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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

ESCRITOR ALFREDO DE SOUSA TOMAZ APRESENTA EM OURÉM O LIVRO “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA

O escritor reside em Ponte da Barca onde recentemente apresentou a sua obra na Casa da Cultura

Data: 22 de Abril / Hora: 14h30

“O homem que não tinha uma fazenda em África”, da autoria de Alfredo de Sousa Tomaz, vai ser apresentado no dia 22 de Abril, às 14h30. É o dia dedicado aos "Poetas Oureenses", integrado na "Festa do Livro de Ourém 2018" que decorre de 18 a 25 de Abril, no antigo edifício dos Paços do Concelho e na Praça D. Maria II.

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Esta iniciativa tem um programa variado com diversas atividades, nomeadamente, encontros com escritores e ilustradores, sessões de autógrafos, recitais, mostra de produtos regionais, feira do livro, concurso concelhio de leitura, música, percurso artístico-literário, dança com livros, teatro e horas do conto.

Destaque para o VIII Concurso Concelhio de Leitura dirigido aos alunos do 1 e 2º ciclos das escolas do concelho, além dos encontros com vários autores e ilustradores e um espaço dedicado aos escritores ourienses.

A Festa do Livro é organizada pela Câmara Municipal de Ourém - Biblioteca Municipal com o apoio da Rede de Bibliotecas do Concelho de Ourém, Museu Municipal de Ourém - Casa do Administrador e a Livraria Arquivo.

Programa detalhado em www.ourem.pt

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

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ESCRITOR ALFREDO DE SOUSA TOMAZ APRESENTA EM OURÉM O LIVRO “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA

O escritor reside em Ponte da Barca onde recentemente apresentou a sua obra na Casa da Cultura
Data: 22 de Abril. Hora: 14h30
“O homem que não tinha uma fazenda em África”, da autoria de Alfredo de Sousa Tomaz, vai ser apresentado no dia 22 de Abril, às 14h30. É o dia dedicado aos "Poetas Oureenses", integrado na "Festa do Livro de Ourém 2018" que decorre de 18 a 25 de Abril.

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Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.
Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."
O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”
Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”
Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.
Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.
Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

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DE COMO UM RIBATEJANO SE APAIXONA PELO MINHO NUM BAIRRO DE LUANDA

* Crónica de Alfredo de Sousa Tomaz

Poderá parecer estranho o título desta crónica mas compreender-se-á se aceitarmos como uma fatalidade as “voltas que o Mundo dá” e as surpresas que nos reserva.

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Nasci na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, distrito de Santarém, província do Ribatejo. Sou, portanto, ribatejano de nascimento mas de coração tenho várias “naturalidades”.

Era eu ainda uma criança quando o meu pai decidiu partir para Angola no início da década de cinquenta, em busca de melhores condições de vida para si e para os seus. Eu sou o sexto filho de uma prole de nove que precocemente ficou reduzida a oito com a morte da minha irmã mais nova ainda com poucos meses de vida.

Em Luanda vivi toda a minha adolescência no bairro da Praia do Bispo, um bairro geográfica e socialmente dividido em dois. Implantado numa faixa de terra entre as arribas e o mar a sul da fortaleza de S. Miguel e era constituído por casas de dois pisos edificadas em frente ao mar e por outras casas mais modestas, apenas de rés-do-chão, construídas por trás das primeiras. Tanto umas como outras obedeciam a um projecto arquitectónico padrão.

As casas de dois pisos, mais bem localizadas, foram construídas pelo Estado para residência dos funcionários públicos, enquanto as mais modestas foram os próprios moradores que as ergueram, como foi o caso de meu pai.

Apesar desta aparente discriminação “geográfico-arquitectónica”, se me é permitido o termo, entre as suas gentes reinava a amizade e a comunhão de interesses, principalmente entre os mais jovens.

A principal característica do bairro era o facto de lá viver gente dos mais variados pontos do país, do Minho a Timor como se dizia na época. Tal facto originou uma mescla de culturas onde cada um, orgulhoso das suas origens, dava a conhecer os usos e costumes das suas terras, principalmente os jogos tradicionais e o folclore. Assim nasceu o Rancho Folclórico da Praia do Bispo, uma espécie de “filial” de Santa Marta de Portuzelo, sob a orientação do maestro José Pedro Martins Coelho, ilustre vianense que além de músico e maestro era também profundo conhecedor do folclore minhoto.

Nunca me senti com jeito para voltear ao som da chula, vira ou gota, mas apaixonado que estava por aquelas alegres danças e cantigas, não perdia um ensaio ou uma actuação do rancho, de que faziam parte um irmão e duas irmãs.

Obrigado maestro Zé Pedro por me ter aberto os olhos e os ouvidos para o Minho. Para minha satisfação sou hoje um minhoto adoptivo pois vivo em Ponte da Barca onde envelheço ao som das concertinas.

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Na fotografia de 1958 vêm-se em pormenor as tais casas de primeiro andar cuja construção se estendeu depois ao longo de toda a avenida como pode ver-se na outra foto. No circulo vermelho a minha casa. Não acredite na legenda. Nunca existiu nenhum paço episcopal naquele local. Existiu sim e ainda lá está, no alto da arriba junto ao palácio presidencial (ao tempo do governador). Dizia-se que antigamente o bispo descia as barrocas com o seu séquito para se ir banhar ao mar e terá vindo daí o nome do local.

CAMINHA ACOLHE X CONFERÊNCIA DE MINISTROS DA JUVENTUDE E DESPORTO DA CPLP

Representantes dos governos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste reunidos de 28 e 30 de julho

Caminha acolhe, na próxima semana,a X Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP, recebendo os representantes dos governosde Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O encontro terá lugar entre os dias 28 a 30.

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Na IXª Conferência, realizada na Ilha do Sal, em Cabo Verde, ficou acordado que a cimeira de 2017 teria lugar em Portugal e Caminha foi o concelho escolhido para receber este evento. Esta será, provavelmente, a mais importante cimeira setorial internacional realizada no concelho de Caminha, e que decorrerá no fim-de-semana em que aqui também ter lugar a Feira Medieval.

Na presidência desta Conferência estará oministro da Educação de Portugal, Tiago Brandão Rodrigues, que irá realizar a sessão de abertura.Esta conferência, decorre na sequência dos termos da Resolução 18/2016, de 17 de julho, em que os ministros participantes na IX Reunião acordaram, conforme referimos, realizar a próxima Reunião em 2017 e em Portugal.

A Conferência será uma oportunidade para apresentação e discussão de temas pertinentes e atuais comuns nas áreas da Juventude e do Desporto do espaço da CPLP.Entre os documentos estratégicos, serão analisados o relatório de atividade de 2016, o plano de atividades 2017/2018 e assuntos relativos aos Jogos Desportivos de 2018, bem como outros projetos estruturantes para o futuro da Conferência.

RUI GOULART APRESENTA EM BARCELOS A OBRA "NASCIDO EM ANGOLA"

Rui Goulart estará em Barcelos para apresentar “Nascido em Angola” 

Dia 23 de maio, às 21h30, no Teatro Gil Vicente

O realizador Rui Goulart e os atores Beatriz Almeida e João d'Avila estarão em Barcelos, no dia 23 de maio, no Teatro Gil Vicente, para apresentar o filme “Nascido em Angola”.

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Os bilhetes podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

Sinopse:

«Em 1974 uma revolução em Portugal surpreendeu milhares de portugueses que viviam em Angola. Abandonados pelo poder politico português e enfrentando uma guerra civil, em poucos meses 800 mil portugueses foram forçados a fugir deixando tudo para trás naquela que foi a maior ponte aérea e marítima da história. Miguel foi um desses "retornados" ou "refugiados" que... fugiram de Angola. 40 anos mais tarde ele procura e encontra outros como ele para ouvir as suas histórias... 

Nascido em Angola conta com a participação de João D Ávila, Rui Goulart, Miguel Borges, Adelaide João e com a participação especial de Jaime Nogueira Pinto, do Bispo de Bragança, do Gen. José António Ribeiro e do músico Eduardo Nascimento, entre muitos outros.»

Foto: http://www.verangola.net/

FAMALICÃO RECEBE LUATY BEIRÃO

Luaty Beirão em Famalicão na apresentação do núcleo da Amnistia Internacional

Luaty Beirão esteve em Vila Nova de Famalicão no passado sábado, 14 de janeiro, para apadrinhar a apresentação do núcleo famalicense da Amnistia Internacional Portugal. Foi na Biblioteca Municipal numa sessão onde se falou de Direitos Humanos com intervenções do próprio ativista luso-angolano, conhecido pela sua luta em prol da liberdade de expressão, democracia e luta anticorrupção em Angola, e do presidente do novo núcleo, Carlos Oliveira. 

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O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, associou-se ao momento, congratulou-se pela criação da estrutura no concelho e sublinhou que “a Amnistia Internacional tem defendido de forma assertiva causas e direitos sociais em temas transversais, intemporais e com abordagem histórica”.

Luaty Beirão está em Portugal para realizar conferências onde conta a sua história e a dos que, com ele, foram acusados de associação de malfeitores e tentativa de rebelião contra o presidente José Eduardo dos Santos. Luaty utilizou a greve de fome como forma de protesto contra a sua detenção e de mais 13 ativistas. “A vida em Angola é muito imprevisível para toda a gente. Há muita doença, muita criminalidade. Morre-se por estar vivo”, disse, sublinhando: “Eu gostaria de dizer que nunca mais vou ser preso mas é difícil prever”.

ESCRITOR JOSÉ LUANDINO VIEIRA VIVE EM VILA NOVA DE CERVEIRA

O escritor José Vieira Mateus da Graça, aliás José Luandino Vieira, é natural de Ourém mas adotou Angola como sua pátria e vive atualmente em Vila Nova de Cerveira, no antigo Convento de San Payo.

José Luandino Vieira: “Isto não é um livro. São 12 anos de vida”

O escritor angolano Luandino Vieira apresentou esta terça-feira Papéis da Prisão, um livro que escapa a géneros literários e que foi equiparado, pela experiência que conta, a outras memórias de cárcere. O escritor evita as comparações e não fala dos actuais presos políticos em Angola.

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"O que está aqui não é um livro. São 12 anos da vida de uma pessoa multiplicados por cada segundo, e nesses 12 anos eu multiplicava cada segundo por tudo quanto me vinha à cabeça e nem sempre eram coisas recomendáveis.” Foi desta forma que José Luandino Vieira, escritor angolano, vencedor em 2006 do Prémio Camões – que recusou receber – se referiu a Papéis da Prisão: apontamentos, diário, correspondência (1962-1971). Um volume editado pela Caminho que reúne o conjunto da sua produção diarística desde que foi detido pela PIDE no Aljube, em Novembro de 1961, passando por várias cadeias em Luanda, até ao dia em que saiu do Tarrafal, em 1972. Rui Vieira Nery, que apresentou a obra esta terça-feira ao fim da tarde, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, na presença do autor, chamou ao livro um “monumento literário e cívico”

“Ao reler-me encontro em tudo ainda uma pequeníssima fagulha de qualquer coisa que precisa de ser soprada”, disse Luandino Vieira sobre a decisão de tornar agora públicos os 17 cadernos que resultaram desse período da sua vida, e que somam aproximadamente duas mil folhas manuscritas. A essa razão, somou outra: “publicar depois de morto é muito fácil, ninguém assume a responsabilidade”, ironizou, numa curta intervenção onde se confessou várias vezes emocionado.

Ao longo dos cerca de três anos que decorreram desde o dia em que ligou a Zeferino Coelho, o editor da Caminho (onde tem publicada a sua obra), dizendo-lhe que lhe queria “mostrar uma coisa” até ao momento em que se constituiu uma equipa do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, liderada por Margarida Calafate Ribeiro, Mónica V. Silva e Roberto Vecchio, traçou-se um plano que terminou num livro difícil de catalogar.

É Margarida Calafate quem traça a “biografia do livro” que “foge a qualquer classificação de género”. Um livro onde, sublinha a investigadora, está patente a “força de um projecto literário e político”. Ser escritor e “ser Angola independente e livre”.

Natural de Lagoa do Furadouro, perto de Vila Nova de Ourém, onde nasceu em 1935, José Vieira Mateus foi com os pais para Luanda quando tinha três anos. Passou lá a infância e a juventude, estudou, tornou-se cidadão angolano, participou no movimento de libertação nacional – o MPLA, um apoio que manteve até 1978 – e, em homenagem à cidade onde cresceu e aprendeu kimbundu, mudou o nome para Luandino.

Preso pela primeira vez pela PIDE em 1959, justamente pela sua ligação ao MPLA, voltaria à prisão em 1961, desta vez por um longo período durante o qual escreveu alguns dos seus livros mais emblemáticos, entre os quais Luuanda (1963), revelando nesses escritos uma influência do brasileiro Guimarães Rosa. E escreveu ainda estes Papéis da Prisão.

A experiência de cárcere de Luandino Vieira surge num momento quente em relação ao que se passa justamente nas prisões de Angola, com a recente prisão preventiva de 15 activistas acusados de rebelião e tentativa de organizar um golpe de Estado no país e que resultou na greve de fome de um deles, o rapper Luaty Beirão. Os activistas estão actualmente em julgamento. Mantendo o silêncio e a discrição que o caracteriza, Luandino não falou do tema na sua intervenção e evitou os jornalistas e as questões que necessariamente lhe seriam colocadas. "O Luandino sempre foi um homem muito reservado, muito tímido", justifica o seu editor, Zeferino Coelho, apontando a dificuldade que sempre teve para  apresentar um novo livro do Prémio Camões em que ele estivesse presente. Também sobre a sua recusa em receber o Prémio Camões, pouco se sabe além das "razões pessoais" que então invocou, não tendo dado entrevistas nem feito qualquer declaração. Outro mistério de Luandino que permanece é a razão pela qual deixou Angola, na década de noventa, e regressou a Portugal onde vive isolado, num convento do amigo José Rodrigues.

Falar de sofrimento

Os 17 cadernos “meticulosamente datados”, como se lhes referiu Margarida Calafate, tinham por título "Ontem, Hoje, Amanhã..." São compostos por fragmentos de natureza diversa. Anotações diarísticas, correspondência, postais, desenhos, cancioneiros populares recolhidos junto de outros presos, esboços literários e exercícios de tradução, ditos em quimbundo, recortes jornalísticos, apontamentos.

A data de início de escrita não coincide com a entrada na prisão. Foram precisos cerca de seis meses para que Luandino Vieira construísse uma rede que lhe permitiu escrever um livro que os presentes compararam, pela qualidade e força do testemunho, a Cadernos do Cárcere, de António Gramsci, aos escritos de Rosa Luxemburgo, Graciliano Ramos ou Primo Levi.

“A arte da memória perpassa por todos os papéis”, declarou Roberto Vecchio, lembrando precisamente Primo Levi e o dever da memória em momentos extremos. “Como na grande literatura do cárcere, o sofrimento torna-se aqui uma experiência partilhada com o leitor”, disse.

“O tempo falará da importância ou não importância destes papéis. O nome do autor não conta. Aliás, este livro não devia ter autor”, declarou Luandino Vieira, confessando o incómodo por ver o seu nome ao lado dos grandes memorialistas do cárcere, acrescentando: “O meu sofrimento – não gosto nada desta palavra – comparado com os milhões que na nossa terra sofreram e morreram... Falar de sofrimento por ter estado num campo de trabalho de Chão Bom (Tarrafal) para mim seria uma obscenidade.”

O livro é editado quando se comemoram os 40 anos de independência de Angola, mas Luandino Vieira não fez qualquer alusão a esta data. A viver actualmente em Vila Nova de Cerveira, o escritor raramente aparece em público, evita dar entrevistas, “preza a discrição”, como lembrou ainda na apresentação o amigo de infância, o escritor angolano Arnaldo Santos, que quis chamar a atenção para o Luandino poeta, visível em toda a sua prosa.

Também está nestes papéis um lirismo sublinhado por Vieira Nery e Margarida Calafate, que insistem no valor político, literário e histórico deste Papéis da Prisão. “Esta é uma obra sobre a liberdade e sobre o que temos de fazer, o que temos de lutar quando ela falha”, afirmou Margarida Calafate. “Este livro é um retrato de Luandino. É um documento extraordinário que não tem comparação na história da literatura de língua portuguesa”, declarou Zeferino Coelho.

Já Luandino quis homenagear também o kimbundu, a língua onde cresceu. "Em kimbundu,‘não esquece’ diz-se: kujimbé”, escreve Luandino em epígrafe. “Quero continuar a contribuir para a construção da nossa cultura”, disse esta terça-feira Luandino Vieira noutra lembrança, a de uma carta, onde escreveu: "o meu amor por Angola é afinal uma forma do meu amor pela humanidade. Nunca serei um mau nacionalista.”

Fonte: Isabel Lucas /Público

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CERVEIRA ESTUDA COOPERAÇÃO COM ANGOLA

Deslocação a Moxico para estudar futura cooperação

A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira integrou uma representação oficial à Província de Moxico, em Angola, liderada pela Associação de Municípios do Vale do Minho, que esteve, de 17 a 19 de junho, na capital Luena. Para além do contacto direto com o desenvolvimento realizado nos últimos anos naquela localidade, esta deslocação visou a celebração de cooperação futura entre entidades.

Em representação do Município cerveirense, o Presidente e o Vice-Presidente, Fernando Nogueira e Vitor Costa, respetivamente, fizeram parte de um intenso e produtivo programa de visitas a entidades e serviços governamentais, de apresentação de novos projetos em curso e do conhecimento in loco do grande esforço no progresso encetado nos últimos anos, em particular na cidade de Luena (antiga Vila Luso), capital da Província de Moxico.

A visita, que resultou de um convite endereçado pelo Governador de Moxico João Ernesto dos Santos ‘Liberdade’, em maio do ano passado, durante a deslocação de uma delegação angolana governamental e empresarial aos cinco municípios do Vale do Minho, serviu ainda para estudar a cooperação entre as entidades presentes, o Governo e a região, através da elaboração de propostas com vista à celebração de protocolos em algumas áreas de interesse mútuo, nomeadamente na formação e na promoção de oportunidades de negócios.

De salientar que Moxico é a maior província de Angola, com uma dimensão de 223 023 km² e uma população aproximada de 750 mil habitantes.

ARTISTA VIANENSE RITA GUEDES TAVARES É COMISSÁRIA DA REPRESENTAÇÃO DE ANGOLA NA BIENAL DE VENEZA

Artista vianense comissária da representação de Angola na bienal de Veneza

Uma jovem artista de Viana do Castelo, radicada em Angola e que se descreve como "activista cultural", é a "orgulhosa" comissária da representação angolana na 56.ª edição da Bienal Internacional de Arte de Veneza, que arranca hoje.

Aos 34 anos, Rita Guedes Tavares, ou artisticamente RitaGT, é coordenadora do projecto E.studio, um movimento cultural e artístico em Luanda que lhe valeu o convite do curador do pavilhão angolano em Veneza, António Ole.

"Como comissária, organizo todas as logísticas e produção. Somos uma equipa bastante pequena, por isso acabo por fazer um pouco de tudo. Também, como sou artista, é-me mais fácil saber lidar com todos os preparativos da exposição, embora com este projecto tenha estado a aprender imenso", assume RitaGT, em entrevista à Lusa a partir de Veneza.

A participação angolana nesta 56.ª edição da mítica bienal de arte italiana vai apresentar um "diálogo geracional", integrando vários jovens criadores nacionais, tendo a responsabilidade de estar à altura da de 2013, quando o país recebeu o Leão de Ouro.

Ausente de Viana do Castelo, no norte de Portugal, há oito anos, Rita passou por vários países até se fixar em Luanda, em Fevereiro de 2012, por pesquisa de trabalho e seguindo a família angolana.

"Desde que me mudei para Angola tenho-me tornado, no que chamo provisoriamente, uma activista cultural, e por isso, o meu processo criativo passa por curadoria, produção e comissariado de outros colegas artistas. Interessa-me contribuir para o estímulo intelectual e conceptual da produção de arte contemporânea", explica.

A representação angolana em Veneza envolve uma exposição colectiva que, segundo o curador António Ole, assenta metaforicamente numa "viagem no espaço e no tempo" da arte angolana.

"E, em simultâneo, estabelece um diálogo com uma geração de jovens artistas angolanos, numa espécie de passagem de testemunho", explica o artista plástico, próximo de comemorar meio século de actividade, aquando da apresentação da participação angolana no certame, que em 2015 assinala 120 anos.

Além de António Ole - que participou em 2003 e 2010 a título pessoal -, que é também curador, a representação angolana conta com trabalhos de Binelde Hircan (vídeo), Délio Jesse (fotografia), Francisco Vidal (pintura sobre catanas) e Nelo Teixeira (escultor em madeira), todos jovens artistas.

"Esta exposição consegue expressar o movimento dos jovens artistas angolanos, que é um movimento de muita força e muito estimulante. Interessa-nos desenvolver arte como pensamento crítico e os nossos trabalhos reflectem ideias, questões, conceitos. A carga intelectual do nosso trabalho é a nossa força", explica a "comissária" RitaGT.

A 56.ª Exposição Internacional de Arte, Bienal de Veneza 2015, cujo curador geral é Okwui Enwezor, terá como tema "All the World's Futures" ("Todos os Futuros do Mundo", em tradução livre), e vai decorrer entre sábado, abertura prevista para o público, e 22 de Novembro de 2015.

Quanto a RitaGT, garante tratar-se de uma "oportunidade" para "partilhar o que de melhor se produz de arte contemporânea angolana", das ideologias as conceitos.

Também por isso garante que está em Angola para ficar: "Não tenho vontade de voltar. Gosto de Angola, é o meu país de eleição".

Fonte: Agência LUSA

TROCAR A LUSOFONIA PELA GALEGUIA

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Há uns anos atrás, num evento literário na Galiza, o nosso Pepetela sugeriu que se trocasse a palavra Lusofonia por Galeguia. Galeguia, além de ter um som mais bonito, remete para a origem galaica da língua portuguesa e subtrai-lhe, elegantemente, o peso do passado colonial luso. Há muitos angolanos que não se consideram lusófonos mas talvez pudessem estar dispostos a pertencer à Galeguia, com a Galiza como entidade neutra e unificadora através da língua comum. Parece que o Pepetela estaria de acordo. Eu também.

Não há terra como a Galiza, não há gente como a galega. Quem, dos que falamos português, já foi tocado pela generosidade desse canto do planeta, sabe do que estou a falar. Do Brasil, perguntem ao Chico César ou ao Lenine. Da Guiné, perguntem ao Manecas Costa. De Angola, perguntem ao Pepetela ou ao Ondjaki. Eu mesma vivi em Santiago de Compostela um ano, onde cultivei sólidas amizades e projectos profissionais (lá gravei o meu primeiro disco), vivendo cada dia em português. A maneira como somos recebidos na Galiza ultrapassa qualquer definição de hospitalidade. Falamos a mesma língua e isso nunca teve um efeito tão surpreendente, tão carinhoso. Mas este é ainda um vínculo escondido, um laço invisível, um namoro secreto que deve ser assumido oficialmente e bradado aos sete ventos.

A Galiza é uma região autónoma situada no canto noroeste de Espanha, bem em cima de Portugal. O galego, apesar de se escrever diferente do português, é a mesma língua, não só na oralidade mas também na origem. Como é sabido, foi lá que nasceram estas palavras que agora escrevo e que agora lês. As diferenças que existem são as esperadas em qualquer língua: cada lugar tem o seu próprio jeito e o seu léxico.  Uma língua pode ter muitos dialectos, variantes ou vários sotaques diferentes. As línguas são lugares permeáveis e cambiantes ao longo do tempo, sensíveis ao seu contexto. Ainda assim, entre o galego e o português aplica-se aquela frase: “muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa”.

Por outro lado, as línguas não poucas vezes são usadas como arma política. O galego separou-se do português por causa de uma fronteira política, que colocou a Galiza dentro do Estado espanhol. Progressivamente, dadas as circunstâncias históricas, o galego adoptou uma grafia intencionalmente separada do português e coincidente com a do espanhol, face à oposição de muitos. Pior do que isso, foi a repressão que sofreu durante a ditadura franquista, por exemplo. Nessa altura, houve um esforço para anular todos os idiomas que não fossem o castelhano – na escola, as crianças que falassem galego, catalão ou basco mereciam castigo. Paralelamente, o galego sofreu uma corrosiva “castelhanização”, afastando-se mais ainda da variante portuguesa.

Mas continua a ser evidente que o galego e o português são duas variantes da mesma língua e basta um encontro atento para confirmá-lo. Por tudo isso, a Galiza deveria ocupar a cadeira que lhe é merecida na CPLP, mesmo não sendo um Estado. Sobram motivos para dar o passo oficial e reconhecer a Galiza como nação de língua portuguesa (ou galego-portuguesa). Isso tem muito mais sentido do que abrir as portas da CPLP à Guiné Equatorial, onde nem sequer se fala português nem… nada. Nada além dos interesses económicos, é claro. Em contrapartida, a entrada da Galiza poderia fazer do espaço lusófono um lugar menos marcado pelo passado político e mais centrado na língua comum, como plataforma de partilha cultural, económica, académica, etc.

Sem perder de vista o debate institucional, interessadamente lento, cabe aos galegos continuar a sua luta pela reintegração linguística e cabe-nos a nós conhecer, apoiar e empurrar esses passos. Como sempre, a Cultura caminha muito à frente das Oficialidades. Há anos que existe uma intensa partilha cultural entre os países de língua portuguesa e a Galiza. O Festival Cantos na Maré é um bom exemplo disso. Músicos, escritores, actores, cineastas e demais agentes culturais têm consolidado essa troca, essa amizade e essa pertença mútua com ainda tanto por descobrir.

Imagine-se só? Vai ser que, afinal, não falamos a língua do colono: falamos galego de Angola, com o sabor bantu do Atlântico-Sul.

Aline Frazão / http://www.redeangola.info/

VALENÇA CRIA PARCERIAS COM ANGOLA

Valença Abre Portas a Parcerias com o Mochico - Angola

Uma delegação governamental e empresarial do Mochico – Angola, está de visita a Valença para contatos com a administração local e os empresários do concelho.

Mochico

A delegação é liderada pelo governador do Mochico, João Ernesto dos Santos “Liberdade” e foi recebida por Jorge Salgueiro Mendes, nos Paços do Concelho, onde traçou uma panorâmica histórica, económica, social e administrativa deste território. O governador do Mochico considera da maior importância esta visita para recolher experiências da realidade administrativa local e para o estabelecimento de parcerias com empresários interessados em investir nesta região angolana.

A delegação do Mochico visitou a zona história da Fortaleza de Valença, as áreas comerciais, bem como as explorações de Kiwis, na veiga do Rio Minho, quintas de exploração de vinho e várias unidades industriais e empresariais com interesses em Angola.

A esta delegação angolana soma-se a visita no último fim-de-semana do Prémio Nobel da Paz e representante das Nações Unidas na Guine-Bissau, Ramos Horta. Um conjunto de personalidades internacionais que vem conhecer a Fortaleza de Valença, candidata a Património de Interesse Cultural para a Humanidade e inteirar-se da realidade da Eurocidade e das grandes marcas que são os Caminhos de Santiago, a Fronteira e a gastronomia valenciana, onde o bacalhau é rei.

MINHOTOS TAMBÉM EMIGRARAM PARA ANGOLA

Não foi apenas para o Brasil, França, Alemanha, Venezuela, Estados Unidos da América e África do Sul que os minhotos emigraram à procura de melhores condições de vida. Eles partiram também para os antigos territórios ultramarinos, sobretudo Angola e Moçambique, onde se fixaram nomeadamente nas zonas rurais trabalhando as suas fazendas e machambas.

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Apesar da distância que os separava da metrópole, o termo “emigração” não era então entendido como o mais adequado porquanto se encontravam numa parcela de território à época considerada parte integrante do território português.

Nessas paragens distantes do então império ultramarino, os minhotos criaram o seu associativismo, mantendo vivas as suas raízes culturais. Foram exemplo disso, no caso de Angola, a Casa do Minho em Luanda e, em Moçambique, a Casa do Minho na Beira e a Casa do Minho de Lourenço Marques cujos antigos associados, entretanto regressados à metrópole, continuam a manter os seus convívios anuais na nossa região.

Uma das fotos mostra uma família de colonos minhotos no planalto de Huambo e a outra em localização desconhecida, lendo-se no verso “A futura população de Angola: famílias minhotas”.

Fotos: Fundação Mário Soares

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CONFRARIAS GASTRONÓMICAS PREPARAM CONGRESSO

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MAPA DE EVENTOS 2012

04-10-2012

26 de Outubro de 2012 – Vº Congresso Nacional da

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS CONFRARIAS GASTRONÓMICAS

Capítulos das Confrarias Federadas – 2012

_ 06 de Outubro – Confraria Gastronómica “Gastrónomos dos Açores” – S. Miguel – Açores

_ 06 de Outubro – Confraria dos Gastrónomos do Algarve – Portimão

_ 13 de Outubro – Real Confraria da Matança do Porco – Miranda do Corvo

_ 27 de Outubro - Confraria Saberes e Sabores da Beira “Grão Vasco” – Viseu

_ 09, 10 e 11 de Novembro – Confraria do Bucho de Arganil - S. Martinho da Cortiça – Arganil

_ 17 de Novembro – Confraria da Gastronomia do Ribatejo – Santarém

_ 17 de Novembro – Confraria do Medronho – Avô

_ 24 de Novembro – Confraria Queirosiana – Vila Nova de Gaia

_ 24 de Novembro – Confraria da Marmelada de Odivelas – Odivelas

_ 01 de Dezembro – Confraria dos Nabos e Companhia – Carapelhos

_ 01 de Dezembro – Confraria da Raça Arouquesa – Arouca

_ 08 de Dezembro – Confraria Gastronómica do Cabrito e Serra do Caramulo

_ 15 de Dezembro – Confraria dos Ovos Moles de Aveiro – Aveiro

_ Real Confraria do Maranho – Capítulo Interno

_ Confraria Gastronómica Pinhal do Rei – Capítulo Interno

_ Confraria do Bolo de Ançã – Capítulo Interno

_ Confraria do Bodo – Capítulo Interno

_ Confraria do Queijo Rabaçal – Capítulo Interno

_ Confraria do Velhote – Capítulo Interno

Capítulos das Confrarias Não Federadas – 2012:

_ 13 de Outubro – Confraria das Couves de Castelo Viegas – Castelo Viegas

_ 13 de Outubro – Confraria Gastronómica dos Carolos e Papas de Milho – Tondela

_ 14 de Outubro – Confraria do Bolo Podre e Gastronomia de Montemuro – Castro Daire

_ 27 de Outubro – Confraria da Pedra – Madalena – VN Gaia

Eventos 2012:

_ 09 a 11 de Novembro – I ENCONTRO IBÉRICO DE CONFRARIAS – GUIMARÃES

_ 29 de Setembro a 07 de Outubro – VI Festival Gastronómico do Achigã – Vila de Rei

_ 03 a 07 de Outubro – Feira Nacional dos Frutos Secos – Torres Novas

_ 05 a 07 de Outubro – VII Feira do Feijão Frade – Lardosa – Castelo Branco

_ 05 a 07 de Outubro – Porto.come – Porto

_ 05 a 07 de Outubro – Festa das Vindimas – Ponte da Barca

_ 05 a 07 de Outubro – IV Mostra de doçaria Conventual e Regional de Coimbra – Quartel da Brigada de Intervenção – Coimbra

_ 05 a 07 de Outubro – Festival Islâmico – Marvão

_ 05 a 14 de Outubro – 1ª Semana Gastronómica da Quinta do Conde – Sesimbra

_ 06 Outubro – XVII Feira da Maçã Bravo de Esmolfe – Penalva do Castelo

_ 06 e 07 de Outubro – I Edição da Rota do Cabrito – Sever do Vouga

_ 06 e 07 de Outubro – Festa das Colheitas – Castro Daire

_ 07 de Outubro – Feira de Mel Monofloral de Eucalipto – Antuã

_ 12 de Outubro – Jornadas do medronho – Escola Superior Agrária de Coimbra – Coimbra

_ 12 de Outubro – Fórum Regional dos Vinhos Verdes – Ponte de Lima

_ 12 a 14 de Outubro – Festa da Maçã – Camacha – Madeira

_ 13 de Outubro – VI Festival Gastronómico da Enguia – Confraria Gastronómica O Moliceiro

_ 13 e 14 de Outubro – 4º Festival do Casqueiro – Pão, Bolos e Tradições – Idanha-a-Nova

_ 13 e 14 de Outubro – XI Festa da Castanha – Oliveira do Hospital

_ 13 a 21 de Outubro – Festa das Adiafas – festival nacional do Vinho Leve – Cadaval

_ 16 de Outubro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Agricultura e Ambiente - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 16 a 21 de Outubro – Festival da Sopa – Góis

_ 17 a 21 de Outubro – Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas – Portalegre

_ 19 a 21 de Outubro – IV Mostra Gastronómica “Sabores de Ansião” – Ansião

_ 19 a 21 de Outubro – Festival Vinícola da Região do Douro Superior – Foz Côa

_ 21 de Outubro – III Mostra de Doçaria Conventual – Pereira - Montemor-o-Velho

_ 26 a 28 de Outubro – Festa da Castanha – Vinhais

_ 26 a 28 de Outubro – Wine in Azores 2012 fish and meat – Portas do Mar – Açores

_ 27 de Outubro – Sopas, condutos, doces e paladares dos nossos bisavós – Mealhada

_ 27 e 28 de Outubro – Festival do Negalho da Bairrada – Murtede – Cantanhede

_ 27 de Outubro a 04 de Novembro – Feira dos Santos à Mesa – Mangualde

_ 28 de Outubro – Programa do Magusto – Góis

_ 28 de Outubro – Feira da Castanha – Mortágua

_ 29 a 30 de Outubro - Feira Nacional de Doçaria Tradicional – Abrantes

_ 29 de Outubro a 01 de Novembro – III Festa da Truta – Góis

_ Outubro – Mostra de Frutos Secos – Paderne – Albufeira

_ Outubro – Festa das Colheitas – Pampilhosa – Mealhada

_ Outubro – Passeio Gastronómico – Carregal do Sal

_ Outubro/Novembro – Feira de Gastronomia de Santarém – Casa do Campino – Santarém

_ Outubro/Novembro – 6ª Festival Gastronómico da Broa d’Avanca – Estarreja

_ 01 de Novembro – Festa da Castanha – Curral das Freiras – Madeira

_ 01 de Novembro – Feira dos Santos, do Mel e da Castanha – Góis

_ 01 a 04 de Novembro – VII Feira de Doçaria Conventual – Figueiró dos Vinhos

_ 01 a 04 de Novembro – Fim-de-semana da Lampantana – Mortágua

_ 01 a 30 de Novembro – Festival do Cogumelo – Alcaide – Fundão

_ 01 de Novembro a 15 de Dezembro – Mês dos Míscaros e do Sarrabulho – Penacova

_ 02 de Novembro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Agricultura e Ambiente - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 02 a 04 de Novembro – V Feira da Azeitona – Malpica do Tejo – Castelo Branco

_ 02 a 04 de Novembro – Mercado Magriço – Penedono

_ 02 a 05 de Novembro – Fim-de-Semana do Arroz de Bucho e dos Negalhos – Vila Nova de Poiares

_ 02 a 11 de Novembro – Festival Gastronómico do Mel e da Castanha – “Sabores de Outono” – Lousã

_ 03 de Novembro – Matança do porco à moda antiga – S. Martinho, castanhas e Vinho – Mealhada

_ 03 e 04 de Novembro – VI Mostra Gastronómica do Medronho e da Castanha – Oleiros

_ 08 a 11 de Novembro – Feira do Chocolate – Grândola

_ 09 a 11 de Novembro – Feira do Mel e da Castanha e Festival de Gastronomia – Lousã

_ 09 a 11 de Novembro – 16º Congresso de Obesidade – Hotel Olissippo Oriente – Lisboa

_ 09 a 11 de Novembro – Feira Nacional do Mel e Fórum nacional de Apicultura 2012 – Luso

_ 10 de Novembro – XV Festa da Castanha e do Vinho – Penalva do Castelo

_ 10 de Novembro – Encontro de Sopas – Oliveira do Bairro

_ 10 e 11 de Novembro – XIV Festa da Castanha e do Mel – S. Pedro do Sul

_ 11 de Novembro – IX Festa de S. Martinho – S. Pedro do Sul

_ 11 de Novembro - “Desfile Etnográfico alusivo ao Vinho e às Vindimas” e “Rainha das Vindimas de Alenquer” – Alenquer

_ 12 e 13 de Novembro – 10ª Feira do Porco e do Enchido – Oliveira do Hospital

_ 17 e 18 de Novembro – Feira do Mel e do Campo – Penacova

_ 24 e 25 de Novembro – Rota da Doçaria Serrana – As Tigelada, Bolo de Azeite e as Filhós – Pampilhosa da Serra

_ 25 a 27 de Novembro - 1.º Festival do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira – Madeira

_ 30 de Novembro a 02 de Dezembro - IX edição da Festival do Arroz Doce e da Doçaria Tradicional – Torres Novas

_ Novembro – Encontro Micológico – Pampilhosa – Mealhada

_ Novembro – Festa da Castanha – Carregal do Sal

_ 01 e 02 de Dezembro – VI Feira das Sopas – Escalos de Cima – Castelo Branco

_ 01 a 31 de Dezembro – Sabores de Inverno – Dezembro Gastronómico – Castanheira de Pêra

_ 01 a 31 de Dezembro – Mês do Cabrito – Penacova

_ 07 a 09 de Dezembro – Fim-de-semana Gastronómico Vivó Porco – Miranda do Corvo

_ 07 a 09 de Dezembro – Festa da Doçaria Tradicional de Natal – Vila Nova de Poiares

_ 07 a 09 de Dezembro – Mostra de Artes e Ofícios da Lousã e Gastronomia e Doçaria – Lousã

_ 08 e 09 de Dezembro – Fim de Semana do Cabrito – Penalva do Castelo

_ 13 de Dezembro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Cultura e Ética - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 15 de Dezembro - Tertúlias Gastronómicas – Ovar

_ 22 e 23 de Dezembro – Feira de Natal/Feira da Filhó – Proença-a-Nova

_ Dezembro – mês do Cabrito – Penacova

Eventos 2013:

_ 11 a 21 de Janeiro – Semana da Chanfana – Vila Nova de Poiares

_ 01 de Fevereiro – XXI Feira/Festa do Pastor e do Queijo – Penalva do Castelo

_ 02 e 03 de Fevereiro – II Caça Sabores – Cantanhede

_ 08 a 10 de Fevereiro – Mostra Gastronómica “Sabores da Época em Terras do Demo – Vila Nova de Paiva

_ 23 e 24 de Fevereiro – XVI Festival da Lampreia de Penacova – Penacova

_ Fevereiro – Festa da Cabra: Chanfana, negalhos e ensopado de arroz – Mealhada

_ Fevereiro – Festa do Caldo e do Enchido – Carregal do Sal

_ 09 e 10 de Março – XXIV Feira do Queijo, dos Enchidos e do Mel e IV

Mostra de Gastronomia e Artesanato das Freguesias do Concelho – Tábua

_ 09 a 17 de Março – Rota da Lampreia e da Vitela – Sever do Vouga

_ 10 de Março – II Feira do Fumeiro – Vila Nova de Paiva

_ 16 e 17 de Março – XXII Festa do Queijo Serra da Estrela – Oliveira do Hospital

_ 23 de Março – IV Feira Gastronómica “Sabores Pascais” – Vila Nova de Paiva

_ 23, 24, 30 e 30 de Março – V Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho – Oleiros

_ 24 de Março – Feiro do Bolo de Ançã – Ançã

_ 26 de Março – Feira dos Nógados, pantufas e Bolo Finto – Vila Velha de Ródão

_ 27 a 31 de Março – Páscoa de Sabores – Góis 30 e 31 de Março e 05 a 07 de Abril – Fim-de-semana do Cabrito – Miranda do Corvo

_ 30, 31 de Março e 01 de Abril – Mostra Gastronómica “Sabores da Época em terra do Demo” - Vila Nova de Paiva

_ 30 de Março a 07 de Abril – Semana do Cabrito – Vila Nova de Poiares

_ Março – Festa do Folar – Pampilhosa – Mealhada

_ 01 a 30 de Abril – Mês do Cabrito – Castanheira de Pêra

_ 19 a 21 de Abril – 19ª Festa da Queijada de Pereira – Pereira - Montemor-o-Velho

_ 20 de Abril – Festival das Sopas – Alameda da Carvalha – Sertã

_ 25 de Abril a 01 de Maio – Semana Gastronómica da Chanfana – Miranda do Corvo

_ 26 a 28 de Abril – XV Mostra de Produtos regionais e III Feira do Petisco – Pedrógão Grande

_ 28 de Abril – Feira de Usos e Costumes – Mortágua

_ 25 e 26 de Maio – XI Feira da Doçaria Conventual de Tentúgal – Tentúgal - Montemor-o-Velho

CAPÍTULOS de Confrarias – Cabo Verde:

_ 31 de Março de 2013 – Confraria Congrog - Ilha de Santo Antão

CAPÍTULOS de Confrarias - Espanha:

_ 13 de Outubro – Cofradia Vino de Cangas - Cangas de Narcea - Astúrias

_ 20 de Outubro – Cofradia Queso Manchego – Toledo

_ 20 de Outubro - Cofradía de la Alubia de La Bañeza – La Baneza

_ 25 de Outubro a 01 de Novembro – Ordem del Camino de Santiago – Angola

_ 28 de Outubro – Cofradia de Aceite de Oliva de Navarra - Fontellas

_ Outubro – Cofradia del Queso de Gamoneu – Cangas de Onis - Asturias

_ Outubro – Cofradia do Centolo Larpeiro do Grove – Pontevedra

_ Outubro – Cofradia dos Vinos Rias Baixas, sserenisima Orde do Lagarino – Ribadumia – Pontevedra

_ 01 a 04 de Novembro – ExpoGalaecia – Feira Anual de Turismo de Vigo – Vigo

_ 03 de Novembro – Cofradia Aceite de Oliva de Navarra – Cascante – Navarra

_ 04 de Novembro – Cofradia l’Aigua – Caldas de Malavella – Girona

_ 10 e 11 de Novembro – Lo Mejor de la Gastronomia – Elche

_ 24 de Novembro – Cofradia de Vino de Rioja – Logrono – La Rioja

_ 25 de Novembro – Cofradia de Bacalao – Eibar

_ 02 de Dezembro – Cofradia Queimada en el Pais Vasco – Donostia – Gipuzkoa

_ 02 de Dezembro – Cofradia Euskal Herriko Bildotsa – Vitoria – Gasteiz

_ 16 de Dezembro – Cofradia Vasca de Gastronomia – Donostia – Gipuzkoa

_ 16 de Dezembro – Amigos do Vino da Ribeira Sacra – Monforte de Lemos – Lugo

CAPÍTULOS de Confrarias – França:

_ 14 de Outubro – Confrérie Palombe de Sara – Sara

_ 28 de Outubro – Confrérie Piment d’Espelette – Espelette

_ 04 de Novembro – Confrérie l’Operne – Biarritz

CAPÍTULOS de Confrarias – Bélgica:

_ 10 de Novembro – Confrérie des Wiyinmes de Méan – Leignon