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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA: DR. RODRIGUES ALVES, DESCENDENTE DE LIMIANOS FOI PRESIDENTE DO BRASIL

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Francisco de Paula Rodrigues Alves (Guaratinguetá, 7 de julho de 1848 – Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1919) foi um advogado, político brasileiro, conselheiro do Império, presidente da província de São Paulo, presidente do estado de São Paulo, ministro da fazenda e quinto presidente do Brasil.

Governou São Paulo por três mandatos: entre 1887 e 1888, como presidente da província, como quinto presidente do estado de 1900 a 1902 e como nono presidente do estado de 1912 a 1916.

Elegeu-se duas vezes presidente da República, cumprindo integralmente o primeiro mandato (1902 a 1906), mas faleceu antes de assumir o segundo mandato (que deveria se estender de 1918 a 1922).

Fonte: Wikipédia

FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES - EX-PRESIDENTE DO BRASIL - DESCENDIA DE NATURAIS DA CORRELHÃ (PONTE DE LIMA)

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Domingos Rodrigues Alves, pai de Francisco de Paula Rodrigues Alves, era natural da Correlhã, em Ponte de Lima

 

Francisco de Paula Rodrigues Alves nasceu em 7 de julho de 1848 na Fazenda do Pinheiro Velho, bairro do Machadinho, em Guaratinguetá, terceiro filho de Isabel Perpétua de Marins e Domingos Rodrigues Alves. Sobre seu pai, Rodrigues Alves dedicou a seguinte nota em seus escritos:

“Meu pai. Veio para o Brasil em 1832, no brigue Rio Lima partindo de Viana e chegando com quarenta e seis dias de viagem. Trouxe a fortuna de 12 vinténs em prata. Depois de uma permanência de cinco anos no Rio, empregado no comércio, enfermou (disseram os médicos que estava sofrendo do coração) e aconselharam-no a seguir para o interior. Foi para Guaratinguetá, onde se dedicou ao comércio e lavoura, constituindo família. Faleceu em 5 de maio de 1912. Eu acabava de tomar posse do governo do Estado.”

CERVEIRENSE MANOEL JOSÉ LEBRÃO FUNDOU HÁ 126 ANOS, NO RIO DE JANEIRO, UM DOS MAIS BONITOS CAFÉS DO MUNDO: A CONFEITARIA COLOMBO

Confeitaria Colombo no Rio de Janeiro foi fundada há 126 anos

Morador da Glória, bairro que o homenageou dando seu nome a uma de suas pequenas travessas, Manoel José Lebrão (1868 -1933) foi um dos fundadores da Confeitaria Colombo, símbolo do glamour do Rio da Belle Époque e parte da história desta cidade e do Brasil.

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Manoel José Lebrão era natural de Sopo, no concelho de Vila Nova de Cerveira

 

Há 126 anos, no dia 17 de setembro de 1894, Manoel Lebrão abria, na Rua Gonçalves Dias 32/36, as portas da confeitaria que se transformaria em um dos principais ícones cariocas. Ele foi o mentor, criador, fundador e dono da Colombo, eleita um dos 10 mais belos cafés do mundo.

Nascido no Minho, em Portugal, Lebrão chegou ao Brasil em 1881, aos 13 anos de idade, e iniciou sua trajetória profissional no ramo da pastelaria na Confeitaria Carioca, onde atuou até 1894, quando fundou a Confeitaria Colombo, em sociedade com Joaquim Borges de Meirelles. Sua decoração art nouveau compara-se ao que existe de melhor e mais representativo deste estilo na Europa: reluzentes espelhos belgas, belíssimo mobiliário em jacarandá e bancadas de mármore italiano, decoram esta confeitaria que, desde 1983, está inscrita no Patrimônio Histórico e Artístico do Rio de Janeiro.

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Ponto de encontro de escritores, jornalistas, poetas, artistas e políticos e integrada ao cotidiano da cidade, então capital da República, a Confeitaria Colombo era considerada uma extensão da Academia Brasileira de Letras. Era a casa preferida de nomes como Olavo Bilac, Machado de Assis, José do Patrocínio, João do Rio, Chiquinha Gonzaga, Washington Luiz, Epitácio Pessoa, José Lins do Rego, Getúlio Vargas, Heitor Villa Lobos, Juscelino Kubitschek e muitos outros, servindo de palco para inúmeros debates e até mesmo decisões históricas e políticas.

Foi também espaço de recepções memoráveis a visitantes ilustres do Brasil, como o rei Alberto da Bélgica, em 1920, e a rainha Elizabeth da Inglaterra, em 1968, imortalizada na literatura e no cinema nacional, como cenário de diversos livros e filmes assídua.

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Lebrão não foi apenas o fundador da Colombo e o maior produtor de marmelos de Teresópolis, cidade onde deixou marcas profundas e é benemérito. Além da Quinta Lebrão, elegante mansão construída com as mesmas, e consagrada na música popular com a famosa marchinha de carnaval “Sassaricando”, sucesso de 1952, na voz da vedete Virgínia Lane, sua frequentadora

linhas de sua casa da aldeia de Sopo, em Portugal, ele foi também o responsável pela construção, naquela cidade serrana, da Escola Higino da Silveira, cujo projeto é réplica do Hospital de Cerveira.

Pelo seu valor como empresário, Manoel Lebrão recebeu diversas homenagens, tanto no Brasil como em Portugal:

- em 2001, uma estátua lhe foi erigida em Vila Nova de Cerveira, em frente ao hospital de Cerveira, na avenida que leva seu nome;

- ele também empresta seu nome à Travessa Manoel Lebrão, na Glória, bairro onde foi nosso vizinho ilustre, à Rua Cândido Mendes , 86.

e à Rua Manoel José Lebrão, em Teresópolis;

- foi um dos benfeitores do Real Gabinete Português de Leitura no RJ;

- a empresa de Lebrão foi uma das primeiras empresas a apoiar a criação da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria, criada em 1867, e um dos maiores financiadores da Santa Casa de Misericórdia.

Quando saiu do empreendimento, Manoel Lebrão deixou a Confeitaria Colombo nas mãos de Eloy José Jorge, sobrinho de Meirelles e mais dois sócios, ex-funcionários, que tocaram o negócio adiante e ampliaram o sucesso.

Fonte: https://nossosvizinhosilustres.blogspot.com/

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TELEVISÃO BRASILEIRA FAZ REPORTAGEM NO NÚCLEO MEOLÓGICO DE CAMPO DO GERÊS

Reportagem de TV Brasileira no Núcleo Museológico de Campo do Gerês

A equipa produtora do programa “Cris Pelo Mundo”, do canal de TV por assinatura Travel Box Brazil,  em parceria com o Turismo de Portugal e o Turismo Porto e Norte, realizou no dia 28 de agosto no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna,  uma sessão de filmagens que serão emitidas em janeiro de 2021 no referido canal.

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O “Cris Pelo Mundo” é um programa de entretenimento, classificado para todas as idades, transmitido para todo o Brasil pelo canal de TV por assinatura Travel Box Brazil  Disponível em 98% do mercado de televisão por assinatura no Brasil, com 76% da Audiência das classes A e B, 5º lugar do IBOPE (pesquisa de audiência) com alcance de mais de 18 milhões de assinantes. A partir de 2021, o programa será transmitido também em Angola e Moçambique no canal Boom TV, canal 501 da DStv.

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ANTÓNIO ANDRESEN GUIMARÃES APRESENTA LIVRO EM PONTE DA BARCA

Apresentação do livro "Cypriano Joseph da Rocha Relato de uma Vida entre Portugal e o Brasil na Idade do Ouro" de António Andresen Guimarães

No dia 28 de Agosto, sexta-feira, pelas 18h30, irá realizar-se a apresentação do livro “Cypriano Joseph da Rocha: Relato de uma Vida entre Portugal e o Brasil na «Idade de ouro»”, de António Andresen Guimarães.

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O Jardim dos Poetas, em Ponte da Barca, será o palco da apresentação deste livro, que é o mais recente lançamento do autor, sessão que vai decorrer no cumprimento integral das orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da legislação em vigor.

Sobre a Obra:

“Cypriano Joseph da Rocha: relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na «idade de ouro»” conta a história e o trajeto de vida, privada e pública, de Cypriano Joseph da Rocha, que a 26 de Maio de 1728, acompanhado pelos dois filhos, deixa Lisboa para embarcar na Ribeira das Naus, rumo ao Brasil.

BRASIL: DESCENDENTE DE LIMIANOS PROCURA ANCESTRAIS NA CABRAÇÃO

Estou à procura da Familia Vas e Afonso em Cabraçao, Ponte de Lima. Meu 7º avô Franco Affonso Lima, filho de Jozé Vas e Maria Afonso, casou no Brasil em 16 novembro de 1751 na Sé de Sao Paulo e faleceu em 23 de novembro de 1755 sepultado. Obrigadinaha se puder me ajudar com mais dados no blog sobre os Vas Lima e Afonso. Penso que Lima deve ser pelo Rio Lima? espero respostas.

Idelina Cabral de Assis

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HOSPITAIS E SAÚDE NO OITOCENTOS: DIÁLOGOS ENTRE BRASIL E PORTUGAL

  • Crónica de Daniel Bastos

Há sensivelmente dois anos, a editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, lançou o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”.

Organizado pelo arquiteto Renato Gama-Rosa, investigador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e Cybelle Miranda, investigadora da Universidade Federal do Pará (UFPA), o livro é constituído por sete capítulos. Designadamente, “Edifícios da Saúde no Rio de Janeiro Oitocentista” de Inês El-Jaick Andrade, Renato da Gama-Rosa Costa e Éric Alves Gallo; “Hospitais na Belém Oitocentista: classicismo e diálogo entre matrizes luso-brasileiras” de Cybelle Salvador Miranda; “Da Instituição Asilar ao Movimento Antimanicomial: a reconstituição da memória do Hospital Juliano Moreira do Pará” de Emanuella da Silva Piani Godinho e Cybelle Salvador Miranda; “Arquitetura da Saúde como Patrimônio: Hospital D. Luiz I da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará” de Cibelly Alessandra Rodrigues Figueiredo; “A Casa da Misericórdia no Contexto da Arquitetura Portuguesa da Saúde na Centúria do Oitocentos em Portugal”  de Joana Balsa de Pinho e Fernando Grilo; “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX” de Daniel Bastos; e “A Arquitetura Assistencial em Portugal no Início do Século XX: o Sanatório de Sant’Ana” de Maria João Bonina e Fernando Grilo.

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O historiador Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação em junho de 2019, do livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”, na Santa Casa da Misericórdia de Fafe, acompanhado do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa

 

Ao longo dos sete capítulos do livro, que no decurso dos últimos dois anos foi já apresentado em diversas cidades brasileiras e portuguesas, os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de hospitais e associações de beneficência, que emigrantes portugueses na transição do séc.XIX para o séc. XX construíram em várias localidades brasileiras, principal destino da emigração lusa na época, que originalmente se destinavam à ajuda mútua entre os sócios, membros da comunidade portuguesa, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil e na América do Sul. Assim como o contributo da filantropia dos “brasileiros de torna-viagem”, emigrantes portugueses enriquecidos no Brasil, que no alvorecer do séc. XX estiveram, entre outras obras beneméritas, na base da construção de hospitais nas suas terras de origem, e que na atualidade, numa época tão marcada pela pandemia de coronavírus que afeta o mundo, como é o caso das comunidades portuguesas, não podem deixar de ser recordados como exemplos inspiradores de solidariedade.

O FOLCLORE COMBATE O RACISMO E A XENOFOBIA: NÓS – PORTUGUESES – NÃO SOMOS RACISTAS!

  • Crónica de Carlos Gomes

Mais do que qualquer outra manifestação artística ou desportiva, é o folclore que mais contribui para a amizade e confraternização entre os povos, qualquer que seja a sua identidade nacional, étnica, racial ou cultural. Através da aceitação – e da admiração! – de diferentes culturas, o folclore jamais pretende impor padrões culturais, estabelecer “igualitarismos” que na realidade não existem, estabelecer critérios de superioridade. A diversidade é a sua verdadeira riqueza!

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Diversas são as comunidades que se integram na nossa sociedade sem abdicarem da sua identidade cultural. Criam laços de amizade com o povo português e alcançam sucesso profissional. Não existem "povos perfeitos" mas, seguramente, os portugueses estarão longe de serem um povo mau!...

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De norte a sul de Portugal realizam-se eventos de cariz etnográfico que respeitam a diversidade das culturas dos povos, da sua identidade. Cito, a título de exemplo, o FolkMonção, o ÂncoraFolk e o FolkLoures, sem desconsideração por numerosos outros eventos com a mesma dignidade mas cuja enumeração seria difícil de momento.

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O BLOGUE DO MINHO já manifestou publicamente o seu repúdio por toda e qualquer forma de racismo, como se pode verificar em https://bloguedominho.blogs.sapo.pt/blogue-do-minho-repudia-o-racismo-13964434

Aquilo que temos vindo a assistir – e nos entristece! – nada tem a ver com questões de ordem racial mas simplesmente de manipulação política. E, nesse sentido, apelamos a que todos os grupos folclóricos sejam criativos na organização dos seus eventos, integrando sempre que possível as comunidades imigrantes fixadas nas suas regiões.

- Queremos a paz e jamais deixaremos de nos manipular por oportunistas que procuram pescar em águas turvas!

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CERVEIRA COMEMORA DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Dia Mundial da Criança assinalado com surpresas pelo ar e por terra

Os tempos de pandemia Covid-19 obrigam a ter criatividade, por isso, este ano, a comemoração do Dia Mundial da Criança em Vila Nova de Cerveira foi diferente e especial. Com a grande maioria das 500 crianças do pré-escolar e ensino básico em casa, a Câmara Municipal preparou, em parceria com as associações de pais do concelho, a colaboração dos Bombeiros Voluntários e do Aeroclube de Cerval, um programa recheado de surpresas, porta a porta e nas alturas!

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Sabemos que o mundo de uma criança é do tamanho dos seus sonhos e fantasias, e a autarquia não quis defraudar as expetativas. Numa verdadeira missão de distribuir sorrisos às crianças, o executivo municipal iniciou este Dia Mundial da Criança com a entrega de kits com ‘miminhos’ pelos três centros escolares – Cerveira, Campos e Covas.

Para aquelas crianças que se encontravam em casa, uma comitiva composta por técnicos da autarquia e membros das associações de pais percorreram as 11 freguesias do território municipal, em viaturas da corporação de bombeiros, com música ambiente que anunciava esta chegada de prendinhas porta a porta (t-shirt ‘Vamos Ficar Todos Bem’, boné, máscaras, balões, gomas, um jogo do galo e um dominó).

Durante o período da tarde, e para complementar esta comemoração, 16 aeronaves ultraleves partiram do Aeródromo de Cerval para sobrevoar vários pontos do concelho, procurando espalhar um pouco de magia pelos ceús.

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ISAVE: DOIS PROFESSORES SÃO PREMIADOS NO BRASIL

Dois professores do Instituto Superior de Saúde — ISAVE — com sede em Amares, foram premiados na I Conferência Internacional de Obstetrícia e Neonatologia (I CION 2020) que se realizou nos dias 1 e 2 de maio, na cidade de S. Paulo, Brasil, via skype.

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O prémio Florence Nightingale foi entregue a Filipe Vieira Franco e Lígia Eduarda Monterroso por Gustavo Santos, presidente da I CION, por se terem destacado “com maestria, relevância e significância acerca da sua apresentação temática “Desafios do ensino e pesquisa em tempos da pandemia de Covid-19”.

Esta conferência integrou-se no programa 2020 Ano Internacional dos Enfermeiros, Obstetras, Obstetrizes e Parteiras e o prémio homenageia Florence Nightingale (Florença, 12 de maio de 1820 — Londres, 13 de agosto de 1910) enfermeira e escritora britânica famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Crimeia. Ficou conhecida como "A dama da lâmpada", instrumento de iluminação para auxiliar os feridos durante a noite. É considerada a fundadora da enfermagem moderna.

MESTRE JOSÉ MALHOA NASCEU HÁ 165 ANOS

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  • Crónica de Carlos Gomes

Passam precisamente 165 anos sobre a data de nascimento do pintor José Malhoa, aquele que foi o pioneiro do Naturalismo em Portugal.

O Mestre José Malhoa nasceu em Caldas da Rainha e, com apenas 12 anos de idade, ingressou na Real Academia de Belas Artes de Lisboa onde sempre se distinguiu pelo seu elevado talento artístico. Presidiu à Sociedade Nacional de Belas Artes e integrou o “Grupo do Leão” – uma tertúlia de artistas que se reunia em Lisboa na cervejaria Leão de Ouro destinada a promover o Naturalismo – tendo sido porventura o pintor português que mais se aproximou do Impressionismo.

Faleceu em 1933 em Figueiró dos Vinhos e encontra-se sepultado no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

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Entre as suas magníficas obras, destacamos “A Desfolhada” e “A Caminho da Romaria”, duas pinturas que retratam os modos de vida característicos dos finais de oitocentos na região de Entre-o-Douro-e-Minho. Nelas se distinguem os traços característicos da nossa região, nomeadamente os trajes domingueiros de lavradeira do Alto Minho, os gaiteiros, o gado barrosão e a vinha de enforcado.

Tratam-se de um conjunto de duas telas com seis metros de altura, encomendadas nos finais do século XIX, um abastado emigrante oriundo da região de Aveiro, as quais se destinaram a ornamentar o cimo de uma escadaria do seu faustoso palacete, situado no Bairro Flamengo, na área sul do Rio de Janeiro.

Nos anos oitenta do século passado este prédio foi demolido para dar lugar a modernas construções, mais ao gosto das novas metrópoles, e o seu recheio foi a leilão em praça pública. O representante do Estado português encontrava-se presente mas, talvez por falta de preparação na avaliação das obras, não procedeu à sua arrematação.

As pinturas foram arrematadas por Jaime Afra, um conceituado antiquário de Lisboa com estabelecimento aberto ao público na rua D. João V, perto do Príncipe Real. As telas foram retiradas das respectivas molduras e trazidas para Portugal pela espôsa do antiquário, a srª Isabel Afra.

Durante muitos anos permaneceram expostas no seu estabelecimento, atraindo os olhares curiosos de quem por ali passava como era o nosso caso. Entretanto, por falecimento do seu proprietário, a firma foi extinta e em relação às referidas obras perdemos o rasto…

Anos mais tarde, da srª Isabel Afra, recebemos o mail que a seguir se transcreve:

“Venho por este meio vos contactar pois sou a viúva do Jaime Afra mencionado no vosso texto sobre os incríveis quadros do Malhoa.

Gostaria de vos dizer que os quadros nesse artigo mencionados foram vendidos para a colecção do Antigo Banco BCP, o qual acredito que ainda os tenha.

Melhores cumprimentos,

Isabel Afra

Os nossos agradecimentos”

Entretanto, as duas pinturas do Mestre José Malhoa foram tema de cartazes e de medalhística, não obstante permanecerem ignoradas pelos autores de numerosas obras que versam sobre a vida e obra do artista. Também a revista “O Anunciador das Feiras Novas, de Ponte de Lima e o site “Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português” abordaram esta temática. E, nem o museu que tem o seus nome, em Caldas da Rainha, existe qualquer referência a este respeito. Os dois magníficos quadros do mestre José Malhoa – “A Desfolhada” e “A Caminho da Romaria” – passaram a ficar expostos ao público no átrio do Banco Millenium, na rua Augusta, em Lisboa.

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RIO GRANDE DO SUL HOMENAGEIA O LIMIANO CRISTÓVÃO PEREIRA DE ABREU

Homenagem a Cristóvão Pereira de Abreu, Memorial do Tropeirismo é inaugurado na Praça União Constante

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Na manhã desta sexta-feira (21 de Fevereiro), o vice-prefeito Paulo Renato Mattos Gomes, representando e Executivo Municipal, participou do descerramento da placa em homenagem a Cristóvão Pereira de Abreu, na Praça União Constante, localizada próxima a Santa Casa de Rio Grande. O “Memorial do Tropeirismo”, foi uma é uma iniciativa do Peão Farroupilha da 6ª Região Tradicionalista, Vitor Lopes Ribeiro, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de São José do Norte, e contou com o apoio da Prefeitura Municipal do Rio Grande.

Para o vice-prefeito Paulo Renato Mattos Gomes, é importante o trabalho de valorizar grandes personalidades que marcaram a história de Rio Grande. “A história nos conta que Cristóvão Pereira de Abreu aportou em Rio Grande e região e aqui faleceu em 1755. Foi um desbravador que ajudou também a fundar nossa cidade e seus restos mortais se encontram nos arredores da Praça União Constante. O Memorial é um resgate a cultura e a história, para manter acessa a chama desse desbravador, figura tão importante para Rio Grande para toda região. A prefeitura apoiou essa iniciativa, para que a gente possa continuar trabalhando com a história daqueles que foram marcantes na nossa região”, afirmou.

Segundo Vitor Lopes Ribeiro, o tributo a Cristóvão Pereira de Abreu é uma forma de reconhecimento ao Patrono do Tropeirismo e um dos mais importantes tropeiros da história do Rio Grande do Sul. Ele também revelou que o projeto já havia sido proposto por Paixão Côrtes. “Esse projeto foi iniciado no ano de 2011 por um dos grandes nomes do nosso tradicionalismo gaúcho, que foi o Paixão Côrtes, mas acabou sendo engavetado com seu falecimento. E nós demos o desenvolvimento final para essa proposta, que era a placa em memória desse tropeiro, que veio a ser sepultado aqui. Precisávamos, enquanto tradicionalistas, fazer essa homenagem e deixar esse marco na nossa cidade, na nossa região e nosso estado. O evento foi lindíssimo, com várias autoridades. Evento cheio, com muita juventude e cavalarianos. Então tudo que poderíamos ter de melhor aqui hoje, nós tivemos. Fica aqui minha gratidão”, declarou o peão.

Fotos: Richard Furtado

Fonte: http://www.riogrande.rs.gov.br/

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CRISTÓVÃO PEREIRA DE ABREU (1678-1755) – ‘O INVENTOR’ DO RIO GRANDE DO SUL

"Pelo sul brasileiro sediou-se o português Cristóvão Pereira de Abreu, que depois de muitas peregrinações ao longo da costa sul das terras que viriam a ser  lusitanas, ainda que bravamente disputadas com espanhóis,  entre São Vicente e Colônia do Sacramento. Isto lhe valeu a fama de “inventor” do Rio Grande do Sul" (Por Professor Paulo Timm).

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Cristovão Pereira de Abreu foi um fidalgo português, de esmerada educação, requintados gostos e ágil palavra ao cair da pena, o que lhe valeu o brilho no registro de vários relatórios ao longo da vida. Nasceu em 13 de julho de 1678 em Ponte de Lima, Portugal, freguesia do Fontão, filho de João de Abreu Figueira e Leonor de Amorim Pereira. Faleceu a 22 de novembro de 1755, aos 77 anos, na Vila de Rio Grande de São Pedro, hoje cidade riograndina. Pelo sul brasileiro sediou-se, depois de muitas peregrinações ao longo da costa sul das terras que viriam a ser  lusitanas, ainda que bravamente disputadas com espanhóis,  entre São Vicente e Colônia do Sacramento. Isto lhe valeu a fama de “inventor” do Rio Grande do Sul.

Teria chegado ao Brasil aos 20 anos de idade, nos idos de 1700, trazido pelo pai, já estabelecido no Rio de Janeiro,    exerceu diversas atividades, antes de se transformar no protótipo do explorador a serviço da Coroa Portuguesa, ora como beneficiário de Cartas Comerciais, que lhe deram o monopólio do couro e do tabaco,  ora como militar, tendo operado na negociação com franceses para a desocupação da cidade do Rio de Janeiro, em guerras contra espanhóis no sul e junto as forças luso-hispânica nas Guerras Guaraníticas 1754-56.

Graças à sua experiência no eixo Colônia-Laguna, com grande relacionamento com populações indígenas,  foi  encarregado  pelo Vice Rei  de levar, como Coronel de Ordenanças,  a frota do brigadeiro José da Silva Paes para fazer o reconhecimento da barra do Rio Grande de São Pedro, onde seria construído o Forte Jesus Maria e José de Rio Grande, a partir de 1737, um dos pontos da conquista das vastidões  riograndenses. O outro ponto, que mais lhe notabilizaria,  proveio de Laguna, núcleo fundado pelo paulista Domingos de Brito Peixoto, em 1676, quem recebeu das autoridades coloniais a patente de guarda-mor, em 1721, para descer pelo litoral ao sul  com objetivo de fundar povoações que garantissem o controle da região e o registro do gado criado à solta nas vacarias pampeanas que se estendiam até o Rio da Prata e que desde 1703 eram levados para o centro do Brasil Colônia. Lá de  desenvolviam-se cidades e  comércios graças ao ciclo do ouro.  Com efeito, em 1725, João Magalhães penetra no Rio Grande com uma frota de 31 lagunistas e em 1732 esta investida resulta na concessão da primeira sesmaria a Manoel Gonçalves Ribeiro na parada das Conchas, junto ao Rio Tramandaí.

Neste ponto iniciou-se um registro de passagem de tropas e mercadorias que, mais tarde. seria transferido para Torres. Cristovam Pereira participou intensamente deste processo, tendo operado como elo de ligação entre os dois pontos (Rio Grande, por mar, Caminho das Praias e por terra, a partir de Rio Grande, Caminho da Serra, passando por  Viamão) creditando-se, inclusive, a ele, um papel pioneiro em Torres: Ele teria construído um  descanso (taipa) das tropas, nesta cidade próximo ao Rio Mampituba,por onde atravessava-se o gado,  tendo, talvez, sido um baluarte do “Potreiro”, em Torres, junto à travessia do Rio, como percebeu Ruschel e sugere Bento Barcelos no seu último livro – “Vale do Mampituba”. Um desenho atribuído a Debret, no início do século XIX, abaixo, ilustra esta passagem.

“O velho Neco,segundo o conselho dos velhos, era um homem abastado (em Torres) . Tinha 80 escravos e enormes extensões de terras no Vale do Mampituba e foi quem mandou construir uma taipa de pedras da Torres do Centro (Morro das Furnas). Em função da temporalidade este escriba não acredita nesta hipótese. (…) O mais provável ainda poderia ter sido construída pelo português Cristóvão Pereira, o primeiro que se tem notícias que passou por aqui e por muito tempo  nos tempos das tropeadas.”

Em tudo isso Cristovam Pereira de Abreu é um constante personagem. Centrado no comércio dos couros em Colônia parece ter se  deslocado para o comércio do tabaco, em 1710, bem como para o transporte de gado, muito provavelmente em decorrência da  precariedade do controle lusitano sobre Colônia, várias vezes ocupada por espanhóis. Isso forçava a saída dos portugueses para o interior do Rio Grande.  Já no ano de sua fundação, em 1680, Colônia foi arrasada , voltando, entretanto, ao controle de Portugal em 1683, para voltar  a cair em mãos espanholas entre 1704 e 1715.  Neste ano, até 1736, mercê de entendimentos entre as duas Coroas, os portugueses a reassumem,  justo quando se inicia a expansão lusitana sobre o território rio-grandense com a concessão de diversas sesmarias no litoral e nas cercanias de Viamão, onde se iniciam as primeiras estâncias , e se expande o contrabando de gado para São Paulo que traria no seu bojo o protagonismo de Cristóvão Pereira e suas passagens por Torres. Registre-se que, mesmo com a abertura, em 1843,  do Caminho da Serra, partindo de Viamão a Lages, o Caminho das Praias deve ter prosseguido com certa desenvoltura visto ter exigido o registro de passagem das tropas em Torres em 1871.

Paulo Timm / https://afolhatorres.com.br/