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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUEM FOI O ARQUEÓLOGO VIANENSE MANUEL AFONSO DO PAÇO?

Manuel Afonso do Paço nasceu há 126 anos

Manuel Afonso do Paço (Outeiro, Viana do Castelo, 30 de novembro de 1895 — 1968) foi tenente-coronel do Exército Português e um dos mais prestigiados arqueólogos portugueses.

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Nasceu em 30 de Novembro de 1895 na freguesia de Outeiro, Viana do Castelo. Tirou o curso do Liceu em Viana do Castelo e Braga de 1908 a 1915 matriculando-se de seguida no curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Porém, em 15 de Maio de 1917 foi incorporado no exército como Aspirante a Oficial Miliciano. Tomou parte na Batalha do Lys, em 9 de Abril de 1918, pertencendo já ao 4º Grupo de Metralhadoras Pesadas. Foi aprisionado pelo Alemães e libertado em 28 de Dezembro de 1918.

Regressou a Portugal em 16 de Janeiro de 1919. De 1919 a 1921 serviu como oficial na Guarda Nacional Republicana tendo sido ajudante de campo do Coronel Francisco António Baptista e do General Ernesto Maria Vieira da Rocha. Foi, em 1925, professor provisório no Colégio Militar (Portugal) passando de seguida por desempenhar funções como Tesoureiro da Inspecção do Serviço Telegráfico Militar. Foi ainda Chefe da Contabilidade do Batalhão de Telegrafistas (Braga). Reformou-se da vida militar como o posto de tenente-coronel.

Foi em 1929 que deu início à actividade que seria a sua verdadeira paixão que durou até ao fim da sua vida. Deve-se ao Tenente-Coronel Afonso do Paço uma série de investigações arqueológicas que são hoje padrões indispensáveis para e poder aquilatar da vida de populações remotas que habitaram o solo português. As explorações arqueológicas no Castro de Vila Nova de São Pedro projectaram-no internacionalmente e colocaram o seu nome na lista dos melhores arqueólogos de campo da época.

Ficaria conhecido também pelas duas expedições arqueológicas (1958 e 1960) no sítio onde se deu a Batalha de Aljubarrota, Campo de São Jorge, e onde, segundo alguns relatos de cronistas históricos, teriam existido algumas estruturas de defesa acessória no terreno de batalha. Identificaram-se cerca de 830 estruturas denominadas "covas de lobo", junto à Capela de São Jorge, num total de quarenta filas, entre os 60 e 80 metros de comprimento. Para além destas armadilhas para a cavalaria, identificaram-se também quatro grandes fossos principais.

Encontra-se colaboração da sua autoria na Revista de Arqueologia (1932-1938).

  • Gírias Militares Portuguesas, Porto: (1926)
  • Cartas às Madrinhas de Guerra, Porto: (1929)
  • Da necessidade da criação do Museu de Etnografia, in Trabalhos do 1º Congresso Nacional de Antropologia Colonial, Porto: (1934)
  • As Comunicações Militares de Relação em Portugal - Subsídios para a sua história, Lisboa (1938)
  • Necrópole de Alapria, Lisboa: Academia Portuguesa da História (1955)
  • Tesouro Monetário da Citânia de Sanfins, Lisboa: Academia Portuguesa da História (1955)
  • Castro de Vila Nova de S. Pedro : campanha de escavações de 1956, Lisboa: Academia Portuguesa da História (1955)

Fonte: Wikipédia

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BARCELOS: PRESIDENTE DA CÂMARA EFECTUA VISITA DE TRABALHO À INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA EM TAMEL SÃO PEDRO FINS

O Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino, e a vereadora da Cultura, Elisa Braga, estiveram esta tarde (sexta feira, 29 de outubro) em Tamel S. Pedro Fins para verificar o andamento dos trabalhos da intervenção arqueológica que decorre junto à igreja paroquial daquela freguesia.

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Os autarcas, acompanhados por técnicos do Município e da Direção Regional de Cultura do Norte, procuraram inteirar-se da magnitude da intervenção que ali está a ser feita, na sequência do aparecimento de vestígios medievais encontrados, aquando da realização dos terraplenos realizados na parte norte do templo, em finais de junho de 2021, no âmbito da intervenção de requalificação da envolvente à igreja.

Na visita de hoje verificou-se que a intervenção está bastante avançada e já colocou a descoberto um contexto arqueológico quase exclusivamente cemiterial/necrópole, tendo-se identificado, até ao momento sessenta sepulturas. Os trabalhos devem prolongar-se ainda por mais um mês.

Vestígios podem remontar a meados do século VI

Na primeira abordagem realizada pelo Gabinete de Arqueologia municipal ao sítio arqueológico, em articulação com a tutela regional do Património Cultural (DRCNorte), constatou-se a importância e extensão do conjunto; por essa razão, e tratando-se de um sítio de grande sensibilidade social e de difícil conservação, por traduzir os restos do cemitério medieval associado à paróquia, a União de Freguesias de Campo e Tamel São Pedro Fins contratou uma empresa de Arqueologia para se proceder à caracterização e contextualização dos elementos detetados, aferir-se a viabilidade do projeto de reabilitação, e estudar formas de preservação dos vestígios no próprio local.

Com base na tipologia dos enterramentos, e por já serem bem conhecidos casos semelhantes no concelho (exemplos de Mondim, Panque, e de Paradela), não existem dúvidas que se tratam dos vestígios do cemitério mais antigo da localidade, possivelmente contemporâneo da primitiva igreja paroquial de São Pedro Fins (documentada desde os finais do século XI), datando o cemitério, portanto, dos séculos X/XI a XIII; uma das sepulturas, contudo, construída com caixa em tegula (telha de grandes dimensões), parece datar da fase paleocristã, podendo recuar a cronologia dos primeiros enterramentos no local até aos meados do século VI d. C. ou a períodos bem mais antigos, como o final da Romanização.

Para além das sepulturas, foi detetado um canal de drenagem do terreno, de cronologia mais recente, possivelmente do século XVIII ou até XIX, porque esta zona era muito atreita à concentração de água.

Os vestígios encontrados são passíveis de serem salvaguardados sob a forma de um ponto de interpretação arqueológico/patrimonial a criar no local, articulando os elementos arquitetónicos e funerários, e conjugando os dados arqueológicos apurados na intervenção, traduzindo-se a importância das paróquias medievais na origem e fixação do povoamento, e na construção e desenvolvimento da paisagem humana que hoje se conhece no concelho e na região minhota.

CÂMARA DE FAMALICÃO REFERENCIA SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS PARA PROTEGER E VALORIZAR

Paineis informativos convidam ao conhecimento de património histórico cultural

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão colocou um conjunto de paineis informativos em cada sítio arqueológico do concelho de forma a valorizar os espaços e a sensibilizar os visitantes para a importância de preservação deste património histórico cultural.

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Ao todo, foram colocados perto de quatro dezenas de estruturas informativas com  informação detalhada nos sitios de Penices, em  Gondifelos, nas Ermidas, em Jesufrei, nas Eiras, em Vermoim, em Perrelos, Delães, e em S. Miguel do Anjo, em Calendário.

A informação disponibilizada é resultado do trabalho de investigação e inventariação que vem sendo realizado pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal, em articulação com as juntas de freguesia do concelho e de proprietários de terrenos.  Os recursos informativos agora disponibilizados complementam-se e interagem com outros produtos e projetos de interesse cultural e turístico preexistentes no território, como  a Ciclovia Famalicão – Póvoa,  os Caminhos de Santiago e a Rede de Percursos Pedestres concelhia.

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BRAGA: ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA DE SANTA MARTA DAS CORTIÇAS VAI SER MUSEALIZADA

Assinatura do protocolo de valorização, musealização e adequação à visita da Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças

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O Município de Braga procede amanhã à assinatura do protocolo de valorização, musealização e adequação à visita da Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças, em cerimónia que terá lugar na Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças.

O reconhecimento do valor histórico, cultural e científico da estação arqueológica de Santa Marta das Cortiças, a par da percepção do seu elevado potencial de valorização, motivou o Município de Braga, em parceria com a Junta de Freguesia de Esporões e o Conselho Económico da Paróquia de Esporões, a promover um projecto de estudo, conservação, valorização e divulgação da Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças, concretizando-se deste modo, a garantia da sua conservação, o seu acesso público e a criação de condições para a sua integração no Roteiro Arqueológico de Braga.

A iniciativa contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.

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Nota Histórico-Artística

A segunda metade do século XIX assistiu, entre nós, a uma autêntica explosão de interesse pelas, então, denominadas antiguidades nacionaes, seguindo os trilhos desbravados além-fronteiras por insignes precursores dos estudos arqueológicos, antropológicos, etnográficos e etnológicos.

Com efeito, o conhecimento destas práticas, fosse indirectamente, através da bibliografia que chegava até ao país, fosse pela visão de algumas personalidades ou, ainda, pelo contacto directo mantido nestas esferas por parte de certas individualidades, investiu Portugal de estabelecimentos científicos que, apesar das polémicas nas quais foram pontualmente envolvidas, exerceram uma actividade fundamental para o desenvolvimento ulterior destas jovens disciplinas. Disso são bons exemplos, embora com graus de relevância assaz diferenciados, a Commissão dos Estudos Geológicos, a Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, a Sociedade de Geographia de Lisboa e, por fim, o Muzeu Ethnographico Portuguez. Eram, contudo, organismos lisboetas. Não obstaram, porém, à formação de outros espaços culturais em importantes cidades portugueses, antes incentivando-as. Foi o que sucedeu em Guimarães, com a Sociedade Martins Sarmentos, da iniciativa do escritor, historiador e arqueólogo vimarenense Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento (1833-1899), a quem se devem algumas das descobertas mais notáveis da Arqueologia praticada ao tempo entre nós (veja-se o caso da Citânia de Briteiros), e com quem privaram individualidades que haveriam de prosseguir o seu caminho.

Foi o que sucedeu com Albano Belino (1863-1906), infatigável indagador do passado minhoto, em geral, e bracarense, em particular, enquanto se correspondia com personalidades marcantes dos estudos arqueológicos portugueses de finais de oitocentos, dos quais se destacava, sem dúvida, o nome de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), mentor e primeiro director do actual Museu Nacional de Arqueologia, entre 1893 e 1929.

Deve-se-lhe, na verdade, o reconhecimento de várias estações arqueológicas datáveis da Idade do Ferro, nomeadamente castros - ou citânias -, temática bastante grata aos investigadores da época, quer por se enquadrar na linha geral de investigação conduzida noutros países sobre a expansão celta, quer por se revelar um meio de acentuar as particularidades da região nortenha ancoradas nesses tempos e nesses lugares.

Não surpreende, por conseguinte, que os castros povoassem desde então, tanto o imaginário colectivo da região, quanto o interesse intelectual de sucessivos investigadores, acabando por identificar exemplares desta tipologia arqueológica. Foi o caso, entre outros, da "Estação arqueológica de Santa Marta das Cortiças", localizada numa plataforma superior do Monte da Falparras.

Dotado de um sistema defensiva composto de três linhas de muralha erguidas com pedra solta de grande dimensões, o povoado possuía diversas estruturas habitacionais de planta predominantemente circular, na área interna definida pelo muralhado, elementos datáveis do primeiro momento de ocupação do sítio, ou seja, da Idade do Ferro.

Entretanto, as escavações arqueológicas conduzidas na estação já na década de cinquenta de novecentos permitiram localizar os alicerces de uma construção constituída por ábside semicircular e três naves, erguida entre os séculos V e VI d. C., enquanto o final dos anos setenta trouxe à luz do dia um número considerável de sepulturas romanas de incineração com bastante espólio associado, identificadas pelos investigadores nas proximidades deste mesmo edifício de tipo basilical. Uma realidade que reafirmava, no fundo, a possível reutilização deste espaço ao tempo da conquista romana, a julgar pelos materiais de construção recolhidos no local por A. Bellino, entre os quais tegulae - telhas rectangulares - e imbrex - telhas em forma de meia cana.

[AMartins]

Fonte e fotos: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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BARCELOS: DESCOBERTOS RESTOS ARQUEOLÓGICOS DO SÉCULO XI EM TAMEL S. FINS

Vestígios pertencerão à igreja primitiva e ao antigo cemitério da freguesia

Foram descobertos vestígios que se pensam ser da antiga igreja paroquial de Tamel São Fins durante obras de alargamento do cemitério da freguesia e de beneficiação da Rua da Igreja. A intervenção foi imediatamente suspensa.

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Em causa estão alguns restos arquitetónicos de uma construção com relativa importância e ainda os vestígios de um cemitério que se pensa ser da Alta Idade Média. Trata-se de dois sarcófagos em granito e de elementos de sepulturas feitas com telhas e pedra avulsa, típicas daquele período.

O local arqueológico não constava da Carta Arqueológica do Município de Barcelos, pelo que era, até agora, desconhecido de todos. No entanto, é comum serem encontrados vestígios similares juntos de igrejas paroquiais e cemitérios.

Após visita ao local de técnicos do Gabinete de Arqueologia do Município, foram encetadas diligências junto da tutela do Património Cultural nacional para que os vestígios sejam estudados por uma equipa de arqueologia, conforme determina a legislação em vigor.

A paróquia de Tamel São Fins está documentada desde finais do século XI, sendo possível que os vestígios agora descobertos sejam provenientes da igreja primitiva e do espaço cemiterial que lhe estava associado. Esta teoria ganha ainda mais força, porque, de acordo com a tradição local, a primeira igreja da freguesia não estaria muito longe da edificação atual.

MUNICÍPIO DE BRAGA DESENVOLVE PROJECTO DE VALORIZAÇÃO ARQUEOLÓGICA DA SANTA MARTA DAS CORTIÇAS

O Município de Braga está a desenvolver um projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita da Estação Arqueológica da Santa Marta das Cortiças. O anúncio foi feito esta Terça-feira, por Ricardo Rio, à margem de uma visita ao Sacro Monte, onde está instalado um baloiço panorâmico que pretende ser uma nova atracção turística num dos pontos mais altos da Cidade.

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O presidente da Câmara Municipal de Braga explicou que este projecto de valorização patrimonial da Santa Marta das Cortiças resulta de um protocolo tripartido a celebrar brevemente entre a Autarquia, a Junta de Freguesia de Esporões e o Conselho Económico da Paróquia local, sendo desenvolvido em duas fases. A primeira irá decorrer ao longo deste ano, contemplando a remoção de vegetação inerte que cobre as ruinas arqueológicas; a implementação de soluções de conservação dos achados “ao ar livre”; a execução de circuitos de visita, assim como o arranjo paisagístico da área envolvente e o estudo arquitectónico para a criação de um Centro de Interpretação.

A segunda fase terá início ainda no terceiro trimestre deste ano, prolongando-se ao longo de 2022, e prevê a execução do Centro de Interpretação onde ficará instalada uma exposição monográfica apoiada por conteúdos multimédia em auditório virtual.

“Com este projecto pretendemos que Braga passe a dispor de uma ampla área patrimonial musealizada e aberta ao público que se afirmará como um equipamento de grande valor histórico e cultural. Será um espaço verdadeiramente emblemático das origens e evolução da ocupação humana no território Bracarense, reforçando deste modo a singularidade cultural e atractividade turística”, explicou Ricardo Rio.

Miguel Bandeira, vereador do Património do Município de Braga, lembrou que a Santa Marta das Cortiças já é um ponto de atractividade do Concelho ao figurar nos roteiros turísticos da Cidade, mas necessita de uma requalificação à altura do seu valor patrimonial, arqueológico e histórico.

“Este um projecto vem valorizar um dos lugares mais emblemáticos de Braga onde existem muitas referências muito para além do já conhecido pedestal da Nossa Senhora da Assunção.  Poucos se recordarão que uma das primeiras escavações arqueológicas de 1955 que foram aqui realizadas, deu-nos a saber que neste local existem elementos que vão desde a Pré-história à Idade do Ferro ou à cultura Castreja e, curiosamente, neste subsolo existe também um dos poucos testemunhos de uma Basílica Suévica do tempo em que Braga era a capital da Galécia, uma região que vai desde Finisterra, no Norte da Galiza, até ao Douro”, explicou Miguel Bandeira.

Baloiço panorâmico é “pontapé de saída” com “enquadramento majestoso” sobre o Concelho

Como forma de valorizar o espaço e a sua potencialidade turística, a Junta de Freguesia de Esporões instalou um baloiço panorâmico que promete ser uma nova atracção para quem visita a Santa Marta das Cortiças. Com uma paisagem a perder de vista, o equipamento está instalado a 561m de altitude, proporcionando uma vista privilegiada sobre o Concelho de Braga.

“Podemos dizer que este é um ‘pontapé de saída’ para um conjunto de actividades de valorização da Santa Marta das Cortiças que queremos desenvolver. Este espaço é factor de atractividade adicional e dá a conhecer um enquadramento majestoso através desta vista para o Concelho, propiciando o contacto com a natureza e, fruto de uma maior circulação de pessoas que visitam este local, contribui ainda para um acréscimo de segurança”, referiu Ricardo Rio durante a visita a convite do presidente da Junta de Esporões, João Oliveira.

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MUNICÍPIO DE BRAGA APRESENTA PROJECTO FINAL DE ARQUITECTURA PARA A MUSEALIZAÇÃO DAS RUÍNAS DAS CARVALHEIRAS

Sábado, dia 22 de Maio, pelas 10h00, no Museu D. Diogo de Sousa

O Município de Braga procede à apresentação pública do projecto final de arquitectura para a musealização das ruínas arqueológicas da “Insulae das Carvalheiras”, que terá lugar amanhã, Sábado, dia 22 de Maio, pelas 10h00, no Museu D. Diogo de Sousa.

Pretende-se com esta acção, dar a conhecer, e discutir publicamente, o projecto final de arquitectura, promovido pelo Município de Braga, em colaboração com a Universidade do Minho, para a musealização/visitação, das ruínas arqueológicas “Insulae das Carvalheiras”, bem como dar a conhecer as alterações nele verificadas desde a sua primeira apresentação pública.

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QUEM FOI O GRANDE ARQUEÓLOGO VIMARANENSE FRANCISCO MARTINS SARMENTO?

Nasce a 9 de Março de 1833 em Guimarães e faleceu a 9 de Agosto de 1899

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Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, dedicou-se com grande paixão ao estudo da arqueologia. Fez a exploração intensa e metódica da citânia de Briteiros e Sabroso, perto de Guimarães

Cultivou também a poesia e colaborou em revistas e jornais científicos.

Encontram-se colaborações da sua autoria nas revistas Renascença (1878-1879) e O Pantheon (1880-1881) e no semanário Branco e Negro (1896-1898).

A Sociedade Martins Sarmento fundada em 1881 em homenagem a Francisco Martins Sarmento, é uma instituição cultural da cidade de Guimarães. Dedica-se ao estudo, conservação e supervisão técnica e científica das estações arqueológicas da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso e de outros monumentos arqueológicos. Tem sobre sua alçada dois museus, uma biblioteca e uma hemeroteca. Publica, desde 1884, a "Revista de Guimarães", uma publicação periódica de cariz científico.

No museu da Sociedade Martins Sarmento em conserva-se uma grande parte dos objectos arqueológicos por si encontrados.

Fonte: https://www.facebook.com/Memorias-do-Reino-de-Portugal-328209621289546

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BRAGA VALORIZA NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DE SANTO ANTÓNIO DAS TRAVESSAS

Município de Braga e UMinho assinam protocolo relativo ao Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas 

O Município de Braga e a Universidade do Minho assinaram hoje, dia 4 de Maio, um protocolo que visa a valorização e adequação à visita do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas.

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O conjunto patrimonial, propriedade do Município e localizado no edifício lote 20-26 da Rua Santo António das Travessas, remete para a longa história bimilenária de Braga, oferecendo, por isso, um elevado potencial científico, histórico e cultural para a compreensão da evolução urbana da Cidade.

Como salientou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, a ´valorização do nosso passado é fundamental para a construção da identidade da comunidade no presente e futuro´.

“Temos efectuado um esforço de preservação e valorização do nosso património arqueológico, com um investimento financeiro considerável do Município em projectos como as Carvalheiras, o Convento de São Francisco ou este do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas. Pretendemos evidenciar e singularizar o potencial patrimonial de que dispomos em diferentes locais da Cidade”, afirmou, enfatizando a relação ´essencial e cada vez mais próxima e profícua com a Universidade do Minho na concretização destes mesmos projectos´.

Esta área arqueológica regista uma ocupação continuada desde inícios do século I até à actualidade, estando esta última fase representada pelas remodelações que foram feitas no imóvel com fachada para a rua Santo António das Travessas.

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BRAGA VALORIZA NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DE SANTO ANTÓNIO DAS TRAVESSAS

Assinatura de protocolo de cooperação para o Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas

O Município de Braga e a Universidade do Minho vão assinar o protocolo entre as duas entidades que visa a valorização e adequação à visita do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas.

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A iniciativa terá lugar amanhã, no edifício da Braga Digital (Rua Santo António das Travessas), e contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, Manuela Martins, vice-reitora da Universidade do Minho, e Miguel Bandeira, vereador do Município de Braga.

O protocolo incide sobre um núcleo de ruínas arqueológicas inserido no edifício lote 20-26 da rua de Santo António das Travessas, que pela sua importância histórica e monumental importa valorizar através de um projecto de musealização que prevê a consolidação das estruturas arqueológicas existentes e a sua visitação.

Esta operação contará com a colaboração da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, instituição responsável pela investigação arqueológica já realizada neste local.

MUNICÍPIO DE BRAGA E UMinho UNEM-SE PARA VALORIZAR O NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DE SANTO ANTÓNIO DAS TRAVESSAS

Projecto prevê valorizar e abrir à visita estas ruínas

O Município de Braga e a Universidade do Minho vão assinar na próxima Terça-feira, dia 4 de Maio, um protocolo que visa a valorização e adequação à visita do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas.

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Pela sua importância histórica e monumental, este é um local que importa valorizar através de um projecto de musealização que prevê a consolidação das estruturas arqueológicas existentes e a sua visitação.

Esta operação contará com a colaboração da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM), instituição esta responsável pela investigação arqueológica já realizada neste local. A UAUM compromete-se a comparticipar o projecto através da cedência de meios materiais, técnicos e humanos, designadamente o apoio em meios de levantamento e processamento de imagem, gestão informática da informação e cedência do necessário pessoal investigador e técnico de arqueologia.

O conjunto patrimonial, propriedade do Município e localizado no edifício lote 20-26 da Rua Santo António das Travessas, remete para a longa história bimilenária de Braga, oferecendo, por isso, um elevado potencial científico, histórico e cultural para a compreensão da evolução urbana da cidade.

Este Núcleo Arqueológico, à semelhança da Zona Arqueológica das Carvalheiras (já em processo de valorização) está compreendido e integrado no quadro de uma estratégia global de promoção do património arqueológico e histórico de Braga, disponibilizado em conjuntos especializados e complementares, que permitem evidenciar e singularizar o potencial patrimonial de diferentes locais da cidade.

Pretende-se assim valorizar e abrir à visita as ruínas do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas; integrar a área arqueológica de Santo António das Travessas, enquanto Núcleo Arqueológico interpretado, na rede de oferta cultural e turística de Braga, em associação com as outras áreas arqueológicas e centros interpretativos já visitáveis na cidade e respectiva periferia; e reabilitar o espaço do rés-do-chão do prédio correspondente aos nºs 20-26 da referida rua, propriedade do Município onde se encontram as ruínas, conferindo-lhe uma maior centralidade e contribuindo para a dinamização daquela artéria da cidade de origem medieval.

Esta área arqueológica regista uma ocupação continuada desde inícios do século I até à actualidade, estando esta última fase representada pelas remodelações que foram feitas no imóvel com fachada para a rua Santo António das Travessas.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE ESTUDA VESTÍGIOS ARQUEOLÓGICOS DETETADOS NA PRAIA DE GUILHETA

O mar expôs um extraordinário conjunto de vestígios que obrigaram o Serviço de Património Cultural, do Município de Esposende a uma intervenção arqueológica de emergência, na praia de Guilheta, freguesia de S. Paio de Antas. Numa primeira análise, os vestígios agora detetados estarão associados à exploração de recursos marinhos – possivelmente de sal – e remontarão à Idade Média ou à Época Romana.

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Desde inícios de março que o Serviço de Património Cultural da Câmara Municipal de Esposende está a acompanhar a dinâmica marítima e os seus efeitos na costa de Esposende, os quais têm revelado um conjunto de estruturas inéditas na praia de Guilheta (S. Paio de Antas).

Os serviços técnicos foram alertados por um munícipe que comunicou o aparecimento de algumas estruturas, após agitação marítima. Alertada, a equipa do Serviço deslocou-se ao local e, atendendo ao risco de perda que apresentam, promoveu a limpeza e registo fotográfico e topográfico das estruturas então visíveis.

Esta consistiu na identificação, na limpeza e no registo de meia dúzia de condutas ou canais e de mais de uma dezena de estruturas, a maioria das quais com cerca de cinco metros de comprimento e distribuídas por uma área com mais de 200 metros de extensão.

Graças à rede de contactos de investigadores de diferentes áreas científicas, será possível proceder-se a diversos registos, leituras e análises, sendo amplamente fomentada a interdisciplinaridade que permitirá enriquecer e melhor compreender os vestígios agora temporariamente expostos pela ação marítima.

 No entanto, importa também realçar que, na década de 1970, se registou a presença de estruturas similares na costa de Esposende, em Sublago (Belinho) e Lontreiras (Mar/ Belinho), áreas que estão identificadas na Carta de Património Arqueológico de Esposende.

No litoral do Noroeste da Península Ibérica foram também registadas estruturas semelhantes, de entre as quais se destacam as de Angeiras (Matosinhos) e as de O Seixal (A Guarda) ou O Areal (Vigo), na Galiza.

O Município de Esposende apela a todos os cidadãos para que, sempre que detetarem alguma estrutura que suscite interesse e análise, alertem os serviços do município. Para partilha de informações, poderá entrar em contacto através de arqueologia@cm-esposende.pt ou do telefone 253 960 179.

Ajude-nos no Presente a conhecer o nosso território e o nosso Passado, assegurando a sua transmissão às gerações do Futuro, porque um Cidadão Esclarecido é um Cidadão Ativo!

Depois dos achados de um navio Quinhentista, na praia de Belinho e da descoberta de diversos materiais líticos associados ao período da Pré-História Antiga e fragmentos de cerâmica atribuíveis ao período romano, na praia da foz do ribeiro de Peralta, em Rio de Moinhos, a descoberta e investigação aturada dos vestígios de Guilheta denotam a importância que o Município dedica à investigação arqueológica.

Esposende, território de infindável riqueza arqueológica, aos quais se acrescentam os valores naturais que caraterizam o Parque Natural do Litoral Norte, afigura-se como espaço de excelência na construção de um concelho que respeita os valores culturais e naturais.

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DEPUTADA CRISTINA RODRIGUES APELA AO DEVER DE DEFESA E CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO NACIONAL NO ÂMBITO AGRÍCOLA

A Deputada Cristina Rodrigues deu entrada de um projecto que recomenda ao Governo que crie mecanismos para fiscalizar e licenciar projectos agrícolas e florestais cuja execução possa provocar danos ao património arqueológico e faça cumprir os instrumentos existentes de gestão do território; proceda ao levantamento das necessidades de meios humanos e técnicos nas Direcções Regionais de Cultura, de forma a que estes organismos possam melhor desempenhar as suas funções neste âmbito, nomeadamente realizar acompanhamento próximo das actividades passíveis de colocar em causa ou mesmo destruir o património arqueológico; assim como, promova campanhas de sensibilização para reforçar a importância da defesa deste património, desmistificando a ideia de que constitui um obstáculo ao progresso.

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As manifestações culturais são, nas suas diversas formas de expressão, o que nos cria referência e identidade enquanto grupo social e cultural, daí a importância de se criarem todas as condições para a sua defesa e protecção.

Precisamente, nesse sentido existe a Lei de Bases do Património Cultural, aprovada pela Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro. O artigo 11.º, relativo ao “Dever de preservação, defesa e valorização do património cultural”, no n.º 2 determina que “Todos têm o dever de defender e conservar o património cultural, impedindo, no âmbito das faculdades jurídicas próprias, em especial, a destruição, deterioração ou perda de bens culturais.”.

De todas as manifestações culturais, não podemos, decerto, deixar de identificar o património arqueológico como sendo um legado essencial que nos traz referências à nossa memória e identidade colectiva. Estes importantes vestígios do passado permitem-nos conhecer de onde viemos e oferecem-nos uma compreensão mais profunda do caminho percorrido que resulta no que somos hoje e simultaneamente daquilo que levaremos para o amanhã enquanto sociedade.”, refere a parlamentar.

Tanto importa a sua preservação que o artigo 74.º da já citada Lei refere especificamente o património arqueológico, prevendo o seu n.º 3 que “Os bens provenientes da realização de trabalhos arqueológicos constituem património nacional, competindo ao Estado e às Regiões Autónomas proceder ao seu arquivo, conservação, gestão, valorização e divulgação através dos organismos vocacionados para o efeito, nos termos da lei.”.

Quando falamos em vestígios arqueológicos falamos pois de vestígios tão diversos - desde estruturas com identificação flagrante no terreno a manchas de dispersão de materiais, nomeadamente fragmentos, objectos de pequenas dimensões muitas vezes escondidos no terreno, depósitos sedimentares ou mesmo indícios de estruturas enterradas -  que a sua identificação e manipulação terá forçosamente que ser levado a cabo por trabalhadores especializados na área em apreço: os arqueólogos.

Pelo que uma defesa eficaz e eficiente deste património só se poderá também alcançar com os devidos meios humanos e numa política de proximidade que, tantas vezes, as Direcções Regionais de Cultura não conseguem prover, em grande parte devido ao número insuficiente de arqueólogos aos quais é solicitado que trabalhem em áreas bastante extensas e com meios pouco eficientes.

E, decerto, esta diversidade, bem como a originada pela própria tipologia de projectos potencialmente destruidores, obriga também a uma articulação entre diversas tutelas para além do Ministério da Cultura, desde já, por exemplo, o Ministério da Agricultura, o do Ambiente e Acção Climática, e ainda as Câmaras Municipais. Nesse sentido, é de referir a importância da figura do arqueólogo municipal, sendo que menos de metade das autarquias do país a têm, e que seria central não só na política de proximidade, que já referimos acima, mas também num trabalho de educação patrimonial dos munícipes.

Recentemente, têm sido diversas as notícias sobre a destruição do património arqueológico, seja devido a projectos de valorização de espaços - como foi o caso da Sé de Lisboa e dos vestígios islâmicos aí encontrados -, a trabalhos agrícolas, de florestação ou reflorestação - como os casos de destruição de uma anta em Évora, alegadamente na sequência da plantação de um amendoal intensivo, ou de uma antiga mina romana em Vila Velha de Ródão, devido a um projecto de florestação na zona. Estes últimos, muitas vezes, no incumprimento dos instrumentos de gestão do território, nomeadamente o PDM.

Não podemos deixar de considerar a agravante de que nem todos os pedidos de licenciamento e informação prévia para a implementação dos projectos - sejam de agricultura, sejam de florestação ou reflorestação - têm pareceres de arqueologia, o que potencia a destruição deste património. E em relação à Avaliação de Impactos Ambientais, a legislação existente apenas prevê avaliação em áreas com determinada dimensão, o que faz, por um lado, com que vários projectos não sejam avaliados, e, por outro, motiva estratégias de emparcelamento por parte dos proprietários de modo a contornar as obrigações legais.”, afirma a Deputada.

Acresce a ausência de partilha de dados, nomeadamente de informação geográfica, entre as plataformas de gestão do ordenamento do território, como por exemplo a do ordenamento de projectos florestais e o Endovélico - Sistema de Informação e Gestão Arqueológica. A devida articulação entre todas as bases de dados constituiria uma mais valia para a defesa deste património. 

E não podemos deixar de mencionar a apreensão significativa da salvaguarda do património arqueológico associada às operações posteriores aos incêndios, sendo que, muitas vezes, estas operações acabam por ser ainda mais destrutivas que os incêndios em si.

Por último, em relação às sanções e contra-ordenações, dizem os especialistas que trabalham no terreno, que não estão a ser eficazes e há claramente necessidade de proceder à revisão dos regimes sancionatórios aplicados à destruição deste património e ao incumprimento dos instrumentos de ordenação do território, reforçando-as.

Link de acesso ao Projecto de Lei 1130/XIV/2 - Pelo dever de defender e conservar o património arqueológico nacional no âmbito agrícola:

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=110550

CÂMARA DE FAMALICÃO DÁ VISIBILIDADE A SÍTIOS DE INTERESSE ARQUEOLÓGICO PARA IDENTIFICAR, PRESERVAR E PROTEGER PATRIMÓNIO

Medida arranca em São Miguel-o-Anjo de Calendário e chega a outros sítios arqueológicos de referência

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai colocar no terreno um projeto de valorização arqueológica e paisagística em vários espaços históricos do concelho, através da colocação de painéis informativos desses espaços e de sinalética orientadora de acesso aos mesmos.

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O primeiro sítio a ser contemplado com os novos instrumentos informativos será o Monte de São Miguel-o-Anjo, em Calendário, seguindo-se depois a Estação Arqueológica de Perrelos, o Castro das Ermidas, o Castro de Penices e ainda os achados arqueológicos de Vermoim, nomeadamente p Balneário das Eiras, a Bouça do Pique, o Castelo Vermoim, o Castro Santa Cristina, as Mamoas, o Castro das Eiras e o Castro do Cruito.

O objetivo é informar os visitantes sobre a importância histórica e patrimonial dos espaços, sensibilizando-os para a sua preservação e valorização.

Refira-se que a autarquia tem vindo a desenvolver uma aposta no património presente no Monte de São Miguel-o-Anjo, estando já previstas diversas ações neste próximo início de primavera onde a proteção e investigação deste espaço estarão presentes.

No sentido de conferir àquele espaço segurança e de o preservar, está ainda a ser estudada a possibilidade de colocação de elementos que limitem o acesso de veículos, protegendo e devolvendo este espaço às pessoas, no sentido da construção de percursos e pontos de paragem para os visitantes deste lugar que se pretende de memória e ambiente.

Já em outubro, foi realizada uma intervenção de limpeza dos resíduos que ao longo dos anos se foram acumulando nos limites dos caminhos daquele monte, atribuindo maior dignidade àqueles acessos. Esta ação, para além dos serviços da autarquia, teve a participação da Junta de Freguesia de Vila Nova de Famalicão e Calendário e da Associação de Moradores da Cal, estimulando um processo que estreita laços e relações com os habitantes, e gerando um sentimento de pertença comum.

Assim, prevê-se que até ao final de março serão colocados os painéis informativos no Monte de São Miguel-o-Anjo marcando cada um dos acessos com um painel de sensibilização e informação ao visitante, destacando a entrada em Zona Arqueológica, espaço de cultura onde os trajetos devem respeitar os vestígios e a proteção do património, estando, também os comportamentos em harmonia com a fauna e a flora existentes. No topo do Monte, painéis acolhem e identificam a memória do espaço, com informação que permitirá o reconhecimento de uma história, identidade e herança comuns, e uma fruição de um espaço onde a cultura e o ambiente se unem.

Refira-se que com este projeto de valorização arqueológica e paisagística, a autarquia dá mais um passo no envolvimento da comunidade no contributo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma agenda da ONU para Transformar o Nosso Mundo, contribuindo para o Objetivo 4 na promoção da Educação de Qualidade e para o Objetivo 11 na construção de Cidades e Comunidades Sustentáveis com a proteção e salvaguarda do património cultural associado à criação de espaços públicos seguros inclusivos, acessíveis e verdes.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE PARTICIPA NO III CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO DOS ARQUEÓLOGOS PORTUGUESES

O Município de Esposende será representado no III Congresso da Associação dos Arqueólogos Portugueses (III CAAP) com a comunicação "Educação Patrimonial — Um cidadão esclarecido é um cidadão ativo!", na abertura do Bloco Temático 3, dedicado à Didática da Arqueologia. O congresso decorre, virtualmente, entre 19 e 22 de novembro.

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Será apresentada, por Ana Paula Almeida, uma retrospetiva do Projeto de Educação Patrimonial, iniciado em 2003, sendo abordados o Património Arqueológico e a Educação Patrimonial, a Identidade e a Inclusão, aflorando o PASO - Projeto de Arqueologia Sem Obstáculos.

Neste congresso será, ainda, apresentado o estudo sobre "A estátua-menir do Pedrão ou de São Bartolomeu do Mar (Esposende, noroeste de Portugal) no contexto arqueológico da fachada costeira de entre os rios Neiva e Cávado”, por Ana M. S. Bettencourt / Manuel Santos-Estévez / Pedro Pimenta Simões / Luís Gonçalves. Esta intervenção arqueológica contou com o apoio técnico e financeiro do Município de Esposende.

O III CAAP contará com a participação de mais de 350 autores e de cerca de 200 inscritos e realiza-se entre 19 e 22 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Devido à situação epidemiológica provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e da doença COVID-19, o congresso decorrerá virtualmente, com recurso a videoconferência.

 Os canais utilizados serão as redes sociais da Associação dos Arqueólogos Portugueses e CITCEM (facebook e instagram), canais youtube da AAP e do CITCEM - que irão transmitir em direto - e os respetivos sites das duas instituições.

Para mais informações poderá consultar: https://congresso.arqueologos.pt/ e https://congresso.arqueologos.pt/programa-final/

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS EM CASTRO LABOREIRO

Romanarmy.eu identificou Lomba do Mouro, no planalto de Castro Laboreiro, como um acampamento militar romano de carácter temporário. A confirmar-se, seria o acampamento de maiores dimensões do Noroeste Peninsular.

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Até dia 18 de setembro, investigadores da Romanarmy.eu estarão no recinto fortificado de Lomba do Mouro, uma estrutura arqueológica de enormes dimensões localizada por Romanarmy.eu em 2017 e situada na fronteira entre Portugal e a Galiza, nos concelhos de Melgaço (Portugal) e de Verea (Ourense), com o objetivo de validarem a hipótese de que se trata de um acampamento militar romano de carácter temporário. A intervenção arqueológica é dirigida pelo investigador da University of Exeter, João Fonte, membro do coletivo de investigação romanarmy.eu.

A confirmar-se, Lomba do Mouro seria o acampamento romano de maiores dimensões do Noroeste Peninsular e poderia estar vinculado com a penetração e saída do atual território português e galego de um importante contingente militar de mais de 10.000 soldados. Os arqueólogos procurarão recuperar cultura material e realizarão estudos para obter datações absolutas que permitam conhecer o momento de construção, ocupação e abandono da fortificação.

Lomba do Mouro está localizado no Planalto de Castro Laboreiro (Melgaço), numa zona de especial concentração de túmulos megalíticos. Foi descoberto através da análise de dados LiDAR, cedidos pelo IGN-PNOA, e ocupa mais de vinte hectares de terreno, contando com duas linhas defensivas. A apenas oito quilómetros em linha reta e no mesmo cordal montanhoso, romanarmy.eu localizou também outro recinto fortificado de carácter temporal de dimensões similares: Chaira da Maza, no concelho de Lobeira (Ourense), o qual leva a levantar a hipótese de que se trate de uma mesma linha de avanço do exército romano. A intervenção arqueológica procurará datar e contextualizar historicamente este sítio através da cultura material recuperada e da recolha de amostras com vista à sua datação absoluta, em colaboração com o Grupo de Investigação C2TN do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa. No início de agosto, no âmbito do mesmo projeto de investigação, também se realizou uma intervenção arqueológica noutro acampamento romano localizado na Serra do Soajo, o Alto da Pedrada, no concelho de Arcos de Valdevez.

A intervenção forma parte do projeto europeu Finisterrae financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa individual Marie Skłodowska-Curie e é financiada pelo Fundo Ambiental (Ministério do Ambiente, Governo de Portugal), pelo Município de Melgaço e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF), no contexto da valorização da rede de trilhos do Planalto de Castro Laboreiro. O trabalho de campo está a ser realizado em colaboração direta com a empresa Era-Arqueologia. O trabalho conta também com a colaboração da União das Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro e do Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Castro Laboreiro, sendo estes últimos os proprietários dos terrenos.

Romanarmy.eu, um coletivo de investigação arqueológica

Romanarmy.eu é um coletivo científico que investiga a presença militar romana no Noroeste da Península Ibérica, do qual fazem parte investigadores de distintas universidades e centros de investigação europeus, diferentes disciplinas e especialistas em várias épocas históricas. As suas publicações, membros e atividades podem ser consultadas em romanarmy.eu.