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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA ESTEVE EM PONTE DE LIMA

No âmbito da jornada de sensibilização e reclamação promovida pela CNA e Filiadas, a ARAAM Associação dos Agricultores do Alto Minho esteve na Feira de Ponte de Lima, onde ouviu dezenas de agricultores familiares que relataram que continuam a ser alvo dos ataques de javalis e animais selvagens nas suas culturas. Este é mais um factor que leva a que os pequenos agricultores desistam da agricultura, uma vez que estes animais destroem o seu sustento.

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SANTA MARTA DE PORTUZELO: JUNTA DE FREGUESIA REÚNE À DISTÂNCIA COM ASSOCIAÇÕES LOCAIS

Associações reuniram à distância

A Junta de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo promoveu uma reunião com as associações da freguesia, para falar sobre a vida das mesmas durante este período pandemia.

Já era habitual a realização desta reunião, para preparação das atividades que decorriam na Semana Cultural. Contudo as mesmas foram canceladas.

As associações aproveitaram para referir e partilhar as estratégias que têm desenvolvido neste período.

A reunião realizou-se à distância aproveitando as potencialidades das plataformas digitais.

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ASSOCIATIVISMO POPULAR: O QUE É E PARA QUE SERVE A JOIA?

  • Crónica de Carlos Gomes

Quando alguém se propõe – ou é proposto! – a fazer parte de uma determinada colectividade, seja ela de índole cultural, recreativa ou desportiva e, entre elas consideremos nomeadamente as casas regionais e os grupos folclóricos, é em regra geralmente exigido que, entre outros encargos, proceda ao pagamento de uma joia. Mas, ninguém recebe joia alguma nem faz a menor ideia do que se trata. Trata-se, com efeito, de um procedimento que deve ser corrigido, desde logo através da revisão dos estatutos das associações.

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A criação do associativismo popular entre nós remonta a meados do século XIX, com a criação das orquestras filarmónicas, grupos excursionistas e almoçaristas, centros escolares e em geral as sociedades de cultura e recreio constituíram um meio dos partidos liberais e, mais tarde, os partidos republicanos implantarem-se no seio das populações. Na realidade, elas transmitiam a influência existente na própria maçonaria e reflectiam inclusivamente os conflitos entre os partidários do novo regime nascido do 5 de Outubro de 1910. A título de exemplo, a divisão do Partido Repúblicano entre Democratas e Evolucionistas reflectiu-se na formação de duas colectividades rivais no concelho de Seixal: a União Seixalense e a Timbre Seixalense.

Por conseguinte, a influência da Maçonaria não se exerceu unicamente nos partidos políticos republicanos como ainda nas agremiações por si criadas – entendidas como para-maçónicas – tendo as mesma reproduzido-se sempre que é constituída uma nova associação e, como tal, torna-se necessário dotá-la de estatutos. E, assim, chega até aos nossos dias a exigência do pagamento de uma joia… que ninguém recebe!

Na Maçonaria, a joia constitui um ornamento que se destina a identificar quem o usa no seio da organização, sendo geralmente um ornamento colocado numa fita que se pendura em redor do pescoço, tal como o fazem os membros de diversas corporações como os juízes e ainda os vereadores municipais e membros de confrarias. Mas, no âmbito das colectividades de cultura e recreio, nomeadamente nos grupos folclóricos, o seu uso não faz o menor sentido. E é um abuso exigir o pagamento de algo que jamais é entregue!

SEM VACINA CONTRA O COVID-19, EM 2021 NÃO HAVERÁ FOLCLORE, FESTAS E ROMARIAS

  • Crónica de Carlos Gomes

Ainda não foi criada até ao momento a vacina contra o Covid-19 e não existe previsão de que a mesma venha a ser inventada pelo menos até meados do próximo ano. Entretanto, somos alertados cada vez com mais insistência para a eventualidade de um novo surto da epidemia e, consequentemente, a necessidade de se virem a tomar novas medidas de confinamento, mais rigorosas e repressivas… e já se apontam culpados: os grupos de jovens que indisciplinadamente se juntam nas praias para se divertirem!

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Considerações à parte no que respeita à “responsabilidade” do surto epidémico que há-de vir, uma coisa é certa: o vírus vai propagar-se e, por conseguinte, continuarão canceladas uma série de actividades como festivais de folclore, associativismo, festas e romarias.

Perante este cenário, inúmeras colectividades e grupos folclóricos correm o risco de desaparecerem. Quanto às romarias e outros eventos de carácter religioso, certamente sobreviverão apesar das proibições, tal como sobreviveram aquelas que foram reprimidas pela fúria anti-clerical ao tempo da Primeira República, simplesmente porque se encontram enraizadas na alma do povo.

Pese embora a discriminação cada vez mais flagrante que já revela laivos de uma ditadura, o associativismo popular não reage. Os grupos folclóricos estão adormecidos. O povo está anestesiado. Estão criadas as condições básicas para a imposição de um regime autoritário que não respeita as liberdades individuais e colectivas. Estas tornam-se um privilégio de alguns – partidos políticos, comunicação social, artistas e sindicatos que são financiados pelo sistema – enquanto os outros estão condenados à asfixia!

- A festa acabou!

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Foto: José Carlos R. Vieira

JÁ ESTÁ TUDO CANCELADO!

CANCELADO!

Em cada dia que passa, muitos grupos folclóricos e outras associações continuam a anunciar o cancelamento das suas iniciativas previstas para os próximos meses… mas o governo, por decrecto-lei já cancelou todos os festivais de música, tal como a Conferência Episcopal Portuguesa já havia adiado para o próximo ano todas as romarias e celebrações religiosas durante o corrente ano.

Em face disto, que sentido faz outras entidades virem de agora em diante anunciar o cancelamento de eventos que já se encontravam cancelados por decisão de outras autoridades? Isto é no mínimo ridículo!

Se pretendiam afirmar a sua “soberania” em termos associativos, já o deviam tê-lo feito antes em vez de esperar que alguém o fizésse por eles… Pode quem manda, obedece quem deve!

INATEL FOI FUNDADO HÁ 85 ANOS!

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  • Crónica de Carlos Gomes

Sob a designação Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), o INATEL foi criado há 80 anos, pelo Decreto-Lei nº. 21 495, de 13 de junho

Passam no próximo di 13 de Junho 85 anos desde a criação da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), entretanto transformada em Fundação INATEL, entidade que tem prestado um precioso contributo à cultura e ao associativismo popular, nomeadamente apoiando os coletividades de cultura, desporto e recreio, inscritos naquela entidade como Centros de Cultura e Desporto (CCD’s), categoria de associado coletivo que corresponde aos Centros de Alegria no Trabalho (CAT’s) em vigor durante o regime corporativo.

O INATEL atua na prestação de serviços sociais, com especial destaque nas áreas da cultura, desporto e turismo social, mantendo uma extensa rede de pousadas e ainda o parque de Jogos 1º de Maio e o Teatro da Trindade, em Lisboa, e o Parque de Ramalde, no Porto.

Ainda, no âmbito da cultura popular, são incontáveis os apoios prestados por esta entidade a orquestras filarmónicas, bandas de música, grupos de teatro e ranchos folclóricos de todo o país, tendo aliás contribuído para o aparecimento de muitos agrupamentos folclóricos durante o período do Estado Novo.

Inspirada no modelo da “Obra Nacional dos Tempos-livres” - “Opera Nazionale Dopolavoro” criada em 1925 pelo fascismo italiano, a FNAT teve como objetivo a promoção do turismo social e o preenchimento útil dos tempos livres dos trabalhadores. A sua orientação foi ao encontro da recomendação feita no ano anterior pela Organização Internacional do Trabalho na implementação de um novo conceito de férias e lazer.

Até então, o turismo era encarado como uma ocupação de luxo apenas acessível às camadas sociais mais abastadas. Às classes trabalhadoras apenas estava reservado o convívio nas agremiações culturais e recreativas ou através de grupos excursionistas formados nas tabernas dos bairros populares, principalmente nos centros urbanos.

Em 1925, Benito Mussolini incorporou na Carta do Trabalho a Obra Nacional dos Tempos Livres (Dopolavoro), destinada a organizar as férias dos trabalhadores italianos. Esta iniciativa do fascismo italiano veio a reproduzir-se em muitos países, dando origem áquilo que então se designou por Movimento Internacional Alegria e Trabalho. O modelo foi em 1933 reproduzido na Alemanha com a denominação “Força pela Alegria” - “Kraft durch freude”, em 1935 em Portugal através da FNAT, em 1937 na Grécia sob a designação “Saúde dos Trabalhadores”, “Ergatixi Estia” e, em 1940, em Espanha com o nome “Educação e Descanso”, “Educación y Descanso”.

Após o golpe militar do 25 de abril, mais concretamente em 3 de abril de 1975, a FNAT altera a sua denominação para Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores (INATEL), deixando em 25 de junho de 2008 de pertencer á Administração Central do Estado, transformando-se em fundação privada de utilidade pública sob a designação de Fundação INATEL.

A ação da FNAT estendia-se a todo o território nacional por intermédio das suas delegações provinciais e subdelegações nos concelhos, competindo-lhes cooperar na avaliação de todos os assuntos e na execução de todas as iniciativas. Nas freguesias rurais a FNAT era representada pelas Casas do Povo e Casas de Pescadores.

Os beneficiários da FNAT eram obrigatoriamente sócios de um dos elementos da organização corporativista do trabalho, concretamente de um sindicato Nacional, de uma Casa do povo ou Casa de pescadores; sendo que os Centros de Alegria no Trabalho (CATs) constituíam as estruturas de base nas empresas. Nas zonas de residência urbana os Centros de Recreio Popular (CRPs) cumpriam essa função.

Atualmente, a Fundação INATEL é tutelada pelo Ministério do trabalho e da Solidariedade Social, desenvolvendo a sua atividade nas áreas do turismo social e sénior, no termalismo e na organização dos tempos livres e do desporto populares.

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MARCAS DA MAÇONARIA NO ASSOCIATIVISMO POPULAR

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  • Crónica de Carlos Gomes

Todo o objeto criado possui sempre as marcas do seu criador. A obra de arte reflete a ideia e o perfil psicológico do artista que a concebeu. De igual forma, o artesanato dá-nos a descrição mais fiel do nível cultural de um povo, revelando-nos o seu caráter e capacidade de transmitir aquilo que sente. Também as instituições nos permitem perceber o grau de desenvolvimento cultural de uma sociedade, os seus valores e o estádio de evolução humana em que se encontram, deixando em todas as situações as marcas distintivas dos seus obreiros.

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O associativismo popular tem entre nós origem a partir de meados do século XIX, criado sobretudo pela necessidade dos republicanos penetrarem entre as classes mais baixas da sociedade portuguesa para a atrair à sua causa e criar as condições da adesão popular á mudança do regime político.

Através dos triângulos e lojas maçónicas, foram criados em todo o país bandas filarmónicas e sociedades de cultura e recreio com o propósito de levar ao povo o ensino primário, a instrução musical, o teatro, as ocupações recreativas e a cultura popular em geral.

Quais organizações para-maçónicas, estas agremiações contavam com militantes republicanos entre os seus principais impulsionadores, os quais impunham estatutos cujas normas eram inspiradas na própria constituição maçónica. Não admira, pois, que reflexo das cisões verificadas no seio da Maçonaria e dos partidos políticos, tenham ocorrido idênticas divisões no seio de muitas coletividades. A existência no concelho do Seixal de duas coletividades rivais – a Timbre Seixalense e a Sociedade Filarmónica União Seixalense – tem a sua razão de ser nas divisões criadas pelo Partido regenerador e pelo Partido Progressista.

À semelhança do que se verificou com os jornais regionais, também eles em grande parte criados com a finalidade de difundir os ideais republicanos, as sociedades recreativas foram adaptando-se à evolução dos tempos e, sobretudo, às mudanças de regime político, não deixando porém de conservar alguns dos seus traços caraterísticos que estiveram na sua própria génese.

Entre as normas estatutárias mais relevantes que ajudam a identificar a sua origem, encontra-se a obrigatoriedade da admissão de um novo sócio ser feita através de um ou mais proponentes, existindo ainda coletividades que mantêm o costume de exibirem num quadro apropriado, durante determinado período de tempo, a ficha de inscrição do sócio proposto antes da mesma ser submetida a aprovação por parte do órgão diretivo. Na realidade, esta regra contraria o princípio da liberdade de associação, tratando-se de um procedimento apenas concebível no âmbito de uma associação a funcionar em moldes secretos e sigilosos.

Outra norma estatutária, também claramente de origem maçónica, é a que obriga o sócio ao pagamento de uma joia no ato de admissão, elemento estranho que ninguém explica do que se trata e, como é óbvio, o novo associado nunca receberá… nem questionará sequer acerca de um direito que lhe assiste!

Estas e outras práticas injustificadas são perpetuadas pelo costume e transmitidas às novas coletividades de cultura, desporto e recreio através da aprovação de estatutos que mais não são do que réplicas de outros antigos e desatualizados, copiados sem qualquer sentido crítico e reproduzindo normas que deveriam entretanto ser melhoradas ou eliminadas. Encontram-se, entre estas coletividades, as casas regionais, grupos folclóricos e um quase infinito número de associações que se dedicam às mais variadas vertentes de âmbito social, cultural, ambiental e recreativo.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

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COVID-19 VAI TAMBÉM TER IMPACTO NA CULTURA

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  • Crónica de Carlos Gomes

Situação de confinamento pode levar ao fim de muitas associações

Conforme anunciado, o estado de emergência vai ser prolongado até ao próximo dia 1 de Maio. E, com toda a probabilidade, esta não será a última vez que o mesmo irá ser decretado. Aliás, receia-se que uma vez levantado, não venha a pandemia a registar réplicas tanto ou mais graves do que a situação actualmente existente.

De acordo com as previsões, a vacina não deverá ficar disponível antes de meados do próximo ano. O que quer dizer que, até então, ainda que seja levantado o estado de emergência, continuarão a ser desaconselhados a formação de aglomerados, o mesmo é dizer a realização de eventos culturais, desportivos e outros que impliquem o ajuntamento de muitas pessoas.

Entretanto, à semelhança do que sucede com muitas empresas, também as associações de natureza cultural suspenderam a sua actividade. Encontram-se entre elas as bandas filarmónicas, casas regionais, colectividades de cultura e recreio e, sobretudo as largas centenas de grupos folclóricos existentes em todo o país.

A suspensão da sua actividade por um período largo de tempo pode produzir consequências mais ou menos previsíveis, sendo a desmobilização dos seus associados e componentes a que terá maior impacto uma vez que pode inclusivamente à perda de motivação e consequente apagamento dessas entidades. E, por apagamento, entendamos a sua própria dissolução!

A situação actual exige que se tome como a iniciativa de encontros de folclore on-line como já foi sugerido, debates em vídeo-conferência entre os membros dos grupos e ainda a preparação de processos e eventuais correcções à forma de se representarem para além de outras medidas criativas, apelando-se à imaginação de todos e de cada um nesse sentido.

Ainda não chegou o período de férias e a paragem prevê-se demasiado prolongada, não devendo a actividade ser retomada antes do início do próximo ano na melhor das hipóteses. Até lá, não haverá tempo a desperdiçar!

ASSOCIATIVISMO TAMBÉM É SOLIDARIEDADE

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  • Crónica de Carlos Gomes

Cancelado! Cancelado! Cancelado! – eis o anúncio mais recorrente nos tempos que correm. A pandemia do COVID-19 obrigou ao cancelamento de todos os eventos programados até ao mês de Junho do corrente ano. Porém, ultrapassada embora a fase mais crítica, o problema não fica de imediato resolvido e as medidas de precaução irão certamente prolongar-se pelo menos até ao final do ano.

Todo o movimento associativo – colectividades desportivas, culturais, recreativas, casas regionais, grupos folclóricos – suspendeu as suas actividades. Tratam já de transferir as iniciativas programadas para o próximo ano. Isto enquanto os seus associados, à semelhança da generalidade dos cidadãos, fecham-se em casa para se protegerem a si e aos que os rodeiam.

A prazo, este estado de emergência que não se sabe ainda ao certo até quando vai durar, irá provocar um impacto brutal na economia do país e poderá mesmo vir a ter grandes repercussões nomeadamente nas instituições europeias. Mas, a breve prazo representa um esforço titânico também a nível financeiro para fazer frente à situação em que estamos a viver com consequências imprevisíveis.

Este esforço deve ser partilhado por todos e a gestão dos recursos ser o mais racionalizada possível. Não estamos em tempo de desperdício e esbanjamento dos impostos dos nossos contribuintes, sejam eles empresas ou pessoas individuais. É a isso que se chama solidariedade!

Como foi referido, o associativismo fechou as suas portas à espera de melhores dias. As suas despesas e outros encargos estão relacionadas apenas com a gestão corrente. E, mal irá uma colectividade que não seja capaz de pagar a renda ou a factura da água sem necessitar do subsidiozinho estatal… nesse caso mais valerá fechar a porta!

Face à situação com que somos confrontados, as autarquias locais – principais financiadoras do movimento associativo – deverão repensar as formas de financiamento e os respectivos montantes, podendo no corrente ano estabelecer alguma redução dos mesmos. Não se trata de deixar de apoiar o associativismo mas de racionalizar os recursos, nomeadamente financiando projectos que possam ser monitorizados em vez de despejar indiscriminadamente o dinheiro que é dos contribuintes. Até porque existem múltiplas formas de apoiar essas entidades, nomeadamente através de cedência de instalações… mas elas jamais deverão transformar-se num fardo para os cidadãos, sobretudo quando é a vida de muitos portugueses que está em causa!

A ArtMATRIZ NO CONTEXTO DO ASSOCIATIVISMO

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Sempre entendi que a cultura, em boa parte, deve assentar no Movimento Associativo, mesmo compreendendo que este enquadra o bom e o menos bom, realidade inerente a tudo o que as sociedades comportam. Felizmente, no domínio cultural, de forma diversa, não faltam estruturas que prestam notáveis serviços às comunidades, preenchendo enormes lacunas que os poderes vão criando com as suas insuficiências orgânicas e opcionais.

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Viana também dispõe de um Movimento Associativo empreendedor que na sua maioria produz trabalho de relevo. Na cidade, particularmente, existe um conjunto de estruturas sabedoras e aptas a trabalhar bem nas áreas a que se dedicam. Entre elas está a ArtMatriz, fundada por José Marques, um ex-trabalhador dos ENVC, entretanto falecido, a quem já algumas vezes me referi. Com a sua morte, a Associação que criou podia ter sucumbido, mas alguém decidiu honrar a sua memória e mantê-la viva, trabalhando afincadamente para Viana e os vianenses.

No passado fim-de-semana estive presente na sua última iniciativa, a “VianaCon”, realizada no Centro Cultural. Tratava-se de um encontro de jogos de tabuleiros modernos, que se prolongou por três dias, integrando workshops, palestras, torneios e demonstrações diversas, sem esquecer o lançamento nacional de um novo jogo de tabuleiro. Por ali passaram cerca de mil pessoas, num vai e vem de gente de todos os escalões etários que impressionou. Tudo enquadrado numa organização a raiar a perfeição, na base de um voluntarismo comovedor. Com reduzidos apoios, foi possível colocar Viana em evidência, fazendo deslocar até nós gente dos mais diversos locais do país e até de fora. Daí a ambição de fazer do evento um dos melhores no contexto europeu, objetivo legítimo, dado o êxito desta primeira experiência.

Para além de outras variantes, a ArtMatriz realiza ainda em cada ano a Mostrarte, na qual participam artistas, fundamentalmente designers, oriundos de todos os continentes, que trazem até à nossa cidade trabalhos artísticos de grande qualidade. Trata-se de um evento que vem fazendo o seu caminho sempre em crescendo, granjeando prestígio e acolhendo apoios. José Marques sonhou, realizou e partiu, mas o seu legado teve continuidade, para bem do associativismo e da atividade cultural da nossa cidade. Que não haja desânimo e que não lhe faltem os merecidos apoios, porque só boa vontade e sacrifício não chegam.

goncalofagundes@gmail.com

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ANDORRA: GRUPO DE FOLCLORE "CASA DE PORTUGAL RENOVA DIREÇÃO

O Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ renovou a Direção da instituição para o biénio 2020-2021 após a Assembleia Geral que decorreu na SEDE da coletividade. Os elementos do Grupo renovaram a confiança nos diretivos que terminaram mandato e que, ao não haver listas candidatas às eleições, vão continuar à frente da associação.

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Assim, Tomás Pires mantém a presidência e Vania Novais a vice-presidência, Patrick Ferreira continua como tesoureiro e José Luis Carvalho, secretário. Repetem o cargo de vogais Candida Freitas, Cami Medeiros, Manuel Gonçalves. De forma a reforçar a ação diretiva com vista às atividades do 25º aniversário, efeméride prevista para 2021, incorporaram-se à equipa diretiva os vogais: Gloria Lima, Céu Viana, Mireia Medeiros e Luis Mario do Vale.

Esta nova equipa diretiva terá a missão de programar as atividades culturais e de promoção da cultura portuguesa, comemorativas das bodas de prata da coletividade portuguesa mais antiga do Principado fundada a 1 de Maio de 1996.

Além das atividades habituais que tem referenciado a coletividade no apartado cultural do Principado, como por exemplo as Janeiras, o Festival Ibérico, o Feirão e a mostra gastronómica na Fira d’Andorra, o Grupo já tem agendadas viagens a Estrasburgo a finais de Maio e a Perigueux a 20 de Junho para intercâmbios culturais.

CABECEIRAS DE BASTO APOIA ASSOCIATIVISMO

Câmara Municipal atribui 119.550 euros a associações e instituições

O Executivo Municipal de Cabeceiras de Basto aprovou hoje, dia 13 de dezembro, por unanimidade, a atribuição de apoios financeiros a associações e instituições que desenvolvem atividades e iniciativas culturais, recreativas, desportivas, sociais, humanitárias, entre outras, no concelho de Cabeceiras de Basto.

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Trata-se de uma verba global que ascende a 119.550 euros, atribuída pela autarquia a 25 associações/instituições com o intuito de impulsionar o desenvolvimento das suas atividades, numa perspetiva de cooperação e parceria com o movimento associativo, cuja ação é crucial ao desenvolvimento concelhio.

De entre os apoios deliberados, destaque para a verba atribuída aos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses (35 mil euros), à Cercifaf (15 mil euros) e à Fundação António Joaquim Gomes da Cunha (14.250 euros).

No que se refere aos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, foi-lhes atribuído um subsídio no montante de 35.000 euros para apoiar a sua ação no âmbito da proteção e socorro de pessoas e bens. À Fundação A. J. Gomes da Cunha foram-lhe atribuídos 14.250 euros para apoiar as atividades sociais desenvolvidas pela instituição. No que se refere à Cercifaf, a verba atribuída destina-se ao reforço da Equipa Local de Intervenção Precoce, com o intuito de serem prestados, com regularidade, serviços às crianças com necessidades educativas especiais do concelho Cabeceirense.

Com a atribuição daqueles 25 apoios às associações e instituições, a Câmara Municipal reconhece e enaltece todo o trabalho que o movimento associativo, seus dirigentes e associados têm vindo a desenvolver na área social, cultural, recreativa, desportiva, entre outras. As associações/instituições são distintos parceiros do Município, com os quais a Câmara Municipal conta para desenvolver a sua atividade.

De salientar que no próximo dia 19 de dezembro, em cerimónia pública a decorrer no Salão Nobre da Câmara Municipal, serão entregues os apoios a todas as associações que hoje os viram aprovados.

FOLCLORE E REGIONALISMO VIRAM MERCANTILISMO

O associativismo popular sobretudo na região de Lisboa – abrangendo os concelhos em seu redor, incluindo na margem sul do rio Tejo – tem a sua origem no republicanismo que há mais de um século fomentou a criação de agremiações recreativas de diversa ordem com vista a fomentar actividades de natureza cultural, desportiva, ensino, recreativa, instrução musical e outras com vista à sua influência a nível local.

Entre essas iniciativas destacam-se os grupos excursionistas e almoçaristas que deram origem a muitos colectividades de bairro e as bandas filarmónicas e os jornais regionais, melhor dizendo regionalistas.

Nesta linha de actuação, surgiram os grémios regionalistas a que actualmente, por influência do Estado Novo, designados por “casas regionais”. E, com elas, os grupos folclóricos a procurar congregar as tradições de diversas regiões e a procurar representá-las como instrumentos de propaganda regionalista. E, assim chegados aos começos do século XXI, deparamo-nos com mais de uma dúzia de agrupamentos folclóricos a pretenderem reclamar a representação do Minho na região de Lisboa.

Mas, nem tudo são rosas como à primeira vista se pode julgar! Longe de procurarem representar as nossas tradições de forma séria e desinteressada, algumas dessas entidades – grupos folclóricos e casas regionais – descobriram nessa actividade uma forma de angariação de receitas, com carácter bastante lucrativo, que constatamos não são aplicadas em iniciativas de interesse cultural ou regional que não produzem lucro nem possuem qualquer interesse regional.

Por outras palavras, apenas se organizam eventos dos quais se possam auferir lucros cujo destino se desconhece. E, à custa do prestigiante nome de um concelho ou de uma região, assim se vai obtendo subsídios municipais e alimentando o ego de pseudo-regionalistas… os hoteis e navios de cruzeiros que atracam em Lisboa cá aguardam uma mísera exibição paga a um chorudo caché!

Alguns desses grupos folclóricos sobrevivem desde há largos anos dessas actuações em hoteis e navios de cruzeiro para turistas… e algumas casas ditas regionais fazem almoços sem rigor cultural apenas para facturar. E receber financiamento municipal à custa dos impostos dos contribuintes. Não foi para isso que foram criadas as casas regionais!

MUNICÍPIO CERVEIRENSE APOIA ASSOCIATIVISMO

Associações podem candidatar-se a subsídios até 31 de janeiro

A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira deliberou, por unanimidade, em reunião de 28 de novembro, prorrogar o prazo para apresentação a candidaturas para a Concessão de Subsídios até ao próximo dia 31 de janeiro de 2020.

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O Regulamento Municipal para a Concessão de Subsídios prevê que as candidaturas de caráter anual sejam entregues até 31 de dezembro do ano anterior a que se reportam. Contudo, e considerando que algumas das Associações Culturais, Desportivas, Recreativas e de Lazer do Concelho conheceram, no presente ano, alterações nos corpos sociais, provocando alguns constrangimentos organizativos internos que se refletem na elaboração e aprovação dos Planos de Atividades e Orçamento, o executivo propôs que fosse deferido o prolongamento excecional da apresentação das Candidaturas para a Concessão de Subsídios até à data de 31 de janeiro de 2020.

As candidaturas são obrigatoriamente apresentadas em formulário próprio fornecido pelos serviços do Município, acompanhado dos documentos solicitados e descritos em Regulamento.

CÂMARA MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ APROVA REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DO ASSOCIATIVISMO

O movimento associativo assume, cada vez mais, um papel fundamental no processo de participação dos cidadãos na vida pública e, consequentemente, uma importância maior no processo de desenvolvimento sustentado de Arcos de Valdevez.

Na procura de dinamizar e disponibilizar, aos arcuenses e visitantes, uma oferta regular e diversificada de atividades, e com vista à valorização da dinâmica associativa, enquanto promotor do desenvolvimento local e reconhecendo o mérito de ações desenvolvidas pelas diversas entidades, torna-se fundamental reforçar o seu papel dinamizador de uma crescente participação cívica, bem como o seu contributo para a atividade social, cultural, recreativa e desportiva em todo o Município.

Na última Reunião de Câmara foi aprovado o projeto de Regulamento do Conselho Municipal do Associativismo.

O Conselho Municipal do Associativismo tem por objetivo promover a cooperação entre todas as entidades que, na área do Município de Arcos de Valdevez, têm intervenção no domínio do associativismo.

Pretende-se que este Conselho seja dividido em 4 áreas, nomeadamente Juventude; Desporto; Cultura e Etnografia, sendo os seus principais objetivos reunir o movimento associativo do concelho, envolvendo as associações e os dirigentes; desenvolver iniciativas por forma a efetivar a cooperação e intercâmbio entre associações e articular a troca de informações e de recursos entre as várias entidades; possibilitar o enriquecimento da atividade das populações no âmbito cultural, desportivo, recreativo e juvenil; acompanhar e contribuir para a definição de políticas municipais e linhas orientadoras da promoção da vida associativa; incentivar a construção de estratégias de promoção do associativismo, alicerçadas numa eficaz participação da comunidade; contribuir, a todos os níveis de intervenção local, para a prática de políticas que promovam e garantam o desenvolvimento e satisfação das necessidades do associativismo no Concelho; contribuir para o planeamento estratégico de desenvolvimento concelhio de políticas municipais dirigidas ao movimento associativo; elaborar e apresentar propostas e sugestões sobre questões relacionadas com o seu âmbito e área de intervenção; sensibilizar para o associativismo; contribuir para a implementação do registo municipal de novas associações e regularização das estruturas associativas existentes; promover a troca de informações e cooperação entre as entidades representadas; propor iniciativas que perspetivem a cooperação e o intercâmbio associativo e o desenvolvimento do trabalho interassociativo, com o fim, entre outros, de incrementar o número de associações com atividade regular e efetiva; criar comissões específicas no âmbito do Conselho Municipal do Associativismo.

Por fim, este conselho será constituído pelo Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez; o Vereador do Pelouro do Desporto, Juventude e Associativismo da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez que assegura a substituição do Presidente nas suas ausências e impedimentos; um representante de cada uma das Associações, por elas designado, sediadas no concelho e legalmente constituídas, com atuação no âmbito cultural, desportivo, social, recreativo e juvenil; um representante do Serviço de Desporto, Juventude e Associativismo da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez; e um representante de cada um dos partidos políticos, ou movimentos de cidadãos, com representação na Assembleia Municipal.

O projeto de Regulamento deste Conselho, que esteve em Consulta Pública, será agora colocado à consideração da Assembleia Municipal.

ARCOS DE VALDEVEZ APOIA ASSOCIATIVISMO

Câmara Municipal apoia movimento Associativo em cerca de 310 mil euros

A Câmara Municipal celebrou esta quarta-feira os protocolos de apoio à atividade com cerca de 60 associações, no valor global de perto de 310 mil euros.

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As parcerias desenvolvidas com as várias Associações do concelho são uma realidade que o Município pretende manter e reforçar, pois o movimento associativo é parceiro no desenvolvimento cultural, recreativo, juvenil, social e desportivo no concelho.

O Presidente da Câmara Municipal, João Esteves aproveitou o momento para apelar a todos que se envolvam e participem ativamente nas atividades levadas a cabo pela Câmara Municipal, outras entidades e para a colaboração entre si próprias. Enfatizou também a importância do envolvimento com a comunidade escolar

Para a autarquia é fundamental dar continuidade à cooperação, apoiando financeiramente e logisticamente as atividades promovidas pelas coletividades ao longo do ano.

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MUNICÍPIO ARCUENSE APOIA MOVIMENTO ASSOCIATIVO

Mais de 300 mil euros para apoiar movimento associativo

As parcerias desenvolvidas com as várias Associações do concelho são uma realidade que o Município pretende manter e reforçar, pois o movimento associativo é parceiro no desenvolvimento cultural, recreativo, juvenil, social e desportivo no concelho.

Neste sentido, na última reunião de Câmara foram aprovados protocolos de apoio à atividade a celebrar com 40 Associações do concelho, no valor de cerca 275 mil euros, aos quais se juntam os 33 750,00 €, aprovados no mês anterior, a atribuir a 17 outras associações.

Para a autarquia é fundamental dar continuidade à cooperação, apoiando financeiramente e logisticamente as atividades promovidas pelas coletividades ao longo do ano.

A Câmara Municipal, para além da atribuição deste apoio à atividade, também auxilia estas entidades em outros domínios, nomeadamente no apoio à construção, beneficiação e cedência de instalações, ou na aquisição de viaturas e equipamentos.

Estas verbas são canalizadas para as Associações para que a comunidade tenha acesso a diversos serviços através das associações e das instituições que espalham dinamismo, atividade e são parceiros por excelência na promoção do desenvolvimento de Arcos de Valdevez.