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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO EXPÕE DUAS CENTENAS DE OBRAS DO SURREALISMO MODERNO

Centro Português do Surrealismo acolhe exposição da Fundação Calouste Gulbenkian até 8 de setembro

O Centro Português do Surrealismo que foi inaugurado pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Vila Nova de Famalicão, no início deste mês, abriu com o pé direito com a apresentação da exposição "O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian".

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A mostra que inaugurou a nova sala de exposições – um espaço único na região com 400 metros quadrados – vai ficar patente até 8 de setembro, possibilitando revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista da coleção da Calouste Gulbenkian, e regressar aos acontecimentos plásticos desse período.

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Para o presidente do Conselho de Administração da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, “esta exposição representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade.”

Por sua vez, a diretora do Museu Calouste Gulbenkian, Penelope Curtis, refere que esta exposição representa algumas das obras “mais significativas que podem ser definidas simultaneamente como surrealistas e portuguesas”. Para a responsável “esta primeira iniciativa ajudará a solidificar um conhecimento mais aprofundado dos parâmetros do Surrealismo em Portugal, não só na sua forma concreta, mas também como linguagem artística, que merece mais investigação e um apreço mais profundo”.

A exposição é composta por quase 200 obras de autores como António Pedro, António Dacosta, Fernando Lemos, Mário Cesariny, Cruzeiros Seixas, Paula Rego, João Cutileiro, Nadir Afonso, entre muitos outros.

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 10h00 às 12h30 e das14h00 às 18h00. Aos sábados e feriados das 14h00 às 18h00. A entrada é livre.

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PONTE DA BARCA DEBATE A PRESENÇA DO ROMÂNICO NO ALTO MINHO

No âmbito do projeto da CIM Alto Minho "Alto Minho 4D - Viagem no Tempo".

A presença do românico no Alto Minho foi tema das conferências que, no sábado de manhã, dia 16, decorreram em Ponte de Barca, no âmbito do projeto da CIM Alto Minho "Alto Minho 4D - Viagem no Tempo".

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Para o presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, a época histórica atribuída ao seu concelho é motivo de orgulho, pois "nesta rota do românico, temos aqui património edificado de grande relevância, como são exemplo os Mosteiros de Bravães, de S. Martinho de Crasto e de Vila Nova de Muía".

Para o autarca, "o Alto Minho tem um património extremamente valioso, sendo um dos grandes expoentes de atratividade do nosso turismo", pelo que classificou de "extremamente importante esta iniciativa que a CIM esta a levar a efeito.

O projeto será aproveitado para, em primeiro lugar, dar a conhecer à população local a riqueza do seu património, cultura e tradições, para que depois os "naturais possam com o seu conhecimento local servir de alavanca para a promoção e captação turística", explicou Augusto Marinho, na cerimónia de abertura da conferência.

O autarca frisou e valorizou o trabalho cooperativo entre as Câmaras da região "Os municípios têm uma vertente competitiva de captação de investimento para o seu concelho, e têm também uma vertente cooperativa, onde entra a CIM com projetos como este, para se conseguir uma oferta global, mais abrangente, mais atrativa, e em escala; com mais capacidade de atração para quem nos visita e mais rentabilidade para os municípios, com efeitos mais sólidos e duradouros".

"Este é um território excecional a vários níveis" afirmou a conferencista Lúcia Rosas, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que explica que a singularidade do românico no Alto Minho deve-se "à influência que sobre ele exerceu o românico galego, uma vez que a zona entre Lima e Minho esteve sujeita à Sé de Tui e não à Sé de Braga até ao século XV". Tal acontecimento deu origem a um duplo fenómeno "politicamente, estamos em Portugal, eclesiasticamente, os mosteiros e igrejas obedecem à Sé de Tui".

Essa singularidade abarca a relação com a fronteira, no âmbito da qual "os próprios mosteiros participaram numa atividade construtiva, como é o caso da construção das muralhas de Monção e Melgaço". A este fenómeno acresce o facto de esta ser a zona de Portugal onde se concentra o maior espólio de escultura românica.

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RESTOS MORTAIS DE D. AFONSO DE PORTUGAL, 1º MARQUÊS DE VALENÇA, REPOUSAM NA COLEGIADA DE OURÉM

Os restos mortais de D. Afonso de Portugal, 1º Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, repousam na cripta da Colegiada de Ourém, em pleno burgo medieval, por si mandada construir em 1445.

Túmulo do Marquês de Valença, na Igreja da Colegiada, para onde foram trasladados em 1487.

 

No seu túmulo, magnífica obra de arte gótica da autoria do escultor Diogo Pires-o-Velho, pode ler-se o seguinte epitáfio: “Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogênito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto del Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.”

Os restos mortais do IV Conde de Ourém repousam na cripta da Igreja da Colegiada, em Ourém.

Conforme refere o Portal da História em (http://www.arqnet.pt/), o 1º Marquês de Valença “Era filho primogénito do 1.º duque de Bragança, D. Afonso filho de D. João I, e de sua mulher D. Brites Pereira, condessa de Ourém, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Nasceu em Lisboa, faleceu em Tomar a 29 de Agosto de 1460.

Depois de cultivar os estudos próprios da sua hierarquia, tornou se distinto pelas suas virtudes morais e políticas, pelas quais mereceu ser estimado dos príncipes do seu tempo. Seu tio, o rei D. Duarte, resolvido a mandar um embaixador ao concílio de Basileia, que se tinha congregado para pacificar as largas discórdias entre a Igreja Grega e a Latina, que depois foi transferido por Eugénio IV para Ferrara, o nomeou a ele, confiando na sua profunda capacidade, que felizmente desempenharia as obrigações do seu cargo. Com outros companheiros e mais comitiva, saiu de Lisboa a 21 de Janeiro de 1435, e chegando a Bolonha a 24 de Julho do mesmo ano, foi recebido pelo papa com as manifestações de paternal benevolência. Concluído o concilio, foi à Palestina visitar os lugares santos, regressando depois a Lisboa Mais tarde, também teve a incumbência de acompanhar D. Leonor, quando esta infanta, sua prima, foi desposar Frederico III, imperador da Alemanha. Saiu de Lisboa a 20 de Outubro de 1451, como general da armada que a conduziu a Leorne. Desta cidade caminhou até Sena, despertando todas as atenções pela numerosa e magnífica comitiva que os acompanhava Chegando a Roma, procedeu à coroação dos dois esposos o papa Nicolau V. Terminada a cerimónia, o imperador o armou cavaleiro.

Em 1415 fundou a importante colegiada de Ourém, consignando lho copiosas rendas para sustentação das dignidades e cónegos, de que ela se compunha. Edificou também N. Sr.ª das Misericórdias, de Ourém, sumptuoso templo e sede da referida colegiada. D. Afonso V, por decreto de 11 de Outubro de 1451, lhe fez doação da vila de Valença, com todos os seus termos e limites, concedendo-lhe também o título de marquês de Valença, sendo este o primeiro marquesado que houve em Portugal. O seu corpo foi trasladado para Ourém, em 1487, sendo sepultado na capela debaixo do coro da Igreja da colegiada, num soberbo mausoléu, em que se gravou um longo epitáfio.

Dizem alguns antigos escritores, que D. Afonso foi casado ocultamente com D. Brites de Sousa, filha de Martim Afonso de Sousa, senhor de Mortágua, de cujo matrimónio houve um filho, D. Afonso de Portugal, que pretendeu suceder na casa de seu avô, o que se não pôde provar, mas o que não padece dúvida é a existência desse filho, a quem, segundo a tradição, D. João II obrigou a ser clérigo, ainda em curta idade, e foi bispo de Évora do a 24 de Abril de 1552. O marquês de Valença compôs: Itinerario ao Concilio de Basileia no anno de 1435, que saiu impresso no tomo V das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, por D. António Caetano de Sousa, pág. 573.”

Tendo sido o primeiro título de marquês concedido em Portugal, este foi criado pelo rei D. Afonso V, através de carta régia de 11 de Outubro de 1451, em favor de D. Afonso de Portugal, constituindo um título nobiliárquico de juro e herdade.

Ao que tudo indica e segundo teoria avançada por José de Figueiredo, seguindo a observação de Virgílio Correia em 1924, da semelhança existente com a respectiva estátua jazente que se encontra na Colegiada de Ourém, a segunda figura de opa verde com colar é identificada com D. Afonso de Bragança, IV Conde de Ourém e Marquês de Valença, no painel dos cavaleiros.

Entretanto, a cripta e o túmulo do Marquês de Valença foram classificados na categoria de Arquitectura Religiosa, através do Decreto n.º 37366, publicado no Diário do Governo n.º 70, de 5 de Abril de 1949.

A este respeito, publicou o IGESPAR a seguinte nota Histórico-Artística:

“Edificada na Igreja Matriz de Ourém, a cripta de D. Afonso, conde de Ourém e Marquês de Valença, é o único exemplar desta tipologia, construída durante o período final do gótico, que subsiste actualmente.

Apresenta semelhanças estruturais e acústicas com a Sinagoga de Tomar (SIMÕES, 1992), desenvolvendo-se em planimetria quadrangular, formada por três naves de três tramos definidos pelas colunas que suportam a abóbada de arestas que cobre o espaço.

Ao centro foi erigida a arca tumular do Marquês de Valença, em pedra de Ançã, com jacente. Os frontais são totalmente decorados com motivos vegetalistas em relevo, integrando o escudo de armas do marquês; sob a tampa foi gravada uma inscrição biográfica de D. Afonso.

A tampa é rodeada por cinta lavrada com rosetas que alastram para a parte superior, onde se dispõe a estátua jacente de mãos postas, repousando a cabeça sobre almofadas, com pés assentes numa mísula. A figura do marquês enverga túnica comprida pregueada, tendo a cabeça coberta por barrete.

A arca tumular foi executada cerca de 1485-1487, tendo sido neste último ano que D. Afonso, que havia falecido em Tomar em 1460, foi trasladado para Ourém. A obra escultórica insere-se no gosto do Gótico final, sendo atribuída às oficinas coimbrãs, nomeadamente ao cinzel de Diogo Pires o Velho. A sua tipologia apresenta muitas semelhanças com o túmulo de Fernão Teles de Menezes, erigido na Igreja de São Marcos de Coimbra.

Catarina Oliveira

IPPAR/2006”

A D. Afonso de Portugal, Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, deve o burgo medieval grande parte da sua histórica grandeza e progresso que só veio a ser interrompido em consequência do terramoto de 1755 e, cerca de meio século depois, as invasões francesas que a pilharam e incendiaram às ordens do general Massena. Não obstante, ainda se conserva o castelo e o palácio que foram do Marquês de Valença e o túmulo onde repousam os seus restos mortais, a convidar a uma visita sobretudo dos valencianos, a escassa distância do Santuário de Fátima.

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PONTE DA BARCA DÁ A CONHECER A ARTE ROMÂNICA

Alto Minho 4D: Ponte da Barca abre a porta do Românico na “Viagem no Tempo”

A quarta porta da “viagem no tempo” pelo Alto Minho acontece já amanhã, a partir das 11h00, no Centro Interpretativo do Património Fernão de Magalhães, em Ponte da Barca, desta vez, dedicada ao Românico. A iniciativa, promovida pela CIM Alto Minho, com a colaboração do Município de Ponte da Barca, permitirá um maior conhecimento e contextualização do património artístico românico na região do Alto Minho e, mais concretamente, no concelho de Ponte de Barca.

Com excelentes exemplares da arquitetura românica, como são o Castelo de Lindoso, a Igreja de Bravães ou o Mosteiro de Vila Nova de Muía, Ponte da Barca foi escolhida para abrir a Porta do Tempo do Românico, numa viagem que iniciou em Caminha e já percorreu os concelhos de Monção e Ponte de Lima. A Porta do Tempo do Românico abre-se no próximo dia 16 de junho, com uma conferência dedicada ao tema, organizada pelo Centro Cultural do Alto Minho (CCAM), uma visita performativa promovida pelas Comédias do Minho/ Teatro do Noroeste, em parceria com os coletivos Talkie Walkie/ Onda Amarela; e um registo de scketchbook dinamizado pela Associação Urban Sketchers Portugal.

A iniciativa arranca com a conferência sobre a arte românica, pelas 11 horas, no Centro Interpretativo do Património Fernão de Magalhães, em Ponte da Barca. Maria Leonor Botelho, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) abordará o tema "O Românico em Portugal: génese e expansão", seguida de Lúcia Rosas, também da FLUP, que se centrará no "Românico do Alto Minho ".

A participação na conferência é gratuita, mas implica inscrição prévia no site da CIM Alto Minho (www.cim-altominho.pt<http://www.cim-altominho.pt>) ou no site do CCAM (www.centroculturaldoaltominho.org<http://www.centroculturaldoaltominho.org>).

No período da tarde, a partir das 15 horas, terá lugar uma visita performativa à igreja de São Salvador de Bravães, um dos mais notáveis testemunhos românicos do território português. O seu posicionamento, a sua densidade escultórica e sua qualidade construtiva falam-nos do tempo de nascimento de um novo reino e de um cristianismo a lutar contra os seus demónios; mas também de que forma é que os homens e as mulheres do Minho se destacaram pela força com que conseguiram esculpir a sua fé no granito, ainda que este seja rude e difícil. A visita a uma das mais emblemáticas obras arquitetónicas do Alto Minho será orientada por Alexandre Alves, e a performance estará a cargo dos artistas Daniel Moreira e Rita Castro Neves.

Os interessados nesta visita de estudo à igreja deverão marcar presença às 15 horas, junto ao Largo da Misericórdia, de onde partirá o autocarro rumo a Bravães.

Ainda integrada neste projeto de promoção do património do Alto Minho, está a iniciativa “Sketching com História”, que agregará em Ponte da Barca dezenas de artistas em encontros de sketching, permitindo fazer o registo do património mais significativo desta vila minhota.

10 concelhos: 10 Portas do Tempo

Depois do arranque em Caminha, no dia 10 de março, o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” já passou por Monção, a 7 de abril, e por Ponte de Lima, no dia 5 de maio.

A viagem pela história e pelas marcas que deixou no território continuará a 16 de junho, em Ponte da Barca, prosseguindo depois para Valença, a 22 de setembro, com a “Rota dos Castelos e Fortalezas”; Melgaço, a 20 de outubro, com a “Rota dos Mosteiros”; Viana do Castelo, a 17 de novembro, com a “Rota dos Descobrimentos”; Arcos de Valdevez, no dia 8 de dezembro, com a “Rota do Barroco”; Paredes de Coura, a 12 de janeiro de 2019, com a “Rota da Arquitetura Tradicional”; e, finalmente, Vila Nova de Cerveira, no dia 9 de fevereiro do próximo ano, com a “Rota do Contemporâneo ao Futuro”.

De referir que o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” foi aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, no domínio do “Património Cultural”, e pretende criar uma rede de 10 rotas/ itinerários cronológicos culturais baseados na história e nos bens patrimoniais do Alto Minho. Com esta iniciativa intermunicipal, cada um dos concelhos do Alto Minho encabeçará uma dessas rotas que funcionará como o “portal” de acesso a uma “estação do tempo” (um núcleo museológico que funcionará num determinado espaço físico), que irá dispor de uma série de valências e no qual se apresentará uma sequência de recursos patrimoniais alusivos a essa rota e a serem visitados não só nesse concelho, mas em todo o território, promovendo-se um circuito (touring) cultural pelo Alto Minho e, consequentemente, a mobilidade turística na região.

FAMALICÃO: ESTE DOMINGO HÁ “ARTE NO PARQUE”

Cerca de duas dezenas de artistas vão trabalhar ao vivo, este domingo, no Parque da Devesa

Um dia dedicado às artes, com cerca de duas dezenas de artistas a trabalhar ao vivo em áreas como a pintura, desenho, escultura, fotografia e poesia. É o que o Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão, tem reservado para este domingo, 17 de junho, entre as 10h00 e as 18h00, com a iniciativa “Arte no Parque”, coorganizada pela autarquia famalicense, a Galeria Matriz Arte e o Grupo de Artistas Arte Celano, com o apoio da Casa-Museu Soledade Malvar.

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Um dia em que a arte, a natureza e o lazer se aliam, com o objetivo de criar e divulgar em público, e com a ajuda do público, as diferentes expressões artísticas, promovendo assim uma interação cultural saudável entre artistas e famílias.

Os artistas convidados terão como tema “O Património e a História de Vila Nova de Famalicão”, dando assim a conhecer o património local e a entender o percurso histórico do território.

Haverá ainda um espaço dedicado aos mais pequenos - “Pequenos Artistas” – onde as crianças poderão participar numa oficina de desenho e pintura, bem como realizar outros trabalhos artísticos. 

Participam nesta iniciativa os seguintes artistas: António Miranda (Barcelos) – Pintura; António Nunes (Caminha) – Pintura; Armindo Cerqueira (Barcelos) – Declamação e Teatro; Filomena Fonseca (Vila Nova de Famalicão) – Pintura; Helena Romão (Vila Nova de Famalicão) – Pintura; Jorge Ferreira (Barcelos) – Fotografia; Juan Coruxo (Galiza) – Escultura; Lianor de Gaspar (Porto) – Pintura; Luis Carvalhido (Barcelos) – Fotografia; Lurdes Rodrigues (Braga) – Pintura; Maria Simões (Braga) – Declamação; Madalena Macedo (Guimarães) – Pintura/Escultura; Mário Rebelo de Sousa (Âncora) – Pintura/Desenho; Monteiro da Silva (Barcelos) – Pintura; Paulo Renato Vieira (Porto) – Pintura; Pierre-Michel de Keyn (Valdreu) – Pintura; Rosário Pedro (Vila Nova de Famalicão) – Pintura.

FAMALICÃO CRIA LABORATÓRIO DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Edição 2018 do Laboratório de Formação e Criação Artística promovido pela Casa da Juventude de Famalicão arranca a 16 de junho. Inscrições abertas para a quarta edição do Frame It

Está aí mais uma edição do Frame It, o Laboratório de Formação e Criação Artística promovido pela Casa da Juventude de Vila Nova de Famalicão que pretende unir duas ou mais artes num projeto experimental inovador para os jovens entre os 12 e os 35 anos.

Artista colombiano Daniel Escobar Vásquez é um dos formadores da quarta ...

Este ano o projeto vai combinar técnicas de video mapping interativo com percussão não convencional e os interessados podem já efetuar inscrição no portal online da Juventude de Famalicão, em www.juventudefamalicao.org.

Agendadas estão já as duas formações nestas áreas, com a primeira sessão a decorrer a 16 de junho. A formação de video mapping será orientada pelo artista colombiano Daniel Escobar Vásquez, sendo que a de percussão não convencional será orientada pelo percussionista espanhol Miquel Bernat.

O resultado final deste laboratório poderá ser visto no dia 14 de julho, às 21h30, no Parque da Juventude, com um espetáculo visual e sonoro, onde as batidas da percurssão projetam imagens num edifício e/ou fachada. Uma narrativa não-verbal, social e culturalmente interventiva, espelho das transformações sociais e culturais da nossa sociedade.

PONTE DA BARCA ABRE A PORTA DO ROMÂNICO NA "VIAGEM NO TEMPO"

Alto Minho 4D: Ponte da Barca abre a porta do Românico na “Viagem no Tempo”

A quarta porta da “viagem no tempo” pelo Alto Minho abre no próximo dia 16 de junho, em Ponte da Barca, desta vez, dedicada ao Românico. A iniciativa, promovida pela CIM Alto Minho, com a colaboração do Município de Ponte da Barca, permitirá um maior conhecimento e contextualização do património artístico românico na região do Alto Minho e, mais concretamente, no concelho de Ponte de Barca.

Com excelentes exemplares da arquitetura românica, como são o Castelo de Lindoso, a Igreja de Bravães ou o Mosteiro de Vila Nova de Muía, Ponte da Barca foi escolhida para abrir a Porta do Tempo do Românico, numa viagem que iniciou em Caminha e já percorreu os concelhos de Monção e Ponte de Lima. A Porta do Tempo do Românico abre-se no próximo dia 16 de junho, com uma conferência dedicada ao tema, organizada pelo Centro Cultural do Alto Minho (CCAM), uma visita performativa promovida pelas Comédias do Minho/ Teatro do Noroeste, em parceria com os coletivos Talkie Walkie/ Onda Amarela; e um registo de scketchbook dinamizado pela Associação Urban Sketchers Portugal.

A iniciativa arranca com a conferência sobre a arte românica, pelas 11 horas, no Centro Interpretativo do Património Fernão de Magalhães, em Ponte da Barca. Maria Leonor Botelho, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) abordará o tema "O Românico em Portugal: génese e expansão", seguida de Lúcia Rosas, também da FLUP, que se centrará no "Românico do Alto Minho ".

A participação na conferência é gratuita, mas implica inscrição prévia no site da CIM Alto Minho (www.cim-altominho.pt<http://www.cim-altominho.pt>) ou no site do CCAM (www.centroculturaldoaltominho.org<http://www.centroculturaldoaltominho.org>).

No período da tarde, a partir das 15 horas, terá lugar uma visita performativa à igreja de São Salvador de Bravães, um dos mais notáveis testemunhos românicos do território português. O seu posicionamento, a sua densidade escultórica e sua qualidade construtiva falam-nos do tempo de nascimento de um novo reino e de um cristianismo a lutar contra os seus demónios; mas também de que forma é que os homens e as mulheres do Minho se destacaram pela força com que conseguiram esculpir a sua fé no granito, ainda que este seja rude e difícil. A visita a uma das mais emblemáticas obras arquitetónicas do Alto Minho será orientada por Alexandre Alves, e a performance estará a cargo dos artistas Daniel Moreira e Rita Castro Neves.

Os interessados nesta visita de estudo à igreja deverão marcar presença às 15 horas, junto ao Largo da Misericórdia, de onde partirá o autocarro rumo a Bravães.

Ainda integrada neste projeto de promoção do património do Alto Minho, está a iniciativa “Sketching com História”, que agregará em Ponte da Barca dezenas de artistas em encontros de sketching, permitindo fazer o registo do património mais significativo desta vila minhota.

10 concelhos: 10 Portas do Tempo

Depois do arranque em Caminha, no dia 10 de março, o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” já passou por Monção, a 7 de abril, e por Ponte de Lima, no dia 5 de maio.

A viagem pela história e pelas marcas que deixou no território continuará a 16 de junho, em Ponte da Barca, prosseguindo depois para Valença, a 22 de setembro, com a “Rota dos Castelos e Fortalezas”; Melgaço, a 20 de outubro, com a “Rota dos Mosteiros”; Viana do Castelo, a 17 de novembro, com a “Rota dos Descobrimentos”; Arcos de Valdevez, no dia 8 de dezembro, com a “Rota do Barroco”; Paredes de Coura, a 12 de janeiro de 2019, com a “Rota da Arquitetura Tradicional”; e, finalmente, Vila Nova de Cerveira, no dia 9 de fevereiro do próximo ano, com a “Rota do Contemporâneo ao Futuro”.

De referir que o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” foi aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, no domínio do “Património Cultural”, e pretende criar uma rede de 10 rotas/ itinerários cronológicos culturais baseados na história e nos bens patrimoniais do Alto Minho. Com esta iniciativa intermunicipal, cada um dos concelhos do Alto Minho encabeçará uma dessas rotas que funcionará como o “portal” de acesso a uma “estação do tempo” (um núcleo museológico que funcionará num determinado espaço físico), que irá dispor de uma série de valências e no qual se apresentará uma sequência de recursos patrimoniais alusivos a essa rota e a serem visitados não só nesse concelho, mas em todo o território, promovendo-se um circuito (touring) cultural pelo Alto Minho e, consequentemente, a mobilidade turística na região.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS PROMOVE HISTÓRIA E ARTE PORTUGUESA EM TORONTO

No âmbito das comemorações do Dia de Portugal no Canadá, o historiador Daniel Bastos apresenta no dia 16 de junho (sábado), às 10h00, na Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto, o seu mais recente livro “Terras de Monte Longo”.

Daniel Bastos

A iniciativa, aberta à comunidade portuguesa de Toronto, é promovida pela Galeria dos Pioneiros Portugueses, um Museu criado em 2003 que se dedica à perpetuação da memória e das histórias dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá.

A obra, uma edição trilingue (português, inglês e francês) com prefácio do fotógrafo franco-haitiano que imortalizou a história da emigração portuguesa, Gérald Bloncourt, foi concebida a partir do espólio de um dos mais aclamados fotógrafos portugueses da sua geração, José de Andrade (1927-2008).

Neste novo livro, realizado com o apoio do Centro Português de Fotografia, e da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, esboça um retrato histórico conciso e ilustrado do interior norte de Portugal em meados dos anos 70.

Através de imagens até aqui inéditas, que José de Andrade captou nessa época em povoados rurais entre o Minho e Trás-os-Montes, o autor de livros sobre a emigração, aborda as memórias do passado, não muito distante, do Portugal profundo e rural na transição da ditadura para a democracia, um período fundamental da história contemporânea portuguesa, marcado por décadas de carências, isolamento, condições de vida duras e incontáveis episódios de emigração “a salto”.

Refira-se que a edição da obra deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura. Com particular destaque para o grupo empresarial do comendador luso-canadiano Manuel da Costa, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto.

Durante a sua estadia na maior cidade do Canadá, Daniel Bastos será ainda curador da exposição “Con-Textos de Criatividade”, da autoria do mestre-pintor Orlando Pompeu, que é inaugurada no dia 5 de julho (quinta-feira), às 18h00, no espaço da Peach Gallery em Toronto.

A convite da Peach Gallery, uma das mais recentes e vibrantes galerias de arte em Toronto, o escritor e historiador desvendará junto da comunidade luso-canadiana a obra e percurso de um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade, detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Croácia, Brasil, México, Estados Unidos, Dubai e Japão.

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Con-Textos de Criatividade 1

Con-Textos de Criatividade 2

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VILA NOVA DE FAMALICÃO É TERRA DE "PEQUENOS" GRANDES ARTISTAS

Pequenos escritores, pequenos ilustradores, grandes artistas. Crianças do 1.º ciclo de Famalicão lançam livro de contos ilustrados, inspirados em Camilo Castelo Branco

Mais de uma centena de crianças do 1.º ciclo do ensino básico do concelho de Vila Nova de Famalicão vão lançar na próxima sexta-feira, 1 de junho, pelas 10h00, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, o seu primeiro livro de contos e ilustrações. A sessão conta com as presenças do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e do diretor da Casa de Camilo José Manuel Oliveira.

Aventuras de Ricardina e Eugénia

“Aventuras de Ricardina e Eugénia” é o título do livro inspirado na obra de Camilo Castelo Branco “O Retrato de Ricardina”, publicada em 1868, estando a comemorar 150 anos da sua primeira edição.

O livro de contos e ilustrações é fruto de uma iniciativa promovida pelos serviços educativos da Casa de Camilo que já vai na sua 13.ª edição. A juntar ao atelier de escrita criativa, orientado pelo escritor Pedro Chagas Freitas, junta-se, este ano, pela primeira vez, um atelier de ilustração, ministrado Gabriela Sotto Mayor, ilustradora e designer. “E o resultado é extraordinário”, refere a propósito o diretor da Casa de Camilo. Tão extraordinário que a par do lançamento do livro, será inaugurada uma exposição com as ilustrações, na Galeria do Centro de Estudos Camilianos.

Para o responsável, este atelier de ilustração constitui “uma experiência única para estas crianças e uma grande oportunidade para todos”. E acrescenta: “Com esta iniciativa vamos atrair até à Casa de Camilo os pais, os avós e familiares destas crianças que vão querer ver de perto a exposição e assim vamos criar e alimentar os laços emocionais com a memória camiliana”.

Para o presidente da Câmara Municipal, “a qualidade da gigantesca e extraordinária obra ficcional de Camilo Castelo Branco constitui uma fonte de ideias e de criatividade para as novas gerações”. E acrescenta: “o contacto com a sua obra é também uma forma dos mais novos conhecerem o universo camiliano e fortalecerem os laços com a Língua Portuguesa, através da leitura e da escrita.”

Constituído por cinco contos ilustrados e 37 páginas, a obra “Aventuras de Ricardina e Eugénia” contou com a participação dos alunos do Centro Escolar de Antas, da EB de Castelões, da EB de Lousado, da EB de Lagarinhos e da EB/JI de Barranhas.

Entretanto, a sessão iniciará com a encenação de um dos contos a cargo dos alunos do 3.º ano da Escola Conde S. Cosme de Famalicão.

MARCELO REBELO DE SOUSA INAUGURA CENTRO PORTUGUÊS DO SURREALISMO EM VILA NOVA DE FAMALICÃO

Fundação Cupertino de Miranda abre nova estrutura no próximo dia 1 de junho

Uma colagem com a imagem do General De Gaulle com intenções claramente provocatórias da autoria de Mário Cesariny, uma escultura com caixa de vidro que representa o “Mar Português” de Cruzeiro Seixas ou ainda “O Tríptico A Vida”, de António Carneiro, são apenas três exemplos das mais de três mil obras ligadas ao surrealismo português que integram a coleção da Fundação Cupertino de Miranda, e que a partir do dia 1 de junho vão estar patentes ao público de uma forma rotativa no Centro Português do Surrealismo que vai ser inaugurado pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Vila Nova de Famalicão.

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“A qualidade, a diversidade e os atributos da coleção” que reúne 130 artistas do movimento surrealista, entre os quais Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas e muitos outros, justificaram, desde a primeira hora, a criação deste novo espaço “mais amplo e com excelentes condições de visita”, como explica o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves.

O Centro Português do Surrealismo vai integrar uma sala de exposições com cerca de 400 metros quadrados, afirmando-se como “um espaço cultural único na região”, como refere o responsável.

Para António Gonçalves, a nova estrutura que se pretende afirmar num futuro próximo como “um espaço incontornável de visita para quem está a estudar e se interessa pela arte moderna”, pretende ser “não só um depósito, mas um centro ativo de estudo e investigação do surrealismo”.

Para além da mostra das obras e objetos pertencentes à coleção da Fundação Cupertino de Miranda, a sala de exposições que ocupará todo o primeiro piso contemplará também um espaço para a apresentação de exposições nacionais e internacionais. A primeira que inaugurará o espaço é “O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian”, que possibilitará revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista desta coleção e regressar ao acontecimento plástico desse período.

Para António Gonçalves trata-se de “uma excelente coleção constituída por 67 obras e que “representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade”. Paralelamente à exposição será lançado um catálogo mais exaustivo sobre a coleção.

O EDIFICIO

Da autoria do arquiteto João Mendes Ribeiro, o Centro Português do Surrealismo nasce da adaptação do emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda, que foi desenhado nos anos 50, verdadeiro ex-libris do espaço citadino.

Para o arquiteto o projeto constituiu “um enorme desafio pela ligação entre o passado e o futuro”, mas também “pelo tema da contemporaneidade”.

A principal transformação face ao desenho atual é a passagem do espaço museológico, bem como da oferta formativa, para os primeiros andares do edifício - atualmente localiza-se na torre que compõe o espaço - colocando-o na "linha da frente" de forma a"promover o contacto com a comunidade".

“Vamos ter um conjunto de expositores que se abrem à cidade, criando uma relação muito forte com o espaço e com as pessoas”, acrescenta João Mendes Ribeiro.

Aquando da apresentação do projeto que aconteceu em fevereiro de 2017, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, descreveu o centro como um "projeto âncora. É inegável o protagonismo que a fundação tem na área cultural quer em Famalicão, quer no país, sendo um dos pilares do concelho. E a fundação, que não vive fechada em si mesma, tem espólios riquíssimos", disse o autarca.

Na altura tanto Paulo Cunha como o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, vincaram o objetivo de tornar Vila Nova de Famalicão "o centro do surrealismo", criando uma "marca" que gerará "muitos benefícios" como o desenvolvimento da atividade turística ou o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições.

Refira-se que a somar às obras de adaptação do edifício, prevê-se ainda uma nova programação e novos custos com o funcionamento do Centro Português do Surrealismo que implicará um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros. A autarquia contribuirá com a atribuição de um apoio  financeiro no valor de 300 mil euros, repartidos por quatro anos.

VIEIRA DO MINHO INAUGURA EXPOSIÇÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Cultura Vieirense mais rica com 3ª Exposição de Arte Contemporânea da Fundação da Portugal Telecom

 Vieira do Minho abriu mais uma porta à arte e à cultura com a 3ª Exposição de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom inaugurada, hoje, pelo Presidente da Câmara Municipal,  António Cardoso, e pelo Presidente do Conselho de Administração da PT,  Alexandre Fonseca.

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O momento que decorreu na Casa Museu Adelino Ângelo contou com a presença de várias entidades convidadas e foi abrilhantado pela atuação do Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior.

Nas palavras que proferiu, o Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho,  António Cardoso salientou a importância desta exposição na medida em que ela “vai permitir aos vieirenses uma melhor fruição da arte e uma oportunidade única de enriquecimento cultural”, referindo também “ que fruto da presença das Exposições da Coleção da Fundação Portugal Telecom no Concelho, a Casa Museu Adelino Ângelo já triplicou o seu número de visitantes”.

“Uma  exposição de grande envergadura  que se abre portas à cultura e à arte e que coloca Vieira do Minho no mapa da pintura plástica mundial”, alegou o Presidente da Câmara visivelmente satisfeito.

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Na cerimónia de Inauguração da 3ª Exposição de Arte Contemporânea da Fundação  Portugal Telecom, António Cardoso não deixou de agradecer a presença de Alexandre Fonseca " por considerar que este projecto só foi possível graças ao estreito relacionamento com o Sr. Armando Pereira que, para além do investimento no domínio empresarial, que muitos frutos já tem dado ao concelho, abriu  a Vieira do Minho as portas, na área da produção artística”.

Trata-se de uma exposição que envolve 17 obras de vários artistas plásticos contemporâneos Portugueses vai estar patente ao público na sala principal da Casa Museu Adelino Ângelo, até ao dia 31 de de maio de 2019, engrandecendo a oferta cultural Vieirense.

Esta exposição será com certeza um ponto marcante e uma oportunidade singular de enriquecimento cultural para os vieirenses e público em geral, quer pela sua grandeza, quer pela pluralidade do riquíssimo cenário artístico português.

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NOITE BRANCA DE BRAGA AGUARDA PROJECTOS ARTÍSTICOS

Abertas candidaturas ao “On/Off - Concurso Artístico Noite Branca Braga 2018”. 25 mil euros para apoiar projectos artísticos

Com o objectivo de enriquecer culturalmente a edição 2018 da Noite Branca de Braga, que se realiza de 31 de Agosto a 2 de Setembro, a Fundação Bracara Augusta (FBA), em parceria com a Câmara Municipal de Braga, lança um concurso aberto a toda a comunidade na procura de actividades culturais complementares ao evento.

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Este concurso pretende atrair participações nas áreas da Media Arts (Arte digital e Multimédia), Teatro, Dança, Música, Artes Visuais, Arquitectura, Design e Arte Urbana.

A Fundação Bracara Augusta apoiará os projectos com financiamento até 4.000€, 2.000€ e 1.000€, num apoio total de 25.000€.

Ao concurso podem concorrer pessoas singulares ou colectivas, independentemente da sua naturalidade, desde que cumpram os termos disposto no regulamento, disponível para consulta em www.fbracaraaugusta.org.

As candidaturas ao concurso já estão abertas desde dia 16 de Maio e decorrer até ao dia 15 de Junho. A mesma pode ser realizada através do preenchimento do formulário de candidatura online em www.fbracaraaugusta.org.

As candidaturas serão analisadas por um júri composto por 3 elementos seleccionados e propostos pela Fundação Bracara Augusta e Câmara Municipal de Braga.

Os vencedores serão anunciados até às 23:59 horas do dia 29 de Junho de 2018.

CERVEIRA REALIZA BIENAL DE ARTE PARA OS MAIS JOVENS

“Criatividade e sonho” em mais uma ‘Bienal dos Pequeninos’ de Cerveira

O VIII Educarte – Mostra de Arte Infantojuvenil de Cerveira apresenta-se com um redobrado sentido de aprendizagem e conhecimento artístico-cultural, patrimonial e ambiental. Aos criativos trabalhos e interativas performances dos alunos das escolas de Vila Nova de Cerveira e, este ano, também de Caminha, junta-se a dinamização de três ateliês permanentes integrados na iniciativa ‘Museus Fora de Portas’ 2018. De entrada livre, a intitulada ‘bienal dos pequeninos’ encontra-se de portas abertas, até esta sexta-feira, no Cineteatro de Cerveira.

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Cerveira, ‘Vila das Artes’, mostra a veia artística. Este é o mote de um projeto que visa aproximar a juventude ao conceito de arte e das suas diferentes expressões, estimulando a criatividade e o sentido crítico desde a mais tenra idade. E em terra de bienais, o Educarte – Mostra de Arte Infantojuvenil de Cerveira é já uma referência no seio da comunidade educativa do concelho pelo seu caráter lúdico-pedagógico.

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Na sessão de abertura que decorreu esta manhã, o autarca cerveirense enalteceu “a criatividade e o sonho” expressos pelos alunos e agentes educativos nos diversos trabalhos. Às centenas de jovens presentes, Fernando Nogueira relembrou a forte tradição e ligação de Vila Nova de Cerveira às artes e a importância do contributo de cada um de nós. “As bienais de Cerveira fazem parte do nosso e do vosso ADN, pelo que espero que sejam uma naturalidade no vosso dia-a-dia”, afirmou.

Cerca de 120 obras da autoria de crianças e jovens de nove estabelecimentos de ensino de Vila Nova de Cerveira e dois do concelho vizinho de Caminha vão estar expostas, ao longo de três dias, no Cineteatro de Cerveira. E mais do que uma exposição, o Educarte - Mostra de Arte Infantojuvenil oferece um vasto programa de performances interativas com o público, a abranger áreas tão diversificadas como música, dança, teatro, atividade física e artes plásticas.

Mas a edição 2018 conta ainda com a participação do Aquamuseu do Rio Minho, do Museu da Bienal de Cerveira e do Convento de San Payo que colocam à disposição da comunidade educativa conhecimento, ferramentas e estratégias em três ateliês permanentes e diferentes no âmbito do V ‘Museus Fora de Portas’. O Aquamuseu propõe uma atividade em torno dos três R’s : Reduzir, Reutilizar e Reciclar; por sua vez, o atelier do Convento de San Payo proporciona uma recriação do Forte de Lovelhe, recorrendo a materiais e técnicas de colagem do Escultor José Rodrigues; e a celebrar os 40 Anos da Bienal, o Museu da Bienal sugere um atelier de homenagem à "Mão".

Organizada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, em parceria com os estabelecimentos de ensino do concelho, do pré-escolar ao ensino superior (Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira, Colégio de Campos, Creche de Campos, ETAP, Escola Superior Gallaecia, Santa Casa da Misericórdia, Jardim-de-Infância de Caminha e de Moledo), a já designada ‘bienal dos pequeninos’ prevê a visita de cerca de 1500 alunos e de largas centenas de pessoas. De entrada livre, as portas encontram-se abertas entre esta quarta e sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00.

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BARCELOS ABRE INSCRIÇÕES PARA PROJETO ARTÍSTICO 2018

Inscrições abertas para o Projeto Artístico 2018

Estão abertas as inscrições para a primeira fase do Projeto Artístico (PA) Barcelos 2018, uma iniciativa dedicada à educação através das expressões artísticas e que tem como principal objetivo criar condições de produção, revelação e valorização das competências dos jovens do concelho.

O Festival da Canção decorre nos dias 22 e 23 de junho, pelas 21h30, no Largo da Porta Nova, e tem duas categorias: Versão Original e Artista/ Cover. Os candidatos deverão inscrever-se até ao dia 16 de maio e comparecer no casting, no dia 18, pelas 9h30, na Casa da Juventude. Destina-se a jovens dos 12 aos 30 anos, inclusive, a participação em grupo admite elementos até aos 12 anos e dos 13 aos 35 anos, sendo que a média de idades do grupo não pode ultrapassar os 30 anos.

Já em julho, no dia 19, decorre o Festival de Bandas de Barcelos, pelas 21h30, na Alameda das Barrocas, onde também decorrerá, no dia 22, pelas 18h00, o Festival de Dança. As inscrições para estas duas iniciativas estão abertas até dia 22 de junho.

O projeto regressa com o Encontro de Coros no Teatro Gil Vicente, nos dias 24 e 25 de novembro, pelas 21h30, e cujas inscrições estarão abertas até dia 31 de outubro. O auditório do Teatro receberá ainda até ao final do ano a Noite de Fados, no dia 1 de dezembro, pelas 21h30. As inscrições decorrem até dia 31 de outubro e o casting de seleção decorre no dia 3 de novembro, pelas 10h00, na Casa da Juventude.

O Projeto Artístico é uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Barcelos e pela Casa da Juventude decorre entre junho e dezembro e tem como objetivos criar, incentivar e proporcionar a realização, revelação e a valorização dos jovens barcelenses em diferentes áreas artísticas.

A música, a dança e o teatro são diversas formas de expressão de arte pelas quais os jovens do concelho mostram um relevante interesse, facto que se confirma pela forte participação nos vários projetos levados a cabo pelo Pelouro da Juventude.

BRAGA CRIA FÓRUM ARTE

Amanhã, Sábado, dia 28 de Abril, pelas 18h00, no Forum Arte Braga

O Município de Braga promove a abertura do Forum Arte Braga, a ter lugar amanhã, Sábado, dia 28 de Abril, pelas 18h00, Forum Braga.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

A abertura do Forum Arte Braga ficará marcada pela inauguração da exposição ‘The anthropologist in me’ com a curadoria de Duarte Sequeira e Guilherme Braga da Cruz. Desenvolvida em colaboração directa com artistas, colecções públicas e privadas, a exposição reúne um conjunto de artistas internacionais que ao longo do tempo desenvolveu práticas de ruptura, com base em pensamentos de antropologia cultural. Ao todo serão apresentadas 15 obras de nove artistas, em formato de pintura, escultura, fotografia, vídeo e instalação.

O Forum Arte Braga é uma galeria de arte contemporânea, com o intuito de exibir artistas portugueses e internacionais num contexto favorável ao diálogo crítico e à polinização cruzada. O eixo central da programação desta nova galeria é uma preocupação com diferenças regionais e individuais, ao mesmo tempo que promove o cosmopolitismo e a colaboração. O Forum Arte Braga, sob a Direcção Artística de Duarte Sequeira e Guilherme Braga da Cruz, cultiva um programa cujas principais premissas são o conceptualismo, o rigor intelectual e a preocupação com o futuro.

GALERIA FORUM ARTE BRAGA VAI SER INAUGURADA A 28 DE ABRIL

“The Anthropologist In Me” é a primeira exposição da nova galeria de arte contemporânea de Braga

O Forum Arte Braga vai apresentar no próximo dia 28 de abril a exposição “The Anthropologist in me”. Trata-se da primeira exposição da nova galeria de arte contemporânea da cidade de Braga, que será inaugurada nesse mesmo dia, pelas 18h00, no Forum Braga.

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Com a curadoria de Duarte Sequeira e Guilherme Braga da Cruz, “The Anthropologist in me” apresenta 15 obras de nove artistas, em formato pintura, escultura, fotografia, vídeo e instalação.

O Forum Arte Braga é uma iniciativa da InvestBraga e a sua criação está inserida na estratégia de dinamização económica e cultural de Braga. “Queremos que Braga seja uma referência no panorama da arte em Portugal e com isso trazer novos públicos para a cidade”, explica Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga.

Esta primeira exposição conta com obras da dupla de arte performativa e conceptual britânica Gilbert & George, os escoceses Douglas Gordon, Martin Boyce, Jim Lambie e Eva Rotschild, sendo os três primeiros detentores do prémio artístico com maior relevo internacional, o Turner Prize, atribuído pela Tate Modern, em Londres. A exposição conta ainda com a obra do fotógrafo e realizador brasileiro Miguel Rio Branco, o escultor inglês Gary Webb e o artista austríaco Franz West.

Segundo as palavras de Guilherme Braga da Cruz, esta exposição “propõe ser um espaço partilhado de liminaridade, uma ocupação do fluxo e da transformação pela qual determinamos e intervimos nos mecanismos dos quais exposições, obras de arte, plateias e comércio estão integrados”. Duarte Sequeira acrescenta ainda: “Desenvolvido em colaboração direta com artistas, coleções privadas e institucionais, a exposição reúne um conjunto de artistas internacionais de diferentes gerações, que ao longo do tempo desenvolveu práticas de rutura, com base em pensamentos de antropologia cultural”.

“The Anthropologist In Me” é a primeira exposição do Forum Arte Braga, sendo que a nova galeria de arte contemporânea de Braga acolherá quatro exposições por ano. A inauguração deste espaço coincide com a abertura do Forum Braga – a nova infraestrutura do norte do país para a realização de concertos, festivais, exposições, congressos, feiras, espetáculos e grandes eventos. O Forum Braga pretende posicionar a cidade de Braga como uma referência no turismo de negócios em Portugal.

Forum Arte Braga é uma galeria de arte contemporânea fundada em 2018, pela mão da InvestBraga e localizada no Forum Braga. Com a curadoria de Duarte Sequeira e Guilherme Braga da Cruz, o Forum Arte Braga cultiva um programa cujas principais premissas são o conceptualismo, o rigor intelectual e a preocupação com o futuro. Com o intuito de exibir artistas portugueses e internacionais num contexto favorável ao diálogo crítico, a galeria identifica como eixo central da sua programação a preocupação com diferenças regionais e individuais, ao mesmo tempo que promove o cosmopolitismo e a colaboração.

LUÍSA PEREIRA EXPÕE NO POSTO DE TURISMO DE BARCELOS

A Torre Medieval tem patente, entre 27 de abril e 27 de maio, a exposição“Luísa Pereira, um Talento Natural”, da artista barcelense Luísa Pereira.

A mostra é composta por peças feitas com pasta de papel, caraterizadas pela leveza e movimento, trazendo para o presente imagens e situações típicas de um passado não muito longínquo, recriando com realismo e expressão notáveis quadros de vida do quotidiano.

Para além das figuras inspiradas nas tradições e histórias do passado, Luísa Pereira, beneficiando também da sua aprendizagem e conhecimentos adquiridos no âmbito da pintura, apresenta nesta exposição um modelo próprio de galos de Barcelos pintados com paisagens, personagens públicas, etc. Um galo por medida recriando contextos individualizados.

Numa terra em que a criatividade e a imaginação ditam a identidade, Luísa Pereira aposta numa produção artesanal elaborada a partir de materiais recicláveis, fundamentalmente papel, tecidos e materiais que a natureza proporciona. Afirma que a reciclagem é uma forma de proteger o ambiente e de contribuir para o embelezamento da arte. Apesar de ter como ideia base o figurado de Barcelos, apresenta uma nova abordagem plástica num estilo mais contemporâneo, ainda que inspirado nas tradições culturais. A sua obra tem o aspeto do figurado de Barcelos, mas obedece a outro processo produtivo e os materiais são distintos do barro.

Luísa Pereira é mais um exemplo da criatividade das gentes locais que esteve na base da distinção de Cidade Criativa da UNESCO e é, também, uma mostra inquestionável da vitalidade e renovação do quadro artístico local.

Luísa Gomes Pereira, nasceu a 18 de junho de 1976 em Bordéus, França. Regressa a Portugal e a Barcelos, com sete anos de idade, onde estuda até ao 9.º ano de escolaridade.

Após deixar os estudos, trabalhou numa empresa têxtil até aos 28 anos, altura em que fica desempregada. Nessa situação e numa época em que o marido, Narciso Lourenço, precisava de uma pessoa que o ajudasse na área em que trabalha (pintura de telas a óleo e/ou acrílico), assume algumas tarefas nesta área, nomeadamente a elaboração dos desenhos, a preparação das telas, das massas, dos vernizes, etc.

No sentido de procurar interligar os conhecimentos adquiridos na área têxtil e com a paixão que desde sempre sentiu pelos trabalhos manuais e pela arte, faz as primeiras incursões criativas no artesanato contemporâneo, criando uma identidade própria e singular.

MUTES APRESENTA CATÁLOGO/LIVRO 2000-2018 NA CASA DAS ARTES DE ARCOS DE VALDEVEZ

No próximo dia 28/04/2018 pelas 18:00, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, o Artista Arcoense Mutes, apresenta o seu Livro/Catálogo.

Após quase duas décadas dedicadas à pintura, o pintor decidiu pela primeira vez apresentar um livro/catálogo, que reúne algum do meu trabalho feito nestes anos. Será exibida também uma pequena exposição que é uma retrospectiva de várias correntes pictóricas daquilo que o próprio foi criando durante esse período. O convite é estendido a todos, especialmente à população Arcoense (onde reside).

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Mutes (César de Barros Amorim) nasce em França, Margny Les Compiegne em 1976, regressa a Portugal em 1986, reside actualmente em Arcos de Valdevez. È pintor autodidacta, expõe com regularidade desde 2004. Está representado em diversas colecções nacionais e estrangeiras em vários Continentes, é amante do Cubismo. Já ultrapassou mais de uma centena de exposições, nacionais e Internacionais. Já expôs na Suíça, Suécia, Espanha, Itália, Inglaterra, Alemanha e França, estes Países que já vão fazendo parte da sua caminhada . Em Outubro de 2016 recebeu o Prémio Art Prize Picasso no Museu do Louvre em Paris. A arte de Mutes remete-nos para o mundo primordial das infâncias do homem, onde a cor comunica com os nossos sentidos e as formas livres nos falam da vida e das lutas entre as sombras e a luz dos desejos. Cada figura que nasce numa tela de Mutes conta-nos uma história, grita-nos as injustiças da nossa sociedade, mostra-nos a luta entre o ter e o ser, aponta o dedo denunciador das elites e do seu poder, revela-nos o cinzentismo da alta finança em confronto com a miséria dos explorados e a alienação das massas pelos midia e pelas novas tecnologias. Absorver todos os signos das figuras de Mutes não é um exercício fácil, ele obriga o observador a fazer um exercício de desconstrução do real imediato para o real exposto, a simbiose entre a animalidade dos desejos obscuros e os desejos sonhados. A primeira percepção da obra de Mutes ou é conquistada de imediato ou é assimilada após várias observações, onde se vai descobrindo cada figura, cada detalhe conforme Mutes se vai revelando na sua visão do mundo pictórico em percursos tortuosos da exposição que faz dos mundos dentro do mundo para onde nos encaminha e do qual somos parte e figurantes. Mas depois de nos conquistar e de nos introduzir nesse mundo dentro dos seus mundos, depois de assimilarmos os contornos da cor em simbiose com os ritmos, sentimo-nos parte dessas histórias, actores e participantes de um mundo sonhado e mutante onde a cor é signo de esperança e de alegria fraterna.

Um especial obrigado as seguintes pessoas que participaram neste livro:

Adolfo Luxúria Canibal - (Mão Morta)

Luiz Morgadinho - (Pintor Surrealista)

Noélia de Santa Rosa - (Escritora)

Nuno Soares - (Arqueólogo)

Rafael Cruz - (Designer e Músico)

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