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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ASSOCIAÇÃO RIO NEIVA PEDE APOIO PARA MANTER A SUA CAMPANHA EM DEFESA DO AMBIENTE

A Rio Neiva - Associação de Defesa do Ambiente é uma organização não governamental (ONG), fundada em 17 de novembro de 1989. Está inscrita na Rede Nacional de Associativismo Jovem (RNAJ) sendo também classificada como uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) e com Estatuto de Utilidade Pública.

Tem como objetivos essenciais defender e valorizar o ambiente e o património natural e cultural, promover um desenvolvimento regional equilibrado do Vale do rio Neiva, macro otimizar o papel da defesa do ambiente nas suas diferentes valências (proteção, sensibilização, valorização, desporto de natureza).

Para atingir estes objetivos esta associação desenvolve e executa atividades e projetos próprios e em parceria com diversas associações e instituições locais, partilha experiências com outras organizações idênticas e desenvolve ações de educação ambiental. Tem como principal público-alvo a comunidade escolar da área onde atua e a população local residente.

É de salientar o pilar que sustenta esta associação e todas as suas iniciativas: o contributo voluntário de todos os seus membros e comunidade envolvente.

Deste modo a Rio Neiva - Associação de Defesa do Ambiente vem por este meio solicitar apoio para a divulgação ativa desta campanha, que tem o objetivo principal angariar fundos para o custeio do funcionamento desta instituição.

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MUNICÍPIO DE CERVEIRA APROVOU CONCESSÃO DE SUBSÍDIOS ÀS COLETIVIDADES E ASSOCIAÇÕES DO CONCELHO

A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira aprovou, por unanimidade, a 12 de março, a atribuição de apoios financeiros a diversas associações e coletividades do concelho para o ano de 2021, num valor idêntico ao do ano transato e que ronda os 200 mil euros.

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Mesmo não se sabendo qual a atividade possível, devido aos condicionalismos e incertezas subjacentes à Covid-19, o Município cerveirense considera imprescindível apoiar estas entidades que, sem receitas, também passam por dificuldades, procurando incentivar a uma dinâmica criativa e adaptada aos tempos que atravessamos.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira sublinha “o importante contributo das associações na promoção e divulgação das tradições e potencialidades do concelho, através da dinamização cultural, desportiva e recreativa”. Fernando Nogueira afirma que “aos subsídios anuais, a autarquia tem prestado apoio logístico e/ou financeiro, com caráter pontual, consoante as necessidades e propostas apresentadas”.

A primeira fase de concessão destes subsídios respeita um conjunto de critérios plasmados em regulamento próprio, sendo fundamental a elaboração e a aprovação dos Planos de Atividades e Orçamento. Os pedidos de apoio remetidos à Câmara Municipal são apreciados por uma comissão nomeada que emite, posteriormente, um parecer fundamentado sobre cada processo, relativamente à qualidade e interesse do mesmo para o concelho, concluindo com uma proposta para apreciação e votação pelo executivo municipal.

As associações e coletividades que ainda tenham o processo incompleto devem entregar a respetiva documentação até dia 9 de abril.

CÂMARA DE BARCELOS APROVA APOIOS A COLETIVIDADES E A DESPORTISTAS

A Câmara Municipal de Barcelos aprovou, em reunião ordinária de 5 de março, um conjunto de contratos programa de desenvolvimento desportivo com cinco coletividades e seis desportistas, que contêm medidas de apoio à participação e organização de provas de caráter regular, bem como a melhoria de instalações desportivas, num valor global de 363.610,00€.

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Foram aprovados contratos programas com o Basquete Clube de Barcelos, Gil Vicente Futebol Clube, Óquei Clube de Barcelos, PCAND – Paralisia Cerebral Associação Nacional de Desporto, Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Silveiros, atletas das modalidades de karaté, todo-o-terreno, motonáutica, boccia, ténis de mesa e biatlo moderno.

Apoios às freguesias, cultura, educação e ação social

Ainda na mesma reunião, o executivo municipal aprovou subsídios a oito freguesias, no valor global de 144.010,00€, destinados a comparticipar em despesas de obras de ampliação e pavimentação da rede viária, arranjo urbanístico, construção de sistemas de drenagem de águas pluviais e de equipamentos públicos.

Foram, também aprovados dois contratos programa na área da cultura: um com a Banda de Oliveira, que inclui uma comparticipação financeira municipal no valor de 47.000,00€; outro com a Associação de Artes de Viatodos, que inclui uma comparticipação financeira municipal no valor de 13.000,00€. Foi, ainda, aprovado um apoio financeiro no valor de 2.500,00€, à Rede de Cidades Criativas da UNESCO, da qual o Município de Barcelos faz parte desde 2017.

Na área da educação, destacam-se as seguintes deliberações: atribuição de apoio financeiro no valor de 200,00€, ao Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, destinado ao reembolso das despesas com comunicações; atribuição de subsídio, no valor de 211,88€, à Associação de Pais de Negreiros, destinado ao pagamento de tarefeira; atribuição de subsídio, no valor de 1.540,61€, à Associação de Pais dos Alunos da Escola de Alvelos; protocolo com a Associação Bandeira Azul da Europa – ano letivo 2020/2021, tendo em vista a participação das escolas candidatas ao programa Eco-Escolhas, da Fundação Europeia de Educação Ambiental, destinado ao pagamento de tarefeira.

Quanto às deliberações na área social, destacam-se as seguintes: atribuição de apoio financeiro à renda de casa de 19 agregados familiares; atribuição de apoio financeiro às refeições escolares de 11 alunos do 1.º ciclo de jardins de infância; a aprovação do acordo de colaboração entre o Município de Barcelos, a Associação Nacional AVC, o Instituto de Saúde S. João de Deus e o ACES Cávado III, relativo ao projeto ProCuidador que corresponde ao alargamento da rede de respostas sociais aos indivíduos e às famílias que se encontram no domicílio numa situação de dependência e/ou incapacidade, capacitando cuidadores informais para prestar cuidados a estas pessoas.

Destaque ainda para a aprovação do pagamento de despesas de juntas de freguesia e de outras entidades, relacionadas com o combate / tratamento do Covid 19, no valor global de 45.384,06€; o aditamento ao acordo de colaboração com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, destinado a prolongar a cedência de habitações deste Instituto aos moradores nos edifícios do Bairro da Fundação Salazar, que se encontram em obras.

CÂMARA DE VIZELA ASSINOU PROTOCOLOS DE ATRIBUIÇÃO DE APOIO FINANCEIRO COM ASSOCIAÇÕES DESPORTIVAS

Dando sentido a uma estratégia de desenvolvimento desportivo municipal, a Câmara Municipal implementou o Vizela Cidade Desportiva, um plano de intervenção que assenta essencialmente na promoção do desporto em todas as Freguesias e para todo o Território, para todas as Pessoas e para todas as Idades e para todos os Clubes e para todas as Associações.

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Assim, e no seguimento da política de apoio ao associativismo desportivo e da deliberação da reunião do Executivo Municipal de Vizela de 2 de fevereiro transato, o Presidente da Câmara Municipal assinou os protocolos de atribuição de apoio financeiro com as associações desportivas do Concelho.

Os anos de 2020 e 2021, por força do surto da COVID-19, são anos de verdadeira excecionalidade, razão pela qual o Município de Vizela, atenta a suspensão da atividade de grande parte do movimento associativo, mostrou uma atenção redobrada sobre o mesmo, de modo a prestar o necessário apoio neste momento de grande dificuldade, considerando importante apoiar as associações desportivas na época desportiva 2020/2021 e combater os “prejuízos avultados e dificuldades de tesouraria” decorrentes dos vários condicionalismos da pandemia.

Com a atribuição destes apoios, a intenção do Município é suprir as necessidades das associações desportivas do concelho que estão impedidas de levar a cabo um conjunto de atividades e serviços que geram receitas e sem as quais não conseguem honrar os compromissos regulares relacionados, designadamente, com despesas de funcionamento e encargos com o pessoal.

Assim, estes protocolos preveem a atribuição de apoio financeiro ao associativismo desportivo para o desenvolvimento e realização das suas atividades regulares, no valor total de 193.617,10€, de forma a proporcionar-lhes meios adicionais para suportar os encargos decorrentes do desenvolvimento das suas atividades.

De realçar ainda que a atribuição destes apoios vem na continuidade da adoção desde o inicio deste mandato, de novos critérios objetivos na atribuição de apoios às instituições de cariz desportivo, no âmbito do Regulamento Municipal de Atribuição de apoios ao associativismo, de forma a cumprir com os princípios de Transparência, Igualdade e Justiça que devem presidir à distribuição equitativa dos recursos públicos.

Assim, estes apoios passaram a ser calculados a partir da duplicação do somatório do custo com inscrição na respetiva federação, seguro desportivo, cartão de jogador e exame médico desportivo, assumindo ainda o custo do funcionamento das infraestruturas desportivas, tendo por objetivo nivelar e criar critérios de igualdade entre as associações desportivas.

De realçar que a vertente desportiva do Concelho é rica nas mais diversas modalidades e consegue, através das diversas associações e clubes, um papel preponderante na comunidade municipal e até projeção a nível nacional e internacional.

Assim, e apostando numa política desportiva mais transparente e de acordo com os recursos disponíveis, a Câmara considera fundamentais as parcerias com o movimento associativo, contribuindo positivamente para a generalização do acesso à prática desportiva.

FALECEU MARIA DA CONCEIÇÃO SOUSA – FIGURA ÍMPAR DO ASSOCIATIVISMO E DO FOLCLORE DE PAREDES DE COURA!

No espaço de um mês, a Associação Cultural Recreativa Desportiva de Paredes de Coura (ACRDPC) perdeu mais um fundador.

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Partiu para a eternidade a prestimosa Maria da Conceição Rodrigues de Sousa, "Maria Naipeira", sócia fundadora da Associação Cultural em 1976, várias vezes sua diretora, e sempre disponível para colaborar, quer fosse em cortejos e representações, quer em recolhas das tradições, quer na confeção de refeições aquando das deslocações do Grupo Etnográfico e dos eventos da ACRDPC. Integrou ainda o Grupo Coral da ACRDPC (inativo desde meados dos anos 80 do século XX). Entregou diversas peças para compor o espólio da nossa coletividade.

A Maria Naipeira fez parte do extinto Grupo Folclórico de Paredes de Coura (Miguel Dantas), do qual o Grupo Etnográfico se considera descendente.

Serviu entre outras instituições, a Igreja, quer como zeladora do altar-mor, quer como coralista dedicada e assídua.

Profissionalmente foi cozinheira requintada, em casas da especialidade e até à reforma na antiga escola preparatória e na escola secundária.

A Maria Naipeira foi um exemplo na causa do associativismo e de trabalho em prol da cultura courense.

Descansa em paz Maria!

MORREU ROMEU GOMES VIEIRA – O ASSOCIATIVISMO COURENSE ESTÁ DE LUTO!

Faleceu hoje Romeu Gomes Vieira, fundador da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura.

Ao longo da sua vida foi um dedicado colaborador do Orfeão, Teatro, Grupo Etnográfico e dos cortejos etnográficos de Paredes de Coura. Um cidadão que sempre prestigiou a terra que o viu nascer – Paredes de Coura!

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COVID-19: O FOLCLORE PODE ESPERAR!

Tal como previmos, em 2021 prosseguirão as medidas de confinamento, os decretos de estados de excepção e as medidas sanitárias.

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Festividades como o Carnaval já estão a ser canceladas e é muito pouco provável que as tradicionais festas e romarias e os festivais de folclore venham a ter lugar neste ano. Na melhor das hipóteses, as colectividades – casas regionais e grupos folclóricos – regressarão à actividade (quase) normal durante o próximo ano.

Entretanto, a pandemia vai fazendo os seus estragos, deixando para trás muitas associações culturais e desmobilizando muitas pessoas que têm vindo a engrossar as suas fileiras em prol das nossas tradições.

Mas, a vida é o valor mais supremo! Cabe-nos rogar a Nossa Senhora do Minho: Livrai-nos da pandemia!

2021: ANO NOVO – VIDA VELHA!

Como costuma dizer-se, vira o disco e toca o mesmo! Apesar da vacinação contra o Covid-19, o próximo ano pouco vai diferir do ano que agora termina. Prosseguirão as medidas de confinamento, os decretos de estados de emergência e as medidas sanitárias.

Foto: José Carlos Vieira

Festividades como o Carnaval e a Páscoa continuarão limitadas à semelhança da actual passagem de ano. E, será pouco provável que venham a realizar-se as tradicionais romarias e festivais de folclore ao longo do próximo ano. Na melhor das hipóteses, as colectividades – casas regionais e grupos folclóricos – regressarão à actividade normal em 2022.

O Governo Regional da Madeira acaba de anunciar o cancelamento das festividades do Carnaval de 2021, devido às medidas de contenção da pandemia de covid-19 em vigor, nomeadamente o distanciamento físico e a proibição de aglomerações. Outras entidades seguirão este procedimento pois não deverão arriscar encargos perante um tão elevado grau de incerteza.

A realidade é aquela com que nos deparamos e jamais aquilo que desejaríamos que fosse!

Foto: Carlos Gomes

ESPOSENDE APOIA ASSOCIATIVISMO DESPORTIVO

Município de Esposende garante apoio excecional ao associativismo desportivo

Ciente das dificuldades que os clubes atravessam por força das contingências derivadas da pandemia Covid-19, o Município de Esposende vai atribuir, na presente época desportiva, um apoio excecional aos clubes e associações desportivas do concelho, no montante global de 19 455 euros.

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Este apoio destina-se ao pagamento das taxas de inscrição e seguros dos atletas do escalão Sénior nas associações e federações das respetivas modalidades.

Face à atual situação de pandemia e ao Estado de Calamidade vigente e tendo em consideração as diretrizes da Direção Geral de Saúde, que não permitem a presença de público nos eventos desportivos, os clubes viram reduzidos os meios financeiros por falta de bilheteira, que permitiam dar resposta às suas despesas correntes e para a manutenção da atividade.

Trata-se, pois, de uma medida de carater excecional e balizada no tempo. Com efeito, a política municipal de apoio aos clubes e associações desportivas estabelece a celebração de contratos programas no que se refere a atividades desportivas federadas e não federadas, sendo que o Município garante a inscrição de atletas dos escalões de formação nas provas e competições federadas das respetivas modalidades, na participação nos campeonatos concelhios, no apoio à realização de atividades desportivas, no apoio à concretização de projetos junto de populações com necessidades educativas especiais, na integração de crianças e jovens indicados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco, no desenvolvimento de projetos fomentados pelo Município, na compra de equipamentos e material de treino/pedagógico, na formação de técnicos habilitados e na sua atividade desportiva regular.

Através da concessão destes apoios, a Câmara Municipal contribui para o fomento da prática desportiva de largas centenas de atletas, dando também cumprimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

MUNICÍPIO ARCUENSE APOIA ASSOCIATIVISMO

241 mil euros para apoiar as associações arcuenses

A Câmara Municipal aprovou a proposta de atribuição de apoios para o corrente ano, no valor global de 241mil euros, a 37 Associações Desportivas Culturais e Recreativas do concelho.

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Todos os anos, para além de outro tipo de apoios pontuais, a Câmara Município celebra protocolos de apoio à atividade com as diversas associações existentes no concelho.

A Autarquia reconhece o importante papel do movimento associativo no Concelho, pois ele é parceiro no desenvolvimento cultural, recreativo, juvenil, social e desportivo.

É fundamental dar continuidade à cooperação, apoiando logística e financeiramente as atividades promovidas pelas coletividades ao longo do ano.

A estes apoios à atividade corrente, a Câmara Municipal junta a colaboração em outros domínios, nomeadamente o apoio à construção, beneficiação e cedência de instalações, ou a aquisição de viaturas e equipamentos.

Sem a dedicação e parceria existentes, tornava-se impossível prestar à comunidade o serviço que se presta de forma diversificada, em termos de atividade e idades dos públicos, cobrindo todo o concelho através das associações e das instituições.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA ESTEVE EM PONTE DE LIMA

No âmbito da jornada de sensibilização e reclamação promovida pela CNA e Filiadas, a ARAAM Associação dos Agricultores do Alto Minho esteve na Feira de Ponte de Lima, onde ouviu dezenas de agricultores familiares que relataram que continuam a ser alvo dos ataques de javalis e animais selvagens nas suas culturas. Este é mais um factor que leva a que os pequenos agricultores desistam da agricultura, uma vez que estes animais destroem o seu sustento.

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SANTA MARTA DE PORTUZELO: JUNTA DE FREGUESIA REÚNE À DISTÂNCIA COM ASSOCIAÇÕES LOCAIS

Associações reuniram à distância

A Junta de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo promoveu uma reunião com as associações da freguesia, para falar sobre a vida das mesmas durante este período pandemia.

Já era habitual a realização desta reunião, para preparação das atividades que decorriam na Semana Cultural. Contudo as mesmas foram canceladas.

As associações aproveitaram para referir e partilhar as estratégias que têm desenvolvido neste período.

A reunião realizou-se à distância aproveitando as potencialidades das plataformas digitais.

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ASSOCIATIVISMO POPULAR: O QUE É E PARA QUE SERVE A JOIA?

  • Crónica de Carlos Gomes

Quando alguém se propõe – ou é proposto! – a fazer parte de uma determinada colectividade, seja ela de índole cultural, recreativa ou desportiva e, entre elas consideremos nomeadamente as casas regionais e os grupos folclóricos, é em regra geralmente exigido que, entre outros encargos, proceda ao pagamento de uma joia. Mas, ninguém recebe joia alguma nem faz a menor ideia do que se trata. Trata-se, com efeito, de um procedimento que deve ser corrigido, desde logo através da revisão dos estatutos das associações.

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A criação do associativismo popular entre nós remonta a meados do século XIX, com a criação das orquestras filarmónicas, grupos excursionistas e almoçaristas, centros escolares e em geral as sociedades de cultura e recreio constituíram um meio dos partidos liberais e, mais tarde, os partidos republicanos implantarem-se no seio das populações. Na realidade, elas transmitiam a influência existente na própria maçonaria e reflectiam inclusivamente os conflitos entre os partidários do novo regime nascido do 5 de Outubro de 1910. A título de exemplo, a divisão do Partido Repúblicano entre Democratas e Evolucionistas reflectiu-se na formação de duas colectividades rivais no concelho de Seixal: a União Seixalense e a Timbre Seixalense.

Por conseguinte, a influência da Maçonaria não se exerceu unicamente nos partidos políticos republicanos como ainda nas agremiações por si criadas – entendidas como para-maçónicas – tendo as mesma reproduzido-se sempre que é constituída uma nova associação e, como tal, torna-se necessário dotá-la de estatutos. E, assim, chega até aos nossos dias a exigência do pagamento de uma joia… que ninguém recebe!

Na Maçonaria, a joia constitui um ornamento que se destina a identificar quem o usa no seio da organização, sendo geralmente um ornamento colocado numa fita que se pendura em redor do pescoço, tal como o fazem os membros de diversas corporações como os juízes e ainda os vereadores municipais e membros de confrarias. Mas, no âmbito das colectividades de cultura e recreio, nomeadamente nos grupos folclóricos, o seu uso não faz o menor sentido. E é um abuso exigir o pagamento de algo que jamais é entregue!

SEM VACINA CONTRA O COVID-19, EM 2021 NÃO HAVERÁ FOLCLORE, FESTAS E ROMARIAS

  • Crónica de Carlos Gomes

Ainda não foi criada até ao momento a vacina contra o Covid-19 e não existe previsão de que a mesma venha a ser inventada pelo menos até meados do próximo ano. Entretanto, somos alertados cada vez com mais insistência para a eventualidade de um novo surto da epidemia e, consequentemente, a necessidade de se virem a tomar novas medidas de confinamento, mais rigorosas e repressivas… e já se apontam culpados: os grupos de jovens que indisciplinadamente se juntam nas praias para se divertirem!

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Considerações à parte no que respeita à “responsabilidade” do surto epidémico que há-de vir, uma coisa é certa: o vírus vai propagar-se e, por conseguinte, continuarão canceladas uma série de actividades como festivais de folclore, associativismo, festas e romarias.

Perante este cenário, inúmeras colectividades e grupos folclóricos correm o risco de desaparecerem. Quanto às romarias e outros eventos de carácter religioso, certamente sobreviverão apesar das proibições, tal como sobreviveram aquelas que foram reprimidas pela fúria anti-clerical ao tempo da Primeira República, simplesmente porque se encontram enraizadas na alma do povo.

Pese embora a discriminação cada vez mais flagrante que já revela laivos de uma ditadura, o associativismo popular não reage. Os grupos folclóricos estão adormecidos. O povo está anestesiado. Estão criadas as condições básicas para a imposição de um regime autoritário que não respeita as liberdades individuais e colectivas. Estas tornam-se um privilégio de alguns – partidos políticos, comunicação social, artistas e sindicatos que são financiados pelo sistema – enquanto os outros estão condenados à asfixia!

- A festa acabou!

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Foto: José Carlos R. Vieira

JÁ ESTÁ TUDO CANCELADO!

CANCELADO!

Em cada dia que passa, muitos grupos folclóricos e outras associações continuam a anunciar o cancelamento das suas iniciativas previstas para os próximos meses… mas o governo, por decrecto-lei já cancelou todos os festivais de música, tal como a Conferência Episcopal Portuguesa já havia adiado para o próximo ano todas as romarias e celebrações religiosas durante o corrente ano.

Em face disto, que sentido faz outras entidades virem de agora em diante anunciar o cancelamento de eventos que já se encontravam cancelados por decisão de outras autoridades? Isto é no mínimo ridículo!

Se pretendiam afirmar a sua “soberania” em termos associativos, já o deviam tê-lo feito antes em vez de esperar que alguém o fizésse por eles… Pode quem manda, obedece quem deve!

INATEL FOI FUNDADO HÁ 85 ANOS!

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  • Crónica de Carlos Gomes

Sob a designação Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), o INATEL foi criado há 80 anos, pelo Decreto-Lei nº. 21 495, de 13 de junho

Passam no próximo di 13 de Junho 85 anos desde a criação da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), entretanto transformada em Fundação INATEL, entidade que tem prestado um precioso contributo à cultura e ao associativismo popular, nomeadamente apoiando os coletividades de cultura, desporto e recreio, inscritos naquela entidade como Centros de Cultura e Desporto (CCD’s), categoria de associado coletivo que corresponde aos Centros de Alegria no Trabalho (CAT’s) em vigor durante o regime corporativo.

O INATEL atua na prestação de serviços sociais, com especial destaque nas áreas da cultura, desporto e turismo social, mantendo uma extensa rede de pousadas e ainda o parque de Jogos 1º de Maio e o Teatro da Trindade, em Lisboa, e o Parque de Ramalde, no Porto.

Ainda, no âmbito da cultura popular, são incontáveis os apoios prestados por esta entidade a orquestras filarmónicas, bandas de música, grupos de teatro e ranchos folclóricos de todo o país, tendo aliás contribuído para o aparecimento de muitos agrupamentos folclóricos durante o período do Estado Novo.

Inspirada no modelo da “Obra Nacional dos Tempos-livres” - “Opera Nazionale Dopolavoro” criada em 1925 pelo fascismo italiano, a FNAT teve como objetivo a promoção do turismo social e o preenchimento útil dos tempos livres dos trabalhadores. A sua orientação foi ao encontro da recomendação feita no ano anterior pela Organização Internacional do Trabalho na implementação de um novo conceito de férias e lazer.

Até então, o turismo era encarado como uma ocupação de luxo apenas acessível às camadas sociais mais abastadas. Às classes trabalhadoras apenas estava reservado o convívio nas agremiações culturais e recreativas ou através de grupos excursionistas formados nas tabernas dos bairros populares, principalmente nos centros urbanos.

Em 1925, Benito Mussolini incorporou na Carta do Trabalho a Obra Nacional dos Tempos Livres (Dopolavoro), destinada a organizar as férias dos trabalhadores italianos. Esta iniciativa do fascismo italiano veio a reproduzir-se em muitos países, dando origem áquilo que então se designou por Movimento Internacional Alegria e Trabalho. O modelo foi em 1933 reproduzido na Alemanha com a denominação “Força pela Alegria” - “Kraft durch freude”, em 1935 em Portugal através da FNAT, em 1937 na Grécia sob a designação “Saúde dos Trabalhadores”, “Ergatixi Estia” e, em 1940, em Espanha com o nome “Educação e Descanso”, “Educación y Descanso”.

Após o golpe militar do 25 de abril, mais concretamente em 3 de abril de 1975, a FNAT altera a sua denominação para Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores (INATEL), deixando em 25 de junho de 2008 de pertencer á Administração Central do Estado, transformando-se em fundação privada de utilidade pública sob a designação de Fundação INATEL.

A ação da FNAT estendia-se a todo o território nacional por intermédio das suas delegações provinciais e subdelegações nos concelhos, competindo-lhes cooperar na avaliação de todos os assuntos e na execução de todas as iniciativas. Nas freguesias rurais a FNAT era representada pelas Casas do Povo e Casas de Pescadores.

Os beneficiários da FNAT eram obrigatoriamente sócios de um dos elementos da organização corporativista do trabalho, concretamente de um sindicato Nacional, de uma Casa do povo ou Casa de pescadores; sendo que os Centros de Alegria no Trabalho (CATs) constituíam as estruturas de base nas empresas. Nas zonas de residência urbana os Centros de Recreio Popular (CRPs) cumpriam essa função.

Atualmente, a Fundação INATEL é tutelada pelo Ministério do trabalho e da Solidariedade Social, desenvolvendo a sua atividade nas áreas do turismo social e sénior, no termalismo e na organização dos tempos livres e do desporto populares.

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MARCAS DA MAÇONARIA NO ASSOCIATIVISMO POPULAR

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  • Crónica de Carlos Gomes

Todo o objeto criado possui sempre as marcas do seu criador. A obra de arte reflete a ideia e o perfil psicológico do artista que a concebeu. De igual forma, o artesanato dá-nos a descrição mais fiel do nível cultural de um povo, revelando-nos o seu caráter e capacidade de transmitir aquilo que sente. Também as instituições nos permitem perceber o grau de desenvolvimento cultural de uma sociedade, os seus valores e o estádio de evolução humana em que se encontram, deixando em todas as situações as marcas distintivas dos seus obreiros.

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O associativismo popular tem entre nós origem a partir de meados do século XIX, criado sobretudo pela necessidade dos republicanos penetrarem entre as classes mais baixas da sociedade portuguesa para a atrair à sua causa e criar as condições da adesão popular á mudança do regime político.

Através dos triângulos e lojas maçónicas, foram criados em todo o país bandas filarmónicas e sociedades de cultura e recreio com o propósito de levar ao povo o ensino primário, a instrução musical, o teatro, as ocupações recreativas e a cultura popular em geral.

Quais organizações para-maçónicas, estas agremiações contavam com militantes republicanos entre os seus principais impulsionadores, os quais impunham estatutos cujas normas eram inspiradas na própria constituição maçónica. Não admira, pois, que reflexo das cisões verificadas no seio da Maçonaria e dos partidos políticos, tenham ocorrido idênticas divisões no seio de muitas coletividades. A existência no concelho do Seixal de duas coletividades rivais – a Timbre Seixalense e a Sociedade Filarmónica União Seixalense – tem a sua razão de ser nas divisões criadas pelo Partido regenerador e pelo Partido Progressista.

À semelhança do que se verificou com os jornais regionais, também eles em grande parte criados com a finalidade de difundir os ideais republicanos, as sociedades recreativas foram adaptando-se à evolução dos tempos e, sobretudo, às mudanças de regime político, não deixando porém de conservar alguns dos seus traços caraterísticos que estiveram na sua própria génese.

Entre as normas estatutárias mais relevantes que ajudam a identificar a sua origem, encontra-se a obrigatoriedade da admissão de um novo sócio ser feita através de um ou mais proponentes, existindo ainda coletividades que mantêm o costume de exibirem num quadro apropriado, durante determinado período de tempo, a ficha de inscrição do sócio proposto antes da mesma ser submetida a aprovação por parte do órgão diretivo. Na realidade, esta regra contraria o princípio da liberdade de associação, tratando-se de um procedimento apenas concebível no âmbito de uma associação a funcionar em moldes secretos e sigilosos.

Outra norma estatutária, também claramente de origem maçónica, é a que obriga o sócio ao pagamento de uma joia no ato de admissão, elemento estranho que ninguém explica do que se trata e, como é óbvio, o novo associado nunca receberá… nem questionará sequer acerca de um direito que lhe assiste!

Estas e outras práticas injustificadas são perpetuadas pelo costume e transmitidas às novas coletividades de cultura, desporto e recreio através da aprovação de estatutos que mais não são do que réplicas de outros antigos e desatualizados, copiados sem qualquer sentido crítico e reproduzindo normas que deveriam entretanto ser melhoradas ou eliminadas. Encontram-se, entre estas coletividades, as casas regionais, grupos folclóricos e um quase infinito número de associações que se dedicam às mais variadas vertentes de âmbito social, cultural, ambiental e recreativo.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

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COVID-19 VAI TAMBÉM TER IMPACTO NA CULTURA

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  • Crónica de Carlos Gomes

Situação de confinamento pode levar ao fim de muitas associações

Conforme anunciado, o estado de emergência vai ser prolongado até ao próximo dia 1 de Maio. E, com toda a probabilidade, esta não será a última vez que o mesmo irá ser decretado. Aliás, receia-se que uma vez levantado, não venha a pandemia a registar réplicas tanto ou mais graves do que a situação actualmente existente.

De acordo com as previsões, a vacina não deverá ficar disponível antes de meados do próximo ano. O que quer dizer que, até então, ainda que seja levantado o estado de emergência, continuarão a ser desaconselhados a formação de aglomerados, o mesmo é dizer a realização de eventos culturais, desportivos e outros que impliquem o ajuntamento de muitas pessoas.

Entretanto, à semelhança do que sucede com muitas empresas, também as associações de natureza cultural suspenderam a sua actividade. Encontram-se entre elas as bandas filarmónicas, casas regionais, colectividades de cultura e recreio e, sobretudo as largas centenas de grupos folclóricos existentes em todo o país.

A suspensão da sua actividade por um período largo de tempo pode produzir consequências mais ou menos previsíveis, sendo a desmobilização dos seus associados e componentes a que terá maior impacto uma vez que pode inclusivamente à perda de motivação e consequente apagamento dessas entidades. E, por apagamento, entendamos a sua própria dissolução!

A situação actual exige que se tome como a iniciativa de encontros de folclore on-line como já foi sugerido, debates em vídeo-conferência entre os membros dos grupos e ainda a preparação de processos e eventuais correcções à forma de se representarem para além de outras medidas criativas, apelando-se à imaginação de todos e de cada um nesse sentido.

Ainda não chegou o período de férias e a paragem prevê-se demasiado prolongada, não devendo a actividade ser retomada antes do início do próximo ano na melhor das hipóteses. Até lá, não haverá tempo a desperdiçar!