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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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INVERNO | COMPANHIA DE DANÇA DE ALMADA: UM ESPECTÁCULO TOTALMENTE IMPERDÍVEL PARA OS APRECIADORES DE DANÇA CONTEMPORÂNEA, DA CULTURA POPULAR, DA ETNOGRAFIA E DO FOLCLORE

17 de Janeiro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira à noite, dia 17 de Janeiro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, a Companhia de Dança de Almada apresenta Inverno, a sua mais recente produção, com criação de Bruno Duarte e que estreou muito recentemente, a 28 de Novembro, em Bragança.

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Um espectáculo que faz a simbiose entre a ancestralidade e o vanguardismo, o sagrado e o profano em terras de Trás-os-Montes, no qual podemos beber imensas semelhanças com o viver do nosso Alto Minho e compreendermos as mudanças e adaptações a que muitas das nossas tradições são obrigadas, devido à nossa contemporaneidade.

Podemos mesmo afirmar que se trata de um espectáculo obrigatório para todos aqueles que se dedicam ao folclore e à etnografia, bem como, todas as pessoas que se encontrem ligadas a associações de lazer e cultura, numa altura em que se prevê para breve o arranque da execução de uma candidatura no âmbito do Aviso Cultura Para todos.

O criador, Bruno Duarte, sobre o presente espectáculo, afirmou o seguinte:

"Desde criança tenho muito presentes as imagens a que, fascinado, assistia na televisão e que me davam a conhecer um pouco do que são os costumes de inverno transmontanos – caretos, chocalheiros, diabos, figuras que sempre exerceram sobre mim um magnetismo especial. Vi na criação deste espectáculo, uma oportunidade para explorar cenicamente o cruzamento da sacralidade ritual destas celebrações ancestrais, com uma linguagem de dança contemporânea. Situado entre o sagrado e pagão, ancestral e contemporâneo, humano e sobrenatural, “Inverno” procura transmitir a magia que se vive por estes lugares na altura do solstício de inverno, retratando o pulsar da terra, a emancipação dos jovens, as arruadas, a postura de transgressão – mas tão regrada por práticas fixas – e o forte misticismo cultural. Este é um trabalho sobre o que está vivo, mas também sobre a memória. Sobre aquilo e aqueles que já viveram os locais que hoje experimentamos."

Bruno Duarte

Segundo Amadeu Ferreira, in “O Diabo e as Cinzas” (2013):

“Estes são rituais de juventude, cheios de vida e de futuro, por onde perpassam todas as actividades dos povos (…), rituais que a cada ano renovam a confiança na continuidade da vida, bem simbolizada no fogo e outros deuses pagãos.

Nunca realçaremos suficientemente o papel que os rituais (…) tiveram na evolução das nossas sociedades e lhes transmitiram um carácter de sanidade ética que consegue manter a dignidade no meio da maior pobreza e de dificuldades sem fim.”

Criação: Bruno Duarte | Cocriação e Interpretação: Bruno Duarte, Carlota Sela, Francisco Ferreira, Joana Puntel, Luís Malaquias, Mariana Romão e Raquel Tavares | Coprodução do Teatro Municipal de Bragança e Companhia de Dança de Almada

Bilhetes à venda (5,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

TERRABOURENSES FORAM AOS TIROS PARA BRAGANÇA

Bragança recebeu 6ª participação da equipa de tiro aos pratos de Terras de Bouro  no circuito interclubes

Os atletas de Tiro Desportivo do Clube CPE de Terras de Bouro conseguiram, agora em terras transmontanas, conquistar mais um troféu para a sua vitrina de honra, arrecadando o 2º lugar na categoria de veteranos.

Vencedor do sorteio do Clube de Tiro e o Presidente da Câmara Municipal de Bragança.jpg

Apostada em contribuir para o fomento da disciplina de tiro desportivo no Norte do País, e assim atrair praticantes para uma modalidade que já teve muita tradição em Terras de Bouro, a equipa da Secção de Tiro Desportivo do Clube de Caça, Pesca e Ecologia esteve presente na 6ª Prova do Circuito InterClubes, que decorreu no dia 9 de Junho em Bragança.

E, como a sorte protege os audazes, um deles foi ainda o feliz contemplado no sorteio de um prémio, realizado pelo clube organizador e que lhe foi entregue pelos dirigentes do Clube de Tiro local, e por Hernâni Venâncio Dias, Presidente da Câmara Municipal de Bragança.

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BOMBOS DA ASSOCIAÇÃO “US BAT N’PELLE” – ALFÂNDEGA DA FÉ – BRAGANÇA – RUFAM NO FOLKLOURES’19

Vêm do nordeste transmontano, mais especificamente de Alfândega da Fé, no concelho de Bragança. São a Associação Us Bat n’Pelle nasceu de um grupo de amigos que se juntavam no mês de fevereiro para ajudar na realização do desfile de carnaval daquela vila transmontana.

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Em 2015, numa brincadeira, pediram emprestados bombos a alguns amigos de terras vizinhas, apresentaramo-se no desfile de Carnaval e, de uma forma cuidada e organizada, juntaram mais de 20 tocadores de bombos.

A população perguntava se no ano seguinte iriam novamente desfilar nos festejos de Carnaval, porque tinha sido diferente e haviam emprestado mais alegria ao desfile. E, assim determinados, decidiram constituir notarialmente a associação Us Bat n’ Pelle.

A associação tem como objectivos fundamentais a produção, promoção e divulgação de actividades culturais, recreativas, desportivas e musicais, nomeadamente a prática da música com bombos e outros instrumentos, bem como a defesa do ambiente e contribuir para o desenvolvimento regional e local,.

É ainda seu propósito contribuir para um salutar e benéfico aproveitamento e utilização dos tempos livres, desenvolvendo actividades de âmbito nacional, dirigidas à população.

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BOMBOS DA ASSOCIAÇÃO “US BAT N’PELLE” – ALFÂNDEGA DA FÉ – BRAGANÇA – RUFAM NO FOLKLOURES’19

Vêm do nordeste transmontano, mais especificamente de Alfândega da Fé, no concelho de Bragança. São a Associação Us Bat n’Pelle nasceu de um grupo de amigos que se juntavam no mês de fevereiro para ajudar na realização do desfile de carnaval daquela vila transmontana.

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Em 2015, numa brincadeira, pediram emprestados bombos a alguns amigos de terras vizinhas, apresentaramo-se no desfile de Carnaval e, de uma forma cuidada e organizada, juntaram mais de 20 tocadores de bombos.

A população perguntava se no ano seguinte iriam novamente desfilar nos festejos de Carnaval, porque tinha sido diferente e haviam emprestado mais alegria ao desfile. E, assim determinados, decidiram constituir notarialmente a associação Us Bat n’ Pelle.

A associação tem como objectivos fundamentais a produção, promoção e divulgação de actividades culturais, recreativas, desportivas e musicais, nomeadamente a prática da música com bombos e outros instrumentos, bem como a defesa do ambiente e contribuir para o desenvolvimento regional e local,.

É ainda seu propósito contribuir para um salutar e benéfico aproveitamento e utilização dos tempos livres, desenvolvendo actividades de âmbito nacional, dirigidas à população.

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TRUTAS DO RIO COURA SÃO SERVIDAS À MESA NOS RESTAURANTES DE BRAGANÇA

“(...) em Paredes de Coura, e à hora do almoço vêm para a mesa as trutas do rio Coura, o rio mais truteiro do universo, azeitonas e bogas de escabeche, pão de milho e as demoradas conversas dos amigos que se encontram outra vez” – Aquilino Ribeiro, “A Casa Grande de Romarigães”

 Quem alguma vez teve a felicidade de viajar até Bragança e escolher alguns dos restaurantes daquela cidade do nordeste transmontano, certamente já teve a agradável surpresa de apreciar uma das mais afamadas iguarias gastronómicas do Minho: as trutas do rio Coura!

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Magnificamente confeccionadas, os bragançanos apreciam esta iguaria, a que lhe chamam “truta da pinta rosa”, juntando-lhe não raras as vezes uma fatia de presunto. Mas, para o comum visitante, ela é frequentemente servida, tal como se vê na imagem, sem outros condimentos mais caracteríscos da cozinha transmontana.

O prato que aqui se apresenta foi confeccionado por um excelente restaurante da cidade de Bragança, situado a escassos metros do rio Fervença, do qual não registamos o nome.

CERTIFICAÇÃO DA VIOLA BRAGUESA DÁ PASSO DECISIVO

Município avança com projecto de formação na área da música tradicional

O processo de certificação da Viola Braguesa deu um passo decisivo com a apresentação do Caderno Normativo e Regras de Certificação na construção deste instrumento musical. O documento será apreciado a 7 de Julho pela Comissão Nacional para a Certificação e, após a sua aprovação, os construtores já se podem candidatar para ver o seu produto certificado.

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“Este é um momento muito importante para a promoção deste instrumento como factor de atracção e projecção do território”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a cerimónia de apresentação que decorreu esta Segunda-feira, 19 de Junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, adiantando que o Município irá desenvolver uma estratégia semelhante para a certificação do Cavaquinho.

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Segundo o Autarca, “Braga quer ser uma referência na vertente dos cordofones e dos instrumentos de corda, particularmente na Viola Braguesa e no Cavaquinho”. Nesse sentido, Ricardo Rio adiantou que o Município vai desenvolver um projecto de formação na área da música tradicional. “Para lá da mera promoção do património, o Município de Braga assumiu um compromisso com a arte popular, com os seus valores tradicionais e com a formação na área da música tradicional. Por isso, vamos desenvolver um projecto de formação abrangendo a comunidade escolar e a população em geral, que permita a preservação destes valores, das nossas tradições e a sua valorização para o futuro”, explicou.

Promovido pelo Município de Braga, o processo de certificação da Viola Braguesa é conduzido pela Adere-Certifica, uma entidade da Adere-Minho, com a missão de certificar produtos artesanais.

Após a aprovação do caderno normativo pela Comissão Nacional para a Certificação, os produtores podem candidatar-se à certificação. Depois, terá lugar uma visita técnica que vai avaliar todo o processo de construção de forma a conferir as características do produto. O processo de certificação levará cerca de 60 dias com um custo anual de 150€, com o Município a oferecer as primeiras 200 etiquetas de certificação a cada construtor.

Recorde-se que a existência da Viola Braguesa, também designada de viola de Braga, surge documentada desde o século XVII e é o instrumento mais popular do Noroeste Português entre o Douro e Minho. Toca-se a solo ou no acompanhamento do canto em “Rusgas”, “Chulas” e “Desafios”. Como todas as Violas Portuguesas, a Braguesa pertence a um género musical exclusivamente lúdico e festivo e integra o mesmo tipo fundamental comum a todos os cordofones da família das ”guitarras” espanholas e europeias, a que pertence.

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AMARES VENCE FESTIVAL NACIONAL DE ROBÓTICA EM BRAGANÇA

ESA Robots recebida pelo Município de Amares em jeito de homenagem

O presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, recebeu, no Salão Nobre dos Paços do Concelho a ESA Robots, do Agrupamento de Escolas de Amares, reconhecendo “o mérito” da equipa, que recentemente se sagrou campeã nacional na categoria RoboCupJunior - onStage (15-19 years old), no Festival Nacional de Robótica 2016, em Bragança.

ESA Robots

É com "imenso orgulho" que o executivo municipal aplaude mais uma vitória da ESA Robots. Este título, na opinião do presidente da Câmara, "dignifica" o concelho de Amares e representa o resultado do "admirável" trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nesta área pela ESA Robots, a quem Manuel Moreira quis “dar os parabéns e agradecer o trabalho excelente que fizeram”, oferecendo uma lembrança do Município.

“Em oito anos, Amares tem cinco vitórias neste campeonato, o que é muito bom. É assim que se mostra que Amares está na linha da frente em termos tecnológicos e de ensino”, sublinhou o edil na simbólica homenagem à equipa composta por Marcelo Azevedo, Luís Costa, Ricardo Monteiro, Leandro Macedo e André Sousa.

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Os professores responsáveis pelo projeto Luís Bernardino e Fernando Costa, e o diretor do Agrupamento de Escolas, Pedro Cerqueira, acompanharam a equipa que se mostrou “muito agradada” pelo reconhecimento atribuído pelo Município de Amares.

Recorde-se que, na competição, a equipa da ESA Robots sagrou-se campeã na categoria “RoboCupJunior – OnStage”, destinada a alunos com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos, apresentando três robots (mão telecomandada, carro telecomandado e cubo 8x8x8).

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COURENSES SÃO “PAPEIROS” – MINHOTOS SÃO “PICAMILHO”

- A propósito das rivalidades étnicas

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Existem alcunhas que, não constituindo gentílicos, identificam as gentes oriundas de uma determinada região ou localidade. Elas resultam de uma rivalidade étnica que sempre existiu, as quais por vezes descem aos estreitos limites do lugarejo quando não mesmo do agregado familiar. De resto, a alcunha constitui no meio rural um elemento identificador de um determinado grupo familiar, transmitido de geração em geração.

Porque tinham o hábito de comerem pão de milho, eram os minhotos apelidados de “picamilho” enquanto os tomarenses ficaram conhecidos por “patos-bravos”. Os aveirenses são cagaréus, os do Porto tripeiros e os alentejanos chaparros.

Quando alguém pergunta a um natural de Arcos de Valdevez qual é a sua terra, ele invariavelmente responde:

- Sou dos Arcos, oh!

Aproveitando este jeito peculiar dos arcuenses se exprimirem, os de Ponte da Barca zombam dos seus vizinhos dizendo que são dos “Arcos ó”!

De forma um pouco maldosa, existe também quem identifique os bragançanos – de Bragança – como “bragansuínos” e os de Paredes de Coura como “coirões”…

E, a propósito de Paredes de Coura, o Dr. José Leite de Vasconcelos deixou considerável informação na sua obra “Etnografia Portuguesa”. E, como exemplo da rivalidade étnica que podemos encontrar um pouco por todo o país, citamos precisamente as que aludem aos naturais de Paredes de Coura cujo gentílico se designa por courenses por, numa versão mais arcaica, a região ser denominada de Coyra. Disse o conceituado arqueólogo e etnólogo no volume X da referida obra:

“Às gentes de Coura chamam papas de Coura, porque faziam lá umas papas de farinha de milho e leite que se vendiam nas feiras em cestos (balaios) e se cortavam à navalha, como o manjar branco do Porto. E também a mesma gente se designa de papeiros.

Em S. Paio de Jolda, concelho de Arcos de Valdevez, ouve-se:

O meu amor é de Coira,

É um grande cidadão;

É da raça dos mosquitos,

É de fraca geração.

E também:

- Tu és de Coira.

- Abaixo de Coira, bandalho!

E ainda: Nunca de Braga veio Bom tempo / Nem de Coura bom casamento.”

Paredes de Coura é terra de gente laboriosa e alegre do interior do Alto Minho. Estas rivalidades étnicas devem ser encaradas de uma forma positiva e apenas como elemento de estudo etnográfico. Trata-se de velharias que constituem um testemunho do relacionamento e da proximidade dos povos, com a mesma rivalidade que é frequente observar-se entre os próprios irmãos. E, caso alguém não entenda como tal, façamos como os bracarenses:

- Mandemo-los para baixo de Braga! 

GOMES, Carlos em http://www.folclore-online.com/