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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE LOURES HOMENAGEIA LIMIANO ANTÓNIO DA SILVA CAPELA - COMBATENTE NO ULTRAMAR ESTÁ CONSAGRADO NA TOPONOMIA

Guiné 61/74 - P18334: (De)Caras (104): Onde fica a Rua António da Silva Capela?... Fica em Lousa, Loures... Quem foi? Um herói limiano, esquecido na sua terra natal, Ponte de Lima (Mário Leitão / Adelino Silva)

Localização da Rua António da Silva Capela, Lousa, Loures. Fonte: © Google (2018)  (com a devida vénia...)

Freguesia: Lousa

Concelho: Loures

Distrito: Lisboa

GPS: 38.867017, -9.213068

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  1. Como chegar à Rua António da Silva Capela, em Lousa, Loures ?  O portal Moovitapp dá-te uma ajuda...

E sabes quem foi o António da Silva Capela? Não sabes, como ninguém sabe... tanto em Loures (onde está sepultado) como em Ponte de Lima (onde nasceu)... Ninguém sabe, nem está sequer interessado em saber... Para ter nome de rua, é alguém que já morreu...

É verdade, é alguém que já morreu. Um jovem minhoto, que morreu em combate, numa guerra já esquecida, e que ninguém quer lembrar: guerra do ultramar, para uns, guerra colonial, para outros... Em suma, um camarada nosso cuja memória temos a obrigação de honrar...

Foi homenageado em 1971, dois anos depois da sua morte, com um nome de rua no município onde foi sepultado (e onde deveria residir ao tempo em que fora chamado a prestar o serviço militar obrigatório)... Era então presidente da câmara municipal de Loures (1970-1974) um tal Luís Filipe da Cunha de Noronha Demony (nascido em Moçambique, em 1928)... Estávamos no "tempo do fascismo", dirão alguns…

Hoje já ninguém se lembra dessa simples homenagem do município de Loures ao soldado limiano... Felizmente, há quem se recuse em deixar este nosso camarada, morto em combate na Guiné, no setor de Bula, em 18 de outubro de 1969, ficar "sepultado na vala comum do esquecimento"... Conterrâneos seus como Mário Leitão, nosso grã-tabanqueiro, ou o jornalista Adelino da Silva, fazem questão de resgatar a sua memória.

Sobre o herói limiano António da Silva Capela (Cabaços,. Ponte de Lima), escreveu o  nosso Mário Leitão:

(...) "Soldado Atirador 72441868. Este jovem deixou-nos algumas das mais lancinantes e emotivas imagens que se conhecem de toda a filmografia da Guerra do Ultramar, divulgadas pelo Institut National de l’Audiovisuel francês (...) Trata-se de um filme chocante sobre a agonia de António Capela, nascido em Cabaços no dia 25 de Outubro de 1947 e recenseado em Loures, onde está sepultado no Cemitério da Lousa. Foi mobilizado para a Guiné pelo Regimento de Cavalaria 7, extinto em 1975, como membro da Companhia de Cavalaria 2487, pertencente ao Batalhão de Cavalaria 2868, que embarcou no dia 23/02/1969 e regressou a 30/12/1970. Era filho de Gabriel dos Santos Capela e de Rosa Araújo da Silva." (...)

Adelino da Silva, por sua vez, escreveu, em 18 de julho de 2016, no portal "Vale Mais" um vibrante e brilhante artigo de opinião ("As lavadeiras do rio Lima e a guerra colonial") que merece ser conhecido dos amigos e camaradas da Guiné que aqui se sentam sob o poilão da Tabanca Grande.

  1. AS LAVADEIRAS DO RIO LIMA E A GUERRA COLONIAL

Opinião > Adelino Silva > Jornal Vale Mais, 18 Julho, 2016

[Texto e foto: reproduzidos com a devida vénia, ao autor e ao editor]

Estávamos em 18 de outubro de 1969, era um sábado de outono, morno e soalheiro. Vivíamos no “Portugal Maior” — assim batizado por Norton de Matos, o nosso General —, aquele Portugal, real e utópico, cujos territórios se estendiam do Minho a Timor.

Na Guiné-Bissau — uma das parcelas desse “Portugal Maior” —, os jovens soldados portugueses combatiam, há alguns anos, contra uma guerrilha “invisível”, mas vivamente determinada em derrotar o exército colonial, com emboscadas ferozes e minas insidiosas.

Em Ponte de Lima, na centenária vila, as mães desses soldados — as airosas e risonhas “lavadeiras do Lima” —, engalanavam o pitoresco areal, ainda doirado e luminoso, com fulgentes estendais, em cenário policromático matizado por incontáveis peças de roupa.

Na Guiné, nas rústicas tabancas, circundadas por verdes matas gementes, as mães dos guerrilheiros pilavam arroz e milho, de forma ritmada e vagarosa, em mais um dia longo e sonolento.

Perto de Bula, nos bosques viridentes e adversos, um jovem limiano de Cabaços (António da Silva Capela), integrava como soldado atirador, uma patrulha da “Operação Ostra Amarga” (*), precisamente aquela que Spínola — o enigmático comandante-chefe —, escolheu, como palco improvisado, para promover mais um episódio de propaganda inútil, levando, para os “trilhos da morte”, uma equipa de repórteres franceses, ao serviço da rádio e da televisão ORTF e da revista Paris-Match.

“Ostra Amarga” viria a tornar-se, nesse dia, num doloroso e gélido malogro para as nossas tropas e num invulgar batismo de guerra para os jornalistas franceses.

Em “direto”, a cores e debaixo de “fogo cerrado”, aquela equipa de ousados repórteres registou, em película, num longo travelling dantesco, o clímax dramático e apocalítico, tingido de rostos de dor, horror e tragédia, de uma das operações de combate mais desumanas, alguma vez filmada nas frentes da guerra colonial e que viria a ser fatal para o jovem limiano.

As imagens ácidas, cortantes e pungentes, resultantes de mais uma emboscada impiedosa, correram mundo; a televisão francesa emitiu-as em 11/11/1969; e a revista “Paris Match” publicou, em 15/11/1969, uma reportagem, sob o título, “Guiné: a estranha guerra dos Portugueses”.

UM POVO QUE LAVA NO RIO E A ESTRANHA GUERRA DA GUINÉ

Mas, para mostrar o contraste, entre essa “estranha guerra dos Portugueses” (a cores) e o “Portugal real” (a “preto e branco”), o realizador francês, um génio criativo sabedor da força da tessitura da cor e do poema “povo que lavas no rio”, de Pedro Homem de Mello (PHM), inseriu, no meio do caos cénico, alguns fotogramas pincelados de beleza extrema, onde brota o gracioso areal limiano, esmaltado por infindas peças de roupa a flutuar ao vento, em suaves bailados coreográficos, e vigiadas, com denodo, por duas mãos cheias de generosas mulheres — as míticas “lavadeiras do Lima#.

[Vd. INA.fr., vídeo  "Guerre en Guinée",  minuto 8, 47º segundo...]

São imagens expressivas, a “preto e branco”, onde sobressai o quotidiano simples dessas “mulheres-lavadeiras”, que o atento realizador francês, utilizando o efeito catalisador da arte cinematográfica, exibiu ao mundo, simbolicamente, como sendo as “mães de Portugal”, que sustentavam a “estranha guerra” da Guiné, com a seiva mais valiosa da juventude.

Hoje, na sempre vetusta e renovada vila, as “mães de Portugal” — as “lavadeiras do Lima” — deixaram de ser a imagem icónica do “povo que lava no rio” e, no pictórico areal do Lima, os lençóis de alvura reluzente já não tremulam, em animada sinfonia visual, com a pureza das brisas que passam. Na Guiné, as mães dos antigos guerrilheiros, continuam a viver nas tabancas, envolvidas por cortinados de paisagens de ruínas e de silêncio, e a pilar arroz e milho, em tardes sempre quentes e intermináveis.

Em 31/10/1971, António Capela foi homenageado com o nome de uma rua em Loures (onde se encontra sepultado), evento noticiado com grande brilho, em 15/11/1971, no jornal “Mirante”.

Mães que lavam no rio ou que pilam arroz nas tabancas, jovens soldados ou guerrilheiros que combatem ou morrem em “estranhas guerras”, são os laços traumáticos que unem dois povos, num véu de mágoa e de mistério, e que só serão suavizados pelas teias do tempo que passa. O resto, já o havia escrito, de forma sublime, PHM [Pedro Homem de Melo, 1904-1984], o tal poeta esquecido: “Pode haver quem te defenda; Quem compre o teu chão sagrado; Mas a tua vida não”.(**)

Notas do editor:

(*) Vd. poste de 19 de fevereiro de 2018 >  Guiné 61/74 - P18333: O nosso blogue como fonte de informação e conhecimento (49): Quem são os camaradas da CCAV 2487 / BCAV 2862 (Bula, 1969/70), que assistiram aos últimos minutos de vida do trágico herói limiano António da Silva Capela (1947-1969), uma das vítimas mortais da emboscada, em 18/10/1969, no último dia da Op Ostra Amarga ? Estou a fazer a biografia deste filho de Ponte de Lima, que não pode ficar sepultado na vala comum do esquecimento na sua terra natal... (Mário Leitão)

(**)  Último poste da série > 10 de janeiro de 2018 > Guiné 61/74 - P18197: (De)Caras (103): Patrício Ribeiro, "pai dos tugas" ou o "último improvável herói tuga" na Guiné-Bissau?... Recordando o seu ato de heroísmo e altruísmo em Varela, em 1998, ao "pôr a salvo", na fragata Vasco da Gama, um grupo de portugueses e outros estrangeiros... 18 milhas / c. 33 km pelo mar dentro, numa canoa nhominca...

Fonte: https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/

VIANA DO CASTELO RECEBE ENCONTRO DE ANTIGOS COMBATENTES DO ULTRAMAR

Almoço Convívio e Comemoração do 52.º Aniversário do Regresso da Companhia de Caçadores 816

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«JUSTIÇA E LUTA» - «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS». Serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné,

em Bissorã, Olossato e Mansoa

no período de 26 de Maio de 1965 a 8 de Fevereiro de 1967

Informação de Armando Santos

DATA DA REALIZAÇÃO DO EVENTO: 11 de Maio de 2019

HORA DE INICIO: Concentração às 10H00 na Igreja da Nossa Senhora da Agonia, Viana do Castelo

LOCAL DO EVENTO: Igreja da Nossa Senhora da Agonia, Viana do Castelo

DISTRITO DO EVENTO: Viala do Castelo

INSCRIÇÃO (TELEFONE, E-MAIL OU OUTRO CONTACTO): Telefone: 965060090

NOME DO RESPONSÁVEL PELO EVENTO: Armando Santos

TEXTO DO EVENTO: 25.º Almoço de Confraternização e Comemoração do 50.º Aniversário da Partida do Batalhão de Artilharia 2865 (CCS, CArt2476, CArt2477 e CArt2478) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS». Serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné, em Catió, Cufar, Cabedú e Gadamel, no período de 11 de Fevereiro de 1969 a 23 de Dezembro de 1970

Fonte: http://ultramar.terraweb.biz/

VIEIRA DO MINHO HOMENAGEIA ANTIGOS COMBATENTES NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO CONCELHO

A Câmara Municipal de Vieira do Minho do leva a efeito as Comemorações do Dia do Município, a realizar quinta-feira, dia 15 de novembro, de acordo com o seguinte programa:

9h30 – Hastear das Bandeiras;

09h45– Homenagem aos Fundadores do Concelho;

10h00 – Homenagem aos combatentes com a presença de uma força militar do RC6 – Braga

10h15 – Sessão Solene no Auditório Municipal com as intervenções da Presidente da Assembleia Municipal, Drª Neli Pereira, do Presidente da Câmara Municipal, Eng.º António Cardoso e do Tenente – General Chito Rodrigues (alusiva ao fim da 1ª Guerra Mundial);

11h00 -  Entrega da Bandeira Escola Empreendedora “ Ter ideias para Mudar o Mundo” ao Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo”;

11h30 – Visita à exposição alusiva à 1ª Guerra Mundial – Casa de Lamas

FAMALICÃO HOMENAGEIA ANTIGOS COMBATENTES

Brufe lembrou ex-combatentes no Dia da Freguesia

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão participou este domingo, 11 de novembro, nas comemorações do Dia da Freguesia de Brufe, que ficaram marcadas pela homenagem da comunidade brufense aos ex-combatentes da freguesia.

Homenagem aos ex-combatentes em Brufe

Depois da Eucaristia presidida pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, celebrativa do Armistício da I Guerra Mundial e em honra do padroeiro da freguesia – São Martinho -, o edil famalicense aproveitou a ocasião para reforçar a necessidade do respeito pela diferença e a importância de se cultivar “a capacidade de compreensão e de promover compromissos”, de forma a evitar todo o tipo de conflitos.

Já o presidente da Junta de Freguesia de Brufe, Carlos Gomes, sublinhou que o ex-combatentes “são merecedores de todo o respeito”, pela forma “honrosa” como lutaram por Portugal.

Refira-se ainda que a homenagem deste domingo contou também com a participação de um pelotão militar do quartel do exército da Póvoa de Varzim e do Regimento de Cavalaria de Braga – RC6.

CABECEIRAS DE BASTO HOMENAGEIA ANTIGOS COMBATENTES DO ULTRAMAR

Distinguidos 39 ex-Combatentes Cabeceirenses em 5º Encontro. Presidente da República fez-se representar pelo Tenente Coronel Pedro Cruz da Casa Militar

Centenas de pessoas participaram ontem, dia 21 de outubro, no V Encontro de ex-Combatentes, onde foram entregues medalhas a 39 ex-combatentes de Cabeceiras de Basto.

Distinguidos 39 ex-Combatentes Cabeceirenses em 5.º Encontro (1)

Na cerimónia que decorreu na Casa do Tempo marcaram presença os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, respetivamente, os vereadores Dr. Mário Machado, Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa, o Comandante do RC6 de Braga, Coronel José Talambas, o presidente Liga dos Combatentes – Núcleo de Braga, Coronel Amado Vareta. De salientar que o Presidente da República se fez representar nesta cerimónia pelo Tenente Coronel Pedro Cruz da Casa Militar.

Neste V Encontro de ex-Combatentes estiveram também presentes ex-militares e seus familiares, entre outros convidados e público em geral.

O encontro anual promovido pelo Núcleo de ex-Combatentes Cabeceirenses em colaboração com o Regimento de Cavalaria nº6 (RC6) de Braga contou com a realização de uma missa na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, celebrada pelo capelão do RC6 de Braga, seguida da cerimónia de entrega de medalhas de campanha a 39 ex-combatentes. No final, decorreu o cerimonial de deposição de coroas de flores junto ao Monumento aos Combatentes, na Rotunda dos Combatentes em Cabeceiras de Basto.

Nas suas palavras, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, depois de felicitar a organização do evento, disse que esta iniciativa “é o perpetuar do esforço de todos aqueles que lutaram pela Pátria”, sublinhando, ainda, que a presença em Cabeceiras de Basto do representante do Presidente da República é “um sinal de reconhecimento pelos ex-combatentes”.

Depois de saudar os presentes e de prestar a sua homenagem aos ex-combatentes, o Comandante de RC6 destacou que “Portugal é obra de soldados”.

Após o almoço, seguiu-se uma tarde de convívio com animação musical.

Distinguidos 39 ex-Combatentes Cabeceirenses em 5.º Encontro (2)

Distinguidos 39 ex-Combatentes Cabeceirenses em 5.º Encontro (3)

FAMALICÃO REQUALIFICA PRACETA DE RORIGO EM CALENDÁRIO E HOMENAGEIA EX-COMBATENTES

Inauguração este sábado, às 18h30, com a presença do edil famalicense

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, inaugura este sábado, dia 20 de outubro, pelas 18h30, as obras de requalificação da Praceta de Rorigo, na freguesia de Calendário, cerimónia na qual será também inaugurado um momento de homenagem aos ex-combatentes.

A obra amanhã inaugurada surge da vontade da Junta de Freguesia de Calendário e da comunidade local de recordar aqueles que serviram Portugal no período da Guerra Colonial.

FAMALICÃO: LIGA DOS COMBATENTES DE RIBEIRÃO INAUGURA NOVO PAINEL ARTÍSTICO

Liga dos Combatentes da Vila de Ribeirão inaugura novo painel cerâmico artístico

O Núcleo da Liga dos Combatentes da Vila de Ribeirão inaugurou, este fim-de-semana, um novo painel cerâmico com Memórias da Grande Guerra, que veio reforçar o conjunto artístico já existente na envolvente do Lugar do Souto Santa Ana, constituído por dois monumentos nomeadamente um painel cerâmico da autoria do pintor Fernando Jorge que representa uma emboscada e um monumento em bronze às mães dos combatentes.

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A obra agora inaugurada resulta numa homenagem aos expedicionários do concelho de Famalicão, na Grande Guerra.

A cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão assinalou ainda o aniversário do Monumento às Mães e a Todos os Combatentes da Guerra do Ultramar. Para além de Paulo Cunha a sessão contou ainda com as presenças dos responsáveis da Liga dos Combatentes de Ribeirão, de representantes da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, do presidente da Junta de Freguesia, entre outros responsáveis.

A execução do novo painel cerâmico contou com uma comparticipação municipal no valor de cinco mil euros.

PONTE DA BARCA HOMENAGEIA OS SEUS FILHOS QUE TOMBARAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Ponte da Barca assinalou centenário da Batalha de La Lys com homenagem a Soldados Barquenses

Um monumento erigido em Ponte da Barca para honrar os seus naturais que morreram em combate na Primeira Guerra Mundial, foi ontem inaugurado no Largo Heróis da Grande Guerra, na passagem do centenário da batalha de La Lys (ocorrida a 09 de abril de 1918), considerada a mais sangrenta das batalhas em que soldados portugueses estiveram envolvidos. O Município de Ponte da Barca prestou assim reconhecimento público a todos os barquenses que tombaram na Primeira Grande Guerra, numa cerimónia emotiva precedida por uma missa em memória dos combatentes e com Guarda de Honra pelos militares do Regimento de Braga.

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Na batalha de La Lys foram três os barquenses que perderam a vida: Domingos Cerqueira (Lavradas), João de Sousa (Grovelas) e José Maria Fernandes Júnior (Ponte da Barca), mas ao todo foram vinte e seis os barquense que tombaram na Primeira Guerra Mundial, como lembrou na ocasião o Presidente da Câmara, Augusto Marinho: “foi em defesa da nossa soberania, dos nossos valores que  vinte e seis  barquenses perderam a vida pelo que é nosso dever preservar e manter viva a memória histórica dos atos praticados por uma gesta de portugueses.”

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Foi com este propósito que a Câmara Municipal de Ponte da Barca decidiu assinalar o Centenário da Batalha de La Lys, como forma de manter viva a valentia e bravura dos milhares de portugueses que nela participaram, mas, de forma muito particular os corajosos barquenses: “as lições humanas, morais e éticas que a Grande Guerra encerra não podem ser esquecidas, pelo que se torna um dever evocarmos e homenagearmos todos aqueles que nela estiveram envolvidos”, salientou  autarca barquense.

Augusto Marinho defendeu, ainda, que  evocar e homenagear estes soldados éum ato de justiça para com o passado, é um ato de reconhecimento no presente e é, também, uma forma de prevenirmos o futuro.”

O Memorial agora inaugurado pretende simbolizar o sacrifício dos barquenses que serviram o seu País em tempo de guerra, lutando pela sua independência, pela paz e pela liberdade. Através deste Memorial é intenção do Municipal perpetuar a lembrança de avós e bisavós e o apego aos valores que nos unem, ficando assim estabelecida uma relação sentimental entre os barquenses de hoje e a memória daqueles que, na Grande Guerra, lutaram e deram a vida pela sua Pátria, assegurando que eles não serão esquecidos.

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Soldados Barquenses que tombaram na Primeira Grande Guerra

António Gomes Armada – Ruivos

António José Ribeiro – Lindoso

António Martins – Oleiros

António Rodrigues Gomes – São Tomé do Vade

Augusto Gomes de Brito – Bravães

Avelino António da Silva – Bravães

Carlos Augusto Pinheiro de Almeida – Grovelas

Celestino Júlio Dias – Germil

Custódio José da Cunha – Bravães

Domingos Cerqueira – Lavradas

Francisco Gonçalves – São Tomé do Vade

Francisco Rodrigues – Crasto

Francisco da Silva – Sampriz

João Afonso Rodrigues – Sampriz

João de Sousa – Grovelas

José Gomes – Bravães

José Maria Cerqueira – Vila Nova de Muía

José Maria Fernandes Júnior – Ponte da Barca

Manuel Alexandre Mendes – Bravães

Manuel António de Sousa- Oleiros

Manuel de Jesus Monteiro – Vila Nova de Muía

Manuel Joaquim Rodrigues – Santa Maria de Azias

Manuel Pereira – São João Batista de Vila Chã

Severino Joaquim Pereira – Britelo

Tomás José da Costa – Oleiros

Tomás José Vieira – Oleiros

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ANTIGO COMBATENTE JAIME FROUFE ANDRADE PUBLICA LIVRO SOBRE A SUA EXPERIÊNCIA DE COMBATE EM MOÇAMBIQUE

Acaba de sair a décima segunda edição de um pequeno livro (86 páginas) que escrevi sobre a minha experiência de guerra durante a minha comissão em Moçambique como alferes miliciano.

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Infelizmente não posso oferecer um exemplar, como tanto gostaria, a cada camarada. Resta-me propor que me "comprem" esta obra-prima com o sombrio nome "Não sabes como vais morrer", editada pela AJHLP-Associação. dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e levada ao palco pela companhia profissional "TeatroEnsaio".

Outra boa novidade é eu poder disponibilizar livros a preço de custo ou seja a 2.50 Euros, quantia que decidi arredondar para os 3 (três) Euros por causa dos portes do correio. Gosto grande seria ter-te como leitor. Se o quiseres só terás de me facultar um endereço (não esqueças o código postal) para eu te poder enviar o livro pelo correio.

Depois do livro te chegar às mãos, a quitação seria através da transferência dos 3 Euros para o

NIB 0035 0651 0031 2990 2003 4, de CGD.

Jaime Froufe Andrade