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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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LIVRARIA TFM – UM ESPAÇO EMBLEMÁTICO DA CULTURA LUSÓFONA NA ALEMANHA

  • Crónica de Daniel Bastos

Fundada no dia 2 de maio de 1980 na cidade de Frankfurt, uma das maiores cidades da Alemanha, pela ação visionária do português nascido em Moçambique, Teo Ferrer de Mesquita, a livraria TFM - Centro do Livro e do Disco de Língua Portuguesa, permanece ao longo das últimas quatro décadas como um espaço emblemático da cultura lusófona no coração da Europa.

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A viver no território germânico há mais de meio século, o provecto livreiro além de responsável pela criação da primeira livraria lusa na Alemanha, tem sido ao longo dos anos um prodigioso dinamizador e mobilizador cultural. Ativismo expresso, por exemplo, no seu trabalho durante mais de 20 anos com a Alte Oper de Frankfurt, que permitiu levar ao público alemão grandes nomes da música portuguesa, entre eles, Amália Rodrigues, Carlos Paredes e José Mário Branco.

Assim como na presença lusa na Feira do Livro de Frankfurt, o maior encontro mundial do setor editorial, contexto que levou a que em 1998 estivesse no certame ao lado de José Saramago, quando este recebeu a notícia do Prémio Nobel da Literatura, e tenha estado a convite do mesmo na cerimónia de entrega do galardão em Estocolmo.

Este dinamismo impulsionou a TFM na organização de várias leituras com escritores de referência da língua portuguesa, como José Saramago, António Lobo Antunes ou José Cardoso Pires. Mas também a assumir inclusive uma vertente editorial no seio do espaço lusófono, que esteve já na base de edições bilingues, português e alemão, de consagrados autores brasileiros, como Manoel de Barros ou João Ubaldo Ribeiro.

Atualmente gerida por Petra Noack, colaboradora de longa data de Teo Ferrer de Mesquita, a TFM prossegue como um espaço de referência da cultura lusófona na Alemanha, colaborando por exemplo, regularmente com o Camões – Centro Cultural Português em Berlim na organização de leituras com autores como Patrícia Portela, Rui Cardoso Martins, Kalaf Epalanga, Isabela Figueiredo ou João Paulo Cuenca.

O papel de relevo e promoção cultural desempenhado pela Livraria TFM ao longo das últimas quatro décadas na Alemanha concorreu para que em 2015, este verdadeiro baluarte da língua portuguesa no coração da Europa, fosse distinguido com o Prémio Alemão das Livrarias, que distingue pequenas livrarias germânicas  com uma oferta literária selecionada e uma programação cultural especial.

HÁ 80 ANOS, ALEMANHA NAZI PLANEOU INVADIR PORTUGAL

Espanha viu então uma oportunidade de anexar o nosso país

Passam precisamente 80 anos desde a altura em que a Alemanha nazi, congeminada com a Espanha franquista, planearam a invasão militar de Portugal e sua consequente supressão enquanto país soberano. Tratava-se da chamada “Operação Isabella” e constituía um complemento à “Operação Félix” que tinha por objetivo a ocupação do território britânico de Gibraltar. Não foi Hitler que nos salvou da invasão como foi recentemente propalado mas a habilidade da diplomacia do Estado Novo conjugada com o apoio do Reino Unido que sabia de antemão visar o seu acesso ao continente através de Portugal e Gibraltar.

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Apesar de geralmente aceitar-se o princípio segundo o qual a História não se repete, não podemos deixar de alguma forma fazer um paralelismo com as invasões francesas, incluindo o Bloqueio Continental e o Tratado de Fontainebleau.

Com efeito, à semelhança das pretensões de Napoleão, também a Alemanha pretendia isolar o Reino Unido impedindo o seu acesso ao continente. E a Espanha, mau grado o Tratado de Amizade e Não Agressão Luso Espanhol celebrado em 1939, com Portugal, via nisso uma oportunidade de anexar o nosso país e, dessa forma, concretizar o velho anseio sintetizado no programa falangista da “Espanha Una” a englobar todo o espaço peninsular. E, foi com esse propósito que, em 23 de outubro de 1940, o generalíssimo Franco avistou-se com Adolf Hitler em Hendaye, no sul da França ocupada.

A invasão militar do nosso país seria executada por 3 divisões alemãs: uma blindada, que partindo de Cáceres, atacaria os portos de Lisboa e Setúbal; uma de infantaria motorizada, que partindo de Valhadolid, atacaria o Norte de Portugal e virando para Sul, ameaçaria a retaguarda das forças portuguesas que defenderiam Lisboa e a margem Norte do rio Tejo; e outra de infantaria ligeira, que partindo de Sevilha, avançaria pelo Algarve, com ou sem apoio do exército espanhol.

Com forças militares insuficientes para oferecer uma resistência capaz ao exército alemão, o governo português retiraria sob escolta da Marinha Britânica para a cidade de Ponta Delgada, nos Açores, onde estabeleceria a capital e, desse modo, não assinaria a capitulação militar. Uma estratégia, aliás, em muitos aspetos semelhante à que levou a corte portuguesa ao tempo de D. João VI para o Brasil.

Entretanto, as capacidades de defesa alteraram-se com a cedência, em 1943, da Base das Lages ao Reino Unido ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico a fim de ser utilizada pela Royal Air Force e a chegada de grande quantidade de material de guerra moderno como viaturas blindadas, artilharia antiaérea e anticarro, sistemas antissubmarino, e esquadrilhas de aviões de caça modernos como Spitfires e Hurricanes.

Contudo, foram os falhanços militares alemães na frente oriental, na sequência da invasão da URSS iniciada em 22 de junho de 1941, na chamada “Operação Barbarossa”, mais concretamente a resistência russa no cerco à cidade de Leninegrado, que determinaram o adiamento da invasão militar de Portugal, o qual, aliás, não se chegou a concretizar.

Acresce a isto a grande influência que o partido NAZI possuía à altura entre a comunidade germânica radicada em Lisboa, não se inibindo de promover abertamente iniciativas de propaganda.

Decorridas que são oito décadas sobre os fatos mencionados, importa questionar se os interesses geoestratégicos não continuarão a determinar novas “Operações Isabella”, ainda que com recurso a outros métodos porventura mais eficazes do que a intervenção militar.

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No período da Segunda Guerra Mundial, o Clube Alemão de Lisboa realizou diversas iniciativas como uma exposição de fotografia, conferências e inclusivamente uma festa comemorativa da subida de Adolf Hitler ao poder.

Fotos: DIGITARQ

ARCOS DE VALDEVEZ APOSTA NO VOLUNTARIADO

Território Voluntário: Município Arcuense em Altena (Alemanha). Rede Europeia URBACT - “Volunteering City”

Equipa de trabalho arcuense esteve em Altena, na Alemanha, para mais um encontro de trabalho no âmbito do projeto europeu URBACT - “Volunteering City”.

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O Município de Arcos de Valdevez integra este projeto, juntamente com os Municípios de Athienou (Chipre) que lidere esta rede, Radlin (Polonia), Altena (Alemanha), Capizzi (Itália), Athy (Irlanda), Pregrada (Croácia) e Altea (Espanha).

O objetivo do projeto é desenvolver uma política de voluntariado que responda às várias necessidades sociais emergentes, nomeadamente, os cuidados geriátricos e infantis, o isolamento social, a pobreza, etc, criando procedimentos de aprendizagem coletiva baseados no intercâmbio e na aprendizagem entre pares.

Em cada uma das cidades que compõem esta rede de cidades de voluntariado, existe uma equipa de trabalho, responsável pelo desenvolvimento de um conjunto de atividades, tendo em conta o objetivo do projeto, sendo que, no caso da equipa Arcuense a mesma é composta por representantes do Município, da Segurança Social, da Associação Social Recreativa Juventude de Vila Fonche, da Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Arcos de Valdevez, do Centro Paroquial e Social de Grade e da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez.

Neste momento esta equipa está empenhada em criar um Comité Municipal de Voluntariado, responsável, pela gestão, articulação e promoção do voluntariado no concelho de Arcos de Valdevez, tendo lançado, no passado dia 5 de dezembro, Dia Internacional do Voluntariado, uma campanha de angariação de voluntários locais.

O encontro de trabalho em Altena, serviu para trocar experiências, ultrapassar constrangimentos e analisar boas práticas, para que se adote em cada concelho um Modelo de Governança estruturado para a conceção e implementação da política social municipal, em que os voluntários desempenham um papel essencial.

PAN QUESTIONA ALEMANHA SOBRE ABUSOS EM RELAÇÃO AOS ANIMAIS

Eurodeputado do PAN questiona a Comissão sobre escândalo de abusos a animais em laboratório alemão

  • Investigação feita por duas ONG de direitos dos animais revelam fraca fiscalização estatal na Alemanha
  • Comissão Europeia omissa em perguntas anteriores dos Verdes Europeus
  • A Comissão Europeia tem agora 6 semanas para responder à questão do eurodeputado

O Eurodeputado do PAN, Francisco Guerreiro, submeteu hoje uma pergunta prioritária à Comissão Europeia a inquirir como pretende esta proceder perante os abusos contra animais cometidos no laboratório de Farmacologia e Toxicologia (LPT), na Alemanha, revelados por uma recente investigação secreta.

A investigação realizada pelas Organizações Não-Governamentais (ONG) de proteção animal Cruelty Free International e SOKO Tierschutz revelou vídeos chocantes de violações da saúde e bem-estar dos animais, apontando para um claro incumprimento da legislação que protege os animais utilizados para fins científicos (Diretiva 2010/63/UE).

Francisco Guerreiro perguntou se a Comissão concorda que a Diretiva em causa foi violada pelo laboratório LPT e se esta alegada violação resulta de uma incorreta transposição da Diretiva 2010/63/UE por parte da Alemanha. O Eurodeputado perguntou, ainda, o que tenciona a Comissão fazer para garantir que medidas punitivas sejam tomadas contra este laboratório e para assegurar que tais abusos não estejam a ocorrer também noutros Estados-Membros.

Foi ainda questionado o estado das atuais queixas recebidas contra os Estados-Membros por não transporem corretamente a Diretiva 2010/63/UE em territórios nacionais, em resposta ao silêncio da Comissão face a preguntas prévias dos Verdes Europeus.

O escândalo já levou a LPT a anunciar que o laboratório em questão irá fechar a 29 de fevereiro de 2020 havendo, porém, outros dois que continuarão ativos e o mesmo mantém a sua política de experimentação em animais.

A colocação de uma pergunta prioritária mensal é uma ferramenta que os Eurodeputados dispõem para obter respostas rápidas da instituição Europeia sendo que estas devem chegar num prazo máximo de três semanas.

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ESPECTÁCULO MULTIMÉDIA ALEMÃO NA ABERTURA DAS FEIRAS NOVAS

Milhares de pessoas compareceram na noite de ontem, quarta-feira, no areal e ruas próximas, na vila de Ponte de Lima, para assistirem ao espectáculo multimédia de abertura das Feiras Novas.

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A concentração iniciou-se em alguns casos, duas horas antes, com famílias a reservarem já o melhor lugar, naquele evento que assinalou o arranque das Festas do Concelho do município altominhoto, fundadas no reinado de D. Pedro IV, no remoto ano de 1826.

No início da novidade que precisou da instalação em toda a ponte medieval que atravessa do Lima dum equipamento com recurso a hélio, um gás não inflamável que lançava chamas ao som de música clássica, a Presidente da Associação Concelhia das Feiras Novas, vereadora Ana Machado, informou o público dos constrangimentos à realização daquela alegoria ao Monumento Nacional. Tratava-se de relembrar, nos termos do alerta vermelho decretado pelo governo através da Associação Nacional de Protecção Civil (ANEPC) que até às 23,59 h de Domingo, estavam proibidos os fogos do ar e de artifício.

Contactado, o empresário responsável pela actividade inaugural das Feiras Novas, David Costa, mostrou-se triste pela decisão ministerial, pois tinham preparado “ 2900 peças de pirotecnia de alta precisão e efeitos especiais “ que não seriam utilizadas!

Mas, o povo não arredou pé, e todo o equipamento encostado ao amparo da travessia fluvial pedestre voltado ao Passeio 25 de Abril, com um sistema de controlo informático em parceria com a Pirotecnia Minhota, deslumbrou a multidão, com aplausos e pedidos de repetição!

Foi a primeira vez em Portugal, e em Ponte de Lima que se proporcionou um acontecimento desta natureza, pelo que um breve resumo, em vídeo do amigo Carlos Fiúza assim o registou e anexamos.

Quanto á empresa responsável pelo espectáculo, com sede em Dusseldorf, Alemanha, eis algum do seu trabalho, a nível mundial: abertura do Festival da Eurovisão 2012 em Baku, Azerbaijão; inauguração dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sótchi, na Rússia, junto da fronteira com a Geórgia, onde também se realizaram alguns jogos do Mundial de Futebol 2018 e o Grande Prémio de Fórmula 1 daquele país; várias finais do campeonato alemão de futebol, etc.

Tito Morais / https://www.luso.eu/