A Associação Concelhia das Feiras Novas anuncia o lançamento de um concurso para a criação do cartaz oficial das Feiras Novas 2026.
De com o acordo com o regulamento, este concurso realiza-se anualmente e visa promover a criatividade e o envolvimento da comunidade na divulgação de um dos maiores eventos da região.
O concurso está aberto a todos os interessados, que podem participar a título individual ou em equipa, sendo permitida apenas uma proposta por concorrente. Os trabalhos apresentados devem ser originais e inéditos, da autoria do participante, e criados exclusivamente para este concurso, não podendo ter sido anteriormente publicados ou expostos.
As propostas passam a pertencer à Associação Concelhia das Feiras Novas até à data da exposição pública dedicada ao concurso, não sendo permitida a sua divulgação pelos autores antes dessa data.
O cartaz deverá ter o formato 50x70 cm, com orientação vertical, e conter obrigatoriamente as menções “Feiras Novas”, o ano da edição e as respetivas datas. Cada proposta deve ainda ser acompanhada de um texto descritivo do trabalho desenvolvido.
As candidaturas poderão ser submetidas até ao último dia do mês de fevereiro de 2026.
As propostas serão avaliadas por um júri composto por cinco elementos, que analisará a eficácia da mensagem, a originalidade e criatividade, bem como a qualidade técnica e estética de cada cartaz. Serão selecionadas até 10 propostas finalistas, que posteriormente ficarão sujeitas a votação pública pelos cidadãos limianos.
A votação decorrerá através de uma plataforma digital criada para o efeito, mediante registo prévio dos participantes, ou por mensagem SMS. Cada cidadão limiano poderá votar uma única vez.
A proposta mais votada será proclamada cartaz oficial das Feiras Novas 2026, tornando-se a imagem representativa desta edição do evento.
Com esta iniciativa, a Associação Concelhia das Feiras Novas procura valorizar a criatividade artística local e nacional, envolvendo a comunidade na construção da identidade visual das Feiras Novas, expressão viva da cultura popular minhota e símbolo maior da tradição e cultura do concelho, que está prestes a completar dois séculos de existência.
O Minho foi desde sempre uma paisagem viva de cores alegres e vivas. As minhotas resplandecer com a sua beleza única, os seus trajes garridos, os seus sorrisos e olhos belos e cativantes. A fotografia, de invenção recente, não conseguia ainda descrever a beleza da terra e das gentes. Mas o Minho não era – nunca o foi! – a preto e branco.
É a beleza da cor e a alegria o que melhor descreve o Minho, tanto no passado como no presente. Mas, as novas tecnologias levaram os novos retratistas a vasculhar os baús que os seus ancestrais legaram e passaram a falsificar a realidade, a produzir imitações do passado e a pintar o mundo a preto e branco. E assim surgiram os trajes de lavradeira pintados em tons cinzentos ou de sépia que um dia irão confundir os investigadores. Perante o progresso optam por recuar ao passado numa espécie de nostalgia por um tempo que nunca viveram.
Essa epidemia contagiou os gráficos que têm como missão produzir e conceber os melhores cartazes e material de divulgação em geral. E, no entanto, apesar das ferramentas que passámos a ter ao dispor, salvo honrosas exceções, os designers estão presentemente a conceber material gráfico de inferior qualidade artística em relação ao que era produzido em meados do século passado.
Deixe-se o cinzento e o sépia para um tempo que já não volta e aproveitemos a beleza que a natureza nos proporciona, nas suas cores vivas e alegres, tal como a vida é na realidade!
O Presidente do município de Ponte de Lima, Vasco Ferraz, e o da Associação Concelhia das Feiras Novas, Gonçalo Rodrigues, apresentam hoje pelas 18,00 h de hoje no Largo de Camões, o cartaz e programa das Festas do Concelho 2025, as tradicionais Feiras Novas.
Com um programa diversificado, onde a etnografia, negócio e folguedo se associam dia e noite, a festividade decorrerá de 10 a 15 de Setembro próximo, onde se salientam actividades tradicionais: festival folclórico, bandas de música, cortejos histórico e etnográfico, feira no areal e ruas adjacentes, e fogo do ar e de artifício, com grandiosa sessão na noite de Domingo (o Fogo do Meio).
Com um orçamento de meio milhão de euros, as Feiras Novas são um dos maiores congressos de cultura popular ao ar livre do noroeste ibérico, com especial incidência de programa no fim de semana, encerrando na madrugada de terça-feira, com apoteose da Verbena.
O cartaz das Feiras Novas 2025, as tradicionais Festas do Concelho de Ponte de Lima, será apresentado na próxima sexta-feira, 11 de Julho, na Praça de Camões pelas 18 horas. A cerimónia, pública, não só dará a conhecer o trabalho artístico e seu autor, bem como toda a programação festiva para os seis dias, ou seja de 10 a 15 de Setembro próximos.
Entretanto, em véspera da comemoração dos 200 anos das Feiras Novas, pois foram autorizadas no reinado de D. Pedro IV em 5 de Maio de 1826, haverá algum reforço de alinhamento de actividades, nomeadamente o Fogo do meio, ou de Sábado á noite, com intensificação do de artifício nas tipologias de girandolas, bouquets e outros.
Este cartaz propõe uma leitura simbólica e emocional da Romaria de Nossa Senhora da Agonia, centrando-se na fusão entre a fé religiosa e a tradição vianense. A imagem de fundo, dominada pela presença serena e imponente da Senhora da Agonia, envolve e protege a mordoma em primeiro plano, como num abraço espiritual e geracional.
Mais do que anunciar um evento, este cartaz afirma uma identidade: Viana do Castelo é um território onde a fé se borda na roupa, se dança nas ruas e se sente no coração.
O Clube da Juventude Lusitânia de Cumberland, Rhode Island nos Estados Unidos da América leva a efeito no próximo dia 22 de junho um festival de folclore no âmbito das Festas de São João.
O horário mencionado no cartaz é às 2:00 porque nos Estados Unidos da América o sistema horário é das 0 às 12h.
Autoria e design - Lisa Rosa Ilustração - Teresa Silva - Ilustração Organização - Clube Juventude Lusitânia Cumberland, Rhode Island, EUA.
Vai ser hoje apresentado oficialmente o cartaz da Vaca das Cordas que este ano se realiza no próximo dia 18 de junho. A apresentação terá lugar pelas 18 horas, no Largo de Camões.
Este cartaz baseado numa excelente foto da autoria dos fotógrafos vianenses Sérgio Moreira & Sílvia Moreira constitui um magnífico exemplo artístico do que deve ser a divulgação das nossas tradições, do folclore, das festas e romarias. Ele transmite a cor, alegria e vivacidade do nosso povo e das suas festas como mais nenhum outro processo tecnológico é capaz. Perante um cartaz tão bonito, não há quem não queira ir às festas de Serreleis…
Não obstante, na era da Inteligência Artificial (IA), eis que nem os processos de divulgação da nossa cultura tradicional escapam à nova tecnologia. É mais fácil e barato mas retira o que de genuíno e humano existe na nossa cultura.
Já não bastava a adulteração das cores originais para conferir à imagem uma sensação de antiguidade, agora a IA transforma as pessoas numa espécie de bonecos animados.
Os cartazes, produzidos muitas vezes a partir de magníficos trabalhos em pintura ou fotografia, marcando diferentes estilos artísticos, estão a transfomar-se em imagens estereotipadas incapazes de transmitir a alegria e o sentimento humano que é revelado nos rostos humanos autênticos.
A juntar a tanta mentira, só nos faltava mesmo a Inteligência Artificial!
Um cartaz é um suporte de divulgação para ser visualizado à distância e reter o essencial da mensagem. Por conseguinte, ele não deve ir além daquilo que é exigido ao jornalista quando elabora a “cabeça” da notícia: Quem? O quê? Onde? Quando?
A inclusão do programa no próprio cartaz, geralmente em letras miudinhas e ilegíveis, retira o efeito ao cartaz e não acrescenta nada à informação pretendida. O mesmo sucede com os pequenos anúncios que fazem do cartaz uma espécie de “manta de retalhos.
Isto é particularmente válido para a divulgação feita em suporte digital através das redes sociais, meio de comunicação incontornável na atualidade.
Vem isto a propósito da deficiente elaboração de muitos cartazes alusivos a eventos de folclore, festas e romarias que ocorrem um pouco em todo o país e tornam a sua divulgação impraticável. O êxito de muitas iniciativas depende em grande medida da forma cuidada em como é efetuada a divulgação!