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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ ACOLHE ARCOZ´ARTE 2021 - EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE ARTE

Arcoz´Arte é acima de tudo um encontro de amigos pintores e escultores, onde cada um dos convidados se destaca pela sua forma de fazer Arte, através da sua identidade e criação artística no mundo da pintura e escultura. São 38 Artistas plásticos, oriundos de Norte a Sul do Pais, que expõe na Casa das Artes de Arcos de Valdevez a convite de Mutes, com o apoio do Município Arcoense.

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- Não se pretende nesta mostra de Arte quantidade, mas sim qualidade, cada um dos nomes foi devidamente escolhido, assim como cada uma das peças selecionadas. Pretende-se uma exposição que prime pela peculiaridade dos trabalhos apresentados, onde cada um dos convidados se manifesta estética e visualmente de forma muito original. Esta exposição era para ter acontecido em 2020, pois a sua primeira edição foi em 2016, mas face a esta pandemia que vivemos, e após 3 datas modificadas, vai finalmente acontecer. Infelizmente não vai existir inauguração com os 39 Artistas, pois as normas de segurança não o permitem,  temos de ser conscientes, a segurança está acima de tudo. Esta exposição com inauguração a 5 de Junho, estará patente até 26 de Setembro, permitindo assim a todos os Artistas e interessados visitarem a exposição durante estes meses de verão.

Os 39 artistas que fazem parte desta exposição são:

AdiasMachado - Riba de Ave

Albino Enes - Arcos de Valdevez

Ana Camilo - Lisboa

António Porto - Caminha

Carl Godinho - Estremoz

Carlos Teixeira - Braga

Costa Araújo - Braga (HOMENAGEM)

David Bastos - Vila do Conde

Dila Moniz - Caldas da Rainha

Domingos Silva - Povoa do Lanhoso

Elizabeth Leite - Oliveira de Azeméis

Flávio Horta - Beja

Gonçalo Couto - Ponte da Barca

Humberto Cruz - Arcos de Valdevez

João Eiriz - Porto

Jorge Braga - Escultura

Jorge Rebelo - Seixal

Leonor Trindade Sousa - Espinho

Luiz Morgadinho - Seia

Manuel Cunha - Pólen - Melgaço

Marco Santos - Valença

Marta de Aguiar - Porto

Martinho Lima - Guimarães

Miguel Neves Oliveira - Braga

Miguel Silva - Bragança

Mutes - Arcos de Valdevez

Mário Portugal - Gondomar

Mário Rebelo de Sousa - Caminha

Nuno Raminhos - Porto

Paula Rosa - Lisboa

Paulo Sanches - Algarve

Pedro Espanhol - Barreiro

Pessoa - Ponte da Barca

Puskas - Monção

Taroza - Arcos de Valdevez

Raf Cruz - Lisboa

Samuel Malaia - Setúbal

Sílvia Marieta - Tomar

Vítor Zapa - Braga

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE DISTINGUIU MELHORES ALUNOS DE ARQUITETURA E BELAS ARTES DA UNIVERSIDADE DO PORTO

VII Edição Prémios Viana de Lima

O Município de Esposende distinguiu Marta Faustino e João Ramos, com os prémios Viana de Lima, pela excelência dos percursos nos mestrados de Arquitetura e Artes Plásticas, respetivamente. Através de um protocolo firmado entre a Câmara Municipal de Esposende e a Universidade do Porto, cumpre-se a vontade do arquiteto Viana de Lima, distinguindo o mérito académico com os prémios “Sílvia Viana de Lima de Arquitetura” e “Alexandre Viana de Lima de Belas Artes”.

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“Os valores ambientais são o maior ativo do concelho e, através de um bom planeamento urbanístico e de intervenções arquitetónicas, Esposende garante qualidade de vida a quem se fixa no território. E, à nossa escala, o Município de Esposende não encontra paralelo em termos de investimento na Arte e na Cultura. Isso apenas é possível devido à estabilidade económica que suporta o investimento”, contextualizou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, durante a cerimónia que reuniu o reitor da Universidade do Porto e os diretores das faculdades de Belas Artes e de Arquitetura.

Garantindo a continuidade do relacionamento com a Universidade do Porto, através deste protocolo que cumpre a vontade do arquiteto Viana de Lima, Benjamim Pereira assumiu o firme propósito de prosseguir com a preservação e divulgação do legado de Viana de Lima.

Vencedora do prémio de Mérito “Sílvia Viana de Lima de Arquitetura”, Marta Faustino relevou a “aprendizagem multidisciplinar” que a Universidade do Porto lhe proporcionou, destacando a influência que em si produziu “a visita de estudo à Casa das Marinhas. É, pois, uma enorme honra estar neste evento patrocinado por um arquiteto com o qual tanto aprendi”.

Já João Ramos, distinguido com o prémio de Mérito “Alexandre Viana de Lima de Belas Artes”, realçou a “importância que este prémio tem para quem está a iniciar a sua vida profissional, após um percurso académico exigente”.

O reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, enalteceu “o mérito académico dos estudantes premiados que dignificam a Universidade do Porto que os enriquece do ponto de vista humano, técnico e científico”. Reiterou o compromisso assumido com o município de continuar a enaltecer e divulgar a obra e o percurso do arquiteto Viana de Lima.

Lúcia Almeida Matos, diretora da faculdade de Belas Artes do Porto, vê, “através deste prémio que Viana de Lima fez questão de instituir, a articulação entre as artes e a arquitetura, que é tão importante, do nosso ponto de vista académico”.

O diretor da Faculdade de Arquitetura, João Pedro Xavier enalteceu a riqueza do património de Esposende e viu a cerimónia de entrega dos prémios como “assinalando a importância da obra arquitetónica de Viana de Lima e toda a influência que teve e ainda tem na arquitetura nacional”.

A sessão incluiu a apresentação do documentário “Fundo Viana de Lima” e um momento musical, protagonizado pelos professores da Escola de música de Esposende: Ana Sofia Vintena, Helena Venda Lima, Ernesto Clemente e Nuno Areia.

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ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE INICIATIVA ARTÍSTICA PARA AS CRIANÇAS

Atividade: “Porta em Família – Decalques na Natureza”

A natureza é fonte de inspiração artística. Desde troncos de árvores, uma folha caída, uma pedra ou qualquer outra coisa que tenha uma textura interessante.

Deixe o seu filho explorar a natureza e a sua imaginação fluir.

Esta atividade permite à criança reconhecer padrões, explorando a natureza e reforçando, ao mesmo tempo, o vocabulário.

Local: Porta do Mezio – Arcos de Valdevez

Data: 8 de Maio de 2021

Horário: 15h00 - 16h30

Público-alvo: crianças a partir dos 6 anos

Preço: Atividade gratuita na compra do bilhete de entrada na Porta do Mezio*
* 2€/pessoa (gratuito até aos 6 anos)

Não é necessário inscrição.

Para mais informações:

Email: portadomezio@ardal.pt

Telefone: 258 510 100

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FAMALICÃO: PROGRAMA DE MAIO DA CASA DAS ARTES ARRANCA COM O TRICICLO DE FERNANDO ARRABAL

Novas oportunidades para artistas e público

Os ditames da pandemia não têm permitido avançar, como era desejado, com uma desejada programação de aniversário, dos 20 anos da Casa das Artes. Na esperança que a normalidade seja, por fim, e gradualmente reposta, é agora difundida a agenda de maio e junho do teatro municipal de Vila Nova de Famalicão.

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O TRICICLO de Fernando Arrabal, sobe ao palco do grande auditório, no dia 7 de maio, às 20h30.

Escrita entre 1952 e 1953, “O Triciclo” é uma das peças mais emblemáticas de Fernando Arrabal. Um grupo de marginais (Climando, Apal, Mita e o Velho da Flauta) tentam sobreviver numa sociedade desigual, hierarquizada, moral e politicamente opressiva. Incapazes de se adaptar, vivem numa realidade destituída de qualquer moralidade e racionalidade. “O Triciclo” é um jogo de sobrevivência, mas também de procura da felicidade. Humor, inocência, crueldade, poesia e, inevitavelmente a morte.

O TRICICLO de Fernando Arrabal é uma coprodução Cine-Teatro Avenida, Casa das Artes de Famalicão, Teatro Municipal de Vila Real e Companhia de Teatro de Sintra/Chão D'Oliva e interpretada pela Ninguém Teatro, com encenação de Ivo Alexandre e interpretação de Anabela Faustino, João Reixa, Marques D’Arede, Alheli Guerrero e Ivo Alexandre.

Segue-se a música, com TRÊS TRISTES TIGRES, no trabalho Mínima Luz, no dia 8 de maio, às 20h30, no Grande Auditório.

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Os Três Tristes Tigres (TTT) nasceram nos idos de 1990, onde Ana Deus vinda dos BAN e Regina Guimarães fabricavam informalmente colagens e canções.

O trabalho Mínima Luz resulta de um processo iniciado em 2020, em que os TTT cumprem e regressam com um álbum intemporal onde as guitarras de Alexandre Soares navegam entre a vertente mais crua, elétrica e acústica espacial; a voz de Ana Deus transporta, de forma livre, os poemas adaptados de William Blake e Langston Hughes, os poemas originais de Regina Guimarães e de Luca Argel para as partes sensíveis, as minorias e as coisas que sussurram. Um disco de rock mais rugido e delirante, contaminado com circuitos eletrónicos, e outros temas mais ambientais e lentos.

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Numa encenação de Paulo Calatré, a 13 e 14 de maio, às 20h30, sobe ao palco do Grande Auditório Macbeth de William Shakespeare, numa coprodução: Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão.

Macbeth é uma tragédia do dramaturgo inglês William Shakespeare, sobre um regicídio e suas consequências. É a tragédia shakespeariana mais curta.

A peça sobre um nobre escocês e sua esposa que assassinam o rei pelo seu trono, mapeia os extremos de ambição e culpa e dramatiza os seus efeitos físicos e psicológicos sobre aqueles que buscam o poder.

Encenada pela primeira vez em 1606, as três bruxas de Macbeth e outras imagens sombrias entraram na nossa imaginação coletiva.

No mundo teatral anglófono, muitos acreditam que a peça é "amaldiçoada", e nem mesmo mencionam seu nome em voz alta, referindo-se a ela como "The Scottish play" ("A peça escocesa").

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A música regressa à Casa das Artes no dia 15 de maio, às 20h30, com o reagendado espetáculo Anatomia do Fado de Manuel João Vieira.

Músico, ator e artista plástico, o mentor de projetos como Ena Pá 2000 ou Os Irmãos Catita apresenta-se agora a solo e em nome próprio com o duplo álbum Anatomia do Fado, um trabalho, como o nome indica, dedicado ao fado, mais em concreto ao fado humorístico, muito em voga no século passado, mas entretanto caído em desuso.

"Anatomia do Fado", editado pelo Museu do Fado, são 32 canções, num disco duplo, onde são recuperados temas esquecidos que trazem um lado mais humorístico ao fado.

Manuel João Vieira é acompanhado por Arménio de Melo na guitarra portuguesa, Vital da Assunção na viola de fado e Múcio Sá no baixo.

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Em plena primavera, a Casa das Artes de Famalicão e a Companhia de Música Teatral continuam a investir na coprodução de PaPI-Opus 8, uma viagem ao mundo dos pássaros que, já há vários anos, em outras edições, mobilizou a comunidade.

PaPI-Opus 8 é então uma viagem ao mundo de todos os pássaros, os reais e os imaginários, os das histórias, da poesia, da música, os que nos convidam a voar, os que cantam connosco. Começou a voar em jardins-de-infância e escolas porque é lá que encontra os meninos e as meninas com quem gosta de brincar.

Estão agendadas apresentações para escolas, através do Zoom, dias 19, 20 e 21 de maio, às 10h30 e às 15h00, e uma apresentação para famílias, igualmente através do Zoom, dia 22 de maio, às 11h00 e às 17h00.

As inscrições devem ser feitas através do e-mail: bilheteira.casadasartes@famalicao.pt.

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No dia 22 de maio, às 20h30, de novo ecoará a música na Casa das Artes de Famalicão com TIAGO BETTENCOURT - 2019 Rumo ao Eclipse.

Autor de várias composições de referência da nova música portuguesa, foi há mais de dez anos que embarcou naquela que seria a sua primeira aventura em estúdio, com os Toranja, marcando para sempre o panorama musical português.

A riqueza da simplicidade dos seus poemas e melodias depressa captou a atenção do público com os álbuns "Esquissos" e "Segundo". Temas inesquecíveis como "Carta" e "Laços" são indissociáveis da sua voz marcante. Em 2006 os Toranja anunciam uma pausa prolongada e é então que Tiago Bettencourt parte para o Canadá e tendo como banda de apoio os Mantha, grava o álbum "Jardim" com produção de Howard Billarman (Produtor de “Funeral” dos Arcade Fire), editado em 2007 com êxitos como "Canção Simples", “o Jogo”, “o Lugar” e “o jardim”.

Em 2010, é editado "Em fuga", também com produção de Howard Bilerman e no final do ano de 2011 lança "Tiago na Toca e os Poetas", onde Bettencourt musica poemas de autores portugueses como Florbela Espanca e José Carlos Ary dos Santos, na companhia de amigos como Carminho, Camané, Pedro Gonçalves (Dead Combo), entre outros. Em 2012 chega às lojas “Acústico”, uma imensa celebração onde reúne os convidados Lura e Jorge Palma e em 2014 contou com mais três colaborações de luxo, Jacques Morelenbaum, Mário Laginha e Fred Pinto Ferreira em “Do Princípio”. 2017 ficou marcado pelo lançamento do seu novo disco “A Procura”, uma viagem incessante que Tiago Bettencourt nos guia ao longo desde sexto disco da sua carreira, entre a acústica trovadoresca, a pop e as eletrónicas discretas. Um disco marcado pelas colaborações de Márcia, Vanessa da Mata e os singles “Se me deixasses ser”, “Partimos a Pedra” e “Diz Sim feat. Vanessa da Mata”. 

Depois de inúmeros concertos de Norte a Sul de Portugal e Coliseus em formato 360, Tiago Bettencourt lançou o seu mais recente disco de originais: “2019 Rumo ao Eclipse”, que reafirma um caminho independente, variado e coerente, permanecendo na vanguarda da música cantada em Português há quase 20 anos.

De volta à dança, será a 28 de maio que o coreógrafo Pedro Ramos revelará a sua criação Corpo Anímico, um espetáculo para ver às 20h30 e que resulta da coprodução Casa das Artes de Famalicão, Cine-Teatro Avenida Castelo Branco, Cine-Teatro de Gouveia.

Corpo Anímico dá continuidade à obra Alento que esteve em palco, em maio de 2019, na Casa das Artes. Agora, Pedro Ramos, após uma experiência imersiva de quatro anos de investigação no contexto da floresta, e explorando o corpo enquanto “pedaço de natureza” ligado ao entorno, fazendo uso da respiração enquanto tema, pretende desenvolver uma dança anímica para um grupo de oito intérpretes.

Corpo Anímico mergulha na anatomia experimental das pequenas e grandes sensações e perceções que reforçam a ligação com o elã vital que tudo permeia. O princípio de Eros, uma matriz unificadora que agrega a própria realidade, de sentido e significado.

Réplica do quinto episódio do CLOSE-UP convoca escolas e público ao cinema

De 10 a 17 de outubro passado, em vários espaços da Casa das Artes, projetou-se o quinto episódio do CLOSE-UP, com um panorama de sessões orientadas sob o mote do Cinema na Cidade, onde a produção do presente a e a história do cinema se encontraram (ver www.closeup.pt).

Em maio, será reposta a primeira réplica deste episódio (Episódio 5.1), com propostas para o público geral e a presença no Agrupamento de Escolas D. Sancho I.

Para o público geral, no dia 29 de maio, às 15h00, no pequeno auditório, serão encontrados Luis Buñuel e Nanni Moretti. OS ESQUECIDOS é a primeira grande obra saída do período mexicano de Buñuel, retrato da juventude nos bairros da cidade do México. De Roma à Sicília, de Pasolini a Rossellini, em QUERIDO DIÁRIO de Moretti será feita uma viagem pela Itália e pelo seu Cinema. Ambas as sessões serão apresentadas por Rodrigo Francisco, programador de Cinema e Diretor do Cineclube de Viseu.

Para o público escolar, no Agrupamento de Escolas D. Sancho I, é reiterada a memória da passagem dos 75 anos do fim da 2.ª Guerra Mundial, com a projeção de #ANNE FRANK - VIDAS PARALELAS, com condução de Helen Mirren, para alunos do 3.º ciclo e do secundário.

Ainda na proposta cinematográfica, mas, particularmente dirigida para cinéfilos, a programação desenvolvida pelo Cineclube de Joane propõe: a 6 de maio, A Camareira de Lila Avilés; a 13 de maio, Fellini 8 ½ de Federico Fellini; a 20 de maio, Patrick de Gonçalo Waddington; e a 27 de maio, Siberia de Abel Ferrara.

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ESPOSENDE INAUGUROU POLO DE EXPOSIÇÃO DA 4ª BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende reafirmou a aposta do Município na área da Cultura, considerando-a um investimento com relevância e repercussões positivas a vários níveis, nomeadamente económico.

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Benjamim Pereira falava, esta manhã, na sessão inaugural do polo de exposição da 4.ª Bienal Internacional de Artes de Gaia, que o Centro de Informação Turística de Esposende acolhe até 30 de junho. A mostra integra trabalhos de oito artistas plásticos, quatro dos quais do concelho de Esposende, nomeadamente Jorge Braga, Dulce Atilano, Cláudio Alves e Diógenes Martins, a que se juntam Adias Machado (Riba de Ave), Mutes (Arcos de Valdevez), Luiz Morgadinho (Lisboa) e Rosa Vaz (Braga).

O autarca expressou a satisfação do Município em receber esta exposição descentralizada da Bienal de Gaia, uma grandiosa manifestação cultural, de elevado nível e prestígio. Expressou, por isso, total disponibilidade de Esposende para se associar, até em maior escala, a este evento cultural na sua próxima edição, em 2023.

Referindo-se ao facto de esta ser “uma Bienal de causas, que ajuda a mudar mentalidades, a agitar consciências e a fazer as pessoas pensarem”, como assinalou o Diretor do evento, Agostinho Santos, Benjamim Pereira afirmou que Esposende está em sintonia com esta estratégia, razão pela qual aposta no desenvolvimento de projetos de intervenção social através da arte, de que é exemplo o “AMAReMAR”.

Atendendo a que Esposende tem uma raiz cultural muito forte, o Município tem tido uma preocupação muito grande com as questões culturais, afiançou o autarca, citando, a título de exemplo o programa CREARTE, que visa a dinamização teatral no concelho, bem como o Coro de Pequenos Cantores, o Coro Ars Vocalis e o Coro Sénior, todos com uma forte dinâmica, ainda que, por força da situação pandémica, estejam com a atividade suspensa. Referiu também a assinalável produção literária municipal, quer através da reedição de obras de autores locais, como é o caso de Manuel de Boaventura, quer da edição de novas obras, destacando, ainda, o investimento em espaços privilegiados de promoção da cultura, como é exemplo a Casa das Marinhas. Revelou, a propósito, que está a ser ultimado o processo de aquisição do imóvel que será a futura Casa-Museu do escritor Manuel de Boaventura, patrono da Biblioteca Municipal, edifício que está a ser alvo de obras de requalificação e onde ficará alojado o espólio bibliográfico do historiador esposendense Franklim Neiva Soares. A este investimento na cultura soma-se, igualmente, o futuro Arquivo Municipal, que será instalado no antigo posto da GNR de Esposende, que, para o efeito, está a sofrer obras de requalificação.

“São muitos milhões de euros investidos”, afirmou o Presidente Benjamim Pereira, referindo ainda a adesão de Esposende ao conceito das Smarts Cities, que juntou a vertente da Arte às componentes da Sustentabilidade, Território e Pessoas, e ao abrigo do qual Esposende conta já com a instalação de três manifestações artísticas de reputados artistas.

Contudo, garantiu Benjamim Pereira, o investimento não se esgota nestes projetos, perspetivando-se a criação do Museu do Sargaço, em Apúlia, sendo também intenção do Município a instalação de uma Galeria de Arte no concelho, concretamente em Fão. Ainda em matéria de projetos, a autarquia pretende também criar o Museu da Gravura, o qual poderá vir a ser uma realidade na freguesia de Gemeses.

“Podemos criar condições para tornar Esposende ainda mais ativo e atrativo”, afirmou, assinalando que se trata de “investir e não de gastar, até porque a cultura traz um retorno muito grande, tanto em termos sociais e humanos, como no plano económico”. Deixou, de resto, claro que o Município está perfeitamente alinhado com uma estratégia de desenvolvimento que coloca as pessoas em primeiro lugar, razão pela qual nem todos os investimentos se enquadram nesta postura.

Concluiu, agradecendo a todos quantos tornaram possível a realização deste polo de exposição da Bienal de Gaia em Esposende e reiterou a disponibilidade do Município para manter esta cooperação, bem como para outros eventuais desafios.

Na qualidade de comissário da exposição, Jorge Braga expressou a sua satisfação pela realização deste evento em Esposende, que possibilitará dar a conhecer o trabalho de um conjunto de artistas, nomeadamente do concelho. Frisou que a sua preocupação foi garantir a qualidade das obras, ressalvando que, além do leque de artistas presentes nesta mostra, há muitos outros com qualidade. Manifestou, por isso, a esperança de que outros possam participar em próximas edições.

Por sua vez, o Diretor da Bienal Internacional de Artes de Gaia, Agostinho Santos, manifestou a sua satisfação e orgulho pela realização desta extensão do certame em Esposende, “terra de mar”. Sublinhou que esta manifestação cultural, a mais jovem do país, possui uma marca distintiva – as causas sociais, procurando alertar e sensibilizar a sociedade para um conjunto de problemáticas. Aproveitou para convidar os presentes a visitar o certame patente na antiga fiação de Crestuma, em Lever, Vila Nova de Gaia, e agradeceu a colaboração do Município e do artista Jorge Braga na concretização deste polo em Esposende.

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ESPOSENDE INTEGRA ROTEIRO DA 4ª BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA

Esposende vai acolher um polo de exposição da 4.ª Bienal Internacional de Artes de Gaia. Apesar de o evento estar concentrado na antiga fiação de Crestuma, em Lever, uma das propostas desta edição passa por levar a arte para fora dos limites do concelho de Vila Nova de Gaia, pelo que serão realizadas exposições em oito polos, entre os quais Esposende, Município que, desde o início, anuiu entusiasticamente ao desafio de acolher e de se associar a este grandioso evento.

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Assim, amanhã, dia 1 de maio, será inaugurada, no Centro de Informação Turística (CIT), uma exposição de oito artistas plásticos, quatro dos quais são do concelho de Esposende, nomeadamente Jorge Braga, Dulce Atilano, Cláudio Alves e Diógenes Martins. Os restantes artistas são Adias Machado (Riba de Ave), Mutes (Arcos de Valdevez), Luiz Morgadinho (Lisboa) e de Rosa Vaz (Braga).

Esta exposição, que tem a curadoria do artista esposendense Jorge Braga, estará patente ao público até ao dia 30 de junho, podendo ser visitada no horário de funcionamento do CIT, ou seja, de segunda-feira a sexta das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, e ao fim de semana em horário ajustado às medidas governamentais que venham a ser decretadas a partir de 3 de maio, sendo que, logo que as condições o permitam, o horário a vigorar será das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00. Quem pretender uma visita guiada à exposição, terá que fazer o prévio agendamento, através do contacto do Centro de Informação Turística 253 961 354.

Sob o lema “Uma Bienal de Causas” e tendo subjacente o propósito de agitar consciências, a 4.ª Bienal Internacional de Artes de Gaia, reúne, no seu conjunto, mais de 500 artistas de 17 nacionalidades.

Ao associar-se a este evento cultural, que conta com o apoio do Ministério da Cultura e da Direção Geral de Artes, o Município de Esposende está a contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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MONÇÃO: A COCA DE BORDALO II

Artista plástico inspirou-se na Coca, dragão lendário de Monção, para transmitir uma mensagem de sustentabilidade e consciencialização ambiental. Criação artística está patente no espaço exterior do novo Museu Monção & Memórias.

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Uma escultura feita de lixo com oito metros de altura e quatro de largura, da autoria do artista plástico Bordalo II e inspirada na Coca, dragão imaginário de Monção, foi inaugurada no passado sábado, 24 de abril, coincidindo com a abertura do novo Museu Monção & Memórias.

Com forte impacto visual e uma acentuada componente ecológica, a obra "colorida" é feita de "plástico de alta densidade, partes de ecopontos, partes de para-choques de carros", entre outro tipo de "lixo, desperdícios, e resíduos que causam contaminação e poluição".

Em declarações à imprensa, Bordalo II disse"Agarrei numa personagem que não existe para alertar para uma realidade que existe. A necessidade de preservação da natureza. A minha ideia foi alterar o conceito original da história da Coca, que é um bicho mau, levando-nos a questionar a ação do homem no presente. Se calhar, agora é o bicho homem que assume o papel, outrora, atribuído à Coca”

Artur Bordalo nasceu em Lisboa em 1987. O nome artístico, Bordalo II, nasce de uma homenagem ao seu avô, o pintor e artista plástico Real Bordalo. Com trabalhos em várias cidades do mundo, Bordalo II usa objetos abandonados, desperdícios e refugos procedentes de obras, ruinas de edifícios, carros e fabricas, para criar verdadeiras obras de arte.

Além da beleza estética e abordagem contemporânea das suas criações, a utilização artística destes materiais revela-nos uma espécie de critica ao mundo em que vivemos, um mundo em que objetos, outrora valiosos, perdem, rapidamente, o valor ou importância.

Bordalo II confronta a sociedade com o seu próprio consumismo, criando, a partir de algo que foi deitado fora, peças que nos fazem pensar ou, como diz o artista, “pôr a mão na consciência”. Pretende denunciar “uma sociedade extremamente materialista” e promover “uma sustentabilidade ecológica e social”.

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BARCELOS: GALERIA MUNICIPAL DE ARTE ACOLHE "SINFONIA AZUL PORTO" DE PAULO VILAS BOAS

A Câmara Municipal de Barcelos assinou, quinta-feira, 22 de abril, com o Novo Banco um acordo de cedência da obra “Sinfonia azul Porto”, da autoria do barcelense Paulo Vilas Boas.

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A obra está exposta na Galeria Municipal de Arte por um período de cinco anos, havendo a possibilidade de o prazo ser prolongado.

Após a assinatura do acordo de cedência, o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, falou do gosto que é receber uma obra de um pintor barcelense que deu um significativo contributo para a cultura. “É com satisfação que vejo esta cedência, principalmente porque estamos a valorizar a nossa cultura, os nossos artistas, as pessoas que levavam e continuam a levar o nome de Barcelos para todo o lado. Trata-se de uma cedência por cinco anos, mas desejo que se trate de uma cedência permanente”.

Miguel Costa Gomes aproveitou, ainda, o momento para falar do associativismo barcelense, caraterizado em mais de três centenas de associações: “Além da riqueza cultural, Barcelos tem também uma grande riqueza desportiva e recreativa. Temos uma caraterística muito peculiar, porque temos 306 associações, e foi através desta riqueza que foi possível valorizar ainda mais a nossa terra e atrair mais turistas e visitantes”.

Por sua vez, o CEO do Novo Banco, António Ramalho, falou do “Novo Banco Cultura”, para afirmar que o projeto passa por criar protocolos com espaços culturais espalhados por todo o país, de forma a estes acolherem obras de arte até então reservadas. “Quisemos retirar dos nossos gabinetes obras de arte, criando uma espécie de roteiro nacional e dando à sociedade a possibilidade de usufruir de cultura. No caso concreto de Barcelos, trata-se de um depósito, mas desejamos que se renove”.

Paulo Vilas Boas nasceu em Alvelos, em 1940, e faleceu, no Porto, em 2011. Entre 2000 e 2009 foi diretor artístico da Galeria Municipal de Arte e as suas obras sempre oscilaram entre o excesso de luz e dia e a melancolia da cor, com preferência pelos azuis. Ficou conhecido como “o pintor dos azuis”.

A obra “Sinfonia azul Porto” foi pintada em 1985 e representa trechos do Porto, cidade onde Paulo Vilas Boas viveu desde os 17 anos.

“Novo Banco Cultura” é um projeto que agrega 100 obras de vários autores, que permitem retratar a história da pintura europeia entre o século XVI e XX.

PONTE DE LIMA APRESENTA ARTE DE FERNANDO HILÁRIO

O Município de Ponte de Lima, em colaboração com o Centro Local de Aprendizagem da Universidade Aberta em Ponte de Lima, apresenta, na Torre da Cadeia de Ponte de Lima, uma exposição de obras do artista contemporâneo Fernando Hilário, com o título “40 anos de Sonho e Arte”.

A mostra vai estar patente até dia 25 de Abril de 2021.

O nome de Fernando Hilário representa um manancial de criação artística que, desde os anos 80, ergueu um legado indiscutivelmente ditoso e verdadeiramente marcante, por um lado, na figuração de espaços físicos, como a cidade invicta, num chamamento contínuo, por outro, na configuração de realidades e paisagens fortuitas traduzidas em polissemias, plenas de linhas, cores e rasgos enérgicos.

No seu percurso, onde abunda a criação pictórica, através da pintura e do desenho, também explora a escultura e a transformação de objetos remanescentes, que adquirem um valor estético e conceptual devido à intervenção da criatividade do autor.

Esta exposição assume-se como uma retrospetiva do seu trabalho artístico, fruto de um labor de 40 anos, num cruzamento das geografias do sonho na matéria da arte.

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CÂMARA DE CAMINHA REÚNE ESPECIALISTAS EM DEBATE ONLINE NO DIA MUNDIAL DA ARTE

Online, “Webinar” decorre amanhã, entre as 18h30 e as 20h30

Celebrando o Dia Mundial da Arte, que se assinala amanhã, 15 de abril, a Câmara de Caminha organiza o evento “Webinar”, sob coordenação do artista e professor Alexandre A. R. Costa. Trata-se de um debate que decorrerá entre as 18h30 e as 20h30, acessível online, sobre o tema "Qual a necessidade da arte e do seu ensino?!". O painel é constituído por alguns dos mais pertinentes intervenientes no âmbito da arte e do ensino superior artístico em Portugal e Espanha e contará com a participação de Miguel Alves, Presidente da Câmara Municipal.

Vivemos tempos complexos e controversos na experiência social, cultural, científica e tecnológica. Este Webinar centra-se na análise e reflexão das consequências diretas ou indiretas desta experiência na organização do conhecimento e do trabalho, no campo da arte e do processo ensino-aprendizagem.

O encontro pretende ser um espaço de liberdade onde se possam levantar as mais diversas questões e pontos de vista, relativos à pertinência do tema, nomeadamente, levantando-se a questão, sobre qual a necessidade da arte e do seu ensino – no passado, no presente e futuro da sociedade humana.

Programa

18h30 – Apresentação

18h45 – Intervenções

19h30 – Debate

Participantes

. Alexandre A. R. Costa / Artista e Professor da E.A.A.D. da Universidade do Minho, I.P.V.C., I.S.M.A.I.

(Apresentação, Moderação).

. Miguel Alves / Presidente da Câmara Municipal de Caminha.

. Juan Fernando de Laiglesia / Artista e Professor da Facultad de Bellas Artes de Pontevedra, Universidad de Vigo. Professor Catedrático Emérito, 1º Decano da Faculdade.

. Ana Carvalho / Artista e Professora do Instituto Universitário da Maia. Diretora da Licenciatura em Arte Multimédia.

. Fernando Rosa Dias / Crítico de arte e Professor da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Diretor da Convocarte – Revista de Ciências da Arte.

 . Javier Tudela / Artista e Professor da Facultad de Bellas Artes de Pontevedra, Universidad de Vigo. Vice-Decano da Faculdade.

. Mário Caeiro / Curador e Professor da ESAD.Cr, Instituto Politécnico de Leiria. Diretor de Mestrado em Gestão Cultural.

. Natacha Antão / Artista e Professora da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho. Diretora da Licenciatura em Artes Visuais.

. Rute Rosas / Artista e Professora da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Diretora do Departamento de Artes Plásticas.

Recorda-se abaixo a mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO, como auxiliar na reflexão de cada um(a), num momento histórico particular em que os artistas, docentes e estudantes do ensino artístico e todos os intervenientes do setor cultural se encontram:

Juntar as pessoas, inspirar, tranquilizar e partilhar: estes são os poderes da arte, que se tornam por demais evidentes durante a pandemia COVID-19. Com centenas de milhares de pessoas diretamente afetadas pelo vírus e milhares de milhões quer em confinamento, quer a lutar contra a pandemia na linha da frente, esta primeira celebração do Dia Mundial da Arte recorda-nos oportunamente que a arte tem o poder de unir e de congregar em tempos de crise.

As iniciativas relacionadas com a arte têm vindo a florescer desde há vários meses. Artistas amadores e profissionais aproveitam o recurso infinito da criatividade para transmitir orientações de saúde e partilhar mensagens de esperança. A obra mais famosa de Leonardo da Vinci, cujo aniversário de nascimento a 15 de abril foi escolhido para assinalar este Dia Mundial, foi revisitada de inúmeras formas: a Mona Lisa autoisolada no Museu do Louvre, ou cobrindo o seu sorriso enigmático com uma máscara cirúrgica.

É assim que, apesar da crise, a arte demonstra hoje a sua resiliência. As ideias surgem de todo o lado: os vizinhos reúnem-se à janela para cantar ou projetar filmes; muitos artistas imaginam soluções inovadoras e criativas para continuar a comunicar com o seu público; e as orquestras trabalham em conjunto remotamente. Por exemplo, no dia 21 de março, na Cidade do México, uma Cidade Criativa da UNESCO, músicos e artistas realizaram um concerto de "Noite de Primavera" à distância que juntou cerca de 1,5 milhões de espectadores online, estendendo o sucesso do evento a todo o país. Genericamente, através da hashtag #ShareCulture, a UNESCO convida-vos a comunicarem o vosso amor pela arte e a partilhá-la com o maior número de pessoas possível.

Por conseguinte, estes tempos de confinamento podem também ser períodos de abertura aos outros e à cultura, com vista a reforçar os laços entre a criação artística e a sociedade. Tal como se verifica a necessidade de continuidade educativa, existe também a necessidade de continuidade cultural.

A nossa Organização gostaria, assim, de prestar homenagem à solidariedade demonstrada pelos artistas e instituições numa altura em que a arte se encontra gravemente afetada pelos efeitos de uma crise global de saúde, económica e social.

Com efeito, o encerramento de museus, teatros e salas de espetáculo, bem como o cancelamento de concertos e festivais, mergulhou muitas instituições na incerteza. Para além das perdas financeiras imediatas, a interrupção dos preparativos, ensaios e filmagens é agravada pelo risco de o sector das artes ser afetado a longo prazo.

Além disso, para o público, este período ameaça aumentar as desigualdades no que diz respeito ao acesso à cultura e à diversidade das expressões culturais. Com efeito, as atuais medidas limitam severamente a capacidade de o público poder usufruir de bens e serviços culturais na sua diversidade. Estas desigualdades são ainda mais prementes para os grupos mais vulneráveis, que são normalmente os afetados pelo fosso digital – entre os quais milhões de mulheres e povos indígenas – e que, por isso, são suscetíveis de ter ainda mais dificuldades em aceder à cultura.

O desafio de manter a arte viva, agora e no futuro, é, portanto, duplo: apoiar os profissionais da cultura e as instituições culturais, promovendo simultaneamente o acesso de todos à arte.

Estes desafios só podem ser atendidos através de políticas culturais de longo alcance destinadas a ajudar as comunidades criativas a ultrapassar esta crise e a proteger e melhorar o estatuto dos artistas. Neste combate pela justiça e pela igualdade, será necessário ouvir globalmente todas as vozes do mundo artístico na sua diversidade, para melhor identificar as necessidades prioritárias.

É com o objetivo de afirmar a resiliência da arte neste período e como preparação para o futuro que a UNESCO irá lançar, neste Dia Mundial, o movimento "ResiliArt". Será constituído por uma série de debates virtuais globais, que reunirão artistas e profissionais de renome do sector, mobilizando a inteligência coletiva em prol da resiliência da arte e chamando a atenção para a necessidade de apoiar o mundo cultural neste momento de crise. Além disso, numa perspetiva orientada para o futuro, serão delineadas orientações para melhorar a proteção dos artistas, a fim de enfrentar futuras crises.

"Assim como o homem precisa de oxigénio para sobreviver, também precisa de arte e de poesia." Esta crise recorda-nos, como salienta Aimé Césaire1, que a arte e a cultura são necessidades vitais para a humanidade, constituindo o fermento da nossa unidade e resiliência. Ao participar neste forte estímulo em prol da cultura iremos conjuntamente provar que, neste período de distanciamento social, a arte aproxima-nos mais do que nunca.

[1] Discurso proferido por Aimé Césaire em Dacar a 6 de abril de 1966.

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Disponível online em: https://unescoportugal.mne.gov.pt/pt/noticias/mensagem-de-audrey-azoulay-diretora-geral-da-unesco-por-ocasiao-do-dia-mundial-da-arte-2020

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MUNICÍPIO DE BARCELOS PROMOVE CRUZAMENTO DA ARTE E DA SAÚDE EM PROJETO-PILOTO

A pandemia pela Covid-19 tem tido repercussões a diversos níveis. A par dos efeitos sociais e económicos, o impacto humano e familiar é dos mais devastadores. Atenta a esta problemática e focada, a Câmara Municipal de Barcelos assinou um acordo de colaboração pioneiro com o ACES Cávado III – Barcelos/Esposende e o ACES Cávado I – Braga, com vista à implementação de “Programas de Intervenção Artístico-Expressivos com intenções terapêuticas: Arte e Saúde”.

O projeto, com a vigência de três anos, irá iniciar com uma intervenção canalizada para as manifestações de luto, atendendo ao atual contexto social, resultante do novo Coronavírus.

Com a pandemia, muitas pessoas viram-se impedidas de participar em atos fúnebres de familiares e amigos, resultando daí sentimentos de angústia e até de culpa, que têm um forte impacto negativo em termos psicológicos, familiares e sociais. Com vista a encontrar soluções, o Município pretende, com o acordo de colaboração agora assinado, criar condições para a implementação de programas que respondam às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que preconiza que os cuidados de saúde primários devem constituir o primeiro nível de contacto entre o indivíduo e o sistema de saúde, e às premissas do Programa Nacional para a Saúde Mental, que recomenda a implementação de programas de promoção do bem-estar e da saúde mental, mas também da prevenção e do tratamento das doenças mentais.

Ao Município, enquanto entidade promotora e coordenadora do projeto, cabe a disponibilização de espaços para o desenvolvimento das diferentes atividades propostas. Já cada ACES dispõe de um psicólogo clínico, que fará a referenciação dos utentes, a definição dos instrumentos de avaliação e dos modelos de intervenção, assim como a análise e o tratamento dos dados recolhidos.

Trata-se de um projeto-piloto que procura pôr na prática o que a OMS defendia já em 2019 no seu relatório “Evidências do papel da arte na promoção da saúde e do bem-estar”. Neste documento, a OMS procura incentivar ao fortalecimento de mecanismos de colaboração entre os setores culturais, sociais e da saúde, uma vez que há sinais claros do impacto da arte ao nível da prevenção, promoção e tratamento na saúde e bem-estar.

OPEN CALL: FUNDAÇÃO BIENAL DE ARTE DE CERVEIRA PROCURA INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS LUMINOSAS

A Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) e a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira (CMVNC) acabam de lançar o desafio a artistas nacionais e internacionais para a apresentação de propostas de intervenções artísticas relacionadas com o espetáculo de luzes, no âmbito do UMBRA – Festival Internacional de Artes e Multimédia, que decorre nos dias 9, 10 e 11 de julho de 2021, integrado nas comemorações dos 700 anos do Município de Vila Nova de Cerveira.

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Dirigido a artistas visuais emergentes nacionais e estrangeiros, o concurso de âmbito internacional tem como objetivo consolidar a atuação do Município de Vila Nova de Cerveira no panorama artístico nacional e internacional, promovendo e difundindo a produção artística contemporânea, a experimentação e a atividade expositiva como mecanismo de reflexão sobre a arte e a cultura visual contemporânea, assim como contribuir para cativar novos públicos. “Com este concurso aberto ao público pretende-se promover o intercâmbio artístico através de linguagens interdisciplinares, num ambiente que se pretende multicultural”, explica o coordenador artístico da FBAC, Cabral Pinto.

Resultado da candidatura RIMA - Rede Intermunicipal de Música & Arte, financiada pelo NORTE-04-2114-FEDER-000598, o Concurso Internacional Instalações Luminosas 2021 “UMBRA – Festival Internacional de Artes e Multimédia” conta com um júri formado por profissionais de reconhecida competência que vai selecionar 10 propostas de instalações artísticas luminosas individuais ou coletivas, tendo em consideração as condições físicas e materiais para a sua exequibilidade.

Os 10 espaços públicos estão previamente identificados, nomeadamente o Castelo, o Edifício da Igreja Matriz de São Cipriano, o Edifício da Piscina Municipal, o Edifício do Solar dos Castros, o Edifício da ETAP – Escola Tecnológica, Artística e Profissional, a Ponte da Amizade, o Largo de São Sebastião, a Praceta Jaime Isidoro, o Largo 15 de Fevereiro e o Jardim da Piscina Municipal.

Com o prazo para apresentação de propostas a decorrer até 16 de abril de 2021, os interessados devem ter em atenção a seguinte documentação:

Regulamento PT | ES | EN

Formulário de candidatura

Anexo – Plantas

Localização

FAMALICENSE JOÃO ANTUNES COM EXPOSIÇÃO DIGITAL NO PORTAL DA JUVENTUDE

Os famalicenses vão poder conhecer o trabalho do artista plástico e performer famalicense João Antunes através de uma exposição digital disponível no portal da Juventude de Famalicão, em http://www.juventudefamalicao.org.

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João Antunes colaborou no projeto “Plastic Organic”, de Alex Côté, e foi codirector do projecto “AGIT Lab - art residence”, onde teve a oportunidade de conhecer e colaborar com diversos artistas internacionais, tais como Mathieu-Philippe Perras, Zoé Boivin, Christopher Fuelling, Paulina Almeida e Dulce Duca.
Nesta exposição, o artista famalicense apresenta um conjunto de trabalhos em pastel sobre diversos materiais, “onde procura romper com o estado embriagado das pessoas, utilizando cores saturadas, uma espécie de néon, de forma a captar a vista de quem a vê aos primeiros instantes e deixá-las divagar pelas cores presentes”.

PONTE DE LIMA RESTAURA PINTURAS E PORTA NO MUSEU DOS TERCEIROS

O Museu dos Terceiros recuperou um conjunto de quatro pinturas a óleo representando os 4 Evangelistas (São Mateus, São João, São Lucas e São Marcos), que passarão a integrar a sua exposição permanente, concretizando mais uma vez a importante e continuada aposta do Município de Ponte de Lima no restauro do património artístico.

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Estas quatro telas, de assinaláveis dimensões, assinadas e datadas, foram produzidas em 1874 pelo pintor Julião Martins, ou Julião Martinez (1833-1907), artista de origem galega, natural de Tui, que fixou residência em Viana do Castelo, tendo deixado obra significativa, sobretudo no retrato, resultado de muitas encomendas que recebeu de várias instituições religiosas do Alto Minho. Este minucioso trabalho de restauro, desenvolvido nos dois últimos anos, que implicou um investimento financeiro de 18.100€ + IVA, vai poder agora ser apreciado na antessacristia do edifício da Ordem Terceira de São Francisco.

Para além da intervenção neste conjunto de quatro pinturas, foi também objeto de restauro a porta exterior da Igreja dos Terceiros, exemplar magnífico de marcenaria cujo estado de deterioração reivindicava igualmente a necessária reabilitação. Esta última intervenção teve o custo de 7.947€ + IVA.

Há pois novos motivos para conhecer este importante núcleo museológico de Ponte de Lima, a que devemos somar um filme recente sobre o Museu, os seus edifícios, a sua história e o seu património, que o visitante pode visionar na igreja do Convento de Santo António, logo no início da visita.

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O QUE É E PARA QUE SERVIA O PELOURINHO?

Por todo o país deparamos invariavelmente defronte dos edifícios das câmaras municipais com uma coluna de pedra, designada por pelourinho – originalmente picota – e que originalmente servia para expor e castigar os criminosos, tendo pelo menos até ao século XV sido utilizado para a realização de execuções capitais.

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Pelourinho de Ponte de Lima

A administração da justiça constituía, pois, um privilégio que era concedido aos concelhos, os quais também contemplavam os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal. Com a abolição da pena de morte em Portugal, foram na maior parte dos casos retirados os ferros que o compunham.

A par com os forais, o pelourinho passou a ser considerado o padrão ou o símbolo da liberdade municipal.

O pelourinho é em regra constituído por uma base sobre o qual assenta a coluna ou fuste e é encimado pelo capitel. De estilo românico, gótico ou manuelino, muitos dos pelourinhos apresentam elevado valor artístico pelo que constituem um património que deve ser preservado.

MINHO: O QUE SÃO AS “ALMINHAS DO PURGATÓRIO”?

Alminhas: Portugal foi o único país a criar estes monumentos

Portugal é o único país do mundo que possui no seu património cultural, localizadas habitualmente à beira de caminhos rurais e em encruzilhadas, as alminhas, representações populares das almas do Purgatório que suplicam rezas e esmolas e que frequentemente surgem em microcapelinhas, padrões, nichos independentes ou incrustados em muros ou nos cantos de igrejas, painéis de azulejo ou noutras estruturas independentes. Mas uma grande parte deste património representativo da religiosidade popular portuguesa está a degradar-se crescentemente, rodeada por silvas, alvo de actos de vandalismo avulso e reflexo directo e generalizado da pressa da vida actual, do abandono das zonas rurais do país e da indiferença que predomina nas autarquias em relação aos pequenos monumentos saídos da imaginação e da devoção do povo.

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Nicho de "Alminhas do Purgatório" na Cabração, concelho de Ponte de Lima

 

"As alminhas são uma criação genuinamente portuguesa e não há sinais de haver este tipo de representação das almas do Purgatório, pedindo para os vivos se lembrarem delas para poderem purificar e "subir" até ao Céu, em mais lado nenhum do mundo a não ser em Portugal", afirma António Matias Coelho, professor de História, investigador de manifestações da cultura religiosa e popular e organizador de dois encontros nacionais sobre Atitudes perante a morte, realizados há alguns anos na Chamusca.

"No cristianismo primitivo só havia Céu e Inferno, a ideia do Purgatório só surgiu na Idade Média, quando a Igreja, na sequência do Concílio de Trento de 1563, o impõe como dogma, numa lógica de resposta católica à Reforma levada a cabo pelos protestantes. Passava assim a haver um estado intermédio para as almas das pessoas que faleciam. E em vez do dualismo do Céu, para os bons, e do Inferno, para os impuros, criou-se um estado intermédio, um local onde durante algum tempo as almas ficariam a purificar", observa o historiador, evidenciando, porém, a forma específica como em Portugal se interpretou as indicações de Trento.

Representações públicas

"É na sequência do Concílio de Trento que são criadas as Confrarias das Almas, como forma de institucionalizar a crença no Purgatório e impor a convicção de que as almas dos mortos sairiam tanto mais cedo do Purgatório quanto mais orações e esmolas fossem feitas pelos vivos. Aliás, tudo dependia dos vivos, unicamente a eles competia sufragar as almas que esperavam pela purificação", observa António Coelho. Mas, reflexo eventual de uma forma religiosa, emocional e sentimental própria, começam a surgir em Portugal, sobretudo a norte do rio Mondego, fruto de uma cristianização mais prolongada e vivida, pequenas representações das alminhas em sítios públicos com alminhas de mãos erguidas suplicando aos vivos orações e esmolas para poderem completar a purificação e libertar-se das contingências do Purgatório.

Religiosidade popular

"Há muitas alminhas em todo o país, mas sobretudo no Norte, e alguns municípios têm seguramente centenas de alminhas com alguma relevância dispersas pelo seu território.

Nas regiões do Porto e de Aveiro, e em concelhos como Arouca, Sever do Vouga, Vouzela e São Pedro do Sul, em Trás-os-Montes e por toda a Beira Interior há alminhas dispersas pelos caminhos implorando aos vivos que se lembrem delas", afirma António Matias. O investigador lamenta, no entanto, a "morte lenta" a que estão devotadas estas manifestações tão identitárias da religiosidade popular própria dos portugueses.

Refere a pressa dos tempos modernos. "As pessoas já não param para acender uma vela ou para fazer uma oração. Agora está tudo muito diferente se compararmos, por exemplo, com o século XIX, quando ainda se construíam muitas alminhas", esclarece António Matias, sublinhando que se recorda de, ainda há poucas décadas, ser comum, "a quem passasse junto às alminhas, parar, curvar-se e tirar o barrete [ou chapéu] em respeito, pôr flores, acender uma vela ou lamparina de azeite, fazer o sinal da cruz e rezar o Pai Nosso e Ave Maria, correspondente à sigla P.N.A.M., existente como relembratório junto a muitos nichos e capelinhas que apelam às rezas cristãs".

Fonte: Manuel Fernandes Vicente / https://www.publico.pt/

FALECEU O ARQUITETO FERNANDO MEIRELES: CONHECIDA FIGURA VIANENSE

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Faleceu no Porto, no Hospital de São João, onde tinha sido submetido a uma delicada operação. Fernando Meireles era um Arquiteto bem conhecido na nossa cidade, já que fez projetos para várias obras publicas e particulares; mas destacava-se mais como cidadão elevado, cortês e de educação esmerada.

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Já afastado da arquitetura, Fernando Meireles passou a dar expressão a um sentimento artístico que sentiu desde sempre. É desta forma que surgem as suas exposições de pintura em Viana e fora de Viana, individuais e coletivas. Na nossa cidade, nas galerias da Casa Melo Alvim, Santa Casa da Misericórdia de Viana, Fundação da Caixa Agrícola, Ordem do Médicos, particularmente, Fernando Meireles teve oportunidade de apresentar trabalhos sempre com variantes. Daí ele confessar o seu experimentalismo e a sua insatisfação em relação ao que fazia. Dizia-se um amante da arte e isso era bem patente nos seus trabalhos, pela temática, que contrariava em cada mostra, pela segurança que manifestava em cada trabalho e pelo equilíbrio das cores, pouco variadas. Apostava muito na técnica e no recurso à colagem.

Pintava permanentemente, porque para além de gostar da pintura, dizia que só sabia trabalhar e que para ele parar era mesmo morrer. Aliás, afirmava sempre na abertura das suas exposições, que se não fosse a arte, agora reformado, não sabia como haveria de se ocupar. Há algum tempo visitámo-lo em casa, porque nos prometeu um quadro para a exposição solidária do SCV. Mandou escolher dos muitos que tinha. Quando lhe perguntamos se nos dava a liberdade de escolher o que entendíamos como melhor, deu uma gargalhada e, de braços abertos, anuiu, dizendo que sim com a cabeça.

Foi o último dos muitos gestos bonitos que praticava. Falamos de projetos para novas exposições, logo que nos libertássemos desta maldita pandemia, mas já não será possível. Ficará bem uma exposição de homenagem dos bastantes quadros que deixou. Tem a palavra a família, a quem apresentamos sentidas condolências.

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Imagens da última exposição de Fernando Meireles, realizada na Galeria da Ordem dos Médicos em Viana, no primeiro trimestre de 2020