4).JPG

008campi (5).JPG

008campi (6).JPG

008campi (7).JPG

008campi (8).JPG

008campi (9).JPG

008campi (10).JPG

008campi (11).JPG