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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O QUE É E PARA QUE SERVIA O PELOURINHO?

Por todo o país deparamos invariavelmente defronte dos edifícios das câmaras municipais com uma coluna de pedra, designada por pelourinho – originalmente picota – e que originalmente servia para expor e castigar os criminosos, tendo pelo menos até ao século XV sido utilizado para a realização de execuções capitais.

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Pelourinho de Ponte de Lima

A administração da justiça constituía, pois, um privilégio que era concedido aos concelhos, os quais também contemplavam os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal. Com a abolição da pena de morte em Portugal, foram na maior parte dos casos retirados os ferros que o compunham.

A par com os forais, o pelourinho passou a ser considerado o padrão ou o símbolo da liberdade municipal.

O pelourinho é em regra constituído por uma base sobre o qual assenta a coluna ou fuste e é encimado pelo capitel. De estilo românico, gótico ou manuelino, muitos dos pelourinhos apresentam elevado valor artístico pelo que constituem um património que deve ser preservado.

MINHO: O QUE SÃO AS “ALMINHAS DO PURGATÓRIO”?

Alminhas: Portugal foi o único país a criar estes monumentos

Portugal é o único país do mundo que possui no seu património cultural, localizadas habitualmente à beira de caminhos rurais e em encruzilhadas, as alminhas, representações populares das almas do Purgatório que suplicam rezas e esmolas e que frequentemente surgem em microcapelinhas, padrões, nichos independentes ou incrustados em muros ou nos cantos de igrejas, painéis de azulejo ou noutras estruturas independentes. Mas uma grande parte deste património representativo da religiosidade popular portuguesa está a degradar-se crescentemente, rodeada por silvas, alvo de actos de vandalismo avulso e reflexo directo e generalizado da pressa da vida actual, do abandono das zonas rurais do país e da indiferença que predomina nas autarquias em relação aos pequenos monumentos saídos da imaginação e da devoção do povo.

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Nicho de "Alminhas do Purgatório" na Cabração, concelho de Ponte de Lima

 

"As alminhas são uma criação genuinamente portuguesa e não há sinais de haver este tipo de representação das almas do Purgatório, pedindo para os vivos se lembrarem delas para poderem purificar e "subir" até ao Céu, em mais lado nenhum do mundo a não ser em Portugal", afirma António Matias Coelho, professor de História, investigador de manifestações da cultura religiosa e popular e organizador de dois encontros nacionais sobre Atitudes perante a morte, realizados há alguns anos na Chamusca.

"No cristianismo primitivo só havia Céu e Inferno, a ideia do Purgatório só surgiu na Idade Média, quando a Igreja, na sequência do Concílio de Trento de 1563, o impõe como dogma, numa lógica de resposta católica à Reforma levada a cabo pelos protestantes. Passava assim a haver um estado intermédio para as almas das pessoas que faleciam. E em vez do dualismo do Céu, para os bons, e do Inferno, para os impuros, criou-se um estado intermédio, um local onde durante algum tempo as almas ficariam a purificar", observa o historiador, evidenciando, porém, a forma específica como em Portugal se interpretou as indicações de Trento.

Representações públicas

"É na sequência do Concílio de Trento que são criadas as Confrarias das Almas, como forma de institucionalizar a crença no Purgatório e impor a convicção de que as almas dos mortos sairiam tanto mais cedo do Purgatório quanto mais orações e esmolas fossem feitas pelos vivos. Aliás, tudo dependia dos vivos, unicamente a eles competia sufragar as almas que esperavam pela purificação", observa António Coelho. Mas, reflexo eventual de uma forma religiosa, emocional e sentimental própria, começam a surgir em Portugal, sobretudo a norte do rio Mondego, fruto de uma cristianização mais prolongada e vivida, pequenas representações das alminhas em sítios públicos com alminhas de mãos erguidas suplicando aos vivos orações e esmolas para poderem completar a purificação e libertar-se das contingências do Purgatório.

Religiosidade popular

"Há muitas alminhas em todo o país, mas sobretudo no Norte, e alguns municípios têm seguramente centenas de alminhas com alguma relevância dispersas pelo seu território.

Nas regiões do Porto e de Aveiro, e em concelhos como Arouca, Sever do Vouga, Vouzela e São Pedro do Sul, em Trás-os-Montes e por toda a Beira Interior há alminhas dispersas pelos caminhos implorando aos vivos que se lembrem delas", afirma António Matias. O investigador lamenta, no entanto, a "morte lenta" a que estão devotadas estas manifestações tão identitárias da religiosidade popular própria dos portugueses.

Refere a pressa dos tempos modernos. "As pessoas já não param para acender uma vela ou para fazer uma oração. Agora está tudo muito diferente se compararmos, por exemplo, com o século XIX, quando ainda se construíam muitas alminhas", esclarece António Matias, sublinhando que se recorda de, ainda há poucas décadas, ser comum, "a quem passasse junto às alminhas, parar, curvar-se e tirar o barrete [ou chapéu] em respeito, pôr flores, acender uma vela ou lamparina de azeite, fazer o sinal da cruz e rezar o Pai Nosso e Ave Maria, correspondente à sigla P.N.A.M., existente como relembratório junto a muitos nichos e capelinhas que apelam às rezas cristãs".

Fonte: Manuel Fernandes Vicente / https://www.publico.pt/

FALECEU O ARQUITETO FERNANDO MEIRELES: CONHECIDA FIGURA VIANENSE

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Faleceu no Porto, no Hospital de São João, onde tinha sido submetido a uma delicada operação. Fernando Meireles era um Arquiteto bem conhecido na nossa cidade, já que fez projetos para várias obras publicas e particulares; mas destacava-se mais como cidadão elevado, cortês e de educação esmerada.

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Já afastado da arquitetura, Fernando Meireles passou a dar expressão a um sentimento artístico que sentiu desde sempre. É desta forma que surgem as suas exposições de pintura em Viana e fora de Viana, individuais e coletivas. Na nossa cidade, nas galerias da Casa Melo Alvim, Santa Casa da Misericórdia de Viana, Fundação da Caixa Agrícola, Ordem do Médicos, particularmente, Fernando Meireles teve oportunidade de apresentar trabalhos sempre com variantes. Daí ele confessar o seu experimentalismo e a sua insatisfação em relação ao que fazia. Dizia-se um amante da arte e isso era bem patente nos seus trabalhos, pela temática, que contrariava em cada mostra, pela segurança que manifestava em cada trabalho e pelo equilíbrio das cores, pouco variadas. Apostava muito na técnica e no recurso à colagem.

Pintava permanentemente, porque para além de gostar da pintura, dizia que só sabia trabalhar e que para ele parar era mesmo morrer. Aliás, afirmava sempre na abertura das suas exposições, que se não fosse a arte, agora reformado, não sabia como haveria de se ocupar. Há algum tempo visitámo-lo em casa, porque nos prometeu um quadro para a exposição solidária do SCV. Mandou escolher dos muitos que tinha. Quando lhe perguntamos se nos dava a liberdade de escolher o que entendíamos como melhor, deu uma gargalhada e, de braços abertos, anuiu, dizendo que sim com a cabeça.

Foi o último dos muitos gestos bonitos que praticava. Falamos de projetos para novas exposições, logo que nos libertássemos desta maldita pandemia, mas já não será possível. Ficará bem uma exposição de homenagem dos bastantes quadros que deixou. Tem a palavra a família, a quem apresentamos sentidas condolências.

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Imagens da última exposição de Fernando Meireles, realizada na Galeria da Ordem dos Médicos em Viana, no primeiro trimestre de 2020

FOTÓGRAFO FERNANDO ARAÚJO MOSTRA-NOS A SÉ DE BRAGA - A MAIS ANTIGA DE PORTUGAL!

A Sé de Braga, a mais antiga arquidiocese de Portugal é o ex-libris da cidade.

Mandada construir no séc. XII por D. Henrique e D. Teresa, que têm os seus túmulos no claustro, rivalizava o seu poder com a Sé de Santiago de Compostela. Nela se encontram testemunhos artísticos dos vários séculos que atravessou.

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Do estilo românico inicial, conservam-se a Porta do Sol, a planta com deambulatório, o pórtico principal e a absidíola do claustro de Santo Amaro.

Foram seus arquitectos os prelados do Mosteiro de Cluny (França), São Giraldo e Maurício Brudino.

No séc. XV, o gótico impôs-se na construção da galilé de entrada no templo. No interior, podemos encontrar um túmulo de talhe gótico-flamengo, pertencente ao filho do rei D. João I, o Infante D. Afonso.

Do reinado de D. Manuel, no século seguinte, introduziram-se outros elementos decorativos em que se destaca a Pia Baptismal e, no exterior da capela-mor, um nicho com a estátua de Nossa Senhora do Leite atribuída a Nicolau Chanterenne, que integra o brasão da cidade.

Texto e fotos: Fernando Araújo

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FAMALICÃO PROMOVE EDUCAÇÃO PELA ARTE

Município falalicense reforça estratégia de Educação pela Arte com o apoio do Fundo Social Europeu

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, promove o  projeto de educação pela arte HÁ CULTURA | CULTURA PARA TODOS, cofinanciado pelo NORTE 2020, através do Fundo Social Europeu (FSE).

A medida «Cultura para Todos» enquadra-se na prioridade “inclusão ativa, com vista a promover oportunidades iguais e a participação ativa e melhorar a empregabilidade” e visa “promover iniciativas de inclusão social, potenciando parcerias de caráter inovador e/ou experimental que envolvam uma ampla gama de entidades, designadamente destinadas a incentivar o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais, em especial, de desempregados, nomeadamente aqueles com desvantagens no acesso ao mercado de trabalho”.

Entre janeiro e dezembro de 2021, está prevista a realização de 17 ações, repartidas por três tipologias de operação, e distribuídas pelo concelho de Vila Nova de Famalicão.

FERNANDO HILÁRIO EXPÕE EM PONTE DE LIMA

Exposição do artista Fernando Hilário na Torre da Cadeia Velha em Ponte de Lima de 8 a 31 de Janeiro

O Município de Ponte de Lima, em colaboração com o Centro Local de Aprendizagem da Universidade Aberta em Ponte de Lima, apresenta, na Torre da Cadeia Velha, uma exposição de obras do artista contemporâneo Fernando Hilário, com o título “40 anos de Sonho e Arte”.

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A mostra vai estar patente entre 8 e 31 de janeiro 2021, sendo inaugurada no dia 8 de janeiro de 2021, às 18h00.

O nome de Fernando Hilário representa um manancial de criação artística que, desde os anos 80, ergueu um legado indiscutivelmente ditoso e verdadeiramente marcante, por um lado, na figuração de espaços físicos, como a cidade invicta, num chamamento contínuo, por outro, na configuração de realidades e paisagens fortuitas traduzidas em polissemias, plenas de linhas, cores e rasgos enérgicos.

No seu percurso, onde abunda a criação pictórica, através da pintura e do desenho, também explora a escultura e a transformação de objetos remanescentes, que adquirem um valor estético e conceptual devido à intervenção da criatividade do autor.

Esta exposição assume-se como uma retrospetiva do seu trabalho artístico, fruto de um labor de 40 anos, cruzando as geografias do sonho na matéria da arte com a originalidade conceptual do seu autor.

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JUAN CORUXO MOSTRA-SE NA GALERIA DE ARTE DO CTJV EM MONÇÃO

Exposição, denominada “Espaço Sonhado”, apresenta um conjunto de trabalhos artísticos, criados a partir dos incêndios florestais que deflagraram na região do Norte de Portugal e da Galiza, nos dias 15 e 16 de outubro de 2017.

A Galeria de Arte do Cine Teatro João Verde tem patente ao público, desde 5 de dezembro de 2020 até 8 de janeiro de 2021, a exposição “Espaço Sonhado”, do artista galego, natural de Ponteareas, Juan Coruxo. A inauguração está marcada para esta sexta-feira, 11 de dezembro, pelas 18h00, podendo ser visitada, de segunda a sábado, entre as 14h00 e as 18h00.

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Com estudos em história da arte, vertente escultura, Juan Coruxo, nascido em 1962, combina a tradição com o vanguardismo, tendo como base de trabalho o ferro e a madeira. A obra artística de Juan Coruxo cria um “diálogo” entre o espaço, o vazio e a luz, entre a presença e a ausência.

Nesta exposição, a primeira do artista galego em terras lusas, a título individual, Juan Coruxo apresenta um conjunto de trabalhos artísticos, criados a partir dos incêndios florestais que deflagraram na região do Norte de Portugal e da Galiza, nos dias 15 e 16 de outubro de 2017.

“SÓ JUNTOS VENCEREMOS” – EXPOSIÇÃO DE ARTE DO SPORT CLUBE VIANENSE

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

A mostra reúne trabalhos de quatro dezenas de artistas particularmente vianenses, mas também de outras latitudes, e está disponível para visita no rés-do-chão dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República, onde permanecerá até ao dia 5 de dezembro, com propostas de pintura, desenho, escultura, entre outras variantes. Trata-se de um evento que patenteia a disponibilidade, empenhamento e generosidade dos artistas para com o clube da sua terra ou da terra da sua simpatia. Mas esta boa vontade das gentes das artes manifesta-se em todas as atividades solidárias como é o caso da presente exposição. E tanto o SCV precisa da solidariedade, especialmente dos vianenses, para voltar a ser o grande clube que foi ao longo de décadas (fundado em 1898) e que tanto tem honrado Viana. E se os artistas não regatearam as suas obras, chegou agora também a ocasião dos amantes da arte, e não só, as adquirir; até porque muitos dos preços são bem acessíveis a todas as bolsas.

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Cientes da importância do evento, o Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, e o Vereador do Desporto, Vítor Lemos, fizeram questão de marcar presença na abertura desta exposição organizada pelo mais antigo e emblemático clube da cidade, em parceria com o Município e com o apoio da União de Freguesias de Viana do Castelo e Meadela.

Estão expostas, para venda, 50 obras da autoria de Araújo Soares, Edmar Oliveira, Elder de Carvalho, Américo Carneiro, António Lima Viana, Arménio Belo, Arnaldo, Carlos Calheiros, Carlos Costa, Carlos da Torre, Cassilda Rodrigues, Cipriano Oquiniame, Dinis Rego Costa, Fernanda Vilas Boas, Fernando Meireles, Filipe Araújo, Francisco Trabulo, Helena Cabral, Hernâni Montes, Humberto Lima, Isabel Lima, João Silva Dias, José Filgueiras, José Lourenço, Júlio Capela, Manuel José Almeida, Manuel Lima, Manuel Rocha, Marco Rooth, Mário Rocha, Meira Gomes, Mendanha, Né Basto, Paula Branco Pereira, Pinto Meira, Puskas, Rego Meira, Ricardo Campos, Rui Alpuim, Rui Carvalho, Sameiro Pinheiro, Simões, Victor Alves e Victor da Silva Barros. Uma plêiade de artistas praticamente todos eles bem conhecidos em Viana e além-fronteiras, sendo mais um motivo para que ninguém deixe de “dar uma saltada” ao rés-do-chão dos Antigos Paços do Concelho da nossa Praça de Visitas.

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FAMALICÃO DEBATEU O PLANO NACIONAL DAS ARTES NAS ESCOLAS

O auditório da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, acolheu no passado dia 13 de novembro, um encontro sobre a implementação do Plano Nacional das Artes (PNA) nas escolas do concelho famalicense.

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A reunião foi presidida pelo vereador da Educação, Conhecimento e Cultura do município, Leonel Rocha, pelo Comissário do Plano Nacional das Artes, Paulo Pires do Vale, e pelo Coordenador Regional Norte dos Projetos Culturais de Escola (PCE), António Martins Teixeira, tendo contado ainda com a presença dos diretores dos sete agrupamentos de escola do concelho e respetivos coordenadores dos PCE.

Recorde-se que o PNA é uma iniciativa das áreas governativas da Cultura e da Educação criada com o propósito de dar um lugar central às artes e ao património na formação ao longo da vida e garantir o acesso e a participação dos cidadãos na fruição das artes e da produção cultural.

Para que tal seja possível, cada escola ou agrupamento de escolas é convidado a desenvolver o seu PCE para a fruição e produção cultural que integre a diversidade de manifestações e linguagens artísticas, em formatos transdisciplinares, promovendo a relação com o território, nomeadamente com instituições e associações culturais e sociais, autarquia, sítios de património natural e edificado, artistas, artesãos e outros agentes da comunidade significativos para a execução do projeto.

De notar que Vila Nova de Famalicão é o único concelho do país em que todos os agrupamentos de escolas efetuaram a sua adesão ao PNA.

Da reunião saiu o compromisso da autarquia em colaborar com o desenvolvimento de todos os PCE dos agrupamentos, nomeadamente, na articulação com as entidades culturais do concelho, mas também a possibilidade da criação de uma Comissão Consultiva Municipal dos PCE de modo a estabelecer um trabalho em rede entre os vários agrupamentos de escolas.

FAMALICÃO: CASA DAS ARTES MUDA ESPETÁCULOS PARA A SEXTA-FEIRA

Estado de Emergência impõe alterações: Casa das Artes antecipa espetáculos de sábado para sexta-feira

Em consequência da imposição do Estado de Emergência, a Casa das Artes viu-se obrigada a alterar o calendário e horários de AIRBNB E NUVENS + WAKE-UP previstos para o próximo sábado dia 14 de novembro. Estes dois espetáculos em um só (o bilhete é único) vão realizar-se na sexta-feira, dia 13 de novembro, às 19h30 e às 21h00, com um intervalo de 15 minutos.

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Os bilhetes já adquiridos estão válidos e não é necessário a substituição.

Às pessoas que já tenham adquirido os seus ingressos e que seja impossível estarem presentes podem pedir o reembolso dos mesmos junto da entidade onde os adquiriram. Para bilhetes adquiridos na bilheteira da Casa das Artes, enviar email para bilheteira.casadasartes@famalicao.pt ou contactar pelo 252371297; para bilhetes adquiridos através da Bilheteira Online (BOL) contactar a plataforma através do email ajuda@bol.pt.

PONTE DE LIMA REALIZA MOSTRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Caminhos da Espiritualidade: Cultura, História e Património

de 4 de julho a 26 de setembro de 2021

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www.artinlima.com

Condições de Participação

Esta Mostra Internacional de Arte Contemporânea, aberta ao público de 4 de julho a 26 de setembro de 2021, decorrerá em diversos espaços e monumentos de Ponte de Lima. Visite o menu ‘Mapa 2021’ para os conhecer melhor.

Participação: podem concorrer todos os artistas nacionais e estrangeiros, com um máximo de três obras, no âmbito da temática de 2021 ‘Caminhos da Espiritualidade, cultura, história e património’.

Candidaturas: As candidaturas são submetidas online, na opção ‘Área do Artista’, até 11 de abril de 2021.

Áreas de participação: Arquitetura, Cerâmica, Desenho, Escultura, Fotografia, Ilustração, Instalação de Arte, Livro de Artista, Pintura, Poesia, Vídeo, Computer Art, Land Art, Projection Art, Sound Sculpture.

Área do Artista: esta área é dedicada aos participantes. Nela vai fazer a CANDIDATURA, consultar os RESULTADOS da SELEÇÃO, receber informações sobre o ENDEREÇO de ENVIO das obras selecionadas, fornecer dados para SEGURO e CATÁLOGO, CONHECER a movimentação das obras, desde a sua RECEÇÃO à sua DEVOLUÇÃO. O Artista deve registar-se e posteriormente consultar e seguir a sua área pessoal da plataforma ARTINLIMA 2021.

Confirmação de seleção da(s) obra(s): Todos os Artistas serão informados, através da sua ‘Área do Artista’, se a obra foi SELECIONADA ou NÃO SELECIONADA. Os artistas com obras SELECIONADAS devem confirmar a sua participação e a disponibilidade dos trabalhos, por mensagem eletrónica para curadoria@artinlima.com e para geral@artinlima.com

 Local de receção das obras: Os Artistas selecionados serão informados até 30 de abril, através da sua ‘Área do Artista’, da morada para o envio das suas obras e do local da sua exposição na vila de Ponte de Lima.

  • Os Artistas devem preencher, imprimir e assinar o Formulário de receção de obras, disponível na ‘Área do Artista’ e depositar o documento preenchido na área pessoal, antes da sua obra chegar a Ponte de Lima, ou fazê-lo acompanhar a obra no ato de envio ou entrega no local de exposição.

Seguro: Todas as obras enviadas para a mostra estarão cobertas pelo seguro desde a sua receção até à saída para devolução.

Envio/Receção de obras: Os Artistas são responsáveis pelo envio das obras selecionadas, para a morada indicada na sua ‘Área do Artista’. O período de envio e de receção das obras selecionadas é de 10 de maio a 4 de junho de 2021.

  • Não se aceitam trabalhos com proteção de vidro.
  • Os Artistas Selecionados devem preencher o Formulário do Seguro e depositar, em formato PDF, na sua ‘Área de Artista’, até 10 de maio de 2021.
  • Os participantes fora da EU devem informar-se sobre os procedimentos alfandegários para enviar os seus trabalhos.

Montagem: Todas as condições especiais de montagem e exibição devem ser descritas detalhadamente na candidatura. Quaisquer requisitos especiais de instalação (ex. luz,…) devem ser solicitados e aguardar confirmação. Os artistas podem fazer a instalação dos seus trabalhos em Ponte de Lima, em data a agendar com a Organização.

Catálogo: Será oferecido um catálogo da exposição a cada artista participante com obras selecionadas.

  • Para o catálogo não se aceitam fotografias dos trabalhos que estejam desfocadas, com elementos além da obra de arte, que sejam pequenas ou tiradas com telemóvel. A resolução das fotografias a enviar é 300 dpi com peso máximo 2.5 MB em formato JPG ou PNG.
  • Os Artistas Selecionados devem preencher o Formulário Catálogo e depositar na sua ‘Área de Artista’, em formato WORD, até 2 de maio de 2021. O não envio dos elementos solicitados pressupõe a exclusão do catálogo e da referida oferta.

Inauguração: A realizar no dia 3 de julho de 2021. Esteja atento à página oficial. Contamos com a sua presença em Ponte de Lima!

Levantamento das obras: os artistas são responsáveis por recolher os seus trabalhos, presencialmente ou através de uma agência de transportes. As obras podem ser levantadas a partir de 18 de outubro de 2021 e até 19 de novembro de 2021, pelo artista, por alguém por ele designado, ou por uma agência de transportes. Os trabalhos não recolhidos, até um período máximo de um mês e meio após o fim da mostra, serão considerados abandonados e tornar-se-ão propriedade do Município de Ponte de Lima.

  • Os Artistas devem preencher, imprimir e assinar o Formulário de Devolução de Obras, disponível na ‘Área do Artista’ e depositar o documento preenchido na sua área pessoal, até 19 de setembro de 2021.

Contactos:

Curadoria: José Dantas

Email < curadoria@artinlima.com>

Telefone +351 938 194 292 / +351 962 338 849

Equipa Técnica: Município de Ponte de Lima

Email < geral@artinlima.com>

Telefone +351 258 900 400

Câmara Municipal de Ponte de Lima - Art’in Lima 2021 com Regulamento aprovado

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou as condições de participação da exposição Art’in Lima, que será no próximo ano de 2021 consagrada ao tema Caminhos da Espiritualidade: Cultura, História e Património, retomando assim o projeto pensado para 2020 mas entretanto suspenso devido à Pandemia.

Ponte de Lima será uma vez mais um importante destino da arte contemporânea, em domínios tão diversos como a Pintura, a Cerâmica, o Desenho, a Escultura, a Fotografia, a Ilustração, a Instalação de Arte ou o Vídeo.

Todos os artistas, nacionais e estrangeiros, estão convidados a participar com os seus trabalhos nesta mostra artística aberta ao público de 4 de julho a 26 de setembro de 2021.

O período de submissão de candidaturas decorrerá até 11 de abril de 2021, podendo cada artista apresentar o máximo de três obras.

Para mais informações deve ser consultado o site www.artinlima.com

MONÇÃO EXPÕE ARTE TÊXTIL

A artista monçanense Carolina Mendes realiza em Monção a exposição de arte têxtil da intitulada "Entre Folhos", que estará patente ao público a partir de 3 de novembro até ao próximo dia 19 de dezembro, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

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Sinopse da exposição, segundo a artista: «Hoje peguei num espelho, coloquei-o no meio das pernas e nos folhos existe um mundo que pouca gente fala, em que tudo tem um código muito próprio. Mas por que é que não se fala? Porque é que ainda se tem vergonha? Será só um mundo das mulheres? Não! É um mundo de todos, pois nós somos filhas, somos mães, somos companheiras de alguém. É no meio destes folhos que se contam mitos, histórias e é onde podemos aprender mais sobre nós.».

A entrada é livre!

NORMAS A RESPEITAR NO ÂMBITO DA PANDEMIA:

A permanência nas instalações da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho está condicionada ao respeito pelas medidas implementadas para proteção de todos, nomeadamente:

  • Manter o distanciamento físico.
  • Seguir as indicações existentes.
  • Usar máscara de proteção durante todo o tempo que permanecer no edifício (a CMM não disponibiliza máscaras para os utilizadores).
  • Lavar e/ou higienizar as mãos.

Capacidade máxima de 5 pessoas na Sala de Exposições Temporárias 

A colaboração de todos é fundamental.

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00 

sábado: das 14h00 às 19h00

domingo e segunda feira: encerrada 

MONÇÃO EXPÕE “DE CASA PARA UM MUNDO…”

Exposição coletiva, patente na Galeria de Arte do Cine Teatro João Verde, pode ser visitada até ao dia 28 de novembro. Segundo a curadora, Maria de Fátima Lambert, a exposição visou “incentivar a criatividade no isolamento”, mostrando que “a cultura e a vida são cúmplices felizes”.

Manuel Novaes Cabral + Sobral Centeno + Luís Sold

Patente na Galeria de Arte do Cine Teatro João Verde, a exposição coletiva “De Casa para um Mundo…” pode ser visitada, até ao dia 28 de novembro, de segunda a sábado, entre as 14h00 e as 18h00, e durante os espetáculos e sessões cinematográficas. 

Com curadoria de Maria de Fátima Lambert, a exposição “De Casa para um Mundo…”, reúne trabalhos de 50 autores de diferentes áreas artísticas, tendo sido apresentada na Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira. Monção estreia o percurso de itinerância deste projeto artístico.

De acordo com Maria de Fátima Lambert, a exposição visou “incentivar a criatividade no isolamento que afeta(va) todos”, através da “ativação de um conjunto de criadores que, não podendo encontrar-se fisicamente, comunicariam entre si”.

Em pormenor, assinalou: “Os artistas concretizaram as suas peças bidimensionais, a partir de 15 palavras enviadas pelos escritores, surgindo, perante nós, gradualmente, 15 mundos de 15 escritores concentrados nas 15 palavras enviadas aos artistas. Das palavras, dos pensamentos e dos atos, resultaram 15 obras imprevistas e sublimes, fruto de técnicas várias”.

E, acrescentou Maria de Fátima Lambert, “por sugestão de Paula Freire, a música associou-se ao projeto, tendo sido endeçado convite a 15 compositores que, por sua vez, desenvolveram breves peças musicais, tomando como estímulo as obras dos escritores e artistas”.

Assim, quem visitar esta exposição pode, com recurso ao QR Code junto a cada obra, ouvir a peça musical associada. Maria de Fátima Lambert aconselha: “para usufruir desta exposição, posicione-se próximo de cada uma das obras (e longe das pessoas). Leia a legenda, aprecie a trabalho artístico e ouça a peça musical. Tudo isto é a arte feliz”.

Neste projeto coletivo, que emergiu do diálogo entre a música, a literatura e as artes plásticas, referência ainda para a participação de 5 designers que criaram imagens para a divulgação da iniciativa, contribuindo para “o cumprimento da movimentação e liberdade condicionadas pelas circunstâncias ainda vividas”.

Convidámo-lo(a) a visitar a exposição.

Com curadoria de Maria de Fátima Lambert, este projeto reuniu o seguinte conjunto de artistas: 

- CAPICUA + Albuquerque Mendes + Ana Seara

- Afonso Reis Cabral + Ana Fonseca + Pedro Pinto Figueiredo

- Daniel Maia-Pinto Rodrigues + Ana Pérez-Queiroga + Sara Carvalho

- Bernardo Pinto de Almeida + António Olaio + Nuno Peixoto de Pinho

- Pedro Eiras + Avelino Sá + Jaime Reis

- João Gesta + Cristina Ataíde + Ângela da Ponte

- Paulo José Miranda + Francisco Laranjo + Inês Badalo

- Francisco Duarte Mangas + Graça Pereira Coutinho + António Pinho Vargas

- Maria do Rosário Pedreira + Isaque Pinheiro + Carlos Marecos

- Nuno Higino + Jorge Abade + Carlos Caires

- Gonçalo M. Tavares + Pedro Calapez + Sérgio Azevedo

- Hugo Mezena + Pedro Tudela + Isabel Pires

- Manuel Novaes Cabral + Sobral Centeno + Luís Soldado

- Rosa Alice Branco + Susana Piteira + Francisco Monteiro

- Filipa Leal + Zulmiro de Carvalho + António Victorino d’Almeida

Maria do Rosário Pedreira + Isaque Pinheiro + Car

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Gonçalo M. Tavares + Pedro Calapez + Sérgio Azev

Filipa Leal + Zulmiro de Carvalho + António Victo

EPATV DIVULGA ARTE POPULAR COM TRABALHOS DE OITO ARTESÃOS

A Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) acolhe, nas suas instalações em Vila Verde, uma Exposição de arte com peças de oito artesãos que podem ser apreciadas entre 26 e 30 deste mês de Outubro — anunciou hoje o Director geral. A mostra é inaugurada segunda-feira, dia 26, às 14 horas, com a presença do colecionador e proprietário das obras de arte.

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De acordo com João Luís Nogueira, esta exposição comprova que a EPATV está a “cumprir o seu papel enquanto escola, dignificar a cultura popular, uma vez que, ao longo destes cinco dias, são efetuadas visitas guiadas para as turmas da Escola. Promover a cultura popular é tarefa que o Grupo Amar Terra Verde, a que me orgulho de presidir, sempre assumiu com gosto e dignifica a nossa missão”.

Durante cinco dias, os 700 alunos da EPATV são convidados pelo vimaranense Miguel Sul a apreciar peças que “pertencem ao imaginário popular e foram concebidas ou herdadas por diferentes artesãos”. Algumas resultam de concepções e posterior encomenda de Miguel do Sul que totalizam 66 obras.

Nesta exposição estão representados os artesãos António Ramalho, Irmãos Mistério, Irmãos Baraça, João Ferreira, Júlia Côta, Helena Silva, Conceição Sapateiro e Milena de Salsas.

A coleção e exposição só foram possíveis com o apoio e mecenato de pessoas como António Moura, Manuel Sampaio da Veiga, João Luís Nogueira e Arnaldo Sousa. 

João Luís Nogueira destaca que, “nos planos de atividades anuais, nas publicações que editamos, no apoio que prestamos às iniciativas culturais de outras entidades está sempre presente a convicção de que este é um fator constituinte da nossa própria identidade e do projeto que corporizamos”.

“Nunca o fizemos por pose, por moda, por oportunismo de circunstância, mas por acreditarmos que é na dimensão cultural que se revela o verdadeiro rosto de um povo e de uma comunidade e por não poderem as escolas – sob pena de desvirtuarem o seu papel educativo de transmissão dos laços que cimentam a vida coletiva – demitir-se de tão nobre como necessária responsabilidade” — acrescenta o Director Geral do Grupo Amar Terra Verde.

De facto, sublinha, “a cultura popular – tantas vezes quase pueril na sua simplicidade e singularidade – espelha formas de ver e interpretar o mundo guardadas com carinho ao longo de sucessivas gerações num papel de resistência ao genocídio cultural da massificação que não pode deixar de ser enaltecido”.

Além disso, a cultura popular “espelha a dignidade de um povo, a sua originalidade, os traços profundos que definem a sua forma de ser e estar perante a vida”.

Para o Diretor Geral da EPATV, esta exposição traduz a necessidade de “fazermos a parte que nos cabe e de valorizarmos perante a nossa comunidade educativa uma forma de expressão artística tantas vezes injustamente desvalorizada”.

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO ACOLHE NOVA EXPOSIÇÃO DE SERRALVES

Obra de Jorge Pinheiro em destaque durante 112 dias

A Casa das Artes de Famalicão inaugura no dia 04 de novembro a exposição “Jorge Pinheiro – da coleção de Serralves em Famalicão”. Esta exposição vai estar patente no foyer do teatro municipal até 24 de fevereiro de 2021 e é a segunda exposição que Serralves traz à Casa das Artes em menos de um ano. A inauguração da exposição está agendada para as 17h30, do dia 04 de novembro, e a entrada é livre. O acesso à Casa das Artes é atualmente condicionado ao cumprimento da lei e das regras impostas pelas autoridades de saúde.

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Jorge Pinheiro é reconhecido como um dos nomes mais influentes do contexto artístico português da segunda metade do século XX, é o único sobrevivente do célebre Grupo dos Quatro Vintes, formado com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues.

Ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, Pinheiro tem vindo a desenvolver uma obra de uma profunda coerência teórica e intelectual traduzida num corpo de trabalho visualmente diverso, no qual coexistem a pintura figurativa e a abstração concreta e conceptual.

A sua obra baseia-se em princípios de matemática e semiótica, sendo particularmente inspirada na célebre sequência de Fibonacci, matemático italiano do século XII, segundo a qual cada número sucessivo resulta da soma dos dois números anteriores. À presença de modulações geométricas e padrões de alto contraste cromático junta-se uma muito aturada exploração das noções de ritmo e de serialidade, cuja formalização evidencia o interesse do artista pela área da música.

A proposta expositiva para a Casa da Artes, sob a curadoria de Joana Valsassina, centra-se na obra Babel, a maior peça tridimensional do artista, produzida propositadamente para a exposição monográfica Jorge Pinheiro: D'après Fibonacci e as coisas lá fora, desenvolvida em diálogo com o artista Pedro Cabrita Reis e realizada no Museu de Serralves em 2017.

Mantendo uma ligação à referida sequência numérica, a escultura configura-se em quatro módulos que se desenvolvem em torno de um eixo, no seio do qual dois espelhos cruzados multiplicam o espaço e absorvem perceptualmente a estrutura de ferro que os sustenta. Para além desta obra escultórica de grandes dimensões, a exposição inclui um conjunto de obras sobre tela e sobre papel que evidenciam as investigações do artista em torno de arranjos musicais, combinações cromáticas e formulações geométricas.

A obra de Jorge Pinheiro vai conviver 112 dias com a permanente obra do seu colega Ângelo de Sousa que solenemente cobre as paredes da Casa das Artes de Famalicão. Uma oportunidade para testar o convívio de dois grandes nomes da criação artística nacional do século XX nesta inusitada coabitação artística.

Jorge Pinheiro_À memória do Ângelo, 2014_foto F

ARCOS DE VALDEVEZ EXPÕE SERIGRAFIA

“Reversados” na Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez. Exposição de serigrafia de François Verhoustraeten, de 3 de outubro a 27 de novembro.

François Verhoustraeten é um biólogo Belga e trabalha na MSF - Médicos sem Fronteiras há mais de vinte anos, tendo participado em missões humanitárias por todo o mundo desde o Cazaquistão a Moçambique, país onde aprendeu a falar Português.

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Há uns anos comprou uma casa em São Cosme e S. Damião onde fixou residência e onde retempera forças entre cada missão.

Descobriu a técnica de impressão com tintas de óleo em 1995. Quando visitou a casa em São Cosme e São Damião, em 2013, onde vive, atualmente, viu de imediato o potencial de um anexo para o transformar numa oficina de pintura. Aprecia a ideia de poder olhar para o mesmo modelo de muitas maneiras, como o tempo e os dias, pessoas e indivíduos. Tudo semelhante e tudo diferente. Do direito e do avesso, de cabeça para baixo, criar interrogações: Reversados! 

Sendo o principal objetivo desta exposição dar a conhecer ao público o trabalho serigráfico deste biólogo Belga, a primeira parte é inspirada nas cores do Alto Minho, uma vez que é apaixonado pela infinidade de tons verde da natureza. Por outro lado, a segunda parte desta exposição representa todas as viagens, em trabalho, de François.

O trabalho de voluntariado é, para este artista, “uma grande oportunidade de ouvir, ver, conhecer e, acima de tudo, receber, aprender com os outros e noutros lugares”, refletindo isso na segunda parte desta exposição.

Entre os dias 3 de outubro e 27 de novembro, visite a exposição de François Verhoustraeten, descubra mais sobre serigrafia e sobre a vida deste excelente criador, na Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez.

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ARCOS DE VALDEVEZ EXPÕE SERIGRAFIA

Na próxima sexta-feira, 3 de outubro, pelas 17h30, decorrerá a abertura ao público da exposição de serigrafia de François Verhoustraeten  intitulada “Reversados”.

Esta exposição ficará no átrio e nas escadas da Biblioteca Municipal de 3 de outubro a 27 de novembro, sendo o principal objetivo dar a conhecer ao publico o trabalho serigráfico deste biólogo belga que há alguns anos escolheu São Cosme e São Damião para fixar a sua residência.

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