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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PRESIDENTE DO BRASIL, DR. RODRIGUES ALVES, EM 1908 VISITOU OS SEUS FAMILIARES EM PONTE DE LIMA E PASSEOU EM LISBOA

Francisco de Paula Rodrigues Alves – Filho de Limianos foi Presidente do Brasil

Francisco de Paula Rodrigues Alves, notável figura, de ascendência limiana, foi por duas vezes Presidente da República do Brasil. É vasta a sua biografia para a qual remetemos para a revista “O Anunciador das Feiras Novas”, em artigo de nossa autoria.

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Em Novembro de 1908 – pouco tempo decorrido desde o regicídio – visitou o nosso país que também era o seu. Deslocou-se a Ponte de Lima tendo-se instalado no Palacete e Villa Moraes. Visitou o seu pai e demais familiares na Correlhã.

Rodrigues Alves também se passeou por Lisboa, tendo a sua passagem pela capital sido registada pela objectiva de Joshua Benoliel cujas fotos ilustraram uma reportagem do jornal O Século, insuspeito periódico republicano dirigido por Magalhães Lima que foi Grão-Mestre da Maçonaria. Afinal de contas, sempre se tratava de um presidente da república irmã do Brasil e por cá os republicanos não desperdiçavam uma oportunidade de promover a sua causa…

Fotos: ANTT

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BRASIL CELEBRA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

O Brasil também celebra o 1º de Dezembro, pois sem a Restauração de Portugal não haveria Brasil hoje

Militares brasileiros hasteiam a bandeira da Restauração do Primeiro de Dezembro de 1640. Quando a Liberdade veio, não germinou somente no Portugal europeu: espalhou-se daqui para todos os pontos do império em extraordinária prova de unidade de anseios e de esperanças. Quando soou o brado libertador, todos os portugueses de todos os continentes, excepto os de Ceuta, responderam ao apelo e marcharam para a batalha. Toda a Portugalidade se levantou; a Restauração foi dos portugueses de cá e dos de além-mar: dos luso-brasileiros, dos luso-angolanos, dos luso-moçambicanos, dos indo-portugueses. Todos lutámos pela Liberdade, e fomos todos, juntos, que a readquirimos. Que nunca o esqueçamos!

Fonte: http://novaportugalidade.pt/

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CERVEJA JUNTA 300 BRASILEIROS EM PONTE DE LIMA - O MELHOR CHOPE É DO MINHO!

Amanhã, dia 23 do corrente mês, a partir das 16,00, o conhecido Bar favas Contadas, situado na zona histórica da vila de Ponte de Lima, será palco dum encontro de mais de três centenas de brasileiros radicados no Minho.

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A iniciativa partiu do jovem casal Karem Neves e Pedro Elício, ela com raízes em Nelas, Viseu, e ele em Matosinhos, mas com largas amizades na região limiana.

Assim, para “quebrar o Inverno triste, fortalecer a comunidade brasileira radicada em Portugal, falar de seu trabalho e criar novas amizades” surgiu a ideia do Dia do Brasil em Ponte de Lima, adianta Pedro. O convívio será motivo para beber chope (Fino ou Imperial, dizemos nós, portugueses), com patrocínio da cerveja alemã Krombacher bem como debicar culinária brasileira e nacional: pão de queijo, côxinha, bolo de cenoura com chocolate, asinhas de frango fritas, rissóis de camarão, Bola de carnes, outra de frango, pastéis e pataniscas de bacalhau, entre outras iguarias! Além de cerveja, haverá também caipirinha e caipirosca, para acompanhar, registe-se!

Com animação musical em ambiente de forrô do Brasil, os jovens e menos jovens radicados no Norte do nosso país serão provenientes do Porto, Barcelos, Braga, Vila Verde, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, e claro de Ponte de Lima. Uma aplicação informática foi elaborada pelos organizadores, para inscrição e local de residência, e com pedido de confirmação no evento.

Queremos colocar Ponte de Lima num Roteiro do Brasil Amigo, de convivência com quem nos acolheu, salienta a organização. Encontros semelhantes, a outro nível, naturalmente, acontecem em Nova Iorque, Paris e Bruxelas, rematou Pedro Felício.

Com entrada livre, Ponte de Lima irá transformar-se durante umas horas num espaço com cheirinho a Verde e Amarelo, até porque neste Sábado, o Flamengo de Jorge Jesus, pode tornar-se campeão, daí a Festa ter mais Festa, recorde-se!

Tito Morais / https://www.luso.eu/

AS RELAÇÕES ENTRE PORTUGAL E O BRASIL VÃO ESTAR EM DEBATE NOS ENCONTROS DE OUTONO DE FAMALICÃO

A Iniciativa promovida pelo Museu Bernardino Machado decorre nos dias 22 e 23 de novembro na Fundação Cupertino de Miranda

“As Relações entre Portugal e o Brasil: da I república à Democracia Pós Abrilista” é o tema que vai reunir, em Vila Nova de Famalicão, mais de uma dezena de investigadores e historiadores especialistas em relações internacionais. Trata-se de mais uma edição dos Encontros de Outono, que vão decorrer entre 22 e 23 de novembro, na Fundação Cupertino de Miranda, no centro da cidade.

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As conferências que se realizam já há mais de 20 anos são uma iniciativa do Museu Bernardino Machado e têm no seu patrono a principal inspiração para o debate.

Numa época em que as correntes migratórias entre Portugal e o Brasil estão particularmente intensas, o debate da temática ganhou um especial relevo conjugando-se com o facto de Bernardino Machado ter nascido no Rio de Janeiro, sendo filho de mãe brasileira, e pai português. Com nove anos veio com a família viver para Portugal e mais tarde acabou por adotar a nacionalidade do pai como sua. Apesar disso, o homem que foi Presidente da República Portuguesa por duas vezes e uma das principais figuras da I República, manteve sempre uma relação de grande proximidade com as suas origens e isso refletiu-se a nível profissional.

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Isso mesmo realça o coordenador cientifico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, referindo que “o arco temporal do Colóquio inclui, em grande parte, o acume do percurso político de Bernardino Machado que, além de ter nascido no Brasil, foi ministro de Portugal neste país, de 1912 até ao fim de 1913, fez nele um excelente trabalho diplomático e económico junto da comunidade portuguesa e, ao longo da sua vida política sempre lhe mereceram especial atenção as relações e problemas entre as duas “Pátrias irmãs.”

Quanto à pertinência do tema, o responsável afirma ainda que “há muito que sabemos que a “identidade” do nosso país se fez de fora para dentro” e que neste processo “o Brasil foi fundamental não apenas por via dos milhares de emigrantes que o “aportuguesaram”, mas pelas riquezas imensas que fluíram para Portugal e aqui vicejaram”.  Por outro lado, “num tempo de grandes migrações, afluem a Portugal, milhares de brasileiros com a intenção de se fixar e trabalhar entre nós”, realça ainda.

Por tudo isto, Famalicão irá reunir as condições necessárias e a atmosfera ideal para o debate e para o conhecimento da temática.

Ao todo, serão realizadas dez conferências com outros tantos oradores convidados. Em cima da mesa estarão os temas: “Confederação Luso-Brasileira: uma utopia na I República”; “A contemporaneidade Luso-Brasileira de Silvestre Pinheiro Ferreira”; “As Relações Portugal / Brasil no 1.º quartel do século XX”; “Um olhar sobre as ditaduras de Getúlio Vargas e Oliveira Salazar”; “Brasil na Grande Exposição do Mundo Português (1940); “O Lusotropicalismo de Gilberto Freyre”; “A Dívida externa do Brasil na era Vargas e os seus reflexos em Portugal”; “Portinari e o neo-realismo portugês” e “Henrique Galvão, a operação Dulcineria e o seu exílio e oposição, no Brasil, ao Salazarismo”.

A relevância da iniciativa é realçada pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que destaca que os Encontros de Outono promovidos anualmente pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através do Museu Bernardino Machado, “têm conquistado ao longo dos anos um justificado prestígio por uma razão muito simples: além de produzir e debater saber e conhecimento, souberam criar em seu torno uma cultura académica muito própria, numa atmosfera de partilha única e original.” E acrescenta: “Não é por acaso que esta iniciativa se mantém há mais de vinte anos, decorrendo de forma interrupta reunindo anualmente académicos, historiadores e investigadores nacionais e internacionais.”

Refira-se que, entretanto, está patente até 15 de dezembro, no Museu Bernardino Machado a exposição documental “Bernardino Machado e o Brasil”.

A participação nos Encontros de Outono é livre e gratuita, mas sujeita a inscrição até 20 de novembro, no site do museu em www.bernardinomachado.org

As inscrições e a participação nas conferências dão direito a um Certificado de Participação, acreditado pelo Centro de Formação Científica.

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ESTAÇÃO VIANA SHOPPING RECEBE FESTIVAL INTERNACIONAL DE CAPOEIRA

3º edição acontece de 25 a 27 de outubro

O Festival Internacional de Capoeira está de volta a Viana do Castelo para mais uma edição. Depois do sucesso dos dois últimos anos, o Estação Viana Shopping volta a acolher esta atividade desportiva. Entre os dias 25 e 27 de outubro, a vibe brasileira invade o Centro, celebrando a Arte Marcial reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

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Com a organização do Centro Cultural Capoeira Batuqueiro, a terceira edição deste festival divide-se entre o Pavilhão Mestre Luís de Braga e o Estação Viana Shopping, que pelo segundo ano acolhe e apoia esta iniciativa.

A terceira edição do Festival Internacional de Capoeira tem início no dia 25 de outubro, onde os visitantes se juntam para a roda de abertura, no Pavilhão Mestre Luís Braga. No sábado, dia 26 de outubro, o dia começa com aulas no mesmo pavilhão, e é durante a tarde que chega ao Estação Viana Shopping. Às 18h00 os visitantes poderão assistir ao Batizado e à Graduação de todos os alunos envolvidos neste festival, uma cerimónia solene que condecora novos e antigos alunos.

A festa termina no dia 27 de outubro, com mais aulas de capoeira e a roda de encerramento, que têm lugar no Pavilhão Mestre Luís de Braga, a partir das 10h00.O Festival Internacional de Capoeira tem como objetivo apresentar a capoeira nas suas diversas vertentes, sejam elas luta, dança, arte, musicalidade, tradição, educação e filosofia de vida. Para além disso, esta ação introduz novos alunos à modalidade, promove o intercâmbio entre diferentes grupos de capoeira e, por fim, proporciona aos alunos a possibilidade de verem reconhecidos os seus talentos nesta arte.

O Centro Cultural Capoeira Batuqueiro surgiu em 2012 pelo Mestre Marcha Lenta que conta com uma representação em 4 nações: Brasil, Espanha, Alemanha e Portugal. Em Portugal existem dois pólos – em Viana do Castelo e em Monção – orientados pelos Graduados Scooby-Doo (Bruno Cerqueira) e Lubreu.

Entre os dias 25 e 27 de outubro, o Estação Viana Shopping convida todos os visitantes a fazerem parte do 3º Festival Internacional de Capoeira.

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MUSEU BERNARDINO MACHADO PROMOVE NOVA CONFERÊNCIA QUE RECORDA OS INTERESSES DE PORTUGAL NA AMAZÓNIA

Museu Bernardino Machado promove nova conferência esta sexta-feira

A docente Lina Madeira é a convidada da próxima sessão do ciclo de conferências “As Relações Portugal e Brasil na I República (1910-1926)”, dedicada à temática “Veiga Simões e os interesses de Portugal na Amazónia”, que vai decorrer esta sexta-feira, dia 18, a partir das 21h30, no Museu Bernardino Machado.

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“Numa altura em que a floresta amazónica é notícia de primeira página pelas razões mais preocupantes”, o museu famalicense propõe uma conversa sobre Alberto de Veiga Simões, nomeado Cônsul de 3.ª classe de Portugal em Manaus, em 1915, e autor das obras “Daquém & Dalém Mar. Portugal & a Amazónia. Estudo de Política Económica” e “Interesses Portugueses na Amazónia”.

Refira-se que Lina Madeira é professora de História do 3.º Ciclo do Ensino Básico e Secundário. Natural de Viana do Castelo, licenciou-se em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1991. Dez anos depois, concluiu o Mestrado em História Contemporânea, pela mesma Faculdade. No ano seguinte, a sua tese, “Alberto da Veiga Simões. Esboço de uma biografia política”, recebeu o Prémio Fundação Mário Soares. Doze anos depois, terminou o Doutoramento em Letras (pré-Bolonha), na área de História, na especialidade de História Contemporânea, pela Faculdade na qual sempre estudou. É colaboradora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra (CEIS20).

VIZELA CELEBRA PROTOCOLOS DE COLABORAÇÃO COM ASSOCIAÇÕES DE PAIS

Câmara Municipal e associações de pais do Concelho assinaram protocolos

A Câmara Municipal e as associações de pais do Concelho assinaram ontem os protocolos de colaboração aprovados em reunião de Câmara.

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Foram assim assinados os protocolos de colaboração para partilha da gestão dos refeitórios escolares e para o fornecimento de lanches escolares dos estabelecimentos de ensino do 1º ciclo do ensino básico e para a partilha da gestão da componente de animação e apoio à família nos jardins-de-infância.

De realçar que a Câmara Municipal tem revelado uma preocupação com as associações de pais do Concelho, estando atenta às suas necessidades, sendo que estas associações, após auscultação, manifestaram a vontade de manter a parceria para o ano letivo de 2018/2019.

Na reunião, o Presidente da Câmara destacou o papel das associações de pais na promoção e desenvolvimento da Educação, sendo que a Autarquia vê estas associações como parceiras nas iniciativas que promovem a melhoria da qualidade e da humanização dos espaços escolares, ações motivadoras de aprendizagens dos alunos.

Assim, e cumprindo a premissa deste Executivo de que a Educação é o Futuro, a Câmara Municipal irá privilegiar esta vertente, promovendo e operacionalizando medidas de desenvolvimento da educação, tomando este aspeto como determinante na qualificação e competitividade futura das gerações vindouras no Concelho.

GAÚCHOS VISITAM VIZELA

Câmara de Vizela recebeu comitiva da Cidade Gaúcha do Paraná

O Presidente da Câmara Municipal, acompanhado pelo restante executivo municipal, recebeu hoje no edifício sede do Município, uma comitiva da Cidade Gaúcha / Paraná, no Brasil.

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A Cidade Gaúcha é um município brasileiro do estado do Paraná com uma população total de aproximadamente 12 500 habitantes. A Cidade Gaúcha tem o rio Ivaí como um grande diferencial, além do Bosque do Leão, que proporciona contacto com a natureza. A cultura gaúcha está muito presente, tanto na gastronomia, como nos costumes. É um município com comércio e serviços fortes, com um Campus da Universidade de Maringá na cidade.

A comitiva, composta pelo Prefeito Municipal de Cidade Gaúcha, Alexandre Lucena, pela Secretária de Assistência Social de Cidade Gaúcha, Marcela Antea, e pelo Vice-prefeito de Cidade Gaúcha, Juvenir Agnelo, efetuou uma visita à cidade de Vizela para aferir da possibilidade de posterior assinatura de protocolo de cidades irmãs pelas respetivas cidades.

TELEVISÃO BRASILEIRA VISITA VIZELA

Programa brasileiro de tv “Assim é Portugal” em Vizela

A equipa do programa “Assim é Portugal”, já com 11 anos de existência e exibido no canal de televisão brasileiro TV MAX, esteve em Vizela para a realização de uma reportagem sobre a cidade e o Concelho.

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A divulgação da oferta turística é o principal objetivo do programa. Mas para além do turismo, em cada reportagem é também dedicada atenção à cultura, à sociedade e à economia de cada localidade portuguesa por onde passam.

Em Vizela foram visitados vários locais de interesse turístico e também diferentes entidades. A gastronomia, os vinhos, o termalismo, o património e a cultura vizelense foram alvo de recolha de imagens que serão difundidas no último trimestre de 2019 e que depois estarão disponíveis online.

Uma ação que resulta da estreita e reforçada relação existente entre a Câmara Municipal de Vizela e a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, devidamente enquadrada na estratégia do Executivo Municipal para o Turismo e que prevê o desenvolvimento turístico.      

De destacar que o objetivo destas visitas enquadra-se numa das medidas do Plano Municipal de Turismo que visa desenvolver esforços no sentido de criar parcerias com novas entidades, públicas ou privadas, que permitam exponenciar o potencial turístico de Vizela, através da divulgação eficaz, em todo o território nacional e, sempre que possível, internacionalmente, do potencial turístico de Vizela.

PAN INSTA GOVERNO A INTERVIR NA CALAMIDADE QUE AFECTA A AMAZÓNIA

Carta aberta do PAN insta Marcelo e Costa a intervir na calamidade que afeta a Amazónia

Garantir a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta Amazónica

Garantir que na próxima reunião do Conselho Europeu, se inclua na ordem de trabalhos o congelamento da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul

Apresentar uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça caso não se verifique nenhum compromisso tangível por parte do Brasil, do Paraguai e da Bolívia

Embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal devem ser convocados com carácter de urgência

Destruição da Amazónia, perseguição de ativistas e desrespeito pelos povos indígenas devem ser temas prioritários na agenda da visita oficial de Jair Bolsonaro a Portugal, agendada para o início de 2020

O PAN, Pessoas – Animais – Natureza, enviou hoje duas cartas abertas, uma ao Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e outra ao Primeiro-Ministro António Costa, que defendem a intervenção e posicionamento inequívocos de Portugal na calamidade que afeta a floresta Amazónica e as comunidades indígenas, comprometendo as metas climáticas do acordo de Paris.

“Como cidadãos e como nação, não podemos ficar indiferentes à destruição acelerada da floresta Amazónica, à perseguição das comunidades indígenas, à usurpação de terras ancestrais e à morte de milhares de espécies vegetais e animais nesta região equatorial, pelo que o Governo português deve utilizar todas as ferramentas e mecanismos disponíveis a nível diplomático, económico, financeiro e mesmo legais para travar as causas da expansão de buracos no ozono e intervir na proteção e regeneração da floresta Amazónica”, pode ler-se nos documentos assinados pelo Eurodeputado do PAN, Francisco Guerreiro.

https://pan.com.pt/carta-aberta-ao-presidente-da-republica-solicitando-a-intervencao-de-portugal-na-defesa-da-floresta-amazonia/

https://pan.com.pt/carta-aberta-ao-primeiro-ministro-solicitando-a-intervencao-de-portugal-na-defesa-da-floresta-amazonia/

Os documentos instam por um lado o Presidente da República a:

a) Esclarecer, junto dos representantes diplomáticos, qual a posição oficial da República Federal Brasileira relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris e ao princípio do desmatamento zero;

b) Garantir que na próxima visita oficial do Presidente Brasileiro Jair Bolsonaro a Portugal, agendada para o início de 2020, os tópicos do desmatamento, da destruição da biodiversidade e da selva amazónica, da perseguição a ativistas ambientais, tal como a tentativa de usurpação de terras demarcadas indígenas, sejam prioritários na agenda bilateral;

c) Solicitar junto do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, os meios científicos, diplomáticos e financeiros que garantam a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta Amazónica e que proactivamente incluam o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa no centro deste roteiro;

d) Garantir junto das instituições Europeias e dos países da CPLP o apoio a este roteiro internacional.

E, por outro lado, o Primeiro-Ministro a:

a) Convocar, com carácter de urgência, os embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal para tomar conhecimento e discutir as ações que estão a ser tomadas pelos seus governos em relação aos atuais incêndios, ao desmatamento decorrente e à destruição generalizada da floresta Amazónica;

b) Garantir que na próxima reunião do Conselho Europeu, a 10 e 11 de Outubro, se inclua na ordem de trabalhos o congelamento, por tempo indeterminado, da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul;

c) Reforçar os esforços diplomáticos bilaterais entre o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa para garantir os compromissos climáticos vinculados pelo Acordo de Paris e o princípio do desmatamento zero na Amazónia;

d) Propor a possibilidade de alargar a intervenção do Fundo Mundial do Ambiente (Global Environment Facility) à proteção de áreas de especial interesse ambiental, como a floresta Amazónia, como meio de compensação dos países pela sua não desmatação;

e) Apresentar uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça caso não se verifique nenhum compromisso tangível e substancial pela República Federal do Brasil, pela República do Paraguai e pelo Estado Plurinacional da Bolívia para travar o desmatamento na floresta Amazónica, para combater os incêndios florestais e para assegurar a demarcação de terras indígenas;

f) Priorizar a proteção, conservação e regeneração da floresta Amazónica nas próximas reuniões da CPLP.

“Temos de agir como nação para proteger um dos pulmões mais importantes do planeta. A nossa própria sobrevivência está em jogo. Haja coragem e ação política e ainda vamos a tempo de regenerar a floresta da Amazónia”, reforça o Eurodeputado, Francisco Guerreiro.  

OS “BRASILEIROS DE TORNA-VIAGEM”

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  • Crónica de Daniel Bastos

Na senda das vagas contemporâneas de emigrantes portugueses para vários países do mundo, evidencia-se o ciclo transoceânico que se prolongou de meados do século XIX até ao primeiro quartel do século XX, e que teve como principal destino o Brasil.

Pressionados pela carestia de vida e baixos salários agrícolas, mais de um milhão de portugueses entre 1855 e 1914 atravessaram o oceano Atlântico, essencialmente seduzidos pelo crescimento económico da antiga colónia portuguesa. Procedente do mundo rural e eminentemente masculino, o fluxo migratório foi particularmente incisivo no Minho, um dos principais torrões de origem da emigração portuguesa para o Brasil.

Enobrecidos pelo trabalho, maioritariamente centrado na atividade comercial, e após uma vintena de anos geradores de um processo de interação social que os colocou em contacto com novas realidades, hábitos, costumes e posses, o regresso de “brasileiros de torna-viagem” a Portugal, trouxe consigo um espírito burguês empreendedor e filantrópico marcado pela fortuna, pelo gosto de viajar, e pelo fascínio cosmopolita da cultura e língua francesa.

Ainda que sintomática das debilidades estruturais do país, a emigração portuguesa para o Brasil entre o séc. XIX e XX, facultou através do retorno dos “brasileiros de torna-viagem”, os meios e recursos necessários para a transformação contemporânea do território nacional, com particular incidência no Noroeste de Portugal.

Como menciona Miguel Monteiro, no artigo “O Museu da Emigração e os “Brasileiros” do Rio: o público e o privado na construção de modernidade em Portugal”, recuando à segunda metade do séc. XIX, encontramos nos “brasileiros” aqueles que alcançando fortuna no Brasil, “construíram residências, compraram quintas, criaram as primeiras indústrias, contribuíram para a construção de obras filantrópicas e participaram na vida pública e municipal, dinamizando a vida económica, social e cultural”.

Numa época, em que a nova geração de emigrantes que deixa Portugal não tem como principal propósito o regresso vindouro, mas antes a procura de melhor qualidade de vida e emprego na sua área, a feição benemérita e empreendedora dos “brasileiros de torna-viagem”, que permitiu mitigar os parcos recursos financeiros do país no aclarar do séc. XX, é um exemplo inspirador que não pode deixar de ser recordado e enaltecido.

JORNALISTA BRASILEIRO ÍGOR LOPES PUBLICA LIVRO SOBRE O RANCHO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO

Livro editado no Brasil narra trajetória do “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro”, ao longo dos últimos sessenta e cinco anos!

Obra apresentada no Brasil e em Portugal

No próximo dia 5 de julho, sexta-feira, nas instalações da Casa do Minho do Rio de Janeiro, vai ser feito o lançamento do livro-reportagem “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954”, da autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro, Ígor Lopes. No próximo mês de agosto, o livro será lançado em Portugal, na cidade de Viana do Castelo.

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Além de celebrar os 65 anos de fundação do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”, o mais antigo dos quatro grupos da Casa do Minho do Rio de Janeiro, a proposta dessa obra literária é realçar os momentos mais importantes do percurso do rancho. Ao longo das 226 páginas da obra, o leitor poderá conhecer os nomes que fizeram o grupo ganhar a dimensão que tem hoje, além de entender as ligações da Casa do Minho do Rio de Janeiro com as autoridades portuguesas, brasileiras e luso-brasileiras, bem como desvendar os detalhes das atividades do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”.

A narrativa procura também apontar a importância e a dimensão do protagonismo nacional e internacional do grupo, que ocupa hoje um lugar de grande notoriedade na Diáspora portuguesa, promovendo a língua de Camões, a cultura lusitana e as tradiçõesdanças e cantares da região do Alto Minho. Em pauta estão ainda os pontos mais sensíveis dessa história de relevo, as motivações, o que pensam os seus responsáveis e a crítica no país do samba. O trabalho, fruto de pesquisas e de entrevistas jornalísticas no Brasil e em Portugal, convoca personagens dos dois países para que expressem os seus sentimentos sobre o trabalho desenvolvido pela Casa do Minho na cidade maravilhosa, com destaque para o legado que será deixado para as novas gerações em termos de folclore no Brasil. O valor total obtido com a venda do livro será utilizado para as ações e atividades do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”.

Segundo o autor, a ideia do livro passa ainda por apresentar uma qualitativa pluralidade de opiniões, mostrando que nada se faz de forma isolada. “É preciso construir parcerias e mantê-las vivas e ativas”.

Foi um enorme prazer e um orgulho ter sido convidado para contar os detalhes da história recente do Rancho Folclórico Maria da Fonte, além de poder “desfiar” parte do passado da entidade e da sua atividade folclórica. Foi emocionante ter tido contato com fotografias de época, com arquivos da Casa e com nomes fundamentais nesse percurso de sucesso. Espero que o trabalho dessa instituição minhota e dos seus ranchos folclóricos prossiga, valorizando os seus diretores, componentes, colaboradores e a cultura portuguesa no Brasil”, afirmou o jornalista Ígor Lopes.

Por sua vez, a diretoria da Casa do Minho do Rio  de Janeiro enalteceu a importância do folclore português no Brasil.

A Casa do Minho tem uma história riquíssima. E o seu mais antigo rancho é prova disso. A cultura do Alto Minho está preservada no Brasil. Os nossos folcloristas demonstram sempre muito amor pela cultura minhota quando o grupo se apresenta no Brasil ou em Portugal”, defendeu Agostinho dos Santos, presidente da Casa do Minho carioca.

Cultura de Portugal ganha destaque no Brasil

folclore português é responsável por grande parte da promoção da cultura lusitana no seio da sua Diáspora espalhada pelo mundo. E, no Brasil, não é diferente. Prova disso é a lei assinada recentemente pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que declara o folclore português como Património Histórico e Cultural, de natureza Imaterial, do Estado fluminense.

Como é do conhecimento do público lusodescendente, a Casa do Minho do Rio de Janeiro trabalha de forma respeitosa e ostensiva a promoção do folclore português, mais concretamente da região do Alto Minho, no Brasil”, consideraram as autoridades luso-brasileiras.

Ígor Pereira Lopes é jornalista e escritor. Aos 38 anos, é Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra (Portugal); Especialista em Gestão de Comunidades e Redes Sociais pela Universidade de Guadalajara (México), possui Extensão Universitária em Princípios da Comunicação Mediática Contemporânea pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e Graduação em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Brasil).

É responsável por projetos jornalísticos, de comunicação e literários entre Brasil e Portugal. Atua para agências de notícias brasileiras e portuguesas. Tem experiência nas áreas de consultoria literária, assessoria de imprensa e de comunicação, comunicação estratégica empresarial e institucional, jornalismo digital, jornalismo cultural, relações públicas, social media, marketing digital e cultura digital.

É autor dos livros-reportagem “Maria Alcina, a força infinita do Fado” (2016); “Casa do Distrito de Viseu: cinquenta anos de dedicação à cultura portuguesa no Rio de Janeiro” (2016) e responsável editorial pelos livros “A Voz da Mulher” (2018), da jornalista e radialista Wylma Guimarães, e “Values, Motivation and Leadership – Fany Tchaicovsky and colleagues” (2015), organizado por Marcelo Fernandes.

É detentor de prémios, títulos e distinções no meio profissional e acadêmico. É ainda membro da Academia de Letras e Artes Paranapuã (ALAP), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) e da Eco Academia de Letras, Ciências e Artes de Terezópolis de Goiás (E-ALCAT).

Natural do Rio de Janeiro, Ígor Lopes tem nacionalidade portuguesa. As suas raízes em Portugal estão em Armamar, no distrito de Viseu, e em Constantim, no distrito de Vila Real.