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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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HISTORIADOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM FAFE OBRA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE NO BRASIL E PORTUGAL

Obra coletiva sobre Hospitais e Saúde entre Brasil e Portugal apresentada em Fafe

No dia 4 de junho (terça-feira), vai ser apresentado em Fafe o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”. 

A obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, é apresentada às 17h30 no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

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O historiador Daniel Bastos (esq), que em conjunto com a docente Cybelle Salvador Miranda (centro) e o arquiteto Renato Gama-Rosa (dir.) integra uma rede luso-brasileira de estudo dos Hospitais de Beneficência Portuguesa, é o autor do livro “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade, obra que foi apresentada em 2012 no evento comemorativo do Ano de Portugal no Brasil da Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, estará a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso do seu contributo historiográfico, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia destaca o concelho de Fafe como uma construção contemporânea dos “brasileiros de torna-viagem”, enquadrando o Hospital da Misericórdia de Fafe, que desempenha um papel estruturante no campo social local, como uma obra paradigmática da benemerência brasileira oitocentista, gizada a partir do modelo arquitetónico da “Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro”. 

Esta é a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

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FALECEU NO BRASIL O ARTISTA MANUEL FÉLIX IGREJAS A QUEM O MINHO MUITO DEVE

Faleceu esta madrugada no Brasil o artista Manuel Félix Igrejas a quem os portugueses em geral e o Minho em particular muito devem pela dedicação e talento que dedicou à sua divulgação. A Casa do Minho no Rio de Janeiro é uma verdadeira galeria de arte do artista.

Manuel Igrejas vinha desde há cerca de um mês lutando contra uma pneumonia. O velório realiza-se em Campinas.

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Um Museu para Manoel Félix Igrejas: A Casa do Minho

Assim como o Bar Arco Teles poderia ser informalmente considerado um verdadeiro museu da obra de Nilton Bravo, pelo fato de posssuir nove paineis do mestre, proclamo hoje que a Casa do Minho, aquela casa portuguesa muito recuada no Cosme Velho poderia, com sobras, ser um Museu Manoel Félix Igrejas, dada a generosa quantidade de suas obras ali.

São sete obras: seis paineis azulejares e uma tela (!). Simplesmente fantástico, inda mais se consideramos que seu trabalho ali se estende por quatro décadas.

Esta que provavelmente é uma das obras mais importantes do Manoel em nossa cidade -- um lindo painel de 140 azulejos com sua típica moldura colocada no restaurante Costa Verde -- é de 1971. Neste mesmo ambiente uma pintura sua a óleo (!) retratando moinhos minhotos, de 1983. Nota-se que a pintura já sofreu cortes. Antes de se chegar ao restaurante, um belo painel dedicado à Nossa Senhora da Conceição do Sameiro, de 2010, onde Manoel, ao retratar os anjos, pode dar voz à sua veia naïf.

Colocado no alto de uma escadaria, só sendo possível a visualização para quem desce, outro grande painel quadrado de 121 azulejos de 2009 em que o pintor português homenageaia sua mulher Margarida, que o ajudava com as tintas.

Subindo um pouco mais, descobrimos um fonte com outro painel do Manoel, desta feita de 2005. Novamente motivos minhotos, a pudica minhota ounvindo os flertes de um Santos Dumont. Em local a que não tive acesso, outro pequeno painel com poema tecendo loas ao Minho.

E só na saída nos deparamos com outra pequena, notável, obra do Igrejas, de 2012. Na entrada, porém perceptível apenas para quem sai : um Afonso Henriques de espada na mão, incomum em Igrejas por ser no tradicionalíssmo azul e branco português.

Não por acaso Manoel Félix Igrejas foi homenageado com uma sala de cultura.

Fonte: http://avidanumagoa.blogspot.com/

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YOUTUBER MARCELA TAVARES VEM A BARCELOS

“Youtubers Challenge” traz maior youtuber do Brasil a Barcelos. Marcela Tavares atua no dia 31 de maio, às 21h30, no Auditório Municipal

Marcela Tavares, uma das maiores Youtubers do Brasil, com mais de 500 milhões de visualizações nos seus vídeos, estará em Barcelos, no Auditório Municipal, no próximo dia 31 de maio, às 21h30, onde terá lugar a terceira eliminatória do “Youtubers Challenge”.

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O “Youtubers Challenge”, cuja entrada é gratuita, é um concurso composto por três eliminatórias, onde os concorrentes terão o palco ao seu dispor durante 10 minutos para apresentar o seu número artístico.

O vencedor do “Youtubers Challenge” será aquele cujo vídeo da sua atuação obtiver mais visualizações. A contagem das visualizações termina as 23h59 do dia 23 de junho e o vencedor será anunciado no dia 25 de junho, em direto na Rádio Nova Era, nas redes sociais e site.

Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Barcelos em parceria com a Layjan e a Rádio Nova Era.

CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO ORGANIZA SERÃO DE FADO VADIO

O guitarrista Victor Lopez apresentará no Restaurante Costa Verde, no dia 31 de maio, uma tradicional noite de Fado Vadio com a sua Guitarra Portuguesa num espaço que remete às Casas Típicas de Lisboa.

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No Fado Vadio todos podem cantar a música que tornou-se Patrimônio Mundial Imaterial da Humanidade, sejam profissionais ou amadores.

A finalidade principal é partilhar emoções ao som da Guitarra numa confraternização onde o Fado é a grande atração.

Amor, ciúme, cinzas, lume, saudade, tragédia, dor...cantaremos à meia luz as incomensuráveis histórias do Fado. Entrada franca, com culinária portuguesa, sem couvert artístico.

Faça já as suas reservas: 2225-1820 | 2205-4698 | 99627-3484 (WhatsApp) contato@minho.com.br

HISTORIADOR GUILHERME KOEHLER CONSIDERA QUE D. PEDRO I DO BRASIL JAMAIS FOI REI DE PORTUGAL

Na sequência das várias discussões que se têm proporcionado nos grupos monárquicos do Facebook, enviei, no dia 2 de Setembro de 2012, à Academia Portuguesa de História a seguinte exposição pedindo provas documentais.

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Exmos. Senhores

Pedro I do Brasil

Na sequência de vários anos de estudo e de muitas horas de discussões, peço a V. Exas. se dignem apresentarem-me documentos confirmando que, na realidade, Pedro I do Brasil foi Rei de Portugal.

No que diz respeito ao período que vai desde a morte de D. João VI até à aclamação de SMF El-Rei D. Miguel I, o melhor que consegui encontrar, em termos genéricos diz isto:

No dia 6 de Março de 1826, D. João VI, doente, nomeou uma regência presidida pela Infanta D. Isabel Maria, sua filha, a qual vigoraria, mesmo com a morte do rei, até que o legítimo herdeiro e sucessor da Coroa aparecesse. (como se vê nem o Rei sabia quem era o herdeiro), D. João VI morreu 4 dias depois.

Logo D. Isabel Maria envia ao Brasil uma representação com a missão de convencer o Imperador a aceitar o trono de Portugal. Estaria o Imperador inclinado a aceitar, mas, perante a total e radical discordância e oposição dos brasileiros, "o Senhor D. Pedro mesmo positiva, e expressissimamente declarou que nada queria de Portugal, e até reconheceo mui solenemente que, sendo Imperador do Brasil, não podia ser Rei de Portugal."

  1. Pedro desde 1819 que não pisava solo português, não esteve em Portugal no ano de 1826, logo, como obrigavam as Leis Fundamentais da Monarquia a aclamação não podia ter acontecido, mais não tendo reunido as Cortes para o efeito.

Também, segundo as Leis Fundamentais da Monarquia, o Senhor D. Pedro não reunia os requisitos necessários e obrigatórios para poder suceder na Coroa de Portugal porque:

- "o Senhor D. Pedro, Filho, e Vassallo do Senhor D. João VI Rei de Portugal, não só aprovou, e favoreceo a Rebellião do Brasil, mas se apresentou á testa dos Rebeldes, e Revolucionários, como seu Chefe; desmembrou do Reino de Portugal aquella importantíssima Colónia, elevada por seu Pai á qualidade de Reino; e até se declarou a si próprio solemnemente perpetuo Defensor do paiz rebellado."

- "muito por seu querer e escolha se fez Estrangeiro a Portugal, passando a ser Soberano independente, e Imperador do Brasil, tendo-se por isso desligado este absolutamente de Portugal."

- "o Senhor D. Pedro, como Imperador do Brasil, se obrigou a residir sempre no Brasil, e não pode vir residir em Portugal; residência esta absolutamente indispensável para poder succeder na Coroa de Portugal."

- "O Senhor D. Pedro nem em Portugal, nem no Brasil foi acclamado Rei de Portugal."

- "O Senhor D. Pedro não... prestou o Juramento de guardar aos Portuguezes seus Privilégios, Liberdades, Foros, graças e costumes, que as Leis Fundamentais da Monarchia mandão que os Reis de Portugal prestem antes de serem levantados Reis, e antes que os Estados do Reino lhe prestem o Juramento de preito, e homenagem."

- "Ainda no caso de se poder suppôr legitimada pelo Senhor Rei D. João VI no Tratado de 29 de Agosto de 1825 a usurpação, e levantamento do Brasil em Império independente: caso puramente ideal, e de mera supposição, esse caso seria justamente o que previrão as Côrtes de Lisboa de 1641, dizendo: que se acontecer succeder o Rei deste Reino em algum Reino, ou Senhorio maior... e tendo dous, ou mais filhos varões, o maior succeda no Reino estranho, e o segundo neste de Portugal; e este seja jurado Príncipe, e Legitimo Sucessor."

- na outorgação da Carta Constitucional, verdade que ele assinou "... Rei de Portugal e dos Algarves". ELE assinou, mas não tinha qualquer legitimidade para o fazer porque tinha de ter sido legitimado pelas Cortes para o ser. Era a mesma coisa que o sr Rosário Poidimani se lembrar de fazer uma Carta, assinar como Rei de Portugal dos Algarves e passar a sê-lo, nem que fosse por um dia.

Em relação ao período pós-Convenção de Evoramonte, não há qualquer dúvida de que não foi Rei porque a acta das Cortes de 1834 é bem explícita e mostra que D. Pedro apenas foi Regente como vou expor:

Agosto, 15 – Abertura das primeiras Cortes, de acordo com a Carta Constitucional, após o fim da Guerra Civil. As sessões decorreram no Convento de S. Bento da Saúde, que passou a denominar-se Palácio das Cortes.

Agosto, 18 - Primeira sessão parlamentar, com discussão da proposta do ministro do Reino para que D. Pedro conservasse a regência até à maioridade da Rainha.

Agosto, 30 - D. Pedro prestou juramento solene como Regente, na sala do trono do Palácio da Ajuda.

Setembro, 18 - D. Pedro enviou uma mensagem às Cortes a pedir escusa da Regência, devido ao seu estado de saúde.

Setembro, 20– Juramento solene de D. Maria II da Carta Constitucional, depois de ter sido declarada a sua maioridade.

Conclusões:

Se o Ministro do Reino propõe que conservasse a regência, era porque não era Rei; se fosse Rei, não prestava juramento solene como regente; se a coroa era sua não pedia escusa da regência.

Pelas razões apresentadas concluo que D. Pedro do Brasil jamais foi Rei de Portugal e que só mesmo a História dos liberais vencedores fez dele isso.

Estamos num país livre que deve ter orgulho no seu passado, logo a mentira e a traição não podem sobrepor-se à verdade e à honra.

Os melhores cumprimentos

Guilherme Koehler

Fonte: https://www.facebook.com/guilherme.koehler.3?eid=ARAq-kF0m8kHg3eiCVWq14JC_ZpPBMJOI8RXGpuGbqJzqkwhR3zVvYBLCfOwXzpd3PPXLFIL0kRYh2m3 (Via: Bandeira Branca)