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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FEIRA DO ALVARINHO: PARCERIA ENTRE VALORMINHO E MUNICIPIO DE MONÇÃO RESULTOU NA RECOLHA DE 12 TONELADAS DE RESÍDUOS PARA RECICLAR

Ecoevento de referência nacional, a Feira do Alvarinho de Monção, a maior Wine Party de Portugal que decorreu entre os dias 5 e 7 deste mês, resultou na recolha de quase 12 toneladas de resíduos para reciclar: 1,5 toneladas de papel e metal, 2,7 toneladas de cartão e 7,4 toneladas de vidro.

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Desta forma, a Feira do Alvarinho de Monção acrescentou à assinalável presença de publico e rentabilização económica, uma aposta bem-sucedida na sensibilização ambiental e gestão dos resíduos produzidos durante aqueles três dias de alegria, música, convívio e amizade.

E como todos os resíduos recicláveis foram “transformados” em euros, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monção, entidade escolhida na presenta edição, vai receber 470,70 euros. No próximo ano, este apoio caberá a outra coletividade.

A Valorminho e o Município de Monção procederam à distribuição de ecobags para separação de resíduos pelos expositores, tendo sido disponibilizadas diversas estruturas de acondicionamento do vidro, do papel/cartão e de embalagens de plástico e metal, verificando-se ainda o reforço de contentores na envolvente do recinto.

VIEIRA DO MINHO VIGIA AMBIENTE

Arrancou 2º edição do Programa “ Vieira Vigia”

Arrancou hoje, em Vieira do Minho, a 2ª edição do  Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas promovido pelo Instituo Português do Desporto e Juventude e pelo Município de Vieira do Minho, designado por “ Vieira Vigia”.

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Com o lema Vigiar para prevenir, o Vieira Vigia conta com a participação de 40 jovens que irão desenvolver iniciativas de promoção da reflorestação, proteção e manutenção de parques de lazer, vigilância da Serra da Cabreira, prevenção junto da população local, bem como promover práticas de voluntariado jovem.

Os jovens serão acompanhados, no terreno, por técnicos do Município para fazerem ações de vigilância na floresta.

De salientar que o referido programa promovido pelo Município Vieirense resulta de uma candidatura aprovada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude.

De referir que o Programa tem a duração de três meses, e cada projeto individual só tem a duração de 15 dias, só podendo frequentar outro projeto decorridos 30 dias.

Os jovens ficam obrigados à prestação de 5 horas diárias, entre as 9h00 e 21h00, incluindo sábados, domingos e feriados, recebendo por isso um subsídio no valor de 150 euros, por projeto.

MUNICÍPIO DE VIEIRA DO MINHO ESCLARECE QUE É TOTALMENTE CONTRA A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO

Esclarecimento público sobre a prospeção de Lítio

Face a algumas questões levantadas a propósito da realização de uma sessão de esclarecimento sobre a exploração de lítio e os seus impactos, promovida pelo partido socialista local, o Executivo da Câmara Municipal vem clarificar o seguinte:

O Executivo é TOTALMENTE CONTRA a prospeção, pesquisa e a exploração de depósitos minerais, tendo-se pronunciado contra a atribuição dos direitos de exploração do lítio, em Reunião de Câmara e de Assembleia Municipal, decisão que foi comunicada à Direcção-Geral de Energia e Geologia, organismo tutelado pelo Governo

A iniciativa é da inteira responsabilidade do PS local, e de uma forma democrata e responsável o Município apenas cedeu um espaço público para a realização da mesma.

Este Executivo tudo fará para defender Vieira do Minho e os Vieirenses no que a esta matéria diz respeito.

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UPCICLING – TRANSFORMAR RESÍDUOS EM ALGO ÚTIL

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez está a promover durante o mês de julho a atividade  UPCICLING - transformar resíduos em algo útil.

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A atividade está a decorrer nas manhãs de terça, quinta e sexta-feira, durante o mês de Julho na Casa das Artes / Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez.

Trata-se de uma atividade  que ensina  crianças e jovens a criar peças úteis e decorativas a partir de lixo.

Upcycling é a arte de transformar o velho em novo,  economizando os recursos e matérias-primas do nosso planeta.

Com esta atividade, o Município de Arcos de Valdevez pretende alertar as crianças e família para a enorme quantidade de desperdício que acontece no dia-a-dia, estimular a criatividade e a manualidade dos participantes e oferecer um serviço gratuito durante o período de férias. 

A atividade dirige-se a crianças dos 6 aos 16 anos e é totalmente gratuita. 

Para mais informações ligue 258520520

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CABECEIRENSES FAZEM CADA VEZ MAIS RECOLHA SELETIVA DOS RESÍDUOS

Recolha seletiva regista “boa evolução” nos últimos anos

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto regista com satisfação “o bom funcionamento dos equipamentos para deposição e recolha seletiva de artigos de roupas, calçado, brinquedos, livros” nos ecopontos que se encontram distribuídos pelo concelho, destacando-se a importância das quantidades recolhidas.

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Só no passado mês de maio foram recolhidas duas toneladas, na sua grande maioria roupas e calçado. No ano de 2018 foram recolhidos 23.422Kg.

De salientar que a recolha destes materiais, sem encargos para o Município, reduz os custos com a deposição em aterro, cujo custo atual se cifra nos 39 euros por tonelada, possibilitando o encaminhamento desses mesmos materiais para a reutilização ou reciclagem.

No âmbito do protocolo celebrado com a empresa de recolha, o Município Cabeceirense possui 10 ecopontos dispersos pelo concelho, estando ‘em cima da mesa’ a possibilidade de aumento do número de ecopontos com a instalação de novos equipamentos nos próximos dois anos.

A Câmara Municipal apela à colaboração de todos os munícipes para a boa utilização dos ecopontos, no sentido de tornarmos o concelho de Cabeceiras de Basto cada vez mais limpo e amigo do ambiente. Note-se que através da diminuição da quantidade de resíduos em aterro sanitário conseguimos reduzir significativamente a pegada ecológica.

AMARES PROMOVE MAIS UMA INICIATIVA AMIGA DO AMBIENTE

EcoRiver atraiu mais de 100 pessoas à margem do Rio Cávado

Mais de 100 pessoas participaram, este domingo, em mais um evento de cariz ambiental promovido pela Câmara Municipal de Amares, desta vez, em articulação com a Junta da União de Freguesias de Amares e Figueiredo. EcoRiver, assim se chamou a iniciativa que proporcionou, na mesma manhã, diversas atividades aos participantes, na margem do Rio Cávado, em Figueiredo.

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“O EcoRiver integrou pela primeira vez, este ano, a agenda ambiental de verão. Estamos muito satisfeitos com os resultados pois esta foi uma oportunidade de promovermos uma zona de lazer fluvial fantástica. Tivemos a presença de muitos visitantes que desconheciam o local e o feedback foi motivador”, referiu o vereador do Ambiente do Município de Amares, Vítor Ribeiro, em jeito de balanço. 

“Esta foi uma excelente forma de tirar o melhor proveito dos recursos maravilhosos que a natureza nos deu e, ao mesmo tempo, de promover a utilização responsável e conservação do nosso património ambiental”. Temos vindo a promover uma série de iniciativas com o intuito de alertar para a importância da preservação do meio ambiente e é nesta linha que pretendemos continuar”, sublinhou o presidente da Autarquia, Manuel Moreira.

O presidente da freguesia de Amares e Figueiredo, Paulo Brito, também se congratulou com o resultado desta iniciativa. “Estas ações de foro ambiental são sempre de louvar e em boa hora nos associamos ao Município de Amares para levar a cabo esta atividade. De salientar a junção da promoção ambiental ao convívio que culminou numdia muito bem passado e que os participantes apreciaram”.

Do programa fez parte o segundo EcoPlogging, dinamizado pelo Município de Amares, uma aula surpresa dinamizada pelo ginásio ProEnergy, uma sessão de Padlle dinamizada pela Urban Academy e um piquenique com porco no espeto. O evento contou, ainda, com um insuflável aquático, yoga para pais e filhos e momentos musicais abrilhantados por Galdino Gal.

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CENTRO INTERPRETATIVO AMBIENTAL DE AVELEDA É ESPAÇO DE CIDADANIA

Projecto do OP permite dar “nova vida” à antiga Escola Primária do Monte

A União de Freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro, em Braga, conta agora com um Centro Interpretativo Ambiental que se define como um espaço de cidadania e um ponto de encontro para um conjunto de experiências e actividades de interacção com o meio ambiente, traduzindo-se, também, no novo Centro Escutista ‘O Apeadeiro’. Localizado na antiga Escola Primária do Monte, em Aveleda, este foi um dos projectos vencedores do Orçamento Participativo de 2017 que contou com um financiamento municipal de 85 mil euros e com o empenho dos escuteiros do núcleo de Braga que desenvolveram esforços para garantir o restante valor para a finalização do projecto.

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“É com enorme satisfação que vemos uma iniciativa que lançamos há seis anos trazer melhorias em todo o Concelho. O Orçamento Participativo (OP) é um instrumento que dá a oportunidade aos cidadãos de ajudarem a Autarquia a escolher e financiar as iniciativas ou projectos a desenvolver no território e que se tem revelado extremamente importante na gestão municipal”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a inauguração do espaço, que decorreu este Domingo, 7 de Julho.

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O projecto idealizado por Luís Gonçalves, dirigente do Corpo Nacional de Escutas (CNE), mobilizou a comunidade e que mereceu a escolha de 1030 votantes. A junta do Núcleo de Braga do CNE vai dinamizar o espaço para toda a comunidade escutista e comunidade local, com diversas iniciativas de carácter social e cívica sempre ligadas à componente ambiental.

“O Centro Interpretativo vem dar um contributo fundamental para o desenvolvimento da freguesia e do Concelho de Braga. Este será um espaço de aprendizagem onde se poderá adquirir conhecimentos sobre a importância da valorização do território e dos ecossistemas naturais”, salientou Ricardo Rio, elogiando o contributo da junta do Núcleo do CNE de Braga na concretização deste projecto que irá beneficiar muitos jovens.

O empenho dos escuteiros do núcleo de Braga e de toda a comunidade escutista, permitiu dar “nova vida” à antiga Escola Primária do Monte. Além da requalificação do edifício da antiga escola, o projecto permitiu adaptar o espaço e introduzir novas valências como um auditório, camaratas, salas de formação, entre outras áreas que também estarão à disposição de toda a comunidade. Trata-se de uma mais-valia para a freguesia, para o Concelho e para a comunidade escutista do núcleo de Braga que cria, assim, mais condições para trabalhar os objectivos educativos do escutismo.

O novo Centro Escutista ‘O Apeadeiro’ passa a ser um ponto de encontro, onde se pode conhecer e interpretar o património natural e pretende fomentar uma cidadania activa, atenda e conhecedora do mundo que nos rodeia. O projecto vem, assim, dar um contributo para a educação cívica, onde serão desenvolvidas diversas actividades abordando os diferentes aspectos relativos ao património natural, social e cultural da região.

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ESPOSENDE AMBIENTE COLABORA NA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL DO ESPOSENDE CUP

O Torneio Internacional de Futebol Infantil Esposende Cup pretende afirmar-se nesta quinta edição, que decorre até domingo, dia 7 de julho, como um evento ecologicamente sustentável.

Marinhas (002).jpgA competição é organizada pela Câmara Municipal de Esposende e pela empresa CA Tourism & Events, e tem como objetivos possibilitar a participação num torneio internacional às crianças e jovens do concelho, fomentar a prática desportiva, dar a conhecer as instalações desportivas do concelho, dar visibilidade aos atletas do concelho e aos clubes anfitriões e restantes clubes e associações participantes e apoiar o associativismo desportivo. Associado a este evento está também o propósito de atrair gente ao concelho, contribuir para o desenvolvimento económico do concelho, nomeadamente no que diz respeito ao alojamento, restauração, comércio, e, ainda, afirmar Esposende como um destino turístico, com especial incidência para o turismo associado ao desporto.

Nesta edição, a empresa municipal Esposende Ambiente associa-se ao evento, garantindo o acesso a água de qualidade, com a instalação de pontos de consumo de água da rede pública em todos os estádios onde decorre a competição. A organização do torneio garante água aos atletas, através de um fácil e acessível aos pontos de distribuição de água em todos os estádios.

A água da rede pública, para além de ser de excelente qualidade, é uma forma acessível de promover a saúde e bem-estar dos participantes e ainda de promover uma diminuição do impacto ambiental através da diminuição da produção de resíduos de plásticos para o meio ambiente, redução do gasto de energia e diminuição das emissões de CO2.

Contribuindo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, a Esposende Ambiente procura aumentar a confiança dos consumidores e incentivar o consumo de água da torneira.

A percentagem de Água Segura em Esposende é de 100%, um valor considerado de excelência, sendo este indicador mantido pela Esposende Ambiente há mais de dez anos consecutivos, o que coloca o Município na vanguarda ao nível da qualidade da água distribuída por rede de abastecimento público.

Os resultados da qualidade da água distribuída pela rede de abastecimento público de Esposende estão disponíveis para consulta pública na sede da empresa, bem como na página da Internet www.esposendeambiente.pt, sendo também divulgados na fatura enviada mensalmente aos utilizadores.

PROSPEÇÃO DO LÍTIO NA SERRA D’ARGA: DEPUTADA LILIANA SILVA CORRIGE INFORMAÇÃO VEICULADA NA IMPRENSA

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Vamos lá esclarecer, porque a notícia veiculada sobre a audição ao Ministro do Ambiente não corresponde à realidade.

Palavras do sr Ministro : "vamos retirar os sítios de rede Natura e um deles é na Serra D'Arga"

Ou seja: 1- A Serra D'Arga não sai da área para exploração. O que sai é o correspondente à Rede Natura.

Mantém-se o perigo no conjunto Montanhoso da Serra D'Arga, principalmente na faixa entre Covas e Cabração.

2- Já todos sabiam que há contratos de prospeçao desde 2009, quando o governo era do PS, e tambem há de 2014 com o governo PSD.

Contratos de prospeçao que se destinavam a encontrar lítio para a industria farmaceutica e cerâmica essencialmente. Isso nunca destruiu a Serra.

Hoje em dia querem prospectar e explorar lítio de forma massiva para a industria das baterias e transformar Portugal no grande produtor mundial desta matéria prima.

Não vale a pena andar a culpar passados para tentar legitimar a obsessão atual.

3- Agora já oferecem tudo: royalties, rendas anuais às câmaras e até às populações já são capazes de oferecer dinheiro... Já está a valer tudo nesta guerra desenfreada.

Acredito nos Portugueses e no seu amor pelo território!

Ganhamos, unidos, mais uma luta (porque, pelos vistos, até a rede natura da Serra D'Arga estavam a ponderar explorar) e agora só temos que ir em frente.

Vamos conseguir travar esta loucura. Eu acredito em Portugal !!

Parabéns a todos os que se têm unido e lutado pela causa.

SERRA D’ARGA VENCEU – O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

Governo retira Serra de Arga dos sítios onde pode haver prospeção de lítio

O Governo reduziu para oito os locais onde poderá ser feita prospeção de lítio.

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O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, anunciou esta quara-feira no Parlamento que o numero de localizações possíveis onde poderá haver propecção de lítio diminuiu para oito.

O responsável adiantou que das 12 localizações iniciais, tinham já sido excluidas três por serem áreas naturais, tendo o Governo reduzido agora de nove para oito com a exclusão da Serra de Arga.

"Vamos retirar os sítios da Rede Natura 2000. É um. A Serra de Arga", afirmou, acusando por seu lado o Governo de PSD de ter precisamente aprovado três contratos de prospeção para a Serra de Arga.

No parlamento, Matos Fernandes voltou a garantir que nenhum projeto de prospeção de lítio em Portugal avançará sem avaliação de impacte ambiental aprovada.  

Fonte: Maria João Babo https://www.jornaldenegocios.pt/

PONTE DE LIMA É DESFAVORÁVEL À PROSPEÇÃO DE LÍTIO NA SERRA D'ARGA

Câmara Municipal de Ponte de Lima emite Parecer Desfavorável à Prospeção e Pesquisa de Depósitos Minerais de Lítio e Minerais Associados na Zona Identificada como “Arga” no âmbito da Audição aos Munícipes pela Direção Geral de Energia e Geologia

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A proposta aprovada por unanimidade na reunião de Câmara, realizada ontem 2 de julho, consta que “A qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável que se ambiciona para o concelho de Ponte de Lima e para a Região, partem do aproveitamento equilibrado, articulado e sustentável dos grandes valores naturais, culturais e paisagísticos que caracterizam o nosso território, introduzindo-se simultaneamente novos valores ao nível da preservação e educação ambiental, acreditando ser este o caminho para a diferenciação que irá contribuir, certamente e à imagem do que já tem vindo a acontecer, para o aumento da qualidade de vida e da atratividade territorial, para quem aqui vive e para quem nos visita.

Estes são incontornavelmente os principais recursos endógenos deste território, economicamente valorizáveis na perspetiva da sua atratividade turística, nos quais assenta a estratégia de desenvolvimento sustentável e durável, na qual acreditamos convictamente.

Um meio ambiente equilibrado é um direito das gerações futuras, devendo os nossos atos e decisões serem sempre pautados pela garantia desse legado, promovendo um desenvolvimento económico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro.

Em consonância com a estratégia definida no Plano Estratégico Nacional para o Turismo, com a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a Carta Europeia do Turismo Sustentável, o município de Ponte de Lima num trabalho conjunto com os restantes municípios do Alto Minho, tem vindo nos últimos anos a apostar fortemente na criação de infraestruturas de apoio ao turismo da natureza enquanto mercado de fortes perspetivas de crescimento e na implementação de ações de educação ambiental para a preservação e conservação da natureza e da biodiversidade.

A Região do Alto-Minho, pela diversidade de recursos naturais e pelo conjunto de espaços de conservação e proteção da natureza (cerca de 18% do território integra a rede NATURA 2000), assume-se, atualmente, como um dos principais destinos do turismo de natureza no contexto nacional e internacional. No Alto-Minho, a quota mais importante do turismo tem como motivação a visita itinerante ao património cultural e natural.

No anterior período de programação de fundos comunitários, as entidades públicas, em particular os municípios e suas associações e demais instituições do Alto- Minho investiram de forma significativa na qualificação e estruturação deste destino para a prática do Turismo Natureza.

Estas dinâmicas são fundamentais para promover e alavancar o investimento privado, gerador de emprego qualificado, podendo ser auscultado o efeito multiplicador do investimento público no investimento privado, através do número de empresas relacionadas com o sector do turismo que surgiram nos últimos anos e que desenvolvem as suas atividades neste território.

Assim, considerando que:

A Direção Geral de Energia e Geologia, no âmbito do procedimento legal e de acordo com o princípio da transparência, publicitação e difusão pública dos pedidos de revelação ou de aproveitamento de depósitos minerais, procede à audição dos municípios em cujo território se insere a área objeto desse pedido;

Nessa senda, a Direção Geral de Energia e Geologia informou a Câmara Municipal, a 14 de junho de 2019, por ofício, que irá ser aberto concurso público para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de lítio e minerais associados numa área situada no Concelho de Ponte de Lima, no âmbito do qual se encontram acauteladas e salvaguardadas as questões técnicas, ambientais, territoriais, económicas e sociais;

Informou ainda a Direção Geral de Energia e Geologia, da possibilidade de a Câmara Municipal apresentar, caso entenda, pronúncia, apresentando em anexo ao ofício a configuração da área que irá ser objeto de concurso público para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de lítio e minerais associados;

Dadas as características de grande dispersão dos aglomerados populacionais no concelho de Ponte de Lima com expressão na zona referenciada, este tipo de exploração mineral irá também afetar fortemente as populações residentes nestas zonas, nomeadamente com o aumento do trânsito de pesados, consequente degradação das vias, agravamento do ruído, degradação da qualidade do ar, o enorme impacto visual, bem como todos os impactos tecnicamente conhecidos;

A zona de prospeção prevista abrange 19 freguesias afetando uma área considerável do concelho;

Acresce a esta questão, só por si determinante da degradação ambiental irreversível em toda a área do concelho onde se prevê a exploração do Lítio, nomeadamente na Serra d’Arga, zona de excelência ambiental e paisagística de grande relevância para a região.

Neste contexto, o Executivo Municipal aprovou por unanimidade um parecer desfavorável ao desenvolvimento deste projeto no concelho, por não concordar com a consignação de direitos de prospeção e pesquisa na zona identificada “Arga” na medida em que este tipo de exploração irá provocar um severo e irreversível impacto ambiental ao nível dos ecossistemas e da biodiversidade existentes, da contaminação dos aquíferos sendo ainda extremamente prejudicial para as populações locais não estando em consonância com os padrões e valores naturais que defendemos.

A presente deliberação será enviada ao Ministro do Ambiente e da Transição Energética, Secretário de Estado do Ambiente, Secretário de Estado da Energia, APA – Agência Portuguesa do Ambiente e Direção Geral de Energia e Geologia.

CASA CERVEIRENSE É CONTRA A PROSPECÇÃO DE LÍTIO NA SERRA D’ARGA

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A casa Cerveirense afirma-se contra a prospecção de lítio na Serra D’Arga, juntando-se assim à posição assumida pela Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

Sabemos através de informação disponibilizada pelas entidades ambientalistas, tais como a Associação Ambientalista QUERCUS, no caso da prospecção de lítio para o Alto Minho, que nos diz, e passo a citar, “que este tipo de actividade é extremamente danosa para o ambiente e para as populações, contribui para a destruição das zonas agro-silvo-pastoris de enorme relevância e para a degradação de zonas de excelência algumas únicas no Pais e que tem sido alvo de trabalhos de conservação da Natureza, alem da destruição de habitats e ecossistemas de elevada importância de conservação, que contêm espécies ameaçadas”.

Afirma ainda esta entidade, que quanto às populações envolventes, seriam vítimas desta actividade, uma vez que seriam afectadas pela poluição do ar, da água e pela degradação dos solos, importantíssimos para o pastoreio e para a agricultura, principais sustentos e contributos para a fixação da população local.

Para além disso, o turismo rural, factor que contribui para a fixação da população e crescimento da economia local, seria também gravemente afectado.

A nossa posição prende-se com todos os factores atras mencionados e com a preocupação de este tipo de actividade poder em muito ser prejudicial para o nosso concelho, partilhando também as preocupações da Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira, tais como a dimensão do projecto, a falta de estudos de impacto ambiental para o local, o conhecimento do processo em si e as concretas implicações para as populações locais.

Drª Rosa Brito

Presidente da Direcção da Casa Cerveirense

AMARENSES LIMPAM MARGENS DO RIO CÁVADO

Cerca de 3 dezenas de voluntários aderiram ao 1º Ecoplogging de Amares. Iniciativa promoveu limpeza na margem do Rio Cávado

Cerca de 30 pessoas participaram, no passado sábado, na primeira edição do Ecoplogging de Amares, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Amares, em parceria com a Junta de Freguesia de Ferreiros, Prozelo e Besteiros, que combinou a atividade física com a recolha de lixo durante o trajeto. Inserida na Agenda Ambiental do Município de Amares para 2019, esta ação promoveu a limpeza da margem do Rio Cávado.

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Criada a partir da combinação das palavras inglesa jogging (corrida) e da palavra sueca plocka upp (apanhar), o plogging é a nova tendência mundial de fitness, que traz benefícios ao meio ambiente e à sociedade, combinando o desporto com a causa ambiental.

Em Amares, num percurso de sensivelmente seis quilómetros, com início na Zona de Lazer da Ombra, em Ferreiros, e término no Lugar de Ancede, em Prozelo, foram recolhidos cerca de 300 quilos de lixo.

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“O Município de Amares adotou este conceito cujo principal objectivo é o de

sensibilizar a população em geral para a importância da preservação e
proteção das nossas margens dos rios. É preciso tomarmos medidas em prol
do ambiente e esses são gestos que devem partir de cada um”, sublinhou o vereador do Ambiente, Vítor Ribeiro.

“Para além da sensibilização, este evento também pretendeu dar a conhecer um pouco mais sobre os cerca de 30km das margens do rio Cávado e do rio Homem. Esta primeira edição foi um sucesso. Participaram mais de 30 voluntários de todas as idades e ao todo retiramos deste ecossistema do Rio Cávado mais de 300 kg de lixo, ao mesmo tempo que usufruímos de uma manhã de convívio e de partilha de ideias, e apreciámos uma paisagem escondida”, concluiu o vereador.

No próximo dia 7 de julho, vai realizar-se o segundo Ecoplogging, desta vez em Figueiredo, a partir das 9h30, inserido na iniciativa Ecoriver, um evento de cariz ambiental organizado em parceria com a Junta da União de Freguesias de Amares e Figueiredo.

No âmbito da agenda ambiental de verão estão, ainda, programados mais dois ecoplogging´s: um no dia 21 de julho, inserido no Green Sunset, em Barreiros, e outro no dia 4 de agosto, no BlueDay, em Fiscal, na Zona de Lazer dos Moinhos. Está, ainda, previsto um evento de sensibilização ambiental dedicado às crianças que estão a participar nas férias desportivas do concelho.

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VIZELA ESTÁ CADA VEZ MAIS VERDE!

Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas ‘Vizela + Verde’

O Município de Vizela viu aprovado o seu projeto ao Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas – ‘Vizela + Verde’, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude.

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Este programa é direcionado para jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos e decorrer entre o dia 1 de julho e 15 de setembro de 2019. Ao todo, estão previstos o envolvimento de 40 jovens.

O projeto ‘Vizela + Verde’ visa a preservação dos recursos florestais e seus ecossistemas, através da prevenção e deteção de incêndios florestais, incentivando o voluntariado ambiental de jovens, preferencialmente residentes no concelho de Vizela, com vista à sensibilização, promoção e vigilância, nomeadamente na valorização da floresta e na diminuição dos riscos de fogos florestais.

Pretende-se, assim, efetuar a vigilância fixa em dois pontos estratégicos do Concelho de Vizela, no Monte do São Bento e Alto de Penabesteira, para deteção dos incêndios florestais e sensibilização das populações, ficando vigiada a totalidade da área do Concelho de Vizela.

As inscrições têm de ser efetuadas com um registo individual previamente no portal do Instituto Português do Desporto e Juventude, não existem custos de inscrição. Os jovens que reúnam os requisitos do programa são selecionados, por ordem de inscrição, pelas Direções Regionais do IPDJ.

Para mais informações sobre este projeto, bem como o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em https://programas.juventude.gov.pt/florestas/projetos/detalhe/800

Condições Obrigatórias:

- Sensibilidade e idoneidade para o exercício do voluntariado para a natureza e florestas

- Idade entre 18 e 30 anos

Funcionamento do Programa:

- 1 de Julho a 15 de Setembro

- Períodos de 15 dias

Horários dos Turnos:

- Manhã: 09H30 às 14H30 - Tarde: 14H30 às 19H30

Apoios:

- Subsidio diário de 12 €

- Identificação individual

- Seguro de acidentes pessoais

- Transporte aos locais de vigia

AMARENSES LIMPAM MARGENS DO RIO CÁVADO

O Plogging chega ao concelho de Amares. Atividade promove limpeza pelas margens do Rio Cávado

O Município de Amares e a União de Freguesias de Ferreiros, Prozelo e Besteiros, promovem no próximo dia 29 de junho, em coorganização com a Plogging World Run and Clean, o 1º Ecoplogging nas margens do Rio Cávado, uma iniciativa que combina a atividade física com a recolha de lixo durante o trajeto.

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Criada a partir da combinação das palavras inglesa jogging (corrida) e da palavra sueca plocka upp (apanhar), o plogging é a nova tendência mundial de fitness, que traz benefícios ao meio ambiente e à sociedade, combinando o desporto com a causa ambiental.

A iniciativa, que pretende dar a conhecer as margens ribeirinhas do Cávado e do Homem e, simultaneamente, ajudar na valorização ambiental do nosso património ambiental, tem partida marcada para as 9h30, na Zona de Lazer da Ombra.

Um par de ténis de corrida é tudo o que é preciso para melhorar a condição física e fazer do mundo um lugar mais limpo. Por isso, a organização lança o repto: "Juntem-se a nós. Tragam as sapatilhas que nós disponibilizamos as luvas".

Ao participar está a ajudar o ambiente e a manter-se saudável ao mesmo tempo que se criam hábitos de civismo e de convívio. Além disso, saiba que, segundo a aplicação sueca de saúde - a Lifesum, em cerca de 30 minutos um utilizador comum gasta cerca de 288 calorias a praticar Plogging.

Note-se que, a comunidade de ecoploggers tem o hábito de  “postar”, nas redes sociais, como o Instagram e o Facebook, fotos com as sapatilhas e o lixo recolhido durante o percurso. Por isso, os participantes devem seguir este exemplo e não esquecer o #plogging ou #ecoploggingamares.

As inscrições devem ser efetuadas antecipadamente através do seguinte link: https://forms.gle/auPdxg6xRqEba2JA9.

SANTA MARTA DE PORTUZELO INCENTIVA BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS

Todos somos chamados a melhorar os nossos hábitos e as nossas ações.

A conquista da bandeira verde das ECOfreguesias é um estímulo a tentar fazer melhor. Assim, e no sentido responsável da organização dos eventos públicos, a Junta de Freguesia tem desafiado as associações a vestirem a camisola verde, implementando estratégias que levem à recolha do maior número de material reciclado.

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Na Festa da Cerveja e dos Santos Populares, numa colaboração entre a Junta de Freguesia, os SMSBVC, a RESULIMA e a Romaria de Santa Marta foi feita uma recolha de plástico e papel, tornando este evento mais amigo do ambiente.

A Junta de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo agradece a colaboração de todos!

ACEITAREMOS A EXPLORAÇÃO DE LÍTIO EM LARGA ESCALA NO NOSSO PAÍS?

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Para se falar sobre o lítio, temos que fazer um enquadramento de forma a  percebermos como chegamos até aqui.

Convém referir que sempre existiram contratos de exploração de minérios no nosso País, entre os quais o Lítio, mas que era feito em quantidades muito reduzidas porque era para ser usado na industria cerâmica.

Algo diferente está para acontecer se ninguém parar este ímpeto do Governo.

Pretende explorar e extrair o Lítio de forma massiva, por áreas extensas, transformando Portugal numa verdadeira indústria desta matéria.

Uma exploração em grande escala, para a indústria das baterias, que dará prioridade às empresas em detrimento das pessoas, do seu bem-estar e dos seus territórios.

Em 2016 o Governo promoveu um grupo de trabalho do Lítio, onde foram identificadas 8 áreas em Portugal com potencial de exploração em grande escala.

Face à identificação das áreas, e ao abrigo da lei que permite iniciativa de particulares, foram inúmeras as empresas que concorreram por iniciativa própria ao procedimento de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de Lítio no nosso País.

Nesta fase, ainda o assunto estava muito encoberto e as pessoas não estavam esclarecidas relativamente à forma de extração do Lítio.

Em janeiro de 2018, foram aprovadas em conselho de Ministros, as áreas identificadas pelo Grupo de Trabalho e que são:

Serra de Arga;

Barroso -Alvão;

Seixoso – Vieiros;

Almendra – Barca de Alva;

Massueime

Guarda (incluindo Seixo Amarelo – Gonçalo, Gouveia, Sabugal, Bendada e Mangualde)

Argemela − Segura 

Ora, como é possível ver, em janeiro de 2018 foram aprovadas zonas que só por si revelam o caracter pernicioso de toda a ação e de todo o programa nacional de Lítio, basta analisarmos dois dos exemplos:

O Barroso é uma área classificada pela Unesco como Património Agrícola Mundial e a Serra D’Arga é dos maior ativos ambientais e paisagísticos de valor cultural imensurável que temos em Portugal.

Já em 2019 começam a surgir os primeiros anúncios de concurso a serem lançados por parte do Governo, fazendo inclusive uma campanha internacional de venda do País a potenciais empresas estrangeiras interessadas na exploração do Lítio.

Uma estratégia de marketing internacional de colocar Portugal à venda, vendendo-o a retalhos, que nos deveria envergonhar a todos.

A importância do lítio não é posta em causa em momento algum, mas temos que verificar se vale a pena vender o nosso País por uma matéria prima que só durará alguns anos e depois quem fica com o problema territorial somos nós.

O interior e os territórios de baixa densidade já são tão fustigados por falta de medidas e estratégias de promoção destas regiões pelas medidas estatais que, se os formos ferir naquilo que eles têm de mais precioso e que são as suas terras e paisagens, temo que a situação de desertificação seja definitivamente irreversível.

Como já referi, durante o ano de 2018 e inícios de 2019 foi feita uma forte campanha promovida pelo governo para o estrangeiro a fim de captar investidores e grandes empresas mineiras.

O problema é que para Portugal poder produzir lítio à escala dos gigantes da Australia e Chile, terá de o fazer em ampla escala em grandes áreas do território nacional e causando um rasto de destruição jamais visto no nosso país.

A questão da ordem do dia de descarbonização, não pode ser argumento para tudo.

Descarbonizamos por um lado e poluímos as nossas terras para sempre com os reagentes utilizados na extração do lítio, como por exemplo o ácido sulfúrico.

Resolvemos um problema ambiental e criamos outro maior ainda.

Com a mesma gravidade fica também o facto de ficarmos com crateras de kms de diâmetro e centenas de metro de profundidade.

Pretendem fazer isto de forma massiva no nosso país, e eu não posso concordar.

Importa referir que, por exemplo, na América do Sul a extração do lítio se faz a partir de lagos salgados. O impacto e o nível de poluição são muito inferiores quando comparamos ao mesmo processo feito em Portugal.

Em Portugal,  neste cantinho à beira mar plantado,  o lítio encontra-se na rocha e terão que ser feitas perfurações em grande escala para o extrair.

A este respeito importa também realçar as recentes declarações do Ministro do Ambiente João Fernandes, quando refere que estas minas a céu aberto são comparáveis às minas de quartzo. Estas afirmações  são no mínimo reveladoras de desconhecimento sobre a forma de extrair o Lítio e de tentativa de comparar o que não é comparável.

Mais uma vez, só posso entender que tenha como intuito provocar uma nuvem de fumo sobre os portugueses relativamente a esta matéria..

A extração do lítio será realizada em minas a céu aberto, que se resumem a crateras gigantescas no território, e respetivas consequências, o processo de extração é um processo muito poluente e que recorre a grandes quantidades de água que terá de ser captada localmente, havendo grave risco de contaminação das águas, com zonas de lavandarias do minério e utilização de produtos químicos tóxicos, para reação e obtenção do lítio que está na rocha.

Um tipo de exploração mineira  a céu aberto não se coaduna minimamente com as Regiões identificadas pelo Governo para Exploração do Lítio em grande escala, por várias razões: dispersão geográfica das povoações, existência das atividades agrícolas e de pecuária dispersas, atividades de silvicultura, vinicultura (região do vinho verde e alvarinho), atividades de turismo, o património histórico, arqueológico, etc.

Agora, analisemos um pouco as posições políticas na região do Alto- Minho.

No nosso distrito assistimos, face à mesma matéria, a posições distintas por parte das autarquias locais.

Se por um lado temos Monção, Arcos de Valdevez e Melgaço que se revelaram contra este tipo de prospeção, temos por outro Ponte de Lima, Viana do castelo e Caminha que já revelaram que só serão contra se for na área a classificar, pese embora a mesma área já seja a constante classificada na Rede Natura.

A pergunta que fica no ar é: e o resto da Serra D’Arga, já que a mesma é um conjunto montanhoso, pode ser utilizado para exploração?

Analisemos o assunto por partes, então:

A classificação da área do maciço da Serra e afluente do Rio Âncora, não tem nada a ver com a área que está para prospeção.

Ouvir os responsáveis locais utilizarem o argumento de que serão contra a exploração de lítio se a mesma for feita na área de classificação da Serra D’Arga é dizerem claramente que serão a favor se for feito na restante área da Serra.

Volto a repetir, a Serra D'Arga é um conjunto montanhoso e não se resume ao seu maciço central.

Vila Nova de Cerveira está dentro da área para prospeção /exploração, e já referiu que será contra a exploração de Lítio até porque tem bem presente na sua memória os efeitos nefastos das minas na freguesia de Covas.

A população já se mostrou estar contra esta matéria e merece ser ouvida em.

A população e o seu bem estar deveria ser o início e o fim de qualquer ação política.

Só desta forma a política se credibiliza e só desta forma são tomadas decisões de melhoria do nosso território e da condição de vida das pessoas.

Não é ignorando factos e pessoas que a missão político governativa se desenvolve enquanto motor e cerne de uma sociedade democrática.

O governo tenta atenuar o impacto do problema alegando que depois da prospeção haverá um Estudo de Impacto Ambiental antes de tomarem a decisão sobre a exploração, o que é no mínimo surreal.

Então reparem : a empresa que vai prospectar, encontra concentrações de Lítio em quantidades rentáveis, e depois são elas próprias que fazem esse Estudo de Impacto Ambiental para concorrerem à dita exploração.

Convenhamos que é anedótico.

Temos que estar unidos na defesa dos nossos territórios.

Porque este é o nosso País.

Porque este é o nosso chão.

Liliana Silva

Deputada à Assembleia da República eleita pelo PSD

Vereadora da Câmara Municipal de Caminha

Coordenadora da Santa Casa da Misericórdia de Caminha

CASAS REGIONAIS MINHOTAS SEDIADAS EM LISBOA DECLARAM-SE CONTRA A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO NA NOSSA REGIÃO

A propósito da exploração do lítio no Minho, o BLOGUE DO MINHO questionou os dirigentes das várias casas regionais minhotas acerca da sua posição relativamente a esta questão que está a preocupar seriamente as nossas populações. Entre as associações contactadas, apenas a Casa do Minho e a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez deram a conhecer a sua posição. Por parte da Liga dos Amigos do Concelho de Valença, da Casa do Concelho de Ponte de Lima, da Casa Courense e da Casa Cerveirense não obtivemos até ao momento qualquer resposta, o que pode indicar que não têm qualquer opinião ou interesse acerca deste assunto.

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Da parte de Paulo Duque, Presidente da Direcção da Casa do Minho em Lisboa, obtivemos a seguinte resposta:

“Discordo plenamente, quer em termos ambientais quer em termos paisagísticos. Sendo a Serra D’Arga um local de eleição e também protegida, continua a ser um dos locais mais genuínos do Alto Minho.

Não entendo como protegem o Lobo Ibérico (concordo com a sua protecção) que tem causado grande prejuízo a toda a população, que a sua sustentabilidade continua a ser a pastorícia e não querem proteger a própria serra.

No passado, vejamos as minas de Covas, em Vila Nova de Cerveira, que a poluição até hoje afectou muito em termos ambientais, nomeadamente o Rio Coura.

Como presidente da Casa do Minho, não gostaria de ver a Serra D’Arga de outra forma da que está hoje ou seja, sem poluição.”

Este e muitos outros de interesse para a nossa região não têm merecido a preocupação de muitas casas regionais como deveria, apesar de inscreverem no preâmbulo dos seus estatutos a defesa dos interesses locais. Este é um bom exemplo daquilo para que deve servir uma casa regional!

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Por sua vez, Joaquim Cerqueira de Brito, Presidente da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, esclareceu o seguinte:

“A Casa do Concelho de Arcos de Valdevez discorda completamente. Temos que defender e preservar aquilo que é mais belo no nosso País, a Natureza

Além de tudo isso, é preciso defender o bem estar das populações , que começa pela qualidade de vida.”

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