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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARQUITECTO CASSIANO BRANCO PROCUROU MONUMENTOS NA GALIZA EM 1959

Carta do arquitecto Cassiano Branco em 18 de Fevereiro de 1959, dirigida ao posto de informação da Direcção Geral de Turismo de Lugo, solicitando o envio de fotografias da ponte sobre o rio Minho, de ruínas, de muralhas, de termas romanas e de outros monumentos de valor arquitetónico e arqueológico da região de Lugo, a fim de serem reproduzidos no seu livro.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

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BRAGA: CONSTRUÇÃO DO "CASTELO DA DONA CHICA" EM 1915

Construção do Palácio Rego, na freguesia de Palmeira, em Braga.

Atualmente conhecido por Castelo da Dona Chica foi desenhado pelo arquiteto suíço Ernesto Korrodi em 1915, para servir de habitação a João José Ferreira do Rego e sua mulher, a brasileira Francisca Peixoto Rego, com quem casou em 1914.

O imóvel está classificado como Monumento de Interesse Público

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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VILA VERDE: CASA DA TORRE DE SOUTELO EM 1940

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Vista parcial da fachada principal da casa, tirada do jardim, em 1940

 

Casa da Torre ou Solar da Torre, é um solar barroco construído no século XVIII com alguns elementos arquitetónicos típicos da Idade Média, como o caso da torre. Fica situada em Soutelo, no concelho de Vila Verde, no Distrito de Braga.

Pode ser também designado por "Centro de Espiritualidade e Cultura" pelos seus responsáveis por hoje ser um espaço de oração, de exercícios espirituais e de formação e sossego. Hoje pertence à Companhia de Jesus mas já foi antigo seminário dos Jesuítas.]

É uma casa rural, onde a utilização inicial era de residência. Implantada no Vale do Rio Cávado, próxima da Foz do Rio Homem é vedada por um muro alto e com portão de entrada de frontão curvilíneo, no qual ao centro está incrustado o brasão de Viscondes da Torre. A casa é composta por 3 corpos: torre, casa e capela. A torre tem 3 pisos e é o volume mais alto; a casa tem 2 pisos, onde o andar nobre mantém os tetos de madeira intactos e alguns armários de madeira embutidos, assim como algum soalho e uma sala apainelada. A capela que é o volume mais baixo tem a fachada principal virada para o exterior.

Na residência ainda se encontra o Pelourinho de Larim (padrão de soberania), onde os criminosos sofriam castigo físico, mas não a pena de morte.

No que remete à história da casa é datada no ano de 1743 invocando o crisma de Maria Josefa de Magalhães Feyo de Azevedo e inscrição a D. João da Silva Ferreira, bispo de Tânger na capela. Em 1758 a casa pertencia a Dr. Couto Magalhães. Por seguinte, era em 1847 representante da Casa da Torre o fidalgo da casa real e coronel de caçadores José Feyo de Magalhães Coutinho, primeiro Barão da Torre em 13 de Agosto desse mesmo ano e Visconde do mesmo título em 1870.

Por fim em 1950 o imóvel passou para os atuais proprietários, por legado da Viscondessa da Torre de nome D. Maria Cândida do Patrocínio Malheiro Reimão Teles Calheiros de Meneses e Sá (n. 15 de Abril 1859 – m. 2 de Maio 1947), viúva do segundo Visconde de nome Alberto Feio da Rocha Páris (n. 6 de Janeiro 1863 – m. 25 de Junho 1912). No mesmo ano há a remodelação da casa da Torre e a construção do edifício do Instituto Missionário da Companhia de Jesus acossado ao solar.

Fonte: Wikipédia

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Pormenor do portão principal que dá acesso à entrada da propriedade.

 

Arquitectura residencial, barroca e rococó e religiosa do período do Estado Novo.

Quinta com solar barroco do tipo casa-torre, composto por dois corpos, um deles correspondendo à torre, com capela adossada, em eixo, de planta longitudinal e grande edifício do Estado Novo, correspondendo ao antigo noviciado, hoje ocupado pelo Centro de Espiritualidade e Cultura, de planta irregular, com vários corpos formando duas alas, uma com claustro e outra com pátio interior.

Este núcleo de construção mais recente integra no seu interior uma igreja de planta longitudinal com capela-mor semicircular e duas pequenas capelas. Solar com fachada principal precedida por grande escadaria de acesso ao segundo piso, que corresponde ao piso nobre, rasgada neste registo por janelas de sacada encimadas por cornijas rectas e ao centro portal encimado pela pedra de armas. Torre rasgada por janelas, na fachada principal de sacada, com remate em merlões e trapeiras de faces em granito. Capela com fachada principal virada ao exterior, rematada por frontão triangular, com escadaria a preceder o portal principal, em verga recta, encimado por fresta de arejamento e frontão de volutas, interrompido por pedra de armas.

Edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura com fachada principal perpendicular à do solar, com pedra de armas junto ao remate. Toda a decoração é bastante rectilínea, nomeadamente os vãos, alguns constituídos por altos arcos quebrados de inspiração revivalista neogótica, os pináculos, as pedras de armas, a sineira e a grande chaminé. Alguns panos são em cantaria de granito, entre outros pintados de branco, acentuando a verticalidade e geometria das fachadas. Alguma fenestração apresenta sequência de cachorros a suportar as sacadas ou os parapeitos, seguindo algumas vezes o alinhamento de três vãos dispostos horizontalmente.

Este tipo de linguagem decorativa assemelha-se bastante quer à usada na arquitectura residencial, quer à usada na administrativa e judicial, este último caso notório no escudo jesuíta da fachada lateral, muito semelhante aos utilizados nos edifícios públicos. Claustro com arcaria plena, nos ângulos com cruzes de malta vazadas, mantendo a mesma linguagem geometrizante. Interior do solar piso nobre com corredor central de distribuição para as diversas salas, algumas intercomunicantes, com tectos de madeira, em masseira e planos. Capela de decoração rococó com cobertura em abóbada de berço, balaustrada do coro-alto, sanefas e guarda do púlpito em madeira com filetes dourados, as últimas com decoração exuberante de concheados. Retábulo-mor também rococó, em talha policroma, com formas ondulantes e decoração fitomórfica e concheados.

Edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura com escadaria principal de comunicação com salas de estar e retiro e quartos, com pavimentos em madeira e tijoleira e tectos de estuque. Igreja ampla, com cobertura de betão, ritmada por arcos abatidos, com coro-alto também de betão. Apresenta linguagem decorativa simples, pontuada apenas pela monumentalidade e cor dos enormes vitrais emoldurados por arcos quebrados e pelo grande baldaquino da capela-mor, de linguagem moderna, recorrendo ao uso dos arcos quebrados, patente na arcaria de suporte, ritmada por imaginária pétrea. Capela de São José com recurso também aos arcos quebrados, usados a emoldurar o portal, na parede testeira, nos vitrais e nos nichos com imaginária.

Na quinta encontram-se ainda dependências agrícolas compostas por eira, sequeiro, espigueiro e tanque. Portal principal da quinta, monumental de enorme riqueza e exuberância decorativa, com alguns pináculos de inspiração vegetalista, semelhantes ao trabalho escultórico de Nasoni.

Capela do solar com escadaria protegida por guarda plena com decoração relevada simulando grade de ferro cruzada. No interior do solar, no piso térreo conservam-se dois grandes arcos plenos, que marcavam a passagem entre os salões primitivos. O andar nobre mantém intactos os tectos de madeira e alguns armários de madeira embutidos. Guarda do púlpito com busto de olhos vendados, em alto relevo, possivelmente aludindo à Justiça.

O grande edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura foi concebido em torno do antigo solar, não o anulando, com a preocupação de manter a sua traça original e procurando uma harmonia, através da simplicidade decorativa, do emprego de granito em contraste com o branco das fachadas, do recurso de cornijas rectas a encimar os vãos da fachada principal e na grande pedra de armas, à semelhança do que acontece no solar.

Fonte: SIPA

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Vista geral do pelourinho quinhentista de Larim ou de Vila Chã, implantado no jardim da Casa Torre, junto à fachada principal do edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura de Soutelo, concelho de Vila Verde, distrito de Braga.

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Vista geral do relógio de sol nos jardins da propriedade.

CASA DE ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR EM SANTA COMBA DÃO TEM RÉPLICA EM PONTE DE LIMA

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Sede da Junta de Freguesia de Vitorino das Donas, em Ponte de Lima

 

SALAZAR NO ALTO MINHO – RÉPLICA DA CASA DE FAMÍLIA

Em Ponte de Lima, as suas memórias ainda se conservam na freguesia de Vitorino das Donas (na EN que liga Viana do Castelo à “vila mais antiga de Portugal”, pela margem esquerda do Lima). O traçado arquitetónico do edifício-sede da Junta é uma réplica da residência familiar de Salazar em Vimieiro, Santa Comba Dão.

Tudo se deveu ao admirador daquele estadista, o comendador António Russel de Sousa, falecido em 1969. Foi dele a iniciativa de custear a aquisição do terreno e edificar o imóvel, registados em 1958

“Foi um grande benemérito. Ofereceu a sede à Junta numa altura em que a maioria destas autarquias não tinham. Tinham de se servir, muitas vezes, do edifício das escolas para reunirem” – observa, à VALE MAIS, Manuel Dias de Carvalho, o atual presidente da Junta de Vitorino das Donas.

Este autarca sublinha, ainda, a consideração que a freguesia tem pela família de Russel de Sousa, cujos descendentes (neta) têm propriedades na freguesia, mais concretamente, a Quinta da Torre.

Ainda relativamente a Russel de Sousa, Adelino Tito de Morais, historiador limiano, dá-nos mais alguns elementos. Foi um industrial do setor gráfico e figura importante do regime de então. Natural do Porto, tinha raízes familiares em Ponte de Lima, nomeadamente, através do seu tio-avô Sebastião Sanhudo, professor e caricaturista.

Daí ter decidido adquirir o Solar Torre das Donas e a Quinta da Torre, cujo portal colocado na entrada, junto à Estrada Nacional, pertenceu ao Palácio do Freixo, no Porto. Foi por ele adquirido durante obras de remodelação do mesmo e para ali transportado.

De resto, Russel de Sousa foi deputado na Assembleia Nacional e vereador na Câmara Municipal do Porto, além de presidente da estrutura representativa das indústrias gráficas do país. Era amigo do limiano Conde d’Aurora, juiz no Tribunal do Trabalho no Porto, e de Filinto Elísio de Morais, na altura presidente da Câmara de Ponte de Lima.

Além de construir a sede de Vitorino das Donas, freguesia onde adquiriu o solar e a quinta, à Biblioteca Municipal desta autarquia viria a doar o espólio da sua biblioteca particular. Adquiriu, ainda em Ponte de Lima, a casa onde viveu o Cardeal Saraiva.

Além disso, deixou no testamento a obrigatoriedade da Litografia Nacional (fundada por si), então uma das mais unidades gráficas do país, localizada no Porto, produzir anualmente, de forma gratuita, 100 cartazes e 500 desdobráveis (com o programa), a cores, para as Feiras Novas. Algo que só viria a terminar, segundo Adelino Tito de Morais, em 1976 ou 1978.

Fonte: https://valemais.pt/vlm/salazar-no-alto-minho/

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Fachada da casa de António de Oliveira Salazar em Santa Comba Dão

ARQUITECTO MIGUEL VENTURA TERRA E O “PRÉMIO VALMOR” DA RUA ALEXANDRE HERCULANO EM LISBOA

Rua Alexandre Herculano, Lisboa, na varanda do Arq. Miguel Ventura Terra, prédio doado às Belas Artes de Lisboa e Porto para com o seu rendimento pagar bolsas de estudos a alunos talentosos sem possibilidades financeiras, conforme placa gravada no edificio.

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Esta foto deve ser de 1904, a Rua Alexandre Herculano ainda tinha este aspeto. A foto pertence á família Terra e o seu autor é António Joaquim Terra, irmão de Miguel Ventura Terra.

Texto: Alda Sarria Terra (Sobrinha-bisneta de Miguel Ventura Terra)

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UNIVERSIDADE DE LISBOA QUER VENDER PRÉDIO QUE ARQUITECTO VENTURA TERRA DOOU ÀS ESCOLAS DE BELAS ARTES DE LISBOA E PORTO E JÁ DESTRUIU A LÁPIDE QUE SE ENCONTRAVA NA FACHA

Ventura Terra doou prédio para que todos pudessem aprender as belas-artes. Placa foi agora destruída

A placa onde se lia a vontade de Ventura Terra em deixar aquele prédio às Escolas de Belas Artes para que todos tivessem a possibilidade de as aprender foi retirada da fachada do prédio da Rua Alexandre Herculano. Moradores do prédio dizem tratar-se de “um crime” porque o edifício é classificado.

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O arquitecto Miguel Ventura Terra (1866-1919) projectou um prédio na Rua Alexandre Herculano em Lisboa e deixou-o em testamento às Escolas de Belas Artes de Lisboa e Porto para que todos tivessem oportunidade de as aprender. Após a sua morte, foi colocada uma placa na fachada desse prédio, onde constava a inscrição dessa vontade do arquitecto de que os rendimentos gerados com aquele imóvel fossem destinados a bolsas de estudos para alunos carenciados: “Esta casa foi legada às escolas de Belas Artes de Lisboa e Porto pelo distinto arquitecto Miguel Ventura Terra, que nela faleceu em 30 de Abril de 1919, destinando o seu rendimento líquido para pensões a estudantes pobres das escolas que mostrem decidida vocação para as belas artes.”

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Essa placa foi esta quarta-feira retirada pela Universidade de Lisboa, que colocara já o prédio à venda em hasta pública, contra a vontade expressa pelo arquitecto. Por volta das 18 horas, estava já em pedaços no chão, conforme viu o PÚBLICO no local. 

“A inquilina do segundo andar ligou-me e disse ‘vá a correr que eles estão a espatifar a placa’. Eu vim a correr, mas já não havia nada a fazer”, contou Maria Fernanda Carvalho, que mora naquele prédio há 45 anos. “Isto é um crime”, atiraram os moradores, lembrando que este é um edifício classificado como Imóvel de Interesse Público. Segundo relataram outros habitantes do n.º57 da Rua Alexandre Herculano, a Polícia Municipal foi chamada de imediato, mas já não impediu a destruição da placa. No local, os agentes escusaram-se a prestar declarações. 

No passado mês de Dezembro, soube-se que o prédio, que é propriedade da Universidade do Porto, da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa (UL) e da própria UL (esta última representante das entidades proprietárias), foi colocado à venda em hasta pública, contra aquela que seria a vontade deixada em testamento pelo arquitecto Ventura Terra: “Muito desejo que não seja vendido”. 

Construído em 1903, recebeu nesse ano o Prémio Valmor, distinção essa impressa na sua fachada. Em 1983, foi classificado como Imóvel de Interesse Municipal, tendo sido, em 2006, reclassificado como Imóvel de Interesse Público. 

No entanto, tal não impediu que o edifício fosse envolvido num processo de alienação. A Universidade de Lisboa estimava então que o valor de mercado do prédio de quatro pisos, e uma área bruta de construção de 2089 metros quadrados, deveria rondar os 3,7 milhões de euros. As propostas deveriam ser apresentadas, em envelope fechado, até 15 de Janeiro, data em que se realizaria a hasta pública. 

Ao Expresso, o reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, dizia em Dezembro que não tinha sido ainda confrontado com “nenhum constrangimento legal à venda” do edifício. E esclareceu que as receitas que daí surgissem seriam alocadas à construção de mais residências de estudantes, cumprindo assim o desejo do arquitecto Ventura Terra. 

Na mesma altura, Alda Sarri Terra, sobrinha-bisneta do arquitecto, dizia ao jornal que a família ia avançar com a impugnação da venda, por considerar que o desejo de Ventura Terra não estava a ser cumprido. 

Questionada agora pelo PÚBLICO, sobre a remoção da inscrição, fonte oficial da Universidade de Lisboa notou que a placa “não foi destruída, mas sim retirada” para ser colocada numa futura residência de estudantes que terá o nome de Ventura Terra. Quanto à questão se a hasta pública foi já ou não realizada, o PÚBLICO não conseguiu obter informação junto da universidade. Os moradores dizem que, até ao momento, não receberam qualquer notificação sobre a mudança de proprietário e que continuam a pagar as rendas à universidade. 

Fonte: Cristiana Faria Moreira / https://www.publico.pt/

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PONTE DE LIMA LANÇA BARCO "AGUA-ARRIBA" ÀS ÁGUAS DO RIO LIMA

Após seis décadas de ausência o tradicional barco de água-arriba volta às águas do Rio Lima

Mais de seis décadas após a sua “extinção”, o Água-arriba, o barco histórico que cruzava as margens do Lima, volta à terra e ao Rio que outrora subiu.

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Fruto da iniciativa do Município de Ponte de Lima, este que é o maior barco do género, no Lima, é lançado à água na próxima sexta-feira, 30 de Agosto, pelas 17h30.

O objetivo passa não só pela implementação de um projeto turístico náutico, mas por fins pedagógicos, e de preservação ativa da tradição, património e cultura limiana, já que são escassos os exemplares deste tipo.

Perde-se no tempo a memória da origem desta embarcação, que partia pela Ribeira Lima, rumo às duas feiras mais importantes: Ponte de Lima e Viana. 

Estes que foram dos mais emblemáticos barcos de trabalho do Rio Lima saíam dos ancoradouros na hora da maré, de leme em mão, para que a corrente pudesse ser aproveitada. A vela era usada sempre que o vento o permitia. Mediam entre 12 a 15 metros, e os seus compartimentos eram ocupados por pessoas, animais e mercadorias.

O novo "água-arriba", construído de forma artesanal com técnicas que passaram ao longo de gerações, respeita a tradição dos materiais e ferramentas. Com 15 metros e capacidade para 30 pessoas, este barco histórico volta, na próxima sexta-feira, a navegar nas águas do Rio Lima.