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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PINTOR CAMINHENSE GILBERTO RENDA FOI O AUTOR DA CÉLEBRE LEGENDA “DEVAGAR COMEÇA SEIXAS”

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O pintor Gilberto Ventura Terra Renda nasceu em Seixas, no Concelho de Caminha, e era sobrinho e afilhado do célebre arquiteto Miguel Ventura Terra. A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 21 de dezembro de 1914, dá conta da exposição de pintura que então realizou na qual, grande parte das obras expostas, eram dedicadas à sua terra natal.

Exposição de Belas-Artes no Salão da “Ilustração Portugueza”

Foi muito visitada a exposição de quadros realisada no salao da “Ilustração Portugueza” pelo distinto pintor sr. Gilberto Ventura Renda, que apresentou n’ela trabalhos que foram justamente apreciados.

O assunto da maioria das suas telas foi o brilhante artista buscar ás belas e fecundas paisagens do nosso Minho, que tantos artistas tem inspirado em obras de grande valor, e n’eles vincou o sr. Renda os seus excecionaes recursos artísticos com a maior exuberância.

Tambem apresentou na sua galeria de quadros belíssimos estudos de figuras e composições de interior, nos quaes há riqueza de tonalidade e excelente técnica, que muito distinguem o seu trabalho. Os srs. dr. Bernardino Machado, Braamcamp Freire, presidente do Senado e outros vultos de destaque na sociedade, também visitaram a exposição, felicitando todos eles o distinto artista pelos seus belíssimos trabalhos, dos quaes muitos foram vendidos.

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Caminho de Seixas

Lugar da Fonte (Seixas)

Pensando...

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Deitando a vara (Fotos: Benoliel)

QUEM FOI JORGE COLAÇO – AUTOR DOS MAGNÍFICOS PAINEIS DE AZULEJOS QUE DECORAM AS NOSSAS VILAS E CIDADES NO MINHO ?

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“Nuno Álvares Pereira na Batalha de Aljubarrota”, Centro Cultural Rodrigues de Faria, Forjães, Esposende

A azulejaria que reveste o interior da estação de S. Bento, no Porto, é porventura a mais conhecida e apreciada pelo público das obras do ceramista Jorge Colaço. Não obstante, foram inventariados cerca de mil painéis em 116 locais diferentes em todo o país e no estrangeiro. Entre nós, no Minho, destacamos os paineis existentes em Esposende e Ponte de Lima.

Jorge Rey Colaço de seu nome completo, nasceu no Consulado de Portugal em Tânger, Marrocos em 1868 e veio a falecer em Oeiras em 1942. Foi pintor e ceramista. Estudou Arte em Lisboa, Madrid e Paris.

Foi caricaturista do jornal Le Figaro. Foi admitido no Salon de Paris em 1983, na Exposição oficial da l’Académie des Beaux-Arts de Paris. Presidiu à Sociedade Nacional de Belas Artes entre 1906 e 1910.

Trabalhou na Fábrica de Louça de Sacavém de 1904 até 1924 e posteriormente na Fábrica Lusitânia de Lisboa e Coimbra até à data do seu falecimento.

Foi um exímio desenhador, destacando-se na caricatura, pintura e azulejo, com capacidades inovadoras de processos e técnicas. Foi proprietário e diretor artístico da revista monárquica “O Thalassa”, colaborou nas revistas “Branco e Negro”, “O Branco e Negro” e ainda na “Illustração Portugueza”.

Em 1936, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Fonte: Wikipédia

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“Adamastor”, no Centro Cultural Rodrigues de Faria, Forjães, Esposende

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"Afonso de Albuquerque na Tomada de Hormuz", 1933, Centro Cultural Rodrigues de Faria, Forjães, Esposende

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“Cabras São, Senhor”, monumento em Ponte de Lima, alusivo à Freguesia da Cabração

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“Aclamação de D. João IV em 1640”, Ponte de Lima, Portugal 1940.

PONTE DE LIMA: CABRAS SÃO, SENHOR... – PAINEL DE AZULEJOS DA AUTORIA DE JORGE COLAÇO ALUSIVO À PASSAGEM DE D. AFONSO HENRIQUES PELA LOCALIDADE DA CABRAÇÃO

Rezam os cálculos dos historiadores, o torneio de Valdevez deverá ter ocorrido nos começos de 1140, após o qual volteou D. Afonso Henriques “pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis” e, com os seus ricos-homens e infanções, terá chegado ao “sítio que hoje se chama Cabração”. Desde então, não há memória de algum Chefe de Estado – rei ou presidente da República – ter visitado a Freguesia de Cabração, nem que ao menos fosse para caçar ursos e javalis…

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Painel de azulejos existente em Ponte de Lima, da autoria de Jorge Colaço

“Após o recontro no Rêgo do Azar, quiz D. Afonso Henriques voltear pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis. Convidou alguns poucos ricos-homens e infanções. Quando estavam no sítio que hoje se chama Cabração, apareceu muito açodado o Capelão das freiras de Vitorino das Donas, que à frente de moços com cestos pesados andava desde manhã à busca do real monteador, com um banquete mandado do Mosteiro. Em boa hora vinha a refeição. Estendeu-se na relva uma toalha de linho e sentados em troncos de carvalho cortados à pressa, começou o jantar. Alegre ia correndo. D. Nuno Soares por alcunha o Velho e o postrimeiro para diferença de seu avô, a quem também haviam chamado o Velho e cujas proezas ainda se recontavam em toda a terra da Cervaria, começou a trinchar um leitão assado.

- Parece-me que tens mais jeito para matar infiéis, - disse-lhe o Rei brincando. – Ai Real Senhor, antes eu ficasse morto com os últimos que matei, que desde essa refrega não passo um dia que me não lembre do momento em que o bom cavaleiro Gonçalo da Maia exalou o derradeiro suspiro encostado ao meu peito.

- Quisera eu ouvir da tua boca essa heroica morte do Lidador, interrompeu o Monarca triste, mas curioso. E o Senhor da Torre do Loivo obedeceu, com voz pausada e lágrimas nos olhos.

Ia escurecendo o dia e era tão esquisita a coincidência de estar ali um punhado de homens, senão solenizando um aniversário, festejando uma vitória, que talvez um pressentimento apertasse o coração dos guerreiros.

Atentos, escutavam silenciosos a narração. De golpe ergueu-se o Espadeiro e olhou fito para as bandas da Galiza.

- Que examinas D. Egas? – Perguntou o Príncipe. – Vejo além muito ao longe um turbilhão de pó, que se aproxima. São talvez inimigos que procuram encontrar-nos dcescuidados.

De facto vagalhões de poeira negra encobriam multidão fosse do que fosse. O ruído do tropel era cada vez mais distinto.

- Sejamos prestes – gritou o Rei, cingindo o seu enorme espadão. Todos fizeram o mesmo. – Cavalgar, cavalgar, já não era outra a voz que se ouvia, enquanto cada um se dirigia para o lugar onde prendera o seu cavalo. O capelão olhou, escutou e sentou-se começando a comer aqui e além os deliciosos postres e bebendo aos goles pachorrentos um licor estomacal, resmungando… - Deixa-los ir que voltam breve. Eu era capaz de apostar todo o mel deste monte, em como sei que inimigos são aqueles. E mais dizem que é mel igual ao do Himeto. A historia do Lidador é que lhes esquentou a cabeça.

Pouco depois voltavam os monteadores rindo à gargalhada. – Cabras são: - disse o rei ao apear-se, e, dirigindo-se ao padre: - bem fizestes vós que não bulistes. E D. Afonso tomando um púcaro e enchendo-o de vinho num cangirão, acrescentou.

- Bebi todos, que estais muito quentes e podeis ter um resfriado, e dizei-me depois se não valeu a pena o engano para nos refrescarmos agora com este delicioso néctar.

Capelão, quero comemorar o caso de confundir rebanhos de cabras com mesnada de leonezes e beneficiar o convento para vos honrar a vós que fostes, não sei se mais perspicaz, se mais valente do que nós debicando mui sossegadamente em todos os doces.

Vou coutar aqui uma terra, para que as boas monjas possam de vez em quando apanhar bom ar da montanha e rir-se de nós.

Riscou-se o couto e nessa noite os cavaleiros dormiram na ermida da Senhora do Azevedo. O dito do Rei “Cabras são” corrompeu-se em Cabração.”

Conde de Bertiandos, Cabras São, in “Almanaque de Ponte de Lima, 1923

MUSEU MUNICIPAL DE ESPOSENDE EXPÕE “A SALA DOS AZULEJOS NOS TEMPOS DA ASSEMBLEIA ESPOZENDENSE”

“A Sala dos Azulejos nos tempos da Assembleia Espozendense” é como se intitula a exposição hoje inaugurada no Museu Municipal de Esposende, em sessão presidida pelo Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira.

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A exposição insere-se nas comemorações dos 30 Anos do Museu Municipal e recria o ambiente vivido há cerca de um século atrás neste espaço do antigo edifício Teatro-Club, onde se reunia a Assembleia Espozendense, um grupo seleto de Esposendenses, formalmente constituído, com estatutos definidos, que se juntavam com fins de recriação e lazer.

Através do vasto leque de objetos e peças expostos, o visitante poderá entender como eram as vivências na Sala dos Azulejos, com manequins vestidos a rigor, o seu piano centenário e o snooker, bem como outras mobílias e diversos artefactos, como as grafonolas, louças, bengalas, chapéus de coco e cartolas, artefactos de senhora, documentos e jornais da época.

O Presidente da Câmara Municipal assinalou a riqueza desta mostra, considerando que “é um pedaço da história de Esposende, que nos transporta para essa época de singular vivência cultural e social de uma determinada elite, num emblemático edifício que alberga hoje o Museu Municipal, que continua, deste modo, ao serviço da cultura”.

Aludindo ao enquadramento previamente efetuado por João Neiva, técnico responsável pela exposição, que ajudou a perceber as vivências da época no contexto do país e do mundo, Benjamim Pereira referiu que compreender o passado ajuda a perceber o presente e a preparar o futuro. Assumindo um “certo saudosismo” perante o cenário recriado na sala dos Azulejos do Museu, deixou o convite para uma visita à exposição. “Quanto mais conheço de Esposende e das suas gentes mais valor tem para mim este concelho”, afirmou.

Concluiu a sua intervenção agradecendo às instituições e às pessoas que cederam objetos para figurar nesta exposição e saudou a sua disponibilidade, notando que estão a contribuir para trazer ao conhecimento público a história de Esposende de um determinado período do século passado. Sublinhou, aliás, que “o Município continua a contar com as instituições e com a sociedade civil para desenvolver projetos como este e para enriquecer a memória coletiva”, em linha com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Esta exposição poderá ser visitada na Sala dos Azulejos do Museu Municipal, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e, ao sábado e ao domingo, entre as 14h00 e as 18h00. Refira-se, ainda, que o Museu Municipal estará aberto das 21h00 às 24h00, nos dias em que se realizam atividades na cidade à noite.

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VIANA DO CASTELO: MUSEU DE ARTES DECORATIVAS CELEBRA DIA NACIONAL DO AZULEJO ESTE SÁBADO

Este sábado, dia 6 de maio, o Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo associa-se ao Dia Nacional do Azulejo que, desde 2017, é comemorado, em Portugal.

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A proposta, enquadrada no conceito de Museu Acessível, prevê uma visita orientada, ao público escolar que, esta sexta-feira, percorrerá um Roteiro do Azulejo na Cidade, entre as 10h00 e as 14h00, com ponto de encontro no Museu. Para cada um dos pontos de visita, realizou-se um videograma, em formato QR code, que permanecerá junto do painel azulejar, podendo ser descarregado por todos os públicos interessados.

No dia 6 de maio, o Museu de Artes Decorativas promove o workshop “Faz o teu azulejo”, encontrando-se aberto a todos os visitantes, no âmbito do importante património azulejar, que dispõe nas suas coleções. O workshop conta com orientação de Sara Jácome e Nuno Tanha, para o público em geral, com inscrições para mad@cm-viana-castelo.pt .

Vídeo sobre os azulejos na cidade: https://youtu.be/OSKz9XLOr8A .

Refira-se que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tem disponível o Roteiro do Azulejo, onde se propõe ao leitor em geral, e ao turista em particular, uma viagem de três percursos no espaço urbano de Viana do Castelo, ao encontro do Azulejo, num horizonte temporal de meio milénio.

Azulejos ornamental-alegóricos, utilitários e pedagógicos, em revestimentos de fachadas e formando silhares ou “tapetes” em espaços interiores. São azulejos dos séculos XVI, XVII e XVIII, de padronagens, de “figura avulsa” e em composições historiadas do Maneirismo e do “Ciclo dos Mestres” (Primeiro Barroco), “Grande Produção Joanina” e Rococó; padrões de “alto e meio-relevo”, de “estampilha” com pintura manual e de estampagem mecânica; azulejos retangulares “biselados”; frisos e painéis revivalistas e modernistas; composições de novas técnicas e estéticas no dealbar do século XXI.

Os percursos P1 e P2 concernem ao Centro Histórico de Viana do Castelo, atualmente delimitado pelo caminho de ferro e a beira-rio até à foz do Lima: áreas nucleares das freguesias de Santa Maria Maior e Monserrate. O percurso P3 corresponde à área envolvente do Centro Histórico, pelo Poente, Norte e Nascente.

Recorde-se que as coleções do Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo são constituídas por faianças portuguesas dos séculos XVII ("Louça Azul"), XVIII e XIX, faianças da Fábrica de Louça de Viana (1774-1855), azulejos, mobiliário indo-português, mobiliário dos séculos XVII e XVIII e desenhos e pinturas de artistas portugueses (séculos XVIII e XIX).

Instalado desde 1923 num edifício do século XVIII, o Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo tem uma excecional coleção de artes decorativas, doadas pelo estudioso Luís Augusto Oliveira, que inclui contadores Indo-portugueses e mobiliário de D. João V e D. José I. Uma parte importante do acervo do Museu é composta por coleções de faiança, nomeadamente da Fábrica de Loiça de Viana, sendo detentor de uma das mais importantes coleções do país.

Merecedoras de destaque são também as salas com os alizares de azulejos, representando os quatro continentes, as cenas de caça e da vida palaciana. O Museu possui ainda algumas pinturas sobre madeira dos séculos XVI a XX; uma secção lapidar com mais de três dezenas de peças, onde se destaca o núcleo de heráldica classificado como Pedras de Armas e um valioso espólio numismático.

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CELORICO DE BASTO REABILITA ESTAÇÃO DE MONDIM E AZULEJOS

Depois de meses de intervenção, a Estação de Mondim, na freguesia de Veade, em Celorico de Basto, está concluída e a inauguração agendada para o próximo domingo, 5 de março, pelas 11h30.

A estação faz articulação com a ecopista e a sua recuperação assentou na preservação dos materiais recuperados, preservando e mantendo a tradição, tais como cantarias, pavimentos e azulejos, com materiais idênticos ao existente ou com eles compatíveis.

Esta recuperação procurou preservar o património edificado e “em simultâneo a modernização e melhoramento dos equipamentos, considerando que os mesmos estavam em evidente estado de degradação” disse o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima. O autarca observa que “com esta reabilitação estamos a dotar o concelho de acrescidos fatores de atração turística e a estimular o investimento privado, contribuindo assim, para o aumento da qualidade de vida dos habitantes e para o crescente aumento do número de visitantes”.

O edifício da Estação é constituído por dois pisos, já devidamente reabilitados assim como o cais, os espaços serão concessionados a uma empresa privada para alojamento, promoção turística e gastronómica. “Será um espaço de apoio ao funcionamento da Ecopista, o qual estará permanentemente aberto ao público e no qual os utentes da ecopista podem alugar bicicletas e trotinetes, recolher informação e até degustar os nossos excelentes produtos locais”

Esta estacão, situada no concelho de Celorico de Basto, tem grande relevância para a população do concelho vizinho, Mondim de Basto, uma vez que fica localizada mesmo junto a esse concelho e servia a população quando o comboio funcionava.

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FAMALICÃO: OBRAS DE RESTAURO DEVOLVEM FRESCURA E ESPLENDOR AOS MAIORES PAINÉIS DE AZULEJOS DA EUROPA

Intervenção realizada no edifício da Fundação Cupertino de Miranda permitiu recuperar 97% dos azulejos originais da autoria de Charters de Almeida

Mais de meio século depois, os painéis de azulejos que revestem o exterior da Fundação Cupertino de Miranda (FCM), os maiores da Europa, ganharam uma nova vida. A obra prima de João Charters de Almeida, que hoje é um dos ex-libris da cidade de Vila Nova de Famalicão e da região, recuperou o esplendor e a frescura de outros tempos, graças a um trabalho de restauro “minucioso e complexo” que permitiu recuperar 97% dos azulejos originais.

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O resultado final foi apresentado no passado sábado, 12 de novembro, numa sessão pública que contou com a presença de Charters de Almeida.

O artista plástico mostrou-se “muito emocionado” com o trabalho de recuperação realizado nos mais de 50 mil azulejos e recordou o convite lançado na época para a sua conceção. “Num curto espaço de tempo, eu, que nunca tinha feito cerâmica, apanho dois trabalhos icónicos nesta área – o edifício da FCM, aqui em Famalicão, e o do Jornal de Notícias, no Porto. Foi uma responsabilidade terrível”, lembrou.

Recorde-se que a intervenção arrancou em julho do ano passado com o objetivo de preservar a memória e história dos cerca de 54 mil azulejos. Com um orçamento global na ordem dos 500 mil euros, a obra contou com um apoio municipal de 150 mil. Para a realização da intervenção, a Fundação Cupertino de Miranda contou com a empresa Signinum e com o apoio científico do Instituto Politécnico de Tomar/Universidade de Aveiro.

O presidente da Câmara Municipal enalteceu o enorme contributo da Fundação Cupertino de Miranda para o dinamismo cultural do município famalicense. Mário Passos salientou a importância do restauro dos azulejos que revestem o exterior da FCM, apontados pelo edil como um dos melhores cartões de visita do concelho. “O trabalho que aqui foi realizado é um bom exemplo de recuperação e preservação do património”, disse.

O presidente do Conselho de Administração da FCM, Pedro Álvares Ribeiro, agradeceu o envolvimento da sociedade famalicense neste processo. “A reabilitação mobilizou cerca de 5 mil cidadãos, empresas e instituições, entre elas a Câmara Municipal, que contribuíram de forma decisiva para o financiamento desta intervenção”.

Recorde-se que a Fundação lançou o movimento “Azulejos com Memória” para permitir que todos deixassem a sua marca e contribuíssem para a preservação da memória e história dos azulejos de Charters de Almeida. “A campanha mostrou como se pode envolver toda uma cidade na recuperação do património”, acrescentou Pedro Álvares Ribeiro.

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FAMALICÃO INAUGURA RESTAURO DOS AZULEJOS DA FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA

Este sábado, dia 12 de novembro, às 15h00, com a presença de Mário Passos e do autor dos painéis de azulejos, Charters de Almeida

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, participa este sábado, dia 12 de novembro, pelas 15h00, na inauguração do restauro dos icónicos painéis de azulejo de João Charters de Almeida e Silva que revestem o edifício da Fundação Cupertino Miranda, numa sessão pública que terá lugar no auditório da Fundação com a presença do autor.  

A intervenção arrancou em julho do ano passado com o objetivo de preservar a memória e história dos cerca de 54 mil azulejos da autoria de Charters de Almeida que hoje são um dos ex-libris da cidade de Vila Nova de Famalicão e da região.

Com um orçamento global na ordem dos 500 mil euros, a obra contou com um apoio municipal de 150 mil. Para a realização da intervenção, a Fundação Cupertino de Miranda contou com a empresa Signinum e com o apoio científico do Instituto Politécnico de Tomar/Universidade de Aveiro.

PROGRAMA

15h00 | Sessão de apresentação do restauro dos painéis de azulejos, que contará com a presença de Charters de Almeida.

15h45 | Visita orientada aos painéis por Charters de Almeida.

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MONÇÃO: PAINEL DE AZULEJOS NA PONTE PEDONAL SOBRE A AVENIDA DAS CALDAS

Com coordenação técnica e artística de Ricardo Campos, o trabalho foi desenvolvido pelas crianças, entre 6 e 12 anos, que participaram nas “Férias Recreativas” do verão passado.

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Num fim de semana com milhares de pessoas a visitaram a Feira do Alvarinho de Monção, o painel de azulejos na ponte pedonal sobre a Avenida das Caldas, não passou despercebido, chamando a atenção e a curiosidade de quem passava.

Com coordenação técnica e artística de Ricardo Campos, o mural foi colocado a semana passada, tendo sido desenvolvido pelas crianças, entre 6 e 12 anos, que participaram nas “Férias Recreativas” do verão passado.

Tendo como base criativa a uva da casta Alvarinho, este trabalho, feito a várias mãos e concluído há mais de ano, aguardou, serenamente, a realização do evento para apresentar-se ao público.

Além de despertar as crianças para a arte, confrontando-as com a sua componente teórica e pratica, o mural é parte integrante do plano estratégico cultural do Município de Monção, Este consiste em “povoar” o espaço público com elementos artísticos contemporâneos que evidenciam a nossa vivência e identidade, perpetuando, no tempo, as nossas tradições, histórias, lendas e emoções.

MUNICÍPIO DE CELORICO DE BASTO CELEBRA O DIA NACIONAL DO AZULEJO

O Atelier Municipal de Cerâmica de Celorico de Basto está desenvolver atividades no âmbito o Dia Nacional do Azulejo que se celebra oficialmente hoje,06 de maio, mas as atividades prolongam-se pelo dia de amanhã.

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As atividades de hoje constam da técnica cerâmica em azulejo de chacota com o professor Vitor Resende com lápis e giz e são direcionados aos alunos do Agrupamento de Escolas. Durante a manhã a técnica foi executada pela turma do 5ºB da Escola sede do Agrupamento de Escolas e também pela Vereadora da Educação e Cultura do Município de Celorico de Basto, Maria José Marinho, que participou na iniciativa. A autarca observou que “esta é mais uma iniciativa no âmbito do PIICIE, Plano integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, a executar em articulação com o agrupamento, que se realiza aqui no Atelier Municipal de Cerâmica e que procura incutir o gosto pelas artes. Efetivamente, temos uma programação alargada neste atelier direcionada aos alunos mas também à população em geral porque a arte é também ela crucial para evolução das comunidades”.

Este é um atelier que trabalha essencialmente para os alunos e crianças do Agrupamento de Escolas e que se mostra muito relevante no contexto da participação do Agrupamento no Plano Nacional das Artes como nos disse Ângela Lopes, Coordenadora do Projeto Cultural de Escola “Temos vindo a desenvolver projetos notáveis na área da cerâmica e confirmamos que estes ateliers na escola (cerâmica, teatro, andebol) têm contribuído para a formação integral dos alunos concretizando uma educação verdadeiramente inclusiva”.

A técnica de hoje está ser orientada pelo professor e artesão Vítor Resende que nos disse que “hoje vamos fazer azulejo experimental, técnica de lápis de cor para cerâmica com coloração a giz e tema livre, os alunos têm liberdade total para fazerem o desenho que entenderem. Amanhã continuamos a celebração do Dia Nacional do Azulejo com a presença do pintor Fernando Alves, que nos vai ensinar a técnica de majólica, isto durante a tarde e de manhã teremos o print day in may, uma atividade de gravura em linóleo, a primeira vez que será feita aqui no atelier, dois grandes dias de promoção da arte”.

Efetivamente, a arte está lançada no Município de Celorico de Basto com os alunos a dar largos passos nas artes plásticas. Rosa Magro, professora de Educação Visual do Agrupamento de Escolas, presente no atelier com a turma, olha para esta iniciativa como mais uma ação que irá permitir a estes jovens “acender a chama no gosto pela arte, que mais tarde irá dar frutos”.

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MUNICÍPIO DE BARCELOS COMEMORA DIA NACIONAL DO AZULEJO

Para assinalar o Dia Nacional do Azulejo, que se comemora a 6 de maio, o Município de Barcelos preparou duas atividades de divulgação desta manifestação arquitetónica tão característica do Património da Cidade.

No dia 6 de maio, o Gabinete de Arqueologia e Património Histórico dinamiza um percurso de interpretação no âmbito do programa "Arqueologia à Noite", visitando alguns dos elementos mais interessantes do Património de fachada do Centro Histórico de Barcelos.

A participação na atividade é livre, mas carece de inscrição prévia, através de arqueologia@cm-barcelos.pt ou pelo telefone 915288428. O encontro é no Theatro Gil Vicente, às 21h30.

No dia 7 de maio, às 17h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, serão apresentadas ao público duas publicações de divulgação do Património de Fachada de Barcelos, do historiador de Arte Francisco Queiroz, um estudo realizado no âmbito do projeto Amar o Minho financiado pelo NORTE2020/ PORTUGAL2020 / FEDER.

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PAINEL DE AZULEJOS NO PALÁCIO DOS CONDES DE ALMADA RETRATA A REVOLUÇÃO DE 1640

Representação da conspiração de 1640, num quadro de azulejos, do Palácio dos Condes de Almada, em Lisboa.

A conspiração de 1640 foi planeada pelos fidalgos D. Antão de Almada, Dom Miguel de Almeida e pelo Dr. João Pinto Ribeiro, não obstante de outros nomes associados que, nesse sábado de 1 de Dezembro de 1640 acorreram ao Terreiro do Paço e mataram o secretário de Estado Miguel de Vasconcelos e aprisionaram a duquesa de Mântua, que governava então Portugal em nome de seu primo, Filipe III.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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PAINEL COMUNITÁRIO DAS CAMÉLIAS PREMIADO PELA INICIATIVA SOS AZULEJO

Numa cerimónia que decorreu na terça- feira, 9 de novembro, no Palácio Fronteira, em Lisboa, o projeto recebeu uma menção honrosa que premeia o trabalho conjunto da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, o Município de Celorico de Basto e o Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto.

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Após vários adiamentos decorrentes da situação de pandemia, decorreu na terça-feira, no dia 9 de novembro, no Palácio Fronteira, em Lisboa, a cerimónia de entrega dos “Prémios SOS Azulejo 2019-2020”. 

Nesta edição, excecionalmente bianual, foram atribuídos 9 Prémios, 1 ex aequo e 6 Menções Honrosas. Perante um vasto auditório, com a presença de todos os parceiros e premiados desta iniciativa, foi entregue pela organização a Menção Honrosa na categoria Ação Comunitária.

O painel coletivo de azulejos dedicado às Camélias foi realizado do âmbito do PIICIE – Plano Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, em articulação com o Município de Celorico de Basto e Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto, envolvendo toda a comunidade escolar do concelho: alunos, dirigentes, professores e auxiliares, a iniciativa surgiu de uma proposta do Professor/Escultor Vítor Resende que assumiu também a coordenação técnica do projeto e esteve presente na entrega do prémio.

Para este responsável, “é o reconhecimento do valor da obra realizada e um grande incentivo para a continuidade e o trabalho que se vai realizar no futuro”. Este painel surge de uma evolução extraordinária de um painel, realizado em 2017 em Gandarela, na altura realizado com desenhos produzidos em cartão. Ver este painel produzido em azulejo, colocado num local de visibilidade e agora reconhecido com um prémio de dimensão nacional é um motivo de orgulho e satisfação para todos os envolvidos”.

O painel coletivo de azulejos tem como temática as Camélias, como forma de valorização do nosso “Património de Encantar”. O envolvimento de toda a comunidade resultou num trabalho composto por mais cerca de azulejos realizados individualmente, que deram origem a uma composição conjunta de elevado valor estético, mas também simbólico, uma vez que representam o empenho individual dos Celoricenses na concretização na causa comum de valorização do seu património. O Painel está colocado na Ecopista da Linha do Tâmega, junto à estação da Vila, seguindo o desígnio do Município de Celorico de Basto de colocar obras de arte ao longo deste equipamento muito procurado por locais, visitantes e turistas.

A vereadora responsável pela educação e cultura, Maria José Marinho,” este prémio é uma excecional recompensa a trabalho da comunidade escolar e a todos os que acreditaram e se envolveram ativamente no Plano Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, é também uma prova concreta que o trabalho em equipa dá frutos e acrescenta valor aos jovens estudantes e toda a comunidade.

Para José Peixoto Lima, Presidente da Autarquia Celoricense,” este é um prémio muito importante, que premeia o arrojo dos artistas locais, o esforço da comunidade escolar e o trabalho em equipa realizado por várias instituições e individualidades. É o primeiro trabalho realizado nesta área e trabalharemos afincadamente para que não seja o último, promovendo com envolvimento de toda a comunidade e a valorização da arte e da cultura como elementos fundamentais na promoção do concelho”.

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