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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA ROMANA: LEGIONÁRIOS JURARAM LEALDADE

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O 𝐉𝐮𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐞𝐚𝐥𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐋𝐞𝐠𝐢𝐨𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬, no Largo do Pópulo, foi um dos momentos altos do segundo dia da Braga Romana - Reviver Bracara Augusta.

O sacramentum militiae é o juramento de lealdade a Roma e ao imperador, que se repete anualmente, feito por todos os candidatos a legionários no final do período de “treino”, efetuado numa cerimónia solene na presença do estandarte da legião, e

oficializado pelo legado ou mesmo pelo próprio imperador.

O programa da noite incluiu ainda oespetáculo com fogo Elementa Ignis, no Rossio da Sé.

Consulte o programa completo em https://shre.ink/8TSV

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BRAGA: CDU LEVA PROPOSTA À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA REQUALIFICAÇÃO URGENTE DA EN 103

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A CDU realizou hoje uma conferência de imprensa na reta de Sequeiros, em Braga, junto à Estrada Nacional 103, com o objectivo de apresentar publicamente o Projecto de Resolução que o Grupo Parlamentar do PCP entregou sobre o assunto na Assembleia da República.

Estiveram presentes Vítor Rodrigues, vereador da Câmara de Braga e candidato ao Parlamento Europeu, João Baptista, membro da Assembleia Municipal de Braga, e António Nogueira, da DOR Braga do PCP.

De acordo com a proposta, de todo o traçado da EN 103, a parte entre Braga, Póvoa de Lanhoso e ligação ao Gerês e Vieira do Minho, atingiu os limites da sua capacidade funcional, registando índices de sinistralidade muito elevados a que correspondem graves custos económicos e sociais.

“A saturação agora verificada pode ainda acentuar-se tendo em conta empreendimentos turísticos projetados para a região forem concretizados, incluindo um parque aquático. A dependência das Unidades de Saúde e das Escolas de Ensino Superior, dos mais diversos serviços públicos e atividades económicas, os movimentos pendulares entre vários concelhos limítrofes de Braga, a crescente afirmação do Gerês como destino turístico de elevada procura, entre outros, explicam a intensidade de tráfego verificada” refere o documento.

Tendo para mais em conta que “outros troços da EN 103 têm intervenções previstas ou já realizadas, mas a parte entre Braga e Vieira do Minho e ligação ao Gerês (pela EN304), continuam sem qualquer previsão de intervenção de fundo, tendo-se verificado, apenas, intervenções pontuais paliativas”, o Grupo Parlamentar do PCP propõe recomendar ao Governo que concretize, com carácter de urgência a necessária requalificação da Estrada Nacional 103 entre Braga e Vieira do Minho (até à rotunda das Cerdeirinhas - ligação ao Gerês pela EN 304) para assegurar o nível de serviço adequado, com perfil de via rápida, dotada de separador central rígido, com variantes que assegurem o direito à mobilidade das populações, e demais características técnicas, funcionais e de segurança rodoviária, acautelando o acesso direto à futura Variante do Cávado, privilegiando a ligação à zona do Hospital de Braga/Universidade do Minho através de ligação rodoviária que permita a conexão com a estação de Caminho de Ferro e as autoestradas A3 e A11

Para Vítor Rodrigues, ao levar esta proposta à Assembleia da República, a CDU está a dar um contributo importante para comprometer outras forças políticas e o Governo com a resolução desta situação.

BRAGA ROMANA… É FOGO!

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Nas sombras da noite estrelada, as chamas sagradas dos deuses dançam e crepitam, iluminando a escuridão e aquecendo os corações dos habitantes de Bracara Augusta.

É nos espetáculos do fogo sagrado que a cidade antiga se transforma em altar de luz, onde os cidadãos se reúnem para celebrar a vida, a cultura e a identidade!

Foi assim, esta quinta-feira, no Palco Apolo, com Elementa Ignis.

 

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BRAGA ROMANA REALIZA HOJE O CORTEJO TRIUNFAL E O CIRCO MÁXIMO

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Ao longo dos séculos, Bracara Augusta foi ganhando preponderância, chegando mesmo no século IV, com o Imperador Diocleciano, a Capital da nova província da Galécia. Como cidade imperial, desenvolveu gradualmente importantes funções comerciais, jurídicas, religiosas, políticas e administrativas, propiciando o aparecimento de variados espaços públicos de carácter lúdico.

Venha reviver todo o universo romano com as propostas de programação para estes dias mágicos

Consulte o programa completo em https://shre.ink/8TSV

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BRAGA RECEBEU REUNIÃO DO CONSELHO DE MINISTROS

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A Cidade de Braga recebeu esta Quinta-feira a reunião descentralizada do Conselho de Ministros. O encontro decorreu no edifício gnration. e contou com a participação e intervenção na abertura de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

O Conselho de Ministros foi presidido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na presença de todos os ministros que integram o Governo da República Portuguesa.

Ricardo Rio destacou as necessidades e potencialidades de Braga e da região, que classificou como a “terceira área metropolitana do País”, reiterando “a importância das sessões descentralizadas para uma governação mais próxima dos cidadãos e das especificidades de cada território”.

A realização deste Conselho de Ministros em Braga reforça o compromisso do Governo em promover a proximidade com as diferentes regiões do país, ouvindo directamente os representantes locais de forma a integrar as suas perspectivas nas políticas públicas.

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BRAGA HOMENAGEIA O PROFESSOR JORGE MIRANDA

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O Município de Braga, juntamente com a Universidade do Minho e a Comissão de Homenagem aos Democratas do Distrito de Braga, homenageou o Professor Doutor Jorge Miranda.

Nascido em Braga a 15 de Abril de 1941, Jorge Miranda é professor catedrático Jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Foi professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e deputado à Assembleia Constituinte, com um papel muito relevante na elaboração da Constituição da república Portuguesa de 1976, tendo na qualidade de académico e de cidadão, contribuído de forma empenhada para a defesa da liberdade e para a consolidação do regime constitucional vigente.

Foi inaugurada uma placa identificativa da casa onde nasceu, junto ao nº 120 da Av. Central da Cidade, seguida de uma cerimónia de homenagem no salão medieval da Universidade do Minho.

Nesta homenagem, a vereadora Olga Pereira teve ocasião de enaltecer o seu percurso, salientando que o mesmo é um exemplo de disponibilidade e entrega que orgulha todos os Bracarenses.

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QUEM É JORGE MIRANDA – O BRACARENSE QUE VAI PRESIDIR À COMISSÃO DAS COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS QUE VÃO REALIZAR-SE EM BRAGA?

O Professor Doutor Jorge Manuel Moura Loureiro de Miranda nasceu em Braga em 1941 e é um eminente professor universitário e jurisconsulto.

É professor catedrático jubilado do Grupo de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, bem como professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e da Universidade Católica Portuguesa.

Licenciado em Direito (1963), diplomado no Curso Complementar de Ciências Político-Económicas (correspondente ao atual curso de mestrado) e doutor em Ciências Jurídico-Políticas (1979) — com a tese A Constituição de 1976: formação, estrutura e princípios fundamentais — fez carreira na docência universitária, tendo chegado a professor catedrático das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa. Em ambas as Faculdades, exerceu a regência de todas as disciplinas do Grupo de Ciências Jurídico-Políticas; nos últimos anos de docência, ocupou-se da regência de direito constitucional e direitos fundamentais.

Também na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde foi saneado após a Revolução de 25 de Abril de 1974, exerceu funções como presidente do Conselho Científico (1988-1990 e 2004-2007) e, durante dez anos consecutivos, presidente do Conselho Diretivo (1991-2001).

Eleito pelo Partido Popular Democrático (PPD), foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), tendo assumido um papel destacado na feitura da Constituição portuguesa de 1976. A sua colaboração estender-se-ia, de resto, à elaboração das Constituições de São Tomé e Príncipe (1990), de Moçambique (1990), da Guiné-Bissau (1991) e de Timor-Leste 2001).

Foi membro da Comissão Constitucional (1976-1980), órgão precursor do atual Tribunal Constitucional.

No âmbito académico, assumiu ainda a função de vogal da Comissão Científica da Escola de Direito da Universidade do Minho (1973-2005); de coordenador da licenciatura em Direito da Universidade Católica Portuguesa (1983-1989); de vogal da Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (1996).

É autor de mais de 250 publicações, entre monografias, manuais, lições policopiadas e artigos científicos, salientando-se os títulos Contributo para uma teoria da inconstitucionalidade (1968) — trabalho apresentado no Curso Complementar de Ciências Político-Económicas, correspondente ao atual curso de mestrado —, A Revolução de 25 de Abril e o Direito Constitucional (1975), A Constituição de 1976: formação, estrutura e princípios fundamentais (1978) — tese de doutoramento em Ciências Jurídico-Políticas —, Manual de Direito Constitucional (1981), Direito da Economia (1983), Estudos de Direito Eleitoral (1995), Direito Internacional Público (1995), O Constitucionalismo Liberal Luso-Brasileiro (2001) e Teoria do Estado e da Constituição (2002).

É Doutor Honoris causa em Direito, pela Universidade de Pau (França, 1996), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Brasil, 2000), Universidade Católica de Lovaina (Bélgica, 2003) e pela Universidade do Porto (2005).

Fonte: Wikipédia

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BRAGA: NÁBIA – DEUSA DAS ÁGUAS E DAS FONTES – É A PROTETORA DOS BRACARENSES

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Na Praça Municipal, assistiu-se, esta quarta-feira a um espetáculo de fábula fascinante,

com Nábia soberana, protetora nativa dos Brácaros, a revelar todo o seu esplendor através da água, luz e fogo sagrado, subjugando o poderoso império romano, que por ela cai de amores, que a consagra e a eleva com toda a magnificência, ao mais alto nível

do seu panteão dos deuses.

Sob a proteção de Nábia, Bracara Augusta segue até domingo, 26 de maio com uma programação repleta de surpresas.

O programa completo pode ser consultado em https://shre.ink/8TSV

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COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA LEVA À CENA A PEÇA “AMPHITRYO”

As Ruínas do Teatro Romano, localizadas nas Termas do Alto da Cividade, são um dos palcos da Braga Romana, Reviver Bracara Augusta com a peça de teatro “Amphitryo” pela Companhia de Teatro de Braga.

ANFITRIÃO é uma leitura muito pessoal do Mito e dos textos clássicos, numa comédia só aparentemente de enganos, para os tempos que vivemos.

Espectáculo interpretado em Língua Gestual Portuguesa.

Consulte o programa da Braga Romana >>> https://shre.ink/8TSV

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BOMBEIROS SAPADORES DE BRAGA ASSINALAM 258 ANOS AO SERVIÇO DA COMUNIDADE

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Os Bombeiros Sapadores de Braga celebraram 258 anos ao serviço da comunidade. A data da fundação, a 22 de Maio de 1766, foi assinalada esta Quarta-feira juntando representantes de diferentes forças da Protecção Civil e antigos operacionais desta companhia.

A cerimónia foi presidida por Altino Bessa, vereador da Protecção Civil, e contou com a presença de Nuno Osório, comandante dos Bombeiros Sapadores de Braga, Marco Carvalho, da Liga de Bombeiros Portugueses, e do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.

Altino Bessa destacou o investimento do Município de Braga de forma a melhorar as condições de trabalho dos operacionais, dotando a companhia de equipamento e de meios para os bombeiros possam ter uma maior e melhor capacidade de resposta às diferentes vertentes de intervenção.

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BRAGA ROMANA EVOCA DEUSA NÁBIA

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Nábia, Deusa suprema das águas férteis, deu o ar da sua graça na abertura da XX edição da Braga Romana – Reviver Bracara Augusta, que decorreu esta quarta-feira, na Praça Municipal na presença de várias centenas de crianças. Os aguaceiros sentidos não atrapalharam o momento e Nábia foi homenageada com pétalas de flores de aromas coloridos.

Soberana das terras da Galécia, a deusa tutela com imponência um dos seus povos mais amados, os Brácaros. Com a incursão romana aos seus domínios, Nábia prontamente revela a sua grandiosidade, de tal forma que o rei dos Deuses do Olimpo, apaixona-se por ela.

Num espetáculo vibrante onde a poderosa Deusa é exaltada pelo seu povo mais promissor, as crianças, lançaram as pétalas de flores e ervas de cheiro, perfumando as ruas e praças invocando os bons augúrios e a “fortuna” para um futuro próspero e auspicioso.

Venha daí mais uma edição da Braga Romana.

O programa completo pode ser consultado em https://shre.ink/8TSV

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No princípio era o Caos… entretanto, na ânsia de encontrar uma explicação para os fenómenos da natureza que o rodeiam, o Homem concebeu inúmeras divindades que além de representar os atributos de tais fenómenos passaram ainda a revelar emoções e sentimentos próprios dos humanos uma vez que eram construídos à sua imagem e semelhança.

Entre tais divindades, Nábia foi uma das divindades mais veneradas na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que actualmente corresponde a Portugal e à Galiza, durante o período que antecedeu à ocupação romana. Na mitologia céltica, Nábia, era a deusa dos rios e da água, tendo em sua honra o seu nome sido atribuído a diversos rios como o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal. Inscrições epigráficas como as da Fonte do Ídolo, em Braga e a de Marecos, em Penafiel, atestam-nos a antiga devoção dos nossos ancestrais à deusa Nábia.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adoptaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência do período visigótico, a crença pagã em Nábia – ou Nabanus – viria a dar origem na famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cujo corpo, após o seu martírio, ficou depositado nas areias do rio Tejo junto às quais se ergueram vários locais de culto, tendo inclusive dado origem a alguns topónimos como a Póvoa de Santa Iria e, com a introdução do Cristianismo, a atribuição do seu nome à antiga Scallabis, a actual cidade de Santarém.

Bem vistas as coisas, são em grande parte do rio Nabão e das suas nascentes as águas que o rio Tejo leva ao Oceano Atlântico, junto a Lisboa, depois daquele as entregar ao rio Zêzere. E, é nas águas cristalinas do rio Nabão que habita a deusa Nábia e nas suas margens que Santa Iria encontrou o eterno repouso

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BRAGA ROMANA TAMBÉM É DAS CRIANÇAS

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Centenas de crianças das escolas e instituições do Concelho assistiram esta manhã ao espectáculo de abertura da XX Braga Romana – Reviver Bracara Augusta.

A Praça Municipal foi palco do espectáculo “Nábia, Bracarae Fortuna”, deusa suprema das águas férteis, soberana das terras da Galécia.

Com a incursão romana aos seus domínios, Nábia prontamente revela a sua grandiosidade, de tal forma que o rei dos Deuses do Olimpo, por ela se apaixona e a quer para si. Um espectáculo vibrante, onde a poderosa Deusa é exaltada pelo seu povo mais promissor, as crianças, que lhe lançam pétalas de flores e ervas de cheiro, perfumando as ruas e praças invocando os bons augúrios e a “fortuna” para um futuro próspero e auspicioso.

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BRAGA CELEBRA MEMORANDO PARA CRIAR A PRIMEIRA “SMART TALENT BRIDGE” DO MUNDO

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Acordo estabelecido com Doha, capital do Qatar

O Município de Braga celebrou um memorando de entendimento com a cidade de Doha, capital do Qatar, que vai viabilizar a criação da primeira ‘Smart Talent Bridge’ do mundo. Esta abordagem altamente inovadora ao Talento irá criar uma nova dimensão na colaboração internacional, na atracção e na descoberta de talentos.

A assinatura deste memorando decorreu hoje, no âmbito da ‘Smart Talent Cities Summit’, evento inserido na programação da Semana da Economia de Braga. O documento, assinado por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e Sheikh Mansoor Bin Khalifa Al-Thani, membro da família real do Qatar, fundador e presidente da MBK Holding, daquele Estado árabe, prevê a criação de um Comité Consultivo Internacional que irá incluir os líderes de todas as ‘Smart Talent Bridges’, formando novos “corredores de tecnologia-talento-comércio” a nível global, de forma a acelerar a inovação e o investimento directo estrangeiro, com uma clara aposta no Talento de qualidade.

“Estamos a abrir portas para o futuro através de um alinhamento global com o objectivo de desenvolver o território. Esta ligação entre Braga e Doha irá alterar a dinâmica da mobilidade de talentos no futuro e confirmará Braga como um centro europeu de Smart Talent Cities”, referiu Ricardo Rio, destacando a importância e abrangência desta estratégia conjunta.

Nesta primeira ponte global de Talentos, será explorada a partilha do ecossistema de inovação urbana, começando pelo Turismo de Talento entre Doha e Braga. “Braga e o seu Presidente criaram um ecossistema magnético que está a atrair o melhor do que está a acontecer a nível global. Estão a demostrar que têm uma economia de talento que potencia um crescimento económico de qualidade. É uma Cidade que soube inovar através da criação e atracção de talento, rumo a um futuro sustentável”, referiu o Sheikh Mansoor Bin Khalifa Al-Thani, destacando o papel do INL - Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, uma “organização intergovernamental de investigação científica sedeada aqui em Braga, que conta com investigadores de várias nacionalidades, à qual queremos acrescentar o Estado do Qatar”.

Com este acordo, serão ainda desenvolvidas iniciativas conjuntas na área da Biotecnologia, com forte aposta nas StartUps apoiadas pela StartUp Braga. A computação quântica, a colaboração em inovação desportiva entre o Innovation Hub do SC Braga e a Qatar Sports Tech, são algumas das abordagens deste memorando, que irá apostar ainda na ligação das escolas profissionais à inovação e à transformação das indústrias tradicionais.

Outra das apostas deste projecto é o fomento dos diálogos culturais entre países da União Europeia, árabes e africanos, através da participação de Braga no projecto Rhizoma.

“Esta cimeira e a assinatura deste memorando de entendimento são marcos importantes nesta viagem rumo a uma cidade inteligente centrada no capital humano, onde a inovação é acelerada, para criar um futuro melhor. Este acordo vai dar também continuidade ao caminho do Qatar para se tornar um centro global na área do Talento”, concluiu Sheikh Mansoor Bin Khalifa Al-Thani.

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BRAGA: HÁ 98 ANOS AS TROPAS CHEFIADAS PELO GENERAL GOMES DA COSTA PARTIRAM DO MINHO EM DIREÇÃO A LISBOA E INSTAURARAM A DITADURA MILITAR QUE ABRIU CAMINHO AO ESTADO NOVO

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O movimento designou-se por Revolução Nacional e abriu caminho à instauração do Estado Novo

Passam no próximo dia 28 de maio precisamente 97 anos sobre a data em que um levantamento militar, com epicentro em Braga e liderado pelo Marechal Gomes da Costa, então denominado por Revolução Nacional, derrubou o regime instaurado dezasseis anos antes e que, ao longo da sua curta existência, se caracterizou por uma grande instabilidade política e uma profunda crise económica.

Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar contavam-se muitos republicanos que antes haviam participado na implantação da República, em 1910, e que apostavam agora na regeneração do próprio regime.
Na sua origem encontrava-se a profunda crise económica e financeira em que o país se encontrava, a desordem social, a corrupção e a permanente instabilidade política causada pelas disputas partidárias.
Pesem embora as semelhanças entre a situação vivida à época e as circunstâncias da crise financeira de 2008 não constituam mais do que meras coincidências, os acontecimentos que então se viveram não devem deixar de constituir um motivo de reflexão.

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Neste local esteve instalado o Regimento de Infantaria nº 8. Junto, o Campo da Vinha onde, em 28 de maio de 1926, sob o comando do general Gomes da Costa, se formaram as tropas para marchar sobre Lisboa, dando início à “Revolução Nacional” que instaurou a ditadura militar.

“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objectivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.
Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.
A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).
A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.
A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.
A 28 de Maio, uma Sexta-feira, é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto que em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.
Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas, desde o Porto, pelo comandante da III Divisão do exército, Gen. Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direcção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.
Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.
No Domingo, 30 de Maio, o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.
O Governo, em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.
Na Segunda-feira, dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.
Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.
O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

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A imagem mostra as forças militares lideradas pelo General Gomes da Costa, sublevadas em Braga em 28 de maio de 1926, acampadas junto ao rio Trancão, em Sacavém, antes do seu avanço sobre Lisboa. (Imagem: Fundação Mário Soares)

No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exactamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.
No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.
No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efectuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.
A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.
O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.
No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

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Fonte: Área Militar; Imagens: (0) Joshua Benoliel, (1, 3) Blogue do Minho, (2) Fundação Mário Soares
Obs: Este artigo foi previamente publicado em Blogue do Minho tendo sofrido ligeiras adequações na presente edição.

Estátua do General Gomes da Costa na Praça Conde de Agrolongo, em Braga

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O Lar Conde de Agrolongo situa-se no antigo Convento do Salvador

Igreja do Pópulo

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Neste local formaram as forças militares que em 28 de maio de 1926 marcharam em direção a Lisboa para colocar termo à Primeira República

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