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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JARDIM DA ESTRELA EM LISBOA FOI PALCO DE FOLCLORE E ARTESANATO MINHOTO EM MEADOS DO SÉCULO XX

O Jardim da Estrela, oficialmete designado por Jardim Guerra Junqueiro, é um dos mais aprazíveis espaços ajardinados de Lisboa. Recantos bucólicos e alamedas densamente arborizadas que percorrem o seu terreno acidentado, adornado por lagos, cascatas e estatuária diversa, conferem ao local uma harmonia e beleza que o tornam único e sempre bastante apreciado.

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Foi por volta de 1842 que, por iniciativa do ministério presidido por Costa Cabral, surgiu a ideia de construção do Jardim da Estrela, indo ao encontro dos prazeres de uma burguesia que, tendo sido desalojada pelo terramoto de 1755, fixara-se a partir de então distante do centro da cidade, dando origem ao bairro da Lapa onde atualmente se encontram grande número de embaixadas.

Durante as primeiras décadas, o Jardim da Estrela era o local preferido das classes burguesas, frequentado principalmente por senhoras da alta sociedade que, acompanhadas das suas criadas, promoviam festas de caridade e, entre outras atrações, tinham lugar a realização de provas velocipédicas e exibição de fogo-de-artifício. Porém, refletindo de certa forma as mudanças sociais que se operavam na cidade, o Jardim da Estrela passou a partir dos finais do século XIX a ser frequentado por outros extratos da população, adquirindo o ambiente um cunho mais popular, traduzido na alteração dos hábitos e mudança de divertimentos que tinha ao dispor, de que é exemplo o célebre “leão da Estrela” que, em 1871, foi oferecido pelo africanista Paiva Raposo, ou ainda a “montanha russa” que foi à época uma verdadeira atração popular. Em 1936, recebeu o magnífico coreto que originalmente se encontrava na avenida da Liberdade, no qual se realizavam aos domingos atuações de bandas filarmónicas que emprestavam ao local um verdadeiro aspeto festivo.

Em 1959, o Jardim da Estrela serviu ainda para a realização de uma “Feira Popular” e, em junho de 1960, uma “Feira de Beneficência” que incluiu a realização de um espetáculo de folclore no qual participaram, entre outros, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, de Viana do Castelo, e o Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio, de Braga.

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BARCELOS APRESENTA O FIGURADO DE ROSA RAMALHO NA COLEÇÃO DO ESPANHOL

Amanhã, dia 15 de fevereiro, às 17h, no Museu de Olaria

Inaugura amanhã, dia 15 de fevereiro, às 17h00, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, em Barcelos, a exposição “O Figurado de Rosa Ramalho na Coleção do Espanhol”, que reúne peças do colecionador Juan Yebra-Pimentel Rodríguez, um galego que durante mais de uma década recolheu figuras produzidas pela prestigiada barrista barcelense.

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Nesta exposição, podem ser vistas cento e dezasseis peças, de um conjunto de mais de quatrocentas por ele colecionadas, produzidas por Rosa Ramalho. De entre os trabalhos expostos, constam também as vinte e sete peças da última fase da vida da barrista barcelense. É uma coleção particular, um tesouro que agora é dado a conhecer a todos.

UMA “VIAGEM PELO MUNDO DA MÁSCARA” NA CASA DA CULTURA DE MELGAÇO

Até dia 27 de fevereiro

Entre as várias fotografias destacam-se imagens dos “Garruços”, as típicas máscaras de Castro Laboreiro.

Máscaras portuguesas e galegas, entre as quais os tradicionais “garruços” de Castro Laboreiro, compõem a mais recente exposição patente na Casa da Cultura. A mostra, intitulada “Viagem pelo mundo da máscara”, é da autoria da escritora e fotógrafa galega Mercedes Vázquez Saavedra e estará patente até dia 27 de fevereiro.

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Mercedes Vázquez Saavedra nasceu em Sarria (Lugo), na Galiza. É escritora e fotógrafa. Nos anos 2018 e 2019, dada sua ligação ao mundo da máscara, mais de 20 anos de investigação, Mercedes Vázquez levou ao cabo a mostra itinerante. Entre as várias fotografias destacam-se imagens dos “garruços”, as típicas máscaras de Castro Laboreiro.

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Outrora, na vila C(r)asteja, os “Farrangalheiros” saíam à rua, trajados a rigor, para celebrar o Entrudo: homens e mulheres vestiam o tradicional saiote castrejo tipicamente vermelho bordado e/ou decorado com cores garridas, as blusas e o lenço amarelo. O traje era composto pelo “garruço”, o objeto mais representativo do Entroido C(r)astejo: chapéus de cartão decorados com fitas e enfeites garridos que congregam uma renda que encobre o rosto dos “Farrangalheiros”.

A exposição é composta por 163 fotografias e foi ontem (dia 6 de fevereiro) inaugurada. A entrada é livre e possível de visitar no horário do espaço cultural: de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00; e aos sábados, das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

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MELGAÇO CELEBRA O ENTRUDO NO DIA 22 DE FEVEREIRO

Melgaço promove a identidade territorial e a cultura local no próximo dia 22 de fevereiro, um momento único que se pretende destacar pela ligação às tradições das gentes de Melgaço. O Cortejo &️ Concurso de Mascarados está marcado para as 17h00, no Largo Hermenegildo Solheiro. Os grupos participantes desfilarão pelas ruas do concelho, mostrando as suas máscaras e fantasias, onde o principal critério de avaliação será a “Identidade Cultural da Região (Melgaço e territórios transfronteiriços próximos)”.

O concurso é organizado pelo Município de Melgaço, em colaboração com a Associação Empresarial Minho Fronteiriço, e as inscrições terminam hoje dia 7 de fevereiro. Regulamento e Ficha de inscrição disponíveis aqui.

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𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 “𝐌𝐚𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐝𝐨𝐬”

São admitidas as candidaturas para três categorias diferentes:

I – Categoria Escola: exclusivamente para a comunidade escolar;

II – Categoria Individual: apresentação de candidatura individual;

III – Categoria “Carro Alegórico”: apresentação de candidatura coletiva.

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CORAÇÃO DE VIANA - AMOR DE FILIGRANA

Trazer ouro no pescoço

Brinquinhos a dar a dar

É bonita gosto dela

Tem olhos de namorar.

Ouro e Traje – Uma homenagem à mulher e às moçoilas de Viana

Foi o Traje “à vianesa” o grande responsável pela riqueza dos enfeites, das filigranas, das jóias tradicionais e onde a mulher de Viana se sente como ninguém ao fazer do seu “peito” uma mostra de bom gosto e de bem trajar.

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Assim, a rapariga de Viana no seu traje de trabalho ou de cotio, nas lides domésticas ou no trabalho do campo não se sente “ourada” quando usa brincos e colar de contas. O subterfúgio da “orelha ferida” ou o epiteto de “fanada” era o mínimo que se podia dizer de uma rapariga sem brincos!

No “traje de domingar” e já a fazer “versos” nos lenços de amor usa o primeiro “cordão”, que lhe concede o estatuto de rapariga namoradeira. O mesmo se passa com o traje de ir à feira.

Só o “traje de festa”, também designado por “traje de luxo” é que “obriga” a rapariga a aparecer “ourada”. E isto significa, quando são mordomas, a aquisição do segundo cordão com “peças” (medalhas de libra ou meia libra), borboletas (corações invertidos), a “laça”, os brincos “à rainha”, a pregadeira das “três libras”, “Santa Custódia” ou “Brasileira” a lembrar os tempos de emigração.

O Traje de Noiva – obriga ao terceiro cordão, oferta do noivo – um cordão grosso, a “soga”, um cordão “de bom cair” pelo seu muito peso, ao trancelim.

O Traje de Morgada – sinónimo de casa farta, boa lavoura, criadagem, tulha cheia, soalhos encerados e o cheiro a mosto das adegas. Uma só jóia na casaquinha justa – a gramalheira / grilhão / bicha. Gramalheira - por se assemelhar a uma corrente grossa usada para suspender os potes de três pernas da lareira; grilhão - pela sua analogia com as correntes metálicas; bicha – pela semelhança da parte do colar a uma cobra com escamas.

A união do colar – ao centro com chapas de ouro lisas e geometricamente recortadas – faz-se com uma roseta em relevo com pedras. Dos braços laterais caem franjas e, ao centro, o medalhão que pode atingir 20 centímetros com os mais variados motivos folclóricos.

Em termos de conclusão podemos afirmar que o Traje e o Ouro à Vianesa estão padronizados a partir do 2º quartel do Séc. XIX, altura em que os regionalismos, no Portugal liberal, se definiam.

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A Montra de Oiro de uma Lavradeira

Escolhemos da Montra de Oiro de uma Lavradeira (no dizer do Tenente Afonso do Paço), as seguintes jóias:

ARRECADAS DE VIANA – Castrejas (as complexas arrecadas como as de Laúndos,

Afife e Estela) – Com a sua “janela”, ou “pelicano” ou “bambolina” na sua forma lunular com as respectivas campainhas, sempre em número ímpar, e que têm a virtude

de afastar espíritos maléficos.

ARGOLAS – (Castrejas) – Também, chamadas barrocas, carretilha, a cigana, de Leque (com ou sem turquesas), torcidas, regueifa (com um torcido a imitar o pão de regueifa), indianas (de canovão relativamente fino, de suspensão em gancho ou com

fio de suspensão ao correr da curvatura), carniceiras ou de Barcelos.

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COLARES DE CONTAS – (produzidas pelas civilização grega, etrusca e fenícia e que os castrejos, também, adoptaram). As contas vianesas ou os colares de contas de Viana assemelham-se às etruscas. As primeiras contas eram maciças; mais tarde é que passaram a ser ocas. O colar de contas é adquirido pela jovem alto minhota à custa das poucas economias que provinham da venda dos ovos, dos frangos ou das primícias da horta. É usado com uma pendureza, normalmente, uma borboleta, uma cruz de canovão raiada ou uma custódia. Toda a vida.

BRINCOS À RAINHA – ou à “Vianesa” ou “Picadinhos”. São compostos por duas peças, tal como a laça. É do período Rocaille e, pertence pelos ornatos, à chamada gramática de D. Maria I. São, também, amuletos, desenhando formas arredondadas e curvílineas. Quais arrecadas laminares, articuladas por argolins de ouro, recortadas ou vazadas, parecem feitos de renda.

CORDÕES – são fios com dois metros, ou mais, para assim se conseguirem quatro voltas no pescoço. O cordão era o terceiro ouro da rapariga, logo a seguir às arrecadas e ao colar de contas. Conforme a textura dos elos podem ser “sogas” (mais grossos) ou apelidados de “linhas” (mais finos). A lavradeira nunca usa o cordão oco.

PEÇAS / MOEDAS / MEDALHAS DE IMITAÇÃO – usadas como ornamento desde os Romanos: são muito correntes os alfinetes com moedas de ouro. As peças são moedas autênticas embelezadas com cercaduras chamadas “encastoamentos”; a medalha de imitação é muito semelhante à peça, diferenciando-se pela moeda que é de imitação e pelo “encastoado” que para se distinguir da verdadeira apresenta tamanho inferior e acabamento menos perfeito.

MEMÓRIAS – São peças ocas, de abrir, de diferentes tamanhos e formas diversas, podendo ser ovais, redondas, quadradas, com feitio de losango, de corações. Exprimem quase sempre uma saudade, encerrando em cofre uma madeixa de cabelo, um fragmento de vestido, uma pequena frase ou simples letras, uma breve oração, uma fotografia, constituindo terna recordação.

CRUZES – peças que se apresentam com variadíssimos formatos:

  1. a) as fundidas com resplendor (na parte superior) que são cruzes maciças e acabadas manualmente. Têm na parte superior e em redor dos braços, um resplendor e, na parte inferior, uma “Mater Dolorosa” ou uma Senhorada Conceição.
  2. b) Cruzes de “canovão” e filigrana – têm resplendor em filigrana, “rodilhões” e na parte inferior a “Mater Dolorosa” ou Senhora da Conceição.
  3. c) Cruzes barrocas – são ocas, apresentando os braços bojudos e muitos motivos florais em relevo.
  4. d) Cruzes de estrelas ou de Malta têm as linhas da Cruz de Malta, filigranada, guarnecidas com curiosos esmaltes.

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LAÇA – Jóia de intervenção real, depois, popularizada. Formada por duas peças. Foi atribuída a D. Maria Ana de Áustria, a célebre “laça das esmeraldas”. É a primeira jóia verdadeira do Minho, constituída por uma laçada dupla e decoração de fios enrolados, podendo ter um diamante ao centro. O seu nome provem da argola que tem por trás para ser usada com uma fita de seda. Mais tarde, tomaram a forma que tem hoje – coração invertido.

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CUSTÓDIA – Também, chamada relicário, “questódia”, “lábia”, “brasileira”. O nome provém da semelhança na parte central com os expositores do “Santíssimo” ou “Ostensórios”.

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CORAÇÃO – Oferta de D. Maria I como ex-voto ao Coração de Jesus para ter um filho varão. Assim, nasce a Basílica da Estrela. Coração que enche o peito das nossas mulheres e raparigas no Traje à Vianesa. Coração com que D. Maria I manda timbrar as grandes condecorações nacionais: as Ordens de Cristo, Avis e Santiago.

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TRANCELIM – só deve ser adquirida depois da Lavradeira ter o segundo ou terceiro cordão. É uma peça muito trabalhada de trazer ao pescoço e da qual se suspendem medalhas ou “pendurezas” a distinguir: a borboleta, a custódia, o crucifixo, o coração opado, a laça, a peça ou a medalha. Os trancelins têm o mesmo cumprimento que os cordões, mas os seus elos são trabalhados, normalmente, em filigrana. Conforme o formato, são designados de trancelins de losangos, de lampião e de rodilhão.

GRILHÃO / GRAMALHEIRA / BICHA – Constituído por um colar tecido de finíssimo fio de ouro, chapas recortadas e perfuradas. A união do colar faz-se com uma roseta em relevo. Ao centro, existe um medalhão ornado com motivos florais. Uma das mais bonitas peças – a mais “requintada” e a mais “obrada” e com um significado de abastança do lar minhoto. Jóia que significa a apoteose do Ouro do Minho.

Bibliografia: Francisco Sampaio, O Ouro do Minho – O Ouro de Viana, catálogo do Cortejo Etno-Folclórico da Romaria da Senhora d’Agonia, Viana do Castelo, 2006.

Fonte: http://trajesdeportugal.blogspot.com/

MINHO É OURO!

A atracção das nossas gentes por esse metal tão precioso quanto belo remete-nos para os confins da História, a um tempo em que as mulheres – ancestrais das actuais minhotas – se adornavam com torques e braceletes que agora inspiram os designers da moderna ourivesaria minhota.

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A esse tempo, já os romanos que aqui se estabeleceram exploraram as jazidas auríferas existentes na nossa região. Porém, a sua importância no costume minhoto tem influências bem mais recentes!

Na região de Entre-o-Douro e Minho, muitos foram camponeses forçados obrigados a emigrar sobretudo para o Brasil a fim de escapar à miséria que então assolava os campos. A filoxera que atingiu as vinhas e a indústrialização fomentada pela governação de Fontes Pereira de Melo constituíram alguns dos factores que estiveram na sua origem.

Não raras as vezes viajaram escondidos nos porões dos navios que partiam de Viana do Castelo e outros portos… clandestinamente! Uma vez chegados ao porto de Santos, no Brasil, escapavam sem qualquer registo para depois se aventurarem numa vida de glória ou miséria.

Não obstante, muitos dos nossos compatriotas regressaram ricos, construíram os seus solares e casas apalaçadas, as chamadas as casas dos brasileiros, sobretudo ao longo do litoral minhoto. Ficaram conhecidos por “brasileiros de torna-viagem”.

Do seu bolso ajudaram a construir escolas, beneficiaram igrejas e de um modo geral contribuíram para o progresso das suas terras de origem. Mas também não esqueceram as suas afilhadas, oferecendo-lhes geralmente um rico dote em oiro para que também elas viessem a conseguir um bom casamento... é isso que em grande medida explica uma certa ostentação do ouro nesta região!

Por conseguinte, este tornou-se um traço do carácter minhoto que define bem a sua personalidade, que combina bem com a sua natureza exuberante e maneira de estar. Algo que não é facilmente compreendido por pessoas de outras regiões do nosso país…

Distante da monotonia de outras terras, o minhoto vive desde que nasceu rodeado de uma paisagem alegre e ridente onde a grandeza das montanhas contrasta com a doçura verdejante das suas veigas. O minhoto é jovial e alegre. E, em todos os momentos da sua vida, mesmo nos mais difíceis, encara-os de frente e enfrenta-os com um sorriso nos lábios. O trabalho, a religião e a própria gastronomia são vividos em festa!

Foi essa sua paixão pelo ouro e a filigrana em geral que impulsionou a arte da ourivesaria, principalmente em Gondomar e Póvoa de Lanhoso. E, dela fez um dos ex-líbris de Portugal mundialmente reconhecido.

Fotos: Amadeu Ferrari / AML

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O ARTESANATO E A INDÚSTRIA NA PRODUÇÃO DO TRAJE TRADICIONAL

Numa época em que ainda não existiam os modernos teares industriais e a industria dava os primeiros passos, muitas eram as modestas casas nas nossas aldeias que possuiam o tear artesanal nos quais se produzia parte do vestuário e outras peças de roupa que nos agasalhavam. Ainda actualmente se pode encontrar muitos desses teares arrumados a um canto, quase sempre sem uso e em deteoração acelerada.

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Nos campos semeava-se o linho com que se fazia parte da roupa que se usava. Planta que entre nós caiu em desuso, apesar de em muitos países prósperos na Europa ser cultivado em virtude das suas inúmeras vantagens, nomeadamente no fabrico do pão. Para além do linho, muitos dos tecidos eram adquiridos nas feiras cujos comerciantes se encarregavam de fornecer, panos trazidos por vezes de paragens muito distantes como sucedia com a chita.

Quem na área da geneologia consulta os assentos paroquiais de baptismo – no século XIX ainda não tinha sido instituído o registo civil! – constata com grande frequência a profissão de tecedeira. Porém, é sabido que para assegurar a economia doméstica, jamais a moça se podia dar ao luxo de uma profissão exclusiva. E, apesar de todos os talentos que lhe eram reconhecidos como também o de bordadeira, ela trabalhava na lavoura e governava a casa, tratava dos animais e cuidava das crianças… e, claro, produzia a roupa que agasalhava a família, sem fantasias ridículas que impossibilitassem o seu uso prático, como sucede com muitos trajes que agora nos são vendidos por alguns grupos folclóricos como se genuínos se tratassem. Casacos com filas intermináveis de botões e sem casas para abotoar, fatos incompletos, chapéus de marmita, camisas com golas modernas, aventais com brasões municipais, calças vincadas e com braguilha…

Mas neste jogo trafulha há também quem apresente camisolas produzidas em teares industriais com a malha muito perfeitinha, assegurando tratar-se de vestuário produzido artesanalmente, quando se sabe que a confecção manual não assegura esse grau de perfeição que só a máquina consegue satisfazer. Imagine-se, a título de exemplo, uma camisola de pescador poveiro produzida num tear industrial…

A confecção manual é imperfeita porque reproduz a inteligência e o talento de quem realiza o trabalho e é por essa razão que o artesanato é aquilo que melhor reflecte o grau de desenvolvimento dos povos. E, daí, a sua importancia do ponto de vista etnográfico, a tal ponto que deveria ser a escolha preferida pelos ranchos folclóricos na sua troca de lembranças. Mas, há sempre quem prefira vender gato por lebre!

MUNICÍPIO DE BARCELOS PRESENTE NA MAIS IMPORTANTE FEIRA DE ARTESANATO DO MUNDO

L’Artigiano in Fiera decorreu de 30 de novembro a 8 de dezembro

O Município de Barcelos esteve presente na L’Artigiano in Fiera (Milão, Itália), a mais importante feira de artesanato do mundo, que se realizou de 30 de novembro a 8 de dezembro de 2019.

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Para o Município, esta participação teve como principal objetivo a realização de contactos e estudo de mercado, com o intuito de averiguar a possibilidade de uma participação promocional e comercial do artesanato barcelense numa próxima edição, como forma de apostar na sua internacionalização e assim fomentar a imagem de Barcelos como Cidade Criativa da UNESCO e Capital de Artesanato de Portugal.

Esta visita foi extremamente importante para comprovar que Barcelos tem espaço nesta feira como território diferenciador e autêntico, detentor de um património cultural de excelência e inigualável.

Este certame possui uma enorme estrutura expositiva na qual está representado o melhor artesanato da Europa, Ásia, África e América (com mais de 3000 stands e mais de 100 países), com destaque natural para o artesanato de Itália. Na edição de 2018, a feira registou mais de 1,2 milhões de visitantes, o que comprova a importância e a qualidade do evento, sustentado pela autenticidade e originalidade do artesanato presente.

No pavilhão europeu, Portugal está representado com alguns expositores da área das peles, da cerâmica, da filigrana e da gastronomia. No âmbito da cerâmica verificou-se a presença de um expositor de Barcelos, a Cerâmica “Histórias da Minha Terra”, da freguesia da Ucha, facto muito positivo para a internacionalização.

ARTESÃ BARCELENSE JÚLIA CÔTA É FINALISTA DA EDIÇÃO 2019 DO PRÉMIO NACIONAL DE ARTESANATO

A artesã barcelense Júlia Côta foi selecionada para a fase final do concurso “Prémio Nacional do Artesanato 2019”, promovido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

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Neste concurso, que visa incentivar a produção artesanal, distinguindo os artesãos portugueses, bem como as entidades que se destacam no trabalho desenvolvido na área do Artesanato, Júlia Côta está a concorrer para a categoria “Grande Prémio Carreira”.

Júlia da Rocha Fernandes de Sousa, conhecida por “Júlia Côta”, é uma barrista barcelense que nasceu na freguesia de Galegos Santa Maria, no concelho de Barcelos, em 26 de dezembro de 1935, e é hoje um vulto maior do artesanato de Barcelos.

Ultrapassada que foi a primeira fase de avaliação das candidaturas, a votação passou agora para o público. A votação está a decorrer online desde o dia 3 de dezembro e termina às 18h00 do dia 13 de dezembro. Pode votar através do link https://www.iefp.pt/promocao-das-artes-e-oficios no separador “PNA 2019 – Votação”.

Concluída esta fase da votação via Internet, o júri do concurso procederá à eleição da candidatura vencedora em cada uma das categorias. O resultado final, e a correspondente entrega dos prémios, será conhecido em cerimónia pública e solene cuja data e local serão oportunamente divulgados.

As categorias a concurso são Grande Prémio Carreira, Prémio Inovação, Prémio Empreendedorismo Novos Talentos, Prémio Investigação, Prémio Promoção para Entidades Privadas e Prémio Promoção para Entidades Públicas.

Recorde-se que, em 2017, o Município de Barcelos foi galardoado com o “Prémio Promoção para Entidades Públicas” e a artesã Júlia Ramalho venceu o “Grande Prémio Carreira”.

CERVEIRA VESTE CROCHET COM ARTE

'O Crochet Veste com Arte' - Artes e Ofícios Tradicionais em exposição imperdível

Depois do sucesso do desfile ‘O Crochet Veste com Arte’ de 13 de julho, os 16 trajes em crochet, que evocam as artes e ofícios tradicionais de cada uma das freguesias do concelho de Vila Nova de Cerveira, encontram-se expostos na Galeria da Loja Interativa de Turismo, até ao final do ano. Mostra surpreendente pode ser visitada de 2ªfeira a sábado, no período normal de funcionamento.

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Desde 2014, a arte secular do crochet volta a estar na moda graças ao ‘O Crochet Sai à Rua’, um projeto de decoração das ruas, edifícios públicos e espaços comerciais de Vila Nova de Cerveira, durante a época de Verão. Com uma adesão imediata dos residentes e uma afluência massiva de turistas, o evento ganhou caráter bienal, sendo complementado com ‘O Crochet Veste com Arte’, no qual a arte do crochet extravasa as ruas e sobe às passerelles desfilando autenticidade.

E é deste desfile em crochet, de realização também bienal, que têm surgido peças de vestuário temáticas únicas, ovacionadas pela criatividade e beleza, em Portugal e também em ações de promoção do Município de Vila Nova de Cerveira no estrangeiro, sendo o caso mais recente na reconhecida Feira Internacional de Macau.

Depois de em 2017, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira ter desafiado as juntas de freguesia a recriarem, integralmente em crochet, os trajes tradicionais minhotos, (traje dos noivos, de meia-senhora, de lavradeira (verde, vermelho e azul), de domingar, do campo e de dó), este ano, a aposta incidiu na valorização do saber-fazer, através da partilha das artes e ofícios tradicionais totalmente em crochet. O repto foi surpreendentemente interpretado e o resultado é um conjunto de histórias, de usos e costumes mui sui generis que devem ser preservados.

São 16 trajes minuciosamente elaborados à mão por dezenas de cerveirenses dedicados, sem descurar os adornos específicos de cada ofício, e que suscitaram muito interesse e enorme curiosidade desde o desfile, entre eles um burro e uma ovelha totalmente criados em crochet. Lista de Trajes:

  • O Fogueteiro - Freguesia de Cornes
  • O Ferreiro - Freguesia de Covas
  • O Contrabando - Freguesia de Gondarém
  • A Pastorícia - Freguesia de Loivo
  • A Lavradeira - Freguesia de Mentrestido
  • A Moleira - União de freguesia de Reboreda e Nogueira
  • A Aguadeira - Freguesia Sapardos
  • O Canteiro - Freguesia de Sopo
  • As Lavadeiras - União de Freguesias de Campos e Vila Meã
  • A Peixeira e o Pescador - União das Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe

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MARIA E MANEL SÃO DO MINHO!

MARIA e o MANEL “Somos do Minho”, são produzidos em papel maché e pintados à mão, peça a peça.

O casal   MARIA e o MANEL “Somos do Minho” surgiu em Outubro do ano passado, através do Jorge Silva - Designer de Interiores e que dedica como hobbie a criação destes.

Já la vai um ano, e pouco a pouco as "coisas começaram a ganhar terreno".

O primeiro modelo que surgiu (Modelo 1 - 15cm de altura) foi elaborado apenas com pescoço e cabeça, no qual onde transmitem uma frase típica de Viana. Passado uns tempos, foi-lhes solicitado (por encomenda) um modelo maior, daí aparecer o Model 2 - 25cm de altura, no qual o pescoço passou a ser um "bombo".

Agora mantêm a mesma linha e produzimos mais um modelo, Modelo 3 - 40 cm de altura, neste caso corpo inteiro.

Para mais informações podem sempre consultar a página no facebook: Maria e o Manel - Somos do Minho

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A ARTE DO NOSSO QUOTIDIANO

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Anton tchekhov dizia que as obras se dividiam em duas categorias: as que lhe agradavam e as que não gostava. E que sobre arte não conhecia outro critério. Considerado um dos maiores escritores russos, Anton tchekhov (1860/1904), supostamente via a arte de uma forma linear: gostando ou não. É curioso porque se trata de um conceito universalmente perfilhado por boa parte dos cidadãos. Só que Tchekhov saberia apreciar o melhor do ponto de vista estético, percebendo bem onde estava a qualidade, em oposto ao que acontece com muita gente. Considerações à parte, só de forma esforçada entendemos suficientemente a arte que, para além de conhecimentos básicos, passa por observação cuidada e preocupação em entender a sensibilidade do artista expressa na obra. E nem sempre as primeiras observações e gostos resultam bem na escolha.

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No tempo do Estado Novo, Viana promoveria, quando muito, uma dúzia de exposições em cada ano. Hoje, pelo contrário, há galerias em suficiência, públicas e privadas, em variados pontos da cidade, expondo formas artísticas diversas, de diferentes autores, vianenses ou não. Não faltam mostras para saber o que os artistas vão fazendo e o que pretendem mostrar-nos. Com ou sem formação artística superior, mais ou menos exigentes, figurativos ou com contornos abstratizantes, todos apresentam arte e todos gostam de ser visitados. Nunca perdemos nada em ir até eles, mesmo os que não passam de um certo amadorismo, porque jovens iniciados.

Há dias estive na Galeria Noroeste da Fundação da Caixa Agrícola, na Rua de Aveiro. Também ali se expõem temáticas alternadas, até porque o espaço a isso se proporciona. Presentemente, estão patentes trabalhos do Arquiteto Marques Franco, mostra denominada “Tresleituras II”. Alguém me tinha dito, de forma não depreciativa, que se tratava de uma exposição de artesanato. Mas o que ali temos é uma mostra bem interessante. Não de pintura, mas de pequenas esculturas em madeira, tendo como tema figuras e trajes tradicionais do Minho, e alguns, poucos, cabeçudos. Só que é tudo bem diferente do que, habitualmente, neste âmbito, por aí se faz. Ali está bem patente a técnica, a ousadia, a criatividade e o bom gosto. Vê-las é um desafio, tal como as figuras, pela pose, nos interpelam a nós. E já que se falou de artesanato, ninguém desdenharia ter em casa algumas peças da artesã Rosa Ramalho, julgo.

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MUSEU DE OLARIA DE BARCELOS JÁ É MEMBRO DA ACADEMIA INTERNACIONAL DE CERÂMICA

Cerimónia de boas-vindas aos novos membros acontece no Congresso 2020 em Rovaniemi, na Finlândia

O Museu de Olaria de Barcelos já é membro da Academia Internacional de Cerâmica, uma entidade associada da UNESCO que tem como objetivo estimular a fraternidade e a comunicação entre parceiros na área da cerâmica de todos os países, desenvolvendo formas de cooperação internacional destinadas a promover a cerâmica e encorajando e suportando os mais altos níveis de qualidade de produção, dentro das diferentes culturas cerâmicas.

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A integração do Museu de Olaria nesta rede é o reconhecimento do trabalho que o Museu tem vindo a fazer pela cerâmica em Portugal e nos países lusófonos, e vai permitir a valorização, dinamização e enriquecimento do património local e a interação entre os membros.

A Academia Internacional de Cerâmica está empenhada em realizar projetos de grande escala para promover a cultura cerâmica, bem como debater, trocar, refletir e compartilhar conhecimentos. A influência da sua rede internacional é expressa em escala global e local e presta especial atenção à integração e especificidades.

A cerimónia de boas-vindas aos novos membros acontece no Congresso 2020 que irá realizar-se em Rovaniemi, na Finlândia, subordinado ao tema “On the edge”.

A Academia Internacional de Cerâmica foi fundada em 1952 por Henry J. Reynaud e associada à UNESCO desde 1958. É composta atualmente por 650 membros e constitui um acesso privilegiado a uma comunidade internacional que promove a cerâmica contemporânea através de uma larga rede de artistas, de críticos, de escritores, de historiadores, de galeristas, de museus e de outras instituições relacionadas.

A Academia é, hoje, a única associação que atua internacionalmente, reunindo ceramistas, artistas, designers, escritores, colecionadores, galeristas, curadores, conservadores e um vasto painel de instituições de prestígio.

BARCELOS CERTIFICA BORDADO DE CRIVO DE SÃO MIGUEL DA CARREIRA

Primeira sessão de certificação do Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira aberta à comunidade

O Município de Barcelos promove no dia 17 de setembro, às 11h00, a primeira sessão de certificação do Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, numa cerimónia que terá lugar na sala multimédia do Posto de Turismo de Barcelos.

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Nesta sessão aberta à comunidade, serão certificadas as primeiras peças desta produção singular do contexto criativo do concelho de Barcelos e iniciada mais uma etapa que tem por finalidade a valorização deste produto, a sua afirmação e dinamização económica, bem como a sua proteção e diferenciação como produção de excelência.

O Município espera com esta ação simbólica dar sequência ao processo iniciado em 2017 e que recolheu parecer positivo da Comissão Consultiva para a Certificação das Produções Artesanais Tradicionais (CCCPAT), órgão criado no âmbito do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho de 2018, e criar uma nova dinâmica na produção, considerada por muitos uma das mais singulares do contexto da artes e ofícios deste cluster em Portugal e, ainda, acrescentar-lhe valor de forma a que a mesma desperte o interesse dos jovens para as oportunidades de emprego que esta pode proporcionar em diversos patamares, como a comercialização em segmentos de procura médios alto e naturalmente ao nível do turismo criativo. De igual modo, espera-se que esta ação seja um élan para que os territórios barcelenses onde existem pessoas com saber-fazer neste domínio o estruturem e o coloquem ao dispor da comunidade e da comercialização, fortalecendo esta produção singular.

O Bordado de Crivo de S. Miguel da Carreira já está inscrito no Registo Nacional de Produções Certificadas desde 29 de junho do ano passado, após a aprovação do caderno de especificações.

No passado dia 23 de janeiro, o Município e a ADERE – Certifica assinaram um acordo de colaboração para a concessão da certificação do bordado de crivo de S. Miguel da Carreira, tornando-se Barcelos o primeiro concelho do país com três produções artesanais certificadas.

FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA DE FAMALICÃO REPETE MARCA DOS 200 MIL VISITANTES

Certame fechou portas este domingo ao fim de dez dias de muita animação

Os números da 36.ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão voltam a confirmar o evento como um dos principais produtos turísticos do concelho famalicense e da região minhota. Cerca de 200 mil pessoas passaram pelo recinto do certame, que fechou portas este domingo, dia 8 de setembro, depois de dez dias de promoção dos melhores e mais genuínos saberes e sabores nacionais.

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As Bonecas de Pano da artesã Bernardete Maria Marques, de Canas de Senhorim, conquistaram o júri do concurso e arrecadaram o prémio de “Melhor Stand” e a representação da Arca de Noé, pela Fundação Castro Alves, foi eleita a “Melhor Peça” da Feira de Artesanato e Gastronomia.

Foram ainda atribuídas duas menções honrosas: à arte sacra de António Pinheiro, artesão de Vila Nova de Famalicão, e aos bordados em crivo, de Maria Glória Ferreira, natural de Barcelos.

Os números da edição deste ano deixam o edil famalicense muito satisfeito. Paulo Cunha fala mesmo num “sucesso absoluto”, numa edição que mais uma vez voltou a dar como ganha a aposta da autarquia em dedicar uma noite ao público mais jovem. “A noite de quinta-feira, com a atuação do rapper Jimmy P, foi a que registou mais público – mais de 20 mil pessoas - e isso significa que conseguimos cativar e envolver os nossos jovens neste evento que é uma referência do nosso concelho, dando-lhes assim a conhecer a arte e o engenho dos quase 100 expositores que aqui estiveram”, referiu.

“A adesão do público nestes dez dias demonstra bem a importância do evento, que ao fim de 36 anos continua a cativar as pessoas. Isso é algo que me deixa particularmente satisfeito, satisfação essa que se estende aos artesãos e gastrónomos presentes”, acrescentou.

Recorde-se que o certame contou com a participação de cerca de uma centena de artesãos, que ofereceram aos visitantes a oportunidade de assistir ao vivo ao trabalho por eles desenvolvido. À beleza e originalidade do artesanato, a feira juntou ainda os verdadeiros e genuínos sabores da gastronomia nacional. Tudo isto, com um programa de animação para todos os gostos e idades.

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