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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CENTRO GALEGO DE LISBOA COMEMORA HOJE 114 ANOS AO SERVIÇO DA GALIZA E DA COMUNIDADE GALEGA

Passam hoje precisamente 114 anos desde que foi fundada em Lisboa a Xuventude de Galicia – Centro Galego de Lisboa.

Terá naturalmente uma cerimónia comemorativa. Porém, em virtude das obras que está a realizar no espaço exterior (esplanada frontal, uma vez que o espaço posterior foi reformado no mês de Setembro), as mesmas deverão ocorrer no próximo mês de Janeiro em data a anunciar brevemente.

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A COMUNIDADE GALEGA EM LISBOA

A presença de galegos entre nós remonta aos primórdios da Reconquista e da formação da nacionalidade. Porém, o fenómeno da imigração galega entendida enquanto tal teve o seu começo a partir do século XVII, facto a que não é certamente alheia a situação política da época caracterizada pela dominação filipina. Vinham sobretudo para a lides dos campos, ocupar-se em trabalhos sazonais, procurando obter o indispensável para regressarem às origens e providenciarem o sustento da família. Mas também havia os que se estabeleciam nas cidades, nomeadamente em Lisboa, dedicando-se às mais variadas profissões e ofícios.

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Aguadeiros galegos no Chafariz de Alfama

Por essa altura, no alto de uma colina do sítio de Alcântara já se encontrava construída a Capela de Santo Amaro que viria a tornar-se o local mais concorrido dos galegos que viviam em Lisboa, tornando-se palco de festas e romarias em homenagem àquele que se tornara o seu padroeiro nesta cidade. Com efeito, a pequena ermida foi erguida na sequência de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

De traça renascentista, a ermida apresenta forma circular e é rodeada por um átrio. A capela original foi construída em 1549 e constitui, muito provavelmente, a actual sacristia. A Capela de Santo Amaro está classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Julho de 1910.

Com o tempo, a presença de galegos foi crescendo em número, tendo passado a concentrar-se preferencialmente nas cidades de Lisboa e Porto. Por altura da “Guerra das Laranjas” ocorrida em 1801, altura em que perdemos Olivença, chegou a ser aventada a possibilidade da sua expulsão a qual, proposta que contou com a oposição do Intendente da Polícia porque tal resultaria em deixar de ter “quem servisse as cidades de Lisboa e Porto”. Acredita-se, porém, que em consequência do crescimento económico verificado a partir da segunda metade do século XIX, a comunidade galega tenha atingido perto de trinta mil indivíduos, a maioria dos quais a viver em Lisboa.

Como costuma dizer-se, os galegos eram então pau para toda a obra. Havia entre eles taberneiros e carvoeiros, moços de fretes e hospedeiros. Eça de Queirós, na sua obra “Os Maias”, faz-lhes frequentes alusões, confundindo-os embora com espanhóis. Porém, é a profissão de aguadeiro que mais o identifica e fica associado na vida lisboeta. Com a sua indumentária característica e a respectiva chapa de identificação municipal no boné, o aguadeiro galego percorria a cidade vendendo a água em barris. E era vê-los a abastecer-se nos chafarizes e fontes do Aqueduto das Águas Livres, nas bicas que lhes estavam reservadas pelo município a fim de evitar as brigas que frequentemente ocorriam. De referir que, até ao início do século XX, a maioria da população lisboeta era forçada a recorrer aos fontenários uma vez que poucas eram as habitações que dispunham de água canalizada. Os aguadeiros organizavam-se em companhias e, uma vez que tinham a primazia do abastecimento de água, eram ainda obrigados a participar no combate aos incêndios.

Outra das actividades pela qual ficaram particularmente conhecidos consistiu na venda dos palitos fosfóricos, então feitos de enxofre que tinham de ser mergulhados num pequeno frasco de ácido sulfúrico. Dada a sua utilização demorada e ainda pouco prática, os palitos fosfóricos ficaram então conhecidos por “espera-galego”, criando-se desse modo uma imagem que passou a conotar de forma algo injusta os próprios galegos, sugerindo tratarem-se de mandriões. Porém, a colónia galega não se ocupava apenas das profissões mais labregas, por assim dizer humildes, mas destacava-se em todas as áreas sociais, muitas das quais de grande relevo, tendo nomeadamente eleito vereadores para a edilidade lisboeta como sucedeu com o escritor Carlos Selvagem. É, aliás, no início do século que surge na zona da Graça, em Lisboa, por iniciativa de um empresário galego, um bairro para os trabalhadores da sua fábrica que desperta ainda grande curiosidade devido à simbologia ali sempre presente – o Bairro Estrela d’Ouro.

Todos os anos, por ocasião do dia que é consagrado a Santo Amaro e que ocorre em meados do mês de Janeiro, uma autêntica multidão acorria à Romaria de Santo Amaro para festejar o seu padroeiro. Rezam as crónicas da época que, em redor da capela, era um ver de gaitas-de-foles e pandeiretas e um nunca mais acabar de xotas e muiñeiras, carballesas e foliadas. Contudo, esta festa foi perdendo o seu fulgor e deixou de realizar-se. A própria capela veio a encontrar-se ao abandono, chegando uma das suas dependências a ser utilizada como armazém de carvão.

Entretanto, em 1908, os galegos que vivem em Lisboa constituíram a sua própria associação – a Xuventude de Galicia (Centro Galego de Lisboa). E, em meados do século passado, passaram a celebrar o dia 25 de Julho em homenagem a S. Tiago, Padroeiro da Galiza. E, para o festejar, escolhiam então uma velha capelinha actualmente em ruína, situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, em Caxias, e para lá acorriam juntamente com os minhotos, o mesmo é dizer os “galegos d’aquém Minho”. Mas, à semelhança do que antes sucedera com a Romaria de Santo Amaro, também esta acabou votada ao esquecimento e deixou de ser celebrada. Também, há pouco mais de meio século, criaram o grupo “Os Anaquinos da Terra” que procura manter e divulgar as tradições folclóricas das gentes da Galiza.

Em virtude da sua identidade cultural e sobretudo linguística, a comunidade galega encontra-se presentemente integrada na sociedade portuguesa a tal ponto que não se faz notar pela forma de estar ou de se exprimir. Pese embora os acontecimentos históricos terem determinado a separação política de um povo que possui raízes comuns, portugueses e galegos continuam irmanados do mesmo sentimento que os une e do supremo ideal de virem ainda um dia a construir uma só nação. Como disse Ramón Cabanillas, no seu poema “Saúdo aos escolares Lusitanos”:

                                               Irmáns no sentimento saudoso!

                                               Mocedade da pátria portuguesa!

                                               Este homilde fogar galego é voso.

                                               É voso este casal,

                                               onde vive a soñar, orante, acesa,

                                               a alma da Galiza e Portugal!

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Um aspecto da Romaria de Santo Amaro, nos começos do século XX. Na imagem, galegos vendedores de pinhões em forma de rosários.

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Entre as numerosas ocupações, os galegos também faziam de moços de fretes

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Consciente da sua identidade própria e da necessidade de criar uma associação, a comunidade galega radicada em Lisboa  fundou em 10 de novembro de 1908, a Xuventude de Galícia – Centro Galego de Lisboa, cuja primeira Xunta Diretiva foi constituída por José Lorenzo Covas, Manuel Alvarez Covas, Ramiro Vidal Carreira, Francisco Sanchez, Marcelino Outerelo Rocha, Casimiro Movilla e Ramiro Martin Y Mart.

Atualmente sediada na Rua Júlio de Andrade, n.º 3, num magnífico palacete dos finais do século XIX construído segundo a traça de um arquiteto italiano, com uma soberba vista sobre Lisboa, a Xuventude de Galícia é desde 1980 reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Na realidade, trata-se de uma autêntica embaixada dos interesses culturais da Galiza e o lídimo representante da comunidade galega radicada em Lisboa.

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Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa / Carlos Gomes

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O FOLCLORE NA XUVENTUDE DE GALICIA

Há 65 anos, a Xuventude da Galiza – Centro Galego de Lisboa constituiu no seu seio o Grupo Anaquiños da Terra, tendo procedido à sua primeira apresentação pública nas suas instalações, à altura localizadas na rua da Madalena, em plena baixa lisboeta. Inicialmente constituído apenas como grupo coral, veio posteriormente a incorporar a dança tradicional do povo galego.

A sua denominação, “Anaquiños da Terra”, significa literalmente “pedaciños da nosa terra”, o que nos remete directamente para a preservação e divulgação dos usos e costumes das gentes da Galiza. De resto, como se indica no seu site oficial, “Os Anaquiños da Terra acaban por ser o principal vehículo de expresión da tradición galega”.

Conforme a sua própria descrição, “os cantares son esencialmente femininos, os instrumentos, entre os cuais destacan as pandeiretas, as cunchas, como as utilizadas pólos peregrinos a Santiago de Compostela, as piñas, o tambor, o bombo, o pandeiro, a zanfona (instrumento de cordas medieval) e a gaita, entre outros.

Na danza tradicional galega, onde destaca especialmente a muiñeira, a xota e a pandeirada, características dos bailes tradicionais, tamén existén danzas asociadas a eventos específicos, como son: a danza de Maio, a danza dos paos ou a danza da regueifa, típica de bodas. Existe tamén otyro tipo de danza mais recente produto de interaccións com outras tradicións, normalmente traídas por emigrantes galegos, como son: a polca, o valse galego ou a mazurca.

Os traxes dos “Anaquiños da Terra” son típicos de Galícia, de varias rexións e com diversas aplicacións”.

Fotos: Xuventude de Galicia / Centro Galego de Lisboa

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POSTAL DO GRÉMIO DO MINHO – ATUAL CASA DO MINHO – EM 1930

“Tirada na Sala do Grémio em 2 de Fevereiro de 1930.”

“A Direcção do Grémio do Minho, como prova de absolucto reconhecimento, oferece à Comissão de gentis e incansáveis senhoras, constituída com o fim de angariar donativos para oferecerum estandarte à Colectividade.”

(Seguem-se as assinaturas dos directores)

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Fonte: Arquivo Municipal de Viana do Castelo

MUNICÍPIO DE BARCELOS APOIA COLETIVIDADES

Informam-se as Coletividades Desportivas e os Atletas Federados Barcelenses*, que pretendam apresentar pedido de apoio na área desportiva, para apoio à sua participação em competições/provas de caráter regular, na época desportiva 2022/2023, que o prazo das candidaturas termina  na próxima segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022. Os formulários e procedimento estão disponíveis no site do Município de Barcelos. Para mais esclarecimentos, remeter e-mail para rosariopacheco@cm-barcelos.pt.

Nota: * Será considerada na avaliação e decisão, para eventual concessão de apoio, o resultado mais relevante do atleta alcançado a nível regional/distrital, nacional, europeu ou mundial, na época desportiva 2021/2022, bem como o concelho onde desenvolve a modalidade, considerando a oferta desportiva em Barcelos.

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MUNICÍPIO ARCUENSE APOIA MOVIMENTO ASSOCIATIVO

As parcerias desenvolvidas com as várias Associações do concelho são uma realidade que o Município pretende manter e reforçar, pois o movimento associativo é parceiro no desenvolvimento cultural, recreativo, juvenil, social e desportivo no concelho.

Neste sentido, na última reunião de Câmara foram aprovados protocolos de apoio à atividade a celebrar com 53 Associações do concelho, no valor de 327 500,00 mil euros.

Para a autarquia é fundamental dar continuidade à cooperação, apoiando financeiramente e logisticamente as atividades promovidas pelas coletividades ao longo do ano.

A Câmara Municipal, para além da atribuição deste apoio à atividade, também auxilia estas entidades em outros domínios, nomeadamente no apoio à construção, beneficiação e cedência de instalações, ou na aquisição de viaturas e equipamentos.

Estas verbas são canalizadas para as Associações para que a comunidade tenha acesso a diversos serviços através das associações e das instituições que espalham dinamismo, atividade e são parceiros por excelência na promoção do desenvolvimento de Arcos de Valdevez.

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SECÇÃO BRASIL DO CONSELHO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS SINALIZA GOVERNO PORTUGUÊS SOBRE SOLUÇÕES PARA O MOVIMENTO ASSOCIATIVO

  • Crónica de Ígor Lopes

Após reunião, Secção Brasil do CCP sinaliza o governo português sobre soluções necessárias.

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Nos dias 16 e 17 de setembro, a Secção Brasil do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) reuniu nas instalações do Centro Cultural Português em Santos, no Estado de São Paulo, quando estiveram em pauta temas que envolvem a diplomacia e o movimento associativo português no Brasil.

A abertura dos trabalhos foi acompanhada por Paulo Jorge Nascimento, cônsul-geral de Portugal em São Paulo, por Rogério Santos, prefeito de Santos, e por Kayo Felype Nachtajler Amado, prefeito de São Vicente. Compareceram também dirigentes associativos de São Paulo e de Santos.

Após a reunião, foi formulada uma carta com diversos temas abordados e sugestões que será remetida a João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e a Paulo Cafôfo, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Pontos sensíveis

No que toca ao movimento associativo, os conselheiros mencionaram que “as mais de 100 associações de raízes portuguesas no Brasil, nas suas várias vertentes (social, beneficente, cultural, desportiva), são verdadeiras “embaixadas” que, historicamente, sem qualquer (ou pouca) ajuda dos governos do Brasil ou de Portugal, desenvolveram um incrível e digno património material e imaterial. Entretanto, por causa da diminuição do fluxo migratório nas últimas décadas e da falta de interesse de Portugal em desenvolver os laços afetivos, culturais e políticos com as comunidades, há, infelizmente, uma crescente crise no movimento associativo luso-brasileiro. O envelhecimento e a falta de renovação dos corpos dirigentes; a diminuição das atividades, especialmente impactadas pela Covid-19, e a ausência da renovação dos corpos sociais, são fatores que indicam a necessidade de uma profunda e serena reflexão pelas associações e por Portugal”. Em virtude deste cenário apontado pelo grupo, a secção Brasil do CCP recomenda ações como “capacitar as jovens lideranças, no âmbito do Brasil, sugerindo um trabalho em conjunto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e a Secretaria da Juventude e do Desporto de Portugal; e Implementar urgentemente a divulgação do curso de capacitação on-line dos dirigentes associativos previsto para o dia 29/09/2022, pois verificamos que o mesmo não foi divulgado a contento, visto que a absoluta maioria dos conselheiros informaram que nas suas áreas da atuação não houve divulgação suficiente”.

Sobre a eleição do CCP e a alteração da Lei 66-A, os conselheiros referiram que, “conforme informado em julho passado, o governo e os grupos parlamentares concordaram que a alteração à Lei do CCP deve preceder a eleição ao futuro mandato. Deliberou-se, portanto, reiterar este entendimento e acompanhar atentamente as propostas de alteração da Lei de acordo com as nossas propostas já apresentadas”.

Inconstitucionalidade

Tendo em vista a simplificação da Lei da Nacionalidade, mais concretamente a alteração do artigo 14, que trata do acesso à cidadania portuguesa na maioridade, os conselheiros no Brasil consideraram ser “incontornável a conclusão de que o art.º 14.º da Lei n.º 37/81, de 03 de Outubro, é inconstitucional por violar os art.ºs 18.º, n.º 2, e 36.º, n.º 4, ambos da Constituição da República Portuguesa, ao limitar o direito à nacionalidade portuguesa para os filhos havidos na constância do matrimónio e impedir o acesso ao Direito fundamental à nacionalidade para os filhos nascidos fora do casamento, e reconhecidos após a maior idade. Assim, apoiamos e recomendamos, na mesma linha de Grupos Parlamentares, Ordem dos Advogados e Ministério Público, a revogação do referido artigo 14, suscitando uma maior conformidade da lei ordinária à Constituição”.

Brasil com a maior rede consular portuguesa no mundo e vários problemas

Os postos consulares foram também alvo de discussão durante o encontro sob vários aspetos. A secção Brasil do CCP reitera que “a rede consular no Brasil é a maior que Portugal possui, desta forma, os problemas são mais impactantes do que nos demais países”.

Quanto às instalações e equipamentos, já há algum tempo (desde 2017) recomendamos que haja novas instalações e equipamentos para o vice-consulado de Porto Alegre – mas que, até ao momento, não foi implementado. Em relação às Presenças Consulares, foi relatado que no vice-consulado em Porto Alegre e consulado em Belo Horizonte não estão sendo realizadas, em descumprimento ao artigo 28 do Decreto Lei 51/2021”, mencionou o CCP no Brasil.

Já sobre os salários dos funcionários dos Postos Consulares neste país sul-americano, “mais uma vez, o CCP apoia que seja dada uma solução justa e, principalmente, urgente sobre a situação de alguns trabalhadores dos postos consulares do Brasil”.

“Esta Secção recomenda que o acordo entre o MNE, Ministério das Finanças e o Sindicato dos Trabalhadores dos Postos Consulares, amplamente divulgado, seja o início desta solução”, defenderam os conselheiros.

Quanto aos Conselhos Consultivos, a carta reitera que “os conselheiros de São Paulo nem todos fazem parte do referido Conselho e, em Belém do Pará e Porto Alegre, as reuniões não ocorrem com a periodicidade prevista”.

“Qual a responsabilidade das chefias dos Postos Consulares que descumprem o artº 13 do Decreto Lei 51/2021?”, questiona a secção Brasil do CCP no documento enviado ao governo português e que foi assinado por Vasco de Frias Monteiro, Flávio Alves Martins, António Davide Santos da Graça, José Duarte de Almeida Alves, Luiz Paulo Figueiredo Pina, Marco António Borges, Maria Alzira de Sousa Leal da Silva, Teresa de Jesus Pires Morgado, Ângelo Leite Horto e David Augusto da Fonte.

“importantes instrumentos”

Em entrevista à nossa reportagem, o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, que participou na sessão de abertura da reunião do CCP em Santos, considerou que os temas que foram tratados pelos conselheiros “são da maior relevância, quer para as comunidades portuguesas no Brasil, algumas especificamente, e outras até no contexto geral daquilo que são as comunidades portuguesas no estrangeiro” e que “essas reuniões são importantes instrumentos para que nós, funcionários diplomáticos, tenhamos uma perceção ainda mais correta daquilo que se passa junto das nossas comunidades, as suas preocupações e anseios, mas, também, (…) é uma forma de veicular junto das autoridades aquelas que são as preocupações e os anseios das comunidades portuguesas”.

Este diplomata comentou ainda que foi “naturalmente um enorme gosto participar nesta iniciativa” e que “já havia participado numa reunião na cidade de São Paulo, mais concretamente na Casa de Portugal de São Paulo”.

“Este tipo de encontros é sem dúvida um instrumento útil à persecução dos objetivos das comunidades, também pela afirmação dessas comunidades nos seus países de acolhimento, e persecução de objetivos estratégicos para o Estado português e absolutamente fundamentais naquele que é o quadro do relacionamento entre Portugal, as nossas comunidades emigradas e os países de acolhimento. Este tipo de evento pode ajudar a fortalecer o movimento associativo, pois partilham-se experiências e soluções”, atestou Paulo Jorge Nascimento, que disse ver com naturalidade a presença de autoridades brasileiras no encontro, como os prefeitos de Santos e de São Vicente.

“A comunidade portuguesa em São Paulo tem uma relação muito próxima e de grande solidariedade e de grande entreajuda com os poderes autárquicos e municipais da baixada santista”, frisou Paulo Jorge Nascimento.

“Honra” em ser palco do encontro

José Duarte de Almeida Alves, presidente do Centro Cultural Português em Santos, reforçou, em entrevista, que a reunião “correu bem, que existe uma equipa boa, uma família, e que tudo aconteceu no horário previsto”.

“Para nós, do Centro Português, foi uma honra receber pela terceira vez esta reunião, duas vezes pelo Conselho Regional e uma vez pela Secção Brasil. Ficamos gratos com esta iniciativa que decorreu nas nossas instalações e na qual demos todo o apoio”, comentou José Alves, que defendeu que “o nosso Centro Cultural é um lugar muito acolhedor e muito bonito”.

O encontro ficou marcado também por um almoço de confraternização baseado no cozido à portuguesa e pela apresentação do Rancho Folclórico Verde Gaio, que promove as tradições lusitanas no Brasil e em outros países.

Tentamos obter uma reação da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, mas não nos foi possível até ao fecho da nossa edição.

CASA DO BRASIL – TERRAS DE CABRAL CELEBROU BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA NO FUNDÃO

  • Crónica de Ígor Lopes

Dezenas de pessoas celebraram o bicentenário da independência brasileira no Fundão e discutiram as relações entre Brasil e Portugal

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A comunidade luso-brasileira assinalou o bicentenário da independência do Brasil, no dia 7 de setembro, num jantar informal, no Alambique de Ouro Hotel, organizado pela Casa do Brasil – Terras de Cabral, com sede na região Centro de Portugal.

Estiveram presentes membros dessa entidade, personalidades, ativistas culturais e cidadãos interessados na conexão entre os dois países. Dentre os convidados especiais, destacam-se Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal, que falou sobre as insuficiências dos mercados de trabalho e defendeu uma nova política de captação e integração da migração, mais apoiada e menos burocratizada, e analisou os diferentes perfis de emigrantes que estão a chegar a Portugal; e Aristides Santos, primeiro-ministro da Guiné-Bissau por três mandatos, como reforço da mensagem da lusofonia. Paulo Porto, antigo deputado eleito pela imigração pelo círculo de Fora da Europa e que foi o primeiro luso-brasileiro a assumir funções políticas na Assembleia da República portuguesa, também havia confirmado presença, mas uma agenda profissional de última hora fez este responsável estar ausente, apesar de enviar uma mensagem de solidariedade para todo o grupo na qual conclamou que brasileiros e portugueses devem andar unidos.

João Morgado, presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral, referiu que existem “dois séculos de independência política, mas de caminho conjunto” e que a Associação existe para “auxiliar os brasileiros, sobretudo, aqueles que chegam à região da Cova da Beira”.

“Há quem goste de olhar para as feridas do passado e alimentar um discurso de ódio que não engrandece ninguém. E há quem olha para as cicatrizes e acredite que o futuro depende do que fizermos agora. É para isso que aqui estamos”, frisou Morgado, que ressaltou ainda que a entidade é composta, nos seus quadros sociais, por cidadãos do Brasil e de Portugal, o que possibilita uma melhor interação e integração dessa comunidade estrangeira, mas irmã, em Portugal”.

A Casa do Brasil – Terras de Cabral reuniu recentemente, em Lisboa, com o novo embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, que disponibilizou a diplomacia brasileira em solo luso para auxiliar nas ações desta entidade na Cova da Beira.

Novas ações estão previstas para o mês de novembro deste ano, quando o Brasil celebra outra importante data nacional, que assinala a Proclamação da República.

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PONTE DA BARCA: REUNIÃO DE CÂMARA DE 26 DE AGOSTO APROVA PROTOCOLOS COM RANCHOS E ASSOCIAÇÕES LOCAIS

O Executivo Municipal aprovou, na última Reunião de Câmara, um conjunto de protocolos de apoio financeiro a Ranchos Folclóricos e Associações locais, no valor de cerca de 10 mil e 500 euros, com o intuito de promover um maior incremento no desenvolvimento das suas atividades e projetos e, consequentemente, a promoção do território de Ponte da Barca.

Foi ainda aprovada a proposta de nova fase de candidaturas para a atribuição de subsídio ao arrendamento.

Foi ainda apresentado o Plano Municipal de Gestão de Água para minimizar o efeito da seca. O Presidente da Câmara, Augusto Marinho, explicou que se trata de um “conjunto de intervenções de curto e médio prazo”, com 33 medidas de prevenção, mitigação e combate à seca”, referindo, entre outras medidas essenciais e urgentes “um estudo de impacto ambiental atendendo aos baixos níveis da Barragem do Alto Lindoso, bem como uma revisão ao contrato de concessão para saber se os níveis estabelecidos são os adequados”.

O autarca sublinhou ainda a necessidade de se atuar na área da sensibilização dos munícipes, das Juntas de Freguesia e outras instituições, através de campanhas para poupança e uso eficiente de água. Salientou, ainda, que espera uma ação mais efetiva do Governo e que as medidas que possam vir a ser adotadas sejam pensadas em articulação com os municípios. Deu ainda nota da criação de um “Centro de Monitorização do Rio Lima, projeto que já está pronto”, e que espera agora “o apoio do Governo”.

Os esforços do município de Ponte da Barca foram divididos por várias áreas. Além da sensibilização e da prevenção, o Plano prevê medidas de contingência que poderão vir a ser aplicadas, no caso da gestão, por exemplo, dos espaços verdes, para a utilização de fontes alternativas de rega; a interdição temporariamente do uso de água da rede para usos não potáveis; garantir uma utilização sustentável da água através de licenciamento, nomeadamente em zonas de escassez hídrica; ou a aplicação de tecnologias que promovam uma maior eficiência de boas práticas.

Outra das intenções é que a Proteção Civil possa utilizar fontes alternativas de água para as missões de proteção e socorro, como águas pluviais ou residuais tratadas, para o combate a incêndios, adequando, naturalmente, ao caráter e à urgência das intervenções.

Será reforçada, ainda, a emissão periódica de recomendações sobre boas práticas e conselhos para racionalizar consumos e poupar água, a monitorização e controlo das perdas de água na rede de abastecimento assim como um sistema mais intuitivo e menos burocrático no alerta de eventuais fugas de água, além do combate ao “uso indevido”, para a qual a autarquia prevê a criação de uma equipa de fiscalização preventiva e de inspeção, e a elaboração de um Plano de Prevenção, Monitorização e Contingência para Situações de Seca.

No período antes da ordem do dia, o Presidente da Câmara, Augusto Marinho deu nota das várias iniciativas culturais que decorreram ao longo dos últimos quinze dias e, concretamente à Romaria de S. Bartolomeu, a maior festa do concelho, deixou uma palavra de muito apreço a todos quantos se envolveram, de forma ímpar, na sua realização.

Deixou ainda um voto de pesar pelo falecimento do Senhor Joaquim Ribeiro, membro de um Grupo Folclórico de Vila Nova de Gaia, que estava em Ponte da Barca para participar no Festival Folclórico.

VIANENSES VÃO REERGUER O VIANA TAURINO CLUBE

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  • Crónica de Carlos Manuel Pereira Gomes *

O Viana Taurino Clube já tem novos Orgãos Sociais. Esta é a Direcção que tomou posse no passado dia 5 de Agosto.

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O Viana Taurino Clube, clube com 112 anos é o farol da Praça da República e um ícone de Viana do Castelo. Após período difícil, depois de uma pandemia terrível, o clube vai necessitar que os sócios, familiares e amigos, se unam em seu torno e voltem a frequentar a sede. Todos devem fazer a sua parte e nós já estamos a fazer a nossa, iniciando um novo ciclo. Xadrez, Bridge, Damas, Cartas, Dominó, Bilhar, Jornais diários e um bom serviço de Bar, com preços acessíveis e horários adequados para sócios, são excelentes razões para frequentar o Viana Taurino Clube. Pelo velhinho Clube e por Viana, contamos com a mobilização de todos.

O executivo municipal atribuiu por unanimidade, o Reconhecimento de Interesse Público Municipal ao Viana Taurino Clube, pela “relevante atividade nos domínios recreativo, desportivo e cultural” que a instituição fundada a 10 de agosto de 1910 tem promovido ao longo dos anos.

De acordo com proposta apresentada pelo Vereador do Desporto, Ricardo Rego, a centenária instituição, com sede na Praça da República de Viana do Castelo, tem tido um papel preponderante na vida cultural, desportiva, política e associativa da cidade.

* Presidente da Direcção

VIANA DO CASTELO RECONHECE VIANA TAURINO CLUBE COMO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL

Reconhecimento de Interesse Municipal atribuído ao Viana Taurino Clube pela “relevante atividade nos domínios recreativo, desportivo e cultural”

O executivo municipal atribuiu hoje, por unanimidade, o Reconhecimento de Interesse Público Municipal ao Viana Taurino Clube, pela “relevante atividade nos domínios recreativo, desportivo e cultural” que a instituição fundada a 10 de agosto de 1910 tem promovido ao longo dos anos.

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De acordo com proposta apresentada pelo Vereador do Desporto, Ricardo Rego, a centenária instituição, com sede na Praça da República de Viana do Castelo, tem tido um papel preponderante na vida cultural, desportiva, política e associativa da cidade.

“Muitos vianenses ilustres integraram os corpos sociais deste clube. A sua atividade foi muito variada, desde as garraiadas anuais, o bilhar com vários campeões nacionais e do mundo, o xadrez, os jogos de salão. Mas foi também espaço de discussão e debate político no anterior regimento, custando-lhe o encerramento da sede em 1946, pela polícia política PIDE, sendo reaberta oito meses depois”, indica a proposta.

“Muitos jovens tiveram oportunidade, e continuam a ter, de desenvolver aptidões desportivas e espaços de tertúlia neste clube, distinguido como Instituição de Mérito pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, em 2010”, lê-se no documento.

Por isso, tendo em consideração que a instituição está “ainda a recuperar dos tempos difíceis que as coletividades viveram devido à pandemia de covid-19, e no sentido de dar continuidade à sua missão e atividade, que une os vianenses em pleno coração da cidade, vem o Viana Taurino Clube, segundo clube mais antigo da cidade em atividade, propor que seja reconhecido por este Município como instituição de Interesse Municipal”.

O executivo municipal aprovou a aceitação desta proposta do Viana Taurino Clube, que será agora remetida à Assembleia Municipal para que seja declarado o Reconhecimento de Interesse Público Municipal à instituição.

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QUANDO NASCE UMA ASSOCIAÇÃO OU GRUPO FOLCLÓRICO?

É frequente existir quem, porventura por falta de conhecimento, considere a data a data formal de fundação de um grupo folclórico – em regra determinada pelo registo notarial – como a que reporta ao nascimento de uma associação como se ocorresse a partir de um súbito relâmpago e nunca de um processo de gestação.

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Tal como o ser humano que leva cerca de nove meses a nascer, também uma instituição como um grupo folclórico leva mais ou menos tempo a ser criado, consoante a sua capacidade de agrupar os seus componentes e conferir a devida preparação para actuar em público, assimilando a melhor forma de representar nomeadamente através do traje, da dança, da execução musical. Só então é que os seus responsáveis se deslocam ao cartório notarial a fim de formalizarem a sua existência legal, o que por vezes pode demorar alguns anos.

Até então, existem grupos que não se inibem de realizar algumas atuações públicas e até procederem a contatos com vista a adquirir apoios públicos e influência.

A título de exmplo e de acordo com informação arquivística do Centro Português de Fotografia, o Rancho Folclórico de Santa Marta de Portuzelo efetuou em 1937 uma visita ao extinto jornal “O Século”, portanto 3 anos antes de realizar a sua escritura notarial. Sucede que, tal como afirmámos anteriormente, o notário não dispõe de qualquer varinha mágica para a partir daquele instante pôr o rancho a tocar bombo e concertina e as moças a dançarem o vira – ele teve a fase embrionária que foi determinante para que existisse. Depois existem fatores externos que contribuem para o seu nascimento num determinado momento mas isso é dialética!

VIEIRA DO MINHO: FEIRA DO ASSOCIATIVISMO MOSTRA VITALIDADE DAS ASSOCIAÇÕES LOCAIS

Mais de quatro dezenas de associações Vieirenses vão marcar presença na Feira Mostra do Associativismo, que se realiza este fim de semana, de 23 a 24 de julho, na Praça Dr. Guilherme de Abreu. O certame, organizado pela Câmara Municipal de Vieira do Minho, pretende dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelas várias coletividades do município, que cada vez mais se destaca pela sua forte presença e dinâmica associativa.

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Durante os dois dias de certame, as coletividades vão expor os trabalhos, os trajes, os troféus e as atividades desenvolvidas, constituindo um momento  alto na promoção e divulgação do trabalho desenvolvido pelas associações locais.

Para além da mostra do trabalho desenvolvido, o certame conta também com momentos lúdicos, onde as  várias atividades recreativas e de animação serão uma constante. Das várias atividades propostas,destaque para a atuação do Grupo de Cantares do Município, Bandas Filarmónicas, Ranchos Folclóricos exibições de ginástica, entre outros.

A  abertura do certame decorre, dia 23 de Julho, pelas 14h30.

Tratando-se de um evento de cariz social e cultural que merece ser enaltecido e olhado com carinho, a Câmara Municipal de Vieira do Minho convida todos os Vieirenses a visitarem  a Feira Mostra.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE APOIA O ASSOCIATIVISMO

Município de Esposende atribuiu mais de 42 000 euros de apoios financeiros

O Município de Esposende aprovou, em reunião de Câmara realizada hoje, a atribuição de apoios financeiros a clubes/associações desportivas e a juntas de freguesia, no montante global de 42.252,77 euros.

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Desta verba, 5 000 euros serão transferidos para o Forjães Sport Clube para fazer face às despesas acrescidas decorrentes sobretudo com as deslocações à Madeira, nomeadamente, nas estadias da equipa Sénior. Recorde-se que, na última época desportiva, o Forjães Sport Club participou no Campeonato Nacional de Portugal, tendo defrontado, pela primeira vez na sua história, quatro equipas/clubes da Região Autónoma da Madeira, pelo que necessitou de recursos financeiros suplementares para garantir a sua atividade.

O Clube Náutico de Fão viu aprovado um reforço da verba protocolada no contrato programa de desenvolvimento desportivo estabelecido com o Município. Em causa está um acréscimo de 1 500 euros para assegurar as despesas associadas à 1.ª Fase Regional das Primeiras Pagaiadas da Associação de Canoagem do Norte de Portugal, prova que irá realizar-se em 20 de agosto, em Fão, e que será organizada pelo clube fangueiro.

O Município aprovou também a atribuição de um apoio financeiro de 12 500 euros à Associação Portuguesa de Cross Training e Atletas de Força, para fazer face aos custos associados à realização do evento “International StrongMan Champions League World Tour 2022 Apúlia - Esposende”, que terá lugar no dia 6 de agosto, em Apúlia. Este evento destaca-se pela sua grandiosidade e projeção a nível nacional e internacional, constituindo uma mais-valia para a promoção turística da região, fomentando fortemente o comércio e a atividade dos seus agentes económicos.

No que se refere a apoios às juntas de freguesia, a Junta de Freguesia de Gemeses viu aprovada a verba de 18.448,77 euros para suportar as despesas com a demolição no Campo de Futebol local, equipamento que há muito se encontrava desativado e inativo. O espaço irá acolher outros projetos no futuro, numa estratégia concertada entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia.

A Junta de Freguesia da União das Freguesias de Belinho e Mar receberá o montante de 705 euros, para aquisição de uma nova roçadora, na sequência de avaria da existente, ao serviço da Junta, e a Junta de Freguesia da União das Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra receberá 4 099 euros, para aquisição de um trator de cortar relva.

Com a atribuição destes apoios financeiros, o Município materializa o seu plano de ação, o qual se encontra alinhado com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, satisfazendo as necessidades do território e das populações.

MÁRIO PASSOS REITERA COMPROMISSO COM ASSOCIAÇÕES FAMALICENSES

Presidência de Proximidade leva Presidente da Câmara às freguesias de Antas e Abade de Vermoim

“Continuaremos a dar apoio às associações famalicenses, independentemente dos constrangimentos com que nos temos deparado recentemente”. A garantia foi deixada pelo Presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, aquando a sua visita, ontem à tarde, às freguesias de Antas e Abade de Vermoim.

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Durante a visita às freguesias, no âmbito do roteiro Presidência de Proximidade, Mário Passos esteve reunido com representantes das comunidades das freguesias na sede da Junta de Freguesia de Antas, onde foram expostas preocupações relativas à falta de um espaço polivalente, que sirva todo o tecido associativo, e a dificuldade em captar pessoas para as dinâmicas culturais.

“Os últimos anos foram muito difíceis para a atividade associativa” concorda o edil, “mas tenho visto com otimismo os passos que estão a ser dados no sentido de retomar o dinamismo e a mobilização de pessoas a que estávamos habituados”. Relativamente ao espaço polivalente solicitado, Mário Passos refere que essa possibilidade “está em cima da mesa”.

Para além deste encontro, o Presidente da Câmara percorreu as duas freguesias acompanhado pelo executivo da Junta, liderado por Manuel Alves, tendo este último partilhado a pretensão de criar mais espaços de lazer nas freguesias, nomeadamente, na Urbanização da Seara e junto à Igreja de Abade de Vermoim. Os autarcas também averiguaram necessidades de melhoria de alguns troços da rede viária.

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CABECEIRAS DE BASTO REALIZA FESTA DAS COLETIVIDADES

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Sexta 29 de JULHO:

21.00 - Abertura da exposição "Vida Associativa"

22.00 - Arraial Popular com a presença do Grupo CONTRADI SONS

Sábado 30 de JULHO

09.00 – Caminhada Solidaria.

14.00 – Abertura da Exposição “Vida Associativa”.

14.00 – Convívio de Pesca Desportiva.

15.00 – Atividades desportivas.

19.00 – Futebol 35 +.

21.30 – Atuação do Rancho Folclórico de S.Nicolau .

23.00 – Atuação da BANDA SABOR.

Domingo 31 de JULHO

10.00 - Passeio de Motos Antigas

11.00 – Inauguração da Sede da Comunidade Local dos Baldios de Cabeceiras de Basto

(S.Nicolau).

12.30 – Almoço Convívio na Sede da Comunidade Local dos Baldios de Cabeceiras de Basto (S.Nicolau).

15.30 – Encontro de Tocadores de Concertina.

18.30 – Encerramento da Exposição “Vida Associativa”.

19.30 – Lanche convívio.

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO ASSINA PROTOCOLOS DE APOIO A ASSOCIAÇÕES E GRUPOS MUSICAIS, ETNOGRÁFICOS E FOLCLÓRICOS

29 protocolos de apoio a atividades culturais assinados hoje, 2 de junho, às 18h30

A Câmara Municipal, na pessoa do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, assina hoje, um conjunto de protocolos, com cerca de 29 associações musicais, grupos e ranchos folclóricos e etnográficos famalicenses. A assinatura está marcada para hoje, dia 2 de junho, pelas 18h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal.

O apoio financeiro corresponde a um total de 97.000€ e abrange cerca de quatro grupos musicais, três bandas de música e 22 ranchos etnográficos e folclóricos, servindo para apoiar as atividades desenvolvidas anualmente por estas entidades, que potenciam a divulgação das tradições populares, por via da música, da dança, dos cantares e dos trajes.

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VIANA DO CASTELO: SANTA MARTA DE PORTUZELO PROMOVE FESTA DAS ASSOCIAÇÕES E COMEMORA DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

A Junta de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo, para assinalar a efeméride do Dia Nacional das Associações e Coletividades, que se comemora no dia 31 de maio e o dia Mundial da Criança, que se comemora no dia 1 de junho, irá realizar no próximo dia 4 de junho, no Souto de Santa Marta, em Santa Marta de Portuzelo, a Festa das Associações e comemorar o Dia Mundial da Criança.

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Esta festividade será realizada com a participação das diversas associações da nossa freguesia e servirá para que elas mostrem, a todos os que se desloquem ao Souto de Santa Marta, o que de valor se produz em Santa Marta de Portuzelo.

Teremos atividades culturais e desportivas e, também, não faltará a boa cozinha Santamartense.

Pelas 14h30 iniciaremos com a Fanfarra Santa Marta de Portuzelo seguido de algumas atividades da Associação Cultural e Desportiva de Santa Marta de Portuzelo. O Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo trará os jogos tradicionais e a Escola de Folclore de Santa Marta de Portuzelo demonstrará as suas danças e cantares e teremos a oportunidade de aprender alguns passos. A Associação de Festas da Senhora da Silva tratará de manter a barriga de todos consolada e a Comissão de Festas da Romaria de Santa Marta saciará a sede de quem por lá andar. A Associação de Pais do Centro Escolar de Santa Marta de Portuzelo trará umas belas sobremesas para adoçar o dia.

Para os mais pequenos teremos insufláveis, jogos tradicionais e uma tabela de basquetebol para se divertirem. Para o início da noite haverá animação musical para todos se divertirem.

Programa:

14:30 - Atuação da Fanfarra Santa Marta de Portuzelo

15:15 - Aula de Hip-hop - pela Associação Cultural e Desportiva de Santa

Marta de Portuzelo

16:00 - Aula de Karaté - pela Associação Cultural e Desportiva de Santa

Marta de Portuzelo

17:00 - Aula de folclore - Escola de Folclore de Santa Marta de Portuzelo

21:00 - Animação Musical

Durante o dia:

- Dominó e cartas - pela Associação de Festas da Senhora da Silva

- Jogos tradicionais - pelo Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo

- Mini parque aventura - Guias de Santa Marta de Portuzelo

- Bicicleta de ciclismo - Escola de Ciclismo Santa Marta

- Tabela de basquetebol - Associação Cultural e Desportiva de Santa

Marta de Portuzelo

- Insufláveis - Junta de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo

Petiscos realizados por:

- Associação de Festas da Senhora da Silva

- Associação Cultural e Desportiva de Santa Marta de Portuzelo

- Comissão de Festas da Romaria de Santa Marta

- Associação de Pais do Centro Escolar de Santa Marta de Portuzelo

- Escola de Folclore de Santa Marta de Portuzelo

Visite-nos e participe!

Dia 4 de junho não se esqueça, venha ao Souto de Santa Marta.

VIANA DO CASTELO: VI GALA DO DESPORTO ENTREGA PRÉMIO ESPECIAL DO MUNICÍPIO A TODAS AS ASSOCIAÇÕES E CLUBES DESPORTIVOS

Na VI Gala do Desporto de Viana do Castelo, foi entregue o Prémio Especial do Município a todas as associações e clubes desportivos que, numa época marcada pela pandemia mundial, encararam esta adversidade com resiliência e dedicação. O edil vianense, Luís Nobre, assinalou o facto de, “apesar das paragens forçadas, dos isolamentos e da falta do tão importante público”, as associações e os clubes se terem empenhado “na reinvenção e continuarem motivados para a prática desportiva”.

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“Os nossos clubes e associações desportivas mostraram que o desporto foi um importante aliado na luta pandémica. Este galardão premeia assim dirigentes, associados, equipas técnicas e atletas de todos os clubes e associações pela sua superação, empenho e união”, foi realçado.

O Prémio Homenagem do Município de Viana do Castelo foi atribuído a Gregório Guisantes, Professor de Educação Física na APPACDM durante 30 anos, de 1978 a 2008, com mais 6 anos de voluntariado após a aposentação. Treinou centenas atletas portadores de deficiência para competições nacionais e internacionais.

A VI Gala do Desporto de Viana do Castelo prestou ainda homenagem aos 99 atletas que, na época desportiva passada, conquistaram títulos nacionais, europeus ou mundial. Foram, assim, galardoados os 91 atletas que conquistaram 123 títulos nacionais, três atletas com títulos universitários e 4 atletas com pódios a nível europeu ou mundial e ainda 1 atleta militar com título conquistado.

“Este é um momento de reconhecimento que resulta de um período muito especial e, por isso, estes campeões são, de facto, diferentes. Todos os campeões têm de passar por sacrifício e superação, mas estes são especiais porque acreditaram quando tudo foi interrompido, quando tudo foi suspenso. Eles acreditaram que era possível e hoje temos mais uma noite destas, com um número tão elevado de atletas homenageados”, indicou o edil.

Já o Vereador do Desporto, Ricardo Rego, afirmou que ao longo de seis galas foram distinguidos mais de 700 campeões e valorizou a retoma desportiva do concelho. “Em período pós pandemia, conseguimos manter 71 associações/clubes com atividade regular no território através de mais de 160 equipas federadas que representam o concelho nas provas regionais, nacionais e internacionais. Isto só foi possível graças à resiliência e, por isso, não são campeões apenas aqueles que sobem hoje ao palco. Todos vocês, todas as coletividades que vocês representam, são super-campeões. Souberam adaptar-se a uma realidade para a qual ninguém estava totalmente preparado”, acrescentou. 

Durante a VI Gala do Desporto foram ainda atribuídas, através de votação de um júri independente, oito distinções. Como Atleta do Ano – Masculino foi distinguido Miguel Crespo, atleta de futebol, que em 2021, representando o Grupo Desportivo Estoril Praia, se sagrou Campeão Nacional da II Liga e mereceu o título de Melhor Jogador da II Liga. Foi transferido para o Fenerbahçe SK (Turquia) em setembro de 2021.

Como Atleta do Ano – Feminina foi distinguida Ana Rodrigues, da natação, que em 2021 representou a Escola Desportiva de Viana e foi Campeã Nacional Absoluta Piscina Longa 50m Livres Sénior, Campeã Nacional de Piscina Longa 50m e 100m Bruços Sénior, tendo sido Recordista Nacional Absoluta e Sénior 100m bruços e Recordista Nacional Sénior 50m bruços.

O júri elegeu como Treinador do Ano Jorge Resende, da modalidade basquetebol, que representou o Clube de Basquete de Viana na época passada e foi Coordenador Técnico e Treinador da equipa principal que milita no Campeonato Nacional da I Divisão Masculina. Foi também treinador principal da equipa sénior masculina do Clube de Basquete de Viana que subiu para o Campeonato Nacional da I Divisão Masculina em 2020, contando já com 11 épocas como treinador do Clube de Basquete de Viana.

O Atleta Revelação do Ano – Masculino é Tomás Silva, do futebol, que representou o Sporting Clube de Portugal em 2021, tendo sido Campeão Nacional da I Liga, foi atleta internacional, tendo integrado a seleção Sub20.

A Atleta Revelação do Ano – Feminino foi Marta Lisboeta Araújo, do Clube de Atletismo Olímpico Vianense, que foi Campeã Nacional Salto em Comprimento Sub-18 e Sub-20, Campeã Nacional no Heptatlo Sub-18, Recordista Regional Absoluta de Salto em Altura e Salto em Comprimento e Recordista Regional Sub-18 em 100m barreiras e Heptatlo.

O Dirigente do Ano escolhido pelo júri foi Rogério Martins, do futsal do Santa Luzia Futebol Clube. É Presidente da Direção do Santa Luzia Futebol Clube desde 2009, clube que participa, pelo décimo ano consecutivo, no Campeonato Nacional de Futsal Feminino, sendo um dos poucos clubes totalistas com presenças em todas as edições desta competição.

Como Equipa do Ano foi selecionada a equipa sénior feminina do Voleibol Clube de Viana, que, a época 2020/2021, se sagrou Campeã Nacional da 3.ª divisão Todos as atletas foram formadas no Clube, com a inclusão de jogadoras de escalões de formação na equipa sénior.

Já como Associação Desportiva/Clube do Ano foi distinguido o Darque Kayak Clube, fundado em 1994, que conta com 80 atletas federados. Os seus atletas competem em todos os escalões etários no âmbito distrital, nacional e internacional, em provas das mais diversas disciplinas da modalidade de Canoagem.

A Gala do Desporto de Viana do Castelo é um evento anual organizado pelo Município que visa distinguir e premiar as entidades e agentes desportivos que durante a época desportiva mais se notabilizaram pelos resultados alcançados ou pelos serviços prestados nas diversas modalidades desportivas, fruto do prestígio que deram à sociedade e ao desporto, quer pelo seu mérito ou conduta, tendo ao mesmo tempo um papel preponderante no desenvolvimento do desporto no concelho.

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MUNICÍPIO DE FAMALICÃO APOIA ASSOCIAÇÕES JUVENIS

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, celebrou ontem, segunda-feira, 9 de maio, mais um conjunto de protocolos de apoio ao movimento associativo do concelho, desta vez  com cinco associações juvenis.

Câmara de Famalicão apoia associações juvenis.

Os apoios financeiros, que rondam os 17 mil euros, foram concedidos para a realização das atividades e dinâmicas promovidas pelas várias associações e foram aprovados na última reunião do executivo municipal, no passado dia 5 de maio.   

Os contratos-programa foram celebrados com a Associação Juvenil do Corpo Nacional de Escutas de Famalicão, com a Associação Juvenil Guias de Portugal, com a Quebraritmo: Associação Juvenil, a Associação Juvenil Yupi e a Associação Juvenil Koklus.

Para o autarca famalicense, “este apoio financeiro reforça o reconhecimento por parte do município do valor e impacto da atividade destas associações na nossa comunidade”.