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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUEM FOI O MARECHAL GOMES DA COSTA – O MILITAR QUE HÁ 100 ANOS A PARTIR DE BRAGA ENCABEÇOU A REVOLTA DO 28 DE MAIO QUE IMPLANTOU A DITADURA MILITAR?

Manuel Gomes da Costa: um percurso breve na chefia do Estado, mas cheio de histórias surpreendentes.

No dia 14 de janeiro de 1863, nascia, em Lisboa, Manuel de Oliveira Gomes da Costa. Aos 11 anos, ingressou no Colégio Militar, iniciando uma longa e fulgurante carreira militar que o levaria a comandar a 1.ª Divisão do Corpo Expedicionário Português na Primeira Guerra Mundial, destacando-se pela liderança e coragem.

Antes de protagonizar o golpe de 28 de maio de 1926, quando entrou a cavalo, em Lisboa, à frente das tropas que o levariam ao poder, já havia sido preso duas vezes por criticar o governo da Primeira República. A 29 de junho, tornou-se formalmente Chefe do Estado, mas por apenas 22 dias, antes de ser afastado por um contragolpe encabeçado por Óscar Carmona. Ainda assim, recebeu, no exílio a que foi forçado, o título de marechal.

Menos conhecido é o seu lado artístico: dedicou-se à pintura e o Museu da Presidência da República guarda algumas das suas aguarelas.

Os últimos anos foram discretos e marcados pela desilusão: regressou a Lisboa com poucas posses e longe do protagonismo que tivera, deixando uma vida intensa, cheia de contrastes e momentos decisivos para a história.

Fonte: Museu da Presidência da República | Foto: Hemeroteca Digital

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ESCRITORA BRACARENSE MARIA ONDINA BRAGA NASCEU HÁ 104 ANOS

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"Minha alma é feita de sorriso e pena,

Loucuras mansas, doces, outonais…

Sonhos que trago em mim desde pequena,

Saudades que ficaram de meus Pais!…

Adoro o campo, a paz, a singeleza,

O silêncio da noite, o mar que reza,

A infantilidade, a comoção (...)"

– “Almas e Rimas” (1952)

Natural de Braga, percorreu o mundo: começou por ir para Londres estudar a língua inglesa, seguindo-se Paris, onde aprendeu francês enquanto trabalhava como preceptora de crianças. Seguiram-se o Brasil, Luanda, Goa e Macau, onde foi professora. Autora de contos, romances, crónicas e memórias, a sua obra é profundamente marcada pela sua vocação de viajante.

Maria Ondina Braga nasceu em 13 de janeiro, no ano de 1922.

Museu Nogueira da Silva

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QUEM FOI A ESCRITORA BRACARENSE MARIA ONDINA BRAGA?

Maria Ondina abandonou sua cidade natal, Braga, nos anos de 1950 para estudar línguas em Paris e Londres, onde se licenciou em literatura Inglesa pela Royal Asiatic Society of Arts. Prosseguiu os seus estudos em França e na Inglaterra, trabalhando como enfermeira. Regressou a Portugal em 1964, depois de ter sido professora, sucessivamente, em Angola, Goa e Macau. Desenvolveu também a atividade de tradutora, traduzindo obras deErskine Caldwell, Graham Greene, Bertrand Russell, Herbert Marcuse e Tzvetan Todorov. Colaborou em várias publicações periódicas como Diário de Notícias, Diário Popular, A Capital, Panorama, Colóquio/Letras e Mulher.

Incluindo na sua bibliografia a poesia e as crónicas de viagem, Maria Ondina Braga afirmou-se como ficcionista, sendo considerada um dos grandes nomes femininos da narrativa portuguesa contemporânea. Depois de ter vivido em Lisboa por muitos anos, voltou a Braga, onde morreu em 14 de Março de 2003.

Fonte: Wikipédia

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PROFESSOR ARCUENSE FILIPE MACHADO LANÇA ENSAIO SOBRE TEIXEIRA DE QUEIROZ

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“(Est)Ética de Teixeira de Queiroz” foi apoiado pelo Município arcuense

Decorreu, no passado sábado, na Casa das Artes, a apresentação da mais recente obra literária do professor arcuense, Flipe Machado, intitulada “(Est)Ética de Teixeira de Queiroz”. Trata-se de um ensaio sobre a obra deste autor arcuense, ativo sobretudo no final do século XIX e início do século XX, cuja produção literária é composta por 19 títulos organizados em duas séries (Comédia do campo e Comédia burguesa), para além de contos inéditos publicados em jornais que não conheceram edição em livro.

Flipe Machado pretendeu, através desta nova publicação, contribuir para um maior e melhor conhecimento da escrita de Teixeira de Queiroz, bem como retratar a sua evolução ao longo de 46 anos, nomeadamente entre os seus 25 e 71 anos de idade.

No fundo, resume esta obra como sendo “uma reflexão que abarca o trabalho literário do escritor, político, e sobretudo cidadão, que viveu um intenso período de mudanças sociais”.

A Imagem da capa e contracapa, elaborada pelo amigo Luís Troufa, retrata as mãos. Numa primeira imagem as mãos ligadas à terra, e, numa outra conotadas com uma ligação mais metafísica (mãos viradas para cima dando a entender que se está à procura de soluções ou de algo mais).

O Presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves esteve presente neste momento, parabenizando Filipe Machado por mais um título publicado, desta feita “dedicado a um grande escritor de Arcos de Valdevez” e manifestando publicamente a disponibilidade da Câmara Municipal para apoiar mais publicações de autores arcuenses.

O autarca aproveitou também para destacar que a Autarquia tem em mãos grandes investimentos na área da Cultura e Ciência.

São mais de 15 milhões de euros a ser investidos na Escola de Ensino Artístico, na construção da Branda Científica, na Gavieira, na recuperação do Cine Teatro Alameda, na Residência Cultural Valdevez, entre outros. Investimentos que enriquecerão o concelho e deixarão marcas na atividade futura das gerações arcuenses.

Conforme afirmou, “para estarmos aqui hoje na Casa das Artes, foi necessário ter havido um investimento municipal prévio ao nível da aquisição dos espaços e ao nível de projetos”. Sem este trabalho dos meus antecessores este momento não seria possível”.

A apresentação da obra esteve a cargo de Isabel Pires de Lima, professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e reconhecida especialista em literatura portuguesa do século XIX que também exerceu funções de Ministra da Cultura e de Presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves.

Esteve igualmente presente a representante da editora Editorial Novembro, Avelina Ferraz, que fez as honras da casa, apresentando todos os intervenientes na sessão.

A sala, completamente lotada, reuniu amigos e familiares de Filipe Machado, assim como familiares de Teixeira Queiroz.

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PONTE DE LIMA: DR. JOÃO DE ABREU MAIA NASCEU HÁ 300 ANOS

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Estatutos da Sociedade Económica dos Bons Compatriotas Amigos do Bem Público, 1780

300 anos do nascimento do Dr. João de Abreu Maia (1726–1811)

Assinalaram-se, a 11 de janeiro, 300 anos do nascimento do Dr. João de Abreu Maia (1726–1811), uma das figuras marcantes da história de Ponte de Lima. Natural da vila de Ponte de Lima, nasceu numa família de grande prestígio local, sendo filho do Capitão António Rodrigues da Maia e de D. Ana Maria de Abreu.

Formado em Direito Canónico na Universidade de Coimbra, regressou a Ponte de Lima, onde exerceu advocacia e desempenhou diversos cargos civis, militares e religiosos, dedicando grande parte da sua vida ao serviço público e ao desenvolvimento da sua terra natal.

Em 1776, foi um dos principais impulsionadores da Sociedade Económica dos Bons Compatriotas Amigos do Bem Público, uma iniciativa pioneira que colocou Ponte de Lima na vanguarda do reformismo ilustrado português. Através desta Sociedade, promoveu o desenvolvimento da agricultura, das artes e da indústria, incentivou a inovação técnica, a instrução prática e a criação de escolas gratuitas de artes e ofícios, com impacto duradouro na comunidade.

A ação de João de Abreu Maia, da sua família e da Sociedade Económica deixou uma marca profunda no desenvolvimento económico, social e cultural de Ponte de Lima, afirmando-o como uma referência incontornável da história local.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

QUEM FOI ADRIANO XAVIER CORDEIRO – UM LIMIANO QUE FOI UM DOS MENTORES DO INTEGRALISMO LUSITANO?

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A 9 de Janeiro de 1880, nasce Adriano Xavier Cordeiro, que integrou o Integralismo Lusitano.

"Uma grande fé colectiva emerge dos caos das incertezas em que nos afundámos e cria o ambiente psíquico que torna possíveis as redenções.

O milagre da Ressurreição vai dar-se; - preparem-se as gerações moças e eu creio nele com a firmeza de quem crê e de quem quer.

Todos os milagres são possíveis, desde que os gere a força propulsora da fé.

Quando a Alma Portuguesa tiver atingido esse elevado grau de potência volitiva, nada teremos a temer da cobiça estranha.

Nada há que mais nos imponha ao respeito dos outros, que a confiança em nós próprios.

Minhas Senhoras e meus Senhores: - radicai do vosso espírito e no dos vossos filhos esta grande certeza que é também uma grande verdade filosófica, e tereis assegurado a independência da Terra dos nossos avós.

E quando todos pensarmos assim e todos assim quisermos, repetir-se-á, sempre que for preciso, o Milagre de Valverde. "

Por Deus, Pátria e Rei

Foto de Estudos Portugueses | Fonte: Causa Tradicionalista

QUEM FOI O ILUSTRE MÉDICO FAFENSE DR. MAXIMINO DE MATOS? – CRÓNICA DE ARTUR COIMBRA

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Maximino de Matos e a esposa, Laura Summavielle

Notável clínico, o “Médico dos Pobres”, Homem Bom, nasceu na freguesia de Serafão no dia 14 de Outubro de 1887 e faleceu em 28 de Janeiro de 1958.

Licenciou-se, com elevadas classificações, em Filosofia (1908) e Medicina, na especialidade de olhos e vias urinárias (1913), pela Universidade de Coimbra, foi professor da Escola Primária Superior de Fafe.

Foi deputado ao Parlamento, durante a I República, entre 1922 e 1926, pelo Partido Republicano. Pela sua intervenção, foi possível trazer o telefone para a então Vila de Fafe.

Em 1927, Maximino de Matos foi nomeado médico do Hospital da Vila. Exerceu desde 1931 e durante mais de um quarto de século, as funções de director clínico do Hospital. Para o seu engrandecimento e apetrechamento, promoveu dois imponentes cortejos de oferendas em 11 de Novembro de 1944 (rendeu 631 131$89) e 06 de Janeiro de 1955 (“rendeu para cima de 750 000$00”).

Médico e cirurgião marcado por um profundo humanismo em favor dos mais desfavorecidos, era o autêntico “João Semana” do seu tempo, a muitos tendo acorrido em horas de aflição.

Em 03 de Junho de 1974, a Câmara deliberou atribuir o nome de Maximino de Matos à anteriormente designada Rua da Seara, ao lado do Hospital.

Por ocasião do centenário do nascimento de Maximino de Matos, a 17 de Outubro de 1987, foi-lhe prestada uma significativa homenagem póstuma, em Serafão e na cidade, por iniciativa da Câmara e da Junta de Freguesia da sua terra natal. Na altura, foi anunciado o lançamento do Prémio Dr. Maximino de Matos, para distinguir anualmente o melhor finalista de um curso de medicina, natural ou residente do concelho e que ainda se mantém em vigor.

Em 1989, tive a honra de publicar o livro "Maximino de Matos – Vida e Obra", há muitos anos esgotado e que oportunamente será reeditado.

Fonte: Memória e História de Fafe e dos Fafenses

LANHESES APRESENTA LIVRO SOBRE “INCRÍVEIS PESSOAS COMUNS" DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO

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“Incríveis Pessoas Comuns – Volume II” dá voz a novas histórias de vida do Norte de Portugal

Depois do sucesso do primeiro livro, lançado em janeiro, com 14 histórias de vida de pessoas mais velhas do distrito de Viana do Castelo, Vasco Araújo e o Centro Paroquial e Social de Lanheses apresentam o segundo volume de um projeto que está a emocionar o país: “Incríveis Pessoas Comuns – Volume II” conta 31 novas histórias de vida alargadas a vários pontos do Norte de Portugal. A apresentação decorre dia 22 de novembro, às 14h00, no Auditório do Centro Paulo VI, em Darque, com entrada livre.

Estas 31 novas bioconversas reforçam o interesse crescente que o projeto tem vindo a gerar junto das IPSS e do público em geral, pela forma como valoriza a escuta ativa, a memória e a dignidade das pessoas mais velhas. As histórias refletem vidas de pessoas de vários lugares do Norte de Portugal, revelando a diversidade cultural, humana e comunitária da região.

Enquadradas numa iniciativa sem fins lucrativos, com impacto educativo, social e cultural, que visa promover a inclusão, a valorização da longevidade e o diálogo entre gerações, as bioconversas foram conduzidas por quase quatro dezenas de participantes, entre os quais mais de vinte crianças entre os 7 e os 14 anos, que assumem o papel de coautores. O resultado é um livro profundamente humano, onde a escuta ativa e o olhar atento dos mais novos dão nova vida às memórias dos mais velhos.

O livro conta com textos introdutórios de sete personalidades de reconhecido mérito, cuja presença reforça o valor institucional, académico, cultural e espiritual do projeto — a nível local, nacional e internacional. Entre os prefaciadores estão D. João Lavrador, Bispo da Diocese de Viana do Castelo; Pe. Daniel Rodrigues, Presidente do Centro Paroquial e Social de Lanheses; Dr.ª Filomena Araújo, Presidente da UDIPSS de Viana do Castelo; Augusto Canário, artista popular e embaixador da cultura minhota; Prof.ª Dr.ª Susana Pedras, professora e investigadora na Universidade Lusíada, especialista em psicologia e investigadora na área da saúde dos idosos; Prof. Dr. Marcelino Lopes, professor jubilado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; e Prof. Dr. Victor Ventosa, professor jubilado da Universidade Pontifícia de Salamanca e fundador da Red Iberoamericana de Animación Sociocultural (RIA).

Segundo Vasco Araújo, Diretor Executivo do Centro Paroquial e Social de Lanheses, “este livro é o elo que une o primeiro volume, publicado em janeiro, ao terceiro que será lançado no próximo ano. Representa a continuação de um justo tributo à dignidade, à memória e à força das pessoas mais velhas. São 31 histórias de vida que nos inspiram a percecionar o futuro com esperança — especialmente às mais de vinte crianças que também participaram nesta edição — e a acreditar na construção de uma sociedade mais justa, solidária e profundamente humana”.

“Incríveis Pessoas Comuns – Volume II” estará disponível em formato físico, podendo ser adquirido no local do evento, presencialmente através do Centro Paroquial e Social de Lanheses ou através do website oficial do projeto: www.incriveispessoascomuns.pt

QUEM FOI O ARQUITETO PAISAGISTA CELORICENSE ILÍDIO DE ARAÚJO?

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Ilídio Alves de Araújo (Celorico de Basto, Rego, 1925 — Celorico de Basto, Rego, 15 de janeiro de 2015), foi um arquiteto paisagista português.

É autor de diversos projetos para quintas, palácios e jardins botânicos em Portugal e parte do seu espólio encontra-se arquivado no Forte de Sacavém, sob responsabilidade da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Foi, de forma breve, Secretário de Estado do Ordenamento Físico e Ambiente no VI Governo Constitucional.

Publicações

  • Ilídio Araújo, "Quintas de recreio: (breve introdução ao seu estudo, com especial consideração das que em Portugal foram ordenadas durante o século XVIII)", Braga: [s.n.], 1974 (Braga: Ofic. Gráf. da Livraria Cruz)
  • Ilídio Araújo, "Arte paisagista e arte dos jardins de Portugal", Lisboa: Ministério das Obras Públicas. Direcção Geral dos Serviços de Urbanização, 1962.

Fonte: Wikipédia

QUEM FOI O DEPUTADO BRACARENSE SANTOS DA CUNHA?

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O deputado António Maria Santos da Cunha era natural de Braga. Foi Secretário da Comissão Distrital da União Nacional, de Braga, em 1953, Vice-presidente daquele órgão em 1965 e Presidente da Comissão Concelhia de Braga da União nacional. Foi ainda Presidente das câmaras municipais de Braga e da Póvoa de Lanhoso, da Comissão Municipal de Turismo de Braga e Procurador à Câmara Corporativa na VI Legislatura.

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QUEM É RICARDO RIO – PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA?

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Ricardo Rio nasceu em novembro de 1972, é casado e pai de três filhas. Nasceu em Braga e estudou no Colégio Dublin, na Escola André Soares e nas Escolas Secundárias Carlos Amarante e Alberto Sampaio.

Licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, onde completou também a parte curricular do Mestrado em Economia. Concluiu ainda o Curso Avançado de Estudos Políticos do IEP, da Universidade Católica de Lisboa.

Foi Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Analistas Financeiros e Diretor do Instituto Mercado de Capitais da Euronext Lisbon. Em paralelo, exerceu durante vários anos a atividade de consultadoria pública e empresarial, tendo sido consultor em diversos Programas da Porto Business School.

MIGUEL TORGA E O MINHO ONDE NAS SUAS PALAVRAS “TUDO É VERDE”

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Dizia o insígne escritor Miguel Torga que “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – como transmontano que era, dos pés à cabeça, desconhecia o escritor que o Minho também possuía outras cores como o branco da neve que a tempos cobre as serranias de Castro Laboreiro!

"Desanimado, meti para Castro Laboreiro à procura dum Minho com menos milho, menos couves, menos erva, menos videiras de enforcado e mais meu. Um Minho que o não fosse, afinal. Encontrei-o logo dois passos adiante, severo, de curcelo e carapuça.

A relva dera finalmente lugar à terra nua que, parda como o burel, tinha ossos e chagas. O colmo de centeio, curtido pelos nevões, perdera o riso alvar das malhadas. Identificara-se com o panorama humano, e cobria pudicamente a dor do frio e da fome. Um rebanho de ovelhas silenciosas retouçava as pedras da fortaleza desmantelada. E uma velha muito velha, desmemoriada como uma coruja das catacumbas, vigiava a porta do baluarte, a fiar o tempo. Era a pré-história ao natural, à espera da neta.

Ó castrejinha do monte,

Que deitas no teu cabelo?

Deito-lhe água da fonte

E rama de tormentelo.

Bonita, esbofeteada do frio, a cachopa vinha à frente dum carro de bois carregado de canhotas. Preparava a casa de inverno para quandochegasse a hora da transumância e toda a família —pais, irmãos, gados, pulgas e percevejos— descesse dos cortelhos da montanha para os cortelhos do vale, abrigados das neves.

– Conhece esta cantiga?

– Ãhn?

Falava uma língua estranha, alheia ao Diário de Noticias, mas próxima do Livro de Linhagens do Conde de Barcelos.

– É legitimo este cão?

– É cadela.

Negro, mal encarado, o bicho, olhou-me por baixo, a ver se eu insistia na ofensa. O matriarcado teimava ainda...

– A Peneda?

A moça apontou a vara. E, como ao gesto de um prestidigitador, foram- se desvendando a meus olhos mistérios sucessivos. Todo o grande maciço de pedra se abriu como uma rosa. A Peneda, o Suajo e o Lindoso.Um nunca mais acabar de espinhaços e de abismos, de encostas e planaltos. Um mundo de primária beleza, de inviolada intimidade, que ora fugia esquivo pelas brenhas, tímido e secreto, ora sorria dum postigo, acolhedor e fraterno.

Quando dei conta, estava no topo da Serra Amarela a merendar com a solidão. Tinham desaparecido de vez as cangas lavradas e coloridas que ofendiam as molhelhas do suor verdadeiro. A zanguizarra dos pandeiros festivos e as lágrimas dos foguetes já não encandeavam a lucidez dos sentidos. Os aventais de chita garrida davam lugar aos de estopa encardida. Nem contratos pré-nupciais ardilosos, nem torres feudais, nem rebanhos de homens pequeninos, dóceis, a cantar o Avé atrás do cura da freguesia. Pisava, realmente, a alta e livre terra dos pastores, dos contrabandistas e das urzes. As pernas de granito dum velho fojo abriam-se num grande V, como as dum gigante no sono da sesta. E saltou-me vivo à lembrança o instantâneo de Joaquim Vicente Araújo, quando no seu Diário Filosófico da Viagem ao Gerês fala duma batida aos lobos, que presenciou, e em que toda a população masculina do lugar colaborara: «Era cousa de ver a má catadura duns e a presteza de todos, que descalços, outros de socos, armados desciam pelas fragas». Sem a coragem dos avós, agora os habitantes comunitârios de Vilarinho da Furna atacavam as alcateias a estricnina e caçavam corças furtivamente. Mas mesmo assim nao faziam má figura ao lado do rio Homem, que, talvez a querer justificar um nome que a etimologia lhe nega, parecia um lavrador numa leira de pedras, tenaz em todo o percurso, e sempre límpido, a espelhar o céu. Na margem de lá, o Pé do Cabril, solene, esperava a abraço duma ascensão. E coma a desafiar aquela pétrea majestade, arrogante e lustroso, o toira do lugar roncou de uma chã. Símbolo tangível da virilidade e da fecundação, nenhum outro deus, ali, tinha forças para o destronar. Plenitude encarnada do instinto natural de preservação da seiva capaz de se multiplicar em cada acto de amor, era ele o pólo de todos os cultos cuItos e desvelos. Rei já no tempo das casarotas megalíticas que me rodeavam, continuava a sê-lo ainda no presente por exigência e graça da própria vida.

Atravessada a ponte em corcova, galgados os muros ciclópicos da Calcedónia, numa erudiçao feita à custa dos pés, e guiado pelos miliários imperiais, segui a geira romana até chegar à Portela do Homem, onde as legiões invasoras pareciam aquarteladas. Mas foi a guarda fiscal, vigilante, que me recebeu.

A uma sombra tutelar, pouco depois, num minuto de descanso, a Historia recente da Pátria avivou-se.

– Uma das incursoes monarquicas foi por aqui...

– Tentaram... Tentaram...

– Este Minho! Este Minho!...

– Tem uma costela talassa, tem...

Mas recusei-me a reintegrar, por simples razões partidárias, aquelas viris penedias no planisfério verdurengo de onde a própria natureza as libertara. Tranquei as portas da memória e, pela margem do rio, subi aos Carris. Uma multidão minava as fragas à procura de volfrâmio, por conta da guerra e de quem a fazia. Teixos e carvalhos centenários acompanharam-me quase todo o caminho. Só desistiram quando me aproximei do cume da montanha, onde a vida, já sem raizes, tenta levantar voo.

Agora, sim! Agora podia, em perfeita paz de espírito, estender a minha ternura lusíada por toda a portuguesa Galiza percorrida. Pano de fundo, o mar de terras baixas era apenas um cenário esfumado; à boca do palco reflectiam-se nas várias albufeiras do Cávado a redonda pureza da Cabreira e a beleza sem par do Gerês. E o espectador emotivo já não tinha necessidade de brigar com o cavador instintivo que havia também dentro de mim. Embora através da magia agreste dos relevos, talvez por contraste, impunha-se-me com outra significação a abundância dos canastros, o optimismo dos semeadores e a própria embriaguez que anestesiava cada acto, no fundo necessária à saúde dos corpos individuais e colectivos. Integrava o alegrete perpétuo no meu caleidoscópio telúrico. Bem vistas as coisas, se ele não existisse faria falta no arranjo final do ramalhete corográfico português.

Em acção de graças por esta conclusão pacificadora, rezei orações pagãs no Altar de Cabrões, antes de subir à Nevosa e aos Cornos da Fonte Fria a experimentar como se tremem maleitas em pleno Agosto.

Estava exausto, mas o corpo recusava-se a parar. Pitões acenava-me lá longe, de tectos colmados e de chancas ferradas. Não obstante pisar o mais belo pedaço de chão pátrio, queria repousar em terra real e consubstancialmente minha. Ansiava por estender os ossos nos tomentos de Barroso, onde, apesar de tudo, era mais seguro adormecer. Quem me garantia a mim que, mesmo alcandorado nos carrapitos doirados da Borrajeira, não voltaria a ter pela noite fora um pesadelo verde?"

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Carta de Adolfo Rocha (Miguel Torga) para Joaquim Santos Simões, datada de 19 de dezembro de 1964, Informando que já deu andamento ao pedido de Santos Simões e deseja-lhe Boas Festas.

Fonte: Arquivo Municipal de Guimarães

Joaquim António dos Santos Simões foi um político, professor e pedagogo português. Santos Simões teve um papel importante como dinamizador cultural nos vários locais onde viveu, em especial, Coimbra e Guimarães. Foi presidente da Sociedade Martins Sarmento, nesta última cidade, desde 1990, onde desenvolveu um trabalho de grande relevância, como, por exemplo, a instalação do Museu de Cultura Castreja (em Salvador de Briteiros) e a concretização da Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património.

Em Guimarães, ele passou por todo o lado. O Círculo de Arte e Recreio e o Teatro de Ensaio Raul Brandão, o Cineclube, a antiga Biblioteca Calouste Gulbenkian, a Escola Francisco de Holanda, o Convívio e os Jogos Florais Minho-Galaicos, a Sociedade Musical de Guimarães, o Magistério, a Universidade do Minho, o Infantário Nuno Simões, o Notícias de Guimarães, o Povo de Guimarães, a Cercigui, a Assembleia Municipal, a Sociedade Martins Sarmento, a democracia, a liberdade, a cultura, têm, em Guimarães, a sua impressão digital.

Fonte: Wikipédia

ARQUITETO CAMINHENSE VENTURA TERRA E A SUA CASA EM LISBOA

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Nome incontornável da arquitetura portuguesa, ligado à modernização de Lisboa no início do século XX, Miguel Ventura Terra nasceu neste dia 14 de julho, no ano de 1866. Entre as suas obras contam-se, por exemplo, os Liceus Pedro Nunes e Camões, a Sinagoga de Lisboa e o Teatro Politeama.

Fonte: EGEAC

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«Casa Ventura Terra»

Rua Alexandre Herculano, 57

[Do lado direito a Sinagoga de Lisboa «Shaaré Tikvá» (Portas da Esperança) inaugurada em 1904, projecto do arq. Ventura Terra]

O Prémio Valmor de Arquitectura de 1903 coube a um edifício, a «Casa Ventura Terra», na Rua Alexandre Herculano, 57, do qual Miguel Ventura Terra (1866-1916) foi o arquitecto e proprietário.

Edifício com decoração sóbria, vãos esguios com persianas articuladas de recolha lateral, elementos que o distinguiram dos edifícios da altura.

Destaque ainda para o friso superior de azulejos pintados no estilo Arte Nova.

Mantém a função original, habitação para rendimento.

Data(s): [c. 1903-1904]

Fotógrafo: Joshua Benoliel

Miguel Ventura Terra nasceu em Seixas do Minho, Caminha, a 14 de Julho de 1866. Frequentou o curso de Arquitectura da Academia Portuense de Belas Artes entre 1881 e 1886. Nesse ano, viajou até Paris como pensionista do Estado, na classe de Arquitectura Civil. Na capital francesa estudou na École Nationale et Speciale des Beaux-Arts e no atelier de Victor Laloux. Regressou a Portugal em 1896 e foi nomeado arquitecto da Direcção de Edifícios Públicos e Faróis. Nessa altura, triunfou no concurso para a reconversão do edifício das Cortes na Câmara dos Deputados e Parlamento, em Lisboa.

Foi autor de palacetes, de habitações de rendimento mais qualificadas, essencialmente na capital portuguesa, construções eclécticas, cosmopolitas e utilitárias, mas também de importantes equipamentos urbanos como a primeira creche lisboeta (1901), da Associação de Protecção à primeira Infância; a Maternidade Dr. Alfredo da Costa (1908) e os liceus Camões (1907), Pedro Nunes (1909) e Maria Amália Vaz de Carvalho (1913).

Projectou, igualmente, dois pavilhões da representação portuguesa na Exposição de Paris, de 1900, bem como o pedestal do monumento ao Marechal Saldanha (em Lisboa), com o escultor Tomás Costa (1900); a Basílica de Santa Luzia, de Viana do Castelo (1903); a Sinagoga de Lisboa (Shaaré Tikvá ou Portas da Esperança) inaugurada em 1904 na Rua Alexandre Herculano; o edifício do Banco Totta & Açores, na Rua do Ouro, Lisboa (1906); o Teatro Politeama, Lisboa (1912-1913), representativo da Arte do Ferro; e o Palace Hotel de Vidago.

Alcançou quatro vezes o Prémio Valmor de Arquitectura (1903, 1906, 1909 e 1911) e uma Menção Honrosa, no mesmo concurso (1913).

Também trabalhou na área do urbanismo, nomeadamente com projectos para o parque Eduardo VII (em Lisboa), planos para a zona ribeirinha da capital (1908) e o plano de urbanização do Funchal (1915).

Ventura Terra foi um dos grandes responsáveis pela criação da Sociedade dos Arquitectos Portugueses, em actividade desde 1903, e da qual foi o primeiro presidente. Exerceu o cargo de vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa até 1913. Morreu em Lisboa a 30 de Abril de 1919.

Fonte: Lisboa de Antigamente

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POETA LIMIANO ANTÓNIO FEIJÓ FALECEU HÁ 108 ANOS

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20 de junho de 1917 – Morte do poeta e diplomata António de Castro Feijó. Passam hoje 108 anos. Nasceu na vila de Ponte de Lima em 1 de junho de 1859. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e, depois de uma curta passagem pela advocacia, seguiu a carreira da diplomacia, primeiro como Adido na Legação do Rio de Janeiro e, depois, como Adido de Portugal no Rio Grande do Sul. Foi a seguir colocado no Consulado de Pernambuco. Em 1891 regressou à Europa, terminando a sua carreira nos países nórdicos (Dinamarca, Suécia e Noruega). Dedicou-se à poesia, tendo publicado várias obras de poesia de que destacamos “Transfigurações”, “Líricas e Bucólicas”, “Cancioneiro Chinês”, “Ilha dos Amores”, “Bailatas”, “Sol de Inverno” e “Novas Bailatas”.

Fonte: Sociedade Histórica da Independência de Portugal

PONTE DE LIMA RECORDA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA - UM AFICCIONADO DA VACA DAS CORDAS – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Um tributo a um apaixonado e patrocinador da velha usança dos Pontelimenses – a Corrida da Vaca das Cordas – que nas décadas de quarenta e cinquenta do século passado, relatam conterrâneos desse tempo ou seus descendentes, tinha no poeta António Vieira Lisboa (Luanda 1907 – Ponte de Lima 1968) um de seus apoiantes.

O divertimento centrava-se na Praça de Camões (foto) frente ao chafariz e á Confeitaria Havaneza que o autor de Ao Longo do Rio Azul  havia fundado cerca de 1930, depois entregue sua gestão ao afilhado, o saudoso empresário António Martins. Mas, o cornúpeto tinha corte provisória nos baixos da Casa Dos Da Garrida, situada no fim do Arrabalde de São João de Fóra, hoje Universidade Fernando Pessoa, residência desse tiete da tradição tauromárquica num contexto popular, que também como abastado proprietário rural foi um pioneiro na agricultura mecanizada e Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários locais em 1936 a 1938.

Uma evocação dum mecenas pela cultura Limiana, referência nas Letras Limianas, terá assim lugar amanhã quarta-feira, antes da largada do touro, desde a morte de Vieira Lisboa, agora da Casa dos Condes de Aurora.

Com a presença de convidados oficiais, há a salientar as presenças dos presidentes: Aníbal Varela, da comissão organizadora; Pedro Ligeiro, da Assembleia Geral da associação promotora do evento; Domingos Morais, do GACEL (Grupo de Acção, Cultura e Estudos Limianos); Carlos Lago, vereador do pelouro e Pedro Braga Vieira Lisboa, descendente do homenageado. A organização da cerimónia é do nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, que tal como ontem também hoje, os petiscos marcam presença no programa ao anoitecer nas unidades de restauração. E, como isso não foi esquecido, haverá um tempo para essa tarefa, um contributo do nosso Chefinho João Leonardo Matos, de Arcozelo, Ponte de Lima. Para molhar a merenda, o Loureiro Lethes, da quinta de Vilar, vencedor do concurso dos Vinhos Verdes na semana passada e dos 900 anos da fundação de Ponte de Lima em 2024.

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VILAVERDENSE JOSÉ MANUEL FERNANDES RECONDUZIDO COMO MINISTRO DA AGRICULTURA E MAR DO XXV GOVERNO CONSTITUCIONAL

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José Manuel Fernandes, natural de Vila Verde, acaba de ser reconduzido como ministro da Agricultura e Mar do XXV Governo Constitucional.

Licenciado em engenharia de sistemas e informática pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Minho, foi professor de informática na Escola Secundária de Vila Verde.

Do seu vasto currículo salientamos o cargo de presidente da Câmara Municipal de Vila Verde entre 1997 e 2009. Eleito deputado ao Parlamento Europeu e, desde 2024 ministro da Agricultura e Pescas do XXIV Governo Constitucional.

Revelou sempre grande proximidade com os problemas do mundo rural e um estreito contato com as nossas gentes. De resto, foi José Manuel Fernandes quem desbloqueou o Estudo de Impacto Ambiental, o Estudo de Custo Benefício e o Projeto de Engenharia da futura requalificação do Porto de Vila Praia de Âncora.

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José Manuel Fernandes entre os pescadores de Vila Praia de Âncora

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Foto: Presidência da República

JOÃO MANUEL ESTEVES – EX-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ – NOMEADO SECRETÁRIO DE ESTADO DO AMBIENTE

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João Manuel Esteves, ex-presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, acaba de ser nomeado secretário de Estado do Ambiente do XXV Governo Constitucional.

O Dr. João Manuel Esteves manteve-se nos últimos anos tem estado à frente dos destinos do seu concelho de Arcos de Valdevez, contribuindo para o seu desenvolvimento e projecção muito para além dos seus limites geográficos.

De seu nome completo João Manuel do Amaral Esteves, o autarca arcuense é natural de Arcos de Valdevez. Nasceu em 1968, é casado e pai de dois filhos.

Gestor de profissão, é licenciado em Matemática e Ciências de Computação pela Universidade do Minho (1993) e mestre em Gestão de Empresas pela Universidade do Porto (2003).

De janeiro de 1994 a outubro de 2009, João Esteves foi vereador tendo assumido a Vice-Presidência da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e a responsabilidade pelas áreas da educação, turismo, desporto, cultura, associativismo, planeamento, urbanismo e desenvolvimento económico.

Em 2009 foi docente convidado pelo Instituto Politécnico de Viana Castelo (IPVC) e pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) para ministrar as áreas das tecnologias de informação e comunicação, empreendedorismo, planeamento e gestão de sistema de informação.

De novembro de 2009 a outubro de 2011 assumiu o cargo de Tesoureiro da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e a responsabilidade pela Gestão e Coordenação dos Serviços nas áreas da saúde, ação social e educação.

De novembro de 2011 a setembro de 2013 assumiu a Coordenação do Centro de Incubação de Empresas de Base Tecnológica.

Em outubro de 2017 foi novamente eleito para exercer um segundo mandato como Presidente de Câmara no Município de Arcos de Valdevez, onde assume os pelouros: Coordenação Geral, Juntas de Freguesia, Cultura, Desenvolvimento Económico (Rural, Comercial, Industrial e Turismo), Planeamento e Ordenamento, Obras Públicas Municipais; Diáspora e Relações Internacionais e Justiça.

Com efeito, o Dr. João Manuel Esteves apresenta um currículo que revela uma larga experiência nomeadamente a nível autárquico.

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Foto: Presidência da República

VILA PRAIA DE ÂNCORA HOMENAGEIA FRANCISCO SAMPAIO – UM DOS MAIS LÍDIMOS DEFENSORES DA ETNOGRAFIA E DO TURISMO DO ALTO MINHO

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Detentor de um curriculum invejável, Francisco Sampaio dedicou a sua vida ao turismo. Tem mais de quatro dezenas de obras publicadas nas áreas da sociologia e do turismo e viu o seu mérito reconhecido cerca de duas dezenas de vezes. Com provas dadas no associativismo,foi diretor artístico e maestro do Grupo Coral do Orfeão de Vila Praia de Âncora, presidente da direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, fundador do Lions Clube de Vila Praia de Âncora, presidente da Assembleia Geral do Centro Cultural e Social de Vila Praia de Âncora e presidente da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Bonança.

Foi ainda presidente da Assembleia Municipal de Caminha e um grande impulsionador do desenvolvimento de produtos turísticos na região do Alto Minho, como por exemplo os Caminhos de Santiago, a Rota do Românico da Ribeira Minho, o artesanato, a gastronomia e vinhos e ainda teve um papel ativo na recuperação e remodelação do património, como foi o caso do Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo.

O Dr Francisco Sampaio foi desde 1980 Presidente da Região de Turismo do Alto Minho e a ele se deve em grande medida a promoção do Minho também nas suas vertentes económica, cultural e paisagística, nomeadamente o seu folclore e o turismo rural.

Conceituado estudioso e defensor da gastronomia tradicional minhota, a sua atividade científica tem sido marcada pelos inúmeros trabalhos que tem produzido na área do turismo, marketing e definição do produto turístico do Alto Minho. Esclareça-se que, neste conceito geográfico, a Região de Turismo do Alto Minho abrangeu, para além dos concelhos do distrito de Viana do Castelo, ainda os de Terras de Bouro, Barcelos e Esposende, no distrito de Braga.

Presença assídua em programas televisivos e em todos os fóruns que poderiam constituir uma oportunidade de promoção turística da nossa região, ela é atualmente em grande medida resultado da estratégia delineada e perseguida pelo Dr. Francisco Sampaio.

Para além da sua atividade como investigador e divulgador das potencialidades turísticas do Minho, integrou desde sempre numerosas instituições da nossa região, mormente do concelho de Caminha onde tem vive, entre as quais se salienta a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora e o Orfeão de Vila Praia de Âncora onde foi coralista e maestro. Tem ainda integrado muitas Comissões de Festas como as de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, e Nossa Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora.

O seu trabalho em prol do Minho e do país tem merecido público reconhecimento por parte de inúmeras entidades oficiais das quais destacamos a Secretaria de Estado do Turismo que, em 1996, atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Turístico, a Xunta de Galiza com a Medalha de Honra em 2003, a Secretaria de Estado do Turismo com a Medalha de Honra em 2005 e, ainda no mesmo ano, a atribuição da Comenda de Mérito do Presidente da República.

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A imagem mostra o Dr. Francisco Sampaio, desfilando em Lisboa na avenida da Liberdade, em 2014, juntamente com milhares de minhotos que ali foram reclamar contra a extinção das freguesias. (Foto: Carlos Gomes)

QUEM FOI O COMANDANTE ARAÚJO PEREIRA – UM CAMINHENSE NATURAL DE SEIXAS QUE FOI MAESTRO DA BANDA DA ARMADA?

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O Maestro Capitão-de-fragata José Joaquim de Araújo Pereira iniciou os seus estudos musicais com a professora Emília Fão, em Seixas-Caminha, sua terra natal, fazendo ainda parte da Filarmónica local sob orientação de João da Costa e do maestro Rafael Alves.

Após ingressar na Marinha, concorreu à Banda da Armada, onde fez toda a sua carreira até ascender a Oficial, prestando as respetivas provas públicas no Conservatório Nacional de Lisboa (Provas Técnicas) e na Escola Naval (Ciências Sócio-Militares).

Como componente do famoso agrupamento “Os Náuticos”, percorreu Cabo Verde, Guiné, Angola e Moçambique e participou em várias gravações para a rádio e televisão.

Entretanto, prosseguiu os seus estudos académicos, completando o Curso Complementar dos Liceus e a admissão à Universidade, ao mesmo tempo que no Conservatório Nacional de Lisboa completava os Cursos de Acústica, História da Música, Educação Musical e o Curso Superior de Composição.

Em 1983, frequentou o 1º Curso de Regência de Orquestra, promovido pela Associação Portuguesa de Educação Musical e patrocinado pelo Conselho da Música da Alemanha Federal, o qual foi lecionado pelo Maestro Hans Herbert Joris.

Em 1986, participou num Curso de Interpretação e Direção de “Big-Band”, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Fez parte do Conselho Pedagógico da Escola de Música e Bailado de Linda-a-Velha, como Diretor dos Cursos ali ministrados aos alunos da Banda da Armada.

Autor de vários arranjos de música ligeira gravados pela Banda da Armada no disco “Anos 90” e de algumas marchas militares, das quais se destaca “Na Terra e no Mar”, inserida no Long-Play “Cantando o Mar”.

É membro da International Military Society.

Fonte: https://ccm.marinha.pt/

SARAH AFFONSO NASCEU HÁ 126 ANOS – O MINHO NA SUA VIDA E OBRA

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Sarah Affonso e Almada Negreiros em Moledo, concelho de Caminha

Sarah Affonso e a arte popular do Minho. A artista possui uma relação muito peculiar com a sua obra. Muitas vezes recordada como a mulher de Almada Negreiros, pretende-se evocar a artista como uma modernista reconhecida com um percurso próprio, de notável qualidade.

Nascida em Lisboa, em 1899, a vida de Sarah Affonso tem uma relação particular com a sua obra. Foram poucas as mulheres que souberam transpor em Portugal as barreiras sociais à afirmação das mulheres como artistas nas primeiras décadas do século XX. Foi a primeira mulher a frequentar, contra todas as convenções, o Brasileira, no Chiado, o que ilustra não só os preconceitos do seu tempo mas também o espírito independente com que os encarava. Mas se, por um lado, o tempo em que viveu condicionou o seu percurso artístico, foram também as suas vivências e memórias que usou como matéria-prima da sua arte. Foi a partir da sua própria vida – da infância e e dos laços de amizade e amor – que construiu uma linguagem e uma temática próprias.

Nascida em Lisboa numa família modesta, Sarah Affonso cedo foi viver para Viana do Castelo, onde ficou até aos 15 anos. Estes primeiros anos da sua vida marcariam indelevelmente a sua obra, desenvolvida nos trilhos dessa memória das paisagens minhotas, dos azuis, dos pinhais e das praias, do seu quotidiano e das tradições, das festas, profissões e feiras. Estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde foi um dos últimos alunos de Columbano Pinheiro. Deste terá ficado com o gosto pelo retrato e pela encenação de uma certa intimidade (veja-se o Retrato de Tagarro e Waldemar Costa, 1929).

Expõe pela primeira vez em 1923, na Sociedade Nacional das Belas Artes em Lisboa (SNBA). Uma crítica de Mário Domingues aconselha-a a ir para Paris, o que faz no ano seguinte, suportada pelas poupanças do pai. Nos oito meses que passa na capital do mundo da arte frequenta aulas de modelo na Académie de Grande Chaumièr e, sobretudo, exercita o olhar – visita museus e exposições, mas também teatros e bailados, educando-se em tendências artísticas ignoradas em Portugal.

De volta a Lisboa, participa no primeiro e segundo Salão de Outono (SNBA, respetivamente 1925 e 1926). É neste período que começa a trabalhar nas artes decorativas, estratégia de sobrevivência habituais para os artistas portugueses nos anos 20. Faz ilustração de livros infantis, trabalhando frequentemente com Fernando de Castro (de Mariazinha em África - Romance para Meninos, 1925, a O Tesouro da Casa Amarela, 1932), e de imprensa (ABCzinho, entre outros), além de uma e outra incursão na cenografia. Mas trabalha sobretudo no bordado e no tricô. Após uma primeira exposição individual no Salão Bobonne, bem recebida pela crítica, volta em 1928 para Paris, vivendo do trabalho num atelier de costura. É particularmente impressionada por uma exposição de Henri Matisse, impacto que se pode detetar no quadro As Meninas deste ano (Museu do Chiado, Lisboa), exposto com algum sucesso no Salon d’Automne.

Após regressar a Lisboa no ano seguinte, em que expõe com José Tagarro no Salão Bobonne, participa em exposições coletivas (Salão de Artistas Independentes, 1930, onde expõe As Meninas; Salão de Inverno, 1932; Artistas Independentes, 1936; Exposição Moderna do Secretariado Nacional de Propaganda em 1940, 1942, 1944 – quando recebe o Prémio Souza-Cardoso por um retrato do filho – e 1945), e expõe individualmente em 1932, na Galeria do Século, e de novo em 1939. A receção crítica da sua obra foi, geralmente, boa, não obstante as categorias retóricas que subtilmente demarcavam as artistas mulheres (com uma obra inevitavelmente caracterizada como  «lírica», «feminina», «íntima», «delicada» ...) dos seus colegas masculinos.

Em 1934 casa com Almada Negreiros, que acabara de voltar de uma estadia de sete anos em Madrid. A prazo, as obrigações de sustentar a sua família, tarefa nem sempre fácil, concorreram para a voluntária retirada da pintura, em finais dos anos 40. Mas  nos primeiros anos do seu casamento desenvolve o que será a parte mais importante da sua obra pictórica. Dos retratos de meninas e mulheres e das paisagens urbanas passa para composições que incorporam motivos antes utilizados nos bordados, oriundos da cultura e imaginário populares. Evoca, a partir da  memória da infância passada no Minho, costumes (procissões, festas, alminhas) e mitologias populares (nomeadamente as sereias). A obra Casamento na Aldeia, de 1937, é representativa desta fase da obra de Affonso. Outro motivo frequente é a família, que retrata num universo íntimo com sugestões mágicas ou lendárias (veja-se Família, também de 1937).

Como já foi referido, foram várias as razões que levaram Sarah Affonso a abandonar a pintura. Às razões pessoais juntavam-se a insegurança profissional e a falta de condições de trabalho. Continuou, no entanto, com um trabalho menos visível nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros, ainda pouco conhecido. Em finais dos anos 50, retomou algumas das direções interrompidas, como a ilustração infantil (entre outros de A Menina do Mar, 1958, de Sophia de Mello Breyner Andresen) e o desenho.

Em 1953 obras suas integraram a representação portuguesa na Bienal de S. Paulo. No mesmo ano, houve uma retrospetiva na Galeria Março, Lisboa, e outra em 1962, na Galeria Dominguez Alvarez, Porto. No entanto, foi – à semelhança de outras artistas mulheres, como Milly Possoz ou Ofélia Marques – algo esquecida pela historiografia, situação que só mais recentemente começou a ser corrigida. Neste aspeto, olhares mais demorados porventura revelariam, na «poética de ingenuidade» que caracteriza a obra de Affonso, uma proposta pictórica  mais pensada e consciente do que os motivos «inocentes» poderiam levar a crer, alimentada por uma cultura artística que não era comum em Portugal e um sentido de liberdade que lhe permitiu traçar sempre o seu próprio caminho.

Nota: Sobre a vida e a visão da artista pode-se consultar as Conversas com Sarah Affonso (Lisboa: Arcádia, 1982) de Maria José de Almada NEGREIROS, a sua nora, que serviram de base para Sarah Affonso (Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1989), da mesma autora. Para situar a artista no seu tempo, sobretudo no que diz respeito a questões de género, veja-se Emília FERREIRA, “Da deliciosa fragilidade feminina”, in Margens e Confluências, n. 11/12 (Dezembro 2006), p. 143-187.

Gerbert Verheij / Fonte: https://gulbenkian.pt/

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Sarah Affonso nasceu no dia 13 de maio de 1899, em Lisboa.

Passou a infância e a adolescência no Minho, cujas paisagens e costumes marcaram profundamente a sua obra. Estudou pintura na academia de Belas-Artes em Lisboa, onde foi aluna de Columbano Bordalo Pinheiro e onde fez a sua primeira exposição, antes de prosseguir os estudos em Paris. Seguiu as correntes modernistas, cultivando no entanto a arte popular, e afirmando-se como pintora nas primeiras décadas do século XX, altura em poucas mulheres o faziam.

Artista multifacetada, Sarah Affonso foi também ilustradora de livros para crianças, sendo dela os desenhos que ilustram “A Menina do Mar”, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Casou-se com Almada Negreiros, artista multidisciplinar e modernista, cuja personalidade admirava. O retrato que fez de um dos seus filhos recebeu o prémio Amadeo de Souza-Cardoso.

Morreu no dia 15 de dezembro de 1983, em Lisboa.

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VIANA DO CASTELO EVOCA MÁRIO SOARES

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A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo inaugura amanhã a exposição “Mário Soares: 100 anos”.

O átrio da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo acolhe a exposição “Mário Soares: 100 anos”, uma mostra que dá a conhecer a vida daquela que foi uma das figuras maiores da democracia portuguesa, o seu pensamento, interesses e valores, a sua luta e ação pela liberdade e pela democracia, o seu legado nacional e internacional.

A missão da exposição da Fundação Mário Soares e Maria Barroso é celebrar o centenário do antigo primeiro ministro e presidente da República. Soares foi uma das figuras mais proeminentes da história contemporânea de Portugal. Ocupou os cargos de primeiro-ministro de Portugal de 1976 a 1978 e de 1983 a 1985 e de presidente da República de 1986 a 1996. Foi, também, uma das principais figuras na Revolução dos Cravos e no processo de democratização do país após o fim da ditadura do Estado Novo.

A exposição foi pensada para bibliotecas e escolas, celebra e dá a conhecer a vida de Mário Soares. Lembra, também, os seus valores, interesses e pensamentos, assim como a sua luta e ação em prol da liberdade e da democracia. Soleniza, por fim, o seu legado, que transcende as fronteiras de Portugal e se estende ao plano internacional.