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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

QUEM FOI O PADRE MANUEL ANTÓNIO GOMES HIMALAYA?

Nasceu em 9 de dezembro de 1868, em Cendufe, Arcos de Valdevez.

Aos 15 anos foi para o Seminário de Braga (Colégio Espiritano), onde adquiriu o gosto pelo experimentalismo e pela intervenção técnica, graças aos métodos de ensino inovadores ali praticados.

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Durante o seminário modificou o seu nome de batismo, acrescentando-lhe Himalaya, devido à alcunha que um colega lhe dera por ser de elevada estatura.

É ordenado padre em 1891.

Em 1900 iniciou em Paris as suas experiências com o protótipo de um forno solar, batizado “Pyrheliophero”, que, traduzido à letra, significa “eu trago o fogo do Sol”.

Em 1904, o aparelho foi apresentado na Exposição Universal em Saint Louis, nos EUA, e premiado com o “Grand Prize da Lousiana Purchase Exposition”.

Ainda nos EUA, fabrica a “Pólvora Sem Fumo” ou Himalayte, pólvora que resiste a grandes choques e temperaturas sem risco de explosão.

Regressa a Lisboa em 1906, onde continuou a desenvolver a sua faceta de inventor e investigador. Durante alguns anos dedicou-se, filantropicamente, à prática da naturopatia junto das populações carenciadas na Damaia e Amadora. O seu interesse pela constituição de um laboratório levou-o a tentar vender, em 1925, a quinta que tinha na Damaia, onde viveu alguns anos antes de partir para a Argentina.

Voltou da Argentina em 1932, doente. Alguns meses depois, a 21 de dezembro de 1933, morria, com 65 anos, em Viana do Castelo.

Fonte: https://www.cm-amadora.pt/

PCP ASSINALA CENTENÁRIO DE VICTOR DE SÁ, CONSTRUTOR MILITANTE DA CULTURA E DA LIBERDADE

A 14 de Outubro de 2021, assinala-se o Centenário do nascimento de Victor de Sá, destacado antifascista do concelho e do distrito de Braga, livreiro, escritor e editor, historiador, investigador e professor universitário, que foi também o primeiro deputado do PCP eleito no distrito de Braga, entre 1980 e 1981.

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A sua personalidade multifacetada é a de um lutador coerente e persistente, divulgando a cultura, sistematizando reflexão e conhecimento, intervindo para transformar a realidade do seu tempo, pela liberdade, a democracia e o socialismo.

A DORB do PCP evoca e homenageia a grande contribuição de Victor de Sá para a luta dos comunistas, de todos os democratas e patriotas, constituindo um exemplo e um legado que perdurará bem para lá do seu Centenário.

Dando sequência ao conjunto de iniciativas que assinalam o Centenário de Victor de Sá, anunciamos a realização da sessão de apresentação pública da reedição da obra “Fascismo no quotidiano”, a ter lugar no sábado, 16 de Outubro, pelas 17h30, no Museu Nogueira da Silva (Avenida Central, 61, Braga), com a presença de Francisco Melo, da editora “Página a Página”, Fernanda Ribeiro, Professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e autora do prefácio a esta edição, e de Manuel Rodrigues, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e Diretor do jornal “Avante!”

Este conjunto de iniciativas teve início com a Conferência “Victor de Sá: uma vida de acção cívica, política e cultural”, no dia 2 de Junho, no Theatro Circo. Incluiu também uma exposição evocativa no espaço da Organização Regional de Braga na edição deste ano Festa do Avante!.

Depois de ter apresentado em sede da Câmara de Braga um conjunto de propostas alusivas ao Centenário de Victor de Sá, o PCP continuará a bater-se pela concretização das iniciativas então aprovadas unanimidade no Executivo Municipal, nomeadamente:

  • A colocação de uma placa alusiva ao Centenário de Victor de Sá no passeio frente ao local onde funcionou a livraria Victor, na rua dos Capelistas, em Braga;
  • A atribuição do nome de Victor de Sá a uma sala de leitura da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva;
  • A promoção do Roteiro da Resistência, dirigido à população estudantil do município de Braga e a turistas, visando a identificação dos espaços de encontro dos democratas e antifascistas de Braga, explicando a sua atividade e o seu papel na luta pela liberdade e democracia;
  • A promoção de um concurso de ideias para elaboração de peça escultórica alusiva à Resistência e Luta pela Democracia, com vista à sua colocação em espaço público junto ao Theatro Circo, local de manifestações pela liberdade;
  • A realização de uma sessão evocativa da vida e obra de Victor de Sá;
  • A reedição, através da Fundação Bracara Augusta, da obra de Victor de Sá intitulada “Testemunho de um Tempo de Mudança” e a sua disponibilização gratuita em formato e-book na página do município na Internet.

A DORB do PCP saúda ainda as iniciativas evocativas do Centenário de Victor de Sá organizadas em Braga, Porto e Lisboa, e as respetivas entidades organizadoras: Universidade do Minho, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Universidade do Porto e Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, entre outras.

Joaquim Victor Batista Gomes de Sá nasceu em 14 de outubro de 1921, na freguesia de Cambeses, em Barcelos, mas cedo se transferiu para Braga, cidade onde viveu grande parte da sua vida e desenvolveu o seu percurso profissional, cívico e político. Estudou no Liceu de Sá de Miranda e dedicou-se à atividade cultural em Braga. Em 1942, criou a “Biblioteca Móvel”, levando a leitura a cidadãos sem recursos nas cidades ou nos meios rurais. Em 1947, abriu em Braga a Livraria Victor, à qual, mais tarde, juntou o nome “Centro Cultural do Minho”. Esta foi um verdadeiro centro de difusão do livro e ponto de encontro de muitos leitores, em especial do Norte do País. Fruto da sua atividade cultural e política, foi por oito vezes detido pela PIDE, acusado de integrar o Partido Comunista Português. É autor de inúmeras publicações, tendo ao longo da vida mais de 600 títulos de artigos e mais de 30 livros.

A sua atividade de publicista iniciou-se publicamente em 1937, no jornal Correio do Minho, do qual viria a ser, após o 25 de Abril de 1974, diretor provisório. Participou ativamente nas candidaturas presidenciais de Norton de Matos (1948), Arlindo Vicente e Humberto Delgado (1958). Dinamizou as candidaturas da Oposição pelo distrito de Braga à Assembleia Nacional, integrando as respetivas listas em várias delas. Participou nos Congressos Republicanos de Aveiro. Em 1959 terminou a sua licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra e concorreu a professor do ensino secundário. Foi nomeado professor da Escola Comercial e Industrial de Braga, mas foi impedido, por “desnomeação”, de tomar posse do lugar, por ação direta de alguns próceres bracarenses do regime e decisão do Conselho de Ministros. Na Universidade de Sorbonne desenvolveu o aprofundamento científico que lhe permitiu apresentar a sua tese e obter o grau de doutoramento em História pela Universidade de Paris. O seu doutoramento só foi reconhecido em Portugal em 1975. Foi Professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1974-1991), Universidade do Minho e Universidade Lusófona, de cuja Biblioteca foi obreiro e diretor, e que hoje leva o seu nome. Doou o seu espólio documental à Biblioteca Pública de Braga. Tomou a iniciativa mecenática do Prémio de História Contemporânea, que hoje leva o seu nome e é promovido pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho) e vai já na sua 30ª edição.

Agiu num grupo de democratas que, a partir de Braga, trabalharam incansavelmente para as movimentações da Oposição com vista ao derrube do fascismo. No “Verão Quente” de 1975 foi vítima de ameaças dos terroristas do MDLP, tendo a sua livraria sido objeto, em várias noites, de apedrejamento e tiros. Foi o primeiro deputado à Assembleia da República eleito pelo PCP no círculo eleitoral de Braga, tendo desempenhado essa função entre 1980 e 1981, onde presidiu à Comissão Parlamentar de Cultura e Ambiente e subscreveu vários projetos de lei, entre os quais um de defesa do património arqueológico, outro sobre as associações de defesa do património cultural e outro ainda sobre os direitos dos trabalhadores-estudantes.

Em 1990 recebeu do Presidente Mário Soares a Comenda da Ordem da Liberdade. Faleceu em Braga, em 31 de Dezembro de 2003.

QUEM É JOÃO MANUEL ESTEVES – O ARCUENSE QUE SE ENCONTRA AO LEME DE ARCOS DE VALDEVEZ?

O Dr. João Manuel Esteves é o autarca que nos últimos anos tem estado à frente dos destinos do seu concelho, contribuindo para o seu desenvolvimento e projecção muito para além dos seus limites geográficos.

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De seu nome completo João Manuel do Amaral Esteves, o autarca arcuense é natural de Arcos de Valdevez. Nasceu em 1968, é casado e pai de dois filhos.

Gestor de profissão, é licenciado em Matemática e Ciências de Computação pela Universidade do Minho (1993) e mestre em Gestão de Empresas pela Universidade do Porto (2003).

De janeiro de 1994 a outubro de 2009, João Esteves foi vereador tendo assumido a Vice-Presidência da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e a responsabilidade pelas áreas da educação, turismo, desporto, cultura, associativismo, planeamento, urbanismo e desenvolvimento económico.

Em 2009 foi docente convidado pelo Instituto Politécnico de Viana Castelo (IPVC) e pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) para ministrar as áreas das tecnologias de informação e comunicação, empreendedorismo, planeamento e gestão de sistema de informação.

De novembro de 2009 a outubro de 2011 assumiu o cargo de Tesoureiro da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e a responsabilidade pela Gestão e Coordenação dos Serviços nas áreas da saúde, ação social e educação.

De novembro de 2011 a setembro de 2013 assumiu a Coordenação do Centro de Incubação de Empresas de Base Tecnológica.

Em outubro de 2017 foi novamente eleito para exercer um segundo mandato como Presidente de Câmara no Município de Arcos de Valdevez, onde assume os pelouros: Coordenação Geral, Juntas de Freguesia, Cultura, Desenvolvimento Económico (Rural, Comercial, Industrial e Turismo), Planeamento e Ordenamento, Obras Públicas Municipais; Diáspora e Relações Internacionais e Justiça.

Com efeito, o Dr. João Manuel Esteves apresenta um currículo que revela uma larga experiência nomeadamente a nível autárquico.

QUEM FOI O ETNÓGRAFO VIANENSE AMADEU COSTA?

Amadeu Alberto Lima da Costa foi etnógrafo, investigador e dinamizador cultural. Foi uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida. Sempre assumiu o seu amor pela divulgação dos usos e costumes locais, mormente o traje à vianesa, além da organização das Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia, que ajudou a promover durante cerca de trinta anos, enquanto membro da Comissão de Festas.

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Nasceu a 23 de outubro de 1920 e faleceu em 30 de março de 1999, em Viana do Castelo. Nascido no bairro da Ribeira, mais propriamente na Rua do Loureiro, troço atualmente denominado Rua Monsenhor Daniel Machado, foi um incansável lutador pela criação de um museu dedicado ao traje regional em Viana do Castelo. No momento da aquisição do edifício do Banco de Portugal para a instalação desse Museu, em 1996, foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aí se realizou. Também por esta razão, o Museu atribuiu a uma das suas salas o nome de Galeria Amadeu Costa.

Falecido em 1999, a família, num ato de generosidade, estabeleceu com a autarquia vianense um protocolo de doação de uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa ao Museu do Traje. Esta doação incluiu algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher, enriquecendo o património do espaço museológico.

Como profissão principal tinha a de técnico de contas. Trabalhou, enquanto estudante, no jornal “A Aurora do Lima”, onde deu os primeiros passos no jornalismo. Nos anos 1960/70, foi correspondente dos jornais lisboetas "O Diário de Lisboa" e" A Capital". Nos anos 1950/60, esteve ligado à Fábrica de Louça da Meadela. Nesse período de grande criatividade e renovação da cerâmica aí produzida, supervisionou as mostras organizadas com grande êxito em diversos locais do país.

Calígrafo iluminador, executou vários pergaminhos, alguns em parceria com Araújo Soares, destinados a entidades diversas, entre elas a Presidência da República Portuguesa e a Rainha Isabel II de Inglaterra.

Foi condecorado por imensas instituições, destacando-se a medalha de ouro da cidade de Viana do Castelo. À data da sua morte, com 78 anos, mantinha grande atividade criativa e de pesquisa e tinha muitos projetos em mente.

Fonte: http://www.cm-viana-castelo.pt/

QUEM É EDUARDO CERQUEIRA – ENSAIADOR DO GRUPO ETNOGRÁFICO DE PAREDES DE COURA E GRANDE REGIONALISTA COURENSE?

Eduardo Daniel Esteves Cerqueira de seu nome completo, nasceu na cidade do Porto em 1980. Descende de minhotos – o pai é natural de Paredes de Coura e a mãe de Valença – os quais laboravam na capital do Norte.

Em 1986, a família regressou definitivamente às suas origens, fixando residência na Vila de Paredes de Coura e iniciando aí uma vida de fascínio e entrega por tudo o que dissesse respeito à vida local.

Eduardo Cerqueira fez parte dos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, da ADASPACO – Associação de Dadores Benévolos de Sangue, do Sporting Clube Courense e do Clube de Natação e Cultura e integra a Mesa da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura.

Na Paróquia de Santa Maria de Paredes, foi sempre colaborador, leitor, coralista, catequista e, na última década, membro da fábrica da Igreja.

Colaborou com a imprensa local e regional, tendo sido correspondente de Paredes de Coura do jornal “Alto Minho” e da Rádio Valdevez. Co-fundador do jornal “Notícias de Coura” e um dos seus colaboradores desde a sua fundação em 2003. 

De 2001 a 2009, foi nomeado membro da Comissão de Festas Concelhias de Paredes de Coura, exercendo as mais variadas funções executivas.

Em 2005, foi um dos organizadores da homenagem ao Padre Casimiro Rodrigues de Sá – Abade de Padornelo.

Foi desde sempre colaborador da ACRDPC – Associação Cultural de Paredes de Coura, passou a partir de 1998 a fazer parte dos seus órgãos sociais, sendo atualmente presidente da Assembleia Geral. No Grupo Etnográfico de Paredes de Coura, desempenha as funções de ensaiador.

Também o Grupo de Cantares da ACRDPC está sob a sua responsabilidade.

A nível político, fez parte da Assembleia de Freguesia da Vila de Paredes de Coura, à qual presidiu durante dois mandatos autárquicos. É actualmente membro da Assembleia Municipal de Paredes de Coura, pertencendo à Comissão Municipal de Toponímia.

QUEM É A MINHOTA BENEDITA AGUIAR – A PSICÓLOGA CLÍNICA QUE CONCEBEU O PROJETO OFICINA DE ESTÉTICA, DIRIGIDO A MULHERES COM DOENÇA ONCOLÓGICA?

Benedita Aguiar é Psicóloga Clínica, Docente Universitária e Mãe de duas filhas, com 14 e 20 anos. Nasceu em Ponte da Barca e foi registada em Arcos de Valdevez

Benedita Aguiar nasceu a 10 de Setembro de 1976, no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Ponte da Barca, estando registada nos Arcos de Valdevez. Filha de Pai minhoto e de Mãe açoriana, é a segunda de quatro filhos. Com quatro anos foi viver para Braga, tendo frequentado a Fundação Calouste Gulbenkian. Aí integrou o ensino pré-escolar, bem como o Ballet.

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Fez o primeiro ciclo do ensino básico (na altura, a “escola primária”) no Colégio Paulo VI, em Braga, o segundo ciclo do ensino básico na Escola Preparatória André Soares, o terceiro ciclo na Escola Secundária Carlos Amarante e o ensino Secundário no Liceu Sá de Miranda.

Posteriormente candidatou-se à Licenciatura em Psicologia, na Universidade do Minho, tendo sido admitida. Teve um percurso académico destacável, tendo recebido, todos os anos, o Prémio de Mérito Escolar. Na altura as licenciaturas tinham a duração de cinco anos, porque ainda não havia o Acordo de Bolonha.

Após a licenciatura frequentou e concluiu o Mestrado em Psicologia da Saúde, tendo obtido uma classificação de muito bom, por unanimidade. A área da dissertação de Mestrado foi a Psicopatologia na Gravidez e no Puerpério, tendo concebido uma intervenção pioneira de preparação para estas fases do ciclo desenvolvimental.

Mais tarde integrou o quadro de Juízes Sociais do Tribunal de Família e Menores de Braga, o que foi um desafio do ponto de vista profissional.

Frequentou o Doutoramento em Psicobiologia na Universidade de Santiago de Compostela, tendo-se destacado na área da Depressão Pós-Parto. Simultaneamente foi Assistente Convidada na UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) e no ISCE (Instituto Superior de Ciências Educativas de Felgueiras). Posteriormente integrou o corpo docente do ISAVE (Instituto Superior de Saúde do Alto Ave), onde ministrou a disciplina de Psicologia às Licenciaturas de Enfermagem e de Fisioterapia. Passaram-lhe pelas mãos inúmeros jovens que, como refere “são hoje um motivo de grande orgulho, pelo seu desempenho profissional”.

Em 2004, juntamente com o seu irmão mais novo, criou a Die Apfel: uma empresa de consultoria e formação, sedeada em Braga.

Desde 2010 é membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, tendo obtido a especialização em Psicologia Clínica e Sexologia.

Trabalhou em algumas Unidades de Saúde, tendo posteriormente realizado uma formação que sempre foi a sua maior paixão: maquilhagem. Nessa altura foi para Barcelona, onde realizou o  Curso Superior de “Maquillaje de Cine, TV y Moda con Caracterización y Prótesis”.

A aposta nesta nova área de formação permitiu dar vida a um sonho antigo: ajudar as mulheres com doença oncológica a melhorar a sua autoestima, através da melhoria da sua imagem. 

A Die Apfel celebrou, este ano de 2021, o 10º aniversário do Projeto Oficina de Estética, uma Iniciativa que nasceu no âmbito dos Cursos de Aprendizagem de Esteticismo e Cosmetologia, promovidos pela Die Apfel, com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Ao desenvolver aquele Curso impôs-se a necessidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em contexto de sala de formação e, também, de compreender a importância da Estética e da Cosmética, à luz de uma abordagem holística.

Nesta perspetiva abriu-se o Curso à comunidade, tendo-se desenvolvido atividades em diferentes instituições, nomeadamente no Hospital de Braga (Serviços: Oncologia, Ortopedia, Psiquiatria, Neurologia e Medicina Interna). A título de exemplo, no ano de 2014, já tinham realizado 3678 atendimentos, naqueles serviços.

Depois de concluídos os Cursos de Aprendizagem de Esteticismo e Cosmetologia, a Die Apfel entendeu que, numa ótica de responsabilidade social, deveria continuar este Projeto. Neste sentido, propôs à Administração do Hospital de Braga a implementação do Projeto, especificamente junto das Utentes acompanhadas pelo Serviço de Oncologia. A Die Apfel transmitiu que a continuação do Projeto teria um impacto positivo na promoção da autoestima das Utentes, com repercussões favoráveis ao nível da sua autoconfiança e do seu bem-estar integral.

O Hospital de Braga aceitou o desafio proposto, sendo que o Projeto atingiu, muito rapidamente, elevada notoriedade, inclusivamente ao nível da comunicação social nacional.  Dada a ampla dimensão da Iniciativa, a Die Apfel convidou a Perfumes & Companhia a associar-se à mesma.

No decurso deste projeto viveu momentos emocionalmente indiscritíveis que, como tal, fortaleceram-na como Pessoa e permitiram-lhe contribuir para um Mundo um pouco melhor!

QUEM É O ACTOR BRACARENSE ALMENO GONÇALVES?

O actor encontra-se neste momento em filmagens na nossa região para a série da RTP “Vento Norte”

Almeno Gonçalves (Braga, 17 de Outubro de 1959) é um ator e encenador português.

Natural de Braga, estudou no Liceu Sá de Miranda, foi fundador de três grupos de teatro em Braga, entre eles o grupo de Teatro Universitário do Minho.

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Estreou-se como actor no Teatro da Comuna, onde foi dirigido por João Mota em espectáculos como Má Sorte Ter Sido Puta, de John Ford, ou Um Eléctrico Chamado Desejo, de Tennessee Williams. Passou pelo Teatro Experimental de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II e pelo Teatro Aberto. Trabalhou com Luís Miguel Cintra, Christine Laurent e Luís Assis, no Teatro da Cornucópia, onde interpretou peças de Beaumarchais, Francisco de Holanda e William Shakespeare. Como encenador dirigiu espectáculos de Frank Wedekind e Camilo Castelo Branco.

Actor regular na televisão, tem participado em séries e novelas vistas do grande público, como Os Malucos do Riso. No cinema participou nos filmes Zona J e Um Tiro No Escuro, de Leonel Vieira, Debaixo da Cama, de Bruno Niel, e Uroboro, de Luís Gomes.

Fonte: Wikipédia

RETRATOS OPORTUNOS (1): PORFÍRIO SILVA

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  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

A cultura e o sentimento de serviço público como divisa

Nasceu em Mazarefes, em 1956. Pouco tempo decorrido, em 1960, ei-lo de partida para a então colónia de Angola, onde permaneceu ao longo de 12 anos. Por isso, costuma dizer que “conheceu bem de perto a Angola das múltiplas etnias, costumes e tradições; a Angola dos milicianos a caírem no mato e dos quadros em sossego nas cidades; a Angola minada pelas intrigas e interesses ocultos de países hipocritamente amigos, inclusive através de missionários das terras do Tio Sam”.

De novo na sua terra, concluído o Curso Industrial, em janeiro de 1974, vai parar aos ENVC, onde inicia a sua carreira profissional de metalúrgico. É nos Estaleiros Navais que, durante 21 anos, desenvolve a sua primeira atividade, ascendendo à categoria de Técnico Fabril, depois de correr os diversos patamares constantes de uma carreira profissional exigente. Com este enquadramento, depois de muitas e variadas formações, estavam-lhe criadas as condições para, com o tempo, desempenhar mais exigentes funções, mas este não era o mundo em que mais desejava morar. O seu mundo era o da cultura, dos livros, da escrita, do jornalismo e da interação com aqueles que manifestam o mesmo sentimento.

Dando satisfação ao que mais desejava, Porfírio Silva, por rescisão amigável do contrato de trabalho, deixa os ENVC em 1995, para se dedicar exclusivamente à atividade literária e jornalística, principalmente na direção do jornal “Foz do Lima”, por si fundado em agosto de 1991. Para trás tinham ficado o seu empenho como membro da Comissão de Informação do jornal, e mais tarde revista, “Roda do Leme”, órgão informativo dos trabalhadores dos ENVC e os cursos de Iniciação ao Jornalismo e de Repórter e Técnicas Jornalísticas, assim como a sua colaboração com o extinto semanário portuense “Norte Popular” e do “Jornal dos Poetas & Trovadores”, este de Lisboa. Depois, passou a uma colaboração intensa com outras publicações, com destaque para: “A Aurora do Lima”, “Praça da República”, “O Vianense”, “Falcão do Minho”, “Cardeal Saraiva”, “Notícias da Barca”, “Amanhecer das Neves”, “Viana Social & Cultural” e “Minho Gal’Arte”. Foi, ainda, durante vários anos, realizador/apresentador de diversos programas radiofónicos de índole cultural nas Rádios “Alto Minho” e “Geice”, ambas sedeadas em Viana do Castelo.

Em outubro de 1995, por concurso, entra na Câmara Municipal de Viana do Castelo preenchendo uma vaga de “Auxiliar Administrativo”, sendo transferido, em 1996, para a Divisão da Biblioteca Municipal, onde se mantém e desempenha as funções de Técnico Superior. Aqui desenvolve atividades no âmbito de ações culturais, investigação e documentação, onde tem aprofundado o seu conhecimento nestas matérias, que tão úteis são na orientação de quem nelas faz pesquisa. Entretanto, não descuidou a sua formação académica, daí a conclusão da sua licenciatura em Filosofia e uma Pós-graduação em Filosofia Moderna e Contemporânea, pela Universidade do Minho. 

Convicto da obrigação que todos os cidadãos devem ter para com a sociedade no pós trabalho regular, nunca descuidou esse dever. Entre 1999 e 2005 foi presidente da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho, onde durante os três mandatos promoveu vários ciclos de conferências e quatro encontros de jornalistas e escritores do Alto Minho: Viana do Castelo (2000), Ponte de Lima (2001), Vila Nova de Cerveira (2002) e Viana do Castelo (2003). Promoveu, igualmente, o I Congresso Literário do Alto Minho, em Ponte de Lima (2004), tendo participado, ainda, com uma incisiva intervenção no 3.º Encontro de Jornalistas do Norte de Portugal e da Galiza, que teve lugar no Auditório do Hotel Viana Sol, Viana do Castelo, entre os dias 27 a 29 de outubro de 2000, organizado pelo Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Isto, sem que se olvide uma atividade sentida e bem participada nos órgãos autárquicos da sua freguesia, ao longo de vários anos.

Tem participado e, circunstancialmente, intervindo com comunicações em vários colóquios, simpósios, conferências e congressos, sendo que alguns deles internacionais, tendo pertencido, também, à Comissão de Honra do Colóquio Internacional «Gramática e Humanismo», em homenagem ao Professor Doutor Amadeu Torres (1924-2012), promovido e organizado pelo Centro de Estudos Humanísticos da Faculdade de Filosofia do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, entre os dias 20 e 22 de Abril de 2005.

Do seu elenco bibliográfico constam mais de um milhar de artigos, vários prefácios e posfácios e as seguintes obras publicadas: 1983, Ensaio Literário, poesia. 1986, Desnublar, poesia. 1989, Horizonte, poesia. 1992, Padre Manuel Francisco de Miranda: um monárquico no seu tempo, prosa biográfica. 1995, À Sombra dos Passos, poesia. 1997, Excelsior, poesia. 1997, Existências (Viagens do Subconsciente), prosa. 1998, S. C. Vianense: 100 Anos de História em datas (1898-1998), coautoria com Rui A. Faria Viana e António Maranhão Peixoto. 1999, Chamaram-me Muxicongo (Memórias de um ex-metalúrgico), prosa. 2001, Pambahamgumbo (Folhas Soltas), prosa e poesia. 2003, Ermida, romance. 2012, Agramonte: ou o mundo astral dos profetas, romance. 2015, Baliza Trágica de Um Naufrágio, romance. 2018, A Resignação, romance, coautoria com Luís Miguel Rocha e Rui Sequeira. Referência, ainda, para as seguintes participações: 1987, Antologia de Poetas do Alto Minho. 1992, La vie culturale et littéraire à Viana do Castelo (1960-1990). 1999, 34 poemas de Amor. 2007, Quadrar (apontamentos do quotidiano).

Uma vida intensa, um percurso feliz, porque disponível para ser útil e servir, guiado por uma educação de causas. Nem sempre bem compreendido, mas de bem com a sua forma de estar, porque se realiza, e sente a utilidade do percurso feito. É assim Porfírio Silva.

QUEM É ARTUR COIMBRA – UM HISTORIADOR A QUEM FAFE DEVE OS MAIORES CONTRIBUTOS NA INVESTIGAÇÃO DA SUA HISTÓRIA?

Artur Coimbra é uma personalidade por demais conhecida e respeitada em Fafe para que ousemos colocar a questão a saber de quem realmente se trata. Mas, perdoem-nos os leitores pois não resistimos de com humildade apresentálo através do BLOGUE DO MINHO. Faltam-nos as palavras para irmos além da sua própria biografia.

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Artur Ferreira Coimbra nasceu em 10 de Maio de 1956, no lugar da Borralha, freguesia de Salto (Montalegre), filho de pai fafense que foi trabalhar para as minas, nos anos de 1950 e de mãe natural daquele lugar, que também aí laborava.

Com apenas dois anos de idade, a família rumou à freguesia de Serafão, no município de Fafe, onde fez a escola primária. Cursou depois a Telescola, em Garfe (Póvoa de Lanhoso), seguindo-se o Colégio Municipal de Fafe e o então Liceu Sá de Miranda, em Braga, onde concluiu o ensino secundário.

Em 1980, instalou-se em Fafe, onde integrou o executivo da Câmara Municipal de Fafe, em regime de permanência, com acção na área da cultura, no mandato 1980-1982, numa altura em que frequentava a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cuja licenciatura em História concluiu em 1982.

Mais tarde, concluiria o Curso de Especialização em Assuntos Culturais no Âmbito das Autarquias, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1995) e o Mestrado em História das Instituições e Cultura Moderna e Contemporânea na Universidade do Minho (2000), com a dissertação sobre o tema Paiva Couceiro e a Contra-Revolução Monárquica (1910-1919), que publicou em 2000, na editora fafense Labirinto.

A partir de 1983, ingressou na carreira de Técnico Superior no Município de Fafe. Dois anos depois, seria nomeado chefe de Divisão da Cultura e Desporto da autarquia. Mantém cargos dirigentes até hoje (actualmente é Chefe de Divisão da Cultura e Turismo), com acção funcional da informação à política cultural, programação cultural nos espaços municipais, gestão das bibliotecas e arquivos, gestão da Casa Municipal de Cultura (fundada em 1984), coordenação das publicações, organização de eventos históricos e literários, entre muitas outras. Em 2016, foi nomeado director dos Museus Municipais de Fafe.

Fundou (1981, enquanto vereador) e coordenou durante mais de três décadas o Boletim Municipal de Fafe. É o responsável-coordenador desde o início da revista cultural Dom Fafes, fundada em 1994 e da qual foram publicados até agora 22 números.

Foi um dos fundadores, em 1990, e é presidente até à actualidade do Núcleo de Artes e Letras de Fafe e coordenador de todas as suas actividades, eventos e publicações.

Começou a escrever bem cedo e publicou o seu primeiro livro de poesia, O Prisma do Poeta, em 1978, quando tinha apenas 22 anos.

A partir daí editou mais meia dúzia de obras na área da poesia, a última das quais Palavras à procura de voz (2018).

Dada a sua formação académica e por paixão, dedicou-se à investigação no âmbito da História Local, tendo publicado até agora mais de duas dezenas de livros, maioritariamente sobre a história e a memória de Fafe e das suas gentes, valores e instituições, freguesias e património, entre as quais várias biografias, e as obras Dicionário dos Fafenses; Desafectos ao Estado NovoEpisódios da Resistência ao Fascismo em Fafe (com 3 edições); Fafe – Apontamentos de História Local; O Associativismo em Fafe; António Marques Mendes – Íntimo e Universal; Fafe – 30 Anos de Poder Local (1976-2006) – Alguns Aspectos; Associação Desportiva de Fafe – 50 Anos de História; Teatro-Cinema de Fafe – Memória para o Futuro; Escola Industrial e Comercial de Fafe – Memória e Testemunhos e Fafe, Meu Amor. Textos e imagens sobre o concelho.

É autor da monumental e mais actualizada monografia sobre o concelho, com o título Fafe – a Terra e a Memória (2ª edição, 2016), obra inteiramente a cores e com mais de 600 páginas.

Em 2019, foi o vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira, para o género "Estudos Histórico-sociais de Âmbito Local ou Regional", promovido pelo município de Fafe, com a sua obra Bombeiros Voluntários de Fafe – Uma História de Heroísmo desde 1890, publicada em 2017.

Contam-se pelas dezenas os prefácios, posfácios e colaborações em obras colectivas das áreas da poesia, conto e historiografia.

Apaixonado pelo jornalismo, foi correspondente durante décadas de jornais nacionais (Jornal de Notícias e Diário de Notícias), das agências nacionais de notícias (ANOP e depois a Lusa) e colaborador da imprensa local e regional (jornais de Guimarães, Felgueiras, Cabeceiras e Póvoa de Lanhoso, entre outros).

É colaborador do diário Correio do Minho (Braga), há mais de 45 anos e é Director Adjunto e colaborador há anos do jornal Povo de Fafe.

Recebeu diversos prémios jornalísticos pelo seu trabalho literário e foi galardoado com as mais altas condecorações do Município de Fafe (Medalha de Ouro de Mérito Concelhio) e da Junta de Freguesia de Fafe (Medalha de Ouro), ambas em 2003.

Foi fundador de diversas associações e integra os órgãos sociais de instituições locais: além do Núcleo de Artes e Letras de Fafe (presidente da Direcção), da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe (vice-Presidente da Direcção), Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe (vice-Presidente da Direcção), Academia de Música José Atalaya e Academia de Letras de Trás-os-Montes (presidente do Conselho Fiscal, em ambos os casos).

QUEM É CECÍLIA PEREIRA – UMA COURENSE QUE É UM DOS ADMINISTRADORES DO GRUPO NO FACEBOOK “PAREDES DE COURA: TERRA AMADA”?

“Paredes de Coura é onde me sinto bem, amada e realizada. Já percorri imensas terras, mas só em Coura é que sou completamente feliz!” – Cecília Pereira

A questão a saber quem é a courense Cecília Pereira afigura-se tão desnecessária como incompreensível porquanto dispensa apresentações. Apesar disso, o BLOGUE DO MINHO entendeu que é justo dar a conhecer a sua intervenção cívica, nomeadamente no âmbito da nossa região.

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Cecília Maria Cerqueira Pereira nasceu em Paredes de Coura em 1970 e é filha de Maria do Carmo Cerqueira e de António Pereira Júnior.

Desde criança participou ativamente nos movimentos culturais e de solidariedade que foram decorrendo no seu concelho. Colaborou também desde essa altura com a Associação Cultural de Paredes de Coura, laço que se mantém até à atualidade.

Em 1989, devido à falta de docentes, começou a lecionar Ciências na Escola Preparatória de Paredes de Coura, e como sentiu que era essa a profissão que a iria realizar, tirou o curso de professora de Matemática e Ciências da Natureza, e desde 1995 é a profissão que exerce.

Em 2003 casou com Pedro Sousa do qual tem uma filha, Maria Eduarda.

Desde esse ano de 2003 é professora do quadro do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura e, nesse âmbito, também tem desenvolvido e coordenado múltiplas atividades ambientais e culturais com os seus alunos.

O amor à Terra fê-la divulgar sempre quer as paisagens, quer as pessoas, quer os eventos que decorriam em Coura, e foi nestas circunstâncias que foi convidada em 2013 pelo seu amigo Flávio Rodrigues a ser coadministradora do grupo “Paredes de Coura Terra Amada” em https://www.facebook.com/groups/Paredesdecoura

Este grupo de courenses e amantes de Paredes de Coura detêm mais de 16 mil membros, sendo assim o maior deste género no concelho.

Neste grupo, atualizado diariamente, são partilhadas notícias, documentos históricos, rostos courenses atuais e do passado, eventos, ações de solidariedade, fotos de paisagens rurais e urbanas, e tudo o que esteja ligado quer ao concelho e a quem lá vive, quer aos courenses na diáspora.

“Paredes de Coura é onde me sinto bem, amada e realizada. Já percorri imensa terras, mas só em Coura é que sou completamente feliz!”

ANTÓNIO FEIJÓ: O POETA LIMIANO QUE MORREU DE AMOR

António Feijó casa com D. Maria Luísa Mercedes Joana Lewin, em 1900, durante a sua estadia no Norte da Europa - Suécia e Dinamarca - onde desempenhou funções diplomáticas.

Mercedes de Castro Feijó morre prematuramente aos 37 anos, depois de um prolongado e doloroso sofrimento. Nessa altura, António Feijó emoldura o gancho que Mercedes trazia no cabelo na véspera da sua morte com a seguinte legenda: "Épingle des cheveux de ma femme, qu'elle portait la veille de sa mort."

Dois anos mais tarde, em 1917, morre António Feijó que não resistiu à profunda dor causada pela morte da sua amada.

«Morte que, sem piedade, uma a uma arrebata,

Como um tufão que passa, as nossas afeições,

E deixando-nos sós lentamente nos mata

Abrindo-lhes a cova em nossos corações.» (Hymno à morte, António Feijó)

Em 1927, os restos mortais de ambos são transportados para Ponte de Lima e sepultados lado-a-lado no cemitério da vila com a seguinte inscrição "O amor os juntou e nem a morte os separou".

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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QUEM É D. JORGE ORTIGA – ARCEBISPO PRIMAZ DE BRAGA – MINHOTO NATURAL DE FAMALICÃO?

"Que eu seja digno da herança que recebo das figuras gloriosas que presidiram a esta nobre Arquidiocese de Braga".

  1. Jorge Ortiga nasceu a 5 de Março de 1944, na freguesia de Brufe, concelho de Vila Nova de Famalicão, filho de José Joaquim da Costa Ortiga e de Lucinda da Costa Ferreira. Com 11 anos, em Outubro de 1955, entrou no Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Cinco anos depois, transitou para o Seminário de S. Tiago. Em 1963 ingressou no Seminário Conciliar, em Braga, onde veio a concluir o curso Teológico-Filosófico (1967).

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Foi ordenado presbítero no dia 9 de Julho de 1967, na igreja de Lousado (V. N. de Famalicão). No dia 16 celebrou Missa-Nova em Brufe, tendo sido esta a primeira eucaristia concelebrada na Arquidiocese de Braga, após a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II.

Em 1967 foi nomeado coadjutor da paróquia de S. Victor, Braga, por D. Francisco Maria da Silva. Um ano depois, em Setembro, começou a frequentar o Curso de História Eclesiástica na Faculdade de História da Universidade Gregoriana, em Roma, concluindo a licenciatura a 10 de Outubro de 1970.

Frequentou, entre Outubro de 1970 e Maio de 1971, um curso de espiritualidade sacerdotal, em Grottaferrata, Roma, orientado pelo Instituto Mystici Corporis.

A 3 de Janeiro de 1988, foi ordenado bispo pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, na Cripta do Sameiro, escolhendo como lema episcopal a passagem do cap. 17 do Evangelho de S. João: “Ut unum sint” (Que todos sejam um).

A 5 de Junho de 1999, com 55 anos, foi tornada pública a sua nomeação para Arcebispo de Braga. Poucos dias depois, recebe o "Palium" de Metropolita das mãos do Papa João Paulo II, a 29 de Junho no Vaticano, tomando posse como Arcebispo a 18 de Julho na Sé Catedral de Braga.

Percurso antes do Episcopado

Entre Junho de 1971 e Setembro de 1973, trabalhou na Secretaria Arquiepiscopal. Colaborou ainda na Igreja dos Terceiros e foi professor de Introdução aos Estudos Históricos, História das Religiões e História da Igreja no Seminário Conciliar de Braga.

Foi nomeado Reitor da Igreja dos Congregados e Capelão da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana, por D. Francisco Maria da Silva, em Outubro de 1973. Foi responsável pelo Secretariado Arquidiocesano das Vocações e fez parte do Conselho Presbiteral, inicialmente como representante dos sacerdotes novos e, mais tarde, como Vigário Episcopal, participando do Conselho Permanente. Orientou, também, diversos retiros destinados a sacerdotes.

A 24 de Novembro de 1981 foi nomeado Vigário Episcopal para o Clero, cargo para o qual foi reconfirmado a 1 de Outubro de 1985. Posteriormente, a 6 de Março de 1985, foi nomeado para integrar o Cabido Metropolitano e Primacial de Braga.

Actividades como Arcebispo e Bispo Auxiliar

  • Bispo titular de Nova Bárbara e auxiliar de Braga (1987-1999);
  • Presidente do Secretariado Geral do 40º Sínodo Diocesano Bracarense;
  • Coordenador do Secretariado Diocesano de Pastoral;
  • Presidente do Instituto de História e Arte Cristã (IHAC);
  • Presidente do Conselho de Administração do Instituto Diocesano de Apoio ao Clero (IDAC);
  • Arcebispo de Braga (desde 18 de Julho de 1999);
  • Membro do Senado Académico da Universidade do Minho;
  • Membro do Conselho Superior da Universidade Católica;
  • Presidente da Assembleia Geral da Associação “Dar as Mãos”;
  • A 21 de Maio de 2009, foi eleito Doutor “Honoris Causa” em Ciências Sociais pela Universidade Lusíada de Famalicão/Fundação Minerva;
  • Na Conferência Episcopal Portuguesa, presidiu à Comissão Episcopal da Doutrina da Fé e à Comissão Episcopal da Educação Cristã;
  • Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, a 4 de Abril de 2005, sucedendo a D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, tendo sido novamente eleito para um segundo mandato que compreendia o triénio 2008-2011;
  • A 18 de Fevereiro de 2011, recebeu, das mãos do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo;
  • Vogal da Comissão Permanente da Conferência Episcopal nos triénios 2011/2014 e 2014/2017;
  • Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana nos triénios 2011/2014 e 2014/2017;
  • Delegado da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) na COMECE (Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia).

Enquanto Arcebispo teve como Bispos Auxiliares

  • Jacinto Botelho (Bispo Emérito de Lamego);
  • Antonino Dias (Bispo de Portalegre-Castelo Branco);
  • António Marto (Bispo de Leiria-Fátima);
  • António Santos (Bispo de Aveiro);
  • António Couto (Bispo de Lamego);
  • Manuel Linda (Bispo do Porto);
  • António Moiteiro (Bispo de Aveiro);
  • Francisco Senra Coelho (Arcebispo de Évora)
  • Actualmente, D. Nuno Almeida.

Fonte: https://www.diocese-braga.pt/

Foto: Agencia Ecclesia

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QUEM FOI O ESCRITOR E DIPLOMATA BRASILEIRO DÁRIO CASTRO ALVES?

A imagem regista a presença, do embaixador Dário Castro Alves na Casa do Concelho de Ponte de Lima, em 1995, por ocasião de uma conferência proferida pelo Comendador Adelino Tito de Morais sob o tema “Limianos: Nobres e Titulares no Brasil”. Na foto, com Direito Matos (Presidente da Direcção da CCPL) e Carlos Gomes (actual administrador do Blogue do Minho).

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Dário Moreira de Castro Alves (Fortaleza, 14 de dezembro de 1927 - Fortaleza, 6 de junho de 2010) foi um escritor, diplomata e embaixador brasileiro.

Filho de Pascoal de Castro Alves e de Maria de Lurdes Moreira de Castro Alves. Frequentou o curso de preparação à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco (IRBr) a partir de 1949, sendo nomeado cônsul de terceira classe em outubro de 1951. Nesse período, em 1950, formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1950. Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores (SERE), então funcionando no palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, exerceu as funções de auxiliar do secretário-geral (1952 a 1953) do embaixador Vasco Leitão da Cunha e oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Raul Fernandes (1954).

Promovido a segundo-secretário em janeiro de 1954, foi auxiliar do chefe do Departamento Econômico e Consular de 1954 a 1955. Nesse último ano foi removido para a Argentina, onde serviu como segundo-secretário na embaixada em Buenos Aires até 1958, quando foi transferido para a missão junto à Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque. Nesse período participou da Comissão da ONU para Estudos da Utilização Pacífica do Espaço Cósmico (Nova Iorque, 1959), da conferência para constituir o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (Washington, 1959) e da reunião da Comissão Especial do Conselho da Organização dos Estados Americanos (OEA), Comitê dos 21 (Bogotá, 1960). Voltou dos Estados Unidos em 1960 para exercer as funções de oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Affonso Arinos de Mello Franco, até 1961. Promovido, nesse ano, a primeiro-secretário, foi nomeado assessor de imprensa do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

De 1962 a 1964 serviu na embaixada do Brasil em Moscou, na União Soviética. De volta à SERE, foi subchefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Vasco Leitão da Cunha até 1965. Nomeado nesse ano cônsul do Brasil em Roma (Itália), lá permaneceu até 1967, ano em que foi promovido a conselheiro. De volta à SERE, foi, sucessivamente, chefe da Divisão de Comunicações e Arquivo, chefe substituto do Departamento de Administração e chefe da Divisão de Pessoal, sendo promovido a ministro de segunda classe em novembro de 1968. Chefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Mário Gibson Barbosa, de 1969 a 1974, em seguida chefiou o Departamento Geral da Administração (1974-1978). Nessa função, foi secretário-geral da IX Conferência dos Países da Bacia do Prata (Rio de Janeiro, 1976). Secretário-geral do MRE (1978) na gestão do embaixador Antônio Azeredo da Silveira, ocupou interinamente a pasta das Relações Exteriores.

Nomeado embaixador do Brasil em Portugal em 1979, substituindo Carlos Alberto Fontoura, serviu em Lisboa até 1983. Nesse ano deixou a capital portuguesa, sendo sucedido por Azeredo da Silveira, enviado a Washington como embaixador do Brasil junto à OEA. Nessa função, presidiu o Conselho Permanente da OEA (1984) e chefiou a missão especial do governo brasileiro aos dez países anglofônicos das Caraíbas, membros da OEA (1988). Voltou a Portugal em 1990 como cônsul-geral do Brasil com categoria de embaixador na cidade do Porto, onde trabalhou até sua aposentadoria naquele mesmo ano. Ainda em 1990, fixou residência em Lisboa, onde trabalhou como consultor para firma Noronha Advogados.

Foi reconhecido como inventor pelo Departamento de Patentes dos EUA (Washington, 1987) pela criação de uma embalagem de medicamentos à prova de violação. A partir de 1989 pronunciou numerosas conferências sobre literatura, diplomacia, gastronomia e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (nos EUA, no Brasil, em Portugal e na Rússia) e tornou-se colaborador de diversos órgãos de imprensa de Portugal e da Espanha. Viúvo da escritora Dinah Silveira de Queiroz, casou-se com Rina Bonadies de Castro Alves. Faleceu em Fortaleza de insuficiência cardíaca.

Fonte: Wikipédia

VILA NOVA DE CERVEIRA: QUEM FOI O NELSON – O “VILARINHO DE COVAS” – PORVENTURA O MAIOR TOCADOR DE CONCERTINA DO ALTO MINHO?

Nelson Pereira – ou “Nelson de Vilarinho” – foi talvez o maior tocador de concertina do Alto Minho. Tal como muitos minhotos, nasceu no Brasil, mas cedo foi viver para a Freguesia de Covas, no concelho de Vila Nova de Cerveira, precisamente para o lugar chamado de Vilarinho, e que lhe deu a alcunha de ‘Vilarinho de Covas’. E, daí, a sua concertina levou-o a todas as partes do mundo. Viria a falecer em 2013 com 91 anos de idade. Prova da estima que as nossas gentes por ele sentiam, quando um dia foi vítima de um acidente que o afectaram as pernas, as gentes de Covas e de todas as localidades em redor até concelhos distantes se juntaram para lhe comprarem um veículo que lhe permitisse deslocar-se e, dessa forma, manter as amizades com o povo que tanto o amava. A seu respeito, não resistimos a transcrever o artigo de Manuel D. Loureiro que melhor conheceu o seu percurso de vida.

“O Nelson cresceu a ouvir a concertina do tio benigno de gondarém, e outros tocadores. Um dia, e já tocador de harmónio, foi corrido de um baile por só saber tocar o RASPA, e por isso resolveu ir para Lisboa, jurando, só voltar a Covas, quando já soubesse tocar a concertina.

O Nelson, em Lisboa foi arvoeiro e no Alentejo foi vendedor de refrigerantes, onde era conhecido pelo cana verde. Quando chegou aos vinte anos regressou a Covas com uma concertina comprada na feira da Malveira e a tocar como um grande artista.

O Nelson nunca teve existência lega, nunca foi à tropa e passou a correr todas as feiras e romarias, desde Cerveira a Ponte de Lima, de Caminha a Paredes de Coura e arredores. Tocava, cantava, dançava e espalhava alegrias. Desde a Srª da Cabeça a S. Bento de Seixas, da Peneda a S. João d'Arga. Sempre solteirinho e bom rapaz, o Nelson acabou casado, mas já na casa dos cinquenta.

Em 1959, graças ao seu grande amigo, o Doutor Pedro Homem de Melo, o “Vilarinho” vai pela 1.ª vez à televisão. Daí grava o seu 1.º disco com as seguintes músicas: Rosinha de Covas, Fandango, Regadinho de Covas, Gota de Covas e o Ribeirinho. O Nelson, de Covas (concelho de Vila Nova de Cerveira).

De harmónio à banda, a melena sobre a testa, misto de gladiador e de poeta, fazendo, sozinho, a festa e deitando os foguetes, cantando e bailando, onde quer que haja um adro ou uma eira, e pronto, sempre, a embandeirar ,em arco, a serra, a beira rio ou a praia, com a chama da sua presença, ele encarna “o rapaz com o cravo na boca” da lenda portuguesa, que todos e a ninguém dá a flor que leva, ou melhor, que esfolha, à mercê da brisa, deixando, ao passar, um rasto de aroma silvestre...”.

O Nelson tudo venceu e hoje é uma figura lendária no Alto Minho, que muitos não o vão esquecer.”

Texto: Manuel D. Loureiro

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QUEM FOI O VALENCIANO JOSÉ ALFREDO DE MAGALHÃES?

José Alfredo Mendes de Magalhães (Valença do Minho, São Salvador de Gandra, 20 de Abril de 1870 — Porto, 17 de Outubro de 1957), mais conhecido por Alfredo de Magalhães, foi médico, professor de Medicina, publicista e político republicano com actividade no período da Primeira República Portuguesa e do Estado Novo. Entre outras funções foi reitor da Universidade do Porto, procurador à Câmara Corporativa, Ministro da Instrução Pública,  governador-geral de Moçambique e presidente da Câmara Municipal do Porto. Foi membro da Maçonaria, com iniciação feita na loja Fernandes Tomás, da Figueira da Foz.

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Nasceu em São Salvador de Gandra, Valença do Minho, filho de Francisco de Paula Mendes de Magalhães e de Felizarda da Conceição Dias da Silva Magalhães. Entre 1876 e 1879 frequentou o ensino primário na escola oficial da freguesia de Arão. Em 1879 fez a preparação para admissão ao liceu na aula particular de Manuel Durães, em Vilar de Lamas (Arão), tendo nesse ano feito o exame de admissão no Liceu de Viana do Castelo, cuja frequência inicia.

Após o falecimento de sua mãe (que ocorreu a 29 de abril de 1884) frequentou, de 1885 a 1888, como aluno interno, o Colégio do Espírito Santo de Braga (1872-1910), um estabelecimento com internato e externato, fundado em 1872 por missionários franceses da Congregação do Espírito Santo. Nesse ano transferiu-se para o Porto, cidade onde em 1889 terminou o ensino secundário no Liceu Nacional do Porto.

No ano de 1889 ingressa no curso preparatório da Academia Politécnica do Porto tendo em vista preparar a sua admissão à Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Nesse ano inicia-se nas lides literárias fundando, com Dinis Neves, um periódico intitulado Revista Académica. Ainda nesse ano integrou a Comissão Académica Patriótica, então dirigida pelo estudante de Medicina Francisco de Paula Reis Santos, criada em reacção ao ultimato britânico de 1890. No contexto da corrente antimonárquica que esses acontecimentos desencadearma, aderiu ao Partido Republicano Português.

Em 1890 matriculou-se no curso de Medicina da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, curso que terminou em 1896 com a defesa da tese Os milagres de Lourdes como terapêutica psicológica, sendo aprovado plenamente com louvor a 28 de Julho daquele ano.

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Enquanto estudante de Medicina no Porto colaborou em O Debate, o jornal da academia do Porto, que viria a dirigir em 1893, e no periódico Dyabo. Em 8 de Março de 1895 presidiu à representação dos estudantes do Porto que se integrou na homenagem nacional a João de Deus que, naquele dia, se realizou em Lisboa.

Terminado o curso, em 1897 foi colocado como facultativo municipal do concelho de Grândola, cargo que acumulava com o de médico privativo da Santa Casa da Misericórdia daquela vila. Permaneceu em Grândola cerca de dois anos, travando neste período conhecimento com Jacinto Nunes, dirigente do Partido Republicano Português, o que ajudou a cimentar a relação de Alfredo Magalhães com o campo republicano que se iniciara enquanto estudante no Porto.

No ano de 1899 parte para França, onde permanece até 1901, período durante o qual frequenta na Universidade de Paris um curso de especialização em Dermatologia e Sifiligrafia, ao mesmo tempo que exerce clínica no Hospital de Saint-Louis (Hôpital Saint-Louis) e no Hospital Broca (Hôpital Broca, na rue Pascal).

Terminada a especializaçção, em 1901 regressou ao Porto, iniciando a sua actividade clínica naquela cidade. Nesse msmo ano fez-se sócio correspondente do Instituto de Coimbra ao mesmo tempo que se preparava para o concurso a professor da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, o qual decorreu em 1902. Concorreu com um trabalho intitulado Problemas da Vida – Ensaio da Biologia Geral, obra que publicaria no ano imediato.

Na sequência desse concurso, foi contratado como omo professor substituto da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, onde lecionava as disciplinas de Histologia, Matéria Médica e Terapêutica Geral, cargo que acumulava com o exercício da medicina provada e com aulas no Instituto Superior do Comércio Portuense. Manteria esta actividade até 1911, ano em que foi nomeado professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em resultado da integração da Escola Médico-Cirúrgica na recém-fundada Universidade do Porto.

Durante esse período manteve intensa actividade como publicista, a que aliou militância no campo republicano. Editou e dirigiu o periódico intitulado O Debate (1903-1904) e lançou, em colaboração com o Professor António Joaquim de Sousa Júnior, a revista mensal Porto Médico (1904). No campo cívico, foi secretário interino da Escola Médico-Cirúrgica do Porto (1903), secretário-geral do 4.º congresso da Liga Nacional contra a Tuberculose, que se realizou no Teatro Águia d'Ouro, do Porto, a 9 de Abril de 1907 e sócio-fundador da Liga de Educação Nacional (1908).

Interessado pelas questões sociais, fundou, com os médicos Eduardo Santos Silva, Antunes Lemos, Júlio Vitória e Alberto Gonçalves, o Posto Médico da Batalha, inaugurado em 16 de Abril de 1906. A instituição tinha fins filantrópicos e Alfredo Magalhães apresentou, no congresso da Liga Nacional contra a Tuberculose, realizado no Porto em 1907, uma conferância preliminar intitulada A Tuberculose e a Miséria no Porto.

A sua militância republicana levou a que fosse julgado no Tribunal Colectivo do Porto por delito de opinião em resultado de um discurso que pronunciou em Bragança.

No campo científico, produziu diversos artigos sobre dermatologia, sífilis e outro temas, muitos dos quais publicados no Jornal dos Médicos. Manteve correspondência com Paul Gerson Unna, um pioneiro da dermatologia, em cuja revista (a Dermatologische Zeitschrift) publicou pelo menos um artigo.[6] Também colaborou no periódico A Medicina Contemporânea, fundado por Miguel Bombarda, Sousa Martins e Manuel Bento de Sousa.

Em 30 de Agosto de 1910, nas últimas eleições do regime monárquico português, foi eleito deputado pelo círculo eleitoral de Lisboa. na lista apresentada pelo Partido Republicano Português. A implantação da República Portuguesa, que ocorreu a 5 de Outubro imediato, impediu a tomada de posse.

Com a implantação do regime republicano em Portugal iniciou uma fase de intensa actividade política, com diversas nomeações para cargos díspares e dificilmente compatíveis. Logo a 8 de Outubro de 1910 substitui interinamente Duarte Leite no cargo de director do diário A Pátria, cargo que manteve até finais de Novembro. Entretanto, a 24 de Outubro de 1910 fora nomeado director da Penitenciária de Lisboa e por duas vezes governador civil interino do Distrito de Viana do Castelo (de 5 de Novembro de 1910 a 5 de Janeiro de 1911 e de 23 de Maio de 1911 a 17 de Junho de 1911). A estas nomeações acresce que a 15 de Dezembro de 1910 foi enviado à ilha da Madeira com o cargo de Comissário do Governo Provisório da República no Arquipélago da Madeira tendo como missão coordenar a luta contra a epidemia de cólera que ali grassava. Em resultado da sua acção na Madeira na luta contra a epidemia, a 25 de Fevereiro de 1911 foi proclamado cidadão benemérito da cidade do Funchal.

Com a criação da Universidade do Porto, ocorrida a 22 de Março de 1911 por decreto do Governo Provisório da República, é nomeado professor efectivo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, funções que manteve até falecer.

Nas eleições realizadas a 28 de Maio de 1911 foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte criada pelo novo regime para elaborar uma Constituição republicana para Portugal. Em consequência desta eleição, em Julho de 1911 demitiu-se das funções de director da Penitenciária de Lisboa e participou activamente nos trabalhos que conduziram à eleboração e aprovação da Constituição Portuguesa de 1911. Aprovada a nova Constituição em 18 de Agosto de 1911, com entrado em vigor no dia 21 desse mesmo mês, foram instalados os primeiros órgãos constitucionais do novo regime, ficando Alfredo Magalhães como deputado.

Logo após a tomada de posse do primeiro Senado da República, Alfredo Magalhães foi eleito, por voto unânime dos senadores, para o cargo de governador-geral da Província de Moçambique, razão pela qual renunciou ao cargo de deputado. A sua nomeação como comissário geral daquela província foi anunciada a 18 de Novembro de 1911, substituindo no cargo Azevedo e Silva, nomeado Procurador Geral da República.[9] Em consequência, em Janeiro de 1912 partiu para Moçambique, com passagem pela recém-criada União Sul-Africana, tendo chegado à Cidade do Cabo a 6 de Fevereiro de 1912. Depois de uma paragem em Joanesburgo para contactos diplomáticos, chegou a Lourenço Marques em finais Fevereiro daquele ano.

Na sua acção como governador-geral, fundou no Distrito de Lourenço Marques a circunscrição de Namaacha, promoveu a abertura do Hospital Miguel Bombarda de Lourenço Marques e mandou adaptar a Liceu o edifício do antigo hospital. Foi exonerado do cargo em Março de 1913. Enquanto em Lourenço Marques integrou-se na loja maçónica Cruzeiro do Sul, de Lourenço Marques.

Entretanto entrou em dissidência com a direcção do Partido Republicano Português, sendo expulso daquele partido em Julho de 1913, aquando do seu regresso a Lisboa vindo de Lourenço Marques. Passou então a militar na franja de tendência nacionalista e presidencialista do movimento republicano, afastando-se dos democráticos de Afonso Costa. Nesse contexto dirigiu o periódico O Rebate e participou em diversas tentativas de organizar um partido presidencialista, isto é que rompesse com o parlamentarismo exacerbado que era então apontado como a causa da permanente instabilidade política em que o regime mergulhava.

Nas eleições para o Congresso da República de 13 de Junho de 1915, as primeiras eleições gerais na vigência da Constituição de 1911, conseguiu ser eleito deputado independente pelo círculo eleitoral da Província de Moçambique, tomando assento na Câmara dos Deputados do Congresso da República. Contudo, apesar do seu estatuto de deputado, em 1916 foi preso sob a acusação de ter participado na fracasada revolta de Tomar, encabeçada por Machado Santos. Permaneceu 33 dias preso num navio de guerra surto no Tejo, sendo libertado a 12 de Julho, mas apenas regressando ao Parlamento a 15 de Janeiro de 1917. Manteve-se como deputado em funções até à dissolução do Congresso, ocorrida em 6 de dezembro de 1917 na sequência do golpe de Estado de Sidónio Pais.

Com a vitória do sidonismo, a 11 de Dezembro de 1917 tomou posse do cargo de Ministro da Instrução Pública, cargo que exerceu durante todo o consulado sidonista, embora entre 15 de Maio e 23 de Dezembro de 1918 com o título de Secretário de Estado da Instrução Pública por term os ministérios sido extintos com a reforma presidencialista promovida por Sidónio Pais. Com o assassinato deste, retomou o título de Ministro da Instrução Pública no governo de transição presidido por João Tamagnini Barbosa, mantendo-se em funções até à exoneração deste a 28 de Janeiro de 1919. Neste período exerceu, por três vezes, interinemante e em acumulação com a Instrução Pública, o cargo de Ministro da Marinha e Ultramar.

Com o fim do sidonismo é afastado dos cargos políticos, retirando-se para o Porto onde exerce clínica e mantém as suas funções docentes na Faculdade de Medicina. Com a restruturação do sistema partidário republicano, aderiu à República Nova e foi eleito membro do directório do Partido Nacional Republicano, partido em que militaria até à sua extinção. Nas listas deste partido candidatou-se, sem sucesso, a um lugar de deputado pelo círculo eleitoral de Lisboa nas eleições gerais de 10 de Julho de 1921.

Em 1924 foi nomeado director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, cargo que exerceu até ao final do ano seguinte. Durante esse período organizou as comemorações do centenário da fundação da Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Manteve intensa actividade cívica e filantrópica, sendo sócio de múltiplas instituições portuenses, sendo dirigente de algumas delas.

Mantendo o seu pendor antiparlamentarista, apoiou o Golpe de 28 de Maio de 1926 e a implantação da Ditadura Nacional, sendo a 26 de Junho desse ano nomeado reitor da Universidade do Porto, cargo que exerceu até 1928. Nessas funções coube-lhe inaugurar, a 1 de Dezembro de 1926,[10] o Monumento a Júlio Dinis,[11] um conjunto escultórico que resultou de uma homenagem da Faculdade de Medicina do Porto, que o ofertou à Câmara Municipal da mesma cidade.[12]

Em 1926 foi eleito presidente do Ateneu Comercial do Porto, regressando pouco depois à actividade política ao ser nomeado a 22 de Novembro de 1926 para o cargo de Ministro da Instrução Pública do governo presidido por António Óscar Carmona, funções que manteria até 18 de Abril de 1928. A 5 de Outubro de 1927 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Em 1932 foi um dos fundadores da União Nacional, sendo escolhido para exercer as funções de presidente da Comissão Distrital do Porto daquela organização política. Nesse mesmo ano, a 11 de Abril, foi-lhe atribuída a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

A 8 de Junho de 1933 foi nomeado presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Porto. Com a entrada em vigor da Constituição Portuguesa de 1933, a instauração do Estado Novo e a entrada em funcionamento dos novos órgão políticos, a 23 de Maio de 1934 foi nomeado presidente da Câmara Municipal do Porto, cargo que exerceu até 1936. Nessas funções superintendeu a conclusão da rede de saneamento básico da cidade do Porto, promoveu a criação da Maternidade Júlio Dinis e do Abrigo dos Pequeninos e adquiriu para o património municipal o Palácio de Cristal. Manteve uma polémica pública com Ezequiel de Campos, Director dos Serviços Municipalizados do Gás e Electricidade, o que o levou a publicar em 1937 o livro Em defesa do Porto, defendendo a sua gestão do Município do Porto.

Entre 1935 e 1937 foi procurador à Câmara Corporativa em representação dos municípios. Entre 1937 e 1941 presidiu à assembleia geral da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, instituição de que era sócio honorário. A partir de 1941 passou a presidente honorário daquela associação.

Em 1938 foi responsável pela inauguração da Maternidade Júlio Dinis, no Porto, instituição que funcionava na dependência técnica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

A 10 de Março de 1950 recebeu a medalha de ouro da Câmara Municipal do Porto. Faleceu na cidade do Porto a 17 de Outubro de 1957.

Alfredo Magalhães é lembrado na toponímia da cidade do Porto pela Rua Doutor Alfredo de Magalhães, em Santo Ildefonso, nome atribuído em 1965 pela Câmara Municipal do Porto.

Fonte: Wikipédia / Fotos: Arquivo Municipal do Porto

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QUEM FOI O ARCUENSE FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ (BENTO MORENO)?

Francisco Teixeira de Queiroz, (Arcos de Valdevez, 3 de maio de 1848 - Sintra, 22 de julho de 1919), que usou o pseudónimo literário de Bento Moreno, foi um escritor português. Era filho de José Maria Teixeira de Queiroz e Antónia Maria Joaquina Pereira Machado.

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Francisco Teixeira de Queiroz por Columbano Bordalo Pinheiro

 

Como romancista e contista, foi fiel seguidor da escola naturalista/realista. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa por volta de 1885, deputado na legislatura de 1893 e integrou a Assembleia Nacional Constituinte em 1911 como deputado pelo círculo de Aldeia Galega (actual cidade do Montijo), cargo a que renunciou no mesmo ano, tendo ainda sido ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo presidido por José de Castro, em 1915.

Foi ainda presidente da Academia das Ciências de Lisboa em 1915. Logo no princípio da sua carreira literária, ainda estudante, em obediência a um plano prévio, iniciou duas séries paralelas de contos e romances, a que deu os títulos de Comédia do Campo e Comédia Burguesa, plano que pouco a pouco foi realizando, com uma tenacidade e persistência notáveis. Essa organização, escolhida pelo autor para aquele que é considerado o conjunto mais significativo da sua obra, reflecte uma inspiração no modelo de Balzac, que se evidencia também ao nível do conteúdo, de raiz predominantemente realista/naturalista.

Foi casado com Teresa Narcisa de Oliveira David, tendo seis filhos.

António José Saraiva e Óscar Lopes na História da Literatura Portuguesa comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz.

Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas O Occidente  (1878-1915), Renascença (1878-1879?), Serões (1901-1911) e Arte e Vida (1904-1906).

Em 2019, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez promove um ciclo de conferências, prémios de literários entre outras actividades para homenagear o escritor, incluindo um livro biográfico escrito pelo bisneto, Luís Teixeira de Queiroz Pinto https://www.scribd.com/document/415002911/Familia-Teixeira-de-Queiroz

Fonte: Wikipédia

QUEM É O ESPOSENDENSE ANTÓNIO VASSALO ABREU QUE FOI PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE DA BARCA?

António Vassalo Abreu é uma personalidade incontornável do Alto Minho em geral e do concelho de Ponte da Barca em particular. Entre 2005 e 2017, foi Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca onde deixou uma marca indelével da sua gestão. Mas, a sua intervenção cívica abrange várias áreas e atravessa diversos concelhos da nossa região à qual se encontra ligado.

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Esposendense de nascimento, Vassalo Abreu nasceu em Marinhas em 1950. No campo profissional e foi funcionário da antiga Direcção-Geral de Impostos, Autoridade Tributária; exerceu funções de Inspecção Tributária na DDF de Viana do Castelo onde foi responsável pela implementação do Centro de Recolha de Dados. Entre 1995 e 2005, chefiou entre os Serviços de Finanças de Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Braga2.

Aquando da implementação da reforma fiscal (IRS), exerceu funções no NIR – Núcleo do Imposto sobre o Rendimento. E, desde 1988, foi formador de formadores.

No domínio desportivo, dedicou-se ao futebol tendo sido guarda-redes no Futebol Clube de Marinhas (Esposende), no Esposende Sport Clube e no Sport Club Courense. Mais tarde veio a ser treinador de futebol no Sport Club Courense e no Atlético Clube de Formariz (Paredes de Coura).

Ainda, em Paredes de Coura, foi um dos 5 organizadores do I e II Festivais de Rock de Paredes de Coura, em 1977 e 1978.

Em Ponte da Barca, foi Vice-Presidente e Secretário da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca.

Enquanto autarca, antes de presidir à autarquia barquense, foi membro da Assembleia Municipal de Paredes de Coura entre 1976 e 1982; Vereador da Câmara Municipal de Paredes de Coura entre 1982 e 1985; Membro da Assembleia Municipal de Ponte da Barca entre 1997 e 2001 e finalmente Vereador da Câmara Municipal de Ponte da Barca entre 2001 e 2005.

Actualmente é membro do Conselho Geral da Associação Nacional dos Municípios Portugueses; Membro da Comissão Permanente do Conselho Regional do Norte da CCDR-N; Vice-Presidente da Secção dos Municípios com Barragem da ANMP; Membro da Comissão Nacional do Partido Socialista e Presidente do Conselho de Administração da ADERE (Associação para o Parque Nacional da Peneda-Gerês).

Com tão vasto currículo, aguardamos o que o futuro reserva a tão ilustre quanto irrequieto minhoto que a todos os conterrâneos cativa pela sua natural simpatia.

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António Vassalo Abreu (de pé, à direita) quando treinador da equipa de futebol do Sport Clube Courense

QUEM É SÉRGIO MOREIRA, O FOTÓGRAFO VIANENSE QUE ATRAVÉS DA SUA OBJECTIVA REGISTA A BELEZA E AS TRADIÇÕES DAS GENTES MINHOTAS?

Sérgio Moreira nasceu em 1970 em França, mas reside em Santa Marta de Portuzelo desde a Infância.

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É Funcionário da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Frequentou cursos de formação profissional na área da fotografia e da imagem em diferentes instituições, de entre as quais o Instituto Português de Fotografia no Porto (IPF), ETAP – Viana do Castelo e Academia Olhares - Porto. É membro da Associação Portuguesa dos Profissionais de Imagem.

Participou em exposições nacionais e internacionais: “Sixth Expo ART IAPAJ” Oizumi Bunkamura (Japão, 2014/ Funchal, Portugal 2014); “Granada International At Fair” (Granada, Espanha 2015); “Word Black ¶ White” (Setúbal 2015/ Aveiro 2015); “X Rocnik Veletrhu Fotografie 25 (Praga, 2017); “United Photo Press | 26 Years of UPP Creative Artists” (Munique 2019).

Sérgio Moreira partilha o seu gosto pela fotografia com Sílvia Moreira, sua esposa. Professora e mestre em Estudos da Criança pela Universidade do Minho, Sílvia especializou-se na pós-produção fotográfica, edição e tratamento digital de imagem. Em simbiose, o casal tem abraçado diversos desafios tais como a realização de diversos

cartazes de festas e romarias de entre os quais: Festas de Perre (2013), Romaria de Santa Marta de Portuzelo (2013, 2015, 2016, 2017 e 2018); Festas de S. Pedro e S. Paulo de Serreleis (2016, 2017, 2018 e 2019); Festas da Sra. do Amparo – Cardielos (2019), FolkLoures 2020, bem como da grandiosa Romaria de Nossa Senhora D’Agonia 2015 de Viana do Castelo.

Apreciadores da cultura popular, têm igualmente difundido com as suas imagens a beleza da mulher e do traje e costumes minhotos através da página “Imagens da minha terra” e “Beleza e tradição”.

Apreciam e registam a beleza do mundo e das suas gentes, mas é no retrato que encontram a profundidade e a eloquência dos olhares que os fascinam.

Fotos: Sérgio Moreira & Sílvia Moreira

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QUEM É JOSÉ COSTA LIMA, ANTIGO DIRIGENTE D’OS LIMIANOS E GRANDE DIVULGADOR DO FOLCLORE DE PONTE DE LIMA?

José Costa Lima é actualmente um incansável divulgador das tradiçoes limianas

José Martins da Costa Lima, nasceu em 18 de Janeiro de 1946, na Rua da Abadia, situada em pleno casco histórico de Ponte de Lima.

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Frequentou a Escola Primária da Vila, tendo seguidamente ingressado na Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo, onde concluiu o Curso Comercial.

No período de 1962/1964, exerceu funções, como estagiário, nas Repartições de Finanças de Viana do Castelo e Ponte de Lima.

Em 1966, ingressou na então Caixa de Previdência e Abono de Família do Distrito de Viana do Castelo, tendo, em 1969, sido destacado para exercer funções nos Serviços Externos da dita Instituição, nomeadamente, no apoio e esclarecimento sobre o Abono de Família aos trabalhadores rurais, por altura da primavera Marcelista.

Em 1973, foi incumbido da chefia dos Serviços Administrativos da dependênccia da Segurança Social, em Ponte de Lima, continuando a exercer idênticas funções no Centro de Saúde da Vila e, após 1975, já sob a tutela do Ministério da Saúde, situação em que se manteve até à data de aposentação.

No âmbito das suas atividades no campo associativo, desde 1973, exerceu todas as funções na Direção da Associação Desportiva “OS LIMIANOS”, tendo como momento alto, a conquista do Campeonato Nacional de Futebol da 3ª.Divisão Nacional, na época de 1993/94, continuando, com intermitências, até à época 2015/16, em que terminou funções, na qualidade de Presidente do Clube.

É possuidor de um vasto registo fotográfico da História da Associação Desportiva “OS LIMIANOS”.

De 2001 a 2006, exerceu funções diretivas na Casa de Caridade Nossa Senhora da Conceição de Ponte de Lima, tendo como ponto de destaque, a construção do Centro Comunitário de Refoios.

Após a sua aposentação, e a conselho de dois velhos amigos do seu tempo escolar, António Cavaleiro e Salvador Soutinho Verde, iniciou a sua atividade lúdica no campo fotográfico, em que assumiu particular relevo, o registo em vídeo e fotografia, do momento em que os elefantes do Circo Cardinali, foram a banhos no Rio Lima, proporcionando imagens inéditas que mereceram destaque nos meios de comunicação social nacionais e internacionais.

Tem, como vocação especial, o registo de usos e costumes de Portugal, nomeadamente, para os trajes, danças e modinhas, em que o Alto Minho assume especial relevo. E, por sua especial gentileza, o BLOGUE DO MINHO tem o privilégio de poder publicar muitas das suas fotos, constituindo um valioso contributo para a qualidade deste espaço de informação ao serviço da nossa região - o Minho!

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POETA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA DEIXOU-NOS HÁ 10 ANOS!

Passam no próximo dia 8 de Junho precisamente 10 anos sobre a data do falecimento de um dos insignes poetas portugueses do século XX – António Manuel Couto Viana. O poeta nasceu a 24 de Janeiro de 1923 em Viana do Castelo.

Com uma vastíssima obra em vários domínios da arte e da literalira, António Manuel Couto Viana foi também encenador, tradutor, dramatirgo e ensaísta. Foi ainda empresário e director do Teatro do Gerifalto e esteve sempre ligado a companhias de teatro para a infância. Estreou-se por intermédio de David Mourão-Ferreira como actor e figurinista em 1946 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa. Pertenceu à Direcção do Teatro da Mocidade, Teatro de Ensaio (Teatro Monumental), foi diretor e empresário da Companhia Nacional de Teatro (Teatro da Trindade) e orientador artístico da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra. Igualmente encenou e dirigiu as companhias de ópera, como mestre de cena, do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera. Ainda muito jovem, recebera como herança do avô o teatro Aá de Miranda, em Viana do Castelo.

A sua carreira literária teve início em 1948 com a publicação do seu primeiro livro de poemas “O Avestruz Lírico”. Desde então, nunca mais parou de publicar, encontrando-se a sua vasta obra traduzida em francês, inglês, castelhano, mandarim, alemão e russo.

Dirigiu várias publicações literárias e de cultura como a revista infanto-juvenil “Camarada”, os cadernos de poesia “Graal”, “Távola Redonda” e “Tempo Presente”.

Lecciou em Lisboa no Liceu Rainha D. Leonor e, em Macau, no Instituto Cultural de Macau.

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes (Administrador do BLOGUE DO MINHO).

 

Da sua obra literária salientamos:

  • O Avestruz Lírico(1948)
  • No Sossego da Hora(1949)
  • O Caminho É por Aqui(1949)
  • Era uma Vez... Um Dragão(1950)
  • O Coração e a Espada(1951)
  • Em Louvor do Teatro Infantil(1951)
  • Auto das Três Costureiras(1952)
  • A Face Nua(1954)
  • O Fidalgo Aprendiz(1955)
  • A Tentação do Reino(1956)
  • O Acto e o Destino(1957)
  • Um Espinho da Flor(1959)
  • Mancha Solar(1959)
  • O Milagre de Ourique(1959)
  • A Rosa Sibilina(1960)
  • Do Cimo desse Telhado(1962)
  • Relatório Secreto(1963)
  • Poesia (1948/1963)(1965)
  • O Teatro ao Serviço da Criança(1967)
  • Desesperadamente Vigilante(1968)
  • Antígona, Ajax e Rei Édipo(1970)
  • O Avarento(1971)
  • O Senhor de Pourceaugnac(1971)
  • Pátria Exausta(1971)
  • Em Redor da Mesa(1972)
  • 10 Poesias de Agustin de Foxá(1973)
  • Raiz da Lágrima(1973)
  • O Almada Que Eu Conheci(1974)
  • 2 "Modernistas" do Alto Minho(1976)
  • 709 Poesias de Reclamo à Casa Brasileira(1977)
  • Coração Arquivista(1977)
  • Nado Nada(1977)
  • Voo Doméstico(1978)
  • João de Deus e um Século de Literatura Infantil em Portugal(1978)
  • As Pedras do Céu(1979)
  • Júlio de Lemos, num Retrato Breve e Leve(1979)
  • Retábulo para Um Íntimo Natal(1980)
  • As (E)vocações Literárias(1980)
  • Morte e Glória de Narciso no Poeta Alfredo Pimenta(1982)
  • Frei Luís de Sousa à Luz de Novas Luzes(1982)
  • Ponto de Não Regresso(1982)
  • Para um Encontro com o Poeta Alfredo Pimenta(1983)
  • Versos de Cacaracá(1984)
  • Uma Vez uma Voz: Poesia Completa - 1948-1983(1985)
  • as antologias “Tesouros da Poesia Popular Portuguesa”(1984)
  • Postais de Viana(1986)
  • O Senhor de Si(1991)
  • Café de Subúrbio(1991)
  • Colegial de Letras e Lembranças(1994)
  • A Gastronomia no Teatro e na Poesia Portuguesa(1994)
  • Bom Garfo e Bom Copo(1997)
  • Por Outras Palavras(1997)
  • Comeres em Lisboa: Roteiro Gastronómico(1998)
  • Prefiro Pátria às Rosas(1998)
  • Dez Peças de Teatro Infantil
  • Teatro Português d'Outrora Agora
  • Restos de Quase Nada(2007)
  • Disse e Repito(2008)
  • Bichos diversos em verso(2008)
  • Que é que eu tenho Maria Arnalda?(2009)
  • Cancioneiro do Rio Lima(2001).
  • 60 anos de poesia(2 vols.) (2004)

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A poesia está comigo

 

                                 Queres cantar fados, ler sinas

                                 Por ruas tortas, escusas?

                                 Ou tens pretensões mais finas?

                                 - Não me esperem nas esquinas:

                                 Não marco encontros a musas.

                                

                                 Cantem outros a desgraça

                                 Em quadras fáceis, banais,

                                 Cheias de mofo e de traça:

                                 Soluços de fim de raça,

                                 Com vinho, amor, ódios, ais.

                                

                                 E dos parques silenciosos

                                 De estátuas, buxo e luar,

                                 Cresçam sonetos cheirosos,

                                 Requintados, vaporosos

                                 Qual uma renda de altar.

                                

                                 Para mim basta o que tenho:

                                 Umas rimas sem valia,

                                 Mas próprias, do meu amanho;

                                 Minha colheita, meu ganho

                                 - Poesia! Poesia!

António Manuel Couto Viana

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No ano do seu falecimento, a Câmara Municipal de Viana do Castelo instituiu em sua homenagem o “Prémio Escolar António Manuel Couto Viana. O Concurso, dinamizado pela Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, tem por finalidade dar a conhecer a obra literária do autor e de premiar produções literárias e artísticas da população estudantil Infanto‐Juvenil da comunidade escolar vianense, sob as modalidades de Conto, de Ensaio, de Ilustração e de Poesia, e conta com o apoio dos Professores Bibliotecários dos estabelecimentos de ensino público e privado, que com a Biblioteca Municipal, são os dinamizadores junto das várias escolas do concelho.

Com este concurso, e fazendo eco das palavras do Presidente da Câmara, na 1.ª edição, pretende-se incentivar os “escritores e ilustradores mais novos de Viana” a mostrarem as suas qualidades literárias e artísticas, estimulando o gosto pela leitura, escrita e arte, com trabalhos criativos e inéditos, na modalidade de Poesia e Conto, e a partir da obra literária de António Manuel Couto Viana, no caso das modalidades de Ensaio e Ilustração.