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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ VALORIZA ÁREA ARQUEOLÓGICA DO MEZIO-GIÃO

Vozes das Pedras: Promoção e Valorização da Área Arqueológica do Mezio-Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras - Promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, a ARDAL, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, vai realizar nos dias 4, 5 e 6 de Abril, uma série de iniciativas, com o objetivo de apresentar o trabalho que realizado quer na Porta do Mezio e quer na área arqueológica do Mezio-Gião.

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Este projeto, financiado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretendeu garantir as condições de preservação desta área arqueológica, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

Assim irão ser organizados três eventos distintos:

1 – Vozes das Pedras… na Escola

Este evento será organizado no Agrupamento de Escolas de Valdevez e será dirigido aos alunos do 5º e 7º ano. Terá como objetivo a apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”, bem como do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”.

2 – Vozes das Pedras… na Comunidade

Esta ação será realizada na Casa das Artes de Arcos de Valdevez e será dirigida ao público em geral, onde será apresentado o livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” da autoria de António Martinho Baptista e, ainda, do CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild.

3 – Vozes das Pedras… na Natureza

Este evento será realizado no Mezio e terá como objetivo a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, será possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio.

Convidamo-los a participar. Aguardamos a vossa presença!

PROGRAMA:

1 – EVENTO NA ESCOLA

Data: 4 Abril de 2019

Hora: 09h15

Local: Escolas de Arcos de Valdevez

Público: alunos do 5º e 7º ano do Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez

  • Apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”
  • Apresentação e oferta do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”

2 – EVENTO NA COMUNIDADE

Data: 5 de Abril de 2019

Horário: 21h30 às 23h00

Local: Casa das Artes de Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Apresentação do livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” - autoria de António Martinho Baptista
  • Apresentação do CD de música ambiental, de tendência ritual - produção de Folk & Wild

* Oferta do livro “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião”

* Oferta do CD de música ambiental
* Sessão de autógrafos

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

3 – EVENTO NA NATUREZA

Data: 6 de Abril de 2019

Horário: 09h30 às 13h00

Local: Porta do Mezio, Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião
  • Percurso pedestre às Gravuras rupestres do Gião

Programa:

09h00 – Receção dos participantes na Porta do Mezio

09h30 – Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião

10h00 – Início do percurso pedestre às gravuras rupestres do Gião

10h15 – Visita ao Núcleo Megalítico do Mezio

10h45 – Visita às gravuras rupestres do Gião

12h00 – Chegada à Porta do Mezio/Fim da caminhada

Percurso:

Porta do Mezio – Núcleo Megalítico – Gravuras rupestres do Gião – Porta do Mezio

Distância: 6 km

Duração: 2h00

Dificuldade: Fácil

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

BRAGA VALORIZA ÍNSULA DAS CARVALHEIRAS

Braga desenvolve projecto de valorização e abertura à visita da Ínsula das Carvalheiras. Protocolo de cooperação assinado entre o Município e UMinho

O Município de Braga e a Universidade do Minho assinaram esta Segunda-feira, 10 de Dezembro, o protocolo de cooperação que visa o desenvolvimento do projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita do conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público.

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O trabalho será desenvolvido em duas fases, prevendo-se que o pré-projecto seja apresentado no primeiro semestre de 2019, altura em que está prevista a sua discussão pública.

Para Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, este é o “momento de reafirmação da parceria existente com a Universidade do Minho, com o conhecimento que é produzido na Cidade e ainda com a valorização do património de uma Cidade que ambiciona ser Capital Europeia da Cultura”.

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A primeira fase do projecto será desenvolvida ao longo do próximo ano e contemplará a concepção da solução arquitectónica de musealização das ruínas e dos circuitos de visita, das soluções de conservação e cobertura dos vestígios, da solução arquitectónica do centro de interpretação e da sua articulação com a área a visitar e do tratamento da envolvente, que implica uma solução de arranjo paisagístico do interior do quarteirão das Carvalheiras.

A segunda fase, que diz respeito à execução do projecto propriamente dito, será desenvolvida a partir de 2020. A Cidade passará assim a dispor de uma ampla área patrimonial musealizada e aberta ao público, que constituirá um equipamento de grande valor histórico e cultural, “verdadeiramente emblemático da origem romana da de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a oferta cultural de Braga, reforçando a sua singularidade, competitividade e atractividade”, como explicou Ricardo Rio na cerimónia que contou com a presença do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e do Director Regional de Cultura do Norte, António Ponte.

Simultaneamente, este projecto permitirá criar as condições para dotar o interior do quarteirão das Carvalheiras de um parque urbano, aberto à Cidade e aos visitantes, anexo às ruínas, que facultará um usufruto qualificado do espaço pelos cidadãos e o desenvolvimento de actividades culturais e de lazer.

Segundo Manuela Martins, vice-reitora da Universidade do Minho, a entrada no circuito será feita pela Rua Cruz de Pedra, a partir de um imóvel propriedade do Município de Braga e que será recuperado para acolher um Centro Interpretativo que será a porta de entrada na Ínsula das Carvalheiras.

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BRAGA ESCLARECE SALVAGUARDA DE VESTÍGIOS DAS VIAS ROMANAS

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ESCLARECIMENTO

À luz das notícias vindas a público e que tentam associar a salvaguarda de vestígios das vias romanas com o processo de alienação da Fabrica “Confiança”, o Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga vem por este meio fazer o seguinte esclarecimento:

  1. Constitui particular dever da Administração Central e Local, certificar-se de que os trabalhos por si avaliados, no domínio do licenciamento de operações urbanísticas, que envolvam transformações de solos, revolvimentos ou remoção de terreno no solo e no subsolo, estejam em conformidade com a legislação sobre a salvaguarda do património arqueológico (vide art.º 76.º, n.º3, a) e b) da Lei 107/2001 e art.º B-3/9.º, n.ºs 5 e 6, do Código Regulamentar do Município de Braga).
  2. Todas as operações urbanísticas que incidam em manchas devidamente inscritas na carta e ordenamento do PDM em vigor, como servem de exemplo, designadamente, as vias romanas, encontram-se obrigadas a colher parecer pelos órgãos de gestão do património cultural inventariado ou classificado (DGPC e serviços de arqueologia autárquicos), os quais, caso a caso, impõem as condicionadas prévias e necessárias à aprovação dos processos em avaliação.
  3. Caso surjam vestígios arqueológicos achados de interesse cientifico e/ou patrimonial, durante os trabalhos desenvolvidos, no âmbito das condicionantes arqueológicas, entretanto impostas em sede do licenciamento processual, é legalmente obrigatório, a aplicação de metodologia achada mais adequada ao seu correcto estudo e conservação.
  4. A este respeito refira-se que, conforme o preceituado no n.º 1 e n.º 2 do art.º 79.º da Lei 107 de 2001, os serviços da administração culturais condicionam a prossecução de quaisquer obras, à adopção, pelos respectivos promotores, das alterações ao projecto em licenciamento, capazes de garantir a conservação, total ou parcial, das estruturas arqueológicas descobertas no decurso dos trabalhos.

Braga, 19 de Outubro de 2018

Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga

FORTE E ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA DE LOVELHE É SÍTIO DE INTERESSE PÚBLICO

Chega ao fim mais um longo processo administrativo de classificação de património de Vila Nova de Cerveira, encetado em 1977. O conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe está, a partir de hoje, classificado como Sítio de Interesse Público, de acordo com uma publicação em Diário da República, assinada a 19 de setembro pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Mendes.

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 “Tínhamos dois processos em vias de classificação que já se arrastavam há 40 anos e, no espaço de dois anos, após muita perseverança, foram finalmente concluídos. O Fortim da Atalaia, em 2017, e agora o Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe estão classificados como de Interesse Público, dois desfechos de importância incalculável para a respetiva proteção, conservação e valorização futura”, reage o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

No caso concreto do conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe, o objetivo é torná-lo um espaço visitável e acessível à comunidade cerveirense e turistas porque, de acordo com Fernando Nogueira, “não há no Norte Peninsular uma estação arqueológica tão rica como o Forte de Lovelhe".

A classificação como Sítio de Interesse Público poderá viabilizar a criação do núcleo museológico de Lovelhe, a recuperação do Forte de Lovelhe e o aprofundamento da exploração das valências da Quinta do Forte de Lovelhe.

O Forte de Lovelhe e a Estação Arqueológica de Lovelhe localizam-se no lugar da Breia, na União de Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe.

É formado por um amplo conjunto patrimonial que inclui a Fortaleza, mas também um vasto conjunto de ruínas arqueológicas que têm vindo a ser intervencionadas desde a década de 80 pelo Prof. Doutor Carlos A. Brochado de Almeida, dando a conhecer vários vestígios provenientes das seguintes ocupações – forte setecentista – igreja medieval – villa romana – habitat da idade do ferro.

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BRAGA HOMENAGEIA ALBANO BELINO

Sexta-feira, 28 de Setembro, no Museu D. Diogo de Sousa

O Município de Braga organiza esta Sexta-feira, 28 de Setembro, uma sessão de homenagem a Albano Belino, iniciativa realizada no âmbito das Jornadas Europeias do Património que este ano decorrem sob o mote “Partilhar Memórias”.

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A iniciativa, que irá decorrer a partir das 21h30, no Museu D. Diogo de Sousa, conta com a reedição do seu legado historiográfico sobre Braga, cuja apresentação estará a cargo de António Amaro das Neves.

Albano Ribeiro Belino (1863-1906) é um dos nomes maiores na salvaguarda do património bracarense. Precursor das pesquisas sobre o legado de Bracara Augusta, devotou um conjunto significativo de estudos e publicações a Braga, tendo ainda reunido um valioso espólio arqueológico com a finalidade de criar um museu.

Desiludido com a falta de entusiasmo bracarense, acabou por deixar o seu legado à Sociedade Martins Sarmento. O Museu com que sonhara acabaria por nascer doze anos após a sua morte, embora só tenha realmente funcionado na contemporaneidade.

«Hoje, convictos da valia do seu contributo para a nossa memória colectiva, prestamos a melhor homenagem que Albano Belino desejaria: tornar novamente acessíveis as suas mais relevantes publicações sobre a cidade que tanto estimou», refere a Vereadora da Cultura, Lídia Dias, na nota de abertura do livro que será lançado esta sexta-feira.

A reedição das obras de Albano Belino, nas quais se contam, entre outras, a “Arqueologia Cristã” ou “Inscripções e lettreiros da cidade de Braga e algumas freguezias ruraes”, contou com a especial colaboração da Biblioteca Pública de Braga.

ARCOS DE VALDEVEZ ORGANIZA VISITA GUIADA AO FORTE DE BRAGANDELO

Dia Aberto com visita guiada à Intervenção Arqueológica no Forte de Bragandelo, Extremo, Arcos de Valdevez

Amanhã pelas 16h30, decorrerá uma visita guiada à intervenção arqueológica, realizada em Julho, no âmbito do projeto de Conservação, Estudo, valorização e Divulgação dos Fortes de Bragandelo e da Pereira, do séc. XVII, acompanhada pelos arqueólogos da Universidade do Minho responsáveis pela intervenção.

O ponto de encontro será na sede da Junta de Freguesia do Extremo e é aberto a todos os interessados.

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ARCOS DE VALDEVEZ RECUPERA PATRIMÓNIO MEGALÍTICO

Vozes das Pedras - promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras- promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apresentado pela ARDAL e aprovado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, financiado pelo FEDER, encontra-se concluída a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, integrada nas instalações da Porta do Mezio e o Mapeamento dos monumentos rupestres do Gião.

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O principal objetivo destas duas intervenções é garantir as condições de preservação destes monumentos, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

A intervenção arqueológica da Mamoa 2 revelou uma câmara de planta poligonal alongada e aberta, apesar dos evidentes sinais de destruição que afetaram a estrutura ao longo dos tempos. Entre o espólio arqueológico recolhido, ainda que em reduzida quantidade, destaca-se uma pequena enxó votiva e um micrólito em sílex.

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Concluído o estudo, procedeu-se aos trabalhos de consolidação de forma a tornar o monumento apto à visita. O percurso implementado permite que o público veja a área da câmara, o anel de pedras periférico e a mamoa em terra, sem necessidade de interferir com o monumento, garantindo assim a sua preservação.

Em paralelo, decorreram os trabalhos de registo gráfico de arte rupestre na área arqueológica do Gião, incidindo sobre um conjunto significativo de afloramentos gravados. Mediante técnicas avançadas de digitalização 3D, criaram-se réplicas detalhadas da morfologia das superfícies pétreas, permitindo assim a observação e estudo dos painéis gravados em ambiente virtual. Desta forma está garantida a preservação das gravuras.

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MONÇÃO: ARTEFACTOS DE PEDRA LASCADA (BIFACES E MACHADOS DE MÃO) DESCOBERTOS NA BELA

No âmbito do projeto de investigação transfronteiriço “Miño-Minho: Os Primeiros Habitantes do Baixo Minho”, foi descoberto, em Maio, durante trabalhos de prospeção, o Sítio Paleolítico da Bela. Seguiram-se, entre 25 de junho e 3 de julho, trabalhos arqueológicos, tendo-se identificado um número significativo de artefactos de pedra lascada: bifaces e machados de mão.

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A descoberta ocorreu num talude que ladeia um antigo caminho rural e na base de um muro que delimita um terreno agrícola. Com o objetivo de avaliar a sua importância, procedeu-se à limpeza e verticalização do referido talude, o que permitiu recolher, uma vez mais, uma amostragem expressiva de materiais de pedra lascada.

Os próximos trabalhos, a desenvolver em Abril e Maio de 2019, terão como principal objetivo a realização de uma escavação no referido terreno agrícola, onde foram recolhidos artefactos importantes, avaliando, com maior profundidade, a relevância deste sítio arqueológico.

Este projeto, participado por investigadores das universidades de Lisboa, Porto e Minho, e do CENIEH (Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana), contou com o apoio da Câmara Municipal de Monção e da Junta de Freguesia de Bela, bem como da disponibilidade do proprietário do terreno, onde decorreu a sondagem arqueológica.

Figura 2

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ARQUEÓLOGOS DA UNIVERSIDADE DO MINHO INVESTIGAM FORTES DO EXTREMO

Universidade do Minho já está a trabalhar nos Fortes do Extremo

A equipa da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho já se encontra no Extremo a levar a efeito o Projeto de Conservação, Estudo, valorização e Divulgação dos Fortes de Bragandelo e da Pereira, do séc. XVII, e que tiveram um papel relevante na Guerra da Restauração.

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A presente campanha, a desenvolver até ao final de julho, incide na prospeção sistemática do Sítio, realização de levantamentos pontuais e implementação de sondagens arqueológicas, avaliando assim os possíveis lugares que o exército espanhol usou para, em 1658, atacar as guarnições portuguesas que defendiam esta importante passagem.

A intervenção incide maioritariamente no Forte de Bragandelo, o melhor conservado. Estes fortins enquadrados no período da Guerra da Restauração, representam uma mais-valia para o turismo e a cultura do concelho, e em particular para a freguesia, uma vez que são exemplares superlativos no contexto de toda a Península Ibérica.

Este projeto insere-se no âmbito do Programa municipal de comemoração do Ano Europeu do Património Cultural, e conta com um investimento de cerca de 20 mil euros, sendo que terá igualmente continuidade no próximo ano com outras ações de estudo e valorização.

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BRAGA EXPÕE RUÍNAS ARQUEOLÓGICAS DA BASÍLICA SUEVA DE DUME

Núcleo Museológico de Dume é ‘importante referencial’ da memória colectiva

O Núcleo Museológico de Dume abriu esta Sexta-feira ao público os conteúdos expositivos das ruínas arqueológicas da basílica Sueva de Dume. Este é mais um importante ponto de interesse na componente patrimonial com um espólio muito significativo e exemplar da antiga arquitectura cristã da Europa Ocidental.

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A inclusão é uma das grandes apostas deste equipamento, uma vez que o espaço está totalmente equipado para receber visitantes com qualquer tipo de limitações, sejam elas de mobilidade, visual ou auditiva. A musealização das ruínas da antiga Catedral, localizadas sob a actual igreja paroquial de Dume e seus espaços circundantes, é fruto da união de esforços entre a União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, Município de Braga, Universidade do Minho e a Igreja, a “verdadeira legatária” das memórias referencias agora expostas.

Segundo Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga, este espólio “assume uma importância impar pela sua singularidade e valia patrimonial, constituindo-se como exemplar único, cuja valorização permitirá projectar as Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume para o mesmo patamar dos grandes conjuntos europeus similares, integrando-o nos circuitos internacionais de arquitectura cristã antiga”.

O Núcleo Museológico de Dume é um equipamento cultural da União de Freguesias, composto pelo edifício que alberga o túmulo de São Martinho de Dume e pelas ruínas arqueológicas (basílica e mosteiro Suevo e balneário Romano), já classificados como Monumento Nacional.

 “Este Núcleo é um importante referencial da nossa memória colectiva. Estes são espaços que nunca estão verdadeiramente encerrados a novos contributos do conhecimento, podendo sempre apresentar novas descobertas e revelações”, sustentou Miguel Bandeira, esperando que “em pouco tempo este seja um museu do conhecimento do grande público”.

A fruição das ruínas assenta na criação de um circuito entre o edifício que alberga o túmulo de São Martinho de Dume e a igreja, sob o actual adro, de modo a proporcionar a visita às ruínas conservadas. O visitante poderá visualizar vídeos e contextualização no auditório e iniciar depois uma espécie de ‘viagem no tempo’, circulando pela parte subterrânea do adro da igreja, vendo ruínas da antiga ‘Villa Romana’ e do mosteiro e basílica Suevas, terminando na sala do túmulo.

Já para presidente da União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, Francisco Silva, o objectivo é colocar este Núcleo Museológico nos roteiros nacionais e internacionais. “Este património, além de valorizar a freguesia, vai permitir realizar uma viagem no tempo, para que Dume ocupe o seu lugar na história religiosa e de Portugal”, disse.

O Núcleo Museológico de Dume funciona de Terça a Sábado (excepto o primeiro Sábado de cada mês) das 14h00 às 1800 e aos primeiros Domingos de cada mês entre as 09h30 e as 12h30. O Espaço disponibiliza ainda um serviço educativo com visitas guiadas para grupos e outras actividades, sujeitas a marcação prévia na União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe.

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BRAGA INAUGURA CONTEÚDOS EXPOSITIVOS DAS RUÍNAS ARQUEOLÓGICAS DA BASÍLICA SUEVA DE DUME

Sexta-feira, dia 18 de Maio, pelas 10h00, no Núcleo Museológico de S. Martinho de Dume

O Município de Braga e a União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe inauguram os Conteúdos Expositivos das Ruínas Arqueológicas da Basílica Sueva de Dume, em cerimónia que terá lugar amanhã, Sexta-feira, dia 18 de Maio, pelas 10h00, no Núcleo Museológico de S. Martinho de Dume.

O evento está inserido nas Comemorações do Dia Internacional dos Museus, que se celebra dia 18 de Maio. A iniciativa contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e do vereador Miguel Bandeira.

BRAGA REABRE TERMAS ROMANAS

Reabertura do Espaço Arqueológico das Termas Romanas do Alto da Cividade

O Município de Braga informa que o Espaço Arqueológico das Termas Romanas do Alto da Cividade reabre na Segunda-feira, dia 19 de Março, com as visitas ao local a decorrerem no horário normal de funcionamento.

Recorde-se que o espaço foi temporariamente encerrado devido a infiltrações provocadas pelas condições meteorológicas adversas que se registaram esta semana.

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ALUNOS VISITAM VESTÍGIOS DO ‘NEOLÍTICO’ EM MELGAÇO

No dia 26 de fevereiro

No âmbito da iniciativa REDITUS – I Jornadas sobre Património Cultural de Melgaço

‘Neolítico’ será a temática da ação que reunirá na próxima segunda-feira, 26 de fevereiro, os alunos do 5º ano do Agrupamento de Escolas de Melgaço e os colaboradores do Município de Melgaço que desempenham funções de atendimento ao público na área do Turismo e Cultura. A ação acontece no âmbito de REDITUS - I Jornadas sobre Património Cultural de Melgaço, uma iniciativa que pretende dar a conhecer a riqueza patrimonial de Melgaço, bem como a sua história, para que a mesma possa ser divulgada junto da comunidade e de quem visita o concelho.

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A iniciativa, de vertente pedagógica, será orientada pela Arqueóloga Alda Rodrigues. A atividade tem início às 10h30 com uma visita à maquete ‘Megalitismo’ do Núcleo Museológico de Castro Laboreiro, seguindo-se uma vista à Mamoa do Batateiro, na freguesia de Gave.

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APOSTA NA DIVULGAÇÃO DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Estas jornadas enquadram-se num projeto de quatro encontros culturais que assentam numa retrospetiva histórica sobre o Património Cultural de Melgaço, percorrendo, cronologicamente, as seguintes temáticas: o Paleolítico (decorreu em novembro de 2017), o Neolítico, a Época Medieval e as Épocas Moderna e Contemporânea. ‘O intento é promover o conhecimento do vasto Património Cultural existente no concelho, criando uma sequência de ações que permitam a melhor interpretação destes valores e da sua contextualização histórica.’, salienta a organização.

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PÓVOA DE LANHOSO DISTINGUE PARTICIPANTES EM JORNADA ARQUEOLÓGICA

Presidente da Câmara entregou certificados a participantes em escavação arqueológica

O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, entregou, no passado sábado, dia 3 de fevereiro, os certificados aos jovens voluntários/as e representantes de entidades que participaram na escavação arqueológica realizada na Serra do Carvalho, no ano passado.

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“Congratulo-me pelo facto de, no concelho da Póvoa de Lanhoso, haver jovens que estão dispostos a colaborarem voluntariamente em projetos de Arqueologia, isto porque, além de contribuírem para o estudo e valorização do património arqueológico concelhio, desenvolveram competências técnicas e sociais que vos ajudarão no futuro”, referiu o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

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As entidades parceiras do Município neste projeto foram a Junta de Freguesia de Lanhoso, a NEXO Património Cultural e a The Navigator Company. A cerimónia teve lugar na sede da Junta de Freguesia de Lanhoso.

De referir que estes trabalhos contemplaram a valorização de dois monumentos sob tumuli (mamoas) na Serra do Carvalho. A título de curiosidade é de referir que o resultado destes trabalhos foi apresentado na Universidade do Minho, sob a forma de poster, durante o EJI – PATER / Encontro de Jovens Investigadores - “Património e Território”, no final de 2017.

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PÓVOA DE LANHOSO: TRABALHOS ARQUEOLÓGICOS NA SERRA DO CARVALHO FORAM APRESENTADOS NA UNIVERSIDADE DO MINHO

Os trabalhos arqueológicos da valorização de dois monumentos sob tumuli (mamoas), que integram a necrópole megalítica da Serra do Carvalho, na Póvoa de Lanhoso, foram apresentados na Universidade do Minho, sob a forma de poster, durante o EJI – PATER / Encontro de Jovens Investigadores - “Património e Território”.

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Os trabalhos, que decorreram no mês de abril de 2017, consistiram na remoção do manto vegetal, no abate e esterilização das árvores e vegetação existente sobre e nas cercanias dos monumentos e no seu registo integral gráfico e fotográfico. Além de uma caracterização pormenorizada dos tumuli, esta atividade teve como intuito a criação de uma dinâmica de educação patrimonial e de consciencialização social, procurando potenciar a compreensão e preservação deste tipo de monumentos junto da comunidade, que, por desconhecimento e dificuldade de identificação no terreno, facilmente se encontram sujeitos a ações destrutivas.

De relembrar que esta intervenção arqueológica, que contou com uma dezena de voluntários, não só do concelho da Póvoa de Lanhoso, resultou numa parceria entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia de Lanhoso, a NEXO Património Cultural e a The Navigator Company.

O poster intitulado “Trabalhos de Valorização na Serra do Carvalho (Póvoa de Lanhoso)”, é da autoria de Gabriel R. Pereira, Mauro C. R. Correia, Gustavo M. M. Santos e Orlando Fernandes.

O referido Encontro de Jovens Investigadores decorreu em meados de dezembro.

Consultar aqui o cartaz.

BRAGA DIVULGA DOMUS DA ESCOLA VELHA DA SÉ

Actividades divulgam Domus da Escola Velha da Sé

O Município de Braga promove nos dias 28 de Novembro, 5 e 12 de Dezembro no ‘Domus da Escola Velha da Sé’ a actividade ‘Cantar Histórias’.

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Esta actividade é direccionada para o público sénior (utente dos Centros de Dia) e vai decorrer a partir das 14h45. O “Cantar Estórias” conta com a participação de António Castanheira e integrará ainda uma visita guiada ao espaço musealizado.

Para o dia 1 de Dezembro, no mesmo local, está agendado o ateliê ‘Mosaicos’. Esta é uma actividade, direccionada para o público em geral, serão abordadas técnicas de execução de um mosaico romano, materializando-se na criação de objectos uteis do dia-a-dia, tais como caixas porta presentes, porta lápis, mealheiros, marcadores de guardanapos ou outros, sempre decorados com motivos de mosaicos romanos.

A participação nestas actividades é gratuita mas carece de marcação prévia junto do pelouro do Património – Gabinete de Arqueologia, através do telefone 253 203 150 ou do e-mail gab.arqueologia@cm-braga.pt

BARCELOS: PROGRAMA "ARQUEOLOGIA À NOITE" CHEGOU AO FIM

Programa “Arqueologia à Noite” prestou grande contributo na divulgação do património do concelho. Novos projetos vão prolongar o espírito da iniciativa

Chegou ao fim o programa Arqueologia à Noite, uma atividade promovida pelo Município de Barcelos e que contou ao longo dos últimos dois anos com cerca de 800 participantes.

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Na última sessão, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, os intervenientes tiveram a oportunidade de interpretar e explorar o património local e descobrir a história dos monumentos e dos sítios do passado de Barcelos, através do manuseamento de diferentes tipos de materiais arqueológicos, na sua maioria utensílios com o mesmo tipo de função, mas com milhares de anos de intervalo entre eles.

Os participantes, munidos de luvas, puderam experimentar materiais do Paleolítico, caso dos seixos talhados e dos bifaces, ou os utensílios do Neolítico, como por exemplo os machados de pedra polida e as pontas de seta e, ainda, alguns artefactos da Idade do Bronze. Puderam, também, manusear os pesos de tear e fragmentos de telha produzidos durante a dominação Romana.

O programa Arqueologia à Noite iniciou-se em setembro de 2015 e registou um total de 16 sessões com a visita a uma dúzia de sítios arqueológicos e monumentos classificados existentes no concelho.

As atividades passaram pelas gravuras do Monte de São Gonçalo, pelo Mosteiro de Banho, pelas gravuras rupestres de Remelhe, pela Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva, pelo Balneário Castrejo de Galegos, pela Igreja e Convento de Vilar de Frades, pelo centro histórico medieval de Barcelos, pelo Mosteiro de Palme, pelo Paço dos Condes de Barcelos e ainda pelo edifício da Câmara Municipal, tendo-se repetido a visita à estação arqueológica do Castelo de Faria e às gravuras da Laje dos Sinais. As visitas foram sempre gratuitas e abertas ao público, tendo-se registado uma média de 50 participantes em cada sessão.

Este programa de visitas noturnas chega agora ao fim para dar lugar a um projeto de divulgação do passado de Barcelos através de outras vias, mas sempre com o objetivo de informar e formar o  público para o património do concelho.

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MUNICÍPIO DE FAMALICÃO ADQUIRE TERRENO DE INTERESSE ARQUEOLÓGICO EM CALENDÁRIO

Castro de S. Miguel-O-Anjo pode vir a integrar Rede de Castros do Noroeste Peninsular

A Câmara Municipal de vila Nova de Famalicão é, desde esta quarta-feira, proprietária de mais de 95 por cento do terreno do Castro de S. Miguel-O-Anjo, na freguesia de Calendário. O espaço que está classificado como imóvel de interesse público desde 1990, acolhe as ruínas de um povoado fortificado cujos achados arqueológicos apontam para uma datação que se situa entre o séc. I a.C. e o séc. I d.C..

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Aos mil metros quadrados que o município já detinha, somou-se agora 115 mil metros quadrados do terreno, adquiridos através de uma permuta com os proprietários. O Castro detém uma área total de 120 mil metros quadrados.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “a aquisição do terreno por parte do município representa um passo de gigante na salvaguarda e preservação deste património milenardando-nos a possibilidade de aprofundar o estudo e investigação sobre um passado que apesar de longínquo, nos pertence e deixou marcas”. Além disso,“dá-nos a possibilidade de apresentar candidaturas a fundos comunitários”.

Quem também fez questão de marcar presença na assinatura da aquisição do terreno foi o arqueólogo e professor da Universidade do Porto, Armando Coelho, que é também um dos responsáveis da Rede de Castros do Noroeste Peninsular.

Para Armando Coelho, a aquisição desta grande parcela de terreno por parte do município “é uma excelente notícia porque vai permitir um conjunto de ações como a realização de um levantamento topográfico e geofísico do terreno e área envolvente, que irão contribuir para uma investigação castreja mais completa e mais exigente”.

“É uma porta muito ambiciosa que se abre para o território de Vila Nova de Famalicão e para toda a região, que virá a facilitar uma candidatura deste espaço à Rede de Castros do Noroeste Peninsular”.

De resto, Paulo Cunha adiantou que a autarquia irá, em breve, preparar um Plano de Ação tendo em vista um conjunto de objetivos. “Para além da proteção deste património queremos também fazer uma gestão deste espaço numa vertente cultural, patrimonial e pedagógica associada a um espaço verde de qualidade onde será possível conjugar atividades de cariz desportivo e de lazer muito diversas, complementando assim a oferta já existente de espaços públicos de qualidade existentes no concelho”, explicou Paulo Cunha.

Refira-se que para além do Castro de S. Miguel-o-Anjo já classificado desde 1990, o município aguarda a classificação do Conjunto Arqueológico das Eiras, nas freguesias de Pousada de Saramagos, Joane, Vermoim e Vale (São Martinho) e na União das Freguesias de Vale (São Cosme), Telhado e Portela.

BRAGA: RICARDO RIO INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO DE SÃO MARTINHO DE DUME

Ricardo Rio inaugurou segunda fase do conjunto arqueológico. Núcleo Museológico de São Martinho de Dume é activo ‘importantíssimo’ para Braga e para o País

Braga apresenta agora mais um ponto de interesse na componente patrimonial. A segunda fase do Núcleo Museológico de São Martinho de Dume foi inaugurada este Sábado, 26 de Agosto, revelando-se um espólio muito significativo e exemplar da antiga arquitectura cristã da Europa Ocidental.

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A musealização das ruínas da antiga Catedral, localizadas sob a actual igreja paroquial de Dume e seus espaços circundantes, foi promovida pelo Município de Braga e pela União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, assumindo uma importância impar pela sua singularidade e valia patrimonial, constituindo-se como exemplar único. A sua valorização permitirá projectar as Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume para o mesmo patamar dos grandes conjuntos europeus similares, integrando-o nos circuitos internacionais de arquitectura cristã antiga.

“Este é um activo importantíssimo para Braga, para a região e para o país. Olharmos para a nossa história e preservarmos o nosso património é algo fundamental para podermos evoluir como sociedade”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a cerimónia de inauguração, elogiando a “determinação de todos aqueles que ao longo os anos sempre pugnaram pela valorização deste espaço e pela criação deste Núcleo Museológico”.

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Como explicou o Autarca a concretização de um projecto desta natureza “tem forçosamente que obedecer a questões técnicas e financeiras” que exigiram o compromisso de todos. “Em 2013, quando chegamos à Câmara Municipal, faltava dar este impulso para que este projecto se concretizasse, e tivemos o privilégio de ter a liderar a componente do Património o vereador Miguel Bandeira, o que facilitou a articulação com os diversos serviços, para que este projecto fosse agora uma realidade”, sublinhou Ricardo Rio.

Com a concretização deste projecto estão criadas as condições para que o Núcleo Museológico de Dume, enquanto centro de interpretação do monumento, funcione como polo cultural e lúdico, podendo albergar exposições, recepcionar visitas organizadas de público escolar e público indiferenciado mas também de especialistas em Arqueologia e História.

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Referindo-se à “grande mais-valia” que este projecto representa em termos turísticos e económicos, o Edil lembrou que, neste particular da valorização patrimonial, “a União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, sai extremamente privilegiada, uma vez que a este Núcleo Museológico, há que juntar o projecto do Convento de São Francisco que está a ser desenvolvido, mais uma vez, em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, e que vai possibilitar a criação de uma rede de activos turísticos fundamental para criar uma grande dinâmica a este território”, conclui Ricardo Rio, felicitando a União de Freguesias e o seu presidente pela perseverança para que este projecto fosse possível.

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Por seu turno, o presidente da União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, Francisco Silva, lembrou que esta é uma obra que todos os Dumienses anseiam há 30 anos. “Trata-se de uma obra grandiosa. Foram precisas três décadas para que os Dumienses tivessem acesso a este património que vai valorizar a freguesia e engrandecer o seu povo e, certamente, vai levar Dume a uma escala internacional. Para isso queremos aproveitar o grande fluxo turístico da Cidade em termos de turismo religioso e criar um roteiro que passe por Dume”, referiu Francisco Silva, lembrando o esforço dos anteriores executivos da Junta de Dume que, ao iniciar a primeira fase, abriram caminho para que esta nova fase fosse possível.

“Esta segunda fase só foi possível devido ao trabalho de muita gente. Trata-se de uma obra que preserva o património, a cultura e a grande história de Dume”, concluiu Francisco Silva, agradecendo à Universidade do Minho e ao Município de Braga “por todo o apoio e dedicação que prestaram a este projecto ao longo destes anos”.

Mandada construir pelo Rei Suevo Charrarico no ano 550, a antiga Catedral foi consagrada a S. Martinho de Tours, como voto de agradecimento pela cura do filho. Ao longo dos tempos até ao presente, todo o espaço em causa e envolvente, foi vivido e marcado pelas várias épocas sendo os períodos mais significativos, os vividos pelos Romanos, Suevos e Visigodos, Época Medieval e o passado mais próximo com a construção de uma Igreja e Capela.

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