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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"DESTERRADO" DE ANTÓNIO OLAIO NA ALA DE FRENTE EM FAMALICÃO

Exposição vai estar patente de 8 de fevereiro a 22 de maio, com entrada livre

António Olaio, fundador da banda portuguesa dos anos 80 Repórter Estrábico, é o protagonista da primeira exposição do ano da galeria municipal Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão. Depois de ter apresentado “Desterrado” na Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, em 2019, o artista plástico prepara-se agora para mostrar ao público famalicense esta instalação artística que junta, no mesmo espaço, pintura, vídeo e desenho.

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A exposição será inaugurada no dia 8 de fevereiro, com a presença do artista, e vai estar patente na galeria de arte contemporânea famalicense até ao dia 22 de maio, com entrada livre.

Esta instalação dá continuidade ao trabalho desenvolvido por António Olaio numa reflexão que iniciou em 2017 e que o levou a estabelecer uma relação com a escultura “Desterrado” do Museu Soares dos Reis, no Porto.

Para o curador da Ala da Frente, António Gonçalves, a exploração de várias “linguagens e territórios criativos” nesta exposição reflete a abrangência do trabalho de António Olaio. “Nesta exposição temos a presença da pintura, do vídeo e do desenho, num possível equilíbrio que nos levará a questionar o espaço e a nossa presença nele, assim como a nossa relação com o entendimento da arte”, explica a propósito.

“Expor num mesmo espaço diferentes suportes e linguagens é levar o observador a ajustar-se e a encontrar soluções de potencial equilíbrio, em resposta à instigação de desassossego que António Olaio lança. Uma provocação que oscila entre linhas ténues e linhas de força bem expressa, que nos transferem uma unicidade ao trabalho desenvolvido por Olaio”, acrescenta.

Recorde-se que António Olaio nasceu em 1963, em Sá da Bandeira, Angola, e vive em Coimbra. Com formação em Pintura, é professor no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC), tendo apresentado, em 2000, dissertação de Doutoramento, construída a partir da obra de Marcel Duchamp. É diretor do Colégio das Artes e investigador do Centro de Estudos Sociais da UC. As suas performances levaram-no à música, tendo sido fundador do grupo Repórter Estrábico em 1986.

Refira-se ainda que a exposição tem entrada livre e poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h30 e aos fins-de-semana das 14h30 às 17h30. A galeria de arte contemporânea Ala da Frente fica localizada no Palacete Barão da Trovisqueira, na Rua Adriano Pinto Basto.

A PERSISTÊNCIA COMO PRÁTICA

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Em crónica recente falei do bom aproveitamento do tempo que fazem muitos daqueles que vivem na situação de reforma; de como se valorizam fazendo novas aprendizagens, de como aprendem a viver de forma diferente, de como se sentem úteis e como, tantas vezes, descobrem em si algo que estava escondido. A presente abordagem vai, mais uma vez, para um caso isolado a merecer distinção.

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“O aborrecimento é uma das faces da morte”, dizia o escritor Julien Green (1900 – 1998). Trata-se de um conceito que nos aconselha algum esforço anti tédio e tristeza. Nada melhor por isso que o preenchimento dos tempos desocupados. Há dias constatei isso também com o Arquiteto Fernando Meireles, que considera a arquitetura como coisa do passado e a condição de artista plástico como ocupação do presente. Visitei-o na galeria da Fundação da Caixa de Crédito Agrícola, na rua de Aveiro, onde está patente a sua mais recente exposição, uma mostra deveras interessante, julgo. Trata-se de um pintor cujas exposições costumo visitar. Entendo que procura sempre o novo e aprofunda à exaustão as diversas técnicas da pintura.

Há pintores cuja obra, mesmo que vista espaçadamente, não oferece dificuldades de identificação. Outros há que pela diversidade de estilos e técnicas, estabelecem muitas vezes a dúvida de autoria. Fernando Meireles confessa o seu experimentalismo e a sua insatisfação em relação ao que vai fazendo. Um pequeno vídeo que corre permanentemente na galeria revela-nos isso. Trata-se de uma característica própria de quem ama a arte, princípio que o autor não renega. Ainda bem, porque a sua pintura, pela temática, segurança, aprofundamento de execução e equilíbrio de cores vai surpreendendo positivamente. A obra em presença foi trabalhada na base da técnica mista, com recurso a colagens de desenhos previamente produzidos, de onde emergem figuras musculadas, abstratizantes ou com definição acentuada, esbatida nos contornos pelos fundos de cores fortes e pouco variadas, predominando nestes um geometrismo minimalista.

Estamos assim, ajuízo, perante uma das melhores exposições deste pintor a tempo inteiro, que justifica bem a nota, nada parca em adjetivos, que lhe escreveu para o catálogo de uma das suas mostras Justino Alves (1940/2015), um pintor de méritos, prémio nacional de pintura em 1969. É razão para dizer, Fernando Meireles, que a persistência é o caminho.

goncalofagundes@gmail.com

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SERRALVES MOSTRA ÂNGELO DE SOUSA A PARTIR DA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

“Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” para ver até dia 29 de fevereiro

A presença da obra de Ângelo de Sousa (1938-2011) na Casa das Artes de Famalicão está estampada nos corredores deste espaço cultural. A par das figuras decorativas que cedeu à Casa das Artes, os famalicenses podem agora apreciar uma nova coleção de obras da autoria do artista, considerado um dos mais importantes da segunda metade do Século XX em Portugal.

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Até ao dia 29 de fevereiro, a Fundação de Serralves apresenta no principal espaço cultural de Famalicão a exposição “Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz”, com um conjunto de obras, de vários períodos da sua carreira, de pintura, escultura e desenho que “pretendem sublinhar os paralelismos entre meios artísticos na obra do artista e a importância da contaminação entre aquelas disciplinas para a evolução da sua prática artística”.

A mostra foi inaugurada esta terça-feira, dia 10 de dezembro, com a presença do vereador da Cultura do município, Leonel Rocha, e da presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho.

“Serralves tem várias obras de Ângelo de Sousa na sua coleção e mostrar o seu trabalho na Casa das Artes é uma forma dos visitantes voltarem a encontrar-se com as suas obras e perceberem o seu contexto”, referiu Ana Pinho. 

“Esta exposição é uma feliz combinação das obras da nossa coleção que complementam as obras que estão em permanência na Casa das Artes instaladas pelo próprio Ângelo de Sousa”, acrescentou ainda.

O responsável pelo pelouro da Cultura da Câmara de Famalicão, Leonel Rocha, realçou a aposta do município na criação de novos públicos nas mais diversas áreas artísticas, nomeadamente nas artes plásticas, enaltecendo nesse sentido a importância de parcerias estabelecidas com instituições como Serralves.

Refira-se que Ângelo de Sousa nasceu, em 1938, na cidade de Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique. O artista faleceu na sua casa no Porto, a 29 de março de 2011, com 73 anos de idade.

É considerado uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX e é um dos artistas melhor representados na Coleção de Serralves, com trabalhos realizados entre os anos 1961 e 2002, e que abarcam todos os meios artísticos a que ele se dedicou ao longo da sua prolífica carreira: desenho, pintura, escultura, instalação, filme e fotografia.

Recorde-se ainda que com a celebração do acordo de adesão do município de Vila Nova de Famalicão ao Conselho de Fundadores da Fundação de Serralves, em 2016, iniciou-se uma relação de cooperação entre estas duas instituições, baseada num projeto integrativo de promoção e divulgação cultural e ambiental.

A entrada na exposição é livre.

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UMA COLEÇÃO ESPECIAL QUE NÃO VAI QUERER PERDER! – ALVARINHO E OBRAS DE ARTE SECULARES?

Este foi o desafio lançado pela instituição mais antiga de Melgaço, Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, à primeira marca de Alvarinho do concelho, Soalheiro.

A Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, instituição mais antiga do concelho, associou-se à primeira marca de Alvarinho de Melgaço, Soalheiro, para criar uma coleção especial repleta de arte e história - “Soalheiro / 500 anos de Misericórdia”.

Trata-se de uma coleção comemorativa dos 500 anos desta instituição secular, com forte cariz de apoio social no concelho, sem descurar a preservação do património histórico e cultural que reflete a sua história. Cada garrafa representa uma icónica obra de arte. As vendas desta coleção revertem, em 20%, para a recuperação do património cultural e artístico existente no espólio da instituição, preservando a identidade histórica das mesmas.

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Sempre com foco na sustentabilidade do concelho onde está inserido, Melgaço, o Soalheiro aposta na cultura como mais um veículo para fomentar o potencial da região. “Valorizamos o potencial do nosso concelho e acreditamos na sua sustentabilidade. Criar condições para fixar pessoas, promover a qualidade do território e dos produtos associados a um terroir de excelência é fundamental. Por isso, estes projetos fazem todo o sentido” afirmam os produtores Soalheiro. Acrescentando, “esta dinâmica é vivida por toda a equipa Soalheiro, no dia a dia, seja através de projetos como o Projeto Germinar ou esta coleção especial focada na arte com história, seja pela consistência nas práticas ambientais que contribuem para a diversidade e valorização do território e da casta Alvarinho, ou até mesmo, pela criação do Clube de Produtores de Monovarietais de Vinho Verde, criando condições de subsistência para mais de 200 famílias”.

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RÓTULOS COM 5 SÉCULOS DE HISTÓRIA PARA COLECIONAR!

Das peças de arte destacadas nesta coleção, poderá admirar a tela comemorativa dos 500 anos da Misericórdia, onde se pode vislumbrar a Igreja da Misericórdia e “Nossa Senhora da Misericórdia”, conforme aparece na capa do Compromisso original da Misericórdia de Melgaço (um documento raríssimo, com 500 anos). Trata-se de uma obra muito importante para a instituição, que serviu também de capa para o livro "1517 - 2017, Um Compromisso com Cinco Séculos".  A obra foi pintada e oferecida pelo mestre António Bessa, autor, entre outros, do quadro oficial do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pode ser apreciada no Lar Pereira de Sousa (Melgaço), onde está exposta.

Do espólio fazem ainda parte a “Bandeira Real da Misericórdia de Melgaço”, uma tela, com cerca de quatro séculos, encontrada por altura da comemoração dos 500 anos, nos arrumos da igreja da Misericórdia, em avançado estado de degradação. Foi restaurada pela Fundação Ricardo Espírito Santos Silva, tendo regressado a casa, em novembro de 2018, encontrando-se também exposta no Lar Pereira de Sousa.

Na mesma altura, foi ainda descoberta uma outra tela, também ela com cerca de 400 anos, composta por duas pinturas a óleo. Na parte da frente uma representação da “Descida da Cruz” e no reverso a figuração de “Nossa Senhora da Misericórdia”. Será esta obra, de dupla face, a ser restaurada, assim que as verbas arrecadadas com esta campanha atinjam os valores orçamentados para o efeito.

Quem adquirir esta coleção especial, além de contribuir para a preservação de um valioso património histórico, irá receber uma réplica da tela do Mestre António Bessa, um pin da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, um saca-rolhas premium Soalheiro e terá ainda oportunidade de assistir, posteriormente, à apresentação das peças restauradas, recebendo uma réplica das mesmas.

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INAUGURADA D'Art-VEZ 2019

Bienal de Arte estará patente ao público até dia 26 de janeiro 2020, na Casa das Artes concelhia, em Soajo e em Sistelo

Foi oficialmente inaugurada no passado sábado, dia 16 de novembro, com grande destaque e envolvimento da comunidade, mais uma edição da bienal de Artes, D’Art Vez, a qual este ano assinala a obra e o tempo de Teixeira de Queiroz.

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No ano em que Arcos de Valdevez celebra a memória de um dos seus mais eminentes vultos culturais, o escritor Francisco Teixeira de Queiroz, a D’Art-Vez assume também essa celebração, como foco principal de influência e reflexão de cerca de uma centena de artistas que integram esta edição 2019 da bienal de arte arcuense.

Para a edição deste ano eram objetivos principais a envolvência da comunidade em geral, da comunidade escolar, bem como conseguir levar esta mostra para fora de portas da Casa das Artes e da sede do concelho, tendo sido deslocalizada uma parte da exposição para Soajo e outra para Sistelo. Objetivos amplamente conseguidos.

A exposição é composta por 113 obras, entre instalações, dípticos e trípticos o que, segundo António Aguiar, um dos principais organizadores desta mostra, diz ser muito difícil de reunir, para além de apresentar a novidade da modelação e animação em 3D. Uma novidade na escultura feita em digital.

Os trabalhos com as crianças dos infantários voltaram também a ter grande relevo, através da OCA – Oficina da Casa das Artes nos Jardins de Infância Municipais, já que este ano os meninos e meninas se encontram a pintar azulejos para compor um painel sobre o Rio Vez. De notar que a Câmara Municipal inaugurou há poucos anos um Pelourinho composto por azulejos pintados pelas crianças dos infantários que se encontra no Jardim dos Centenários, junto à Casa das Artes.

Integrado nesta bienal e para assinalar o centenário da morte de Francisco Teixeira de Queiroz, os alunos do Curso de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas de Valdevez foram desafiados a criar um Ex-libris a este escritor arcuense.

O concurso “Criação de um Ex-libris de Teixeira de Queiroz” enquadra-se no âmbito da rubrica “CRIARTE/Cria um Ex-libris”, no âmbito do Plano Integrado e Inovador do Combate ao Insucesso Escolar no Alto Minho-School 4all”, da CIM Alto Minho e decorreu sob a coordenação do professor António Troufa. Saíram vencedores desta edição os alunos Tomás Afonso, Tânia Pato e Maria Viana Gomes.

João Esteves, Presidente da Câmara Municipal, destacou todo o empenho e trabalho dos mentores desta mostra, nomeadamente António Aguiar, artista plástico arcuense, e Nuno Soares, diretor da Casa das Artes concelhia. Enalteceu o facto de esta bienal envolver todo o tipo de públicos, desde os Jardins de Infância até um público mais crescido, bem como diversas iniciativas culturais que compõem um rico programa cultural durante dois meses com teatro, música, o lançamento de livros e visitas guiadas pelos artistas à exposição. Através desta bienal pretendeu-se, disse, “reconhecer o trabalho, tantas vezes abnegado, mas sempre livre, dos nossos artistas, na verdade “amigos” da causa cultural desta bienal que conta já com uma História longínqua de mais de 30 anos.”

A inauguração na Casa das Artes contou com momentos musicais e de declamação de poesia, proporcionados pela soprano Liliana Nogueira, pela Mezzosoprano Maria João Gomes, pela violinista Sílvia Ferreira e pela pianista Vera Fonte. A declamação de um poema de Taroza esteve a cargo de Lisete Moreira, que foi acompanhada à viola por Maria do Céu Sousa.

No dia 17 de novembro foi a vez de inaugurar na Casa do Povo de Soajo a exposição destacada para o local. “Uma forma de levar a Arte até às pessoas”, referiu António Aguiar.

Foi com agrado que a população e a Junta de Freguesia viu este feito acontecer, tendo sido realçado pelo Presidente da Junta Manuel Barreira, a importância da descentralização cultural e o facto de a exposição estar patente ao público na sala que é por norma, dedicada à “promoção da Cultura, em Soajo”.

Já João Esteves referiu a importância da descentralização da mostra, deslocalizando-a também para Soajo e Sistelo, criando assim outra dinâmica e um roteiro cultural, e afirmou que a Arte tem de fazer parte de um processo de desenvolvimento dos territórios.

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Programa

23 de Novembro | 22h00

Estreia da peça de teatro/musical:

“O Grande Homem”, de Teixeira de Queiroz, pelo GTV- Grupo de Teatro do Vez

Auditório da Casa das Artes

7 de Dezembro | 21h30

Abertura da exposição “D’ArtVez no Território - Sistelo”, seguida de Momento musical dos alunos do CMDAV

Sede da Junta de Freguesia de Sistelo

14 de Dezembro | 15h00

Apresentação do livro “Barões Assinalados”, da autoria de António Cacho, seguido de apresentação do Roteiro Poético do Vez

Casa das Artes/Biblioteca Municipal

21 de Dezembro | 15h00 e 21h00

Visitas guiadas à D’ArtVez, com participação dos autores

Casa das Artes

21 de Dezembro | 22h00

Concerto do coral polifónico “A Cumpagnia” (Córsega)

Centro Interpretativo do Barroco

4 de Janeiro | 21h30

Grande concerto de Ano Novo da Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez

Auditório da Casa das Artes

18 de Janeiro | 14h00-18h00

Visitas guiadas à D’ArtVez, com participação dos autores

Casa das Artes

Visitas pedagógicas com escolas

NOTA: Visitas pedagógicas para Público escolar durante dias da semana, mediante prévia marcação/organização.

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PONTE DE LIMA ACOLHE "ESTÚDIO DAS ARTES"

APPACDM na Escola da Avenida – Ponte de Lima - “Estúdio das Artes” - Inauguração, 22 de novembro, 15 horas

Ponte de Lima acolhe na Escola da Avenida, um projeto inovador, intitulado “Estúdio das Artes”.

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Trata-se de uma ação dinamizada pela Delegação de Ponte de Lima da APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Viana do Castelo, que assume como um dos seus objetivos a facilitação de experiências diversificadas em igualdade de oportunidade e no uso pleno da sua cidadania. A inauguração do projeto está marcada para o dia 22 de Novembro, pelas 15 horas.

Em parceria com o Município de Ponte de Lima, este projeto visa colmatar a falta de resposta profissionalizante para adultos em situação de risco, no âmbito das artes, criando uma oficina de trabalho e formação, aberto à comunidade. Assim, esta iniciativa pretende criar um Estúdio de trabalho criativo e artístico, em simultâneo com mostra de trabalhos realizados, no sentido de proporcionar oportunidades e experiências diversas, com vista à concretização de experiências de vida.

Neste estúdio o visitante pode contemplar o trabalho desenvolvido ao longo dos anos em ateliers e oficinas pelo Centro de Reabilitação de Ponte de Lima da APPACDM de Viana do Castelo, participar em workshops abertos a diversos públicos e apresentações de espetáculos de Música e Dança.

O objetivo geral deste projeto é dar oportunidade para que as pessoas em situação de risco tenham uma vida ativa e recompensadora afirmando este concelho como uma referência cultural inclusiva. Pretende-se proporcionar aos participantes a oportunidade de investir num projeto artístico único, autêntico e pessoal; aprofundar conhecimentos; partilhar talentos, fomentar o gosto e conhecimento pelas diferentes atividades artísticas; estabelecer parcerias com empresas e associações culturais e autarquias; criar pontes com o mercado artístico e participação e promoção de workshops bem como formação no âmbito das artes performativas.

ARCOS DE VALDEVEZ REALIZA BIENAL DE ARTE ARCUENSE

d’art-VEZ 2019: “Teixeira de Queiroz: Obra e Tempo”

16 de novembro 2019 a 26 de janeiro 2020

No ano em que Arcos de Valdevez celebra a memória de um dos seus mais eminentes vultos culturais, o escritor Francisco Teixeira de Queiroz, a D’Art-Vez assume também essa celebração, como foco principal de influência e reflexão de cerca de uma centena de artistas que integram esta edição 2019 da bienal de arte arcuense.

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Embora fosse médico, Teixeira de Queiroz revelou uma enorme sensibilidade literária, que, curiosamente, tinha na pintura uma fonte inspiradora e norteadora do seu trabalho criativo. Foi um homem atento ao seu Tempo, à Cultura, à Identidade do seu País e à da sua terra natal, Arcos de Valdevez, elementos que agora servem de mote e inspiração à seleção artística da Bienal.

Através de um programa alargado e dedicado a vários públicos, o Município assinalou neste ano de 2019 o centenário da morte do escritor com diversos eventos, entre os quais a presente edição da D’Art-Vez, que na sua dinâmica cultural celebra a Arte como destino final da essência humana, da identidade coletiva e da criatividade.

Este ano, a mostra ganha um novo momento na sua dinâmica, desta feita de verdadeira descentralização cultural, ao colocar uma parte da coleção expositiva em mais dois espaços do concelho, um em Soajo e outro em Sistelo.

Queremos reconhecer o trabalho, tantas vezes abnegado, mas sempre livre, dos nossos artistas, na verdade “amigos” da causa cultural desta bienal que conta já com uma História longínqua de mais de 30 anos.

A presente edição da D’Art-Vez é pois uma oportunidade para todos nós, 100 anos depois de Teixeira de Queiroz, continuarmos a marcar o concelho e o país, celebrando a Arte e a Cultura.

João Manuel Esteves

(Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez)

PROGRAMA

 16 de Novembro | 21h45

 Inauguração da “D’ArtVez 2019”, seguida de momentos musicais pelo D’ArtVez Ensemble

 Casa das Artes

17 de Novembro | 15h00

Abertura da exposição “D’ArtVez no Território - Soajo”

Casa do Povo de Soajo

23 de Novembro | 22h00 

Estreia da peça de teatro/musical: 

“O Grande Homem”, de Teixeira de Queiroz, pelo GTV- Grupo de Teatro do Vez 

Auditório da Casa das Artes

7 de Dezembro | 21h30 

Abertura da exposição “D’ArtVez no Território - Sistelo”, seguida de Momento musical dos alunos do CMDAV 

Sede da Junta de Freguesia de Sistelo

14 de Dezembro | 15h00 

Apresentação do livro “Barões Assinalados”, da autoria de António Cacho, seguido de apresentação do Roteiro Poético do Vez 

Casa das Artes/Biblioteca Municipal

21 de Dezembro | 15h00 e 21h00 

Visitas guiadas à D’ArtVez, com participação dos autores 

Casa das Artes

21 de Dezembro | 22h00 

Concerto do coral polifónico “A Cumpagnia” (Córsega) 

Centro Interpretativo do Barroco

4 de Janeiro | 21h30 

Grande concerto de Ano Novo da Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez 

Auditório da Casa das Artes

18 de Janeiro | 14h00-18h00

 Visitas guiadas à D’ArtVez, com participação dos autores

 Casa das Artes

Visitas pedagógicas com escolas

NOTA: Visitas pedagógicas para Público escolar durante dias da semana, mediante prévia marcação/organização.

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A ARTE DO NOSSO QUOTIDIANO

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Anton tchekhov dizia que as obras se dividiam em duas categorias: as que lhe agradavam e as que não gostava. E que sobre arte não conhecia outro critério. Considerado um dos maiores escritores russos, Anton tchekhov (1860/1904), supostamente via a arte de uma forma linear: gostando ou não. É curioso porque se trata de um conceito universalmente perfilhado por boa parte dos cidadãos. Só que Tchekhov saberia apreciar o melhor do ponto de vista estético, percebendo bem onde estava a qualidade, em oposto ao que acontece com muita gente. Considerações à parte, só de forma esforçada entendemos suficientemente a arte que, para além de conhecimentos básicos, passa por observação cuidada e preocupação em entender a sensibilidade do artista expressa na obra. E nem sempre as primeiras observações e gostos resultam bem na escolha.

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No tempo do Estado Novo, Viana promoveria, quando muito, uma dúzia de exposições em cada ano. Hoje, pelo contrário, há galerias em suficiência, públicas e privadas, em variados pontos da cidade, expondo formas artísticas diversas, de diferentes autores, vianenses ou não. Não faltam mostras para saber o que os artistas vão fazendo e o que pretendem mostrar-nos. Com ou sem formação artística superior, mais ou menos exigentes, figurativos ou com contornos abstratizantes, todos apresentam arte e todos gostam de ser visitados. Nunca perdemos nada em ir até eles, mesmo os que não passam de um certo amadorismo, porque jovens iniciados.

Há dias estive na Galeria Noroeste da Fundação da Caixa Agrícola, na Rua de Aveiro. Também ali se expõem temáticas alternadas, até porque o espaço a isso se proporciona. Presentemente, estão patentes trabalhos do Arquiteto Marques Franco, mostra denominada “Tresleituras II”. Alguém me tinha dito, de forma não depreciativa, que se tratava de uma exposição de artesanato. Mas o que ali temos é uma mostra bem interessante. Não de pintura, mas de pequenas esculturas em madeira, tendo como tema figuras e trajes tradicionais do Minho, e alguns, poucos, cabeçudos. Só que é tudo bem diferente do que, habitualmente, neste âmbito, por aí se faz. Ali está bem patente a técnica, a ousadia, a criatividade e o bom gosto. Vê-las é um desafio, tal como as figuras, pela pose, nos interpelam a nós. E já que se falou de artesanato, ninguém desdenharia ter em casa algumas peças da artesã Rosa Ramalho, julgo.

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ARTE EM FAMALICÃO INTEGRA IMIGRANTES

Festa Intercultural promove integração das comunidades imigrantes através da arte. Evento realiza-se este fim-de-semana, na Praça D. Maria II, na cidade de Famalicão e insere-se na International Week 2019

Um fim-de-semana inteiro dedicado à interculturalidade, onde as diferentes comunidades que habitam o concelho de Vila Nova de Famalicão vão mostrar as suas tradições mais genuínas através da arte. Vai ser assim a Festa intercultural de Famalicão que decorre no próximo sábado e domingo, dias 19 e 20 de outubro, na Praça D. Maria II.

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O evento insere-se na International Week 2019 que arranca esta quinta-feira, com inúmeras atividades, que vão trazer o mundo até Famalicão.

A Festa Intercultural cumpre esse mesmo propósito contribuindo ainda para um estreitamento das relações entre as diferentes comunidades residentes no concelho.

Música da Ucrânia, poesia de Angola, dança do Brasil e Cuba, circo da Colômbia, são algumas das apresentações agendadas, às quais se juntam ainda os ritmos africanos e os concertos dos jovens artistas de Inglaterra.

Há muito para ver, ouvir e participar com dois dias repletos de animação, lazer e convívio.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, o evento assume “uma importância social enorme para o concelho, promovendo o convívio, o respeito e a partilha de culturas entre pessoas diferentes que dividem o mesmo território”. Por outro lado, a iniciativa “enriquece a agenda cultural do município trazendo novos eventos e novas artes aos nossos espaços”.

Refira-se que em Vila Nova de Famalicão, a imigração faz-se representar essencialmente através de cidadãos do Brasil (38 %), Ucrânia (20,1%) e China (7,8 %). Segue-se a Angola (3,8 %); Espanha (3,1) e França (3%).

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ALUNOS DE CERVEIRA E TOMIÑO PARTICIPAM EM OFICINAS ARTÍSTICAS

Duzentos alunos de Cerveira e Tomiño participam em oficinas artísticas com forte componente ambiental

O Convento SanPayo em Vila Nova de Cerveira acolhe, entre 3 e 11 de outubro, cinco oficinas artísticas que pretendem promover a aproximação entre crianças e jovens da Eurocidade Cerveira-Tomiño, partilhando os valores da educação através de atividades criativas e da experimentação com materiais reutilizados. Trata-se de um projeto impulsionado conjuntamente pelas Associações de Pais dos Centros Escolares de Cerveira e a Mesa de ANPAS dos Centros Educativos de Tomiño, no âmbito da última edição do Orçamento Participativo Transfronteiriço.

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Com um limite de 200 participantes, as oficinas estão orientadas para os alunos do 5º ano de escolaridade, sensibilizando para o respeito para com o meio ambiente e fomentando o interesse pela arte e criatividade.

A atividade desenvolve-se em cinco sessões de duas horas de duração, com participação proporcional de alunos galegos e portugueses. A mensagem a transmitir incide sobre a importância de não poluir a natureza e de possibilitar uma segunda vida aos objetos dando-lhe um cunho mais criativo. Os alunos são desafiados a realizar exercícios de criação e de construção a partir da combinação de elementos encontrados no lixo e na natureza (folhas, paus, pinhas, pedras, garrafas e copos de plástico, entre outros). Os trabalhos resultantes desta iniciativa poderão ser visitados posteriormente numa exposição a ser inaugurada no Convento SanPayo.

De relembrar que o Orçamento Participativo Transfronteiriço é um projeto pioneiro na Euroregião Galiza-Norte de Portugal e uma das prioridades da Agenda Estratégica para a Cooperação Transfronteiriça da Eurocidade Cerveira-Tomiño, tendo sido cofinanciado a 75% pelo programa INTERREG VA POCTEP, através de fundos FEDER da União Europeia.

MUSEU DE CAMINHA PROMOVE VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO CORPO, ABSTRAÇÃO E LINGUAGEM NA ARTE PORTUGUESA – OBRAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA NA COLEÇÃO DE SERRALVES

Ambas as iniciativas decorrem sábado

No âmbito da exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa” – obras da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) na Coleção de Serralves, o Museu Municipal de Caminha vai promover sábado, dia 7 de setembro, uma visita guiada e uma oficina destinada às famílias. No dia 20, vai decorrer uma formação para técnicos e professores. As inscrições já estão a decorrer.

A visita guiada à exposição terá lugar já no sábado, dia 7, a partir das 11H00, e dirige-se ao público em geral. A partir das 15H00, vai decorrer a oficina destinada às famílias.

No dia 20 de setembro, decorrerá a formação dirigida a educadores, professores (dos vários níveis de ensino) e técnicos de serviços educativos no sentido de lhes oferecer um enquadramento geral da exposição, assim como algumas ferramentas de mediação com os objetos expositivos que lhes permitam posteriormente conduzir, de modo autónomo, atividades educativas dirigidas a crianças, jovens e adultos.

Ambas as iniciativas carecem de inscrição e são gratuitas.  Esta atividades vão ser dinamizadas pelos serviços educativos do Museu de Serralves.

Recorda-se que a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa” – obras da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) na Coleção de Serralves, está patente ao público até ao dia 20 de outubro.

“A exposição representa, por um lado, os primórdios da constituição da Coleção de Serralves e, por outro, uma perspetiva muito singular sobre a arte produzida em Portugal entre as décadas de 1960–80. As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra. Uma das particularidades mais notáveis da arte portuguesa neste longo período de consolidação das práticas artísticas em Portugal foi a relativa indiferença ou o recurso instrumental aos aspetos mais conceptuais e performativos da arte, não obstante alguns artistas se terem dedicado a eles, como Graça Morais, António Palolo e José de Carvalho, ou até terem sido incontornáveis e essenciais em períodos específicos das carreiras de Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa e Julião Sarmento. O que esta exposição procura verificar é o modo como a pintura e a escultura enquanto meios resultaram primordiais a todos estes artistas e às suas indagações artísticas e filosóficas”.

A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00 e a entrada é gratuita.

ELISABETE PAIVA SERVE CHÁ COM ARTE EM FÁTIMA

A segunda temporada da iniciativa "Chá com Arte" terá início já na próxima semana: 11 e 14 de setembro!

Este projeto, resultado de uma parceria entre o Consolata Museu e a sua Liga de Amigos, decorre habitualmente numa das salas da exposição permanente, onde após a degustação de chá e biscoitos, num ambiente intimista,surgirá um momento de tertúlia com convidados especiais de reconhecido mérito do mundo das artes e da cultura.  Uma das particularidades do evento é não haver recurso a imagens projetadas, privilegiando-se a palavra.

Assim, no dia 11 de setembro, quarta-feira, pelas 18h00, teremos como convidada especial Elisabete Paiva, Diretora Artística da Materiais Diversos. A partir do tema "Pôr em comum" as nossas diferenças, abordar-se-ão assuntos relacionados com o seu percurso profissional, as artes no mundo atual, bem como o Festival Materiais Diversos a decorrer entre os dias 27 de setembro e 5 de outubro.

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https://2019.materiaisdiversos.com/

NOTA BIOGRÁFICA ELISABETE PAIVA

Elisabete Paiva é Directora Artística da Materiais Diversos desde 2015.

Foi entre 2006 e 2014 responsável pelo Serviço Educativo d’A Oficina, em Guimarães, designadamente do Centro Cultural Vila Flor e do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Colocou nesta programação para públicos jovens a experiência artística ao centro de   uma     prática de questionamento sobre o mundo e sobre a relação entre o individual e o colectivo. Neste contexto criou e editou o LURA – jornal de artes e educação e concebeu o Programa Mais Dois – Programa de Aprendizagem em Artes Performativas para o 1º ciclo.

Criou e programou o Serviço Educativo de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

Enquanto produtora independente colaborou com o Teatro O Bando, o Teatro do Vestido, Pedro Sena Nunes e Luís Castro e, entre 2003 e 2005, com o CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas, momento fundador da sua actividade actual.Neste contexto        desenvolveu vários projectos artísticos com as comunidades locais, donde se destacam, por serem pioneiros, o Programa de Formação Artística Contínua para o 1º ciclo e o Projecto (R)Existir, com Filipa Francisco, um dos primeiros, a nível nacional, de formação e criação com            reclusos.

Actualmente, lecciona o módulo de Estratégias de Programação, no curso de Gestão e Produção nas Artes Performativas, no Forum Dança, em Lisboa. Leccionou a disciplina de Programação Cultural – Cidade e Território e a disciplina de Públicos das Artes, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, entre 2017 e 2019.

É Mestre em Estudos de Teatro, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a dissertação “Teatro para Crianças: do impulso de jogo ao desejo de ser espectador”, e licenciada em Teatro/ Produção pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

Já no dia 14 de setembro, sábado, às 16h00, estará connosco Adelino Pais, autor do livro “Poesia & Sonho”.

Adelino Pais nasceu em Canas de Senhorim. Em criança ouvia o avô a ler e declamar textos de grandes poetas, cujos livros se alinhavam com muito carinho, nas estantes da sua biblioteca.

Aos nove anos escreveu a sua primeira poesia que lhe valeu um prémio. Com a mesma idade, declamou a “Cantata de Dido”, de Correia Garção, numa festa escolar. Mantém hoje a paixão pela declamação, elegendo o poema Cântico Negro, de José Régio.

Tendo sido dispensado do serviço militar que estava a cumprir em Coimbra pela morte de seu pai, rumou para Angola. Lá, colaborou em páginas poéticas do jornal de Benguela “O Intransigente” e a Rádio Clube de Benguela, onde António Freire lia os seus poemas com a sua inconfundível voz.

Participando em tertúlias das “Publicações Imbondeiro”, conheceu o poeta angolano Ernesto Lara Filho, irmão da grande poetisa Alda Lara.

Profundo devoto de Nossa Senhora de Fátima, residiu na Cova de Iria onde criou laços e profundas amizades, pelo que fez questão de vir a Fátima apresentar este livro de poesias dispersas, com temas diversos, deixando mensagens à sociedade, sobretudo de Amor.

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ENCONTRARTE REGRESSOU A AMARES

Encontrarte Amares deu forma e alma ao encontro entre pessoas. Evento celebrou 10 anos de programação artística

O EA regressou a Amares entre 26 e 28 de julho convocando mais de 200 amarenses para a sua construção coletiva. “DIÁLOGO e CONSTRUÇÃO: Poética coletiva dos territórios”, serviu de mote para esta 6ª edição que reuniu mais de 300 participantes num encontro que celebrou o seu décimo aniversário. Numa programação intensa de artes plásticas, cinema, conversas, concertos, performance, oficinas, percursos, instalações e teatro, o EA 2019 provocou o cruzamento entre artistas, participantes, população local e público em geral.

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“A Câmara Municipal de Amares sente que o Encontrarte é uma parceria para a área da cultura e das artes que cada vez mais nos contenta pela forma como já consegue fazer articular o sentido mais inovador das artes com a sua dimensão mais popular. O espetáculo de abertura foi, precisamente, um bom exemplo de como fazer a aproximação da criação artística às comunidades, sem levar a arte apenas para a sua dimensão mais elitista, ao conseguir envolver centenas de amarenses e várias entidades num mesmo momento de cultura”, referiu o vice-presidente e vereador da Cultura, Isidro Araújo.

“Esta ligação da cultura com a sua matriz mais popular vai de encontro àquilo que o pelouro da Cultura defende e que é procurar sensibilizar a comunidade para a dimensão artística”, acrescentou.

O Encontrarte Amares recriou-se, ao longo destes 10 anos, enquanto espaço e tempo de experimentação entre artistas nacionais e internacionais, população, grupos e entidades de Amares. Deu forma e alma a algo mais que um festival de Arte - ao encontro entre pessoas.

“Acreditamos que o simples facto de estarmos juntos é em si mesmo ato de criação. Que os processos de co-criação e participação conduzem a uma redefinição do lugar, do território, e de como os seus habitantes ou visitantes o reconhecem”, é esta a convicção da organização que, após dez anos de programação artística gratuita, propôs a transformação de vontades, experiências e sonhos em ação coletiva.

“Mais do que nunca o Encontrarte Amares foi um lugar de participação e cruzamento. Um espaço que convocou o encontro entre pessoas, entidades, territórios e ideias. Acolheu, uma vez mais, a possibilidade de re-significar os modelos de produção artística e as múltiplas formas como nos relacionarmos com o "outro". Amares decidiu valorizar as diferenças, provocar o estabelecido, criar em coletivo e almejar uma real democratização cultural”, sublinhou o diretor artístico do EA, Fernando Almeida.

Alguns destaques do EA 2019

A edição 2019 contou com artistas convidados para desenvolver projetos em formato de residência artística dos quais se destaca a criação do novo álbum da harpista espanhola Angélica Salvi: “Phantone”, gravado e apresentado no Mosteiro de Rendufe. A harpista convidou o público a mergulhar nos seus referenciais emocionais e espirituais, servindo-se deles como o guião de um sonho.

De destacar, também, João Rat e César L. Gomes, dois jovens artistas Amarenses que desenvolveram um trabalho de recoleção fotográfica, sonora e de objetos pelas 16 freguesias do concelho que, durante o evento, desafiou o público para uma experiência imersiva sobre o território. Uma viagem pelos rios Cávado e Homem, por Dom Gualdim Pais e António Variações, pela folhagem verdejante e o rochoso granítico.

À semelhança do que aconteceu nas últimas edições, a programação do encontro integrou, ainda, projetos oriundos de um open call nacional e internacional, que desafiou artistas a residir por um período de 10 dia em Amares, experiência que culminou em novas criações artísticas realizadas em colaboração com a população local.

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FAMALICÃO: PAULO CUNHA VISITA MURAL ARTÍSTICO DO URBAN YOUTH EM GAVIÃO

Projeto promovido em parceria com A Casa Ao Lado já concretizou representações artísticas em cerca de uma dezena de freguesias do concelho

As lendas, as tradições e as histórias populares das várias freguesias de Vila Nova de Famalicão estão a colorir e embelezar murais por todo o concelho através do Urban Youth, um projeto de intervenção artistica urbana promovido pelo municipio, em conjunto com A Casa ao Lado.

Com pinturas murais já concluídas em quase uma dezena de freguesias, está agendada para amanhã, quarta-feira, 31 de julho, pelas 16h00, uma visita do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, a mais uma pintura mural do projeto Urban Youth, no Parque das Ribeiras , em Gavião, onde serão apresentados os projetos já desenvolvidos.

Este mural da autoria de 16 jovens famalicenses interligou a imagem da águia Gavião, com a imagem de nascimento de uma árvore, e do seu crescimento como que a proteger a população da Freguesia. A imagem da árvore surgiu de uma lenda da Freguesia que relatava que uma árvore de grande porte que não passava despercebida a ninguém, era o marco da Freguesia. A imagem criada pelos jovens participantes conta uma narrativa do aparecimento da árvore, através de um ADN próprio da Freguesia, que se vai construindo e reconstruindo, nascendo no seu seio o ave Gavião, a protetora.

Refira-se que o projeto “Urban Youth” é desenvolvido através do pelouro da Juventude do municipio e tem como objetivo promover o encontro e diálogo, entre jovens dos 12 aos 35 anos, no sentido de reforçar a coesão social e territorial através da arte.

No sentido de promover a atividade artística como instrumento de desenvolvimento económico, social e cultural, o projeto “Urban Youth” pretende ainda proceder à valorização de espaços urbanos através de intervenções artísticas como grafite e pintura.

VIEIRA DO MINHO ACOLHE ENCONTRO DE ARTES

Casa Museu Adelino Ângelo acolheu II Encontro de Artes durante três dias

Terminou, este domingo, o II  Encontro de Artes de Vieira do Minho. A Iniciativa  foi promovida  pelos Artistas plásticos Álvaro Costa e Inês Lopes e pelo Município de Vieira do Minho e reuniu mais de meia centena de trabalhos de artistas de Vieira do Minho e de outras regiões do país.

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O II Encontro de Artes de Vieira do Minho foi  um momento de intercâmbio cultural entre os vários artistas presentes, um espaço de diálogo entre os profissionais das artes, num espetáculo de variedades onde se conjugaram várias formas de expressão artística e cujo objectivo passou por  mostrar ao público algumas dimensões do movimento artístico, abordando a temática em vários estilos, técnicas e dimensões.

Para além da vertente artística e cultural, demonstrada nos ateliers de pintura, de mandalas, pinturas ao vivo, poesia, e retratos ao vivo, o público assistiu também a vários momentos recreativos com destaque para o folclore, a musica medieval e a sefardita.

O presidente da Câmara Municipal,António Cardoso esteve presente na cerimónia de arranque deste encontro, tendo enaltecido o trabalho que os artistas plásticos Álvaro e Inês têm desenvolvido em Vieira do Minho, nos ateliers de pintura e de desenho que decorrem na Casa Museu Adelino Ângelo.

Tratou-se de um evento grandioso pelo enorme contributo cultural que trouxe a Vieira do Minho.

VIEIRA DO MINHO REALIZA ENCONTRO DE ARTES NA CASA MUSEU ADELINO ÂNGELO

A Casa Museu Adelino Ângelo acolhe, este fim-de-semana, dias 26, 27 e 28 de julho o II Encontro de Artes de Vieira do Minho.

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Trata-se de uma iniciativa promovida pelos artistas plásticos Álvaro Costa e Inês Lopes e que tem o apoio do Município de Vieira do Minho.

Neste Encontro de Artes participam vários artistas locais, nomeadamente, Domingos Silva, Maria da Fé, Isabel Moutinho e Grupo de alunos de Pintura da Universidade Sénior de Vieira do Minho, Manuel Rebelo, Rui Gabriel e Sameiro Pimentel, grupo de Pintura da Santa Casa da Misericórdia, e Grupo de Crianças, desenho.

Para além destes artistas participam também neste encontro outros artistas convidados com destaque para as presenças de  Santiagu, Milita Marinho, Danny Van Assendelft, Elvira Ramalho, Joaquim Pinto Leocádio, Luis Pereira e muitos outros.

O Encontro de Artes abre ao público, na sexta-feira, dia 26 de julho, pelas 21h30 . O momento vai contar com a animação de “ Outros Cantares”, musica folclórica de várias épocas, medieval, sefardita.

Sábado, dia 27 de julho acontece, a partir das 15h00 caricatura ao vivo com Santiagu, e pintura e retrato ao vivo. Este dia será animado pelo grupo de Cavaquinhos e Cantares da Universidade Sénior de Vieira do Minho.

No último dia do encontro realizam-se os ateliers de  mandalas, ateliers abertos, animação livre com marionetas e pintura e esculpidos ao vivo.

Refira-se que esta iniciativa pretende mostrar ao público algumas dimensões do movimento artístico, abordando a temática em vários estilos, técnicas e dimensões.

Para além da vertente artística e cultural, este encontro pretende ainda contribuir para a causa solidária, uma vez que vai sortear uma pintura de Inês Lopes, intitulada “ Lobo Ibérico”, a favor da APAV -  Associação Patinhas Abandonadas de Vieira do Minho.

CRIARTE CHHEGA A PONTE DE LIMA

9ª Edição do CRIARTE chega a Ponte de Lima. Delegação de Ponte de Lima da APPACDM

Ponte de Lima será palco da 9ª edição do CRIARTE. Um projeto dinamizado pela Delegação de Ponte de Lima da APPACDM de Viana do Castelo, com o apoio de diversas parcerias e cofinanciado pelo programa de financiamento do INR.

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De 23 a 27 de julho de 2019, pretende-se reunir todos os que têm em comum o interesse e gosto pelo universo artístico na sua multiplicidade de saberes e tecnologias, numa Residência artística com vários workshops: cenografia, expressão dramática, música, canto, dança contemporânea; esculturas de rua e espetáculos de rua.

Desenrolando-se na esfera dos Confrontos, onde o Eu se cruza na alma do Ser, numa crescente harmonia entre os sonhos, as expetativas, os desejos de ter, ver, mudar, arriscar… Onde o estranho afirma o seu lugar e a criatividade não termina na sua essência… A arte surge e emerge numa esfera de confrontos, onde eu sei quem sou, mas anseio encontrar-me.

Integrado no programa do Festival Percursos da Música, projeto dinamizado pelo Município de Ponte de Lima, serão apresentados dois espetáculos: no dia 26 de julho, o resultado da Residência artística, que decorre durante a semana e conta com a presença de participantes de vários pontos do país, e de um grupo de Itália. O espetáculo de encerramento – Tendências em confronto, a ter lugar no dia 27 de julho, resulta da parceria com autores de diversas áreas (moda, música, dança, artes plásticas) e promete ser um evento multifacetado, onde se confrontam e coexistem diversas manifestações artísticas.

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