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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GUIMARÃES ENSINA A BORDAR

FORMAÇÃO EM BORDADO DE GUIMARÃES

INSCRIÇÕES ATÉ 01 SETEMBRO

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O Bordado de Guimarães é um ativo certificado da cidade de Guimarães desde 2010. Como forma de manter sustentável o conhecimento sobre esta forma particular de bordar, A Oficina • Guimarães e CEARTE irão promover uma formação sobre este tema.

Conhecer as técnicas, as matérias-primas e as ferramentas utilizadas são alguns dos pontos do programa desta formação. As sessões decorrerão de 18 de setembro a 24 de outubro, na Casa da Memória de Guimarães.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até ao dia 1 de setembro, através do formulário online, que está disponível no website d’A Oficina. O número de inscrições está limitado a 16.

Incrições ➞ https://cutt.ly/SdS434J

BARCELOS REALIZA MICROFEIRAS DE ARTESANATO

MicroFeiras de Artesanato ao Vivo no Largo da Porta Nova

A Câmara Municipal de Barcelos promove um ciclo de microfeiras de artesanato, todas as quintas-feiras do mês de agosto, no Largo da Porta Nova, entre as 10h00 e as 16h00, que tem como objetivo suprir os efeitos que a pandemia do Covid-19 teve numa das atividades económicas que mais sofreu com a pandemia, o artesanato.

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Sendo Barcelos um território com uma identidade cultural e etnológica muito forte, com grande número de artesãos e uma grande variedade de artes e ofícios, dos quais se destaca, pela sua importância, a olaria, esta iniciativa tem como intuito apoiar e promover este setor e contribuir para o incremento económico dos seus agentes.

Cada feira será composta por seis artesãos, de forma rotativa, abrangendo o maior número possível de artesãos. Estes, apresentam o seu trabalho ao vivo, chamando a atenção dos milhares de pessoas que passam na cidade e na Feira Semanal de Barcelos.

O artesanato é uma parte integrante da cultura barcelense, inspirado nos mais variados temas da cultura e da sociedade e constitui uma manifestação da criatividade ímpar de comunidade artesanal, que faz de Barcelos, neste âmbito, uma das principais referências a nível nacional.

As condições de segurança para a realização da iniciativa foram articuladas e obtiveram a concordância das autoridades de saúde.

ARTESÃO BARCELENSE GLÓRIA ARAÚJO EXPÕE BORDADO DE CRIVO EM BARCELOS

Exposição de bordado de crivo no Posto de Turismo

O Posto de Turismo de Barcelos tem patente, até 13 de setembro, a exposição “A Singeleza do Bordado de Crivo” da artesã barcelense Glória Araújo.

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A exposição foi inaugurada no dia 24 de julho e, devido às restrições em termos de ocupação de espaços fechados, a mesma contou apenas com a presença da Vereadora do Turismo, Ilda Trilho, da artesã Glória Araújo e de alguns artistas.

A Vereadora do Turismo salientou a importância desta exposição no sentido de os espaços culturais do Município conseguirem diversificar tanto, no sentido, de exporem todas as artes patentes  “num concelho onde cada vez mais as artes e ofícios tradicionais continuam a manter uma forte presença na economia e que urge em continuar a valorizar”.

“Esta exposição mostra e dignifica que a certificação do bordado de crivo trouxe um momento de valorização deste produto e afirmação da dinamização económica, bem como a sua proteção e diferenciação”.

Glória Araújo agradeceu ao Município o apoio que tem dado aos artesãos e a valorização que transmitiu aos artesãos de bordado de crivo, ao esta produção ter sido certificada em 2019.

E acrescentou “com esta exposição pretendo dar a conhecer os meus trabalhos e promover esta produção certificada na sua generalidade pois constitui um património nacional que muita nos orgulha a nós enquanto artesãos e, com certeza a todos os barcelenses”.

Glória Araújo é, hoje, acreditada pelo CEARTE- Centro de Formação Profissional para o Artesanato e o Património, é uma das três artesãs certificadas da produção Bordado de Crivo de S.Miguel da Carreira.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h000; aos sábados das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00 e domingos, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.

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"O CROCHET SAI À RUA" EM CERVEIRA

Em Cerveira, com ‘O Crochet sai à Rua’ a música é outra!

Habituado a provocar surpresa com recurso à criatividade de pormenor, Vila Nova de Cerveira volta a encantar com uma ornamentação única de espaços públicos e ruas do centro histórico. ‘O Crochet Sai à Rua… em Cerveira’ 2020 propõe um hino à arte da música, através da criação de peças em tamanho real e de outras com dimensões entre os 3 e 6 metros. Há maestros e pianistas, há palcos recriados e instrumentos musicais, há todo um cenário itinerante para um passeio em ambiente familiar, de 25 de julho a 30 de setembro!

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Vila Nova de Cerveira é reconhecida como a ‘Vila das Artes’, por ter uma programação de verão de excelência, onde a música é, sem dúvida, uma das componentes mais destacadas. Contudo, vivemos um ano atípico provocado pela pandemia Covid-19, e por isso, a Câmara Municipal suspendeu os grandes eventos que cativavam aglomerados populacionais, à semelhança do que acontece um pouco por toda a região alto-minhota.

Não havendo, por exemplo, os emblemáticos concertos de verão, acústicos e de fado, e outras iniciativas musicais que evocam a tradição, o projeto comunitário ‘O Crochet Sai à Rua… em Cerveira’ elegeu a temática da música, apresentando um conjunto de instrumentos de cordas, percussão e teclas, que recria uma banda sonora onde cada visitante pode associar, pela imaginação, uma melodia que lhe seja marcante.

Mais um ano, e o roteiro do crochet arranca em plena escadaria do edifício da Câmara Municipal, onde se encontra instalado um imponente piano, todo forrado a crochet, com pianista e outros pequenos pormenores que tornam este cenário convidativo para um primeiro registo fotográfico.

Caminhando até ao centro histórico, os olhares são desviados para um coreto de dimensões reais, com uma banda composta por sete músicos, dirigidos por um maestro, claro, todos bem fardados em crochet e de tamanho real. Depois o desafio é partir à descoberta de mais instrumentos pelas ruas do centro histórico que vão saltar à vista até dos mais distraídos pelas suas dimensões XXL. Com dimensões entre os 3 e 6 metros cada, há uma guitarra acústica, uma guitarra portuguesa, uma viola, uma harpa, uma harmónica e três bombos, resultado de uma estreita parceria entre a Câmara Municipal, algumas freguesias do concelho e a Santa Casa da Misericórdia.

Neste passeio de encantos artesanais, mantenha-se muito atento porque a euforia do crochet associada à temática da música contagiou estabelecimentos comerciais que exibem montras arrojadas, bem como residentes que tornaram as suas varandas palcos de arte.

Pelo cariz comunitário, pela espetacularidade e pela originalidade, desde a sua primeira edição em 2014, o projeto ‘O Crochet Sai à Rua… em Cerveira’ conquistou o seu lugar na programação cultural de Vila Nova de Cerveira, além de se apresentar como uma referência turística do Alto Minho, com grande impacto nacional, na Galiza e mesmo além-fronteiras.

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MUSEU DA OLARIA DE BARCELOS EXPÕE "MÃOS NO BARRO, FIGURAS DA VIDA" DE MANUEL MACEDO

A Sala da Capela do Museu de Olaria tem patente, até 29 de novembro, a exposição “Mãos de barro, figuras de vida” do artesão barcelense Manuel Macedo.

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A exposição foi inaugurada no dia 24 de julho e, devido às restrições em termos de ocupação de espaços fechados, a mesma contou apenas com a presença da Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro, e de Manuel Macedo.

A Vereadora salientou a importância desta exposição onde “uma produção certificada como o barro se tem reinventado nas formas e conceitos, face ao aparecimento de novos materiais e utensílios, mas mantendo a sua autenticidade como arte identitária do concelho de Barcelos”.

E acrescentou: “As obras do artesão Manuel Macedo patentes nesta exposição baseiam-se, sobretudo, numa recolha incessante do património cultural minhoto. O barro é reconhecido como um tesouro escondido, revelador de riqueza e identidade cultural e estas obras representam tal e qual isso”.

Manuel Macedo agradeceu o facto de poder expor as suas peças num lugar tão importante para o concelho e para o país, como o Museu de Olaria, salientando o papel do barro na sua vida: “O barro nasceu comigo, desde os meus três anos que o barro está nas minhas mãos. A minha maior preocupação é registar um Minho tradicional, eternizando-o no barro. Desde figuras como as minhotas, gentes do campo, profissões que marcaram o dia-a-dia da região, ofícios já desaparecidos ou em vias de extinção (lavadeira, moleiro, engraxador, homem a lavrar) e santos populares”.

Manuel Macedo participa em inúmeras feiras de artesanato nacionais e internacionais e em exposições, nas quais tem sido, frequentemente, premiado e reconhecido.

A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h30; aos sábados e domingos, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30.

MONÇÃO EXPÕE COLECTIVA DE PINTURA, FOTOGRAFIA, ESCULTURA E ARTESANATO

A Casa Museu de Monção em parceria com a Universidade do Minho leva a efeito a exposição coletiva de pintura, fotografia, escultura e artesanato, "Circo L’artes" na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

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Esta exposição está patente ao público a partir do próximo dia 30 de junho.

Sinopse da Exposição:

"O  Circo L’artes nasce da necessidade de fazer gerar uma outra forma de tertúlia entre amigos que, morando longe uns dos outros, volta e meia se podem encontrar, mostrar novos trabalhos, novas experiências e partilhar de um encontro muito personalizado, quase intimista, para se poder conversar sobre o ato criativo e sobre o estado das artes em geral. Não um encontro fugidio, brindar um Porto, olhar as obras e um adeus, até pró ano. O Circo L’artes é uma tarde e uma noite que engloba o grupo de forma a dar um solidez de amizade que se pretende intemporal. Assim, temos pintores, escultores, fotógrafos, artesãos e músicos. Cada um com a sua originalidade, com a sua alegria e com a sua energia para ser dividida entre todo o grupo e entre as pessoas que possam estar presentes. A ideia do Circo L’artes também passa pela circulação do evento em vários locais que minimamente tenham condições de se poder realizar. Esta será a 2ª edição, muito restringida pela pandemia, a que vamos tentar adaptar as melhores maneiras de podermos fazer uma festa bonita..."

A permanência nas instalações da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho está condicionada ao respeito pelas medidas implementadas para proteção de todos, nomeadamente:

  • Manter o distanciamento físico.
  • Seguir as indicações existentes.
  • Usar máscara de proteção durante todo o tempo que permanecer no edifício (a CMM não disponibiliza  máscaras para os utilizadores).
  • Lavar e/ou higienizar as mãos.
  • Capacidade máxima de 5 pessoas na Sala de Exposições Temporárias

A colaboração de todos é fundamental.

A entrada é livre!

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 09:30 às 12:30 e das 14:00 às 17:30

sábado: das 14:00 às 19:00

domingo e segunda feira: encerrada 

FUNDAÇÃO AIP ADIA FEIRA INTERNACIONAL DO ARTESANATO

FIA – Feira Internacional do Artesanato 2020. ADIAMENTO

A Fundação AIP, enquanto entidade organizadora da FIA – Feira Internacional do Artesanato, vem comunicar a todos os seus expositores, parceiros e visitantes, que devido à situação mundial que se vive atualmente com a pandemia do COVID-19 e seguindo as recomendações da DGS – Direção Geral de Saúde e da OMS – Organização Mundial de Saúde, entendeu adiar a FIA 2020, que estava prevista realizarse de 27 de junho a 5 de julho, na FIL – Feira Internacional de Lisboa.

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A Fundação AIP, após auscultar diferentes parceiros e entidades públicas e privadas do sector concluiu que, face ao cenário da pandemia, não estão reunidas as condições para poder assegurar a realização da FIA 2020 na data anunciada, pelo que se vê obrigada, por motivos de força maior, a adiar a FIA para nova data a anunciar oportunamente.

Com o adiamento da realização da FIA, ficarão igualmente asseguradas melhores condições para o restabelecimento das dinâmicas geradas pela maior feira multicultural da Península Ibérica, que se afirmou ao longo dos anos como uma plataforma de excelência para a promoção da identidade e desenvolvimento de territórios nacionais e internacionais, nas vertentes económica, cultural, e turística, com particular destaque para a mostra da diversidade do artesanato português.

Conscientes do impacto desta decisão, não podemos deixar de agradecer todo o apoio, compreensão e disponibilidade que nos foi manifestado pelos nossos clientes, parceiros e visitantes, ao longo dos anos, na afirmação da FIA como feira líder da Península Ibérica e a segunda maior da Europa, no seu âmbito, e estamos confiantes que seremos capazes de ultrapassar as circunstâncias do momento e continuar, no futuro, a afirmar a FIA como montra multicultural de excelência.

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FAMALICÃO CANCELA FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA

Salvaguarda da saúde pública é a principal razão para o cancelamento do evento

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão decidiu cancelar a edição deste ano da Feira de Artesanato e Gastronomia, devido à pandemia da Covid 19. O evento que se afirma como um dos principais produtos turísticos do concelho famalicense e da região minhota, reúne todos os anos os melhores e mais genuínos saberes e sabores nacionais, recebendo a visita de cerca de 200 mil pessoas.

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A salvaguarda da saúde pública, que impede a concentração de pessoas, principal fonte de contágio, é a razão para o cancelamento da Feira, que já decorre há 36 anos entre o final de agosto e o início de setembro.

“O cancelamento da Feira de Artesanato e Gastronomia deve-se às circunstâncias excecionais provocadas pelo COVID-19, numa decisão que segue as recomendações da Direcção-Geral de Saúde - DGS” afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

Entretanto, o autarca adianta que “o município está a preparar para este verão um programa de animação, com vários momentos, que promoverá a retoma económica, cultural e turística da cidade e que decorrerá em condições de segurança, em consonância com a DGS”.

Recorde-se que, todos os anos, no final do mês de agosto, perto de uma centena de artesãos e produtores de todo o país rumam até Vila Nova de Famalicão onde, durante uma semana, apresentam e criam peças e produtos únicos a partir das mais diversas matérias-primas. São habitualmente dez dias de encontros e reencontros com as tradições, usos e costumes mais ancestrais de Portugal.

JARDIM DA ESTRELA EM LISBOA FOI PALCO DE FOLCLORE E ARTESANATO MINHOTO EM MEADOS DO SÉCULO XX

O Jardim da Estrela, oficialmete designado por Jardim Guerra Junqueiro, é um dos mais aprazíveis espaços ajardinados de Lisboa. Recantos bucólicos e alamedas densamente arborizadas que percorrem o seu terreno acidentado, adornado por lagos, cascatas e estatuária diversa, conferem ao local uma harmonia e beleza que o tornam único e sempre bastante apreciado.

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Foi por volta de 1842 que, por iniciativa do ministério presidido por Costa Cabral, surgiu a ideia de construção do Jardim da Estrela, indo ao encontro dos prazeres de uma burguesia que, tendo sido desalojada pelo terramoto de 1755, fixara-se a partir de então distante do centro da cidade, dando origem ao bairro da Lapa onde atualmente se encontram grande número de embaixadas.

Durante as primeiras décadas, o Jardim da Estrela era o local preferido das classes burguesas, frequentado principalmente por senhoras da alta sociedade que, acompanhadas das suas criadas, promoviam festas de caridade e, entre outras atrações, tinham lugar a realização de provas velocipédicas e exibição de fogo-de-artifício. Porém, refletindo de certa forma as mudanças sociais que se operavam na cidade, o Jardim da Estrela passou a partir dos finais do século XIX a ser frequentado por outros extratos da população, adquirindo o ambiente um cunho mais popular, traduzido na alteração dos hábitos e mudança de divertimentos que tinha ao dispor, de que é exemplo o célebre “leão da Estrela” que, em 1871, foi oferecido pelo africanista Paiva Raposo, ou ainda a “montanha russa” que foi à época uma verdadeira atração popular. Em 1936, recebeu o magnífico coreto que originalmente se encontrava na avenida da Liberdade, no qual se realizavam aos domingos atuações de bandas filarmónicas que emprestavam ao local um verdadeiro aspeto festivo.

Em 1959, o Jardim da Estrela serviu ainda para a realização de uma “Feira Popular” e, em junho de 1960, uma “Feira de Beneficência” que incluiu a realização de um espetáculo de folclore no qual participaram, entre outros, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, de Viana do Castelo, e o Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio, de Braga.

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BARCELOS APRESENTA O FIGURADO DE ROSA RAMALHO NA COLEÇÃO DO ESPANHOL

Amanhã, dia 15 de fevereiro, às 17h, no Museu de Olaria

Inaugura amanhã, dia 15 de fevereiro, às 17h00, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, em Barcelos, a exposição “O Figurado de Rosa Ramalho na Coleção do Espanhol”, que reúne peças do colecionador Juan Yebra-Pimentel Rodríguez, um galego que durante mais de uma década recolheu figuras produzidas pela prestigiada barrista barcelense.

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Nesta exposição, podem ser vistas cento e dezasseis peças, de um conjunto de mais de quatrocentas por ele colecionadas, produzidas por Rosa Ramalho. De entre os trabalhos expostos, constam também as vinte e sete peças da última fase da vida da barrista barcelense. É uma coleção particular, um tesouro que agora é dado a conhecer a todos.

UMA “VIAGEM PELO MUNDO DA MÁSCARA” NA CASA DA CULTURA DE MELGAÇO

Até dia 27 de fevereiro

Entre as várias fotografias destacam-se imagens dos “Garruços”, as típicas máscaras de Castro Laboreiro.

Máscaras portuguesas e galegas, entre as quais os tradicionais “garruços” de Castro Laboreiro, compõem a mais recente exposição patente na Casa da Cultura. A mostra, intitulada “Viagem pelo mundo da máscara”, é da autoria da escritora e fotógrafa galega Mercedes Vázquez Saavedra e estará patente até dia 27 de fevereiro.

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Mercedes Vázquez Saavedra nasceu em Sarria (Lugo), na Galiza. É escritora e fotógrafa. Nos anos 2018 e 2019, dada sua ligação ao mundo da máscara, mais de 20 anos de investigação, Mercedes Vázquez levou ao cabo a mostra itinerante. Entre as várias fotografias destacam-se imagens dos “garruços”, as típicas máscaras de Castro Laboreiro.

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Outrora, na vila C(r)asteja, os “Farrangalheiros” saíam à rua, trajados a rigor, para celebrar o Entrudo: homens e mulheres vestiam o tradicional saiote castrejo tipicamente vermelho bordado e/ou decorado com cores garridas, as blusas e o lenço amarelo. O traje era composto pelo “garruço”, o objeto mais representativo do Entroido C(r)astejo: chapéus de cartão decorados com fitas e enfeites garridos que congregam uma renda que encobre o rosto dos “Farrangalheiros”.

A exposição é composta por 163 fotografias e foi ontem (dia 6 de fevereiro) inaugurada. A entrada é livre e possível de visitar no horário do espaço cultural: de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00; e aos sábados, das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

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MELGAÇO CELEBRA O ENTRUDO NO DIA 22 DE FEVEREIRO

Melgaço promove a identidade territorial e a cultura local no próximo dia 22 de fevereiro, um momento único que se pretende destacar pela ligação às tradições das gentes de Melgaço. O Cortejo &️ Concurso de Mascarados está marcado para as 17h00, no Largo Hermenegildo Solheiro. Os grupos participantes desfilarão pelas ruas do concelho, mostrando as suas máscaras e fantasias, onde o principal critério de avaliação será a “Identidade Cultural da Região (Melgaço e territórios transfronteiriços próximos)”.

O concurso é organizado pelo Município de Melgaço, em colaboração com a Associação Empresarial Minho Fronteiriço, e as inscrições terminam hoje dia 7 de fevereiro. Regulamento e Ficha de inscrição disponíveis aqui.

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𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 “𝐌𝐚𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐝𝐨𝐬”

São admitidas as candidaturas para três categorias diferentes:

I – Categoria Escola: exclusivamente para a comunidade escolar;

II – Categoria Individual: apresentação de candidatura individual;

III – Categoria “Carro Alegórico”: apresentação de candidatura coletiva.

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CORAÇÃO DE VIANA - AMOR DE FILIGRANA

Trazer ouro no pescoço

Brinquinhos a dar a dar

É bonita gosto dela

Tem olhos de namorar.

Ouro e Traje – Uma homenagem à mulher e às moçoilas de Viana

Foi o Traje “à vianesa” o grande responsável pela riqueza dos enfeites, das filigranas, das jóias tradicionais e onde a mulher de Viana se sente como ninguém ao fazer do seu “peito” uma mostra de bom gosto e de bem trajar.

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Assim, a rapariga de Viana no seu traje de trabalho ou de cotio, nas lides domésticas ou no trabalho do campo não se sente “ourada” quando usa brincos e colar de contas. O subterfúgio da “orelha ferida” ou o epiteto de “fanada” era o mínimo que se podia dizer de uma rapariga sem brincos!

No “traje de domingar” e já a fazer “versos” nos lenços de amor usa o primeiro “cordão”, que lhe concede o estatuto de rapariga namoradeira. O mesmo se passa com o traje de ir à feira.

Só o “traje de festa”, também designado por “traje de luxo” é que “obriga” a rapariga a aparecer “ourada”. E isto significa, quando são mordomas, a aquisição do segundo cordão com “peças” (medalhas de libra ou meia libra), borboletas (corações invertidos), a “laça”, os brincos “à rainha”, a pregadeira das “três libras”, “Santa Custódia” ou “Brasileira” a lembrar os tempos de emigração.

O Traje de Noiva – obriga ao terceiro cordão, oferta do noivo – um cordão grosso, a “soga”, um cordão “de bom cair” pelo seu muito peso, ao trancelim.

O Traje de Morgada – sinónimo de casa farta, boa lavoura, criadagem, tulha cheia, soalhos encerados e o cheiro a mosto das adegas. Uma só jóia na casaquinha justa – a gramalheira / grilhão / bicha. Gramalheira - por se assemelhar a uma corrente grossa usada para suspender os potes de três pernas da lareira; grilhão - pela sua analogia com as correntes metálicas; bicha – pela semelhança da parte do colar a uma cobra com escamas.

A união do colar – ao centro com chapas de ouro lisas e geometricamente recortadas – faz-se com uma roseta em relevo com pedras. Dos braços laterais caem franjas e, ao centro, o medalhão que pode atingir 20 centímetros com os mais variados motivos folclóricos.

Em termos de conclusão podemos afirmar que o Traje e o Ouro à Vianesa estão padronizados a partir do 2º quartel do Séc. XIX, altura em que os regionalismos, no Portugal liberal, se definiam.

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A Montra de Oiro de uma Lavradeira

Escolhemos da Montra de Oiro de uma Lavradeira (no dizer do Tenente Afonso do Paço), as seguintes jóias:

ARRECADAS DE VIANA – Castrejas (as complexas arrecadas como as de Laúndos,

Afife e Estela) – Com a sua “janela”, ou “pelicano” ou “bambolina” na sua forma lunular com as respectivas campainhas, sempre em número ímpar, e que têm a virtude

de afastar espíritos maléficos.

ARGOLAS – (Castrejas) – Também, chamadas barrocas, carretilha, a cigana, de Leque (com ou sem turquesas), torcidas, regueifa (com um torcido a imitar o pão de regueifa), indianas (de canovão relativamente fino, de suspensão em gancho ou com

fio de suspensão ao correr da curvatura), carniceiras ou de Barcelos.

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COLARES DE CONTAS – (produzidas pelas civilização grega, etrusca e fenícia e que os castrejos, também, adoptaram). As contas vianesas ou os colares de contas de Viana assemelham-se às etruscas. As primeiras contas eram maciças; mais tarde é que passaram a ser ocas. O colar de contas é adquirido pela jovem alto minhota à custa das poucas economias que provinham da venda dos ovos, dos frangos ou das primícias da horta. É usado com uma pendureza, normalmente, uma borboleta, uma cruz de canovão raiada ou uma custódia. Toda a vida.

BRINCOS À RAINHA – ou à “Vianesa” ou “Picadinhos”. São compostos por duas peças, tal como a laça. É do período Rocaille e, pertence pelos ornatos, à chamada gramática de D. Maria I. São, também, amuletos, desenhando formas arredondadas e curvílineas. Quais arrecadas laminares, articuladas por argolins de ouro, recortadas ou vazadas, parecem feitos de renda.

CORDÕES – são fios com dois metros, ou mais, para assim se conseguirem quatro voltas no pescoço. O cordão era o terceiro ouro da rapariga, logo a seguir às arrecadas e ao colar de contas. Conforme a textura dos elos podem ser “sogas” (mais grossos) ou apelidados de “linhas” (mais finos). A lavradeira nunca usa o cordão oco.

PEÇAS / MOEDAS / MEDALHAS DE IMITAÇÃO – usadas como ornamento desde os Romanos: são muito correntes os alfinetes com moedas de ouro. As peças são moedas autênticas embelezadas com cercaduras chamadas “encastoamentos”; a medalha de imitação é muito semelhante à peça, diferenciando-se pela moeda que é de imitação e pelo “encastoado” que para se distinguir da verdadeira apresenta tamanho inferior e acabamento menos perfeito.

MEMÓRIAS – São peças ocas, de abrir, de diferentes tamanhos e formas diversas, podendo ser ovais, redondas, quadradas, com feitio de losango, de corações. Exprimem quase sempre uma saudade, encerrando em cofre uma madeixa de cabelo, um fragmento de vestido, uma pequena frase ou simples letras, uma breve oração, uma fotografia, constituindo terna recordação.

CRUZES – peças que se apresentam com variadíssimos formatos:

  1. a) as fundidas com resplendor (na parte superior) que são cruzes maciças e acabadas manualmente. Têm na parte superior e em redor dos braços, um resplendor e, na parte inferior, uma “Mater Dolorosa” ou uma Senhorada Conceição.
  2. b) Cruzes de “canovão” e filigrana – têm resplendor em filigrana, “rodilhões” e na parte inferior a “Mater Dolorosa” ou Senhora da Conceição.
  3. c) Cruzes barrocas – são ocas, apresentando os braços bojudos e muitos motivos florais em relevo.
  4. d) Cruzes de estrelas ou de Malta têm as linhas da Cruz de Malta, filigranada, guarnecidas com curiosos esmaltes.

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LAÇA – Jóia de intervenção real, depois, popularizada. Formada por duas peças. Foi atribuída a D. Maria Ana de Áustria, a célebre “laça das esmeraldas”. É a primeira jóia verdadeira do Minho, constituída por uma laçada dupla e decoração de fios enrolados, podendo ter um diamante ao centro. O seu nome provem da argola que tem por trás para ser usada com uma fita de seda. Mais tarde, tomaram a forma que tem hoje – coração invertido.

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CUSTÓDIA – Também, chamada relicário, “questódia”, “lábia”, “brasileira”. O nome provém da semelhança na parte central com os expositores do “Santíssimo” ou “Ostensórios”.

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CORAÇÃO – Oferta de D. Maria I como ex-voto ao Coração de Jesus para ter um filho varão. Assim, nasce a Basílica da Estrela. Coração que enche o peito das nossas mulheres e raparigas no Traje à Vianesa. Coração com que D. Maria I manda timbrar as grandes condecorações nacionais: as Ordens de Cristo, Avis e Santiago.

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TRANCELIM – só deve ser adquirida depois da Lavradeira ter o segundo ou terceiro cordão. É uma peça muito trabalhada de trazer ao pescoço e da qual se suspendem medalhas ou “pendurezas” a distinguir: a borboleta, a custódia, o crucifixo, o coração opado, a laça, a peça ou a medalha. Os trancelins têm o mesmo cumprimento que os cordões, mas os seus elos são trabalhados, normalmente, em filigrana. Conforme o formato, são designados de trancelins de losangos, de lampião e de rodilhão.

GRILHÃO / GRAMALHEIRA / BICHA – Constituído por um colar tecido de finíssimo fio de ouro, chapas recortadas e perfuradas. A união do colar faz-se com uma roseta em relevo. Ao centro, existe um medalhão ornado com motivos florais. Uma das mais bonitas peças – a mais “requintada” e a mais “obrada” e com um significado de abastança do lar minhoto. Jóia que significa a apoteose do Ouro do Minho.

Bibliografia: Francisco Sampaio, O Ouro do Minho – O Ouro de Viana, catálogo do Cortejo Etno-Folclórico da Romaria da Senhora d’Agonia, Viana do Castelo, 2006.

Fonte: http://trajesdeportugal.blogspot.com/