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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO QUER APROFUNDAR GEMINAÇÃO COM VIANA DO MARANHÃO (BRASIL) NA ÁREA SULTURAL, SOCIAL E DESPORTIVA

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e o Vereador da Cultura, Manuel Vitorino, receberam hoje o chefe de gabinete do Prefeito de Viana do Maranhão, no Brasil, com o objetivo de aprofundar a geminação entre as duas cidades na área cultural, social e desportiva.

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Este encontro visou preparar a próxima visita do prefeito de Viana do Maranhão à capital do Alto Minho. Os dois municípios pretendem retomar e aprofundar a geminação firmada em 2007 em diferentes áreas, nomeadamente na área social, no que diz respeito à infância e terceira idade, mas também na área cultural e desportiva.

Viana do Castelo comprometeu-se a incentivar a constituição do acervo da biblioteca de Viana do Maranhão. O município vianense vai, assim, doar livros de autores portugueses de referência, com enfoque nos livros que abordem o período do Estado Novo vivido em Portugal. Ficou, assim, assumido o compromisso de um trabalho conjunto para a reabertura da biblioteca de Viana do Maranhão.

Nesta reunião, o município brasileiro convidou o Presidente da Câmara Municipal a estar presente nas comemorações dos 266 anos da elevação de Viana do Maranhão a cidade, que será assinalada a 8 de julho de 2023.

Luís Nobre garante que os dois municípios irão trabalhar na possibilidade de ser promovido um intercâmbio de cidadãos das duas cidades, para maior capacitação dos munícipes nas áreas da cultura, literatura, social, desportiva, entre outras.

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EMBAIXADOR BRASILEIRO EM PORTUGAL RECEBE CASA DO BRASIL – TERRAS DE CABRAL

  • Crónica de Ígor Lopes

O embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, recebeu uma delegação da Casa do Brasil - Terras de Cabral, para conhecer o trabalho desta entidade que atua “em prol da crescente comunidade brasileira e luso-brasileira na região da Beira Interior”.

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O presidente desta Associação luso-brasileira, João Morgado, falou sobre a “mudança de perfil do migrante que procura o interior de Portugal” e dos muitos brasileiros que chegam com poder económico e cultural “para investir e ajudar a desenvolver um território carente de pessoas e de energia inovadora”.

João Morgado, que esteve acompanhado de Ígor Lopes, jornalista e diretor de Relações Internacionais da Casa do Brasil, e de Natália Oliveira, advogada, defendeu que a região “não faz um favor em acolher imigrantes brasileiros, pelo contrário, precisa deles!”.

Por este motivo, a Casa do Brasil – Terras do Cabral solicitou da diplomacia brasileira “abertura e atenção às questões críticas que vão sendo identificadas e que, por vezes, merecem uma intervenção oficial”.

Por seu turno, o embaixador do Brasil em Lisboa foi claro em sublinhar “que as portas da embaixada estão abertas para uma colaboração ativa”.

Raimundo Carreiro mostrou ainda interesse em acompanhar pessoalmente a atividade da Casa do Brasil e ser parte das “soluções necessárias”.

A Casa do Brasil – Terras de Cabral conta com um posto de atendimento na Covilhã, nas instalações do Balcão do Migrante da Associação de Socorros Mútuos Mutualista Covilhanense.

Integram esta entidade luso-brasileira portugueses e brasileiros. São prestados auxílio documental, jurídico e dá orientações aos imigrantes que chegam a esta zona do país.

Dados recentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF) apontam que a comunidade brasileira é hoje a maior comunidade estrangeira em Portugal, com mais de 200 mil residentes, sendo este o valor mais elevado desde 2012. Atualmente, existem cerca de 700 mil cidadãos estrangeiros, de várias nacionalidades, titulares de autorização de residência em território luso.

Nos meses de setembro e outubro, a Casa do Brasil estuda realizar ações pontuais, interrompidas durante o momento mais crítico da pandemia de Covid-19.

A Casa do Brasil – Terras do Brasil pode ser encontrada nas redes sociais através de https://www.facebook.com/casadobrasil.terrasdecabral/

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A ARQUITETURA DOS “BRASILEIROS DE TORNA-VIAGEM” EM FAFE

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  • Crónica de Daniel Bastos

Na senda das vagas contemporâneas de emigrantes portugueses para vários países do mundo, evidencia-se o ciclo transatlântico na passagem do séc. XIX para o séc. XX, e que teve como principal destino o Brasil.

Pressionados pela carestia de vida e baixos salários agrícolas, mais de um milhão de portugueses entre 1855 e 1914 atravessaram o oceano Atlântico, essencialmente seduzidos pelo crescimento económico da antiga colónia portuguesa. Procedente do mundo rural e eminentemente masculino, o fluxo migratório foi particularmente incisivo no Minho, um dos principais torrões de origem da emigração portuguesa para o Brasil.

Enobrecidos pelo trabalho, maioritariamente centrado na atividade comercial, e após uma vintena de anos geradores de um processo de interação social que os colocou em contacto com novas realidades, hábitos, costumes e posses, o regresso de “brasileiros de torna-viagem” a Portugal, trouxe consigo um espírito burguês empreendedor e filantrópico marcado pela fortuna, pelo gosto de viajar, e pelo fascínio cosmopolita da cultura e língua francesa.

Ainda que sintomática das debilidades estruturais do país, a emigração portuguesa para o Brasil entre o séc. XIX e XX, facultou através do retorno dos “brasileiros de torna-viagem”, os meios e recursos necessários para a transformação contemporânea do território nacional, com particular incidência no Noroeste de Portugal.

Como menciona Miguel Monteiro, no artigo O Museu da Emigração e os “Brasileiros” do Rio: o público e o privado na construção de modernidade em Portugal, recuando à segunda metade do séc. XIX, encontramos nos “brasileiros” aqueles que alcançando fortuna no Brasil, “construíram residências, compraram quintas, criaram as primeiras indústrias, contribuíram para a construção de obras filantrópicas e participaram na vida pública e municipal, dinamizando a vida económica, social e cultural”.

Estas marcas identitárias do ciclo do retorno dos "brasileiros de torna-viagem", encontram-se singularmente presentes no centro urbano de Fafe, uma cidade do interior norte de Portugal, situada no distrito de Braga, no coração do Minho, nomeadamente, ao nível arquitetónico, onde sobressaem belos edifícios e palacetes.

Estas antigas moradias, símbolos da afirmação, do prestígio dos “brasileiros de torna-viagem” e da sua fortuna, apresentam-se rebocadas e caiadas, ou cobertas com azulejos, estando presentes as cores do Brasil, com beirais de faiança, varandas estreitas com guardas de ferro forjado ou fundido, claraboias e estatuetas, átrios decorados com azulejo e escadarias de madeiras preciosas. Ao nível do seu interior, como sustenta Alda Neto em As Casas de Brasileiros: os movimentos migratórios e a construção de itinerários no Norte de Portugal, este é “é ocupado por um mobiliário rico, pela decoração das paredes inspirada nos postais ilustrados trazidos do Brasil, por porcelanas inglesas compradas através dos catálogos existentes na época. Os estuques são um outro elemento utilizado na decoração do interior destes edifícios. Estes são utilizados na decoração dos tetos e das paredes das principais divisões da casa, nomeadamente as salas de jantar e de estar. Os principais temas representados são animais e objetos característicos ou mesmo simbólicos ou motivos florais e geométricos”.

A arquitetura dos “brasileiros de torna-viagem” é hoje um dos ex-libris da “Sala de Visitas do Minho”, e um dos elementos centrais que impulsionaram o Município de Fafe a instituir no clarear do séc. XXI o Museu das Migrações e das Comunidades. Um espaço museológico, percursor no seu género em Portugal, que assenta a sua missão no estudo, preservação e comunicação das expressões materiais e simbólicas da emigração portuguesa, detendo-se particularmente na emigração para o Brasil na transição do séc. XIX para o séc. XX.

VIANA DO CASTELO: JORNALISTA ÍGOR LOPES LANÇA O LIVRO “FESTAS D’AGONIA – VIANA DO CASTELO – PARA BRASILEIROS E LUSODESCENDENTES”

O jornalista luso-brasideiro Ígor Lopes vai no próximo dia 5 de agosto, pelas 18h, efetuar na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, o lançamento do livro "Festas D'Agonia - Viana do Castelo - Para brasileiros e luso descendentes", autor também do livro que retratou a história do Rancho Folclórico Maria da Fonte, da Casa do Minho do Rio de Janeiro.

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Esta nova obra foi apoiada pela autarquia vianense e vai contar com a apresentação de José Maria Costa, Secretário de Estado do Mar de Portugal e ex-presidente de Câmara de Viana. O Embaixador João Ribeiro de Almeida, presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P, e o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, irão falar sobre o autor no formato on-line.

O lançamento é presencial e aborda os bastidores desta que é considerada a Romaria das Romarias de Portugal e que é muito conhecida e frequentada pela Diretoria e pelos componentes da Casa do Minho carioca.

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Ígor Lopes é jornalista, escritor e social media entre Brasil e Portugal. É CEO da Agência Incomparáveis, que “defende a comunidade luso-brasileira”. É doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, é Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra; Licenciado em Comunicação Social, na vertente Jornalismo, no Rio de Janeiro, pela FACHA; Possui especialização em Gestão de Redes Sociais e Comunidades para Jornalistas pela Universidade de Guadalajara, México. Os seus cursos superiores estão reconhecidos e validados pela Universidade Nova de Lisboa e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atua para agências de notícias e meios de comunicação onde há Diáspora portuguesa e comunidade luso-brasileira. É responsável pelo conteúdo do Gazeta Lusófona, da Suíça, e pela agência e-Global, de Lisboa. Trabalha na aproximação entre Brasil e Portugal em vários níveis e é responsável pelo departamento de Comunicação e Marketing da Mutualista Covilhanense, em Portugal, onde desempenha funções também na “Casa Moura”, projeto de ajuda humanitária que acolhe jovens menores desacompanhados, fruto de um compromisso assumido pelo Estado Português junto da União Europeia.

É autor dos livros “Maria Alcina, a força infinita do Fado” (2016), “Casa do Distrito de Viseu: 50 anos de dedicação à cultura portuguesa no Rio de Janeiro” (2016) e “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954” (2019). Mais recentemente, escreveu um quinto livro, ainda sem data de lançamento: “Festas d’Agonia – Viana do Castelo – Para Brasileiros e Lusodescendentes” (2021).

É membro da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO), da Eco Academia de Letras, Ciências e Artes de Terezópolis de Goiás (E-ALCAT), da Academia de Letras e Artes de Paranapuã (ALAP) e da Academia Luso-Brasileira de Letras (ALBL). Foi condecorado no Brasil e em Portugal com medalhas, diplomas e comendas por diversas instituições.

É importante ressaltar que nos eventos já confirmados todos os procedimentos relativos aos cuidados com a pandemia de Covid-19 serão exaustivamente levados em conta pelas entidades promotoras. A segurança de todos é uma prioridade!

Fonte: http://artecult.com/

AS MEMÓRIAS DA EMIGRAÇÃO MADEIRENSE NO ESPÓLIO FOTOGRÁFICO DE JOSÉ DE SOUSA MONTEIRO

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  • Crónica de Daniel Bastos

No início do mês passado, a fotojornalista Lucília Monteiro, conhecida fotojornalista da revista Visão e do semanário Expresso, lançou no Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente's, o livro Imagem Foto – Corpo e Lugar.

Concebido a partir do arquivo fotográfico de José de Sousa Monteiro (1931-2001), pai da autora, cujo espólio constituído por milhares de negativos captados entre as décadas de 1950-90 constitui um valioso acervo ilustrado da história madeirense, em particular, do concelho de Santa Cruz, onde o fotógrafo nasceu e fundou no ocaso dos anos 50 o estúdio “ Imagem Foto”, o livro Imagem Foto – Corpo e Lugar revivesce a memória histórica da emigração no arquipélago.

Na esteira da sinopse da obra "o trabalho de José de Sousa Monteiro é extenso, mas a seleção aqui apresentada cingir-se-á às fotografias de estúdio, nas quais o corpo ganha relevância para além da classe social que tanto definia os papéis na comunidade”. Nas inúmeras fotografias de estúdio captadas entre as décadas de 1950-90 por José de Sousa Monteiro, destacam-se os retratos de passaporte, assim como os retratos de muitos naturais do concelho de Santa Cruz, vestidos com as suas melhores roupas domingueiras, destinados aos familiares emigrados em terras distantes.

Terras distantes como o Brasil, Curaçau, África do Sul, Venezuela, França ou o Reino Unido, locais de destino dos emigrantes madeirenses, em geral, e santa-cruzenses, em particular, no séc. XX. Como destaca, a investigadora Sílvia Raquel Mendonça Ferreira no trabalho Raízes e Destinos: Estudo Sociocultural e Linguístico da Emigração Madeirense para a França e Reino Unido a partir da década de 1960 (no âmbito do Projeto Nona Ilha), o “recurso à emigração em busca de uma vida melhor é um conceito inerente ao ADN dos ilhéus do Arquipélago da Madeira, localizado num ponto geográfico de suma importância no panorama mundial da navegação marítima e tendo sido fustigado, ao longo dos tempos, por episódios de pilhagens, epidemias e pragas agrícolas”.

Numa época em que cada vez mais os cientistas sociais se debruçam sobre o fenómeno da emigração portuguesa, em boa hora decidiu a fotojornalista Lucília Monteiro trazer à estampa o livro Imagem Foto – Corpo e Lugar, assim como em conjunto com os seus irmãos, doar ao Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicente's um relevante arquivo fotográfico que enriquece e perpetua a história, memória e identidade nacional, regional e local.

BRAGA GEMINA COM NITERÓI (BRASIL)

A Câmara Municipal de Braga e a Prefeitura de Niterói assinaram esta Terça-feira, 14 de junho, um acordo de geminação, numa cerimónia que contou com a presença de Ricardo Rio e Axel Schmidt Grael, prefeito daquela cidade do Estado do Rio de Janeiro.

Na cerimónia, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Autarca Bracarense evidenciou o enorme potencial económico e turístico de Niterói, características que considerou muito importantes para os empresários e para as startups de Braga.

“Braga foi a cidade portuguesa que mais cresceu nos últimos dez anos. Muito desse crescimento contou com o contributo de cidadãos brasileiros, com quem temos estabelecido uma relação de grande proximidade”, afirmou Ricardo Rio.

O presidente da Câmara de Braga sustentou ainda que este acordo de geminação constitui mais um passo na contínua afirmação internacional e de cooperação institucional que Braga tem vindo a realizar, com consequências “muito positivas a nível político, económico, social e cultural”.

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BRAGA GEMINA-SE COM NITERÓI (BRASIL)

Realiza-se amanhã a cerimónia de assinatura do acordo de geminação entre a Câmara Municipal de Braga e a Prefeitura de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, a ter lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Braga.

A sessão vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e do prefeito de Niterói, Axel Schmidt Grael.

OS "BRASILEIROS DE TORNA-VIAGEM"

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  • Crónica de Daniel Bastos

Na senda das vagas contemporâneas de emigrantes portugueses para vários países do mundo, evidencia-se o ciclo transoceânico que se prolongou de meados do século XIX até ao primeiro quartel do século XX, e que teve como principal destino o Brasil.

Pressionados pela carestia de vida e baixos salários agrícolas, mais de um milhão de portugueses entre 1855 e 1914 atravessaram o oceano Atlântico, essencialmente seduzidos pelo crescimento económico da antiga colónia portuguesa. Procedente do mundo rural e eminentemente masculino, o fluxo migratório foi particularmente incisivo no Minho, um dos principais torrões de origem da emigração portuguesa para o Brasil.

Enobrecidos pelo trabalho, maioritariamente centrado na atividade comercial, e após uma vintena de anos geradores de um processo de interação social que os colocou em contacto com novas realidades, hábitos, costumes e posses, o regresso de “brasileiros de torna-viagem” a Portugal, trouxe consigo um espírito burguês empreendedor e filantrópico marcado pela fortuna, pelo gosto de viajar, e pelo fascínio cosmopolita da cultura e língua francesa.

Ainda que sintomática das debilidades estruturais do país, a emigração portuguesa para o Brasil entre o séc. XIX e XX, facultou através do retorno dos “brasileiros de torna-viagem”, os meios e recursos necessários para a transformação contemporânea do território nacional, com particular incidência no Noroeste de Portugal.

Como sustenta Miguel Monteiro, “alma mater” do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, concelho minhoto conhecido como a capital da arquitetura dos “brasileiros”, recuando à segunda metade do séc. XIX, encontramos nos “brasileiros” aqueles que alcançando fortuna no Brasil, “construíram residências, compraram quintas, criaram as primeiras indústrias, contribuíram para a construção de obras filantrópicas e participaram na vida pública e municipal, dinamizando a vida económica, social e cultural”.

Numa época, em que a nova geração de emigrantes que deixa Portugal não tem como principal propósito o regresso vindouro, mas antes a procura de melhor qualidade de vida e emprego na sua área, a feição benemérita e empreendedora dos “brasileiros de torna-viagem”, que permitiu mitigar os parcos recursos financeiros do país no aclarar do séc. XX, é um exemplo inspirador que não pode deixar de ser recordado.

Ainda nas recentes celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano tiveram no território nacional a cidade de Braga como palco oficial, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou o seu avô António, um dos muitos milhares que saiu da região minhota para arriscar uma vida melhor no Brasil.