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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAFE DÁ A CONHECER O BARROCO E O ROCOCÓ

Município de Fafe apresenta Exposição de Fotografia dedicada ao ‘ Barroco e ao Rococó’ no concelho. III Fascículo "Património Religioso – Memória e Identidade"

O Município de Fafe inaugurou, esta tarde, mais uma Exposição de Fotografia em torno do "Património Religioso – Memória e Identidade", desta feita dedicada aos estilos Barroco e o Rococó em Fafe.

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As 37 fotografias em exposição dão a conhecer os vários elementos dos estilos Barroco e Rococó em nove templos fafenses: as Igrejas de Paços, Quinchães, Cepães, Vinhós, Aboim e Estorãos; e ainda as capelas de N. Sra. dos milagre (S. Gens), Capela de Sto. António (Arões Sta. Cristina) e S. José (Fafe).

A par da inauguração da exposição, foi também apresentado o terceiro fascículo "O Barroco e o Rococó em Fafe - PARTE I", que vem, assim, dar continuidade à coleção "Património Religioso: memória e identidade", que se iniciou com um fascículo dedicado aos templos de cunho românico, ao qual se seguiram os templos de influência Maneirista e Barroca, no fascículo número dois.

Pompeu Martins, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Fafe, explicou que “Quando decidimos lançar este projeto de levantamento e divulgação do património religioso do concelho de Fafe, fizemo-lo estando conscientes de que era um dos aspetos culturais muito importantes que o nosso concelho possui e que deveria ser, em primeiro lugar, do conhecimento dos fafenses. Depois, como um elemento referenciador, com potencial turístico, para quem nos visita ter mais esta opção nas visitas que faz a Fafe.

Um agradecimento especial ao Professor do Instituto de Estudos Superiores de Fafe, José Carlos Meneses, e ao Arqueólogo João Nuno que trabalham juntos neste projeto.”

Recorde-se que a entrada na Exposição, que permanece na Biblioteca Municipal durante todo o mês, é livre. Posteriormente, a Exposição estará presente em todas as freguesias contempladas neste fascículo.

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FAFE DÁ A CONHECER O PATRIMÓNIO

Município de Fafe apresenta Exposição de Fotografia dedicada ao ‘ Barroco e ao Rococó’ no concelho. III Fascículo "Património Religioso – Memória e Identidade"

A Câmara Municipal de Fafe inaugura no próximo dia 12 de novembro mais uma Exposição de Fotografia em torno do "Património Religioso – Memória e Identidade", desta feita dedicada aos estilos Barroco e o Rococó em Fafe.

O evento terá lugar na Biblioteca Municipal de Fafe, na próxima segunda-feira, 12 de novembro, às 14:30.

As 37 fotografias em exposição dão a conhecer vários elementos dos estilos Barroco e o Rococó em 9 templos fafenses: as Igrejas de Paços, Quinchães, Cepães, Vinhós, Aboim e Estorãos; e ainda as capelas de N. Sra. dos milagre (S. Gens), capela de Sto. António (Arões Sta. Cristina) e S. José (Fafe).

A exposição será acompanhada pelo lançamento do terceiro fascículo "O Barroco e o Rococó em Fafe - PARTE 1", que vem assim dar continuidade á coleção "Património Religioso: memória e identidade", que se iniciou com um fascículo dedicado aos templos de cunho românico aos quais se seguiram os templos de influência Maneirista e Barroca, no fascículo número 2.

Esta Iniciativa pretende dar continuidade ao roteiro do "Património Religioso: memória e identidade", no qual se pretende dar a conhecer todas as igrejas e capelas do concelho de Fafe, ao longo de vários fascículos que se desenvolverão em torno de diferentes temáticas.

Recorde-se que a entrada na Exposição, que permanece na Biblioteca Municipal durante todo o mês, é livre.

ESCOLAS DE FAMALICÃO CRIAM PROJETO DE ARTE E DESIGN

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Mart.eDESIGN

Mostra das Artes e do Design

Subdepartamento de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco

O Mart.eDESIGN, Mostra de Arte e Design, do Subdepartamento de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco é um evento que engloba todas as atividades e iniciativas promovidas pelo subdepartamento de artes visuais.

Este evento coincidirá com o ano letivo 2018/2019 e evidencia um programa (a desenvolver) que engloba, conferências, workshops, exposições de arte e de design gráfico e de moda, fotografias e produtos multimédia, mostra de cinema, formações nas artes visuais, comunicações. Esta iniciativa irá colidir com a semana das artes e do design, que se efetua no dia 29 e 30 de abril de 2019, onde serão executadas atividades de comunicação e trabalhos em oficina.

Pretende-se com este evento, que as aptidões artísticas dos alunos envolvidos sejam reveladas, que sejam explorados e expostos os mais diversos aspetos ligados á arte e ao design e que o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco seja reconhecido por esta ligação a este mundo.

Neste ano letivo, o Mart.eDESIGN, Mostra de Arte e Design, será destinado, em particular ás comemorações do 100º aniversário da Bauhaus, visto que, em abril de 2019 completa-se100 anos da apresentação pública do Manifesto and Programme of the Weimar State Bauhaus de Walter Gropius. Bauhaus, uma escola considerada não só como uma das mais respeitáveis escolas de arquitetura, design e artes plásticas, mas como a autora de uma das mais importantes expressões do modernismo.

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Exposição comemorativa dos 100 anos da BAUHAUS

Incluída na Mart.eDESIGN, Mostra de Arte e Design, de forma, a espelhar os projetos concretizados pela Bauhaus, ao nível das mais diversificadas áreas, para aprofundar vários aspetos criativos da Bauhau e para se festejar o aniversário da mesma, será inaugurada a 13 de novembro, a exposição “Pensamento*Fragmento”, constituída pelos trabalhos realizados pelos alunos de 12ªano de Artes Visuais, elaborados na disciplina de Desenho A.

Os trabalhos estarão expostos em espaços informais para que desperte nos espectadores uma maior atenção, não só para as obras em si, mas para a constituição da obra, que por se apresentar fragmentada permite que seja percecionada a sua desconstrução, mas que leva, por sua vez, a uma ponderação sutil acerca do conceito de unicidade. Pelo que cada obra é repleta de cubos que funcionam como uma obra por si mesmos, posicionados para conceber o todo, que é a obra.

CEMITÉRIOS SÃO AUTÊNTICAS GALERIAS DE ARTE FUNERÁRIA

No dia em que muitos minhotos vão aos cemitérios visitar as sepulturas dos seus entes queridos já falecidos, o BLOGUE DO MINHO deixa aqui uma sugestão para que esses espaços sejam também apreciados noutra perspectiva, através da contemplação das obras de arte, a decifração de símbolos e a descoberta de figuras notáveis que ali repousam, algumas das quais marcaram em suas vidas o desenvolvimento da sociedade local.

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Desde as suas origens, o Homem procurou sempre superar a sua própria morte, constituindo essa uma das essências de todas as religiões. Através de determinados ritos garantia a viagem eterna para uma nova vida, colocando-se na posição fetal ou levando consigo a moeda com que haveria de pagar a Caronte a travessia para o Hades.

As antas e dolméns, as lanternas etruscas, as pirâmides egípcias e as técnicas de mumificação não são mais do que expressões de arte funerária de diferentes civilizações de épocas distintas que são actualmente estudadas e conservadas, classificadas como património cultural.

Durante muitos séculos, entre nós, o sepultamento era feito no interior das igrejas ou no terreno adjacente considerado campo santo. Ainda actualmente se conservam em muitos locais as pedras tumulares com as respectivas inscrições e, não raras as vezes, brasões de família. Nalguns casos, porém, uma certa falta de sensibilidade para a necessidade de se preservar o património tem levado à destruição das sepulturas existentes no interior das igrejas e capelas com a realização de obras alegadamente de melhoramento.

Em 1835, passou a ser proibido o enterro dentro das igrejas, decisão que juntamente com outras medidas tomadas pelo governo de Costa Cabral vieram a estar na origem da Revolução da Maria da Fonte.

Durante o século XIX, fortemente marcado pelo Romantismo, a arte funerária regista um grande desenvolvimento que se traduz na construção de grandes jazigos repletos de esculturas e motivos arquitectónicos, o emprego de novos símbolos associados nomeadamente a profissões e a obediências maçónicas, figuras alegóricas, motivos vegetalistas e uma profusão de epitáfios.

Com efeito, a arte funerária reflecte a visão do cosmos e a interpretação da vida e da morte feita a partir de um determinado contexto histórico, social e ideológico, revelando a estrutura social e a mentalidade da sociedade em que a mesma foi produzida. Devido ao seu elevado interesse patrimonial e cultural, alguns cemitérios tornaram-se visitas obrigatórias e estão incluídas nos roteiros turísticos como sucede com o cemitério de Pére Lachaise, em Paris ou o cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

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GABRIELA ALBERGARIA VAI "DESENCAMINHARTE" EM CERVEIRA

Numa alusão às primeiras intervenções artísticas afetas às bienais de arte de Cerveira realizadas no Parque de Lazer do Castelinho, a artista Gabriela Albergaria vai criar um rasgo granítico junto à margem do rio Minho, metaforizando a ousadia de um evento que há 40 anos rasgou horizontes. Esta é uma das 10 obras que integram a 2ª edição do Desencaminharte – DES’18.

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Promovido pela CIM Alto Minho, o DES’18 procura colocar a arte em diálogo com o território e com a população, potenciando a sua missão de serviço público - arte democrática, aberta e pensada à escala humana e do lugar – e, assim, transmitindo aos cidadãos a noção de pertença, partilha e espírito de comunidade rural e urbana.

Em cada um dos 10 concelhos alto-minhotos vai nascer uma instalação artística pública a funcionar como leitores de paisagem, passando a integrar um tipo de roteiro que procura atrair visitantes e exponenciar as identidades próprias de cada local.

No caso concreto do concelho de Vila Nova de Cerveira conhecido, nacional e internacionalmente, como a ‘Vila das Artes’, fruto da ousadia e do exemplo de resiliência das bienais de arte e dos seus fundadores, a artista Gabriela Albergaria inspirou-se na conjugação entre a arte e a natureza para plena contemplação e usufruição da população. No Parque de Lazer do Castelinho vai nascer uma fenda no solo, entre choupos e bétulas, emulando as marcas, na terra, das cheias do rio Minho, e transportando, para a margem, a rugosidade granítica das montanhas em volta, com as pedras que suportarão esta obra que marca a sua estreia numa peça ao ar livre.

Para o Município de Vila Nova de Cerveira, a utilização daquele parque como meio d eintervenção artística, não só promove a valorização do património natural e construído com ligação à água, como assume uma forte relação com a Comemoração do 40º aniversário da Bienal de Arte, cujas primeiras edições decorreram no Castelinho.

Os promotores do ‘Desencaminharte’ - o Coletivo Hodos - pretendem enxertar no território alto-minhoto novos pontos de interesse, com a assinatura de artistas reconhecidos e outros emergentes, que foram desafiados a conceber obras que, para além do seu valor intrínseco, funcionassem como leitores de paisagem.

As 10 obras do ‘Desencaminharte’18 serão inauguradas à medida que forem instaladas, até 15 de dezembro. O evento culminará com a edição de um catálogo já em 2019.

VINCUL`ARTE - TODA A ARTE EM MONÇÃO

Monção é palco no próximo fim-de-semana, 12 e 13 de outubro, da terceira edição do “Vincul`Arte”, a maior mostra de arte ao ar livre do Alto Minho que celebra a cultura nas mais variadas formas (música, teatro, poesia, cinema, workshop e exposições) em vários espaços públicos do casco urbano.

Com organização da Associação Clube Azul e apoio da Câmara Municipal de Monção, “Vincul`Arte” promete dois dias intensos para desfrutar da arte, nas suas profundas e criativas multiplicidades, em locais emblemáticos do centro histórico da vila de Monção.

Nestes dois dias, estão previstos concertos musicais, declamação de poesia, projeções cinematográficas, workshops e exposições. Depois da “agradável surpresa” da primeira edição, e do “crescimento natural” da segunda, espera-se agora, segundo a organização, “a consolidação de um projeto que veio para ficar”.

Sobem ao palco os portugueses “The Lazy Faithful”, os franceses “Okoyome”, e os espanhóis “Bliusvai”. Que terão como companheiros neste fim de semana criativo pelas ruas de Monção, os artistas Valeriano Varela e José Pinto (poesia) Manuel Malheiro, Zé Gomes, Iria Vaqueiro, Catarina Vale, Chei Mendes e Silvia Maria Perloiro (exposições), Flor Agreste e Monção nas Mãos (workshops) e Tuka Tuka (teatro).

CENTRO DE ARTES E DESPORTO INCLUSIVO SERÁ MAIS-VALIA PARA A COMUNIDADE BRACARENSE

Projecto da Associação Juvenil SYnergia conta com o apoio do Município de Braga

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, visitou esta Terça-feira, 25 de Setembro, as obras do Centro de Artes e Desporto Inclusivo (CADI). O projecto vai transformar a Praça Dr. Francisco Araújo Malheiro, na Quinta da Capela, num espaço polivalente, aberto à comunidade e vocacionado para a prática de actividades inclusivas nas áreas do desporto, da educação e da cultura.

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Dinamizado pela Associação Juvenil SYnergia, o projecto conta com o apoio financeiro do Município de Braga, que disponibiliza cerca de 100 mil euros para esta intervenção. Para além da Autarquia, também e o IPDJ e várias empresas se associam ao projecto, num total de mais de 40 parceiros. A obra começou em Agosto deste ano e o SYnergia estima que esteja concluída no espaço de 12 meses.

“Trata-se de um projecto que responde a uma necessidade efectiva da comunidade e que tem o mérito de mobilizar vontades públicas e privadas. Esta é a maneira correcta de avançar com os projectos, através da partilha da responsabilidade por todos os agentes da comunidade”, realçou Ricardo Rio, que enalteceu ainda a vertente de regeneração urbana que o projecto envolve: “Esta zona vinha sofrendo alguma degradação e certamente que o CADI vai criar condições para que a os utilizadores saiam muito beneficiados com a intervenção”.

O CADI será constituído por espaços para actividades desportivas e lúdicas, salas de estimulação sensorial, de promoção da literacia e de estimulação da educação pela arte, promovendo a convivência de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida, através da intervenção física de melhoria da mobilidade e criação de actividades inclusivas.

O equipamento vai responder às necessidades da comunidade, com maior inclusão e novos espaços de interacção. Baloiços inclusivos, recriações de jogos tradicionais como o peão gigante e a fisga, jogos variados e geriátricos, um espaço para pequenos eventos ao ar-livre, uma biblioteca de jardim e até uma rede para os mais velhos poderem relaxar, são valências que também fazem parte do caderno de encargos do projecto.

O CADI será um espaço urbano preparado para a mobilidade reduzida que servirá, ainda, como casa de associações juvenis, culturais e desportivas, que serão as responsáveis pela dinamização diária da praça e dos equipamentos existentes, incentivando a prática desportiva, estimulando a cultura e a inclusão social, através da promoção de actividades para todos.

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BARCELOS EXPÕE ARTE DE TELMO MACEDO

Exposição ”Telmo Macedo, a irreverência da criatividade” na Torre Medieval

”Telmo Macedo, a irreverência da criatividade” é o nome da exposição que estará patente entre 21 de setembro e 21 de outubro, na Torre Medieval.

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Telmo Macedo é o mais jovem artesão de figurado certificado da grande família de artesãos de Barcelos. Os traços das suas peças são definidos como os de uma vivência descontraída e irreverente, bem como de uma certa cultura mediática contemporânea.

A peça que melhor o identifica é, sem dúvida, o galo de crista eriçada e longas pernas de ferro, a sua imagem de marca. Ainda assim, a peça que mais gosta de fazer é aquela que faz "pela primeira vez", onde pode libertar toda a sua imaginação e criatividade.

Outras referências e figuras convencionais fazem parte do seu portefólio, tais como os minhotos e o Santo António, mas também há lugar para alguma irreverência e boémia, como é o caso do galo surfista, do DJ ou do jogador de bilhar. 

A imaginação e a criatividade e brilham em cada exposição, em cada certame, ou em cada montra onde se observa não só o trabalho, mas principalmente a alma, as crenças e as paixões do povo português que Telmo Macedo sabe expressar.

Telmo Rodrigo Lima Macedo nasceu em Barcelos, numa terra e numa família de oleiros, a 25 de outubro de 1992.

Os seus avós, para além de outras peças icónicas, são autores das típicas peças das cascatas sanjoaninas, bem como dos músicos das bandas tradicionais. Esta ligação à temática das cascatas de São João foi a rampa de lançamento do jovem Telmo no mundo criativo do artesanato barcelense.

BRAGA APRESENTA ARTE CONTEMPORÂNEA

Forum Arte Braga apresenta coleção de arte contemporânea com obras de 23 artistas. “You’ve eaten Roses, now you’ll drink the Moon!” é a 2ª exposição da galeria do Altice Forum Braga

O Forum Arte Braga, a nova galeria de arte contemporânea de referência da região norte, inaugurou hoje a sua segunda exposição. Sob o mote “You’ve eaten Roses, now you’ll drink the Moon!”, a exposição integra um conjunto de obras de 23 artistas que fazem parte da coleção da Fundação Leal Rios, contando com a curadoria de Nicolas de Oliveira e Nicola Oxley.

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A inauguração da nova exposição foi presidida por Sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e coincidiu com a cerimónia oficial de inauguração do Altice Forum Braga.

A exposição “You’ve eaten Roses, now you’ll drink the Moon!” é composta por peças de diferentes formatos, desde a pintura, escultura, desenho, fotografia, passando pelo vídeo, instalação e time-based media. Como denominador comum a toda a coleção está o conceito de performatividade e o princípio de que a arte nunca é verdadeiramente completa mas permanece sempre em processo de construção.

No total, a exposição conta com as obras de 23 artistas nacionais e internacionais.

No plano nacional destaque para o trabalho dos anos 70 de Helena Almeida (pioneira na arte fotográfica e conceptual portuguesa), para a obra de Michael Biberstein (artista recentemente falecido) e também para o trabalho de Julião Sarmento, um dos mais internacionais artistas plásticos portugueses. Nota ainda para a presença de artistas mais emergentes como André Romão e João Biscainho.

A coleção da Fundação Leal Rios inclui também núcleos de obras importantes de artistas internacionais como Erwin Wurm; Elina Brotheurs; Matt Mullican; Cristina Iglesias; John Baldessari; Lawrence Weiner; John Wood and Paul Harrison; Marcius Galan; Rinus Van de Velde, Detanico Lain; Jorinde Voigt; Joël Andrianomearisoa; Becky Beasley; Tristan Perich ou ainda a sua mais recente aquisição do artista sul africano, Muhau Modisakeng. Na exposição, o público terá oportunidade de apreciar obras de alguns destes artistas.

Depois do sucesso da primeira exposição “The Anhropologist in Me”, que levou milhares de pessoas a visitar a galeria, que contou com obras de Franz West, Gilbert & Geoger e Douglas Gordon, o Forum Arte Braga prossegue o seu objetivo de trazer o melhor da arte contemporânea nacional e internacional a Braga. Sob a direção artística de Duarte Sequeira e Guilherme Braga da Cruz, o Forum Arte Braga pretende ter quatro exposições diferentes por ano. “O Forum Arte Braga cultiva um programa cujas principais premissas são o conceptualismo, o rigor intelectual e a preocupação com o futuro. Queremos mostrar artistas portugueses e internacionais num contexto favorável ao diálogo crítico e à polinização cruzada.”, explica Guilherme Braga da Cruz.

Recorde-se que o Forum Arte Braga é uma iniciativa da InvestBraga e a sua criação está inserida na estratégia de dinamização económica e cultural de Braga. “Queremos que Braga seja uma referência no panorama da arte em Portugal e com isso trazer novos públicos para a cidade”, explica Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga.

Forum Arte Braga é uma galeria de arte contemporânea fundada em 2018, pela mão da InvestBraga e localizada no Altice Forum Braga – o novo espaço que pretende posicionar a cidade de Braga como uma referência no turismo de negócios em Portugal. Com a curadoria de Duarte Sequeira e Guilherme Braga da Cruz, o Forum Arte Braga cultiva um programa cujas principais premissas são o conceptualismo, o rigor intelectual e a preocupação com o futuro. A galeria identifica como eixo central da sua programação a preocupação com diferenças regionais e individuais, ao mesmo tempo que promove o cosmopolitismo e a colaboração.

Sobre a Fundação Leal Rios

Fundação Leal Rios é uma instituição portuguesa de direito privado que tem como objetivos primordiais a divulgação, manutenção, preservação e promoção das obras e artistas representados na coleção de arte contemporânea, iniciada pelos irmãos Manuel e Miguel Leal Rios em 2002, tendo Miguel Leal Rios assumido o papel de curador e diretor da instituição a partir de 2012, data da sua fundação. Localizada em Lisboa, a coleção está acessível ao público através da realização de exposições temporárias, eventos e actividades complementares, como sejam workshops e talks, por forma a contribuir para um melhor entendimento e conhecimento da arte, nacional e internacional.  Além dos media mais convencionais como a pintura, escultura, desenho ou fotografia, a coleção é particularmente focada no vídeo, instalação e time-based-media.

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FAMALICÃO INAUGURA MURAL DE ARTE URBANA “MARIA MOISÉS”

Amanhã, sábado, 8 de setembro, pelas 16h00, com a presença do presidente da autarquia, Paulo Cunha

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, associa-se amanhã, sábado, 8 de setembro, pelas 16h00, à inauguração do mural de arte urbana “Maria Moisés”, pintado pelo artista portuense Frederico Draw num edifício junto à Galeria Matriz Arte (ao lado da Igreja Matriz Velha).

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A intervenção artística, uma iniciativa da Galeria Matriz Arte com o apoio da autarquia famalicense, é inspirada na obra com o mesmo nome do escritor Camilo Castelo Branco, obra essa que deu também o mote para a nova exposição de pintura, escultura e fotografia da galeria - “Evocar Maria Moisés” – cuja inauguração decorrerá logo de seguida. 

RESTOS MORTAIS DE SÃO GUALTER DESCOBERTOS EM GUIMARÃES HÁ 9 ANOS

Faz nove anos que os restos mortais de S. Gualter foram descobertos em Guimarães, dissimulados no interior de uma imagem que se encontrava na Igreja de S. Francisco. A descoberta ocorreu na sequência das obras de restauro realizadas naquela igreja e os achados encontravam-se envoltos em linho, no interior de uma imagem oca.

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Foto: Wikipédia 

Os registos deixados em actas do antigo mosteiro franciscano e noutros documentos existentes na Ordem de S. Francisco indicam que se trata efectivamente de S. Gualter, o monge franciscano que é venerado como padroeiro da cidade de Guimarães.

Nos começos do século XIII, S. Francisco de Assis enviou S. Gualter para Portugal com a missão de estabelecer no nosso país a Ordem dos Frades Menores, vulgo franciscanos.

A devoção popular a S. Gualter entre os vimaranenses faz das Festas Gualterianas que todos os anos se realizam em Agosto, em Guimarães, uma das mais concorridas e grandiosas romarias minhotas.

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ARTES TÊM PIQUENIQUE EM FAMALICÃO

Fim-de-semana com Piquenique das Artes em Famalicão. Festival Mel decorre de sexta a domingo, no Parque da Devesa

Estender a manta no Parque da Devesa e fazer um piquenique em família enquanto assiste a um concerto ou a um espetáculo de teatro. A proposta é do Mel :: Piquenique das Artes, o festival multicultural e amigo do ambiente que as Associações Elogio Vadio e Fértil Cultural trazem este fim-de-semana até Vila Nova de Famalicão.

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A iniciativa, que conta com o apoio da Câmara Municipal, decorre entre os dias 3 e 5 de agosto com perto de uma dezena de concertos, espetáculos de teatro, conferências, entre outras propostas gratuitas. Utilizar a expressão artística como forma facilitadora da interação cultural e da consciência social, ambiental e ecológica é um dos seus principais objetivos.  

Do programa destacam-se os concertos, no dia 4, da mais antiga banda portuguesa de Jazz Tradicional – os Dixie Gang, dos Krash Volts, da banda “O bom, o mau e o Azevedo” e dos The Twist Connection, cujo álbum “Stranded Downtown” foi considerado pela rádio Antena 3 como um dos melhores discos portugueses de 2016.

No último dia sobem novamente ao palco do Mel os Dixie Gang, o projeto de improviso Alchera e, diretamente do Nordeste brasileiro, o forró pé-de-serra dos Forró Miór, considerada pelo Le Monde como “uma das mais inspiradas e renomeadas bandas deste género tradicional brasileiro”.

Nota também para a conferência “O tempo que temos”, no dia 3, na Casa do Território, para a performance artística do coletivo The Fictionary Players e para os espetáculos “Mariela” e “Red Cloud Marionetas”, este último do Teatro Dom Roberto.

Mais informações em http://melpiquenique.com/

PROGRAMA

3 de agosto

9:30 - 16:00 - Conferência "O tempo que temos" (Casa do Território)

21:00 Abertura Oficial do Festival

22:00 The Fictionary Players

23:00 Festa de Abertura

4 de agosto

16:00 - Teatro Dom Roberto - Red Cloud Marionetas

17:00 - Serviço Educativo - Jogo "Mercado Sustentável"

18:00 - Dixie Gang Sobre Rodas

20:00 - Jam Session

21:00 - Krash Volts

22:00 - O Bom, o Mau e o Azevedo

23:00 - The Twist Connection

5 de agosto

16:00 - Mariela (Tuba & Clown) - Nuvem Voadora

17:00 - Dixie Gang

18:00 - Alchera

19:00 - Forró Miór

VIEIRA DO MINHO ACOLHE ENCONTRO DE ARTES

Encontro de artes na Casa Museu Adelino Ângelo

A Casa Museu Adelino Ângelo acolhe, este fim-de-semana, dias 20, 21 e 22 de julho o Encontro de Artes de Vieira do Minho.

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Trata-se de uma iniciativa promovida pelos artistas plásticos Álvaro Costa e Inês Lopes e que tem o apoio do Município de Vieira do Minho.

Neste Encontro de Artes participam vários artistas locais, nomeadamente, Domingos Silva, Daniel Coelho, Maria da Fé, Isabel Moutinho e Grupo de alunos de Pintura da Universidade Sénior de Vieira do Minho, Jorge Cordeiro, Manuel Rebelo, Rui Gabriel e Sameiro Pimentel.

Para além destes artistas participam também neste encontro outros artistas convidados com destaque para as presenças de António Santos - Santigu, Marta Riera, Milita Marinho, Nuno Neves e Susana Vilela.

O Encontro de Artes abre ao público, na sexta-feira, dia 20 de julho, pelas 21h30.

Sábado, dia 21 de julho acontecem, pelas 15h00 os ateliers e oficinas livres com orientação dos artistas presentes no Encontro de Artes Caricaturas ao Vivo por Santiagu.

Domingo, último dia do Encontro, tem lugar, pelas 15h00, ateliers e oficinas livres com orientação dos artistas presentes.

Esta iniciativa pretende mostrar ao público algumas dimensões do movimento artístico, abordando a temática em vários estilos, técnicas e dimensões. 

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AQUAMUSEU DO RIO MINHO INSPIRA ARTISTAS

Unisénior expõe “Aquamuseu como fonte de inspiração artística”

Sair do atelier habitual para ter contacto direto com os modelos. Este foi o desafio lançado pelo artista Henrique do Vale aos seus alunos do Curso de Pintura da Unisénior de Vila Nova de Cerveira. Os trabalhos finais dão o mote para a exposição intitulada “Aquamuseu como fonte de inspiração artística”.

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Algumas das aulas decorreram mesmo nas instalações do Aquamuseu do rio Minho, cuja elaboração de trabalhos em contexto real foi muito bem acolhida e profícua. Os alunos seniores puderam inspirar-se em objetos e peixes, desenvolvendo as capacidades motoras rápidas na execução de desenhos de representação.

O mais interessante foi terem elaborado trabalhos com a presença viva dos peixes, da qual resultaram desenhos e pinturas com bastante movimento, expressividade e criatividade que podem ser apreciados entre 3 de julho até 30 de setembro, no Aquamuseu do Rio Minho.

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PONTE DE LIMA RECEBE EXPOSIÇÃO DA FUNDAÇÃO DE SERRALVES

Serralves em Ponte Lima _ Palacete Villa Moraes. O Regresso do Objeto. Arte dos Anos 1980 na Coleção de Serralves. Até 30 de setembro

O Regresso do Objeto. Arte dos Anos 1980 na Coleção de Serralves, é a designação da exposição temporária organizada pelo Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, patente no Palacete Villa Moraes.

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A vinda de Serralves até Ponte de Lima enquadra-se no protocolo celebrado entre o Município de Ponte de Lima e a Fundação de Serralves, pelo qual o Município acede ao Estatuto de Fundador de Serralves. Esta parceria permitirá as ambas as partes a realização de diversas ações em conjunto, ao nível cultural, educacional e ambiental.

Neste contexto, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Victor Mendes revelou que esta mostra “é o 1º projeto desta parceria, sendo para nós um momento histórico a concretização da mesma.” O autarca classificou ainda esta exposição de arte contemporânea de “enorme qualidade” e “(..) esta é seguramente uma grande oportunidade para os limianos e para aqueles que nos visitam, conhecer o Palacete Villa Moraes, onde esta exposição vai ficar até 30 de setembro” assegurou o edil.

A Presidente da Fundação de Serralves, Dra. Ana Pinho, saudou o Município pela adesão ao projeto e confirmou que “Serralves considera que é fundamental sair dentro dos seus muros e chegar mais perto das pessoas, levar a arte contemporânea ao conhecimento direto das pessoas.” Neste sentido, a Fundação de Serralves tem promovido várias parcerias com autarquias e outras entidades, o que tem permitido a Serralves mostrar a arte contemporânea “mostrar o que é feito pelos nossos artistas contemporâneos ” assegurou a Presidente da Direção da Fundação de Serralves.

O Regresso do Objeto. Arte dos Anos 1980 na Coleção de Serralves, traz a Ponte de Lima obras que se encontram à guarda daquela reputada instituição cultural do nosso país, proporcionando à população uma oportunidade de ampliar os seus hábitos culturais e um contacto mais próximo com as manifestações artísticas e os criadores portugueses e estrangeiros de maior relevância. Trata-se de uma seleção de obras pensada em função das características do espaço que as recebe, representativas de artistas como Rui Aguiar, Joaquim Bravo, Gerardo Burmester, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, Juan Muñoz e Rui Sanches.

A exposição estará patente até ao dia 30 de setembro, com entrada livre, no Palacete Villa Moraes em Ponte de Lima.

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PONTE DE LIMA REALIZA MOSTRA INTERNACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Lethes Art Ponte de Lima 2018 - ‘Cartografia de Culturas’. Mostra Internacional de Arte Contemporânea. Capela das Pereiras - 30 de junho – 18 horas

Ponte de Lima dinamiza mais uma edição do Lethes Art Ponte de Lima, projeto artístico que promove a criação e exibição de obras de arte contemporânea de Artistas nacionais e estrangeiros em diversos locais de exposição da vila de Ponte de Lima.

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O projeto almeja potenciar e facilitar a comunicação entre obras de arte, edifícios e lugares históricos da vila medieval, bem como entre o discurso artístico plural contemporâneo, os artistas e a perceção artística de públicos interculturais. Na presente edição os Artistas foram convidados a explorar cartografias de culturas, bem como os seus discursos e representações, através das várias áreas artísticas de participação, como Arquitetura, Cerâmica, Desenho, Escultura, Fotografia, Ilustração, Instalação de Arte, Livro de Artista, Pintura, Poesia, Vídeo, Computer Art, Land Art, Projection Art, Sound Sculpture. A proposta conceptual do Lethes Art 2018, recriar uma cartografia de culturas, de natureza desconstrutiva-reconstrutiva, para cada um dos espaços de exposição, inspirou centenas de artistas que submeteram as suas propostas. Após o processo de seleção, regista-se a participação de cerca de 120 artistas, de vários países, num total de cerca de 220 obras, a exibir em oito espaços de cultura. Cada espaço de exibição conta com uma Narrativa própria que se desenvolve como linha temática do conceito geral apresentado pela curadoria.

 Isabel Patim, curadora da exposição considera que o que se pretende “é operar este diálogo intercultural entre artistas, obras de arte e locais de exposição com História, nesta vila.”

De referir que a plataforma Lethes Art, de suporte ao projeto, aos artistas, e à equipa, bem como à comunicação de informação e registo do artista em área privada (Área do Artista), disponibiliza informação útil e notícias de atividades e eventos do projeto, ou a edição de ‘Leituras & Escrita’, com entrevistas ‘de artista para artista’. Através da plataforma pode ainda consultar-se o mapa da vila e conhecer, de forma breve, a história dos vários Locais de Exposição, bem como os respetivos horários de funcionamento e endereços < http://lethesartpontedelima.com >. Lethes On The Move (LOM) é o nome do segmento que o projeto artístico Lethes Art desenvolveu, desde a primeira edição da mostra internacional no verão de 2017, e que enquadra um conjunto de atividades e eventos, como Exposições temporárias, workshops, formação de curta duração ou conferências e debates, espalhadas pelos restantes meses do ano.

A mostra está patente de 1 de Julho a 30 de setembro, em vários edifícios históricos: Torre da Cadeia Velha, Capela das Pereiras, Museu dos Terceiros, CIPVV (Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde), CIT (Centro de Interpretação do Território), Museu do Brinquedo Português, Biblioteca Municipal e Arquivo Municipal. Aos visitantes será oferecido um Roteiro da Mostra com referência aos vários edifícios e locais de exposição das obras de arte.

A Inauguração do Lethes Art 2018 é no próximo sábado, dia 30 de junho, às 18 horas, com início na Capela das Pereiras, prolongando-se excecionalmente o horário de funcionamento de vários dos espaços de exposição.

Para mais informações: http://lethesartpontedelima.com

ARTISTAS DO BRASIL E MÉXICO MOSTRAM ARTE URBANA EM FAFE

Na próxima sexta-feira, 29 de Julho, é apresentado mais um Graffiti, no âmbito do Projecto Café Cultural Residências Artísticas.

Os artistas Alexa Senna, do Brasil, e Farid Rueda, do México, expõem os seus trabalhos no Parque da Cidade, espaço que tem acolhido vários murais de Graffiti e que tem ganho uma nova vida. 

O início está marcado para as 16h00. 

FAMALICÃO EXPÕE DUAS CENTENAS DE OBRAS DO SURREALISMO MODERNO

Centro Português do Surrealismo acolhe exposição da Fundação Calouste Gulbenkian até 8 de setembro

O Centro Português do Surrealismo que foi inaugurado pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Vila Nova de Famalicão, no início deste mês, abriu com o pé direito com a apresentação da exposição "O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian".

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A mostra que inaugurou a nova sala de exposições – um espaço único na região com 400 metros quadrados – vai ficar patente até 8 de setembro, possibilitando revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista da coleção da Calouste Gulbenkian, e regressar aos acontecimentos plásticos desse período.

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Para o presidente do Conselho de Administração da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, “esta exposição representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade.”

Por sua vez, a diretora do Museu Calouste Gulbenkian, Penelope Curtis, refere que esta exposição representa algumas das obras “mais significativas que podem ser definidas simultaneamente como surrealistas e portuguesas”. Para a responsável “esta primeira iniciativa ajudará a solidificar um conhecimento mais aprofundado dos parâmetros do Surrealismo em Portugal, não só na sua forma concreta, mas também como linguagem artística, que merece mais investigação e um apreço mais profundo”.

A exposição é composta por quase 200 obras de autores como António Pedro, António Dacosta, Fernando Lemos, Mário Cesariny, Cruzeiros Seixas, Paula Rego, João Cutileiro, Nadir Afonso, entre muitos outros.

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 10h00 às 12h30 e das14h00 às 18h00. Aos sábados e feriados das 14h00 às 18h00. A entrada é livre.

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PONTE DA BARCA DEBATE A PRESENÇA DO ROMÂNICO NO ALTO MINHO

No âmbito do projeto da CIM Alto Minho "Alto Minho 4D - Viagem no Tempo".

A presença do românico no Alto Minho foi tema das conferências que, no sábado de manhã, dia 16, decorreram em Ponte de Barca, no âmbito do projeto da CIM Alto Minho "Alto Minho 4D - Viagem no Tempo".

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Para o presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, a época histórica atribuída ao seu concelho é motivo de orgulho, pois "nesta rota do românico, temos aqui património edificado de grande relevância, como são exemplo os Mosteiros de Bravães, de S. Martinho de Crasto e de Vila Nova de Muía".

Para o autarca, "o Alto Minho tem um património extremamente valioso, sendo um dos grandes expoentes de atratividade do nosso turismo", pelo que classificou de "extremamente importante esta iniciativa que a CIM esta a levar a efeito.

O projeto será aproveitado para, em primeiro lugar, dar a conhecer à população local a riqueza do seu património, cultura e tradições, para que depois os "naturais possam com o seu conhecimento local servir de alavanca para a promoção e captação turística", explicou Augusto Marinho, na cerimónia de abertura da conferência.

O autarca frisou e valorizou o trabalho cooperativo entre as Câmaras da região "Os municípios têm uma vertente competitiva de captação de investimento para o seu concelho, e têm também uma vertente cooperativa, onde entra a CIM com projetos como este, para se conseguir uma oferta global, mais abrangente, mais atrativa, e em escala; com mais capacidade de atração para quem nos visita e mais rentabilidade para os municípios, com efeitos mais sólidos e duradouros".

"Este é um território excecional a vários níveis" afirmou a conferencista Lúcia Rosas, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que explica que a singularidade do românico no Alto Minho deve-se "à influência que sobre ele exerceu o românico galego, uma vez que a zona entre Lima e Minho esteve sujeita à Sé de Tui e não à Sé de Braga até ao século XV". Tal acontecimento deu origem a um duplo fenómeno "politicamente, estamos em Portugal, eclesiasticamente, os mosteiros e igrejas obedecem à Sé de Tui".

Essa singularidade abarca a relação com a fronteira, no âmbito da qual "os próprios mosteiros participaram numa atividade construtiva, como é o caso da construção das muralhas de Monção e Melgaço". A este fenómeno acresce o facto de esta ser a zona de Portugal onde se concentra o maior espólio de escultura românica.

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RESTOS MORTAIS DE D. AFONSO DE PORTUGAL, 1º MARQUÊS DE VALENÇA, REPOUSAM NA COLEGIADA DE OURÉM

Os restos mortais de D. Afonso de Portugal, 1º Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, repousam na cripta da Colegiada de Ourém, em pleno burgo medieval, por si mandada construir em 1445.

Túmulo do Marquês de Valença, na Igreja da Colegiada, para onde foram trasladados em 1487.

 

No seu túmulo, magnífica obra de arte gótica da autoria do escultor Diogo Pires-o-Velho, pode ler-se o seguinte epitáfio: “Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogênito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto del Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.”

Os restos mortais do IV Conde de Ourém repousam na cripta da Igreja da Colegiada, em Ourém.

Conforme refere o Portal da História em (http://www.arqnet.pt/), o 1º Marquês de Valença “Era filho primogénito do 1.º duque de Bragança, D. Afonso filho de D. João I, e de sua mulher D. Brites Pereira, condessa de Ourém, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Nasceu em Lisboa, faleceu em Tomar a 29 de Agosto de 1460.

Depois de cultivar os estudos próprios da sua hierarquia, tornou se distinto pelas suas virtudes morais e políticas, pelas quais mereceu ser estimado dos príncipes do seu tempo. Seu tio, o rei D. Duarte, resolvido a mandar um embaixador ao concílio de Basileia, que se tinha congregado para pacificar as largas discórdias entre a Igreja Grega e a Latina, que depois foi transferido por Eugénio IV para Ferrara, o nomeou a ele, confiando na sua profunda capacidade, que felizmente desempenharia as obrigações do seu cargo. Com outros companheiros e mais comitiva, saiu de Lisboa a 21 de Janeiro de 1435, e chegando a Bolonha a 24 de Julho do mesmo ano, foi recebido pelo papa com as manifestações de paternal benevolência. Concluído o concilio, foi à Palestina visitar os lugares santos, regressando depois a Lisboa Mais tarde, também teve a incumbência de acompanhar D. Leonor, quando esta infanta, sua prima, foi desposar Frederico III, imperador da Alemanha. Saiu de Lisboa a 20 de Outubro de 1451, como general da armada que a conduziu a Leorne. Desta cidade caminhou até Sena, despertando todas as atenções pela numerosa e magnífica comitiva que os acompanhava Chegando a Roma, procedeu à coroação dos dois esposos o papa Nicolau V. Terminada a cerimónia, o imperador o armou cavaleiro.

Em 1415 fundou a importante colegiada de Ourém, consignando lho copiosas rendas para sustentação das dignidades e cónegos, de que ela se compunha. Edificou também N. Sr.ª das Misericórdias, de Ourém, sumptuoso templo e sede da referida colegiada. D. Afonso V, por decreto de 11 de Outubro de 1451, lhe fez doação da vila de Valença, com todos os seus termos e limites, concedendo-lhe também o título de marquês de Valença, sendo este o primeiro marquesado que houve em Portugal. O seu corpo foi trasladado para Ourém, em 1487, sendo sepultado na capela debaixo do coro da Igreja da colegiada, num soberbo mausoléu, em que se gravou um longo epitáfio.

Dizem alguns antigos escritores, que D. Afonso foi casado ocultamente com D. Brites de Sousa, filha de Martim Afonso de Sousa, senhor de Mortágua, de cujo matrimónio houve um filho, D. Afonso de Portugal, que pretendeu suceder na casa de seu avô, o que se não pôde provar, mas o que não padece dúvida é a existência desse filho, a quem, segundo a tradição, D. João II obrigou a ser clérigo, ainda em curta idade, e foi bispo de Évora do a 24 de Abril de 1552. O marquês de Valença compôs: Itinerario ao Concilio de Basileia no anno de 1435, que saiu impresso no tomo V das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, por D. António Caetano de Sousa, pág. 573.”

Tendo sido o primeiro título de marquês concedido em Portugal, este foi criado pelo rei D. Afonso V, através de carta régia de 11 de Outubro de 1451, em favor de D. Afonso de Portugal, constituindo um título nobiliárquico de juro e herdade.

Ao que tudo indica e segundo teoria avançada por José de Figueiredo, seguindo a observação de Virgílio Correia em 1924, da semelhança existente com a respectiva estátua jazente que se encontra na Colegiada de Ourém, a segunda figura de opa verde com colar é identificada com D. Afonso de Bragança, IV Conde de Ourém e Marquês de Valença, no painel dos cavaleiros.

Entretanto, a cripta e o túmulo do Marquês de Valença foram classificados na categoria de Arquitectura Religiosa, através do Decreto n.º 37366, publicado no Diário do Governo n.º 70, de 5 de Abril de 1949.

A este respeito, publicou o IGESPAR a seguinte nota Histórico-Artística:

“Edificada na Igreja Matriz de Ourém, a cripta de D. Afonso, conde de Ourém e Marquês de Valença, é o único exemplar desta tipologia, construída durante o período final do gótico, que subsiste actualmente.

Apresenta semelhanças estruturais e acústicas com a Sinagoga de Tomar (SIMÕES, 1992), desenvolvendo-se em planimetria quadrangular, formada por três naves de três tramos definidos pelas colunas que suportam a abóbada de arestas que cobre o espaço.

Ao centro foi erigida a arca tumular do Marquês de Valença, em pedra de Ançã, com jacente. Os frontais são totalmente decorados com motivos vegetalistas em relevo, integrando o escudo de armas do marquês; sob a tampa foi gravada uma inscrição biográfica de D. Afonso.

A tampa é rodeada por cinta lavrada com rosetas que alastram para a parte superior, onde se dispõe a estátua jacente de mãos postas, repousando a cabeça sobre almofadas, com pés assentes numa mísula. A figura do marquês enverga túnica comprida pregueada, tendo a cabeça coberta por barrete.

A arca tumular foi executada cerca de 1485-1487, tendo sido neste último ano que D. Afonso, que havia falecido em Tomar em 1460, foi trasladado para Ourém. A obra escultórica insere-se no gosto do Gótico final, sendo atribuída às oficinas coimbrãs, nomeadamente ao cinzel de Diogo Pires o Velho. A sua tipologia apresenta muitas semelhanças com o túmulo de Fernão Teles de Menezes, erigido na Igreja de São Marcos de Coimbra.

Catarina Oliveira

IPPAR/2006”

A D. Afonso de Portugal, Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, deve o burgo medieval grande parte da sua histórica grandeza e progresso que só veio a ser interrompido em consequência do terramoto de 1755 e, cerca de meio século depois, as invasões francesas que a pilharam e incendiaram às ordens do general Massena. Não obstante, ainda se conserva o castelo e o palácio que foram do Marquês de Valença e o túmulo onde repousam os seus restos mortais, a convidar a uma visita sobretudo dos valencianos, a escassa distância do Santuário de Fátima.

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