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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA VALORIZA NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DE SANTO ANTÓNIO DAS TRAVESSAS

Município de Braga e UMinho assinam protocolo relativo ao Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas 

O Município de Braga e a Universidade do Minho assinaram hoje, dia 4 de Maio, um protocolo que visa a valorização e adequação à visita do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas.

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O conjunto patrimonial, propriedade do Município e localizado no edifício lote 20-26 da Rua Santo António das Travessas, remete para a longa história bimilenária de Braga, oferecendo, por isso, um elevado potencial científico, histórico e cultural para a compreensão da evolução urbana da Cidade.

Como salientou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, a ´valorização do nosso passado é fundamental para a construção da identidade da comunidade no presente e futuro´.

“Temos efectuado um esforço de preservação e valorização do nosso património arqueológico, com um investimento financeiro considerável do Município em projectos como as Carvalheiras, o Convento de São Francisco ou este do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas. Pretendemos evidenciar e singularizar o potencial patrimonial de que dispomos em diferentes locais da Cidade”, afirmou, enfatizando a relação ´essencial e cada vez mais próxima e profícua com a Universidade do Minho na concretização destes mesmos projectos´.

Esta área arqueológica regista uma ocupação continuada desde inícios do século I até à actualidade, estando esta última fase representada pelas remodelações que foram feitas no imóvel com fachada para a rua Santo António das Travessas.

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BRAGA VALORIZA NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DE SANTO ANTÓNIO DAS TRAVESSAS

Assinatura de protocolo de cooperação para o Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas

O Município de Braga e a Universidade do Minho vão assinar o protocolo entre as duas entidades que visa a valorização e adequação à visita do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas.

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A iniciativa terá lugar amanhã, no edifício da Braga Digital (Rua Santo António das Travessas), e contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, Manuela Martins, vice-reitora da Universidade do Minho, e Miguel Bandeira, vereador do Município de Braga.

O protocolo incide sobre um núcleo de ruínas arqueológicas inserido no edifício lote 20-26 da rua de Santo António das Travessas, que pela sua importância histórica e monumental importa valorizar através de um projecto de musealização que prevê a consolidação das estruturas arqueológicas existentes e a sua visitação.

Esta operação contará com a colaboração da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, instituição responsável pela investigação arqueológica já realizada neste local.

MUNICÍPIO DE BRAGA E UMinho UNEM-SE PARA VALORIZAR O NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DE SANTO ANTÓNIO DAS TRAVESSAS

Projecto prevê valorizar e abrir à visita estas ruínas

O Município de Braga e a Universidade do Minho vão assinar na próxima Terça-feira, dia 4 de Maio, um protocolo que visa a valorização e adequação à visita do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas.

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Pela sua importância histórica e monumental, este é um local que importa valorizar através de um projecto de musealização que prevê a consolidação das estruturas arqueológicas existentes e a sua visitação.

Esta operação contará com a colaboração da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM), instituição esta responsável pela investigação arqueológica já realizada neste local. A UAUM compromete-se a comparticipar o projecto através da cedência de meios materiais, técnicos e humanos, designadamente o apoio em meios de levantamento e processamento de imagem, gestão informática da informação e cedência do necessário pessoal investigador e técnico de arqueologia.

O conjunto patrimonial, propriedade do Município e localizado no edifício lote 20-26 da Rua Santo António das Travessas, remete para a longa história bimilenária de Braga, oferecendo, por isso, um elevado potencial científico, histórico e cultural para a compreensão da evolução urbana da cidade.

Este Núcleo Arqueológico, à semelhança da Zona Arqueológica das Carvalheiras (já em processo de valorização) está compreendido e integrado no quadro de uma estratégia global de promoção do património arqueológico e histórico de Braga, disponibilizado em conjuntos especializados e complementares, que permitem evidenciar e singularizar o potencial patrimonial de diferentes locais da cidade.

Pretende-se assim valorizar e abrir à visita as ruínas do Núcleo Arqueológico de Santo António das Travessas; integrar a área arqueológica de Santo António das Travessas, enquanto Núcleo Arqueológico interpretado, na rede de oferta cultural e turística de Braga, em associação com as outras áreas arqueológicas e centros interpretativos já visitáveis na cidade e respectiva periferia; e reabilitar o espaço do rés-do-chão do prédio correspondente aos nºs 20-26 da referida rua, propriedade do Município onde se encontram as ruínas, conferindo-lhe uma maior centralidade e contribuindo para a dinamização daquela artéria da cidade de origem medieval.

Esta área arqueológica regista uma ocupação continuada desde inícios do século I até à actualidade, estando esta última fase representada pelas remodelações que foram feitas no imóvel com fachada para a rua Santo António das Travessas.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE ESTUDA VESTÍGIOS ARQUEOLÓGICOS DETETADOS NA PRAIA DE GUILHETA

O mar expôs um extraordinário conjunto de vestígios que obrigaram o Serviço de Património Cultural, do Município de Esposende a uma intervenção arqueológica de emergência, na praia de Guilheta, freguesia de S. Paio de Antas. Numa primeira análise, os vestígios agora detetados estarão associados à exploração de recursos marinhos – possivelmente de sal – e remontarão à Idade Média ou à Época Romana.

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Desde inícios de março que o Serviço de Património Cultural da Câmara Municipal de Esposende está a acompanhar a dinâmica marítima e os seus efeitos na costa de Esposende, os quais têm revelado um conjunto de estruturas inéditas na praia de Guilheta (S. Paio de Antas).

Os serviços técnicos foram alertados por um munícipe que comunicou o aparecimento de algumas estruturas, após agitação marítima. Alertada, a equipa do Serviço deslocou-se ao local e, atendendo ao risco de perda que apresentam, promoveu a limpeza e registo fotográfico e topográfico das estruturas então visíveis.

Esta consistiu na identificação, na limpeza e no registo de meia dúzia de condutas ou canais e de mais de uma dezena de estruturas, a maioria das quais com cerca de cinco metros de comprimento e distribuídas por uma área com mais de 200 metros de extensão.

Graças à rede de contactos de investigadores de diferentes áreas científicas, será possível proceder-se a diversos registos, leituras e análises, sendo amplamente fomentada a interdisciplinaridade que permitirá enriquecer e melhor compreender os vestígios agora temporariamente expostos pela ação marítima.

 No entanto, importa também realçar que, na década de 1970, se registou a presença de estruturas similares na costa de Esposende, em Sublago (Belinho) e Lontreiras (Mar/ Belinho), áreas que estão identificadas na Carta de Património Arqueológico de Esposende.

No litoral do Noroeste da Península Ibérica foram também registadas estruturas semelhantes, de entre as quais se destacam as de Angeiras (Matosinhos) e as de O Seixal (A Guarda) ou O Areal (Vigo), na Galiza.

O Município de Esposende apela a todos os cidadãos para que, sempre que detetarem alguma estrutura que suscite interesse e análise, alertem os serviços do município. Para partilha de informações, poderá entrar em contacto através de arqueologia@cm-esposende.pt ou do telefone 253 960 179.

Ajude-nos no Presente a conhecer o nosso território e o nosso Passado, assegurando a sua transmissão às gerações do Futuro, porque um Cidadão Esclarecido é um Cidadão Ativo!

Depois dos achados de um navio Quinhentista, na praia de Belinho e da descoberta de diversos materiais líticos associados ao período da Pré-História Antiga e fragmentos de cerâmica atribuíveis ao período romano, na praia da foz do ribeiro de Peralta, em Rio de Moinhos, a descoberta e investigação aturada dos vestígios de Guilheta denotam a importância que o Município dedica à investigação arqueológica.

Esposende, território de infindável riqueza arqueológica, aos quais se acrescentam os valores naturais que caraterizam o Parque Natural do Litoral Norte, afigura-se como espaço de excelência na construção de um concelho que respeita os valores culturais e naturais.

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DEPUTADA CRISTINA RODRIGUES APELA AO DEVER DE DEFESA E CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO NACIONAL NO ÂMBITO AGRÍCOLA

A Deputada Cristina Rodrigues deu entrada de um projecto que recomenda ao Governo que crie mecanismos para fiscalizar e licenciar projectos agrícolas e florestais cuja execução possa provocar danos ao património arqueológico e faça cumprir os instrumentos existentes de gestão do território; proceda ao levantamento das necessidades de meios humanos e técnicos nas Direcções Regionais de Cultura, de forma a que estes organismos possam melhor desempenhar as suas funções neste âmbito, nomeadamente realizar acompanhamento próximo das actividades passíveis de colocar em causa ou mesmo destruir o património arqueológico; assim como, promova campanhas de sensibilização para reforçar a importância da defesa deste património, desmistificando a ideia de que constitui um obstáculo ao progresso.

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As manifestações culturais são, nas suas diversas formas de expressão, o que nos cria referência e identidade enquanto grupo social e cultural, daí a importância de se criarem todas as condições para a sua defesa e protecção.

Precisamente, nesse sentido existe a Lei de Bases do Património Cultural, aprovada pela Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro. O artigo 11.º, relativo ao “Dever de preservação, defesa e valorização do património cultural”, no n.º 2 determina que “Todos têm o dever de defender e conservar o património cultural, impedindo, no âmbito das faculdades jurídicas próprias, em especial, a destruição, deterioração ou perda de bens culturais.”.

De todas as manifestações culturais, não podemos, decerto, deixar de identificar o património arqueológico como sendo um legado essencial que nos traz referências à nossa memória e identidade colectiva. Estes importantes vestígios do passado permitem-nos conhecer de onde viemos e oferecem-nos uma compreensão mais profunda do caminho percorrido que resulta no que somos hoje e simultaneamente daquilo que levaremos para o amanhã enquanto sociedade.”, refere a parlamentar.

Tanto importa a sua preservação que o artigo 74.º da já citada Lei refere especificamente o património arqueológico, prevendo o seu n.º 3 que “Os bens provenientes da realização de trabalhos arqueológicos constituem património nacional, competindo ao Estado e às Regiões Autónomas proceder ao seu arquivo, conservação, gestão, valorização e divulgação através dos organismos vocacionados para o efeito, nos termos da lei.”.

Quando falamos em vestígios arqueológicos falamos pois de vestígios tão diversos - desde estruturas com identificação flagrante no terreno a manchas de dispersão de materiais, nomeadamente fragmentos, objectos de pequenas dimensões muitas vezes escondidos no terreno, depósitos sedimentares ou mesmo indícios de estruturas enterradas -  que a sua identificação e manipulação terá forçosamente que ser levado a cabo por trabalhadores especializados na área em apreço: os arqueólogos.

Pelo que uma defesa eficaz e eficiente deste património só se poderá também alcançar com os devidos meios humanos e numa política de proximidade que, tantas vezes, as Direcções Regionais de Cultura não conseguem prover, em grande parte devido ao número insuficiente de arqueólogos aos quais é solicitado que trabalhem em áreas bastante extensas e com meios pouco eficientes.

E, decerto, esta diversidade, bem como a originada pela própria tipologia de projectos potencialmente destruidores, obriga também a uma articulação entre diversas tutelas para além do Ministério da Cultura, desde já, por exemplo, o Ministério da Agricultura, o do Ambiente e Acção Climática, e ainda as Câmaras Municipais. Nesse sentido, é de referir a importância da figura do arqueólogo municipal, sendo que menos de metade das autarquias do país a têm, e que seria central não só na política de proximidade, que já referimos acima, mas também num trabalho de educação patrimonial dos munícipes.

Recentemente, têm sido diversas as notícias sobre a destruição do património arqueológico, seja devido a projectos de valorização de espaços - como foi o caso da Sé de Lisboa e dos vestígios islâmicos aí encontrados -, a trabalhos agrícolas, de florestação ou reflorestação - como os casos de destruição de uma anta em Évora, alegadamente na sequência da plantação de um amendoal intensivo, ou de uma antiga mina romana em Vila Velha de Ródão, devido a um projecto de florestação na zona. Estes últimos, muitas vezes, no incumprimento dos instrumentos de gestão do território, nomeadamente o PDM.

Não podemos deixar de considerar a agravante de que nem todos os pedidos de licenciamento e informação prévia para a implementação dos projectos - sejam de agricultura, sejam de florestação ou reflorestação - têm pareceres de arqueologia, o que potencia a destruição deste património. E em relação à Avaliação de Impactos Ambientais, a legislação existente apenas prevê avaliação em áreas com determinada dimensão, o que faz, por um lado, com que vários projectos não sejam avaliados, e, por outro, motiva estratégias de emparcelamento por parte dos proprietários de modo a contornar as obrigações legais.”, afirma a Deputada.

Acresce a ausência de partilha de dados, nomeadamente de informação geográfica, entre as plataformas de gestão do ordenamento do território, como por exemplo a do ordenamento de projectos florestais e o Endovélico - Sistema de Informação e Gestão Arqueológica. A devida articulação entre todas as bases de dados constituiria uma mais valia para a defesa deste património. 

E não podemos deixar de mencionar a apreensão significativa da salvaguarda do património arqueológico associada às operações posteriores aos incêndios, sendo que, muitas vezes, estas operações acabam por ser ainda mais destrutivas que os incêndios em si.

Por último, em relação às sanções e contra-ordenações, dizem os especialistas que trabalham no terreno, que não estão a ser eficazes e há claramente necessidade de proceder à revisão dos regimes sancionatórios aplicados à destruição deste património e ao incumprimento dos instrumentos de ordenação do território, reforçando-as.

Link de acesso ao Projecto de Lei 1130/XIV/2 - Pelo dever de defender e conservar o património arqueológico nacional no âmbito agrícola:

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=110550

CÂMARA DE FAMALICÃO DÁ VISIBILIDADE A SÍTIOS DE INTERESSE ARQUEOLÓGICO PARA IDENTIFICAR, PRESERVAR E PROTEGER PATRIMÓNIO

Medida arranca em São Miguel-o-Anjo de Calendário e chega a outros sítios arqueológicos de referência

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai colocar no terreno um projeto de valorização arqueológica e paisagística em vários espaços históricos do concelho, através da colocação de painéis informativos desses espaços e de sinalética orientadora de acesso aos mesmos.

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O primeiro sítio a ser contemplado com os novos instrumentos informativos será o Monte de São Miguel-o-Anjo, em Calendário, seguindo-se depois a Estação Arqueológica de Perrelos, o Castro das Ermidas, o Castro de Penices e ainda os achados arqueológicos de Vermoim, nomeadamente p Balneário das Eiras, a Bouça do Pique, o Castelo Vermoim, o Castro Santa Cristina, as Mamoas, o Castro das Eiras e o Castro do Cruito.

O objetivo é informar os visitantes sobre a importância histórica e patrimonial dos espaços, sensibilizando-os para a sua preservação e valorização.

Refira-se que a autarquia tem vindo a desenvolver uma aposta no património presente no Monte de São Miguel-o-Anjo, estando já previstas diversas ações neste próximo início de primavera onde a proteção e investigação deste espaço estarão presentes.

No sentido de conferir àquele espaço segurança e de o preservar, está ainda a ser estudada a possibilidade de colocação de elementos que limitem o acesso de veículos, protegendo e devolvendo este espaço às pessoas, no sentido da construção de percursos e pontos de paragem para os visitantes deste lugar que se pretende de memória e ambiente.

Já em outubro, foi realizada uma intervenção de limpeza dos resíduos que ao longo dos anos se foram acumulando nos limites dos caminhos daquele monte, atribuindo maior dignidade àqueles acessos. Esta ação, para além dos serviços da autarquia, teve a participação da Junta de Freguesia de Vila Nova de Famalicão e Calendário e da Associação de Moradores da Cal, estimulando um processo que estreita laços e relações com os habitantes, e gerando um sentimento de pertença comum.

Assim, prevê-se que até ao final de março serão colocados os painéis informativos no Monte de São Miguel-o-Anjo marcando cada um dos acessos com um painel de sensibilização e informação ao visitante, destacando a entrada em Zona Arqueológica, espaço de cultura onde os trajetos devem respeitar os vestígios e a proteção do património, estando, também os comportamentos em harmonia com a fauna e a flora existentes. No topo do Monte, painéis acolhem e identificam a memória do espaço, com informação que permitirá o reconhecimento de uma história, identidade e herança comuns, e uma fruição de um espaço onde a cultura e o ambiente se unem.

Refira-se que com este projeto de valorização arqueológica e paisagística, a autarquia dá mais um passo no envolvimento da comunidade no contributo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma agenda da ONU para Transformar o Nosso Mundo, contribuindo para o Objetivo 4 na promoção da Educação de Qualidade e para o Objetivo 11 na construção de Cidades e Comunidades Sustentáveis com a proteção e salvaguarda do património cultural associado à criação de espaços públicos seguros inclusivos, acessíveis e verdes.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE PARTICIPA NO III CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO DOS ARQUEÓLOGOS PORTUGUESES

O Município de Esposende será representado no III Congresso da Associação dos Arqueólogos Portugueses (III CAAP) com a comunicação "Educação Patrimonial — Um cidadão esclarecido é um cidadão ativo!", na abertura do Bloco Temático 3, dedicado à Didática da Arqueologia. O congresso decorre, virtualmente, entre 19 e 22 de novembro.

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Será apresentada, por Ana Paula Almeida, uma retrospetiva do Projeto de Educação Patrimonial, iniciado em 2003, sendo abordados o Património Arqueológico e a Educação Patrimonial, a Identidade e a Inclusão, aflorando o PASO - Projeto de Arqueologia Sem Obstáculos.

Neste congresso será, ainda, apresentado o estudo sobre "A estátua-menir do Pedrão ou de São Bartolomeu do Mar (Esposende, noroeste de Portugal) no contexto arqueológico da fachada costeira de entre os rios Neiva e Cávado”, por Ana M. S. Bettencourt / Manuel Santos-Estévez / Pedro Pimenta Simões / Luís Gonçalves. Esta intervenção arqueológica contou com o apoio técnico e financeiro do Município de Esposende.

O III CAAP contará com a participação de mais de 350 autores e de cerca de 200 inscritos e realiza-se entre 19 e 22 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Devido à situação epidemiológica provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e da doença COVID-19, o congresso decorrerá virtualmente, com recurso a videoconferência.

 Os canais utilizados serão as redes sociais da Associação dos Arqueólogos Portugueses e CITCEM (facebook e instagram), canais youtube da AAP e do CITCEM - que irão transmitir em direto - e os respetivos sites das duas instituições.

Para mais informações poderá consultar: https://congresso.arqueologos.pt/ e https://congresso.arqueologos.pt/programa-final/

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS EM CASTRO LABOREIRO

Romanarmy.eu identificou Lomba do Mouro, no planalto de Castro Laboreiro, como um acampamento militar romano de carácter temporário. A confirmar-se, seria o acampamento de maiores dimensões do Noroeste Peninsular.

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Até dia 18 de setembro, investigadores da Romanarmy.eu estarão no recinto fortificado de Lomba do Mouro, uma estrutura arqueológica de enormes dimensões localizada por Romanarmy.eu em 2017 e situada na fronteira entre Portugal e a Galiza, nos concelhos de Melgaço (Portugal) e de Verea (Ourense), com o objetivo de validarem a hipótese de que se trata de um acampamento militar romano de carácter temporário. A intervenção arqueológica é dirigida pelo investigador da University of Exeter, João Fonte, membro do coletivo de investigação romanarmy.eu.

A confirmar-se, Lomba do Mouro seria o acampamento romano de maiores dimensões do Noroeste Peninsular e poderia estar vinculado com a penetração e saída do atual território português e galego de um importante contingente militar de mais de 10.000 soldados. Os arqueólogos procurarão recuperar cultura material e realizarão estudos para obter datações absolutas que permitam conhecer o momento de construção, ocupação e abandono da fortificação.

Lomba do Mouro está localizado no Planalto de Castro Laboreiro (Melgaço), numa zona de especial concentração de túmulos megalíticos. Foi descoberto através da análise de dados LiDAR, cedidos pelo IGN-PNOA, e ocupa mais de vinte hectares de terreno, contando com duas linhas defensivas. A apenas oito quilómetros em linha reta e no mesmo cordal montanhoso, romanarmy.eu localizou também outro recinto fortificado de carácter temporal de dimensões similares: Chaira da Maza, no concelho de Lobeira (Ourense), o qual leva a levantar a hipótese de que se trate de uma mesma linha de avanço do exército romano. A intervenção arqueológica procurará datar e contextualizar historicamente este sítio através da cultura material recuperada e da recolha de amostras com vista à sua datação absoluta, em colaboração com o Grupo de Investigação C2TN do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa. No início de agosto, no âmbito do mesmo projeto de investigação, também se realizou uma intervenção arqueológica noutro acampamento romano localizado na Serra do Soajo, o Alto da Pedrada, no concelho de Arcos de Valdevez.

A intervenção forma parte do projeto europeu Finisterrae financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa individual Marie Skłodowska-Curie e é financiada pelo Fundo Ambiental (Ministério do Ambiente, Governo de Portugal), pelo Município de Melgaço e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF), no contexto da valorização da rede de trilhos do Planalto de Castro Laboreiro. O trabalho de campo está a ser realizado em colaboração direta com a empresa Era-Arqueologia. O trabalho conta também com a colaboração da União das Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro e do Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Castro Laboreiro, sendo estes últimos os proprietários dos terrenos.

Romanarmy.eu, um coletivo de investigação arqueológica

Romanarmy.eu é um coletivo científico que investiga a presença militar romana no Noroeste da Península Ibérica, do qual fazem parte investigadores de distintas universidades e centros de investigação europeus, diferentes disciplinas e especialistas em várias épocas históricas. As suas publicações, membros e atividades podem ser consultadas em romanarmy.eu.

MUNICÍPIO ARCUENSE INICIA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NO ACAMPAMENTO MILITAR ROMANO DO ALTO DA PEDRADA

Os trabalhos arqueológicos no Alto da Pedrada começam esta segunda-feira, dia 3 de Agosto e prolongam-se até ao final da semana. Este Sitio é um recinto fortificado, em bom estado de conservação, localizado em Arcos de Valdevez, na Serra do Soajo, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. O objetivo científico passa por validar as hipóteses formuladas pelo coletivo de investigação romanarmy.eu, o que a confirmar-se será o primeiro acampamento militar romano, de carácter temporário, localizado no Norte de Portugal e perto da fronteira galega.

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O recinto do Alto da Pedrada está localizado a uma altitude de 1416 metros, o ponto mais alto de todo o Distrito. A condição especial de isolamento, longe das estradas e dos núcleos de povoamento da zona, facilitou a preservação de grande parte do recinto fortificado e até de três das características portas de entrada originais. O seu paralelo mais próximo no Noroeste Peninsular é o acampamento Romano de Penedo dos Lobos, em Manzaneda (Ourense), investigado pela mesma equipa no Verão de 2018.

A intervenção é financiada integralmente pelo Município de Arcos de Valdevez, envolvendo administrativamente outras entidades locais como as Juntas de Freguesia e Baldios de Soajo, Cabreiro e Gondoriz, bem como o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Os trabalhos arqueológicos integram-se no projeto Finisterrae, financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa individual Marie Skłodowska-Curie, liderada por João Fonte (Universidade de Exeter).

PONTE DA BARCA DEVERIA RECLAMAR A DEVOLUÇÃO DA "PEDRA DOS NAMORADOS" QUE SE ENCONTRA NO MUSEU MUNICIPAL DO PORTO

Aspeto da "pedra dos namorados", baixo-relevo funerário procedente das imediações da estação luso-romana de Bilhares, Freguesia de São Silvestre da Ermida, na Serra Amarela, concelho de Ponte da Barca. Pertencente ao Museu Municipal do Porto e exposta no claustro da Biblioteca Municipal do Porto, atualmente na secção lapidar do Museu Nacional de Soares dos Reis. Deve-se a Rocha Peixoto a recolha desta obra de pedra a qual fora descobrindo nas suas digressões de férias.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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O QUE DIZ O ETNÓLOGO ROCHA PEIXOTO?

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Mesmo em S. Silvestre da Ermida, na Serra da Amarela, como noutras povoações de Barroso e do Gerês, os « ajuntos » frequentes para a decisão em comum dos serviços de interesse colectivo – sementeiras e regas, segadas e queimadas, consertos e festividades – a sobrevivência ainda não de todo obliterada dos seis « homens do acordo» para a liquidação de pendências, o regime das vezeiras, a reunião, no mesmo local, dos espigueiros de todos, outros despojos bem vivazes de algumas formas de vida comunal, dão a imagem, com o aspecto da terra, o vestuário, a alfaia, a religiosidade e os costumes, dum aglomerado social já bem remoto.

  • 2Pedra dos Namorados encontra-se actualmente no « Museu Nacional de Soares dos Reis» (Porto).

2Para a cultura da Veiga do Meio, que é a mais próxima da freguesia, o « vivo» fornece uma parte do adubo desde o Outono à Primavera, alojado e mantido nas cortes do lugar ; mas de Junho a Setembro toda a rês é conduzida mais para o alto, para o sítio de Bilhares, e aí fornece então o elemento essencial ao cultivo da campina adjacente. As « cortes de Bilhares » são pequenos casinholos dispostos em grupos e de forma quadrada, com uma só porta de ingresso e saída, coberturas de colmo e apicotadas, elementarmente edificados com pedra solta e assentes num solo do qual se exuma, com frequência, muita pedra aparelhada, restos de cerâmica, telhas de rebordo e umas pequenas mós – que eram as que serviam aos mouros para moerem o ouro e a prata.2

  • 3Pertence hoje ao Museu Municipal do Porto para onde foi conduzida a instâncias do actual Conservado (...)

3Pouco distante desta estação luso-romana, numa bouça para onde, aliás, ainda em tempos não esquecidos, fora transportada dum lugar próximo, existia a Pedra dos Namorados. (3) É uma laje pesada e espessa, com a forma que a ilustração representa e já danificada à esquerda e para a base. Jazendo fora do lugar onde primitivamente tivera assento, com o relevo para o alto, revestida de musgos e líquenes, e quase oculta pelo giestal de em volta, o povo denominou-a, na conformidade da representação figurativa, já à data em que fora deslocada. A tradicional atribuição aos mouros deu mesmo origem à lenda dum suposto tesouro que a laje ocultava :

Quem me virar,

Debaixo há de achar.

4E depois de inutilmente voltada :

Já há muito ia,

Que deste lado jazia.

5A natureza dum mau granito, o dilatado tempo de exposição, o meio cósmico, áspero e desabrido, porventura mais do que uma deslocação, tudo concorreu para que deste interessantíssimo monumento subsista apenas um fruste monólito com figuração quase indistinta. Apura-se entretanto que duas personagens, vestidas com uma túnica ou saio que apenas excede os joelhos, dão as mãos direita e esquerda, numa acomodação escultórica bem ingénua e bárbara. A cabeça duma personagem é coifada e a sua mão direita sustenta no peito, já indistinto mesmo ao tacto, um objecto que verosìmilmente era discóide. A outra personagem,. numa posição simétrica do braço esquerdo, mantinha um outro objecto que, pela palpação, se verifica ser alongado, talvez cilindro-cónico. Nenhum outro pormenor avulta a não serem as saliências das orelhas na personagem de cabeça descoberta. Só inferiormente e à direita, num despojo de almofada saliente, mal se divisam uns ténues vestígios do que poderia ter sido um depoimento lapidar.

6Toda a laje mede de alto 1,80 m. e pesa actualmente 740 kgs. A largura na base é de 1 metro e, a meia altura, de 0,95 m. A face posterior bombeia, e a espessura oscila entre 0,15 m. e 0,21 m. Das figuras a altura total não excede 1,10 m. Por fim um rebaixo de 0,02 m. no fundo da laje é outro pormenor que importa registrar.

  • 4PIERRE PARIS, La sculpture antique, pág. 154 e segs. Quantin ed. Paris. S. d.
  • 5JULES MARTHA, L’art étrusque, págs. 214-6. Firmin-Didot ed. Paris, 1889.
  • 6PIERRE PARIS,  cit., pág. 333.
  • 7JULES MATHA, Manuel d’archéologie étrusque et romaine, págs. 63-4 e 67, Quantin ed. Paris. S. d. – (...)

7As dimensões, a forma e a intenção simbólica do marido e mulher que parece ressaltar desse baixo relevo de modelação tão grosseira e rude, convergem para que se lhe atribua um inicial destino funerário. Ocorrem, ao examinar essa escultura quase informe, as numerosas estelas funerárias cartaginesas e de Esparta, por igual esculpidas com figuras de arte rudimentar (4), os cipos esculturados e dispostos juntos aos túmulos em certas necrópoles etruscas, as estelas, ao alto, ornamentadas com baixos-relevos, ainda na Toscana, as lajes redondas ou ovais, com 1 metro e 2 de altura, muito numerosas em Bolonha (5). Por outro lado é bem sabido que o tema ordinário dos sarcófagos etruscos consistia em representar nas tampas a mulher e o marido (6) numa atitude convencional e quase invariável. Em regra, como nas proximidades de Chiusi, o marido meio deitado mantém numa das mãos um símbolo e com a outra toca familiarmente numa espádua da mulher ; mais pormenorizados, os baixos-relevos narram os factos capitais da vida dos esposos, desde a cerimónia do casamento à última viagem que realizam inseparáveis até à eternidade ; outras vezes o tema apenas varia na atitude, representando os cônjuges deitados face a face e amorosamente abraçados para sempre (7).

8Admitindo o mesmo destino para a Pedra dos Namorados restaria averiguar se como estela ou tampa de sepulcro ela foi esculpida.

9A forma arredondada só na parte superior, a provável inscrição sobposta ao figurado e o rebaixo já aludido levariam a atribuir-lhe o papel duma estela. Mas é bem insignificante a altura do rebaixo para, por via dele, presumirmos uma erecção com solidez ; e convém ainda não desdenhar, considerando a magnífica conservação do granito no lado posterior, esta circunstância do desigual efeito atmosférico nas duas faces do moimento. Como tampa de sarcófago as dimensões já exaradas asseguram a plausibilidade absoluta quanto à largura e mais reduzida apenas, mas suficiente, na altura.

  • 8LÉON MOREL, La Champagne souterraine, pág. 9, Matot ed. Reims. S. d.

10Ao cognominar o baixo-relevo o povo teve aproximadamente a intuição do assunto representado. Independentemente dos casos conhecidos e dos já citados convém recordar o das sepulturas gaulesas em que marido e mulher estavam colocados lado a lado, olhando-se e dando-se as mãos (8), e ainda os numerosos exemplos dos túmulos romanos em demasia vulgarizados. A obliteração do modelado e a sua infantil incorrecção deixam perceber entretanto e suficientemente as mãos que se unem.

  • 9DE BELLOGUET, Ethnogénie gauloise, III, pág. 74. Maisonneuve ed. Paris, 1868.
  • 10MARQUARDT, La vie privée des romains, II, pág. 208. Fontemoing ed. Paris, 1893.– DE BELLOGUET,  (...)
  • 11SALOMON REINACH, La sculpture en Europe avant les influences greco-romaines, in L’Anthropologie, V, (...)
  • 12DAREMBERG et SAGLIO, , voc. Matres, fasc. 32, págs. 1637 e ainda 1638. Hachette ed. Paris, 190 (...)
  • 13PERROT et CHIPIEZ, Histoire de l’art dans l’antiquité, III, Phénicie, pág. 469. Hachette ed. Paris, (...)

11Os vestuários dum e doutra não se distinguem, como acontecia de resto, em certos casos, nos romanos e nos gauleses (9) sendo até comum o saio a lusitanos, a gauleses, a lígures e a germânicos (10); a capucha (cuculla ?), todavia, diferenceia os sexos. Por fim os símbolos ou atributos que em uma mão cada um suspende recordam motivos similares exibidos como acessórios em algumas esculturas pré-históricas e em certos baixos-relevos hititas, como os cornos ou crossas, os vasos ad umbilicum em várias figuras galo-romanas11, a maçã emblemática da fecundação e o corno da abundância na plástica gaulesa (12), a pátera, contra o peito, de certas terras-cotas fenícias (13) e romanas. A actual situação do modelado, já inicialmente reduzido a uma evidente indigência artística, não permite transpor os horizontes duma conjectura apenas verosímil.

12Esta Pedra dos Namoradas partilha, com as estátuas dos guerreiros lusitanos e outra escultura esparsa de algumas nossas estações proto-históricas, o mesmo carácter duma arte rudimentar que, de resto, é comum aos povos de génio ou dotado ou rebelde a outras e mais altas aspirações estéticas. Todavia pela forma, pelo destino e pela intenção representada constitui um documento de viva curiosidade e indefectível interesse para a arqueologia nacional.

Porto, Maio de 1903.

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O Censual de Braga omite no concelho de Ponte da Barca, até ao século XVIII, a freguesia de São Silvestre de Ermida. Porém, segundo alguns autores, o topónimo da freguesia poderá derivar de "uma ermida" com comunidade monástica pré-nacional dedicada a São Silvestre, mártir bracarense do século V.

Américo Costa, descreve-a como um curato anexo à abadia de São Miguel de Entre-Ambos-Os-Rios, pertencendo a apresentação do seu cura ao abade desta freguesia.

Refere ainda que São Silvestre da Ermida viria posteriormente a autonomizar-se de São Miguel de Entre-Ambos-Os-Rios, voltando. contudo, a anexar-se-lhe na primeira metade do século XIX.

Em termos administrativos aparece, em 1839, na comarca de Braga, em 1852, na de Pico de Regalados. Em 1862 fazia parte da comarca de Vila Verde e, em 1878, da de Ponte da Barca.

Em 1927, pelo Decreto-lei nº 13 917, de 9 de Julho, a comarca de Ponte da Barca foi suprimida, ficando as suas freguesias anexas à comarca de Arcos de Valdevez, para efeitos judiciais.

Pertence à Diocese de Viana do Castelo desde 3 de Novembro de 1977.

Fonte: https://digitarq.advct.arquivos.pt/

Desde a reorganização administrativa iniciada em 2012, passou a integrar a União das Freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil.

 

 

BRAGA REÚNE EXECUTIVO MUNICIPAL

Reunião Pública do Executivo Municipal de Braga: Segunda-feira, dia 27 de Julho, pelas 09h30, no gnration, Braga

O Município de Braga realiza a Reunião pública do Executivo Municipal que terá lugar na Segunda-feira, dia 27 de Julho, pelas 09h30, no edifício gnration, em Braga.

Em análise estarão, entre outros assuntos, a proposta de execução do projecto ‘Eu já passo Aqui’; o regulamento de funcionamento e utilização das instalações desportivas municipais; a proposta de classificação da Mamoa de Lamas e do Edifício n.º1 da Praça da República como Bens Culturais de interesse Municipal; a requalificação da Avenida Padre Júlio Fragata; as respostas socioeducativas de fornecimento de refeições escolares e actividades de animação e apoio à família destinadas às crianças do pré-escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do Concelho; o Programa Municipal de Enriquecimento Curricular para o ano lectivo de 2020/2021 e propostas de apoios financeiros.

A ordem de trabalhos desta Reunião está disponível para download em: http://goo.gl/7ETwJX

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Mamoa de Lamas

PAREDES DE COURA: POVOADO FORTIFICADO DE COSSOURADO

As imagens mostram vários aspectos do povoado fortificado de Cossourado, no concelho de Paredes de Coura, em nomeadamente o sector escavado, o núcleo reconstituído, achados arqueológicos como uma mó de vaivém com bolotas e uma panela com asas de suspensão e ainda a reconstituição provável do povoado.

Trata-se de imagens de Augusto de Lemos insertas numa publicação da Câmara Municipal de Paredes de Coura, editada pelo Gabinete de Arqueologia e Património.

Fonte: Arquivo Municipal de Paredes de Coura

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ESPOSENDE: CIRCUITO MEGALÍTICO DO PLANALTO DE VILA CHÃ PROMOVE RECURSOS PATRIMONIAIS

Arrancaram as intervenções arqueológicas do “Circuito Megalítico do Planalto de Vila Chã”, inseridas num projeto mais vasto designado por “Circuito Megalítico de Esposende”. Com um investimento de cerca de 30 mil euros, estas ações serão financiadas através da candidatura PROVERE MINHO Inovação.

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Entre as primeiras manifestações do Homem no Município de Esposende, podemos encontrar os monumentos megalíticos, construções funerárias em pedra (dólmen) e terra (mamoa), enquadráveis genericamente no III milénio a. C.

Pela quantidade deste tipo de monumentos existentes no concelho, a maioria concentrada no planalto de Vila Chã, constata-se a importância que estas manifestações tiveram no atual território de Esposende.

Assim, entende o Município de Esposende que estes sítios arqueológicos constituem um recurso patrimonial ao serviço da sociedade e pretende valorizar, promover e dinamizar, despertando uma consciência coletiva para a preservação e o conhecimento de um passado comum.

Este projeto, concebido em 2007 por técnicos da Divisão de Cultura e objeto de candidatura em 2018, reúne agora condições para a sua implementação no terreno. São desenvolvidas escavações arqueológicas, levantamentos fotogramétricos e M.R.M. (“Morphological Residual Model”), método que permite identificar arte rupestre em superfícies erodidas nos três monumentos megalíticos contemplados. No final do processo estes ficarão dotados de sinalética de orientação e painéis informativos.

De referir que, entre 2019 e março de 2020, mais de 350 visitantes usufruíram de visitas orientadas pelo Serviço de Património Cultural. Este serviço municipal está sediado no Centro Interpretativo de S. Lourenço, onde o visitante pode apreciar alguns dos objetos arqueológicos recuperados dos dólmens do Rápido e da Cruzinha na exposição “Mar de Histórias” e obter mais informações na exposição “IDENTIDADE(S): O Homem e o Território”.

ARCOS DE VALDEVEZ APROVA INVESTIGAÇÃO ARQUEOLÓGICA NO ALDA PEDRADA

Aprovada Intervenção Arqueológica no acampamento Romano do Alto da Pedrada

A Câmara municipal aprovou a abertura de um procedimento concursal, tendo em vista a realização de uma intervenção arqueológica no Sítio do Alto da Pedrada, pelo valor base de 11.500,00.

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A presente intervenção decorre da importância e singularidade deste Sítio arqueológico, o qual corresponde a um acampamento do período romano ainda muito bem preservado. Este projeto está integrado num projeto ibérico de investigação dedicado ao estudo das relações estabelecidas entre o exército romano e as comunidades indígenas do Noroeste da Península Ibérica, coordenado pelo arqueólogo João Fonte.

Esta intervenção contribuirá para a posterior valorização desta importante estação arqueológica do nosso concelho, e, ao mesmo tempo para a dinamização cultural e turística de Arcos de Valdevez.

FAMALICÃO DEBATE ARQUEOLOGIA

Casa do Território com ciclo de conferências sobre a arqueologia de Famalicão

A Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão, acolhe esta sexta-feira, dia 13 de dezembro, a primeira conferência do ciclo “Arqueologia de Famalicão: Património arqueológico e questões de identidade”, promovido pela Câmara Municipal no âmbito do programa de atividades da exposição “6 Mil – das origens a Famalicão”, patente neste espaço até janeiro de 2020.

Ciclo de conferências decorre no âmbito da exposição '6 Mil – das origens a Famalicão'.jpg

A iniciativa decorrerá a partir das 18h00 e contará com as intervenções de Armando Coelho, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), sobre “As origens do povoamento e a organização primordial do território”, e de Rui Morais, também docente da FLUP, com o tema “Nas margens de Bracara Augusta: A cidade e o campo”.

Refletir sobre alguns aspetos fundamentais da singularidade do território concelhio de Vila Nova de Famalicão, observando os antecedentes pré-históricos que assinalam as origens do seu povoamento, e enaltecer a importância dos museus de arqueologia para o entendimento das questões de identidade nacional, regional e local, são alguns dos objetivos deste ciclo de conferências.

A entrada na conferência é livre e gratuita.

Recorde-se que a exposição “6 Mil - das origens a Famalicão”, patente na Casa do Território, convida a uma viagem pela história do território de Vila Nova de Famalicão, retratando a evolução do território desde os primeiros vestígios da presença humana até à Idade Média.

BRAGA APRESENTA PROJECTO PARA A ÁREA ARQUEOLÓGICA DAS CARVALHEIRAS

Projecto elaborado pelo Município e Uminho: Apresentação do projecto para área arqueológica das Carvalheiras decorre dia 30 de Novembro

O Município de Braga e a Universidade do Minho promovem no próximo dia 30 de Novembro, pelas 10h00, no Museu D. Diogo de Sousa, a apresentação pública do projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita da área arqueológica das Carvalheiras, abrindo-o de seguida à discussão pública.

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Recorde-se que o Município a UMinho celebraram, em 2018, um acordo de cooperação tendo como objectivo a elaboração deste projecto, que resulta do empenho conjunto de ambas as entidades.

O conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público, constitui uma das mais originais e maiores áreas com ruínas romanas da cidade, oferecendo um elevado potencial histórico, científico e cultural na promoção de Braga e do País.

A apresentação contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, de Rui Vieira de Castro, Reitor da Universidade do Minho, e de Miguel Bandeira, Vereador do Património e Regeneração Urbana.

O conceito e o projecto será apresentado pelos projectistas, os arquitectos José Alejandro Carballo e Ricardo Mar Medina, juntando-se à coordenação científica Manuela Martins, Vice-Reitora da Universidade do Minho e responsável científica pelas escavações arqueológicas.

A apresentação contemplará a concepção da solução arquitectónica de musealização das ruínas e dos circuitos de visita, das soluções de conservação e cobertura dos vestígios, da solução arquitectónica do centro de interpretação e da sua articulação com a área a visitar e a envolvente.

Recorde-se que o sítio arqueológico das Carvalheiras é o único quarteirão romano completamente escavado da antiga Bracara Augusta, sendo o seu valor inegável para entender o urbanismo romano da antiga cidade.

A intervenção permitirá a sua recuperação integral para utilização como lugar privilegiado de visita do passado romano da cidade, complementando a narrativa e os itinerários com outros lugares da mesma época que hoje já se podem visitar: entre outros, a Fonte do Ídolo, as Termas Romanas ou o Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa.

VILA NOVA DE CERVEIRA: ARQUEOLOGIA PÕE A DESCOBERTO MINAS ROMANAS EM COVAS

Iniciadas escavações arqueológicas para tornar visitável complexo mineiro da época romana

Classificado em 1997 como Imóvel de Interesse Público Nacional, o Couço do Monte Furado - complexo mineiro que remonta à época romana, localizado nas margens do rio Coura, na Freguesia de Covas, concelho de Vila Nova de Cerveira - está a ser alvo de uma intervenção arqueológica que visa a sua recuperação e valorização para o transformar num polo de turismo cultural e de natureza aberto ao público. Os trabalhos de escavação arrancaram, esta segunda-feira, num investimento municipal a rondar os 30 mil euros, com prazo de execução até ao final do presente ano.

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Procurando potenciar e ampliar a valorização turística da Freguesia de Covas, na Serra d’Arga, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira decidiu avançar com uma intervenção importante naquele complexo mineiro votado ao abandono até à data, após acordo com a Junta de Freguesia e parecer favorável da Direção Geral do Património Cultural.

O conjunto arqueológico do Couço do Monte Furado é formado por três estruturas complementares: a presa de derivação, o canal de captação e a galeria. Esta última apresenta-se como a mais importante pelo seu caráter atrativo do ponto de vista patrimonial, pois trata-se de um túnel escavado a pico, e que ainda conserva os lucernários onde os trabalhadores colocavam as lâmpadas que os iluminavam durante o processo de construção.

O túnel, com cerca de 150m, serviu para desviar as águas do rio Coura, de forma a permitir a exploração de ouro nas áreas do troço fluvial que ficava seco, durante os trabalhos de minério realizados entre os séculos I e III d.C. por parte do Império Romano no noroeste da Península Ibérica e que tinham em comum o uso da energia hidráulica como elemento fundamental.

O projeto em curso encontra-se dividido em duas fases: uma primeira abordagem de compilação documental e exploração arqueológica que defina e clarifique os elementos que integram os restos mineiros, nomeadamente a sua cronologia cuja data previsível é a época romana; e uma segunda para a limpeza do terreno, a criação de acessibilidades e a marcação do trilho que ligará a velha Central Hidroelétrica (a 2ª mais antiga de Portugal) até ao Couço do Monte Furado, numa extensão de aproximadamente 2km, sempre junto às margens do rio Coura, completado com painéis informativos que incluirão reconstruções gráficas do processo de exploração do ouro.

Com o intuito de preservação e partilha, a presente intervenção permitirá mostrar aos visitantes, de forma clara, didática e visual, todo o processo romano de exploração de ouro no leito do rio Coura, através de um sistema baseado num desvio do caudal de água pela escavação de uma galeria.

O arranque das escavações arqueológicas aconteceu, esta segunda-feira, sob direção de Brais Currás, investigador do CEAACP da Universidade de Coimbra, com um investimento municipal na ordem dos 30 mil euros e uma previsão de conclusão até ao final do ano.

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