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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESPOSENDE ENSINA ARTE DE TRABALHAR O JUNCO

Município de Esposende alarga experiências na arte do trabalho do junco

O Município de Esposende, como membro da rede nacional de turismo criativo Creatour participou no National IdeaLab and 2nd International Conference "Emerging and Future Trends in Creative Tourism", que decorreu na Universidade do Minho, em Braga. O projeto Creatour visa Desenvolver Destinos de Turismo Criativo em Cidades de Pequena Dimensão e Áreas Rurais

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A equipa de trabalho apresentou o projeto piloto EScriativo, especificamente o projeto municipal que se baseia na criação de experiências e atividades artesanais associadas ao junco.

Assente no caráter único da arte de trabalhar o junco, com o EScriativo estrutura-se um projeto de turismo criativo baseado na oportunidade de oferecer ao visitante experiências exclusivas, capazes de estimular o seu potencial criativo e que estejam profundamente enraizadas na vida da comunidade anfitriã.

Este projeto de turismo criativo está a ser desenvolvido com base na criação de oficinas que estimulem experiências criativas informais, constituídas por pequenos grupos de visitantes.

Em fase mais avançada do projeto, perspetiva-se a associação da experiência ao território, incluindo essa atividade no ciclo de junco, visitando o local de cultivo, colhendo junco. No fundo, participando em todo o processo de criação de artigos ligados a esta arte. O gozo do território pode ser um momento inspirador, contribuindo para o processo criativo e para uma experiência mais autêntica, baseada em motivos e produtos locais com caráter e significado para o território.

As experimentações relacionadas com a arte do junco têm sido desenvolvidas no Centro de Informação Turística de Esposende, mas prevê-se que, brevemente, realizar-se-ão ações ao ar livre, em locais públicos. Está previsto o workshop “0 junco sai à rua”, a realizar na Feira Mensal de Artesanato, a 15 de julho; e “O junco vai à praia”, com workshop e desfile de moda, na Praia de Suave Mar, a 26 de agosto.  No dia 29 de setembro, realizar-se-á uma ação de promoção das “Artes do Junco”, integrando as comemorações do Dia Mundial do Turismo.

Refira-se que foram já desenvolvidas, no âmbito do Turismo Criativo, várias ações, entra as quais destacamos dois seminários internacionais e workshops.

Prevê-se que no primeiro trimestre de 2019, estas oficinas temáticas sejam realizadas no Centro Interpretativo do Junco, a construir na vila de Forjães.

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BARCELOS REFORÇA APOSTA NA FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO

Presença no maior certame da Península Ibérica decorrerá entre 23 de junho e 1 de julho

O Município de Barcelos, através do pelouro do Turismo e Artesanato, vai estar presente, pela décima terceira vez consecutiva, na maior feira de artesanato da Península Ibérica, a Feira Internacional de Artesanato – FIA, em Lisboa, de 23 de junho a 1 de julho de 2018.

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O Município aposta, este ano, num stand de 54 metros quadrados, com quatro frentes, subordinado às artes certificadas e aos títulos de cidade criativa da UNESCO e Prémio Nacional de Artesanato, uma imagem objetiva focada nas várias artes representativas do concelho, nomeadamente o figurado, a olaria, bordado de crivo de S. Miguel da Carreira, as artes da madeira, bordados e tecelagem, ferro e derivados, cestaria e contemporâneo.

O stand comporta peças de mais de 35 artesãos locais, com atividades nos mais diversos domínios, e estarão presentes no evento apoiados pelo Município e Instituto de Emprego e Formação profissional cerca de 15 artesãos de diversas áreas e produções locais. De referir também que Barcelos, em virtude de ser Prémio Nacional de Artesanato no domínio das Entidades Públicas e de a artesã Júlia Ramalho ostentar o titulo Prémio Carreira, terá também grande destaque no stand do IEFP que, este ano, é dedicado precisamente ao Prémio Nacional de Artesanato.

A participação neste certame é de grande interesse para o artesanato e comunidade artesanal local, na medida que é nesta área territorial que se concentra o maior mercado consumidor de arte popular, quer em termos de colecionadores, quer em termos de lojistas, apresentando-se esta feira como um dos palcos privilegiados para a promoção das artes e ofícios tradicionais na Península Ibérica.

Por outro lado, o facto de Barcelos ser atualmente membro da rede Mundial das Cidades Criativas da UNESCO, será naturalmente um atrativo extra para potenciar contactos com os mais de 40 países que se farão representar neste certame, à imagem do que aconteceu na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), nomeadamente no domínio da promoção e dinamização do Turismo e Experiências Criativas. Uma ação que se enquadra na estratégia de promoção e internacionalização do artesanato de Barcelos, que vem na sequência das ações que têm vindo a ser realizadas para a promoção internacional do artesanato de Barcelos e potenciação da sua exportação como produto cultural de excelência.

MARIAS PAPERDOLLS RUMA AO JAPÃO COM BONECAS TRAJADAS À VIANESA

Depois de conquistarem a Europa, bonecas de papel da artista plástica portuguesa - Cláudia Nair Oliveira - entram no mercado japonêsDepois de internacionalizarem-se pela Europa, em países como Espanha, França, Itália, Bélgica, Canadá, Áustria e Dinamarca, as Marias Paperdolls - projeto da artista plástica Claudia Nair Oliveira - conquistam, agora, o Japão.Azulejaria portuguesa, filigrana e as orientais gueixas são os temas que as bonecas de papel vão 'vestir' na sua apresentação ao mercado japonês.

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O lançamento concretiza-se através da exposição "Interior Lifestyle" que decorre entre 30 de maio e 1 de junho, em Tóquio. A participação resulta de uma parceria de colaboração entre a Associação Selectiva Moda, a marca de Valongouro e o escultor portuense, Victor Escaleira.

Cláudia Nair Oliveira | MARIAS PAPERDOLLS:

Abraça a arte de reciclar papel para construir bonecas artesanais que retratam cultura, património e personalidades. Cada peça conta uma história, defende uma causa, passa uma mensagem, têm 'Alma e Identidade'.

As MARIAS PAPERDOLLS enquadram-se num conceito criativo, contemporâneo e ambiental (material reciclado), e têm no ADN uma essência humanista que gira em torno do universo feminino. Através das inúmeras, variadas e criativas ilustrações, as MARIAS PAPERDOLLS contam histórias, são rosto de causas e voz de mensagens pelo mundo. Espalhadas um pouco por todo o país - com vários pontos de venda -, as MARIAS PAPERDOLLS já se internacionalizaram em países como Espanha, França, Itália, Bélgica, Canadá, Áustria e, recentemente, na Dinamarca.

COLECÇÕES:

Inspirada nas tradições da sua terra Natal – Valongo – Cláudia Nair Oliveira começou por retratar as tradições da terra do biscoito, da regueifa, da ardósia e do brinquedo. Criou, também, uma colecção inspirada na Bugiada e Mouriscada, tradição de Sobrado (Valongo), exposição que levou a vários espaços no distrito do Porto.  

As Marias vestiram, ainda, os trajes minhotos  de Viana do Castelo, e foram personalidades como Frida Khalo ouMaria Madalena, temas que apresentou, também, em várias exposições.

Depois de uma colecção de Marias com trajes portugueses, seguiu-se uma outra inspirada na obra da poetisa Florbela Espanca, com a qual se identifica. “O meu mundo não é como o dos outros, quero mais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito…”, é uma das frases da autora que Cláudia Nair Oliveira usa para se definir.

Foi com a colecção Marias – Por todas as Meninas e Mulheres - criada no âmbito da campanha de denúncia de violência e discriminação sobre o género feminino “Continuamos à Espera”, que expôs em 2014, no Centro Cultural de Cascais, e que contou com o apoio de Catarina Furtado (Corações com Coroa) -, que o projeto artístico ganhou uma nova dimensão, marcando o lançamento das bonecas pelo mundo. Neste tema, para pintar as Marias, Cláudia Nair Oliveira convidou vários ilustradores nacionais de renome, como André da Loba, Esgar Acelerado, Sara Macedo, António Soares, Júlio Vanzeler, Kammuz, entre outros. Ainda no âmbito da defesa de causas, criou uma boneca inspirada na Gisberta (transexual assassinada no Porto), que foi a imagem do Centro Gis, inaugurado, em 2016, em Matosinhos.

Seguiram-se outras colecções, como As Mulheres e a Música, onde vestiu as suas bonecas de divas do palco, uma exposição que apresentou na ACASAdaBoavista, no Porto, levou a vários espaços da cidade; as Mulheres de Negro inspiradas na pesca, no mar e no vinho, trabalho que apresentou no Espaço Porto Cruz, em Vila Nova de Gaia. 

Este ano, marcou presença no Portugal Fashion, onde expôs algumas das suas criações no Showroom 'Brand Up', no Porto. A marcar esta participação esteve o lançamento de merchandising da marca que inclui t-shirts e sacos com a assinatura Marias Paperdolls

Recentemente, Cláudia Nair Oliveira, retratou a azulejaria portuguesa em Memories of an Identity, exposição que apresentou, em Abril, na Dinamarca, um trabalho que resultou de uma parceria com o artista plástico e escultor, Victor Escaleira.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE (RE)VIVE PATRIMÓNIO CULTURAL DO JUNCO

Entre os próximos dias 8 e 13 de maio, Forjães vai centrar atenções sobre o património ligado ao junco.

No âmbito do Ano Europeu do Património Cultural, o Município de Esposende vai levar a efeito a atividade ‘À descoberta de… Forjães’, em parceria com a Junta de Freguesia de Forjães e com o apoio da ACARF-Associação Cultural, Artística e Recreativa de Forjães, GADTF-Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães e grupo de teatro Forjães em Cena.

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O programa engloba um conjunto de atividades que decorrerão no Centro Cultural de Forjães, com entrada livre, com destaque para o Seminário “O Artesanato do Junco. História, Arte, Contexto Social e Ambiental da sua Produção”.

Naquele espaço, estará patente, entre os dias 8 e 13 de maio (de terça-feira a domingo), a exposição “As Artes do Junco”, na qual poderão ser apreciados vários artigos feitos em junco e os diversos artefactos que são utilizados para a elaboração do artesanato de junco, com especial destaque para o tear onde são confecionadas as peças. A matéria-prima, desde o seu estado primitivo até ao produto final, após o tingimento, poderá ser apreciada nesta mostra, bem como alguns trajes de trabalho que faziam parte do dia-a-dia de trabalho das pessoas que se dedicavam a esta atividade económica.

No sábado, dia 12 de maio, às 15h00, terá lugar o Seminário “O Artesanato do Junco. História, Arte, Contexto Social e Ambiental da sua Produção”. Na abordagem histórica desta expressão do património cultural do concelho de Esposende, Brochado de Almeida incidirá a sua intervenção sobre “A História do Artesanato do Junco em Forjães”. A visão atual e inovadora da promoção e divulgação do artesanato do Junco e do concelho de Esposende será abordada na temática “O Artesanato do Junco no Projeto ‘CREATOUR’, para um Turismo Criativo em Esposende”, por Olga Matos e Paula Remoaldo. Abordar-se-á, ainda, o trabalho do Junco como uma manifestação do Património Cultural Imaterial concelhio, designadamente o seu aspeto técnico, artístico, a sua relação com a comunidade e com o meio ambiente. Álvaro Campelo vai falar sobre “O Artesanato do Junco como Património Imaterial: o artesanato, a sociedade, o espaço ecológico”.

Este Seminário foi alvo de acreditação pelo Centro de Formação da Associação de Escolas dos Concelhos de Barcelos e Esposende, pelo que os professores que participem terão créditos.

A encerrar o programa, no domingo, 13 de maio, às 15h00, decorre o “Encontro Etnográfico – À volta do tear”. Esta atividade inicia-se com uma visita à exposição, seguindo-se a apresentação da proposta de Estratégia Global Para o Estudo e Promoção do Artesanato de Junco. Depois haverá lugar a conversas em torno do ciclo do junco, intercaladas com momentos de cantigas pelo Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães, terminando com a apresentação do projeto de turismo criativo CREATOUR. Neste Encontro Etnográfico também se procurará mostrar ao vivo o trabalho do artesanato do junco: o que foi, com o testemunho daqueles que já trabalharam neste ofício e o que é, com o trabalho ao vivo e com a experimentação por parte do público.

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ESPOSENDE PROMOVE ATELIER DE PAPAGAIOS

No dia em que se assinala a Revolução dos Cravos, 25 de abril, as empresas municipais Esposende 2000 e Esposende Ambiente, com o apoio da Câmara Municipal, realizaram mais uma edição da iniciativa Atelier de Papagaios, dirigida às famílias.

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A atividade decorreu na Zona Ribeirinha de Esposende, junto à marina de recreio, e pretendeu dar a conhecer algumas técnicas de construção de papagaios, utilizando para o efeito diversos materiais como canas e plástico.

Mais de duas centenas de pessoas, entre pais, avós, filhos, netos, amigos, aproveitaram a manhã do feriado e o bom tempo para participarem numa atividade diferente, partilhando saberes, experiências e aventuras de outros tempos, em que as brincadeiras dependiam inteiramente da criatividade e imaginação das crianças.

Os participantes puderam construir e decorar o seu próprio papagaio recorrendo a vários materiais, num total de mais de 70 papagaios. No final, muitos tiverem oportunidade de experimentar o seu papagaio e de comprovar que os dias de vento também podem ser divertidos.

De realçar a colaboração da Escola Profissional de Esposende e dos seus alunos que em muito contribuíram para o sucesso desta iniciativa, auxiliando os participantes na concretização do seu papagaio.

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TERRAS DE BOURO APRESENTA ARTESANATO E PRODUTOS TÍPICOS DA REGIÃO

Feira de produtos típicos e artesanato decorreu no Largo Martins Capela em Terras de Bouro

O centro da vila de Terras de Bouro foi o palco escolhido a 16 de abril para uma feira-mostra de produtos típicos e artesanais do concelho.

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O evento, que contou com o apoio do Município de Terras de Bouro, foi organizado pelas formandas do Curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural do Instituto de Emprego e Formação Profissional e, além da presença dos trabalhos artesanais, teve também a degustação de chás, bolachas e doçaria regional.

A feira-mostra encerrou com uma atuação da Escola de Música do Centro Municipal de Valências, sob a direção do professor Luís Pinho.

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BARCELOS RECEBE PRÉMIO NACIONAL DE ARTESANATO

Município de Barcelos e Júlia Ramalho entre os vencedores de 2017 do ‘Prémio Nacional do Artesanato’

O Município de Barcelos e a artesã barcelense Júlia Ramalho acabam de ser distinguidos no âmbito do concurso ‘Prémio Nacional do Artesanato 2017’, promovido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

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Os galardões foram atribuídos hoje, numa cerimónia que decorreu no Museu de Arte Popular, em Lisboa, com o Município de Barcelos a ser agraciado com o “Prémio Promoção para Entidades Públicas”, que visa reconhecer o trabalho das entidades ou organismos públicos em prol das artes e ofícios, e com Júlia Ramalho a vencer o “Grande Prémio Carreira”, uma distinção que homenageia o percurso e a obra da consagrada artesã barcelense no domínio do artesanato tradicional.

Estas distinções acontecem poucos meses depois de Barcelos ter sido reconhecida com o selo de Cidade Criativa da UNESCO, na categoria de Artesanato e Arte Popular.

O Município de Barcelos apresentou em agosto a sua candidatura à categoria “Prémio Promoção para Entidades Públicas”, sustentada no “programa de ação ímpar a nível nacional que o Município vem desenvolvendo nos últimos anos, promovendo as Artes e Ofícios como eixo estruturante do desenvolvimento económico, social e territorial e como fator de inclusão e coesão social”.

O Município de Barcelos propôs ainda o nome de Júlia Ramalho, natural de Galegos São Martinho, para vencer o “Grande Prémio Carreira”, pelos mais de 60 anos de trabalho dedicados ao artesanato, justificando que a artesã “soube honrar e valorizar o legado da avó, Rosa Ramalho, e notabilizar ainda mais a obra artística da família Ramalho, criando peças enquadráveis, rememorativas e adaptáveis à sociedade de cada um dos tempos em que viveu e vive”.

A distinção do Município é para Miguel Costa Gomes, presidente da Câmara, um “motivo de orgulho” e “o corolário de uma estratégia bem concertada e sustentada que o Município de Barcelos tem implementado, nos últimos anos, para promover, valorizar e salvaguardar as práticas e as produções artesanais do concelho”.

“Este prémio representa, para além do reconhecimento, uma responsabilidade acrescida, obrigando a que continuemos a trabalhar na preservação do artesanato barcelense enquanto herança e património que nos foi legado e que nos compete defender, desafio a que continuaremos a responder com um profundo sentido de serviço público e de compromisso para com os barcelenses”, acrescenta Miguel Costa Gomes.

Prémio Nacional do Artesanato

O ‘Prémio Nacional do Artesanato’ é uma iniciativa que vem sendo realizada desde 1987, pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, através do IEFP, integrando agora o Programa de Promoção das Artes e Ofícios. O concurso, que procura incentivar a produção artesanal, distinguindo artesãos portugueses, agentes e entidades públicas e privadas com intervenções relevantes na promoção das artes e dos ofícios, possibilita distinções em seis categorias: Grande Prémio Carreira, Prémio Inovação, Prémio Empreendedorismo Novos Talentos, Prémio Investigação, Prémio Promoção para Entidades Privadas e Prémio Promoção para Entidades Públicas.

BARCELOS CELEBRA DIA DO ARTESÃO

O Município de Barcelos, através do Pelouro do Turismo e Artesanato, comemora, no próximo dia 19 março, às 14h30, o Dia do Artesão, com a realização de uma conferência a realizar na Biblioteca Municipal, subordinada ao tema "As Artes e Ofícios Tradicionais e os novos desafios. Ameaças e Oportunidades: O Caso de Barcelos".

Programa

A conferência irá abordar temas como as perspectivas e desafios na ótica da certificação, as potencialidades da rede mundial das cidades criativas para a internacionalização e as vantagens do associativismo no fortalecimento da promoção do artesanato.

Estarão presentes na iniciativa o Vereador do Pelouro do Turismo e Artesanato do Município de Barcelos, José Beleza, a Diretora Executiva da Adere Certifica, Teresa Costa, e o Presidente da Associação Artesãos “O Galo”, Pedro Correia.

Nesta ação, será apresentado um painel aberto ao debate público, no qual um artesão local em representação de cada arte/ofício existente no concelho de Barcelos abordará as dificuldades e as oportunidades que têm surgido no decorrer do seu trabalho, no intuito de melhorar o desenvolvimento deste setor na economia do concelho.

Trata-se de um dia  dedicado à comunidade artesanal local e regional de forma a desenvolver estratégias de promoção e divulgação do artesanato.

Esta ação é também uma forma de valorização das artes e ofícios tradicionais do território de Barcelos e definir em conjunto estratégias para a sustentabilidade futura deste património. É, igualmente, uma forma de alertar esta comunidade para o novo paradigma que se está a desenvolver em torno das artes e ofícios tradicionais ao nível do turismo criativo, que se afigura como uma oportunidade única para o artesanato local.

BARCELOS HOMENAGEIA BARRISTA CONCEIÇÃO SAPATEIRO

Figurado pelas mãos de Conceição Sapateiro na Torre Medieval

“Conceição Sapateiro – Uma Vida de Barro” é o nome da exposição que estará patente entre 16 de março a 22 de abril, na Torre Medieval. Organizada pela Câmara Municipal de Barcelos, a exposição retrata o percurso de uma vida dedicada à modelação do barro.

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Esta exposição é mais um momento de homenagem e de comemoração da riqueza do figurado de Barcelos, produção certificada que, dia após dia, se assume como produto cultural de excelência e, atualmente, uma referência a nível mundial no âmbito da criatividade, com a atribuição a Barcelos da distinção de Cidade Criativa da UNESCO.

Maria da Conceição Alves Fernandes nasceu a 2 de março de 1952, em Galegos Santa Maria. Tornou-se conhecida como Conceição “Sapateiro” numa homenagem ao seu pai. É filha de Maria de Lurdes Alves Macedo – barrista conhecida por “Lurdes Vigo” – e de Joaquim Araújo Fernandes, sapateiro. Cresceu numa família de artesãos e, desde muito cedo, iniciou-se nas artes do barro.

As suas peças caracterizam-se pela ampla difusão de cores, com uma clara opção pelos tons garridos, pelas formas volumosas e extravagantes e pelo vidrado que lhes confere um esplendor singular. Destacam-se as peças ligadas à vida quotidiana na região, com especial ênfase para a mulher e para o traje regional, os temas de cariz religioso e festivo, como os santos, presépios, Cristos, paixão e Páscoa, o Galo de Barcelos, entre muitas outras figuras.

A exposição pode ser vista até 22 de abril, todos os dias, das  9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00. A entrada é livre.

ECCE AGNUS DEI: ARTESANATO DE BARCELOS DA AUTORIA DA FAMÍLIA RAMALHO

O Director do Tesouro-Museu da Sé de Braga, Cónego José Paulo Abreu e a artesã Júlia Ramalho, têm o prazer de convidar o vosso Órgão de Comunicação Social para a inauguração da exposição ECCE AGNUS DEI, que terá lugar a 02 de Março, às 18 horas, no Tesouro-Museu da Sé de Braga (Sala de Serviço Educativo/ Exposições). O acesso à exposição é feito a partir da Loja do Tesouro-Museu da Sé de Braga, situada na Rua D. Diogo de Sousa, n.º 114.

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A exposição Ecce Agnus Dei, organizada pelo Tesouro-Museu da Sé de Braga, insere-se no programa das Solenidades da Quaresma e Semana Santa.

O Tesouro-Museu da Sé de Braga expõe a partir do dia 2 de Março até 3 de Abril um conjunto de peças de Júlia Ramalho e António Ramalho. Mãe e filho perpetuam um saber fazer que lhes foi transmitido por Rosa Ramalho, figura emblemática da olaria nacional. O nome “Ramalho” é uma referência do artesanato português que ultrapassa gerações. As peças que nascem das mãos destes artesãos são modeladas em barro branco e têm um acabamento vidrado de cor castanho, técnica característica do seu trabalho. Os temas escolhidos são variados e inspirados nas suas vivências quotidianas. O religioso e o profano são igualmente temas recorrentes na sua obra. Júlia Ramalho e António Ramalho partilham memórias, mas também um modo de trabalhar o barro, na mesma oficina, em Galegos S. Martinho.

Júlia Ramalho, reconhecida artesã do figurado de Barcelos, é hoje uma referência do artesanato, em Portugal e no estrangeiro.

As obras de Júlia Ramalho podem ser encontradas no seu atelier em Barcelos mas em lojas dispersas por todo o país.

António Ramalho, nome com que assina as suas peças há mais de 20 anos, é um dos filhos de Júlia e bisneto de Rosa Ramalho, que mostra que a herança de uma tradição ultrapassa gerações. António Ramalho tem participado, juntamente com a sua mãe, em várias feiras de artesanato.

O Tesouro-Museu acolherá esta exposição de 02 de Março a 03 de Abril. Poderá ser visitada de Segunda-feira a Sábado, no período da manhã entre as 09h30 e as 13h00, e no período da tarde das 14h30 e as 18h30. O acesso à exposição é feito a partir da Loja do Tesouro-Museu, situada na Rua D. Diogo de Sousa, nº 114.

SANTOS POPULARES "APAIXONARAM-SE" PELOS LENÇOS DOS NAMORADOS

Santos Populares uniram-se aos Lenços Namorar Portugal numa aliança harmoniosa!

A artesã Maria de Jesus Martins resolveu, em 2017, unir duas das mais afamadas tradições lusitanas e inspirou as suas interpretações dos Santos Populares nos motivos dos Lenços de Namorados. Este ano, a criadora de Barcelos deu continuidade à linha de produtos apresentada no ano passado e acrescentou-lhe as ‘Santinhas’, diferentes representações de Nossa Senhora que se destacam numa coleção bastante variada e diversificada. O lançamento da nova linha Namorar Portugal decorreu ao início da tarde de hoje (05 fevereiro), pelas 15h00, no quartel-general da marca territorial, o Espaço Namorar Portugal, em Vila Verde.

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Responsável pela abertura da sessão, a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde lembrou que a programação ‘Fevereiro – Mês do Romance’ está dividida em Semanas temáticas e entrou agora na Semana do Romance, depois de uma Semana da Tradição suis generis, com mais dias que o habitual. “A Semana da Tradição teve 10 dias, o Mês do Romance tem 38. Em Vila Verde é assim…”, gracejou Júlia Fernandes, com a simpatia e boa disposição que a caracterizam, antes de passar a palavra à artesã barcelense.

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Do Alívio até Lourdes com diferentes interpretações de Nossa Senhora

Nossa Senhora do Alívio, do Sameiro, de Fátima, de Lourdes, das Dores e das Doenças… Apesar de também haver espaço para os Santos, com novas e arrojadas criações, são as Santas que predominam na coleção ‘Santos Populares 2018’. “É uma continuação da linha anterior. Primeiro apresentei os ‘Santinhos’ e agora temos as ‘Santinhas’. Como gosto muito dos Lenços Namorar Portugal (das suas cores, desenhos, tecidos e mensagens), procurei reinterpretar esta tradição”, afirmou Maria de Jesus Martins, deixando também uma forte palavra de apreço para o Município de Vila Verde. “Estou muito contente e sinto-me muito realizada ao elaborar estes trabalhos. Isto também acontece graças a vocês [António Vilela e Júlia Fernandes], que me incentivam e estimulam a avançar e criar novos projetos”, concluiu.

Trabalhos de grande beleza e importância cultural

Por sua vez, o presidente do Município de Vila Verde começou por salientar que a criadora é “sempre muito bem-vinda a esta casa” e que os seus produtos “ajudam a engrandecer e enriquecer a marca Namorar Portugal”. António Vilela prosseguiu sublinhando a importância cultural de promover e divulgar os ícones maiores da tradição portuguesa, como os Santos Populares, acrescentando que Maria de Jesus Martins está “de parabéns pela forma como interpreta as imagens e lhes conseguiu dar ainda mais brilho com os dizeres e motivos dos Lenços Namorar Portugal”. O edil concluiu desejando votos de grande sucesso comercial para a nova linha e deixando o desafio à artesã para que continue a inspirar-se nos motivos dos Lenços de Namorados para as suas criações.

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