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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARTESANATO E ARTE POPULAR INSPIRAM MURAIS EM BARCELOS

Futuro Centro de Expressão pela Arte e Museu de Olaria são os locais escolhidos

Sob o chapéu da arte urbana e do intercâmbio cultural nasce o projeto “Café Cultura | Barcelos”, que traz até ao centro da cidade obras de arte criadas por graffiters nacionais.

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O artesanato e a arte popular de Barcelos são o fio condutor de um trabalho que resulta da conjugação entre passado e presente, tradição e modernidade, história e contemporaneidade.

Trata-se de residências artísticas inseridas no projeto “Cultura para todos numa cidade educadora inclusiva”, promovido pelo Município e que conta, na totalidade, com 27 iniciativas a serem desenvolvidas até 2023.

O “Café Cultura | Barcelos” arrancou no dia 15 de julho e dele estão a nascer três painéis de cor, fruto de uma revolução artística expressa em obras de arte em graffiti.

A iniciativa conta com a participação do curador e criador do projeto “Café Cultura”, José Vicente dos Santos. O artista plástico e produtor brasileiro mais conhecido por “Vicente Coda” é o responsável pela escolha dos graffiters, pelas conceções dos projetos para a realização dos murais, pelo acompanhamento dos mesmos e por toda a logística inerente ao projeto.

Os trabalhos são feitos pelos graffiters Bruno Filipe, conhecido no mundo das artes como Ekyone, nascido na cidade do Porto, Nelson Fernandes Soares, artista plástico e urbano, oriundo de Guimarães, e Bruno Nogueira, conhecido entre os artistas urbanos como NEK, natural de Espinho.

Os murais estão a surgir no alçado exterior lateral e na parede lateral interna da sala/oficina da Casa Ascensão Correia, atualmente em obras para dar corpo ao Centro de Expressão pela Arte de Barcelos. A terceira obra está nascer no muro lateral interior do Museu de Olaria.

“Café Cultura | Barcelos” tem como premissa a valorização de espaços públicos e a promoção de Barcelos enquanto Cidade Criativa da UNESCO, dando, deste modo, início a uma nova área de criação até agora sem escola em Barcelos.

O projeto “Cultura para todos numa cidade educadora inclusiva” tem um financiamento de 392.656,00 € e integra o aviso “Norte-30-2019-34 – Cultura para todos”, colocado pelo PDCT (Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial) e gerido pela CIM Cávado.

BARCELOS ADIA PARA SETEMBRO MOSTRA DE ARTESANATO

A Câmara Municipal de Barcelos decidiu adiar para o próximo mês de setembro a realização da 38.ª Mostra  Nacional de Artesanato, dadas as reservas levantadas pela Delegação de Saúde quanto à segurança necessária à realização do evento.

A Mostra estava prevista para se realizar entre 30 de julho e 8 de agosto, tendo os serviços municipais organizado o evento dentro de todas as normas e orientações emanadas pela Direção-Geral de Saúde, e apresentado o plano de contigência, respetivas plantas e sinalização.

Por via disso, o modelo da Mostra deste ano seria mais simplificado, sem a componente alimentação e animação nos moldes dos anos anteriores, adaptando-se às exigências sanitárias impostas no âmbito da pandemia. Aliás, a própria disposição dos stands e os circuitos de mobilidade foram redimensionados e adaptados a um circuito de sentido único, facto que levou a uma forte alteração do conceito do evento.

Contudo, face à progressão da pandemia no concelho de Barcelos, estando este em risco elevado de contágio e às reservas manifestadas pela Delegação, a Câmara Municipal decidiu adiar a realização da 38.ª edição da Mostra para os dias 10 a 19 de setembro próximos.

Com esta nova data, ficam salvaguardadas melhores condições para o restabelecimento de todas as dinâmicas geradas por este importante evento cultural que tem por missão, para além da divulgação e preservação das artes e ofícios, privilegiar a proximidade entre artesãos e visitantes.

A Mostra de Artesanato que se realiza há quase quatro décadas e onde já participaram milhares de artesãos evidencia o que melhor se faz em Barcelos na área do artesanato, desde a cestaria à olaria, barro figurativo, trabalhos em madeira, ferro e derivados e bordados, contando, sempre, como uma forte presença de artesãos de todo o país.

Depois de um ano de interregno – o primeiro na história do certame – por força da crise pandémica, a 38.ª edição da Mostra de Artesanato e Cerâmica de Barcelos voltará em setembro, embora diferente, mas para garantir a segurança sanitária de artesãos e visitantes.

MUNICÍPIO DE BARCELOS PROMOVE "O BORDADO DE CRIVO A PATRIMÓNIO IMATERIAL PORTUGUÊS"

Município de Barcelos promove Jornadas criativas de artesanato de Barcelos

Com o intuito de preservar as atividades tradicionais do Bordado de Crivo, o Município de Barcelos promove as Jornadas Criativas de Artesanato de Barcelos, sob a temática do "Bordado de Crivo a Património Imaterial Português", com a primeira sessão agendada para o dia 9 de julho, em S.Miguel da Carreira.

O projeto de promoção do Bordado de Crivo é lançado ao abrigo do Programa Produtos Certificados, inserido na Estratégia Eficiência Coletiva PROVERE “Minho INovação” Norte 2020 e na candidatura a Património Imaterial Português.

As jornadas têm como propósito continuar a afirmar internacionalmente o artesanato de Barcelos, promover a interrelação tradição e inovação unindo saberes, como a ligação ao design de moda e à área têxtil, inspirando e fomentando alianças, estratégias sustentáveis e eco-conscientes, que resultam em produtos ricos de significado e promovem a propriedade intelectual dos artesãos e do território.

O património artesanal de Barcelos é um produto reconhecido e que se quer continuar a valorizar, destaque para o título Barcelos Cidade Criativa da UNESCO alavancado nas produções certificadas, como é exemplo o identitário Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira.

A primeira ação acontece esta sexta-feira, dia 9 de julho, às 21h30, no Centro Social e Paroquial de São Miguel da Carreira, sob o tema “O Bordado de Crivo: da arte centenária ao produto certificado”, com a presença de Graça Ramos, Presidente da Direção, Associação Portugal à mão - Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses e ainda “Tradição e Inovação do Bordado de Crivo. Estratégias eco-conscientes”, com as intervenientes Carla Pontes, designer barcelense, e Marita Setas Ferro, diretora da marca Marita Moreno.

O programa integra várias atividades que vão desde serões em formato de tertúlias, de forma a aprofundar esta arte centenária e certificada, bem como a inovação e estratégias eco-conscientes do Bordado de Crivo, revivendo os serões de antigamente dedicados ao bordado de crivo.

O programa contempla também a conceção de um grupo de peças de vestuário Tradição | Inovação, desenhadas pelo designer de moda Francisco Rosas, peças que já se encontram em desenvolvimento seguindo-se a aplicação da arte do bordado de crivo pelas artesãs: Maria Ermelinda Araújo Rodrigues e Maria Elisabete Rodrigues Dias, Maria Glória Faria de Jesus, Maria Glória Santos Alves Araújo.

Será também realizada uma exposição subordinada ao tema Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira a Património Imaterial Português e ainda showcase e micro desfile de identidade “Passerelle Um Passado com Futuro”, com artesanato ao vivo, produtos e artefactos do Bordado de Crivo.

O programa é dirigido a profissionais de bordado de crivo e outras áreas do artesanato, criatividade, design, indústria têxtil, comunicação, investigação, outros profissionais com interesse na área.

A sessão conta com o apoio e colaboração da União de Freguesias de Carreira e Fonte Coberta.

As inscrições são obrigatórias e limitadas para: turismo@cm-barcelos.pt ou telefone 253811882

PRESIDENTE DA CÂMARA DE CABECEIRAS DE BASTO INAUGURA EXPOSIÇÃO DE BORDADOS

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, acompanhado da vereadora Carla Lousada e da diretora do Centro de Emprego do Médio Ave, Helena Chaves, inaugurou esta manhã, dia 23 de junho, a exposição ‘A Arte dos Bordados’ composta por um conjunto de peças que resultaram das ações de formação na área dos bordados, ações enquadradas no âmbito da ‘Medida Vida Ativa – Emprego Qualificado’ promovida pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) com o objetivo de potenciar o regresso ao mercado de trabalho e/ou criação do próprio emprego dos desempregados/as, através da participação em ações de Formação Modular Certificada.

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Os trabalhos realizados pelas formandas e pela equipa formativa são o resultado “do empenho, da dedicação e do gosto pelas artes e tradições”.

Para além das 19 formandas e formadoras, estiveram também presentes na inauguração desta mostra de bordados, na Casa do Tempo, a coordenadora da Ação, Marcela Duarte, e o coordenador do Núcleo de Gestão da Qualificação do Centro de Emprego e Formação Profissional de Braga, Domingos Araújo.

Na oportunidade, as formandas receberam também os Certificados referentes à formação anterior, curso ao qual será dado continuidade.

Note-se que os percursos de formação decorreram no Pólo de Formação Profissional de Basto e foram desenvolvidos pelo Serviço de Formação Profissional de Braga, em articulação com o Centro de Emprego do Médio Ave – Serviço de Emprego de Basto, e contaram com a colaboração da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

Nas suas intervenções, o presidente da Câmara e a vereadora deram os parabéns às formandas e restante equipa técnica do IEFP pelo trabalho desenvolvido, desafiando as formandas a serem empreendedoras, canalizando as diversas competências adquiridas para projetos com retorno financeiro.

A diretora do Centro de Emprego do Médio Ave, Helena Chaves, manifestou publicamente o seu “agrado e carinho neste fim de ciclo que é também início de um novo ciclo”, incentivando também as formandas “a encontrarem soluções com rentabilidade económica”.

Elogiando o percurso realizado e as competências adquiridas, Domingos Araújo, do Centro de Emprego e Formação Profissional de Braga, enalteceu “o potencial destas formandas” espelhado na exposição ‘A Arte dos Bordados’. Deixou também uma palavra de agradecimento à Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que tem vindo a colaborar com o IEFP.

Também as formandas expressaram a sua satisfação pela conclusão de mais uma etapa do percurso de formação.

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"GALO DE BARCELOS" PASSA A MARCA NACIONAL REGISTADA

Tribunal da Propriedade Intelectual de Lisboa da razão ao Município de Barcelos

O “Galo de Barcelos” é agora uma marca nacional registada. Aquele que é um dos maiores e mais significativos símbolos do país e da portugalidade passa a estar protegido. O Município de Barcelos é a entidade detentora da marca.

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Trata-se de um acontecimento de extrema importância para a preservação e defesa da propriedade criativa e intelectual dos artesãos ligados ao território de Barcelos.

Hoje, no período antes da ordem do dia da reunião do executivo, o Presidente da Câmara Municipal deu conta aos vereadores desta decisão que classificou como “uma boa notícia para Barcelos e para os artesãos”. Miguel Costa Gomes explicou que a “persistência” e a determinação do Município neste processo deram frutos, com a consolidação da imagem do Galo como ícone maior da cidade e do concelho de Barcelos. “O Galo é nosso, mas queremos partilhá-lo com o mundo”, disse ainda o Presidente da Câmara Municipal.

Depois de um longo processo, o Município vê agora reconhecida a marca “Galo de Barcelos” pelo Tribunal da Propriedade Intelectual de Lisboa.

Há praticamente um ano, em julho de 2020, a Câmara Municipal apresentou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) um pedido para o registo nacional da marca “Galo de Barcelos” a ser incluído em “estátuas, estatuetas, placas e obras de arte, feitas de materiais tais como porcelana, terracota ou vidro”, na classe 21ª, da classificação internacional de Nice.

Em Novembro, o diretor do Departamento de Marcas, Desenhos e Modelos do INPI recusou o pedido do Município, alegando que o “Galo de Barcelos” configurava “elementos verbais e figurativos extremamente vulgares no comércio para identificar os mais variados produtos e corresponder ao desenho do típico ‘Galo de Barcelos’, conhecido símbolo da cultura popular portuguesa”.

Agora, e após recurso, o Tribunal da Propriedade Intelectual de Lisboa veio dar razão ao Município, tornando o “Galo de Barcelos”, uma marca registada e protegida, com o número de registo 646856. Trata-se da figura de “um galo preto, de bico amarelo e crista vermelha, com o corpo pintado com elementos florais de diversas cores vivas, com predomínio de vermelho, com a compleição e aspetos decorativos típicos das peças cerâmicas de artesanato barcelense”.

Este registo confere à Câmara de Barcelos, enquanto entidade titular, o direito de impedir terceiros de usar qualquer sinal igual ou semelhante em produtos ou serviços idênticos à marca agora registada, passíveis de causarem confusão junto do consumidor.

A defesa da origem intelectual, criativa e empresarial do “Galo de Barcelos” é, de há longa data, uma preocupação do Município. O processo de defesa da olaria e do figurado de Barcelos, umbilicalmente associados ao “Galo de Barcelos”, iniciou-se em 2005, com o registo da titularidade da denominação de origem/indicação geográfica destes dois elementos. Desde 2008, o Município conseguiu também a certificação das produções de olaria e figurado. O bordado de crivo de São Miguel da Carreira seguiu o mesmo processo, com o registo da titularidade da denominação de origem/indicação geográfica e a produção certificada, ambos em 2019.

Mais recentemente, em fevereiro deste ano, a olaria e o figurado de Barcelos passaram também a utilizar o registo de marca da União Europeia, uma certificação obtida através da candidatura ao EUIPO- Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia.

Estes foram parâmetros considerados fundamentais pelo Tribunal da Propriedade Intelectual de Lisboa para dar razão à Câmara de Barcelos.

O Município fez o pedido destas marcas com o propósito de continuar a afirmar nacional e internacionalmente o valor do artesanato de Barcelos, reforçando a proteção das suas marcas, rentabilizando a propriedade intelectual dos artesãos e do território e protegendo os investimentos que são realizados, ao mesmo tempo que cria mais uma ferramenta de internacionalização.

A decisão foi tornada pública dia 14 de junho e publicada no Boletim da Propriedade Industrial nº 2021/06/14, podendo ser consultada em https://inpi.justica.gov.pt/LinkClick.aspx?fileticket=WMI-w_nJdVM%3d&portalid=6

BARCELOS: HÁ ARTESANATO BARCELENSE PARA APRECIAR EM VÁRIOS ESPAÇOS COMERCIAIS

A partir deste mês e até setembro, há artesanato de Barcelos exposto em vários espaços comerciais do país.

De Viana do Castelo a Coimbra, de Guimarães ao Porto, sem esquecer Braga, para criar novos contextos promocionais e comerciais para os artesãos locais, numa perfeita comunhão entre tradição e espaços de contemporaneidade e de consumo.

Serão três exposições, cinco cidades e outros tantos centros comerciais que recebem exemplares do que de mais genuíno se faz em Barcelos. Além de exibir e promover a criatividade e a qualidade dos mestres artesãos locais em várias produções, a iniciativa pretende enquadrar o artesanato de Barcelos em contextos diferentes e para outros públicos.

A par do Galo de Barcelos, ícone identitário do país e peça maior da arte popular, o concelho distingue-se, entre outros, pela olaria e pelo figurado.

“O Mundo Fantástico do Galos de Barcelos” chegou ao CoimbraShopping esta terça-feira, 8 de junho, e por lá estará até ao próximo dia 27. A exposição, que se assume como uma afirmação categórica da excelência dos artesãos de Barcelos, seguirá depois rumo ao NorteShopping, onde estará exposta entre 27 de agosto e 5 de setembro.

Já o GuimarãesShopping tem exposta “Alegres por Tradição, Minhotas de Coração”, até 8 de julho. A exposição explora as representações do quotidiano, com especial enfoque para a indumentária distintiva de condições sociais, e pretende apresentar as diferentes perspetivas da mulher minhota pelo olhar de artesãos de Barcelos. A partir de 9 de julho e até 26 de setembro, a mesma exposição ficará patente na Estação VianaShoppping.

Por fim, o Nova Arcada, em Braga, recebe, de 19 de junho a 18 de julho, “São de Barro… mas são Santos, são os Santos Populares”, uma exposição que transforma a fé e a santidade num produto de excelência cultural.

Estas exposições inserem-se no projeto “Cultura no Centro”, desenvolvido pela Sonae Sierra, com o objetivo de apoiar artistas e entidades nacionais de âmbito criativo. Neste sentido, ao longo do ano, serão realizadas várias atividades e movimentos artísticos nos centros comerciais geridos pelo grupo, de forma a tornar a cultura acessível a todos e a promover os clusters criativos. Ao “Cultura no Centro”, Barcelos candidatou-se com o projeto “Barcelos, Cidade Criativa.

JUGO OU CANGA | A RELAÇÃO COM OS ANIMAIS – UM ARTIGO DE CELSO BARBOSA NA REVISTA “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS”

Símbolo máximo da domesticação dos animais, o JUGO ou CANGA consiste num instrumento de atrelagem, imprescindível no trabalho agrícola tradicional, utilizado para unir uma junta de bois a um carro ou a um arado.

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Na região minhota, podemos encontrar os jugos de tábua ou de trave, ricamente ornamentados com insculturas, desenhos simbólicos e formas geométricas vazadas na madeira. Trata-se de um artefacto agrário, com fim utilitário, composto por uma tábua de madeira grossa, usualmente decorada com desenhos escavados e/ou esculpidos, alguns de inspiração religiosa, outros meramente decorativos, muitas vezes pintados em várias cores. Os desenhos mais frequentes são as cruzes, as custódias, os pentagramas, as luas e os sóis, elementos fortemente associados a uma necessidade de colocar os animais sob uma qualquer proteção superior ou simplesmente ao desejo de sucesso nos trabalhos. Através da riqueza e refinamento dos acabamentos dos jugos podemos avaliar o estatuto social e o prestígio do agricultor.

O jugo no Alto Minho pode assumir vários formatos, sendo constituído por diversas peças, nomeadamente o ENSOGADOURO - tira de couro que prende os animais ao jugo -, a CHAVELHA - peça de madeira ou ferro que se mete no cabeçalho do carro para o fixar ao jugo - e o TEMOEIRO - peça de couro que segura o cabeçalho do carro ou o timão do arado ao jugo.

Por sua vez, a canga apresenta-se como uma peça mais simples, feita em madeira lisa, usada diariamente nos trabalhos agrícolas. Em regra, é mais baixa e comprida do que o jugo.

Fonte: BARBOSA, Celso - Jugos e Cangas. O Anunciador das Feiras Novas. Ponte de Lima: AEPL, 2008. N.º 25, p. 181-183 ; MATOS, Armando de - A Arte dos Jugos e Cangas do Douro-Litoral. Porto: [s.n.], 1942 ; Normas de inventário - Alfaia agrícola. Etnologia. Lisboa: Instituto Português de Museus, 2000. Via: https://www.museuspontedelima.com/

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ARTESÃO ANTÓNIO COELHO EXPÕE EM BARCELOS

O mesmo artesão, duas formas distintas de moldar o barro.

A primeira exposição de António Coelho está em exibição na Torre Medieval.

A inauguração de “António Coelho, um modelador de sonhos”, sexta-feira, dia 21 de maio, contou com a presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal de Barcelos e Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro.

A exposição do barcelense António Coelho poderá ser visitada até 4 de julho.

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VILA VERDE: NAMORAR PORTUGAL. SYLVIE CASTRO APRESENTOU OS BRINCOS "PÁSSAROS"

A pandemia não esgotou a criatividade dos parceiros da marca Namorar Portugal, do Município de Vila Verde, e, ontem (22 de maio), foi apresentada a nova coleção da designer Sylvie Castro. Os brincos ‘Pássaros’ vêm complementar a joia ‘Encontro’, já apresentada em 2019, e simbolizam os elementos principais dos bordados. O pássaro com a carta no bico, ao encontro do seu amor. E o pássaro que fica enamorado ao receber a mensagem, a carta.

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À chegada, um edifício com ar palaciano pontua imponente na paisagem verdejante que o envolve e se estende até perder de vista. Um verde com laivos dourados, pincelados pelo sol ameno de uma tarde de maio. Foi no cenário idílico do Solar das Bouças, em Amares, que decorreu uma sessão que terminou como havia começado. Com momentos culturais. Primeiro com trompete, depois uma declamação de poesia, num espaço especialmente pensado para o efeito. Para a arte, a cultura, a criatividade.

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Inovar sem descaracterizar

Sylvie Castro começou por agradecer o apoio de todos os presentes, passando a explicar a abordagem conceptual. “Os brincos vêm no seguimento do colar lançado em 2019, em que se trabalha a desconstrução dos Lenços de Namorados. Desconstruir é pegar nos elementos que estão presentes nos bordados e separá-los, redesenhá-los, sem nunca perder a identidade”, afirmou, acrescentando que “se cairmos na tentação de fazer algo mais abstrato, começa-se a perder a identidade do verdadeiro bordado que no fundo é o mote disto tudo”.

A criadora prosseguiu referindo que os brincos complementam o colar tanto ao nível conceptual, como a um nível mais prático. “Toda a mulher gosta de completar as suas coleções”, disse Sylvie Castro, explicando a escolha do nome. “Os brincos chamam-se 'Pássaros', porque representam o ícone. Aqui acabei por ser mais figurativa para que se perceba que, no fundo, é o elemento rei que estabelece a comunicação”, revelou. Como diferentes ocasiões pedem diferentes peças, ainda que dentro do mesmo conceito, “há uma proposta com o par mais longo e outra com o par mais curto, se calhar mais para o dia a dia”. A joia é em prata 925, desenhada e preenchida, pontualmente, a filigrana manual. Ambas estão disponíveis em prata banhada a ouro.

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‘Namorar’ o país e o mundo

Por sua vez, a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde explicou que a pandemia cancelou a habitual programação ‘Fevereiro – Mês do Romance’, mas que se continua a Namorar Portugal durante todo o ano. Júlia Fernandes recordou que a marca territorial do Município de Vila Verde conta já com 70 parceiros de vários pontos do país e milhares de produtos no mercado, inspirados nos motivos dos Lenços de Namorados. “Temos parceiros com lojas em todos os continentes. Muitos destes objetos já estão a voar pelo mundo fora e a conquistar corações. O amor, o afeto e o carinho são a definição da marca”, referiu.

O presidente do Município de Amares também marcou presença na sessão. Manuel Moreira não escondeu o orgulho no trabalho desenvolvido pela também amarense Sylvie Castro, mas sublinhou que as sinergias entre concelhos são fundamentais para o desenvolvimento. “Ninguém vive sozinho. Amares vive com Vila Verde, Braga, Póvoa de Lanhoso… Vive com parcerias. Fico feliz de vê-los a namorar o país e o mundo”, frisou, antes de voltar a elogiar a criadora. “É uma jovem artista muito empenhada, empreendedora, criativa, humilde e sabe bem aquilo que faz. Só ultrapassam as dificuldades aqueles que lutam e trabalham”, afirmou.

Tempo ainda para a intervenção de António Ressurreição, do Solar das Bouças, que manifestou profunda admiração pelo trabalho de criação artística. “Não sendo eu artista, admiro muito as pessoas que são capazes criar, imaginar e depois traduzir isso em trabalho, em obras. O facto de disponibilizarmos este espaço para que os criadores de todas as áreas o possam usar vem um bocado neste sentido. Teremos sempre a porta aberta”, referiu.

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VIANA DO CASTELO EDITA LIVRO SOBRE OURIVESARIA TRADICIONAL

Câmara Municipal edita livro sobre “A Ourivesaria Popular no Norte de Portugal e a sua vivência em Viana do Castelo” de Rosa Maria dos Santos Mota.

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo apresentou ontem, no Teatro Municipal Sá de Miranda, a edição “A Ourivesaria Popular no Norte de Portugal e a sua vivência em Viana do Castelo da autoria de Rosa Maria dos Santos Mota. A edição, apresentada por Gonçalo de Vasconcelos e Sousa, professor catedrático da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

A edição, classificada pelo Presidente da Câmara Municipal como uma “viagem bem organizada e sistematizada pelas histórias, pelas oficinas, pelos dotes e pelas heranças”, integra diversos capítulos dedicados ao ouro, designadamente o “ouro popular e o ouro de Viana”, “Das oficinas às arcas de família”, “Vivências associadas ao ouro popular” ou “Quando, em Viana, o Ouro sai à rua”.

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GALO DE BARCELOS DISTINGUIDO PELO PRÉMIO CINCO ESTRELAS REGIÕES

O Galo de Barcelos volta a estar entre os vencedores do distrito de Braga do Prémio Cinco Estrelas Regiões, eleito na categoria “Artesanato”. Nesta quarta edição, o ícone barcelense, hoje um símbolo do turismo nacional e imagem de marca do território português no estrangeiro, volta a ser o mais reconhecido na sua categoria.

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Este reconhecimento é prova da forte aposta na promoção do Galo que o Município de Barcelos tem vindo a fazer a nível nacional e internacional, nomeadamente com o artesanato; as semanas gastronómicas; os ateliês de pintura; as exposições, entre outros.

Nesta edição, entre os vencedores dos ícones de referência nacional do distrito de Braga, constam o Galo de Barcelos, na categoria artesanato; o bacalhau à Braga, na cozinha tradicional portuguesa; o Bom Jesus de Braga, nos monumentos nacionais; a Vila do Gerês, em aldeias e vilas; a praia da Apúlia, em praias; e o pudim Abade de Priscos, na doçaria regional.

O Prémio Cinco Estrelas Regiões é um sistema de avaliação que identifica, segundo a população portuguesa, o melhor que existe em cada uma das 20 regiões (18 distritos + 2 regiões autónomas) ao nível de recursos naturais, gastronomia, arte e cultura, património e outros ícones regionais de referência nacional; bem como premeia empresas portuguesas que se diferenciam a nível regional.

Através de uma votação nacional, os portugueses identificaram, para cada região, o que consideram Cinco Estrelas a vários níveis. Esta votação foi gerida pela Multidados.com, uma das empresas de estudos de mercado parceiras dos Prémios Cinco Estrelas, tendo contado no total com a participação de 346 000 consumidores portugueses e tendo sido avaliadas 740 marcas.