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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA DO PORTO NO RIO DE JANEIRO: UM PEDAÇO DA VETUSTA COMARCA D’ENTRE-O-DOURO-E-MINHO NO BRASIL

Do ponto de vista histórico, geográfico e etnográfico, o Minho estende-se até ao rio Douro, formando com o Douro Litoral uma única região que corresponde à vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Foi uma efémera quanto absurda reforma administrativa que ao Minho subtraiu o Douro Litoral.

No Rio de Janeiro, a Casa do Porto constitui uma parcela viva da nossa comunidade que ali se radicou, gente que partilha com os minhotos a mesma forma de pensar e viver pois as suas raízes fundam-se na terra que foi a Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Reproduzimos o seu historial oficial:

“A Casa Do Porto, fundada em 2 de agosto de 1945, tem por objetivo manter viva as tradições da Cidade do Porto e suas freguesias, através da cultura portuguesa.

A Casa do Porto, com suas fulgurantes atividades sociais, foi, pelo Prefeitura da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, como Governo, considerada de “Utilidade Publica”

Finalidades estatutárias da Casa do Porto: Associação Regionalista, Cultural, Recreativa, Filantrópica e Desportiva.

Projetos Principal da Casa do Porto: Transformar a Casa do Porto em uma entidade polivalente nas áreas de Cultura, Desporto, Filantropia, Cultural e Econômica.

Patrono da Casa do Porto: Infante Dom Henrique.”

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PRESIDENTE DA COMISSÃO PAROQUIAL DA FREGUESIA DE MOLEDO ESCREVEU EM 1912 A BERNARDINO MACHADO

As imagens mostram uma carta subscrita pelo Presidente da Comissão Paroquial da Freguesia de Moledo, Manuel Faria Fernandes, em 21 de Fevereiro de 1912, dirigida a Bernardino Machado, relativa a um pedido feito a este.

Tem junto uma nota relativa a José da Purificação Gonçalves, fiscal dos impostos, que fora processado em 1909 na comarca de Paredes de Coura. Refere que este se encontrava em Manaus, Brasil, e que regressaria a Portugal quando tivesse a notícia de não responder no processo. Solicita auxílio no sentido de ser retirado o dito processo.

Refira-se que até 1916, as actuais juntas de freguesia eram então designadas por juntas de paróquia, nada tendo a ver com as paróquias eclesiásticas.

Fonte: Fundação Mário Soares

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BRASIL: GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DE PORTUGAL EM SÃO PAULO CELEBRA HOJE O SEU 48º ANIVERSÁRIO

Fundado em 10 de Outubro de 1973, com o objetivo de divulgar o Folclore Português ao povo brasileiro e manter vivas as tradições da pátria Mãe junto aos imigrantes, objetivo o qual, mais tarde, foi estendido aos Lusos Descendentes e, destes, para seus amigos próximos e brasileiros, transformando o Grupo Folclórico num local de integração onde os Luso Descendentes ou não, bailam lado a lado, com o mesmo garbo e entusiasmo, um Vira do Minho, um Fandango do Ribatejo ou um Corridinho do Algarve. É dirigido atualmente pelo presidente da Casa de Portugal Comendador Antônio Ramos e dirigido pelo Diretor de Folclore Ernesto Augusto Ramalho, o Ernestinho.

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É um dos Grupos Folclóricos mais antigos de São Paulo com atividade ininterrupta, preservando a autenticidade de seus trajes, possuindo um guarda-roupa com mais de 127 peças, o que demanda um árduo trabalho de manutenção e reposição, assegurado pelo próprio Grupo, na sua maioria peças de Viana do Castelo (Minho) considerada a capital do folclore em Portugal.

  • 32 Trajes femininos (Lavadeiras de Luxo) Minho – (Viana do Castelo) Norte de Portugal
  • 12 trajes de noivas do Minho – Norte de Portugal
  • 6 trajes de mordomas – trajes do século XVII, bordados manualmente com pedrarias. Minho – Norte de Portugal
  • 42 Trajes Variados Minho – (Viana do Castelo) Norte de Portugal
  • 35 Trajes Variados

Composto atualmente por 48 entre dançarinos, músicos (tocata) e apoio. Numa formação completa, as apresentações podem ter duração de 30 minutos a 1 hora e 30 minutos, constituindo-se num show muito alegre, dinâmico, colorido e participativo junto ao público. Apresentando o que há de mais representativo no folclore de norte a sul de Portugal, podendo ainda, propor aos espectadores a participação num autêntico arraial português, através de um animado “vira livre ou bailarico”

O Grupo Folclórico da Casa de Portugal é reconhecido como um dos melhores do Brasil, apresentando, com sua experiência e seu rico repertório, um programa variado de forma a dar a seu público um programa completo, alegre e intenso com o que há de melhor no colorido e contagiante folclore de Portugal.

Texto e fotos: Grupo Folclórico da Casa de Portugal

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VIEIRA DO MINHO: MONÁRQUICOS REGRESSAM DO BRASIL PARA CONSPIRAREM CONTRA A REPÚBLICA

Em 16 de Julho de 1913, Justino Cruz na sua qualidade de Governador Civil de Braga, endereçou ao Ministro do Interior um ofício confidencial, enviando cópia de ofício do Administrador de Vieira do Minho de 14 de Julho de 1913, participando o regresso à Galiza de conspiradores que estavam no Brasil. O Governador Civil sugere reforço dos postos da guarda fiscal. Contém "visto" de Rodrigo Rodrigues e indicação para ser dado conhecimento ao Ministério das Finanças.

Fonte: Fundação Mário Soares

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BERNARDINO MACHADO: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE FAMALICÃO E PAREDES DE COURA DERAM A PORTUGAL

Bernardino Luis Machado Guimarães

Nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Março de 1851, filho de António Luís Machado Guimarães e da sua segunda esposa D. Praxedes de Sousa Guimarães.

Em 1860, a família regressa definitivamente a Portugal, fixando residência em Joane, concelho de Famalicão. O pai virá a ser o 1.º barão daquela localidade. Em 1872, aquando da sua maioridade, opta pela nacionalidade portuguesa.

Em 1882, casa com Elzira Dantas, filha do conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, de quem teve dezoito filhos.

Faleceu em 29 de Abril de 1944.

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ACTIVIDADE PROFISSIONAL

Concluídos os estudos secundários no Porto, matriculou-se, em 1866, na Universidade de Coimbra, onde cursou Matemática e Filosofia.

Em 1873, concluiu a licenciatura em Filosofia, apresentando e defendendo, em 14 de Janeiro de 1875, o trabalho que tinha como título Teoria Mecânica da Reflecção da Luz.

Em 28 de Fevereiro de 1877; foi nomeado professor da Faculdade de Filosofia, cargo para o qual tinha concorrido em 1876, apresentando um trabalho intitulado Teoria Matemática das Interferências.

Em 2 de Julho de 1877, alcançou o doutoramento com a tese Dedução das Leis dos Pequenos Movimentos da Força Elástica.

Em 17 de Abril de 1879, é nomeado lente catedrático de Filosofia, dividindo a sua acção pedagógica por várias cadeiras. A partir de 1883, passa a dirigir em exclusividade a cadeira de Antropologia. Nesse mesmo ano licenciou-se em Agricultura Geral Zootécnica e Economia Rural.

Em 1890 e 1894, é nomeado par do Reino pelo corpo de catedráticos da Universidade de Coimbra.

Em 1892, integra o Conselho Superior de Instrução Pública.

Dirigiu o Instituto Comercial e Industrial de Lisboa.

Representou Portugal nas Comemorações do Tricentenário de Cristóvão Colombo, realizadas em Madrid, e nas Jornadas do Congresso Pedagógico Hispano-Luso-Americano, também realizadas naquela capital.

Em 1894, foi presidente do Instituto de Coimbra.

Em 12 de Abril de 1897, preside ao Congresso Pedagógico, organizado pelo professorado primário e realizado em Lisboa.

Durante a crise académica de 1907, junta-se aos estudantes e por esse motivo é obrigado a pedir a demissão do cargo de lente da Universidade de Coimbra.

PERCURSO POLÍTICO

A actividade política de Bernardino Machado vai desenvolver-se segundo dois vectores principais, a sua acção no interior da Maçonaria e no desempenho de cargos públicos. No primeiro caso, inicia-se na Loja "Perseverança", em Coimbra, logo em 1874. Dentro do Grande Ocidente Lusitano irá ocupar os cargos seguintes:

Presidente do Conselho da Ordem, entre 1892 e 1895;

Grão-Mestre, entre 1895 e 1899;

Membro das lojas "Razão Triunfante", "Elias Garcia", "Fraternidade Colonial", em Lisboa, e "Fernandes Tomás", na Figueira da Foz;

Apoiante do Supremo Conselho do Grau 33, em 1914, quando da cisão do Movimento Maçónico, regressando no entanto ao Grande Oriente Lusitano Unido em 1920; - Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33, desde 1929 até à data da sua morte.
No que respeita à segunda vertente, a sua actividade política tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador.

Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra.

Em 1893, faz parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua acção vai incidir na elaboração da legislação protectora do trabalho das mulheres e dos menores. Data dessa época a Criação do Tribunal dos Árbitros Avindores, considerado por alguns autores o primeiro Tribunal de Trabalho.

Adere ao Partido Republicano em 31 de Outubro de 1903, presidindo ao directório, entre 1906 e 1909.

A partir da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, é chamado para ocupar os mais altos cargos da hierarquia política do país, nomeadamente:

Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório;
Deputado à Câmara Alta até 1915;

Candidato à Presidência da República nas eleições de 24 de Agosto de 1911, em que é eleito Manuel de Arriaga por 121 votos contra 86;

Ministro e embaixador no Brasil, desde 20 de Janeiro de 1912;

Presidente do Ministério, ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior entre 9 de Fevereiro de 1914 e 23 de Junho do mesmo ano;

Presidente do Ministério e ministro do Interior desde aquela última data até 12 de Dezembro de 1914. Ministro da Justiça interino até 22 de Julho;

Presidente da República, eleito no escrutínio de 6 de Agosto de 1915 por 134 votos a favor contra 18 de Correia Barreto. Foi deposto na sequência do movimento comandado por Sidónio Pais e expulso do país.

Após a queda do sidonismo regressa em força à actividade política;

Eleito senador em 1919;

Presidente do Ministério e ministro do Interior entre 2 de Março de 1921 e 23 de Maio do mesmo ano; ministro da Agricultura interino, no mesmo Ministério até 4 de Maio;

Candidato à Presidência da República em 1923, nas eleições de 6 de Agosto de 1923, em que foi eleito Manuel Teixeira Gomes por 121 votos contra 5 de Bernardino Machado;

Presidente da República, desde 1925, na sequência da resignação de Teixeira Gomes. Eleito por 148 votos. Não terminou o mandato que foi interrompido na sequência do movimento militar do 28 de Maio de 1926.

ELEIÇÕES E PERÍODOS PRESIDENCIAIS

Bernardino Machado ocupa o 3.º e 8.º lugares de mais alto magistrado da Nação, sendo eleito por duas vezes Presidente da República. No primeiro período, para o quadriénio de 1915 a 1919, e no segundo período, para o de 1925 a 1929. Não chegou a cumprir nenhum deles até final, abortados que foram, o primeiro pelo movimento de Sidónio Pais e o segundo pelo movimento militar do 28 de Maio de 1926.

1.º Período

Foi eleito na sessão especial do Congresso, realizada em 6 de Agosto de 1915, dois meses (60 dias) antes do termo do período presidencial anterior, por imposição do artigo 38.º da Constituição de 1911. Na primeira votação votaram 189 congressistas, tendo os votos sido assim distribuídos:

 - Bernardino Luís Machado Guimarães 71 votos

 - António Xavier Correia Barreto 44 votos

 - Aílio de Guerra Junqueiro 33 votos

 - Duarte Leite Pereira da Silva 20 votos

 - Augusto Alves da Veiga 4 votos

 - Pedro Martins 1 voto

 - José Caldas 1 voto

 - Listas brancas 15

Como nenhum dos cidadãos votados tivesse obtido o número de votos necessários, procedeu-se a novo escrutínio, que conduziu ao resultado seguinte:

 - Bernardino Machado 75 votos

 - Correia Barreto 45 votos

 - Guerra Junqueiro 30 votos

 - Duarte Leite 19 votos

 - Alves da Veiga 2 votos

 - Listas brancas 12

Como nenhum dos votados tivesse obtido a maioria de dois terços, procedeu-se então a nova eleição entre os dois elementos mais votados, em que Bernardino Machado obteve 134 votos e Correia Barreto 18 votos, com 27 listas inutilizadas.
Tomou posse do cargo, jurando fidelidade à Constituição da República, pelas 14h40, na sessão do Congresso de 5 de Outubro de 1915.

Durante a vigência do seu mandato empossou os dois governos de Afonso Costa, que legislaram desde 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916, o primeiro, e de 25 de Abril de 1917 a 8 de Dezembro do mesmo ano, o segundo, e o de António José de Almeida que conduziu o executivo chamado de "União Sagrada", entre 15 de Março de 1916 e 25 de Abril de 1917.

No entanto, estes não conseguem parar a contestação social, sucedendo-se as greves e as manifestações contra os governos, nomeadamente, as de Janeiro de 1916, as dos agricultores de Outubro do mesmo ano, as de 19, 20 e 21 de Maio de 1917, que culminam com os vinte e dois mortos na cidade do Porto, no dia 22 do mesmo mês, e conduzem ao estado de sítio de 12 de Julho.

Toda esta situação se tinha agravado como consequência do desenvolvimento dos acontecimentos referentes à Grande Guerra de 1914-1918. A Alemanha tinha declarado guerra a Portugal, em 9 de Março de 1916, na sequência da apreensão dos navios mercantes alemães. Os sectores guerristas rejubilaram, o País tinha entrado formalmente no conflito.

Em 9 de Junho desse mesmo ano, Afonso Costa parte para Paris para participar na Conferência dos Aliados. Em 22 de Julho, constitui-se em Tancos o Corpo Expedicionário Português, comandado pelo general Norton de Matos. Em 30 de Janeiro de 1917, parte para França a primeira brigada, comandada pelo coronel Gomes da Costa e, em 23 de Fevereiro, o segundo contingente.

Em Outubro, é o próprio Bernardino Machado que efectua uma visita aos militares em França, alargando, posteriormente, essa visita a Inglaterra.

É neste ambiente altamente conturbado que Manuel de Arriaga morre em 5 de Março de 1917, que a 13 de Maio e de Outubro se sucedem as aparições de Fátima e, em 20 de Outubro, se funda o Partido Centrista Republicano, amante da disciplina, da lei e da ordem nem que fosse à custa da liberdade.

O País estava maduro para a revolta e esta não se fez esperar. Em 5 de Dezembro, Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, vai dissolver o Congresso e destituir o Presidente da República. Afonso Costa é preso e Bernardino Machado obrigado a abandonar o País.
Ia começar a aventura sidonista.

2.º Período

Após a renúncia de Manuel Teixeira Gomes, Bernardino Machado foi novamente eleito Presidente da República, em 11 de Dezembro de 1925.

No 1.º escrutínio, com a presença de 170 congressistas, obtiveram-se os resultados seguintes:

 - Bernardino Machado 124 votos

 - Duarte Leite 33 votos

 - Gomes Teixeira 5 votos

 - Betencourt Rodrigues 1 voto

 - Belo de Morais 1 voto

 - Afonso Costa 1 voto

 - Jacinto Nunes 1 voto

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Face a estes resultados, foi necessário proceder-se a um 2.º escrutínio. Com 160 listas entradas, Bernardino Machado foi eleito com 148 votos, contra 5 obtidos por Duarte Leite, 1 de Betencourt Rodrigues e 6 listas brancas.

Pouco durou o seu mandato que só conheceu um chefe de Governo, António Maria da Silva.

As tentativas de golpe militar sucedem-se. Em Fevereiro de 1926, o de Martins Júnior e Lacerda de Almeida. Os convites a Gomes da Costa já vêm do princípio do ano. Adivinhava-se o golpe militar que se concretizou em 28 de Maio de 1926.

ACTIVIDADE PÓS-PRESIDENCIAL

Depois de entregar os poderes presidenciais ao almirante Mendes Cabeçadas em 31 de Maio, manteve-se em Portugal até às derrotas das revoltas de 3 e 7 de Fevereiro de 1927, sendo então novamente expulso do País. Exilado primeiro na Galiza e posteriormente em França, continuou a lutar contra o regime vigente em Portugal.

Foi autorizado a regressar em Junho de 1940, na altura em que as forças nazis invadem a França. Proibido de residir em Lisboa, fixou residência no Alto Douro onde veio a falecer, em 28 de Abril de 1944, dia do 55.º aniversário de Oliveira Salazar.

OBRAS PRINCIPAIS

A sua obra literária é vasta e reconstitui o percurso das diversas actividades a que o autor se dedicou. Assim, A Introdução à Pedagogia, escrito em 1892, O Ensino, de 1898, O Ensino Primário e Secundário, de 1899, e O Ensino Profissional, de 1900, estabelecem as conclusões acerca da sua experiência pedagógica.

Pela Liberdade, de 1900, Da Monarquia para a República, 1903, Conferências Políticas, 1904, Pela República, 1908, A Irresponsabilidade Governativa e as Duas Reacções Monárquica e Republicana, de 1924, reflectem o seu pensamento político.

O Ministério das Obras Públicas, 1893, A Indústria, 1898, A Agricultura, 1900, Os Meios de Comunicação e o Comércio, 1903, No Exílio, 1920, são exemplos que vêm corroborar aquilo que se acaba de dizer.

Fonte: https://www.presidencia.pt/

BERNARDINO MACHADO, O GRÉMIO DO MINHO E A CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO

Em 13 de Novembro de 1933, José de Azevedo, Presidente da Direcção do Grémio do Minho (actual Casa do Minho em Lisboa) endereçou a Bernardino Machado uma carta lembrando a “Necessidade de recolha de fundos para construção da sede do “Centro do Minho” do Rio de Janeiro, entidade que em 1930 e 1931 repatriou portugueses necessitados”.

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Solicitava ainda a sua colaboração para número único a publicar pelo Grémio do Minho, com vista à obtenção de fundos.”

Refira-se que à data da missiva já se encontrava instaurado o regime do Estado Novo em Portugal.

A título de curiosidade, Bernardino Machado, filho do Barão de Joane (Famalicão) nasceu no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, em 1851. Ficou para sempre ligado a Paredes de Coura onde nomeadamente se dedicou à produção de lacticínios e a Famalicão, cidade que lhe dedica um museu com o seu nome dando a conhecer a sua vida e obra.

Fonte: Fundação Mário Soares

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RANCHO FOLCLÓRICO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO COMEMORA HOJE 66 ANOS DE EXISTÊNCIA

Rancho Folclórico Maria da Fonte comemora 66 anos de existência

O Rancho Folclórico Maria da Fonte é um dos três ranchos folclóricos da Casa do Minho no Rio de Janeiro. Os demais são o Rancho dos Veteranos e o Rancho Juvenil Benjamim Pires. Com 66 anos de existência, o Rancho Maria da Fonte constitui um autêntico porta-estandarte da Casa do Minho e das tradições minhotas em terras do Brasil e, não raras as vezes, além-fronteiras.

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Para além da exibição dos trajes e das danças e cantares da nossa região, o Rancho Maria da Fonte reconstitui habitualmente interessantes quadros etnográficos como a desfolhada do milho, as vindimas e a espadelada do linho, espetáculos bastante concorridos pela comunidade minhota do Rio de Janeiro.

Acerca das origens do Rancho Folclórico Maria da Fonte, transcreve-se a sua própria descrição feita no site da Casa do Minho.

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“Antônio Pedreira, natural de Valença, era um vascaíno doente e assistia a todos os jogos do Vasco em São Januário. Após o jogo jantava, junto com as filhas e alguns amigos em seu restaurante situado na Praça da Bandeira. Era proprietário também de uma loja de artigos elétricos na Rua Frei Caneca onde também trabalhavam sua duas filhas solteiras, Elza e Nilza. A Olívia, sua terceira filha era casada e ajudava seu marido em um pequeno negócio na zona norte do Rio. Não freqüentava a Casa do Minho. O Sr. Antonio Pedreira além de todas as suas atividades idealizou organizar um grupo de danças portuguesas. Foi divulgada a idéia e os candidatos a dançarinos foram aparecendo, moças e rapazes. As filhas do Sr. Pedreira, Elza e Nilza, com a colaboração de Suely, vizinha da Casa do Minho na Rua Conselheiro Josino, confeccionaram os trajes para as moças e também o estandarte para o grupo. Ensaiando há algumas semanas teve sua primeira exibição no dia 18 de dezembro de 1954, considerada data da fundação, durante as festividades em homenagem ao Conselho de Valença.

O sucesso foi muito comentado até pela imprensa. Por sugestão de Sra. Odete, esposa do então tesoureiro e grande benemérito Alberto Gonçalves Igreja, foi o grupo batizado com o nome de Maria da Fonte, em homenagem à heroína minhota. Embora de relativo agrado, o Maria da Fonte não representava fielmente o Minho nem nas músicas nem nas danças, pois se limitava a imitar as marchas de Lisboa. Em 1960 o Sr. Domingos da Costa e Silva viajou a Portugal e em Viana do castelo encomendou os fatos genuínos da região para as moças.

Para os rapazes foram mandados confeccionar os trajes seguindo o modelo dos grupos folclóricos da região de Viana. Foi um novo sucesso a apresentação dos trajes exibidos pelo Maria da Fonte. Mas algumas coisas ainda estavam faltando.

Foi quando compareceram à Casa do Minho, Benjamim Pires e Fernanda Enes Salgueiro, o casal oriundo de Carreço, componentes que foram do grupo Folclórico daquela freguesia de Viana do castelo. A partir de então, sob a orientação de Benjamim Pires e sua esposa, Sra. Fernanda, o Rancho Maria da Fonte não parou de crescer.

A fama do Rancho espalhou-se por todo o território brasileiro, transpôs fronteiras e por três vezes foi a Portugal mostrar o que os emigrantes plantaram nesta terra brasileira. Foi recebido por autoridades brasileiras e portuguesas e já representou Portugal em diversas solenidades.

Este Rancho era composto em quase sua totalidade por portugueses. Existia um casal, ele brasileiro, Odir, e ela espanhola, Josefina. Hoje, é composto por portugueses, brasileiros, filhos de portugueses que mantém a cultura daquela linda região mais viva do que nunca.

Gravou três discos com músicas do seu repertório. Atualmente seus trajes, suas danças e seus cantares são exclusivamente da região do Minho. O Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho é o mais fiel representante do folclore minhoto no Brasil”.

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CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO É O CORDÃO UMBILICAL QUE LIGA OS MINHOTOS NO BRASIL ÀS SUAS ORIGENS

Fundada em 8 de Março de 1924 – prestes a assinalar o seu centenário – a Casa do Minho no Rio de Janeiro foi criada com o propósito de estabelecer solidariedade e prestar auxílio aos nossos compatriotas que, nos anos difíceis do começo do século XX, se viram desamparados pela sorte e à beira da miséria, muitos dos quais tiveram então de ser expatriados, a Casa do Minho viria a constituir-se num baluarte do regionalismo minhoto e da afirmação do patriotismo dos portugueses em terras de Vera Cruz, precisamente a que ostenta no seu próprio emblema.

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Ultrapassadas as dificuldades iniciais com que os nossos conterrâneos se debateram para conseguirem uma vida mais digna, as gentes minhotas deram à Casa do Minho uma nova missão que consiste na preservação da sua identidade, mormente através das mais variadas manifestações culturais, tertúlias literárias, manifestações religiosas, divulgação do folclore e, sobretudo, da união e convívio familiar dos seus associados.

Desde a sua fundação, a Casa do Minho no Rio de Janeiro é obra de muitos homens e mulheres que ao longo de oitenta e oito anos de existência souberam erguer uma grandiosa instituição que dignifica a comunidade minhota radicada no Brasil e prestigia o nosso país.

Localizada na rua Cosme Velho, na zona sul do Rio de Janeiro, a Sede social da Casa do Minho dispõe para além das instalações propriamente ditas, de uma grande arborizada, parque de estacionamento e dois magníficos recintos desportivos.

De entre as suas principais finalidades, cumpre-nos destacar a promoção da fraternidade Luso-Brasileira; o desenvolvimento da prática de atividades desportivas, recreativas, culturais e sociais; a difusão do culto à Comunidade Lusíada; a luta pelos interesses do Minho tornando conhecidas sua história, belezas naturais, gastronomia e o seu folclore.

Fotos: Casa do Minho do Rio de Janeiro

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O MINHO E O SANTO OFÍCIO DA INQUISIÇÃO DOS REINOS DE PORTUGAL

A imagem mostra um manuscrito que se encontra na Biblioteca Nacional do Brasil, datado de 31 de Março de 1663, possuindo as assinaturas do bispo dom Veríssimo de Lancastro, Francisco Barreto, e Fernão Corrêa de Cardoso. Ofício à Inquisição de Goa comunicando o recebimento da requisitória sobre o casamento de João Gomes, enviando uma provisão dos senhores do Conselho, mudando para a fronteira do Minho o degredo de Fernão Cordeiro de Andrade, e duas listas: uma dos autos-da-fé e outra das pessoas despachadas na Sala.

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FARRICOCOS CHEGARAM AO BRASIL EM MEADOS DO SÉCULO XVIII

A tradicional procissão dos fogaréus – ou do Ecce Homo – que ocorre por ocasião da Semana Santa foi levada para Goiás, no Brasil em 1745, pelo padre Perestrelo de Vasconcelos Espíndola. Entretanto, a tradição espalhou-se por numerosas cidades brasileiras como Caxias, Lorena, Petrópolis, Porciúncula, Bacabal e Oeiras.

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Apagada a iluminação pública e ao ritmo do rufar dos tambores, 40 farricocos reunidos à porta da Igreja da Boa Morte desfilam descalços pela calçada da zona histórica da cidade rumo à escadaria da Igreja de Nossa Senhora do Rosário onde se encontra a mesa da última ceia. Daí dirigem-se para a Igreja de São Francisco de Paula que simboliza o Jardim das Oliveiras onde se dará a prisão de Cristo, representado por um pendãode linho pintado em duas faces.

A indumentária dos farricocos – uma longa túnica e um comprido capuz cónico pontiagudo – tem a sua origem num costume medieval praticado pelos penitentes destinado a expiar os seus pecados sem revelar a sua identidade. Ao invés dos farricocos de Braga, no Brasil utilizam as cores mais variadas na sua indumentária e seguram tochas durante a procissão.

Fotos: https://g1.globo.com/

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"ALMA BRASILEIRA" É UMA NOVA CERVEJA PORTUGUESA PRODUZIDA EM BRAGA

Cerveja artesanal produzida em Braga tem polpa de acerola

“Zé Brasileiro Português de Braga” foi um sucesso da música popular portuguesa interpretado pela cantora Alexandra, em finais da década de 1970. Agora, quatro décadas depois, é lançada no mercado cervejeiro nacional uma “Alma Brasileira” que, tal como o Zé da cantiga, é portuguesa e nasceu em Braga.

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A “Alma Brasileira” é uma nova cerveja artesanal, mais uma com o rótulo da Alma, um projeto da empresa bracarense PCB – Portuguese Craft Beer, do humorista João Seabra.

A nova bebida, uma “fruit beer” que incorpora acerola, um fruto típico do Brasil muito rico em vitamina C, visa conquistar a extensa comunidade brasileira residente em Portugal, composta por cerca de cento e cinquenta mil pessoas, que não encontra no nosso país nenhuma das cervejas brasileiras. Nem cervejas portuguesas que incorporem produtos tipicamente brasileiros.

A Alma, recorde-se, foi criada por João Seabra para evocar a portugalidade através de uma cerveja que integra produtos e sabores de cada região, existindo rótulos da marca das várias regiões do país.

A Alma Brasileira, cujas primeiras garrafas de 500 ml já estão disponíveis na loja online da marca (https://portuguesecraftbeer.pt) e nas lojas de distribuição onde a Portuguese Craft Beer está presente (nomeadamente a cadeia de supermercados de proximidade da rede Spar), é uma espécie de prolongamento do projeto de cerveja artesanal nascido em Braga, tendo agora como público-alvo a maior comunidade estrangeira a viver em Portugal, e, claro, todos os apreciadores de uma “fruit beer” diferente.

Mas os responsáveis da marca não querem que a Alma Brasileira se limite a ser consumida pelo mercado da saudade brasileiro que vive em Portugal. “Tal como outras cervejas do nosso portefólio, a Alma Brasileira é para todos os apreciadores de uma boa cerveja artesanal”, afirma João Seabra.

E como nasceu o novo produto? “Na procura de uma cerveja que representasse a alma do Brasil e dos brasileiros, juntamos a fruta típica acerola a uma cerveja que apenas usa o lúpulo Hull Melon”, explica João Seabra.

O resultado é uma cerveja frutada e cítrica, de tonalidade amarela, corpo leve e com alguma turbidez natural. O primeiro gole revela a frescura da carbonatação e a acidez cítrica da acerola, de sabores redondos e paladar frutado.

Além de polpa de acerola, esta “fruit beer” tem como ingredientes água, malte de cevada, lúpulos e leveduras.

A nova Alma Brasileira, que custa 3,20 euros por unidade, deve ser bebida a uma temperatura entre 5 e 7 graus centígrados, e sempre com moderação, dado possuir um teor alcoólico de 7,5%.

A intensidade do amargor é de 21 IBU (International Bitterness Unitis), que pode ser considerada média-baixa. João Seabra, um dos sócios-gerentes da PCB – Portuguese Craft Beer aconselha esta bebida para acompanhar saladas, pratos de peixe, sobremesas cítricas ou achocolatadas.

BRASIL: RANCHO FOLCLÓRICO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO FEZ AS HONRAS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARECHAL CRAVEIRO LOPES

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Esta fotografia é do ano de 1956 e mostra um desfile para recepção do presidente da República Portuguesa Craveiro Lopes, na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Vemos o Rancho Maria da fonte ainda com seus trajes de fundação. Arlindo, um dos componentes do grupo à época, é quem leva a bandeira. Mais ao fundo, o grande acordeonista Alberto Camilo.

O senhor Benjamin Pires e a dona Fernanda Pires, recém chegados de Portugal, vestem os únicos trajes autênticos do Alto Minho que vemos na imagem. O casal soube da realização do desfile pelos jornais e foi trajado até o local. Quando os dois viram a placa com o nome da Casa do Minho, não tiveram dúvidas: entraram no meio do Rancho e participaram do desfile juntos com os demais. Foi o primeiro contato do casal que tanto ensinou ao Rancho Maria da Fonte.

O presidente da Casa do Minho na ocasião era Manoel Fernandes de Brito Filho e o diretor artístico do rancho, Luciano Lopes de Almeida.

Fotografia: Acervo da Casa do Minho do Rio de Janeiro

Fonte: Agostinho dos Santos

Pesquisa e texto: Diretoria Artística do Rancho Maria da Fonte

VIANA DO CASTELO: REVISTA LUSO-BRASILEIRA PUBLICOU EM 1956 UMA EXTENSA REPORTAGEM SOBRE O NAVIO GIL EANNES

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Fonte: Dua Pátrias – Revista Documentário Luso-Brasileira. Nº 2. 1955-1956

  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Nossa Senhora de Fátima

Quando se fez ao mar ruma às terras do bacalhau, a 12 de maio de 1955, o Gil Eannes, levando consigo uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que os pescadores portugueses fizeram questão de ofertar à comunidade católica de St John´s.

Logo que o navio aportou, a cerimónia que se seguiu, rodeada do aparato próprio dos grandes eventos religiosos, foi vivida com desmedida emoção. Ângelo Silva, um Senhor no conhecimento da pesca do Bacalhau, que foi enfermeiro no Gil Eannes, diz que a descrição não chega para retratar a comoção com que se viveu o acontecimento. Só estando lá.

Os pescadores, regra geral, são pessoas de fé profunda. A sua atividade profissional, com a vida permanentemente em perigo, muito contribui para tal. Na pesca do bacalhau, essa ligação à religiosidade, pelo que ainda hoje se ouve a antigos pescadores, era ainda mais enraizada. Não é por acaso que o Gil Eannes dispunha de todas as condições para o culto religioso.

O estado de êxtase que se devia ter vivido naquela cerimónia rodeada de sentimento de irmanação entre povos, que sendo diferentes viviam em grande proximidade, é por isso compreensível. Com esta cerimónia de componentes religiosa e profana estava feito o acolhimento ao “navio da esperança”, como muitos o apelidavam.

FAFE: BAIRRO OPERÁRIO DA COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS DE FAFE

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designada por fábrica do Ferro, por se encontrar instalada numa queda de água do rio Ferro, resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objetivos da Companhia Industrial de Fafe, que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil. Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe. Em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche, escolas infantil e primária com professores pagos pela empresa. A empresa cresce que nos anos 50/60 tinha 2000 trabalhadores, que tinham além da cantina, do lactário com 200 leitos, apoios sociais com subsídios de reforma por doença, velhice e invalidez.Em 1994 sofre um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda.

Fonte: Centro Português de Fotografia

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