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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIEIRA DO MINHO: RESIDÊNCIA ARTÍSTICA AMAR O MINHO TERMINOU COM CONCERTO FINAL

Decorreu, este domingo, dia 8 de Maio, o concerto final da Residência Artística que juntou no mesmo espaço duas bandas filarmonicas do Concelho.

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Tratou-se de um espetáculo inédito no concelho que fazendo parte do projeto “ Amar o Minho” contribui para a promoção da marca do Minho do ponto de vista cultural e turístico.

Esta residência artística dedicada à música juntou nos últimos meses os elementos das bandas Filarmónicas de Vieira do Minho e Vilarchão, culminando  todo o trabalho, nesta apresentação final, e cuja direção artística esteve a cargo do Maestro Diogo Costa.

O momento musical foi composto por duas partes. Na primeira parte foram interpretadas obras de caráter filarmonico numa perspectiva de dar a conhecer ao público um retrato da música para a banda ao longo dos últimos 100 anos. A segunda parte teve composições originais, influenciadas por elementos patrimoniais de Vieira do Minho e da região do Minho.

De salientar, ainda que este encontro final resultou de um longo e árduo trabalho que decorreu desde o primeiro ensaio, a 11 de dezembro de 2021, no Salão nobre da Igreja Paroquial de Vieira do Minho, que permitiu a entrega das partituras escolhidas e criadas pelo maestro Diogo Costas, às bandas de Vieira do Minho e Vilarchão.

Esta Residência Artística integra o programa de Residências Artísticas do projeto “Amar o Minho” e constitui-se como uma das linhas de ação do consórcio “MINHO IN” para promoção da marca Minho, do ponto de vista cultural e turístico. O consórcio “MINHO IN” é constituído pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) do Ave, Cávado e Alto Minho que representam 24 Municípios.

BARCELOS EXPÕE OURO E PRATA NA REAL IRMANDADE DO SENHOR BOM JESUS DA CRUZ

Exposição na Sala Gótica dos Paços do Concelho

Abre amanhã às 16h00, na Sala Gótica dos Paços do Concelho, a exposição “Ouro e Prata na Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz”, que revela um espólio único, pertencente ao Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz, e delicadamente cuidado pela Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz.

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Esta exposição permite fazer uma viagem pela história, com mais de 500 anos. Começa com o milagre da Santa Cruz, ocorrido em 1504, onde há relatos que João Pires (Sapateiro na vila) teria encontrado no chão uma cruz negra, próximo do Campo da Feira. O milagre foi notícia e começou uma grande devoção. O local onde apareceu a cruz terá sido protegido com uma estrutura que viria a ser aumentada com a chegada de uma imagem do Senhor Bom Jesus da Cruz, em 1505, vinda da Flandres. Esta peça nunca sai do templo, por isso não está aqui, pois reza a lenda que, se alguém a tirar, ela aumenta tanto que não consegue voltar a entrar no templo.

No século XVII, há registo de muitos donativos para se fazer um templo maior, um dos principais beneméritos foi Inácio da Silva Medela, (1ª tela em exposição), que nasceu em Barcelos, mas foi para o Brasil onde se tornou um homem de negócios abastado. Não só doou verbas avultadas para o Templo como também financiou imagens (como a Pietá que iremos ver), instituiu o coro, financiou a Custódia…

As obras no novo Templo terão começado em 1705 e, daí para a frente, foi sendo enriquecido.

Obviamente que o templo perdura até hoje, com o espólio magnífico que agora se mostra, porque desde cedo vários barcelenses assumiram o papel de cuidadores e perpetuadores da devoção ao Senhor Bom Jesus. Este grupo começou por chamar-se Confraria da Santa Vera Cruz, depois Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz e mais tarde Real Irmandade. A palavra Real é acrescentada quando a Irmandade convida para o cargo de juiz perpétuo o Rei.

Um dos juízes da Real Irmandade, que terá aceitado vir a Barcelos conhecer o templo e a sua devoção, foi o príncipe consorte D. Fernando II, 2º marido da Rainha D. Maria II, em exposição.

Seguem-se na exposição as vestes; primeiro a opa que o Provedor usa nas procissões, com a sua vara de prata. Destaque para o emblema da irmandade bordado a fio de ouro. Depois uma casula, das muitas que existem no espólio, também ela bordada a fio de ouro.

Segue um apontamento com escultura barroca, o Santo Inácio de Loiola que estaria no coro financiado pelo Inácio da Silva Medela (daí dizer-se que a imagem “Inácio” é uma homenagem ao benemérito); N.ª Sr.ª da Conceição e uma Virgem Mártir Relicário.

Andor do Senhor dos Passos integralmente restaurado

O conjunto mais emblemático da exposição é o andor com o Senhor dos Passos. A imagem foi feita em Roma, por Giuseppe Berardi, em 1875, e foi restaurada agora. Também o andor foi restaurado. Especial atenção para os resguardos do andor, restaurado pelas Carmelitas do Mosteiro de Bande (Carmelitas do Carmelo do Porto), que conseguiram substituir o pano de fundo colocando-lhe as aplicações originais, feitas com fio de prata e ouro. Um trabalho de excelência.

Segue-se um percurso como se estivéssemos na Quaresma. A Pietá - uma escultura magnífica do século XVIII, que podemos encontrar normalmente no altar-mor do Templo. O toro de madeira em que foi esculpida foi enviado do Brasil por Inácio da Silva Medela.

O esquife com o Cristo Morto também usado na procissão. São duas peças magníficas.

Em 1734, fez-se a encomenda de uma custódia para o Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz, financiada por Inácio da Silva Medela. A autoria é do mestre ourives António Ferreira que trabalhou a peça de ourivesaria em prata cinzelada, dourando a esfera e a lúnula.

Seguem-se várias peças de ourivesaria usadas nas cerimónias litúrgicas. (Tem as legendas e funções na parede do lado direito).

Conclui-se este ciclo da Paixão com Cristo Ressuscitado, uma imagem do século XVIII.

A visita à exposição termina com a peça do Santo Lenho. Uma cruz de prata que será das mais antigas que existem no Senhor da Cruz. (Santo Lenho significa que é um relicário onde está um pedaço original da Cruz de Cristo).

O milagre de 1504 ainda hoje se comemora, aliás, está a ser comemorado, com a Festa das Cruzes.

ARCOS DE VALDEVEZ EXPÕE COLECTIVA DE ARTES

Colectivo Circol`Artes expõe na Casa do Castelo em Sistelo patente ao público de 7 de maio a 7 de junho

Circol`Artes é um grupo de amigos Artistas, Pintores, Escultores, Fotógrafos, e Artesãos que surgiram em 2017. Praticantes de diferentes linguagens artísticas, como o Surrealismo, Cubismo, Abstração Pictórica, Figurativismo e Fotografia. Este coletivo é composto por elementos que vão desde a Galiza até ao Porto.

Fazem parte deste coletivo Américo Pacheco, António Candeias, Elisa Queiroz, Giovanni Dondi, Gira-Gil Ramos, Jorge Lima, Mafalda de Castro, Manto, Martinho Lima, Mutes, Olga Bernard, Orlando Almeida, Alua, Sameiro Sequeira e Valérie Fernandes.

A 7 de Maio pelas 15:00 horas vão inaugurar uma exposição (Circol`Artes 4) na Casa do Castelo (Viscondes) em Sistelo, onde durante a inauguração, vários pintores estarão a criar numa intervenção Artística ao vivo, acompanhados à viola num momento musical pelo Sérgio Castro, vocalista dos Trabalhadores do Comércio.

A exposição estará patente ao público durante 1 mês, sendo possível visitá-la durante o horário de funcionamento da Casa do Castelo.

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BARCELOS INVENTARIA OBRAS DE ARTE MUNICIPAIS

PONTES, VIADUTOS, TÚNEIS, PASSAGENS SUPERIORES, PASSAGENS INFERIORES E PASSAGENS HIDRÁULICAS

“Projeto Reconhecer” inventariou 116 obras de arte municipais

O Município de Barcelos tem sob a sua alçada 116 obras de arte, entre pontes, viadutos, túneis, passagens superiores, passagens inferiores e passagens hidráulicas. Estes números foram dados a conhecer hoje na apresentação pública do relatório final do “Projeto Reconhecer”, um estudo encomendado, em 2019, pelo Município barcelense e que envolveu a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

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Segundo o presidente da Câmara, Mário Constantino, “este é um importante trabalho para se ter a noção não só do número de obras de arte sob alçada do Município, como também permitirá no futuro um plano de vistoria e manutenção que evite deteriorações avançadas e até eventuais danos e tragédias”.

Segundo o presidente da Câmara, Mário Constantino, “este é um importante trabalho para se ter a noção não só do número de obras de arte sob alçada do Município, como também permitirá no futuro um plano de vistoria e manutenção que evite deteriorações avançadas e até eventuais danos e tragédias”.

Para a apresentação deste relatório, deslocaram-se a Barcelos dois dos seus autores: Elói Figueiredo, Professor Catedrático na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; e Luís Oliveira Santos, Investigador Principal do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. É também autora deste estudo, Sandra Silva Pinto, Licenciada em Engenharia Civil, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Segundo estes investigadores, foram inventariadas todas as obras de arte da responsabilidade do Município, ao mesmo tempo que foram categorizadas todas as estruturas do ponto de vista técnico, através de uma metodologia que incluiu uma inspeção visual dessas mesmas obras, previamente assinaladas pelas Juntas de Freguesia. Desse trabalho, resultou um relatório final que contempla a localização e georreferenciação de cada uma das estruturas, bem como o resumo das suas principais características físicas e materiais.

Projeto Reconhecer

O projeto Reconhecer teve como principal objetivo inventariar as obras de arte (pontes, viadutos, túneis, passagens superiores, passagens inferiores e passagens hidráulicas) existentes no concelho de Barcelos, sob a responsabilidade da CMB, tendo em vista a definição de uma estratégia de acompanhamento da condição das obras de arte e facilitar a orçamentação da sua manutenção, posicionando o Município de Barcelos como uma das primeiras autarquias a implementar um plano de inventariação das obras de arte sob a sua responsabilidade direta e, assim, promover uma maior proteção permanente de vidas humanas.

Neste projeto, entendem-se como obras de arte todas as estruturas integradas em vias de comunicação que permitem o cruzamento desnivelado de estradas, caminhos de ferro, vales ou linhas de água com um vão superior a 2 m ou soma dos vãos superior a 5 m.

As 10 principais conclusões do “Estudo Reconhecer”

  1. Cada obra de arte é identificada através de um código, considerando o tipo de obra de arte, a sua numeração dentro da freguesia em que foi registada e o número da respetiva freguesia por ordem alfabética.
  2. As freguesias com maior número de obras de arte são Cossourado (8) Arcozelo (7) e Fragoso (7).
  3. As obras de arte mais comuns são dos tipos pontão (54,4%, 63) e ponte (40,4%, 47), sendo os pontões maioritariamente em betão armado (82,3%) e a maioria das pontes em alvenaria de pedra (52,2%).
  4. As obras de arte do tipo pontão são principalmente em betão armado com sistema de viga simplesmente apoiada (68,3%), em pórtico de betão armado (11,1%) ou em alvenaria de pedra com viga simplesmente apoiada (9,5%).
  5. As obras do tipo ponte mais comuns são em alvenaria de pedra com viga simplesmente apoiada (23,4%), em alvenaria de pedra (19,1%) ou em betão armado com sistema do tipo viga contínua (17%).4. Quase metade das obras de arte (53) é constituída por um vão entre 2m e 5m.
  • Apenas sete (7) obras de arte têm vãos superiores a 20m.
  • A maioria (80) das obras de arte não tem pilares.
  • Os materiais estruturais mais utilizados nos encontros são a alvenaria de pedra (44,0%) e o betão armado (24,1%).
  • As faixas de rodagem das obras de arte têm pavimentos predominantemente betuminosos (53,3%), mas também há uma quantidade relevante em calçada (22,9%)  e em betão (18,1%).
  • Observa-se que as juntas de dilatação mais comuns são as não aparentes (60,0%).
  • A grande maioria (95) das obras de arte tem guarda-corpos de ambos os lados.

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MUNICÍPIO DE BARCELOS APRESENTA RELATÓRIO DE “INVENTARIAÇÃO DAS OBRAS DE ARTE DO CONCELHO DE BARCELOS SOB RESPONSABILIDADE DA CÂMARA MUNICIPAL”

O Município de Barcelos apresenta amanhã, nos Paços do Concelho, o relatório de “Inventariação das obras de Arte do Concelho de Barcelos sob responsabilidade da Câmara Municipal”, resultante de um protocolo entre o Município de Barcelos, a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

ARCOS DE VALDEVEZ: COLECTIVO CIRCOL’ARTES EXPÕE NA CASA DO CASTELO EM SISTELO

Circol`Artes é um grupo de amigos Artistas, Pintores, Escultores, Fotógrafos, e Artesãos que surgiram em 2017.

Praticam diferentes linguagens artísticas, como o Surrealismo, Cubismo, Abstração Pictórica, Figurativismo e Fotografia.

Este coletivo é composto por elementos que vão desde a Galiza até ao Porto. Fazem parte deste coletivo Américo Pacheco, António Candeias, Elisa Queiroz, Giovanni Dondi, Gira-Gil Ramos, Jorge Lima, Mafalda de Castro, Manto, Martinho Lima, Mutes, Olga Bernard, Orlando Almeida, Alua, Sameiro Sequeira e Valérie Fernandes.

A 7 de Maio pelas 15:00 horas vão inaugurar uma exposição (Circol`Artes 4) na Casa do Castelo (Viscondes) em Sistelo, onde durante a inauguração, vários pintores estarão a criar numa intervenção Artística ao vivo, acompanhados á viola num momento musical pelo Sérgio Castro, vocalista dos Trabalhadores do Comércio.

A exposição estará patente ao público durante 1 mês, sendo possível visita-la durante o horário de funcionamento da Casa do Castelo.

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BARCELOS ORGANIZA TERTÚLIA “CONVERSAS COM ARTE”

Participe na Tertúlia "Conversas com Arte", a realizar na Galeria Municipal de Arte, no próximo sábado, às 16h. A tertúlia conta com a presença da artista Irene Pedras e terá como orientador o professor Domingos Loureiro, Doutor em Arte e Design, Artista Visual e Professor Auxiliar da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Terá também a participação de Óscar Malta, Mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas; Ana Araújo, Produtora Executiva e Curadora; Susana Bravo, Artista Plástica desde a década de 80.

Recorde-se que a Galeria tem patente, até 16 de abril, a exposição "Intenção/Intuição", de Irene Pedras, cujos trabalhos expressam não só a sua evolução enquanto artista plástica, mas, e sobretudo, a sua visão do mundo, enquanto mulher. Este será o mote para o diálogo desta sessão do “Conversas com Arte”.

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GUIMARÃES E VIZELA: ILÍDIO GARCIA VENCE CONCURSO “ARTE CONTRA A DESGRAÇA”

O projeto “Novos Olhares, Velhas Causas” é uma iniciativa promovida pelo Centro Social da Paróquia de Polvoreira, financiada pelo Programa Operacional Inclusão Social e Empreso (PO ISE), pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), pelo Portugal 2020 (PT2020) e União Europeia/Fundo Social Europeu (EU/FSE).

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O projeto em questão pretende centrar-se no Plano de Ação de prevenção e combate a todas as formas de violência contra as mulheres, violência de género e violência doméstica (VMVD), em concreto no 1º objetivo: Prevenir/erradicar a tolerância social às várias manifestações da VMVD, conscientizar sobre os seus impactos e promover uma cultura de não-violência, de direitos humanos, de igualdade e não discriminação.

A iniciativa “Arte contra a Desgraça” pretendeu, através da dinamização de um concurso no qual foram eleitos três vencedores/as, que os/as Artistas do Vale do Ave (Guimarães e Vizela) concebessem um separador de livro e um calendário de bolso, versando os temas da Violência contra a Mulher e Violência Doméstica.

Tratou-se de uma iniciativa que assentou numa “lógica de territorialização e de promoção de parcerias (duas das linhas transversais definidas na ENIND), recorrendo à arte como forma de reestruturar cognições e comportamentos”, referiu Mónica Pereira, do Centro Social da Paróquia de Polvoreira.

Integraram o Júri elementos da Economia Social, com ampla experiência na área.

O primeiro lugar foi atribuído a Ilídio Garcia, o segundo lugar a Rosa Freitas e o terceiro lugar a Cristiana Silva.

FAMALICÃO DIVULGA PROGRAMAÇÃO DE FEVEREIRO DA CASA DAS ARTES

Selma e Orlando: Música e Teatro em destaque na Casa das Artes

Após a estreia nacional do bailado “A Bela Adormecida” de Fábio Lopez, a programação da Casa das Artes, para este mês de fevereiro, prossegue com várias propostas das quais se destacam os espetáculos “Orlando” (teatro) e Selma Uamusse (música).

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“Orlando” é uma encenação de Albano Jerónimo, com texto de Cláudia Lucas Chéu, a partir do original de Virginia Woolf e que colocará em palco 11 atores, 20 personagens em cena, num drama cénico em prólogo e três atos. Esta peça estará em cena nos dias 18 e 19, às 21h30, no Grande Auditório. Trata-se de uma produção Teatro Nacional 21, em coprodução com CCVF - Guimarães, Casa de Artes de Famalicão, Teatro Municipal do Porto, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana e Centro de Artes de Águeda.

No dia 26 de fevereiro, às 21h30, a Casa das Artes recebe o concerto de Selma Uamusse, uma voz com raízes moçambicanas que casa harmoniosamente ritmos e melodias de origens tão diversas como o soul, o jazz, o rock, o afro-beat e o experimental.

À Casa das Artes, Selma Uamusse traz o seu segundo disco em nome próprio, “Liwoningo” (que significa luz em Chope, uma língua tradicional de Moçambique), produzido por Guilherme Kastrup, produtor premiado com um Grammy pelos álbuns “A Mulher do Fim do Mundo” e “Deus é mulher” da aclamada e também premiada Elza Soares. Este é um disco que acentua o património imaterial Africano, de Moçambique, uma africanidade que continua a inspirar letras e melodias, mas que se mistura por esse mundo fora, em temas e arranjos, ainda que mantendo sempre como lugar comum a potência do ritmo, da língua ou das sonoridades africanas, abrindo espaço para outras influências, da música portuguesa e Brasileira.

A programação de fevereiro continua a apostar também no ciclo Fado no Café da Casa, no dia 10, às 21h30, com a atuação dos fadistas Lurdes Silva e Francisco Moreira, acompanhados por João Martins (guitarra portuguesa), João Araújo (viola de Fado) e Filipe Fernandes (viola baixo).

Está também programado teatro para bebés dos 6 meses aos 4 anos, no dia 12, com sessões às 11h00 e às 15h00, Pela Companhia Krisálida, com “Da Terra ao Mar”.

“Fog machine e outros poemas para o teu regresso” é o espetáculo agendado para dia 25, às 21h30, que apresenta cruzamentos disciplinares por Nuno Aroso (conceção e interpretação musical) e João Reis (encenação e interpretação cénica).

Na programação do Cinema, a Casa das Artes, em parceria com Cineclube da Joane, apresenta: dia 10 – YOON de Pedro Figueiredo Neto e Ricardo Falcão (sessão Traz Outro Amigo Também); dia 17 – TRÊS ANDARES de Nanni Moretti; dia 24 – O MENINO DA AMA de Tomotaka Tasaka (Já Não Há Cinéfilos?!, Mestres Japoneses Desconhecidos).

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ENTRELAÇADOS DA ARTISTA FAMALICENSE VERA SILVA EM EXPOSIÇÃO NA CASA-MUSEU SOLEDADE MALVAR

«Penélope» estará patente de 5 de fevereiro a 18 de março. Inauguração na primeira data às 15h00.

A Casa-Museu Soledade Malvar vai receber «Penélope», uma exposição da artista famalicense Vera Silva, inspirada no tecer e entrelaçar de fios. A inauguração acontece no dia 5 de fevereiro, às 15 horas, e ficará patente até dia 18 de março de 2022, no referido espaço.

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Inspirada na arte de tecer, Vera Silva apresenta um conjunto de peças que transparecem “uma tela que é continuamente feita e desfeita, em busca de algo inalcançável”, como é possível ler no texto de apresentação. Mais do que o objeto apresentado, há a manifestação de “toda a sua envolvente e o desenho que a luz que nele incide cria, tornando a sua sombra parte da obra”, trata-se do resultado de um “tecer e entrelaçar de memórias num objeto que é, na sua essência, parte de quem as tece”.

Nas palavras da artista, a seleção do nome «Penélope» para a exposição, teve a sua origem na “lenda da personagem (da mitologia) grega, com o mesmo nome. Penélope tecia o seu manto durante o dia e desfazia-o durante a noite. Apesar de o ter feito com um propósito específico, esta lenda, para mim, sempre significou uma busca incessante pela perfeição, e sobre a aceitação de não a conseguirmos alcançar”, refere.

Vera Silva revelou desde cedo aptidão para o mundo artístico, tendo assumido esta vocação logo no ensino secundário, onde enveredou por estudos ligados às artes visuais na Escola Secundária Camilo Castelo Branco. Licenciou-se em Artes Plásticas, no ramo de Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 2017, e, atualmente, faz parte da equipa criativa de uma empresa ligada à área da decoração. Está a abrir asas à sua capacitação artística, formando-se na arte da joalharia.

Recorde-se que a Casa-Museu Soledade Malvar é o resultado da doação ao Município de Vila Nova de Famalicão da coleção de arte da antiquária famalicense, Maria da Soledade Ramos Malvar Osório. O imóvel, local onde esta habitou e teve o espaço de venda de antiguidades, foi projetado pelo arquiteto Eduardo Martins e construído, entre os anos 1955 e 1957 pelo engenheiro António Pinheiro Braga. O acervo museológico é constituído por antiguidades que Soledade Malvar foi colecionando ao longo dos seus quase 100 anos de vida, onde joias, faianças e pinturas convivem em perfeita harmonia com o mobiliário dos séculos XVIII e XIX. No piso térreo do edifício, dispõe ainda de uma galeria para acolhimento de exposições temporárias.

A Casa-Museu Soledade Malvar funciona de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h30, encerrando à segunda, fins de semana e feriados. O espaço encontra-se na Avenida 25 de Abril, em Famalicão.

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FAMALICÃO: TEATRO NARCISO FERREIRA SERÁ FAROL CULTURAL E ESPAÇO DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA

Linhas programáticas do Teatro Narciso Ferreira apontam para valorização de agentes locais e formação de público

O Teatro Narciso Ferreira, em Riba de Ave, vai ser um dos palcos das comemorações dos “400 anos do nascimento de Moliére” em Portugal. Em maio, o novo espaço cultural famalicense vai acolher uma mostra de teatro sobre a vida e obra do dramaturgo, inserida no Festival de Teatro evocativo da data, promovido pelo Município de Vila Nova de Famalicão, o Instituto Francês de Portugal/Embaixada de França em Portugal, a Alliance Française de Guimarães-Braga, o E.Leclerc Famalicão (Culturissimo France), a ACE Famalicão - Escola de Artes, a APPF - Associação Portuguesa de Professores de Francês, o «Drameducation – dispositivo 10 sur 10», o Agrupamento de Escolas D. Sancho I, o Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado e o Agrupamento de Escolas de Gondifelos.

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A sétima arte vai regressar, em breve, ao Teatro Narciso Ferreira. A programação proposta pela Equipa Multidisciplinar da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, que assume a direção programática do espaço e que deverá arrancar em março, prevê a realização de dois ciclos de cinema, para famílias e para as escolas, com periodicidade quinzenal e mensal, respetivamente.

O Circo Contemporâneo, a música e a dança serão também elas expressões constantes na oferta cultural do espaço, que deverá arrancar com uma programação regular em março próximo.

“Será uma programação plural e eclética com valorização dos agentes culturais do território, em particular da área de influência do equipamento”, refere o diretor da Casa das Artes, Álvaro Santos.

“Esta abertura do espaço aos projetos culturais gerados na comunidade e disponibilização de uma programação direcionada para a formação de públicos, através da promoção e desenvolvimento de linguagens artísticas, posicionará rapidamente o Teatro Narciso Ferreira como mais uma referência cultural de Famalicão, na região e no país”, afirma Mário Passos, Presidente da Câmara Municipal.

A apresentação de propostas locais para residências artísticas será, assim, outra das áreas programáticas presentes no Teatro que se pretende como “farol irradiador de cultura e forno de criação artística local”.

Recorde-se que o imponente Teatro Narciso Ferreira, recebeu obras de renovação, 77 anos após a sua inauguração, realizada em maio de 1944. A reabilitação do emblemático edifício, que estava fechado há 20 anos, permitiu dotar o espaço de qualidade excelente, não só do ponto de vista da arquitetura, da autoria do Arq.º Noé Diniz, mas dos equipamentos, da funcionalidade, dos meios técnicos e da potencialidade.

O projeto de recuperação contou com um investimento de 3,5 milhões de euros, resultante de verbas aprovadas no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), assinado entre a autarquia e o Programa Operacional NORTE 2020, com o município a garantir um cofinanciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no valor de 2,9 milhões de euros

DEZENAS DE CRIANÇAS E JOVENS DE FAMALICÃO ESTREIAM-SE NO PALCO DA CASA DAS ARTES

Sobe hoje, dia 15 de dezembro, ao palco da Casa das Artes de Famalicão “O Beco”, uma peça interpretada pela Classe A do Baú dos Segredos, um ateliê que possibilita a que dezenas de crianças (10 aos 14 anos) possam ter uma primeira experiência com o mundo das artes do palco, especialmente, o teatro.

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O Beco está em cena hoje e amanhã, às 21h30 no Pequeno Auditório.

A sinopse descreve uma cidade idêntica a muitas outras cidades. Um beco mal-afamado onde o lixo se amontoa, por aqui e por ali…e putos. O Bando! Gente pequena arrancada aos sonhos, pelas agruras da vida. Miúdos da rua que, na falta da família, se juntam no bando, alimentados por uma miséria imensa e a esperança que um dia tudo mude. Os sonhos já são poucos e é difícil sonhar quando não se acredita… Mas, apesar do frio que corta as noites e da fome, há anjos que teimam em pintar o mundo de amor, que florescem, mesmo no meio do lixo!

A Classe B do Baú dos Segredos, com jovens dos 15 aos 18 anos, atua nos dias 21 e 22 de dezembro, às 21h30, no Pequeno Auditório, com a peça “Ensaio Sobre a Empatia”.

Neste espetáculo a sinopse indica que a empatia envolve três componentes: afetivo, cognitivo e reguladores de emoções. O componente afetivo baseia-se em compartilhar, e na compreensão de estados emocionais de outros. O componente cognitivo refere-se à capacidade de deliberar sobre os estados mentais de outras pessoas.

Trata-se de um ensaio sobre a dificuldade e o caminho a percorrer, para que a empatia possa existir, mesmo quando os seus três componentes teimam em faltar.

A entrada para cada um dos espetáculos custa 3 euros ou metade do preço para estudantes, titulares do Cartão Quadrilátero Cultural e seniores.

Uma oportunidade para ver as crianças e jovens de Famalicão brilharem no seu teatro municipal, a Casa das Artes, que está a celebrar 20 anos de atividade.

ANDRÉ SOARES E O SEU LEGADO ARTÍSTICO

André Ribeiro Soares da Silva (Braga, 30 de novembro de 1720 - Braga, 26 de novembro de 1769) foi um arquitecto de barroco rococó, português.

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André Soares foi um criador de obras de arquitetura, talha, ferro, desenho e cartografia. A sua grande capacidade financeira permitiu-lhe não precisar de trabalhar. Como era comum na época, as suas obras dividem-se por duas correntes artísticas: o rococó e o tardo-barroco.

O rococó chegou a Braga pela mão do arcebispo D. José de Bragança (1741-1756). André Soares beneficiou do seu apoio ao ser escolhido para desenhar o novo Paço Arquiepiscopal, cujo projeto oscilou entre o gosto joanino e os novos valores do rococó.

Rapidamente, porém, mudou para o novo estilo, de que são exemplos a nova fachada da Capela de Santa Maria Madalena da Falperra e o Palácio do Raio. Mas também fez muito rapidamente uma nova inflexão decisiva: as obras de arquitetura passaram a ter um desenho que se revê num tardo-barroco desornamentado e as de talha mantiveram-se num rococó vibrante, ideias que manteve até ao final da sua vida.

A sua obra está espalhada um pouco por todo o Norte de Portugal: Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, Vila Verde, Esposende, Guimarães e Vila Nova de Gaia (esta perdida).

Da sua autoria é uma Casa de Fresco, obra de cerca 1751 e que inicialmente foi implantada nos jardins do Arcebispo de Braga, que foi desmantelada em 1919, tendo sido adquirida pelo Santuário do Bom Jesus do Monte que a trouxe para a sua mata, e que Reynaldo dos Santos a considerou, "depois da Janela manuelina do Convento de Cristo, a peça mais fantástica da arquitectura portuguesa".

Permanece até hoje como um dos artistas mais injustamente ignorados no panorama da arte rococó europeia.

Fonte: Wikipédia

QUEM FOI O ARTISTA BRACARENSE ANDRÉ SOARES?

André Soares, de seu nome completo André Ribeiro Soares da Silva, nasceu em Braga no dia 30 de Novembro de 1720, na residência de seus pais, situada na rua do Souto. Era filho do comerciante João Soares da Silva, natural de Parada de Barbudo (Vila Verde) e de Isabel Ribeiro, de Braga.

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Pensando seguir a vida religiosa, tomou ordens menores no Seminário Arquidiocesano em Abril de 1737, mas no ano seguinte, entrou para a Irmandade do Doutor Angélico S. Tomás de Aquino, de que faziam parte jovens pertencentes a famílias distintas da cidade. Depois da morte do pai (1753), passou a viver com a mãe e o irmão mais velho, numa casa da rua de S. Miguel-o-Anjo. Morreu, solteiro, em 26 de Novembro de 1769, com apenas 49 anos de idade. 

O seu talento natural levou-o a enveredar, desde cedo, por uma carreira artística que exerceu como amador, já que os recursos da família lhe permitiam não ter de trabalhar para sobreviver.

Quanto à sua aprendizagem artística, nada se sabe. É provável que tenha consultado livros e gravuras na biblioteca do Paço dos Arcebispos e noutras livrarias conventuais, que lhe terão permitido obter conhecimentos sobre as tendências barrocas seguidas em Portugal e no estrangeiro.

André Soares foi um notável artista bracarense do Séc.XVIII, famoso pela excelência das suas obras e criador de uma versão muito pessoal do estilo barroco-rococó. Não só na arquitetura e na escultura em pedra e madeira, mas também na pintura, ourivesaria, iluminura de códices e documentos, ferragem de bronze dourado e azulejo se veio a reflectir essa nova expressão soaresca, patente nos seus trabalhos existentes em Braga e noutros lugares, principalmente na província do Minho.

Inexplicavelmente, depois da sua morte caiu no esquecimento até que, em 1958, o professor Robert Smith lhe atribuiu a autoria da Igreja de Santa Maria Madalena, no monte da Falperra, e do seu retábulo principal. Documentos descobertos posteriormente revelaram várias obras suas e, por estudos comparativos, muitas outras lhe foram atribuídas, o que lhe restituiu o lugar destacado de que é merecedor, entre os grandes valores da arte portuguesa de Setecentos.

São inúmeras as obras de André Soares que enriquecem o património artístico de Braga e das zonas suburbanas do Bom Jesus, Falperra e Tibães. Todas elas reflectem a “ revolução” que então se registou nesta região, sobretudo no domínio da arquitectura e da talha, e justificam bem a designação de “ cidade soaresca ” atribuída a Braga por Robert Smith.

De todo esse legado, destacam-se alguns exemplares de arquitectura civil e religiosa, como o magnífico Palacete do Raio; o Arco da Porta Nova, construído postumamente; o interessante Oratório de N.ª S.ª da Torre; a extraordinária fachada da Igreja dos Congregados e Capela dos Monges ou da Senhora da Aparecida. A sua arte aparece também espelhada em excelentes trabalhos de talha (retábulos, sanefas e caixilhos), disseminados por vários templos.

Nas zonas periféricas da cidade sobressai, no monte da Falperra, a espectacular fachada da Igreja de Santa Maria Madalena; no Bom Jesus, várias capelas, chafarizes, tarjas e algumas estátuas, no espaço fronteiro ao Santuário e, na Igreja do convento de S. Martinho de Tibães, diversos trabalhos em talha dourada.

Fonte: https://sites.google.com/site/descobreandresoares/

ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA VIENAL DE ARTE

Inaugurada a D’Art Vez

Bienal de Arte estará patente ao público até dia 30 de janeiro 2021, na Casa das Artes concelhia, em Soajo e em Sistelo, bem como disponível em várias montras do comércio local de Arcos de Valdevez

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Foi inaugurada no passado sábado, dia 20 de novembro, na Casa das Artes, a bienal de Arte D’Art Vez, a qual conta com a coordenação de António Aguiar e a participação de 124 artistas e 152 obras expostas na Casa das Artes concelhia, nas montras de vários comércios da Zona Urbana da sede do concelho, na Casa do Povo de Soajo e na Casa do Castelo de Sistelo.

Este ano, para além de querer levar esta mostra para espaços culturais fora de portas da Casa das Artes e da sede do concelho, havia o objetivo de a levar para mais perto da comunidade, objetivo que foi amplamente conseguido através da disponibilização de várias obras em 13 montras do comércio local.

Os trabalhos com as crianças dos infantários voltaram também a ter grande relevo, através da OCA – Oficina da Casa das Artes nos Jardins de Infância Municipais já que a pintura da capa do catálogo é da autoria das crianças envolvidas neste projeto.

João Manuel Esteves, Presidente da Câmara Municipal, fez questão de agradecer a todos os envolvidos na organização desta bienal e o interesse e colaboração de todos os que quiseram nela participar.

Foi com alegria que o autarca viu o objetivo de promover a descentralização cultural ser concretizado.“Para além dos espaços culturais, agora é possível apreciar a arte quando vamos ao comércio local, ou visitamos o concelho. A D’Art vez proporciona a partilha da Cultura”, referiu atestando que o “investimento na cultura é um investimento feito no progresso da sociedade”.

“A D’Art Vez é um evento de referência no panorama das artes plásticas da região e é mais um motivo para visitar Arcos de Valdevez.

No domingo, dia 21 decorreu a inauguração da mostra na Casa do Povo de Soajo. A Inauguração da mostra na Casa Castelo em Sistelo está agendada para dia 28 de novembro, às 16h.

Faça uma visita a estes locais, passeie pelo concelho e aprecie a Arte!

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A ARTE PÚBLICA E A REPRESENTAÇÃO IDENTITÁRIA DA COMUNIDADE PORTUGUESA EM TORONTO

  • Crónica de Daniel Bastos

Nos últimos anos, temos assistido ao nível do espaço urbano nacional a uma cada vez maior interação entre arte e cidade, contexto que no âmbito da promoção de uma cidadania ativa e de uma gestão socialmente consciente do espaço público, tem impulsionado vários artistas a desenvolver uma série de obras, como por exemplo murais, em parceria com as comunidades locais.  

A arte pública, liberta dos códigos mais formais e específicos dos museus e galerias, tem feito também o seu caminho no seio da geografia da diáspora lusa. Assumindo mesmo, na linha preconizada pela socióloga Ágata Dourado Sequeira, um “papel de destaque na construção de um espaço público consciente da sua história, presente e futuro, e sobretudo dos cidadãos que o constroem simbolicamente”.

É o caso da comunidade portuguesa em Toronto, onde vive a maioria dos mais de 500 mil portugueses e lusodescendentes presentes no Canadá, que nas últimas décadas tem dinamizado uma série de intervenções artísticas no espaço público, visando através da sua representação identitária aproximar-se ainda mais da cidade e dar-se a conhecer melhor à comunidade canadiana em geral.

Ainda no mês passado, foi inaugurado no “Little Portugal” de Toronto, um mural do artista português Alexandre Farto, conhecido por Vhils, cuja inspiração centra-se na história do movimento feminino Cleaners Action, da década de 1970, liderado por trabalhadoras portuguesas. Como foi o caso de Idalina Azevedo, uma das líderes da greve conhecida por ‘Wildcat’, nas Torres TD, em Toronto, em 1974, que viabilizou alguns direitos para as empregadas de limpeza.

Além deste projeto da iniciativa da vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto, a luso-canadiana Ana Bailão, da Associação Comercial do Little Portugal na Dundas, presidida por Anabela Taborda, e da Embaixada de Portugal no Canadá, o bairro português alberga desde o início de outubro, um galo de Barcelos gigante, um dos mais conhecidos símbolos da cultura popular lusa. Com quase três metros, e inserido no ano da arte pública promovido pela autarquia de Toronto, o mais icónico símbolo de Portugal é simultaneamente uma homenagem à comunidade luso-canadiana, e uma forma de revitalizar a Business Improvement Area (BIA), procurando assim atrair os consumidores ao pequeno comércio.

A zona entre as ruas Bathurst e Dufferin, conhecida desde os anos 70 como “Little Portugal”, tem sido pela sua ligação umbilical à comunidade luso-canadiana, alvo de várias manifestações culturais no campo de ação da arte urbana. Há sensivelmente um ano, o coração urbano da comunidade portuguesa em Toronto, foi palco da inauguração de um mural com mais de seis metros de altura, dedicado à fadista Amália Rodrigues, figura maior da cultura portuguesa do século XX, e referência e símbolo da portugalidade.

Criado no âmbito do projeto do empresário de Montreal, Herman Alves, que tem como objetivo criar uma aldeia global virtual colocando 25 murais em pontos centrais da diáspora portuguesa no mundo, este imponente mural junta-se a um outro instalado em Mississauga. Na mesma esteira, a Camões Square em Toronto, que tem desempenhado nas últimas décadas um papel notável na exaltação da portugalidade no centro da cidade, acolhe um enorme mural que retrata o ensino da língua portuguesa e o primeiro barco que levou emigrantes portugueses para o Canadá, o Saturnia.

É neste espaço simbólico, que se encontra o Portuguese Canadian Walk of Fame, que anualmente, por ação do empresário e filantropo Manuel DaCosta, laureia portugueses que se têm destacado no território canadiano, assim como, a fonte dos pioneiros portugueses, um mural de azulejos e um pequeno jardim. Ainda neste entrecho, refira-se que desde 2003, foi instalado na estação de metro Queen’s Park em Toronto, um painel de azulejos, fabricado em Lisboa, da autoria de Ana Vilela, que aborda a exploração portuguesa no Novo Mundo.

Estes exemplos de intervenções artísticas no espaço urbano de Toronto, e outros que se encontram ou possam vir a ser projetados, assumem-se claramente como uma importante mais-valia cultural e identitária da comunidade luso-canadiana, uma das mais dinâmicas comunidades portuguesas na América do Norte.

PLANO NACIONAL DAS ARTES APRESENTADO A AUTARCA DE VIANA DO CASTELO

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e o Vereador da Cultura e Educação, Manuel Vitorino, receberam a visita de Sara Brighenti, Sub-Comissária do Plano Nacional das Artes (PNA) e de Maria Luísa Oliveira, Gestora da Academia do Plano Nacional das Artes. No encontro, foi apresentado o plano desenvolvido pelas áreas governativas da Cultura e da Educação, que tem como objetivo tornar as artes mais acessíveis aos cidadãos, em particular às crianças e aos jovens, através da comunidade educativa, promovendo a participação, fruição e criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem ao longo da vida.

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O PNA representa a estratégia para o período de 2019-2024 e pretende incentivar o compromisso cultural das comunidades e organizações e desenvolver redes de colaboração e parcerias com entidades públicas e privadas, designadamente trabalhando em articulação com os planos, programas e redes pré-existentes.

O Plano Nacional das Artes é desenvolvido em parceria com a administração local, entidades privadas e a sociedade civil, tendo como missão dar um lugar central às artes e ao património na formação ao longo da vida.

Recorde-se que está a decorrer a candidatura de Viana do Castelo a Capital Europeia da Cultura em 2027, que tem como tema “Viana, um Mar de Cultura”, que tem como eixos o Mar; Identidade (etnografia, bordado, traje, ouro); Letras, Artes, Artistas e Ofícios.

Esta candidatura tem também uma forte componente ligada ao ensino e formação profissional, procurando reforçar a ligação entre a educação e a cultura como fórum de sensibilização das gerações mais novas para o património e para a promoção de hábitos culturais.

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PALÁCIO DOS CONDES DA LOUSÃ NA AMADORA QUE FOI RESIDÊNCIA DO INVENTOR ARCUENSE PADRE HIMALAIA ENCONTRA-SE EM RUÍNA TOTAL

Este palácio está a cair... É património camarário.

Situado na rua Carvalho Araújo (Amadora), o palácio dos Condes da Lousã teve uma significativa importância na história da freguesia da Damaia. Era a casa principal da Quinta Grande da Damaia, que noutros tempos dominou uma vasta área, tendo sido pertença do conhecido cientista padre Himalaia (1868-1933).

É uma casa de campo, típica da região, com pilastras em pedra e reboco cor-de-rosa. A sua mais notável característica é o revestimento de belos painéis de azulejo recortado (século XVIII), de temática alegórica, no alçado posterior (Quatro Estações) e no terraço lateral sul (Virtudes).

Era na ermida desta quinta que ocorria anualmente uma concorrida festa popular em honra da padroeira, Nossa Senhora da Conceição.

Fonte: Susana Vilar / https://www.facebook.com/scardoso.vilar

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