Município de Braga reitera disponibilidade para receber aviões ‘Fire Boss’
O Município de Braga dirigiu hoje uma carta ao Presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), ao Comandante Operacional Nacional e ao Comandante Operacional Distrital, em que reiterava a sua disponibilidade para acolher no Aeródromo municipal de Palmeira os aviões ‘Fire Boss’ a serem integrados no âmbito da operação de Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2020.
Esta iniciativa resulta do facto de o Município de Braga ter sido surpreendido com notícias veiculadas hoje por vários órgãos de comunicação social, alegando que a Autarquia Bracarense teria recusado a inclusão desses meios de combate a incêndios no seu equipamento. Nesse sentido, cumpre ao Município de Braga prestar os seguintes esclarecimentos:
O Município de Braga nunca recusou, em momento algum, receber a referida operação.
Em resposta à solicitação do Comandante Operacional Distrital (CODIS) da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), em meados de Fevereiro último, no sentido de posicionar os referidos meios no Aeródromo de Palmeira, o Município de Braga informou os condicionalismos operacionais que o Aeródromo encerra, devido a protocolos celebrados, já há décadas, com as várias entidades que utilizam o mesmo espaço, e que impediam, à altura, a disponibilidade total do Aeródromo para a operação.
No seguimento dessa informação, o Município de Braga não obteve qualquer resposta ou disponibilidade para tentar encontrar uma solução de compromisso, em tempo útil, que permitisse a operação pretendida.
No inicio de Março, e dada a situação epidemiológica verificada, os condicionalismos operacionais foram consideravelmente reduzidos, no entanto o Município não voltou a ser abordado sobre o assunto.
O Município de Braga acolhe, no seu Aeródromo, o dispositivo de combate a fogos desde a sua criação, no inicio da década de 90, e atendeu às solicitações, garantindo sempre que possível as condições necessárias, logísticas e operacionais, para acolher os meios do dispositivo operacional da ANEPC, sem esperar qualquer contrapartida.
Assim, o Município de Braga reitera a sua total disponibilidade para analisar, nas actuais condições, o acolhimento da operação, se essa for a vontade da ANEPC.
O Município de Braga prepara-se para estabelecer uma parceria com uma entidade formadora da área da aeronáutica que visa a abertura de um curso inicial de tripulante de cabina no Concelho.
Os termos do acordo serão apreciados na próxima reunião descentralizada do Executivo Municipal, que terá lugar esta Segunda-feira, 26 de Novembro, na União de Freguesias de Este, em Este S. Pedro.
A formação será assegurada pela ‘ABSANT II TRAINING, LDA’, uma entidade formadora certificada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, com a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e que possui um longo historial de formação na área aeronáutica.
Para o Município de Braga, a aeronáutica é considerada um sector fundamental para a afirmação e competitividade do Concelho, associada a infra-estruturas existentes como o aeródromo e a captação de empresas do sector. Por outro lado, as projecções mais recentes do sector da Aviação Civil apontam para o crescimento exponencial das necessidades de recursos humanos nesta área o que pode consistir numa importante saída profissional para os jovens Bracarenses.
O Curso Inicial de Tripulantes de Cabina tem como objectivo familiarizar os formandos com o ambiente que caracteriza a aviação civil, proporcionando a aquisição dos conhecimentos, competências e atitudes que lhes permitam assegurar a segurança do voo e dos passageiros em situações normais, anormais e de emergência.
A conclusão com aproveitamento no curso permite aos formandos receberem o seu atestado, emitido pela ANAC e a possibilidade de poder exercer a Função de Tripulante de Cabina nas Companhias Aéreas da União Europeia e de outros países.
Segundo a edição de hoje do jornal “Notícias de Coimbra”, o candidato socialista Manuel Machado promete a criação de um Aeroporto Internacional em Coimbra. Segundo as suas palavras: “Como presidente da Câmara Municipal de Coimbra liderarei no próximo mandato autárquico a transformação do aeródromo de Coimbra – o Aeródromo Municipal Bissaya Barreto, em Cernache – num aeroporto civil comercial. No essencial, a pista já está preparada para receber aviões de grande porte: ainda em julho o Presidente da República lá aterrou a bordo do maior avião que, neste momento, está ao serviço da Força Aérea Portuguesa.”
Trata-se naturalmente de uma promessa eleitoralista que poucas pessoas levarão a sério. Porém, a construção de um aeroporto internacional no Minho não será uma ideia tão despropositada se tivermos em linha de conta a sua situação geográfica, nomeadamente a sua aproximação à Galiza e a importância económica da região.
A sua eventual localização estará mais dependente de aspectos geográficos e atmosféricos e das acessibilidades mais do que da importância política das várias cidades da região. Recordamos, a propósito, o projecto da Air Minho que foi estudado na década de oitenta do século passado, no qual se considerou a possibilidade de construção de infraestruturas em Viana do Castelo ou na Serra d’Arga.
A criação de uma infraestrutura deste nível poderá ainda contribuir para a coesão de uma região abrangendo o Minho e a Galiza.