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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SISMO DE MAGNITUDE 2.1 SENTIDO EM FAMALICÃO

Aviso de Sismo Sentido no Continente 14-01-2026 23:21

2026-01-14 23:21:00

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 14-01-2026 pelas 23:21 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 2.1 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 6 km a Oeste de Paços de Ferreira.

Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) nos concelhos de Vila Nova de Famalicão (Braga), Gondomar, Maia, Paredes, Santo Tirso, Valongo e Trofa (Porto).

Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados.

A localização do epicentro de um sismo é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas. Agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes. Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação. Em todos os casos acompanhe sempre as indicações dos serviços de proteção civil. Toda e qualquer utilização do conteúdo deste comunicado deverá sempre fazer referência à fonte.

Fonte: IPMA

QUEM FOI O MARECHAL GOMES DA COSTA – O MILITAR QUE HÁ 100 ANOS A PARTIR DE BRAGA ENCABEÇOU A REVOLTA DO 28 DE MAIO QUE IMPLANTOU A DITADURA MILITAR?

Manuel Gomes da Costa: um percurso breve na chefia do Estado, mas cheio de histórias surpreendentes.

No dia 14 de janeiro de 1863, nascia, em Lisboa, Manuel de Oliveira Gomes da Costa. Aos 11 anos, ingressou no Colégio Militar, iniciando uma longa e fulgurante carreira militar que o levaria a comandar a 1.ª Divisão do Corpo Expedicionário Português na Primeira Guerra Mundial, destacando-se pela liderança e coragem.

Antes de protagonizar o golpe de 28 de maio de 1926, quando entrou a cavalo, em Lisboa, à frente das tropas que o levariam ao poder, já havia sido preso duas vezes por criticar o governo da Primeira República. A 29 de junho, tornou-se formalmente Chefe do Estado, mas por apenas 22 dias, antes de ser afastado por um contragolpe encabeçado por Óscar Carmona. Ainda assim, recebeu, no exílio a que foi forçado, o título de marechal.

Menos conhecido é o seu lado artístico: dedicou-se à pintura e o Museu da Presidência da República guarda algumas das suas aguarelas.

Os últimos anos foram discretos e marcados pela desilusão: regressou a Lisboa com poucas posses e longe do protagonismo que tivera, deixando uma vida intensa, cheia de contrastes e momentos decisivos para a história.

Fonte: Museu da Presidência da República | Foto: Hemeroteca Digital

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ESCRITORA BRACARENSE MARIA ONDINA BRAGA NASCEU HÁ 104 ANOS

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"Minha alma é feita de sorriso e pena,

Loucuras mansas, doces, outonais…

Sonhos que trago em mim desde pequena,

Saudades que ficaram de meus Pais!…

Adoro o campo, a paz, a singeleza,

O silêncio da noite, o mar que reza,

A infantilidade, a comoção (...)"

– “Almas e Rimas” (1952)

Natural de Braga, percorreu o mundo: começou por ir para Londres estudar a língua inglesa, seguindo-se Paris, onde aprendeu francês enquanto trabalhava como preceptora de crianças. Seguiram-se o Brasil, Luanda, Goa e Macau, onde foi professora. Autora de contos, romances, crónicas e memórias, a sua obra é profundamente marcada pela sua vocação de viajante.

Maria Ondina Braga nasceu em 13 de janeiro, no ano de 1922.

Museu Nogueira da Silva

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QUEM FOI A ESCRITORA BRACARENSE MARIA ONDINA BRAGA?

Maria Ondina abandonou sua cidade natal, Braga, nos anos de 1950 para estudar línguas em Paris e Londres, onde se licenciou em literatura Inglesa pela Royal Asiatic Society of Arts. Prosseguiu os seus estudos em França e na Inglaterra, trabalhando como enfermeira. Regressou a Portugal em 1964, depois de ter sido professora, sucessivamente, em Angola, Goa e Macau. Desenvolveu também a atividade de tradutora, traduzindo obras deErskine Caldwell, Graham Greene, Bertrand Russell, Herbert Marcuse e Tzvetan Todorov. Colaborou em várias publicações periódicas como Diário de Notícias, Diário Popular, A Capital, Panorama, Colóquio/Letras e Mulher.

Incluindo na sua bibliografia a poesia e as crónicas de viagem, Maria Ondina Braga afirmou-se como ficcionista, sendo considerada um dos grandes nomes femininos da narrativa portuguesa contemporânea. Depois de ter vivido em Lisboa por muitos anos, voltou a Braga, onde morreu em 14 de Março de 2003.

Fonte: Wikipédia

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BRAGA ACOLHE CONGRESSO INTERNACIONAL DE GESTÃO EM SAÚDE

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O ISAVE – Instituto Superior de Saúde informa da realização do Congresso Internacional de Gestão em Saúde, que terá lugar nos dias 30 e 31 de janeiro de 2026, no Auditório do Hospital de Braga.

Na sequência do sucesso das I Jornadas de Gestão de Unidades de Saúde: Investigar, Transformar e Inovar em Saúde, este congresso afirma-se como um novo marco na consolidação do ISAVE no debate nacional e internacional sobre gestão e políticas de saúde. O evento reunirá especialistas, investigadores, gestores e profissionais de saúde de vários países, promovendo um encontro multidisciplinar dedicado à reflexão, partilha de experiências e discussão dos principais desafios que se colocam aos sistemas de saúde contemporâneos.

O congresso constitui uma oportunidade privilegiada de atualização científica, networking e contacto com boas práticas e modelos inovadores de gestão, sendo de salientar que 81% das vagas já se encontram preenchidas, o que reforça o elevado interesse gerado pela iniciativa.

Inscrições:

  • De 1 a 25 de janeiro de 2026 — valor regular: 75 €

Todas as informações sobre o congresso estão disponíveis em: https://isave.pt/congresso-internacional-de-gestao-em-saude/

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BRAGAJAZZ REALIZA CONCERTO

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A Associação Cultural Bragajazz apresenta sábado.dia 24 de Janeiro, na Maison 826 de Pedro Remy, pelas 22h, o duo Carlos Azevedo (piano) e Mané Fernandes ( guitarra).  Este concerto conta com o patrocínio da empresa Veloso & Associados e de Pedro Remy Cabeleireiros.

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Carlos Azevedo

Nasceu em Vila Real, em 1964. Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música do Porto em 1982, concluindo a frequência do Curso Superior de Piano com a Profª. Arminda Odete. Frequentou ainda o Curso Superior de Composição da Escola Superior de Música do Porto, que finalizou em 1991. Tirou o mestrado em Composição na Universidade de Sheffield (Inglaterra). Participou nos Cursos Internacionais Projazz em 1990 (Sir Roland Hanna) e 1991 (Hal Galper). Tocou no Café com Jazz (em 1990 e 1991), no I e II Festival de Jazz Europeu do Porto, no Instituto Francês do Porto (em 1991 e 1992), nas V Jornadas Internacionais de Música da Oficina Musical, no XIX Festival de Música de Espinho, no II Festival de Jazz de Guimarães (1993) e na Festa do Mundo (1994).. É professor de Análise e Música de Câmara na Escola Superior Música e Artes do Espectáculo e Assistente na Escola Superior de Educação das disciplinas de Análise e Composição.

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Mané Fernandes

Mané Fernandes nasceu no Porto, em 1990. Começou o seu percurso musical aos 7 anos, dando os primeiros passos de aprendizagem da guitarra no contexto familiar, com o apoio do pai e do irmão mais velho. Aos 8 anos entra no Conservatório de Música da Maia, que frequentou até aos 14.

Após um período de intensa descoberta e experimentação da guitarra eléctrica, participando em jam sessions e outros contextos musicais, conhece o guitarrista Pedro Cardoso, conhecido pelo nome artístico Peixe (reconhecido pelo seu trabalho nos Ornatos Violeta, Pluto e Zelig), e com ele estuda 3 anos de guitarra jazz, preparando-se desta forma para entrar na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE).

Durante o curso teve aulas com Nuno Ferreira, Virxilio da Silva, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Paulo Perfeito, Mário Santos, Michael Lauren e Abe Rábade, terminando o seu recital final com 20 valores.

Em Novembro de 2014 lançou o seu álbum de estreia Mané Fernandes – BounceLab e desde então mantém-se muito activo na cena musical em Portugal como líder/co-líder (MF – BounceLab, MF Trio, MF – BounceCore, Snap’itude) e como sideman (Ricardo Coelho Quartet, Marcel Pascual Quartet, Quintento Gonçalo Moreira, Eduardo Cardinho Quinteto, Manuel Brito “Light is Made of Many Colors”). Em 2016 lançou Root/Fruit, como edição de autor.

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entrada: 8€ /4€ (associados ACBJ)

Para reservar ou adquirir ingressos ligue 253 610 300

REVISÃO DO PDM: CRESCIMENTO DE BRAGA NÃO PODE FICAR AO DEUS-DARÁ – AFIRMA A CDU

A 3ª revisão do Plano Diretor Municipal de Braga (PDM), cuja discussão pública terminou em 14 de Fevereiro de 2025 e cuja proposta final se aguarda que seja submetida à Assembleia Municipal para aprovação, revela a falta de vontade política de promover uma ruptura com décadas de políticas de ordenamento e urbanismo que, quer com PS, quer com PSD e seus aliados, conduziu o Município de Braga a um crescimento desequilibrado e casuístico, assente na proliferação do betão e do betume.

Uma política deliberada, que deixou para trás a construção de equipamentos para usufruto público, com particular destaque para a gritante falta de espaços verdes, de várias dimensões. A enorme expansão populacional da cidade e do concelho registada nas últimas décadas torna cada vez mais urgente a definição de um modelo territorial claro, que defina as articulações entre a cidade, as periferias e as zonas mais rurais, os concelhos vizinhos, e a Área Metropolitana do Porto. Esta proposta de revisão do PDM mantém a navegação à vista no ordenamento e crescimento do concelho.

É também sintomático que a proposta apresentada não contemple uma medição dos impactos da urbanização de novos espaços nas redes de transportes, nem da capacidade das infra-estruturas de electricidade, saneamento, entre outras. Ou, ainda, a ausência de uma identificação clara quanto à localização da futura estação de alta velocidade em Braga, bem como a necessária criação de uma UOPG para essa localização.

A nova estação intermodal prevista nesta revisão do PDM, junto à actual estação de Braga, no que respeita à sua articulação com outros modos de transporte (rodoviário, BRT, ferrovia convencional, TUB, ciclovias e mobilidade suave), implicaria uma clara definição das vias de ligação por transportes colectivos, nomeadamente quanto aos arranjos exteriores ou à existência de parques de estacionamento, bem como quanto à ligação com a Ecovia do Cávado. Salientamos o facto de a nova estação intermodal junto à actual estação de Comboios de Braga surgir de uma proposta e reflexão dos membros da Assembleia Municipal da CDU, que felizmente não caiu em “saco roto”.

Já quanto ao Centro Coordenador de Transportes de Braga (CCTB), uma vez que este novo PDM prevê uma nova estação intermodal junto à estação de comboios de Braga, merecia finalidade distinta. A CDU defende o uso do espaço para construção de habitação pública a custos controlados.

Esta proposta de revisão passa ao lado de respostas abrangentes e articuladas a três questões prementes para a qualidade de vida dos bracarenses: 

1) a defesa do direito à habitação; com a criação de uma carta municipal de habitação para diagnosticar as carências no município e identificar recursos habitacionais, fogos devolutos e potencialidades em solo urbanizado, bem como projectos de renda acessível, construção a custos controlados e promoção de habitação pública;

2) a falta espaços empresariais de grandes dimensões, e a definição do respectivo “espaço canal” rodo-ferroviário;
3) uma rede de espaços verdes de diferentes dimensões, interligados por uma ecopista, e de bons equipamentos para usufruto público.

Sobre a intenção anunciada de construção de parque urbanos:
O concelho de Braga necessita de uma rede articulada de espaços verdes de várias dimensões, localizados em diversas zonas do concelho, e de outros equipamentos qualificados como de usufruto público, e não de uma política que continua a promover a desqualificação do espaço público, com betão em todos os recantos disponíveis, e a sua entrega a privados, sem que existam quaisquer mecanismos de compensação às populações. 

Em conclusão, esta proposta de revisão mantém a ausência de um planeamento baseado num modelo territorial articulado e consistente com as perspectivas de crescimento populacional e económico do concelho. Mais do que razões técnicas, importa rejeitar este PDM pela falta de alternativa política à que tem sido seguida nas últimas décadas e pelos espaços deixados em branco que darão continuidade a um crescimento desenfreado da cidade.

Braga precisa urgentemente de uma política que promova a harmonia entre o desenvolvimento económico, o crescimento populacional, e a qualidade de vida dos que nele trabalham e residem. Essa política necessita de instrumentos de planeamento e ordenamento que estabeleçam um modelo territorial que considere o médio e o longo prazo, e a resposta às principais questões com que se debatem hoje os bracarenses: a falta de habitação acessível, de espaços verdes e de outros equipamentos, e de soluções que promovam a mobilidade baseada nos transportes públicos e a redução do tráfego automóvel.

CAMINHO DA GEIRA LIDERA PARTIDAS DE BRAGA PARA SANTIAGO

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O Caminho da Geira e dos Arrieiros (CGA) assumiu, pela primeira vez, a liderança no número de partidas de peregrinos de Braga, com destino a Santiago de Compostela, contribuindo de forma decisiva para a subida à oitava posição da capital do Minho na tabela dos locais de início da peregrinação jacobeia em Portugal.

Segundo as estatísticas do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago, relativas ao ano passado, partiram de Braga 1.130 pessoas — o número mais elevado de que há registo —, 567 das quais percorreram o CGA, enquanto 550 seguiram pelo Caminho Português Central (CPC). O Caminho Minhoto Ribeiro registou 12 partidas e o de São Rosendo apenas uma.

Estes dados significam que a opção pelo CGA subiu 11,4% (mais 58 pessoas), enquanto a do CPC caiu 8,6% (menos 52). Os outros dois itinerários têm escasso impacto nas contas que, no final, se traduzem numa subida de 12 peregrinos que iniciaram a peregrinação na capital do Minho.

Em termos globais (somando todos os pontos de partida), o CGA cresceu 9,7% em relação ao ano anterior, para 757 peregrinos que receberam a Compostela à chegada a Santiago, enquanto o CPC aumentou 5,6%, para 100.835 pessoas que certificaram a conclusão da peregrinação pelos meios tradicionais.

Os caminhos Minhoto Ribeiro e de São Rosendo apresentam evoluções percentuais maiores, mas de menor importância em termos absolutos, com 30 e 24 peregrinos, respetivamente, no final do ano passado.

No total, os quatro caminhos com início ou passagem por Braga, reconhecidos pela Catedral de Santiago, foram percorridos por 101.646 pessoas, mais 5,6% do que em 2024. Se incluirmos o Caminho Português da Costa — o outro também reconhecido —, o aumento percentual foi de 12%, o dobro do registado em todo o Caminho de Santiago (6%).

A totalidade dos itinerários portugueses foi cumprida por 191.155 pessoas que receberam a Compostela, mas apenas 45,5% iniciaram a jornada em Portugal. A liderança é do Porto (51.774 pessoas), encontrando-se Braga na oitava posição.

A maior parte dos peregrinos que optou pelo CGA começou em Braga (75%), seguindo-se Castro Laboreiro (6,3%), Cortegada (2%) e Ribadavia (1,6%). A maioria são portugueses (63,1%), à frente dos espanhóis (18,7%) e dos checos (5,5%). Há ainda pessoas de outros 23 países, como Brasil, Canadá, EUA, México, China, Coreia do Sul, África do Sul, Afeganistão, Argélia, Colômbia e Costa Rica, além de europeus.

Os peregrinos do CGA foram motivados, sobretudo, por questões religiosas (394) e religiosas e outras (201), e cumpriram o percurso a pé (592) e de bicicleta (108). A maioria tem entre 46 e 65 anos (421) e mais de 65 anos (123). A maior parte são homens (438).

Os meses de maio (31%), junho (21,5%) e outubro (10,4%) foram os mais escolhidos pelos peregrinos que fizeram o CGA no ano passado.

Este caminho de Santiago tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela do Homem.

Foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está incluído na lista dos caminhos culturais a homologar este ano pelo Governo da Galiza.

Até agora, segundo as associações que o promovem, foi percorrido por 7.785 peregrinos (1.364 no ano passado), dos quais 3.176 receberam a Compostela (757), oriundos de meia centena de países.

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, a via do género mais bem conservada do antigo Império Romano do Ocidente, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos poucos que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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AUTARCAS BRACARENSES DO PARTIDO SOCIALISTA CRITICAM FALTA DE TRANSPARÊNCIA NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE NOGUEIRA, FRAIÃO E LAMAÇÃES

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PS critica aprovação do Regimento da Assembleia de Freguesia e do Regulamento da Transmissão Multimédia das Sessões da Assembleia de Freguesia por falta de transparência e debate democrático

Os eleitos do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia de Nogueira, Fraião e Lamaçães manifestam o seu profundo protesto e indignação pela forma como foi conduzido o processo de elaboração e aprovação do Regimento da Assembleia de Freguesia e do Regulamento da Transmissão Multimédia das Sessões da Assembleia de Freguesia, apresentados para aprovação na primeira Assembleia de Freguesia, que se realizou no passado dia 30 de dezembro.

Os documentos não foram elaborados em comissão especificamente convocada para o efeito, como seria desejável e democraticamente exigível. A Mesa da Assembleia e o seu Presidente nunca convocaram qualquer comissão regimental e/ou regulamental, optando antes por elaborar unilateralmente uma proposta de Regimento e Regulamento, que foi posteriormente enviada por correio eletrónico aos membros da Assembleia, solicitando sugestões, sem que nunca tenha existido um verdadeiro espaço de debate em plenário ou em sede própria, com representantes designados de todos os partidos.

Mais grave ainda, a versão final dos documentos foi remetida pelo Presidente da Assembleia apenas cerca de cinco horas antes da sessão em que foi colocada à votação, impossibilitando uma análise séria, ponderada e responsável do documento final por parte dos eleitos.

Em Assembleia, o Partido Socialista apelou ao bom senso, solicitando a retirada do ponto da ordem de trabalhos, de forma a permitir um processo mais participativo, transparente e democrático. Esse pedido não foi acolhido, o que levou à apresentação de um voto de protesto pela bancada socialista.

O PS aguardou até ao envio da convocatória de reunião de Assembleia de Freguesia a convocação da comissão para este efeito, uma vez que esta não chegou, o PS apresentou, dentro dos prazos legais, várias propostas de alteração relevantes e fundamentadas, incluindo correções de natureza legal, uma vez que a versão inicial dos documentos, mormente, do Regimento continha erros graves, nomeadamente referências a legislação já revogada. No entanto, face ao reduzido tempo disponibilizado, não foi possível verificar com rigor quais das sugestões apresentadas pelo PS foram, ou não, acolhidas pela Mesa.

Acresce ainda a tomada de decisão do Presidente da Mesa da Assembleia que tomou o documento como seu e da mesa, decidindo que alterações ou não fazer, personalizando em si, uma ação que deveria ter sido de todos os que fazem parte deste órgão, para o qual foram democraticamente eleitos. 

O Partido Socialista lamenta profundamente a postura assumida, que revela uma preocupante falta de cultura democrática, afirmando que a “democracia está doente”, uma vez que o ato foi agravado pela ausência de discussão séria e pela incapacidade demonstrada pelos eleitos da oposição (PSD/CDS, Chega e Iniciativa Liberal) em apreciar criticamente as propostas apresentadas.

O PS reafirma o seu compromisso com uma Assembleia de Freguesia plural, transparente e verdadeiramente democrática, onde o diálogo, o respeito institucional e o cumprimento das boas práticas democráticas devem prevalecer sobre decisões apressadas e impostas, referindo que impugnará judicialmente as deliberações.

Nogueira, Fraião e Lamaçães,

03-01-2026

Os eleitos do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia de Nogueira, Fraião e Lamaçães

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CURIOSIDADES DO FALAR MINHOTO: O COSTUME BRACARENSE DE DEIXAREM A PORTA ABERTA

“És de Braga, deixaste a porta aberta” – eis uma frequente alusão à hospitalidade das gentes bracarenses que têm por descuido não fecharem as portas, assim acolhendo quem os visita. Este hábito também é interpretado como descuido e dá por vezes motivo a ditos jocosos.

Na realidade, o Arco da Porta Nova encontra-se sempre aberta e eis a verdadeira razão que deu origem à expressão.

Porém, uma coisa é certa: os bracarenses são gente afável e hospitaleira que sabe bem receber quem os visita!

RETROSPECTIVA 2025 – VEREADOR FILIPE AGUIAR DO PARTIDO CHEGA REFORÇA COMPROMISSO COM BRAGA E ANUNCIA TRABALHO AMPLIADO EM 2026

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Desde que tomou posse como vereador na Câmara Municipal de Braga, em novembro de 2025, Filipe Aguiar (CHEGA) tem acumulado intervenções relevantes e participado ativamente no debate autárquico, sempre com foco no interesse dos bracarenses e na responsabilidade pública. Apesar de se tratar de um mandato iniciado no último trimestre do ano, a atuação do vereador ficou desde logo assinalada por várias iniciativas relevantes: Oposição responsável e diálogo institucional – Filipe Aguiar clarificou desde o primeiro momento que assumiria uma postura de oposição construtiva, analisando cada proposta com rigor e disponibilidade para convergir sempre que os interesses de Braga estivessem em primeiro lugar.

Fiscalidade e defesa das famílias – na discussão do IMI, o vereador destacou-se ao votar contra uma redução que considerou insuficiente, defendendo que o imposto penaliza severamente as famílias e que Braga deveria aplicar a taxa mínima legal.

Para Filipe Aguiar, o alívio fiscal deve ser real e não meramente simbólico. Planeamento urbano e PDM – O vereador participou ativamente na sessão de esclarecimento sobre o Plano Diretor Municipal (PDM) e manifestou disponibilidade para votar favoravelmente este instrumento estruturante, defendendo que Braga não pode continuar refém de adiamentos e precisa de decisões claras para garantir crescimento ordenado, habitação e mobilidade.

Segurança pública e prevenção – Entre as recomendações apresentadas à Câmara Municipal, destaca-se o alerta para riscos estruturais junto a uma escola básica, defendendo intervenções urgentes para garantir a segurança de crianças e da comunidade.

Filipe Aguiar recordou que Braga já viveu, no passado, tragédias associadas à queda de muros, sublinhando a importância da prevenção em vez da reação. Habitação e controlo administrativo – O vereador denunciou situações anómalas relacionadas com a atribuição de atestados de residência, alertando para possíveis abusos e defendendo maior rigor por parte do Município e das entidades competentes. Educação, identidade e tradições – Em dezembro, Filipe Aguiar trouxe ao debate público denúncias recebidas de pais, encarregados de educação e docentes, dando conta de situações em que a celebração do Natal teria sido desincentivada em algumas escolas do Concelho.

O vereador solicitou esclarecimentos e propôs visitas aos estabelecimentos de ensino, defendendo que a integração e o respeito pela diversidade não podem significar o apagamento das tradições culturais portuguesas, apelando ao diálogo e à transparência na comunidade educativa.

Filipe Aguiar sublinha que 2015 foi apenas o começo de um mandato pautado pelo compromisso com a comunidade. Para 2026, garante que o CHEGA irá reforçar a sua intervenção autárquica, apresentando propostas concretas, intensificando a fiscalização, acompanhando projectos de interesse municipal e promovendo maior proximidade entre a política e os cidadãos. “Este foi apenas o início. Continuaremos a trabalhar com responsabilidade, rigor em prol dos bracarenses, faremos muito mais por Braga, sempre com responsabilidade, coragem política e amor a esta cidade”, declarou o vereador.

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BRAGA: NUNO GOUVEIA SERÁ O ADMINISTRADOR EXECUTIVO DA FAZ CULTURA

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Nuno Gouveia será o novo Administrador Executivo da Faz Cultura, Empresa Municipal de Cultura de Braga. A escolha foi feita pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, estando a nomeação a realizar nos termos legais e estatutários aplicáveis.

Desde 2016, Nuno Gouveia é adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Braga, com responsabilidades na área internacional, na cooperação e em redes de cidades como a Eurocities e o Global Parliament of Mayors. Foi coordenador de vários projetos nacionais e internacionais, incluindo a rede Urbact Cities After Dark, e integrou a organização de diversos eventos, como o Festival Internacional do Órgão de Braga. Em 2025, foi membro do júri dos iCapital Awards, promovidos pelo Conselho Europeu de Inovação.

No plano governativo, foi assessor político do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do XIX Governo Constitucional e do Ministro da Administração Interna no XX Governo Constitucional, ambos liderados por Pedro Passos Coelho. Entre 2011 e 2013, foi assessor da Diretora Regional de Cultura do Norte, tendo anteriormente trabalhado na Rádio Universitária do Minho.

Foi docente convidado da Porto Business School e é comentador na CNN Portugal e noutros órgãos de comunicação social, com intervenção regular sobre política norte-americana e relações transatlânticas.

Nuno Gouveia é licenciado em Sociologia das Organizações e em Comunicação Social pela Universidade do Minho, e tem Mestrado em Ciências da Comunicação, com especialização em Marketing e Comunicação Estratégica, pela Universidade Fernando Pessoa.

A Faz Cultura é a Empresa Municipal de Cultura de Braga responsável pela gestão e programação dos equipamentos Theatro Circo e gnration, bem como dos projetos Braga Media Arts, Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts, e Braga 25, Capital Portuguesa da Cultura 2025.

Tem como missão prestar um serviço público no domínio da promoção da cultura e apoio à criação artística no concelho de Braga, promovendo o acesso das populações que habitam, trabalham e visitam o território a uma proposta cultural de qualidade, diversa e inclusiva, através de uma gestão sustentável e transparente de espaços e projetos culturais.

A Faz Cultura promove, através da sua atividade e em complementaridade com o Município, a implementação de uma política cultural a longo prazo para a cidade, ancorada na Estratégia Cultural de Braga 2020-2030. É visão da Faz Cultura ser um polo dinamizador da atividade cultural e artística em Braga e na região, bem como solidificar o seu estatuto como empresa municipal de referência nacional e internacional na área da cultura. Para isso, rege-se pelos valores da inovação, cooperação, responsabilidade, transparência e sustentabilidade.

Para João Rodrigues, “a escolha de Nuno Gouveia assegura uma liderança com capacidade de execução, profundo conhecimento do ecossistema cultural de Braga e experiência em projetos e redes nacionais e internacionais. É um passo para reforçar uma Faz Cultura exigente, aberta e sustentável, com visão de longo prazo e com a ambição de afirmar Braga como referência cultural”.

PARTIDO CHEGA VOTA FAVORAVELMENTE REVISÃO DO PDM DE BRAGA E ASSUME POSIÇÃO RESPONSÁVEL, CRÍTICA E VIGILANTE

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O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar, votou hoje favoravelmente a proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), mantendo a coerência com o posicionamento assumido pelo partido desde a primeira reunião do executivo municipal.

Para o CHEGA, esta revisão do PDM representa um passo decisivo para libertar Braga de constrangimentos estruturais que há décadas travavam o crescimento habitacional e o desenvolvimento equilibrado do Concelho, criando regras mais claras para quem vive, investe e trabalha na cidade.

Segundo o vereador Filipe Aguiar, trata-se de um voto esclarecido e informado, sustentado num acompanhamento contínuo do processo. “O CHEGA conhece o projeto, recebeu explicações detalhadas por parte do executivo municipal e analisou de forma rigorosa a documentação técnica que suporta esta revisão”, refere.

O partido reconhece que o novo PDM apresenta desafios e fragilidades na sua execução, mas considera que o município não podia continuar bloqueado. “Braga precisa de avançar, garantir mais oferta de habitação, planeamento urbano e previsibilidade, sem perpetuar a estagnação”, sublinha o vereador. Entre as fragilidades mais relevantes, o partido voltou a alertar para o gargalo do saneamento, e destaca que a atual ETAR Cidade opera já acima da sua capacidade de projeto.

O CHEGA considera urgente o planeamento e investimento numa nova ETAR a Sul, sob pena de se comprometer o crescimento urbano e o cumprimento das normas ambientais.

Outra preocupação central prende-se com a execução das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG). No plano anterior, a taxa de concretização foi reduzida, em grande parte por depender quase exclusivamente da iniciativa privada. A reorganização das UOPG em unidades mais pequenas é vista como positiva, mas o CHEGA defende que só produzirá resultados com forte acompanhamento municipal e um sistema de incentivos eficaz.

O partido não ignora os alertas ambientais emitidos por entidades externas, nem os riscos associados a um modelo financeiro que depende da manutenção do superavit municipal. Para o CHEGA, estes fatores não justificam bloqueios, mas impõem maior rigor político e técnico na execução do plano.

O vereador Filipe Aguiar considera ainda que o PDM poderia ter ido mais longe na promoção da sustentabilidade alimentar e na valorização dos solos agrícolas, defendendo sistemas alimentares de proximidade e a proteção da função produtiva dos terrenos rurais, conciliando-a com edificabilidade responsável e a permanência das populações. “O nosso voto não é um cheque em branco. É uma posição madura e responsável. Estamos do lado da cidade, não do cálculo político. Conhecemos o plano, conhecemos as fragilidades e estaremos atentos à sua execução”, afirma Filipe Aguiar, garantindo que o CHEGA continuará a intervir sempre que seja necessário corrigir, ajustar ou melhorar o PDM em benefício dos bracarenses.

Apesar das reservas, o CHEGA entende que o novo PDM é um instrumento essencial para desbloquear soluções de habitação, ordenar o território e criar uma visão estratégica que Braga não tinha há vários anos, reforçando o papel do município na sustentabilidade ambiental e na redistribuição equilibrada de encargos.

“Sem politiquices, sem manobras de distração ou acordos de bastidores, o CHEGA vota sempre em função de um único critério: o que é melhor para Braga. Hoje, mais uma vez estivemos do lado da cidade, enquanto outros optaram pelo bloqueio, continuamos a reafirmar o nosso compromisso com um urbanismo responsável, transparente e ao serviço dos bracarenses” – afirma Filipe Aguiar.

BRAGA DESPEDE-SE DA CAPITAL PORTUGUESA DA CULTURA 2025 COM LEGADO DURADOURO

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Cerimónia de encerramento decorreu no Theatro Circo

Braga passou hoje, dia 28 de dezembro, o testemunho de Capital Portuguesa da Cultura a Ponta Delgada. A Cerimónia de Encerramento da Braga 25, que teve lugar no Theatro Circo, assinalou o final oficial de um ano marcante para a vida cultural da cidade.

João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, sublinhou que a cultura continuará a ser uma prioridade política no Concelho. “A cultura é uma forma de governar melhor, de criar comunidade e de formar cidadãos mais livres, críticos e participativos. Braga chega ao fim deste ano mais confiante, mais aberta e mais exigente, e uma cidade que vive um ano assim não pode voltar ao normal como se nada tivesse acontecido. O legado da Braga 25 continua, circula e inspira”, afirmou.

Na passagem do testemunho a Ponta Delgada, João Rodrigues salientou ainda o significado simbólico do momento. “Não entregamos apenas um título, entregamos uma ideia: a de que a cultura pode ser motor de coesão, criação e futuro em todo o território”.

Já a Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, destacou que a iniciativa Capital Portuguesa da Cultura tem como principal objetivo “criar um legado que vá muito além do ano do título”, sublinhando que, no caso de Braga, “é absolutamente seguro que esse legado vai perdurar ao longo dos anos”. “O programa permitiu alavancar a cultura em Braga, deixou raízes e vai continuar a dar frutos”, referiu.

Por fim, a Comissária de Ponta Delgada 2026, Kátia Guerreiro, destacou a relação próxima mantida com a equipa de ambas as cidades. “Temos trabalhado em estreita articulação com a Braga 25 e assumimos agora, com grande sentido de responsabilidade, este novo ciclo”.

Este foi também um momento para um balanço, ainda parcial, da Braga 25. Até ao final de outubro de 2025, o programa integrou cerca de 1.200 atividades, incluindo ações de formação, capacitação, mediação e participação. Deste universo, destacam-se 253 espetáculos e 95 exposições, que mobilizaram quase 1,5 milhões de espetadores, números que não incluem grandes eventos de espaço público como o Programa de Abertura, a Braga Romana ou a Noite Branca.

Ao longo deste percurso estiveram envolvidos cerca de 1.200 artistas, metade dos quais locais, a par de 19% internacionais, evidenciando simultaneamente o enraizamento no território e a abertura ao exterior.

A cerimónia integrou um espetáculo artístico que cruzou a Ent’Artes – Escola de Dança, de Braga, e o Estúdio 13, de Ponta Delgada, duas estruturas artísticas das cidades Capitais Portuguesas da Cultura, colocando em diálogo artistas das duas cidades e cruzando as ricas tradições do Minho e dos Açores.

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