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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS EM CASTRO LABOREIRO

Romanarmy.eu identificou Lomba do Mouro, no planalto de Castro Laboreiro, como um acampamento militar romano de carácter temporário. A confirmar-se, seria o acampamento de maiores dimensões do Noroeste Peninsular.

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Até dia 18 de setembro, investigadores da Romanarmy.eu estarão no recinto fortificado de Lomba do Mouro, uma estrutura arqueológica de enormes dimensões localizada por Romanarmy.eu em 2017 e situada na fronteira entre Portugal e a Galiza, nos concelhos de Melgaço (Portugal) e de Verea (Ourense), com o objetivo de validarem a hipótese de que se trata de um acampamento militar romano de carácter temporário. A intervenção arqueológica é dirigida pelo investigador da University of Exeter, João Fonte, membro do coletivo de investigação romanarmy.eu.

A confirmar-se, Lomba do Mouro seria o acampamento romano de maiores dimensões do Noroeste Peninsular e poderia estar vinculado com a penetração e saída do atual território português e galego de um importante contingente militar de mais de 10.000 soldados. Os arqueólogos procurarão recuperar cultura material e realizarão estudos para obter datações absolutas que permitam conhecer o momento de construção, ocupação e abandono da fortificação.

Lomba do Mouro está localizado no Planalto de Castro Laboreiro (Melgaço), numa zona de especial concentração de túmulos megalíticos. Foi descoberto através da análise de dados LiDAR, cedidos pelo IGN-PNOA, e ocupa mais de vinte hectares de terreno, contando com duas linhas defensivas. A apenas oito quilómetros em linha reta e no mesmo cordal montanhoso, romanarmy.eu localizou também outro recinto fortificado de carácter temporal de dimensões similares: Chaira da Maza, no concelho de Lobeira (Ourense), o qual leva a levantar a hipótese de que se trate de uma mesma linha de avanço do exército romano. A intervenção arqueológica procurará datar e contextualizar historicamente este sítio através da cultura material recuperada e da recolha de amostras com vista à sua datação absoluta, em colaboração com o Grupo de Investigação C2TN do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa. No início de agosto, no âmbito do mesmo projeto de investigação, também se realizou uma intervenção arqueológica noutro acampamento romano localizado na Serra do Soajo, o Alto da Pedrada, no concelho de Arcos de Valdevez.

A intervenção forma parte do projeto europeu Finisterrae financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa individual Marie Skłodowska-Curie e é financiada pelo Fundo Ambiental (Ministério do Ambiente, Governo de Portugal), pelo Município de Melgaço e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF), no contexto da valorização da rede de trilhos do Planalto de Castro Laboreiro. O trabalho de campo está a ser realizado em colaboração direta com a empresa Era-Arqueologia. O trabalho conta também com a colaboração da União das Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro e do Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Castro Laboreiro, sendo estes últimos os proprietários dos terrenos.

Romanarmy.eu, um coletivo de investigação arqueológica

Romanarmy.eu é um coletivo científico que investiga a presença militar romana no Noroeste da Península Ibérica, do qual fazem parte investigadores de distintas universidades e centros de investigação europeus, diferentes disciplinas e especialistas em várias épocas históricas. As suas publicações, membros e atividades podem ser consultadas em romanarmy.eu.

MUNICÍPIO ARCUENSE INICIA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NO ACAMPAMENTO MILITAR ROMANO DO ALTO DA PEDRADA

Os trabalhos arqueológicos no Alto da Pedrada começam esta segunda-feira, dia 3 de Agosto e prolongam-se até ao final da semana. Este Sitio é um recinto fortificado, em bom estado de conservação, localizado em Arcos de Valdevez, na Serra do Soajo, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. O objetivo científico passa por validar as hipóteses formuladas pelo coletivo de investigação romanarmy.eu, o que a confirmar-se será o primeiro acampamento militar romano, de carácter temporário, localizado no Norte de Portugal e perto da fronteira galega.

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O recinto do Alto da Pedrada está localizado a uma altitude de 1416 metros, o ponto mais alto de todo o Distrito. A condição especial de isolamento, longe das estradas e dos núcleos de povoamento da zona, facilitou a preservação de grande parte do recinto fortificado e até de três das características portas de entrada originais. O seu paralelo mais próximo no Noroeste Peninsular é o acampamento Romano de Penedo dos Lobos, em Manzaneda (Ourense), investigado pela mesma equipa no Verão de 2018.

A intervenção é financiada integralmente pelo Município de Arcos de Valdevez, envolvendo administrativamente outras entidades locais como as Juntas de Freguesia e Baldios de Soajo, Cabreiro e Gondoriz, bem como o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Os trabalhos arqueológicos integram-se no projeto Finisterrae, financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa individual Marie Skłodowska-Curie, liderada por João Fonte (Universidade de Exeter).

PONTE DA BARCA DEVERIA RECLAMAR A DEVOLUÇÃO DA "PEDRA DOS NAMORADOS" QUE SE ENCONTRA NO MUSEU MUNICIPAL DO PORTO

Aspeto da "pedra dos namorados", baixo-relevo funerário procedente das imediações da estação luso-romana de Bilhares, Freguesia de São Silvestre da Ermida, na Serra Amarela, concelho de Ponte da Barca. Pertencente ao Museu Municipal do Porto e exposta no claustro da Biblioteca Municipal do Porto, atualmente na secção lapidar do Museu Nacional de Soares dos Reis. Deve-se a Rocha Peixoto a recolha desta obra de pedra a qual fora descobrindo nas suas digressões de férias.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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O QUE DIZ O ETNÓLOGO ROCHA PEIXOTO?

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Mesmo em S. Silvestre da Ermida, na Serra da Amarela, como noutras povoações de Barroso e do Gerês, os « ajuntos » frequentes para a decisão em comum dos serviços de interesse colectivo – sementeiras e regas, segadas e queimadas, consertos e festividades – a sobrevivência ainda não de todo obliterada dos seis « homens do acordo» para a liquidação de pendências, o regime das vezeiras, a reunião, no mesmo local, dos espigueiros de todos, outros despojos bem vivazes de algumas formas de vida comunal, dão a imagem, com o aspecto da terra, o vestuário, a alfaia, a religiosidade e os costumes, dum aglomerado social já bem remoto.

  • 2Pedra dos Namorados encontra-se actualmente no « Museu Nacional de Soares dos Reis» (Porto).

2Para a cultura da Veiga do Meio, que é a mais próxima da freguesia, o « vivo» fornece uma parte do adubo desde o Outono à Primavera, alojado e mantido nas cortes do lugar ; mas de Junho a Setembro toda a rês é conduzida mais para o alto, para o sítio de Bilhares, e aí fornece então o elemento essencial ao cultivo da campina adjacente. As « cortes de Bilhares » são pequenos casinholos dispostos em grupos e de forma quadrada, com uma só porta de ingresso e saída, coberturas de colmo e apicotadas, elementarmente edificados com pedra solta e assentes num solo do qual se exuma, com frequência, muita pedra aparelhada, restos de cerâmica, telhas de rebordo e umas pequenas mós – que eram as que serviam aos mouros para moerem o ouro e a prata.2

  • 3Pertence hoje ao Museu Municipal do Porto para onde foi conduzida a instâncias do actual Conservado (...)

3Pouco distante desta estação luso-romana, numa bouça para onde, aliás, ainda em tempos não esquecidos, fora transportada dum lugar próximo, existia a Pedra dos Namorados. (3) É uma laje pesada e espessa, com a forma que a ilustração representa e já danificada à esquerda e para a base. Jazendo fora do lugar onde primitivamente tivera assento, com o relevo para o alto, revestida de musgos e líquenes, e quase oculta pelo giestal de em volta, o povo denominou-a, na conformidade da representação figurativa, já à data em que fora deslocada. A tradicional atribuição aos mouros deu mesmo origem à lenda dum suposto tesouro que a laje ocultava :

Quem me virar,

Debaixo há de achar.

4E depois de inutilmente voltada :

Já há muito ia,

Que deste lado jazia.

5A natureza dum mau granito, o dilatado tempo de exposição, o meio cósmico, áspero e desabrido, porventura mais do que uma deslocação, tudo concorreu para que deste interessantíssimo monumento subsista apenas um fruste monólito com figuração quase indistinta. Apura-se entretanto que duas personagens, vestidas com uma túnica ou saio que apenas excede os joelhos, dão as mãos direita e esquerda, numa acomodação escultórica bem ingénua e bárbara. A cabeça duma personagem é coifada e a sua mão direita sustenta no peito, já indistinto mesmo ao tacto, um objecto que verosìmilmente era discóide. A outra personagem,. numa posição simétrica do braço esquerdo, mantinha um outro objecto que, pela palpação, se verifica ser alongado, talvez cilindro-cónico. Nenhum outro pormenor avulta a não serem as saliências das orelhas na personagem de cabeça descoberta. Só inferiormente e à direita, num despojo de almofada saliente, mal se divisam uns ténues vestígios do que poderia ter sido um depoimento lapidar.

6Toda a laje mede de alto 1,80 m. e pesa actualmente 740 kgs. A largura na base é de 1 metro e, a meia altura, de 0,95 m. A face posterior bombeia, e a espessura oscila entre 0,15 m. e 0,21 m. Das figuras a altura total não excede 1,10 m. Por fim um rebaixo de 0,02 m. no fundo da laje é outro pormenor que importa registrar.

  • 4PIERRE PARIS, La sculpture antique, pág. 154 e segs. Quantin ed. Paris. S. d.
  • 5JULES MARTHA, L’art étrusque, págs. 214-6. Firmin-Didot ed. Paris, 1889.
  • 6PIERRE PARIS,  cit., pág. 333.
  • 7JULES MATHA, Manuel d’archéologie étrusque et romaine, págs. 63-4 e 67, Quantin ed. Paris. S. d. – (...)

7As dimensões, a forma e a intenção simbólica do marido e mulher que parece ressaltar desse baixo relevo de modelação tão grosseira e rude, convergem para que se lhe atribua um inicial destino funerário. Ocorrem, ao examinar essa escultura quase informe, as numerosas estelas funerárias cartaginesas e de Esparta, por igual esculpidas com figuras de arte rudimentar (4), os cipos esculturados e dispostos juntos aos túmulos em certas necrópoles etruscas, as estelas, ao alto, ornamentadas com baixos-relevos, ainda na Toscana, as lajes redondas ou ovais, com 1 metro e 2 de altura, muito numerosas em Bolonha (5). Por outro lado é bem sabido que o tema ordinário dos sarcófagos etruscos consistia em representar nas tampas a mulher e o marido (6) numa atitude convencional e quase invariável. Em regra, como nas proximidades de Chiusi, o marido meio deitado mantém numa das mãos um símbolo e com a outra toca familiarmente numa espádua da mulher ; mais pormenorizados, os baixos-relevos narram os factos capitais da vida dos esposos, desde a cerimónia do casamento à última viagem que realizam inseparáveis até à eternidade ; outras vezes o tema apenas varia na atitude, representando os cônjuges deitados face a face e amorosamente abraçados para sempre (7).

8Admitindo o mesmo destino para a Pedra dos Namorados restaria averiguar se como estela ou tampa de sepulcro ela foi esculpida.

9A forma arredondada só na parte superior, a provável inscrição sobposta ao figurado e o rebaixo já aludido levariam a atribuir-lhe o papel duma estela. Mas é bem insignificante a altura do rebaixo para, por via dele, presumirmos uma erecção com solidez ; e convém ainda não desdenhar, considerando a magnífica conservação do granito no lado posterior, esta circunstância do desigual efeito atmosférico nas duas faces do moimento. Como tampa de sarcófago as dimensões já exaradas asseguram a plausibilidade absoluta quanto à largura e mais reduzida apenas, mas suficiente, na altura.

  • 8LÉON MOREL, La Champagne souterraine, pág. 9, Matot ed. Reims. S. d.

10Ao cognominar o baixo-relevo o povo teve aproximadamente a intuição do assunto representado. Independentemente dos casos conhecidos e dos já citados convém recordar o das sepulturas gaulesas em que marido e mulher estavam colocados lado a lado, olhando-se e dando-se as mãos (8), e ainda os numerosos exemplos dos túmulos romanos em demasia vulgarizados. A obliteração do modelado e a sua infantil incorrecção deixam perceber entretanto e suficientemente as mãos que se unem.

  • 9DE BELLOGUET, Ethnogénie gauloise, III, pág. 74. Maisonneuve ed. Paris, 1868.
  • 10MARQUARDT, La vie privée des romains, II, pág. 208. Fontemoing ed. Paris, 1893.– DE BELLOGUET,  (...)
  • 11SALOMON REINACH, La sculpture en Europe avant les influences greco-romaines, in L’Anthropologie, V, (...)
  • 12DAREMBERG et SAGLIO, , voc. Matres, fasc. 32, págs. 1637 e ainda 1638. Hachette ed. Paris, 190 (...)
  • 13PERROT et CHIPIEZ, Histoire de l’art dans l’antiquité, III, Phénicie, pág. 469. Hachette ed. Paris, (...)

11Os vestuários dum e doutra não se distinguem, como acontecia de resto, em certos casos, nos romanos e nos gauleses (9) sendo até comum o saio a lusitanos, a gauleses, a lígures e a germânicos (10); a capucha (cuculla ?), todavia, diferenceia os sexos. Por fim os símbolos ou atributos que em uma mão cada um suspende recordam motivos similares exibidos como acessórios em algumas esculturas pré-históricas e em certos baixos-relevos hititas, como os cornos ou crossas, os vasos ad umbilicum em várias figuras galo-romanas11, a maçã emblemática da fecundação e o corno da abundância na plástica gaulesa (12), a pátera, contra o peito, de certas terras-cotas fenícias (13) e romanas. A actual situação do modelado, já inicialmente reduzido a uma evidente indigência artística, não permite transpor os horizontes duma conjectura apenas verosímil.

12Esta Pedra dos Namoradas partilha, com as estátuas dos guerreiros lusitanos e outra escultura esparsa de algumas nossas estações proto-históricas, o mesmo carácter duma arte rudimentar que, de resto, é comum aos povos de génio ou dotado ou rebelde a outras e mais altas aspirações estéticas. Todavia pela forma, pelo destino e pela intenção representada constitui um documento de viva curiosidade e indefectível interesse para a arqueologia nacional.

Porto, Maio de 1903.

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O Censual de Braga omite no concelho de Ponte da Barca, até ao século XVIII, a freguesia de São Silvestre de Ermida. Porém, segundo alguns autores, o topónimo da freguesia poderá derivar de "uma ermida" com comunidade monástica pré-nacional dedicada a São Silvestre, mártir bracarense do século V.

Américo Costa, descreve-a como um curato anexo à abadia de São Miguel de Entre-Ambos-Os-Rios, pertencendo a apresentação do seu cura ao abade desta freguesia.

Refere ainda que São Silvestre da Ermida viria posteriormente a autonomizar-se de São Miguel de Entre-Ambos-Os-Rios, voltando. contudo, a anexar-se-lhe na primeira metade do século XIX.

Em termos administrativos aparece, em 1839, na comarca de Braga, em 1852, na de Pico de Regalados. Em 1862 fazia parte da comarca de Vila Verde e, em 1878, da de Ponte da Barca.

Em 1927, pelo Decreto-lei nº 13 917, de 9 de Julho, a comarca de Ponte da Barca foi suprimida, ficando as suas freguesias anexas à comarca de Arcos de Valdevez, para efeitos judiciais.

Pertence à Diocese de Viana do Castelo desde 3 de Novembro de 1977.

Fonte: https://digitarq.advct.arquivos.pt/

Desde a reorganização administrativa iniciada em 2012, passou a integrar a União das Freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil.

 

 

BRAGA REÚNE EXECUTIVO MUNICIPAL

Reunião Pública do Executivo Municipal de Braga: Segunda-feira, dia 27 de Julho, pelas 09h30, no gnration, Braga

O Município de Braga realiza a Reunião pública do Executivo Municipal que terá lugar na Segunda-feira, dia 27 de Julho, pelas 09h30, no edifício gnration, em Braga.

Em análise estarão, entre outros assuntos, a proposta de execução do projecto ‘Eu já passo Aqui’; o regulamento de funcionamento e utilização das instalações desportivas municipais; a proposta de classificação da Mamoa de Lamas e do Edifício n.º1 da Praça da República como Bens Culturais de interesse Municipal; a requalificação da Avenida Padre Júlio Fragata; as respostas socioeducativas de fornecimento de refeições escolares e actividades de animação e apoio à família destinadas às crianças do pré-escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do Concelho; o Programa Municipal de Enriquecimento Curricular para o ano lectivo de 2020/2021 e propostas de apoios financeiros.

A ordem de trabalhos desta Reunião está disponível para download em: http://goo.gl/7ETwJX

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Mamoa de Lamas

PAREDES DE COURA: POVOADO FORTIFICADO DE COSSOURADO

As imagens mostram vários aspectos do povoado fortificado de Cossourado, no concelho de Paredes de Coura, em nomeadamente o sector escavado, o núcleo reconstituído, achados arqueológicos como uma mó de vaivém com bolotas e uma panela com asas de suspensão e ainda a reconstituição provável do povoado.

Trata-se de imagens de Augusto de Lemos insertas numa publicação da Câmara Municipal de Paredes de Coura, editada pelo Gabinete de Arqueologia e Património.

Fonte: Arquivo Municipal de Paredes de Coura

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ESPOSENDE: CIRCUITO MEGALÍTICO DO PLANALTO DE VILA CHÃ PROMOVE RECURSOS PATRIMONIAIS

Arrancaram as intervenções arqueológicas do “Circuito Megalítico do Planalto de Vila Chã”, inseridas num projeto mais vasto designado por “Circuito Megalítico de Esposende”. Com um investimento de cerca de 30 mil euros, estas ações serão financiadas através da candidatura PROVERE MINHO Inovação.

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Entre as primeiras manifestações do Homem no Município de Esposende, podemos encontrar os monumentos megalíticos, construções funerárias em pedra (dólmen) e terra (mamoa), enquadráveis genericamente no III milénio a. C.

Pela quantidade deste tipo de monumentos existentes no concelho, a maioria concentrada no planalto de Vila Chã, constata-se a importância que estas manifestações tiveram no atual território de Esposende.

Assim, entende o Município de Esposende que estes sítios arqueológicos constituem um recurso patrimonial ao serviço da sociedade e pretende valorizar, promover e dinamizar, despertando uma consciência coletiva para a preservação e o conhecimento de um passado comum.

Este projeto, concebido em 2007 por técnicos da Divisão de Cultura e objeto de candidatura em 2018, reúne agora condições para a sua implementação no terreno. São desenvolvidas escavações arqueológicas, levantamentos fotogramétricos e M.R.M. (“Morphological Residual Model”), método que permite identificar arte rupestre em superfícies erodidas nos três monumentos megalíticos contemplados. No final do processo estes ficarão dotados de sinalética de orientação e painéis informativos.

De referir que, entre 2019 e março de 2020, mais de 350 visitantes usufruíram de visitas orientadas pelo Serviço de Património Cultural. Este serviço municipal está sediado no Centro Interpretativo de S. Lourenço, onde o visitante pode apreciar alguns dos objetos arqueológicos recuperados dos dólmens do Rápido e da Cruzinha na exposição “Mar de Histórias” e obter mais informações na exposição “IDENTIDADE(S): O Homem e o Território”.

ARCOS DE VALDEVEZ APROVA INVESTIGAÇÃO ARQUEOLÓGICA NO ALDA PEDRADA

Aprovada Intervenção Arqueológica no acampamento Romano do Alto da Pedrada

A Câmara municipal aprovou a abertura de um procedimento concursal, tendo em vista a realização de uma intervenção arqueológica no Sítio do Alto da Pedrada, pelo valor base de 11.500,00.

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A presente intervenção decorre da importância e singularidade deste Sítio arqueológico, o qual corresponde a um acampamento do período romano ainda muito bem preservado. Este projeto está integrado num projeto ibérico de investigação dedicado ao estudo das relações estabelecidas entre o exército romano e as comunidades indígenas do Noroeste da Península Ibérica, coordenado pelo arqueólogo João Fonte.

Esta intervenção contribuirá para a posterior valorização desta importante estação arqueológica do nosso concelho, e, ao mesmo tempo para a dinamização cultural e turística de Arcos de Valdevez.

FAMALICÃO DEBATE ARQUEOLOGIA

Casa do Território com ciclo de conferências sobre a arqueologia de Famalicão

A Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão, acolhe esta sexta-feira, dia 13 de dezembro, a primeira conferência do ciclo “Arqueologia de Famalicão: Património arqueológico e questões de identidade”, promovido pela Câmara Municipal no âmbito do programa de atividades da exposição “6 Mil – das origens a Famalicão”, patente neste espaço até janeiro de 2020.

Ciclo de conferências decorre no âmbito da exposição '6 Mil – das origens a Famalicão'.jpg

A iniciativa decorrerá a partir das 18h00 e contará com as intervenções de Armando Coelho, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), sobre “As origens do povoamento e a organização primordial do território”, e de Rui Morais, também docente da FLUP, com o tema “Nas margens de Bracara Augusta: A cidade e o campo”.

Refletir sobre alguns aspetos fundamentais da singularidade do território concelhio de Vila Nova de Famalicão, observando os antecedentes pré-históricos que assinalam as origens do seu povoamento, e enaltecer a importância dos museus de arqueologia para o entendimento das questões de identidade nacional, regional e local, são alguns dos objetivos deste ciclo de conferências.

A entrada na conferência é livre e gratuita.

Recorde-se que a exposição “6 Mil - das origens a Famalicão”, patente na Casa do Território, convida a uma viagem pela história do território de Vila Nova de Famalicão, retratando a evolução do território desde os primeiros vestígios da presença humana até à Idade Média.

BRAGA APRESENTA PROJECTO PARA A ÁREA ARQUEOLÓGICA DAS CARVALHEIRAS

Projecto elaborado pelo Município e Uminho: Apresentação do projecto para área arqueológica das Carvalheiras decorre dia 30 de Novembro

O Município de Braga e a Universidade do Minho promovem no próximo dia 30 de Novembro, pelas 10h00, no Museu D. Diogo de Sousa, a apresentação pública do projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita da área arqueológica das Carvalheiras, abrindo-o de seguida à discussão pública.

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Recorde-se que o Município a UMinho celebraram, em 2018, um acordo de cooperação tendo como objectivo a elaboração deste projecto, que resulta do empenho conjunto de ambas as entidades.

O conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público, constitui uma das mais originais e maiores áreas com ruínas romanas da cidade, oferecendo um elevado potencial histórico, científico e cultural na promoção de Braga e do País.

A apresentação contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, de Rui Vieira de Castro, Reitor da Universidade do Minho, e de Miguel Bandeira, Vereador do Património e Regeneração Urbana.

O conceito e o projecto será apresentado pelos projectistas, os arquitectos José Alejandro Carballo e Ricardo Mar Medina, juntando-se à coordenação científica Manuela Martins, Vice-Reitora da Universidade do Minho e responsável científica pelas escavações arqueológicas.

A apresentação contemplará a concepção da solução arquitectónica de musealização das ruínas e dos circuitos de visita, das soluções de conservação e cobertura dos vestígios, da solução arquitectónica do centro de interpretação e da sua articulação com a área a visitar e a envolvente.

Recorde-se que o sítio arqueológico das Carvalheiras é o único quarteirão romano completamente escavado da antiga Bracara Augusta, sendo o seu valor inegável para entender o urbanismo romano da antiga cidade.

A intervenção permitirá a sua recuperação integral para utilização como lugar privilegiado de visita do passado romano da cidade, complementando a narrativa e os itinerários com outros lugares da mesma época que hoje já se podem visitar: entre outros, a Fonte do Ídolo, as Termas Romanas ou o Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa.

VILA NOVA DE CERVEIRA: ARQUEOLOGIA PÕE A DESCOBERTO MINAS ROMANAS EM COVAS

Iniciadas escavações arqueológicas para tornar visitável complexo mineiro da época romana

Classificado em 1997 como Imóvel de Interesse Público Nacional, o Couço do Monte Furado - complexo mineiro que remonta à época romana, localizado nas margens do rio Coura, na Freguesia de Covas, concelho de Vila Nova de Cerveira - está a ser alvo de uma intervenção arqueológica que visa a sua recuperação e valorização para o transformar num polo de turismo cultural e de natureza aberto ao público. Os trabalhos de escavação arrancaram, esta segunda-feira, num investimento municipal a rondar os 30 mil euros, com prazo de execução até ao final do presente ano.

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Procurando potenciar e ampliar a valorização turística da Freguesia de Covas, na Serra d’Arga, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira decidiu avançar com uma intervenção importante naquele complexo mineiro votado ao abandono até à data, após acordo com a Junta de Freguesia e parecer favorável da Direção Geral do Património Cultural.

O conjunto arqueológico do Couço do Monte Furado é formado por três estruturas complementares: a presa de derivação, o canal de captação e a galeria. Esta última apresenta-se como a mais importante pelo seu caráter atrativo do ponto de vista patrimonial, pois trata-se de um túnel escavado a pico, e que ainda conserva os lucernários onde os trabalhadores colocavam as lâmpadas que os iluminavam durante o processo de construção.

O túnel, com cerca de 150m, serviu para desviar as águas do rio Coura, de forma a permitir a exploração de ouro nas áreas do troço fluvial que ficava seco, durante os trabalhos de minério realizados entre os séculos I e III d.C. por parte do Império Romano no noroeste da Península Ibérica e que tinham em comum o uso da energia hidráulica como elemento fundamental.

O projeto em curso encontra-se dividido em duas fases: uma primeira abordagem de compilação documental e exploração arqueológica que defina e clarifique os elementos que integram os restos mineiros, nomeadamente a sua cronologia cuja data previsível é a época romana; e uma segunda para a limpeza do terreno, a criação de acessibilidades e a marcação do trilho que ligará a velha Central Hidroelétrica (a 2ª mais antiga de Portugal) até ao Couço do Monte Furado, numa extensão de aproximadamente 2km, sempre junto às margens do rio Coura, completado com painéis informativos que incluirão reconstruções gráficas do processo de exploração do ouro.

Com o intuito de preservação e partilha, a presente intervenção permitirá mostrar aos visitantes, de forma clara, didática e visual, todo o processo romano de exploração de ouro no leito do rio Coura, através de um sistema baseado num desvio do caudal de água pela escavação de uma galeria.

O arranque das escavações arqueológicas aconteceu, esta segunda-feira, sob direção de Brais Currás, investigador do CEAACP da Universidade de Coimbra, com um investimento municipal na ordem dos 30 mil euros e uma previsão de conclusão até ao final do ano.

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ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS CONTINUAM EM MELGAÇO

Trabalhos estenderam-se, pela primeira vez, à freguesia de Penso

Os investigadores na área de arqueologia voltaram a Melgaço, dando continuidade aos trabalhos no âmbito do projeto arqueológico transfronteiriço “Miño/Minho - Os primeiros habitantes do baixo Minho”, um projeto que estuda as primeiras ocupações humanas no Baixo Minho conservadas na sua margem esquerda. Os trabalhos centraram-se nas jazidas paleolíticas na freguesia de Remoães e na realização de prospeções ao longo do rio Minho entre Chaviães, a montante, e a ponte que liga Melgaço a Arbo, a jusante. Também na freguesia de Penso, aqui pela primeira vez, se realizaram prospeções, procurando-se determinar as condições de jazida de uma coleção de artefactos paleolíticos que haviam sido, há alguns anos, recolhidos nas imediações do Monte Castro.

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O projeto encontra-se em desenvolvimento desde há quatro anos, incidindo as suas intervenções na área do concelho de Melgaço e na zona a montante de Monção, e tem permitido descobrir mais informações sobre o Paleolítico do Baixo e Médio Noroeste da Península Ibérica e dezenas de artefactos com milhares de anos. Nele participam investigadores portugueses associados às Universidades de Lisboa, Minho e Porto e investigadores espanhóis da Universidade de Vigo, do Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana de Burgos e do Instituto de Evolución en África da Universidade de Alcalá de Henares.

Os trabalhos realizados este ano contaram com a presença de uma equipa de 12 alunos da Licenciatura e do Mestrado em Arqueologia da Universidade de Lisboa, tendo-se focado na continuação da escavação do Locus 1 da jazida das Carvalhas, situada na Veiga de Remoães; na abertura de novas sondagens no Locus 4 desta mesma jazida; e na realização de prospeções ao longo do rio Minho entre Chaviães, a montante, e a ponte que liga Melgaço a Arbo, a jusante.

No Locus 1, da jazida das Carvalhas, procurou-se alargar a área anteriormente intervencionada para setores onde uma maior dimensão do nível arqueológico pudesse permitir a recolha de amostras para a posterior obtenção de datações por métodos radiométricos. Para além dos artefactos líticos exumados, os trabalhos aí realizados permitiram identificar pelo menos uma área onde se pretende vir a recolher as desejadas amostras.

Já no setor 4 da mesma jazida, os trabalhos incidiram numa nova área dos depósitos de origem fluvial que aí se encontram representados, tendo levado a reconhecer a complexidade do seu desenvolvimento local e a ocorrência de perturbações históricas dos seus níveis mais superficiais sem, todavia, permitir recolher os artefactos em conexão com uma data que se obteve na campanha de 2016. Trata-se, porém, de um objetivo que a equipa tentará levar a bom porto numa próxima campanha de trabalhos que aí se venha a realizar.

Na freguesia de Penso, as prospeções, que procuraram determinar as condições de jazida de uma coleção de artefactos paleolíticos que haviam sido há alguns anos recolhidos nas imediações do Monte Castro, tornaram possível verificar que o local onde se realizaram os achados se encontra muito remexido.

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CONDIÇÕES TOPOGRÁFICAS DAS ÁREAS ABRANGIDAS DIFICULTARAM TRABALHOS

«Para montante de Melgaço, até Chaviães, a inclinação do terreno não permitiu a conservação de depósitos associáveis à presença do rio acima da cota atual. E se mais para norte em algumas áreas isso seria possível, a densa cobertura vegetal impediu uma cuidada observação do solo e dos depósitos subjacentes, mesmo se a ausência de materiais detríticos, e em especial de seixos rolados, não tenha deixado grandes indícios da sua presença.», conta o coordenador do projeto, João Ribeiro, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

«A existência de antigos terraços do rio Minho, associados ao desenvolvimento da sua planície fluvial quando o respetivo leito ainda não se encontrava tão encaixado como sucede na atualidade, encontra-se assim apenas identificada para jusante de Melgaço, nomeadamente a partir do Monte Prado, onde se localizaram algumas concentrações de materiais líticos talhados, embora a vegetação local não permita também um diagnóstico mais preciso do seu contexto e área de dispersão. A uma cota mais baixa, na Veiga que de Remoães se prolonga até às imediações da ponte de acesso a Arbo, é constante a presença de seixos rolados associados também a antigos depósitos mais baixos do rio Minho. Mas de novo aqui a vegetação e as amplas vinhas que no local existem, para além da recolha pontual de algumas peças líticas talhadas, não permitiram obter resultados mais precisos sobre a presença de vestígios arqueológicos associáveis ao homem paleolítico.», explica ainda o coordenador.

«Espera-se que com a continuação destas pesquisas se possam reunir dados que não só permitam aferir melhor o enquadramento e a amplitude cronológica dos vestígios do homem paleolítico no Baixo Minho, mas também as estratégias de adaptação e de exploração dos recursos naturais que lhe estavam associados.», atenta o professor João Ribeiro.

  • O projeto conta com a promoção da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e do Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana (CEHIEH) e com o apoio das Câmaras Municipais de Melgaço e Monção, em Portugal, e da Xunta da Galiza e das Câmaras Municipais de As Neves e Porriño, em Espanha.

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VALENÇA DESCOBRE SANTUÁRIO DE ARTE RUPRESTE

Valença Tem um Dos Maiores Núcleos de Arte Rupestre. Nova Rota Vai Valorizar Gravuras

Em Valença foram descobertos 115 afloramentos rochosos, com gravuras, sendo um dos maiores núcleos da Arte Rupestre no Noroeste Peninsular, segundo especialistas da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

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Neste conjunto estão incluídas algumas das mais belas e importantes composições da Arte Rupestre Atlântica, as quais foram classificadas como Imóvel de Interesse Público (IIP).

Algumas das gravuras remontam à Idade do Bronze – Ferro (1800 a.C. - 218 a.C.), tendo sido identificadas, catalogadas, fotografadas e decalcadas pelo Serviço Municipal de Arqueologia, no âmbito da Carta Arqueológica Municipal, em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

115 Rochas com Gravuras

Os 115 afloramentos rochosos com gravuras, em Valença, estendem-se pelas freguesias de: Verdoejo com 23, Taião com 15, Sanfins com 17, Ganfei com 24 e Gandra com 37.

Valença vai integrar a Rede Nacional de Arte Rupestre (RNART)

Valença vai integrar membro da Rede Nacional de Arte Rupestre (RNART) que tem por objetivo «promover, valorizar e capacitar os recursos patrimoniais e humanos das entidades da rede, potenciar o impacto e a missão dos sítios detentores de arte rupestre e instituir mecanismos de partilha de recursos físicos e humanos»

Esta rede conta com o respaldo técnico e cientifico da Fundação Côa Parque, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Rota da Arte Rupestre

Paralelamente, a este projeto RNART, o Município de Valença, em parceria com a Ventominho, vai implementar circuito interpretativo e didático de visitação / interpretação as gravuras identificadas no Monte dos Fortes, na freguesia de Taião.

Esta é a oportunidade para dar a conhecer este importante legado, tornando-o visitável a todo o público, nomeadamente o escolar, reforçando a oferta de turismo cultural / patrimonial do concelho.

ARCOS DE VALDEVEZ VALORIZA ÁREA ARQUEOLÓGICA DO MEZIO-GIÃO

Vozes das Pedras: Promoção e Valorização da Área Arqueológica do Mezio-Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras - Promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, a ARDAL, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, vai realizar nos dias 4, 5 e 6 de Abril, uma série de iniciativas, com o objetivo de apresentar o trabalho que realizado quer na Porta do Mezio e quer na área arqueológica do Mezio-Gião.

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Este projeto, financiado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretendeu garantir as condições de preservação desta área arqueológica, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

Assim irão ser organizados três eventos distintos:

1 – Vozes das Pedras… na Escola

Este evento será organizado no Agrupamento de Escolas de Valdevez e será dirigido aos alunos do 5º e 7º ano. Terá como objetivo a apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”, bem como do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”.

2 – Vozes das Pedras… na Comunidade

Esta ação será realizada na Casa das Artes de Arcos de Valdevez e será dirigida ao público em geral, onde será apresentado o livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” da autoria de António Martinho Baptista e, ainda, do CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild.

3 – Vozes das Pedras… na Natureza

Este evento será realizado no Mezio e terá como objetivo a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, será possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio.

Convidamo-los a participar. Aguardamos a vossa presença!

PROGRAMA:

1 – EVENTO NA ESCOLA

Data: 4 Abril de 2019

Hora: 09h15

Local: Escolas de Arcos de Valdevez

Público: alunos do 5º e 7º ano do Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez

  • Apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”
  • Apresentação e oferta do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”

2 – EVENTO NA COMUNIDADE

Data: 5 de Abril de 2019

Horário: 21h30 às 23h00

Local: Casa das Artes de Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Apresentação do livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” - autoria de António Martinho Baptista
  • Apresentação do CD de música ambiental, de tendência ritual - produção de Folk & Wild

* Oferta do livro “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião”

* Oferta do CD de música ambiental
* Sessão de autógrafos

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

3 – EVENTO NA NATUREZA

Data: 6 de Abril de 2019

Horário: 09h30 às 13h00

Local: Porta do Mezio, Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião
  • Percurso pedestre às Gravuras rupestres do Gião

Programa:

09h00 – Receção dos participantes na Porta do Mezio

09h30 – Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião

10h00 – Início do percurso pedestre às gravuras rupestres do Gião

10h15 – Visita ao Núcleo Megalítico do Mezio

10h45 – Visita às gravuras rupestres do Gião

12h00 – Chegada à Porta do Mezio/Fim da caminhada

Percurso:

Porta do Mezio – Núcleo Megalítico – Gravuras rupestres do Gião – Porta do Mezio

Distância: 6 km

Duração: 2h00

Dificuldade: Fácil

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

BRAGA VALORIZA ÍNSULA DAS CARVALHEIRAS

Braga desenvolve projecto de valorização e abertura à visita da Ínsula das Carvalheiras. Protocolo de cooperação assinado entre o Município e UMinho

O Município de Braga e a Universidade do Minho assinaram esta Segunda-feira, 10 de Dezembro, o protocolo de cooperação que visa o desenvolvimento do projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita do conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público.

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O trabalho será desenvolvido em duas fases, prevendo-se que o pré-projecto seja apresentado no primeiro semestre de 2019, altura em que está prevista a sua discussão pública.

Para Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, este é o “momento de reafirmação da parceria existente com a Universidade do Minho, com o conhecimento que é produzido na Cidade e ainda com a valorização do património de uma Cidade que ambiciona ser Capital Europeia da Cultura”.

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A primeira fase do projecto será desenvolvida ao longo do próximo ano e contemplará a concepção da solução arquitectónica de musealização das ruínas e dos circuitos de visita, das soluções de conservação e cobertura dos vestígios, da solução arquitectónica do centro de interpretação e da sua articulação com a área a visitar e do tratamento da envolvente, que implica uma solução de arranjo paisagístico do interior do quarteirão das Carvalheiras.

A segunda fase, que diz respeito à execução do projecto propriamente dito, será desenvolvida a partir de 2020. A Cidade passará assim a dispor de uma ampla área patrimonial musealizada e aberta ao público, que constituirá um equipamento de grande valor histórico e cultural, “verdadeiramente emblemático da origem romana da de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a oferta cultural de Braga, reforçando a sua singularidade, competitividade e atractividade”, como explicou Ricardo Rio na cerimónia que contou com a presença do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e do Director Regional de Cultura do Norte, António Ponte.

Simultaneamente, este projecto permitirá criar as condições para dotar o interior do quarteirão das Carvalheiras de um parque urbano, aberto à Cidade e aos visitantes, anexo às ruínas, que facultará um usufruto qualificado do espaço pelos cidadãos e o desenvolvimento de actividades culturais e de lazer.

Segundo Manuela Martins, vice-reitora da Universidade do Minho, a entrada no circuito será feita pela Rua Cruz de Pedra, a partir de um imóvel propriedade do Município de Braga e que será recuperado para acolher um Centro Interpretativo que será a porta de entrada na Ínsula das Carvalheiras.

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BRAGA ESCLARECE SALVAGUARDA DE VESTÍGIOS DAS VIAS ROMANAS

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ESCLARECIMENTO

À luz das notícias vindas a público e que tentam associar a salvaguarda de vestígios das vias romanas com o processo de alienação da Fabrica “Confiança”, o Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga vem por este meio fazer o seguinte esclarecimento:

  1. Constitui particular dever da Administração Central e Local, certificar-se de que os trabalhos por si avaliados, no domínio do licenciamento de operações urbanísticas, que envolvam transformações de solos, revolvimentos ou remoção de terreno no solo e no subsolo, estejam em conformidade com a legislação sobre a salvaguarda do património arqueológico (vide art.º 76.º, n.º3, a) e b) da Lei 107/2001 e art.º B-3/9.º, n.ºs 5 e 6, do Código Regulamentar do Município de Braga).
  2. Todas as operações urbanísticas que incidam em manchas devidamente inscritas na carta e ordenamento do PDM em vigor, como servem de exemplo, designadamente, as vias romanas, encontram-se obrigadas a colher parecer pelos órgãos de gestão do património cultural inventariado ou classificado (DGPC e serviços de arqueologia autárquicos), os quais, caso a caso, impõem as condicionadas prévias e necessárias à aprovação dos processos em avaliação.
  3. Caso surjam vestígios arqueológicos achados de interesse cientifico e/ou patrimonial, durante os trabalhos desenvolvidos, no âmbito das condicionantes arqueológicas, entretanto impostas em sede do licenciamento processual, é legalmente obrigatório, a aplicação de metodologia achada mais adequada ao seu correcto estudo e conservação.
  4. A este respeito refira-se que, conforme o preceituado no n.º 1 e n.º 2 do art.º 79.º da Lei 107 de 2001, os serviços da administração culturais condicionam a prossecução de quaisquer obras, à adopção, pelos respectivos promotores, das alterações ao projecto em licenciamento, capazes de garantir a conservação, total ou parcial, das estruturas arqueológicas descobertas no decurso dos trabalhos.

Braga, 19 de Outubro de 2018

Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga

FORTE E ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA DE LOVELHE É SÍTIO DE INTERESSE PÚBLICO

Chega ao fim mais um longo processo administrativo de classificação de património de Vila Nova de Cerveira, encetado em 1977. O conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe está, a partir de hoje, classificado como Sítio de Interesse Público, de acordo com uma publicação em Diário da República, assinada a 19 de setembro pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Mendes.

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 “Tínhamos dois processos em vias de classificação que já se arrastavam há 40 anos e, no espaço de dois anos, após muita perseverança, foram finalmente concluídos. O Fortim da Atalaia, em 2017, e agora o Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe estão classificados como de Interesse Público, dois desfechos de importância incalculável para a respetiva proteção, conservação e valorização futura”, reage o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

No caso concreto do conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe, o objetivo é torná-lo um espaço visitável e acessível à comunidade cerveirense e turistas porque, de acordo com Fernando Nogueira, “não há no Norte Peninsular uma estação arqueológica tão rica como o Forte de Lovelhe".

A classificação como Sítio de Interesse Público poderá viabilizar a criação do núcleo museológico de Lovelhe, a recuperação do Forte de Lovelhe e o aprofundamento da exploração das valências da Quinta do Forte de Lovelhe.

O Forte de Lovelhe e a Estação Arqueológica de Lovelhe localizam-se no lugar da Breia, na União de Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe.

É formado por um amplo conjunto patrimonial que inclui a Fortaleza, mas também um vasto conjunto de ruínas arqueológicas que têm vindo a ser intervencionadas desde a década de 80 pelo Prof. Doutor Carlos A. Brochado de Almeida, dando a conhecer vários vestígios provenientes das seguintes ocupações – forte setecentista – igreja medieval – villa romana – habitat da idade do ferro.

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BRAGA HOMENAGEIA ALBANO BELINO

Sexta-feira, 28 de Setembro, no Museu D. Diogo de Sousa

O Município de Braga organiza esta Sexta-feira, 28 de Setembro, uma sessão de homenagem a Albano Belino, iniciativa realizada no âmbito das Jornadas Europeias do Património que este ano decorrem sob o mote “Partilhar Memórias”.

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A iniciativa, que irá decorrer a partir das 21h30, no Museu D. Diogo de Sousa, conta com a reedição do seu legado historiográfico sobre Braga, cuja apresentação estará a cargo de António Amaro das Neves.

Albano Ribeiro Belino (1863-1906) é um dos nomes maiores na salvaguarda do património bracarense. Precursor das pesquisas sobre o legado de Bracara Augusta, devotou um conjunto significativo de estudos e publicações a Braga, tendo ainda reunido um valioso espólio arqueológico com a finalidade de criar um museu.

Desiludido com a falta de entusiasmo bracarense, acabou por deixar o seu legado à Sociedade Martins Sarmento. O Museu com que sonhara acabaria por nascer doze anos após a sua morte, embora só tenha realmente funcionado na contemporaneidade.

«Hoje, convictos da valia do seu contributo para a nossa memória colectiva, prestamos a melhor homenagem que Albano Belino desejaria: tornar novamente acessíveis as suas mais relevantes publicações sobre a cidade que tanto estimou», refere a Vereadora da Cultura, Lídia Dias, na nota de abertura do livro que será lançado esta sexta-feira.

A reedição das obras de Albano Belino, nas quais se contam, entre outras, a “Arqueologia Cristã” ou “Inscripções e lettreiros da cidade de Braga e algumas freguezias ruraes”, contou com a especial colaboração da Biblioteca Pública de Braga.

ARCOS DE VALDEVEZ ORGANIZA VISITA GUIADA AO FORTE DE BRAGANDELO

Dia Aberto com visita guiada à Intervenção Arqueológica no Forte de Bragandelo, Extremo, Arcos de Valdevez

Amanhã pelas 16h30, decorrerá uma visita guiada à intervenção arqueológica, realizada em Julho, no âmbito do projeto de Conservação, Estudo, valorização e Divulgação dos Fortes de Bragandelo e da Pereira, do séc. XVII, acompanhada pelos arqueólogos da Universidade do Minho responsáveis pela intervenção.

O ponto de encontro será na sede da Junta de Freguesia do Extremo e é aberto a todos os interessados.

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