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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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“PEQUENOS ARQUEÓLOGOS, GRANDES ARTISTAS” JUNTA ARTE E HISTÓRIA EM ARCOS DE VALDEVEZ

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O Espaço Valdevez e o Centro Interpretativo do Barroco estão a preparar uma atividade para crianças, onde a arte e a história serão o mote para inspirar a criatividade, numa experiência artística única que une o rigor da arqueologia com a liberdade da arte.

No Centro Interpretativo do Barroco, os pequenos exploradores irão descobrir ornamentos e detalhes barrocos, observando formas e padrões que inspiram a criatividade.

Depois, no Espaço Valdevez, poderão dar vida à sua descoberta, aplicando folha de ouro nos ornamentos. Um momento de criatividade, concentração e muita diversão, onde cada “tesouro” ganha brilho.

A atividade “Pequenos Arqueólogos, Grandes Artistas” é uma oportunidade para juntar história e arte, numa experiência onde as crianças se irão transformar em detetives do tempo e mestres da talha dourada!

PEQUENOS ARQUEÓLOGOS, GRANDES ARTISTAS

SÁB, 24 DE JANEIRO | 15H00

Público-alvo: crianças a partir dos 6 anos

Inscrição gratuita e obrigatória através dos contactos:

Email: espacovaldevez@cmav.pt | Telefone: 258 247 329*

*Chamada para rede fixa nacional

PIROTECNIA É UMA TRADIÇÃO MINHOTA COM ORIGEM NA CHINA ANTERIOR À ERA CRISTÃ

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Remonta a milhares de anos Antes de Cristo a descoberta na China do fogo-de-artifício. Foram, porém, os gregos e os árabes que trouxeram para a Europa e, nomeadamente para a Península Ibérica o conhecimento desta arte. Inicialmente ligada nas culturas orientais à celebração de rituais de exorcização dos maus espíritos e, entre os povos árabes e islamizados, a práticas alquimistas, a pirotecnia encontra-se presentemente associada a ocasiões festivas e outras manifestações caraterizadas por momentos de alegria e felicidade dos povos ou das comunidades.

Constituindo o Minho uma região particularmente festiva e marcada pela exuberância das suas festas e romarias, bem definidoras do caráter alegre e jovial das suas gentes, o espetáculo do fogo-de-artifício tornou-se bastante apreciado ao ponto de não haver cidade ou aldeia, por mais recôndita e insignificante que seja, que não possua a sua demonstração por ocasião da festa à padroeira e ainda, no período pascal, a acompanhar o compasso ou visita pascal.

Este fascínio do minhoto pelo espetáculo de luz e cor que o fogo-de-artifício proporciona e que, aliás, se manifesta de igual modo no traje, no artesanato, nas decorações das romarias, enfim, em muitas formas na maneira de viver do minhoto, levou-o ainda a tornar-se um exímio pirotécnico e dominar as suas técnicas de produção, ao ponto de se encontrarem aqui os melhores artistas e industriais de fogo-de-artifício – e a pirotecnia do Minho encontrar-se atualmente entre as mais reconhecidas do mundo!

PAREDES DE COURA EXPÕE ARTE EM PEÇAS

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PAREDES DE COURA | ARTE EM PEÇAS | Exposição de construções LEGO® distribuídas por seis espaços da vila | 19 dez a 4 jan

Exposição de construções LEGO® distribuídas por seis espaços da vila

O mundo maravilhoso das construções LEGO® para miúdos e graúdos no ‘Arte em Peças’ está de regresso esta sexta-feira, 19 de dezembro, prolongando-se até 4 de janeiro, com um formato ligeiramente diferente, percorrendo diversos locais da vila, todos com um carácter temático, como a Caixa de Brinquedos, Caixa de Música, Centro Cultural, Casa do Conhecimento, Galeria Caixa Agrícola e até o Quiosque, junto ao Tribunal.

Organizado pelo Município de Paredes de Coura em parceria com a Comunidade 0937*, nesta 16ª edição do ‘Arte em Peças’ podemos contemplar construções como o complexo arqueológico de Chichén Itzá, o Castelo de Guimarães, o templo de Santa Luzia, os Painéis de S. Vicente de Fora, mas também a batalha espacial Star Wars, Cidade Friends, plataforma petrolífera, Cidade de Natal, cenário do Velho Oeste, etc, ou até algumas novidades como a exploração espacial e o Super Mario.

Assim, na Caixa de Brinquedos não só está a receção do evento bem como as informações, como está disponível uma playzone com peças ‘duplo’ para as crianças mais novas, outra com peças LEGO® básicas para construção livre e um mural para escrever e desenhar com peças. Na Caixa de Música, espaço dedicado à ficção científica, dispõe de várias criações dedicadas ao universo Star Wars, como o hangar da Death Star ou a invasão de Hoth, e construções ligadas à exploração espacial.

Atividades permanentes em cada um dos espaços

O espaço expositivo do Crédito Agrícola está dedicado a cidades e modelos contemporâneos, designadamente uma cidade LEGO® com um enorme circuito de comboios. Este espaço também dispõe de um cenário LEGO® Friends, entre várias outras construções. Já a Casa do Conhecimento privilegia as construções technic e robótica, com destaque para uma pista de veículos e uma grande plataforma petrolífera.

Por sua vez, o Centro Cultural dá relevo à história e fantasia com duas salas recheadas com construções históricas, com destaque para o Castelo de Guimarães, o Santuário de Santa Luzia e um cenário do velho oeste norte-americano. Também o Quiosque, junto ao Tribunal, dispõe de cenário de Natal com todo o imaginário que rodeia esta quadra.

Para além do carácter temático de cada um destes espaços, há atividades permanentes espalhadas por todos estes locais, como workshops e desafios na Caixa dos Brinquedos, criação e projeção de filmes stop-motion na Caixa de Música, construção e manobra de comboios LEGO® no espaço Crédito Agrícola, condução de veículos e interação com robôs LEGO® na Casa do Conhecimento, enquanto no Centro Cultural podem ser colhidas informações sobre o desafio “Descobre o Príncipe no Bairro do Amor”.

O Arte em Peças como as atividades são de entrada gratuita, de 19 de dezembro a 4 de janeiro, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, apenas encerrando a 25 de dezembro e 1 de janeiro.

*A Comunidade 0937 é um grupo de fãs do brinquedo de construção da marca LEGO®, fundado em 2006 e que anualmente realiza dois grandes eventos.  O ‘Arte em Peças’ na quadra natalícia e o ‘Paredes de Coura Fan Weekend’, convenção internacional de fãs da marca, no segundo fim-de-semana de junho.

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ARCOS DE VALDEVEZ: D’ART VEZ INAUGURADA COM CASA CHEIA

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A Bienal de Artes de Arcos de Valdevez abriu as portas ao público na noite de sábado, dia 15 de novembro, no Foyer da Casa das Artes.

Entre pinturas, esculturas, e fotografia o público foi descobrindo a beleza da arte e a inspiração de cada peça - única na emoção e em cada detalhe.

A inauguração contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, que salientou a qualidade das obras expostas.

A mostra, que reúne obras de 190 artistas locais, nacionais e internacionais, pode ser vista até 31 de janeiro de 2026.

Com curadoria do artista arcuense António Aguiar, a Bienal atravessa oceanos e fronteiras com a presença de artistas de diversos continentes.

À semelhança de edições anteriores, as obras estarão espalhadas por diversos equipamentos da vila, bem como na Casa do Povo de Soajo e Casa do Castelo de Sistelo.

 

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PONTE DA BARCA LEVA ECOS DA FÉ E ARTE AO MOSTEIRO DE VILA NOVA DE MUÍA

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Espetáculo integrou a V Edição do Ciclo de Órgão de Viana do Castelo

O Mosteiro de Vila Nova de Muía, em Ponte da Barca, foi palco na noite de 7 de novembro de um momento de rara beleza musical, no âmbito da V Edição do Ciclo de Órgão de Viana do Castelo, promovido pela Diocese de Viana do Castelo através do Secretariado Diocesano de Liturgia.

Com o apoio do Município de Ponte da Barca, o concerto reuniu o organista Rui Soares e a soprano Fabiana Magalhães, que encantaram o público com um programa que combinou a grandiosidade sonora do órgão de tubos com a expressividade da voz lírica.

Num ambiente de grande valor histórico e espiritual, o repertório destacou a versatilidade do órgão e a sensibilidade dos intérpretes, sendo calorosamente aplaudido pelo público.

O Ciclo de Órgão de Viana do Castelo, que decorre entre 10 de outubro e 30 de novembro, tem vindo a afirmar-se como um projeto de referência na promoção da música sacra e na divulgação dos órgãos históricos da diocese.

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BRAGA REALIZA EXPOSIÇÃO SOBRE O MESTRE JOSÉ VEIGA – O DESENHADOR DA ALMA DE BRAGA

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José Ferraz Gomes Veiga, mais conhecido por mestre Veiga, foi uma personalidade que dedicou toda uma vida à arte, consagrando a sua obra à cidade de Braga, onde nasceu em 18 de novembro de 1925 e faleceu em 18 de abril de 2002. O seu talento para o desenho e a sua sensibilidade artística levou-o a frequentar a antiga Escola Industrial e Comercial Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, no Curso de Tecelão Debuxador, notabilizando-se no desenho, na caricatura e na cenografia. Durante meio século, foi o responsável pela decoração dos arruados das Festas Joaninas e das Solenidades da Semana Santa, tendo os cartazes e os anúncios ficado a dever-se à sua mão. O seu espólio pessoal e artístico, composto por mais de 900 peças foi doado à Câmara de Braga e hoje enriquece o Arquivo Municipal de Braga.

Inaugurado em 24 de junho de 2009, o busto do Mestre José Viga foi erigido para prestar homenagem ao artista bracarense José Veiga e implantado no jardim da Praça da República, junto ao posto de Turismo.

Concebido pelo escultor Jorge Ulisses, o busto, de bronze, representa o Mestre José Veiga, suspenso num pedestal retangular de granito, disposto na vertical, exibindo uma inscrição onde se lê “AO MESTRE JOSÉ VEIGA (1925-2002).

Fonte: Câmara Municipal de Braga

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ESE-IPVC ACOLHE 20º ENCONTRO INTERNACIONAL DAS ARTES

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Sob o mote “Fronteiras (in)Visíveis: A arte como território livre de expressão e encontro”, o 20º Encontro Internacional das Artes realiza-se nos dias 6 e 7 de novembro de 2025, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC).

Vinte edições depois, o evento reafirma-se como um espaço de celebração, descoberta e diálogo entre artistas, públicos e territórios, convocando todos a refletir sobre o que nos separa — e, sobretudo, sobre o que nos une.

Num tempo em que as divisões parecem acentuar-se, a arte mantém o seu papel de ponte entre margens, transformando diferenças em diálogo e o local em universal. O Encontro propõe-se, assim, como um território simbólico de travessia e encontro, onde as fronteiras não desaparecem, mas tornam-se invisíveis — e, por isso, mais fáceis de atravessar.

A programação incluirá conferências, mesas-redondas, workshops e performances que exploram a ideia de fronteira sob múltiplas perspetivas — geográficas, culturais, linguísticas e artísticas.

As propostas cruzam disciplinas e linguagens (da música à dança, das artes visuais ao teatro, da literatura ao vídeo, da performance à instalação), e dão voz a artistas de diferentes geografias, estilos e gerações, promovendo uma visão plural e contemporânea da criação artística.

Mais do que um encontro, esta 20.ª edição é uma celebração da arte como linguagem comum, que atravessa tempos e fronteiras, afirmando Viana do Castelo como um epicentro de diálogo artístico e humano.

O programa completo do 20º Encontro Internacional das Artes poderá ser consultado no portal oficial do IPVC:  www.ipvc.pt/ese/20-encontro internacional-das-artes-de-viana-do-castelo/

NOVA OBRA DE ARTE PÚBLICA REFORÇA LIGAÇÃO DE CERVEIRA AO CAMINHO DE SANTIAGO

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Vila Nova de Cerveira tem uma nova obra de arte pública. PER AGROS AD STELLAS (“pelos campos às estrelas”), da artista plástica Beatriz Manteigas, apresenta-se como uma interpretação artística e poética do Caminho de Santiago, evocando a sua dimensão histórica, espiritual e natural, enquadrando-se no projeto cultural intermunicipal ‘Caminho da Arte nos Caminhos de Santiago’, formalizado em 2023.

Instalada na Praça Jaime Isidoro (Rua Queiróz Ribeiro), a escultura, realizada em granito de Mondim e com inoculação de líquenes a realizar em contexto educativo com jovens locais, parte da etimologia das palavras peregrino (“aquele que caminha pelos campos”) e Compostela (“campo de estrelas”) para refletir sobre a relação entre tempo, espaço e sujeito. A obra convida à reflexão sobre o conceito de "local" enquanto momento que articula tempo e espaço, mas também sujeito, sendo este último quem legitima os dois primeiros (o peregrino). Enfatiza, assim, a singularidade de cada peregrinação e a experiência única que cada um terá na passagem e interação com a obra.

Beatriz Manteigas é artista plástica, doutorada em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde leciona atualmente. Expõe desde 2009 em Portugal e no estrangeiro, estando representada em diversas coleções públicas e privadas. Em 2016 cofundou a Associação Quinta das Relvas, dedicada à educação não formal em Arte e Ecologia, onde vive e trabalha.

De sublinhar que a instalação desta escultura integra o ‘Caminho da Arte nos Caminhos de Santiago’, cujo protocolo foi assinado em 2023 pela Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, e restantes municípios aderentes, prevendo-se a implementação de 60 obras de arte contemporânea ao longo dos 261 quilómetros que ligam a Sé do Porto à Catedral de Santiago de Compostela.

Promovido pela Lionesa – Associação de Arte, Cultura e Turismo, com o apoio da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP) e dos municípios atravessados pelo Caminho Português da Costa, o projeto ambiciona valorizar a rota milenar, acrescentando-lhe arte do século XXI e criando “a maior estrada de arte do mundo”.

MUSEU DE ARTE POPULAR DÁ A CONHECER AS PINTURAS MURAIS DEDICADAS AO MINHO

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No âmbito das Jornadas Europeias do Património 2025, o Museu de Arte Popular vai promover, nos dias 20 e 21 de setembro, um conjunto de iniciativas que destacam o seu importante património arquitetónico, artístico e cultural.

Entre as atividades programadas, merecerá destaque a arte da cestaria, património cultural imaterial de exceção, transmitido de geração em geração. Neste contexto, dois mestres cesteiros das Beiras, oriundos de Gonçalo – reconhecida como a “capital da cestaria” – estarão presentes no Museu, dinamizando oficinas onde visitantes e participantes terão a oportunidade de aprender técnicas tradicionais e experimentar criar as suas próprias peças com recurso a materiais naturais.

Será igualmente, durante a visita guiada, dado especial relevo ao Minho, território de fortes tradições, através da evocação das pinturas murais e da museografia da sala no Museu consagrada à região.

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PONTE DA BARCA APRESENTA EXPOSIÇÃO DE ARTE BIENAL E DO LEGADO ARTÍSTICO DE MANUEL LIMA NOS PAÇOS DO CONCELHO

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O átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca recebe, no próximo dia 3 de setembro, pelas 17h00, a inauguração da exposição de Isabel Lima e Manuel Lima. Esta mostra apresenta um conjunto de obras de Isabel Lima e do legado artístico do pintor Manuel Lima, seu companheiro de vida e de percurso artístico, falecido em janeiro de 2023.

Isabel Lima

Natural do Porto (1951), licenciou-se em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, em 1973. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1971 e 1973 e desenvolveu uma carreira dedicada ao ensino das artes visuais, tendo também investigado as relações entre arte e pedagogia. Enquanto artista convidada, participou em diversas exposições coletivas e está representada em coleções públicas e privadas.

Manuel Lima (1945–2023)

Nascido em Gramido, Valbom (Gondomar), licenciou-se em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, em 1973. Foi distinguido com diversos prémios ao longo da sua carreira, entre os quais o Prémio de Desenho de Estátua José da Costa Meireles Rodrigo (1965/66) e o Prémio José de Brito (1986). Desde 1985 viveu em Moledo, no concelho de Caminha. Está representado em coleções nacionais e internacionais, públicas e privadas.

ROTA DOS AZULEJOS CONVIDA A DESCOBRIR PONTE DE LIMA E O SEU PATRIMÓNIO

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No próximo dia 4 de setembro, o Município de Ponte de Lima, através do Museu dos Terceiros, convida a comunidade a participar na Rota dos Azulejos, uma iniciativa cultural inserida em diversas rotas temáticas, integrada no programa das comemorações dos 900 anos do Foral de Ponte de Lima.

Com início marcado para as 10h00, a Rota dos Azulejos terá o seu início no Museu dos Terceiros, que alberga o mais significativo repositório azulejar da vila de Ponte de Lima. A visita a algumas salas do museu, onde se exibem diversos exemplares produzidos durante um longo horizonte temporal, entre os séculos XVI e XIX, será o pretexto ideal para uma breve história da evolução deste material cerâmico, a nível técnico e artístico. O itinerário segue depois para o exterior, onde, em pleno Centro Histórico, o visitante deparará com painéis historiados do mais notável pintor de azulejos português do século XX, Jorge Colaço, assim como outros trabalhos mais recentes dispersos pelo espaço público, relacionados com a história e as tradições de Ponte de Lima.

A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia, estando limitada à capacidade do grupo e à participação mínima de 10 pessoas.

Esta será uma oportunidade única para conhecer um pouco mais sobre esta forma de expressão artística em que Portugal tanto se notabilizou, chamando também a atenção para o património azulejar de Ponte de Lima.

Para mais informações e inscrições, contactar o Museu dos Terceiros, através do email mute.geral@museuspontedelima.pt ou telefone 258 240220.

FAFE: MESTRE ORLANDO POMPEU EXPÕE “ODISSEIA MIGRATÓRIA”

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A Exposição «Odisseia Migratória», do Mestre Orlando Pompeu, que reúne 12 pinturas do artista que homenageiam os nossos emigrantes e as sucessivas gerações que saíram de Portugal em buscar de uma vida melhor, foi prolongada até ao próximo dia 31 de outubro.

𝐇𝐨𝐫á𝐫𝐢𝐨 𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢çã𝐨 «𝐎𝐝𝐢𝐬𝐬𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐢𝐠𝐫𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐚»
• Terça a sexta-feira - 10h00-12h00 / 14h30-17h30
• Sábados, domingos e feriados - 14h30-18h00
Encerra às segundas-feiras e nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.

A entrada é livre, visite-nos!

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Com uma carreira de quase quarenta anos, bem como um currículo nacional e internacional ímpar, ainda em 2022 o mestre Orlando Pompeu foi distinguido em Paris com a Medalha de Bronze da Academia Francesa das Artes, Ciências e Letras.

VIANA DO CASTELO: ILUSTRADORA VIANENSE TERESA SILVA ILUSTRA E DESFILA NO CORTEJO DA MORDOMIA DAS FESTAS DA SENHORA D’AGONIA

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Foto: João NES STUDIO (designer gráfico)

São suas as seguintes palavras que revelam essa grande paixão pela sua terras e as suas tradições: “Foi com muito entusiasmo que aceitei o desafio que a Viana Festas me fez este ano, para a realização de um desdobrável com ilustrações alusivas aos trajes do Desfile da Mordomia.

Como participante deste Desfile, este ano foi uma honra para mim ver estas ilustrações nas mãos das pessoas que vibram com ele, sendo um meio de informação e pedagogia da nossa Romaria d'Agonia.

Agradeço a todos os fotógrafos que me inspiram, sobretudo ao carinho sempre abnegado do Ricardo Sousa.

Às mordomas a minha gratidão e carinho.

Ao Hermenegildo Viana o meu sentido e terno agradecimento pela confiança em mim depositada.

Como ilustradora, é um orgulho e uma responsabilidade perpetuar o legado dos artistas que ilustraram e pintaram Viana e que são a minha referência: Manuel Couto Viana, Araújo Soares e Carolino Ramos.

A arte, a Romaria e o legado de mãos dadas.”

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Teresa Silva é natural de Viana do Castelo. Nasceu em 1979 e desde os primeiros anos de infância demonstrou sempre muita sensibilidade artística, sobretudo para as artes visuais com recurso a lápis ou tintas e trabalhos manuais.

É licenciada em Professores do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico, variante Educação Visual e Tecnológica na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo e leccionou durante 7 anos na Região Autónoma dos Açores. Regressou ao continente e permaneceu  6 anos em Aveiro onde se dedicou ao Bordado de Viana tendo Carta de Artesã.

Em 2018 regressou a Viana do Castelo e passou a dedicar-se por completo às artes plásticas.

Em 2023 criou um atelier de ilustração, tendo sempre por base de inspiração os Trajes do Alto Minho, sobretudo o Traje à Vianesa.

Possui particular gosto por ilustrar registos fotográficos antigos, sobretudo do inicio do século XX.

Os principais materiais que utiliza são os lápis de carvão, lápis de aguarela secos, marcadores, marcadores de aguarela e papel rugoso de aguarlas. Esta Inspiração vem do profundo amor pelo Traje, sendo que a primeira vez que envergoui um em cortejos da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia tinha apenas 6 anos de idade, tendo aprendido a trajar com o saudoso sr Amadeu Costa e a D. Maria Emília de Sena Vasconcelos, amigos próximos do seu pai. São já 36 anos a trajar Viana.

O seu maior desejo é poder expor o meu trabalho na terra que a viu nascer e perpectuar no tempo, através da técnica manual da ilustração, o valor incalculável que tem a memória do Traje à Vianesa.

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“PORTA DA HUMILDADE ACOLHE OS VISITANTES EM ARGA DE BAIXO À ENTRADA DA 27ª EDIÇÃO DA ARTE NA LEIRA

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Todos os dias, até 17 de agosto, na Casa do Marco, em Arga de Baixo, Caminha

A 27ª edição da Arte na Leira abriu portas este sábado, ao final da tarde. A "receber-nos", logo à entrada, um trabalho imponente, e não é só por ser de grandes dimensões: Trata-se de uma intervenção artística do pintor Mário Rocha, numa "tela" muito especial, uma velha porta da estação de caminho de ferro. Título: “Porta da Humildade”. Depois entramos e a Arte na Leira é toda uma grande galeria para descobrir. A partir de agora pode visitar a exposição - está aberta todos os dias, até 17 de agosto. É no local de sempre, a Casa do Marco, em Arga de Baixo, Caminha.

Só Mário Rocha saberá a razão porque batizou a velha porta como “Porta da Humildade”, mas cada visitante poderá certamente ensaiar uma interpretação, porque a arte é isso mesmo, é todo um mundo de liberdade, aberto ao pensamento e à imaginação. Nela, nas partes envidraçadas, sobressaem retratos de pessoas idosas, mas não são pessoas quaisquer, reconhecemos os rostos da Serra d’Arga. É mais uma homenagem do artista Mário Rocha às gentes da serra que escolheu para residir (agora a tempo inteiro) e onde instalou o seu ateliê.  São rostos das gentes que o acolheram desde a primeira hora, já lá vão muitos anos.

Mas, se encontramos logo ao transpor o portão da Casa do Marco, rostos de pessoas idosas, os mais novos também têm um espaço de destaque nesta edição. Como já tínhamos revelado, a imagem da edição 2025, que deu origem ao cartaz e ao catálogo, é da autoria de uma criança: Maria Inês Rocha (8 anos), neta do Mário Rocha, que vem demonstrando interesse e predisposição pelas artes. Nesta edição, o avô tornou-a protagonista. Mas há mesmo uma parte da Arte da Leira dedicado apenas a trabalhos de crianças, além da Maria Inês, participam a Ana Marta (11 anos), Catarina Tomaz (9 anos), Sebastião Rocha (3 anos) e Violeta Mouteira (3 anos), para além de estar patente um projeto – escultura: “A Arte dos Cabeçudos” – dos alunos da EB1/JI de Carvoeiro – Agrupamento de Escolas de Barroselas.

No próprio catálogo da 27ª edição, é citada a propósito das “Crianças na Arte na Leira”, Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, por ocasião da Semana Internacional da Educação Artístic: “A criatividade cria a resiliência de que precisamos em tempos de crise. Ela deve ser alimentada desde a mais tenra idade para liberar a imaginação, despertar a curiosidade e desenvolver o apreço pela riqueza do talento e da diversidade humana. A educação é onde isso começa”.

Na 27ª edição da Arte na Leira encontramos muitos outros trabalhos, de outros convidados, os  artistas mais “velhos”, maioritariamente na área da pintura, mas também escultura, desenho, fotografia, joalharia, etc.

A Arte na Leira é sempre uma agradável surpresa, uma galaria encantadora onde a arte convive com a ruralidade, aqui e ali muito tosca mesmo, como as pedras que servem de mesas, com cadeiras onde nos podemos sentar a admirar as obras ou apenas a conversar, ali, no meio da serra, entre a natureza verde e a rudeza das pedras.

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AMARES MARCA ENCONTRO COM A ARTE

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O Encontrarte Amares regressa de 24 a 26 de julho, celebrando a “Resiliência das formas de vida locais” através de uma programação ampla e plural.

Durante três dias, cruzam-se vozes, gestos e imaginários de diferentes geografias e práticas artísticas, num território onde a arte se faz encontro e a comunidade se faz festa.

CAMINHA: 27ª EDIÇÃO DA ARTE NA LEIRA ABRE AS PORTAS NO PRÓXIMO SÁBADO EM ARGA DE BAIXO

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Inauguração marcada para as 18h00, na Casa do Marco, em Arga de Baixo, Caminha

A 27ª edição da Arte na Leira, que se realiza de 19 de julho a 17 de agosto de 2025, tem inauguração marcada para este sábado, pelas 18h00, na Casa do Marco, em Arga de Baixo – Caminha.

A menos de três dias da abertura, ainda não sabemos ao certo o que nos espera quando entrarmos no portão da Casa do Marco. Mário Rocha não quer desvendar ou não pode, porque, na verdade, nada está fechado e o processo criativo, a disposição das obras, acontecem até ao último minuto. O artista diz apenas que, na entrada, haverá uma “Porta da Amizade”. É o título de uma obra que é precisamente uma porta, mas não uma porta qualquer. Desde logo porque é centenária, mas também porque a intervenção de Mário Rocha a transformou numa obra que reflete a própria Serra d’Arga e as suas gentes. O resto – que é por certo muito – só vamos descobrir no sábado. “É surpresa”, diz a sorrir.

Novidade é também a imagem da edição 2025, que deu origem ao cartaz e ao catálogo. Trata-se de um desenho de criança, que caberá a cada um interpretar. A autora é a Maria Inês, neta do Mário Rocha, que vem demonstrando interesse e predisposição pelas artes. Nesta edição, o avô tornou-a protagonista.

Não é a primeira vez que Mário Rocha inclui as crianças na Arte na Leira, dando-lhes espaço enquanto criadoras. A Arte na Leira é assim, um espaço sem preconceitos, único, onde todos os talentos podem ter lugar, mesmo os que ainda estão a despontar.

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BRAGA: PCP PROMOVE HOMENAGEM A ARLINDO FAGUNDES NO DIA EM QUE FARIA 80 ANOS

 

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Exposição na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, aberta ao público até 17 de Julho

Foram muitos os amigos, admiradores e camaradas de Arlindo Fagundes que marcaram presença na  Homenagem "Arlindo Fagundes - Destacada figura da Cultura e militante comunista"  que a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP promoveu a 3 de Julho, dia em que faria 80 anos, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga. A homenagem inclui uma exposição que ficará aberta ao público até ao próximo dia 17 de Julho. Uma homenagem que vai prosseguir em Setembro, na próxima edição da Festa do Avante!

O acto de inauguração da mostra contou com intervenções de António Lopes, ex-dirigente do PCP com responsabilidades no distrito de Braga durante várias décadas, Belmiro Magalhães, da Comissão Política do Comité Central do PCP, e do editor Zeferino Coelho.

Teve lugar um momento cultural com António Durães, actor e encenador, e José Miguel Braga, escritor e encenador, homens da Cultura de Braga.

Arlindo Fagundes foi um destacado artista plástico e ilustrador. Ao longo de décadas, desde o período da ditadura fascista até recentemente, enquanto a situação de saúde o permitiu, manteve uma ininterrupta actividade política no PCP, partido pelo qual foi candidato em diversas eleições e no qual assumiu tarefas ao longo do tempo.

Durante a sua vida, foi um lutador pela liberdade, democracia, justiça social e paz, assumindo a defesa dos direitos do povo e dos trabalhadores como referência.

Arlindo Fagundes nasceu em 3 de julho de 1945. No fascismo, foi forçado ao exílio em França, tendo regressado a Portugal após a Revolução do 25 de Abril.
Participou activamente na defesa do Centro de Trabalho de Braga perante o assalto levado a cabo pelas forças reaccionárias em Agosto de 1975. Em entrevista à RUM, há cerca de 5 anos atrás, aquando dos 45 anos do assalto ao Centro de Trabalho, afirmou "É um acontecimento inesquecível, tenho ainda muito presente e terei até morrer aquilo que se passou naqueles dois dias em Braga".

De entre a sua vasta obra, constam as ilustrações para a coleção infanto-juvenil “Uma Aventura” e outras, a personagem de banda desenhada Pitanga e a escultura do busto de António Variações, colocada em Amares, na terra natal do cantor. Para os comunistas é inesquecível o seu cartaz da Festa do Avante! de 1979, realizada no Alto da Ajuda, em Lisboa, como os bonecos de cerâmica e os cartazes da Festa da Alegria, mítica festa de Braga, cuja elaboração foi da sua autoria.

Como foi referido nas várias intervenções, homenagear Arlindo Fagundes é também uma manifestação de inquietação e inconformismo com situação actual do país e do mundo e um apelo à mobilização de todos os democratas.

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