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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CABECEIRAS DE BASTO CONSERVA PEÇAS DE ARTE SACRA

Câmara Municipal realiza intervenção de manutenção nas coleções do Núcleo de Arte Sacra

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto realizou durante oito dias, de 18 a 25 de junho, uma intervenção de manutenção nas coleções do Núcleo de Arte Sacra do Museu das Terras de Basto com o objetivo de preservar e valorizar o acervo existente.

Câmara realiza intervenção de manutenção nas coleções do Núcleo de Arte Sacra (3)

Os trabalhos de conservação foram efetuados pelas Oficinas de Santa Bárbara e incidiram nas coleções em suporte lenhoso do Núcleo de Arte Sacra sediado na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, núcleo esse que esteve encerrado ao público naquele período.

Os trabalhos incluíram a limpeza a seco das peças, a consolidação das camadas cromáticas que se revelavam em destacamento, perigo de decaimento e perda com resinas reversíveis, assim como a remoção de elementos metálicos não funcionais (pregos), tendo-se procedido à sua remoção, dado o seu elevado grau de oxidação.

Concluídas estas operações, todas as peças foram submetidas a tratamento de desinfestação (Xilix 3000 P) através da aspersão, pincelagem e injeção e encapsulamento em películas plásticas durante três dias.

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Câmara realiza intervenção de manutenção nas coleções do Núcleo de Arte Sacra (2)

BRAGA VAI SER PALCO DA PRIMEIRA BIENAL DE ARTE SACRA CONTEMPORÂNEA

Evento internacional estabelece pontes entre a Igreja e a Cultura

A Cidade de Braga será palco da primeira Bienal Internacional de Arte Sacra Contemporânea. O evento dá a conhecer a obra de um vasto leque de artistas nacionais e internacionais, que colocam a sua arte e imaginação ao serviço do fenómeno religioso. A decorrer de 3 de Agosto a 3 de Setembro, no Museu Pio XII, esta Bienal reúne artistas plásticos e escultores que irão demonstrar o seu potencial criativo sob a forma de uma peça nova e original.

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“Braga, além de ser uma Cidade de fé, é uma Cidade de cultura onde a criatividade ganha nova projecção e isso acaba por ser sintetizado por este evento que promove uma nova forma de expressão artística e uma nova dinâmica cultural”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, esperando que este projecto pioneiro “seja uma referência crescente no futuro e que ganhe créditos a nível internacional para estimular e atrair cada vez mais artistas”.

A participação neste projecto está aberta a todos os que pretendem demonstrar e partilhar a sua criatividade, respeitando os parâmetros e história da arte sacra. No total, serão admitidos 50 artistas que serão avaliados por um júri que irá distinguir os primeiros três classificados, sendo que o quarto classificado será escolhido pelo público. A atribuição dos prémios terá lugar no Theatro Circo durante uma gala a realizar no mês de Setembro.

O evento acarreta uma componente solidária, uma vez que irá doar uma tela pintada pelo público à CERCI Braga.

As inscrições podem ser efectuada no site do evento em www.bienaldebraga.pt até 31 de Maio.

A Bienal, desenvolvida pela Atlas Violeta - Associação Cultural e Apoio Social aos Países de Língua Portuguesa, em parceria com o Museu Pio XII, conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga e pretende realçar a beleza e singularidade presente na arte sacra contemporânea.

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PÓVOA DE LANHOSO EXPÕE SOBRE S. JOSÉ

Galeria do Theatro Club com exposição imperdível até ao dia 19 de março, dia de S. José

Até ao dia 19 de março, segunda-feira, não pode deixar de visitar a exposição de S. José “Um (Outro) olhar sobre a Arte Sacra Concelhia”, patente na Galeria do Theatro Club.

Abertura da Exposicao de S Jose 2018

Esta mostra abriu no passado dia 10 de março, no arranque das Festas Concelhias da Póvoa de Lanhoso, tendo contado com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Avelino Silva, e dos Vereadores Gabriela Fonseca e André Rodrigues. O Comissário desta mostra, José Abílio Coelho, conduziu as pessoas presentes numa visita à mesma.

“Pretendemos que, quem visitar esta exposição, retenha e leve consigo a beleza de cada imagem, de cada peça exposta, porque conseguimos reunir aqui uma parte do que de melhor o nosso concelho no que respeita à nossa história religiosa”, refere o Presidente da Câmara Municipal, desafiando: “Que os Povoenses saibam amar o que de melhor herdaram dos nossos antepassados, de maneira a que nós tenhamos mais honra e glória por sermos Povoenses”.

As peças expostas são pertença de várias paróquias do arciprestado da Póvoa de Lanhoso, da Real Irmandade de Nossa Senhora de Porto d’Ave, da Irmandade de Nossa Senhora do Pilar e da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso.

ARCOS DE VALDEVEZ RESTAURA IGREJA DO ESPÍRITO SANTO

Obra do Centro Interpretativo do Barroco decorre a bom ritmo. Conclusão prevista para o último trimestre do ano

A obra do Centro Interpretativo do Barroco, na Igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez, encontra-se a decorrer dentro dos prazos estabelecidos, estando a sua conclusão prevista para o último trimestre do ano.

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De momento estão a ser feitos os restauros da Arte Sacra, do Altar-mor e dos púlpitos, estando já concluído o restauro da Arte Móvel.

No que toca aos conteúdos interativos e informativos, estes também estão a ser tratados de forma a estarem concluídos e serem disponibilizados ao público dentro do prazo previsto.

Ao nível externo está a ser intervencionado o telhado e rebocadas as paredes.

Este projeto trata-se de uma plataforma de dinâmica turística e de conhecimento do Barroco na região do Alto-Minho, servindo de porta de entrada para o Barroco nos 10 concelhos e permitirá lançar conhecimentos sobre este período da cultura na região, bem como, simultaneamente explorar as características únicas e importantíssimas do templo do Espirito Santo, imóvel de interesse público e um dos mais importantes na região Norte do país;

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Este Centro Interpretativo do Barroco incorporará novas tecnologias de realidade aumentada e virtual para interpretar os monumentos da região, o período do Barroco e o próprio monumento; será alvo de reabilitação do seu riquíssimo e referencial espólio artístico, de valor nacional, sendo igualmente potenciado o seu uso cultural, pedagógico e turístico, desenvolvidas temáticas como a Sociedade e o Pensamento na época Barroca Cultura e Arte no Barroco e um momento relativo ao próprio monumento, intitulado Igreja do Espírito Santo: da origem à consagração para além da descoberta dos principais monumentos barrocos da região.

A intervenção divide-se em duas grandes rubricas, já adjudicadas, nomeadamente a de ARQUITETURA E ESPECIALIDADES, ESTUDO HISTÓRICO E ARQUEOLÓGICO, CONTEÚDOS E EQUIPAMENTOS TECNOLOGÍCOS E INTERPRETATIVOS E FISCALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO DE SEGURANÇA, no valor de 392.000,00 EUROS e as OBRAS DE REABILITAÇÃO, CONSERVAÇÃO E RESTAURO, orçadas em 588.000,00 EUROS.

Este projeto insere-se na operação “NORTE-04-2114-FEDER-000114 - Centro Interpretativo do Barroco - Igreja do Espírito Santo / Arcos de Valdevez”, cofinanciada pelo Fundo Europeu, Programa Operacional NORTE 2020, Eixo Prioritário 4 - Qualidade Ambiental e conta com um Investimento Elegível de 978.467,62 € e Comparticipação Comunitária de 831.697,48 €. Esta candidatura contou o apoio da Direção Regional de Cultura Norte, através da inserção do projeto no modelo de rotas do Barroco, e com a parceria da Fábrica da Igreja de Arcos Valdevez (salvador).

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“OS ROSTOS DA MÃE DE DEUS” PATENTE AO PÚBLICO ATÉ AO FINAL DO ANO

Mostra dá a conhecer as 21 imagens da Virgem Maria das paróquias do Arciprestado de Caminha

A exposição “Os Rostos da Mãe de Deus” patente ao público no Museu Municipal de Caminha vai prolongar-se até ao final do ano. Trata-se de uma mostra original e inédita no concelho, composta por imagens da Virgem Maria das paróquias do Arciprestado de Caminha. A visita é gratuita.

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O prolongamento da exposição até 31 de dezembro deve-se à afluência de visitantes aumentar de mês para mês, fruto da sua originalidade, já que é a primeira vez que as imagens da Virgem Maria das paróquias do arciprestado estão reunidas no mesmo espaço.

“Os Rostos da Mãe de Deus” é uma exposição que dá a conhecer as 21 imagens da Virgem Maria das paróquias Arciprestado de Caminha, ou seja, no Museu é possível admirar uma imagem de cada paróquia do concelho de Caminha: Senhora do Calvário (Arga de Baixo); Senhora do Carmo (Arga de Cima); Senhora da Piedade (Arga de São João); Senhora das Dores (Âncora, Azevedo); Senhora da Luz (Argela); a Senhora do Rosário (Caminha, Vila Praia de Âncora);  Senhora da Conceição (Cristelo, Vilar de Mouros, Vile); Senhora das Neves (Dem); Senhora da Cabeça (Freixieiro de Soutelo); Santa Maria (Gondar, Orbacém); Senhora da Graça (Lanhelas); Imaculado Coração de Maria (Moledo, Vilarelho); Senhora da Soledade (Riba de Âncora); Senhora da Consolação (Seixas); Senhora do Monte (Venade).

A mostra pode ser visitada no Museu Municipal de Caminha, até ao final do ano, de terça-feira a domingo, das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00. A visita é gratuita.

Esta exposição integrou o programa celebrativo do Centenário das Aparições de Fátima que o Município e o Arciprestado de Caminha promoveram de abril a outubro com várias atividades.

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“OS ROSTOS DA MÃE DE DEUS” VISITADA POR MAIS DE MIL PESSOAS EM CAMINHA

Exposição pode ser visitada até 29 de outubro, no Museu Municipal de Caminha

Mais de mil pessoas já visitaram a exposição “Os Rostos da Mãe de Deus” patente ao público no Museu Municipal de Caminha até ao dia 29 de outubro. A mostra é composta por imagens da Virgem Maria das paróquias do Arciprestado de Caminha e integra o programa celebrativo do Centenário das Aparições de Fátima que está a decorrer no concelho.

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“Os Rostos da Mãe de Deus” é uma exposição que dá a conhecer as 21 imagens da Virgem Maria das paróquias Arciprestado de Caminha, ou seja, no Museu é possível admirar uma imagem de cada paróquia do concelho de Caminha: Senhora do Calvário (Arga de Baixo); Senhora do Carmo (Arga de Cima); Senhora da Piedade (Arga de São João); Senhora das Dores (Âncora, Azevedo); Senhora da Luz (Argela); a Senhora do Rosário (Caminha, Vila Praia de Âncora);  Senhora da Conceição (Cristelo, Vilar de Mouros, Vile); Senhora das Neves (Dem); Senhora da Cabeça (Freixieiro de Soutelo); Santa Maria (Gondar, Orbacém); Senhora da Graça (Lanhelas); Imaculado Coração de Maria (Moledo, Vilarelho); Senhora da Soledade (Riba de Âncora); Senhora da Consolação (Seixas); Senhora do Monte (Venade).

Para além da exposição “Os Rostos Mãe de Deus” este programa engloba diversas atividades: concertos Marianos “Te Canto Maria”, a cargo do Orfeão de Vila Praia de Âncora; peregrinação a Fátima; caminhadas “Caminhar com Maria; concerto “Música Sacra Barroca Mariana e de Cânticos de Fátima” pela Associação VoxAngelis; cinema, entre outras.

A exposição “Os Rostos da Mãe de Deus” pode ser visitada no Museu Municipal de Caminha, até 29 de outubro, de terça-feira a domingo, das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00.

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PONTE DE LIMA EXPÕE PEÇAS DE NATAL

Museu dos Terceiros de Ponte de Lima expõe “Peças Natalícias”

Correspondendo ao espírito de Natal, o Museu dos Terceiros expõe temporariamente um grupo de peças, provenientes das suas coleções, relacionadas com a Natividade e com o Menino Jesus.

O destaque, até pela raridade da representação, vai para uma figuração do Menino como Divino Salvador, inspirada certamente num modelo cuja produção prevaleceu entre o século XV e os princípios do séc. XVI na cidade de Malines, uma das das principais da Flandres, no Norte da Europa, território com que então os portugueses desenvolveram um comércio prolífico.

Esta pequena mostra, visitável no circuito da exposição permanente do Museu, servirá como um complemento ao Natal e as Escolas, exposição já de tradição, que reúne um conjunto de presépios e outros trabalhos alusivos ao nascimento do Menino Jesus, produzidos por alunos e professores de diversas escolas do concelho de Ponte de Lima, a decorrer também no Museu dos Terceiros, de 17 de dezembro a 31 de janeiro.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DO ALTO MINHO APRESENTA O LIVRO “RETÁBULOS NA DIOCESE DE VIANA DO CASTELO”

O Centro de Estudos Regionais apresenta, amanhã, o livro "Retábulos na Diocese de Viana do Castelo", da autoria de Francisco Lameira e Paulo Ladeira, na Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo, às 21.30 horas. A apresentação está a cargo da Doutora Paula Cardona, especialista em arte e património. A sessão pública contará ainda com momentos musicais executados por Gustavo Lima (guitarra) e Diogo Zão (órgão).

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O livro

O livro, composto por cerca de 150 páginas e profusamente ilustrado, é uma edição do Centro de Estudos Regionais e integra a coleção Promontoria Monográfica História da Arte. A edição apresenta um conjunto diversificado de retábulos da Diocese de Viana do Castelo, analisando-os quanto à encomenda, usos e funções, iconografia, técnicas e materiais, modelos compositivos, oficinas e artistas. Os cinquenta exemplares escolhidos pelos autores são apresentados num catálogo ilustrado com fotografias a cores, acompanhados de uma nota crítica e referências bibliográficas.

Os autores

Francisco Lameira é licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mestre em História da Arte, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e Doutorado em História da Arte, pela Universidade do Algarve. Foi membro consultor da Delegação Regional do Algarve da Secretaria do Estado da Cultura, no domínio das Artes Decorativas do Património Religioso Algarvio; membro do Secretariado de Liturgia, Música e Arte Sacra da Diocese do Algarve e membro do GTL – Gabinete Técnico Local da autarquia de Faro. Publicou uma vasta obra e participou em diversos encontros científicos.

Paulo Ladeira é licenciado em Artes Plásticas - Pintura, pelo ISAD/Universidade da Madeira, e Mestre em História e Cultura das Regiões, variante de História da Arte, com a tese intitulada “A Talha e a Pintura Rococó na Madeira”. Desenvolve atividade de formação em Artes Visuais e Fotografia. Artista Plástico, com obra na área da pintura, escultura, desenho e fotografia, realizou diversas exposições individuais e participou em dezenas de exposições coletivas. Tem diversos artigos e livros publicados.

A apresentadora

O livro será apresentado por Paula Cristina Machado Cardona, doutora em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Pós doutorada em Arte e Património Cultural (Fundação de Ciência e Tecnologia/Universidade do Porto). Paula Cardona desenvolveu atividade como investigadora no Centro de Estudos da População Economia e Sociedade, estando atualmente associada ao CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Técnica superior da Câmara Municipal do Porto, foi Coordenadora Adjunta do Grupo de Investigação Arte e Património do Norte de Portugal do Centro de Estudos da População Economia e Sociedade da Universidade do Porto, entre 2009 e 2013. Publicou vários livros e artigos, que constam em atas de encontros científicos. Apresentou diversas comunicações em seminários, congressos e conferências nacionais e internacionais.

IRMANDADE DO MÁRTIR SÃO VICENTE DE BRAGA PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE OS TÊSTEIS NO RELIGIOSO

No âmbito do programa Cultural das Festividades em Honra de São Vicente, a Irmandade São Vicente promoveu no passado dia 5 de fevereiro uma conferência temática intitulada “Os Têxteis no religioso – sua musealização, conservação e restauro” proferida por Fernanda Barbosa, técnica do Tesouro-Museu da Sé de Braga e José Pinto, Juiz Presidente da Irmandade de São Vicente.

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Fernanda Barbosa conduziu o público presente por uma reflexão sobre a coleção têxtil do Tesouro Museu da Sé que é “uma das mais nobres e representativas coleções” daquele museu integrando cerca de 2000 peças de diferentes tipologias com uma baliza cronológica entre o século XIV e o século XX.

Por seu lado, José Pinto fez um balanço do que já foi feito pela Irmandade de São Vicente no sentido de conservar a coleção têxtil, nomeadamente todo o trabalho de identificação e inventariação das peças existentes que, numa primeira fase, resultaram na exposição que se encontra de momento aberta ao público intitulada “Os Têxteis no religioso – paramentaria e ornatos litúrgicos do acervo da Irmandade de São Vicente”.

Ariana Almendra, Secretária da Mesa que moderou a conferência lembrou a todos que no século XVIII os paramentos sacerdotais da Irmandade de São Vicente eram muito requisitados por sacerdotes e mesmo outras confrarias da cidade, refletindo bem não só a importância que a instituição tinha na cidade naquele período, mas também, a riqueza desta coleção que era, como disse, muito requisitada para empréstimo.

PONTE DE LIMA EXPÕE PATRIMÓNIO RELIGIOSO NO MUSEU DOS TERCEIROS

Património Religioso de Ponte de Lima. Navió e Vitorino dos Piães. Exposição no Museu dos Terceiros

O Museu dos Terceiros de Ponte de Lima inaugura na próxima sexta-feira, 22 de agosto, às 18 horas uma exposição sobre o Património Religioso de Ponte de Lima, com espólio das igrejas e capelas da freguesia de Navió e de Vitorino dos Piães.

A mostra que vai estar patente até novembro, resulta da ação continuada do Museu dos Terceiros, no sentido de divulgar e valorizar o património sacro concelhio.

Esta exposição reúne espólio proveniente das igrejas e capelas situadas nas paróquias do Divino Salvador de Navió e de Santo André de Vitorino dos Piães, situadas a sul do rio Lima, repletas de história e tradição singulares bem diferenciadas, cujo território foi unido após a recente reorganização administrativa.

Visite a exposição Património Religioso de Ponte de Lima: Navió e Vitorino dos Piães, no Museu dos Terceiros, de terça a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00. Para mais informações consulte www.museuspontedelima.com.

IMACULADA CONCEIÇÃO NO MUSEU DOS TERCEIROS EM PONTE DE LIMA

Imaculada Conceição

Pedro Oliveira (escultor), Domingos Álvares (dourador e estofador). 1750-51. Madeira estofada e policromada.

Museu dos Terceiros de Ponte de Lima

Este notável exemplar da Virgem Imaculada, encomendado poucos anos após a erecção da igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Ponte de Lima, decora o coro-alto do mencionado templo. Em 1751, os mesários da Ordem deliberaram que a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que a mesa antecessora tinha mandado executar a Pedro de Oliveira, fosse transportada para as instalações da Ordem a fim de que pudesse ser dourada e estofada por outro mestre, o que se verifica alguns meses mais tarde, pelo mestre pintor Domingos Álvares.

Fiel à concepção barroca, consegue combinar a marca contemplativa, reveladora, através da face, de uma paz interior imperturbável, com a forte agitação traduzida nos fartos panejamentos de carácter revolto. A Virgem surge em posição frontal, em atitude orante, manifesta no alinhamento das mãos. Assenta sobre o globo, contornado pela serpe maligna. Uma legião de figuras angélicas, composta por anjos de vulto que se juntam às habituais cabeças de serafins, aparece adossada à esfera terrestre, um deles pisando a cabeça da serpente.

José Velho Dantas

Foto Museu dos Terceiros de Ponte de Lima

Fonte: https://bensculturais.com/

PONTE DE LIMA: ALTAR DAS ALMAS EM S. JULIÃO DE FREIXO

A história do nascimento e evolução da ideia do Purgatório é uma das mais apaixonantes da história da civilização e mentalidade no Ocidente. De conceito metafórico foi passando a um lugar físico. Mas não um lugar qualquer. Emerge como um espaço intermédio, situado, na geografia do Além, entre o terrível Inferno e o doce Paraíso. Entre a morte individual e o Julgamento Universal há um lugar para as Almas poderem ser resgatadas mediante uma regeneração pelo fogo purificador, enquanto os vivos, solidários, através das suas preces, contribuem para abreviar a dor dos que assim penam depois da morte. Esse lugar do fogo é o Purgatório. A crença firme nele, que vem desde a Idade Média e que foi posteriormente cimentada também por questões doutrinárias, sobretudo depois da Reforma Católica, motivou a sua afirmação enquanto tema artístico.

Altar das Almas. Século XVIII/XIX. Igreja Paroquial de São Julião do Freixo, Ponte de Lima

O reflexo disto encontra-se, no nosso território, ao longo dos caminhos e também, como é natural, no interior dos recintos sagrados. A Igreja Paroquial de São Julião de Freixo é apenas mais um exemplo. Este templo, que se distingue também pelos já raros tectos setecentistas em tábuas pintadas que cobrem toda a nave, exibe ao crente, com grandes ensinamentos, o Altar das Almas aqui documentado. As Memórias Paroquiais de 1758 fazem eco de uma Capela das Almas e de uma Irmandade da mesma invocação já erecta. O retábulo actual parece já de fábrica posterior, de linhas neoclássicas, ainda que a escultura do Arcanjo assuma traços nitidamente barrocos.

A pintura retabular, em forma de arco, é preenchida no nível inferior, como habitual, pelas Almas envoltas em chamas, personagens de diferentes condições, uma delas já com a proverbial coroa real, pois de pecados veniais, já para não falar dos capitais, ninguém está imune. As figuras agitam e levantam os braços, implorando, em direcção aos anjos intercessores, que surgem já no nível intermédio da representação, fazendo a ligação à Santíssima Trindade, no remate da composição, “protegida” por uma densa barreira de nuvens, que demarca a atmosfera celestial. Dominando o retábulo, surge, ao centro, sobre um pedestal, a imagem esculpida de São Miguel.

O culto a São Miguel Arcanjo, com origem no Oriente cristão, difundiu-se depois por todo o Ocidente. Mais tarde, já no século XVII, sob influência da Contra-Reforma, a sua devoção ensaia um novo ímpeto: Miguel, que triunfa sobre Lúcifer e sobre o Dragão, simboliza, para os doutrinários Jesuítas, o triunfo da Igreja Católica sobre o dragão da heresia protestante.

São Miguel é aqui apresentado de duas maneiras distintas, que remetem para facetas diferentes da sua acção. Por um lado, é o guerreiro, o Príncipe das Milícias Celestes, cujo reflexo perdura ainda nos dias de hoje, ao ser adoptado como santo patrono da Polícia de Segurança Pública, que invoca o Arcanjo na sua oração. Ele dirigiu o combate contra os anjos rebeldes, lançando-os no abismo, e salvou a Mulher do Apocalipse, identificada com a Imaculada Conceição, combatendo o dragão de sete cabeças. Por outro lado, surge como o Santo Psicopompo, uma vez que, à semelhança do deus Hermes/Mercúrio da Antiguidade, conduz os mortos cuja alma pesa no dia do Juízo Final. É a versão de São Miguel como o Senhor das Almas, detentor de um poder que lhe valeu a veneração tão alargada junto dos crentes católicos.

A sua iconografia reflecte o carácter militar e intercessor do santo. O Arcanjo está esculpido de pé, de feições serenas, com o braço direito erguido a segurar uma lança na diagonal cuja ponta está cravada no peito de um pequeno diabo chifrudo retorcido sob os seus pés. A indumentária e os adereços seguem o equipamento de um soldado romano. Enverga clâmide (capa) e uma túnica curta, em forma de sino, com corpo superior a sugerir couraça. Exibe penacho sobre a cabeça e calça sandálias militares, que apoiam sobre a figura demoníaca. Na mão esquerda segura a balança cujo fiel vai poder separar os justos dos injustos.

José Velho Dantas

Fonte: https://www.facebook.com/BensCulturais?hc_location=stream