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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA VIENAL DE ARTE

Inaugurada a D’Art Vez

Bienal de Arte estará patente ao público até dia 30 de janeiro 2021, na Casa das Artes concelhia, em Soajo e em Sistelo, bem como disponível em várias montras do comércio local de Arcos de Valdevez

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Foi inaugurada no passado sábado, dia 20 de novembro, na Casa das Artes, a bienal de Arte D’Art Vez, a qual conta com a coordenação de António Aguiar e a participação de 124 artistas e 152 obras expostas na Casa das Artes concelhia, nas montras de vários comércios da Zona Urbana da sede do concelho, na Casa do Povo de Soajo e na Casa do Castelo de Sistelo.

Este ano, para além de querer levar esta mostra para espaços culturais fora de portas da Casa das Artes e da sede do concelho, havia o objetivo de a levar para mais perto da comunidade, objetivo que foi amplamente conseguido através da disponibilização de várias obras em 13 montras do comércio local.

Os trabalhos com as crianças dos infantários voltaram também a ter grande relevo, através da OCA – Oficina da Casa das Artes nos Jardins de Infância Municipais já que a pintura da capa do catálogo é da autoria das crianças envolvidas neste projeto.

João Manuel Esteves, Presidente da Câmara Municipal, fez questão de agradecer a todos os envolvidos na organização desta bienal e o interesse e colaboração de todos os que quiseram nela participar.

Foi com alegria que o autarca viu o objetivo de promover a descentralização cultural ser concretizado.“Para além dos espaços culturais, agora é possível apreciar a arte quando vamos ao comércio local, ou visitamos o concelho. A D’Art vez proporciona a partilha da Cultura”, referiu atestando que o “investimento na cultura é um investimento feito no progresso da sociedade”.

“A D’Art Vez é um evento de referência no panorama das artes plásticas da região e é mais um motivo para visitar Arcos de Valdevez.

No domingo, dia 21 decorreu a inauguração da mostra na Casa do Povo de Soajo. A Inauguração da mostra na Casa Castelo em Sistelo está agendada para dia 28 de novembro, às 16h.

Faça uma visita a estes locais, passeie pelo concelho e aprecie a Arte!

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A ARTE PÚBLICA E A REPRESENTAÇÃO IDENTITÁRIA DA COMUNIDADE PORTUGUESA EM TORONTO

  • Crónica de Daniel Bastos

Nos últimos anos, temos assistido ao nível do espaço urbano nacional a uma cada vez maior interação entre arte e cidade, contexto que no âmbito da promoção de uma cidadania ativa e de uma gestão socialmente consciente do espaço público, tem impulsionado vários artistas a desenvolver uma série de obras, como por exemplo murais, em parceria com as comunidades locais.  

A arte pública, liberta dos códigos mais formais e específicos dos museus e galerias, tem feito também o seu caminho no seio da geografia da diáspora lusa. Assumindo mesmo, na linha preconizada pela socióloga Ágata Dourado Sequeira, um “papel de destaque na construção de um espaço público consciente da sua história, presente e futuro, e sobretudo dos cidadãos que o constroem simbolicamente”.

É o caso da comunidade portuguesa em Toronto, onde vive a maioria dos mais de 500 mil portugueses e lusodescendentes presentes no Canadá, que nas últimas décadas tem dinamizado uma série de intervenções artísticas no espaço público, visando através da sua representação identitária aproximar-se ainda mais da cidade e dar-se a conhecer melhor à comunidade canadiana em geral.

Ainda no mês passado, foi inaugurado no “Little Portugal” de Toronto, um mural do artista português Alexandre Farto, conhecido por Vhils, cuja inspiração centra-se na história do movimento feminino Cleaners Action, da década de 1970, liderado por trabalhadoras portuguesas. Como foi o caso de Idalina Azevedo, uma das líderes da greve conhecida por ‘Wildcat’, nas Torres TD, em Toronto, em 1974, que viabilizou alguns direitos para as empregadas de limpeza.

Além deste projeto da iniciativa da vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto, a luso-canadiana Ana Bailão, da Associação Comercial do Little Portugal na Dundas, presidida por Anabela Taborda, e da Embaixada de Portugal no Canadá, o bairro português alberga desde o início de outubro, um galo de Barcelos gigante, um dos mais conhecidos símbolos da cultura popular lusa. Com quase três metros, e inserido no ano da arte pública promovido pela autarquia de Toronto, o mais icónico símbolo de Portugal é simultaneamente uma homenagem à comunidade luso-canadiana, e uma forma de revitalizar a Business Improvement Area (BIA), procurando assim atrair os consumidores ao pequeno comércio.

A zona entre as ruas Bathurst e Dufferin, conhecida desde os anos 70 como “Little Portugal”, tem sido pela sua ligação umbilical à comunidade luso-canadiana, alvo de várias manifestações culturais no campo de ação da arte urbana. Há sensivelmente um ano, o coração urbano da comunidade portuguesa em Toronto, foi palco da inauguração de um mural com mais de seis metros de altura, dedicado à fadista Amália Rodrigues, figura maior da cultura portuguesa do século XX, e referência e símbolo da portugalidade.

Criado no âmbito do projeto do empresário de Montreal, Herman Alves, que tem como objetivo criar uma aldeia global virtual colocando 25 murais em pontos centrais da diáspora portuguesa no mundo, este imponente mural junta-se a um outro instalado em Mississauga. Na mesma esteira, a Camões Square em Toronto, que tem desempenhado nas últimas décadas um papel notável na exaltação da portugalidade no centro da cidade, acolhe um enorme mural que retrata o ensino da língua portuguesa e o primeiro barco que levou emigrantes portugueses para o Canadá, o Saturnia.

É neste espaço simbólico, que se encontra o Portuguese Canadian Walk of Fame, que anualmente, por ação do empresário e filantropo Manuel DaCosta, laureia portugueses que se têm destacado no território canadiano, assim como, a fonte dos pioneiros portugueses, um mural de azulejos e um pequeno jardim. Ainda neste entrecho, refira-se que desde 2003, foi instalado na estação de metro Queen’s Park em Toronto, um painel de azulejos, fabricado em Lisboa, da autoria de Ana Vilela, que aborda a exploração portuguesa no Novo Mundo.

Estes exemplos de intervenções artísticas no espaço urbano de Toronto, e outros que se encontram ou possam vir a ser projetados, assumem-se claramente como uma importante mais-valia cultural e identitária da comunidade luso-canadiana, uma das mais dinâmicas comunidades portuguesas na América do Norte.

PLANO NACIONAL DAS ARTES APRESENTADO A AUTARCA DE VIANA DO CASTELO

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e o Vereador da Cultura e Educação, Manuel Vitorino, receberam a visita de Sara Brighenti, Sub-Comissária do Plano Nacional das Artes (PNA) e de Maria Luísa Oliveira, Gestora da Academia do Plano Nacional das Artes. No encontro, foi apresentado o plano desenvolvido pelas áreas governativas da Cultura e da Educação, que tem como objetivo tornar as artes mais acessíveis aos cidadãos, em particular às crianças e aos jovens, através da comunidade educativa, promovendo a participação, fruição e criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem ao longo da vida.

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O PNA representa a estratégia para o período de 2019-2024 e pretende incentivar o compromisso cultural das comunidades e organizações e desenvolver redes de colaboração e parcerias com entidades públicas e privadas, designadamente trabalhando em articulação com os planos, programas e redes pré-existentes.

O Plano Nacional das Artes é desenvolvido em parceria com a administração local, entidades privadas e a sociedade civil, tendo como missão dar um lugar central às artes e ao património na formação ao longo da vida.

Recorde-se que está a decorrer a candidatura de Viana do Castelo a Capital Europeia da Cultura em 2027, que tem como tema “Viana, um Mar de Cultura”, que tem como eixos o Mar; Identidade (etnografia, bordado, traje, ouro); Letras, Artes, Artistas e Ofícios.

Esta candidatura tem também uma forte componente ligada ao ensino e formação profissional, procurando reforçar a ligação entre a educação e a cultura como fórum de sensibilização das gerações mais novas para o património e para a promoção de hábitos culturais.

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PALÁCIO DOS CONDES DA LOUSÃ NA AMADORA QUE FOI RESIDÊNCIA DO INVENTOR ARCUENSE PADRE HIMALAIA ENCONTRA-SE EM RUÍNA TOTAL

Este palácio está a cair... É património camarário.

Situado na rua Carvalho Araújo (Amadora), o palácio dos Condes da Lousã teve uma significativa importância na história da freguesia da Damaia. Era a casa principal da Quinta Grande da Damaia, que noutros tempos dominou uma vasta área, tendo sido pertença do conhecido cientista padre Himalaia (1868-1933).

É uma casa de campo, típica da região, com pilastras em pedra e reboco cor-de-rosa. A sua mais notável característica é o revestimento de belos painéis de azulejo recortado (século XVIII), de temática alegórica, no alçado posterior (Quatro Estações) e no terraço lateral sul (Virtudes).

Era na ermida desta quinta que ocorria anualmente uma concorrida festa popular em honra da padroeira, Nossa Senhora da Conceição.

Fonte: Susana Vilar / https://www.facebook.com/scardoso.vilar

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FESTIVAL DE ARTES BINNAR REGRESSA PARA A SEXTA EDIÇÃO EM FAMALICÃO

6.ª edição do festival decorre de 9 a 30 de novembro em vários espaços do concelho

Entre música, performance, fotografia, teatro, vídeo, escultura, imagem e outros, serão vários os artistas e grupos que vão passar  por Famalicão de 9 a 30 de novembro, na sexta edição do festival BINNAR, criado e produzido pela plataforma BINNAR, da Associação Cultural Estrelas e Pelicanos. O evento, que conta com o apoio do Município de Vila Nova de Famalicão, decorre em vários espaços do concelho e tem entrada gratuita.

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Com uma programação eclética e um leque de artistas entre consagrados e emergentes, o festival tem agregado várias parcerias e diferentes espaços do concelho famalicense, entre eles, museus, galerias, fundações, escolas e outros.

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BINNAR 2021 | PROGRAMA

EXPOSIÇÃO

ROUTE / TRAJECTORY

09-30 NOV | GALERIA SOLEDADE MALVAR

Exposição com Aaron Oldenburg, Alexandra Freye, Arash Akbari, Gabriele Rossi, Methas Chatawongs, Milos Peskir, Parumveer Walia, Szabina Péter e Tina Sulk Resnik, coletiva resultante da open call internacional lançada pelo festival nas áreas da fotografia e vídeo. Roteiros pessoais e interpessoais, explorados individualmente para a composição de uma multiperspetiva planetária convergente num mesmo espaço.

CINEMA / MÚSICA

TRESOR&BOSXH + MARLIES VAN DER WEL + RÉKA BUCSI + EDGAR WRIGHT

11 Nov_21h45 | CASA DAS ARTES

Parceria com o CINECLUBE DE JOANE

TRESOR&BOSXH são Tiago Rosendo e C. Ricardino, um duo de música eletrónica de Barcelos no ativo desde 2014. Criaram uma banda-sonora para as duas curtas de animação «Jonas and the Sea» (2015) de Marlies Van Der Wel e «Solar Walk» de Réka Bucsi (2018), que interpretam ao vivo nesta sessão.

Para além dos filmes-concerto, também será projetado «The Spark Brothers» (2021) de Edgar Wright, uma odisseia por cinco estranhas décadas musicais com os irmãos Ron e Russell Mael, o duo por detrás de Sparks. Os Sparks apresentam uma carreira sólida, pioneiros e percursores no pop-rock e eletrónica e celebrizados por músicos como Beck, Flea, Giorgio Moroder, Todd Rundgren, Patton Oswalt, ou Björk.

CONCERTOS / PERFORMANCES

JOANA GAMA

12 Nov_22h00 | FUNDAÇÃO CASTRO ALVES

Joana Gama é uma pianista portuguesa que se desdobra em múltiplos projetos quer a solo, quer em colaborações nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música. Doutorada pela Universidade de Évora, prossegue as suas investigações enquanto membro do CESEM/NOVA FCSH. Para além dos seus recitais, tem colaborado com vários artistas e apresentado trabalhos internacionalmente e em disco, com várias editoras. Para este concerto, traz-nos a obra de Hans Otte.

TRIGÉMEO, TRÍPTICO PARA UM TRÍPTICO

13 Nov_17h00 | FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA

Co curadoria com LÍMITES - CORPO COLECTIVO TRANSFRONTEIRIÇO

'Trigémeo (tríptico para um tríptico)' é uma intervenção performativa de vários artistas de LÍMITES que dialoga com a obra 'A Vida', de António Carneiro. A partir da analogia como mecanismo principal a operar em todas as linguagens artísticas, o coletivo pretende trasladar às artes cênicas, visuais, poéticas e musicais a sua reflexão e interpretação desta obra plástica. Três conceitos, três momentos, três oferendas que o ser humano entrega ao tempo, vigia implacável que nos atravessa de parte a parte, que nos faz livres e escravos, na mesma luta contra e a favor.

FERE

21 Nov_18h00 | MOSTEIRO DE ARNOSO, SANTA EULÁLIA

FERE são Pedro Mendes e João Pedro Amorim (guitarras), Mariana Costa (bateria) e Jaime Manso (baixo). A banda criou para o BINNAR uma peça musical em estilo de cerimónia, com cinco momentos orgânicos.

RESIDÊNCIAS / FORMAÇÃO / ESCOLAS

PAN CHOCOLATE PAN

15-17 Nov. | ACADEMIA CONTEMPORÂNEA DO ESPECTÁCULO (ACE)

Co curadoria com LÍMITES - CORPO COLECTIVO TRANSFRONTEIRIÇO

(RE)LEITURAS

8-30 Nov. //  Escolar // AECCB-EB1 Luís de Camões

LAB/MEDIA

22-26 Nov. |  Escolar | OFICINA- ESCOLA PROFISSIONAL DO INA

Co curadoria com LÍMITES - CORPO COLECTIVO TRANSFRONTEIRIÇO

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FAMALICÃO: CENTENAS DE CRIANÇAS NA CASA DAS ARTES COM O CLOSE-UP

O 6.º episódio de Close-Up - Observatório de Cinema contou hoje, dia 19 de outubro, com a presença de centenas de crianças e adolescentes oriundos das escolas de Vila Nova de Famalicão, para assistirem ao filme de animação “O Mundo Secreto de Arrietty” do realizador nipónico Hiromasa Yonebayashi.

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Acolhidas pela equipa técnica da Casa das Artes de Famalicão, as crianças escutaram, antes da projeção do filme, uma pequena contextualização da película dos Studio Ghibli.

Este é já um regresso a alguma normalidade, que contou com a participação das escolas Camilo Castelo Branco, D. Maria II, de Gondifelos e de Ribeirão.

Nos próximos dias e até ao dia 23 de outubro mais crianças e outros públicos passarão pela Casa das Artes de Famalicão para assistirem aos filmes do 6.º episódio de Close-Up - Observatório de Cinema dedicado à temática “Comunidade”.

Toda a programação disponível em www.closeup.pt e www.casadasartes.org

FAMALICÃO: DANÇA NA CASA DAS ARTES COM "VICTOR HUGO PONTES: OS TRÊS IRMÃOS"

Sexta-feira, às 21h30

“Victor Hugo Pontes: Os Três Irmãos” é o espetáculo que traz a dança ao outono programático da Casa das Artes de Famalicão, no dia 8 de outubro, sexta-feira, às 21h30.

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Trata-se de uma coprodução Nome Próprio, Casa das Artes de Famalicão, Cineteatro Louletano, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto e Teatro Viriato.

Victor Hugo Pontes coloca em cena três bailarinos imaginados pelo escritor Gonçalo M. Tavares para esta nova criação. Abelard, Adler e Hadrian são Os Três Irmãos: quando se encontram naquele não-lugar, procuram o rasto dos seus pais, marcam a giz a sua ausência, lavam-se, comem juntos à mesa, carregam os corpos uns dos outros em sacrifício ritualizado, carregam-se aos ombros, vivem em fuga, praticam o jogo perigoso do encontro com o passado. Abelard, Adler e Hadrian tentam fazer a sua ligação à terra e sobreviver à existência uns dos outros, mesmo se esta houver sido esburacada a berbequim, enrodilhada numa trouxa de roupa, transportada num carrinho de mão.

A interpretação é de Dinis Duarte, Paulo Mota e Valter Fernandes, com música original de Joana Gama e Luís Fernandes e cenografia de F. Ribeiro.

A Nome Próprio é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto e tem o apoio da República Portuguesa - Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes.

TERESA RICCA EXPÕE "PARA ALÉM DOS NOVOS LIMITES"

Depois dos limites que a pandemia impôs, voltar à normalidade, é voltar a andar à vontade, voltar a conviver, reinventar o quotidiano, reinventar a reinvenção, é ir para além dos novos limites.

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“Para além dos novos limites” é, também por isso, o título da nova exposição de Teresa Ricca na belíssima Casa da Granja, em Amarante, na sequência de um convite pessoal da Eng. Verónica Teixeira Pinto.

“Para além dos novos limites” integra fotografia, escultura e pintura.

Reflexos da vida, que, para além das expressões e cores, se refletem em vidros, mas isso só se revela, na própria exposição.

Teresa Ricca é artista Plástica, bracarense, com presença regular em exposições em Portugal e no estrangeiro. Observação exaustiva e imediatismo na expressão, a liberdade como princípio de vida e a irreverência como natureza são as marcas que caracterizam a sua arte.   E o que é a arte senão o olhar do artista sobre o mundo? (E quando o trabalho nos devolve esse olhar, será que é a obra a refletir sobre o criador?)

Jogo de palavras (ou talvez não) que leva ao tema, pelo menos a uma parte do tema desta exposição que inaugura no próximo dia 16, às 16 horas, em Amarante, e que é um novo marco numa carreira que se salienta pela constante inovação. Teresa Ricca é uma artista que, por muito que se conheça, tem sempre muito mais para se descobrir.

Convite aberto para o dia 16 de outubro. A exposição estará a público até 17 de dezembro.

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Teresa Ricca nasceu em Braga nos anos sessenta e é licenciada em Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas.

A atividade criativa tornou-se imperiosa e levou-a a eleger as tintas e as pinceis, e mais tarde a máquina fotográfica, como canais privilegiados para o seu trabalho. A dominante comum a todo o seu percurso está na constante procura de formas e recursos técnicos.

Enquanto artista plástica, tem participado, ao longo de mais de uma década, em várias exposições coletivas em Portugal e no estrangeiro, e realizado diversas exposições individuais, tanto de pintura como de fotografia. De destacar as recentes distinções com peças escultóricas na convocatória de projetos artísticos 2020/2021-ACTUM, em Braga.

SISTEMA DE APOIO À GESTÃO DE OBRAS DE ARTE DE VIANA DO CASTELO ESTUDA 54 ESTRUTURAS RODOVIÁRIAS

A Câmara Municipal, em parceria com a Universidade do Minho, vai implementar um Sistema de apoio à gestão de obras de arte do Concelho de Viana do Castelo que vai estudar o estado de 54 pontes e pontões do concelho. O Departamento de Engenharia Civil da UMinho, coordenado pelo Prof. Dr. José Matos, vai, assim, nos próximos seis meses, fazer um levantamento de campo, proceder à avaliação e inspeção das estruturas, de acordo com o estado de conservação das mesmas e alguns fatores de risco.

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Assim, a Câmara Municipal de Viana do Castelo pretende proceder à inventariação, inspeção e realização de um sistema de apoio à gestão das Obras de Arte sob a sua responsabilidade, sendo que será a Universidade do Minho a desenvolver e criar o sistema.

Para o Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, este é um projeto “importante para a mobilidade e para a segurança”. Numa fase inicial, as obras de arte rodoviárias vão ser objeto de análise, monitorização e relatório para, numa fase seguinte, “passarmos à manutenção ou até à substituição”.

O Vice-reitor da Universidade do Minho, responsável pela Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira, garante que, através desta parceria, “a experiência e o savoir-faire” da instituição de ensino superior serão colocados ao serviço de Viana do Castelo e da comunidade.

De acordo com o Departamento de Engenharia Civil, a implementação deste sistema vai permitir à autarquia vianense “cuidar e gerir melhor” as estruturas rodoviárias em causa.

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CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO APRESENTA "AGUÁRIO"

Este fim de semana apresentamos em estreia AGUÁRIO, um espetáculo para toda a família.

Uma Coprodução da Companhia de Música Teatral e da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

25 de Setembro, sábado, às 18h00

26 de Setembro, domingo, às 10h30

Aguário é um conjunto de “poemas performativos” onde as múltiplas vozes da água se misturam com a voz humana, o corpo e o movimento, a imagem e os objectos cénicos.

Diz-se que há uma linguagem falada pelos pingos da chuva, ondas do mar, fontes e rios. Que até nas nuvens se ouvem conversas, bem como nas gotas do orvalho, onde ela adquire formas delicadas que só se ouvem de manhã bem cedo.

No oceano profundo, pelo contrário, soa grave e majestosa. Como acontece com outras linguagens cujos dicionários ainda estão por fazer, requer uma escuta atenta e a capacidade de imaginar. Quando assim é, soa a música.

Em Aguário faz-se um primeiro esboço em abordar a água como matéria artística que se pode moldar como traço, gesto, som, fluindo no tempo e no espaço. Ligando tudo e todos, é essa a natureza da água. Aguário é uma co-produção da CMT e da Casa das Artes de V. N. Famalicão, com quem a Cidade Orizuro assim se vai construindo.

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FAMALICÃO: VIVÊNCIAS DA COMUNIDADE SÉNIOR DE CABEÇUDOS E LOUSADO PERPETUADAS EM ARTE URBANA

Sessão simbólica de inauguração dos murais decorreu no passado dia 5 de setembro

A comunidade sénior das freguesias de Cabeçudos e Lousado pintou dois murais alusivos à memória coletiva local baseados nas suas recordações e vivências. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da ação «ARTE’ID», inserida no projeto Há Cultura | Cultura Para Todos, que decorreu entre março e julho de 2021, e contou com cerca de 31 participantes das freguesias referidas.

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O projeto ARTE’ID visou criar uma efetiva oportunidade para os seniores de Cabeçudos e Lousado imprimirem a sua marca, por intermédio da experiência artística interventiva, no qual foram autores e protagonistas do seu trabalho.

“Todos nós temos as nossas competências artísticas (…) compete-nos criar desafios, criar momentos que as potenciem”, realça Leonel Rocha, vereador da cultura. “Enraizar hábitos culturais e ligados à arte (…) torna o nosso concelho fica cada vez mais rico”, disse o vereador, que na inauguração dos murais, no passado dia 5 de setembro, destacou o “excelente trabalho” realizado pelos mais de 30 artistas locais. Realçou, de igual forma, que o trabalho d’A Casa ao Lado, que “tem sido um parceiro fundamental na área das artes plásticas”, ao potenciar "momentos e dinâmicas que ajudam a criar este espírito comunitário”.

Com a intenção de estimular o sentimento de presença na população com mais idade, o trabalho no terreno d’A Casa ao Lado começou com uma recolha prévia de testemunhos junto da mesma. “Ficamos a conhecer um pouco das vidas de cada um dos participantes, os principais artistas”, refere Joana Brito, representante d’A Casa ao Lado e coordenadora artística do ARTE’ID, “mostraram-nos um pouco do património da freguesia, da ideia de união e família, das brincadeiras de infância”. Posteriormente, a equipa artística pegou “nestes pequenos pedaços (de história) e transformou-os em imagens gráficas”, disse a coordenadora, que resultaram nos trabalhos artísticos que agora é possível contemplar no muro da Casa de Cabeçudos e no Complexo Habitacional de Lousado.

"ID significa identidade” destaca Joana Brito, que justificou que o foco na população sénior se baseou no facto de serem as pessoas com "mais experiências e histórias para partilhar".

Os presidentes das Juntas de Freguesia abrangidas, demonstraram o seu agrado com a iniciativa, destacando que a representação gráfica das recordações da sua comunidade permitiu que os espaços abrangidos ganhassem uma nova vida.

“Inicialmente estava um pouco desconfiado quando comecei a ver as primeiras pinturas”, gracejou Jorge Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de Lousado. “Agora vejo que está lindíssimo (…) trata-se de um exemplo a seguir (…) espero que seja a primeira de muitas atividades”, referiu.

"No fundo foram buscar artistas que já haviam aqui na freguesia", comenta Armindo Mourão, presidente da União de Freguesias de Esmeriz e Cabeçudos, num tom descontraído, não deixando de salientar a importância desta intervenção, no que refere ao "embelezamento da freguesia" e a celebração do "sentimento de comunidade e colaborativo".

Refira-se que, no âmbito da ação ARTE’ID, foram, igualmente, desenvolvidas oficinas de artes durante o mês de maio, com o objetivo de proporcionar o estímulo das capacidades cognitivas dos participantes e promover comportamentos relacionados com o bem-estar e a aprendizagem contínua. A autonomia, a inclusão e a intervenção foram as principais premissas do processo de trabalho individual e coletivo executado pel’A Casa ao Lado, que contou com o apoio de instituições locais como: Casa do Povo de Lousado, Associação de Moradores do Complexo Habitacional de Lousado, Centro Social e Cultural de Cabeçudos, Junta de Freguesia de Lousado e União de Freguesias de Esmeriz e Cabeçudos.

ARTE'ID é uma ação inserida no projeto HÁ CULTURA | CULTURA PARA TODOS promovido pelo Município de Vila Nova de Famalicão e cofinanciado pelo NORTE 2020, através do Fundo Social Europeu (FSE).

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CERVEIRA DINAMIZA BIENAL DE ARTE

“Bienal Internacional de Arte de Cerveira. Uma História no Feminino” é tema de conferência

O Município de Vila Nova de Cerveira dinamiza, esta sexta-feira, 17 de setembro, às 15h00, uma conferência centrada nos contributos e na relevância das mulheres para a história da Bienal Internacional de Arte de Cerveira. Devido à Covid-19, o evento decorre no Palco das Artes, mas em formato duplo: presencial, mediante convite, e online com transmissão nas redes sociais.

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Enquadrada no Projeto Âncora “PA2. Touring Cultural – Identidade Cultural do Minho”, o “Ciclo de Conferências sobre Estórias do Minho” abrange 24 momentos de debate dedicados à Identidade Cultural do Minho, com os atores sociais, políticos e culturais dos 24 concelhos do Minho.

Apesar da história da Bienal Internacional de Arte de Cerveira ser contada sobretudo por mulheres, a importância de artistas, críticas, curadoras e teóricas das mais diversas áreas para a consolidação deste evento no panorama artístico nacional é pouco explorado e não tem sido devidamente reconhecido. Assim, e sob uma perspetiva feminista, o desafio lançado é o de incitar à reflexão, procurando evidenciar e documentar a relevância das mulheres para a história da Bienal, assim como construir uma nova narrativa da relação Bienal - Vila Nova de Cerveira.

O evento “Bienal Internacional de Arte de Cerveira. Uma História no Feminino” é constituído por duas conferências, seguidas da estreia de um documentário sonoro.

As conferências serão realizadas pelas Doutoras Márcia Oliveira e Fátima Lambert que terão como objetivos específicos enquadrar a discussão num debate mais alargado sobre o desenvolvimento de uma perspetiva feminista no interior da história da arte portuguesa, por um lado, e analisar a história da Bienal e a sua própria existência e identidade através da intervenção de mulheres artistas e não artistas, curadoras, críticas, teóricas, por outro lado. As conferências darão origem a dois textos a serem publicados, posteriormente, pelos organizadores do “Ciclo de Conferências sobre Estórias do Minho”.  Já o documentário sonoro é constituído por depoimentos pessoais de mulheres artistas e de mulheres de Vila Nova de Cerveira.

Com o apoio institucional do CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória», o evento “Bienal Internacional de Arte de Cerveira. Uma História no Feminino” realiza-se esta sexta-feira, dia 17 de setembro, a partir das 15hh00, no Palco das Artes. A transmissão online é feita através do canal Youtube do Município de Vila Nova de Cerveira ou na página do Facebook.

Informação sobre as conferencistas:

  • Márcia Oliveira - Investigadora Integrada no CEHUM - Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, onde integra o GAPS, Grupo de Investigação em Género, Artes e Estudos Pós-Coloniais;
  • Fátima Lambert: Doutoramento em Estética (Filosofia); Mestrado em Estética (Filosofia); Licenciatura em Filosofia - Faculdade de Filosofia de Braga (UCP). Coordenadora da Comissão para o Ensino Artístico no Ministério da Educação (1996/1997); Investigadora da FCT – Projeto “Writing and Seing” (2001/2004); Professora coordenadora em Estética e Educação na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto; Coordenadora daUTC de Estudos Culturais e Sociais e do Curso de Gestão do Património, coordenadora do Núcleo de Estudos Artísticos e do Património (NEAP - InEd/ESE); Orientadora de várias teses de Doutoramento na FBAUP, Univ do MInho, Univ. de Vigo e de dissertações de Mestrado na FBAUP; Membro das Comissões Científicas: do InEd (Centro de Investigação em Inovação na Educação/ESE - Porto) e do IHA (Instituto de História de Arte da FCSH da Universidade de Lisboa) e investigadora integrada da linha de “Museum Studies”; Membro do Adviser Comitee da Dardo Magazine – Arte Contemporânea (Santiago Compostela). Autora de vários livros, textos, artigos em revistas científicas; Conferencista, curadora independente e Crítica de Arte (AICA). Colabora com a Bienal Internacional de Arte de Cerveira desde 1995, como comissária, membro do júri, conferencistas, etc.

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BRAGA EXPÕE SOBRE "A ARTE EM PORTUGAL NO SÉCULO XVIII"

Centro Interpretativo Memórias da Misericórdia de Braga – Palácio do Raio

«Exposição "A arte em Portugal no século XVIII": Congresso Internacional de homenagem a André Soares, 1973»

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Até 31 de Outubro, o Centro Interpretativo Memórias da Misericórdia de Braga – Palácio do Raio tem patente ao público a exposição "A arte em Portugal no século XVIII": Congresso Internacional de homenagem a André Soares, 1973. A mostra, enquadrada nas comemorações centenárias de André Soares, pode ser visitada de Terça a Sábado, das 10h00 às13h00 e das 14h30 às 18h00h.

«Entre os dias 6 e 11 de abril de 1973 realizou-se, em Braga, um Congresso Internacional de Estudos com o tema A arte em Portugal no século XVIII, o qual resultou de uma sugestão apresentada ao pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga por Robert Smith e Flávio Gonçalves. Na base da proposta estiveram as descobertas realizadas pelo historiador Robert C. Smith, catedrático da Universidade da Pennsylvania, sobre a obra de André Ribeiro Soares da Silva (1720-1769). O Congresso, que teve como principal objetivo dar a conhecer ao mundo aquele que foi o maior artista bracarense e minhoto de todos os tempos, enquadrando-o no contexto da arte portuguesa e do mundo do seu tempo, reuniu importantes personalidades da História da Arte da Europa e da América do Norte e do Sul.

Por ocasião da efeméride deste Congresso, a Biblioteca Pública de Braga e Eduardo Pires de Oliveira (ARTIS/Instituto de História de Arte/Universidade de Lisboa), promovem uma exposição evocativa deste grande acontecimento cientifico e cultural.»

Organização: Biblioteca Pública de Braga – Universidade do Minho e Eduardo Pires de Oliveira

FAMALICÃO: "CÃO DANADO" CELEBRA ANIVERSÁRIO

Estreias sexta e sábado celebram aniversário do Cão Danado. Dias 17 e 18 de setembro | Casa das Artes | Parque da Devesa | Vila Nova de Famalicão

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Sexta e sábado são dias de celebrar o 20.º aniversário do Cão Danado e a festa tem início às 21h30 de sexta, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, com a estreia da peça REPLAY, uma criação de Sara Barbosa e que tem uma nova sessão no dia seguinte.

REPLAY, a partir do texto original do escritor Afonso Cruz, é um espetáculo que aborda a construção da cena, em cena, com interpretação de Diana Sá, e que procura «aferir a mensagem, analisar, debater e intuir as melodias que as improvisações sugerem, criar um corpo, uma geografia sonora, visual e narrativa que nos representem neste olhar pelo retrovisor e na confrontação com a imprevisibilidade inerente ao contexto atual.»

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Mapa de Afinidades | Germinal'21 - Entretanto(s) de Ana Rocha

No sábado, 18 de setembro, e associando a comemoração do aniversário do Cão Danado às cumplicidades construídas desde 2018 com a equipa do Parque da Devesa, no âmbito do projeto Germinal 2021, é instalado, às 17h00Mapa de Afinidades, um novo circuito artístico que convida o público a sentar-se em cadeiras estrategicamente colocadas em diferentes pontos do parque.

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Mapa de Afinidades | Germinal'21 - TEIA de Thamiris Carvalho e Tomé Capa

Este circuito perene é constituído por seis cadeiras a partir de onde o espectador pode, através de códigos QR Code, aceder a um conjunto de vídeos elaborados especificamente para cada local por artistas e realizadores convidados pelo Cão Danado.

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Mapa de Afinidades | Germinal'21 - Histórias de Além Terra (Capítulo intermedio ou 1.2) de Leonor Keil

Os vídeos, da autoria de Patrícia BarbosaEduardo BritoTomé CapaThamiris CarvalhoLeonor KeilAna Rocha e Diana Sá, refletem sobre as relações de natureza poética e artística estabelecidas com o Parque da Devesa e cada cadeira oferece a perspetiva de um realizador.

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Ainda na tarde de sábado, e resultando de uma residência artística realizada durante o projeto Germinal 2019, é também instalada no Parque da Devesa uma escultura de Edgar Massul.

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Mapa de Afinidades | Germinal'21 - Verde Cinza e Passo em Falso de Eduardo Brito com Leonor Keil

As obras de Edgar Massul configuram esculturas que se integram e desintegram na paisagem e a escultura a instalar permanentemente neste jardim urbano de Vila Nova de Famalicão pertence à série Sara’s Dreams.

Originalmente constituída por ramos secos de eucalipto revestidos por tinta preta é agora um elemento em bronze com patine a negro e com sistema de fixação.

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Mapa de Afinidades | Germinal'21 - Paisagem da Janela de Eduardo Brito com Diana Sá

Cão Danado

Cão Danado, associação cultural sem fins lucrativos criada em 2001, faz, em 2021, 20 de atividade contínua. É uma estrutura de criação e de produção de artes, que tem vindo a desenvolver o seu trabalho não só na área das Artes Performativas, mas também nas Artes Visuais, Música, Cinema e Formação.

Ao longo dos anos tem reunido colaborações das diversas áreas artísticas com um trabalho regular nesta estrutura, mantendo uma permanente renovação, estudo, análise e experimentação, nas abordagens ao objeto e prática teatral nas suas várias disciplinas.

Como plataforma criativa e artística tem-se caracterizado pela pluralidade dos seus elementos, pela forma sinergética como tem vindo a desenvolver a sua programação e os seus projetos, não propondo um método único e redutor de ação, mas respondendo à realidade avaliando-a, adaptando-a, utilizando a sua capacidade de inovação, perceção e reação; pela utilização dos seus recursos para a ação na realidade, e sua transformação; pela constante procura do aperfeiçoamento, com o eterno sentimento de insatisfação; pela necessidade de aprofundamento na investigação, procurando e desenvolvendo através dos seus elementos, pesquisas e participações fora do próprio grupo, pela incessante predisposição para o risco, o rigor, a investigação e experimentação.

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CASA DAS ARTES DE ARCOS DE VALDEVEZ COM PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA PARA O ÚLTIMO TRIMESTRE DE 2021

A Casa das Artes arcuense, a celebrar 20 anos este ano, apresentou a sua programação principal relativa ao último trimestre 2021, enfocada, como sempre, na diversidade e na qualidade de propostas, fazendo deste espaço cultural municipal o único no distrito com uma programação permanente, e em todos os meses do ano, desde 2001.

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Música

Na oferta musical os destaques vão em outubro para o regresso de David Fonseca, o cine concerto de Paulo Praça ou ainda Carlão; em novembro os Linda Martini sobem ao palco, sendo que dezembro é preenchido com os Virgem Suta, com primeira parte de João Pequeno, e em período pré-natalício com o trio de gospel The Sey Sisters e ainda com Fernando Tordo e o seu “Natal em Casa de Ary”.

Teatro

O teatro tem igualmente destaque; em novembro o projeto da Peripécia Teatro “O Ensaio dos Abutres” e a comédia de grande sucesso “Faz-te Homem”, com António Machado e João Didelet; em dezembro os mais novos terão igualmente espaço com o musical “A Pequena Sereia”, uma produção da Companhia Rituais Dell Arte.

Cinema

O cinema é também marca fundamental da programação. Para além das mais recentes estreias nacionais apresentadas em todos os fins-de-semana, os encontros cinematográficos serão também uma realidade em outubro, primeiro com o Seminário Internacional de Cinema Documental “Doc’s Kingdom”, e ainda no mesmo mês com o Ciclo de Cinema Galego-Português, sob o tema “Mulheres, Património e Sociedade”.

Desta forma a Casa das Artes prepara o regresso do público aos eventos intimistas e de interior, em total segurança e conformidade com as normas vigentes, alicerçando o seu papel de agente de difusão cultural do Municipio, preparando igualmente o início de 2022 com diversos projetos, logo em fevereiro com o regresso do primeiro festival do ano, o “Sons de Vez”, que comemorará duas dezenas de edições consecutivas.

BRAGA: CASA DOS CRIVOS – IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO DESDE 1971

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público através do Decreto n.º 516/71, DG, I Série, n.º 274, de 22-11-1971

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Nota Histórico-Artística

Exemplar único de uma tipologia habitacional muito comum em Braga nos séculos XVII e XVIII, a Casa das Gelosias, ou dos Crivos, situa-se na Rua de São Marcos, uma das artérias mandadas abrir durante a reforma urbanística encetada pelo bispo D. Diogo de Sousa na primeira metade do século XVI.

A casa desenvolve-se numa planimetria rectangular simples, que se destaca pela verticalidade, num aproveitamento da área reduzida onde se insere. Dividido em três registos, o edifício apresenta fachadas diferenciadas.

A fachada principal apresenta no primeiro piso três portas, com portadas de madeira separadas por pilares. O segundo e terceiro pisos são revestidos por rótulas, ou gelosias, que se tornaram o elemento mais emblemático da casa.

A tipologia destas janelas era utilizada no século XVII em muitas casas bracarenses, para obrigar os seus habitantes a um "recato absoluto", traduzindo-se como "um testemunho vivo da religiosidade conservadora de Braga" (MENDES, Fernando, 1994,p.75).

A fachada posterior possui, no primeiro piso uma porta de moldura rectangular e uma janela, no segundo, outra porta rectangular, e no terceiro quatro janelas de guilhotina.

O interior da casa divide-se também em três pisos, que corresponderiam na época da construção ao espaço da loja ou armazém, no piso térreo, e aos espaços habitacionais, nos pisos superiores.

Em 1971 a casa foi classificada como "Casas das Gelosias", num indício de que possivelmente o edifício estaria, à época, dividido estruturalmente por vários proprietários. A Câmara Municipal de Braga comprou o edifício em 1980, e até 1984 decorreram obras de recuperação e transformação do interior do mesmo para a instalação de um espaço museológico. Foi então inaugurado, nesse ano, no espaço da Casa das Gelosias o Museu de História da Imagem de Braga, albergando salas de exposições temporárias e um pequeno auditório.

Catarina Oliveira

IPPAR/2005

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BARCELOS APRESENTA PEÇA ARTÍSTICA DO QUADRILÁTERO CULTURAL

Já está em Barcelos, na parte exterior do Museu de Olaria, a escultura do Quadrilátero, que apresenta o projeto de uma forma artística.

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Inspirada pela história das quatro cidades que integram o Quadrilátero Cultural (Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães), a artista Aheneah selecionou quatro espaços patrimoniais como ponto de partida para a narrativa desta peça que tem estado exposta em locais de destaque em cada uma das cidades, acompanhando a restante programação Quadrilátero Cultural 2021.

Com a paleta de cores do Quadrilátero Cultural, a artista fez uma seleção de várias tonalidades de lã que lhe permitiu criar um jogo de luz e sombra, com altos contrastes e cores vibrantes.

Quando vista de perto, a peça faz com que o olhar se perca na abstração das cruzes; à distância, desvenda o grafismo.

Depois de uma primeira paragem em Guimarães, cidade onde começou a programação, a peça viajou entre os municípios de Famalicão, Braga e, por fim, Barcelos, onde ficará até 19 de setembro.

Este é um projeto financiado por fundos da União Europeia, no âmbito da prioridade de investimento: conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural - património cultural - programação cultural em rede – imaterial - aviso nº norte-14-2020-25 domínio sustentabilidade e eficiência no uso de recursos.

EXPOSIÇÃO "ESTUQUES E ESTUCADORES DE VIANA DO CASTELO" NO MUSEU DE ARTES DECORATIVAS

O Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo tem patente, até 31 de outubro, uma exposição sobre estuques e estucadores de Viana do Castelo. Denominada "Estuques e Estucadores de Viana de Castelo: entre o passado e o futuro", a mostra ilustra a ligação de Viana a uma arte muito relacionada com as suas gentes, designadamente das freguesias de Afife, Carreço e Areosa, origem de gerações e gerações de estucadores.

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Inaugurada no passado sábado, a exposição integra uma seleção de desenhos e matrizes deste espólio, terminando a exposição com a alusão à escultora Iva Viana, que trabalha o gesso na contemporaneidade.

De sublinhar que, em Viana do Castelo, existem numerosos edifícios públicos e particulares com obras de estuques que serão dadas a conhecer nesta exposição. A partir do conhecimento dos instrumentos e das técnicas, será apresentada a figura do mais importante mestre estucador oriundo de Viana, Domingos António Meira (1850-1928), bem como a sequência histórica até à oficina de Gessos Maceiro, adquirida pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

A exposição é orientada pelo Professor Doutor Vasconcelos e Sousa, da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e investigador na área do Património, académico da Academia Portuguesa de História e da Academia Nacional de Belas-Artes, entre outros, e que contou com o apoio dos técnicos do MAD.

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FAMALICÃO RECEBE "PIQUENIQUE DAS ARTES"

O Bom, o Mau e o Azevedo e Fado Violado atuam a 14 e 15 de agosto, pelas 19h00, no Parque da Devesa
Mel :: Piquenique das Artes com concertos d’O Bom, o Mau e o Azevedo e Fado Violado
O piquenique dedicado às artes está de regresso ao Parque da Devesa, com concertos de O Bom, o Mau e o Azevedo, no dia 14 de agosto, e Fado Violado, no dia 15 do mesmo mês. Tal como no ano passado, Mel :: Piquenique das Artes decorre no palco do Anima-Te, com eventos musicais que arrancam às 19h00.

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O Bom, o Mau e o Azevedo deram os seus primeiros passos no início do ano 2015, quando Azevedo juntou-se a três amigos para tocar umas músicas que tinha feito para um vídeo jogo que nunca viu a luz do dia. Os temas criados para esse efeito acabaram por ser o mote para os primeiros ensaios da banda, que pouco tempo depois aumentaria o seu repertório original, sempre com o imaginário de far west como cenário. Editam o seu primeiro álbum (homónimo) em 2019, numa parceria com a loja de disco Louie Louie e seguiram se várias apresentações ao vivo um pouco por todo território nacional. Em 2020, transforma-se em trio, com Azevedo, Kinorm e Martelo que exploram outros cenários musicais, outras guitarras, pedais novos, outras afinações, outros pratos e outras tarolas. O Bom, o Mau e o Azevedo atuam no sábado, 14, pelas 19h00.
Domingo é dia de Fado Violado, no Mel :: Piquenique das Artes. Este projeto musical português, que cruza o Fado com o Flamenco, nasceu em Sevilha no ano de 2008 pelas mãos de Ana Pinhal e Francisco Almeida. Ambos portuenses, desde cedo partilharam o gosto pelas artes, particularmente pela música. Francisco Almeida, começou a sua aventura musical ainda adolescente, integrando várias bandas de garagem, tendo o primeiro contacto com a guitarra flamenca ocorrido em 2003, na qual aperfeiçoou a técnica em Córdova e na Fundación Cristina Heeren em Sevilha. Já Ana Pinhal começou por se dedicar à canção Pop, à Bossa Nova e ao MPB. O seu primeiro contacto com o Cante Flamenco foi-lhe proporcionado por Francisco Almeida e a curiosidade foi tal que se deslocou a Sevilha onde, durante três anos, estudou esta arte, também na Fundación Cristina Heeren. Foi, curiosamente, nesta cidade que o fado conquistou o seu coração e foi da comunhão com a guitarra do Francisco que nasceu o projeto Fado Violado, no ano de 2008, após uma primeira colaboração entre ambos nos extintos BoiteZuleika. Sobem ao palco do Anima-Te no próximo dia 15 de agosto, pelas 19h00, onde apresentam o álbum “A Jangada de Pedra” (2015).
Recorde-se que os espetáculos inseridos no palco do Anima-te, instalado no Parque da Devesa, ao ar livre, junto ao lago, têm entrada gratuita, com levantamento obrigatório de ingresso no local do evento no período das 2 horas que antecede o espetáculo. Cada pessoa poderá levantar até 6 ingressos. O recinto está preparado para receber cerca de 882 pessoas com todas as condições de segurança.

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PAREDES DE COURA: ABERTURA DA "COLECÇÃO MÁRIO CLÁUDIO" ASSINALA DIA DO MUNICÍPIO

10 agosto | 16h00 | Centro Cultural

O Dia do Município em Paredes de Coura é assinalado esta terça-feira, 10 de agosto, com uma cerimónia evocativa que vai decorrer pelas 16h00 no Centro Cultural e da qual consta, à semelhança de outros anos, a entrega de medalhas a alguns dos mais notáveis filhos da terra, bem como a abertura da exposição ‘Colecção Mário Cláudio’, um “precioso documento para compreendermos a relação de Mário Cláudio com o meio artístico e com o tempo histórico em que vive”, como explica Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura.

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Do acervo do escritor constam muitos trabalhos de importantes nomes das artes seus contemporâneos, como Ângelo de Sousa, Armando Alves, Emerenciano, Fernando Lanhas, Graça Morais, João Cutileiro, José Rodrigues, Júlio Resende, Rosa Ramalho e Stuart Carvalhais, entre outros, “pedaços perfeitos de relações ou momentos de muitas vidas que se cruzam ou também a vontade solitária de procurar e querer. No fundo, a colecção é um documento de um tempo perdido e belo, que, a cada olhar, a ausência faz regressar a memória ao tempo”, testemunha Vitor Paulo Pereira. Uma demonstração sentida para com o escritor, que escolheu para viver o lugar de Venade, no concelho de Paredes de Coura, e ao qual estão ligados muitos momentos da sua rica actividade literária.

O Dia do Município tem enorme simbolismo para Parede de Coura, pois coincide com o dia em que os courenses recordam os Combates de Travanca, quando em 1662 rechaçaram o exército castelhano e demonstraram fidelidade a D. João IV. Uma data com que Paredes de Coura também manifesta todo o seu apreço e reconhecimento públicos perante alguns dos mais notáveis filhos da terra, que desempenharam funções de grande dedicação em campos tão diferentes como o voluntariado, ensino e serviços municipais.

Todos os pedaços escondidos

Na impossibilidade de compreender profundamente uma vida, apenas pela criação literária, é importante procurar outros haveres, sejam eles: banais, artísticos ou de valor sentimental. Uma vez que muitos deles são consequência de uma vida partilhada com amizades e encontros, muitas vezes escondidos aos nossos olhos. Constituem, por isso, um precioso documento para compreendermos a relação de Mário Cláudio com o meio artístico e com o tempo histórico em que vive.

Para compreender é preciso contar histórias. E Paredes de Coura é uma das muitas histórias de Mário Cláudio. Porventura, a mais misteriosa e improvável. Venade, o lugar, é absolutamente essencial para compreender o percurso literário de Mário Cláudio e Tiago Veiga. Nesse lugar repousa o melhor e o mais completo arquivo sobre a vida e a criação literária do escritor, mesmo ao lado da Casa da Ramada, lugar de muitas noites e dias. Lugar de aldeia e lugar de escrita. Mas como entender é um movimento perpétuo, precisamos sempre de mais.

Sabemos do grande amor de Mário Cláudio pelos livros e pela arte. Amor que nos ajuda a aproximarmo-nos da sua vida. Mas, a arte, ou tudo aquilo que de belo criamos, não é suficiente para entender uma grande e longa vida. Precisamos, pois, de juntar tudo. Todos os pedaços escondidos, os silêncios, as banalidades e, mesmo assim, ficaremos sempre muito longe do bréu confim, que é uma vida.

Uma biografia faz-se com terra, com muros de pedra velha, com árvores perdidas, com cacos de telha e faz-se também, nesta ocasião, com obras de arte. Para compreendermos uma vida, temos que juntar tudo para percebê-la. E mesmo assim podemos perder. São tantos os caminhos, muitos os silêncios e, mais ainda, os labirintos.

Como juntou tanta arte não sabemos com absoluta certeza. Não é, porém, difícil imaginá-lo. As obras reunidas nesta colecção são pedaços perfeitos de relações ou momentos de muitas vidas que se cruzam ou também a vontade solitária de procurar e querer. No fundo, a colecção é um documento de um tempo perdido e belo, que, a cada olhar, a ausência faz regressar a memória ao tempo. É, por isso, um perfeito contributo para aprofundar o seu singular percurso biográfico e literário.

Consideramos que esta exposição ultrapassa o mero deleite artístico. Na verdade, estamos perante um movimento que parte da colecção para a vida e da vida para a criação literária. É por isso um caminho bom para encontrarmos a tal memória que fala para os outros com grande intimidade, através de um contexto de rede e conexões.

A colecção reunida faz parte da sua memória, da sua vida e também da sua obra porque não podemos separar o acervo da sua vida, da sua história. Um escritor é também feito de tudo o que vem antes e depois dele. E são esses vestígios que preservam a marca das relações e do ambiente que envolvem o seu processo criativo. Estamos perante uma importante colecção que nos ajuda, através de articulações flexíveis, a conhecer melhor Mário Cláudio.

Coleccionar é um gosto e uma obsessão, mas pode dizer-se que no seu estado mais puro é uma paixão, que exige um trabalho contínuo e persistente, mas também generosidade e amizade dos muitos amigos, homens e mulheres, que fizeram ou ainda fazem parte da vida maravilhosa de Mário Cláudio. Nós não temos grande arte para presentear, mas damos os maiores valores que podemos oferecer: carinho, ternura e gratidão.

Gratidão, Mário Cláudio.

Vitor Paulo Pereira

Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura