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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PROJETO DA PRAÇA - MERCADO MUNICIPAL DE FAMALICÃO FINALISTA EM PRÉMIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA

Votação em www.loopdesignawards.com/peoples-choice-award-architecture-2021/#architecture-public-buildings-institutional

O projeto de arquitetura da nova Praça – Mercado Municipal de Vila Nova de Famalicão é um dos projetos concorrentes aos The LOOp Design Awards, um dos mais prestigiados e reconhecidos prémios internacionais de arquitetura e design.

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Depois de admitido a concurso pelo júri do galardão na categoria Arquitetura - Edifícios Públicos (Architecture | Public Buildings & Institutional),  a votação foi aberta  para o público em geral na plataforma oficial da organização em www.loopdessignawards.com  e o projeto da Praça – Mercado Municipal de Famalicão pode ser votado através diretamente no link: https://www.loopdesignawards.com/peoples-choice-award-architecture-2021/#architecture-public-buildings-institutional.

A LOOP Design Awards é uma plataforma aberta à criatividade e talento mundial para celebrar e homenagear a diversidade criativa com trabalhos exemplares de todo o mundo.

Recorde-se que a Praça Mercado Municipal de Famalicão reabriu portas no passado dia 25 de abril do corrente ano de 2021, totalmente remodelado e modernizado, com um novo conceito de “Praça”, com excelentes condições para quem vende e quem compra, mas também para quem o visita. Mais moderna, mais atrativa, mais funcional, potenciadora de novas experiências e vivências culturais e urbanas, assentes num estilo de vida mais saudável e com mais qualidade, num cruzamento harmónico entre a tradição, modernidade e inovação a Praça é hoje um equipamento incotornável de Vila Nova de Famalicão.

O projeto de arquitetura da Praça é da autoria da equipa de arquitetura da Câmara Municipal, tendo como responsável o arquiteto Rui Pedro.

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BRAGA: CASA DOS CRIVOS FOI CLASSIFICADA COMO IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO HÁ 50 ANOS

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Casa dos Crivos - sem data

A fotografia da semana identifica a Casa dos Crivos. Insere-se no arquivo Casa Pelicano e não possui datação. O instantâneo captado no seu exterior na Rua de São Marco põe à vista as suas gelosias e lembra a venda que existiu no piso inferior.

A Casa dos Crivos, também designada como Casa das Gelosias ou ainda como Casa das Rótulas, situa-se na Rua de São Marcos, 37-41, uma das artérias mandadas abrir durante a reforma urbanística encetada pelo bispo D. Diogo de Sousa, na primeira metade do século XVI.

A Casa dos Crivos é composta por dois edifícios que apresentam esta denominação, devido ao facto das respetivas fachadas principais estarem revestidas com estruturas de madeira, que ocultam muito significativamente as janelas.

É conhecido por ser um exemplar único de uma tipologia habitacional muito comum na área urbana central de Braga no século XVII, tendo-se prolongado até ao século XVIII.

Destaca-se pela cobertura total da fachada por gelosias: ""(...) partir do século XVII, quando o ambiente de excessiva religiosidade fez cobrir as janelas de gelosias que dariam a Braga o aspeto de uma cidade muçulmana".

A fachada principal apresenta no primeiro piso três portadas de madeira separadas por pilares. O segundo e terceiro piso são revestidos por rótulas, ou gelosias, que se tornaram o elemento mais emblemático da casa. Esta arquitetura espelhava o clima de profunda religiosidade que à época se vivia em Braga, traduzindo uma vivência civil de recolhimento.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1971.

No entanto, aos dias de hoje, apenas chegou este exemplar, adquirido pela Câmara Municipal de Braga em 1984 e recuperado sob um programa e projeto que visou a instalação de um espaço de exposições temporárias, um auditório de apoio e duas salas de serviço educativo, conferindo-lhe um uso público de natureza cultural.

Fonte: Município de Braga

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A Casa dos Crivos, também referida como Casa das Gelosias, localiza-se na freguesia de São João do Souto, cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal.

A Casa dos Crivos, também designada como Casa das Gelosias ou ainda como Casa das Rótulas, situa-se na Rua de São Marcos, 37-41, uma das artérias mandadas abrir durante a reforma urbanística encetada pelo bispo D. Diogo de Sousa, na primeira metade do século XVI.

A Casa dos Crivos é composta por dois edifícios que apresentam esta denominação, devido ao facto das respetivas fachadas principais, estarem revestidas com estruturas de madeira, que ocultam muito significativamente as janelas. É conhecido por ser um exemplar único de uma tipologia habitacional muito comum na área urbana central de Braga no século XVII, tendo-se prolongado até ao século XVIII.

Destaca-se pela cobertura total da fachada por gelosias: ""(...) partir do século XVII, quando o ambiente de excessiva religiosidade fez cobrir as janelas de gelosias que dariam a Braga o aspecto de uma cidade muçulmana".

A fachada principal apresenta no primeiro piso três portas, com portadas de madeira separadas por pilares. O segundo e terceiro piso são revestidos por rótulas, ou gelosias, que se tornaram o elemento mais emblemático da casa. Esta arquitetura espelhava o clima de profunda religiosidade que à época se vivia em Braga, traduzindo uma vivência civil de recolhimento.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1971.

No entanto, aos dias de hoje apenas chegou este exemplar, adquirido pela Câmara Municipal de Braga em 1984 e recuperado sob um programa e projeto que visou a instalação de um espaço de exposições temporárias, um auditório de apoio e duas salas de serviço educativo, conferindo-lhe um uso público de natureza cultural.

Fonte: Wikipédia

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Fachada da Casa dos Crivos, em Braga. Exemplar únicodo tipo de casas peculiares da cidade do séc. XVI As portas e janelas estão cobertas por gelosias, que representam a tradição monástica da cidade.

Foto: Centro Português de Fotografia

VIANA DO CASTELO DISTINGUE ARQUITETO FERNANDO TÁVORA COM O PRÉMIO CARREIRA

Viana Práxis distingue arquiteto Fernando Távora pelo “inestimável contributo” para desenvolvimento urbanístico de Viana do Castelo

A Câmara Municipal entregou os prémios da primeira edição Viana Práxis – Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo, tendo distinguido com o Prémio Carreira, a título póstumo, o arquiteto Fernando Távora, pelo inestimável contributo para o desenvolvimento urbanístico de Viana do Castelo.

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O Prémio Carreira foi selecionado, por unanimidade, pelo júri constituído pela Câmara Municipal, a Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património, a Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico, a Ordem dos Arquitetos, a Ordem dos Engenheiros, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho, a Escola Superior Gallaecia e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Na categoria “Reabilitação de Edifícios”, foi distinguido com Menção Honrosa o Edifício Melo Alvim, situado na Avenida Conde da Carreira.

No âmbito do programa da cerimónia de atribuição de prémios, foi também promovida uma conferência com comunicações sobre o tema “Cidade, Património e Reabilitação” pelos membros do júri e uma tertúlia com os membros da comissão científica, sobre a reabilitação urbana e património.

O programa terminou com a inauguração de uma exposição dedicada ao “VIANA PRÁXIS – Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo”, que está patente nos Antigos Paços do Concelho. A mostra pretende destacar as obras candidatas ao prémio Reabilitação de Edifícios e o Prémio Carreira, onde estarão patentes alguns esquissos, desenhos, e maquete da autoria do arquiteto Fernando Távora, em colaboração com a Fundação Marques da Silva.

Integrada na exposição está também uma experiência virtual de modelação 3D em holograma, de alguns edifícios da Avenida dos Combatentes, da autoria do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. No mesmo espaço poderá ainda ver-se imagens de obras municipais em curso, designadamente projeção do novo Mercado Municipal e da futura Praça Viana.

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BRAGA: PAÇOS DO CONCELHO SÃO UM EXEMPLAR DA ARQUITECTURA BARROCA DO MINHO

A Câmara Municipal é o órgão executivo colegial de cada um dos municípios de Portugal. Por extensão, o termo "Câmara Municipal" também se refere ao conjunto dos departamentos e serviços da administração municipal. Designa, também, o edifício sede de um município, sendo, no caso da imagem hoje veiculada, o objecto fotográfico principal.

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O actual edifício da Câmara Municipal de Braga, que veio substituir o anterior, renascentista, foi construído entre os anos de 1753 e 1756, a expensas do Senado da cidade e por vontade expressa do Arcebispo D. José de Bragança, irmão legitimado do rei D. João V (SMITH, 1973, p. 506). O seu traçado foi concebido por André Soares, artista natural de Braga e principal nome do barroco minhoto, celebrizado pelos seus traços de arquitectura e talha. Responsável pela dinamização da construção civil e religiosa de Braga, durante os meados do século XVIII, Soares realizou, igualmente, uma notável intervenção urbanística na cidade (SERRÃO, 2003, p. 269).

Implantado no denominado Campo de Touros, o edifício da Câmara define, juntamente com o Paço do Arcebispo (igualmente concebido por Soares), o eixo central de uma praça, em que prevalece um forte sentido cenográfico.

Em termos de planta, a opção é muito semelhante à da Casa do Raio, destacando-se, ao centro, a escadaria nobre com patamar. As restantes divisões desenvolvem-se lateralmente à escada. O patamar é iluminado por janelas, cuja colocação revela a importância do claro-escuro e dos contrastes sugeridos, o que traduz a preocupação com a manipulação da luz por parte do arquitecto (PEREIRA, 1989, p. 456).

Esta foto do arquivo Photografia Alliança data de 1950, período que antecede a colocação da Fonte do Pelicano na Praça do Município, facto evidente na imagem. Ao centro, observa-se o movimento de indivíduos vestidos a rigor na entrada do edifício sede do Município Bracarense. No sector esquerdo da película estão em evidência os jardineiros que aí laboram e alguma azáfama junto da tabacaria Pinto. Estacionadas na rua, ao centro, estão duas motorizadas que contrastam com o Volkswagen “Carocha” que parece querer escapar da imagem.

Fonte: Câmara Municipal de Braga

CARLOS GOMES – ADMINISTRADOR DO “BLOGUE DO MINHO” – PRESTOU DEPOIMENTO AO JORNALISTA AMADEU ARAÚJO DO JORNAL EXPRESSO ACERCA DOS ESPIGUEIROS

“A segunda vida dos espigueiros do Alto Minho” é o título da peça jornalística de Amadeu Araújo no caderno “Economia” da edição desta semana do jornal “Expresso”.

Tal como refere o subtítulo, os espigueiros “Nasceram para a atividade agrícola, mas agora dão lugar a pequenas casas e também a espaços culturais”. O artigo releva a sua importância como património da arquitectura tradicional de cariz popular e a necessidade de preservar, conferindo-lhes outras utilizações, principalmente com vista à transmissão de conhecimentos e conservação da memória e da identidade do povo.

Ponte de Lima e Paredes de Coura encontram-se na rota deste excelente trabalho que procura valorizar o que é nosso.

Clique na imagem!

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QUEM FOI O ARQUITECTO BRACARENSE QUE ARQUITECTOU O PANTEÃO NACIONAL?

JOÃO ANTUNES – Arquiteto

É encarado como o arquiteto mais proeminente do período barroco, do nosso país. Nasceu em Braga em 1643 e faleceu em 1712. Cedo rumou a Lisboa, onde se formou e ganhou nomeada, graças à recuperação, feita por encomenda do Rei D. Filipe III, do Palácio da Ribeira.

A sua fama singrou de tal forma que, já depois da Restauração do Reino, El-Rei D. João IV o nomeou Arquiteto da Corte de Portugal. Além de várias obras realizadas em Lisboa, arquitetou a Igreja do Bom Jesus de Barcelos, o Túmulo da Princesa Joana, em Aveiro, a renovação da Sacristia da Sé Primacial de Braga, entre outras obras de real importância por todo o país.

Em 1682 foi-lhe confiada a sua obra máxima: a IGREJA DE SANTA ENGRÁCIA, que, pela Lei nº 520 de abril de 1916, ficou sendo o PANTEÃO NACIONAL. Este monumento é considerado uma das obras arquitetónicas barrocas mais importantes do nosso país. (Foto)

Note-se, como curiosidade que, segundo a lenda, Santa Engrácia, uma das primeiras mártires do cristianismo do século III, teria nascido em Bracara Augusta

Fonte: Manuel Campos / Memórias de Braga – Roteiro Histórico e Monumental

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SOAJO: TERRA DE PÃO QUE A CRUZ ABENÇOA E PROTEGE! – ATRAVÉS DA OBJECTIVA DE JOSÉ COSTA LIMA

Os espigueiros são construções de arte popular ligadas à cultura do milho

Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural, um tipo de construção bastante característica que, pela graciosidade que possui, tornou-se num elemento emblemático daquela região – o espigueiro!

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Também designado por canastro ou caniceiro em função dos materiais empregues na sua construção, o espigueiro constitui um celeiro onde o lavrador guarda as espigas. De posse particular ou comunitária, a dimensão do espigueiro reflete a grandeza da produção que normalmente é efetuada. De modo idêntico, a sua ornamentação depende da fantasia do construtor e dos recursos do proprietário.

Os espigueiros encontram-se, em regra, implantados em zonas onde o terreno é mais elevado de forma a permitir a secagem do milho. Nas imediações, encontra-se a eira que aproveita as características de um solo mais plano e lajeado. É aí que se malha o centeio onde se desfolha o milho, dando lugar às alegres descamisadas que constituíam um pretexto para a escolha do namorico.

A origem deste género de construções encontra-se principalmente ligada à introdução da cultura do milho na Península Ibérica de onde irradiou para o resto do mundo. Outrora designado por “trigo índio”, o milho deverá ter-se originado do México de onde, há cerca de quinhentos anos, foi trazido nas naus de Cristóvão Colombo. Desde tempos imemoriais, o milho constituiu a base da dieta alimentar dos maias, incas e aztecas que o incluíam nos seus ritos ancestrais e o celebraram nas suas manifestações artísticas.

A sua implantação, entre nós, registou-se sobretudo na região do Minho e da Galiza, facto a que certamente não foram alheias as condições favoráveis à sua produção e onde prevalece a cultura de regadio. Com o decorrer do tempo, o cultivo do milho passou a estender-se a outras regiões, nomeadamente no centro do país onde predomina a cultura de sequeiro.

Em relação ao espigueiro, estes apresentam-se das mais variadas formas e dimensões de acordo com as quantidades de grão a armazenar, as regiões onde se encontram e os materiais disponíveis para a sua construção. Em localidades onde a pedra escasseia, os espigueiros são geralmente construídos em madeira. Porém, atendendo à sua predominante distribuição espacial, a maior parte encontra-se construída em pedra e madeira. A sua fisionomia é variada, existindo sob formas retangulares, quadradas e redondas. Contudo, ele apresentou-se inicialmente sob uma forma mais rudimentar, na maioria das vezes feito apenas de caniços com cobertura de colmo, tal como aliás sucedia com as habitações mais humildes. E, as técnicas empregues na sua construção evoluíram à medida que se foi constatando a melhor forma de secar o cereal mantendo-o simultaneamente fora do alcance de elementos indesejáveis.

Constituindo a secagem a sua principal função, o espigueiro é construído de molde a proteger as espigas da humidade, salvaguardando-as da intromissão dos pássaros, insetos e roedores, assegurando ao mesmo tempo o necessário arejamento do seu interior. E, este cuidado é tão importante quanto adverso poderá ser o inverno que se aguarda pouco tempo após a colheita do milho e as suas descamisadas.

Tomando como modelo de referência os existentes no Minho, o espigueiro é geralmente construído em madeira e pedra, quase sempre em granito extraído na região. Encontra-se frequentemente assente em pilares que o elevam do solo, sobre os quais assentam os dinteles que são os esteios que suportam toda a estrutura e onde se encaixam as aduelas. Estas apresentam-se de forma intervalada para permitir, através das fissuras propositadamente deixadas abertas, efetuar-se o arejamento do seu interior. Para prevenir o acesso das formigas, uma pequena fossa com água rodeia as sapatas onde assentam os pilares do espigueiro. De igual modo, os “torna-ratos” protegem-no dos roedores. Regra geral, são cobertos de telha, existindo porém alguns que se apresentam com cobertura de colmo ou em pedra, sendo mais frequentes nestes casos em lousa e piçarra.

Para além dos elementos arquitetónicos que caracterizam o espigueiro, este é frequentemente encimado por algum elemento de adorno, na maioria das vezes uma cruz, pretendendo-se assim abençoar o milho que se irá transformar, tal como o padeiro que, antes de levar o pão ao forno, procede de forma solene a acompanhar a ladainha.

Persistem em diversas localidades hábitos ancestrais que levam à utilização comum dos espigueiros de acordo com costumes e leis comunitárias. Encontram-se neste caso a eira que se aninha junto às muralhas do castelo do Lindoso, em Ponte da Barca, e no Soajo, em Arcos de Valdevez, onde o seu uso se estende ainda a práticas iniciáticas que contemplam o alojamento dos noivos que aí vão dormir juntos antes da celebração do casamento.

Mais do que propriamente meros celeiros onde se guardam as espigas das quais se produzirá o pão que vai à mesa do agricultor, amassado com o suor do seu próprio rosto e benzido com a sua Fé, os espigueiros constituem verdadeiras obras de arte popular que reúnem uma elevada carga simbólica, quais sacrários onde o povo guarda o alimento para o ano inteiro e, como tal, sinalizado com a cruz que o protege e resguarda de toda a maldição. Como tal, devem ser preservados como um dos mais ricos elementos do nosso património cultural de interesse etnográfico.

- GOMES. Carlos http://www.folclore-online.com/index.html

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GRUPO "VENCIDOS DA VIDA" REUNIA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX EM CASCAIS NA "CASA MINHOTA" PROPRIEDADE DE EÇA DE QUEIRÓZ

Projetada em 1890, pelo Conde de Arnoso, engenheiro de profissão, que a designou por “casa minhota”. É a primeira casa de “estilo português” a ser construída na vila de Cascais. Nela se reuniram o grupo Vencidos da Vida, constituído, entre outros, pelo proprietário da casa, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.

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Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

UNIVERSIDADE DE AVEIRO E DREAMDOMUS DESENVOLVEM SOLUÇÃO INOVADORA DE CONSTRUÇÃO MODULAR

De construção rápida, fácil, barata e sem gruas. Estas são as principais vantagens da solução inovadora de construção modular desenvolvida na Universidade de Aveiro (UA). Já patenteado a nível nacional e a aguardar patente internacional, o sistema permite que os módulos possam ser fabricados em diferentes tipos de materiais e ser utilizados na construção de pequenas habitações e outras instalações permanentes ou temporárias.

Sérgio Almeida (Dreamdomus), Carlos Relvas (UA) e

Sérgio Almeida (Dreamdomus), Carlos Relvas (UA) e o arqº Alberto Montoya 

 

“Trata-se de um sistema de construção modular baseado em blocos multifuncionais, cuja principal característica é permitir uma montagem rápida, segura e limpa que pode ser efetuada por qualquer pessoa”, aponta Carlos Relvas, o investigador do Departamento de Engenharia Mecânica da UA que concebeu o novo sistema.

“Em termos de sustentabilidade e de economia circular as construções resultantes deste sistema oferecem boas condições de habitabilidade e consumos energéticos mínimos, além de que os blocos são reutilizáveis permitindo alterações futuras”, aponta o cientista.

A conceção do sistema patenteado beneficiou de uma candidatura de projeto de I&D ao programa COMPETE 2020 – P2020, em co-promoção entre uma equipa de investigadores da UA (Carlos Relvas, António Ramos, Jorge Ferreira, Mónica Oliveira e Nelson Martins) e a empresa Dreamdomus, de onde resultou o seu nome de batismo “BrickITsmart” (www.brickitsmart.com ). O consórcio conta ainda com a participação do arquiteto Alberto Montoya.

Os estudos desenvolvidos no âmbito do projeto, permitem desde já concluir que os módulos garantem boas condições de habitabilidade e conforto e podem ser uma boa solução na utilização de espaços temporários multifuncionais ou até mesmo na criação de alojamento temporário nomeadamente residências para estudantes.

Reutilizável vezes sem conta

O BrickITsmart tem como principal caraterística a existência de um modulo base de 3x3 metros e 22,5 metros cúbicos que pode ser instalado em menos de 24 horas e com recursos mínimos, isto é, bastam uma ou duas pessoas para a sua instalação e sem recurso a gruas ou equipamentos auxiliares de elevação ou carga. A este módulo base podem ser acrescentados outros módulos idênticos ou com dimensões submúltiplo deste.

O sistema de construção modular, aponta Carlos Relvas, “é muito fácil de produzir, transportar e montar o que torna excelente a sua aplicação na construção pré-fabricada ou modular”. Este sistema “tem como elemento nuclear, um bloco dotado de uma geometria especifica que apresenta as seguintes vantagens: pode ser utilizado em paredes exteriores ou interiores; as paredes não racham, não precisam de manutenção e o seu acabamento interior e exterior pode ser personalizado”.

Leve, compacto, fácil de transportar e acondicionar, o investigador garante que o BrickITsmart permite uma montagem fácil e isenta de erros já que “a ligação entre os elementos é guiada, autoajustável, estável e desmontável, podendo ser montado em diferentes orientações atendendo à simetria dos encaixes de ligação”. Os blocos podem ser produzidos em diferentes tipos de materiais e serem reutilizados o número de vezes que se pretender uma vez que as ligações entre estes não é colada.

O desenvolvimento do sistema tem sido orientado para a sua utilização na área habitacional e de construção civil, mas o conceito poderá ser utilizado em outras áreas industriais, nomeadamente na indústria de mobiliário.

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MONUMENTO EVOCATIVO A D. DIOGO DE SOUSA SIMBOLIZA ABERTURA DE BRAGA AO MUNDO

Proposta vencedora enaltece visão estratégica da passagem do Arcebispo pela Cidade

‘Porta Aberta’, apresentada pelo gabinete de arquitectura ‘Sequeira Arquitectos’, é o nome da proposta vencedora do concurso de ideias para a criação de um monumento evocativo ao Arcebispo D. Diogo de Sousa. Após a análise dos trabalhos, o júri do concurso atribuiu ainda duas menções honrosas às propostas apresentadas pelos arquitectos Nuno Alexandre Galamba Caeiro Martins e Ângelo Manuel Morgado Ribeiro, que se distinguiram pela sua singularidade.

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O monumento, que será instalado no Campo da Vinha, no cruzamento entre a Rua dos Capelistas e a Rua Dr. Justino Cruz, será uma evocação da personalidade religiosa e secular de D. Diogo de Sousa que, através da sua “porta visionária”, abriu Braga ao mundo.

“D. Diogo de Sousa, ao passar por Braga, engrandeceu esta Cidade. Esta ‘porta’ representa toda a sua visão estratégica que, através da sua passagem por Braga, deixou obras impactantes de extrema importância, que ainda hoje marcam o ADN desta ilustre Cidade”, é referido na memória descritiva do projecto, lembrando que a porta “simboliza a diferença que cada um pode fazer ao passar num determinado local”.

A apreciação do júri, presidido por António Ponte, director Regional de Cultura do Norte, baseou-se na observação rigorosa dos objectivos formulados nos termos de referência, valorizando a forma como o trabalho premiado se insere no contexto urbano e também pela sua expressão contemporânea.

Com este monumento, o Município pretende evocar a figura mais importante do urbanismo Bracarense de todos os tempos e, dada à qualidade das propostas apresentadas, o júri entendeu, também, manifestar o seu agradecimento a todos os concorrentes, pelo contributo dado para a reflecção conducente à concretização de um monumento evocativo ao Arcebispo D. Diogo de Sousa. O regulamento prevê a atribuição de 4 mil euros ao vencedor do concurso e mil euros para cada menção honrosa.

O júri integrou ainda o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, o vereador do pelouro da Regeneração Urbana e Património Cultural da Câmara Municipal de Braga, Miguel Bandeira, o representante da Arquidiocese de Braga, Mário Paulo Pereira, o representante técnico da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, Maria Manuel Lobo Pinto de Oliveira, responsáveis da Divisão do Centro Histórico, Património e Arqueologia da Câmara Municipal de Braga e representantes da Sociedade Nacional de Belas Artes.

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ARQUITECTO CASSIANO BRANCO PROCUROU MONUMENTOS NA GALIZA EM 1959

Carta do arquitecto Cassiano Branco em 18 de Fevereiro de 1959, dirigida ao posto de informação da Direcção Geral de Turismo de Lugo, solicitando o envio de fotografias da ponte sobre o rio Minho, de ruínas, de muralhas, de termas romanas e de outros monumentos de valor arquitetónico e arqueológico da região de Lugo, a fim de serem reproduzidos no seu livro.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

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BRAGA: CONSTRUÇÃO DO "CASTELO DA DONA CHICA" EM 1915

Construção do Palácio Rego, na freguesia de Palmeira, em Braga.

Atualmente conhecido por Castelo da Dona Chica foi desenhado pelo arquiteto suíço Ernesto Korrodi em 1915, para servir de habitação a João José Ferreira do Rego e sua mulher, a brasileira Francisca Peixoto Rego, com quem casou em 1914.

O imóvel está classificado como Monumento de Interesse Público

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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