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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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EPATV DIVULGA ARTE POPULAR COM TRABALHOS DE OITO ARTESÃOS

A Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) acolhe, nas suas instalações em Vila Verde, uma Exposição de arte com peças de oito artesãos que podem ser apreciadas entre 26 e 30 deste mês de Outubro — anunciou hoje o Director geral. A mostra é inaugurada segunda-feira, dia 26, às 14 horas, com a presença do colecionador e proprietário das obras de arte.

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De acordo com João Luís Nogueira, esta exposição comprova que a EPATV está a “cumprir o seu papel enquanto escola, dignificar a cultura popular, uma vez que, ao longo destes cinco dias, são efetuadas visitas guiadas para as turmas da Escola. Promover a cultura popular é tarefa que o Grupo Amar Terra Verde, a que me orgulho de presidir, sempre assumiu com gosto e dignifica a nossa missão”.

Durante cinco dias, os 700 alunos da EPATV são convidados pelo vimaranense Miguel Sul a apreciar peças que “pertencem ao imaginário popular e foram concebidas ou herdadas por diferentes artesãos”. Algumas resultam de concepções e posterior encomenda de Miguel do Sul que totalizam 66 obras.

Nesta exposição estão representados os artesãos António Ramalho, Irmãos Mistério, Irmãos Baraça, João Ferreira, Júlia Côta, Helena Silva, Conceição Sapateiro e Milena de Salsas.

A coleção e exposição só foram possíveis com o apoio e mecenato de pessoas como António Moura, Manuel Sampaio da Veiga, João Luís Nogueira e Arnaldo Sousa. 

João Luís Nogueira destaca que, “nos planos de atividades anuais, nas publicações que editamos, no apoio que prestamos às iniciativas culturais de outras entidades está sempre presente a convicção de que este é um fator constituinte da nossa própria identidade e do projeto que corporizamos”.

“Nunca o fizemos por pose, por moda, por oportunismo de circunstância, mas por acreditarmos que é na dimensão cultural que se revela o verdadeiro rosto de um povo e de uma comunidade e por não poderem as escolas – sob pena de desvirtuarem o seu papel educativo de transmissão dos laços que cimentam a vida coletiva – demitir-se de tão nobre como necessária responsabilidade” — acrescenta o Director Geral do Grupo Amar Terra Verde.

De facto, sublinha, “a cultura popular – tantas vezes quase pueril na sua simplicidade e singularidade – espelha formas de ver e interpretar o mundo guardadas com carinho ao longo de sucessivas gerações num papel de resistência ao genocídio cultural da massificação que não pode deixar de ser enaltecido”.

Além disso, a cultura popular “espelha a dignidade de um povo, a sua originalidade, os traços profundos que definem a sua forma de ser e estar perante a vida”.

Para o Diretor Geral da EPATV, esta exposição traduz a necessidade de “fazermos a parte que nos cabe e de valorizarmos perante a nossa comunidade educativa uma forma de expressão artística tantas vezes injustamente desvalorizada”.

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO ACOLHE NOVA EXPOSIÇÃO DE SERRALVES

Obra de Jorge Pinheiro em destaque durante 112 dias

A Casa das Artes de Famalicão inaugura no dia 04 de novembro a exposição “Jorge Pinheiro – da coleção de Serralves em Famalicão”. Esta exposição vai estar patente no foyer do teatro municipal até 24 de fevereiro de 2021 e é a segunda exposição que Serralves traz à Casa das Artes em menos de um ano. A inauguração da exposição está agendada para as 17h30, do dia 04 de novembro, e a entrada é livre. O acesso à Casa das Artes é atualmente condicionado ao cumprimento da lei e das regras impostas pelas autoridades de saúde.

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Jorge Pinheiro é reconhecido como um dos nomes mais influentes do contexto artístico português da segunda metade do século XX, é o único sobrevivente do célebre Grupo dos Quatro Vintes, formado com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues.

Ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, Pinheiro tem vindo a desenvolver uma obra de uma profunda coerência teórica e intelectual traduzida num corpo de trabalho visualmente diverso, no qual coexistem a pintura figurativa e a abstração concreta e conceptual.

A sua obra baseia-se em princípios de matemática e semiótica, sendo particularmente inspirada na célebre sequência de Fibonacci, matemático italiano do século XII, segundo a qual cada número sucessivo resulta da soma dos dois números anteriores. À presença de modulações geométricas e padrões de alto contraste cromático junta-se uma muito aturada exploração das noções de ritmo e de serialidade, cuja formalização evidencia o interesse do artista pela área da música.

A proposta expositiva para a Casa da Artes, sob a curadoria de Joana Valsassina, centra-se na obra Babel, a maior peça tridimensional do artista, produzida propositadamente para a exposição monográfica Jorge Pinheiro: D'après Fibonacci e as coisas lá fora, desenvolvida em diálogo com o artista Pedro Cabrita Reis e realizada no Museu de Serralves em 2017.

Mantendo uma ligação à referida sequência numérica, a escultura configura-se em quatro módulos que se desenvolvem em torno de um eixo, no seio do qual dois espelhos cruzados multiplicam o espaço e absorvem perceptualmente a estrutura de ferro que os sustenta. Para além desta obra escultórica de grandes dimensões, a exposição inclui um conjunto de obras sobre tela e sobre papel que evidenciam as investigações do artista em torno de arranjos musicais, combinações cromáticas e formulações geométricas.

A obra de Jorge Pinheiro vai conviver 112 dias com a permanente obra do seu colega Ângelo de Sousa que solenemente cobre as paredes da Casa das Artes de Famalicão. Uma oportunidade para testar o convívio de dois grandes nomes da criação artística nacional do século XX nesta inusitada coabitação artística.

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ARCOS DE VALDEVEZ EXPÕE SERIGRAFIA

“Reversados” na Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez. Exposição de serigrafia de François Verhoustraeten, de 3 de outubro a 27 de novembro.

François Verhoustraeten é um biólogo Belga e trabalha na MSF - Médicos sem Fronteiras há mais de vinte anos, tendo participado em missões humanitárias por todo o mundo desde o Cazaquistão a Moçambique, país onde aprendeu a falar Português.

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Há uns anos comprou uma casa em São Cosme e S. Damião onde fixou residência e onde retempera forças entre cada missão.

Descobriu a técnica de impressão com tintas de óleo em 1995. Quando visitou a casa em São Cosme e São Damião, em 2013, onde vive, atualmente, viu de imediato o potencial de um anexo para o transformar numa oficina de pintura. Aprecia a ideia de poder olhar para o mesmo modelo de muitas maneiras, como o tempo e os dias, pessoas e indivíduos. Tudo semelhante e tudo diferente. Do direito e do avesso, de cabeça para baixo, criar interrogações: Reversados! 

Sendo o principal objetivo desta exposição dar a conhecer ao público o trabalho serigráfico deste biólogo Belga, a primeira parte é inspirada nas cores do Alto Minho, uma vez que é apaixonado pela infinidade de tons verde da natureza. Por outro lado, a segunda parte desta exposição representa todas as viagens, em trabalho, de François.

O trabalho de voluntariado é, para este artista, “uma grande oportunidade de ouvir, ver, conhecer e, acima de tudo, receber, aprender com os outros e noutros lugares”, refletindo isso na segunda parte desta exposição.

Entre os dias 3 de outubro e 27 de novembro, visite a exposição de François Verhoustraeten, descubra mais sobre serigrafia e sobre a vida deste excelente criador, na Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez.

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ARCOS DE VALDEVEZ EXPÕE SERIGRAFIA

Na próxima sexta-feira, 3 de outubro, pelas 17h30, decorrerá a abertura ao público da exposição de serigrafia de François Verhoustraeten  intitulada “Reversados”.

Esta exposição ficará no átrio e nas escadas da Biblioteca Municipal de 3 de outubro a 27 de novembro, sendo o principal objetivo dar a conhecer ao publico o trabalho serigráfico deste biólogo belga que há alguns anos escolheu São Cosme e São Damião para fixar a sua residência.

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ESPOSENDE INAUGURA OBRA DE ARTE (A)BRAÇOS COM O MAR

Foi hoje, dia 26 de setembro, inaugurada a obra de arte que evoca os estaleiros e a vida do mar da comunidade piscatória de Esposende, “(A)braços com o Mar”, da autoria de Luís Canário Rocha. Inserida no programa de residências artísticas “Amar o Minho”, esta obra complementa o projeto de arte urbana que o Município de Esposende implementou na marginal da cidade – com o projeto “Esposende SmartCity” - e que se prolongará para o futuro Parque da Cidade. A obra representa o fundo da vista do estuário do Cávado e visa enaltecer os valores das gentes de Esposende.

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“Esposende é já uma referência, em termos de arte de rua, com obras de arte em contexto urbano, como é o caso desta obra agora inaugurada e de outras inseridas num contexto mais natural. Não ficaremos por aqui. O futuro Parque da Cidade prolongará a implementação desta estratégia, alargando à vila de Fão”, assumiu o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.

Apologista do conceito que defende a democratização do acesso de todos à arte, Benjamim Pereira enalteceu o resultado que as obras de arte estão a alcançar junto da população: “estas obras têm que interpelar a comunidade, fazendo pensar, promovendo a discussão e até a crítica. Queremos uma população instruída e o conceito de SmartCity afigura-se mais entendível pela população”.

Para o autor da obra de arte, Luís Canário Rocha, a criação atendeu à “cenografia que interpreta o território e a paisagem, indo buscar as raízes da construção naval. Por isso, criei um azul especial para Esposende, a partir da desconstrução dos azuis oferecidos pelo estuário do rio Cávado”. O artista manifestou orgulho por “integrar esta comunidade artística representada em Esposende”, cidade onde, segundo Luís Canário Rocha, “faz cada vez mais sentido para os artistas realizarem trabalhos”.

Esta obra de arte foi financiada por fundos comunitários, no âmbito do consórcio “Minho IN” que integra as comunidades intermunicipais do Alto Minho, do Cávado e do Ave, em representação de 24 municípios. A zet gallery é responsável pela coordenação artística do programa de residências artísticas, tendo como curadores do projeto Helena Mendes Pereira e Rafael Vale Machado.

Sobre a obra de Luís Canário Rocha, Helena Pereira destaca o facto de pertencer “a uma geração de artistas que aplica a aprendizagem da academia à intervenção urbana, devolvendo ao desenho e à construção do real, espaço privilegiado”.

“Da rua e das linguagens de intervenção urbana traz a paleta viva, as palavras (repletas de conotação social e política) que povoam o suporte e os temas”, acrescenta a curadora.

À vocação turística de Esposende, surge agora associada a vertente cultural, complementada com a disponibilização de arte urbana, suportada na matriz que potencia os processos criativos, enquanto espaço privilegiado para envolver o autor, a obra, o público e o território.

Lembre-se que, no âmbito do projeto Esposende SmartCity já foram inauguradas as obras "octo_ _ _ _”, de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen e “Mulheres do Mar”, de Vhils.

Luís Canário Rocha vive em Guimarães. Formado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Porto (FBAUP) em Artes Plásticas na vertente de Pintura, expõe com regularidade desde 2007. Em 2018 destacou-se pela participação na exposição coletiva - 7 formas poético-casuísticas - na Zet gallery, em Braga, e as residências artísticas em que participou, em Figueira Castelo Rodrigo (Projeto de arte Pública), Braga, Zet Gallery (Tutoria pedagógica inserida no Simpósio de Arte e Sustentabilidade).

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BRAGA: PALÁCIO E MUSEU DOS BISCAÍNHOS

Museu dos Biscainhos, integrado no Palácio dos Biscainhos, em tempos uma casa da nobreza com origem no séc. XVII, localiza-se muito perto do Arco da Porta Nova e da Sé de Braga, e merece a recomendação de visita obrigatória da cidade.

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O Palácio dos Biscainhos foi construído em 1712 pelo arquiteto e mestre pedreiro Manuel Fernandes da Silva, a mando de Deão Francisco Pereira da Silva, para sua habitação. A residência senhorial foi sendo ampliada pelos seguintes proprietários, como os Condes de Bertiandos, e o edifício chegou a receber o Rei D. Luís I nas suas instalações, o que dá conta da importância que esta família nobre e o palácio gozavam à época.

Texto e Fotos: Fernando Araújo

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PONTE DE LIMA: CAPELA DO ESPÍRITO SANTO DE MOREIRA DO LIMA EM 1938

As imagens datam de 1938 e mostram as fachadas principal e lateral norte da Capela do Espírito Santo de Moreira do Lima, no concelho de Ponte de Lima, situada num adro murado e sobranceiro à Estrada Municipal 1230. Mostram ainda um pormenor da portada principal e duma cornija sobre modilhões historiados.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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MUNICÍPIO DE BARCELOS INAUGURA OBRA DE ARTE NO MUSEU DE OLARIA EM HOMENAGEM À CERÂMICA E OLARIA

O Município de Barcelos inaugura na próxima quarta-feira, dia 16 de setembro, às 18h30, no Museu da Olaria, a obra de arte “Batalha das Flores”, da artista Ana Almeida Pinto, no âmbito programa de Residência Artísticas do projeto “AMAR O MINHO”, uma iniciativa promovida pelo consórcio MINHO IN, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Ave e Cávado, e que está a percorrer 24 municípios da região.

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A obra, que ficará localizada no espaço exterior do Museu da Olaria, é o resultado da residência artística que a Ana Almeida Pinto realizou durante o início de setembro naquele museu e que colocou a escultora em contacto com artesãos locais, entre os quais o oleiro João Lourenço. O artesanato é assim o ponto de partida desta criação artística, que parte da olaria, da cerâmica e das suas tecnologias, enquanto características identitárias do território.

As residências artísticas que, desde junho, estão a percorrer os municípios do Minho abrangem diversas áreas disciplinares, desde a dança à música, passando pela fotografia, arte pública, artesanato e literatura, numa perspetiva de homenagem artística aos elementos identitários de cada concelho e do Minho, em geral.

Helena Mendes Pereira é a curadora responsável pelas áreas da arte em espaço público, artesanato e fotografia, cabendo a António Rafael, membro da banda Mão Morta, a curadoria dos projetos na área da música, dança e literatura.

O projeto das residências artísticas é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “AMAR O MINHO”, com o apoio do Norte 2020 e dos FEEI, que cria a maior rede de residências artísticas nos 24 municípios representados pelas três CIM da região, numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma, dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.

BRAGA: IGREJA DE SÃO MARCOS ATRAVÉS DA OBJECTIVA DE FERNANDO ARAÚJO

Igreja de São Marcos - Braga

O edifício do Hospital e da Igreja de São Marcos datam do séc. XVIII e foram construídos de acordo com o projecto de Carlos Amarante, arquitecto que dá nome ao largo onde estão situados.

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Em estilo barroco, a verticalidade da Igreja, com as suas duas torres, contrasta com a horizontalidade das dependências hospitalares que se desenvolvem simetricamente, criando um conjunto harmonioso.

Na sua decoração exterior destacam-se as estátuas dos apóstolos em tamanho natural que marcam o ritmo da balaustrada superior. A meio da fachada da Igreja, num nicho, podemos ver a imagem de São Marcos.

O hospital destinava-se a assistir os pobres, peregrinos e viajantes que pernoitavam na cidade de Braga. D. Diogo de Sousa está sepultado na capela-mor da Igreja, num túmulo de jaspe branco trabalhado em mosaico.

Texto e fotos: Fernando Araújo

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SECRETÁRIA DE ESTADO DO TURISMO VISITA A XXI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTE DE CERVEIRA

Enquadrada numa jornada de trabalho ao Alto Minho, a Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, desloca-se, esta sexta-feira, ao concelho de Vila Nova de Cerveira para visitar a XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira.

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Com chegada prevista para as 09h30, a comitiva será recebida, nos Paços do Concelho, pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, para uma breve visita à Loja Interativa de Turismo. De seguida, a governante vai ao Fórum Cultural de Cerveira, visitar a XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira, através de uma sessão guiada a cargo da curadora Helena Pereira.

De sublinhar que a XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira está a decorrer até 31 de dezembro, num formato duplo – virtual e presencial - alargado no espaço temporal devido à pandemia Covid-19, podendo ser visitada no Fórum Cultural de Cerveira, no Palco das Artes e no Auditório da Biblioteca Municipal, no seguinte período de funcionamento:

Até 13 de setembro, de segunda a sexta-feira e domingo, entre as 15h00 e 21h00, e sábados e feriados das 10h00 às 22h00. De 15 de setembro a 31 de dezembro, os espaços estarão abertos a visitas presenciais de terça a sexta-feira, entre as 15h00 e as 19h00, sábados e feriados, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00, estando encerrado à segunda-feira e domingo.

A entrada é livre, podendo ser presencial ou a partir de casa,, em qualquer canto do mundo, recorrendo à plataforma digital em www.bienaldecerveira.pt/xxi-bienal/

VILA VERDE REALIZA PRIMEIRA GRANDE MOSTRA DO ESTILO ROCOCÓ NO CONCELHO

BIBLIOTECA MUNICIPAL PROFESSOR MACHADO VILELA RECEBE EXPOSIÇÃO “ORNATO E GRAÇA” DE 4 A 22 DE SETEMBRO

No dia 4 de setembro, próxima sexta feira, decorre na Biblioteca Municipal de Vila Verde, a inauguração da exposição “Ornato e Graça”- O Rococó no concelho de Vila Verde.

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A exposição, que durará até ao dia 22 de setembro, é a primeira grande mostra da presença do estilo Rococó num Município em Portugal.

A curadoria e investigação esteve a cargo de Eduardo Pires de Oliveira, assim como o texto do catálogo, e as fotografias são da autoria do fotógrafo vilaverdense Adelino Pinheiro.

Através da mostra e do catálogo ficará a conhecer todas igrejas das freguesias do concelho de Vila Verde que possuem estilo Rococó, assim como toda a história envolvente.

Devido às restrições impostas pela prevenção da COVID-19, o número de presenças será limitado, pelo que se agradece confirmação para o contacto- 253 323 600.

MARGINAL DE ESPOSENDE ACOLHE OBRA DE ARTE ALUSIVA À VIDA DO MAR

Uma obra de arte que evoca os estaleiros e a vida do mar da comunidade piscatória de Esposende, da autoria de Luís Canário Rocha, será erigida junto à marginal da cidade. Inserida no programa de residências artísticas “Amar o Minho”, esta obra complementa o projeto de arte urbana que o Município de Esposende implementou na marginal da cidade - no âmbito do projeto “Esposende SmartCity” - e que se prolongará para o futuro Parque da Cidade.

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À vocação turística de Esposende surge agora associada a vertente cultural, com disponibilização de arte urbana, suportada na matriz que potencia os processos criativos, enquanto espaço privilegiado para envolver o autor, a obra, o público e o território.

O Município de Esposende já diligenciou no sentido de ser construída a parede, onde Luís Canário Rocha estará em residência artística de 7 a 14 de setembro, prevendo-se que seja inaugurada a 26 de setembro, no âmbito do leque de atividades das Jornadas Europeias do Património.

Este programa de residências artísticas faz parte do projeto Amar o Minho e constitui-se como uma das linhas de ação do consórcio Minho IN, para promoção da marca Minho, do ponto de vista cultural e turístico. O consórcio Minho IN é constituído pelas três comunidades intermunicipais da região: CIM do Alto Minho, CIM do Cávado e CIM do Ave, que representam 24 municípios.

A zet gallery é responsável pela coordenação artística do programa de residências artísticas, tendo como curadores do projeto Helena Mendes Pereira e Rafael Vale Machado.

As residências artísticas iniciaram-se no passado mês de junho e prolongam-se até junho de 2021, percorrendo os 24 municípios e abarcando áreas com arte em espaço público, artesanato, fotografia, música, dança e literatura com criadores nacionais e internacionais. Alguns dos criadores convidados farão residência em mais do que um município, potenciando pontos de contacto no território.

No âmbito do projeto Esposende SmartCity foi inaugurada a obra "octo_ _ _ _”, de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen e “Mulheres do Mar”, de Vhils.

Luís Canário Rocha vive em Guimarães. Formado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Porto (FBAUP) em Artes Plásticas na vertente de Pintura, expõe com regularidade desde 2007. Em 2018 destacou-se pela participação na exposição coletiva - 7 formas poético-casuísticas - na Zet gallery, em Braga, e as residências artísticas em que participou, em Figueira Castelo Rodrigo (Projeto de arte Pública), Braga, Zet Gallery (Tutoria pedagógica inserida no Simpósio de Arte e Sustentabilidade).

VILA NOVA DE CERVEIRA: PAULO HERNÂNI REPLICA ESCULTURA "IDOSA" PARA BRONZE

‘Idosa’ é uma escultura em gesso muito acarinhada em Vila Nova de Cerveira, pela dimensão real e pelo estado de espírito que transmite, e que, muito recentemente, o seu autor, o artista plástico portuense Paulo Hernâni, concretizou a sua passagem para bronze. As duas peças enriquecem o património artístico-cultural do concelho, encontrando-se expostas nos serviços de receção da Câmara e da Biblioteca Municipal.

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Em 1996, o artista Paulo Hernâni executou o seu primeiro trabalho escultórico à escala real, de uma figura humana anónima. A ‘Idosa’ captou, de imediato, as atenções e, em 1998, o Professor Henrique Silva, um dos fundadores da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, incitou o autor a trazê-la para a ‘Vila das Artes’ e, desde então, por cá ficou.

No entanto, com o passar dos anos, o material – gesso – começou a apresentar sinais de deterioração, pelo que a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira solicitou ao autor a sua reparação, além de o desafiar para fazer uma réplica num outro material, considerado mais resistente, e contribuindo para o enriquecimento do património artístico-cultural de Vila Noa de Cerveira. A peça em bronze já se encontra na receção da Biblioteca Municipal, e a original, em gesso, retomará em breve o seu local, a receção da Câmara Municipal.

A curadora e investigadora em práticas artísticas e culturais contemporâneas, Doutora Helena Mendes Pereira, redigiu um texto sobre o trabalho de Paulo Hernâni, no qual descreve a ‘Idosa’: “No espaço de receção do edifício da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira encontramo-nos frente a frente com uma idosa que espera. A cabeça cai-lhe sobre o tronco e as mãos repousam sobre o ventre. Anónima, a figura confronta-nos com a nossa indiferença face ao outro”. Uma indiferença que, acrescentaria o Município, é preciso estar constantemente a combater.

Paulo Hernâni nasceu Porto, em 1962, licenciou-se em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (atual FBAUP) e a sua obra vai do desenho à escultura, passando também pela pintura, cerâmica e ilustração. A sua obra e presença são uma constante nas sucessivas edições da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, somando já quase 30 anos de carreira, colecionando prémios e tendo participado em dezenas de exposições individuais e coletivas.

PINTOR JOSÉ DE BRITO NASCEU EM SANTA MARTA DE PORTUZELO

José de Brito foi um pintor português que nasceu em Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo), a 18/2/1855. Em 1873, vai estudar na Academia Portuense de Belas Artes onde tem por professores Tadeu de Almeida Furtado, João Correia e Soares dos Reis.

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Em 1885, obtém uma bolsa régia, concedida por D. Fernando II, que lhe permite partir para Paris, para estudar na Academia Julien, com Boulanger, Lefébre, Laurens e Benjamin Constant.

Em 1896 regressa a Portugal onde inicia a sua atividade docente na Academia Portuense de Belas Artes.

Entre as suas obras destacam-se, "O Batismo de Cristo" para a Igreja da Trindade, "Retrato de Júlio António de Amorim Lima" para o Hospital de São Marcos (Braga) e a pintura do teto do Teatro Nacional S. João.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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O pintor no seu atelier

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A matança do porco. Óleo sobre tela

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Mártir do fanatismo. Óleo sobre tela

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Painel da Igreja da Trindade: Baptismo de Cristo. Óleo sobre tela

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Retrato de mulher