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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO RECEBE FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO

Festival Internacional de Órgão regressa em outubro a Famalicão

O Festival Internacional de Órgão tem regresso marcado aos concelhos de Vila Nova de Famalicão e de Santo Tirso entre os dias 18 e 27 de outubro.

A apresentação da quinta edição da iniciativa, organizada pela associação cultural Tagus Atlanticus e pela empresa JMS Organaria com o apoio da autarquia, decorreu no passado domingo, dia 8 de setembro, com um concerto no Mosteiro de Arnoso Santa Eulália, no concelho famalicense.  

Para além dos concertos no concelho vizinho de Santo Tirso, no fim de semana de 18 a 20 de outubro, o festival apresenta três propostas de concertos em Famalicão: no dia 25, às 21h00, um recital de órgão na Igreja Matriz de Telhado; no dia 26, às 21h00, um concerto de harpa medieval e organetto na Igreja Matriz de Santa Maria de Oliveira e, por fim, no dia 27, pelas 17h00, um recital de órgão na Igreja Matriz de Ribeirão.

De acordo com Marco Brescia, diretor artístico, “o festival procura, a cada nova edição, visitar, para além das igrejas que possuem órgãos autênticos – quer históricos, quer modernos –, paróquias desprovidas de órgãos, às quais é temporariamente levado um órgão de pequenas dimensões, oferecendo, assim, a um público abrangente a oportunidade de desfrutar do encantamento que só um órgão legítimo é capaz de proporcionar”.  

“Esta tem sido sempre uma diretriz basilar do festival, uma vez que reforça a missão de formação de novos públicos e de democratização da música organística de excelência, fazendo do mesmo uma iniciativa de referência no cenário organístico internacional”, acrescentou.

Programa completo e mais informações em www.festivalinternacionaldeorgao.com

S. JOÃO D’ARGA NO CONCELHO DE CAMINHA É A ROMARIA MAIS GENUÍNA DE PORTUGAL

Manda a tradição que os romeiros também deiam uma esmola ao Diabo para este não andar a fazer diabruras

Milhares de romeiros rumaram a Arga de S. João para cumprir promessas a S. João ou pedir-lhe ajuda para arranjarem casamento ou cura de verrugas, quistos, doenças de pele e infertilidade. Muitos ainda vêm em ranchos como antigamente, subindo a pé o monte, cantarolando aqui e merendando acolá.

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Pelo caminho, o “penedo do casamento” é sítio obrigatório de paragem no percurso dos romeiros. Os solteiros atiram-lhe uma pedra para que esta fique em cima dele, dependendo o tempo de espera do casamento das tentativas feitas até o conseguir. Reza a lenda que o penedo “arranja testo para qualquer panela”… porém, como os tempos estão difíceis, vão ouvindo-se com frequência cantar os seguintes versos:

          Ó meu Senhor S. João

          Casai-me que bem podeis

          Já tenho teias de aranha

          Naquilo que bem sabeis

Uma vez chegado ao local do santuário, situado a cerca de 800 metros de altitude, os peregrinos dão três voltas à capela findas as vão dar uma esmola ao santo… e outra ao diabo!

Cumprida a devoção, a romaria dá lugar ao folguedo. Juntam-se os tocadores de concertina e abrem-se as goelas para os cantares ao desafio. Canta-se e dança-se no terreiro até ao amanhecer. Come-se e bebe-se nas tasquinhas à volta do santuário ou nas lojas dos “quarteis” onde também existe alojamento para pernoitar pois, caso contrário, terá de ser feito ao relento, na área envolvente do mosteiro. Apesar de ainda ser Verão, as noites são frias e, como agasalho, recomenda-se um copito de aguardente com mel, uma especialidade típica da Serra d’Arga.

Mal despontam os primeiros raios de sol, é chegada a altura de regressar a casa. A aldeia regressa à sua habitual pacatez e o silêncio volta à serra. Apenas uma escassa centena de almas habita as pouco mais de duas dezenas de habitações que compõem Arga de S. João, abrangendo uma extensão de treze quilómetros quadrados.

A Romaria de São João d’Arga é uma festividade única e de alcance nacional, como o comprovam os milhares de pessoas que ali se deslocam e a atenção dos media. Este ano, partiu de Caminha uma rusga com mais de uma centena de pessoas, para subir a serra a pé, a cantar, com a alegria que carateriza a romaria, que junta aspetos religiosos a outros de puro convívio e lazer.

Quem vai ao S. João d’Arga não prescinde da famosa aguardente com mel. Os cantadores fazem o gáudio do povo e, não raras as vezes, o desafio termina em pancadaria. E dança-se até a festa acabar que pode ser quando o sol despertar. Os céus iluminam-se com girândolas e lágrimas que fazem o orgulho do fogueteiro minhoto. E, quando a festa termina, depressa se reúnem os ranchos de gente que se haviam formado no dia anterior para a romaria. E lá vão todos abaixo, levando já consigo a saudade e a mente a fervilhar de sonhos. Para o ano, regressarão ao local, venerar o mesmo santo e reviver os momentos passados, pelo que é necessário que se façam novas promessas.

Fotos: Município de Caminha

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ARGA DE BAIXO: ARTE NA LEIRA 2019 “ABRE PORTAS” SÁBADO NA CASA DO MARCO

Mais de 40 artistas expõem na 21ª edição, em plena Serra D’Arga

Arranca este sábado, dia 20 de julho, mais uma edição da Arte na Leira, a 21ª, que ficará até 25 de agosto na Casa do Marco, em Arga de Baixo. A inauguração decorrerá pelas 18h30, e incluirá um conjunto de atividades de animação e fogo de artifício. Mário Rocha é, desde o início, o mentor do evento, que este ano junta mais de 40 nomes ligados às várias expressões artísticas, com destaque para a pintura, escultura, fotografia e cerâmica.

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Nome maior na pintura portuguesa contemporânea, Mário Rocha é um artista multifacetado que se exprime em múltiplas áreas, da cerâmica à escultura. Há 21 anos decidiu fazer da sua casa, em plena Serra d’Arga, uma galeria de arte moderna, contrariando opiniões que não conseguiam vislumbrar hipóteses de harmonia entre a arte moderna e a serra agreste e quase deserta. A incredulidade de alguns foi vencida logo nas primeiras edições e hoje a Arte na Leira está consolidada e é um sucesso todos os anos.

“A Serra d’Arga é hoje o centro das atenções, em parte devido ao intenso trabalho de defesa e valorização que estamos a desenvolver, com vista à sua classificação como área de paisagem protegida. É um esforço que iniciámos, de forma enérgica, há pouco mais de cinco anos, e que adquiriu maior visibilidade com a recuperação do Mosteiro de São João d'Arga, em 2014, ele próprio uma joia, agora ainda mais rica e mais brilhante, inserida no coração do riquíssimo património que constitui a nossa serra. Tivessem os políticos a sensibilidade dos artistas, e de um artista em particular, o nosso querido Mário Rocha, e a classificação da Serra d’Arga como área de paisagem protegida, com todos os benefícios que estão associados a esta categoria, já seria mais um capítulo da nossa memória enquanto território”, sublinha o presidente da Câmara.

Miguel Alves acrescenta: “e se é verdade que, como disse Fernando Pessoa, que ‘a arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos’, então Mário Rocha ficará para a história do concelho de Caminha como um dos nossos grandes inspiradores. Porque ele viu primeiro. Porque ele sentiu primeiro”. O presidente reconhece, assim, o contributo do artista Mário Rocha para a visibilidade e valorização, nacional e internacional, da Serra d’Arga.

“Ao instalar na Casa do Marco, em 1999, a ‘Arte na Leira’ - uma exposição de características inéditas, que soma sucessos desde a primeira edição – o artista contagiou-nos, fez-nos sentir que, não apenas a sua casa/galeria como toda a belíssima serra que a envolve, formam um património que nos torna mais ricos enquanto comunidade e enquanto território. Devemos-lhe também isso. Mário Rocha é um exemplo de inteligência e sensibilidade, combinados, diria, em igual medida, com humildade e profissionalismo”, conclui o presidente da Câmara de Caminha.

Mais de quatro dezenas de artistas terão a partir do próximo sábado, nesta 21ª edição, obras expostas na Arte na Leira, casos, entre outros, de Jaime Isidoro, Henrique Silva, Jaime Silva, Luís Coquenão e Henrique Sequeira.

PONTE DE LIMA: CERQUIDO É O REFÚGIO PERFEITO PARA SE AVENTURAR PELAS MONTANHAS DO MINHO

Hoje é o Dia Internacional da Montanha.

Cerquido Village and Spa, é um refúgio na Serra d’Arga, perfeito para se aventurar pelas montanhas do Minho à descoberta de recantos sagrados com séculos de estórias, mitos e lendas que, ainda hoje, instigam a nossa imaginação.

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Onde se vive num ritmo único. Onde há tempo para a família, para os amigos. Onde há tempo para caminhar, correr, andar de bicicleta ou a cavalo. Onde há tempo para observar as estrelas e relaxar. Onde há tempo para a natureza!

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ROMARIA A SÃO JOÃO D’ARGA É UMA DAS MAIS GENUÍNAS DO MINHO

A tradição ainda é o que era! – milhares de romeiros rumaram a Arga de S. João para cumprir promessas a S. João ou pedir-lhe ajuda para arranjarem casamento ou cura de verrugas, quistos, doenças de pele e infertilidade. Nem todos vão a pé como antigamente mas poucos são os minhotos que dispensam esta festa pois ela continua a ser uma das mais genuínas de toda a região e do país. E, até da vizinha Galiza não faltam os nossos irmãos galegos a comungar da mesma Fé – e da mesma identidade cultural!

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Muitos ainda vêm em ranchos como antigamente, subindo a pé o monte, cantarolando aqui e merendando acolá. Pelo caminho, o “penedo do casamento” é sítio obrigatório de paragem no percurso dos romeiros. Os solteiros atiram-lhe uma pedra para que esta fique em cima dele, dependendo o tempo de espera do casamento das tentativas feitas até o conseguir. Reza a lenda que o penedo “arranja testo para qualquer panela”… porém, como os tempos estão difíceis, vão ouvindo-se com frequência cantar os seguintes versos:

   Ó meu Senhor S. João

   Casai-me que bem podeis

   Já tenho teias de aranha

   Naquilo que bem sabeis

Uma vez chegado ao local do santuário, situado a cerca de 800 metros de altitude, os peregrinos dão três voltas à capela findas as vão dar uma esmola ao santo… e outra ao diabo!

Cumprida a devoção, a romaria dá lugar ao folguedo. Juntam-se os tocadores de concertina e abrem-se as goelas para os cantares ao desafio. Canta-se e dança-se no terreiro até ao amanhecer. Come-se e bebe-se nas tasquinhas à volta do santuário ou nas lojas dos “quarteis” onde também existe alojamento para pernoitar pois, caso contrário, terá de ser feito ao relento, na área envolvente do mosteiro. Apesar de ainda ser Verão, as noites são frias e, como agasalho, recomenda-se um copito de aguardente com mel, uma especialidade típica da Serra d’Arga.

Um poeta alfacinha de que não recordamos o nome, terá criado estes graciosos versos a repeito de S. João Baptista e de seu primo Jesus a quem baptizou nas águas do rio Jordão:

   São João, reparem nisto,

   Teve este grande condão;

   Ao baptizar Jesus Cristo,

   Foi quem fez de Cristo cristão

Mal despontam os primeiros raios de sol, é chegada a altura de regressar a casa. A aldeia regressa à sua habitual pacatez e o silêncio volta à serra. Apenas uma escassa centena de almas habita as pouco mais de duas dezenas de habitações que compõem Arga de S. João, abrangendo uma extensão de treze quilómetros quadrados.

- S. João d’Arga é uma das mais genuínas romarias minhotas. Para o ano lá voltaremos!

Fotos: Município de Caminha

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SERRA D’ARGA É PALCO DO II ENCONTRO DE ESCALADORES DE 31 DE AGOSTO A 2 DE SETEMBRO

A partir de amanhã, o Encontro de Escaladores da Serra D'Arga está de volta ao concelho.  Até domingo, a Serra d’Arga vai reunir praticantes de escalada e amantes de desporto de natureza, num dos locais de referência da modalidade, cujo objetivo é tornar esta área de Portugal numa das zonas escola de escalada de referência a nível nacional.

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Esta atividade é promovida pelo Clube de Escalada de Braga em pareceria com a Câmara Municipal de Caminha.

Para o Município, este encontro enquadra-se na sua estratégia de promoção da Serra d’Arga, já que a valorização do território da Serra d’Arga como espaço privilegiado de educação para a sustentabilidade e para o usufruto da natureza de forma integrada é um dos seus objetivos estratégicos. De facto, esta iniciativa assume um papel importante na valorização dos recursos endógenos e diferenciadores do território, como é o caso da Parede de Escalada de Penice, situada em Arga de Baixo, estrutura natural com caraterísticas e potencialidades de destaque para a prática da modalidade de escalada, nomeadamente para a escalada desportiva e bloco. A escalada é considerada um desporto seguro e responsável, que reúne várias gerações e potencia a prática familiar.

Assim, até domingo são muitas as atividades programadas dirigidas para os praticantes de escalada e para os amantes de desporto de natureza. De acordo com o Clube de Escalada de Braga, este ano existem cerca de 20 novas vias num total de mais de 60 vias que variam entre os graus IV e 7b de escalada desportiva. Além das vias de desportiva, existem outros sectores excelentes para os fãs da pratica de bloco, com um muito potencial e com milhares de linhas para serem abertas.

Programa:

Sexta-feira

12h30 - Abertura - Receção dos atletas no Mosteiro de São João d’Arga

Sábado

9h00 – 19h00 -  Atividades de escalada na parede de Penice

20h00 – Jantar convívio no Mosteiro de São João d’Arga

Domingo

9h00 – 17h00 - Atividades de escalada na parede de Penice

18h00 - Encerramento

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