Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

AMARES EVOCA SÁ DE MIRANDA

CONCURSO COM PRÉMIO PECUNIÁRIO DE 7.500 EUROS

Amares cria Prémio Literário para evocar Francisco Sá de Miranda

A Câmara Municipal de Amares apresentou hoje, Dia Mundial da Poesia, o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda. Uma homenagem ao escritor português, que também dá nome à Biblioteca Municipal de Amares, e que renderá ao vencedor o prémio pecuniário de 7.500 euros.

L1980635.JPG

Com uma periodicidade bienal, o Prémio Literário Francisco Sá de Miranda tem como missão incentivar a criatividade literária e o gosto pela criação na modalidade de poesia, para além de homenagear uma grande figura das Letras, responsável pela introdução no nosso país do verso decassílabo. Destinado a autores lusófonos com obras publicadas na modalidade de poesia, o prémio terá o valor pecuniário de 7.500 euros.

O regulamento está disponível no website do Município e as candidaturas deverão ser entregues até ao dia 23 de Abril.

Na apresentação do Prémio, o presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, realçou que a atribuição do nome de Francisco de Sá de Miranda “é um reconhecimento justo por este grande escritor que escolheu Amares para viver” e que este é também uma aposta cultural do Município, que considera a Cultura “um pilar de enriquecimento e afirmação do território”.

Sérgio Guimarães de Sousa, presidente do júri do concurso, frisou que “no contexto da literatura nacional, Francisco Sá de Miranda foi das figuras maiores da literatura nacional”. Além de Sergio Sousa, o júri será composto por uma professora da Universidade de Aveiro e um representante do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Amares.

Algumas notas

Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, possivelmente em 1487. Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz e frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis, alcançando o grau de doutor em Direito. Nesta universidade foi professor considerado e frequentador da Corte até 1521, onde compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publica treze poesias do Doutor Francisco de Sá de Miranda.

Entre 1521 e 1526 ou 1527, Sá de Miranda viaja pela Itália e lá conhece o ambiente literário do Renascimento, do qual absorve as linhas principais. Ao assimilar as ideias italianas do Renascimento, torna-se o pioneiro a utilizar as formas clássicas, iniciando o Renascimento em Portugal. Sá de Miranda é assim o introdutor no nosso país do verso decassílabo.

Foi casado com D.ª Briolanja de Azevedo, filha de Francisco Machado, 2.º Senhor das Terras de Entre Homem e Cávado (Amares) até ao ano da sua morte em 1558. Sá de Miranda e sua esposa D.ª Briolanja de Azevedo adquiriram uma propriedade em 1530, que, anexando terrenos, se veio a transformar na Quinta da Tapada, sita na freguesia de Fiscal em Amares, de cuja Casa Sá de Miranda foi 1.º Senhor até à sua morte. Encontra-se hoje sepultado na Igreja de Carrazedo – Amares.

AMARES COMEMORA DIA MUNDIAL DA ÁRVORE

200 alunos assinalam o dia mundial da árvore com espécies autóctones

A Câmara Municipal de Amares assinalou, esta manhã, o Dia Mundial da Árvore, que se comemora amanhã, através da reflorestação da Escola EB 2 e 3 de Amares. O local foi reflorestado, na sua maioria, com plantas autóctones, pelas mãos de cerca de 200 alunos.

0IMG_0224 copy.jpg

Inserida na agenda ambiental 2019 do Município de Amares, instrumento que tem como um dos principais vetores estratégicos a sensibilização da população para a preservação e valorização do ambiente, a iniciativa procurou chamar a atenção dos mais novos, particularmente, para a preservação das espécies autóctones.

“Pretendemos com esta iniciativa sensibilizar os mais pequenos para as questões ambientais, nomeadamente para a importância de cuidar e de reflorestar as áreas verdes. Sabemos que este contacto direto com a realidade e a natureza surte um maior efeito na mensagem que queremos passar”, referiu o presidente do Município de Amares, Manuel Moreira que em conjunto com os restantes professores deitou mão à obra.

AMARES PROMOVE VINHO VERDE NA 1ª FESTA DO LOUREIRO

Sucesso da primeira edição já antevê próximos eventos

Mais de 1.500 pessoas passaram, este fim-de-semana, pela primeira edição da Festa do Loureiro, em Amares. Um número que, segundo o presidente da Câmara Municipal, Manuel Moreira, revela “o sucesso e o interesse que o evento despertou nas pessoas” e que, por isso mesmo, irá contar com próximas edições.

Festa do Loureiro_1.jpg

Organizado pela Câmara Municipal, de Amares, em parceria com a ATAHCA, o certame, que decorreu na tenda montada para o Festival das Papas de Sarrabulho, reuniu não só os grandes produtores vinícolas do concelho, mas também as produções de menor dimensão de vinhos caseiros: brancos, tintos, roses e até espumantes.

Para acompanhar a prova dos vinhos, a festa juntou ainda os verdadeiros e genuínos sabores da gastronomia local, num ambiente com animação marcadamente popular.

A Festa do Loureiro contou com um programa variado dedicado ao vinho verde em articulação com a ATAHCA, que incluiu um seminário, sessões de harmonização de vinho, provas comentadas e cocktails com vinho verdes.

No final da Festa, Manuel Moreira afirmou que, para uma primeira edição, “estamos muito satisfeitos e esta satisfação estende-se também aos produtores e vinicultores que aqui estiveram presentes”.

Esta foi uma oportunidade da autarquia dar a conhecer os produtos locais numa área de negócios que está em crescente no concelho de Amares. O autarca Manuel Moreira frisou também que o vinho de Amares reveste-se de uma extrema importância para a economia local, associado ainda à componente turística, que tem recebido da Câmara Municipal um grande apoio na captação de investimento. Prova disso é a compra recente de duas grandes quintas amarenses para a produção de vinhos: o Solar da Bouças e a Quinta da Tapada; e a entrada este ano no mercado do vinho da Quinta de Dornelas, recuperada recentemente por um empresário amarense.

A Festa do Loureiro veio para ficar, sendo considerada pelo Município como mais um meio para a promoção dos vinhos de Amares e para divulgação do enoturismo no território. Desta forma, consegue-se potenciar o envolvimento dos produtores com os visitantes, estruturando-se novos canais de distribuição para afirmação das marcas vínicas produzidas no concelho.

AMARES EVOCA POETA SÁ DE MIRANDA

O Município de Amares instituiu o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda.

Sá de Miranda e a sua esposa D. Briolanja de Azevedo adquiriram uma propriedade em 1530, que, anexando terrenos, se veio a transformar na Quinta da Tapada, na freguesia de Fiscal em Amares, de cuja Casa Sá de Miranda foi 1.º Senhor até à sua morte. Encontra-se hoje sepultado na Igreja de Carrazedo – Amares.

Casa da Tapada.jpg

A Casa da Tapada é uma propriedade classificada como Imóvel de Interesse Público, tendo sido adquirida recentemente pelo conceituado grupo alentejano de vinho, Herdade das Servas, numa aposta de investimentos no Vinho Verde Loureiro e potencial turístico da quinta.

image004sadmir.jpg

AMARES MARCA CAMINHO BRAGA-SANTIAGO E CALDELAS DISPONIBILIZA ALBERGUE

O Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela na distância de 240 quilómetros, começa a ser marcado com setas amarelas no Concelho de Amares “nos próximos dias” e os peregrinos vão ter um albergue ao dispor em Caldelas, a partir de junho.

Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros 01.jpg

A informação foi revelada pelo presidente da União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, José Manuel Almeida, na sequência de uma palestra sobre o caminho realizada este sábado, 16. Segundo o autarca, o albergue resulta do “aproveitamento de um espaço existente e disponível”, que precisa de “ligeiras obras de adaptação”.

Caldelas autarcas peregrinos e membros de associações 01.jpg

O albergue a criar “até final de junho” terá, de início, espaço para 20 peregrinos, instalações sanitárias, chuveiros e uma pequena cozinha para refeições ligeiras. Trata-se de um espaço que servia de refeitório e balneário à antiga escola primária de Caldelas (onde hoje funciona a junta de freguesia), construído nos anos de 1990, no centro da vila termal.

Por outro lado, “os serviços da união de freguesias e da Câmara de Amares vão iniciar a marcação deste caminho, no território do município, já nos próximos dias. Esse processo deverá estar concluído também até final de junho”, explicou José Manuel Almeida.

Caldelas autarcas peregrinos e membros de associações.jpg

Quanto ao investimento necessário, o presidente da união de freguesias “pensa que será muito pouco, dado as obras de adaptação [do albergue] serem pequenas, num total a rondar os cinco mil euros no máximo”, embora as contas ainda não estejam feitas.

“A União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, assim como o Município de Amares, tem o máximo interesse na revitalização do Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros”, refere José Manuel Almeida, adiantando que Caldelas é “um excelente local para a existência de um albergue, dado que pode oferecer aos peregrinos todas as condições e para todas as bolsas, desde uma estada económica até uma estada mais elaborada”.

O anúncio da criação do albergue e da marcação do caminho no Concelho de Amares foi feito na sequência de uma palestra realizada no Auditório de Caldelas pelo peregrino José Eusébio, que percorreu a pé o Geira Romana e dos Arrieiros em dezembro de 2018, em que participou também o presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira, e um conselheiro do Concelho de Beariz (Espanha).

O presidente da associação espanhola Codeseda Viva, Carlos de Barreira, fez uma apresentação sobre o Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros, que diferentes entidades portuguesas e espanholas pretendem ver homologado até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

Entretanto, os promotores deste itinerário estabeleceram contactos com os municípios de Braga, Terras de Bouro e Melgaço, no sentido de os sensibilizar para a necessidade de fazer as marcações com as setas amarelas, tradicionais do Caminho de Santiago, devendo acontecer em breve reuniões para oficializar este objetivo. Está também a ser estudada com a Arquidiocese de Braga a criação de um ponto de acolhimento de peregrinos em Covide (Terras de Bouro).

A Associação do Caminho Jacobeu da Geira Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva coordenam a investigação histórica, patrimonial, do traçado e sobre outros recursos necessários à validação do caminho [ainda não possui albergues, nem está marcado, pelo que deve usar-se GPS], um trabalho iniciado em 2009 que pretendem ver reconhecido com a oficialização do traçado.

Este itinerário, também conhecido por Caminho da Geira Minhoto Ribeiro, foi percorrido por pelo menos 300 pessoas desde maio de 2017, estimando-se que o número cresça até 500 no corrente ano.

Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros.JPG

IDOSOS DE AMARES ENVELHECEM COMO DEVE SER

Projeto Bem Envelhecer junta perto de 100 utentes em Caldelas – Amares

Projeto Bem Envelhecer juntou perto de 100 utentes num dia repleto de atividades em Caldelas, no passado dia 13 de Março de 2019.

Bem Envelhecer em Caldelas 1.jpg

Num total de 14 Instituições Particulares de Solidariedade Social.

A iniciativa realizada no dia 13 de Março, foi dinamizada por uma das entidades parceiras, sediada em Goães, Amares, Casa do Povo de Vale do Cávado.

Os idosos tiveram como ponto alto a oportunidade de andar de cavalo e de charrete, numa experiencia única para muitos destes na Quinta de Lamoso.

O almoço decorreu na Churrasqueira de Caldelas, tendo da parte de tarde, realizado uma visita guiada as instalações das Termas de Caldelas.

O Projeto Bem envelhecer é promovido pela EAPN Portugal/ Núcleo Distrital de Braga, com o objetivo de promover o seu envelhecimento ativo, abrangendo IPSS e seniores dos concelhos de Amares, Braga, Terras de Bouro, Vila Verde, Guimarães, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.

Bem Envelhecer em Caldelas 2.jpg

Bem Envelhecer em Caldelas 3.jpg

Bem Envelhecer em Caldelas 4.jpg

Bem Envelhecer em Caldelas 5.jpg

Bem Envelhecer em Caldelas 6.jpg

Bem Envelhecer em Caldelas 7.jpg

MUNICÍPIO DE AMARES ATRIBUI BOLSAS DE ESTUDO

Autarquia de Amares atribui 25 bolsas de estudo a alunos do ensino superior

O Município de Amares vai direcionar um total de 27 mil euros para apoiar 25 alunos do concelho que frequentam o ensino superior e cujas famílias possuem comprovadas carências económicas. Para o autarca Manuel Moreira, “este é um apoio social importante” e “um incentivo a todos os jovens amarenses para que possam prosseguir os seus estudos, independentemente da situação económica do seu agregado familiar”.

bolsas estudo.jpg

As bolsas de estudo atribuídas esta semana numa cerimónia presidida pelo presidente da Câmara, Manuel Moreira, e pela vereadora da Educação, Cidália Abreu, constituem uma forma da Câmara Municipal de Amares proporcionar benefícios sociais aos estudantes residentes no município, promovendo a sua valorização educativa, formativa e pessoal. Segundo o autarca Manuel Moreira, a educação é “uma prioridade desta Câmara Municipal” e “trabalhamos para que ela seja de qualidade, desde o pré-escolar até à universidade”. Os mais de mil euros que cada aluno recebe, no âmbito da bolsa municipal, permite “aliviar as despesas, quer seja de alojamento, propinas, material escolar ou alimentação, que os pais, muitas vezes, têm dificuldades em suportar”.

As bolsas de estudo são atribuídas, anualmente, a todos os jovens amarenses que frequentam a universidade, oriundos de famílias com baixos rendimentos e que cumpram os requisitos estabelecidos em Regulamento, nomeadamente o aproveitamento escolar no ano letivo transato. A candidatura é efetuada nos serviços municipais de Educação, no início de cada ano.

O valor da bolsa varia entre os 750 euros e os 1500 euros anuais, caso os alunos recebam ou não outra bolsa de valor superior a 50 por cento do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) em vigor. As bolsas de estudo são pagas em duas tranches de montante igual sendo a primeira paga em abril e a segunda em junho.

IDOSOS RECUSAM REGIME DE MEDICAMENTOS

"Metade dos idosos acompanhados não adere a regime de medicamentos" – apresentação do livro da professora Lígia Monterroso, do ISAVE

“Quarenta e nove por cento dos idosos, acompanhados por profissionais de saúde não aderem ao regime medicamentoso que lhes é prescrito” – revela o livro da prof. Lígia Monterroso (ISAVE) apresentado hoje, dia 14 de Março, na Feira do Livro, em Amares.

IMG_8064.JPG

A Diretora da Licenciatura de Enfermagem do Instituto Superior de Saúde (ISAVE) apresentou o livro “Regime terapêutico das pessoas idosas dependentes – avaliação da adesão e da gestão”, na Galeria de Artes e Ofícios, na presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Amares (Isidro Araújo) e de Arnaldo Sousa, do ISAVE, além de alunos de Enfermagem.

Editado pela Novas Edições Académicas, o livro constitui uma súmula da tese de doutoramento da Prof. Lígia Monterroso, nascida em Amarante, que reflete um levantamento efetuado em várias unidades de saúde no Algarve.

Na sua intervenção, Lígia Monterroso partiu do seu gosto pelo cuidado com os idosos, “cada vez mais medicados, que gastam rios de dinheiro, têm farmácias de remédios em suas casas sem utilidade”.

A sua tese procura responder à pergunta – “que enfermagem podemos desenvolver com os idosos, porque os mais velhos são a mais valia de conhecimento, são eles que nos ensinam, e como é que os marginalizamos e esquecemos”?

Hoje existem mais medicamentos porque há mais patologias, o que desafia os enfermeiros a mais esfoço para tratar um idoso com doença mental.

Numa primeira fase, Lígia Monterroso verificou que, “entre 50 idosos doentes mentais, no Hospital do barlavento que eram acompanhados semanalmente, 37% não cumpriam o pano medicamentoso”.

Um segundo estudo envolveu os Centros de Saúde de Lagos, Vila do Bispo e Aljezur, integrados na Unidade de Cuidados Continuados do Infante e os cuidadores informais que trabalham 24 sobre 24 horas, sem formação, desapoiados e sem saber o que fazer quando entram em depressão.

Não foi por acaso, porque Sagres é a zona do país com maior taxa de suicídio e a adesão ao regime terapêutico era um problema grave. “Em 57 famílias, estudadas, verificou-se o incumprimento do regime medicamentoso por falta de recursos económicos, medicamentos caros e as pensões não chegam para pagar medicamentos”.

Esta situação conduz ao descontrolo das doenças mentais arrastando consigo os cuidadores. Que fazer? Para encontrar uma resposta surge um terceiro estudo que envolveu 198 entrevistas (além de 44 recursas, desistência ou morte) a doentes dependentes em todo o Algarve, integrados em Unidades de Cuidados Continuados e acompanhados diariamente por profissionais de saúde.

O índice de complexidade do tratamento (uma coisa é tomar um comprimido e outra é um injetável) permite concluir que “quanto maior é o grau de complexidade, menor é a adesão ao tratamento”.

Acresce o “erro de comunicação entre o enfermeiro e a pessoa idosa porque comunicar não é fácil nem é inato. Temos de ter a certeza de que o nosso doente perceba aquilo que lhe dizemos” – lembra Lígia Monterroso.

Face aos números apresentados face à adesão ao regime medicamentoso, a professora do ISAVE concluiu: “estamos a fazer um mau trabalho. É um número assustador”.

Mais, este numero têm consequências económicas, porque os “medicamentos são comparticipados por cada um de nós e metade da população (49%) idosa doente está a desperdiçar e deitar fora o meu dinheiro (dos impostos)”.

Os portugueses ignoram, por exemplo, que “uma noite em UCI (Unidade de Cuidados Intensivos) custa seis mil euros” e uma “visita ao Hospital com medicamentos custa 250 euros”.

Outro fator a combater é a iliteracia: “como explicar que o mesmo fármaco seja aplicado três vezes (um princípio ativo, um nome do laboratório e um nome comercial do medicamento)? A Indústria farmacêutica detesta que se fale disto”.

A docente do ISAVE lamentou a demora na prescrição de medicamentos para doenças crónicas (entre 48 a 72 horas) e a “quantidade absurda de fármacos que é prescrita que fomenta o erro, pois é mais fácil a um idoso tomar dois medicamentos do que sete”.

Colocando-se na pele de enfermeira, Lígia Monterroso questionou “o modo como atuamos com os outros: o enfermeiro não tem tempo para tirar as dúvidas aos idosos”.

Do seu trabalho resultou um programa no Algarve, em colaboração com as Câmaras Municipais, de melhorar o acesso ao medicamento a idosos residentes em zona isoladas e recônditas: a s Câmaras recebem as recitas e entregam os medicamentos aos utentes em sua casa”.

Apesar de estarmos mal, Lígia Monterroso reconheceu que a Europa está pior, concluindo pela necessidade urgente de “cuidar do cuidador informal de idosos dependentes. Ele tem um papel ingrato enquanto outros familiares só pensam no que vão herdar. Os cuidadores estão sempre despertos, sem tempo para sair de casa ou parar umas horas”.

“O idoso doente não precisa só de um cuidador mas sim de um cuidador com saúde mental e saúde física” – conclui Lígia Monterroso, ao defender que “as famílias que abandonam os seus idosos ou os depositam nos hospitais deviam perder as pensões deles”.

Arnaldo Sousa traçou o perfil bio-biliográfico da autora e o vice-presidente da Câmara de Amares enalteceu a vontade do Município em colaborar com o ISAVE em outras iniciativas no futuro.

MERCADO TRADICIONAL DE AMARES HÁ 1 ANO A DAR A PROVAR OS "SABORES DA NOSSA TERRA"

Mercado tradicional “Sabores da Nossa Terra” celebra o seu primeiro aniversário em Amares.

O concelho de Amares assinalou, no passado sábado de manhã, o primeiro aniversário do mercado tradicional de produtos locais “Sabores da Nossa Terra” no Largo Dom Gualdim País, na freguesia de Amares. Com o conceito “Do campo à praça”, a feira mensal acolhe os produtos mais saborosos e frescos da terra dos produtores locais.

01amamamr.jpg

A iniciativapretende aproximar os produtores locais e os consumidores, estimulando a promoção, valorização, comercialização dos produtos da época. As frutas, hortaliças, mel, compotas, azeite, vinho, broa, animais e os enchidos atraíram dezenas de consumidores ao primeiro aniversário do mercado tradicional de produtos locais de Amares.

Para o presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, o balanço do primeiro ano de realização do mercado tradicional é muito positivo indicando que é uma excelente oportunidade para aproximar os cidadãos dos produtores locais e que o grande objetivo continua a ser expor e promover os produtoslocais.Manuel Moreira destaca ainda que a iniciativa estimula os laços entre os nossos produtores, tornando-se numa montra única que certamente continuará a crescer nos próximos anos.

A festa do primeiro aniversário contou com um mini concerto dos alunos de música da AFA e com uma aula de condição física dinamizada pelo ginásio Pro- Energy. Não faltaram produtos para degustação, desde os enchidos com broa caseira até às espetadas de fruta com laranja de Amares.

Sob o mote “Sabores da Terra”, o mercado é organizado pela Câmara municipal de Amares, Junta de Freguesia de Amares e Figueiredo e pela  Amarcitrus – Associação de produtores locais.

O mercado tradicional dos produtos locais tem lugar no primeiro sábado de cada mês, no período da manhã.A ideia é criar o hábito de vir ao mercado no primeiro sábado de cada mês epermite aos consumidores adquirirem produtos frescos da época de excelente qualidade.

AMARES COMEMORA DIA INTERNACIONAL DA MULHER

ISAVE celebra o Dia da Mulher com a Valoriza

O ISAVE recebeu hoje, dia 8 de março, um grupo de senhoras de várias IPSS de Amares, para celebrar o Dia da Mulher.

IMG_2198 (Large).JPG

A iniciativa da CLDS Valor Humano 3G - Valoriza juntou o 3º ano da Licenciatura de Fisioterapia e o 1º ano do CTEsP de Gerontologia para dinamizarem uma manhã de atividades a mais de 50 mulheres.

A receção feita pela Presidente do ISAVE, Mafalda Duarte, sensibilizou para a importância de celebrar esta data: «mais do que pensar num conjunto de atividades que nos são prazerosas, estar unidas para salvaguardar os direitos das mulheres é o mais importante».

Esta atividade contou com a colaboração de Cristina Silva, Liliana Brandão e Marina Antunes, da Valoriza; a terapeuta Rosa Araújo, da Sensorial Care; e dos docentes do ISAVE, Daniela Gonçalves, Gilvan Pacheco e Silvia Xavier.

Depois da exibição de um vídeo comemorativo do Dia da Mulher, da autoria da Valoriza, Rosa Araújo, proporcionou a este grupo um momento de estimulação sensorial, numa massagem de mãos com essência de alecrim e treino de técnicas de respiração para relaxamento. «Ao inspirar e expirar desta forma, aprendam a sentir. Assim as vias respiratórias ficam mais abertas, os aromas e os sabores serão mais valorizados e as nossas memórias estarão mais facilmente ativas» - educou a terapeuta.

De seguida, as alunas Diana e Stephanie, de Gerontologia e Fisioterapia, respetivamente, apresentaram as atividades, que se dividiam em grupos para várias dinâmicas de exercício e animação.

A manhã terminou num lanche convívio e numa sessão de dança.

IMG_2304 (Large).JPG

ISAVE: COMBATE À INFEÇÃO “COMEÇA NO LAVAR AS MÃOS”

“Primeiro, lavar as mãos, segundo, lavar as mãos, e terceiro, lavar as mãos, é o princípio básico para controlar a infeção” — alertou Ricardo Vieira, durante o II Seminário sobre o tema realizado hoje no Instituto Superior de Saúde — ISAVE — em Amares.

IMG_7629.JPG

O Enfermeiro, diretor da Santa Casa de Misericórdia de Barcelos, falava num auditório repleto de alunos e profissionais de saúde, numa iniciativa do ISAVE que contou com mais de uma centena de participantes e encerrou com uma magnífica atuação as Isatuna.

O dia foi preenchido com dez palestras científicas e dois workshops apresentados pelas empresas Hartmann e Factor Plus, bem justificadas porque em quatro pessoas que vão à casa de banho só uma lava as mãos.

Na sessão de abertura estiveram presentes a Presidente do ISAVE, Mafalda Duarte, a vereadora da Câmara de Amares, Cidália Abreu, e o presidente do Conselho Consultivo do ISAVE, João Luís Nogueira

No primeiro painel moderado por Daniela Gonçalves, Professora do ISAVE, do Programa de Prevenção de Controlo de Infeção e resistência aos antimicrobianos, com a participação de Isabel Neves, da Direção Geral de Saúde, foi considerado um dos melhores da Europa. “Somos o único país da Europa que participa em todas as vigilâncias de infeções” — garantiu esta técnica da Direção Geral de Saúde que lançou um alerta: “até 2050, se nada fizermos, a cada três segundos vai morrer uma pessoa com uma infeção intratável e todos os avanços médicos seriam em vão”.

Maria do Céu Morais, do ACES Cávado II (Agrupamento de Centros de Saúde) Gerês/Cabreira, moderou o painel sobre o cenário atual do controlo de infeção, com uma intervenção de Raul Borges, presidente do Conselho Clínico e de Saúde do mesmo Agrupamento de Centros de Saúde. Este médico destacou os notáveis resultados conseguidos nos últimos cinco anos na poupança de antibióticos para doenças de Trato Urinário, amigdalites e pele. A resistência aos antibióticos, devido ao excesso da sua prescrição, mata 390 mil pessoas na Europa e 4,150 milhões em África. Quanto ás amigdalites, 70% são víricas e não necessitavam de antibióticos.

Ricardo Vieira deu conta da sua experiência no controlo de infeções na Santa Casa de Misericórdia de Barcelos, com 650 utentes, e a resistência de enfermeiros e médicos face a cuidados básicos como o simples lavar as mãos. O sistema foi implementado por causa de um surto de sarna e prova que é possível fazer muita coisa sem gastar um cêntimo. Lavar as mãos é a base de tudo e os outros métodos surgem por acréscimo — sustentou Ricardo Vieira.

Após o almoço, o terceiro painel moderado por Lígia Monterroso, Professora do ISAVE, teve como tema Higiene das mãos e higiene ambiental, e contou com quatro intervenções: Alexandra Pais, do Hospital dos Lusíadas (Porto), sobre “Higiene das mãos – da teoria à prática” onde há muito a fazer; Isabel Veloso, do Hospital de Braga, abordou a “importância da higiene e controlo ambiental na prevenção e controlo infeções; ao passo que Rita Seixo, gestora hoteleira do Hospital de braga, apresentou a Monitorização da Higiene ambiental por método visual; e finalmente, Ana Silva, do Hospital de Braga, apresentou o método de bioluminiscência na monitorização da higiene ambiental.

IMG_7597.JPG

ALUNOS DE AMARES COMEM PAPAS DE SARRABULHO: INICIATIVA SERVIU DE PROMOÇÃO DO 17.º FESTIVAL DAS PAPAS DE SARRABULHO

Alunos de Amares almoçaram Papas de Sarrabulho

Hoje, 28 de fevereiro, nas escolas de Amares, serviu-se Papas de Sarrabulho. A iguaria tradicional minhota, que é o prato principal do 17.º Festival das Papas de Sarrabulho, foi degustada por mais de um milhar de crianças e jovens, das escolas do 1.º ciclo, EB 2,3 e secundárias do concelho.

53259844_987490384790135_8079844390228459520_n.jpg

O desafio foi lançado pelo Município de Amares a todas as escolas do concelho, que logo aderiram, com a inclusão das Papas no almoço escolar, adequando os ingredientes e porções às necessidades de cada faixa etária. Assim, para os 500 alunos do 1.º ciclo, o prato tradicional foi servido em formato de degustação, não substituindo o prato principal do dia; enquanto para os alunos do 2.º, 3.º ciclos e ensino secundário, as Papas de Sarrabulho foram o prato principal servido a 600 alunos amarenses.

53003694_987490358123471_288743650513387520_n.jpg

Com esta iniciativa, o Município pretendeu envolver os mais novos no conhecimento, valorização e promoção desta iguaria, tão típica em Amares. Segundo o vice-presidente da autarquia, Isidro Araújo, que visitou alguns estabelecimentos de ensino na hora do almoço, juntamente com a vereadora da Educação, Cidália Abreu, “para além da resposta às necessidades energéticas e nutricionais, entendemos que as refeições escolares devem responder a outros objetivos, nomeadamente pedagógicos, sociais, de saúde, ambientais e culturais, preservando as tradições e saberes ancestrais, transmitidos de geração em geração”.

Todo o processo foi acompanhado pela nutricionista e pela técnica de segurança alimentar do Município de Amaŕes.

O Festival das Papas de Sarrabulho, que cumpre já a sua 17.º edição em Amares, decorre entre os próximos dias 2 e 5 de Março, no recinto do mercado municipal.

52819613_987490351456805_51339973177114624_n.jpg

AMARES LEVA AS PAPAS DE SARRABULHO ÀS ESCOLAS DO CONCELHO

No próximo quinta-feira, dia 28 de Fevereiro às 12h30 na EB2/3 – Escola Preparatória de Amares, com a presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Amares – Dr. Manuel Moreira, vai ser lançada a iniciativa “Papas de Sarrabulho nas refeições escolares | Preservar tradições”.

49729284_2273928085973264_3402451483910733824_n (7).jpg

Esta iniciativa insere-se na promoção e valorização da 17ª edição do Festival das Papas de Sarrabulho que irá decorrer entre os dias 02 a 05 de Março, no recinto do mercado municipal.

Considerando que para além da resposta às necessidades energéticas e nutricionais, as refeições escolares devem responder a outros objetivos, nomeadamente pedagógicos, sociais, de saúde, ambientais e culturais, preservando as tradições e saberes ancestrais, transmitidos de geração em geração o Município de Amares lançou o desafio às escolas do concelho (do 1º ao 12º anos) para que fosse incluída, num almoço escolar, a degustação desta iguaria tradicional, adequando-se os ingredientes e porções de acordo com as necessidades de cada faixa etária.

Desta forma, no próximo dia 28 de Fevereiro, os estabelecimentos de ensino vão servir papas na sua ementa, quer para degustação (escolas do 1º ciclo) quer como prato principal (EB23 e Escola Secundária).