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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO – PADROEIRA E RAINHA DE PORTUGAL – CELEBRADA NO PRÓXIMO DIA 8 DE DEZEMBRO

Painel de azulejos existente na cidade de Guimarães

As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.

A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.

Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de Setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Álvares Pereira em Atoleiros a 6 de Abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de Abril de 1385. Em 15 de Agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Álvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.

No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de Dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.

A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias. Segundo secular tradição foi o Condestável D. Nuno Álvares Pereira quem fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra. Este gesto do Contestável reconhece que a mestiça que levou Portugal à vitória veio da devoção de um povo a Nossa Senhora da Conceição.

Aliás, já desde o berço, já a quando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de acção de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.

A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646.

Esta espiritualidade imaculistas foi igualmente assumida por todos os intelectuais, que na prestigiada Universidade de Coimbra defenderam o dogma da Imaculada Conceição sob a forma de um juramento solene.

De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de Dezembro foi celebrado como "Dia da Mãe" e João Paulo II incluiu no seu inesquecível roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho.

O dia 8 de Dezembro transcende o "Dia Santo" dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de Dezembro retoma. O feriado do dia 8 de Dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.

Não menos importante, e em âmbito religioso e litúrgico, o tema da Imaculada Conceição da Virgem Maria é já abundantemente abordado pelos Padres da Igreja. Será o Oriente cristão o primeiro a celebrá-la. Festividade que chega à Europa Ocidental e ao continente europeu pelas mãos das cruzadas Inglesas nos séc. XI e XII. Vivamente celebrada pelos franciscanos a partir de 1263, será o também franciscano Sixto IV, Papa, que a inscreverá no calendário litúrgico romano em 1477.

De facto, o debate e a celebração desta festividade em toda a Europa são acompanhados pela história do próprio Portugal. Coimbra, como já vimos, tem um importante papel em todo este processo.

Em 8 de Dezembro de 1854, viverá a Igreja o auge de toda esta riqueza teológica e celebrativa. Através da bula "Ineffabilis Deus", Pio IX, após consultar os bispos do mundo, definirá solenemente o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Não estamos diante de uma simples festa cristã ou de capricho religioso. O dogma resulta de tudo quanto a Igreja viveu até aqui e vive hoje em toda a sua plenitude. Faz parte da identidade da Igreja. Isso mesmo o prova o texto proclamado por Pio IX que apoia a sua argumentação nos Padres e Doutores da Igreja e na sua forma de interpretar a Sagrada Escritura. Ele, de facto, reconhece que este dogma faz parte, depois de muitos séculos, do ensinamento ordinário da Igreja.

Portugal, segundo Nuno Álvares Pereira, ou melhor, São Nuno de Santa Maria e D. João IV, isso mesmo o demonstram, não só como resultado da sua própria fé mas como expressão de um povo deveras agradecido pela sua Independência e Liberdade.

O Dia 8 de Dezembro na História de um PovoPadre Francisco Couto, ISTE, Reitor Santuário de Vila Viçosa; Padre Senra Coelho, ISTE, CEHR, APH

Fonte: http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.com/

ROTA DOS AZULEJOS CONVIDA A DESCOBRIR PONTE DE LIMA E O SEU PATRIMÓNIO

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No próximo dia 4 de setembro, o Município de Ponte de Lima, através do Museu dos Terceiros, convida a comunidade a participar na Rota dos Azulejos, uma iniciativa cultural inserida em diversas rotas temáticas, integrada no programa das comemorações dos 900 anos do Foral de Ponte de Lima.

Com início marcado para as 10h00, a Rota dos Azulejos terá o seu início no Museu dos Terceiros, que alberga o mais significativo repositório azulejar da vila de Ponte de Lima. A visita a algumas salas do museu, onde se exibem diversos exemplares produzidos durante um longo horizonte temporal, entre os séculos XVI e XIX, será o pretexto ideal para uma breve história da evolução deste material cerâmico, a nível técnico e artístico. O itinerário segue depois para o exterior, onde, em pleno Centro Histórico, o visitante deparará com painéis historiados do mais notável pintor de azulejos português do século XX, Jorge Colaço, assim como outros trabalhos mais recentes dispersos pelo espaço público, relacionados com a história e as tradições de Ponte de Lima.

A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia, estando limitada à capacidade do grupo e à participação mínima de 10 pessoas.

Esta será uma oportunidade única para conhecer um pouco mais sobre esta forma de expressão artística em que Portugal tanto se notabilizou, chamando também a atenção para o património azulejar de Ponte de Lima.

Para mais informações e inscrições, contactar o Museu dos Terceiros, através do email mute.geral@museuspontedelima.pt ou telefone 258 240220.

PONTE DE LIMA SEGUE NA ROTA DO AZULEJO

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No próximo dia 4 de setembro, o Município de Ponte de Lima, através do Museu dos Terceiros, convida a comunidade a participar na Rota dos Azulejos, uma iniciativa cultural inserida em diversas rotas temáticas, integrada no programa das comemorações dos 900 anos do Foral de Ponte de Lima.

Com início marcado para as 10h00, a Rota dos Azulejos terá o seu início no Museu dos Terceiros, que alberga o mais significativo repositório azulejar da vila de Ponte de Lima. A visita a algumas salas do museu, onde se exibem diversos exemplares produzidos durante um longo horizonte temporal, entre os séculos XVI e XIX, será o pretexto ideal para uma breve história da evolução deste material cerâmico, a nível técnico e artístico. O itinerário segue depois para o exterior, onde, em pleno Centro Histórico, o visitante deparará com painéis historiados do mais notável pintor de azulejos português do século XX, Jorge Colaço, assim como outros trabalhos mais recentes dispersos pelo espaço público, relacionados com a história e as tradições de Ponte de Lima.

A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia, estando limitada à capacidade do grupo e à participação mínima de 10 pessoas.

Esta será uma oportunidade única para conhecer um pouco mais sobre esta forma de expressão artística em que Portugal tanto se notabilizou, chamando também a atenção para o património azulejar de Ponte de Lima.

Para mais informações e inscrições, contactar o Museu dos Terceiros, através do e-mail mute.geral@museuspontedelima.pt ou telefone 258 240 220.

PAINEL DE AZULEJOS DE JORGE COLAÇO EM PONTE DE LIMA EVOCA A PASSAGEM DE D. AFONSO HENRIQUES PELA CABRAÇÃO

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A azulejaria que reveste o interior da estação de S. Bento, no Porto, é porventura a mais conhecida e apreciada pelo público das obras do ceramista Jorge Colaço. Não obstante, foram inventariados cerca de mil painéis em 116 locais diferentes em todo o país e no estrangeiro. Entre nós, no Minho, destacamos este painel existente em Ponte de Lima que narra o episódio da passagem do rei D. Afonso Henriques pela Cabração.

A actual aldeia da Cabração, terá sido uma quinta de algum nobre godo, o que se retira de uma escritura que as freiras do mosteiro levaram quando foram para o Convento do Salvador de Braga. Aí se diz que, "indo D. Afonso Henriques à caça dos javalis, a esta freguesia, que é na serra de Arga, acompanhado de Nuno Velho, Sancho Nunes, Gonçalo Rodrigues, Lourenço Viegas, Soeiro Mendes (o Gordo), Gonçalo Ramires e outros fidalgos, o abade de Vitorino, D. Fernando, lhes deu aí de jantar, junto à capela de Nossa Senhora de Azevedo, no fim do qual o rei lhe demarcou o couto."

A Torre de S. Paulo foi erigida no século XIV, fazendo parte da estrutura muralhada de defesa da vila. Na face voltada ao rio, um painel de azulejos assinado por Jorge Colaço representa um episódio imaginário de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras são, Senhor!). [Segundo a lenda, depois de uma caçada, descansando D. Afonso Henriques junto à Capela de Nossa Senhora de Azevedo com a sua comitiva, começou a notar-se ao longe uma nuvem de pó e um barulho ensurdecedor. Julgando ser o inimigo que iria atacar, prepararam-se para o combate, indo de encontro à poeira e ao barulho, quando, de repente, o aio D. Egas, parando, dirigiu-se ao rei dizendo em tom de riso: "Cabras são, Senhor!” Deste modo, aquela área, que era ocupada em grande parte por pastores e cabras, passou a chamar-se Cabração].

NOVAS CRIAÇÕES ARTÍSTICAS PRESTAM HOMENAGEM AO AZULEJO E BORDADO DE VIANA DO CASTELO

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Desde esta terça-feira que a cidade de Viana do Castelo apresenta um novo conjunto de nove criações artísticas que prestam homenagem ao azulejo e ao bordado tradicional vianense.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo promoveu o concurso de criação artística denominado “Coração de Viana” com a finalidade de fomentar a criação de peças de arte pública. As peças desenvolvidas valorizam, celebram e reinterpretam a tradição de azulejaria e do bordado de Viana do Castelo, certificado e absolutamente singular, e vão ficar expostas em diversos espaços urbanos.

Este concurso inseriu-se na programação cultural da VIII Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2025.

AZULEJARIA

“TILE a Story”

Esta proposta pretende ser uma fusão entre o património azulejar com a identidade própria da cidade de Viana do Castelo e alguns dos seus símbolos, paisagens, ambientes e história. Primeiro importa explicar o nome da proposta. TILE a Story é um Tell a Story sobre o azulejo (tile). É nos livros que se encontram as histórias e esta é a história da proposta. A proposta assenta na criação para produção de um novo azulejo 15x15 cm, desenhado propositadamente para o concurso, que assume uma determinada padronização para ganhar uma forma concreta.

Telmo Roriz, 1.º prémio na categoria - Azulejaria

Local: Junto da Biblioteca Municipal

Banco à Vela

A peça de mobiliário urbano "Banco à Vela" celebra a riqueza cultural e histórica de Viana do Castelo, unindo a tradição dos azulejos portugueses à identidade naval da região. Concebido para acolher entre 4 a 5 pessoas, este banco assume a forma simbólica de um barco com uma vela, remetendo para as embarcações tradicionais dos pescadores vianenses.

Jorge Miguel de Freitas da Silva Rodrigues, 2.º prémio na categoria - Azulejaria

Local: Junto da Estátua de João Alvares Fagundes

O LEGADO

Este painel cerâmico foi concebido para ser colocado à saída do Museu de Artes Decorativas e representa uma reflexão sobre a nossa “pegada cultural”. É inevitável que partes do nosso património e memórias sejam apagadas, no entanto, o caminho que trilhamos terá repercussões na nossa cultura.

Maria Grácia Cordeiro da Costa, 4.º prémio na categoria - Azulejaria

Local: Parede exterior do Museu de Artes Decorativas – Rua General Luís do Rego

Azulejos Bordados de Sentimentos

A obra "Azulejos Bordados de Sentimentos" é uma peça de arte pública que entrelaça memória, tradição e inovação, transformando espaços urbanos em narrativas visuais vivas.

Maria Cristina Da Rocha Amorim Pimenta Martins, 5.º prémio na categoria - Azulejaria

Local: Museu do Traje

Obelisco

Uma difícil escolha ter que selecionar dentre as inúmeras manifestações artísticas da arte azulejar, alguma que pudesse refletir o que ao meu ver representa Viana, esclarece a artista.

Rebecca Laura Gouveia Gabino, 6.º prémio na categoria - Azulejaria

Local: Largo de São Domingos – Museu de Artes Decorativas

BORDADO DE VIANA DO CASTELO

Memórias Suspensas é uma instalação artística que homenageia o bordado tradicional de Viana do Castelo através de uma abordagem contemporânea e imersiva.

José Teibão, 1.º prémio na categoria - Bordado de Viana

Local: Antigos Paços do Concelho – piso 1

Arco apresenta-se como uma criação inspirada nos Bordados e nos gradeamentos que embelezam as varandas de Viana.

Vanda Sofia Carvalhais Balinha, 2.º prémio na categoria - Bordado de Viana

Local: Porta Mexia Galvão

Bordado de Viana

A intervenção pretende ser uma homenagem ao tradicional bordado de Viana do Castelo, representado de forma criativa ao longo da vedação do parque infantil da Marina.

Susana Sofia Loureiro Eiras do Rosário, 3.º prémio na categoria - Bordado de Viana

Local: Parque Infantil da Marina

Coração de Viana

Coração Viana - Trabalho realizado em baixo relevo com a técnica de Raku.

Agostinho Cunha, 5.º prémio na categoria - Bordado de Viana

Local: Exterior do Centro Cultural de Viana do Castelo

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VIANA DO CASTELO LANÇA CONCURSO PARA CRIAÇÃO DE ARTE URBANA QUE VALORIZE AZULEJARIA E BORDADO

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O executivo da Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, esta terça-feira, as normas do concurso de criação artística “Coração de Viana”, inserido na programação cultural da VIII Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2025.

O concurso será lançado com a finalidade de fomentar a criação de peças de arte pública, a expor em espaços urbanos, que valorizem, celebrem e reinterpretem a tradição de azulejaria e do bordado de Viana do Castelo, certificado e absolutamente singular.

De acordo com a proposta apresentada pelo Vereador da Cultura, Manuel Vitorino, o concurso “permitirá desenvolver uma convocatória aberta a artistas residentes no território desta rede de cidades do Noroeste Peninsular, dinamizando a arte urbana de Viana do Castelo”.

O concurso tem como objetivos estimular a criatividade artística e a pesquisa sobre o bordado de Viana do Castelo e a azulejaria da cidade; promover a valorização do património cultural local; selecionar as melhores propostas de intervenção artística em espaços urbanos; apoiar projetos de criação integral de obras contemporâneas inscritas nas artes visuais, que dialoguem com as tradições artísticas vianenses.

Destina-se a artistas residentes no território dos municípios do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, sendo admitidas propostas de criação individual ou coletiva, sendo apenas aceite uma proposta por participante ou coletivo.

Para cada temática, o 1º prémio receberá um valor monetário de 6.000 euros, o 2º prémio 3.500 euros, o 3º prémio 2.500 euros, o 4º prémio 1.000 euros, o 5º prémio 500 euros, e as propostas do 6º ao 10º prémio receberão 300 euros.

As propostas devem ser entregues de 20 de janeiro até 14 de fevereiro de 2025, com a divulgação dos resultados prevista para 24 de fevereiro. As propostas selecionadas deverão ser executadas numa 1ª fase (temático bordado de Viana) a 21 de março e a 2ª fase (temática azulejaria) a 5 de maio, permanecendo por um período mínimo de um ano.

PONTE DE LIMA: A TORRE QUE CONTA A LENDA DA CABRAÇÃO

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A Torre que conta uma lenda e regista a altura das cheias

A Torre de S. Paulo foi erigida no século XIV, fazendo parte da estrutura muralhada de defesa da vila. Na face voltada ao rio, um painel de azulejos assinado por Jorge Colaço representa um episódio imaginário de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras são, Senhor!). [Segundo a lenda, depois de uma caçada, descansando D. Afonso Henriques junto à Capela de Nossa Senhora de Azevedo com a sua comitiva, começou a notar-se ao longe uma nuvem de pó e um barulho ensurdecedor. Julgando ser o inimigo que iria atacar, prepararam-se para o combate, indo de encontro à poeira e ao barulho, quando, de repente, o aio D. Egas, parando, dirigiu-se ao rei dizendo em tom de riso: "Cabras são, Senhor!” Deste modo, aquela área, que era ocupada em grande parte por pastores e cabras, passou a chamar-se Cabração].

Fonte: https://www.pontedelima900.pt/

BARCELOS DÁ A CONHECER OS DIREITOS DAS CRIANÇAS EM PAINEL DE AZULEJOS NA ESCOLA BÁSICA DE FRAGOSO

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O Município de Barcelos inaugurou hoje, 20 de novembro, o oitavo painel de azulejos, intitulado “Olhares Sobre os Nossos Direitos”, no qual os alunos da Escola Básica de Fragoso perpetuaram os seus direitos, num trabalho conjunto da Biblioteca Municipal e do Museu de Olaria de Barcelos.

Esta iniciativa tem como objetivo mostrar o que as crianças pensam e o que sabem sobre os seus direitos, através da narração de histórias pintadas em azulejos.

A inauguração deste trabalho, o oitavo a ser colocado em estabelecimentos de ensino do concelho, contou com a presença da Vereadora da Educação, Mariana Carvalho, e da Cultura, Elisa Braga, que elogiaram o trabalho desenvolvido e referiram a importância da contínua e intransigente defesa dos direitos da criança.

Este painel aqui inaugurado hoje é uma excelente memória futura e uma forma de todos lembrarem que os direitos das crianças são muito importantes”. Para a vereadora da Educação, Mariana Carvalho, o mais importante a retirar deste dia é que “além dos direitos das crianças, também existem deveres e a obrigação de serem felizes”, frisando que o painel ali instalado está “muito bonito”.

As vereadoras mostraram satisfação e felicidade por estarem presentes num momento tão simbólico, e agradeceram a todos os que colaboram na criação destes painéis.

O ato inaugural contou também com a presença do Diretor do Agrupamento de Escolas de Fragoso, Manuel Amorim, da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Fernanda Freitas, e do Presidente da Junta de Freguesia de Fragoso, José Maria Batista.

Os painéis, onde constam os 54 artigos da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, têm vindo a ser colocados nas escolas concelhias e são compostos por 800 azulejos que resultam do trabalho conjunto efetuado pelos alunos ao longo do ano letivo com maior incidência dos 3.º e 4.º anos do 1.º ciclo do Ensino Básico, dos diferentes agrupamentos de escolas, num total de 356 alunos.

Foram já colocados nas escolas sete painéis, nos Centros Escolares de Arcozelo, António Fogaça, Vale do Tamel, Vale D´Este, Gilmonde, Barqueiros e Várzea.

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PAINEL DE AZULEJOS DE JORGE COLAÇO EM PONTE DE LIMA EVOCA A PASSAGEM DE D. AFONSO HENRIQUES PELA CABRAÇÃO

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A azulejaria que reveste o interior da estação de S. Bento, no Porto, é porventura a mais conhecida e apreciada pelo público das obras do ceramista Jorge Colaço. Não obstante, foram inventariados cerca de mil painéis em 116 locais diferentes em todo o país e no estrangeiro. Entre nós, no Minho, destacamos este painel existente em Ponte de Lima que narra o episódio da passagem do rei D. Afonso Henriques pela Cabração.

A actual aldeia da Cabração, terá sido uma quinta de algum nobre godo, o que se retira de uma escritura que as freiras do mosteiro levaram quando foram para o Convento do Salvador de Braga. Aí se diz que, "indo D. Afonso Henriques à caça dos javalis, a esta freguesia, que é na serra de Arga, acompanhado de Nuno Velho, Sancho Nunes, Gonçalo Rodrigues, Lourenço Viegas, Soeiro Mendes (o Gordo), Gonçalo Ramires e outros fidalgos, o abade de Vitorino, D. Fernando, lhes deu aí de jantar, junto à capela de Nossa Senhora de Azevedo, no fim do qual o rei lhe demarcou o couto."

A Lenda da Cabração

Após o recontro no Rêgo do Azar, quis D. Afonso Henriques voltear pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis. Convidou alguns poucos ricos-homens e infanções.

Quando estavam no sítio que hoje se chama Cabração, apareceu muito açodado o Capelão das Freiras de Vitorino das Donas, que à frente de moços com cestos pesados andava desde manhã á busca do real monteador, com um banquete mandado do Mosteiro.

Em boa hora vinha a refeição.

Estendeu-se na relva uma toalha de linho e sentados em troncos de carvalho cortados à pressa, começou o jantar. Alegre ia correndo.

D. Nuno Soares por alcunha Nuno velho o postrimeiro para diferença de seu avô, a quem também haviam chamado o Velho e cujas proezas ainda se recontavam em toda a terra da Cervaria, começou a trinchar um leitão assado.

- Parece-me que tens mais jeito para matar infiéis, - disse-lhe o rei brincando.

- Ai Real senhor, antes eu ficasse morto com os últimos que matei, que desde essa refrega não passo um dia que não me lembre do momento em que o bom Cavaleiro Gonçalo da Maria exalou o derradeiro suspiro encostado a meu peito.

- Quisera eu ouvir da tua boca essa heróica morte do Lidador, interrompeu o Monarca triste, mas curioso. E o Senhor da Torre de Loivo obedeceu, com voz pousada e lágrimas nos olhos.

Ia escurecendo o dia e era tão esquisita a coincidência de estar ali um punhado de homens, senão solenizando um aniversário, festejando uma vitória, que talvez um pressentimento apertasse o coração dos guerreiros.

Atentos, escutavam silenciosos a narração. De golpe ergue-se o Espadeiro e olhou fito para as bandas da Galiza.

- Que examinais D. Egas? – perguntou o Príncipe.

- Vejo além muito ao longe um turbilhão de pó, que se aproxima. São talvez inimigos que procuram encontrar-nos descuidados.

De facto vagalhões de poeira negra encobriam multidão fosse do que fosse. O ruído do torpel era cada vez mais distinto.

- Sejamos prestes – gritou o rei, cingindo o seu enorme espadão. Todos fizeram o mesmo.
- Cavalgar, cavalgar; - já não era outra voz que se ouvia, enquanto cada um se dirigia para o lugar onde se prendera o seu cavalo.

O Capelão olhou, escutou e sentou-se começando a comer aqui e alem os deliciosos postres e bebendo aos goles pachorrentos um licor estomacal, resmungando:

- Deixa-los ir que voltam em breve. Eu era capaz de apostar todo o mel deste monte, em como sei que inimigos são aqueles. E mais dizem que é mel igual ao do Himeto. A história do Lidador é que lhes esquentou a cabeça.

Pouco depois voltavam os monteadores rindo á gargalhada.

- Cabras são: - disse o Rei ao apear-se, e dirigindo-se ao padre: - bem fizestes vós que não bulistes. E D. Afonso tomando um púcaro e enchendo-o de vinho num cangirão, acrescentou:

Bebei todos, que estais muito quentes e podeis ter um resfriado, e dizei-me depois se não valeu a pena o engano para nos refrescarmos agora com este delicioso néctar.

Capelão, quero comemorar o caso de confundir rebanhos de cabras com mesnadas de leonezes e beneficiar o convento para vos honrar a vós que fostes, não sei se mais perspicaz, se mais valente do que nós debicando mui sossegadamente em todos os doces.

Vou coutar aqui uma terra, para que as boas monjas possam de vez em quando apanhar bom ar da montanha e rir-se de nós. Riscou-se o couto e nessa noite os cavaleiros dormiram na ermida da Senhora de Azevedo.

O dito do rei Cabras são corrompeu-se em Cabração.

Fonte: Conde de Bertiandos, Cabras São, in Almanaque de Ponte de Lima, 1923.

ESPOSENDE: PAINEL DE AZULEJOS DE JORGE COLAÇO EM FORJÃES EVOCA D. AFONSO HENRIQUES NA BATALHA DE OURIQUE

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A azulejaria que reveste o interior da estação de S. Bento, no Porto, é porventura a mais conhecida e apreciada pelo público das obras do ceramista Jorge Colaço. Não obstante, foram inventariados cerca de mil painéis em 116 locais diferentes em todo o país e no estrangeiro. Entre nós, no Minho, destacamos os paineis existentes em Esposende e Ponte de Lima.

Jorge Rey Colaço de seu nome completo, nasceu no Consulado de Portugal em Tânger, Marrocos em 1868 e veio a falecer em Oeiras em 1942. Foi pintor e ceramista. Estudou Arte em Lisboa, Madrid e Paris.

Foi caricaturista do jornal Le Figaro. Foi admitido no Salon de Paris em 1983, na Exposição oficial da l’Académie des Beaux-Arts de Paris. Presidiu à Sociedade Nacional de Belas Artes entre 1906 e 1910.

Trabalhou na Fábrica de Louça de Sacavém de 1904 até 1924 e posteriormente na Fábrica Lusitânia de Lisboa e Coimbra até à data do seu falecimento.

Foi um exímio desenhador, destacando-se na caricatura, pintura e azulejo, com capacidades inovadoras de processos e técnicas. Foi proprietário e diretor artístico da revista monárquica “O Thalassa”, colaborou nas revistas “Branco e Negro”, “O Branco e Negro” e ainda na “Illustração Portugueza”.

Em 1936, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Fonte: Wikipédia

PINTOR CAMINHENSE GILBERTO RENDA FOI O AUTOR DA CÉLEBRE LEGENDA “DEVAGAR COMEÇA SEIXAS”

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O pintor Gilberto Ventura Terra Renda nasceu em Seixas, no Concelho de Caminha, e era sobrinho e afilhado do célebre arquiteto Miguel Ventura Terra. A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 21 de dezembro de 1914, dá conta da exposição de pintura que então realizou na qual, grande parte das obras expostas, eram dedicadas à sua terra natal.

Exposição de Belas-Artes no Salão da “Ilustração Portugueza”

Foi muito visitada a exposição de quadros realisada no salao da “Ilustração Portugueza” pelo distinto pintor sr. Gilberto Ventura Renda, que apresentou n’ela trabalhos que foram justamente apreciados.

O assunto da maioria das suas telas foi o brilhante artista buscar ás belas e fecundas paisagens do nosso Minho, que tantos artistas tem inspirado em obras de grande valor, e n’eles vincou o sr. Renda os seus excecionaes recursos artísticos com a maior exuberância.

Tambem apresentou na sua galeria de quadros belíssimos estudos de figuras e composições de interior, nos quaes há riqueza de tonalidade e excelente técnica, que muito distinguem o seu trabalho. Os srs. dr. Bernardino Machado, Braamcamp Freire, presidente do Senado e outros vultos de destaque na sociedade, também visitaram a exposição, felicitando todos eles o distinto artista pelos seus belíssimos trabalhos, dos quaes muitos foram vendidos.

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Caminho de Seixas

Lugar da Fonte (Seixas)

Pensando...

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Deitando a vara (Fotos: Benoliel)

QUEM FOI JORGE COLAÇO – AUTOR DOS MAGNÍFICOS PAINEIS DE AZULEJOS QUE DECORAM AS NOSSAS VILAS E CIDADES NO MINHO ?

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“Nuno Álvares Pereira na Batalha de Aljubarrota”, Centro Cultural Rodrigues de Faria, Forjães, Esposende

A azulejaria que reveste o interior da estação de S. Bento, no Porto, é porventura a mais conhecida e apreciada pelo público das obras do ceramista Jorge Colaço. Não obstante, foram inventariados cerca de mil painéis em 116 locais diferentes em todo o país e no estrangeiro. Entre nós, no Minho, destacamos os paineis existentes em Esposende e Ponte de Lima.

Jorge Rey Colaço de seu nome completo, nasceu no Consulado de Portugal em Tânger, Marrocos em 1868 e veio a falecer em Oeiras em 1942. Foi pintor e ceramista. Estudou Arte em Lisboa, Madrid e Paris.

Foi caricaturista do jornal Le Figaro. Foi admitido no Salon de Paris em 1983, na Exposição oficial da l’Académie des Beaux-Arts de Paris. Presidiu à Sociedade Nacional de Belas Artes entre 1906 e 1910.

Trabalhou na Fábrica de Louça de Sacavém de 1904 até 1924 e posteriormente na Fábrica Lusitânia de Lisboa e Coimbra até à data do seu falecimento.

Foi um exímio desenhador, destacando-se na caricatura, pintura e azulejo, com capacidades inovadoras de processos e técnicas. Foi proprietário e diretor artístico da revista monárquica “O Thalassa”, colaborou nas revistas “Branco e Negro”, “O Branco e Negro” e ainda na “Illustração Portugueza”.

Em 1936, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Fonte: Wikipédia

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“Adamastor”, no Centro Cultural Rodrigues de Faria, Forjães, Esposende

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"Afonso de Albuquerque na Tomada de Hormuz", 1933, Centro Cultural Rodrigues de Faria, Forjães, Esposende

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“Cabras São, Senhor”, monumento em Ponte de Lima, alusivo à Freguesia da Cabração

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“Aclamação de D. João IV em 1640”, Ponte de Lima, Portugal 1940.

PONTE DE LIMA: CABRAS SÃO, SENHOR... – PAINEL DE AZULEJOS DA AUTORIA DE JORGE COLAÇO ALUSIVO À PASSAGEM DE D. AFONSO HENRIQUES PELA LOCALIDADE DA CABRAÇÃO

Rezam os cálculos dos historiadores, o torneio de Valdevez deverá ter ocorrido nos começos de 1140, após o qual volteou D. Afonso Henriques “pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis” e, com os seus ricos-homens e infanções, terá chegado ao “sítio que hoje se chama Cabração”. Desde então, não há memória de algum Chefe de Estado – rei ou presidente da República – ter visitado a Freguesia de Cabração, nem que ao menos fosse para caçar ursos e javalis…

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Painel de azulejos existente em Ponte de Lima, da autoria de Jorge Colaço

“Após o recontro no Rêgo do Azar, quiz D. Afonso Henriques voltear pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis. Convidou alguns poucos ricos-homens e infanções. Quando estavam no sítio que hoje se chama Cabração, apareceu muito açodado o Capelão das freiras de Vitorino das Donas, que à frente de moços com cestos pesados andava desde manhã à busca do real monteador, com um banquete mandado do Mosteiro. Em boa hora vinha a refeição. Estendeu-se na relva uma toalha de linho e sentados em troncos de carvalho cortados à pressa, começou o jantar. Alegre ia correndo. D. Nuno Soares por alcunha o Velho e o postrimeiro para diferença de seu avô, a quem também haviam chamado o Velho e cujas proezas ainda se recontavam em toda a terra da Cervaria, começou a trinchar um leitão assado.

- Parece-me que tens mais jeito para matar infiéis, - disse-lhe o Rei brincando. – Ai Real Senhor, antes eu ficasse morto com os últimos que matei, que desde essa refrega não passo um dia que me não lembre do momento em que o bom cavaleiro Gonçalo da Maia exalou o derradeiro suspiro encostado ao meu peito.

- Quisera eu ouvir da tua boca essa heroica morte do Lidador, interrompeu o Monarca triste, mas curioso. E o Senhor da Torre do Loivo obedeceu, com voz pausada e lágrimas nos olhos.

Ia escurecendo o dia e era tão esquisita a coincidência de estar ali um punhado de homens, senão solenizando um aniversário, festejando uma vitória, que talvez um pressentimento apertasse o coração dos guerreiros.

Atentos, escutavam silenciosos a narração. De golpe ergueu-se o Espadeiro e olhou fito para as bandas da Galiza.

- Que examinas D. Egas? – Perguntou o Príncipe. – Vejo além muito ao longe um turbilhão de pó, que se aproxima. São talvez inimigos que procuram encontrar-nos dcescuidados.

De facto vagalhões de poeira negra encobriam multidão fosse do que fosse. O ruído do tropel era cada vez mais distinto.

- Sejamos prestes – gritou o Rei, cingindo o seu enorme espadão. Todos fizeram o mesmo. – Cavalgar, cavalgar, já não era outra a voz que se ouvia, enquanto cada um se dirigia para o lugar onde prendera o seu cavalo. O capelão olhou, escutou e sentou-se começando a comer aqui e além os deliciosos postres e bebendo aos goles pachorrentos um licor estomacal, resmungando… - Deixa-los ir que voltam breve. Eu era capaz de apostar todo o mel deste monte, em como sei que inimigos são aqueles. E mais dizem que é mel igual ao do Himeto. A historia do Lidador é que lhes esquentou a cabeça.

Pouco depois voltavam os monteadores rindo à gargalhada. – Cabras são: - disse o rei ao apear-se, e, dirigindo-se ao padre: - bem fizestes vós que não bulistes. E D. Afonso tomando um púcaro e enchendo-o de vinho num cangirão, acrescentou.

- Bebi todos, que estais muito quentes e podeis ter um resfriado, e dizei-me depois se não valeu a pena o engano para nos refrescarmos agora com este delicioso néctar.

Capelão, quero comemorar o caso de confundir rebanhos de cabras com mesnada de leonezes e beneficiar o convento para vos honrar a vós que fostes, não sei se mais perspicaz, se mais valente do que nós debicando mui sossegadamente em todos os doces.

Vou coutar aqui uma terra, para que as boas monjas possam de vez em quando apanhar bom ar da montanha e rir-se de nós.

Riscou-se o couto e nessa noite os cavaleiros dormiram na ermida da Senhora do Azevedo. O dito do Rei “Cabras são” corrompeu-se em Cabração.”

Conde de Bertiandos, Cabras São, in “Almanaque de Ponte de Lima, 1923

MUSEU MUNICIPAL DE ESPOSENDE EXPÕE “A SALA DOS AZULEJOS NOS TEMPOS DA ASSEMBLEIA ESPOZENDENSE”

“A Sala dos Azulejos nos tempos da Assembleia Espozendense” é como se intitula a exposição hoje inaugurada no Museu Municipal de Esposende, em sessão presidida pelo Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira.

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A exposição insere-se nas comemorações dos 30 Anos do Museu Municipal e recria o ambiente vivido há cerca de um século atrás neste espaço do antigo edifício Teatro-Club, onde se reunia a Assembleia Espozendense, um grupo seleto de Esposendenses, formalmente constituído, com estatutos definidos, que se juntavam com fins de recriação e lazer.

Através do vasto leque de objetos e peças expostos, o visitante poderá entender como eram as vivências na Sala dos Azulejos, com manequins vestidos a rigor, o seu piano centenário e o snooker, bem como outras mobílias e diversos artefactos, como as grafonolas, louças, bengalas, chapéus de coco e cartolas, artefactos de senhora, documentos e jornais da época.

O Presidente da Câmara Municipal assinalou a riqueza desta mostra, considerando que “é um pedaço da história de Esposende, que nos transporta para essa época de singular vivência cultural e social de uma determinada elite, num emblemático edifício que alberga hoje o Museu Municipal, que continua, deste modo, ao serviço da cultura”.

Aludindo ao enquadramento previamente efetuado por João Neiva, técnico responsável pela exposição, que ajudou a perceber as vivências da época no contexto do país e do mundo, Benjamim Pereira referiu que compreender o passado ajuda a perceber o presente e a preparar o futuro. Assumindo um “certo saudosismo” perante o cenário recriado na sala dos Azulejos do Museu, deixou o convite para uma visita à exposição. “Quanto mais conheço de Esposende e das suas gentes mais valor tem para mim este concelho”, afirmou.

Concluiu a sua intervenção agradecendo às instituições e às pessoas que cederam objetos para figurar nesta exposição e saudou a sua disponibilidade, notando que estão a contribuir para trazer ao conhecimento público a história de Esposende de um determinado período do século passado. Sublinhou, aliás, que “o Município continua a contar com as instituições e com a sociedade civil para desenvolver projetos como este e para enriquecer a memória coletiva”, em linha com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Esta exposição poderá ser visitada na Sala dos Azulejos do Museu Municipal, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e, ao sábado e ao domingo, entre as 14h00 e as 18h00. Refira-se, ainda, que o Museu Municipal estará aberto das 21h00 às 24h00, nos dias em que se realizam atividades na cidade à noite.

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VIANA DO CASTELO: MUSEU DE ARTES DECORATIVAS CELEBRA DIA NACIONAL DO AZULEJO ESTE SÁBADO

Este sábado, dia 6 de maio, o Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo associa-se ao Dia Nacional do Azulejo que, desde 2017, é comemorado, em Portugal.

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A proposta, enquadrada no conceito de Museu Acessível, prevê uma visita orientada, ao público escolar que, esta sexta-feira, percorrerá um Roteiro do Azulejo na Cidade, entre as 10h00 e as 14h00, com ponto de encontro no Museu. Para cada um dos pontos de visita, realizou-se um videograma, em formato QR code, que permanecerá junto do painel azulejar, podendo ser descarregado por todos os públicos interessados.

No dia 6 de maio, o Museu de Artes Decorativas promove o workshop “Faz o teu azulejo”, encontrando-se aberto a todos os visitantes, no âmbito do importante património azulejar, que dispõe nas suas coleções. O workshop conta com orientação de Sara Jácome e Nuno Tanha, para o público em geral, com inscrições para mad@cm-viana-castelo.pt .

Vídeo sobre os azulejos na cidade: https://youtu.be/OSKz9XLOr8A .

Refira-se que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tem disponível o Roteiro do Azulejo, onde se propõe ao leitor em geral, e ao turista em particular, uma viagem de três percursos no espaço urbano de Viana do Castelo, ao encontro do Azulejo, num horizonte temporal de meio milénio.

Azulejos ornamental-alegóricos, utilitários e pedagógicos, em revestimentos de fachadas e formando silhares ou “tapetes” em espaços interiores. São azulejos dos séculos XVI, XVII e XVIII, de padronagens, de “figura avulsa” e em composições historiadas do Maneirismo e do “Ciclo dos Mestres” (Primeiro Barroco), “Grande Produção Joanina” e Rococó; padrões de “alto e meio-relevo”, de “estampilha” com pintura manual e de estampagem mecânica; azulejos retangulares “biselados”; frisos e painéis revivalistas e modernistas; composições de novas técnicas e estéticas no dealbar do século XXI.

Os percursos P1 e P2 concernem ao Centro Histórico de Viana do Castelo, atualmente delimitado pelo caminho de ferro e a beira-rio até à foz do Lima: áreas nucleares das freguesias de Santa Maria Maior e Monserrate. O percurso P3 corresponde à área envolvente do Centro Histórico, pelo Poente, Norte e Nascente.

Recorde-se que as coleções do Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo são constituídas por faianças portuguesas dos séculos XVII ("Louça Azul"), XVIII e XIX, faianças da Fábrica de Louça de Viana (1774-1855), azulejos, mobiliário indo-português, mobiliário dos séculos XVII e XVIII e desenhos e pinturas de artistas portugueses (séculos XVIII e XIX).

Instalado desde 1923 num edifício do século XVIII, o Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo tem uma excecional coleção de artes decorativas, doadas pelo estudioso Luís Augusto Oliveira, que inclui contadores Indo-portugueses e mobiliário de D. João V e D. José I. Uma parte importante do acervo do Museu é composta por coleções de faiança, nomeadamente da Fábrica de Loiça de Viana, sendo detentor de uma das mais importantes coleções do país.

Merecedoras de destaque são também as salas com os alizares de azulejos, representando os quatro continentes, as cenas de caça e da vida palaciana. O Museu possui ainda algumas pinturas sobre madeira dos séculos XVI a XX; uma secção lapidar com mais de três dezenas de peças, onde se destaca o núcleo de heráldica classificado como Pedras de Armas e um valioso espólio numismático.

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