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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESPOSENDE: GRUPO DE TEATRO MAREADA LEVA À CENA A PEÇA “APÚLIA, MINHA TERRA DE ENCANTOS” DE FILIPE QUEIROGA

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Filipe Queiroga nasceu a 2 de janeiro de 1973, em Apúlia, concelho de Esposende.

Tem desenvolvido ao longo dos anos uma atividade cultural e artística com diversas abordagens pela música, dança e teatro. Mais recentemente abraçou um projeto de recolha e preservação do património imaterial de Apúlia, de onde se destaca a colaboração na candidatura da atividade da “Apanha do Sargaço” a Património Imaterial da Humanidade.

O seu primeiro romance, intitulado “O Infante”, foi publicado em 2016.

Em 2017 foi editado “A Guerra que nos une”, o seu segundo romance.

Fonte: Atlantic Book Shop

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A Mareada é uma associação cultural apuliense criada para a recolha, preservação, promoção e divulgação do património material e imaterial da Apúlia, fomento e realização de atividades recreativas, artísticas e culturais.

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ESPOSENDE: APÚLIA ACOLHE DESFOLHADA À MODA ANTIGA NO DIA 14 DE SETEMBRO

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O Município de Esposende, em parceria com o Rancho Folclórico Sargaceiro da Vila de Apúlia, vai promover uma Desfolhada à Moda Antiga. O evento vai decorrer no próximo domingo, dia 14 de setembro, domingo, a partir das 15h00, no Terreiro de Nossa Senhora do Amparo, em Criaz - Apúlia, e é aberto a toda a comunidade.

Para além da recriação ao vivo da desfolhada e malhada do milho, haverá muita animação, com danças e cantares dos grupos de folclore do concelho. Estão previstas as atuações do Rancho Folclórico de Fonte Boa, do Grupo Folclórico de Palmeira de Faro, do Rancho Folclórico Danças e Cantares de Marinhas e do Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia. Por seu turno, a recriação etnográfica da desfolhada e malhada estará a cargo do Rancho Folclórico Sargaceiro da Vila de Apúlia, do Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães, da Ronda de Vila Chã e do Rancho Folclórico As Moleirinhas das Marinhas.

Esta atividade, que o Município de Esposende promove anualmente em itinerância pelo concelho, visa a preservação dos usos e costumes e da cultura popular local e pretende promover o convívio entre os elementos dos grupos folclóricos concelhios e a comunidade.

ESPOSENDE: GENTES DA APÚLIA FESTEJAM A NOSSA SENHORA DA GUIA – FOTOS DE LUÍS EIRAS

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As gentes de Esposende festejaram hoje em Honra de Nossa Senhora da Guia – uma das formas pela qual é venerada a Virgem Maria – é a padroeira dos navegantes e das gentes do mar na Vila de Apúlia, no concelho de Esposende.

Não faltaram as entidades oficiais, a corporação dos bombeiros, bandas filarmónicas, escuteiros, coletividades locais e, como não podia deixar de se verificar, os sargaceiros que são reconhecidamente a figura mais emblemática desta terra.

As celebrações religiosas tiveram início uma semana antes com a realização de novenas na Igreja Matriz e a procissão de velas.

E, no final, para aconchegar os estômagos e proporcionar um momento de confraternização, a Comissão de Festas providenciou a sopa da pedra à moda da Senhora da Guia, uma especialidade muito apreciada da cozinha local.

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SARGAÇO! SARGAÇO! - SARGACEIROS DA CASA DO POVO DA APÚLIA REALIZAM FESTIVAL DE FOLCLORE

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SARGAÇO! SARGAÇO – grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fitossanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho. No próximo dia 16 de agosto leva a efeito mais um festival de folclore, desta vez integrado nas festas de Nossa Senhora da Guia que se realizam na Apúlia.

Fotos: http://www.sargaceiros.com.pt/

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ESPOSENDE: SECRETÁRIA DE ESTADO DA SAÚDE VISITOU POSTO DE SAÚDE DA PRAIA DE APÚLIA

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Visita institucional da Secretária de Estado da Saúde ao Posto de Saúde da Praia de Apúlia e Abertura da USF EntreMarés – Apúlia

A Secretária de Estado da Saúde, Dr.ª Ana Povo, deslocou-se hoje à freguesia de Apúlia, no concelho de Esposende, para uma visita institucional que assinalou a entrada em funcionamento da nova Unidade de Saúde Familiar (USF) EntreMarés – Apúlia e do Posto de Saúde da Praia de Apúlia, este último criado pela primeira vez neste verão.

A USF EntreMarés vem reforçar a prestação de cuidados de saúde primários à população da freguesia, através de uma equipa multidisciplinar composta por médicos de família, enfermeiros e assistentes técnicos, funcionando em modelo de proximidade e continuidade de cuidados, em articulação com a Administração Regional de Saúde do Norte.

A USF resulta da requalificação profunda do edifício da antiga Extensão de Saúde de Apúlia, inaugurada em 1997 e encerrada em 2022. A intervenção teve como objetivos a modernização dos espaços, melhoria das condições de atendimento e de trabalho, e adequação às exigências técnicas e funcionais de uma unidade de saúde familiar.

O projeto foi desenvolvido em articulação com entidades do setor da saúde e financiado ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção representou um investimento total de cerca de 800.000€, com 500.000€ provenientes de fundos públicos.

O novo Posto de Saúde da Praia de Apúlia, também visitado pela comitiva, foi criado com o objetivo de responder ao aumento sazonal da procura durante a época balnear, assegurando cuidados médicos de proximidade a residentes e visitantes da zona costeira. Este é o primeiro ano de funcionamento desta estrutura, que complementa os serviços da USF EntreMarés.

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ESPOSENDE TEM NOVO POSTO DE SAÚDE NAS PRAIAS DE APÚLIA PARA MELHORAR RESPOSTA

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Durante toda a época balnear, as praias de Apúlia contam, pela primeira vez, com um Posto de Saúde Avançado, especialmente criado para garantir uma resposta rápida e eficaz a situações de saúde em contexto balnear. Esta iniciativa, pioneira no concelho de Esposende, resulta de uma estreita articulação entre o Município de Esposende e a Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende (ULSBE), reforçando a segurança e o bem-estar dos veraneantes.

O posto funcionará diariamente entre as 9h00 e as 17h00, com uma equipa preparada para prestar cuidados de enfermagem, assistência em pequenas emergências e atendimento básico a situações como feridas ligeiras, insolações ou picadas de animais marinhos.

Além do atendimento direto, o Posto de Saúde Avançado atua como ponto de triagem, avaliando a gravidade de cada situação e, se necessário, encaminhando os utentes para as unidades de saúde mais adequadas, em articulação permanente com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM.

Este serviço representa um passo significativo na proteção e bem-estar dos veraneantes, permitindo uma resposta rápida e eficaz nas praias. Trata-se de mais uma medida concreta na nossa política de saúde de proximidade”, destaca o presidente da autarquia, Guilherme Emílio.

Para além da prestação de cuidados, o posto também disponibiliza informação e aconselhamento sobre saúde e segurança balnear, contribuindo para a prevenção de situações de risco e evitando deslocações desnecessárias aos centros de saúde e hospitais.

Esta é mais uma ação integrada no compromisso da Câmara Municipal de Esposende com a qualidade de vida dos cidadãos e com o fortalecimento dos serviços de saúde locais, especialmente durante o período de maior afluência turística.

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INSTITUTO DE SOCORROS A NÁUFRAGOS: 133 ANOS A SALVAR VIDAS HUMANAS NO MAR!

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O Minho dispõe de três estações salva-vidas em Viana do Castelo, Esposende e Apúlia

Passam 133 anos desde que foi criado o Real Instituto de Socorros a Náufragos – renomeado de Instituto de Socorros a Naúfragos após a implantação do regime republicano. Com efeito, esta entidade foi instituída em 21 de Abril de 1892 e contou durante a sua existência com o Alto Patrocínio de Sua Majestade a Rainha D. Amélia, constituindo-se como uma entidade privada de beneficência.

Atualmente, o ISN é um organismo integrado na estrutura da Direção-Geral da Autoridade Marítima, com atribuições de direção técnica para as áreas do salvamento marítimo, socorros a náufragos e assistência a banhistas.

O ISN dispõe de 25 estações salva-vidas ao longo de toda a costa de Portugal. No Minho dispõe de uma Estação Salva-Vidas principal em Viana do Castelo e duas temporárias, em Esposende e na Apúlia. A estação principal é situada em zona de elevado tráfego marítimo, tendo capacidade para operar em Esquemas de Separação de Tráfego e dispõem nomeadamente de residência para os tripulantes das embarcações salva-vidas, rampa, carris e abrigo. Por seu turno, as temporárias não dispõem de residência e geralmente não estão dotadas de rampa, carris nem cais acostável por perto, encontrando-se geralmente situadas em locais cujo tráfego marítimo se resume a pequenas embarcações de pesca e recreio.

Remonta aos começos do século XIX a criação do primeiro embrião do que viria a constituir o Real Instituto de Socorros a Náufragos, actualmente designado por Instituto de Socorros a Náufragos. Com efeito, data de 1828, a criação pelo Rei D. Miguel da Real Casa d’Asilo dos Náufragados, em São João da Foz do Douro, destinada a servir de abrigo para salva-vidas, tendo esta constituído o primeiro serviço de salvamento marítimo devidamente constituído, instalado na costa portuguesa. Dispunha esta Instituição de casa-abrigo para o salva-vidas, enfermaria, casa das máquinas e outras dependências, encontrando-se sob a inspecção da Junta de Administração da Companhia Geral de Agricultura dos vinhos de Alto Douro.

O Instituto de Socorros a Náufragos foi porventura um dos últimos do género a ser criado na Europa, visto a Inglaterra já ter fundado o seu em 1824 e a generalidade dos países marítimos europeus o ter feito em meados do século XIX. Apesar disso, tal como afirmou o insigne historiador Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão na conferência que realizou na Sociedade de Geografia de Lisboa por ocasião das comemorações do primeiro centenário do Instituto de Socorros a Náufragos, em 21 de Abril de 1992, “A criação do Instituto não representou um acto orgânico isolado, razão de necessidade então mais sentida ou cópia de modelo estrangeiro. Foi, sim, um marco importante, entre nós, na salvaguarda da vida humana no mar e dos bens dos náufragos, de que Portugal foi pioneiro, e, ao que conheço, durante vários anos exemplo único.

E explica a razão: “Com efeito, desde 1211 uma disposição legal de D. Afonso II proibia que os senhores das regiões costeiras tivessem direito de posse em relação aos bens arrojados à costa ou ainda encontrados dentro dos barcos naufragados. Noutros países, quer no Mediterrâneo quer no norte da Europa, a norma existente era a “jus naufragii” pela qual esses bens pertenciam aqueles senhores, sendo prática, senão corrente pelo menos frequente, em certas regiões, acender fogueiras em locais errados e usar outros ardis para levar os navios a naufragar. O crime chegava ao extremo de assassinar os náufragos que tinham escapado à fúria das ondas”.

E acrescentava: “Vem a propósito referir a política dos reis portugueses, logo desde a fundação do país e com destaque para D. Dinis e D. Fernando, no incentivo e protecção ao transporte marítimo pelo qual Portugal se ligava aos centros comerciais da Flandres e do Mediterrâneo.

A disposição legal de D. Afonso II é assim perfeitamente coerente com essa política que aproveitava a posição privilegiada da costa portuguesa nas linhas de tráfego que ligavam os pontos da Itália e do mediterrâneo levantino aos pontos do mar do Norte.

Há notícia, também, que D. Pedro mandou que junto às suas fortalezas marítimas existissem sempre barcas disponíveis e aparelhadas para prestar socorros a navios em perigo nas suas barras.”

E, finalmente, conclui: Em Portugal, só no último quartel do século XVIII o Estado começa a tomar medidas sobre essa causa humanitária. É assim que, em 1776, o esclarecido estadista que era o Marquês de Pombal determina um certo número de obras e procedimentos, entre os quais a construção de uma doca-abrigo, com vista à prestação de socorros aos navios que naufragassem na barra do Tejo. Essas medidas não tiveram infelizmente seguimento pois logo no ano seguinte, após a morte de D. José I, o Marquês é destituído de 1º Ministro, afastado da política e exilado da corte.”

Em 1835, foi criada em França a “Sociedade Geral dos Náufrágios, e de União das Nações pelo que respeita aos Salvamentos, ao Comércio e às Ciências”, a que Portugal veio a aderir, tendo como Presidente da Real Secção Portuguesa o Marquês de Sá da Bandeira. E, cinco anos volvidos, em 1840, foi criada a Estação de Paço de Arcos, considera a mais antiga estação de salva-vidas do país.

Em 1841, no seguimento de uma exposição apresentada pela Associação marítima e Colonial de Lisboa à rainha D. Maria II, o Ministério da Marinha e Ultramar manda orçamentar as despesas para salvamento de náufragos.

Em 1880, no reinado de D. João VI, Portugal recebe a primeira embarcação especificamente constituída para salva-vidas, oferecida pelo 2º Duque de Northumberland, destinada a actuar na foz do rio Douro.

Apesar disso, em virtude da instabilidade política vivida durante o período das guerras liberais e, de um modo geral, ao longo da maior parte do tempo em que vigorou a monarquia constitucional, a que se acrescentou a independência do Brasil, não foi possível estabelecer em devido tempo um eficaz sistema nacional de socorros a náufragos e também de sinalização marítima, com a instalação de uma rede de faróis ao longo da costa portuguesa, o que levava a frequentes naufrágios com avultados prejuízos e elevada perda de vidas humanas.

O sistema de farolagem era então muito deficiente, escasseavam os portos de abrigo, a pesca fazia-se com recurso a embarcações muito deficientes e a navegação costeira em geral não ofereciam as mínimas condições de segurança, o que tudo somado tornava a costa portuguesa uma das que maior número de naufrágios registava em todo o continente europeu. Este cenário trágico esteve na origem do epíteto “costa negra” como que até aos finais do século XIX foi a costa portuguesa conhecida.

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Estação Salva-Vidas da Apúlia provavelmente antes de 1911. Socorristas a náufragos e sargaceiros (foto: autor desconhecido)

Ao fenómeno certamente não foi alheio o incremento da actividade marítima e a procura no mar dos recursos piscícolas com vista a satisfazer as necessidades de uma população cada vez mais numerosa para a qual, os bens agrícolas revelavam-se cada vez mais insuficientes, tornando a navegação marítima e fluvial mais intensa.

Entretanto, motivações de natureza política levaram ao encerramento da Real Casa d’Asilo dos Náufragados da Foz do Douro, instituída por D. Miguel, tendo o seu recheio sido vendido em hasta pública. Porém, as tragédias sucederam-se sem existisse algum meio com que acorrer, sucedendo mesmo que um dos naufrágios ocorreu em local próximo daquele onde se encontrava a referida “Casa dos Naufragados”. Tratou-se do navio “Porto”, dele tendo resultado a morte por afogamento de noventa pessoas, praticamente quase todos os passageiros e tripulantes. As críticas à actuação do governo não se fizeram esperar, constituiu-se a Comissão Humanitária da Foz do Douro e abriram-se subscrições para a criação de um serviço de socorros a náufragos. Decorrido algum tempo, foi de novo estabelecida a estação salva-vidas da Foz do Douro.

Escassos dois meses antes da criação do Real Instituto de Socorros a Náufragos, outra tragédia veio a enlutar as famílias de 105 pescadores da Póvoa de Varzim e da Afurada. O país não podia, pois, continuar a assistir à ocorrência de mais tragédias sem que nada se fizesse par ao evitar ou remediar. Pode. pois, considerar-se este nefando acontecimento a causa próxima da criação do Real Instituto de Socorros a Náufragos.

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A imagem mostra a Rainha Dona Amélia presidindo à sessão para distribuição de prémios, em 1910, promovida pelo Real Instituto de Socorros a Náufragos, na Sociedade de Geografia de Lisboa. Foto Joshua Benoliel

O Real Instituto de Socorros a Náufragos foi instituído pela Rainha D. Amélia, através de Carta de Lei de 21 de Abril de 1892, a qual foi sua Presidente de Honra até à data da implantação da República, em 1910. Assumia à época o cargo de Ministro da Marinha e do Ultramar o Comandante Francisco Joaquim Ferreira do Amaral.

Inicialmente constituída como uma entidade privava e benemerente formada por voluntários, embora sob a égide da Marinha Portuguesa, o Instituto de Socorros a Náufragos veio em meados do século passado a debater-se com dificuldades financeiras e de pessoal para tripular as embarcações salva-vidas. E foi assim que, a partir de 1 de Janeiro de 1958, o ISN transitou para a tutela do Estado, ficando na directa dependência da Marinha Portuguesa.

Esta entidade foi inicialmente criada com vista a proceder ao salvamento de náufragos e auxílio às suas famílias, bem assim daqueles que nas acções de salvamento perdiam a sua vida. Porém, com o decorrer do tempo, a sua acção foi alargando a sua abrangência como a do salvamento de banhistas nas praias, actividade de lazer que passou a fazer parte dos novos hábitos citadinos sobretudo a partir dos finais do século XIX. Neste âmbito, inscreve-se a organização de colónias de férias para crianças que então eram organizadas na praia da Trafaria.

Remonta a 1909 o Relatório da Comissão Central do Real Instituto de Socorros a Náufragos, no qual surge pela primeira vez um registo de apoio a banhistas segundo o qual, a fim de evitar acidentes, se propunha montar um sistema de vigilância com recurso a uma embarcação que percorreria a praia durante o período de banhos. Com efeito, estes sistemas foram pouco depois montados nas praias da Trafaria e de Albufeira.

No ano seguinte à data daquele Relatório, foram ainda montados 120 postos de praia que dispunham de duas bóias grandes, duas bóias pequenas com uma retenida de 25 metros, dois cintos de salvação, uma retenida de 100 metros e um quadro explicativo dos primeiros socorros a prestar aos náufragos. Estes equipamentos, e o característico quadro que os acompanhava, passou a ser um dos aspectos mais típicos dos portos e praias portuguesas.

Estes postos ficavam à guarda e cuidado do banheiro que prestava serviço na praia, tornando-se à época uma figura muito característica e estimada pelos banhistas.

Em 1905 foi publicado o manual de “Primeiros socorros a prestar aos afogados”.

O sistema de vigilância nas praias foi estruturando-se à medida que aumentava a afluência aos banhos, alargou-se progressivamente a quase todas as praias da costa portuguesa e passou a fixar a própria época balnear. A partir de 1940, passou ainda a ser complementada pela vigilância do cabo de mar.

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ESPOSENDE: SECRETÁRIA DE ESTADO DA GESTÃO DA SAÚDE VISITOU OBRAS DA UNIDADE DE SAÚDE DE APÚLIA

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Cristina Vaz Tomé destacou papel do Município na gestão saúde no concelho de Esposende

A Secretária de Estado da Gestão da Saúde enalteceu hoje o esforço e o desempenho do Município de Esposende na gestão da área da saúde no território concelhio.

Em declarações após a visita às obras de requalificação da Unidade de Saúde de Apúlia, Cristina Vaz Tomé expressou satisfação pelo andamento dos trabalhos, manifestando a expetativa de que a reabertura possa ocorrer tão breve quanto possível, devolvendo à população este equipamento de saúde “com melhores instalações e condições e outros serviços adequados às necessidades da população”.

A requalificação da Unidade de Saúde de Apúlia foi sempre uma prioridade para o Município que, desde o encerramento, que não foi da sua responsabilidade, encetou as diligências necessárias para, junto da tutela, conseguir reunir as condições para avançar com a execução desta obra e devolver a prestação de cuidados de saúde à população.

O Presidente da Câmara Municipal afirmou isso mesmo, dando nota do empenho do Município na requalificação deste equipamento de saúde, “de modo a devolver a todos os apulienses os cuidados de saúde que merecem”, garantindo os necessários recursos materiais e humanos.

“Esta obra é a nossa maior demonstração de que estamos empenhados em colocar de novo ao serviço da população de Apúlia a sua Unidade de Saúde”, destacou ainda o Presidente da Câmara Municipal.

Esta visita permitiu comprovar que a execução da obra se encontra a bom ritmo e que o Município está empenhado em abrir a Unidade de Saúde de Apúlia tão breve quanto possível.

O valor total da empreitada, inicialmente estimado em cerca de 750 mil euros, deverá elevar-se aos 850 mil euros, adiantou Guilherme Emílio, explicando que com estas obras serão atendidos os requisitos técnicos inerentes ao desempenho energético e ao correto dimensionamento de um edifício quase centenário e que, em tempos, foi escola primária. A intervenção conta com a comparticipação do PRR de cerca de 500 mil euros.

A acompanhar a governante esteve o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Guilherme Emílio, bem como o Presidente da ULSBE ((Unidade de Saúde Local de Barcelos e Esposende), Tiago Gonçalves, e a Diretora Clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares da ULSB, Marta Gomes, entre outros responsáveis da ULSBE, além do Presidente da Junta da União das Freguesias de Apúlia e Fão, Valdemar Faria, e do Presidente da Assembleia de Freguesia, Manuel Melo.

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