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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE APOIA COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DO GRUPO DESPORTIVO DE APÚLIA

O Município de Esposende vai apoiar o Grupo Desportivo de Apúlia na comemoração dos 50 anos do clube.

Neste sentido, em reunião do executivo municipal, aprovou a atribuição de um apoio financeiro, no montante de 5 mil euros, destinado a ajudar a custear o programa comemorativo que a coletividade preparou para assinalar as bodas de ouro. De entre várias outras iniciativas, está prevista a edição de um livro e de um CD alusivos aos 50 anos do clube, bem como uma gala de homenagem a todos os que passaram ou representaram o Grupo Desportivo de Apúlia.

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Fundado a 1 de março de 1968, o Grupo Desportivo de Apúlia tem, ao longo destes 50 anos, registado uma forte dinâmica, envolvimento com a sociedade, áreas de atuação e afirmação no panorama desportivo local, regional e nacional, razão pela qual o Município entendeu prestar este apoio excecional.

Refira-se que, no âmbito da sua política desportiva, a Câmara Municipal tem vindo a apoiar os clubes e associações do concelho através do estabelecimento de programas de desenvolvimento desportivo, garantindo o pagamento das taxas de filiação, inscrição, cartões e seguros dos atletas dos escalões de formação, exames médicos e apoio à atividade regular.

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SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM NO FOLKLOURES’18

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’18

O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia, concelho de Esposende, vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

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Sargaço! Sargaço! – grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

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SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM NO FOLKLOURES’18

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’18

O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia, concelho de Esposende, vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

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Sargaço! Sargaço! – grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

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SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM NO FOLKLOURES’18

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’18

O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia, concelho de Esposende, vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

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Sargaço! Sargaço! – grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

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ECOVIA DO LITORAL NORTE AVANÇA ENTRE FÃO E APÚLIA

Lançado troço Fão-Apúlia da Ecovia do Litoral Norte

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, presidiu, esta tarde, à cerimónia de colocação da primeira pedra do troço Fão-Apúlia da Ecovia do Litoral Norte. A empreitada corresponde a um investimento de aproximadamente 1 milhão 160 mil euros e integra o programa Polis Litoral Norte e o PAMUS (Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável) do Cávado, sendo financiada a 85% pelo FEDER através do NORTE 2020.

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Este troço terá uma extensão de 6 quilómetros e 200 metros e vai ligar a zona ribeirinha de Fão à Praia da Ramalha, em Apúlia, integrando o circuito da Ecovia do Litoral Norte, que ligará o concelho de Esposende a Caminha, e que interligará com a Ecovia do Cávado Homem.

Intervindo na sessão que decorreu no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Fão, Benjamim Pereira assinalou que a Ecovia do Litoral constituirá uma revolução no conceito de mobilidade suave e um importante ativo para o Município, que contribuirá para a valorização do território concelhio. A Ecovia vai tomando forma, sendo que se encontram já concluídos os troços da Avenida Marginal de Esposende, executada no âmbito da terceira fase da requalificação da zona ribeirinha, e a Marginal de Fão, estando em execução a empreitada de construção da Ponte Pedonal e Ciclável sobre o Rio Neiva, em Antas, o percurso da margem esquerda do Estuário do Rio Neiva, também em Antas, e os troços Cepães-Rio de Moinhos e Marginal de Esposende-Cepães. Contas feitas, Esposende soma aproximadamente 4,5 milhões de euros de investimento em infraestruturas desta natureza, considerando também o troço Fão-Fonte Boa da Ecovia do Cávado Homem, frisou Benjamim Pereira prevendo que, no final deste mandato, o investimento atinga os 10 milhões de euros, caso se concretize também a construção de uma ponte pedonal e ciclável sobre o Rio Cávado, a jusante da atual Ponte de Fão. Além desta nova travessia, cujo projeto está em estudo, está em perspetiva o prolongamento do Ecovia do Cávado Homem de Fonte Boa até ao limite com o concelho de Barcelos.

Nesta que foi a segunda cerimónia pública em Fão este mês de fevereiro, o Presidente da Câmara Municipal relembrou os investimentos municipais na União das Freguesias de Apúlia e Fão, como a alienação de uma parcela da Estação Radionaval de Apúlia, a aquisição do edifício Pérola, a requalificação da EB do Facho e do edifício da antiga EB de Areia para acolher o Centro Interpretativo do Sargaço, a ampliação do Campo dos Sargaceiros, a requalificação da Rua da Igreja, em Apúlia, e a beneficiação da iluminação pública em Ofir, e adiantou que no âmbito do PARU, será executada a requalificação da Alameda do Bom Jesus.

Benjamim Pereira referiu que a estes investimentos se somam muitos outros nas demais freguesias do concelho, em cumprimento do programa de desenvolvimento do Município em curso que, frisou, assenta numa lógica de coesão territorial e perspetiva a melhoria da qualidade de vida da população e a criação de emprego. Salientando o empenho do Município na captação de fundos, o Autarca notou que, face aos recursos financeiros disponíveis, se impõe uma gestão rigorosa com base em critérios e prioridades e, neste sentido, apelou à cooperação e entreajuda. Terminou a sua intervenção, expressando um conjunto de agradecimentos.

O Presidente da Junta da União das Freguesias de Apúlia e Fão, Luís Peixoto, exprimiu a sua satisfação pelo arranque de mais uma obra em Fão, frisando que a Ecovia é uma infraestrutura “extremamente importante” para aquela união de freguesias e para o concelho, tanto no plano da mobilidade como a nível turístico.

Salientando que são residuais os recursos financeiros das Juntas de Freguesia, Luís Peixoto manifestou a expetativa de que a Câmara Municipal dê continuidade às obras e investimentos na União das Freguesias de Apúlia e Fão e aproveitou a oportunidade para sinalizar algumas situações que carecem de resolução, que se prendem nomeadamente com estacionamento abusivo no período balnear e com mobilidade e as necessárias condições de segurança. Em resposta, o Presidente da Câmara Municipal manifestou total disponibilidade para procurar a melhor solução para cada caso.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE DISPONIBILIZA AUTOCARRO PARA A FREGUESIA DE APÚLIA

Como tinha sido anunciado em abril último pelo presidente da Câmara Municipal de Esposende, foi ontem entregue à União de Freguesias de Fão e Apúlia um novo autocarro, que agora passa a servir as instituições de Apúlia.

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O Município comparticipou com um apoio financeiro de 108 380,47 euros, correspondente a 90% do valor do veículo de transporte de passageiros, com capacidade para 31 passageiros, que foi adquirido pela Junta da União de Freguesias.

Foi no parque de estacionamento da Igreja Matriz de Apúlia que decorreu a cerimónia, bem próximo do local onde decorrem os trabalhos de beneficiação e infraestruturação da Rua da Igreja, no troço compreendido entre a Avenida da Praia e a Avenida do Mar, correspondendo a um investimento de 353 594 euros. Lembre-se que, no anterior mandato, o Município de Esposende investiu nesta freguesia mais de cinco milhões de euros.

“Sabemos o compromisso que assumimos com as gentes de Apúlia. Estaremos sempre disponíveis para concretizar as necessidades dos habitantes de Esposende. De todos!” Vincou Benjamim Pereira na cerimónia de bênção que reuniu muitos apulienses.

De resto, o presidente da Câmara Municipal de Esposende lembrou os compromissos assumidos com o clube de futebol local (melhoria do recinto de jogos), com os pais e encarregados de educação da Escola do Facho e com todas as associações de Apúlia.

Na apresentação do veículo que vai transportar apulienses de todas as idades, o presidente da Junta da União de Freguesias de Fão e Apúlia, Luís Peixoto, deixou o pedido para que fosse “melhorada a Rua do Pombal e lembrou a necessidade de uma retroescavadora”, solicitações que merecerão a devida a atenção do Município de Esposende, conforme foi garantido por Benjamim Pereira.

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SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM NO FOLKLOURES’18

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’18

O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia, concelho de Esposende, vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

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Sargaço! Sargaço! – grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

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ESPOSENDE REALIZA REABILITAÇÃO URBANA

Município de Esposende avança com Operações de Reabilitação Urbana em Marinhas, Esposende, Fão e Apúlia

O Município de Esposende vai avançar com as Operações de Reabilitação Urbana (ORU’s) de Marinhas, Esposende, Fão e Apúlia, na sequência da aprovação dos Programas Estratégicos de Reabilitação Urbana (PERU), hoje, em reunião do executivo municipal.

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 Trata-se das linhas de ação definidas no âmbito do PARU - Plano de Ação para a Reabilitação Urbana e da delimitação das respetivas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU’s), plano que prevê um investimento de aproximadamente quatro milhões de euros, sendo que, deste valor, o Município garantiu 3 438.521 euros de financiamento.

Os Programas Estratégicos de Reabilitação Urbana serão agora submetidos a discussão pública, por um período de trinta dias após publicação do anúncio em Diário da República, e serão também remetidos ao IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana para emissão de parecer não vinculativo. Findo o período de discussão pública, os PERU’s serão remetidos à Assembleia Municipal de Esposende para aprovação.

O Município definiu as áreas de Esposende, Marinhas, Apúlia e Fão por serem espaços urbanos consolidados, com relevante interesse patrimonial e que apresentam alguns problemas de degradação física dos edifícios, locais que, de resto, têm estado na base de outras medidas de reabilitação urbana, adotadas pela Câmara Municipal.

Componente indispensável ao desenvolvimento socioeconómico e urbano local, o PARU insere-se num plano mais alargado, decorrente do novo regime jurídico da reabilitação urbana que veio estabelecer novas regras às autarquias locais, desde logo, a possibilidade de delimitar e assegurar a promoção das medidas necessárias à reabilitação das áreas urbanas que dela careçam.

Trata-se de um importante instrumento de ordenamento do território face aos desafios ao quadro comunitário “Portugal 2020”, à importância conferida aos centros históricos e frentes ribeirinhas, nomeadamente espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, equipamentos, atividades económicas e infraestruturas correspondentes.

As operações urbanísticas devem ter por base a sustentabilidade das intervenções, a manutenção da identidade local e a criatividade nas propostas que visem a revitalização e dinamização de cada uma das áreas.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, nota que “particulares e entidades privadas que queiram fazer obras ficam abrangidos por benefícios fiscais aplicáveis nas operações urbanísticas a desenvolver”, sendo que a estratégia passa também por “incentivar a atividade económica nos setores ligados à reabilitação urbana, contribuindo para a criação/manutenção de emprego”.

“Sendo Esposende um concelho com vocação turística é preocupação do Município garantir uma adequada imagem urbana”, refere Benjamim Pereira, clarificando que, neste sentido, “o Município tem vindo a atuar no sentido de garantir a manutenção e conservação dos edifícios em estado de degradação, em risco de ruína ou que, por questões de salubridade, possam constituir perigo para a saúde pública, tanto nos núcleos urbanos como em todo o concelho”.

Não obstante a legislação determinar a realização de obras de conservação dos edifícios pelo menos uma vez em cada período de oito anos, vão subsistindo situações em que os edifícios atingem um grau de degradação acentuado obrigando a Câmara Municipal a intervir. Assim, com base na avaliação de cada situação mediante a realização de uma vistoria, a Autarquia define o tipo de intervenção a realizar e estipula o prazo de execução das obras de conservação necessárias à melhoria do arranjo estético dos edifícios em caixa, medidas que são sempre sujeitas à aprovação do executivo municipal.

O Município de Esposende realizará uma sessão pública para esclarecimento dos potenciais interessados sobre os Programas Estratégicos de Reabilitação Urbana.

ESPOSENDE REQUALIFICA RUA DA IGREJA EM APÚLIA

Município de Esposende lança obra de requalificação da Rua da Igreja em Apúlia

Realizou-se hoje, a cerimónia de colocação da primeira pedra da obra de beneficiação e infraestruturação da Rua da Igreja, em Apúlia, no troço compreendido entre a Avenida da Praia e a Avenida do Mar, correspondendo a um investimento de 353 594 euros.

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“Esta requalificação urbanística dará condições de segurança a quem aqui circula e ficará ligada à obra que decorre junto à escola. Somado à obra das instalações sanitárias que estamos a realizar junto à igreja, as três obras somam 450 mil euros”, adiantou o presidente da Câmara Municipal de Esposende.

Mas, em Apúlia outras obras estão no terreno: a rua do Pinhal e as garagens para o prédio social representam 200 mil euros; a intervenção em vias e o parque de estacionamento junto ao cemitério representam 200 mil euros; a renovação do campo de jogos; em junho arranca a construção da Ecovia, no valor de 1 milhão e cem mil euros, para ligar a praia da Ramalha à ponte de Fão. “Vamos efetuar obras de 750 mil euros no portinho de pesca da Couve, resolvemos o problema do prédio inacabado da frente de mar e concretizamos a aquisição do edifício Pérola, edifício de grande valor e com impacto urbanístico e turístico. Com a gente de Apúlia e com a Junta de Freguesia vamos decidir o que fazer ao imóvel. Hoje, aquele edifício tem caráter público e custará 600 mil euros que serão pagos em três prestações”, apontou Benjamim Pereira. No próximo ano letivo também já estará ao serviço da comunidade de Apúlia, o novo autocarro cuja aquisição foi apoiada pela autarquia.

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“No total, são mais de três milhões de euros investidos em Apúlia. Não me quero comparar com ninguém, muito menos dizer que fazemos mais ou menos que os outros, mas está à vista de todos o investimento que estamos a fazer no município. Não precisamos de fantasiar, a coberto de falsos perfis de Facebook ou de blogues”, concluiu o presidente da Câmara Municipal de Esposende.

Por seu turno, Luís Peixoto, presidente da União de Freguesias de Apúlia e Fão, enalteceu o investimento do município. “Em 2014 apresentamos um documento a que chamamos Conjugação de esforços entre a Câmara Municipal e a Junta. Sabemos que há tramitações que atrasam a realização das obras tão ansiadas pelas populações, mas agradecemos ao senhor presidente mais este investimento na freguesia e tenho de aqui reconhecer que tem sido profícuo o relacionamento entre as duas entidades”, apontou Luís Peixoto.

A Rua da Igreja, em Apúlia é uma das principais e mais antigas artérias da Vila, onde se localizam edifícios emblemáticos como a Capela de Nossa Senhora da Caridade e a Igreja Matriz de Apúlia. Integrada no Plano de Investimento nas Freguesias delineado pelo Município de Esposende, a obra terá a duração de 120 dias e contempla a beneficiação das redes de abastecimento de água, de drenagem de águas pluviais e de saneamento, e das redes das infraestruturas elétricas e de telecomunicações, bem como a execução de passeios e a consolidação do muro de contenção da linha de água com substituição do rail de proteção por um muro. A intervenção prevê, ainda, a introdução de uma passadeira na extremidade sul do arruamento, a recuperação do fontanário existente junto à Capela de Nossa Senhora da Caridade e da Igreja Matriz e a arborização do Largo Padre Manuel Alberto, para além da repavimentação do troço intervencionado.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE APROVA VERBAS PARA REABILITAÇÃO URBANA DE APÚLIA, FÃO, ESPOSENDE E MARINHAS

Quatro milhões para reabilitação urbana de Apúlia, Fão, Esposende e Marinhas

A Câmara Municipal de Esposende acaba de ver aprovado, pela Comissão Diretiva do Norte 2020, o Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), no valor que ultrapassa ligeiramente os três milhões de euros, mas que pode atingir os quatro milhões, mercê das bonificações decorrentes do cumprimento dos prazos e normas estipuladas. Esta medida beneficiará as zonas urbanas de Apúlia, Fão, Esposende e Marinhas.

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Segundo o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, este plano que contempla a recuperação de imóveis, nas zonas de maior densidade urbana, significa “dinheiro para investimento público, com todo o proveito para os privados, em condições vantajosas, pois contempla vasta isenção de taxas”.

Tida como componente indispensável ao desenvolvimento socioeconómico e urbano local, o programa insere-se num plano mais alargado, decorrente do novo regime jurídico da reabilitação urbana que veio estabelecer novas regras às autarquias locais. Desde logo, a possibilidade de delimitar e assegurar a promoção das medidas necessárias à reabilitação das áreas urbanas que dela careçam.

Face aos desafios do novo quadro comunitário (Portugal 2020), à importância conferida aos centros históricos e frentes ribeirinhas, nomeadamente espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, equipamentos, atividades económicas e infraestruturas correspondentes, as ARU são um importante instrumento de ordenamento do território.

O Município de Esposende “arriscou” a elaboração dos quatro projetos de reabilitação, colhendo agora os frutos de tal estratégia de renovação urbana, ganhando vantagem na submissão de candidaturas a fundos comunitários. Particulares e entidades privadas que queiram fazer obras ficam, também, abrangidos por benefícios fiscais aplicáveis nas operações urbanísticas a desenvolver.

O Município de Esposende definiu as áreas de Apúlia, Fão, Esposende e Marinhas, por serem espaços urbanos consolidados, com relevante interesse patrimonial e que apresentam alguns problemas de degradação física dos edifícios. De resto, esses locais têm estado na base de outras medidas de reabilitação urbana, adotadas pela Câmara Municipal de Esposende.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, as áreas constituem um “instrumento fulcral de planeamento, pois determinam uma intervenção integrada de reabilitação, a qual trará também benefícios para os particulares, nomeadamente de natureza fiscal”. Benjamim Pereira sublinha que este trabalho de planeamento urbano será desenvolvido em articulação com as respetivas Juntas de Freguesia, abrindo também a discussão à comunidade.

SARGACEIROS DA APÚLIA DESLUMBRAM LISBOETAS

Lisboa rendeu-se aos sargaceiros da Apúlia. O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia desceu à capital para mostrar como se canta e dança na sua terra, os seus usos e costumes muito peculiares.

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Desde a Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, onde se concentraram para desfilar, ao longo do percurso e no largo do Martim Moniz, os sargaceiros foram sempre rodeados de numerosas pessoas – lisboetas, imigrantes e turistas – que lhes fizeram inúmeras fotografias e sobretudo os aplaudiram e acarinharam.

Trajando a branqueta e a cabeça coberta com o sueste, levaram consigo o galhapão, a gaiteira e a carrela que são os utensílios da sua faina. E, tendo o castelo de S. Jorge como um dos magníficos cenários, os sargaceiros cantaram e dançaram para o numeroso público que os aguardava. E a sua atuação constituiu a apoteose do magnífico festival de folclore organizado pelo BESCLORE – Grupo de Danças e Cantares do Grupo Novo Banco, uma iniciativa que contou também com a participação do Rancho Folclórico de Vilela, o Grupo Folclórico de S. Miguel da Carreira, o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato e o Grupo de Percussão “Bombrando”.

Fundado em 1934, o Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia é um digno representante do folclore do Minho.

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SARGAÇO! SARGAÇO!

- grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

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No próximo dia 17 de Setembro, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, no concelho de Esposende, vai atuar em Lisboa, no Festival Nacional de Folclore que o Grupo BESCLORE leva a efeito no Largo do Martim Moniz. O espetáculo será antecedido de um desfile etnográfico a partir da Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, um momento sempre muito apreciado pelo público.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

A iniciativa conta ainda com a participação do Rancho Folclórico de Vilela, o Grupo Folclórico de S. Miguel da Carreira, o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato, o Grupo de Percussão “Bombbrando” e o anfitrião, BESCLORE – Grupo de Danças e Cantares do Grupo Novo Banco.

Fotos: http://www.sargaceiros.com.pt/

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ESPOSENDE: APÚLIA FOI ELEVADA Á CATEGORIA DE VILA HÁ PERTO DE 30 ANOS E O PROJECTO DE LEI EXALTOU A AUTÊNTICIDADE DO RANCHO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO

“Na Praia de Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao traje do Homem — Saio Romano, apertado por cinturão espesso. Descalços e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente. Daí, o aprumo de todos os que entram na roda. Sem ele, nada feito: semelhantes aos companheiros do Rei Artur, os Sargaceiros de Apúlia sentam-se «perdão, bailam!» à roda da Távola Redonda. E as pernas serpenteiam, enquanto os corpos estremecem dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge-nos como que emparedada, à vista os bailadores mal mudam de sítio. Todavia a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão.

Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas [...]”

- Pedro Homem de Melo

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Na sessão legislativa de 15 de dezembro de 1987, da V Legislatura da Assembleia da República, foi pelo Partido Social Democrata apresentado o Projecto de Lei nº. 138/V, com vista à elevação da povoação de Apúlia, no concelho de Esposende, à categoria de Vila. Foram proponentes os deputados António Fernandes Ribeiro, Barbosa de Azevedo, Fernando Conceição, Lemos Damião, Virgílio Carneiro, Alberto de Oliveira e mais três subscritores.

A proposta teve como particularidade, entre outros aspetos dignos de nota, as referências feitas ao Rancho Folclórico dos Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia e ainda as citações a estudos históricos do escritor esposendense Albino Penteado Neiva. Transcreve-se a referida proposta que foi aprovada.

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PROJECTO DE LEI N.° 138/V

ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE APÚLIA, NO CONCELHO DE ESPOSENDE, A CATEGORIA DE VILA

O crescimento e desenvolvimento das povoações justifica, em muitos casos, a sua reclassificação na hierarquia da respectiva organização administrativa. Verifica-se, sobretudo após 1974, uma autêntica explosão desenvolvimentista, que assenta nos órgãos autárquicos (juntas de freguesia, câmaras municipais e respectivas assembleias), que, por acção directa em obras e melhoramentos e em conjugação com outros organismos oficiais, procuram dar satisfação aos interesses e anseios das populações.

Apúlia, freguesia do concelho de Esposende, distrito de Braga, é uma povoação rica de tradições, que se encontra num assinalável ritmo de crescimento comercial, industrial, turístico, urbanístico e populacional.

Assim, e por deliberação unânime da assembleia de freguesia tomada em sua sessão extraordinária de 28 de Novembro de 1987, se apresenta o projecto de lei de elevação de Apúlia à categoria de vila, dando corpo a um anseio da sua população, fundamentado em razões de índole histórica, geográfica, económica, sócio--cultural e administrativa.

Razões históricas

A origem de Apúlia está ligada à tradição de que os Romanos lhe haviam dado esse nome devido à semelhança existente com a Apúlia italiana, hoje denominada Terra de Otranto, Terra de Bari e Capitonato (Arquivo Histórico Português, vol. ii, 1898, p. 311). Também há quem pretenda derivá-lo de apulus, termo latino que significa «coisa própria, ou característica de determinada terra» (Manuel de Boaventura, «O sarga-ceiro», in Diário Ilustrado, de 7 de Abril de 1957). Segundo Manuel de Boaventura, esta aldeia ergueu-se sobre as ruínas desta Apúlia romana e no início da nacionalidade era conhecida pelo Couto de Pulha (Teotónio da Fonseca, Esposende e o Seu Concelho, 1936, p. 53).

Manuel de Boaventura, em Novembro de 1956, foi alertado no sentido de visitar esta localidade (Apúlia), pois tinham aparecido ricos vestígios arqueológicos num local denominado por Ramalha, onde, segundo a tradição, teria existido a desaparecida Vila Menendiz. Aí, o contista depara com mós manuais, fragmentos de cerâmica e pedras trabalhadas. Mais tarde recolhe vários fragmentos de ânfora e depara com alicerces e colunas. Também o P.e Manuel Domingos de Bastos dizia:

[... ] é facto histórico e não mera hipótese ou conjectura. Chamava-se Vila Menendiz ou Vila de Mende e foi Couto de Tibães [...] Não se sabe ao certo a extensão que tinha a vila, mas há tradição local que era situada entre os limites de Apúlia e os de Estela, que tinha um porto pesqueiro e nas imediações uma localidade que seria, talvez, a Apúlia primitiva, à Vila de Mende conferiu foral D. Afonso Henriques [...] [Manuel Domingos Basto, «Em prol da lavoura nortenha: Problemas económico-sociais», in Jornal de Notícias, de 21 de Outubro de 1943].

Quanto à origem de Apúlia e segundo documentação escrita, pode-se dizer:

Em meados do século xii (1145) dá-se uma cisão, embora amistosa, entre Cónegos da Sé de Braga e o Arcebispo D. João Peculiar, que, por acordo, resolveram separar a Mesa Capitular da Mesa Episcopal. Atente-se que os Cónegos da Sé de Braga eram Senhores do Couto de Apúlia. Mais tarde, em 24 de Dezembro de 1165, é feita a divisão entre o Cabido e o Arcebispo das propriedades e rendas do Couto de Apúlia e Criaz, divisão esta ratificada no tempo do Arcebispo D. Godinho, em 31 de Janeiro de 1188. Chegamos ao século xiu, quando D. Afonso li, em 1220, manda inquirir as suas terras, surge Apúlia, designada por «Sancto Michaeli de Púlia» e pertencia às terras de Faria [...] Nestas inquirições diz-se que não eram terras reguengas do rei e que eram Couto de Braga [...] [Albino Penteado Neiva].

Importa referir que o Couto de Pulha (como então era chamada a actual freguesia de Apúlia) constituída concelho, governado por um juiz ordinário (que também servia de juiz dos órfãos), dois vereadores, procurador e meirinho (que também servia de porteiro do Couto), todos eleitos trienalmente pelo povo, sob a presidência do ouvidor do arcebispo. Havia ainda um escrivão.

No lugar da Igreja existia a Câmara, tribunal, cadeia, quartel e, ao lado, o Paço do Ouvidor, que foram demolidos antes da implantação da República. Existia ainda um pelourinho e, mais para nascente, a forca (ainda hoje é designado o local por Sítio da Forca).

O concelho de Apúlia foi extinto com as reformas administrativas de 1836. (António Veiga Araújo, in Boletim Cultural de Esposende, n.os 9/10, Dezembro de 1986).

Pode-se, portanto, concluir que Apúlia foi fundada sobre as ruínas de uma vila, foi couto de Braga e sede de concelho.

Razões geográficas

A freguesia de Apúlia situa-se no extremo sul do concelho de Esposende, confinando a norte com Fão, a nascente com Fonte Boa e Barqueiros, esta do concelho de Barcelos, a sul com Estela (do concelho da Póvoa de Varzim, distrito do Porto) e a poente com o oceano Atlântico.

A área da freguesia de Apúlia é de 1051 ha (10,50 km2), constituindo a maior freguesia do seu concelho.

Razoes demográficas

A evolução demográfica desta freguesia apresenta, ao longo dos séculos, os seguintes dados: em 1220 tinha 32 casais; no século xv eram 150 vizinhos; em 1758, 624 pessoas, em 1887, 1505 pessoas; em 1896, 1542 pessoas; em 1936, 2340 pessoas; em 1970, 2940 pessoas, e em 1981 (censo), 3758 pessoais. Podendo-se calcular que em 1987 ultrapassará as 4500 pessoas.

Importa aqui referir que, dado que Apúlia é uma freguesia de extrema importância no campo turístico, pois é estância balnear muito procurada pelos povos residentes no distrito de Braga e limítrofes, devido às suas condições naturais e às propriedades terapêuticas que

muitos atribuem à sua praia, considerada e, muito justamente, a mais iodada do Pais, à qual foi atribuída a bandeira azul da CEE no corrente ano. Tendo sido, em tempos pouso de muitas famílias ilustres da região, que aqui possuíam residências próprias e vinham, em época de férias, descansar e conviver com a população local, desencadeando então aquela que é uma das actuais características de Apúlia — tenra de segunda residência.

Assim vê esta povoação aumentar imensamente a sua população residente na época balnear (pecando por defeito, pode-se afirmar que a mesma triplica). Em consequência do acima referido, não podem nem devem tomar-se como muito fidedignos ou reais os números que os censos indicam, porque não correspondem à realidade da freguesia, ficando-lhe muito aquém.

O número de cidadãos eleitores era em 1986 de 2685 e em 1987 (após actualização) de 2756.

Razões económicas

A nível industrial tem vindo esta freguesia, de há uns anos a esta parte, a registar uma acentuada melhoria, contando neste momento com sete fábricas de confecções têxteis, bem como:

Uma fábrica de tecelagem;

Um fotógrafo;

Duas serralharias;

Dois stands de máquinas agrícolas;

Cinco oficinas de mecânica;

Duas fábricas de moagem de farinha;

Sete carpintarias mecânicas;

Um marmorista;

Quatro indústrias de camionagem;

Duas indústrias de materiais de construção;

Três pensões;

Uma residencial;

Quinze restaurantes;

Onze cafés;

Uma pastelaria com fabrico próprio; Uma padaria com fabrico próprio; Dezoito mercearias e ou minimercados; Seis drogarias; Quatro talhos;

Seis lojas de pronto-a-vestir (boutiques);

Quatro lojas de electro-domésticos;

Uma farmácia;

Uma agência funerária;

Três lojas de quinquilharias;

Uma ourivesaria;

Uma alfaiataria;

Um alambique;

Cinco concessionários da praia, etc.

Note-se ainda que durante a época balnear se realizam nesta freguesia um mercado diário e uma feira semanal. Nesta época são inúmeros os vendedores ambulantes que invadem esta freguesia, oriundos de regiões economicamente mais desfavorecidas, procurando explorar o extraordinário aumento populacional.

Possui uma rede de distribuição de energia eléctrica e iluminação pública que cobre a totalidade da freguesia, assim como rede de distribuição de água ao domicílio, cobrindo a sua quase totalidade, estando neste momento em curso a elaboração do projecto para saneamento básico.

Dispõe de uma estação dos CTT moderna e funciona], dotada de central telefónica.

Dispõe de telefones públicos.

A nível económico saliente-se que parte da população se dedica à agricultura, aqui bastante rica e produtiva, em consequência das famosas «masseiras», únicas no País.

Não obstante a actividade acima referida, saliente--se o turismo, o comércio, a indústria e a pesca, que, no seu todo, contribuem para que praticamente se não registe desemprego nesta freguesia.

Razoes sociais

Possui uma casa do povo com salão de espectáculos. Dispõe de um salão paroquial com salão de espectáculos.

Tem serviços médico-sociais com um posto clínico (n.° 3022), vários consultórios médicos e um posto de análises clínicas.

Está em fase de construção a sede da Junta com verba orçada pelo Ministério da Administração Interna.

Possui um campo de futebol amplo, moderno e funcional, encontrando-se prevista, em plano de actividades da Câmara Municipal, a construção de uma bancada para o mesmo, bem como em estudo um protocolo com a Direcção-Geral dos Desportos com vista à reconstrução e melhoria dos balneários. De referir que está em fase de negociações por parte da Câmara Municipal a vista à construção de um centro de saúde e de um pavilhão gimnodesportivo.

Possui um posto da Guarda Fiscal.

Possui uma estação radiogoniométrica aeronaval, considerada uma das mais bem apetrechadas da Península Ibérica.

Possui várias colónias de férias, a saber: Colónia Balnear do Centro Regional de Segurança Social de Braga; Colónia de Férias Centro Social Padre David de Oliveira Martins; Colónia de Férias Sá Carneiro; Colónia da Legião de Maria, e Centro Social João Paulo II, recentemente inaugurado.

Note-se que Apúlia é dotada de uma rede viária bastante aceitável, prevendo-se a sua acentuada melhoria aquando da entrada em vigor do Plano Geral de Urbanização de Apúlia, em vias de se verificar. Possui também uma razoável rede de transportes públicos, servida por táxis e pelas empresas Caetano Cascão Linhares e Auto Viação do Minho, L.da, transportes estes que na época balnear são substancialmente reforçados, quer por estas, quer por outras empresas.

Razoes culturais, desportivas e recreativas

Existem na freguesia seis escolas do ensino básico, compreendendo 21 salas de aula e 29 professores, bem como um posto de PRO (Telescola), n.° 179, com oito professores, e ainda um jardim-de-infância com dois lugares de educador.

Dispõe de várias organizações de âmbito desportivo, recreativo e cultural, entre as quais importa referir:

Grupo Desportivo de Apúlia (I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Braga e Campeonato Regional de Juniores da mesma Associação);

Clube de Caca e Pesca;

Secção Columbófila da Casa do Povo de Apúlia; Rancho dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia (adulto e infantil); Grupo Nacional de Escutas de Apúlia; Grupo Cénico do Centro Paroquial de Apúlia.

Destes grupos impõe-se que se destaque o Rancho dos Sargaceiros de Apúlia, quer pela sua originalidade, pureza e beleza, quer pela implantação que o mesmo tem, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Fundado em 1934, baseou-se essencialmente na indumentária característica e genuína do sargaceiro. Foi então organizado para tomar parte na Exposição do Mundo Colonial Português, que teve lugar em Lisboa.

Este grupo vem mantendo, através dos tempos, as características e o genuíno, sem alterações nem modernismos. Tal como dizia o poeta Pedro Homem de Melo:

Na Praia de Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao traje do Homem — Saio Romano, apertado por cinturão espesso. Descalços e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente. Daí, o aprumo de todos os que entram na roda. Sem ele, nada feito: semelhantes aos companheiros do Rei Artur, os Sargaceiros de Apúlia sentam-se «perdão, bailam!» à roda da Távola Redonda. E as pernas serpenteiam, enquanto os corpos estremecem dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge-nos como que emparedada, à vista os bailadores mal mudam de sítio. Todavia a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão.

Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas [...]

Em actividade ininterrupta, este grupo, representante ímpar do folclore português, verdadeiro ex-líbris da freguesia e do seu concelho, tem sido requisitado para os maiores festivais folclóricos do País e do estrangeiro, onde tem recolhido estrondosos êxitos e louvores.

Razões monumentais

No aspecto monumental, Apúlia possui inúmeras capelas e igreja matriz, cuja data remonta, pelo menos, a 1696. Das capelas mais importantes podemos salientar a da Senhora do Amparo, construída por volta de 1785, a de São Bento (1655), a da Senhora da Guia e a da Senhora da Caridade (1881).

Existem ainda alguns edifícios que, pela sua traça, são de realçar (a Casa do Cónego, castelo e casas rurais do lugar da Igreja, bem como a casa brasonada dos Saraivas).

Pela sua importância documental e pela beleza ímpar que emprestam à paisagem, realcem-se ainda os moinhos de vento, que, junto à costa, sobre as dunas, tornam a praia de Apúlia uma das mais belas que é possível encontrar-se.

Todos estes edifícios se encontram em excelente estado de conservação.

Razões urbanísticas

Está em fase de conclusão o Plano Geral de Urbanização de Apúlia.

Possui planos de pormenor de urbanização (Plano de Pormenor de Urbanização da Zona da Couve).

Considerações finais

Grande parte do desenvolvimento de Apúlia, sucintamente resumido, já que tanto haveria a dizer sobre esta freguesia e sobretudo sobre as suas gentes, deve--se, em parte, aos seus emigrantes, que, espalhados por quase todos os continentes, constituindo numerosas colónias apulienses, nomeadamente no Brasil, França, Canadá, Alemanha, Suíça, Austrália, etc, dinamizam toda esta terra aquando do seu regresso definitivo ou em férias.

É também a pensar nestes inúmeros apulienses espalhados pelo Mundo que esta proposta é agora presente. É uma Apúlia melhor que eles merecem e esperam, o que necessariamente passa pela sua reclassificação administrativa.

Uma vez que se julgam reunidas as condições legais previstas na Lei n.° 11/82, de 2 de Junho, nomeadamente as do artigo 14.°, já que entendemos existirem várias e importantes razões para justificarem uma ponderação diferente dos requisitos enumerados no artigo 12.° do diploma acima referido, importa que a Assembleia da República reconheça na lei a realidade histórica, económica, sócio-cultural, turística e urbanística de Apúlia.

Assim, os deputados abaixo assinados, do Grupo Parlamentar do Partido Social-Democrata, apresentam à Assembleia da República, nos termos do n.° 1 do artigo 160.° da Constituição da República Portuguesa, o projecto de lei seguinte:

Artigo único. A povoação de Apúlia, no concelho de Esposende, é elevada à categoria de vila.

Assembleia da República, 15 de Dezembro de 1987. — Os Deputados do PSD: António Fernandes Ribeiro — Barbosa de Azevedo — Fernando Conceição — Lemos Damião — Virgílio Carneiro — Alberto de Oliveira e mais três subscritores.

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SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM EM LISBOA

O Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, no concelho de Esposende, vai no próximo dia 17 de Setembro atuar no Festival Nacional de Folclore que o Grupo BELCLORE leva a efeito no Largo do Martim Moniz, em Lisboa. O espetáculo será antecedido de um desfile etnográfico a partir da Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, um momento aliás muito apreciado pelo público.

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Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

A iniciativa conta ainda com a participação do Rancho Folclórico de Vilela, o Grupo Folclórico de S. Miguel da Carreira, o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato, o Grupo de Percussão “Bombbrando” e o anfitrião, BESCLORE – Grupo de Danças e Cantares do Grupo Novo Banco.

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A propósito dos costumes dos sargaceiros da Apúlia, transcreve-se a descrição feita pelo próprio Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia no seu site oficial:

“A longa permanência dentro de água fria provoca, necessariamente, o arrefecimento do corpo.. Pensa-se que tenha sido esta a razão que levou o sargaceiro a adoptar a fazenda de pura lã, na sua côr natural, para a confecção da indumentária que usa na faina do mar.

Branqueta é o nome que designa o casaco de abas largas, tipo saio romano, até meio da coxa, cingido ao corpo até à cintura e alargando para baixo, em forma de saiote, de modo a deixar inteiramente livres os movimentos das pernas. É abotoado de alto a baixo por pequenos botões do mesmo tecido, grosseiramente feitos em "boneca" e remata, no pescoço, com gola baixa. As mangas são compridas e justas ao braço. A gola, os punhos e as frentes são debruados com pesponto grosso e largo, geralmente duplo ou triplo, formando barra. Sobre o peito, à esquerda, alguns sargaceiros fazem bordar, sempre com a mesma linha grossa e forte do pesponto, a sua inicial, ou qualquer outra sigla que o identifica. À cintura o sargaceiro usa largo cinto preto, de cabedal.

A branqueta é toda confeccionada à mão, com linha resistente, para suportar o embate das ondas.

Na cabeça o sargaceiro usa o SUESTE , espécie de capacete romano, com copa de quatro gomos reforçados e duas palas: uma, curta, na frente, e outra, mais larga e comprida, atrás. Deste modo é-lhe possível "furar" as ondas alterosas sem que a água lhe molhe a cabeça e o pescoco, e lhe penetre nas costas. Feito do mesmo tecido da branqueta, passa por diversas fases de impermeabilização e é, por fim, pintado com tinta branca. No cimo da copa leva, pintada a vermelho, uma cruz, e dos lados o nome de Apúlia e qualquer outra referência ao gosto do proprietário, habitualmente uma data.

A textura da branqueta que, como já foi dito, é de pura lã, permite ao sargaceiro permanecer várias horas molhado mas conservando a temperatura normal do corpo, enquanto se mantém em actividade.

A mulher sargaceira assume um papel secundário durante a mareada, já que o trabalho árduo e perigoso de enfrentar as ondas é da exclusiva responsabilidade do homem. Por isso a sua indumentária é mais delicada e, normalmente, apenas entra no mar com água até ao joelho, para ajudar o homem a arrastar para terra o galhapão cheio de sargaço arrebatado ao mar. Assim, ela veste saia rodada, do mesmo tecido da branqueta, bem cingida à anca por larga faixa preta, sarjada, e blusa branca, de linho. Um colete adamascado preto, sem mangas, e bordado a linha de seda em cores garridas, envolve-lhe o tronco e protege-lhe o peito. Na cabeça usa lenço de merino.

Quando sai de casa põe, nas costas, um xaile de merino à moda do Minho e, na cabeça, um pequeno chapéu preto, de feltro, de copa baixa, redonda e de abas estreitas, que leva, na frente, uma pequena moldura de prata, habitualmente com um espelho. Mas, sempre que a sargaceira está "comprometida" ou casada, retira o espelho da moldura e, no seu lugar, coloca a fotografia do seu amado; se mantém o espelho no chapéu é sinal de que é livre e "descomprometida".

A evolução dos tempos modernos, o aparecimento das máquinas agrícolas, a agitação da vida actual, fizeram com que a branqueta do sargaceiro e a indumentária da sargaceira fossem substituídas, nas "mareadas" da apanha do sargaço, por prosaicos e inestéticos casacos de oleado, para desencanto de tantos visitantes que demandam Apúlia para admirarem os sargaceiros.

Com o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia está assegurada a preservação da indumentária tradicional da apanha do sargaço, já que existe a preocupação de respeitar a sua autenticidade nos menores detalhes.”

http://www.sargaceiros.com.pt/

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