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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA: GENERAL NORTON DE MATOS VIVEU EM ANGOLA NA PROVÍNCIA DE HUÍLA E A SUA RESIDÊNCIA ESTÁ ABERTA A VISITAS DO PÚBLICO

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É caracterizada por uma residência de modelo inglês, construída de madeira, sendo a primeira feita com este material na província da Huíla. Está construída no interior da Estação Experimental agrícola, sustentada por uma base de pilares de betão.

O general Norton de Matos foi dos mais importantes estrategas do colonialismo português durante a Primeira República. Conseguiu uma autonomia nunca vista para a administração de Angola, onde deixou, sobretudo, trabalho feito nas obras públicas. Defendia um regime racial do tipo apartheid e silenciou as primeiras vozes protonacionalistas da colónia.

Fonte: https://visitehuila.com/turismo/

MUSEU DE OLARIA DE BARCELOS APRESENTA ESTUDO INÉDITO SOBRE OLARIA ANGOLANA COM LANÇAMENTO DE LIVRO DE ADÉLIO MACEDO

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No próximo sábado, dia 31 de maio, às 16h30, o Museu de Olaria, em Barcelos, será palco do lançamento do livro “Cangamba e Praia do Bebé, dois casos de olaria angolana”, da autoria de Adélio Macedo Correia. A obra, publicada pela Seda Publicações em parceria com o Município de Barcelos e o Museu de Olaria, resulta de um trabalho de investigação iniciado há mais de cinco décadas e que agora ganha forma em livro.

A sessão de lançamento contará com a presença do autor e com a apresentação da Doutora Isabel Maria Fernandes, num momento de celebração do património cultural e da ligação entre Barcelos e a memória viva da olaria angolana.

Adélio Macedo Correia, natural de Barcelos e filho do reconhecido ceramista João Macedo Correia, regressa à investigação que começou entre 1968 e 1970, enquanto cumpria serviço militar obrigatório em Angola, nomeadamente em Cangamba e no Lobito. Incentivado pelo então diretor do Museu de Olaria, Eugénio Lapa Carneiro, o autor recolheu, durante esse período, cerca de 200 peças de olaria e instrumentos de trabalho, que hoje integram o valioso acervo do museu barcelense.

O livro agora apresentado é o resultado do aprofundamento desses registos e observações de campo, documentando duas coleções de olaria que se revelam verdadeiramente únicas. As peças descritas, muitas delas irrecuperáveis, foram produzidas com técnicas e formas ancestrais, algumas das quais remontam ao período Neolítico. Os locais originais de produção já não existem tal como foram observados por Adélio Correia, o que confere ainda maior relevância e valor patrimonial ao seu trabalho.

Este evento constitui uma oportunidade única para conhecer um testemunho raro sobre práticas cerâmicas africanas, resgatadas do tempo pelo olhar atento de um antropólogo barcelense, que contribui de forma ímpar para o enriquecimento do espólio e da missão do Museu de Olaria.

MINHOTOS QUE VIVIAM EM ANGOLA FUNDARAM A CASA DO MINHO EM LUANDA HÁ 93 ANOS

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Início do Grupo da Casa do Minho, em Luanda

A Casa do Minho em Luanda foi dissolvida na sequência do processo de descolonização de Angola que forçou o regresso dos portugueses à metrópole.

Com efeito, os Estatutos da Casa do Minho foram aprovados por alvará do Governo Geral de Angola, nº 2, de 29 de Janeiro de 1932. E, pelo menos à data da independência política de Angola, aquela instituição regionalistasituava-se na rua Luciano Cordeiro, actual rua do Assalto ao Quartel de Moncada, fazendo esquina com a rua Serpa Pinto, actual rua Amílcar Cabral. Era ali o ponto de encontro de muitos dos nossos conterrâneos que viviam naquela cidade, em muitos casos há várias gerações.

À semelhança do que sucedia em Moçambique com a Casa do Minho em Lourenço Marques e porventura com a sua congénere na cidade da Beira, a Casa do Minho em Luanda possuía um rancho folclórico que constituía a sua principal atracção. De resto, é notável a especial afeição que o minhoto possui pelas suas tradições e o seu folclore onde quer que se encontre.

O tempo passa mas temos conhecimento de que muitos daqueles que passaram pela Casa do Minho em Luanda e dela foram filiados, encontram-se actualmente dispersos a viver sobretudo no Minho ou na região de Lisboa.

Pouco mais sabemos acerca daquela instituição regionalista. Mas, com a colaboração dos nossos leitores, talvez possa o BLOGUE DO MINHO dar a conhecer mais aspectos da vivência das nossas gentes naquelas paragens. E, quem sabe, contribuir para a reunião dos ex-sócios e amigos da Casa do Minho em Luanda, à semelhança do que sucede com a ex-Casa do Minho em Lourenço Marques.

Fotos: Maria Fernanda Barbosa

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Actuação do Rancho da Casa do Minho no N'Gola Cine, em Luanda

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Actuação em Massangano, no Cuanza Norte

BRAGA REFORÇA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL COM ANGOLA

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O Município de Braga deu um passo importante na sua estratégia de internacionalização, ao iniciar a sua participação num projecto tripartido que envolve Portugal, Angola e Argentina, focado na promoção da educação para o desenvolvimento. Financiado pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e pela Secretaría General Iberoamericana (SEGIB), este projecto destaca-se por ser uma das seis iniciativas aprovadas entre mais de 300 candidaturas, demonstrando o seu valor e relevância.

A comitiva bracarense, composta por Nuno Gouveia, Adjunto do Presidente, João Medeiros, Adjunto da Vereadora de Educação e Coesão Social e Hélder Costa, responsável de Sustentabilidade no Gabinete da Presidência, realizou uma visita oficial a Luanda, onde estreitou relações com diversas entidades angolanas, consolidando a colaboração com este país. “Este é um projecto que não só reforça a cooperação entre Braga, Angola e Argentina, mas também permite partilhar conhecimentos e experiências que impulsionam o desenvolvimento de todos os envolvidos”, afirmou Nuno Gouveia, destacando a importância da parceria. O projecto inclui a colaboração com a Universidade Nacional de Villa Maria, da Argentina, num esforço colectivo para promover a educação como ferramenta para o desenvolvimento sustentável em Angola, estando a trabalhar com a Unidade Técnica de Gestão da Casa Civil do Presidente da República angolano.

Durante a visita a Luanda, que foi organizada em parceria com a Embaixada da Argentina em Angola, além dos encontros com a Casa Civil da Presidência da República e a Universidade Nacional de Villa Maria, foram realizadas visitas e reuniões com outras instituições governamentais, como a Direcção Geral do Ensino Superior e o Instituto Nacional de Formação de Quadros da Educação. Estes encontros confirmaram a pertinência do projecto, que visa fortalecer laços educacionais e de cooperação internacional. O adjunto do Presidente destacou que "a educação para o desenvolvimento é um pilar fundamental para o crescimento sustentável das nossas comunidades, e este projecto é um exemplo de como podemos trabalhar juntos para alcançar esse objectivo”.

Nesta visita foi realizada uma reunião com Milca Caquesse, Presidente da Administração Municipal de Luanda, a contraparte do Município de Braga na capital angolana, onde foi estabelecido um acordo de princípio para a criação de um acordo de geminação entre as duas cidades. Este acordo visa criar uma parceria concreta que beneficiará ambas as cidades. Nuno Gouveia enfatizou que “o estreitamento de laços entre Braga e Luanda é uma oportunidade valiosa para ambas as cidades, promovendo a troca de boas práticas e o fortalecimento de relações culturais, sociais e económicas”.

A comitiva teve também a oportunidade de se reunir com o Embaixador de Portugal em Angola, Francisco Alegre Duarte, e Miguel Girão de Sousa, do Instituto Camões, abordando o papel essencial da diplomacia portuguesa na região e a crescente importância de Angola como parceiro estratégico de Portugal. "Angola continua a ser um país de enorme relevância para Portugal, e esta cooperação é um testemunho do esforço contínuo de Braga para reforçar as suas relações internacionais". Em termos empresariais, a visita incluiu ainda uma passagem pelas instalações da Casais Angola, uma das maiores empresas portuguesas a operar em Angola, que impressionou pela sua capacidade de gerar impacto na economia local.

Este projecto de cooperação tripartida entre Braga, Angola e Argentina representa um passo significativo no reforço das relações internacionais de Braga, promovendo a educação, a diplomacia e o desenvolvimento económico. Com este projecto, Braga continua a afirmar-se como um actor relevante na cena internacional, apostando em parcerias que trazem benefícios tangíveis para todos os envolvidos.

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SABIA QUE FOI O LIMIANO GENERAL NORTON DE MATTOS QUEM FUNDOU EM ANGOLA A CIDADE DE HUAMBO QUE CONTRA A SUA VONTADE VIU O NOME ALTERADO PARA NOVA LISBOA?

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Estátua do General Norton de Mattos no Huambo. Uma vez removida pelas atuais autoridades da República Popular de Angola, podia a estátua ser oferecida a Ponte de Lima, terra que o viu nascer. (Foto: Carlos Virgílio / Amigos e Naturais de Nova Lisboa (Huambo)

ANGOLA: OFÍCIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA LISBOA AO GENERAL NORTON DE MATTOS

Em 25 de Setembro de 1946, a Câmara Municipal de Nova Lisboa (Huambo), endereçou ao General Norton de Mattos um ofício assinado por José de Matos Neves, vogal em exercício no referido município, sobre a sessão solene presidida pelo Governador Geral de Angola na celebração do 34º aniversário da fundação da cidade de Huambo. Refira-se que foi esta cidade de Angola fundada pelo General Norton de Mattos.

Anexa à carta a cópia dos discursos proferidos pelo próprio José de Matos Neves e por Horácio da Silva Domingues.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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PROCESSO DE REQUERIMENTO DE PASSAPORTE DE JOSÉ ANTÓNIO – UM COURENSE A CAMINHO DE LUANDA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

José António era natural da freguesia de Padornelo, no concelho de Paredes de Coura. Filho de João Joaquim Ribeiro e Teresa Maria Lopes. Contava apenas 19 anos de idade quando requereu passaporte para viajar com destino a Luanda, em Angola. O processo de requerimento decorreu desde 8 de janeiro a 17 de Outubro de 1890. Apesar de à época tratar-se de território português exigia-se passaporte.

Fonte: ANTT

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ARTISTAS ANGOLANOS EXPÕEM EM PONTE DA BARCA

Exposição “Retrospetiva” de quatro artistas Angolanos enche de cor e vida átrio dos Paços do Concelho

Uma explosão de cor e energia dá vida ao átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca, transportando-nos para o ambiente mítico de Angola, através da riqueza plástica de quatro dos grandes artistas da atualidade deste país.

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Intitulada “Retrospetiva”, a exposição foi inaugurada esta segunda-feira, Dia do Trabalhador, com a presença das vereadoras Rosa Maria Arezes e Diana Sequeira, do curador da mostra, Sérgio Lopes, do artista Guilherme Mampuya e de numeroso público.

Patente no átrio dos Paços do Concelho, apresenta três dezenas de obras da autoria de Cristiano Mangovo, Marco Kabenda, Paulo Jazz e Guilherme Mampuya e pode ser vista ao longo de todo o mês de maio.

No decorrer da sessão de abertura, Guilherme Mampuya descerrou e assinou ao vivo uma obra inspirada/ dedicada a Ponte da Barca, que “articula mentalmente” figuras emblemáticas do território e ainda a ponte sobre o rio Lima, o antigo casario, os trajes típicos e a gastronomia tradicional.

Na visita guiada pelas suas pinturas, Mampuya referiu que, na generalidade, são obras que representam o poder criativo da mente humana e que nos confrontam com o desafio de vencermos as trevas, a opressão e a ruína, construindo um mundo de luz, cor, vida.

Quem também participou no evento foi Sérgio Lopes, curador da exposição. Natural do Concelho de Ponte da Barca e proprietário de uma vasta coleção de obras de arte, nomeadamente de Angola, explicou a sua paixão pela pintura e presenteou o público com uma cuidada explicação de cada uma das telas e dos seus autores.

São grandes artistas angolanos, com projeção a nível internacional, que conjugam diferentes estilos, tais como o cubismo e o surrealismo, salientando, a propósito, que, neste momento, Cristiano Mangovo participa numa exposição que está a decorrer em Nova Iorque.

Sérgio Lopes explicou ainda que esta exposição, que apresenta uma pequena parte da sua coleção, resulta de uma conversa com a Vereadora da Cultura, Rosa Maria Arezes, e que é com muita emoção que participa neste evento, proporcionando ao público esta “Retrospetiva”

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30.

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DIOGO CÃO NASCEU EM MONÇÃO

Diogo Cão – descobridor de Angola e do Congo – deverá ter nascido no concelho de Monção

Freguesia de Sá, concelho de Monção: “Aqui nasceu Diogo Cão, descobridor de Angola e do Congo e levantador do notável padrão nas bocas do rio Zaire, filho de Pedro Cão e de uma senhora da Casa da Nóbrega, do concelho de Ponte da Barca.” – in Wikipédia

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Monção pode ter sido ‘berço’ de um navegador dos Descobrimentos

Diogo Cão, lendário navegador da época dos Descobrimentos Portugueses e a quem se atribui a descoberta de Angola e do Congo, pode ter nascido em Monção.

Segundo o suplemento Patrimóni do jornal Diário do Minho do passado dia 19 de fevereiro, “vários historiadores” afirmam que a freguesia de Sá, naquele concelho, é a terra onde nasceu aquele navegador cuja data de nascimento é apontada para o ano de 1440.

Na obra Portugal Antigo e Moderno, de Augusto Pinho Leal, citada por aquele jornal, lê-se que foi n’esta freguesia o solar dos Cãos, a cuja família pertencia Diogo Cão da Nóbrega, descobridor de Angola e Congo em 1485, e um dos criados do Conde D. Henrique (o de Sagres)“.

Há também os que apontam a cidade de Vila Real como naturalidade deste navegador.

No entanto, refere a mesma obra citada pelo Diário do Minho que “supõe-se que esta família se uniu à dos Noronhas, Marquezes de Villa Real. As propriedades que a família Cão teve nesta freguesia [Sá] forma divididas por diversos lavradores“.

Diogo Cão é citado em diversas obras artísticas, como n´Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões ou no poema Padrão constituinte da obra Mensagem de Fernando Pessoa.

O navegador é personagem também no romance As Naus, de António Lobo Antunes.

Foi também o primeiro navegador a utilizar um padrão de pedra no ato da marcação.

Diogo Cão morreu em 1486.

Fonte: https://www.radiovaledominho.com/

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Sá é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 3,96 km² de área e 200 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 50,5 h/km².

Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União de Freguesias de Messegães, Valadares e Sá.

Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855, pertence actualmente ao concelho de Monção.

Possuidora de lindas paisagens, Sá oferece, devido a uma variedade factores, uma excelente qualidade de vida no tocante à pureza do ambiente que lhe é reconhecida. A sua actividade económica se pauta na agricultura pecuária e vinicultura. O vinho alvarinho é um dos produtos que assumem destaque nesse contexto.

Nas inquirições de D. Afonso III, em 1258, Sá é citada como sendo uma das freguesias pertencentes ao bispado de Tui.

Em 1320, no reinado de D. Dinis é taxada em 40 libras, já então pertencia ao concelho de Valadares. Aqui nasceu Diogo Cão, descobridor de Angola e do Congo e levantador do notável padrão nas bocas do rio Zaire, filho de Pedro Cão e de uma senhora da Casa da Nóbrega, do concelho de Ponte da Barca. Descobriu o reino de Bruguela, Angola e Congo colocando o seu último padrão na Serra Parda a 21.º austrais.

A igreja paroquial, construída no século XII, é um belo exemplar do estilo românico.

Fonte: Wikipédia

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Vista panorâmica de Sá (Monção) onde o navegador Diogo Cão deverá ter nascido

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Estátua de Diogo Cão em Luanda, em meados do século passado.

MINHOTOS LEVARAM ARROZ PICA-NO-CHÃO – VULGO CABIDELA – A TODOS OS CONTINENTES NA EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS

O arroz pica-no-chão - tal como ainda é designado no Minho a cabidela - é um dos mais afamados pratos da cozinha tradicional minhota. Mas, não existe quem não o aprecie um pouco por todo o país e ainda em terras longínquas onde as naus e caravelas nos levaram desde o século XV.

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Com algumas semelhanças ao sarapatel – outra iguaria que os minhotos levaram até aos confins da Àsia – a Cabidela é atualmente uma especialidade da nosso cozinha tradicional muito apreciada em Cabo Verde onde é conhecida por “arroz de cabidela”, em Angola como “galinha à Cabidela”, em Macau que derivou na “Cabidela de Pato”, em Goa como “Cabidela de Leitão” e, no Brasil, como “Galinha ao molho pardo”. Em Angola, por vezes acompanhado por angu, termo proveniente do dialeto quimbundo que identifica um preparado de fubá ou seja, uma farinha produzida a partir do milho ou arroz moído. Foi no século XVIII introduzida no Brasil pelos portugueses, substituindo frequentemente a farinha de mandioca.

A utilização do sangue na confeção dos alimentos é um costume antigo de muitos povos. Entre nós, existem registos do seu emprego pelo menos desde o século XVI, com aplicação no cozinhar do pato, perú, porco, cabrito e outras peças de caça, além naturalmente da galinha que a imaginação dos minhotos levou a designar por “arroz pica-no-chão”.

PONTE DE LIMA: ABADE DA CABRAÇÃO PEDIU PROTEÇÃO PARA UM PAROQUIANO QUE VIAJOU PARA ANGOLA

Carta enviada pelo Padre Manuel Alves, abade de Cabração, ao General Norton de Matos a solicitar a sua proteção em Angola para Manuel Mauro dos Reis. Datada de Cabração, 13 de janeiro de 1954.

Reza na missiva tratar-se de “um bom artista em construção civil, homem sério e trabalhador”. E subscreve: “Creia-me sempre um fiel correligionário na causa Democrática”.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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AUTOS DE JUSTIFICAÇÃO DE TERESA MARIA DE SOUSA, VIÚVA DE BENTO DA ROCHA, FILHA DE JOÃO DE SOUSA E DE GUIOMAR DE ALMEIDA, NATURAL DE PONTE DE LIMA

Primeiras páginas do Auto de Justificação com data de 1779, referente a Teresa Maria de Sousa, viúva de Bento da Rocha, filha de João de Sousa e de Guiomar de Almeida, natural de Ponte de Lima.

A justificante pretende receber, como única herdeira, a herança deixada por seu filho o capitão António da Rocha Sousa, familiar do Santo Ofício, também natural de Ponte de Lima, falecido em Angola.

Em 1788, habilitou-se à referida herança, como herdeira de sua mãe a anterior habilitante, D. Mariana Teresa, casada com o Bacharel Filipe José de Lima, natural de Ponte de Lima.

Justificação proveniente de Ponte de Lima

Escrivão: Francisco da Silva Braga.

Fonte: ANTT

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PROCESSO DE REQUERIMENTO DE PASSAPORTE DE JOSÉ RODRIGUES DIAS COM DESTINO A ANGOLA

José Rodrigues Dias era natural da Freguesia de Santa Marinha de Forjães; concelho de Esposende. Em 1886 tinha 44 anos de idade quando requereu ao Governo ao Governo Civil de Lisboa passaporte com destino a Luanda, em Angola.

Apesar da idade, declarou serem seus acompanhantes Maria dos Santos; Teresa da Conceição e Olinda.

O esposendense José Rodrigues dos Santos era filho de António Rodrigues Dias Cadete e Maria dos Santos. E o seu processo decorreu de 24 de Agosto a 18 de Outubro de 1886.

Fonte: ANTT

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ARTISTA PAULA BERTEOTTI EXPÕE EM VIANA DO CASTELO

Encontra se a decorrer a exposição de pintura e escultura da artista luso-angolana Paula Berteotti, residente em Esposende, denominada "Essências".

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A artista aceitou o desafio para retratar algo que a identificasse, resolveu buscar nas suas raízes, as cores quentes, os rostos e olhares de suas gentes.

A exposição está aberta de segunda a sexta-feira, na rua Emídio Navarro 9, Viana do Castelo, no espaço Artmoon Concept Store, até 30de Setembro.

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