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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VILA NOVA DE CERVEIRA: PAULO HERNÂNI REPLICA ESCULTURA "IDOSA" PARA BRONZE

‘Idosa’ é uma escultura em gesso muito acarinhada em Vila Nova de Cerveira, pela dimensão real e pelo estado de espírito que transmite, e que, muito recentemente, o seu autor, o artista plástico portuense Paulo Hernâni, concretizou a sua passagem para bronze. As duas peças enriquecem o património artístico-cultural do concelho, encontrando-se expostas nos serviços de receção da Câmara e da Biblioteca Municipal.

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Em 1996, o artista Paulo Hernâni executou o seu primeiro trabalho escultórico à escala real, de uma figura humana anónima. A ‘Idosa’ captou, de imediato, as atenções e, em 1998, o Professor Henrique Silva, um dos fundadores da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, incitou o autor a trazê-la para a ‘Vila das Artes’ e, desde então, por cá ficou.

No entanto, com o passar dos anos, o material – gesso – começou a apresentar sinais de deterioração, pelo que a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira solicitou ao autor a sua reparação, além de o desafiar para fazer uma réplica num outro material, considerado mais resistente, e contribuindo para o enriquecimento do património artístico-cultural de Vila Noa de Cerveira. A peça em bronze já se encontra na receção da Biblioteca Municipal, e a original, em gesso, retomará em breve o seu local, a receção da Câmara Municipal.

A curadora e investigadora em práticas artísticas e culturais contemporâneas, Doutora Helena Mendes Pereira, redigiu um texto sobre o trabalho de Paulo Hernâni, no qual descreve a ‘Idosa’: “No espaço de receção do edifício da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira encontramo-nos frente a frente com uma idosa que espera. A cabeça cai-lhe sobre o tronco e as mãos repousam sobre o ventre. Anónima, a figura confronta-nos com a nossa indiferença face ao outro”. Uma indiferença que, acrescentaria o Município, é preciso estar constantemente a combater.

Paulo Hernâni nasceu Porto, em 1962, licenciou-se em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (atual FBAUP) e a sua obra vai do desenho à escultura, passando também pela pintura, cerâmica e ilustração. A sua obra e presença são uma constante nas sucessivas edições da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, somando já quase 30 anos de carreira, colecionando prémios e tendo participado em dezenas de exposições individuais e coletivas.

PINTOR JOSÉ DE BRITO NASCEU EM SANTA MARTA DE PORTUZELO

José de Brito foi um pintor português que nasceu em Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo), a 18/2/1855. Em 1873, vai estudar na Academia Portuense de Belas Artes onde tem por professores Tadeu de Almeida Furtado, João Correia e Soares dos Reis.

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Em 1885, obtém uma bolsa régia, concedida por D. Fernando II, que lhe permite partir para Paris, para estudar na Academia Julien, com Boulanger, Lefébre, Laurens e Benjamin Constant.

Em 1896 regressa a Portugal onde inicia a sua atividade docente na Academia Portuense de Belas Artes.

Entre as suas obras destacam-se, "O Batismo de Cristo" para a Igreja da Trindade, "Retrato de Júlio António de Amorim Lima" para o Hospital de São Marcos (Braga) e a pintura do teto do Teatro Nacional S. João.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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O pintor no seu atelier

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A matança do porco. Óleo sobre tela

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Mártir do fanatismo. Óleo sobre tela

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Painel da Igreja da Trindade: Baptismo de Cristo. Óleo sobre tela

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Retrato de mulher

BARCELOS: EXPOSIÇÃO "DOZE D'ARTE" ESTÁ PATENTE NA GALERIA MUNICIPAL DE ARTE

A Galeria Municipal de Arte de Barcelos tem patente, até 13 de setembro, a exposição de pintura “Doze D’Arte”, um coletivo de 12 pintores que se foram conhecendo através de diversas exposições individuais e coletivas de cada um dos seus elementos.

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A exposição foi inaugurada na sexta-feira, 11 de julho e, devido às restrições em termos de ocupação de espaços fechados, a mesma contou apenas com a presença da curadora da exposição, Isabel Patim, de três artistas e da Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro.

A Vereadora salientou a importância desta exposição onde “artistas de renome participam e levam o nome de Barcelos mais longe. Uma exposição com obras excecionais onde o contributo da curadora e dos artistas contribuíram para a sua realização num momento tão delicado como este que estamos a viver devido ao Covid-19”.

Por sua vez, Isabel Patim, curadora da exposição, agradeceu todo o apoio dado pelo Município de Barcelos e lembrou que ”esta exposição é muito importante e uma mais valia no panorama cultural da Galeria de Arte”.

“O que me desafia é o desafio do diálogo, de vários diálogos que procuro como comissária desta exposição encetar, é compreender as necessidades dos autores e dos públicos, das cidades e dos seus espaços. O coordenador do grupo Doze d’Arte, o artista Mutes, colocou este coletivo de 12 artistas no meu caminho. “Out of the way”, título da exposição aqui catalogada, colocou-me no caminho e no espaço da minha cidade berço e é uma honra para mim estar em Barcelos com esta exposição”.

A abertura ao público aconteceu no sábado, dia 14, com a presença de artistas e visitas orientadas onde as diferentes formas de fazer pintura, através do processo criativo individual de cada um, e que despertaram a curiosidade de quem a visitou.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h30 e sábados e domingos, das 14h00 às 18h00.

MUNICÍPIO DE BRAGA APOIA CRIAÇÃO ARTÍSTICA

Município de Braga seleccionou 43 candidaturas ao programa de apoio à criação artística

Foram seleccionadas 43 candidaturas ao ‘ACTUM – Convocatória Aberta de Projectos Artísticos 2020’, um programa de apoio à criação e fruição artísticas promovido pelo Município de Braga que visa apoiar criadores e artistas Bracarenses nas áreas da Música, das Artes Performativas e das Artes Plásticas e Visuais.

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As duas medidas do “ACTUM – Convocatória Aberta de Projectos Artísticos 2020” contaram com um total de 59 candidaturas apresentadas entre 18 de Maio e 12 de Junho de 2020. Na ‘Medida 1 – Música e Artes Performativas’ foram apresentados 32 projectos, dos quais foram seleccionados 20, e, na ‘Medida 2 – Artes Plásticas e Visuais’, dos 27 projectos submetidos foram aprovados 23. 

A vereadora da Cultura, Lídia Dias, considera que a primeira edição do ACTUM fica marcada pela criatividade e originalidade das propostas, “com abordagens e perspectivas eclécticas que procuraram debruçar-se sobre o contexto de mudança e de adaptação em que actualmente vivemos”.

Sendo uma das prioridades da Estratégia Cultural Braga 2020-2030 apoiar a comunidade artística e criativa bracarense, Lídia Dias lembra que “com esta convocatória pretendeu-se continuar o trabalho de valorização dos artistas emergentes e profissionais que dinamizam culturalmente o Concelho”.

Pretendeu-se também promover a fruição artística por parte de um público cada vez mais atento a todas as ofertas digitais diferenciadoras, ampliando a divulgação e o reconhecimento das propostas artísticas e dos criadores que constituem a significativa e crescente comunidade artística e cultural da Cidade”, acrescenta a vereadora. 

Com o “ACTUM - Convocatória Aberta de Projectos 2020”, o Município de Braga pretendeu patrocinar o desenvolvimento de reflexões, criações e projectos de artistas naturais ou residentes em Braga, atribuindo um apoio de €500 a cada projecto seleccionado.

Com esta convocatória pretendeu-se lançar um desafio aos criadores bracarenses para examinarem o contexto suscitado pelo Covid-19 e abordarem as consequências desta pandemia através da singularidade das suas perspectivas, da sua criatividade e expressividade artísticas. Os artistas e criadores bracarenses corresponderam ao desafio e, em menos de mês, conceberam e submeteram 59 projectos de diferentes áreas e expressões artísticas.

Após a análise das memórias descritivas e dos portfólios de cada criador, todas as candidaturas foram avaliadas tendo em consideração a qualidade da proposta, a correspondência ao tema proposto e também a sua adequação, originalidade e criatividade, por duas equipas de júri presididas pela vereadora da Cultura, Lídia Dias.

Os projectos apresentados à medida ‘Música e das Artes Performativas’ foram avaliados por Paulo Brandão (director Artístico do Theatro Circo) e por Luís Fernandes (director de programação do gnration); e, na medida ‘Artes Plásticas e Visuais’, por Helena Mendes Pereira (curadora e directora geral da zet gallery) e Miguel Bandeira Duarte (director do Museu Nogueira da Silva).

Projectos com apresentações online

Os 20 projectos aprovados na área da Música e das Artes Performativas, contemplando diversos estilos musicais e o cruzamento interdisciplinar de diversas expressões performativas, serão partilhados com o público através da página Facebook do Município de Braga, a partir da segunda quinzena de Julho, com a periodicidade de duas apresentações semanais, decorrendo a transmissão das várias propostas até à primeira quinzena de Setembro. Nesta medida foram distinguidos, devido à singularidade e excepcionalidade artísticas, os projectos propostos por Harawi Ensemble, Luciano Barcelos de Mello e St. James Park.

Na segunda medida, direccionada para a área das Artes Plásticas e Visuais, serão apoiados 23 projectos, nas áreas da pintura, da fotografia, do vídeo e da escultura, que serão desenvolvidos durante os meses de Julho, Agosto e Setembro. As obras produzidas serão integradas numa exposição que decorrerá em Dezembro de 2020 na galeria municipal Casa dos Crivos e numa plataforma de arte online. A exposição contará com o apoio curatorial de Helena Mendes Pereira, directora geral e curadora da zet gallery, que reunirá já na primeira semana de Julho com todos os artistas seleccionados.

A listagem dos projectos seleccionados está disponível para consulta através do seguinte link: https://bit.ly/38g1jn3

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO REABRE PORTAS NA PRÓXIMA SEMANA

Programação recheada de teatro, cinema e novo circo

É com grande alegria que a Casa das Artes vê chegada a hora de poder reabrir as suas portas ao público. Toda a equipa deste teatro municipal trabalhou e continuará a trabalhar para garantir a todos a programação da melhor qualidade e, agora nestes tempos de pandemia, toda a segurança no usufruto deste espaço cultural de Vila Nova de Famalicão. Basta seguir as indicações da equipa de acolhimento para que seja evitado qualquer contágio pelo Covid-19. Apenas se pretende que todos se contagiem com a melhor seleção cultural.

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É com teatro que o grosso da programação de julho da Casa das Artes se faz e, com teatro produzido aqui mesmo neste equipamento de Cultura.

Assim, tudo está preparado para nos dias 2, 3 e 4 de julho, a reabertura seja concretizada com A História de Oliver Twist, às 21h30, no Grande Auditório. Trata-se de uma adaptação da obra “Oliver Twist” de Charles Dickens, realizada por João Regueiras, para o Baú dos Segredos, o ateliê de teatro anual dirigido a crianças e jovens dirigido pelo mesmo João Regueiras e com coprodução da Casa das Artes.

Depois, a 23, 24 e 25 de julho, às 21h30, no Grande Auditório, numa encenação de Pedro Galiza, sobe a palco INFERNO (círculo VII/círculo VIII/círculo IX), a partir de Divina Comédia de Dante Alighieri, uma coprodução Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão - Alunos do 3º ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo-Interpretação.

Entre 28 de julho e 2 de agosto, decorre o àmostra Circo contemporâneo, numa coprodução Instituto Nacional de Artes do Circo e Casa das Artes de Famalicão.

Trata-se e um conjunto de 24 solos de apresentação do primeiro trabalho profissional dos alunos finalistas do INAC - Instituto Nacional de Artes do Circo. Os espetáculos são sempre às 21h30, no Grande Auditório e a entrada custa 4 euros. Estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir de 65 anos): 2 euros.

Para além do teatro e das artes do circo, a programação da Casa das Artes, em coprodução com o Cineclube de Joane, agrega ainda o CINEMA PARAÍSO - Projeto Itinerante de Cinema Ao Ar Livre que vai para a 21.ª edição

A edição do Verão de 2020 do Cinema Paraíso enquadra-se nas limitações que todos vivemos por estes dias, mas não quisemos abdicar de concretizar uma programação de cinema ao encontro de um público vasto e transversal, concentrando as sessões no Parque da Devesa, junto ao lago, para que possamos estabelecer distâncias seguras entre espetadores e entre grupos de espetadores.

O convite fica feito, traga amigos, a família, mantas e almofadas e não se esqueça do agasalho: nesta edição as luzes do cinema estarão enquadradas pelo prado e pelo lago que pontua o centro do Parque da Devesa.

As sessões decorrerão nas noites de quarta-feira, com inicio às 22h00. A entrada é livre.

Estão programados os filmes: VARIAÇÕES de João Maia, dia 8 de julho; MR. LINK (versão portuguesa) de Chris Butler, dia 15 de julho; 1917 de Sam Mendes, dia 22 de julho; O MEU VIZINHO TOTORO de Hayao Miyazaki, dia 5 de agosto; MULHERZINHAS de Greta Gerwig, dia 12 de agosto; PARASITAS de Bong Joon Ho, a 19 de agosto.

Entretanto, até 30 de setembro, está patente no foyer da Casa das Artes a exposição “Ana Paula Carvalho: De Quando Herdas A Tua Infância

Até 20 de setembro, decorre a ação Famalicão Cidade Orizuro, uma coprodução Casa das Artes e Companhia de Música Teatral que quer ver a comunidade mobilizada na criação de Orizuros, os pássaros de papel em origami - tutorial com instruções de construção aqui: https://youtu.be/7FrVA7E2PCI - que serão colocados nos espaços verdes da cidade de Vila Nova de Famalicão.

BRAGA APOIA CRIAÇÃO ARTÍSTICA EM TEMPOS DE PANDEMIA

Candidaturas decorrem até 12 de Junho

“ACTUM – Convocatória Aberta de Projectos Artísticos 2020” é o nome do programa de apoio à criação e fruição artísticas que vai apoiar 45 criadores e artistas Bracarenses nas áreas da Música, das Artes Performativas e das Artes Plásticas e Visuais. As candidaturas já se encontram abertas e decorrem até ao dia 12 de Junho.

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Com o lançamento desta convocatória, o Município de Braga pretende incentivar o desenvolvimento de projectos artísticos que reflitam sobre o momento actual, nomeadamente sobre as consequências que a pandemia desencadeada pela Covid-19 apresentará na maneira como os cidadãos compreendem e experienciam os novos contextos sociais, económicos e culturais.

Para a vereadora da Cultura, Lídia Dias, esta iniciativa é “um sinal” que o Município de Braga “pretende oferecer aos agentes culturais” relativamente à “prioridade” que a Cultura deve ocupar na acção municipal enquadrando a acção na Estratégia da Braga Cultura 2030.

“Apesar da depressão que se instalou na sociedade devido a esta pandemia, particularmente reflectida na Cultura, pretendemos contribuir para que os vários artistas e criadores Bracarenses revelem as suas propostas interpretativas para a presente realidade e para as circunstâncias futuras”, acrescenta Lídia Dias.

Sendo o apoio à criatividade artística um dos propósitos declarados da estratégia cultural Braga 2030, que vai de encontro também à acção municipal nos últimos anos, a vereadora espera que o ACTUM seja “um incentivo para a continuação do dinamismo cultural”.

Este programa será estruturado em duas medidas de apoio à criação. A primeira, na área da Música e das Artes Performativas, está dirigida para a concepção e divulgação de trabalhos nos domínios da música, da dança, do teatro, do novo circo, entre outros, promovendo os diversos cruzamentos disciplinares. Os 20 espectáculos desenvolvidos, com uma duração compreendida entre os 15 e os 30 minutos, serão transmitidos nas redes sociais do Município e das entidades envolvidas, entre Julho e Setembro de 2020.

A segunda medida, direccionada para a área das Artes Plásticas e Visuais, pretende apoiar a produção de obras na área da pintura, da escultura, do desenho, da instalação, do vídeo ou da fotografia. Sugere-se que o processo de criação artística decorra entre os meses de Julho e Setembro, no cumprimento das orientações da Direcção-Geral da Saúde. As 25 obras produzidas serão integradas numa exposição que decorrerá no último trimestre na galeria municipal Casa dos Crivos e numa plataforma de arte online. Estas duas exposições contarão com o apoio curatorial da zet gallery e, durante a sua duração, as obras poderão ser vendidas, sem qualquer contrapartida monetária para o Município de Braga ou para zet gallery.

Todas as candidaturas serão avaliadas, tendo em consideração a qualidade da proposta artística e correspondência aos critérios constantes no regulamento específico desta convocatória, por duas equipas de júri presididas por Lídia Dias, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga. Na medida Música e das Artes Performativas as equipas de júri serão constituídas por Paulo Brandão (director Artístico do Theatro Circo) e Luís Fernandes (director de Programação do gnration) e, na medida Artes Plásticas e Visuais, por Helena Mendes Pereira (curadora da zet gallery) e Miguel Bandeira Duarte (director do Museu Nogueira da Silva).

As candidaturas implicarão a apresentação de um projecto que deverá incluir, entre outros documentos, uma memória descritiva da proposta e o portfólio/currículo dos seus criadores. O regulamento do ‘ACTUM – Convocatória Aberta de Projectos Artísticos 2020’ e os respectivos formulários estão disponíveis no sítio institucional do Município de Braga, através do link: https://bit.ly/actum_CMB

GENTES DE ESPOSENDE: ESPÔSA DE TI GINGA INSPIROU OBRA DE ALEXANDRE FARTO

Quem passa junto do Centro de Actividades Náuticas, na zona sul da marginal de Esposende, depara com uma magnífica obra de arte produzida pelo escultor Alexandre Farto Aka Vhils, em homenagem às mulheres de Esposende.

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Alexandre Farto é um artista urbano nascido em Lisboa que desde cedo se dedicou à pintura e ao grafiti, concluiu os seus estudos na Universidade de Artes em Londres. Possui obra espalhada por diversas localidades do nosso país e um pouco por todo o mundo, nomeadamente em cidades como Londres, Moscovo, Nova Iorque, Los Angeles e Grottaglie, no sul de Itália.

Na obra que deixou aos esposendenses vemos à esquerda a peixeira Lurdes, espôsa do Ti Ginga, cuja representação foi inspirada na foto que aqui se publica. O marido – o Ti Ginga como era conhecido entre a comunidade piscatória esposendense – foi pescador e mais tarde dedicou-se à apanha de ísca para os pescadores amadores. Diz com quem ele lidou que era uma pessoa extremamente calma e bondosa. Era esposendense!

Luís Eiras

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ALTO MINHO VIAJA NO TEMPO PELA ROTA DO BARROCO

A Rota do Barroco inserida no projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo”, apoiado por fundos da União Europeia

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O projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” prevê a estruturação, implementação e promoção turística de uma rede de rotas cronológicas culturais baseadas na história e nos bens patrimoniais do Alto Minho.

O principal objetivo desta operação consiste no desenvolvimento de uma Estação do Tempo, isto é, um centro intermunicipal de recursos partilhados, localizado num determinado espaço físico, no qual se apresentará uma sequência de atrações alusivas a essa rota e a serem visitadas em todo o território, promovendo-se, assim, um circuito cultural pelo Alto Minho.

Com efeito, o espaço designado pelo Município de Arcos de Valdevez, para acolher a Estação da Viagem no Tempo, foi a Igreja do Espírito Santo. Este projeto visa fornecer o espaço com equipamentos de projeção e vídeo, equipamentos de suporte, maquete e desenvolver, produzir e realizar um filme para a estação de promoção turística, histórica e cultural, associado à Rota do Barroco. 

No domínio do Património Cultural, em conjunto com a CIM Alto Minho, a operação NORTE-04-2114-FEDER-000068 insere-se na candidatura “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional Norte2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4 – Qualidade Ambiental e com um Investimento Elegível de 67.913,65€ e Comparticipação Comunitária de 57.726.60€.

RelaxARTE NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ

A Biblioteca Municipal oferece um conjunto de atividades destinadas a proporcionar momentos agradáveis e relaxantes através das Artes Visuais, abordando de uma forma geral os elementos da linguagem visual através de histórias, diversas técnicas de Pintura, com destaque para as "Mandalas".

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O objetivo destas atividades é contribuir para o desenvolvimento integral das crianças, pelo que se aconselha a que cada criança frequente o máximo das sessões agendadas.

RelaxARTE Atelier de Artes Visuais para promover a criatividade, o sentido estético e o relaxamento em crianças dos 3 aos 6 anos.

Com a educadora Sónia Fraga Pinto.

Datas 15 e 22 Fevereiro, 14 e 21 Março 4 e 18 Abril das 15h00 às 17h00 inscrições gratuitas.

Para mais informação por favor ligue 258520520.

FAMALICENSES REFLECTEM SOBRE A DEMOCRACIA

Democracy Has Been Detected”: O grito de uma geração que nunca teve de lutar pela democracia

No dia 20 de fevereiro, próxima quinta-feira, às 15h00, realiza-se na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão um ensaio aberto de “Democracy Has Been Detected”.

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Trata-se de mais uma coprodução da Casa das Artes de Famalicão, FITEI, Teatro Municipal São Luiz, levada a cena pelo Momento – Artistas Independentes e que estreia no dia 21, com sessões nos dias 22 e 23 de fevereiro.

“Democracy Has Been Detected” é uma proposta de leitura histórica, social e política da sociedade atual e da que imaginamos no futuro, com os olhos e ouvidos no passado. Ecoando em tempos de inverdade e ineficácia, o espetáculo assume-se como um grito de uma geração, tanto para fora como para dentro de si própria, um apelo à vivência plena da democracia, não a tomando como garantida ou assunto de outros.

Da janela pop-up do antivírus Avast que contém a mensagem “Threat has been Detected”, surge o título. A democracia como um vírus-ameaça foi, então, o ponto de partida. Esta ligação com a tecnologia – elemento que nos é, cada vez mais, lançado aos sentidos a uma velocidade alucinante – também foi um ponto que não quisemos evitar. Por fim, esta geração pós-25-de-Abrilpós-queda-do-Muro-de-Berlimque nunca teve de lutar por esta democracia, olhou para trás e confirmou o caráter cíclico que carateriza a nossa história. Daí, surgiu uma questão: então o que nos espera?

Propomos uma resposta que promete encher o público de questões. Não pretendemos tomar lados político-partidários ou muito menos sugerir se é positiva ou negativa esta relação com a tecnologia. Propomos este país inventado, centrado na capital - Vila Cheia – em que a diferença em relação ao nosso universo pode estar só no avanço tenológico da inteligência artificial (A.I.). Caberá a cada membro da plateia, como se de um cidadão de Vila Cheia se tratasse, acompanhar este ciclo e moldar a sua opinião – e, já agora, porque não questionar o seu próprio universo?

Ficha Técnica e Artística

Criação Diogo Freitas e Filipe Gouveia

Dramaturgia Filipe Gouveia

Interpretação Ana Lídia Pereira, Daniel Silva, Diogo Freitas, Gabriela Leão e Joana Martins

Interpretação e Composição Musical Paulo Pires

Desenho de Luz Pedro Abreu

Desenho de Som e Sonoplastia Rafael Maia e Bernardo Bourbon

Cenografia Maria Manada

Figurinos Matilde Ramos

Produção Executiva Inês Simões Pereira

Acompanhamento Fotográfico Simão Do Vale Africano

Coprodução Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, São Luiz Teatro Municipal

Residências Artísticas 23 Milhas - Ílhavo, Centro Cultural Vila Flor / Centro de Criação de Candoso e Junta de Freguesia de Joane e Armazém 22

Apoio Teatro Nacional São João, Câmara Municipal de Lisboa e Polo Cultural das Gaivotas Boavista

Produção Momento - Artistas Independentes

Projeto financiado pelo programa de Apoio à Criação da Direção Geral das Artes - Ministério da Cultura

Duração 1h45 s/ Intervalo

Classificação Etária M12

CASA DA JUVENTUDE DE BARCELOS RECEBE EXPOSIÇÃO "SHOT GALO" DE JOEL LINHARES

A Casa da Juventude do Município de Barcelos recebe na próxima sexta-feira,  dia 21 de fevereiro, a exposição “Shot Galo” de Joel Linhares, um barcelense que decidiu homenagear a sua cidade, criando uma peça de artesanato, que ultrapassa a decoração.

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O ‘shot galo’ é um copo em forma de galo que, segundo Joel Linhares, “para além de se poder beber um shot, é também uma peça de arte colecionável.”

Para o autor, “no shot galo, podes sentir a história e a alma de um povo que se orgulha da sua capacidade de superação ao longo da sua longa epopeia” e a ideia da criação “começou na vontade de homenagear a cidade de Barcelos, que tem como seu maior ícone o galo, criando um produto que representasse não só esta cidade, mas Portugal inteiro, numa peça que pudesse reunir família e amigos, degustando a sua bebida preferida.”

Esta exposição estará patente até 6 de março de 2020 e poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h00.

CENTRO ARTÍSTICO DE FAMALICÃO E LUSODESCENDENTES VÃO ETERNIZAR FERNÃO DE MAGALHÃES EM PINTURA MURAL NO BAIRRO PORTUGUÊS EM MALAC

Sob a orientação do centro artístico famalicense A CASA AO LADO, os lusodescendentes e a população local a residir no Bairro Português em Malaca (Malásia) vão, este fim de semana (7 a 9 de fevereiro), prestar homenagem ao navegador Fernão de Magalhães, através de uma pintura mural baseada na azulejaria portuguesa a realizar num muro com 10 metros de comprimento por 3 metros de altura, situado no centro do Bairro Português em Malaca.

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Designado “Um TRAÇO por Magalhães”, o projeto desenvolvido pelo centro artístico A CASA AO LADO, em parceria com a Associação Coração de Malaca, o Instituto Camões e o Movimento Internacional Lusófono (MIL), surge no âmbito das comemorações do quinto centenário da Primeira Volta ao Mundo, tendo como missão deixar uma “marca” da identidade portuguesa em diferentes comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

“Além de ajudar a requalificar o património municipal e local, a intervenção artística a realizar no Bairro Português em Malaca tem como objetivo criar um polo de referência turística que integre os roteiros da arte urbana do próprio bairro”, explica Joana Brito, diretora artística d’A CASA AO LADO. 

“Com este projeto pretendemos também ajudar a potenciar o empreendedorismo local, ensinando os participantes a produzir peças artesanais através de técnicas simples de reprodução gráfica, tirando assim partido da imagem criada no mural artístico, para que posteriormente possam vender as peças a turistas”, reforça Joana Brito.

A mesma responsável considera que “o facto de este projeto de arte urbana envolver a participação ativa da comunidade local proporciona não apenas o acesso à experimentação artística a jovens com condições socioeconómicas vulneráveis, mas também a integração de jovens em risco de exclusão social e o desenvolvimento da consciência cívica, pela promoção da cidadania e participação na comunidade”.

Ainda no âmbito do projeto ‘Um TRAÇO por Magalhães’, refira-se que A CASA AO LADO já realizou, nos últimos meses, intervenções semelhantes (pinturas murais) em Portugal, envolvendo as comunidades locais em Matosinhos, Leça da Palmeira e Ponte da Barca.

Recorde-se que, em maio do último ano, A CASA AO LADO envolveu cerca de 150 emigrantes e lusodescendentes a residir no bairro nova-iorquino do Soho na criação de um vitral baseado nos padrões da azulejaria portuguesa, num projeto integrado no evento ‘Portugal in Soho’, organizado pelo Arte Institute, e que marcou o arranque do processo de internacionalização d’A CASA AO LADO.

Vocacionado para procurar o envolvimento em projetos que, partindo de uma educação/formação artística de base, permitam assegurar o cunho artístico interventivo nas comunidades, consagrando a sua marca e primando pela autenticidade, o centro artístico A CASA AO LADO foi fundado em 2005, em Vila Nova de Famalicão, pelo traço dos artistas plásticos Joana Brito e Ricardo Miranda, integrando desde 2018 a rede de Clubes UNESCO no campo da intervenção e criação artística.

Para 2020, A CASA AO LADO tem já asseguradas intervenções artísticas a realizar em conjunto com as comunidades portuguesas a residir em Cabo Verde, na cidade da Praia, e no Brasil, em Brasília, ao abrigo de uma parceria com o Movimento Internacional Lusófono (MIL), um movimento cultural e cívico internacional que visa a promoção da cultura lusófona no mundo.

PONTE DE LIMA REALIZA MOSTRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Ponte de Lima - Art’in Lima 2020 – Mostra de Arte Contemporânea

A Mostra de Arte Contemporânea Art'In Lima lança a segunda edição subordinada ao tema Caminhos da Espiritualidade: Cultura, História e Património.

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Desde os primórdios que a Humanidade vem caminhando e preservando pela arte as suas crenças, memórias e afetos. O ato de caminhar esteve sempre ligado à descoberta, à busca do sentido que cada um encerra em si mesmo. Desde tempos remotos esta “pessoa” percorre, no corpo do peregrino, uma multiplicidade de veredas.

Ponte de Lima pretende manter-se na rota da arte contemporânea com artistas nacionais e internacionais, nas áreas da Arquitetura, Cerâmica, Desenho, Escultura, Fotografia, Ilustração, Instalação de Arte, Livro de Artista, Pintura, Poesia, Vídeo, Computer Art, Land Art, Projection Art, Sound Sculpture.

O período de submissão de candidaturas decorrerá de 2 de março a 12 de abril deste ano, podendo cada artista apresentar o máximo de três obras.

Todos os artistas nacionais e estrangeiros estão convidados a participar com os seus trabalhos nesta mostra de arte contemporânea aberta ao público de 4 de julho a 27 de setembro de 2020.

Para mais informações deve ser consultado o site www.artinlima.com

FRIDA KAHLO INSPIRA NAMORAR PORTUGAL

Frida Kahlo inspirou a coleção ‘Bonecas Namorar Portugal 2020’

O terceiro dia da programação ‘Fevereiro, Mês do Romance 2020’ deu o pontapé de saída na apresentação de novos produtos da marca Namorar Portugal, com a coleção ‘Bonecas Namorar Portugal 2020’ das artistas Ana e Amélia Gomes em destaque.

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A pintora mexicana Frida Kahlo serviu de inspiração, mas o talento é todo desta dupla que, pela primeira vez, decidiu trazer uma figura real para as suas bonecas. “É alguém com quem nos identificamos e achamos que tem muito em comum com os Lenços de Namorados e as bordadeiras. Uma mulher que tomou sempre conta do seu destino e pintava o mundo à sua volta com cores coloridas”, referiu Ana Gomes, sublinhando que “é uma honra fazer da família Namorar Portugal”.

Todas as bonecas, que fazem sempre as delícias de miúdos e graúdos, são feitas de forma totalmente artesanal, e esta nova coleção inspiradora não poderia ser exceção.

No sétimo ano em que Ana e Amélia colaboram com a marca Namorar Portugal, a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde, Júlia Fernandes, destacou a “parceria consolidada ao longo dos anos, com bonecas que foram mantendo a traça original, mas indo sempre ao encontro do gosto dos clientes”.

Em relação a este novo lançamento, a vereadora parabenizou as autoras pela criatividade e fala numa “homenagem a uma mulher que marcou toda uma geração, que faz a ponte entre os motivos dos nossos Lenços e a cor muito própria das suas pinturas”.

Corações e sorrisos vestiram de amor a Loja Interativa de Turismo de Vila Verde, que recebeu, também, a visita muito especial dos utentes da APPACDM. Foram eles os grandes responsáveis pela decoração do espaço, que transborda carinho e ternura, e assim vai continuar ao longo de todo o ‘Mês do Romance’.

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CERVEIRA CELEBRA RIQUEZA ARTÍSTICA

Cerveira celebra riqueza artística, cultural e biológica da Camélia José Rodrigues e de outras espécies

É amplamente conhecida a ligação artístico-cultural do Mestre José Rodrigues a Vila Nova de Cerveira, mas não tanto o seu contacto com a camélia que resultou na atribuição do seu nome a um cultivar desta flor de inverno. Homenageando o artista e promovendo o conceito de vila ajardinada, a Câmara Municipal e a Associação Cultural Convento de San Payo propõem a II Exposição de Camélias, nos dias 8 e 9 de fevereiro, no Salão Multiusos do Cineteatro (Factory).

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Homem de desafios, o Mestre José Rodrigues aceitou, em 2015, o convite da Câmara Municipal do Porto para desenhar, para uma serigrafia, centrada na camélia, e que viria a ser exibida na emblemática Exposição de Camélias do Porto (em 2020 comemora-se a XXV edição). No ano seguinte, e como forma de agradecimento pelo contributo artístico-cultural em prol da promoção da flor, a Associação Portuguesa de Camélias criou um cultivar com o nome de José Rodrigues, uma homenagem realizada ainda em vida. Há ainda uma correlação singular, pois a Camélia é uma flor que veio do Oriente há mais de 200 anos para embelezar os jardins, e é conhecida a paixão do Mestre José Rodrigues pelos encantos orientais e que se repercute nas suas coleções particulares, visitáveis no Convento San Payo.

E é deste conjunto de relações que o executivo cerveirense avançou, em 2019 e mantendo este ano, com a organização partilhada de um evento que visa celebrar a Camélia José Rodrigues e as Camélias de Inverno, através da promoção de jardins, viveiros e criadores de novos cultivares, dando a conhecer este património biológico e cultural.

Do programa da II Exposição de Camélias de Inverno de Vila Nova de Cerveira constam dois workshops de arte floral, uma intervenção artística de pintura de guarda-chuvas e um atelier de pintura em gesso da Camélia de José Rodrigues “Faz a tua Camélia”. À vertente floral e artística, a camélia apresenta-se como uma riqueza biológica e até gastronómica. Por exemplo, o chá é uma bebida comum que pouca gente sabe a sua proveniência. O chá advém das folhas de Camellia sinensis, uma espécie de planta arbustiva. A planta do chá pertence ao mesmo género que as belas camélias ornamentais. Neste sentido, é possível assistir ao workshop “Chá de Camélia” dinamizado por Nina Gruntkowski, com posterior degustação de chá e de bolo de camélia.

A riqueza artística, cultural e biológica das camélias também serve de mote para a dinamização de atividades dirigidas a todas as idades, nomeadamente com música através de um Concerto Classe de Conjunto da Associação Musical de Vila Nova de Anha e de uma Ópera Flash pela Academia de Música Fernandes Fão.

Os interessados em participar na II Exposição de Camélias de Inverno de Vila Nova de Cerveira como expositores devem consultar o regulamento e preencher o formulário específico. O evento acontece nos dias 8 e 9 de fevereiro, no Salão Multiusos de Cineteatro de Cerveira (Factory), tendo como parceiro a Associação Portuguesa de Camélias, e a colaboração de entidades locais.

Programa:

  • Dia 08/02 (sábado)

15h00: Abertura da II Exposição de Camélias de Inverno

15h00 - 15h30: Workshop de arte floral ao som do saxofone - Miguel e Filipe Barroso – Anthurium Flores

16h00: Entrega de Prémios                     

16h15 - 17h00: Concerto Classe de Conjunto da Associação Musical de Vila Nova de Anha

17h00 - 18h00: Intervenção artística: Pintura de guarda-chuvas

18h00 - Encerramento

  • Dia 09/02 (domingo)

10h30 - Abertura da II Exposição de Camélias de Inverno

10h30 - 13h00: Atelier de pintura em gesso da Camélia de José Rodrigues “Faz a tua Camélia”

14h30 - 16h00: Workshop de arte floral - Miguel e Filipe Barroso - Anthurium Flores            

16h00 - 16h30: Ópera Flash - Academia de Música Fernandes Fão

16h30 - 17h30: Workshop “Chá de Camélia” por Nina Gruntkowski, com degustação de chá e bolo de camélia

17h30 - Encerramento

"DESTERRADO" DE ANTÓNIO OLAIO NA ALA DE FRENTE EM FAMALICÃO

Exposição vai estar patente de 8 de fevereiro a 22 de maio, com entrada livre

António Olaio, fundador da banda portuguesa dos anos 80 Repórter Estrábico, é o protagonista da primeira exposição do ano da galeria municipal Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão. Depois de ter apresentado “Desterrado” na Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, em 2019, o artista plástico prepara-se agora para mostrar ao público famalicense esta instalação artística que junta, no mesmo espaço, pintura, vídeo e desenho.

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A exposição será inaugurada no dia 8 de fevereiro, com a presença do artista, e vai estar patente na galeria de arte contemporânea famalicense até ao dia 22 de maio, com entrada livre.

Esta instalação dá continuidade ao trabalho desenvolvido por António Olaio numa reflexão que iniciou em 2017 e que o levou a estabelecer uma relação com a escultura “Desterrado” do Museu Soares dos Reis, no Porto.

Para o curador da Ala da Frente, António Gonçalves, a exploração de várias “linguagens e territórios criativos” nesta exposição reflete a abrangência do trabalho de António Olaio. “Nesta exposição temos a presença da pintura, do vídeo e do desenho, num possível equilíbrio que nos levará a questionar o espaço e a nossa presença nele, assim como a nossa relação com o entendimento da arte”, explica a propósito.

“Expor num mesmo espaço diferentes suportes e linguagens é levar o observador a ajustar-se e a encontrar soluções de potencial equilíbrio, em resposta à instigação de desassossego que António Olaio lança. Uma provocação que oscila entre linhas ténues e linhas de força bem expressa, que nos transferem uma unicidade ao trabalho desenvolvido por Olaio”, acrescenta.

Recorde-se que António Olaio nasceu em 1963, em Sá da Bandeira, Angola, e vive em Coimbra. Com formação em Pintura, é professor no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC), tendo apresentado, em 2000, dissertação de Doutoramento, construída a partir da obra de Marcel Duchamp. É diretor do Colégio das Artes e investigador do Centro de Estudos Sociais da UC. As suas performances levaram-no à música, tendo sido fundador do grupo Repórter Estrábico em 1986.

Refira-se ainda que a exposição tem entrada livre e poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h30 e aos fins-de-semana das 14h30 às 17h30. A galeria de arte contemporânea Ala da Frente fica localizada no Palacete Barão da Trovisqueira, na Rua Adriano Pinto Basto.