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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FERNANDO PIMENTA: LIMIANO D’OURO

Fernando Pimenta conquista o ouro em K1 5000 metros no Campeonato da Europa de Velocidade.

O canoísta limiano Fernando Pimenta conquistou este domingo a medalha de ouro na prova de K1 5000 metros dos Europeus de canoagem que se estão a disputar em Munique, na Alemanha.

O olímpico português, que é treinado pelo limiano Hélio Lucas Araújo, recuperou o título, que lhe fugia desde 2016, ao concluir a prova em 20.14,447, com o veterano espanhol Walter Bouzan a fazê-lo em 20.17,659, com o bronze a ficar para o polaco Rafal Rosolski, em 20.44,717.

Fonte: Rádio Ondas do Lima

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PINTOR ARCUENSE MUTES EXPÕE NA ALEMANHA

Mutes convidado a expor em Berlim

A convite da Galeria  Von Zeidler Art Gallery, sediada em Westfalische Str 82 Berlim, (Alemanha), o pintor Arcuense Mutes vai estar presente numa exposição de pintura, no dia 19 de Novembro, a 91 th International Cultural Exchange of Arts.

Nesta mostra Internacional de Arte, participam 54 artistas plásticos oriundos de 14 Países.

Esta é a 15 exposição internacional do autor.

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BRAGA: RICARDO RIO DEFENDE QUE CIDADES DEVEM LIDERAR RECUPERAÇÃO PÓS COVID-19

Autarca participou na Conferência anual da EUROCITIES

Ricardo Rio interveio esta Quinta-feira, dia 4 de Novembro, num painel intitulado “Recuperação Económica Sustentável: Viver e Trabalhar em Cidades Resilientes”, defendendo que devem ser as cidades a liderar a recuperação económica e que “quanto mais os países envolverem os autarcas nas decisões dos países, mais essa recuperação será eficaz e sustentável”.

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Este painel decorreu durante a Conferência anual da EUROCITIES, que se realizou esta semana em Leipzig, na Alemanha. Nesta discussão participaram ainda os responsáveis das Cidades de Tampere (Finlândia), Munster (Alemanha), Bruxelas (Bélgica) e ainda uma responsável da OCDE.

O tema desta conferência anual - “O poder das Cidades: transformando as Cidades” - esteve presente ao longo destes dois dias, onde participaram mais de duas centenas de políticos locais, dois comissários europeus, responsáveis de instituições europeias e da OCDE.

Na ocasião, Ricardo Rio enfatizou a “importância da criação de um clima de colaboração entre todos os agentes como pilar da resiliência das Cidades”. O Edil realçou ainda que “o sucesso de um território se mete também pela capacidade de atracção de pessoas, enquanto bolsa de talento, de renovação demográfica ou de diversidade cultural” e, como tal, os autarcas europeus devem apostar na “criação de condições de atracção e fixação das pessoas nas suas Cidades”.

Durante a sua intervenção, Ricardo Rio explicou que apesar da situação pandémica ainda não estar ultrapassada, é fundamental que os responsáveis governamentais encarem os planos de recuperação como uma “grande oportunidade para acelerar o desenvolvimento sustentável e preparar as economias para uma transição enérgica mais amiga do ambiente”. 

Nesta conferência, o Presidente da Câmara Municipal de Braga teve ainda a oportunidade de destacar alguns projectos em concreto para os próximos anos, como os planos da mobilidade que estão a ser desenhados em Braga, e explicar que o MetroBus e a renovação da frota dos transportes públicos em curso serão uma verdadeira revolução a nível local capazes de alterar o paradigma da Cidade.

Ricardo Rio integra a Comissão Executiva da EUROCITIES, a mais relevante organização de Cidades europeias que reúne mais de 200 municípios de 38 países. Esta foi também a sua primeira reunião presencial desde o início da pandemia, durante a qual aprovaram os planos para próximos anos. 

Além de Braga, a direcção desta rede, que é liderada pelo presidente de Florença, Dário Nardella, inclui os autarcas de Barcelona, Oslo, Varsóvia, Nantes, Roterdão, Tallin, Ghent, Estocolmo, Viena e Leipzig.

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ASTRID EISCH: A COURENSE ALEMÃ

Veio viver para Paredes de Coura em 1990. Se é que não sou acusado de sexista, devo dizê-lo abertamente, uma jovem mulher cuja beleza estava para além do terreno, parecia ter descido dos céus, a Astrid Eisch. Todavia, muito mais do que o que acabo de escrever, era ao falar com a jovem alemã nascida em Nuremberga que percebíamos a sua personalidade forte e cintilante, mulher de raça, determinada, elegante no trato e de inteligência fulminante, porém, suave e altruísta na relação que começou de imediato a estabelecer com uma terra de que nunca ouvira falar.

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Veio gerir uma empresa em Paredes de Coura que começava a criar largas dezenas de postos de trabalho, tinha acabado pouco antes o mestrado em Gestão de Empresas e via-se agora a braços com uma forma bem lusitana de encarar a vida, nos antípodas da sua Alemanha.

A Astrid rapidamente percebeu a idiossincrasia da nossa gente, a ancestralidade do nosso chão, e mais, começou a sentir que nunca uma alemã, antes de si, havia sido tão portuguesa, tão minhota, tão courense.

Passou a integrar o Rancho Folclórico da vila de Paredes de Coura. Já falava a nossa língua com uma fluência que nos deixava de boca aberta, vivia em Rubiães e passava a ser uma courense, uma acérrima courense, defensora dos valores e das referências desta terra.

Passaram mais de trinta anos. Hoje a Astrid divide os seus dias entre Paredes de Coura (freguesia de Infesta), a Alemanha e a Suécia (onde mantém cargos de gestão em várias empresas) e é uma courense de alma e coração, não há beco nem recanto do nosso concelho que não conheça de cor e salteado; não há courense que não veja nela um dos maiores embaixadores de Paredes de Coura por essa Europa.

Fonte: Manuel Tinoco

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CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO LAMENTA MORTE DO FUNDADOR DA EnerconPor

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo vai propor hoje, em reunião de executivo, um voto de pesar pelo falecimento, ontem, de Aloys Wobben, presidente e fundador da multinacional do sector eólico Enercon, com várias empresas instaladas em Viana do Castelo e também cidadão de honra do concelho.

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O empresário e engenheiro, pioneiro no sector eólico, foi um dos responsáveis pelo forte impulso dado em Portugal nesta área, instalando em viana do Castelo cinco empresas em duas zonas empresariais. Da Enercon saem, desde 2006, geradores para produção de energia em todo o mundo, transformando Viana do Castelo num dos principais exportadores.

Foi por essa razão que, em 2014, a Câmara Municipal de Viana do Castelo lhe atribuiu o título de Cidadão de Honra de Viana do Castelo, no âmbito das comemorações do 166.º aniversário de elevação de Viana do Castelo a cidade.

“Pela importância para a economia e pela história de relação de Aloys Wobben a Viana do Castelo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo aprova um voto de pesar em reunião de Câmara, a endereçar à família e aos responsáveis da empresa”, refere o documento.

Foto: https://www.focus.de/

MERCADO AGROLIMIANO JÁ CHEGOU AO COMÉRCIO LOCAL NA ALEMANHA

O Mercado Agrolimiano é um projeto promoção e venda de produtos agroalimentares de Ponte de Lima – quer online, quer na loja física, numa parceria entre o Município de Ponte de Lima e a COOPALIMA - Cooperativa Agrícola de Agricultores Vale Lima.

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A plataforma "Mercado Agrolimiano" foi criada há cerca de seis meses, aquando da realização da VI Feira 100% Agrolimiano, em formato digital. O projeto continua ativo com a loja online em: www.mercadoagrolimiano.pt. Promovendo assim, a produção limiana de vinho verde e cidra, produtos de charcutaria e fumeiro, carne das raças autóctones, mel, doces e compotas, chocolates, produtos de pastelaria e padaria, hortícolas, cogumelos e frutas da época.

Atualmente, a loja online conta com 22 produtores inscritos com cerca de 250 artigos online e centenas de encomendas enviadas.

Maio e junho, são meses em que vários artigos limianos chegam ao comércio gourmet na Alemanha através da nossa plataforma. Sendo divulgados nas redes sociais de lojas alemãs, como artigos de excelência: www.facebook.com/marafado.berlin e www.instagram.com/marafado_berlin/

As vendas do projeto Mercado Agrolimiano têm crescido a nível nacional e o objetivo imediato é alargar os envios para Espanha, abrindo caminho para entrar em outros mercados internacionais.

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FAMALICENSES NO SISTEMA CONCENTRACIONÁRIO NAZI EM DESTAQUE NA EXPOSIÇÃO NA CASA DO TERRITÓRIO DE FAMALICÃO

A exposição estará patente de 18 de julho a 19 de dezembro na Casa do Território, Parque da Devesa

A exposição “Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich e os Famalicenses no Sistema Concentracionário Nazi”, originalmente criada pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) para o Centro Cultural de Belém, em 2017, estará patente a partir do dia 18 de julho até ao dia 19 de dezembro, na Casa do Território, no Parque da Devesa. Esta aborda o tema dos portugueses que foram sujeitos a trabalhos forçados durante o sistema concentracionário do III Reich (1939-1945) e inclui um núcleo dedicado a famalicenses que passaram pelo sistema nazi durante este período.

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A investigação internacional, realizada por uma equipa do IHC da Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, sobre os portugueses que se viram envolvidos no recrutamento para o trabalho forçado e nos campos de concentração do III Reich, desvendou caminhos que levam a afirmar que muitos portugueses não ficaram incólumes ao conflito, apesar de Portugal ter-se assumido como um país neutro na II Guerra Mundial. Os materiais expostos resultam da investigação realizada por uma equipa liderada por Fernando Rosas que, desde 2014, procura estudar as vítimas portuguesas do nazismo.

Um dos núcleos da exposição terá uma componente local e será dedicado a alguns famalicenses que a investigação revelou terem sido vítimas diretas do nazismo. Entre os trabalhadores portugueses identificados no decurso da pesquisa, um número assinalável é oriundo do concelho de Vila Nova de Famalicão e de outros concelhos do norte do país, o que orientou, num segundo momento, uma equipa de investigadores locais que trabalhou, em estreita colaboração com a equipa de investigação referida, para clarificar o contexto social e económico do território famalicense, as razões e rotas de emigração para França e compreender o envolvimento de famalicenses nas malhas do sistema concentracionário nazi.

A inauguração da mostra decorre no próximo sábado, dia 17 de julho, estando a sessão restrita a convidados devido à situação pandémica. A partir do dia 18 de julho, estará aberta ao público de segunda a quinta-feira das 09h30 às 13h00 e 14h00 às 17h30, assim como aos domingos das 14h30 às 18h30.

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LIVRARIA TFM – UM ESPAÇO EMBLEMÁTICO DA CULTURA LUSÓFONA NA ALEMANHA

  • Crónica de Daniel Bastos

Fundada no dia 2 de maio de 1980 na cidade de Frankfurt, uma das maiores cidades da Alemanha, pela ação visionária do português nascido em Moçambique, Teo Ferrer de Mesquita, a livraria TFM - Centro do Livro e do Disco de Língua Portuguesa, permanece ao longo das últimas quatro décadas como um espaço emblemático da cultura lusófona no coração da Europa.

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A viver no território germânico há mais de meio século, o provecto livreiro além de responsável pela criação da primeira livraria lusa na Alemanha, tem sido ao longo dos anos um prodigioso dinamizador e mobilizador cultural. Ativismo expresso, por exemplo, no seu trabalho durante mais de 20 anos com a Alte Oper de Frankfurt, que permitiu levar ao público alemão grandes nomes da música portuguesa, entre eles, Amália Rodrigues, Carlos Paredes e José Mário Branco.

Assim como na presença lusa na Feira do Livro de Frankfurt, o maior encontro mundial do setor editorial, contexto que levou a que em 1998 estivesse no certame ao lado de José Saramago, quando este recebeu a notícia do Prémio Nobel da Literatura, e tenha estado a convite do mesmo na cerimónia de entrega do galardão em Estocolmo.

Este dinamismo impulsionou a TFM na organização de várias leituras com escritores de referência da língua portuguesa, como José Saramago, António Lobo Antunes ou José Cardoso Pires. Mas também a assumir inclusive uma vertente editorial no seio do espaço lusófono, que esteve já na base de edições bilingues, português e alemão, de consagrados autores brasileiros, como Manoel de Barros ou João Ubaldo Ribeiro.

Atualmente gerida por Petra Noack, colaboradora de longa data de Teo Ferrer de Mesquita, a TFM prossegue como um espaço de referência da cultura lusófona na Alemanha, colaborando por exemplo, regularmente com o Camões – Centro Cultural Português em Berlim na organização de leituras com autores como Patrícia Portela, Rui Cardoso Martins, Kalaf Epalanga, Isabela Figueiredo ou João Paulo Cuenca.

O papel de relevo e promoção cultural desempenhado pela Livraria TFM ao longo das últimas quatro décadas na Alemanha concorreu para que em 2015, este verdadeiro baluarte da língua portuguesa no coração da Europa, fosse distinguido com o Prémio Alemão das Livrarias, que distingue pequenas livrarias germânicas  com uma oferta literária selecionada e uma programação cultural especial.

HÁ 80 ANOS, ALEMANHA NAZI PLANEOU INVADIR PORTUGAL

Espanha viu então uma oportunidade de anexar o nosso país

Passam precisamente 80 anos desde a altura em que a Alemanha nazi, congeminada com a Espanha franquista, planearam a invasão militar de Portugal e sua consequente supressão enquanto país soberano. Tratava-se da chamada “Operação Isabella” e constituía um complemento à “Operação Félix” que tinha por objetivo a ocupação do território britânico de Gibraltar. Não foi Hitler que nos salvou da invasão como foi recentemente propalado mas a habilidade da diplomacia do Estado Novo conjugada com o apoio do Reino Unido que sabia de antemão visar o seu acesso ao continente através de Portugal e Gibraltar.

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Apesar de geralmente aceitar-se o princípio segundo o qual a História não se repete, não podemos deixar de alguma forma fazer um paralelismo com as invasões francesas, incluindo o Bloqueio Continental e o Tratado de Fontainebleau.

Com efeito, à semelhança das pretensões de Napoleão, também a Alemanha pretendia isolar o Reino Unido impedindo o seu acesso ao continente. E a Espanha, mau grado o Tratado de Amizade e Não Agressão Luso Espanhol celebrado em 1939, com Portugal, via nisso uma oportunidade de anexar o nosso país e, dessa forma, concretizar o velho anseio sintetizado no programa falangista da “Espanha Una” a englobar todo o espaço peninsular. E, foi com esse propósito que, em 23 de outubro de 1940, o generalíssimo Franco avistou-se com Adolf Hitler em Hendaye, no sul da França ocupada.

A invasão militar do nosso país seria executada por 3 divisões alemãs: uma blindada, que partindo de Cáceres, atacaria os portos de Lisboa e Setúbal; uma de infantaria motorizada, que partindo de Valhadolid, atacaria o Norte de Portugal e virando para Sul, ameaçaria a retaguarda das forças portuguesas que defenderiam Lisboa e a margem Norte do rio Tejo; e outra de infantaria ligeira, que partindo de Sevilha, avançaria pelo Algarve, com ou sem apoio do exército espanhol.

Com forças militares insuficientes para oferecer uma resistência capaz ao exército alemão, o governo português retiraria sob escolta da Marinha Britânica para a cidade de Ponta Delgada, nos Açores, onde estabeleceria a capital e, desse modo, não assinaria a capitulação militar. Uma estratégia, aliás, em muitos aspetos semelhante à que levou a corte portuguesa ao tempo de D. João VI para o Brasil.

Entretanto, as capacidades de defesa alteraram-se com a cedência, em 1943, da Base das Lages ao Reino Unido ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico a fim de ser utilizada pela Royal Air Force e a chegada de grande quantidade de material de guerra moderno como viaturas blindadas, artilharia antiaérea e anticarro, sistemas antissubmarino, e esquadrilhas de aviões de caça modernos como Spitfires e Hurricanes.

Contudo, foram os falhanços militares alemães na frente oriental, na sequência da invasão da URSS iniciada em 22 de junho de 1941, na chamada “Operação Barbarossa”, mais concretamente a resistência russa no cerco à cidade de Leninegrado, que determinaram o adiamento da invasão militar de Portugal, o qual, aliás, não se chegou a concretizar.

Acresce a isto a grande influência que o partido NAZI possuía à altura entre a comunidade germânica radicada em Lisboa, não se inibindo de promover abertamente iniciativas de propaganda.

Decorridas que são oito décadas sobre os fatos mencionados, importa questionar se os interesses geoestratégicos não continuarão a determinar novas “Operações Isabella”, ainda que com recurso a outros métodos porventura mais eficazes do que a intervenção militar.

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No período da Segunda Guerra Mundial, o Clube Alemão de Lisboa realizou diversas iniciativas como uma exposição de fotografia, conferências e inclusivamente uma festa comemorativa da subida de Adolf Hitler ao poder.

Fotos: DIGITARQ

ARCOS DE VALDEVEZ APOSTA NO VOLUNTARIADO

Território Voluntário: Município Arcuense em Altena (Alemanha). Rede Europeia URBACT - “Volunteering City”

Equipa de trabalho arcuense esteve em Altena, na Alemanha, para mais um encontro de trabalho no âmbito do projeto europeu URBACT - “Volunteering City”.

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O Município de Arcos de Valdevez integra este projeto, juntamente com os Municípios de Athienou (Chipre) que lidere esta rede, Radlin (Polonia), Altena (Alemanha), Capizzi (Itália), Athy (Irlanda), Pregrada (Croácia) e Altea (Espanha).

O objetivo do projeto é desenvolver uma política de voluntariado que responda às várias necessidades sociais emergentes, nomeadamente, os cuidados geriátricos e infantis, o isolamento social, a pobreza, etc, criando procedimentos de aprendizagem coletiva baseados no intercâmbio e na aprendizagem entre pares.

Em cada uma das cidades que compõem esta rede de cidades de voluntariado, existe uma equipa de trabalho, responsável pelo desenvolvimento de um conjunto de atividades, tendo em conta o objetivo do projeto, sendo que, no caso da equipa Arcuense a mesma é composta por representantes do Município, da Segurança Social, da Associação Social Recreativa Juventude de Vila Fonche, da Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Arcos de Valdevez, do Centro Paroquial e Social de Grade e da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez.

Neste momento esta equipa está empenhada em criar um Comité Municipal de Voluntariado, responsável, pela gestão, articulação e promoção do voluntariado no concelho de Arcos de Valdevez, tendo lançado, no passado dia 5 de dezembro, Dia Internacional do Voluntariado, uma campanha de angariação de voluntários locais.

O encontro de trabalho em Altena, serviu para trocar experiências, ultrapassar constrangimentos e analisar boas práticas, para que se adote em cada concelho um Modelo de Governança estruturado para a conceção e implementação da política social municipal, em que os voluntários desempenham um papel essencial.

PAN QUESTIONA ALEMANHA SOBRE ABUSOS EM RELAÇÃO AOS ANIMAIS

Eurodeputado do PAN questiona a Comissão sobre escândalo de abusos a animais em laboratório alemão

  • Investigação feita por duas ONG de direitos dos animais revelam fraca fiscalização estatal na Alemanha
  • Comissão Europeia omissa em perguntas anteriores dos Verdes Europeus
  • A Comissão Europeia tem agora 6 semanas para responder à questão do eurodeputado

O Eurodeputado do PAN, Francisco Guerreiro, submeteu hoje uma pergunta prioritária à Comissão Europeia a inquirir como pretende esta proceder perante os abusos contra animais cometidos no laboratório de Farmacologia e Toxicologia (LPT), na Alemanha, revelados por uma recente investigação secreta.

A investigação realizada pelas Organizações Não-Governamentais (ONG) de proteção animal Cruelty Free International e SOKO Tierschutz revelou vídeos chocantes de violações da saúde e bem-estar dos animais, apontando para um claro incumprimento da legislação que protege os animais utilizados para fins científicos (Diretiva 2010/63/UE).

Francisco Guerreiro perguntou se a Comissão concorda que a Diretiva em causa foi violada pelo laboratório LPT e se esta alegada violação resulta de uma incorreta transposição da Diretiva 2010/63/UE por parte da Alemanha. O Eurodeputado perguntou, ainda, o que tenciona a Comissão fazer para garantir que medidas punitivas sejam tomadas contra este laboratório e para assegurar que tais abusos não estejam a ocorrer também noutros Estados-Membros.

Foi ainda questionado o estado das atuais queixas recebidas contra os Estados-Membros por não transporem corretamente a Diretiva 2010/63/UE em territórios nacionais, em resposta ao silêncio da Comissão face a preguntas prévias dos Verdes Europeus.

O escândalo já levou a LPT a anunciar que o laboratório em questão irá fechar a 29 de fevereiro de 2020 havendo, porém, outros dois que continuarão ativos e o mesmo mantém a sua política de experimentação em animais.

A colocação de uma pergunta prioritária mensal é uma ferramenta que os Eurodeputados dispõem para obter respostas rápidas da instituição Europeia sendo que estas devem chegar num prazo máximo de três semanas.

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