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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ: ANTÓNIO JOAQUIM FERREIRA – NATURAL DA FREGUESIA DE S. JORGE – REQUEREU EM 1880 O PASSAPORTE PARA VIAJAR PARA O BRASIL

Em 1880, o arcuense António Joaquim Ferreira, natural da freguesia de S. Jorge, requereu passaporte para viajar para o Estado do Pará, no Brasil. Possuía na altura 31 anos de idade. A correspondência foi produzida entre 5 de Novembro de 1880 e 11 de Julho de 1890.

Fonte: ANTT

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PAREDES DE COURA: PROCESSO DE REQUERIMENTO DE PASSAPORTE DE ANTÓNIO JOSÉ RODRIGUES PARA VIAJAR PARA O BRASIL

À semelhança de muitos minhos, o courense António José Rodrigues, emigrou para o Brasil em 1890. Era natural de São Pedro de Formariz, filho de José dos Santos Rodrigues e Flora Rita Rodrigues e, já com a idade de 57 anos, viajou para o Rio de Janeiro. Os documentos que junto se reproduzem fazem parte do processo de requerimento do seu passaporte.

Fonte: ANTT

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DOUTOR ERNESTO PORTUGUÊS APRESENTA EM MONÇÃO A SUA OBRA "DA CASA DE SENDE AOS GOVERNOS DO MARANHÃO, PIAUÍ E GRÃO-PARÁ"

No sábado dia 26 de junho, pelas 17h00 decorrerá nos jardins da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho a cerimónia de lançamento do livro do Doutor Ernesto Português intitulado "Da Casa de Sende aos Governos do Maranhão, Piauí e Grão-Pará". Trata-se de uma edição conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e do Município de Monção.

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TRADIÇÃO BRACARENSE VIAJOU PARA O BRASIL EM MEADOS DO SÉCULO XVIII

A tradicional procissão dos fogaréus – ou do Ecce Homo – que ocorre por ocasião da Semana Santa foi levada para Goiás, no Brasil em 1745, pelo padre Perestrelo de Vasconcelos Espíndola. Entretanto, a tradição espalhou-se por numerosas cidades brasileiras como Caxias, Lorena, Petrópolis, Porciúncula, Bacabal e Oeiras.

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Apagada a iluminação pública e ao ritmo do rufar dos tambores, 40 farricocos reunidos à porta da Igreja da Boa Morte desfilam descalços pela calçada da zona histórica da cidade rumo à escadaria da Igreja de Nossa Senhora do Rosário onde se encontra a mesa da última ceia. Daí dirigem-se para a Igreja de São Francisco de Paula que simboliza o Jardim das Oliveiras onde se dará a prisão de Cristo, representado por um pendãode linho pintado em duas faces.

A indumentária dos farricocos – uma longa túnica e um comprido capuz cónico pontiagudo – tem a sua origem num costume medieval praticado pelos penitentes destinado a expiar os seus pecados sem revelar a sua identidade. Ao invés dos farricocos de Braga, no Brasil utilizam as cores mais variadas na sua indumentária e seguram tochas durante a procissão.

Fotos: https://g1.globo.com/

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O QUE FOI O BANCO DO MINHO?

O Banco do Minho foi fundado há 157 anos

O Banco do Minho foi instituído por carta de lei de 14 de Abril de 1864, com sede em Braga, e iniciou a sua atividade em Junho de 1865. O capital inicial foi de 600 contos de réis, elevado a 1200 contos de réis em 1918. O Banco do Minho nasceu na época do boom das remessas financeiras dos emigrantes no Brasil.

Sediado inicialmente na R. de S. João, 15, em Braga, passou a ter sede própria, construída entre 1873 e 1877, na Rua do Teatro São Geraldo daquela cidade. Possuiu uma agência em Guimarães e filiais no Porto e em Lisboa.

O ‘Banco do Minho’ viria a ter filiais também no Brasil, nos estados de S. Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará e Manaus, sendo a mais importante a de S. Paulo.

Sobreviveu às crises do sector ocorridas no final do séc. XIX, aceitou à priori uma proposta de fusão com o ‘Banco Comercial de Braga’, do qual era credor, negócio que não se viria a concretizar, tendo aquele banco falido pouco depois.

A partir de 1918, desenvolve uma estratégia de participação em empresas industriais, comerciais e financeiras. Entre as empresas não financeiras contam-se a ‘Companhia Fabril do Minho’, a ‘Companhia das Águas do Gerês’, a ‘Companhia Metalúrgica do Norte’ e a ‘Perfumaria Confiança’. Foi acionista maioritário da Sociedade Bancária do Minho, criada em 24 de Maio de 1924, em S. Paulo, no Brasil, destinada a servir de agência local do banco e a ter atividade própria. Apesar de um início de actividade promissor, a situação financeira desta sociedade derrapou e acabou por ser liquidada em 1927.

Podia-se ler num artigo de 1925: «(...) dedicando-se a operações bancárias de todo o género, cambiais e de ordens de Bolsa, possuindo na sede e nas filiais óptimas instalações de cofres fortes para alugar. O seu agente geral no Brasil a "Sociedade Bancária do Minho", na Rua da Quitanda, 117, e seus correspondentes em S. Paulo, os nossos prezados amigos Srs. Garcia da Silva & Cª., proprietários da "Loja do Japão", à Rua de S. Bento, tendo naquele grande país montado um serviço especial de cobrança de juros e dividendos, administração de propriedades, liquidação de heranças, etc

O ‘Banco do Minho’ juntamente com o ‘Banco Comercial do Porto’, ‘Banco Aliança’, ‘Banco Comercial de Braga’ e o ‘Banco União do Porto’, consegue autorização para emitir notas bancárias.

Em 1926, algumas das empresas em que o ‘Banco do Minho’ tinha participação apresentam prejuízos e em 1927 os dividendos desta instituição são bastante reduzidos. A situação económica e financeira agravou-se nos anos seguintes. O ‘Banco do Minho’ não resiste à Grande Depressão de 1929 nos EUA, a par do ‘Banco Comercial do Porto’, ambos vítimas de uma corrida aos depósitos e da sua incapacidade de cobertura.

Em 21 de Outubro de 1930 é nomeada uma Comissão Administrativa para gerir o ‘Banco do Minho’. Na sequência do relatório desta comissão, datado de 14 de Abril de 1931, é decretada a liquidação do banco. A Comissão Liquidatária nomeada pelo Estado encerrou atividades em 31 de Dezembro de 1939. O ‘Banco do Minho’, durante a sua vida de 64 anos, que chegou a ser dos bancos mais importantes do país, contribuiu para fomentar e desenvolver o comércio, a indústria e a região. O seu encerramento, por colapso financeiro, acarretou prejuízos cuja dimensão verdadeira continua por estudar.

Fonte: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/

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Delegação do Banco do Minho na rua do Ouro, em Lisboa

Com sede em Braga, na Praça da República, a autorização para a fundação do Banco do Minho remonta a 15 de junho de 1864, onde uma Carta de Lei desta data estabelece a sua criação, concedendo-lhe o privilégio de emitir notas. Este privilégio manteve-se até 1891 quando o Decreto de 9 de julho estabelece a cessão da faculdade de emissão de notas para os bancos do Norte.

Os estatutos datam de 27 de junho de 1864, realizados através de escritura no cartório de Agostinho Monteiro da Silva, de Braga, tendo sido publicados em Decreto régio de 31 de agosto desse ano.

A criação desta instituição está intimamente ligada com a tendência empreendedora do País à época, com o aumento da circulação monetária e, principalmente, com os proventos da emigração minhota que afluíam com maior intensidade ao norte do País. Como forma de dar resposta aos desejos expressos de um grupo de pessoas notáveis da região que viam na criação da instituição largos benefícios para a economia local e regional, o Banco do Minho viria a revelar-se num valioso instrumento de crédito no auxílio à agricultura e indústria da região.

Os diplomas da sua criação determinavam que o banco teria que respeitar o capital inicial de 600 contos de réis, capital que foi gradualmente realizado até 1867. No dia 04 de junho de 1865, após a receção das prestações mínimas obrigatórias das ações subscritas e a consequente fiscalização oficial, o Banco do Minho recebe o Alvará de licença para iniciar as suas operações.

Devido à natureza das operações realizadas e à necessidade constante de aproximação da instituição ao cliente, o Banco do Minho vai estender a sua presença ao território nacional com a abertura de filiais no Porto (01 de julho de 1874) e Lisboa (15 de setembro de 1919), e duas agências, uma na Covilhã (1920) e outra em Guimarães (1923). Também a rede de correspondentes no país e estrangeiro vai acompanhar o expansionismo do banco. No ano de 1924 é criada uma casa bancária na cidade do Rio de Janeiro denominada “Sociedade Bancária do Minho, Braga e Companhia, Limitada”, em tudo semelhante a um banco, mas que terá uma duração efémera, encerrando dois anos depois, devido aos avultados prejuízos obtidos.

Procurando dar resposta às crescentes necessidades de crédito na região e ao desenvolvimento da instituição, em 1917 foi aprovada a elevação do capital para 1.200 contos; em 1918, foi elevado para 2.000 contos; em 1920, passou a ser de 4.000 contos; em 1922, de 6.000 contos e, em 1924, o capital social do banco era já de 10.000 contos.

Em 1925 começam os primeiros problemas: algum ambiente de crise nos mercados interno e externo, a falta de numerário, a diminuição da velocidade de circulação monetária e a consequente estagnação dos negócios. A pesada estrutura, fruto do expansionismo dos anos anteriores, os pesados juros a pagar por conta dos depósitos em carteira, a concorrência crescente de outros estabelecimentos bancários bem como o aumento da fiscalidade e dos dividendos a distribuir pelos acionistas, eram motivos de constantes preocupações.

Em 1928, em Assembleia Geral Extraordinária, é deliberado reduzir o capital do banco para 8.000 contos, para assim diminuir o volume de impostos e de dividendos a pagar. O ano de 1929, com o estalar da crise económica e financeira mundial, foi fulminante para o Banco do Minho, assistindo-se à desenfreada corrida dos populares à instituição para levantamento dos seus depósitos. A somar ao facto, corriam boatos pondo em causa a solidez financeira e credibilidade da instituição.

Face à situação criada - o decréscimo anómalo de depósitos e a saída rápida de dinheiro dos cofres do banco -, em 1930 é solicitado apoio ao Ministério das Finanças, que encaminha o pedido de auxílio para os institutos oficiais adequados: o Banco de Portugal e a Caixa Geral de Depósitos. Após uma auditoria e parecer negativo às contas da instituição, por parte do Banco de Portugal, em 21 de outubro de 1930 é publicado no Diário do Governo nº 245, o Decreto nº 18946 que manda substituir a direção do banco por uma comissão administrativa, com poderes acumulados de todos os órgãos administrativos do Banco do Minho. Esta comissão era composta por três elementos representando as três entidades oficiais - o Estado, o Banco de Portugal e a Caixa Geral de Depósitos – e tinha por objetivo evitar o agravamento da crise no País e maiores danos para os credores do banco.

Já com o Banco do Minho em regime de falência, o Decreto nº 19583, de 13 de abril de 1931, dissolve-o e ordena a sua liquidação. Tratou-se de um processo moroso e complexo, que se arrastou até 27 de fevereiro de 1940 (data da entrega do relatório final da liquidação).

Fonte: Arquivo Histórico do Banco de Portugal

Cédula fiduciária emitida pelo Banco do Minho

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Agência do Banco do Minho em São Paulo, no Brasil (Fonte: Illustração Portugueza, 2ª Série, nº. 407, 8 Dezembro 1913 / Hemeroteca Municipal de Lisboa)

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Delegação do Banco do Minho na rua do Ouro, em Lisboa

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Em Dezembro de 1908, aquando da sua visita ao norte do país, o Rei D. Manuel II ficou hospedado em Braga no edifício do Banco do Minho. (Foto: Joshua Benoliel / ANTT)

CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO COMEMORA HOJE 97 ANOS DE EXISTÊNCIA – O MINHO PREPARA-SE PARA CELEBRAR O SEU CENTENÁRIO!

A Casa do Minho do Rio de Janeiro celebra hoje 97 anos de existência ao serviço da comunidade minhota radicada no Brasil.

A industrialização verificada a partir da segunda metade do século XIX, as sucessivas crises económicas e sociais e a instabilidade política provocaram um enorme êxodo das populações rurais da nossa região sobretudo para Lisboa e ainda uma forte emigração para o Brasil.

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Milhares de portugueses, sobretudo da região de Entre-o-Douro-e-Minho, embarcaram clandestinamente nos porões dos navios com destino ao porto de Santos. Daí seguiram para São Paulo, Rio de Janeiro e outras paragens onde se empregaram sobretudo na indústria e comércio de panificação e na construção civil. Em Ribeirão Preto, foram eles que, na maior parte das vezes, edificaram os alojamentos e armazéns das roças de café que receberam os imigrantes italianos, mormente os sicilianos, fugidos à extrema miséria em que o seu país então se encontrava

Apesar da língua comum, a integração nem sempre foi fácil e muitos casos houve que muitos emigrantes, incapazes de ultrapassar as dificuldades e caindo em situação de desgraça, socorreram-se dos seus compatriotas para poderem regressar ao seu país.

Foi neste contexto social que, em 8 de Março de 1924, foi constituída no Rio de Janeiro a Casa do Minho. À semelhança do que sucedia em Portugal, o regionalismo traduzido na formação de “casas regionais” dava os primeiros passos em resultado da formação de colónias de indivíduos oriundos da mesma região, partilhando uma maneira própria de estar e sentindo a necessidade de reconstituírem os laços de amizade e convívio, interrompidos pela separação em relação às suas origens.

Porém, a distância em relação ao Minho é para o minhoto que vive no Brasil sentida de forma mais dolorosa e, como tal, necessita de reviver mais intensamente a sua infância, tal é a saudade que sente pela sua terra. De resto, trata-se de um sentimento que é comum a todo o emigrante que, para seu maior sofrimento, quando tem a oportunidade de regressar ainda que temporariamente à sua pequena aldeia, já não a encontra tal como a deixou, experimentando uma paragem no tempo.

O seu mundo, aquele que ficou neste lado do oceano Atlântico, é agora revivido num contexto completamente distinto mas que, pelas suas próprias mãos e capacidade de imaginação, é reconstituído no seio das suas associações, mormente a Casa do Minho no Rio de Janeiro. À sua maneira, os nossos conterrâneos radicados no Brasil e um pouco por todo o mundo, constituem os seus ranchos folclóricos, reeditam as festas, preservam as tradições e sobretudo conservam os laços que os unem entre si e fazem dos minhotos uma efetiva comunidade, preservando a solidariedade humana que foi, afinal de contas, a primeira razão de ser da criação da Casa do Minho.

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Constituída há 97 anos, a Casa do Minho no Rio de Janeiro foi criada com o propósito de estabelecer solidariedade e prestar auxílio aos nossos compatriotas que, nos anos difíceis do começo do século XX, se viram desamparados pela sorte e à beira da miséria, muitos dos quais tiveram então de ser expatriados, a Casa do Minho viria a constituir-se num baluarte do regionalismo minhoto e da afirmação do patriotismo dos portugueses em terras de Vera Cruz, precisamente a que ostenta no seu próprio emblema.

Ultrapassadas as dificuldades iniciais com que os nossos conterrâneos se debateram para conseguirem uma vida mais digna, as gentes minhotas deram à Casa do Minho uma nova missão que consiste na preservação da sua identidade, mormente através das mais variadas manifestações culturais, tertúlias literárias, manifestações religiosas, divulgação do folclore e, sobretudo, da união e convívio familiar dos seus associados.

Desde a sua fundação, a Casa do Minho no Rio de Janeiro é obra de muitos homens e mulheres que ao longo de oitenta e oito anos de existência souberam erguer uma grandiosa instituição que dignifica a comunidade minhota radicada no Brasil e prestigia o nosso país.

Localizada na rua Cosme Velho, na zona sul do Rio de Janeiro, a Sede social da Casa do Minho dispõe para além das instalações propriamente ditas, de uma grande arborizada, parque de estacionamento e dois magníficos recintos desportivos.

De entre as suas principais finalidades, cumpre-nos destacar a promoção da fraternidade Luso-Brasileira; o desenvolvimento da prática de atividades desportivas, recreativas, culturais e sociais; a difusão do culto à Comunidade Lusíada; a luta pelos interesses do Minho tornando conhecidas sua história, belezas naturais, gastronomia e o seu folclore.

Fotos: Casa do Minho do Rio de Janeiro

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OBRA COLETIVA QUE DESTACA O HOSPITAL DA MISERICÓRDIA DE FAFE DISTINGUIDA NO BRASIL

No passado dia 2 de fevereiro, o livro Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal, uma obra coletiva na área da História e Saúde que é resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, foi distinguido no âmbito do VI Encontro da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ENANPARQ).

O VI ENANPARQ, um congresso internacional que se assume como um dos principais eventos da área de arquitetura e urbanismo do Brasil, que este ano se realizou de forma virtual, devido à pandemia, entre os dias 1 e 5 de março em Brasília, atribuiu à obra luso-brasileira uma menção honrosa na categoria coletânea. Segundo o júri do evento, o livro “contribui para o conhecimento e para o reconhecimento da arquitetura hospitalar no Brasil e em Portugal, durante o neoclassicismo, trazendo conteúdos novos sobre o tema”.

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O historiador Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação em junho de 2019 da obra coletiva luso-brasileira, no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, acompanhado do arquiteto brasileiro Renato Gama-Rosa, da Fundação Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará

 

O livro, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, localizada no Rio de Janeiro, é constituído por sete capítulos onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época.

Refira-se que um dos capítulos da obra é assinado pelo historiador fafense Daniel Bastos, com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”. O investigador, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das comunidades portuguesas, aborda no seu trabalho a contribuição dos “brasileiros” de torna-viagem no concelho e as suas marcas na construção contemporânea de Fafe, com destaque para o Hospital da Misericórdia de Fafe, inaugurado em 1863 por ação de beneméritos “brasileiros” e delineado no modelo arquitetónico do Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro.

CASA DO PORTO NO RIO DE JANEIRO: UM PEDAÇO DA VETUSTA COMARCA D’ENTRE-O-DOURO-E-MINHO NO BRASIL

Do ponto de vista histórico, geográfico e etnográfico, o Minho estende-se até ao rio Douro, formando com o Douro Litoral uma única região que corresponde à vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Foi uma efémera quanto absurda reforma administrativa que ao Minho subtraiu o Douro Litoral.

No Rio de Janeiro, a Casa do Porto constitui uma parcela viva da nossa comunidade que ali se radicou, gente que partilha com os minhotos a mesma forma de pensar e viver pois as suas raízes fundam-se na terra que foi a Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Reproduzimos o seu historial oficial:

“A Casa Do Porto, fundada em 2 de agosto de 1945, tem por objetivo manter viva as tradições da Cidade do Porto e suas freguesias, através da cultura portuguesa.

A Casa do Porto, com suas fulgurantes atividades sociais, foi, pelo Prefeitura da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, como Governo, considerada de “Utilidade Publica”

Finalidades estatutárias da Casa do Porto: Associação Regionalista, Cultural, Recreativa, Filantrópica e Desportiva.

Projetos Principal da Casa do Porto: Transformar a Casa do Porto em uma entidade polivalente nas áreas de Cultura, Desporto, Filantropia, Cultural e Econômica.

Patrono da Casa do Porto: Infante Dom Henrique.”

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PRESIDENTE DA COMISSÃO PAROQUIAL DA FREGUESIA DE MOLEDO ESCREVEU EM 1912 A BERNARDINO MACHADO

As imagens mostram uma carta subscrita pelo Presidente da Comissão Paroquial da Freguesia de Moledo, Manuel Faria Fernandes, em 21 de Fevereiro de 1912, dirigida a Bernardino Machado, relativa a um pedido feito a este.

Tem junto uma nota relativa a José da Purificação Gonçalves, fiscal dos impostos, que fora processado em 1909 na comarca de Paredes de Coura. Refere que este se encontrava em Manaus, Brasil, e que regressaria a Portugal quando tivesse a notícia de não responder no processo. Solicita auxílio no sentido de ser retirado o dito processo.

Refira-se que até 1916, as actuais juntas de freguesia eram então designadas por juntas de paróquia, nada tendo a ver com as paróquias eclesiásticas.

Fonte: Fundação Mário Soares

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BRASIL: GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DE PORTUGAL EM SÃO PAULO CELEBRA HOJE O SEU 48º ANIVERSÁRIO

Fundado em 10 de Outubro de 1973, com o objetivo de divulgar o Folclore Português ao povo brasileiro e manter vivas as tradições da pátria Mãe junto aos imigrantes, objetivo o qual, mais tarde, foi estendido aos Lusos Descendentes e, destes, para seus amigos próximos e brasileiros, transformando o Grupo Folclórico num local de integração onde os Luso Descendentes ou não, bailam lado a lado, com o mesmo garbo e entusiasmo, um Vira do Minho, um Fandango do Ribatejo ou um Corridinho do Algarve. É dirigido atualmente pelo presidente da Casa de Portugal Comendador Antônio Ramos e dirigido pelo Diretor de Folclore Ernesto Augusto Ramalho, o Ernestinho.

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É um dos Grupos Folclóricos mais antigos de São Paulo com atividade ininterrupta, preservando a autenticidade de seus trajes, possuindo um guarda-roupa com mais de 127 peças, o que demanda um árduo trabalho de manutenção e reposição, assegurado pelo próprio Grupo, na sua maioria peças de Viana do Castelo (Minho) considerada a capital do folclore em Portugal.

  • 32 Trajes femininos (Lavadeiras de Luxo) Minho – (Viana do Castelo) Norte de Portugal
  • 12 trajes de noivas do Minho – Norte de Portugal
  • 6 trajes de mordomas – trajes do século XVII, bordados manualmente com pedrarias. Minho – Norte de Portugal
  • 42 Trajes Variados Minho – (Viana do Castelo) Norte de Portugal
  • 35 Trajes Variados

Composto atualmente por 48 entre dançarinos, músicos (tocata) e apoio. Numa formação completa, as apresentações podem ter duração de 30 minutos a 1 hora e 30 minutos, constituindo-se num show muito alegre, dinâmico, colorido e participativo junto ao público. Apresentando o que há de mais representativo no folclore de norte a sul de Portugal, podendo ainda, propor aos espectadores a participação num autêntico arraial português, através de um animado “vira livre ou bailarico”

O Grupo Folclórico da Casa de Portugal é reconhecido como um dos melhores do Brasil, apresentando, com sua experiência e seu rico repertório, um programa variado de forma a dar a seu público um programa completo, alegre e intenso com o que há de melhor no colorido e contagiante folclore de Portugal.

Texto e fotos: Grupo Folclórico da Casa de Portugal

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VIEIRA DO MINHO: MONÁRQUICOS REGRESSAM DO BRASIL PARA CONSPIRAREM CONTRA A REPÚBLICA

Em 16 de Julho de 1913, Justino Cruz na sua qualidade de Governador Civil de Braga, endereçou ao Ministro do Interior um ofício confidencial, enviando cópia de ofício do Administrador de Vieira do Minho de 14 de Julho de 1913, participando o regresso à Galiza de conspiradores que estavam no Brasil. O Governador Civil sugere reforço dos postos da guarda fiscal. Contém "visto" de Rodrigo Rodrigues e indicação para ser dado conhecimento ao Ministério das Finanças.

Fonte: Fundação Mário Soares

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BERNARDINO MACHADO: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE FAMALICÃO E PAREDES DE COURA DERAM A PORTUGAL

Bernardino Luis Machado Guimarães

Nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Março de 1851, filho de António Luís Machado Guimarães e da sua segunda esposa D. Praxedes de Sousa Guimarães.

Em 1860, a família regressa definitivamente a Portugal, fixando residência em Joane, concelho de Famalicão. O pai virá a ser o 1.º barão daquela localidade. Em 1872, aquando da sua maioridade, opta pela nacionalidade portuguesa.

Em 1882, casa com Elzira Dantas, filha do conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, de quem teve dezoito filhos.

Faleceu em 29 de Abril de 1944.

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ACTIVIDADE PROFISSIONAL

Concluídos os estudos secundários no Porto, matriculou-se, em 1866, na Universidade de Coimbra, onde cursou Matemática e Filosofia.

Em 1873, concluiu a licenciatura em Filosofia, apresentando e defendendo, em 14 de Janeiro de 1875, o trabalho que tinha como título Teoria Mecânica da Reflecção da Luz.

Em 28 de Fevereiro de 1877; foi nomeado professor da Faculdade de Filosofia, cargo para o qual tinha concorrido em 1876, apresentando um trabalho intitulado Teoria Matemática das Interferências.

Em 2 de Julho de 1877, alcançou o doutoramento com a tese Dedução das Leis dos Pequenos Movimentos da Força Elástica.

Em 17 de Abril de 1879, é nomeado lente catedrático de Filosofia, dividindo a sua acção pedagógica por várias cadeiras. A partir de 1883, passa a dirigir em exclusividade a cadeira de Antropologia. Nesse mesmo ano licenciou-se em Agricultura Geral Zootécnica e Economia Rural.

Em 1890 e 1894, é nomeado par do Reino pelo corpo de catedráticos da Universidade de Coimbra.

Em 1892, integra o Conselho Superior de Instrução Pública.

Dirigiu o Instituto Comercial e Industrial de Lisboa.

Representou Portugal nas Comemorações do Tricentenário de Cristóvão Colombo, realizadas em Madrid, e nas Jornadas do Congresso Pedagógico Hispano-Luso-Americano, também realizadas naquela capital.

Em 1894, foi presidente do Instituto de Coimbra.

Em 12 de Abril de 1897, preside ao Congresso Pedagógico, organizado pelo professorado primário e realizado em Lisboa.

Durante a crise académica de 1907, junta-se aos estudantes e por esse motivo é obrigado a pedir a demissão do cargo de lente da Universidade de Coimbra.

PERCURSO POLÍTICO

A actividade política de Bernardino Machado vai desenvolver-se segundo dois vectores principais, a sua acção no interior da Maçonaria e no desempenho de cargos públicos. No primeiro caso, inicia-se na Loja "Perseverança", em Coimbra, logo em 1874. Dentro do Grande Ocidente Lusitano irá ocupar os cargos seguintes:

Presidente do Conselho da Ordem, entre 1892 e 1895;

Grão-Mestre, entre 1895 e 1899;

Membro das lojas "Razão Triunfante", "Elias Garcia", "Fraternidade Colonial", em Lisboa, e "Fernandes Tomás", na Figueira da Foz;

Apoiante do Supremo Conselho do Grau 33, em 1914, quando da cisão do Movimento Maçónico, regressando no entanto ao Grande Oriente Lusitano Unido em 1920; - Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33, desde 1929 até à data da sua morte.
No que respeita à segunda vertente, a sua actividade política tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador.

Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra.

Em 1893, faz parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua acção vai incidir na elaboração da legislação protectora do trabalho das mulheres e dos menores. Data dessa época a Criação do Tribunal dos Árbitros Avindores, considerado por alguns autores o primeiro Tribunal de Trabalho.

Adere ao Partido Republicano em 31 de Outubro de 1903, presidindo ao directório, entre 1906 e 1909.

A partir da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, é chamado para ocupar os mais altos cargos da hierarquia política do país, nomeadamente:

Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório;
Deputado à Câmara Alta até 1915;

Candidato à Presidência da República nas eleições de 24 de Agosto de 1911, em que é eleito Manuel de Arriaga por 121 votos contra 86;

Ministro e embaixador no Brasil, desde 20 de Janeiro de 1912;

Presidente do Ministério, ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior entre 9 de Fevereiro de 1914 e 23 de Junho do mesmo ano;

Presidente do Ministério e ministro do Interior desde aquela última data até 12 de Dezembro de 1914. Ministro da Justiça interino até 22 de Julho;

Presidente da República, eleito no escrutínio de 6 de Agosto de 1915 por 134 votos a favor contra 18 de Correia Barreto. Foi deposto na sequência do movimento comandado por Sidónio Pais e expulso do país.

Após a queda do sidonismo regressa em força à actividade política;

Eleito senador em 1919;

Presidente do Ministério e ministro do Interior entre 2 de Março de 1921 e 23 de Maio do mesmo ano; ministro da Agricultura interino, no mesmo Ministério até 4 de Maio;

Candidato à Presidência da República em 1923, nas eleições de 6 de Agosto de 1923, em que foi eleito Manuel Teixeira Gomes por 121 votos contra 5 de Bernardino Machado;

Presidente da República, desde 1925, na sequência da resignação de Teixeira Gomes. Eleito por 148 votos. Não terminou o mandato que foi interrompido na sequência do movimento militar do 28 de Maio de 1926.

ELEIÇÕES E PERÍODOS PRESIDENCIAIS

Bernardino Machado ocupa o 3.º e 8.º lugares de mais alto magistrado da Nação, sendo eleito por duas vezes Presidente da República. No primeiro período, para o quadriénio de 1915 a 1919, e no segundo período, para o de 1925 a 1929. Não chegou a cumprir nenhum deles até final, abortados que foram, o primeiro pelo movimento de Sidónio Pais e o segundo pelo movimento militar do 28 de Maio de 1926.

1.º Período

Foi eleito na sessão especial do Congresso, realizada em 6 de Agosto de 1915, dois meses (60 dias) antes do termo do período presidencial anterior, por imposição do artigo 38.º da Constituição de 1911. Na primeira votação votaram 189 congressistas, tendo os votos sido assim distribuídos:

 - Bernardino Luís Machado Guimarães 71 votos

 - António Xavier Correia Barreto 44 votos

 - Aílio de Guerra Junqueiro 33 votos

 - Duarte Leite Pereira da Silva 20 votos

 - Augusto Alves da Veiga 4 votos

 - Pedro Martins 1 voto

 - José Caldas 1 voto

 - Listas brancas 15

Como nenhum dos cidadãos votados tivesse obtido o número de votos necessários, procedeu-se a novo escrutínio, que conduziu ao resultado seguinte:

 - Bernardino Machado 75 votos

 - Correia Barreto 45 votos

 - Guerra Junqueiro 30 votos

 - Duarte Leite 19 votos

 - Alves da Veiga 2 votos

 - Listas brancas 12

Como nenhum dos votados tivesse obtido a maioria de dois terços, procedeu-se então a nova eleição entre os dois elementos mais votados, em que Bernardino Machado obteve 134 votos e Correia Barreto 18 votos, com 27 listas inutilizadas.
Tomou posse do cargo, jurando fidelidade à Constituição da República, pelas 14h40, na sessão do Congresso de 5 de Outubro de 1915.

Durante a vigência do seu mandato empossou os dois governos de Afonso Costa, que legislaram desde 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916, o primeiro, e de 25 de Abril de 1917 a 8 de Dezembro do mesmo ano, o segundo, e o de António José de Almeida que conduziu o executivo chamado de "União Sagrada", entre 15 de Março de 1916 e 25 de Abril de 1917.

No entanto, estes não conseguem parar a contestação social, sucedendo-se as greves e as manifestações contra os governos, nomeadamente, as de Janeiro de 1916, as dos agricultores de Outubro do mesmo ano, as de 19, 20 e 21 de Maio de 1917, que culminam com os vinte e dois mortos na cidade do Porto, no dia 22 do mesmo mês, e conduzem ao estado de sítio de 12 de Julho.

Toda esta situação se tinha agravado como consequência do desenvolvimento dos acontecimentos referentes à Grande Guerra de 1914-1918. A Alemanha tinha declarado guerra a Portugal, em 9 de Março de 1916, na sequência da apreensão dos navios mercantes alemães. Os sectores guerristas rejubilaram, o País tinha entrado formalmente no conflito.

Em 9 de Junho desse mesmo ano, Afonso Costa parte para Paris para participar na Conferência dos Aliados. Em 22 de Julho, constitui-se em Tancos o Corpo Expedicionário Português, comandado pelo general Norton de Matos. Em 30 de Janeiro de 1917, parte para França a primeira brigada, comandada pelo coronel Gomes da Costa e, em 23 de Fevereiro, o segundo contingente.

Em Outubro, é o próprio Bernardino Machado que efectua uma visita aos militares em França, alargando, posteriormente, essa visita a Inglaterra.

É neste ambiente altamente conturbado que Manuel de Arriaga morre em 5 de Março de 1917, que a 13 de Maio e de Outubro se sucedem as aparições de Fátima e, em 20 de Outubro, se funda o Partido Centrista Republicano, amante da disciplina, da lei e da ordem nem que fosse à custa da liberdade.

O País estava maduro para a revolta e esta não se fez esperar. Em 5 de Dezembro, Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, vai dissolver o Congresso e destituir o Presidente da República. Afonso Costa é preso e Bernardino Machado obrigado a abandonar o País.
Ia começar a aventura sidonista.

2.º Período

Após a renúncia de Manuel Teixeira Gomes, Bernardino Machado foi novamente eleito Presidente da República, em 11 de Dezembro de 1925.

No 1.º escrutínio, com a presença de 170 congressistas, obtiveram-se os resultados seguintes:

 - Bernardino Machado 124 votos

 - Duarte Leite 33 votos

 - Gomes Teixeira 5 votos

 - Betencourt Rodrigues 1 voto

 - Belo de Morais 1 voto

 - Afonso Costa 1 voto

 - Jacinto Nunes 1 voto

 - Listas brancas 4

Face a estes resultados, foi necessário proceder-se a um 2.º escrutínio. Com 160 listas entradas, Bernardino Machado foi eleito com 148 votos, contra 5 obtidos por Duarte Leite, 1 de Betencourt Rodrigues e 6 listas brancas.

Pouco durou o seu mandato que só conheceu um chefe de Governo, António Maria da Silva.

As tentativas de golpe militar sucedem-se. Em Fevereiro de 1926, o de Martins Júnior e Lacerda de Almeida. Os convites a Gomes da Costa já vêm do princípio do ano. Adivinhava-se o golpe militar que se concretizou em 28 de Maio de 1926.

ACTIVIDADE PÓS-PRESIDENCIAL

Depois de entregar os poderes presidenciais ao almirante Mendes Cabeçadas em 31 de Maio, manteve-se em Portugal até às derrotas das revoltas de 3 e 7 de Fevereiro de 1927, sendo então novamente expulso do País. Exilado primeiro na Galiza e posteriormente em França, continuou a lutar contra o regime vigente em Portugal.

Foi autorizado a regressar em Junho de 1940, na altura em que as forças nazis invadem a França. Proibido de residir em Lisboa, fixou residência no Alto Douro onde veio a falecer, em 28 de Abril de 1944, dia do 55.º aniversário de Oliveira Salazar.

OBRAS PRINCIPAIS

A sua obra literária é vasta e reconstitui o percurso das diversas actividades a que o autor se dedicou. Assim, A Introdução à Pedagogia, escrito em 1892, O Ensino, de 1898, O Ensino Primário e Secundário, de 1899, e O Ensino Profissional, de 1900, estabelecem as conclusões acerca da sua experiência pedagógica.

Pela Liberdade, de 1900, Da Monarquia para a República, 1903, Conferências Políticas, 1904, Pela República, 1908, A Irresponsabilidade Governativa e as Duas Reacções Monárquica e Republicana, de 1924, reflectem o seu pensamento político.

O Ministério das Obras Públicas, 1893, A Indústria, 1898, A Agricultura, 1900, Os Meios de Comunicação e o Comércio, 1903, No Exílio, 1920, são exemplos que vêm corroborar aquilo que se acaba de dizer.

Fonte: https://www.presidencia.pt/