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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ENCONTRARTE AMARES PROMOVEU O DIÁLOGO ENTRE A ARTE E A COMUNIDADE

O Encontrarte Amares regressou em 2021 reinventado na sua forma, mas não no seu propósito – o de promover atos de convergência. De 12 a 24 de julho deste ano, Amares acolheu criadores das mais variadas linguagens artísticas (instalação, pintura, desenho, escultura, música, dança, vídeo), numa celebração à diversidade. A busca por novas centralidades evocativas da paisagem, dos cheiros, das cores e do património, material e imaterial, acelerou uma discussão poética sobre outras formas e caminhos coletivos.

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“Num ano especialmente atípico, o legado de não acolher público lançou-nos no desafio de não desistir, mas antes de refletir sobre outros diálogos possíveis. Seis espaços do concelho acolheram nove artistas convidados para um ato de imersão entre o físico e o digital, capaz de gerar novas propostas e modelos de criação artística” refere Fernando Almeida, codiretor artístico do Encontrarte.

“Fruto dos tempos que vivemos, a 7ª edição do Encontrarte Amares procurou outras possibilidades de se manter vivo e ativo, traçando caminhos alternativos de criação, participação, divulgação e celebração”, referiu o presidente do Município de Amares, Manuel Moreira. “Louvo, por isso, a perseverança, dinamismo e espírito criativo da direção artística do Encontrarte e do Clube Desportivo, Recreativo e Cultural Amarense em manter aceso este diálogo entre o pensamento artístico e o legado tradicional do nosso concelho, dando corpo a mais uma edição, promovendo este encontro entre a arte e a comunidade”, enalteceu o autarca.

O Clube Desportivo Recreativo e Cultural Amarense, entidade organizadora deste encontro, é uma associação juvenil que ao longo de mais de quatro décadas desenvolve atividades para os jovens e promove atividades dos jovens para a comunidade. Paulo César Silva, presidente da associação, refere que “um dos grandes desafios reside no criar condições de sustentabilidade para o evento, num contexto periférico e de caraterísticas rurais como Amares, facto consolidado através da constituição de uma rede local, regional e nacional de parcerias que de forma efetiva contribuem para o sucesso do mesmo”. “Foi ainda um desafio, aproximarmo-nos e comunicar com as múltiplas comunidades que, ano após ano, se constituem como visitantes e participantes do Encontrarte. Um ano como o que vivemos, implica uma reflexão profunda sobre outras formas de criar, apresentar e fruir.”

Direção artística espera poder criar espaços de visita

Fernando Almeida refere ainda que “este não é um ponto final, mas antes uma vírgula. Ainda no decorrer deste ano, esperamos criar espaços para que todos e todas nos possam visitar, experienciar os trabalhos desenvolvidos, e celebrar com a proximidade que nos é querida”.

“Não incorrendo no lapso de esquecer as múltiplas pessoas, locais e entidades com que nos envolvemos, deixamos um enorme agradecimento a todos e todas que de forma decisiva e calorosa contribuíram para esta edição do Encontrarte”.

A organização deixa, ainda, um grande obrigado aos artistas, à equipa, à organização, às entidades parceiras, à população, aos participantes, e a todos e todas que esperam ver em Amares no futuro.

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PULSArte PROMOVE A INCLUSÃO ATRAVÉS DA CULTURA

Projeto engoba crianças e jovens institucionalizados e comunidade cigana

Inserido no projeto “Cultura para todos numa cidade educadora inclusiva” surge o “PULSArte”, um programa que integra um conjunto de projetos artísticos, com vista à promoção do sentimento de pertença e ao desenvolvimento de competências e sensibilidades juntos de comunidades mais desfavorecidas, através do contacto com profissionais de áreas artísticas. Este contacto irá desenvolver-se através de oficinas de música, teatro, pintura e escultura, que irão contribuir para ampliar o espólio cultural e artístico da comunidade barcelense.

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O “PULSArte” divide-se em duas vertentes: uma a desenvolver junto de crianças e jovens do centro de acolhimento da Casa do Menino Deus e outra com a comunidade de etnia cigana.

Junto das crianças e jovens do centro de acolhimento será criada a residência artística “Construção de esculturas sonoras: ‘estranhofones’”, que irá compilar ateliês de artes plásticas e de coreografias performativas. O projeto conta, ainda, com sessões de campo para registos sonoros na natureza, preparação e realização de uma performance e exposição de “estranhofones”.

O conceito de “estranhofones” foi desenvolvido pelo músico Samuel Martins Coelho e o cenógrafo César Estrela e está associado a “sons marginais” e outros barulhos aos quais não se presta muita atenção. As oficinas serão ministradas por Ricardino Lomba e João Coutada e irão decorrer já entre os dias 2 e 5 de agosto, com as primeiras sessões.

Neste projeto, através da estimulação cultural e artística, os formadores irão procurar desenvolver nas crianças e jovens a curiosidade pelo som do meio envolvente.

Quanto à vertente a realizar com a comunidade de etnia cigana, esta irá acontecer ao longo de dois dias. Em ateliê, serão construídos instrumentos de percussão com materiais de uso diário, criados padrões rítmicos e feito um espetáculo de apresentação dos resultados.

O projeto “Cultura para todos numa cidade educadora inclusiva” consiste num vasto programa de atividades culturais a desenvolver em todo o Município, com particular foco na participação ativa de pessoas com menor facilidade de acesso à cultura e em maior risco de exclusão social, promovendo, por essa via, a sua inclusão. O projeto tem um financiamento de 392.656,00 € e integra o aviso “Nor-te-30-2019-34 – Cultura para todos”, colocado pelo PDCT (Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial) e gerido pela CIM Cávado.

HELENA MENDES PEREIRA APRESENTA "BIENAIS INTERNACIONAIS DE ARTE DE CERVEIRA (2009 A 2020): RESILIÊNCIAS, CRISES E TRANSFORMAÇÕES"

Está agendado para este sábado, 24 de julho, pelas 11h00, no Fórum Cultural, a apresentação do livro “Bienais Internacionais de Arte de Cerveira (2009 a 2020): resiliências, crises e transformações” da autoria de Helena Mendes Pereira. A publicação, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, dá continuidade ao trabalho editado pela Professora Margarida Leão, que revisitou as edições da Bienal Internacional de Arte de Cerveira de 1978 a 2007.

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Esta nova publicação retrata o período entre 2009-2020, no qual há alguns factos históricos interessantes para compreender o espaço e o tempo de resiliência do projeto que se consubstancia na organização das Bienais Internacionais de Arte de Cerveira: crise financeira; Troika; Covid-19; mudança do organismo de gestão da Associação Projeto – Núcleo de Desenvolvimento Cultural para a Fundação Bienal de Arte de Cerveira; comemoração dos 30 e dos 40 anos do evento, de formas diferentes; a retoma da realização das BIAC em ano par; morrem Jaime Isidoro e José Rodrigues.

Além das sete edições das Bienais Internacionais de Arte de Cerveira (2009, 2011, 2013, 2015, 2017, 2018, 2020), o livro abrande também as exposições e principais eventos que tiveram lugar associados à ação da Associação Projeto e depois da FBAC ao longo destes 12 anos. Para a autora Helena Mendes Pereira, “este é um período de crises e transformações e, numa fase de mudança de ciclo, é o momento de fazer um ponto de situação, de repensar o futuro”.

A publicação considera o todo, com o mesmo caráter cronológico e documental, registo de todas as atividades e suas estatísticas, mas também será incluído um capítulo sobre o museu ao ar livre, ou seja, sobre as obras de arte em espaço público e que expandem a ação do “museu” para o território, tornando a própria vila num museu vivo e dinâmico. Existe ainda um capítulo com entrevistas a vários artistas, trabalho que a autora, Helena Mendes Pereira, tem vindo a desenvolver desde 2009 até ao presente e um capítulo de abordagem geral à coleção da FBAC.

ARTESANATO E ARTE POPULAR INSPIRAM MURAIS EM BARCELOS

Futuro Centro de Expressão pela Arte e Museu de Olaria são os locais escolhidos

Sob o chapéu da arte urbana e do intercâmbio cultural nasce o projeto “Café Cultura | Barcelos”, que traz até ao centro da cidade obras de arte criadas por graffiters nacionais.

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O artesanato e a arte popular de Barcelos são o fio condutor de um trabalho que resulta da conjugação entre passado e presente, tradição e modernidade, história e contemporaneidade.

Trata-se de residências artísticas inseridas no projeto “Cultura para todos numa cidade educadora inclusiva”, promovido pelo Município e que conta, na totalidade, com 27 iniciativas a serem desenvolvidas até 2023.

O “Café Cultura | Barcelos” arrancou no dia 15 de julho e dele estão a nascer três painéis de cor, fruto de uma revolução artística expressa em obras de arte em graffiti.

A iniciativa conta com a participação do curador e criador do projeto “Café Cultura”, José Vicente dos Santos. O artista plástico e produtor brasileiro mais conhecido por “Vicente Coda” é o responsável pela escolha dos graffiters, pelas conceções dos projetos para a realização dos murais, pelo acompanhamento dos mesmos e por toda a logística inerente ao projeto.

Os trabalhos são feitos pelos graffiters Bruno Filipe, conhecido no mundo das artes como Ekyone, nascido na cidade do Porto, Nelson Fernandes Soares, artista plástico e urbano, oriundo de Guimarães, e Bruno Nogueira, conhecido entre os artistas urbanos como NEK, natural de Espinho.

Os murais estão a surgir no alçado exterior lateral e na parede lateral interna da sala/oficina da Casa Ascensão Correia, atualmente em obras para dar corpo ao Centro de Expressão pela Arte de Barcelos. A terceira obra está nascer no muro lateral interior do Museu de Olaria.

“Café Cultura | Barcelos” tem como premissa a valorização de espaços públicos e a promoção de Barcelos enquanto Cidade Criativa da UNESCO, dando, deste modo, início a uma nova área de criação até agora sem escola em Barcelos.

O projeto “Cultura para todos numa cidade educadora inclusiva” tem um financiamento de 392.656,00 € e integra o aviso “Norte-30-2019-34 – Cultura para todos”, colocado pelo PDCT (Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial) e gerido pela CIM Cávado.

"VALORIZAR O PATRIMÓNIO" EM VIANA DO CASTELO: INAUGURADA REABILITAÇÃO DA IGREJA PAROQUIAL DE S. LOURENÇO DA MONTARIA

Foi inaugurada a empreitada de reabilitação e conservação da Igreja Paroquial de S. Lourenço da Montaria, que aconteceu no âmbito do programa “Valorizar o Património” e que contou com financiamento PRODER.

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Na inauguração da obra marcou presença o Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, o Vereador da Coesão Territorial, Luís Nobre, a Fábrica da Igreja Paroquial de S. Lourenço da Montaria, representantes da freguesia da Montaria, o pároco local, bem como a Comissão de Compartes.

Em janeiro passado, o Município de Viana do Castelo e a Fábrica da Igreja Paroquial de S. Lourenço da Montaria assinaram um protocolo para preparação de uma candidatura a fundos comunitários para esta empreitada. Assim, de acordo com o documento assinado, a autarquia procedeu ao levantamento das necessidades técnicas de reabilitação e conservação da Igreja Paroquial.

O protocolo aconteceu tendo em conta que o Património Cultural de um território constitui a mais importante marca identitária do mesmo. A conservação, recuperação, valorização ou divulgação deste torna-se um imperativo e também um dever para com os vindouros na transmissão de uma herança verdadeiramente fundacional, para além de desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento policêntrico dos territórios e na coesão territorial.

Recorde-se que o Município de Viana do Castelo está a promover um programa abrangente de valorização de Património construído, designado por “Valorizar o Património”, cujos objetivos são qualificar espaços de valor arquitetónico, histórico e artístico relevante para o território; dinamizar o potencial cultural destes espaços enquanto locais privilegiados de fruição cultural; promover e valorizar os espaços referidos enquanto locais de visitação e atratividade turística.

O Património Cultural Religioso e Monástico assume particular relevância no concelho de Viana do Castelo pela antiguidade, pela excecionalidade da arquitetura e da arte integrada, pelo testemunho de outras épocas e de outras mentalidades e porque se configuram como locais de enorme potencial para o conhecimento da ciência e da cultura.

O programa “Valorizar o Património” privilegia alguns edifícios que se incluem neste domínio do Património Cultural e que apresentam algumas condições de risco ou desadequadas, a saber: risco de colapso físico, acesso e circuito condicionados, obras de arte em avançado estado de deterioração, ausência de conteúdos e sinalética.

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BARCELOS: ARTISTAS JÁ PODEM INSCREVER-SE NA PLATAFORMA DIGITAL “MAPEAMENTO DO SETOR ARTÍSTICO-CULTURAL”

Inscrições na plataforma digital do Mapeamento Artístico e Cultural de Barcelos disponíveis no site do Município

O Município de Barcelos implementou no ano passado a plataforma “Mapeamento do Setor Artístico-Cultural”, um plano de ação para a cultura e para os agentes culturais e artistas barcelenses que consiste no levantamento da comunidade artística barcelense através de uma plataforma digital de recolha de dados.

Desta forma, depois do êxito da primeira edição, a plataforma volta a estar disponível de 14 de julho a 6 de setembro.

Nessa data, os artistas barcelenses vão poder inscrever-se através da plataforma digital de recolha de dados com o preenchimento de um formulário existente no site do Município de Barcelos.

Esta iniciativa tem como principais objetivos, recolher informação sobre os intervenientes nas diversas áreas da cultura, tratar os dados recolhidos para potenciais apoios e/ou contratações e candidaturas, conhecer de forma aprofundada a composição do tecido cultural e artístico barcelense, incentivar os artistas apoiando-os no seu processo criativo e encorajando-os à permanência no tecido cultural do concelho e reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas culturais.

O setor artístico-cultural será mapeado por áreas temáticas, nomeadamente artistas e outros agentes culturais, naturais ou residentes ou que exerçam atividades culturais regulares no concelho de Barcelos há pelo menos um ano, naturais do concelho de Barcelos que residam fora do concelho.

As áreas são as seguintes: música, teatro, dança, cinema/audiovisuais, fotografia/vídeo, stand up, magia, artes circenses, artes digitais, artes plásticas e visuais, outras com interesse cultural.

Esta iniciativa tem um papel especialmente importante tendo em conta a atual situação pandémica e os impactos que estão a causar em todos os sectores de atividades, nomeadamente no da cultura, mas pretende ser um processo contínuo e com novas áreas de intervenção no futuro.

ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA CENTRO INTERPRETATIVO DO BARROCO

“Alto Minho 4D - Viagem no Tempo - Barroco”

No passado dia 9 de julho foi inaugurada a instalação “Alto Minho 4D - Viagem no Tempo - Barroco”, no Centro Interpretativo do Barroco.

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No Centro Interpretativo do Barroco pode agora viajar pelo período barroco sem sair do lugar, numa experiência tecnológica única, multimédia, através da projeção nas paredes e nos elementos escultóricos, com sessões todos os dias, de manhã e de tarde.

Esta instalação surgiu no âmbito do projeto “Alto Minho 4D - Viagem no Tempo”, promovido pela CIM do Alto Minho, através do qual foram criadas 10 rotas culturais no Alto Minho.

Integrando os principais bens patrimoniais da região, muitos classificados como Monumento Nacional, estas rotas encontram-se organizadas cronologicamente, percorrendo os diferentes períodos da pré-história até aos dias de hoje, passando pela Idade Moderna com o Barroco, em Arcos de valdevez; até dimensões mais recentes como a Época Contemporânea. Mais do que simples rotas turísticas, são o testemunho de uma identidade e de um legado cultural do passado, que nos transporta para uma “viagem no tempo”.

Visite o Centro Interpretativo do Barroco e viaje no tempo!

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ENCONTRARTE AMARES REINVENTA-SE NA SUA FORMA PARA CONTINUAR A DAR PALCO ÀS VARIADAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS

O Encontrarte Amares regressa em 2021 reinventado na sua forma, mas não no seu propósito – o de promover atos de convergência. De 12 a 24 de julho deste ano, Amares acolhe criadores das mais variadas linguagens artísticas, para uma celebração à diversidade. Contrariando a centralidade das passadas edições, este ano propõe deambulações pelo território de Amares, evocando a paisagem, os cheiros, as cores e o património para uma discussão poética sobre outras formas e caminhos coletivos.

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O Mosteiro de Santo André de Rendufe, o Santuário da Nossa Senhora da Abadia, o Solar das Bouças, a Aldeia do Urjal, a Pedreira da Nossa Senhora da Paz e a Delegação de Amares da Cruz Vermelha Portuguesa serão Ágoras de apresentação, potenciando o cruzamento entre as rotinas de cada um destes espaços e a criação artística. Durante 12 dias, estes espaços acolhem os artistas João Pais Filipe, Ruca Bourbon, José Rosinhas, Paulo Neves, Sarah Klimsch, Carlos Silva, Diogo Santos, Francisco Barbosa e João Abel Mota. Será neste ato de imersão e na possibilidade de gerar dinâmicas de empatia, entre artista e espaço, que novas propostas artísticas serão criadas.

Fruto dos tempos que se afiguram, a 7ª edição do Encontrarte Amares reinventa-se na sua forma. Procura outras possibilidades de celebrar, de continuar pertinente e atuante nos dias que correm. A programação, desenhada para acolher visitantes no dia 24 de julho em Amares, desenrola-se agora numa outra arena pública – a digital.

A iniciativa foi dada a conhecer, esta manhã, em conferência de imprensa à comunicação social no Solar das Bouças, um dos espaços que vai servir de inspiração aos artistas.

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ARTE NA LEIRA COMEÇA SÁBADO E ABRE PORTAS A “ARTISTAS DE PALMO E MEIO”

Mostra ficará patente na Casa do Marco até 22 de agosto

A 23ª edição da Arte na Leira abre sábado e traz novidades. Este ano, ao lado de artistas plásticos de renome, três crianças vão expor também os seus trabalhos. O promotor: o pintor, escultor e ceramista Mário Rocha, quer dar aos mais novos a oportunidade de exprimir a sua criatividade e de despertar o seu perfil artístico, convivendo com a natureza, como é próprio desta exposição peculiar, no coração da Serra d’Arga.

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Na Casa do Marco, em Arga de Baixo, já decorrem os preparativos para mostrar, a partir do próximo sábado e até 22 de agosto, cerca de oito dezenas de trabalhos da autoria de 25 artistas nacionais e estrangeiros. A estes juntam-se criações de alunos do IPVC – Instituto Politécnico de Viana do Castelo, um parceiro que se tem associado à mostra há algumas edições, com obras dos seus alunos.

Este ano, Mário Rocha quis ir mais longe e decidiu integrar três crianças, com idades entre os quatro e os sete anos. Oriundas do Porto e de Felgueiras, as crianças vão participar com quatro trabalhos cada, de pintura em cartão. 

Esta harmonia destituída de preconceitos, que coloca lado a lado artistas consagrados e iniciados, já era habitual na Arte na Leira, mas Mário Rocha considera ser tempo de dar espaço aos mais pequeninos, numa edição que não deixa de ser influenciada pela pandemia COVID-19. Mário Rocha destaca uma das obras onde esta realidade estará patente, uma escultura construída a partir de troncos de árvores, que pretende simbolizar a necessária aproximação entre a humanidade e a natureza.    

A Arte na Leira acontece há 23 anos ininterruptamente, numa “galeria” ao ar livre completamente improvável, a Casa do Marco, agora residência permanente do artista, que optou definitivamente pela casa centenária, encaixada no meio da Serra d’Arga, onde ano após ano vem criando condições para viver durante todo o ano, mas sobretudo para o seu ateliê e “galeria”, sempre no respeito pela traça original e pela profunda ruralidade que marca a aldeia caminhense.

A Arte na Leira é hoje reconhecida internacionalmente e todos os anos, durante pouco mais de um mês, atrai à freguesia de Arga de Baixo milhares de pessoas, que ali visitam livremente a exposição e convivem com o promotor e com os artistas que por lá vão passando.

O RIO LETHES NUMA TAPEÇARIA DE ALMADA NEGREIROS EM VIANA DO CASTELO

No interior da Pousada de Santa Luzia, encontra-se uma tapeçaria da Fábrica de Portalegre assinada por Almada Negreiros referindo a ano de 1953. Esta tapeçaria recria a lenda do pretenso rio da esquecimento que depois de atravessado levava ao esquecimento do passado. Para provar o contrário um general romano atravessa o rio e chama os seus soldados pelo respetivo nome.

A imagem encontra-se reproduzida num painel de azulejos em Ponte de Lima

Foto: Arménio Belo / Câmara Municipal de Viana do Castelo

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MUNICÍPIO DE BRAGA PROMOVE VISITA ÀS OBRAS DE ARTE PÚBLICA DO FENDA

O Município de Braga promove uma visita às obras de arte pública do FENDA – Festival de Arte de Arte Urbana, que terá lugar amanhã, 26 de Junho, na EB 2,3 André Soares, em Braga.

A iniciativa contará com a presença da vereadora da Cultura, Lídia Dias, e da curadora do programa de arte pública do FENDA, Carolina Grilo Santos.

O circuito começa às 11h00, na EB 2,3 André Soares onde está o mural de Mariana Malhão, seguindo-se a visita à Escola Secundária Carlos Amarante onde estão os murais de Lídia Cao, Lourenço Providência e Nelson Duarte. Haverá ainda passagem pela Praça do Comércio (rua do Ferraz e edifício gnration).

O FENDA é um evento integrado na programação da Braga 2021 – Capital da Cultura do Eixo Atlântico, que traz a Braga 12 artistas visuais nacionais e internacionais para fomentar a arte urbana no espaço público.

FAMALICÃO: PAINÉIS DE JOÃO CHARTERS DE ALMEIDA E SILVA DA FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA VÃO SER RESTAURADOS

Obra deverá arrancar em julho e implica um investimento de 300 mil euros

O emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda de Vila Nova de Famalicão vai iniciar em julho as obras de restauro dos painéis de João Charters de Almeida e Silva que revestem o imóvel, numa intervenção histórica que pretende preservar este ícone da cidade e da região.

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As obras de grande importância e complexidade foram anunciadas esta segunda-feira, pelos presidentes da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, e da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, num trabalho de equipa e colaboração entre as duas instituições.

Beneficiando da oportunidade proporcionada pela execução das obras de reabilitação urbana, que decorrem no centro da cidade, onde se situa precisamente o edifício, a Fundação Cupertino Miranda decidiu avançar agora com esta intervenção de restauro.

“Há muito que desejávamos esta obra e que a vínhamos estudando e planeando, porque é uma obra necessária devido essencialmente ao desgaste natural dos painéis. Este é momento oportuno, tendo em conta as obras de renovação do centro da cidade, que irão tornar Famalicão numa cidade mais moderna, funcional e atrativa para os seus cidadãos e visitantes”, referiu o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro. Segundo responsável a obra que deverá iniciar no próximo mês de julho terá uma duração de 7 meses, devendo estar concluída durante o primeiro trimestre de 2022.

“É um sonho que se concretiza e que nos enche de orgulho” afirmou o responsável.

Com um orçamento global na ordem de 300 mil euros, a obra contará com um apoio municipal de 150 mil euros, o que corresponde a 50 por cento do valor. Para a realização da intervenção, a Fundação Cupertino de Miranda conta com a empresa Signinum, uma das mais experientes em Portugal na área do restauro. Para apoio na análise e na seleção das melhores técnicas e materiais, contará com o apoio cientifico de responsáveis do Instituto Politécnico de Tomar e da Universidade de Aveiro.

Paulo Cunha salientou a importância desta obra para a cidade e para o território, destacando que “este é o momento oportuno para se avançar com esta intervenção. Toda esta zona envolvente está a ser intervencionada e com esta obra vamos conseguir revitalizar esta área central sabendo do peso que a Fundação Cupertino de Miranda tem aqui”.

“Queremos preservar este património cultural, valorizando o espaço exterior, para que este se transforme num cartão de visita ao espaço interior”, acrescentou o autarca.

Obra entusiasma Charters de Almeida

Entretanto, o artista autor da obra João Charters de Almeida e Silva já se mostrou entusiasmado com as obras de restauro. O artista nascido em Lisboa a 12 de julho de 1935, está representado em Museus, Fundações e Coleções particulares em Portugal e noutros países da Europa, USA, Brasil, Canadá e Japão. Tem trabalhos de grande escala em espaços públicos em Portugal, Bélgica, USA, Canadá e China.

A torre da Fundação, com 34 metros de altura, é revestida exteriormente, em toda a sua extensão, por quatro painéis de azulejos superiores, mais seis ao nível do piso do rés-do chão. Trata-se de um edifício emblemático tanto pelo seu revestimento azulejar, da autoria de Charters de Almeida (n. 1935), como pela estrutura helicoidal interior da torre com 10 pisos.

Cada painel tem uma alegoria diferente, que representam o intuito do Fundador: À Educação e às Artes; Conjugação dos esforços; O Homem e o Universo; Protecção. O edifício da Fundação Cupertino de Miranda foi inaugurado a 8 de dezembro de 1972.

Atualmente o edifício acolhe o Centro Português do Surrealismo inaugurado em 1 de junho de 2018, pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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ARTISTA ARCUENSE MUTES LANÇA NOVO LIVRO DE ARTE

A arte é uma arma, quando devidamente utilizada, é a fuga da realidade para um mundo onde nos podemos expressar livremente. Esta é a minha Arma, esta é a minha manifestação Artística, a pintura, o desenho, a ARTE.

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Neste meu segundo livro intitulado de Caderno de Desenhos - Mutes- DesCubismo Contornismo, resolvi apresentar ao público a minha construção e evolução daquele que é o meu traço pictórico e que caracteriza a minha obra. Com total isenção da cor neste alfarrábio apresento dezenas de desenhos a preto e branco apenas, que foram construídos durante vários anos. O DesCubismo Contornismo é uma linguagem pictórica Artística. Uma fusão entre o Cubismo e o Contornismo, onde a mão desenha de forma livre, despreocupada, usando a ambiência em seu redor como forma de inspiração. Utiliza também objetos variados do quotidiano, contornando-os reinventando e criando uma mescla de personagens fictícias num jogo de representações visuais que mais se assemelha a uma banda desenhada a preto e branco. Este livro pode ser adquirido só através do autor, e tem uma tiragem limitada de 200 exemplares.  Através das redes sociais é possível encontra-lo em A arte de Mutes.

ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA A Arcoz'Arte

Mostra estará patente ao público até dia 26 de Setembro na Casa das Artes de Arcos de Valdevez

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Foi inaugurada a exposição Arcoz´Arte, um encontro de pintores e escultores, onde cada um dos convidados se destaca pela sua forma de fazer arte, através da sua identidade e criação artística no mundo da pintura e escultura.

39 Artistas plásticos, oriundos de Norte a Sul do Pais, expõem na Casa das Artes de Arcos de Valdevez a convite de Mutes, numa exposição que prima pela qualidade dos trabalhos apresentados, em que cada um dos convidados se manifesta estética e visualmente de forma muito original.

Agradecendo a presença de todos, Mutes, o mentor do projeto, começou por explicar que esta foi uma mostra pensada em 2019 para ser executada em 2020, mas devido ao covid-19 não foi possível levar avante”, representando por isso, “o respirar novamente para quem faz Arte e cultura e para quem precisa da Arte para viver”. (…) “É um orgulho poder organizar esta exposição com o apoio da Câmara Municipal”, atestou o artista.

O Presidente da Câmara, João Esteves marcou presença neste momento onde frisou a importância da Arte para a comunidade e a capacidade que ela tem de mobilizar as pessoas: “a cultura faz parte do nosso ADN!, referiu, adiantando que apesar do momento que vivemos devido à pandemia “não ficamos sem a capacidade de fazer Arte, nem sem criatividade.

Agradeceu igualmente ao artista arcuense Mutes, o facto de ter tido a ousadia de querer avançar com esta exposição, mesmo com os condicionalismos existentes, apelando a que a mostra seja visitada por todos.

Por fim, recordou que a Casa das Artes reiniciou a sua atividade, estando agendados eventos de grande qualidade, que vão desde a música ao teatro, passando pelas artes plásticas e o cinema.

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BRAGA PROMOVE FESTIVAL DE ARTE URBANA

Apresentação do FENDA - Festival de Arte Urbana, amanhã, Terça-feira, dia 25 de Maio, pelas 15h00, no Museu D. Diogo de Sousa, Braga

O Município de Braga apresenta amanhã o FENDA - Festival de Arte Urbana, em cerimónia que terá lugar, amanhã, Terça-feira, dia 25 de Maio, pelas 15h00, no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Lídia Dias, vereadora da Câmara Municipal de Braga, Francisco Quintas, director e curador do programa musical do FENDA, e Carolina Grilo Santos, curadora do programa de arte pública do festival.

Com direcção artística do colectivo Cosmic Burger, co-organizado com a Câmara Municipal de Braga, este é o evento que propõe a disseminação das artes visuais, performativas e da música, através da intervenção urbana na cidade.

O festival FENDA, que irá decorrer nos dias 25, 26 e 27 de Junho combina a música moderna, a arte contemporânea e a robusta história e tradição das origens romanas da cidade. Coloca artistas locais em contacto com criativos consolidados no panorama internacional, integrando os emergentes e inspirando os inovadores.