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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO APRESENTA CENTRO DE COMPETÊNCIAS DO AGROALIMENTAR

O futuro do agroalimentar começou hoje a ser construído em Famalicão

É no recém-criado Centro de Competências do Agroalimentar, instalado em Vila Nova de Famalicão, que o setor nacional das carnes vai encontrar as respostas para os desafios do futuro.

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O novo centro tecnológico - o único no país focado na investigação, desenvolvimento e promoção da indústria das carnes - foi apresentado esta quinta-feira, 10 de setembro, e conta receber os primeiros investigadores já a partir do próximo mês de outubro.

Instalado no CIIES - Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior de Vila Nova de Famalicão, nas antigas instalações da Didáxis de Vale São Cosme, o TECMEAT surge para “transformar conhecimento em valor”, conforme explica o seu presidente, Amândio Santos.

“O que está aqui a nascer em Vila Nova de Famalicão é algo que é muito importante para o setor das carnes. Surge como uma resposta às necessidades desta indústria que, trabalhando em rede, vai poder tirar partido da transversalidade de conhecimento que este Centro Competências vai permitir”, acrescenta.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão fala numa “ferramenta decisiva para a projeção futura do setor”. Paulo Cunha teve hoje a oportunidade de conhecer os espaços e recursos associados a este centro tecnológico impulsionado pela autarquia famalicense, nomeadamente o já equipado laboratório de microbiologia e o local onde ficará instalada uma unidade piloto para simulação industrial que deverá estar concluída ainda no final deste ano.

O autarca enalteceu a cooperação existente entre as várias entidades associadas ao Centro de Competências do Agroalimentar, que considerou essencial para que o projeto atingisse o seu ponto de maturidade.

“Dentro de pouco tempo vamos ver este espaço a trabalhar, com investigadores, formação, experimentação e desenvolvimento para que as nossas empresas possam produzir e exportar mais e para que os nossos trabalhadores possam adquirir mais competências e ser melhor remunerados”, acrescentou.

Refira-se que a criação do Centro de Competências do Agroalimentar implicou um investimento de cerca de um milhão de euros, contando com uma comparticipação FEDER de 812 mil euros.

O setor do agroalimentar é, de resto, identificado como prioritário na agenda do plano estratégico concelhio. É no concelho famalicense que estão sediadas inúmeras empresas altamente competitivas e tecnologicamente avançadas que fazem já de Famalicão um dos mais relevantes municípios neste setor.

O Tecmeat tem como entidades sócio fundadoras a AMECAP - Associação de Matadouros e Empresas de Carnes de Portugal, a Associação Integralar - Intervenção de Excelência no Sector Agroalimentar; a CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, o CENTITVC - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes, o CITEVE - entro Tecnológico das Industrias Têxteis e de Vestuário de Portugal, a CONFAGRI - Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola; a FPAS - Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, a Universidade Lusíada; o IPVC - Instituto Politécnico de Viana do Castelo; a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade do Minho e a UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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FAMALICÃO: APRESENTAÇÃO DO CENTRO DE COMPETÊNCIAS DO AGROALIMENTAR

Amanhã, quinta-feira, 10 de setembro, pelas 15h00, no CIIES - Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior de Vila Nova de Famalicão

O Centro de Competências do Agroalimentar, um organismo focado na investigação e desenvolvimento, inovação, transferência de tecnologia, formação, networking nacional e internacional para o setor das carnes, começa a ser uma realidade em Vila Nova de Famalicão. A apresentação pública deste novo centro tecnológico, do espaço e dos recursos associados, realiza-se amanhã, quinta-feira, 10 de setembro, pelas 15h00, no CIIES - Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior de Vila Nova de Famalicão, instalado nas antigas instalações da Didáxis de Vale São Cosme.

Centro de Investigação, Inovação e Ensino Supe

Recorde-se que este centro tecnológico, impulsionado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, é iniciativa do TECMEAT e tem como principal objetivo estabelecer uma rede de parceiros que congreguem competências técnicas e científicas no desenvolvimento e promoção da indústria das carnes.

O Tecmeat tem como entidades sócio fundadoras a AMECAP - Associação de Matadouros e Empresas de Carnes de Portugal, a Associação Integralar - Intervenção de Excelência no Sector Agroalimentar; a CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, o CENTITVC - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes, o CITEVE - Centro Tecnológico das Industrias Têxteis e de Vestuário de Portugal, a CONFAGRI - Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola; a FPAS - Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, a Universidade Lusíada; o IPVC - Instituto Politécnico de Viana do Castelo; a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade do Minho e a UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

FAMALICÃO: DIAS À MESA PROMOVEM COZINHA VEGETARIANA

A iniciativa decorre entre 24 e 27 de setembro em 10 restaurantes de Famalicão

A cozinha vegetariana é uma forma de alimentação que está cada vez mais em voga a nível mundial, sendo que o número de entusiastas está em constante crescimento. Foi a pensar nisso mesmo, que o município de Vila Nova de Famalicão decidiu  promover no último fim-de-semana de setembro, entre 24 e 27, a iniciativa Dias à Mesa dedicada à Cozinha Vegetariana proporcionando uma experiência gastronómica repleta de cores e sabores.

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Dez restaurantes do concelho responderam “sim” ao desafio, sugerindo uma refeição equilibrada, variada e capaz de despertar os vários sentidos, excluindo a carne e o peixe. Os restaurantes aderentes são o Alfa; o Attrevidu; o Bisconde; a Casa da Frangos de Baltar; Combinação de Sabores; Fusilli, Massa &Café; Moutados; Na Boca; Refresco e Vinha Nova.

Refira-se que depois de um interregno de vários meses devido à pandemia da Covid 19, os Dias à Mesa regressaram no passado mês de julho, atraindo muita gente aos restaurantes de Famalicão. Apesar da não realização dos eventos culturais que acompanham habitualmente a iniciativa, o regresso dos Dias à Mesa tem sido um sucesso.

Uma das novidades desta edição é o “Passaporte Gastronómico”, que oferece um desconto de 10% nos restaurantes aderentes. Para além disso, o passaporte dá a oportunidade de jantar ou almoçar gratuitamente num restaurante à escolha.

Depois da cozinha Vegetariana, os Dias à Mesa promovem a castanha e as massas, em novembro.

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PAN QUER QUE CONSUMIDORES SEJAM INFORMADOS DOS CUSTOS AMBIENTAIS DA PRODUÇÃO DE GÉNEROS ALIMENTARES

O Porta-voz e Deputado do PAN, André Silva intervém na reunião plenária da Assembleia da República que hoje se realiza, a propósito do Projeto de Lei n.º 422/XIV/1.ª (PAN) que visa estabelecer a obrigatoriedade de informação ao consumidor dos custos ambientais da produção dos géneros alimentícios.

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“O PAN defende uma agricultura de produção local, de proximidade, em modo biológico, com baixa intensidade na utilização de agrotóxicos e baixa intensidade na utilização de água. A aposta nesta forma de produzir alimentos defende não só os pequenos produtores e o ambiente, como é também fundamental numa estratégia de adaptação às alterações climáticas, tendo em conta a progressiva escassez de água e a desertificação com que o país se vai defrontar. Aliás, com que se está já a defrontar.

É determinante, também, para alcançarmos uma maior independência alimentar. O desenvolvimento sustentado da produção alimentar local ou regional, com garantias de escoamento da produção para as cantinas e refeitórios do Estado, permitirá reduzir as cadeias de produção e de distribuição e diminuir o impacto dos alimentos quilométricos e a dependência do país.

Em Portugal, 85% dos consumidores são sensíveis ao consumo sustentável e 50% expressa a preocupação pela compra de produtos biológicos, reciclados ou recicláveis, precisamente por terem menores impactos ambientais. Mas esta informação não está acessível ao consumidor na hora da compra de bens alimentares.

O direito à informação é uma das componentes mais importantes daquilo que constitui os direitos dos consumidores, consagrados no direito europeu e nacional e, quando se trata de bens alimentares, o direito à informação é especialmente relevante. O sector alimentar é dos que apresentam maior impacte ambiental, seja ao nível da emissão de gases com efeito de estufa, do consumo de recursos hídricos, da ocupação e erosão do solo, da utilização de agrotóxicos, seja na forte contribuição para o aumento da perda de biodiversidade. Representa 30% dos impactes ambientais totais originados pelo consumo. É, por isso, fundamental que o consumidor possa efetuar as suas escolhas, consciente dos impactos de cada alimento quando o adquire.

No entanto, apesar das várias normas nacionais e europeias que existem e reconhecem o direito do consumidor à informação, a verdade é que, no que diz respeito aos impactes ambientais de determinado fornecimento de bem ou prestação de serviços, a informação é muito reduzida e, na grande maioria, da livre iniciativa do produtor. Só os que têm melhores práticas têm a preocupação de incluir essa informação nos rótulos ou embalagens. No caso da oferta de energia, por exemplo, existe já indicação na fatura das emissões de CO2, mas constitui uma exceção em Portugal da adequada prestação de informação ao consumidor sobre os impactes ambientais.

A União Europeia tem já estudos sobre os impactes ambientais para os produtos alimentares, utilizando a metodologia da análise do ciclo de vida, tendo identificado, para cada produto, a quantidade e tipologia de fertilizantes e pesticidas, o consumo de água, de combustível, de eletricidade ou as emissões de carbono. Também foram identificados os impactes no aquecimento médio global, na camada de ozono, na toxicidade para os humanos, na emissão de partículas, na radiação ionizante, na acidificação dos oceanos, na eutroficação terrestre e marítima, na toxicidade da água potável, no uso do solo, de água e de recursos. A informação de base existe, falta transmiti-la ao consumidor, um direito que nos está a ser vedado a todos nessa qualidade.

Por isso mesmo, o PAN apresenta este projeto de Lei, para que os consumidores passem a ter acesso à informação de que precisam e a que têm direito, para que saibam, por exemplo, quando vão ao supermercado, a pegada ambiental de cada alimento, ou seja, as emissões ou a quantidade de água ou de solo envolvidos na sua produção.

Porque os consumidores têm direito a saber os impactes ambientais do que consomem e devem poder exercer o seu direito de escolha dos produtos alimentares, em função do seu impacte ambiental, que é em grande parte determinado pelo seu modo de produção, mais ou menos sustentável, e pelas distâncias que estes percorrem do campo até ao prato.”

ESPOSENDE PRODUZ A MELHOR MANTEIGA DO MUNDO!

Desde 1954, a fábrica de Lacticínio Marinhas, em Esposende, produz uma manteiga de excepcional qualidade, com nata pasteurizada, sem corantes nem conservantes nem aditivos – a manteiga Marinhas!

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Há 66 anos nasceu em Esposende a primeira fábrica de laticínios certificada em Portugal. A Marinhas é uma empresa familiar, onde o queijo e a manteiga são ainda produzidos de forma 100%

De acordo com o seu site oficial, “A fábrica de lacticínios situada na freguesia das Marinhas, concelho de Esposende, distrito de Braga, resultou em 1939, da concentração de pequenos fabricantes de manteiga da região, levada a efeito pela então recentemente criada Junta Nacional dos Produtos Pecuários, que atribuiu quotas a cada um, integrando-os como sócios da empresa “Lacticínios de Esposende, Lda”.”

Para além da tão apreciada manteiga, esta fábrica produz uma variedade de lacticínios, de entre os quais  destacamos o queijo “Marinhas” recomendado pelos médicos. Trata-se de um “produto natural, com adição de fermentos lácteos, cloreto de cálcio e coalho, sem corantes nem conservantes e sem aditivos. É fabricado com leite de vaca pasteurizado português, de origem regional, parcialmente desnatado.”

Estes produtos têm vindo a registar cada vez maior procura, nomeadamente na região de Lisboa onde a comunidade minhota é numerosa e encontra-se ligada sobretudo ao comércio e à restauração.

CABECEIRAS DE BASTO DISTRIBUI ALIMENTOS PELAS CRIANÇAS DO CONCELHO

Câmara Municipal assegura distribuição de alimentos a 40 crianças

De acordo com as diretrizes emanadas pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE), nas últimas semanas, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto tem fornecido bens essenciais aos agregados familiares economicamente mais débeis do concelho, com filhos no Escalão A.

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No total estão a ser apoiados, semanalmente, 14 agregados familiares, assegurando-se assim refeições a um total de 40 crianças.

A autarquia de Cabeceiras de Basto, consciente das suas atribuições, bem como da sua responsabilidade social e atendendo a que a esmagadora maioria dos alunos com condições para beneficiar deste apoio – alunos do Escalão A do ensino pré escolar e 1º Ciclo – se encontra dispersa pelas diferentes aldeias, implementou, desde o dia 26 de março, um sistema de fornecimento de bens essenciais aos agregados com filhos no Escalão A, fazendo a entrega gratuita de produtos alimentares, porta a porta, semanalmente. De entre os alimentos distribuídos constam: arroz, massa, batata, peixe, carne, azeite e fruta.

Note-se que a medida implementada pela autarquia de Cabeceiras de Basto, apesar de não se ter registado qualquer pedido de fornecimento de refeições, para além de garantir a alimentação das crianças do escalão A do pré-escolar e 1.ºciclo, dá também resposta às restantes crianças do agregado familiar, apresentando-se esta como uma medida mais global e socialmente ajustada à realidade e características do concelho Cabeceirense.

De salientar ainda que, neste momento, a Câmara Municipal está também a apoiar outras famílias que solicitaram o fornecimento de bens alimentares, apesar dos alunos frequentarem outros níveis de ensino.

O fornecimento de refeições escolares aos alunos do ensino pré-escolar e 1.º Ciclo integrados no Escalão 1 de Abono de Família (Escalão A) surge na sequência das medidas definidas de carácter temporário, extraordinário e urgente, por força da situação epidemiológica do novo coronavírus Covid-19.

CÂMARA DE FAMALICÃO DIVULGA RESTAURANTES COM TAKE AWAY E ENTREGA AO DOMICÍLIO

Listagem que está a ser atualizada está disponível em www.famalicao.pt/restaurantes-take-away

A Câmara de Vila Nova de Famalicão está a divulgar através do portal em www.famalicao.pt/restaurantes-take-away a lista de todos os restaurantes do concelho que estão a funcionar em serviço de take away ou com entregas ao domicilio.

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A listagem que está permanentemente a ser atualizada pelos serviços municipais tem como objetivo apoiar a restauração, um dos setores económicos mais afetados pela pandemia do Covid 19, e facilitar o contacto por parte dos consumidores.

Numa página, os consumidores podem encontrar por freguesia o nome dos restaurantes em funcionamento, com os respetivos contactos telefónicos, email, assim como os endereços de páginas na internet ou de páginas nas redes sociais.

“Em tempo de contingência devido ao coronavírus, os restaurantes de Famalicão souberam adaptar-se à nova realidade, abrindo serviços de take away, em alguns casos com entregas ao domicilio”, adianta o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. “Perante esta situação, a autarquia não poderia ficar indiferente e, estamos a tentar apoiá-los através das nossas ferramentas divulgando e partilhando contactos”, explica.

Segundo o autarca, o município está atento às várias dificuldades enfrentadas pelos vários setores de atividade e “dentro das nossas possibilidades e competências estamos a encetar esforços para apoiar os vários setores”.

PAN OPÕE-SE AO ADIAMENTO DA ESTRATÉGIA EUROPEIA DO PRADO AO PRATO

Covid-19: PAN contra adiamento do lançamento de Estratégia Europeia do Prado ao Prato

  • Partido Popular Europeu (PSD e CDS) junta-se à agroindústria para pressionar um 2º adiamento
  • Negociações da Política Agrícola Comum 2021-2027 poderão decorrer sem as orientações desta Estratégia
  • Sustentabilidade do sistema agrícola Europeu ficará mais comprometido

 O eurodeputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) opõe-se à proposta do Partido Popular Europeu (PPE) à Comissão Europeia (CE) em adiar, para depois do verão, a divulgação da Estratégia Farm to Fork / do Prado ao Prato (F2F).

Inicialmente, a Estratégia estava para ser divulgada no fim de março. No entanto, devido ao vírus Covid-19, a Comissão adiou a sua divulgação para 29 de abril. Apoiado pela agroindústria (COPA-COGECA), o PPE vem agora apelar para que haja um segundo adiamento até “pelo menos depois do verão”, refere o grupo em comunicado.

O PAN, e em linha com a sua família política Europeia dos Verdes/ALE, considera que outro adiamento da Estratégia comprometerá as metas estabelecidas pela União Europeia (EU) no Acordo de Paris e no Pacto Ecológico Europeu e, também, as ambições sustentáveis a serem definidas na Política Agrícola Comum (PAC) de 2021-2027, que se encontra em fase de negociações, também elas já atrasadas.

“A pressão do PPE, apoiada pelos grandes produtores, advém da sua incapacidade de conectar as origens do Covid-19 com o modo de produção e consumo insustentáveis que temos vindo a perpetuar enquanto sociedade. A Estratégia tem precisamente como objetivo proteger e melhorar o nosso sistema agrícola, florestal, e piscícola e mitigar os hábitos insustentáveis que originam crises ambientais e virosas como as que experienciamos. Para além disto, o PPE falha em perceber que a data de divulgação da estratégia não significa que as ‘regras adicionais’ entrem vigor no mesmo dia, por isso, nada seria ‘imposto aos agricultores’ de imediato”, afirmou Francisco Guerreiro.

As ameaças à segurança alimentar trazidas pelo vírus devem fazer-nos repensar o nosso sistema de produção: necessitamos de um sistema resiliente, produção e venda locais e cadeias de distribuição curtas, e que realmente protejam os agricultores. A Estratégia F2F é necessária para auxiliar a próxima PAC na definição dos incentivos à agricultura e para habilitar os agricultores no seu trabalho rumo a um sistema alimentar sustentável. Isto, claro, só é possível se esta transição deixar de ser retratada como uma ameaça por aqueles que aparentam não entender a urgência da situação.

“Adiar a F2F para o verão significa adiar o início do planeamento para o futuro do desenvolvimento de uma rede de distribuição alimentar resiliente e sustentável. Com a sua proposta de adiamento, o PPE (PSD e CDS) desprotege os agricultores e os consumidores, colocando-os ainda mais em risco em futuras crises económicas e epidémicas”, concluiu o eurodeputado.

A Estratégia F2F é uma das grandes bandeiras do Pacto Ecológico Europeu da CE e tem como objetivo transformar o modo como produzimos e consumimos alimentos na UE, prometendo incidir sobre assuntos como o desperdício alimentar e a rotulagem de produtos consoante a origem, valor nutricional e grau de sustentabilidade.

ESPOSENDE: CONCURSO "FISH CHEFE" APELA AO CONSUMO DE PEIXE JUNTO DOS JOVENS

Na 21.ª edição do Março com Sabores do Mar, iniciativa do Município de Esposende que decorre ao longo de todo este mês, os alunos do 3.º ciclo do ensino básico do concelho são, uma vez mais, convidados a serem "Fish Chefes".

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O concurso “Fish Chefe” decorre, ao longo desta semana, nas escolas dos agrupamentos de escolas António Correia de Oliveira e António Rodrigues Sampaio, envolvendo a participação de cerca de 120 jovens, com idades compreendidas entre 12 e os 14 anos, que se propõem confecionar pratos de peixe. Ao Chefe João Novo, docente na Escola Profissional de Esposende, cabe a tarefa de avaliar os pratos, apurando os alunos que irão disputar a final, a ter lugar na próxima sexta-feira, a partir das 14h30, no Espaço Aldeias de Mar, instalado no Largo Rodrigues Sampaio, em Esposende.

O “Fish Chefe” visa apelar ao consumo de peixe, bem como ao conhecimento dos produtos endógenos do concelho, tendo, também a particularidade de ajudar os mais novos na aquisição de competências de empreendedorismo e trabalho em equipa, melhorando a sua autoestima e confiança.

Esta ação enquadra-se, de resto, no projeto municipal “Geração S – Programa de Sustentabilidade Alimentar”, priorizando também os Objetivos de Desenvolvimento da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente o ODS 3 – Saúde de Qualidade, ODS 4 – Educação de Qualidade e ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade

Considerando que o consumo de peixe junto dos mais jovens apresenta inúmeras restrições, quer seja pela sua apresentação, quer pelo constrangimento das espinhas, bem como pelos métodos de confeção que lhe estão subjacentes, o concurso Fish Chef contribui de forma direta para inverter esta tendência, fomentado uma alimentação saudável e diversificada.

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VILA VERDE JÁ POSSUI ESPAÇO DEDICADO ÀS CARNES MATURADAS

Finesse League. Abriu o primeiro espaço dedicado às carnes maturadas em Vila Verde!

Já abriu o primeiro espaço dedicado à produção carnes maturadas em Vila Verde (Braga) e um dos primeiros a nível nacional. Agora, estas carnes de maciez e sabor incomparável, tão procuradas pelos grandes chefs e especialistas em gastronomia, estão ao alcance do público em geral em pleno coração do Minho, nas instalações da Finesse League, nas imediações do Centro de Saúde de Vila Verde.

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À entrada, a Finesse League mostra logo ao que vem. Com uma decoração moderna e arrojada, sofás e ecrã LCD, apresenta-se como uma empresa inovadora, mas que quer fazer o cliente sentir-se em casa. Seguindo para o interior do espaço, ficamos a conhecer as tão famosas carnes maturadas. Aqui leva-se a sério a expressão de ‘não julgar o livro pela capa’. O processo de maturação a frio deixa a carne com um aspeto escuro por fora, mas cada vez mais vermelha, macia e suculenta por dentro. Na câmara frigorífica, todas as carnes têm ‘bilhete de identidade’, estão etiquetadas com nome da peça e data de início do processo.

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Da cozinha de luxo para as carnes maturadas

O sabor único e inconfundível da carne maturada, tenra e suculenta, tem cativado os especialistas em gastronomia um pouco por todo o planeta. Lucas Fernandes, o proprietário, é natural da Vila do Pico de Regalados, mas cresceu na Alemanha, onde se formou em cozinha. Trabalhou em diferentes restaurantes de luxo (França, Suíça e Alemanha), alguns dos quais com várias estrelas Michelin, onde ‘bebeu’ conhecimentos de diferentes cozinhas e chefs de renome mundial. De regresso a casa, pretende manter esta ligação próxima com o universo da gastronomia, que foi o seu ‘lar’ durante mais de uma década. Habituado a padrões de elevadíssima qualidade, transporta consigo o mesmo grau de exigência para as carnes maturadas da Finesse League.

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O processo

A empresa alia a experiência profunda no universo da gastronomia à tecnologia de vanguarda na área e a uma equipa profissional, dinâmica e motivada. A maturação da Finesse League é um processo totalmente natural para acentuar as melhores características da carne de porco ou de vaca, criando um sabor próprio e inconfundível. Como a pressa é inimiga da perfeição e se pretende fornecer ao cliente produtos de excelência, ali não há pressas. A carne fica a maturar durante pelo menos 35 dias, mas esse período pode aumentar dependendo da peça, do objetivo ou do gosto do cliente. A empresa garante o acompanhamento constante e rigoroso do processo, controlando a temperatura, humidade, enzimas… para garantir produtos da melhor qualidade.

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Tudo começa na criação

No entanto, o sabor começa na forma como o animal é criado. A alimentação, a vida que leva, o estado de saúde, o processo de abate… Tudo isto é determinante para obter uma carne suculenta, com um sabor único e inconfundível. A Finesse League utiliza apenas animais (porco e vaca) criados numa exploração pecuária própria ou adquiridos diretamente aos produtores. Ao acompanhar o processo, garante resultados que a pecuária industrial nunca conseguiria atingir, tanto a nível do sabor como do bem-estar do animal, que estão intimamente ligados.

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PAIS E PROFESSORES APOIAM AUTARQUIA NA MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DAS REFEIÇÕES ESCOLARES EM FAMALICÃO

Municipio arrancou, este ano, com o programa educativo Nutrieduca nas escolas do pré-escolae e 1.º ciclo

“Para quem não gosta muito de jardineira, achei que estava muito bem confecionada e os sabores apurados. A sopa estava mesmo muito boa. Foi uma excelente refeição”. Catarina Inácio, mãe de três filhos, dois dos quais a frequentar o pré-escolar e o 1.º ciclo, no concelho de Vila Nova de Famalicão, foi uma das primeiras encarregadas de educação a aceitar o desafio lançado, neste ano letivo, pela Câmara Municipal para acompanhar as refeições escolares dos filhos.

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Catarina Inácio ficou muito satisfeita com a refeição e aconselha todos os pais a fazerem o mesmo. “Por vezes, as crianças reclamam das refeições, mas, nós pais, não podemos criticar se não conhecermos a realidade e o ideal é irmos ver o que se passa”.

“Não tinha uma boa perceção das refeições, algo que foi completamente ultrapassado”, graças a esta iniciativa municipal afirma Catarina, louvando a iniciativa do municipio de Famalicão.

Para além dos encarregados de educação, a Câmara Municipal desafia também os professores a partilharem todos os dias, a refeição com os alunos.

“Esta é uma forma de os pais e os professores nos apoiarem na monitorização da qualidade das refeições servidas nas cantinas das escolas do pré-escolar e do 1.º ciclo de Vila Nova de Famalicão” explica o presidente da Câmara Municipal,  Paulo Cunha, acrescentando que para além da “qualidade da ementa é possível também avaliar a qualidade e o conforto do espaço”.

A medida faz parte do novo programa educativo promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, intitulado NutriEduca (Educação Alimentar e Nutricional em contexto escolar), que reconhece a escola como o espaço próprio para a promoção de uma alimentação saudável, envolvendo os encarregados de educação e a comunidade educativa na adoção de hábitos alimentares equilibrados.

O projeto que está a ser desenvolvido desde o inicio do ano letivo nas escolas do ensino pré-escolar e 1º ciclo do concelho inscritas no programa (33), envolve um total 91 turmas e cerca de 1900 alunos.

“Entendemos que a escola é o local ideal para educar as novas gerações para uma alimentação mais saudável e amiga do ambiente, por isso, procuramos o apoio da comunidade educativa através dos professores, e também dos encarregados de educação para a capacitação e monitorização das refeições escolares. Queremos ganhar a confiança da comunidade na qualidade das refeições”, adianta o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

“Acredito que todos juntos, conseguimos incentivar as crianças a fazer as escolhas mais saudáveis e conseguimos aperfeiçoar a prestação dos serviços de refeições escolares”, explica o autarca que, desde 2014, tem por hábito almoçar nas cantinas escolares do concelho, juntando-se aos alunos e partilhando com eles a refeição.

Ao longo do ano, serão muitas as atividades desenvolvidas no âmbito deste programa educativo, nomeadamente ações de formação, workshops e atividades comemorativas, relacionadas com a temática da alimentação saudável.

Para além dos almoços nas cantinas, o programa procura ainda sensibilizar a comunidade educativa para a preparação de lanches saudáveis.

Entretanto, os encarregados de educação estão convidados a almoçar na escola dos filhos, no dia de aniversário da criança, de forma gratuita. Para isso, basta que avisem a escola antecipadamente.

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CELORICO DE BASTO SENSIBILIZA PARA AS ALERGIAS DE ORIGEM ALIMENTAR

“Alergia Alimentar - Anafilaxia” é tema de ação de formação em Celorico de Basto

 As alergias de origem alimentar são um fenómeno cada vez mais frequente, estimando-se que tenha aumentado 18 % numa década com uma prevalência de 8% na população infantil

Decorreu ontem, 7 de novembro, no auditório da Escola Básica e Secundária de Celorico de Basto, uma ação de formação direcionada aos docentes, auxiliares da ação educativa e manipuladores de alimentos subordinada ao tema “Alergia Alimentar-Anafilaxia”.

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A ação ministrada pela Equipa Médica de Pediatria do hospital da Senhora da Oliveira – Guimarães, EFE procurou, de forma concreta e objetiva, esclarecer os formandos para a forma de atuação junto dos alunos em caso de “alergia alimentar – Anafilaxia”.

Efetivamente, o tratamento base para a alergia alimentar e a prevenção das reações alérgicas consiste na não ingestão do alergénio em causa e também de todos os alimentos ou preparações culinárias que contenham ou possam conter o alergénio em questão. Contudo, num contexto de consumo fora de casa, pode verificar-se um risco acrescido (a uma exposição acidental aos alimentos implicados) associado por exemplo, a uma contaminação cruzada dos alimentos. Nestas situações, as manifestações clínicas das reações alérgicas podem ser particularmente graves, podendo mesmo, em alguns casos, ser fatais.

Este é um tema que tem vindo a preocupar os pais e encarregados de educação de Celorico de Basto e por isso a Associação de Pais de Celorico de Basto e Arnoia uniu forças com outras entidades nomeadamente com a Câmara Municipal, a UCC Mão Amigas, o Agrupamento de Escolas e, em conjunto, promoveram a ação de formação para capacitar a comunidade escolar para uma intervenção pronta e exemplar em caso de alergia alimentar – anafilaxia.

De realçar que “a Escola, os seus profissionais e os fornecedores de refeições têm um papel determinante na prevenção das reações alérgicas, quer através de um trabalho de prevenção à exposição aos alergénios (para as situações de alergia alimentar já identificadas) quer através da capacidade de resposta da Escola a um episódio de reação alérgica, devendo conhecer os sinais e sintomas associados à anafilaxia, assim como os procedimentos a adotar mais adequados, nos casos de uma reação alérgica” referiu a equipa técnica de Saúde.

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BRAGA APOSTA NA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

 ‘5 ao dia’ assinala 10 anos de sensibilização para hábitos de alimentação saudável. Programa para este ano lectivo arrancou hoje no MARB

O programa ‘5 ao dia’ assinalou esta Quarta-feira dez anos de sensibilização junto das crianças em idade escolar, para importância da adopção de hábitos de alimentação saudável através do consumo diário de pelo menos cinco porções de frutos e hortícolas.

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Desenvolvido em colaboração com o Mercado Abastecedor da Região de Braga (MARB) e com a Associação ‘5 ao dia’, ao longo de uma década o programa já chegou a 15 mil crianças da região norte, estimando-se que as iniciativas abranjam durante este ano lectivo mais de 1.800 alunos do 4.º ano de escolaridade das escolas do Concelho de Braga.

Na sessão inaugural de hoje, na qual participaram de meia centena de alunos do 4º ano do 1º Ciclo da escola EB1 de Gualtar, Lídia Dias, vereadora da Educação do Município de Braga, destacou o carácter pedagógico da iniciativa, não apenas para as crianças, como também para as famílias. “Este é um programa que já está perfeitamente enraizado nos projectos educativos das escolas. O nosso foco são as crianças do 4º ano porque se encontram numa definição importante de transição escolar e conseguem absorver melhor um conjunto de aprendizagens e competências fundamentais não só para eles, mas também para as suas famílias ao assumirem-se como embaixadores de boas práticas em casa”, sustentou.

Além da promoção de uma alimentação infantil saudável, o programa ‘5 ao dia’ contribui para a prevenção de doenças crónicas associadas aos maus hábitos de alimentação, nomeadamente a obesidade, incentivando o consumo de produtos hortofrutícolas.

Dada a importância social do programa e do seu contributo para a melhoria dos hábitos alimentares das crianças, o programa foi alargado aos diversos concelhos do distrito de Braga, estando já confirmada a presença de crianças do 4.º ano do 1.º ciclo das escolas dos concelhos de Braga, Esposende, Terras de Bouro, Amares e Vila Verde. Com esta medida, o projecto chegará a 2.500 alunos.

Lídia Dias lembrou que o Município Bracarense está empenhado em continuar esta sensibilização junto dos mais novos através do regime de fruta escolar que semanalmente disponibiliza aos alunos do 1º ciclo e dos jardins-de-infância do Concelho.

O ‘5 ao dia’ é desenvolvido em diversos Mercados Abastecedores do País e a nível nacional o programa já atingiu 80 mil crianças durante os dez anos. “Ao trabalharmos estas boas práticas de alimentação nas crianças, estamos a ajudar a formar cidadãos mais esclarecidos e atentos a uma alimentação cuidada e equilibrada”, concluiu Lídia Dias.

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ISAVE ESTUDA QUANTIDADE DE SAL NAS SOPAS ESCOLARES DO MUNICÍPIO DE ESPOSENDE

Fruto da colaboração institucional mantida com o Município de Esposende, o ISAVE – Instituto Superior de Saúde apresentou no dia 15 de outubro de 2019, no Centro de Educação Ambiental de Esposende (Marinhas), o estudo de avaliação da quantidade de sal nas sopas escolares servidas naquele município, integrado na apresentação do Plano de Sustentabilidade Alimentar – Geração S promovido pela referida autarquia.

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No estudo realizado e apresentado pelo João Neves Silva, docente do ISAVE, foram avaliadas as 25 cantinas escolares do Município de Esposende responsáveis pelo fornecimento de refeições escolares aos estudantes do ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos. Para tal, foram realizadas 3 (três) medições das sopas escolares por local de amostragem, em dias diferentes, de modo aleatório e sem conhecimento prévio por parte das cantinas escolares.

O estudo revelou que as cantinas cumprem as normas de quantidade de sal na sopa recomendadas pela Direção Geral de Educação (DGE) de um valor de sal inferior a 200 mg de sal, apresentando um valor médio de 126 mg de sal nas 25 cantinas escolares analisadas.

Não obstante este facto, foram identificadas variações entre cantinas escolares, tornando-se evidente a distinção entre cantinas escolares com gestão indireta de empresas privadas e cantinas escolares com gestão direta das escolas, sendo que as primeiras apresentam quantidades de sal na sopa inferiores às segundas. Foi especulado que tal se deveria ao modelo de gestão dos dois tipos de cantinas, onde as cozinheiras afetas às cantinas escolares instintivamente colocariam maior quantidade de sal na sopa para realçar o seu sabor, por oposição às empresas privadas onde há um maior controlo na quantidade de sal incorporada, até pela questão económica envolvida (preço da matéria-prima).

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É ainda de realçar que, ao longo das 3 medições efetuadas para cada cantina escolar, e particularmente nas cantinas escolares com gestão direta das escolas, se verificou uma diminuição estatisticamente significativa na quantidade de sal usada nas sopas, o que mostra o efeito pedagógico que esta iniciativa teve nas cozinheiras envolvidas.

Rui Lima, nutricionista da DGE e autor do guia “Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares”, destacou a importância de estudos como os realizados pela parceria ISAVE/Município de Esposende na avaliação da qualidade das ementas servidas em cantinas escolares do país, uma vez que poderão detetar possíveis incumprimentos das cantinas escolares e promover uma alimentação saudável entre a população estudantil. Rita Pinheiro, docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e diretora da licenciatura em Engenharia Alimentar da mesma instituição sublinhou que o Município de Esposende tem apostado na promoção de uma alimentação saudável nas escolas e defendeu que é importante reeducar, tanto dentro como fora da escola.

Além do referido estudo, foi também apresentado neste evento o Plano de Sustentabilidade Alimentar do Município de Esposende – Geração S, o qual procura levar às ementas das cantinas escolares produtos locais, nomeadamente hortícolas e pescado, e tenta implementar escolhas alimentares saudáveis e ambientalmente conscientes, com redução do desperdício alimentar.

Rui Lima (DGE) considerou que projetos como o ‘Plano de Sustentabilidade Alimentar do Município de Esposende – Geração S’ permitem avaliar os impactos na saúde e no ambiente das dietas alimentares escolares, já que as mesmas podem ser decididas com recurso a produções locais.

O reaproveitamento de pescado excedente na lota de Esposende em ementas escolares através de um processo industrial de filetagem e métodos saudáveis e inovadores de conservação é um projeto diferenciador do Plano de Sustentabilidade Alimentar de Esposende.  Com o envolvimento da Docapesca, Associação de Pescadores de Esposende, Instituto Politécnico de Viana do Castelo e do chefe de cozinha Mário Rodrigues, pretende-se contrariar as reticências da população escolar infantil às ementas à base de peixe nas cantinas.

A vereadora Alexandra Roeger, entende que o constrangimento pode ser ultrapassado com a filetagem do pescado, retirando-lhes as espinhas e confecionando-o de formas mais atrativas. A Conferência Sustentabilidade Alimentar contou ainda com a participação de vários parceiros associados ao projeto e de diversos agentes com responsabilidades nesta matéria, entre eles o ISAVE que esteve representado pela sua presidente, Prof. Dra. Mafalda Duarte, e pelo presidente do Conselho de Direção do ISAVE, Dr. João Luís Nogueira.

O projeto tem quatro linhas orientadoras: Cantinas Escolares Sustentáveis, que fomentem hábitos alimentares saudáveis; ECOalimenta, tendo em vista o combate ao desperdício alimentar, a redução, reutilização, recuperação e reciclagem na área alimentar; AgroKids, que se traduz no desenvolvimento de hortas escolares para cultivo e consumo de produtos locais; e ReEduca, que se traduz em atividades pedagógicas que assegurem a consciencialização para a educação para a sustentabilidade alimentar.

A sessão iniciou-se com a exibição de um filme explicativo do Plano de Sustentabilidade Alimentar – Geração S, onde são realçados os benefícios e mais-valias deste projeto.

No Laboratório de Ideias, sob a moderação da Vice-presidente da Câmara Municipal, Alexandra Roeger, participaram Fernando Ferreira, Diretor ACES Cávado III – Barcelos/Esposende, Rita Pinheiro, do Politécnico de Viana de Castelo, Mafalda Duarte, do ISAVE – Instituto Superior de Saúde, Chefe Mário Rodrigues, Hugo Silva, da Movelife, José Ruivo, da Noocity, Hernani Zão, Andreia Domingues, da SONAE MC, e Helena Cardoso, da DOCAPESCA.

Todos felicitaram o Município pela “ousadia” e pela aposta na sustentabilidade alimentar das escolas, considerando que os ganhos são abrangentes e transversais à sociedade.

Os trabalhos foram encerrados pelo Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Cávado, Luís Macedo, que saudou o Município de Esposende por dar o exemplo ao nível da promoção da economia, ao envolver os produtores locais neste projeto, dinamizando a agricultura e a pesca.

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VILA VERDE QUER ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

EPATV mostra alimentação “sustentável e saudável” dentro e fora de portas

No dia 15 de outubro, a Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) respondeu positiva e ativamente ao apelo da FAO, para celebrar hoje o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro) através da promoção de uma alimentação “saudável e sustentável disponível e acessível para todos”.

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Foi uma jornada intensa e participada que abriu com uma palestra com as nutricionistas Filipa Azevedo e Diana Picas com moderação de Sara Cardoso, da DecoJovem sobre a alimentação saudável, dentro e fora de casa, despertando os estudantes da EPATV para a roda dos alimentos e para a leitura atenta dos rótulos, para além dos índices de consumo de sal, gorduras e de açúcar.

Esta atividade  dirigiu-se especialmente aos alunos do primeiro ano dos Cursos Técnicos da Escola Profissional Amar Terra Verde.

Entretanto, o Bar da Escola oferecia algumas iguarias como pão de beterraba, pão de alfarroba, pão de cereais, bolo de maçã sem glúten, bolo de laranja e iogurte sem glúten, muffins de banana com pedaços de chocolate, queques de cenoura e coco, iogurte natural com granola e frutos vermelhos, água aromatizada com limão, gengibre e hortelã e sumo de laranja natural, confecionados e servidos pelos cursos Técnicos de Pastelaria/Padaria e Restaurante/Bar.

A manhã encerrou com um almoço temático, confecionado pelos alunos de Cozinha/Pastelaria e Restaurante/Bar coordenados pelo Chefe José Vinagre e a Prof. Olga Martins, com creme de alho francês e crocante de amêndoa, falafel no forno com juliana de legumes e bolo de chocolate de pera abacate com gelado de banana e canela.

Antes, a dupla palestra sublinhara que todos os países, decisores políticos, empresas privadas, sociedade civil em conjunto com todos nós, podem tomar medidas para alcançar uma alimentação saudável e a fome zero.

Durante o dia, os professores informaram os seus alunos sobre esta iniciativa que promove alimentos diferentes e mais saudáveis, no bar da escola, durante todo o dia e a ementa de almoço pedagógico mais apelativa e saudável.

As turmas que não tiveram oportunidade de estar no auditório puderam assistir a alguns vídeos de sensibilização para o excesso do consumo de açúcar, sal e gorduras, na sala de aula, seguidos de debate sobre o assunto, uma vez que esta temática se insere num dos domínios da Cidadania e Desenvolvimento.

No dia 16 de outubro, o 3.º ano do curso Técnico de Cozinha/Pastelaria, saiu de portas e durante a manhã realizou um workshop na EB1 de Barbudo, promovendo lanches mais saudáveis e apelativos aos seus alunos.

Foram feitos queques de aveia, maçã e banana; panquecas de aveia e banana; papas de aveia com maçã cozida, iogurte e mirtilos. Com estas sugestões, o Chefe Rodolfo Melendrez tinha como objetivo principal mostrar às crianças ofertas mais saudáveis, mas igualmente saborosas para os seus lanches. Incluiu em todas as receitas frutas, um alimento que considera essencial nestas idades. A participação das crianças foi bastante ativa na elaboração da ementa e na sua degustação, tornando a atividade bastante enriquecedora.

Da parte da tarde, o grupo visitou o Lar de 3.ª Idade Vale do Homem, em Lanhas, onde a temática era igualmente a promoção de uma alimentação saudável e variada. Este grupo etário tem algumas dificuldades de mastigação e as papas de aveia são uma excelente opção. A fruta e os lacticínios são também essenciais nestas idades.

Uma alimentação saudável e equilibrada é uma das condições necessárias para que se viva uma vida com qualidade, principalmente à medida que a idade avança. A alimentação diária deve ser fracionada em várias refeições facilmente digeríveis. Os idosos participaram com bastante entusiasmo neste workshop e após a degustação ficaram motivados para a introdução destas novas sugestões na sua alimentação diária.

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INVESTIGADOR JOÃO RODRIGUES VEM A FAMALICÃO ENSINAR-NOS AS REGRAS DA ALIMENTAÇÃO

Próxima sessão do ciclo de Conferências em Educação é sobre alimentação e rendimento escolar

No próximo dia 24 outubro, o auditório do Centro Estudos Camilianos recebe o debate "Alimentação e Rendimento escolar: comer saudável para crescer saudável", com o investigador João Rodrigues. A iniciativa, que está marcada para as 21h00, é mais uma ação do Ciclo de Conferências em Educação, promovida pelo Município de Vila Nova de Famalicão, em parceria com a Associação Famalicão em Transição, Federação Concelhia das Associações de Pais de Famalicão e o Centro de Formação de Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão.

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A inscrição é gratuita, mas limitada à capacidade do auditório. Os interessados devem efetuar inscrição através do portal Famalicão Educativo, em www.famalicaoeducativo.pt.

João Rodrigues é licenciado em Ciências da Nutrição e em Bioquímica e doutorado em Ciências Biomédicas. É docente na Universidade do Porto, no Instituto Politécnico de Viana do Castelo e no Instituto Politécnico do Porto e autor de dezenas de artigos científicos em revistas internacionais e de mais de uma centena de apresentações em congressos científicos.

João Rodrigues acredita que a alimentação é um dos principais fatores que pode influenciar o estado de saúde não só no presente, mas também no futuro. É, por isso, fascinado pelo mundo da nutrição, procurando perceber de que forma é que as escolhas alimentares individuais podem condicionar o bem-estar físico e psicológico de cada pessoa.

É autor do blogue Mundo da Nutrição onde publica dicas, estudos recentes e receitas da sua autoria, com o objetivo de tornar a nutrição acessível e descomplicada. É ainda autor da rubrica “Dicas de Nutrição”, que passa diariamente na Rádio Geice (rádio de Viana do Castelo). Exerce prática clínica em vários locais na área de Viana do Castelo.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE AVANÇA COM PLANO DE SUSTENTABILIDADE ALIMENTAR NAS ESCOLAS

O Município de Esposende procedeu, hoje, à apresentação do Plano de Sustentabilidade Alimentar – Geração S, que se propõe contribuir para a promoção da saúde e do bem-estar da comunidade escolar. Esta estratégia foi dada a conhecer na Conferência Sustentabilidade Alimentar, que decorreu no Centro de Educação Ambiental de Esposende, na presença dos vários parceiros associados ao projeto e de diversos agentes com responsabilidades nesta matéria.

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Tendo por base as diretivas da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, este Plano assenta num conceito de economia circular e é orientado para o consumo de produtos locais, nomeadamente hortícolas e pescado.

O projeto tem quatro linhas orientadoras: Cantinas Escolares Sustentáveis, que fomentem hábitos alimentares saudáveis; ECOalimenta, tendo em vista o combate ao desperdício alimentar, a redução, reutilização, recuperação e reciclagem na área alimentar; AgroKids, que se traduz no desenvolvimento de hortas escolares para cultivo e consumo de produtos locais; e ReEduca, que se traduz em atividades pedagógicas que assegurem a consciencialização para a educação para a sustentabilidade alimentar.

Inovador, pioneiro, audaz, ambicioso, foram alguns dos adjetivos usados pelos diversos intervenientes para classificar este Plano que o Município vai implementar, já no presente ano letivo, nas escolas do concelho, e que se insere numa estratégia de promoção da saúde, visando a melhoria da qualidade de vida da população. Sublinhando que, tal como em várias outras áreas, Esposende tem liderado projetos inovadores, e lembrando o muito trabalho já desenvolvido pelo Município ao nível da promoção da alimentação saudável e do ambiente, a Vice-presidente da Câmara Municipal, Alexandra Roeger, referiu que, neste domínio, é possível ir mais além, fazer ainda mais e melhor e fazer diferente. Afirmou, assim, o empenho do Município nesta área, numa ótica de desenvolvimento do território e da melhoria das condições de vida dos munícipes.

A sessão iniciou-se com a assinatura de um protocolo entre o Município e a SONAE MC, com vista à implementação de hortas escolares. Seguiu-se a apresentação de um filme explicativo do Plano de Sustentabilidade Alimentar – Geração S, onde são realçados os benefícios e mais-valias deste projeto. Rui Lima, Nutricionista da Direção Geral de Educação, considerou que este Plano é uma micro experiência do que o Ministério da Educação defende no que respeita a relacionar as diferentes áreas da educação para a cidadania e considerou mesmo que “devia ser aplicado a nível nacional”.

Seguiu-se a apresentação dos resultados da avaliação da quantidade de sal nas sopas das cantinas escolares, por João Silva do ISAVE – Instituto Superior de Saúde. Foram objeto deste estudo as 25 cantinas escolares concelhias, com análise de sopas em três dias diferentes, durante o mês de janeiro de 2019. Embora variem de cantina para cantina, os resultados apontam para valores dentro do limite máximo aceitável, o que significa que cumprem as normas de quantidade de sal recomendada. Rita Pinheiro, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), sublinhou que o Município de Esposende tem apostado na questão da alimentação saudável nas escolas e defendeu que, para resultados mais eficazes ao nível da mudança de hábitos, nomeadamente na redução do sal, é importante ReEducar, tanto dentro como fora da escola, ao nível das famílias.

Com a presença dos vários parceiros afetos ao Plano de Sustentabilidade Alimentar – Geração S, proporcionou-se um momento de partilha, no Laboratório de Ideias, onde foram abordadas as vertentes do projeto e a sua aplicabilidade. Sob a moderação da Vice-presidente da Câmara Municipal, Alexandra Roeger, participaram neste debate Fernando Ferreira, Diretor ACES Cávado III – Barcelos/Esposende, Rita Pinheiro, do Instituto Politécnico de Viana de Castelo, Mafalda Duarte, do ISAVE – Instituto Superior de Saúde, Chefe Mário Rodrigues, Hugo Silva, da Movelife, José Ruivo, da Noocity, Hernani Zão, que produziu o filme de apresentação do Plano, Andreia Domingues, da SONAE MC, e Helena Cardoso, da DOCAPESCA. Todos enalteceram a mais-valia do projeto e felicitaram o Município pela “ousadia” e pela aposta na sustentabilidade alimentar das escolas, considerando que os ganhos são abrangentes e transversais à sociedade. Considerando as respetivas áreas de atuação, todos os oradores foram convidados a pronunciar-se sobre o projeto e todos se manifestaram expetantes e otimistas quanto aos resultados, tendo, de entre as conclusões mais relevantes, sido também apontada a pertinência de se fomentar a participação de toda a comunidade, aumentando o seu nível de informação e formação. A comunicação, nesse contexto, será, pois, uma das apostas, assim como a necessidade de se promover um debate mais alargado no que diz respeito às atuais diretivas e legislação em vigor em matéria de reaproveitamento alimentar.

O encerramento dos trabalhos esteve a cargo do Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Cávado, Luís Macedo, que saudou o Município de Esposende por esta aposta “É um projeto denso, consistente e vai ter consequências muito sérias não só ao nível concelhio, mas do território”, afirmou, realçando que, para além da questão da sustentabilidade alimentar, a Câmara Municipal está também a dar o exemplo ao nível da promoção da economia, ao envolver os produtores locais neste projeto, dinamizando a agricultura e a pesca. “É um projeto ambicioso com objetivos muito nobres”, rematou.

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ARCUENSES VÃO COMER À MODA... CASTREJA!

Paço em Família: Alimentação no tempo dos castros

Pão de bolota e castanhas.

Partindo do tema sobre a alimentação saudável e a importância da floresta, nesta oficina vamos descobrir, no Paço de Giela, Arcos de Valdevez, o que comia o Homem há dois mil anos atrás.

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Durante a Idade do Ferro os povos que habitavam estas paragens viviam no alto dos montes em castros e plantavam e recolhiam da Natureza quase tudo o que precisavam.

Dos cereais e frutos secos, a aveia, a bolota e a castanha serviam para fazer pão e papas.

Vestidos a rigor, e através das técnicas usadas pelos povos castrejos, vamos pôr a mão na massa e fazer pães de bolota e castanha para lanchar com a família!

Atividade gratuita, sujeita a inscrição prévia. A inscrição poderá ser efetuada presencialmente ou através dos contactos:

Email: pacodegiela@cmav.pt

Telefone: 258520529